You are on page 1of 1

«Diário de Ana Joana, 12 anos, 1,36 de altura», de Raquel Ramos

COMENTÁRIO
O “Diário de Ana Joana…” é um livro da autoria de Raquel Ramos que retrata a vida de
uma adolescente que, embora ainda pequenina fisicamente, é já bem grande na
inteligência. Ana Joana é uma miúda apaixonada mas, surpreendentemente, não é piegas e
já gosta muito de política. Além disso, gosta também muito de gatos. A combinação destes
elementos faz dela uma rapariga muito original e isso é meio caminho andado para lhe
acharmos piada e querermos seguir as suas aventuras até ao fim.
Esta jovenzinha é muito focada nos seus objetivos, de tal modo que até tem um lema de
vida: «Eu consigo!» e, levada por este lema, repete com frequência a interjeição «Oxalá!».
Ao contrário dos seus amigos, ela assume convictamente que quer seguir uma carreira
política, no futuro. No entanto, se é determinada quanto aos seus desejos de futuro, do
ponto de vista sentimental, Ana Joana é um pouco mais complicada. Na verdade, ela gosta
de Filipe mas o amor ficou perdido quando descobriu que o rapaz teria de emigrar por
questões financeiras. Difícil é também a sua vida familiar: a mãe é demasiadamente
protetora; o avô só tem olhos para os livros; a irmã mais nova é uma tremenda chata e a
mais velha, uma grande desvairada.
O que eu mais aprecio nesta personagem é a sua persistência: nunca desiste de Filipe,
mesmo quando ele ia emigrar e quando, depois de namorar com ela, namorou com a
Camila.
Acho que a autora compreende muito bem estas coisas da adolescência porque a
personagem é muito realista, principalmente no que se refere à forma como contorna e
resolve os problemas quando eles aparecem. É uma rapariga da nossa sociedade, embora a
mãe não a deixe ter telemóvel (que seca!).
Apreciei mesmo muito a forma como Ana Joana lida com as dificuldades. É por isso que,
até certo ponto me identifico com ela. Para além disso, Ana Joana faz anos a 31/10, o
mesmo dia de aniversário de uma amiga com quem eu me dou muito bem. Podíamos
muito bem ser também amigas. Estes pontos em comum permitiram que eu apreciasse a
leitura, pois pude ver-me refletida em alguns aspetos vividos pela personagem.
Em suma, o que eu mais gostei na organização do livro foi o facto de ser pequeno e de fácil
e agradável leitura, permitindo-me tirar conclusões rapidamente. O menos interessante é
o facto de o livro ter poucos dados sobre a autora, na medida em que tem apenas um
pequenino texto de 8 linhas na contracapa. É que eu gosto de ler os
comentários/agradecimentos escritos pelos autores que normalmente os livros
apresentam.
Globalmente, contudo, o livro é muito interessante e muito feminino. Recomendo a todas
as pessoas que se percam um bocadinho pelas páginas desta obra. Garanto que não será
perda de tempo.
Sofia Gomes – 8ºA

Escola Básica e Secundária de Barroselas

1

Related Interests