P. 1
Shankara

Shankara

4.67

|Views: 269|Likes:
Published by fadasan

More info:

Published by: fadasan on May 17, 2008
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

11/13/2012

pdf

text

original

Quando Shankara afirma que o mundo do pensamento e da matéria não é real, não está querendo dizer
que ele não existe. A aparência de mundo é e não é. No estado de ignorância (nossa consciência de todos
os dias) ele é vivenciado, e existe tal como nos aparece. No estado de iluminação ele não é vivenciado, e
deixa de existir. Shankara não vê nenhuma experiência como inexistente enquanto ela é vivenciada, mas
deduz naturalmente uma distinção entre as ilusões particulares do indivíduo e a ilusão universal ou ilusão
do mundo. À primeira ele chama pratibhasika (ilusória); à segunda, vyavaharika (fenomenal). Por exemplo,
os sonhos de um homem são as suas ilusões particulares; quando ele acorda, elas deixam de existir. Mas a
ilusão universal - a ilusão do mundo fenomenal - persiste durante toda a vida de vigília do homem, a não
ser que ele se conscientize da Verdade mediante o conhecimento de Brahman. Além disso, Shankara
estabelece uma distinção entre esses dois tipos de ilusão e as idéias que são totalmente irreais e
imaginárias, que representam uma impossibilidade total ou uma flagrante contradição de termos - como o
filho de uma mulher estéril.

Estamos, pois, diante de um paradoxo - o mundo é e não é. Ele não é nem real nem inexistente. E, não
obstante, esse aparente paradoxo é simplesmente a afirmação de um fato - fato que Shankara denomina
Maya. Esse Maya, essa aparência de mundo tem sua base em Brahman, o eterno. O conceito de Maya se
aplica unicamente ao mundo fenomenal, que, segundo Shankara, consiste em nomes e formas. Ele não é
inexistente, porém difere da Realidade, Brahman, da qual depende para a sua existência. Ele não é irreal,
visto que desaparece à luz do conhecimento da sua base eterna. A aparência de inundo é Maya; só o Eu, o
Atman, é real.

You're Reading a Free Preview

Download
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->