Apostila de Pro Tools

Capítulo I - O Computador

1

Histórico

O desenvolvimento de artifícios para auxiliar as pessoas a realizar cálculos data dos primórdios da humanidade. Desde pedras, ossos, marcas na areia, nós em cordas até o uso dos próprios dedos. Entretanto, o dispositivo mais simples e marcante foi o ábaco. O ábaco marca formalmente o início da evolução que resultou nos computadores e é usado ainda hoje em muitos países orientais.

Evolução

Primórdios: 3000 a.C. – Ábaco – Foi um dos primeiros instrumentos criados para auxiliar o homem em seus cálculos. 1600 d.C. – Surgem soluções mecânicas para o antigo problema de calcular, como a tabela de multiplicações de Napier e a máquina de calcular de Wilhelm Shickard. 1642 – Blaise Pascal cria a Pascaline, máquina de somar e subtrair que utilizava engrenagens. 1671 – Gottfried Leibnitz melhora o projeto de Pascal, incluindo-lhe as operações de multiplicação e divisão. No entanto, estas máquinas de calcular ainda não tinham capacidade de realizar uma sequência completa de instruções fornecidas a priori, ou seja, não eram programáveis. Calculadoras Programáveis: O primeiro projeto desenvolvido com a preocupação de seguir um programa foi o de Charles Babbage (1833), que se chamou a “Máquina das Diferenças”, utilizando um sitstema de cartões perfurados qque davam instruções à máquina. Estes cartões são considerados os primeiros programas de computador e foram escritos, em sua maioria, por Ada Augusta Lovelace, filha de Lord Byron, o poeta. Lady Lovelace é tida como a primeira programadora, sendo responsável pela criação de toda a lógica de programação da época. A calculadora analítica de Babbage nunca passou de um projeto, devido às restrições de engenharia à época. Porém, serviu de modelo para a construção das máquinas de calcular.

2

Herman Hollerith utilizou o princípio de cartões perfurados de Babbage para criar um sistema de processamento de dados (1880), usado no censo populacional nos Estados Unidos. O resultado demorou 7 anos para ser obtido. Anos depois, Hollerith inova o sistema, diminuindo o tempo de processamento para 2 anos. Em 1938 George Steibitz desenvolve o primeiro computador eletromecânico, nos laboratórios da Bell.

Primeira Geração Na década de 40, a evolução dos computadores passa a acompanhar a evolução da indústria eletrônica. A primeira geração de computadores se caracteriza pelos computadores valvulados. Grandes e pesados, consumiam muita energia, causando superaquecimento em pouco tempo. Além disso, ocupavam muito espaço. Segunda Geração Computadores transistorizados, chamados também de computadores de estado sólido, pois não utilizavam gás, como as válvulas. Mais compactos e rápidos, consumiam menos energia e aqueciam-se menos do que seus antecessores. Terceira Geração Com o aperfeiçoamento dos C.I. (circiutos integrados), surgem computadores mais velozes, que consumiam muito menos energia e, principalmente, menores. Quarta Geração Surgem os microprocessadores, permitindo a criação dos microcomputadores, que com seu baixo custo foram os responsáveis pela popularização dos computadores. É a era do silício. Quinta Geração Ainda em fase embrionária, esta geração provavelmente será marcada pela memória de bolha (componentes imersos em meio líquido ou gasoso) e biochips (circuitos orgânicos).

3

o que chamamos de CPU (abreviatura do nome em inglês).COMPONENTES Embora os computadores difiram muito entre si em suas particularidades. sem voltagem) ou um (ligado. carregado com 5 Volts) Os bits são organizados em grupos de oito. quer sejam do tipo mecânico. A unidade elementar de memória é o BIT (contração de BInary digiT). Os programas são chamados de software (conjunto de métodos. É composto de uma unidade de controle e de uma unidade aritmética/lógica. Memória principal É constituída de pastilhas de semicondutores integrados e pode ser dos seguintes tipos: 4 . elétrico ou eletrônico). um computador não pode executar a mais simples das tarefas. que só pode assumir dois valores: zero (desligado. Programa Armazenado – Sem um programa. Unidade de Entrada e Unidade de Saída – Possibilitam a comunicação com dispositivos externos e com o meio. Unidade de Memória – É onde são armazenadas as instruções para o computador e o processamento de dados. magnético. Sem o software. Cada grupo destes é chamado de byte de memória. regras e documentação relacionados com o funcionamento e o manejo de um sistema eletrônico de processamento de dados). eletromecânico. ótico ou magneto-ótico). eles são organizados de forma similar e são constituídos de 4 componentes principais: UCP – Unidade Central de Processamento. O computador e os periféricos (equipamentos físicos que não fazem parte da UCP) são chamados de hardware (conjunto formado pelas máquinas de processamento de dados ou pelos elementos constitutivos das mesmas. Com um programa ele “toma vida” e desempenha a tarefa especificada pelo programa. O armazenamento na memória do computador pode ser de dois tipos: principal (normalmente de semicondutor) ou auxiliar (normalmente em meio magnético. um computador é apenas uma massa não articulada de partes eletrônicas. procedimentos.

Não é possível alterálos ou regravá-los. Memórias Auxiliares São outros meios de armazenamento dos dados. Esta memória é volátil: uma vez desligado o computador. zip e jazz drives. Quando o computador é desligado.ROM (Read Only Memory) – permite apenas a leitura de seus dados. hard disks. Podem ser regraváveis ou não. como floppy disks. fitas megnéticas etc. 5 . RAM (Random Access Memory) – permite ao computador ler diretamente qualquer byte da memória e/ou escrever novas informações. Tem como finalidade armazenar dados de caráter permanente. CD-ROM. os dados são perdidos. A bios é uma memória ROM. os dados desta memória não são perdidos. óticas ou magneto-óticas. Geralmente são mídias magnéticas.

o computador ligará. Normalmente. 6 . Pode ser dividido basicamente em 4 partes: Fluxo – controle de entrada e saída de informações. No entanto. monitor e memória expandida e será capaz de pedir a localização do sistema operacional. 1) Drivers São programas “tradutores”. Mesmo sem um sistema operacional instalado. mouse. gerenciando todos os sistemas internos da máquina.SISTEMA OPERACIONAL É o programa responsável pela organização interna do computador. mouse e teclado. contidas dentro do computador e dos endereços livres para alocação. Fazem com que os periféricos se comuniquem com o computador. teclado. A complexidade de um sistema operacional varia de acordo com a quantidade de informações (número de tarefas + número de usuários) que devem ser processadas ao mesmo tempo. cada periférico vem com seu driver para ser instalado. Por exemplo: uma determinada combinação de bits tem um significado para o monitor e outro completamente diferente para o teclado. como monitor. para os tipos mais comuns de periféricos. existem drivers de funcionamento básico já gravado na ROM. Memória – controle dos endereços das informações. Processamento – controle das tarefas internas necessárias aos processamentos. Dados – controle dos bancos de dados que estão sendo utilizados. reconhecerá alguns drives.

não é raro acontecer do uninstaller não conseguir encontrar todas as partes do programa. os danos podem se estender ao sistema todo. Memória RAM usada pelo sistema Proteção de Memória Gerenciamento de Arquivos Entre 60 e 80 Mb de RAM. 7 . Mas. utiliza “shared memory pools”. os aplicativos podem “dar crash”. Também não oferece “full protection” (o NT tem. Daí os frequentes “crashes” do Windows (especialmente durante navegação na internet). várias partes dele são instaladas em diversos locais e folders do HD. Mac Espaço em Hard Disk Gerenciamento de Memória Apenas sugere o uso de memória virtual (VM Storage).2) Mac ou PC ? Esta tabela está baseada em minha experiência pessoal e discussões na internet e com outros colegas de trabalho. Ao instalar um programa. Assim. Basta jogar a pasta do programa no lixo e. No entanto. em alguns casos). ocupa em média 33Mb. não sendo necessário. não permite a divisão de “pools de memória” entre vários aplicativos. Cada aplicativo tem seu espaço de memória definido. Entre 9 e 13 Mb de RAM. existe o problema das autorizações dos programas… 240 Mb PC + Windows 95 200 Mb Memória Virtual Ocupa. ou seja. não podendo invadir espaço dos outros. A maior vantagem do gerenciamento de arquivos do Macintosh é que não há necessidade de desinstalar aplicativos. Porém. Mesmo assim. em média. Para desinstalar qualquer programa. é sempre aconselhável usar um “unistaller”. Daí a necessidade de menos memória RAM no Macintosh. como um aplicativo ocupa espaço de outro. É extremamente desaconselhável a desabilitação da memória virtual quando se roda o Windows 95. Embora não apresente “full protection” e áreas restritas apenas ao sistema. 130Mb do HD com a swap file. mas isso raramente acontece com o sistema. Daí a necessidade do swap file sempre ligado e de muito mais memória expandida. se houver. retirar alguma extensão (driver) no Extensions Folder. É desaconselhável o uso deste tipo de memória para aplicativos de áudio e vídeo. uma vez habilitado.

não se adaptou bem ao protocolo SCSI. os programas desenvolvidos para esta plataforma costumam ser mais estáveis. Porém. 8 . Existem. Porém. No entanto. especialmente. o Mac OS é muito mais “infantil” e “intuitivo” na sua forma de uso.000 variantes no mundo inteiro. É fácil migrar de outros sistemas para o Mac. SCSI é um protocolo que permite uma comunicação mais rápida entre periféricos e a placa mãe. Como o Mac OS não roda em cima de outra plataforma. gasta-se muito menos tempo com aprendizagem do sistema. Não lê arquivos de Macintosh. É por isso que um CD-Rom roda 4x “mais rápido” num Macintosh do que num PC. Tem melhorado bastante neste quesito. Geralmente é fácil instalar novos software e hardware no Macintosh. existe uma tradição de “programação porca” (claro. Poucos parâmetros são disponíveis para configuração do usuário. Uma infinidade de aplicativos é desenvolvida todos os dias para o PC. Desde o Power PC. porém. é bastante penoso instalar um novo hardware. Indubitavelmente. isto limita usuários mais “espertos”. Devido à quantidade de IRQs. Todos os dias surgem em torno de 3. que desejam customizar seus sistemas sozinhos. Além de o sistema possuir excelentes simuladores de Windows. mais bem programados. raramente a autodetecção funciona perfeitamente. O Mac OS lê facilmente arquivos de Windows ou DOS. existem honrosas exceções) para Windows. !jogos!. algumas questões mais sérias de sistema (como a edição do Registry) são muito complicadas ainda. Porém. Pode ser enervante para usuários mais “criativos”. Embora seja fácil instalar software. é bem mais difícil invadir o sistema desapercebidamente. a maioria de seus hard disks e CD-Roms ainda roda em protocolo IDE. Vulnerabilidade Plug and Pray Compatibilidade entre Plataformas “Userfriendliness” Facilidade de uso do sistema I/O Subsystem Existem 35 vírus de Mac. vem com SCSI embutido na placa mãe. Por outro lado. DMAs e COMs que devem ser configuradas no Windows.Qualidade e Quantidade dos Aplicativos Há menos aplicativos desenvolvidos para Mac. aproximadamente. Não há muitas variações sobre a realização de determinadas funções.000 vírus de PC. A maior vantagem do PC está no enorme mercado de jogos. Hoje já funciona melhor. Por algum motivo. 16.

apenas recentemente saiu um Netscape Navigator para Macintosh. 9 . É muito mais barato montar um PC (especialmente para os norte-americanos) do que um Macintosh. há menos jogos desenvolvidos para Mac. mas deve alcançar o PC em breve. Jogos são mais legais no PC. Ainda é mais caro (praticamente o dobro) comprar um bom Macintosh. Possui hardware muito melhor desevolvido para estes aplicativos. Fazer um upgrade é mais barato também. Muito mais compatível com os formatos de HTML e suporta perfeitamente a tecnologia de multimídia Active X da Microsoft. Os upgrades também são bem mais caros. Os componentes são fáceis de encontrar. Está bem mais atrasado no Mac. A última versão de ICQ para Mac não possui a opção de “picture” nas informações do usuário. Assistência técnica é mais cara e mais rara.Internet 3-D e Realidade Virtual JOGOS Economia Arrá ! Aqui está um item em que o Macintosh anda perdendo para o PC ! Ainda tem problemas de compatibilidade de arquivos na internet e. Infelizmente. Geralmente os lançamentos são para PC. suporta multilinking modems. são mais baratos e a assistência técnica idem. Além disso.

uma vez que o som é convertido para sinal digital. através de voltagens positivas e negativas. O sinal que é gerado vai gradualmente ficando mais e mais distorcido. o que foi gravado soa da mesma forma cada vez que for tocado. i. Isto significa que.Capítulo II . Os sulcos do disco vão sendo deformados pela agulha.. 10 . Este sinal. Neste sentido. então. o volume do som) é expresso pelo valor dessas voltagens. o áudio digital é “mais limpo”. não serão mais gravados juntamente com o sinal. Neste processo. sua cápsula vibra com a pressão de ar recebida pela emissão este som.do meio de armazenamento para as caixas de som (estas.Conceitos Básicos de Áudio Digital Quando o microfone capta um som. é armazenado em algum meio (geralmente magnético).e. por arranhões causados pelo plástico onde o disco é guardado. Além disso. Temos então um sinal eletromagnético resultante desta vibração que expressa. Além disso. as zonas de compressão e rarefação de ar ao longo do tempo. pela gordura dos dedos quando o manuseio não é cuidadoso etc. agora substituindo o microfone). a partir do qual o sinal é lido e o processo se dá ao contrário de quando o som foi captado . Um exemplo claro deste tipo de distorção é o disco de vinil. interferências no caminho e na captação do sinal serão gravadas juntamente com ele na mídia de armazenamento. interferências e ruído da mídia de armazenamento. a reprodução é perfeita. distorcendo-o (corrompendo-o ). ou mais fiel. A intensidade da pressão de ar gerada por determinado som (em última instância. a própria mídia pode gerar ruídos que serão reproduzidos junto com o sinal orignal.

No entanto. vamos definir os princípios básicos da gravação digital: 3) Sampling (amostragem) – o conversor mede. Deve-se sempre partir de um sinal eletromagnético. Para tocar o que foi guardado. 3. Destes. a amplitude do sinal que está entrando. em determinado intervalo de tempo. seja ele obtido por um microfone ou alimentado diretamente ao conversor analógico/digital (no caso de teclados ou guitarras). Para entendê-los melhor. Observe o exemplo: 11 . o processo se dá ao contrário: o fluxo de números é convertido por um conversor digital-analógico em um sinal eletromagnético que irá até as caixas de som. 4) Sampling Rate – é a frequência em que são realizadas as amostras. existem determinados fatores importantes nesta conversão do sinal eletromagnético para números que podem comprometer a fidelidade do áudio digital. então. dois são fundamentais: sampling rate e bit-rate. desde que os números não tenham sido corrompidos. Expressa-se em amostras por segundo.Processo de Gravação Digital de Som 1. são guardados em uma mídia de armazenamento. ou Hertz. que o reproduzirão como som. O conversor analógico-digital (A/D) converte o sinal eletromagnético em um fluxo de números. 2. O sinal eletromagnético (analógico) produzido pelo conversor D/A (ou DAC) será sempre o mesmo. de acordo com a voltagem e a polaridade deste sinal. Estes números. Cada amostra dessas se chama sample.

Esta é a representação gráfica de um sinal analógico que será “sampleado” pelo DAC: Os retângulos são amostras. o eixo X é o intervalo de tempo entre cada amostra (Sampling Rate) e o eixo Y a amplitude do sinal. A amostragem se dá por um processo de “Sample and Hold”. o que obteremos após a leitura dos dados obtidos com a amostragem será algo como a linha azul do gráfico abaixo: 12 . Assim. Cada nível de amplitude é mantido constante até a próxima amostra.

40 KHz. 5) Teorema de Nyquist – Para que uma forma de onda seja amostada fielmente. o dobro de sua frequência. devido tanto a um sampling rate baixo. 13 . passa-se o sinal eletromagnético por um filtro passa-baixas. O sampling rate do CD é de 44.1 KHz). a onda resultante deste processo será uma onda quadrada. a fim de cortar os harmônicos ímpares mais altos (uma onda quadrada é uma onda fundamental senoidal com um número infinito de harmônicos ímpares). Por exemplo. É fácil notar que. Neste nível. o sinal obtido será essencialmente “perfeito” para o ouvido humano.A linha azul apenas se assemelha ao sinal sampleado (linha vermelha). a taxa de amostragem é de 2000 samples por segundo. se desejamos amostrar uma forma de onda de 20KHz. no mínimo. a precisão de amostragem é muito maior. devido ao erro de amostragem (sampling error). Para lhe dar de volta sua forma senoidal. o sampling rate deve ser. quanto a um erro de quantização alto (bit-rate pequeno). Este erro se dá tanto por falta de amostras suficientes. no mínimo. Abaixo podemos observar como o sampling rate melhora o erro de amostragem: Aqui. neste último exemplo.100 samples por segundo (ou 44. Mesmo com uma alta precisão na taxa de amostragem. Caso isto não seja respeitado. o sampling rate deverá ser de. dá-se um fenômeno chamado aliasing: é gerada uma frequência não-harmônica que é igual ao sampling rate menos a frequência acima do limite do sampling rate.

Cada amostra deve ser codificada (quantizada) no maior número possível de níveis. temos 224 .536 níveis de quantização. que nos dá 65. pode-se concluir que quanto mais bits empregarmos para representar o valor de cada amostra. a precisão da conversão digital depende do sampling rate e do erro de quantização. Cada bit pode assumir dois valores: zero e um. e assim por diante. Assim.216 níveis de quantização. que nos dá 16. maior a precisão da medida e menor o erro de quantização. A isto chamamos de quantização. o valor de cada amostra é guardado por uma quantidade de bits.777. 14 . 7) Palavra Digital (Digital Word) – A amplitude da forma de onda no instante de cada amostragem é convertida para um valor numérico. O erro de quantização é a diferença (desvio) entre o valor de amplitude quantizado pelo sistema e o valor real de amplitude da amostra. em 16-bits. Assim. determinada pelo bit-rate. representado por um código binário. 8) Erro de Quantização – Como foi dito. temos 216. 7) Word Clock – É um pulso periódico que sincroniza um sistema eletrônico. O sinal eletromagnético passará por esse filtro antes de ser amostrado. a fim de evitar que dois níveis adjacentes sejam arredondados para o mesmo valor. Logo.6) Filtro Anti-Aliasing – Filtro passa-baixas que impede que frequências acima do limite do sampling rate sejam amostradas na conversão. Em 24-bits.

Como é o sistema Existe uma variedade de configurações de hardware para o sistema Pro Tools.Pro Tools . o que possibilitou o uso de plug-ins em tempo real (efeitos. e suporta a combinação com outras interfaces do Pro Tools 15 .) e a enorme capacidade de mixagem do sistema Pro Tools.Capítulo III . não-simultaneamente. Até 32 buses internos. Os sistemas de Pro Tools que utilizam TDM são: 1. Pro Tools|HD 2. A Digidesign desenvolveu seu hardware baseada nesta tecnologia. plug-ins e sends com edição gráfica. mutes. ele permite o playback de até 128 tracks de áudio. totalmente reestruturado e otimizado. o sistema de Virtual Tracks do Pro Tools permite que se abra até 128 tracks e o playback simultâneo de até 64 deles. No entanto. Pro Tools HD .Utilizando o TDM II. Automação dos retornos dos tracks de auxiliares. equalizadores. Até 5 inserts por track. onde se está limitado ao número de canais fisicamente disponíveis. Ao contrário das fitas multitrack. praticamente independentes da quantidade de memória RAM ou capacidade do processador do computador. como efeitos. 1) Sistemas TDM A sigla TDM significa Time Division Multiplexing e é uma tecnologia que permite que se combine vários tipos de sinais para transmissão através de um único canal ou de uma única linha. auxiliares. Automação dinâmica de volume. O sistema com TDM permite: • • • • • • Uso de plug-ins real-time.Conceitos Fundamentais Uma das características mais importantes do sistema Pro Tools é a utilização de Virtual Tracks. processadores de freqüência e faixa dinâmica etc. os sistemas de Pro Tools|HD estão disponíveis em 3 tamanhos diferentes: Pro Tools|HD 1. a 192 I/O ou a 96 I/O. e Pro Tools|HD 3. Cada sistema requer ao menos uma das novas interfaces de audio. compressores. redutores de ruído etc. pan. Até 5 mandadas de auxiliar mono ou estéreo assignáveis para as entradas e saídas físicas ou para qualquer um dos 32 buses internos.1. Pode-se dividí-las em dois grandes grupos: Sistemas TDM e Sistemas Não-TDM.

1 O Pro Tools|HD 1 vem com o card HD Core™.5. Possui duas entradas e duas saídas analógicas.software do Pro Tools Powermix. Pro Tools com Audiowerk . Este sistema roda usando o Mac AV. 1. 16 . suportando até 96 canais de entrada e saída nas novas interfaces. 2. O Pro Tools|HD 2 inclui o card HD Core e um card adicional de processamento HD. Todos os sistemas do Pro Tools|HD vem com a última versão do software. uma placa DSP farm e pelo menos uma das interfaces de áudio 888/24 I/O ou 882/24 I/O. 1. 1.3.1. pelo menos. 2) Sistemas Não-TDM Os sistemas Pro Tools que não possuem TDM são: 2.software do Pro Tools.para inputs e outputs adicionais. Pro Tools III . Disk I/O card. Mix Plus . duas Mix Cards e. O Pro Tools|HD 3 inclui o card HD Core junto com dois cards adicionais de processamento HD. Possui duas entradas e oito saídas analógicas. 2.software do Pro Tools e placa de som Audiowerk da Emagic (desenvolvedores do Logic Audio). o núcleo de todo o funcionamento do HD. duas entradas e duas saídas digitais (S/PDIF).software do Pro Tools. e são modulares. Possui duas entradas e duas saídas analógicas e duas entradas e duas saídas digitais (S/PDIF). DSP farm e pelo menos uma das interfaces de áudio 888 I/O ou 882 I/O. Mix . sem necessidade de hardware adicional. Pro Tools com Audiomedia .3.1. 1.2 1. Esse card PCI tem o dobro do poder do card MIX Core™.software do Pro Tools e placa de som Audiomedia da Digidesign. uma Mix Card (core) e pelo menos uma das interfaces de áudio 888/24 I/O ou 882/20 I/O.4. Pro Tools com PowerMix .1. uma das interfaces de áudio 888/24 I/O ou 882/20 I/O. o que permite expandi-los conforme haja necessidade. uma d24 audio card.2.composto pelo software do Pro Tools. suporta até 32 canais de entrada e saída em interfaces da Digidesign e inclui os chips DSPs responsáveis pelo grande poder de mixagem e processamento do sistema.software do Pro Tools.1. D24 .3 1. oferecendo um salto significativo no poder de processamento e mixagem e suporta até 64 canais de entrada e saída em interfaces do Pro Tools.2. 1.

Aida só está disponível para Mac. Temporário: basta reinicializar o HD e ele estará novo em folha para receber o novo projeto. pois se conecta através de cabo USB. Maior versatilidade física: pode-se abrir até 128 canais e tocar até 64 simultaneamente.5. mono = 5Mb por minuto. Não-destrutivo: não é necessário destruir o que estava gravado a fim de reorganizar a sessão ou fazer emendas. Hard Disk Não-linear ou randômico: pode-se acessar imediatamente qualquer ponto que se deseja tocar. Definitivo: raramente pode ser reutilizado para novo projeto sem perda de qualidade. processamento. automação e todo o funcionamento requisitado pelo Pro Tools. Na hora que o Pro Tools é instalado.1KHz. Mesmo que se esteja usando menos canais do que o máximo permitido pela mídia.2. Pro Tools LE com Mbox – software do Pro Tools LE e interface com duas entradas e duas saídas analógicas e entrada e saída stereo digital S/PDIF com 24 bits. Pro Tools LE com Digi 001 . oito entradas e oito saídas digitais via cabo ótico e duas entradas e duas saídas digitais S/PDIF. Na hora que abrimos o Pro Tools. deve-se tocar todos os canais disponíveis.software do Pro Tools LE (tecnologia RTAS: Real-Time AudioSuite). Possui oito entradas e oito saídas analógicas.5Mb por minuto. o DAE é automaticamente instalado junto.1KHz. Conceitos Essenciais 1 O consumo de bytes por minuto de gravação por canal é: Em 44. 16-bits. Destrutivo: para reorganizar os canais. 24-bits mono = 7. A capacidade de gravar novos takes em determinado track (sem apagar takes anteriores) fica limitada pelo espaço disponível em HD 1 . ele abre automaticamente em background. e é quem gerencia a gravação. O DAE (Digidesign Audio Engine) O DAE é o sistema operacional da digidesign para sistemas de gravação digital em tempo real. ou fazer emendas. Gravação em Hard Disk (HD) A seguinte tabela compara os sistemas de gravação em HD e gravação em fita digital: Fita Digital Linear: é necessário avançar e retroceder para encontrar o ponto que se deseja ouvir. 2. No entanto. Em 44.4. 17 . Limitação Física: fisicamente limitado à quantidade de canais definida pelo fabricante. é necessário destruir o que estava anteriormente gravado. abre-se apenas o número de canais necessários para o projeto.

MIDI e fades). É como o track de uma fita. Voice: é o número de eventos de áudio que o Pro Tools pode tocar simultaneamente. no caso de uso de uma playlist. Quando ela se refererir a uma música inteira. A sessão contém mapas de áudio. automação. com a vantagem de. poder conter mais de uma possibilidade de reprodução. Audio File: arquivo que contém os dados de conversão de determinado áudio que foi gravado no HD. fade-ins ou fade-outs). 18 . localização de memória (onde estão armazenados os arquivos de áudio. Playlist: grupo de regiões agrupadas em um track numa ordem específica. se confundirá com o audio file. significa que podemos tocar 32 canais de áudio simultaneamente. Track: contém uma playlist que pode ser feita de um audio file inteiro ou de várias regiões editadas. O número de voices é determinado pelo sistema de Pro Tools adotado. Region: É uma parte da informação (data) de áudio. playlists das edições.Sessão: Documento que o Pro Tools cria quando começa-se um novo projeto. MIDI. fades etc. Se tivermos um sistema de 32 voices. de MIDI ou de fade (crossfades.

Já a placa Audiomedia III fornece dois canais de entrada e dois canais de saída analógicos. permitindo a configuração do programa ou de determinada sessão para o uso de hardware. Por exemplo. MIDI ou auxiliar) na Mix Window. número de vozes e alocação de 19 . Channel Strip: é o módulo do track (áudio. Playback Engine: Determina a performance do sistema. Pode-se criar até 128 strips de áudio e 64 strips de MIDI nos sistemas com TDM.Channel: são as entradas e saídas físicas da interface de áudio. as interfaces 888 e 882 fornecem oito canais de entrada e oito canais de saída analógicos.

memória RAM. a Digi 001 e a Audiomedia III. 20 . Nos sistemas TDM ele também nos permite mudar os endereçamentos de cada placa para as interfaces. a d24. O Playback Engine determinará a quantidade de tracks que poderá ser tocada. Na configuração do Playback Engine determinamos que placa de Pro Tools está sendo usada pelo sistema. além do máximo de fidelidade possível dentro de determinado sistema. Entre elas estão o Pro Tools MIX card.

a pasta destinada aos arquivos de áudio gravados na sessão (audio files). se for o caso uma pasta para armezenar arquivos de vídeo gravados na sessão. Na janela que aparecerá. Escolha um nome para a sessão. 21 . deixam de existir. uma pasta para armazenar os presets de plug-ins que forem salvos na sessão e. também escolhemos o sample rate. que é a configuração de entradas e saídas.1. FILE>New Session. mas quando a sessão é fechada. Este folder conterá o arquivo da sessão. Selecione.Criando e Salvando uma Sessão Criando a nova sessão É o primeiro passo para se começar qualquer projeto “do zero” no Pro Tools. na barra de menu. Estas pastas serão criadas automaticamente quando abrimos a sessão. Não é possível misturar dois bit depths diferentes numa mesma sessão. Escolha o bit depth da sessão (16 ou 24 bits). pois ele só trabalha com 16 bits. o passo a seguir é iniciar o programa do Pro Tools. A partir da versão 5. Depois de ligar o computador. escolha o drive onde deseja criar a sessão. No Pro Tools III isto não é necessário. se elas estiverem vazias. 4.Capítulo IV . 3. nesta janela. 2. a pasta destinada aos arquivos de fades criados na sessão. o tipo dos audio files que serão criados na sessão e o I/O Setup. Procedimento para criar uma nova sessão: 1. Ele carregará automaticamente o DAE e abrirá uma nova pasta com o nome da sessão. 5.

Digite o número de tracks desejado.Criando tracks O Pro Tools então abrirá uma Edit Window vazia. Abrindo uma sessão já criada Pode-se fazê-lo de duas formas: • • Clicando duas vezes no ícone da sessão que foi criado no Desktop. 5. onde escolhemos o número de inputs do track. Selecione FILE>New Tracks 2.1 esta janela apresenta mais um campo. (Exemplo: Tuba03) Apagando Tracks 4. clique Previous para renomear o anterior ou Next para renomear o canal seguinte. selecionando FILE>Open Session. Para renomear também outro canal.1. Selecione os tracks que deseja apagar (o primeiro. Escolha e selecione o tipo de track que deseja criar no menu pop-up e clique Create. Na janela que aparecer. Selecione File>Delete Selected Tracks. 5. estéreo. (Se é mono. Clique OK para removê-los. os subseqüentes. clique OK. Dentro do Pro Tools. selecione a sessão que deseja abrir e clique Open.) 4. clicando no nome com a tecla Shift apertada). 22 . etc. clicando no nome. clique duas vezes no botão do nome. Mais o número do take. 5. escreva o nome desejado para o canal. O Pro Tools dará automaticamente nomes aos novos tracks criados. Deve-se agora criar os tracks da sessão: 1. Este nome será o que vai aparecer em qualquer arquivo de áudio que for gravado nesse track. A partir da versão 5. Na janela que aparecerá. 3. Para renomeá-los. Terminada a operação.

não ocorre duplicação dos mesmos. Clique em Save Session. Você continuará trabalhando na mesma sessão e a cópia ficará guardada. Escolha o drive de destino. Criando um Custom Template Pode-se criar sessões que contêm pré-configurações de tracks. ou com os audio files em outro formato: 1. seguindo o procedimento abaixo: 23 . Isto pode ser muito útil para evitar que se tenha de criar “do zero” uma sessão para determinada configuração de um estúdio. fader e plugin settings). 5. Selecione o formato e o bit-depth para a cópia. Escreva um novo nome para a sessão. ou com um bit-depth diferente. Os arquivos de áudio e de fades utilizados continuarão a ser os mesmos da sessão anterior. mixer. enquanto a antiga ficará guardada. • • Para salvar uma sessão por cima da versão prévia. Este recurso só pode ser usado no Macintosh. 2. localizações de memória etc. Clique Save. Para salvá-la com um novo nome. Você passará a trabalhar nesta nova versão da sessão. selecione FILE>Save Session As. ou sem destruir a versão prévia. arrumações dos ambientes de trabalho. selecione FILE>Save Session. Selecione quais folders deseja copiar juntamente com a sessão (áudio. 3. em outra versão do Pro Tools.Salvando uma sessão Deve-se salvar freqüentemente uma sessão enquanto se trabalha nela. Selecione FILE>Save Session Copy. onde o template é criado salvando-se a sessão como um “Stationery Pad Document”. 4. • Para salvar uma cópia completa da sessão em outra localização. Selecione um drive de destino e um nome para a cópia da sessão.

clique na caixa de Stationary Pad e feche-a . 5. 3. 24 . Fechando uma Sessão O Pro Tools permite que se trabalhe apenas com uma sessão de cada vez. 8.1. A sessão será fechada. Selecione FILE>Save Session. Na janela de informação do arquivo. 4. Nomeie a sessão e clique Save. para se trabalhar numa sessão nova. A sessão foi salva como template e poderá ser aberta tanto clicando-se duas vezes no ícone dela a partir do Desktop. deve-se fechar a que já estiver aberta. No Desktop. Pronto. Crie uma nova sessão e faça nela todos os arranjos e configurações de sua preferência a fim de criar um padrão. Para isto deve-se proceder da seguinte forma: 1. Assim. mas o programa continuará aberto. quanto usando-se o comando Open Session. Fechando o Sistema 1. Selecione FILE>Get Info. 6. Clique uma vez nele para selecioná-lo. Se a sessão não tiver sido salva desde sua última modificação. Selecione FILE>Quit. Selecione FILE>Close Session. o Pro Tools perguntará se deseja-se salvá-las antes de fechar-se. Se houver uma sessão aberta e suas últimas modificações não tiverem sido salvas. dentro do Pro Tools. Feche a sessão. sem sair do programa. 2. localize o arquivo da sessão recém salva. 7. o Pro Tools perguntará se deseja-se salvá-la.

O computador. O mínimo que podemos ter de latência é 3 milisegundos. O que determina o tempo de latência é justamente o buffer size. além da velocidade do processador. Precisamos tomar algumas medidas para que o sistema não fique sobrecarregado: devemos desativar ou remover todos os aplicativos desnecessários que rodam em bakground. quanto mais informação ele tiver que processar. Este é o tempo que o sinal demorar para ser convetido de analógico para digital e de digital para analógico. devemos também desativar os gerenciadores de energia e protetores de tela. e manda-lo para uma saída. A latência é o tempo que o computador leva para recebar o sinal. Esta memória armazena temporariamente o sinal que entra através da placa. Ou seja. onde o precessamento é todo feito nos chips DSP da(s) placa(s) do Pro Tools. Buffer Size: O tamanho do buffer determina a quantidade de áudio que a CPU processa por vez. o processador também será usado se escolhermos trabalhar com plug-ins RTAS. deve estar configurado a fim de aumentar a eficiência do Pro Tools. o que é imperceptível. DAE RAM: Quanto mais RAM for alocada para o processamento do DAE.Capítulo V . maior o número de plug-ins que temos acesso. até que ele seja armazenado definitivamente no hard disk. processa-lo. mais tempo vai levar. Porém. No caso do sistema TDM. Eles usam recursos do computador que poderiam estar sendo aproveitados pelo Pro Tools. Também é aconselhável desativar os sons do Windows. Pro Tools RAM: 25 .Configurando o sistema para o Pro Tools O sistema do Pro Tools foi inicialmente desenvolvido para trabalhar no sistema TDM. quando a RAM vai ficando sobrecarregada. portanto todo o processamento fica a cargo do próprio microcomputador. a lista de plug-ins que podem ser usados diminui. E isso aumenta a latência. no Painel de Controle. Abaixo estão alguns conceitos que precisamos entender para poder configurar o computador adequadamente: CPU Power: O poder de processamento do Pro Tools LE depende. O software do Pro Tools LE não utiliza essa tecnologia. do percentual dele que está sendo usado e do tamanho do buffer que está sendo dedicado ao Pro Tools. ou interferem no seu funcionamento. então. DAE Playback Buffer: É a quantidade de memória RAM usada para armazenar o áudio. quando trabalhamos com esse sistema.

edições e automações são feitas mais rapidamente. temos que aumentar o buffer size até que satisfaça nossa necessidade. ele faz com que o Pro Tools demore um pouco antes de começar a tocar ou gravar. Um buffer maior melhora a performance da sessão. como numa mixagem. O mínimo recomendado é 65%. Configurando o DAE Buffer Size. Se o computador começar a ficar lento com esta configuração. Também é onde podemos selecionar a compatibilidade S/PDIF com gravadores DAT DA30 da Tascam. Já um buffer pequeno pode tornar a gravação em hard disks mais lento menos confiável. Configurando os parâmetros do Hardware. que pode ser mudado conforme nossas necessidades. estamos aumentando a eficiência do programa. o valor recomendado pela digidesign é dois. no menu Setup: (Pro Tools LE) Sync Mode: Na maoir parte dos casos usamos o sync interno. 26 . que é o mínimo possível. podendo chegar até a 128. se for necessário. também no menu Setup: É onde configuramos o DAE playback buffer. Quando precisamos de maior poder de processamento e a latência não atrapalharia muito. deixando os outros 15% para o Sistema Operacional. Se precisamos de pouca latência. Podemos usar o S/PDIF se estivermos entrando com dados de um DAT ou outras fontes digitais. deixando mais processamento para o sistema. O ótico é usado quando estamos trabalhando com ADAT ou outro equipamento que trabalhe com o memso cabo ótico. na Audiomedia III também nos permite ajustar o ganho para as entradas analógicas e também o ganho de saída. As atualizações das formas de onda. temos que diminuí-lo. permitindo que sejam feitas mais edições. As mudanças na configuração só são concluidas quando reiniciamos a máquina. CPU Usage Limit: É o percentual da capacidade total de procesamento do computador que é dedicada ao Pro Tools. como numa gravação. Entretanto. O máximo possível é 85%. e pode ser usado em sessões com grande número de edições para acelerar o processamento. que determina a quantidade de memória RAM alocada para o DAE gerenciar os buffers do disco. podemos diminuir o percentual do Pro Tools. H/W Buffer Size: Aumentando o buffer size estamos aumentando o tempo de latência. Portanto.Quando aumentamos a alocação de RAM para o Pro Tools. Other Options: Na Digi 001 nos permite ajustar o nível de entrada para os inputs de 3 a 8 e habilitar filtros Passa-Altas para Mic/Line.

2. 5. ligá-las e esperar seu boot. Usando o processador para plug-is RTAS em sistemas TDM Nos sistemas TDM. 5. Interfaces de áudio (Sistemas TDM): ligar as interfaces de áudio do Pro Tools e esperar que elas se inicializem. devem ser os primeiros a ser ligados. Essas são as configurações mínimas. ligue e espere pelo menos 10 segundos antes de dar OK. esses parâmetros devem ser aumentados. Se tiver chassis de expansão. é recomendado que você configure o H/W Buffer Size em 128 samples e o CPU Usage em 65%. 3. Se o Pro Tools for iniciado com as interfaces desligadas. Esses parâmetros funcionam melhor em computadores mais rápidos. e devem permitir que você consiga um bom poder de processamento para plug-ins RTAS sem diminuir a resposta de vídeo do Pro Tools. desligue as interfaces do Pro Tools. como o Pawer Mac 9600 ou o G3. os HDs externos. Interfaces de MIDI e de sincronização: se forem necessárias. desligue-os. HDs externos: devem estar já inicializados (booted-up) e na velocidade normal de funcionamento quando o computador for ligado. 4. no próprio arquivo do DAE. Chassis de expansão: nos sistemas TDM onde eles fazem parte. em sistemas TDM mais lentos. Ligando o Sistema Vários componentes de hardware são ligados e desligados individualmente: a(s) interface(s) de áudio. a(s) interface(s) de sincronização e de MIDI e o computador. 2. Para que eles trabalhem apropriadamente. com o Pro Tools fechado. Desligue as interfaces MIDI e de sincronização. ele já usará o buffer que determinamos. Nos sistemas TDM. Desligue o computador.OBS: No Machintosh as mudanças na configuração do DAE são feitas fora do Pro Tools. podendo chegar a 1024 samples com 85% da CPU. 27 . Desligue os HDs externos. Espere de 10 a 15 segundos para o boot dos HDs. Da próxima vez que ele for aberto. Computador: finalmente ligá-lo. 3. Desligando o sistema 1. ele vai pedir que elas sejam ligadas. lembre-se que quanto mais processamento do computador for dedicado ao Pro Tools. mais lento ficará o sistema. deve-se ligá-los na seguinte ordem: 1. Porém. 4.

Show/Hide Tracks Lista todos os tracks da sessão. flexível. 2. mixagem e automação. porém. Também pode-se reordenar os tracks clicando e arrastando seu nome na lista para a posição desejada. pode-se optar por mostrar ou esconder todos os tracks. ele será grupo está ativo quando o seu nome estiver desativado. Um destacado na lista. Edit Window – interface gráfica de edição. ele fica ativo.Capítulo VI . No menu do topo da lista (botão Show/Hide). ou mixer. Mix Window Neste ambiente. Para exibir todos os itens contidos nesta janela. os tracks aparecem na forma de módulos de console. permite efetuar as seguintes operações: . Groups (grupos) Lista todos os grupos de tracks que forem criados na sessão corrente. É possível exibir ou esconder um track clicando em cima do nome dele na lista. Além disso. 1. selecione no menu Display>Mix Window>Shows>All. os Channel Strips. 28 . Ambos oferecem as funções de gravação. ou apenas exibir os tracks que estão selecionados na Mix Window. Ativar e desativar grupos – Clicando em cima do nome do grupo na lista.Os Ambientes de Trabalho no Pro Tools Há duas formas de visualizar um projeto de Pro Tools: Mix Window – um console. Clicando sobre um nome selecionado. apenas a Edit Window permite edição.

. Indicador de grupo Controles para ambos os strips 29 . Pan . MIDI velocity meter . Sends . Endereçamento de porta MIDI (MIDI port) . Rec Enable . Pan . Endereçamento de saída (Output) . Audio Track/Channel Strip Mostra os seguintes controles para o audio track: . Solo/Mute . MIDI Track/Channel Strip Mostra os seguintes controles para o canal de MIDI: . Volume . deletar e suspender grupos – através do menu da lista de grupos. Inserts . Modo de Automação . Criar. Indicador de grupo 4. Nome do canal . Solo/Mute . PPM meter . Endereçamento de entrada (Input) . Endereçamento de Voice . Rec Enable . Volume . 3. Patch . Endereçamento de canal MIDI (MIDI channel) .

clique o botão REC do mesmo com a tecla Command apertada. Este modo evita que o canal seja mutado ao se solar outro canal. O track entrará no modo Record-safe e não será possível gravar nele até que seja retirado deste modo (clicando novamente no botão REC com a tecla Command apertada). Latch e Trim. Botão de Pan – serve para controlar a posição do track no estéreo. Ao clicar novamente o botão Solo com a tecla Command apertada. Acionando REC/Play na janela de transporte. Solo – muta todos os canais com exceção dos que estiverem solados e do que se estiver solando. indica o nível pós-fader (padrão). Os controles de Pan só estão disponíveis no modo Stereo Mix Outputs. retorna-se o canal à posição normal de Solo. Basta ir ao menu Options>Pre Fader Metering. Se um canal clippar. o led vermelho do level meter ficará aceso. Para evitar acidentes em determinado track. Vermelho: clipping (acima de 0dB) Pode ser pré-fader ou pós-fader. Os valores variam de <100 (todo para a esquerda) e 100> (todo para a direita). sua voice ficará disponível para outro track. Level Meter – medidor do tipo plasma style. Mute – muta os tracks selecionados. Write. A função de peak hold pode ser de três tipos: 30 . Clicando no botão Solo com a tecla Command apertada coloca-se o track em modo Solosafe.Record Enable – Acionando este botão. ao silenciar um canal. iniciará a gravação de áudio ou de MIDI. Indicador de Pan – mostra o pan do track. Região Amarela: pré-clipping (de –6dB até 0dB) . Touch. Automation Mode – Este botão permite escolher o modo de automação de um track: Off. Basta clicá-lo para zerar. Quando não selecionado. Esta é uma boa ferramenta para não parar o playback de MIDI ou os retornos de efeitos de determinado canal. . o track escolhido fica no modo Record-ready. Fader – controla o nível do canal durante o playback e o nível de monitoração durante a gravação. indica o nível determinado pelo fader. Se o comando Mute frees voice estiver selecionado no menu Options. Região Verde: nível nominal (de menos infinito até –6dB) . Read.

pico e delay do canal. Pode-se assignar uma voice para mais de um track. Infinito (só desaparece quando é clicado) . Level/Headroom/Delay – Clicar neste botão juntamente com a tecla Command. este botão permite o endereçamento de qualquer canal de uma interface de áudio. ou através da opção File>Rename Selected Tracks. No Peak Hold (desabilita o hold) Track Name – Mostra o nome do track. que mantém as regiões de MIDI com os endereçamentos originais de quando foram gravadas ou importadas para o Pro Tools. o output oferecerá apenas uma saída. As vozes que aparecerem em negrito no menu Voices são as que já estão em uso. Não há controle de Pan neste modo. basta clicá-lo duas vezes e digitar a modificação desejada na janela. Direct Out – Se a sessão estiver configurada para este modo. No entanto. permite o endereçamento de qualquer canal de uma interface de áudio. Para editá-lo. 31 . placa de som ou qualquer um dos TDM buses para a saída de um audio track. dois ou mais tracks com a mesma voice não podem ser tocados simultaneamente. Controles exclusivos do Midi Channel Strip Device/Channel – Permite endereçar o MIDI track para uma porta do OMS ou diretamente para a placa Sample Cell. Output – Dependendo do sistema de Pro Tools usado. Controles exclusivos do Audio Channel Strip Input – Dependendo do sistema de Pro Tools usado. Stereo Mix Outputs – Se a sessão estiver configurada para este modo (Options>Preferences>Stereo Mix Outputs). o output oferecerá um par de saídas. Voice – É usado para assignar uma voice para um audio track. Três segundos . Patch – Permite seleconar o patch de MIDI desejado para o device escolhido na caixa Device/Channel. O padrão é Channel-*. placa de áudio ou qualquer um dos TDM buses para a entrada de um audio track. muda este indicador para três modos: nível..

A variação de ambos indicadores vai de 0dB (o mais alto antes do clip). Sends – Cada canal pode ter até cinco sends. Inserts – Cada canal pode ter até cinco inserts. até menos infinito (sem sinal). Nível: mostra o volume de input ou playback de um track de acordo com o determinado pelo fader. Basta clicar e segurar o losango para endereçar o canal para algum send (que poderá ser pré ou pós-fader). Pico: indicador de headroom baseado no último pico de playback. Basta clicar e segurar a bolinha preta para endereçar algum insert. Delay: indica o atraso. mono ou estéreo. . basta clicá-lo. pode-se abrir sua respectiva janela de edição. em samples do canal devido a plug-ins TDM inseridos nele. Clicando no botão do insert desejado. . Para zerar o indicador. Track na Mix Window 32 ..

iniciará a gravação de áudio ou de MIDI. Acionando REC/Play na janela de transporte. Para evitar acidentes em determinado track. Para mostrar todos ítens contidos no track. retorna-se o canal à posição normal de Solo. ao silenciar um canal. As vozes que aparecerem em negrito no menu Voices são as que já estão em uso. clique o botão REC do mesmo com a tecla Command apertada. Este modo evita que o canal seja mutado ao se solar outro canal. Automation Mode – Este botão permite escolher o modo de automação de um track: Off. O track entrará no modo Record-safe e não será possível gravar nele até que seja retirado deste modo (clicando novamente no botão REC com a tecla Command apertada). e o MIDI sob a representação gráfica de MIDI data. Solo – muta todos os canais com exceção dos que estiverem solados e do que se estiver solando. Clicando no botão Solo com a tecla Command apertada coloca-se o track em modo Solosafe. Latch e Trim. Mute – muta os tracks selecionados. 33 . Controles para os tracks na Edit Window Os controles para os tracks são os mesmos explicados na sessão da Mix Window. Se o comando Mute frees voice estiver selecionado no menu Options. Touch. Esta é uma boa ferramenta para não parar o playback de MIDI ou os retornos de efeitos de determinado canal. A Edit Window mostra um display do áudio ao longo de uma linha de tempo. Record Enable – Acionando este botão. Pode-se assignar uma voice para mais de um track. Write. pois podemos visualizar o áudio sob a representação de gráficos em forma de onda. Read. sua voice ficará disponível para outro track. É especialmente concebida para a edição e arranjo dos audio tracks. dois ou mais tracks com a mesma voice não podem ser tocados simultaneamente.Edit Window Talvez este seja o ambiente de trabalho mais usado no sistema Pro Tools. basta selecionar Display>Edit Window>Shows>All. Voice – É usado para assignar uma voice para um audio track. No entanto. o track escolhido fica no modo Record-ready. Ao clicar novamente o botão Solo com a tecla Command apertada.

Frames . Bars&Beats . medium. Para retirar alguma régua do display basta clicar Option+ nome da régua. apagar as não utilizadas ou selecionar uma já criada. jumbo e extreme). large. Basta clicá-lo e arrastar até um dos 6 tamanhos possíveis (mini. Volume. Os level meters continuam funcionando da mesma forma que na Mix Window. Waveform. ÁREA DE EDIÇÃO Continuamos a ter as opções Show/Hide Tracks e Show/Hide Groups. além da régua de Markers. Pode-se exibir qualquer um destes formatos de tempo. Tempo e Meter: para exibir todas as réguas clique em Display>Ruler Views Shows>All. Mute. Track display format – O formato de display de cada track mostrará qual tipo de data será exibida e editada na área da playlist do track. Send Pan e parâmetros de plug-in que tenham sido automatizados. small.Playlist – Clicando e segurando o menu pop-up pode-se escolher criar uma nova playlist. Minutes:Seconds . duplicar a playlist existente. Todos os comandos de exibição da régua também estão no menu pop-up à direita de qualquer uma delas. Time Base Ruler – É a régua de tempo da Edit Window. Samples É importante ressaltar que: 9) O SMPTE será mostrado no formato escolhido na Session Setup Window. Pan. Track height – Permite que se selecione o tamanho de exibição de determinado track. Timecode (só nos sistemas TDM) . Send Level. Podese exibir um Audio Track nas formas de Blocks. 10) A escala Bars&Beats só funciona se for dada uma “tempo list”. Para exibir apenas a escala de tempo principal clique Display>Ruler Views Shows>None. . Send Mute. Feet. através das seguintes maneiras: 34 .

Location Indicators – Mostram a posição atual de playback nas escalas de tempo principal e de sub-tempo. de fim (end) e a duração (length) para uma seleção. Zoomer – Lente de aumento para mudar a escala de visualização do track. Selection Indicators – Informam sobre o começo e o fim da seleção atual.a) Um tempo map em BPM fornecido ao menu MIDI>Change Tempo b) MIDI tracks que fornecerão o andamento e suas oscilações c) Tempo Map: manual: menu Edit>Identify Beat. exatamente o ponto de início (start). Pode ser baseado na escala de tempo prinipal ou em qualquer um dos formatos de tempo oferecidos. Nudge Selector – Define o valor de tempo a ser usado na função de nudging. 35 . Para gravar um zoom clique um botão de memória com a tecla Command (Mac) ou Control (PC) apertada. através destes controles. Ferramentas e Modos de Edição Setas da Escala de Display – Ajustam a visualização do track mudando a escala dos pontos em torno do centro visual do track. Memórias de Zoom – Possuem exibições gravadas de zoom. Pode-se especificar. Pode ser baseado na escala de tempo prinipal ou em qualquer um dos formatos de tempo oferecidos. Para usar uma memória de zoom basta clicál-la. Grid Selector – Serve para determinar as unidades de tempo que formarão a grade no modo de edição Grid. além da duração da mesma e o atual ponto de playback.

Modos: 1. A forma de movimentar uma região com o Grabber é determinada pelo modo de trabalho selecionado (Spot. Object Grabber – Permite a seleção de regiões descontínuas que podem estar em tracks separados. Shuffle). 3. (Somente sistemas TDM. Shuttle Lock: apertando-se um número de 0 a 9 juntamente com a tecla Control. 36 . Aumentando-se o zoom. a fim de achar o melhor ponto de corte. Funciona como o cursor de seleção de um editor de texto. Shuttle: clicando-se no track com a ferramenta Scrubber e a tecla Option apertada. pode-se fazer o scrub numa velocidade bem mais rápida do que a velocidade de playback. Selector – Serve para delimitar uma região para edição. Grid. (Apenas em sistemas TDM. Scrub: permite arrastá-lo. TCE Trimmer – Realiza compressão e expansão de tempo da região para fazê-la caber em um determinado intervalo de tempo. Separation Grabber – Separa seleções transformando-as em novas regiões. Na visão de automação. Slip. clicar e arrastar com esta ferramenta permite tocar o track para frente e para trás.) Scrubber – Em qualquer parte do track.) Scrub Trimmer – Permite que se toque o material à medida que se ajusta com a ferramenta Trimmer. 2. Para fazer scrub em dois tracks ao mesmo tempo. mas sem mudar a velocidade de playback.Standard Trimmer – Esta ferramenta permite diminuir e aumentar o tamanho das regiões. Time Grabber – Usado para pegar e arrastar as regiões de um ponto a outro. Usa-se a tecla + da calculadora para fazer o Shuttle Lock para frente e a tecla – da calculadora para fazer o Shuttle Lock para trás. obtém-se mais controle. podese mudar a velocidade de scrub. serve para criar e editar automation breakpoints. clique entre eles.

Triangle. Em todos os formatos (Freehand. Grid – O movimento das regiões é quantizado de acordo com uma régua de tempo selecionada pelo usuário (que forma uma espécie de grade invisível). Square e Random) serve para desenhas a automação dos displays de automação. posicione o cursor perto das bordas da região. . Modos de trabalho na Edit Window Cada um destes modos de trabalho determinará como poderão ser ser manipuladas as regiões durante a edição. Normalmente serve para consertar picos numa forma de onda (De-clicking). Só é disponibilizada quando o zoom está ampliado o suficiente para ver amostras (samples) individuais.Para Grabber. baterias ou outras sessões rítmicas. posicione o cursor nas bordas superiores esquerda ou direita. entre duas regiões adjacentes. Deve ser usada com cuidado. posicione o cursor na metade inferior da região. como se fossem ímãs. Trimmer. Line.Pencil – No formato Freehand é uma ferramenta destrutiva de edição que permite redesenhar uma forma de onda. 37 . Excelente para edição de pistas com percussões. . Grabber e que e crie fades sem a necessidade de trocar de ferramenta. Slip – Totalmente livre. Shuffle – As regiões se alinham (uma extremidade na outra). . Spot – Útil quando se deseja mover deteminada região para uma localização específica de tempo (em casos de sincronização. Dependendo da posição do cursor em cima da região a Smart Tool se tranforma em uma das ferramentas citadas. pode-se arranjar as regiões da forma que se desejar. Smart Tool – Permite que se use as ferramentas Selector.Para Fade In/Fade Out. posicione o cursor na metade superior da região.Para Crossfade. . posicione o cursor na parte inferior. desde que o track a ser editado esteja no formato de Waveform ou Blocks. . próximo ao meio. próximo ao meio.Para Trimmer.Para Selector. é fundamental usar este modo). Este modo é muito útil para arranjar as reigões de forma a não ter gaps entre elas e a não ocorrer sobreposição de umas nas outras.

tamanho da região. Daqui elas podem ser arrastadas para os tracks e arrumadas da forma que se desejar. 38 . Esta lista pode ser ordenada de acordo com uma variedade de atributos. localizado no canto superior direito da Audio Regions List. inclusive. Audio Regions List – É o local onde ficam as regiões de áudio depois de terem sido gravadas. MIDI Regions List – É onde as regiões de MIDI aparecem depois de terem sido gravadas. o arquivo de origem. como: nome da região. Para acessar as regiões usando o teclado. importadas ou criadas através de edição. os audio e MIDI tracks na Edit Window possuem o display das regiões formando uma playlist para o playback de áudio e MIDI. o caminho (folders) e o HD de origem.Audio e MIDI Tracks – Além dos controles já mencionados na sessão Mix Window. Clicar numa região juntamente com a tecla Option permite ouví-la. nome do arquivo de origem. deve-se clicar no botão a/z. importadas ou criadas (através da edição). as seleções na region list equivalem a seleções nos tracks. tamanho do arquivo de origem. podem ser levadas de um track a outro. Possui as mesmas funções da Audio Regions List. As regiões de áudio e de MIDI podem ser arrumadas em qualquer ordem num track e. Ao habilitar Setups>Preferences>Editing>Region List Selection Follows Track Selection. Pode-se mostrar também. Transport Window Funciona como o transporte convencional da máquina de fita analógica. além do nome da região.

Length: mostra o tamanho da área de playback selecionada. 3. Rewind e Fast Forward: retrocede ou avança o cursor a partir do ponto em que ele se encontra. 2. Equivale ao comando Options>Online. Bars&Beats: move o cursor para o início do compasso seguinte ou anterior. Feet. a gravação e o Playback podem ser acionados via SMPTE. o cursor se moverá das seguintes maneiras: 1. Return to Zero: manda o cursor de playback para o início da sessão.Botões: 1. Assim. Basta selecionar no menu Setups>Preferences>Operation>Audio During Fast Forward/Rewind. Online: coloca o Pro Tools online. especialmente. Timecode: move para frente ou para trás em saltos de um segundo de acordo com o formato de timecode selecionado. pode-se usá-lo como o cue das máquinas analógicas ou o search do CD Player. Opcionalmente. 1. 3. 39 . dependendo da escala de display selecionada. Start: início do playback (início da seleção ou ponto onde o cursor se encontra). Post-Roll: quantos segundos depois da seleção o playback continuará. Clicando-se apenas uma vez no botão. End: fim do playback (fim da seleção ou ponto onde o cursor se encontra). 5. Samples: move para frente ou para trás em saltos de um segundo. 3. 2.Frames: move para frente ou para trás em saltos de um pé. Para dar Rewind ou Fast Forward continuamente. para Auto Punch In/Out. 5. 4. 4. 2. Indicadores de Pre/Post Roll e Selection – Mostram os valores selecionados para Playback e. Pre-Roll: quantos segundos antes do cursor ou da seleção o playback se iniciará. basta clicar e segurar o botão desejado. Minutes:Seconds: move para frente ou para trás em saltos de um segundo.

ou caminho do sinal. Um signal path. Por exemplo: você pode renomear o Input 1 para Kick In caso você sempre ligue o bumbo na entrada 1 da sua interface. saídas ou busses que possuem um único nome e estão agrupados em um canal. Inserts. Na janela do I/O Setup você pode personalizar os paths. para busses internos ou para outros paths do Pro Tools. Cada sessão guarda as configurações dos paths como I/O Settings. busses e ainda do SampleCell para cada sessão do Pro Tools. e também pode salvar e carregar arquivos de I/O Settings. formatar e mapear o caminho do sinal de áudio das entradas. Quando você cria uma nova sessão você pode especificar uma configuração de I/O Setup padrão. é um grupo lógico de múltiplas entradas. Através dessa janela também podemos rotear as entradas e saídas da(s) interface(s) da Digidesign para as entradas e saídas do Pro Tools. Plug-ins e Sends dos tracks. Na sessão. Essas opções são criadas na janela do I/O Setup. Output. Os settings salvos em uma sessão são carregados automaticamente quando a sessão é aberta. incluindo presets para sessões estéreo ou multichannel (para uma mixagem em formatos multichannel é necessário um Pro Tools HD ou Pro Tools|24 MIX). o áudio é endereçado através dos seletores de Input. A lista de opções nos menus dos seletores vai depender dos paths que existem.Endereçamentos e I/O Setup A janela do I/O Setup (que fica no menu Setups) nos permite rotular. A configuração do O I/O Setup vai variar conforme o sistema de Pro Tools que estiver sendo usado. saídas. paths ou outro recurso necessário) irão continuar na sessão como inativos. Na janela do I/O Setup você pode nomear e definir esses caminhos para que o Pro Tools se adapte melhor ao projeto no qual você está trabalhando. Os itens que não estiverem disponíveis (hardware. Menu do seletor de Input de um track Menu do seletor de Output de um Track 40 .Capítulo VII . inserts. No seletor você pode endereçar os tracks para as entradas e saídas do hardware.

I/O Setup dialog, Output paths, Digi 001 system

I/O Setup dialog, Output paths, Pro Tools HD

Main Paths e Sub-Paths

Os paths na janela do I/O Setup incluem main paths (principais) e sub-paths (secundários).

41

Main e sub-paths no I/O Setup Channel Grid

Main paths são agrupamentos lógicos de inputs, inserts, busses, ou outputs. Por exemplo, Main Out é geralmente o nome do master stereo output. Um sub-path é um path dentro de um main path. Por exemplo, o path de uma saída estéreo padrão consiste em dois sub-paths mono, left e right. Tracks e sends mono podem ser endereçados para sub-paths mono. As definições padrão (Default) dos paths são instaladas automaticamente pelo Pro Tools, para que você possa começar a gravar ou mixar sem precisar configurar a janela do I/O Setup. As configurações dos paths nos arquivos Default de I/O Settings irão depender das configurações do sistema, e seus nomes da interface que está sendo usada. Se houver necessidade, você pode ir na janela do I/O Setup e personalizar os paths para que eles atendam melhor seu projeto. Principais comandos do I/O Setup: New Path – Cria um novo path, que você define como mono, estéreo ou multichannel (se possível). New Sub-Path – Cria sub-paths dentro de um path existente. Delete Path – Apaga um path. Default – Volta o I/O Setup para o padrão Esses comandos funcionam individualmente para cada tipo de path (Input, Output, Inserts e Busses). No caso dos Inputs, dos Outputs e dos Inserts, você pode nomear, escolher o formato e precisa escolher as entradas ou saídas físicas da interface a qual eles se referem. Já nos busses você pode mudar apenas o nome e o formato, já que eles trabalham internamente. Import Settings – É através deste comando que você pode abrir um arquivo de I/O Settings que já exista para trabalhar na sua sessão.

42

Export Settings – Quando exportamos os settings estamos criando um novo arquivo, que poderá ser usado em outras sessões. Para alternar o estado de um path entre Ativo ou Inativo, basta em qualquer das janelas clicar no path desejado (Input, Output, Insert, ou Send Selector) usando Control-Start-click (Windows) or Command-Control-click (Macintosh).

43

ainda há uma latência.Gravando no Pro Tools Entradas das interfaces e Nível de Gravação A maioria das interfaces da digidesign não possuem pré-amplificação. a distorção. a não ser no modo de gravação Quickpunch. no Menu Setups. que pode ser acessado através das configurações de Hardware. passamos a ouvir o sinal que está entrando na interface do Pro Tools no track habilitado para a gravação. gerando a latência. Auto Input Monitor Neste modo. Low Latency Monitoring (Pro Tools LE) Como já foi explicado antes. Por isso. pelo fato do Pro Tools LE usar o processador do computador para seu funcionamento. não ouvimos nada. Ela tem dois preamps. que num sistema analógico pode até ser agradável. este modo de monitoração muda a cor do botão de Rec para verde (a partir do Pro Tools 5. O nível de gravação deve ser o mais alto possível. Mas devemos ter cuidado para que o sinal nunca distorça (clip). o que houvimos neste track é sempre o sinal que está entrando na interface no momento. Podemos reduzir a latência alterando o buffer size. quando paramos de tocar a sessão. No momento em que iniciamos a gravação. o sinal leva um tempo apar ser processado. Modos de Monitoração Existem dois modos de monitoração do sinal de entrada no Pro Tools para os tracks que estão habilitados para gravar: Auto Input Monitoring e Input Only Monitoring (que podem ser escolhidos no Menu Operations). quando temos um canal habilitado para gravação. Mas ainda que o buffer seja o menor possível. pois num sistema de gravação digital. e para as outras seis entradas tem o Input Gain. passamos a ouvir o que está gravado neste track.Capítulo VIII . voltamos a ouvir o que está na entrada do track. e caso a gravação pare e o playback continue. Esta transição. nas entradas 1 e 2. o nível do sinal de entrada deve ser ajustado antes de chegar ao Pro Tools. Quando trabalhamos no Pro Tools LE temos a opção de 44 . voltamos a ouvir o que já estava gravado. Pode ser passando por um mixer ou apenas por um pré-amplificador. neste caso é sempre indesejada. se não houver nada gravado. Input Only Monitor Neste modo.1). não é imediata. para que possa aproveitar ao máximo a faixa dinâmica do Pro Tools. Mas quando o playback é iniciado. Na Transport Window. A única interface da Digidesign que possui pré-amplificação é a Digi 001.

ou clicando com o botão direito do mouse no Rec da Transport Window (Windows). Se pararmos a gravação antes da metade da seleção. Esse modo é muito usado para fazer emendas. junto com o Audio File. Todos os takes gravados vão se acumulando no HD. e cada um deles será uma Region deste arquivo. Modos de Gravação Para mudar o modo de gravação no Pro Tools devemos selecionar um deles no Menu Operations. será criada uma nova Region. que será listada.habilitar o Low Latency Monitoring (no Menu Operations). 45 . Mais de 100 punchs podem ser feitos em um mesmo take. QuickPunch Gravar no modo QuickPunch permite que a qualquer momento do playback iniciemos a gravação (para tracks que estejam habilitados para gravação). Na realidade. gravaremos no modo normal. apenas apertando o Rec. Assim. através de um mixer existente na placa PCI.0 milisegundos. Normal (Não-destrutivo) É o modo em que o Pro Tools trabalha normalmente. na Audio Regions List. e termina quando terminamos o playback. que faz com que o áudio retorne antes de passar pelo processador. num total de 3. Se nenhum estiver selecionado. numa mesma seleção. o arquivo de áudio começa a ser gravado no momento que iniciamos o playback. para qualquer punch que for feito. Assim a latência passa a ser apenas o tempo das conversões A/D e D/A. estamos o substituindo por outro definitivamente. economizando espaço no hard disk. na realidade. Também podemos mudar o modo de gravação clicando em Rec + Control (Mac). estaremos criando apenas um Audio File. É o único modo em que vemos a onda (waveform) ser desenhada durante a gravação. O Low Latency Monitoring funciona apenas em tracks onde o input esteja direcionado para uma entrada da interface e o output para as saídas 1 e/ou 2. No modo QuickPunch. e ficam listados na Audio Region List. este take será descartado. Loop Record Permite que vários takes sejam gravados sucessivamente. Destrutivo Neste modo. todos os plug-ins e mandadas de send de tracks habilitados para gravação são desativados. quando gravamos sobre um arquivo. Quando esta opção está habilitada. E também podemos parar a gravação e continuar ouvindo a sessão a qualquer momento. com todos os takes. Na Audio Region List poderemos ver este Audio File e todas suas Regions. que deverá ser especificada. O modo selecionado fica indicado no próprio botão de Rec da Transport. e estes tracks não serão registrados no Master Fader.

Selecione. aperte o play. Habilite o Rec na Transport Window. o Input da interface onde está conectado seu instrumento/microfone. . Ajuste o nível de entrada do sinal para gravação.F12 . a monitoração mais apropriada é o Auto Input Monitor. 6. 2. Renomeie o(s) novo(s) track(s). Um novo arquivo foi criado em seu Hard Disk. e aparecerá na Audio Regions List.Chamar uma Memory Location. .3 da Calculadora Marcando os trechos que serão gravados Há algumas maneiras para selecionarmos os pontos onde a gravação começará e terminará: . Os faders dos tracks habilitados ficam vermelhos. 12. Ajuste seu volume de monitoração. 10. Procedimento para gravar um track no Pro Tools 1. 46 . 9. podemos gravar usando os seguintes atalhos do teclado: . Habilite o(s) track(s) desejado(s) para gravar. 5. no Output Selector. 4.Arrastando os marcadores na Ruler (bandeirinhas vermelhas). Escolha o modo de gravação desejado. Conecte um instrumento/microfone a um Input da interface. 8. .Selecionando na playlist . 11. 7. o output da interface que você está usando como retorno. Escolha.Control + Espaço (Windows) ou Command + Espaço (Mac) . Quando tiver acabado de gravar o que queria. o que pode ser feito no Pro Tools ou fora dele. correspondente ao áudio que foi gravado.Digitar o momento onde começa e o momento onde termina a gravação.Para gravarmos neste modo. Atalhos para Gravação Além dos comandos da Transport Window. Quando estiver tudo pronto para que a gravação comece. Crie o número de tracks desejado. no Input Selector. na Transport Window. aperte Stop. 3.Selecionando na Ruler de tempo.

e podemos acessá-la por qualquer outro track. se gravamos em Loop Record. 47 . devemos clicar no Menu à direita do nome do track e escolher New. Option + Command + Espaço. que ficará piscando. A partir da versão 5. Para evitar este atraso. A antiga ficará listada quando clicamos neste mesmo Menu.1 do Pro Tools. .Usando Atalhos: No Windows. todos os takes da gravação serão apagados. Assim ele será automaticamente apagado do computador e da playlist. 2 – Aperte o Play com o Alt (Windows) / Option (Mac) apertado. Para isso podemos criar uma nova Playlist. Principalmente se estivermos gravando muitos tracks ao mesmo tempo ou se já houver muitos tracks abertos na sessão. onde devemos nomear essa nova Playlist. na hora em que acionamos a gravação no Pro Tools. e poderão ser usados a qualquer momento. podemos usar o modo Record Pause na hora da gravação. Para gravar neste modo: . também temos a opção de desfazer a gravação (Undo Record). Se estivermos gravando no modo destrutivo esta opção não funciona. Para criar uma nova Playlist. aperte Alt + Control + Espaço. antes de parar a gravação. Gravação em espera (Record Pause) Às vezes. Com esta opção podemos descartar um take mesmo depois de já termos parado a gravação. Pode ser feito no menu Edit ou com o atalho Control+Z (Windows) / Command+Z (Mac). Gravando numa nova Playlist Mesmo a gravação no Pro Tools não sendo destrutiva. às vezes queremos preservar a ordem que as Regions estão dispostas na Playlist do track. portanto se gravarmos por cima de algum áudio ele não será apagado.Cancelando uma gravação Enquanto estamos gravando um take. ele demora alguns segundos antes de começar a gravar. Para cancelar uma gravação basta apertar Control + Ponto (Windows) ou Command + Ponto (Mac). o play ficará piscando. podemos descartá-lo. Os Audio Files e Regions de todas as Playlists estarão listadas na Audio Regions List.Na Transport Window: 1 – Aperte o Rec. uma janela se abrirá. para o mesmo track. No Mac. a gravação começará imediatamente. 3 – Quando apertar o Play.

e Post Roll de diversas maneiras. Na hora de parar. que é justamente iniciar o playback antes do ponto onde a gravação começará. Arrastando os marcadores de Pre. Marcando Pre.e Post-Roll Podemos marcar os pontos de Pre. na hora de fazer uma emenda. Gravar usando o Pre. Porém. é melhor fazer a emenda usando o QuickPunch. Por isso habilitamos o Pre-Roll neste caso. de habilitar o Auto Input Monitoring. podemos tocar a música até o ponto da emenda. Funciona como na gravação em fita. apenas na monitoração. onde é só apertarmos o Rec que começaremos a gravar. preservando o restante dele. Devemos lembrar. a gravação para e o playback continua.e Post-Roll na Transport Window Os valores devem ser digitados nos campos correspondentes. até o ponto marcado. Para habilitá-los (os dois simultaneamente). podemos hobilitar a opção Pre/Post Roll Playback no menu Operations ou usar o atalho Control + K (Windows) / Command + K (Mac). Marcando Pre.Fazendo Emendas em um Tack Às vezes queremos corrigir apenas um trecho de um track que foi gravado. o músico teria que adivinhar a hora que começaria a tocar. a gravação e o playback param imediatamente. Então se precisamos ouvir esta transição perfeitamente na hora da gravação. Não é fundamental.e Post-Roll na playlist Basta clicarmos em um ponto na playlist antes do ponto onde começará a gravação com o Alt (Windows) / Option (Mac) pressionado pra marcar o Pre. Marcando os pontos de Pre. se apertamos Rec.e Post-Roll Se sabemos exatamente onde fica o início e o fim da região que teremos que corrigir.Roll. mas a gravação fica mais confortável. basta selecionar este trecho e gravar. para ouvir o que já está gravado no track até o ponto da emenda. O Post-Roll toca após o fim da gravação. Há duas maneiras de fazer isso: Gravar no modo QuickPunch Gravando neste modo. pra marcar o Post-Roll. o ponto marcado deverá estar depois do ponto onde a gravação terminará. Na transição do que acabou de ser gravado para o que estava gravado previamente há uma pequena latência.e Post Roll 48 . se apertamos logo Stop. assim.

e um menu com as regiões que foram gravadas naquele mesmo ponto se abrirá. você pode marcar pontos ou seleções importantes na sessão. Com a região a ser substituida selecionada. Marcando uma Memory Location Usando a Memory Location. é só segurar e arrastá-los para os novos pontos.Na Ruler o Pre. ou clicando exatamente no início da região. para mudá-los de lugar. se for o caso. arraste a região desejada pressionando Control (no Windows) ou Command (no Mac) até a playlist onde ela foi gravada. e ela irá substituir a anterior.e o Post-Roll aparecem como marcadores (bandeirinhas) verdes. Para marcar uma Memory Location. Se quisermos ouvir os takes anteriores. Para voltar a determinada Memory Location. junto com os parâmetros que você tiver salvado. já com os tempos corretos de Pre. no Menu Windows. com a ferramenta Grabber selecionada. podemos fazê-lo de duas maneiras: Na Edit Window. Digite um nome para ela e salve as configurações desejadas. você também tem a opção de salvar os tempos de Pre.e Post-Roll que está usando no momento. Selecione a região desejada. Ouvindo outros takes gravados Quando gravamos no modo Loop Record ou fazemos uma emenda. Então é só clicar no Enter da calculadora que a janela do Memory Location abrirá. temos mais de um take para a mesma região. - Esses dois procedimentos podem ser repetidos até que você escolha o melhor take. Uma das suas utilidades é que você pode selecionar um trecho a ser gravado e colocá-lo na memória. 49 . Ela substituirá o take anterior e já estará na localização exata. para voltar a ele sempre que precisar. abra a janela de Memory Locations. clique com o Control (Win) / Command (Mac) pressionado.e Post-Roll habilitados. clique na Memory Location desejada e ela será selecionada. você antes deve selecionar a região a ser gravada. Quando cria uma Memory Location nova.

Para importar direto para um track. escolha Import Audio to Track. o arquivo não tocará no pitch correto. fades e áudios podem estar localizados em qualquer drive conectado ao SCSI bus interno. 2.Importando e gerenciando os áudios no Pro Tools Importando áudios para o Pro Tools No Pro Tools você pode importar audio files ou regions de outra sessão ou até de outros aplicativos. onde temos a opção de ouvir os arquivos antes de importa-los. No Pro Tools III. sem convertê-lo. Observe as seguintes regras de gerenciamento: 1. no menu File. Os seguintes formatos de Audio files podem ser importados: • AIFF •WAV • SDII • SDI • MP3 • Sound Resource (AIFL . Nos sistemas 24Mix e d24. 3. você pode importar somente a região.somente no Windows) Se um audio file estiver dividido em regions.Capítulo IX . os arquivos de sessão. fades e áudios devem estar localizados em drives conectados à cadeia SCSI da placa Disk I/O. Para importar o áudio para a Audio Region List. Os dois comandos abrem a janela Import Audio.somente no Macintosh) • WMA (Windows Media . o programa Pro Tools deve ser instalado no drive de start-up (o mesmo que contém o System Folder e os arquivos relacionados ao sistema operacional). 50 . Se você importar um audio file com o sample rate diferente do sample rate da sessão. Os arquivos que não são suportados pela sessão devem ser convertidos quando importados. sem precisar importar o arquivo de áudio inteiro. Gerenciamento de arquivos e compatibilidade Os vários sistemas de Pro Tools precisam que vocêm mantenha certos arquivos em determinado HD para funcionarem corretamente. Em todos os sistemas de Pro Tools para o Macintosh. e um track novo será criado para o audio importado. Eles podem ser importados direto para novos tracks ou para a Audio Region List. escolha Convert & Import Audio no menu que se abre quando clicamos sobre a Audio Regions. externo ou a placas aceleradoras de SCSI do computador. de onde eles podem ser arrastados para tracks já existentes. os arquivos de sessão.

pois a performance da gravação e reprodução do áudio neste HD é inferior a de outros. isto não é recomendado. só utilize o HD do sistema para gravar se você não tiver outra opção. Embora o Pro Tools permita que você grave no HD do sistema. na opção de Open Ended Record Allocation. Nela você pode especificar um destino para cada track. todo o HD será alocado para a gravação. Portanto. em Costumize Allocation Options. podemos determinar quanto espaço do HD queremos usar para cada gravação. ou em certos casos. que podem ser internos ou externos. Também temos a opção de gravar os arquivos em uma pasta já existente. no momento em que eles são criados. estiver selecionada. automaticamente eles serão redirecionados para o HD onde está o arquivo da sessão. além de poder mudar o HD onde cada track será gravado (ele criará automaticamente uma pasta para a sessão com a pasta de Audio Files em cada HD). Se a opção Use All Available Space. 5. você distribui automaticamente os tracks entre os HD´s conectados ao seu sistema. Nos sistemas Audiomedia e Powermix. podemos escolher usar o Round Robin Allocation (com ou sem o HD onde está o sistema incluido nas opções).4. Na janela de Disk Allocation. Assim teremos uma melhor performance do sistema. 51 . nem grave. e criar subpastas na pasta selecionada (para audio. estes arquivos poderão ser localizados em qualquer HD conectado ao SCSI bus interno ou externo. Para melhorar a performance do sistema. Alocando espaço no Hard Disk para a gravação Na janela de Operations da Preferences (Menu Setups). Nos sistemas de Pro Tools LE. Se você abrir uma sessão e algum dos drives para onde os tracks estão endereçados não estiver disponível. o Pro Tools pode gravar e reproduzir cada track em um Hard Disk diferente. video ou fades). os arquivos de dados podem estar localizados em qualquer HD compatível conectado aos barramentos ATA/IDE ou SCSI do computador. você pode fazer isso através da janela de Disk Allocation. Disk Allocation O Pro Tools grava os Audio Files diretamente na pasta de Audio Files dentro da pasta da sessão. Se quiser mudar o diretório onde serão gravados os Audio Files. Usando o Round Robin Allocation. que fica no menu Setups. Limitando o tempo de gravação nesta janela. independentemente. determinando um tempo máximo. Isso pode fazer com que ela demore mais para começar. e você terá a opção de redirecioná-lo para um outro drive. estamos determinando o tempo máximo (em minutos) de gravação para cada track.

ou ID . Para procurar em todos os subfolders do folder selecionado. clique em play e ajuste o slider para escolher o ponto de reprodução no arquivo. Selecione se você quer procurar pelo nome . ele listará alguns arquivos compatíveis. irá abrir uma janela onde você poderá procurar por esses arquivos por seus nomes ou pelo ID. Se não conseguir resultado.Matching Name . Na maoiria dos casos. duração e data de criação ou modificação. a região correspondente ao audio file e todas as regiões correspondentes a partes dele aparecerão como offline na Audio Regions List e nos tracks na Edit window. Compatibilidade de arquivos WAV Converter todos os arquivos WAV importados para AES31/BroadcastWave O Pro Tools sempre cria arquivos WAV compatíveis com o padrão AES31/Broadcast quando gera esses arquivos. Em casos onde não há esse identificador. Se o Pro Tools não conseguir achar o arquivo exato. Os arquivos compatíveis na janela Find são indicados na lista com “->” antes do endereço do arquivo. selecione Look in Subfolders. você ainda pode selecionar All Volumes. o Pro Tools pode identificar o audio file usando outras características. Selecione um dos arquivos para ver suas características na área File Info. Se você não achar o arquivo correto. junto com os arquivos ‘candidatos’. 6. para procurar em todos os drives e partições. clique em Open. 3.Localizando Audio Files Quando você abre uma sessão. Esta opção. 5. que pode ser habilitada em Setups > Preferences > 52 .Matching Unique ID. Unique File IDs O Pro Tools 5. Estes são arquivos que tem o nome correto mas tem o Unique File ID errado. Para eliminar todos os arquvos na lista. Para ouvir o arquivo selecionado. 2. bit depth.1 identifica cada audio file numa sessão com um número que o permite distinguir esse arquivo mesmo que seu nome ou localização tenham mudado. Para localizar uma audio file: 1. entretanto. como “Audio-01”. Se ele não conseguir encontrar algum desses arquivos. Ele irá procurar por arquivos com características similares e listá-los na Candidate Files list. o Pro Tools localiza automaticamente todos os audio files que estão gravados nela. Quando você localizar o arquivo correto. 4. essa pesquisa pode ser menos eficiente se você estiver procurando por um arquivo de nome comum. clique em Skip. você pode achar os arquivos criados ou modificados pelo Pro Tools selecionando Current Folder ou Current Volume no “Search In”. como sample rate. clique em Skip All. É mais rápido procurar um arquivo pelo nome. Se você achar que um arquivo na lista dos Candidate Files não é o arquivo correto.

Caracteres ASCII incompatíveis Os nomes das regiões.aif”. como o sinal de SMPTE. Quando criando um novo nome. Quando importamos arquivos para uma sessão compatível entre Mac e Windows. todas as mídias OMF são tratadas como Read Only pelo Pro Tools. Criando sessões compatíveis com Mac and PC A opção Enforce Mac/PC Compatibility permite que você crie e salve sessões no Pro Tools que rodarão tanto no Macintosh quanto no Windows. Escolha essa opção para garantir a compatibilidade com outras plataformas que reconhecem esse tipo de arquivo. as sessões de Windows e seus audio files devem estar em HD´s formatados para Windows (FAT16). quando criamos sessões compatíveis com Mac e Windows. Esta metadata inclui o nome da sessão e o nome da founte do bounce ( bus ou output). O formato AES31 contém informação além da informação de áudio PCM.wav”. Além disso. Compatibilidade de arquivos Avid Quando a opção Avid Compatibility está habilitada. a partir do Pro Tools 5. e pela AES (Audio Engineering Society).pts” e a extensão dos arquivos do Pro Tools 5 é “.Compatibility. dos arquivos e os presets dos plug-ins não podem conter caracteres ASCII incompatíveis com nenhum dos sistemas. a metadata irá ajudar a identificar a fonte dos componentes do arquivo. os caracteres incompatíveis são transformados em ‘underscores’ (“_”). os arquivos de áudio devem ser do tipo WAV ou AIFF. com esta opção habilitada. 53 . Esta opção está disponível na hora em que criamos uma nova sessão ou salvamos uma cópia dela. A extensão dos arquivos do Pro Tools 5.pt5”. AES31/BroadcastWave é uma variação do arquivo de áudio WAV padrão. se alguma incompatibilidade for detectada (se a opção Mac/PC Compatibility estiver habilitada). e as sessões de Mac e seus audio files em HD´s formatados para Machintosh (HFS).1 é “. Quando o arquivo ‘bounceado’ é aberto em um sistema Avid. dos tracks.1. Este formato do arquivo WAV se enquadra nas normas estabelecidas pela EBU (European Broadcasters Union). Para a compatibilidade entre as plataformas. o Pro Tools adiciona metadata quando faz o bounce ou quando grava de um bus. Portanto. e os arquivos AIFF a extensão “. Arquivos WAV tem a estensão “. todos os arquivos numa sessão devem ter uma extensão com 3 letras adicionada ao nome. o Pro Tools abrirá uma janela para você digitar um novo nome. Para que os arquivos gravados em Machintosh abram no PC e vice-versa. Limites da compatibilidade entre plataformas Tipo dos arquivos de áudio Arquivos do tipo SDII (Sound Designer II) não podem ser lidos pelo Windows. torna os arquivos WAV que foram importadoscompatíveis com o padrão AES31/EBU Broadcast.

Os seguintes caracteres não podem ser usados em sessões compatíveis com Mac/Windows: / (barra) \ (barra invertida) : (dois pontos) * (asterisco) ? (interrogação) “ (aspas) < (sinal de menor que) > (sinal de maior que) | (barra vertical) Qualquer caracter digitado usando a tecla ‘Command’ 54 .

. Para isto. quanto na Edit Window. Volume . Não é possível renomear uma playlist no menu. Delete Unused: permite apagar uma playlist do menu. Por exemplo. . Seletor de Playlist: permite selecionar do menu a playlist que será tocada em determinado track. New: cria uma nova playlist vazia. com o arranjo de regiões que ela tiver. De até 26 tracks diferentes (de “a” a “ z” ). . Mutes 55 . como pode-se presumir. sem arranjo de regiões em determinado track (mesmo quando este já tenha uma playlist com regiões gravadas anteriormente. basta selecioná-la e pressionar a tecla Del. Subgrupos para um grupo. Os seguintes parâmetros são afetados: . A principal função deste comando. deve-se colocá-la num track e renomeá-lo. As Playlists são extremamente práticas: pode-se criar uma infinidade delas quase sem ocupar espaço em disco e carregá-las em qualquer track aberto da sessão. Podem ser criados grupos: . Multiple Edit Playlists Apesar de se poder criar vários arranjos diferentes de regiões. e eles estarem disponíveis para qualquer track. solos. . Tanto na Mix Window. Duplicate: copia determinada playlist. é criar uma cópia de segurança da playlist durante edições. só se pode ter um arranjo de automação por track. Solos . pares de tracks que formam um “estéreo”. cortes e colagens de regiões). Groups Esta função permite grupar tracks de forma a editá-los identicamente (volumes. mutes. . pois permite que se toque as regiões gravadas em qualquer ordem.Playlists e Groups Playlists É uma dos mais poderosos recursos do Pro Tools.Capítulo X . . Ou selecionar o track e realizar o comando: File>Delete Selected Tracks. Para apagar uma playlist em uso.

duplicate etc) Não são afetados: . 56 . O novo grupo será adicionado à Groups List. fades. Pan . Formato de Display (waveform. Inserts .. blocks etc) . 5. Mix Group ou Edit and Mix Group. Volumes de sends. volume. Entre um nome para o grupo e escolha uma identidade para o mesmo (de “a” a “z”). Criação de plug-ins Groups List Por padrão. delete. cut. Pressione a tecla Shift e selecione os tracks que se deseja incluir no grupo. pans e mutes. copy. Clique OK. . Endereçamento de voice . há sempre um grupo ALL que permite grupar todos os tracks existentes na sessão. Automações . Tamanho do Track . Edição de Regiões (select. 8. trim. Para criar um grupo: 4. Record enable . 6. 7. Escolha o tipo de grupo a ser criado: Edit Group. Endereçamento de input e output . Escolha New Group no menu pop-up da Groups List.

selecione os nomes dos grupos que se deseja apagar.Para alterar os membros de um grupo: 1. No entanto. Ao esconder tracks. ele só funcionará na Mix Window. Mix and Edit Se um grupo for criado apenas como Mix Group. Na caixa de diálogo que aparecerá. Clique no menu pop-up da Groups List e escolha Delete Selected Groups. O grupo será apagado da lista. Escolha New Group no menu pop-up da Groups List. Pressione a tecla Shift e selecione os tracks que se deseja incluir no grupo. funções de edição não afetarão. esta janela permite selecionar quais tracks serão exibidos. se o grupo for Edit & Mix Group. Esta ação não poderá ser desfeita. O track escondido continuará tocando na sessão. será afetado por edições realizadas em outros membros do grupo na Mix Window. quanto na Mix Window. 5. Mix . Na Groups List. Quando um track. 3. membro de determinado grupo de tracks. 57 . tanto na Edit Window. 2. A principal utilidade desta janela é organizar melhor os displays dos ambientes de trabalho. Ele também só será exibido na Groups List da Mix Window. não será afetado se houver edição em outros tracks do mesmo grupo na Edit Window. selecione a identidade do grupo que se deseja alterar. 3. Da mesma forma. um grupo que for criado apenas como Edit Group. 4. No entanto. Clique OK. só será exibido e estará funcionando na Edit Window. Tipos de grupos Podem ser de 3 tipos: . 2. estiver escondido. ou seja. Edit . A nova definição de grupo alterará a anterior. Para apagar um grupo: 4. deve-se ter em mente as seguintes considerações: 1. suas funções ficam atreladas tanto na Mix Window quanto na Edit Show/Hide Tracks List Como já vimos.

4. Assim. 58 . Um track não deixa de existir na sessão quando é escondido. ele apenas torna-se invisível em determinado ambiente de trabalho. Window. sua ordem na lista de Show/Hide Tracks também afetará a prioridade de playback da voice. o track continuará ocupando uma voice (caso tenha uma a ele assignada). Portanto.

entre elas funcionar como um subgrupo de uma mesa analógica. Sendo Pós-Fader. Caso seja Pré-Fader. não tem o botão que habilita o rec. sempre que alterarmos o nível do fader do track estaremos interferindo também no nível do send. através de um bus ou até mesmo de uma entrada da interface. Os sends. o que determinamos na hora em que criamos o track. são os mesmo princípios. o nível do fader não irá interferir no nível do send. os sends e os auxiliares. OBS: Podemos também endereçar um track para mais de um lugar através do Output principal. É através dos busses que endereçamos o sinal internamente. como para colocar efeitos no track ou fazer uma mandada para fones.Capítulo XI . como click ou talkback. Para isso basta que exista um output endereçado para este bus e um input recebendo este mesmo bus. Porém o nível da mandada será o mesmo. pode também ser usado se quisermos colocar o mesmo efeito em mais de um track. Como ele não grava. usando apenas um plug-in. 59 . Eles podem ser mono ou estéreo. Quando um track está endereçado para mais de um lugar. E os recursos que nos permitem criar este mixer são justamente os busses. eles serão completamente independentes. Para isso. para Tracks Auxiliares ou até mesmo para outro Audio Track. Sends e Auxiliares Uma das maiores vantagens do Pro Tools é sua flexibilidade. Ou apenas para monitorar algum sinal que não precise ser gravado. através das quais podemos endereçar o áudio de um track sem afetar a saída principal. e portanto basta que o sinal seja endereçado para o auxiliar para que possamos ouvi-lo. Busses Os busses são barramentos que transportam o áudio de um lugar para outro. funcionam como os auxiliares de mesas analógicas.Busses. na prática. Esta mandada pode ser Pre-Fader ou Pós-Fader. devemos clicar no Output junto com a tecla Control (Mac) ou a tecla Iniciar (no Windows) e escolher o segundo destino. Nele podemos criar um mixer conforme nossas necessidades. Sends Os sends são mandadas auxiliares. para podermos através dele controlar o nível de vários tracks. inclusive pelos Sends. Na prática. Auxiliares Os auxiliares são tracks que apenas reproduzem o áudio que é endereçado para ele. e na maioria das vezes são usados para as mesmas funções. Os auxiliares podem ter diversas aplicações. o Output aparece com o sinal + ao lado. ou seja. este desvio de parte do sinal é feito antes que ele passe pelo fader. Este mixer funciona basicamente como um console analógico. são uma espécie de ‘cabo virtual’.

nos permite mover a região selecionada de acordo com a divisão escolhida. como se fossem ímãs. na janela mostrada abaixo. Este modo é muito útil para arranjar as reigões de forma a não ter gaps entre elas e a não ocorrer sobreposição de umas nas outras. que irão ficar listadas na Audio Regions List. Há algumas formas de criar essas regiões. pois é ele que determina esta grade.Edição no Pro Tools Para editarmos no Pro Tools. criamos regiões para poder movimentar apenas o trecho desejado. porém as mais usadas são o Separate Region (Control + E no PC e Command + E no Mac). quando apagamos um trecho ou movemos uma região. Criando Regiões Quando estamos editando um track.Capítulo XII . e a ferrementa Separation Grabber. Modos de Edição Cada um destes modos de trabalho determinará como poderão ser ser manipuladas as regiões durante a edição. Slip – Totalmente livre. Grid – O movimento das regiões é quantizado de acordo com uma régua de tempo selecionada pelo usuário (que forma uma espécie de grade invisível). Spot – Útil quando se deseja mover determinada região para uma localização específica de tempo (em casos de sincronização. Shuffle – As regiões se alinham (uma extremidade na outra). devemos gravar sempre com o Click gerado pelo Pro Tools. O Nudge funciona em qualquer um dos modos de edição. que separa regiões se marcarmos apenas um ponto ou se marcamos todo o trecho a ser separado. pode-se arranjar as regiões da forma que se desejar. é fundamental usar este modo). 60 . baterias ou outras sessões rítmicas. é fundamental conhecer bem todos os recursos que ele oferece. Nos dois casos estaremos criando regiões novas. sem negrito. ele é independente do grid. Nós definimos em quantas partes será dividida esta grade e em que unidade esta divisão será feita. Através dos comandos + e – da calculadora do teclado andamos com a região para frente ou para trás. que corta e move a seleção marcada. Nudging O outro campo desta figura. na unidade selecionada no Nudge. o Nudge. Uma janela se abre para que seja digitada a posição onde a região deve ser posicionada. Excelente para edição de pistas com percussões. Para que possamos usar o modo Grid.

Para que seja possível fazer o fade a borda da região deve necessariamente estar selecionada. Isso evita que elas começem ou terminem apruptamente.Selecionando o início (fade-in) ou o final (fade-out) da região e clicando em Create Fade. com a ferramenta Trimmer. Devemos lembrar que sempre que criamos um fade estamos criando um arquivo. O tamanho dos fades pode ser alterado depois de feitos. 61 . Uma janela se abrirá. ou seja. apenas com a opção Remove. neste mesmo menu. diferente da primeira. onde podemos escolher o tipo do fade. Desta maneira estaremos removendo da lista todos os arquivos (ou pedaços deles) que não estão mais sendo usados. não ocupam lugar físico no disco. em Clear Selected.Utilizando a Smart Tool. um fade-out na região que está terminando e um fade-out na região que está começando no momento da interseção.Se a lista de Audio Regions estiver muito grande. depois selecionarmos todo o trecho onde aquele pedaço copiado deverá se repetir e então dar o comando Repeat Paste To Fill Selection. que no canto superior esquerdo vira fade-in e no canto superior direito vira fade-out. pois estes arquivos. são ‘virtuais’. dar um Copy. no Menu Edit > Fades. na realidade. Depois clicamos. Fades e Crossfades Você pode criar Fade-ins e Fade-outs no início e no final das regiões. mas nunca a menos. Repeat – Abre uma janela. 2. Eles ficam no Menu Edit: Duplicate – Repete a região selecionada imediatamente depois. ou usando o atalho Control (Command) + F. Looping Há alguns atalhos bem úteis para se fazer loops no Pro Tools. selecionamos Select Unused > Regions Except Whole Files. Em interseções entre regiões podem ser feitos Crossfades. Repeat Paste To Fill Selection (Apenas em sistemas TDM) – Devemos selecionar o trecho a ser repetido. uma janela se abre. Desta maneira. onde digitamos quantas vezes queremos repetir a região selecionada. Podemos até selecionar além do início ou do final da região. ou seja. que ficará salvo na pasta Fade Files. Assim podemos evitar que haja algum ruído ou estalo na transição de uma região para outra. simultaneamente. podemos limpar da seguinte maneira: No menu que se abre ao clicarmos em Audio. Para criar fade-ins e fade-outs há duas maneiras: 1.

Nesta janela também podemos estabelecer a relação entre estes fades. e permite que eles sejam ajustados independentemente. Para criar crossfades também há duas maneiras: 1. que podem ser: Equal Power Deve ser usado quando as regiões contém informações completamente diferentes. inclusive os pontos de início e fim do fade. devemos consolidar esta edição. no Menu Edit. apenas ficam listadas na 62 . Consolidate Selection Depois que as edições do track forem concluídas e os fades forem feitos. Elas não ocupam espaço no disco. onde devemos escolher o tipo de fades que iremos querer para o fade-in e para o fade-out. None Separa o fade-in do fade-out. aperte Alt (Option) enquanto arrasta. Para editar somente o fadein. que são apenas pedaços dos arquivos criados. ou usando o atalho Control (Command) + F. Uma janela se abrirá. Esta região evita o clipping que pode acontecer no Equal Power. Este commando usará um AudioSuite. liberando espaço no HD. 2.Selecionando uma área de interseção entre duas regiões e selecionando Create Fade. tendo apenas as partes (regions) que nos interessam de outros arquivos (Audio Files) em um novo arquivo nos permite apagar o(s) arquivo(s) original(is).Atalhos úteis: Para selecionar a região até o final – Shift + Tab. no Menu Edit > Fades. Apagando Regions e Audio Files que não estão sendo usados Durante a edição.Com a Smart Tool. o que deixa o processamento mais lento. Equal Gain Recomendado para casos em que as regiões contém regiões parecidas. Quando fazemos isso estamos criando um novo arquivo. que contém exatamente o que queremos que toque naquele track. a todo momento estamos criando novas regiões. que na parte inferior de uma interseção vira uma pirâmide. e por isso estará criando um novo arquivo. o Duplicate. Isso nos traz algumas vantagens: a transição entre regiões obriga o computador a acessar a cada hora um arquivo diferente. Para o fade-out. Esta opção evita a queda de nível que pode ocorrer no Equal Gain. Para fazer o consolidate devemos selecionar todo o espaço desejado (mesmo o silêncio irá fazer parte do novo arquivo) e selecionar Consolidate Selection. Control (Command). que arrastamos para os lados para deinir o tamanho do crossfade. Para selecionar a região até o início – Control (ou Command) + Shift + Tab.

Selected Unused Regions. que apenas irá tirar os arquivos da lista. podemos apagar o que não está mais sendo usado. que fica no menu da Audio Regions List. Porém ele é menos seguro que o processo de consolidar e apagar os audios que não estão sendo mais usados. conforme suas necessidades. em Clear Selected. ele não irá apagá-lo. no menu que se abre clicando na Audio Regions List. e devemos tomar muito cuidado na hora de fazê-la. quando ele perguntar se você deseja remover o arquivo. e a opção Delete. Uma janela sa abrirá e a única opção possível será Remove. devemos selecionar. para o caso de precisar para um crossfade. pois na verdade estas regiões não estão armazenadas no HD. o que não é muito bom. as partes dos arquivos que não estão mais sendo usadas. Esta sim é uma operação destrutiva. Você configura esta opção. que apagará definitivamente os arquivos do HD.Audio Regions List. Quando clicamos em Delete. Depois. permite que você salve um pouco além do que está usando dos arquivos. em Clear Selected. O comando Compact Selected. Selected Unused Regions Except Whole Files. Portanto. Depois. Desta maneira só manteremos no HD o que estamos ouvindo. Para apagar os arquivos que não estão mais sendo usados. antes de apagar cada arquivo ele irá perguntar se você tem certeza que quer apagá-lo. Uma janela sa abrirá e teremos a opção Remove. Por isso você só deve fazê-lo depois que tiver acabado de fazer todas as edições e tiver certeza de que não precisa mais do que não está sendo usado. 63 . sem perder nenhuma informação gravada do HD. A pergunta que ele fará neste caso é se você quer remover o arquivo da sessão. no menu que se abre clicando na Audio Regions List. Depois que já consolidamos todas as edições e nossas playlists contém tudo o que nos interessa da gravação. Compactando um Audio File Outra opção para limpar o HD é compactando os Audio Files. A função de compactar os Audio Files apaga. podemos limpar estes arquivos. neste mesmo menu. Após compactar os Audio Files a sessão é salva automaticamente. definitivamente. Clicando nesta opção as regiões que não estão sendo usadas serão apagadas da lista. pois assim você perde o acesso a este arquivo através desta sessão. mas os manterá no HD. neste mesmo menu. Para apagar somente regions. chamada de padding. em milisegundos. devemos selecionar. se ele detectar que você ainda está usando alguma região deste arquivos. Sempre que quisermos. escolha No. Porém.

expansor. dentro dos 180o da imagem estéreo. para tirar delas o melhor proveito. Para isso devemos sempre trabalhar em cada instrumento pensando em como ele soa junto com os outros. a dinâmica. Então a única coisa que temos que fazer é conhecer direito todas as ferramentas que podem nos levar nesta direção. teremos o trabalho extra de consertá-lo. ouvir como está soando a música se ouvida mais alta e mais baixa. Devemos lembrar que se tivermos um mesmo áudio em posição 64 . também devemos conhecer bem os monitores. e em alguns momentos variar um pouco. Devemos sempre conseguir ouvir todos os instrumentos com clareza. com o controle de pan. para todas as músicas. Precisamos de uma direção a seguir durante a mixagem. com caixas maiores. a ambiência. Este último simplesmente define a posição. O nível de monitoração também é importante. não importando como ele soará sozinho. é bom ver como a mixagem está soando nelas de vez em quando. O ideal seria manter um nível padrão. A qualidade da gravação é o primeiro passo para uma boa mixagem. com reverbs e delays. Tendo uma boa gravação. com os equalizadores. pois conforme ele varia nossa percepção para determinadas freqüências muda. com os processsadores de dinâmica (compressor. menos trabalho teremos na mixagem. limiter e gate). em que ficará o instrumento. e para isso devemos ouvir alguns cds de referência antes de começar uma mixagem em monitores com os quais não estamos habituados. devemos ter uma concepção de como queremos que a música soe depois de pronta. Outra coisa fundamental é a qualidade da monitoração. e o posicionamento dentro do estéreo. Se algum instrumento tiver sido mal captado durante a gravação. Os componentes da música que trabalhamos na mixagem são a freqüência. Se tivermos mais de uma opção de monitoração. Além de ter caixas que reproduzam com fidelidade um grande espectro de freqüências.Capítulo XIII – Mixagem O objetivo de uma mixagem é fazer com que os diversos instrumentos de uma música soem realmente como uma música. Quanto melhor a gravação.

o que é o mais óbvio. pois ela geralmente conduz a dinâmica da música. flat. Não importa por onde começamos a mixagem. Graves 20 Hz Profundidade Força Pancada Médio-Graves 100 Hz Médios 500 Hz Médio Agudos 2 KHz Agudos 8 KHz 20KHz Clareza Chiado Leveza ‘Crispiness’ Ar ‘Treble’ Calor Corpo Preenchimento Estrondo Nasalidade Som de corneta Amplitude nas notas agudas Presença Pontas Punch Brilho Definição Excitação 65 . e então começaremos a mixagem. a qualquer momento podemos mudar alguma equalização ou volume do que já havia sido definido. mas sem que a voz fique muito alta. Podemos definir o pan dos tracks em qualquer momento da mixagem. mas se estas freqüências forem tiradas do baixo ele ficará muito ‘magro’. Também tradicionalmente instrumentos como bumbo. Por exemplo: a bateria já está mixada. soando exatamente como você queria. baixo e voz costumam ficar no centro. Em geral queremos obter um estéreo equilibrado. Podemos começar a mixagem ouvindo algumas vezes a música toda. Para isso devemos cortar frequências de alguns intrumentos que estiverem embolando com outros e realçar nos instrumentos frequências que o destaquem na música. até que possamos ouvir baixo e bumbo com clareza. A maior parte dos técnicos começam pela bateria. para estabelecer por onde começar e como. como já foi dito. na mixagem o objetivo da equalização é fazer com que o instrumento soe da melhor maneira possível dentro daquela música. mas há quem goste de começar pela voz. podendo inclusive ser este o ponto de partida. Depois de ouvir e analisar a música algumas vezes. por exemplo. Neste momento. ou mutamos todos os tracks. ao menos temporariamente. e você acrescenta o baixo. afetando tudo o que havia sido feito e nos obrigando a voltar atrás. já pode ser estabelecido o pan de cada instrumento. pois devemos sempre conseguir fazer com que a letra fique clara. ou seja.simétrica em relação ao centro. abaixamos todos os faders. Cada canal que é acrescentado interfere nos outros. para isso quando jogamos algum canal para a direita compensamos com outro na esquerda e viceversa. dentro do seu espectro de frequências. teremos a sensação de que este áudio está no meio. A voz é a parte mais delicada da mixagem. A solução é voltar no bumbo e atenuar esta região. Equalizador Enquanto na gravação o objetivo ao equalizar um instrumento é conseguir captar seu som para que soe o mais próximo possível do seu som acústico. Então uma região do baixo começa a embolar com o bumbo. Para isso quase sempre precisamos comprimir a voz e muitas vezes fazer automação de volume nos momentos em que ela fica muito baixa ou muito alta.

Devemos tomar cuidado para não destruir a dinâmica da música. a menos que essa seja a intenção. como no De-esser. dando uma ‘engordada’. mesmo que o instrumento tenha uma boa dinâmica. para que o compressor atue em determinada freqüência. e sim este outro sinal. Outra maneira de usar o compressor é controlado pelo side chain. Então se quisermos preservar a dinâmica. devemos usar uma pequena taxa de compressão e o threshold alto. menor será a dinâmica do instrumento. O que deve mudar é a forma como usaremos os parâmetros do compressor em cada um dos casos. O que acontece é que ele ‘nivela’ as freqüências do instrumento. Quanto maior a taxa de compressão e menor o threshold. Como o compressor também altera o timbre do instrumento. Normalmente não devemos deixar que o instrumento perca a naturalidade. e para isso devemos prestar bastante atenção ao que estamos ouvindo ao mexer nos parâmetros do compressor. para que ele apareça sempre no mesmo nível durante toda a música. realçando os graves e os agudos do instrumento e fazendo com que ele fique mais nítido. na mixagem ele funciona também ‘estabilizando’ o volume do instrumento.Compressor / Limiter O principal objetivo do compresssor é diminuir a dinâmica do instrumento. Este sinal pode inclusive passar por um equalizador. Se na gravação ele é usado para impedir que ocorra alguma distorção. Assim o que determinaria o momento da compressão não seria o sinal do próprio canal onde está insertado o compressor. funcionando como um loudness. em muitos casos ele pode ser usado apenas com esta finalidade. por 66 .

inclusive no Master Fader. Porém podemos usá-lo apenas para evitar a distorção de transientes. Expansor / Gate 67 . principalmete onde acharmos que há pouca dinâmica. pois ele reduz drasticamente a dinâmica do instrumento. Usar o compressor desta forma pode criar uma dinâmica bem interessante em alguns casos. Neste caso.exemplo. Não usamos muito limiters na mixagem. Um compressor com o ratio acima de 10:1 já pode ser considerado um limiter. usaríamos attack e release rápidos.

Ele é uma combinação de vários delays para simular as reflexões num determinado ambiente. Um dos principais parâmetros é o mix. maior espaço que ele simula. densidade. aumentando a dinâmica do instrumento. Entre 15 e 35 ms teremos um efeito de dobra. Todos os outros efeitos que criam um espaço virtual são baseados no delay. e com o tempo variando entre 20 e 35 ms teremos um chorus. O expansor pode ser útil no caso de querermos reduzir algum ruído ou vazamento de um canal. o que pode fazer com que a mixagem soe embolada e sem definição. devolvendo um pouco de dinâmica ao sinal. e room size é o tamanho da sala simulada. Na maioria dos expansores. Estes efeitos podem. mas também aqueles onde o sinal mais forte também é aumentado. que é o tempo que demora para que ocorram as primeiras reflexões. Se fosse assim ele seria um gate. Delay O delay é usado para criar a ilusão de espaço na mixagem. Outro também muito importante é o pre-delay. Phaser. Se o tempo do delay for acima de 35 ms. Ao usar reverbs e os outros efeito devemos tomar cuidado apra não exagerar. Ele também pode ser usado para corrigir uma gravação muito comprimida. o que acontece é a redução dos sinais mais fracos. chão e objetos dentro de um ambiente que se somam. além de dar o efeito de espacialidade. Assim a relação entre o sinal mais forte e o sinal mais fraco irá ficar maior ainda. ou um flanger (com o tempo variando entre 10 e 29 ms). que é um expansor onde a redução do sinal abaixo do threshold é infinita. teremos o eco. o espaço entre as reflexões mais curtas. a difusão. porém sem eliminá-lo completamente. criando o reverb. São as reflexões vindas das paredes. principalmente nas freqüências mais baixas. abaixo do threshold. Se a modulação se dá no tempo do delay. teremos um phaser (caso o tempo varie entre 1 e 3 ms). Os outros parâmetros são o tempo de decay. gerados pelo cancelamento de fase do sinal. que é o tempo que demora para que cessem as reflexões.O expansor atua de forma contrária ao compressor. ajudar a disfarçar algum problema de afinação em vozes ou instrumentos. Ele consiste de repetições (reflexões) que se combinam com o sinal original. atravé de um LFO (Oscilador de baixa freqüência). Reverb O reverb também se baseia no delay. teto. 68 . feedback é a quantidade de sinal que é realimentada no efeito. porém é mais complexo. Podemos ter também uma modulação no pitch (tom) do sinal. sem que possamos distinguir estas reflexões. portanto determina a que distância estão as superfícies. que é o espaço entre as reflexões e as repetições. que determina a soma do sinal ‘seco’ com o reverb. Flanger e Chorus Quando o delay é combinado com uma modulação criamos outros efeitos. Quanto maior o tempo de delay.

elas podem transformar tanto uma gravação medíocre numa ótima música quanto fazer uma excelente gravação ficar pior que uma fita demo. Em cada Audio Track podemos inserir 69 . Você pode organizar os tracks da maneira que achar melhor. Considerações Finais O mais importante numa mixagem. Outra coisa interessante é criar um Master Fader (caso ainda não haja um). mesmo mutado. e mantê-lo sempre o mais alto possível. e os audio suites. etc. Podem ser equalizadores. dando um efeito diferente na mixagem. compressores. Podemos fazer praticamente tudo o que imaginarmos.Também podemos equalizar o reverb. Processamento de Sinal Os principais recursos usados numa mixagem são os plug-ins. para que ele se diferencie um pouco do som original. Iniciando a Mixagem Quando vamos iniciar uma mixagem partimos da sessão com todos os instrumentos já gravados. e praticamente tudo o que você pode imaginar. o ideal seria apagá-lo. para evitar confusão. Quanto mais experimentamos melhor iremos conhecer o efeito que cada parâmetro do processador cria na mixagem. é a experimentação. e poderemos usá-lo de maneira mais eficiente quando precisarmos. e criar os grupos que forem necessários. acima de tudo. conforme suas necessidades. Se algum track gravado não irá entrar na mixagem. para isso basta saber como usar as poderosas ferramentas que temos nas mãos. No caso de termos mais de uma gravação de um mesmo instrumento (em outro track ou outra playlist). Plug-ins Os Plug-ins são processadores de sinal que podem ter diversas funções. e devemos partir do princípio que todos eles já foram devidamente limpos e editados. Ele permite que você monte seu próprio mixer. pois ele irá consumir recursos do processador. Capítulo XIV – Mixagem no Pro Tools Mixando no Pro Tools Uma das maiores vantagens do Pro Tools é sua flexibilidade na hora de mixar uma música. que funcionam em tempo real. criar tracks auxiliares para subgrupos ou efeitos. gates. que não trabalham em tempo real e processam o audio. Também nesta hora devemos organizar os tracks de maneira a facilitar o trabalho. para podermos ficar de olho no nível geral da música. devemos escolher logo a melhor e apagar a(s) outra(s). reverbers.

Os inserts nos tracks e auxiliares são pré-fader. o áudio será processado seguindo a ordem hierárquica dos mesmos. que trabalharão em série. o volume determinado pelo fader do track não influenciará no volume de mandada e retorno do insert. Principalmente no caso deste subgrupo conter vários canais de um mesmo instrumento ou vozes. Por exemplo. Logo. ‘Splitando’ o Sinal Outra maneira que podemos usar os auxiliares é endereçando um mesmo audio track para mais de um auxiliar track. Assim. podemos inserir plug-ins diretamente neste auxiliar. ou seja. Assim. além de termos um único fader controlando o volume geral deste grupo. A grande vantagem é que ele não pesa no processador do computador. Para fazer isto devemos. basta endereçar o output do audio track para um bus e o input dos auxiliares (todos eles) para este mesmo bus. Subgrupos Podemos criar um auxiliar para ser usado como um subgrupo de diversos tracks. Numa mixagem. o áudio pasará primeiro pelo o equalizador para depois de processado ir para o compressor. processado. Usando os Tracks Auxiliares na mixagem A versatilidade do Pro Tools vem basicamente do fato de podermos criar auxiliares conforme nossa necessidade e endereçar qualquer sinal para eles. nos Inserts. se temos um equalizador no primeiro insert (insert “a”) e um compressor no segundo insert (insert “b”). Estes chips podem ser encontrado em sistemas de Pro Tools que trabalhem com esta tecnologia. O único caso em que os plug-ins funcionam pós-fader é no Master Fader Track. podese concluir que a ordem de disposição dos processadores nos inserts influenciará no resultado final dos mesmos. Eles trabalham em tempo real e podem ser de dois tipos: RTAS ou TDM. Os plug-ins RTAS rodam em qualquer computador. como o Mix e o Mix Plus. Mandada para Efeitos 70 . Ele cria um arquivo novo. Já os plug-ins TDM precisam de chips DSP para trabalhar. porém não trabalham em tempo real.até cinco plug-ins. O áudio precisa ser processado e o audio suite pode ser fechado. e usam o próprio processador do micro para isso. Desta maneira poderemos criar um som diferente em cada um dos auxiliares para que depois eles se somem criando um novo timbre para o instrumento. Audio Suite Os Audio Suites têm a mesma função dos plug-ins. sem apagar o anterior. esses auxiliares podem ser úteis de diversas maneiras. direcionar seu input para um bus e depois endereçar o output de todos os tracks que desejamos que faça parte deste subgrupo para este mesmo bus. depois de criar o Auxiliar Track (mono ou stereo). pois só o ocupa no momento em que processa o áudio. o que deixa o computador menos sobrecarregado. Para isto. poupando o processador.

normalmente criamos um auxiliar. onde os movimentos que fazemos são gravados. Porém esta mandada não deve ser feita pelo output do track.Uma das maiores utilidades do auxiliar numa mixagem. ou desenhando na playlist sobre a linha de visualização do parâmetro a ser automatizado. Desta forma. pois assim a saída do track passa a ser stereo. e uma das mais usadas. Depois de parar. Auto Touch fig – escreve automação somente enquanto um fader ou switch estiver sendo segurado com o mouse. Devemos mandar o sinal pelo send do track. Quando o fader é liberado a escrita de automação pára e o fader retorna para a posição da automação já escrita.Pan . e quanto menos pudermos usar melhor. Depois direcionamos o input deste auxiliar do plug-in para um bus. e insertamos o plug-in diretamente neste auxiliar. o que nos permite regular quanto do sinal queremos que passe pelo efeito.Volume . e então enviamos os audio tracks desejados para este mesmo bus. mono ou stereo. escreve automação somente quando um fader ou switch estiver sendo segurado com o mouse.Pan MIDI . Depois a volta deste efeito se somará ao sinal limpo que está saindo do audio track. é para a colocação de efeito (reverb). Os seguintes parâmetros podem ser automatizados: . para diversos efeitos diferentes.Volume MIDI . Por isso. Auto Latch fig – semelhante ao modo auto touch. Para isso precisamos apenas escrever a automação. Auto Read fig – toca a automação que tiver sido gravada no track. Ela permite que os níveis sejam alterados automaticamente durante a música. Auto Write fig – escreve automação desde o momento que se inicia o playback até o momento em que ele pára. No caso de termos criado um auxiliar mono. inclusive. e usando os próprios faders dos track podemos regular esta mixagem conforme desejarmos. podemos escolher um plug-ins mono/stereo. Automação Outro dos principais recursos do Pro Tools na mixagem é a automação.Mute . Há duas maneiras de se fazer isso: em tempo real. que depois será lida durante o playback.parâmetros dos Plug-Ins . limpo. Este tipo de plug-in costuma ser bem pesado. porque desta maneira estaríamos enviando todo o sinal do track para o efeito. Auto Off fig – desliga a automação do track. o Pro Tools passa automaticamente o modo de automação para auto touch. a escrita continua até que se pare o playback. No entanto. 71 . apagando qualquer automação que já esteja escrita previamente. podemos mandar um mesmo áudio.Volume. Pan e Mute de Sends .Mute MIDI Modos de automação Controlam como a automação será escrita “on line” e como será lida durante o playback.

é realizado o ajuste de automação.Trim/AutoWrite: os controles de volume e send level posicionam-se em 0dB. 3. Square e Random movem-se de acordo com o valor do grid estabelecido. Na janela Plug-in Automation. Desenhando Automação Pencil Pode-se usar a ferramenta Pencil em qualquer uma das formas. 1. Deve ser combinado com algum dos modos já citados: . As formas Triangle. Clicando e arrastando a linha da automação.Trim/AutoRead: pode-se testar o ajuste no track sem escrevê-lo. 5. Clique no botão AUTOMATION na janela do plug-in. Clicando com a tecla OPTION apertada apaga-se os pontos já existentes. Ligando e desligando a escrita da Automação Pode-se ligar e desligar a escrita dos parâmetros de automação para todos os tracks de uma sessão da seguinte forma: 72 . o track segue a automação já escrita. 4. Pode-se fazer o ajuste antes ou depois de iniciar-se o playback. ou seja. As formas Freehand e Line movem-se livremente. . Automatize online usando os controles da janela do Insert ou offline usando a Automation Playlist e as ferramentas de edição na Edit Window. selecione os parâmetros a serem automatizados e clique o botão ADD. Grabber Permite que se crie novos pontos da automação. clique OK. até que este controle seja liberado. o track segue a automação já escrita. é realizado o ajuste de automação. . até que se pare o playback.ao iniciar-se o playback. pode-se escolher os parâmetros de cada um deles selecionando-os na sessão Inserts.Trim/AutoLatch . Se houver mais de um plug-in no canal.Trim fig (Sistema TDM) – serve para ajustar uma automação já escrita. 2. realizar aumentos ou diminuições relativos em movimentos já escritos.Trim/AutoTouch: ao iniciar-se o playback. No momento em que algum fader ou switch é segurado com o mouse. Automação de Plug-ins O primeiro passo é escolher quais os parâmetros do plug-in que serão automatizados. Este ajuste será escrito até que se pare o playback. No momento em que algum fader ou switch é segurado com o mouse. Trimmer Permite que se ajuste todos os pontos selecionados ao arrastá-los. Uma vez terminada a seleção. .

o que faz com que as automações dos parâmetros daquela janela (volume. Mute. auxiliando na tarefa. nossos recursos ficam limitados à capacidade do sistema que estamos usando. Otimizando o desempenho do sistema na Mixagem Quando mixamos no Pro Tools. Send Mute ou Send Pan). com seus chips DSP. Nos sistemas TDM: Alocação de DSP 73 . Exiba o tipo de automação que deseja apagar num track específico no display da Edtit Window. que é a hora em que mais precisamos dele. Para suspender um tipo específico de automação em TODOS os tracks clique o botão deste tipo de automação (Volume. mute. Protegendo a Automação Nas janelas chamadas output window. 2. podemos clicar em safe. pan. 4. Pan.1. No caso do Pro Tools LE este processamento está todo a cargo do processador do microcomputador. Plug-In. que se abrem quando clicamos sobre o asterisco. Nos sistemas TDM há o hardware do Pro Tools. Portanto. Para suspender TODA automação de TODOS os tracks clique no botão AUTOSUSPEND. a) Para remover apenas um ponto de automação clique-o com a ferramenta Grabber e a tecla OPTION/ALT apertada. 2. devemos conhecer bem e saber como fazer para aproveitar ao máximo o sistema na mixagem. etc) fiquem protegidos no caso de estarmos fazendo automação em algum outro parâmetro deste track. Apagando Automação 1. Selecione Windows>Show Automation Enable. b) Para apagar vários pontos de automação selecione-os com a ferramenta Selector e tecle DELETE. Assim apenas os parâmetros que estiverem habilitados nesta janela poderão sofrer automação. Send level. Isto também pode ser feito nos plug-ins. Use um dos procedimentos seguintes: 3.

Quando o chip ficar cheio.permite que plug-ins desenvolvidos para esta tecnologia dividam um mesmo chip. Em todos os sistemas: Podemos desabilitar algumas funções do Pro Tools que gastam muito processamento com vídeo. Abra os sends de auxiliar. liberando mais espaço para mais tracks e plug-ins. nem plug-ins. 5. Quando isto acontecer o sistema passará para o próximo chip disponível. Porém. 4. Com relação à ocupação de DSP feita pelos plug-ins. Para monitorar a utilização de DSP durante uma sessão. Assim o vídeo não acompanha a música. como o TDM Mixer ou outro tipo de plug-in. 2. 3. 5. 74 . . Abra os tracks auxiliares. para ocupar logo o chip que será dedicado a ele. Este programa ou a janela permitem a visualização de quais chips estão sendo usados e com o quê. Eventualmente. Finalmente. Construa o Mixer primeiro. O chip será ocupado a medida que se abre o mesmo tipo de plug-in. Se escolhemos a opção No Auto-Scrolling o vídeo fica parado. e escolhendo Scroll After Playback o vídeo só atualiza quando paramos a música. Como alocar eficientemente os DSP 1. Cada tipo de plug-in ocupa um DSP independente do TDM Mixer. 2. estão sempre disponíveis. Cada tipo de plug-in irá ocupar um DSP novo. Abra os audio tracks. abra os plug-ins necessários de acordo com o que ainda estiver disponível.Quando se cria tracks de qualquer tipo numa sessão. Os plug-ins do Audio Suite não usam DSP. o que obrigaria o computador a redesenhar as formas de onda conforme a música toca. Diz-se que os DSP estão “maxed out”. independentemente do sistema. 3. Até 5 tipos diferentes de Multishell plug-ins podem dividir o mesmo chip (DSP Farm ou Mix Card). nem buses. é importante saber: 1. não dividindo os chips com outros aplicativos. Plug-ins stereo ocupam até o dobro de capacidade de DSP do que plug-ins mono. pode-se usar um programa chamado Allocator (nas versões de Pro Tools à 5. 4. nem sends.0) ou uma janela de alocação de DSP (da versão 5. Master Faders não usam capacidade de DSP adicional. o sitema Pro Tools utiliza um chip de DSP até que ele fique cheio.Desabilitar o Page Scrolling During Playback (no menu Operations > Scroll Options). todos os chips serão ocupados com o TDM Mixer e os plug-ins. Multishell Technology . o sistema passará para o próximo chip disponível.0 em diante). Não será então mais possível abrir tracks adicionais. estes plug-ins não são real time.

percussão. Portanto. e um novo arquivo de áudio será criado. como bateria. pois a cada região será tocada ele precisa localizá-la no HD. e se estiver muito brusca podemos corrigir. e a menor. Devemos sempre ouvi-la depois que for atenuada. devemos trabalhar apenas com a quantidade necessária de tracks. que é Smooth and Thin Data After Pass. se desligarmos os ‘moving faders’ também estaremso poupando processamento. onde não aconteceria atenuação alguma. para apenas dois canais (estéreo). Esta opção diminui a quantidade de pontos das automações escritas (em tempo real). Por isso podemos evitar vizualizar os sends indivudualmente durante a mixagem. selecionando o trecho desejando e escolhendo. Precisamos apenas tomar cuidado para que a precisão da automação não seja perdida. inputs.- - Outra coisa que requer processamento para o vídeo são os VU’s. mesmo que não haja nada gravado nele. seria Most. Os faders não se movem enquanto tocam as automações. Também podemos optar por atenuar manualmente as automações. Para desabilitar essa função devemos acessar Preferences. Para determinar quantos níveis de Undo queremos basta digitar o valor desejado (o máximo é 16) no campo Levels of Undo. diminuindo a quantidade de informação que o computador terá que processar. no menu Edit. Estas reduções só devem ser feitas quando os instrumentos estiverem devidamente mixados. mas ainda podemos ouvi-las. na janela Editing em Preferences. outputs. Diminuindo o número de Undo’s liberamos espaço na memória RAM para outras finalidades. A resolução usada será a mesma determinada para a atenuação automática. Para consolidar um track basta selecionar o trecho desejado e clicar em Consolidate Selection. tanto em relação aos plugins quanto aos níveis de volume. Nesta mesma janela podemos escolher uma outra opção que ‘alivia’ um pouco a tarefa do processador. Consolidar as emendas e edições dos audio tracks também poupa o processador. no menu Setups. automaticamente depois delas terem sido escritas. cordas. O melhor é optar por visualizar as mandadas (Display > Sends View Shows > Assignments). Podemos também tornar itens inativos. Cada track presente numa sessão usa recursos do processador. Podes ser feito com sends. plugins. pan. Thin Automation. fazendo com que eles liberem o processamento que estavam usando sem que as configurações sejam perdidas. Não podemos esquecer de adicionar os 75 . onde o maior resolução seria a opção None. automações. entrar na janela Automation e desabilitar a opção Faders Move During Playback. endereçamentos e inputs de side-chain. Submixes Submixes são mixagens de diversos tracks que se somam na sonoridade. Podemos também reduzir a quantidade de canais abertos crindo submixes. inserts. inserts externos. no menu Edit. ou usar o Audio Suite Duplicate. Para fazer com que um destes itens fique inativo basta clicar sobre ele com as teclas Control + Start (PC) / Command + Control (Mac) apertadas. com maior atenuação. A resolução desta atenuação também é escolhida nesta janela. metais. Pelo mesmo motivo.

a sessão pode ser salva com outro nome depois que os tracks forem apagados. e a anterior estará salva para qualquer eventualidade. para processar com os Audio Suites na ordem certa. você pode escolher o sample rate. copiá-los para um Audio Suite e processar o áudio. depois de ter certeza de que os plug-ins estão devidamente regulados. basta criar um novo track e endereçar seu input e o output do track a ser gravado para um mesmo bus. há outra maneira de processá-lo. caso haja alguma mandada auxiliar para eles. Plug-ins que trabalham a dinâmica (compressores. gates) não consomem muito processamento. Ele nos permite reduzir todos os canais da música para um único arquivo. Isto feito. direcionar o input deste track para um par de buses e endereçar o output de todos os tracks que queremos gravar para estes mesmos buses. Pode também optar se prefere um arquivo mono. estéreo ou dois mono. mp3. como reverbs. Otimizando o uso de plug-ins Existem alguns ‘truques’ que podem ser usados quando já estivermos com o processador sobrecarregado com plug-ins. Se estiver. echos e delays consomem bastante processamento da CPU. Devemos tomar cuidado se houver mais de um plug-in no track. O track anterior pode ser apagado. Neste caso estamos precisando de recursos do processador. e o áudio pode ficar salvo como um playlist do novo track ou apenas na Audio Region List. Um equalizador de seis bandas consome o mesmo que três de duas bandas. Porém. no caso de haver mais de um plug-in no track. Se ainda houver dúvida se a redução ficou legal. Então podemos habilitar o rec do novo track. é só gravar. talvez mais prática. podendo ser usado novamente se for necessário.tracks auxiliares. e não de espaço no HD. mais pesado será seu processamento. podemos salvar os parâmetros dos plug-ins usados e então removê-los. Aí então podemos apagar os tracks anteriores. Na hora de fazer o bounce. que poderá ser gravado no cd de áudio. Podemos gravar este áudio já processado por todos os plug-ins em um novo track. Assim podemos remover o plug-in e se quisermos modificar alguma coisa. Para fazer isto. podendo remover estes plug-ins e liberar o processador para outros. etc). O nível de gravação deve ser observado. Quanto mais bandas tiver um equalizador. escolher o Input Only Monitor e observar se o nível está bom para a gravação. o áudio anterior estará guardado. Algumas considerações sobre plug-ins: Plug-ins de efeito. o bit rate (ou bit depth) e o formato do arquivo que será criado (wav. Depois de gravar o novo track. Portanto não será necessário apagarmos os arquivos de áudio. Um deles é. depois de determinados os valores dos parâmetros. Bounce to Disk O comando bounce to disk é a última coisa a ser feita na mixagem. 76 . O bounce será feito em tempo real e com tudo o que podemos ouvir na sessão. devemos criar um Audio Track. na maioris dos casos estéreo. sdII.

Lembre-se que quanto melhor mais tempo ela levará para ser feita. Alguns plug-ins de masterização já vem com dither. poderá escolher a qualidade dessa conversão.Se você escolher um sample rate inferior ao da sessão. Bounce de uma Submix Outra situação em que o bounce pode ser bem útil é na hora de fazer uma submix. com a seleção desejada. 77 . No caso do bit rate. O ideal é que você determine a duração do bounce. se você gravou em 24 bits e escolher fazer a redução para 16 no Pro Tools (ela pode ser feita só na masterização. basta criar uma Memory Location. OBS: Para que cada vez que você faça o Bounce de uma música ele tenha a mesma duração. pois o bounce não aplica dither. Para isso basta clicar no Enter da calculadora e na janela q se abre escolher Selection. Digite um nome e sempre que você for fazer um bounce escolha a Memory Location criada. se você preferir) é interessante usar um dither no insert do Master Fader para melhorar a qualidade dessa conversão. Para isto basta endereçarmos os tracks a serem reduzidos para uma saída diferente da principal e escolher esta saída como fonte (Source) do bounce. através da janela com o mesmo nome disponível no menu Windows. O(s) arquivo(s) criado(s) no bounce irão para a Audio Region List da sessão. e a opção Import into Session After Bounce selecionada. pois caso contrário ele terá o tempo do maior audio file da sessão. A resolução da sessão deve ser mantida. pricipalmente se a sessão não tiver mais tracks disponíveis. ou Marker.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful