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(2) Afinal, qual era o problema?

(2) Afinal, qual era o problema?

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A reacção de Jó às calamidades que lhe sobrevieram.
A reacção de Jó às calamidades que lhe sobrevieram.

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04/11/2013

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Afinal, qual era o problema?

– parte I
“Em tudo isto, Job não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma.” Job 1:22. Como reagiu Job a todas as calamidades que lhe aconteceram? Como reagimos nós quando passamos pela fornalha da aflição? Confiamos que o Senhor tem um propósito? Esperamos nele? Ou ficamos revoltados com Deus, sentindo-nos injustiçados? Vamos ver como é que Job enfrentou a prova. Numa primeira fase, após ter perdido todos os seus bens, e até mesmo os seus filhos, Job “se lançou em terra, e adorou, e disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o Senhor o deu, e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor.” Job 1:20 e 21. Uau! Que bom seria se cada um de nós reagisse da mesma maneira… “Em tudo isto, Job não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma.” Job 1:22. O Senhor disse de Job, “que ainda retém a sua sinceridade” (Job 2:3), mesmo após ter sido atingido por tanta calamidade num só dia. Se a história terminasse aqui, tudo estaria bem. Mas estamos ainda no início do segundo capítulo! Continuemos a analisar o texto sagrado. Nos versos 4-7 podemos ver que, mais uma vez o Senhor permitiu a Satanás afligir o Seu servo Job, desta vez “na carne” (v.5), e Satanás “feriu a Job de uma chaga maligna, desde a planta do pé até ao alto da cabeça” (v.7), mas novamente o Senhor lhe colocou limites: “Poupa porém a sua vida”. (v.6). O Senhor tinha um propósito. Ele não permitiu que o seu filho fosse afligido simplesmente para mostrar a Satanás quem tinha razão! – Como às vezes se pensa, de uma análise superficial ao texto. – (Job 1: 6-12; 2:1-6). Se analisarmos detalhadamente todo o livro, entenderemos o propósito divino no meio de tantos desastres, e esse é o objectivo deste estudo. Pois Deus tem o mesmo propósito para a minha e a tua vida. O Senhor conhecia o carácter de Job e os defeitos que ele precisava de vencer para ser salvo. E da mesma forma Ele conhece os nossos defeitos de carácter. “O amor de Deus à Sua igreja é infinito. Incessante é Seu cuidado de Sua herança. Ele não permite que aflição humana alguma sobrevenha à igreja senão unicamente a que é necessária para sua purificação, seu bem presente e eterno. Purificará Sua igreja assim como purificou o templo no princípio e no fim de Seu ministério na Terra. Tudo que Ele traz sobre a igreja em forma de provações e aflições, fá-lo para que Seu povo adquira mais profunda piedade e mais força para levar a todas as partes do mundo as vitórias da cruz.” Ellen White, Eventos Finais, pág. 134 Vejamos qual foi a reacção de Job nesta segunda fase em que a dor lhe tocou mais de perto, “na carne”. “E Job, tomando um pedaço de telha para raspar com ele as feridas,
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assentou-se no meio da cinza. Então sua mulher lhe disse: Ainda reténs a tua sinceridade? Amaldiçoa a Deus e morre. Mas ele lhe disse: Como fala qualquer doida, assim falas tu; receberemos o bem de Deus, e não receberíamos o mal? Em tudo isto, não pecou Job com os seus lábios”. Job 2:8-10. Poderíamos pensar que o problema foi que ele atribuiu o mal a Deus e não a Satanás. Mas o texto especifica “não pecou Job com os seus lábios”, logo esse não foi o problema, e de certa forma é verdade, porque apesar do mal ter a sua origem em Satanás, Deus o permite, na medida em que seja para o bem dos Seus filhos. “A presença do Pai envolveu Cristo, e nada Lhe sobreveio a não ser o que o amor infinito permitiu, para bênção do mundo. Aí estava a Sua fonte de conforto, e ela existe para nós. Aquele que estiver impregnado do Espírito de Cristo, habita em Cristo. O golpe que lhe é dirigido recai sobre o Salvador, que o envolve com a Sua presença. Tudo o que lhe aconteça vem de Cristo. Não precisa de resistir ao mal, porque Cristo é a sua defesa. Nada lhe pode tocar a não ser que Deus o permita, e ‘todas as coisas’ que Ele permite ‘contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus’. Rom. 8:28.” Ellen White, O Maior Discurso de Cristo, pág. 71. Lembrem-se que na primeira fase, ao receber a notícia de todos os desastres que atingiram os seus bens e filhos, é-nos dito que “Job não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma.” Job 1:22. Desta vez, tendo sentido o sofrimento ‘na pele’, o relato é um pouco diferente… “Em tudo isto, não pecou Job com os seus lábios.” Job 2:10. Repararam na diferença? Se o texto especifica que Job não pecou ‘com os seus lábios’, é porque pecou de outra forma! Então qual foi o seu pecado?

Afinal, qual era o problema? – parte II
“Em tudo isto, não pecou Job com os seus lábios”. Job 2: 10. Para entendermos de que forma Job pecou, voltemos a ler o comentário bíblico à sua reacção às calamidades do capítulo 1. “Em tudo isto, Job não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma.” Job 1:22. Ah! Da primeira vez ele não atribuiu a Deus falta alguma. Mas da segunda vez, quando a dor o atingiu mais de perto, sim. Embora não tenha pecado com os seus lábios (Job 2:10), Job pecou no seu pensamento, atribuindo falta a Deus. O pecado começa sempre na mente, pois é aí que a tentação nos assalta. “Nenhum homem pode ser forçado a transgredir. É preciso primeiro obter o seu próprio consentimento; a alma tem de propor-se a praticar o acto pecaminoso, antes de a paixão poder dominar a razão, ou a iniquidade triunfar sobre a consciência. A
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tentação, por forte que seja, nunca é desculpa para o pecado.” Ellen White, Mensagens aos Jovens, pág. 67. A tentação não é pecado. Mas, antes de mentir, adulterar, matar, roubar, ofender, etc., de uma forma visível ou audível, o pecador teve de consentir primeiramente com o pecado. Isto acontece na mente. Ou seja, teve de ceder à tentação. Ao fazê-lo já estava a transgredir a Lei de Deus, e ao fazê-lo já estava a pecar. Ainda que não tivesse consumado o acto de uma forma exterior! (Fosse por palavras ou actos). Jesus ensina: “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo, que, qualquer que atentar numa mulher, para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela.” Mat.5:28. “Temos todavia uma obra a fazer a fim de resistirmos à tentação. Aqueles que não querem ser presa dos ardis de Satanás devem bem guardar as entradas da alma; devem evitar ler, ver, ou ouvir aquilo que sugira pensamentos impuros. A mente não deve ser deixada a divagar ao acaso em todo o assunto que o adversário das almas possa sugerir.” Ellen White, Mensagens aos Jovens, pág. 285. Da mesma forma Job, ao murmurar contra Deus no seu coração, estava a consentir com o pecado, ainda que os seus lábios o não pronunciassem. No seu íntimo, a falta que Job estava a atribuir a Deus era de ser injusto, ao permitir que tudo aquilo lhe acontecesse. Soa-nos familiar? Estaremos nós a cair no mesmo erro, no mais íntimo do nosso ser, acusando a Deus de ser injusto por permitir que nos sobrevenham provações, a nós que somos Seus filhos e o amamos, que guardamos os Seus mandamentos e que lhe somos fiéis? Será isto realmente assim? Somos nós justos e Deus injusto?! Pecar em pensamento… Isto é sério, irmãos! A Palavra de Deus diz-nos: “Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.” Filip. 4:8. “Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra”. Col. 3:2. Daí a importância de “não permitir que vossa mente se desvie da fidelidade para com Deus. (…) Até vossos pensamentos devem ser trazidos em sujeição à vontade de Deus, e vossos sentimentos sob o domínio da razão e da religião. (…) Se os pensamentos forem maus, maus serão também os sentimentos; e os pensamentos e os sentimentos, combinados, constituem o carácter moral. Quando julgais que, como cristãos, não vos é requerido restringir os pensamentos e sentimentos, sois levados sob a influência dos anjos maus, e convidais a sua presença e o seu domínio.
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Se cederdes às vossas impressões, e permitirdes que os pensamentos sigam o rumo da suspeita, da dúvida, dos lamentos, achar-vos-eis então entre os mais infelizes dos mortais, e vossa vida se demonstrará um fracasso.” Ellen White, Mensagens aos Jovens, pág. 92. Foi exactamente isso que Job fez: permitiu que os seus pensamentos seguissem o rumo da suspeita, da dúvida e dos lamentos, pecando assim contra Deus. Ele não confiou na sabedoria divina e, em vez disso, julgou-O na sua limitada visão humana. Pode a criatura julgar o seu Criador?! Deus conhecia as fraquezas de Job. Foi para impedir que a vida de Job se tornasse um fracasso que Deus o provou na fornalha da aflição. “Assim diz o Senhor, o teu Redentor, o Santo de Israel: Eu Sou o Senhor, o teu Deus, que te ensina o que é útil, e te guia pelo caminho em que deves andar.” Isa. 48:17. Da mesma maneira, Ele conhece as nossas fraquezas, e prova-nos para impedir que a nossa vida se torne num fracasso. Ele quer ensinar-nos e guiar-nos, hoje. O nosso Pai Celeste nos exorta: “Filho meu, não desprezes a correcção do Senhor, e não desmaies quando, por ele fores repreendido; Porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho.” Heb.12:5 Possa a nossa oração, cada dia ser: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito recto.” Sal. 51:10. Amém!

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