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COMUNICADO

A Comissão Nacional de Trabalhadores, reunida em Lisboa, hoje dia 25/02/2016,
com o Conselho de Administração, na presença do seu Presidente, Dr. Eduardo
Stock da Cunha, foi informada do seguinte:
No seguimento do plano de reestruturação imposto pela União Europeia e que já se
encontra em curso, o Banco terá que reduzir em 2016, cerca de 1000 postos de
trabalho, sendo suposto que 500 sejam através do recurso a um despedimento
coletivo.
A CNT brevemente irá ser informada dos critérios a serem utilizados, bem como
das estruturas que poderão vir a encerrar.
Informámos que não aceitamos nem pactuamos, de forma alguma, com
despedimentos coletivos no nosso banco.
Os trabalhadores do Novo Banco são profissionais sérios e honestos, não tendo
quaisquer responsabilidades sobre o que se passou com o BES, em agosto de
2014.
Vamos lutar até ao limite das nossas forças pela manutenção de todos os postos de
trabalho e pela manutenção dos direitos adquiridos.
Solicitamos a todos os trabalhadores que não assinem qualquer documento, sem
previamente consultarem a CNT ou o seu Sindicato.
A Comissão Nacional de Trabalhadores, pensando no futuro dos nossos
trabalhadores e seus familiares, entende que a nacionalização do Novo Banco seria
a decisão mais justa e correta, o que aliás já defendemos, nas reuniões que
tivemos em dezembro passado com o Ministério das Finanças e com os Grupos
Parlamentares.
Vamos novamente solicitar audiências ao Primeiro-Ministro, Ministro das Finanças,
Ministro do Trabalho, Governador do Banco de Portugal e Grupos Parlamentares a
manifestar o nosso absoluto repúdio com esta tentativa de despedimento coletivo.
Não faz sentido, qualquer plano de reestruturação, sem uma definição clara
do que se pretende para o Novo Banco. Vamos lutar por outra forma de
solução e pela suspensão desta medida.
Lisboa, 25 de fevereiro 2016
A CNT DO NOVO BANCO