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reconhecimento e acompanhamento adequados.

Neste livro, você será apresentado aos principais conceitos da contabilidade
tributária e às políticas e ações que, em conformidade com os princípios e
normas fiscais em vigor, poderão ajudá-lo a definir as práticas que conduzirão
a empresa em que você atua a uma gestão eficaz.
Aqui você encontrará explicações gerais sobre leis, normas, resoluções
e outros dispositivos que compreendem a estrutura tributária brasileira.
A intenção é elucidar dúvidas frequentes no estudo, reconhecimento
e controle das operações que demandam o pagamento de tributos,
contemplando-se as seguintes temáticas:

Quais são os princípios e as
normas da legislação tributária?

O que são tributos?

Quais são os aspectos contábeis
e fiscais que envolvem
a contabilidade tributária?
Como declarar impostos
e lucratividade da
minha empresa?

CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA

O que é contabilidade tributária?

SÉRIE GESTÃO FINANCEIRA
DIALÓGICA

o gerenciamento de qualquer negócio e, por isso, requer

éRICO ELEUTERIO DA LUZ

A informação contábil é imprescindível para

2ª edição

CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA

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éRICO ELEUTERIO DA LUZ

CONTABILIDADE tributária

.série gestão financeira dialógica O selo DIALÓGICA da Editora InterSaberes faz referência às publicações que privilegiam uma linguagem na qual o autor dialoga com o leitor por meio de recursos textuais e visuais. São livros que criam um ambiente de interação com o leitor – seu universo cultural. possibilitando um real processo de interlocução para que a comunicação se efetive. o que torna o conteúdo muito mais dinâmico. social e de elaboração de conhecimentos –.

Érico Eleuterio da Luz Contabilidade tributária 2ª edição .

Curitiba: InterSaberes. 2. Nelson Luís Dias Dr. 2014. 2014. 2ª edição. Contabilidade tributária 657.br editora@editoraintersaberes. 184 do Código Penal.editoraintersaberes. 14o andar Centro – C e p 80420-010 – Curitiba – PR – Brasil Fone: (41) 2103-7306 www. Érico Eleuterio da Contabilidade tributária [livro eletrônico]/Érico Eleuterio da Luz.657. 14-07653 Índices para catálogo sistemático: 1. 2012. . Ulf Gregor Baranow Editor-chefe Lindsay Azambuja Editor-assistente Ariadne Nunes Wenger Capa Stefany Conduta Wrublevski Projeto gráfico Raphael Bernadelli Diagramação Fabiana Edições 1ª edição. Foi feito o depósito legal. ed. Brasil) Luz. Vicente Machado. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida por qualquer meio ou forma sem a prévia autorização da Editora InterSaberes. II.46 CDD . Ivo José Both (presidente) Drª Elena Godoy Dr.Av.610/1998 e punido pelo art. PDF Bibliografia. Título.com. 9. ISBN 978-85-443-0027-5 1.Leis e legislação I. 317.com. Contabilidade tributária 2. (Série Gestão financeira) 2 Mb. Contabilidade tributária . Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro. A violação dos direitos autorais é crime estabelecido na Lei n. SP.46 Informamos que é de inteira responsabilidade do autor a emissão de conceitos.br Conselho editorial Dr. Série.

1 Limitações do poder de tributar 58 2.5 Planejamento e gestão tributária 66 .4 Estrutura dos relatórios contábeis 26 2 Princípios e normas da legislação tributária 55 2.2 Princípios fundamentais de contabilidade 23 1.3 Imunidade e isenção tributária 62 2.Sumário Agradecimentos 7 Dedicatória 9 Apresentação 11 Como aproveitar ao máximo este livro 13 1 Contabilidade tributária 17 1.1 Definição de contabilidade 20 1.2 Princípios constitucionais tributários 59 2.3 Conceito de patrimônio 25 1.4 Competência tributária 62 2.

3 Tributação sobre receita e faturamento 106 4.2 Elementos fundamentais do tributo 77 3.4 Tópicos especiais 121 Considerações finais 135 Referências 137 Respostas 145 Sobre o autor 149 .3 Espécies tributárias 78 3.1 Formas de tributação sobre o resultado 90 4.4 Impostos diretos e indiretos 83 4 Contabilidade tributária aplicada: aspectos contábeis e fiscais 87 4.1 Conceito de tributo 76 3.2 Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) 104 4.3 Tributo 73 3.

Agradecimentos Amanhã! Será um lindo dia Da mais louca alegria Que se possa imaginar Amanhã! Redobrada a força Pra cima que não cessa Há de vingar (Guilherme Arantes) A Deus pela vida. Matheus Lourenço Eleuterio da Luz. Ao meu filho.. ternura e suprema felicidade! . por me proporcionar a certeza de um novo “amanhã”. de amor..

.

A todos da minha família. ternura e sublime amor. por todos os motivos. Emídia Alves da Luz.Dedicatória À minha mãe. pelo ­exemplo de força. .

.

por vezes. deve superar a visão imediatista e insensata da evasão. apresentando os aspectos contábeis e fiscais que estruturam o estudo dessa disciplina. posto que esta é proibida pelo fato de residir na simples burla da legislativa tributária. normas. Essa dificuldade serve como justificativa para ações que criam seguidamente riscos e contingências. resoluções e outros tantos tipos legislativos que constituem a estrutura tributária brasileira. A busca constante da elisão fiscal. dificulta o estudo e a análise dos efeitos fiscais sobre o patrimônio e os resultados das entidades. com todas as consequências . Você verá que uma gestão tributária responsável implica o cuidado com políticas e ações que visem reduzir o impacto dos tributos no resultado e no caixa das empresas. O emaranhado de leis. porém sempre em observância aos princípios e normas fiscais.Apresentação N este livro. que compreende o planejamento tributário. trataremos da conceituação da contabili- dade tributária.

portanto. de maneira conjunta. É com base nessas premissas que apresentamos esta obra. . com a informatização de controles e informações sobre contribuintes e tributos.12 que delas resultam. auxiliar na compreensão e na definição de políticas que conduzam a uma gestão tributária eficaz. É imprescindível. O propósito deste livro é contribuir com conceitos tributários e contábeis que possam. que se propõe a colaborar no estudo e na aplicação dos conceitos necessários para a obtenção do melhor efeito na prática tributária. O controle estatal sobre a arrecadação está se aprimorando a passos largos. que o gestor tributário entenda do negócio com o qual está envolvido e tenha uma considerável compreensão da contabilidade societária e dos efeitos tributários das operações.

São ferramentas projetadas de acordo com a natureza dos temas que vamos examinar. Conteúdos do capítulo Logo na abertura do capítulo. você será capaz de: Você também é informado a respeito das competências que irá desenvolver e dos conhecimentos que irá adquirir com o estudo do capítulo. Veja a seguir como esses recursos se encontram distribuídos no decorrer desta obra. Após o estudo deste capítulo.Como aproveitar ao máximo este livro Este livro traz alguns recursos que visam enriquecer o seu aprendizado. . você fica conhecendo os conteúdos que nele serão abordados. facilitar a compreensão dos conteúdos e tornar a leitura mais dinâmica.

de uma síntese que traz os principais conceitos nele abordados. . ao final do capítulo. a aplicação dos conceitos examinados. Exercícios resolvidos A obra conta também com exercícios seguidos da resolução feita pelo próprio autor. com o objetivo de demonstrar. na prática.Síntese Você dispõe.

Questões para revisão Com estas atividades. a fim de que você possa verificar como está sua aprendizagem. Ao final do livro. o autor disponibiliza as respostas às questões. o autor responde a dúvidas frequentes relacionadas aos conteúdos do capítulo. você tem a possibilidade de rever os principais conceitos analisados. .Perguntas & respostas Nesta seção.

.Saiba mais Você pode consultar as obras indicadas nesta seção para aprofundar sua aprendizagem.

Contabilidade tributária 1 .

entender a importância da contabilidade para efeitos tributários.Conteúdos do capítulo • Conceito e objetivo da contabilidade. compreender o conceito de contabilidade e os princípios que a fundamentam. compreender a evidenciação da estrutura do Balanço Patrimonial e da Demonstração do Resultado do Exercício. 3. • Estrutura conceitual básica da contabilidade. . Após o estudo deste capítulo. identificar e aplicar as principais técnicas contábeis. 4. • Objetivos da contabilidade tributária. • Contabilidade tributária. você será capaz de: 1. 2.

de 27 de maio de 2009 (Brasil. 1976). como o Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado. . 11. O domínio dos conceitos da contabilidade tributária requer o estudo e o conhecimento de conceitos e técnicas da contabilidade societária ou financeira.404. enfocando alguns aspectos dos impactos tributários na estrutura dos relatórios contábeis mais tradicionais. 2009c). também conhecida como Lei das Sociedades por Ações. 2007a).941. 11.638. de 15 de dezembro de 1976 (Brasil. e pela Lei n. 6.19 N este capítulo. trataremos dos conceitos fundamentais de contabilidade. regulada por princípios e regras previamente estabelecidos na lei societária. e procurando analisar a importância e o objetivo dos princípios fundamentais de contabilidade. que foi alterada pela Lei n. notadamente na Lei n. de 22 de dezembro de 2007 (Brasil.

registra. 176 da Lei das Sociedades por Ações (Lei n. resume. . Ao fim de cada exercício social.404/1976): Art. 176. as seguintes demonstrações financeiras. Observe o que determina o art.1. Entender a estrutura e os conceitos dos relatórios contábeis. notadamente o Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado do Exercício. é condição fundamental para o planejamento. A análise e a interpretação referem-se a técnicas (índices.20 1. 6. A captação e o registro dos dados ocorrem via recepção de tais fatos pelo sistema contábil. com base na escrituração mercantil da companhia. a diretoria fará elaborar. analisa e interpreta todos os fatos ocorridos em um determinado período que afetem o patrimônio e o desempenho (resultado) de uma entidade. a racionalização e a economia de tributos. III – demonstração do resultado do exercício. II – demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados. análises vertical e horizontal e outras) aplicadas sobre os relatórios contábeis para fins de verificação da situação econômica e financeira da empresa. 1.1 Definição de contabilidade O conhecimento dos conceitos da contabilidade societária é determinante para a correta compreensão e aplicação dos fundamentos da contabilidade tributária. que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício: I – balanço patrimonial. O resumo constitui-se nos relatórios que são disponibilizados aos usuários após o reconhecimento contábil (lançamento) das operações.1 Conceito A contabilidade é uma ciência que capta.

O exercício social pode coincidir com o ano civil. no mínimo. 11. 11. Essa norma brasileira de contabilidade tem por objetivo simplificar a aplicação das regras internacionais de contabilidade quando internalizadas no Brasil por meio dos CPCs. de 2007) V – se companhia aberta. companhias de seguro. [essa obrigação pública de prestação de contas existe para aquelas empresas que têm ações negociadas em bolsa ou possuem debêntures negociadas no mercado financeiro. Exemplos de usuários externos incluem proprietários que não estão envolvidos na administração do negócio. grifo nosso) .638.255/2009 define pequenas e médias empresas.] e (b) elaboram demonstrações contábeis para fins gerais para usuários externos. 1976) Percebemos. 1. A Resolução n. fundos mútuos e bancos de investimento. (Brasil. 1. embora devamos ressaltar que a escrituração contábil deve ser efetuada mensalmente. corretoras de seguro. estão em processo de abertura de capital ou possuem ativos em condições fiduciárias perante um amplo número de investidores.638. que a lei societária exige a elaboração anual. casos dos bancos.21 IV – demonstração dos fluxos de caixa. credores existentes e potenciais. cooperativas de crédito. 2009b). para efeito de enquadramento em seus preceitos. e (Redação dada pela Lei n. embora não seja uma determinação da lei. (Brasil. portanto. de 2007). como aquelas que: (a) não têm obrigação pública de prestação de contas. das demonstrações contábeis. de 10 de dezembro de 2009 (Brasil. demonstração do valor adicionado (Incluído pela Lei n. 2009b. Cabe aqui um destaque especial para o Pronunciamento Técnico do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) que trata da contabilidade aplicada às pequenas e médias empresas – PMEs. e agências de avaliação de crédito.255. aprovado pela Resolução do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) n.

11.2 Objetivo O objetivo da contabilidade é o estudo com vistas ao controle do patrimônio e do resultado das entidades. Sociedade de grande porte é aquela empresa que possui ativos superiores a R$ 240. como PMEs. 1. o patrimônio é o objeto da contabilidade.000. 6. no Brasil. O objetivo será cumprido quando os usuários tiverem acesso ao conjunto de informações financeiras que devem estar contempladas nas demonstrações listadas anteriormente.404/1976. O enfoque tributário da contabilidade concretiza-se no registro contábil das provisões relativas aos tributos a recolher. como PMEs.00 (duzentos e quarenta milhões de reais) ou faturamento superior a R$ 300. são tidas. previstas na Lei n.1. para fins dessa norma. A contabilidade tributária tem a responsabilidade de informar. . os valores dessas provisões. 11.000. para fins dessa norma. desde que não enquadradas pela Lei n. de forma correta e tempestiva. também são tidas. as sociedades por ações fechadas (sem negociação de suas ações ou outros instrumentos patrimoniais ou de dívida no mercado e que não possuam ativos em condição fiduciária perante um amplo grupo de terceiros). As sociedades limitadas e demais sociedades comerciais. mesmo que obrigadas à publicação de suas demonstrações contábeis.638/2007 como sociedades de grande porte. em obediência aos princípios fundamentais de contabilidade e às regras fiscais.22 Esclarece essa resolução que.000. sejam elas de fins lucrativos ou não.00 (trezentos milhões de reais) no exercício social anterior.000. Assim.638/2007 como sociedades de grande porte. ocupando-se também da escrituração dos documentos fiscais em livros fiscais próprios ou registros auxiliares para apurar e determinar o montante dos tributos a serem recolhidos. desde que não enquadradas pela Lei n.

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No entanto, um dos objetivos mais nobres da contabilidade
tributária é, sem dúvida, prestar orientações adequadas aos
diversos setores da empresa acerca da legislação tributária e
suas alterações, bem como de possíveis planejamentos fiscais
que possam ser feitos de forma positiva e que ofereçam, dentro
da legalidade, ganhos para todos os envolvidos, sejam filiais,
sejam departamentos ou sociedades participantes de um grupo
econômico.

1.1.3 Finalidade e campo de aplicação
A contabilidade tem como finalidades principais a geração e
a distribuição de informações que sejam úteis para o planejamento e o controle de um determinado patrimônio.
As técnicas de contabilidade aplicam-se a todas as entidades
que ne­cessitem de informações acerca de sua situação econômica
e financeira, independentemente do porte, do tipo de atividade
e do regime tributário a que estiverem sujeitas.
Por meio dos relatórios contábeis, os gestores verificam se o
que foi definido como objetivos e metas está sendo executado.
Esse processo denomina-se controle.
Tais objetivos e metas são definidos durante a etapa de planejamento e consubstanciados no plano orçamentário, o que
permite a comparação entre os valores orçados e aqueles realizados (extraídos da contabilidade). Essa comparação possibilita
à administração decidir-se por ações rápidas e eficazes caso
algum aspecto dos planos não tenha sido atingido.

1.2 Princípios fundamentais de contabilidade
São as regras adotadas pelos profissionais de contabilidade,
dentro de um consenso geral, e que devem ser observadas na
elaboração das demonstrações contábeis. São de observância
obrigatória por força da Lei n. 6.404/1976, que em seu art. 177
determina:

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Art. 177. A escrituração da companhia será mantida em registros permanentes, com obediência aos preceitos da legislação
comercial e desta Lei e aos princípios de contabilidade geralmente aceitos, devendo observar métodos ou critérios contábeis uniformes no tempo e registrar as mutações patrimoniais
segundo o regime de competência.

Devemos destacar que a teoria contábil e o CFC consagram,
além dos princípios fundamentais de contabilidade, também
as convenções contábeis.
Por meio da Resolução n. 750, de 29 de dezembro de 1993
(Brasil, 1993), o CFC definiu os princípios que devem ser observados em todo o país:
• Princípio da entidade: o patrimônio é o objeto da contabilidade, não se confundindo, para efeito contábil, com
o patrimônio dos sócios ou acionistas. Esse princípio
determina a clara distinção entre o que pertence à entidade é o que é das pessoas, físicas ou jurídicas, que são
seus sócios e acionistas.
• Princípio da continuidade: as empresas são criadas para
operarem indefinidamente. Essa premissa deve ser
observada quando do registro e da avaliação das mutações patrimoniais, alterando-se esse princípio apenas se
surgirem fortes evidências de descontinuidade.
• Princípio da oportunidade: o registro das operações deve
ser efetuado no tempo certo e com a extensão correta;
caso exista uma possibilidade, ainda que apenas razoável,
de ocorrer um evento, este deve ser considerado.
• Princípio do registro pelo valor original: os elementos que
compõem o patrimônio das entidades devem ser escriturados (registrados) pelos respectivos valores originais
das transações, demonstrados a valor presente na moeda
do país.

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• Princípio da competência: as receitas e as despesas devem
ser incluídas no resultado do período em que ocorreram, e não quando efetivamente recebidas ou pagas.
O resultado (lucro ou prejuízo) de um exercício deve
corresponder ao confronto das receitas e despesas geradas naquele exercício.
• Princípio da prudência ou do conservadorismo: o enunciado
desse princípio expressa que a contabilidade deve adotar
o menor valor para os elementos do ativo e o maior valor
para os do passivo sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a avaliação das quantificações das mutações patrimoniais.

1.3 Conceito de patrimônio
O patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações pertencentes a uma entidade em um determinado momento e
suscetíveis à avaliação econômica.

1.3.1 Bens
Um bem é todo item que pode ser avaliado em dinheiro e
satisfaz uma necessidade. Os bens podem ser tangíveis ou
intangíveis.
• Bens tangíveis: são representados por itens de natureza
concreta, palpável, existente fisicamente. Exemplos: mercadorias em estoques, veículos.
• Bens intangíveis: não apresentam forma física. São
bens simbólicos que, entretanto, têm utilidades, valor
econômico e prestam-se à satisfação de determinada
necessidade. Exemplos: marcas e patentes, direitos
autorais, fundo de comércio.

quando recebido.3. também. 1.4 Estrutura dos relatórios contábeis Vamos estudar neste tópico a estrutura dos principais relatórios contábeis. Exemplos: duplicatas a receber por venda a prazo. São considerados.3. A forma e o conteúdo dessas duas demonstrações serão explicadas a seguir. Em razão disso. aplicações financeiras.26 1. faz-se uma divisão: • Obrigações com terceiros: passivo. • Obrigações com os sócios ou acionistas: patrimônio líquido. como obrigação os valores relativos ao investimento efetuado pelos sócios da empresa e que esta deve devolver caso necessário. O Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado do Exercício são os demonstrativos mais comumente utilizados pelos usuários.3 Obrigações As obrigações são as dívidas da empresa. . Direito pode ser considerado tudo aquilo que futuramente irá tornar-se um bem.2 Direitos São todos os créditos que a entidade tem a receber de terceiros. uma vez que trazem informações fundamentais para o controle e o acompanhamento de qualquer negócio. direitos e obrigações Bens + direitos = Ativo Obrigações = Passivo 1. Resumindo: Patrimônio = Conjunto de bens.

de 26 de dezembro de 1977 (Brasil. passivo e patrimônio líquido. classificam-se em dois grandes grupos e vários subgrupos. 1977a).1 Balanço Patrimonial O Balanço Patrimonial é um relatório contábil obrigatório segundo a Lei das Sociedades por Ações.27 1. Ele proporciona ao empresário a possibilidade de acompanhar a evolução de seu patrimônio em diversos períodos. 1976.598.1 – Estrutura do Balanço Patrimonial Ativo Passivo Ativo circulante Passivo circulante Disponível Fornecedores Clientes Empréstimos e financiamentos Estoques Obrigações fiscais Despesas antecipadas Outras obrigações Ativo não circulante Passivo não circulante Realizável a longo prazo Investimentos Patrimônio líquido Imobilizado Capital social Intangível Reservas Ajustes de aval patrimonial Prejuízos acumulados Fonte: Elaborado com base em Brasil. que. Esse relatório mostra a configuração do patrimônio – daí o termo balanço patrimonial – de uma empresa em termos de ativo.4. . representados pelas contas contábeis. 1. teve estendida sua aplicação às demais sociedades. Os elementos que constam no Balanço Patrimonial. por meio do Decreto n. como apresentado no quadro a seguir: Quadro 1.

4. pois esta é a mera detenção de algum objeto. que se realizam integral e diretamente em dinheiro. tem de haver a possibilidade objetiva de atribuir-se um valor monetário a esse ativo. porque é ele que vai determinar a estrutura e o potencial que a empresa tem para atender a uma demanda do mercado e aproveitar oportunidades. como a marca.1. os estoques e outros. por exemplo. como as duplicatas a receber. podemos dividi-lo em dois grandes grupos: ativos de realização e ativos de uso. como máquinas e participações de capital em outras sociedades. ou seja. em menor ou maior prazo. . mas há uma dificuldade em sua avaliação monetária: os critérios utilizados são subjetivos e não atendem ao que determinam os princípios contábeis da objetividade. Ativos de realização são aqueles que compõem o ativo circulante. implicando o direito de uso. proporcionando à empresa a condição necessária para exercer sua atividade. é um dos ativos mais importantes de propriedade da empresa. A marca. Conceitualmente. gozo e disposição do ativo.1 Ativos O ativo é o aspecto mais importante em um negócio. porém não pode dispor totalmente dela (vender. Outro requisito essencial para qualificarmos um ativo é a possibilidade de que este seja mensurado monetariamente. por exemplo). Por exemplo: quando uma determinada empresa aluga uma máquina para efetuar determinado trabalho.28 1. tem a posse dessa máquina. Não basta a posse. A propriedade é um dos requisitos para a caracterização de um elemento como ativo. mas cumprem sua finalidade. pois não detém sua propriedade. Estes não são realizados diretamente em dinheiro. A mensuração monetária requer uma dose considerável de objetividade. difícil de ser atendida em avaliações de ativos imateriais. conforme sua finalidade. Já os ativos de uso são os que proporcionam a estrutura que a empresa necessita para poder exercer sua atividade.

Exatamente por isso é que a conta Caixa é a primeira a ser colocada no balanço patrimonial.29 Requisito essencial também para conceituação do ativo é a sua potencialidade como elemento gerador de benefícios presentes ou futuros. de 28 de agosto de 2009. no ativo as contas devem ser dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos registrados. Um exemplo seria um valor a receber de um cliente cujas possibilidades de cobrança estão esgotadas. pode ser o caso de se proceder à sua baixa. os grupos e os subgrupos do ativo devem aparecer na ordem em que são apresentados a seguir. ou quase impossível.404/1976. 6. Ativo circulante Constitui-se pelos bens e direitos realizáveis no curso do exercício social subsequente ou nos próximos 12 meses. A Resolução n.185. Requisitos para um item ser considerado um ativo: • Ser um bem ou direito. • Ser de propriedade da empresa. a obtenção desses benefícios. • Ser mensurável monetariamente (ter um valor). • Representar um benefício presente ou futuro. ou seja. primeiro aparecem as contas que representam os bens ou direitos mais rapidamente conversíveis em dinheiro. A propósito dos critérios de classificação do ativo. Caso se perceba que será muito difícil. 1. de acordo com a Lei n. pois representa o próprio dinheiro da empresa. Cada bem e direito deve ser constantemente analisado para se medir sua potencialidade de satisfação das necessidades da empresa. do CFC estabelece que: . Portanto.

• Duplicatas a receber: representam o saldo ainda não recebido das vendas feitas a prazo aos clientes da empresa. Trata-se de uma provisão constituída sobre possíveis perdas de duplicatas a receber que . 66. • Créditos: exemplos: duplicatas a receber.8 – Demonstração dos Fluxos de Caixa). que são movimentadas por meio de cheques. ou pretende-se que seja vendido ou consumido no decurso normal do ciclo operacional da entidade. 2009a) Os ativos que podem ser considerados como circulantes incluem: • Disponibilidades: representam os saldos existentes no caixa e nas contas correntes em bancos. No Balanço Patrimonial. Exemplos: caixa. O ativo deve ser classificado como circulante quando satisfizer qualquer dos seguintes critérios: (a) espera-se que seja realizado. estoques. a menos que sua troca ou uso para liquidação de passivo se encontre vedada durante pelo menos doze meses após a data do balanço. • Provisão para devedores duvidosos: é uma conta redutora de duplicatas a receber. ou (d) é caixa ou equivalente de caixa (conforme definido na NBC T 3. (b) está mantido essencialmente com o propósito de ser negociado.30 Art. bancos. a conta duplicatas descontadas é mostrada como redutora de duplicatas a receber no ativo circulante. provisão para créditos de liquidação duvidosa. (c) espera-se que seja realizado até doze meses após a data do balanço. títulos a receber. (Brasil. aplicações de liquidez imediata. • Duplicatas descontadas: representam duplicatas a receber cuja posse foi transferida para bancos em troca do recebimento imediato do valor das duplicatas.

os produtos em fabricação e os bens que estejam no almoxarifado. manutenção. os produto em processo e os produto acabado. • Estoques de produtos em fabricação: representam o saldo de produtos que estão sendo fabricados na data do balanço. dividem-se em matéria-prima. limpeza e outros). O estoque de produtos em fabricação é composto de matérias-primas. despesas financeiras pagas antecipadamente. Nas empresas industriais. Tais perdas nem sempre se realizam. Os direitos que tenham por objeto mercadorias e produtos produzidos ou comercializados pela empresa. . compreendem o saldo existente de mercadorias adquiridas para revenda. Nas empresas comerciais. serão avaliados pelo custo de aquisição ou produção. mas é prudente fazer-se a provisão em cada exercício contábil. Trata-se do valor de produtos que já estão prontos para a venda e cujo processo de produção já foi concluído.31 podem ocorrer por falta de pagamento dos clientes. • Aplicações de recursos em despesas cujo benefício se dará no exercício seguinte: exemplos: despesas de seguros a apropriar. • Estoques de matéria-prima: representam o saldo das matérias-primas existentes na empresa e ainda não utilizadas no processo de fabricação. • Estoques de produtos acabados: apresentam o resultado final do processo de produção em uma indústria. bem como as matérias-primas. com provisões para ajustá-los ao valor de mercado quando este for menor. salários e encargos do pessoal da fábrica e de outros custos indiretos de fabricação (energia. • Estoques: são bens adquiridos ou produzidos pela empresa com o objetivo de venda ou utilização própria no curso normal de suas atividades.

• Investimentos e participações permanentes em outras empresas: investimentos permanentes representam apli- cações de recursos no capital social de outras sociedades com intenção de permanência. sócios. Eventualmente são encontrados valores a receber de sócios. 6. eles devem ser classificados a longo prazo por determinação do art. mesmo que seu recebimento ocorra a curto prazo. Os valores normalmente encontrados são pequenos (depósitos compulsórios. inciso II.404/1976. como os investimentos permanentes.638/2007. acionistas e diretores. bem como aqueles ativos que apresentam uma duração maior e são utilizados continuamente. Contém elementos que se realizam em moeda (aqueles que integram o realizável a longo prazo).32 Ativo não circulante O grupo de ativos não circulantes é um grupo novo trazido pela Lei n. 179. depósitos judiciais e outros). diretores ou empresas coligadas e controladas. • Depósitos judiciais: constituem o saldo de depósitos feitos judicialmente sobre questões pendentes. como contestação de ações judiciais trabalhistas ou tributárias. • Ativo realizável a longo prazo: trata-se das contas representativas de bens e direitos realizáveis após o término do exercício social seguinte ou após o 12o mês da data de fechamento das demonstrações contábeis. Traduzem a estratégia da empresa em diversificar a atividade. o imobilizado e o intangível. pulverizando seu risco operacional (quando investe em atividades diferentes da sua). da Lei n. 11. substituindo o permanente. Não são aplicações temporárias ou meramente especulativas. ou em concentrar investimentos . Classificam-se nesse subgrupo também os valores relativos e as operações não usuais realizados com empresas coligadas e controladas. Nesses casos. Engloba valores de realização demorada e superior a um ano.

33 e aumentar a participação na mesma atividade. obtendo ganhos de escala e visando à obtenção de maior rentabilidade. móveis e utensílios. é a perda de valor de alguma coisa. Em contabilidade. Se quisermos saber o valor líquido contábil de cada bem. • Ativo imobilizado: o imobilizado são os bens corpóreos que a empresa utiliza para manter a sua atividade no mercado. Depreciar alguma coisa é diminuir o seu valor. marcas e patentes. Uma empresa de consultoria e prestação de serviços. ela terá maior ou menor necessidade de investir em estrutura física. Exemplos: imóveis. O valor acumulado da depreciação. basta deduzirmos a depreciação acumulada do valor original desses bens. demonstra quanto do imobili- zado já foi depreciado. Trata-se de uma conta negativa que reduz o valor do imobilizado. provisões para perdas permanentes. via de regra. equipamentos. veículos. Pela análise do imobilizado se vê a capacidade que a empresa tem de manter-se no mercado. em um sentido comum. veículos. edificações. não necessita de muito imobilizado. é o reconhecimento da despesa ou do custo relativo ao desgaste havido no ativo imobilizado. Exemplos: ações de outras empresas. depreciação. conforme a vida útil estimada desses bens. instalações. A depreciação acumulada mostra a soma das depreciações feitas ao longo dos anos. Dependendo do ramo da empresa. . • Depreciação acumulada: é uma conta redutora do imobilizado. O imobilizado se classifica por sua natureza: móveis e utensílios. representado pela conta depreciação acumulada. ao passo que uma indústria terá necessariamente de concentrar um maior volume de investimentos nesses ativos. máquinas. Depreciação.

185/2009 do CFC dispõe que: Art. 69. anteriormente classificados como ativos diferidos. serão classificadas no passivo circulante. incluindo-se os financiamentos para aquisição de itens do ativo não circulante. A seguir. ou seja. veremos a ordem em que os grupos e os subgrupos do passivo devem aparecer. É composto de dívidas com fornecedores. 1. empréstimos bancários e contas a pagar. primeiro aparecem as contas representativas das dívidas com menor tempo para pagamento.404/1976.2 Passivo: obrigações De acordo com a Lei n.4. 1. quando tiverem seus vencimentos durante o transcurso do exercício social seguinte (próximos 12 meses) e no passivo não circulante. no passivo as contas devem ser dispostas em ordem decrescente do grau de exigibilidade dos elementos registrados.404/1976 determina que se inclui nesse subgrupo o fundo de comércio adquirido. se tiverem vencimento em prazo maior que um ano. salários e encargos a pagar. 6. entre outras contas. O passivo deve ser classificado como circulante quando satisfizer qualquer dos seguintes critérios: (a) espera-se que seja liquidado durante o ciclo operacional normal da entidade. 6. Exemplos: marcas e patentes adquiridas pela empresa e os gastos com o desenvolvimento de novos produtos. A Lei n. . A Resolução n.34 • Intangível: classificam-se nesse subgrupo os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos (intangíveis) destinados a manter a atividade da companhia ou que serão exercidos com essa finalidade. Passivo circulante As dívidas da entidade.1. O passivo circulante é também de recursos de terceiros de curto prazo ou dívidas de curto prazo. impostos a pagar.

Os valores dos empréstimos estão corrigidos e acrescidos de juros ainda não pagos até a data do balanço. serviços de consultores. o contador deve reduzir o valor de lucros acumulados no patrimônio líquido e passar o valor para dividendos a pagar. constituindo-se. • Contas a pagar: incluem as contas e as despesas a pagar. aluguéis. . uma dívida com prazo certo para pagamento. água. Os passivos que podem ser considerados como circulantes incluem: • Fornecedores: representam o saldo das dívidas de curto prazo resultantes das compras a prazo de mercadorias (comércio) ou matérias-primas e embalagens (indústria). férias e 13o salário). Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS. Sempre que os sócios decidirem pela retirada de lucros. telefones. • Empréstimos bancários: compreendem basicamente os saldos e os empréstimos ou financiamentos bancários de curto prazo ainda não pagos na data do balanço. (c) deve ser liquidado no período de até doze meses após a data do balanço. advogados ou auditores. propaganda. • Dividendos a pagar: são o saldo de dividendos que ainda não foram pagos aos acionistas ou sócios. como luz. assim. ou (d) a entidade não tem direito incondicional de diferir a liquidação do passivo durante pelo menos doze meses após a data do balanço. • Salários e encargos a pagar: representam o saldo a pagar dos salários e dos encargos que incidem sobre eles (desconto do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS.35 (b) está mantido essencialmente para a finalidade de ser negociado. material de limpeza e material de escritório.

Se a empresa não entregar a mercadoria. entre os quais os mais comuns são o Imposto sobre 1 Cada um desses impostos será detalhado na Seção 4. equivalendo a um empréstimo. • Impostos a pagar: representam o saldo de impostos originados pelas vendas e que ainda não foram pagos. • Adiantamentos sobre contratos de câmbio (ACC): trata-se da conta utilizada quando ocorre uma operação cambial na qual o exportador calcula o câmbio antes da entrega dos documentos de embarque relativos à exportação. • Imposto de Renda a pagar: representa a dívida de Imposto de Renda (IR) sobre os lucros da empresa naquele ano. Pode estar também incluído aqui o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF). A operação de câmbio é liquidada quando o importador efetua o pagamento no exterior.36 • Adiantamentos de clientes: representam valores pagos antecipadamente pelos clientes por conta de fornecimento de mercadorias. cheques) em operações comerciais normais. Passivo não circulante O passivo não circulante representa as dívidas de longo prazo e que serão pagas a partir de 365 dias após a data do balanço ou balancete.3 –“Tributação sobre receita e faturamento”. Essas dívidas serão transferidas . o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). É chamado também de recursos de terceiros de longo prazo ou de fontes de longo prazo. será obrigada a devolver ao cliente o valor recebido antecipadamente. Nesse caso. o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins)1. Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS). Assemelha-se ao desconto de títulos (duplicatas. o exportador contrata a venda de moeda estrangeira a um banco por um valor em reais.

normalmente utilizados para indicar empréstimos de longo prazo. o patrimônio líquido é constituído essencialmente pelos recursos fornecidos pelos sócios e por lucros que permanecem na empresa. juros e atualização monetária ainda não paga. O patrimônio líquido é dividido em: • Capital social: representa o valor do capital social constante dos estatutos e registrado na junta comercial devidamente integralizado. Os aumentos de capital podem ser . é principalmente o valor contábil pertencente aos acionistas ou sócios da empresa. As primeiras 12 parcelas são incluídas no passivo circulante. Chamado também de capital próprio ou de recursos próprios. dos ajustes de avaliação patrimonial.37 para o passivo circulante sempre que faltar menos de um ano para seu pagamento. O parcelamento pode ser espontâneo ou forçado pela fiscalização. das reservas de lucros oriundas de lucros obtidos pela empresa. 182 da Lei n. No saldo dos financiamentos são incorporados juros e variações monetárias ainda não pagas. O capital sempre se divide em ações ou quotas. 6. • Financiamentos: são títulos que equivalem a empréstimos bancários. Também entendido como o resultado da diferença entre ativo e passivo. • Impostos parcelados: são dívidas de impostos atrasados e que a empresa parcelou para pagar a longo prazo. das ações em tesouraria e dos prejuízos acumulados. Patrimônio líquido O art.404/1976 determina que devem ser classificadas no patrimônio líquido as contas representativas dos investimentos dos proprietários na empresa. e seu valor será atualizado por multas. permanecendo no longo prazo apenas as demais cujo prazo de vencimento for maior que 365 dias.

IV – incorporação ao capital social. parágrafo único). elenca cinco possibilidades para utilização do saldo das reservas de capital: Art. as contrapartidas de aumentos . • Ajustes de avaliação patrimonial: essa conta foi criada recentemente pela Lei n. enquanto não computadas no resultado do exercício em obediência ao regime de competência.638/2007. A Lei n. em seu art. § 5o). V – pagamento de dividendo a ações preferenciais. alterada pela Lei n. • Reservas de capital: essas reservas são constituídas por valores recebidos pela sociedade e que não transitaram pelo resultado como receitas. III – resgate de partes beneficiárias. 200. 11. assim. II – resgate.] I – absorção de prejuízos que ultrapassarem os lucros acumulados e as reservas de lucros (artigo 189. • Prejuízos acumulados: representam o saldo dos prejuízos do ano em questão e de anos anteriores. reembolso ou compra de ações. Exemplos desse tipo de reserva são os ágios na emissão de ações. quando essa vantagem lhes for assegurada (artigo 17. fortalecer a estrutura financeira da empresa.404/1976. [.38 feitos por meio da entrega de recursos pelos sócios ou por incorporação de reservas de capital ou de lucros. • Reservas de lucros: são reservas constituídas sobre os lucros para evitar que sejam distribuídos aos sócios e. 6. A decisão de aumentar o capital cabe à maioria dos sócios com direito a voto. que a incluiu no patrimônio líquido.638/2007. Outras podem ser constituídas por decisão dos sócios. a alienação de partes beneficiárias e a alienação de bônus de subscrição. pois se destinam a reforço de capital.. 11. Devem ser classi­ficadas aqui. 200..

Mediante sua análise. Receita é a contrapartida que a empresa obtém por uma venda efetuada ou um serviço prestado. e este. Os critérios de avaliação de ativos e passivos monetários e os critérios utilizados para efetuar as provisões podem influenciar para mais ou para menos o resultado empresarial. é possível compreender a performance econômica e financeira de qualquer atividade. em observância ao princípio da competência. A DRE é composta por receitas e despesas reconhecidas ou apropriadas em obediência ao princípio da competência. Essa demonstração deve ser estruturada de forma dedutiva. por representar a remuneração que uma entidade está obtendo pelo capital aplicado. em decorrência da sua avaliação a valor justo. Pode-se dizer que é um resumo das operações realizadas pela empresa no decorrer de determinado período de tempo. Esse relatório contábil proporciona o estudo da estrutura. formando o resultado desse período. 1. contemplando-se primeiramente todas as receitas (ganhos) e então as despesas e custos (gastos) ocorridos num exercício. É elaborada concomitantemente com o Balanço Patrimonial e os demais relatórios obrigatórios por força da Lei n. .2 Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) A DRE é um relatório que expressa o montante de receitas e despesas geradas em determinado período e que.39 ou diminuições de valor atribuído a elementos do ativo e do passivo.404/1976. as quais envolvem uma receita e um consumo de recursos (gasto ou perda). indica a maior ou menor possibilidade de a entidade manter-se no mercado. As receitas originam-se. serão escrituradas nesse período. da formação e da composição do resultado de um determinado exercício social. 6.4. Esse relatório oferece ao gestor um dos valores mais importantes dos negócios: o resultado líquido do exercício (lucro ou prejuízo).

Nesses casos. “são entradas ou outros aumentos de ativos de uma entidade ou liquidações de seus passivos (ou ambos). decorrentes da entrega ou produção de bens. e ambas devem ser reconhecidas no mesmo instante. ou outras atividades correspondentes a operações normais ou principais da entidade”. 229). mas também podem ter origem numa atividade secundária: a atividade financeira. são periféricas às atividades da empresa. Num conceito mais sofisticado. de acordo com a Comissão de Conceitos e Padrões de Contabilidade da Associação Americana de Contabilidade (1957). já que estes últimos são periféricos às atividades da empresa. a receita é considerada “a expressão monetária dos produtos ou serviços agregados transferidos por um empresa a seus clientes num período” ou. portanto. citado por Hendriksen e Breda (2005. As despesas são recursos consumidos para a obtenção das receitas. • o nível da receita deve ser mensurável. derivam de rendimentos decorrentes de aplicações financeiras. Outro elemento componente do resultado das entidades é a ­despesa. de descontos obtidos em negociações com fornecedores e também de juros cobrados dos clientes quando do recebimento de títulos com atraso. As perdas são consumos extraordinários de recursos e.40 regra geral. assim como os ganhos. Essa confrontação é que permite a mensuração do resultado no tempo em que este é gerado. Devemos diferenciar receita de ganhos. prestação de serviços. da atividade comercial da entidade. são eventuais e extraordinários. ainda. os lucros devem ser reconhecidos nas demonstrações contábeis quando os seguintes critérios são atendidos: • deve ter sido acrescentado valor pela empresa a seu produto. p. ou seja. . Os princípios fundamentais de contabilidade determinam que a receita e.

(Hendriksen. Estimação de todas as despesas significativas associadas. No momento do pagamento Impossível avaliar ativos recebidos com grau razoável de exatidão. que não podem ser estimadas com grau razoável de precisão no momento da venda. Produtos agrícolas. No momento da venda Preço determinado para o produto. Os dois relatórios. Maioria das vendas de mercadorias. é possível efetuar análises. Vendas a prestação.2 – Reconhecimento de receitas Época do registro Critérios Exemplos Durante a produção Estabelecimento de um preço firme baseado em um contrato ou em condições gerais de negócio. conforme o Quadro 1. ou na existência de preços de mercado em vários estágios de produção. Crescimento natural. Despesas adicionais significativas prováveis. Serviços. as receitas devem ser reconhecidas o mais rapidamente possível após a mensuração do aumento de valor. Método razoável de estimação do montante a ser recebido. Contratos a longo prazo. Por meio da utilização desses documentos. Troca por ativos fixos sem valor determinável com precisão. analisar a evolução econômica e financeira do negócio e efetuar novos planos e objetivos. completam-se no objetivo de informar aos usuários a situação econômica e financeira da empresa. Na conclusão da produção Existência de preço de venda determinável ou preço de mercado estável. 229) Como regra geral.2 a seguir. 2005. Metais preciosos. . Breda. . 2005. p. Não há custo substancial de venda. Breda. Quadro 1. Balanço Patrimonial e DRE. estudos e interpretações de variações ocorridas entre um período e outro. • deve ser possível estimar as despesas correspondentes com um grau razoável de precisão. basta que se busquem informações e dados que estão disponíveis na contabilidade.41 • a mensuração deve ser verificável e relativamente isenta de distorções. p. Fonte: Hendriksen. 229.

(2010. (c) parcela dos outros resultados abrangentes de empresas investidas reconhecida por meio do método de equivalência patrimonial. incluir as seguintes rubricas: (a) resultado líquido do período. Estabelece a resolução: “A entidade deve apresentar todos os itens de receita e despesa reconhecidos no período em duas demonstrações: demonstração do resultado do período e demonstração do resultado abrangente do período. Ao se estruturar a Demonstração do Resultado Abrangente.185/2009 do CFC. esta última começa com o resultado líquido e inclui os outros resultados abrangentes”. (d) resultado abrangente do período. Interpretações e Orientações que regulam a atividade contábil”. conforme . (Brasil. ou não foram reconhecidas ainda.42 A Resolução n. mas que não são reconhecidas. despesas e outras mutações que afetam o patrimônio líquido. Consta ainda na citada resolução que a Demonstração do Resultado Abrangente deve. (b) cada item dos outros resultados abrangentes classificados conforme sua natureza (exceto montantes relativos ao item (c). na demonstração do resultado do exercício conforme determinam os Pronunciamentos. que pode ser entendida como uma extensão da Demonstração do Resultado do Período. 1. deve-se iniciá-la com a última linha da Demonstração do Resultado. Em seguida. 482) afirmam que a Demonstração do Resultado Abrangente “apresenta as receitas. Essas receitas e despesas caracterizadas anteriormente são identificadas como “outros resultados abrangentes”. no mínimo. p. já referida nesta obra. são incluídos todos os itens de outros resultados abrangentes. trouxe uma novidade em termos de demonstração do resultado: a denominada Demonstração do Resultado Abrangente. 2009a) Iudícibus et al.

Fonte: Adaptado de Moraes Júnior. Os outros resultados abrangentes compreendem itens de receita e despesa que não são reconhecidos na Demonstração do Resultado como requeridos ou permitidos pelas normas. c) Ganhos e perdas derivados de conversão de demonstrações contábeis de operações no exterior (ver Pronunciamento Técnico CPC 02 – Efeitos das Mudanças nas Taxas de Câmbio e Conversão de Demonstrações Contábeis). . interpretações e comunicados técnicos emitidos pelo CFC. Esses itens compreendem os seguintes resultados: a) Variações na reserva de reavaliação quando permitidas legalmente.43 classificação dada pelo Pronunciamento Técnico CPC n. d) Ajuste de avaliação patrimonial relativo aos ganhos e perdas na remensuração de ativos financeiros disponíveis para venda (ver Pronunciamento Técnico CPC 38 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração). e) Ajuste de avaliação patrimonial relativo à efetiva parcela de ganhos ou perdas de instrumentos de hedge em hedge de fluxo de caixa (ver Pronunciamento Técnico CPC 38 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração). b) Ganhos e perdas atuariais em planos de pensão com benefício definido reconhecidos conforme item 93A do Pronunciamento Técnico CPC 33 – Benefícios a Empregados. 2013. 26 (CPC. 2009). Aqui se recomenda a leitura dos Pronunciamentos Técnicos CPC 27 – Ativo Imobilizado e CPC 04 – Ativo Intangível.

Quadro 1.44 Conforme a Resolução n. (ii) aos detentores do capital próprio da empresa controladora.185/2009 do CFC. empregados. 1976. abatimentos) = Receita líquida de vendas (–) Custo das mercadorias vendidas = Resultado bruto (lucro ou prejuízo) (–) Despesas operacionais (–) Despesas gerais e administrativas (–) Despesas comerciais = Resultado operacional antes dos efeitos financeiros (–) Encargos financeiros líquidos (despesas financeiras deduzidas das receitas financeiras) (–) Outras despesas e receitas operacionais = Resultado operacional (lucro ou prejuízo) antes dos impostos (–) Provisão para Imposto de Renda e Contribuição Social = Lucro ou prejuízo líquido antes das participações (–) Participações (debêntures. Observe. Descrevemos a seguir.3 – Estrutura da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) Receita bruta de vendas (–) Deduções da receita bruta (impostos sobre vendas. devoluções. realizadas pela empresa durante todo o . administradores e partes beneficiárias) = Lucro ou prejuízo líquido do exercício Fonte: Elaborado com base em Brasil. a estrutura da DRE. os itens que se seguem devem ser divulgados nas respectivas demonstrações do resultado e do resultado abrangente como alocações do resultado do período: (a) resultados líquidos atribuíveis: (i) à participação de sócios não controladores. (b) resultados abrangentes totais do período atribuíveis: (i) à participação de sócios não controladores. à vista ou a prazo. as contas da Demonstração do Resultado do Exercício. • Receita bruta de vendas: é a soma de todas as vendas. 1. (ii) aos detentores do capital próprio da empresa controladora. no quadro a seguir.

• Receita líquida de vendas: pode aparecer com outros nomes – vendas líquidas ou receita operacional líquida. já deduzidas de impostos e devoluções. Processamento de Dados. limpeza. • Custos de produtos vendidos (CPV): são todos os custos incorridos no processo de fabricação do produto (se for indústria). Departamento de Custos. A receita de vendas é registrada na data de sua ocorrência. O registro é feito sempre pelo valor total das vendas. independentemente de ter sido recebida ou não. Ela é resultado das vendas brutas deduzidas de impostos e devoluções. • Despesas gerais e administrativas: englobam todas as despesas relacionadas à área administrativa da empresa. Faturamento. O CPV é sempre resultante da venda de estoque e representa o custo do estoque que foi vendido. Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS). Programa de Integração Social (PIS). • Impostos sobre vendas: representam os impostos que incidem sobre o faturamento da empresa. na aquisição da mercadoria para revenda (se for comércio) ou na prestação de serviços. quando é estruturada a Demonstração do Resultado. Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Tesouraria. sem dedução de impostos ou custos. Contém as receitas provenientes das vendas de produtos ou da prestação de serviços oriundos da atividade operacional da empresa. Nessa conta nunca é registrado valor algum. Departamento de Pessoal. office boys). Diretoria. É a conta de receita mais importante para a análise financeira. Os mais comuns são: Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Cobrança. .45 período. como Departamento de Contabilidade. serviços gerais (copa.

• Equivalência patrimonial: pode ser receita ou despesa. encargos sociais. Se for receita. Representa o lucro ou o prejuízo das empresas coligadas ou controladas. juros de mora. multas e correção monetária de parcelamento de impostos. despesas de viagens. material de escritório. essas despesas são separadas em juros passivos e variações monetárias passivas. • Despesas comerciais: são despesas relacionadas às atividades de comercia­lização. se for despesa.46 As despesas incorridas nessas áreas – salários. O mesmo valor que aparece na Demonstração do Resultado é somado (se for receita) ou deduzido (se for despesa) da conta de investimentos no ativo não circulante. encargos. Marketing. Os juros são despesas reais e as variações monetárias passivas nada mais são do que a correção monetária das dívidas. Normalmente. promoção e venda dos produtos. folhetos. promoções de eventos. • Despesas financeiras: são resultantes de encargos financeiros sobre empréstimos ou financiamentos bancários. empréstimos de coligadas ou sócios. Promoção e Propaganda. como aplicações financeiras. condução. deram prejuízo. desde que se relacionem à venda e à comercialização dos produtos. como Departamento de Vendas. empréstimos concedidos . desde que se relacionem à administração. aluguéis e outras – são incluídas nessa conta. material de escritório. as coligadas ou controladas deram lucro no período. As despesas incorridas nessas áreas – salários e comissões de vendedores. aluguéis ou outras – são incluídas nessa conta. • Receitas financeiras: representam rendimentos sobre ativos. pois representa um ganho ou uma perda desses investimentos. despesas de propaganda. despesas de viagens.

créditos de coligadas ou controladas. • Variações monetárias passivas: são constituídas pela correção monetária ou variação cambial que incide sobre passivos. As variações monetárias são registradas mesmo que não tenham sido pagas até a data do balanço. .47 e outros. em essência. A adequada compreensão da estrutura. Os eventos econômicos ocorridos geram ativos e passivos tributários e devem ser reconhecidos contabilmente. essas receitas são separadas em juros ativos e variações monetárias ativas. outras dívidas que estejam no passivo circulante ou no passivo não circulante. impostos atrasados ou parcelas. e as variações monetárias ativas. • Variações monetárias ativas: são constituídas pela correção monetária ou varia­ção cambial que incide sobre ativos. Síntese Os relatórios contábeis estudados neste capítulo – Balanço Patrimonial. Demonstração do Resultado do Exercício e Demonstração do Resultado Abrangente – são. a correção monetária sobre tais ativos. Os juros são receitas reais. que estejam no ativo circulante ou realizável a longo prazo. como aplicações financeiras e depósitos judiciais. da forma e do conteúdo dos demonstrativos é imprescindível para a gestão tributária. como empréstimos ou financiamentos bancários. como acontece quando a empresa apura o Imposto de Renda sobre o lucro e o contabiliza ou quando determinadas operações geram créditos tributários. modelos que representam a situação econômica e financeira de uma entidade em um determinado momento. As variações monetárias são registradas mesmo que não tenham sido recebidas até a data do balanço. Normalmente.

180. considerando a realidade da empresa em que atua.00 (continua) . Exercícios resolvidos Considerando os dados a seguir. coordenação e controle. É recomendável que ela esteja integrada no processo de gestão.404/1976 – alterada de forma significativa pela Lei n.A.00 4. Assim. Balancete de verificação 31/12/2009 CONTAS Despesas com aluguéis Caixa SALDOS FINAIS Devedores 620.700.180. a contabilidade tem por função a geração e a distribuição de informações econômicas que sejam úteis ao processo decisório. possibilitando o acompanhamento dos impactos tributários decorrentes dos eventos reconhecidos pelo sistema contábil. pois.48 Como profissional envolvido com o estudo e a aplicação da contabilidade tributária. responda às questões 1 e 2. ou seja.00 Custo de venda de bens do ativo imobilizado Depósitos bancários à vista Depreciação acumulada de móveis e utensílios Credores 950.00 Clientes 7. pode acompanhar e analisar o surgimento de ativos e passivos tributários e planejar a melhor estrutura tributária.00 Capital social 9.00 1. 6.820. dessa forma. representada fundamentalmente pela Lei n. Empresa PLX S.250. organização.00 1.220. que seja parte efetiva nas etapas de planejamento.638/2007 –.00 Custo com mercadorias vendidas 4. A contabilidade é responsável pela geração e disponibilização de informações que sejam úteis aos gestores ao tomarem decisões que tenham consequência econômica. 11. você deve conhecer a legislação societária.

00 1.00. R$ 2. R$ 11.00 Juros recebidos Móveis e utensílios 780. para classificar as contas do ativo.00.850.00. R$ 1. Resolução: Questão de fácil resolução. os totais do ativo.780.00. respectivamente.100. c) R$ 19.00 Duplicatas descontadas Estoque final de mercadorias 2. reservas de capital e de lucros e o lucro do exercício transferido da Demonstração do Resultado.950.600.00 Receita de aplicações financeiras 2.00.950.00 Devolução de vendas de mercadorias 450. d) R$ 20. Com base no balancete da empresa PLX S. R$ 19.00.00 35.930.00. Devemos lembrar que.600.00 3. R$ 1.00 1.430.100.800.620.00 Despesas financeiras 1. exigindo conhecimentos básicos de contas de ativo.600.110. incluem-se as contas de capital social.00 Fornecedores ICMS sobre vendas de mercadorias 5.900.. O lucro líquido do exercício será calculado pela diferença entre as contas de receitas e as contas de despesa.060. do patrimônio líquido e do lucro líquido do exercício: a) R$ 17.00 4.180. 49 .00. b) R$ 20. indique.00 Vendas de mercadorias 12.110. R$ 3.00.A.430. R$ 11.00 Vendas de bens do ativo permanente Total 1.00.(conclusão) Despesas com depreciações 610. passivo e resultado.060.00 Despesas gerais 810.00 35.00.490.960.00 Despesas com vendas 670.00.810. No patrimônio líquido.930.00 Despesas com salários 2. identificamos os bens e os direitos. R$ 11.

R$ 780.00.50 2.950. Indique o resultado bruto e o resultado líquido do exercício.00 (–) Deduções (devoluções e ICMS): R$ 1. respectivamente. Partindo da receita bruta.00. R$ 5. O lucro bruto é composto pela receita líquida menos o custo das mercadorias vendidas. em face dos saldos apurados nas contas relacionadas a seguir: .960.00. Com base no balancete da empresa PLX S.00.00 CMV = dado pelo valor de R$ 4. Obtemos o resultado financeiro líquido pela subtração de receitas financeiras (variações monetárias ativas.00 Resultado financeiro líquido: R$ 130. c) R$ 5. receita de juros e descontos financeiros) das despesas financeiras (variações monetárias passivas.00. R$ 780.700.00 Receitas financeiras (juros recebidos): R$ 780. b) R$ 6.00.940. o custo de mercadorias vendidas e o resultado financeiro líquido: a) R$ 6. o lucro bruto.00. d) R$ 5.00 (–) Despesas financeiras: R$ 650.700.600.810.00. R$ 130. respectivamente.00 (–) Custo das mercadorias vendidas: R$ 4. juros sobre financiamentos e empréstimos e descontos concedidos). Resolução: Receita bruta: R$ 12. deduzimos os impostos e as devoluções (ajustes da receita bruta).960. 3.810.00. R$ 4. indique.00 Para solucionarmos esse exercício. R$ 4.700.A.00 = Lucro bruto: R$ 5.00.00. R$ 4.700..700.00. R$ 130. devemos lembrar que a estrutura da DRE exige a forma dedutiva de apuração do resultado.960.

000.000. .00 e R$ 230.000.00 (–) Custos dos serviços prestados: R$ 100.000.300.000.000.00 Vendas de mercadorias: R$ 1.000.00 Custo dos serviços prestados R$ 100.000.00 Despesas administrativas R$ 110.000.00 (–) ICMS sobre vendas: R$ 150.000.00 Provisão para Imposto de Renda R$ 40.000.00 Resultado líquido: R$ 230.300.00 ICMS sobre vendas R$ 150.00 (–) Provisão para IR: R$ 40.00.000.000. despesas e custos).000. d) R$ 510.000.00 ISS R$ 40.00 Dividendos propostos R$ 23.00 a) R$ 1. percebemos que a conta de dividendos propostos não se enquadra no conceito.00 Conhecendo as contas de resultado (receitas.00.000.000.000. pois é uma conta patrimonial.00 Receitas de serviços prestados Vendas de mercadorias R$ 300.000. b) R$ 510.00 Receita de serviços prestados: R$ 300.00 (–) Despesas financeiras: R$ 130.00 (–) Custos das mercadorias vendidas: R$ 500.000.000.000.000.00 (–) ISS: R$ 40.000.00 e R$ 270.000.000.00 Resultado bruto: R$ 510.000.00.00 Despesas financeiras R$ 130.51 Custo das mercadorias vendidas R$ 500.00 e R$ 230.00 (–) Despesas administrativas: R$ 110.00.000.000.000.000.000. c) R$ 1.00 e R$ 270.00 R$ 1. Resolução: Observe as contas a seguir: Resultado bruto: R$ 510.

6. surgindo o subgrupo intangível. disponível. 6. ativo imobilizado.638/2007.52 Perguntas & respostas Assinale a opção que contém. b) Ativo circulante. ativo permanente. realizável a longo prazo. c) Ativo circulante. passivo exigível a longo prazo e patrimônio líquido. ativo permanente. sendo incluído em seu lugar o grupo ativo não circulante. imobilizado e intangível. o Balanço Patrimonial teve as seguintes modificações em sua estrutura. 11. passivo circulante. estoques. investimentos permanentes. ativo não circulante. • o passivo exigível a longo prazo passou a denominar-se passivo não circulante e o subgrupo resultado de exercícios futuros foi extinto.404/1976: a) Ativo circulante. os grupos e subgrupos do Balanço Patrimonial.404/1976 pela Lei n. ativo exigível a longo prazo. passivo circulante. em termos de grupos e subgrupos: • suprimiu-se o conceito de permanente. d) Ativo circulante. Com as alterações introduzidas na Lei n. na ordem certa. . passivo circulante. de acordo a Lei n. passivo exigível a longo prazo e patrimônio líquido. ativo permanente. ativo realizável a longo prazo. passivo não circulante e patrimônio líquido. ativo não circulante. passivo exigível a longo prazo e patrimônio líquido. Resposta: Alternativa “d”. passivo circulante. • o diferido deixou de existir.

R. E.. J.. ed. Gelbcke. consulte: Iudícibus. E. J. Weygandt. 7. Kimmel. São Paulo: Atlas. . O que se deve classificar no intangível? Saiba mais Para aprofundar seus estudos sobre os conceitos de contabilidade. D.638/2007? 2. Rio de Janeiro: LTC. S. Manual de contabilidade das sociedades por ações. Martins. 3. de. 11. 2005. Quais são os requisitos para que uma sociedade seja enquadrada no conceito de “sociedade de grande porte”.. criado pela Lei n. 2007.53 Questões para revisão 1. ed. Contabilidade financeira. P. Kieso. D. E.

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Princípios e normas da legislação tributária 2 .

• Planejamento e gestão tributária. 3. relacionar os tópicos anteriores com uma política tributária. 2. entender a competência tributária. compreender as diferenças entre imunidade e isenção no âmbito fiscal. Após o estudo deste capítulo. . visando a uma melhor gestão dos tributos. • Imunidade e isenção fiscal. perceber a relevância dos princípios constitucionais tributários.Conteúdos do capítulo • Princípios constitucionais tributários. • Competência tributária. você será capaz de: 1. 4.

frear o ímpeto arrecadatório do Estado. a prática da contabilidade tributária arrisca-se a ser mera escrituração. que são fundamentais para a compreensão e a aplicação das regras da contabilidade tributária. Neste capítulo. a combinação adequada entre a legislação tributária e a legislação contábil societária. sem a ­obtenção do resultado que se almeja. 1988a). no Brasil. É na Carta Magna que estão os princípios basilares que norteiam a relação entre o fisco e o contribuinte e que podem. a adequada gestão e controle dos tributos. ou seja. . A legislação relativa aos tributos. quiçá. sem o aproveitamento de todo o seu arcabouço teórico e. até para se evitar o aparecimento de contingências fiscais.57 A contabilidade tributária é a essência. vamos expor esses princípios e essas normas. notadamente constitucionais. Sem o conhecimento da legislação tributária e dos seus enunciados. de 5 de outubro de 1988 (Brasil. obviamente. tem como fonte originária a Constituição Federal.

sendo. 106). instrumentos definidores (ou demarcadores) da competência tributária. ao tratar do princípio da anterioridade. cuja competência é da União. fixam fronteiras ou limites ao exercício do poder de tributar. Para Carvalho (2010. Conforme Rabello Filho (2005). delimitam. consubstanciado na Carta Política Constitucional de 1988 e outorgado ao ente público. 150 da Constituição Federal de 1988) expressam garantias asseguradas ao contribuinte contra a força imperativa do Estado. por consequência. 105). “o exercício do poder de tributar supõe o respeito às fronteiras do campo material de incidência definido pela Constituição e a obediência às demais normas constitucionais ou infraconstitucionais que complementam a demarcação desse campo e balizam o exercício daquele poder”.1 Limitações do poder de tributar Os princípios constitucionais tributários (que constam no art. ensina que “o exercício da competência tributária. p. p. Rabello Filho (2002. na esfera privada é permitido fazer tudo aquilo que não é proibido. Moraes (2002. A ideia de limitar o poder de tributação. as limitações demarcam. as limitações ao poder de tributar estão contidas no conjunto de princípios e normas que regram condutas relativas aos entes políticos dotados de competência tributária. O poder. qualquer que seja sua natureza ou a esfera a que pertença. p. ao passo que na esfera pública só se pode fazer o previsto em norma. tem a ver com a segurança jurídica e com a estabilidade nas relações entre o Estado e o contribuinte. 49). 59) afirma que. dos estados e dos municípios. não pode ser absoluto. No âmbito tributário. está sob . do Distrito Federal. no Brasil.58 2. Na lição de Amaro (2010. p. Representam verdadeiras limitações ao poder de tributar. governo pelo povo e limitação de poder estão indissoluvelmente combinados” [grifo nosso]. “na visão ocidental de democracia.

2 Princípios constitucionais tributários O exercício do poder. ou competência tributária. o qual afirma que determinada lei que pretendesse tributar situação imune não somente feriria o preceito constitucional da imunidade. está qualificado por uma gama de preceitos constitucionais.” É o princípio da legalidade tributária que. 150 da Constituição Federal destaca esses princípios: “Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. majoração de tributos.59 o foco de uma mancheia de princípios constitucionais a que o legislador não consegue escapar”. Um exemplo é oferecido por Amaro (2010). no Brasil. entre outros. “descrever a regra-matriz de incidência” e a princípio da legalidade expresso na Constituição Federal em seu art. Para a doutrina1. [. Carvalho (2010). 2. as situações que caracterizam uma não observância dos limites fixados ensejam a inexistência da respectiva competência. 2. inciso II: “Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”. As limitações servem para esclarecer o que pode ser tributado e como será a tributação. 150. é vedado à União. do . segundo Carvalho (2010). observe o que estabelece o inciso II sobre a igualdade entre os contribuintes: Art.2. ao Distrito Federal e aos Municípios: I – exigir ou aumentar tributos sem lei que o estabeleça. 150 da Constituição. ao Distrito Federal e aos Municípios: 1 Amaro (2010). na órbita tributária. mas também exerceria competência tributária que não lhe é autorizada. 5o. aos Estados. prescreve a necessidade de uma lei para a instituição. aos Estados..1 Princípio da isonomia ou igualdade tributária Ainda no art.] é vedado à União.. É a aplicação. O art.

135) afirma que “nem pode o aplicador. posto que esta deve ser geral e abstrata.. [. 150. p. evitando perseguições e favoritismos”. Os contribuintes que se encontrem em equivalente situa­ção econômica devem ser tratados igualmente.60 [. (Brasil. 150 da Constituição Federal de 1988. 5o dita: “a lei não prejudicará o direito adquirido. ocorridos na vigência da lei anterior. o ato jurídico perfeito e a coisa julgada”. esse dispositivo veda a tribução de fatos anteriores à vigência da lei que instituiu ou aumentou o tributo. títulos ou direitos. pois o preceito constitucional expresso no inciso XXXVI do art.] é vedado à União.] II – Instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente.].] III – cobrar tributos: a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado. discriminar. independentemente da denominação jurídica dos rendimentos. nem se autoriza o legislador. ao Distrito Federal e aos Municípios: [.2. A tributação deve buscar a justiça social e considerar a capacidade contributiva do sujeito passivo. Não haverá retroação da lei tributária para alcançar fatos geradores pretéritos. ao ditar a lei. a fazer discriminações. . diante da lei. proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida. visando o princípio à garantia do indivíduo....... aos Estados. Art. 2. 1988a) Trata-se aqui da igualdade formal perante a lei.. Amaro (2010. [.2 Princípio da irretroatividade da lei tributária Previsto no inciso III do art.

como rege a Constituição Federal de 1988: Art. II. mas o regramento constante do art. O dispositivo contém o vocábulo cobrar. não se aplica o dispositivo em apreço... especialmente aquelas destinadas ao financiamento da seguridade social. Uma exceção para esse princípio diz respeito aos impostos previstos nos arts.] III – cobrar tributos: [. p. e 154. se uma lei é publicada em 2004. O dispositivo em questão veda a imposição de tributos sobre fatos imponíveis ocorridos no próprio exercício financeiro em que haja sido publicada a lei.. numa interpretação literal. 195. pode dar a entender que. da Constituição Federal. IV e V. parágrafo 6o.]. aos Estados. Para instituir ou aumentar um tributo no exercício seguinte.] b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou.. 68).3 Princípio da anterioridade O princípio da anterioridade é uma garantia de que haverá um intervalo de tempo entre a publicação da lei e sua efetiva aplicação aos fatos ocorridos e que serão tributados. [. No entender de Difini (2003. o tributo só poderia ser cobrado em 2005. 153.. o que.61 2. 150. incisos I.. é necessário que a lei seja publicada até 31 de dezembro do ano anterior.. não é esse o sentido do texto nem o alcance do princípio da anterioridade. da Constituição..] é vedado à União. O referido artigo estipula uma anterioridade de 90 dias (noventena) da publicação da lei que as houver instituído ou aumentado. inciso II. [. prevenindo a surpresa ao contribuinte. ao Distrito Federal e aos Municípios: [.2. Ainda quanto às contribuições sociais. . mas poderia ser “exigido” sobre fatos geradores ocorridos em 2004 após a promulgação da lei.

a despeito dessa previsão constitucional. órgão ou agente do Poder Público para emitir decisões”. ou seja. aos Estados. Note que a imunidade tributária alcança apenas os impostos. existem controvérsias por parte de doutrinadores e decisões jurisprudenciais que versam sobre a extensão das imunidades a outras espécies tributárias.4 Competência tributária Ao tratar da competência. c) patrimônio. b) templos de qualquer culto. das instituições de educação e de assistência social. inclusive suas fundações. das entidades sindicais dos trabalhadores. periódicos e o papel destinado a sua impressão. d) livros. No entanto..3 Imunidade e isenção tributária A imunidade tributária é uma limitação constitucional ao poder de tributar. 2. 476): “é a faculdade juridicamente atribuída a uma entidade. renda ou serviços. é oportuno conceituá-la conforme ensina José Afonso da Silva (2004.. sem fins lucrativos. não atingindo as demais espécies de tributos. 150. O autor afirma ainda que “competências são as diversas modalidades de poder de que se . da incidência de determinado tributo previsto em lei. que implica dispensar o sujeito passivo da obrigação tributária. é vedado à União. A isenção é a modalidade de exclusão do crédito tributário. renda ou serviços dos partidos políticos.62 2. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. jornais. A isenção é outorgada por lei infraconstitucional. uns dos outros. p. ao Distrito Federal e aos Municípios: [. ao passo que a imunidade está inserida no dispositivo constitucional que trata das limitações do poder tributante.] VI – instituir impostos sobre: a) patrimônio. assim dispondo a Constituição Federal: Art. atendidos os requisitos da lei.

consubstanciada na possibilidade de legislar para a produção de normas jurídicas sobre tributos. V – operações de crédito. para o exterior.63 servem os órgãos ou entidades pra realizar suas funções” (Silva.. Segundo esse autor. que a competência é anterior à capacidade tributária. a competência tributária é intransferível. 153. que. considera ainda a privatividade. 2004. dos atributos conferidos às pessoas políticas de direito constitucional interno para legislar inauguralmente. 214) sintetiza o conceito de competência tributária ao afirmar que se trata de uma das parcelas entre as prerrogativas legiferantes de que são portadoras as pessoas políticas. ainda conforme Carvalho (2010. [. IV – produtos industrializados. ou fazê-lo parcialmente (atingindo apenas parte do campo passível de sofrer a incidência). A responsabilidade legislativa não se transfere3. três são essenciais para nortear sua essência: indelegabilidade. VII – grandes fortunas. acepção que utiliza para focalizar a ex­pressão competência tributária. p. salvo atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos. o fato previsto na hipótese normativa”. Nisso diferencia-se a competência tributária da capacidade tributária. conferida por uma pessoa jurídica de direito público a outra” (Amaro. O princípio da indelegabilidade da competência tributária é afirmado pelo art. além das três características citadas. Essa é uma premissa da Federação para financiamento 3 “A competência tributária é indelegável”. serviços. assim. “é tema a ser considerado no ensejo do desempenho das competências. ou relativas a títulos ou valores mobiliários. Carvalho2 (2010. câmbio e seguro. III – renda e proventos de qualquer natureza. VI – propriedade territorial rural. tributos. pois esta. p. Compete à União instituir impostos sobre: I – importação de produtos estrangeiros. mas não lhe é permitido transferir (ou delegar) a competência.] 2 Segundo esse ilustre doutrinador. 7 do Código Tributário Nacional nos seguintes termos: “A competência tributária é indelegável. A definição da competência tributária está prevista na Constituição Federal. atos ou decisões administrativas em matéria tributária. que se instala no instante em que acontece. irrenunciabilidade e incaducabilidade. Nesse sentido. de produtos nacionais ou nacionalizados. 2010). Carraza. que a distribui da seguinte forma: Art.. quando o legislador elege as pessoas componentes do vínculo abstrato. pois esta só terá efetividade após a criação do tributo pelo ente dotado da respectiva competência para instituí-lo. no mundo físico. Competência tributária é o poder que cada ente das atividades específicas de cada ente federado. 476). nos termos de lei complementar. Podemos concluir. Ao destinatário da competência é dado não exercê-la. a inalterabilidade e a facultividade do exercício. 215). Carvalho discorda do professor Roque A. p. federativo (União. estados-membros e municípios) tem de criar . II – exportação. ou de executar leis.

64 Art. 149. que dispõe: Art. desde que sejam não cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados nesta Constituição. II – operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. poderá instituir empréstimos compulsórios”. as Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (Cides). II – transmissão inter vivos. de bens imóveis. impostos não previstos no artigo anterior. gradativamente. A União poderá instituir: I – mediante lei complementar. com a nova redação dada pela Emenda Constitucional n. 155 da Constituição Federal: Art. que autoriza que “a União. cessadas as causas de sua criação. de quaisquer bens ou direitos. e de direitos . a qualquer título. impostos extraordinários. 155. 148 da Carta Magna. II – na iminência ou no caso de guerra externa. A competência dos estados e do Distrito Federal está prevista no art. os quais serão suprimidos. 156 da Constitui­ção de 1988. ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. 154. Compete aos Municípios instituir impostos sobre: I – propriedade predial e territorial urbana. previstas no art. III – propriedade de veículos automotores. e empréstimos compulsórios com previsão legal no art. À União cabem também as contribuições sociais dispostas no inciso I do art. compreendidos ou não em sua competência tributária. 195 da Constituição Federal. A competência dos municípios está regulada pelo art. por ato oneroso. 20/1998. mediante Lei Complementar. por natureza ou acessão física. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: I – transmissão causa mortis e doação. 156.

como o poder de um ente estatal para emitir decisões. definidos em lei complementar. pode impor tributos que . determinam-se os níveis de competência tributária que cabe a cada um deles. não compreendidos no art. 2. II. 153 (União). no tocante à criação de tributos. portanto. geral.65 reais sobre imóveis. com o argumento de que a União. destacando-se.4. ou discriminação constitucional de rendas tributárias. A competência. A isso a doutrina denomina discriminação de rendas. aos estados e aos municípios. A Constituição Federal. define os tributos de competência privativa de cada ente. a opinião de Carvalho (2010). A competência privativa implica a capacidade exclusiva do ente destinatário daquela faculdade de instituir tributos. a competência da União para instituir empréstimos compulsórios). temos. nos arts. ao Distrito Federal e aos municípios para a instituição e a majoração de tributos. a fim de se preservar a autonomia do ente público. bem como cessão de direitos a sua aquisição. III – serviços de qualquer natureza. A competência tributária é um poder conferido à União. sobre isso. estados. não é absoluta. em caso de guerra. a repartição dessa competência entre esses entes. Os tributos de competência privativa são mencionados na Constituição Federal como inerentes especificamente à União. aos estados. exceto os de garantia. Você pode notar que a doutrina não é unânime com respeito a essa classificação da competência. por exemplo. 155. Distrito Federal e municípios). Pode ser comum (quando conferida a todos os entes) e exclusiva (quando conferida a apenas um ente político. Com efeito. num regime federativo.1 Classificação da competência Visto que a competência tributária é a extensão do poder de imposição de tributos deferido pela Constituição Federal a cada um dos entes políticos (União. 155 (estados e Distrito Federal) e 156 (municípios).

87). São as taxas e as contribuições de melhoria e. Tais tributos são de competência comum e todos os níveis federativos podem instituí-los. devendo-se. de instituir tributos. 145 da Constituição abre a possibilidade de criação de tributos de mesma natureza pelos três entes da Federação (União. p. comum e residual não apresenta rigor científico. do Distrito Federal e dos municípios.5 Planejamento e gestão tributária Essencial para o direcionamento de qualquer negócio. deferida a algum ou alguns entes tributantes. observar determinadas condicionantes. A previsão contida no art. a contribuição previdenciária a cargo de servidores públicos. A sua importância está no favorecimento do estabelecimento de metas. 2. estados e municípios). trata-se de tributos da espécie “impostos”. não podem ter fato gerador ou base de cálculo idênticos aos dos impostos discriminados na Constituição. A competência residual compreende a faculdade da instituição de tributos não previstos na competência específica de cada ente político da Federação. ainda. A Constituição Federal atribuiu referida competência tão somente à União. objetivos e diretrizes estratégicas. devem ser não cumulativos. entretanto. como: tais tributos devem ser instituídos por lei complementar.66 seriam “privativos” dos estados. dando a entender que impostos privativos seriam somente aqueles listados para a União. 96) explica que a classificação da competência em privativa. determinando o que cada grupo dentro da organização irá fazer e quais recursos serão disponibilizados para . Amaro (2010. “competência residual é a possibilidade. p. além dos previstos na Constituição”. previstas no inciso I do artigo em comento. 154. No entender de Difini (2003. o planejamento deve ser uma ferramenta de gestão efetivamente utilizada pelas organizações. em seu art.

espacial e temporal). O objetivo de um legítimo planejamento tributário é a redução dos impactos financeiros resultantes da incidência tributária sobre um evento econômico. busca legitimamente formas de se afastar do conteúdo da norma. é um ponto referencial para o sistema de gestão da empresa. Por meio do planejamento. reduzir ou retardar o pagamento de um tributo. Nesse sentido. Como “plano” formulado para fins de racionalização dos efeitos tributários sobre um fato econômico.67 que as metas sejam alcançadas. assumindo-se os riscos. considera-se elisão fiscal a economia lícita de tributos. visando. O contribuinte. Ou seja. pois estes se relacionam intimamente com essa expressão. Planejamento tributário é a sistematização da análise de um negócio. Oliveira (2005. material. 167) afirma que o conceito corrente de evasão fiscal na doutrina . Procura-se ainda traçar uma perspectiva de futuro. tenta-se sistematicamente avaliar o comportamento da organização tendo em vista o longo prazo. ao analisar a hipótese legal de incidência e sua respectiva estrutura (aspectos pessoal. ele deve anteceder-se ao fato gerador. Planejar significa que as decisões serão previamente consi- deradas. A expressão planejamento tributário remete à necessidade de se estabelecer o entendimento adequado dos termos elisão fiscal e evasão fiscal. buscando melhorar o futuro da empresa com ações no presente. mesmo tendo ocorrido o fato gerador. decorrendo daí sua licitude. A evasão. p. suprimir. intervindo ativamente no presente. por outro lado. pois esse conceito implica que se evite (por um ato legal) a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária. Em regra. dando-se preferência a uma determinada alternativa em detrimento de outra. de forma lícita. caracteriza-se pelo não pagamento de tributos. Essa intervenção deve ser planejada para que a empresa possa alcançar esse futuro adaptada ao ambiente que encontrará.

73) busca na etimologia das palavras o sentido para melhor utilizá-las no contexto de planejamento tributário. de 25 de outubro de 1966 (Brasil. minimizar ou adiar a ocorrência do próprio fato gerador. Na elisão fiscal.172. ensina o professor. advém do latim elisione e significa “ato ou efeito de elidir. o agente visa licitamente evitar. cujo texto destaca: Art. supressão”. visa eliminar. O autor afirma que a palavra evasão origina-se do latim evasione e significa “ato de evadir-se. 2001) . dolo ou fraude. (Brasil. por sua vez. A autoridade administrativa poderá desconsiderar atos ou negócios jurídicos praticados com a finalidade de dissimular a ocorrência do fato gerador do tributo ou a natureza dos elementos constitutivos da obrigação tributária. por meios ilícitos. Ocorrendo um fato jurídico tributário. A palavra elisão. 2. introduziu um parágrafo único ao art. Elidir o surgimento do fato jurídico tributário. de 10 de janeiro de 2001. reduzir ou retardar o recolhimento de um tributo já devido pela ocorrência do fato gerador. que daria origem à obrigação tributária..1 O planejamento tributário e a Lei Complementar n. 104. eliminação. Extrai-se da doutrina o entendimento de que o “momento” do emprego dos meios para o não recolhimento ou diminuição do valor do tributo consiste no aspecto de maior relevância para delimitar propriamente a separação entre elisão e evasão fiscal.68 brasileira corresponde à situação em que o agente (contribuinte). eliminando a ocorrência do respectivo fato gerador ou reduzindo o impacto tributário. o não pagamento do tributo seria por meio de simulação. 5. observados os procedimentos a serem estabelecidos em lei ordinária. 116. 1966) –.] Parágrafo único. Peixoto (2004.. fuga”. 116 do Código Tributário Nacional – (CTN) – Lei n.5. [. é o objetivo da elisão fiscal. 104/2001 A Lei Complementar n. p.

para efeito de desconsideração dos atos e negócios jurídicos efetivados pelo contribuinte? Refletindo sobre esses aspectos. pairam dúvidas relevantes: Quais os limites do planejamento tributário? Quais os limites de ação do agente administrativo. em face dos princípios da legalidade e da tipicidade. Para a maior parte da doutrina4. Rocha (2001. 28). sob tal aspecto. 27) entende que. Ocorre que.69 Tal dispositivo causou certa apreensão no que diz respeito à possibilidade de a autoridade administrativa desconsiderar os documentos formados pelo contribuinte para. sobretudo. a doutrina do direito tributário tende a reconhecer a licitude e a eficácia da elisão tributária sempre que a norma não preveja expressamente a tributação da forma jurídica adotada pelo particular. o dispositivo objetiva impor limites ao planejamento tributário. Melo (2001). Martins (2001). Pela análise da doutrina. é lícito e recomendável que o contribuinte busque um melhor enquadramento tributário para os eventos econômicos. privilegiando a interpretação econômica do direito tributário. antecipando-se à ocorrência do fato jurídico tributário. discricionariamente. p. no Brasil. conforme o posicionamento de Rocha (2001. p. aqueles específicos do direito tributário (especialmente os da tipicidade. p. Ainda fundamental é o de que. 1) assevera: “As tentativas de introdução no Direito brasileiro de uma norma geral antielisiva. em matéria tributária vêm envoltas com teorizações pós-modernas. ficaria comprometido o princípio da segurança jurídica. Sacha Calmon Navarro Coêlho (2006. da legalidade estrita e da segurança jurídica) formam a estrutura norteadora da relação adequada e 4 Nesse sentido. ver Machado (2001). o fato não previsto na norma tributária – ainda que tenha efeitos econômicos similares ao do fato previsto – não gera efeitos tributários”. revesti-los de forma que gerem um pagamento maior de imposto. mal compreendidas e até deformadas”. essencial à estabilidade dos negócios jurídicos. Derzi (2001) e Torres (2001). Ademais. Os princípios constitucionais e. “o raciocínio .

da anterioridade. p. 1) entende ainda que o constitucionalismo atingiu um nível excelente no Brasil. mitigando-se a força estatal e procurando-se estabelecer um possível equilíbrio entre o Estado e o contribuinte. da anualidade. ao tempo em que promove a economia tributária. c) a isenção tributária. da igualdade. b) a capacidade contributiva. da capacidade contributiva e do não confisco. Exercício resolvido 1. nas áreas do direito penal e tributário. . particulamente em matéria tributária. dos estados-membros. O gestor tributário não pode prescindir do conhecimento desses institutos para fundamentar e propor o planejamento tributário. Coêlho (2006. do Distrito Federal e dos municípios e a definição de limites ao poder tributante dessas pessoas políticas. Síntese As regras basilares do direito tributário brasileiro emanam da Constituição Federal sob dois aspectos: a definição das competências da União. o faz de forma a não ensejar o surgimento de contingências fiscais que poderão comprometer jurídica e financeiramente o patrimônio da empresa. O sistema jurídico tributário brasileiro. Os municípios não podem cobrar o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) relativo a imóveis urbanos de propriedade da União em razão de a Constituição estabelecer: a) a personalização do imposto. exaltou a tipicidade e baniu com veemência a analogia e a interpretação econômica do direito tributário. posto que.70 justa entre o contribuinte e o fisco. com plena entronização dos princípios da legalidade formal e material.

62. ela não será possível. Já o imposto previsto no art. 154. Observando. Poderia um imposto ser instituído por medida provisória no Brasil? Resposta: Sim. como o imposto sobre grande fortunas (art. aos estados. inciso III. porém. Perguntas & respostas 1. inciso VI. o exercício financeiro coincide com o ano civil. atenta às considerações a seguir: Se a instituição desse imposto estiver reservada a uma lei complementar. havendo possibilidade. Mas é importante destacar o enunciado do parágrafo 2o do . A Constituição Federal. Qual é o período de tempo compreendido como “exercício financeiro” no Brasil? Resposta: No Brasil. pois o art. II (impostos extraordinários sobre guerra). veda à União. em seu art. ao Distrito Federal e aos municípios a cobrança de impostos sobre patrimônio. e) a isonomia tributária. dispõe que é vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria reservada a lei complementar. de sua criação se dar por medida provisória. seu início em 1o de janeiro e término em 31 de dezembro de cada ano. 2. a competência tributária da União. parágrafo 1o. portanto. 150. tendo. poderia ser instituído por lei ordinária. VII). portanto. Resposta: Alternativa “d”. renda e serviços uns dos outros. alínea “a”. 153. devendo-se. vemos que determinados tributos só poderão ser criados por lei complementar. por via de regra.71 d) a imunidade tributária.

Contabilidade tributária. 22. São Paulo: Atlas. B. recomendamos que você leia: Carvalho. II. ed. ed. e 154. Questões para revisão 1.72 art. Discorra sobre a importância do princípio da legalidade para fins de uma política de planejamento tributário da empresa. São Paulo: Saraiva. 2010. Escreva sobre um aspecto fundamental que diferencie a elisão da mera evasão fiscal. I. Saiba mais Para um estudo mais aprofundado dos conceitos vistos neste capítulo. C. P. Fabretti. 62: “Medida provisória que implique instituição ou majoração de impostos. . V. inciso II. 11. 153. IV. 2009. só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada”. exceto os previstos nos arts. 2. L. Curso de direito tributário.

Tributo 3 .

• Espécies tributárias. 3. analisar as espécies tributárias e suas especificidades. • Tributos diretos e indiretos. 2. você será capaz de: 1. Após o estudo deste capítulo. . diferenciar os tributos diretos dos indiretos e suas implicações nos valores contábeis.Conteúdos do capítulo • Tributos e seus elementos fundamentais. compreender o conceito de tributo.

75

N

esta parte do nosso estudo serão tratados temas de

importância fundamental para a adequada compreensão da

contabilidade tributária e da gestão dos tributos. A compreensão do conceito e dos elementos estruturais do tributo, bem

como o conhecimento das espécies tributárias, são funções
primordiais do profissional envolvido com a contabilidade
tributária. Também serão apresentados os tributos diretos e
indiretos que interferem no preço de venda e no resultado de
um negócio.

76

3.1 Conceito de tributo
O vocábulo tributo também permite diversas conceituações
e interpretações. Carvalho (2010) afirma que o termo experimenta diversas significações quando utilizado nos textos do
direito positivo, nas lições da doutrina e nas manifestações da
jurisprudência. Ele define tributo como “Quantia em dinheiro;
prestação correspondente ao dever jurídico do sujeito passivo;
direito subjetivo de que é titular o sujeito ativo; sinônimo de
relação jurídica tributária; norma jurídica tributária; e norma,
fato e relação jurídica” (Carvalho, 2010, p. 19).
Para o objetivo deste trabalho, estudaremos a noção jurídica do termo. Juridicamente, o tributo resulta sempre de uma
exigência do Estado. O contribuinte (genericamente, o que
contribui) só o faz compulsoriamente. Nesse sentido, Ataliba
(2005, p. 34) ensina:
Juridicamente define-se tributo como obrigação jurídica
pecuniária, ex lege, que se não constitui em sanção de ato ilícito, cujo sujeito ativo é uma pessoa pública (ou delegado por
lei desta), e cujo sujeito passivo é alguém nessa situação posto
pela vontade da lei, obedecidos os desígnios constitucionais
(explícitos ou implícitos). [grifo nosso]

Amaro (2010, p. 25) conceitua tributo como “a prestação
pecuniária não sancionatória de ato ilícito, instituída em lei e
devida ao Estado ou a entidades não estatais de fins de interesse
público”. Não podemos escapar da definição legal de tributo
positivada no Código Tributário Nacional (CTN), Lei n. 5.172,
de 25 de outubro de 1966, que estatui, em seu art. 3o: “Tributo
é toda a prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo
valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato
ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada” (Brasil, 1966). A despeito

77

das ressalvas e críticas que se dirigem ao conceito, ele abarca
o conjunto de elementos caracterizadores do gênero1.
Tributo é, portanto, um conceito que identifica o gênero de
participação financeira do contribuinte (privado) no financiamento das atividades do Estado (público). Sua especificação
em espécies leva em conta a destinação, a vinculação e os fatos
que ensejam a gênese da obrigação tributária, como veremos
adiante.

3.2 Elementos fundamentais do tributo
Os elementos fundamentais do tributo constituem-se nos
aspectos que devem estruturá-lo de forma que se possa estabelecer quando ocorre o fato gerador, quem é contribuinte e
qual é sua base de cálculo. Na ausência de um desses requisitos que marcam sua estrutura, o tributo não incidirá. O fato
gerador compreende a concretização da hipótese de incidência
(previsão abstrata na lei), fazendo nascer a obrigação tributária. Ele surge da realização de operações (venda, serviços,
aquisição e manutenção de patrimônio) que estão descritas na
lei como sujeitas a determinado tributo. Fabretti (2009, p. 125)
a obrigação tributária principal, que é sempre de natureza
pecuniária, isto é, pagar um tributo”. A obrigação também
pode ter natureza acessória, que se materializa na prestação
de informações ao fisco ou a controles fiscais que devem ser
mantidos por força de determinação da autoridade fiscal.
O CTN, nos arts. 114 e 115, define:
Art. 114. Fato gerador da obrigação principal é a situação definida em lei como necessária e suficiente à sua ocorrência.
Art. 115. Fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que, na forma da legislação aplicável, impõe a prática ou a
abstenção de ato que não configure obrigação principal.

1 A esse respeito, ver Carvalho (2010), Difini (2003) e Amaro (2010).

afirma que “a concretização do fato gerador pode fazer nascer

taxas. É um qualificativo dessa contribuição compulsória do particular. II – responsável. A definição legal de contribuinte é dada pelo art.3 Espécies tributárias Tributo é o gênero cujas espécies são impostos. A responsabilidade decorre de determinada situação em que o contribuinte assume o recolhimento de certo tributo.1 Impostos Imposto é uma espécie do gênero tributo. 121 do CTN: Art. quando. O contribuinte do Imposto de Renda (IR) é aquele que teve a disponibilidade econômica ou jurídica da renda. quando tenha relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador.3. sem revestir a condição de contribuinte. empréstimos compulsórios e contribuições especiais. Veremos nos próximos tópicos cada espécie especificamente. Parágrafo único. 121. 3. cuja previsão . 3. sua obrigação decorra de disposição expressa em lei.78 O contribuinte é o sujeito passivo da obrigação tributária que tem relação pessoal e direta com o fato gerador. A base de cálculo é o valor representativo de um patrimônio. contri- buições de melhoria. como no caso da retenção de IR na fonte. Sujeito passivo da obrigação principal é a pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade pecuniária. O contribuinte do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) é o proprietário de imóvel em área urbana de um município. O sujeito passivo da obrigação tributária diz-se: I – contribuinte. uma renda ou um serviço sobre o qual será aplicada a alíquota para se saber o montante do imposto a pagar.

pelos estados. obrigatoriamente. estar previsto em lei. 3. uma vez instituído em lei. conforme o mesmo dispositivo legal. 77 do CTN. p. transmitir patrimônio) da situação independe de qualquer contraprestação direta do Estado relativa àquele contribuinte. o imposto não está vinculado a qualquer prestação específica do Estado ao contribuinte. prestado ao contribuinte ou colocado à sua disposição. Ataliba (2005. não podem ser calculadas em função do capital das empresas. Essa é uma característica dessa espécie de tributo. o qual dispõe que “imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica. vender mercadorias. 152) considera a taxa um tributo vinculado. p. 77 do CTN. somente será devida pelo contribuinte se houver contraprestação do ente federativo que . em seu parágrafo único. entretanto.79 legal se encontra no art. As taxas não podem ter base de cálculo ou fato gerador próprios daqueles dos impostos. é que o fato gerador da obrigação imposta ao contribuinte indique a capacidade econômica deste. Dessa forma. pelo Distrito Federal e pelos municípios relativamente ao exercício regular do poder de polícia ou à utilização efetiva ou potencial de serviço público específico e divisível. relativa ao contribuinte”. as taxas representam a remuneração cobrada pela União. obter lucro.2 Taxas Com previsão no art. 16 da Lei n. Ataliba (2005. podemos destacar que o imposto deve.3. Disso resulta que. Também. É o que determina o art. O essencial. e o fato gerador (auferir renda. O objeto dessa previsão legislativa não pode ser uma sanção por ato ilícito. isto é.172/1966. 5. 139) cita Becker ao afirmar que a regra jurídica tributária que tiver escolhido para base de cálculo de tributo um fato lícito (não consistente em serviço ou coisa estatal) terá criado um imposto.

3 Contribuições de melhoria Essa espécie de tributo compõe o rol daqueles tributos vinculados. aos costumes. não sendo permitindo a este eximir-se do seu pagamento. está relacionada a uma atividade estatal específica. à higiene. [grifo nosso] É de competência comum da União. Parágrafo Único.3.80 a instituiu. com observância do processo legal e. Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável. sem abuso ou desvio de poder. Mas essa mesma vinculação dá ao contribuinte o direito de exigir a contraprestação direta do ente que a instituiu. limitando ou disciplinando direito. 3. à ordem. relativamente a esse contribuinte. Essa vinculação está relacionada com o uso efetivo ou potencial do serviço público disponibilizado. à disciplina da produção e do mercado. em razão de interesse público concernente à segurança. por isso mesmo deve ser específico e divisível. devendo ser instituída em lei. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que. dos estados. interesse. do Distrito Federal e dos municípios. O art. Os contribuintes ou sujeitos passivos são os proprietários de imóveis objetos . à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público. tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária. 78 do CTN define o que deve ser caracterizado como poder de polícia e serviço público: Art. ou liberdade. 78. A cobrança de taxa está vinculada a um serviço prestado ou disponibilizado ao contribuinte. regula a prática de ato ou a abstenção de fato. ou seja. podendo ser cobrada pelo ente federativo que realizar obra pública de que decorra valorização imobiliária.

pelos Estados.81 de valorização por obra pública. tendo como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado. Reza o artigo: Art. não ficando. no sentido de que não é imposto e não é taxa. A lei relativa à contribuição de melhoria observará os seguintes requisitos mínimos: I – publicação prévia dos seguintes elementos: a) memorial descritivo do projeto. c) determinação da parcela do custo da obra a ser financiada pela contribuição. e) determinação do fator de absorção do benefício da valorização para toda a zona ou para cada uma das áreas diferenciadas. Depreende-se da afirmativa do autor que o ente federativo não a instituirá por lei. . p. O art. Fabretti (2009. é a mais típica contribuição. em face das exigências do art. 81 do CTN estabelece que o valor a ser cobrado deve ter como base o custo total da obra dividido pelos proprietários de imóveis. 82. 81. na proporção da propriedade. no âmbito de suas respectivas atribuições. A contribuição de melhoria cobrada pela União. é instituída para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra valorização imobiliária. O art. 170). d) delimitação da zona beneficiada. a contribuição de melhoria raramente é cobrada. pelo Distrito Federal ou pelos Municípios. 54) afirma que. sendo perfeito “tributo especial”. Para Ataliba (2005. p. 82 do mesmo Código estabelece: Art. 82. b) orçamento do custo da obra. portanto. vinculado conforme dispõe o art. nelas contidas. 16 do CTN.

que estabelece: Art. observado o disposto no art. III. outra espécie tributária que foi enquadrada no conceito de tributo pelo posicionamento do STF. constam no art.5 Contribuições especiais As contribuições especiais. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais. de guerra externa ou sua iminência.3. e sem prejuízo do . A aplicação dos recursos provenientes de empréstimo compulsório será vinculada à despesa que fundamentou sua instituição. mediante lei complementar. por parte da União (que detém a competência exclusiva para sua instituição). de valores relativos a empréstimos compulsoriamente efetivados pelos contribuintes. de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas. Parágrafo único. II – no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional. (Brasil. que determina: Art. 149 da Constituição Federal de 1988. 149. observado o disposto nos arts. 3.3. 1988a) Você pode observar que o empréstimo compulsório difere das demais espécies tributárias. 146. b. poderá instituir empréstimos compulsórios: I – para atender a despesas extraordinárias. A União. como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas. I e III. Sua previsão consta no art. III. 148 da Constituição Federal de 1988. notadamente pela sua natureza de crédito constituído pelos contribuintes quando efetuam o empréstimo à União. que lhes serão devolvidos após decorrido certo tempo.82 3. decorrentes de calamidade pública. e 150. 148. 150.4 Empréstimos compulsórios Empréstimo compulsório é uma espécie tributária considerada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que consiste na obtenção.

3 – “Tributação sobre receita e faturamento”. Como exemplos desses tributos podemos citar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). é importante conceituarmos imposto direto e imposto indireto. 195.83 previsto no art. Síntese O CTN. a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e o Programa de Integração Social (PIS)2. preço do produto. relativamente às contribuições a que alude o dispositivo. 3o. portanto. serviço ou mercadoria. mas o contribuinte de fato é o adquirente do produto ou serviço. devendo-se observar em sua criação os princípios da legalidade. em moeda ou cujo valor nessa se possa exprimir. Não há o repasse a terceiros. § 6o. 2 Cada um desses impostos será detalhado no Capítulo 4. Nesses casos. que não constitua sanção de ato ilícito. da irretroatividade e da anterioridade. Direto é o imposto que. Tributos indiretos são aqueles em que há o repasse para o financeiro sobre o consumidor. em seu art.4 Impostos diretos e indiretos Embora seja uma classificação econômica. o contribuinte de direito é o empresário que calcula e recolhe o tributo. o ônus financeiro recai sobre o contribuinte de direito. 3. estabelece o conceito de tributo: Art 3o Tributo é toda prestação pecuniária compulsória. A competência para a instituição de contribuições especiais é exclusiva da União. Nesses casos. e não jurídica. instituída em lei e cobrado mediante atividade administrativa plenamente vinculada. regra geral. recaindo o ônus . Seção 4. incide sobre o patrimônio e a renda das pessoas físicas e jurídicas. tanto a normal quanto a nonagesimal. aquele enquadrado nesse conceito pela legislação fiscal.

d) Constituir prestação pecuniária alternativa. c) Estar submetido à reserva legal. que cobrará o tributo mediante atividade administrativa vinculada. 81) refere-se à participação do contribuinte no custo de obras públicas de que decorra valorização imobiliária. pelos estados. uma contraprestação direta e imediata oferecida pelo Estado. É elemento essencial da definição de tributo. 77) tem como fato gerador o exercício regular do poder de polícia pela União. ou seja. Exercício resolvido 1. O tributo deve ser instituído por lei e não deve ter como fato gerador a sanção por ato ilícito. Os requisitos que devem ser contemplados pela lei que institui esse tributo estão contidos no art.84 A compulsoriedade estabelece a sujeição passiva do contribuinte ante o Estado. Já a taxa (art. A contribuição de melhoria (art. tendo o contribuinte. portanto. 82 do CTN. 16) como tributo cujo fato gerador é uma situação independente de qualquer atividade estatal relativa ao contribuinte. ao pagar a taxa. como estabelecido no CTN: a) Ser sanção de ato ilícito. b) Constituir a sua atividade administrativa plenamente discricionária. sendo vedada a discricionariedade do agente público na cobrança. característica intrínseca da multa. Com relação às espécies tributárias. o pagamento do imposto não garante ao contribuinte qualquer contraprestação direta e imediata do Estado. . há o acréscimo de mais duas figuras tributárias: as contribuições sociais e os empréstimos compulsórios. e) Ser cobrado em função do exercício do poder de polícia. pelo Distrito Federal ou pelos municípios ou o uso efetivo ou potencial de algum serviço público. No que diz respeito à Constituição Federal. o CTN define imposto (art.

que não constitua sanção de ato ilícito. as contribuições sociais e os empréstimos compulsórios. 3o do CTN: “Tributo é toda prestação pecuniária compulsória. portanto. 5. portanto. não se permitindo ao agente público conduzir-se de outra forma senão daquela definida em lei. vinculando. 2. O art. a contribuição de melhoria. Imposto. é uma espécie tributária. O que diferencia tributo de o imposto? Resposta: Tributo é gênero. em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir.172/1966 define que todo o tributo deve ser instituído em lei. compreendendo o imposto.85 Resposta: Alternativa “c”. a taxa. Quais são os tributos de competência da União e qual é sua previsão legal? 2. 3o da Lei n. Qual o significado da expressão “cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada”. sua denominação jurídica ao princípio da legalidade. que está compreendida no conceito jurídico de tributo? Resposta: Significa que a cobrança do tributo deve estar vinculada aos dispositivos das respectivas leis instituidoras. devendo enquadrar-se no que dispõe o art. instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada”. Quais são as diferenças fundamentais entre imposto e taxa? . Questões para revisão 1. Perguntas & respostas 1.

São Paulo: Saraiva. 2010. L. Contabilidade tributária. Direito tributário brasileiro. 11. C.86 Saiba mais Reforce os conceitos que você estudou neste capítulo com uma leitura mais atenta das seguintes obras: Amaro. ed. 2009. Fabretti. 16. L. ed. São Paulo: Atlas. .

Contabilidade
tributária aplicada:
aspectos
contábeis e fiscais

4

Conteúdos do capítulo
• Tributação sobre o resultado.
• Tributação sobre receita e faturamento.
• Operações de reestruturação societária.
• Equivalência patrimonial e juros sobre o capital próprio.
Após o estudo deste capítulo, você será capaz de:
1. compreender as possibilidades de se tributar o resultado
empresarial;
2. entender o impacto dos tributos sobre a receita e o
faturamento;
3. analisar os aspectos contábeis e fiscais nas operações de
reestruturação societária;
4. calcular e contabilizar a equivalência patrimonial e os
juros sobre o capital próprio.

89

A

s organizações de qualquer porte e atividade buscam

sempre a racionalização dos gastos, qualquer que seja a natu-

reza destes. O impacto tributário na estrutura de custos e no

fluxo de caixa das empresas é alvo de constante preocupação
e objeto de ações com vistas à sua minimização. A contabilidade tributária, como exposto neste material, é a junção dos
aspectos contábeis com os aspectos tributários. Portanto, há
de se ter uma compreensão adequada desses conceitos para
que a gestão tributária possa ser eficaz. Neste capítulo, vamos
compreender as sistemáticas de apuração dos tributos sobre
o resultado empresarial e em que situações cada uma delas
poderia ser mais bem aplicada. Vamos também visualizar as
operações societárias e algumas possibilidades de planejamento tributário nessas operações.

regra geral. 44. A legislação relativa ao Imposto de Renda – IR (RIR/1999) determina que se façam ajustes no lucro líquido do exercício.1 Sistemática do lucro real O Código Tributário Nacional (CTN) – (Lei n. estabelece: “A base de cálculo do imposto é o montante. Na determinação do lucro real. 220.1. ao disciplinar o imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza. por períodos trimestrais. sendo este. 3. É o que expressa o art. dispõe que o imposto será determinado com base no lucro real. 6o. A sistemática do lucro real (ou lucro tributável. de 25 de outubro de 1966 –. 1966). para efeito de apuração do lucro real. art. presumido ou arbitrado. 1999a) –. em seu art. de 1977. serão adicionados ao lucro líquido do período de apuração (Decreto-Lei n. 249. quando taxativamente precisa: Art. lucro presumido e lucro arbitrado são. Cada uma dessas formas apresenta vantagens e desvantagens em sua utilização. da renda ou dos proventos tributáveis” (Brasil.598. opções que o contribuinte tem à sua disposição. § 2o): . um conceito de lucro ajustado para fins fiscais. 1. no art. É com base no lucro líquido do exercício (um conceito econômico) que se apura o lucro tributável. 4. de 26 de março de 1999 (Brasil. Lucro real.90 4. 249 do RIR.000. encerrado em 31 de março. 30 de setembro e 31 de dezembro de cada exercício financeiro. 5. portanto. arbitrado ou presumido.172. que se diferencia do lucro líquido contábil) exige que este seja apurado. 30 de junho. que poderá ser. O Regulamento do Imposto de Renda (RIR) – Decreto n. real.1 Formas de tributação sobre o resultado Estudaremos a seguir as diversas sistemáticas de tributação do resultado empresarial.

4. seja qual for a designação que tiverem. os recursos já devem ter sido consumidos. § 2o). ou seja. em regra. receitas e quaisquer outros valores não incluídos na apuração do lucro líquido que. de acordo com este Decreto.000/1999 estabelece: Art. II – os resultados. de acordo com este Decreto. 299. As despesas consideradas como operacionais são. 3.506. Deverá. despesas. provisões. por via de regra. 1999a) Esses ajustes são compreendidos por receitas não tributáveis e despesas não dedutíveis. art. 1999a) Destacamos desse conceito legal que a despesa será dedutível quando for considerada normal e necessária para a manutenção da atividade da empresa. A indedutibilidade da despesa implica a não utilização desta para compor o lucro tributável do período. rendimentos. esgotando-se seus benefícios à entidade. Com base nisso é que. participações e quaisquer outros valores deduzidos na apuração do lucro líquido que. (Brasil. 47. 4. pois a empresa é que determina o montante. devam ser computados na determinação do lucro real. 47.91 I – os custos. de 1964. igualmente. § 2o As despesas operacionais admitidas são as usuais ou normais no tipo de transações. 47). e o recurso que materializa a provisão . (Brasil. já ter sido incorrida. § 1o São necessárias as despesas pagas ou incorridas para a realização das transações ou operações exigidas pela atividade da empresa (Lei n. § 3o O disposto neste artigo aplica-se também às gratificações pagas aos empregados. de 1964. de 1964. Caso o recurso ainda esteja classificado no ativo à espera de futura utilização. art. O Decreto n.506. operações ou atividades da empresa (Lei n.506. dedutíveis. perdas. 4. não sejam dedutíveis na determinação do lucro real. São operacionais as despesas não computadas nos custos. não será dedutível. § 1o). as despesas com provisões não são dedutíveis. encargos. necessárias à atividade da empresa e à manutenção da respectiva fonte produtora (Lei n. art.

] b) as recuperações de créditos que não representem ingressos de novas receitas. a. a.3) o rendimento auferido no resgate de quotas de fundo de investimento. inclusive: a. RIR/1999) e décimo terceiro salário (art. 337. deve-se entendê-la sob os aspectos qualitativo e quantitativo. o gasto normal é aquele que guarda intrínseca relação com as atividades da empresa ditas corriqueiras. líquido do IOF..92 ainda não foi consumido. As receitas não tributáveis que não integrarão a base de cálculo do IR são: a) os rendimentos e ganhos líquidos produzidos por aplicações financeiras de renda fixa e variável. clube de investimento e outros fundos da espécie renda variável. Você pode tomar como exemplo a Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (PCLD). Uma ressalva: as provisões para férias (art. 338. a normalidade pode ser entendida como a relação existente entre o valor atribuído à despesa e os benefícios auferidos pela entidade. RIR/1999) são dedutíveis.1) a diferença positiva entre o valor do resgate. a.4) os rendimentos auferidos em operações de swap. No entender do autor. que não é considerada como despesa dedutível pelo fato de que as perdas de créditos com clientes que fundamentam a provisão ainda não ocorreram. clube de investimento e outros da espécie de renda fixa. 151) afirma que. Andrade Filho (2009b. p. c) a reversão de saldo de provisões anteriormente constituídas. quando do consumo do recurso. quando a legislação se refere à normalidade como requisito para dedutibilidade.. d) os lucros e dividendos decorrentes de participações societárias avaliadas pelo custo de aquisição e a contrapartida do . e o valor de aquisição de quotas de fundos de investimento. Quantitativamente.2) o rendimento auferido em operações de mútuo e de compra vinculada à revenda. no mercado secundário. ativo financeiro. [. tendo por objeto ouro.

[. .000. (Redação dada pela Lei n. art.981/1995. 14 da Lei n.. os ganhos de capital. evitando-se correr riscos desnecessários com atuações fiscais. sociedades de crédito. qualquer que seja a denominação que lhes seja dada.. identificar claramente as despesas dedutíveis e as receitas tributáveis. de 27 de novembro de 1998.814. e) os juros sobre o capital próprio auferidos. RIR/1999. Integram a base de cálculo todos os ganhos e rendimentos de capital. de 16 de maio de 2013) II – cujas atividades sejam de bancos comerciais. 225). (CRCBA. Lei n. 9.] Parágrafo único. no mês em que forem auferidos. serão acrescidos à base de cálculo. 2o. da espécie ou da existência de título ou contrato escrito. conforme o art. sociedades de crédito imobiliário. 12. pela sua finalidade. na sistemática do lucro real. 2013) No entanto. 4.430/1996. 219. bancos de investimentos. no ano-calendário anterior. art. 1999a) É necessário. bancos de desenvolvimento. 32. art. 9. sociedades corretoras de títulos.00 (setenta e oito milhões de reais). caixas econômicas.. tenha os mesmos efeitos do previsto na norma específica de incidência do imposto [. as demais receitas e os resultados positivos decorrentes de receitas não compreendidas na atividade (Lei n. bastando que decorram de ato ou negócio que.1. as pessoas jurídicas: I – cuja receita total.1 Pessoas jurídicas obrigadas a optar pelo lucro real São obrigadas a utilizar-se da sistemática do lucro real. quando inferior a doze meses.]. independentemente da natureza.1. Estabelece o parágrafo único do art. (Brasil.. ou proporcional ao número de meses do período.93 ajuste por aumento do valor de investimentos avaliados pelo método da equivalência patrimonial. 8. financiamento e investimento.000. seja superior ao limite de R$ 78. 219 do RIR/1999: Art.718.

distribuidoras de títulos e valores mobiliários. calculado com base no lucro real do período em curso. administração de contas a pagar e a receber. rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior. . financeiras e do agronegócio. VI – que explorem as atividades de prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria creditícia. 35 da Lei n. em balanços ou balancetes mensais.430. conforme o quadro a seguir. cooperativas de crédito. V – que. de 20 de janeiro de 1995. usufruam de benefícios fiscais relativos à isenção ou redução do imposto. empresas de seguros privados e de capitalização e entidades de previdência privada aberta. de 1996.981. empresas de arrendamento mercantil. Quadro 4. permite às empresas que optarem pelo lucro ­real por estimativa suspender ou reduzir o pagamento do imposto devido em cada mês. VII – que explorem as atividades securitização de créditos imobiliários. autorizadas pela legislação tributária. 8. os balanços ou balancetes de que trata o citado artigo: a) deverão ser levantados com observância das leis comerciais e fiscais e transcritos no livro Diário. no decorrer do ano-calendário. Contudo.1 – Formas de apuração do Imposto de Renda (IR) Apuração Recolhimento Obrigatoriedade contábil Trimestral – definitivo Pagamentos trimestrais Fechamento trimestral Anual – por estimativa Pagamentos mensais Fechamento anual O art. desde que demonstrem. 2o da Lei n. seleção e riscos. que o valor acumulado já pago excede o valor do imposto. na forma do art. gestão de crédito.94 valores mobiliários e câmbio. III – que tiverem lucros. compras de direitos creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de prestação de serviços (factoring). inclusive o adicional. (Brasil. IV – que. mercadológica. 9. tenham efetuado pagamento mensal pelo regime de estimativa. 1998) O contribuinte pode optar pelo pagamento do IR com base em duas modalidades possíveis.

00. exceto revenda de combustíveis para consumo 8% Prestação de serviços de transporte de carga 8% Prestação dos demais serviços de transporte 16% Prestação de serviços em geral para os quais não esteja previsto percentual específico 32% Prestação de serviços em geral por empresas com receita bruta anual não superior a R$ 120.95 b) somente produzirão efeitos para determinação da parcela do Imposto de Renda e da contribuição social sobre o lucro devido no decorrer do ano-calendário.6% Venda de mercadorias ou produtos. carburante e gás natural 1. (Brasil.000. Tabela 4. 1995b. Os contribuintes que exploram atividades diversas deve apurar a base de cálculo e aplicar o percentual sobre as receitas brutas de cada uma das atividades separadamente. demais receitas e resultados positivos. . de transporte e de profissões regulamentadas 16% Instituições financeiras e entidades a elas equiparadas 16% Fonte: Elaborado com base em Brasil. de combustíveis derivados de petróleo. 1995a) A estimativa deve ser feita com base na tabela a seguir. excetuados os rendimentos ou ganhos já tributados a título de aplicações financeiras.1 – Percentuais para estimativa do Imposto de Renda (IR) Atividades Percentuais aplicáveis sobre a receita Revenda. exceto serviços hospitalares. para consumo. álcool etílico. Vale destacar que o conceito de receita bruta compreende as vendas de mercadorias e produtos e o valor dos serviços prestados e que também devem ser acrescidos às respectivas receitas brutas os ganhos de capital.

devem ser excluídos das receitas brutas os valores relativos a: • Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre as vendas e Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) devido pelo contribuinte substituto.000/1999.000 Total de ganhos de capital 38. Exemplo: A Cia. que já constam na nota fiscal e.000 Receitas líquidas 350. . não estão sujeitos a nenhuma condição para serem efetivados. no regime de substituição tributária. art.000 Rendimentos auferidos nas operações de mútuo com coligadas 6. p. 1 O art. de 1996.000 Vendas canceladas e devoluções 15..2 – Demonstração das receitas da Cia. são demonstradas as suas receitas. 2004. A seguir.000 Descontos incondicionais 4. 9. • descontos concedidos incondicionalmente. Alfa Evento Valor das vendas Valor de serviços Receitas brutas 500. • vendas que foram canceladas e respectivas devoluções de vendas.000 Imposto sobre circulação de mercadorias 81.000 Imposto de Renda retido na fonte sobre ganhos de capital 50 Fonte: Oliveira et al.000 Ganhos de capital no mês Lucro na venda de ativo imobilizado 30. portanto.000 Receita com locação de imóvel 2.000 57.000 Deduções das receitas brutas Imposto sobre produtos industrializados 50. em seu parágrafo único. (Lei n. que exceder a vintev mil reais ficará sujeita à incidência de adicional do imposto à alíquota de dez por cento. 2o.000 Imposto sobre serviços 3. § 2o).430.96 No entanto.000 60. apurada mensalmente. estabelece: “A parcela da base de cálculo. Alfa utiliza a sistemática do lucro real.” Quadro 4.000 3. 228 do Decreto n.000 Total das deduções 150. 3. tendo optado pelo recolhimento mensal por estimativa e posterior apuração do lucro real anual. 186.

680 Cálculo do imposto devido no mês por estimativa 50 Alíquota normal = 15% de R$ 91..3 – Quadro demonstrativo da apuração da base de cálculo do Imposto de Renda (IR) por estimativa Evento Valor das vendas Valor de serviços Receitas brutas 500. . 2004. 186 Como você pode notar.680 13.000 Deduções das receitas brutas Imposto sobre produtos industrializados 50.480 Total do lucro estimado (vendas mais serviços) 53.680 Acréscimos dos ganhos de capital 38. que veremos no próximo tópico. .168 Imposto de Renda devido 20.870 Fonte: Oliveira et al.200 Lucro estimado 34.000 Base de cálculo do imposto mensal 91.2 Sistemática do lucro presumido O lucro presumido é uma forma de apuração do IR e da contribuição social sobre o lucro das empresas que visa facilitar a apuração desses tributos para recolhimento definitivo. aplicamos os mesmos percentuais utilizados pela sistemática do lucro presumido.000 Total das deduções 69.97 Quadro 4.000 Receitas líquidas para efeito da apuração 431. para fazermos a estimativa do montante do IR a recolher.752 Cálculo do adicional de 10% 1 7.920 Dedução do Imposto de Renda retido na fonte sobre ganhos de capital 50 Imposto de Renda a recolher por estimativa no mês 20.000 Vendas canceladas e devoluções 15.1.000 Aplicação do percentual sobre a receita bruta 8% 32% 19. p.000 Descontos incondicionais 4. 4.000 da base de cálculo 60.000 60.

art. Conforme o renomado tributarista. no ano-calendário anterior.00 (seis milhões e quinhentos mil reais) multiplicado pelo número de meses de atividade do ano-calendário anterior. de escrituração contábil. Estabelece a Lei n. cuja receita bruta total.430/1996. 1996a).00 (setenta e oito milhões de reais). ou seja. p. caso tenha.000. O imposto com base no lucro presumido será determinado somente por períodos de apuração trimestrais. 1o e 25 da Lei n.814. ou a R$ 6.000/1999 (RIR/1999). § 1o). 202).98 A fundamentação legal para esse regime de tributação do lucro das empresas encontra-se nos arts. (Redação dada pela Lei n. 9. 9.430.718/1998: Art. de 16 de maio de 2013) § 1o A opção pela tributação com base no lucro presumido será definitiva em relação a todo o ano-calendário. 3.500. o lucro presumido é uma alternativa para as empresas até o limite da receita bruta total estabelecida em lei. 26. a receita bruta auferida no ano anterior será considerada segundo o regime de competência ou caixa. Ressaltamos que a opção da tributação pelo presumido será definitiva para todo o ano calendário e será manifestada com o pagamento da primeira quota única do imposto devido correspondente ao primeiro período de apuração de cada ano calendário (Lei n. naquele ano. quando inferior a 12 (doze) meses.000. 9.000. tenha sido igual ou inferior a R$ 78. 516 a 528 do Decreto n. de 27 de dezembro de 1996 (Brasil. há uma redução na complexidade para se apurarem o IR e a contribuição social a recolher sobre o lucro das empresas. 13. . poderá optar pelo regime de tributação com base no lucro presumido. 12. 30 de junho. § 2o Relativamente aos limites estabelecidos neste artigo. 30 de setembro e 31 de dezembro de cada ano calendário. observado o critério adotado pela pessoa jurídica. A pessoa jurídica. Com a utilização da sistemática do lucro presumido. Para Fabretti (2009. observado o disposto nos arts. as empresas podem presumir esse lucro em vez da apuração pelo lucro real. optado pela tributação com base no lucro presumido. encerrados nos dias 31 de março.

carburante e gás natural 1. que será utilizada como base para presunção do IR e da contribuição social. álcool etílico. 1999a. de transporte e de profissões regulamentadas 16% Fonte: Elaborado com base em Brasil. como demonstrado na tabela anterior.000. . sobre o resultado obtido.000.99 O parágrafo 2o traz mais uma opção para o contribuinte: escolher o regime de competência ou caixa para escriturar a receita bruta.00 (vinte mil reais) deve ser recolhido o percentual de 10%.6% Venda de mercadorias ou produtos.2 – Percentuais para presunção do lucro Atividades Percentuais aplicáveis sobre a receita Revenda. exceto serviços hospitalares. exceto revenda de combustíveis para consumo 8% Prestação de serviços de transporte de carga 8% Prestação dos demais serviços de transporte 16% Prestação de serviços em geral para os quais não esteja previsto percentual específico 32% Prestação de serviços em geral por empresas com receita bruta anual não superior a R$ 120. acrescido dos seguintes valores: • ganhos de capital. rendimentos e ganhos líquidos auferidos em aplicações financeiras de renda fixa e variável. para consumo. Sobre a parcela mensal do lucro que exceder a R$ 20. aplicar o percentual de 15% relativo ao IR. O contribuinte deve fazer a presunção do lucro utilizando-se dos percentuais apresentados na tabela a seguir e. A base de cálculo do imposto e do adicional para efeitos de lucro presumido será o resultado da aplicação dos percentuais de presunção relativos a cada atividade. Tabela 4. de combustíveis derivados de petróleo.00. 1995b.

• todos os demais resultados positivos obtidos pela empresa.3 Sistemática do lucro arbitrado O arbitramento do lucro é uma forma de apuração da base de cálculo do imposto por iniciativa do contribuinte ou determinação da autoridade tributária. A fundamentação legal para o lucro arbitrado encontra-se na Lei n. para títulos federais. 47. inclusive com perdas no recebimento de créditos. desde que esta não seja a atividade principal da pessoa jurídica. e na Lei n. salvo se o contribuinte comprovar não os ter deduzido em período anterior àquele em que foi utilizado o regime do lucro real.430/1996. • ganhos auferidos em operações de hedge. • rendimentos sobre operações de mútuo realizadas com entidades ligadas. 9. 1o. Esses dispositivos legais determinam que o arbitramento do lucro se dará quando: .1. 8. relativos a impostos e contribuições a serem restituí­dos ou compensados. art. incluindo o valor relativo ao recebimento de juros sobre o capital próprio. • descontos financeiros obtidos e juros ativos.981/1995.100 • variações monetárias ativas. • juros equivalentes à taxa Selic. acumulada mensalmente. 4. • multas e outras vantagens oriundas de rescisões contratuais. art. • valores recuperados correspondentes a custos e despesas. • receita de locação de imóvel.

por conta ou subconta.397. de 28 de novembro de 1958. 76 da Lei n.. ou b) determinar o lucro real. 3. ou o livro Caixa [. erros ou deficiências que a tornem imprestável para: a) identificar a efetiva movimentação financeira. de 1987.].] VII – o contribuinte não mantiver. não mantiver escrituração na forma das leis comerciais e fiscais. inclusive bancária. V – o comissário ou representante da pessoa jurídica estrangeira deixar de cumprir o disposto no § 1o do art. [.470. conforme a tabela a seguir.. os percentuais que a serem utilizados para arbitramento do lucro serão aqueles do lucro presumido acrescidos de 20%.. livro Razão ou fichas utilizados para resumir e totalizar.] (Brasil.. 2. ou deixar de elaborar as demonstrações financeiras exigidas pela legislação fiscal.. obrigado à tributação com base no lucro real ou submetido ao regime de tributação de que trata o Decreto-Lei n. 1995a) O contribuinte poderá optar pelo lucro arbitrado quando a receita bruta for conhecida e ocorrer uma das situações descritas anteriormente. IV – o contribuinte optar indevidamente pela tributação com base no lucro presumido.101 I – o contribuinte. .. os lançamentos efetuados no Diário. III – o contribuinte deixar de apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial e fiscal. II – a escrituração a que estiver obrigado o contribuinte revelar evidentes indícios de fraude ou contiver vícios. Em regra. em boa ordem e segundo as normas contábeis recomendadas. [.

6% Prestação de serviços de transporte de carga 9.2% Prestação de serviços em geral para os quais não esteja previsto percentual específico 38. constante do último balanço patrimonial conhecido ou registrado nos atos de constituição ou alteração da sociedade. 51): I – um inteiro e cinco décimos do lucro real referente ao último período em que a pessoa jurídica manteve escrituração de acordo com as leis comerciais e fiscais. será determinado através de procedimento de ofício. mediante a utilização de uma das seguintes alternativas de cálculo (Lei n. álcool etílico.3 – Percentuais para arbitramento do lucro Atividades Percentuais aplicáveis sobre a receita Revenda.00 (sessenta mil reais) no trimestre (R$ 20. 535. 1999a.6% Instituições financeiras e entidades a elas equiparadas 45% Factoring 38. de combustíveis derivados de petróleo.000. exceto serviços hospitalares. II – quatro centésimos da soma dos valores do ativo circulante.102 Tabela 4. O lucro arbitrado. de 1995. inclusive a sua correção monetária contabilizada como reserva de capital. quando não conhecida a receita bruta. . O adicional também será devido no lucro arbitrado sobre o valor do lucro que exceder a R$ 60. existentes no último balanço patrimonial conhecido. realizável a longo prazo e permanente. Alternativamente. exceto revenda de combustíveis para consumo 9.92% Venda de mercadorias ou produtos.00 por mês). caso a receita bruta não seja conhecida.981. carburante e gás natural 1. art. 8. de transporte e de profissões regulamentadas 19.000. 1995a. o fisco poderá adotar outros critérios para o arbitramento. III – sete centésimos do valor do capital.4% Prestação de serviços em geral por empresas com receita bruta anual não superior a R$ 120.00.6% Prestação dos demais serviços de transporte 19. como você pode ver no RIR/1999: Art. para consumo.000.4% Fonte: Elaborado com base em Brasil.

. VIII – nove décimos do valor mensal do aluguel devido. p. em cada mês. VII – oito décimos da soma dos valores devidos no mês a empregados. 1999a) A figura a seguir demonstra as três formas de apuração e pagamento do IR. Figura 4. VI – quatro décimos da soma.103 IV – cinco centésimos do valor do patrimônio líquido constante do último balanço patrimonial conhecido.. produtos intermediários e materiais de embalagem. (Brasil. V – quatro décimos do valor das compras de mercadorias efetuadas no mês.1 – Sistemáticas de apuração do Imposto de Renda (IR) Resultado das empresas Lucro arbitrado Lucro presumido Anual ou proporcional Trimestral Pagamento definitivo com base na receita bruta ou crédito alternativo Pagamento definitivo com base na receita bruta Regime de apuração Lucro real Lucro real trimestral Lucro real anual Pagamento definitivo com base no lucro real trimestral Pagamento com base na receita bruta mensal e ajuste pelo lucro real acumulado mensalmente e ajuste na DIRPJ anual Regime de pagamento Fonte: Oliveira et al. 177. 2004. dos valores da folha de pagamento dos empregados e das compras de matérias-primas.

a princípio. bancos de desenvolvimento. entre os quais a existência de uma contabilidade bem organizada. sua base de cálculo seria apurada de forma idêntica à do lucro real. 14. de 19 de janeiro de 1999. (Brasil. 1988b). Aplicam-se à Contribuição Social sobre o Lucro (Lei n.689. de 1988) as mesmas normas de apuração e de pagamento estabelecidas para o Imposto de Renda das pessoas jurídicas.981/1995: Art. de 15 de dezembro de 1988 (Brasil. as empresas têm à sua disposição três possibilidades de tributação do lucro para efeito de recolhimento do IR. As despesas financeiras relativas a empréstimos ou financiamentos e os juros remuneratórios do capital próprio a que se refere o art.779. como se pode verificar: Art. 9. 38.2 Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) A CSLL foi instituída em 1988 pela Lei n. e. 57. 8. como dispunha o art.689. cuja alíquota é de 8%. 1999b) A alíquota da CSLL é de 9% sobre a base de cálculo das pessoas jurídicas. 14. 7. 4. caixas econômicas. com as alterações introduzidas por esta Lei. sociedades de crédito imobiliário. (Brasil. 57 da Lei n. no seu art. 9. modificou a base de cálculo da CSLL. A opção por determinada forma deve levar em consideração inúmeros aspectos. com exceção das instituições financeiras. inclusive no que se refere ao disposto no art. sociedades de . bancos de investimentos.104 Como você pôde notar.249/1995 não são dedutíveis para efeito de determinação da base de cálculo da contribuição social sobre o lucro líquido. a Lei n. 7. mantidas a base de cálculo e as alíquotas previstas na legislação em vigor. 1995a) Entretanto. compreendendo bancos comerciais. 9o da Lei n.

• valor dos lucros distribuídos disfarçadamente. 13 da Lei n. entidades de previdência privada abertas e fechadas. 1995b). 9.105 crédito. • despesas não dedutíveis mencionadas pelo art. 60 da Lei n.249. As pessoas jurídicas tributadas pelo lucro real devem calcular a CSLL utilizando a seguinte metodologia: • Base inicial: o lucro contábil. • lucros. . de 26 de dezembro de 1995 (Brasil. 9. sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários. • Inclusões: adições ao lucro contábil: • resultado negativo da equivalência patrimonial. se foram registrados como receitas. sociedades corretoras de seguros. cooperativas de crédito. ajustado por inclusões e exclusões. e empresas de arrendamento mercantil. • valor da reserva de reavaliação baixado durante o período-base.532. desde que a contrapartida não tenha sido o resultado do período. 1997b). de 10 de dezembro de 1997 (Brasil. • valor das provisões não dedutíveis na determinação do lucro real. • Exclusões: deduções do lucro contábil: • receita de equivalência patrimonial. agentes autônomos de seguros privados e de crédito. financiamento e investimento. • lucros e dividendos recebidos de investimentos avaliados ao custo de aquisição. empresas de seguros privados e de capitalização. rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior. antes da provisão para o IR e para a CSLL. conforme consta no art. sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários.

4. .3 Tributação sobre receita e faturamento Como você já aprendeu neste livro.1 Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) O ICMS é um imposto de competência dos estados e do Distrito Federal. • participações no resultado atribuídas a debenturistas. 4. ou contribuições para instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados. regulado pela Lei Complementar n. 155. da Constituição Federal. de 13 de setembro de 1996 – Lei Kandir (Brasil.1 Fato gerador A Lei Kandir estabelece a ocorrência do fato gerador no art. o valor pago por ocasião da compra. conforme define o art. administradores. 12. os impostos incidentes sobre o faturamento são ditos indiretos e tributam cada fase do processo produtivo.3. Se a opção do contribuinte for o pagamento mensal por estimativa. Entre eles.1. a empresa deduz do imposto a pagar. deverá ser utilizado um percentual de presunção na alíquota de 12%. 87. 4. 12: Art. empregados. ou seja. inciso II. ainda que para outro estabelecimento do mesmo titular. o ICMS e o IPI são não cumulativos. Considera-se ocorrido o fato gerador do imposto no momento: I – da saída de mercadoria de estabelecimento de contribuinte. 1996b). quando da venda.3.106 • valor de provisões não dedutíveis adicionadas no exercício anterior e que foram baixadas durante o período-base.

por qualquer meio. a recepção. IV – da transmissão de propriedade de mercadoria. a emissão. bebidas e outras mercadorias por qualquer estabelecimento. II – prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal. a transmissão.. por qualquer via. IV – fornecimento de mercadorias com prestação de serviços não compreendidos na competência tributária dos Municípios. de pessoas. Materialidade O art.]. III – da transmissão a terceiro de mercadoria depositada em armazém geral ou em depósito fechado. no Estado do transmitente. a emissão. [. a retransmissão. a repetição e a ampliação de comunicação de qualquer natureza. mercadorias ou valores. 1996b) O fato gerador do ICMS pode ocorrer de diversas formas. 87/1996 elenca as situações em que há incidência do ICMS: Art. a recepção. de qualquer natureza.. 2o O imposto incide sobre: I – operações relativas à circulação de mercadorias. bens. inclusive na prestação de serviços. desde que este mesmo serviço não seja tributado pelo Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS). III – prestações onerosas de serviços de comunicação. a retransmissão. VI – do ato final do transporte iniciado no exterior. restaurantes e estabelecimentos similares. (Brasil. ou de título que a represente. . quando a mercadoria não tiver transitado pelo estabelecimento transmitente.107 II – do fornecimento de alimentação. feita por qualquer meio. inclusive o fornecimento de alimentação e bebidas em bares. a transmissão. VII – das prestações onerosas de serviços de comunicação. a repetição e a ampliação de comunicação de qualquer natureza. 2o da Lei Complementar n. inclusive a geração. inclusive a geração. V – do início da prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal.

decorrentes de operações interestaduais. Não incidência Algumas operações em que não há incidência de ICMS podem ser indicadas.2002) II – sobre o serviço prestado no exterior ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior. por pessoa física ou jurídica. para caracterização do fato gerador do ICMS. quando a lei complementar aplicável expressamente o sujeitar à incidência do imposto estadual. § 1o O imposto incide também: I – sobre a entrada de mercadoria ou bem importados do exterior. tais como as operações societárias. de competência dos Municípios. a dação em pagamento (entrega de coisa para cumprimento de uma obrigação vencida). 1996b) A incidência se dá sobre operações referentes à circulação de mercadorias compreendidas numa operação essencialmente mercantil. a prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. no território do Estado destinatário. pois nestas não há operação mercantil (ausência . (Brasil.108 V – fornecimento de mercadorias com prestação de serviços sujeitos ao imposto sobre serviços. ainda que não seja contribuinte habitual do imposto. de 16. inclusive lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos dele derivados. tal operação deve estar fundamentada numa transação comercial. 87/1996. cabendo o imposto ao Estado onde estiver localizado o adquirente. nas quais há transferência de bens. as doações de bens. qualquer que seja a sua finalidade.12. Não basta. A taxação pelo ICMS envolve não apenas a transferência de propriedade das mercadorias. de petróleo. nas quais há a transmissão de um direito que tem por objeto essas mercadorias. a mera circulação não econômica. III – sobre a entrada. por força da Lei Complementar n. e de energia elétrica. (Redação dada pela Lcp 114. mas também. quando não destinados à comercialização ou à industrialização.

como um contrato caracterizado por um empréstimo gratuito de coisas não fungíveis. a emissão. por disposição expressa da Súmula n.1. 87/1996 define como contribuinte do ICMS qualquer pessoa. física ou jurídica. vale ressaltar o teor das Súmula n. utensílios e implementos a título de comodato” (Brasil. com habitualidade ou em volume que caracterize intuito comercial. inciso III. que realize. 2007b) que preceitua que “O ICMS não incide no serviços dos provedores de acesso à Internet”.3. 4o da Lei Complementar n. do Supremo Tribunal Federal. do Superior Tribunal de Justiça (Brasil. a repetição e a ampliação de comunicação de qualquer natureza. de 15 de dezembro de 1976. 2o.2 Contribuintes O art. Prestação de serviços de comunicação Há incidência do imposto nas operações que envolvem prestações onerosas de serviços de comunicação. a recepção. reproduzido anteriormente. Prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal A prestação de serviços realizada dentro do município é alcançada pela tributação do ISS. 350. a retransmissão. de 13 de dezembro de 2007 (Brasil. 334. de 11 de junho de 2008. por qualquer meio. O comodato. e da Súmula n. também não caracteriza operação mercantil. 2008). Com relação aos serviços de comunicação. 1977b).109 de fundamento econômico). que determina que “O ICMS não incide sobre o serviço de habilitação de telefone celular”. incluindo a geração. 573. operações de circulação de mercadoria ou . 4. a transmissão. como se percebe pela leitura do art. que dispõe: “não constitui fato gerador do imposto de circulação de mercadorias a saída física de máquinas.

pois o ICMS que será devido na etapa da cadeia de circulação da mercadoria sob sua responsabilidade será recolhido na etapa anterior pelo contribuinte substituto. a determinado contribuinte a responsabilidade pela retenção e/ou recolhimento do imposto incidente em uma ou mais operações ou prestações. 150. caso não se realize o fato gerador presumido. Existem três formas que caracterizam a substituição tributária. [. por determinação legal. de 1993) A substituição tributária é um regime pelo qual a responsabilidade pelo ICMS devido em relação às operações ou prestações de serviços é atribuída a outro contribuinte. sejam elas antecedentes. que dispõe: Art. denominado contribuinte substituto. parágrafo 7o. cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente. O contribuinte que está na próxima etapa da cadeia de atividades será substituído pelo contribuinte substituto e será denominado legalmente de substituído. concomitantes ou subsequentes.. simplesmente. (Incluído pela Emenda Constitucional n.110 prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga. 1988a). 3. conforme a etapa da cadeia em que está o contribuinte . Substituição tributária A substituição tributária pode ser conceituada como o regime jurídico que atribui.. Este assume a condição de responsável pela retenção e pelo pagamento do imposto e também pode ser denominado legalmente de substituto tributário ou. ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. 150. É prevista pela Constituição Federal (Brasil. no seu art.] § 7oA lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição. responsável.

São elas: a substituição tributária regressiva ou antecedente. encontra-se na primeira etapa da cadeia de comercialização. é o fabricante ou o importador). como no caso de diversos fornecedores menores que fornecem matérias-primas a uma grande empresa. Nessa espécie se encontra a substituição tributária dos serviços de transporte de carga por profissional autônomo que não . as quais são descritas na sequência. pelo pagamento do valor do ICMS incidente na próxima operação (operações subsequentes). e não àquele que esteja realizando a operação/ prestação. Substituição tributária regressiva ou antecedente A lei impõe o recolhimento do imposto ao próximo componente da cadeia de atividade. neste caso. visto que a empresa distribuidora já recolhe o ICMS que incide sobre a venda destes pelos postos de gasolina. Substituição tributária de operações subsequentes Esta é a modalidade mais comum de substituição tributária. porém o recolhimento será centralizado nesta. a substituição tributária de operações subsequentes e a substituição tributária concomitante. em que há a atribuição do recolhimento do imposto ao contribuinte que se encontra numa etapa anterior (fato gerador futuro) à daquele que se caracteriza como contribuinte de fato e de direito (o substituto. concomitantemente à ocorrência do fato gerador. Substituição tributária concomitante É caracterizada pela transferência (na realidade.111 substituído e o tipo de operação envolvida. no momento de cada venda efetuada à grande empresa. O fato gerador ocorre antes. Exemplo seria o ICMS sobre combustíveis. atribuição) da responsabilidade pelo pagamento do imposto a outro contribuinte (que se encontra numa etapa posterior da cadeia de atividades).

87/1996 o seguinte: Art. A seguir. de frete e de outros encargos cobrados ou transferíveis aos adquirentes ou tomadores de serviço.00 Valor total NF ICMS substituição ICMS próprio – 18% BC substituição Margem de lucro Outras despesas Quadro 4. operações ou prestações subsequentes. o valor da operação ou prestação praticado pelo contribuinte substituído. Ou seja. II – em relação às operações ou prestações subsequentes. R$ 1. demonstramos um exemplo de cálculo e contabilização de substituição tributária em ICMS. acrescida de outras despesas e multiplicada pela margem de lucro. inclusive lucro. 2 Valor da venda mais a margem de lucro relativo à próxima operação. relativa às R$ 243. 8o A base de cálculo. a Lei Geral do ICMS define que a base de cálculo será formada pelo valor da mercadoria.00 Não há 35% R$ 1. 3 Aplicação da alíquota relativa à substituição sobre a base de cálculo descrita na nota 1.004 .112 tenha inscrição estadual.003 R$ 1.000. Base de cálculo da substituição tributária Define a Lei Complementar n.4 – Modelo de cálculo de substituição tributária em ICMS Valor da venda 4 Valor da nota fiscal (NF) com ICMS próprio mais o ICMS que será cobrado (e recolhido) do contribuinte substituído. b) o montante dos valores de seguro.243. c) a margem de valor agregado.350. será: I – em relação às operações ou prestações antecedentes ou concomitantes. obtida pelo somatório das parcelas seguintes: a) o valor da operação ou prestação própria realizada pelo substituto tributário ou pelo substituído intermediário. para fins de substituição tributária. somado ao valor do frete mais o valor do IPI. Nesse caso.002 R$ 180. o tomador do serviço fica responsável pelo pagamento do imposto.

III). conforme estabelecido nos incisos I.243.4 Contabilização Como o ICMS é não cumulativo. a base de cálculo compreenderá o valor das mercadorias e dos serviços.00 4. A Constituição Federal estabelece que o ICMS é não cumulativo (art.1.243.000.5 – Sugestão de contabilização no substituto – venda com incidência de ICMS – 18% Contas contábeis Débito Clientes ou caixa 1. A base de cálculo na prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação será o preço do serviço.00 ICMS a recolher – Substituição Tributária 243.3 Base de cálculo O art. 13 da Lei Complementar n. § 2o.3.243. deverá ser tomado como base de cálculo o valor da operação. III e IV. 4. § 2o. 87/1996 trata da base de cálculo do ICMS. bebidas ou outras mercadorias por qualquer estabelecimento. Na saída ou transmissão de mercadoria.00 ICMS sobre vendas – classificado na Demonstração do Resultado do Exercício como dedução da receita 180. 155. 155.00 Receita de vendas Crédito 1.6 – Contabilização da entrada da mercadoria no estoque – contribuinte substituído Contas contábeis Débito Estoques 1.00 Fornecedores a pagar Crédito 1.3. I) e pode ser seletivo (art.00 Quadro 4. Aqui veremos as principais operações.113 Quadro 4.1. Já quando se tratar de fornecimento de alimentação. no momento da contabilização é efetuada a apropriação do crédito obtido pela compra .

00 4. art. de 15 de junho de 2010: Art. 2010) .3.2 Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) O IPI é um imposto de competência da União. conforme a política contábil da empresa Crédito 200.00 36.212. IV.502. 2o): I – o desembaraço aduaneiro de produto de procedência estrangeira. que será deduzido do ICMS devido quando das vendas. Fato gerador do imposto é (Lei n. (Brasil. 7. de 1964.00 Receita de vendas ICMS sobre vendas – classificado na Demonstração do Resultado do Exercício como dedução da receita ICMS a recuperar – classificando na própria conta do ativo circulante.00 18. Quadro 4. ou II – a saída de produto do estabelecimento industrial.114 da mercadoria.00 36.00 Quadro 4.7 – Sugestão de contabilização – compra com crédito de ICMS – 18% Contas contábeis Débito Estoques – pelo valor líquido de ICMS 82. ou equiparado a industrial. 153. 35 do Decreto n. no art. 35. Pode-se utilizar também a conta de ICMS a pagar no grupo do passivo circulante.8 – Sugestão de contabilização – venda com incidência de ICMS – 17% Contas contábeis Débito Clientes ou caixa 200. e tem como fato gerador aquele descrito no art. torna-se o valor (obviamente após outros ajustes) a recolher ou a manter como crédito para os próximos períodos de apuração.00 Fornecedores ou caixa ICMS a recuperar – ativo circulante – Será deduzido do ICMS a recolher pelas vendas Crédito 100. assim definido na Constituição Federal. 4.

com previsão de competência no art. da Constituição Federal. no seu art.00 Observe que. é não cumulativo.3 Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) O ISS é um imposto de competência dos municípios. torna-se o valor (obviamente após outros ajustes) a recolher ou a manter como crédito para os próximos períodos de apuração Crédito 200. na contabilização do crédito do IPI. 1o. Para Fabretti (2009.00 20. de 31 de julho de 2003 (Brasil. p.00 Fornecedores ou caixa IPI a recuperar – ativo circulante – Será deduzido do IPI a recolher pelas vendas Crédito 100. III. podemos utilizar a conta gráfica do ativo circulante IPI a recuperar. portanto.00 Receita de vendas IPI sobre vendas – classificado na Demonstração do Resultado do Exercício como dedução da receita IPI a recuperar – classificando na própria conta do ativo circulante. 4. ainda que estes não se constituam como atividade preponderante do prestador. o imposto devido em cada operação pode ser compensado com o valor pago na operação anterior. conforme expressa disposição constitucional.3.00 10.9 – Sugestão de contabilização – compra com crédito de IPI – 10% (percentual varia conforme o produto) Contas contábeis Débito Estoques – pelo valor líquido de IPI 90. que estabelece.10 – Sugestão de contabilização – venda com incidência de IPI – 10% Contas contábeis Débito Clientes ou caixa 200. 2003b).00 Quadro 4.115 O IPI. 116. Quadro 4. 191). 156. a nova lei complementar apresenta como principais inovações: .00 20. e é regulado pela Lei Complementar n. que o ISS tem como fato gerador a prestação de serviços constantes em lista anexa.

00 Como o ISS é um imposto cumulativo. d) não fixou a alíquota mínima. 8o. em seu art.1 Base de cálculo O art. contabiliza-se o montante do imposto diretamente no resultado.00 Receita de prestação de serviços ISS sobre receita de prestação de serviços – classificado na Demonstração do Resultado do Exercício como dedução da receita Crédito 100. não recuperável 5. portanto.00 5. 3o como o local do estabelecimento prestador ou. 4. c) fixou a alíquota máxima em 5%. como dedução da receita bruta.116 a) amplia o alcance da lei. Quadro 4. O local da prestação do serviço é estabelecido pelo art. o local do domicílio do prestador do serviço.3. 7o da Lei Complementar n. não há possibilidade de aproveitamento de créditos por operações anteriores. Observe. a seguir. uma sugestão de contabilização do ISS. b) dá ampla competência para os municípios definirem os responsáveis. subordinando. serviços e pessoas jurídicas isentas e imunes). também os tomadores de serviços como responsáveis (comércio. além dos prestadores de serviços. . na falta deste. ou seja. mediante lei. visto que se trata de um imposto cumulativo.11 – Sugestão de contabilização – prestação de serviços com incidência de ISS – 5% Contas contábeis Débito Clientes ou caixa 100.3. indústria. 116/2003 define como base de cálculo o preço do serviço.00 ISS a pagar – passivo circulante.

1970).718/1998.3. relativa à Cofins. 07.637. sendo contribuinte as pessoas jurídicas de direito privado e aquelas a elas equiparadas pela legislação do IR. A partir de 2002. A Lei n. 2o. define como contribuintes que recolherão o PIS com base no faturamento as pessoas jurídicas com fins lucrativos. 10. conforme legislação específica. 2002b). .117 4. incluindo-se as empresas públicas e as sociedades de economia mista e suas subsidiárias.4 Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) Essas duas contribuições que incidem sobre o faturamento das empresas são reguladas originalmente pela Lei Complementar n. para o PIS. e pela Lei Complementar n. a cobrança dessas contribuições passou a se dar de duas formas: cumulativa e não cumulativa. modificou parcialmente o pagamento da Cofins. O PIS foi instituído pela Lei Complementar n. de 30 de dezembro de 1991 (Brasil. de 30 de dezembro de 2002 (Brasil. A Lei n. segundo o parágrafo 2o do art. ao passo que a Lei n. 07/1970. de 29 de dezembro de 2003 (Brasil. de 7 de setembro de 1970 (Brasil. o Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI e o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS. 1991). 70. 10. São contribuintes do PIS também as entidades sem fins lucrativos. quando cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário. Ressaltamos que a não cumulatividade só alcança as empresas que utilizam o lucro real como regime de tributação do lucro. sendo excluídos de sua base de cálculo os seguintes valores. os descontos incondicionais concedidos. 2003a). relativa ao PIS. em alguns casos.833. no seu art. 9. estabeleceu a não cumulatividade. 3o: I – as vendas canceladas. passando esta também a ser não cumulativa.

118
II – as reversões de provisões e recuperações de créditos baixados como perda, que não representem ingresso de novas
receitas, o resultado positivo da avaliação de investimentos pelo
valor do patrimônio líquido e os lucros e dividendos derivados
de investimentos avaliados pelo custo de aquisição, que tenham
sido computados como receita; (Redação dada pela Medida
Provisória n. 2158-35, de 2001). [...] (Brasil, 1998)

Recolhem o PIS sobre a folha de salários as entidades sem
fins lucrativos, como templos, partidos políticos, entidades de
natureza filantrópica, condomínios e outras entidades que se
enquadrem como “sem finalidade lucrativa”.
As alíquotas do PIS podem ser demonstradas conforme a
figura a seguir.
Figura 4.2 – Alíquotas do PIS

PIS/Pasep Cofins
não cumulativo

Empresas tributadas
pelo lucro real

Empresas tributadas
pelo lucro presumido

Alíquota 1,65%

PIS/Pasep Cofins não
cumulativo – Sobre faturamento
Alíquota 0,65%

Templos, condomínios,
partidos políticos,
entidades sem fins
lucrativos.

PIS/Pasep sobre
folha de pagamento –
1% Cofins

Fonte: Oliveira et al., 2004.

Os quadros a seguir apresentam sugestões de contabilização
do PIS cumulativo e não cumulativo.

119

Quadro 4.12 – Sugestão de contabilização – PIS
cumulativo – vendas ou prestação de serviços com
incidência de PIS – 0,65% – exemplo com empresa
tributada pelo lucro presumido, portanto, sem direito
a crédito do PIS
Contas contábeis

Débito

Clientes ou caixa

100,00

Receita de vendas ou prestação de serviços
PIS sobre receita de vendas ou prestação de
serviços – classificado na Demonstração do
Resultado do Exercício como dedução da receita

Crédito
100,00

0,65

PIS a pagar – passivo circulante, visto que,
no caso, o PIS é cumulativo, portanto, não
recuperável

0,65

Quadro 4.13 – Sugestão de contabilização de compra –
PIS não cumulativo – exemplo com empresa tributada
pelo lucro real, portanto, com direito a crédito do PIS à
alíquota de 3%
Contas contábeis

Débito

PIS a recuperar – classificado no ativo circulante

3,00

Contas diversas – estoques e insumos adquiridos
no mês

Crédito

3,00

Tanto para o PIS quanto para a Cofins não cumulativos, ao
final do período de apuração, faz-se o encontro de contas entre
a obrigação tributária relativa a essas contribuições e o valor
dos créditos gerados no período.
A Cofins tem como sujeito passivo a pessoa jurídica em geral
e aquelas a ela equiparadas pela legislação do IR, inclusive as
instituições financeiras, as construtoras e as incorporadoras
de imóveis, como definido pela art. 1o da Lei Complementar
n. 70/1991.
As entidades beneficentes de assistência social têm assegurada a isenção da Cofins, conforme dispõe o art. 195, parágrafo
7o, da Constituição Federal de 1988, desde que cumpram os
requisitos estabelecidos em lei para o devido enquadramento
como entidade filantrópica.

120

A base de cálculo dessa contribuição é o faturamento mensal, considerando-se, para isso, a receita bruta de vendas de
mercadorias e de serviços de qualquer natureza. Excluem-se
da sua base de cálculo os valores:
a) do imposto sobre produtos industrializados, quando destacado em separado no documento fiscal;
b) das vendas canceladas, das devolvidas e dos descontos a
qualquer título concedidos incondicionalmente. (Brasil, 1991)

Apresentamos, nos quadros a seguir, exemplos de contabilização da Cofins cumulativa e não cumulativa.
Quadro 4.14 – Sugestão de contabilização – Cofins
cumulativa – vendas ou prestação de serviços com
incidência de Cofins – 3% – exemplo com empresa
tributada pelo lucro presumido, portanto, sem direito
a crédito da Cofins
Contas contábeis

Débito

Clientes ou caixa

100,00

Receita de vendas ou prestação de serviços
Cofins sobre receita de vendas ou prestação
de serviços – classificado na Demonstração do
Resultado do Exercício como dedução da receita

Crédito
100,00

3,00

Cofins a pagar – passivo circulante, visto que,
no caso, a Cofins é cumulativa, portanto, não
recuperável

3,00

Quadro 4.15 – Sugestão de contabilização de compra –
Cofins não cumulativa – exemplo com empresa tributada
pelo lucro real, portanto, com direito a crédito da Cofins à
alíquota de 7,6%
Contas contábeis

Débito

Cofins a recuperar – ativo circulante

7,60

Diversas contas – estoques e insumos adquiridos
no mês

Crédito

7,60

Podemos representar a cumulatividade e a não cumulatividade
da Cofins conforme a figura a seguir.

Portanto. caracterizam-se por serem operações que envolvem empresas pertencentes ou não a um mesmo grupo .4 Tópicos especiais Nas próximas seções serão abordados assuntos que.121 Figura 4. embora não sejam tão comuns na contabilidade tributária. ao fornecerem seus bens e serviços. 4. dos impostos e da margem de lucro. As operações de reestruturação societária e a equivalência patrimonial devem receber especial atenção quando das suas contabilizações. pois é necessário considerar o repasse ao custo de aquisição/produção dos impostos incidentes sobre as operações. devem ter cuidado especial com a formação do preço de venda.4. o preço de venda deve ser o somatório do custo.3 – Cumulatividade da Cofins Empresas tributadas pelo lucro real Empresas tributadas pelo lucro presumido. arbitrado e optantes pelo Simples Federal/Real Cofins não cumulativo Alíquota 7. incluindo-se uma razoável margem de lucro. também denominadas movimentos societários.1 Operações de reestruturação societária As reorganizações societárias. É importante ter cuidado especial com o PIS e a Cofins para que esse preço efetivamente recupere os valores que serão recolhidos aos cofres da União. 4.6% Cofins sobre faturamento – cumulativo Alíquota 3% Fonte: Oliveira et al. seguidamente geram dúvidas aos contadores.. As empresas. 2004 .

como no caso da necessidade de obtenção de maior volume de capital. impõe determinados procedimentos para validação dos atos que deverão ser firmados ou ratificados pelos acionistas das sociedades objetos da cisão. Essas reorganizações alcançam qualquer tipo societário (precisamente a sociedade por quotas de responsabilidade limitada e a sociedade por ações). 224 da Lei das Sociedades por Ações: .4. “a própria dinâmica comercial impõe às sociedades mercantis diversas modificações”. 1976).404. como racionalização de custos e despesas. 6. O autor segue afirmando que algumas dessas modificações societárias decorrem da conveniência dos sócios. não há necessi­dade. Ou seja. civil e tributária. para se efetivar uma operação societária dessa natureza.1.1 Documentos societários Para a realização dessas operações. p. sendo que você pode encontrar o tratamento pertinente ao tema em vasta legislação comercial. as operações de reorganização societária permitem às empresas. O primeiro desses documentos é o protocolo. solução de divergências de acionistas. a Lei n. 4. de 15 de dezembro de 1976 (Brasil. fusão ou cisão) que melhor atenda às necessidades das sociedades. p. Diversos podem ser os motivos para uma reorganização societária. abertura de capital. 518). promover as reformulações que lhes forem apropriadas. a qualquer tempo. incorporação ou fusão. sendo estas de natureza e objetivos distintos. Para Iudícibus (2007.122 econômico. O essencial para uma adequada reorganização societária é o planejamento com vistas à escolha da modalidade (incorporação. planejamento fiscal. como afirma Almeida (2003. 65). que as entidades envolvidas tenham algum tipo de relação societária. entre os quais podemos citar: planejamento sucessório. pois. sucessão e ganhos tributários. previsto no art.

IV – a solução a ser adotada quanto às ações ou quotas do capital de uma das sociedades possuídas por outra. 224. II – as ações que os acionistas preferenciais receberão e as razões para a modificação dos seus direitos. V – o valor do capital das sociedades a serem criadas ou do aumento ou redução do capital das sociedades que forem parte na operação. 6. III – os critérios de avaliação do patrimônio líquido. fusão ou cisão com incorporação em sociedade existente constarão de protocolo firmado pelos órgãos de administração ou sócios das sociedades interessadas. a data a que será referida a avaliação. 225. no caso de cisão. na qual serão expostos: I – os motivos ou fins da operação. elencando as condições a que estarão submetidas as operações de fusão. Parágrafo único. VII – todas as demais condições a que estiver sujeita a operação. O segundo documento previsto pela Lei das Sociedades por Ações (Lei n. como consta do art. (Brasil. se prevista. . 225 da referida lei: Art. que incluirá: I – o número. II – os elementos ativos e passivos que formarão cada parcela do patrimônio. As condições da incorporação. VI – o projeto ou projetos de estatuto. Os valores sujeitos a determinação serão indicados por estimativa.123 Art. e o tratamento das variações patrimoniais posteriores. ou de alterações estatutárias. que deverão ser aprovados para efetivar a operação. As operações de incorporação.404/1976) é a justificação. fusão e cisão serão submetidas à deliberação da assembleia-geral das companhias interessadas mediante justificação. 1976) O protocolo constitui-se em um autêntico roteiro da operação. incorporação e cisão. espécie e classe das ações que serão atribuídas em substituição dos direitos de sócios que se extinguirão e os critérios utilizados para determinar as relações de substituição. e o interesse da companhia na sua realização.

com relação a um balanço-base. que determina: Art. nomeados em assembleia-geral dos subscritores.404/1976. A pessoa jurídica que tiver parte ou todo o seu patrimônio absorvido em virtude de incorporação. no qual os bens e direitos serão avaliados pelo valor contábil ou de mercado. cuja previsão legal é o art. não existe previsão expressa no texto da Lei das Sociedades por Ações para sua confecção. 21. 8o A avaliação dos bens será feita por 3 (três) peritos ou por empresa especializada. e em segunda convocação com qualquer número. pelo menos. instalando-se em primeira convocação com a presença de subscritores que representem metade. 1995b) Outros documentos necessários para dar início a uma operação de reorganização societária são certidões negativas (previstas na Instrução Normativa 88/2001 do Departamento Nacional de Registro do Comércio – DNRC) e o edital de . 9.249/1995. 6. segundo espécies e classes das ações. O fundamento legal para a elaboração dessas demonstrações contábeis está no art. que dispõe: Art. após a operação. § 1o O balanço a que se refere este artigo deverá ser levantado em até trinta dias antes do evento. Quanto às demonstrações financeiras. 8o da Lei n.124 III – a composição. (Brasil. O terceiro documento previsto para a validação dessas operações é o laudo de avaliação. 225 da Lei das Sociedades por Ações. IV – o valor de reembolso das ações a que terão direito os acionistas dissidentes. a justificação é elaborada juntamente com o protocolo em que deverão constar expressamente os elementos citados no art. 21 da Lei n. fusão ou cisão deverá levantar balanço específico para esse fim. Em regra. do capital das companhias que deverão emitir ações em substituição às que se deverão extinguir. do capital social. convocada pela imprensa e presidida por um dos fundadores.

foram as primeiras formas jurídicas do fenômeno econômico da concentração industrial e comercial que caracteriza a era capitalista” (Almeida. citando Miranda Valverde. que lhes sucede em todos os direitos e todas as obrigações. que lhes sucede em todos os direitos e obrigações. um processo gradativo e inexorável de absorção de pequenas e médias empresas por grupos econômicos ou multinacionais. 2003. citado em Fabretti (2009. O novo Código Civil. 4. essencialmente. Você encontra esse texto na Lei das Sociedades por Ações. foi a de evitar solução de continuidade que abrisse abismo entre o ontem e o hoje. ao regulá-las.2 Incorporação A incorporação é a operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas por outra. 68). p. podemos citar causas econômicas (ganho de escala). Várias são as causas determinantes para um processo de incorporação.1. 1. consubstanciando. conceitua incorporação como a operação pela qual “uma ou mais sociedades são absorvidas por outra. 154).406.116. Lei n. um fenômeno do capitalismo moderno. na forma estabelecida para os respectivos tipos” (Brasil. Pontes de Miranda. Para Almeida (2003.125 convocação para a assembleia (cuja previsão legal encontra-se no art. principalmente anônimas. ensina que: Na incorporação e na fusão de sociedades há a persistência do vínculo social. e implicam que se admitam na sociedade incorporante ou fundente os acionistas ou sócios da incorporada ou fundida. Entre elas. observa que “a incorporação ou a fusão de sociedades. de 10 de janeiro de 2002. causas comerciais e de produção (verticalização de atividades ou eliminação de concorrentes) e motivos fiscais (redução de carga tributária). 2002a).4. O mesmo autor. p. a incorporação é. . antes de tudo. devendo todos aprová-la. 124 da Lei das Sociedades por Ações). em seu art. p. 227. 10. 68). e a finalidade da lei. que dispõe sobre o tema no art.

a incorporação vem sendo cada vez menos utilizada. que da operação de incorporação. Fabretti (2009. O principal motivo. Em relação aos sócios. p. 155) entende que.. ressalvado a estes. há a consequente extinção da sociedade incorporada. não pode resultar qualquer prejuízo nem aos sócios ou acionistas nem aos credores. segundo o autor. bem como da fusão e da cisão. tendo como contrapartida a absorção dos bens. 223. As sociedades incorporadas desaparecem por estarem integradas à incorporadora. 1.. Gonçalves Neto (2005. na prática. com o valor do patrimônio líquido das incorporadas.029 e 1. A sociedade incorporadora mantém sua identidade inalterada. Fica claro. direitos e obrigações destas. Isso ocorre porque as empresas têm preferido recorrer à aquisição do controle do capital da outra empresa – representado por ações ou quotas – ou à fusão das empresas interessadas. fusão e cisão podem ser operadas entre sociedades de tipos iguais ou diferentes [.126 Esse tipo de operação societária pode envolver sociedades de tipos diferentes. pode ser um planejamento tributário com vistas ao melhor aproveitamento da situação fiscal das empresas participantes da operação. pelo que se depreende do art. p. 223 da Lei das Sociedades por Ações: “Art. 293) lembra que: A sucessão universal da incorporadora implica a transferência automática de todos os direitos e obrigações das incorporadas para ela. constitui-se essa possibilidade no direito de retirada. A incorporação.]”. o direito de pedir-lhe a anulação. assumindo todos os direitos e obrigações das sociedades incorporadas e devendo providenciar o aumento do seu capital social. previsto nos arts. inclusive os contratos mantidos com terceiros.057 do Código Civil. se credores prejudicados com a incorporação. portanto. Assim. .

que lhes sucederá em todos os direitos e obrigações”. cujo capital é integralizado com as ações das empresas envolvidas na operação.4 Cisão Na cisão ocorre a divisão de um determinado patrimônio em duas ou mais partes. 304) observa que as duas figuras apresentam aspectos comuns. como: “[. a extinção de sociedades. independentemente de dissolução e liquidação. ocorrendo tão somente uma operação com ações. Outra forma de se realizar tal operação é com a criação de uma entidade controladora.4.1. como a união de duas ou mais sociedades resultando em uma só. Gonçalves Neto (2005. em que há a extinção das sociedades fundidas.127 4. constituída com ações da Brahma e da Antarctica. . Característico desse tipo de evento foi a criação da Ambev como sociedade holding. é também denominada fusão direta.] a operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para formar sociedade nova. 228.. e a sucessão universal em direitos e obrigações. define a operação de fusão como aquela que “determina a extinção das sociedades que se unem. 4. Nesse caso.404/1976.4.119. p. 6. A fusão diferencia-se da incorporação porque.. surgindo uma nova sociedade. em seu art.1. O Código Civil.3 Fusão A fusão é definida na Lei n. 228 da Lei n.404/1976. a congeminação dos sócios de todas elas na sociedade resultante. 1. porém ligadas por interesses comerciais e econômicos. que mantiveram sua autonomia jurídica. não há o desaparecimento das empresas fusionadas. art. enquanto nesta há uma sociedade que absorve outra. naquela há o desaparecimento de todas as sociedades envolvidas. para formar sociedade nova. 6. constituindo-se uma ou mais sociedades. A operação de fusão prevista no art. salvo ajuste diverso. que a elas sucederá nos direitos e obrigações”.

4. o método da equivalência. transferência de todo o patrimônio da sociedade cindida. constituídas para esse fim ou já existentes. permanecendo uma parcela em mãos da sociedade. b) parcial. acompanha . os investimentos em coligadas ou em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial. quando a totalidade do patrimônio é cindida.404/1976) determina que: Art. se parcial a versão. 73). quando se mantém parte desse patrimônio com a sociedade cindida. A Lei das Sociedades por Ações (Lei n. quando só uma parte da divisão do patrimônio é destinada a outra ou outras sociedades. ou dividindo-se o seu capital. que ocorre quando há versão. isto é.2 Equivalência patrimonial A equivalência patrimonial é um critério de avaliação dos investimentos relevantes da empresa em que há o reconhecimento dos resultados obtidos pela empresa investida no valor do investimento da sociedade investidora no momento em que esses resultados são gerados. Esse instituto está previsto no art. Para Almeida (2003. da interpretação do dispositivo resulta a existência clara e inquestionável de duas espécies de cisão: a) total. 6. 248. A cisão é a operação pela qual a companhia transfere parcelas do seu patrimônio para uma ou mais sociedades. 229. No balanço patrimonial da companhia. se houver versão de todo o seu patrimônio. extinguindo-se a companhia cindida. ou parcial.128 Disso resulta que a cisão pode ser total. Dessa forma. diferentemente do critério de mensuração a valor de custo histórico. que assim dispõe: Art. p.4. 229 da Lei das Sociedades por Ações.

Conforme o art.00 . é titular de direitos de sócio que lhe assegurem. contabilizando uma receita de equivalência no momento em que o resultado é gerado. a geração do resultado. 6. [grifo nosso] Sugestão de contabilização de equivalência patrimonial No caso de geração de lucro na investida. § 2o Considera-se controlada a sociedade na qual a controladora. de modo permanente. 139). 6. parágrafo 1o.404/1976. “são coligadas as sociedades nas quais a investidora tenha influência significativa”. o conceito do método de equivalência patrimonial é baseado no fato de que “os resultados e quaisquer variações patrimoniais de uma controlada ou coligada devem ser reconhecidos (contabilizados) no momento de sua geração. 243.16 – Contabilização da equivalência patrimonial Contas contábeis Investimentos – ativo não circulante Débito Crédito 50. parágrafo 2o. Quadro 4.00 Receita de equivalência patrimonial – Demonstração do Resultado do Exercício 50.404/1976. independentemente de serem ou não dis­tribuídos”.00 Investimentos – ativo não circulante 50. art. diretamente ou através de outras controladas. independentemente de distribuição. O parágrafo 4o do mesmo artigo esclarece que há influência significativa quando a investidora “detém ou exerce o poder de participar nas decisões das políticas financeira ou operacional da investida. da Lei n. Conforme Iudícibus (2002.00 Caixa ou bancos 50. Segundo a Lei n. sem controlá-la”. a investidora deve reconhecer contabilmente a parte que lhe cabe. ou seja. 243. p. preponderância nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores. e não a distribuição efetiva deste.129 o fato econômico.

de 1995. 9. 668 (Lei n.249. sócios ou acionistas. A pessoa jurídica poderá deduzir.249/1995 autoriza a pessoa jurídica a deduzir. mas apenas para as empresas tributadas pelo lucro real. posto que a receita já foi contabilizada quando do reconhecimento da equivalência. ou de lucros acumulados e reservas de lucros. de 1995.249. art. da Taxa de Juros de Longo Prazo – TJLP (Lei n.4.249. para efeitos de apuração do lucro real. para efeitos de apuração do lucro real. 9o. 78). 6. 9o. 9.3 Juros sobre o capital próprio Os juros sobre o capital próprio são a remuneração que a pessoa jurídica pode creditar aos sócios ou acionistas e que é dedutível para efeitos de IR e contribuição social sobre o lucro. a título de remuneração do capital próprio. poderá ser imputado ao valor dos dividendos de que trata o art. 9. É o que dispõe o Regulamento do Imposto de Renda (RIR/1999). 9o). pro rata dia. § 2o). segundo o princípio da competência. de 1976. 9. sócios . § 1o O efetivo pagamento ou crédito dos juros fica condicionado à existência de lucros. § 7o). § 2o Os juros ficarão sujeitos à incidência do imposto na forma prevista no art. (Brasil. art.404. art. os juros pagos ou creditados individualmente a titular. art. 9.249. 347. de 1995.430. e Lei n. em montante igual ou superior ao valor de duas vezes os juros a serem pagos ou creditados (Lei n. que prescreve: Art. a título de remuneração do capital próprio. de 1996. 202 da Lei n. também a Lei n. 9o.130 A contabilização do recebimento dos dividendos é efetuada creditando-se a conta de investimentos. § 3o O valor dos juros pagos ou creditados pela pessoa jurídica. de 1995. 1999a) Nesse sentido. 9. 4. os juros pagos ou creditados individualizadamente a titular. § 1o. calculados sobre as contas do patrimônio líquido e limitados à variação. sem prejuízo do disposto no § 2o (Lei n. art. computados antes da dedução dos juros.

Haverá incidência do IR na fonte à alíquota de 15% na data do pagamento ou crédito ao beneficiário. pro rata die.000. O parágrafo 1o do dispositivo legal prescreve que o pagamento ou crédito dos juros fica condicionado à existência de lucros. em montante igual ou superior ao valor de duas vezes os juros a serem pagos ou creditados. a título de remuneração do capital próprio.000. da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP).00 a título de juros sobre o capital próprio. em uma empresa que tem dois sócios e. efetuando a retenção do IR na fonte à alíquota de 15% e recolhendo o referido imposto até o terceiro dia útil da semana subsequente. em 31 de Dezembro de 2009. Quadro 4.00 Fonte: Nepomuceno.17 – Demonstrativo do cálculo dos juros sobre o capital próprio Contas contábeis Débito Despesas financeiras Juros sobre capital próprio – na Demonstração do Resultado do Exercício 200. Quadro demonstrativo do cálculo dos juros sobre o capital próprio Pensemos. .000.00 Juros sobre capital próprio a pagar – passivo circulante 170. computados antes da dedução dos juros. nos casos de beneficiários pessoas físicas ou pessoas jurídicas não tributadas com base no lucro real.000. 213.131 ou acionistas. apurou um lucro e creditou nas contas de seus sócios o valor de R$ 200. Esse será considerado como antecipação do devido na declaração de rendimentos.00 Crédito Obrigações fiscais Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) a recolher – 15% 30. calculados sobre as contas do patrimônio líquido e limitados à variação. ou será tido como tributação definitiva. como exemplo. caso o beneficiário seja pessoa jurídica tributada pelo lucro real. ou de lucros acumulados. 2004. p.

sua adoção a partir do ano-calendário de 2010 é obrigatória. 11. Portanto. Síntese O gestor tributário tem ao seu dispor várias possibilidades de planejamento e controle da tributação sobre as atividades empresariais. Nesse caso. ou seja. Fica instituído o Regime Tributário de Transição – RTT de apuração do lucro real. utilizando-se da sistemática do . § 1o O RTT vigerá até a entrada em vigor de lei que discipline os efeitos tributários dos novos métodos e critérios contábeis.638. 627. 2009c) A lei previu que. as regras fiscais devem ser aquelas em vigor em dezembro de 2007. Diz o art. e pelos arts. 2009c) não implicassem efeitos tributários para as empresas. porém deveria ser aplicado nos dois exercícios. 11.941/2009 (conversão da Medida Provisória n.941/2009: Art. vedada a escolha e a aplicação em apenas um ano. 11. buscando a neutralidade tributária.941/2009 (Brasil. que era o objetivo do RTT. se houvesse um benefício fiscal pela não adoção do RTT. todas as regras contábeis trazidas pela legislação nova (que 5 O RTT foi revogado pela Medida Provisória n. devem ser fiscalmente neutras. entretanto. 11. de 28 de dezembro de 2007. conforme prevê o parágrafo 3o do art. para os exercícios de 2008 e 2009. a empresa poderia usufruí-lo. Portanto. Recomenda-se uma leitura atenta dos dispositivos da MP 627/2013. havendo a conversão em lei da referida MP. de 11 de novembro de 2013.132 Regime Tributário de Transição (RTT) O denominado RTT foi introduzido pela Lei n. entre os quais podemos citar a escolha do tipo de tributação sobre o lucro. 37 e 38 desta Lei. 2007a) e da Lei n. 15 da Lei n. que trata dos ajustes tributários decorrentes dos novos métodos e critérios contábeis introduzidos pela Lei n. que nacionalizaram uma série de normas internacionais. 15 da Lei n. 11. (Brasil. modificou a Lei n. 6. ficou assegurada a neutralidade tributária das alterações contábeis trazidas pela convergência da contabilidade brasileira às regras internacionais de contabilidade.638/2007 (Brasil. 11.404/1976) e pelos pronunciamentos técnicos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). 449/2008) para que as regras contábeis modificadas em virtude da Lei n.941/2009. o RTT seria facultativo5. 15.

A sistemática de apuração do Imposto de Renda de pessoa jurídica. diminuídas as receitas não dedutíveis e somando-se as despesas não tributáveis e os prejuízos fiscais. exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas por lei. dependendo da natureza da receita operacional. Conceitua-se lucro real como: a) o lucro líquido do exercício. denominada lucro real. Resposta: Alternativa “b”. do lucro real ou até mesmo enquadrando a atividade no Simples Nacional. partes beneficiárias a empregados. c) o faturamento. As operações de reorganização societária (fusão. ajustado pelas adições.133 lucro presumido. Exercício resolvido 1. aplicando-se sobre este um determinado percentual. antes da provisão para o Imposto de Renda. antes da provisão para o Imposto de Renda. b) o lucro líquido (ou prejuízo) do período de apuração. assim como o aproveitamento do instituto denominado juros sobre o capital próprio pode trazer benefícios fiscais absolutamente legais e com reflexo positivo no caixa da entidade. . incorporação e cisão) podem representar caminhos de economia tributária. antes de se considerarem as participações de administradores. d) o lucro líquido do exercício ajustado. implica a ideia de que se deve partir do lucro líquido contábil do exercício e ajustá-lo por receitas e despesas que não tenham impacto tributário. deduzindo-se também o valor relativo a possíveis prejuízos fiscais.

Questões para revisão 1. G. caso do PIS e da Cofins nas empresas tributadas pela sistemática do lucro real.134 Perguntas & respostas 1. Oliveira. Quais são as atividades empresariais que devem obrigatoriamente utilizar a sistemática do lucro real? 2. Quais são as condições que a legislação estabelece para autorizar a dedutibilidade de uma despesa? Saiba mais Caso tenha interesse em um estudo mais aprofundado. E. Imposto de Renda das empresas. . São Paulo: Atlas. 2009. P. O. 6. ed. você pode consultar: Andrade Filho. O que significa a não cumulatividade de um imposto? Resposta: A não cumulatividade significa que o valor a ser recolhido com relação a determinado imposto será a diferença entre o valor calculado sobre uma determinada base de cálculo e o valor já pago em operação anterior. O que é a equivalência patrimonial? Resposta: É um método de avaliação dos investimentos permanentes em que há o reconhecimento dos ganhos ou das perdas de participações societárias no resultado da investidora no momento em que esses resultados (ganhos ou perdas) são gerados. 2005. Contabilidade tributária. São Paulo: Saraiva. 2. e não no momento da proposição ou distribuição dos dividendos.

Enquanto a contabilidade societária se ocupa da mensuração e do registro dos fatos que causam um efeito no patrimônio e no resultado das entidades. O Brasil é reconhecidamente um país que apresenta um emaranhado de tributos e contribuições. traçamos um panorama simples.Considerações finais A informação contábil é imprescindível para o gerenciamento de qualquer negócio. dos principais conceitos e normas que fundamentam o estudo da contabilidade tributária. Neste livro. mas objetivo. Ela compreende o entendimento da . e os reflexos tributários dos fatos econômicos reconhecidos pelo sistema contábil necessitam de reconhecimento e acompanhamento adequados. confundem até mesmo os especialistas no assunto. a legislação fiscal brasileira é um intrincado conjunto de leis. a contabilidade tributária tem por objetivo o estudo. Em consequência disso. seguidamente. decretos. reconhecimento e controle das operações que demandam o pagamento de tributos. resoluções. instruções e demais institutos que.

O Estado detém o poder de tributar. contribuições sociais e empréstimos compulsórios. bem como os fundamentos e a estrutura do sistema tributário nacional. Também estudamos sobre a forma de contabilização dos impostos indiretos – ICMS. procurando estabelecer um panorama acerca das sistemáticas do lucro presumido. A competência tributária é. alíquotas e outros detalhes que ocupam diuturnamente o tempo dos gestores tributários e contadores. analisamos seu conceito legal. expresso no art. Assim. oferecer uma contribuição teórico-prática dos fundamentos mínimos necessários para a correta compreensão e o efetivo exercício da contabilidade tributária. taxas. da equivalência patrimonial e dos juros sobre o capital próprio.136 estrutura dos principais demonstrativos contábeis. Examinamos os conceitos relativos à contabilidade societária. contribuição de melhoria. Cada espécie de tributo deve ser estudada meticulosamente para uma correta compreensão de aspectos como legislação aplicável. É essencial para o gestor tributário o entendimento de cada princípio que o art. Vimos ainda a tributação sobre o lucro. posto que deve reconhecer os direitos e obrigações de natureza tributária sem descuidar da preocupação com os reflexos dos tributos na composição do resultado empresarial. do lucro real e do lucro arbitrado. sendo mitigado pelos princípios. especialmente os denominados princípios constitucionais tributários. mas esse poder não pode ser absoluto. 3o do Código Tributário Nacional (CTN). IPI. com destaque para o Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado do Exercício. base de cálculo. nesta singela obra. fato gerador. um tema de relevante interesse para o tributarista. 150 da Constituição Federal contempla. . sua estrutura e espécies: impostos. PIS e Cofins – e apresentamos de uma abordagem contábil das operações de reestruturação societária. Ao tratarmos do tributo. igualmente. procuramos.

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Conforme disposto no parágrafo único do art. 2. O art.000. inclusive o fundo de comércio adquirido”.Respostas Capítulo 1 1.000. A Lei n.00 (duzentos e quarenta milhões de reais) ou receita bruta anual superior a R$ 300. 3o da Lei n. será considerada como de grande porte a sociedade ou o grupo de sociedades sob controle comum que tiver. no seu art. no exercício social anterior. 11.638/2007.000. ao Distrito Federal e aos . 150 da Constituição Federal de 1988 enuncia que é vedado à União.000. 6. determina que devem ser classificados no ativo intangível “os direitos que tenham por objeto incorpóreos destinados à manutenção ou exercidos com essa finalidade.00 (trezentos milhões de reais).404/1976. inciso VI. 179. ativo total superior a R$ 240. aos estados. Capítulo 2 1.

para o exterior. Os impostos de competência da União estão previstos no art. . O pressuposto da legalidade estrutura a proposição e a aplicação da lei em qualquer ramo do direito brasileiro. Contudo. pretendem estabelecer uma política de planejamento tributário. portanto. quando as pessoas. se não é claramente permitida pela lei. 153 (competência exclusiva): I – importação de produtos estrangeiros. Antes de o fato gerador ocorrer. III – renda e proventos de qualquer natureza. No art. estamos falando da elisão fiscal (planejamento tributário). Capítulo 3 1. IV – produtos industrializados. físicas ou jurídicas. II – exportação. também não é expressamente proibida. porém. não devem descuidar-se do enunciado da legalidade. 148 da Carta Magna consta a competência exclusiva da União para instituição de empréstimos compulsórios. é permitida ao particular. A elisão fiscal representa uma conduta que. resta ao contribuinte conformar o fato ao disposto na lei tributária. é a conduta que leva ao não pagamento ou ao retardamento deste. O art. A evasão fiscal. de produtos nacionais ou nacionalizados. Portanto. após a ocorrência do fato gerador (que faz nascer a obrigação tributária). pois se não é expressamente vedada.146 municípios exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça. 145 da Constituição Federal de 1988 confere à União a competência para instituição de impostos e taxas de contribuição de melhoria (competência comum). uma política que não seja proibida pela lei pode ser aplicada sem receio. contrariamente à lei fiscal. 2.

II – na iminência ou no caso de guerra externa. 154. câmbio e seguro. compreendidos ou não em sua competência tributária. as pessoas jurídicas: . Capítulo 4 1. Segundo o parágrafo 2o do art. os quais serão suprimidos. conforme o art. é que define a aplicação do recurso arrecadado em função da cobrança do imposto. Os impostos são tributos não vinculados. (Brasil. 154 confere à União a denominada competência residual. 14 da Lei n. o contribuinte não pode exigir uma contrapartida direta do sujeito ativo (União. 1988a) 2.147 V – operações de crédito. pois o contribuinte paga e recebe uma contraprestação. 1988a) O art. A taxa é um tributo vinculado. gradativamente. VI – propriedade territorial rural. ou relativas a títulos ou valores mobiliários. estados. ou seja. Exemplo: a taxa paga para que o corpo de bombeiros autorize ou não a instalação de determinada atividade. as taxas não podem ter base de cálculo própria de impostos. VII – grandes fortunas. São obrigadas a utilizar-se da sistemática do lucro real. nos termos de lei complementar. O Estado. Distrito Federal e municípios). (Brasil. ao dispor: Art. desde que sejam não cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados nesta Constituição. no sentido lato do termo. cessadas as causas de sua criação. impostos extraordinários. impostos não previstos no artigo anterior. 145 da Constituição Federal de 1988. 9. A União poderá instituir: I – mediante lei complementar.718/1998.

financiamento e investimento. na forma do art. não será dedutível. sociedades de crédito imobiliário. V – que. administração de contas a pagar e a receber. pois a empresa é que determina o montante. VI – que explorem as atividades de prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria creditícia.000. os recursos já devem ter sido consumidos. ou seja. mercadológica. sociedades corretoras de títulos. sociedades de crédito. tenham efetuado pagamento mensal pelo regime de estimativa. esgotando-se seus benefícios à entidade.000. igualmente. no ano-calendário anterior. Deverá. autorizadas pela legislação tributária. usufruam de benefícios fiscais relativos à isenção ou redução do imposto. bancos de investimentos. empresas de seguros privados e de capitalização e entidades de previdência privada aberta. empresas de arrendamento mercantil. gestão de crédito. e o recurso que materializa a provisão ainda não foi consumido. seleção e riscos. rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior. (Brasil.00 (quarenta e oito milhões de reais). cooperativas de crédito. seja superior ao limite de R$ 48. Caso o recurso ainda esteja classificado no ativo à espera de futura utilização. compras de direitos creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de prestação de serviços (factoring). 1998) 2. . caixas econômicas. 2o da Lei n. de 1996. II – cujas atividades sejam de bancos comerciais.430. III – que tiverem lucros. quando inferior a doze meses. distribuidoras de títulos e valores mobiliários. valores mobiliários e câmbio. ou proporcional ao número de meses do período. as despesas com provisões não são dedutíveis. 9.148 I – cuja receita total. Entende-se que a despesa será dedutível quando for considerada ­normal e necessária para a manutenção da atividade da empresa. bancos de desenvolvimento. já ter sido incorrida. IV – que. Com base nisso é que. no decorrer do ano-calendário. por via de regra.

entre outras instituições.Sobre o autor Érico Eleuterio da Luz é mestre em Controladoria e Contabilidade. nas modalidades presencial e a distância. Pesquisa e Extensão (Ibpex). Trabalha como consultor nas áreas contábil e jurídica. Atualmente. no Centro Universitário Internacional Uninter e no Instituto Brasileiro de Pós-Graduação. . na FAE. é coordenador do curso de Ciências Contábeis na FAE – Centro Universitário Franciscano e também professor em disciplinas relacionadas a finanças e direito em cursos de graduação e pós-graduação. especialista em Finanças e Auditoria e graduado em Ciências Contábeis e Direito.

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Aqui você encontrará explicações gerais sobre leis. resoluções e outros dispositivos que compreendem a estrutura tributária brasileira. requer reconhecimento e acompanhamento adequados. normas. poderão ajudá-lo a definir as práticas que conduzirão a empresa em que você atua a uma gestão eficaz. em conformidade com os princípios e normas fiscais em vigor. por isso. Neste livro. A intenção é elucidar dúvidas frequentes no estudo.A informação contábil é imprescindível para o gerenciamento de qualquer negócio e. contemplando-se as seguintes temáticas: O que é contabilidade tributária? Quais são os princípios e as normas da legislação tributária? O que são tributos?      Quais são os aspectos contábeis e fiscais que envolvem a contabilidade tributária? Como declarar impostos e lucratividade da minha empresa? . reconhecimento e controle das operações que demandam o pagamento de tributos. você será apresentado aos principais conceitos da contabilidade tributária e às políticas e ações que.