IBAPEP

Ministério da Igreja

IB A D E P In s titu to B íb lic o da A ssem b léia de D eus E n sin o e p e sq u isa

IBADEP

IB A D E P - In s titu to B íb lic o da A ssem b léia de D eus E n s in o e P esq u isa
A v. B ra sil, S /N ° - E le tro s iü - C x. P o sta l 248
8 5 9 8 0 -0 0 0 - G u aíra - PR
F o n e/F ax : (4 4 ) 3 6 4 2 -2 5 8 1 / 3 6 4 2 -6 9 6 1 / 3 6 42-5431
E -m a il: íb ad ep a ib a d e p .c o m
S ite: w w w .ib a d e p .c o m
A lu n o (a):.....................................................................................
D IG ITA LIZA Ç Ã O

ESDRAS D IG ITA L

E

PASTOR D IG ITA L

Ética Cristã / Teologia do Obreiro

Pes qui sad o
e
adapt ad o
pela
Equipe
Redatori al para Curso exclusiv o do IB A D E P - Instituto
B íblico das Igrejas Eva n gé lic as A sse mb lé ias de Deus
do Estado do Paraná.

C om auxílio de a da pta ção e esboço de vários
ensinadores.

5a Edi ção - Ju nho /2 0 06

Tod os os direitos re ser va dos ao IBA D EP
2

A d m i n i s t r a t i v o Pr. E d i l s o n d o s S a n t o s S i q u e i r a . M i r i s l a n D o u g l a s S c h e f f e l .Conselho D eliberativo Pr. Pr.M e m b r o Pr. Pr.P r e s i d e n t e Pr. H e r c í l i o T e n ó r i o d e B a r r o s . L u i z C a r l o s F i r m i n o . Israel S od r é .P r e s i d e n t e d e H o n r a Pr.I o T e s o u r e i r o Pr.M em bro M oisés Lacour .I o S ecr etá rio Sam uel A z e v e d o dos Santos . Pr. Pr. Pr.P r e s i d e n t e Pr. H é r c u l e s C a r v a l h o D e n o b i . I o V ice-Presidente M oisés Lacour .I o S e c r e t á r i o Pr. J o s é A n u n c i a ç ã o d o s S a n t o s Pr.P r e s i d e n t e Pr. J o s é P i m e n t e l d e C a r v a l h o . Pr.M em bro Pr. Pr. J o s é P o l i n i . M o y s é s R a m o s .M e m b r o A E A D E P A R — C onselho de A d m in istr a ç ã o Pr.I o Tesoureiro M irislan D o u g l a s S c h e ffe l . J o s é C a r l o s T e o d o r o D e l f i n o .V i c e .2o V ice-Presidente Ival T h e o d o r o da S i l v a . F i n a n c e i r o 3 .Diretorias CIEA D E P Pr. Pr.C o o r d .2° T esou reiro A E A D E P A R .2 o S e c r e t á r i o Pr.Membro Sam uel A z e v e d o dos Santos .2 o Secretário Sim ão B ilek .M em bro Simão B ilek .P r e s id e n te Ival T e o d o r o da S ilv a . R o b s o n J o s é B r i t o .2 o T e s o u r e i r o IBADEP Pr.M e m b r o Pr.C o o r d .R ela to r José A n u n ciação dos Santos . J o s é C a r l o s C o r r e i a . Pr. I s r a e l S o d r é . J a m e r s o n X a v i e r d e S o u z a .

eter nam en te su bsistente em três pessoas: O Pai. 4 . e que somen te o a rre pen dim en to e a fé na obra ex pi at ória e re de nt or a de Jesus Cristo é que pode res taurá -lo a Deus (Rm 3.19. 12 ).14. 5. 5) N a nece ssi da de ab soluta do novo nasc im en to pela fé em Cristo e pelo po de r atuante do Espírito Santo e da Pala vra de Deus.3-8).19. Rm 8.9). (Dt 6. 3) Na c on cep ção virginal de Jesus. 6) No perdão dos peca do s. única regra infalível de fé no rm ativa para a vida e o caráter cristão (2Tm 3. Mt 28.43.13.19). 4) N a p e ca m in o s id a d e do h o m e m que o destituiu da glória de Deus.34 e At 1. na salvação presente e pe rfe ita e na eterna ju st if ic a ç ã o da alma recebidos gratu ita me nte de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor (At 10. para tornar o home m digno do Reino dos Céus (Jo 3. Rm 6.24-26 e Hb 7. c onf orm e de ter mi nou o Senhor Jesus Cristo (Mt 28. em nome do Pai.23 e At 3.1-6 e Cl 2 . 3. Mc 12.14-17). Filho e o Espíri to Santo.9). em sua ressu rr eiç ão corporal dentre os mortos e sua asc ensão vitor iosa aos céus (Is 7.4. em sua morte vicár ia e ex piatória. Rm 10.25.29).Cremos 1) Em um só Deus. 7) No ba tismo bíblico efetuado por imersão do corpo inteiro uma só vez em águas. do Filho e do Es pírito Santo. 2) Na ins piração ve rbal da B íb lia Sagrada.

17. c onfor me a sua vo nt a de (At 1. 2.51-54. 10. ICo 15.8) Na ne ce s si da de e na pos si b il id ad e que temos de viver vida santa m e d ia n te a obra e x pi at óri a e re de nto ra de Jesus no C al vário . co m sua Igreja glorificada.1-7). Pr im e ira . 11 ) Na S e gunda Vind a p re m il e n ia l de Cristo. que nos cap a c ita a viver como fiéis te st em u nh a s do po d e r de Cristo (Hb 9.44-46. se g un da .14 e IPe 1.16. 5 . 14) E na vida eterna de gozo e felicidade para os fiéis e de tristeza e to rm en to pa ra os infiéis (Mt 25.inv isível ao mu ndo .4. 9) No batis mo bíblico no Espí ri to Santo que nos é dado por Deus m ed ia nt e a int ercessão de Cristo.46). 12) Que todos os cristãos c om par ec e rã o ante o T ri bu nal de Cristo. antes da Grande Tr ibulação . com a ev id ên c ia inicial de falar em outras línguas. para r e c eb e r re c o m p e n s a dos seus feitos em fa vor da caus a de Cristo na terra (2Co 5. 13) No ju íz o vi ndouro que re c o m p e n s a rá os fiéis e c onden ará os infiéis (Ap 20. em duas fases distintas. c onf orm e a sua so be ra na vo n ta d e ( I C o 12.vis ível e corporal. 10 ) Na atualidade dos dons espirituais distrib uído s pelo Espírito Santo à Ig re ja para sua ed ificação.5.5. para arre bat ar a sua Igreja fiel da terra.15).1 1-15). para rein ar sobre o mund o durante mil anos ( l T s 4.1-12). in s pi ra d or e sa nt if ic ad or do Espíri to Santo. através do pode r rege nerad or. Zc 14.10). 19. Ap 20.4. Jd 14).

c) Para m e lh or a pro v e it a m e n to do estudo. temos que ser org an izados. Consc iente desta real idade. Devocional: a) Faça uma oração de a gr a de c im e nt o a Deus pela sua salvação e por pr opo r ci o n a r. Local de estudo: Você precisa dis por de um lugar próprio para estud ar em casa. L em bre -se que você é o autor de sua história e que é ne ces sár io atualizar-se. Tente segu ir o roteiro sugerido abaixo e comp rov e os resultados: 1. o aluno deve estar con sci en te do po rqu ê da sua de dicação de tempo e esforço no afã de gal ga r um degrau a mais em sua formação.M e t o d o lo g i a de E studo Para obter um bom a pro ve itam ent o. d e sv e n d a n d o mistérios contidos em sua Palavra.l h e a op or tun id ade de e st ud a r a sua Palavra. para que p os sa vir a ser um elem ent o útil a si mesm o e à Igreja em que está inserido. Ele deve ser: 6 . b) Com a sua h u m ild a de e oração. não apenas acumul e co nteúdos vis an do p rep arar -s e para provas ou trabalhos por fazer. para assim ganhar almas para o Rein o de Deus. 2. m e d ita r com atenção os conteúdos. Deus irá iluminar e direc ion ar suas fac uld ad e s mentais através do Espírito Santo. ler com prec isão as lições. be m como se integre na p ro b le m á ti c a atual. D e se nv ol va sua ca pa c id ad e de racio cínio e de solução de proble ma s.

a) B em arejado e com boa ilu m in a ç ão
pre ferê ncia, que a luz v e n h a da esquerda);

(de

b) Isolado da ci rcula çã o de pessoas;
c) Lon ge de sons de rádio, tele vis ão e conversas.
3. Disposição:
Tudo o que fazem os por opção alc a nç a bons
resultados. Por isso ad quira o hábito de est uda r
v o lu nta ria m e nt e, sem im posi çõ es. C on sc ie ntiz e- se
da im po rt ân ci a dos itens abaixo:
a) E s ta b el ec er um h or á rio de estudo ex traclasse,
div idi ndo- se entre as disci plina s do currículo
(dispense mais te mp o às matérias em que tiver
m ai or dif iculdade);
b) Rese rva r, di a ria m e nte , algum tempo para
descanso e lazer. Ass im , quando estudar, estará
deslig ado de outras atividades;
c) C on cen tra r- se no que está fazendo;
d) A dota r u m a co rreta pos tu ra (sentar-se à mesa,
tronco ereto), para ev itar o cansa ço físico;
e) Não pa ssa r para outra lição antes de d om in a r bem
o que estiver est udando;
f) Não ab usar das c a pa c id ad e s físicas e mentais.
Quan do p e rc eb e r que está cansado e o estudo não
alcança mais um b om r e nd im e nto , faça uma pausa
para descansar.
4. A pr o v e it a m e n t o das aulas:
Cada
dis cipli na
a pre se nt a
carac terís ticas
próprias, e n v olv en do di fere nte s c om port am en tos :
raciocínio, analogia, inte rp re ta çã o, aplicaç ão ou
si mp le sm en te h a bili da d es motoras. Todas, no
7

1

entanto, ex ig em sua pa rt ic ipa ção ativa.
alcanç ar melh or a p ro ve ita m en to , procure:

Para

a) C ola borar para a m a n u te n ç ã o da disciplina na
s ala-de-aula;
b)
Parti cipa r
at iva me nte
das
aulas,
dando
c ola bor açõ es e sp on tâ ne as e pe rg unta nd o qua ndo
algo não lhe ficar b e m claro;
c) A nota r as ob s er v aç õ es co m ple m en ta re s
m oni tor em c ad er no apropriado.

do

d) A not ar datas de prova s ou e ntre ga de trabalhos.
5. Estudo extraclasse:
O bs er va ndo as dicas dos itens 1 e 2, você deve:
a) Fazer dia ria me nte as tarefas propostas;
b) Reve r os co n teú do s do dia;
c)

Pr ep a ra r as aulas da seman a seguinte. Se
con stata r alguma dúvida, anote-a, e apre sen ta ao
m on ito r na aula seguinte. Procure não deixar suas
dúvidas se acumulem.

d) Mater ia is que pode rã o ajudá-lo:
■ Mais que u m a ve rsão ou traduç ão da Bíblia
Sagrada;
■ Atlas Bíblico;

Dicionário Bíblico;

■ E nc ic lo pé di a Bíblica;
■ Livros de Hist óri as Gerais e Bíblicas;
■ Um bom dic ion ário de Português;

Livros e apo stilas
assunto.

8

que

tratem

do

mesmo

e) Se o estudo for em grupo, tenha sem pr e em
mente:

A ne ce s si da de
pessoal;

de

dar

a sua

c olab or açã o

O direito de todos os int egrantes opinarem.

6. Como obter me lho r a pro ve ita m en to em avaliações:
a) Revise toda a maté ria antes da avaliação;
b) P e rm a ne ça calmo e seguro (você estudou!);
c) C once ntr e-se no que está fazendo;
d) Não ten ha pressa;
e) Leia ate nta m e nt e todas as questões;
f) Resolv a prim eir o as q ue stõ es mais acessíveis;
g) Ha ven do tempo, revise tudo antes de e nt re g ar a
prova.
Bom Desempe nho !

9

£3 A po cal ip se / Esc at olo gi a 10 . H om e m .Currículo de Matérias > Edu c a çã o Geral ÊQ História da Ig r ej a -S CO Edu ca ção Cristã BS Geo grafi a B íb li c a 1/ > Min istér io da Igreja CO Ética Cristã / T e o lo g ia do Obreiro </ CO H om ilé tic a / H e rm e n ê u ti c a ^ GQ Fa mília Cristã ^ 0 3 A dm in is tr a ç ão Ec le si ás tic a / > Teolog ia CO Bibli olo gia / CO A Trin dad e • / CO Anjos. Pecado e Salvação ^ CO H e re s io lo gi a v/ CO Ec lesi ol og ia / M is s io lo g ia S > Bíblia & C3 Penta teuco CO Livros Hist óri co s / 0 CO Livros Poéticos • CQ Profetas Maiores EDI Profetas M en ore s J CO Os Eva nge lh os / Atos \i C3 Epístolas Paulinas / Gerais v e.

. .hebr aico i. cf. LXX Se ptu ag int a (versão grega do Antigo Testam ento ) m . vv.e.1-25). caps. ap rox im a dam en te . . IBB . .grego hb. e. . . gr.por exemplo.referência. .página. v versículo.século (s). . séc. compare.Novo Te s ta m en to NVI .Cerca de.versículos. cap. .A lm e id a Revi sta e A tu al izada ARC . .Abreviaturas a.Símbolo de metro.refe rências ss.Bíblia na L i n g u a g e m de Hoje c. Fig. rcf. figur ada me nte .manu scr itos NT . .veja 11 .figurado.Bíblia Viva BLH .Im pr ens a Bíblica B rasileir a Km . . significa IP e 2. . .Figurado.N ova Ve rsã o Inter na cion al p.A lm ei da Revi sta e Corrida AT .Símbolo de quilo me tro lit.Antigo Te st am ent o BV .isto é. literalmente. ver .literal.capítulos. . . A RA . os vers ícu los consec utivo s de um capítulo até o seu final. . d. fig.C.g.e os segu intes (isto é. Por exemplo: IPe 2.C. .capítulo.depois de Cristo.1ss.confere. .antes de Cristo. refs. MSS .

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......................................... 63 Lição 4: T e olo gi a do Obreiro - Parte 2 ................................ 15 Lição 2: Uso e A bus o da L í n g u a .. 113 Referências B i b l i o g r á f i c a s ........ 39 Lição 3: Te ol o gi a do Obreiro - Parte 1 ........................índice Lição 1: A Ética C r i s t ã ........................ 87 Lição 5: Te olo gia do Obreiro - Parte 3 ...137 13 ...........................................

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É c i ê n c i a n o r m a tiv a que s e r v e de b a s e à f i l o s o f i a prática. que é a expressão imediata. I C o n h e c e r d i s t in t a m en te .Lição 1 A Ética Cristã A Ética é parte da F i l o s o f i a a qual estuda os valores morais e os p rin cíp io s id eais da conduta humana. Por isso. por ém . Ética Cristã é : Um som atório de p rin cíp ios que form am e dão sentido à vida cristã n orm al. agir m o ra lm e n te be m significa. d i sc r i m i na r. ne m sempre é fácil ao ho me m d i s c e r n i r 1 se d e te r m in a do ato livre é. ou foi. a n o rm a p ró x im a do senso moral. Para que te nh am os uma me lho r co m pr e en s ã o se faz ne ces sár io definir a pa la v r a “ m o r a l ” : (da raiz latina “m o r e s ”) co stumes. ( 'oncretamente. pois. T a m b é m é o c o n j u n to de p r i n c í p i o s m o r a is que se d e v e m observar no ex e rc íc io de um a p rofissão. conduta. p e r c e b e r laro I I nlidos: apreciar. d is t ingu i r . É o que c a d a cr en te p e n s a e faz. lún síntese. co mp or ta me n to . N a vida prá tica. agir segundo a pr óp ri a c onsc iê nc ia (C on s ci ê nc ia Moral). modo de agir. contrário ou não à sua n a tu re z a humana. todo liomem adulto é dotado de co nsciência. 15 por q ua lq ue r d os .

A queles que c o n h e c e m a questão di zem -no s que o sal puro não perde seu caráter distinto. ou ainda. é para avivar o senso de de ver e impelir os dis cí pu lo s a and are m de acordo com a sua c h a m a d a ” . R ealmente. Se o C ri s tia nis m o não fun c io na r como deve. 16 . como a de c onse rva r ou de co ndim en tar . ou seja. Ele afirmou: “Vós s o is ” . O sal pode co ns erv ar sua ap ar ên c ia como sal. me nos abun dan te e de difícil aquisição. co mo p re ci sam o s considerar. “ O prop ósi to destas pa lav ras . mas a idéia geral é que o crente santificado deve pos su ir a rea lid ade daq uil o que professa. da me sm a forma que o sal a pre sen ta a pr o p r ie d a d e que espe ramo s dele. re fe rin do-s e a todos os filhos de Deus. não é para e sm ag ar os que caem. com o dos muitos usos do sal. O Sal é co ns id e ra do com o uma p ro pri ed a d e distinta e impo rt ant e. Essa real ida de é ex pr e ss a de muitas e varia das formas. mas uma vez m is tur ad o com e le m en to s imp ur os e estranhos pode p e rd e r sua pro pr ied ad e. A idéia aqui não indica e sp ec ialm ent e u m a função definida. Jesus não disse que apenas alguns crentes e speciais são “ Sal da T e r r a ” . O sal insípido pa ra nada mais presta a não ser lançado fora e ser p is ad o pelos homens. a de conser va r ou de condimentar.Vós Sois o Sal da Terra” Nos te mp os bí bli c os o sal era de ma ior imp or tânc ia. mas não o seu caráter. tra ns fo rm a noutra su bstância. mais va lioso. como é que o mu nd o po de ria receb er qua lqu er coisa da boa graça de Deus? A religião sem au ten ti cid ad e dif icilmente tem uso digno para os dis cí pu lo s de Jesus ou para o mun d o em geral.

O efeito qu ím ic o da luz sobre a água em tr a ta m e nt o é fu nd am en tal na tran sf orm aç ão desta em sal.10.29). O sal perde seu sabor e torna-se i n s í p i d o 1 ou ins ul so 2 com: Pouco v e n to .O sal que perde a sua virtude ou sabor. mas pode ser a du lte rad o. Cl 4. O sal para atingir o s ab or ideal nece ssita de ba sta nt e ve n ta n i a na é po ca de sua formação. Sem fé é impo ssí vel o pe cad or cheg ar ao Senhor. D e s a g r a d á v e l . i n s o s s o .6. F i g . não subsiste (Gn 2. Em lugar de uma tal igreja influir nos padr õe s de vida e práticas do m un d o sem Deus.14. pois o mu nd o está em trevas. e então per de suas pro pr iedades e se torna inútil. o mu ndo é que influirá nela pela corr upção . q u e n ão t em sabor. t ed i o s o . E s p ir it ua lm en te o crente sem o vento do Espírito da Vid a e do poder. i n s í p i do . U m a igreja espi ri tua lmen te fria torna -se inerte. suas qualidades distintas.9. Pouca lu z . A b u nd a nt e luz celestial é a grande ne ce s si da de para o crente ser um bom sal. O sal que se to rn ar insípido pe rde três coisas principais: 1 Q u e não t em sabor.2. 20. tal qual faz o fermento na massa. Sem calor o sal em sua for mação pe rderá em qu al ida de e se arruinará. 17 .8. q u e n ão é s á p i do . não tem mais razão para existir. Pouco c a lo r . pois então deixa realmente de ser sal (Mc 9. decadente e incapa z de ser o “ sal da t e r r a ” . inativa. Que não tem sal. M ui ta luz é fu nd a m e nt al para a for mação de um bo m sal. Et 4.16).22. O cloreto de sódio puro (sal) não se deteriora. Ez 37. E f 4. m o n ó t o n o . Jo 3. Sem isso ele pode ter uma p re ga çã o como é o caso do sal insípido.7.49-50. At 2.

“Se o s al f o r insípido.^ ■ P e r d e o seu s a b o r . como o sal espiritual c ap ac idade de p re s e rv a r o a mb ie nte sob sua influência. N a Q uímic a. para que ele não a po dre ça de vez. com que se há de s a l g a r ? ” (Mt 5. apesar de sua d e gen e ra çã o. da ev ang e liz aç ã o local e regional. Quan do a Igr eja for tirada da terra. v ■ P e r d e o seu l u g a r . a podrid ão to ma rá conta dos povos sem Deus. é indic ad a para pessoas que estão com pro ble ma s de saúde. o sal tem sido utilizado pelos povos como s ubs tâ nc ia co nservante. N o rm a lm e n te . O s al p r e s e r v a . D esde tempos ime mo ria is . ^ ■ P e r d e o seu v a l o r . Jesus a usou para tipif ica r o papel daqueles que são seus discípulos. fo rm ada pelos crentes. a Igreja. levand o-o s à de c o m p o s iç ã o final. Esta su bs tâ nc ia tem p ro pr ie da de s importantes. que os levará ao Inferno. O cristão. crentes ou não e todos os que estejam de u m a forma ou de outra sob sua influência. “Pa r a na da mais p r e s t a ” (Mt 5. O s al dá sabor. a Igreja esp al ha o sal sobre o mundo. Atra vé s das missões. “P a r a se lançar f o r a ” (Mt 5.13). está p re s erv a nd o o que resta de saúde moral e espiritual no mundo. 2. O crente tem o dev er de “ s a lg p re s er v a r sua família. Este mu ndo ainda existe porq ue . seus amigos.13). o sal é ch am a do de cloreto de sódio. para quem é contraindica do o uso do sal. 18 . 1. que p re s er va as c ar ac terís tic as dos alimentos.13). P or isso. U ma comida sem sal nunc a é vista como saborosa.

com que se há de s alga r? l'ara nada mais pres ta. Da me sm a forma.se insuportável. quando afirmou: “B o m é o sal. O crente. com que o a duba r eis ? Tende s al em vós m e sm os e paz. Isso aco ntece.30). qua nd o tem sal demais. se 0 crente deixar de dar seu te st em u n h o . Ele é humilde. de poder. torna-se inútil. entusias mo. Jesus re c o n h ec ia o va lor do sal. Ele disse que.A Bíblia registra a im po rt ân c ia do sal. Em seu ensino. “se o s al f o r insípido. E isso glorifica o nome do Senhor. à vida dos que lhe cercam. s e n ã o p a r a se lançar f o r a e ser pis ado p e lo s h o m e n s ’1'’ (Mt 5. S a l na medida. Q ua ndo o sal “ a p a r e c e ” .50). João Bat ista foi um exemplo. ou seja. 19 .á sem s a l o que é insípido? Ou hav erá g o s to na clara do o v o ? ” (Jó 6. sem aparecer. qu a n d o se torna fanático. Ele p re s e rv a e dá sabor. i. sua vida perde o sentido. E n e ces sár io ter sal na vida. ninguém suporta. Não faz questão ilc iiparecer. Uma das ca r ac te rí s ti c as do sal é sua hu m ild a de ” . senti ndo o efeito ben éfico do contato com eles.iliindo sobre Jesus. O crente com o sal pr eg a mais com a vida do i|iii com pa lavras.13). como elem ento que dá sabor: “ Ou c o m er -s e. o crente em Jes us tem a pro p r ie d a d e de dar sab or espiritual ao a m bie nt e em que vive.6). um viver cheio de alegria. cheio do Kspírito Santo. Há pessoas que se sentem felizes em conv iver com crentes fiéis. torna. Isso quer dizer que. disse: “E necessário que ele i ic sç a e que eu d i m i n u a ” (Jo 3. mas. se o s a l se torn ar insulso. uns com os o u tr o s ” (Mc 9. Assim é o crente fiel. pelo excesso. e pa ssa a ser “ p i s a d o ” pelos pecadores. 1 .

SI 132.. Por isto Jesus acrescentou: “A s s im brilhe também a vossa luz dia nte dos homens. Os seus de sc e nden te s c h am a d o s de luzes (lRs. São extremos.17. O cristão de ve saber que o mundo ja m a is verá a Deus de ma nei ra m e lh o r do que o próprio crente é capaz de a p re sen ta r através de suas atitudes. Lc 2. p a r a que saib ais como vos convém r e s p o n d e r a cada u m ” (Cl 4. que se ac o m o d a m com o m un d a n is m o . ■ Jesus Cristo é a V e r d a d e i r a Luz do mund o que ilumina a todo h o m e m (Jo 1. f i l h o s de De us in cu lpá vei s no meio de uma 20 .". São os liberalis tas .11. há os que não têm mais sal em suas vidas. p a r a que veja m as vossas boas obras e glo r if iq u e m o vosso Pa i que está nos c é u s ” (Mt 5. com excesso de santidade. acaba a fu g e nta nd o as pe sso as.6).32).Luz do Mundo Em Mateu s 5. O fruto do Es pírito inclui a te m p e ra n ç a (G1 5. Aos crentes são rep uta das luzes porqu e pa rt ic ip a m da luz que v e m da fonte luminosa que é Cristo: “Pa r a que vos torneis ir rep ree ns íve is e sinceros. Segundo Paulo.. Por outro lado. e diz em que nad a é pecado. te m pe r ad a com sal. Paulo disse: “A vo ssa p a l a v r a seja s e m p r e agradável.14. São legalistas.Em lugar de pa s s a r para os outros o sabor da vida cristã.36.22). A luz bril ha e se opõe às trevas. E preciso ter eq uilíbr io no te stemunho. os crentes são luzes sec undárias. que v ê em pe ca do s em tudo.16). ■ Davi foi cham ad o de luz de Israel (2Sm 21. Jesus diz aos seus seguid or es de todos os tempos: “ Vós sois a luz do mu ndo. O Crente .17).9).

O crente como luz exerce o seu ver da dei ro sacerdócio. “ Vós sois a luz do m u n d o ”.i vida. /. Figura extra ord iná ria essa! D if e re n te m e n te do sal. seriam vistas de grande distância. A pre s e n ç a real de Deus na vida do crente fará dele uma luz ve rd a de ir a. Jesus afirmou que os seus discí pulos são “ a luz do m u n d o ” .5). trevas da ignorância.ge raç ão p e r v e r t i d a e corrupta. de v e m ser “ como u m a cidade edificada sobre um m o n t e ” . sem essa iluminação o mu nd o seria um lugar te n eb r oso . M as os home ns a m ar am mais as trevas que a luz.s e r a p o s a a uma p e s s o a ast ut a.] 21 . Faz end o uso de m e t á f o r a s 1. 1. porqu e as suas obras era m más. pois. seus discípulos. e que se li md ame nt a n uma r e l a ç ã o de s e m e l h a n ç a s u b e n t e n d i d a entre o s e nt i do próprio e o f i gu r ad o . ou se d e s i g n a a j u v e n t u d e p r i m a v e r a <l. brilhando e di ssi pa nd o as trevas. na qual r esp la nd ece is como luzeiros no m u n d o ” (Fp 2. c h a m a . Jesus foi à luz entre os hom en s (Jo 1. M es m o que as luzes fos sem fracas. O te st em u nh o elevado. A esfera do m u n d o é trevas.15). e Deus será g lorificado era sua vida. C o m p a ra n d o seus seguid ore s com o luz do inundo. [Por m et á f or a. quando aparece. que não é visto em ação. a sua esfera é escu ridã o. as cidades ed ificadas sobre o monte. Os crentes ta m b é m são luzes que ilum ina m as trevas segundo os en sinos de Jesus. Jesus disse que “ não se p o d e e s c o n d e r uma 1 Tr op o que c o n s i s t e na t r a n s fe r ê n c i a de u ma p al av ra para um ninbito s e m â n t i c o que n ão é o do o b j e t o que e l a d e s i g n a . A ss im ta m b é m deve ser o crente.1. a luz só tem va lor qua ndo é pe rcebida. t ra ns l aç ã o.

da falta de fé e de ação. Ele pode 1 P e q u e n o a p a r e l h o de i l u m i n a ç ã o . há pe ssoas nas igrejas. “A s s im res p la n d e ça a vossa luz diante dos hom e n s. o crente está edificado sobre Cristo. De fato. ilumine a todos que estiv ere m a seu redor. 1. " (Mt 5.16). V e la do r é um suporte de ma deira. no qual se e m b e b e uma t orcida. na casa. p o r q u e são f e i t a s em D e u s ” (Jo 3.21).f l a n d r e s . O te st em u n h o que res plandece.2.d e . 22 . quando chega a noite.c id ad e edifica da s o b r e um monte". qua ndo disse: “Levame p a r a a ro cha que é mais alta do que e u ” (SI 61. sobre o qual se co loca um cande ei ro ou u m a vela. 2 U m a v a s i l h a de m e d i d a de a l q u e i re . em po s iç ã o muita elevada. e a pa ga m.2). Ele “nos res suscitou j u n t a m e n t e com ele. e dá luz a todos os que estão na c a s a ’’’ (Mt 5. “Mas quem p r a t i c a a ver da de vem p a r a a luz. que se co loc am debaixo do alqueire do co m odis m o. 1. que s e rv i a para medir c e r e a i s .15). e nos f e z a s se n ta r nos lugares celestiais. a f i m de que as suas obras sej am manifestas. c o m r e c i p i e n t e de f o l h a . as cidades sobre os montes. com luz própria. e de u s o e m c a s a s p o b r es . c o m a c a p a c i d a d e de 8 litros e m e i o . por lhes faltar o oxigênio da pre s e n ç a de Deus. de form a que a luz que ali estiver. O salmista re c o n h ec ia essa posi ção elevada. mas no velador.6).se . Crentes no velador. Jesus disse que não se “a c en d e uma c a n d e i a 1 e se coloca d e baix o do a l q u e i r e 2. f ei t a de barro. da ind if ere nç a..3. Inf elizm en te. refle te m as luzes de suas casas e ruas. que se s u s p e n d e por um p r e g o . em lugar elevado. . O crente em Jesus não tem luz própria. em Cristo J e s u s ” ( E f 2. barro ou outro ma t er i al . a b a s t e c i d o c o m ó l e o . Como luz. Ele não é estrela.

Com isso. irradiar. 10). que está nos céus. em torno do qual ele gravita. por causa do co mp orta me nt o cristão. M ui to s têm ga nhad o almas para Jesus. C om nosso testemunho. por causa de suas atitudes cristãs. Na verdade. sim. c o n v i n c e n t e . disse que fi ze sse m tudo “p a r a que sejais irrepreensíveis e sinceros. Ele. eles g lo ri fic am a Deus. 23 . como luz. outros.19). que vai bri lha ndo mais i' mais até s er dia p e r f e i t o ” (Pv 4.4. através das boas obras de salvo. entre a qual r esp la nd ece is como astros no mundo'1'1 (Fp 2. a “ r e s p la n d e c e n te Est rel a da m a n h ã ” (Ap 22. p re ci sam os e s p a r z i r 1 a “ luz do evange lho da gl ór ia de C r i s t o ” (2Co 4. é a “ estrela da a l v a ” (2Pe 1. difundir. que é um astro ilum ina do por um a estrela. nós somos ilumi na dos por Jesus. na evangeliz açã o.15). O crente.18). que. I <fí.ser c om par ad o a um planet a. nós vivemos.16). em todos os lugares. E x p r e s s i v o . f i l h o s de De us inc ulpáveis no meio du m a g e r a ç ã o c o rr o m p id a e p e rv e rs a. e rec eb e m os a sua luz. p e r s u a s i v o . Paulo. “P o r q u e so m o s f e i t u r a sua. NEle . e em torno dEle. Sabemos de servos e servas de Deus. que no trabalho. “Pa r a q ue vejam as vossas boas o b r a s ”. 1 líspalhar ou derramar ( um l í q u i d o ) . porqu e p r a tic am um te st em unh o e lo q ü e n t e 2. criados em Cristo J es us p a r a as boas obras.4). s i g n i f i c a t i v o . as quais D e us p r e p a r o u p a r a que a n d á s s e m o s n e l a s ” (E f 2 . lemos: “ Mas a ve re da dos justos é como a luz da aurora. 1. no seu lar. e xorta ndo os crentes acer ca do lestemunho. g a nh ar am toda a família. dá seu test emun ho. Em Pr o vé rb io s. g a nhar am seus colegas.

.7. E impossível amar o mu nd o e ao Pai ao m e sm o tempo (Mt 6. 2Co 6.14).23). ne m se c o n fo rm a r com ele. os crente s são f o r a s t e i r o s e p e re gr in os .11. Deus não proíb e o am or à terra criada. 24 . Deve pr oc u ra r ganh á-los para Cristo (Mc 16. às florestas.11). (. A que le que crê em Jesus vence o mund o ( U o 5. à na tureza..14) e ser liberto do mund o (Cl 1.13. Jd 1. às mo nta nhas. G1 1.19). ' S Significa estar em estreita c om unhão com ele e dedi car -se aos seus valores.4).2.16).24. muito me nos amá-lo ( l J o 2. mo rr er para o mund o (G1 6. N ão d e v em o s pe rte nce r ao mu nd o (Jo 15.4). camin hos e prazeres. etc. S A m a r o mu ndo c orr om pe n os sa co mun hão com Deus e leva à de struição espiritual.).14). ■ ■ ■ ■ ■ O crente não deve ter c om un hã o espiritual com a q u e l e s que v iv em o si stema iníquo do mun do (Mt 9. No mundo.13. isto é. Deve re pr ov a r a b er ta m e nte o pe cad o deles (Jo 7. ■S Significa ter p ra z er e sati sfa ção naquilo que ofende a Deus e que se opõe a Ele.15. interesses. Deve ser sal e luz do mun do para eles (Mt 5.: Os termos ‘m u n d o ’ e ‘t e r r a ’ não são sinônimos.4). E f 5. Lc 16. Obs. Tg 4. D ev e-s e odi ar a ini q üi d ad e do mundo.22.13. Deve amá-los (Jo 3.15).

Questionário ■ Ass ina le com “ X ” as a lt e rn at iv as corretas 1. pou c a luz e pouc o calor 3. com o luz. Ele é estrela. É correto dizer que: a ) |_| O crente. pou c a luz e pou co fogo b)|_| Pou ca água. Os fatores que levam o sal a perde r seu sab or e tornar-se insípido. com luz próp ri a d ) l_| Os legalistas não tê m mais sal em suas vidas. to rna -se mais crente. através das boas obras de salvo 25 . qua ndo tem sal demais. é um e xem pl o a ser seguido b ) @ O crente como luz exerce o seu ve rd a de ir o sa_cerdócio c ) l_1 O crente em Jesus tem luz própria. são: a)|_| Pouco vento. dá seu test em un ho . pouc a luz e pouco calor d ) 0 Pou ca água. Ética não é: a ) |_] A parte da Filosofia que estuda os valores morais e_os princípios ideais da conduta humana b ) U A ciênc ia normativa que serve de base à filosofia prática c) l_J O conjunto de princípios morais que se devem observar no exercício de uma profissão d ) 0 O senti men to que p re d is p õ e alguém a deseja r o bem de outrem. pouc a luz e po uc o fogo c) |_! Pouco vento. ou de a lg u m a coisa 2. se a co m o d a m com o m u n d a n is m o ■ Marque “ C ” para C erto e “ E ” para Errado •I [t] O crente como sal p re ga mais com pa lav ras do que com a vida ' ■ 0 0 crente.

Cabe assentar.40. profecia. É c o n s e n s o 1 entre alguns eruditos. a citar a divis ão c o m um e nt e em pre gad a pelos estudio sos da época. inclusive. 2 Predição. Ele rec on hec eu -s e o po nto co nver ge nte da história da salvação p ri m e ir a m e n te a n u n ci a d a por Deus ao 1 C o n f o r m i d a d e . Je su s cum pr iu o AT.25-27). que. que todas as vezes que Jesus m e n c i o n a as E s c ri tu ra s refere-se ao AT (cf. Cristo ratifi cou todo o AT. Sob este aspecto. mas cumpri u em si mesmo o Antigo T e s ta m en to (Mc 1. E sd ra s ten ha sido o grande re s po nsá vel pela for m aç ã o do cânon do Antigo T e s ta m en to tal qual o texto e m pre ga do por Jesus e co nh ec id o em nossas Bíblias hoje. de início.Jesus e o Antigo Testamento Jesu s ra tificou o AT.14. O Mestre chegou. apôs o retorno dos ju d e u s do exílio ba b iló nic o. a c o r do de i d é i a s . com o aparec e em Lucas 24. Lc 4. Mt 7. Salmos e Profetas.12.17). 24.16-2 1. c onsi de ra ndo-o como a rev e la ç ã o co nh eci da de Deus.17). Cristo não só ratif ic ou. 26 . 22.44: Lei. Isto si gnifica que ao afirmar o seu co m p ro m is s o de não “d e s tr u ir a lei e os p r o f e t a s ” (Mt 5. en glo ban do aí os m inu ci os os tipos d esc rit os no Pe nta te uco e os v a t i c í n i o s 2 dos prof etas que ap o nt av a m em sua direção. ba se a do s na tradição ju d a ic a . me dia nt e a p r oc la m aç ã o da ch eg a da do Reino de Deus (ver Mc 1.15). o AT introd uziu no mund o o projeto de Deus em Cristo que se realizou no NT.

Cl 2. há que se distinguir. Rm 7. 12. í i s leis cer imon iais. Toda via . no Pe nta teuco . ag ora se re v e st e m de um novo e real sentido. O ato da e nca rn a çã o do Filho de Deus. moral. porqu e d e p e n d e m do coração t ra ns fo rm a do através da obra re de nt or a de Cristo para serem exper iment ada s (cf. que as norteia e os princípios imp lícitos são pe rti ne nt es ao povo de Deus de q u a lq ue r época. E n qu a nto sob a Lei as regra s que ex pre ssa va m esses ensinos to rn a ra m -s e va zias porqu e os ju d e u s r e s t r i n g i r a m 2 a sua prátic a à su pe rf ic iali dad e do exterior. por ex emplo.18) como o modelo desta nova era. sociais e cívicas dadas por Deus a Moisés. apert ado. 27 .1-3. o m a i s alto grau. A Ética Absoluta do Reino de Deus O s ig ni fi ca do das leis c er im o n ia is de Israel. Não se discute. Elas foram ex cl us iv a s para o povo de Israel. Mq 5. c um pri u a p e r s p e c ti v a da fé dos heróis do AT e inaug ur ou um novo te mp o em que os padrões éticos reve la do s por Deus na Lei e nos profetas são re a fir m a dos por Cristo (Jo 1.6.29).primeiro casal e p o s te r io rm e n te re ite ra da aos patriarcas e ao povo de Israel m e di a nte a Lei e a revelaç ão profética (ver Gn 3. cujo á p i c e 1 foi a sua entrega com o o C ordeiro que re dim e o homem (ver Jo 1. Is 9. Apesar disso.2).14. Lv 1 1’nnto m a is e l e v a d o . o caráter de pureza implícito em certas norm a s c erim on iais (cf.16-23).1-25). Jesus realça os en si no s m o r a is do AT.15. o co nte údo ético. sem o br ig a to ri ed a de para os cristãos (cf. I ornar m a i s e s t re i t o .

19). São refe renci ai s pe rm a n en te s e imutáveis que se aplic am em q ua lq ue r cu ltura e ex pr e ssa m não só o pa drã o de santi dad e exigido por Deus. o prop ós ito pa ra o qual ap onta va m pe rm a ne c e ina ltera do. 1 P o d e r at ri buí do a uma a ut o r i da d e d e t e r m i n a da c a t e g o r i a de leis.48. A u n iv e r sa li d a d e dos p r i n c í p i o s morais da Lei mosaica. Mt 5. havia outras de caráter e x p li c ita m en te moral.38-42). 5.20. 28 para f aze r cumprir . não se ajusta ao que pensa o h o m e m e nem se m odif ic a para ad aptar-se ao estilo de vida de cada um.5. pois a pur e z a de coração é uma das pri ncipais qua lid ad es da vida cristã (ver l T m 1. 2 Incisivo. Ela não se altera ao sabor das dif erentes situa çõe s. 7. P o r q u e a ética do R ei no de D e u s é absoluta.18.22. em todas as épocas e em todos os lu g a r e s ” . cuja un iv e rs al i d ad e está clara nas Esc rituras . mas é a exata ex pre ssã o do propósito de Deus para o seu povo (ver Mt 5. IPe 1. A in da que elas não te n h am j u r i s d i ç ã o 1 sobre a Igreja. T oda via . São válidas pa ra “ todas as pess oa s.22. A ética do Sermão do Mo nte. além das norm as j á citadas. mas també m o tipo de re ação que se esper a do crente diante das dif erentes c ir cu ns tân cias da vida (cf. decisivo.13-16).23). IPe 1.5. tem car áter absoluto. O Sen hor as reitera no Sermão do M ont e e de clara de m a n e i ra c o n t u n d e n t e 2 a sua imp or tân ci a como marco dis tintivo do Reino de Deus (Mt 5.21). portanto.3.

mas ta m b é m a p os si b il id ad e de se experimentar. Por outro lado. que. porta nto .2. só aparência.4). com a m e sm a seg urança. só há uma re sp os ta a ser dada: ela é resultado ex cl usi v o da graça (ver Rm 6.1). O p ro pó s ito de Cristo é que as ex igência espirituais da Lei de Deus se c u m pr a m na vida de seus seguidores (Rm 3. o coraçã o tr a n s fo rm a d o será co mp el id o a expressar em sua vida esse pa drã o ético dese ja do por Deus (cf. SI 42. é certo que não tenha e x p e r im e n t a d o a v e rd a d ei r a tra n s fo rm a ç ão interior ou a tenh a pe rdi do no meio do caminho. C om o Paulo ensi nou aos gálatas. 8. sendo parte de sua r e s po nsa bil id a de cristã.1-15). 63.36-40) b e m como nos e n s in a m e n to s de Cristo e 29 . essa dim en são ética do Reino de Deus. aqui e agora. consti tui r-s e no alvo de cada crente.12). não se trata de obrigação im po st a por um sist em a legal. 22. A busca deste pa drã o ético deve. com absoluta segurança. mas de algo que re sulta de j á est arm os c ru ci fic ado s com Cristo e de Ele ter ass u mi do a no ssa p ró p ri a vida para torn ar-n os capazes de a rd e nte m e nt e p r o s s e g u ir em bu s c a desse objetivo (ver G1 2.20. Fp 3. que se o crente não ma nife st a esse desejo de ap erfeiçoar a sua vida cristã a cada dia. Isto implica afirmar.A Busca do Padrão Ético do Reino de Deus É p a r t e da r e s p o n s a b i li d a d e cristã. nos mold es ensinados por Cristo no Serm ão do Monte. cabe ressaltar. O re la c io n a m e n to entre o rente e a Lei de Deus en volve os seguin tes aspectos: ■ A lei que o crente é ob rig a do a c um pri r consiste nos pri nc ípi os éticos e morais do AT (M t 7.12.31. Ainda que a força da Lei não p ro d u z a n e n h u m a piedad e. se nenhum esforço hu m a n o pode pro du z ir não só o ardente desejo. E r es ulta do e xcl us ivo da graça.

a obe diê nc ia que pre st am os como crentes não pr ov ém som ent e do nos so r e la ci on a m e nt o com Deus como leg is lad or sober ano . por meio da sua ob e diênc ia à Lei. cerimon iais.6).19. rec ebe o impu ls o interior e o poder para cu mp rir a Lei de Deus (Rm 16.15-22). Essas leis re ve la m a n at ur eza e a vo nt a d e de Deus para todos e c on ti n u a m hoje em vigor. ex pre ssa m a vida de Cristo dentro de si me sm os (Rm 6.3. pela graça de Deus (Rm 5. Jesus en sin av a e nf a tic a m e nte que cu mprir a vontade do seu pai celeste é uma cond içã o per ma nen te para a entrada no Reino dos Céus.dos a pósto lo s (Mt 28.20. o crente. sociais ou cívicas.5.12).26). Pelo contrário. Os crentes têm sido libertos do po de r do pe cado.19).21) e pelo Espírito Santo que nele habita (G1 3.2). Lv 1. tais como as leis sacrificiais. IC o 7. G1 6.1-4. As leis do AT destin ada s diret am en te à nação de Israel.2. ■ O crente não deve c on si de ra r a Lei como sistema de m a n d a m e n to s legais atra vés do qual se pode obter mé rit o para o perdã o e a salvaç ão (G1 2. 30 . Deus torna-se nos so Pai (cf. ■ A fé em Cristo é o po nt o de pa rtida para o c um pri m e nto da Lei. pois estão “de ba ixo da lei de C r is to ” ( I C o 9. e sendo agora servos de Deus (Rm 18.25. M ed ia nte a fé em Cristo. j á não são obrig at óri as (Hb 10.22). 24.14). a Lei deve ser vista como um código moral para aqueles que j á estão num r e la ci ona m e nt o salvífico com Deus e que. s eg ue m o princ ípio da fé.10). M ed ia n te a fé nEle. mas ta mbé m do re la ci on a m e nt o de filhos para com o Pai (G1 4. Jo 1. Por isso.16.21).

de no vos interesses e de novos desejos im pla nta dos em sua al ma pelo Espíri to Santo. que •a* esforçam para s uf ocar sua santidade. E n qua nt o estiver nc^te mundo. que o crente tem que viv er e irslemunhar. em vosso coração.la de uma vez e para sempre. de novos propós ito s. como mu verdadeiro astro.A Conduta Cristã e a Santidade Pessoal “A n t e s s a n tif ic ai a Cristo. R ec e be m o. Ness e dia o E sp íri to Santo veio ha bit ar cm nós para co m eç a r a obra da santi fic ação em nossas vidas. Mas é no mun do cada vez iiu is corrom pid o. no m o m e n to em que cre mo s em Jesus. não si gnifica que ele esteja fora do alcance (Iíis forças que se opõe aos im pul so s espirituais. como sal da terra e luz do mundo. O crente não é só espírito. mas exige que o crente a deseje e a busque. S A sa n ti fi c a ç ã o é um p r o c e s s o contínuo. 1sIo. S A s a lv aç ão é insta ntân ea .4). lutará co ntra as te ndên ci as da carne. como Senhor. Fo mo s salvos qua nd o aceitamos Jesus Cristo como salvador. o que implica com a c o o pe r aç ão que o Espíri to Santo quer rea lizar nele. Santif icaç ão é o s up re m o ideal de De us para i> crente. est ando s e m p r e p r e p a r a d o s p a r a res ponder a todo aque le qu e vos p e d i r razã o da esperança que há em voz” ( I P e 3. E ação divina do Espírito Santo no coração do crente. porém. O mund o não p r o p o r c io n a um am biente pm pício ao d e s e n v o lv im e n to espir itu al porqu e está em »■posição a Deus (Tg 4. O crente em Jes us Cristo é uma pessoa diferente. 31 .15). dotada de novo poder. dc novos motivos.

f oi m ui t o e m p r e g a d o p e l o s a n t i g o s em p er f u ma r i a 32 . Há uma fábula pe rsa que diz ter um c amin ha nte achado um pe daç o de argila da qual se de sp r en di a estranha fragrân cia.D e u s exige que o cre nt e seja santo. sentimos em 1 P l an ta he r b á ce a. <1. a varão pe rfeito. e cump ri.8). o cam in han te indagou: “Porq ue tanta f r a g r â n c i a ? ” . Crendo que se tratava de n a r d o 1 disfa rça do de argila. A res pos ta foi: “ Porque tenho vivido perto de uma r o s a ” . como vasos de barro. quando nos ap ro x im am os da qu el e que é Santo.O crente não p e r t e n c e ao mundo. ao c o n he c im e nto do Filho de Deus.os: eu Sou o Se nh or que vos s a n t i f i c a ’’’ (Lv 20. p o i s eu Sou o Se n h o r vosso Deus. c u jo r i z o m a . E gu a r d a i os meus estatutos. Nós tam bé m. a m e d id a da estat ura co m pl eta de Cristo'’’’ ( E f 4. da f a m í l i a das v a l e r i a n á c e a s (N a r d o s t a c h y s j a t a m a n s i ). Temos que agir de modo que sejamos dignos do Deus com quem afirm amos ter comu nhã o.7. A santific ação é o apelo em que Deus co ns in ta o ho me m a subir um po uc o mais. e sede santos. O desejo de Deus é que a santific a um a realidade na e xp er iê nc ia do crente. a r o m á t i c o . q u a lq ue r que seja a sua c on diç ão espiritual. A de gra daç ão moral do ho m e m sem Cristo não leva Deus a re la xar os seus padrões. ori gi ná r i a da Á s i a . “Po rt ant o s ant ifi ca i-v os. Deus mo strou que essa ex ig ên c ia é m o ti v a d a por ser Ele um Deus santo. ao dizer “ Santif ica i-v os e sede S a n t o s ” . Diante de nós está um alvo posto por Deus: “A t é que todos c h e gu e m os a unid ade da f é .13).J.

o ho me m n un ca po de rá alcançá-la. e r e s su s ci to u para uma vida nova em Cristo. ■ A s anti fi c a çã o é o f r u t o do trabalho do h o m e m de Deus. e 0 nosso rosto brilha em meio à e scu rid ão em que vive o mundo. onde Cristo está assentado à de str a de Deus.1-4). pouc o a pouco. o Senhor. se isto é ve rd ad e. Dia nte de cada crente está a figura má xim a. Ele é a razão pela qual nossa vida deve tr a ns fo rm a r-s e . então também vós vos manifestareis com ele em g l ó r i a ” (Cl 3. se m anifestar. P e n s a i nas co isas que são de cima. o homem não pode co n ti n u a r sendo a me sm a p e s s o a que ora antes. Não se c o n s e g u e a santi ficaç ão num instante. o crente vai e sca lan do. “P o r t a n t o . 1’ensai nas coisas que são de cima. e não nas que são da terra: P o r q u e j á estais m or to s e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. ■ Sa ntid ade é um atribu to p e s s o a l de Deus. Pr oc ura nd o eleva r-se as alturas em que Deus está. onde Cristo está as se nta do à direita de Deus. Q uan do Cristo que é a vossa vida. buscai as coisas que são de cima. dia a dia. Ora. o V arão Perfeito. m orr eu para um a ve lh a vida. se j á r es su s c ita do com Cristo.nosso ser p e n et r ar a fr ag râ nc ia dos nardos cel estiais. 1 O cren te tem sua vida f o c a l i z a d a em Cristo. porém. Paulo dá ênfase que o crente no seu ba tismo . Po r isso. Ele a gora de ver á ter outros obj etivos. Só a a lc a n ç a r e m o s se a de se ja rm os e a bus carmos. N ess a p a ss a g em . ■ E obra p a r a toda a vida. Deus diz: “Eu sou o Senh or que vos s a n t i f i c o ” . o motivo insp ira dor. os degraus desta asc e ns ã o sublime. Só por seu esf orço. na m a io r se m e lh a n ç a de Sua pessoa. de m o n st ra que morr eu pa ra o mundo. que é Cristo. um 33 .

Ao invés de receber.A s a n ti d a d e é u m a n e c e s s i d a d e h u m a n a . S Os santos são di fer en ci ado s (Lv 20. porém. ele divid irá com outros.1-8). e não do pa ssageiro. santo no sentido absoluto. sua vida será to ta lm en te diferente. A nova vida com Cristo traz em si o imp erativo da p ur e z a e da santidade.22-27). 4. em Deus Pai. •S Somos templos de Deus ( I C o 6. C er tam ent e o crente co nt in u ará tra ba lh an do no mu nd o e us and o as coisas do mundo.16). S Deus exige santidade (Lv 20.16-26). ele servirá. O crente santi ficad o está com sua vida es c on did a em Cristo. Real me nte . E a p r e s e n ç a de D e us na alma que p r o d u z a s an tif icaçã o.1-10).novo padrão de vida. o crente salvo está inteiram en te envolto pela v o n ta d e so berana de Deus. e ao invés de vinga r-se ele perdoará. só existe 34 . Para o incrédulo. a sua atitude agora será outra. e que o Es pír ito de D eu s habita em vós?” ( I C o 3. E s c re ven d o aos crentes de Corintos.1-17). S A p re se nta m o Fruto do Espíri to (G1 5. O mu nd o não pode entender a v e rd a d ei r a e xc e lê nc ia do crente. ao invés de ordenar. este crente de sc on he ci do será co nh ec id o pela glória de Deus que se ma ni fe st ará nele. ■S Dev em de spo jar. Paulo disse: “Nã o sa beis que vós sois o templo de Deus. estas atitudes são p ra tic am en te im possíveis.se de tudo (Cl 3. O que está escondid o não se pode ver. ^ Livres da lei do pecado (Rm 8. Porém. O seu antigo interesse pelas coisas vãs e pa ssa ge ir as desta vida deve ter sido mud ad o por uma paixão pelas ve rda des eternas. O crente dev erá e n car ar os a co nt e c im e nt os da terra do ponto de vista eterno. ■S Pur ifi caç ão pess oa l ( l J o 3. Por ém.1-8).12-20).

A s a n ti d a d e de vida é a g ló r ia de Deus reflet ida p e l o crente. Não foi este. bus ca rá viver em ha rm o n ia com seus irmãos. Por falta de santidade na vida. na tu ra lm e n te p ro c u ra viv e r em paz com seus semelhantes.14. N u m plano ainda mais elevado se en co nt ra aquele que é capaz de be nd iz e r aq uele que injuria ou quem lhe deseja mal. Q uan do o ho m e m está cheio da paz de Deus. e que não foi acha do engan o na sua boca. per te n ce n d o a grande família dos remid os do Senhor. o m o de lo su blime de santidade. Não estamos diz end o que seja fácil viv er assim. o fruto do a mo r fraternal. m a ni fe st an do -l hes m is e ri c ó rd ia e tr a ta nd o. o e x empl o de Jesus. pelo men os. Mt 5.O aspec to p r á t i c o da san tificaçã o. Na da no Ev a n g e lh o é estático. como se c ost um a dizer. Qu em sabe sofrer um mal ou uma injúria revela ma ior força moral do que aquele que “paga com a me sm a m o e d a ” . para não diz ermo s a ceg ue ira espiritual. N u n c a ser iamos santos sem a atuaçã o de Deus em nós. A santidade també m é dinâmica. na natureza ou no co m p an h e ir i sm o íntimo e na vida escato lógic a (Hb 12. o apóstolo Pedro diz que o crente. que é. na vida diária. Não se bus ca santi dade apenas pa ra um vida con temp lativa . A santi dad e é a cond içã o e xcl us iv a para se ver a Deus em sua Palavra .um em todo o unive rso.8). J. soli da riz an do-s e com eles nas suas tristezas e alegrias. Os que vi v e ra m com o Senhor Jesus Cristo são un â nim e s a dizer que sua vida foi inatacável. Por isso. ocorre miopia. A sa n ti fi c a ç ã o tem f i n a l i d a d e ética. isso é.os com humildade. Por isso a Es critura 35 . para nós. E nisto que p ro v a m o s nossa relação com Ele. Mas Jesus não nos ch am ou para a ndar mo s nos caminhos fáceis da vida.

Sa n ti fi c a r é s e p a r a r p a r a dedicar. mas sep arado de Deus.s e à s e m e lh a nç a do Mestre.7. na m esm a imagem. Porque eram separados de q u a lq u er outro uso para serem dedica dos e xcl u s iv a m e nt e ao serviço de Jeová. Santo é aquilo que se sepa ra do pro fa no pa ra ser dedicado ao serviço da Div ind ad e.1). somo s tr an sfo rm ados de gl ór ia em glória. Este requer obe di ên c ia e santidade. O crente é santo po rqu e está sep arad o do mund o e dedi cad o a Deus.16 . A sant if ic ação leva o crente mais perto de Deus e leva o pe c a d o r a se in te ressa r por Ele por causa da linha divis ória existente. por quanto nad a tem o podei de salvar o h o m e m a não ser o Ev angelho. Viver uma vida de sa nt id a d e deve ser o objetivo de cada crente. e daremos a Deus me lhores condiçõ es de usarnos na sua santa causa (2Co 6.reco men da : “ San tif icai-vos em vo sso s co rações a Cristo como o S e n h o r ” . Se cre scerm os em san tidade. 36 . Só a s a n ti d a d e reali za m ila gr es de glória.18). “Mas todos nós. refletindo como um espelh o à gló r ia do Senhor. Ass im os vasos de ouro usados nos cultos sacrificiais de Israel eram santos. com cara descoberta. na qua lidade de filhos de Deus em que duplica a ima ge m do Filho. M ed ia n te a tran sf orm aç ão moral segundo a im a g e m de Cristo é que auferimos a tr a ns fo rm a ç ão me tafísica.s e para de se nv olv e r. Ele está neste inundo. sujeito à sua vonta de em tudo. como p e lo Esp írito do S e n h o r ” (2Co 3. Isso si gnifica que med ia nte a ve re d a moral somos levados à p a rt ic ip a çã o na na tureza de Cristo. a Igreja ta m b é m crescerá em nível. na ma n ife st aç ão do poder de Deus na vida do crente. U m a vez que não há como enfatizar em dem asi a o impe rat ivo m ora l do Evan ge lho . e esf or ça nd o.

serão capazes de levar outros a p a r ti c ip a re m da graça de Deus. E todos os dias a c re s ce nt av a o S e n h o r à I g r e ja aq ue les que se haviam de s a l v a r ” (At 2. sant if ic ado s. Se isso for feito como se deve. e p a r t i n d o o p ã o em casa. Quanto à relação de Cristo c om o AT. de mo do a virem louv ar ao Se n h o r com suas p a la v r as e com sua vida diária: “E p e r s e v e r a n d o u n â n im e s todos os dias no Templo. e caindo na g r a ç a de todo o pov o. A bu s ca do padrão ético do Rein o de Deus: a ) Q É uma obr ig a ç ão im post a por um si stema legal b ) Q É excluída da re s p o n s a b il id a d e cristã c)|__] E res ultado ex clu si vo da graça d ) l_] Deve ser afa sta da do alvo de cada crente 37 . que neles opera. 47). então os crentes. é desca rtado a “ Lei e os P r o f e t a s ” 7.46. com iam j u n t o s com alegria e s in gel ez a de coração. é errado dizer: a ) |_I Cristo ratif icou todo o AT. louva ndo a Deus. Questionário ■ Ass ina le com “X ” as al te rn at iv as corretas 6. co nsi d e ra ndo-o _como a rev e la ç ã o c o n h ec id a de Deus b)|_J Ele cumpriu em si m e sm o o AT c ) |_| Ele realçou os ensinos mor ais do AT d ) Q U m a vez ra tif ic ad o o AT por Jesus.Aq ue les que estão sendo tr a ns fo rm a do s segu nd o a ima ge m de Cristo te m a re sp o n sa b il id a d e de d e m onst ra r aos homens deste m un d o a e fi các ia da graça de Deus.

8. 0 Q ue m sabe sofrer u m mal ou uma injúria revela m a io r força moral do que aquele que “ pa ga com a me sm a m o e d a ” 38 . são perti ne nte s somen te ao povo de Israel 10. É corre to afirmar que: a)[x| Santifica r é s ep a ra r para dedicar tOP] Santidade é um atributo pessoal de toda a hu m a ni da de c ) D A santi ficação não pos sui finalidade ética d ) Q A santi dade é in c a p a z de rea liz ar milagres de glória ■ M ar qu e “ C ” para Certo e “ E ” para Errado 9. j^j O conteúd o ético. que nort ei a a Lei m o s ai ca e os prin cí pio s implícitos. moral.

O pe n s a m e n to antec ed e a ação. m e sm o se quisesse fazê-lo. tão pot en te s para o bem ou para o mal como as palavras? A fala é a fa cu lda de que dist ing ue o h o m e m dos animais irracionais. 39 . Não po d e ria ch am á -la de volta. Os hebr eu s criam que uma vez que as pa lav ras d e ix as s em os lábios do ho mem. Porém. para seu sucesso. É impossível c o n h e c e r os p e n s a m e n to s sem as palav ras que ex pre ssa m as idéias. s om ent e p a l a v r a s ” . neste mun do. É um sinal de pers onali da de . O caráter é re ve lad o pela linguagem e m pre ga da pelo ind iví duo (Mt 12. ^ O p e r i g o da m ale dic ên cia . não es ta va m mais sob sua inf lu ên c ia ou controle. Toda a c o o pe r aç ão entre os seres hu m a nos depende. o pensamento é im p u ls io n a d o por sug est õe s verbais.33-37). da c o m u n ic a ç ã o verbal. pa lavras. As palav ras era m c onsi de ra da s de uma maneira muito literal e c on creta no AT. Porém.Lição 2 Uso e Abuso da Língua “ Palavras. haver á outras coisas. A solidariedade cultural de um grupo se alicerça sobre um idioma comum. “ Ele é apenas um f a l a d o r ” . A ação é p re c ed id a pelo pensamento. O subcon sc iente se m a n if e st a somen te através da fala. Essas a fir ma tiv as ilustram uma comu m de pr e ci a ç ão da im p o r tâ n c ia da linguagem.

Falsos (Pv 10.4).2). A gr a dá ve is (Pv 16. 12. Leva o ind iví duo a se oc upar de muitas coisas duvidosas: en cor aja -o a a busar do seu corpo. Aq ue le que difam a seu irmão. A língua pode ser falsa (Pv 6. Dan osos (Pv 24.32). 17. eram vias para efetuar seu próp rio cumpri me nto . U ma vez ditas.21).28).18. ma cu la r o corpo inteiro. P e c am in oso s (Pv 12.19).20). mas grande é o seu poder! T od a a palav ra deve ser me d id a e pe sa da antes de ser pr on unci ad a. A língua tem sido um inst rum en to do mun do ma lig no e p e rt u rb a d o r em que vivemos. M al ig na (Pv 17.22. A palav ra deve ser “ te m oe ra da com s a l” . Boa (Pv 15. Cheios de c on hec im e nto (Pv 5.30-38).13).31). 10. isto é. Per ve rs a (Pv 10. Justos (Pv 16. não p od ia reto ma r a palav ra da benção e re di gi -l a a Esaú (Gn 27. 12.13).19. As palavras eram c onsi de ra da s como te ndo u m a existência sepa rad a da pesso a que falava.17. 40 . ■ ■ ■ ■ ■ ■ ■ ■ ■ ■ ■ ■ ■ ■ Os lábios p o d e m ser e ng ano so s (Pv 8.7).A lí ngua é um p e q u e no me mb ro.4). <$► O q ue a líng ua p o d e f a z e r ou ser. Q ua ndo Isaque foi en gan a do ao a be nç oa r Jacó ao invés de Esaú.2. leva-o a m a cu l ar sua pe rs o n al id a d e toda. V e rd ad e iro s (Pv 12.2). tam b é m o mata_moralmente. Ela pode ^contaminar o corpo inteiro.24). Sed uto ra (Pv 6. 26. Sábia (Pv 15.

não po rqu e está sob j u r a m e n to . na sua prim eir a carta. Paulo.1.6 a pr ese nta a língua como um mundo de iniqüidade. mas por que é da sua n a tu re za fazê-la. não merece a co nfiança para dizer a ver da de . Pedro. Todo crente deve ter uma língua sã.10). mesm o qua ndo está sob juram en to. diz que não se deve ihfamar a j i i n g u é m . A pe sso a que é j u s t a semp re p ro m o v e rá a ju st iç a por falar a verdade.1-2. b A l g u m a s a d v er tê n c ia s contra a male dic ênc ia.1-3). e que fala a verdade s e g u n d o ' o seu co ração (SI 15. A língua só deve ser usad a para o bem. O m en tir os o. e em Tito 2. que apren dam os usar a língua como in s tru m e nto de bê nç ã os (Pv 18. agradável. a be nç o a m os ou amaldiçoamos.11). 41 . O homem não tem c ondiç õe s de b e n d iz e r a Deus e maldizer a seu irmão (Tg 4. diz que o h om e m deve se de sp oj ar de toda maldade e de toda ma lícia ( I P e 2. portanto. Suas me ntiras le vam ao fracasso da justiça. O ho m e m que fala a v erd ad e no tribunal é louvado. Com nossas línguas ferimos ou curamos. que pode infl ama r o curso da vida até precipitar a pe sso a no inferno. 3. por outro lado.A lista acim a co nté m boas e más qualidades.21). construímos ou de str uím os .31 diz que toda malícia deverá ser tirada. Q ua lq u e r outra atitude seria altamente detestável. em Efésios 4. A pe sso a j u s t a fala a verdade. O falso te st em un ho é um pro b le m a sério. É impo rtante. Tiago 3. e a c om par a com uma fonte que não po de dar água doce e água am argosa. O salmista diz que o ve rd a de ir o ci dadão do céu é aquele que não sabe dif a m a r pom a sua língua. Isto mostra que há um pote nci al para o b e m e para o mal na fala humana.

1. Por que a ira não ope ra a j u s ti ç a (Tg 1. nem digas di ant e do anjo que f o i erro.13. indo em direção ao seu alvo.1). 42 .Enq ua nt o o ímpio estiver perto. Pedro foi traído por suas pr óprias pal avr as en quanto estava ass entado no Pátio do Sumo Sac erd ote (Mt 26.36-37). a m a ne ir a como uma pess oa us av a a sua língua era de grande importância. A ma ldi ção seria uma arma sec reta para de rro ta r os israelitas. Por tan to . a boca deverá estar fechada (SI 39. A f a l a com o c ar áte r (Pv 12. Os grandes políticos. E tardio para se irar. tinham o po de r de vida ou morte. revelamos o que somos pela nos sa palavra. N ão há m é to do de c o m un ic aç ão tão poderoso como a pa lavra falada. De todos os assuntos tratados por Pr ové rb ios . ne nhu m rec ebe tanta atenção quanto o uso e abuso da língua. Tam bé m. p o r que razão se iraria De us co ntra a tua voz. Todo h om e m deve ser pronto pa ra ouvir e tardio para falar. de sorte que de str uís se a obra das tuas m ã o s ? ” (Ec 5. Uso e Abuso da Língua “Nã o consintas que tua boca f a ç a p e c a r a tua carne. B ên ç ã o e ma ldi ção .6).69-73). filósofos.19). Quan do Baraque não foi capa z de impe dir que os israelitas entra sse m em seu te rritório. mestres e pre ga d or es sempre so ub eram o valor da pa lavra falada.6. O po de r para mol da r o curso dos eventos. As palav ras são os indícios mais seguros para o car áte r de uma pessoa. U m a palav ra falada era como um míssil guiado. ele c ontr at ou Balaão para pro feri r uma m al diç ão c ont ra eles (Nm 22 e 24).14). o uso correto ou incorreto das palavr as (Mt 12. e palavr as em geral.

O silêncio p o d e r á e s c on de r a ve rd a de ir a natureza. Quan do plantamos palavras boas. e. Qu an to m en os uma pe sso a fala. Suas próprias pa lavra s se to rn a m u m a arma dil ha para sua alma (Pv 18.16). Toda pa lav ra deve ser be m pesada. co lh em o s o bem. Q ua ndo plantamos palavras más.15. U m h o m e m ju s to . me di d a e icinperada com sal. menos ela errará. T a m bé m p o d e m o s dizer que as palav ras de nossa boca volt am para nós.7). O ho me m sábio é aq uele que está pronto para mivir antes de emitir os seus conselhos. S Pe rd oa nd o aos outros. N u n c a pen sa que 43 .13 a pre se nt a um contraste nitr e o home m mau e o h o m e m ju s to .19 diz que todo h om e m esteja pronto para ouvir. P al av ra s boas vo lta m para nos a be nç oa r e as más v o lta m pa ra nos amaldiçoar. Tiago 1. S D oa ndo aos outros. i' que nossas palavr as p r o d u z e m uma colheita. A ve rdade p ro c la m a d a em Prov érbios 12.14. Tempo de ouvi r (Pv 12-15. (-’. é de m o ns tr ad o em P r ovér bi os 12. Exi stem horas que é m e lh o r ouvir do que lalar. Cada crente ■leve exer cer o m ini st ér io do silêncio até que saiba que ■•nas palavr as irão p ro d u z ir cura e edificação. O camin ho iln tolo é reto aos seus p ró pr io s olhos. mas u m a vez que abrimo s a no ssa boc a e filiamos.uarda seus lábios e e sc ap a desse laço. Um certo te ól og o disse que o am or se rxprime de três maneiras: S Ou vin do aos outros. o h om e m mau é limçado e cap tur ado pe la tra ns gre ss ão de seus lábios. O contraste entre o h om e m tolo e o h om e m 'lábio. Provér bio s 12. por outro lado. os hom en s sabem quem somos e como somos. co lhe m os o mal.

pod em ferir e matar. a ponto de a ve rda de ser muitas vezes c ruc ifi cad a por home ns ma us. Pode ser instrumento de ju s t i ç a ou injustiça. A fir ma ndo ou ne gan do. Po d e m ser armas letais. a p a la vr a e nv olv e re sp on sa bili da de incal culá ve l no con vív io hu m a no . Já as palavr as boas c on sti tu em sempre um bom remédio.la fa ls am en te ne ga ndo ou di sf arç and o a verda de é que o m a n d a m e n to co ndena.pode estar errado. Não tol e ra críticas e não aceita conselhos. A lg um a s me nti ras têm um período de vida be m grande. As palavras têm o p o d e r de ferir ou de curar (Pv 17. Há espe rança para o tal.18). A palav ra é o gra nde meio de c omu ni caç ão que Deus co nce de u aos homens. pois está de sejoso de a pr e nder dos outros. O h om em sábio está livre de tal engano.29). de louvor ou de ma ldiçã o. U m a pesso a que admite estar errada está dizendo que é sábia hoje mais do que era ontem. Usadas e rr ad am ent e. A Sinceridade na Palavra “Não saia da v oss a boca n e n hu m a p a l a v r a torpe. mas só a que f o r boa p a r a p r o m o v e r edificações. Usá. de be m ou de mal. p a r a que dê gr aça s aos que a o u v e m ” ( E f 4.17-22). Quando us ada s de forma áspera. Rece be co nse lho s. a fim de que as 44 . agem como uma espada. não se perturb a em dizer: “Eu estava e r r a d o ” . 3. O p o d e r das boas p a l a v r a s (Pv 17. p or qu e sua atitude torna po ssível para Deus dirigir sua vida. de amor ou de ódio. T oda a falsidade será um dia expo sta e ap arecer á como re a lm en te é. mas Deus criou este mun do de tal m a nei ra que só a ve rdade tem p e rm a n ê n c ia suprema.

Às vezes. T e s te m u n h a r a respeito de uma p e sso a é lazer declara çõ es que en vo lv em o seu nome. Não é para ser usada em p i l h é r i a s 1 que e n vo lv am afirma çõ es de i(. Deus quer que falemos a ve rda de h on ra nd o e icspeitando o nome alheio. M en tir a p o r br in c a d ei ra (Pv 26.16). :i respeito de seu p ró xi m o. O m a n d a m e n to proíbe que alguém usando lalsamente da pa lavra faça afirm aç ões não verda deir as. Há muitos que gos tam de fazer ' Dito e n g r a ç a d o e e s p i r i t u o s o .-sponsabilidades. piada. A palav ra é um dom sagrado. nos neg ócio s. 45 . O testemunho pode ser p re s ta do diante da ju s ti ç a . nem sempre é ne ces sár io usar e xp re ss a m e n te a palavra. destr uin do com isso. um gesto.2). seu nome. c hi st e. Aliás.18-19). L v 19. sua rep ut açã o. em que muitas vezes se depende de in fo r m aç õe s de terc eir os sobre a idoneidade de alguém. ou nas tra nsações. não rara infelicidade. que não pode mentir (Tt 1. e por isso Ele m esm o proí be toda sorte de mentira entre os home ns. basta sile nci ar diante de uma inve rdade. um aceno. U m a inf or m aç ã o leviana sobre o caráter de uma pe sso a po de arrui na r-l he a carreira.16. => Não dirás f a l s o t e s t e m u n h o (Êx 20. a verdade é da próp ri a n a tu re za de Deus.relações entre os ho m e n s te nh am crédito. Para que se dê esse falso te st em un ho. pode p ro du z ir uma impressão de pr e cia tiv a em algu ém sobre outra pessoa. e tra zen do -l he . Outras vezes. e pode ser tam bé m dado no c o m u m das con ver sas do dia a dia. Falso te s t e m u n h o em trib una l pode levar um inocente a c ond ena ção .

afirm aç ões falsas sobre outras pe ssoas para ver os re su ltados. o uso da pa lavra do crente deve ser feita c ri te rio sam en te . grosseiro. Enfim. Co ntud o. evitar a b la sfêm ia . Não deve usar esse dom para aquilo que for fútil. o tra ta me nto com os não crentes não pode ad mitir a mentira. Quanto ao conv ívi o com os irmãos. pro vo c a r grandes sofrim en tos com sua lev ia nda de a inocentes. de modo a levar sempre ao outro al gu ma edificação. porqu e somos novas criaturas e a me ntira é a m a nif e st aç ão do homem carnal e satânico. a p a la vr a ma liciosa. como servos de Cristo. A pa lav ra deve ser te m p e ra d a com sal. as discussões onde m a ni fe st a a ira. gritaria exaltada. => P r o c e d a m o s como n ov as cri at uras ( E f 4. 46 . toda e q u a lq ue r forma de m en tir a deve ser abominada. não pode m m e ntir uns aos outros. E não en volve apenas a verdade. porqu e somos membros uns dos outros e o amor que nos une impede de usar a falsidade. que não pode ex istir entre crentes em Cristo Jesus. É uma le vi an da de imp erdoáv el . prejudicial. a saber: não usar palavr as torpes. o texto apre sen ta outros p r o c e di m en to s que de vem ter os crentes como novas criaturas.15-32). no tocante ao uso da pa lavra. serão c olo cad os diante do tribunal um dia. A lé m de de ver falar somente a verdade. falando somente o que for bom para p r o m o v e r a ed ifi caç ão dos que a ouvem. N o texto ind ic ad o essas pe ssoas maldos as são c o m p ar ad a s a loucas que lançam de si faíscas. Os crentes em Cristo são novas criaturas e for mam um só corpo. => O uso r e s p o n s á v e l da p a la v ra . Essas pe sso as são capazes de in cen di ar vidas. logo. de sentido grosseiro ou imoral.

e os que se p r ost it uem . 47 . ele n u n c a se fir mo u na verdade: “ Vós tendes p o r p a i ao diabo. e não se f i r m o u na verdade.15). insinuações m a ldo sas . A que les que amam e c o m et em a me ntira ficarão fora do reino de Deus. e qualque r que am a e co m et e a m e n t i r a ” (Ap 22.37). a mentira procede do diabo. de sc ulp a para e sc a p ar de alguma res pon sab ili dad e e di ssi m ul aç õe s. Que o ho m e m bom do seu bom lesouro tira coisas boas. Há pais que inst rue m seus filhos va len do de várias mentiras. fa la do que lhe é p r óp ri o. e os homicidas. A Bíblia diz que o hom em fala da quilo que o seu co ração está cheio. ele f o i ho m ic id a desde o pr in cí pi o. segundas intenções nas expressões. c p o r tuas p a l a v r a s serás c o n d e n a d o ’' (Mt 12. Q u a ndo as cria nças p e rc e b e m algumas delas. A lg u é m c heg ou m esm o a pe ns a r que a base do j u íz o será sem palav ra s. e os idólatras. intrigas. não passa de formas de mentiras e ne m de v e m ser n o m e a d o s pelos santos. O ho m e m por suas pa lavra s ju s ti fi c a -s e ou condena-se. não p od e rã o entrar nos céus: “F ic ar ão de f o r a os cães e os fe it ic e i r o s . p o r q u e é mentiroso. e quereis s at isf aze r os de sej os de vosso pai. p o r q u e não há ver da de nele. os próprios pais caem no d e sc ré dito das crianças. Q u a lq u er p a lav r a que sair de vossa boca deve ser e xp re ss ão da ve rda de cristalina. quando ele p r o f e r e mentira. e p a i da m e n ti r a ” (Jo 8.Q u a lq u er tipo de m e xer ico s.44). Julgados Pela Palavra “P or qu e p o r tuas p a l a v r a s s erá s ju st if ic a d o . e o ho m e m mau de seu tesouro lira coisas más. O h om e m c on den a do estará vendo e ou vin do a si p róp ri o sem n e n h u m a c ondiçã o de desculpar-se.

pal avr as o c i o s a s 1 e sem propósitos. ex pr e ssa ndo o que a pessoa é. pelos quais a p e ss oa in co ns ci en teme nte 1 Qu e n ão trabalha. Bom e mal não se refere a estado de saúde. que refletem padrões. Sem dúvida. se fossem apenas sons da boca. A pe sso a é j u lg a d a até por toda palav ra fútil.♦ Juízo i n e s c a p á v e l (Mt 12. e não nas forças dele. U m a pess oa pode tirar do seu tesouro só o que tem. mas a qualidade de frutos. na verdade. M e s m o as palavras de bla sf êm ia não seriam. dizem que a obra de Deus é na tureza da fonte de que proce dem. como no caso dos hipóc rit as (Mt 7. Jesus torna claro que é na vida que as palavras e atos ex pr e ssa m o caráter. pois vê m do coração. i n at i vo . As palavr as duras acerc a de uma raça de víboras são dirigidas àqueles que. tanto quanto fala. as palav ras e xpr ess am o que a pesso a é. que elas são importantes. comest íve is ou não. podem re ve la r o que uma p e ss oa é.21-23). m ed ia nt e a an alogia do fruto e do tesouro. o que a pessoa é. isto é. ou da garganta para fora. espec ialm ent e palavras costu m eir as e não pr e m e di ta das . us and o termos morais. Lo go após a bla s f ê m i a dos fariseus.16-20). seja bom ou mau. U ma árvore pode pro du z ir frutos apenas segundo a sua espécie ou qua lidade (Mt 7. mas as palav ras ac o m p a n h a d as de atos. Jesus faz uma clara distinção entre um ho me m bom e um h om e m mau. 48 . sérias. devido à cegueira espon tânea. afinal. d e s o c u p a d o .33-37). Mas as palav ras são sérias. Jesus c olo cav a o centro do ma l no coração hum an o. é que Jesus falou do pecado imp erdoáv el .

6). As palavr as r e v e la m p r o f u n d a m e n te o caráter de uma pess oa e ta m b é m o seu estado de espírito. j u l g a d o s pela palavra.36). us am gírias e não tem pa rado para pensar nos perigos das pa lav ras ociosas. Gíria é v o c a b u lá ri o dem oní aco . ti nh am que pa ss a r po r um teste: pr o n u n c ia r uma pa lav ra que eles não c o n s e g u ia m falar (Jz 12. será levado a juízo : “Mas eu vos digo que toda a p a l a v r a oc iosa que os home ns disserem hão de dar c onta no dia do j u íz o . Com isto p ro va ra m que era m da tribo de Efraim. ♦ O p e r i g o das p a l a v r a s oc io sa s (M t 12. sendo d e rr ota do por ele. Q uantas gírias são usada s no dia a dia de muita s pe ssoas e até nos púlpitos! P or nog ra fi a pa re ce ser um mal incurável para muitos.d e sve nda os seus p e n s a m e n to s . te nta ram fugir da morte. Jesus não está di zen do que o be m e o mal estão no coração. Co nsc ie nt e m en te ou in c o n s c ie n te m e n te qu a lq ue r palavra ou gesto ocioso.36-37). sendo assim. sen ti mento s e valores. de onde vem a pa lavra. 49 . Q uando a tribo de E fr ai m quis fazer guer ra a Jefté por não terem p a r ti c ip a d o da grande vitória deste guerreiro. us am -n os em pa lav ras e até com gestos. Há mu ita s pe ssoas com grandes r e s po nsa bil ida des esp ir itu ai s que não tem pesado bem suas pa lavras. P or qu e p o r tuas p a l a v r a s serás c o n d e n a d o ” (Mt 12. mas quando t e n ta r a m a tra v es sa r os Vales do Jordão.

É errado: a^l_j O p e ns a m e nto é im p u ls io na do por su gestões verbais b ) 0 Já se tornou n o rm a l c onh ec e r os pe ns am en to s sem as pa lav ras que e x p r e s s a m as idéias c ) D To da a c ooper ação entre os seres huma nos depende.19 diz que todo h o m e m esteja a)l I Pronto para e stu da r b ) |_| Pronto para falar c ) 0 Pronto para ouvir d ) |_| Pronto para preg ar 3. sempre é neces sár io usar e x p re s s a m e n te a palavra ■ M ar q ue “ C ” para Certo e “ E ” para Errado 4. da co mu nic ação verbal d)|_J O caráter é re ve la do pela ling ua ge m e m pre ga da pelo ind iví duo 2. para seu sucesso . H A pe sso a só não será j u l g a d a pelas palavras fúteis. Tiago 1. O A Bíblia diz que o ho m e m fala daquilo que o seu coração está cheio 5. É inco erent e afirmar que: a)l_| As palavras re v e la m p ro fu nd am e nte o caráter de uma p e sso a e ta m b é m o seu estado de espírito tOl_1 O ho m e m sábio é aq uele que está pronto para ouvir antes de emitir os seus conselhos c)l J U m a pessoa que admite estar errada está dizendo que é sábia hoje mais do que era ontem d l Q " Para que se dê falso test em unh o.Questionário ■ A ss in a le co m “ X ” as al te rn at iv as corretas 1. isto é. pal avr as ociosa s e sem propó sitos 50 .

Jesus c on d e n o u ta xa t iv a m e n te a v u l g a r i z a ç ã o 1 dos j u r a m e n t o s para c o n fi rm a r uma palavra dada a al guém. ti nham o hábito de jurar por qua lq ue r coisa a fim de que suas palavr as íossem aceitas com o verd ad eir as. por exem pl o). 51 . ou “Juro pela te r r a ” .A Palavra do Cristão “Seja. di f undi r . e que. Jesus deixou claro que se nós formos pess oa s firmes em nossas palavras. por exem pl o. p o r é m .37). Os ju d e u s . “ não. n ã o ” . A lé m disso. na qu el a época. em alguns casos. p o r q u e o que p a s s a disso é de p r o c e d ê n c i a m alig na” (Mt 5. E semp re j u r a v a m utilizando uma “ te rceir a p e s s o a ” : “ Juro pelos c é u s ” . era usado para co nf irm a r si tuações norm ais e. pois até o que é sagrado (o nome de Deus. os home ns co stumavam c o nf ir m a r suas pa lav ras com j ur a m e nt os . cpie os gregos as c o nsi d e ra va m como objetos literalmente sólidos. de 1 Tornar v u l g a r ou n o t ó r i o . certos ju r a m e n t o s p o d e m obrigar os ho m e ns a agirem. A pa la vr a do cristão não se carac teriz a pela ambigüidade e m e sm o inverdade. em d e te r m in a do s m om e nt o s . As palavr as po ssu e m uma im po rt ân ci a tal. o vosso f a l a r : Sim. ao serem pro nu nc ia da s. mas pe la ex pre ssão dos verda deiro s s en ti m en to s do seu coração. não. sim. s im ” . serv iam como uin pe nho r para d e te r m in a d o s c o m p ro m is so s. naq uele tempo. não. até c om pro me te dor as. Nossa pa lav ra deve ser “ sim. eram capazes de ating ir a alguém. não p re c is a re m o s j u r a r por terceiros para que a nossa p a la vr a seja tida como verdadeira. Os j u r a m e n t o s . Por isso.

a pr ox im a as nações. N a pa ss a g e m bíb lic a em apreço destaca-se outra vez a expressão: “ouv ist es que f o i dito aos a n ti g o s ” (Mt 5. A r e la ti vi da de dos ju r a m e n t o s . O que levaria o Mestre a tocar nesse assunto? P ode m os inferir duas razões: ■ Para que os crentes refl it am na r e s po nsa bili da de e limitação de suas pal avr as. “ s im ” ou “n ã o ” . de pen d e ndo . pode ter efeito d e v a s t a d o r 2. dizer. os nossos j u r a m e n t o s são relativos diante da quEle que tem todo o po de r sobre o Universo. tanto para o bem quanto para o mal. da forma como é em pregada. constrói sólidas amizad es. Outrossim. Ela é o ins tru me nto que aciona grand es negócios. 2 A q u e l e que d e s t r ó i . e ■ Saibam quando dev erão.33).forma c on trá ria ao que ju ra ra m . E tanto que o prin cíp io farisaico ao qual Jesus se reporta nesse 1 Qu e i m p e l e para diant e. R e l a ti v i d a d e ante a g r a n d e z a divina. em alusão à forma estritamente legalista como os fariseus in te rp re ta va m a lei mosaica. 1. O co m pr om is s o com a pa lav ra em pe nh a da é um a área ex tre m am en te signific at iva para os rela ci on a m e nt os . com prudê nc ia. 1. N os s a s palavr as são finitas e se e sg o ta m em nossas pr ópri as limitações. Não po d e ri a ter sido diferente porque a pa lavra é a força p r o p u l s o r a 1 da e ng ren ag em humana.1. mas. ao mesmo tempo. Isto porque. 52 . nem sempre eles estão disp ostos a ar carem com os efeitos de um j u r a m e n t o in c onse qüe nt e. agora na questã o dos ju r a m e n to s . Daí a sua imp ortânc ia no contexto da ética p re g a d a por Cristo. d a n i f i c a .

l e ga l i z ar . a cidade do grande Rei. Quand o o M est re qu est io na essa ab ordagem. por exemplo. Mas como pôr o trono do A ltí s si m o como av alista de nossas palavras. nem está admitindo o p e r j ú r i o 1. m ai or significado linha o compro mis so . pelo ouro do templo e por Jerusalém. pelo templo. Era comum. 23.2. c on sti tui ndo -s e.11. Quanto mais importante o objeto do j u ra m e n to . 1 Juramento f a l s o.7.12. não está pondo em dúv ida o de ve r de man te r-s e o co mprom isso com a pa lav ra e m pe nh a d a . isto é. 53 . a forma de srespeitosa de usar o sagrado (o nome de Deus. Até m esm o o céu era invoc ado por testemunha entre as pa rtes (ver Mt 23. onde a palavra de cada um dev eria ter o peso do caráter de quem a profere.7). Estas sup era m o p o d e r das nossas palav ras e nos co lo ca m muitas vezes em si tuações que nos impedem de agir da form a como dese já vam os . É o que a Bíblia id en tif ica como tomar o nome de Deus em vão (Êx 20. N m 30.23). j u r a r pelo altar. Lv 19. Tornar l e g í t i m o para t o d o s o s e f e i t o s da l e i . se apenas o Deus eterno tem o controle absoluto e s ober ano do tempo para de te r m in a r o rumo da história? 1. apenas numa interpretação es tr ita m en te j u rí d ic a que os doutores da lei tinham do Pen tateuco. R e l a ti v i d a d e ante as circu nstân cias.16-22). O que está sendo argüido pelo Senhor é a vulgarização dos ju r a m e n to s .versículo não aparec e da q u el a forma em ne nhum a parte do AT (ver Êx 20. Dt 5.2. portanto. em Mt 5. entre os ju d e u s . pela oferta.34) para le g i t i m a r 2 situações da rotina diária (às vezes c om p ro m e te d o ra s ).

à seguin te conclusão: n e nh um ju ra m e n to gara nte que as nossas palavras serão cumpridas. que Tiago repete em sua epístola (Tg 5. quando afirma: “Nem j u r a r á s p e l a tua cabeça.36). A p r u d ê n c i a da reflexão. mas nas atitudes do coração. Um símbolo (ou ju r a m e n to ) nad a repr ese nta se o pro pós ito para o qual apo nta não estiver revestido de legitimidade. Verifica-se. agora quanto à palav ra do cristão. que a essê ncia do ensino de Cristo não está na form a ou nos símbolos exteriores de c om pro mi ss o com a verdade. porta nto . 54 . A verdade é que j á na q ue la época. 2.O próp rio M est re levanta a questão. p o r q u e não p o d e s torn ar um cabelo branco em p r e t o ” (Mt 5. Portanto. Eis a razão pel a qual o Senhor nos ensi na a evitar esse recurso para gara nti r o que estamos falando. 2. como firmar nossas pa lavra s em nome de alguma coisa sobre a qual não temos controle? Chega -s e. por m a io r valor que ten ha o símbolo sagrado para firmá-lo.1. como tam bé m nos dias de hoje. o que Jesus pro cu ra rea lça r é a nece ssi da de do do mínio pe sso al para que a nossa 1 N ã o d i s t i n g u i d o . se nos faltam condições de de ter mi na r o efeito das circ unstâ nc ia s do tempo sobre o nosso organis mo. N o r m a lm e nt e .se um recurso sem cred ibilida de porqu e pa sso u a ser um a form a de ten tar legitimar a mentira. não s epa r ado.5). quando al gué m precisa “j u r a r ” por alguma coisa é porque a “ sua v e r d a d e ” está desacreditada. Ora. O dom ín io p e s s o a l no uso da Palavra. En si no este. o uso i n d i s c r i m i n a d o 1 dos ju r a m e n to s tornou. mais um a vez.

2. capaz de c on duzi.45).19. 55 geralmente . art i manha.palavra tenha o peso c o r re s p o n d e n te à ser iedade com que lidamos com as situaçõ es da vida. m a nh a. Isto contribui pa ra a p e rd a da c ap ac id ad e de refletir.5. Aqui entra a prudência da reflexão. resultando fr eq üe nt e m en te em afirmaç ões pre c ip ita da s ou mesm o frau du lenta s que não p a ss a m na p r o v a da verdade. pequeno compartimento. A p r u d ê n c i a do do m ín io verbal. Tal atitude leva a outro co mp or ta me nto : a cap acidade de d om in a r a língua. aq uele que reflete antes de fazer qua lqu er tipo de p r o n u n c ia m e n t o ja m a is deix ará de subm et er. cujo efeito o apóstolo Tiago comp ara à força do pe q u en o leme de uma nau.se ao a ut o -e x a m e da co nsc iê nc ia para medir os efeitos de tudo quanto possa estar eng en dr an do em seu co ração (cf. Por co nse guint e. E o “ estarm os pro nto s para ou v ir ” . s e c r e t o . Gn 6.1-12).3. Lc 6. Temos a te n d ê n c ia de falar mais do que devíamos e ouvir me nos do que prec isam os . tudo é p r e m e dita do para que o ouvinte tenha as m e lh or e s im pr ess õe s e acredite pia me nte tratar-se da verdade. c of re . Isto porque a palav ra é apenas um meio de trazer à tona aquilo que foi pr e v ia m en t e arti cu la do nos e s c a n i n h o s 1 do pensa me nto .la de um lado para outro ao m e no r m ov im en to dos braços do piloto (Tg 3.2. esconderijo. M esm o que haja hi po c ris ia ou astúcia 2 no que está sendo dito. m a l í c i a . 2 H a b i l i d a d e em e ng an ar . ' • 2. 1 Recanto. e m c a i x a . g a v e t a . A p r u d ê n c i a do auto -ex am e. c onf orm e Tiago 1.

para que seja mos capazes de cumprir com as nossas obrigações. com amor.1. ch egamos ao âmago do ensino de Cristo sobre a p a la vr a do cristão (Mt 5. com as segu intes implicações: ■S •S S S ■S S Falar na hora certa.13-15). as nossas limitações e a so ber ani a de Deus sobre todas as coisas (ver Tg 4.37). Ter essa firmez a de decisão. A p a l a v r a do cristão.se qua ndo as c irc uns tâ nc ias o exigem. m esm o que. não seja uma atitude fácil. mas a forma de (e quando) fazê-lo. Qua n do é p o s s í v e l d iz e r sim. levar -no s-á a dizer não. Quan do é i n d i s p e n s á v e l diz er não.Ter domínio ver ba l não significa calar-se. e. entre elas o ato de falar. M ed ir as c onse q üê nci a s do que fala (ver Tg 5. 3. 3. tor nar-se alienado ou de ix ar de posi cio na r. 3. Falar quando for neces sár io. isto sim. Sem nos esque cer mo s.2. Significa. Falar apenas o in dis pe nsá vel . sempre que for indis pe nsá vel . Aqui está im plícita a idéia de firmeza em nossa co m unic aç ão pessoal. por co nseguinte. 56 . Fala r para construir. Tal dis ce rn im en to nos dará condições não só de saber a hora de diz er sim. Falar com sinceridade. Com isto em me nte.5). para firmar os nossos comp romis so s. de m a ne ir a que a nossa palav ra em si baste. sem q u a lq ue r j u ra m e n to . estar co nsciente de que há tempo para todas as coisas. de po nd e ra r as circu nstân cias. para alguns. por outro lado.

1 A q u i l o q u e é r e f l et i d o c o m e s t r o n d o . mas aque le que f a z a vontade de meu Pai. 1 Sm 3. nem a favo r . co ntra ria nd o os fariseus. 57 .10-14.1-22). nem us ar m os de duplic ida de 'em nossas posições. que e c o a . que está nos c é u s ” (Mt 7. Assim. falta de c om pro mi ss o ic mero oport unis mo (cf. O Dever Correspondido “N em todo que me diz: Senhor.37 deixa tra ns par ec er é que em n e n h u m a circ u ns tâ nc ia jamais devem os mentir.16). por exemplo. a idéia que Mate us 5.nem contra. 4. na verda de. não há meiotermo: ou estamos do lado da ve rdade ou contra ela. Mas. Em questões de fé. 3. r e s s o a . pois revela muitas vezes au sên ci a de caráter. Israel sofreu um de seus mais r e t u m b a n t e s 1 fracassos e pe rd e u a glória de Deus (cf. o Senhor Jesus expôs a co rreta in te rp re ta çã o da lei mo sai ca quanto aos ju r a m e n to s para d e m o n st ra r que a essência da vida cristã não está nas fo rm ali dad es de alianças que nem sempre refletem a ve rd a de do coração.sempre foi c o n de na da pelas Escrituras ( “ é de p ro c e d ê n c ia m a l i g n a ” ). A p r o c e d ê n c i a m a lig n a da dupli cida de . Ap 3. co m p ro m is s o com a ve rda de diante de Deus. A ch am a da pos içã o de ne ut ral id ad e . sobretudo.3.Por faltar ao sace rdo te Eli a c ap ac ida de de dizer não aos p e ca do s dos filhos. S e nhor! Entrará no reino dos céus. Temos de a ssu m ir nossos erros e acertos e encará-los de frente com a re s p o n sa b il id a d e de quem tem.21). Os ve rd a de ir os s egu ido re s são rec on he c id o s pela obe diê nc ia e não pelo devo tam ento. mas ass umi r a re sp o n sa b il id a d e de nossa pal avr a no tocante a todas as áreas de nossa vida.

22). E Paulo em cu mprir a lei de Cristo (G1 6.10). ♦ A f a l t a de r e la c io n a m e n to (M t 7.19.2).16). no Juízo Final será: “N u n c a vos c o n h e c i” (Mt 21. e fazem coisas sensa cio na is como profecia. Eles disseram: Senhor! Senhor! e fa ziam obra religiosa. exorci smo ou milagre. Os atos requeridos são o fazer a von tade de Deus.21-23). eles nunc a haviam entrado em um re la ci ona m e nto salvador em Cristo. depois esq uecidos. Para muitos que dizem: “ Senhor! S e n h o r ! ” . A ssume assim u m a autoridade sup er ior aos profetas do AT.18. e que não serve para glori fic ar a Deus.15). “Assim diz o S e n h o r ”. mas não é este o caso. 58 . Ao “ f a z e r ” que é re qu e rid o além de “ d iz e r” . e re a li z a v a m milagres e feitos poderosos.Jesus veio a dar o v e rd a de ir o sentido da lei. Pode p a re cer que este pa rágra fo oferece uma escolha simples entre dizer e fazer. e xp ul sa va m de mônios. Não é que uma vez eles tivesse m sido c onhec ido s. Cl 2. por imp re s si onan te s que sejam. profecia. A entrada no Reino dos Céus é prom etida apenas para os que fazem a vo nt a de do Pai celestial (Mt 6. Por isso Jesus pode falar em guardar os seus ma nd am en to s (Jo 14. Jesus disse: “ Eu vos d ig o ” . e não m e ra m en te rea lizar atos e ritos religiosos. pro fetizavam. Estes disseram. clarame nte não é igualado com ortodoxia. exorcismo. Paulo mos tra que aq uilo que vigor a da lei é a parte ética e não a cer imonial ( I C o 7. milagres ou grandes feitos. o vere dicto. Os que aqui foram reje ita dos foram tanto os que falavam quanto os que faziam.

Todo s os ho m e ns estão ed ificando. os d e sa p o n ta m e n t o s e a pers egu içã o. A entra da triu nfal de Jesus em Je ru sa lé m e a pur if ica ção do temp lo cau sa ra m grande indigna ção aos líderes religios os presentes. A a u to r id ade é res pei ta da p e l a ob e diê n ci a (Mt 21. Eles per gu nt ara m: “ Com que a u to r id ad e f a z e s tu estas coisas? E quem te deu tal a u t o r i d a d e ?” (Mt 21. Esta é a c onc lus ão do serm ão da montanha.31). ^ Os dois f u n d a m e n t o s (Mt 7.11). Co rte si a que não vai além das palav ras é ilusória. Com três p a rá bo la s Jesus mos tra o que constitui res pei to à au toridad e: O bediência. e a teologia.24-27). A ss im ta m b é m for am os israelitas. Ambo s eram imperfeitos. Trata o pai com cortesia. prática. Todos sofrerão a pr ova da resistência. a teoria. Todos estão pr oc ura nd o terre no para edificar.28-32). O a c on te c im e nt o pre c isa tornar-se ação. mas não com obediência. r e s po nd en do sim a ordem do pai para trabalhar. vida. O primeiro re pr e se nt a va os israelitas que se c onsi d e ra v a m jus tos . 59 .O E v a ng e lh o de Mate us te rm in a com e nota: “E n s in a n d o -o s a o b s e r v a r todas as coisas que eu vos tenho o r d e n a d o ” (Mt 28.20). Só o que ob ed ece é pru de nt e e por isso tem um funda me nto sólido ( I C o 3. Jesus sabia que muitos o tra ta ria m como Eze qui el foi tratado (Ez 33. N e n h u m deles era a espécie de filho que trazia alegria p e rfe ita ao pai. Esse fundamento sup orta torm entos. Trata de dois filhos a p ri m ei r a pa rá bol a da série. mas falharam. Eles p ro m e te ra m obe diênc ia .23). Mas a atitude de um foi m e lh or que a do outro.

A ve rda de só pode ser rec o nh ec id a pela prática. Dá princípios. Há pessoas cuja pro fi ssã o de fé é me lh or que sua prática.19). Rec ita r um credo não é suficiente.i i ivsposllr do segundo filh l' ■11■ ' iilii iii|iii os piibIicanos e meretrizes. Pala vras não s ub sti tu em a prática. re pugna nte e alheio ao s em in u nlo puro c palriolico. Mas esses csl. Muitas vezes ela não nos dá tudo pronto. O ponto central aqui é que a aut ori da de é re s pe ita da pela obediência. 11111 tu 60 . Ela é como “uma candeia que alumia em lugar e s c u r o” (2Pe 1.I i |)i i. Mas e squ ec em de por isso em prática. 11111 ii u-lmlo 1 1( indo . não com meras palavras. Podemos co nfessar a Deus com nossos lábios e negá-lo com a prática (Tt 1-16). Pr o m et em muito.111111 1<> que é vil. C om o pode mos saber a vontade de Deus? A Bíblia é a prim eir a fonte. a pa re nt am pie dade e fidelidade. é preciso viv er a palavra. p art ic ip ar de suas atividades. Não adianta usar vocab ulá rio cristão.lo mais cônscios do pecado e se ar re pe nd e m mais prontamente . A fé é de m on st rada pela obediência.

nem contra. O A ve rda de não pode ser r e c o n h ec id a pela prática.5 c) |_1 Mateus 5.37 b )L J M arcos 4. nem a favor . re al me nte está falando a ve rdade 8.Questionário ■ Assinale com “X ” as altern at ivas corretas 6. porém. Palavras s ubst it ue m a práti ca 61 . sim. É coerente afirm ar que: a ) |_| O j u r a m e n t o garante que as nossas palavras _serão cumprid as b)|_l Os j u d e u s c o m b at ia m a práti ca de j u r a m e n to s c ) D O uso do sagr ado em j u ra m e n to s . não. O A c ham ad a po si ção de n e utra lid a de . Paulo mostra que aquilo que vigor a da lei é a parte: a^I_I L ógic a e não a cer imon ial b ) 0 Lógi ca e não a ética c)[x| Ética e não a cer imon ial d)l I D ou tr in á ri a e não a ética ■ M ar qu e “ C ” para Certo e “ E ” para Errado 9.sempr e foi co n d en a d a pelas Escrituras 10. o vos so falar: Sim.7 7. “ Seja. porq ue o que pass a disso é de pr oc e d ê n c ia m a l i g n a ” a ) D Mate us 5. não. é o que a Bíblia ide ntifica como tom ar o nome de Deus em vão d ) D Sempre que al guém “j u r a ” por alg uma coisa.7 d ) |_| Tiago 5.

62 .

estando em Cristo.10).13 somos le m br a do s de que.1-8. da f a m í l i a das v i t á c e a s ( V i t i s v i n i f e r a ) . ob vi a m e nt e o corpo que p a rti c ip a da me sm a vida e n a tu re za da cabeça vi sar á a salvação dos perd idos . te ndo be bid o todos do m esm o Espírito.4. p a r tic ip a m o s de Sua própr ia vid a e natureza. e que. por um Espírito. A me sm a figur a é us ad a em R om an o s 12. somos um só corpo. em igual me did a. Se nosso Senhor como a ca be ç a da Igreja de rra ma sua vida pelos pe rdidos e c o n ti n u a m e n te bus ca salvá-los.Lição 3 Teologia do Obreiro .Parte 1 A Chamada Universal Há um sentido em que todos os crentes são c ha ma do s para p re g a r ou p r o c la m a r o Evan ge lho . todos fomos ba tiz ad os em um corpo. a falta de relação vital entre o corpo e a cabeça. A ilustração da v i d e i r a 1 e seus ramos é e m pr e gad a em João 15. A vida e a na tu re z a de Jesus Cristo (o cab eç a da Igreja) se c ar ac te ri z am pelo amor às almas perdi da s e por um intenso espírito de e v an g e li z aç ã o (Lc 19. as u va s . onde se declara que em Cristo. Posto que Ele é a vid eira e nós os ramos p e r m a n e c e m o s n ’Ele e d ’Ele sorv emo s a ' Tr e pa de i r a l e nh o s a . Em IC o ri n t io s 12. 63 . Tudo que ficar aquém disso provará. c u l t i v a d a no m u n d o i nt e i r o por s e u s d e l i c i o s o s f ru t o s .

Somos meros cana através dos quais a s e i v a 1 vital da v id e ira corre.vos convertidos. e de Pérgamo. Em sua m e n s a g e m às Igrejas de Efeso. “ .15. Quan do o Se nh or enviou seus p r m e i r o s discípulos a pre ga r o E v a n g e lh o por todo o mundo. Conforme se pen sa. deu-lhes instruções acerc a dos no. todos vós sois i r m ã o s Sem dúvida aqui ensin av a que. esse era o nome de uma antiga seita cristã que e ns in a v a que os leigos de vi am ser domi na dos . e que os min is tro s de vi am m o n o p o l i z a r 2 o ministé rio cristão. encontre ex pre ssão m ed ia nt e cada me mbr o de seu corpo. é tot almente co ntrária ao ensino da Palavra e aos desejos de Cristo.16). e tam bé m que o 1 L í q u i d o c o m p l e x o que c i rc ul a n o o r g a n i s m o v e g e t a l . Aq uela distinç ão entre ministros e leigos. sem rodeios.. que a bo mi na as obras e a doutrina dos n ic o la itas (Ap 2.próp ri a vid a que nos sustenta.5. entre os m e mb ros do seu corpo de vem p re va le c e r a fraternidade.19). e x c l u s i v a m e n t e para si: 64 tomar . mas antes. a bem def ini da von tade de Deus é que a grande paixão e v a n ge lís tic a de nosso M estre divino não se limite ao m ini st ér io oficializado. dotados dessa vida.15). Aos apóstolos foi ordenado cl aram en te que fossem por todas as nações a e nsi na r (Mt 28. a c a m a ra d a g e m e a de m ocr aci a dirigida pelo Espírito Santo. que afirma ser a obra de e va nge liz açã o rese rv a da aos min istros ex cl usi v a m e nt e. ou que fossem por todo o mundo a p re g a r o E va nge lho a toda a criatura (Mc 16. damos fruto para a videira.. vis and o à produç ão do fruto. o Senhor de clarou.8. Mas o Sen ho r mesm o declaro u ab ert am en te em Mate us 23. Portanto. 2 Possuir ou d esf rutar em caráter exclusivo.

o Sen hor nos tinha em vista em Sua grande oração S u m o. somos se m e lh a n te m en te instruídos a pre ga r o E v a n g e lh o a todas as nações e a cada criatura. ao dizer: “Não rogo s o m e n t e p o r estes.12). De fato. não há dúvida de que os apósto los for am c o m is si on a do s a anunciar o E v a ng e lh o da Salva ção a todas as nações e a cada ser humano. l o n g í n q u o 65 . entre todas as na çõe s. com eça ndo por J er us a lé m (Lc 24. Os sinais que os obreiros cristãos devem pos su ir p a r a le la m e nt e ao seu ministério. saída dos lábios de Jesus. a n ti g o . de todo o mun do . M ate us 28. Isso quer dizer que nós como seus con vertid os r e m o t o s 1. Todos os crentes r e c eb e m o po de r da pró pr ia au toridade do Sen ho r para op e ra rem as me sm as obras que Ele realizou. Por tan to . dev eriam ser en sinados a obs er var tudo quanto Ele lhes havia ensinado. “estes sinais seguir ão os apó stolos ou p r e g a d o r e s ” .c o n v e rt id o s h a v e r e m sido ba tiz ad os em água.20 de cla ra fran c am en te que depois de os re c é m . a ord em de ev angelizar o mundo. em re al id ad e segu ir ão “aque les que c r ê e m ” (Mc 16. e do Filho e do Espí ri to Santo.sa c er do ta l. mas a pr om e s sa é dirig ida aos que derem ouvidos . que cre rem e forem salvos. de ver ia ser trans mit ida pe los discí pulos a cada novo convertido. p o r int ermédio da sua p a l a v r a ” (Jo 17. em nome do Pai. mas também p o r aqueles que vierem a crer em mim.arre pen di me nto e a re m is sã o de p e ca dos de ve ri am ser pregados em seu nom e. Note-se que não é dito ness a pa ssa gem .17). 1 Qu e s u c e d e u há m ui t o t e m p o .47).os home ns. A ss im sendo.20). que foi orig in al m e nte dada aos pr imeiros dis cípulos. e ma ior es ainda (Jo 14.

Cento e vinte crentes. 1 Qu e n ão p o d e ser a b al ado.A esses c onv er tid os. p e rm a n e c e ra m i n a b a l á v e i s 1 na doutrina e co mu nh ão dos apóstolos. Esta afirmação fica de v id am en te c omp rov ad a pelo fato de os discípulos (exceto os apóstolos). f i x o . é que foi dada esta prom es sa dinâmica: “ Estes sinais hão de a co m pa nh a r aqueles que crêem” . inc luindo pr eg ad ore s e leigos. 66 .. para quantos o Senhor nosso Deus c h a m a r ” . tantos os primeiros como aos últimos. É esp e c ifi c am e nte ensinado que o ba tis mo no Espírito Santo é uma un ç ão divina para a preg açã o do Ev a nge lh o até aos confins da Terra. recebereis poder. arr ai gado. “ . F i r me . A que les e a todos qua ntos acolhem esse glorioso ba tismo no Espírito Santo é dada essa c ristalina instrução de que todos devem ser te st emun ha s do E van ge lho de Cristo.8). po s ter ior me nte conver tid os. e até aos confins da Ter ra” (At 1.39 ass evera com clareza que o ba tismo no Espíri to Santo não se de stinava apenas aos ju de us que o ouviram naquele dia de Pente cos te s. é “para todos os que ainda estão longe. re ceb eram esse ba tis m o no Espírito no dia de Pente cos te s. todos quantos têm sido ch amados por Deus. ao de sc e r s obre vós o Esp írito Santo. do pe cad o para a salvação têm o direito de re ceb er o ba tismo no Espíri to Santo. Mi lha res de outros crentes. co ns t an t e. Todo s os crentes são dotados para o serviço cristão instruídos a trabalhar para Deus. que é a dádiva de pod er para que test ifi quem do Evangelho. e sereis minhas te st em unhas tanto em Jer usalém.. isto é. Assim pois. mas antes. como em toda a J u d é ia e Samaria. Pedro em Atos 2.

“ Mas p e r g u n t o : P o r v e n tu r a não o uv ira m ? Sim. ou seja. p a l a v r a da verdade do evangelho.19-22). a m e n sa g e m da s alv aç ão pode ser le vada ao mundo inteiro de forma a que toda uma ger açã o ve nha a ouvir o Ev a n ge lh o med ia nte o te st em un ho pess oa l dos m em bro s da Igreja. que chego u até vós.18). ali ce rça dos e f i r m e s . os m em bro s da Igreja A post ól ic a.. j á foi de m onst ra do que. N e ss a op or tu ni d ad e não eram os apó stol os que pre ga vam . prega ndo a Palavra.. p o r certo: P o r toda a Terra se f e z ouvir a s ua voz.4). todos os dem ai s c onver tid os. e sim.. 67 . e do q ual eu.1. “ . Os dispersos c heg a ra m até A nti oqu ia .5-23). resu ltou na pr oc la m a ç ã o do Ev a n g e lh o a toda criatura da qu ela geração. tal ac onte c e entre vós. quando da dis per são por ocasião da morte de Estev ão (At 8. desde o dia em que ouv istes e en tend e s te s a g r a ç a de D eu s na verdade. me tornei m i n i s t r o ” (Cl 1. não vos de ixan do a fa s ta r da e spe ra nça do eva ng e lh o que ouviste. e que f o i p r e g a d o a toda criat ura d e ba ix o do céu. A notável igreja m is si onár ia de * A nti oqu ia foi fund ad a por p re ga do re s que não eram pastores.. se f o r que p e r m a n e c e i s na fé.tra ba lha rem por toda parte na pre g a ç ã o do Eva ngel ho. os quais não cess ava m de p r o c la m a r o c am in ho da salvação. como também em todo o m un do está p r o d u z i n d o f r u t o e crescendo. e as s ua s p a l a v r a s até aos co nfins do m u n d o ” (Rm 10. Esse plano de e v an g e li z aç ã o ina ugura do por nosso Senhor e pra tic ado fielm en te pela Igreja Primitiva. mesm o sem o auxílio das in ve nçõ es no cam po da c om un ic ação e das c on ve ni ê n c ia s da vida mo de rna . Paulo. “A not ícia a res pe ito deles c he go u aos ouvidos da Ig re ja em J er u s a lé m . Desta man eira. e en via ra m B a r n a b é até A n t i o q u i a ’'’ (At 11.

vejamos p ri m ei r am e nt e se c o m pr e en de m os a razão e a 68 . Já dis sem os antes que. o E van ge lho seria pregad o a toda a massa humana. pode rá parecer con trad itória ao que aca ba mo s de afirmar. nem todos ob e dec e ra m ao Ev angelho. Antes de c om pr o va rm o s essa a firmação por algumas pa ssa gen s bíblicas. Certas pessoas têm sido escolhidas pelo Senhor para servir de modo definido e marcante. tanto de pastores quanto de m e mb ros das igrejas. cada me mbr o da Igreja Cristã é ch ama do para anunciar o Ev angelho. Mas. ainda que o mu nd o de hoje contasse com deis bilhões de habitantes. a fé ou a co nsa gr a çã o ne ce ssá ria para obed ece r ao Senhor e seguir o exemplo de seus an tepassados esp irituais apostólicos. mas a despeito disso. por toda a terra se fez ouvir a voz dos crentes. pr op ag an do o Evan ge lho por onde quer que ande. em certo sentido. neste ponto queremos afirmar a ex istênc ia de uma c ham ad a esp ec ífi ca para pregar. Aqui ve mo s um de saf io e uma co ndena ção aos crentes evangé lic os de cada geração que não tem tido a visão. Se a pres ente geração de crentes. e suas palavr as até as e xtremidades da Terra. como pro pa ga dore s da fé. po de mo s fazer ainda uma outra de claração que.Como é óbvio. a princípio. Nisso tam bé m nos é dado ver a eficácia e a op e ro si dad e da no rm a de ma nte r cada me mb ro da Igreja ativa men te atarefado no te st em unh o em favor de Cristo. estivesse tão cheio do Espírito Santo como aq uela prim eir a geração. Chamada Específica Sem c ontra dize r a pre mi ssa exposta nos parág raf os anteriores.

Ele está in cu mb ido de e van ge liz ar o mundo. O Senhor Jesus Cristo é v er d a d ei r am e n te o “S e n h o r da S e a r a ” (Mt 9. pelo c ons trutor.ne ce s si d a de disso.1). no fato de que todos são cham ad os . Ele é o propri etá rio que sai pela ma nh ã a fnn de c o n tr a ta r tr a ba lh ad or es para a Sua vinha (Mt 20. Ele pre c isa de m is si on ár io s e e van ge lis tas na linha de frente. Pr ec is a daqu ele s que d e vota m sua 69 . j á que há ha rm o n ia e não contra dição . mas agora a cada um deve ser de sig na da a sua tarefa individual. F ora m “ c h a m a d o s ” no dia anterior. E cada fase da con str uçã o deve ser h a r m o n i z a d a e integ rada de forma a não ha ver repet ições de sn e c es sá ri a s . Difere nte s e sp e c ia li d ad e s são neces sár ias.38). Em re sp o sta . a cada um deve ser atribuído um serviço específico. os c ar pin tei ros . cerca de cem hom en s se a pr e se nt a m no escritório em bu s ca de co locação. e precisa de um grande exército de tr a ba lh ad or es para re a li za r a tarefa. desde o arquiteto e o d e se nhis ta até o construtor. e o mestre de obras. os r e bo c ad ore s e os serventes. os eletricistas. de m a n e i ra segura e eficaz. o chefe dist rib uiu serviços a cada um. Todos são aceitos e r e c eb e m ord em de se ap re se nta re m ao chefe na ma nh ã seguinte. mas a lguns espec ialm ent e convo cad os. os ped reir os . Ao ch eg a re m. E mi st er uma va rie dad e de minis tério s a fim de ser alcanç ado o alvo. Quando um grupo de operários é contra tado para con str uir um edifício. A Ele cabe a g e rê n c ia total e o p la ne ja m e nt o que vis am a terminar. U ma grande e m p re sa anu nci a que prec isa de traba lhado res . por exemplo. essa grande obra. e na da deixado por fazer. Grande va ri e da de de ativid ad es é requer ida para que uma obra seja term ina da .

e nem todos os m e mb ro s têm a m esm a operação. tendo dif erentes dons. assim nós. o que reparte. Não pode pre sci ndi r de profes sor es e memb ros da Esc ol a Bíblica Do minic al. seja ela s eg undo a med ida da f é . A alguns.. o que exercita misericórdia. e c on ce de u dons aos homens. cada crente tem seu próprio trabalho.o com liberalidade. e Ele me smo co nce de u uns p a r a apóstolos.11). com cuidado. Ele c h am a a todos os crentes para servirem con forme a c ap ac ida de de cada um. levou cativo o cativeiro. e outros p a r a p a s t o r e s e m e s tr e s ” ( E f 4. se é ministério. que lhes absorva todas as energias. receber a tarefa esp e c ífi c a que o Mestre lhe deseja entregar. Variedades de Ministérios “E como p r e g a r ã o se não f o r e m e n v i a d o s ? ” (Rm 10. o que preside.4-8). s eg undo a g r aça que nos é dada: se é prof eci a. de presb ítero s. 70 . como os da re taguarda. so mo s um só corpo em Cristo.. Deus ch amará para o m inistério de tempo integral. de cada obreiro da vinha do Senhor. De m odo que. de porteiros e de líderes de j o v e n s. mas in di v id u a lm e n te s omos me mb ro s uns dos outros. A in da n e c e s s it a de outros que sejam liberais nas finanças que suste nte m os obreiros na frente. que lhe é de term in a do pelo Sen hor da Seara. “Po rq ue assim como em um corpo temos muitos membros. use esse dom em exortar. se é ensinar. f a ç a . Co ntudo. Fazem -l he falta tan to os que vão aos campos.vida à oração.8. de diá conos. haj a de dic aç ão ao ensino. outros p a r a pro fet as.15). Faz parte do priv ilégio e dev er de cada me mbr o da família de Deus. com alegria'1'’ (Rm 12. Por isso diz: “ Q uan do Ele subiu às alturas. seja em ministrar. ou o que exorta. outros p a r a eva ngelistas. que s om os muitos.

segun do a Sua vontade. pode-se e sp e ra r que Ele co ntinue ch am a ndo muitos. Portanto. A tarefa secu lar deles foi d e te r m in a d a por Deus. e os ha bilita para o mesmo. Mui e s p e c if ic am e nt e . na Igreja.11 e 18 fica mos sab endo que o Senhor dispôs os m e mb ros no corpo. pra ta e bro nze. foi ungido co m óleo para que p os te r io rm e n te se tornas se rei de Israel.O te rceiro capítulo de 1Ti m óte o c om eça com a descrição dos pre sb ítero s ou bispos. Bezalel e A oli ab e foram ch am ad os por nome s e foram dotados do Es pírito de Deus para que r e c eb e ss e m habilida de em toda obra. O serviço deles con sistia em obra m e câ n ic a especializada. dois níveis ou espécies de m in is té rio s são indicados. N ess e caso enco ntr amo s ho m e ns e sp e c if ic am e n te ch am a do s e até mesmo cheios de Espírito Santo. em 1 Samuel 16. Obreiros Meramente Profissionais Os prim eir os discípulos foram tirados de suas ocup açõ es diárias. para serem hábeis em serviços seculares. a fim de se to rna rem artesãos habilitados. e o oitavo ve rsículo introduz os diá conos e as car act erís tic as do seu ministério. Uma int eress an te rev e la ç ã o quanto aos propósitos e ao plano de Deus nos é ou tor ga da nos pr imeiros seis ve rs ícu los do capítulo 31 de Êxodo.19. Assim. os 71 . o apóstolo Paulo foi ch am a do e escolhido para a nu nci a r o nome e a au toridade de Cristo pera nte os gentios. Isso revela cla ra m e nte que Deus chama alguns para o trabalho secular. do m e sm o modo. segundo está escrito em João 1. O j o v e m Davi. E em IC o rí n t io s 12.35-51 e Mate us 4. em tr ab al hos em ouro. e em lapidação de pedras prec iosas. nesse capítulo.12.

Aima ás era h om e m b om e cheio de zelo (2Sm 18. A ch am a d a falsa (que é o mesmo: correr sem ter sido enviado).” . a atuação se torna muito mais séria. da parte do Senhor da Seara. Quão inútil e em ba ra ç o s a foi à corrida! Porém. o etíope..20 declara: “Po ré m o p r o f e t a que p r e s u m i r de f a l a r al g u m a p a la v r a em meu nome. e e speram o c u m pr im e nt o da P a l a v r a ” (Ez 13. mas não tinha m e n sa g e m real. Não há dúvidas que Deus opera dentro desse padrão até o dia de hoje. “A ss im diz o Se nhor Deus: A i dos p r o f e t a s loucos. que eu lhe não ma nde i fa la r .3. quando o Senhor se declara contra os profetas sem m e n sa g e m e sem visão. há preced en te s de ch amados divinos para ministé rios de tempo integral.. e o rei Davi. Mas mediante a insistência. “Tiveram visões f a l s a s e adiv inh aç ões me nti ros as os que dizem: O Se n ho r disse. p o i s não tens mensagem. D eu te r o n ô m io 18.15). 72 . quando o S e n h o r os não enviou. te nh am o cuidad o de es ta re m certificados de que p os su e m ind icação esp ec ífi ca a respeito. o m e ns a ge iro escolhido.6). que seg ue m o seu p r ó p r io espírito sem nada ter v i s t o /. Joabe co nse nti u a Aima ás que fosse. o pôs de lado.reis e os filhos de Israel (At 9. Que aqueles que pe nsa m em dedi car suas vidas in te ira me nte ao serviço cristão..27). na própria Escritura. tu meu f il h o . é questão séria. Ora. e correu tanto que ch eg ou à frente do verdadeiro me nsageiro. E rogou a Joabe que lhe fosse dada pe rm is sã o para correr. c o n v e n ie n te ” (2S m 18. Joabe retrucou: “P ar a que agor a correras. esse p r o f e t a será morto". .22).. E assim.. A im aás ficou to m a do pelo en tusiasmo do mo me nto e pelo exemplo de Cusi. sem dar atenção.

tanto da parte daqueles aos quais iludiram. são inc apazes de tra ns mi tir essas riquez as àqueles que os ouvem. de stituíd os de vida ou do c on he c im e nt o espiritual. A ocasião de de d ica r. Mas.se à leitura e ao estudo. São líderes cegos a guiar cegos. u m a vida re la tiv a m en te fácil.2). 73 . e a posiçã o social na c om un ida de. m o d o s . do que se intro meter no s agrado terreno espiritual. Os tais m o n o p o li z a m a chave do c onhec im en to. Nad abe e A b iú e ntr a ra m no antigo Ta ber ná cu lo levando fogo estranho. e aos irmãos que os lame ntass em.Seria muito m e l h o r pa ss a r a vida em u m a tarefa secular. e que ou sam oc upar a pos iç ã o de chefes e a p asc en ta do res das almas dos homens. fazendo aquilo que é inofensivo. e da parte do Se nho r saiu uma chama que os con sum iu . ou v o c a ç ã o ou t al en to de tribuno.1. como da parte do Senhor. sem o c onhec im e nto da vida eter na e das ve rda des do reino. que os julg ara . N e m aos me nos se pe rm iti u ao pai (Arão). o ju iz de todos. A o bs erv ação geral leva-nos a co ncluir que há pe ssoas que e sc ol he m o m in is té rio do E van ge lho como profissão. e m o rr er am perante o Senhor (Lv 10. a fim de a d q u ir ir e m prestígio social e te re m oportu ni dad e de exibir suas aptidões t r i b u n í c i a s 1 e sociais. Quão grande será a c on de na ç ão destes. po s ta m -s e à porta do reino dos céus e ali não en tram nem pe rm it e m que outros entrem (Lc 11. ainda que espir itu al me nt e inútil. 1 Q u e t em ares. c o nst it ue m grande atração para certos homens.52). po rq u a n to isso daria a im pressão de te rem ficado do lado deles e contra Deus.

e o oitavo ve rsículo in tr od uz os diáconos e as caracte rís tic as do seu m ini st ério a ) [_I O terceiro capítulo de IT im óte o b ) l_| O terceiro capítulo de 2Ti móteo c ) l_J O terceiro capítulo de IC orí nt ios d')! 1O terceiro capítulo de 2Coríntios 3. C om e ça com a descrição dos pr esbítero s ou bispos. mas _não tinha m e n sa g e m real c ) l_I Cusi foi ch ama do e dotado do Espírito de Deus para que recebesse ha bili da de em toda obra d ) |_J N ad ab e e Ab iú foram m e nsa ge iro s escolhidos ■ Mar que “ C ” para Certo e “ E ” para Errado 4 . r a A notável igreja m is si o n á r ia de A nti oq uia foi funda da por pre ga d or es que não eram pastores 5. e que os ministros deviam m o n o p o li z a r o ministério cristão a ) l_I Os zelotes b ) D O s essênios c)Q Os nicolaitas d ) l__1Os saduceus 2. E ns in a vam que os leigos deviam ser do mi na dos . e os habilit a para o mesmo 74 . É co erente dizer que: a)LJ Bezalel e A oli ab e le varam fogo estranho no T a ber ná cul o e o Se nho r os con sum iu b ) D Aimaás era h om e m bom e cheio de zelo.1_I Através de Bezalel e Aoli ab e nos é reve lado c laramente que Deus c ha ma alguns para o trabalho secular.Questionário ■ Ass in a le com “ X ” as a lte rna ti vas corretas 1.

anda i p o r e le ” (Is 30. dizendo: Este é o caminho. eu vos escolhi a vós outros e vos de sig ne i p a r a que vades e deis f r u to . inicia lme nte. em todo o ch am a m e nto feito por Deus. Ele pr ópri o toma a iniciativa. os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma pa la v ra . e que lhe servirá de ch am a da para o serviço do Senhor. Essa voz é inaudível para os ouv idos naturais. Talvez não tendo c on sc iê nc ia disso po de re m os pensar. O c ha m a m e n to para a p ré dic a do Ev a n g e lh o é uma concep ção espiritual. “ Ora o ho m em n a tu r a l não aceita as coisas do E sp ír ito de Deus. mas nascido do alto. que foi nossa 75 . p o r q u e lhe é loucura. não obstante. Elias a ouviu. Via de regra..14).12). mas que. ♦ Inici ati va divina. Essa é uma daquelas “ coisas do Espíri to de D e u s ” que o h o m e m natural não pode co m p re en de r.27: “As minhas o v elh as ouvem a m in ha voz” . O Senhor mesm o afirmou. mas pe rfe ita me nt e inteligível para o co ração do hom em. No mais prof und o da alma do filho de Deus hav erá uma voz m e ig a e suave que lhe chegará à co nsciência. E Isaías escreveu: “ . e não p o d e e n tend ê -la s p o r que elas se di sce rn em e s p i r i t u a l m e n t e ” ( I C o 2. são p e rfe ita me nt e claras e reais para o ho m e m regenerado.16). Ele vo-lo c o n c e d a ” (Jo 15. te n d o -a d e no m in a do de “ Voz m an sa e d e li c a d a ” ( l R s 19. “Não fo s te s vós que me escol he ste s a mim. a f i m de que tudo quanto p e d ir d e s ao P a i em meu nome. como se fosse de trombeta. em João 10. e o vosso fr ut o p e r m a n e ç a . p e l o contrário.21).O “M o d o ” da Chamada ♦ Um conceito espiritual..

E. para cham á.19 e 16. se a iniciativa é d ’Ele. ■ Amós não era profeta. Que cada um se sati sfa ça com seu modo de ser chamado. ■ Paulo recebeu uma visão celestial. Cada ho me m é uma criação distinta de Deus e tem o direito de ser ch ama do pelo Senhor de maneira individual.o dos pastos de ovelhas para a c er im ônia simples de unção. mas o Senhor o tomou quando a co m p a n h a v a o reb an h o e lhe disse: “Vai. e conhece nossas po s si bi li da de s e falhas. mui pr o v a v e lm e n t e será bem dif erente do seu modo de agir com rela ção a outro. um pre ga do r mais idoso. pode mos co nc lu ir que Ele avaliou tudo e sabe que seremos úteis em sua seara. não tente mos receb er nossa c ham ad a seguindo os padr õe s utilizados em outros casos. Exemplos: ■ El iseu estava lavrando no campo quando Elias pass ou e lançou sobre ele sua capa ( l R s 19. e ap es a r disso nos c ha ma para o Seu traba lho. e pro fe tiz a ao meu povo I s r a e l ” (Am 7. Por conse guinte. e. e que o Senhor chame a cada obreiro de modo que lhe aprouver.19). O modo de o Senhor aproxim ar -s e de alguém. mas Timóteo foi escolhid o por ele. mas o impulso inicial veio de Deus. É a bs ol u tame nt e ne cessário c om pr e en de r isso.lo ao seu serviço.14. Posto que Ele vê o fim desde o princí pio .15). cabe-lhes tam bé m a resp o n sa b il id a d e por todo o emp reend im ento. ne m filho de profeta.1-3). era cria dor e plantador.a pr ese nt açã o voluntária pa ra o serviço cristão que deu começo à no ssa carreira ne ssa direção. ■ Samuel veio ung ir a Davi e chamo u. para que via jasse m ju n to s na obra do evangelho (At 26. 76 .

Como pri m eir o passo. O c ha m a m e n to para o minist ér io pode ser analisado da seg uinte maneira: antes da cham ad a.27). S Que di sp onha de certo grau de intel igê nci a para 4/ pe nsa r e ex pre ssar-se. ♦ A p ti d õ e s naturais. h a ver á uma certa aptidão natural para o traba lho a que o Senhor nos tem chamado.nos na me did a que seguirmos o Sumo. Após o toque de Deus c ha m a ndo.Pas tor . ha ver á um cuidado divino c on du zi nd o. ^ s Uma ap arênc ia pess oa l agradável. O Senhor firma os passos do h om e m bom (SI 40.♦ A direção do E sp ír ito Santo. qua ndo j á estava em sua j o r n a d a mis sion ária. Não é de cl a ra d a a m a nei ra exata como o Espírito Santo falou em Atos 13. que não seja difícil de ser entendida. E então. ♦ Se n s ib il id a d e espiritual. Seguim os a Ele po rqu e ouvimos a sua voz (Jo 10. A orien ta ção do Senhor será sempre tão clara e de finida como a sua ch am a da original. 0 Senhor soprará sobre nós o seu Espírito.2). e ainda mais. “ Guia os hum ild es na ju s ti ç a . Logo esse desejo de nossa parte será a co m p a n h a d o pelo senso de nossa inc ap a c id ad e pessoal.9). Isso nos c ondu zir á a deix armos a 77 .6-10). na ma ioria dos casos. É sempre c on ven ie nte ao obreiro que possua: S Voz clara. de sp e rta nd o em nós interesse e inclinação para 0 seu serviço.2. e en sina aos m ans os o seu c a m i n h o ’’ (SI 25. mas a Bíblia afirma que o Espírito Santo disse: “»Se parai-me agor a a Ba r n a b é e a Saulo p a r a a obr a a que os tenho c h a m a d o ’’’. mas per mit iu que seguissem sempre em frente (At 16. o Espíri to Santo im pe diu que fossem para a esq ue rda ou pa ra a direita.

S H averá a con fir ma ção da ch am a da de nume ros as m aneiras.. A essa altura raia rá ta mbém em nossos corações a elevad a estima pelo trabalho que nos está destinado. As ocup açõ es seculares são te mp orárias. bem como a aprov açã o geral do nosso desejo de servir ao Senhor como ministro (obreiro). P e rc eb ere mo s que esse é o ministério e a vida mais imp ortante que um ser hum a n o pode ocupar. ♦ R e c o n h e c im e n to p o r outros. 78 . Ao se to rna rem claras e de finidas a chamad a e a direção de Deus. essa. é eterna. como se p a r t i s s e de nós.13). p e l o contrário. A no ssa confian ça em Deus não somente substituirá no ssa pos sív el a uto con fi anç a. E logo a re sp os ta divina nos será dada: não que p o r nós m esm os sejamos capazes de p e n s a r alg um a coisa. S A c on sag ração que o próprio Senhor inicia lmen te nos p ro pic io u será depois co nfir m a da pela co ns a gra çã o da Igreja através de seus líderes.. porém. mas ta mbé m ench erá o grande vazio do nosso senso de inaptidão. Outras coisas são terrenas.questão da nossa c h am a d a inteiramente nas mãos do Senhor e a esperarmos n ’Ele. mas esse é o serviço celestial.5). far-se-ão pe rcept íve is certas ex pressões embrio ná rias do dom e do mi nistério que fut uramente se exercerá: S Os colegas e crentes em geral notarão a chamad a de Deus que repo us a sobre nós. tudo p o s s o naquele que me f o r t a l e c e ” (Fp 4. Ass im como o apóstolo Paulo começ ass e a sentir e a dizer: “ . a nos sa s uf iciên ci a vem de D e u s ” (2Co 3.

em verd ade te digo que se algu ém não n a s c e r de novo. Fina lmen te. 79 . 1 T r a ns i g i r e s p o n t a n e a m e n t e . mui n a tu ra lm e nt e.3).r o g o de a l g u é m . ai de mim se não p r e g a r o e v a n g e l h o " . 2 C o n j u n t o de b e n s que f o r m a m o p a t r i m ô n i o de a l g u é m .. ri qu ez a. Tal pe sso a c h am a d a não senti rá paz.. Ele c o n d e s c e n d e u 1 em ficar vinc ula do à Igreja. anuir à v o n t a d e ou a o . não p o d e ver o reino de D e u s ” (Jo 3. disse o ap óstolo Paulo. Jesus ensinou: “Em verdade. Ao c on si de ra rm os o c a b e d a l 2 de exper iên cias que o p r e g a d o r deve pos sui r ao pre pa rar se para o seu traba lho. que o qua lif ic a m para a c o n s e lh a r a outros que est ej am pa ss a nd o por situações semelha ntes. bem como as e xp er iên cias diárias de um crente ma du ro . ^ A e xper iê nc ia f unda m e nt al do obreiro ou de qu a lq u e r cristão. e os obre iro s da vinha r e c e b e m assim uma dupla c on sag raç ão . ce de r. ne m p ra z er em q u a lq uer outra atividade. é o novo na sci me nto . ♦ O novo nasc imen to. levamos em conta as horas difíceis na vida que se de sta cam como pontos críticos. Todas as demais coisas serão como nada. Posto que q u a lif ic a m os a e xp eriên ci a como de muita imp ortância. a p e ss oa assim c h am a d a não recu ará diante de forte pressão que sente pelo trabalho: ". a c e rv o . Preparação para o Ministério A pre pa ra ç ã o para o minist ério pode ser en ca ra da sob duas fases: E x p e ri ê n c ia e Educação.Esse é o pla no de Deus pa ra o d e s e nvo lv im e nt o do ministério.

Por ém o hom em esp ir itu a l j u l g a todas as coisas. mas ele mesm o não é j u l g a d o p o r ninguém. R ea lm e nte o Se n h o r se aborrece com o indivídu o que presu me falar a p a lavr a de Deus quando ele m esm o é de sob ediente. e receb erei s o dom do Espír ito Santo.v o s e cada um de vós seja batizado em nome de J es us Cristo p a r a remissão dos vossos pe cad os .39).O home m na tur al ja m a is c om pre en de rá as coisas do Espírito de Deus. e não p o d e entend ê. Pois p a r a vóí outros é a pr o m e s s a . existe para cada crente o ba tismo no Espírito Santo. uma vez que ab or rec es a dis ciplina e rejeitas as minhas p a l a v r a s ?” (SI 50. e p a r a todos os que aind a estão longe. p a r a que o p o s s a instruir? Nós. Eis uma de cla ra ção defini da sobre o efeito do novo nasc im en to . p o r q u e lhe é loucura. Mas ao ímpio.16. pelo que é a bso lut am en te neces sário que ao h o m e m seja conce dido a me nte de Cristo. isto é. Su bs eq üen te à e xp eriên ci a do novo nascime nto . e note-se que esse dom do Espírito Santo é para quantos forem ch amados pelo Senhor nos so Deus.14-15).38. quem con hec eu a mente do Senhor. No dia de Pe nte cos te s. temos a mente de C ris to” ( I C o 2. ♦ O batismo no Espí ri to Santo. Pois. “Ora. 80 .além do arr ep en dim en to e do batism o em água. Pedro disse: “A r r e p e n d e i. po rém. p a r a vossos fi lh o s . p a r a q uan tos o Se nhor nosso De us c h a m a r ” (At 2.17). há o re c eb im e n to do Espírito Santo. o qual confere o e nte n d i m e n to espiritual. diz Deus: “de que te ser ve repetires os me us pr ec e it o s e teres nos lábios a minha aliança. o ho m em n a tu r a l não aceita as coisas do Es pírito de Deus.las p o r q u e elas se di sc e rn em espiritualmente.

. segundo se lê em Atos 1. assumi r a posiçã o de líder. não se c ont ent ara m em que os co nv er tid os de Sam aria pe rm a nec e ss em por muito tempo sem o ba tis mo no Espírito Santo. mas en vi ar am -l hes Pe dro e João. com pro pr ied ad e. como be nçã o adicional. entre todas as nações. en qua nto não ti ves sem o revest im en to espiritual ne ces sár io. Ora. Essa ins trução foi re pe tid a por nosso Senhor. Co ntud o. o ba tismo no Es pírito Santo (Lc 24. a fim de que lhes tra n s m it is se m essa glo ri osa e xp eriên ci a adicional (At 8. o Espír ito Santo qu an do c r e s t e s ?” (At 19. se fica pr o v a d o que há o ba tis mo no Espírito Santo s u bse qü e nte à co n ve rs ão e como exper iên ci a práti ca dos p rim eir os cristãos.2). foi orde na do a não dar um único passo. po r ve ntu r a.47-49). na tu ra lm e nt e) . Paulo ordenou: “ ..4-8. Aos m e m bro s da Igreja de Éfeso.. e nc he i. A pe rg u n ta não teria sentido se fosse impos sí vel crer sem re c eb e r o bat is mo no Espíri to Santo. O último ve rsículo dessa pa ss a g e m chama pa rt ic u la rm e n te a atenção para o fato de que a vinda do Espírito Santo em pleno caráter 81 . Desse modo é. a saber.Os apósto los em J er usa lé m.v os do E s p ír it o . fora de dú vi da que o Se nho r espe ra que cada crente seja ba tiz ad o no Es pírito Santo. na e xec uç ão dess a divina comis são dada pelo Senhor. Sobre os apóstolos re po us av a a res pon sa bili da de de p re g a r o ar re p en d i m en to e a con se qüe nt e rem is são de p e ca do s em nome de Cristo. E o apóstolo Paulo ind a go u os discípulos de Efeso: “R e c e b e s t e s .. em adição à exp eri ênc ia cristã inicial de re ge ne ra ção . a me nos que j á tenha receb ido o ba tismo no Espírito Santo.14-17). com o po de ria alguém. mestre e exempl o para os santos (tudo isso próp rio de um ministro do Eva ng el ho .” ( E f 5.18).

porta nto .batismal é que ou to rg a v a aos discípulos o poder neces sár io p a ra serem te st em un ha s de Cristo. ao andar no Espírito e ao ap re nd er as lições da vida Cristã.12). ne ce ssi te m do me smo po d e r do alto para p re g a r o mesm o Evang el ho aos me sm os corações incré dul os. Essas ex per iências diárias. Todo o crente bat izado no Espírito Santo deve pa ss a r pela t ra n s fo rm a ç ão de caráter e o a p ro fu nda m e nto nas e xper iênci as da vida íntima com Cristo. De maneira alg uma devem os ter o batismo no Espírito Santo. O ba tismo no Espírito Santo é o reve sti m ent o com o pode r do alto. ♦ A escola da experiência. que os crentes e esp e c ia lm en te os obreiros e atuais cristãos. são igualmente neces sár ios como qual ifi ca ção para um ministério cristão eficaz. Isso co nsidera como ab so lu ta me nt e essencial à pr e ga çã o para o ministério. como sinal de per fei ção espiritual. O mestre cristão deve conh ece r aquilo que irá ensinar. após a cura do paralítico à Porta Formosa. sobre as quais pesa a me sm a r e s po ns a bi lid a de. pelo qual p ode m os a nu nc ia r eficazmente o Ev a ng e lh o de Jesus Cristo. ♦ O an da r com Deus. presos pelo mesmo Satanás? N o s s a co nclusão. Quan do Pedro e João estava m cercados pela multidã o m a ra vil ha da. C om o se pode negar. Pedro pro te st ou que não foi pelo próprio poder que aquele h om e m pôde an dar (At 3. é que ninguém deveria ficar satisfeito em pre ga r o E va nge lho do Senhor Jesus Cristo sem h a v er pri m ei ra m e nt e recebido o batismo no Espírito Santo. é sua p re rro ga tiv a não somente ensinar a 82 . portanto. por muito ma ra vi lh o so e necessário que seja à e xp er iênci a e ao te st em un ho pessoal.

doutrina e o esboç o geral da fé cristã, mas ta m b é m as
ex periências
reais
que
os
crentes
e nf re nt am
diariamente.
O a d ver sár io não é apenas u m a idéia teórica;
ele é real e in te ns am e nt e agressivo. Ele ataca todo
crente com toda va rie da de de armas. Faz parte da tarefa
do past or c o nd uz ir seu p ov o pela mão, a fim de guiá-lo
através
das
e xp er iênci as
qua n do
tomado
de
pe rp le x id ad e e confusão.
E nqu an to de um lado o inimigo pr oc ura
de rrotar os crentes e pô-los por terra, é tarefa do
pastor, de outro lado, levantá-los e fir má-los na fé. Mas
este estará to ta lm en te de sp re p a ra do para tal ministério
a menos que j á ten ha pa ssado por e xp er iênci a com os
semelhantes.
E
prec iso
que
o
indivídu o
passe
p e ss oa lm en te pelo moinho, a fim de que seja feito pão
para os outros. O an dar na fé, por exem pl o, é algo que
n in gué m pode c o m p re e n d e r a não ser que a pre nda a
fazê-lo pe ss oa lm ent e. O d e sc obri m e nt o de Cristo como
o “ o quarto h o m e m ” que está c ono sco na fornalh a
ardente, nos fará uma atitude po si tiv a e de grande
alegria.
Po de re mo s então e xplic ar aos outros que
estejam pa ssa ndo por sua prov a de fogo, que perto
deles, também, sempre e nc on tr ar ão a p re sen ça do Filho
de Deus.
Essas ex pe ri ên c ia s pe ssoais, que devem
en vo lv er a vida do futuro pastor, ta m bé m incluem
c on sag raçõ es que o atin gem na pró pr ia alma. Sem uma
con sa gr a çã o total, n in g u é m está apto a servir a Deus
efic azmente. Po de m os servir r e la tiv a m en te bem,
mesm o com o co ntrole de Deus. Mas chegará o
m om e nto em que o Se nhor ch am ar á a atençã o para
qua lq ue r coisa que surja entre Ele e nós.
83

Deus tem ciúmes, e a glória e afeição que lhe
são devidos. Ele ja m a is p erm iti rá que sejam dados a
outrem. “Quem ama seu p a i ou sua mãe mais do que a
mim, não é digno de m i m " .

O Valor da Educação
N ão se pode ne gar o va lor da educa ção na
prepa raçã o pa ra o ministério. T ec nic am en te , a palavra
educar sig nif ic a “ e x tr a ir ” . Isso significa que existe, de
modo latente em cada um, a capac ida de para uma vida
de serviço, e que tais dotes pr ec isa m apenas ser
aflorados a fim de que se tor ne m mais eficientes.
A
palav ra
educação,
então,
significa,
igualmente, aquisição de conh eci me nto . E em ambos
esses sentidos que em pre gam os o termo.
A edu ca çã o f o r m a l se adquire em escolas, nas
in stituições de ensino - elem enta r, sec undário ou
superior.
A edu ca çã o inf ormal, no entanto, consiste em
seguir a escola diária da vida, com o auxílio de
uma pre pa ra ç ã o autodidática.
A
aquisição
de
co nh ec im e n to
e
o
de se nvolv im e n to das ha bil ida des j á são alvo de todos
os jo v e n s am biciosos desde os seus prim eir os anos. Os
próprios gov ern os têm chegado à conclu sã o de que a
de mo craci a não pode pe rd ur a r se os seus cidadãos
forem analfabetos.
No s Estados Unido s da América, por
exemplo, é obrig ató rio a todos o curso escolar de oito
anos. Tal curso não é opcional, e são poucos os que
pro te st am co ntra tal lei.
Há vantag en s notórias para aqueles que
ten ham re ceb ido uma boa educa ção secundária, ao
84

p re pa rar -s e para o ministério. Não há dúvida de que o
ministro deve sabe r como est udar tanto a Bíblia com o
livros colaterais. A h a bi li da de de a p re n d e r e reter o que
se lê só se dese nvolv e após longa práti ca de estudo em
sala de aula.
As leis da a p r e n d iz a g e m se aplic am aos
livros teológicos e a pr ópri a Bíblia. O co nh ec im e nt o da
história secular, nat u ra lm e n te inc luído numa boa
ed ucação, tam bé m fo rn ecer á um rico campo de
ilustrações e c on fi rm a ç ões das ve rda des eternas da
religião cristã.
As
ex pre ss õe s
eruditas
dos
mestres
freq üe nte m en te s ervem com o meio de c om un ic aç ão das
ve rda des do Ev angelho. O c o nh ec im e nt o das ciências
prevê não apenas uma ap re ci a ç ão mais ampla da obra
de Deus, mas ta m b é m ilus tra çõ es m a rav ilh os as sobre
como Ele age no terreno espiritual.
Alg ué m que te nh a uma educa ção completa,
de sen v o lv im e n to in te le ctu al e a famili ari da de com as
artes literárias em geral, leva uma v a nt ag e m ma rcant e
como ministro do E va ng e lh o. Não terá de fingir-se
culto pera nte pe sso as edu cad as e nem oc ultar
ast ut amen te a próp ri a ignorânc ia.
Posto que a cu ltu ra as torna cada vez mais
comuns, as nossas a ud iê nc ia s incluem um núme ro cada
vez ma ior de pe ssoas cultas, e c on vém ao ministro do
Ev a nge lh o
estar
em
co ndiç õe s
de
mi nis tra r
ad equ ad am ent e.
Na da c o m p ro m e te tanto o conceito que o
povo faz do ministro do E v a n g e lh o como erros que se
c om et em na gramática. C laro que a remo ção desses
erros pro p ic ia r- lh e s -á um m ini st ér io capaz de e nte nde r
todos os tipos de au ditório, sem se sentirem
inferi or iza dos na pre s e n ç a de pe sso as cultas.

85

a p re p a ra ç ã o para o mi nistério pode ser en carada sob duas fases: a ) D Oração e Jejum b ) 0 Ex per iê nc ia e Ed u c a ç ã o c)l I D e se n v o lv im e n to ps íq ui co e Intele ct ual ida de d ) l_| R en únci a e Pr epa ro H omilético 8. S A exp eriên ci a fu nda m e nta l do obreiro ou de q ua lq uer cristão. Instruídos em toda sabedoria. Questionário ■ Assina le com “ X ” as a lte rna ti vas corretas 6. O ch am a m e nt o para a a ) l_1 U ma c once pç ão b)l 1 U m a concepç ão c ) l_| U ma concep ção d ) Q U m a c onc ep ção pr é dic a do Evang el ho é: natural hu m a na inte lectual espiritual 7. E co erente dizer que.|<J E inviável ded ica r.Exemplos de Moisés Daniel Mesaque Abedenego Paulo homens pr ep ar ad os : Estudado em toda ciência do Egito.se à educa ção na prepa raçã o pa ra o ministério 86 . é o co nheci me nt o teológico 10. com o auxílio de uma pre pa ra ç ã o auto did ática a ) 0 A Ed uca ção In fo rm al b)IH A Educ açã o Secular c ) l_| A Ed uc açã o Estuda ntil d ) l_I A Edu cação Formal ■ M ar que “ C” para Certo e “ E ” para Errado 9 . altamente educado. Consiste em seguir a esc ola diária da vida. mui natura lme nte . doutores em ciência e versados no conhecimento. Membro do Sinédrio.

de sco bre que 87 . N in g u é m pode entrar no c am in ho que leva a inefável re alização em Cristo sem a renúncia. O crente que abre mão de tudo po r amor a Cristo. E assim. nos to rna mo s dis poníveis a servir aos outros. Em suma. A verda dei ra vida e felic ida de co nsi s te m no ab and ono dos nossos próprios cam in hos para vi ve rm os em co mu n hã o com Jesus. con forme o ensino de sua Palavra. que pre te nde segui. A re nú nc ia é a base para o ver da dei ro discip ulado cristão. segun do o ensino bíblico é pré -re qui si to in d is pe ns á ve l para que al gu ém seja discípulo de Jesus.m e ” (Lc 9. A re nú nc ia de si mesmo.23). o que Cristo nos ensina é que. e tome cada dia a sua cruz. e s i g a . Quan do seguimos e servimos a Cristo. O autêntico dis cípulo de Cristo. de modo que po ssa entrar na e xp eriên ci a gratificante do dis ci pu la do vigoroso.Lo sem re striçõ es. re co nh ece que para servi-Lo in te gra lm en te. não ao eu. neg ue-se a si mesmo.Parte 2 “E dizia a todos: Se alg uém quer vir após mim. re al iza mo s a vontade de Deus. mo rr er para o “ e u ” é viver. deve estar de sp re nd id o de tudo que repr ese nta em bar go à pl e na co mu nh ão com seu Senhor. pe rd e r a vida que desejamos é achar a v e rd a d ei r a vida.Lição 4 Teologia do Obreiro .

Conceiíuação. da opinião dos pa rente s.entrou na vida que é vida de fato. 88 . das amizades. rejeitar. decaída p o r caus a do pe cad o. q u e e s t á a l h e i o a tudo. a nature za humana. vere mo s que Jesus foi bastante i n c is iv o 2 com relação à renúncia. N e st a lição. que são contrários a uma decisão tão séria. pr o n t o . 3 D e s i n t e r e s s e . “ Mas qua lq u e r que. Entr et anto. de p e nsa r e de agir. É pre ciso que te nh am os em mente que a re nún cia do seguid or de Cristo não é um ato de n . p a s s a g e i r o . en te nde re m os a renúncia. p e r d e r a s u a vida a s a l v a r á ” . 2 D e c i s i v o . em virtude de ter que abrir mão de seus pró prios int eresses. R en ú nc ia quer dizer: “ ato ou efeito de r e n u n c i a r ” e re nu nc iar si gnifica “não querer. quando alguém abre mão de si próprio para en tregar sua vida ao senhorio de Cristo. f . dos pr a z er e s e f ê m e r o s 1. esse al gué m foi c onsc ie nti zad o pelo Espírito Santo de que o 1 D e p o u c a duração. e da p ró pr ia vida. a l i e n a ç ã o '. direto. resiste em aceitar Cristo como Salvador. As pessoas de scr en te s ou ve m o E va nge lho e muitas delas ent end em que ele é a verdade de Deus para a salvação. que implica mudar c om pl e ta m e nt e a m an eira de ser. s e m r o d e i o s .Lo fielmente. de ixar vo lu n ta r ia m en te a p o s s e de algum bem. Pelo contrário. gratuito e sem proposito. 1. transi t ó ri o. de viver. disse Jesus. a fim de segui. como fator in di sp en sáv el para que al gu ém seja seu discípulo. in co nse qüe nte . N e st a lição. dos amigos. recusar. p o r am or de mim. no sentido da pregaçã o de Jesus. si gnificando a v ol un ta rie da de em abrir mão dos pró prios interesses. de algu m a c o i s a ” (Aurélio).

. Condições p a r a s eg u ir a Jesus. não força a vontade humana. vemos que u m a parte da sem ente caiu entre os espinhos. Jesus disse: “ ne gue. R e n u n c ia r a si mesmo.se egoísta. Na pa rá b o la do sem e a do r (Lc 8.1. E pr ec iso segui-Lo volun ta ria me nte .23a). a fim de re nun c ia r a si própr ias e dare m lugar a Deus.. 2. ins ensível. [Grifo nosso]. se algué m ouvir a minh a voz e abrir a po rt a. após a queda. em J eru sal ém .se a si m e s m o .2.37). entrarei em sua casa e com ele cearei. e deleites da vida.4­ 15).. e não dão f r u t o com p e r f e i ç ã o ” (Lc 8. Em sua pr e ga ção Ele disse: “Se algué m q ue r vir após mim. O “ e u ” tornou -s e uma espécie de “ d e u s ” . A nat ure za hum a na . “são s u fo ca do s com os cuidados. 2.14). 2.faz porqu e sabe que terá algo infi nit am ente m e lh o r para a sua vida. e ele.” (Lc 9. dentro do templo. tornou. Jesus escreveu: “Eis que estou à p o r t a e bato. Ele disse: “Se alguém tem sede.20). 89 . e essa é uma das mais imp re s si on an te s carac terís ticas do seu re la cio nam en to co m o homem. E o m esm o que ne gar a si mesmo. Ele não impôs sua vo nta de sobre os sentim ento s dos pecadores.. e riquezas. c o m i g o ” (Ap 3. N u m a festa. indivi dua lis ta .23b). pers on alis ta . Jesus re sp ei ta a von ta de da pessoa.''’ (Lc 9. mas depois. e Jesus e xplic ou que são aqueles que re ceb em a Pal av ra com alegria. E isso não é fácil. Ter vontade. Jesus não e mp urra portas. Nas Esc rit ura s vemos esse traço da sua perso nalidad e. Poucas pe ssoas c on se g u e m ro m pe r com a na tu re za carnal. que venh a a mim e b e b a ” (Jo 7. N a carta à igreja de Laodicéia.

tome cada dia a s ua cruz. e campos.28-30).17). ou pai. Mas para ser dis cípulo de Jesus. Tomar cada dia a c ru z. m esm o a do cristão. e f il hos . pais e pare ntes para seguir a Jesus.30). fazendo isso. 90 . Um j o v e m rico entris te ceu -s e por Jesus terlhe dito que de ver ia v e n d e r tudo o que tinha e segui-Lo (Mc 10. tenha prejuízo. aos velhos costumes.se à vel ha vida. à mãe ou a filhos mais do que a Ele. ou irmãos. no sentido de sempre al gué m ter que deixar bens. Só toma a cruz quem j á decid iu seguir a Cristo.4. dizendo que “ninguém há que. o futuro. mas que será re c om pe ns a d o. fazend o a nos sa própria vontade).3.17-23). e de bo m grado sofrer por amor de Cristo. N o te m o s que.28). e s i g a . tanto nesta vida.. que não rec eb a cem vezes tanto. então. Na rea lidade. com pe rs e guiç õe s . e mães. Jesus deu uma res posta de su blime sabe dor ia. 2.A nat ure za hum a na . ou mulher. aqui.. mãe e amigos (Mc 10. p o r am or de mim e do evangelho. em casas. a vida e te r n a ” (Mc 10. 2. tende a a co m od a r. ou irmãs. E 1 T e m p o que há de vir. ou fi lh os . “ . ou campos. é im pr esc in dív el re n u n c ia r as práticas antigas e más (vide 2Co 5. no século fu tu r o . pai. Pedro. ou mãe. Renunciar bens. T om ar a cruz significa r e nu nc ia r ao seu próprio “ e u ” (o viver segun do a carne.29. disse: “eis que nós tudo de ixa m os e te s e g u i m o s ” (Mc 10. quanto no p o r v i r 1 (ver Lc 14.33). Mas Ele disse que não há n in gu é m que. e irmãos. não há um ensino im positivo.23c). j á neste tempo. e.m e ” (Lc 9. o que Jesus não aceita é que alguém ame ao pai. tenha deixad o casa.

. co ntra ria nd o a Pala vra de Deus. •S Há os que não adm ite m de mod o algum de ixa r de lado a vida social. passageira. por me lho r que seja. no m u nd o tereis a f l i ç õ e s . pe rs eg u iç õ e s. sem aflições.12). A cruz inclui aflições. é efêmera.isso acontece com todo o crente fiel. sem doença. 3. reuniões de fi m -d e-sem an a. terão que 1 Teoria filosófica que se baseia na relatividade do conhecimento. infeliz me nte.. 3 M u i t o i mpor tant e. t e n d ê n c i a para aceit ar inovações. P e r den do p a r a ganhar. mesm o tendo ouvido a Palavra. Há crentes..22). A vida hum a na . tribulações. de m od o claro e explícito. Quem quer g anh ar. 2 P r e f e r ê n c i a por t udo q ua nt o é m o d e r n o . da sedução das ri quez as (Mt 13.33.l a . se tor na nd o cristãos. 91 .á " . encontros. sem pobr ez a. sincero. Jesus disse: “ . Mui tos são adepto s da falsa T e ol ogia da P ro spe rid ad e. S Há os que pe rd e m a salvaç ão. ve r 2T m 3. M uit as pe sso as apega m-s e a ela de tal forma. . que. p e r d e (Lc 9. a Cristo e a salvação. que pr eg a o pa ra íso na terra. que reje ita m a Deus. co m suas festas. Ele afirmo u que “qu a lq u e r que quis er s a lv a r a s u a vida p e r d ê . S Há os que não que re m pe rd e r a condição financeira. do mi na dos pelo r e l a t i v i s m o 1 e pelo m o d e r n i s m o 2.1. por causa dos cu idados deste mu ndo. pois.24).’’'’ (Jo 16. Jesus coloco u diante dos discípulos uma c r u c i a l 3 decisão a ser tomada. en ten de m que a vida deve ser de tal forma que não tenha q u a lq u e r sofrimento. h u m i l d e e obediente. 3.

o h o m o s se xu a lis m o. 3. co ns c ie nt em en te . Que m pe r d e r . 92 . casas. mist eriosos.25). à pr os tit uiç ão . g a n h a (Lc 9. s on eg a ç ão de impos tos . e nt en de nd o que em Cristo têm muito mais a ga nha r nesta vida e na etern ida de (ver Mc 10. Por outro lado. E. div in a m e n te inspirado. a perderá: “P or que que apr ove ita ao h om e m g r a n j e a r 2 o mundo todo.21). c o mp ra r objetos.s e a si m e sm o? " Ter bens. ve n da de pro d u to s ilícitos (bebidas. p r op r ie da de s. cum pri ndo o que en sinou o Senhor. e outras coisas 1 Suspeitos. “ s a l v a n d o ” a vida. pe lo fato de re nu nc ia re m às coisas terrenas. os que aceitam Jesus. o adultério.24b). a ca ba m por pe rd ê -la et ernam en te . po r re je ita rem a salvação em Cristo Jesus. po s su ir terras. etc. ilícitos.30). p e r d e r a sua vida a s a l v a r á " . p o r am or de m i m . e dare m lugar às coisas de Deus. assim. pois tudo isso é a vida que não qu e re m perder. j o g o s .S r e n u n c ia r neg óci os e s c u s o s 1. 2 C o n q ui s ta r ou obter c o m t rabal ho ou c o m e s f o r ç o . p e r d e n d o . N a vida espiritual. aceitan do Cristo como Salva dor. exclamou: “P o r q u e p a r a mim o vive r é Cristo.s e ou p r e j u d i c a n d o . Paulo. Nest e ensino. ga nh ar dinheiro. após dizer que q ue m quer ga nha r a vida sem Ele.). e o m orre r é g a n h o ” (Fp 1.3. 3. fumo. O p e r d e d o r in se ns ato (Lc 9. sabem que estão r e n u n c ia n d o a muitas coisas.29. loterias. há pessoas que “p e r d e m ” a sua vida p a ra salvá-la. Jes us fez uma inda gaç ão de pro fu n do significado esp iritual e filosófico. “mas q u a lq u e r que.2. Há os que não q u e re m dei xar a fornicação.

93 . o pe c a d o r é ch amado a ar re p en de r. é o sonho da m ai ori a das pessoas. “Ja m a is p e d i r á o ver da de iro líder aos seus s e guid or e s o c u m p ri m e n to de algum d e v e r que ele 1 P ri ori d ade . ele descobre que precisa re n u n c ia r o mundo com seus prazeres. nas e mp resas ou nos órgãos públicos. e abrir mão de seus conce ito s e pre co nce ito s. p e lo q ua l so fri p e r d a de todas estas coisas e as co nsidero como esterco. que co nduz muitos à perdiç ão. tenho tamb ém p o r p e r d a todas as coisas. a ga nâ nc ia por dinheiro. T e s te m un ho dif erente teve o apóstolo Paulo.8: “Mas o que p a r a mim era gan ho reput ei -o p e r d a p o r Cristo. escreveu em Fi li pen se s 3.10). Para ser discípulo. meu Senhor.7. também à opinião dos pais e de amigos. como previu Jesus. O ensino de Jesus é claro a esse respeito. porqu e tantos estão b us ca ndo o e nri que ci m en to ilícito. seja utiliza ndo -s e da jo g a t i n a . E. p e l a exc el ênc ia do c o n h e c im e n to de Cristo Jesus.mais. na verdade. seja através de ne gócios escusos. Paulo diz que “o a mo r ao dinheiro é a raiz de toda espécie de m a l e s ” ( l T m 6. oficial ou não.se e crer no Evangelho. levando muitos a se d e sv ia re m da fé e se pr e ju di c ar em a si m esm os. dando a p r i m a z i a 1 ao senhorio de Cristo em sua vida. há os que querem “g ra n je ar o mund o t o d o ” .33). que e n v e r g o n h a m a nação. De fato. quando. req ue ren do do crente b u s c a r o Reino de Deus em pr im eir o lugar (vide Mt 6. p a r a que p o s s a g a n h a r a Cristo A renúnc ia para seguir a Cristo é passo imp or tante na conv ersão . de modo co nsciente. Daí. É a av areza. gera ndo esc ân dalos . Para aceita r Jesus.

94 . na vinda de Cristo a de cla ração é c o m p r e e n s í v e l ” .12). “A de cla ra ção de Jesus. Antes m esm o de sua vinda. O ato s a c r if ic ia l de Cristo. p a r a dar a sua vida em r es gate p o r m u i t o s ”. j a m a is r e c la m o u direitos reais.. O esp ír ito s a c r if ic ia l de Cristo. e seria mais um na longa lista de mestres que m o s tr a va m à h u m a n id a d e como viver e depois a dei xav a lutando no la maçal do pecado. 53.isto não seria novidade. traba lho u como carpinteiro. Note -s e que o An tigo T es tam ent o define o Messias com o Servo (Is 52.m esm o não esteja di sp ost o forma. A honra e o serviço do mund o não foram c olo cad os à sua disposição. Seu serviço à hu m a n id a d e não viera como fruto de p os te r io r decisão: era o propó si to pelo qual veio ao mundo. Cristo na sc e u em lar e lugar humildes. E m bora so ubes se ser o Filho de Deus.13. D a mesma p r ó p r i o exem plo aos 4. j á fora de term in a do que Cristo d e rra m a ria a sua vida em favor da hu ma nid ad e. Fosse apenas um carpinteiro. e seria pr e su nçã o dizer que não viera para ser servido . mas p a r a se r v ir e dar a su a vida em resg ate p o r m u i t o s ”. Porém. não lhe ne ga va a posição de Filho de Deus. Cristo ap on to u o discí pul os a realizar. pass ou os prim eiros trinta anos da sua vida em absoluta ob sc uri da de e. “ (9 fil h o do ho mem veio. Ti ves se o Sen hor en cer rado com as palavras para ministrar.. 5. co nquanto tra ns pir ass e hu mi lda de . “Pois o p r ó p r i o Filh o do hom em não veio p a r a ser servido. durante mui tos anos.

pai. E a base para o ve rda dei ro disci pul ado cristão a)|_J O c on he c im e n to b ) l_| A oração c) 0 A renúnc ia d ) D O je ju m 2. mãe e amigos d ) 0 To m ar cada dia a cruz de um irmão 3. “P o r q u e p a r a mim o viver é Cristo. e o m o r r e r é g a n h o ”. Não é uma cond içã o para seguir a Jesus: a ) |_| Ter von tade b ) Q R e n u n c ia r a si mesm o c ) |_| R e nu nc ia r bens. [£] E preciso que te nham os em mente que a re núnc ia do seguid or de Cristo não é um ato de alienação. gratuito e sem propós ito 5. e de bom grado sofrer por amor de Cristo 95 . Esse ve rsíc ulo é escrito por: a ) Í_I Lucas b ) [ 2 Paulo c ) I_J Pedro d ) 0 Tiago ■ M ar qu e “ C ” para Certo e “ E ” para Errado 4. Questionário ■ A ssinale com “X ” as altern ativa s corretas 1. i nc on seq üe nte. mas para salva r a hum a ni da de dos seus pecados.To d a v ia Ele pro sse gu iu . Suas palavr as c onf irm am ter vindo Ele não s ome nt e para m o s tr a r o caminho da salvação. 0 To m ar a cruz si gnifica re n u n c ia r ao seu próprio “ e u ” .

p e lo contrário. Exig e-s e do líder espiritual c or a g em da mais alta ordem. pro va ve lm en te . “ Não ir a W o r m s ! ” Disse ele: “Irei a Worms d is su a di r m esm o que haja tantos de mônio s lá. Paulo era corajoso. como telhas nos t e l h a d o s ” . sempre. sem depressão m e n ta l” . ânimo. ne nh um alívio tivemos. e ten ta ram d i s s u a d i . desde que os interesses de seu Mestre e st iv es se m em jogo. ou a dificu lda de . E m bor a não co rtejasse o perigo. lutas p o r fo r a . o ho m e m mais corajoso que j á existiu. Quand o Lutero foi ch ama do perante o imperado r. In sistiram em que ele dev eria dizer numa pa lavra. com firmeza.Qualidades Naturais •* C o r a g e m . bravura. C o ra g em é “ a quela qua lidad e de Espírito que cap acita os ho m e ns a e nfr en ta r o perigo. ou a retratação. M ar tin ho Lutero po s su ía esta importante qua lidad e em me did a desc omu na l. tanto físico como mo ralm en te .3). te mo r e gr an de tr emo r que eu estive entre v ó s ” ( I C o 2. menos o medo. Paulo não o evitou. Ao partir para sua his tór ic a via gem a W orms. “E f o i em f r a q u e z a . ou sem medo. 96 . Tem -se ass everado que ele foi. temores p o r d e n t r o ” (2Co 7. em tudo f o m o s atribulad os . Força ou e n erg ia moral ante ope rigo. nem me r e tr a ta r e i”.l o 1. d es p er su a d i r . c or ag em física também. Lutero não se deix aria dissuadir. e fr eq üe nt em en te . “Por qu e cheg an do nós a Mac ed ônia. disse: “Po de is es pe r ar de mim tudo. mas sua c or a g em não era do tipo que não co nhece o temor. Contudo. não fu g ir e i.5). ousadia. se ele se retrataria 1 Tirar de um p ro p ó s i t o . d e s a c o n s e l h a r . pe d ira m -lh e que se retratasse. intr epidez. Seus amigos a dver tir a m -n o dos perigos que enfrentaria.

temer ári o. que torna. e m esm o d e v a s t a d o r e s 2.ou não. “A men os que eu s eja c onve nc ido p e la s E s c ri tu ra s Sagradas. rel e m b ra n d o este incidente. fato que está ex plícito e implícito nas Escrituras. vista que ele é temp lo do Espírito de Poder. O m a io r grau de c or a gem é atribuída à p e ss oa que tem gran de medo. e a agir com firmeza. nem todos são corajosos. p o r q u e eles erraram fr e q ü e n t e m e n t e . pos sív el o de se m pe nho corajoso. outra vez. nem com o Papa. M in ha c o n sc iê n cia é p r i s i o n e i r a da P a l a v r a de D e u s ”. A inércia e a opos içã o das outras não o detém. c o r a j o s o . A lg um dia antes de sua morte. 1 Q u e t em audácia. Q uando. D e us p o d e tornar uma p e s s o a tr e m e n d a m e n t e a u d a z 1. Não s en ti sse m eles qu a lq u e r medo. D e u s me a j u d e ”. à luz dessas c ir c unst â nc ia s adversas. 2 D es t ru i r . por natu reza. lhe foi dad a uma op ortu ni da de para retrat ar-s e. declarou: “N ã o p o s s o c o n d e s c e n d e r com Concílios. assol ar. Não impo rt a qua nto me do ten ham sentido os líderes de Deus em todas as gerações. de outras f o n te s . mesm o que esta repr ese nte d e sp r es tíg io pessoal. Contudo. “Fico aqui. como era Lutero. A re sp o n sa b il id a d e pela sua própr ia cora gem é c o lo ca da no líder. rec eb e m a ord em para ter bom ânimo. ou p o r ra zõ e s lúcidas. A c ora gem de um líder é de m on st rada qua nd o ele está dis pos to a e nf re nta r fatos e condiçõ es de sa gra dáv e is . Lut ero d e s c re v e u seus sentimentos: “Eu não tenho medo de coisa algum a. Sua cora gem não é coisa de mome nto. esta ord em não teria razão de ser. ele cruzou os braços. Não sei se eu p o d e r i a estar tão a n im ad o h o j e ”. mas rec usa -s e a capitular. mas co n tí n u a até que a tarefa seja feita. não p o s s o f a z e r outra coisa. o u s a d o . não p o d e r e i retratar-me'”. 97 .

e não entre a p l e b e ” (Pv 22. Por tan to . 98 . esforçar-se. “ Vês a um ho m e m p e r it o na s ua obra? P e r a n te reis será p o s t o . pre st ez a em fazer alguma coisa. N in g u é m pense que a vida de um obreiro é fácil. além de at arefar-se na salvação de almas prec iosa s.* Diligência. Cuidado ativo. e cada pa rc ela de suas ener gia s. É pos sív el que alguns j u l g u e m tê-la para o lazer. Somos en sinados em R om a no s 12.29). e o traba lho da dona de casa nunc a termina. Esse há de ser o espírito e a p re oc up aç ão de um v erd ad eir o h om e m de Deus. e serão ch am a dos à re s ponsa b ili da de em conseqüê ncia . deve o pa st or re a b a s te c e r o coração e a mente. que m e ra m en te o tempo é suficien te cada dia ou se m a na para rea liza r tudo. de ma nh ã até ta rde da noite. Outra q ua li d a d e esse ncia l para o M ini st ro (líder) b e m sucedido é a diligência. Não deve ha ve r nele o m e nor sinal de preguiça. e que não de vem os ser pre guiç os os em nos sas atividades.8. O ho m e m re s ponsá vel por seu próp rio neg ócio . na ed ifi c aç ã o da sua igreja e na pro p a g a çã o do Reino. dia a dia. que aquele que preside faça-o com diligên cia. Há tanta coisa a ser feita no cami nho do m ini st ér io espiritual. zelo. a me ditar sobre as obri ga çõ es de seu e m pr e en dim en to . ja m a is se satisfaz com oito horas de tra ba lh o e pass a cada mom en to de sperto em intensa c o n ce ntr a ç ão . P r o v av e lm e n te pe rd e m m e ta de das opo rtu n id ad e s que lhes surgem. Isso re que r uma aplicação coerente. O leigo tr a ba lh a oito horas por dia. a cada instante. de vem ser ine sg ota ve lm e n te de v o ta d a à sua enorme tarefa.

Mui tos que to ma m cursos de li der an ça falha m na esp e ra n ça de atingi-lo porque nunc a a p re n d e ra m a obedecer. obed iên ci a à autoridade. Eles evitam os rigores e sacrifícios exigidos. e que.* D i s c ip l in a . Só a pe sso a disci plinada subirá até os mais altos poderes. mas porqu e grandes áreas de sua vida ja m a is foram en tregues ao controle do Espírito Santo. e reje ita m a dis ci pli na divina env olv ida na liderança. impôs a si m e sm o de dentro. “'Posso p e r g u n t a r . por gr an dio sas que sejam. Aq ue les que se rebe la m co ntra a au to rid ad e e m of a m da au to d is ci p li n a ra ra m e nt e se qu a lif ic a m para uma lid erança de pr im ei r a ordem. Sujeição das ativi da des ins tintivas refletidas. pr im eira m e nt e . uma dis ci pli na ainda mais rigorosa.se a si mesmo. segundo uma dis ci pl in a im po st a de fora. em nos sa lista. Te m sido dito. sem a disci plina ja m a is realizarão seu pote nci al máximo . Ela é capaz de liderar p or que c on se gu iu co nquis ta r.l h e quan to tempo o s e n h o r levou p a r a p r e p a r a r esse dis cu r s o? P e r g u n t a . que o futuro pe rte nce ao disci plinad o.l h e um a d m i r a d o r ”. Líder é a pe sso a que. 99 . em seguida. Muitos que abandonam o trab alho mis si onár io o fazem não p or qu e não te n h am sido s ufi ci ent em en te dotados de dom. e a p re nd eu a obe decer. Esta qu alida de foi co lo ca da em prim eiro lugar. O p re gu iç oso e o d e s or gan iz a do j a m a is estarão à altura da v e rd a de ir a liderança. proc e di m en to correto. po rqu e as demais qualidades. As pa lav ras dis cíp ulo e disci plina de riv am da me sm a raiz. a ce rt a da m en te . se su bm et eu de boa vo nta de. Um grande esta dis ta fez um discurso que mu d ou a direção dos assuntos na cionais.

palavras. é hora das p e s s o a s boas estare m em c a s a ”. a va nç an do para a porta dizia com muito bom hu m o r a seus amigos “ venh am senhores. a tarefa desa g ra d áv e l que os outros evitam. era pontual. O j o v e m que tem calibre de líder trabalha enq uanto os outros pe rd e m te mp o. ele se lev antava de sua cadeira e. quanto à hora de se rec o lh er à noite. ações ou mesm o vestuário. quando o relógio batia dez horas. Mo do de p ro c e d e r que infunde respeito honra. ou a abnegação oculta de que as pe ssoas fazem porqu e não há nela aplausos ne m r e c o nh ec im e nt o . nem mesm o do serviço sujo. Geo rge W hite fie ld foi um m ad ru g a d o r. r Dignidade. nem de pe ssoas pr ob le m á tic as . Ele ass um irá sem relutância. A qua lid ad e da dig ni da de não pode faltar no minis tro (líder). sepulcral e am eaçador.“M in ha vida toda tem sido um p r e p a r a t i v o p a r a aquilo que eu dis se h o j e " . Ao dizermos ass im não nos referimos à pie dad e for çada ou ao s em bl an te solene. Du ra nt e toda sua vida. Não há lugar para há bitos desl ei xa dos quanto a p e nsa m e nt os . não im port ava quem fosse seus visitan tes . estuda en qua nto os outros dorm em . Ele obser vará u m a dis ci pli na mi lit ar na dieta e no c o m p ort a m e nto . ou que tipo de co nve rs a o oc up ar ia no mo m e nt o. ora en qu an to os outros brincam. u s ua lm en te le van ta va -s e às quatro horas. de m an ei ra a po de r lutar bem. antes. també m. temos em vista aq uela calma. 100 . g ra n de za moral. O líder cheio do Espírito não re cu ará diante de situações difíceis. Quando ne ce s sá rio ele ex er ce rá dis ciplina b on do s a e c or a jo sa m e n te quanto aos interess es da alma que o Senhor o exigirem.

12). 101 . É mais do que p e rc ep ç ão humana. O j o v e m p re g a d o r deve ev itar mani fes ta çõ es ju v e n is .” ( l T m 4.. das ve rda des (m or ment e morais). to talidade dos c o n hec im e nto s adquiridos. Nas Esc rituras . uma co m bin a çã o de d is c e r n im e n to ” . Ela tem uma co notação pessoal. N ão de ver am tratá-lo ir rev ere nte me nt e pela po si ção que ocupa. Não deve ha ver fami lia rid ad e ind e vid a com aqueles que o cercam. E c o nh ec im e nt o com p e n et r aç ã o no coraçã o das coisas. o qual é simples acúmu lo de fatos. razão. 1 A g u d e z a ou s u t i l e z a de es pí r i t o . S a be doria é mais que c on hec im e nt o.4).. Aos Santos em Éfeso escr ev eu que não ho uv e sse entre eles “nem p a l a v r a s torpes. o ju l g a m e n t o justo c on cer ne nte à ve rdade moral e espiritual. p e r s p i c á c i a . C o n h ec im e n to da verdade. ciência. ju s to c o nhec im e nto natural ou adquirido. ins trução imensa. implica ndo em s a g a c i d a d e 1. f Sabedoria. nem deve ele most rar -s e de m a s ia d a m e n te íntimo com os crentes. saber. nem chocarrice. doutrina. nada fazend o que o p os sa re b a ix ar no conceito e respeito do reba nho ou dos c onci da dã os. açõ es de g r a ç a s ” ( E f 5. “ A faculdade de fazer-se uso do co nh ec im e nt o . não deve h a v er entre o líder (Pastor) e os m e m bro s da Igreja. Em outras palav ras. é dis ce rn im en to celestial. a int im id ade que seria p ró pri a entre pe ssoas do m esm o nível social ou m em bro s de uma família. mas antes. Dizia Th e o d o re R oo se ve lt que “s a be do r ia é no ven ta p o r cento uma que stão de s er sábio a te m p o ”. Paulo r e c o m e n d o u a Timóteo: “N in g u é m de sp re za a tua m o c i d a d e .te m pe ra nç a e re ser va digna que c o n v é m ao líder das almas e salve quem pe sa m tão grandes re sp ons ab ili da des .

9). O co n h ec im e n to é obtido pelo estudo. “ Cheio de s a b e d o r i a ” era um dos requisitos até m e sm o para líderes su bo rd in a do s na Igreja A po st ólic a (At 6. 102 . E outra qu al ida de de grande valor para o ministro. o que pode frustrar os propós itos c o l i m a d o s 1. As crianças pod em ser ch ama da s à ordem sem ha ver r e s se nt im e nt o por parte dos pais.3). em co rrigir uma de so rd em na igreja. * Tato.A m a io ri a das pe ssoas é “ quase s ábia depois do e v e n to ” . delicadeza. ele concede sabedoria para us ar e aplicar esse co nh ec im e nto de man ei ra correta. Há m om e nt os inc on ve nie nt e s de fazer o trabalho de Deus. o b s e r v a d o . sem m e lin dra r os sen ti me nt os dos outros. Per c e pç ã o agud a do que é conven ie nte dizer ou fazer em uma situação difícil ou delicada. mas qua ndo o Espírito enche um hom em . A oração de Paulo pelos crentes de Colossos deveria estar c on st a nt e m e nt e nos lábios dos líderes que detêm re s p o n sa b il id a d es espirituais: “ Que tran sbo rd em de p l e n o co n h ec im e n to da su a vo nta de em toda a s a b e d o r ia e e n te nd im e nt o e s p ir it u a l” (Cl 1. Por exemplo. os quais pod em mesm o ch eg a r a sorrir com a observação. discrição. Por 1 Mi r a d o . deve-se usar do m áx im o cuidad o ev itando escolher palavras pesadas. e o livra da e x ce ntri c id a de e da extrav agâ nc ia. A sab ed ori a dá ao líder o equilíbrio neces sár io. ao i m pugna r uma de cl a ra ç ão feita por alguém p u blic a m en te e com a qual não se pode concordar.

A jud ar as damas. Que n in gu é m pen se que isso é uma hip ocrisia. todo o contato com o sexo oposto deve ser c u id ad os a m en te vigiado. e que a fraqueza áspe ra é a melhor virtude do obreiro. Um cor açã o to ta lm e nt e simples pode co locar -s e em situ açõ es de lic ada s por falta de cuidad o e chega r a ser fals ame nte acusado. Que uma mente sábia e uma vontade firme co nt ro le m o co ração simples. levar uma senho ra ou moça r e pe tid am en te até à sua casa. Mas. em ocasiões próprias. faz parte do cavalh eiris mo. qua lid a de daquele que sabe gua rdar segredo. p o i s v it upera do o vosso b e m ” (Rm 14. O pa sto r tem de c on se guir pro dí gi o de “to rn ar s u a v e ” a repr ime nda . Pode mo s ser dota dos de tato sem e n g a n a r a n in gué m e in sistirmos em que isso é uma de m o n st ra ç ã o de grande sabedoria.outro lado. Ato de discernir. a dois a sós. se o obreiro for sem je ito na m an ei ra como co nto rna r as situ açõ es p o d e rá abr ir u m a brecha fazend o com que a simp at ia pe nd a para o lado dos que estão errados e não para o seu. m ed ia nt e o exer cíc io da pru d ê n c ia em todos as ocasiões. O apóstolo Paulo ex pr e ss a essa ne ce s si da de como segue: “Não seja. É qualidad e que fica muito bem no ministro. * Discrição.16). R ef er im o -n os à c on fo rm id a d e com as leis da co nduta ap ropriada. E bom que o crente seja sempre um cavalheiro. é ex ata m e nte a situação que não pode deix ar de su scitar c om ent ári os maliciosos. 103 . Para sermos mais claros. Prudên ci a.

urba nid ad e. Nã o dizem os que seja ex ag e ra do na moda. Quanto mais deve ser cortês o líder de cren tes que vivem em contato com pro fi ssi on a is. polidez. c um pri m e nto . De ve m os o b s e r v a r a pure za da mente e da li ngua ge m. be m como r e fi na m e nt o culto de um c av alhe iro cristão deve semp re car act eriz ar o h o m e m de Deus. re v e rê n c ia . E uma virtude. mas no asseio pess oa l e na corre ção do vestir. higie ne . O apóstolo Pe dro exortou aos convertidos que fos sem corteses ( I P e 3. Quan do e m pe nh a m os a pa lav ra num encontro. Atra sar -s e num e ncon tr o e. para que saiba c om por ta r-s e dentro de certa linha. ■* A s s e i o . Nos trajes pe sso ai s o p r e ga do r deve ser e sc ru p u lo s a m en te limpo. pior ainda. Espe ra -se de qua lqu er pro f is s io na l que seja um cav alheiro.* C orte s ia . correção. é uma injus tiça e um erro. e reflete mal quanto a nossa honest id ad e e co mp orta me nt o. O toque gentil e o sorriso. Li mpeza.8). hom e na ge m . Ci vilidade. 104 . faltar ao me sm o. as s um im os uma obrigaç ão que tem de ser cumprida. tanto quanto a hi gie ne corporal. f P o n tu a li d a d e . O “por fa v o r” e o “ muito o b r i g a d o ” ja m a is de vem faltar e as ordens sempre dadas que foram de solicitação. Nenhuma in tr o m is s ã o ind el ic ada na c onver sa çã o de outras pe ss oa s ou na int im id ade dos lares alheios deve ser pratic ada . A borre ce aqueles a que damos a pal avr a.

Neste caso a pr e se n ta m -s e de scu lpa s satisfatórias.17). Jamais se deve ad quiri r o mau hábito da ne gl igê nci a no c um pri m e n to dos deveres. leal no ser vi ço e honesto na p a l a v r a ”. uma qualidade. correto nas f i n a n ç a s .13). ne m se deve p erm iti r que haja tal re put açã o a nos so respeito. um h o m e m íntegro.4). 1 Ser m er c ad o r ou n e g o c i a n t e . 105 . Since rid ad e é tr a ns pa r ên c ia de caráter. Ele não fugiu. Paulo abriu seu co ração de m an eira com o pouc os de nós estam os pre p a ra d o s a fazê-lo. eu diria que é a int e gr id ad e pe sso al. m e r c a d e j a n d o 1 a P a l a v r a de Deus. com s in ce r id ad e e da f o n t e do p r ó p r i o D e us antes. in co nsc ie nte que se rev e la a si mesmo. R es p o n d e n d o a uma per gun ta .Já se disse que cheg ar tarde a um encontro m a rcado equivale a me nti r e ro ub a r o tempo da outra pessoa. a si nce rid ad e e a int eg rid ad e eram impostas sobre Israel (Dt 18. algué m que seja sincer o ao p r o m e te r . com s in ce r id ad e e da p a r t e do p r ó p r i o D e u s ” (2Co 2. exibiu tanto seus fracassos qua ntos seus sucessos. c o m e r ci a r . f a l s i f ic a r. M esm o antes de sua co nver são ele era sincero. Mais tarde esc rev eu para os Coríntios: “P o r q u e nós não estamos. em Cristo é que f a l a m o s na p r e s e n ç a de Deus. um ho m e m de ne góci os de proj eç ão disse: “ Se eu tivesse que m e n c io n a r a q u ali da de mais import an te de um g e r e n te geral. que servia a Deus com uma co nsc iê nci a pura (2Tm 1.3). ne m m esm o da s on da ge m divina ( I C o 4. * I n te g ri d a d e e Sin cer ida de . f i e l no c um p ri m e n to do dever. como tantos outros. No AT. traficar.

Pois. então todas as suas solicitações serão re s p o n d id as e tudo correrá bem. É possível que haja falta de a pr eci aç ão por parte dos liderados quanto aos nossos sacrifícios e esforços. a sua co nsa gr a çã o se tor na rá completa. A n at ur eza h um a na é gera lmen te ma rcada pela ing ratidão. se aquele que ama foi quem c ha m ou e o a mo r da p e ss oa ch am a da a ele pe rm a nec e fiel e ve rd a dei ro . santidade. sendo a solução para todos os pro ble ma s pessoais. No. que é a inc or pora ç ão c o n su m a d a de todos estas virtudes. o mi nis tro deve pos su ir um coração pleno de amor de Deus. e. a plen a m e did a do a mo r de Deus para c ap ac itar o min istro a servir e fic azm en te o povo. Isso é im po rt an tí ssi mo . amor e fé. Do m esm o modo. amar ao seu Deus de todo o coração. alma e espírito. obviamente. pa ci ê nc ia e espírito perdoador. => O a m o r . De imediato ve mo -n os face a face com o Filho de Deus.Qualidades Espirituais Ch eg a m os . é mister. O amor de Deus sig nif ica amor divino em nossos co rações. ne ce s sit a m os mais de Deus qua ndo o nosso amor c o me ça a enfraquec er. hu m il d a d e . Pro ced en do assim. ao campo das q ua lif ic açõ es e c ar ac te rís tic as espirituais. ego ísm o e desco rte si a. agora.sso amor natural em breve se e sgo ta ria e assim nós nos vol taríamos ex ata m e nte contra aqueles para quem fomos enviados 106 . O prim eir o dev er de todo pastor. Não haver á as pe re za ne m re s se nti m e nto s em qualquer feição de sua vida e mi nistério. O próp rio Deus é amor.

e como? Im pe lin do a Deus que os possibilite. ind ep en den te de sua v on ta de? Somente Deus pode fazer essas coisas. Eis aí. até mesm o os que não fazem por me re ce r amar. força -no s a amar. A fé é o po de r que move a mão de Deus. I m pe lin do . ser emos arre bat ado s ao en contro do Senhor qua ndo vier. portanto. Mas o p re g a d o r ig ua lm en te deve fazê-los. se qu is ermo s ser b e m su cedidos no pa st o r ad o e no cam po missionário. Desde o co me ço até o fim da vida cristã. pela fé somos g ua rda dos . => A fé. po r con seg uinte . uma qualidade que deve d om in ar os no sso s corações. Q ue m pode salva r u m a alma h u m a na ? Quem pode bat iz ar no Espíri to Santo? Q ue m po de de rru ba r por terra o pre c once ito e alterar os sent im ent os de uma pessoa. a fé é a bso lu ta me nte ess en cial ao ministro be m sucedido.como ministros. => A santidade.se lhes fazer o be m m esm o que nos desp rez em . Todos os e m p re e n d im e n to s que de vem ser realizados pelo p re g a d o r são de n a tu re za sobrenatural. Bem p ró x im o do amor. uma vez tr a ns b or da nte em nossos co raçõe s. nos im pu ls io n a rá a c on tin ua r de rra ma ndo nossas vidas em favor daqueles que se mos tra m indignos e que talvez c h eg ue m a ponto de p rat ic ar injustiças co ntra nós. a fé é a chave capaz de abrir os tesou ros de Deus. C omo pode um a pe sso a p re g a r a santi dade e levar outras pessoas a um a vida santa se ela própria 107 . pela fé somos salvos. e quase tão im portante quanto ele na vida e no serv iço cristão. Mas o amor mais intenso de Deus. pela fé ta mbé m nós. assim como Eno que. está a fé.

os que levais os ute nsílios do S e n h o r . N a tu ra lm e n t e que isso é possível. m a n if e st ar . que não pode m sujar as mãos em q ua lq ue r traba lho manual nas coisas da igreja. O inimigo tem um meio de m a cu l ar uma vida santa. Se o próprio p re g a d o r não pra tic a o que prega.. quando o p r e ga do r não mostra em sua vida o p o d e r s an ti fic ado r de Deus. em pouc o tempo hav erá evidências flagrantes de orgulho espiritual. i n g ê n u o . i m p r ud en t e . Se não pode e str agá -la de outro modo. A co nt ece sutilmente. puro em seus pro n u n c ia m en t o s. até no ho m e m mais simples. da po si ção e do lugar que ocupa. pois de outro modo seria falsa a a pr ese nt açã o da ve rda de divina. pa ssa m a revestir-se de tal im po rt ân c ia a seus pró prios olhos. exige que o p r e g a d o r seja fiel à sua palavra.14). 108 . e que saiba levar uma vi da limpa e santa. hon est o em seus tratos. dá prov a de ins in c er id ad e e torna inútil e hipóc rit a a sua mensagem.11). Além disso. => A h u m i l d a d e . As almas fracas ficam inchadas “ quando elevadas à posiçã o de m i n i s t r o ” . O po de r de Deus pode fazer de ti aquilo que deves ser. n in gu é m j a m a i s verá a Deus (Hb 12. a graça do Senhor nos é suficiente. Esse fermento de p e rv e rs id ad e começ a a sua ação mor tí fe ra e. Uma débil d e m onst ra ç ã o do pod er do Ev a nge lh o é o que resulta. sem que o i n c a u t o 1 dê conta disso..se -á as formas mais comuns de soberba: da profissão.não te m u m a vida pura? pur ifi ca i-v os. ele semeia o jo io do orgulho en qu anto o crente “ d o r m e ” . C r é du l o . D e se ja m pa re ce r o que não são e 1 N ã o a c a u t e l a d o .” (Is 52. O senso de ju s tiç a. Sem a san tificação.

e sp e ra n d o o cre sc im e nto e o de se n v o lv im e n to que e m b o ra im pe rc ep tí veis . S “P or q ue eu vos dei o exemplo.29). em todos os camp os de trab al ho ( l T s 5. A h u m ild a de é im po rt an te e rara.7). N a d a sobre a face da terra pode c om par ar -s e ao edifício espiritual que o ho m e m de Deus co nstrói. D esq ual ifi ca o ind iví duo com o líder espiritual dos santos.lo s com a toalha com que estava c in g id a . S “Tomai s obre vós o meu j u l g o e apr end ei de mim. co mo eu vos fiz.. As obras im port an te s .tomando uma toalha.. Ass im sendo. p a r a que..15). não se real iza m em po uc o tempo..14). cre sc er e am adur ecer. “Eis que o la v ra d o r a g u a r d a com p a c i ê n c i a o p r e c i o s o f r u t o da terra. no que diz respeito ao seu va lor ou qualidad e de p e r m a nê nc ia . f a ç a i s vós t a m b é m ” (Jo 13.4-5). S “.’’'’ (Jo 13. p o r q u e sou m anso e h u m il d e de c o r a ç ã o ” (Mt 11. A sem en te da pa lav ra re q u e r te mp o para ge rminar.reje ita m q u a lq ue r desafio à sua au toridade ou à diminu içã o de seus poderes. estão latentes. de va lor pe rm a nen te . 109 . Quão triste e ru ido sa é essa atitude. => A p a c iê n c i a . a pa ci ê nc ia espiritual que não po de faltar aos m in is tr os e obreiros da Pal av ra de Deus. O past or deve post ar -s e pa cie nte e fiel em faz er a sua parte. c in giu -s e com ela. D e po is deitou a água na bacia e p a s s o u a lavar os p é s dos discí pulos e a en xu g á . até re c e b e r as p r i m e i r a s e as última s c h u v a s ” (Tg 5.

32). Então cer tam en te é po ssí ve l que os obreiros do Ev a nge lh o m a nif e st em a m e s m a atitude ( E f 4. s ig ni fic a nd o o fim de utilidade no ministério. h a ver á ocasião em que o pr eg ad or terá de m os tra r espírito perdoador. ao r e s se ntim e n to e a retaliação. se Estev ão e Paul o foram capazes de d e m o n st ra r esse espírito de pe rd ã o (At 7. En qua nto a n a tu re z a hu m a na correr seu curso natural. O pa sto r da igreja não pode esperar que seu povo seja mais sem el ha nte a Cristo do que o líder desse povo.10 e 2Tm 4. Quão glorioso é qua nd o o pa sto r (obreiro) se mos tra capaz de a ssu m ir o doce espírito da quele que exclamou: “Pai. São neces sár ia s duas pe ss oa s para que surja uma contenda. Se. o ob re iro tom ar a ini ciativa de de ixar de lado o re s se n ti m e n to e pe rd oa r a pe sso a que errou. 110 . como de fato lhe compete. não pu de r mo strar-se à altura da pro va de tanta es p ir itu a lid ad e e der lugar a car nal ida de . po de rá dar lugar a uma divisão da igreja ou até m e sm o a uma r u ín a geral. pe rd o a . p o r q u e não sa bem o que f a z e m ” .lh es . Se. isso lhe será u m a derrota.=> O espírito perdoador. todavia. Se ele for o f e nd id o p e sso al me nte e guardar re sse nt im en to s. porém. dará de m on st raç ã o de ma tur ida de .16).

p r e s t e z a e m f az e r a l g u m a coisa. g r a n d e z a moral ( E) D i g n i d a d e ( ) C u i d a d o a t i v o . reverência. q u a l i d a d e guardar s e g r e d o (B) D iligência ( ) L i m p e z a .c om a primeira: ( A ) C o r t es i a ( ) P r u dê n c i a . h o m e n a g e m (D) D iscrição ( ) M o d o de p r o c e d e r que honra. c o r r e çã o ( C) A s s e i o ( ) Civilidade. polidez.Questionário ■ A ssi na le com “X ” as alter nat iva s corretas 6. Não é e nq ua dr ad a como uma qu a lid a de natural do obreiro: a ) |_I A hum ild ad e b)l I A coragem c ) |_] A sabedo ria d)| I A pontua lid ad e 7. Não é uma qua lid ad e esp iritual do obreiro: a ) Q O amor b )l IA santidade c ) H A disci plina d)|_! O espírito p e r d o a d o r 111 que sabe r e s pe i t o . h i g i e n e . c u m p r i m e n t o . Em relação às q u a lid a des na turais do obreiro. e num ere a s egu nda colun a de a co r do . u r ba ni d a de . zelo. esforçar-se A s eq üê nci a correta é: a ) D (E) (B) (C) (D) b ) D (D) (C) (A) (E) c ) D (E) (C) (B) (D) d ) D (D) (B) (A) (C) daquele infunde (A) (B) (A) (E) 8.

é exa ta m e nt e u m a situação de indiscrição 10. uma qual ida de. in co nsc ie nte que se rev el a a si mesmo I 12 . a sós. E O ministro que levar u m a senho ra ou moça r e pe tid am en te até à sua casa. e ficar a dois.■ M ar qu e “ C ” para Certo e “ E ” para Errado 9. O Since rid ad e é tr a ns pa r ên c ia de caráter.

Quan do a graça de Deus e nc on tr a ex pre ssão através da vida do obreiro.Lição 5 Teologia do Obreiro . g u a r d a o teu coração. e assim. Jesus era pleno de graça e da verdade. A graça de Deus é re al me nt e mult if orm e vários são os mo do s como ela se manifesta. O Caráter Geral da Obra do H omem de Deus “Servi uns aos outros. O grande Pr eg a do r escreveu: “P o r q u e . 113 . ” (Mt 12. cada um c onfo rm e o dom que recebeu. “So br e tudo o que se d eve guardar. logic am ente . . o mi nistério inteiro de um ho m e m de Deus será in fl uen ci ad o e será qualifi ca do pelo tipo de hom em que ele é. . p o r q u e dele p r o c e d e m as sa íd as da v i d a ” (Pv 4.23).10). O Se nho r Jesus disse: a boca f a l a do que está cheio o c o r a ç ã o .” (Pv 23. . como bons d e sp e ns ei r os da m u lti fo r m e obra de D e u s ” ( I P e 4.Parte 3 O Caráter Ass im como o fruto é de te rm in a do pela espécie da árvore.. como im agi na em sua alma.7). assim ele e. muitos são as suas m a nei ra s de tornar-se evidente. Isso requer que o coração seja puro e repleto das coisas que ele de sej a que tr a n s pa r eç a no ministério. isso é o que e m an a v a de toda a sua vida (Jo 1.14).34).

de igual modo existem muitos aspectos na vida do obreiro.“ho m e m de D e u s ” . o templo. Paulo c ham ou a Tim óte o de “ho m e m de D e u s ” ( l T m 6.11). Do m esm o modo. Ela é o corpo de Cristo. a luz do mu ndo e o reino. o re banho. => O ho m e m de Deus. 114 . a família da fé. S Essas são descriçõe s acertadas sobre as funções da nat ur e za da Igreja.Qu antas facetas há em um brilh ante . Se assim fosse. através dos quais se ev id en c ia a graça e a glória m a gn íf ic a de nosso Senhor Jesus. j á que Paulo merecia realmente essa qualificação. A Igreja é ap re se nta da na Bíblia mediante grande núme ro de d e sig na çõ es e figuras de linguagem. a noiva. a casa. Os títulos dados aos min istros da Palavra de Deus fo rn ecem -no s um quadro claro da obra e da re s p on sa bi lid a de que lhes compete. O que está e nv olv ido nesse título? Note-se que não foi Ti m óte o que usou esse título com relação a Paulo. Não era Paulo o apóstolo dos gentios? Não foi o fu nda dor de muitas igrejas? Não foi ele o autor do maior núme ro de epístolas do NT? Todas essas coisas o tor na ria m m e re c e d o r do título . po de ría mo s entender mais p r o nta m e nt e a questão. o ministro do E van ge lho é retratado nas escrituras sob vários aspectos. o exército. S Essas são várias c ap ac ida de s de que a Igreja é co nstituída e med ia nte os quais serve aos homens e ao Senhor. re ve lando o brilho e a belez a da gema. os ramos. a cidade. e qual dessas é a mais im p or tan te ? A ss im como são muitas as facetas do bril hante e todos são im por tan te s. o sal da terra.

Sua c o n d e s c e n d ê n c i a 2 é hum ild e.no s altivos1 e or g ul h os os.26 Mestre —> 1Co 12. amor. cheios dEle e p o r Ele enviados.11.7 0 pastor —» E f 4. seu filho na fé. que me re ce u a designaç ão. mas que isto é j u s ta m e n te à vo nt a de do Senhor. Ter at it ude c o m p l a c e n t e e m r e l a ç ã o a. Outros Títulos O mensageiro —» Ml 2. Dess e modo.20 Ancião ou pai —> IPe 5.28 Servo —> 2Co 4.P or ém foi Ti mó teo .5 1 Arrogante. antes devem os estar h u m il de m e nt e im p r e s si o n a d o s com a tr e m e n d a re s p on sa bi lid a de que nos foi im post a pelo Senhor. da seg un da ge ração de pr e ga do re s do Eva ng el ho . s ub ent en de se que somos m in is tro s de Deu s. Deus tem certas qua lid a des que os p e ca d or e s sent em ins tin tiv a m e nt e sua bon dad e.17 0 embaixador —> 2Co 5. 2 T r a n s i gi r e s p o n t a n e a m e n t e .1 0 atalaia —» Ez 3. Lc 7.11 0 supervisor —> l T m 3. anuir v o l u n t a r i a m e n t e . Que solene encargo. N a da há nisto que sirva para to rn ar. Quanto a isso nos dev emos ter dign ida de e p r o f u n d a co nsc iê nci a desse fáto. ju s ti ç a . e me re ce do re s do alto título que o Senh or nos conferiu. m o s tr a r .17 Profeta —► E f 4. ao fazermos o nosso trabalho.s e c o n d e s c e n d e n t e co m . Sua santidade é virtude. en ten de mo s que não é pr es un ção de nos sa parte ace itar esse título. e impa rcia lid ade . N a qualidade de ho m e ns de Deu s. m is eri có rdi a. c e d e r . 115 .1 Dirigente —> Hb 13. presunçoso.

Em Atividades Diversas Há tam bé m alguma s o c upaç õe s citadas na Pa la v ra de Deus. Esse e um b o m quadro da posição do guia e spiritual que vai à frente da Igreja.35-38 —* 2Tm 2. 116 .19 —* Rm 2. Quem serve de amo deve atentar c u id a d o s a m e n t e às neces sid ad es físicas daqueles que fo ra m pos tos aos seus cuidados. dev o lv en d o . O p e sc a dor deve ser pa ci e nte e hábil para ser bem sucedido. O guia deve c on he c e r o caminho.3 —> Jo 4. e para os quais d e sej am os voltar a atenção: S P e s c a d o r e Guia. p ro c u ra n d o levar o p a ci e nte a um b o m estado de saúde.19 —> 1Co 3. indo à frente.10 —> Mt 13. ca mi nh em com segurança. a ama tem que ser fiel ao encargo.as à mãe no fim do dia. Essas q u a lid a de s são ne cessárias aos p e sc a do re s de homens.9 Exi ste m de te r m in a d a s qualid ad es vincu lad as a cada uma dessas oc upaçõ es. No caso de cr ianças pe qu ena s. que il ust ra m onde e como o ministro do E v a ng e lh o é ch am ad o a servir: Pescador Guia Construtor Semeador Critério Soldado Trabalhador —► Mt 4. e deve p ro v id e n c ia r a p ro te ç ão aos liderados para que. i gua lm en te o que cuida de enfermos tem a r e s po nsa bili da d e de m in is tr a r e atender pront am en te. ev itando -se os perigos.3 —> ICo 3.

pois ambos ig ua lm e nt e tra balharam. que é Cristo Jesus. e de co nfor mi da de com o p lano de Deus. 117 . que colhe o fruto que outro pla ntou. Um semeia. do m esm o mod o o evang el is ta ou pa st or que vem depois.De igual modo. Por isso m e sm o c on vé m que edi fiq ue mo s c u id a d o s a m e n t e com todo o cuidado. mas que h u m il d e m e n te dê crédito a qu em merece. pois. Quão cau te lo sa m en te . Os que ainda não se c on ver te r am não de vem fazer parte desse edifício no qual estamos ocupados. A ss im como um em pr eg ad o está s ub or di na do ao a g ric ulto r dono da terra. o grande insp eto r c o n d e n a rá nosso tra ba lh o e na da de útil teremos para apresentar.6 adverte-nos quanto à ira do Senhor contra quem esc andaliza um desses pe q u e n in o s que co nfiam nEle. mas no fim te remos de pre s ta r contas. devem os ed ificar sobre a rocha. Que cada u m ceife fielm en te as espigas douradas. De outro mo do. e outra ceifa (Jo 4. E mister tanta p a ci ê n c ia como fé. Como c on str uto res da casa espiritual de Deus. não são v e r d a d e ir a m e n te nossas. as criancin ha s que o Senhor nos deu para cuidar. Aq uele dia d e cla ra rá que sorte de trab al ho cada um de nós fez hoje. vigia nd o semp re a n os sa m a n ei ra de ed ificar ( I C o 3. S A rq u it e to e Lavr ador. devemo s p lanta r e e spe rar a colheita. deve o minis tro zelar pelos interesses espirituais daqu ele s que o Se nh or lhe põe no regaço. O trecho de M at e us 18.10). além de habi lid ad e. são iguais pera nte Deus. e lança a sem en te no devido tempo.36-38) .

mas ser um tr a ba lh ad or comu m é algo respeitável. Desde cedo pela m a nh ã até altas horas da noite. S Trabalhador. Não se aplica aos pre ga do re s a declaração: “ eles não tr a ba lh am nem f i a m ! ” . mas de tod a espécie. Isso é re a lm e n t e um solene encargo. podemos 1 Trabal har m u i t o . no estudo da palavra e na vis itação pastoral. e p a ss a m longas noites de vigília com enfermos. a pel am às almas. lidar . os quais nos foram tran sm iti dos. A oc upa çã o de so ldado quase sempre é pe rigosa. H av erá ocasiões em que seremos chamados a e nf re nt a r lutas e d ifi cul da de s não somente físicas. O trab al ho árduo e cansativo dos obreiros re p re se nt a o m o u r e j a r 1 diligente do h om e m de Deus. O grande adver sár io de nossas almas. Atra vé s das co mi ssõ es que o Senhor deu aos discípulos. constantemente. os au tênticos past or es ca r re ga m os cargos do seu povo.S Sol dado. “ e depois de terdes venc ido tudo. nos ataca sem tréguas. O servo de Deus. Este título pode ser reputa do como o mais simples da série. além de habilida de e d is p os iç ã o de s u b m e t e r o próp rio corpo aos rigores ex tre mos e ao perigo das batalhas. sem descanso 118 (como um m o ur o) . R e q u e r corag em. através de milhares de meios postos a sua dis posição. mini st ram a pa lavra. por todos os lados. p e r m a n e c e r in a b a lá v e l” (E f 6. de rra m a m a alma na oração. vê-se entre Deus e pessoas m or i bu ndas como r e s ponsá vel po r suas almas.13). mas c om bat er o b o m co mbate da fé. qual capelão em ple na luta. Não po d e m o s de sa ni m a r no dia da a dve rs ida de .

apren der algo sobre a na tu re za do traba lho para o qual
fomos convo cad os. Os títulos que vie ram mais tarde
dizem resp eito às pos içõe s, ou cargos que ocupamos.
As comissões, no entanto, são as própr ias ins truções
recebidas para la nça rm os mãos à obra.
A m is são mais relev ante , im po st a aos crentes
de todas as gerações, é pregar, ensinar, p r o c la m a r e
explicar o Eva n ge lh o.

Suas Tarefas
Disse o Senh or aos discípulos: “Eis que eu
vos envio como ovelha s no meio de l o b o s ” (Mt 10.16).
Na rea lid ad e somos pa sto re s de ovelhas;
todavia, Ele nos pre vin e que ser emos cer cados, nós e
eles, por animais perigo so s. As ovelhas são atacadas
por lobos. E ss a é uma a dv er tê nc ia acerca das
dif iculdades que de vem os e spe ra r em um mu nd o tão
hostil.
O pr ópr io Sen hor Jesus foi enviado “p a r a
e va nge liz ar aos p o b r e s ; en vi ou-m e p a r a p r o c l a m a r
libertação aos cativ os e re st aura çã o da vida aos cegos,
p a r a p ô r em lib er d ad e os op r im id os e a p r e g o a r o ano
ac ei tá ve l do S e n h o r ” (Lc 4.18,19). E ainda: “A ss im
como o Pa i me enviou, eu ta m bé m vos e n v i o ” (Jo
2 0 .2 1 ).
Quão m a ra v il h o s a é esta tarefa. Que alta e
santa ch am a da é a nossa. Ele nos e st ab el ece u como
luzes no mundo, e nos c h amou para sermos o sal da
terra. O Senhor en sin o u ainda: “ aq ue le que crê em
mim, f a r á també m as obras que eu fa ç o , e outras
ma ior es f a r á , p o r q u e eu vou p a r a j u n t o do P a i ” (Jo
14.12).
Esta
promessa
está
muito
além
da
e xper iê nc ia da m a io ri a dos obreiros do Evan ge lho ,
119

Cristo disse j u s t a m e n t e o que tinha a intenção de
assegurar. Que Deus nos co nce da fé, para assumirm os a
posiçã o de au toridade e po de r que Ele nos deixou como
he ra n ça nesta áurea prom es sa.
A grande comis são inicia com uma pe qu ena
palav ra - “I d e ” (Mc 16.15; Mt 28.19). É o oposto de
asse nta i- vos e fixá-los, mas si gnifica a renúncia das
coisas que para trás fica m n u m a ação definida para
entrar em contato com os que se a cha m nas estradas,
nas cidades, no interior, na na ção e fora dela.
A ordem de Jesus atinge até aos confins da
terra, pa rti ndo de Jerusalém. Tr ata-se de um Evang el ho
de ação, e todo crente espiritual deve esforçar-se. E
neste espírito c o m pe te -n os testific ar das verd ad es que
temos visto e ouvido.
A m e lh or trad uç ão de “ e n s i n a i ” , em Mateus
28.19 é “ fazei d i s c í p u l o s ” . N ão ba sta mera men te
a nu nci armo s o Eva ngel ho, d e s in c um bi n do - nos desta
re s po nsa bili da de, e ficando limpos do sangue de todos
os home ns. Não nos co mpete ir apenas pass an do e
p r oc la m an do - o às pessoas.
Mas, somos ins truídos a ter como objetivo
específico à con qui st a de almas pre ci osa s para Cristo.
Não te remos cum prido o de ver en quanto não orarmos e
lutarmos pa cie nt e m e nt e, até que os ho m e n s vejam o
caminho e an dem nele.
Quand o B ar na bé e Paulo c he gar am e,
ent rara m na si nag oga dos ju d e u s e “ falaram de tal
m o d o ” que um grande nú me ro de pe ssoas veio a crer no
Ev a ng e lh o (At 14.1). Isso é falar com poder. Não
apenas te st ifi c ar am do Ev a nge lh o, mas o fizeram de tal
modo a ga nhar novos discípulos. E assim sucedeu por
onde pass ara m, emb ora en fre nt an do dificuldade.

120

Questionário
■ Ass ina le co m “X ” as a lte rnati vas corretas
1. É errado:
a'iM A gra ça de Deus é r e a lm en t e unif or me - ela se
ma nif est a s om ent e de um mo do
b ) l_! Jesus disse: “ a b oc a fala do que está cheio o
_c or açã o” .
c )| _ | Paulo c ham ou a Ti m óte o de “ho m e m de D e u s ”
d'il_] M en s a ge ir o; pastor; atalaia e ancião; são alguns
dos títulos dados aos m in is tro s da Pa la vr a de Deus
2. N ão é uma o c up aç ã o ci tada na Pa lavra de Deus, que
ilustra onde e como o mi nis tro do e v a ng e lh o é
c hamad o a servir
a ) l_j P e sca dor
b ) P Juiz
c ) | J Soldado
d ) l_J Sem ead or
3. A m e lh o r tr ad uç ão de “ e n s i n a i ” , em Mateus 28.19 é:
a)l 1 “T e s t e m u n h a i ”
b ) D “ Insista com os f r a c o s ”
c)l I “ Doutrina i aos í m p i o s ”
d ) |_] “ Fazei d i s c í p u l o s ”
■ M ar q ue “ C ” para Certo e “ E ” para Errado
4. Q a Igreja é a pre se n ta d a na Bíblia m ed ia nt e grande
nú me ro de d e si gn a ç ões e figuras de lin gua ge m, u m a
delas é a “p o m b a ”
5. O A missão mais rele v an te , im posta aos crentes de
todas as gerações, é prega r, ensinar, p r o c la m a r e
e xp lic ar o Ev a n g e lh o
121

mas c on v e n ie n te que ex am in em os a vida pa rt ic u la r do ministro. Deus. “R e c o nh ec e -o em todos os teus caminhos. que não cabe ao homem d e te r m in a r o seu caminho. não deixou o h o m e m sozinho. ou à luz de n os sa pró pr ia razão. ó Senhor. co ntanto que o ind iv íd uo se valha do instrumento divino que lhe é posto nas mãos. pois. isso se aplica a cada detalhe e decisão de e sc o lh e r a esposa ou esposo. devemos orar pa ra que o Senhor nos guie nessa questão do matrim ônio .13). nem ao que c am inh a a d ir ig ir os seus p a s s o s ” (Jr 10.23). Aos solteiros é dada a ordem: “não 122 . Ab raão Li n co ln e João W esl ey foram exem pl os notórios dos tr e m e n d o s obstáculos que um ho m e m terá que e nf re nta r se com et er um erro na escolha da esposa. Em verdade nada há de oculto para aq uele a quem temos de pr e s ta r contas (Hb 4. não é apenas p erm is sí ve l.6). “Eu sei. E im p o s sí v el que um p r e ga dor do E v a n ge lh o seja v e rd a d e ir a m e n te espiritual em público e carnal na vida particular. Ora.A Vida Particular do Obreiro Não há asp ec to da vida do obreiro sobre a qual não deva re s p la n d e c e r a luz de Deus. pro veu para ele orien ta ção pessoal em todos os aspectos da vida. e ele en di rei ta rá as tuas v e r e d a s ” (Pv 3. Quão c u id ad os a m en t e. todavia. ^ C o nv en iê nc ia do matr imô ni o. Essa lei eter na se ap lica a cada p ro b le m a na vida de alguém. Portanto. a lém de c on sid er arm os os pro b le m a s que di ga m re s pe ito a seu ministério. Somos a bs olu ta m e nt e incap az es de en co ntr ar o “ camin ho da v i d a ” por nossa própria sabedoria. Deve hav er um a atitude espiritual constante em cada fase de sua vida.

C om o é bo m 123 .p r o c u r a is c a s a m e n t o ” ( I C o 7. O próp rio Sen hor Jesus en vio u os dis cípulos de dois em dois (Lc 10. O cor açã o hum a n o não é de n a tu re za solitária. Não p are ce ne ce s sá rio dizer aos min istros que as Esc rituras pr o íb em . A h a r m o n ia entre essas duas pa ss a ge ns está em de ixarmos a questã o do c a s a m en to int ei ra me nte nas mãos do Senhor. Tem os n e ce s si d a d e de nítida orient açã o divina na escolh a da c o m p a n h e ir a para toda a vida.1). p o r q u a n t o se um deles vier a cair. N e n h u m h o m e m é a ut o. o outro o a m p a r a r á ” (Ec 4. o qual c onhec e as nos sas necessidades.22). O grande p r e g a d o r do A T assegura: “dois é m e lh o r do que um. Deus m esm o disse que não é b o m ao h o m e m estar só (Gn 2.18).s ufic ie nt e no que diz resp eito à sab e doria ou o b o m ju íz o. Isso traz grande sati sfa ção ao cor açã o humano. Sente a n e ce s si d a d e de d e sc a rr e g ar pera nte outro ser os pr o b le m a s da vida e ter c on sc iê nci a do fato de que há alg uém com quem pos sa com par til há -lo s. a u ni ã o do crente com o inc rédulo (2Co 6. Essa é u m a lei de finitiva que se ap lica a todos os crentes. então te remo s re almente a lc an çad o a b e n e v o lê n c ia do Senhor. trará um s em -f im de m is ér ia e lamentações. te rm in a n te m en t e.14). en dossa nd o assim o pr inc ípi o da ass oc ia ç ã o no serviço cristão. U ma outra v a n ta g e m da vida de casado é a do conselho. Por outro lado.9-12). Q uando essa nos é pr o v id a por Deus. ^ Vantagens de ser casado. de cla ram as Escrituras: “ O que ac ha uma esp os a acha o bem e a l c an ço u a be n e v o lê n c ia do S e n h o r ” (Pv 18. e. Há va nt ag e ns evident es para qu em é casado.27). u m a vez desobede cida .

Outra v a n ta g e m de ser casado é que a vida na tu r al é comp letada. O co nselho que rec eb e m os da parte do outro cô njuge é. e nos ap erfeiçoa se to m a rm o s parte ativa ne ssas experiências. outro aspecto que deve ser co nsi de rado com resp eito às va n tage ns da vida de casado. de como agr a d a r a e s p o s a ”. e irmãos e ainda a sua p r ó p r i a vida. e mulher. Mas para o min istro esta não deve ser a pre o c u p a ç ã o mais séria. d e vo ta nd o aquilo que ga nha ao be m estar e ben efí cio da esposa e dos filhos. 124 . pois isso diminui sua autos ufic iên ci a e cultua nele a h u m ild a de e a disposição para ser ensinado. E na tural e lógico que o marido cuide do ne ces sár io para o lar. Há. não p o d e ser meu d i s c í p u l o ” (Lc 14. O Senhor de cl a ro u pe sso a lm en te : “Se alguém vem a mim. das tristezas e das muitas di fi culda de s da e xp er iê nc ia hu ma na . e mãe. o que estáv am os precisando. Do ponto de vista na tural esse está entre os maiores deveres de sua vida. o aceita r conselhos. e sp ir itu al me nt e falando. Somos a dve rt ido s pelo ap óstolo Paulo. que “O que se casou cuida das causas do mundo.33. O m a tr im ôn io perm ite -no s pa rt ic ip a r das alegrias. nu ma ap reciação bem eq ui lib ra da em dive rsas situações. O simples fato de termos al gu ém com quem tratar dos prob le ma s.26). E é p ro ve ito s o ao crente. e não abor re c e a seu pai. j á é de grande proveito. e fi lh o s . muitas vezes. em IC o rí n t io s 7. pois a co m un ic aç ão com outro nos capa ci ta a ver as coisas de u m po nto de vista mais acertado e a chegar a uma m e lh or conclusão. R ec o m e n d a ç õ es . no entanto.c on tar mo s com outr em que nos po ssa apre sen ta r um ponto de vista di ferente.

em re lação aos próprios filhos. como ho m e m de Deus te m tanta obr iga ção como q ua lq uer outro m e m b ro da igreja. Mas. b e m triste.O p a st o r e sua espos a de v e m ter p o uq uís si m o apego a tudo que for ma terial que te nh am re c eb id o do Senhor. e deve de si nc um bir -s e pl e n am en te de seus deveres. por ém. todos as demais coisas nos sejam acr escentad as. que me p ert en ce. conforme a vo nta d e sup er ior de Deus.6. igua lm en te. Se o h o m e m to m ou a esp os a para si. N oss os filhos. Mas pode ser. por mais re sp eitá ve is que sejam. As coisas ma teriais de v e m ser c on ser va da s em total s ub or din a çã o ao grande objetivo espiritual. s em e lh a nt e m en te . se bu s c a rm o s pr im ei r am e n te o Seu Reino e sua ju s tiç a. D e ve m os estar prontos a dar q u a lq ue r te mp o de acordo com a vo ntade de Deus. de trei na r seus filhos e de pro ve r-l hes o neces sár io. 125 . esp irituais e o b e m -e s ta r dos outros. então há uma re sp o n sa b il id a d e de fin id a e certa. Deus ab en ç o o u essa u niã o com filhos. não de ve m j a m a is ser causas de nos sa ne g li g ê n c ia quanto aos próp rios filhos. e m b o ra seja pastor. e da qual não há como se eximir. e no s so Pai Celestial pro v id e n c ia r á para que. A p r io r id ad e é do Senhor. Isso não é re c o m en d á v e l. é. no livro Cant are s de Salomão 1. essa é uma vida de alegria suprema. Se um h o m e m é pa st or e pai. não a g u a r d e i ” . esse foi o clam or da noiva. de ve m ser po st os no altar. deve dar ênfase à p rim eir a função sem d etrim en to da segunda. O pa st or é um pai crente. Ta nto da parte do pa st or como de sua esposa deve hav er sujeição mútuo das coisas materiais em grau de v e rd a d e ir a re n ú n c ia de tudo que é terreno. “E me p u s e r a m p o r g u a r d a de vinhas. afinal de contas. a triste confis são de alguns past or es e esposas. Todavia. aliás. as questões. a vinha.

Se a esposa é uma cristã de í n d o l e 1 du vid os a atrap alh ará g r a nd e m en te a vida das ovelhas. seme lhante . <$■ A esposa do obreiro. Se isto for ve rda de e o obreiro não contar com o apoio da família na retag uar da. mo st ra n do -s e mis e ric ord io s os e fiel as suas próp ri as leis eternas.& Um lar pa d r ã o . Que belo modo de pre ga r o Ev a nge lh o e de mo nst rar sua be le z a ao mundo! Se um h o m e m falhar nessa op ortu ni dad e e obriga ção . Q uando o apóstolo Paulo afirma a Ti mó teo e a Tito que os candidatos ao 1 F e i t i o . para quem está sendo pr e pa ra da uma noiva. Por outro lado se o obreiro que falha no seu pa storeio do seu próp rio lar terá os dias contados em algum ponto do caminho. 126 . E da v ont ad e de Deus que o pastor e a esposa se c o n d u z a m no lar como pa drã o para todos os crentes (Tt 2. caráter. e fará co me ntá ri os a respeito. Ele cond uz a sua casa como mode lo para todos os seus filhos. c o n d i ç ã o . A lgu ns dizem que ela é a me tade do ministério. N os s os liderados seguirão o exemplo que virem em nós muito mais do que os prec eitos que declaramos. O pastor. A Igreja certam en te obser vará como nossa família se porta. N oss o Pai Celeste tem um Filho. ele estará inc omp leto no exercício do seu sacerdócio. em sua pr ó p r ia igreja deve co nduzir a família como exemplo a todos os crentes. A única coisa que nos resta para alterar esses comen tá ri os é pro ve r b o m mater ial para esses comentários. só po de rá fazê-lo para seu próprio de scr éd ito e p re ju di c ar á g ra nd em en te a sua e ficiência como pastor.7).

Ou seja. A ob ser vaç ão di vin a de que “ não é bom que o h om e m esteja s ó” . para exer cer u m a função mini st er ia l na obra de Deus. além da didá tica e da exegética. acomp an ha r. é melhor que sejam casados. ti ve sse m o re for ço e o exemp lo de sua pr ó pr ia esposa. ensinar. de dic a da não somente ao lar e à vida conjugal. mas ta m b é m ao minis té rio da Igreja. Obreiros que não são auxiliados por sua espo sa e nco ntr am de fato um a certa difi cul da de para e x erc er seu ministério ( I C o 7. nos leva a crer que. e quando em pr e ga o termo “ c o n v é m ” pode m os assim entend er que “ não c o n v é m ” . O obreiro que po de contar com uma esposa intel ige nte e de vot ada à obra de Deus. nas atitudes. U ma esposa de obreiro que bus ca a santidade quer nas palavras. o obreiro deve c on tar com a ajuda in d is pe ns á ve l de uma esposa fiel. bem como pa ra si m esm o. Sua p reg açã o. Ela irá ta m b é m ajud ar a cu mpri-lo e. suas de m on st ra ç õ e s car ecem de s egu ranç a e apoio e por mais que sejam pe rti nen te s e alic erç ad os na Pa la vr a de Deus não m os tr a m na prá tic a o reflexo que cau sa va m se oriundos de obreiros que. que os obreiros sejam solteiro. e no co mp or ta me nt o. terá melhor ânimo para de se m p e n h a r suas funções na Igreja.m ini st ér io devem ser casados ( l T m 3. co nco rr er para que seja ainda mais eficiente.5). diri gir re uni õe s e depar tame ntos . ela o faz de mo do a não causar sombra 127 .2-12). E ta m b é m ele pro c ura rá facilitar a atuação da próp ri a espos a nas tarefas a que se dedicar e que lhe forem destinadas. pois recairá sobre ele a c onfi an ça da Igr eja na sua au toridade para falar. será de muit a valia para ele e para a Igreja. nas vestes. É mais re co me ndá ve l. seus ensinos. por seu turno.

difi cilm ent e cheg aria ao a u g e 1 do seu ministério se não fosse a dedi caç ão de sua a be n ç o a d a esposa. a mais e xc e le nt e ajudante. ^ G ov ern a r sua casa. 128 O grau mai s alto. Te m c o n sc iê n ci a de que é parte ind is pe nsá v el no sucesso do seu esposo. se diz a respeito da tão difícil tarefa da esposa desse obreiro.31).o durante as vinte e quatro horas do dia. Aq uele que não sabe go ve rn a r a sua própr ia casa terá cuidado da Igreja de Deus? ( l T m 3. Q ua ndo ouvim os ou sabemos através de livros ou outros pe rió dic os que deter min ad o obreiro foi b em -s u ce d id o na vida m in is te ria l. Em geral. po rqu e se ele tiver sucesso. res po ns á ve l em grande parte. ela ta m b é m o terá. Afinal. E aind a que não obstante um título minist er ia l. e assim esteja a c oo pe r ar com ele. E vi den te m e nte . Ela foi a m e lh o r auxiliar. a fim de que cresça na graça e alca nc e a aprovaçã o de Senhor no seu ministério. esse obreiro de sucesso.ao esposo. não são os dois “uma só c a r n e ? ” ( E f 5. que quase nada. o seu “m in is té ri o ” estará reco nhe cid o. o . ou em algum grande e m pr e en dim en to . m a is elevado. essa ilustre mu lh e r fica no anonimato. esta pal avr a é dirigida para aq uele obreiro que não c um pre com seus deveres como bom esposo e pai.5). c o n se rv a nd o.s e na graça de Deus e na sua condição de auxiliadora. pelo sucesso do marido. O im por tan te na espos a do obreiro é re c o n h e c e r que a ela tem um real chamado de Deus e está se e sf orça ndo para por em práti ca a missão que lhe foi confiada. ap oiand o. porém. verifi ca -s e. culminância. Todav ia. 1 O ponto apogeu.

s e de. mas e sp onta neam en te . ou a q ue l e que é i m p e n i t e n t e . Ta m bé m será m os tra do um pou co da árdua e delicada missão daqu ele s que o Sen hor c ha ma para o seu santo mi nistério. especial. no que conce rne às suas atitudes ao cu ida rem do reba nh o de Deus. c o n t u m a z . ^ Os oficiais da Igreja. o b s t i n a d o . 1 D i z . ■ Não por gan ânc ia. z elo so de boas o b r a s ” (Tt 2. 1 29 . mas sendo modelo do rebanho. com o em Atos 20. os termos p re s bí te r os . ou a q u e le que r e i n c i d e e m erro.s e de.17. se algu ém não tem cuidado dos seus e p r i n c i p a l m e n t e dos da sua fa m í l i a . O pres ente texto adverteos claramente nesse sentido. O serviço do past or eio deve ser feito: ■ Não por n e ce s si da de .28.11). negou a f é e é p i o r do que o in fie l” ( l T m 5.Mas é r e l a p s o 1 no cuidad o (Rm 12. ■ Não como um ditador. mas de boa vontade.1). prot eg er e guiar as ovelhas do Senhor. Aq uele que fracassa ness a área demo nst ra seu despr epa ro para o exer cíc io do ministério.1-4). Através do NT. O obreiro p re s bí ter o ( I P e 5.14). bispo e ancião são emp regad os alte rn ad a m e nte . com a in c um bê nc ia de Lhe ap re se nt a rem “ um p o v o seu. a Bíblia ta m b é m tem uma boa observação: “Mas. e não cuida bem da sua família. D i z .8). A queles que são líderes p re c is a m tomar cui dados a respeito de como de vem alimentar. Pedro dirige seus ensi nos aos min is tro s do E van ge lho ( I P e 5. Exemplo do Apóstolo Pedro aos Obreiros Nas pa lav ras finais da sua p rim eir a epístola.

s egu ram en te . Em sua pr im eir a epístola. pelas quais po d e ri a m cair no laço de os ten ta r a l t i v e z 1 ou ar ro gâ nci a para com os m e m b ro s da Igreja. l T m 3. A H u m i l d a d e e a A u t o r i d a d e A p o st ó l ic a de Pedro.1. Tito 1. de âmbito regional.1). 1.23. 1 Q u a l i d a d e de al t iv o. 1. I T im ó te o 3. 20. os quais exortava. Dentre esses obreiros.11. Pedro adv ertiu aos min istros a que evitassem an dar atrás de au toridade ou pos ição . 130 . Estas advertências.17. Ao contrário disso. Era de fato uma t e s t e m u n h a dos sofrimentos de Cristo e p o d ia c on ser va r distinta sua posiçã o de apóstolo. Pedro id e nti fic ou-s e como apóstolo cer tam en te para dar c re di bi lid a de ao conteúd o de sua doutrina. A u t o r i d a d e atestada. a rr og â nc ia . Entr et ant o. de ve r ia m cuid ar de suas ovelhas e tornar-se mo de los do reba nho.28. “Sou també m p r e s b í t e r o com e le s ” ( I P e 5. H u m il d a d e.7. o r g u l h o .pr ópr i o. 1. lid e ra va m um grupo de igrejas de u m a de te r m in a da área.23. Tratava-se de um ministé rio de li de rança esp iritual (At 14. IPe 5. Pedro não vindic a sua su pe ri or id a de apostólica. capítulo 1 e versí culo 1. 5. uns ti nh am m ini st ério de âmb ito local (igreja local). pois Deus não fica indiferente ao m odo como sua Igreja é tratada.14. aqui ele se ap resenta com p ro fu nda hum ild a de . eclesiástica.17). e muito menos papal.2. outros.1. a mor. E f 4. p e la santi dade de suas vidas.2.2. como ensina a Igreja Romana. niv e la n d o -s e aos demais colegas de mi nistério. ba se a ra m -s e em sua au toridade como te st e m u n h a ocu lar dos s ofr im en tos e morte de Cristo.

Mc 9.17. Aqui o ve rb o “ a p a s c e n t a i ” é literalmente pastoreai. como mos tra Ez e qu ie l 34.1. 2. onde a P a la v ra fala de hom en s que Deus deu à Igreja. P a s to r e a r com cuidado. Os que ass im fazem e xplo ra m as ovelhas. guar da ndo seu r e ba nho .2.2-7). e. como fizeram os líderes de Israel no AT. “A p a s c e n ta i o r eb an ho de D e u s ” ( I P e 5. (Ver Hb 13. S Co nduzi -lo pelo c am in ho que leva ao pasto. 2. O sub stan tivo co rr e sp o n d e n te aparece em Ef ési os 4.11. p o r vós e p o r todo o r eb an ho s obr e que o Esp írito 131 . A ex pre ssão “ a p a s c e n ta r ” exprime em res u m o o tríplice m in is té rio do obreiro: S Pr o v er o pasto.2-5. com r e s p o n s a b il id a d e s específicas . O past or cu id ad o s o deve ap re nd er a estar alerta. S P r ot eg e r o r e ba nh o ao longo do caminho que leva ao pasto.18. A s I n c u m b ê n c ia s do Ofício Pastoral.essas re s p o n sa b il id a d es pa sto ra is ass in a la m minis tério s que são mais que sim ple sm e nte alimentar. 2. pois.Pedro ta m b é m viu a glória divina ma nifestarse nEle por oc asião de sua tr a n s fi g u ra ç ão no monte santo (2Pe 1. A ex pressão “ a p a s c e n t a i ” tam bé m adverte os que são cham ad os p a ra esta obra divina a não p a s to r e a r e m a si me sm os em de tri me nto ao reb an ho de Deus. O apóst ol o mostra que tinha plenas c ond ições de tr a ns m iti r àqueles crentes um a me nsa ge m res ult ant e da sua e x pe ri ên c ia de sofrer po r Cristo e de p a rt ic ip a r da sua glória. A idéia su b en te n d id a é a de um past or cu id an do do seu reb an ho de ovelhas.2).17). porqu e as ovelhas do Senhor for am adq uirida s po r alto preço: “Olhai.

pode nd o até. mas antes c o m b at ia a te nd ên c ia de certos ho m e ns de só olharem p a ra a va n ta g e m econômica. IPe 1.28. N e m p o r t o r p e 3 gan â n ci a . d e s c u i d a d o .18. insistindo numa posi ção co ntrária a obra e von tade de Deus.1. i n t e nç ã o . e foi repr ovad o por Jesus (Jo 10. Isso é m e rc ena ris mo .19). i n f a m e . N ã o p o r fo r ç a. p r o p ó s i t o . e não cal cu la nd o o lucro que o seu trabalho lhes pode oferecer. i m p u di c o .se o m i s s o 2 e faz todo o reba nho sofrer. negligente.2. seja qual for a sua categoria.12). e nv er gonhar o genuíno E va ngel ho de Cristo. 3. M a u s P r o c e d im e n to s q u e o Obreiro deve Evitar. 3. Pedro não estava proibi ndo uma c o m pe ns a çã o digna pelo bom serviço pres tado pelos pastores. p r o j e t o . se de sgasta. p l a n o . v i l . Significa que o pa st or não deve servir porque é co m pel id o a fazê-lo. falha em seu mi nistério. e sim. torna. ele sofre. que ele resg ato u com seu p r ó p r io s a n g u e ” {At 20. 2 Q u e r e v e l a o m i s s ã o . 1 32 . se pr ej udi ca. 3 D e s o n e s t o . po r amor ao dinheiro. Aquel es que se deixam do mi na r por este desejo ficam sujeitos ao pecado da cobiça. e s q u e c i m e n t o . e o faz volun ta ria me nte . abjeto. 3. É repugna nte o obreiro que traba lha m o tiv a do e xcl us iv a m e nte pelo lucro material. p a r a ap as ce nta r des a igreja de Deus. “ ganho d e s o n e s t o ” . f alta. m a c u l a d o . po rqu e sente pr az er em cu m pri r os d e s í g n i o s 1 de Deus para o mi nistério. l a c u n a .Santo vos constituiu b is p o s . Quando um obre iro. Os ministros d e v e m servir por amor a obra do Senhor. 1 I n t e nt o.

2 6 ) Não soberbo N ã o i r ac u nd o (2Tm 2. 2 5 . Mt 10.4). servo que é. de torpe g a n â n c i a (1 Tm 6 . A Lei j á pre c ei tu a va isso (Dt 25. 9 . a re s pei to do ve rd a de ir o ministro. 8 ) Mo d e r a d o (Tt 1 . A Pala vra aqui é inc isiv a ao fazer alu são às pessoas com essa postura. 3.42-45). 1 0 ) A s p e c t o s ( +) Hospitaleiro ( l T m 5. em vez de estar atrás. l T m 5.7-14.10) A m i g o do b em ( Fp 4 . Um dos indícios disso é o autoritarismo.7.3a).8 ) Sa nt o (Tt 1 .10. 6 .24.15 cf.En tr et an to .24) N ã o d ado ao v i n h o ( l T m 3. disse o Mestre: “digno é o obreiro do seu s a l á r i o ” (Lc 10. M uit as igrejas têm sido divididas ou de struídas porqu e seus líderes que rem m a nte r o co ntrole e o poder sobre o reban ho do Senh or pe la força de suas de cisões egoístas e carnais.3) N ã o e s pa n c a d o r (2Tm 2. 5 . Mc 10. IC o 9. A titu des e C onduta do Pastor A s p e c t o s (-) ( Mt 2 0 . Mas. como exemplo.17). pre ssi on a ndo -o .25) N ã o c o b i ç o s o . liderando o rebanho. E um ab surdo para o obreiro. O p a st o r não deve servir como alguém que “ d o m i n a ” o rebanho. estando sempre à frente. Ele mesm o deu o seu exem plo nesse sentido (Jo 13. Jesus re p ro va estas atitudes e enfatiza que os que são por Ele c ha ma dos são servos (Mc 10. inverter o seu papel no ex ercício do seu minist ério ( I P e 5. Como domin ado res.3. 6 .8 ) 133 . 6 -8 ) Justo (Tt 1 .45).

e o termo pre sb ítero co rr o m p e u -s e para sacerdote. O nível espiritual da Igreja difi cilm en te se el evará acim a do nível de integridade espiritual de seu pastor. as ex pre ss ões “mais i d o s o ” e pre sb íter o sig nif ic av am . os termos bispo e mais idoso eram usados de form a inte rc am bi áv e l com líder. Toda via . Da r ordens não é a tônica de seu ministério. a partir do modelo do Su pr em o Pastor. enq uan to os pa stores a ss is ten te s e os das igrejas menores. Nos séculos seguintes. pa ssa ram a usar o termo grego ep isc opo s inspetor. Pedro não se refere aos mais idosos como se fora um papa.21.17. Fp 3. ICo 11.O obreiro no exer cíc io da sua missã o deve ser e xem plo vivo para suas ovelhas. pre sb íte ro e bispo eram usados in di fe re nt e m e nt e nos dias de Pedro. o pa sto r da igreja pri ncipal da cidade pa sso u a ser intitulado de bispo. No pe río do do NT. Os bispos pa ss a ra m a ch efiar os demais. que co rre sp on di a a pastor.1. entre algumas igrejas p ura m e nte gentias. uma h ie ra rq uia j á estava a co m an da r a igreja. que é Cristo ( I P e 5. Para que não h ou ve ss e co nfusão. 134 .7). superi ntenden te . 2. Mas. De um mod o geral. um hom e m de idade.3. ou filiadas eram ch am ad os de presbíteros. Hb 13. Pa la vr a e vida devem c o rr e sp o n d e r uma à outra. a ex pressão “mais id o s o ” era n o rm a lm e n te tr a du z id a entre os cristãos pela pa lavra gre ga presbítero.os na cond içã o de um c om pan he iro ainda mais idoso. como j á dissem os . via de regra. o termo “mais id o s o ” . Ele não está dando ordens. que d e sc o n h e ci a m os costumes j u d a ic o s . marcad o pela de ge ne ra çã o. Com a evolução do pro c e sso . mas ex or ta nd o. que nada tinha a ver com a p a la vr a similar do AT. e não p ro p ri am e nt e um líder.

E certo afirmar: a ) l_I O serviço do p a st or eio deve ser feito: não por espo nta n e am e nt e . o pa st or terá.Questionário ■ A ssi na le com “X ” as a lte rnat iva s corretas 6. É coerente dizer que: a)|_I Se um h o m e m é p a st o r e pai. mas por n e ces sid ad e b ) 0 O obreiro no exer cíc io da sua missão deve ser exemplo vivo para suas ovelhas c)l 1 É louvável o obreiro que tr ab al ha mo tiv a do ex clu si va me nt e pelo lucro material. us a n d o do au toritarismo 135 . nun c a at ra p alha rá g ra nd e m en te a vida das ovelhas c)| I Mesmo não s abe ndo g o ve rn a r a sua pr ópri a casa. É errado: a ) __ Aos solteiros é dada a ordem: “não pro cu ra is c a s a m e n to ” ( I C o 7. sem sombra de dúvidas.27) b ) 0 O coração h u m a no não é de n a tu re za solitária c ) l_! Deus disse: “ é bom que o h om e m esteja s ó” d ) |_| Uma outra va n ta g e m da vida de casado é a do conselho 7. deve dar ênfa se à seg unda função sem de tri me nto da primeira b^l_I M esm o sendo a e sp os a do pa st or uma cristã de índole duv idosa. cuidado da Igreja de Deus d ) |_j Obreiros que não são auxi lia dos por sua espos a enc on tr am de fato u m a certa dificuldad e para exercer seu m ini st ér io 8. assim ele rende mais d ) l | O past or deve servir como alguém que “ d o m i n a ” o r e ba nh o.

■ M ar qu e “ C” para C erto e “ E ” para Errado 9 . □ Os ministros não de ve m deixar de cal cular o lucro que o seu tra b a lh o lhes pode ofe recer 136 .D A express ão “ a p a s c e n t a r ” exprime em resumo o ún ico ministério do pastor: pr ov e r pasto para o r e ba nh o 1 0 .

1998. Au rélio Bu ar que de Hola nda. Loren. No vo Auré lio Século XXI. Bí bl ia de E st ud o Pe nte co st al . Teologia Pastoral. 2001. D. C la u d io n o r Co rrê a de. Pin da m on ha ng a ba: IBAD. BO YE R .. Re d e s c o b r in d o o Mini stério Pastoral'. 2a Edição 1999. H U G H ES . 3a edição. ANDRADE. Rio de Janeiro: Ed it ora N ova Fronteira. 2a Edição 2000. C PAD . Ética. A rth ur F. Rio de Janeiro.. CPAD. Dic io ná ri o Teológico. Rio de Janeiro. R. CPAD. 137 .. ST A MP S. José W el l in g to n Bezerra. O Past or Pen tecos ta l. São Paulo: E di tor a Vid a N ova. CPAD. CPAD. Triplett. M A C A R T H U R JR. Rio de Janeiro: C PAD . 10a Edição 2000.Ética Cristã/Teologia do Obreiro Referências Bibliográficas FE R R E IR A . Rio de Janeiro. J. D O U G L A S . 6a edição. MENDES. 2a edição. Kent.. CO STA . 1995. Como Ter um Ministé rio Bem -s uce did o. H O L M E S . P e q u e n a E n c ic lo p é d ia Bíblica. 1999. J. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: C PAD . Orlando. Rio de Janeiro. O N ov o D ic io n á ri o da Biblia. 2 a Edi ção 2001. José Deneval. D is ci pl in as do H o m e m Cristão. Rio de Janeiro I a Edição 1999. Do n a ld C.

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