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15 Maio 2008 - 09h54
Almancil: Escola EB 2,3 Dr. António Sousa Agostinho

Preservativos infantis
O Movimento ‘Algarve Pela Vida’ insurgiu-se contra a forma como foi realizada uma acção de prevenção
na área do planeamento familiar, na escola EB 2,3 Dr. António Sousa Agostinho, de Almancil (Loulé).
Em causa está a distribuição de preservativos a crianças de 11 e 12 anos.

"O Centro de Saúde enviou à escola uma enfermeira, com o beneplácito do Conselho Executivo, para
uma acção de formação sumária, efectuada em breves minutos, nas várias salas de aula, e que
terminou com a entrega, a cada um dos alunos, de um conjunto de três preservativos", explica Reis
Cunha, do ‘Algarve Pela Vida’, que se insurge contra o facto de "a distribuição ter sido efectuada a
miúdos com 11 e 12 anos".
Carlos Almeida
O Conselho Executivo da escola refuta as acusações e explica que "cumpre a legislação em vigor, no
que respeita ao Programa Nacional de Saúde Escolar, onde se insere aquela acção". Os docentes explicam que as sessões, a alunos dos
8.º e 9º anos, foram previamente agendadas com a enfermeira do Centro de Saúde, o coordenador do Projecto de Educação para a Saúde
e directores de turma. "Foram, efectivamente, distribuídos preservativos aos alunos, por solicitação destes, numa perspectiva de prevenção
e promoção da saúde", explicam os responsáveis escolares.

As explicações não são suficientes para o dirigente da ‘Algarve Pela Vida’. Reis Cunha diz concordar com a Educação Sexual junto da
população estudantil, mas reclama que "deve acontecer, primordialmente, dentro e a partir das famílias" e, no caso das escolas, "em clara
sintonia e com prévia autorização dos pais, o que não aconteceu". O responsável do Movimento mostra-se chocado com o facto de os pais
só terem sabido da acção quando, ao chegarem à escola, viram os filhos a brincar com os preservativos, transformando-os em balões e
em luvas. "A escola pede autorização aos pais para fazer, por exemplo, rastreios de obesidade infantil, mas distribui preservativos a
menores, sem a prévia autorização dos pais, ou pelo menos da respectiva associação", conclui.

Dulce Costa, presidente da Associação de Pais, embora confirme não ter recebido a informação da realização da acção, não concorda com
o protesto, "porque a sessão foi bem feita e por uma profissional de saúde, que utilizou palavras adequadas aos jovens". A dirigente
associativa lembra as quatro adolescentes da escola que se encontram grávidas, considerando as acções muito positivas.

Teixeira Marques

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