A Mensagem do Evangelho

PARA O

‘ seculo XXI

3s CRISTIANISMO NÃO-DENOMINACIONAL —
s

É NECESSÁRIO?
Espírito Santo sendo um cristão denominacional? Ser simplesmente cristão é um direito intransferível e um dever imperativo meu; não existe outra maneira de seguir o Espírito Santo fielmente. Será que tenho permissão de fazer um esforço consciencioso para seguir a instrução do Espírito sem atribuir a mim um nome denominacional e sem ser acusado de tentar descristianizar outros? Cabe a mim, por determinação celestial, guiar toda alma possível ao sangue de Cristo, para que seja salva. É meu dever conduzir toda alma à liderança santa e segura do Espírito de Deus. Já que os que foram feitos cristãos pelo Espírito divino eram cristãos não-denominacionais, não é conseqüentemente meu dever ajudar e estimular cada um que quer agradar a Deus a esforçar-se para ser esse cristão que o Espírito Santo levava as pessoas a serem, na época do Novo Testamento? Por essa razão, exorto todos que queiram ser cristãos — simplesmente iguais aos cristãos que o Espírito Santo levava as almas a serem nos primórdios — a se desvencilharem do denominacionalismo e não terem comunhão com ele. Certamente, nenhum cristão pode se afiliar nem ter comunhão com o denominacionalismo, enquanto estiver seguindo o Espírito Santo, pois o Espírito divino jamais guiou um cristão ao denominacionalismo. Essa verdade é mais certa do que o brilho do sol amanhã. Não é, portanto, uma questão de o Espírito Santo ter sido ou não o fundador do denominacionalismo desta era; pois com certeza Ele não foi. Em vez disso, a questão é: “Contento-me em ser simplesmente cristão como foram aqueles transformados pela Sua santa instrução?” A pergunta que preciso fazer a mim mesmo é: “Estou satisfeito com a evidente simplicidade de Deus, ou estou disposto a assumir a responsabilidade por negligenciar Seu modelo?” Na verdade, Deus

Segundo os registros concedidos a nós pelo Espírito Santo, a nenhum dos discípulos que aceitaram Cristo no dia de Pentecostes se fez alusão à “escolha de uma igreja”. Naqueles dias, não havia a opção de se escolher uma igreja. Nenhum pregador jamais disse a esses “novos convertidos”: “Façam parte de uma igreja à sua escolha”. Havia somente uma igreja e todos os salvos pertenciam a ela — não porque tivessem “se filiado” a ela, nem porque tivessem dado preferência a ela em detrimento de outras, mas porque haviam sido comprados com o precioso sangue de nosso Senhor. No mesmo dia, hora e minuto em que foram redimidos pelo sangue, passaram a pertencer a Deus por direito de compra. Pertencendo a Ele, foram acrescentados ao Seu povo, o corpo criado pelo Senhor; pois Ele lhes acrescentava diariamente todos quantos iam sendo salvos. Essas pessoas constituíam os salvos na terra, a igreja que estava em Jerusalém. Nesse momento, então, os primeiros cristãos nada mais eram do que cristãos, religiosamente falando. Não pertenciam a nenhuma denominação, mas eram simplesmente cristãos não-denominacionais e pertenciam somente à igreja de Deus, os salvos. Pertenciam a esse povo porque Deus os acrescentara à Sua igreja. Se eles viveram e morreram dessa maneira, e somente dessa maneira, quem pode me negar o direito de me tornar um desses primeiros cristãos e viver e morrer como eles? Quem pode negar que é direito meu ser cristão assim como eles e que é um dever imperativo meu ser esse cristão? Será que posso ser um seguidor fiel do Espírito Santo e ser mais do que esses cristãos foram? Os primeiros cristãos da terra estavam livres do denominacionalismo; ou seja, não pertenciam a nenhuma denominação. Se eles foram assim guiados pelo Espírito Santo, um crente não estaria abandonando a liderança do

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não nos força a sermos Seus servos, mas nos deixa livres para escolher. De fato, alguns indivíduos preferem seguir a sabedoria humana em questões religiosas (a consumação de tal sabedoria é o denominacionalismo desta geração), à sabedoria do nosso Deus. Deus permite isso, mas adverte:
Sabe, porém, que de todas estas coisas Deus te pedirá contas (Eclesiastes 11:9c). Agora, pois, ó Israel, ouve os estatutos e os juízos que eu vos ensino, para os cumprirdes, para que vivais, e entreis, e possuais a terra que o Senhor, Deus de vossos pais, vos dá. Nada acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do Senhor, vosso Deus, que eu vos mando (Deuteronômio 4:1, 2). Tudo o que eu te ordeno observarás; nada lhe acrescentarás, nem diminuirás (Deuteronômio 12:32). Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus (Mateus 7:21). Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus; o que permanece na doutrina, esse tem tanto o Pai

como o Filho (2 João 9). Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro (Apocalipse 22:18, 19).

O Espírito Santo, em todos os seus ensinos e em termos enérgicos, proíbe quaisquer acréscimos, subtrações, emendas e alterações no Seu ensino. Sabemos disso tão certo quanto sabemos que morreremos. O denominacionalismo, com todas as suas complicações e artifícios, é um acréscimo feito pela sabedoria humana à simplicidade de Cristo. Essa verdade é tão certa como o fato de que Jesus ressuscitou do túmulo. O Espírito Santo proíbe resolutamente acréscimos à Sua obra, e por meio de Cristo nos concedeu o cristianismo não-denominacional unicamente. É inexplicável, então, como corações devotos — corações determinados a seguir somente o Espírito de Deus no campo religioso — podem persistir no cristianismo denominacional. E você? O que fará em relação a ele? A responsabilidade é sua. s

Autor: J. N. Armstrong Série: Cristianismo Não-Denominacional  Copyright 2003 by A Verdade para Hoje TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

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