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ELEMENTOS DE MÁQUINAS

Prof. Eng. Wladimir Borges
ELEMENTOS DE TRANSMISSÃO I

INTRODUÇÃO
A transmissão de movimento e de potência pode ser dada de várias formas,
usando diversos tipos de elementos de transmissão. Nesta apostila, vamos
abordar alguns desses elementos, tais como: polias e correias, correntes,
engrenagens, eixos e árvores, cames, cabos de aço e sarilhos, disco de atrito,
acoplamentos etc.
Em máquinas é muito comum, termos vários desses elementos trabalhando
simultaneamente. Entretanto, para efeito didático, vamos estudá-los
separadamente.

Os sistemas de transmissão podem, também, variar as rotações entre dois
eixos. Nesse caso, o sistema de rotação é chamado variador ou redutor.
As maneiras de variar a rotação de um eixo podem ser: 
Por engrenagens; 
Por correias; 
Por atrito.
Abaixo, temos a ilustração de um variador ou redutor por engrenagens
acionado por um motor elétrico.

Vários desses elementos montados, sistemas de transmissão, que transferem
potência e movimento a outro sistema. Na figura abaixo, a polia motora
transmite energia e movimento à polia movida, que por sua vez, transmite
movimento a engrenagem.

MODOS DE TRANSMISSÃO
Seja qual for o tipo de variador de velocidade ou redutor, sua função está
ligada a eixos. A transmissão de força e movimento pode ser pela forma e por
atrito. A transmissão pela forma é assim chamada porque a forma dos
elementos transmissores é adequada para encaixamento desses elementos
entre si. Essa maneira de transmissão é a mais usada, principalmente com os
elementos chavetados, eixos-árvore entalhados e eixos-árvore estriados.
Vejamos as ilustrações a seguir

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As arruelas estreladas possibilitam grande rigor de movimento axial (dos
eixos) e radial (dos raios). As arruelas são apertadas por meio de parafusos
que forçam a arruela contra o eixo e o cubo ao mesmo tempo.

A transmissão por atrito possibilita uma boa centralização das peças ligadas aos
eixos. Entretanto, não se recomenda em transmissão de grandes esforços em
relação aos transmitidos pela forma. Os principais elementos de transmissão por
atrito são os elementos anelares e arruelas estreladas.

Esses elementos acima, constituem-se de dois anéis cônicos apertados entre si
e que atuam ao mesmo tempo sobre o eixo e o cubo.

Vejamos alguns elementos de transmissão
Apresentamos, a seguir, descrição dos principais elementos de máquina de
transmissão: correias, correntes, eixos e árvores e cabos de aço. Os eixos já
foram descritos. Cada um desses elementos será estudado mais
profundamente nas aulas seguintes.
CORREIAS E POLIAS
São elementos de máquina que transmitem movimento de rotação entre eixos
por intermédio das polias. As correias podem ser contínuas ou com emendas.
As polias são cilíndricas, fabricadas em diversos materiais. Podem ser fixadas
aos eixos por meio de pressão, de chaveta ou de parafuso.

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RELAÇÃO DE TRANSMISSÃO:
Seja N1 rotação da polia 1 e N2 rotação da polia 2. Assim, através da relação
abaixo se pode obter a rotação (RPM) de uma das polias:

A transmissão de potência através do conjunto polia-correia consiste, no mínimo,
em duas polias, sendo uma delas motriz, interligada por uma correia que por
atrito transmite a potência à outra polia acionada, motora ou movida.
Geralmente são transmissões silenciosas e largamente utilizadas na indústria de
modo geral, veículos e tomadas de força (PTO – Power take off).
Existem vários tipos de correias, planas, trapezoidais, dentadas entre outras. A
mais comum são as trapezoidais ou “V”. Os cálculos a seguir servem para as
planas e trapezoidais, sendo essa ultima a que nos deteremos mais.
CORREIAS TRAPEZOIDAIS OU “V”
São correias constituídas de cordonéis (tipos de barbantes) embutidos em
borracha, cobertos por lonas, de forma trapezoidal. Seu efeito cunha transmite a
potência de uma polia à outra, sendo a região média superior da secção
transversal da correia que fica tensionada e a média inferior sofre compressão.

3

N1.D1 = N 2 .D2
Sendo

ϕ

ϕ=

N 2 D1
=
N1 D2

é a relação de transmissão

DISTÂNCIA ENTRE CENTROS I

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Pode-se também utilizar tensionadores ou polia louca, como nas figuras a
seguir:

2

I=

L
( D − D1 )
− [0,785 ( D2 + D1 ) + 2
.]
2
2L

ARCO DE CONTATO α

α

60 o (D2 − D1 )
= 180 −
I
O

As polias trapezoidais devem ser colocadas de forma que tanto não fiquem
folgadas no seu alojamento na polia e nem fique apertada, seguindo a
recomendação abaixo.

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POLIAS
As polias merecem atenção especial para suas confecções, pois o conjunto poliacorreia é o responsável pela perfeita transmissão de potência entre o motor e a
máquina acionada. A polia plana conserva melhor as correias, e a polia com
superfície abaulada guia melhor as correias. As polias apresentam braços a partir
de 200 mm de diâmetro. Abaixo desse valor, a coroa é ligada ao cubo por meio
de discos. Veja alguns detalhes de confecção de polias.

Observe que para cada tipo de correia, temos A polia adequada.

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SELEÇÃO DO TIPO DE CORREIA
A seleção do tipo de correias depende da rotação (RPM) da polia motora e da
potência nominal do motor em HP. Assim, temos o quadro:

OBS: Caso a potência Nominal do motor seja dado em Watt ou CV é
necessário a transformação, conforme a relação a seguir:

1 HP = 745,7 W

1 CV = 735,497 W

1HP = 1,013872 CV

COMPRIMENTO NOMINAL DA CORREIA (L) – O comprimento nominal
da correia é aproximado, pois não estamos levando em consideração o fator
de correção do arco de contato das polias. Para esse caso, considere D = R/2.
Assim temos:
2

L = π ( R 2 + R1 ) + 2 . Ι 2 + (R 2 − R1 )
Ou usando o Diâmetro das polias:

L = 2 Ι + 1 , 57 ( D

2

+ D1) +

(D 2

2

− D1)

Depois de selecionado o tipo de correia e seu perfil adequado e seu
comprimento “L”, usaremos a tabela a seguir para selecionar a correia
desejada.

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OBSERVAÇÃO: Para os parâmetros abaixo, selecione correias planas.

ϕ <1 

Para 

(D2 − D1 ) ≥ 0,7

3

Ι

CORREIAS PLANAS
Essa maneira de transmissão de potência se dá por meio do atrito que pode
ser simples, quando existe somente uma polia motora e uma polia movida ou
múltipla, quando existem polias intermediárias com diâmetros diferentes.
A correia plana,quando em serviço, desliza e, portanto não transmite
integralmente a potência.
A velocidade periférica da polia movida é, na prática, sempre menor que da
polia motriz. O deslizamento depende da carga, da velocidade periférica, do
tamanho da superfície de atrito e do material da correis e das polias. O
tamanho da superfície de atrito é determinado pela largura da correia e pelo
ângulo de abraçamento ou contato (α) que deve ser o maior possível.
INVERSÃO DE ROTAÇÃO - Quando se deseja inverter a rotação das polias,
basta cruzar as correias, conforme mostrado a seguir. Este artifício é pouco
utilizado na indústria, devido redução da vida útil das correias. Mais usado
em correias planas

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Essa combinação produz uma correia com excelente flexibilidade, capaz de
transmitir grandes potências

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L = π (R2 + R1 ) + 2 Ι 2 + (R2 + R1 )

VANTAGENS DAS CORREIAS “V” EM RELAÇÃO ÀS PLANAS

Nas correias planas é possível também mudar o sentido da transmissão para 90
como mostrado na figura abaixo.

o

O emprego da correia em V é preferível ao da correia plana e possui as
seguintes características:
* Praticamente não tem deslizamento;
* Relação de transmissão até 10:1;

A base das correias nas polias planas pode ser: planas ou abauladas.

* Permite uma boa proximidade entre eixos. O limite é dado por p = D + 3/2h
(D = diâmetro da polia menor e h = altura da correia);
* A pressão nos flancos, em conseqüência do efeito de cunha, triplica em
relação à correia plana;
* Partida com menor tensão prévia que a correia plana;
* Menor carga sobre os mancais que a correia plana;
* Elimina os ruídos e os choques, típicos da correia emendada com grampos;

Materiais para correias planas

* Emprego de até doze correias numa mesma polia. 

Couro de boi - recebe emendas, suporta bem os esforços e é bastante
elástica. 
Material fibroso e sintético – Não recebe emendas (correia sem fim),
próprias para força sem oscilações, para polias de pequeno diâmetro.
Tem por material base o algodão, o pêlo de camelo, o viscose, o perlone o
náilon. 
Material combinado, couro e sintéticos. Essa correia possui a face interna
feita de couro curtido ao cromo e a externa de material sintético (perlon).

CORREIAS DENTADAS
A correia dentada em união com a roda
dentada correspondente permite uma
transmissão de força sem deslizamento. As
correias de qualidade têm no seu interior
vários cordonéis helicoidais de aço ou de
fibra de vidro que suportam a carga e

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impedem o alongamento. A tensão transmitida através dos flancos dos dentes e
pode chegar a 400 N/cm2.
O perfil dos dentes pode ser trapezoidal ou semicircular, geralmente, são feitos
com módulos 6 ou 10. As polias são fabricadas de metal sinterizado, metal leve
ou ferro fundido (fundição de precisão) e bom acabamento superficial.

Observação: Transmissão com eixos horizontais podem ser posicionados com
o uso do nível.
3º Passo – Alinhe as polias com escala (régua) e aperte os parafusos de
fixação dos conjuntos.

OBS. Para a especificação das polias e correias dentadas, deve-se mencionar o
comprimento da correia ou o número de sulcos da polias, o passo dos dentes e a
largura.
Alinhar polias:
1º passo – Desaperte os parafusos o suficiente para permitir o livre deslocamento
dos conjuntos.

Observações:

2º passo – Verifique se ambas as polias estão em esquadro com o mesmo plano e
corrija, se necessário usando cunhas e calços sob a base do motor ou dos mancais
o eixo.

1- Quando as polias têm grandes diâmetros e estão muito afastadas umas das
outras pode-se substituir a régua por um barbante bem esticado na face de
uma das polias

2 - Quando a transmissão está no plano vertical, o alinhamento é feito
utilizando-se o fio de prumo.
EM RESUMO
1º passo – Coloque ambos os elementos em posição e faça um alinhamento
inicial.

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EXERCÍCIOS
2º passo - Nivele e aperte os parafusos de fixação de um elemento, de preferência
do que estiver mais alto.
3º passo – Nivele o outro elemento, usando cunhas e calços, se necessário, de
modo que os centros fiquem coincidentes e alinhados.
4º passo – Aperte os parafusos de fixação e verifique se o alinhamento não se
alterou.
5º passo – Ligue os flanges provisoriamente e verifique, com a mão se os eixos
dos elementos continuam a girar livres.
6º passo – Corrija se necessário retirando ou introduzindo novos calços e ligue
em definitivo.

PROBLEMA RESOLVIDO:
1. Selecione o tipo e a correia recomendada para o caso abaixo e a rotação da
polia movida. 
Potência da polia motora: 1 HP 
Rotação da polia motora: 1750 RPM 
Diâmetro da polia motora: 160 mm 
Diâmetro da polia movida : 480 mm 
Distância entre os centros: 640 mm
SOLUÇÃO
Façamos um desenho esquemático, considerando
D1 o diâmetro da polia motora e D2 o diâmetro da polia movida.

RECOMENDAÇÕES PARA CORREIAS V

D1

Além de manter as correias limpas (a seco), outros cuidados periódicos devem
ser tomados:

D2

Ι 

Das 10 a 50 primeiras horas de serviço das correias novas, verificar a
tensão e ajustar o esticador de acordo com especificações técnicas. Nesse
período, as correias sofrem maior esticamento. 
Fazer a verificação de tensão de correias em V nas revisões de 100 horas. 
Nas revisões de 100 horas, observar o desgaste das correias e polias. No
caso de correias novas tocarem no fundo do canal, as polias devem ser
consertadas (repassar no torno se isso não prejudicar o número de
rotações em demasia) ou substituí-la. 
Cuidar para que o protetor das correias não seja removido. 
Não existe conserto para correia em V estragada.

Com a rotação e a potência da polia motora, selecionamos o tipo de correia na
tabela. Assim, para 1 HP e 1750 RPM → correia tipo A
Verificando se a correia não é plana:
Para correias planas, temos:

(D2 − D1 ) ≥ 0,7
Ι

E ϕ<

1
3

Concluímos que a correia é V, pois

ϕ = 1/3 e (D2 − D1 ) = 0,5

Rotação da polia movida: como N1D1 = N2D2, temos:

10

Ι

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1750. 160 = N2 . 480
Comprimento L da correia:

N2 = 583,33 RPM

RPM. Qual o diâmetro da polia do motor que seu João mandou fabricar
recomendada pelo estudante? 10

2

L = π ( R2 + R1 ) + 2. Ι 2 + (R2 − R1 )

L = 3,14( 240 + 80) + 2. (640 ) + ( 240 − 80) = 2354 ,19 mm
2

2

Assim a correia selecionada: A-90
2311 mm ou
A-96
2463 mm . A selecionada é a A-90

2. Para o sistema abaixo, considere o diâmetro da polia motriz D1 de 10 cm. A
polia motriz é acoplada ao eixo de um motor elétrico de 2 HP e rotação de 1750
RPM. A polia movida D2 deve movimentar
um compressor de ar de 700 RPM. Qual
D1
D2
deverão ser o diâmetro da polia movida e sua
relação de transmissão? 250 e 0,4 (1/2,5)

5. Observe os dados a seguir e a figura.
• D1 = 4“ e gira a 1800 RPM
• D2 = 6” e gira a 1200 RPM é uma polia
dupla.
• D3 = 8”
Qual deverá se a rotação na polia 3? 900
6. Calcule o comprimento da correia aberta que liga duas polias iguais com
30 cm de diâmetro e com distância entre eixos de 70 cm. 2342
8. Calcule o comprimento da correia aberta necessária para movimentar duas
polias iguais, com 26 cm de diâmetro e com distância entre eixos de 60 cm.
2016,4

9. Para a figura, qual deve ser o comprimento da correia, sabendo que o D1 =
20 cm, D2 = 50 cm e I= 45 cm. 2047,6

Ι

Ι

3. Para a situação a seguir, a polia maior é a motora de diâmetro de 500 mm e
gira a 600 RPM. Deseja-se acionar uma máquina, através de polias e correia, que
deverá girar a 1200 RPM. Determine o diâmetro da polia movida e sua relação de
transmissão. 250 e 1/2

4. Seu João trabalhava como vigia de uma indústria. Pela crise, foi demitido e
com seu FGTS resolveu montar uma venda de açaí. Comprou de um compadre
seu, uma velha máquina de açaí que veio faltando a polia do motor e a correia.
Um vizinho seu é estudante da ETEMB na modalidade mecânica, que se
prontificou em ajudar seu João. O estudante mediu a polia da máquina que foi de
40 cm e a rotação nominal do motor tirou da plaqueta identificada no motor.
Sabe-se que a rotação da máquina de açaí é de 300 RPM e que o motor gira a 1200

11

D

D2

1

Ι
10. Calcule o comprimento de uma correia aberta que deverá ligar duas polias
de diâmetros diferentes (Ø 15 cm e Ø20 cm) e com distância entre eixos de 40
cm. 1351,06
11. Calcule o comprimento de uma correia aberta que deverá ligar duas polias
de diâmetros diferentes (Ø 30 cm e Ø 80 cm) e com distância entre eixos de
100 cm. 3788,5
12. Calcule o comprimento de uma
correia cruzada que deverá ligar duas
D2
polias de diâmetros diferentes (Ø 15 cm e
D
Ø 20 cm) e com distância entre eixos de 40
cm. 1422,7

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13. Seguindo o exemplo anterior, selecione o tipo de correia recomendada para
os casos abaixo:
a)
• Potência da polia motora: 0,5 HP
• Rotação da polia motora: 2000 RPM
• Diâmetro da polia motora: 10 cm
• Diâmetro da polia movida: 200 mm
• Distância entre centros: 500 mm
b)




15. (AFA 2009) Dispõe-se de quatro polias ideais de raios RA=R, RB = 3R, RC =
R/2 RD = R/10 que podem ser combinadas e acopladas a um motor cuja
freqüência de funcionamento tem valor f. As polias podem ser ligadas por
correias ideais ou unidas por eixos rígidos e, nos acoplamentos, não ocorre
escorregamento. Considere que a combinação dessas polias com o motor deve
acionar uma serra circular (S) para que ela tenha uma freqüência de rotação
igual a 5/3 da freqüência do motor. Sendo assim, marque a alternativa que
representa essa combinação de polias.

Potência da polia motora: 10 HP
Rotação da polia motora: 1950 RPM
Diâmetro da polia motora: 150 mm
Diâmetro da polia movida: 250 mm
Distância entre centros: 700 mm

c)




Potência da polia motora: 5 HP
Rotação da polia motora: 500 RPM
Diâmetro da polia motora: 20 cm
Diâmetro da polia movida: 500 mm
Distância entre centros: 700 mm

EIXO E ÁRVORES

14. A transmissão a seguir deve ser feita por corrias planas a 90o. Determine o
comprimento da correia, sabendo que a distância entre centros é de 1000 mm e
que a polia maior tem 3,4 x D1. Aplique a condição de aplicação de correias
planas.
Dados
• D1 =30 cm
• N1 = 1200 RPM

1200 rpm

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Assim como o homem, as máquinas contam com sua coluna vertebral. Como
um dos principais elementos de sua estrutura física: eixos e árvores, que
podem ter perfis lisos ou compostos, em que são montadas as engrenagens,
polias, rolamentos, volantes, manípulos etc.

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materiais. Por isso, são mais adequados para a fabricação de elementos de
transmissão: 
Eixos com pequena solicitação mecânica são fabricados em aço ao
carbono; 
Eixo-árvore de máquinas e automóveis são fabricados em aço-níquel; 
Eixo-árvore para altas rotações ou para bombas e turbinas são
fabricados em aço cromo-níquel; 
Eixo para vagões são fabricados em aço-manganês.
Os eixos e as árvores podem ser fixos ou giratórios e sustentam os elementos de
máquina. No caso dos eixos fixos, os elementos (engrenagens com buchas, polias
sobre rolamentos e volantes) é que giram.

Quando se trata de eixo-árvore giratório, o eixo se movimenta juntamente com
seus elementos ou independentemente deles como, por exemplo, eixos de
afiadores (esmeris), rodas de trole (trilhos), eixos de máquinas-ferramenta, eixos
sobre mancais.

Material
Os eixos e árvores são fabricados em aço ou ligas de aço, pois os materiais
metálicos apresentam melhores propriedades mecânicas do que os outros

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Tipos e características de árvores
Conforme sua função, uma árvore pode ser de engrenagens (em que são
montados mancais e rolamentos) ou de manivelas, que transforma
movimentos circulares em movimentos retilíneos.

Para suporte de forças radiais, usam-se espigas retas, cônicas, de colar, de
manivela e esférica.

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Para suporte de forças axiais, usam-se espigas de anéis ou de cabeça.
Quanto ao tipo, os eixos podem ser roscados, ranhurados, estriados, maciços,
vazados, flexíveis, cônicos, cujas características estão descritas a seguir.
Eixos maciços
A maioria dos eixos maciços tem seção transversal circular maciça, com
degraus ou apoios para ajuste das peças montadas sobre eles. A extremidade
do eixo é chanfrada para evitar rebarbas. As arestas são arredondadas para
aliviar a concentração de tensão.

As forças axiais têm direção perpendicular (90º) à seção transversal do eixo,
enquanto as forças radiais têm direção tangente ou paralela à seção transversal
do eixo.
Eixos vazados
Normalmente, as máquinas-ferramenta possuem o eixo-árvore vazado para
facilitar a fixação de peças mais longas para a usinagem. Temos ainda os eixos
vazados empregados nos motores de avião, por serem mais leves.

Eixos cônicos
Os eixos cônicos devem ser ajustados a um componente que possua um furo
de encaixe cônico. A parte que se ajusta tem um formato cônico e é
firmemente presa por uma porca. Uma chaveta é utilizada para evitar a
rotação relativa.

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Eixos-árvore estriados
Assim como os eixos cônicos, como chavetas, caracterizam-se por garantir
uma boa concentricidade com boa fixação, os eixos-árvore estriados também
são utilizados para evitar rotação relativa em barras de direção de
automóveis, alavancas de máquinas etc.

Eixos roscados
Esse tipo de eixo é composto de rebaixos e furos roscados, o que permite sua
utilização como elemento de transmissão e também como eixo prolongador
utilizado na fixação de rebolos para retificação interna e de ferramentas para
usinagem de furos.

Eixos-árvore ranhurados
Esse tipo de eixo apresenta uma série de ranhuras longitudinais em torno de sua
circunferência. Essas ranhuras engrenam-se com os sulcos correspondentes de
peças que serão montadas no eixo. Os eixos ranhurados são utilizados para
transmitir grande força.

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Eixos-árvore flexíveis
Consistem em uma série de camadas de arame de aço enroladas
alternadamente em sentidos opostos e apertadas fortemente. O conjunto é
protegido por um tubo flexível e
a união com o motor é feita
mediante
uma
braçadeira
especial com uma rosca. São
eixos empregados para transmitir
movimento
a
ferramentas
portáteis (roda de afiar), e
adequados a forças não muito
grandes e altas velocidades (cabo
de velocímetro).

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CORRENTES

EXERCÍCIOS
1. O eixo que transmite movimento ou energia e suporta esforços chama-se:
a) ( ) árvore ou espiga;
b) ( ) eixo vazado ou árvore;
c) ( ) eixo-árvore ou árvore;
d) ( ) eixo ou espiga.

As correntes transmitem força e movimento que fazem com que a rotação do
eixo ocorra nos sentido horário e anti-horário. Para isso, as engrenagens
devem estar num mesmo plano. Os eixos de sustentação das engrenagens
ficam perpendiculares ao plano.

2. Os elementos de máquina são sustentados por:
a) ( ) espigas;
b) ( ) morsa;
c) ( ) barras;
d) ( ) eixos.
3. Para usinar peças longas são usadas máquinas-ferramenta com:
a) ( ) eixo-árvore vazado;
b) ( ) eixo-árvore maciço;
c) ( ) eixo vazado;
d) ( ) eixo maciço.

O rendimento da transmissão de força e de movimento vai depender
diretamente da posição das engrenagens e do sentido da rotação.

4. Os eixos podem ser:
a) ( ) flexíveis ou giratórios;
b) ( ) imóveis ou fixos;
c) ( ) fixos ou giratórios;
d) ( ) fixos ou oscilantes.
5. Os eixos e árvores podem ser fabricados em:
a) ( ) cobre, alumínio, latão, elástico;
b) ( ) chumbo, alumínio, latão, aço;
c) ( ) chumbo, aço, plástico, ferro;
d) ( ) aço, cobre, alumínio, latão.

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Disposições favoráveis e desfavoráveis para transmissão por corrente com duas
engrenagens. Os eixos das engrenagens são horizontais.

Veja alguns casos.
Grandes choques periódicos
Devido à velocidade tangencial, ocorre intensa oscilação que pode ser
reduzida por amortecedores especiais.

Transmissão
A transmissão ocorre por meio dos acoplamentos dos elos da corrente com os
dentes da engrenagem. A junção desses elementos gera uma pequena oscilação
durante o movimento.

Transmissão de corrente com amortecedor de oscilações através de guias
de borrachas.

Algumas situações determinam a utilização de dispositivos especiais para
reduzir essa oscilação, aumentando, conseqüentemente, a velocidade de
transmissão.

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Grandes distâncias
Quando é grande a distância entre os eixos de transmissão, a corrente fica
com barriga. Esse problema pode ser reduzido por meio de apoios ou guias.

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Grandes folgas
Usa-se um dispositivo chamado esticador ou tensor quando existe uma folga
excessiva na corrente. O esticador ajuda a melhorar o contato das engrenagens
com a corrente.

O fechamento das correntes de rolo pode ser feito por cupilhas ou travas
elásticas, conforme o caso.

Tipos de corrente
Correntes de rolo simples, duplas e triplas.
Fabricadas em aço temperado, as correntes de rolo são constituídas de pinos,
talas externa e interna, bucha remachada na tala interna. Os rolos ficam sobre as
buchas.

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Essas correntes são utilizadas em casos em que é necessária a aplicação de
grandes esforços para baixa velocidade como, por exemplo, na movimentação
de rolos para esteiras transportadoras.
Corrente de bucha
Essa corrente não tem rolo. Por isso,
os pinos e as buchas são feitos com
diâmetros maiores, o que confere
mais resistência a esse tipo de
corrente do que à corrente de rolo.
Entretanto, a corrente de bucha se
desgasta
mais rapidamente e
provoca mais ruído.

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Corrente de dentes
Nessa corrente, cada pino possui várias talas, colocadas uma ao lado da outra.
Assim, é possível construir correntes bem largas e resistentes.

Corrente de dente com guia interna e articulações basculantes. Os dois pinos
articulados hachurados estão fixos à torção no grupo de talas no meio da figura,
em cima, e os dois pinos pontilhados fixos à torção no grupo de talas ao lado, à
esquerda.
Corrente de articulação desmontável
Esse tipo de corrente é usado em veículos para trabalho pesado, como em
máquinas agrícolas, com pequena velocidade tangencial. Seus elos são fundidos
na forma de corrente e os pinos são feitos de aço.

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Correntes Gall e de aço redondo
Utilizadas para o transporte de carga, são próprias para velocidade baixa e
grande capacidade de carga.

Dimensão das correntes
A dimensão das correntes e engrenagens é indicada nas Normas DIN.
Essas normas especificam a resistência dos materiais de que é feito cada um
dos elementos: talas, eixos, buchas, rolos etc. Para facilitar a seleção veja
tabela de fabricantes.
Abaixo estão disponíveis tabelas com as principais medidas de correntes de
transmissão junto com demonstração gráfica das correntes.

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ELEMENTOS DE TRANSMISSÃO I

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CARACTERÍSTICAS DAS CORRENTES
• acionam apenas eixos paralelos (rigidez transversal)
• transmissão da potência também sem escorregamento
• acionamento de vários eixos com uma única corrente
• menor custo em relação às engrenagens (85%)
• vantajosas em relação às engrenagens para grandes distâncias entre centros
• vida menor que as engrenagens (desgaste nas articulações)
• alto nível de ruído
• força de inércia deve ser considerada no projeto
• peso próprio da corrente também deve ser considerado
• dados: 
Relação de transmissão: até 6 :1 
Potência: até 5.000 Cv 
Rotação: até 5.000 rpm 
Velocidade tangencial: até 17 m/s 
Rendimento: 98% a 97% 
Força tangencial: até 28.000 Kgf.
EXERCÍCIOS
1. As correntes têm a função de transmitir:
a) ( ) força e rotação;
b) ( ) rotação no sentido horário;
c) ( ) velocidade tangencial;
d) ( ) rotação e atrito.
2. Nas transmissões por correntes, as engrenagens e a corrente devem estar:
a) ( ) em planos cruzados;
b) ( ) em planos diferentes e paralelos;
c) ( ) no mesmo plano;
d) ( ) em planos cruzados e paralelos.
3. As transmissões por correntes são indicadas para:
a) ( ) grandes velocidades e pequenas forças;

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b) ( ) pequenas velocidades e grandes forças;
c) ( ) grandes velocidades e grandes forças;
d) ( ) força e velocidade reduzida.
Cabos são elementos de transmissão que suportam cargas (força de tração),
deslocando-as nas posições horizontal, vertical ou inclinada. Os cabos são
muito empregados em equipamentos de transporte e na elevação de cargas,
como em elevadores, escavadeiras, pontes rolantes.

4. As correntes podem ser fechadas por:
a) ( ) rebitagem dos pinos;
b) ( ) soldagem dos pinos;
c) ( ) cupilhas ou travas elásticas;
d) ( ) parafusos e arruelas.
5. As correntes de bucha diferem das de rolos pela ausência de:
a) ( ) talas e eixos;
b) ( ) talas e buchas;
c) ( ) rolos e talas;
d) ( ) rolos e parafusos.
6. As correntes de bucha diferem das de rolo porque são:
a) ( ) mais resistentes;
b) ( ) menos resistentes;
c) ( ) de resistência flexível;
d) ( ) de resistência provisória.
7. As correntes desmontáveis são utilizadas em situações de:
a) ( ) pequenas velocidades e trabalho pesado;
b) ( ) pequenas velocidades e trabalho leve;
c) ( ) altas velocidades e trabalho pesado;
d) ( ) média velocidade e trabalho normal.
8. A corrente para transporte de carga é a de:
a) ( ) rolos;
b) ( ) aço redondo;
c) ( ) buchas;
d) ( ) pinos.

Componentes
O cabo de aço se constitui de alma e perna. A perna se compõe de vários
arames em torno de um arame central, conforme a figura abaixo.

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Quando a perna é construída em várias operações, os passos ficam diferentes
no arame usado em cada camada. Essa diferença causa atrito durante o uso e,
conseqüentemente, desgasta os fios.
Passo é a distância entre dois pontos de um fio em torno da alma do cabo.

Construção de cabos
Um cabo pode ser construído em uma ou mais operações, dependendo da
quantidade de fios e, especificamente, do número de fios da perna. Por exemplo:
um cabo de aço 6 por 19 significa que uma perna de 6 fios é enrolada com 12 fios
em duas operações, conforme segue:

Tipos de distribuição dos fios nas pernas
Existem vários tipos de distribuição de fios nas camadas de cada perna do
cabo. Os principais tipos de distribuição que vamos estudar são: 
·normal; 
·seale; 
filler; 
·warrington.
Distribuição normal - Os fios dos arames e das pernas são de um só
diâmetro.
Distribuição seale
As camadas são alternadas em fios
grossos e finos.

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Distribuição filler
As pernas contêm fios de diâmetro pequeno que são utilizados como enchimento
dos vãos dos fios grossos.

As fibras naturais utilizadas normalmente são o sisal ou o rami. Já a fibra
artificial mais usada é o polipropileno (plástico).
Distribuição warrington
Os fios das pernas têm diâmetros diferentes numa mesma camada.

Vantagens das fibras artificiais: 
Não se deterioram em contato com agentes agressivos; 
São obtidas em maior quantidade; 
Não absorvem umidade.
Desvantagens das fibras artificiais: 
São mais caras; 
São utilizadas somente em cabos especiais.
Alma de algodão
Tipo de alma que é utilizado em cabos de pequenas dimensões.

Tipos de alma de cabos de aço
As almas de cabos de aço podem ser feitas de vários materiais, de acordo com a
aplicação desejada. Existem, portanto, diversos tipos de alma. Veremos os mais
comuns: alma de fibra, de algodão, de asbesto, de aço.
Alma de fibra - é o tipo mais utilizado para cargas não muito pesadas. As fibras
podem ser naturais (AF) ou artificiais (AFA).

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Alma de asbesto
Tipo de alma utilizado em cabos especiais, sujeitos a altas temperaturas.
Alma de aço
A alma de aço pode ser formada por uma perna de cabo (AA) ou por um
cabo de aço independente (AACI), sendo que este último oferece maior
flexibilidade somada à alta resistência à tração.

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Torção Lang ou em paralelo
Os fios de cada perna são torcidos no mesmo sentido das pernas que ficam ao
redor da alma. As torções podem ser à esquerda ou à direita. Esse tipo de
torção aumenta a resistência ao atrito (abrasão) e dá mais flexibilidade.

Tipos de torção
Os cabos de aço, quando tracionados, apresentam torção das pernas ao redor da
alma. Nas pernas também há torção dos fios ao redor do fio central. O sentido
dessas torções pode variar, obtendo-se as situações:

MEDIDA DE UM CABO DE AÇO

Torção regular ou em cruz
Os fios de cada perna são torcidos no sentido oposto ao das pernas ao redor da
alma. As torções podem ser à esquerda ou à direita. Esse tipo de torção confere
mais estabilidade ao cabo.

Preformação dos cabos de aço
Os cabos de aço são fabricados por um processo especial, de modo que os
arames e as pernas possam ser curvadas de forma helicoidal, sem formar
tensões internas.

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As principais vantagens dos cabos preformados são: 
Manuseio mais fácil e mais seguro; 
No caso da quebra de um arame, ele continuará
curvado; 
Não há necessidade de amarrar as pontas.

Fixação do cabo de aço
Os cabos de aço são fixados em sua extremidade por meio de ganchos ou laços.
Os laços são formados pelo trançamento do próprio cabo. Os ganchos são
acrescentados ao cabo. Vejam alguns desses arranjos.

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Dimensionamento
Para dimensionar cabos, calculamos a resistência do material de fabricação aos
esforços a serem suportados por esses cabos. É necessário verificar o nível de
resistência dos materiais à ruptura. Os tipos, características e resistência à tração
dos cabos de aço são apresentados nos catálogos dos fabricantes.

EXERCÍCIOS
1. Os cabos suportam o seguinte tipo de esforço:
a) ( ) compressão
b) ( ) flexão
c) ( ) tração.
2. O cabo de aço constitui-se de:
a) ( ) alma, perna, arame e arame central;
b) ( ) alma, braço, arame e arame central;
c) ( ) corpo, braço, arame e arame central.
3. A alma dos cabos de aço pode ser de:
a) ( ) aço ou alumínio;
b) ( ) fibras artificiais ou alumínio;
c) ( ) aço ou fibras artificiais.
4. O tipo de torção dos cabos pode ser da seguinte forma:
a) ( ) .X. ou paralelo;
b) ( ) cruz ou paralelo;
c) ( ) cruz ou perpendicular.
5. Medimos o cabo de aço com base na medida da circunferência do:
a) ( ) cabo
b) ( ) arame
c) ( ) enchimento.

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