You are on page 1of 6

Frankenstein - A História Original (Resumo)

Influenciada por leituras de histórias de fantasmas alemãs e francesas, Mary Shelley


criou a história de Frankenstein na Suíça, numa noite de insônia, no verão de 1816.
Segundo suas próprias palavras, Mary "viu" nessa noite a cena central de sua
história: o jovem cientista apavorado diante da grotesca criatura a que acaba de dar
vida. Seu conto começava com a frase: "Era uma noite lúgubre de novembro...", que
na versão definitiva do romance corresponde à abertura do capítulo V, justamente
aquele em que se narra o momento em que a criatura de Frankenstein ganha vida.

A primeira edição do romance data de 1818.

Leia abaixo o resumo da história:

Primeiramente, vamos conhecer os personagens principais da história:

Victor Frankenstein

Victor nasceu em Genebra, era o filho mais velho de uma ilustre família. Como ele
mesmo diz no romance, teve uma infância agradável graças a seus pais e Elizabeth.
Mesmo sendo criança tinha um gênio forte, fortes paixões e uma sede de
conhecimento. O seu primeiro interesse foi a poesia, depois teve alguma atenção
nas ciências. Esse interesse rapidamente virou uma obsessão: ele dedicou-se
completamente a aprender "os segredos do céu e da terra". Essa obsessão foi
marcada pela mudança radical da sua personalidade e saúde. Só depois da criação
do monstro que Victor começou a pensar sobre as conseqüências das suas ações.

A obsessão tinha cegado-o pelo o que tinha feito antes. Ele não tinha
responsabilidade para o que estava acontecendo. Atualmente parecia querer
esquecer tudo, mas é claro que o monstro não deixava.

Depois de o monstro contar toda sua estória, Victor sentiu sua dor. Ele sentiu-se
responsável pela sua criação. O sentimento de pena pelo monstro desapareceu
quando Elizabeth foi morta. A única coisa que Victor podia sentir era ódio.
Acostumado a criar vida a partir de matéria sem vida, agora se tornou culpado pela
morte da sua família e amigos, e pela sua recém criação de vida: o monstro.

Rumo ao fim da vida, o ódio desapareceu. Contando a história de sua vida, ele
assegurou-se que essa história era algo do passado e que serviria como um aviso
para as gerações futuras. Disso deve ser concluído que o que ele fez foi errado e
que finalmente ele se responsabilizou pelos seus atos.

Elizabeth Lavenza Frankenstein

Órfã ainda muito nova, Elizabeth morou com uma família camponesa Milanese antes
de ser adotado pelo pai de Victor. Ela foi levada para Genebra onde foi criada como
se fosse filha legítima. No momento que entrou na casa, Elizabeth quis tornar-se
esposa de Victor. Victor sempre pensava em Elizabeth como "nenhuma palavra,
nenhuma expressão pode descrever o tipo de relação que ela mantinha comigo -
mais do que minha irmã, até a morte ela será só minha", portanto o casamento deles
seria algo inevitável.

Uma limpa descrição da aparência de Elizabeth é dada quando os pais adotivos


falam "essa criança era muito bonita, seus cabelos brilhavam como ouro, e apesar
da pobreza de suas roupas, parecia que colocaram uma coroa em sua cabeça. Sua
sobrancelha era limpa e larga, seus olhos azuis pareciam nuvens, e seus lábios e
sua face moldada era expressão de sensibilidade e doçura que ninguém poderia
imaginar sem ter olhado para ela; um ser divino, e carregando uma marca celestial
em todas as suas qualidades." Todas as palavras para descrevê-la pode parecer um
símbolo de bondade angelical.

Em outro ponto do romance encontramos outra descrição de Elizabeth: Era uma


perfeita jovem de classe média, calma e concentrada, não prejudica ninguém, ama a
poesia e é sempre leal com seus amigos e sua família.

Alphonse Frankenstein

Alphonse era o pai de Victor, um homem nobre, respeitado pela comunidade. Ele
era muito protetor e leal com a sua família e amigos. Por exemplo, ele sempre
esteve ao lado do filho quando foi acusado de assassinato, nunca questionou sua
inocência. Ele adorava sua esposa Caroline. Alphonse era educado, extremamente
bom e tinha um ótimo autocontrole.
Caroline Frankenstein

Caroline era uma pessoa extremamente carinhosa, que cuidava da doença do pai
por vários meses. Seu trabalho era muito pesado, e várias vezes recebia muito
pouco por ele. Depois de se casar com Alphonse, ela tornou-se a guardiã angelical
da pequena fortuna. Ela era sensível e perdoava muito fácil as crianças, era uma
perfeita mãe. A descrição de Caroline pode ser comparada com a de Elizabeth,
ambas parecem ser imagens definidas da feminilidade em meados do século
dezoito.

Henry Clerval

Henry era o único amigo de Victor. É difícil determinar exatamente porque eles eram
bons amigos, pois era uma relação unilateral.

O Monstro

A terrível aparência do monstro, que não tinha nome, é descrita pelo seu criador: Ele
é feito de várias partes de corpos diferentes, tinha pele amarela, "quase coberto de
músculo e artérias", cabelo preto, dentes brancos e era muito feio, ele tinha os
"lábios enrugados, pretos e largos". Tinha características suficientes para ser
considerado um monstro. Sua aparência foi a causa de todos os problemas. As
pessoas sentiam medo ao vê-lo. A incapacidade de contato pessoal e o resultado do
isolamento foi que dirigiam o monstro aos seus crimes. Ele tinha tentado comunicar-
se com as pessoas em várias ocasiões, mas sempre foi rejeitado.

Como já tinha perdido as esperanças, refugiou-se numa pequena casa perto da


floresta, de propriedade de um homem chamado De Lacey. Ele (o monstro)
observou os moradores da casa por alguns meses, aprendendo suas linguagens e
seus hábitos, no entanto, continuava se isolando devido à sua aparência física: "Eu
era sozinho por não ter ninguém como eu." Ele desejava carinho, proteção e
companhia. Quando se convenceu de que De Lacey era bondoso, decidiu tentar
fazer contato com ele. A conversa com o velho foi positiva, porque De Lacey era
cego, e a aparência do monstro não podia influenciar a conversa.

Porém, outro membro da família retorna de surpresa, e ao ver o monstro, o expulsa


da casa. Ainda assim, ele se recusa a pensar mal da família e culpa a si mesmo por
ter se mostrado. Após esse encontro, a família se foi permanentemente da casa,
momento em que o monstro começa a sentir emoções negativas como ódio e
vingança. Entretanto, esses sentimentos não eram em relação à família do velho, e
sim em relação ao seu criador. Mais tarde ele afirma que todas as mortes causadas
por ele não o fizeram sentir-se melhor. Ele diz que era "escravo de um impulso que
detestava, mas ainda assim não podia desobedecer".

O monstro é tomado pela fúria e pelo ódio. Quando ele percebe que a sua última
vítima, Victor Frankenstein, já está morto, ele sente remorso, e conclui que nunca
haverá um ser humano que "me perdoaria a aparência física e me amaria pelas
excelentes qualidades que eu era capaz de revelar". Com um imenso ódio a si
mesmo, ele prometeu a Walton que "reduziria a pó esse quadro miserável" de modo
que as futuras gerações curiosas não criarão "outro como eu fui".

Veja agora o resumo:

A história toda começa com uma série de cartas escritas por um explorador do Ártico
chamado Robert Walton, descrevendo os eventos ocorridos quando seu navio
encalhou no gelo. Como estava há centenas de milhas de qualquer local habitado, a
tripulação surpreende-se ao ver um homem de estatura aparentemente gigantesca
num trenó. No dia seguinte, eles resgatam um segundo homem, quase congelado, e
ofereceram a ele abrigo. Com a ajuda de Walton, o homem recupera-se um pouco.
Temendo morrer, esse homem pede a Walton para ouvir e registrar a sua história,
que explicava o que o levou àquele deserto gelado. A partir desse ponto, é o Dr.
Victor Frankenstein, nascido em Genebra, Suíça, filho de uma ilustre família, quem
começa a contar a história.

Quando criança, Victor teve contato com escritos de alquimistas, esquecidos desde
o advento do racionalismo da era moderna. Quando ingressa na Universidade de
Ingolstadt, Alemanha, ele combina seus estudos de ciências naturais com a sua
antiga obsessão de descobrir o "elixir da vida". Ele cresceu com uma órfã, Elizabeth
Frankenstein e mais dois irmãos. Victor Frankenstein não tinha amigos, Henry
Clerval foi uma exceção.

Ele era particularmente fanático por matéria humana e o princípio da vida. Depois de
quatro anos como estudante fanático, num laboratório isolado consegue reunir
pedaços de corpos roubados de cadáveres do necrotério, do cemitério e da sala de
dissecação da universidade. Victor pretendia dar vida à matéria morta e obtém
sucesso na sua experiência, mas fica horrorizado com a coisa que havia criado, e
foge do laboratório. Voltando lá no dia seguinte, percebe que a criatura tinha
desaparecido.
Victor procura associar todo o acontecimento com um simples pesadelo, mas cerca
de dois anos depois, recebe a notícia do assassinato de seu irmão William, de sete
anos. A ama do menino foi acusada do crime.

Frankenstein intui, porém, a verdade: aquele monstro que ele criara é, de alguma
forma responsável pela morte, mas ele não tem provas, e qualquer tentativa de
afirmar isso faria com que o chamassem de louco.

Justine, a ama, é enforcada, e agora Frankenstein tem duas mortes na sua


consciência. Buscando refúgio e isolamento, Frankenstein vai para os Alpes, e
acaba se encontrando com a sua criação, que relata o que acontecera naqueles dois
anos. Ao ser desertado por seu criador, a criatura aprendeu a viver nas florestas, até
encontrar um lugar seguro perto de uma cabana habitada por um ancião cego e sua
família.

Observando-os pelas frestas na paredes, familiariza-se com a vida em sociedade.


Pegando livros escondido na cabana, ensina a si mesmo a ler, absorvendo a
literatura romântica, bem como papéis de Victor Frankenstein, que ele carregara
consigo na fuga do laboratório. A criatura finalmente ousa apresentar-se ao cego,
que, não vendo sua aparência monstruosa, recebe-o simpaticamente. Mas quando a
família do ancião retorna, reage com horror e expulsa o monstro.

Declarando-se inimigo da humanidade, a criatura viaja para Genebra, onde mata o


irmão mais novo de Victor - ele o matou quando o menino se apresentou como um
membro da família Frankenstein. Colocou então o menino no colo de uma jovem,
que se encontrava adormecida. Esta era Justine, a ama, que foi sumariamente
julgada e executada. O monstro então alcança seu propósito de reencontrar seu
criador. Ele deseja uma companheira, tão medonha e deformada quanto ele próprio,
que deveria ser criada por Victor.

Este, a princípio, recusa, mas apieda-se do ser, que clama sua solidão e garante
que deixará a civilização para viver com sua companheira nas selvas da América do
Sul. Com o juramento da criatura de deixar a Europa, Victor concorda com o terrível
pedido.

A terceira parte do romance começa com Victor evitando cumprir a sua promessa
feita ao monstro. Seu pai pressiona-o a se casar com sua namorada de infância,
Elizabeth, e ele aceita. Antes, porém, ele viaja para fazer estudos adicionais. Vai
para uma parte remota da Escócia, onde constrói um laboratório numa cabana
isolada. Em todos os momentos ele sente a presença do monstro, que o avisara:
Todos os seus movimentos seriam observados, até que a promessa da criação de
sua companheira fosse cumprida.
Victor vislumbra, porém, as implicações da tarefa a que havia se disposto - ele teme
que o monstro e sua esposa não iriam para o exílio, em vez disso, povoariam o
mundo com demônios. Num ato de fúria ele destrói a criatura semi-construída em
cima de sua mesa, e o monstro, que testemunhara o fato, promete: "Estarei contigo
na tua noite de núpcias". Primeiro o monstro mata o amigo de seu criador, Henry
Clerval, e, apesar de todas as precauções de Victor, estrangula Elizabeth em sua
noite de núpcias. Tomado pelo ódio, Victor persegue a criatura, que foge em direção
ao Norte. O monstro avisa: Pretende atraí-lo para "os eternos gelos do norte, onde
você experimentará o tormento do frio e do gelo, o que para mim nada
representam".

Quando os cães de seu trenó já estão morrendo e ele próprio agoniza, Victor é
encontrado pelo Navio de Walton. Após contar a história, ele morre. Pouco depois,
Walton encontra a gigantesca criatura na cabine, ao lado do corpo de Victor,
lamentando por seu criador. Ele confessa a Walton seu ódio e sua culpa, e então
foge, "saltando para a jangada que estava junto ao navio e logo depois foi impelido
pelas ondas, perdendo-se na escuridão infinita."

Daisy F. B. de Souza

Related Interests