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Teste de compreensão oral 6

Pepe, o periquito

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Ilse Losa, A Visita ao Padrinho, Ed. Afrontamento, 1989

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fotocopiável

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DIAL5 © Porto Editora

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Pepe, o periquito, pertencia à D. Adelaide e ao seu marido, o Senhor Teodoro. Os três
viviam numa casa na Rua da Cruz Quebrada. Era uma casa muito velha e sossegada. Poucas
coisas se passavam ali, pois não havia meninos, nem cães, nem gatos. Havia só a D. Adelaide,
o Senhor Teodoro e Pepe, o periquito.
Por cima do aparador da sala de jantar pendia a gaiola de Pepe, uma gaiola toda branca,
com um poleiro, duas baciazinhas – uma para a água e outra para a comida – e uma porta
que, durante o dia, ficava aberta para Pepe poder sair e entrar à vontade. Ele saía a cada passo,
especialmente para pousar no ombro de D. Adelaide. Acompanhava-a, desta maneira, nas suas
andanças pela casa.
Logo de manhã cedo, D. Adelaide abria a porta à leiteira e dizia sempre: “Bom dia. Um
quartilho, faz favor”. Pepe, como todos os periquitos, procurava imitar a fala das pessoas e, de
tanto ouvir aquela frase, acabou por papaguear: “Bom dia. Um quartilho, faz favor”. A
D. Adelaide sofria muitas vezes de fortes dores de cabeça e então queixava-se e dizia: “Ai! a
minha cabeça!”. Pepe, às tantas, também dizia, e no mesmo tom de queixume: “Ai! a minha
cabeça!”. E ainda conseguiu imitar outra frase bem mais complicada: “Teodoro, a sopa fica
fria!”, que era como a D. Adelaide chamava o marido para a mesa, à hora do almoço e do jantar.
Por vezes o periquito palrava tudo o que sabia de uma só vez. Ficava um arrazoado assim:
“Bom dia! Um quartilho, faz favor. Ai a minha cabeça! Teodoro, a sopa fica fria!”.
O Senhor Teodoro, ao ouvi-lo, ria-se e dizia: “O espertalhão está a fazer o seu discurso”.
E D. Adelaide dizia: “Não há outro como ele”.
Certo dia D. Adelaide e o Senhor Teodoro resolveram mudar daquela casa velha para
outra, novinha em folha, na Rua da Cotovia. (…)
E, finalmente, veio a camioneta de mudanças para carregar a tralha para a Rua da Cotovia.
Entraram pela sala dentro três homens barulhentos, que começaram, sem mais nem menos, a
arrastar o aparador. O periquito, que estava na gaiola, ficou indignado. Voou para o parapeito
da janela aberta e de lá para a rua. Instalou-se na copa de uma árvore. Esperava que D. Adelaide o chamasse: “Pepe, vem cá, meu pequerrucho!”. Mas ninguém tinha reparado na sua
fuga, nem sequer a D. Adelaide, atarefada a empacotar as geleias de marmelo e framboesas.
Uma vez os caixotes e a mobília na camioneta, D. Adelaide atirou, à pressa, um xaile por
cima da gaiola e disse aos homens:
– Levem isto com cautela, é o meu periquito.
De tão cansada e preocupada com a mudança, nem se deu conta de que a gaiola estava
vazia.
A camioneta partiu. D. Adelaide e o Senhor Teodoro iam partir, em seguida, de táxi. Pepe,
ao vê-los sair da porta, gritou lá do alto da árvore.
– Teodoro, a sopa fica fria!
Mas tinha uma voz fraca, que não se ouvia ao longe. E além disso o ruído da rua era
grande. Voou para baixo, mas o táxi, com D. Adelaide e o Senhor Teodoro lá dentro, já tinha
desaparecido. E agora, o que fazer?

Teste de compreensão oral
Nome

N.º

Turma

Avaliação

Data

Professor(a)

Título do texto ouvido: Pepe, o periquito

Escolhe as afirmações corretas:

1. O periquito Pepe vivia com um casal numa

7. Quando vieram os homens da mudança, o
periquito

casa
a.

velha e sossegada.

a.

ficou revoltado.

b.

novinha em folha.

b.

nem se apercebeu.

c.

por onde passavam alguns cães e gatos.

c.

começou a palrar.

2. A gaiola de Pepe estava

8. Quando carregaram a mobília e os caixotes, os

a.

na varanda.

donos de Pepe partiram

b.

no pátio.

a.

no seu automóvel.

c.

na sala de jantar.

b.

na camioneta.

c.

num táxi.

3. Durante o dia, Pepe
9. A D. Adelaide não se apercebeu que o Pepe

a.

ficava fechado na gaiola.

b.

podia sair e entrar à vontade.

a.

se instalara numa árvore.

c.

dormitava na gaiola.

b.

se fechara na gaiola.

c.

fugira.

4. O periquito repetia as frases da dona
10. O periquito foi abandonado

a.

sem expressividade.

b.

aos berros.

a.

intencionalmente.

c.

imitando a sua voz.

b.

sem intenção.

c.

por maldade.

5. O Senhor Teodoro
a.

já não o podia ouvir.

b.

ouvia-o com prazer.

c.

não o compreendia.

6. Certo dia, os donos de Pepe decidiram mudar
DIAL5 © Porto Editora

fotocopiável

de casa para
a.

a Rua da Cotovia.

b.

a Rua da Cruz Quebrada.

c.

a Rua da Passarada.
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