Pós-Graduação em Ciência da Computação

“UMA INVESTIGAÇÃO SOBRE O PROCESSO MIGRATÓRIO PARA
A PLATAFORMA DE COMPUTAÇÃO EM NUVEM NO BRASIL”
Por

HILSON BARBOSA DA SILVA
Dissertação de Mestrado

Universidade Federal de Pernambuco
posgraduacao@cin.ufpe.br
www.cin.ufpe.br/~posgraduacao

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
CENTRO DE INFORMÁTICA
PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO

HILSON BARBOSA DA SILVA

“UMA INVESTIGAÇÃO DO PROCESSO MIGRATÓRIO PARA
A PLATAFORMA DE COMPUTAÇÃO EM NUVEM NO BRASIL”

Trabalho apresentado à pós-graduação em Ciência da
Computação do Centro de Informática da Universidade
Federal de Pernambuco-UFPE, como requisito parcial
para obtenção do grau de Mestre em Ciência da
Computação.

ORIENTADOR: Vinicius Cardoso Garcia
CO-ORIENTADOR: Thiago Carvalho de Sousa

A minha mãe Irene Barbosa da Silva, que mesmo com poucos recursos conseguiu me educar,
moldando em mim o caráter de honestidade e responsabilidade que tenho hoje!

Dissertação de Mestrado apresentada por Hilson Barbosa da Silva ao
programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação do Centro de Informática da
Universidade Federal de Pernambuco, sob o título Uma Investigação do Processo
Migratório para a Plataforma de Computação em Nuvem no Brasil, orientada pelo
Prof. Vinicius Cardoso Garcia e aprovada pela banca examinadora formada pelos
professores.

_________________________________________________
Prof. Dr. Vinicius Cardoso Garcia
Centro de Informática/UFPE

_________________________________________________
Prof. Dr. Kiev Santos da Gama
Centro de Informática/UFPE

_________________________________________________
Prof. Dr. Vanilson André de Arruda Burégio
Departamento de Informática - UFRPE

RECIFE
2016

AGRADECIMENTOS

Esse é um momento em que reconhecemos o quanto nós somos ajudados
durante uma caminhada como essa e chegamos à conclusão de que não se consegue
nada sozinho. Por isso é muito importante agradecer a todos que nos ajudaram.
Primeiro, agradeço a Deus pelo dom da vida e por ter colocado em minha vida
pessoas de bom coração.
Agradeço aos meus familiares, que acreditaram em mim e me deram total apoio
nessa empreitada.
Agradeço às minhas filhas, Maria Luiza, Maria Alice e Raissa Lorena, pois elas
são minha motivação para lutar com força e perseverança.
Agradeço a todo o corpo docente do Mestrado Profissional do Centro de
Informática (CIn) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que não mediu
esforços para me proporcionar um ensino de qualidade. Em especial, aos meus
orientadores, Professor Doutor Vinicius Cardoso Garcia (UFPE) e Professor Doutor
Thiago Carvalho de Sousa (UESPI) que despertaram em mim o senso crítico e análise
na escrita, aos Professores Ricardo Andrade Lira (UFPI) e Aldir Sousa Silva (UESPI)
e a Jefferson Henrique e Lucas Lopes, pela força que me deram na utilização da
ferramenta WEKA.
Não poderia deixar de agradecer as empresas participantes que foram peça
fundamental nessa pesquisa.
Agradeço ainda à minha digníssima esposa, Joelma Gualter Silva, pelo apoio
moral e espiritual que tanto me deu durante essa caminhada.
Por fim, deixo aqui os meus agradecimentos a todos aqueles que me ajudaram
de forma direta ou indireta a alcançar esse objetivo.

"Não se pode caminhar em direção
ao futuro com os pés no passado."
Marcio Kühne

RESUMO

Contexto: A Computação em Nuvem apresenta um novo conceito de
terceirização na contratação de serviço, assim ela vem mudando a forma como as
empresas utilizam tecnologia em relação ao seu modelo tradicional. Apesar de possuir
um apelo econômico muito forte com um propósito de redução de custo em diversos
segmentos e setores das organizações, supõe-se que a migração para a Computação
em Nuvem não esteja acontecendo de maneira massificada.
Objetivo: De modo geral, este estudo objetiva investigar, dentro do viés da
computação, os motivos pelos quais motivam as empresas a não migrar para esse
novo paradigma computacional. Além disso, visa a investigação do nível de satisfação
em relação as empresas que já utilizam algum tipo de serviço da Computação em
Nuvem.
Método: Para investigar estes indícios, desenvolveu-se uma pesquisa
exploratória de natureza descritiva e explicativa (Survey), que se efetiva buscar dados
e informações sobre a Computação em Nuvem. A partir da extração do conhecimento
por meio do aprendizado automático e da criação de um conjunto de treinamento
(Supervisionado), aplicou-se o processo de classificação das respostas, utilizando-se
a tarefa de classificação por árvore de decisão, fazendo uso do algoritmo inteligente
J48. Este estudo apresenta um mapeamento das principais variáveis dentro do
universo da Computação em Nuvem e um conjunto de treinamento produzido a partir
dos atributos abordados na pesquisa.
Resultado: A pesquisa revelou de acordo com a classificação do treinamento
que para migrar para esse ambiente não existe uma influência no porte das empresas
e seus segmentos, assim como, na receita operacional bruta para a tomada dessa
decisão de aderir ou não. Em relação às evidencias de satisfação para aqueles
participantes da pesquisa que já estão no ambiente da Computação em Nuvem, foram
identificadas duas variáveis que influenciaram no treinamento, sendo a segurança da
nuvem e redução de custo. O apelo econômico que a Computação em Nuvem defende
faz com que se tenha confiança nesse resultado, principalmente pela variável custo.

Palavras-chaves: Computação em Nuvem; Algoritmo Inteligente; Extração do
conhecimento; Aprendizado automático; Survey.

ABSTRACT

Context: Cloud computing presents a new concept of outsourcing at hiring
services, thereby it changes the way that the companies use technology relative to its
traditional style. Despite own a strong economic appeal purposing cost reducing in
several segments and sections of organizations, it assumed that the migration to Cloud
Computing is not going to mass way.
Objective: In general, this study aims to investigate, within the computer
landscape, the evidence for which the companies are not flocking to this new
computing paradigm. Furthermore, it intends to investigate the level of satisfaction for
enterprises that are already using some kind of service of Cloud Computing.
Method: To experience these aspects, it developed an exploratory research
of descriptive and explanatory (Survey) nature, which is effective in reality seeking data
and information on Cloud Computing. From the knowledge extraction by automatically
learning and create a training set (Supervised), was applied the process of
classification of responses using the classification task by the decision tree by making
use of the smart J48 algorithm. This study presents a mapping of the main variables
within the universe of Cloud Computing and a training set produced from the attributes
addressed.
Result: The survey revealed according to the classification of training that to
migrate into an environment there is no an influence on the size of the company and
its segments as well as in gross operating revenue to take such a decision to join or
not. With regard to evidence of satisfaction to those survey participants who are
already in the Cloud Computing environment, they were identified two variables that
influence the training, the security of cloud and cost reduction. The economic appeal
that the Cloud Computing advocates makes you have confidence in this result, mainly
because variable cost.

Keywords: Cloud Computing; Intelligent Algorithm; Knowledge Extraction; Automatic
Learning; Survey.

LISTA DE FIGURAS

FIGURA 1: ACONTECIMENTOS DA UTILITY COMPUTING ...................................................... 20

2: ACONTECIMENTOS DA COMPUTAÇÃO EM NUVEM .............................................. 22
FIGURA 3: ETAPAS DO PROCESSO DE DESCOBRIMENTO DE EM DATA MINING. ..................... 69
FIGURA 4: ÁRVORE DE DECISÃO – FATURAMENTO ENTRE 1 E 2 MILHÕES. ........................... 73
FIGURA 5: ÁRVORE DE DECISÃO – FATURAMENTO MENOS QUE 500 MIL. ............................ 75
FIGURA 6: ÁRVORE DE DECISÃO – FATURAMENTO ACIMA DE 1 BILHÃO. .............................. 76
FIGURA 7: ÁRVORE DE DECISÃO – OUTROS FATURAMENTOS ............................................. 77
FIGURA 8: ÁRVORE DE DECISÃO – TOTAL COLABORADOR E VAREJISTA. ............................. 80
FIGURA 9: ÁRVORE DE DECISÃO – TOTAL COLABORADOR E ATACADISTA. ........................... 81
FIGURA 10: ÁRVORE DE DECISÃO – TOTAL COLABORADOR E PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. ..... 82
FIGURA 11: ÁRVORE DE DECISÃO – OUTROS SEGMENTOS. ............................................... 84
FIGURA 12: ÁRVORE DE DECISÃO – SEGURANÇA DA NUVEM PRIVADA. ............................... 86
FIGURA 13: ÁRVORE DE DECISÃO – SEG. DA NUVEM PRIVADA ECOLABORADORES………….88
FIGURA 14: ÁRVORE DE DECISÃO – SEG. DA NUVEM PRIVADA, CUSTO E TIPO DE SERVIÇO. .. 90
FIGURA 15: ÁRVORE DE DECISÃO – SEG. DA NUVEM PRIVADA, REDUÇÃO DE CUSTO. ........... 91
FIGURA 16: ÁRVORE DE DECISÃO –NUVEM PRIVADA, SEGMENTO E CARACTERÍSTICAS. ........ 92
FIGURA

LISTA DE GRÁFICOS
GRÁFICO 1: RESULTADO GERAL. .................................................................................. 47
GRÁFICO 2: ÁREA DE ATUAÇÃO. .................................................................................... 48
GRÁFICO 3: FATURAMENTO ANUAL ................................................................................ 49
GRÁFICO 4: QUANTIDADE DE COLABORADORES. ............................................................. 50
GRÁFICO 5: MOTIVOS PARA NÃO UTILIZAR NUVEM. .......................................................... 51
GRÁFICO 6: TIPO DE NUVEM. ........................................................................................ 52
GRÁFICO 7: MOTIVOS ESPECÍFICOS ............................................................................... 53
GRÁFICO 8: TIPOS DE SERVIÇOS. .................................................................................. 54
GRÁFICO 9: PROVEDOR DE SERVIÇO. ............................................................................ 55
GRÁFICO 10: RESISTÊNCIA À MUDANÇA. ........................................................................ 56
GRÁFICO 11: IMPACTO À MUDANÇA. .............................................................................. 57
GRÁFICO 12: PREPARAÇÃO PARA MIGRAÇÃO. ................................................................ 58
GRÁFICO 13: SERVIÇOS UTILIZADOS. ............................................................................. 59
GRÁFICO 14: SATISFAÇÃO DOS SERVIÇOS. .................................................................... 60
GRÁFICO 15: SATISFAÇÃO QUANTO AO FORNECEDOR. .................................................... 61
GRÁFICO 16: TIPO DE NUVEM SENDO UTILIZADA. ............................................................ 61
GRÁFICO 17: SEGURANÇA DA NUVEM PRIVADA. ............................................................. 62
GRÁFICO 18: REDUÇÃO DE CUSTO. ............................................................................... 63
GRÁFICO 19: DEMANDA DO SERVIÇO. ............................................................................ 64
GRÁFICO 20: MELHORIA DOS SERVIÇOS. ....................................................................... 66

LISTA DE TABELAS

TABELA 1: MATRIZ DE CONFUSÃO NÃO USA NUVEM – COM PODA. ..................................... 78
TABELA 2: MATRIZ DE CONFUSÃO – SEM PODA. ............................................................. 85
TABELA 3: MATRIZ DE CONFUSÃO USA NUVEM – COM PODA. .......................................... 87
TABELA 4: MATRIZ DE CONFUSÃO USA NUVEM – SEM PODA. .......................................... 93
TABELA 5: CASOS COM 100% DE ACERTOS ................................................................... 94

LISTA DE ABREVIATURAS
ARPANET………………………
API’s…………………………….
CRM…………………………….
CIN………………………………
CIO………………………………
CEO…………………………….
CRISP-DM...............................
DaaS.......................................
DTI’s........................................
EC2.........................................
ERP.........................................
FaaS.......................................
IaaS........................................
IDC.........................................
KDD……………………………
NIST…………………………..
PaaS......................................
PC..........................................
QoS……………………………
ROI…………………………….
RBT……………………………
Las…………………………….
SaaS………………………….
SOAP…………………………
SPSS…………………………
STaaS...................................
TIC........................................
TI...........................................
TCO.......................................
UFPE.....................................
UFPI......................................
UESPI....................................
WDSL…………………………

Advanced Research Projects Agency Network
Application Programming Interface
Customer Relationship Management
Centro de Informática.
Chief Information Officer
Chief Executive Officer
Cross Industry Standard Process for Data Mining.
Banco de Dados como Serviço.
Diretores de Tecnologia da Informação.
Elastic Cloud Computing.
Enterprise Resource Planning.
Pericia Digital como Serviço.
Infraestrutura como Serviço.
Internet Data Center.
Knowledge Discovery in Databases.
National Institute of Standards and Technology.
Plataforma como Serviço.
Personal Computer.
Quality of Service.
Retorno sobre Investimento.
Risk-Based Testing.
Service Level Agreements.
Software como Serviço.
Simple Object Access Protocol.
Statistical Package for the Social Sciences.
Armazenamento como Serviços.
Tecnologia da Informação e Comunicação.
Tecnologia da Informação.
Custo Total de Propriedade.
Universidade Federal de Pernambuco.
Universidade Federal do Piauí.
Universidade Estadual do Piauí.
Web Services Description Language.

SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO...................................................................................................... 14
1.1 ESTABELECIMENTO DO PROBLEMA ...................................................................... 15
1.2 METODOLOGIA................................................................................................... 15
1.3 FORA DO ESCOPO.............................................................................................. 16
1.4 ESTRUTURA DA DISSERTAÇÃO ............................................................................ 17
2 REFERENCIAL TEÓRICO................................................................................... 18
2.1 COMPUTAÇÃO EM NUVEM ................................................................................... 18
2.1.1 História ...................................................................................................... 18
2.1.1.1 Acontecimentos da Utility Computing ............................................... 19
2.1.1.2 Acontecimentos da Computação em Nuvem .................................... 21
2.2 CONCEITOS E DEFINIÇÕES .................................................................................. 22
2.3 CARACTERÍSTICAS ............................................................................................. 24
2.3.1 Terceirização ............................................................................................. 25
2.3.2 Virtualização .............................................................................................. 27
2.3.3 Tipologia da Nuvem .................................................................................. 28
2.3.4 Modelos de serviços oferecidos ................................................................ 29
2.4 VANTAGENS E DESVANTAGENS ........................................................................... 30
2.4.1 Vantagens ................................................................................................. 30
2.4.2 Desvantagens ........................................................................................... 31
2.5 ADOÇÃO/MIGRAÇÃO PARA COMPUTAÇÃO EM NUVEM ........................................... 31
2.6 DESAFIOS PARA ESSA MIGRAÇÃO NO BRASIL ........................................................ 32
2.7 RESUMO DO CAPÍTULO ....................................................................................... 35
3 METODOLOGIA DA PESQUISA......................................................................... 36
3.1 MODELOS DA PESQUISA............................................................................... 37
3.2 PROPÓSITOS DA PESQUISA................................................................................. 38
3.3 TÓPICOS DA INVESTIGAÇÃO ................................................................................ 39
3.3.1 De natureza organizacional: ...................................................................... 39
3.3.2 Relativo à Segurança: ............................................................................... 40
3.3.3 Da Qualidade dos serviços: ...................................................................... 40
3.3.4 Da Integração de ambiente: ...................................................................... 41
3.4 PLANEJAMENTO AMOSTRAL (QUESTIONAMENTOS) ................................................ 41
3.4.1 Perspectivas da identificação da Empresa ou Organização (I): ................ 41
3.4.2 Perspectivas das empresas que ainda não aderiram à nuvem (II): .......... 42
3.4.3 Perspectivas das empresas que fazem uso da tecnologia nuvem (III): ..... 42
3.5 PÚBLICOS ALVOS ............................................................................................... 43
3.6 PRÉ-TESTE........................................................................................................ 43
3.7 MEIOS DE DIVULGAÇÃO ...................................................................................... 44
3.8 RECURSOS UTILIZADOS (FERRAMENTAS) ............................................................. 45
3.9 RESUMO DO CAPÍTULO ....................................................................................... 45
4 COLETA DOS DADOS........................................................................................ 46

4.1 DADOS PRELIMINARES ........................................................................................ 47
4.1.1 Segmento de atuação ............................................................................... 47
4.1.2 Quanto ao faturamento anual .................................................................... 48
4.1.3 Quadro efetivo (Quantidade de colaboradores) ........................................ 49
4.1.4 Responsável pelos investimentos em TI ................................................... 50
4.1.5 Quanto à utilização da Nuvem .................................................................. 51
4.2 SOB A PERSPECTIVA DAS EMPRESAS OU ORGANIZAÇÕES QUE NÃO UTILIZAM
COMPUTAÇÃO EM NUVEM ......................................................................................... 51
4.2.1 Motivo para não utilizar nuvem ................................................................. 51
4.2.2 Quanto ao tipo de nuvem .......................................................................... 52
4.2.3 Motivos específicos ................................................................................... 53
4.2.4 Quanto à migração para um Serviço ......................................................... 54
4.2.5 Quanto ao provedor do Serviço ................................................................ 54
4.2.6 Relativo à resistência (Migração) .............................................................. 55
4.2.7 Relativo à resistência (Impacto) ................................................................ 56
4.2.8 Relativo à resistência (Fracasso) .............................................................. 57
4.2.9 Quanto a estar preparada para migrar (Nuvem) ....................................... 58
4.3 SOB A PERSPECTIVA DAS EMPRESAS OU ORGANIZAÇÕES QUE UTILIZAM COMPUTAÇÃO
EM NUVEM ............................................................................................................... 59
4.3.1 Quanto aos serviços utilizados .................................................................. 59
4.3.2 Quanto ao grau de satisfação (Serviços utilizados) .................................. 60
4.3.3 Quanto à satisfação (Atendimento) ........................................................... 60
4.3.4 Quanto ao tipo de nuvem utilizada ............................................................ 61
4.3.5 Segurança da Nuvem Privada .................................................................. 62
4.3.6 Quanto à redução de custo ....................................................................... 63
4.3.7 Quanto à demanda dos serviços ............................................................... 64
4.3.8 Quanto à qualidade dos serviços .............................................................. 65
4.3.9 Quanto ao preço da Nuvem ...................................................................... 65
4.3.10 Rateio de custo com Nuvem ................................................................... 65
4.3.11 Quanto à auditoria do fornecedor ............................................................ 66
4.4 RESUMO DO CAPÍTULO ....................................................................................... 67
5 ANÁLISE DOS DADOS....................................................................................... 68
5.1 MINERAÇÃO DE DADOS E APRENDIZADO AUTOMÁTICO ........................................... 68
5.1.1 Mineração de dados .................................................................................. 69
5.1.2 Aprendizado Automático ........................................................................... 70
5.1.3 Classificação por Árvore de Decisão......................................................... 71
5.2. EXTRAÇÃO DO CONHECIMENTO .......................................................................... 72
5.2.1 Treinamento com participantes que NÃO usam Nuvem ........................... 72
5.2.1.1 Treinamento com participantes que NÃO usam Nuvem - Com poda ..... 73
5.2.1.2 Matriz de Confusão – Com poda ............................................................ 78
5.2.1.3 Treinamento com participantes que NÃO usam Nuvem - Sem poda ..... 79
5.2.1.4 Matriz de Confusão – Sem poda ............................................................ 84
5.2.2 Treinamento com participantes que usam Nuvem - Satisfação ................ 85

5.2.2.1 Treinamento com participantes que usam Nuvem – Com poda ............. 86
5.2.2.2 Matriz de Confusão – Com poda ............................................................ 87
5.2.2.3 Treinamento com participantes que usam Nuvem – Sem poda ............. 88
5.2.2.4 Matriz de Confusão – Sem poda ............................................................ 92
5.3 DISCUSSÃO DOS RESULTADOS ............................................................................ 93
5.3.1 Hipótese para não usar Nuvem ................................................................. 94
5.3.2 Hipótese de satisfação em estar na nuvem .............................................. 95
5.4 RESUMO DO CAPÍTULO ....................................................................................... 96
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS................................................................................. 98
6.1 AMEAÇAS AOS RESULTADOS ............................................................................... 98
6.2 TRABALHOS CORRELATOS E TRABALHOS FUTUROS ............................................... 99
6.2.1 Trabalhos correlatos.................................................................................. 99
6.2.2 Trabalhos Futuros ................................................................................... 104
6.3 CONCLUSÕES .................................................................................................. 105
REFERÊNCIAS..................................................................................................... 107
APÊNDICES........................................................................................................... 112
APÊNDICE A1 – FORMULÁRIO DA PESQUISA................................................. 113
APÊNDICE A2 - FORMULÁRIO DAS EMPRESAS QUE UTILIZAM NUVEM ....................... 114
APÊNDICE B1– VISÃO GERAL DA ÁRVORE DE DECISÃO – COM PODA ...................... 115
APÊNDICE B2– VISÃO GERAL DA ÁRVORE DE DECISÃO – SEM PODA....................... 116
APÊNDICE B3– VISÃO GERAL DA ÁRVORE DE DECISÃO USA NUVEM– COM PODA .... 117
APÊNDICE B4– VISÃO GERAL DA ÁRVORE DE DECISÃO USA NUVEM – SEM PODA ..... 118
APÊNDICE B5 – TREINAMENTO DADOS PRELIMINARES. .......................................... 119
APÊNDICE B5 – ARQUIVO NÃO USA NUVEM .......................................................... 120
APÊNDICE B6 – CLASSIFICAÇÃO DAS EMPRESAS .................................................. 121

14

1 INTRODUÇÃO

A Tecnologia da Computação em Nuvem pode ser considerada, atualmente,
como uma tecnologia inovadora que introduz novas ideias de negócios nas
organizações (BAUN; KUNZE, 2011). Para Linthicum (2010) a computação em
Nuvem é um movimento que está promovendo uma disruptura nos departamentos de
TIC. Esse movimento faz com que quanto maior a quantidade de serviços de nuvem
contratados, mais os modelos tradicionais de fornecimentos de hardware e software
corporativo são encolhidos (LINTHICUM, 2013). A tecnologia Nuvem está se
disseminando e transformando as empresas e até mesmo aquelas corporações que
se acham distantes dessas mudanças tecnológicas serão afetadas mais cedo ou mais
tarde (TAURION, 2015).
Aliada a essa transformação e disseminação, temos tanto os aparatos
tecnológicos, como os novos paradigmas e arquitetura da TIC. Uma das novas
arquiteturas computacionais é justamente a Computação em Nuvem, tema central
deste trabalho, está, de certa forma, potencializando o crescimento dos negócios em
virtude de características singulares, tais como: redução de custo, escalabilidade,
elasticidade, cobrança de acordo com o consumo e serviço sob demanda (MELL;
GRANCE, 2009).
Diante de um ambiente dinâmico como a tecnologia da informação, a
sobrevivência de uma empresa pode depender da sua necessidade de apresentar
seus resultados e na sua capacidade de adaptar-se às mudanças. Nesse contexto,
surge a Computação em Nuvem, que nos permite criar servidores virtuais em um curto
espaço de tempo, sendo atualmente uma grande aposta das empresas,
independentemente da sua dimensão ou segmento.
Um diferencial e um dos maiores atrativos da Computação em Nuvem é o
pagamento de acordo com o consumo, que se assemelha ao fornecimento dos
serviços básicos, como de Água, Luz e Telefone (VECCHIOLA, 2009). Para esses
fornecimentos, não é necessário saber suas origens, bastando simplesmente utilizálo. Outro fator interessante é que, em um sistema de Computação em Nuvem, há uma
redução significativa de carga de trabalho. Os computadores locais já não têm mais
que fazer todo o trabalho pesado de uma empresa quando se trata de executar
aplicações. A demanda por hardware e software por parte do usuário diminui bastante,
não sendo mais necessárias a instalação ou configuração dos sistemas em ambientes

15

locais. O usuário precisa ser capaz de executar o software, por meio da interface do
sistema na Computação em Nuvem, que pode ser tão simples como a utilização de
um navegador Web (MELL; GRANCE, 2009).

1.1 Estabelecimento do Problema

No atual cenário, os recentes avanços na disponibilização de soluções de
computação em nuvem vêm sendo vistos como uma nova possibilidade para a
redução nos volumes dos investimentos em TIC, proporcionando maior flexibilidade
na demanda por serviços, tendo na redução de custo, seu apelo mais forte (BUBLITZ,
2010). Entretanto, mesmo sabendo das vantagens do investimento em nuvem
algumas empresas ainda são reticentes em migrar seus negócios, serviços e/ou
infraestruturas de TIC para a nuvem. Adicionalmente, as que adotaram esta
arquitetura em nuvem, já têm condições de se afirmarem satisfeitas, ou não, e por
quais motivos?
Neste contexto, este trabalho tem como objetivo investigar o processo
migratório para o sistema de Computação em Nuvem como estratégia de progresso
nas empresas do Brasil, tendo o sistema tradicional como objeto de comparação,
assim como identificar, para aquelas que já a usam, sua satisfação em relação aos
serviços utilizados.
Pode-se justificar a realização desse estudo empírico e investigativo com a
investigação da adesão e satisfação especificamente, no fornecimento de resultados
que ajudem a compreender melhor essas linhas de investigações e na contribuição
com os resultados da pesquisa para a comunidade profissional e acadêmica.

1.2 Metodologia

A pesquisa realizada baseia-se em um estudo criterioso sobre a Computação
em Nuvem a fim de apresentar um quadro representativo da realidade brasileira em
relação à migração e satisfação, tendo o sistema tradicional como objeto de
comparação. Mais especificamente, a pesquisa constitui-se como exploratória de
natureza descritiva e explicativa, buscando dados e informações sobre sistema de

16

computação tradicional e de Computação em Nuvem. O estudo baseia-se no viés da
Ciência e TIC, através de um levantamento, coleta e análise de dados de um Survey.
Dar-se-á ênfase à abordagem quantitativa e se trabalhará com as informações obtidas
em documentos e processos estudados para avaliação da convergência (CASTRO,
2006).

1.3 Fora do Escopo

Para esta pesquisa algumas variáveis não foram abordadas, embora estejam
relacionadas com o tema da Computação em Nuvem, como, por exemplo, o nível de
conhecimento dos participantes sobre Computação em Nuvem, assim como a
existência de profissionais para atuação nessa área de conhecimento.
De acordo com pesquisa realizada pela IDC Brasil1, com 181 (cento e oitenta

e um) Diretores de Tecnologia da Informação (DTIs) do Brasil de médias e grandes
empresas dos segmentos finanças, manufatura, governo, utilidades, serviços, saúde,
educação e comércio, foi identificado que apenas 18% das empresas utilizam alguma
aplicação de computação em nuvem (FIGUEIREDO, 2013). Acerca da familiaridade
com o conceito de Computação em Nuvem, os resultados foram os seguintes:

“Já ouviu falar, mas não sabe o que é de fato” resultou em 2%.

“Entendo muito bem e sei como funciona” apresenta 18%.

Os que “Já ouviram falar, mas sabem pouco o que é de fato”
representam 34%.

Para os que “Possuem familiaridade com o conceito”, a pesquisa
alcançou 46% das respostas.

A pesquisa revelou que ainda é pouco o conhecimento sobre Computação em
Nuvem entre os DTIs, já que somente 18% dos entrevistados sabem realmente o que
é Computação em Nuvem, entendem seus conceitos e suas funcionalidades.
Outra variável que não foi abordada nessa pesquisa diz respeito aos
profissionais que atuam nessa área de conhecimento (Computação em Nuvem). Não

1

Empresa de Consultoria em Tecnologia. Disponível em: www.idcbrasil.com.br . Acesso em: 05 de
janeiro de 2016.

17

foi questionada a existência de profissionais capacitados com o objetivo de suprir essa
mão-de-obra especializada no mercado brasileiro, abordando se o mercado de
trabalho brasileiro está preparado para suprir a demanda da Computação em Nuvem
com mão de obra qualificada. Certamente, essas são informações que melhorariam
os resultados destas linhas de investigações (Conhecimento em Nuvem e Profissional
qualificado).

1.4 Estrutura da Dissertação

Esta dissertação conta com esta introdução, seguida de mais cinco partes.

Parte 2 (Referencial Teórico): faz-se a fundamentação teórica, abordando os
acontecimentos que antecederam o paradigma da Computação em Nuvem, desde
o surgimento do termo até seus conceitos mais recentes, como classificação e
categorização de serviços e tipos de nuvem ofertados.

Parte 3 (Metodologia da Pesquisa): abordam-se os conceitos, tais como:
modelo da pesquisa, propósito da pesquisa, tópicos da investigação,
planejamento amostral, público alvo, pré-testes, meios de divulgação e recursos
utilizados (ferramental).

Parte 4 (Coleta dos Dados): geraram-se as frequências dos respondentes
através dos gráficos e representações dos dados, utilizando-se para isso a
ferramentas de estatística apropriadas.

Parte 5 (Análise dos Dados): realizou-se a análise dos dados, extraindo
conhecimento através da mineração dos dados.

Parte 6 (Considerações Finais): apresentam-se as considerações finais, os
trabalhos correlatos e trabalhos futuros, seguidos da conclusão. Por fim,
apresentam-se os Apêndices A e B, que contêm os formulários desenvolvidos
especificamente para viabilização da pesquisa a partir da ferramenta LimeSurvey2
e os treinamentos realizados na ferramenta WEKA3 para o aprendizado
automático do conjunto de treinamento.

2

Ferramenta de desenvolvimento de pesquisas online. Disponível em: http://www.limesurvey.com
Acesso em: 16 de novembro de 2015.
3
Waikato Environment Knowledge Analysis – WEKA. Disponível em: https://www.wekaakademie.de/?chorid=00898157 Acesso em: 15 de novembro de 2015.

18

2 REFERENCIAL TEÓRICO
Este capítulo tem como objetivo explanar os conceitos e estudos utilizados
como base para a presente pesquisa.
Na seção 2.1 são apresentados os conceitos da Computação em Nuvem, a
história e evolução da Utility Computing e Computação em Nuvem; na seção 2.2
encontram-se os conceitos e definições do tema; na seção 2.3 apresentam-se as
principais características da Computação em Nuvem como Escalabilidade,
Segurança, SLA4, Escalonamento, Virtualização, Disponibilidade, Modelos de
Serviços ofertados e Tipologia de Nuvem; a seção 2.4 traz as vantagens e
desvantagens da Nuvem; na seção 2.5 aborda-se a Adoção/Migração para
Computação em Nuvem; e, por fim, a seção 2.6 trata dos desafios para essa migração
no Brasil, considerando as leis e seus impactos.

2.1 Computação em Nuvem

Para Bezerra e Barros (2011) a computação em nuvem é uma evolução dos
serviços e produtos de tecnologia da informação, também chamada de Utility
Computing. A subseção 2.1.1 apresenta essa evolução e acontecimentos até chegar
a esse novo conceito de Nuvem.

2.1.1 História

De acordo com Rittinghouse e Ransome (2009), os conceitos iniciais da
Computação em Nuvem surgiram no ano de 1961, quando o professor John McCarthy
(MOHAMED, 2009) sugeriu que a tecnologia poderia levar a um futuro no qual o poder
de computação e até mesmo de aplicações específicas poderiam ser vendidos a partir
de um modelo de negócio do tipo utilitário. Essa ideia se tornou muito popular nos
anos de 1960, mas em meados da década de 1970 a ideia desapareceu. No entanto,
desde a virada do milênio, o conceito foi revitalizado. (RITTINGHOUSE; RANSOME,
2009).
4

Um Acordo de Nível de Serviço (SLA) é uma obrigação contratual entre você e seu fornecedor
(HURWITZ et al, 2010).

19

Para Krutz e Vines (2010), a Computação em Nuvem foi desenvolvida a partir
de tecnologias e abordagens de negócio que surgiram ao longo de vários anos, sendo
considerada uma evolução natural da computação atual. A exploração dessa nova
infraestrutura conduz a um novo modelo de negócio em que uma empresa pode optar
por contratar um provedor de serviços em Nuvem ou até mesmo oferecer serviços
através do seu data center.
2.1.1.1 Acontecimentos da Utility Computing

A origem do termo Utility Computing se deve à mudança constante da
computação. Nos tempos atuais, as empresas não têm mais a necessidade de adquirir
computadores robustos (supercomputadores) tal como era feito há pouco tempo. Hoje
o modelo de computação utilitária oferece uma série de benefícios para os prestadores
de serviços e usuários. (MOHAMED, 2009)
De acordo com Mohamed (2009) a computação utilitária pode oferecer, por
meio de seus servidores, recursos computacionais no formato de mercadoria, com um
baixo custo. Assim, a Computação em Nuvem “herdou”, de certa forma, as principais
características da computação utilitária: seus usuários não necessitam ter uma
atenção especial para sua elasticidade, poder de processamento, escalabilidade, e
capacidade de armazenamento. Na Figura 1, é possível observar o processo evolutivo
da Utility Computing.

20

Figura 1: Acontecimentos da utility Computing

Fonte: Carvalho (2012) – adaptado.

Esses acontecimentos foram apresentados a partir do ano de 1962, quando
John McCarthy apresentou seu projeto Time-Sharing. Em 1966 Douglas Parkhill lança
seu livro sobre Utility computing e em 1969 Stuart Madnick apresenta a virtualização
como uma alternativa para o projeto Time-Sharing. (CARVALHO, 2012)
No início da década de 1970, com a recessão econômica no mundo, reduziuse o consumo da utility computing, assim como eletricidade e gás, e ainda nessa
década a crise do petróleo afetou a computação utilitária. Em meados da década de
1980, surgiu a descentralização da informação, através dos PC’s, impactando
novamente o uso de Utility Computing (MOHAMED, 2009). Já em 1981 surge o
computador pessoal da IBM (Bellis), dois anos depois a APPLE5 lança seu
computador pessoal com interface gráfica. Em 1987 surgiram os softwares como
Excel e Word, que executam tarefas exclusivas aos data centers da época.

5

Apple Inc. é uma empresa multinacional norte-americana que tem o objetivo de projetar e
comercializar produtos eletrônicos de consumo, software de computador e computadores pessoais.
<www.apple.com> Acesso em: 02 de novembro de 2015.

21

No início da década de 1990, mais especificamente em 1991, inicia-se a era do
www, ou 3w, ou ainda Browser World Wide Web (Rede mundial de computadores),
que foi assim chamado quando nasceu no laboratório CERN, na Suíça. Seu criador,
Tim Berners-Lee, concebeu-a unicamente como uma linguagem que serviria para
interligar computadores do laboratório a outras instituições de pesquisa e exibir
documentos científicos de forma simples e fácil de acessar (TANENBAUM, 2010).
Um ano depois, o High performance Computing Act foi aprovado no senado
americano (NITRD). Em 1994, o Dr. Larry Smarr desenvolveu pesquisas na NCSA
sobre metacomputação e, em 1997, o termo Cloud computing foi usado
academicamente pela primeira vez, no livro “The Grid Blueprint for a New computing
Infraestructure”. Esses foram os acontecimentos que antecederam a computação em
Nuvem para a próxima seção veremos a evolução dos acontecimentos da Nuvem.

2.1.1.2 Acontecimentos da Computação em Nuvem

Embora já existisse algo parecido idealizado por John McCarthy, a Computação
em Nuvem surgiu pela primeira vez em uma palestra acadêmica em 1997, proferida
pelo então professor de Sistemas de Informação Ramnath Cellappa. O seu
desenvolvimento teve início em 1999, com o surgimento da primeira empresa
fornecedora de aplicativos através da web (SALESFORCE.COM). Outro registro de
surgimento da Computação em Nuvem confere esse pioneirismo ao CEO (da Google)
Eric Schmidt, que durante uma conferencia em 2006 afirmou:
Estamos presenciando o nascimento de um novo modelo emergente. As
pessoas ainda não compreenderam o tamanho dessa oportunidade que está
surgindo. Ela parte da premissa de que os serviços de dados e de arquitetura
devam estar em servidores. Em uma nuvem, em algum lugar. Nós chamamos
isso de Cloud Computing (informação verbal).

Na Figura 2, apresentam-se os acontecimentos concernentes à computação
em nuvem.

22

Figura 2: Acontecimentos da Computação em Nuvem

Fonte: Carvalho (2012) – adaptado.

A ordem desses acontecimentos se dá a partir de 1999, conforme apresentado
na Figura 2. Em 1999, surgiu o primeiro modelo de serviço, o lançamento do Software
como Serviço (SaaS), por meio do aplicativo de Gestão de Relacionamento ao Cliente
(CRM), pela Salesforce.com (Campbell-Kelly); em 2001, após a virada do século,
houve o surgimento da SOAP e WSDL, passos importantes na criação da Arquitetura
Orientada a Serviços (SOA); em 2003, Harvard B.Shool publica “It Does Not Matter”,
enfatizando a proposta de TI como utilidade pública; e em 2007, a Amazon anuncia o
IaaS, no mesmo ano a SalesForce.com lança seu PaaS e, em 2011, o Gartner Group
indica melhor posicionamento de mercado para SaaS, em relação à virtualização
(CARVALHO, 2012).

2.2 Conceitos e definições

Inicialmente, os dispositivos eram basicamente computadores de mesa,
estações de trabalho e os chamados servidores, que armazenavam e transmitiam
informações, como páginas da WEB e mensagens de e-mail (KUROSE, 2010). A TIC
utilizava-se do recurso de compartilhamento da informação como uma de suas
principais características, e a internet é um dos principais meios para tal.
Segundo Tanenbaum (2010), a fusão dos computadores e das comunicações
promoveu uma profunda influência na forma como os sistemas computacionais são
organizados. O novo paradigma de tecnologia, chamado Cloud Computing ou
Computação em Nuvem (traduzindo literalmente), representa muito bem esse novo
cenário gerado. Alguns autores, como Taurion (2011), definem Cloud como sendo

23

uma plataforma de fornecimento de serviços, infraestrutura, plataforma e software sob
demanda.
Para a AWS6 Amazon (2014), "Computação em Nuvem", por definição, diz
respeito à entrega sob demanda de recursos da TIC e aplicativos pela internet, com
modelo de definição de preço conforme a utilização. Esses recursos podem ser
dinamicamente reconfigurados para se ajustar a uma carga variável (escala),
permitindo também uma melhor utilização dos recursos. Esse conjunto de recursos é
tipicamente explorado por um modelo Pay-per-use (pague pelo uso), em que as
garantias são oferecidas pelo provedor de infraestrutura por meio de SLAs
personalizados. Para Alberto (2010), a SLA é um acordo entre provedor de serviço e
seu cliente, determinando a qualidade mínima de serviço aceitável pelo cliente,
existindo uma provisão dinâmica de recursos e contratação de diversos serviços da
Nuvem.
De acordo com Taurion (2011), a Computação em Nuvem não pode ser vista
como uma iniciativa de simples cunho tecnológico, de melhoria de infraestrutura. Dada
a significância das possibilidades de serviços, a Computação em Nuvem precisa ser
considerada sob uma perspectiva mais ampla de estratégia, ou seja, representa muito
mais. A sua utilização promove progresso e melhorias qualitativas de serviços, além
de provocar um reposicionamento da própria empresa no mercado.
Vale ressaltar que a definição do NIST (National Institute of Standards and
Technology) é a que melhor representa conceito da Computação em Nuvem e que foi
adotada neste trabalho:
A Computação em Nuvem é um modelo que possibilita acesso, de modo
conveniente e sob demanda, a um conjunto de recursos computacionais
configuráveis (por exemplo, redes, servidores, armazenamento, aplicações e
serviços) que podem ser rapidamente adquiridos e liberados com mínimo
esforço gerencial ou interação com o provedor de serviços (MELL; GRANCE,
2009, s.p.).

6

Empresa americana provedora de serviços em nuvem. Amazon Web Services. Disponível em:
http://www.aws.amazon.com. Acesso em : 16 de agosto de 2015.

24

2.3 Características

Para Mahmood (2011), a computação em nuvem está se tornando uma das
palavras chaves da indústria de TIC. A nuvem é uma metáfora para a Internet ou
infraestrutura de comunicação entre os componentes arquiteturais, baseada em uma
abstração que oculta a complexidade de infraestrutura. Cada parte dessa
infraestrutura é provida como um serviço e, esses serviços são, normalmente,
alocados em data centers, utilizando hardware compartilhado para computação e
armazenamento (SOUSA, 2012).
As características que representam o modelo de Computação em Nuvem para
este trabalho, conforme Mell e Grance (2009), são:
 Alocação de recursos sob demanda: permite que o usuário possa
dimensionar a infraestrutura necessária de recursos computacionais sob
demanda. Similar a um serviço sob demanda, esta característica permite que
usuários solicitem recursos em tempo de execução à medida que necessitar.
 Amplo acesso à rede: os recursos são disponibilizados através do ambiente
de rede e devem estar disponíveis para acesso através de uma ampla gama
de dispositivos como tablets, PCs, smartphones, entre outros.
 Pooling de Recursos: os recursos computacionais do provedor de serviço
são estruturados para servir a múltiplos usuários utilizando um modelo multitennant (MT), que disponibiliza diferentes recursos físicos e virtuais de maneira
dinâmica, conforme a necessidade do usuário. Há um senso de independência
local, ou seja, o usuário não precisa ter conhecimento da localização física dos
recursos computacionais, bastando apenas especificar a localização em um
nível de abstração mais alto (país, estado etc.).

 Elasticidade e Escalabilidade: a elasticidade é a característica que permite
que os recursos disponíveis ao usuário pareçam ilimitados, pois tais recursos
podem ser adicionados e removidos de maneira rápida e automática, conforme
a necessidade da carga de trabalho. Por seu turno, a escalabilidade está
relacionada com o requisito de aumento da capacidade de trabalho mediante a
adição proporcional de recursos.

25

 Serviço medido: os recursos de um provedor Nuvem são automaticamente

controlados e otimizados pela capacidade de medição em um nível de
abstração adequado para o tipo de serviço. A utilização dos recursos pode ser
controlada, monitorada e relatada com transparência entre o provedor e
consumidor do serviço. Borges et al. (2011) entendem que este monitoramento
agrega transparência tanto para o provedor quanto para o cliente, sendo que
normalmente são utilizados contratos referentes aos serviços (SLA) para
especificar as características dos serviços, parâmetros de qualidade (QoS) e
determinar os valores que serão cobrados. Um SLA define os níveis de
disponibilidade, funcionalidade, desempenho e outros atributos relativos aos
serviços, incluindo penalidades para o caso de violação das regras por qualquer
uma das partes.

 Disponibilidade: os recursos devem estar disponíveis através da rede,
estando acessíveis por meio de dispositivos computacionais padrões,
promovendo sua utilização por plataformas heterogêneas, como por exemplo,
telefones celulares, laptops, PDAs etc. Desta forma, a nuvem, aparentemente,
seria um ponto de acesso centralizado para as necessidades computacionais
dos seus usuários, estando disponível o tempo todo e em qualquer lugar
(BORGES et al., 2011).
Além das características apresentadas pelo NIST, destacam-se também a
terceirização, virtualização, tipologia da nuvem e modelos de serviços oferecidos.
Cada uma dessas características é tratada com mais atenção nas subseções a seguir.

2.3.1 Terceirização

Com o advento da Computação em Nuvem, surgiu um novo formato de
terceirização e contratação de serviços, que foi a contratação de recursos
tecnológicos da informação e comunicação como serviços (Outsourcing7).

OUTSOURCING – delegação/contratação de serviços de terceiros. Disponível em:
http://cio.com.br/gestao/2006/06/12/idgnoticia.2006-06-12.0095975170/ Acesso em : 08 de dezembro
de 2015.
7

26

Conforme Ramalho (1994), terceirização é um movimento pelo qual se
transfere a outra empresa tarefas, processos, atribuições e serviços administrativos,
verticalizando ações dentro da própria empresa.
Esse modelo traz consigo vários benefícios, desde compartilhamento de
informação até o escalonamento de mais recursos, como também a flexibilidade de
migração, em que o cliente pode escolher o que deve terceirizar e como deve
terceirizar. Outra característica desse novo tipo de terceirização é que a cada dia estão
sendo convertidos novos ambientes como serviços, aumentando cada vez mais esse
pool de recursos, como segurança, música, comunicação, monitoramento, entre
outros, possibilitando assim uma diversidade maior no momento de terceirizar. A
terceirização é um formato de negócio que tem crescido bastante entre as empresas.
O’Brien (2007) apresenta alguns motivos para terceirização da TIC:

Acesso aos recursos globais: o mesmo benefício de recursos e

habilidades proporcionados pela terceirização que é usado para grandes
empresas também pode ser utilizado para pequenas empresas, mantendo a
mesma qualidade de seus projetos.

Economia: a terceirização de TI acaba sendo uma linha estratégica para

se otimizar orçamentos. Empresas que possuem uma terceirização bem
estruturada chegam a economizar de 40% a 80%.

Foco em competências essenciais: com a terceirização, a empresa

cliente tem a possibilidade de direcionar a sua estratégia e seus processos ao
que é realmente o seu negócio.

Conseguir níveis flexíveis de funcionários: é possível utilizar uma gama

de profissionais qualificados para projetos específicos ou rotineiros. A
terceirização permite a aquisição de uma especialidade necessária.

Menor prazo para lançamento: combinar a força de trabalho existente

com o apoio terceirizado pode permitir uma produção de 24 horas por dia. Essa
somatória pode servir para encurtar prazos de projetos e, assim, até fornecer
uma vantagem competitiva.

27

2.3.2 Virtualização

Há dez anos, quando o tema "nuvem" ainda estava sendo apresentado, seu
foco era serviços simples, dentro de uma infraestrutura pública. Assim como outros
modelos, o que é bastante comum na tecnologia, ela evoluiu na sua forma de uso. A
Virtualização passou por processo semelhante, desde a virtualização de hardware e
seus sistemas operacionais, até virtualização de redes e serviços.
A ideia de virtualização surgiu na década de 1960, a partir de um projeto
idealizado na International Business Machines (IBM), com o objetivo maior de
melhorar a utilização dos recursos de um servidor mainframes (máquinas e servidores
de grande porte). O surgimento e crescimento de outros modelos computacionais e,
principalmente, da arquitetura cliente/servidor fez com que o projeto idealizado fosse
descontinuado. Após três décadas, o conceito de virtualização voltou com mais
entusiasmo.
O ambiente virtual possui uma ideia de computação distribuída, virtualizando
máquinas, tecnologias e métodos para dar suporte a uma estrutura de softwares
(BAUN; KUNZE, 2011). Nos últimos anos, com a evolução da tecnologia, o poder de
processamento dos computadores aumentou significativamente, no entanto, na sua
maioria, todo esse poder de processamento estava sendo subutilizado.
Uma das qualidades da virtualização é dispor desses recursos computacionais
e seu objetivo é oferecer esses recursos a quem deles necessita para trabalhar. A
virtualização pode ser implantada na forma total e, para este modelo, é construída
uma réplica da máquina física, de modo que não há necessidade de que o sistema
operacional visitante seja modificado para ter ciência de que está sendo executado
em uma máquina virtual e na forma de paravirtualização, em que o sistema
operacional visitante tem que ser modificado para ser executada a máquina virtual.
Entre as vantagens da virtualização, destacam-se a melhor exploração dos
recursos de processamento, a economia energética e a redução no espaço físico
utilizado.
Diante do exposto, é possível afirmar que a Computação em Nuvem pode ser
considerada o termo sucessor da virtualização, pois tem entre suas características, a
virtualização de infraestrutura, plataforma, software e outros serviços (CARISSIMI,
2008).

28

2.3.3 Tipologia da Nuvem

Antes mesmo de se tratar do modelo de implantação da Computação em
Nuvem, é importante ressaltar que os serviços oferecidos em nuvem possuem uma
forte tendência a ser utilizado em diversas empresas, independentemente de seu
porte. Em relação à forma como a Computação em Nuvem é disponibilizada ao
usuário final, Armbrust et al. (2009) defendem as seguintes categorias:
● Nuvens públicas: os serviços são disponibilizados na Internet e o usuário
paga somente pelo que usa. Desse modelo de negócio, surgiu o conceito de
computação como utilidade.
● Nuvens privadas: são os data centers internos das organizações que não
são disponibilizados publicamente. Motahari, Stephenson e Singhal (2009)
argumentam que a CN é o resultado de uma evolução natural da infraestrutura
de TI das empresas.
● Nuvens híbridas: constituem uma composição de duas ou mais
infraestruturas de CN (pública, privada ou comunitária), sendo que as entidades
ainda se comportam como únicas, porém ligadas por tecnologias proprietárias
ou padronizadas que permitem a portabilidade de dados e de aplicação.
● Nuvens comunitárias: a infraestrutura de CN é disponibilizada para uso
exclusivo de uma comunidade específica de consumidores em organizações
com objetivos e preocupações em comum, tais como: missão, requisitos de
segurança, políticas, dentre outras. A operação e a gestão desses sistemas
podem ficar a cargo de uma ou de mais organizações de dentro da comunidade.
● Nuvens de propósitos específicos: as nuvens de propósitos específicos
fornecem serviços direcionados a casos de uso específicos e funcionalidades
dedicadas.

29

2.3.4 Modelos de serviços oferecidos

No ambiente da Computação em Nuvem, há vários modelos de serviços. Esses
ambientes permitem que sejam definidos padrões de arquitetura de acordo com as
necessidades do momento. Quanto aos tipos de serviços oferecidos em Computação
em Nuvem, Motahari-Nezhad et al. (2009) sugerem a seguinte classificação:
● Infraestrutura como Serviço (Infrastructure as a Service - IaaS): são
recursos de hardware oferecidos como serviços para usuários finais. Neste
modelo de negócios, as empresas provedoras alugam recursos
computacionais para clientes a um custo de utilização estabelecido por
tempo de uso.
● Plataforma como Serviço (Platform as a Service - PaaS): é o
oferecimento, na Internet, da infraestrutura de apoio para o ciclo de
desenvolvimento de uma aplicação, desde o levantamento dos casos de
uso, definição da arquitetura, codificação, testes e operação até a
manutenção.
● Software como Serviço (Software as a Service - SaaS): conforme
descrito por Armbrust et al. (2009), neste modelo, as aplicações são
oferecidas como serviços na Internet, quebrando o modelo tradicional de
software sob encomenda. As aplicações comerciais dessa categoria
utilizam diversos modelos de cobranças, dentre eles: o modelo de cobrança
mensal, no qual o usuário paga uma mensalidade pela utilização do
software; e um por número de usuários.
● Banco de dados como Serviço (Database as a Service - DaaS): é o
oferecimento de banco de dados como serviços. Geralmente utiliza uma
arquitetura propícia para atender a diversos usuários, sendo os dados
desses usuários são armazenados em uma única tabela física.
Além dos tipos de serviços ofertados pela Nuvem já citados, surgiram outras
conversões de serviços. Segundo Santos et al. (2012), existem diversos outros tipos
de produtos oferecidos "como serviços", o que levou alguns autores a usar, mais
recentemente, o termo “X”aaS, utilizado para qualquer serviço transformado em
ambiente nuvem, que pode ser entendido como "qualquer-coisa como serviço", por
exemplo:

30

- Segurança como Serviço – Security as a Service (SecaaS)
- Comunicação como Serviço – Communcation as a Service (CaaS)
- Monitoramento como Serviço – Monitoring as a Service (MaaS)
- Música como Serviço – Music as a Service (MuaaS)
2.4 Vantagens e Desvantagens

A Computação em Nuvem se apresenta com vários benefícios, dentre eles
escalabilidade ao pagamento somente do que foi consumido. Mas sabe-se, como toda
tecnologia, que também existem desvantagens que serão abordadas nos tópicos
seguintes.

2.4.1 Vantagens

Acredita-se que a principal vantagem da Computação em Nuvens seja a
comodidade que possibilita o acesso aos serviços de qualquer lugar, bastando apenas
ter um computador com acesso à internet de qualidade, o que traz mobilidade e
flexibilidade aos usuários.
Para Taurion (2009), existem outras vantagens da computação em nuvem que
podem ser destacadas:
 A administração da nuvem pode se situar em torno de 1/5 do que seria
necessário em sistemas distribuídos fisicamente;
 Uma das vantagens do modelo de cloud é pagar apenas pelos recursos
utilizados;
 No modelo computação em nuvem, o risco financeiro é mensal (usa e paga)
e pode-se acompanhar mais de perto como o dinheiro está sendo gasto;
 O modelo computação em nuvem retira da empresa todo o trabalho e o custo
de administrar toda a parafernália tecnológica, que geralmente não é o seu
“core business”.

De acordo com Reese (2009), a possibilidade de alocar os recursos somente
quando forem necessários também elimina a necessidade da aquisição antecipada

31

de equipamentos de TI. Com isso, esse investimento pode ser utilizado em outras
atividades estratégicas da empresa.

2.4.2 Desvantagens

Na Info Online (2009), a pesquisa realizada entre os profissionais de
segurança das maiores empresas americanas relatou que 53% desses profissionais
estão com suas atenções redobradas após a adesão das soluções ao ambiente
Nuvem. Isso mostra que a segurança da informação apresenta-se como uma das
desvantagens da Computação em Nuvem.
O quesito exposição de dados é um dos que mais preocupam esses
profissionais, uma vez que as informações estão sujeitas a grande exposição de
ataques. Toda essa preocupação demonstra uma vulnerabilidade baseada,
geralmente, nas questões de privacidade das informações que estão na nuvem. Para
Gizmodo (2009) uma das desvantagens é a vulnerabilidade a acesso não autorizado
que proporciona problema em dimensão gigantesca, já que a proposta da simplicidade
e conectividade fica à disposição do bem e do mal.
Outra desvantagem que se pode citar, é o fato de que, para utilizar a
computação em nuvem obrigatoriamente necessita-se de uma conexão constante
com a internet, preferencialmente uma banda larga, pois ela não permite trabalhar
sem que estejamos conectados.

2.5 Adoção/Migração Para Computação Em Nuvem

Segundo uma pesquisa realizada pela IDC Brasil, o mercado de Nuvem Pública
somou cerca de US$ 64 milhões (FIGUEIREDO, 2013). O crescimento médio anual
projetado entre 2010 e 2014 é de 66,2%, totalizando um mercado de US$ 491,4
milhões em 2014. Em 2010, o mercado de SaaS representou 32% (US$ 20,8 mi) do
valor total de mercado. O mercado de PaaS obteve participação de 12% (US$ 7,7 mi)
e o mercado de IaaS 56% (US$ 35,8 mi). Para 2014, a IDC espera que o mercado de
SaaS represente 39% (US$ 192 mi) do total, o mercado de PaaS 8% (US$ 39 mi) e o

32

mercado de IaaS 53% (US$ 261 mi), isso representa alternativas diversificadas para
o mercado Brasileiro.
De acordo com Verderami (2013), essas empresas buscam mais alternativas
para suporte no avanço de suas atividades, sendo que um dos principais aspectos
apontados como condição de desenvolvimento de suas atividades são a valorização
e a inovação. Embora esses números da IDC apresentem perspectivas positivas, as
barreiras para a adoção do modelo no mercado corporativo nacional estão localizadas
na adaptação cultural que corresponde a 84%, seguida pela segurança e custo,
empatados em 21%, conforme relata pesquisa realizada por Jacquet e Cavassana
(2012). Entretanto, é possível que as empresas brasileiras se tornarão muito mais
agressiva em avançar seus planos de nuvem após o tradicional atraso em relação aos
Estados Unidos e Europa, revela a pesquisa realizada pela Capgemini realizada com
415 tomadores de decisão (MARI, 2014).

2.6 Desafios para essa migração no Brasil

No Brasil, é provável que o grande desafio que influenciam na decisão das
empresas brasileiras de aderir ou não para a Nuvem seja o cumprimento das normas
e leis vigentes que tratam diretamente da produção, manipulação e divulgação da
informação. Para algumas empresas provedoras de serviços, é possível que um dos
grandes obstáculos seja o cumprimento dessas exigências, como deve ser atendido.
Como exemplo disso, há a Instrução Normativa GSI/PR nº 1, de 13 de junho de 2008,
disposta nos incisos de I a IX do artigo 2º, segundo o qual os fornecedores de serviços
devem seguir essas normas estabelecidas, o que não se verifica em sua maioria.
Nessa normativa, entende-se por:

I - política de Segurança da Informação e Comunicações: documento
aprovado pela autoridade responsável pelo órgão ou entidade da administração
pública federal, direta e indireta, com o objetivo de fornecer diretrizes, critérios
e suporte administrativo suficientes à implementação da segurança da
informação e comunicações;

33

II - segurança da Informação e Comunicações: ações que objetivam
viabilizar e assegurar a disponibilidade, a integridade, a confidencialidade e a
autenticidade das informações;
III - disponibilidade: propriedade de que a informação esteja acessível e
utilizável sob demanda por uma pessoa física ou determinado sistema, órgão
ou entidade;
IV - integridade: propriedade de que a informação não foi modificada ou
destruída de maneira não autorizada ou acidental;
V - confidencialidade: propriedade de que a informação não esteja disponível
ou revelada a pessoa física, sistema, órgão ou entidade não autorizado e
credenciado;
VI - autenticidade: propriedade de que a informação foi produzida, expedida,
modificada ou destruída por uma determinada pessoa física ou por um
determinado sistema, órgão ou entidade;
VII - gestão de Segurança da Informação e Comunicações: ações e
métodos que visam à integração das atividades de gestão de riscos, gestão de
continuidade do negócio, tratamento de incidentes, tratamento da informação,
conformidade, credenciamento, segurança cibernética, segurança física,
segurança lógica, segurança orgânica e segurança organizacional aos
processos institucionais estratégicos, operacionais e táticos, não se limitando,
portanto, à tecnologia da informação e comunicações;
VIII - quebra de segurança: ação ou omissão, intencional ou acidental, que
resulta no comprometimento da segurança da informação e das comunicações;
IX - tratamento da informação: recepção, produção, reprodução, utilização,
acesso, transporte, transmissão, distribuição, armazenamento, eliminação e
controle da informação, inclusive as sigilosas.

Para Harauz et al. (2009), existe outro desafio: a confiança. Ela é a grande
preocupação no modelo de computação em nuvem. Para armazenar dados das
empresas nas nuvens existem fatores como jurisdição, responsabilização, privacidade
e ameaças associadas à tecnologia de virtualização.
Conforme os levantamentos do Núcleo de Pesquisa de Segurança em
Computação em Nuvem, há alguns desafios que o governo brasileiro precisa enfrentar
para a adesão da nuvem, como:

34

Perda da Governança: o gerenciamento dos riscos em segurança da
informação gera complexidade, tanto para quem contrata como para quem
fornece, na segurança de dados e informações, nas questões legais e
contratuais, na auditoria e conformidade e na interoperabilidade e portabilidade.
Segurança técnica e operacional da Nuvem: implica na segurança de
acessos físicos e lógicos, na virtualização, nas respostas a incidentes e nas
análises forense, pois possui complexidade para execução de perícias e
obtenção de evidências, desafios no gerenciamento de chaves criptográficas e,
por fim, na segurança de aplicações com gerenciamento de mudanças e
detecção de códigos maliciosos.
Desafios da legislação Brasileira: na qual constam as instruções normativas
nº 1 e 14 (Complementar). Também na contratação de serviços de Tecnologia
da Informação: SLTI/MP (IN-04). Bem como o acesso à informação regido pela
lei de nº 12.527 e decreto nº 7.724. A lei 12.527, dita em seu artigo 3º:
Os procedimentos previstos nesta Lei destinam-se a assegurar o direito
fundamental de acesso à informação e devem ser executados em
conformidade com os princípios básicos da administração pública e com as
seguintes diretrizes:
I - observância da publicidade como preceito geral e do sigilo como exceção;
II - divulgação de informações de interesse público, independentemente de
solicitações;
III - utilização de meios de comunicação viabilizados pela tecnologia da
informação;
IV - fomento ao desenvolvimento da cultura de transparência na
administração pública;
V - desenvolvimento do controle social da administração pública.

Por fim, observa-se que tanto as leis como as normativas possuem uma
preocupação muito forte com a segurança, o que nos leva a crer que o principal
desafio enfrentado por parte das empresas brasileiras que pretendem migrar para a
plataforma da Nuvem é a segurança.

35

2.7 Resumo do capítulo

Neste capítulo, abordou-se o referencial teórico dessa dissertação. Foram
contextualizados os principais conceitos e definições da computação em nuvem e
aspectos dos acontecimentos na evolução da Utility Computing e Cloud Computing,
assim como, o processo de Adoção dessa arquitetura e finalizando com a abordagem
dos principais desafios enfrentados pelas empresas brasileiras na adoção e
permanência na Nuvem. O próximo capítulo aborda a metodologia utilizada para o
desenvolvimento da pesquisa e detalhes relacionados aos meios de divulgação,
público alvo, pré-teste, ferramentas utilizadas e planejamento amostral.

36

3 METODOLOGIA DA PESQUISA
Este capítulo explana a metodologia da pesquisa, aplicando os conceitos e
métodos utilizados neste estudo.
Na seção 3.1 são apresentados os modelos de pesquisas, como pesquisa
bibliográfica, pesquisa descritiva, pesquisa experimental e estudos exploratórios. A
seção 3.2 apresenta a proposta da pesquisa e suas especificidades. A seção 3.3 cita
os tópicos que foram investigados. Na seção 3.4, apresenta-se o Planejamento
Amostral da pesquisa sob três perspectivas: dados preliminares, empresas que não
aderiram à Nuvem e; empresas que já estão utilizando algum serviço em Nuvem. Na
seção 3.5, apresenta-se o Público Alvo, tendo em vista que o convite para a
participação na pesquisa tentou alcançar o seguinte público: empresas de TIC,
startups em tecnologia, Federações de Tecnologia, Associações (indústria, comércio
e tecnologia), Parques Tecnológicos e Instituições de Ensino Superior - IES (públicas
e privadas). Na seção 3.6, encontra-se o Pré-Teste, com um espaço amostral de
tamanho 20 (Vinte). A seção 3.7 traz os Meios de Divulgação: foram utilizados
recursos da WEB (e-mail, blog, redes sociais, página web). Na seção 3.8, apresentamse os Recursos Utilizados, como ferramenta de implementação de pesquisa, Servidor
EC2 da AWS, Gerenciador de Serviços, SGDB, ferramenta de estatísticas e
ferramenta de mineração de Dados. E, por fim, a seção 3.9 apresenta o resumo do
capítulo.
Um trabalho científico origina-se de uma pesquisa, de caráter inédito, que vise
ampliar a fronteira do conhecimento, que busque estabelecer novas relações de
causalidade para fatos e fenômenos conhecidos ou que apresente novas conquistas
para o respectivo campo e conhecimento (GIL, 2002). A pesquisa é entendida tanto
como procedimento de fabricação do conhecimento, quanto como procedimento de
aprendizagem (princípio científico e educativo), sendo parte integrante de todo
processo reconstrutivo de conhecimento (DEMO, 2000).
A pesquisa realizada baseia-se em um estudo empírico e criterioso sobre
Serviço em Nuvem, a fim de apresentar um quadro representativo da realidade
brasileira em relação à migração e à satisfação acerca dessa arquitetura. Mais
especificamente, a pesquisa constitui-se como exploratória de natureza descritiva e
explicativa, buscando dados e informações sobre sistema de Computação em Nuvem.

37

O estudo baseia-se no viés da Ciência e TIC, por meio de um levantamento, coleta e
análise de dados. Nesta pesquisa, foi aplicada a abordagem quantitativa.
Para identificação desses aspectos, desenvolveu-se uma pesquisa (Survey),
que se efetiva buscando na realidade dados e informações sobre alguns
questionamentos no contexto da Computação em Nuvem.

3.1 Modelos da pesquisa

Para Severino (2000), a classificação quanto aos tipos de pesquisa é feita da
seguinte forma: pesquisa bibliográfica, pesquisa descritiva, pesquisa experimental e
estudos exploratórios.
A Pesquisa Bibliográfica procura explicar um problema a partir de referências
teóricas publicadas em documentos. Busca conhecer e analisar as contribuições
culturais ou científicas do passado existentes sobre um determinado assunto, tema
ou problema.
Já a Pesquisa Descritiva: observa, registra, analisa e correlaciona fatos ou
fenômenos (variáveis), sem manipulá-los. Procura descobrir, com a precisão possível,
a frequência com que um fenômeno ocorre, sua relação e conexão com outros, sua
natureza e características.
A Pesquisa Experimental: caracteriza-se por manipular diretamente as
variáveis relacionadas com o objeto de estudo. Tem sua manipulação das variáveis
proporcionando o estudo das relações entre causas e efeitos de um determinado
fenômeno. Criam-se situações de controle para evitar a interferência de variáveis
intervenientes. Os experimentos são de grande importância para qualquer que seja o
manifesto. Existem três principais formas primárias de se conduzir uma investigação
experimental: o experimento, o estudo de caso e o Survey (TRAVASSOS et al., 2002).
A experimentação possui dois tipos de conjuntos: quantitativo e o qualitativo, e pode
ser utilizado na Computação em Nuvem o quantitativo. Para Travassos et al. (2002),
existem três tipos de processos de experimentação que auxiliam estas atividades:
laboratório, voluntários e mundo real.
O Laboratório consiste na primeira etapa de experimentação, na qual é dado o
início à análise da teoria, como também os testes das hipóteses que serão
confrontadas com a realidade. Partindo do princípio de que os testes realizados em
laboratório foram positivos e satisfatórios, eles passam a ser realizados com pessoas

38

dispostas a ser voluntárias, testando ou fazendo parte do experimento. Por fim, após
certificar-se de que as etapas anteriores foram bem-sucedidas, passa-se mundo real
(ou ambiente de produção), certificando-se e possibilitando que quando aplicado o
experimento num ambiente real se obterá sucesso.
Finalmente, os estudos exploratórios têm por objetivo familiarizar-se com o
fenômeno ou obter nova percepção do mesmo e descobrir novas ideias. A pesquisa
exploratória realiza descrições precisas da situação e quer descobrir as relações
existentes entre os elementos componentes da mesma. Recomenda-se o estudo
exploratório quando há poucos conhecimentos sobre o problema a ser estudado.
Para o desenvolvimento dessa dissertação, a pesquisa constitui-se como
exploratória de natureza descritiva e explicativa, buscando dados e informações sobre
sistema de computação tradicional e de Computação em Nuvem. O estudo baseia-se
no viés da Ciência e TIC, mediante um levantamento, coleta e análise de dados de
um Survey. Nesta pesquisa dar-se-á ênfase à abordagem da análise quantitativa.

3.2 Propósitos da Pesquisa

A proposta da pesquisa é a realização de um estudo planejado, com
abordagem exploratória e aspecto investigativo. A finalidade é encontrar respostas
sobre os motivos ou razões para que as empresas deixem de adotar essa nova
arquitetura ambientada em nuvem, bem como em relação ao nível de satisfação dos
respondentes que usam a computação em nuvem.
O propósito é encontrar um padrão de resposta por meio do aprendizado
automático, possibilitando uma comparação com o modelo tradicional (infraestrutura
local). Sua aplicação acontece no cenário das empresas de pequeno, médio e grande
porte. Para mensurar a dimensão ou porte aproximado das empresas e organizações,
levou-se em consideração o quadro efetivo (quantidade de colaboradores) e
faturamento anual.
Para a pesquisa, utilizou-se o conceito de interrogação direta dos respondentes
por meio do preenchimento de formulário online a fim de, em seguida, mediante
análise quantitativa, obter as conclusões correspondentes aos dados coletados.
Existem vários fatores a ser considerados e questionados, que nos norteiam a
um estudo que tente responder essa questão da não adesão à nuvem e da satisfação.

39

As organizações empresariais nacionais devem analisar a oferta dos serviços em
nuvem disponível equacionando, por um lado, a sensibilidade dos dados e, por outro,
a sua criticidade. Após essa análise, as organizações devem identificar os
fornecedores de serviços de Computação em Nuvem em função do tipo de aplicações
e das garantias disponibilizadas por estes fornecedores (COIMBRA, 2011).
Outro fator importante a ser considerado pela nuvem é sua resiliência, sua
capacidade de retomar o seu formato original em caso ou medida de contingência, ou
seja, readaptar-se ao ambiente após situações críticas.
O sucesso de tecnologias modernas depende, em muito, de sua eficácia, sua
facilidade de uso do ponto de vista do usuário final, como também grau de segurança
da informação e controle, pois a Computação em Nuvem é a nova e emergente TIC
que muda a forma de consumir, contratar e acessar serviços.

3.3 Tópicos da Investigação

Pesquisar é procurar responder, por meio de processos científicos, dúvidas e
problemas que devem ser formulados. Só assim se desencadeia todo o processo de
investigação.
Mesmo com o apelo forte sobre redução de custos, a migração para a
plataforma nuvem acontece de maneira tímida. Diante desse cenário, elaborou-se
uma pesquisa investigativa com o propósito de mapear os motivos reais pelos quais
as empresas não estão aderindo a essa arquitetura, como também avaliar o grau de
satisfação do uso daqueles que já aderiram a essa TIC. Em resumo, os
questionamentos foram elaborados com base nas linhas de investigação a seguir:

3.3.1 De natureza organizacional:

Problema cultural - o modelo tradicional de implantação de tecnologia dentro
das organizações ainda é muito forte. As empresas ainda não se habituaram à
ideia de ter que migrar seus serviços para um ambiente externo a sua
organização?

Maturidade organizacional - as empresas não possuem expertise o suficiente
para migrarem para ambiente que não estão habituadas a utilizarem?

40

Resistência às mudanças – as mudanças não são vistas com bons olhos
pelos colaboradores das organizações. Em consequência disso, passam a
resistir a elas?

3.3.2 Relativo à Segurança:

O serviço de nuvem Privada é confiável – existe um questionamento sobre
a segurança da nuvem privada, posto que o contratante opta em contratar
esses serviços com a garantia da segurança de sua informação. Daí o
questionamento: qual a garantia de que estas informações não serão utilizadas
por mãos erradas?

Vulnerabilidade da informação – os fornecedores devem garantir a
segurança da informação. Conforme a Normativa de nº 1, no seu inciso VIII: “a
quebra de segurança da origem a ação ou omissão, intencional ou acidental,
que resulta no comprometimento da segurança da informação e das
comunicações”. O questionamento que se faz, pois é, se as empresas se
sentem confortáveis com o serviço oferecido?

3.3.3 Da Qualidade dos serviços:

Serviços oferecidos – as empresas precisam investir na tecnologia
da cloud de que necessitam por meio de um fornecedor com experiência e
conhecimentos em que possam confiar?

Disponibilidade – os prestadores de serviços conseguem garantir a
disponibilidade total do serviço/informação?

Desempenho dos serviços/Banda Larga – as empresas não estão dispostas
a partir para um serviço em nuvem com a baixa qualidade dos serviços
oferecidos pelas nossas operadoras de banda larga?

41

3.3.4 Da Integração de ambiente:

Migração total – os serviços oferecidos possibilitam a migração total da
estrutura das organizações?

Migração parcial – esse processo pode ser migrado de forma parcial, como
migração gradativa?

Ponto de integração – as organizações não estão dispostas a abandonar de
vez suas estruturas internas. Para isso necessitam de soluções que possam
integrar estas partes com perfeição aderindo a ambientes híbridos de
integração?

3.4 Planejamento Amostral (Questionamentos)

Esta pesquisa possui um caráter exploratório investigativo por meio de um
Survey, e seus resultados devem ser utilizados somente no âmbito acadêmico. A fim
de tentar elucidar os tópicos de investigação, sua distribuição foi definida a partir de
25 (vinte e cinco) questionamentos, em 3 (três) perspectivas: 5 (cinco)
questionamentos referentes aos dados preliminares da empresa ou organização; 9
(nove) questionamentos para as Organizações que NÃO utilizam serviços em nuvem;
e 11 (onze) questionamentos para as organizações que já utilizam algum tipo de
serviços em nuvem.
Para a identificação das empresas, procedemos de alguns questionamentos
divididos em três perspectivas:

3.4.1 Perspectivas da identificação da Empresa ou Organização (I):

1. Qual a área de atuação da sua Empresa/Organização?
2. Qual o faturamento atual bruto (anual) da sua Empresa/Organização?
3. Qual o número de funcionários de sua Empresa/Organização?
4. Você é o principal responsável na empresa por decisões relacionados a
investimentos em TIC?
5. Sua Empresa/Organização utiliza algum tipo de serviço da tecnologia em
nuvem?

42

3.4.2 Perspectivas das empresas que ainda não aderiram à nuvem (II):
1. Por quais motivos sua Empresa/Organização não utilizaria a Tecnologia
Nuvem?
2. Qual(is) tipo(s) de nuvem sua Empresa/Organização adquiriria?
3. Quais seriam os outros motivos específicos para sua empresa não utilizar os
serviços em nuvem?
4. Se sua Empresa/Organização resolvesse migrar para a nuvem, qual serviço
utilizaria?
5. Qual(is)

dessa(s)

empresas

e

serviços

sua

Empresa/Organização

contrataria?
6. Qual o comportamento da sua Empresa/Organização em relação à
resistência às mudanças dos envolvidos nesse processo de migração?
7. De que forma a resistência à mudança impactou diretamente no processo
de implantação de alguma tecnologia na sua Empresa/Organização?
8. Sua Empresa/Organização abortou algum projeto por motivo de resistência
à mudança?
9. A sua Empresa/Organização se sente preparada para migrar para ambiente
em nuvem?
3.4.3 Perspectivas das empresas que fazem uso da tecnologia nuvem (III):

1. Qual(is) serviço(s) sua Empresa/Organização encontra-se utilizando?
2. Das características abaixo, indique qual(is) a sua Empresa/Organização
possui(em) mais satisfação?
3. O serviço em nuvem que sua Empresa/Organização está utilizando no
momento está atendendo bem?
4. Que tipo de nuvem sua Empresa/Organização utiliza?
5. Em caso de nuvem privada, sua Empresa/Organização sente-se confortável
quanto à segurança na sua utilização?
6. Qual o percentual de redução de custo que sua empresa alcançou com a
migração para a nuvem?

43

7. O diferencial da nuvem é justamente o preço, e essa prática pode provocar
uma demanda muito grande e consequentemente uma redução na qualidade
do serviço. Mesmo com essa possibilidade, sua empresa/organização está
disposta a permanecer utilizando esses serviços?
8. Sua Empresa/Organização mede a qualidade dos serviços prestados pela
nuvem?
9. Os serviços em nuvem são cobrados com base em preços pré-acordados?
10.

Os custos com nuvem são rateados de acordo com o consumo de cada

área de negócio da sua Empresa/Organização?
11.

O serviço adquirido utiliza-se de auditorias externas para redirecionar o

plano estratégico da Empresa fornecedora da nuvem para melhorar a qualidade
do serviço?

3.5 Públicos Alvos

Procurou-se canalizar a pesquisa para um público bem específico, com o
propósito de atingir os objetivos. Assim, foram selecionadas empresas ligadas à TIC.
Para alcançar o público alvo, utilizou-se como canal de comunicação a web, sendo
encaminhado convite de participação na pesquisa, para os seguintes segmentos:
Empresas de TIC; Startups em tecnologia; Federações de Tecnologia; Associações
(Indústria, Comércio e Tecnologia); Parques Tecnológicos; Instituições de Ensino
Superior – IES (públicas e privadas) e Comercio Varejista e atacadista.

3.6 Pré-teste

Utilizou-se o espaço amostral de tamanho 20 como pré-teste, entre os dias 1º
e 10 de fevereiro de 2015, antes da liberação definitiva para os respondentes. Assim,
identificou-se que seriam necessários alguns ajustes em algumas questões para
melhor entendimento do usuário respondentes. Essas correções foram realizadas
com o feedback enviado ao e-mail dos respondentes, contendo os seguintes
questionamentos:

44

 Quanto tempo você levou para responder o questionário?
 As questões estão dispostas em uma ordem lógica?
 Existe algum termo que não esteja apresentado com clareza?
 Os conceitos abordados estão bem detalhados?
 Se você fosse modificar alguma questão ou alternativa, qual modificaria?

Após esse mapeamento, identificou-se a necessidade de algumas alterações,
como por exemplo, utilizar o uso do condicional, em que a questão só fosse exibida
dependendo da resposta de uma questão anterior. Também foi sugerida uma melhor
ordenação nas perguntas. Algumas questões alinhavam-se melhor em uma
determinada posição ou ordem. A ordem das questões também otimizou o tempo
utilizado para responder ao questionário, que possuía uma média de 4,5 minutos.

3.7 Meios de divulgação

Por tratar-se de um meio de longo alcance, foram utilizados recursos da web
(e-mail, blog, redes sociais, página web) com o intuito de divulgar esta pesquisa em
diversas regiões do país, em especial redes sociais, tendo o LinkedIn como ferramenta
mais utilizada. Uma pesquisa realizada em 2014 pela agência Americana de mídias
sociais, WE ARE SOCIAL8, divulgou um status da internet pelo mundo que reuniu e
cruzou dados de diversas pesquisas de diferentes órgãos. Identificou-se que 49% da
população brasileira encontra-se conectada de alguma forma à Internet, dentre os
quais 43% encontram-se nas redes sociais. Daí o motivo pelo qual se escolheu as
redes sociais como instrumento de divulgação da pesquisa. Não só os usuários
comuns, mas também as empresas utilizam essas ferramentas como canal de
comunicação entre os meios.

8Agencia

Americana que promove pesquisas em
http://wearesocial.com.br/ Acesso em: 15 de outubro de 2015.

mídias

sociais.

Disponível

em:

45

3.8 Recursos Utilizados (Ferramentas)

No desenvolvimento de uma pesquisa dessa natureza (online), pode-se fazer
uso de diversos recursos relacionados à implementação da pesquisa, para garantir
que ela tivesse disponibilidade de acesso via Internet.
Os recursos utilizados foram:

Servidor EC2 da AWS;

Gerenciador de serviços XAMPP;

IDE de desenvolvimento LIMESURVEY;

Sistema de Gerenciamento de Banco de dados MySql Server;

Ferramenta de estatística SPSS-IBM;

Ferramenta de WEKA 3.6.10.

Ferramenta de modelagem diaw.exe 0.97.2

3.9 Resumo do Capítulo

Neste capítulo, foi apresentada a metodologia científica utilizada para o
desenvolvimento deste trabalho dissertativo. Foi abordada também a classificação
quanto ao tipo de pesquisa, como por exemplo: uma pesquisa de caráter experimental
em Laboratório ou Voluntário ou Mundo Real, além de outras classificações. Para essa
pesquisa, adotou-se um estudo planejado, com abordagem exploratória e aspecto
investigativo. Também foram citados neste capítulo: tópicos de investigação,
planejamento amostral, público alvo, meios de divulgação, pré-teste desta pesquisa.
E, por fim, abordaram-se as principais ferramentas utilizadas que viabilizaram essa
pesquisa. O capítulo seguinte aborda a coleta dos dados, apresentando gráficos e
frequências gerados na pesquisa. Essas informações possibilitaram a descoberta do
conhecimento através da análise dos resultados.

46

4 COLETA DOS DADOS

Este capítulo tem como objetivo apresentar as frequências e gráficos coletados
a partir das respostas dos participantes.
Na seção 4.1 são apresentados os dados preliminares, com informações que
possibilitam a identificação da dimensão das empresas ou organizações. A seção 4.2
apresenta as frequências e gráficos sob a perspectiva das empresas ou organizações
que não utilizam computação em nuvem. Na seção 4.3, citam-se as frequências e
gráficos sob a perspectiva das empresas ou organizações que utilizam computação
em nuvem. E, por fim, a seção 4.4 apresenta o resumo do capítulo.
Para viabilizar as respostas, o questionário ficou disponível aos respondentes
durante os meses de março e abril de 2015. O objetivo foi atingir tanto as empresas
que não utilizam a Computação em Nuvem, quanto as que já utilizam algum tipo de
serviço em Nuvem.
Foram coletadas informações de 432 (quatrocentos e trinta e dois)
respondentes durante o período em que o estudo ficou disponível: 175 (cento e
setenta e cinco) 41% responderam o formulário correspondente aos que não utilizam
Nuvem, 92 (noventa e dois) 21% respondentes afirmaram utilizar algum tipo de
tecnologia em Nuvem. Identificou-se que 25 (vinte e cinco) 6% responderam a ambos
os formulários e 140 (cento e quarenta) 32% responderam de forma incompleta. A
esses dois últimos grupos não será aplicada a análise do material coletado, partindo
do princípio que não é possível identificar a resposta correta.
Por meio dessa coleta, pode-se ter uma visão aproximada dos indícios que
distanciam essas instituições da Nuvem, assim como, a identificação de algumas
variáveis de satisfação entre as instituições que já utilizam a Computação em Nuvem.
Os resultados foram distribuídos de acordo com as perspectivas definidas na
metodologia da pesquisa.
Definiu-se o tipo de questionário como Estruturado e Fechado, na ordem de
preenchimento dos seguintes formulários:
 DADOS PRELIMINARES;
 EMPRESAS QUE NÃO UTILIZAM COMPUTAÇÃO EM NUVEM;
 EMPRESAS QUE UTILIZAM COMPUTAÇÃO EM NUVEM.

47

O Gráfico 1 permite uma visão geral dessa coleta. Para possibilitar a coleta dos
dados, utilizou-se a ferramenta SPSS9 (Ferramenta de Estatística da IBM) para
geração das estatísticas e frequências referente aos dados brutos coletados.

Gráfico 1: Resultado Geral.
Resposta em
ambos os
formulários
6%

Resultado Geral
Não utiliza
Nuvem
41%

Resposta
incompleta
32%

Utiliza Nuvem
21%
Fonte: próprio autor.

4.1 Dados preliminares

A apresentação dos dados preliminares está subdividida quanto ao teor do
questionamento efetuado, conforme segue apresentado.

4.1.1 Segmento de atuação

Fazer um primeiro questionamento sobre o segmento de atuação permite
identificar quais os segmentos existentes entre os participantes da pesquisa. Assim,
a primeira questão feita foi: qual a área de atuação das Empresa/Organização?
O Gráfico 2 a seguir permite uma visão mais detalhada do resultado dessa coleta.

9

Statistical Package for the Social Sciences - pacote estatístico para as ciências sociais. Disponível
em: www.ibm.com/software/products/pt/spss-stats-base Acesso em: 01 de outubro de 2015.

48

Gráfico 2: Área de atuação.

15,7%

Comércio Atacadista

16,5%

Comércio varejista

21,0%

Governamental
6,4%

Industrial

8,2%

Outros

32,2%

Prestação de Serviços

Fonte: próprio autor.

Para esse item, os seguintes resultados foram coletados: as empresas que
atuam no segmento de “Prestação de Serviço” (terceirização) obtiveram o maior
número de respostas, com um total de 86 (32.20%); em seguida, o segmento
“Governamental”, com 55 (21.0%) respostas; o segmento de “Comercio Varejista”
aparece em terceiro, com 44 (16.50%) respondentes; em seguida, o “Comércio
Atacadista” com 42 (15.70%) respondentes; os “Outros segmentos” tiveram um total
de 22 (8.20%) respondentes; a “Indústria” teve 17 (6.40%) respondentes; e, por fim, a
área de “Finanças” não apresentou respondente.

4.1.2 Quanto ao faturamento anual

Identificou-se qual o faturamento anual estabelecendo-se um intervalo de
valores para as empresas respondentes. A questão feita foi: hoje, qual o faturamento
bruto (anual) da sua Empresa/Organização?
detalhada pode ser vista no Gráfico 3.

Temos uma representação mais

49

Gráfico 3: Faturamento anual

Acima de 1 Bilhão

7,5%

16,5%

Entre: 1 milhão e 2 Milhões

30,7%

Entre: 10 Milhões e 1 Bilhão

18,0%

Entre: 2 milhões e 10 Milhões

Entre: 500 mil e 1 Milhão

11,6%

Menos que 500 Mil

15,7%

Fonte: próprio autor.

Com 82 (30.70%) respondentes, encontram-se as empresas com o
faturamento “Entre 10 milhões e 1 Bilhão”. 48 (18.00%) respondentes declararam que
suas empresas faturam “Entre 2 e 10 milhões”, enquanto que 44 (16.50%) dos
respondentes declararam que seu faturamento está “Entre 1 e 2 milhões”. De acordo
com 42 (15.70%), respondentes o faturamento é “Menor que 500 mil”. Para 31
(11.60%) respondentes, seu faturamento encontra-se “Acima 500 mil e 1 milhão”. E
com 20 (7.50%) respondentes estão as empresas que faturam “Acima de 1 bilhão” de
reais.

4.1.3 Quadro efetivo (Quantidade de colaboradores)

Em linhas gerais, a identificação da quantidade de colaboradores tem o
propósito de dimensionar o tamanho aproximado da empresa ou organização. Nesse
sentido, a questão que se fez foi: qual o número de funcionários de sua
Empresa/Organização? O Gráfico 4 apresenta os resultados desse questionamento.

50

Gráfico 4: Quantidade de colaboradores.

32,2%

Acima de 1000 colaboradores
Entre: 101 e 200 colaboradores

6,0%

Entre: 201 a 500 colaboradores

6,4%
24,7%

Entre: 501 a 1000 colaboradores
Entre: 51 e 100 colaboradores

7,1%

Entre:21 e a 50 colaboradores

12,0%

Menor que 20 colaboradores

11,6%

Fonte: próprio autor.

Coletou-se que 86 (32.20%) respondentes possuem “Acima de 1000
colaboradores”; 66 (24.70%) respondentes encontram-se “Entre 501 a 1000
colaboradores”; 31 (11.60%) respondentes possuem “Menos que 20 colaboradores”;
32 (12.00%) respondentes estão “Entre 21 e 50 colaboradores”; 19 (7.10%)
respondentes possuem “Entre 51 e 100 colaboradores”; 17 (6.40%) respondentes
estão “Entre 201 e 500 colaboradores”; e 16 (6.00%) respondentes encontram-se
“Entre 101 e 200 colaboradores”.

4.1.4 Responsável pelos investimentos em TI

Para este item do questionário, foi solicitada a identificação do participante com
o propósito de garantir que a pesquisa fosse respondida pela pessoa certa, ou seja,
se realmente quem respondeu possui poder de mudança dentro da Empresa ou
Organização. A questão feita foi: você é o principal responsável na empresa por
decisões relacionados à investimentos em TIC?
Identificou-se que 190 (71.16%) dos respondentes afirmaram “não”, enquanto
que 77 (28.84%) respondentes disseram que “sim”, que são os responsáveis pelas
decisões relacionadas a investimentos na área de TIC.

51

4.1.5 Quanto à utilização da Nuvem
A partir dessa abordagem é possível separar um total de 267 respostas que
serão utilizadas para a análise da pesquisa que utilizam Computação em Nuvem, e
que

não

utilizam

Computação

em

Nuvem.

A

questão

feita

foi:

sua

Empresa/Organização utiliza algum tipo de serviço da tecnologia em nuvem?
Identificou-se que 175 (65.54%) dos respondentes afirmaram que NÃO utilizam
Computação em Nuvem, enquanto que 92 (34.46%) respondentes afirmaram que
utilizam algum tipo de serviço da Computação em Nuvem.
4.2 Sob a perspectiva das Empresas ou Organizações que NÃO utilizam
Computação em Nuvem

Para direcionar as respostas dos respondentes que não utilizam a Computação
em Nuvem, desenvolveu-se um formulário específico para essas respostas, dispostas
entre as questões 6 e 14 do questionário.

4.2.1 Motivo para não utilizar nuvem

Esta variável, juntamente com as outras, servirá como base no processo de
identificação das razões da não migração para a Computação em Nuvem. Fez-se o
seguinte questionamento: por quais motivos sua Empresa/Organização não utilizaria
a Tecnologia Nuvem? O Gráfico 5 apresenta dos resultados para este
questionamento.
Gráfico 5: Motivos para não utilizar nuvem.

Não queremos um serviço como este.

16,6%

Não pretendemos pagar por um
serviço como este.

16,6%

Não podemos pagar por um serviço
como este.
Estamos satisfeito com a estrutura
atual.
Fonte: próprio autor.

29,7%
37,1%

52

Os resultados foram os seguintes: 65 (37.10%) dos respondentes disseram
“Estarem satisfeitos com a estrutura atual” de sua empresa ou organização; 36
(29.70%) dos respondentes disseram que “Não podem pagar por um serviço como
este”; 29 (16.60%) dos respondentes disseram que “Não pretendem pagar um serviço
como este”; 29 (16.60%) respondentes informaram “Não queremos um serviço como
este”.

4.2.2 Quanto ao tipo de nuvem

O tipo de nuvem pode ser visto como um serviço específico para determinada
funcionalidade no qual o contratante pode adquirir. Aqueles contratantes cujo objetivo
é garantir a confidencialidade da informação podem optar por Nuvem Privada. Já
aqueles com o propósito de cooperação podem optar por Nuvem Comunitária. Os que
têm características voltadas ao comércio a opção poderia ser uma Nuvem Pública. E,
caso o contratante queira um ambiente diversificado, pode optar por Nuvem Híbrida.
Nesse contexto, a questão feita foi: qual(is) tipo(s) de nuvem sua
Empresa/Organização adquiriria? O Gráfico 6 detalha as informações dos dados
coleta.
Gráfico 6: Tipo de nuvem.

49,1%

Nuvem Privada

38,3%

Nuvem Pública

Nuvem Híbrida

Nuvem Comunitária

8,0%

4,6%

Fonte: próprio autor.

86 (49.10%) dos respondentes responderam que adquiriria “Nuvem Privada”;
67 (38.30%) respondentes optaram por “Nuvem Publica”; “Nuvem Hibrida” obteve 14

53

(8.00%) respostas; e pela “Nuvem Comunitária” somente 8 (4.6%) dos respondentes
tiveram essa preferência.
4.2.3 Motivos específicos

Nesse quesito, a questão feita foi a seguinte: quais seriam os outros motivos
específicos para sua empresa não utilizar os serviços em nuvem? O Gráfico 7 detalha
a informação coletada.
Gráfico 7: Motivos específicos

QUALIDADE DO SERVIÇO
INOPERABILIDADE

5,1%
6,3%

MANUTENUBILIDADE

9,1%

GARANTIA DE ENTREGA

9,7%

CONFIABILIDADE DA…
SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO

29,1%
40,6%

Fonte: próprio autor.

Coletou-se o seguinte cenário: 71 (40.60%) dos respondentes não utilizariam
nuvem por questões de “Segurança da Informação”; 51 (29.10%) respondentes
informaram que a “Confiabilidade da informação” seria o principal motivo; 17 (9.70%)
dos respondentes acham que “Garantia de entrega do serviço” é o fator principal para
essa migração; para 16 (9.10%) respondentes, a “Manutenubilidade” é o principal
fator; 11 (6.30%) dos respondentes julgam a “Inoperabilidade” como o motivo maior
para não aderir à arquitetura em nuvem; e 9 (5.10%) respondentes declararam que é
a “Qualidade do Serviço” que impossibilita essa adesão.

54

4.2.4 Quanto à migração para um Serviço

A característica marcante da nuvem é oferecer diversos ambientes de
tecnologia como serviços, desde infraestrutura até mesmo funcionalidade com
especificidade bem peculiar. Para tal, realizou-se uma abordagem nesse sentido a
partir da seguinte pergunta: se sua Empresa/Organização resolvesse migrar para a
nuvem qual serviço utilizaria? O Gráfico 8 representa estas informações com mais
clareza.

Gráfico 8: Tipos de serviços.

12,6%

PAAS

17,7%

STAAS

19,4%

DAAS

21,7%

SAAS

28,6%

IAAS

Fonte: próprio autor.

A “Infraestrutura como Serviço” obteve 50 (28.60%) dos respondentes;
“Software como Serviço” obteve 38 (21.70%) respondentes; 34 (19.40%) dos
respondentes optaram por “Banco de dados como Serviço”; 31 (17.70%)
respondentes preferiram “Armazenamento como Serviço”; “Plataforma como serviço”
obteve 22 (12.60%) das respostas; e, finalmente, “Forensic como Serviços” não
obteve respostas.

4.2.5 Quanto ao provedor do Serviço

A Computação em Nuvem é uma grande aposta das empresas atualmente.
Pensando nisso, empresas como Google, Amazon, Azure, 3Tera, HP, Intel e outras,

55

que são fornecedoras de soluções em tecnologia, estão realizando investimentos
nesse segmento computacional cada vez maior, disponibilizando soluções nos mais
diversificados tipos de serviços em nuvem.
Sobre esse aspecto, a questão feita foi: qual(is) dessa(s) empresas e serviços
sua Empresa/Organização contrataria? O Gráfico 9 define melhor essa coleta de
dados.
Gráfico 9: Provedor de serviço.

3TERA

INTEL

AZURE

3,4%

4,0%

6,3%

39,4%

AMAZON

46,9%

GOOGLE

Fonte: próprio autor.

A empresa Google, com 82 (46.90%), possui a preferência dos respondentes;
a Amazon em segundo lugar com 69 (39.40%) dos respondentes; a Azure da Microsoft
tem a preferência de 11 (6.30%) dos respondentes; a Intel tem 11 (4.00%)
respondentes; e a 3Tera obteve 4 (3.40%) das respostas, enquanto a Sun e a HP não
obtiveram respostas.

4.2.6 Relativo à resistência (Migração)

Em linhas gerais, é possível que os projetos de implantação de tecnologia
tendam a apresentar alguns motivos de resistências e, para identificar esse contexto,
definiu-se uma abordagem baseada na seguinte questão: qual o comportamento da
sua Empresa/Organização em relação a resistência à mudanças dos envolvidos
nesse processo de migração? O Gráfico 10 representa melhor essa coleta.

56

Gráfico 10: Resistência à mudança.

Substituição da equipe

6,9%

44,0%

Rever os processos

De maneira imparcial

8,0%

Conscientização dos envolvidos

41,1%

Fonte: próprio autor.

Obtiveram-se as seguintes coletas: 77 dos 175 (44.00%) respondentes,
“Revisariam os processos”; 72 (41.10%) respondentes afirmaram que trabalhariam a
“Conscientização dos envolvidos”; 14 (8.00%) respondentes agiriam de “Maneira
imparcial”; 12 (6.90%) dos respondentes “Substituiriam a equipe”; e enquanto 31
(17.71%) respondentes não responderam ou não opinaram nesta questão.

4.2.7 Relativo à resistência (Impacto)

O propósito dessa abordagem é tentar identificar o impacto e de que forma os
processos foram afetados pela resistência. O questionamento feito foi: de que forma
a resistência à mudança impactou diretamente no processo de implantação de alguma
tecnologia na sua Empresa/Organização? O Gráfico 11 pode detalhar melhor esses
dados.

57

Gráfico 11: Impacto à mudança.

9,1%

Outros

37,7%

Nos prazos de entrega

Na qualidade final do
produto/processo

33,1%

20,0%

Contornaríamos a situação

Fonte: próprio autor.

De alguma forma, o projeto sofre as consequências, se existe essa ocorrência
de resistência à mudança. Com essa coleta, foi possível identificar alguns motivos: 66
(37.70%) dos respondentes afirmaram terem sido prejudicados na realização dos
“Prazos de entrega”; 58 (33.10%) respondentes afirmaram que a “Qualidade final do
produto ou processo” foi diretamente afetada; 35 (20.00%) dos respondentes
“Contornariam a situação”, caso houvesse resistência à mudança; enquanto 16
(9.10%) dos respondentes tomariam “Outras soluções” para o problema.

4.2.8 Relativo à resistência (Fracasso)

Acredita-se que a resistência do usuário final talvez seja um dos principais
problemas para que um projeto de implantação tecnológica tenha certa tendência ao
fracasso. O propósito dessa questão é identificar as empresas ou organizações que
abortaram algum tipo de projeto tecnológico em função da resistência do usuário. O
questionamento foi: sua Empresa/Organização abortou algum projeto por motivo de
resistência a mudança?
Com a coleta, obtiveram-se os seguintes dados: 79 (45.14%) dos respondentes
afirmaram que esse não foi o principal motivo para se abortar algum tipo de processo
de implantação de tecnologia dentro da Empresa ou Organização; já 64 (36.57%) dos
respondentes disseram que esse foi de fato o motivo principal para abortar um projeto

58

de tecnologia nas Empresas ou Organizações; não quiseram ou não opinaram 32
(18.29%) dos respondentes.

4.2.9 Quanto a estar preparada para migrar (Nuvem)

Presume-se que a preparação das organizações para a migração a um
ambiente Nuvem seja realizada com bastante planejamento. Nesse sentido, o que se
questiona é se as Empresas ou Organizações encontram-se preparadas para a
migração para a Nuvem. A questão feita foi: a sua Empresa/Organização se sente
preparada para migrar para ambiente em nuvem? Essa preparação para mudança
pode ser vista melhor no Gráfico 12.

Gráfico 12: Preparação para migração.

24,6%

Totalmente

42,9%

Parcialmente

22,9%

Nos falta maturidade

Não pretendemos migrar

9,7%

Fonte: próprio autor.

Identificou-se que dos 175 respondentes, 75 (42.90%) estão “parcialmente
preparados”; 43 (24.60%) dos respondentes se sentem “totalmente” preparados; para
40 (22.90%) dos respondentes, “falta maturidade” no processo de migração; e 17
(9.70%) respondentes “não pretendem migrar” para um ambiente em nuvem
definitivamente.

59

4.3 Sob a perspectiva das Empresas ou Organizações que utilizam Computação
em Nuvem

Para direcionar as respostas dos respondentes que utilizam algum tipo de
serviço da Computação em Nuvem, desenvolveu-se um formulário específico. Nesse
formulário, atingiu-se 92 respondentes e as questões foram dispostas entre os
números 15 e 25.

4.3.1 Quanto aos serviços utilizados
Para este questionamento procurou-se identificar qual tipo de nuvem é
utilizado. A pergunta foi: qual(is) serviço(s) sua Empresa/Organização encontra-se
utilizando? Os dados estão representados no Gráfico 13.

Gráfico 13: Serviços utilizados.

BD como serviço

Plataforma como serviço

Armazenamento como Serviço

6,5%

12,0%

13,0%

Infraestrutura como Serviço

Software como Serviço

26,1%

42,4%

Fonte: próprio autor.

Neste questionamento obteve-se o seguinte resultado: dos 92 respondentes,
39 (42.40%) afirmaram utilizar “Software como Serviço”; “Infraestrutura como Serviço”
representa a preferência de 24 (26.10%) dos respondentes; “Armazenamento como
Serviço” foi mencionado por 12 (13.00%) dos respondentes; “Plataforma como
Serviço” representa a preferência de 11 (12.0%) dos respondentes; e “Banco de dados
como Serviço” foi a preferência de 6 (6.52%) dos respondentes. “Forensic como
Serviço” não obteve resultados.

60

4.3.2 Quanto ao grau de satisfação (Serviços utilizados)

Também se optou pela identificação do grau de satisfação dos contratantes dos
serviços utilizados no momento. A indagação feita foi: das características abaixo
indique qual(is) a sua Empresa/Organização possui(em) mais satisfação? Esta coleta
de dados pode ser visualizada no Gráfico 14.

Gráfico 14: Satisfação dos serviços.

Qualidade do serviço

13,0%

Escalabilidade

13,0%

19,6%

Segurança

Preço

27,2%

Disponibilidade

27,2%

Fonte: próprio autor.

Coletaram-se

as

seguintes

respostas:

“Disponibilidade”

apresenta

a

característica de satisfação para 25 (27.20%) dos respondentes – a mesma
quantidade se verificou em relação ao “Preço”; “Segurança” é representada por 18
(19.60%)

dos

respondentes;

“Escalabilidade”

apresenta

12

(13.00%)

dos

respondentes; e “Qualidade dos Serviços” apresenta 12 (13.00%) dos respondentes.

4.3.3 Quanto à satisfação (Atendimento)
Outro item a ser identificado foi referente aos serviços ofertados se estão
atendendo as expectativas dos contratantes. Fez-se, então, a seguinte pergunta: o
serviço em nuvem que sua Empresa/Organização está utilizando no momento está
atendendo bem? O Gráfico 15 detalha esses dados.

61

Gráfico 15: Satisfação quanto ao fornecedor.

39,1%

Regular

60,9%

Bom

Fonte: próprio autor.

Para este questionamento, procurou-se identificar o nível de satisfação em
relação aos serviços utilizados no momento: 56 (60.90%) dos respondentes
classificam o serviço utilizado como “Bom”; 36 (39.10%) dos respondentes disseram
que é “Regular”; e não houve respostas para “Péssimos”.
4.3.4 Quanto ao tipo de nuvem utilizada

Para esta questão, identificou-se qual o tipo de nuvem que os contratantes
estão utilizando no momento. A pergunta feita foi: que tipo de nuvem sua
Empresa/Organização utiliza? Para representar essa coleta temos o Gráfico 16.
Gráfico 16: Tipo de nuvem sendo utilizada.

44,6%

Nuvem Privada

Nuvem Híbrida

25,0%

30,4%

Nuvem Pública

Fonte: próprio autor.

62

O resultado dessa questão foram os seguintes: a “Nuvem Privada” possui 41
(44.60%) dos respondentes; 28 (30.40%) dos respondentes representam a “Nuvem
Pública”; e em seguida aparece a “Nuvem Híbrida”, com 23 (25.00%) dos
respondentes. Nenhum respondente optou por “Nuvem Comunitária”.

4.3.5 Segurança da Nuvem Privada

A segurança de ambiente computacional possui seus questionamentos e, com
a Computação em Nuvem, é provável que este seja um dos principais temas
discutidos entre os contratantes e investidores. Para identificar qual o nível de
satisfação das empresas em relação à segurança, questionou-se: em caso de nuvem
privada, sua Empresa/Organização sente-se confortável quanto à segurança na sua
utilização? Para representar estes dados, apresenta-se o Gráfico 17.

Gráfico 17: Segurança da Nuvem Privada.

8,7%

Totalmente desconfortável

30,4%

Razoavelmente confortável
25,0%

Pouco confortável

32,6%

Muito confortável

Ligeiramente desconfortável

3,3%

Fonte: próprio autor.

Verificou-se o seguinte resultado: 30 (32.60%) dos respondentes afirmaram
estar “Muito Confortável” com a segurança do serviço contratado; 28 (30.40%) dos
respondentes informaram estar “Razoavelmente Confortável”; 8 (8.70%) dos
respondentes referiram estar “Totalmente Desconfortável” em relação à segurança da

63

Computação em Nuvem; com 23 respostas (25.00%) estão os “Poucos Confortáveis”
; e “Ligeiramente Confortável” com 3 (3.30%).

4.3.6 Quanto à redução de custo

Existe um apelo forte da Computação em Nuvem, que é a redução do custo
nos investimentos. Para essa questão, o propósito é identificar se as empresas que
aderiram realmente alcançaram essa redução em seus custos. A indagação feita foi:
qual o percentual de redução de custo que sua empresa alcançou com a migração
para a nuvem? Esses dados relacionados ao custo podem ser visualizados no Gráfico
18.
Gráfico 18: Redução de custo.

18,5%

Não houve redução de custo
7,6%

menos que 20%
Aproximadamente 40%

17,4%

Aproximadamente 30%

17,4%
32,6%

Aproximadamente 20%
Acima de 50%

6,5%

Fonte: próprio autor.

Como resultado, constatou-se o que segue: 30 (32.60%) dos respondentes
disseram ter reduzido “Aproximadamente 20%” nos custos; 13 (18.50%) dos
respondentes afirmaram que “Não houve redução” de custo com a contratação da
Nuvem; 12 (17.40%) dos respondentes afirmaram ter reduzido “Aproximadamente
30%” dos custos com o investimento da Computação em Nuvem; 12 (17.40%) dos
respondentes afirmaram ter reduzido “Aproximadamente 40%”; 6 dos (6.50%) dos
respondentes

consideram

que

houve

“Aproximadamente de 50%” dos investimentos.

uma

redução

considerável

de

64

4.3.7 Quanto à demanda dos serviços

É possível que a Computação em Nuvem esteja ganhando cada vez mais
espaço entre as tecnologias, ocasionando uma concorrência entre os usuários dos
serviços, o que gerou o seguinte questionamento: caso os serviços tenham baixa
qualidade em função da demanda, qual seria a atitude dos contratantes? A indagação
foi feita da seguinte forma: o diferencial da nuvem é justamente o preço, essa prática
pode provocar uma demanda muito grande e consequentemente uma redução na
qualidade do serviço. Mesmo com essa possibilidade, sua Empresa/Organização está
disposta a permanecer utilizando esses serviços? O Gráfico 19 representa melhor
essa coleta.
Gráfico 19: Demanda do serviço.

47,8%

Escalaríamos mais recurso

Cancelaríamos o contrato

14,1%

38,0%

Aguardaríamos a solução

Fonte: próprio autor.

Obtiveram-se os seguintes dados: 44 (47.80%) dos respondentes afirmaram
que “Escalariam mais recurso” para suprir as necessidades; 35 (38.00%) dos
entrevistados afirmaram que não tomariam outra atitude, mas “Aguardariam uma
solução” por parte dos fornecedores dos serviços; 13 (14.10%) dos respondentes
afirmaram que “Cancelariam o Contrato” da prestação de serviços adquiridos.

65

4.3.8 Quanto à qualidade dos serviços

Para a adesão da Computação em Nuvem, a qualidade dos serviços ofertados
é imprescindível no ato de contratar. A pesquisa realizada fez um levantamento sobre
a medição dessa qualidade por parte dos contratantes desses serviços. Fez-se,
assim, o seguinte questionamento: sua Empresa/Organização mede a qualidade dos
serviços prestados pela nuvem?
A maioria dos respondentes (33 entrevistados, 35.87%) afirmou que não é
medida a qualidade do serviço; 28 (30.43%) dos respondentes afirmaram que a
qualidade é mensurada; não opinaram ou não responderam 31 (33.70%) dos
entrevistados.

4.3.9 Quanto ao preço da Nuvem

Os contratos firmados entre contratantes e contratados são regidos por acordos
predefinidos entre as partes (SLA), e por isso realizou-se um questionamento sobre o
atendimento ou não desse acordo. A pergunta foi: os serviços em nuvem são cobrados
com base em preços pré-acordados?
Nesse item, 42 (45.65%) dos respondentes afirmaram que estes acordos
preestabelecidos em contrato são seguidos; 21 (22.83%) dos respondentes afirmaram
que não são seguidos os acordos firmados em contratos no tocante aos preços
praticados pelos serviços prestados; e 29 (31.52%) dos respondentes não opinaram
ou não responderam este questionamento.

4.3.10 Rateio de custo com Nuvem

Mesmo com custo relativamente baixo da Computação em Nuvem, realizou-se
um questionamento para tentar identificar se as empresas ou organizações
contratantes fazem o rateio interno do investimento em Nuvem. O questionamento
feito foi o seguinte: os custos com nuvem são rateados de acordo com o consumo de
cada área de negócio da sua Empresa/Organização?
Coletaram-se os seguintes dados nessa amostragem: 36 (39.13%) dos
respondentes afirmaram que não rateiam os custos da Nuvem internamente; 23

66

(25.00%) dos respondentes afirmaram que fazem o rateio; e 33 (35.87%) não
opinaram ou não responderam essa questão.

4.3.11 Quanto à auditoria do fornecedor

Os provedores de serviços em Nuvem possuem planejamentos para garantir a
satisfação na qualidade dos serviços prestados aos seus contratantes. Questionou-se
se os fornecedores fazem auditoria de seus processos para melhorar a qualidade de
seus serviços. Fez-se a seguinte pergunta: o serviço adquirido utiliza-se de auditorias
externas para redirecionar o plano estratégico da empresa fornecedora da Nuvem
para melhorar a qualidade do serviço? Para representar também essa coleta foi
desenvolvido o Gráfico 20.

Gráfico 20: Melhoria dos serviços.

Sempre

18,5%

37,0%

Quase sempre

44,6%

Nunca

Fonte: próprio autor.

Obtiveram-se as seguintes amostras: 41 (44.60%) afirmaram que os
provedores de serviços em nuvem nunca realizaram a auditoria para melhorar a
qualidade dos serviços ofertados; 34 (37.0%) dos respondentes afirmaram que quase
sempre é realizada essa auditoria de melhoramento dos serviços ofertado; e 17
(18.50%) dos respondentes afirmaram que sempre é realizada essa atividade de
melhoria.

67

4.4 Resumo do Capítulo

Neste capítulo apresentou-se a Coleta dos Dados, a partir de um total de 25
questões para esta pesquisa investigativa, cujas informações são pré-requisitos para
o capítulo seguinte de Análise de Dados, em que se realiza um estudo comparativo
entre as respostas com o objetivo de encontrar correlação, possibilitando a
identificação dos melhores casos a partir do treinamento realizado. A distribuição dos
gráficos foi apresentada de acordo com a perspectiva dos formulários (Dados
Preliminares, Não Utilizam Nuvem e Utilizam Computação em Nuvem). No capítulo
seguinte, aborda-se a análise dos resultados explicitados nesta seção, aplicando
mineração de dados para descoberta do conhecimento e fazendo uso da tarefa de
classificação com algoritmo inteligente J4810 (Árvore de Decisão).

10

Algoritmo de aprendizado para extração de conhecimento recodificado na linguagem JAVA, a partir
do algoritmo C4.5, que foi escrito na linguagem C (REVINT, Nº 1 2013).

68

5 ANÁLISE DOS DADOS

O capítulo de análise dos dados tem como objetivo encontrar as respostas para
os questionamentos feitos nessa pesquisa. A partir dessas análises, serão
apresentadas duas hipóteses como respostas para esta pesquisa.
Na seção 5.1 apresentam-se os conceitos e as definições sobre mineração de
dados, bem como as etapas que compõem a descoberta do conhecimento a partir da
mineração. Outro tópico dessa seção é o aprendizado automático e classificação por
árvore de decisão. A seção 5.2 apresenta a extração do conhecimento através dos
conjuntos de treinamentos com os respondentes que não usam Nuvem e com aqueles
que utilizam o serviço. Na seção 5.3, apresentam-se as discussões dos resultados,
apresentando os melhores casos descritos em cada hipótese. E, por fim, na seção
5.4, o resumo do capítulo.

5.1 Mineração de dados e Aprendizado automático
Para a etapa de análise, utilizou-se a ferramenta WEKA 3.6 (Ferramenta de
aprendizado automático), que foi fundamental no processo de aprendizado e
construção do conhecimento. Criou-se um conjunto de treinamento baseado nas
respostas dos participantes com as instâncias de quem usa ou não a Computação em
Nuvem. A partir desse conjunto de treinamento, realizou-se o processamento dos
dados visando à descoberta de conhecimento, utilizando-se para isso algoritmos
inteligentes da área de Inteligência Artificial, especificamente o aprendizado
automático.
Nos testes, utilizaram-se algumas técnicas existentes na ferramenta WEKA,
que é um Software livre do tipo Open Source (Código aberto) para mineração de
dados, implementada em Java e que foi desenvolvida por um grupo de pesquisadores
da Universidade de Waikato na Nova Zelândia. É provável que a ferramenta WEKA
tenha se consolidado como a ferramenta de Data Mining11 mais utilizada em ambiente
acadêmico, apresentando recursos de mineração como: classificação, clusterização
e associação, tendo disponível, para cada técnica, diversos algoritmos inteligentes.

11

Mineração de dados é a exploração e análise de grandes quantidades de dados, a fim de descobrir
padrões e regras significativas (BERRY e LINOFF, 2004).

69

Com base nesses recursos, optou-se pela utilização dessa ferramenta com o
propósito de encontrar a melhor técnica, e consequentemente o melhor resultado
minerado.

5.1.1 Mineração de dados

Para a extração e descoberta do conhecimento nessa pesquisa, utilizar-se-á a
técnica de Mineração de Dados, também conhecida como processo KDD, do inglês
knowledge-discovery in databases. Essa técnica surgiu nos anos 80 com a
necessidade de analisar dados volumosos.
A KDD trata-se de uma área de conhecimento multidisciplinar que abrange as
áreas de Inteligência Artificial, aprendizado de máquina, reconhecimento de padrões,
redes neurais, sistemas especialistas e principalmente tecnologia em banco de dados.
Pode-se, assim, dizer que KDD é um processo de extração e descoberta do
conhecimento através da mineração de uma base de dados.
Segundo Silberschatz (2006), Mineração de Dados é definida como sendo um
processo de analisar grandes bancos de dados de forma semiautomática para
encontrar padrões úteis. Já para Fayyad et al. (1996): “processo, não trivial, de
extração de informações implícitas, previamente desconhecidas e potencialmente
úteis, a partir dos dados armazenados em um banco de dados”.
A Figura 4 apresenta uma visão aproximada do processo de mineração de
dados com as seguintes etapas: entrada de dados, pré-processamento dos dados
(recursos, dimensionalidade, normalização e subconjunto de dados), Mineração dos
Dados e pós-processamento dos dados (padrões de filtragem, visualização e
interpretação de padrões).

Figura 3: Etapas do processo de descobrimento de em Data Mining.

70

Fonte: Tan et al. (2009, p. 4) – adaptado.

Para se chegar ao conhecimento, além dos processamentos vistos na figura 4,
a mineração possui outras fases desse processo CRISP-DM, de acordo com Larose
(2005):

1. Entendimento dos Negócios: nessa etapa, o foco é entender qual o
objetivo que se deseja atingir com a Mineração de Dados. O entendimento do
negócio irá ajudar nas próximas etapas.
2. Entendimento dos Dados: as fontes fornecedoras dos dados podem vir de
diversos locais e possuírem diversos formatos
3. Preparação dos Dados: devido às diversas origens possíveis, é comum que
os dados não estejam preparados para que os métodos de Mineração de
Dados sejam aplicados diretamente.
4. Modelagem: é nesta fase que as técnicas (algoritmos) de mineração serão
aplicadas.
5. Avaliação: considerada uma fase crítica do processo de mineração, nesta
etapa é necessária a participação de especialistas nos dados, conhecedores
do negócio e tomadores de decisão.
6. Distribuição: após executado o modelo com os dados reais e completos é
necessário que os envolvidos conheçam os resultados.

5.1.2 Aprendizado Automático

Aprendizagem de Máquina, ou Machine learning, como também é conhecida,
é uma técnica que permite que o computador aprenda ou aperfeiçoe seu desempenho
em certas tarefas através de algoritmos inteligentes: é conhecida como aprendizagem
de máquina que é um subcampo da Inteligência Artificial.
Para Russell e Norvig (2003), a Inteligência Artificial é uma das ciências mais
recentes, que atualmente abrange uma variedade enorme de subcampos, que vão
desde áreas de uso geral, como aprendizado e percepção, até tarefas mais
específicas, como jogos de xadrez.

71

Na maioria utilizam os algoritmos de aprendizagem de máquina que identificam
padrões dentro de um conjunto de dados. Alguns desses algoritmos existem há
bastante tempo, sendo aplicados nas mais diferentes áreas de conhecimentos,
indústria, meteorologia na previsão do tempo, na medicina com diagnóstico médico.
Enfim, está sendo utilizada nos mais diversos ramos da ciência.

5.1.3 Classificação por Árvore de Decisão

A classificação por Árvore de Decisão é uma técnica de pode ser aplicada nos
treinamentos Supervisionados

12e

Não-supervisionados13. Sua aplicação é com o

objetivo de prever valores de variáveis do tipo categóricas. Por exemplo, pode-se criar
um modelo para classificar os clientes de um estabelecimento como bom pagador ou
mau pagador. Nesse cenário, a classificação estabelece as categorias existentes no
treinamento. Camilo e Carlos (2009) fazem um detalhamento desse funcionamento
da classificação por árvore de decisão:
O método de classificação por Árvore de Decisão funciona como um
fluxograma em forma de árvore, onde cada nó (não folha) indica um teste feito
sobre um valor (por exemplo, (idade > 20). As ligações entre os nós
representam os valores possíveis do teste do nó superior, e as folhas indicam
a classe (categoria) a qual o registro pertence. Após a árvore de decisão
montada, para classificarmos um novo registro, basta seguir o fluxo na árvore
(mediante os testes nos nós não-folhas) começando no nó raiz até chegar a
uma folha. Pela estrutura que formam, as árvores de decisões podem ser
convertidas em Regras de Classificação.

A árvore de decisão também pode ser gerada utilizando a configuração com
podagem ou sem podagem, segundo Breiman (1998). Essa configuração é utilizada
para prevenir o problema do overfitting, que é um ajuste demasiado dos dados de
treinamento, e para melhorar a classificação deve-se realizar a poda ou não da árvore.
Para esta classificação utilizou-se o algoritmo J48, embora existam outras
técnicas/tarefas com outros algoritmos, como cluster com algoritmo CobWeb,
Associação com algoritmo Apriori, entre outros. A justificativa da utilização desse
12

Neste tipo de aprendizagem, existe um "professor" que avalia a resposta da rede ao padrão atual
de inputs. Disponível em: http://home.isr.uc.pt/~paulo/PROJ/NN95/node31.html Acesso em 10 de
dezembro de 2015.
13 Nesta forma de aprendizagem, não existe "professor". A rede tem de descobrir sozinha relações,
padrões, regularidades ou categorias nos dados que lhe vão sendo apresentados e codificá-los nas
saídas. Disponível em: http://home.isr.uc.pt/~paulo/PROJ/NN95/node31.html Acesso em 10 de
dezembro de 2015.

72

algoritmo é que, além de ser um classificador comumente utilizado pela comunidade
acadêmica, é possível trabalhar com variáveis categóricas e fácil interpretação dos
resultados, ele também é um classificador baseado em árvore de decisão, que pode
mostrar/evidenciar as relações que levam um determinado respondente a utilizar ou
não nuvem. Outro fator motivador para usar a tarefa de classificação é a possibilidade
de criar um modelo capaz de a partir dos questionamentos levantados, as perguntas
comuns, ser possível predizer as evidências de utilização ou não da Computação em
Nuvem, bem como o seu nível de satisfação.
Para Camilo e Carlos (2009), o sucesso das árvores de decisão se deve ao fato
de ser uma técnica extremamente simples, não necessita de parâmetros de
configuração e geralmente tem um grau de assertividade muito bom. Apesar de ser
uma técnica extremamente poderosa, é necessária uma análise detalhada dos dados
que serão usados para garantir bons resultados.

5.2. Extração do conhecimento

Para a extração do conhecimento a partir dos atributos quantitativos, foi
utilizado o treinamento supervisionado, aplicando a tarefa de classificação com árvore
de decisão, a partir da utilização do algoritmo de aprendizado J4814. Isso permitiu a
classificação das respostas e geração da árvore, utilizando-se do processamento
“com poda” e “sem poda”, no qual o conhecimento adquirido é representado por meio
de regras.

5.2.1 Treinamento com participantes que NÃO usam Nuvem

O primeiro conjunto de treinamento foi projetado no intuito de identificar os
participantes que não utilizam nuvem, com o classificador J48 gerando uma árvore
para cada configuração utilizada (com e sem poda). Pode-se ter uma visão geral da
árvore de decisão construída na figura presente no Apêndice B1 deste trabalho. Esse
processamento foi realizado conforme as configurações padrões da ferramenta

14

Algoritmo de aprendizado para extração de conhecimento recodificado na linguagem JAVA, a partir
do algoritmo C4.5, que foi escrito na linguagem C (REVINT, Nº 1 2013).

73

WEKA, utilizando o Cross-Validation15, no qual foi gerada uma árvore de tamanho 25
(vinte e cinco) e com 21 (vinte e uma) folhas.
Na visualização em um nível mais detalhado, foram destacados da árvore
gerada os principais ramos, a partir da classificação dos resultados para os vetores
de atributos. Vale ressaltar que para todos os conjuntos de treinamentos realizaramse as configurações com podagem e sem podagem da árvore, a fim de encontrar os
melhores casos nessas formações das árvores e suas folhas serão representadas
pelo identificador R=resultado, como por exemplo, R1, R2, R3 ...Rn.

5.2.1.1 Treinamento com participantes que NÃO usam Nuvem - Com poda
Para a subárvore cujo o nó faturamento é entre “1 e 2 milhões/ano” e segmento,
o classificador identificou os melhores resultados, que podem ser visualizados na
Figura 5, onde os resultados são representados de R1 a R6.
Figura 4: Árvore de decisão – Faturamento entre 1 e 2 Milhões.

Fonte: próprio autor.

 (R1) Empresas do segmento de “Comércio Varejista” cujo faturamento se
encontra entre 1 e 2 milhões anual. O treinamento classificou que utilizaria
Nuvem, com base nas 13 (treze) ocorrências do treinamento, sendo
identificados 38.4% das instâncias classificadas incorretamente. Supõe-se que

15

Técnica
de
treinamento
utilizando
uma
Validação
Cruzada.
Disponível
https://www.weka.de/suche/cross+validation Acesso em 02 de dezembro de 2015.

em:

74

estas empresas são de pequeno porte e que estão descobrindo um potencial
na nuvem.
 (R2) Empresas do segmento de “Comércio Atacadista” cujo faturamento se
encontra entre 1 e 2 milhões anual. O treinamento classificou que utilizaria
Nuvem, com base nas 27 (vinte e sete) ocorrências do treinamento, sendo
identificados 22.22% das instâncias classificadas incorretamente. É provável
que empresas que atuam nesse nicho de mercado tenham uma tendência a
aderir ainda mais ao ambiente Nuvem, de acordo com a classificação do
treinamento.

(R3) Empresas do segmento de “Prestação de Serviços” e com faturamento

entre 1 e 2 milhões anual. O treinamento classificou que a maioria não utilizaria
Nuvem, com base nas 52 (cinquenta e duas) ocorrências do treinamento, sendo
identificados 40.38% instâncias classificadas incorretamente. Vale lembrar que
um treinamento pode ser considerado malsucedido se atingir acima de 50%
das instâncias classificadas incorretamente das ocorrências processadas.
Provavelmente, como se tratam de empresas de prestação de serviços com
baixo faturamento, elas não tenham recursos para investir na Computação em
Nuvem.

(R4) Empresas do segmento “Industrial” cujo faturamento encontra-se entre

1 e 2 milhões anual. O treinamento classificou que utilizaria Nuvem, com base
nas 11 (onze) ocorrências do treinamento e 100% de acertos, o treinamento foi
bem-sucedido para essa classificação. Pelo faturamento desse segmento, é
provável que sejam indústrias pequenas e que estão apostando na Nuvem para
o aumento do seu faturamento.
 (R5) As empresas que atuam em “OUTROS segmentos” com faturamento
entre 1 e 2 milhões anual. O treinamento classificou que utilizaria Nuvem, com
base nas 22 (vinte e duas) ocorrências do treinamento, sendo identificados
18.18% das instancias classificadas incorretamente.

Vale ressaltar que para essa ramificação o caso considerado insignificante

(R6) não foi detalhado nessa análise.
Para a subarvore em que o nó faturamento é “menor que 500 mil” anual, o
classificador identificou os melhores resultados que podem ser analisados na Figura
6, onde os resultados são representados de R1 a R6.

75

Figura 5: Árvore de decisão – Faturamento Menos que 500 mil.

Fonte: próprio autor.

 (R1) Empresas do segmento de “Comércio Varejista” cujo faturamento é
menor que 500 mil anual. O treinamento classificou que 100% não utilizaria
Nuvem, com base nas 14 (quatorze) ocorrências do treinamento para essa
classificação. É possível que o faturamento seja o principal motivo para não
investir na Computação em Nuvem, pois se tratam de empresas com
faturamento muito baixo.
 (R6) Empresas do segmento “Governamental” de faturamento inferior a 500
mil anual. O treinamento classificou que a maioria não utilizaria nuvem, com
base nas 25 (vinte e cinco) ocorrências do treinamento, sendo identificado que
8.0% das instâncias foram classificadas incorretamente. Pressupõe-se que o
faturamento também esteja associado à não adesão.
 Para os resultados R2, R3, R4 e R5, o classificador considerou-os
insignificante em função das quantidades de ocorrências.
Para a subárvore cujo o nó faturamento é acima de 1 (um) bilhão anual, o
classificador identificou os melhores casos, que podem ser visualizados melhor na
Figura 7, onde os resultados são representados de R1 a R6.

76

Figura 6: Árvore de decisão – Faturamento Acima de 1 Bilhão.

Fonte: próprio autor.

 (R1) Empresas do segmento de “Comércio Varejista“ cujo faturamento se
encontra acima de 1 Bilhão anual. O treinamento classificou que utilizaria
Nuvem, com base nas 5 (cinco) ocorrências do treinamento e 100% de acertos
para essa classificação. Presume-se que esse resultado seja por conta da
grande quantidade de estabelecimentos existentes hoje no Brasil. Alinhado a
isto, pode-se dizer também que o fator redução de custo influencia esse
resultado.

(R2) Empresas do segmento de “Comércio Atacadista” cujo faturamento é

superior a 1 bilhão anual. O treinamento classificou que a maioria não utilizaria
Nuvem, com base nas 11 (onze) ocorrências do treinamento, sendo
identificadas 18.18% das instâncias classificadas incorretamente. De acordo
com essa classificação, pode-se dizer que o faturamento da empresa não seja
o principal motivo para a não adesão, pois faturam acima de 1 bilhão. Um fator
que provavelmente influencie essa classificação é que as grandes empresas
atacadistas estão migrando para o formato misto que é uma nova bandeira
chamada Atacarejo16 e essa especificação não foi abordada na pesquisa.
 (R4) Empresas do segmento “Industrial” cujo faturamento “Acima de 1

Bilhão” anual, o treinamento classificou que utilizaria nuvem com base nas 4
(quatro) ocorrências do treinamento, sendo identificado que 25% das instâncias
foram classificadas incorretamente. Com esses dados, é provável que as
16

Forma de comércio que mistura atacado de venda de mercadorias em grandes ou médias
quantidades. Disponível em: http://www.atacarejo.com.br/ Acesso em: 2 de dezembro de 2015.

77

empresas desse segmento estejam em busca de redução de custo com o
investimento em Nuvem.
 Para as classificações dos resultados R3, R5 e R6, o classificador

considerou os resultados insignificantes em virtude das quantidades das
ocorrências.
Para a subárvore com nó outros faturamentos, o classificador identificou os dois
melhores casos, que são detalhados melhor na Figura 8, onde os resultados são
representados de R1 a R3.
Figura 7: Árvore de decisão – Outros Faturamentos

Fonte: próprio autor.

 (R2) Empresas cujo faturamento está entre 2 milhões e 10 milhões anual. O
treinamento classificou que a maioria não utilizaria Nuvem, com base nas 48
(quarenta e oito) ocorrências do treinamento e 100% de acerto para essa
classificação.
 (R3) Empresas com o faturamento entre 500 mil e 1 milhão anual. O
treinamento classificou que a maioria não utilizaria Nuvem, com base nas 31
(trinta e uma) ocorrências realizadas pelo treinamento e 100% de acerto para
essa classificação.

78

Presume-se que para esses casos os segmentos não possuam conhecimento
suficiente para utilizar essa tecnologia. Somente o resultado R1 não possui
significância para esta classificação.

5.2.1.2 Matriz de Confusão – Com poda

A matriz de confusão quantifica quantos exemplos da base de dados utilizada
seriam classificados corretamente pelo modelo construído e representado na diagonal
principal, sendo que os que seriam classificados incorretamente são representados
pela diagonal transversal. FONSECA (1994)
A importância da matriz de confusão é poder mostrar como o modelo de
classificação se comporta com os dados obtidos através dos questionamentos,
quantos casos ele acerta/erra, quantos são os falsos positivos. Também pode-se dizer
que é um resultado geral das instâncias classificadas corretas ou incorretamente.
Essa interpretabilidade pode ser vista na Tabela 1 com o resultado do conjunto
de treinamento dos respondentes que não usam nuvem quando configurado com
poda. O algoritmo classificador J48 apresentou os seguintes resultados na matriz de
confusão:
Tabela 1: Matriz de Confusão não usa nuvem – com poda.
A
150
26

B
25
66

Não
Sim

Fonte: próprio autor.

Na interpretabilidade da matriz temos: na linha diagonal principal, representada
pelos valores 150 (cento e cinquenta) e 66 (sessenta e seis), que somados encontrase o total 216 (duzentos e dezesseis) instâncias classificadas corretamente; a mesma
operação é realizada para a diagonal transversal, representada pelos valores 26 (vinte
e seis) e 25 (vinte e cinco), em que 51 (cinquenta e um) instâncias foram classificadas
incorretamente gerando um total geral de 267 (duzentos e sessenta e sete) instâncias
para ambas as diagonais.

79

 Instâncias classificadas corretamente com porcentagem: (216/267)*100=
80.8989%.
 Instâncias

classificadas

incorretamente

tiveram

a

porcentagem:

(51/267)*100= 19.1011% de acurácias.
Em geral, pode-se concluir que o "erro médio" seria de 19.10%. Assim, prevêse que, quando se utilizar o modelo para classificar com poda, erra-se em 19.10% dos
casos.

5.2.1.3 Treinamento com participantes que NÃO usam Nuvem - Sem poda

Para o processamento desse treinamento, foi alterado o parâmetro de
configuração (Unpruned = True), utilizando o Cross-Validation, essas configurações
implicam no tamanho da árvore a ser gerada/classificada e, após essas alterações,
gerando uma árvore de tamanho 62 (sessenta dois) nós com 52 (cinquenta e duas)
folhas, podendo também influenciar a quantidade de acertos das ocorrências, ficando
baixa. Após a geração da árvore destacaram-se seus ramos de acordo com as
melhores classificações. A visão geral da árvore de decisão pode ser visualizada no
Apêndice B2 deste trabalho.
Para a subárvore com os nós Total Colaborador e segmento Varejista, o
classificador identificou os três melhores casos, detalhados na Figura 9, onde os
resultados são representados de R1 a R7.

80

Figura 8: Árvore de decisão – Total Colaborador e Varejista.

Fonte: próprio autor.

 (R1) Empresas com mais de 1000 colaboradores e segmento “Varejista”. O
treinamento classificou que utilizaria Nuvem, com base nas 3 (três) ocorrências
do treinamento e somente 33.33% das instâncias classificadas incorretamente.
É provável que essa ocorrência para esse atributo (Total de colaboradores)
classifique essas empresas como sendo empresas de grande porte, talvez por
essa razão elas estejam em busca da economia de recursos.
 (R6) Empresas com quantidade de colaboradores entre 21 e 50 e segmento
“Varejista”. O treinamento classificou que utilizaria Nuvem, com base em 3
(três) ocorrências realizadas pelo treinamento e 33.33% das instâncias
classificadas incorretamente. Mesmo com pouca ocorrência para essa
classificação, mas consideradas suficientes para a análise, foi possível
identificar que empresas pequenas possuem interesse na Nuvem.
 (R7) Empresas com menos de 20 colaboradores e segmento “Varejista”. O
treinamento classificou que utilizaria Nuvem, com base em 6 (seis) ocorrências
realizadas

pelo

treinamento

e

33.33%

das

instâncias

classificadas

incorretamente. Embora essa quantidade de ocorrências tenha sido baixa, mas
suficiente, é possível identificar na classificação que empresas com poucos
colaboradores também estão utilizando Nuvem.

81

 Para as classificações dos resultados R2, R3, R4 e R5, o classificador

considerou os dados insignificantes em virtude das quantidades de ocorrências.
Para a subarvore com os nós Total Colaborador e segmento Atacadista, o
classificador identificou os dois melhores casos, detalhados na Figura 10, onde os
resultados são representados de R1 a R7.
Figura 9: Árvore de decisão – Total Colaborador e Atacadista.

Fonte: próprio autor.

 (R1) Empresas com mais de 1000 colaboradores e segmento “Atacadista”.
O treinamento classificou que utilizaria Nuvem, com base nas 9 (nove)
ocorrências

do

treinamento

e

22.22%

das

instâncias

classificadas

incorretamente. Novamente, as quantidades das ocorrências nas respostas
foram baixas, mas, mesmo assim, o classificador consegue identificar a
utilização da nuvem com base no segmento e quantidade de colaborador.
 (R7) Empresas com menos de 20 colaboradores e segmentos “Atacadista”.
O treinamento classificou que utilizaria Nuvem, com base em 13 (treze)
ocorrências realizadas pelo treinamento e 7.69% das instâncias classificadas
incorretamente. Para essa classificação, pode-se observar que existiu um

82

percentual de acerto muito bom, acredita-se que essa adesão seja por conta
da expansão dos pequenos varejos.
 Para as classificações dos resultados R2, R3, R4, R5 e R6, o classificador
considerou os números insignificantes em virtude das quantidades de
ocorrências.
Para a subárvore com os nós Quantidade de Colaborador e segmento
Prestação de Serviços, o classificador identificou os cinco melhores casos detalhados
na Figura 11, onde os resultados são representados de R1 a R8.
Figura 10: Árvore de decisão – Total Colaborador e Prestação de Serviços.

Fonte: próprio autor.

 (R1) Empresas com mais de 1000 colaboradores e segmento “Prestação de
serviços”, cujo respondente é “Responsável pela TIC”. O treinamento
classificou que a maioria não utilizaria Nuvem, com base nas 25 (vinte e cinco)
ocorrências do treinamento e 36% das instâncias classificadas incorretamente.
Para esta classificação, há alguns atributos diversificados que são “Total de
colaboradores”, segmento de “Prestação de serviço” e se é “Responsável pela
TIC”. É provável que se trate de empresas de grande porte no segmento de
prestação de serviços em virtude da quantidade de colaboradores acima de
1000 e que, mesmo sendo empresas grandes, é possível que não estejam

83

interessadas em investir na nuvem. Outra observação é o fato do respondente
não ser o responsável pelas decisões dentro do setor de TIC, o que pode ter
influenciado no resultado desse treinamento.
 (R2) Empresas com mais de 1000 colaboradores do segmento “Prestação
de Serviços”, cujo respondente é responsável pela TIC. O treinamento
classificou que utilizaria Nuvem, com base nas 7 (sete) ocorrências do
treinamento e 42.85% das instâncias classificadas incorretamente. Mesmo a
ocorrência de erros para essa classificação tendo sido grande, se comparado
ao número de vezes que isso acontece, é possível identificar a classificação
correta, pois o respondente do questionário é o responsável pela TIC.
Pressupõe-se que ele tenha poder de mudança dentro da organização, daí o
fato de usar nuvem para essa classificação.
 (R4) Empresas com número de colaboradores entre 201 e 500 do segmento
“Prestação de Serviços”. O treinamento classificou que utilizaria Nuvem, com
base em 4 (quatro) ocorrências realizadas pelo treinamento, sendo 25% das
instâncias classificadas incorretamente. Novamente devido à quantidade de
colaboradores, em que se pode categorizar como empresa de médio porte,
presume-se que essa categoria e segmento também estejam aderindo à
Nuvem.
 (R7) Empresas com número de colaboradores entre 21 e 50 do segmento
“Prestação de Serviços”. O treinamento classificou que utilizaria Nuvem, com
base em 4 (quatro) ocorrências realizadas pelo treinamento e 25% das
instancias classificadas incorretamente. Essa classificação é um pouco
semelhante à classificação das empresas “entre 201 e 500 colaboradores” e
pode-se concluir que também nessa categoria as empresas estão aderindo à
Nuvem.
 (R8) Empresas com menos de 20 colaboradores do segmento “Prestação de
Serviços”. O treinamento classificou que a maioria não utilizaria Nuvem, com
base em 7 (sete) ocorrências realizadas pelo treinamento e 14.28% das
instâncias classificadas incorretamente. Nessa classificação, pode-se perceber
que se tratam de empresas de pequeno porte, daí presume-se que, para essas
empresas, não existe interesse na Nuvem em virtude de recursos para o
investimento.

84

 Para as classificações dos resultados R3, R5 e R6, o classificador
considerou os números insignificantes em virtude das quantidades de
ocorrências.

Para a subárvore com o nó outros segmentos, o classificador identificou
somente um caso, detalhado na Figura 12, onde os resultados são representados de
R1 e R2.
Figura 11: Árvore de decisão – Outros segmentos.

Fonte: próprio autor.

 (R2) Para as empresas de “Outros segmentos”, o treinamento classificou que
a maioria não utilizaria Nuvem, com base nas 22 (vinte e duas) ocorrências do
treinamento e 18.18% das instâncias classificadas incorretamente. Nessa
classificação, a quantidade de acertos é muito satisfatória, sendo possível que
essas empresas classificadas não conheçam a tecnologia Nuvem, a partir do
grau de acerto do classificador.

 Para o resultado da classificação R1 o treinamento não o considera
significante.
5.2.1.4 Matriz de Confusão – Sem poda

Para o conjunto de treinamento dos respondentes que não usam nuvem,
quando foi configurado como “SEM PODA”, o algoritmo classificador J48 apresentou
os seguintes resultados na matriz de confusão. A interpretabilidade pode ser vista na
Tabela 2 com o resultado do conjunto de treinamento dos respondentes que não usam
nuvem.

85

Tabela 2: Matriz de Confusão – Sem poda.
A
151
23

B
24
69

Não
Sim

Fonte: próprio autor.

Na interpretabilidade da matriz temos: na linha diagonal principal, representada
pelos valores 151 (cento e cinquenta e um) e 69 (sessenta e nove), há um total 220
(duzentos e vinte) instâncias classificadas corretamente; a mesma operação é
realizada para a diagonal transversal, representada pelos valores 23 (vinte e três) e
24 (vinte e quatro), totalizando 47 (quarenta e sete) instâncias classificadas
incorretamente, gerando um total geral de 267 (duzentos e sessenta e sete) instâncias
para ambas as diagonais.
 Instâncias classificadas corretamente com porcentagem (220/267)*100=
82.397% de exatidão.
 Instâncias classificadas incorretamente com procentagem (47/267)*100=
17.603% de inexatidão.

Em geral, pode-se concluir que o "erro médio" seria de 17.603%. Assim, prevêse que, quando se utilizar o modelo para classificar sem poda, erra-se em 17.603%
dos casos.

5.2.2 Treinamento com participantes que usam Nuvem - Satisfação

A outra linha de investigação desta pesquisa é identificar se as empresas que
estão utilizando Nuvem no momento estão realmente satisfeitas com os serviços
ofertados/utilizados. Com base nessa linha, foi desenvolvido um conjunto de
treinamento para a verificação das hipóteses. Também para esse aprendizado
automático, foram realizados os testes com a configuração com poda e sem poda,
para verificar qual o melhor resultado encontrado.
Outra situação realizada para esse treinamento foi a exclusão de alguns
atributos que para a análise não tinham significância, como: auditoria de processos,
rateio dos custos entre os setores da organização, preços praticados e outros. É

86

provável que esses atributos não tenham influência no grau de satisfação dos usuários
de nuvem participantes dessa pesquisa.
5.2.2.1 Treinamento com participantes que usam Nuvem – Com poda

Para o processamento desse treinamento, permaneceu a configuração padrão
utilizando o Cross-Validation, o que gerou uma árvore de tamanho 6 (seis) com 5
(cinco) folhas. Também nesta árvore, destacaram-se seus ramos de acordo com as
melhores classificações. A visão geral da árvore de decisão se encontra no apêndice
B3 desta dissertação.
Para a subárvore cujo o nó a satisfação da Segurança da Nuvem Privada é
questionada, o classificador identificou os melhores casos, detalhados na Figura 13,
onde os resultados são representados de R1 a R4.
Figura 12: Árvore de decisão – Segurança da Nuvem Privada.

Fonte: próprio autor.

 (R1) Empresas que estão utilizando Nuvem Privada e se sentem muito
confortáveis com a segurança. O treinamento classificou que essas empresas
estão satisfeitas com esse serviço, pois o classificador realizou 30 (trinta)
ocorrências, com 16.66% das instâncias classificadas incorretamente. É
provável que essa classificação tenha sido encontrada porque as empresas se
sentem seguras ao utilizarem Nuvem Privada, daí o nível de satisfação desses
respondentes ter alcançado uma boa acurácia.
 (R2) Empresas que estão utilizando Nuvem Privada e estão pouco
confortáveis com a segurança. O treinamento classificou que essas empresas
estão pouco satisfeitas com esse serviço, pois o classificador realizou 23 (vinte

87

e três) ocorrências, com 39.130% das instâncias classificadas incorretamente.
Como a Nuvem Privada foi identificada como “pouco confortável”, é possível
que isso tenha influenciado o resultado do treinamento.
 (R3) Empresas que estão utilizando Nuvem Privada e estão razoavelmente
confortáveis com a segurança. O treinamento classificou que, mesmo estando
razoavelmente confortáveis, essas empresas estão satisfeitas com esse
serviço, pois o classificador realizou 28 (vinte e oito) ocorrências com 32.142%
das instâncias classificadas incorretamente. É possível que essas empresas
não estejam focadas em acompanhar a qualidade do serviço de Nuvem Privada
no momento.

 (R4) Empresas que estão utilizando Nuvem Privada e estão totalmente
desconfortáveis com a segurança. O treinamento classificou que essas
empresas estão pouco satisfeitas com esse serviço, pois o classificador
realizou 8 (oito) ocorrências com 25% das instâncias classificadas
incorretamente. É possível que o atributo totalmente desconfortável tenha
influenciado no resultado do treinamento.
5.2.2.2 Matriz de Confusão – Com poda

Para o conjunto de treinamento dos respondentes que usam nuvem quando foi
configurado como “com poda”, o algoritmo classificador J48 apresentou os seguintes
resultados na matriz de confusão. Essa interpretabilidade pode ser vista na Tabela 3
com o resultado do conjunto de treinamento dos respondentes que usam nuvem.
Tabela 3: Matriz de Confusão Usa Nuvem – Com poda.
A
42
19

B
14
17

Não
Sim

Fonte: próprio autor.

Na interpretabilidade da matriz temos: na linha diagonal principal, representada
pelos valores 42 (quarenta e dois) e 17 (dezessete), encontra-se o total 59 (cinquenta
e nove) instâncias classificadas corretamente; a mesma operação é realizada para a
diagonal transversal, representada pelos valores 19 (dezenove) e 14 (quatorze),

88

somando 33 (trinta e três) instâncias que foram classificadas incorretamente, gerando
um total geral de 92 (noventa e dois) instâncias para ambas as diagonais.
 Instâncias classificadas corretamente com porcentagem (59/92)100=
64.1304% de exatidão.
 Instâncias classificadas incorretamente com porcentagem (33/92)*100=
35.8696% de inexatidão.

Em geral, pode-se concluir que o "erro médio" seria de 35.8696%. Assim,
prevê-se que, quando se utilizar o modelo para classificar com poda, erra-se em
35.8696% dos casos.
5.2.2.3 Treinamento com participantes que usam Nuvem – Sem poda

Para o processamento desse treinamento, alterou-se a configuração padrão
parametrizando a propriedade (Unpruned = True), mantendo-se a opção de CrossValidation com Folds = 10, gerando-se uma árvore de tamanho 46 com 38 folhas.
Dessa árvore gerada, destacaram-se seus ramos de acordo com as melhores
classificações. A visão geral da árvore de decisão se encontra no Apêndice B4 desta
dissertação.
Para a subárvore composta pelos nós satisfação da Segurança da Nuvem
Privada e “Quantidade de colaborador”, o classificador identificou os melhores casos,
detalhados na Figura 14, onde os resultados são representados de R1 a R5.
Figura 13: Árvore de decisão – Seg. da Nuvem Privada e Colaboradores

Fonte: próprio autor.

89

 (R1) Empresas que estão utilizando Nuvem Privada e estão muito
confortáveis com a segurança e possuem menos que 20 colaboradores. O
treinamento classificou que essas empresas estão satisfeitas com a
Computação em Nuvem, em virtude do item de segurança prestado no serviço,
pois o classificador realizou 5 (cinco) ocorrências com 40% das instâncias
classificadas incorretamente. Embora a quantidade de erros se aproxime de
50% do total de ocorrência, considera-se um bom resultado, tendo em vista que
existe uma variável na classificação anterior que é “muito confortável”.
 (R2) Empresas que estão utilizando Nuvem Privada e estão muito
confortáveis com a segurança e possuem entre 21 e 50 colaboradores. O
treinamento classificou que essas empresas estão satisfeitas com a
Computação em Nuvem, em função do item de segurança, pois o classificador
realizou 5 (cinco) ocorrências com 25% das instâncias classificadas
incorretamente. Embora a quantidade de erros se aproxime de 20% do total
de ocorrência, considerou-se um bom resultado.

 (R5) Empresas que estão utilizando Nuvem Privada e estão muito
confortáveis com o item de segurança e possuem mais de 1000 colaboradores.
O treinamento resultou em 100% de exatidão, isso significa que estas
empresas podem estar realmente satisfeitas com a Computação em Nuvem.
Presume-se que são empresas de grande porte buscando melhorias em seu
faturamento e redução de custo.
 Para as classificações dos resultados R3 e R4, o classificador considerou os
números insignificantes em virtude das quantidades de ocorrências.

Para a subarvore composta pelos nós satisfação da Segurança da Nuvem
Privada, Redução de Custo e Tipo de Serviços Utilizados, o classificador identificou
os melhores casos, detalhados na Figura 15, onde os resultados são representados
de R1 a R9.

90

Figura 14: Árvore de decisão –Seg. Nuvem Privada, Custo e Tipo de Serviço.

Fonte: próprio autor.

 (R1) Empresas que estão utilizando Nuvem Privada e estão razoavelmente
confortáveis com a segurança e possuem redução de custo acima de 50%. O
treinamento classificou que estão “Satisfeitas” com a Computação em Nuvem,
pois o classificador realizou 100% de acertos para essa classificação. Presumese que o fato de essas empresas estarem razoavelmente confortáveis com o
item de segurança da Nuvem Privada não significa dizer que não estejam
satisfeitas com a Computação em Nuvem de modo geral. Acredita-se que o que
deve garantir a satisfação é a redução de custo, que é acima de 50% nos
investimentos dos recursos.
 (R2) Empresas que estão utilizando Nuvem Privada e estão razoavelmente
confortáveis

com

a

segurança

e

possuem

redução

de

custo

de

aproximadamente de 20%. O treinamento classificou que essas empresas
estão satisfeitas com a Computação em Nuvem, em função da redução de
custo, pois o classificador identificou 11 (onze) ocorrências com 9.09% das
instâncias classificadas incorretamente.
 (R8) Empresas que estão utilizando Nuvem Privada e estão razoavelmente
confortáveis com a segurança e possuem redução de custo aproximadamente
de 30%. O treinamento classificou que estão satisfeitas com a Computação em

91

Nuvem em virtude da redução de custo, pois o classificador obteve 3 (três)
ocorrências com 33.33% das instâncias classificadas incorretamente. É
possível que o tipo de armazenamento para essa classificação tenha
influenciado no classificador.
 Para as classificações dos resultados R3, R4, R5, R6, R7 e R9, o
classificador considerou os números insignificantes em virtude das quantidades
de ocorrências.

Para a subárvore composta pelos nós satisfação da Segurança da Nuvem
Privada e Redução de Custo, o classificador identificou somente um caso, detalhado
na Figura 16, onde os resultados são representados de R1 a R6.
Figura 15: Árvore de decisão – Seg. da Nuvem Privada, Redução de custo.

Fonte: próprio autor.

 (R4) Empresas que estão utilizando Nuvem Privada e estão totalmente
desconfortáveis com a segurança. O treinamento classificou que estão pouco
satisfeitas com a adesão à Nuvem, pois o classificador realizou 100%
corretamente para essa classificação. Presume-se que, mesmo tendo uma
redução de custo de aproximadamente 40%, essas empresas estão
desconfortáveis quanto à segurança da Nuvem Privada podendo existir algum
fator externo que justifique essa insatisfação.
 Para as classificações dos resultados R1, R2, R3, R5 e R6, o classificador
considerou os números insignificantes em virtude das quantidades de
ocorrências.

92

Para a subárvore composta pelos nós satisfação da Segurança da Nuvem
Privada, Segmento e Características da Nuvem, o classificador identificou somente
um caso, detalhado na Figura 17, onde os resultados são representados de R1 a R5.
Figura 16: Árvore de decisão –Nuvem Privada, Segmento e Características.

Fonte: próprio autor.

 (R1) Empresas que estão utilizando Nuvem Privada e estão pouco
confortáveis e pertencem ao segmento de “Prestação de serviços”. O
treinamento classificou que essas empresas estão pouco satisfeitas com a
disponibilidade da Nuvem, pois o classificador realizou 4 ocorrências com 25%
das instâncias classificadas incorretamente. É provável que essa classificação
se dê em função da disponibilidade de recursos e, como são do segmento de
prestação de serviços, elas dependem de outros fornecedores de serviços para
executar suas demandas.

 Para as classificações dos resultados R2, R3, R4 e R5, o classificador
considerou os números insignificantes em virtude das quantidades de
ocorrências.
5.2.2.4 Matriz de Confusão – Sem poda

Para o conjunto de treinamento dos respondentes que usam nuvem quando foi
configurado como “sem poda”, o algoritmo classificador J48 apresentou os seguintes

93

resultados na matriz de confusão. Essa interpretabilidade pode ser vista na Tabela 4
com o resultado do conjunto de treinamento dos respondentes que usam nuvem.
Tabela 4: Matriz de Confusão Usa Nuvem – Sem poda.
A
37
23

B
19
13

Não
Sim

Fonte: próprio autor.

Na interpretabilidade da matriz temos: na linha diagonal principal, representada
pelos valores 37 (trinta e sete) e 13 (treze), encontra-se o total de 50 (cinquenta)
instâncias classificadas corretamente; a mesma operação é realizada para a diagonal
transversal, representada pelos valores 23 (vinte e três) e 19 (dezenove), somando
42 (quarenta e dois) instâncias que foram classificadas incorretamente, gerando um
total geral de 92 (noventa e duas) instâncias para ambas as diagonais.
 Instâncias classificadas corretamente com porcentagem (50/92)100=
54.3478% de exatidão.
 Instâncias classificadas incorretamente com porcentagem (42/92)*100=
45.6522% de inexatidão.
Em geral, pode-se concluir que o "erro médio" seria de 45.6522%. Assim,
prevê-se que, quando se utilizar o modelo para classificar sem poda, erra-se em
45.6522% dos casos.

5.3 Discussão dos Resultados

No que tange aos resultados, percebeu-se o desprezo de algumas variáveis
por parte do algoritmo de classificação. Um fator a se considerar é a correlação entre
as perguntas, sendo que nem todas essas perguntas possuíam uma paridade, o que
impediu que fosse aplicada a análise final dessas respostas para os 25 vetores de
atributos.
A forma como foi elaborada a pesquisa apresenta duas linhas de investigação
o que, consequentemente, gera duas hipóteses (para explicar o não uso da Nuvem e
a satisfação do uso da Nuvem). Essas hipóteses evidenciarão a identificação dos

94

motivos da não adesão levando em conta os melhores casos do classificador, assim
como os indicadores de satisfação por parte daqueles respondentes que já se
encontram no ambiente computacional em Nuvem.
Na Tabela 5, podem-se visualizar os casos em que se alcançou 100% de
exatidão para os treinamentos realizados.

Tabela 5: Casos com 100% de acertos
Conjunto
Treinamento

Variáveis

Tipo
Treino

Melhor
Resultado

NÃO usa Nuvem

Segmento(indústrial) ROB >=1 e 2<= Mi

Com poda

R4

11 Sim

NÃO usa Nuvem

Segmento(Varejista)ROB <=500 Mil

Com poda

R1

14 Não

NÃO usa Nuvem

Segmento(Varejista)ROB >=1 Bi

Com poda

R1

5 Sim

NÃO usa Nuvem

Segmento(Outros) ROB >=2 e 10<= Mi

Com poda

R2

48 Não

Instâncias Classificador

NÃO usa Nuvem

Segmento(Outros) ROB >=500 e 1<= Mi

Com poda

R3

31 Não

Usa Nuvem

N.Privada Quantidade Colab. >= 1000

Sem poda

R5

15 Satisfeito

Usa Nuvem

N.Privada Redução de Custo >= 50%

Sem poda

R1

3 Satisfeito

Usa Nuvem

N.Privada Redução de Custo >= 40%

Sem poda

R4

4 Satisfeito

Fonte: próprio autor.

5.3.1 Hipótese para não usar Nuvem

A pesquisa investigativa realizada nesta dissertação abordou alguns aspectos
na tentativa de encontrar variáveis como resposta da não adesão à Computação em
Nuvem, tentando identificar questões bem específicas para nortear essa problemática.
Nesta hipótese presume-se que o faturamento anual, de modo geral, talvez não
seja o fator determinante para a não adesão à Computação em Nuvem, tendo em
vista que o classificador identificou com 100% de exatidão nesse aspecto no
treinamento. Empresas que faturam entre 2 milhões e 10 milhões anualmente, bem
como empresas que faturam entre 500 mil e 1 milhão de Receita Operacional Bruta
(ROB), são empresas de pequeno porte, conforme tabela de classificação do BNDES
(2010). É possível que essas empresas não possuam recurso suficiente para esse
tipo de investimento. Para Saraceni et al. (2011), mais de 90% das empresas
brasileiras formalmente registradas são de pequeno e médio porte.
Nesta pesquisa também se pôde concluir, por meio do treinamento, que os
melhores casos das empresas que utilizaria Nuvem possuem um faturamento de entre
1 e 2 milhões anual e que as porcentagens com melhores nível de acertos estão nos
segmentos de “Indústria”, “Comércio Atacadista” e “Varejista”. De acordo com esse

95

faturamento (classificação BNDES), elas se enquadram em microempresas, o que
leva a crer que, embora sejam empresas desse porte, elas estejam dispostas a sair
da margem de microempresas e aumentar a sua ROB.
Pode-se citar outra classificação interessante para essa hipótese, em que
empresas que possuem o ROB acima de 1 bilhão e são do segmento “Varejista” que
poderia estar na Nuvem por se tratar de empresas de grande porte. É provável que
essas empresas possuam um nível de maturidade e conhecimento necessário para
investir e aderir à Computação em Nuvem, seria esse, portanto, o motivo de o
treinamento classificarem-nas dessa forma. Conclui-se também que é possível que a
variável “quantidade de colaboradores” não possua influência nos resultados da
adesão ou não à Nuvem, segundo a classificação.
Em linhas gerais, pode-se concluir que as variáveis que mais influenciam,
segundo os treinamentos realizados, em classificar se uma empresa utilizaria ou não
a Computação em Nuvem são as variáveis segmento e faturamento das empresas,
pois os resultados mais significativos foram apresentados nesses treinamentos.

5.3.2 Hipótese de satisfação em estar na nuvem

Identificou-se que, quando o treinamento foi realizado utilizando a configuração
de “com poda”, o classificador, por meio da validação cruzada, gerou a variável
“segurança da Nuvem Privada” como preponderante, pois os melhores casos
possuem essa variável como nó principal da árvore de decisão gerada. Assim, podese concluir que o fator segurança influencia na satisfação final do contratante, pois o
melhor caso classificado pelo algoritmo de classificação aponta os maiores níveis de
exatidão para a empresa satisfeita com a contratação de algum tipo de serviço na
Computação em Nuvem.
Já quando o treinamento foi realizado utilizando a configuração “sem poda”, foi
possível perceber o aumento de níveis da árvore, a partir das subárvores geradas. O
classificador identificou que a variável “redução de custo” é preponderante, quando o
nível de satisfação com a segurança da Nuvem Privada é “razoavelmente confortável”
e a redução, acima de 50%, o treinamento possui 100% de acertos nas ocorrências,

96

o que nos leva a crer que a redução do custo é um dos principais responsáveis pela
satisfação dos contratantes da Nuvem.
Também se analisaram casos em que as empresas estão muito confortáveis
com a segurança da Nuvem Privada e possuem mais de 1000 colaboradores.
Presume-se que, embora não se tenha a representação do faturamento e redução de
custo nessa classificação, são empresas de grande porte pela quantidade de
colaboradores. Nesse treinamento, alcançou-se exatidão de 100%, no qual se pôde
perceber que a segurança da Nuvem Privada influenciou essa satisfação.
Outra classificação importante está relacionada à situação de conforto
apresentada pela utilização da Nuvem Privada. Quando é “pouco confortável” e o
segmento da empresa é “Comércio Atacadista”, o nível de satisfação pela utilização
da Nuvem também é pequeno, mostrando a combinação perfeita do classificador com
os resultados esperados.
Em linhas gerais, com base nos melhores casos e porcentagem de acerto, é
provável que o nível de satisfação dos contratantes que estão utilizando a
Computação em Nuvem hoje esteja relacionada às variáveis redução de custo e
segurança da Nuvem, principalmente a de redução de custo, pois nesta a precisão
dos treinamentos foram as melhores.
Conclui-se que as empresas, embora possuam outras características para
atingir o nível de satisfação, estão mais interessadas no quanto economizam com
esses investimentos. Como a própria característica da Computação em Nuvem é o
apelo forte à redução de custo, essa classificação atingida pelo aprendizado
automático está dentro do esperado.

5.4 Resumo do Capítulo

O capítulo de análise é considerado o principal nesta pesquisa. Nele foi
possível descrever, na parte introdutória, alguns conceitos sobre mineração de dados,
assim como aprendizagem automática e classificação por árvore de decisão.
Apresentou-se também a análise dos Dados, a partir da informação coletada no
capítulo anterior (Coleta dos Dados). Para a extração do conhecimento, foi aplicada a
tarefa de classificação por árvore de decisão, fazendo uso do algoritmo inteligente
J48. Procurou-se treinar os conjuntos utilizando a configuração de podagem e sem

97

podagem, para se ter uma dimensão da porcentagem de acertos nos treinamentos
aplicados, esses treinamentos foram separados por formulários cada um com um
propósito: se usa Nuvem ou não e com podagem ou não. As distribuições dos ramos
das árvores estão dispostas de acordo com o tipo de treinamento realizado. Os
resultados foram descritos utilizando a identificação da folha como “R=Resultado”,
como por exemplo, R1, R2, R3...Rn. Após essa classificação dos resultados,
separaram-se os melhores casos e para estes melhores descreveram-se as
hipóteses, explanadas nas duas linhas das investigações conforme a abordagem da
pesquisa. O capítulo seguinte traz as Considerações Finais, dispondo a finalização
deste trabalho dissertativo e apresentando os trabalhos correlatos a esse e as
perspectivas de trabalhos futuros.

98

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este capítulo tem como objetivo realizar a finalização da pesquisa abordada em
três seções: na seção 6.1 são apresentadas as ameaças dos resultados, onde foi
possível identificar quais fatores podem ter interferido nos resultados; na seção 6.2
apresentam-se os trabalhos correlatos, no qual são realizadas comparações de
pesquisas já realizadas com essa pesquisa, além dos trabalhos futuros que se
apresentam como extensão da atual pesquisa; e, por fim, a seção 6.3 traz a
Conclusão.

6.1 Ameaças aos resultados

A pesquisa foi desenvolvida com variáveis diversificadas e categóricas, por este
motivo não foi possível aplicar a análise em todos os atributos gerados. Por não existir
correlação (paridade) entre todas as variáveis existentes na pesquisa, foram aplicadas
as análises somente de variáveis que possuem correlação. Em virtude disso, alguns
atributos (questões) foram desprezados e considerados sem significância para esse
tipo de aprendizado automático (classificação por árvore de decisão).
Outro fator observado é que, embora tenha sido realizado o Pré-teste, após a
liberação

da

pesquisa

propriamente

dita,

algumas

inconformidades

foram

identificadas na informação coletada, gerando dificuldade na análise dos resultados
finais. Identificou-se que o critério de obrigatoriedade das respostas – o fato da não
obrigatoriedade de algumas questões – culminou no número de 140 (cento e
quarenta) respondentes com respostas incompletas, o que resultou no descarte
dessas informações. Além disso, as respostas realizadas em ambos os formulários –
em um total de 25 (vinte e cinco) respondentes – também foram desconsideras e
considerados ruídos.
Para o atributo especifico de “segmento”, observou-se que a alternativa
categórica “Atacarejo” não foi especificada nesta pesquisa, o que pode ter influenciado
no resultado desse item do treinamento de área de atuação.
Referente ao resultado geral da pesquisa em relação às ameaças, conclui-se
que, mesmo com algumas anomalias, os níveis de acurácia dos resultados
apresentados pelo treinamento foram satisfatórios e a atenção não foi dada apenas
para aqueles considerados irrelevantes.

99

6.2 Trabalhos correlatos e trabalhos futuros

Para maior clareza na exposição dos trabalhos correlatos e futuros,
apresentam-se na subseção 6.2.1 os trabalhos correlatos e na subseção 6.2.2 os
trabalhos futuros.

6.2.1 Trabalhos correlatos

A decisão de migrar para o ambiente em Nuvem é uma atitude que deve ser
tomada com muita segurança e consistência. A reflexão e o discernimento são
indispensáveis no processo decisório, permitindo a verificação do contexto da
empresa e a possibilidade de mudança e, mais ainda, a extensão para o futuro da
organização como um todo. A mudança feita de forma não planejada muito
provavelmente acarreta diversos problemas, sobretudo financeiros.
Essa discussão pode justificar os argumentos acima elaborados, apresentamse trabalhos relacionados com a investigação do processo migratório para a
plataforma Nuvem no Brasil, interesse deste trabalho dissertativo.
No trabalho dissertativo de Ramalho (2012), realizou-se uma pesquisa sobre a
adoção das empresas brasileira do ambiente em Nuvem, na qual identificou as
características dos serviços de Computação em Nuvem utilizados no Brasil e o seu
grau de aderência em cada serviço. Durante o processo de investigação, ele fez um
levantamento das empresas brasileiras que adotam o ambiente Nuvem e conseguiu
mapear as características dos serviços empregados por essas organizações,
utilizando para isso alguns questionamentos, tais como os que seguem:
(1) Quais serviços de Computação em Nuvem são oferecidos no mercado e
quais as suas características? (2) Quais as motivações das organizações na
escolha do fornecedor de Computação em Nuvem? e (3) Qual a importância
para a organização dos serviços de Computação em Nuvem contratados?
(RAMALHO, 2012, p. 04).

No processo de terceirização de um serviço, devem ser observados os
impactos nas organizações e as estratégias de terceirização, tomando como exemplo
algumas categorias de empresas, como Suporte, Fábrica, Alinhamento e Estratégia.

100

Suporte. Firmas desta categoria são caracterizadas por terem baixa

dependência operacional e estratégica de TI. Para este caso, recomenda-se a
terceirização, especialmente para firmas de grande porte.

Fábrica. O perfeito funcionamento das operações de TI é crucial para o

desempenho das atividades organizacionais. Para firmas neste quadrante, a
recomendação é terceirizar, a menos que sejam firmas de grande porte e com
processos gerenciais maduros.

Alinhamento. Nesta categoria, as iniciativas de negócio proporcionadas

pela TI são críticas para o posicionamento estratégico da organização no futuro. As
firmas deste quadrante devem combinar serviços terceirizados com não terceirizados.
Na Computação em Nuvem, a estratégia mais usual é terceirizar serviços não
estratégicos, tais como serviços de hospedagem e e-mail corporativo, por exemplo.

Estratégica. Firmas neste quadrante também devem combinar serviços

terceirizados com não terceirizados.
Os dados apresentados por RAMALHO (2012) foram coletados por meio de um
questionário, enviados para os respondentes por e-mail publicado em fórum de TI, e
conteve 96 casos. A amostragem utilizada é não probabilística, pois os resultados
tendem a ser não generalizados. Todavia, como o estudo é exploratório, seus
resultados possibilitam a formação de uma base para os futuros trabalhos de natureza
explicativa. Comparado com a pesquisa de investigação deste trabalho, pode-se
diferenciar o direcionamento da investigação realizada. Em vez de se investigar o
impacto dessa terceirização, abordaram-se aqui os motivos da não adesão/satisfação
da nuvem baseado no custo.
Um mapeamento sistemático foi realizado por Carvalho (2012). Nesta pesquisa,
o autor procurou realizar uma investigação na área de Computação em Nuvem
sintetizando informações importantes. A proposta do autor foi que, a partir do estudo
sistemático, com o propósito de apresentar mecanismos que auxiliem os interessados
na adesão ao ambiente Nuvem, alcançasse-se um Mapeamento Sistemático sobre
Computação em Nuvem. Foram realizadas buscas automáticas, pelas quais ele
conseguiu reunir 2977 (dois mil novecentos e setenta e sete) títulos, dos quais 301
foram identificados como relevantes e classificados de acordo com oito perguntas de
pesquisa. Seguindo alguns critérios de relevância e exclusão:
QP1 - Que desafios são encontrados em relação a problemas
econômicos?

101

QP2 - Quais problemas e soluções foram encontrados quanto a
garantia de serviço?
QP3 - Qual o impacto social de Computação em Nuvem?
QP4 - Quais desafios foram encontrados em relação à concepção de
serviços em um ambiente de Computação em Nuvem?
QP5 - Quais principais desafios foram encontrados em relação à
propriedade elástica de Computação em Nuvem?
QP6 - Quais os principais problemas e soluções acerca do
armazenamento em Computação em Nuvem?
QP7 - Como é feito o monitoramento do uso de recursos em
Computação em Nuvem?
QP8 - Quais os principais problemas quanto a segurança em
Computação em Nuvem? (CARVALHO, 2012)

Critério de inclusão na pesquisa:
• O trabalho explorasse a área de Computação em Nuvem como foco
principal;
• O trabalho relacionasse Computação utilitária com Computação em
Nuvem;
• O estudo comparasse Computação em Nuveme Computação em
Grade.
Os critérios escolhidos para exclusão foram:
• Estudos sem foco na área de Computação em Nuvem;
• Estudos duplicados;
• Keynotes, Whitepapers e apresentações.

Para Carvalho (2012), os indícios do mapeamento encontrados nesta pesquisa
apontam que o interesse direcionado à Computação em Nuvem pela possibilidade de
baixo custo inicial é fundamentado em resultados concretos e positivos. No entanto,
toda a transparência e comodidade (serviços on demand) proporcionada pela
Computação em Nuvem mascaram a complexidade do uso de estratégias e
tecnologias adotadas para implantar serviços nesse modelo. Tomamos como base
para este trabalho as referências, produzidas a partir do estudo sistêmico de Carvalho,
de forma que conseguimos citar fontes confiáveis no trabalho atual.
Um estudo sistemático sobre a elasticidade da Computação em Nuvem,
realizado por Emanuel et al. (2013), publicado no 31º Simpósio de Brasileiro de Redes
de Computadores e Sistemas Distribuídos (SBRC), em 2013, apresenta a capacidade
de adicionar ou remover recursos, sem interrupções e em tempo de execução, para
lidar com a variação da carga. De acordo com Garg et al. (2012), elasticidade é a
capacidade de um serviço escalar, durante períodos de pico, caracterizada pelo tempo

102

médio para expandir ou contrair a capacidade do serviço e capacidade máxima do
serviço.
Nessa pesquisa, Emanuel et al. (2013) faz a análise de desempenho que
envolve coleta de dados formais e informais, para ajudar os clientes e patrocinadores
a definir e alcançar seus objetivos. Desse modo, apresenta várias perspectivas sobre
um problema ou oportunidade, determinando o direcionamento para barreiras ou
desempenho bem-sucedido, e propõe um sistema de solução com base no que é
descoberto. Inclui: medição, modelagem, estatística, projeto experimental, simulação,
teoria das filas etc. Em geral, são identificados três aspectos: sistema – qualquer
conjunto de hardware, software e firmware; métricas – critérios utilizados para avaliar
o desempenho do sistema ou componentes; e cargas de trabalho – requisições
realizadas pelos usuários do sistema.
Também no estudo é realizada uma abordagem para avaliação de
desempenho, levando em consideração tarefas, tais como: defina metas e o sistema;
liste os serviços e seus resultados; selecione métricas; liste parâmetros; selecione
fatores para estudo; selecione técnica de avaliação; selecione carga de trabalho;
projete os experimentos; analise e interprete os dados; apresente os resultados.
Ao final do processo, foi apresentada uma metodologia para revisão sistemática
simplificada, em que foi realizado todo o planejamento da pesquisa e, em seguida, a
consolidação dos resultados. Para os autores, os benefícios da revisão foram
enormes, como: aspectos relacionados às formas de realizar análise de desempenho,
ferramentas, benchmarks, cargas de trabalho, métricas e tendências de pesquisa em
elasticidade em Computação em Nuvem, com aspectos de análise de desempenho.
A abordagem realizada nessa pesquisa segmenta-se na capacidade elástica de
adicionar e remover recursos na Computação em Nuvem, a partir da qual se pode ter
uma visão do funcionamento dos recursos ofertados pela Nuvem e entender melhor
os resultados da pesquisa atual sobre a satisfação das empresas levando em conta
esses benefícios.
O trabalho de Jacquet e Cavassana (2012), na linha de pesquisa que discute
algumas das tendências relevantes do mercado de Computação em Nuvem, foi feito
com o propósito de identificar pontos específicos que refletem a experiência na
utilização da Computação em Nuvem, no universo das pequenas, médias e grandes
empresas. Também apresenta um breve histórico do desenvolvimento de tecnologias
e realiza uma pesquisa de campo com empresas que já implantaram esta nova

103

ferramenta. Como instrumento de coleta de dados, foi utilizado o questionário,
composto de perguntas sobre pontos específicos que refletem as experiências das
empresas. Foram consultadas empresas de pequeno, médio e grande porte.
O questionário continha 25 questões de múltipla escolha e questões abertas,
focalizando 5 (cinco) aspectos: dados da empresa; motivos da escolha;
Impactos/Custos pós-implementação; Vantagens/Desvantagens aos usuários finais;
Considerações.
A pesquisa envolveu 300 (trezentas) empresas que adotaram Computação em
Nuvem no período de 2010/2012. De fato, apenas 60 (sessenta) empresas se
mostraram interessadas em responder o questionário e isto foi conseguido por meio
de contato telefônico.
Como conclusão mais relevante, destacam-se as diferenças entre empresas
brasileiras que ainda sofrem com a falta de conhecimento sobre o tema, enquanto a
principal preocupação na Europa e Estados Unidos é a segurança. O trabalho conclui
que o Brasil ainda está na etapa inicial de implantação da Computação em Nuvem.
Esta pesquisa permitiu conhecer as variáveis de escolha da tecnologia e os seus
impactos no negócio do cliente. Destacam-se quatro pontos, a saber: fundamentação
teórica sobre a evolução computacional até Computação em Nuvem; definição das
características e camadas de Computação em Nuvem; compreender as principais
variáveis prós e contras desta tecnologia; comparar os dados obtidos com referencial
teórico analisado.
Jacquet e Cavassana (2012) concluíram que as razões e barreiras para uma
empresa adotar a solução de Computação em Nuvem variam conforme o seu
tamanho, visão estratégica, disponibilidade de recursos, necessidades, entre outras
questões. Entre as principais barreiras destaca-se a adaptação cultural, diagnosticada
como o maior empecilho para a implementação da plataforma, motivo que pode estar
relacionado à falta de informação e conhecimento sobre Computação em Nuvem, pois
se trata de uma tecnologia recente e em constante evolução.
Ao comparar as pesquisas relacionadas, identificou-se que o diferencial da
pesquisa realizada nesta dissertação são as linhas de investigações (identificação dos
motivos de não usar nuvem e satisfação de quem utiliza), assim como a descoberta e
extração do conhecimento adquirido através da mineração de dados e aprendizagem
de máquina.

104

6.2.2 Trabalhos Futuros

Como proposta de extensão para esta pesquisa pode-se realizar uma
investigação sobre algumas informações pontuais que não foram abordadas nessa
pesquisa dissertativa, abaixo teremos algumas abordagens como proposta para
trabalhos futuros.
A Reaplicação da pesquisa: o objetivo da reaplicação da pesquisa, além de
atualização dos dados, é o aperfeiçoamento mediante a identificação de outras
variáveis para o melhoramento dos resultados. Para isso, deve ser realizada uma
reestruturação das perguntas com um critério de paridade viabilizando a interpretação
melhor na descoberta e extração do conhecimento.
Segurança da Computação em Nuvem: evidenciar as medidas de proteção
tomadas por parte dos provedores de serviços da Computação em Nuvem no que
tange à segurança da informação. De acordo com a norma ISO/IEC 27002:2005, suas
características básicas da segurança da Informação são:
 Confidencialidade: propriedade que limita o acesso a informação tão somente
às entidades legítimas, ou seja, àquelas autorizadas pelo proprietário da informação.
 Integridade: propriedade que garante que a informação manipulada
mantenha todas as características originais estabelecidas pelo proprietário da
informação, incluindo controle de mudanças e garantia do seu ciclo de vida
(nascimento, manutenção e destruição).
 Disponibilidade: propriedade que garante que a informação esteja sempre
disponível para o uso legítimo, ou seja, por aqueles usuários autorizados pelo
proprietário da informação. O objetivo é investigar se essas características estão
sendo cumpridas.
Conversão de novos serviços: o dinamismo que a Computação em Nuvem
possui permite que novos serviços sejam convertidos (Música, Comunicação, Testes,
Segurança, Monitoramento) para esse ambiente. A proposta é investigar esses novos
serviços, como essas conversões acontecem e como elas funcionam.

105

6.3 Conclusões

Tem-se escrito muito sobre Computação em Nuvem e sua importância dentro
das organizações no que tange à redefinição de um cenário ideal na TIC. A
Computação em Nuvem também está redefinindo a forma como as empresas
passaram a se relacionar com a informação. É provável que a “dependência” dos
profissionais pelo espaço/estrutura física esteja com seus dias contados, uma vez que
a facilidade com que um ambiente em Nuvem pode disponibilizar esses recursos
tornou mais prática, rápida e flexível as atividades das empresas.
Este trabalhou realizou um estudo através de um Survey, com o propósito de
averiguação de duas situações da Computação em Nuvem, evidenciando os motivos
pelos quais as empresas ou organizações não estão aderindo ao ambiente
computacional da Nuvem, além da identificação da satisfação por parte das empresas
que já migraram para esse ambiente.
A análise evidenciou que algumas variáveis categóricas, apresentadas como
importantes na pesquisa, foram desprezadas pela classificação dos treinamentos,
variáveis do tipo: motivos específicos, provedor, serviço que contratariam, resistência
a mudança, qualidade do serviço e demanda do serviço.
Para a demonstração destes resultados, o treinamento classificou como
importantes as variáveis: faturamento, segmento, quantidade de colaboradores,
segurança da Nuvem Privada, redução de custo e tipo de Nuvem. De acordo com
essas variáveis, foram analisados os melhores casos e identificou-se que para migrar
para esse ambiente não existe uma influência da Receita Operacional Bruta (ROB),
pois tanto os participantes de empresas que faturam entre 1 e 2 milhões e acima de 1
bilhão contratariam os serviços em nuvem. Outro fator que não influência é o
segmentos, pois se trata de segmentos bem diferenciados, conclui-se que esses
aspectos não interferem na tomada a decisão de aderir ou não.
Em relação às evidencias de satisfação para aqueles participantes da pesquisa
que já estão no ambiente da Computação em Nuvem, foram identificadas duas
variáveis que também influenciaram no treinamento, sendo: a segurança da Nuvem e
a redução de custo. O apelo econômico que a Computação em Nuvem defende faz
com que se tenha confiança nesse resultado, principalmente pela variável custo.

106

Acredita-se, portanto, nos resultados apresentados pela pesquisa, pois a
proposta apresentada pôde coletar evidências para todos os questionamentos
realizados, seja pela descoberta por meio da mineração ou nas frequências (gráficos)
das informações coletadas para aquelas variáveis consideradas irrelevantes para o
treinamento.
Sabe-se da importância do aperfeiçoamento deste estudo, pois deve
proporcionar uma informação precisa e contundente para as empresas, comunidade
acadêmica e comunidade da Computação em Nuvem.

107

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112

APÊNDICES

113

APÊNDICE A1 – Formulário da Pesquisa

114

APÊNDICE A2 - Formulário das empresas que utilizam Nuvem

115

APÊNDICE B1– Visão Geral da Árvore de decisão – Com poda

116

APÊNDICE B2– Visão Geral da Árvore de decisão – Sem poda

117

APÊNDICE B3– Visão Geral da Árvore de decisão Usa Nuvem– Com poda

118

APÊNDICE B4– Visão geral da árvore de decisão usa Nuvem – Sem Poda

119

APÊNDICE B5 – Treinamento Dados preliminares.

120

APÊNDICE B5 – Arquivo Não usa nuvem

121

APÊNDICE B6 – Classificação das Empresas
Classificação

Receita Operacional Bruta anual (ROB)

Microempresa

Menor ou igual a R$ 2,4 milhões

Pequena empresa

Maior que R$ 2,4 milhões e menor ou igual a R$ 16 milhões

Média empresa

Maior que R$ 16 milhões e menor ou igual a R$ 90 milhões

Média-grande empresa

Maior que R$ 90 milhões e menor ou igual a R$ 300 milhões

Grande empresa

Maior que R$ 300 milhões
Fonte: BNDES, 2010 (adaptado).