You are on page 1of 1

A IMBECILIDADE DO FANATISMO

Ninguém de bom senso, pode com coerência afirmar que a humanidade vai bem e que o
homem é bom e feliz.
A nossa história está entremeada de sangue e rasgada pela violência. Os arqueólogos,
antropólogos e os estudantes de etiologia que, no interesse de conhecerem nossas raízes
como espécie, têm achado restos de antigas culturas que nos revelam o egoísmo, as
disputas, as guerras e os códigos de Lei, na tentativa de reprimirem os abusos do próprio
homem contra o seu próximo.
As atitudes de sensatez do homem em toda a sua história são exceções na regra geral de sua
insensatez que é o egoísmo, o desamor, a violência, o homicídio e por fim dentro da nossa
mal fadada conjuntura global o terrorismo emergindo como o grande problema do inicio do
século XXI. Trazendo total insegurança do homem com o homem. Um bicho confia noutro
bicho mais do que o homem tantas e tantas vezes confia no homem. Por que será que as
coisas são assim? Essa é a pergunta de todos nós.
Na ótica a qual procuro sempre nortear a minha vida, volto-me para o sábio Salomão que
afirmou que “Deus fez o homem reto(bom), mas ele se meteu em muitas encrencas”.
E a maior encrenca em que o homem tem se embrenhado nestes tempos é a do fanatismo.
Esse excessivo zelo tão estranho e de paixão tão complexa.
Excessivo zelo esse não só pelo religioso, mas pelo material, pela cédula globalmente
carimbada que dá poder, pela paixão tão complexa do bem estar egocêntrico da indiferença
social que não vê ali perto no seu vizinho a diferença social, ou longe num lugar árido e
quente sem o pão da consciência. Esse fanatismo faz com que o fanático fanaticamente
fanatizado de lá, que está disposto a tudo, até morrer pelo que crê, como os de cá, cometam
atos de imbecilidade com sincero e perigoso sentimento messiânico de regeneradores do
mundo e pasmem, esse sentimento cheio em Brasília.
A luz desta acanhada reflexão creio que o homem do século XXI terá que optar. Ou
vamos preservar a cultura. para qual o homem é apenas um animal econômico e com isso
colhermos um mundo mais indiferente e com doses demasiadas de terror, ou vamos, como
seres criados por um Deus reto e bom trabalhar as mudanças nesse nosso tempo, com
responsabilidade entendendo, portanto que a economia, política, sociedade e religião
dependem mais de mim e de você do que de todas as autoridades e poderes que manipulam
esse globo e não se esquecendo nunca que o planeta Terra por agora, é o nosso único lar,

Cidinei Nunes da Silva, é Pastor
Da Igreja Luterana da Renovação em Passo Fundo
E Membro do Conselho Diretor
(pr.cidinei@bol.com.br)