Placa evocativa, em http://fotos.sapo.pt/NgRgihe8geSh2PBee9vh?

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Angelina Vidal (1853-1917), professora, jornalista e propagandista dos direitos dos operários, nomeadamente das mulheres, republicana assumida com intervenções públicas de cariz social.

Professora do ensino secundário e do Conservatório, poetisa, escritora e jornalista. Embora fosse uma mulher da burguesia, cedo se começou a interessar pelas classes mais desfavorecidas, perseguindo assim o seu ideal de viver numa sociedade mais justa e liberal. Filha do maestro Joaquim Casimiro, muito cedo começou a revelar o seu talento numa série de trabalhos notáveis, tornando-se uma interessante figura no meio literário português e brasileiro, grande oradora e propagandista da causa republicana, discursando em comícios, escrevendo artigos nos jornais dedicados à defesa dos trabalhadores e realizando conferências nos seus centros e associações. Começou a sua carreira literária muito cedo. Colaborou nos semanários, revistas e jornais: Domingo Ilustrado, Partido do Povo, O Tecido, O Trabalhador, Partido Operário, Comércio de Lisboa, Voz do

Operário, O Século, entre outros. Foi proprietária e redactora principal de Sindicato, de Justiça do Povo e de Emancipação, periódicos onde deixou traços indeléveis da sua grande cultura. Tornou-se muito popular entre a classe operária, pela audácia que mostrava na propaganda dos seus ideais. Há na produção desta jornalista e escritora um outro traço comum, muito ao gosto da época: a poesia e as peças de teatro, escritos mais emocionais e ingénuos, saídos da pena de uma alma feminina (nome do Boletim Oficial do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, de 1914, organização federada numa instituição internacional, «The International Council of Women», depois transformado em 1917 na revista «Alma Feminina», até 1946, orgão do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas). Os seus trabalhos são inúmeros e encontram-se dispersos, em verso e em prosa, por muitos jornais. Para o teatro escreveu, nomeadamente, O Conselheiro Acácio, em verso, representado em Alcobaça; Nobreza de Alma, peça representada várias vezes em Lisboa; Lição Moral, em verso, representada em várias localidades do Continente e em Lourenço Marques. Como trabalhos de grande valor literário devem registar-se: Contos Negros e Os Contos de Cristal. Devido às suas ideias políticas, o governo negou-lhe a pensão por viuvez, a que tinha direito, alegando o facto de Angelina Vidal ser uma inimiga das instituições e que andava a combater o regime monárquico. Angelina Vidal não insistiu, passando a viver apenas da sua pena e com grandes dificuldades. Após reconhecimento do direito da poetisa à pensão, por parte do Parlamento, pouco tempo mais viveu, quase na miséria.

FONTES:
Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Editorial Enciclopédia Lda, vol. XXXV, pág. 149. [adaptado] O papel da mulher na mudança e enquanto elemento pacificador da sociedade - Parte V. in A Cidade das Mulheres. [Em linha]. Disponível em http://acidadedasmulheres.blogspot.com/2006_09_01_archive.html. [consultado em 09/03/10].

BE-ESOD Centenário da República Centenário da Comemoração do Dia Internacional da Mulher

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