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Actividades de enriquecimento curricular


Fenprof diz que há 15 mil professores a recibos verdes
Por Margarida Davim
A Federação Nacional de Professores (Fenprof) fala em «formas de exploração da função
docente» para descrever a situação dos cerca de 15 mil professores que trabalham a recibos verdes
nas actividades de enriquecimento escolar do 1.º ciclo

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Para a Fenprof, a situação dos cerca de 15 mil docentes que trabalham a recibos verdes no programa de enriquecimento
escolar promovido pelo Ministério da Educação e pelas autarquias é «um escândalo da mesma natureza, mas de
dimensão ainda maior do que o das Novas Oportunidades».

O sindicato denuncia a «grande precariedade» em que se encontram estes professores, com horários de «seis a dez
horas semanais», e alerta para as consequências deste regime laboral para a progressão na carreira destes
profissionais.

«A esta situação acrescem, ainda, grandes diferenças no que respeita ao cálculo das remunerações e aos
períodos de contratação, para além da obrigatoriedade de os docentes se deslocarem graciosamente, entre
diferentes escolas, algumas a distâncias significativas» , criticam os sindicalistas.

«Apesar das condições muito negativas a que os docentes se sujeitam, estes recorrem às actividades de
enriquecimento curricular (contratados directamente pelas autarquias ou por empresas da ‘especialidade’)
por se encontrarem desempregados» , lê-se num comunicado da Fenprof enviado às redacções para denunciar uma
situação que os sindicalistas entendem ser semelhante à das Novas Oportunidade – um programa em que o Governo
recorreu à contratação através de falsos recibos verdes e cuja regularização anunciou depois de o caso ter sido denunciado
pelo semanário Expresso.

A Fenprof acusa mesmo o Governo de «não regular nem fiscalizar» o modo como as autarquias contratam os
professores para o programa de enriquecimento escolar do 1.º ciclo.

Os sindicalistas defendem «uma profunda alteração na forma de organização e promoção das actividades de
enriquecimento curricular» e pedem ao Governo «o fim imediato do recurso a ‘falsos recibos verdes’» e a
extinção do actual modelo de actividades de enriquecimento curricular

Para a Fenprof, «uma verdadeira escola a tempo inteiro» deveria ser conseguida através da «adequação dos
espaços escolares e apetrechamento das escolascom materiais específicos adequados às exigências do
currículo e planificações» e não ser feita recorrendo à contratação de empresas em regime de outsorcing.

margarida.davim@sol.pt

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