You are on page 1of 114

POLÍTICAS PÚBLICAS EM EDUCAÇÃO

POLÍTICAS PÚBLICAS
EM EDUCAÇÃO
Marilza Regazzo Varella

40553

POLÍTICAS PÚBLICAS
EM EDUCAÇÃO

Fundação Biblioteca Nacional
ISBN 978-85-387-4649-2

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

POLÍTICAS PÚBLICAS
EM EDUCAÇÃO
Marilza Regazzo Varella

IESDE BRASIL S/A
Curitiba
2015
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

© 2015 – IESDE BRASIL S/A. É proibida a reprodução, mesmo parcial, por qualquer processo, sem
autorização por escrito dos autores e do detentor dos direitos autorais.

CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO
SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ
________________________________________________________________________
V351p
Varella, Marilza Regazzo
Políticas públicas em educação / Marilza Regazzo  Varella. - 1. ed. - Curitiba, PR:
IESDE BRASIL S/A, 2015.
110 p. : il. ; 21 cm.
ISBN 978-85-387-4649-2
1. Educação e Estado. 2. Política pública. 3. Política e educação. I. Título.
15-20436
CDD: 379

CDU: 37.014.5
________________________________________________________________________
27/02/2015
27/02/2015

Capa: IESDE BRASIL S/A.
Imagem da capa: Shutterstock

Todos os direitos reservados.
Produção

IESDE BRASIL S/A.

Al. Dr. Carlos de Carvalho, 1.482. CEP: 80730-200
Batel – Curitiba – PR
0800 708 88 88 – www.iesde.com.br

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

Apresentação
Este Guia de Estudos é uma ferramenta cujo principal objetivo é auxiliar docentes e demais profissionais a entenderem as Políticas Públicas em Educação, a
partir de um breve histórico da trajetória da educação no Brasil, desde o período
colonial até a atualidade.
A Constituição Federal Brasileira de 1988 coloca a educação como um direito social, sendo competência da União, dos Estados, Municípios e do Distrito
Federal garantir e proporcionar os meios de acesso à educação.
As políticas públicas são ferramentas por meio das quais o governo pode efetivar e garantir educação de qualidade e seu acesso a todos. Entretanto, é de
extrema importância que os profissionais ligados à área conheçam e estejam
atentos a essas políticas, a suas aplicações e também ao que lhes compete. Para
isso, devem utilizar-se dos diversos instrumentos norteadores da educação tais
como a LDB, o RCNEI e o PCN, na execução e melhoria dessa.
As maiores transformações sociais, políticas e educacionais ocorreram quando a sociedade, por meio de seus representantes, se fez presente “exigindo” mudanças. Mas só é possível exigir mudanças e melhorias na educação conhecendo, acompanhando, aplicando e avaliando as suas Políticas Públicas.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

Sobre a autora
Marilza Regazzo Varella
Mestre em Educação pela Universidad de La Empresa (Uruguai). Especialista em
Clínica Psicopedagógica pelo Centro de Estudos Psicopedagógicos Jorge Visca, e
em Pedagogia Terapêutica pela Universidade Tuiuti do Paraná (UTP). Graduada em
Pedagogia pela UTP.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

Sumário

Aula 01 ASPECTOS HISTÓRICOS DA POLÍTICA EDUCACIONAL NO BRASIL

9

PARTE 01 | PERÍODO COLONIAL

11

PARTE 02 | PERÍODO DO IMPÉRIO

14

PARTE 03 | PERÍODO DA REPÚBLICA

17

Aula 02 DEMOCRACIA, GOVERNABILIDADE, CIDADANIA PLENA E GLOBALIZAÇÃO

23

PARTE 01 | DEMOCRACIA E GOVERNABILIDADE

25

PARTE 02 | CIDADANIA PLENA

28

PARTE 03 | GLOBALIZAÇÃO 32

Aula 03 LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA E SUA ABRANGÊNCIA 35
PARTE 01 | LEIS, NORMAS E REGULAMENTOS ANTES DA LDB

37

PARTE 02 | A LDB: PROJETO, FINALIDADE E EXPECTATIVAS

40

PARTE 03 | RESULTADOS E PROJETOS FUTUROS

44

Aula 04 REFERENCIAL CURRICULAR
NACIONAL PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL E SEU DESDOBRAMENTO SOCIAL

47

PARTE 01 | COMO NASCEU O RCNEI

49

PARTE 02 | DIRETRIZES DO RCNEI

51

PARTE 03 | DESDOBRAMENTO SOCIAL E EXPECTATIVAS

54

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

Sumário

Aula 05 PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS

57

PARTE 01 | O QUE SÃO OS PCN

59

PARTE 02 | CONTEÚDO E ENFOQUE SISTÊMICO

62

PARTE 03 | APOIO E OBJETIVOS

66

Aula 06 AVALIAÇÃO PÚBLICA NA EDUCAÇÃO

69

PARTE 01 | SAEB 71
PARTE 02 | ENEM

74

PARTE 03 | SINAES 76

Aula 07 PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO (PNE)
PARTE 01 | O PNE

79
81

PARTE 02 | PRINCIPAIS MUDANÇAS

NA EDUCAÇÃO A PARTIR DO PNE

85

PARTE 03 | DEFINIÇÃO DAS METAS PARA A EDUCAÇÃO

89

Aula 08 POLÍTICAS ATUAIS DO PNE

93

PARTE 01 | EDUCAÇÃO BÁSICA COM QUALIDADE: METAS 1, 2, 3, 5, 6, 7, 9, 10, 11 E METAS 19 E 20

95

PARTE 02 | VALORIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO: METAS 15, 16, 17 E 18

100

PARTE 03 | VALORIZAÇÃO DA DIVERSIDADE E REDUÇÃO DAS DESIGUALDADES: METAS 4 E 8

103

PARTE 04 | ENSINO SUPERIOR: METAS 12, 13 E 14

107

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

Shutterstock

Aula 01

ASPECTOS HISTÓRICOS DA
POLÍTICA EDUCACIONAL
NO BRASIL
Objetivo:

Refletir sobre a história da
educação no Brasil,
desde o período colonial até
o período republicano.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

ASPECTOS HISTÓRICOS DA POLÍTICA
EDUCACIONAL NO BRASIL

Par te

01

PERÍODO COLONIAL
O início da educação no Brasil ocorreu em 1549 com a
chegada dos primeiros jesuítas chefiados pelo Pe. Manoel da
Nóbrega, da Companhia de Jesus, fundada por Inácio de Loiola.
A principal finalidade dos jesuítas era difundir a fé cristã. Os
índios e os negros eram catequizados e alfabetizados, já os filhos dos colonizadores eram instruídos na França e em Coimbra
(Portugal).
De acordo com Aranha (2006), a educação organizada pelos jesuítas durou aproximadamente 210 anos. Ergueram um
colégio em Salvador, Bahia, fundando a Província Brasileira da
Companhia de Jesus.
Em 1759, ocorreu a reforma pombalina, quando o
Marquês de Pombal (primeiro-ministro de Portugal) expulsou a
Companhia de Jesus, suprimindo as escolas jesuíticas. Criou as
Aulas Régias, que consistiam no estudo das Humanidades (ciências naturais, filosofias). Pombal retirou o poder da Igreja e
passou o comando para o Estado.
“Os métodos e o conteúdo da educação jesuítica foram radicalmente reformulados. A ênfase deslocou-se para as ciências
físicas e matemáticas. A nova Faculdade de Filosofia concentrou-se nas ciências naturais – a física,  a química, a zoologia, a
botânica, a mineralogia.” (CARVALHO, 1978, p. 57)
De acordo com Piletti (1995), os jesuítas, mesmo expulsos,
mantinham escolas de ler e escrever em quase todas as povoações e aldeias por onde se espalhavam suas 25 residências.
Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

11

Pa r te

ASPECTOS HISTÓRICOS DA POLÍTICA
EDUCACIONAL NO BRASIL

01

Mantinham também 18 estabelecimentos de ensino secundário,
entre colégios e seminários, localizados nos pontos mais importantes do Brasil: Bahia, São Vicente, Rio de Janeiro, Olinda,
Espírito Santo, São Luís, Ilhéus, Recife, Paraíba, Santos, Pará,
Colônia do Sacramento, Florianópolis, Paranaguá, Porto Seguro,
Fortaleza, Alcântara e Vigia.

Extras
Recomendamos a leitura do artigo De onde vem e para
onde vai a escola brasileira, de Ana Ligia Scachetti, publicado
pela revista Nova Escola. Disponível em: <http://revistaescola.
abril.com.br/formacao/serie-especial-historia-educacao-brasil-750345.shtml>. Acesso em: 18 dez. 2014. Nesse mesmo link,
é possível assistir a uma entrevista de Demerval Saviani: Por
que estudar História da Educação?

Atividade
Assinale a única alternativa correta sobre o objetivo principal da educação no período colonial. 
( ) Descobrir novas terras com a ajuda dos índios e negros
escravos que aqui viviam. 
( ) Ensinar tudo sobre a Bíblia, para assim poder “domesticar” os índios. 
( ) Colonizar terras e catequizar índios e negros. 
( ) Trazer modernidade para o país por meio de ensinamentos religiosos.

12

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

ASPECTOS HISTÓRICOS DA POLÍTICA
EDUCACIONAL NO BRASIL

Par te

01

Referências
ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. História da Educação e da Pedagogia. 3 ed.
São Paulo: Moderna, 2006.
CARVALHO, Laerte Ramos de. As Reformas Pombalinas da Instrução Pública.
São Paulo: Saraiva, 1978,
PILETTI, Nelson. História da Educação no Brasil. São Paulo: Ática, 1995.
SCACHETTI, Ana Ligia. Ensino com Catecismo. Publicado em Nova Escola.
Edição 263 - Junho/Julho 2013. Disponível em: <http://revistaescola.
abril.com.br/formacao/ensino-catecismo-historia-educacao-brasil-750366.
shtml#ad-image-0>. Acesso em: 18 dez. 2014.

Resolução da atividade
Colonizar as terras e catequizar índios e negros.

Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

13

Pa r te

02

ASPECTOS HISTÓRICOS DA POLÍTICA
EDUCACIONAL NO BRASIL

PERÍODO DO IMPÉRIO
Com a chegada de D. João VI em 1808, o Brasil se tornou sede da coroa portuguesa e algumas providências foram tomadas no campo da educação, tais como a criação da
Biblioteca Real, do Museu Nacional e de faculdades nas áreas
de Medicina, Engenharia, Direito e Artes. Foi dada ênfase aos
Ensino Superior e Secundário, menosprezando-se o Primário e o
Técnico-Profissional.
Em 1822, D. Pedro I proclamou a independência e, em1824,
outorgou a primeira Constituição do Brasil, estabelecendo que
a Educação Primária fosse gratuita para todos os cidadãos no
país. A partir do Ato Adicional de 1834, ocorreu a descentralização da Educação Básica, o que acarretou prejuízo para a educação brasileira, pois o governo já não teria mais como garantir
Educação Primária gratuita e de qualidade para todos.
Na tentativa de combater a falta de professores, instituiu-se o Método Lancaster, no qual um aluno treinado ensinava
para outros dez, sob a supervisão de um inspetor. Durante todo
o Império, pouco se fez pela formação de professores. Herdou-se
do período colonial uma série de aulas avulsas com o objetivo de
preparar estudantes para cursos superiores.
Em 1835, iniciou-se o desenvolvimento das Escolas Normais
com a finalidade de enfrentar problemas como a falta de professores qualificados e as condições precárias de ensino.
Em 1837 é criado, na cidade do Rio de Janeiro,
o Colégio Pedro II com a função de se tornar o
modelo de ensino para o nível secundário em todo

14

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

ASPECTOS HISTÓRICOS DA POLÍTICA
EDUCACIONAL NO BRASIL

Par te

02

o país, no entanto, até o final do Império esta escola não conseguiu se organizar de forma efetiva
para se tornar a referência educacional do Brasil.
(PORTAL EDUCAÇÃO, 2013)

Em 1854, o Ensino Primário foi dividido em Elementar e
Superior. Já o Técnico-Profissional foi completamente marginalizado.

Extra
Recomendamos a leitura do artigo Histórias e Políticas de
Educação no Brasil Império, de Sérgio Almeida da Silva e Neiva
Gallina Mazzuco. Esse artigo foi publicado no 2.º Seminário
Nacional Estado e Políticas Sociais no Brasil, realizado de 13 a
15 de outubro de 2005, na Universidade estadual do Oeste do
Paraná (UNIOESTE), em Cascavel, PR. Disponível em: <http://
cacphp.unioeste.br/projetos/gpps/midia/seminario2/poster/
educacao/pedu15.pdf>. Acesso em: 22 dez. 2014.

Atividade
Devido à dificuldade de encontrar professores, o que foi
feito para solucionar o problema no período imperial?

Referências
ENCICLOPÉDIA Biosfera. Goiânia: Centro Científico Conhecer. v. 7, n. 12, 2011.
KULESZA, Wojciech Ansrzej. Institucionalização da Escola Normal no Brasil
(1870-1910). R. Bras. Est. Pedag., Brasília, v. 79, n. 193, p. 63-71, set./dez. 1998.
Disponível em: <http://rbep.inep.gov.br/index.php/RBEP/article/viewFile/
196/197>. Acesso em: 22 dez. 2014.

Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

15

Pa r te

02

ASPECTOS HISTÓRICOS DA POLÍTICA
EDUCACIONAL NO BRASIL

PILETTI, Nelson. História da Educação no Brasil. São Paulo: Ática, 1995.
PORTAL EDUCAÇÃO. Período Imperial: histórico da Educação no Brasil.
22 fev. 2013. Disponível em: <www.portaleducacao.com.br/pedagogia/
artigos/34878/periodo-imperial-historico-da-educacao-no-brasil>.
Acesso
em: 22 dez. 2014.
ROMANELLI, Otaíza de Oliveira. História da Educação no Brasil. Petrópolis:
Vozes, 1985.

Resolução da atividade
Institui-se o Método Lancaster, no qual um aluno treinado
ensinava para outros dez, sob a supervisão de um inspetor.

16

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

ASPECTOS HISTÓRICOS DA POLÍTICA
EDUCACIONAL NO BRASIL

Par te

03

PERÍODO DA REPÚBLICA
República Velha (1889-1930): surgiu a primeira Constituição
do período republicano (1891); o governo da época era ligado ao
setor agrário, período que ficou conhecido como república do café
com leite. De 1889 a 1925, várias reformas educacionais ocorreram, objetivando melhorar o Ensino Primário (cujas principais mudanças se deram na década de 1920) e o Secundário.
Durante o período que os historiadores denominam de Primeira República (1889-1930), também
conhecido como “República Velha” ou “República
dos Coronéis”, o governo federal empreendeu
várias reformas no campo da educação, principalmente, no que, hoje, chamaríamos de Ensino
Médio e no Ensino Superior.
[...] essas reformas educacionais, realizadas neste período, na seguinte sequência: 1) Reforma
Benjamin Constant (1890); Código Epitácio
Pessoa (1901); Reforma Rivadávia Correa (1911);
Reforma Carlos Maximiliano (1915); Reforma João
Luiz Alves/Rocha Vaz (1925), todas elas ainda na
Primeira República (1889-1930) e, de algum modo,
preocupadas em organizar o ensino secundário.
(PALMA FILHO, 2005, p. 1).

Era Vargas (1930-1945): criou-se o Ministério da Educação
e Saúde Pública (1930). Posteriormente, aconteceu a Reforma
Universitária, padronizando o sistema público federal. Criou-se
também o Serviço nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI).
Com a imposição de um sistema nacional de ensino, fecharam-se escolas primárias estrangeiras.
Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

17

Pa r te

03

ASPECTOS HISTÓRICOS DA POLÍTICA
EDUCACIONAL NO BRASIL
O Ministério da Educação foi criado em 1930, logo
após a chegada de Getúlio Vargas ao poder. Com o
nome de Ministério da Educação e Saúde Pública,
a instituição desenvolvia atividades pertinentes a
vários ministérios, como saúde, esporte, educação e meio ambiente. Até então, os assuntos ligados à educação eram tratados pelo Departamento
Nacional do Ensino, ligado ao Ministério da Justiça.
Em 1932, um grupo de intelectuais preocupado em
elaborar um programa de política educacional amplo e integrado lança o Manifesto dos Pioneiros da
Educação Nova, redigido por Fernando de Azevedo
e assinado por outros conceituados educadores,
como Anísio Teixeira.
O manifesto propunha que o Estado organizasse
um plano geral de educação e definisse a bandeira
de uma escola única, pública, laica, obrigatória e
gratuita. Nessa época, a igreja era concorrente do
Estado na área da educação.
Foi em 1934, com a nova Constituição Federal,
que a educação passa a ser vista como um direito
de todos, devendo ser ministrada pela família e
pelos poderes públicos.
De 1934 a 1945, o então ministro da Educação e
Saúde Pública, Gustavo Capanema Filho, promove uma gestão marcada pela reforma dos ensinos
secundário e universitário. Nessa época, o Brasil
já implantava as bases da educação nacional.
(BRASIL, MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO)

18

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

ASPECTOS HISTÓRICOS DA POLÍTICA
EDUCACIONAL NO BRASIL

Par te

03

República Populista (1945-1964): criaram-se os poderes
Executivo, Legislativo e Judiciário. Em 1950, Getúlio Vagas voltava ao cenário político, recebendo apoio de empresários, das
Forças Armadas, de grupos políticos, da sociedade e da União
Nacional dos Estudantes (UNE). Surgiu, em 1960, o Programa
Nacional de Alfabetização.
Até 1953, foi Ministério da Educação e Saúde.
Com a autonomia dada à área da saúde, surge o
Ministério da Educação e Cultura, com a sigla MEC.
O sistema educacional brasileiro até 1960 era centralizado e o modelo era seguido por todos os estados e municípios. Com a aprovação da primeira
Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), em
1961, os órgãos estaduais e municipais ganharam
mais autonomia, diminuindo a centralização do
MEC.
Foram necessários 13 anos de debate (1948 a
1961) para a aprovação da primeira LDB. O ensino religioso facultativo nas escolas públicas foi
um dos pontos de maior disputa para a aprovação
da lei. O pano de fundo era a separação entre o
Estado e a Igreja.
O salário-educação, criado em 1962, também
é um fato marcante na história do Ministério da
Educação. Até hoje, essa contribuição continua
sendo fonte de recursos para a educação básica
brasileira. (BRASIL, MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO)

Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

19

Pa r te

03

ASPECTOS HISTÓRICOS DA POLÍTICA
EDUCACIONAL NO BRASIL

Ditadura Militar (1964 a 1985): a ditadura colocou fim
ao otimismo pedagógico dos brasileiros já nos primeiros dias
após o golpe: extinguiu o Programa Nacional de Alfabetização,
implantado no país pelo educador Paulo Freire; obrigou todas
as escolas de Ensino Médio a introduzirem a formação técnica
compulsória, sem nenhum preparo para isso (o resultado foi um
fracasso); bem como implantou o Mobral, criado para alfabetizar jovens e adultos, extinto no governo Sarney.
A reforma universitária, em 1968, foi a grande
LDB do ensino superior, assegurando autonomia
didático-científica, disciplinar, administrativa e
financeira às universidades. A reforma representou um avanço na educação superior brasileira, ao
instituir um modelo organizacional único para as
universidades públicas e privadas.
A educação no Brasil, em 1971, se vê diante de
uma nova LDB. O ensino passa a ser obrigatório
dos sete aos 14 anos. O texto também prevê um
currículo comum para o primeiro e segundo graus
e uma parte diversificada em função das diferenças regionais. (BRASIL, MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO)

Nova República (1985-hoje): a Constituição Brasileira de
1988 estabelece que a educação é “direito de todos e dever do
Estado e da família” (BRASIL, 1988). Todo brasileiro deve estar
atento para a educação e a interpretação das políticas educacionais no Brasil.

20

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

ASPECTOS HISTÓRICOS DA POLÍTICA
EDUCACIONAL NO BRASIL

Par te

03

Extra
No link indicado a seguir, encontramos uma linha cronológica de fatos importantes para a educação desde a primeira
turma de alfabetizados pelo educador Paulo Freire (1921-1997),
na cidade de Angicos, RN. Disponível em: <http://angicos50anos.paulofreire.org/cronologia/>. Acesso em: 18 dez. 2014.

Atividade
Preencha a segunda coluna de acordo com as informações
da primeira.
(1) República Velha

( ) Foram
criados
os
poderes
Executivo, Legislativo e Judiciário.
(2) Era Vargas
( ) Criou-se o Serviço Nacional de
Aprendizagem Industrial (SENAI).
(3) República Populista ( ) O governo tinha como prioridade o setor agrário.
(4) Ditadura Militar

(5) República Nova

( ) Muito já se fez, mas a educação
no país continua em processo de
mudanças.
( ) Encerrou-se o Programa Nacional
de Alfabetização, implantado no
país pelo educador Paulo Freire.

Referências
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Publicado no
Diário Oficial da União, Brasília, DF, 5 out.1988. Disponível em: <www.planalto.
gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm>. Acesso em: 22 dez. 2014.

Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

21

Pa r te

03

ASPECTOS HISTÓRICOS DA POLÍTICA
EDUCACIONAL NO BRASIL

BRASIL. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. História. Disponível em: <http://portal.
mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2&Itemid=
1175>. Acesso em: 22 dez. 2014.
FARIA Filho, Luciana Mendes; VEIGA, Cynthia Greive. 500 anos de educação
no Brasil. Belo Horizonte: Autêntica, 2000.
PALMA FILHO, João Cardoso. A República e a Educação no Brasil: Primeira
República (1889-1930). In: PALMA FILHO, J. C. Pedagogia Cidadã – Cadernos de
Formação – História da Educação – 3. ed. São Paulo: PROGRAD/ UNESP/ Santa
Clara Editora, 2005. p. 49-60. Disponível em: 22 dez. 2014.
PORTAL EDUCAÇÃO. Período Republicano: Histórico da Educação no Brasil.
22 fev. 2013. Disponível em: <www.portaleducacao.com.br/pedagogia/
artigos/34882/periodo-republicano-historico-da-educacao-no-brasil>. Acesso
em: 22 dez. 2014.
TORRES, Mariana de Oliveira Fernandes. Educação Brasileira: passado, presente
e futuro o conhecimento através de uma abordagem estratégica. 19 jun.
2009. Disponível em: <www.pedagogia.com.br/artigos/educacaoobrasil/>.
Acesso em: 22 dez. 2014.

Resolução da atividade
�(4) Foram criados os poderes Executivo, Legislativo e
Judiciário.
�(2) Criou-se o Serviço Nacional De Aprendizagem Industrial
(SENAI).
�(1) O governo tinha como prioridade o setor agrário.
�(5) Muito já se fez, mas a educação no país continua em
processo de mudanças.
�(3) Encerrou-se o Programa Nacional de Alfabetização,
implantado no país pelo educador Paulo Freire.

22

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

Shutterstock

Aula 02

DEMOCRACIA,
GOVERNABILIDADE,
CIDADANIA PLENA E
GLOBALIZAÇÃO
Objetivo:

Compreender as interfaces da democracia,
da governabilidade, da cidadania e da
globalização no contexto educacional.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

DEMOCRACIA, GOVERNABILIDADE,
CIDADANIA PLENA E GLOBALIZAÇÃO

Par te

01

DEMOCRACIA E GOVERNABILIDADE
O surgimento da democracia deu-se na Antiga Grécia e foi
fortalecido nos séculos XVII e XVIII, com a independência dos
Estados Unidos e a Revolução Francesa. Hoje, é a forma de governo predominante no mundo.
É importante saber que na democracia as decisões são tomadas pelo povo e para o povo, enquanto na república são eleitos
senadores, deputados e vereadores, para tomarem as decisões
pelo povo. O Brasil é uma república com a democracia ainda em
desenvolvimento. Para a socióloga Maria Vitória Benevides:
Em primeiro lugar, é preciso deixar claro os termos.
A República significa especificamente o bem público
acima do interesse particular. Particular não só no
sentido de um indivíduo ou empresa, mas também
de um partido, sindicato ou associação. Outro dado
importantíssimo da República é a responsabilidade dos governantes, que devem ter transparência,
prestar contas dos seus atos e serem responsabilizados pelas autoridades competentes quando cometem algum crime. Então já vemos que a República
no Brasil é uma retórica pomposa e que ainda está
em construção a duras penas, apesar de já ter mais
de um século de proclamação.
A democracia é o regime da soberania popular, ou
seja, em última instância o poder reside no povo e a
nossa Constituição garante isso quando diz que todo
o poder emana da população, que o exercerá através de representantes ou diretamente nos termos da
lei. A democracia exige o respeito integral aos direitos humanos, das minorias. Então, quando falamos
Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

25

Pa r te

DEMOCRACIA, GOVERNABILIDADE,
CIDADANIA PLENA E GLOBALIZAÇÃO

01

nela, estamos unindo seus princípios e associando
a democracia representativa à direta. Mas também
estamos exigindo a justiça social, que é a garantia
de direitos econômicos, sociais, culturais e ambientais para todos e todas. A partir dessas definições,
vemos que não existe no Brasil nem República, nem
Democracia. (BENEVIDES, 2006)

A deficiente governabilidade e a falta de democracia nos períodos colonial e imperial, contribuíram para que o sistema de ensino estivesse muito aquém do que poderia ter sido.
Nos anos 1960, o tema “governabilidade”, passou a fazer
parte dos debates no país. Para haver governabilidade é necessária a legitimidade do Estado e do governo junto à sociedade,
contando com requisitos para a estabilidade social, financeira e política, permitindo ao Poder Executivo exercer a governança (conjunto de normas e procedimentos adequados à vida
coletiva).

Extra
A entrevista concedida pelo professor Moacir Gadotti
para Eugênio Parcelle, especial para o Portal Observatório da
Educação do Rio Grande do Norte, em 11 de março de 2013,
nos sugere a compreensão de uma democracia menos representativa e mais participativa para uma educação com qualidade
social. Disponível em: <www.observatoriodaeducacaodorn.org.
br/?p=ent&cod=286>. Acesso em: 30 dez. 2014.

Atividade
Conceitue democracia.
26

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

DEMOCRACIA, GOVERNABILIDADE,
CIDADANIA PLENA E GLOBALIZAÇÃO

Par te

01

Referências
BENEVIDES, Maria Victoria. O Brasil ainda não é uma república democrática.
Jornal dos Trabalhadores Sem Terra. n. 266, out. 2006. Disponível em:
<www.mst.org.br/jornal/266/entrevista>. Acesso em: 30 dez. 2014.
BOFF, Leonardo. Uma Democracia que se Volta Contra o Povo. 18 jun. 2014.
Disponível em: <http://leonardoboff.wordpress.com/2014/06/18/uma-democraciaque-se-volta-contra-o-povo/>. Acesso em: 20 dez. 2014.
GADOTTI, Moacir. Educar para a Sustentabilidade. São Paulo: Editora e
Livraria Instituto Paulo Freire, 2008. Disponível em: <www.acervo.paulofreire.
org/xmlui/bitstream/handle/7891/3080/FPF_PTPF_12_077.pdf>. Acesso em:
23 dez. 2014.
SCHWARTZMAN, Simon. Democracia e Governabilidade. In: Cardoso, Fernando
Henrique; Foxley, Alejandro (editores). América Latina: desafios da democracia e
do desenvolvimento. Tradução de Micheline Christophe. Rio de Janeiro: Elsevier;
São Paulo: Instituto Fernando Henrique Cardoso (iFHC), 2009. v. 1., p. 62-92.
Disponível em: <https://archive.org/stream/DemocraciaEGovernabilidade/2009
democracia#page/n31/mode/2up. Acesso em: 30 dez. 2014.
SOUZA, Rainer. Democracia Direta e Indireta. Disponível em: <www.brasilescola.
com/politica/democracia-representativa.htm/>. Acesso em 21 dez. 2014.

Resolução da atividade
Governo em que o poder é exercido pelo povo de forma
direta ou indireta (através dos seus representantes).

Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

27

Pa r te

02

DEMOCRACIA, GOVERNABILIDADE,
CIDADANIA PLENA E GLOBALIZAÇÃO

CIDADANIA PLENA
Ter cidadania plena significa usufruir de direitos civis, políticos e sociais e compreender seus deveres, vivenciando-os
e possibilitando a sustentabilidade da vida para as gerações
futuras.
A cidadania é um princípio da República Federativa
do Brasil (art. 1.º, II) em que os pares se reconhecem como iguais na busca da realização da “cidade boa e justa”. E não há cidadania sem iguais,
pontos mínimos de partida sem a construção de
fins coletivos e sem a participação das pessoas,
seja em organizações coletivas seja em dinâmicas que lhes assegurem a presença consciente nos
destinos de sua comunidade.
A educação escolar responde a um dos pilares da
igualdade de oportunidades. A educação infantil,
o ensino fundamental gratuito e obrigatório e o
ensino médio, etapas constitutivas da educação
básica em nossa organização nacional da educação escolar, são determinantes na rede de relações próprias de uma sociedade complexa como
a nossa e que, como se viu, objetiva a cidadania
de seus membros inclusive sob a forma de uma
socialização plena que inclui a qualificação para
uma inserção profissional, digna da pessoa humana como assevera o art. 3.º, III, da Constituição.
(CURY, 2006, p. 671).

28

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

DEMOCRACIA, GOVERNABILIDADE,
CIDADANIA PLENA E GLOBALIZAÇÃO

Par te

02

O artigo 205 da Constituição de 1988 diz que a finalidade
da educação é “o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho” (BRASIL, 1988). Para o que isso ocorra, são necessárias
políticas educacionais que criem escolas formadoras de educandos e educadores voltados ao diálogo e, com suas realidades
culturais e naturais, à ação libertadora, exigindo organização e
articulação política da população voltada para a superação da
exclusão existente.
De acordo com o artigo “A escola no Brasil de Darcy
Ribeiro”, de Helena Bomeny a educação
[...] foi publicamente defendida por Darcy Ribeiro
como chave para o desenvolvimento do País. De
seu ponto de vista, seria a estratégia de médio
prazo mais eficaz para a redenção brasileira,
[...]. A escola pública, aberta a todos, em tempo integral, era a receita para iniciar as crianças
nos códigos de sociabilidade, tratamento, relacionamento e preparo para a vida em sociedade.
(BOMENY, 2009, p. 114)

Para Dimenstein (2001), o cidadão brasileiro desfruta de
uma cidadania aparente denominada de cidadania de papel.
A verdadeira democracia implica a conquista e efetivação dos
direitos sociais, políticos e civis. Caso contrário, a cidadania
permanece imóvel no papel. Essa cidadania aparente surge do
desrespeito aos direitos fundamentais do homem, que não tem
suas necessidades básicas supridas, mas sim camufladas em assistencialismos políticos, o que gera entre outros, a desnutrição, o desemprego e a pobreza.
Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

29

Pa r te

02

DEMOCRACIA, GOVERNABILIDADE,
CIDADANIA PLENA E GLOBALIZAÇÃO

Extra
A Fundação Educar Dpaschoal, em seu projeto Trote da
Cidadania (lançado em 1999), disponibiliza diversos materiais
de apoio e orientação sobre como desenvolver temas voltados
ao processo de participação da sociedade no contexto da cidadania. Disponível em: <www.educardpaschoal.org.br/web/
trote-material-apoio.asp>. Acesso em: 23 dez. 2014.

Atividade
De acordo com Perrenoud (2005) é preciso fornecer apoio
integrado, trabalhando com a inclusão de alunos portadores de
grandes dificuldades, prevenindo, dessa forma, a segregação
social. Comente por que tal informação remete ao tema “cidadania plena”.

Referências
BOMENY, Helena. A escola no Brasil de Darcy Ribeiro. Em Aberto. Brasília,
v. 22, n. 80, p. 109-120, abr. 2009. Disponível em: <http://emaberto.inep.
gov.br/index.php/emaberto/article/viewFile/1474/1223. Acesso em: 30 dez.
2014.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Publicado no
Diário Oficial da União, Brasília, DF, em 5 out. 1988. Disponível em: <www.
planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm>. Acesso em: 22
dez. 2014.
CURY, Carlos Alberto Jamil. Educação Escolar e Educação no Lar: espaços
de uma polêmica. Educ. Soc. Campinas, v. 27, n. 96, p. 667-688, out. 2006.
Disponível em: <www.scielo.br/pdf/es/v27n96/a03v2796.pdf>. Acesso em:
30 dez. 2004.
DIMENSTEIN, Gilberto. Cidadão de Papel: a infância, a adolescência e os
direitos humanos no Brasil. 19. ed. São Paulo: Ática, 2001.

30

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

DEMOCRACIA, GOVERNABILIDADE,
CIDADANIA PLENA E GLOBALIZAÇÃO

Par te

02

FREIRE, Paulo. Educação e Mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983.
PARENTE, Lygia Bandeira de Mello. Partipação Social como Instrumento para
a Construção da Democracia: a intervenção social na administração pública
brasileira. Curso de Especialização em Direito Público e Controle Externo.
Brasília: Universidade de Brasília, 2006. Disponível em: <http://portal2.tcu.
gov.br/portal/pls/portal/docs/2054994.PDF>. Acesso em: 23 dez. 2014.
PERRENOUD, Philippe. Escola e Cidadania: o papel da escola na formação
para a democracia. Tradução de: Fátima Murad. Porto Alegre: Artmed, 2005.
PORTAL EDUCAÇÃO. O que é a Constituição brasileira e para que serve a Carta
Magna. Disponível em: <www.educacao.cc/cidada/o-que-e-a-constituicaobrasileira-e-para-que-serve-a-carta-magna/>. Acesso em: 23 dez. 2014.

Resolução da atividade
Porque somente atendendo a todos os educandos, sem distinção de raça, cor, status e capacidades intelectuais, se promove a real cidadania.

Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

31

Pa r te

03

DEMOCRACIA, GOVERNABILIDADE,
CIDADANIA PLENA E GLOBALIZAÇÃO

GLOBALIZAÇÃO
O professor de História Ricardo Gomes, em uma entrevista ao G1 de Pernambuco1, explicava sobre o surgimento da
Globalização:
A expressão “aldeia global” é muito usada para
definir o mundo atual. “O conceito de ‘aldeia’ é
um lugar relativamente pequeno, onde todas as
pessoas se conhecem. Como o mundo virou uma
aldeia? Pelo fato de as fronteiras terem sido quebradas. A tecnologia e a informação permitem que
as pessoas no mundo inteiro, nos vários continentes, possam ter contato”, explica o professor.
A globalização começou devido à busca por lucro,
quando o capitalismo provocou mudanças ao redor
do mundo. “A expansão marítima foi o que possibilitou o desenvolvimento do capitalismo nesse
primeiro momento. Os europeus, saindo da crise
do feudalismo, entraram em suas embarcações
movidas a vela e singraram os oceanos em busca
de fontes consumidoras e fontes fornecedoras de
matérias-primas”, detalha Ricardo.
No século 18, a indústria e o surgimento da tecnologia contribuíram para o processo de globalização. De acordo com o professor, houve o desenvolvimento do capitalismo produtivo industrial, que
ganhou o mundo. “Nós temos os investimentos feitos pelos ingleses, por exemplo, em continentes
como África e Ásia”, diz.

32

1 Disponível em: <http://g1.globo.com/pernambuco/educacao/noticia/2014/10/professor-de-historia-explica-o-surgimento-da-globalizacao.html>.
POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

DEMOCRACIA, GOVERNABILIDADE,
CIDADANIA PLENA E GLOBALIZAÇÃO

Par te

03

No século 20, nos anos 1990, acontece o desenvolvimento do capitalismo especulativo, graças às
transações permitidas pelo uso da internet. “Ele
começou a entrar em países com mais força e,
graças ao desenvolvimento da tecnologia, foi alcançando cada vez mais espaço”, ressalta.
[...]
O docente também ressalta que a facilidade ao
acesso à informação é um dos principais ganhos da
globalização. (G1 PE, 2014)

O processo atual é rápido; abrange, além do comércio,
serviços, arte, educação e integração mundial, e se baseia na
liberalização econômica, fazendo com que surjam organizações
e documentos internacionais, como a Organização das Nações
Unidas (ONU) e a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Quanto à continuidade do atual processo de desenvolvimento econômico e social nos pressupostos da globalização,
segundo Lester Thurow:
Adaptado à nova ordem estará o país que, aberto
à competitividade global, realize gigantescos investimentos em educação, já que a maior riqueza
nacional passou a ser a mão de obra qualificada.
(THUROW, 1997 apud PORTAL ESTUDEFORA, 2008)

Extra
O artigo Globalização e educação, de Eliene Nery Santana
Enes, aborda uma discussão a partir do enfoque de alguns pesquisadores sobre a globalização e educação e nesse contexto, a
Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

33

Pa r te

03

DEMOCRACIA, GOVERNABILIDADE,
CIDADANIA PLENA E GLOBALIZAÇÃO

política do Banco Mundial no Brasil. Disponível em: <www.revistapindorama.ifba.edu.br/files/Eliene%20Nery%20UNIVALE%20MG.
pdf/>. Acesso em: 19 dez. 2014.

Atividade
“A internet é uma aliada na educação”. Explique essa
afirmação.

Referências
DRUCKER, F. Peter. Administrando em Tempos de Grandes Mudanças. São
Paulo: Pioneira, 1995.
G1 PE. Professor de História Explica o Surgimento da Globalização. 21 out.
2014. Disponível em: <http://g1.globo.com/pernambuco/educacao/noticia/
2014/10/professor-de-historia-explica-o-surgimento-da-globalizacao.html>.
Acesso em: 30 dez. 2014.
LIBÂNEO, José Carlos; OLIVEIRA, João Ferreira de; TOSCHI, Mirza Seabra.
Educação Escolar: políticas estrutura e organização. 3. ed. São Paulo: Cortez,
2006.
ONU. Centro Regional de Informação das Nações Unidas. Declaração Universal
dos Direitos Humanos. Disponível em: <www.unric.org/pt/informacao-sobrea-onu/direitos-humanos/14>. Acesso em: 23 dez. 2014.
ESTUDEFORA. Educação e Globalização. 7 nov. 2008. Disponível em: <http://
estudefora.blogspot.com.br/2008/11/educao-e-globalizao.html>. Acesso em: 30
dez. 2014.
SANTAELLA, Lucia. Globalização e Multiculturalismo. Amapá: Anais AMPAP, 1997.

Resolução da atividade
Ter acesso à rede de computadores é ter a mãos uma das
maiores ferramentas criadas até então, o rápido e fácil acesso
à informação para aquisição e incremento da educação e do
conhecimento.
34

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

Inmagine

Aula 03

LEI DE DIRETRIZES E
BASES DA EDUCAÇÃO
BRASILEIRA E SUA
ABRANGÊNCIA
Objetivo:

Conhecer a Lei de Diretrizes e Bases,
seus projetos, finalidades, resultados e
expectativas para o futuro da educação.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO
BRASILEIRA E SUA ABRANGÊNCIA

Par te

01

LEIS, NORMAS E REGULAMENTOS
ANTES DA LDB
Durante o Primeiro Reinado (1822-1831) foi proposta a
Reforma Januário da Cunha Barbosa (leis de 11 de agosto e 15 de
outubro de 1827). Posteriormente, a história fica assim registrada:

Período Regencial (1831-1840) – é promulgado o Ato
Adicional de 1834;

Segundo Reinado (1840-1889) – ocorre a Reforma Couto
Ferraz (1854) e a Reforma Leôncio de Carvalho (1879).

Até a Proclamação da Independência, em 1822, todas as
orientações relativas à educação no Brasil eram oriundas de
Portugal. A primeira Carta Magna brasileira (1824) trazia apenas dois dispositivos sobre educação: o princípio da gratuidade
da “instrução primária a todos os cidadãos” e a referência ao
ensino de “elementos das ciências, belas letras e artes” em
“colégios e universidades”.
Conforme artigo de Nelson Valente (2012), as principais reformas na Educação Brasileira foram:

1890 – Reforma Benjamim Constant;

1901 – Reforma Epitácio Pessoa;

1911 – Reforma Rivadávia Correia;

1915 – Reforma Carlos Maximiliano;

1925 – Reforma João Luiz Alves da Rocha Vaz;

1932 – Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova;

1932 – Reforma Francisco Campos;

Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

37

Pa r te

LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO
BRASILEIRA E SUA ABRANGÊNCIA

01

1942 – Reforma Gustavo Capanema;

1942, 1943 e 1946 – Leis Orgânicas.

1961 – Lei de Diretrizes e Bases (LDB).

Duas Constituições brasileiras, as de 1934 e 1937, traziam
as seguintes abordagens para a educação:
Art. 149. A educação é direito de todos e deve ser
ministrada pela família e pelos poderes públicos,
cumprindo a estes proporcioná-la a brasileiros e
estrangeiros domiciliados no país [...]
Art. 150. [...]
Parágrafo único [...]
a) ensino primário integral gratuito e de frequência obrigatória extensiva aos adultos;
b) tendência a gratuidade do ensino educativo ulterior ao primário, a fim de o tornar mais acessível. (BRASIL, 1934)
Art. 125. A educação integral da prole é o primeiro
dever e o direito natural dos pais. O Estado não
será estranho a esse dever, colaborando, de maneira principal ou subsidiária , para facilitar a sua
execução de suprir as deficiências e lacunas da
educação particular. (BRASIL, 1937)

Extras
Recomendamos a leitura do artigo Política Educacional:
uma retrospectiva histórica, de Denise Ferrari Dutra. Nele,
é possível ler sobre a retrospectiva histórica, no contexto da
38

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO
BRASILEIRA E SUA ABRANGÊNCIA

Par te

01

política educacional. Disponível em: <http://websmed.portoalegre.rs.gov.br/escolas/emilio/autoria/artigos2005/politica_
educacional_denise.pdf>. Acesso em: 5 jan. 2015.

Atividade
O princípio da gratuidade da instrução primária a todos os
cidadãos e a referência ao ensino de elementos das ciências,
belas letras e artes em colégios e universidades, são pertencentes a qual documento histórico?

Referências
BRASIL. Carta de Lei de 25 de Março de 1824. Constituição Política do
Império do Brasil, elaborada por um Conselho de Estado e outorgada pelo
Imperador D. Pedro I, em 25 mar. 1824. Disponível em: <www.planalto.gov.br/
ccivil_03/Constituicao/Constituicao24.htm>. Acesso em: 5 jan. 2015.
BRASIL. Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil (de 16 de Julho de
1934). Publicado no Diário Oficial da União, Brasília, DF, 16 jul. 1934. Disponível
em: <www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao34.htm>. Acesso
em: 5 jan. 2015.
BRASIL. Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil (de 10 de
novembro de 1937). Publicado no Diário Oficial da União, Brasília, DF, 10
nov. 1937. Disponível em: <www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/
Constituicao37.htm>. Acesso em: 5 jan. 2015.
VALENTE, Nelson. As principais reformas na educação brasileira. 3 out. 2012.
Disponível em: <http://gibanet.com/2012/10/03/as-principais-reformas-naeducacao-brasileira/>. Acesso em: 27 dez. 2014.
VIEIRA, Sofia Lerche. Reformas Educativas no Brasil: uma aproximação
histórica. Universidade Estadual do Ceará (UECE). Fortaleza, CE. abril/2009.
Disponível em: <www.saece.org.ar/docs/congreso3/Lerche1.doc>. Acesso
em: 27 dez. 2014.

Resolução da atividade
A primeira Carta Magna.
Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

39

Pa r te

LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO
BRASILEIRA E SUA ABRANGÊNCIA

02

A LDB: PROJETO, FINALIDADE E EXPECTATIVAS
A primeira LDB foi criada em 1961, seguida por uma versão
em 1971, que vigorou até a promulgação de uma nova LDB em
1996.

1961: a primeira LDB foi publicada pelo presidente
João Goulart, quase 30 anos após ser prevista pela
Constituição de 1934.

1971: nova Lei foi publicada durante o Regime Militar,
pelo então presidente Emílio Garrastazu Médici, e possuindo 88 artigos;

1987: em Brasília, iniciava-se o Fórum Nacional em
Defesa da Escola Pública (FNDEP). 

Nos debates abertos e com a participação da sociedade
civil, organizados pelo FNDEP, nasceram as primeiras das duas
propostas para a LDB, baseadas na Constituição Federal de
1988, com o nome de Projeto Jorge Hage.

1996: a nova LDB foi elaborada seguindo orientações da Constituição Federal de 1988, articulada
com o apoio do presidente Fernando Collor de Mello,
por meio do MEC,  elaborada pelos senadores Darcy
Ribeiro, Marco Maciel e Maurício Correa.

A seguir, se lê parte da Constituição que influenciou diretamente a nova LDB:
Art. 206. O ensino será ministrado com base nos
seguintes princípios:
I – igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; (BRASIL, 1988).

40

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO
BRASILEIRA E SUA ABRANGÊNCIA

Par te

02

II – liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;
III – pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e
privadas de ensino;
IV – gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;
V– valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, na forma da lei, planos de carreira, com ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos, aos das redes públicas;
VI – gestão democrática do ensino público, na forma da lei;
VII – garantia de padrão de qualidade. [...]
(BRASIL, 1988)

A finalidade da LDB é expressar a política e o planejamento educacionais do país, embasada nos princípios dados pelo artigo 206 da
Constituição Federal, sob os quais o ensino deve ser ministrado.
A expectativa para o futuro é de pessoas cada vez mais
capacitadas, preparadas e atualizadas para o exercício de suas
profissões. As autoras Albano, Barboza, Castro e Zero registram,
em um artigo, que:
A escola está inserida na sociedade global e na
chamada “sociedade do conhecimento”. [...]
Depois que o Brasil passou a ser signatário do
documento chamado “Declaração Mundial sobre
Educação para Todos”, houve urgência em preparar metas para melhoria da educação no país.
(ALBANO, 2010 et al., p. 13)

Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

41

Pa r te

LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO
BRASILEIRA E SUA ABRANGÊNCIA

02

Dessa forma:
A Rede Nacional de Formação Continuada de
Professores foi criada em 2004 com o objetivo de
contribuir para a melhoria da formação dos professores e alunos. O público-alvo prioritário da
rede são professores de educação básica dos sistemas públicos de educação. (BRASIL, MEC).

Extra
Sugere-se o link a seguir para aprofundamento de estudos,
pois mostra parte da história do Brasil e da educação no Brasil:
Disponível em: <www.youtube.com/watch?v=eTYWvbW8XPw. Acesso
em: 5 jan. 2015.

Atividade
As diretrizes da LDB tiveram como base a Constituição
Federal de 1988, cujo artigo 206 define que o ensino será ministrado com base em princípios. Escolha um desses princípios
mencionados no material e explique-o com suas palavras.

Referências
ALBANO, Adriana Almeida de Souza; BARBOZA, Patrícia Brondi; CASTRO,
Patrícia Vietro de; ZERO, Maria Aparecida. A formação de professores para a
educação básica na LDB e as expectativas para a educação do futuro. Diálogos
Pertinentes – Revista Científica de Letras. Franca, SP. v. 6, n. 2, p. 11-30,
jul. dez. 2010. Disponível em: <http://publicacoes.unifran.br/index.php/
dialogospertinentes/article/viewFile/457/367>. Acesso em: 27 dez. 2014.

42

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO
BRASILEIRA E SUA ABRANGÊNCIA

Par te

02

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Publicado
no Diário Oficial da União, Brasília, DF, 5 out. 1988. Disponível em: <www.
planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm>. Acesso em: 5 jan.
2015.
BRASIL. Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e
bases da educação nacional. Publicado no Diário Oficial da União, Brasília,
DF, 23 dez. 1996. Disponível em: <www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.
htm>. Acesso em: 5 jan. 2015.
BRASIL. Lei n. 12.796, de 4 de abril de 2013. Altera a Lei n. 9.394, de 20
de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação
nacional, para dispor sobre a formação dos profissionais da educação e dar
outras providências. Publicado no Diário Oficial da União, Brasília, DF, 5 abr.
2013. Disponível em: <www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/_Ato2011-2014/2013/
Lei/L12796.htm>. Acesso em: 5 jan. 2015.
BRASIL. MEC. Rede Nacional de Formação Continuada de Professores.
Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&v
iew=article&id=231&Itemid=332>. Acesso em: 5 jan. 2015.
BRASIL. MEC. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil.
Brasília: MEC, SEB, 2010.
Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/
index.php?option=com_content&view=article&id=12579%3Aeducacaoinfantil&Itemid=1152>. Acesso em: 5 jan. 2015.
LIMA, Monique Millet de. Projeto Político Pedagógico e a LDB 9.394/96.
24 mar. de 2011. Disponível em: <www.webartigos.com/artigos/projetopolitico-pedagogigo-e-a-ldb-9394-96/62030/#ixzz3N5v7XeSG>. Acesso em: 5
jan. 2015.

Resolução da atividade
Princípio IV – gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais: O Estado e os Municípios, através dos representantes escolhidos pelo povo, deverão responsabilizar-se
pela construção e manutenção das escolas públicas.

Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

43

Pa r te

03

LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO
BRASILEIRA E SUA ABRANGÊNCIA

RESULTADOS E PROJETOS FUTUROS
A implantação da LDB proporcionou um salto qualitativo no
sistema educacional, tendo muitos resultados positivos. Podese destacar a possibilidade de reclassificação e de seriação, a
obrigatoriedade de 4 horas mínimas diárias em sala de aula,
o regime de colaboração entre União, Estados e Municípios,
os processos nacionais de avaliação escolar, o conceito de
Gestão Democrática e autonomia da escola, a incorporação da
Educação Infantil ao sistema de ensino e a criação dos sistemas
municipais de ensino.
O projeto político-pedagógico é um instrumento que reflete a proposta educacional da escola, que tem autonomia para
elaborá-lo e executá-lo em conjunto com a comunidade escolar
e os profissionais da Educação, em consonância com os princípios democráticos de gestão.
Nos últimos anos, ocorreram várias audiências públicas,
debates e jornadas de estudo, que contaram com a participação dos sistemas de ensino, dos órgãos educacionais e da sociedade, resultando na atualização da LDB pela Lei 12.796/2013.
Dentre essas alterações, pode-se destacar:

44

o Estado é obrigado a garantir à população educação escolar pública e gratuita dos 4 aos 17 anos de idade;

é dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula das
crianças na Educação Básica a partir dos 4 (quatro) anos
de idade;

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO
BRASILEIRA E SUA ABRANGÊNCIA

Par te

03

a inclusão de mais um princípio a ser observado no processo de ensino das escolas. Trata-se da “consideração com a
diversidade étnico-racial”, que tem como premissa a igualdade de condições para o acesso e permanência na escola,
pluralismo de ideias, valorização do profissional da educação escolar e garantia de padrão de qualidade.

Extra
Leia a matéria Capes discute políticas de expansão
da educação básica e superior, publicado no 1.º Encontro
Nacional do Programa de Apoio a Laboratórios Interdisciplinares
de Formação de Educadores, que aconteceu em Brasília, em
novembro de 2014. Disponível em: <www.brasil.gov.br/educacao/2014/11/capes-discute-politicas-de-expansao-da-educacao-basica-e-superior>. Acesso em: 5 jan. 2015.

Atividade
Qual é o tempo garantido ao estudante como direito de acesso gratuito à escola, de acordo com a revisão da LDB em 2013?

Referências
BRASIL. Lei n. 9.394, de 20 dez. 1996. Estabelece as diretrizes e bases da
educação nacional. Publicado no Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23
dez. 1996. Disponível em: <www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm>.
Acesso em: 5 jan. 2015.
BRASIL. Lei n. 12.796, de 4 abr. 2013. Altera a Lei n.o 9.394, de 20 de dezembro
de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para dispor
sobre a formação dos profissionais da educação e dar outras providências.
Publicado no Diário Oficial da União, Brasília, DF, 5 abr. 2013. Disponível
em: <www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm>.
Acesso em: 5 jan. 2015.
Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

45

Pa r te

03

LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO
BRASILEIRA E SUA ABRANGÊNCIA

BRASIL. Câmara dos Deputados. LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional. 10. edição. Centro de Documentação e Informação Brasília:
Edições Câmara, 2014. Disponível em: <http://bd.camara.gov.br/bd/handle/
bdcamara/19339#>. Acesso em: 5 jan. 2015.
OLIVEIRA, Deise. LDB: Pontos Positivos e Negativos. 20 out. 2007. Disponível
em: <http://diadeaprender.blogspot.com.br/2007/10/ldb-pontos-positivose-negativos.html>. Acesso em: 27 dez. 2014.
OLIVEIRA, Emanuelle. Projeto Político Pedagógico. Disponível em: <www.
infoescola.com/educacao/projeto-politico-pedagogico/>. Acesso em: 28 dez.
2014.
LEMGRUBER, Marcio Silveira. Educação a Distância: para além dos caixas
eletrônicos. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/arquivos/conferencia/
documentos/marcio_lemgruber.pdf>. Acesso em: 5 jan. 2015.

Resolução da atividade
Educação Básica gratuita e obrigatória dos 4 aos 17 anos.

46

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

Shutterstock

Aula 04

REFERENCIAL CURRICULAR
NACIONAL PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL
E SEU DESDOBRAMENTO SOCIAL
Objetivo:

Identificar o trabalho norteador oferecido
pelo governo em prol da Educação
Infantil.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

REFERENCIAL CURRICULAR NACIONAL PARA A
EDUCAÇÃO INFANTIL E SEU DESDOBRAMENTO SOCIAL

Par te

01

COMO NASCEU O RCNEI
O Referencial Curricular para a Educação Infantil (RCNEI)
surgiu em 1998 devido a demandas da sociedade, uma vez que as
crianças brasileiras tinham direitos adquiridos pela Constituição
de 1988, pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – Lei
8.069/90 e pela LDB.
A Constituição Federal de 1988 reconheceu como direito
da criança pequena o acesso à Educação Infantil, em creches e
pré-escolas. A LDB também proclamou que a Educação Infantil
é direito das crianças e dever do Estado. Estabeleceu, pela
primeira vez na história do país, que a Educação Infantil é a
primeira etapa da Educação Básica, considerando a fase transitória pela qual passam creches e pré-escolas na busca por uma
ação integrada que incorpore às atividades educativas os cuidados essenciais das crianças e suas brincadeiras.
Dessa forma, fez-se necessária a criação do RCNEI, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, sendo ele produzido
pelo MEC.
Os RCNEI apontam metas de qualidade que contribuem
para que as crianças tenham um desenvolvimento integral de
suas identidades e sejam capazes de crescer como cidadãos
cujos direitos são reconhecidos.
Como disse Carlos Drummond de Andrade (apud
Fortuna, 2000, p. 1): Brincar com a criança não
é perder tempo, é ganhá-lo. Se é triste ver meninos sem escola, mas triste ainda é vê-los sentados
enfileirados em salas sem ar, com exercícios estéreis sem valor para a formação do homem. (ZANA,
2013).
Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

49

Pa r te

REFERENCIAL CURRICULAR NACIONAL PARA A
EDUCAÇÃO INFANTIL E SEU DESDOBRAMENTO SOCIAL

01

Extra
No artigo Por dentro do ECA: o que é o Estatuto da
Criança e do Adolescente?, publicado em julho de 2011 pela
revista Educar para Crescer, da Editora Abril, é possível ler um
pouco sobre o ECA. Disponível em: <http://educarparacrescer.
abril.com.br/politicapublica/materias_295310.shtml>. Acesso
em: 5 jan. 2015.

Atividade
Quem produziu o Referencial Curricular Nacional para a
Educação Infantil?

Referências
BRASIL. MEC. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. v. 1.
Brasília, 1998. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/
rcnei_vol1.pdf. Acesso em: 4 jan. 2015.
BRASIL. MEC. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. v. 2.
Brasília, 1998. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/
volume2.pdf>. Acesso em: 4 jan. 2015.
BRASIL. MEC. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. v. 3.
Brasília, 1998. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/
volume3.pdf>. Acesso em: 4 jan. 2015.
UNIP. A Educação Infantil no Brasil. Disponível em: <http://unipvirtual.
com.br/material/UNIP/LICENCIATURA/TERCEIRO_SEMESTRE/grupo3_2/PDF/
mod_11.pdf>. Acesso em: 6 jan. 2015.
ZANA, Augusta (coord.) O Brincar em sala de aula a partir da perspectiva do
professor. Publicado em 15 jan. 2013. Disponível em: <www.educacaopublica.
rj.gov.br/biblioteca/educacao/0369.html>. Acesso em: 7 jan. 2015.

Resolução da atividade
O MEC.
50

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

REFERENCIAL CURRICULAR NACIONAL PARA A
EDUCAÇÃO INFANTIL E SEU DESDOBRAMENTO SOCIAL

Par te

02

DIRETRIZES DO RCNEI
Para orientar as unidades de Educação Infantil na
tarefa de aperfeiçoar suas práticas pedagógicas, as
novas Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação
Infantil (DCNEI), aprovadas pelo Conselho Nacional
de Educação em 2009 (Parecer CNE/CEB 20/2009 e
Resolução CNE/CEB 05/2009), desafiam os professores que atuam junto às crianças de 0 a 5 anos a
construírem propostas pedagógicas que, no cotidiano de creches e pré-escolas, deem voz às crianças e
acolham a forma de elas significarem o mundo e a
si mesmas, em parceria com as famílias. (OLIVEIRA,
2012, p. 4)

O RCNEI é um documento que foi elaborado pelo MEC em
1998. Contém referências e orientações sobre como melhorar
as práticas educativas. Tem como meta apontar direções aos
profissionais da Educação Infantil para que possam desenvolver
um trabalho eficaz em relação aos aspectos afetivos, sociais e
cognitivos da criança.
Os princípios que norteiam o documento são:
• O respeito à dignidade e aos direitos das crianças, consideradas nas suas diferenças individuais, sociais, econômicas, culturais, étnicas, religiosas etc.;
• O direito a brincar, como forma particular de
expressão, pensamento, interação e comunicação infantil;

Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

51

Pa r te

02

REFERENCIAL CURRICULAR NACIONAL PARA A
EDUCAÇÃO INFANTIL E SEU DESDOBRAMENTO SOCIAL
• O acesso das crianças aos bens socioculturais
disponíveis, ampliando o desenvolvimento das
capacidades relativas à expressão, à comunicação, à interação social, ao pensamento, à ética
e à estética;
• A socialização das crianças por meio de sua
participação e inserção nas mais diversificadas
práticas sociais, sem discriminação de espécie
alguma;
• O atendimento aos cuidados essenciais associados à sobrevivência e ao desenvolvimento de
sua identidade. (BRASIL, 1998)

Extra
Indicamos aqui a leitura do artigo de Silvana Perottino
Notas sobre o currículo na educação infantil: leitura e escrita no primeiro segmento do Ensino Básico. Disponível em:
<http://www.histedbr.fe.unicamp.br/acer_histedbr/jornada/
jornada10/_files/ltdLHwMC.pdf>. Acesso em: 7 jan. 2015.

Atividade
A criança da Educação Infantil é ávida por conhecimentos,
brincadeiras, gosta de conviver em grupo, fazendo trocas de
experiências, articulando e aprendendo. A partir dessa informação, cite dois princípios do RCNEI em que o professor poderá se
basear para desenvolver o pensamento citado.

52

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

REFERENCIAL CURRICULAR NACIONAL PARA A
EDUCAÇÃO INFANTIL E SEU DESDOBRAMENTO SOCIAL

Par te

02

Referências
BRASIL. MEC. CNE. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação
Infantil. Parecer CEB n. 22, de 7 dez. 1998. Brasília: MEC, 1998. Disponível
em: <http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/1998/pceb022_98.pdf>.
Acesso em: 13 jan. 2015.
BRASIL. Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e
bases da educação nacional. Publicado no Diário Oficial da União, Brasília,
DF, 23 dez. 1996. Disponível em: <www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.
htm. Acesso em: 13 jan. 2015.
BRASIL. Resolução n. 5, de 17 de dezembro de 2009. Fixa as Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Conselho Nacional
de Educação / Câmara de Educação Básica. Brasília: CNE/CEB, 2009.
Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_conte
nt&view=article&id=13684%3Aresolucoes-ceb-2009&catid=323%3Aorgaosvinculados&Itemid=866>. Acesso em: 13 jan. 2015.
BRASIL. MEC. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. v. 1.
Brasília, 1998. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/
rcnei_vol1.pdf>. Acesso em: 4 jan. 2015.
BRASIL. MEC. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. v. 2.
Brasília, 1998. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/
volume2.pdf>. Acesso em: 4 jan. 2015.
BRASIL. MEC. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. v. 3.
Brasília, 1998. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/
volume3.pdf>. Acesso em: 4 jan. 2015.
OLIVEIRA, Zilma (org.). O Trabalho do Professor na Educação Infantil. 1. ed.
São Paulo: Biruta, 2012.
PLATAFORMA DO LETRAMENTO. Acesse as Diretrizes Curriculares Nacionais
para a Educação Infantil. Disponível em: <www.plataformadoletramento.
org.br/em-revista/525/acesse-as-diretrizes-curriculares-nacionais-para-aeducacao-infantil-mec.html>. Acesso em: 5 jan. 2015.

Resolução da atividade

O acesso das crianças aos bens socioculturais disponíveis.

A socialização das crianças.

Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

53

Pa r te

03

REFERENCIAL CURRICULAR NACIONAL PARA A
EDUCAÇÃO INFANTIL E SEU DESDOBRAMENTO SOCIAL

DESDOBRAMENTO SOCIAL E EXPECTATIVAS
O RCNEI é composto por três volumes, enviados para as
escolas, para que os profissionais da Educação Infantil o pudessem ter como ferramenta de pesquisa no seu dia a dia.
O primeiro volume, Introdução, apresenta uma reflexão
sobre creches e pré-escolas no Brasil, além de situar e fundamentar concepções de criança, de educação, de instituição e
de educador infantil, de modo a definir os objetivos gerais da
Educação Infantil, além de auxiliar na orientação da organização dos outros dois volumes.
O volume 2, Formação Pessoal e Social, contém o eixo de
trabalho que favorece, prioritariamente, os processos de construção da identidade e da autonomia das crianças.
O volume 3, Conhecimento de Mundo, apresenta seis
desdobramentos:
referentes aos eixos de trabalho orientados para a
construção das diferentes linguagens pelas crianças e para as relações que estabelecem com os objetos de conhecimento, sendo estes: Movimento,
Música, Artes Visuais, Linguagem Oral e Escrita,
Natureza e Sociedade e Matemática. (BRASIL,
1998, v. 1, p. 7)

O filósofo francês Henri Wallon (1879-1962), em seus estudos registra que “antes mesmo da aquisição da linguagem,
a emoção se configura como o meio utilizado pelos bebês para
estabelecer uma relação com o mundo” (Nova Escola, 2015) e
54

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

REFERENCIAL CURRICULAR NACIONAL PARA A
EDUCAÇÃO INFANTIL E SEU DESDOBRAMENTO SOCIAL

Par te

03

“fundamentou suas ideias em quatro elementos básicos que se
comunicam o tempo todo: a afetividade, o movimento, a inteligência e a formação do eu como pessoa”. (Santos, 2011)
As expectativas quanto ao RCNEI é que possa contribuir
para o planejamento, para o desenvolvimento e avaliação das
praticas educativas, considerando a pluralidade e diversidade
étnica, religiosa de gênero, social e cultural das crianças brasileira, favorecendo a construção de propostas educativas que
respondam às demandas das crianças e seus familiares nas diferentes regiões do país.
Eu sou um intelectual que não tem medo de ser
amoroso, eu amo as gentes e amo o mundo. E é
porque amo as pessoas e amo o mundo, que eu
brigo para que a justiça social se implante antes
da caridade. (FREIRE, apud FETEERJ)

Extra
No artigo, Sonia Kramer relata sobre O papel social da
Educação Infantil. Disponível em: <http://dc.itamaraty.gov.br/
imagens-e-textos/revista7-mat8.pdf>. Acesso em: 4 jan. 2015.

Atividade
Que assunto é tratado no volume 2 do RCNEI?

Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

55

Pa r te

03

REFERENCIAL CURRICULAR NACIONAL PARA A
EDUCAÇÃO INFANTIL E SEU DESDOBRAMENTO SOCIAL

Referências
BRASIL. MEC. Política Nacional de Educação Infantil: pelos direitos das
crianças de zero a seis anos à educação. Brasília: MEC, SEB, 2006. Disponível
em: <http://revistaei.com.br/Adm/Upload/Arquivos/Arquivo_7104535.pdf>.
Acesso em: 15 jan. 2015.
BRASIL. MEC. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. v. 3.
Brasília, 1998. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/
volume3.pdf>. Acesso em: 4 jan. 2015.
CORREIO BRASILIENSE. Sistema de Ensino é Reprovado pela ONU. 29 jan.
2014. Disponível em: <www.todospelaeducacao.org.br/educacao-na-midia/
indice/29427/sistema-de-ensino-e-reprovado-pela-onu/>. Acesso em: 4 jan.
2015.
FETEERJ – Fundação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino no
Estado do Rio de Janeiro. Dia do professor. Disponível em: <www.feteerj.org.
br/?p=1551>. Acesso em: 6 mar. 2015.
NOVA ESCOLA. Por que Trabalhar Identidade e Autonomia. Disponível em:
<http://revistaescola.abril.com.br/creche-pre-escola/roteiro-didaticoidentidade-autonomia-creche-634707.shtml?page=2>. Acesso em: 15 jan.
2015.
SANTOS, Fernando Tadeu. Henri Wallon. 1 jul. 2011. Disponível em: <http://
educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/henri-wallon-307886.shtml>.
Acesso em: 15 jan. 2015.

Resolução da atividade
Trata sobre a formação pessoal e social e contém o eixo de
trabalho que favorece, prioritariamente, os processos de construção da identidade e da autonomia das crianças.

56

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

Shutterstock

Aula 05

PARÂMETROS CURRICULARES
NACIONAIS
Objetivo:

Conhecer os Parâmetros Curriculares
Nacionais, seu conteúdo e objetivos.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS

Par te

01

O QUE SÃO OS PCN
A LDB promove a organização curricular para dar maior flexibilidade no trato dos componentes curriculares, reafirmando
o princípio da base nacional comum. Os Parâmetros Curriculares
Nacionais (PCN) são referenciais de qualidade para a educação,
servindo como apoio e orientação na elaboração dos projetos
educativos das escolas. Eles não são obrigatórios, portanto não
normatizam.
Em 1995, iniciou-se o processo de elaboração dos PCN. As
delegacias do MEC promoveram reuniões com suas equipes técnicas, o Conselho Federal de Educação organizou debates regionais e algumas universidades se mobilizaram para participar
desse momento. A versão final da primeira etapa (1.ª a 4.ª séries) foi aprovada pelo Conselho Federal de Educação em 1997.
Posteriormente vieram as versões de 5.º a 8.º séries e para o
Ensino Médio.
Os PCN tem como funções socializar temas sobre currículo
e programas educacionais e orientar e garantir que os investimentos realizados no sistema educacional sejam coerentes.
Devem ser utilizados como apoio para discussões, ponderações
e reflexões, respeitando-se a diversidade religiosa, cultural,
étnicas, regional e política existente no país. Tem como princípios norteadores:

autonomia;

diversidade;

interação e cooperação;

Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

59

Pa r te

01

PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS

disponibilidade para a aprendizagem;

organização do tempo e do espaço;

seleção de material.

Extra
Com o link a seguir, é possível verificar a relação entre os PCN e as DCN no texto da Universidade Federal de
Pernambco (UFPE). O texto foi elaborado por Leda Scheibe e
Ticiane Bombassaro. Disponível em: <http://coordenacaoescolagestores.mec.gov.br/ufc/file.php/1/coord_ped/sala_5/
mod05_2unid_2.html>. Acesso em: 19 jan. 2015.

Atividade
Explique o que significa a autonomia, no contexto dos PCN.

Referências
BRASIL. Lei n. 9.394, de 20 de Dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e
bases da educação nacional. Publicado no Diário Oficial da União, Brasília,
DF, 23 dez. 1996. Disponível em: <www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.
htm>. Acesso em: 5 jan. 2015.
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares
Nacionais: introdução aos parâmetros curriculares nacionais. Brasília: MEC/
SEF, 1997. Publicado no Diário Oficial da União, Brasília, DF, 1997. Disponível
em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro01.pdf>. Acesso em:
11 jan. 2015.
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: 1.ª a 4.ª séries. Ministério da
Educação. Brasília, 1997. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.
php?Itemid=859&catid=195%3Aseb-educacao-basica&id=12640%3Aparametroscurriculares-nacionais1o-a-4o-series&option=com_content&view=article>.
Acesso em: 19 jan. 2015.

60

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS

Par te

01

BRASIL. MEC. Parâmetros Curriculares Nacionais: 5.ª a 8.ª séries.
Brasília, 1998. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?Itemid
=859&catid=195:seb-educacao-basica&id=12657:parametros-curricularesnacionais-5o-a-8o-series&option=com_content&view=article>. Acesso em: 19
jan. 2015.
BRASIL. MEC. Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Brasília,
2000. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_cont
ent&id=12598%3Apublicacoes&Itemid=859>. Acesso em: 19 jan. 2015.

Resolução da atividade
Cada município tem ou terá autonomia para criar o seu
Projeto Político-Pedagógico (PPP) atendendo às aspirações da
comunidade.

Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

61

Pa r te

02

PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS

CONTEÚDO E ENFOQUE SISTÊMICO
Os conteúdos dão ênfase à apropriação de conhecimentos socialmente elaborados como base para a construção da cidadania, da
identidade e da clareza quanto ao projeto educativo, ampliando assim a visão de conhecimento. São abordados em três categorias:

Conteúdos conceituais: envolvem a construção das
capacidades intelectuais para operar com símbolos,
ideias, imagens e representações, permitindo assim
a organização da realidade. Aprendendo conceitos, é
possível atribuir significado aos conteúdos aprendidos
e relacioná-los a outros;

Conteúdos procedimentais: permitem tomar decisões e realizar uma série de ações de forma ordenada,
não aleatoriamente, a fim de para atingir uma meta;

Conteúdos atitudinais: que fazem parte de qualquer
grupo social e são compreendidos como conteúdos
escolares indispensáveis à formação do cidadão consciente de sua responsabilidade social.

O PCN são apresentados em formato de livros de 1.ª a 4.ª
séries, de 5.º a 8.º, e de Ensino Médio – cada nível com seu
próprio volume. Atualmente, os documentos que norteiam a
Educação Básica são a Lei 9.394/96, que estabelece as Diretrizes
e Bases da Educação Nacional (LDB), as Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Educação Básica (DCN) e o Plano Nacional de
Educação (PNE), aprovado pelo Congresso Nacional em 26 de
junho de 2014. Os documentos mais recentes estabelecem o
Ensino Fundamental em 9 anos, entretanto, os PCN ainda podem ser utilizados como referência.
62

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS

Par te

02

Para o Ensino Médio, os PCN têm por objetivos auxiliar os
educadores na reflexão sobre a prática diária em sala de aula
e servir de apoio ao planejamento de aulas e ao desenvolvimento do currículo da escola. Os documentos são apresentados em: Bases Legais, Linguagens, Códigos e suas Tecnologias,
Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias e Ciências
Humanas e suas Tecnologias.
Como enfoque sistêmico, verifica-se o envolvimento de
governos, secretários, pedagogos, professores, técnicos, colaboradores etc., trabalhando, produzindo e interagindo com um
objetivo comum: as proposições dos PCN, em prol de uma escola voltada ao cidadão com seus direitos e deveres.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais propõem uma
mudança de enfoque em relação aos conteúdos curriculares: ao invés de um ensino em que o conteúdo
seja visto como fim em si mesmo, o que se propõe
é um ensino em que o conteúdo seja visto como
meio para que os alunos desenvolvam as capacidades que lhes permitam produzir e usufruir dos bens
culturais, sociais e econômicos. (MEC, 1997, p. 51)

Extras
A partir dos links indicados a seguir, é possível acessar todos os documentos referentes aos PCN:

Parâmetros Curriculares Nacionais de 1.ª a 4.ª séries.
Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?
Itemid=859&catid=195%3Aseb-educacao-basica&id=
12640%3Aparametros-curriculares-nacionais1o-a-4oseries&option=com_content&view=article>.Acesso em:
16 jan. 2015.

Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

63

Pa r te

02

PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS

Parâmetros Curriculares Nacionais de 5.ª a 8.ª séries. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?Itemid=859
&catid=195:seb-educacao-basica&id=12657:parametros
curriculares-nacionais-5o-a-8o-series&option=com_
content&view=article>. Acesso em: 16 jan. 2015.

Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio.
Disponívelem:<http://portal.mec.gov.br/index.php?option
=com_content&id=12598%25>. Acesso em: 16 jan. 2015.

Atividade
Quais são os objetivos do PCN para o Ensino Médio?

Referências
BRASIL. Diretrizes para Educação Básica. Disponível em: <http://portal.
mec.gov.br/index.php?option=com_content&id=12992>. Acesso em: 19 jan.
2015.
BRASIL. Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes
e bases da educação nacional. Publicado no Diário Oficial da União, Brasília,
DF, dez. 1996. Disponível em: <www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.
htm>. Acesso em: 05 jan. 2015.
BRASIL. MEC. Parâmetros Curriculares Nacionais 1.ª a 4.ª séries. Brasília,
1997. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?Itemid=859&catid=
195%3Aseb-educacao-basica&id=12640%3Aparametros-curriculares-nacionais1oa-4o-series&option=com_content&view=article>. Acesso em: 19 jan. 2015.
BRASIL. MEC. Parâmetros Curriculares Nacionais 5.ª a 8.ª séries. Brasília,
1998. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?Itemid=859&catid
=195:seb-educacao-basica&id=12657:parametros-curriculares-nacionais-5oa-8o-series&option=com_content&view=article>. Acesso em: 19 jan. 2015.
BRASIL. MEC. Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Brasília,
2000. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_cont
ent&id=12598%3Apublicacoes&Itemid=859>. Acesso em: 19 jan. 2015.

64

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS

Par te

02

BRASIL. MEC. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares
Nacionais: introdução aos parâmetros curriculares nacionais. Brasília: MEC/
SEF, 1997. Publicado no Diário Oficial da União, Brasília, DF, 1997. Disponível
em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro01.pdf>. Acesso em:
11 jan. 2015.
BRASIL. Plano Nacional de Educação. Disponível em: <http://pne.mec.gov.
br/>. Acesso em: 19 jan. 2015.
NOGUEIRA, Romildo. et al. Ensinando por Projetos Transdisciplinares.
Disponível em: <http://cetrans.com.br/artigos/Romildo_Nogueira_et_al.pdf>.
Acesso em: 5 jan. 2015.

Resolução da atividade
Auxiliar os educadores na reflexão sobre a prática diária
em sala de aula e servir de apoio ao planejamento de aulas e
ao desenvolvimento do currículo da escola.

Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

65

Pa r te

03

PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS

APOIO E OBJETIVOS
Os PCN são referências para os Ensinos Fundamental e
Médio de todo o país, servindo de apoio e direcionamento. É
um caminho para a transformação de objetivos, conteúdos e
didática do ensino, para o apoio às discussões pedagógicas na
escola, para a elaboração de projetos educativos, planejamento das aulas, para reflexões sobre a prática educativa e análise
do material didático. Praticamente, todos os parâmetros foram
construídos para apoiar o sistema de ensino.
Muitas abordagens educativas são esclarecidas pelos PCN,
tais como a importância da autonomia do aluno, a interação, a
cooperação e as decisões sobre avaliação e uso de tecnologias de
comunicação e expressão, como processo de construção de novos conhecimentos. Os PCN são apresentados como subsídio para
apoiar o projeto das escolas e das disciplinas que formam a base
nacional.
O objetivo do PCN é dar oportunidade a todas as crianças e
jovens brasileiros de usufruírem do conjunto de conhecimentos
reconhecidos como necessários para o exercício da cidadania.
Os PCN pretendem orientar as ações educativas no ensino obrigatório e, assim, melhorar a qualidade do ensino nas escolas
brasileiras. Conteúdos tradicionais continuam sendo os referenciais do sistema educacional, como Matemática, História,
Química, Física, Biologia, Línguas etc. Transversalmente, surgem os temas mais vinculados ao cotidiano: ética, meio ambiente, orientação sexual, pluralidade cultural, trabalho, consumo e saúde.
66

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS

Par te

03

No tema “Ética”, devem ser abordados assuntos da atualidade que possam ser estudados e analisados tendo como referência o contexto da proposta pedagógica da escola. Essa abordagem
conduz a instituição a estimular a autonomia na composição de
valores dos educandos, auxiliando-os a se situarem nas interações
sociais dentro da escola e da comunidade como um todo, abrangendo os principais grupos temáticos: respeito mútuo, justiça, diálogo e solidariedade.

Extras
O objetivo dos PCN é dar oportunidade a todas as crianças
e jovens brasileiros de usufruírem do conjunto de conhecimentos reconhecidos como necessários para o exercício da cidadania. Diante dessa instância, o MEC disponibilizou uma série de
publicações que objetivam oferecer informações e indicações
para a concepção de currículos nas diversas áreas profissionais distinguidas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais para a
Educação Profissional de Nível Técnico. Disponível em: <http://
portal.mec.gov.br/setec/arquivos/pdf/introduc.pdf>. Acesso em:
9 jan. 2015.

Atividade
Cite duas formas de apoio para os professores ao consultarem os PCN .

Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

67

Pa r te

03

PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS

Referências
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares
Nacionais: introdução aos parâmetros curriculares nacionais. Brasília: MEC/
SEF, 1997. Publicado no Diário Oficial da União, Brasília, DF, 1997. Disponível
em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro01.pdf>. Acesso em:
11 jan. 2015.
BRASIL. MEC. Parâmetros Curriculares Nacionais: 1.ª a 4.ª séries. Brasília, 1997.
Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?Itemid=859&catid=195%3Asebeducacao-basica&id=12640%3Aparametros-curriculares-nacionais1o-a-4oseries&option=com_content&view=article>. Acesso em: 19 jan. 2015.
BRASIL. MEC. Parâmetros Curriculares Nacionais: 5.ª a 8.ª séries. Brasília,
1998. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?Itemid=859&catid
=195:seb-educacao-basica&id=12657:parametros-curriculares-nacionais-5oa-8o-series&option=com_content&view=article>. Acesso em: 19 jan. 2015.
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Brasília,
2000. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_cont
ent&id=12598%3Apublicacoes&Itemid=859>. Acesso em: 19 jan. 2015.
CUNHA, Luiz Antônio. Os Parâmetros Curriculares para o Ensino Fundamental:
convívio social e ética. Cadernos de Pesquisa, n. 99, São Paulo, 1996. Publicado
no Diário Oficial da União, Brasília, DF, 1996. Disponível em: <http://educa.
fcc.org.br/scielo.php?pid=S0100-15741996000400007&script=sci_arttext>.
Acesso em: 9 jan. 2015.
PORTAL EDUCACIONAL. Parâmetros Curriculares Nacionais. Disponível em:
http://www.educacional.com.br/legislacao/leg_vi.asp. Acesso em: 6 jan. 2015.
SCHWINN, Marilene. Introdução aos PCN’s. 7 jul. 2009. Disponível em: <www.
webartigos.com/artigos/introducao-aos-pcns/21048/#ixzz3O0Q9eyCD>.
Acesso em: 5 jan. 2015.

Resolução da atividade
Apoio às discussões pedagógicas na escola e à elaboração
de projetos educativos.

68

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

AVALIAÇÃO PÚBLICA NA EDUCAÇÃO

Objetivo:

Compreender como os sistemas
de avaliação da educação auxiliam
as políticas públicas na melhoria
da educação brasileira.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

Jupiter Images/DPI Imagens

Aula 06

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

AVALIAÇÃO PÚBLICA NA EDUCAÇÃO

Par te

01

SAEB

1980 – Estava em curso o projeto Edurural, programa para
escolas rurais que recebia verbas do Banco Mundial. Nesse
período iniciavam-se as discussões sobre a importância de
se implantar um sistema de avaliação em larga escala. Com
o objetivo de se ter um instrumento que pudesse medir
a eficácia das medidas adotadas durante a execução do
Edurural, estudou-se a elaboração de uma pesquisa que
avaliasse o desempenho dos alunos que estavam frequentando as escolas beneficiadas pelo projeto e compará-lo
com o dos alunos não beneficiados.

1988 – Surgiu, por intermédio do MEC e da Secretaria
Nacional de Educação Básica (SENEB), o Sistema de
Avaliação do Ensino Público de 1.º Grau (SAEP).

1990 – Ocorreu a primeira avaliação a nível nacional, com
a participação de uma amostra de escolas que ofertavam
as 1.ª, 3.ª, 5.ª e 7.ª séries do Ensino Fundamental das escolas públicas da rede urbana. Os estudantes foram avaliados
em Língua Portuguesa, Matemática e Ciências. As 5.ª e 7.ª
séries também foram avaliadas em Redação.

1991 – Como adequação à nomenclatura dada pela
Constituição Federal de 1988, a avaliação passou a se chamar Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB). Seu
objetivo era oferecer subsídios para formulação, reformulação e monitoramento de políticas públicas, contribuindo, dessa maneira, para a melhoria da qualidade do ensino
brasileiro.

Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

71

Pa r te

01

AVALIAÇÃO PÚBLICA NA EDUCAÇÃO

1992 – O SAEB passou a ser controlado pelo Instituto
Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio
Teixeira (Inep).

1993 – Ocorreu o 2.º Ciclo de Avaliação, marcado pelo aprimoramento dos seus instrumentos.

1995 e 1997 – Foi incorporada uma nova metodologia estatística conhecida como Teoria de Resposta ao Item (TRI),
que permite, entre outras coisas, a comparação dos diversos ciclos de avaliação. Foram introduzidas as Matrizes de
Referência, para verificar as competências e habilidades
que os alunos deveriam dominar em cada série.

1995 e 2001 – Surgiram novas discussões, e as avaliações
passaram por aprimoramentos.

2005 – Aconteceu uma reestruturação do SAEB, passando
a ser composto por duas avaliações: a Avaliação Nacional
da Educação Básica (Aneb) e a Avaliação Nacional do
Rendimento Escolar (Anresc/Prova Brasil).

2013 – A Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA) foi
também incorporada ao SAEB.

Extra
Indicamos a leitura do texto de João Luis Horta Neto Um olhar
retrospectivo sobre a avaliação externa no Brasil: das primeiras
medições em educação até o SAEB de 2005. Disponível em: <www.
rieoei.org/deloslectores/1533Horta.pdf>. Acesso em: 26 jan. 2015.

72

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

AVALIAÇÃO PÚBLICA NA EDUCAÇÃO

Par te

01

Atividade
O que significa SAEB e quais são os seus objetivos?

Referências
BRASIL. PRADIME: Caderno de apoio aos dirigentes municipais de educação.
Brasília: MEC; SEB, 2006. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/
arquivos/pdf/Pradime/cader_tex_3.pdf>. Acesso em: 21 jan. 2015.
INEP. Histórico do SAEB. Disponível em: <http://portal.inep.gov.br/web/
saeb/historico>. Acesso em: 21 jan. 2015.
INEP. Provinha Brasil. Disponível em: <http://provinhabrasil.inep.gov.br/>.
Acesso em: 21 jan. 2015.

Resolução da atividade
Sistema de Avaliação da Educação Básica. Visa a oferecer
subsídios para formulação, reformulação e monitoramento de
políticas públicas, contribuindo, dessa maneira, para a melhoria da qualidade do ensino brasileiro.

Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

73

Pa r te

02

AVALIAÇÃO PÚBLICA NA EDUCAÇÃO

ENEM
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi criado em
1998. Dele podem participar estudantes que estejam concluindo ou seja concluíram o Ensino Médio.
O primeiro modelo de prova do Enem, utilizado de 1998 a
2008, tinha 63 questões aplicadas em apenas um dia de prova.
Seu objetivo inicial era avaliar o desempenho do estudante ao final da Educação Básica. Não servia para ingresso em cursos superiores, exceto no caso de candidatos que, com a nota do exame,
se inscrevessem para conseguir bolsa de estudo em faculdades
particulares pelo Programa Universidade para Todos (ProUni).
Em 2009, foi introduzido um novo modelo de prova para o
Enem, com a proposta de unificar os vestibulares das universidades federais brasileiras.
Atualmente é um dos exames com prova mais longa, mais
elaborada e mais contextualizada, o que torna a principal porta
de acesso para as universidades do Brasil. É realizado anualmente e tem duração de dois dias; contém 180 questões objetivas (divididas em quatro grandes áreas) e uma questão de redação. O conteúdo é definido a partir de matrizes de referência
divididas em quatro áreas do conhecimento:

74

Matemática e suas tecnologias;

Ciências da Natureza e suas tecnologias;

Ciências Humanas e suas tecnologias;

Linguagens, códigos e suas tecnologias.

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

AVALIAÇÃO PÚBLICA NA EDUCAÇÃO

Par te

02

O Enem possibilita o acesso à Educação Superior pública
por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e à particular
pelo ProUni, e também à Educação Profissional e Tecnológica
pelo Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e
Tecnológica (Sisutec). Também dá autonomia para as instituições públicas e privadas de Ensino Superior utilizarem ou não, a
nota do Enem como parte do processo seletivo.

Extra
Para aprender um pouco mais sobre o Enem, leia o artigo
ENEM: avaliação, seleção e orientação para o ensino médio, que
nos mostra a opinião de um especialista em avaliação: Cipriano
Luckesi. <http://luckesi.blogspot.com.br/2014/09/enem-avaliacao-selecao-e-orientacao.html>. Acesso em: 17. jan. 2015.

Atividade
Quem pode participar do ENEM?

Referências
INEP. Sobre o ENEM. Disponível em: <http://portal.inep.gov.br/web/enem/
sobre-o-enem>. Acesso em: 17 jan. 2015.
INEP. ENEM. Disponível em: <http://portal.inep.gov.br/enem>. Acesso em:
17 jan. 2015.

Resolução da atividade
Estudantes que estejam concluindo ou que já concluíram
o Ensino Médio.

Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

75

Pa r te

03

AVALIAÇÃO PÚBLICA NA EDUCAÇÃO

SINAES
De acordo com o MEC, o Sistema Nacional de Avaliação da
Educação Superior (Sinaes) analisa as instituições, os cursos e o
desempenho dos estudantes. Foi instituído pela Lei n. 10.861,
de 14 de abril de 2004.
Na avaliação, são observados os seguintes aspectos:

o ensino ofertado pelas instituições;

a pesquisa;

a extensão

a responsabilidade social;

a gestão;

o corpo docente;

as instalações;

o desempenho dos alunos (que são avaliados pelo Enade).

O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade)
é um dos procedimentos de avaliação do Sinaes. A avaliação é
coordenada pela Comissão Nacional de Avaliação da Educação
Superior (CONAES), e a cada quesito avaliado é lançado um conceito de 1 a 5.
A operacionalização do Sinaes é feita pelo Inep.
O Sinaes, segundo consta no site da Comissão de Avaliação
Própria da Universidade Estadual de Maringá, está apoiado em
alguns princípios com o objetivo de promover a qualidade da
Educação Superior, a orientação da expansão da sua oferta,
o aumento permanente da sua eficácia institucional, da sua
76

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

AVALIAÇÃO PÚBLICA NA EDUCAÇÃO

Par te

03

efetividade acadêmica e social e, especialmente, o aprofundamento dos compromissos e responsabilidades sociais. São eles:

responsabilidade social com a qualidade da Educação
Superior;

reconhecimento da diversidade do sistema;

respeito à identidade, à missão e à história das
instituições;

globalidade, isto é, compreensão de que a instituição
deve ser avaliada a partir de um conjunto significativo de indicadores de qualidade, vistos em sua relação
orgânica e não de forma isolada;

continuidade do processo avaliativo.

Extra
Recomendamos o artigo Expansão da Educação Superior
no Brasil e avaliação institucional: um estudo do Sistema
Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), publicado pela Revista Avaliação, de José Carlos Rothen e Gladys
Beatriz Barreyro. Disponível em: <http://each.uspnet.usp.br/
gladysb/expansao.pdf>. Acesso em: 17 jan. 2015.

Atividade
Escolha um dos princípios dos Sinaes e discorra sobre ele.

Referências
BRASIL. Lei n. 10.861, de 14 de abril de 2004. Institui o Sistema Nacional de
Avaliação da Educação Superior – SINAES e dá outras providências. Publicado no
Diário Oficial da União, Brasília, DF, em 15 abr. 2004. Disponível em: <www.
planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.861.htm>. Acesso em:
21 jan. 2015.
Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

77

Pa r te

03

AVALIAÇÃO PÚBLICA NA EDUCAÇÃO

BRASIL. Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior. Disponível
em: <http://portal.mec.gov.br/index.php/?id=12303&option=com_content>.
Acesso em: 15 jan. 2015.
INEP. Sinaes. Disponível em: <http://portal.inep.gov.br/superior-sinaes>.
Acesso em: 17 jan. 2015.
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ. Princípios e Dimensões do SINAES.
Disponível em: <http://sites.uem.br/CPA/sistema-nacional-de-avaliacao-daeducacao-superior/principios-e-dimensoes-do-sinaes>. Acesso em: 22 jan. 2015.

Resolução da atividade
Quando a instituição passa por uma avaliação, será respeitada toda a sua história, sua identidade, a que se destina, seu
espaço etc.

78

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO (PNE)

Objetivo:

Conhecer o PNE,
seus objetivos e diretrizes
para a educação nacional.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

Jupiter Images/DPI Imagens

Aula 07

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO (PNE)

Par te

01

O PNE
Foi no período de 1920 a 1930 que surgiu pela primeira vez
a ideia de um plano para a educação.
Historicamente, foi com o chamado movimento
renovador, nos anos 1920-1930, que concebeu,
pela primeira vez no Brasil, a ideia de um Plano
Nacional de Educação. O Manifesto dos Pioneiros
da Educação Nova, de 1932, assinado por um seleto grupo de educadores, foi o documento que sintetizou as ideias desse movimento e estabeleceu a
necessidade de um plano nesses moldes. (BRASIL.
CÂMARA DOS DEPUTADOS)

Na Constituição Federal de 1934, apareceu a primeira referência legal a um plano nacional de educação. O seu artigo 150
declarava ser competência da União
[...] fixar o plano nacional de educação, compreensivo do ensino de todos os graus e ramos, comuns e
especializados; e coordenar e fiscalizar a sua execução, em todo o território do País. (BRASIL, 1934)

Foi durante o governo de João Goulart (1961 a 1964) que
surgiu o primeiro Plano Nacional de Educação (PNE), a partir da
publicação da Lei 4.024/61, que fixava as diretrizes e bases da
educação nacional.
O segundo Plano Nacional de Educação foi elaborado em conformidade com a Constituição Federal
de 1988, que determina, no artigo 214, que deverá
ser estabelecido o “plano nacional de educação,
com duração plurianual, visando à articulação e ao
Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

81

Pa r te

01

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO (PNE)
desenvolvimento do ensino em diversos níveis e à
integração das ações do Poder Público”. (BRASIL.
CÂMARA DOS DEPUTADOS)

A Lei 13.005/2014, que estabelece o Plano Nacional da
Educação para o decênio 2014–2024, determina que União,
Estados, Municípios e Distrito Federal atuem em regime de colaboração para que as metas sejam alcançadas e todas as estratégias
do plano sejam implementadas. Essa colaboração entre as esferas
da federação é fundamental para que haja ações integradas, conforme o artigo 214 da Constituição de 1988, visando a:
I - erradicação do analfabetismo;
II - universalização do atendimento escolar;
III - melhoria da qualidade do ensino;
IV - formação para o trabalho;
V - promoção humanística, científica e tecnológica do País.
VI - estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do
produto interno bruto. (BRASIL, 1988)

Em estreita consonância com o artigo 214 da Constituição
Federal, as Diretrizes do PNE 2014/2024 são apresentadas no
artigo 2.º da Lei 13.005/2014:
Art. 2.º São diretrizes do PNE:
I - erradicação do analfabetismo;
II - universalização do atendimento escolar;
III - superação das desigualdades educacionais,
com ênfase na promoção da cidadania e na erradicação de todas as formas de discriminação;
IV - melhoria da qualidade da educação;

82

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO (PNE)

Par te

01

V - formação para o trabalho e para a cidadania,
com ênfase nos valores morais e éticos em que se
fundamenta a sociedade;
VI - promoção do princípio da gestão democrática
da educação pública;
VII - promoção humanística, científica, cultural e
tecnológica do País;
VIII - estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do
Produto Interno Bruto – PIB, que assegure atendimento às necessidades de expansão, com padrão
de qualidade e equidade;
IX - valorização dos (as) profissionais da educação;
X - promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos, à diversidade e à sustentabilidade.
(BRASIL, 2014)

Extra
Para saber um pouco mais sobre o surgimento do PNE, indicamos o acesso ao link: <www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/ce/plano-nacionalde-educacao/historico>. Acesso em: 21 jan. 2015.

Atividade
Com os objetivos e diretrizes do PNE é possível perceber
direcionamentos para a educação brasileira. Quais são eles?

Referências
BRASIL. Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil (de 16 de julho
de 1934). Pulicado no Diário Oficial da União, Brasília, DF, de 16 jul. 1934.
Disponível em: <www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao34.
htm>. Acesso em: 29 jan. 2015.
Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

83

Pa r te

01

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO (PNE)

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Publicado no
Diário Oficial da União, Brasília, DF, 1988. Disponível em: <www.planalto.
gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm>. Acesso em: 29 jan. 2015.
BRASIL. Lei n. 10.172, de 9 de janeiro de 2001. Aprova o Plano Nacional de
Educação e dá outras providências. Publicado no Diário Oficial da União,
Brasília, DF, 2001. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/
Leis/LEIS_2001/L10172.htm. Acesso em: 29 jan. 2015.
BRASIL. Lei n. 13.005, de 25 de junho de 2014. Aprova o Plano Nacional de
Educação – PNE e dá outras providências. Publicado no Diário Oficial da
União, Brasília, DF, 2014. Disponível em: <www.planalto.gov.br/ccivil_03/_
Ato2011-2014/2014/Lei/L13005.htm>. Acesso em: 29 jan. 2015.
BRASIL. CÂMARA DOS DEPUTADOS. Plano Nacional de Educação. Histórico.
Disponível em: <www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes
-permanentes/ce/plano-nacional-de-educacao/historico>. Acesso em: 3 fev.
2015.

Resolução da atividade
O PNE traz um viés forte quanto à formação humana e cidadã do indivíduo. Esse viés pode ser percebido principalmente
nas diretrizes:
III - superação das desigualdades educacionais, com ênfase
na promoção da cidadania e na erradicação de todas as formas
de discriminação;
V - formação para o trabalho e para a cidadania, com
ênfase nos valores morais e éticos em que se fundamenta a
sociedade;
VII - promoção humanística, científica, cultural e tecnológica do País;
X - promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos, à diversidade e à sustentabilidade socioambiental.
84

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

Par te

02

PRINCIPAIS MUDANÇAS
NA EDUCAÇÃO A PARTIR DO PNE
A promulgação do PNE representou um ciclo de profundas
mudanças na política educacional do país – especialmente o
PNE sancionado em 2001, que trouxe mudanças significativas no
contexto educacional brasileiro, visando a responder demandas
advindas de organismos internacionais.
Foi necessária uma nova organização sistêmica, descentralizando a execução das políticas sociais e de parte dos recursos
financeiros. Os planos de educação estaduais, distritais e municipais passaram a ser decenais e articuladores dos sistemas de educação, devendo ser elaborados em conformidade com o PNE.
A avaliação do PNE 2001-2010 (DOURADO, 2011) indica que
alguns pontos merecem atenção especial, como a necessidade de se evitar superposição de políticas, programas e ações.
Nesse sentido, o alinhamento dos planos de educação em um
mesmo território (estado, microrregião e município) é imprescindível para que se atinjam metas nacionais de melhoria da
qualidade da educação.
Dois anos depois da aprovação do PNE, o país passou a ter
avanços nos marcos regulatórios para Educação Básica e Ensino
Superior, almejando uma escola pública de qualidade (BRASIL;
MEC, 2009).
A Emenda Constitucional 59/2009 (EC 59/2009)
mudou a condição do Plano Nacional de Educação
(PNE), que passou de uma disposição transitória
Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

85

Pa r te

02

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO
da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
(Lei 9.394/96) para uma exigência constitucional
com periodicidade decenal, o que significa que
planos plurianuais devem tomá-lo como referência. O plano também passou a ser considerado
o articulador do Sistema Nacional de Educação,
com previsão do percentual do Produto Interno
Bruto (PIB) para o seu financiamento. Portanto,
o PNE deve ser a base para a elaboração dos
planos estaduais, distrital e municipais, que, ao
serem aprovados em lei, devem prever recursos
orçamentários para a sua execução. Diante desse contexto, não há como trabalhar de forma
desarticulada, porque o foco central deve ser a
construção de metas alinhadas ao PNE. Apoiar os
diferentes entes federativos nesse trabalho é uma
tarefa que o Ministério da Educação (MEC) realiza por intermédio da Secretaria de Articulação
com os Sistemas de Ensino (SASE). O alinhamento
dos planos de educação nos estados, no Distrito
Federal e nos municípios constitui-se em um passo
importante para a construção do Sistema Nacional
de Educação (SNE), pois esse esforço pode ajudar
a firmar acordos nacionais que diminuirão as lacunas de articulação federativa no campo da política pública educacional. (BRASIL; MEC. 2014, p. 5)

Extra
Recomendamos o artigo de Anderson Moço, publicado em março de 2010 na Revista Escola, da editora Abril: Balanço do Plano

86

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

Par te

02

Nacional de Educação (PNE) 2001-2010. Disponível em: <http://
revistaescola.abril.com.br/politicas-publicas/legislacao/pne-planonacional-de-educacao-537431.shtml>. Acesso em: 6 fev. 2015.

Atividade
“O alinhamento dos planos de educação em um mesmo território (estado, microrregião e município) é imprescindível para
que se atinjam metas nacionais de melhoria da qualidade da
educação brasileira”. Essa premissa faz parte:
( ) dos PCN.
( ) das DCN.
( ) do PNE.
( ) da LDB.

Referências
AGLIARDI, Delcio Antonio; WELTER, Cristiane Backes; PIEROSAN, Maristela
Rates. O Novo Plano Nacional Decenal de Educação e as Políticas
Educacionais de Estado: Velhas Metas, Novos Desafios. Publicado no IX
ANPED SUL, 2012. Disponível em: <www.ucs.br/etc/conferencias/index.php/
anpedsul/9anpedsul/paper/viewFile/3210/178>. Acesso em: 26 jan. 2015.
BRASIL. MEC. Planejando a Próxima Década: alinhando os Planos de
Educação. MEC/ SASE, 2014. Disponível em: <http://pne.mec.gov.br/images/
pdf/pne_alinhando_planos_educacao.pdf>. Acesso em: 6 fev. 2015.
BRASIL. CÂMARA DOS DEPUTADOS. Plano Nacional de Educação. Histórico.
Disponível em: <www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes
-permanentes/ce/plano-nacional-de-educacao/historico>. Acesso em: 6 fev.
2015.
BRASIL. MEC. Avaliação do Plano Nacional de Educação 2001-2008. Brasília:
INEP, 2009. Disponível em: <http://fne.mec.gov.br/images/pdf/volume1.
pdf>. Acesso em: 6 fev. 2015.

Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

87

Pa r te

02

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

CASTRO, Marcelo Lúcio Ottoni de. A Constituição de 1988 e a Educação
Brasileira Após 20 anos. Disponível em: <www12.senado.gov.br/publicacoes/
estudos-legislativos/tipos-de-estudos/outras-publicacoes/volume-vconstituicao-de-1988-o-brasil-20-anos-depois.-os-cidadaos-na-carta-cidada/
educacao-e-cultura-a-constituicao-de-1988-e-a-educacao-brasileira-aposvinte-anos>. Acesso em: 22 jan. 2015.
DOURADO, Luis Fernandes. Plano Nacional de Educação (2011-2020) –
Avaliação e perspectivas. Belo Horizonte: Autêntica, 2011.
GARCIA, Rosalba Maria Cardoso. Política de educação especial na perspectiva
inclusiva e a formação docente no Brasil. Revista Brasileira de Educação. v. 18
n. 52 jan. mar. 2013. Disponível em: <www.scielo.br/pdf/rbedu/v18n52/07.
pdf>. Acesso em: 23 jan. 2015.
MENDES JR., Edson; TOSTA, Estela Inês Leite. 50 Anos de Políticas de Educação
Especial no Brasil: Movimentos, Avanços e Retrocessos. Publicado no IX
ANPED SUL, 2012. Disponível em: <www.ucs.br/etc/conferencias/index.php/
anpedsul/9anpedsul/paper/viewFile/1464/670>. Acesso em: 23 jan. 2015.

Resolução da atividade
Do PNE.

88

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

Par te

03

DEFINIÇÃO DAS METAS PARA A EDUCAÇÃO
[...] falar do Plano Nacional de Educação é falar
da luta pela redução das injustiças, é falar da luta
pela organização política da sociedade, é optar pela
afirmação dos interesses historicamente enfraquecidos. É, sobretudo, ter esse olhar para as classes
populares, para a educação que lhe foi negada. É
pensar em um plano de educação para todos, mas,
sobretudo, para aqueles que foram e que ainda continuam excluídos da distribuição de riquezas econômicas, dos avanços culturais, do direito à educação
com qualidade social e, da sua plena participação
política e cidadã. (QUEIROZ, 2014)

O PNE 2014-2024, aprovado pela Lei 13.005/2014, traz um
conjunto de 20 metas que devem ser alcançadas até o final de
sua vigência, definidas em consonância com as diretrizes do
próprio plano e trazendo consigo um conjunto de estratégias
para que as metas sejam efetivamente alcançadas. Pode-se citar como exemplo de metas: universalizar o ensino básico, acabar com o analfabetismo (lembrando que algumas dessas metas
já constavam no PNE 2001-2010 e não obtiveram o sucesso, esperado), oferecer escolas em período integral, aumentar o número de vagas no Ensino Superior e pós-graduações e aumentar
o salário dos professores.
O PNE – de duração decenal, ao definir diretrizes, objetivos, metas e estratégias para assegurar a manutenção e desenvolvimento do ensino
em seus diversos níveis, etapas e modalidades e
Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

89

Pa r te

03

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO
propor meios de ações integradas dos poderes públicos das diferentes esferas federativas – requer
um amplo e articulado planejamento, incluindo a
construção e efetivação de planos estaduais, distrital e municipais de educação. O pacto federativo deve envolver União, estados, Distrito Federal
e municípios em uma ação que seja o resultado
da colaboração e coordenação entre os entes federados e diferentes esferas administrativas, em
prol da garantia do direito à educação de qualidade para todos(as). Esses processos requerem a
participação da sociedade brasileira, incluindo a
participação nas conferências de educação. (FNE,
2013, p. 13)

Extras
Para saber um pouco mais, recomendamos a leitura dos
documentos disponibilizados pelo MEC:

Planejando a Próxima Década: Alinhando os Planos de
Educação. Disponível em: <http://pne.mec.gov.br/images/
pdf/pne_alinhando_planos_educacao.pdf>. Acesso em: 6 fev.
2015.

Planejando a Próxima Década: Conhecendo as 20 Metas
do Plano Nacional de Educação. Disponível em: <http://
pne.mec.gov.br/images/pdf/pne_conhecendo_20_metas.
pdf>. Acesso em: 6 fev. 2015.

Atividade
Qual é a importância de um plano nacional para a educação?
90

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

Par te

03

Referências
BRASIL. Lei n. 13.005, de 25 de junho de 2014. Aprova o Plano Nacional de
Educação – PNE e dá outras providências. Publicado no Diário Oficial da
União, Brasília, DF, 26 jun. 2014. Disponível em: <http://www.planalto.
gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13005.htm>. Acesso em: 29 jan.
2015.
BRASIL. MEC. Planejando a Próxima Década: conhecendo as 20 metas
do Plano Nacional de Educação. Brasília: MEC/SASE, 2014. Disponível em:
http://pne.mec.gov.br/images/pdf/pne_conhecendo_20_metas.pdf. Acesso
em: 6 fev. 2015.
BRASIL; MEC. Planejando a Próxima Década: alinhando os planos de
educação. Brasília: MEC/SASE, 2014. Disponível em: <http://pne.mec.gov.br/
images/pdf/pne_alinhando_planos_educacao.pdf>. Acesso em: 6 fev. 2015.
FNE. Educação Brasileira: indicadores e desafios documento de consulta. Brasília:
FNE, maio/2013. Disponível em: <http://conae2014.mec.gov.br/images/pdf/
educacaobrasileiraindicadoresedesafios.pdf>. Acesso em: 6 fev. 2015.
QUEIROZ, Arlindo Cavalcanti de. Planos Decenais de Educação: o regime
de colaboração como meio de efetivar o Sistema Nacional de Educação.
CONAE: 2014. Disponível em: <http://conae2014.mec.gov.br/images/doc/
ArlindoQueirozPalestra.pdf>. Acesso em: 6 fev. 2015.

Resolução da atividade
Um plano nacional para a educação é importante para que
os objetivos estabelecidos pelo Sistema Nacional de Educação
se transformem em realidade, para que o sistema se torne operativo, ou seja, para que a educação aconteça de forma coerente com as finalidades do sistema, fazendo com que os princípios
relacionados ao respeito aos direitos humanos, à sustentabilidade, valorização da diversidade, inclusão e valorização dos
profissionais da educação sejam efetivamente aplicados.

Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

91

Pa r te

03

92

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

POLÍTICAS ATUAIS DO PNE

Objetivos:

Conhecer e compreender
as metas estabelecidas pelo Plano
Nacional de Educação.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

Jupiter Images/DPI Imagens

Aula 08

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

Par te

POLÍTICAS ATUAIS DO PNE

01

EDUCAÇÃO BÁSICA COM QUALIDADE:
METAS 1, 2, 3, 5, 6, 7, 9, 10, 11 E METAS 19 E 20
Em 2014, foi aprovado pela Lei 13.005 o novo PNE, com um
conjunto de 20 metas que deverão ser alcançadas no prazo de
10 anos. Entre as metas, pode-se destacar as de número 1, 2,
3, 5, 6, 7, 9, 10 e 11, que têm como direcionamento estruturar
uma educação básica de qualidade. Em resumo, esse objetivo
seria alcançado por meio do acesso e da universalização da alfabetização, da ampliação da escolaridade e das oportunidades educacionais, conforme aponta o documento “Planejando a
Próxima Década: Conhecendo as 20 metas do Plano Nacional de
Educação”, elaborado pelo MEC em 2014. São elas:
Meta 1: universalizar, até 2016, a educação infantil na pré-escola para as crianças de 4 (quatro) a 5
(cinco) anos de idade e ampliar a oferta de educação infantil em creches de forma a atender, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) das crianças de
até 3 (três) anos até o final da vigência deste PNE.
[...]
Meta 2: universalizar o ensino fundamental de 9
(nove) anos para toda a população de 6 (seis) a
14 (quatorze) anos e garantir que pelo menos 95%
(noventa e cinco por cento) dos alunos concluam
essa etapa na idade recomendada, até o último
ano de vigência deste PNE.
[...]

Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

95

Pa r te

01

POLÍTICAS ATUAIS DO PNE
Meta 3: universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 (quinze) a 17
(dezessete) anos e elevar, até o final do período
de vigência deste PNE, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85% (oitenta e cinco por
cento).
[...]
Meta 5: alfabetizar todas as crianças, no máximo, até o final do 3.o (terceiro) ano do ensino
fundamental.
[...]
Meta 6: oferecer educação em tempo integral em,
no mínimo, 50% (cinquenta por cento) das escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, 25%
(vinte e cinco por cento) dos (as) alunos (as) da
educação básica.
[...]
Meta 7: fomentar a qualidade da educação básica
em todas as etapas e modalidades, com melhoria do fluxo escolar e da aprendizagem de modo a
atingir as seguintes médias nacionais para o Ideb:

96

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

Par te

POLÍTICAS ATUAIS DO PNE
IDEB

01

2015

2017

2019

2021

Anos iniciais do
Ensino Fundamental

5,2

5,5

5,7

6,0

Anos finais do Ensino
Fundamental

4,7

5,0

5,2

5,5

Ensino Médio

4,3

4,7

5,0

5,2

[...]
Meta 9: elevar a taxa de alfabetização da população com 15 (quinze) anos ou mais para 93,5%
(noventa e três inteiros e cinco décimos por cento) até 2015 e, até o final da vigência deste PNE,
erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em
50% (cinquenta por cento) a taxa de analfabetismo funcional.
[...]
Meta 10: oferecer, no mínimo, 25% (vinte e cinco
por cento) das matrículas de educação de jovens
e adultos, nos ensinos fundamental e médio, na
forma integrada à educação profissional.
[...]
Meta 11: triplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a
qualidade da oferta e pelo menos 50% (cinquenta por cento) da expansão no segmento público.
(BRASIL, 2014)
Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

97

Pa r te

01

POLÍTICAS ATUAIS DO PNE

Toda política pública, programa ou ação governamental
para funcionar necessita de financiamento e a adoção de uma
gestão democrática. Esses temas são abordados nas metas 19 e
20 do PNE:
Meta 19: assegurar condições, no prazo de 2 (dois)
anos, para a efetivação da gestão democrática da
educação, associada a critérios técnicos de mérito
e desempenho e à consulta pública à comunidade
escolar, no âmbito das escolas públicas, prevendo
recursos e apoio técnico da União para tanto.
[...]
Meta 20: ampliar o investimento público em educação pública de forma a atingir, no mínimo, o
patamar de 7% (sete por cento) do Produto Interno
Bruto – PIB do País no 5.º (quinto) ano de vigência
desta Lei e, no mínimo, o equivalente a 10% (dez
por cento) do PIB ao final do decênio. (BRASIL,
2014)

Extras
Recomendamos a leitura do artigo Desvendando o PNE:
meta 2 traz desafios históricos ao Brasil, de Juliana Sada,
publicado em agosto de 2014 pelo Centro de Referências em
Educação Integral. Disponível em: <http://educacaointegral.
org.br/noticias/desvendendo-pne-meta-2-traz-desafios-historicos-ao-brasil/>. Acesso em: 9 fev. 2014.

98

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

Par te

POLÍTICAS ATUAIS DO PNE

01

Outro artigo muito interessante é Desvendando o PNE:
mais recursos na educação implica em regime de colaboração, de Ana Luiza Basílio, publicado em novembro de 2014 pelo
Centro de Referências em Educação Integral. Disponível em:
http://educacaointegral.org.br/noticias/mais-recursos-naeducacao-implica-em-colaboracao/>. Acesso em: 9. fev. 2014.

Atividade
A alfabetização é uma das metas do PNE. De acordo com as
metas, qual é o tempo máximo estipulado para que a alfabetização ocorra?

Referências
BRASIL. Lei n. 13.005, de 25 de junho de 2015. Aprova o Plano Nacional de
Educação – PNE e dá outras providências. Publicado no Diário Oficial da União,
Brasília, DF, 26 jun. 2014 – Edição extra. Disponível em: <www.planalto.gov.
br/CCIVIL_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13005.htm>. Acesso em: 9 fev. 2015.
BRASIL. MEC. Planejando a Próxima Década: Conhecendo as 20 metas do
Plano Nacional de Educação. Disponível em: <http://pne.mec.gov.br/images/
pdf/pne_conhecendo_20_metas.pdf>. Acesso em: 9 fev. 2015.

Resolução da atividade
Até o final do 3.º ano do Ensino Fundamental.

Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

99

Pa r te

02

POLÍTICAS ATUAIS DO PNE

VALORIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA
EDUCAÇÃO: METAS 15, 16, 17 E 18
Para se estabelecer uma educação de qualidade, é imprescindível a existência de profissionais capacitados e motivados.
De acordo com pesquisas governamentais, que existem ainda
muitos professores sem a formação adequada. Cerca de 25% dos
que atuam na Educação Básica não têm curso superior, outros
67% que atuam nos anos finais do Ensino Fundamental não possuem licenciatura na área em que atuam e, no Ensino Médio,
são cerca de 51%. (Basílio, 2014)
As metas 15, 16, 17 e 18 do PNE abordam a valorização dos
profissionais da educação, como estratégia para que as demais
metas do plano possam ser alcançadas.
A seguir, o que essas metas estabelecem:
Meta 15: garantir, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios, no prazo de 1 (um) ano de vigência
deste PNE, política nacional de formação dos profissionais da educação de que tratam os incisos
I, II e III do caput do art. 61 da Lei 9.394, de 20
de dezembro de 1996, assegurando que todos os
professores e as professoras da educação básica
possuam formação específica de nível superior,
obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam.
[...]

100

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

Par te

POLÍTICAS ATUAIS DO PNE

02

Meta 16: formar, em nível de pós-graduação, 50%
(cinquenta por cento) dos professores da educação
básica, até o último ano de vigência deste PNE, e
garantir a todos (as) os (as) profissionais da educação básica formação continuada em sua área de
atuação, considerando as necessidades, demandas e
contextualizações dos sistemas de ensino
[...]
Meta 17: valorizar os (as) profissionais do magistério das redes públicas de educação básica de forma a equiparar seu rendimento médio ao dos (as)
demais profissionais com escolaridade equivalente, até o final do sexto ano de vigência deste PNE.
[...]
Meta 18: assegurar, no prazo de 2 (dois) anos, a
existência de planos de Carreira para os (as) profissionais da educação básica e superior pública
de todos os sistemas de ensino e, para o plano de
Carreira dos (as) profissionais da educação básica pública, tomar como referência o piso salarial
nacional profissional, definido em lei federal, nos
termos do inciso VIII do art. 206 da Constituição
Federal. (BRASIL, 2014)

Extras
Assista à matéria do Bom Dia Brasil, da Rede Globo:
Valorização do professor é essencial para melhorar a educação
no Brasil. Disponível em: <http://globotv.globo.com/rede-globo/
bom-dia-brasil/v/valorizacao-do-professor-e-essencial-para-melhorar-educacao-no-brasil/3871476/>. Acesso em: 9 fev. 2015.
Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

101

Pa r te

02

POLÍTICAS ATUAIS DO PNE

Leia também o artigo Desvendando o PNE: professores
necessitam de plano de carreira, formação e boas condições
de trabalho, de Ana Luiza Basílio, publicado em outubro de 2014
pelo Centro de Referências em Educação Integral. Disponível
em: <http://educacaointegral.org.br/noticias/desvendandopne-professores-necessitam-de-plano-de-carreira-formacaoboas-condicoes-trabalho/>. Acesso em: 9 fev. 2015.

Atividade
Qual é a importância da valorização e da formação universitária para os professores?

Referências
BASÍLIO, Ana Luiza. Desvendando o PNE: professores necessitam de plano de
carreira, formação e boas condições de trabalho. Centro de Referências em
Educação Integral, 14 out. 2014. Disponível em: <http://educacaointegral.
org.br/noticias/desvendando-pne-professores-necessitam-de-plano-decarreira-formacao-boas-condicoes-trabalho/>. Acesso em: 9 fev. 2015.
BRASIL. Lei n. 13.005, de 25 de junho de 2015. Aprova o Plano Nacional
de Educação – PNE e dá outras providências. Publicado no Diário Oficial da
União em 26 jun. 2014 – Edição extra. Disponível em: <www.planalto.gov.br/
CCIVIL_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13005.htm>. Acesso em: 9 fev. 2015.
BRASIL. MEC. Planejando a Próxima Década: Conhecendo as 20 Metas do
Plano Nacional de Educação. Disponível em: <http://pne.mec.gov.br/
images/pdf/pne_conhecendo_20_metas.pdf>. Acesso em: 9 fev. 2015.

Resolução da atividade
O professor, quando valorizado, apresenta melhor desempenho. A formação em nível superior é importante porque somente por meio da educação e da capacitação é possível realizar mudanças e avanços educacionais.
102

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

Par te

POLÍTICAS ATUAIS DO PNE

03

VALORIZAÇÃO DA DIVERSIDADE E REDUÇÃO
DAS DESIGUALDADES: METAS 4 E 8
O desafio do Brasil para acabar com as desigualdades na
educação, sempre foi intenso e tentado durante tempos atrás.
De acordo com Jaqueline Moll,
[...] as políticas educacionais devem ter como
elemento estruturador o direito que crianças e jovens têm a um processo formativo, continuado e
que dê fundamentos para uma vida em sociedade
a partir de aspectos morais, políticos, éticos, sociais. (MOLL, apud BASÍLIO, 2014)

Diante deste desafio, o PNE 2014-2024 traz em suas metas
4 e 8 a busca pela redução das desigualdades e a valorização da
diversidade.
Meta 4: universalizar, para a população de 4
(quatro) a 17 (dezessete) anos com deficiência,
transtornos globais do desenvolvimento e altas
habilidades ou superdotação, o acesso à educação
básica e ao atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino,
com a garantia de sistema educacional inclusivo,
de salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou conveniados. (BRASIL, 2014)

Inclusão escolar é muito mais que matricular o aluno no ensino regular. É necessária toda uma organização, como a adaptação do espaço físico e a capacitação dos profissionais que irão
Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

103

Pa r te

03

POLÍTICAS ATUAIS DO PNE

receber os alunos, para que o processo de ensino e aprendizagem realmente ocorra. A professora da Unicamp Maria Tereza
Mantoan afirma:
É evidente que em educação sempre temos muitos desafios porque é um trabalho que nós vamos
construindo sempre, atualizando e aperfeiçoando.
Entendo que a inclusão venceu muitos desafios
considerados intransponíveis, até porque a nossa
escola ainda é muito conservadora, que seleciona os alunos, trabalha com apenas aqueles que
atendem as suas expectativas. (MANTOAN apud
MOREIRA, 2014)

A meta 8, em consonância com a diretriz de universalização da Educação Básica, traz o desafio de fortalecer as políticas
públicas a fim de garantir o acesso pleno à educação e reduzir a
diferença média dos anos de estudo entre os diversos recortes
populacionais:
Meta 8: elevar a escolaridade média da população
de 18 (dezoito) a 29 (vinte e nove) anos, de modo
a alcançar, no mínimo, 12 (doze) anos de estudo
no último ano de vigência deste Plano, para as
populações do campo, da região de menor escolaridade no País e dos 25% (vinte e cinco por cento) mais pobres, e igualar a escolaridade média
entre negros e não negros declarados à Fundação
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística –
IBGE. (BRASIL, 2014).

104

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

Par te

POLÍTICAS ATUAIS DO PNE

03

Extras
Indicamos a leitura de dois artigos de Juliana Sada, publicados pelo Centro de Referências em Educação Integral, que
tratam diretamente sobre as metas 4 e 8:

Desvendando o PNE: superação de desigualdades históricas é alvo do Plano. Publicado em set. 2014. Disponível
em: <http://educacaointegral.org.br/noticias/desvendando-pne-superacao-de-desigualdades-historicas-e-alvo-plano/>. Acesso em 9 fev. 2015.

Desvendando o PNE: inclusão pode ajudar na construção de uma sociedade mais tolerante. Publicado
em ago. 2014. Disponível em: <http://educacaointegral.org.br/noticias/desvendando-pne-inclusao-pode-ajudar-na-construcao-de-uma-sociedade-mais-tolerante/>. Acesso em: 9 fev. 2015.

Atividade
De acordo com a sua percepção da realidade educacional
brasileira, quais seriam as principais dificuldades na efetivação
das metas 4 e 8?

Referências
BASÍLIO, Ana Luiza. Desvendando o PNE: a aprovação e os próximos dez anos.
Publicado em: 18 jul. 2014. Disponível em: <http://educacaointegral.org.br/
noticias/desvendando-pne-aprovacao-os-proximos-dez-anos/>. Acesso em:
10 fev. 2015.

Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

105

Pa r te

03

POLÍTICAS ATUAIS DO PNE

BRASIL. Lei n. 13.005, de 25 de junho de 2015. Aprova o Plano Nacional de
Educação – PNE e dá outras providências. Publicado no Diário Oficial da União,
Brasília, DF, 26 jun. 2014 – Edição extra. Disponível em: <www.planalto.gov.
br/CCIVIL_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13005.htm>. Acesso em: 9 fev. 2015.
BRASIL. MEC. Planejando a Próxima Década: Conhecendo as 20 Metas do
Plano Nacional de Educação. Disponível em: <http://pne.mec.gov.br/
images/pdf/pne_conhecendo_20_metas.pdf>. Acesso em: 9 fev. 2015.
MOREIRA, Jéssica. Em debate: os desafios da inclusão escolar. 15 abr. 2014.
Disponível em: <http://educacaointegral.org.br/noticias/em-debate-osdesafios-da-inclusao-escolar/>. Acesso em: 10 fev. 2015.
SADA, Juliana. Desvendando o PNE: superação de desigualdades históricas
é alvo do plano. Publicado em: 12 set. 2014. Disponível em: <http://
educacaointegral.org.br/noticias/desvendando-pne-superacao-dedesigualdades-historicas-e-alvo-plano/>. Acesso em: 10 fev. 2015.

Resolução da atividade
As principais dificuldades enfrentadas na universalização
e equalização da educação nacional referem-se principalmente
às barreiras estruturais, economicas e culturais que se impõem
no acesso à educação.

106

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

Par te

POLÍTICAS ATUAIS DO PNE

04

ENSINO SUPERIOR: METAS 12, 13 E 14
O PNE 2014-2024 também contempla o Ensino Superior
com três metas:
Meta 12: elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% (cinquenta por cento) e a
taxa líquida para 33% (trinta e três por cento) da
população de 18 (dezoito) a 24 (vinte e quatro)
anos, assegurada a qualidade da oferta e expansão para, pelo menos, 40% (quarenta por cento)
das novas matrículas, no segmento público.
[...]
Meta 13: elevar a qualidade da educação superior
e ampliar a proporção de mestres e doutores do
corpo docente em efetivo exercício no conjunto
do sistema de educação superior para 75% (setenta e cinco por cento), sendo, do total, no mínimo,
35% (trinta e cinco por cento) doutores.
[...]
Meta 14: elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação stricto sensu, de modo a
atingir a titulação anual de 60 000 (sessenta mil)
mestres e 25 000 (vinte e cinco mil) doutores.
(BRASIL, 2014).

Estabelecer metas para o Ensino Superior fez-se necessário porque professores capacitados e com formação adequada
exercerão suas funções com mais competência frente à demanda escolar do século XXI. Sobre esse tema, Paulo Corbucci (pesquisador do IPEA) afirma:
Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

107

Pa r te

04

POLÍTICAS ATUAIS DO PNE
A Universidade tem um papel fundamental na produção do conhecimento e é importante que ele
possa ser transformado em bens e serviços a favor
da população e que possa, por exemplo, subsidiar
a solução dos problemas sociais, e não que seja
uma produção de conhecimento que fica engavetada. (CORBUCCI apud SADA, 2014)

Extra
Recomendamos a leitura do artigo de Juliana Sada,
Desvendando o PNE: ensino superior deve abrir horizontes.
Publicado em 2 out. 2014, pelo Centro de Referências em
Educação Integral. Disponível em: <http://educacaointegral.
org.br/noticias/desvendando-pne-ensino-superior-deve-abrirhorizontes/>. Acesso em: 10 fev. 2015.

Atividade
Com a Meta 14, pretende-se elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação stricto sensu. Reflita e escreva se a Educação Básica será beneficiada tendo um número
maior de mestres e doutores.

Referências
BRASIL. Lei n. 13.005, de 25 de junho de 2015. Aprova o Plano Nacional de
Educação – PNE e dá outras providências. Publicado no Diário Oficial da União,
Brasília, DF, 26 jun. 2014 – Edição extra. Disponível em: <//www.planalto.gov.
br/CCIVIL_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13005.htm>. Acesso em: 9 fev. 2015.
BRASIL. MEC. Planejando a Próxima Década: conhecendo as 20 Metas do Plano
Nacional de Educação. Disponível em: <http://pne.mec.gov.br/images/pdf/
pne_conhecendo_20_metas.pdf>. Acesso em: 9 fev. 2015.

108

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

Par te

POLÍTICAS ATUAIS DO PNE

04

SADA, Juliana. Desvendando o PNE: Ensino Superior deve abrir horizontes.
02 out. 2014. Disponível em: <http://educacaointegral.org.br/noticias/
desvendando-pne-ensino-superior-deve-abrir-horizontes/. Acesso em: 10 fev.
2015.

Resolução da atividade
A Educação Básica sem dúvidas será beneficiada pois seus
profissionais, estando mais capacitados, poderão preparar melhor os futuros professores da Educação Básica e/ou ser os
próprios professores das séries iniciais.

Este material é parte integrante do acervo do IESDEPOLÍTICAS
BRASILPÚBLICAS
S/A., EM EDUCAÇÃO
mais informações www.iesde.com.br

109

Pa r te

04

110

POLÍTICAS ATUAIS DO PNE

POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCAÇÃO
Este EM
material
é parte

integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br

POLÍTICAS PÚBLICAS EM EDUCAÇÃO

POLÍTICAS PÚBLICAS
EM EDUCAÇÃO
Marilza Regazzo Varella

40553

POLÍTICAS PÚBLICAS
EM EDUCAÇÃO

Fundação Biblioteca Nacional
ISBN 978-85-387-4649-2

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S/A.,
mais informações www.iesde.com.br