FILIPA ALBUQUERQUE

Tema: Essência

Bibliografia:

A essência constitui aquilo que uma coisa é, o núcleo imutável do seu ser, das suas

propriedades e que faz com que uma coisa seja o que é, em todas as circunstâncias, ou para lá de qualquer circunstância. É habitual opor -se a essência à aparência, na medida em que esta corresponderá à superfície evanescente de uma coisa, o seu aspecto mutável. Quando se diz que as aparências iludem, estamos a afirmar que a verdade tem a sua sede na essência. A essência corresponde à verdade da coisa, do ente, do ser. A essência, to on ê on segundo os gregos, o ser enquanto ser, aquilo que é e faz ser, é o fundamento, a raiz da coisa, a sua substância fundamental, a sua sustância, o que sustêm a coisa, que a segura, tal como uma raiz segura e alimenta uma planta.

FILIPA ALBUQUERQUE

Tema: Intenção

Bibliografia:

A intenção remete-nos para a esfera da acção, já que a intenção corresponderá ao elemento voluntário que integra o conjunto de elementos que compõem a acção, nomeadamente, o seu momento decisional. Uma acção é intencional na medida em que ela concretiza e realiza a intenção, isto é, a vontade do sujeito. O apuramento da intenção com que o sujeito realiza uma determinada acção é fundamental para determinar a sua responsabilidade na concretização de uma acção. Se não existir intenção de realizar algo, então a acção do sujeito não corresponde à sua vontade, pelo que não pode ser responsabilizado pela acção e pelas suas consequências. No âmbito do direito, a intenção confunde -se com o dolo; quando o sujeito pratica uma acção sem intenção pode ser acusado por agir negligentemente, mas nunca dolosamente. Neste caso, o nível de intenção com que se pratica uma acção determina o grau de culpa e, portanto, da pena aplicável.

FILIPA ALBUQUERQUE

Tema: Arquétipo

Bibliografia:

Na raiz da palavra arquétipo encontra-se a partícula arché que significa primeiro princípio, pelo que estamos diante de um modelo original e fundador a partir do qual se desenvolve uma determinada realidade. Por exemplo, as ideias em Platão funcionavam como arquétipos da realidade, modelos e verdadeiras essências a partir dos quais a realidade se desdobrava, multiplicava ou reflectia.

FILIPA ALBUQUERQUE

Tema: Biopolítica

Bibliografia:
FOUCAULT, Michel. História da Sexualidade IAvontade de Saber. Lisboa:Relógiod`água, 1994 FUKUYAMA, Francis. O nosso Futuro PósHumano- Consequências da Revolução biotecnológica. Lisboa:Quetzal Editores 2002 NEGRI, António. DuRetour abecédairebiopolitique. Paris: Calmann-Lévy, 2002 ROTANIA, Alejandra. O que é Biopolítica?. Rio de Janeiro: Fundação Heinrich Böll, 2006. EBook

Este conceito deve-se, nomeadamente, a MichelFoucault e AntonioNegri , que, desse modo, pensaram as novas realidades que caem sob a alçada da governação e da dominação, como, por exemplo, a multidão, os ecossistemas, a aparelhagem genética do ser humano e dos seres vivos em geral. A actual histeria à volta da gripe A pode ser vista como uma forma de intervenção da biopolítica, exercendo através da propaganda e dos meios de comunicação de massas estas novas formas de bioterror e bioterrorismo. Através da biopolítica, o sistema capitalista alargou as suas formas de intervenção, dominação e, como objectivo último, a sua perpetuação pela auto-reprodução dos seus pares. Vivendo das novas formas de intervenção no domínio biológico e genético e usando as novas tecnologias biológicas, a biopolítica toca em novos direitos do homem, po de ressuscitar práticas eugenistas e racistas e acentua a mudança de paradigma que as actuais sociedades estão a viver.

FILIPA ALBUQUERQUE

Tema: Biohistória

Bibliografia:
FOUCAULT, Michel. História da Sexualidade IAvontade de Saber. Lisboa:Relógiod`água, 1994 FUKUYAMA, Francis. O nosso Futuro PósHumano- Consequências da Revolução biotecnológica. Lisboa:Quetzal Editores 2002 NEGRI, António. DuRetour abecédairebiopolitique. Paris: Calmann-Lévy, 2002

A biohistória é (pode ser) um novo contributo para a compreensão da História e que faz intervir os fundamentos e componentes biológicos na compreensão dos processos civilizacionais e históricos.

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