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MANUAL PARA

ELABORAÇÃO DE
LAYOUT EM
CANTEIROS DE
OBRAS VERTICAIS

“ Um bom estudo de layout ajuda a reduzir em grande parte a mãode-obra que não agrega valor ao produto (serventes), melhora o
rendimentos dos homens e máquinas em função da diminuição dos
percursos a serem percorridos, e da organização provocada pela
boa distribuição dos ambientes e compartimentos das obras,
proporcionando maior flexibilidade na produção “
(Lopes, 1976).

Fortaleza

1998

Apresentação
O estudo criterioso do layout e da logística do canteiro deve estar entre as primeiras
ações para que seja bem aproveitado os recursos materiais e humanos empregados na
obra, qualquer que seja o seu porte.
Embora seja reconhecido que o layout do canteiro desempenha um papel fundamental
na eficiência das operações, cumprimento dos prazos, custos e qualidade da
construção, os gerentes geralmente aprendem a realizar tal atividade somente através
da tentativa e erro. Numa pesquisa realizada junto aos gerentes de obra foi
comprovado que esta atividade é desenvolvida com base na experiência, no senso
comum e na adaptação de projetos passados para as situações atuais. A ausência de
um método definido para a determinação do layout de canteiro, é um dos principais
responsáveis por esta postura no setor.
Por isso onze construtoras em Fortaleza se reuniram através do INOVACON-CE para
juntamente com o consultor local e a equipe técnica permanente utilizar uma
metodologia de determinação de layout que foi adaptada do setor industrial para
construção.
Este manual visa auxiliar os profissionais na elaboração dos layout de canteiros que a
construtora venha a executar. Contempla tanto a metodologia utilizada para
determinação dos layout das empresas voluntárias, como as discussões ocorridas
durante este processo que teve a duração de 16 horas para cada projeto.

Maria Aridenise Macena Maia
Coordenadora da Equipe Técnica Permanente

Elaboração
Empresas participantes
EMPRESA
Acopi Construtora Ltda

PARTICIPANTE
Elísio de Castro Mota Filho
Júlio Cézar Lourenço de Oliveira
Blokus Engenharia Ltda
Antônio Matos Brito Neto
Flávio Moura Rosado
Roberto Sidney Cavalcante
Construtora Colúmbia
Manuel Lourenço dos Santos Filho
Luiza Maria Pessoa dos Santos
José Gondim Felismino Júniro
Construtora Granito Ltda
José Newton Lopes Ribeiro
Alexandre Ramos Ribeiro
Leonardo de Andrade Ribeiro
Construtora Placic Ltda
José Carlos Braide Nogueira da Gama
Marciano Freitas Moreira
Fernando Pereira Falcão
Construtora Santo Amaro Ltda
Ricardo Miranda
José Wilson Alves Fontenele
Célio Tavares Oliveira
Diagonal Engenharia Ltda
Lupércio Moura Gurjão Pessoa
Flávio Henrique Moura Gurjão Pessoa
Carlos Carneiro da C. Fiúza
João da Silva Mota Neto
Fibra Construções Ltda
Francisco Eugênio Montenegro da Rocha
Antônio Nunes Miranda Filho
Flávio Eduardo
Idibra Incorporadora Ltda
Cláudio César C. da Cunha
Cristiano Barcelos Fontenele
Francisco Sindeaux Filho
IRB Empreendimentos Imobiliários Ltda Ivana Bezerra Morais Correia
Messias Pinto Siqueira
Madalena Osório Leite
P & G Engenharia e Construções Ltda Gilberto Holanda Almeida
Paulo Valério de Vasconcelos Teixeira
Luiz Eduardo de Vasconcelos Teixeira

Equipe Técnica permanente
Instituição

Participante

M. Informática
NUTEC
SENAI
UFC
UNIFOR

Cristiane Pinheiro Lima
Roney Sérgio Marinho de Moura
Luciana Matos Santos Lima
Alexandre Miranda Mont´Alverne
Maria Aridenise Macena Maia

Consultor Local
Luis Carlos Aguiar Lopes

Sumário
1

Abordagem conceitual

01

1.1

Conceito de layout

01

1.2

Tipos de layout

01

1.3

Princípios de layout

02

1.4

Tipos de canteiros de obra

03

2

Fases do canteiro de obras

05

2.1

Fase inicial

05

2.2

Fase do pico de operários no canteiro

06

2.3

Fase de desmobilização do canteiro

06

3

Etapas para elaboração do layout do canteiro de obras

07

3.1

Análise preliminar

07

3.2

Arranjo físico geral

07

3.2

Arranjo físico detalhado

07

4

Informações necessárias para elaborar o layout de canteiro de obras 08

4.1

Projetos completos e revisados

08

4.2

Cronograma físico

08

4.3

Cronograma de compras

09

4.4

Especificações técnicas da obra

09

4.5

Definição sobre compra de concreto e/ou argamassas prontas

09

14 Informações sobre rede elétrica 10 5 Metodologia para elaboração do layout de canteiro de obras 11 5.3 Detalhes para layout de canteiros de obras .7 Produtividade de operários para diversos serviços da obra 09 4.8 Estudo comparativo entre o espaço necessário e o disponível 32 5.10 Número de funcionários no pico máximo da obra 09 4.13 Estudos de fornecimento de água 10 4.1 Sistematização de projetos de arranjo físico 11 5.5 Questionamento 16 5.12 Visita ao local da obra 10 4.6 CLT / NR-18 09 4.4.2 Relatório das visitas realizadas nos canteiros das empresas não voluntárias 8.6 Diretrizes para o dimensionamento dos espaços necessários 16 5.1 Layout dos canteiros de obras das empresa voluntárias 8.4 Diagrama de fluxo e/ou inter-relações 16 5.9 Definição da equipe que irá administrar a obra 09 4.11 Processos construtivos utilizados 10 4.11 Avaliação do plano 34 6 Conclusão 39 7 Bibliografia 40 8 Anexos 41 8.2 Estudo de fluxo de materiais 13 5.3 Inter-relações não baseadas no fluxo de materiais 13 5.9 Diagrama de inter-relações de espaço 33 5.7 Dimensionamento dos espaços necessários 25 5.10 Considerações de mudanças 34 5.8 Estudos de inter-relacionamento homens/máquinas e equipamentos 09 4.

1 Abordagem Conceitual .

tudo relacionado dentro do fluxo do trabalho”. equipamentos. Em síntese. “Layout é a posição relativa dos documentos. o lay-out pode ser definido como a disposição física de homens. O trabalho é dividido de acordo com a função das máquinas e operários. 1. materiais. de máquinas. fabricados em grande quantidade em um processo relativamente simples. oficina ou área de trabalho. seções ou escritórios dentro do conjunto de uma fábrica. onde as máquinas são arranjadas de acordo com a sequência de produção.1. Exemplo: Fábrica de confecção. dos meios de suprimento e acesso às áreas de armazenamento e de serviços. áreas de trabalho e de estocagem e. c) Layout Posicional Adotado quando o produto permanece estático e para ele convergem os recursos (matériasprimas.1 Conceito de layout De acordo com a Instituição Internacional Labor Office. b) Layout Funcional É adotado principalmente quando há grande variedade nos produtos e na sequência de operações.2 Tipos de layout a) Layout Linear É adotado para um único produto ou produtos similares. operadores e máquinas) . a disposição racional dos diversos serviços de uma empresa. Os produtos neste caso são volumosos. de um modo geral. Exemplo: Linha de montagem de automóveis. os equipamentos são de difícil movimentação e exigem suprimentos e construções especiais. dos pontos de armazenamento e do trabalho manual ou intelectual dentro de cada departamento ou seção.

em épocas diferentes. máquinas. f) Satisfação e segurança Este item além de influir na ergonomia. e até mudanças no produto final. fruto dos benefícios causados pelos itens anteriores. 1. Ex. higiene e segurança no trabalho. ele é em grande parte.3 Princípios do layout Para elaborar o layout de boa qualidade é preciso ter conhecimento dos principais princípios que serão o ponto de partida deste estudo.: O aço será cortado em uma determinada distância do transporte vertical. c) Flexibilidade Flexibilidade consiste em dar ao conjunto produtivo opções (facilidades) de mudanças posteriores a implantação do projeto de layout. . a) Economia do movimento Economia do movimento consiste em diminuir os deslocamentos em transporte de matériasprimas. tornando-as parte do mesmo organismo. no sentido de aumento de produção. b) Fluxo progressivo Fluxo progressivo consiste em direcionar o fluxo de produção sempre no sentido do produto acabado. será dobrado a uma distância menor ainda de onde será transportado para montagem em seu destino final.: Em duas obras vizinha executadas pela mesma empresa. construção civil e outras indústrias de difícil movimentação do produto. Ex.Exemplo: Estaleiros.: Os agregados e aglomerantes devem estar o mais próximo possível da betoneira para que o deslocamento de homens e insumos seja o menor possível. Ex. d) Integração Integração consiste em integrar células produtivas no sentido do inter-relacionamento.: Integração da produção de concretos e argamassas ao transporte vertical. equipamentos e homens. superposições de plano de trabalho. acréscimo de máquinas e equipamentos. e) Uso do espaço cúbico Uso do espaço cúbico consiste em conhecer as necessidades de espaço nos vários planos e usar caso necessário. além de diminuir os movimentos mesmo que estes não provoquem deslocamentos dos homens. deve-se projetar o canteiro para aproveitá-lo ao máximo na obra que será executada em data posterior.: Criar um segundo andar para abrigar mais uma célula produtiva. Ex. Ex.

intensidade de tráfego nas ruas de acesso ao canteiro. etc). fica inviável a definição de um lay-out permanente. quando a construção de outras partes da edificação dificulta o acesso a este local.4 Tipos de canteiros de obra a) Restritos Quando a construção ocupa o terreno completo ou uma alta percentagem dos acessos. esgoto. pré existência de redes de água. residenciais ou comerciais de múltiplos pavimentos. é necessário concluir tão cedo quanto possível espaços utilizáveis no nível do térreo. ou mesmo a sua totalidade. neste tipo de canteiro duas regras são fundamentais: 1a Regra . eletricidade e de telefonia. Nestes canteiros. Este tipo de canteiro é o que exige maior cuidado na concepção do lay-out sendo necessário considerar os seguintes aspectos:  Realizar um estudo detalhado para avaliar a influência das divisas. Esta regra visa evitar que se tenha que executar serviços em tal divisa nas fases posteriores.Criar espaços utilizáveis no nível do terreno ou próximo a ele. etc. reformas são exemplos de obras com canteiros restritos. . tais como desníveis.1. As construções executadas em áreas centrais da cidade.  Verificar os fatores que afetam os acessos e descarregamentos. Além destes aspectos. edificações adjacentes.Iniciar pela fronteira mais difícil A existência de muro de arrimo. 2a Regra . com a finalidade de facilitar o acesso de veículos e pessoas. encontrando dificuldades com acesso e com a existência de pavimentos subsolos. tão cedo quanto possível Quando a obra possuir subsolo que ocupa quase a totalidade do terreno. os quais geralmente ocuparão a maior parte do terreno. caso exista alguma área não escavada que não receberá construção. verificar a possibilidade de utilizar a mesma para armazenamento e descarregamento de materiais. os quais possam ser aproveitados para locação de instalações provisórias e de armazenamento. vegetação de grande porte ou desnível acentuado. o canteiro é denominado de restrito. vegetação. Neste caso.  Avaliar as restrições acarretadas pelas condições internas do próprio canteiro (topografia. etc. são exemplos de fatores que tornam a divisa crítica. características do solo. Por exemplo. o proprietário necessita maximizar a rentabilidade de uma parte valiosa do terreno. além de propiciar um caráter de longo prazo de existência para as referidas instalações. ampliações. O canteiro restrito é o tipo que ocorre com maior frequência em obras de edificações verticais.  Verificar a existência de características que possam ser utilizadas no lay-out do canteiro.

são exemplos de obras com canteiros amplos. redes de gás e petróleo e alguns casos de edificações em zonas urbanas são enquadradas neste tipo de canteiro. barragens. etc). Neste caso apresentam bastante espaço para armazenagem de materiais. Os conjuntos habitacionais. Trabalhos em estradas de ferro. rodagem. obras de grande porte (usina hidrelétrica. acomodação de pessoal e amplo acesso. 2 Fases do canteiro . c) Longos e estreitos Este tipo de canteiro apresenta possibilidade de acesso por poucos pontos sendo restrito em apenas uma das dimensões.b) Amplos São caracterizados por construção que ocupa somente uma parcela relativamente pequena do terreno.

2. Neste caso é necessário oferecer instalações mínimas para o pessoal da obra.1 Fase inicial Esta fase ocorre quando da execução da infra-estrutura e estrutura até a desforma da laje do térreo.2 Fase do pico máximo de operários no canteiro . 2. Apesar do desconforto térmico que este tipo de instalação oferece. da disponibilidade de outras soluções e de uma análise de custos. ela apresenta facilidade no processo de montagem e desmontagem. sendo uma alternativa que os construtores deveriam considerar mais seriamente. A utilização de containers na construção é uma prática habitual em países desenvolvidos e uma alternativa adotada já há tempos em obras de montagem industrial e grandes empreendimentos. Apesar disso. Normalmente não é possível instalar o refeitório nesta fase. uma vez que as instalações apresentam necessidade de mudanças frequentes. devido a modularização de encaixe de suas paredes. priorizando banheiros e vestiários. Existe no mercado. Ela é considerada crítica. sendo diluído seu custo através da utilização de várias obras. possuindo potencial para uso também na construção de edificações. sendo que a compra é mais vantajosa para aquelas empresas que adotam como um padrão. observa-se que atualmente os containers têm uso ainda pouco difundido em obras de edificações residenciais e/ou comerciais. É importante utilizar materiais que ofereçam flexibilidade. uma vez que envolve dificuldades para locação das instalações provisórias e para o estabelecimento de áreas para carga e descarga dos materiais.de obras Em algumas obras o canteiro vai se modificando dependendo da fase na qual a mesma se encontra. Os containers metálicos se prestam bem a essa fase do canteiro. A opção de utilizar container depende da cultura da empresa. O preço de compra costuma ser cinco vezes o aluguel mensal. Esta dinâmica deve ser prevista no lay-out do canteiro. Essas dificuldades ocorrem sobretudo em canteiros nos quais elevada percentagem do terreno é ocupada pela edificação. permite o reaproveitamento total da estrutura e a possibilidade de diversos arranjos internos. empresas que oferecem diversos tipos de containers para locação ou compra.

é importante definir em linhas gerais as soluções a serem adotadas. bancadas de aço e forma. Por exemplo. como áreas de armazenamento. 2. A utilização de containers é uma solução interessante também para este tipo de situação. etc. Nesta caso. sobretudo os de acabamento. Isso ocorre sobretudo porque:  As áreas construídas oferecem melhores condições de higiene e isolamento térmico em comparação a instalações em subsolos ou em áreas externas a edificação.Á medida que avança a execução da obra junto a população do canteiro. gerando uma necessidade de transferência de local ou ampliação das áreas de vivência. as instalações provisórias que estiverem alocadas no pavimento térreo necessitam serem realocadas para que os serviços daquele andar sejam concluídos. chega um estágio em que as instalações do layout inicial não mais comportam tanta gente. Normalmente ocorre a transferência planejada das áreas construídas para o pavimento térreo.  Fica mais protegido das intempéries. uma vez que o término da obra consome o tempo do engenheiro na conclusão da mesma.3 Fase de desmobilização do canteiro Muitas vezes esta é uma das fases mais negligenciadas da construção.  Fica mais seguro e otimizado o trajeto dos operários entre as áreas de vivência.  O espaço externo à edificação fica inteiramente livre para ser utilizado para outros fins. . circulação de veículos.

3 Etapas para elaboração de layout do canteiro .

2 Arranjo físico geral Consiste em estabelecer a localização relativa das áreas. 3. Na etapa anterior o estudo é mais grosseiro. Nesta etapa realiza-se o estudo dos fluxos e das áreas que serão estudadas em conjunto e inter-relacionadas.1 Análise preliminar Estudar os projetos revisados e possíveis mudanças de layout durante a construção.de obras 3. Nesta etapa deverá ser estabelecido a localização de cada equipamento ou instalação dentro de cada área do canteiro.3 Arranjo físico detalhado Consiste no detalhamento do arranjo físico geral. . 3. nesta é rico em detalhes. Será uma etapa onde serão levadas em consideração as características específicas de cada área.

4 .

4.Informações necessárias ao estudo de layout para canteiros de obras Para a elaboração do layout do canteiro é importante dispor das seguintes informações: 4. 4. sobre a planta de situação e caso sejam usados outros pavimentos que não seja o térreo para a sua implantação. Tarefas críticas são definidas como aquelas que se sobrepõem as outras. 4. ou quaisquer outros insumos dos quais várias etapas do processo dependem diretamente. estocados e transportados assim como para dimensionar a quantidade de homens envolvidos nas “tarefas críticas” da obra. e acesso de matérias-primas ao canteiro de obra.2 Cronograma físico Informação necessária ao cálculo de quantidades e volumes a serem produzidos. 4. tais como: produção de concretos e argamassas. através dos estoques máximos.4 Especificações técnicas da obra Este documento permite identificar o que será produzido e como será produzido.1 Projetos completos e revisados Eles devem ser revisados para que não haja mudanças significativas após o estudo. na maior parte dos casos. pois o projeto do canteiro será lançado. este será lançado também nas plantas destes pavimentos.3 Cronograma de compras Essa informação é necessária para o dimensionamento de áreas de estocagem.5 Definição sobre compra de concreto e/ou argamassas prontas .

deve-se ter cuidado especial com as informações. necessitam de equipamentos de transporte verticais e horizontais. e banheiros coletivos e administrativos. alojamento.12 Visita ao local da obra . vestiário.7 Produtividade de operários para diversos serviços da obra Necessário para o dimensionamento do número de operários da obra. equipamentos. etc. assim como o dimensionamento do número de móveis e equipamentos de escritório. 4. 4.9 Definição da equipe que irá administrar a obra Esta definição é utilizada no dimensionamento dos espaços destinados a escritórios. Neste novo cronograma encontra-se o número máximo de operários na obra.8 Estudos de inter-relacionamento homens/máquinas e equipamentos Necessário para o dimensionamento de máquinas e equipamentos a serem utilizados na obra. 4. 4.10 Número de funcionários no pico máximo da obra Esta informação é necessária para o dimensionamento de banheiros coletivos. Este dado será obtido pelo cronograma físico. 4. 4. Como os concretos e as argamassas no nosso sistema construtivo são os maiores volumes a serem transportados e/ou produzidos juntamente com os tijolos. banheiros coletivos.11 Processos construtivos utilizados Estas definições serão utilizadas no dimensionamento de máquinas. etc). 4. assim como na definição do tipo de máquinas e equipamentos que serão utilizados na obra em questão.Esta informação juntamente com o cronograma físico da obra fornecem subsídios valiosos para o dimensionamento das máquinas e equipamentos de transporte e produção de insumos. refeitório.6 CLT / NR-18 Devem ser analisados para o dimensionamento das áreas de vivência da obra ( refeitório. de onde se obtém o cronograma de contratação de mão de obra. vestiários. Caso sejam preparados na obra. transporte vertical de operários. necessitam de máquinas e equipamentos de produção (betoneiras ou centrais de concreto e argamassas) e independente disto. ferramentas. equipamentos e operários.

4. para conferir detalhes de projeto. Daí se definirá a perfuração de um poço com localização definida pelo espaço disponível.13 Estudos de fornecimento de água Consiste em verificar como é realizado o abastecimento de água ao canteiro de obra.Recomenda-se uma visita ao local da obra pelo engenheiro responsável pelo projeto de layout. deve-se verificar a viabilidade econômica deste fornecimento. deve-se verificar se atenderá ao consumo da obra e se atender. desníveis. assim como verificar acessos. existência ou não de calçadas e outros detalhes que possam interessar ao projetista. 4.14 Informações sobre rede elétrica Consiste em definir o tipo de fornecimento de energia assim como o local de entrada da energia na obra. Caso a rede pública de abastecimento atenda ao local. muros limítrofes. assim como pela definição da melhor localização através de estudo geológico. 5 Metodologia .

para elaboração do layout de canteiro de obras 5.1 Sistematização do arranjo físico Para que o layout de canteiro seja sistematizado convém utilizar os conceitos apresentados no quadro 1. Quadro 1 – Conceitos para sistematizar o arranjo físico Dados de entrada são as informações necessárias ao estudo de layout para canteiros de obras verticais. obtida através do uso da carta de interligações preferenciais Diagrama de é um diagrama que pode-se chamar de anteprojeto. . onde as inter-relações ligações entre as atividades serão feitas obedecendo as cores predeterminadas para ligações. Espaço considera-se a área necessária à implantação do projeto de canteiro necessário de obras com suas diversas atividades. Inter-relações de são inter-relações que não se baseiam no grau de necessidade de atividades proximidade entre as atividades. Espaço considera-se a área existente para a implantação do projeto de disponível canteiro de obra com suas diversas atividades. Fluxo de consiste no deslocamento dos materiais dentro e fora das células materiais produtivas.

que foi o diagrama de inter-relações. obstáculos ao deslocamento de equipamentos. pois será executado em escala e as áreas serão indicadas nos locais de atividades. Considerações nesta fase será avaliado o último anteprojeto e em função de fatores de mudanças não inclusos ainda neste estudo. tais como interferência de vizinhos. depois da avaliação. Caso apareçam Avaliação críticas que inviabilizem o projeto. pelas características da construção civil. assim como ligações internas nas células. escolhe-se um dos projetos para a execução.070 m3 22 587 betoneira . deve-se corrigir ou até optar por um novo projeto. Um prédio de 16 pavimentos com 7200 metros quadrados de área construída e 1300 metros cúbicos de volume de concreto estrutural. pode-se traçar o seguinte fluxograma. 5. Caso só haja um. com mais de um projeto de selecionado layout. para a produção e transporte vertical de concretos e argamassas. e nestas ligações serão dados pesos que equivalerão ao número de contatos entre os locais dentro das células ou entre células. e futuras modificações no layout poderão ser feitas as mudanças.2 Estudo de fluxo de materiais Este estudo será diferenciado em relação ao SLP. onde será aprimorado o inter-relações de primeiro. Este será mais espaços detalhado. Estes contatos serão as viagens dadas pelos operários para produzir e transportar os insumos. envolve limitações de espaço físico. financeiras e de equipamentos.Diagrama de este diagrama será um anteprojeto. Insumos Concreto Componentes Volume total Veículo de transporte Quantidade transportada por vez Nº de contatos Pontos de contatos areia 1200 m3 padiola c/ rodas 0. Limitações práticas nesta fase o então projeto deverá ser criticado. Serão feitas ligações entre as diversas células de produção. Plano no caso de se chegar ao fim do trabalho. este. depois de passar pela avaliação será automaticamente aprovado.054 m3 22 222 betoneira/depó sito/ areia brita 1600 m3 padiola c/ 0. Exemplo de um estudo de fluxo de materiais.

Estas razões podem ter como exemplo: higiene e segurança no trabalho com possível afastamento da bancada de corte de aço do guincho de carga. em prejuízo da proximidade que deveria existir entre a célula de produção e o meio de transporte. deve-se usar a carta de interligações preferenciais: Esta carta é uma matriz triangular onde representa-se o grau de proximidade e o tipo de inter-relação entre uma certa atividade e cada uma das outras. pois insere uma considerável quantidade de informações em uma única folha de papel. O uso desta carta é de grande utilidade. afastando esta bancada das bordas do prédio.130 m3 600m3 gerica 0.130 m3 ARGAMASSA 1 Sc 9 800 betoneira / depósito/ cimento 7 almoxarifado/ betoneira 18 800 betoneira/ depósito/ areia 2 500 betoneira/ depósito/ cimento 10 000 betoneira/guinc ho 4 616 betoneira/ guincho TOTAL DE CONTATOS 90. (MUTHER.000 5.3 Inter-relações não baseadas no fluxo de materiais O uso do estudo do fluxo de materiais não deverá ser a base única do estudo do layout. 1978) O objetivo desta carta é mostrar quais as atividades que devem ser localizadas próximas ou afastadas. Para facilitar a justificativa (razão) da escolha do nível de interligação. Deve-se levar em consideração que existem outras razões para o grau de proximidade entre as atividades.rodas cimento aditivo argamassa areia depósito/ brita 9800 Sc homem 1 Sc 130 L homem 20 L 720 m3 padiola c/ rodas 0. que é uma área de risco. usaremos as razões básicas para a determinação de graus de proximidade:  Fluxo de material  Utilização de Equipamentos comuns  Utilização de registros semelhantes  Pessoal em comum  Supervisão ou controle  Frequência de contatos  Urgência de serviço  Custo de distribuição . Com este fim.040 m3 cimento 2500 Sc homem CONCRETO 1300 m3 gerica 0.

c. para não perder a visualização das letras. segundo os grupos: A absolutamente necessário E pouco importante I especialmente importante O desprezível U importante X indesejável a) Procedimentos para a construção da carta de interligações preferenciais 1. Cada losango será colorido segundo a convenção de cores do SLP como se segue: A Vermelho E Azul I Amarelo O Em branco U Verde X Marron Como artificio para facilitar a visualização. segundo algum critério. . as cores são colocadas apenas na metade superior de cada losango. Não utilizar mais de 45 atividades numa carta. Reúna em grupos. Utilização dos mesmos suprimentos  Grau de utilização de formulários de comunicação  Desejos específicos da administração ou conveniências pessoais. a sequência de procedimentos será a seguinte:  Cálculo da intensidade de fluxo de atividades produtivas. Fazer uma lista de departamentos. Agrupar as atividades semelhantes num diagrama de organização. operações ou caracteristicas e fazer com os chefes e supervisores de cada departamento verifiquem a abrangência e terminologia da lista. Identificar todas as atividades a. áreas. Pelo sistema SLP.  Classificação das intensidades de fluxo entre cada par de atividades. b.

postos de trabalho. c. localiza-se os depósitos. Deve-se iniciar o anteprojeto localizando os guinchos. Consiga aprovação. Depois de feito o primeiro anteprojeto deve-se fazer as ligações com linhas coloridas. Depois disto pode-se partir para a localização dos barracões e em seguida aos outros depósitos e postos de trabalho. nas cores da carta. pois ela será a base principal para o planejamento das instalações. a. pois é o local para onde a produção converge. os acessos aos pavimentos e as proximidades definidas anteriormente. Discutindo com os chefes e supervisores de departamento. até obter um anteprojeto com as localizações que obedeçam ao máximo os graus de proximidade definidos anteriormente.4 Diagrama de fluxo e/ou inte-relações Neste diagrama faz-se um anteprojeto. deve-se verificar os possíveis erros de localização e corrigi-los. d. Após fazer as ligações deve-se questionar as localizações que estão ligadas com cores que indiquem maior ou menor proximidade que a esboçada. reunindo os chefes principais. Por discussões em grupo. sempre levando-se em consideração os princípios do layout e o grau de proximidade entre eles. não se feitas as ligações “pouco importantes” e “desprezíveis”. Estabelecer as operações produtivas primeiro. Listar as atividades numa carta de interligações preferenciais. 4. depósitos. Colocar todos os dados na carta. equipamentos e acessos que devem ficar mais próximos. Este posicionamento. 5. etc. Levando em conta todas as considerações. 5. a. entre os ambientes. Incluir características de prédios e terrenos (elevador. Determinar as interligações entre cada par de atividades e as razões para isso.2. e.) 3. Feitas estas ligações. b. ou razões. assegurando que todas as atividades foram listadas bem como suas inter-relações com as demais. deve levar em conta o cronograma de revestimento de fachadas. Após determinar o posicionamento os guinchos. Por explicações em grupo e utilização de folhas de inter-relações. de cores azuis e brancas. depois os serviços de apoio. acesso e escritórios obedecendo sempre a relação cor/proximidade. b. Pelo conhecimento do projetista das práticas de operação. da mesma forma que no caso do fluxo de materiais (não se esquecer das outras relações que não o fluxo e suas relações com este). b. Para facilitar o trabalho.5 Questionamento . Isso pode ser feito: a. transformador. A carta funcionará como lista de verificação.

gesso. onde estejam todas as informações necessárias sobre as proximidades. já congestionada com a proximidade da célula de produção de concretos e argamassas. uma vez que isto influencia na locação das demais instalações do canteiro. Por que a estocagem do aço dobrado e do aço cortado não foram citadas na carta de interligações preferenciais? Porque a carta precisa ser pequena. pois muitas vezes pode-se ter um local perfeito sob a ótica de outras diretrizes.  Área do posto de produção de argamassa e concreto. Como antecipadamente. 5.  Área para depósito de entulho. de preferência uma folha só. e  Acessos ao canteiro e vias de circulação internas. 6 Diretrizes para o dimensionamento dos espaços necessários Para definição do arranjo físico e determinação do espaço necessário serão estabelecidas diretrizes para as seguintes instalações:  Áreas para os equipamentos de transporte vertical de pessoas e cargas. as quais devem situar-se nas suas proximidades. deve-se ter em mente o arranjo físico geral ( layout macro) do posto de produção de argamassa e dos estoques de materiais que são transportados através dele. entretanto. e as bancadas estão incluídas na carta. plantão de vendas).  Áreas de vivência (refeitório. escritório. mas que. Esta observação é importante. Por isso. alojamentos e banheiros). respectivamente elevador de passageiro e guincho. deve-se considerar as seguintes recomendações:  Quando se estabelece a localização do guincho.  Áreas de armazenamento de outros materiais (tijolos. vestiário. quanto para veículos a) Áreas de equipamentos de transporte vertical (material e pessoal) Elevador de carga O lay-out do canteiro deve ser iniciado pela localização do equipamento de transporte vertical. com respectivas ligações.  Áreas de apoio (almoxarifado.  Centrais de formas e aço ( bancadas. tanto para funcionários e visitantes.Após a elaboração do layout deve ser elaborado questionamento.). para que se possa entender determinadas decisões que podem estar em desacordo com o recomendado. área de lazer. sabe-se que a proximidade destes depósitos às suas respectivas bancadas é absolutamente necessária. tubos de PVC. guarita/portaria. Por que o depósito de tijolos não está mais perto do guincho? Porque ficaria sob a lâmina do prédio onde existem pilares que dificultam seu armazenamento. etc. máquinas e estoque de aço e madeira). o qual envolve a betoneira e os estoques de materiais relacionados. não permite o estabelecimento de um layout racional para aquelas instalações relacionadas ao guincho. . pode-se omitir na carta este depósitos para simplificar o trabalho. além de que dificultaria a circulação na proximidade dos guinchos.

varanda ou outro elemento arquitetônico ou estrutural. Considerar as recomendações estabelecidas para a localização do guincho.  Nos pavimentos tipo.  É fundamental que o arranjo global do posto esteja próximo ao guincho. Elevador de passageiro A torre deve estar em local isolado das áreas de produção e preferencialmente as áreas de vivência. No caso das varandas. devem ser construídas passarelas unindo a torre à edificação em cada pavimento.  O guincho deve ser localizado o mais próximo possível do centro do prédio para reduzir o percurso dos carrinhos nos pavimentos e consequentemente minimizar o tempo com transporte de materiais. Os carrinhos devem chegar nos pavimentos com as respectivas alças apontando para dentro da edificação. equilibrando a distribuição dos insumos para os dois lados da construção.  Na base da torre.  O local da torre deve permitir que o guincheiro seja instalado em área coberta por laje. que facilite e torne mais segura a retirada dos mesmos pelos operários que os recebem. .  Verificar a necessidade de afastar a torre da edificação. cal ou argamassa pré-misturada. os serviços que são afetados pela torre. devido ao atraso que isto provoca na execução dos serviços de impermeabilização. no patamar onde se fazem as cargas para elevação de materiais aos pavimentos superiores. cimento. de acordo com as normas de segurança. a colocação frente a cozinhas. brita. colocação das instalações hidro-sanitárias e azulejos. desta forma. A torre do guincho deve preferencialmente situar-se em frente a uma parede cega. Caso este afastamento seja inevitável. tomando-se o cuidado de evitar os cruzamentos de fluxo. a peça de acesso deve ser ampla. a possibilidade de ocorrência de fissuras no concreto devido a existência de cargas não previstas no cálculo estrutural do elemento e ao atraso da impermeabilização além do incoveniente do tráfego por dentro do apartamento. platibandas ou outro elemento arquitetônico ou estrutural. os quais são em maior número quando a mesma está no poço do elevador. além de ser o mais concentrado possível. em frente a parede com esquadria. soma-se a estes argumentos. para que não haja coincidência com pergolados. não é recomendada.  O espaço para o elevador de carga deve ser dimensionado pela área de projeção da torre. Entretanto. para que o operário não necessite subir na plataforma do elevador para girar o carrinho e assim conseguir retirá-lo. reduzindo-se. áreas de serviço e banheiros. b) Áreas de produção de argamassa e concreto  O layout desta área envolve a definição do local e das dimensões dos equipamentos e estoque de materiais relacionados. mesmo que a parede seja cega. além da betoneira. facilitando as operações de carga e descarga e o estoque temporário de materiais na mesma. somada às áreas de circulação em suas proximidades. deve-se construir um abrigo coberto para o mesmo. caso contrário. deve-se ter o cuidado para que o acesso de carrinhos-de-mão e giricas seja em um sentido tal. os quais usualmente compreendem a areia. existindo um caminho definido e seguro entre estas últimas e o acesso ao elevador.

ou então.  Verificar a possibilidade de não construir uma baia específica para brita.  No caso de monovia. . Importante prever áreas de circulação neste ambiente.  A área para instalação das betoneiras deverá ter o comprimento da maior das betoneiras em operação. Procurar evitar o cruzamento das linhas de fluxo. Deixar livre a área de acesso do caminhão que irá abastecê-la. c) Centrais de forma e aço Estas centrais devem ser localizadas próximas ao ponto de descarga dos caminhões. para evitar a criação de tempos de espera e a subutilização dos equipamentos. para permitir o acesso durante o manuseio. mais 1. se transforme numa baia de areia. (o dimensionamento da área necessária será feito com base no índice de 15 sacos por metro quadrado). a área será determinada pelo retângulo formado pela ligação entre suas bases acrescidos de 1. dispensando a construção duplicada de baias de agregados.00 metro. Estes depósitos devem ser pavimentados com acabamento em cimentado liso e apresentar contenções laterais. Neste caso. uma única betoneira com capacidade superior a usual. em obras que fazem uso do concreto usinado. que deverá ser definido pela necessidade máxima diária do consumo na obra e pela capacidade do(s) fornecedores de repor o estoque na hora certa. Outra estratégia seria marcar com pincel a data de entrada de cada saco para que fosse sempre utilizado do mais velho para o mais novo. somado ao comprimento do veículo de transporte dos concretos e argamassas mais 1. O posicionamento da betoneira tem prioridade na proximidade com as baias em relação ao guincho. ou tenha uma baia provisória para o caso do concreto de pilar que é executado na obra. que deverá ser definido pela necessidade diária de consumo na obra e pela capacidade do(s) fornecedor(es) de repor o estoque na hora certa. recomenda-se que a mesma seja descarregada no próprio local de uso. a fim de que o primeiro saco que entre no estoque seja também o primeiro a ser utilizado. Sempre que possível este ambiente deverá possuir duas portas uma para estocagem do material e outra para retirada durante o uso. chapa de compensado).0 metro para cada uma das extremidades.  A circulação de carrinho-de-mão e gericas na área do posto e entre esta área e o guincho deve ser explícita no projeto de layout. deve-se posicionar os guinchos de tal forma que ambos aproveitem o mesmo posto de argamassa e concreto.  Os depósitos de areia e brita devem ser dimensionados pelo estoque máximo previsto. uma vez que o número de viagem betoneira-baias é superior ao número de viagens betoneira-guincho.0 metro entre betoneiras).  O depósito de cimento deve ser dimensionado pelo estoque máximo previsto. e deve ter a largura das betoneiras somadas mais a soma do espaço entre elas (1. A altura média da areia em estoque dever ser considerada de 1.0m para fins de cálculo da área necessária. Como a brita vai ser utilizada em poucos serviços (pisos de estacionamentos).20m para cada lado.  Quando a obra possuir uma grande área de edificação ou um ritmo acelerado de trabalho são utilizadas duas betoneiras e dois guinchos. É importante que este percurso seja pavimentado e coberto. devido as grandes dimensões dos materiais utilizados (vergalhões de aço. mas concluído este serviço.

para evitar cargas demasiadas na laje do pavimento térreo. dispensando deste modo a construção adicional ou adiamento da execução das alvenarias. etc). por envolver grande quantidade de variáveis (tais como estoque mínimo. criando assim um espaço para descarga tanto dos agregados quanto do cimento. A paletização é uma alternativa que pode ser utilizada para que o material seja armazenado no próprio local de uso. d) Áreas de armazenamento de materiais  Na medida do possível armazenar os materiais no subsolo. ferramentas.  O dimensionamento do almoxarifado em virtude de ser bastante complexo. O maior estoque possível deve ser considerado de uma carrada de caminhão padrão do fornecedor habitual. equipamentos. velocidade de reposição dos estoques. . levando-se em conta a similaridade destas obras.2 metros. impreciso e até inviável de qualificar o espaço necessário. Neste caso deve-se inclusive aproveitar as instalações sanitárias definitivas do pavimento. mais 1. e) Áreas de vivência Sempre que possível utilizar as áreas construídas do pavimento térreo para abrigar tanto as áreas de vivência como as áreas de apoio.e em terreno plano e estável. fica muito demorado. Por estas razões. para a instalação segura das máquinas (serra circular. A área destinada para o depósito de aço deverá ter um comprimento mínimo de 15 metros e largura mínima que permita armazenar o aço por bitola e permita a sua retirada e condução a bancada de corte. Estas instalações devem levar em consideração as recomendações da NR-18.  Sempre que possível deixar abertura na laje do subsolo para realizar a descarga dos agregados. cortador de aço. destinado a circulação de 2 pessoas que irão trabalhar nesta bancada. Esta alternativa também é favorecida pelo fato da área ser protegida das intempéries. neste caso prever uma calha ou rampa metálica. Outra alternativa é deixar para executar as últimas fiadas da alvenaria da parede do subsolo posteriormente. A área destinada para a máquina policorte deverá ter comprimento mínino de 15 metros e largura suficiente para a entrada dos vergalhões e a saída do aço cortado. O método recomendado é o da “projeção das tendências”. para que os sacos possam descer por gravidade até o nível do subsolo. Deve ser dimensionado pelo estoque máximo previsto. grande número de insumos utilizados.  Os tijolos e blocos costumam ocupar um espaço considerável para armazenagem. Neste método deve-se ter um índice que poderá ser m2 de almoxarifado / m2 de construção. tipos diversos de máquinas. A área destinada para bancada de dobra de aço deverá ter comprimento mínimo de 12 metros e largura suficiente para a maior dobra do aço observada no projeto. etc) e bancadas. deve-se usar o método que é preciso na medida em que a empresa tem dados anteriores de seus almoxarifados. aumento ou diminuição do estoque por razões econômico-financeiras.

Sempre que possível aproveitar rede de . Uma alternativa que vem sendo utilizada neste ambiente são mesas e cadeiras separadas (mesa metálica tipo bar). desta maneira este seria o primeiro e último local a ser visitado pelo trabalhador. O local mais adequado para guardar o EPI no vestiário é dentro de armários metálicos individuais com cadeado. para evitar danificar os uniformes.  Apesar do preço dos armários metálicos individuais. Banheiros Coletivos Estas instalações devem ser localizadas ao lado do vestiário com acesso entre os dois ambientes que permitam ao trabalhador se deslocar sem a perda de privacidade. convém construir um vestiário para os seus trabalhadores.Refeitório Área mínima por usuário é de 1. uma vez que os equipamentos básicos de segurança. de modo a evitar a penetração de animais e o comprometimento da higiene tanto do refeitório quanto dos arredores. sobretudo se os EPI’s forem guardados no vestiário. para melhorar a iluminação interna do ambiente. este local pode ser aproveitado para realização de cursos e palestras. convém considerar os seguintes aspectos:  Uso de telhas translúcidas na cobertura. Para cumprir com eficiência estas funções é necessário estabelecer uma infraestrutura adequada. uma vez que permite que os trabalhadores se agrupem segundo suas afinidades pessoais. Recomenda-se que este ambiente fique próximo ao portão de entrada. Quanto a configuração física do vestiário. Vestiário O vestiário deve ser localizado ao lado dos banheiros e o mais próximo possível do portão de entrada dos trabalhadores do canteiro. Independente do tipo de material a ser utilizado para fechamento do refeitório é importante que este isole a instalação.  Quando o número de empreiteiros na obra for considerável. o reaproveitamento em relação aos improvisados fabricados de compensado. todo o pessoal da obra Além de servir para refeições. além de reduzir eventuais constrangimentos advindos dos hábitos à mesa ou do conteúdo das marmitas. tais como: botina e capacete devem ser guardados no vestiário. de modo que cada funcionário torna-se responsável pela guarda do respectivo EPI. o que permitiria que o mesmo ficasse o maior tempo possível na obra utilizando os EPI’s básicos. Entretanto os banheiros devem ficar afastados do refeitório.2 m2 (por usuário). justifica o uso daqueles. O refeitório deve abrigar simultaneamente.  Preferir os cabides de plásticos ou de madeira aos de prego.

guincho e escritório do engenheiro. Guarita/ portaria Localizada junto ao portão de acesso de pessoal. Por isso prever janelas em número e dimensões suficientes para proporcionar uma boa iluminação natural ou iluminação artificial que satisfaçam as exigências lumínicas da instalação. técnico. A dimensão mínima é de 1. De acordo com a NR-18 deverá ser previsto no mínimo um vaso sanitário. uma boa iluminação é recomendada. lavatório e um chuveiro.0m2. o mesmo deverá ficar próximo ao ponto de descarga de caminhões.esgoto existente. Contém os capacetes para visitantes e o relógio de . Prever para o almoxarifado um estojo com materiais de primeiros socorros. um mictório e um lavatório pra cada grupo de vinte usuários. É recomendado a execução de almoxarifado específico para os empreiteiros . assim como um chuveiro para cada grupo de 10 usuários. para que os mesmos possam guardar suas próprias ferramentas e equipamentos. Administração Engenheiro Deve ser dimensionado para acomodar um vaso sanitário e um lavatório. A dimensão mínima é de 2. estagiário. Deve abrigar um birô com uma cadeira e deve permitir acesso de pessoas em fila. Mestres Deve ser dimensionado para acomodar um vaso sanitário. Como este ambiente será utilizado para o desempenho das atividades do engenheiro. f) Áreas de apoio Almoxarifado Como este ambiente existe para armazenamento e controle de materiais e ferramentas.5 m2. Escritório Deve ficar localizado próximo ao almoxarifado e numa posição em relação ao portão de entrada de pessoas que torne a passagem por este ambiente obrigatória por parte dos clientes e visitantes que entrem no canteiro. respectivamente.

Esta definição depende do método de recolhimento do entulho. Deve ser dimensionado pela média da empresa. tornando-se assim passagem obrigatória. Plantão de vendas Como esta é uma instalação que ocupa um espaço nobre do canteiro. Outra alternativa que vem sendo utilizada. Além das recomendações descritas. tanto para funcionários e visitantes.ponto. Caso a descarga seja realizada através da grua. que poderá ser definida como m3/m2 de construção/dia.7 metros. o entulho pode ser recolhido tanto numa baia como as de agregados quanto em uma caçamba metálica. Independente do método utilizado o depósito de entulho deve ser instalado em local que possibilite o acesso de caminhões de recolhimento de entulho. g) Acessos ao canteiro e vias de circulação internas. h) Área de depósito de entulho No projeto de layout do canteiro deve ser definido um local específico para o depósito de entulho. ou porteiro eletrônico que passa a ser monitorado pelo almoxarife ou pelo escritório do engenheiro. Os acesso ao canteiro devem ser dimensionadas para dar acesso aos veículos que transportarão os insumos no canteiro de obras. as informações do quadro 2 são úteis para o dimensionamento de escritórios: . clientes e visitantes ao entrarem e saírem da obra. neste caso o depósito deve ficar próximo ao guincho. Este índice deve ser usado para construções com características semelhantes. Este acesso pode ter cobertura tanto em chapas de compensado reforçadas com chapas de zinco quanto em tábuas de madeira tipo Taipá. Quando a obra está alocada em terreno de esquina o acesso de veículos deve ser localizado na rua de tráfego menos intenso. A altura média deve ser considerada de 0. grua. A descarga através do guincho exige que o entulho seja transportado em carrinhos-de-mão até o depósito. eliminando assim a figura do porteiro. ou tubo coletor. sendo delimitado lateralmente por fitas de segurança. tipo tele-entulho. que pode ser através de guincho. o depósito necessita estar situado na área de abrangência da lança. Independente do método. é a instalação de campainha. para garantir a segurança dos operários. Em se tratando de tubo coletor o depósito tem necessariamente que estar localizado no ponto de descarga do entulho. é fundamental a integração entre o plantão de vendas e o layout do canteiro. quanto para veículos Verificar no local do portão de acesso a necessidade de se construir um acesso coberto deste até a área edificada. Deve-se levar em consideração uma retirada de entulho a cada dois ou três dias.

5m2 Caimento máximo em: Corredores e áreas de circulação com piso em 10% rampa Cubagem de ar em áreas de escritórios: Volume mínimo por funcionário 7m3 Volume recomendado por funcionário 10m3 Circulações: 10.5m Largura mínima para passagem de um caminhão Passagem para uma só pessoa 0.2m Cruzamento de três pessoas 1. 1975).0m Largura mínima para outras vias de acesso 3.0m Largura mínima para vias secundárias 5.2m trabalho 3.0m Largura recomendada para os eixos principais de tráfego 6.7m Largura mínima de corredores que conduzem à saída do local de 1.Quadro 2 – Áreas mínimas para dimensionamento dos ambientes (Valle.0% .0m Altura mínima para vias secundárias 7.65m Cruzamento de duas pessoas 1. AMBIENTE ÁREA Sala individual para um funcionário de chefia 8 a 10 m2 Sala para funcionários graduados 10m2 Serviços de datilografia (área mínima por datilógrafo) 2m2 Serviços administrativos em geral (funcionários em salão coletivo) área por 5m2 funcionário Sala de reunião para seis pessoas 14m2 Salas de espera (área requerida para uma pessoa sentada) 1.5m Largura mínima para cruzamento de dois caminhões 2.

5) MECAN APROXIMADO* APROXIMADO* MECAN APROXIMADO* 1948 900 3000 4000 2830 926 750 3000 8000 2270 870 - - 2500 - 5. . Equipamento Fabricante Comprimento Largura Altura (mm) (mm) (mm) CSM (320L) 1828 940 1458 Betoneira LIS (140L) 1240 700 1220 LIS (150L) 1370 720 1315 LIS (170L) 1440 720 1380 LIS (190L) 1440 800 1415 LIS (210L) 1440 830 1380 LIS (260NL) 1665 830 1500 LIS (300NL) 1900 915 1570 LIS (300RL) 1990 970 1570 Quincho Serra Circular Grua Monovia Elevador de Pessoas Caminhão MECAN (GW 1. Quadro 3 – Dimensões mínimas para determinação das áreas para os equipamentos .Declividade máxima em vias principais Declividade máxima em vias secundárias Declividade máxima para locais com tráfego de empilhadeiras 10.0% 8 a 10% Para dimensionar a área mínima para alocação dos equipamentos convém consultar os dados do quadro 3.7 Dimensionamento dos espaços necessários O dimensionamento das áreas necessárias ao canteiro será demonstrado através de um exemplo prático.

Podemos calcular o número de guinchos de carga pela seguinte formula: A B N CA CB CN Po quantidade do material a transportar (un /h) quantidade do material B a transportar (un /h) quantidade do material N a transportar (un /h) capacidade de transportar o material A (un /h) capacidade de transportar o material B (un /h) capacidade de transportar o material N (un /h) percentual de ociosidade (%) Quantidade de guinchos = (A/CA) + (B/CB) + . e Lista de salas. argamassas e tijolos. na maioria das vezes.. depósitos. banheiros.Para este dimensionamento necessita-se das seguintes informações:     Número de funcionários em cada sala.: Dimensão da projeção dos seguintes guinchos e mecanismos supondo: 2 unidades = 2 x largura x comprimento = área de projeção + área de máquina + área de circulação de gericas = área requerida... respectivamente elevador de passageiro e guincho Guinchos de carga Este espaço deverá ser estudado em conjunto com a circulação de veículos de transportes horizontais.. Material que será estocado (estoque máximo). A quantidade de guinchos de carga deverá ser dimensionada levando-se em consideração o período de maior utilização que.. Exemplos de dimensionamentos das áreas necessárias a) Áreas para os equipamentos de transporte vertical de pessoas e cargas. células de produção e principais acessos.. Ex. Definição dos equipamentos que serão utilizados. é na época dos transportes de concretos.+ (N/CN) x (Po + 1) Obs. Incluir na capacidade de transportar os tempos para carga e descarga ..

8 min de horas extras = (40.20.000 tijolo/h (4. Sabendo-se que o minuto de guincheiro é de R$ 0.8 min x 2 guincheiros x R$ 0.00.0 m3/h 2.012 e a diária de aluguel de um guincho é de R$ 27. O expediente de 8 horas tem 480 min.17 guinchos trabalhando 8 horas = 2 guinchos trabalhando 40. compara-se: custo adicional para 2 guinchos trabalhando 40. O custo da utilização do 3º guincho = ( 480 min x R$ 0. 2.17 guinchos trabalhando 8 horas = 1 guincho trabalhando 81.30m3/h/3.08.30 m3/h 430 tijolos/h 20% 3.8 min.012 / min x guincheiro ) + aluguel de 1 dia de guincho = 480 x R$ 0. b) Área do posto de produção de argamassa e concreto.021 + R$ 27. O custo adicional de 2 guinchos trabalhando 40.8 min de 2 guinchos e 4 serventes) x 1.67. o qual envolve a betoneira e os estoques de materiais relacionados .021 / min x servente) = 3.6 min.021. deve-se buscar a equivalência dos 0.0 m3/h 3.60.021 / min x guincheiro) + (40. Como se tem 2. o minuto de servente é de R$ 0.0m3/h + 0.17 guinchos de necessidade de trabalho.00 = R$ 37. O custo de utilizar o terceiro guincho é de (480 min de 1 guincho + aluguel ou depreciação de 1 guincho) por dia de trabalho.5m3/h 0.17 deste tempo correspondente a 81.0/h + 430 tij/h/2000 tij /h) x 1. 0.Exemplo numérico Transporte de concreto no mês de pico Transporte de argamassa no mesmo mês Transporte de tijolos no mesmo mês Percentual de ociosidade Capacidade de transportar argamassa Capacidade de transportar concreto Capacidade de transportar tijolos Nº de guinchos Quantidade de guinchos 4.60 min.8 min em horário extra é de (40.17 guinchos trabalhando 8 horas a 2 guinchos trabalhando horas extras. então: 0.8 min x 4 serventes x R$ 0. Conclui-se então que é melhor utilizar apenas 2 guinchos.5m3/h/3. Ou 0.17 guinchos Deve-se dimensionar a necessidade de horas extras com 2 guinchos.

30 m3/h 4.00m Betoneira(s) Este dimensionamento deverá ser efetuado diretamente no local escolhido em planta onde será (serão) desenhada(s) a(s) betoneira(s) integradas aos depósitos dos insumos utilizados por ela(s).5m3/h 0. A empresa dispõe de betoneira auto-carregáveis de 580 litros Volume de concreto do mês de pico Volume de argamassa do mesmo mês Volume total 4.00m2 Depósito de areia Estoque máximo 28.00m2 com altura de 1.80 m3 / h ) x 1.80 m3 de concreto e/ou argamassa por hora. e a ociosidade considerada será 20%.8 m3/h Uma betoneira auto-carregável de 580L mistura 4.Depósito de cimento Estoque máximo 600 sacos Área necessária 600/15 = 40. c) Centrais de formas e aço ( bancadas.80 m3 / h / 4.20 = 1. não justificando horas extras. Isto é necessário porque podem haver obstáculos que venham a modificar um possível dimensionamento matemático.00m2 com altura de 1.20 betoneiras Deve-se optar por duas betoneiras. pois esses insumos quando não produzidos. neste período.00m3 Área necessária 28. que serão identificados na planta e contornados com facilidade usando-se a planta de situação da edificação.00m3 Área necessária 28. Quantidade de betoneira = volume de concreto e/ou argamassas (m3/h) / capacidade de mistura de uma betoneira (m3 / h x (1 + % de ociosidade). máquinas e estoque de aço e madeira) Máquina policorte .00m Depósito de brita Estoque máximo 28. Usando os dados acima: Número de betoneiras = (4. envolvem todo o pessoal produtivo da obra.

013m2 100 x 10.00m .016m2 50 x 16.03m2 Pode-se então ter 5 leitos com áreas de seção transversal de armazenamento de 0. Como tem-se uma largura de 3.0mm x 25.70m e aí terá a largura final de 3. A largura de cada leito será calculada pela área somada das seções transversais dos vergalhões que se terá em estoque.0mm x 16.40 x 0.800mm2 = 0.00 m Total 30m2 Depósito de aço (exemplo ilustrativo) Informações: Bitolas Quantidade 8mm 200 vergalhões 10mm 100 vergalhões 12. a área necessária será de 3.0mm 12.03m2.075 m cada. Cálculo: 200 x 8.30m da bancada + circulação com cruzamento de 3 pessoas (1.0mm 12. Então acrescenta-se 1.00 = 55.50m2. um para cada bitola de aço.70m. podendo ser de 0.00mm x 8.0mm 10.Comprimento 15m Largura 0.00m.625mm2 = 0. Esta largura deve ser somada a circulação de 3 pessoas que transportarão este material.5mm 15.000mm2 = 0.800mm2 = 0.70m) = 2. Para facilitar o cálculo deve-se calcular as seções como se fossem quadradas.01m2 100 x 12. Bancada de dobra de aço Bancada 0.70 x 15.00 m (5 x 0.5mm 100 vergalhões 16mm 50 vergalhões 25mm 50 vergalhões Serão construídos 5 leitos.0mm 31. Então neste caso teremos uma largura de depósito de 2.250mm2 = 0.0mm x 10. e um comprimento de 15.40m).70m.40m x 12.013m2 50 x 25.5mm x 12.

20m 1.80m Ex. A área reservada deverá ser suficiente para armazenar múltiplos de uma carrada de caminhão. d) Áreas de armazenamento de outros materiais (tijolos.: 3.40m + 1. . A última parcela desta soma que é o espaço destinado à circulação dos operários. Banheiros Coletivos Como não existe índice de área conhecido deve-se projetar sobre a planta de situação obedecendo-se as exigências da CLT/NR-18. Área destinada à dobra de aço = 2. necessita-se de um volume de 48.20m + 1. área de lazer.20m2/usuário totalizando uma área de 96. tubos de PVC. vestiário. Admitindo-se o estoque máximo de 2 carradas de 6.00m2. alojamentos e banheiros) Refeitório Em uma obra de 80 funcionários.00m2.Maior dobra de aço 2.) Depósito de tijolo Este depósito deverá apenas ser definido como um local predeterminado para o armazenamento deste insumo.00m = 33.20m = 2. supondo-se todos eles utilizando simultaneamente o refeitório.00m 1. etc. e) Áreas de vivência (refeitório. que será determinada pelo tipo de caminhão do fornecedor.80m x 12.00m3 e uma área de aproximadamente 24.60m2. obtém-se a área de 1.80m.20m (Desenho retirado das plantas de armadura) Largura do espaço destinado a dobra de aço = 0.000 tijolos cerâmicos de 10cm x 20cm x 20cm. gesso.

igual a área destinada a um datilógrafo (2m2). Sala de engenharia Sabendo-se que a sala de engenharia é normalmente utilizada para pequenas reuniões de trabalho.300m3. ( com área para banho) f) Áreas de apoio (almoxarifado. Guarita de entrada Considera-se a área destinada ao porteiro com um birô e uma cadeira.00m2.00m2 x 3 = 15.00m2.01m2 de almoxarifado/m2 de construção. encontra-se na tabela de Valle uma área de 5. Supondo-se uma obra com um mestre e dois contra-mestres. usa-se a tabela de Valle e obtém-se 14.5m2.00m2. Instalações hidráulicas. Volume de concreto de 1. guarita/portaria.01) 72. Mestre Área já definida de 2.H.200 x 0. R.65 m2.00m2. Então teremos uma área mínima de 2. .00m2. (sala para duas pessoas) Com base na tabela de Valle. Sala do mestre A sala do mestre é normalmente utilizada também pelos encarregados (contra-mestres). Procura-se no banco de dados da empresa uma obra semelhante e encontra-se por exemplo 0.200m2.65 metros. plantão de vendas) Almoxarifado Características da construção: Edificação de uso multifamiliar: Área de construção de 7. telefônicas e de combate à incêndio. elétricas. para reuniões de até 6 pessoas. Então a área que será destinada ao almoxarifado será de (7. escritório. e a circulação para operários com largura igual a 0.Engenharia Área já definida de 1. obtém-se uma área de 10.

Quadro 4 – Estudo comparativo entre a área disponível e a necessária .48m3 Supondo-se uma altura média de 0. Quando a baia for carregada por um lado e consumida por outro.estudo de caso. a fim de que a reposição do estoque ocorra antes que o mesmo tenha sido completamente consumido. h) Acessos ao canteiro e vias de circulação internas. quanto para veículos Entrada de areia e brita Utilizando abertura para fora do canteiro não ocupará espaço útil. 5.25m2.g) Área para depósito de entulho Depósito de entulho Dados obtidos no banco de dados da empresa: Índice da empresa 0.70m no depósito.16m3/dia Quantidade acumulada em 3 dias 3 x 2.8 Estudo comparativo entre o espaço necessário e o disponível Consiste em verificar se a área dimensionada está em acordo com área mínima necessária. obtém-se uma área necessária de 9. Discriminação do ambiente ou depósito Área necessária Área disponível.0003 2. convém dimensionar a largura da mesma na dimensão de duas larguras do caminhão. retirada do anteprojeto de Layout . Para o exemplo prático em questão tem-se os dados do quadro 4.0003m3/m2/dia Retirada de entulho 3 em 3 dias Cálculo da área necessária: Quantidade de entulho por dia 7200m2 x 0.16 = 6. tanto para funcionários e visitantes.

O desenho será feito em escala para melhor visualização dos espaços e a intensidade de fluxo será indicada.00 m2 > 72.00 m2 > 24.00 m2 Depósito de areia 28.9 Diagrama de inter-relações de espaço Nesta fase ajusta-se o diagrama de inter-relações. os espaços.00 m2 Betoneira Banheiros coletivos/ Vestuários Guinchos de carga 5. .00 m2 = 15. Ajustam-se os espaços e verifica-se uma possível configuração melhorada.00 m2 = 0.00 m2 Refeitório 96.50 m2 = 1.00 m2 Depósito de entulho 9.00 m2 WC Engenharia 1.00 m2 > 28.00 m2 = 2.00 m2 Entrada de brita 0.00 m2 Depósito de cimento 40.00 m2 Depósito de brita 28.60 m2 > 33.65m2 Máquina policorte 30.25 m2 > 9.60 m2 Almoxarifado 72. levando-se em consideração. agora. para facilitar o trabalho.50 m2 > 55.00 m2 > 30.00 m2 R.00 m2 = 0.Guarita de entrada 2. A indicação de intensidade de fluxo será feita.H.00 m2 Entrada de areia 0.00 m2 Sala Engenharia 14.50 m2 WC Mestres 2. Cada atividade deverá ser identificada pelo nome e deverá ser acrescentada sua respectiva área (em metros quadrados).00 m2 > 96.00 m2 Sala mestre 15. 10. somente entre as atividades de maior fluxo de materiais.62 m2 > 2.00 m2 > 14. Esta intensidade será medida pela intensidade de contatos.00 m2 > 28.00 m2 > 40.50 m2 Dobra de aço 33.00 m2 Depósito de aço 55.25 m2 Depósito de tijolos 24.00 m2 > 15.

Como no estudo do fluxo de materiais já foi calculada a intensidade de fluxo. tais como: banheiro do zelador. sala do apontador. betoneira e guincho. Cálculo: Serão transportados 300. mesmo sabendo-se que é baseado em julgamentos ou estimativa de probabilidades.11 Avaliação do plano Usaremos para avaliar este projeto o método da análise de fatores que é bastante preciso.H. Facilidades para futuras expansões. então teremos 6.  Eficiência do fluxo de materiais.000 tijolos 10cm x 20cm x 20cm em gericas que comportem 50 tijolos. e almoxarifado. 1978) para avaliar o layout. Os banheiros dos operários. depósito de areia. que estão expostos na folha de avaliação das alternativas.  Utilização de espaços. depósito de cimento. Quadro 5 – Critérios propostos por (MUTER.000 contatos. depósito de brita. As mudanças poderão ser as seguintes neste momento da construção: não serão mais necessários os ambientes e locais reservados do depósito de areia. Estes espaços devem ser transferidos para ambientes semi-prontos dentro da edificação em construção. . wc´s do salão de festa. depósito de brita. 1978) conforme mostra o quadro 5. Outros ambientes devem ser transferidos de local como: sala de engenharia. deve-se fazer considerações de mudanças. depósito de entulho. A partir dos critérios para avaliar o layout propostos por (MUTHER. estocagem do aço dobrado. 5. bancada de dobra de aço. entre almoxarifado. selecionou-se aqueles que mais se adequam a realidade do canteiro de obras. depósito de tijolos. sala do R. depósito de cimento e guinchos. por contato.  Flexibilidade do arranjo físico. 5.10 Considerações de mudanças Quando for necessário o desmonte do canteiro de obras para a pavimentação do estacionamento do edifício. Estes ambientes posteriormente serão desocupados e concluídos. etc.  Eficiência na integração dos serviços de suporte. Só devem ser destruídos quando a obra tiver com o pessoal bastante reduzido ao ponto de usar pequenos banheiros no térreo da edificação. sala dos mestres. calcula-se agora apenas a intensidade de fluxo entre depósito de tijolos e o guincho.  Eficiência do manuseio de materiais.  Adaptabilidade e versatilidade. banheiros da administração (engenharia e mestre).  Eficiência da estocagem. o vestiário e o refeitório deverão ser os últimos a serem desativados.

 Integração com a estrutura organizacional da empresa.  Facilidade de supervisão e controle.  Condições de trabalho e satisfação dos empregados. valor proporcional e imagem da organização.  Relações com a comunidade e público. construções e arredores. Os fatores devem ser avaliados a princípio através de conceitos que serão definidos como: LETRA CONCEITO NOTA A excelente 4 E muito bom 3 I bom 2 O razoável 1 U fraco 0 X insatisfatório ? Para contagem da avaliação.  Problemas de manutenção. Higiene e segurança. usa-se a folha de avaliação de alternativas (MUTHER. FOLHA DE AVALIAÇÃO DE ALTERNATIVAS Fábrica/Área: Obra 0001 Projeto: Modelo Descrição das alternativas: a: Plano X d: b: Plano Y e: c: Plano Z Data: 1/95 . Uma maneira mais eficaz de se estabelecer ponderação é dar o valor 10 para o mais relevante e relacioná-lo aos outros.  Possibilidade de satisfazer a capacidade produtiva. O estabelecimento da ponderação do valor para cada fator poderá ser uma decisão da alta administração.  Utilização das condições naturais. 1978).  Compatiblidade com os planos a longo prazo da empresa.  Segurança da obra.  Utilização do equipamento.  Qualidade do produto ou material.

C. Na área destinada à avaliação indica-se o projeto A. Flexibilidade do arranjo físico 5 calculado por: B C D E O 5 2. (320 pontos correspondem a soma dos produtos dos conceitos máximos pelos pesos respectivos). atingiu-se 243 pontos.Ponderado por: Fator/Consolidação Avaliado por: Peso AVALIAÇÃO PONDERADA A 1. etc e abaixo da letra indicativa de cada projeto encontram-se duas linhas para cada fator. e como não chegou-se ao final com mais de um projeto. e na inferior o valor da multiplicação do peso pelo valor numérico do conceito. . No caso em questão. B. Utilização de espaço 9 A 36 6. Eficiência do manuseio de materiais 5 I 10 4. Possibilidade de satisfazer capacidade produtiva 10 10. Eficiência estocagem 8 E 24 5. Na coluna “peso”. Utilização do equipamento 9 A 36 9. Eficiência na integração dos serviços de suporte 7 7. Compatibilidade com os planos 9 E 30 E 27 TOTAIS 243 a) Instruções para uso da Folha de Avaliação de alternativas Na coluna “Fator/Considerações” elegem-se ou escolhem-se os fatores que deseja-se julgar. então atingiu-se 75% da pontuação máxima. compara-se este valor com o valor máximo que poderia se atingir em projetos. Eficiência do fluxo de materiais 10 E 30 3. Higiene e segurança 8 E 21 E 24 8. Tal valor é neste caso 320 pontos. na linha superior indica-se o conceito atribuído ao projeto em avaliação. Na últimas linhas escreve-se o resultado da soma de cada coluna de avaliação. considera-se com maior peso os fatores que sejam mais significativos para a empresa e o de maior importância receberá peso 10.

Possibilidade de satisfazer a capacidade produtiva .Chega-se a conclusão que é um bom projeto se este percentual for predeterminado e for assim considerado. etc) Eficiência do manuseio de materiais Neste caso deve-se verificar a eficiência do recebimento e uso do material. Eficiência de estocagem Verificar a compatibilidade entre área necessária e disponível para estocagem dos materiais. deve-se estipular qual a percentagem do valor máximo de pontos que considera-se um bom projeto. ! Guincho X aço ! Guincho X depósito de carrinho ! Guincho X almoxarifado ! Fluxo do carrinho. somente contendo botoeira que permita o acionamento do mesmo externamente. ! Guincho de passageiro sendo utilizado para carga (nunca simultaneamente). aço. Eficiência na integração dos serviço de suporte Avaliar a integração entre as células produtivas tais como: ! Guincho X argamassa. ! Uso da mesma betoneira para produção de concreto e argamassa. ! Utilização do stand de vendas como sala do engenheiro. b) Critérios para avaliar a eficiência do canteiro Flexibilidade do arranjo físico Consiste em investigar a possibilidade de modificações no decorrer da obra inclusive a possibilidade de reaproveitamento para outra obra. cimento. agregados. Verificar a entrada do caminhão. existência de separação entre as baias. Higiene e segurança Verificar se as recomendações da NR-18 estão sendo seguindas. Recebimento e armazenamento de materiais usando a gravidade (aço. Utilização de espaço Analisar a relação entre o espaço necessário e disponível. etc. ! Utilização da baia de brita para areia vermelha no decorrer da obra. tijolo. tais como: areia. separação de aço por bitola. Quando não tiver mais de um projeto final. até que a mesma seja construída. Verificar a facilidade e distância do fluxo dos principais materiais estocados.). Eficiência do fluxo de materiais É definido através da relação entre o número de contatos entre células produtivas a proximidade das mesmas.

É o principal objetivo do canteiro. estocagem e integração dos serviços de suporte. è resultado da eficiência do fluxo e manuseio de materiais. . Consiste em verificar se o layout previsto tem condições de atender a capacidade produtiva necessária para os cumprimentos dos prazos da empresa.

6 Conclusão Este trabalho mostra a real importância do projeto de layout para canteiros de obra e um roteiro para se chegar a um resultado de boa qualidade. O projeto de layout é o início da organização da obra. mas não se deve deixar de projetar por falta de algumas informações. Com ele. podendo desencadear um processo de trabalho com maior qualidade. que é fundamental em qualquer tipo de projeto. Este roteiro. o engenheiro já começa a obra dirigindo a mesma. o projeto de layout deve ser tratado com a importância dos outros. provocado pela empolgação de ver e sentir o trabalho render mais. ou seja conduzida por profissionais inabilitados. Para se ter um bom layout. . não dispensa a criatividade. precisa-se do máximo em informações. no entanto. pois um projeto não muito bom é melhor que a ausência dele. que poderão trazer grandes prejuízos a curto e/ou longo prazo. pois é o início da real aplicação da engenharia nas obras. com menor esforço e maior organização. não deixando que ela aconteça. Enfim.

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DOU.7. Planejamento do Layout Sistema SLP. Monografia (Especialização em Engenharia de Produção) – Departamento de Engenharia Mecânica. 1995. Proposta de layout para canteiros de obras verticais. . 2ª edição. São Paulo: Ed Edgard Blucher Ltda. Organização e métodos: uma abordagem prática. Bibliografia LOPES. Luiz Oswaldo Leal da. 7 de julho. 1996. São Paulo: Atlas 1987. Luiz Carlos Aguiar. Fortaleza. 6ª edição. ROCHA. MUTHER. 1978 NR-18. Condições e meio ambiente de trabalho na indústria de construção. Universidade Federal do Ceará. Richard.

Implantação de indústrias: Livros técnicos e científicos.1997.SAURIN. VALLE. 1975 . Dissertação de Mestrado. Cyro Eyer do. Porto Alegre. Tarcísio Abreu. UFRGS. Método para diagnóstico e diretrizes para planejamento de canteiros de obra de edificações.