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Historinhas de Ninar do Tio Emmett - A Bella e a Fera

Historinhas de Ninar do Tio Emmett - A Bella e a Fera

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Historinhas de Ninar do Tio Emmett A Bella e a Fera - Tio Emmett, tio Emmett.

– A monstrinha veio correndo de algum lugar da casa. - Shhh, monstrinha, estou concentrado. – eu disse, enquanto meditava. - E qual é o propósito? – ela perguntou, franzindo sua testa. - Desenvolver meu talento. - Talento? Tia Rose disse que você já tem um talento: fazer bagunça. – ela disse, abafando uma risadinha. - Ha-ha-ha. – eu ri, sarcasticamente. – Mas, veja só, Edward tem os dele: ser exibido e ler os pensamentos dos outros. Sua tia Alice, além de ser louca, prevê o futuro. Sua mãe, além de ser desengonçada, cria essa proteção ao redor de todo mundo e seu tio Jasper, além de chorar as dores do mundo, consegue manipular os sentimentos dos outros. - Eu também tenho, esqueceu? Eu consigo tocar no rosto das pessoas e mostrar o que estou pensando. E vovô Carlisle tem o talento da compaixão e… - Pelo amor de Deus. Isso não é um talento. Não se pode ganhar uma queda de braço ou uma luta com compaixão. É com força. E força eu já tenho, mas eu quero outros… Então, ontem à noite eu estava assistindo Heroes e Sylar conseguiu os talentos dos outros abrindo suas cabeças e vendo como funcionam seus cérebros. - Então, você quer abrir a cabeça de todos aqui em casa para ver como funciona o cérebro da gente e assim aprender os nossos talentos? - Sim! – eu exclamei. Puxa, Nessie podia ser bem esperta quando queria. Eu daria uma olhada na inteligência dela também. - Bom… Não acho que seja uma boa idéia… Mas você tem um grande talento. Acho que você é o melhor contador de histórias, titio. Que tal desistir momentaneamente dessa história toda e me contar uma das suas historinhas de ninar? - Mas são três da tarde. - E? – ela me questionou, como se não fosse absurdo eu contar uma historinha de ninar as três da tarde. - E está fazendo sol. Você não tem que alimentar o cachorro, dar banho nele ou levá-lo pra passear? – eu perguntei. - Se você está se referindo a Jake, ele não está aqui. Foi à La Push. É aniversário de Billy.

- E eu não fui convidado? Mas que audácia, que indecência, é quase imoral. - Apesar de você não poder ir à aldeia, Jake pensou em convidá-lo, mas eu não quis contar. Ele achou que seria engraçado brincar de “pregar o rabo no burro” e pensou que você seria o burro ideal. – ela disse, revirando os olhinhos, como Bella fazia. Como ela viu que eu não entendi direito porque Jacob me queria para pregar o rabo no burro, ela continuou. – Então, e aquela historinha? - Hum… Han, tá, tá… Que tal a Bella e a Fera? – eu sugeri. Com seu consentimento, prossegui com a minha historinha. “Era uma vez um jovem príncipe amargurado de olhar entediado e topete à lá Johnny Bravo bronze, que vivia num castelo cheio de pessoas fantásticas, lindas e musculosas, chamado Edward. Mas Edward era rabugento e egoísta e sempre brigava com seus irmãos Alice, Jasper e, o mais lindo, Emmett por encostarem em seu piano. ‘Não corram dentro de casa! Vocês vão arranhar meu piano’. ‘Cara… Ele precisa encontrar uma mulher. ’ Seu irmão musculoso disse. Dito e feito. Numa noite de chuva, apareceu uma figura loira, alta e esguia cujo nome eu não falarei, pois tem má reputação, pedindo abrigo e amor ao jovem príncipe. ‘Sinto muito, loira, mas eu prefiro as morenas. ’ Ele disse, friamente, mal sabendo que além de piriguete, ela era uma feiticeira e o enfeitiçou, transformando todos dentro do castelo em objetos falantes, o príncipe em uma Fera monstruosa e dando-lhe uma rosa dourada ainda mais rabugenta do que ele. ‘Eu preciso de água aqui, não está vendo que estou murchando? E tire esse relógio melancólico perto de mim, esse tic tac está me deprimindo… Esse castiçal musculoso está se derretendo por mim, isso não é legal, ele pode ser útil depois. E esse bule todo emperiquitado com diamantes? Vamos, onde está minha redoma? Não quero contato com esse antro de malucos. Ah, e se não beijar uma humana até minhas pétalas caírem, você continuará assim, sabia?…’ a Rosa dourada dizia. ‘… Mas que bobagem, as rosas não falam, simplesmente as rosas exalam o perfume que roubam… ’ o príncipe cantava em seu piano, tentando abafar a voz da rosa. ‘Como assim as rosas não falam, eu falo sim e muito bem. E ainda sei outros idiomas, sou uma rosa poliglota. E eu não roubo perfume de ninguém… Eu exalo Chanel n° 5, meu bem… ’ a rosa retornou sua fala. E assim, a vida do príncipe seguiu amargurada… Mas vamos mudar o foco da nossa historinha. Nos arredores do castelo havia um pequeno vilarejo chamado Forks, cem léguas de um local cujo nome não vou falar antes que minha sobrinha diga que faunos não existem, onde vivia uma menina matusquela chamada Bella. Ela morava com seu pai e gostava

muito de ir à biblioteca de sua cidade, para ler livros chatos que falavam de romances impossíveis. ‘Vim devolver Orgulho e Preconceito, senhor. ’ Ela disse ao dono da biblioteca. ‘Tem algum romance novo que fale de um casal que sofre o preconceito das diferenças de classes ou um amor proibido?’ ‘Chegaram alguns: Romeu e Julieta, Alladin, Cinderella, Caminho das Índias e esse de capa preta, com uma maçã nas mãos. ’ ‘Crepúsculo, ’ ela leu a capa. ‘Uma humana que se apaixona por um vampiro que brilha no sol, não bebe sangue humano e lê pensamentos… Não, não me interessei. Me vê aí Caminho das Índias, tic?’ Então ela saiu pela cidadezinha para ler seu livrinho, até chegar à frente da lojinha de esportes local onde tinha um rapaz que era considerado o bom partido da cidade: Mikon.” Não vai se opor ao nome? – eu perguntei. - Não, eu já sei como termina a história, nada contra Mike Newton se dar mal no final. – ela deu o mesmo sorriso de Edward quando ele queria ser maquiavélico. Meu Deus, que criação esses dois estão dando a esta criança? - Tá… Bom… Então… Certo! “Então Mikon aproximou-se de Bella, exibindo seus (poucos) músculos e disse: ‘Bella, ainda com essa leitura? Quando você vai deixar de olhar esses livros e olhar para mim?’ ‘Han… Nunca!’ Bella disse, sem tirar os olhos do livro. ‘Você possui uma beleza humana enjoada de sucesso algum. Talvez se você fosse mais pálido… Ou tivesse mais pêlos. ’ ‘Eu posso deixar a barba crescer, quem sabe… ’ ‘Desencana. ’ Ela disse, voltando à sua leitura, mas consciente de que o galã de beleza humana enjoada de sucesso algum tentaria novamente uma aproximação. Ao voltar para casa naquele dia, Bella encontrou um bilhete de seu pai: Bells, Fui pescar sozinho perto do castelo. Se eu não voltar até amanhã, alguma coisa me capturou. Pegue a Chevy vermelha e venha me resgatar. Com amor, seu pai. ‘Lá vai ele se meter em alguma trapalhada. ’ Bella disse a ela mesma. Então ela ouviu um baque em sua porta. Era Mikon novamente. ‘Meu Deus, você não desiste, né loirinho?’

‘O que posso fazer? Você cativou minha atenção. Vim aqui com aqueles figurantes para fazer uma serenata e noivarmos. ’ Mikon disse. ‘Você só pode estar brincando. ’ Ela disse. ‘Pareço estar brincando?’ ele disse, mostrando o anel para ela. ‘Então o que me diz de casarmos amanhã?’ ‘Sabe o que é, é que não estarei na cidade, tenho que ir à Seattle comprar umas coisas e só tenho amanhã. Quem sabe na próxima… ’ ela disse, fechando a porta na cara dele ‘… Encarnação.’ Ela pensou. Logo ela voltou sua atenção para o bilhete do teu pai, imaginando que tipo de loucura ele iria se meter. Perto do castelo, começou a chover e o pai de Bella resolveu entrar. Alice, como sempre hospitaleira e intrometida, resolveu dar abrigo ao forasteiro. ‘Isso não vai prestar. Edward não gosta de visitas… Ele vai querer fazer maldades com a gente, como ouvir música clássica o dia todo… ’ o Reloginho de ponteiros dourados, Jasper, falou. ‘Meu Deus, um relógio que fala!’ O camponês bigodudo exclamou. ‘Tranquilo, mano… Edward está lá na Ala Leste, onde fica seu piano e não podemos entrar. ’ O castiçal musculoso disse. ‘Meu Deus, um castiçal que… ’ ‘Mas será que tudo é motivo de surpresa? É, meu filho, tudo aqui dentro fala… Devem ter outros personagens coadjuvantes também, mas os principais somos nós, então se contente em conversar conosco, tá legal?’ ‘…’ ele ficou sem fala. ‘Meu Deus, uma rosa que fala!’ o camponês exclamou. ‘Difícil é fazê-la calar a boca. ’ Alice, o bule de chá disse. ‘Não se preocupem amiguinhos. Eu não pretendo ficar aqui muito tempo, eu só procuro abrigo por causa da chuva e… Aquilo lá fora é um Aston Martin?’ ‘Sai de perto do meu Vanquish.’ A Fera peluda e horrorosa saiu de trás de algum lugar. ‘Meu Deus, um lobo que fala!’ o camponês disse. ‘Você me ofende em minha própria casa? Monstro, tudo bem, mas LOBO?’ A Fera explodiu. ‘Vou te trancar na torre mais alta e você vai ter que conviver com a Rosa. ’ Ele disse. ‘Deus é mais… ’ a Rosa murmurou, lixando seus espinhos.

‘Por favor, piedade. Tudo menos isso, qualquer coisa menos isso. ’ O camponês rogou, olhando para a cara de tédio da Rosa. ‘Bom, se você tiver uma filha tão branca que eu possa ver os hematomas de suas quedas, que cheira igual às flores e seja tão desajeitada que tropece na própria sombra, eu faço uma troca justa. ’ De repente, ouviu-se um trovão, um barulho ensurdecedor que todos, menos o camponês, se assustaram. ‘Que diabos é isso?’ o castiçal Emmett perguntou. ‘Minha filhinha. ’ O camponês disse. ‘Olá, alguém aí? Procuro meu pai, um camponês bigodudo metido a policial. ’ Bella adentrou o castelo, ignorando o pedido do pai que pediu em seu bilhete que viesse no dia seguinte. ‘Graças aos céus minha filha é tão teimosa. Bells olha que legal. Você vai ficar nesse lugar cheio de criaturas estranhas e um ser peludo e mal humorado. Não vou me demorar, toma, aqui tem um elixir mágico que poderá usar caso queira fugir. ’ ‘Spray de pimenta. Super!’ ela exclamou, ironicamente, vendo seu pai ir embora. Seus olhos passearam pelo salão e ela pode ver os objetos falantes, até seus olhos caírem sobre a Fera. Ela abafou um grito. ‘Está com medo?’ ele perguntou. Ela respirou fundo. ‘Não’. E o fitou por mais alguns minutos. ‘Então… Cabeludinho… O que eu faço agora?’ ela perguntou à Fera. ‘Você eu não sei, mas eu vou pra a Ala Leste, que por sinal é proibida pra você, compor uma música sobre isso tudo. Alice, que já está ali no canto quicando, que nem uma bola por sua atenção, te levará aos seus aposentos. E pra não dizer que eu sou ruim vou te dar um conselho: cuidado com o veneno da rosa. ’ A fera aconselhou. ‘Mas rosas não são venenosas. ’ ela disse, toda sabichona. ‘Enfim, cuidado com o veneno dessa rosa. ’ ‘Veneno, ora, onde já se viu uma rosa como eu, elitizada, escolada e de nível, ter veneno. Veneno quem tem é a sua mãe, seu infeliz… ’ e ela continuou falando, mas a Fera ignorou, indo embora. ‘Bom, garotinha fofa que será minha melhor amiga dentro desse castelo cheio de malucos, eu vou te instruir aqui dentro pra viver uma vida agradável, principalmente com a Fera por perto:

Primeiro você terá que vestir tudo o que eu disser. Principalmente vestidos azuis de seda… E nada de All Star e jeans. Segundo, A Ala Leste é proibidíssima. Nem sonhe em ir lá. A Fera lê os pensamentos. Terceiro, não ligue para a Rosa. Ela é chata assim mesmo. ’ ‘Realmente espero que você queime esse bico ai com chá quente, sua imprestável. ’ A Rosa disse. ‘Onde eu acho um cravo nessas horas?’ Alice perguntou. ‘Cravo? Pra quê cravo?’ Bella perguntou. ‘Nunca ouviu a lenda? O Cravo brigou com a Rosa debaixo de uma sacada, o Cravo saiu ileso e a Rosa toda espancada… ’ ‘Epa, não é assim que a história aconteceu… ’ A Rosa se defendeu. ‘Mas deveria ser assim… ’ Alice disse, friamente. ‘Então, vamos aos meus aposentos?’ Bella disse, tentando acalmar o clima.” – Não vai me interromper? Estou estranhando, a essa altura do campeonato, você já teria interrompido. – eu perguntei à Nessie. - Não, titio, estou esperando o final, para ver o loirinho se dar mal. – Nessie me confidenciou. Tal pai, tal filha. - Han… Certo. “Bella começou a prestar atenção na Fera e percebeu que embaixo de todo aquele pêlo existia um coração. Ele até dera um presente a ela: sua biblioteca cheia de livros empoeirados, quando na verdade ele queria dar um carro a ela. Sim, ela o achava bom, mas a Fera não concordava, acreditando que não possuía mais alma e seu coração era apenas um pedaço de pedra que ficava dentro do seu tórax não tão sarado quanto o do seu irmão mais velho. Então, toda vez que Bella tentava uma aproximação, ele se esquivava. ‘Criatura, você percebe que essa pode ser a nossa única maneira de voltarmos ao normal?’ Alice perguntou. ‘Mas ela não vai me querer. Como é que uma pessoa normal, uma humana vai querer ficar com um monstro como eu?’ ele perguntou aos demais presentes. ‘Bom, certo dia eu li um livro estranho de capa preta que falava do amor entre um vampiro e uma garota e…’ Emmett começou a falar. ‘Me poupe dessa coisa ridícula, isso não existe. ’ A Rosa falou. ‘Oh, meu querido, o caso é o seguinte. Ou você beija a humana ou a gente vai ficar assim para sempre.’

‘Não quero!’ ele relutou. ‘Qual é cara, imagine, você pode escrever uma sinfonia em relação a isso. Não seria demais?’ Emmett sugeriu. ‘Não quero.’ Ele disse, fazendo beicinho. ‘Olha aqui, ô primo It, esse doce todo quem faz é o reloginho ai, que se vive reclamando da vida. Se você não beijar a humana eu vou rolar com meus espinhos em seu piano e vou arranhar tudo.’ A Rosa ameaçou. ‘Você não faria…’ ele duvidou. ‘E em seus carros também. E não duvide de mim… Eu já fui expulsa de um planetinha, onde um garotinho era um príncipe.’ ‘Expulsa, por quê?’ Alice quis saber. ‘Ah, a mesma ladainha: veio pra Terra, conheceu uma raposa, voltou pro planeta e veio com um papo de cativar. Aí eu mandei ele cativar a mãe e aqui estou. Em todo caso, preciso voltar a ser vampira vegetariana…’ ‘Por quê?’ Emmett perguntou. ‘Tenho contas a pagar com aquela raposa… ’ ela disse, com um leve brilho de vingança no olhar. ‘Então… Está decidido, Edward vai beijar a menina. ’ Alice disse. ‘Eu não decidi nada. ’ Ele disse. ‘Mas não importa, eu vejo você beijando Bella… Alguém decidiu. Perdeu playboy. ’ ela disse, sorrindo. ‘Mas é claro, desse jeito ai você não vai beijar ninguém. Vamos fazer um curso de etiqueta, renovar seu guarda roupa e aparar as pontas desse cabelo todo… ’ Então, a tarde seguiu e todos se empenharam para que o jantar fosse um sucesso. Bem, quase um sucesso. Ao avistar Bella, na escada, a Fera perguntou à Alice: ‘Porque ela está de amarelo? Era pra ela estar de azul, eu gosto quando ela veste azul. O vestido que ela estava usando no dia que ela chegou era azul, porque não colocou um vestido azul nela?’ ‘Mas eu também não escolhi aquele All Star pra ela. É a última vez que eu peço para Emmett vestir alguém. ’ Alice confidenciou. Então eles se aproximaram. ‘Você está muito bonito hoje, Fera.’ Bella disse. Ouviu-se um pigarro no fundo.

‘Han… Você está linda, com esse vestido não azul… ’ ‘… E All Star ao invés do salto lindo de cetim que eu escolhi pra você’ Alice disse ao fundo. ‘Então, quer dançar?’ A Fera perguntou. ‘Não sei dançar… ’ ela respondeu. ‘Han, sem problemas, eu conduzo. ’ Ouviu-se uma música no fundo, uma suave melodia. ‘Sentimentos são fáceis de mudar…’ Alice começou a cantar. ‘Peraê, Alice.’ Edward interrompeu, largando Bella que, ainda no ritmo, caiu no chão. ‘Eu compus uma música para dançar mais Bella… ’ ‘Você vai tocar e dançar ao mesmo tempo? Nem você consegue fazer isso, Edward. Agora me deixe cantar a minha musiquinha, por favor?’ ‘Tá bem…’ Edward bufou. Então eles ficaram rodopiando noite adentro. Mas mudando o foco da historinha, ali perto, nas redondezas, Mikon foi atrás de Bella mais uma vez. ‘Sr. Swan, vim pedir a mão de sua filha.’ Ele disse com firmeza ao pai da nossa heroína, mas não o mesmo tipo favorito de heroína de Edward. ‘Chegou tarde, ela está no Castelo da Fera, que é peludo e musculoso.’ O pai dela disse. ‘E você deixou sua única filha num castelo com uma Fera?’ Mikon perguntou. O pai refletiu, refletiu, depois virou para ele, enquanto pegava seu equipamento de pesca. ‘É… Acho que sim. ’ E entrou em sua casa, deixando Mikon boquiaberto com tamanha falta de responsabilidade paterna. ‘Vou resgatar Bella dos braços daquela Fera. ’ Ele disse, levando um bando com ele para que pudesse matar a Fera. Então houve uma batalha feia, muita gente brigando com objetos e bla bla bla, mas o melhor estava por vir… A batalha travada entre a Fera e Mikon.” - Isso, titio, conta! – Renesmee me interrompeu. Seus olhinhos brilhavam e seu sorriso no rosto denunciava que ela queria uma grande batalha. “Ah, foi uma briga horrorosa. Claro que, em condições normais, a Fera, com um peteleco tinha derrotado Mikon. Mas nesse dia, para dar mais ênfase à história, foi uma batalha muito feia. Punho contra punho, espada contra espada, até que eles duelaram do modo mais perigoso:

‘Desafio você para um duelo de Badminton.’ Mikon desafiou. Não preciso dizer que não foi uma boa idéia. Como uma bala perdida, a peteca atingiu uma inocente: Bella. A menina cambaleou, caindo dura no chão, com a respiração fraca e batimentos fracos. ‘Ela está morrendo, Edward, você tem que beijá-la agora.’ Alice disse. ‘Mas ela vai virar uma de nós, digo, vampira…’ Edward disse meio cabisbaixo, pois não casaria com ela primeiro… ‘Caramba, beija logo essa menina, minhas pétalas estão caindo e eu não quero ficar despetalada…’ Rosa gritou. Então Edward beijou a menina humana, transformando-se novamente em vampiro, sua família voltou ao normal e a menina transformou-se em vampira. ‘Edward? Edward, é você?’ ela quis saber. ‘Sim, Bella, sou eu.’ Ele respondeu, sorrindo. ‘Você quebrou o feitiço, eu e minha família pudemos voltar ao normal. ’ ‘Pena que seu nariz não se concertou.’ Bella murmurou. ‘Ele ficou meio tortinho… Mas até que é bonitinho assim…’ ‘Han… É… Enfim, você aceita casar comigo?’ ele perguntou. ‘Ai, casar? Mas tão nova? Imagina o que as pessoas da aldeia vão dizer…’ ‘Você não vai envelhecer, sabe? Agora que é uma vampira.’ Ele murmurou. ‘Ah, então, por mim, tudo bem.’ Ela disse. Como Alice, aquela louca, já havia tudo planejado, o casamento foi realizado. A Rosa, depois de ter caçado a bendita raposa, ainda mal humorada, aceitou o musculoso irmão de Edward. Alice acertou-se com o ex-reloginho e todos viveram felizes para todo o sempre.’ - E fim. – eu conclui. - SÓ ISSO?! – Nessie exclamou. – E Mikon, qual foi o fim dele? Gastón morreu no final do desenho, titio. - Ele casou com a fofoqueira da aldeia… Mas que coisa feia, Nessie. Eu não vou alimentar essa violência desnecessária. - Você adora violência, tio. – ela me lembrou, piscando incrédula.

- Sim, mas quando eu encorajo a violência é diferente. Ela pode se voltar contra mim. Sabia? - Como assim? – ela questionou. - Se eu encorajar, Rose, Edward e Bella podem ser violentos comigo, e eu não estou muito a fim de ser desmembrado hoje, sabe? – eu confidenciei. - Hum… Puxa, mas eu adoraria ver Mike Newton se dar mal no final. – ela disse. - Bem… Acho que podemos fazer algo a respeito disso, se você souber guardar segredo. – eu disse, armando um plano com a minha sobrinha. Graças a Deus Alice não previa o futuro de Nessie e Edward estava longe demais para ouvir nossos pensamentos. O castigo teria sido terrível. O caso foi o seguinte: Mike Newton tem um segredo. Depois de assistir O Chamado, ele ficou sete dias sem dormir. Até hoje ele tem medo que a garota, a Samara, venha rastejando e faça alguma perversidade com ele. O que fizemos? Mandamos via celular o vídeo que aparece no filme com o nome: As mais belas de Forks. Depois disso, fiz Nessie ligar e falar com a mesma voz (a menina é uma ótima imitadora): Sete horas. Rapaz, a cara do moleque ficou mais branca que a minha. E olha que eu já não tenho sangue no corpo… Mas a melhor parte foi na hora de dormir. Nessie ficou fofíssima de peruca longa, lisa e preta, vestido de boneca todo rasgado e molhado, e a maquiagem ficou impecável. Eu não sabia que ela conseguia se maquiar tão bem, ainda mais para fazer uma cara tão horrenda. Vou narrar mais ou menos o que aconteceu. No quarto de Mike, tive que quebrar a TV, instalar um poço falso em seu quarto e molhar tudo. Mas não se preocupem, já arrumei tudo antes de sair. Quando ele entrou no quarto e viu o poço, a TV quebrada e tudo molhado, ele ficou em choque. Pior ainda quando viu Nessie saindo do poço. Coitado. Nunca vi alguém desmaiar tão rápido. Parecia uma jaca madura caindo no chão. Prontamente, Nessie e eu arrumamos tudo, mas deixamos sua cama molhada, para que sua mãe pensasse que ele havia feito xixi na cama. HeHeHe… Com Nessie satisfeita, voltamos para casa, onde Edward nos esperava. Nessie mostrou ao pai o que fizemos, e eu já estava esperando meu castigo, quando ele gargalhou, abraçou Nessie e disse: – Orgulho do papai. Sério, quais os valores que Edward está ensinando para a filha? Se não fosse por mim, essa garota estaria perdida.

Pelo menos dessa vez eu não tive castigo algum. E é muito com começar um ano assim. Então, monstrinhos e monstrinhas, titio deseja a todos um ano vampiresco, cheio de ursos pardos, quedas de braço bem sucedidas e historinhas. Com muito amor, músculos e a vitória de não ter sido castigado, mas horrorizado com os novos valores ensinados às criancinhas, Tio Emmett. - Emmett, Emmett… Conte isso direito. Não foi bem assim que aconteceu. – Alice me corrigiu, lendo por cima do meu ombro o que eu acabara de escrever. - Alice, fica na sua, tá legal? – eu disse. - Não posso, sou muito correta para ver uma pessoa mentindo aos próprios leitores. Acho isso feio e eles merecem saber o que aconteceu com você depois de ter feito essa atrocidade com o garoto Newton. Conte a verdade, que Carlisle teve que atender o menino, pois ele ficava repetindo o tempo todo: sete horas, sete horas… E sentiu o seu cheiro no quarto dele. Nossa, eu nunca vi Carlisle perder a paciência com você, meu irmão, foi absolutamente engraçado ele chegar em casa bufando do jeito que chegou. - Não vi graça nenhuma… – eu respondi. - Claro… Você que teve que cantarolar canções de ninar para Mike Newton durante um mês inteirinho até que o menino pudesse dormir em paz, sem ficar repetindo, assustado, SETE HORAS, enquanto dormia. Não entendo porque não gostou, queria tanto ver o que Bella tanto falava enquanto dormia, quando era humana, mas você sabe que Edward nunca deixou, agora nem posso ver Nessie dormindo, pois Rosalie é cheia de dedos com a menina, ai… - Alice…? – eu achei sua atenção. - Sim? – ela respondeu. - Diga logo que você só veio aqui dar um olá e se despedir dos leitores…– eu disse, sabendo das reais intenções da minha irmã pequena e chata. - Ah, bom, já que mencionou… – ela sorriu, sem graça. – Fofinhos e fofinhas, muitos beijos e abraços com cheiro de roupas novas e botas de couro de salto fino. - E FIM. – eu gritei, apertando o enviar do email. Autora: Julyte

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