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CAPÍTULO 6

PROJETO E ANÁLISE DE PONTES

Sérgio Marques Ferreira de Almeida

CAPÍTULO 6
DIMENSÕES DAS PEÇAS ESTRUTURAIS DE PONTES
_____________________________________________________________________

6.1

Introdução

Neste capítulo, são apresentadas as dimensões mínimas e as recomendáveis para
as diversas peças estruturais que compõem as pontes, de forma a evitar o prédimensionamento para fixação destas dimensões.
O primeiro passo após a etapa de concepção de uma ponte é a elaboração do
desenho de fôrmas, onde são apresentadas as dimensões de todas as peças estruturais.
Estas dimensões são normalmente obtidas através de pré-dimensionamentos expeditos
ou em função da experiência adquirida em projetos semelhantes anteriormente
desenvolvidos. As dimensões mínimas de cada peça são função de seu comportamento
estrutural, portanto da resistência requerida para absorção das solicitações a que a
mesma será submetida, bem como de disposições construtivas que objetivam a
simplicidade de execução.
A norma de Projeto e Execução de Pontes de Concreto Armado e Protendido,
NBR-7187/2002 da ABNT, prescreve no seu item 9.1, referente às disposições
construtivas as dimensões mínimas para as peças estruturais.

6.2

Dimensões Mínimas das Peças Estruturais
6.2.1 Lajes
a)

Lajes Maciças ( item 9.1.1 )

As espessuras h das lajes maciças devem ter as seguintes espessuras mínimas:

Lajes de pontes ferroviárias : h ≥ 20 cm;

Lajes de pontes rodoviárias : h ≥ 15 cm;

Demais casos : h ≥ 12 cm.

b)

Lajes Nervuradas (item 9.1.2)

Embora não seja comum a adoção de lajes nervuradas em pontes ou viadutos, a
NBR-7187 prescreve as seguintes dimensões mínimas para as mesmas:

Espessura da mesa: hf ≥ 10 cm ou hf ≥ a/12 , sendo a a distância entre eixos
de nervuras;

Distância entre eixos de nervuras: a ≤ 150 cm;

Espessura da alma das nervuras: b ≥ 12 cm.

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Vigas Pré-Fabricadas ou Pré-Moldadas em Usina A espessura mínima das vigas pré-fabricadas de seção T. ou duplo T deve ser de 12 cm. com fôrmas perdidas (tubos ou dutos de seção retangular) devem ter as mesmas dimensões mínimas prescritas para as lajes nervuradas.1.3) As lajes ocas. Este acréscimo na espessura do cobrimento. a espessura mínima das paredes da célula deve ser de 20 cm. • bw ≥ 12 cm. 6. a espessura mínima da parede deve ser elevada para 25 cm.2. superiores às dimensões mínimas prescritas pela NBR-7187.2. duplo T ou celulares moldadas no local deve ser de 20 cm. A fôrma dos pilares executados por este método construtivo deve prever.6 ) A espessura mínima das paredes estruturais deve ser maior ou igual a 20 cm e não inferior a 1 / 25 de sua altura livre.PROJETO E ANÁLISE DE PONTES c) Sérgio Marques Ferreira de Almeida Lajes Ocas (item 9.1.2 Vigas Principais (item 9. sendo que a espessura mínima da mesa inferior deve ser de 8 cm. que busca compensar a redução do mesmo durante o arrasto da fôrma com o concreto ainda fresco (aproximadamente 30 minutos após a concretagem).5 ) As dimensões mínimas prescritas para os pilares de pontes pela NBR-7187 são: a) Pilares de Seção Transversal Maciça A menor dimensão transversal deve ser maior ou igual a 40 cm e não menor que 1 / 25 da altura livre do pilar. não deve ser levado em conta no dimensionamento do pilar.3 Dimensões Recomendáveis das Peças Estruturais As dimensões efetivamente adotadas nos projetos de pontes e viadutos são. • b) bw ≥ 20 cm. porém se fôr adotado o processo das fôrmas deslizantes na execução dos pilares. Apresentam-se. b) Pilares de Seção Transversal Celular Neste caso.4) a) Vigas Moldadas no Local A espessura mínima das vigas retangulares e das nervuras das vigas T. 6. a 167 .1.1. para evitar a quebra durante a operação de arrasto. via de regra.3 Pilares ( item 9. tendo em vista a necessidade de cobrimentos de armadura de 5 cm e não de 3 cm. chanfros nas arestas vivas. 6. ainda. c) Paredes Estruturais ( item 9.

1220 40 40 15 25 40 150 150 280 740 25 10 50 25 50 40 280 Figura 6. conforme a seção ilustrada na Figura 6. 820 90 12 12 12 150 200 25 25 12 90 12 700 150 Figura 6. que conduz a maiores espessuras das lajes e das vigas. a projetar seções transversais com menor número de nervuras. aliado a maiores cobrimentos. aliada às atuais preocupações com a durabilidade das estruturas. então. mudou este conceito. garantindo o melhor adensamento do concreto. observa-se uma seção transversal de ponte inspirada nesta filosofia.2. Este procedimento conduzia a seções com várias nervuras de dimensões mínimas.PROJETO E ANÁLISE DE PONTES Sérgio Marques Ferreira de Almeida seguir. as dimensões recomendáveis das peças estruturais que estão em sintonia com as indicações do DNIT e com a experiência do autor na elaboração de projetos e acompanhamento da construção deste tipo de obra.Seção transversal típica da década de 60 (dimensões em cm) A elevação do custo das fôrmas. permitiu a adoção de maiores cobrimentos de armadura e facilitou a introdução da agulha dos vibradores. Passou-se.1 . principalmente da alma das vigas. Esta maior espessura. Até o final da década de 1960.2 . obtém-se um concreto mais denso e menos poroso que.1. Com isso. Na Figura 6. a filosofia que norteava a concepção das seções transversais das pontes era a de consumo mínimo de concreto. evitam a corrosão das armaduras.Seção transversal de ponte moderna (dimensões em cm) 168 .

27 ⋅ α v ⋅ f cd ⋅ b w ⋅ d (6. a largura da viga fica determinada conforme ilustra a Figura 6. deve permitir a colocação de pelo menos sete barras de armadura por camada. αv é igual a ⎛⎜1 − ck ck 250 ⎟⎠ ⎝ fcd é a resistência de dimensionamento à compressão do concreto. bw é a largura da alma de uma viga.2) Vsd 0. em um pequeno número de camadas.3) com Logo: bw ≥ Onde: Vsd é o esforço cortande solicitante de dimensionamento na seção.3. por: Vsd ≤ Vrd 2 (6. A primeira condição que visa limitar a tensão na biela comprimida é dada. Como é necessário garantir os cobrimentos das armaduras e o espaçamento mínimo entre as barras para a passagem do concreto. f ⎞ . 169 . relativa à ruína das diagonais comprimidas.4 da NBR-6118. d é a altura útil.3. A segunda condição. Vrd2 é a força cortante de cálculo.PROJETO E ANÁLISE DE PONTES Sérgio Marques Ferreira de Almeida 6.27 ⋅ α v ⋅ f cd ⋅ d (6.1 Espessura das Vigas Principais a) Pontes em Concreto Armado A espessura das vigas principais das pontes em concreto armado é função do esforço cortante de projeto atuante e da dimensão mínima necessária para alojar as barras da armadura de flexão. com f em MPa. Vrd 2 = 0.1). que é quase sempre determinante. conforme item 17. de modo a não comprometer o braço de alavanca.

do feixe de barras ou da luva de emenda.0cm C=3. dependendo da classe de agressividade ambiental. • diâmetro da barra. ARMAÇÕES 0/ estribo C=3.27cm 0/ estribo C=3.0cm 0/ barra espaçamento =1. tem-se: b w = (7 + 6) × 2. • 0. • 1.5 vezes o diâmetro máximo do agregado graúdo. do feixe de barras ou da luva de emenda.5 + 2 × 3.PROJETO E ANÁLISE DE PONTES Sérgio Marques Ferreira de Almeida AGULHA DO VIBRADOR ESTRIBOS C.Disposição da armadura de flexão Segundo a NBR-6118-03.0cm bw Figura 6. • diâmetro da barra. Prevendo-se barras de armadura de flexão com diâmetro de 25 mm.3 . A espessura do cobrimento das armaduras varia de 2.2 vezes o diâmetro máximo do agregado graúdo.5 a 5. cobrimento de 3 cm e agregado graúdo de brita 2. G. o espaçamento livre mínimo entre as faces das barras da armadura deve ser igual ou superior ao maior dos seguintes valores: b) na direção horizontal (ah): • 20 mm.0 cm. c) na direção vertical (av): • 20 mm.0 + 2 × 1.25 = 41 cm Como o diâmetro das barras da armadura de flexão situa-se normalmente entre 20 mm e 25 mm. tem-se: • 30 cm ≤ b w ≤ 50 cm 170 .

PROJETO E ANÁLISE DE PONTES Sérgio Marques Ferreira de Almeida As espessuras fixadas até aqui dizem respeito às seções correntes das pontes.Disposição de cabos em elevação e seção transversal na região próxima ao apoio (dimensões em cm) 171 . Na Figura 6. é feito um resumo ilustrado destes alargamentos de viga. A segunda condição. deve-se respeitar a primeira condição relativa à limitação da tensão na biela comprimida. Corte A . dois cabos de protensão. nas regiões dos apoios.1 L 1. A outra finalidade deste alargamento é garantir o espaço necessário para a instalação do aparelho de apoio.4 . este alargamento é feito de forma linear e deve se estender até aproximadamente 10% do comprimento destes vãos. devendo-se descontar a metade do diâmetro das bainhas dos cabos que esetejam no mesmo nível. CORTINA 20 TRANSVERSINA DE APOIO 20 L 2 bal 20 40 80 40 40 20 bal L 2 VÃO 0.A A 3 1 C1-C2 C3-C 4 C 5C6 bainha C1-C2 C3-C4 C5-C6 7 A 7 7 7 7 bw Figura 6. deve-se promover o alargamento das vigas principais nestas regiões. Para minimizar as tensões cisalhantes junto aos apoios e aumentar a mesa de compressão relativa aos momentos negativos. respeitando-se os espaçamentos mínimos entre suas bainhas e os cobrimentos necessários.4.5 . para obtenção da largura efetiva da viga. Na região dos vãos. para fixação da espessura da viga. corresponde a garantia de se alojar em um mesmo nível. A Figura 6.5m Figura 6.Alargamento das vigas na região dos apoios (dimensões em cm) d) Pontes em Concreto Protendido Da mesma forma que nas pontes de concreto armado. Na região dos balanços extremos o alargamento das vigas deve se estender até a metade dos mesmos.5 ilustra esta segunda condição.

Alargamento de vigas de concreto protendido na região dos apoios A espessura do cobrimento das armaduras de protensão nas vigas varia de 3 a 5.Espessura de vigas de concreto protendido na região dos extremos 172 . para acomodar os dispositivos de ancoragem dos cabos.6 . Na região dos balanços. Na Figura 6.7 .7 indica as larguras de viga necessárias nas extremidades dos balanços.PROJETO E ANÁLISE DE PONTES Sérgio Marques Ferreira de Almeida Como normalmente são adotadas bainhas com diâmetros entre 5 cm (cabos de 6 φ 12. pode-se adotar uma espessura de viga mínima de 16 cm. em função do tipo de cabo adotado. a espessura das vigas deve permanecer constante. com o mesmo valor da região dos apoios. vão Figura 6. onde os cabos são alçados um a um. em função da necessidade de espaço para a instalação das ancoragens dos cabos no extremo da obra.25 L b w vão b w apoio CORTINA b w apoio A variação da largura das vigas de pontes em concreto protendido deve se estender até o quarto dos vãos. L TRANSVERSINA DE APOIO bal 0.7 mm) e 8 cm (cabos de 19 φ de 12.5 cm. A Figura 6. A espessura das vigas nos apoios deve se situar entre 70 cm e 100 cm. ANCORAGENS B A B Figura 6.7 mm). dependendo da classe de agressividade ambiental do meio. porém a dimensão recomendada para facilitar a concretagem é de 20 cm. a largura das vigas na região dos vãos pode variar entre: • 25 cm ≤ b w ≤ 40 cm No caso de vigas pré-moldadas de seção transversal I. que é o comprimento normalmente correspondente à trajetória inclinada dos cabos.6 pode-se observar o detalhe da implantação destes alargamentos.

7 mm ⇒ b apoio = 63 cm ≅ 70 cm b apoio = 2 ⋅ B + A ⇒ ⎨ ⎪⎩cabo 31φ12.7 mm e de 19 φ de 12. as seguintes dimensões: • Cabo 12 φ 12 .25L total . a largura das vigas na região dos apoios pode variar entre: ⎧⎪cabo 12φ12.PROJETO E ANÁLISE DE PONTES Sérgio Marques Ferreira de Almeida Os manuais dos fabricantes de ancoragem de cabos indicam.7 mm.Dimensões das lajes de pontes Para equilíbrio das solicitações na laje. utilizandose a protensão apenas em seções com grande largura. 22 24 173 . as dimensões devem seguir as seguintes recomendações: • 0.7 mm ⎧A = 42 cm ⎨ ⎩B = 28 cm Deste modo. desde que e vão ≥ 15 cm . como normalmente são adotados cabos de 12 φ 12.8 .3.7 mm ⎧A = 27 cm ⎨ ⎩B = 18 cm • Cabo 31 φ 12 .2 Dimensões das Lajes a) Laje Superior As dimensões e a relação entre os balanços e o vão das lajes superiores de pontes em concreto armado e protendido estão indicadas na Figura 6. praticamente todas as lajes de pontes são estruturadas em concreto armado. L/ 2 ext e L bal M e vao e apoio bal Lx / 2 Figura 6.8.7 mm ⇒ b apoio = 98 cm ≅ 100 cm • 6. Atualmente. em função do cabo adotado. • Lx L ≤ e vão ≤ x .20L total ≤ L bal ≤ 0.

Mísulas suplementares nas obras em balanços sucessivos (dimensões em cm) Nas pontes ferroviárias estas relações não são válidas. • Maiores solicitações na laje em função da grandiosidade das cargas concentradas do trem-tipo ferroviário. a seguir. • 0. indica-se. deve-se adotar mísulas suplementares.20L x ≤ M ≤ 0.9.5 • e ext. b) Laje Inferior Embora a NBR-7187 não determine as dimensões mínimas para as lajes inferiores.10.9 . como indicado na Figura 6. devidas aos momentos negativos nas regiões de apoio. valores usuais para as mesmas.PROJETO E ANÁLISE DE PONTES Sérgio Marques Ferreira de Almeida • L bal L ≤ e apoio ≤ bal . para garantir o engastamento dos guarda-rodas. para que se possa alojar a grande quantidade de cabos negativos resultante desse sistema. 35 bo 35 Figura 6. A espessura da laje inferior das pontes é função primordialmente da necessidade de mesa de compressão para absorção das tensões compressivas. 35 35 Nas pontes executadas pelo método dos balanços sucessivos.bal ≥ 18 cm . apresenta-se as dimensões usuais para pontes rodoviárias com vãos de até 40 m. Na Figura 6. 174 .25L x . em função de solicitações de carga móvel mais elevadas e menores larguras de tabuleiro. em função da experiência de projetos e obras já executadas com sucesso. 9 7. pelos seguintes motivos: • Maior necessidade de mesa de compressão.

pois estas raramente possuem seção transversal em caixão. os quartos dos vãos. 175 . nas pontes em concreto protendido.Dimensões da espessura das lajes inferiores de pontes rodoviárias de até 40 m de vão (dimensões em cm) A variação da espessura da laje inferior ao longo do comprimento da ponte obedece às mesmas fronteiras da variação da espessura das vigas principais.11 está esquematizada a variação da espessura da laje inferior. isto é.3.PROJETO E ANÁLISE DE PONTES Sérgio Marques Ferreira de Almeida 50 a 70 50 a 70 20 a 30 e e Figura 6. Figura 6.11 . 6.Variação da espessura das lajes inferiores (dimensões em cm) Não são abordadas as pontes em concreto armado. a) Transversinas ligadas à laje. são examinados os casos mais correntes nos projetos. Isto é feito para simplificação das fôrmas. Na Figura 6.10 . Transversinas de pontes com seção transversal composta por duas vigas.3 Espessura das Transversinas Para estabelecer as dimensões recomendadas para as transversinas.

176 .PROJETO E ANÁLISE DE PONTES Sérgio Marques Ferreira de Almeida Figura 6. este tipo de transversina encontra-se em desuso. pois torna a fôrma e a armadura da laje muito complicadas.12 . a espessura recomendada se situa entre 20 e 30 cm: • 20 cm ≤ b w ≤ 30 cm As transversinas ligadas à laje superior desempenham três funções estruturais básicas. b) Transversinas desligadas da laje. que são: • Enrijecer o tabuleiro. Atualmente. • Apoiar a laje. • Absorver os esforços de torção nas vigas principais.Fôrma de Transversina ligada da laje Neste caso.

pois simplifica muito a fôrma e armadura da laje. 177 . que são: • Enrijecer o tabuleiro. quantidade e dimensões destas transversinas são: • É obrigatória a adoção de transversinas nos apoios. • Absorver os esforços de torção nas vigas principais. Este tipo de transversina é de uso corrente atualmente.PROJETO E ANÁLISE DE PONTES Sérgio Marques Ferreira de Almeida Figura 6. • A sua espessura mínima é de 20 cm. que passa a ser armada em uma única direção. a espessura recomendada se situa entre 20 e 30 cm: • 20 cm ≤ b w ≤ 30 cm As transversinas desligadas da laje superior desempenham duas funções estruturais básicas.13 .Fôrma de Transversina desligada a laje Da mesma forma. • A distância entre os eixos das transversinas intermediárias deve ser no máximo igual ao dobro da distância entre o eixo das vigas principais e nunca superior a 10 m.75 da altura da viga principal (H). • A altura da transversina (h) deve ser no mínimo igual a 0. As recomendações quanto à disposição.

a) Transversinas intermediárias A principal função das transversinas intermediárias nas pontes com seção transversal composta por caixão celular é a aumentar a rigidez do caixão. e. por isto. 178 . elas têm sido evitadas a bem da simplificação da construção. Nos viadutos urbanos com forte curvatura em planta (raios entre 50 e 100 m). os momentos torsores que se desenvolvem no caixão são bastante elevados.Desnivelamento da transversina em relação ao fundo da viga Transversinas de pontes com seção transversal composta por viga caixão. de forma a evitar a interferência das armaduras positivas da viga.15 ilustra a fôrma de uma transversina intermediária. por isto. melhorando a sua capacidade de absorção de momentos torsores. é intessante que se projete pelo menos uma transversina intermediária no meio de cada vão. Estudos realizados pelo do método dos elementos finitos têm colocado em dúvida a eficiência destas transversinas. A Figura 6.14 .PROJETO E ANÁLISE DE PONTES Sérgio Marques Ferreira de Almeida É interessante desnivelar o fundo da transversina em relação ao fundo das vigas principais. Figura 6. e. provenientes de cargas agindo excentricamente no tabuleiro. nos projetos modernos.

desempenham a importante função de transmitir as reações de apoio.16 .PROJETO E ANÁLISE DE PONTES Sérgio Marques Ferreira de Almeida Figura 6.15 .Fôrma de transversina de apoio 179 .Fôrma de transversina intermediária b) Transversinas de apoio As transversinas de apoio. Figura 6. além de aumentarem a rigidez à torção do caixão.

1). além promover o apoio das lajes cumprem a função de arrimar o aterro de acesso.17 . Em todos os casos. por isto. principalmente nas regiões dos balanços. Não existem. Estas peças. Na Figura 6. 180 .4 Dimensões das Cortinas As cortinas são peças estruturais que se situam nas extremidades das pontes em vigas isostáticas ou contínuas que possuem balanços. o topo do console deve se situar a 60 cm do topo da cortina.2) e (6.3.Vista frontal da cortina (dimensões em cm) A cortina possui ainda console de apoio à laje de acesso que evita o degrau na cabeceira da ponte. Nas pontes ferroviárias com lastro de brita. esta altura pode ser maior do que a da viga. portanto.18 ilustram a vista e um corte na cortina.3).17 ilustra uma cortina típica de ponte rodoviária em concreto armado. este valor deve ser aumentado em função da grandeza dos recalques do aterro. espessuras recomendadas. mas. pois estas podem variar de 60 cm a 2 m dependendo da grandeza da reação. Figura 6. e. a condição de ruptura da biela comprimida pela ação da solicitação do cortante de projeto (Vsd) deve ser verificada através das expressões (6. o console pode ser nivelado com o topo da cortina.17 e 6. A Figura 6.18. para aterros de acesso superiores a 10 m.PROJETO E ANÁLISE DE PONTES Sérgio Marques Ferreira de Almeida A espessura das transversinas de apoio é determinada pela limitação da tensão compressiva do concreto na biela comprimida. 6. para evitar grandes empuxos de terra nestes mesmos pilares. Por questões de acabamento do pavimento. porém existem dimensões consagradas pela prática do projeto que são recomendadas pelos órgãos públicos responsáveis. se estendem por toda a largura da ponte. verifica-se a viga horizontal inferior que promove o apoio dos painéis de laje da cortina evitando bordos livres. O comprimento das lajes de acesso deve ser pelo menos 4 m. (6. no caso de pilares extremos altos e balanços curtos. provocado pela acomodação do aterro de acesso. onde podem ser observados o console e a laje de acesso. A NBR-7187 não fixa dimensões mínimas para as cortinas. As Figuras 6. A altura das cortinas normalmente coincide com a altura da viga. porém.

18 . Na parte superior da aba projeta-se uma viga com dimensões transversais de 40 cm por 40 cm. • Largura: Lcortina = Lobra. Figura 6. por questões estéticas são projetadas ortogonalmente a cortina e possuem altura variável.Corte na cortina (dimensões em cm) Em complemento à cortina. 181 .19 ilustra a fôrma da aba da cortina. Estas abas. com seu respectivo corte. devem ser projetadas abas para contenção lateral do aterro de acesso.PROJETO E ANÁLISE DE PONTES Sérgio Marques Ferreira de Almeida Figura 6. A Figura 6.Fôrma da aba da cortina.19 . para engastamento do guarda-rodas. (dimensões em cm) São as seguintes as dimensões recomendáveis para as cortinas: Parede Frontal: • Altura: Hcortina ≥ Hviga.

• Comprimento de apoio: Cconsole ≥ 25 cm.3. atende a maior parte dos casos. • Largura: Bviga inf. Uma escolha inadequada obrigará ao recálculo da viga. 182 . • Espessura: eaba = 25 cm. a principal dimensão a ser fixada na confecção do desenho de fôrmas de uma ponte é a altura da viga principal. Console de Apoio: • Altura: Hconsole ≥ 50 cm. ≥ 50 cm (incluída a espessura da parede frontal da cortina). Abas Viga de Apoio do Guarda-Rodas Seção transversal: 40 x 40 cm 6.PROJETO E ANÁLISE DE PONTES • Sérgio Marques Ferreira de Almeida Espessura: 25 cm ≥ ecortina ≤ 30 cm. Para pontes executadas convencionalmente sobre escoramento direto (moldadas no local). • Altura: Variável de 60 cm na extremidade à Hviga no apoio. ≥ 25 cm. • Comprimento: Laba = 1. as indicações de relação comprimento do vão/altura da viga.5 Altura das Vigas Principais das Pontes Moldadas no Local sobre Escoramento Direto e das Pontes em Vigas Pré-moldadas Certamente. A adoção destas alturas corresponde a peças subarmadas ou no máximo normalmente armadas. são apresentadas as recomendações de altura das vigas principais para diversos sistemas estruturais.5 . Nesta tabela.1. desde o cálculo das cargas até o dimensionamento final. Isto se deve ao fato de ser a peça de maior responsabilidade estrutural e a que conduz ao maior volume de cálculos para o seu detalhamento. indicadas no Quadro 6. Hviga + 55 cm. Viga Inferior: • Altura: Hviga inf.

Casos de avanços importantes em uma única obra podem ocorrer. No sistema construtivo dos balanços sucessivos. as dimensões dos elementos estruturais são fixadas por meio de duas metodologias: • Arbitrando-se valores e validando-os através de pré-dimensionamentos. Os avanços tecnológicos na engenharia estrutural. de acordo com a dinâmica heurística.PROJETO E ANÁLISE DE PONTES Sérgio Marques Ferreira de Almeida Quadro 6.Alturas de vigas Sistema Estrutural Seção Transversal Obra Rodoviária CA CP L 10 L 12 L 15 L H apoio = 7 L H vão = 15 L H apoio = 7 L 13 L 16 à L 20 H vão = ____ Obra Ferroviária CA CP L 7 L 10 L 8 L 12 L 10 L H apoio = 5 L H vão = 10 L H apoio = 5 H vão = ____ L 35 L = 16 H vão = H apoio L 15 ____ L 25 L = 12 H vão = H apoio ____ L 10 CA – Concreto armado. Na realidade atual dos prazos disponíveis para desenvolvimento dos projetos.1 . a fixação de valores inadequados de altura da viga conduzem a perdas importantes de trabalho e de tempo no projeto.6 Altura das Vigas Principais das Pontes Executadas pelo Método dos Balanços Sucessivos A altura das vigas principais é a variável de maior relevância entre todas as que intervêm na definição completa da fôrma de uma ponte. este aspecto assume importância ímpar em função do grande volume de análises e de dimensionamentos envolvidos no projeto. são normalmente obtidos por incrementos pequenos e sucessivos. • Utilizando-se valores de uma base de dados existente. A segunda metodologia. 183 .CP – Concreto protendido 6. embora não seja a prática corrente no projeto e construção de pontes. não se admitem erros na fixação da altura das vigas principais. Sendo assim. No atual estado da arte do projeto de pontes. a partir de obras assemelhadas projetadas e executadas com sucesso. é a mais adotada e a que conduz aos melhores resultados.3. por envolverem grandes riscos de acidentes.

20 compara as leis de variação parabólicas e hiperbólicas com a variação em linha reta. evitam insuficiência de altura em seções intermediárias. possui vão principal de 856 m que se constituiu em recorde mundial durante algum tempo em estruturas similares. Isto ocorre porque estas vigas apresentam muitas vantagens comparadas com as de altura constante. esta regra foi quebrada e. que por ser a engenharia uma técnica e não uma ciência. por isso. • Possibilidade de execução de grandes vãos. especialmente em grandes vãos. 184 . Esta notável estrutura em sistema estaiado foi concluída no ano de 1994. pode-se citar mais recentemente o caso da ponte sobre o canal da Normandia na França. mas conduzem a resultados estéticos menos atraentes. portanto mais estéticas. dobrou-se o vão máximo existente até então em uma única obra. portando de acordo com as normas atuais e os trens-tipo em vigor. • Redução da solicitação de cortante em função da inclinação da biela comprimida que acompanha o intradorso inclinado. As curvas adotadas para o intradorso das pontes são constituídas por hipérboles ou por parábolas. A indicação para fixação da altura das vigas principais das pontes executadas pelo método dos balanços sucessivos. devido à redução do peso próprio estrutural na região central do vão. asseguram soluções mais esbeltas. No caso do projeto e construção da Ponte da Normandia. Pontes com altura de vigas variáveis As vigas de altura variável são as mais adotadas nas soluções em balanços sucessivos. já descrito no capítulo 5. embora reduzam a altura da viga de forma mais radical. Embora as soluções com altura variável de vigas sejam as mais adotadas. • Estética mais agradável em função da leveza proporcionada pelas alturas reduzidas na região do centro do vão. Neste caso. os valores fixados estão contidos em uma faixa e. praticamente. soluções determinísticas são inadequadas. são feitas também indicações para pontes com alturas de vigas constantes. são indicadas as alturas recomendadas para as seções de apoio e de meio do vão. Cabe ressaltar. que revolucionou a técnica de construção de pontes. A Figura 6. As variações hiperbólicas das alturas das vigas asseguram uma transição mais suave.PROJETO E ANÁLISE DE PONTES Sérgio Marques Ferreira de Almeida Além do grande feito do projeto e da construção da ponte sobre o rio do Peixe na cidade de Herval. As principais vantagens são: • Economia de materiais. A base de dados selecionada é constituída por pontes de construção recente. pois a variação da altura é função direta do acréscimo das solicitações de flexão e de cisalhamento no vigamento em balanço. é oriunda de experiência própria de obras realizadas com sucesso no Brasil e de pesquisa de importantes obras realizadas em todo o mundo. aqui apresentada. As variações parabólicas. O aumento do vão das pontes no mundo tem sido obtido de forma incremental e sem grandes saltos.

5) Em pontes ferroviárias submetidas às solicitações mais severas.Leis de variação da altura das vigas principais Para a variação hiperbólica. o intradorso hiperbólico é o mais indicado para realizar a variação de altura das vigas principais. tem-se: y ( x ) = H vão + ( H apoio − H vão ⎛x⎞ ). as alturas no apoio e no vão para várias pontes rodoviárias executadas pelo método dos balanços sucessivos. As vigas de altura variável não impedem a adoção de aduelas pré-fabricadas. O exemplo mais clássico deste tipo de construção é o Viaduto de Oléron na França.⎜ ⎟ ⎝L⎠ H 2vão (6.20 .4) Para a variação parabólica.PROJETO E ANÁLISE DE PONTES Sérgio Marques Ferreira de Almeida Hapoio Hvão X Hipérbole Parábola Reta Y Figura 6.2. Apresentam-se. no Quadro 6.⎜ ⎟ ⎝L⎠ 2 (6. 185 . tem-se: y( x ) = H vão 2 H apoio − H 2vão ⎛ x ⎞ 2 1+ .

15 2.00 4. Observa-se que.50 5. logo.60 3.00 3.00 100 125 63 150 298 301 230 305 5.80 1.00 2.50 3.80 2.30 3.Dimensões da Viga no vão e no apoio em função do vão da ponte Relações Vão x Altura das Vigas no apoio (HA) e no meio do vão (HV) (dimensões em m) Nome da Obra Pontes no Brasil Ponte s/o rio Araguaia – BR – 230/PA Ponte s/o rio Tocantins – BR – 153/TO Ponte s/o rio Itacutu – BR – 401/RR Ponte s/o rio Branco – BR – 174/RR Viaduto da Serra – BR – 116 Ponte s/o rio Poti – Terezina/PI Ponte s/o rio Caraú – BR – 153/RN Ponte s/o rio São Francisco Falso/RS Ponte s/o rio Uruguai – BR – 470/RS/SC Ponte s/o rio Iguaçu – PR – 182/PR Ponte s/o rio Taquari – BR – 386/RS Ponte s/o rio Capibaribe-BR – 408/PE Ponte s/o rio Parnaíba – BR – 402/PI/MA Ponte s/o rio São Francisco em Januária – BR/BA Ponte s/o Canal de São Gonçalo – BR – 392/BR – 471/RS Ponte s/o rio Doce entre Resplendor e Calixto/MG Ponte Colombo Salles – BR-232/SC Ponte Internacional Tancredo Neves s/o rio Paraná Pontes Internacionais Ponte s/o rio Douro na Régua – Portugal Ponte s/o rio Zêrere – IC8 – Portugal Ponte s/o rio Douro em Resende – Portugal Ponte s/o rio Cavado – Ligação Porto/Valeça – Portugal Ponte s/o rio Trancão – Lisboa – Portugal Ponte João Gomes – Ilha da Madeira – Portugal Viaduto de Alge – Portugal Ponte do Freixo – Porto – Portugal Raftsundet Bridge – Lofoten – Noruega Stolma Bridge – Noruega Nordalsf Jord Bridge – Noruega Holandsf Jord Bridge – Noruega Vão Principal (m) HA HV 106 112 106 122 75 88 98 96 140 162 60 70 81 76 120 5.00 2.20 3.PROJETO E ANÁLISE DE PONTES Sérgio Marques Ferreira de Almeida Quadro 6.60 6.3.25 3.50 4.00 10.00 3.80 1.00 7.50 2.20 No Quadro 6. a relação entre o comprimento do vão e a altura da viga no apoio é 18.00 9. No caso das obras internacionais.38 1.15 2.00 2.50 15.20 3.30 2.20 2.00 3.22 2.50 8.60 6.00 2.50 14.80 5.45 7.3 são apresentadas as relações entre o comprimento do vão e a altura da viga no apoio.67.60 6. no caso das pontes brasileiras. Cabe lembrar que as cargas 186 .58.60 2.16 115 160 220 5. também a partir do Quadro 6.60 4.50 3.2 .90 2.80 5.00 6.00 4.66 12. o valor médio desta relação é 19.30 3.00 3.50 3.50 7.00 13. aproximadamente 20.00 16.80 180 180 140 125 12.40 3.60 5.00 1.15 2.80 1.

Em resumo.porém. um valor indicativo. A altura da viga no centro do vão deve atender aos critérios de altura mínima que muitas vezes impede a fixação de valores através de relações obtidas de bases de dados anteriores. • Grandeza do vão. principalmente quando o vão principal supera 120 m. não sendo. Observa-se. ainda. 55 30 como se pode observar. Os valores indicados são válidos apenas para pontes rodoviárias.05. o valor médio da relação entre o comprimento do vão e a altura da viga no vão é 49. que constitui-se. 187 . tanto no apoio quanto no vão. uma faixa bem ampla. • Resistência característica do concreto. As relações entre o comprimento do vão e a altura da viga no vão apresentam maior variabilidade.PROJETO E ANÁLISE DE PONTES Sérgio Marques Ferreira de Almeida móveis dos regulamentos europeus são mais severas que as preconizadas pelas normas brasileiras. aproximadamente 50. que no caso das pontes brasileiras. • Trem-tipo adotado. pode-se indicar: • • L vão L ≤ H apoio ≤ vão 21 17 L vão L ≤ H apoio ≤ vão para obras com até 120 m de vão. A escolha dentro desta faixa dependerá de vários fatores tais como: • Largura da seção transversal da ponte. logo. No caso de pontes ferroviárias são exigidas maiores alturas de viga.

as alturas de viga e as relações vão/altura de algumas obras executadas no Brasil e no exterior.00 20.26 20.Relações Vão/Altura das Vigas (dimensões em m) Nome da Obra Pontes Brasileiras Ponte s/o rio Araguaia – BR – 230/PA Ponte s/o rio Tocantins – BR – 15/TO Ponte s/o rio Itacutu-BR – 401/RR Ponte s/o rio Branco-BR – 174/RR Viaduto da Serra-BR – 116 Ponte s/o rio Poti-Terezina/PI Ponte s/o rio Caraú-BR – 153/RN Ponte s/o rio São Francisco Falso/RS Ponte s/o rio Uruguai – BR – 470/RS/SC Ponte s/o rio Iguaçu – PR – 182/PR Ponte s/o rio Taquari – BR – 386/RS Ponte s/o rio Capibaribe – BR – 408/PE Ponte s/o rio Parnaíba – BR – 402/PI/MA Ponte s/o rio São Francisco – Januária – BR – /BA Ponte s/o Canal de São Gonçalo – BR – 392/RS Ponte s/o rio Doce – Resplendor e Calixto/MG Ponte Colombo Salles – BR-232/SC Ponte Tancredo Neves s/o rio Paraná Pontes Internacionais Ponte s/o rio Douro na Régua – Portugal Ponte s/o rio Zêrere – IC8 – Portugal Ponte s/o rio Douro em Resende – Portugal Ponte s/o rio Cavado Porto/Valença – Portugal Ponte s/o rio Trancão – Lisboa – Portugal Ponte João Gomes – Ilha da Madeira – Portugal Viaduto de Alge – Portugal Ponte do Freixo – Porto – Portugal Raftsundet Bridge – Lofoten – Noruega Stolma Bridge – Noruega Nordalsf Jord Bridge – Noruega Holandsf Jord Bridge Vão Principal Vão/HA Vão/Hv 106 112 106 122 75 88 98 96 140 162 60 70 81 76 120 115 160 220 18.00 76.67 41.50 43.64 Pontes com altura de vigas constante As pontes em balanços sucessivos com altura constante são menos freqüentes que as de altura variável.69 18.14 20. 188 .00 21.00 17.67 19.31 18.89 49.07 17.64 30.00 38.72 57. o limite de vão para vigas de altura constante executadas em balanços sucessivos se situa na faixa de 80 m.87 73.54 16. Em condições normais.86 20.78 19.23 41.00 18.00 46.67 32.86 17.00 40.55 20.11 20.54 20.67 41.17 85.49 45.74 16.90 180 180 140 125 100 125 63 150 298 301 230 305 15.00 50. as pontes em balanços sucessivos com altura constante têm se limitado a vãos de até 45 m e executadas em aduelas pré-moldadas.00 55.25 18.00 43.84 17. Atualmente.4 apresenta os vãos principais.3 .PROJETO E ANÁLISE DE PONTES Sérgio Marques Ferreira de Almeida Quadro 6.89 45.25 21.30 51.09 49.92 19.56 57.92 19.90 39.20 21.33 20.24 60. pelo sistema LONG-LINE CAST. principalmente pela limitação que apresentam com relação ao vão máximo.75 23.00 49.14 86.00 20.67 44.00 17.37 34.30 52. que é o caso da Ponte Rio – Niterói [Pfeil].67 138. O Quadro 6.

4 Podolny. como valores limites.00 98.00 42.4 .00 60.50 2.60 22. Muller [33] indica as seguintes relações entre o comprimento do vão principal (L) e a altura da viga (H): • L L ≤H≤ .8 21.20 17.3 20.1 55.28 3.Relações Vão/Altura das Vigas (dimensões em m) Nome da Obra Pontes Brasileiras Ponte Rio – Niterói Ponte s/ o Rio Grande – BR – 050/Divisa MG/SP Pontes Internacionais Choisy – le – Roi Bridge – França Courbevoie Bridge – França Pierre Benite Bridge – França Kishwaukee River Bridge – USA Vão Principal H Vão/H 80. 15 30 • L L ≤H≤ . 18 20 189 .70 2.0 19.0 26.50 2.60 4. como valores ótimos.PROJETO E ANÁLISE DE PONTES Sérgio Marques Ferreira de Almeida Quadro 6.00 75.00 4.