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Geografia – Avaliação e Práticas

23 de Abril 2008
Avaliação de professores: das
oportunidades perdidas às
hipóteses de desenvolvimento
profissional?
Jorge Alves Jorge
3 palavras

- Saudar os presentes

- Porquê a replicação

- Desejar que a replicação seja um
tempo de sementeira
 Uma estória-metáfora

Uma chamada de atenção para o poder (que
não pode ser discricionário) e para a
necessidade de explicitação prévias dos
referentes, dos critérios, das “regras do
jogo”.
“Diz-me como avalias e dir-te-ei quem és.
Como pessoa e como profissional”.
Uma viagem pelos conceitos, pelos
referentes legais, pelas práticas….
Uma tradição de controlo

 “avaliar é julgar”
 “avaliar é prestar contas”
 “avaliar é comparar”
 “avaliar é medir”
 “avaliar é punir”
Uma ocasião para mal entendidos

 - “a avaliação não é compreendida”
 - “a avaliação não é aceite”
 - “a avaliação é desmoralizadora”
 - “a avaliação é um ‘ajuste de contas’
 - “a avaliação é uma regulação das
aspirações profissionais”
 - a avaliação é um prémio ou um castigo
As lógicas da acção avaliativa

 . A lógica de condução das
organizações (avaliar para
compreender e para melhorar)
 . A lógica da selecção e da
retribuição
 . A lógica de acompanhamento
 . A lógica da cooperação e da
entreajuda
Os riscos da avaliação instituída

 Riscos sociais (percepção social de que os
professores não querem, de que…)
 Riscos individuais (afectação/destruição da
auto-imagem)
 Riscos relacionais (comprometer o
trabalho cooperativo, degradar a relação
pedagógica)
 Riscos organizacionais (balcanização,
anarquia organizada, hipocrisia, “caixote
do lixo”)
Como tem sido a avaliação
docente nos últimos 50 anos?
Três “modelos” de avaliação: o modelo do
“Estado Novo” e que se prolongou até ao
anterior ECD: o serviço presume-se Bom,
avaliação administrativa (teoria neo-
institucional); o modelo burocrático do
relatório crítico (o que interessa não é a
realidade mas o que dela se diz); o
modelo “político” do actual ECD (ênfase
excessiva (?) nos resultados, riscos da
competição por bens escassos,
individualismo, reforço da balcanização
organizacional…)
 Do rebanho à selva

 Uma vitória de Pirro?
Do modelo decretado…
1. Auto-finalista
2. Complexo
3. Burocrático (uniformidade, centralismo,
dominação do escrito, da medida e do
registo…)
4. Impossível (nos tempos e nos modos)
5. Contraditório (entre os fins proclamados
e os efeitos que vem gerando)
6. Caótico
7. Obcecado pelos resultados académicos e
pela medida
Ao modelo que vem sendo
construído
1. Errático e desregulado ( o 10 de
Janeiro e a “impossível avaliação”)
2. “Anárquico”
3. Pendular
4. Inquinado da suspeição
5. Resgatado?
Os riscos emergentes
1. Desconfiança generalizada entre os
pares
2. Impossibilidade de “construção de
uma comunidade de profissionais
do mesmo ofício”
3. Confundir avaliação com
classificação
4. Sobredeterminação das quotas e
progressão na carreira
Que professores queremos ser?
Os professores funcionários, técnicos e pro

Para que cultura profissional somos
empurrados e qual preferimos?

A história do voo dos gansos
E que avaliação faz sentido na óptica do
desenvolvimento profissional e
organizacional?
1. Realizada por pares competentes (exigência
formativa)
2. Por pares reconhecidos como competentes
(confiança)
3. Que se coloque numa perspectiva (sobretudo)
formativa e formadora
4. Que seja transparente, participada,
negociada/contratualizada e justa
5. Que seja contextualizada
6. Que esteja relacionada com os desempenhos
das equipas e da organização escolar
7. Que encontre outros dispositivos de regulação e
securização para além das fichas e das grelhas
Sacudir ou aceitar a terra?
 S.O.S.
 Prolongamentos

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