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MAX FREEDOM LONG
O MILAGRE DA CIÊNCIA SECRETA

Outros livros de Max Freedom Long

CIÊNCIA SECRETA EM AÇÃO (no prelo)
(Secret Science at Word)

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TÍTULO DO ORIGINAL, INGLÊS
“SECRET SCIENCE BEHIND MIRACLES”

COPYRIGHT 1961 DE
MAX FREEDOM LONG

CAPA DE ENG. HENRY R. DOUX

REPRODUÇÃO PARCIAL OU TOTAL SOMENTE
COM PERMISSÃO POR ESCRITO DO EDITOR

DIREITOS PARA A LÍNGUA PORTUGUESA ADQUIRIDOS
PELO:

GRUPO EDITORIAL MONISMO LTDA.

PÇA. 22 DE JANEIRO, 531, (CALXA POSTAL 69)
SÃO VICENTE — EST. SAO PAULO — BRASIL

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Índice

CAPITULO I .............................................................................................................................. 9
CAPITULO II ........................................................................................................................... 34
CAPITULO III ......................................................................................................................... 65
CAPITULO IV ......................................................................................................................... 86
CAPITULO V ........................................................................................................................ 104
CAPITULO VI ....................................................................................................................... 123
CAPITULO VII ...................................................................................................................... 132
CAPITULO VIII .................................................................................................................... 145
CAPITULO IX ....................................................................................................................... 163
CAPITULO X ........................................................................................................................ 172
CAPITULO XI ....................................................................................................................... 188
CAPITULO XII ...................................................................................................................... 199
CAPITULO XIII .................................................................................................................... 220
CAPITULO XIV .................................................................................................................... 238
CAPITULO XV...................................................................................................................... 253
CAPÍTULO XVI .................................................................................................................... 262
CAPITULO XVII ................................................................................................................... 288
CAPITULO XVIII.................................................................................................................. 304
CAPITULO XIX .................................................................................................................... 322
CAPITULO XXI .................................................................................................................... 342
CAPITULO XXII ................................................................................................................... 350
APÊNDICE ............................................................................................................................ 377

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PREFÁCIO

A literatura mundial possui já muitos livros que falam sobre assuntos
espirituais, metafísicos e parapsicológicos, porém até hoje ainda não foi publicado
um livro que apresentasse os mistérios ocultos de maneira tão plausível, que não
pudesse ser atacado pelos argumentos da ciência moderna.
O tremendo trabalho do autor, Sr. Max Freedom Long, que escreveu este volume
"Milagres da Ciência Secreta", foi reconhecido por todos os especialistas do assunto.
Seu tratado é considerado como uma verdadeira bíblia da antiga Sabedoria.
A importância dos assuntos apresentados pelo autor não está somente no
fato de que ele explicou os credos da religião kahuna, mas, principalmente, porque
as suas informações têm aplicação prática no que diz respeito aos antigos Mistérios.
A religião kahuna é uma ciência oculta mais velha que todos os segredos da antiga
Babilônia e do antigo Egito. A base dos credos dos antigos kahunas era a
preponderância do pensamento humano sobre a matéria. Os "segredos" das escolas
antigas de filosofia passaram por uma série de deturpações. Primeiro os sacerdotes
usaram-nos para fins próprios, pessoais, depois caíram no campo da magia negra.
O princípio dos credos dos kahunas consistia em "não fazer mal a ninguém".
Protegida por este grande preceito moral, a antiga religião foi de um certo modo
preservada até os nossos tempos sem se desviar na direção do mal.
Na ciência dos kahunas inclue-se o conhecimento profundo das leis da
natureza e da psicologia humana. Em termos deste conhecimento temos explicado
todos os fenômenos da parapsicologia moderna, que constituem grandes enigmas
para nossos cientistas modernos.
O Sr. Max Freedom Long, escrevendo este volume, deu uma explicação
perfeita de todos os fenômenos da mediunidade e da metafísica, e também como
funcionam as leis da natureza em relação ao homem. Neste livro o autor apresenta

nem ritos de alguma magia negra. temos a possibilidade de apresentar hoje ao público brasileiro este magnífico trabalho que é um grande passo para compreender que as ciências ocultas não são nem mistérios. organizado no Brasil. Durante as reuniões semanais dos seus associados realizam-se trabalhos práticos para o desenvolvimento da sensibilidade extra-sensorial. com o objetivo de divulgação das obras do Prof. mas sim o estudo e o conhecimento das leis da natureza que serão a nova base da ciência do Terceiro Milênio. Graças aos esforços do Núcleo Ubaldiano de Metafísica. chegando até ao ponto da possibilidade de mudança do seu próprio destino. O conhecimento deste assunto inspirou ao Sr. . da intuição e das forças do pensamento. A associação se chamou "Huna Research Association" e os sócios desta organização existem em quase todos os países do mundo. A finalidade deste trabalho prático é preparar os sócios desta organização para praticar o bem em favor da humanidade. Outra organização que está trabalhando com finalidade semelhante àquela é o Núcleo Ubaldiano de Metafísica. Max Freedom Long a organização de uma associação na América do Norte com o objetivo de aplicar os métodos dos kahunas. aplicando as informações incluídas neste volume estão fazendo um trabalho prático com surpreendentes resultados. Seus associados.7 os métodos que se podem aplicar à vida prática do homem moderno. Pietro Ubaldi.

Brigham e seus resultados. 40 anos de pesquisas por Dr. Experiências de William Reginald Stewart na África. Fracasso da magia do homem branco e proibição Da magia dos kahunas. . Unihipili e uhane. A chave do segredo. Historia da magia polinésia. Dr. Três princípios básicos para compreender Huna. subconsciente e consciente. Chegada do homem branco. Cristianismo versus huna.8 CAPITULO I A descoberta que pode modificar o mundo Estranhas histórias dos kahunas (guardiães do segredo). conservador do “Bishop Museum”. As doze tribos da áfrica ligadas aos polinésios através dos seus ritos. William Tufts Brigham.

o qual. cujas literaturas estivessem ao meu dispor. Com esta bagagem de conhecimentos. porque assim ficaria perto do vulcão Kileauea. Quando rapaz ainda jovem. Ademais. Depois de uma viagem de três dias num pequeno vapor. fui Batista. fora de Honolulu. Atrás da vida nativa parecia existir ma região de segredo e atividades privadas. desde que a bomba atômica não torne impossíveis todas as demais modificações. Para minha surpresa. Compunha-se esta de três salas e ficava num vale solitário. muitas vezes. dei uma olhadela na Teosofia e terminei fazendo um exame de todas as religiões. os "kahunas". era natural que em breve começasse. onde trabalhavam havaianos. que estava em atividade naquele tempo e eu me propunha visitá-lo tantas vezes quantas fossem possíveis. cheguei à minha escola... entre uma plantação de açúcar e um enorme sítio. finalmente. que não eram disponíveis para um estrangeiro curioso. Minha curiosidade foi aumentando e passei a querer saber mais. verifiquei que as perguntas não eram recebidas de bom grado. e aceitei um emprego para lecionar. a saber. aprendi que os "kahunas" haviam . como conseguiram os mágicos nativos da Polinésia e da África do Norte. cheguei ao Havaí em 1917. o qual vivera a maior parte de sua vida em Havaí. se pudermos conhecer. tendo conseguido graduar-me em Psicologia. estudei Ciência Cristã rapidamente. poderá modificar o mundo. assim. mais e mais acerca dos seus amigos havaianos. mas que era propriedade de um homem branco. Mais tarde. ou "donos do Segredo".9 CAPITULO I Esta narrativa reporta fatos inerentes a um antigo e secreto sistema de prática de magia. Os dois professores sob a minha direção eram havaianos e. Frequentei a Igreja Católica com um amigo de infância. Desde logo comecei a ouvir discretas referências aos mágicos nativos.

Havia ídolos peculiares a cada tempo e a cada localidade. onde até sacrifícios humanos eram levados a efeito. o que lhe era dado. Os deuses inferiores também passeavam e supunha-se que Pele. deusa dos vulcões. mesmo impossível. menos de um século antes e os "kahunas" nada mais eram que um bando de maus elementos que se valiam das superstições dos nativos. e. foi descrita para mim como "Faça Bom Negócio". Esta minha atitude foi reforçada quando recebi. Esta última prática possuía um nome havaiano. o uso da magia para investigar o futuro dos indivíduos. e constantemente. com o que parecia ser. Formara-me. o empréstimo de vários livros que diziam o que havia para ser dito sobre os "kahunas". tanto de dia como de noite. da Biblioteca de Honolulu. visitasse repetidas vezes os nativos.10 sido postos fora da lei desde quando os missionários cristãos se tornaram os legisladores das Ilhas. pelo menos quanto aos homens brancos. Antes da chegada dos missionários. contudo. disfarçada numa velha exótica. as mortes mágicas de pessoas culpadas que feriram seus companheiros. ao longo das oito ilhas. por isso todas as atividades dos "Kahunas" e seus clientes eram estritamente ocultas. condimentado. e. havia grandes plataformas de pedra. porém. nunca vista naquelas paragens. sempre a pedir tabaco. os casos de cura através do uso da magia. Os fantasmas passeavam escandalosamente e não eram apenas fantasmas restritos aos havaianos já mortos. portanto. o mais estranho para mim. conforme diziam testemunhas oculares. Isto havia sido quase inteiramente escrito pelos missionários que chegaram ao Havaí. como o famoso . numa escola austera. sem qualquer relutância. em 1820. com ídolos grotescos de madeira e altares de pedra. eu. As recusas só serviram para estimular meu apetite por este esquisito manjar com sabor de superstição negra. Havia. Muitas vezes os chefes tinham seus ídolos próprios e pessoais. ou absurdo. caso não fosse o desejado. modificando-o para melhor. para queimar a língua. estava inclinado a olhar com suspeita toda e qualquer coisa que se parecesse com superstição. então.

tinha o seu detestável deus da guerra. no ano anterior ao da chegada dos missionários. Como as decisões tomadas pelos padres eram sustentada pelos chefes.11 conquistador de todas as Ilhas. carregando os deuses em viagem de férias pelo campo e arrecadando tributos. O sumo sacerdote Hewahewa. Esta classe surpreendeu o mundo saindo da saia de palha para os vestuários dos povos civilizados. fora. de olhos parados e dentes de tubarão. o "kahuna" chefe. Parece que Hewahewa passou cerca de cinco anos fazendo sua transição pessoal de pensamento e de costumes nativos para aqueles dos homens brancos da época. num distrito onde fui mais tarde Iecionar. Os livros ofereceram-me leitura fascinante. Ele havia possuído forças psíquicas e havia sido capaz de prever o futuro. todos os anos os sacerdotes se punham em procissão. ao ponto de aconselhar Kamehameha I sabiamente. Uma das notáveis atrações da adoração do ídolo era o surpreendente conjunto de tabus imposto pelos "kahunas". em menos de uma geração. terminando com a conquista de todos os outros chefes e a unidade das Ilhas sob uma só lei. e proibir os kahunas de suas práticas. evidentemente. Kamehameha I. por nome Hewahewa. . pediu à velha rainha e ao jovem príncipe reinante permissão para destruir os ídolos. Quase nada podia ser feito sem o levantamento do tabu e a permissão dos padres. Hewahewa foi um excelente exemplo do tipo dos havaianos da classe elevada que possuíam a habilidade de absorver idéias novas e de reagir contra elas. A permissão foi concedida e todos os kahunas de boa vontade juntaram-se para queimar os deuses que eles sempre conheceram e que eram apenas madeira e plumas. Todavia. tais foram às imposições desses padres que. o povo levava uma vida difícil. ele cometeu um grave erro no processo. quebrar os tabus até o último. De fato. através de uma campanha que durou anos. Perto da minha escola. um homem genial.

decidiu limpar o caminho para a chegada dos kahunas brancos. em rima. Hewahewa foi ao encontro dos missionários brancos na praia. conforme logo se tornou público. que havia composto em honra deles. Hewahewa tomou por certo de que eles eram donos de uma fórmula de magia superior. Para o sumo sacerdote. numa das oito ilhas. As visitas oficiais à realeza terminaram e os missionários foram designados para as várias Ilhas. com a intenção de falar aos havaianos sobre o seu Deus. Evidentemente. Imediatamente. recitou-lhes uma bela oração de boas vindas. armas. os kahunas brancos . no mesmo local e na mesma praia que Hewatewa vaticinara aos amigos e à família real. navios e máquinas. num dia de Outubro de 1820.12 Quando o conservador Kamehameha I morreu. porque. sendo Hewahewa eleito para seguir com o grupo de Honolulu. mencionou uma boa parte da magia nativa. Na oração. Ciente do contágio que havia atingido as premissas do kahunaismo nas Ilhas. isto era da maior importância. Os templos estavam todos em ruínas quando. a história foi adequadamente tecida e adornada para benefícios dos havaianos. com permissão para começar os seus serviços. Sem dúvida. os missionários da Nova Inglaterra aportaram. sempre desejando as boas vindas aos novos padres. Convencido de que os brancos possuíam meios superiores. até mesmo ressuscitar os mortos e que. Hewahewa se pôs a trabalhar na previsão do futuro e o que ele viu. tendo sido informado de que os padres brancos adoravam a Jesus. — em termos velados — para mostrar que ele era um mago de insignificantes forças. intrigou-o sobremaneira. procedeu a um inquérito junto aos marinheiros brancos então nas ilhas. Viu um local em certa praia. bem como aos seus "deuses dos mais elevados graus". ele já se havia visto em má situação. Jesus. prontamente. havia ressuscitado ao terceiro dia. ele. Viu brancos chegando ao Havaí com suas esposas. entrou em ação. o qual os havia ensinado a fazer milagres. onde eles aportariam para encontrar a realeza. Contudo. Ele mesmo.

ainda nada podiam dizer quanto à ressurreição dos mortos como era esperado. Algo estava errado. a obra foi terminada. os missionários ainda não podiam curar. em sua rápida marcha para a civilização. logo depois que a Igreja de Waiohinu foi fechada. escolas foram fundadas e os havaianos evoluíram da selvageria para a civilização com incrível rapidez. Recusou e apenas podemos supor que tenha voltado à sua magia. indo à Igreja aos domingos. como nenhum oficial da polícia havaiana ou magistrado. às segundas-feiras. para ajudar a construir um templo. Hewahewa e seus homens se dispuseram ao trabalho. Fez-se notório que os kahunas brancos precisavam de templos. Os kahunas eram capazes de fazer muito mais. que demorou muito para ser construído. . puseram os kahunas fora da lei.13 não possuíam magia alguma. Esperançosamente. nas costas dos brancos. Entrementes. os doentes e os aleijados haviam sido trazidos perante eles. E eles permaneceram fora da lei. Seu nome aparecia frequentemente em cartas e jornais. indo ao diácono. Eram tão desvalidos quanto os deuses que haviam sido queimados. sendo aceita pelos chefes. cantando e rezando tão alto quanto o próximo. Os cegos. em dias de semana. os missionários. com ídolos ou sem ídolos. se atreveria a mandar para a prisão um kahuna conhecido como possuidor de forças genuínas. obra de cantaria. e foram levados de volta. ainda aleijados. lendo e escrevendo. e. Porém. ainda doentes. Ele fora instado para converter-se e juntar-se à Igreja. ainda cegos. o uso da magia continuou jocosamente. com a Cristandade cantando seus hinos. quando. Porém. Foi um belo e enorme templo. ofertada e dedicada. caso se achassem numa corrente de má sorte. em juízo perfeito. mas. Hewahewa alimentara os missionários e se mostrara infinitamente amigo. por fim. seu nome desapareceu dos relatórios dos missionários. para serem curados ou para modificarem o seu futuro. emitindo ordens aos seus companheiros Alguns anos mais tarde. por assim dizer. o qual poderia ser um kahuna.

os kahunas praticavam suas artes mágicas abertamente. bem como no seguinte e no seguinte. mas . eu não possuía meios de conhecer o que eu queria. concluí com os seus autores que os kahunas nada possuíam de magia e acomodei-me totalmente satisfeito com a resolução de que todo e qualquer conto murmurado aos meus ouvidos seria mero produto de imaginação. não falavam. quando falhou o médico local. simplesmente. de todas as vezes encontrando-me a mim próprio em cantos isolados. onde a vida nativa corria intensa e oculta. No vulcão. deixando-os pasmados. Riam de minhas perguntas ou tratavam de ignorá-las. cada ano que passava. Na semana seguinte fui apresentado a um jovem havaiano que havia estado na escola e que havia pensado em mostrar seus conhecimentos superiores. me aconselhavam a manter o meu nariz longe de seus afazeres.14 Nos distritos isolados. se ter arrastado para fora das ruínas. pois perdera o controle sobre elas. Não acreditei na história. desafiando a superstição nativa de que ninguém poderia entrar na ruína de um determinado templo para profaná-lo. tendo este último restabelecido o tal jovem. invariavelmente. como guias de turistas. encontrava-me numa pequena. No terceiro ano. muito em breve. mas. Indaguei de alguns brancos mais velhos da vizinhança o que eles pensavam dos kahunas. Sua demonstração tomou um rumo inesperado e ele se deu conta de que não mais podia fazer uso das pernas. Perguntei aos havaianos de certa cultura e não recebi resposta. depois que ele. Amigos carregaram-no para casa. Para continuar minha história. Este estado de coisas prevaleceu durante todo aquele ano. um kahuna foi procurado. e trabalhavam. Estes. e eles. Então. li os livros. com uma certa façanha de magia. Mudava-me para uma nova escola. sozinho. ainda assim. muitos deles continuavam a fazer suas oferendas rituais a Pele. da qual me ocuparei detalhadamente. inúmeras vezes.

Bem depressa fiquei sabendo que a agradável senhora. para mostrar que suas crenças eram mais práticas e genuínas do que as superstições dos Cristãos. Morreu em três dias. ao que parece. porém mal orientado cavalheiro. ele era da Igreja e nunca mais assistiu a um conclave. Os havaianos. contudo. Vi até o diário daquele solene e sério. estavam relatadas por ele. apesar de idosa. Mas o missionário nunca mais foi o mesmo. fez a oração da morte para o kahuna ameaçador. e o diário resumiu as anotações felizes do retorno. as páginas do diário permaneceram em branco por muitos dias. um por um. Uma princesa deu-lhe uma nesga de terra de meia milha de largura desde as vagas do mar até às montanhas. um por um. ordenara-se a si própria e era irascível sobre o assunto. descobri que ela era filha de um homem que se havia aventurado a experimentar suas orações e fé cristã contra a magia de um kahuna local que o havia ameaçado de lançar a oração da morte sobre a sua congregação de havaianos. seguidas da brusca deserção dos remanescentes. com quem eu contratara refeições num pequeno hotel de segunda classe. disse ou fez coisas que não foram registradas em lugar algum. No devido tempo. De qualquer maneira. aprendeu o uso da magia empregada na oração da morte. porém. exercia o cargo de Ministro e pregava todos os domingos para a maior congregação de havaianos naquelas paragens. e. Naquele ponto. Soube ainda que ela não tinha nenhuma ligação com as Igrejas da Missão ou outra qualquer.15 buliçosa comunidade de plantação de café. com seus sitiantes e pescadores nativos. as mortes dos membros de sua tribo. Nesse diário. secretamente.. Os sobreviventes da tribo voltaram depressa para a Igreja. O kahuna não esperava a reviravolta e não havia tomado precauções contra possível ataque. a filha contoume como o desesperado missionário se pôs a campo. Assistiu ao próximo conclave do corpo missionário em Honolulu e. pelos morros e ao longo das praias. Na praia desta terra. entenderam. onde o Capitão Cook aportou e foi .. Talvez ele tenha apenas respondido acusações escandalizadas.

de uma forma aceitável. no andar superior". No começo do meu quarto ano nas Ilhas. ficava a pequena Igreja de pedra coral que os nativos haviam construído com suas próprias mãos e na qual a agradável senhora presidira como Ministro. O Dr. Meu arroubo de curiosidade havia aumentado tanto que já se tornava desconfortável e. suba e fale com o Dr. definitiva e decididamente. pela estrada que ainda hoje é chamada "O Caminho dos Deuses". para me observar com seus amigáveis olhos azuis. mudei-me para Honolulu e depois que me instalei. encontrei uma atraente mulher havaiana. Ele era um grande cientista. a qual ouviu as minhas afirmações cheias de franqueza. À entrada. uma famosa instituição fundada pela Realeza Havaiana e destinada a sustentar uma escola para crianças de sangue havaiano. plantei dentro de mim o inabalável desejo de obter qualquer coisa sobre o assunto. Webb. sessenta anos mais tarde. Sra.. Eu ouvira que o curador do Museu passara a maior parte dos seus anos desenterrando coisas havaianas e tinha esperança de que ele estivesse em condições de dizer-me a verdade.. fria e cientificamente. no mesmo terreno. pela perfeição dos seus estudos e relatos impressos sobre a matéria estudada. porém. Brigham. Já estava com oitenta e dois anos de . então. estudou-me por um momento e disse: "É melhor que o Sr. aquele mesmo de onde os deuses eram trazidos todos os anos em procissão. de um jeito ou de outro. através de um vidro. A finalidade da minha visita era tentar localizar alguém que pudesse dar-me respostas autorizadas para as perguntas que me atormentavam há tanto tempo sobre os kahunas. Mais para longe da praia.16 morto mais ou menos cinqüenta anos antes. a razão da minha visita. reservei um certo tempo para fazer uma visita ao Museu do Bispo. Brigham saiu da sua escrivaninha. Ele está no escritório. reconhecido e respeitado no Museu Britânico. onde parecia estar estudando algum material de botânica. uma autoridade em seu campo favorito. estavam localizadas as ruínas de um dos melhores templos nativos do lugar.

admiti que precisava de alguém que pudesse falar com a autoridade da informação fidedigna. sugestão ou veneno. para ajudar-me a aquietar a irritante duvidazinha que pairava no fundo da minha mente. Aceitei a cadeira que ele me ofereceu. de repente. — sorriu subitamente e adiantou — mesmo pela vaidade da minha idade avançada.. era enorme. o que eu havia lido. de fato. Expliquei que estava inteiramente convencido de que tudo era superstição. Os kahunas. calvo e barbado. porém. Seu peso equivalia ao tamanho da incrível massa variada de conhecimento científico que possuía. Eu estava começando a ficar impaciente quando ele. usam o que você chamou de magia. e parecia um Papai Noel. (Ver Quem é Quem na América — 1922/1923. e o que eu pensava sobre uma dúzia de assuntos que nada tinham a ver com a questão formulada por mim. apresentei-me e deslizei para as perguntas que me haviam trazido ali. Quis saber onde eu havia estudado. mas alguns . os lugares onde eu havia morado e as pessoas que eu conhecera.17 idade.. O Dr. ele opôs as suas para descobrir quais as conclusões a que eu havia chegado. Às minhas perguntas sobre os kahunas. sob o título William Tufts Brigham). de fato. Ele parecia esquecer o propósito da minha visita e perdeu-se a si próprio na exploração do meu preparo. Ouviu-me atentamente. Muitos deles eram impostores. Assegurei a ele que tudo quanto me dissesse não iria além do que então esperava. — Tenho um certo renome científico que desejo preservar. Brigham quase me aborreceu com as suas perguntas. Também matam. Pensou por um momento e depois disse vagarosamente: — Há quarenta anos eu estudo os kahunas procurando encontrar uma resposta para a pergunta que você acaba de fazer. Eles. — Posso confiar em você para respeitar minhas confidências? — perguntou. perguntou-me sobre as coisas que eu havia ouvido. fixou-me com um olhar tão severo que eu até me assustei. Algum tempo passou. curam. Podem prever o futuro e mudam-no para os seus clientes.

Não tenho certeza. — engoli em seco algumas vezes e depois consegui indagar: — Como é que eles fazem isso? Os olhos do Dr. mas acredito que murmurei "obrigado". finalmente. Brigham pularam bem abertos. . Alguns deles até usavam esta magia para o "passeio sobre o fogo". e. através das torrentes de lavas. o Dr. Agora. apenas suficientemente resfriadas para que aguentassem o peso de um homem. Tombando para trás na sua cadeira giratória. Devo tê-lo fixado por um tempo bastante longo para um idiota. muito mais. — Sobre a lava quente? Nunca ouvi tal coisa. — "Passeio sobre o fogo"? — perguntei titubeante. afundando até a ponta do nariz. ele tombou-se para trás na sua cadeira e soltou uma gargalhada que sacudiu as paredes. Brigham me observou um tanto deprimido. algum dia. Confiantemente. estava eu de volta. Meu problema não era haver vento em minhas velas. súbito. perdido na lama. enquanto suas vastas sobrancelhas saltavam rumo à cabeça calva. mas. de uma vez por todas. eu ainda iria lavar as minhas mãos das suas superstições. Ele havia abalado as escoras postas debaixo do mundo que edificara por um período de três anos. cheio de curiosidade atrás do mistério. Talvez eu tenha emitido sons desarticulados. Riu até que as lágrimas rolaram-lhe pelas faces rosadas. eu havia esperado uma negativa oficial para os Kahunas e havia dito a mim mesmo que. não apenas atolado até os tornozelos como antes.. consegui achar a minha língua. porém. — Interrompeu-se de súbito como se temesse haver dito muito. não estou certo. depois se apertaram. com os olhos semi-cerrados. Estava pasmado. Sua barba branca começou a mover-se num tique nervoso. Tentei um pouco levantar-me da cadeira e afundei-me novamente..18 eram honestos.

A ciência da Psicologia nasceu! Conhecemos o subconsciente! Olhe para os novos fenômenos que estão sendo observados e reportados todos os meses.19 — Desculpe-me. O velho cientista tinha sido também professor. que. haveria de abrir seu coração para mim. não é razão para que você também não a saiba. Outras vezes. antes de iniciar sua partida. enquanto desanuviava o olhar. quebrou-se o gelo. ele me havia posto as mãos em cima. mesmo discutindo os mais complicados assuntos. pelas Sociedades de Pesquisa Psíquica. Mantenha-se eternamente atento a eles. ainda que simples. quando percebia que eu estava para perder a coragem diante da impossibilidade de aprender o segredo da magia. Muitas vezes. O tempo parecia querer findar- . passamos a conversar. a quem pudesse confiar o conhecimento adquirido nesse esquisito campo — o novo e inexplorado campo da magia. do qual eu pensava haver me livrado. Pense apenas no que aconteceu durante o meu tempo. reclamando-me como de Sua propriedade. como se tivesse jogado de volta bem no meio do problema. sem resultado. há quarenta anos. Com isso. colocando a mão apaziguadora sobre o meu joelho. Nada diga quando você tenha encontrado uma solução ou quando alguma nova descoberta em psicologia o ajude a compreender porque os kahunas observam seus vários ritos. Não me dei conta até que se passaram semanas. Era uma grande alma. que ele havia procurado um jovem a fim de treiná-lo na aproximação científica. — O motivo da sua pergunta me atingir de maneira tão engraçada é o fato de eu estar tentando respondê-la a mim próprio. e o que vai pelas suas mentes quando eles os observam. como Elias procurando ajeitar o manto Sobre os meus ombros. Só porque eu nunca saberei a resposta. Disse-me mais tarde. em alguma noite quente. Apesar de ter a sensação de algo vazio e frustrado dentro de mim. Ele possuía a prenda da simplicidade e das diretrizes. Ele possuía uma ansiedade quase infantil para conhecer o segredo dos kahunas e estava ficando muito velho. — Ele sussurrou finalmente. naquele momento. ele dizia: — Eu mal comecei.

E. — e ainda não havia conseguido o mais leve indício de como eles exerciam a sua magia. finalmente.20 se antes que o sucesso viesse. . a qual. ele estava um tanto perplexo. não era verdadeiramente magia. controle. Revolucionará o mundo se a pudermos encontrar. devemos encontrar essa alguma coisa. havia se tornado amigo havia "passeado sobre o fogo" debaixo da proteção deles. visível ou invisível. O controle do calor no "Passeio sobre o fogo". Usam algo que ainda temos que descobrir e isto é de inestimável importância. Os que podiam curar ou "passear sobre o fogo" haviam desaparecido desde o ano de 1900 — muitos deles velhos e queridos amigos. Os kahunas falharam em conseguir que seus filhos e filhas fossem treinados e aprendessem o conhecimento antigo que lhes havia sido transmitido sob promessa de segredo inviolável. Deve haver alguma forma de consciência por detrás. e o que você puder encontrar dirigi-lo-á depois. por exemplo. Ele fora deixado quase sozinho num campo em que pouco havia para observar. Vigie sempre três coisas no estudo desta magia. Não é sugestão ou qualquer outra coisa já conhecida em Psicologia. Algumas vezes. sentávamo-nos no escuro. isto se quisermos apenas reconhecê-lo. mas um adiantado fenômeno de espiritualismo. com exceção do caso da oração da morte. através da qual a força possa agir. com o defumador contra mosquitos queimando e então ele revia vários pontos. Ademais. para se certificar de que eu me lembrava de tudo. ele dizia ao finalizar: — Fui capaz de provar que nenhuma das explicações populares da magia dos kahunas é de fonte digna de crédito. Trará ordem para o conflito das crenças religiosas. como explicou. somente de pai para filho. Vigie sempre isto. dirigindo os processos de magia. Parecia tão absurdo pensar que ele havia sido capaz de apreciar o trabalho dos kahunas. Deve também existir alguma força exercendo esse. deve existir alguma forma de substância. Mudará inteiramente o conceito da ciência. Simplesmente. Em muitas ocasiões.

todas as especulações e todas as verificações. Os kahunas haviam aprendido. Quatro anos depois que encontrei o Dr. ele morreu. A maior dificuldade estava em conseguir uma apresentação ao kahuna que exercera a magia. Com o Dr. Ao ouvir a história do que algum kahuna havia feito. . Foi então que deixei as Ilhas. Com mais de uma centena de reconhecidos cientistas. Brigham. desanimadoras como eram as notícias. fora forçado a admitir que ambas as ciências apresentavam sinais de estagnação. conseguindo desta os menores detalhes do que havia sido feito. isto era totalmente impossível. E.21 E. eu havia estado vigilante na esperança de alguma nova descoberta em Psicologia ou no campo da Ciência Psíquica. assim. se eu falhasse. já para não falar em ectoplasma. seria mesmo capaz de achar a pessoa que havia sido o protagonista da história. o mundo poderia perder para sempre um sistema prático. ocupados por um período de mais de meio século em Pesquisas Psíquicas. apanhei o material que ele havia colecionado neste estranho campo novo. incorporações e materializações. Tornei-me perfeitamente familiar a todas as negações. Geralmente. Cessou o progresso e. admiti a derrota. Brigham. pelos golpes da adversidade. gradativamente. por vezes. minha pergunta invariável seria: — "Quem lhe contou isso"? Começaria a regressão e. se pudesse ser recuperado. deixando-me com um peso no coração e com a receosa certeza de que eu talvez fosse o único homem branco no mundo que sabia o suficiente para continuar as investigações da magia nativa que estava desaparecendo tão rapidamente. Mais anos se passaram. nem uma única teoria havia sido elaborada. a evitar os brancos e nenhum havaiano se atreveria a trazer amigos brancos até eles. que pudesse explicar mesmo coisas simples como telepatia ou sugestão. Comecei o lento trabalho de tentar achar kahunas remanescentes e fazer o que eu pudesse para aprender o Segredo deles. sem prévia permissão — e esta quase nunca era fornecida. em 1931. e. que seria de infinito valor para a humanidade.

eu pesquisei as duas palavras que representavam os nomes das duas almas. acordei no meio da noite com uma idéia que me conduziu diretamente a uma solução que talvez contivesse a resposta. em geral. Os missionários haviam começado a compilar um dicionário havaiano-inglês desde 1820 — o qual ainda estava em uso — e. em Havaí. Então. que saíra do prelo em 1865. Sem os tais nomes. Como poderia um homem possuir duas almas? Que absurdo! Que negra superstição! Assim. estavam ambas ali no meu velho dicionário. Nenhuma apareceu. O idioma havaiano consiste de palavras formadas de radicais curtos. Se o Dr. o significado original da palavra. levantar o problema. as palavras devem ter aparecido naquele idioma. Ninguém prestara atenção ou valor a esta crença que se apresentava errônea. depois da descoberta do Mesmerismo.. Brigham fosse vivo. inesperadamente. alguns anos. para traduzir corretamente quaisquer nomes usados para descrevê-la. ter-se-ia juntado a mim. embaraçado e num acesso de rubor. Na manhã seguinte. . não haviam aprendido o suficiente acerca da magia nativa. outra vez. com certeza. em 1935. como certamente. Nós ambos havíamos passado por cima de uma solução tão simples e tão óbvia que poderia escapar continuamente sem ser notada. Conforme suspeitava. continuei a esperar ansiosamente por alguma nova descoberta psicológica que pudesse. A idéia que me ocorreu naquela noite foi a de que os kahunas deviam possuir nomes para os elementos de sua magia.. Como a língua que falavam era a havaiana. tornava-se óbvio que as traduções tentadas estariam falhas ou inteiramente erradas. eu encontraria as palavras usadas pelos kahunas nas orações e cantos registrados e delas faria nova tradução. Uma tradução dos radicais daria. todos concordavam que os kahunas haviam ensinado que o homem possui dois espíritos ou almas. lembrei-me do fato de que. usando os radicais. Lia!. eles não poderiam ter passado seus conhecimentos de geração a geração.22 Na Califórnia.

era um espírito". uma que morria com o corpo. porém. Aumakua. “U-ha-ne: A alma. fazendo o possível para coordená-las e incluí-las nas traduções. O fantasma ou espírito de uma pessoa morta. Estes fantasmas podiam falar. O "Uhane". mesmo sendo pouco mais de uma sombra ligada com a pessoa "morta". com a pessoa morta não tinha maior ligação do que a sombra dessa mesma pessoa. Havia sete raízes na palavra. o espírito de uma pessoa. Nota: Os havaianos supunham que os homens possuíam duas almas cada um. Minha tarefa era proceder a uma seleção dos  Na pronúncia das palavras havaianas. porém. o som das vogais é o mesmo usado em Latim. era também um espírito. chorar. Unihipili. Como a primeira palavra era mais comprida e possuía maior número de radicais. contando acréscimos de letras. etc. reclamar. a outra que vivia. como pudesse ser. a fim de conseguir uma tradução deles. O dicionário dizia: “U-ni-hi-pi-li: Os ossos do braço e da perna de uma pessoa. . A importância do "unihipili” era que parecia estar ligado com os braços e as pernas definitivamente e. "além disso. era outro. os ansiosos missionários haviam consultados os havaianos para se certificarem dos significados destas duas palavras e haviam obtido informações discrepantes. Aparentemente. comecei a trabalhar nela. era o nome de uma classe de deuses chamados akuanoho. Eram os espíritos de uma pessoa morta.23 durante os primeiros dias da Pesquisa Psicológica. e umas boas duas décadas antes do nascimento da nossa infantil ciência da Psicologia. e algumas destas raízes tinham até dez significados. era um fantasma que podia falar. Existiam os que eram tidos como especialistas em amarrar ou agarrar estes fantasmas”. visível ou invisível.

.24 significados. o espírito denominado por esta palavra podia falar. Pode não ser um homem que possa falar. assim. porém. Todavia. a última. O dicionário dizia que era considerado como nada mais sendo do que uma sombra ligada à pessoa morta. através da qual a tal força agiria. Pode ser causa de sofrimento mental e isto também podem os animais. foi o "Subconsciente". Lembrei-me da recomendação do Dr. porém. visível. a evidência era inegável. era um espírito fraco e não muito substancial "falador".. Cá estava o palheiro diante de mim e tudo o que eu precisava fazer era achar a minha agulha. assim. o radical "nane" em "uhane" significa falar. as primeiras duas antes do fim do ano e. eu tentaria achar três agulhas. Era incrível que os kahunas pudessem ter conhecido o subconsciente. Evidentemente. O "Uhane" chorava e conversava de modo fraco. Sim.. Aqui está como os radicais descreviam os espíritos denominados pelas palavras "unihipili" e "uhane": Ambos são espíritos (u). Brigham para vigiar sempre a consciência envolvida no "passeio sobre o fogo" e outras artes mágicas. O subconsciente dos mágicos era duas vezes maior do que o normal e três vezes mais natural. quase antes do almoço. eu as encontrei. Isto faz surgir a questão quanto à natureza do outro espírito. este espírito devia ser também humano. os dois espíritos podiam causar aborrecimentos. O que encontrei imediatamente. pelo menos. e este radical significa causar sofrimento mental. mas. a força usada para produzir os resultados e a substância psíquica. (Eventualmente. Parecia um tanto promissor. é um espírito animal-semelhante que pode provocar má sorte. Estava tão surpreso com a descoberta que resolvi contar até dez. para ver se poderia encontrar algum que se aplicasse à magia usada pelos kahunas. ou invisível. não como nós o conhecemos. seis anos mais tarde). Como somente seres humanos podem conversar.

a idéia do consciente e do subconsciente dos kahunas parece ser. Exerce o seu trabalho com cuidado secreto e silencioso. disposto a recusar fazer o que lhe for mandado. é um espírito que trabalha secreta. O torturante subconsciente verte lágrimas. levantar-se dessa alguma coisa e pode também tirar algo de algum lugar. Mas o terceiro é apenas sugerido de maneira superficial. é um espírito que pode projetar-se de alguma coisa. a julgar pelo sentido das palavras-raízes dos nomes dados a eles. Deseja certas coisas com a maior ansiedade. Os dois espíritos conscientes do homem são dois terços de outra agulha. (O uso na magia do elemento adesivo como um . transmite a força vital do corpo. escondendo-a. Toca. um par de espíritos perfeitamente integrados num corpo. é alguma coisa que cobre uma outra coisa a mais. e. (u — nos seus vários significados). quando teme os deuses (retém um complexo ou fixação de idéias) e interpenetra ou toca o espírito consciente para dar a impressão de serem um só. com o "líquido do seio" ou leite materno. achei uma agulha. porém. silenciosa e cuidadosamente. assim. no significado das palavras "adesivo" ou "aderir"). Está ligado com o vagaroso pingar de um líquido aquoso ou com a secreção e exudação do líquido alimentar. assim sendo. fornece mais radicais para traduzir. Combinados. cola-se ou adere ao mesmo. eu aprenderia que "água" era o símbolo da força eletro vital humana. ou é esta última oculta por uma capa ou véu (uhi). Em suma. é teimoso e disposto a recusar obediência. É teimoso e sem vontade própria. como uma moeda de um bolso. por outro lado. é um espírito que acompanha outro. pode não ter aptidão para falar (u). anexo a este ultimo. Nega-se a praticar algo. porém. impregna ou se mistura completamente com algo mais.25 "Unihiipili". goteja líquido aquoso e. que é controlado pelo subconsciente e usado para cobrir e esconder a ambos! O espírito consciente é mais humano e possuía a habilidade de conversar. conseguimos: Um espírito que pode causar aflição mental. contudo não pratica certas coisas porque tem receio de ofender aos deuses (nihi). (Nota: Mais tarde. é adesivo e. soletrando-se alternadamente "uhinipili". Anexa-se a si próprio a outro e age como seu servidor (pili).

. ainda não descobertos por nós. na primeira tarefa de adaptar a mais completa psicologia com os ritos exteriores da magia kahuna. haviam feito um trabalho soberbo. e a habilidade de projetar-se ou tirar algo de algum lugar será esclarecido mais tarde). imediatamente. por milhares de anos. que me escrevesse. Eu havia colocado meu endereço no verso do relatório e havia pedido a todo e qualquer leitor que pudesse oferecer informações pertinentes ao estudo em causa. Dada a certeza de que os kahunas haviam conhecido. esforçavame para localizar os símbolos correspondentes nas origens dos termos usados pelos kahunas. voltei aos relatórios dos Fenômenos Psíquicos e. escrevi um relatório sobre as minhas descobertas e o conhecimento dos kahunas em geral. Quase nenhuma informação de real valia chegou. Cheguei à conclusão de que o que eu havia encontrado era por demais valioso para ocultá-lo do mundo e. publicado pela Rider & Co. toda a psicologia que nós só chegamos a aprender nos últimos poucos anos. certifiquei-me de que a habilidade de desempenhar façanhas de magia procedia do conhecimento de importantes fatores psicológicos. (Recuperando a Magia Antiga. tornou-se patente que eu havia chegado ao máximo possível. ao dar nome aos elementos de psicologia e ao colocar nas suas palavras de origem os significados simbólicos para apontar os elementos relativos. à medida que revia cada tipo de fenômeno. os kahunas dos tempos áuricos. 1936). apesar de centenas de cartas conterem material especulativo e suposições. Após alguns meses. A publicação inglesa trouxe-me muitas cartas. Logo começou a aparecer que. London.26 símbolo. Pesquisando febrilmente os significados destes símbolos. O único grande bloco movediço era o fato de que as palavras símbolos permaneciam para elementos cuja natureza eu não podia imaginar.

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Então, mais de um ano depois da publicação daquele livro, lá apareceu uma
carta de um jornalista inglês aposentado. Seu nome era William Reginald Stewart e
o que ele tinha a dizer era muito importante.
Ele estava muitíssimo interessado no meu relato por ter verificado que eu
descrevia a mesma magia que ele, nos seus dias de juventude, havia encontrado
em uso por uma certa tribo da Berbéria, nas Montanhas Atlas, ao Norte da África.
Também, para sua maior surpresa, observou que as palavras havaianas usadas
pelos kahunas, eram as mesmas, com exceção de diferenças de dialeto, que
aquelas usadas para descrever a magia na África. Após ler o meu livro, ele havia
feito uma busca nas suas notas amarelecidas pelo tempo e comparou as palavras
que, conforme lhe haviam informado, pertenciam a uma linguagem de magia
secreta. A palavra Havaiana "kahuna" aparecia como "quahuna" entre os Berberes e
o termo havaiano para uma mulher kahuna, foi modificado de "kauna wahini" para
"quahini". A palavra usada para um deus era aproximadamente a mesma nos dois
idiomas: — "akua" e "atua" — assim como o eram um certo número de outras
palavras que confrontamos.
Como as tribos Berberes, falavam um idioma em nada relacionado com os
dialetos da Polinésia, a descoberta da similaridade de magia e de língua usada para
descrevê-la, ofereceu provas definitivas de que os dois povos, ou provinham da
mesma origem ou haviam estado em contato nos tempos antigos.
Stewart ouvira contar histórias desta tribo de Berberes e seus mágicos,
enquanto explorava indícios de petróleo para uma companhia holandesa e
correspondia com o Monitor de Ciência Cristã, como livre colaborador e autoridade
no Norte da África. Entrando em férias, contratou os serviços de um guia e partiu à
procura da tribo. Aconteceu que, de fato, ele encontrou a tal tribo, bem como "o
mágico" que, no caso, era uma mulher. À força de muita persuasão, ele conseguiu
fazer-se adotar como filho consangüíneo, a fim de obter os direitos de ser treinado
na magia secreta. A mágica, cujo nome era Lucchi, tinha uma filha com a idade de

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dezessete anos, a qual estava justamente começando a receber treinamento e,
assim, foi permitido a Stewart tomar parte no mesmo.
O treinamento começou com as explicações sobre a história das tribos
legendárias, durante as quais foi ensinado que doze das tribos que possuíam
kahunas viveram certa vez, no Deserto do Saara, quando este ainda era uma terra
fértil e verde, cortada de rios. Os rios secaram e as tribos mudaram-se para o Vale
do Nilo. Uma vez lá, usaram sua magia para ajudar a cortar, carregar e colocar as
pedras na construção da Grande Pirâmide. Naquele tempo, eles eram os
legisladores no Egito e embriagaram todos os outros povos com a sua magia.
A história continuou com a declaração de como foi previsto que um período
de escuridão intelectual era chegado para o mundo e que o Segredo da sua magia
corria o perigo de perder-se. A fim de preservá-lo, as doze tribos decidiram sair em
busca de terras isoladas, as quais se dirigiram para preservar o "Segredo" (Huna),
até que o tempo se incumbisse de preparar a sua volta ao mundo. Onze dessas
tribos, depois de fazerem uma exploração psíquica e descobrirem as Ilhas do
Pacífico desabitadas, locomoveram-se, através de um canal, para o Mar Vermelho;
daqui, ao longo da costa d'África ou pela Índia, atingiram o Pacífico. Após muitos
anos perderam-se os da décima segunda tribo. Esta, por alguma razão não
esclarecida, decidira ir para o Norte e acampar nos fortes da Montanha Atlas.
Haviam vivido lá por séculos, sempre preservando o "Segredo" e usando a sua
magia, porém, como os tempos modernos chegaram, os kahunas haviam morrido
todos, até que apenas um sobrevivia. Este último estava sendo representado pela
Mestra Lucchi.
Stewart achou que a tribo Berbere era hospitaleira, esmerada, muito
inteligente, e possuidora de uma bela e velha Cultura. Falavam uma língua
conglomerada, peculiar às tribos Berberes, contudo, quando chegou a hora de
transmitir o antigo conhecimento de magia, outro idioma teve de ser empregado,

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porque somente neste poderiam ser encontradas as palavras apropriadas para dar
nome aos elementos que, no homem, tornavam a magia possível.
O jovem inglês estava já impedido pelas dificuldades da linguagem, tendo de
adaptar o seu francês com aquele usado por alguns dos Berberes, tendo de se
aprofundar Infinitamente, a fim de chegar a uma compreensão exata do que as
palavras da chamada linguagem "Secreta" viriam a significar.
Pouco a pouco, ele aprendeu as bases filosóficas da magia. A Professora
fizera muitas demonstrações de sua magia curadora, bem como no controle de
pássaros, animais ferozes, serpentes e até de temperatura atmosférica. Tudo corria
verdadeiramente muito bem, a parte teórica havia chegado ao fim, sendo que a
parte prática iniciar-se-ia em seguida. Então, numa tarde confusa, dois grupos
invasores no vale abaixo do acampamento dos Berberes começaram a guerrear-se
entre si. Uma bala atingiu Lucchi no coração e ela morreu quase instantaneamente.
Sem professora e com a filha de Lucchi sabendo nada mais do que ele
próprio, Stewart deu por encerrado o seu treinamento de maneira brusca. Apanhou
suas anotações, despediu-se dos seus irmãos e irmãs, voltando às suas velhas
ocupações.
Trinta anos mais tarde, leu o meu relato e reconheceu as palavras havaianas
mencionadas por mim, como sendo as mesmas que ele havia preservado durante
tanto tempo em suas notas — exceção feita às mutações de dialeto.
Isto ligou os kahunas havaianos com a África do Norte e possivelmente com o
Egito. As lendas havaianas continham a história falada do povo. Nestas, é contado
que os havaianos, certa vez, moraram numa pátria distante. Viram, através de vistas
psíquicas, a terra do Havaí e partiram à sua procura. Sua viagem começou no "Mar
Vermelho de Kane", o que leva a crer tenham eles vindo do Egito, pelo Mar
Vermelho, assim chamado em nossos dias, em pelo menos três idiomas. A história
oferece poucos detalhes da jornada daquele ponto em diante, a não ser para narrar
como prosseguiram de terra para terra, em grandes canoas duplas. Quando as oito

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ilhas do Havaí foram encontradas desabitadas pelas turmas de reconhecimento,
estas voltaram às ilhas mais próximas do Oeste, a fim de levarem consigo o restante
da tribo que lá permanecera para descanso. Árvores, plantas e animais foram
transportados em viagens subseqüentes, à medida que a tribo se ia instalando no
Havaí. As viagens às ilhas do exterior cessaram por longo tempo e a isolação
completa reinou. Então, quando o sangue real se esgotou, uma viagem foi
empreendida às outras ilhas, a fim de trazer de volta um príncipe de sangue azul.
Este trouxe consigo as suas favoritas e um kahuna. Este kahuna, se pudermos dar
crédito à história, introduziu no Havaí uma forma contaminada de kahuanismos, o
qual continha magia de pequena monta, e ordenou adoração aos ídolos, bem como
a construção de templos. Esta contaminação permaneceu, com os seus ídolos e
templos, apesar de haver kahunas conhecedores dos processos práticos de magia,
os quais continuaram seu trabalho e preservaram seu "Segredo" numa forma quase
genuína.
As tentativas dos estudiosos da matéria para delinear as origens havaianas,
através dos costumes e da linguagem não foram muito bem sucedidas. Existem
onze tribos de Polinésios, todas falando dialetos de um mesmo idioma, porém,
algumas possuem palavras, costumes e crenças de fácil identificação como sendo
de origem Indiana. Por outro lado, palavras polinésias podem ser encontradas
dispersas desde o Pacífico até o Oriente Próximo. Madagáscar também as possui,
indicando haver estado em contato com um povo que falasse a língua Polinésia. Até
no Japão, podem ser encontradas palavras e idéias Polinésias. Na Índia, pode ser
observado um certo número de idéias ligadas com a magia kahuna, bastante
modificadas e sem uso prático no momento, porém, ainda apontando para a mesma
e geral diretriz.
Com o inestimável auxílio prestado por Stewart e fazendo inteiro uso do que
ele havia aprendido no Norte da África, estava eu apto a continuar a pesquisa.
Pouco a pouco o "Segredo" foi reconstruído, pois, seus símbolos e práticas foram

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adaptadas às observações dos atos exteriores ou ritos dos kahunas, feitas pelo Dr.
Brigham e, em menor grau, por mim próprio.
Contudo, teria sido totalmente impossível assimilar os significados das
palavras e dos ritos, não tivesse a moderna Psicologia e a Pesquisa Psíquica feito já
certas descobertas básicas, sobre as quais repousassem maciças estruturas. As
religiões também desempenharam papel de incalculável valor, porque, através
delas, eu encontrei os remanescentes revolvidos da filosofia Huna original. Estes
remanescentes, fora de forma como estavam, deram uma indicação de onde ir
buscar os próximos informes, além de ajudarem a verificar outros materiais incertos
à medida que eles surgiam.
Logo depois da publicação do meu livro, passei a corresponder com um padre
da Igreja de Inglaterra, o qual me havia escrito imediatamente após a leitura da obra
e que estava procedendo a estudos psicológicos sobre a cura mental e espiritual.
Seu interesse acerca do conhecimento dos kahunas aumentou e pouco tempo
depois do meu contato com Stewart, o clérigo e um grupo de seus associados
decidiram fazer experiências com a magia de cura dos kahunas.

Isto eles fizeram,

depois de muita troca de correspondência. Foram especialmente bem sucedidos em
casos de obsessão. A família de um doente que fora curado, fizera uma oferta para
financiar maiores experiências, e, assim, o clérigo e três de seu grupo
empreenderam uma viagem à Califórnia, a fim de passar algum tempo comigo,
discutindo sobre as melhores maneiras de prosseguir. Quando me deixaram, todos
os planos estavam completos, até uma planta do edifício que deveria ser construído.
Todavia, ao voltarem para a Inglaterra, estourou a segunda guerra mundial e os
planos foram abandonados. Ao terminar a guerra, os fundos já não estavam mais
disponíveis e o grupo curador dispersou-se.
Tais experiências, conforme executadas, provaram que a reconstrução do
sistema Huna está suficientemente completa para ser praticada pelas mãos de
indivíduos possuidores de certas faculdades naturais e em condições de poderem

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dedicar o tempo necessário para aprender a usar o tal sistema. Constante e
continuada prática, sob orientação apropriada, parece ser a principal condição.
No Havaí, existe pouca ou nenhuma literatura digna de crédito a respeito dos
kahunas. O pouco que existe, disponível em livros, artigos e panfletos, negligência
completamente os mecanismos básicos que eu relatarei. Cada autor contradiz os
outros e o confuso problema nunca se esclarece.
Os meus próprios estudos, bem como os do Dr. Brigham são quase
desconhecidos nas Ilhas e os exemplares do meu primeiro livro são conservados
cuidadosamente trancados na Biblioteca de Honolulu, sendo tirados apenas quando
requisitados por alguém que saiba que eles estão lá. Devido a concepções errôneas
e ainda por causa do real perigo que se prestava antigamente a "oração da morte", a
atitude geral dos residentes é um dos fatores que encorajam a negação da magia
kahuna, ou, a não ser isto, a velha política de não se mexer com o que está quieto.
Com estas observações introdutórias, continuarei agora a minha tarefa de
aprender o sistema Huna, em todos os seus detalhes e com as provas disponíveis
quanto à sua exatidão, como sendo um conjunto prático de fatos científicos.

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Capitulo II

Passeio sobre o fogo como introdução à magia

Huna é um sistema aplicável a magia
A aplicabilidade do huna independe dos credos religiosos.
Prova que a magia é um fato.
Caso 1: Dr. Brigham passeia através da lava candente.
Caso 2: Magico teatral usa a magia verdadeira.
Caso 3: Dr. John H. Hill, prof. de história bíblica
De U.S.C., descreve o passeio no fogo.
Caso 4: O passeio no fogo em Burma.
Caso 5: O passeio no fogo dos Igororots.
Caso 6: A magia japonesa do fogo cura artrites.
Imunidades ao fogo através da magia.

há um terceiro elemento que não pode ser visto. e de menor importância. tanto de religião como de psicologia. testado ou examinado. a negação científica dos fenômenos psíquicos e . assim como contra os tabus e os dogmas religiosos. O crescimento das ciências dependia da habilidade dos cientistas em lutar contra superstições. Hoje. Submetidos ao mais acurado exame não se verificam sensações dolorosas. é o PASSEIO SOBRE O FOGO. ou mesmo pura labareda. na falta de melhor palavra que lhe sirva de nome. Em adição aos pés e ao calor. que funciona perfeitamente nas mãos de todos e quaisquer religiosos ou ainda nas mãos de pagãos e selvagens. ELE DA RESULTADO. é o fato de que ele oferece resultados sejam quais forem às crenças religiosas dos homens. tem-se guerreado firmemente toda e qualquer superstição. Nenhum mistério existe quanto aos pés ou quanto às substâncias em chamas. mas real e isento de truques. Trata-se de pés humanos sobre carvão em brasa ou sobre outro qualquer material queimando. O mais belo exemplo de espetáculo de magia. como. O passeio sobre o fogo possui também um outro particular que o recomenda. pedra. Durante pelo menos dois séculos. Primeiramente e acima de tudo. Este terceiro elemento encontra-se efetivamente presente quando os pés tocam o calor e as queimaduras não aparecem. e ficam excluídas quaisquer estratagemas ou fraudes. Este terceiro elemento é o que eu chamo de "MAGIA". Em segundo lugar. por exemplo. Deu resultado para os kahunas e deverá dá-lo também para nós. o qual tem sido praticado durante séculos e que continua a ser praticado ainda hoje em muitas partes do mundo.34 CAPITULO II Existem duas considerações que fazem com que o sistema psíquico religioso do "Segredo" (Huna) se torne bastante importante e o situam à parte dos sistemas modernos. todavia.

Ele oferece material novo e interessante para pensar. ainda. E o provarei.º 1 Notas Preliminares: A explicação comum para o “passeio sobre o fogo" é que os pés são tão calosos que não podem ser queimados. e. direi apenas o seguinte: Leia este livro de qualquer modo. escolhi uma das investigações e observações feitas pelo Dr. quando mais não possa ser.35 psicológicos tornou-se um tabu dogmático da própria ciência. sob títulos correspondentes a cada caso. quando a leitor terminar de lê-lo. certos espetáculos como o "passeio sobre o fogo". Caso N. têm envidado esforços dos maiores para desacreditarem tudo o que não sabem explicar. ou. mencionarei o maior número de provas evidentes. além de ser um entretenimento. com notas preliminares de introdução e um comentário na parte final. Harry Price. especialmente. sob a facílima declaração da "Negra Superstição". Ao leitor. Por causa desta atitude. que eles estão enrijecidos por alúmen ou qualquer outro produto químico. ao tentar explicar "o passeio . deverei provar que a magia é um fato. Para o primeiro caso. bem como nossa imprensa. dar melhores respostas dos que os kahunas deram a tão excitantes perguntas. Se desejar que esta minha narrativa mereça uma oportunidade de aceitação. Brigham. Nossas escolas. que de antemão decidiu que tal prova não poderá ser dada. são fraudes do princípio ao fim. a maior parte das pessoas têm sido levadas a crer que toda a magia. Em meu relato. se possível. E. procure. Também se costuma dizer que o carvão ou a rocha quente são cobertos com uma camada de cinzas que não estão suficientemente quentes para queimar etc. entretanto.

procurarei reproduzir as palavras e expressões do Dr. retirado no mesmo instante. e não aquele assunto tão simples como um pequeno passeio sobre o fogo. em 1936. Relatarei conforme o registro de minhas anotações. logo após ouvir a narrativa do Dr. E mesmo quando chegaram. e quando vi que continuava firmemente. evita que alguma parte da pele toque as substâncias incandescentes por mais de meio segundo". escreveu: "É quase desnecessário frisar que. não pudemos começar imediatamente. viajando em canoa.36 sobre o fogo" de Kuda Bux (Um muçulmano da Caxemira) perante o Conselho de Investigação Psíquica. a fim de podermos ir até à torrente e tentar passear sobre a lava”. Para eles. Para dar-lhe maior evidência. mandei uma mensagem aos meus três amigos kahunas. pois precisavam vir de kauaí. o importante era a nossa reunião. pedindo-lhes que me encontrassem em Napupu. No caso a ser apresentado. notar-se-á que nenhuma destas explicações é adequada. Nada era tão . o pé inteiro não é posto em contato com o solo e. andando rapidamente. os quais haviam prometido deixarme "passear sobre o fogo" sob sua proteção. da Universidade de Londres. Napupu. Esperei alguns dias. Brigham — "eu estava em Kona do Sul. Brigham pela primeira vez. “Demorou uma semana até que eles chegassem. Brigham: O Caso: "Quando a erupção começou" — diz o Dr.

“E foi mesmo uma grande "luau". Quando a festa terminou. Tê-losia levado a todos. quando a ocasião chegasse. em Kileauea e a lembrança do calor em nada me encorajava”. Na manhã seguinte. queriam ir também. mesmo assim. no rescaldo de lavas antigas. tive de esperar mais um dia. as partículas pontiagudas e ainda quentes feriam seus pés. Tínhamos sempre de esperar até que um ou outro procurasse um lugar para sentar e remover do pé qualquer pequenina brasa”. se não fosse a minha incerteza quanto ao fato de que eu andaria mesmo sobre a lava quente. pois não .37 importante quanto conseguir um porco e fazer uma grande "luau" (festa nativa)”. “Na ida. depois de haver esperado uma tarde inteira. a fim de nos livrarmos de todos aqueles que. Caíamos nos buracos ou por cima de raízes. rumo às florestas superiores. mas. Havia visto estes três kahunas correrem descalços sobre pequenas torrentes de lava. Isto nos tomou algum tempo. “Entre as árvores e os arbustos estava tudo escuro como piche. Desistimos após certo tempo e deitamo-nos num túnel de lava solidificada. pois subimos o declive e enveredamos através de torrentes de lava já solidificada. durante o resto da noite. tendo ouvido falar do que se tratava. a minha caminhada foi árdua. até que um dos kahunas ficasse suficientemente sóbrio para poder viajar”. “Era já noite quando partimos. comemos um pouco de nossas ervilhas e peixe seco e depois saímos em busca de mais água. Metade de Kona se convidou a si própria. Os kahunas usavam sandálias.

formando a torrente. “Como de costume. a fim de dar uma vista d'olhos por sobre a lava. nas cavidades das rochas”. com o cheiro de fumaça de enxofre ficando cada vez mais forte. “A Piscina drenava-se na parte mais baixa. aqui e acolá podíamos ver através das fendas do solo a ignescência vermelha das. elevando-se num surdo estrondo. porém. chegamos à fonte da torrente”. sob um céu cinzento. A cratera quebrara-se justamente no lado da montanha. Cerca de três horas da tarde. Estas paredes mediam até mil jardas de largura e a lava quente corria entre elas. a torrente havia seguido atalhos ao Invés de vales e havia construído paredes laterais com a própria escória.38 existem nascente ou cursos d'água naquelas paragens e nós tínhamos de andar à cata de poças d’água pluvial. num canal lavrado na rocha”. descemos seguindo o fluxo da lava. Uma hora antes do pôr do sol. acima da floresta e a lava jorrava de várias aberturas. em busca de um local onde pudéssemos realizar a nossa experiência”. Aí então. prosseguimos subindo. Tínhamos sempre de evacuar os lugares onde chamas . A superfície de escória estava já suficientemente resfriada para que pudéssemos andar por sobre ela. “Escalamos aquelas paredes por diversas vezes e atravessamo-las. mais ervilha e mais peixe. até duzentos pés de altura. “A vista era grandiosa. substâncias em combustão na sub-crosta. “Até o meio dia. para depois cair e escavar uma grande piscina borbulhante”.

a lava vermelha corria como água. deixando para trás uma bela e plana superfície sobre a qual poderíamos andar. acomodamo-nos outra vez para a noite entrante. com a única diferença de que a água não poderia ficar tão quente e que a lava nunca produzia som algum. vimo-lo encher e esvaziar a sua piscina. naturalmente. Esse silêncio sempre chama a minha atenção. encontramos o que procurávamos. Em breve. as paredes anexas corriam em terraços planos. impediria o fluxo onde o escoamento começasse. Bem abaixo de nós. quando eu vejo uma torrente de lava.39 descoradas surgissem como jorros de gás. sem encontrar um lugar onde a torrente fosse bloqueada e o curso represado ainda que periodicamente. a obstrução seria forçada e a lava drenada. Aqui. fazendo com que a lava retrocedesse. “Estacionando ao lado do maior de três fluxos. O fluxo atravessava uma faixa de terreno mais nivelada. talvez com a largura de meia milha. “Descendo para a floresta. quando estivesse suficientemente endurecida”. uma enorme massa disforme de escória flutuante. mesmo quando se movia numa velocidade de vinte milhas por hora. O calor era intenso. Novamente. Enquanto a água tem de fazer o seu curso sobre leitos pedregosos e projeções ásperas. dentro de poucas horas. em meio da luz vermelha que se filtrava através da fumaça”. espalhando-se depois como numa grande piscina. mesmo em cima da parede de escória. descendo uma escarpa. a lava queima e . Na manhã seguinte prosseguimos e. com degraus abruptos de um nível para outro.

“Os kahunas tiraram suas sandálias e envolveram os pés em folhas de "ti". O mais leve pensamento de correr por sobre aquele inferno liso.40 destrói tudo. tanto em tamanho quanto em forma)”. no topo de uma haste. Era muito pior do que um forno. onde quer que se encontrem. que apareciam e desapareciam. nos mostravam que a mesma já estava bastante endurecida para suportar nosso peso. até o outro lado. em toda extensão. amarrando cerca de três folhas em cada pé. Crescem numa espécie de tufo. “Como nós queríamos voltar para a costa naquele mesmo dia.. e estavam todos prontos para entrar em ação tão logo a lava aguentasse nosso peso. os kahunas não perderam tempo. antes que o ferreiro proceda à submersão na cuba de têmpera. construindo para si um canal tão liso quanto à parte interna de uma peça de cerâmica”. quando atingimos o fundo. (As folhas da planta chamada "ti" são universalmente usadas pelos praticantes do passeio sobre o fogo. com bordas cortantes como a erva-serra.. Deveras desejei não ser tão curioso. assemelhando-se a uma vassoura. fez-me tremer. em Kileauea”. assim como acontece durante o resfriamento do ferro. corriam descolorações produzidas pelo calor. A lava estava enegrecendo na superfície. por toda a Polinésia. Possuem de trinta e cinco a sessenta centímetros de comprimento e são consideravelmente estreitas. . e lembrar-me de que eu havia visto todos os três kahunas locomoverem-se por sobre a lava quente. Eles haviam trazido folhas de "ti". mas. “Quando as pedras por nós atiradas à superfície da lava. os kahunas se levantaram e desceram pela parede abaixo.

usada nos trabalhos dos kahunas. envidei meus melhores esforços para descobrir o quê ou quem era.. Porém. deste modo eu nada faria. e eu digo acaloradamente porque nós todos estávamos quase assados. e. o segredo passando de pai para filho somente”. deveria tirar as minhas botas e os meus dois pares de meias. assim.41 Sentei-me e comecei a amarrar folhas de "ti" por fora das minhas enormes botinas com as solas fixadas a prego. Em minha mente. e que nós estávamos perdendo tempo conversando a respeito de coisas que um kahuna nunca põe em palavras. sorriram de maneira enigmática e disseram que. então.. A deusa Pele não concordava em salvar botinas do fogo e seria até um insulto se eu as usasse”. Eu sabia que não era Pele que tornava possível a magia do fogo. o kahuna "branco" deveria saber o truque de conseguir "mana" força de qualquer natureza. “Aguardei acaloradamente. Lembrem-se de que isto aconteceu numa época em que eu ainda participava da idéia de haver alguma explicação física para o assunto”. eu imaginava que os havaianos podiam passear sobre a lava quente com pés descalços. Se quisesse ofertá-las em sacrifício aos deuses. “O resultado foi que eu me sentei resolutamente e recusei tirar as minhas botas. naturalmente. “Os kahunas resolveram considerar as minhas botas como uma anedota. Eu não estava disposto a correr risco algum. a idéia não seria má. procedente do ar ou da água. pois. conhecida dos kahunas. eu poderia fazê-lo com as minhas solas de couro pesado para proteger-me. Como de costume. mas calosos. Sorriram o tal sorriso .

intercaladas de exaltações de algum deus ou deuses”. O calor era inacreditável. enquanto começavam o cantochão”. No mesmo instante. Prendi minha respiração e o meu cérebro parecia parar de funcionar. lembrei-me das minhas boas maneiras. o momento chegara. Eu era . oferecendo-me a honra de atravessar em primeiro lugar. Tudo o que eu pude aprender foi que consistia de pequenas e simples menções à história legendária. Súbito. eu estava inteiramente de acordo com o provérbio que diz: "Primeiro os mais velhos". corri. eu em segundo lugar e os outros lado a lado. uma distância de cerca de cento e cinqüenta pés. desde incontáveis gerações.42 amarelo entre eles e me deixaram amarrando as minhas folhas. “Quase fiquei assado vivo antes que os kahunas terminassem o cantochão. “Eu ainda não sei que espécie de loucura tomou conta de mim. Sem a menor hesitação. o que resultou na minha escolha de cair com o rosto sobre a lava ou começar a correr”. Um dos kahunas bateu na superfície flamejante da lava. porém. alguém me deu um empurrão. apesar de não ter durado mais que alguns poucos minutos.” “A questão foi resolvida de uma vez por todas. com a decisão de que o kahuna mais idoso deveria ir primeiro. Eu o observava boquiaberto e quando ele completava a travessia. Era a costumeira "conversa com os deuses". passada palavra por palavra. o mais velho do nosso grupo percorreu aquela superfície assustadoramente quente. com um maço de folhas de "ti". “Os cânticos eram em havaiano arcaico e eu não pude compreendê-los.

Se eu corri! Voei! Teria batido todos os recordes. dei com os três kahunas revoluteando numa só gargalhada. . Embaraçou-me repetidas vezes e diminuiu a minha marcha. enquanto apontavam para o salto e sola do pé esquerdo das minhas botas. Dei umas palmadas no fogo encoberto do tecido de algodão e. senti que estavam quentes. Finalmente. porém. as solas da minha bota começaram a queimar. Olhei para os meus pés e vi minhas meias queimando nas bordas enroladas do couro de cima das minhas botinas. Eu tive a sensação de imenso calor no meu rosto e no meu corpo. depois do que pareceram minutos. em chispa”.43 jovem nessa época e podia facilmente correr minhas cem jardas. Elas se enrolavam e encolhiam apertando os meus pés como uma tarraxa. Quando eu toquei a sola dos pés com as mãos. com os meus primeiros passos. porque os pés não acusavam tal sensibilidade. As costuras se abriram e eu me vi com uma sola perdida e a outra batendo atrás de mim. esta sensação eu a tive através das minhas mãos. que jazia queimado e fumegante sobre a lava.. “Esta sola batendo quase causou a minha morte. quase nenhuma sensibilidade nos meus pés. pouco mais há que eu possa narrar. porém. eu pulei para lugar seguro. mas não deveriam ter sido mais do que poucos segundos. ao levantar dos olhos. “Desta experiência. nem mesmo onde eu havia batido o fogo das meias”. presa a uma tira de couro unida ao salto”. “Eu também ri.. Nunca me senti tão aliviado em minha vida. contudo. pois eu me encontrava salvo e não havia nem sequer uma bolha nos meus pés.

Não foi trabalho fácil." Comentário: Eis aí a história do Dr. — "É magia". Apesar de haver tomado parte no meu passeio sobre o fogo. queimei bastante os meus dedos e eu havia tocado bem de leve na superfície. apesar de a lava estar muito mais fria do que aquela sobre a qual eu andei. fiquei mais impressionado do que no meu passeio sobre o fogo. voltei à teoria de que a lava. chegar a acreditar na possibilidade da magia. Levei anos para chegar a essa compreensão.. esta é a minha decisão final. Brigham. ainda sentia uma dúvidazinha bem dentro de mim. depois de longo estudo e observação. não tentou explicar o acontecido de outra maneira? O doutor sorriu. certamente. amarradas aos pés... uma vez resfriada. Em determinado caso.44 Nenhum dos kahunas apresentava uma simples bolha. em Kileauea. toquei-a com a ponta dos dedos. — Experimentei. esperei mesmo até que a lava se resfriasse até ficar completamente preta. "É uma parte da magia exercida pelos kahunas e por outros povos primitivos. Ao tentar empreendê-la calçando umas sandálias feitas de improviso. terem sido queimadas logo no início.” “Minha viagem de volta à costa foi um pesadelo. então. — perguntei — o Sr. sem dúvida. apesar das folhas de "ti". fiz experimentações com essa teoria.. de madeira verde aparada. poderia formar uma superfície porosa e isolante. o prezado leitor estará interessado em saber como este cientista tentou descobrir o motivo de haver conseguido fazer o que fez. quando havia pequenas torrentes. a respeito das minhas próprias conclusões. Agora." — Mas. e. Todavia. . para mim. Mesmo depois de estar bem certo. Por duas vezes. — ele assegurou. porém.

assim como alguém tira um pouco de melado numa colher de pau. não era sempre que acreditava na possibilidade de ter feito tal coisa. pela segunda vez. eu me deixei entusiasmar acerca da teoria da superfície isolante. experimente crer nisto. se você puder: As leis do outro lado são bem mais fortes. mas protegeu os seus pés. — Eu deveria aprender depois desta coleção de bolhas. Há um conjunto de leis naturais para o mundo físico e outro para um outro mundo. ainda assim. num contato momentâneo das botinas com a lava. que pudesse isolá-la. Neste caso. E eu teria de queimar um dedo novamente. de tal natureza que não protegeu o couro pesado das botas do Dr. em circunstâncias comuns. A lava era tão quente que.45 — E da outra vez? — perguntei. Não existia qualquer solução química para proteger os pés dos que andavam sobre o fogo. Não. retirei um pouco de lava quente sobre um pedaço de madeira. Não existia nenhuma camada de cinzas sobre a lava. o couro queimara-se até se reduzir a crispas. O calor era muito mais do que suficiente para queimar os pés. Notas Preliminares: . Eu sabia que havia andado sobre a lava quente. mas. Ele meneou a cabeça e esboçou um sorriso culpado. mas. pois. Caso Nº 2 Um prestidigitador que usava magia pura. Brigham. nada de errado existe. bem como em muitas outras coisas. velhas idéias são difíceis de demover. mesmo correndo. Quando. antes de ficar satisfeito. elas podem ser usadas para neutralizar e reverter às leis do lado de cá. E. Os kahunas usam magia no seu passeio sobre o fogo. temos um controle mágico do calor.

Consiste. a não ser para os que tenham inclinações e capacidade de aceitar uma declaração de fatos verídicos. ao invés dos supostos truques mecânicos. numa distância de três a seis pés. sobre a qual estavam uns poucos objetos que ele usava. Neste caso. na qual a verdadeira magia não era praticada. Uma barreira separava-o da assistência. era quando seu pequenino cão saltava graciosamente através de um pequeno aro embebido em . ou encher a boca de gasolina. nada dizendo a respeito da magia usada por ele. estamos interessados somente naquilo que eles fizeram e não em como fizeram. é uma pobre imitação daquela que passarei a descrever dentro em breve. A única parte de seu desempenho. A chamada "magia do fogo". tiveram a bondade de tentar explicar a sua arte para mim. Seu aparelhamento consistia numa mesa de pinho. geralmente apreciada no palco. nós universalmente acreditamos serem usados. Por agora. principalmente. Este cavalheiro e sua esposa ofereceram espetáculos de magia em Honolulu e. a magia real é.46 Surpreendente como parece. usada no palco. os quais. O caso: O mago do fogo de quem passarei a falar apresentou o espetáculo num pequeno recinto em forma de concha. às vezes. contando como haviam aprendido. introduzindo-o na boca. soprando os vapores à distância e acendendoos. de façanhas tais como segurar um cigarro aceso sobre a língua. temos um homem que viaja acompanhando um parque de diversões. nos circos e nos parques de diversões. sendo que isto se torna possível porque os vapores só queimam quando bem afastados dos lábios e depois de misturar-se com o ar. de maneira a evitar que o morrão toque a pele. mais tarde.

usou a chama para cortar barras de ferro várias vezes. Todos os movimentos eram executados vagarosamente. segurou-a com as mãos nuas e trabalhou com ela. surgisse vapor de fritura. Ele apanhou uma barra de ferro chata. dobrou-a para cima e para baixo duas vezes. entregou as barras e o maçarico à assistência para exame. até que ficassem como carvão em brasa numa das pontas. ainda mais pesada e aqueceu-a até ficar vermelha no centro. eram levados às chamas de um fogareiro a gás. Comentário: . Ele tomou seis destes pedaços de maneira. sem a menor tentativa de truque ou fraude. 5) Ele aqueceu uma barra de ferro até que a mesma ficasse em brasa. enquanto ela ainda estava borbulhando e expelindo vapor. parecendo não ter proteção ou método para extinguir o fogo temporariamente. regulou a chama num cone cortante verde-azul. ele introduziu a chama em sua boca inúmeras vezes. Tomou entre os dentes a parte em brasa e. 4) Ele acendeu um maçarico de solda comum. de uma maneira que qualquer outra pessoa haveria de ficar severamente queimada. mordeu as extremidades acesas e mastigou-as. As seguintes artes foram praticadas pelo mago em cada um dos dois espetáculos que eu testemunhei —: 1) Ele ferveu um copo d'água e bebeu-a rapidamente. segurando as extremidades da barra com as mãos. fazendo com que da sua língua nua. Sua boca permaneceu aberta ao máximo e a chama podia ser vista a brincar desde o bico ejetor do maçarico até quando atingia seus lábios. e. Tudo era feito numa sequência rigorosa e os espectadores animaram-se para experimentar o calor de cada objeto.47 óleo e em chamas. 2) Pedaços de madeira de pinho mole. 3) Levou barras de ferro ao fogo até adquirirem cor vermelha brilhante no centro e então passou a língua pela superfície repetidas vezes. Sem ajustar o maçarico de forma alguma. da grossura de um dedo. antes que o mesmo fosse posto em contato com a carne do mago.

fez com que eu os examinasse com bastante cuidado. assisti a uma conferência na Biblioteca Pública de Los Angeles.48 O dobrar da barra presa entre os dentes do executante. executado diversas vezes numa só noite. Outrossim. pois. exatamente antes do segundo espetáculo. a própria boca já era úmida. Hill. isto para nos assegurarmos de que nenhuma substância invisível. O resultado seria uma ulceração e os dentes teriam de ser extraídos. um dentista uniu-se a mim. Ele afirmou que o contato com tal calor mataria os nervos e destruiria os dentes em circunstâncias comuns. Apesar de ser este um dos "truques" do seu repertório. pois o ferro em brasa permanecera em contato direto com os dentes superiores e inferiores da frente. nem estes apresentavam qualquer danificação. Raspamos as bordas dos dentes com um canivete. Eram dentes fortes e não postiços. O orador era o Dr. John G. Questões sobre qualquer solução isolante do calor pareceram ainda mais improváveis. Professor de História Bíblica da Universidade do Sul da Califórnia. bem como produziria uma dor intolerável. estaria sendo aplicada. Antes da repetição do espetáculo. Caso Nº 3 Um Professor de História Bíblica Relata: Notas Preliminares: Em 21 de Fevereiro de 1935. os bordos dos dentes dificilmente reteriam tal revestimento. o esmalte dos dentes não estava partido. enquanto os nervos estivessem vivos. por um período de aproximadamente dez segundos. Este fato interessou-me grandemente. O assunto era "Passeio sobre o Fogo". Ele passara quatro estações nos Mares do Sul e ilustrou sua conferência com projeção . mesmo fina e transparente.

naquele momento. O Dr. obtendo os resultados que aqui vão relatados: Período de tempo. até que as pedras ficassem vermelhas como brasa. Narrou a sua viagem de Taiti para uma Ilha da vizinhança e depois catorze milhas por terra para apreciar um espetáculo de "Passeio sobre o fogo". dias mais tarde. Hill exibiu muitos filmes.49 de cenas que ele havia filmado. assim. As folhas de "ti" foram usadas na cerimônia para "tirar o pó" das rochas. Ele mostrou um nativo que havia sido forçado a andar sobre a rocha quente como num severo teste para provar culpabilidade ou inocência de uma determinada falta. o chefe da magia convidava seus visitantes para empreenderem a travessia sobre o fogo sob sua proteção. Um dos brancos juntou-se aos nativos que estavam aderindo. Uma grande vala fora escavada. bem como cenas do grupo andando em fila indiana sobre as pedras. Como ele ficou horrivelmente queimado. Hill e seus companheiros brancos examinaram o calor da rocha. durante o qual foi possível manter a mão a uma distância de um metro da rocha: onze segundos. a despeito das suas insistentes negações. Quando a cerimônia terminou. E ele andou sobre a rocha quente. o Dr. os nativos decidiram ser ele culpado. Hill afirmou que as pedras estavam quase em brasa. Os sapatos do cavalheiro não foram queimados de forma alguma. com o fogo ardendo entre elas por muitas horas. focalizando os pés e a rocha quente. O Dr. e. porém. As invocações a "Nahine (mulher) dos Céus" foram recitadas e então os executantes marcharam em redor da vala e fizeram sete travessias para frente e para trás. a pele começou a descascar. nem foram os seus pés. Enquanto o teste de calor continuava. Tempo necessário para que um feixe de ramos verdes e molhados começassem a arder depois de atirados sobre as pedras: treze minutos. preenchida com toras de madeira e pedras. . o calor intenso queimou o seu rosto de tal maneira que. ainda que paradoxal. não mereceu a proteção da "Nahine dos Céus".

se a magia dos negros os protegia.50 No final da conferência. O pé erguido foi visto mais tarde com uma enorme bolha na sola. Sem dar ouvidos aos protestos dos ouvidos aos protestos dos outros turistas. Ao argumentar com o mago encarregado. que. então. As dúvidas de costume foram suscitadas.. ficariam destruídos pelo calor. tentando.. evidentemente. Aqui um jovem branco. Hill reputou impossível. com certeza. quanto ao uso de alguma "solução oculta". concentrar na sua tarefa e manter constante a sua fé. uni-me a um grupo selecionado.. Por um momento. todavia. Hill responder às questões apresentadas. Subitamente. levantou o pé. o jovem rapaz tirou os sapatos e as meias. o Dr. Isto. como por exemplo. Mostrouse também positivo em recusar aceitar sua própria suposição como um fato. não fotografado. pela simples razão de que os sapatos do homem branco não haviam recebido tratamento algum e. Ele acompanhou o mago e estava continuando perfeitamente quando uma briga de cães começou bem ao lado da vala. O Dr. Hill responsabilizou-se pela veracidade destes dados. mas. Hill narrou um outro "passeio sobre o fogo" presenciado por ele. não quis fazer comentário algum sobre sua possível significação. o seu rosto readquiriu a firmeza anterior e continuou a travessia. o Dr. Respondeu que estava totalmente incapacitado de dar qualquer explicação. o seu Deus também o protegeria. Pediram-lhe alguma possível explicação para o caso. Num esforço para elucidar o mistério. Aproximou-se do local com expressão firme. para ouvir o Dr. este respondeu em tom amigável. declarou que. Ele apenas podia supor que deveria haver alguma forma superior de atividade mental usada. Comentário: . tido como "bastante místico". porém entre risos.. ele relanceou o olhar para aquela direção. porém. iniciasse à travessia sem receio. alguma forma que pudesse evitar que o calor queimasse. em circunstâncias comuns.

Ele carregava consigo uma . Doran Co. para descrever a melhor atração turista de Fiji. nada mais. encontramos. contém diversas e ótimas ilustrações de passeio sobre o fogo. fornecerei as seguintes fontes de informação escrita e fotografada: O livro "A Colônia de Fiji". a multidão e a vala. Como comentário sobre a influência da atitude científica. como ritual religioso em Burma Notas Preliminares: No Havaí. Caso Nº 4 O Passeio Sobre o Fogo. 1920). editado por A.A. Em meio ao enredo escrito por Jeanne Gowen. havia um inglês que viajara ao redor do mundo. poderão ser encontradas fotografias e descrições completas dos magos do fogo e seus trabalhos. Outro livro mais facilmente encontrado nas bibliotecas é o "Seatracks of the Speejacks".. apenas um único parágrafo. neste livro.51 Para os que não tenham tido oportunidade de ver os filmes noticiosos a respeito de "Passeio sobre o fogo". no ano de 1929. bem como do espetáculo em si. No livro de Herbert MacQuarrie. um capítulo inteiro é dedicado ao relato do passeio sobre o fogo e são ali mostradas cinco fotografias dos executantes. no que concerne a quaisquer publicações oficiais. durante grande parte da minha estada nas Ilhas. Este parágrafo oferece uma pobre afirmação dos fatos. mostrados em 1934. que eu possuía em Honolulu. Entre os meus clientes. Wright e publicado pelo Governo de Fiji. "Dias em Taiti" (George H. eu vivi de uma loja de arte e "kodak".

Se não tivesse o filme. na minha pequena sala de projeção. iluminando-se e movendo-se. eu próprio pensaria não ter visto esses espetáculos! O que vi é impossível! É contrário à natureza! Qualquer um dirá a você que isso não acontece. — continuou em tom solene — ligue o aparelho. as sombras com expressão de vida começaram a tomar forma.. agora em detalhes. Imediatamente. era impossível dizer-lhe aonde ir para conseguir fotografias de um kahuna desempenhando a sua tarefa de magia. Até contarei a você que. nada existia que fosse considerado fora de rotina e que ele pudesse filmar. para se poder esconder numa das sacadas e filmar o famoso e misterioso passeio sobre o fogo dos devotos da deusa "Agni". Evidentemente.. ele se aproximou de mim perguntando se. no Havaí. eu sabia de muitas coisas fora de rotina.52 câmara cinematográfica de 16 mm e estava sempre ansioso para filmar qualquer coisa fora do comum. ele foi ao hotel onde estava hospedado e trouxe os filmes. certa manhã. veja este filme que vou mostrar. Já o conhecia de alguns dias quando. Veja se pode acreditar no que a câmara apanhou. E me esforcei para mostrar surpresa e mistificação adequadas. o que vi e o que me foi narrado naquele dia. e eu vi com os meus próprios olhos ainda há três meses. ele mencionou o fato de haver oferecido propina aos sacerdotes de um certo templo em Burma. Puxei duas cadeiras e liguei o comutador. É uma boa coisa que eu faço. com todo o esfuziante entusiasmo de quem está para admirar a maravilha das maravilhas. Agora. O caso: — Você vê — disse meu amigo. contudo. No curso da nossa conversa. . Na tela armada no fundo da sala de projeção. — Não somente relato as coisa como também gosto de filmá-las. — Ele fez uma pausa para esperar que eu alinhasse o projetor. Solicitei que me contasse a história e me desse oportunidade de ver as cenas filmadas. — Bem. Transmitirei.

também. — Súbito. Teve lugar antes do ritual no paço do templo. Jamais demonstraram notar a multidão que afluíra. Grande honra! Empreenda a travessia uma só vez e você estará acomodado para o resto da vida. mas eles me tapearam. Parece que as esperanças de todos consistem em conseguir aprontar-se para um dia chegar a andar por sobre o fogo. Ali vai um grupo de candidatos que têm sido treinados durante anos para a iniciação do culto da deusa Agni. — explicou o meu novo amigo — é a parada... — Você teria imenso prazer em saber! E eu não o teria? — O que você acha? — pressionei de minha parte. — Vê esse sujeito? Ele é o tal que eu consegui afastar um pouco para conversar. ele apontou para a tela.. todos eles parecem estar com o pensamento firme em alguma coisa. para conseguir seus empregos. Bela escolha. eu quero dizer que ele teve o . Estranhos mendigos aqueles negros. É que. O que eles queriam que eu acreditasse era que o deus deles guardava os pés dos puros e dos sagrados para que não se queimassem. — Como é que eles fazem isso? — perguntei eu. — Não era como a maior parte dos outros mendigos. eu acho. você passará a ser tido na conta de sacerdote ou semi-deus.53 — Aquilo.. sempre desconfiados e odiando caras brancas. louca de entusiasmo. Disseram que a religião deles era a única verdadeira e que o passeio sobre o fogo provava isso. com o adjetivo "esperto". apenas para admirá-los. mais ou menos ao tempo em que a parada estava marchando por toda a cidade. então. Realmente bastante esportivo. — O que você quer dizer com isso? — aventurei. À medida que marcham. Disseram também que nenhuma outra fé religiosa possibilitava aos devotos andarem por sobre o fogo. Veja as expressões esquisitas dos seus rostos. enquanto apreciava a longa parada a se mover com todo o seu aparato oriental. Todos os sacerdotes do templo tiveram de andar através do fogo. e era esperto. — Como poderia saber? Tentei arrancá-los dos sacerdotes. Os que ainda não eram suficiente e completamente puros sairiam queimados. E.

começavam a espalhar a fogueira. Dei mais alguns donativos para a igreja e ele foi embora. — Filmei a cena inicial e final de espalhamento e remoção das brasas. Pouco abaixo de nós e num dos lados.... quando lhe disse que gostaria de estudar a sua religião para ingressar nela. — Vê? Agora eles já terminaram o serviço e estão alisando a cama. A cena da tela mudou subitamente e a parte interna do paço do templo apareceu. fiz com que o dinheiro tilintasse no meu bolso e ele passou a ouvir-me seriamente. — gritou o meu amigo inglês. — Talvez ele tenha mesmo tomado a sério o seu caso. quando a cena mudou. tratei de pôr mãos à obra imediatamente. ainda observando a parada que continuava a passar na tela. mas.. Ele me agradeceu e mandou que o encontrasse daí a pouco. Insisti em oferecer um bom donativo para a sua igreja ali mesmo. e quando eu lhe disse que ingressaria na religião e que pagaria bem se tivesse permissão de ver o passeio sobre o fogo com os meus próprios olhos. — continuou ele. talvez.. então. estava uma enorme pilha de carvão vegetal.. que ardia irradiando intenso calor. — ponderei. aquele. Cerca de seis polegadas de profundidade. conforme eu próprio via.54 grau de astúcia necessária para fazer de conta que acreditava em mim.. — Não era tolo. pensei que ele fosse desatar a rir na minha cara. formando uma estreita e longa plataforma de brasas. uma pequena abertura para a lente e outra para o visor. Tinha. não. A princípio. ele aceitou a minha intenção.. Logicamente nada disse a respeito de trazer comigo a minha pequena câmara de filmar. Era um vasto recinto circundado por altas paredes. na cortina. cinquenta pés de comprimento por cinco de altura. — Foi aí. Ouviu o tilintar do dinheiro. Minha câmara estava carregada e pronta e. Em um minuto. eu arranjei. munidos de ancinhos. Ele me levou a uma sacada e me escondeu atrás de algumas cortinas de bambu. O carvão havia . numa porta lateral do templo. — Encontrei o meu sacerdote e entrei com a minha câmara sem que ele soubesse. Homens.

observe aquele portal.. Quarenta e três. Os candidatos agruparamse num canto da plataforma de brasas faiscantes.55 estado a queimar durante dez horas. Eu sabia que a procissão estava para chegar. as autoridades mandam-nos acompanhar os ritos. Atrás deles. imbuídos que estão das suas mais polidas maneiras. não muito profunda. todos em grande entusiasmo. mesmo lá atrás da cortina de bambu que eu quase não podia suportar. Comecei a filmar quando ouvi barulho do lado de fora. pois as mulheres são pecaminosas demais para chegar a ficar purificadas. Todos os candidatos são homens. parece que caminham para o chá da tarde. Quente como o Inferno! Estava tão quente. E veja como os espalhadores têm de trabalhar com os rostos afastados e como eles têm de virar os corpos de lado para lado. Não pertencem ao templo. Os sacerdotes circundaram o fogo e foram ao encontro de um outro grupo de seis que vieram do templo e estavam tomando seu lugar no lado oposto do braseiro. disse-me o tal sacerdote.. São encontrados em todas as possessões inglesas. E veja seus rostos. Muitos dos homens já são idosos. seis pés de largura. estava um azorrague com inúmeros relhos. eu contei. Conforme observei. porém. Media. porém. para manter a ordem. Nas mãos de cada um dos seis. Você os verá exercendo o cargo daqui há pouco. Entre eles e o fogo havia uma faixa divisória cheia d'água. estendendo-se por todo o lado da plataforma flamejante. quatro polegadas de profundidade e dez pés de comprimento. Os Sikhs moveram-se vagarosamente através do povo. constantemente. — Para que são os chicotes? — perguntei. sulcada no próprio pavimento. uma pequena multidão de homens. Aqueles sujeitos grandalhões de uniforme são os guardas "sikh". Calor selvagem! — E agora. Ali estão eles! Sacerdotes à frente e candidatos a seguir. cassetete em punho. nesta cena. a procissão penetrou no paço. aproximadamente. mulheres e crianças. — São para manter os executantes fora da água? . para não ficarem tostados.

O que estava vendo. deixem de pensar na queimadura dos pés. sim. Eu prendi a respiração.. Com passo firme e seguro.. o término daquela medonha caminhada chegou. usavam apenas tangas. caminhou calmamente para o braseiro. não tire os olhos da tela. À medida que observava cheio de pasmo. Saindo da plataforma incandescente. Porém... Os cruéis açoites fustigaram por três vezes aquelas costas negras e nuas. embora por um segundo. tornavam-no um tanto místico e irreal. Vê? Todos estão orando agora. simplesmente esperavam. Deram-me arrepios. deixando-as cortadas. um velho corcunda ergueu a mão como se estivesse a cumprimentar alguém entre a multidão na retaguarda.. fazendo com que ele parecesse mais uma aparição do que um homem. Dois . Não tomavam parte nas orações. — Nem o açoite os fere. Mas. A câmara voltou à projeção da cena do grupo silencioso dos candidatos.. era qualquer coisa de velhos costumes ou tradições. — apressou-se a responder. Como vestuário. — Parece que quando eles saem do fogo e pisam na água. Cruzando as mãos e levantando o rosto como num apelo ao Céu. As ondas de calor que o envolviam. onde os sacerdotes o esperavam. não entendi o que ele tentou explicar-me. no mesmo instante. desaparecendo logo depois. era uma impossibilidade. finalmente. para que. meu assombro tisnava-se de dúvida. os sacerdotes têm de bater-lhes. ele avançou através do fogo. muitas vezes.. fazendo uma porção de encenações engraçadas e tolas. dois sacerdotes seguraram-no pelos braços. Voltou-se e andou vagarosamente até a passagem que dançava e flamejava ante ele. o velho pisou dentro d'água e. nem o fogo os queima. O velho torcia-se de dor. contudo.. Sempre em frente ele caminhava. Estão orando à deusa Agni para proteger os puros e queimar os impuros. não é? — inquiri.. Mal podia respirar diante do que via. Então. nunca mudando as passadas. rumo à extremidade oposta...56 — Você verá em breve. Deixam as costas cortadas. — Os açoites.. Seus pés deixavam marcas negras que diminuíam lentamente. Indaguei ao sacerdote.

. Súbito. saltou no ar. havia entrado no fogo. rapidamente. Levantaram-no depois. E os açoites caíam sibilando. no momento que ele pisava sobre as brasas. ele começou a vacilar. O trote aumentou em velocidade. voltaram aos seus lugares. — foi a abstrata resposta. — disse uma voz grave à altura do meu cotovelo. Era um homem de meia idade e magro. mas. No mesmo instante. sentando-o num banco junto à parede. erguendo a face de maneira a desviá-la do calor. Um velho. afocinhou de maneira selvagem e caiu de uma vez. saltou freneticamente dentro d'água. Seu rosto estava voltado para os sacerdotes à espera. Sua cabeça tombou para trás. — Aquele segundo homem estava queimado? — hesitei. Apenas três saíram queimados de todo o grupo. Nem bem saltara já os látegos brandiam. Trabalharam freneticamente rolando o corpo fumegante para fora. Suas mãos estavam estendidas para o Alto. Na metade do caminho. com brasas aderindo à carne queimada. — Olhe para este! — ordenou o meu amigo. quando o candidato chegou ao fim da superfície chamejante. e. ele passou a andar mais e mais depressa. acenaram com a cabeça e. Examinaram seus pés. Depois dos primeiros passos. como implorando auxílio. postaram-se à beira do braseiro. carregando-o prontamente. conforme se atirara nos braços fortes dos dois sacerdotes. transformando-se numa verdadeira corrida. — Estava morto antes que o tirassem. O passo apressou-se ainda mais. as passadas degeneraram num trote ligeiro. Continuou hesitante. — Não. Dragaram-no perfeito. A câmara focalizou o candidato seguinte. A câmara rodou e focalizou outro candidato.57 outros sacerdotes conduziram-no às pressas para fora. as mãos fechadas balançavam ao longo do corpo. Uma jarra d'água foi derramada sobre o corpo ainda em forma. Com longas e rápidas passadas ele deu início ao seu teste. forçando o executante a manter-se dobrado. assistentes munidos de longos ganchos à guisa de dragas. muito fraco e muito encurvado.

A câmara acompanhou-o até que ele pusesse a criança de pé e a encaminhasse para longe do fogo. O menino. Estaria louco? — Ele o conseguirá. olhe. pois o clarão do fogo aumentava e diminuía. a película começou a mudar de cena para cena rapidamente. De repente. aparecia vagamente. agora. Mas. — explicou uma voz junto ao meu ouvido. dentro d'água. apanhou um outro candidato no lado oposto. junto à parede.. deliberadamente. Uma das mãozinhas descansava calma e confiantemente no ombro nu do homem. A criança não aparentava sinais de medo ou receio. Pisou na água. o homem chegou ao fim com passadas firmes. Suspirei horrorizado. por um momento: — E não pararam. vê aquele Sikh? Está vendo o que aconteceu? O povo enlouqueceu. O sacerdote disse que ele não voltará a andar. outras. Um sinal conectivo passou pelo projetor e a câmara começou a mostrar um homem sendo castigado. Agora. O garoto tinha pouco mais de seis anos e vestia uma tanga somente. gritando.... em seus braços trazia um menino. Afundei novamente na minha cadeira. apanhei mais um dos que se queimaram. sublimado pelo triunfo. E o homem prosseguia sempre e sempre. Este acabara de entrar no fogo e.. Ali vai ele! Do lado de fora. E ele ergueu o menino bem alto para que não fosse atingido pelo chicote. de maneira mais clara.. Porque uma criança haveria de ser posta em perigo? O que aconteceria se aquele homem tão alto e tão magro caísse? Mais uma vez.. Não adianta bater-lhe. num . por vezes. Nunca se apressando ou descuidando. tendo esquecido de meu amigo. Os homens corriam ou andavam uns poucos passos sobre o fogo e desapareciam. prendi a respiração. continuam sempre. de acordo com as correntes de ar.58 E eu comentei sorrateiramente. — meu amigo deu-me coragem. observe isto. Um só açoite caiu sobre suas costas. E o homem parecia não querer correr. — Acabava-se o meu filme. Súbito. O seu gesto deixou transparecer algo semelhante a um grande amor.. — Apenas focalizei as cenas mais importantes.

— E eu não estava! — exclamou. não pode superar a idéia de que exista. Isso convence. — respondi sinceramente. Vê aqueles Sikhs com os cassetetes? O que seria se eles não estivessem lá para conter a multidão? O povaréu se arrastaria para o fogo! Ouviu-se o "click” do filme dentro do projetor e na tela.. — Um tanto transtornado. como poderiam os pedintes usar qualquer coisa mais nos pés. Você fica tonto. eu teria entrado para o templo. A película chegara ao fim. nisso tudo. — Vi isso com meus próprios olhos! Por um pouco. O meu amigo acenou com a cabeça vagarosamente. qualquer coisa mais do que um simples truque. É como ter visto um fantasma ou coisa que o valha. E como somente alguns se queimaram. Comentário: Neste caso.. brincaram o branco e o preto.. curioso. só para descobri-lo. se não se está completamente errado.59 frenesi de fanatismo religioso e querem todos experimentar andar sobre o fogo. — Então você realmente acredita que é um truque? — perguntei. — Quê mais pode ser?. — Quase entrei para o templo. — sugeri. parece que os sacerdotes não usaram magia em nome dos executantes.. o que está atrás de tudo isso. se todos usavam a mesma proteção nos pés? — Talvez eles saibam melhor do que nós... Não pode voltar ao equilíbrio antigo.. Você não pode concatenar as idéias. porém. Seguiu-se um longo momento de hesitação.. que não se gastasse ou saísse depois de desfilarem descalços durante meio dia?. deixaram que eles usassem suas próprias forças tanto quanto . Durante uma semana. lutei para esquecer.. Perguntase a si próprio.. Mas. — Como se sente? — perguntou o inglês.

os viu trabalhar e a descrição das suas façanhas oferece-nos a cena costumeira da rocha quente. Como consideraremos. eu apresentarei agora um breve caso a respeito dos descendentes dos chefes caçadores Igorotas. ramos verdes nas mãos e pés nus pisando em pedras intensamente quentes. porém. vemos os descendentes do pequeno povo de pele negra avermelhada. Eles também sempre foram chefes--caçadores. usando a magia do fogo com o mesmo sucesso dos seus ancestrais. Tornou-se evidente que alguns não eram ainda bons magos. afora qualquer significação religiosa do problema. Uma emboscada ao inimigo para decepar-lhe a cabeça não é ação que os devotos de Burma considerem como ajuda à "purificação". o Sr. Comentário: Este caso é principalmente importante para mostrar que os chefes-caçadores praticaram o passeio sobre o fogo e a arte foi transmitida até os Igorotas de hoje. sem resultantes queimaduras. eventualmente. desde séculos. os Igorotas praticam o passeio sobre o fogo. Aqui.60 podiam. Meu amigo. Notas Preliminares: Nas Filipinas. Caso Nº 5 Os descendentes provam que seus chefes caçadores ancestrais. na sua relação com a habilidade de desempenhar a magia do fogo. George Dromgold. os Igorotas parecem não estar a par disto. um ponto muito importante com referência à natureza da "purificação" dos pecados. praticavam o passeio sobre o fogo com segurança. .

embora em segundo lugar. por causa do artritismo nos joelhos. porém. notadamente o caso de um ricaço americano. mais prática: a magia do fogo para curar certos tipos de moléstia. Caso Nº 6 Um curador Japonês usa a Magia do Fogo. é o fato de que a magia pode ser praticada em países civilizados. A sua especialidade era o tratamento da artrite. Ele anunciou suas forças e começou a prática de curar. elas queimariam a carne. Ele aquecia as pedras a tal ponto que. Pelo uso da magia — de conformidade com o que mais tarde admitiu em Juízo — as pedras poderiam ser acamadas em redor de uma juntura afetada e a doença curada. chegou a Honolulu um japonês curador. em circunstâncias comuns. longe da planta favorita chamada "ti". o qual não podia andar desde vários meses. que é tão vastamente usada em cerimônias desta natureza por toda a Polinésia. recuperou o completo uso dos joelhos. aplicado pelo curador japonês. deveremos observar uma forma menos propalada.61 Também relevante. Notas Preliminares: Nos casos passados tivemos as duas melhores formas conhecidas de magia do fogo. O caso: Em 1928-1929. Para uma terceira. Comentário: . Após o tratamento com as pedras quentes. Havia inúmeros casos tratados por ele com sucesso.

a multa vai até mil dólares e um ano de prisão. Mais tarde. Depois de haver praticado a magia. Existe ainda uma outra parte da lei que classifica o kahuna como charlatão. Se houvesse qualquer fraude por parte do japonês curador. ou. Para estes. os inconcludentes testes do passeio sobre o fogo. seria necessário que o curador mostrasse como os truques eram feitos e isto era qualquer coisa impossível. porque os respectivos autos são preservados como documentos forenses. imputando-lhe a pretensão de querer passar por legítimo kahuna. A magia não é admitida em nenhum foro civilizado. feitiçaria. Foi multado e preso como kahuna. o japonês foi detido por instigação dos médicos. recebendo dinheiro por causa de afirmar que possui forças mágicas. (ananna. O tribunal que o julgou não estava interessado em evidenciar-se ser o tratamento eficiente. Ele admitiu que havia usado pedras quentes na cura. Sumário: Sob a classificação de "imunidade contra o fogo através da magia". o japonês alegou que estava praticando magia e não medicina. Isto foi o bastante. uma vez provada a sua prática. quando o dos médicos locais não era. foi deportado. levados a efeito um pouco antes da Segunda Guerra Mundial. todavia. concernente à cura através do uso da magia. simplesmente. como nunca receitara medicamento algum. huunauna ou humanamana — termos que descrevem a prática dos kahunas havaianos) ou outros métodos supersticiosos ou fraudulentos. uma vez que os truques não existiam. prevê: “Secção 1034 — Sortilégios — Penalidade: Qual quer pessoa que tentar a cura de outra pela prática de sortilégios. durante algum tempo. Em sua defesa. outra vez. por admitir ser um kahuna. só porque insistiu em afirmar que usara magia verdadeira? Logicamente. deve ser mencionados. para negar a sua magia. Harry Price e seus  A lei do Havaí. .62 Este caso é importante para os nossos estudos e provas. não seria mais razoável que ele as admitisse do que preferir ser preso por tempo mais longo. pelo Sr. em Honolulu. uma multa nunca menor do que cem dólares ou prisão que não exceda seis meses de trabalhos forçados”. a alegação contra ele foi a de ser kahuna. hupiopio. sofrerá. Foi processado por estar praticando medicina ilegalmente.

Price. telepatia. sem chamuscá-los. Nos primeiros relatos impressos sobre os testes feitos com Kuda Bux. Aproximava flores frescas das labaredas. narra alguns destes e outros assuntos de magia. ela. pode-se ver que os homens brancos ficaram severamente queimados. cujas façanhas. Embrulhava as brasas em lenços de fino linho. Todas as ações supranormais devem ser consideradas como magia. Um livro sobre a sua vida e experiências. pelo menos por um dos brancos presentes. escrito recentemente. cautelosamente. costumava. . Home. soprando-as até mostrarem um calor quase branco. O famoso médium D. dúzias dos quais têm sido estudados e relatados. presumivelmente ao dizer tal oração. obtida através de uma oração junto a um ser sobre-humano ou através da intercessão de um "espírito humano desencarnado". puderam as mesmas ser repetidas com segurança. tirar brasas vivas das lareiras segurá-las com as mãos nuas. quando o grupo Price fez experiências com outro hindu. refutou suas afirmações a respeito do teste de Kuda Bux. uma pequena imitação do espetáculo oferecido pelo hindu. incluindo até o uso da "oração da morte". A imunidade contra o fogo. supunha se que a imunidade contra o fogo era obtida através da intercessão de "espíritos". quando tentaram. Nestes casos. que se dizia um mágico do fogo. Mantinha a sua cabeça coberta por espessa cabeleira. sem deixá-las murchar. D.63 associados. entre as chamas da lareira. em Londres. não deixa de ser o resultado de uma ação supranormal — é magia. às vezes. tais como. Mais tarde. pode ser encontrada nos anais das Pesquisas Psíquicas. sejam elas casos de cura instantânea ou mesmo produção de fenômenos psíquicos. por três vezes. aliás. dado o fracasso ulterior de Hassan. não eram tão fora do comum. sem queimar um só cabelo. Outra fonte excelente de dados sobre a imunidade contra o fogo. previsão.

D. Motricidade e suas origens. Home — Dr. Aumakua dos dois sexos a quem se faz prece? Natureza básica da magia. Casos de fenômenos psíquicos. Mésmer e o magnetismo animal. A força usada para mover os objetos. Hereward Carrington. Barão Ferson — D. . matéria invisível. força. Mana: força vital ou eletricidade-magnetismo. Níveis acima e abaixo da consciência. O rito Huna é uma psicologia aplicada. A força vital no hipnotismo. A mente humana e suas limitações. Objetos carregados de força vital. Caso 7: os três invisíveis atrás da magia: consciência. Todas as religiões estão impregnadas de magia. bem como algumas das suas aplicações. A força vital em terapêutica — passes magnéticos. Aumakua: a super mente ou anjo guardião. Nandor Fodor. Dr. Magnetismo. Acúmulo de força vital.64 CAPITULO III A incrível força usada na magia. de onde ela provém.

O elemento religião foi diminuto.65 CAPITULO III Antes de iniciar a explicação de como o passeio sobre o fogo e outras artes mágicas são executadas. A magia é o exercício das forças imanentes e a religião é a subjeção com a força transcendental". A oração é magia. da Criação.. foi o que denominamos psicologia aplicada.. Todas as religiões misturam-se com magia. eles não partilhavam do conceito de um Deus pessoal e patriarcal. Religião é Adoração a Um Ser Supremo. Os kahunas ensinaram que a mente humana não está capacitada a entender uma forma de consciência superior que não seja semelhante à sua própria. todos os esforços humanos para imaginar as características de um Deus máximo e . Magia é obter alguma coisa de fontes supra-normais. enquanto traziam essas lendas para a Polinésia. Enquanto os kahunas recebiam da fonte comum de tais lendas — O Vale do Nilo e terras vizinhas — as histórias de Adão e Eva.. através do uso de três elementos invisíveis. por isso. escreve: "A magia é uma forma especial de inter-relação entre forças finitas. O Segredo. ou corpo de informação transmitido de algum mágico para outro. seja agradável ou desagradável. do Dilúvio etc. Tudo o que fazemos para obter benefícios para nós próprios nesta vida ou na próxima é parte da magia. em quase toda a sua totalidade. os quais ainda são quase desconhecidos na psicologia moderna. Professor de Teologia Filosófica. é aceitação de tudo quanto Ele nos dá. a religião é a relação humana com a força e o valor infinitos. Paul Tillich. algumas particularidades acerca das crenças religiosas dos kahunas devem ser narradas. principalmente se aceitarmos as definições técnicas de religião no melhor e mais moderno sentido. O Dr. na "Union Theological Seminary".

tenta oferecer-Lhe propinas com sacrifícios ou austeridades sacrificiais. mesmo quando permanecemos incapazes de partilhar daquelas profundezas. paternal. ao subirmos na escala de inteligência. mais do que o nosso próprio mundo é para um peixe do mar. Eles acreditavam que deveria haver uma Suprema Fonte Criadora. Neste nível. suas orações não eram para Essa Fonte. Ela pode ter apenas uma vaga idéia.66 supremo seriam perda de tempo. um dos quais. o Espírito Paternal . por causa de ser considerado como uma grande parte de nós mesmos. se é que tem de uma vaca que por ali passa a pastar. quando acreditar que existe um Supremo Ser. do reino da terra e do ar. não obstante. o favorito. finalmente. Os kahunas. supondo que havia níveis sobre níveis de consciências acima da do homem. Sendo "paternal" o "Aumakua" era considerado como um espírito composto de dois elementos formando um par: masculino e feminino. o mundo invisível dos espíritos ou seres espirituais. Sem embargo. Embora não possa pintar Esse Grande Homem. procura obedecer aos comandos que imagina haverem sido impostos pelo Homem Supremo. somente poderá imaginá-lo como um outro homem. E a tal vaca poderá ter uma idéia muito superficial da natureza que a cerca e dos motivos da existência do vaqueiro. Significa: "Espírito mais velho. podemos reconhecer e compreender os peixes nas profundidades submersas. por exemplo. O peixe dificilmente estará a par de um mundo acima do seu reinado de água. é para nós. E o vaqueiro. existia o que nós poderíamos chamar de super-consciência da mente. De modo idêntico. Todavia. digno de total confiança". e. dedicaram pouca atenção a outro nível que não fosse aquele imediatamente acima do nosso próprio. assim como é o consciente ou o subconsciente para o modo moderno de pensar. ora a Ele na esperança de receber favores. ele O teme. Criador do Universo. Tome-se uma flor. era "Aumakua". nós. adora-O. Deram-lhe diversos nomes. a não ser nos mais vagos termos. como um local adaptável à nossa vida. Todas as orações e ritos eram ofertados a este duplo espírito. como existem níveis abaixo dele.

Muito logicamente. A relação que havia entre ambos era a de amor e confiança mútuos — a relação que existe entre pais e filhos. Não emitia ordens para os mais abaixo. nem céu. a qual poderá ser posta em ação. DAVA RESULTADOS. Não podemos orar pedindo a imunidade contra o . nem salvadores. sim." Na verdade. Devido a esta atitude sensata.. os kahunas ensinavam que se fossem necessárias orações a Seres Mais Elevados. Quase todos nós oramos para receber bênçãos das mais variadas espécies.. se soubermos os métodos adequados. Eles não tinham. O sistema pelo qual a magia era praticada não deixou claros a serem preenchidos quanto à natureza filosófica para os kahunas. portanto.. este ritual antigo é de grande importância. nem salvação. pois possuíam um sistema que. Nenhum sacrifício era feito por ele. nem possuíam livros. AMADO. Embora pouquíssimos de nós tenhamos o desejo de passear sobre o fogo. os kahunas permaneceram simples e livres dos dogmas estabelecidos pelos homens até um grau verdadeiramente surpreendente. O conhecimento do Segredo oferece resultados definitivos e imediatos muito superiores aos que conseguimos. Eles iam diretamente ao assunto. Deus.67 não era simplesmente adorado — era. intercedendo sempre que não fôssemos capazes de fazer qualquer coisa sozinhos. nem inferno. Nenhuma propina lhe era ofertada. Sua linguagem nunca foi escrita até os tempos modernos. porque a nossa mente ainda pertence a um nível inferior de habilidade. E podiam se dar ao luxo de assim proceder. de fato.. Um sistema prático e simples deixa pouco espaço para rodeios e especulações dogmáticas. porque é uma demonstração clara de que existe uma força mágica. e nenhuma religião revelada com livros nos quais houvessem sido escritos palavras como: "Assim falou. o Espírito Paternal saberia quando elas eram precisas e como fazê-las.

entre nós é conhecida como força vital. e. à medida que ela se desdobra aos nossos olhos. as explicações dos kahunas também cobrem grande parte do que não tem sido explicado no campo da Pesquisa Psíquica. antes de entendê-la Ele me havia dito para observar que (1) uma forma de consciência usava (2) alguma força. lembrar-se-ão os leitores. com as quais poderemos medir toda a magia. através da qual a força vital age. Observemos como eles se aplicam sempre cada vez mais à magia. Caso Nº 7 Misto Os Três Elementos Invisíveis da Magia. é chamada de "aka" ou "Corpo essencial sombreado". A força que ele usa neste trabalho é chamada de "mana" pelos kahunas. "força" e "matéria invisível". "consciência". dão-nos as três fitas métricas. É de natureza elétrica e apresenta fortes qualidades magnéticas. Brigham. Os três elementos. começarei a minha apresentação do "Huna" (Segredo). O "Aumakua" ou super-consciência é a consciência responsável pela imunidade contra o fogo. Como nós já sabemos que existe a tal coisa denominada força vital. Será necessário dizer mais sobre o valor que representa para nós o estudo do conhecimento antigo? O Dr. havia analisado a natureza básica da magia. e depois prosseguirei mencionando outros que os kahunas conhecem e explicam melhor. e (3) manipulava essa força através de alguma espécie invisível de matéria física. Notas Preliminares: . frisando alguns dos pontos que nós já conhecemos quanto ao uso e natureza desta força. A substância invisível.68 fogo e obtê-la. Como poderá ser visto.

o qual. A segunda forma de consciência é aquela do tipo de ser super-consciente. e nós nos pomos. quando colocamos nossas mãos sobre a mesa e algum ser invisível é quem bate ou quando a própria mesa é levitada. praticamos um ato semelhante ao do cão que abana a cauda.69 A fim de apresentar um quadro detalhado e claro do material em discussão. com todas as nossas mãos sobre ela. Seu trabalho é caracterizado pela transformação de um objeto numa forma invisível. Se provoca ruídos e bate com as coisas ao redor. sem que qualquer mão humana se aproxime. Contudo. Os Casos: A maior parte dos caso que citarei em meu relato. e. movimentam-se dos seus lugares. Quando colocamos nossas mãos sobre a mesa e tamborilamos os dedos. A primeira destas duas formas de consciência é o "fantasma" comum. citarei os mais bem conhecidos tipos de fenômenos psíquicos. quando a mesa ou quaisquer outros objetos. No momento. trataremos principalmente da "FORÇA" usada para causar tal movimento. Outrossim. serão retirados da Enciclopédia de Ciência Psíquica. a começar pela tiptologia. Nandor Fodor. um livro monumental e autorizado do Dr. antes de movê-lo. se o movimento é de modo a indicar a presença de um fantasma racional e adulto. de maneira desconexa e infantil. movimenta-o através de muitas milhas. dá-se o nome de fenômeno psíquico. compilou e estudou todos os . então é como se a cauda abanasse o cão. até a despretensiosa analogia falha por completo.. Este tipo de movimento será discutido mais tarde. com uma outra das duas formas de consciência envolvida na magia. cara a cara. trata-se daquilo que os alemães chamam de "poltergeist" ou fantasma barulhento.. erguida no ar. Porém. às vezes. a menos que seja especificamente afirmado serem eles provenientes de outras fontes. juntamente com o seu grupo.

é um problema um tanto sério". William Crookes. Em suma. a Sra. e. "Força Psíquica". fazendo com que todos os copos balançassem e com que os pratos. Gambier Bolton. Elgie Corner (Florence Cook. médium famosa e muito estudada). ouviam-se pancadas e batidas em vários pontos da sala. bem como as narrações de fenômenos psíquicos. passou a mesa a girar e a oscilar de lado para lado. A sua apreciação de opiniões e hipóteses foi sensata e sábia em ambos os casos. no seu livro. colheres e garfos se pusessem em movimento. tomar uma refeição com a Sra. Elgie Corner. (B) Os Casos: O Sr. facas. durante os cem anos anteriores a 1933. Depois. nas suas "Pesquisas". estava ocupada a comer e a beber. em algumas ocasiões indo ao exagero de inclinar-se sobre uma extremidade ou sobre um lado. na residência de uma determinada pessoa. (A) Um pesquisador famoso. Corner num restaurante público. escreve: "Durante uma qualquer refeição em companhia da Sra. — sendo que ambas as mãos estiveram invisíveis durante todo o tempo — a pesada mesa do jantar começou primeiro a tremer. Nenhuma fonte melhor e mais compreensível será encontrada em qualquer biblioteca deste ramo de ciência. Durante todo o tempo.70 relatórios disponíveis. escreve : . enquanto ela.

o grande psiquiatra e criminalista italiano. descreveu em "La Stampa". As garrafas estavam arrumadas em seis divisões. uma acima da outra. uma cadeira de braços movimentou-se em direção ao local onde estávamos sentados e voltou vagarosamente para onde estivera (numa distância de aproximadamente um metro linear). Já são bastante numerosas. primeiro em completa escuridão e ouvi o barulho de vidro quebrado e garrafas rolaram até meus pés. Em três noites sucessivas. Por todos quantos estavam presentes. etc. de Turim. uma cadeira foi vista moverse vagarosamente desde um canto distante do aposento até à mesa. as suas observações numa adega. sem que o médium os tenha tocado. para responder a quaisquer objeções que pudessem surgir para evidência. de pé no chão. C) César Lombroso. enquanto meus pés estavam suspensos do solo. A minha própria cadeira foi parcialmente girada. eu vi três garrafas vazias. Em outra oportunidade. têm-se movido. na ausência de qualquer pessoa viva. Escreveu ele então. rolarem como se tivessem .. Porém. as garrafas de vinho eram frequentemente quebradas. No meio estava uma mesa rústica. supondo que os fenômenos dos espíritos cessassem à claridade da luz.71 "As ocasiões em que corpos pesados. Farei breve menção às mais concludentes. em condições especiais previstas por mim. "Fui à adega. sofás. onde. tais como mesas. sobre a qual eu colocara seis velas acesas. cadeiras. a pedido meu. uma pequena mesa atravessou vagarosamente a sala. ao contrário.

seis delas foram quebradas sobre o assoalho já ensopado de vinho. ouvi que mais uma se quebrava”. dividir-se-ão em três partes. com relação a tais casos. não de repente. Primeiramente. Enquanto nenhum esforço será feito para dividir o comentário nestas três partes.72 sido puxadas por um dedo. No momento em que eu deixava a adega. devemos considerar o que é conhecido no mundo moderno. examinei cuidadosamente à luz de uma vela. Em segundo lugar. o prezado leitor haverá de recordar que existem estes três métodos de bastante importância para nos aproximar dos problemas fascinantes com que nos deparamos. então duas outras garrafas na segunda e terceira prateleiras largaram-se e caíram no chão. bem como todos os casos que serão citados mais tarde. após sua descida e não queda propriamente dita. Em terceiro. Depois de alguns minutos. duas. também nada existe . mas como se estivessem sendo carregadas por alguém. tecer as nossas conjecturas — fazer as nossas especulações. Como nada existe que possa ser aprendido por aqueles que ainda teimam em negar todos os fenômenos relacionados nesta investigação. Comentário: Os comentários sobre os casos acima. todas as garrafas cheias que estavam nas prateleiras. Para evitar qualquer fraude. indo quebrar-se junto à mesa. consideraremos o que o conhecimento dos kahunas possa adicionar à informação. da melhor maneira que pudermos (no período anterior aos trabalhos experimentais exaustivos). teremos de pesar toda a evidência. certificando-me de que não havia nenhum cordel ou barbante que pudesse explicar os seus movimentos. depois quatro. apenas duas permaneceram intactas.

seja ela qual for. É afirmado que esta força. Todos os esforços têm sido envidados para explicar estas ocorrências misteriosas. Estes esforços serão considerados pela razão de que eles representam a alternativa que aceitaríamos. Esta "motricidade" é tida como uma combinação de eletricidade e força vital ou energia nervosa. Esta substância chama-se ectoplasma. a qual deverá ser anotada. faz com . do corpo de uma pessoa viva dotada de faculdades mediúnicas (ou mesmo espectadores). e. Geley e Garrington". em certas condições misteriosas. (Isto representa a primeira unidade das fitas métricas dos kahunas. não perderemos tempo em argumentar. por conseguinte. As explicações modernas da tiptologia e do movimento dos objetos por entidades invisíveis não melhoraram a concepção clássica de que os espíritos dos mortos ou espíritos desencarnados são responsáveis por todos os fenômenos. aquela força ou poder usado. por Morselli. A segunda unidade é a inteligência que usa a força para mover os objetos e a terceira é a substância invisível usada como a mão que permite a ação da força sobre os objetos). a menos que apareça alguma objeção de valor. se rejeitássemos a idéia dos espíritos. pelo que possa significar. Nandor Fodor. O Dr. através do qual a força será posta em ação. Flournoy. construindo. a mão ou membro. escreve: "A exteriorização de motricidade foi postulada no caso de Eusapia Paladino (médium notável). A inteligência causadora do movimento dos vários objetos é tida como possuidora da habilidade de permitir que esta motricidade ou força deixe o corpo de uma pessoa viva para ir provocar dito movimento. Também se crê que a inteligência tenha a habilidade de extrair a substância invisível (às vezes ligeiramente visível e tangível). sem cair novamente na hipótese dos espíritos.73 que possamos obter deles. desta substância. Uma explicação diferente poderá ser encontrada no axioma que diz ser a inteligência o subconsciente do médium vivo e o que. na sua Enciclopédia de Ciência Psíquica. pode deixar o corpo e penetrar nos objetos que se movimentam.

Era a essência da vida. O símbolo dos kahunas para esta força era a água. de maneira a carregá-lo. infelizmente. por um esforço da mente. o médium. Brigham passou tempo considerável estudando a prática dos antigos kahunas. fazer com que a eletricidade do corpo. penetrasse o objeto. Esta é a mais interessante e promissora linha de raciocínio e por causa do inexplorado território que ainda envolve. Antigamente. durante o século passado. bem como a oposta — a repulsiva — da força vital ou motricidade. dest’arte. o movimento dos objetos. tornando-o ainda mais pesado. grandes bastões eram usados na guerra. O Dr. causador da Diz-se que o subconsciente é o atividade por motivo de que. postulados esparsos poderão ser encontrados cobrindo a possível parte que o magnetismo tomaria na ação da motricidade sobre os objetos. . O Dr. mas. A água pode vazar ou se perder. provocando. eles não deixaram explanação detalhada do assunto. Haveria algo de atração e repulsão imiscuído no movimento das mesas e dos outros objetos. sendo que os kahunas permaneciam na retaguarda carregando-os e atirando-os a um dos inimigos. Ao tocar nesses bastões. Eles conheciam a força como uma coisa que tinha a ver com todos os processos do pensamento e da atividade do corpo. Uma havia de segurar bastões de madeira pesada nas mãos e. se fosse o consciente. A água preenche lacunas. propriamente dita. Supomos que a gravidade é parente do magnetismo e que o magnetismo pode ser encontrado onde exista uma corrente de natureza elétrica. estaria a par da atividade. tal como a força vital. Na vasta literatura que tomou vulto em redor dos fenômenos psíquicos e do espiritualismo.74 que a motricidade deixe o corpo juntamente com a substância ectoplásmica. e assim a força vital. até o mais forte dos guerreiros ficava inconsciente. Os kahunas reconheciam a natureza magnética. recomenda-se ao leitor como um ótimo ponto para começar a trabalhar com vistas no auxílio que pode oferecer para prosseguir nas investigações gerais sobre magia. A água corre e assim faz a força vital. podendo controlá-la. naturalmente.

por algumas vezes. até mesmo num corpo humano. durante o seu treino preliminar. frente à pedra. Stewart que se havia aproximado e inclinado a sua tocha para . dentro em pouco. Embora a questão de um elemento de sugestão hipnótica não deva ser posta de lado. Um recente relato. Estes alçapões estavam abertos e os componentes do grupo desceram os degraus rasgados no solo. ergueu-se no ar.75 Brigham teve oportunidade de fazer experiências com a força dos objetos em questão e verificou que era capaz de produzir um choque elétrico sui-gêneris. semelhantes a portas de adegas. água. o qual adormecia a parte do corpo que com os mesmos tivesse contato. a ser encontrada nas acumulações excessivas de força vital. porém. A rocha projetava-se do fundo da caverna. tanto num bastão como num dedo indicador. (Eles também sabiam fazer prestidigitações com o fogo e alguns ainda sabem atualmente). bem como. uma galinha foi morta e o seu sangue derramado sobre a pedra. provocar o movimento dos objetos ainda que pesados. parece que existe uma força de choque muitíssimo definida. que faz parte dos arquivos do governo. Uma invocação foi feita ao espírito que se supunha residir na rocha. sob o kahuna Berbere. Stewart. Daí a pouco. R. A galinha foi então largada no chão. Lembremo-nos de que os indígenas americanos possuíam conhecimentos e práticas similares. com o dedo indicador. prensada contra a rocha. Foi na encosta de um morro. narra como um curandeiro exibiu a sua força mágica. também. dest’arte. sem sentidos. Uma demonstração da natureza magnética da força e de uma inteligência ou espírito de um ser sub-humano ou extra-humano foi feita por Lucchi em benefício de Stewart. conforme ficou mencionado. provocando vertigens. onde uma grande pedra era coberta por alçapões de madeira. numa noite. tocando o peito de um homem forte e valente. foi informado de que a força vital poderia ser armazenada em madeira. atirando-o ao solo. no corpo invisível de um "fantasma". O trabalho da mente e da vontade pode causar tais acumulações. parece muito importante. pedra. W. Esta força poderia ser despendida subitamente e. Com uma tocha.

sentiu um poderoso empurrão magnético que quase o atirou também contra a rocha. depois do que. (2) que a força podia agir sem a substância ou invisível servindo de mão. (A teoria dos éteres ainda sofre controvérsias. insistiu que abandonassem o local. talvez da qual. temperatura atmosférica — tudo muito importante para os Berberes e seus rebanhos. Havia sido informado de que deveria permanecer atrás. qualquer modificação no ritual. ou mesmo sem substância ectoplasmática invisível para usar. Stewart modificara o curso natural do rito. A conclusão poderia ser de dois aspectos. comuns no folclore árabe. até que toda a força vital da ave fosse absorvida pelo espírito — sendo que este último disto necessitava para usar na concessão dos pedidos feitos durante a invocação. Stewart relembrou das inúmeras histórias dos gênios ou demônios da natureza. Supôs que o espírito cuja presença foi notada na rocha era um "espírito da natureza" e que o mesmo possuía algo a respeito do solo. Foi então agarrado e puxado com algum esforço por Lucchi. imediatamente. mover-se-ia em forma de ondas. Hoje. tornava-se perigoso a qualquer um. pastagens. nós deveríamos ter feito uma descoberta de primeira magnitude. poderia causar aborrecimentos. com determinada matéria etérica. a qual. subconsciente vivo ou outra inteligência. provavelmente. a Ciência nos dá o éter para .76 ver melhor. o corpo da galinha sacrificada cairia. Stewart nunca conseguiu aprender qual fora a inteligência invocada ou para que tais invocações eram usadas no decurso da prática diária da magia. Lucchi fora solene ao afirmar que todo e qualquer contato com esses espíritos deveria seguir um ritual cuidadosamente observado e que. a não ser para um kahuna experimentado. porém. sem orientação de nenhum espírito. aproximando-se da rocha fora de tempo. Se alguns tipos de movimentos de objetos por forças invisíveis poderiam ser provados como dependendo grandemente do impulso ou atração da força eletrovital. a saber: (1) que a força pudesse empurrar ou puxar objetos cá e acolá. Era sua opinião particular que este espírito e suas forças eram incompatíveis com o homem e que.

Polegada por polegada. durante notável reunião. ordenando-lhe que abrisse os olhos. por sua vez. No seu livro. colocouse aos pés do jovem prostrado. Vagarosamente. enquanto a outra estava sendo puxada. começou então a acenar com sua mão direita. quando o aceno da mão tornou-se contrário e o corpo desceu vagarosamente para o assoalho. ele narra um fenômeno dos mais intrigantes e inteiramente inexplicáveis. fez com que o mesmo se estirasse sobre o assoalho. mergulhando-o num profundo sono hipnótico. Em outras palavras. pois provoca a atração do prego. o corpo rígido ergueu-se até que se manteve suspenso num ângulo reto. por assim dizer. e um prego colocado sobre uma segunda ripa bem próximo. Arthur Spray. amanhã. Escolhendo um jovem rapaz. Ele demonstrou este fenômeno perante um grupo de correspondentes de jornais. a cabeça e os ombros do rapaz levantaram-se. é um poderoso hipnotizador. todavia. . Se um imã fosse colocado sobre uma ripa dentro de um reservatório de água. O Sr. são atraídos para junto dos objetos. a mais de um metro acima do tapete. uma ripa não permaneceria imóvel. Quando os olhos se abriram e se voltaram para ele.77 preencher espaços vazios e interpenetrar espaços ocupados.) Os magnetos atraem para si os objetos de ferro e. Foi ele ali mantido por alguns segundos. sem. O magnetismo animal ou força vital é surpreendente. "O misterioso sapateiro". tido como bom elemento. seu corpo tornou-se rígido. causar um fenômeno do mesmo grau no magneto. um sapateiro residente nas imediações de Londres. durante o qual. com o qual tem deparado frequentemente na sua prática de curandeiro hipnotizador. bastante conhecido de um amigo meu. Então. a atração magnética faria com que ambas as ripas convergissem uma para a outra. tira-o da nossa teoria. permanecendo os calcanhares sobre o assoalho.

o estudante sobrecarregado colocaria suas mãos sobre os ombros de um aluno descarregado. Spray não sentiu nenhuma atração do seu corpo ou de sua mão. colocando sua mão sobre uma leve cadeira de fechar. Quando estava satisfeito com a carga atraída (provavelmente gerada no próprio corpo. O jovem que servira como elemento da demonstração. um determinado aluno desenvolveria um comando mental para si próprio. Não há dúvidas de que ele retirava força de alguma fonte.78 Durante esta experiência. retirando-as vagarosamente. Contudo. Se a sobrecarga fosse suficiente. causando acumulação de uma sobrecarga de força. pesava setenta quilos e Spray nem sequer despendeu energias para levantar cinquenta gramas. uma vez. Esta experiência tem sido repetida por outros hipnotizadores. não havia sensação de atração nas mãos do aluno sobrecarregado. poderia retirar da atmosfera uma força elétrica. disposta numa fila de outras iguais. desarmadas e arrumadas contra a parede. assim sendo. sobre a mesma. Vi. Chamou então uma jovem sensitiva e pediu a ela que caminhasse ao longo da fila de cadeiras. pelo menos. O Barão Eugênio Ferson demonstrou esta atração magnética unilateral. (O que parece resultar de cargas acumuladas de força vital — cargas estas armazenadas através de alguma ação física posta em movimento pelo comando da vontade). à medida que este as fosse removendo. o Barão Ferson demonstrar a peculiaridade desta forma de magnetismo. alguns anos atrás. Sob suas instruções. A jovem pesava. Seus alunos prontamente aprenderam a especialização do processo. usando o comando mental. perante grande grupo de aprendizes. foi quase violentamente puxada para baixo. o aluno descarregado seria puxado fortemente pelas mãos do companheiro. Ela assim procedeu e quando chegou à cadeira magnetizada. podemos aceitar como evidente a natureza unilateral da atração magnética humana. pela oxidação dos alimentos). dez . que. Ele usou a própria vontade para que o magnetismo deixasse o seu corpo e penetrasse na cadeira. e. em Honolulu. Acreditava ele.

Tanto o dono do cachorro como eu fomos bem sucedidos nas nossas experimentações. Os cães não são tidos como sugestionáveis. quanto à atração magnética). ambos os lados da parede podiam ser vistos. com um homem em cada lado. manteve-se com os calcanhares unidos. A questão de que a sugestão poderia entrar em tais demonstrações foi discutida pelos membros da classe e. A regra parece ser de que o objeto — seja qual for o seu peso ou tamanho — que possua carga mais pesada de força vital magnética. com a cabeça em posição reta. uma jovem (tida como a maior sensitiva da classe. a jovem foi tão poderosamente atraída que os homens tiveram de usar seus músculos para evitar que ela chegasse a tocar a parede. No lado oposto de tal parede. Ferson ergueu os braços e estendeu-os na direção da moça que ficara do outro lado da barreira. Esta força magnética age num espaço de vários pés e através de obstáculos tais como paredes de cimento. naturalmente. de onde. nem mostrou a menor inclinação na direção da moça. não sentindo atração correspondente como reação em si próprio. para fazer experiências com a atração magnética sem implicar na sugestão. tomou lugar ao lado de uma barreira de cimento de dez polegadas. Procedemos ao exercício prescrito de acumular força extra e então colocamos nossas mãos carregadas sobre a anca do animal que permanecia diante de nós.79 vezes mais que o peso da cadeira e qualquer um esperaria. impedindo que fosse puxada com muita violência contra a parede. que a cadeira se erguesse e se imprensasse contra o seu corpo. por sua vez. O Barão Ferson. o que aconteceu foi justamente o contrário. atrai para si o objeto menos carregado. a fim de segurá-la pelos braços. e. nem sentiu atração alguma. Porém. No mesmo instante. permanecendo seus alunos numa passagem em forma de arco. foi colocada com as costas distantes mais ou menos um metro da parede. o efeito de atrair foi provado por dois de nós sobre dois pequenos terriers. em direção oposta. bem levantados. devido à força magnética exercida pelo Barão Ferson. depois de sobrecarregar-se a si próprio. pois o animal foi puxado . Ferson.

Não obstante os nossos avanços científicos dignos de orgulho. Os deuses gregos voavam pelo ar. são numerosos os casos nos quais os homens são erguidos com seus corpos no ar. Rhine. o experimentador usa a própria vontade para que os dados se mostrem em determinadas faces. Home.80 para trás algumas polegadas. publicou evidências excelentes pretendendo provar que a mente pode exercer influência sobre a matéria. Nas modernas Pesquisas Psíquicas. por nossa vez. num piscar d'olhos. u'a máquina é usada para rolar dados. famoso como pioneiro em Percepções Extra Sensoriais. ainda. Quanto mais se considera a estranha ação da mente.. Supunha-se que as bruxas viajavam magicamente para os seus encontros. Em uma das suas experiências. por vontade própria. da Universidade de Duke. Desde longos séculos têm surgido contos legendários do vôo humano através do ar. para opor resistência. sem o contato físico. D. nada sentimos em nossas mãos ou em nossos corpos. Tem-se acreditado que os adeptos religiosos da Índia e do Tibet sobrepujam a força da gravidade e voam nos ares para lugares distantes. O famoso médium D. a par do que parece ser indubitavelmente força vital. fora da janela de uma sala e voltou para casa por outra janela aberta em peça contígua. Tão logo os lances são feitos. Nós. no terceiro andar de um edifício. O Dr. . apesar do seu esgadanhar no tapete. pairou em posição horizontal. O folclore da Polinésia acha-se repleto de contos de viagem desta natureza. desaparecem numa terra para reaparecer na outra. Um efeito muito definido foi notado como resultado do uso da vontade. ou. devemos admitir que ainda estamos em negra ignorância no que concerne aos segredos da mente humana. tanto mais facilmente se pode crer nas várias fases da magia. isto.. das forças vitais e das substâncias invisíveis.

Quando esta experiência era feita em balanços de plataformas. Em Havaí (bem como no Tibet. Todas as quatro pessoas aspiravam profundamente. realizavam corridas de seleção. A pessoa erguida no ar sente-se mais leve do que de costume. diversas vezes. O Barão Schrenck Nötzing registrou um caso no qual um rapaz praticou o controle da respiração e era capaz de levantar-se a si próprio livremente do solo por vinte e sete vezes. O Dr. através da mesma. era usada uma combinação de volição-respiração. pelo uso da vontade. bem como do controle da respiração. obtendo pleno êxito. de acordo com um livro relativamente recente). o peso normal combinado das cinco pessoas e uma cadeira era de 713 libras. No momento de levantar. narra as suas experimentações com o jogo do levante. Hereward Carrington. as balanças registravam uma perda de peso de cinquenta a sessenta libras respectivamente. O outro lado deste quadro é mais obscuro. prenderam então a respiração e trataram de desempenhar as suas tarefas. inúmeros relatórios mencionam que certos indivíduos têm sido capazes. nas quais quatro pessoas se propuseram a erguer um barril com os dedos. . em vários testes.81 Se a mente tem um certo controle sobre a matéria. porém. suas velocidades e capacidades ultrapassavam longe às dos homens sem aptidão para usar esta forma de magia. a ação do magnetismo ou mesmo da gravidade. os quais. deão de todos quantos pesquisaram o psiquismo. para conseguir ajuda mágica em corridas longas. dirigindo a ação da força vital e. no seu livro "A História da Ciência Psíquica". é provável que tal controle seja exercido de alguma forma. Ao transportar mensagens para os altos chefes. nas quais a respiração e a vontade foram usadas em conjunto para afetar a gravidade. de aumentar o seu peso consideravelmente. por vezes. Um certo número de experiências têm sido feito. Havia mensageiros especialmente treinados.

O Barão Ferson mencionou. No Havaí. Ferson disse haver acumulado um excesso de carga de força (o que ele dominava "Força Vital Universal”) e. como direito natural.82 Outro ângulo deste problema de força vital: o seu estranho motor. médiuns. Na prática dos kahunas entre os Berberes. bem como as fases do magnetismo. . R. obteve o surpreendente resultado de que ele próprio ficara intoxicado até certo ponto. quando sua mestre impunha as mãos sobre os doentes. ou para os espíritos dos mortos para fins especiais. a transferência de força vital de um kahuna para o paciente. Uma vez retirados os fumantes do círculo. W. então. os sintomas deixam de aparecer nos remanescentes. disse ela que faria a oração do ritual e levaria tempo para restabelecer o paciente com limpezas psíquicas e rituais. Stewart descreve casos de alívio imediato de dores. existe a prática da imposição das mãos para curar doenças. Trata-se do poder de curar. Desde tempos imemoriais. aguarda exploração. sofriam todos os sintomas do envenenamento pela nicotina. um efeito peculiar que ele havia notado frequentemente quando colocava suas mãos sobre outra pessoa para cura ou quaisquer outras razões. e este fluxo de retorno negativo transportava consigo substâncias tais como álcool e nicotina. até que eles mesmos. Parecia haver um retorno de força negativa. Nos casos mais sérios. Supunha-se que os reis possuíssem este poder. através do simples processo do toque das mãos.. Sempre ficou patente que algumas pessoas possuíam maior poder de cura do que outras. Disse-lhes ela que sua força de magia era tão forte. que deixava seu corpo e penetrava no doente. dentro de poucos instantes. colocando suas mãos sobre os ombros de um homem intoxicado pelo álcool. Os médiuns em sessões espíritas têm relatado essa forte transferência de nicotina de fumantes inveterados no círculo (mãos dadas para causar o fluxo). nas suas classes de Honolulu. a oração acompanha a imposição das mãos. enquanto o bêbado tornava-se quase inteiramente sóbrio. Na religião.. era comum.

se é que devemos acreditar no que se diz ter sido ele capaz de fazer com as cargas de força. então. Contudo.83 Tenho observado curandeiros naturais imporem as mãos sobre os doentes. tão bem que ficou famoso. A maior parte deles após terminar o seu tratamento. Mais tarde. convenci-me de que quase todas as pessoas saudáveis podem auxiliar os doentes. O uso da vontade. quanto à transformação do que ele chamou de "magnetismo animal"... os pacientes se aproximavam e agarravam as tais hastes. Quase todos os curandeiros estão convencidos de que. quando o número de pacientes aumentou para tratamento individual. Havia muita . com as batidas de suas mãos e sacodem mesmo as mãos (fazendo gestos como se estivessem espirrando água das pontas dos dedos). Primeiramente. eles retiram substâncias invisíveis dos pacientes. ao mesmo tempo. a qual pode ser de grande efeito. sugerindo estarem limpando a si próprios de quaisquer substâncias invisíveis prejudiciais retiradas do paciente. se acompanhado pela palavra falada. A descrição do efeito sobre os doentes não deixava dúvidas de que o mesmerismo é uma força construtiva. Os doentes reagiam diferentemente. que descobriu o mesmerismo há mais de um século. ele praticou a acumulação de sobrecarga de força vital (enquanto segurava um ímã do qual pensava extrair força). ele impunha suas mãos sobre o paciente diretamente. até que ele se tornou altamente proficiente. Mésmer. isto. impondo suas mãos sobre eles. sugerindo. que eles estão retirando os venenos e enfermidades. não estava a par da potência que é a sugestão. Alguns não reagiam e. lavam suas mãos e braços em água limpa. deste método de cura. Ele demonstrou poderes de cura. forma a sugestão. geralmente obtendo a reação. usando o comando da vontade no sentido de que esta força penetre o paciente e o fortaleça. Uma vez carregadas às banheiras de água. ele praticou o esforço volitivo de transferir sua força para banheiras de água. na verdade. das quais emergiam hastes de ferro. Ainda de acordo com os meus estudos e observações. nestes Mésmer tocava com as mãos.

Esta parece ser uma idéia errônea. de per si. sem contato físico propriamente dito (ou entre os vivos e os espíritos dos mortos). tais como as que podem ser causadas por uma leve sugestão. nesta sequência de idéias. veremos a explicação dos kahunas de como a força vital pode ser transmitida entre pessoas. tanto a força vital como a sugestão de cura. é apenas necessário chamarmos a atenção para o fato de que existe tal intercâmbio e que o que aprendemos de Phineas Quimby. é uma realidade patente. Hipnotizadores. graças à habilidade de enviar de longe. . com o dedo indicador. Mais tarde.84 cura e muita histeria. O simples fato de que uma reação hipnótica é esperada do paciente é. uma sugestão. ou mesmo obrigando o paciente a fixar um ponto de luz intensa. No momento. O fato de que o hipnotizador permanece por perto pode implicar numa transmissão de quantidade suficiente de força vital. Clamaram dizendo que nenhum magnetismo era necessário e que nada era transferido para o paciente. ao atirar os bastões deve ser conservada na memória. como "Tratamento à distância". para fazer com que a sugestão se efetue. A súbita transferência de força vital. hipnótica. fazendo com que ele caísse inconsciente. bem como a súbita e tremenda descarga demonstrada quando o curandeiro índio-americano tocou o peito do bravo cidadão. acharam que o hipnotismo podia ser praticado por sugestão. após o advento do mesmerismo.

. Funções e capacidades de unihipili e uhane Caso 8: Força vital na prece kahuna dos mortos relacionada aos dois espíritos do homem. Casos que mostram que o medo não toma parte na prece dos mortos. A força vital (mana) tem três energias. Conceito huna de dois espíritos. chamados unihipdli e uhane. A concepção cristã de um espírito no homem.85 CAPITULO IV As duas almas do homem e as provas de que existem duas ao invés de uma. existentes no corpo. consciência e subconsciência.

Por exemplo. apenas uma elementar . ser ou psique. porém. um pioneiro da matéria). apresentarei um caso de sua experiência. a criatura humana possuía unicamente uma alma e sua obrigação era salvá-la sempre que houvesse possibilidade. O Dr. eles dividiam com o povo o conhecimento de que o homem possuía duas almas ou espíritos. a fim de podermos continuar com a apresentação de um assunto tão vasto e importante. Os kahunas possuíam um certo número de crenças que não eram consideradas como segredo. entre os quais William McDougall.vital e do acompanhante magnetismo. do que acerca de outras práticas dos kahunas. como o da força. Os kahunas foram além da psicologia moderna (exceção feita a alguns dos mais avançados pensadores. eles não podem ser condenados por zombarem das crenças kahunas. são sinônimos). (Alma ou espírito. tal qual o chamamos. Ambos entravam em duelo dentro do corpo. Dentro em breve. Rhine. no Havaí. era um espírito e o consciente outro. Como chegaram ao Havaí em 1820 e o subconsciente foi descoberto por Freud.86 CAPITULO IV Um dos fatos mais intrigantes e que denota radical diferença no sistema de psicologia usado pelos kahunas deve ser introduzido neste ponto da narração. ao invés de um só. Cada um dos nossos dois espíritos possui as suas próprias habilidades mentais. quase meio século depois. Os kahunas sabiam que o subconsciente. Brigham conseguiu aprender mais sobre os métodos de magia usados na "oração da morte". todavia. digno apenas de pagãos e selvagens. Para eles. cada qual desempenhando o seu papel na tarefa geral de viver e pensar. Os primeiros missionários acharam que este conceito era o mais ridículo e idiota possível. mentor do Dr. O subconsciente (unihipili) possui memória. deveremos passar antes por algumas notas gerais.

Caso Nº 8 Dados sobre o uso da força vital na "Oração da Morte" dos kahunas. Nós todos já passamos pela experiência de não conseguir recordar um nome. sendo ilógico em alto grau. eis que. Por outro lado. o subconsciente e o consciente. O consciente não pode ser hipnotizado. tem de depender do subconsciente para trazer à lembrança qualquer pensamento que se faça necessário como memória. baseadas em demonstrações hipnóticas. Sob a influência da sugestão. a indutiva. Nas apresentações teatrais. conforme relato. de súbito. poder-se-á fazer com que certas pessoas acreditem nos fatos mais absurdos sobre elas mesmas.87 força de raciocínio. acreditando que o homem possui dois espíritos. tão logo tenha o mesmo saído do seu centro de atenção. o nome nos ocorre. e. A segunda força é a de poder usar a forma conhecida mais elevada de raciocínio. Algumas vezes o subconsciente não consegue encontrar a memória exata quando desejada e então acontece que requer algum tempo para fazer a pesquisa. Notas Preliminares: . assim. O subconsciente aceita e reage à sugestão hipnótica (ou tratamento de Mésmer). tal qual um cão ou cavalo pode ter. divertirem os espectadores. a qual dá superioridade ao homem no reinado animal. Uma é a força de usar a vontade de espécie hipnótica. o consciente (uhane) não se pode lembrar de um pensamento. Assim. (mais potente do que a vontade elementar do ser subconsciente). e. aceitará e reagirá à mais absurda sugestão. mais tarde. o subconsciente. O consciente possui duas forças que são bastante suas. (Infelizmente).

com o seu vulcão e com os seus kahunas usando a sua "oração da morte". a peça "A Ave do Paraíso". tão fantástico e inacreditável. Outros. os kahunas acreditavam que o homem possuía dois espíritos. para nós. sendo que o inferior ou subconsciente era ilógico e sujeito à influência da sugestão hipnótica. fazia propaganda do Havaí. o conhecimento ancestral. tendo eu verificado os arquivos do "Quen's Hospital". Havia várias espécies de kahunas no Havaí. quase por completo. E os médicos mais velhos reconheciam os sintomas já familiares. ano após ano. De maneira geral. apesar de todo o socorro que o hospital podia oferecer. ainda. os tais contos da morte através da magia. Alguns eram profetas. . Conforme expliquei. alguém lhes havia dito que nada significavam. por todo o mundo civilizado. havia kahunas que possuíam variedades de magia. Raramente chegava um turista a Honolulu que não tivesse visto a peça e aprendido o uso fúnebre da magia pelos sacerdotes nativos. A verdade. também. Alguns nada mais eram do que médiuns espiritualistas. antes que consigamos entender os detalhes do conhecimento kahuna. que dilata a imaginação a fim de absorvê-lo. podendo. Outros trabalhavam para controlar o vento e o tempo. durante um período de alguns anos. Entre os especialistas. eram capazes de desempenhar qualquer arte de magia. fosse esta uma cura ou simples controle de elementos. era que.88 Durante os anos em que estive no Havaí. Uma das perguntas mais frequentemente feitas pelos visitantes era sobre a veracidade da "oração da morte". contudo. através de médicos que o freqüentavam. de Honolulu. tomei conhecimento de que. antes que deixassem. A habilidade de usar a "oração da morte" baseava-se num mecanismo tão estranho e. usar a chamada "oração da morte" (Anana). nenhum ano passava sem que uma ou mais vítimas morressem devido a esta forma potente de magia.

o kahuna chamava os seus espíritos escravizados e dava-lhes ordens idênticas às do Mesmerismo. usando depois a sugestão hipnótica para capturar e escravizar tais espíritos). depois da morte. a fim de guardar as clausuras de pedra sagrada dos templos nativos do kahunaismo decadente. algumas outras substâncias também eram retiradas. tais como pequenas pedras brancas ou pedaços de madeira. um ou mais fantasmas subconscientes. (Lembrem-se da experiência do Barão Ferson. recebiam o que se chamava tratamento pela sugestão hipnótica para. bem como outros quaisquer infelizes. bebidas e objetos cerimoniais. Este "mana" era força vital. numa forma de grande potência. especialmente. É provável que alguns destes infelizes tiveram ordens de servir os kahunas na oração da morte. Os espíritos também recebiam instruções definitivas ao que se esperava que fizessem com a força vital. porém. o qual passou a ser "papa" até os últimos dias. Nos primórdios do Havaí. fazer com que o seu espírito subconsciente. Deveriam apanhar como que o odor pessoal através de . Indubitavelmente. os kahunas ora mencionados possuíam um ou mais desses fantasmas subconscientes e escravizados. (Ou. ainda poderia localizar fantasmas ou espíritos subconscientes. mesmo depois de executados. tal qual nós discutimos nos capítulos anteriores. caso possuísse suficiente capacidade psíquica. fora transferida do corpo do kahuna para o alimento. Quando uma pessoa deveria receber a oração da morte.89 Para tornar-se capaz de usar a oração da morte o kahuna tinha de herdar de outro kahuna. De qualquer maneira. os quais eram chamados de "apa" ou "proibidos". para que absorvessem o "mana" dos alimentos e bebidas colocados no chão. Pensava-se que quando a força vital fosse retirada do alimento e da bebida. prisioneiros de guerra. transferindo para si próprio a intoxicação do indivíduo alcoolizado). se separasse da mente espiritual consciente e permanecesse como fantasma. arranjados e circundados por objetos cerimoniais. o álcool do gin. por uma de muitas razões. (Geralmente possuíam três).

porém.90 u'a mecha de cabelos ou fragmentos de vestuário usado pela suposta vítima e segui-la pelo faro. os espíritos retiravam o máximo de força vital e voltavam para os seus mestres. Tão logo encontrassem a vítima deveriam esperar uma oportunidade até que pudessem penetrar em seu corpo. ainda. qual seja o de penetrar no corpo da suposta vítima ou anexar-se ao mesmo. Se a vítima fosse salva por um outro kahuna os espíritos voltavam para o seu chefe.. o ritual de magia era seguido á risca. Ou. Uma vez feito isto. como acontecia na maior parte . Ouve minha voz. o plexo solar e coração. a força vital da vítima era retirada pelos espíritos intrusos e armazenada em seus fantasmas. uma espécie de insensibilidade advinha aos mesmos. vindo então à vítima a falecer. (Destes corpos fantasmas. hipnotizados e com ordem de atacar o mandante." As palavras "entrava" e "endireita" tinham outro sentido que não a definição tal qual é em nosso idioma. Entrava e endireita. finalmente. Isto eles eram capazes de fazer por causa da sobrecarga de força vital que lhes fora doada por seu mestre e que deveria ser usada como choque paralizador. Quando a morte era consumada. Este é o plano: Corre. e entra. A ordem que os espíritos deveriam obedecer foi registrada num dos casos. Como as forças da vítima eram retiradas pelos pés. quando o kahuna enviava os seus espíritos (kala). Com o propósito de evitar tal perigo.. assim como faz um cão à procura do dono pelas pegadas que este deixou no solo. a qual progredia gradativamente num período de três dias até os joelhos. pára. poderiam de fato atacar e então os resultados eram fatais. Neste caso. quadris e. teremos muito que falar em devido tempo). O processo era um. Assim era: "Ó Lono. Entra e entrava.

nada tinha. Era rude e destemido. estivera na cidade e havia conseguido que uma bela moça havaiana se apaixonasse por ele. mais tarde. caso a vítima fosse salva por outro kahuna e os espíritos mandados de volta. onde o chamado "pavor supersticioso" não poderia ter lugar. rompendo o noivado com um rapaz havaiano. Como todo bom Irlandês. e a única a ser atacada. A avó da moça fez o que pôde para dissolver este novo compromisso. Moveriam ou atirariam objetos. o kahuna dava ordens para que os espíritos se divertissem com a força vital retirada do culpado. soube que os espíritos se divertiam desta maneira. tinha os cabelos vermelhos e. a pessoa que contratara o kahuna para enviar a oração da morte a outro. observando que o irlandês não estava com boas intenções. Brigham. era nomeada como responsável. Produziriam ruídos e criariam uma confusão de certas proporções. e. Para que esta afirmação fique ilustrada. Na eventualidade da volta de u'a missão bem sucedida. porém. e que afirmava merecer a vítima tão drástica punição. ou seja o uso de algum veneno ou "pavor supersticioso" eram verdadeiras. Quase nunca a vítima sabia que estava sendo assassinada pela magia. ouviu grande barulho na cabana de um kahuna durante a noite.91 dos casos. . Antes. permito-me narrar dois casos. Nenhuma das explicações correntes da oração da morte. Chegou até a fazer ameaças veladamente de que o Céu haveria de puni-lo. E este divertimento quase sempre tomava a forma do que poderíamos chamar de atividades de fantasma. caso ele não deixasse a moça. O Dr. de medo. numa ocasião. Os Casos: (A) Um jovem irlandês veio para Honolulu com o primeiro dos modernos carros de praça. antes da tarefa cumprida.

transmitiu-nos. poderia ser salvo. Porém. Era certo que tais ameaças não produziam o menor efeito em sua pessoa. sobrevieram os acenos de cabeça e a grave suspeita.. creio eu que se o rapaz prometer tomar o próximo navio para a América e nunca mais aqui voltar. de maneira imperturbável. — retrucou a vovó. conforme o Sr. inclusive um meu amigo. nem mesmo escrever. — afirmou o médico. a conversa que mantivera com ela. o sábio doutor procurou visitar a citada vovó. não é kahuna e que nada tem a ver com este caso. a paralisia havia chegado à cintura. o jovem irlandês. — Eu garanto que ele fará exatamente isso. — Nada sei sobre o assunto e também não sou kahuna. porém. — Sei que a Sra. levou à memória do rapaz as ameaças da avó da moça. o que o irlandês considerava tolice e de nenhuma importância para o diagnóstico da sua estranha doença. a causa não foi encontrada e o tratamento não pôde ser ministrado. talvez pudesse dizer-me o que se deve fazer para salvar o rapaz. — respondeu a vovó. — Contudo. sabe. acostumado a ameaças fúteis de mães e avós mal-humoradas. a Sra. vovó — disse o doutor. Ficou a sós com o paciente e em breve ouvia o caso da moça. Quando diversos médicos tomaram interesse pelo caso. Nada dizendo. apenas como amigo. Estava convicto da sua atitude científica e.92 Como era de se esperar. seus pés adormeceram. .. não tinha medo do Céu... não pode? — Bem. provavelmente. Todavia o tal adormecimento progrediu. — Muito bem. Mais tarde. No período de um dia ele passou pelas mãos de dois médicos e foi internado no hospital. paralisando-o cada vez mais. por alto. Entrando em maior interrogatório. Todos os esforços foram envidados para descobrir a causa da moléstia. Um dia. Dentro de cinquenta horas. Foi chamado um velho médico que exercera sua profissão durante longos anos nas Ilhas. Este médico reconheceu imediatamente os sintomas da oração da morte.

Chegando às terras estéreis.93 A situação teve de ser explicada e re-explicada ao teimoso e incrédulo irlandês. sempre que possível. . depois daquela noite em que estive com o Dr. Isto ocorreu no início de uma tarde. e. ficou aterrorizado e passou a concordar com tudo. Ele estava estendido sobre um lençol. finalmente. Era um jovem forte e ativo de vinte anos. fraco demais para poder levantar. Supunha-se que fosse uma viagem de três dias. porém. Na mesma noite ele já se mantinha de pé e capaz de embarcar num navio japonês para o continente. porém. Desejava galgar a Mauna Loa. — disse o Dr. O tempo estava bom. e afora as dificuldades costumeiras daquela época. Usarei mesmo das suas palavras. Resolvi movê-lo para um nível ainda mais baixo na manhã seguinte. Passamos o dia na cratera e voltamos para o campo baixio onde estava o nosso doente. com guias nativos e um comboio de bagagens. para além das florestas chuvosas. que em breve ele estaria recuperado. e já atingindo a cratera do Mauna Loa. nas primeiras horas da noite. na Ilha Grande. Deixei-o para trás com um homem para cuidar dele e lá fui eu para o vértice. para colecionar plantas indígenas. fossem quais fossem os termos apresentados. Em Napupu. um dos meus rapazes adoeceu. "— Fui a Napupu. quando a idéia lhe atingiu o raciocínio. (B) Apresentarei o próximo caso tal qual o transcrevi para minhas notas. e já me sentava para a minha ceia quando um dos homens mais idosos veio a mim. pensando que fosse a demasiada altitude que lhe fizera mal. quando não existiam caminhos. parti com quatro havaianos e oito mulas. tudo foi bem. passei cinco dias arrebanhando homens e animais. Brigham. Brigham — logo após a construção do Museu.

nada encontrando de significativo... E esqueceu por completo a tal ordem do kahuna. A casa do rapaz ficava para além. depois de muito titubear. Voltei para a minha refeição e pus-me a pensar de novo. — Não. O rapaz havia deixado a aldeia natal e indo morar em Kona. um dos homens se pôs a interrogar o rapaz. vivendo à sua moda. deixei-me convencer de que o velho tinha razão e que algum kahuna estava em serviço. Não. fazia vários meses. Quando soube que eu estava à procura de empregados que me ajudassem na minha viagem à . apertada num vale estreito que corria para o mar.. Quando admiti esta hipótese. de fato. todos os outros homens ficaram apavorados. Por fim. Em seguida.94 — Esse rapaz está muito doente. uma foi que nunca deveriam negociar com os "haoles" (brancos). contudo. era a altitude que o molestava. com a pena de receberem a oração da morte. obteve informações interessantes. Não havia muito que os brancos "haoles" apareceram na aldeia e o kahuna chefe tudo fazia para manter o seu povo isolado. numa aldeia afastada. Após alguns momentos. Finalmente. acheguei-me ao rapaz e pus-me a perguntar. Entre as inúmeras ordens que emitiu. — mostrou-se amedrontado dentro da sua pouca vida. — disse ele. na direção do vento do Havaí. não entrara em contato com branco algum. Procedi a outro e mais completo exame.. Entretanto. a não ser a lenta paralisia dos membros inferiores e a ameaça do colapso geral. perguntei-lhe se possuía inimigos que desejassem eliminá-lo. Todos estes sintomas são da oração da morte. deixou escapar que os havaianos haviam descoberto que aquele rapaz havia recebido a oração da morte. Não podia pensar em ninguém e estava por demais ansioso para ouvir de mim que. pois. — Você acha que está sendo vítima da oração da morte? — perguntei. Custava-me a crer. Até a minha chegada a Napupu. o rapaz vivera com seus amigos havaianos e. por conseguinte. sabiam que todos poderiam ser mortos.

Eu mandaria de volta a oração da morte e tudo voltaria ao normal. porém. mesmo fora da aldeia. para ajudar a dirigir os espíritos. Conforme eu ouvia estas coisas. Sentei-me desorientado. pois o rapaz nada cometera de grave. Restava agora concatenar as idéias e exercer toda a minha vontade para que os espíritos fossem de volta para o kahuna. A situação era um tanto desconfortável. ali não era. assim. Achei que isto seria tremendamente fácil. Assim. Delicadamente chamou a minha atenção para o fato de que os havaianos me conheciam como grande kahuna. desejando ardentemente agarrar o tal kahuna. o mais velho dos meus empregados. O meu temperamento daqueles tempos não era muito diferente do de hoje.95 montanha. Se eu recuasse. eu .. pensava eu. as quais se costumavam sacudir por sobre a vítima. A minha tarefa de mandar embora os espíritos já estava iniciada. Os homens mantiveram-se na expectativa. E eu podia ver em seus olhos a confiança que depositavam em mim. lá decidi eu então usar as minhas mãos para mandar de volta a oração da morte. Era a minha vez. Eu estava muito longe das folhas de "ti". era muito simples o meu dever. uniu-se a mim. eu sempre possuí uma boa dose de orgulho e o que poderia parecer errado aos brancos. mandando de volta a oração da morte para o kahuna e. como parte da cerimônia. eu teria de levá-lo de volta e paralisar todo o meu trabalho. Agora. sem pensar uma segunda vez. Era só ajustar o caso. salvar o rapaz. até mesmo "um passeador sobre o fogo". Isto é talvez a coisa mais fácil que um kahuna amador possa fazer. Não lhe ocorrera que a ordem do kahuna ainda permanecia de pé. era óbvia a minha demonstração de medo.. Já não era o mesmo sujeito forte que pretendia ser. Sentia-me encurralado. se o rapaz morresse. mesmo porque. achegou-se a mim e lançou a mais natural sugestão. fui ficando cada vez mais nervoso. o mesmo que se fazia representante dos demais. sempre que procuram atacar pessoas da minha amizade. Enquanto eu tratava de raciocinar. Para ele.

Os homens pularam para trás e o rapaz gemeu como uma criança. eu seria bem sucedido. Disse-lhes quão puro. Contudo. Naqueles tempos eu sabia berrar com todos os pulmões. Evidentemente. aproximei-me do rapaz e pus-me a trabalhar. Com isso. pois que chegou a mandá-los matar um pobre inocente. Ainda hoje considero esse argumento uma obra de arte. Levantei-me e disse aos homens: "Vocês todos acreditam que eu sou um kahuna poderoso?" Eles concordaram entusiasticamente. quando queria. Expliquei-lhes como o chefe kahuna os havia capturado e amarrado. Pouco a pouco fui dizendo quão triste era vê-los escravizados a um kahuna. Duvidava mesmo que tivesse ouvido falar de mim naquela Ilha. eu estava com raiva e impaciente. O truque todo está em argumentar de tal maneira que os espíritos pensem que o seu chefe kahuna seja um demônio. ao passo que o kahuna era tão vil. eu teria de jogar com a alternativa de ter o tal kahuna (kla-ed) protegido a si próprio. ao invés de serem libertados para o Céu maravilhoso que os esperava. Inclinei-me ligeiramente sobre o rapaz e tratei de argumentar com os espíritos. eu resolvi que os espíritos fossem vingar-se do chefe kahuna. dando-lhe uma lição dez vezes maior do que aquela que ele pretendera dar ao rapaz.96 nunca acreditara que isto fosse extremamente necessário. Já me aprontava para dizer aos espíritos que fossem fazer uma visita ao kahuna. Os havaianos quase choraram enquanto eu descrevia a triste situação dos espíritos. Eu procurei ser mais hábil e macio do que um político branco. Além disso. . "Então observem". eu dei as ordens de comando nesse tom. Finalmente. isto não era provável. Bem. inocente e bom era o rapaz. E ainda sei! (O velho jogou a cabeça para trás e deu um berro que estremeceu a casa). resmunguei. a ponto de criar um estado de revolta. Louvei-lhes o merecimento e a inteligência. Eu sabia que se pudesse ganhar a sua atenção para mim e tocarlhes a sua emoção. Gritei tanto que amedrontei os animais de carga. pois ele nem iria pensar que eu iria mandar-lhe de volta a oração da morte.

quando. Eu sentia uma agradável convicção de haver feito qualquer coisa boa. comendo o seu "poi".. Todavia. Não deixei divagar o meu pensamento da vontade determinada para que os espíritos cumprissem minhas ordens. o rapaz murmurou: "Wawe. Respirei profundamente. quando me pus a fazer massagens nos músculos retorcidos do rapaz. Algumas vezes o ar acima de nós parecia revolver-se como se impelido por forças extraterrenas em conflito. O sol se pôs e as estrelas apareceram. Por outro lado.. Resolvi encurtar minha jornada paira poder fazer uma visita à aldeia do rapaz. Quase gritei com o meu triunfo.. Os homens formaram uma pequena multidão à minha volta. este não é o fim da história. Alguns minutos mais tarde. A uma boa distância os homens me observavam na expectativa. oferecendo-me tímidas congratulações.97 Para mim. Ao repetir pela terceira vez. À hora mais longa da história chegara ao fim. Afinal de contas. a coleta pretendida havia sido pequena mesmo. o esforço foi extremo tanto mentalmente como emocional e fisicamente. maikai" (Pernas. que pareciam reagir como se tivessem estado congelados e agora voltavam à temperatura normal. o rapaz estava de pé. Foi como se a tensão do ar desaparecesse. Pouco a pouco a circulação passou a funcionar e os dedos dos pés começaram a mover-se. desejava saber o que havia acontecido com o kahuna. sentei-me todo trêmulo ao lado do rapaz. Coloquei todas as partículas da minha vontade na concentração daquela ordem aos espíritos.. Não deixei que a minha mente se afastasse do projeto em mãos. Dentro de uma hora. Era o clímax na minha carreira de kahuna. O rapaz esperava em silêncio. . repentinamente. refletindo em seus rostos um medo horrível do invisível. senti uma sensação fora do comum. bem).

sempre seguindo o mar. Vimos uma senhora já idosa e uma moça trabalhando num quintal. passamos para as terras abaixo. ele estava a dormir. e exploramos a cratera do Mauna Loa. Entre monossílabos contou ao povo o que acontecia. Pela manhã. Chegamos finalmente ao oceano e tomamos um atalho que nos levou por entre os arbustos acima e abaixo.98 Cobrimos a distância rapidamente nos poucos dias que ficamos no cimo da montanha. Num dia. Ele não se mostrava satisfeito e a maior parte das mulheres estava morrendo de medo. Deram uma olhadela para o rapaz que me acompanhava e depois para mim. chegamos a uma clareira num belo vale. através dos vales e das ravinas. desatando a correr e a gritar à nossa frente. onde o kahuna chefe havia vivido e esperei até que o rapaz fosse ver se encontrava alguém. pondo-se a abanar-se para espantar os espíritos. na direção do norte das montanhas. E o povo estava certo de que eu viera para castigar a aldeia toda. Não se protegera como devia e o kahuna branco levavalhe uma pequena vantagem. Aqui. Esperamos um pouco até que o chefe voltasse com a sua tribo. já bem tarde. Acordou com um grito e apressou-se a ir buscar folhas de "ti". Disse então ao rapaz que fosse avisá-los de que eu já me considerava vingado e se eles se comportassem eu os trataria como amigos. No devido tempo. Durante a noite o frio era quase insuportável e durante o dia o calor abrasava tudo. . mas o terreno era muito acidentado e a floresta mais densa. Na noite em que eu mandara de volta a oração da morte para o kahuna. Senti-me do lado de fora de uma enorme cabana. Ouvi-o gritar e depois tudo silenciou por alguns minutos. a obtenção da água era mais fácil. Dentro em pouco caia por terra urrando e espumando. Logo a seguir voltou com as novidades. Acampamos por uma noite nas adjacências do Lago Mauna Kea. Não se via uma só pessoa. Seguimo-las e em breve demos com uma pequena povoação de casas de sapé. esta morto.

eu não tinha o direito de hesitar. servindo-me do pobre cãozinho. causar a morte pela magia.99 Entretanto. Na realidade. Ainda não possuo dados e informações dignos de confiança sobre este assunto e apenas . entretanto. tomando em consideração a pobreza da aldeia. Fizémo-nos irmãos de salgue. a não ser que ele não tenha tido capacidade para isso. decidimos aceitar o convite para ficar como hóspedes e sermos homenageados. Na verdade. não foi tão má. não me sentia muito bem. éramos todos bons amigos. talvez. Uma coisa. porém. A alimária estava cansada e. tratei logo de reafirmar o recado dado e. portanto. Um outro ponto que parece ser certo é que o kahuna parecia ser de uma classe bastante poderosa. que eu nunca pude compreender foi esta: O velho kahuna fora informado de que eu havia empregado o rapaz. Ofereceram-nos uma grande festa (Luao). não foi muito usado antigamente. Comentário: Existe ainda um outro método kahuna para. a qual. consiste num ritual de queima de cabelo ou qualquer outro pertence do corpo da vítima. A única maneira pela qual eu posso entender o caso é que. não conseguira descobrir que eu me tornara kahuna e que podia lhe mandar de volta a oração da morte. eles pareciam me considerar uma grande alma. por meios psíquicos. Não possuíam porcos para o banquete mas o cão estava tão saboroso quanto a nossa boa vontade. Somente os bem desenvolvidos no assunto são capazes de ver à distância. para eles. era muito natural. ele tenha se recolhido ao anoitecer e adormecido em seguida. Ninguém estava ressentido de eu haver matado o kahuna — o que. mas como um kahuna dos bons. pelo que me foi dito. Apenas. mas. dentro em pouco. o qual é conhecido como "kuni" ou queima. não posso dizer. por que ele não conseguiu prever o futuro. Ao que parece. atirando as cinzas ao mar.

A morte de uma pessoa pelos métodos de magia era vista pelos kahunas como se dependesse de sentir-se a vítima num estado de consciência profundamente culpada. talvez mais tarde surja algo de importância e esta minha observação nossa servir para futuros investigadores. tratando-se de estudos de psicologia. a fim de que . neste campo ainda tão inexplorado. com segurança. contudo parece ser de estabelecer certa relação entre a vítima e a imagem. Devemos considerar todas as fontes de informação. conforme as experiências modernas têm demonstrado. para que não deixemos de lado nada que nos impossibilite compreender coisas tão importantes e sublimes. ou força hipnótica. A idéia. o subconsciente da vítima defendê-la-ia vitoriosamente contra o ataque dos espíritos. aplicada pelo espírito consciente. Sem esta sensação de culpa. espetando um alfinete por dia nessa imagem. associado com dois outros de grau inferior.100 quero aqui mencionar o fato. conhecida como "mana-loa" ou "força mais poderosa". pois. A força vital ou "mana" dos kahunas possui três intensidades. para a voltagem mais baixa. era produto de males causados a outrem. o que. As palavras kahunas usadas para as três voltagens eram "mana". e esta. aplicada pelo espírito subconsciente e "mana-mana" para a voltagem mais alta. a cura instantânea. a qual consiste em preparar uma boneca ou imagem da pretensa vítima. podemos. Através dos séculos. afirmar que as três intensidades do mana conhecido dos kahunas equivale a três voltagens. como seja. não deve ser posta de lado. tem sobrevivido uma forma de magia praticada (ou experimentada). naturalmente. Muito temos pela frente. como "vontade". Esta sensação de culpa (complexo) fazia com que o ataque dos "unihipili" ou espíritos subconscientes tivesse sucesso. Se é de natureza elétrica. entendia-se que somente podia ser aplicada por um espírito super-consciente. sendo que a reação esperada seria morte depois de um certo período de tempo. Havia ainda uma voltagem mais elevada. Se bem que esta prática seja de pouca potência.

Além disto. tudo leva a crer que serão em breve descobertos. (Devemos sempre nos lembrar de que o sistema de psicologia dos kahunas. Conheciam o subconsciente e o consciente como dois espíritos e sabiam também da existência das duas intensidades da força elétrica vital. para. Duas voltagens de eletricidade foram encontradas: uma voltagem mais baixa nos tecidos do corpo físico e outra mais elevada no cérebro. Pelo que aqui ficou dito. Apesar destes dois últimos elementos não serem ainda conhecidos pela ciência moderna. A palavra "mana-o" significa "pensar". Nesta nossa investigação existem muitas provas para serem consideradas que apontam para a impecabilidade da psicologia kahuna.101 pudesse ser completa a trindade humana. embora não seja completo e exato nos detalhes de menor importância. sendo que o "o" era acrescentado para mostrar que o pensamento é um processo que aplica o "mana". era a mais elevada. medir as descargas elétricas carregadas pelos fios. encostando fios à pele do corpo e do couro cabeludo de uma pessoa. . Era um sistema eficientíssimo e nós não podemos cruzar os braços até que encontremos outro de igual eficiência). os kahunas também conheciam um espírito super-consciente e a voltagem da força vital usada pelo mesmo. hoje chamamos de "ondas físicas" e "ondas mentais". Foi descoberto então que todo o ato de pensar envolve atividade elétrica da voltagem mais elevada da força vital. sendo que esta última voltagem. Os arquivos da Revista "Life" possuem um número de 18 de outubro de 1937. tornava possíveis fenômenos como "o passeio sobre o fogo". mostrando algumas fotografias de testes com estatísticas e gráficos. com instrumentos sensibilíssimos. Têm sido feito estudos dos mais modernos sobre a eletricidade vital. Os kahunas associavam todos os processos do pensamento com o "mana". as quais. depreende-se que os kahunas ancestrais nada mais eram do que bons psicólogos.

quais sejam. mostrando que tanto a carne como o peixe não deterioravam quando tratados por processo "magnetizador". foram feitas experiências com um médium famoso. Laranjas e outras frutas.102 A força vital ou o magnetismo gerado nos tecidos do corpo físico pela presença da força vital exerce estranhos efeitos sobre várias coisas. mas secavam. A água recebe e armazena as cargas de força vital. assim como vegetais. entretanto. quando tratados pelo mesmo processo. não apodreciam. Ainda outras experiências demonstram que a força vital pode ser armazenada por algum tempo em substâncias várias. madeira. O mesmo. papel ou pano. não se dá com o vidro. . Na França.

Tipos de espíritos de acordo com o credo kahuna. Caso 10: A mãe do general Lee. Caso 9: Personalidade múltipla. Caso 11: Duas moças no mesmo corpo. Separação do consciente e subconsciente.103 CAPITULO V O sistema kahuna e as três "almas" ou espírito do homem. Na religião. em huna. deus trino. homem trino. . Importância do conceito do terceiro espírito do homem (aumakua). Cada um com sua própria voltagem de força vital. Esquizofrenia e insanidade. Afinidades unidas e separadas.

com um terceiro espírito ou super-consciência. vemo-nos a uma luz mais clara. Se os kahunas estiverem certos em sua idéia de que a consciência humana é composta. uma para cada alma porque estão em diferentes planos de desenvolvimento. Duas salvações serão requeridas. Na religião. Este conceito levar-nos-á a reconsiderar nossas teorias religiosas a respeito da alma humana. Se os kahunas têm razão estabelecendo que temos em nós um espírito inferior. mesmo deixando de lado seu ajuste à superconsciência. Esta complicação começa a aclarar-se e a tornar-se de mais fácil aceitação se tivermos sempre em mente que o inferior ou espírito animal em nós. (Posteriormente citaremos a terceira unidade que é a SUBSTÂNCIA. neste plano. encontraremos neste conceito uma adição ao conhecimento psicológico que será de suma importância. o unihipili. estamos acostumados a considerar Deus como trino. Sobre este último e mais complexo sistema de psicologia. da mesma maneira e pela mesma razão — devendo considerar-se dois espíritos desiguais. de pouco desenvolvimento. que é a FORÇA. através da qual a CONSCIÊNCIA extrai a FORÇA).104 CAPITULO V Para voltar ao campo das medidas do antigo sistema chamado Secreto. todavia trocamos a simplicidade dos seres. devemos considerar a primeira unidade. embora de difícil apreciação. que age como um anjo da guarda. nossas idéias de salvação deverão ser também remodeladas. . que é a mais velha e a mais desenvolvida das três almas do homem (a aumakua ou "espírito paternal"). de dois espíritos separados. assim como um espírito mais desenvolvido que está há muito tempo fora do reino dos animais. somente um grau acima dos animais irracionais. mas aparentemente perdemos de vista o homem como um similar tríplice. A concepção religiosa do karma e reencarnação deverá ser também modificada. A segunda unidade a ser medida é a CONSCIÊNCIA que dirige a força.

105

enquanto, para o homem, é capaz de todas as recordações, possui uma força
inferior de razão. A mente espiritual consciente ou whane não podendo recordar por
si mesma, pode usar toda sua potência de razão indutiva.
Às evidentes informações sobre "a oração da morte" acrescentamos outras
provas encontradas.
Enquanto as Pesquisas Psíquicas modernas identificam o espírito dos mortos
somente sob a classificação de "espíritos produtores de fenômenos" e "espíritos"
comuns, com referência às atividades do espírito como um todo, de nosso lado
notamos, muito claramente, que deve haver espíritos de diversas jerarquias, cada
grau com sua própria voltagem de força vital e suas próprias habilidades mentais (ou
falta de certas habilidades).
De outro lado, os kahunas classificaram há muito tempo os diversos tipos de
espírito. Como isto é quase uma novidade para nós do Ocidente, e esta
classificação é de grande interesse e de suma relevância, permitam-me enumerar os
diversos espíritos fantasmas que qualquer pessoa pode encontrar numa sala de
sessão.
Espécies de fantasmas ou espíritos classificados de acordo com a sabedoria
Kahuna
1) O espírito normal e comum da pessoa morta. Este espírito é elaborado pelo
subconsciente e consciente durante a vida. Ele pensa e mantém lembranças
como qualquer vivente comum e usa das mesmas forças.
2) O espírito subconsciente do homem, afastado de sua companhia consciente
por algum acidente ou doença, antes ou depois da morte. Este espírito lembra
perfeitamente, mas é ilógico, possuindo somente uma razão dedutiva animal.
É igual a uma criança e muitas vezes brincalhão, "produtor de fenômenos" ou
fantasma barulhento. Gosta de frequentar as sessões e fazer as mesas
saltarem, experimenta responder perguntas e frequentemente dá tais

106

respostas a fim de parecer mentiroso ou ruim; gosta de imitar parentes mortos
de alguma pessoa.
3) A mente consciente do homem afastada de sua companhia subconsciente
antes ou depois da morte física. Este espírito não guarda recordações e
assim sendo é uma alma desamparada (fantasma), vagando sem destino,
algumas

vezes

fazendo

notada

sua

presença,

outras

vezes

vista

psiquicamente, mas agindo como verdadeiramente é, uma "alma perdida". E
nessa condição permanece até, eventualmente, ser redimida ou emparelhada
outra vez com o espírito subconsciente que pode fornecer-lhe a bagagem das
recordações, muitas vezes com a memória de uma vida precedente, com a
qual o espírito consciente salvado ou whane não tinha nenhum contato.
4) Espíritos da ordem subconsciente, incluindo o que podemos chamar de
"espíritos da natureza ou almas agrupadas" de acordo com a terminologia
Teosófica. Somente vagas informações são guardadas por esta classe de
espíritos; no entanto, é de se concluir que eles frequentemente tomam parte
nas atividades dos dois espíritos inferiores, o unihipili e whane, ajudando-os,
muitas vezes, na execução de feitos de natureza espetacular.

Somente após a re-descoberta do sistema kahuna de psicologia é que
tivemos uma plausível e satisfatória explicação do fenômeno de duplas e múltiplas
personalidades (ou de obsessões ou tipos de insanidade por personalidades
divididas).
Torna-se, desse modo, excitante notar como o velho sistema se adapta ao
que conhecemos destes casos. Permitam-me apresentar algumas informações
típicas.

Caso Nº 9

107

Personalidade Múltipla

*

Notas Preliminares:

Livros consultados: Outline of Abnormal Psychology, de William McDougall
(Scrioner's,

1926);

Encyclopaedia

Britannica

(13ª

Edição),

Artigo

sobre

Personalidade Múltipla.
A palavra "personalidade" como é usada aqui não é muito bem definida pela
Psicologia. Jung, que seguiu Freud nas suas investigações dos complexos, leva-nos
de volta à sua origem Latina: persona, a máscara usada pelos atores quando
mudam de um para outro caráter numa peça. Isto descreve a mudança nos casos de
personalidade múltipla. É a individualidade, ou as particularidades que distinguem
um ente humano de outro. Descrevendo as mudanças de personalidade num corpo,
pouca distinção é feita entre o subconsciente e o consciente — sendo estes
considerados pela maioria dos investigadores como partes integrantes da
personalidade. Todavia, Jung, lidera no seu trabalho o caminho para a distinção
entre anima (Latim = vida ou alma, e corrompido em Francês para animal) para o
subconsciente, e persona para o consciente.
A descrição correta do fenômeno a investigaremos agora e achamos que
deveríamos dizer "anima múltipla e persona" em lugar de "personalidade múltipla".
Há três pontos que devemos considerar nos seguintes casos: (1) O
aparecimento e o desaparecimento seja só da consciência ou da subconsciência,
com correspondentes mudanças de personalidade; (2) O aparecimento e o
desaparecimento de ambas as unidades combinadas;

(3) As memórias

retidas

pelas personalidades, conforme vêm e vão.
Se a teoria kahuna fôr correta — isto é que somente a subconsciência possui
lembranças — então, observando-se a memória poderíamos dizer qual a unidade
que sai ou permanece.

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O "Webster's International Dictionary" fala deste fenômeno como uma
condição anormal da "mente". De meu lado, prefiro defini-la como uma condição
anormal do corpo, no qual a mente vem e vai de preferência às várias mentes
envolvidas. Cada mente observada é encontrada perfeitamente normal, enquanto
está senhora do corpo — a menos que haja uma perda de memória ocasionada por
uma saída do corpo ou adormecimentos, casos que podem ser considerados como
anormalidades.
Os termos usados para descrever os elementos de consciência são: Uma
personalidade separada do controle do corpo e do cérebro é conhecida como
"desassociada"; a personalidade original de um corpo é a "primária" e se estas vêm
a ser substituídas, são "secundárias"; a personalidade em controle temporário do
corpo e cérebro é chamada de "dominante", enquanto que aquelas que já
apareceram e se afastaram, ou aquelas que não hajam ainda aparecido,

são

tidas como "latentes".
Em casos de "personalidades alternadas", duas personalidades somente são
envolvidas no caso. Se houver uma "amnésia recíproca" nenhuma das
personalidades lembra os atos executados pela outra enquanto se encontrava de
posse do corpo. Se não houve amnésia recíproca, uma ou ambas podem ser
capazes de lembrar ou saber o que foi feito pelo corpo durante sua ausência. Sob a
influência da hipnose, uma ou mais destas personalidades podem ser trazidas de
seu estado latente e são capazes de responder as questões formuladas pelo
operador. As respostas podem não ser muito lógicas, como seria de esperar, mas
podem esclarecer situações nunca relembradas, como somente o pode fazer a
mente subconsciente se tais memórias tiverem sido armazenadas.
Este fenômeno não é novo. Desde tempos remotos o homem tem mudado de
personalidade ou se tornado "possesso". Isto geralmente refere-se a condições de
insanidade, mas nem sempre. Nossa atenção agora se dirige para casos em que
não são observadas personalidades insanas.

109

O Caso:

Condensarei alguns casos típicos debatidos por McDougall, baseados nos
livros já mencionados.
O Rev. W. S. Plumer descreveu o seguinte caso no Harper’s Magazine em
1860: Mary Reynolds, moça normal de dezoito anos, ficou sujeita a ataques durante
um ano. Certo dia, enquanto lia num campo, ficou inconsciente, acordando cega e
surda. Este estado passou em três meses. Certa manhã ela não pode ser acordada.
Algumas horas mais tarde acordou por si mesma — mas como uma criança recémnascida. Não obstante, ela podia repetir algumas poucas palavras. Aprendendo com
uma grande rapidez, o "bebê" começou a crescer mentalmente e a usar o cérebro
adulto. Em poucas semanas a personalidade primária voltou e a segunda
desapareceu. Esta alternação continuou por anos; a personalidade do "bebê"
progredindo no processo. Nenhuma das duas personalidades, quando dominante,
tinha algum conhecimento ou lembrança do que a outra fazia quando de posse do
corpo e do cérebro.
O Professor Janet descreve outro caso em que uma das personalidades
conhecia as memórias da outra: Félida começou a mudar de personalidade na idade
de 13 anos. Era uma criança histérica, mas a segunda personalidade era muito
diferente. A segunda personalidade podia recordar todos os pensamentos da
primeira, mas esta nada sabia da segunda.
O mais famoso estudo do Dr. Morton Prince foi o "Caso Beauchamp". Aos
dezoito anos uma jovem senhora começou a mudar de personalidade. Esta
mudança continuou por anos, cinco personalidades foram identificadas e em todas
elas — cada uma considerava-se uma individualidade separada, e as mútuas
lembranças provocaram um verdadeiro emaranhamento.
A infância da menina, B, foi marcada por pressões emocionais e nervosismos.
Adulta, tornou-se enfermeira, recebendo um choque emocional num caso de amor.

110

De repente todas as suas peculiaridades começaram a ser "exageradas" e ela se
tornou ultra-religiosa. As lembranças conservavam-se intactas, mas existiam
mudanças distintas em suas características. Esta transformação durou mais ou
menos seis anos, durante os quais uma outra personalidade chamada "Sally"
apareceu, apresentando-se somente quando B dormia. Durante a noite esta Sally
falava por este corpo, dando passeios sonambúlicos.
No final do período de seis anos, outro choque emocional provocou a
personalidade denominada B4, que se tornou dominante. Esta B4 podia lembrar
todos os acontecimentos da vida da original B, mas não aqueles da vida de B1.
Nos anos seguintes B1 e B4 se alternavam, com recíproca amnésia. Ambas
lembravam todos os atos da B, mas nada sabiam do que era feito por uma ou outra.
B1 era doentia e suave. B4 era mais saudável e muito mais agressiva. Ambas eram
muito emotivas.
O Dr. Prince aplicou o hipnotismo em sua paciente, e sob esta influência outra
personalidade foi descoberta, falando livremente. Todavia, esta interessante
personalidade embaraçava o investigador. Ele estava inclinado a pensar que esta
era a B original, em sua condição normal e aperfeiçoada. Ela assemelhava-se em
alguns casos com ambas B1 e B4, parecendo ser uma amálgama delas e de si
própria. Ela foi descrita como "Pessoa de temperamento constante, franca e livre ao
dirigir a palavra — personalidade natural e simples em suas maneiras de pensar e
agir". Ela possuía todas as recordações. B, B1 e B4 continuavam a alternar-se — B
agora comandava as lembranças de B1 e B4. Durante este tempo B1 e B4
pareciam às vezes partilhar das "características emocionais" de cada uma —
permuta que era levada para trás e para frente.
Após alguns anos a original B tornou-se dominante, forte e normal.
Sally era interessante. Ela podia surgir por hipnose e ser questionada, apesar
de também se alternar com uma das outras personalidades, transformando muitas
vezes o processo iniciado pela investigação hipnótica. Ela considerava-se uma

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personalidade separada e distinta, lembrando todos os atos praticados durante a
noite. Ela contou ter estudado o que as outras personalidades (exceto B4) estavam
fazendo, lendo seus pensamentos quando os achava interessantes. Quando elas
liam um livro que lhes desagradava, ela parava a leitura dos pensamentos e divertiase com seus próprios pensamentos. Ela detestava a B1, forçando-a a ter visões
alucinantes e a efetuar alguns movimentos autômatos. Algumas vezes tomava
controle da voz da B1; outras vezes obrigava-a a praticar coisas que desagradavam
a mesma — tais como dizer mentiras.
Quando Sally estava de posse do corpo era incapaz de abrir os olhos. Uma
das ações autônomas forçadas por ela nas outras era destas esfregarem os olhos.
Desta maneira ela podia eventualmente ter seus próprios olhos abertos, sendo
assim capaz de ver e dominar todo o organismo. Seu primeiro sucesso neste campo
foi quando, num momento de descanso sonolento, era dominante a B1. Depois
disso Sally era capaz à sua vontade de remover B1 no normal. Nestas ocasiões B1
retornava sem nenhuma lembrança do que Sally tinha feito com o corpo. Num
esforço de vontade Sally "paralisava" a B1, que, apesar de parecer dominante, era
forçada a obedecer ordens como se estivesse hipnotizada, o que resultava numa
Sally praticando brincadeiras contra a B1. Desfazer o tricô era sua brincadeira
favorita. A B1 e a B4 não tinham conhecimento de Sally ou de seus períodos de
domínio. Sally não podia ler os pensamentos da B4, como também não podia forçar
nenhum automatismo na mesma; ela dizia que isto era porque B4 tinha ouvido falar
nela e lutava contra qualquer controle. Em algumas ocasiões, quando Sally estava
dominante e não podia ter os olhos abertos, sua pele, tecidos internos e "percepção
muscular" assemelhavam-se em todos os pontos aos de um corpo adormecido.

Comentário:

112 O Dr. Como os psicologistas e os kahunas discordam. O Professor McDougall. Em alguns casos já reportados. Prince assegura que todas as personalidades usando um corpo são partes "desunidas" de uma real personalidade. uma personalidade infantil chega a tornar-se dominante. Caso Nº 10 Teria o consciente e o subconsciente da mãe do General Lee deixado o corpo e voltado? Notas Preliminares: . Seu método de tratamento consistia em fundir duas ou mais personalidades para obter uma terceira dominante. vejamos quais as provas que podem achar a respeito de poder uma "personalidade" deixar um corpo e voltar para o mesmo. Nenhum dos psicologistas é propenso a admitir que estas personalidades possam vir e ir num corpo e que a subconsciência possa ser usada por uma ou mais personalidades ou mudar no corpo. Meus próprios estudos e informações a respeito de personalidade múltiplas resultaram na aceitação do sistema psicológico kahuna como a melhor explicação dessas complicadas variações. Nisto ele era bem sucedido. em outras uma personalidade adulta vem e traz com ela uma completa mudança na saúde — muitas vezes paralisando um membro — assim como uma recordação definida de uma vida passada em outro corpo. em seu estudo (nosso livro fonte) esclarece que cada personalidade é uma "mônada" separada ou entidade em si mesma. como nenhum outro médico.

pois não havia sido sufocada. Rapidamente abriu o caixão.113 Este caso foi publicado no Hollywood Citizen em 14 de Dezembro de 1934. De qualquer maneira existem muitos outros casos que são perfeitamente autenticados. viva. As do subconsciente também cessam. mas voltara. ter ficado rígida e fria. Com referência de decomposição do corpo somos forçados a concluir que continuou uma leve conexão — talvez pelo cordão ectoplasmático — entre o corpo e a subconsciência. O médico atestou ter seu coração parado de bater. ficou surpreendido ao ouvir um gemido vindo de dentro do túmulo. os serviços funerários foram executados e seu corpo colocado na tumba da família. . ligação que deve ter sido removida parcialmente dando causa à aparência de morte do corpo. Lee — novamente de volta ao seu corpo. Pensando que ela estivesse morta. Recobrou-se e viveu para dar a luz ao filho que mais tarde viria a ser tão famoso. sua mãe aparentou ter morrido. General Robert E. Tomei-o como autenticado pelo organizador da seção. na seção diária Strange As It May Seem. os corpos não eram embalsamados. Lee. Uma semana mais tarde o guarda do cemitério. nascer. Aparentemente ela tinha falecido. Felizmente. Comentário: Neste e em outros casos similares temos a prova da cessação de todas as atividades do consciente no corpo. naquele tempo. O Caso: Quatorze meses antes do famoso soldado confederado. indo retirar as flores do túmulo. encontrando a Sra.

Desde a idade de quatro anos. O caso a ser observado e tratado era de uma jovem de vinte e oito anos. homem de brilhante cultura e tão merecedor de confiança quanto sábio. Transmito este caso conforme as notas tomadas em uma dessas conferências. mas nos dois próximos fixaremos a informação que me demonstrou a significação de todas — apontando-me o segredo dos kahunas. Nos dois casos anteriores examinamos justamente as informações que nos poderão valer mais tarde. Caso Nº 11 O aparecimento da mais estranha personalidade Notas Preliminares: Um dos mais novos membros da Sociedade de Pesquisas Psíquicas e que tem tomado parte em inúmeras investigações. esta jovem . enquanto a consciência viaja por longos períodos de tempo e o subconsciente adormece. Efetuou ele diversas viagens fora de Honolulu. Leapsley. em companhia de dois médicos. Era o Dr. para esta e outras investigações. Estes homenssantos usam uma forma de auto sugestão para arrojar seus corpos num estado de morte aparente. residia em Honolulu quando eu lá estava. Leapsley (Doutor em Filosofia e Biologista). filha de um proeminente advogado da Califórnia. foi chamado para uma consulta sobre um caso de personalidade múltipla.114 A respeito desta conexão é bom recordar os yoga da Índia. Muitas vezes conferenciava com um grupo de amigos para dar-lhes os últimos resultados de seus trabalhos. O Caso: O Dr.

Elas estavam na sala de estar e a personalidade primária. Através dos anos. . Segunda quem acordou no corpo um momento depois. descarada. Segunda. Havia sempre surpresa e um desnorteamento momentâneo na hora da volta a um corpo quatro anos mais velho e estranhamente vestido. Somente duas personalidades estavam envolvidas e existia entre uma e outra amnésia completa. A criança escutava quieta e feliz a leitura quando. durante os seus tempos de domínio. cada uma das duas personalidades foi continuando em seu crescimento mental e educativo. mas passou a aprender rapidamente e logo igualou-se ao desenvolvimento mental da personalidade primária. agora com dezesseis anos. A Srta. era acanhada e retraída. A personalidade secundária. Uma das transformações teve lugar uma tarde enquanto a mãe lia para sua filha de doze anos de idade. A mudança das personalidades que se dava com uma certa regularidade. Quatro anos se passaram. adormeceu. de repente.115 apresentava personalidades alternadas regularmente cada quatro anos. a quem chamaremos de Srta. estudiosa. apresentou-se como uma criança. Foi à menor Srta. Após a volta ao corpo nenhuma das personalidades podia relembrar o que tinha sido feito ou onde tinha sido feito ou onde tinha estado quando se ausentava. Seus gostos e recreações eram diferentes. sendo cada uma capaz de aprender com surpreendente rapidez tudo que a outra tinha aprendido antes. Nenhuma das duas tinha a menor idéia das experiências da outra. acontecia durante um sono profundo. A personalidade primária era quieta. dada a ralhar. Primeira era então dominante. gostava de costurar. Esta última estava lendo um outro livro. Segunda não se importava com livros. estava na mesma sala com a mãe. porque a Srta. quando apareceu a primeira vez. só que desta vez não era em voz alta. A personalidade secundária era agressiva.

nele presente na ocasião. Na idade de vinte e oito anos. o guarda-roupa tinha de ser renovado para servir à personalidade que reassumia o corpo. as jovens ocupavam lugar no corpo. Em cada mudança. da mesma forma. mas "lendo" o que . Segunda deixasse o corpo inteiramente para a Srta. mas que temia a aproximação do tempo habitual para a mudança. na qual estivera sentada quatro anos antes e. Ignorava que quatro anos se houvessem passado. por relembrar experiências similares. cada quatro anos. os pais decidiram apelar para alguém a fim de ver se não havia uma maneira de ser a personalidade secundária forçada a deixar o corpo para a primária. Assim. pensando ter caído no sono e que a leitura tivesse parado naquele momento. e cada uma disse que sabia tudo sobre as atividades da outra — não por compartilharem essa experiência. assim como a alimentação. Primeira olhou surpresa "Porque você parou de ler. os hábitos e os "hobbies". Subitamente os olhos se abriram e a Srta. na mesma grande poltrona. ou fazer com que a Srta. Avidamente ela submeteu-se ao tratamento. Mamãe?" perguntou ela. Por fim. Primeira. como já tinha acontecido. como realmente a jovem havia se tornado para eles. Os investigadores explicaram à jovem que eles iam hipnotizá-la e se empenhariam em provocar a fusão de ambas às personalidades para o ressurgimento em uma. Cada qual demonstrava completa memória de seu próprio período de vida no corpo. ou perto dela. numa tarde ensolarada. cada jovem tinha vivido no mesmo corpo cerca de quatorze anos. ocorreu o usual. No entanto.116 Adormeceu. Ela pôde também ver que seu corpo era maior e que usava um vestido muito colorido para agradar o seu gosto acomodado. Divertimentos eram instantaneamente mudados. como se tivessem duas filhas diferentes. Quando lhe foi dito o que tinha ocorrido ela compreendeu. encontravam-se os pais muito perturbados porque amavam ambas as personalidades. Sob hipnose. Ambas as personalidades apareceram em turnos e puderam ser questionadas.

Os . a resposta foi vaga e insatisfatória. ela somente respondeu. Elas não tinham certeza se ficavam no corpo ou não. Segunda a deixar o corpo.) Após o primeiro tratamento. Então algo estarrecedor aconteceu. pôde ser obtida. O corpo ficou como morto. Os tratamentos foram executados diariamente até que o habitual tempo de mudança chegou. Todavia. quando a mudança ocorreu. quando em estado latente e demonstravam a usual falta de força raciocinadora. Primeira ciente do fato de que eles desejavam sua permanência no corpo e se fundisse consciente e subconsciente com a Srta. mas os doutores estavam convencidos de que nada resultaria da mesma. estando a Srta. Seria totalmente impossível — se os kahunas estão certos em suas postulações — que duas entidades de consciência pudessem fundir-se sem ficarem instantaneamente cientes de sua dualidade. a fusão deve dar-se entre duas entidades subconscientes. Segunda. verificou-se que nenhuma fusão se dera. numa tentativa de obrigar a Srta.117 estava na memória da outra. Novamente os subconscientes foram questionados. O hipnotismo foi novamente aplicado. Quando foi dito ao Subconsciente da Srta. mas disse ser incapaz de fazer algo para isso. Tal fusão daria à consciência dominante uma dupla série de memórias e assim haveria uma fusão completa do par de personalidades. de nenhum dos subconscientes. (Nota: Como é só o subconsciente que pode ser hipnotizado e agir sob as sugestões dadas. Quando lhe perguntaram onde estava. algo seria obtido. Segunda que ela deveria sair e deixar o corpo. Nenhuma resposta. Tão convencidos estavam eles que deram também a habitual sugestão hipnótica com a finalidade de forçar a fusão das duas personalidades. após a recém-chegada ter ficado ciente do que estava sendo feito. A ordem parecia ter sido aceita. a Srta. Segunda. Primeira não estava fundida com a Srta. A Srta. A sugestão foi novamente experimentada. Era de se esperar que. Primeira lembrava as instruções recebidas para experimentar a fusão com a Srta. "Aqui". Segunda.

mas muito firme de um homem idoso. Primeira. Cada exposição era muito precisa e cobria o terreno com o qual os pais e os doutores estavam familiarizados. Era uma voz gentil. Os doutores perguntavam-se quem poderia ser o locutor. Era seu desejo verem-se livres da segunda personalidade. Tão logo a nova personalidade resumiu os fatos. cuja lógica era unicamente aparente. Eles explicaram a maneira pela qual a mudança de personalidade estava arruinando a vida da jovem. Os lábios se abriram e uma personalidade inteiramente desconhecida falou-lhes. mais fatos foram declarados — sempre sem os argumentos que uma mente consciente pode usar. Imediatamente compreenderam os doutores que estavam escutando uma outra personalidade dirigindo-se a eles e concluíram que esta nova personalidade não pensava do mesmo modo que eles. Foi dito ao grupo que as jovens estavam usando um só corpo pelas determinações da vida. mas começou imediatamente a fazer declarações uma após outra a respeito das jovens e de suas vidas. e sempre sem explicar as razões do caso. ficou silenciosa. mas super-logicamente. Em resposta a outras perguntas. A resposta foi outra declaração dizendo que era uma personalidade que tinha as jovens e o corpo sob seus cuidados e guarda. Não fazia perguntas. Apresentava-se não só logicamente. nos seus menores detalhes o que havia anteriormente acontecido e o que estava sendo tentado. mas agora parecia que havendo conseguido desalojá-la não podiam trazer de volta a Srta. Enquanto as sugestões estavam laboriosamente sendo continuadas deu-se uma mais assustadora ocorrência. Os doutores então apresentaram os seus melhores argumentos. com tal sabedoria e autoridade que os confundiu. Ela não podia casar e levar uma vida normal. Esta nova personalidade falava com uma voz ressonante que era de inegável qualidade masculina. Parecia conhecer perfeitamente.118 médicos e os pais ficaram muito alarmados. A isto a nova personalidade respondeu com declarações. . O grupo à volta da jovem escutava com espanto.

um dos doutores gritou que se não fosse permitido à Srta. iguais a verdades eternas. Nenhuma pessoa do grupo duvidou um momento sequer de que a velha e sábia personalidade cumpriria o prometido. Segunda abriu os olhos e sorriu. Declaração seguia declaração. A Srta.119 sempre sem argumento ou raciocínio. Doutores e pais desistiram. Encontravam-se como crianças ante a sabedoria antiga. Cada declaração era tão profunda e perfeitamente razoável que não podiam achar um argumento lógico para retrucar. Ainda uma outra assertiva foi dada — uma final que encerrava para sempre a entrevista. Foi então sugerido livrar o corpo do estado hipnótico. Eles tinham se confrontado com Deus e compreenderam a futilidade de seus esforços. O tipo de pensamento com o qual estavam se defrontando não era humano. A resposta foi que ninguém podia fazer coisa alguma que pudesse prejudicar o corpo. Afinal. A personalidade que se havia apresentado os deixava desamparados. Primeira ficar de posse do corpo eles a conservariam indefinidamente hipnotizada. Havia convicção de verdade e uma força serena em cada palavra. cada um dando propósitos definidos de vida — os vários propósitos de crescimento e experiência. alguém se aventurou a fazer uma nova pergunta. Os cultos doutores estavam desamparados. Algum tempo mais se passou. mas não podiam apresentar argumentos contra elas.. Seguiu-se um longo silêncio. mas. removerei as moças e lhes deixarei o cadáver". Os doutores teriam sido capazes de produzir argumentos em favor das declarações dadas. A declaração foi simples e concreta: "Se vocês interferirem no meu trabalho.. Num curto espaço de tempo ficaram em silêncio. nenhuma resposta veio. Em desespero. Comentário: .

mas em uma condição de insanidade. ou somente as memórias podem mudar (subconsciente próprio). assunto ao qual voltaremos. Somente a personalidade (consciência própria) pode mudar. ou ambos podem mudar — mas assim mesmo existe sanidade porque o consciente raciocinador está sempre no controle do corpo. de acordo com minhas conclusões. e que pode. desta maneira. A melhor prova da teoria kahuna dos três seres e de suas diferentes formas de mentalidade é encontrada nos casos de múltipla personalidade em confronto com os de insanidade obcecante ou esquizofrênica. O espírito super-consciente. A única palavra para descrever esse processo de pensamento é "realização" — processo de conhecer coisas sem que seja através do labor da lembrança e da lógica aplicada ao que deve ser relembrado e ao que é observado. usa uma forma de pensamento mais elevado do que a memória ou razão. É evidente que possui também uma forma superior de mentalidade. usa uma voltagem superior de força vital. a insanidade resulta das mudanças porque o próprio consciente é removido e um novo não toma posse do corpo. um subconsciente invasor pode obcecar ou tomar conta do corpo. deixa o corpo vivo. Ou. A super-consciência. Nos primeiros casos o paciente conserva-se são porque ele ou ela é obcecado ou controlado por um fantasma normal intruso que tem seu próprio subconsciente e consciente.120 Na personalidade do homem idoso. No segundo caso. lembrar-se e usar a razão. Isto deixa o subconsciente residente em sobrecarga. apesar de capaz de lembranças e raciocínios. Essa diferenciação correspondente ao designado pelos kahunas como super-consciente ou espírito "paternal". encontramos algo que está diferenciado seja do subconsciente como do consciente. . com a perda da razão. indiferente às mudanças. De acordo com a erudição dos kahunas. esta forma de mentalidade torna possível à super-consciência tomar contato ou ver aquela parte do futuro que estiver cristalizada. como também na própria maneira de pensar.

é muitas vezes capaz de se lembrar dia após dia. raramente perigoso. mesmo quando ilógicas. No momento o importante é entender-se que os kahunas acreditavam existir três espíritos ou almas separados e independentes compondo o homem. Casos de insanidade são comuns quando um estranho subconsciente obceca o corpo. Sabemos ser ele estranho porque traz consigo uma série de memórias e convicções. Adiante consideraremos a obsessão em conexão com o estudo dos métodos de cura Huna. do presente e de parte do futuro que tenha sido determinada com antecedência. É de importância um pouco menor o conhecimento de que só o subconsciente pode recordar-se. e ficamos sabendo serem SEPARADOS E INDEPENDENTES PORQUE PODEM SER SEPARADOS POR ACIDENTE OU INTENCIONALMENTE. mas nunca capaz de usar um tipo característico de razão da própria consciência. e que somente o consciente pode raciocinar.121 após hajam sido expulsos os dois seres residentes. enquanto que a super-consciência tem uma mais alta forma de mentalidade que lhe dá um exato conhecimento do passado. O insano que acreditar ser Napoleão é deste tipo. .

Pensamentos têm corpos ou formas astrais. Os três corpos astrais invisíveis do homem. A “luz verdadeira”. O termo havaiano “kino. Conceito grego e egípcio. Materialização de pensamentos. especialmente referente ao superconsciente. Telepatia. .122 CAPITULO VI Medindo o terceiro elemento em magia. Interpretação indiana da energia prânica. Substancia invisível através da qual a consciência age por meio de força. segredo da psicologia huna. Fluxo de força vital através de fios. aka”: corpo astral (também halo).

123 CAPITULO VI Como já expliquei. extensão luminosa fora do corpo. o sistema kahuna nos dá três unidades ou medidas de magia. como sou capaz de vê-lo agora. Vimos os três espíritos ou seres que compõem o homem. encontramos uma forte semelhança com a idéia kahuna dos três corpos. presumivelmente. também. conforme emprestado dos religiosos da Índia. Os corpos sombreados do espírito consciente e subconsciente fundem-se com o corpo físico vivente (eles podem vir e ir) interpenetrando-o. segundo. em qualquer operação executada. tendo cada um sua própria e peculiar força mental e usando sua própria voltagem de força vital. ou auréola de luz em volta da lua ou sol. sendo uma espécie de molde de cada minúscula célula e tecido. Na Teosofia. A palavra havaiana é kino (corpo) e aka (sombreado). pela falta de melhores palavras. mesmo antes do nascimento do corpo físico e após sua morte. primeiro. O corpo sombreado do espírito consciente centraliza-se em volta da testa e é apresentado nas pinturas dos santos medievais . mas o do espírito consciente é mais fino e sutil do que o do subconsciente. A palavra aka significa. Cada um dos três espíritos tem um corpo sombreado. o quadro estará levemente completo — ao menos. feitos de substâncias invisíveis e que servem cada um dos três espíritos do homem como um corpo fantasmagórico ou veículo. Usei os termos astral e etérico emprestados da Teosofia. o consciente em trabalho. O do superconsciente é o mais fino e sutil dos três. Se a isto acrescentamos TRÊS ASTRAIS INVISÍVEIS — ETÉRICOS — corpos FANTASMAS. O corpo sombreado do subconsciente interpenetra o corpo inteiro. a substância invisível através da qual a força opera — tipo de energia elétrica por onde é conduzida e trazida para atuar. terceiro. a força usada. ou o círculo de luz que se estende da lua ou do sol antes que se eleve no horizonte.

Permitam-me assinalar aqui um parágrafo do trabalho de Pryse: "Semi-latente dentro desta semente pneumática (da aura) é o paracleto. pelos físicos. organismo ao qual é correspondente. começar a captar algo.. sua aura é de pálido azul. a crença em dois corpos invisíveis: um corpo de luz.. tendo os órgãos da visão. podendo ser descrito como vida. na introdução de seu livro Restored New Testament. assim como o físico. quando já está familiarizado com o sistema kahuna. tornando-o iridescente. a luz do Logos. Em sua aparência ele tem uma luminosidade prateada. Nos Upanishads da Índia encontramos dois corpos invisíveis. (Ou. Em livros após livros. talvez. tisnada de delicado violeta. é molecular em sua estrutura. a legendária história da estada destes no Nilo. de acordo com James Morgam Pryse. possa ser o corpo sombreado do super-consciente do santo ao qual estava subordinado). Este corpo solar é atomizado. substância não molecular. Nestas intimações. . O corpo solar. com um intercalamento de todas as cores prismáticas. encontraremos ali definidos traços deste sistema kahuna.. O psíquico. como era de se esperar após conhecermos o Berber kahuna. por intermédio do qual a Mente atua no mundo físico.. como também o físico. mesmo que ainda incompleto. eletricidade consciente. de fatos substanciais. que gera energia. mas longe de ser uma substância mais fina do que aquelas dos elementos que compõem a forma física. o "casual" e o "sutil" (kãrana sharira e sükshma sharira).124 como uma fina auréola em volta da cabeça. assim chamado porque em seu aspecto visível é por si mesmo luminoso como o sol. audição etc. alguém pode." No Egito. de voltagem incrível e dificilmente comparável à forma conhecida de eletricidade. Eles transcreveram em palavras o que Thornton Wilder chamou de "vastas. ou corpo lunar. vagas intimações" da religião. um corpo de sombra. tem uma radiosidade dourada. Nos primitivos escritos da religião grega vemos. lemos as conclusões de homens sábios que procuram a verdade através da religião e da psicologia.

.. Levava uma existência independente. Ba." Existe uma câmara especial (no túmulo) para ka. seja pelo homem ou por deuses.. o gênio. Khoo era a Centelha do Fogo Divino.. imagem do Ego Espiritual. diz: "Seja permitido à minha Alma Eterna ver meu corpo. Era a projeção etérea da imagem divina ou duplo do Ser Eterno. Tinha também sua existência no céu. Khaibit (ou) Sombra era tratada como parte da economia humana.. no nascimento. Era a Alma Espírito translúcida que subia ao céu.. escreveu no Glossário do II Vol. e. ali vivendo até a morte. descrito como o ser nascido com o mortal para esta vida. cada uma funcionando em vidas separadas no túmulo com a múmia. Podia revisitar o corpo no túmulo e reanimá-lo e como outras entidades decairia se não fosse bem alimentado. Supunham que estivesse sempre perto ou com a alma.. Osíris (ou) reunindo as partes espirituais do homem. Todas elas eram indissoluvelmente unidas.. Sekhem e Ren. quando de sua união ou vinda para o corpo. de seu livro The Celestial Ship of the North (descrevendo as crenças do antigo Egito): "O homem abrangia muitas entidades. Sekhem (ou) "Força Vital" geralmente mencionada com Khoo e a Alma. alimento era-lhe suprido. Ba. podendo ser separada do corpo e visitando-o quando desejasse. quer seja como criança. O Ka pode separar-se e unir-se ao corpo à sua vontade. Diziam que Ka vinha para o corpo. Straiton. V.125 E... Pensavam consistir o homem de Sahy. ao qual pertencia. Estas partes espirituais quando juntadas assemelhavam-se perfeitamente a . a Faísca Luminosa. o segundo eu glorificado à semelhança do mortal eu superior.. Ba podia transportar-se. a Alma-Coração (era a) mais refinada e etérea em substância. homem ou mulher. Ka. apesar de nos primitivos tempos dizerem que eram partes da natureza mortal do homem. separadas e independentes.. Khoo. Ren (era) o nome e presumia-se existir no céu. Eram perfeitamente semelhantes. residindo seja no céu como no corpo físico. assim sendo. Ba podia entrar no céu à vontade. O Osíris do homem ligado a bem-aventurança espiritual após as cerimônias dos mortos.

o exorcismo. apresentando-se fortemente iluminado. Os rituais do batismo com o uso da água. também. resultasse na grande contaminação dessas idéias. numerosos remanescentes do Secreto. vindos do Egito. a confissão. apontam o fato do eu super-consciente. encontrarem-se kahunas nas partes mais remotas do Havaí que conhecem as histórias da Bíblia com referência ao Velho Testamento. da Cristandade." Nestes remanescentes fragmentários do velho sistema kahuna.. Na ciência kahuna. Como nenhuma outra fonte de rituais da Igreja Romana ou ramificação da Igreja grega tenha sido descoberta. de Caminho ou Senda. fazendo um uso diário dos rituais e cerimônias da Igreja primitiva em suas magias de cura. em seu corpo sutil. O falecido era chamado Osíris e assim continuou a ser chamado até o período Romano. . todas. com possível exceção da própria Missa. todos eles têm o seu profundo e significante fac-símile nas magias kahunas. que era chamado Luz. igualmente.126 ele. Era denominado. poder-se-á tirar indicações da tradição dos três espíritos do homem. Isto seria natural e aproximadamente correto se colocássemos a tradição dos kahunas no Egito. as três voltagens do mana ou força vital e dos três akas ou corpos sombreados. Mas é evidente que na Índia uma base similar de doutrina tivesse já sido incrementada e que com o enxerto das crenças kahunas àquelas nativas da Índia. antes da época de Moysés. ser carregado de indescritível alta voltagem de força vital. a "VERDADEIRA LUZ" era a psicologia Secreta e especialmente na parte relacionada com o super-consciente. é significante dizermos aqui. originaramse no Egito ou perto dele.. como se fora uma luz branca. Na Cristandade podemos ver. As visões psíquicas dos videntes e médiuns. É provável que os kahunas em sua emigração para o Havaí. tenham transmitido aos sacerdotes da Índia algumas de suas crenças básicas. As bases das primitivas religiões. mas que nada sabem a respeito do Novo Testamento. o ritual de perdão dos pecados.

Esta tendência de analisar tudo em muitas partes finas resultou na existência de quarenta e nove pranas em alguns sistemas da Índia. opunham-se ao uso das magias de cura. Apesar de mais complicado e mais elaborado este sistema evoluiu na Índia. Não necessitamos discutir rigorosamente os elementos dos sistemas de qualquer religião. Mas. ao retirá-lo. palavra kahuna para o espírito subconsciente. descobri que o "visco" era o corpo sombreado. A prova de qualquer pudim é feita sempre comendo-o. tocando um papel mata-moscas com um dedo. dando uma força especial ou energia prânica a cada ação da mente e do corpo. em sua aplicação para o homem como se ele tivesse um único espírito. como estabelecidas na Índia. dando-nos o dhãtus e dharmas como uma parte do esquema. um longo e fino fio de substância . quando já tinha associado o corpo sombreado ou aka com o espírito subconsciente e tinha considerado as diversas aplicações das raízes aka. nada pude deduzir da mesma. cultivando outrossim o sistema opressivo de castas. escutando). Enquanto os kahunas reconhecem somente três voltagens de mana (note-se a similaridade das duas palavras para força). os Hindus dividiram e mais uma vez dividiram. Quando pela primeira vez me defrontei com o significado de "viscosidade" como parte da raiz (pili) de unihipili. É como quando. como modernos Psicologistas. conservando-se o seu sistema psico-religioso muito menos prático do que aquele praticado pelos kahunas. devemos nos esforçar no estudo das questões dos velhos sistemas psicológicos quando haja relação com as recentes descobertas. por exemplo. as doutrinas do karma e da reencarnação. Ele adere a qualquer coisa com as quais entramos em contato ou vemos (estou inclinado a acreditar que até as coisas com que entramos em contato. a idéia de FORÇA. como é representada na ciência indiana pelos pranas ou energias prânicas. Todas as modalidades de pensamento e percepção são igualmente divididas para "sete vezes sete".127 Tomemos. mas. Além disso. como também a muitas outras atividades normais.

A esta altura. gravados e escritos por médiuns. Como a maioria dos pensamentos vêm em sequência e em relação a outros. cujos ramos espraiam-se. em um de seus finos corpos. o exato caminho encontrado pelos kahunas para a descoberta do corpo sombreado do subconsciente elaborado. sejam elas. Quando fortemente carregados de força vital. O cordão astral é descrito na literatura Teosófica como uma corda de matéria invisível que liga o espírito. . Eles podem ser vistos e sentidos psiquicamente. fabricamos formas de pensamentos.128 adesiva é dele arrancado. substanciais e resistentes. A idéia do fio ou cordão do aka está estreitamente ligada ao fluir do mana ou força vital. permitam-me mencionar a crença kahuna de que todas as coisas. como o são também os fios sombreados. uma vez tocadas. animais. o corpo sombreado do pensamento ou a "forma de pensamento” ou a "forma de pensamento" (reconhecido pelos Teosofistas) forma um agrupamento. tem corpos sombreados. tornamo-nos particularmente interessados na teoria de terem os pensamentos corpos sombreados. flores. À primeira vista. encontramos provas evidentes da existência desses fios ou cordões. e estes subsistem mesmo após a destruição de sua forma física. por milhares e milhares de finíssimos fios invisíveis. no entanto. Os Psicologistas modernos não têm a menor idéia de como um corpo sombreado é ligado às coisas. Quando realizamos pensamentos. assim como o é a água. tornam-se suficientemente sólidos para serem percebidos pelos dedos. cadeiras ou PENSAMENTOS. homens. acreditam os kahunas. A raiz ka significa corda. como também a vinha. ao corpo físico quando o espírito o deixa por ocasião do sono ou numa condição de transe. Antes de continuar a demonstração da parte desempenhada na magia pelos fios invisíveis. este é. absurdo quanto o possa parecer. O vinho é o símbolo do mana. apesar de microscópicos e invisíveis. mas aqui e ali nos boletins de Pesquisas Psíquicas. Estes agrupamentos são comparados pelos kahunas a cachos de uva (símbolo do grupamento de pensamentos em seus corpos sombreados).

frequentemente descobrem poder receber impressões telepáticas uns dos outros. Assim como o rádio. o Dr. É uma explanação simples e lógica. tão bem tem a telepatia sido demonstrada. mais fraca ela se torna. não pode ser mantida. ligando amigos que enviem mensagens telepáticas um ao outro. menor queda parece haver. marido e mulher. Quanto mais alta a voltagem da corrente. de uma distância de cerca da metade do globo. Realmente. Rhine da Duke University tem efetuado esplêndidos serviços.129 Um dos mais comuns hábitos de magia é aquele de enviar mensagens telepáticas. Como anteriormente mencionamos. Na física sabemos não existir nenhum condutor perfeito de eletricidade. Amigos íntimos. mensagens telepáticas foram enviadas diariamente por um explorador antártico e gravadas por um seu amigo em Nova York. devemos voltar às explanações kahunas. Resume-se somente na explicação de que os fios ou substâncias do corpo sombreado. Os estudos experimentais têm provado que a distância não provoca nenhuma apreciável diferença na força ou clareza das mensagens. Como isto cancela todas as modernas teorias aventadas na esperança de explicar o mecanismo da telepatia. parentes. Nestes últimos anos. Todos os metais oferecem resistência à passagem da corrente e quanto mais longa a distância a percorrer. estudando a telepatia em pesquisas de laboratório. mensagens transmitidas de mente para mente. uma mensagem telepática remetida de um ponto equivalente à metade do globo terrestre deveria necessariamente ser muito mais fraca do que aquela transmitida de um para outro lado da rua. . que pouco se pode negar de suas possibilidades. As mensagens eram recebidas com precisão. que depende de uma descarga elétrica para transmitir uma mensagem e como a força de tal descarga varia inversamente ao quadro da distância. são condutores perfeitos de força vital elétrica. É sobejamente conhecido que a teoria de rádio-mental.

de recepção da mensagem. Gerald da Universidade de Chicago e é da estimativa de um milésimo de volts. Os kahunas não somente acreditam que a força vital passa sem impedimento pelos cordões aka. nos intercâmbios das células cerebrais. o nosso corpo. . A voltagem foi medida pelos Drs.130 Ultimamente. não podem enviar ou receber mensagens telepáticas à sua vontade. então relaxar e esperar o início do trabalho. Podemos dizer quais as mensagens a transmitir. se não estivéssemos adiantados nas modernas ciências ao ponto de sermos capazes de entender a antiga sabedoria e o mecanismo por ela descrita. Devemos dar ao sub-consciente uma ordem mental de efetuar a transmissão e de recebê-las por nós. mas a ação das cargas é de "um milhão de volts na potência da corrente". ao longo de nossos nervos e de uma célula para outra. mas devemos esperar a recepção de mensagens para depois empurrá-las ao centro da consciência a fim de que possamos ficar a par delas — o processo é similar ao usado no despertamento de memórias — até que alguma sensação acompanhante. Pouco a pouco graças ao conhecimento recuperado dos kahunas. carregando. Como o espírito subconsciente tem o controle de todos os cordões da substância do corpo sombreado. como também que o escoamento da corrente pode ser dirigida numa direção e trazido de volta em formas de pensamento agrupadas a fim de completarem mensagens ou impressões. seja estabelecida. por intermédio de experiências com "ondas corpóreas" e "ondas mentais" viemos a saber que a força vital é elétrica em sua natureza. podemos ver tomar uma forma a explanação sobre a telepatia. ou menos. em seu escoamento ou saltos em pequenas cargas infinitesimais. Esta explanação poderia significar pouco ou nada para nós. todas as formas de pensamento após sua criação no curso da "ação de pensar" e de todos os escoamentos do baixo mana ou "corpo elétrico".

Termos simplificados dos 10 elementos..131 CAPITULO VII Psicometria. Termos correspondentes em idioma havaiano. Caso 12: Psicometria e uso da leitura da bola de cristal Dez elementos do homem na psicometria kahuna. do futuro etc. leitura da bola de cristal visões do passado. . explicadas pela antiga sabedoria dos kahunas.

Um psicometrista usualmente senta-se quietamente e toca uma carta. no devido tempo. Caso Nº 12 (Incorporado) Psicometria. Ou se o objeto é uma pedra. Psicometria. parte de um meteorito. ou os dizeres da carta. o cordão o levará somente até a fonte desta pedra — o meteorito. tais como as adquiridas pelo mesmo no passado. por intermédio do qual deseja receber informações psíquicas. depende do mesmo mecanismo. O fato ao qual quero dar ênfase é que alguém praticando esta forma de magia alcança o cordão sombreado ligado ao objeto. para serem. Leitura da Bola de Cristal e Fenômenos Relacionados Notas Preliminares: Nenhuma. a natureza e o ambiente do escritor. As mensagens são transmitidas pelo subconsciente e por ele recebidas. bem como seu fenômeno conexo. conhecidas pelo consciente.132 CAPITULO VII Telepatia é o envio de mensagens (como formas de pensamento) através das cordas conectoras da substância invisível do corpo sombreado que ligam uma pessoa a outra. um anel ou qualquer outro objeto. Os Casos: . excetuando-se que o cordão sombreado ou fio não liga duas pessoas similares. seguindo-o até o seu fim e lá encontrando as coisas e pessoas anteriormente a ele associadas.

Que barulho vem através da mata! Sinto-me impulsionada a responder. ou psicometrando. Sinto-me como se fosse um quadrúpede. Tive confirmação desta suposição porque tão . Consigo falar com dificuldade. um dos maiores psicometristas de nossos tempos. Afirmo que esta condição me é trazida por minha inamovível fé na unidade espiritual da humanidade. no qual vejo e escuto fora do tempo e do espaço. Desço para beber num riacho. de fato há uma manada completa. Encontro-me então num estado novo e especial. Vejo diversos mais novos. este se apresenta muito enrijecido.. meu queixo é muito pesado. como se tivessem sido completamente curtidos. utilizando toda minha força interior na percepção de sensações espirituais. (B) A Sra. Há um velho companheiro. cabeça repugnante e um corpo muito grande.. com grandes presas. Minhas orelhas são grandes e rijas e posso senti-las batendo em meu rosto quando movo a cabeça. Eles são marrom escuro.133 (A) Um pedaço de lava foi psicometrado pela Sra. com pernas pesadas. Denton psicometrou o fragmento de um dente de mastodonte. Existem alguns mais velhos do que eu. descrevendo as sensações recebidas: "Eu me sinto como um perfeito monstro. Aparento estar perdendo energia. Crídge e a impressão recebida do vulcão foi tão real e aterradora que ela foi presa de uma sensação de terror que durou mais de uma hora.. minha temperatura se torna febril e o coração bate com irregularidade. dá uma excelente descrição de suas sensações durante a prática desta forma de magia: "Começo por interromper todo raciocínio.. procurando um objeto perdido." Nota: Ossowiecki. Quando estou lendo uma carta fechada. as sensações são aproximadamente as mesmas.

quadros se apresentam. e estes casos são raros. quase sempre do passado. vêm eventos futuros. Um considerável esforço é requerido a fim de se perceber os detalhes e as condições das cenas apresentadas. Algumas vezes. incredulidade." Há várias fases na psicometria.134 logo termino o raciocínio. Esta sensação é breve e em seguida a lucidez toma posse de mim. Alguns realizam seus melhores trabalhos quando hipnotizados diante de vários objetos colocados em suas mãos para serem psicometrados. Alguns vêm um passado distante. A visão é esfumaçada e é necessária grande tensão. algo como eletricidade verte das minhas extremidades. por alguns segundos. Outros seguem psiquicamente um falecido no "outro lado" vendo sua condição presente e suas ações como espíritos desencarnados. que se associarão ao objeto que têm em mãos. O Dr. o estado de lucidez se completa em poucos minutos e em outras leva horas de espera. atenção e muitas vezes uma forte concentração sobre a minha pessoa é capaz de rapidamente paralisar o sucesso de uma leitura ou de uma sensação. conhecendo sua história. Isto depende grandemente daquilo que nos circunda. com os detalhes do acontecimento ou sinto-o novamente em minhas mãos. Vejo o objeto no momento de sua perda. Vejo a pessoa que escreveu a carta e sei o que escreveu. Em quase um século de Pesquisas Psíquicas e de esforços para explicar como a psicometria se aperfeiçoou. Pagenstecher ofereceu a seguinte: . diversas teorias têm sido apresentadas. Outros ainda. percebendo velhos ambientes de um objeto. ceticismo.

uma vez colocadas no diapasão com certas partes do Cérebro Cósmico. torna-se definitivamente mais mecânica." Sir Arthur Conan Doyle ofereceu a explicação de que todos os eventos e circunstâncias imprimem-se de alguma forma invisível e permanece no éter imutável. quando sua atenção era centralizada numa parte do éter ligada ao objeto seguro nas mãos. Alguém segura um objeto em suas mãos para efetuar uma ligação psíquica com a parte da memória do Mundo-Alma que tenha relação com o passado do objeto. além disso. já de posse dos mesmos eventos. de natureza psicométrica. automaticamente iniciam em nosso cérebro as vibrações específicas correspondentes a tais acontecimentos. apesar de ter geralmente alguém que nada vê. A Psicometria. era lido numa visão psíquica pelo psicometrista. o psicometrista "lê os Arquivos Akásicos". Os Teosofistas. Estas visões ocorreram a um certo número de pessoas reunidas num mesmo cenário e todas concordando com aquilo que viam. põem em campo vibrações simpáticas entre o cérebro humano e o Cérebro Cósmico. propõem (vide o trabalho de Blavatsky) a teoria de que existe um Mundo-Alma ou Akasa. Nandor Fodor dá alguns . Outro ângulo do problema da psicometria é encontrar-se visões. sob esta teoria. em cuja memória são gravados todos os acontecimentos. na vizinhança de lugares onde ocorreram antigas batalhas ou outros acontecimentos menos excitantes. atuando como uma escavadeira de túnel. O Dr. construindo sobre as idéias encontradas na Índia. Este éter impresso.135 "Os objetos associados que praticamente testemunharam certos eventos do passado. as vibrações de nosso cérebro. supunha ele. ou — melhor ainda — leitura mental. criando o quadro conjeturado que reproduz o acontecimento em questão. Numa aparência de telepatia psíquica.

foi travada em 22 de Outubro de 1624... como também afirmaram haver reconhecido amigos tombados.." O Dr. uma vez atravessado o pórtico ficou paralisado de espanto ao encontrar a mulher levantando-se assustada de sua cadeira. A visão durou algumas horas e foi testemunhada por pessoas idôneas que repetiram a narrativa vários dias consecutivos até que o rumor chegou aos ouvidos de Charles I. Fodor chama a atenção para casos comprovados de Premonição Psicométrica em experiências efetuadas em tempos atuais pelo Conde Buerger Moerner e descritas num periódico psicológico alemão de 1931: (D) "Atravessando um pequeno jardim e olhando para a janela ao aproximar-se da casa... em duas ocasiões. Uma comissão foi enviada para investigação e essas pessoas não somente transmitiram terem tido a visão. perguntando surpreendida a razão de sua intrusão.. como antes. entrou para comprovar ... curioso por saber se por alguma peculiaridade da janela não teria ele sido vítima de uma ilusão de ótica. entretanto.136 exemplos que foram colecionados e que são largamente aceitos como verdade. entre outros Sir Edmund Varney. Desta vez. mais uma vez. mas. visitar a cabana. o Conde ficou horrorizado ao ver o corpo de uma velha senhora pendurado numa viga do teto. O caso relatado a seguir é um deles. Dois meses mais tarde alguns pastores e pessoas do vilarejo presenciaram uma reapresentação da batalha com todos os sons das armas... decidiu.. (C) "A Batalha de Edge Hill".. o mesmo terrível quadro apresentou-se aos seus olhos. no meio dos lutadores. Perto da cabana... o relinchar dos cavalos e os gemidos dos feridos. Alguns dias mais tarde.

não deve ser desprezada num estudo. (2A) Evidência — nos casos de registros de acontecimentos por uma médium antes destes ocorrerem — que esta Inteligência tem a aparência de mentalização superior à nossa. diferenciando-se por não existir qualquer objeto nas mãos. Esta forma de psicometria. (3) Evidência de alguma sorte de mecanismo pelo qual. se colocam em contato com as substâncias recordativas postuladas. lê uma memória postulada ou a pré-memória na mente da Inteligência postulada. o psicometrista.137 que o que estava vendo não era visão. uma visão. (5) . devemos citar os sonhos. nada dizendo sobre o passado ou fatos que estão sendo realizados naquele momento em lugares distantes. Tinha esta cometido suicídio. ou é relacionada com a clarividência e a leitura da mente. nos quais o futuro é visto. ou o que tem sonhos premonitórios. (2) Evidência de alguma forma de consciência ou inteligência que dirige este processo recordativo. Nestas circunstâncias não temos um pensamento sequer para ser apreendido pela mente (como na leitura da bola de cristal) a fim de formar o gérmen da ação psicométrica. capaz de recordar as sensações de acontecimentos. quando lhe permitam ver o futuro. O corpo da velha estava realmente pendurado na viga. o que lê a bola de cristal. como nos exemplos acima dados. (1) Evidência de uma impressão sobre um médium intangível. Comentário: Para salientar a importância desta particular prática de magia. para incluirmos todas." A leitura da bola de cristal é semelhante à psicometria. Nos sonhos premonitórios os mesmos elementos entram em ação. (4) Evidência de que esta conexão é de natureza telepática. mas apenas a captação do pensamento da pessoa que olha para o cristal na expectativa de ver. em sua profundeza. ainda não foi reconhecida.

Não pode recordar-se. o leitor terá agora um quadro geral da antiga magia dos kahunas e se puder ter em mente a existência de três séries de três coisas. O super-consciente. mais o corpo físico. conforme enumerarei abaixo para facilidade de recapitulação. Cria todas as emoções. O subconsciente. Forma mental. A. . Os três espíritos que compõem o homem (vivo ou morto). mas deve aguardar até que estas cheguem à sua consciência — pois o subconsciente é aquele que executa o trabalho misterioso de contato telepático e não a consciência. Conhece o passado. por intermédio da qual o processo de "realização" é conhecido. C. B. De qualquer forma. os diversos pontos que podem parecer deslocados neste Capítulo. Os dez elementos na magia ou psicologia kahuna I. o quadro se tornará mais claro a medida que os diversos fenômenos relacionados com a psicometria forem verificados e examinados em detalhe. o presente e o futuro já cristalizado ou definitivamente planejado. mas tem completa força raciocinadora. dou a seguir. Recordações. mas com raciocínio deficiente. criado ou projetado neste plano. em rápida ordem. O consciente. Com a finalidade de reunir os esparsos e aparentemente não relacionados fenômenos em foco.138 Evidência — porque o psicometrista não pode dirigir as visões.

ou a baixa voltagem de força vital elétrica. sono e no estado cataléptico ou rígido. ao menos assim parece agir). deve ser usada pelo superconsciente em seus vários propósitos. em todos os pensamentos e atividades "desejosas". em todas as circunstâncias. Pode tomar a forma de magnetismo e ser armazenada em madeira ou outras substâncias porosas. usada em nós pela mente espírito consciente. III. (invisível. A substância sombreada. que conforme o pensamento dos kahunas. Pode carregar com ela substâncias químicas quando é transmitida de pessoa a pessoa. B. Uma grande descarga desta baixa voltagem de força vital dirigida pela "vontade" pode produzir um efeito paralisante ou mesmérico resultando em inconsciência. As ondas do cérebro. é de tal voltagem elétrica que poderia desintegrar o átomo. Similar ao "cordão astral"). usada pelo subconsciente e podendo escoar pelos cordões de substância do corpo sombreado (aka. Os . desde que formas pensantes sejam introduzidas na mente do subjetivo. elétrica ou astral) que compõe os corpos nos quais residem os três espíritos que formam o homem. como o faz a baixa voltagem. A alta voltagem de força vital (ainda não descoberta pela ciência). pode ser mesmérica ou força hipnótica.139 II. As irradiações do corpo. ou força vital superior à anteriormente descrita. A. C. Não pode locomover-se para o cordão de substâncias sombreado. As três voltagens de força vital (mana) usadas pelos três espíritos do homem. Usada como vontade. (Ou.

mas parece sobreviver muito mais tempo da substância física). é menos denso que o do subconsciente.140 dois "eu" inferiores. homens ou deuses e até pensamentos (sendo o último citado muito importante para o sistema de magia e suas práticas). Pode e não pode ser um condutor de baixa voltagem de força vital. plantas. no qual o espírito habita após a morte. . inter-fundidos entre si e com o corpo. O corpo sombreado do subconsciente. desenha uma longa e invisível corda. B. usada em sua forma de metalização e "vontade". partindo de si mesmo até a coisa tocada. Forma o corpo fantasma. O corpo sombreado da mente espírito consciente do homem. Esta substância é condutora ideal de corrente ou força elétrica vital. A. a menos que separados por alguma infeliz circunstância. conservam-se interfundidos após a morte física. Parece não ser fixável ou capaz de ligar-se por cordões. animais. Os kahunas presumiam que todas as coisas possuíam um corpo sombreado. Ele é de tal natureza que se fixa em qualquer coisa que tocamos (ou que talvez vemos ou ouvimos). É o mais denso dos três.sua voltagem característica. Quando fortemente carregada de baixa voltagem de força torna-se rígida e suficientemente firme para ser usada como "mão" ou instrumento para mover ou afetar objetos físicos — como batidas na mesa etc. podendo ser usada como lugar de armazenagem. sejam elas cristais. mas indubitavelmente é um condutor de voltagem média —. (Não temos conhecimento da permanência deste cordão. numa forma de união semi-permanente. e quando removidos do contato. artigos fabricados. durante a vida.

Aka inferior. e uma série de termos simples serão dados. Usado somente pelo espírito médio. é suposto ter características similares aos corpos sombreados dos dois espíritos inferiores. V. espírito ou entidade. Mana inferior ou baixa voltagem de força vital. Termos simplificados para os dez elementos do Antigo Sistema Psicológico I. Usada pelo espírito inferior. de acordo com a terminologia kahuna. Espírito separado. II. através da moderna Psicologia é difícil. IV. Por analogia. Espírito médio ou "eu": a mente consciente. III. O uso de termos a nós familiares. ou corpo sombreado inferior (astral inferior ou duplo etérico) do eu inferior. . neste invisível e levíssimo corpo. Espírito inferior ou eu inferior: o subconsciente. nele penetrando. O corpo sombreado do espírito super-consciente do homem.141 C. É um espírito separado e não uma parte permanente do eu inferior. Médio mana ou média voltagem de força vital. Transmitimos a seguir esses termos (para conveniência de referência enumeramos os dez elementos aproximativos da lista acima). O superconsciente supõe-se residir todo o tempo. mas estando algumas vezes em contato direto com o corpo físico.

II. e por eles usado durante a vida. ou alta voltagem de força vital. IV. IX. pelos cordões aka emitidos pelo eu inferior em seu corpo sombreado. III. O corpo: físico que é penetrado pelos espíritos médio e inferior. Força vital inferior: mana. Eu inferior: unihipili. Corpo sombreado inferior: kino aka. Espírito médio ou eu: unhane. atuando como um "sobreeu" ou espírito guarda paternal. no qual vive. para a competente comprovação. O Eu Superior é ligado ao corpo físico. O Mana Superior. VIII. ou eu em seus corpos aka. VII. ligado à distância com os "eu" médios e inferiores. ou corpo sombreado do Eu Superior. ou médio corpo sombreado habitado pelo espírito médio. O médio aka. usada pelo Eu Superior ou Espírito Superior. Classificamos a seguir. O Aka superior. . os termos correspondentes em Havaiano: I. na maioria. O Eu Superior ou Espírito: o super-consciente. X.142 VI. O "Eu" ou espírito separado.

e é óbvio que os kahunas dispensavam a maior atenção a este assunto. (Duplicando a raiz indica. entretanto. X. IX.143 V. em suas várias atividades. com nenhuma diferenciação dos termos aplicados aos dois espíritos inferiores. perfeito e espírito verdadeiro). O Eu Superior. VI. ou Espírito: Aumakua (que significa mais velho. também. Média voltagem de força vital: mana-mana (símbolo que significa "espalhar como a vinha"). . Médio corpo sombreado: kino aka (nenhuma diferença no termo). O pensamento kahuna Bérber simbolizava-o como a lua. VIII. O Eu Superior era simbolizado pelo sol e sua força pela luz. numerosos outros nomes para indicar o Eu Superior. algumas vezes. Corpo sombreado superior: kino aka. paternal. Existem. parece ter havido termos simbólicos para indicá-lo. Alta voltagem de força vital: manaloa (que significa "fortíssima" ou a maior força). aumento de força). VII. O corpo físico: kino.

correlatos.144 CAPITULO VIII Leitura do pensamento. duplica os pensamentos. Os nativos usam a telepatia na áfrica. . previsão. visão. A leitura da bola de cristal e sua significação. explicados dentro dos dez elementos do antigo sistema huna. Leitura do pensamento. Caso 15. e todos os fenômenos psicométricos. Caso 14. O “radio coco”. Telepatia. clarividência. Rhine. observa o sujeito. Os experimentos do Dr. A subconsciência ativa o fio “aka” que conduz uma pequena parte dos órgãos sensoriais. envia-os de volta no fluxo da força vital do ledor do pensamento. leitura da bola de cristal.

muitas vezes a uma distância de muitos metros. e experimentar ler o pensamento dos outros. A Psicologia moderna e a Ciência Psíquica não oferecem qualquer explanação destes dois mecanismos. onde outras pessoas estejam reunidas. como por exemplo num salão de estudo. . silenciar meus próprios pensamentos e esperar por impressões. A idéia da "vibração" mental. não nos tem proporcionado nenhuma ajuda prática. como o é verificado nas transmissões radiofônicas. A idéia de que espíritos desencarnados podem tomar pensamentos de outras pessoas. e (2) feito o contato. O Caso: Certa vez empreendi testar a possibilidade de ler o pensamento alheio. é igualmente impraticável. por vários dias antes de começar a obter resultados. que foi tirada da teoria do som vibrando no ar. Isto deixa-nos com a única explicação cabível das condições precisas para isso — aquelas de Huna.145 CAPITULO VIII Caso Nº 13 Leitura da Mente Notas Preliminares: Se alguém sentar-se num recinto silencioso. ter meios para ver ou sentir os pensamentos trazendo-os para si mesmo. tem (1) de alguma maneira que procurar contato com essa mente. em intervalos de dez minutos. Meu método era fixar os olhos na nuca de um estudante. Pratiquei isto. trazendo-os para nós. A idéia da difusão mental tem sido desacreditada pelo fato da distância não trazer nenhuma diferença nas comunicações telepáticas. Escolhi um salão de estudo para meu laboratório.

mal iluminado e fechado — mas desejável. mas quase sem queixo. Mais tarde tive a impressão de um pequeno velho chinês com dentes proeminentes. naquele quarto com o homem chamado "Esquilo". compreendi que aquele jovem continuava desejoso de algo que já havia obtido e provado. tornei-os cautelosos de meu olhar e assim. apresentei-me e comecei a interrogá-lo. Parecia falar com o jovem a respeito de algo que não pude conhecer claramente. que era "Esquilo". ou melhor. Finalmente. Recebi impressões de um novo vestido que estava sendo planejado.146 Momentos havia em que um pensamento ou impressão inundava minha mente como se me lembrasse de alguma coisa. a não estar essa mente consciente completamente ativa. Cedo cansei meus amigos. a não ser intrépidas e zangadas narrativas. o quarto e o chinês. . Isto divertiu-me e me fez pensar que eu mesmo tinha fornecido esse nome descritivo por causa dos dentes e do queixo. Concentrei então minha atenção em um jovem que me pareceu dado a sonhar de olhos abertos. apesar de seus toscos móveis e catres. da vontade de ir esquiar. Na sua maioria. li em seus pensamentos o quadro de um estranho pequeno quarto. Obtive depois o nome do chinês. o que conseguia captar. mas a princípio não compreendi essa relação. a fim de poder perguntar-lhes se tinha obtido captação correta. eram coisas supérfluas — sem o mínimo desígnio devido. Sabendo que aquelas memórias não tinham nada que ver com o meu próprio passado. Primeiramente. A poucos de meus amigos íntimos ousei contar minhas atividades. Tendo acumulado informações suficientes e um quadro claro do que era predominante na mente do jovem em mira. cheguei-me um dia ao seu lado. Nada obtive. Meu próximo passo nesta longa experiência deu-se relacionado com esta pessoa. as aceitava como vindas da mente que estava tentando ler. ficaram sem finalidade minhas experiências. do tímido amor de um jovem por uma moça. talvez.

o mesmo quadro do quarto e do chinês. Disse-lhe ter a impressão de que ele estava temeroso de algo e perguntei-lhe o que poderia ser. vindo a saber que minha leitura mental. Ele empalideceu e disse-me que eu estava certo em algum sentido. um dia. O primeiro não estava temeroso. estava correta. riu nervosamente e negou tudo. Foi somente após alguns meses que cheguei ao fundo da questão. O chinês. que já tinha sentido como se fosse em meu próprio corpo. cuja mente tinha lido com tanto sucesso no salão de estudos. O que me surpreendeu mais foi à repetição do nome "Esquilo". Entretanto. dizendo-lhe como tinha encontrado similaridade entre seus pensamentos e aqueles do jovem que parecia ser seu amigo. da qual estava certo haver realmente conseguido algo. Ele começou a tremer e perguntou quem o tinha "delatado". Em seguida contei-lhe a respeito do quarto e do chinês. encontrava-se somente ansioso por "fumar". O medo estava em luta com o desejo pelo "profundo sabor" peculiar. lendo em seus pensamentos a mesma ansiedade. Assegurei-lhe não ter nenhuma informação direta.147 Transferindo a minha leitura a outro jovem. Um grupo de jovens. li mais medo do que desejo. Expliquei-lhe meu teste de leitura mental. faziam parte do grupo. começou a fumar ópio. era realmente chamado "Esquilo". cujos quartos estavam habituados a frequentar. tendo eu visto sua face com correção. Pediu-me também que cuidasse de meus próprios negócios. Comentário: . Aproximei-me do segundo estudante e conversei com ele. Ele refletiu um momento sobre o que lhe contava e — apesar de ainda pálido e tremulo — então. tinha um a um contraído o vício. Os dois jovens. ligado ao mesmo chinês. inclusive estar temeroso. Este grupo de fumantes de ópio. fiquei surpreendido. por curiosidade. O segundo não estava somente desejoso. mas também com medo de ter contraído o vício e não poder largá-lo.

após receber a ordem de executar a experiência. há os que têm naturalmente esta habilidade. esperar para ver o que o subconsciente é capaz de fazer. tocando-se a pessoa. relaxar mentalmente. Alguns aprendem com mais rapidez que outros. Deve-se permitir a passagem do desejo ao eu inferior. A prova disto é que o eu consciente ou médio espírito não pode ler mentes por si mesmo. e assumindo uma atitude de expectativa. qualquer que seja o seu esforço. Primeiro a "mão" é formada e estendida para a pessoa. Toda oração é telepática. pois é verdade que todas as atividades premonitórias relativas ao futuro devem ser tomadas do Eu Superior.148 No caso acima relatado vemos que o subconsciente ou eu inferior é o que deve. A fim de entrar em contato com a pessoa cuja mente se deseja ler (conforme a teoria Huna) o eu subconsciente deve primeiramente enviar o cordão aka.) O subconsciente tem a estranha habilidade de projetar uma parcela do seu corpo sombreado. na hipnose. O futuro não cristalizado não pode ser visto. ligando a si mesmo com o subconsciente da pessoa atuando como subjetiva. ainda. A maioria das pessoas tem natural habilidade de aprender a usar as simples ações psíquicas da consciência. é necessário "perfurar" e penetrar no corpo . ao nosso comando. com a qual desejamos entrar em contato. empreender a leitura de pensamentos alheios. da mesma maneira que a ameba projeta uma parte de seu corpo para formar uma mão com a qual arranha uma partícula de comida. no tratamento ausente e na oração — no último caso a ligação é com o Eu Superior. (Isto deve ser feito na telepatia. ou estofo do corpo sombreado. quanto à leitura ou captação do pensamento requer-se prática. A mesma coisa se aplica no aprendizado da transmissão de sugestões hipnóticas. se estas já estiverem. leitura da bola de cristal e premonições (em menor proporção. de acordo com o sistema Huna). Mas. cristalizadas e em caminho de tornarem-se um fato. no momento. Segundo. telepáticas. e. O vocabulário kahuna nos dá diversas palavras para usar na descrição deste ato.

tornando-se assim conhecidas da mente do leitor. tão logo o contato tenha sido feito com uma pessoa que não ofereça resistência. deve êle ser revisto em alguns detalhes. os espíritos que se comunicam conosco. o subjetivo. é a conexão das duas individualidades pelo cordão do estofo Sombreado. como uma lança perfuraria um denso corpo físico. . que é neste caso o médio eu. Através dele vai a corrente do mana inferior ou baixa voltagem de força vital. Foram necessários anos para elucidar os significa dos das palavras empregadas pelos kahunas e entender. ou mente consciente. teriam de manifestar-se como surdos. Se assim não fosse. O primeiro e mais importante ponto a entender é que o eu inferior tem em seu corpo sombreado duplicatas de cada célula e tecidos do corpo físico. (Da mesma maneira as sugestões hipnóticas podem ser repelidas. Ligado desta maneira por uma corrente elétrica invisível. mudos e cegos — o que seria contrário aos fatos. de acordo com a teoria Huna. duplicando estes pensamentos.) O terceiro passo. se inteirado do esforço de toque e perfuração de seu corpo invisível pode geralmente forçar o seu subconsciente a repelir tal aproximação. duplicando assim todos os órgãos sensoriais. como formas de pensamento ou pensamentos em seus corpos sombreados individuais. reenvia-os de volta à fonte de força vital.149 sombreado do subjetivo. o que elas realmente representam. por fim. Para tornar claro este mecanismo. Deve ser lembrado que. através de médiuns. Isto poderia ser feito por um esforço de "vontade" do eu médio. e daí para o centro de consciência — onde os pensamentos são apresentados ao médio eu (maneira igual pela qual as lembranças são apresentadas pelo eu inferior quando desejadas). O parágrafo acima contém informações de inestimável valor. o subconsciente do leitor-mental projeta uma pequena parte de seus órgãos sensoriais ao ponto mais distante do cordão e observa quais são os pensamentos da mente subjetiva.

durante a sua queda. Os flocos de neve. percebendo coisas sem depender dos olhos. mas neste caso. sendo o trabalho baseado no suposto aperfeiçoamento auditivo. o passeador sobre o fogo. Os médiuns em sessões Espíritas têm frequentemente passado pela experiência de abandonar seus corpos físicos por um período de tempo e sob certas circunstâncias (que examinaremos mais tarde). Os homens cegos pela guerra têm sido recentemente ensinados a perceberem os obstáculos em seu caminho. lendo (estando seus olhos físicos cuidadosamente cobertos) cabeçalhos de jornais colocados contra suas costas nuas. tem sido observado que a habilidade de medir a distância dos objetos é nula. Naturalmente deverá haver uma habilidade distinta da parte de um subconsciente bem treinado para captar os sons do eco de objetos distantes e assim medir a distância. esta poderá entrar em contato com os flocos de neve e comunicá-los.150 Prova de que os órgãos sensoriais encontram-se duplicados no corpo sombreado inferior foi estabelecida por várias experiências feitas com pessoas que ensinam seu eu inferior a alcançar a projeção de seu corpo sombreado. o ouvido físico poderia dificilmente parecer um órgão suficientemente sensitivo por si mesmo — requerendo como principal ajuda uma explicação projetiva. dependendo unicamente de sua habilidade treinada para projetar seus órgãos sensoriais do duplo corpo sombreado para localizar os obstáculos. a porta ou o objeto. Quando a neve está caindo. não repercutem suficientemente o som. tato físico etc. aos objetos mais distantes. ouvidos. de quem falamos anteriormente. que o cego aprende a escutar e num segundo julgar qual a distância entre si e a parede. mas se a projeção do estofo de um corpo sombreado é enviado. era capaz de projetar o sentido da visão para a pele de suas costas. Durante estes momentos (sempre quando o corpo físico está em profundo transe ou condição de insensibilidade) os . Um pequeno estalo é usado. Kuda Bux. em seu lugar. Observei certa vez um cego caminhar em uma loja e vagarosamente determinar seu caminho por um labirinto de balcões e estantes diversas. produzindo um fraco eco.

151 médiuns sentem muito mais aguçados os seus sentidos do que no momento em que são usados pelos densos órgãos físicos. após a volta de uma viagem astral. Todo pensamento é produzido por meio de determinada voltagem de força vital. Mas se a totalidade do corpo sombreado inferior é projetada. Isto traz a foco a questão de sermos capazes de recordar o que foi visto. Se uma pessoa deixa seu corpo por longos períodos. em seus corpos sombreados. que podem pensar muito mais rapidamente e mais claramente do físico. por conseguinte explicada a associação de idéias em termos da Psicologia moderna). assim como aos animais e também às formas de vida as mais inferiores. também. A diferença entre as leituras da mente e as viagens astrais está no "quantum" o corpo sombreado inferior pode ser projetado. A memória é o pensamento que foi preservado e de alguma forma impresso numa partícula microscópica da substância do corpo sombreado. . Criar um pensamento parece ser possível a todos os três espíritos do homem. Se somente uma pequena parte é projetada. lugares distantes e pessoas têm sido vistas corretamente. apesar de modernos. o centro da consciência permanece no corpo físico. não temos outra explicação a oferecer. diz-se que está efetuando uma "viagem astral". que contém o volume do corpo sombreado inferior. A cada pensamento criado é dado seu corpo sombreado que é ligado por uma corda da mesma substância (ou talvez por contato direto) a pensamentos que vieram antes ou virão após (está. começando a atuar no lugar visitado à distância. o centro da consciência necessariamente movimenta-se. indo a lugares distantes. Muito se tem escrito para provar ser possível esta forma de viagem. Acham. Em tais viagens. Huna explica como a memória trabalha — e nós. deixando somente uma espessa corda de substância sombreada para ligação com o corpo físico (corda astral).

Por exemplo. Isto indica que o eu inferior utiliza uma voltagem diferente de força vital em seus pensamentos durante o sono e os sonhos. o inferior e médio . sendo apresentadas com as lembranças associadas à recordação que se deseja. Em nossa condição normal e desperta. Tem sido bem demonstrado pelas experiências com as ondas do corpo e do cérebro o fato de que a força vital é usada no processo de pensar. Gráficos feitos do movimento de diminutas descargas de ondas elétricas através dos nervos e outros tecidos do corpo demonstram que um gráfico diferente é marcado no mapa quando alguém está adormecido. quando lembramos o nome de uma pessoa conhecida fortuitamente. o som de sua voz e o lugar em que costumamos vê-la. Um cacho de uvas ilustra perfeitamente o mecanismo em que cada uva é ligada a um talo.152 Quando um pensamento é formado e impresso em sua partícula da substância do corpo sombreado. tal como o nome de um amigo. este à vinha. que sabemos serem relacionadas ao ato de recordar. é tomado pelo eu inferior e armazenado naquela parte do corpo sombreado inferior que usualmente interpenetra as secções do cérebro. Estas ondas. estas formas de pensamentos estão nos tecidos do cérebro e quando o médio eu deseja uma memória. o talo ao cabo central. o eu inferior encontra-o no lugar onde está armazenado nos associados cérebro-corposombreado/cérebro-órgão-duplicado e apresenta-o ao médio eu para ser interpretado. As memórias são evocadas em forma de corrente. A memória pode desenvolver-se pela atenção cuidadosa dessas idéias associadas ou formas de pensamentos. O gráfico traçado o mais irregularmente é obtido pelo pensamento combinado de ambos. a vinha à raiz. a raiz ao solo e através dele a todas as outras coisas enraizadas na terra. Lembramos que os kahunas falavam dessa associação ou formas de pensamentos como "cachos" — cachos como de cerejas ou uvas. lembramos igualmente como são suas feições. não são como as de projeção do rádio — ponto muito importante para nós — mas relacionam-se muito de perto com o corpo.

como pode ser comprovado pela perda final de consciência. É evidente que a força vital é retirada. aplicando-se os métodos de choque insulínico. o espírito invasor sente-se muitas vezes inconfortável no corpo roubado. e. absorvendo a força vital de seu corpo pelo espaço de poucos minutos. A força vital é retirada dos alimentos que consumimos e deve ser ensinado que. que a epilepsia é o resultado de habituais ataques de espíritos inferiores desencarnados que são capazes de sobrepujar o eu inferior residente da individualidade atribulada. durante as horas de vigília. para o benefício dos estudiosos destes assuntos. enquanto o roubo é praticado. e o esforço nos períodos seguintes. e a lenta recuperação da mesma.) (Permitam-me aqui sugerir. e que possam somente retornar após algum tempo. permitindo aplainarem-se completamente as linhas gráficas. por isso retira-se. Nos ataques epiléticos as linhas gráficas correm muito alto antes do clímax e aplainam-se a zero após a típica "queda". sendo guiados na volta por um cordão de ligação ou uma série de fortes fios de substância do corpo sombreado prendendo-os ao denso corpo físico. O problema é estritamente ligado aos casos de personalidades múltiplas nas mudanças de "eu" e a casos de obsessão por espíritos da qual resulta insanidade. quando sobrevêm a inconsciência (presumivelmente quando o inferior e médio eu deixa temporariamente o corpo físico. Nos períodos de inconsciência a agulha da máquina gravadora mostra. nenhuma ação elétrica. casos esses em que. tendo usado a hipnose com relevante sucesso. permitindo ao proprietário o direito de voltar ao seu corpo). em casos por mim estudados e observados. após o roubo de força vital pelo eu inferior ou ainda que por um espírito sub-humano. . É possível que o inferior e médio eu residente sejam forçados a sair do corpo. sobretudo.153 eu. apesar da luta para obstar tal roubo. o açúcar no sangue é gradualmente oxidado para criar mais força vital. Para enrijecer a resistência do paciente nos períodos de ataque.

como na telepatia. facilmente encontrados e trazidos ao foco da consciência pelo eu inferior. somos capazes de usar as lembranças armazenadas pelo eu inferior em seu corpo inferior sombreado. (Lembrem que o médio eu não pode recordar. as formas de pensamento de uma pessoa não lhe podem ser tiradas por outra. especialmente quando é necessário explicar-se a violenta atração desempenhada no movimento do viajante astral para voltar ao seu corpo quando este se encontra perturbado. permanentes. Na leitura da mente. Por analogia. não pode ser dito como alguém é capaz de projetar o cordão da substância do corpo sombreado através de um quarto. quando carregado de força vital e agindo sob a ação da consciência. A melhor suposição parece ser de que a natureza magnética do estofo do corpo sombreado. resulta no uso de atração ou repulsa como força motora. Assim como um poema é aprendido pela repetição de suas linhas. É realmente um fantasma afligido por sua condirão à parte. às quais faço referência. o eu inferior. cada vez que recorremos à memória criamos uma duplicata no processo de reconsiderar o particular memorizado. é incapaz de lembrar quem é ou quem foi. É também evidente que. Mas. podemos considerar a ação de alguém estendendo a "mão" — exemplo dado pelos kahunas. ou a sua totalidade através de meio continente. se por ocasião da morte é separado de seu sócio. o magnetismo pode atuar em grande parte. um pensamento repetido reduplica a sua memorização em palavras e linhas — até que todas as formas associadas e agrupamentos sejam fortes. No presente estágio de investigação. Ele pode armazenar as formas de pensamento em seu corpo sombreado.154 O mecanismo de projeção de uma parte ou da totalidade do corpo sombreado (inferior ou combinado com o médio em viagens astrais consciente) é algo que será objeto de próximo estudo. quando o mecanismo é compreendido em seu todo.) Após a morte. Elas não morrem com a decomposição dos . É evidente que numa transmissão telepática são criadas formas duplicadas pelo próprio ato de sentir os pensamentos apresentados na mente do objetivo ou da pessoa operante.

Caso Nº 14 Telepatia ou transferência de pensamento Notas Preliminares: A Telepatia. (Parece haver evidente conflito quanto ao sucesso de experiências pelo rádio. Upton Sinclair e Dunninger. como a leitura da mente. é uma simples aplicação de forças psíquicas que não envolve o espírito de uma pessoa morta. que usando a voz humana. para o estudioso da leitura mental que se encontre na fase de enviar impressões telepáticas aos que queiram captar sua transmissão. nem a cooperação da Super-consciência ou Eu Superior. .155 tecidos do cérebro na morte do corpo físico. na maioria das pessoas. Isto pareceria um inacreditável mecanismo. ainda. Estudos detalhados e relatórios sobre experiência telepáticas podem ser encontrados em qualquer boa biblioteca. É surpreendente como uma pequena prática pode desenvolver. mesmo quando transformada em ondas de rádio. devemos menosprezar as probabilidades de provar as práticas da antiga magia. Elucidativos são os livros de Eileen Garrett. De nenhuma maneira. mas existem outros igualmente inacreditáveis que têm sido razoavelmente verificados. Se provadas com sucesso. se aplicarmos a teoria Huna. por intermédio do cordão da substância do corpo sombreado ligar o difusor a seus ouvintes. uma habilidade telepática. pode. Os anais das Pesquisas Psíquicas estão repletos de casos de pessoas mortas que retornaram para comunicar-se com os viventes através de médiuns e a real prova da sobrevivência após a morte física é baseada nas provas da lembrança de casos ocorridos na vida física. isto significaria.

antecipadamente à sua volta pela ilha. olhando-as fixamente com o propósito de enviar uma impressão telepática do símbolo à receptora. Embaralhei as cartas. Em várias ocasiões. à minha frente. Esses turistas eram aguardados em qualquer lugar que chegassem. virando-as então uma a uma. Mais do que qualquer outro homem. Uma tarde. sentei-me no fim de uma comprida sala e. começando no porto de Papeete. descobri que diversos indivíduos possuem habilidades telepáticas incipientes. informações foram dadas e nas quais constavam os nomes e descrições de turistas. travam conhecimento com antecipação de notícias importantes para suas vidas. agindo como receptores telepáticos ou como viajantes astrais. as mensagens são enviadas telepaticamente aos nativos residentes nos vários vilarejos da ilha. Em distantes lugares da África. enviando sistematicamente notícias pela telepatia. Quando notícias importantes aparecem no porto. repetindo com amigos as experiências do Dr. da Duke University. Rhine. usando as cartas imaginadas pelo Dr. estava uma senhora de grande aptidão para atuar como receptora de minhas mensagens telepáticas. possuindo cada uma um símbolo. novas decisões da política têm sido recebidas horas e muitas vezes dias antes da nota oficial chegar. Ele é chamado o "rádio coco". Rhine. tem trabalhado para tornar a telepatia cientificamente aceitável e as percepções extrasensoriais uma parte reconhecida da Psicologia. Rhine. há muitos anos. um famoso uso da telepatia.156 No Taiti. na outra extremidade. fatos foram escritos. existe. Estas se desensolveram em poucos meses de práticas semanais. . O Caso: Em reuniões semanais realizadas em 1946. os nativos. por toda a ilha principal. o Dr. formados na sua maioria por mulheres de idade avançada.

Comentário: O mecanismo da comunicação telepática é o mesmo empregado na leitura mental.157 Nove cartas foram viradas e o símbolo de cada uma imediatamente nomeado. que as tomam como impressões de acontecimentos atuais. o estado receptivo e a necessidade do cordão de ligação da substância do corpo sombreado. Vimos aqui novamente o consentimento. Como este foi o mais perfeito número de pontos alcançados num grupo. o nosso interesse aumenta mais pelo fato de como ela se produz do que pelo fator de que é feito. numa corrente de baixa voltagem de força vital. Mas a prova dos nove é conclusiva para os nossos propósitos. Os kahunas colocavam frequentemente bolas redondas pretas em cabaças cheias de água. Caso Nº 15 Leitura da Bola de Cristal e sua significação Notas Preliminares: A leitura da bola de cristal é uma antiga prática de magia. aqueles que formavam a assistência ficaram tão excitados que começaram a proferir exclamações. Isto virá mais tarde. através do qual impressões ou formas de pensamentos viajam. perplexos após a nona chamada consecutiva correta. quando se olham tal prova telepática. Nada será dito neste capítulo acerca das mensagens telepáticas nas quais previsões futuras têm sido sentidas pelo receptor. . excetuando-se que ambas as partes estão conscientes do esforço de remeter pensamentos um para o outro. A décima carta foi indicada erradamente. Especialmente.

a aparência da imagem no cristal é idêntica à impressão produzida em sonho pelo seu subconsciente. é somente vista por uma individualidade. seja mesmo. real. . que é a atuante na leitura da bola de cristal. A imagem sonhada. olhavam então para a mesma e imediatamente conseguiam ver imagens visuais características. trazendo de volta formas de pensamentos ou de impressões e reconstruindo no centro do cristal a imagem sonhada. As imagens vistas no cristal por um investigador expectante e descansadas são. como os leitores mentais ou telepáticos. mais imagens sonhadas do que imagens atuais que possam ser fotografadas ou que possam ser vistas por muitas pessoas ao mesmo tempo. num processo visual de reatamento. lugar ou pessoa. porem.158 agitando-a fortemente ao redor da pedra a fim de fazerem a sua superfície arredondada brilhar. estes se tornariam similares às visões em grupo nos locais onde se travou alguma batalha. Qualquer superfície arredondada e brilhante servirá a este propósito. O desejo de ver a ocorrência passada. Nada existe no cristal que o torne especial para uso de leituras. como em sonho. um recipiente redondo com água. ou em lugares onde acontecimentos relevantes do passado tenham sido observados. fazendo observações sobre objetos ou cenas distantes. evidentemente. Nos casos em que muitas pessoas afirmam terem visto a mesma imagem no cristal. muitas vezes acompanhadas de impressões sonoras. atua de maneira a dar a qualidade psicométrica ao leitor da bola de cristal. Usualmente a projeção segue por um antigo cordão que liga o leitor com a coisa a ser vista. Enquanto este mecanismo não for completado. após isto estende suas percepções sensoriais. Têm sido vistas imagens em poças de tinta derramadas sobre pires. proporcionando à projeção da substância do corpo sombreado entrando em contato com alguém ou com um objeto à distância. As imagens visualizadas movimentamse. ou às vezes em paredes simplesmente estucadas de branco.

no formato de peso de papel. um pouco antes da hora por nós estipulada. vistos no cristal e. Uma peculiaridade foi observada: Quando entrei numa mina a visão no cristal pareceu incapaz de me seguir. Esta ocorrência teve lugar ao mesmo tempo em que foi vista no cristal. pudemos comprovar os seus resultados. Um de meus amigos foi visto aproximando-se do túnel de uma mina com uma câmara e tripé.159 O Caso: Há alguns anos atrás. (Algumas vezes os acontecimentos foram vistos antes ou após ocorrerem. era um magnífico vidro. todas vistas corretamente a uma distância de cerca de quinhentas milhas. Estes foram surpreendentemente precisos. desejando ver determinados lugares ou pessoas.) Após deixar Lovelock. Comentário: . quando então ele os fotografou. desta maneira. indo-se embora. Muitos de seus e meus amigos foram. desenvolveu em poucas semanas uma grande habilidade na leitura da bola de cristal. de acordo com minhas instruções. Sentou-se a ler um pequeno livro preto até que os mineiros começaram a sair da mina. Nevada. Era colocado sobre uma toalha preta e olhado em concentração. efetuei uma série de experiências com uma amiga que. mas permaneceu estacionária na superfície e no equipamento superior do poço da mina. Os melhores resultados eram obtidos quando outro objeto que tivesse tido contato com a pessoa que desejava ver. neste. Foi um bom exemplo de uma cena com pessoas e séries de ações. O cristal para a leitura. escrevendo a eles perguntando se tinham ou não estado em determinados lugares para saber se as visões tinham sido corretas. Lugares e pessoas por mim vistos eram precisamente descritos. Mais tarde a imagem feneceu. recebia diariamente cartas de minha amiga informando-me o que tinha eu sido visto fazendo cada manhã. em Lovelock.

160 Existem casos comprovados em que espíritos de entes falecidos tomaram parte na criação e exibição de imagens visuais. Os pais ficaram muito impressionados pelas cenas árticas. Mensagens escritas têm sido vistas no cristal. A relação entre a leitura da bola de cristal e as viagens astrais existe nos casos em que lugares distantes são vistos no cristal e pela vontade do operador as cenas são então exploradas. continua a desdobrar-se. um autor é capaz de imaginar uma cena aberta de um livro a escrever e quando a imagem desenvolve-se no cristal. esta bola quebrou-se. O mais interessante relato (vide Fodor) deste assunto foi dado diante da Dialectical Society pelo Sr. como no caso de movimentação de um cômodo para outro observando o que e quais as pessoas que se encontram nos vários quartos de uma grande casa. nas quais o operador imagina uma cena ou acontecimento e sendo ela então construída em imagem visual. O sonho característico é visto na natureza da imagem. F. nas quais pessoas e cachorros movimentavam-se como em vida. As cenas desenrolavam-se em terras distantes e conforme relatado pelos mesmos. que é tal a dar a impressão de observar-se uma cena atual num plano aproximado ou de estar-se no nevoeiro delas. senta-se e observa os caracteres de sua novela . Os pais igualmente conseguiram ver as imagens. em paisagens do mundo dos espíritos. tendo inclusive um navio preso no gelo. mas o espírito complacente continuou a exibição dos quadros na parede estucada de branco. que produziam imagens. associadas com a leitura da bola de cristal. descobrindo por acidente que podiam ver quadros nela. Fusedale. Porém. Um sugestivo ângulo é o de achar-se em determinadas circunstâncias. Seus filhos conseguiram a leitura da bola de cristal com um enfeite prateado da árvore de Natal. Neste sentido. As crianças eram capazes de sentir a presença de espíritos amigáveis.

em Hollywood. Ele o observaria até o fim. produzindo uma imagem no cristal).) (Mais tarde . Há poucos anos atrás. deve ser delineada entre as três espécies de imagens vistas no cristal ou numa parede branca. nos casos em que é ela vista por diversas pessoas ao mesmo tempo. (3) e a imagem pura. (1) A imagem ou cena. a substância do corpo sombreado. (2) a imagem visual produzida por espíritos e que pode ser vista por diversas pessoas ao mesmo tempo (indicando uma imagem mais substancial que a subjetiva ou imagem sonho). acontecimentos distantes ou ocorrências futuras que se produzirão nos arredores antecipadamente vistos. no entanto. igual ao sonho. contou-me qual a sua habilidade em obter uma tão grande soma de enredos para filmes. produzida primeiramente como imaginação (mas com a criação de formas de pensamento que podem ser usadas mais tarde. dando o filme completo.161 efetuarem passo a passo as ações dos capítulos não escritos e não projetados. mas que não têm relação com lugares atuais. um de meus amigos. É provável que esta substância seja similar àquela que produz as formas de pensamento. escrevendo após em forma de novela o que tinha visto. que se encontrava entre os mais bem pagos escritores da época. ou seja. por intermédio da qual a imagem foi criada. consideraremos esta substância em sua relação com o ectoplasma. era somente o resultado de ter a destreza de iniciar uma história. é incerta. igual ao sonho. de lugares distantes (ou acontecimentos futuros). Uma grande distinção. olhando então para uma parede aguardava as imagens projetarem-se e moverem-se em toda sua extensão. A natureza da substância.

. Sonhos como portas abertas a premonição. Previsão do futuro. O problema da livre vontade. A premonição provem da superconsciência e vai da subconsciência à consciência. Explanação dos kahunas e da premonição.162 CAPITULO IX A significação da visão do futuro nos fenômenos psicométricos e nos sonhos.

Em sonhos ou visões. mas a mais desejável prática da sabedoria Huna. é inteiramente impossível vê-lo ou saber em seus exatos detalhes quais ocorrências sucederão. Esta arte de magia engloba uma grande parte dos trabalhos kahunas porque controla tanto o corpo como as riquezas — as complicações sociais e econômicas. vemos fatos antes deles ocorrerem. Existe uma terceira "impossibilidade" que se coloca a par da imunidade ao fogo e da previsão. os de mudar e reconstruir o futuro cheio de tropeços para consegui-lo em ordem. atualmente. Sentimos as ocorrências futuras e chamamos esta percepção "premonição". alguém pode tentar explicar a existência da imunidade ao fogo. adicionando-a ao nosso desvalorizado arquivo do conhecimento humano. é aprendermos os antigos métodos de apelação à cura instantânea e. como algo importante. Talvez de maior importância ainda. Encarada como secundária. Um acontecimento futuro ainda não se tornou de conhecimento público e. recebendo ajuda do Eu Superior. Por um esforço de imaginação. mas qualquer que seja esse esforço não consegue uma resposta acerca da visão do futuro. devemos considerar ainda.163 CAPITULO IX Ser capaz de ver um acontecimento futuro é talvez mais surpreendente do que passear sobre o fogo. portanto. estão diretamente relacionadas com a . Por isso é da maior importância recobrar a sabedoria Huna. Esta terceira impossibilidade é a cura instantânea — assunto que será considerado mais tarde. planejado e feliz. no lugar daqueles que foram previstos e achados indesejáveis. o impossível e inacreditável acontece. que a cura instantânea. É tudo tão claro como o dia. provando haver uma grande ignorância das forças atuantes neste nosso mundo. Podemos citar. em virtude de sua grande importância. Mas. praticadas pelos kahunas. ou a lenta cura psicológica. a parte da prática de magia capaz de mudar o futuro a fim de obter-se melhores acontecimentos. ou seja a visão do futuro.

entretanto. previsões. premonições ou clarividência. modernos. eventualmente. para as quais. entretanto. A ciência. por mais franco que seja. isto marca uma mudança no curso ordinário do futuro que. não temos nenhum esclarecimento a oferecer. O primeiro destes é parcela da maioria das religiões e raízes das questões. vazios e sem compromisso. em luta com o problema. somente os kahunas. seja qual for o nome que dermos a isto. nós. podem responder de maneira conclusiva. imutável e inevitável. assim. antes de continuarmos. temos acumulado informações consideráveis para esses vislumbre das ocorrências futuras e estas podem ser usadas na comprovação contra as teorias Huna — que são as únicas detalhadas e com explicações lógicas até hoje conhecidas pela humanidade. Ensinam as religiões. resultaria numa morte.164 mudança do futuro. O problema da livre vontade e da premonição A guerra tem sempre provocado a fúria entre aqueles que ensinaram que o homem tem a livre vontade de fazer aquilo que lhe agrada. dissimulando. ensina que tudo aquilo que acontece é puramente acidental e que a livre vontade é a resposta. Não teríamos. Se um paciente se encontra muito doente e sara de repente. muitas vezes. Fora de nossa habitual explicação que "Deus conhece e mostra o futuro" em sonhos. Os registros. das Sociedades de Pesquisas Psíquicas relatam as várias ocasiões em que os eventos foram vistos com . o fato que aborrece os religiosos. livre arbítrio. que Deus conhece tudo (se perfeitamente compreendido e assim avaliado como o Criador) aquilo que cada um de nós fará no futuro. Existem diversos itens da crença ou descrença popular que necessitam ser discutidos brevemente. predestinado. cada um de nossos atos já foi decidido com antecipação por um Ser Supremo e por conseguinte. Todavia. é visto. de que o futuro pode e.

O fato principal de poder ver-se os acontecimentos futuros é confirmado pelo grande número de provas (minha própria experiência sendo somente uma em centenas) demonstrando que. por um médio em transe. no entretanto. por isso. vindo diretamente sobre o meu. sendo ele inevitável. Eu retruquei. tal fato aconteceu. estávamos viajando em Honolulu. avisados com antecipação. um chofer alcoolizado dirigiu seu caminhão. Um pequeno momento de reflexão mostrará quão valioso poderia ser para a humanidade a extensão da faculdade de premonição. Este incidente é de uma evidência típica. a resposta veio "Não". O resultado foi que a parcial volta feita pelo meu carro permitiu ao chofer do caminhão de entrar num mínimo espaço à minha frente amassando o chassis em vez de causar um desastre em cheio no lado do carro onde eu me assentava. pegou o volante girando-o e ao mesmo tempo gritando para me advertir. viu o caminhão correndo em nossa direção. Após uma pausa. foi-me dito. no entanto. teria também um acidente. que eu estava sujeito a ter um sério acidente de auto. mostrando que o futuro que poderia ocorrer normalmente pode ser antevisto e.165 antecipação e vieram a ser desprezados somente porque não podiam ser descritos como algo concreto por aqueles que deveriam ser prevenidos. . Acontece que naquele momento minha atenção estava voltada para um outro carro que atravessava à minha frente. detrás de um carro. sentado ao meu lado. Certa noite. a alta velocidade. numa sessão espiritualista. Bob. ajudando me na situação em potencial de acidente. perguntando se meu amigo Bob. numa intersecção movimentada. num futuro próximo. pode ser prevenido a fim de que se tome os passos necessários para evitá-lo ou diminuir lhe os efeitos. Pedi. quando. podemos mover os passos necessários para mudar ou fugir dos mesmos. no lado oposto. Para minha própria experiência. a esse meu amigo que me acompanhasse nos próximos dias. Três dias mais tarde.

Possuo um amigo que viu em sonho a ruína financeira de 1929. acidentes e morte. é possível modificá-las até certo grau. mesmo assim. . mas. formando o homem. Os avisos foram dados três meses antes da queda. É justamente capaz de ver as partes do futuro já cristalizadas ou "estabelecidas". se passos apropriados são dados para mudar estas ocorrências. diferente da nossa. O Eu Superior. ou não cristalizado. A MENOS que desejem e solicitem guia e ajuda do Eu Superior. quando tudo parecia cor de rosa.166 As condições do mundo. num estado incompleto. Nessa ocasião. Há uma filosofia distinta nas crenças kahunas referentes ao elemento da livre vontade possuído pelo eu inferior e médio. que é ligado ao corpo pelo cordão do aka (kino mea) ou invisível "estofo do corpo sombreado" (e através desta ligação mantém contato) é submetido a alguma compulsão a fim de permitir aos "eu" inferiores de exercitar a livre vontade e aprender por experiência própria. que vivem juntos no corpo humano. ou força mental. A EXPLICAÇÃO KAHUNA DO PROBLEMA DA LIVRE VONTADE VERSO PREDESTINAÇÃO é que o Aumakua ou Super-consciente "par paternal" de cada um de nós tem uma forma de mentalização. em geral. podem ser vistas com antecipação e os indivíduos podem aproveitar tais avisos. mas estes avisos foram desprezados e alguns deles se arruinaram. É mais elevada do que a força que caracteriza o eu inferior ou a força da razão indutiva que caracteriza o médio eu. razão pela qual não pode ser visto. Somente os acontecimentos há longo tempo planejado na vida de um homem é que parecem escapar à livre vontade. Muito do futuro está ainda em fluido. Os grandes eventos mundiais parecem ser cristalizados com bastante antecedência. vendeu todas as suas ações e inverteu seu capital em títulos governamentais. casos em que o Aumakua toma a posição de governo nos negócios do homem. Da mesma maneira são estabelecidos os acontecimentos relevantes da vida de uma pessoa — tais como casamento. avisou diversos de seus conhecidos.

e assim por diante. Os hipnotizados. em seu estado de animal mais evoluído e. como um resultado de sua natural aptidão. Por causa desta supervisão direta o corpo resigna-se a definir-se conforme moldes estabelecidos que a mente consciente ou médio eu. devemos desviar nossa atenção para outra fonte de previsão — o Superconsciente ou similares Seres Elevados. Se nem o eu inferior nem o médio eu podem ver o futuro à sua vontade. Isto assegura também nossas observações quando inferiores. observamos os atos e condições das coisas viventes em nosso plano. tendo uma outra livre vontade mais completa. não nos é possível estabelecer nesta relação o estado real. assim como com a idéia de que a menor das criaturas é também guiada e informada através do "instinto" por um Eu Superior que as guarda em grupos. conseguir ver o futuro ou sonhar sobre ele. uma para o eu inferior. produzindo materiais do espiritismo. tem o privilégio de ditar as atividades externas do corpo. traçando nossas conclusões. . Como não podemos penetrar o plano de consciência acima do nosso. não obstante não intervenha nas suas funções vitais internas. através de formas misteriosas de matéria invisível. raramente obedecem. por qualquer esforço de vontade. Poder-se-ia dizer que o homem tem dois Eu Superiores: um para o eu inferior e sua orientação. levando-nos a concluir que o subconsciente (que é o sugestionável) não tem a habilidade de ver o futuro. o dos Eus Superiores. A idéia Teosófica de "agrupamento d'alma" concorda de perto com o Eu Superior guiando o homem animal. por conseguinte. Todavia. e um para o médio eu. Estes planos e desejos (e infelizmente nossos vemos algumas Consciências usando forças estranhas. Os kahunas acreditavam igualmente que TODA PREMONIÇÃO VEM DO EU SUPERIOR ATRAVÉS DO EU INFERIOR ou subconsciente.167 Parece haver duas espécies de livre vontade. Isto concorda com o fato de sabermos que não podemos. quando lhes é dada a ordem de olhar o futuro. sob a orientação de algum Eu Superior que preside ao crescimento físico e às operações ligadas ao próprio corpo.

De conformidade com os kahunas. O médio eu favorece no estado de vigília. exercitando suas habilidades psíquicas. e apresentar no centro de consciência mútua a informação obtida. depende de perto dos planos e desejos dos "eu" inferiores. numa condição de relaxamento.168 A prova de que os kahunas estavam certos. Estes planos e desejos (e . que poderá. A verificação da crença kahuna de que o eu inferior é o que realiza todas as ações psíquicas vem do fato indiscutível que nosso melhor eu conhecedor. sonhos ou outras formas de conhecimento relacionados com o futuro. mas quando se trata do futuro já cristalizado. contrariamente. observando o que é sentido pelo eu inferior através das imagens centralizadas no cristal. por intermédio do subconsciente quando este se encontra relaxado — quando é deixado só pelo médio eu. Podemos somente dar uma ordem ao eu inferior e deixá-lo ir para que. Na telepatia o eu inferior é igualmente o agente em atividade para todo o trabalho. mas em menor grau. Recebendo uma informação relativa ao presente. agir de sua própria iniciativa. repousa no fato de que recebemos visões. é natural que sonhos premonitórios sejam as fontes mais comuns de conhecimento das ocorrências futuras. relaxando no sentido de projetar seus "dedos" da substância invisível sombreada e assim entrar em contato com a pessoa de quem uma impressão telepática ou leitura da mente deva ser recebida. Por esta razão. período em que está mais completamente livre de toda dominação do médio eu. o médio eu ou mente consciente. Na leitura da bola de cristal há uma relaxação similar. O estado de maior relaxamento para o eu inferior. deve-lhe ser permitido deslizar o controle comum do médio eu. o eu inferior pode projetarse lendo mentes ou colher impressões telepáticas a ele dirigidas por outro ou. possa este efetuar o trabalho. usar a sua vontade para produzir um ato psíquico. e. em nenhuma circunstância. A CRIAÇÃO DO FUTURO. desta maneira. é durante o sono. tornar-se visível. não pode. dizendo que toda premonição deve vir através do eu inferior.

Uma grande parte da magia kahuna. tinha por desígnio ver. especialmente se emotiva (indicação de que o eu inferior está muito atuante). como guia do eu inferior. desejos e temores. uma parcela de coisas ocorrem ilogicamente e como por acidente. pertencendo ao plano próximo de consciência mais elevado é incerto. modificando igualmente de desejos. faz uma mescla para acontecimentos futuros insatisfatórios e inconcludentes. à força. O resultado é a criação de uma mistura contraditória de formas de pensamento e planos. procurando então modificá-lo para torná-lo mais desejável. É o serviço e o dever do médio eu. qual o futuro cristalizado para um cliente. (Posteriormente retornaremos de maneira mais completa aos métodos usados pelos kahunas e à natureza das dificuldades a serem superadas). A pessoa comum. usar sua força de razão indutiva e sua vontade (controlar o eu inferior) na criação de planos na tarefa de viver e ver quais os esforços apropriados para fazê-lo trabalhar de acordo com o planejado. praticada antigamente. Os kahunas consideravam de grande importância para o indivíduo aplicar a frequentes intervalos. As pesquisas têm revelado o fato de que em nossos sonhos nos é permitido ver o futuro. muda seus planos com muita frequência.169 infelizmente nossos temores) são fabricados em formas de pensamento (compostos também do estofo do corpo sombreado) e são aplicados pelo Eu Superior em algum processo automático semelhante ao de construção individual do futuro. Nosso conhecimento de como este mecanismo trabalha. quase que . com antecipação. porque este vive sob o domínio do mundo animal. mas os kahunas falavam das formas de pensamento como "sementes" que eram tomadas por Aamakua e semeadas como produtoras de futuros acontecimentos ou condições. o que é muito perigoso. dos quais o Eu Superior. onde as coisas ocorrem ilògicamente e como por acidente. É o ser termos o que desejava fazer ou o que desejava que lhe acontecesse. Os sonhos são a porta aberta à premonição. É típico serem os homens inclinados a deixar o seu eu inferior tomar a direção.

. ou quando deixavam o seu corpo para ser usado por um espírito durante um estado de transe. conforme se apresentam na recordação dos sonhos ou nos pensamentos que vêm à mente do fora do corpo físico. permanecendo desprevenidos diante do que virá a acontecer excetuado um vago pressentimento nas profundezas do eu inferior. no entanto. Deve ser sempre presente que esta é uma parte muito importante da magia. assim como o foi na dos kahunas. que necessita de entendimento nos seus mínimos detalhes para tornar-se prática em nossas mãos. Pouco é conhecido a respeito dos sonhos. Uma coisa. ou então num estado conhecido como "projeção astral".170 noturnamente. salienta-se claramente no peculiar dom que tem o eu inferior de confundir as coisas sensoriadas nos sonhos com acontecimentos familiares. mas que não nos lembramos desses sonhos. Após estas explicações e comentários será possível um melhor entendimento dos casos materiais expostos no próximo capítulo. A prática da psicanálise é largamente baseada no estudo desses símbolos. apesar de existir muita conjetura e confusão de pensamento acerca das condições do sonho. ligando frequentemente uma idéia a outra por um processo de associação. produzindo no final um SÍMBOLO.

de J.171 CAPITULO X Maneira fácil de sonhar com o futuro. Informação premonitória por intermédio dos espíritos dos mortos. Visão do futuro através da leitura da bola de cristal. W Dunn. . Caso 18. Caso 19. Caso 17. “An experiment with time”. Caso 16. Doutrina dos kahunas: não é nociva a ninguém. Presciência no sonho comum.

(A maioria das pessoas sonham desde o momento em que adormecem até acordarem. escritos à noite. podendo assim fixar a relembrança. em um tosco avião dos primórdios da aviação. com o qual aprendeu a sonhar sobre o futuro. W. apesar de raramente lembrarem um sonho sequer. . Dunne. concluindo que quase a totalidade das pessoas podem usar este método com sucesso. podendo por isso verificar ter sonhado alguns eventos de sua vida quinze anos dos mesmos ocorrerem. Dunne adere à idéia de um "espaço de tempo complexo". Um lápis e papel deve ser levado para a cama pela pessoa que faz a experiência. em seu popular livro. Um destes acontecimentos era bastante importante para ter sido cristalizado com antecipação. ordenando a si mesma de descrever seus sonhos tão logo acorde durante a noite. Pode ser notado que ele se defrontou com a dificuldade enorme de decidir o que seja passado.) O Sr.172 CAPITULO X Caso Nº 16 Aprendendo a sonhar sobre o futuro Notas Preliminares: J. descreve um método simples e fácil. Foi o sonho de um vôo sobre uma pastagem. Como Ouspensky em sua obra "Tertium Organum" o Sr. O método é baseado no fato de quase todos sonharmos acerca de ocorrências futuras. Dunne guarda registros de sonhos. Ele reduziu também à sinopse os resultados obtidos por seus amigos. de onde concluem que poucas vezes sonham. uma espécie de quarta dimensão. apesar de não conservarmos a lembrança dos sonhos após despertarmos. "An Experiment with Time". presente e futuro.

veio à minha loja. Na seguinte quarta-feira à tarde os sonhos começaram a tornar-se realidade.173 Eu li "An Experiment with Time" num domingo à tarde em Honolulu em 1926. alto. com um ponteiro indicando um grande número. Peguei num papel sensível de uma caixa colocando-o na abertura da máquina." Isto foi num Domingo à noite. desconhecido. Ela concordava exatamente com a "tampa" que eu tinha visto em meu sonho. Tinha diante de mim uma pequeníssima parte da máquina.) "Um homem. Parecia-se com uma tampa esmaltada preta. O homem gordo. acordando pela manhã com diversos sonhos e um desenho mal feito em meu bloco de papel. havia um quadrado de cerca de quatro polegadas. de maneira a poder comprovar aqueles relatos. O homem magro moveu o comutador e uma luz brilhou. Vi também outro estranho. Rimos.. determinado a descrever todos os meus sonhos em ordem. gordo. Desejava ele ajuda para projetar um raio de luz para adquirir uma imagem em escala de gravidade sobre uma tela de vidro e numa fita de registrador fotográfico ao mesmo tempo. Achava-me numa cozinha com grades e o homem gordo lá.. magro. com relação ao futuro. A imagem desenvolvida era uma escala. que eu tinha visto nos meus sonhos. Estava sobre minha mesa. Retirei o papel e desdobrei-o em três pequenas fotografias brancas. Foi uma noite sem descanso. A essência do mecanismo em escala foime descrito. Em um dos lados desta tampa. No alto da tampa encontrava-se uma ampulheta parafusada em aço azul. de cerca de 2 pés e seis polegadas por quatro polegadas. . ou cobertura. louro. Um cordão elétrico branco e preto movendo-se na parte traseira do aparelho. Concordei em ajudá-lo. grande. Olhei para os homens. com mais ou menos quarenta anos. trabalha’. Eu disse então: ‘Bem. Minhas anotações foram as seguintes: (omito todos os sonhos que não se tornaram realidade. Aquela noite tomei de um lápis e papel e levei-os para a cama comigo. Uma pequena mulher Havaiana... pedindo-me se poderia ajudá-lo em uma invenção — tratava-se de um aparelho ótico. veio a mim.

adquiri somente num dia anterior as pequenas lâminas fotográficas. mas logo cansei-me das experiências. na cozinha com grades de meu sonho. em meu próprio interesse. fui pela última vez à cozinha com grades para testar com papel sensível. e era dele a cozinha. elas eram de procedência japonesa e de um tipo e material que nunca tinha visto. Quando o problema foi resolvido e o mecânico executou modificações na máquina. A pequena mulher havaiana também estava lá. feria-me a vista. Como tinha ocorrido. Eu o vi mais tarde. Era sua esposa. A cobertura nunca foi trazida a mim. porque.174 A parte seguinte do meu sonho estava errada. sob a minha direção. e. O homem louro. senti-me interessado. de meu sonho era o mecânico em trabalho. Neste mesmo período tive outros sonhos sobre ocorrências futuras. Fiz então o erro de queixar-me. alto. já havia contado a todos os meus sonhos e exibido minhas notas. mas em nenhum deles tive aquela sequência com pessoas. Os resultados do teste foram exatamente como os sonhados. quando acendida para poder escrever. A máquina foi utilizada para pesar glicose de açúcar em refinarias. para mim mesmo. naquela altura. esforçando-me para escrever um sonho. o meu fraco eu formou a idéia de que toda essa canseira era indesejável. excetuando que fomos todos exclamando e rindo. "Bem. Comentário: Durante algum tempo. nunca a tendo em minha frente sobre a mesa. mecanismos e lugares completamente desconhecidos e fora do alcance de minha imaginação. por isso. quando adormecido. . que foi construído em uma oficina mecânica e aí completado. Isto formou uma resistência pela qual me pareceram recusados os quadros de ocorrências futuras. Não a vi senão após ter trabalhado no mecanismo. A luz. trabalha!".

Por este motivo. O nosso eu. o que não se poderia fazer durante o sono normal. Ela pode ser transmitida pela máquina na qual o registro é cuidadosamente preparado. se minha experiência puder servir de conselho. com pouca ou nenhuma significação. De qualquer maneira as palavras devem ser transmitidas em baixo volume. A palavra falada é suficiente. mesmo achando que a sugestão não é trabalhável. não acordando a pessoa. se alguém tiver um gravador e podendo apertar um botão descrever o sonho. que é de . Naturalmente. Escutará as sugestões formuladas e automaticamente formará pensamentos correspondentes. Esta atitude do médio eu. E para esta forma de sugestão não é necessária a força hipnótica que associamos às sugestões hipnóticas. Também. Estes pensamentos fixam-se na parte profunda do nosso eu e ali permanecem indestrutíveis pelos processos usuais de racionalização aos quais estariam sujeitos durante os momentos de vigília. uma pessoa usando as sugestões gravadas durante o sono fará com que assegure a si mesma que as coisas lidas como sugestões pela máquina são aceitáveis. então o próprio eu corresponderá e fará delas idéias trabalháveis. que permanece sensível aos sons durante o sono. Parece não haver melhor oportunidade do que esta para aprofundar-se no próprio eu. Acima de tudo. em um mês uma pessoa poderá adquirir a possibilidade de distinguir quando um sonho pertence ao futuro e deve ser gravado ou quando se trata de um sonho comum. O disco ou a fita podem rodar durante a noite comandada por um relógio. aconselho energicamente aos que queiram repetir a experiência de terem uma luz fraca que não fira seus olhos quando acendida. digam ao seu eu adormecido. repetir-se e parar. Pode ser usado um alto-falante embaixo do travesseiro. quão prazeroso é acordar e escrever sonhos. No campo dos sonhos são oferecidas grandes possibilidades para experiências de outros tipos. isto formará o equipamento ideal. e em poucas noites deixarão de incomodar. Racionalizar pelo médio eu é o processo de unir palavras e pensamentos de sugestões contraditórias numa corrente de formas de pensamentos.175 Por isso.

que novamente oferece provas de que o subconsciente — que corresponde às sugestões — não tem habilidade para ver o futuro. mas deverá ser capaz de focalizar um quadro do futuro por uma força mental superior — os kahunas dizem que por intermédio de Aumakua ou Alto Eu. "Thirty Years of Psychic Research". poucas vezes demonstradas nos motivos hipnóticos. . aconselhamos o livro de Richet. Por esta razão as sugestões gravadas transmitidas durante o sono necessitam um especial preparo e podem representar uma extraordinária parte na alta magia quando força o eu inferior a libertar nossas orações telepáticas a cura instantânea. ou talvez Deus. Sofremos do medo de complexos. quando acordados. Muitas doenças são resultados de fixações. Caso Nº 17 Conhecimento antecipado de sonhos comuns Notas Preliminares: Os sonhos que podem predizer o futuro são de diversas qualidades. deixa ao eu inferior a liberdade de aceitar sugestões feitas a noite e de reagir a elas mais e mais pela continuidade das repetições noturnas. Poder-se-ia mencionar que pacientes hipnotizados têm algumas vezes transmitido premonições de ocorrências e é somente por acidente que tais previsões sucedem.176 confiante expectativa. Para os desejosos de examinarem o registro de suas habilidades premonitórias. Desde nossa infância nossos fracassos são construídos em complexos de nossas inabilidades. Um dos mais comuns é aquele no qual se sonha com um símbolo e. A lista é comprida. Tememos as pessoas. Não poderia ser pela imposição do operador hipnótico. Geralmente somos regulados pelas nossas inibições e hábitos.

Mais tarde reconheci esta vitrine de meus sonhos quando vi um macaco de brinquedo dançando numa mesa giratória. percorrendo milhas de linhas para demonstrar a grande capacidade da tinta. Esta época adiantou-se e viu ele. Outro salto para a frente e uma cidade ocupava o vale ao lado da estrada de ferro. O sonho que alcança somente o acontecimento futuro. Durante minha infância. mostrava o mesmo . naquela ocasião. Num último passo dentro do tempo. ser construída uma estrada de ferro. ele nos contava os sonhos. O Caso: Certa vez meu pai sonhou com um vale que. Na vitrina oposta encontrava-se uma pequena máquina em movimento e na qual um papel girava sob uma caneta tinteiro. À mesa do almoço. Por exemplo. no mesmo vale. Atrás da cidade elevavase uma torre de petróleo. meu pai teve muitos de tais sonhos. Este tipo de sonho é o mais merecedor de estudo e cultivo. mostrando-o claramente e sem confusão. Certa vez sonhei com uma vitrine cheia de macacos saltadores que sacudiam canetas-tinteiro e com elas escreviam longas marcas em rolos de papel em movimento. No lado oposto estava aberta e funcionando uma mina de carvão. um senhor de minhas relações sonhava de vez em quando com um belo touro vermelho. Muitas vezes essa mistura transforma os incidentes apresentados nos sonho.177 desvendamos o mesmo e predizemos de uma maneira geral a natureza do evento. pode também transferir-se de um ponto no tempo. ele os reconhecia como pertencentes ao futuro por uma profunda sensibilidade interior. Isto significava para ele um acontecimento feliz a vir e raramente um acontecimento dessa natureza não acompanhava tal sonho. Outra espécie de sonhos mistura símbolos com eventos do passado e do futuro. à frente de outros. pedindo-nos de guardá-los e ajudá-lo posteriormente a comprovar a exatidão dos mesmos. era atravessado pelos rebanhos a caminho das pastagens de Wyoming.

das quais nenhum ser vivo poderia ter conhecimento na ocasião. mas isto resulta falso por sua incapacidade de ver o futuro quando sob o comando hipnótico. (Eu. de uma simples noite. Este sonho. e. companhia proprietária de tudo. (Isto comprova a idéia kahuna do Eu Superior. Caso Nº 18 . vi o vale passar por estas várias mudanças. Foi uma demonstração detalhada. a veia de carvão de Spring Valley não tinha ainda sido descoberta. exceto os trilhos da estrada de ferro e os alicerces das casas desmontadas. o abrir-se da mina de carvão. pessoalmente. removeu todas as estruturas. demonstrá-lo numa forma de força mental superior àquela do consciente ou do subconsciente. o poço de petróleo ser perfurado próximo à cidade e mais tarde ser fechado.178 vale. crescer.. mas com tudo desaparecido. Dentro de pouco tempo a mina revelou-se perigosa ao trabalho devido aos gases e a Union Pacific. deixando o vale como tinha sido visto no sonho. Mais tarde. (2) a alternativa de concluir que o subconsciente tem a habilidade de ver o futuro.) Comentário: Na época em que meu pai teve tal sonho. Pode ser afirmado aqui. com toda autoridade. direta e clara de sequências. Wyo. Somos forçados a concluir: (1) que algum ser ou forma de inteligência consciente tivesse tido a capacidade de antecipar o futuro daquela vale. Foi somente após terem instalado a estrada de ferro que a mesma foi descoberta e aberta. assim sendo. cobriu um período de cerca de dez anos. depois a cidade. papai reconheceu o vale vendo por ali passar a nova estrada de ferro. Spring Valley. que neste sonho não houve leitura da mente de outra pessoa.) Ou.

e que aprendeu a arte de ter "alucinações". foi uma pequena cidade de ruas muito limpos cortada por uma linha de estrada de ferro. Olhando em seu cristal. não tinha ainda decidido quais seriam esses lugares. assim como de transmitir pedidos para visões de futuros acontecimentos. viu um quadro começar a cristalizar-se em cores e movimentos. Naquele tempo viajava de cidade em cidade tirando fotografias. Ela não era somente capaz de encontrar meus amigos à distância e ver o que estavam fazendo. os quais frequentemente observava em seu cristal. Na realidade. Durante essas audiências ela viveu. Nevada.179 Vendo o futuro através da leitura da Bola de Cristal Notas Preliminares: A leitura do cristal produz uma condição de relaxamento no qual o eu inferior tem possibilidade de entrar em estado similar ao do sono. em detalhes. devendo ir a lugares nunca antes visitados. cada uma cobrindo um período de cerca de uma semana. O quadro mudou e estava eu agora entrando num moderno hotel de tijolos. vestida de branco. segurando em seus braços um bebê. Primeiramente. como se dizia antigamente. Duas sessões foram devotadas na tentativa de ver qual o futuro planejado para mim. vendo-me saindo de um trem com malas e câmaras. com a diferença de que o médio eu é capaz de permanecer junto e observar as imagens apresentadas em forma de sonho no cristal. A seguir estava eu de pé à frente de um chalé conversando com uma jovem de cabelos vermelhos. O Caso: (A) Já mencionei a senhora que vivia em Lovelock. partes completas de meu futuro. Descrevia-os conforme davam-se as mudanças de cena para cena. Havia uma estação. .

logo surgindo a mesma aos meus olhos. com quase nenhuma rua transversal. Deixei a estrada de ferro numa plataforma. Estas premonições foram comprovadas corretas. os índios começaram a chegar na cidade para o conclave anual das tribos da região de Carson Sink. Ela era exatamente como vista no cristal. em todos seus detalhes. Esses índios acamparam próximo ao hotel. Procurei por uma casa de cômodos que ostentasse o cartaz "Casa de Cômodos Globo". Comentário: Entre a leitura do cristal e o sonho comum a vantagem do primeiro é evidente. foi Yerrington. Tomei um trem para Mason. e após descer da condução e tocar a campainha olhava esperançoso de ver se seria verdade ou não de que uma mulher de "cabelos pretos e levemente vesga" apareceria. em menos de um mês. Eu tirava fotografias do campo. Realmente assim ocorreu e depois de alguns entendimentos tornou-se ela uma boa amiga. e quando de minha chegada reconheci a cidade e o hotel. fotografando seu bebe de cabelos avermelhados. isto é. No primeiro decide-se o que é desejado no caminho da premonição enquanto que. Durante minha estadia. Nevada. ajudando-me a arranjar negócios e emprestando-me alguns livros valiosos sobre ocultismo. Sabia eu que era aquele o lugar onde deveria ficar. A cena seguinte apresentava um acampamento de índios. Nevada. (B) A segunda cidade que visitei após sair de Mason. . construída ao longo de uma velha estrada principal.180 também de cabelos vermelhos. tem-se que tomar o que puder ser interceptado por causalidade. conforme tinham sido descritos. com a pintura já suja de um globo. Dois dias após minha chegada. encontrei a jovem vestida de branco e com cabelos vermelhos. não longe do hotel. que realizavam uma espécie de reunião. tirando eu muitas fotografias do acampamento. viajando algumas milhas para encontrar a cidade descrita. no último.

As perguntas são formuladas em voz alta.181 Um ângulo interessante é ser visto no mecanismo através do qual o futuro é visto. temos a mesma capacidade de entrar em contato com o Eu Superior. todo contato com o espírito dos mortos — assim como com o Eu Superior — é feito pelo eu inferior. Enquanto em algumas sessões nenhuma visão do futuro aparece em resposta às nossas perguntas. no qual devem ser vistos ou sentidos. sendo somente "espíritos". A ciência não tem nenhuma explicação a oferecer e parece paralisada nestes pontos. como o é o passeio sobre o fogo e a cura instantânea. Ver o futuro é contrário às nossas atuais crenças científicas. sem sabermos a quem são dirigidas. com a habilidade de olhar o futuro. mas os kahunas mostram o caminho a seguir aos de mente aberta à investigações das evidências que têm sido acumuladas. ou seja "visões" do passado. pelo que chamados de habilidade "psíquica" que não é nada mais nem menos do que a capacidade de relaxar e permitir ao eu inferior de ver e relatar qualquer coisa dos sonhos comuns. Caso Nº 19 Informações premonitórias através do espírito dos mortos Notas Preliminares: De acordo com os kahunas. É razoável acreditar-se que. Isto se aplica em particular aos espíritos em seu estado de invisibilidade. solicitando visões do futuro e se formos capazes de fazer nossa presença . possuímos unicamente as forças mentais que possuíamos em vida. O ato de morrer não transforma o eu inferior numa Super-consciência. existem outras em que previsões são feitas sem serem solicitadas. do presente e do futuro. Todavia. ao morrermos. e é surpreendente não ouvirmos nenhuma resposta.

Não podem isso fazer à sua vontade. gosta de comunicar-se com os vivos. o que tende a provar que o Eu Superior deve dar estas informações aos espíritos dos mortos. transmitir as informações obtidas do outro lado. em certos casos. são eles capazes. existe um sistema pelo qual alguém relaxa-se. possuidor de ambos o médio e inferior eu. Nas sessões espíritas. mentiras sem fim têm sido ditas pelos espíritos e o Espiritismo adquire um mau renome. É estudado pelas Pesquisas Psíquicas e condenado pela Igreja e pelas Ciências reacionárias. por seu intermédio. Em alternativa. o eu inferior da pessoa morta. permitindo ao espírito da pessoa morta ocupar o corpo e falar pelos seus lábios. tanto quanto ao eu inferior dos vivos. como se fosse por acidente. Neste estado de transe. quando os espíritos estão falando através do médium. não seremos enganados com tanta frequência. Quando aprendermos a distinguir a diferença entre estes visitantes isolados de eu inferior e a regulamentação de um espírito normal. Desta maneira aparente. Este não é um método incomum. O Caso: . ele é usado pelos "médiuns" e é altamente aprovado pelo Espiritismo.182 percebida pelo eu inferior de um ser vivente. poderemos. de predizer corretamente o futuro. como nas Associações Ouiji e de mecanismos similares. As falhas têm sido tão frequentes que motivaram as maiores atenções dos Espiritistas. geralmente adivinhando (ou lendo a mente) na mente dos assistentes aquilo que eles esperam ouvir como resposta. Os arquivos das Pesquisas Psíquicas estão repletos de casos em que os espíritos anteciparam corretamente fatos futuros e ocasiões em que tentaram fazer o mesmo falhando lamentavelmente. quando por algum acidente durante a morte tiver sido separado de seu médio eu. Estando incapacitado de usar de boa força raciocinadora (indutiva) experimenta responder qualquer questão apresentada.

As duas crianças foram como pedido pela aparição. que morava em São Francisco. (Nós morávamos em Wyoming). nossa querida nação. (B) Por intermédio de conhecidíssima médium australiana. A Áustria provocará sua própria ruína. jamais vista pelo mundo. apesar de não existir à vista qualquer murmúrio sobre uma grande guerra Européia. mas a Inglaterra triunfará finalmente e emergirá vitoriosa. a Sra. Reis e reinados cairão. a Europa será inundada em sangue. Foster Turner. A Grã Bretanha. com força . um espírito falou numa sessão em fevereiro de 1914 dizendo ser Sir Arthur Conan Doyle." Esta sessão foi realizada num salão e a previsão escutada por cerca de mil pessoas que compunham a assistência. quero avisá-los de que antes de findar este ano de 1914. minha mãe relatou à família ter acordado durante a noite e ter visto sua irmã May. A Alemanha será nossa maior antagonista e arrastará outras nações em sua esteira. num almoço. Milhões de vidas preciosas serão trucidadas. trazidas para nossa família para serem criados. Apareceu ela como numa névoa e disse ter morrido e que desejava que seus dois filhos fossem criados por minha mãe. não é necessário empregar-se imaginação para alcançar a idéia kahuna do Eu Superior. "Neste momento. No dia seguinte chegou um telegrama transmitindo a morte repentina de May. Deu a seguinte informação premonitória que mais tarde ficou provado ser correta. será arrastada a mais terrível guerra. Comentário: Sabendo que o futuro pode ser visto com antecipação.183 (A) Quando ainda garoto.

Acreditavam os kahunas que os grandes acontecimentos do futuro eram antecipadamente estabelecidos. Se o Eu Superior empregasse o tipo de razão que nós. o acontecimento ou condição futura é uma realidade atual. tomam as diretrizes. mas existe uma outra magnificente forma superior de raciocínio trazido para atuar. podendo ser vistos muito tempo antes. Temos conhecimento de tão pouco e devemos especular tanto. substância similar àquela que compõe as formas de pensamento. não obstante estar formada num corpo invisível sombreado (aka ou mea). tudo o que necessitamos saber para fazer uso prático de nosso semi-conhecimento é a parte que devemos empregar para receber a ajuda do Eu Superior a fim de moldar nosso futuro para a saúde. ou. podia ser visto somente meses ou anos antes. trabalhando em UNIÃO OU UNIDADES completamente fora dos limites da nossa compreensão. Estas condições nos trazem a evidência de que o Eu Superior tem a força de mentalização tão superior à nossa que dificilmente poderemos concebê-la. que nos capacita de ver à frente. quando passa de uma predição geral. todavia. poderia ele somente adivinhar. para finalmente produzir uma predição detalhada. Se os "Eu Superiores". pensamentos e desejos do mundo do médio e inferior eu da humanidade. para não falarmos da impossibilidade de entendermos como ela trabalha. O futuro de um indivíduo. como acreditam os kahunas. e uma melhor maneira de viver e trabalhar. . "médius eu" usamos. o sucesso.184 mental elevada. então a forma é visível no plano de consciência do Eu Superior e todos seus detalhes são cristalizados reaparecendo idênticos à forma principal determinada. e isto é muito mais difícil. tais como as que podemos fazer por adivinhação baseando-se nas condições atuais. e como tal dar pequenos detalhes. Mas. As ocorrências de uma nação ou as mundiais poderiam ser vistas centenas ou talvez milhares de anos antes. em virtude do diminuto período de vida humana. e colhendo todos produzem o futuro. não podemos tão facilmente imaginar esta habilidade em trabalho.

a maioria da espécie humana é movida mais pela voracidade.185 Os kahunas demonstravam constantemente suas habilidades de ver com antecipação o futuro de um indivíduo. continuaremos a usar tão mal aquela dádiva da livre vontade. Para aqueles que são mais adiantados esta regra inclui o trabalho por amor. No período em que os kahunas ocupavam situação de destaque na Polinésia. Poucos realmente escutam as insinuações do Eu Superior. selvagem e irracional. e até que a experiência cumulativa do mundo nos possa ensinar as lições suficientes de que necessitamos. Ódio e o temor podem unir os homens somente para a guerra e a destruição. hoje. Disto podemos concluir que o futuro do mundo e das nações pode também ser antecipado e mudado por um esforço em concordância. O amor pode unir os homens tornando-os capazes de realizar grandes trabalhos em benefício de todos. ensinavam ao povo viver sem ferir uns aos outros. pelos instintos animais do eu inferior. mas é dominado pelo eu inferior que é ainda um animal cheio de desejo. isto quando fôssemos suficientemente iluminados. com seus ódios e temores complexados e inconscientes. seja como indivíduos seja como nações. Pode ser dito que nosso eu consciente dirige o mundo. recebida e em seguida atuante. do que pela lógica tranquila do médio eu. Aqueles que propositadamente . A única diretriz de vida. onde a regra do Amor e Trabalho é manejada firmemente. é a de nunca fazermos algo que possa ferir outro. poderíamos ser capazes de empregar tal concordância em ações a fim de mudar o que aparece aos nossos olhos — até aos nossos olhos cegos — um inevitável desastre. É a condição em que a ajuda e guia do Eu Superior é solicitada. Infelizmente. Como médio eu foi-nos dada uma livre vontade. Os kahunas ensinaram haver uma condição ideal à qual o indivíduo deve aspirar. Se a voracidade não dirigisse o mundo. que deve ser obedecida. quando consideramos o possível uso da bomba atômica como arma.

. registrada pela história.186 feriam outros eram considerados passíveis de morte. durante um momento no tempo. Todos os primitivos exploradores maravilhavam-se com isto. e eram frequentemente punidos com a oração da morte. Foi à maior aproximação da Era do Ouro. em seus escritos. relatando-o sem exceção. Assim desenvolveu-se na Polinésia o povo considerado no mundo inteiro como o mais amigável.

187 CAPITULO XI A cura instantânea através do eu superior. Caso 20. As provas e os métodos. O santuário de Lourdes. Caso 21. alta voltagem da força vital. A ação do superconsciente. Complexo ou fixação de idéias (coisa devoradora interna). Superconsciente impressionado por coisas tangíveis. . Prova através de materializações e transportes. tecidos do corpo físico e corpo astral. Um kahuna cura instantaneamente ossos fraturados.

um Santo. No que se refere à segunda espécie de cura. ossos deformados endireitaram-se. mas para os casos de passeio sobre o . Em questão de segundos. Para os que ali vão com a finalidade de rezar pelos outros mais do que para si mesmos. o processo de reposição de tecidos anormais pode levar alguns dias. médicos têm examinado aqueles que ali foram esperançosos de ser curados. Existem duas espécies de curas miraculosas. a doença. ou tecidos do corpo. no máximo. realiza o milagre da cura imediata. A maioria das doenças. ou outro Ser Superhumano. Caso Nº 20 Um Kahuna cura instantaneamente um osso quebrado Notas Preliminares: A religião explica o milagre dizendo que Deus.188 CAPITULO XI No Santuário Cristão de Lourdes. parece haver mais aptidão a receber a cura do que para aqueles que rezam somente por si próprios. ou. mudam para normais e saudáveis. Parece que tudo depende da maior ou menor aceleração de trabalho do processo normal de cura. comuns aos homens. visão e audição foram devolvidas. minutos. reportando detalhes das doenças. partes deformadas. felizmente a lista é longa. A primeira é tão rápida que pode ser chamada de cura instantânea. O câncer desapareceu. foram curadas desta maneira. o tempo levado para a cura e as condições após as mesmas. Durante mais de cinquenta anos registros têm sido feitos daqueles que foram curados.

nem sempre parecem vitoriosos em receber a ajuda do Eu Superior quando o invocam. vacilando em seus passos vindo do carro para a praia. seja do corpo como da fortuna. contando-lhe muitas coisas a respeito de seu conhecimento secreto. também. mas o caso mais simples a chamar minha atenção foi o seguinte. saindo dele diversos havaianos. No entanto. Na ocasião em questão. dando-me incalculável ajuda. Combs. a cotação de seus sucessos é tão alta que dificilmente poderemos fazer uma comparação equitativa. realizados pelos Seres Superiores.K. isto é verdade. Brigham foi muito feliz em ter podido estudar numerosos casos de curas instantâneas. Nesta queda ouviu-se o som característico de ossos quebrando-se. Existem milhares de falhas para uma demonstração de sucesso. embora os kahunas. Combs era o anfitrião de uma festa em sua casa na praia. sua força e suas práticas. Entre eles estava um homem ligeiramente intoxicado de bebida. Nossa única esperança de aprender a obter milagres. em qualquer lugar. executadas pelos kahunas. estudioso da sabedoria kahuna. quando caiu. Muitos de seus convidados já tinham chegado quando um carro dirigiu-se para a beira da praia. Felizmente. O Caso: Meu amigo íntimo e sincero J. Esta amava Combs. mas não as obtêm com plena certeza. . O Dr. de Honolulu.A. como ocorrências diárias repousam no estudo acurado e no entendimento das crenças e práticas kahunas. era casado com uma nativa que tinha por avó uma das mais poderosas kahunas da Ilha. Poderá ser objetado que rezadores cristãos e curadores mentais obtiveram algumas vezes curas miraculosas.189 fogo e visões futuras (e suas modificações) somente os kahunas têm oferecido explicações detalhadas de como são realizados.

190

Feito um exame, evidenciou-se dupla fratura da perna esquerda, um pouco
acima do tornozelo. O final do osso pressionava visivelmente contra a pele, para
fora. Combs, que escutou o som familiar de ossos quebrando-se, tendo já passado
pelo mesmo, verificou a seriedade do acidente e propôs ser o homem transferido
imediatamente a Honolulu para o competente tratamento, mas a velha kahuna
chegou ao local, tomando conta do caso. Ajoelhou-se ao lado do homem ferido,
puxando a perna e o pé para em seguida fazer pressão no local onde apareciam as
pontas dos ossos empurrando a pele; começou então uma oração para cura,
cantada à meia voz. Em pouco espaço de tempo ficou ela silenciosa. Os que se
encontravam ao redor observando tensamente nada puderam ver até que suas
mãos movimentaram-se rapidamente sobre a perna, tirando-as a seguir, dizendo
num murmúrio em havaiano, "A cura está terminada. Levante-se. Você pode andar."
O ferido, que já se encontrava sóbrio, surpreendentemente levantou-se sobre
seus pés, deu um passo e depois outro. A cura era completa e perfeita. A perna não
mostrava indício algum de fratura.

Comentário:
A explicação kahuna para a cura instantânea é aquela que envolve (1) o Eu
Superior numa forma de mentalização elevada e com a habilidade de efetuar o
trabalho. (2) A alta voltagem de força vital ou mana, natural de todos os Eu
Superiores é usada em todos os trabalhos miraculosos. E, (3) a carne, ossos e
sangue (tecnicamente conhecidos como os três "tecidos" corporais) do membro
acidentado (tomando-se o caso acima como exemplo) e o aka ou corpo sombreado
do paciente, particularmente na parte que é uma duplicata do mesmo pedaço da
perna que foi quebrada.
Conforme a crença kahuna, o corpo sombreado do eu inferior é um molde de
cada célula do corpo, como também de sua forma em geral. Para curar o osso
quebrado o Eu Superior dissolveu o osso, e outros tecidos machucados, em

191

ectoplasma, isto usualmente efetuado no invisível, mas nem sempre. Como o molde
do corpo sombreado é de substância invisível (etérica) não pode ser quebrado ou
machucado. Assim, com o molde da perna normal, ali à mão, o material
ectoplásmico das partes dissolvidas são resolidificadas no molde, resultando na cura
instantânea e o membro restaurado à sua primitiva condição.
Esta explicação aplica-se igualmente a todas as curas nas quais prevalecem
condições anormais de deformação ou moléstias. Se existe um câncer, ele é
transformado em substância ectoplásmica e então mudado para tecidos normais
preenchendo o molde daquela parte do corpo como era antes do desenvolvimento
canceroso.
Apesar de a explicação kahuna ser simples e descrita em termos
generalizados, devemos observar existir em certas condições que devem ser
seguidas estritamente, se elas existirem, antes de ser encetada a cura. Não deve
existir nenhuma dúvida complexa de pecado ou culpa que não tenha sido
esclarecida. O que tem sido chamado de "fé" é uma condição de libertação de todo
complexo embaraçoso.
O COMPLEXO ou FIXAÇÃO de IDÉIAS foi referido por um kahuna como a
"coisa devoradora interna". É a crença ou convicção gravada pelo eu inferior. Pode
ser uma crença correta ou não. Uma vez fixada ou alojada na memória do eu inferior
é difícil de ser encontrada e muito mais difícil de remover.
Os modernos psicologistas, afortunadamente, têm explorado o subconsciente
encontrando o complexo, o que torna desnecessário irmos a grandes distâncias para
provar que os kahunas estavam certos acreditando que tais coisas existiam e
causavam distúrbios.
Uma coisa, todavia, existe que a moderna psicologia ainda não aprendeu,
mas da qual conheciam os kahunas o proveito; é o fato de que todo esforço de
remover um complexo será muito melhor sucedido se incluírem uma combinação

192

lógica apeladora ao eu consciente do paciente, sugestões suaves e o uso de
estímulos físicos para acompanhar o fornecimento de sugestões.
O eu inferior está tão acostumado de ter o médio eu imaginando coisas que a
toda e qualquer idéia assemelhando-se a imaginações é dada a mínima atenção. O
eu inferior é muito mais impressionável pelo REAL E TANGÍVEL. Por exemplo, a
água usada nas cerimônias religiosas para "lavar os pecados" é algo tangível e, por
conseguinte impressiona o Eu Inferior. Os kahunas usam a água em cerimoniais,
lavando o paciente enquanto vão dando sugestões faladas de que todos os pecados
estão sendo retirados. Em cerca de dez mil anos, têm eles usado muitos outros
estimulantes físicos.
Difícil é dar uma prova de que o osso quebrado, no caso acima citado, foi
dissolvido em substância etérica invisível ou ectoplasma para em seguida ser
transformado em osso sólido, no molde não quebrado do corpo sombreado, porque
nada foi visto pelo observador.
Por esta razão é necessário chamar a atenção para as descobertas
Espiritualistas e das Pesquisas Psíquicas, porque nelas encontramos o visível,
tecidos corporais tangíveis e outras substâncias desaparecendo no nada e
reaparecendo, nos processos chamados "desmaterialização".
Pouca necessidade há de se comentar as verificações dessas descobertas.
Tantos são os casos comprovados por investigadores treinados que não é mais
possível negar a realidade do fenômeno alcançado nesta parte do estudo das
crenças kahunas.

Caso Nº 21

Provas através das materializações e transportes

Notas Preliminares:

193

Em virtude da inabilidade da ciência em explicar os fenômenos do
Espiritualismo, tornou-se costumeiro à imprensa e às escolas ignorá-los. Por esta
razão, a pessoa mediana pouco ou nada sabe de tais fenômenos.
Tomemos o caso das materializações. Existem volumes com registros
detalhados de ocasião nas quais objetos têm aparecido e desaparecido de uma
maneira inexplicada ou não aceita pelas leis da física. Na Universidade Stanford
foram compilados numerosos casos relativos a objetos produzidos no vácuo por
espíritos que compareceram às sessões da famosa médium de materialização
Bailey. Entretanto, estes fatos surpreendentes têm sido grandemente escondidos ao
público.
O transporte por materialização de algo resulta da dissolução para a forma
invisível, em determinado lugar, sendo carregado para um outro desejado e lá
solidificado em seu estado natural. Os espíritos dos mortos são geralmente
associados ao processo.
Como objeção, tem sido dito que o espírito de uma pessoa morta não poderia
fazer as coisas que um ser vivo não o pudesse também. Esta objeção é bastante
lógica, podendo lançar confusão nas atuais teorias incorretas das Pesquisas
Psíquicas, mas não nas teorias kahunas. Eles salientavam a crença de que os
espíritos dos mortos; como também os espíritos dos vivos, no corpo físico, obtêm
algumas vezes, contato com o Eu Superior, usando a alta voltagem de força vital
para desmaterializar e mais tarde materializar as substâncias contidas no molde do
corpo sombreado do objeto transportável. Acreditam os kahunas que todas as
coisas possuíam um corpo sombreado.
Sabemos que, quando a voltagem de uma corrente ou descarga elétrica é
suficientemente alta nas máquinas de trituração-atômica, vários elementos são
transmutados, transformando-se em outros elementos. Sabendo disso, podemos
concordar que o mana ou força eletro vital no homem, quando sobe à mais alta

194

voltagem, pode ser usada para fazer passar a matéria visível à forma invisível e
novamente ao visível.
Fazendo tais mudanças — assim nos é dito pela Ciência — seria produzido
um grande calor e frio. Mas, como o Eu Superior é apto a controlar as mudanças de
temperatura no passeio pelo fogo, não haveria dificuldade de exercer um controle
similar efetuando o transporte de objetos.
Seres vivos têm sido frequentemente tomados como objetos transportáveis
dessa forma, variando desde os pequeníssimos insetos até pássaros, peixes,
animais e homens. Objetos aquecidos já foram transportados, permanecendo
quentes após sua chegada.

Os casos:

(A) Ernesto Bozzano, um dos mais famosos dirigentes de Pesquisas
Psíquicas, registrou um caso de materialização que bem ilustrará o assunto em foco.

"Em março de 1904, numa sessão na casa do Cavalheiro
Peretti, cujo médium era um de nossos amigos íntimos, dotado
de remarcável mediunidade física e com quem materializações
podiam ser obtidas a comando, pedi ao espírito comunicante de
trazer-me o peso de papel de pirites que se encontrava em
minha escrivaninha a uma milha de distância. O espírito
respondeu (por intermédio do médium em transe) que a sua
força estava quase esgotada, mas que de qualquer forma faria à
tentativa. Logo após o médium suster seus estremecimentos
espasmódicos que significavam a chegada de um transporte,
não ouvimos nenhum som produzido pela queda de um objeto
na mesa ou no soalho.

Solicitamos

uma

explicação

do

195

espírito-operador

que

nos

informou

que

apesar

de

ter

desintegrado uma parte do objeto desejado e de tê-lo trazido à
sala, não tinha tido a força suficiente para reintegrá-lo. Ele
acrescentou, "Luz, a luz". Assim o fizemos e encontramos, para
nossa grande surpresa, que a mesa, as roupas e cabelos dos
assistentes, assim como os móveis e tapetes, estavam cobertos
de uma fina camada de brilhante e impalpável pirite.

Quando

voltei para casa, após a sessão, encontrei o pequeno bloco
de pirite sobre a minha escrivaninha, faltando no mesmo um
grande pedaço, cerca de um terço do total, que tinha sido
escavado."

(B) A Sra. Guppy, médium possuidora de grande fortuna e importância, nos
primórdios do Espiritismo, efetuou uma sessão para Henry W. Longfellow, com seus
amigos na Itália. Nesta sessão um bloco de gelo, de cerca de um pé quadrado, foi
trazido, caindo com estrondo na mesa. Na segunda sessão, enquanto o famoso
poeta segurava as mãos da médium, muitas laranjas foram transportadas. Em uma
outra sessão um espírito falou através da médium, perguntando quais eram as
coisas desejadas, sendo solicitadas e transportados os seguintes: uma banana,
duas laranjas, um cacho de uvas brancas, um cacho de uvas pretas, um punhado de
avelãs, três nozes, meia dúzia de damascos, uma fatia de torta de maçã confeitada,
uma cebola, um pêssego, algumas almôndegas, três figos, duas maçãs, quatro
bagos de uva bem grandes, uma batata e diversos outros objetos. Em uma outra
sessão realizada houve também o transporte de bules de chá fumegantes e chiantes
frigideiras com ovos fritos. A Sra. Guppy, ela mesma, foi em certa ocasião
transportada de sua casa para a de uns seus amigos. A distância era de mais ou
menos uma milha e a Sra. Guppy bastante corpulenta.

196

(C) Em 1926 no British College of Psychic Science a médium Sra Barkel viu a
"sombra" de um ramo de violetas perto de um globo elétrico acima de sua cabeça.
Aquela mesma tarde, na mesma sala, na sessão com o médium transportador,
Heinrich Melzer, uma quantidade de violetas caiu do vácuo sobre a mesa.
(D) Uma das mais famosas médiuns do século passado era Mme.
d'Esperance. Um espírito chamado "Yolande" frequentemente materializava-se em
suas sessões. Era uma linda jovem árabe que produzia transportes à boa luz, de
maneira a permitir aos observadores verem no processo, tudo aquilo que pudesse
ser visto. Em 28 de junho de 1890, transportou ela um raro lírio dourado, medindo
mais de sete pés desde a raiz até o seu cimo e com onze flores perfeitíssimas.
Quase ao fim da sessão experimentou ela desmaterializar a planta para levá-la de
volta, mas suas forças já estavam fracas àquela hora, falhando portanto a tentativa.
Pediu-nos, então, conservar a planta num recinto fechado até que pudesse
novamente fazer a tentativa. Nos disse ter sido a planta emprestada, devendo ser
devolvida. As nove e quinze do dia 5 de julho a planta foi retirada do quarto às
escuras

e

colocada

no

centro

formado

pelos

assistentes.

Quase

que

instantaneamente desapareceu. Um outro espírito, não Yolande, explicou que a
planta, em sua forma invisível tinha sido trazida para a sala, na primeira sessão
realizada, uma hora antes de ser solidificada e de tornar-se visível.

Comentário:

Nos casos acima se pode ver a potência ou a força similar àquelas sugeridas
pelos kahunas. Indubitavelmente os espíritos têm acesso a Seres capazes de usar
esta força produtora de transportes, e, como os vivos não podem produzir
transportes, é de se concluir que os mortos devem receber ajuda de algum Ser
Superior. O corpo sombreado dos objetos transportados tem sido visto algumas
vezes, em película. Em alguns casos a nuvem delgada de reunião do material é

Nenhum dano é sofrido pelas plantas. permanentemente após a morte. sugerindo que em sua condição de desintegração a substância do transportado pode ser ligeiramente visível e com certeza. no qual os sentidos e as faculdades mentais parecem adquirir um sentido agudo e rápido ao mais alto grau. ou . Eles também têm certeza de que o corpo sombreado é.197 vista. entretanto. Apesar dos kahunas não serem capazes de nos dar uma explicação detalhada de como o Eu Superior usa a alta voltagem de força vital para controlar a temperatura ou desmaterializar e re-materializar o transporte. mesmo quando trazidos de grande distância e passando através de portas seladas para a sala de sessão. Todavia. como nos casos de transportes. animais ou pessoas quando são usados em transportes. quando comparado com o emprego do mesmo processo para curar um osso quebrado. sempre. Esta evidência imposta na verificação da teoria Huna de que em nosso corpo sombreado inferior existe uma duplicata de todos os órgãos e tecidos e de que este funciona perfeitamente quando nos encontramos temporariamente fora do corpo. uma parte importante no processo. insetos. estão eles seguros de que esta força foi usada e que sempre é fornecida pelos vivos. parece insignificante. nada dizem das sensações físicas experimentadas durante o curso desta mudança. Tudo. expandida grandemente. As pessoas que têm sido usadas nos transportes reportam as suas sensações como as de um curto período de inconsciência ou similar.

198 CAPITULO XII Ressussitando os mortos temporária e permanentemente. Materialização coletiva no Havaí. Alteração de tamanho na materialização. Materializações de animais. . Brigham. Caso 23 Ressuscitando um morto temporariamente. O bispo se materializa 400 anos depois de sua morte. Materialização completa. Yolanda. Materialização parcial dos vivos. Um kahuna ressuscita um morto em presença do Dr. Roupas materializadas. Caso 22.

encontramos relatos de seres reerguidos permanentemente da morte. Caso Nº 22 Perante o Dr. O levantamento temporário de um corpo vivo. Existe. uma condição de profundo transe ou coma tão semelhante à morte. Brigham.199 CAPITULO XII Os mortos podem ser reerguidos. Os dois espíritos inferiores do homem podem estar fora do corpo físico em seus corpos sombreados. Os kahunas eram capazes. como nas "viagens astrais". Crêem os kahunas que a decomposição não pode iniciar-se senão após o corpo sombreado do eu inferior ter-se retirado inteiramente do corpo. no entanto. para o uso do espírito de uma pessoa morta era comum na Polinésia e como a "Materialização" foi estudado e muitas vezes verificado nas Pesquisas Psíquicas. mas sempre ligados pelo . em pequeno espaço de tempo o corpo de urna pessoa morta começa a decompor-se. Nas literaturas religiosas do Cristianismo. de demonstrar tais fatos e também de explicá-los de maneira compreensível. sobrevindo em tais condições o perigo da pessoa ser enterrada viva. e em outras. viajando a grandes distâncias. Em ambos os casos encontramos provas corretas das antigas crenças kahunas. Existem duas espécies de "reerguimento". um Kahuna reergue um corpo Notas Preliminares: Num clima quente como o do Havaí. que incorre no grave perigo de ser confundido. uma de completa restauração para a vida no corpo físico e a outra de materialização temporária de um corpo físico para ser usado pelo espírito de algum desencarnado. sob certas condições.

como nos afogados. como já foi explicado. o resultado é inconsciência e inação. Somente quando se rompe este cordão é que a decomposição tem início. a vida pode ser devolvida ao corpo se esta for possível aos espíritos. necessário para o reabastecimento de força vital. a maior parte desta força vital é retirada com o corpo sombreado. O Caso: Durante uma de suas viagens pela mata à procura de plantas raras indígenas do Havaí. após a retirada dos elementos conscientes e de sua força vital. com instrumentos registradores. Quando o denso corpo físico é deixado para trás. se o cordão permanece intacto. O corpo sombreado do eu inferior. permaneceram no corpo mas roubados nas mínimas parcelas de sua força vital por um espírito de tipo obsecante. como possibilidade alternada. Após ser seccionado o cordão de conexão. em seus corpos sombreados. em pacientes atacados de epilepsia demonstram que após o característico "grito" e queda não existe nos mesmos nenhuma ação. Após um período de tempo.200 cordão ("a corda prateada" da Teosofia) de substância sombreada que une o corpo físico ao corpo inferior sombreado. foram temporariamente retirados do corpo. o Dr. Estudos feitos. Na tempestade um nativo de cerca de dezesseis anos afogou-se. como é comum nos casos em que a morte sobrevêm sem injúria para os tecidos. A indicação é de que os dois eu do paciente. é que iniciar-se-ia o ato do Eu Superior de restaurar os tecidos que já tivessem começado a decompor-se. . ou. a consciência volta ao corpo. Brigham refugiou-se em uma vila costeira devido a uma grande tempestade. fazendo o possível para devolver à vida aquele que tivesse falecido. é o lugar ideal para o armazenamento de força vital e quando os espíritos deixam o corpo físico. De outro lado. seja a das ondas corporais ou cerebrais.

a não ser que o "deus". começando já a enrijecer-se no rigor mortis. Gradualmente o corpo começou a aquecer-se. provavelmente. estirado ao ponto de rompimento. O kahuna invocou igualmente "a deus" (Eu Superior) pedindo sua ajuda. um velho homem. transmitindo-lhe sua própria força vital. O kahuna sentou-se perto do corpo e fez uso de suas forças psíquicas para saber o que tinha acontecido aos dois espíritos do rapaz. O corpo foi aquecido.) Os eu do rapaz foram encontrados vagando num estado de confusão e trazidos de volta para o corpo com a ordem de lá permanecerem. cuja ajuda tinha sido obtida era dos Amakas ou espíritos paternais que. Brigham fez diversas perguntas ao kahuna. Cerca de oito horas após o acidente. enquanto o kahuna aplicava suas mãos sobre ele. (O cordão do corpo sombreado deveria estar ainda ligando o corpo inferior ou talvez. certamente. começando a trabalhar. Muito impressionado pela demonstração de magia.201 Todos os esforços para fazê-lo reviver falharam e um kahuna que residia a alguma distância foi então chamado. Neste trabalho. aprendendo muito pouco da questão. Ele usou também de sugestões verbais para provocar a volta ao corpo. o Dr. mais tarde por ele explicado. Uma hora depois anunciou que os espíritos do rapaz estavam entrando no corpo. O coração começou de novo a bater e o rapaz abriu os olhos. obteve a ajuda de diversos espíritos amigos. chegou. fazendo o maior esforço possível para reentrar nele. Pouco antes da chegada do kahuna o Dr. o kahuna. como se os espíritos ali retornassem pelas pontas de seus grandes dedos e estivesse sendo espremido para dentro do corpo pelas pernas acima. sem qualquer dúvida. Brigham examinou o corpo do rapaz que estava frio. aplicando estimulantes físicos como batidas e massagens. A recuperação foi tão rápida que em pouco tempo estava ele reclamando alimentos. . já vivera num corpo sobre a terra.

homem ou mulher. Os espíritos. Os mais vitoriosos espíritos curadores falam muitas vezes de seu trabalho como tendo sido executado por orações dirigidas aos espíritos elevados ou ao convencional conceito de Deus. Brigham manteve contato com esse rapaz havaiano por muitos anos não constatando nenhum efeito posterior ao fato de sua morte por afogamento. oferecem RESULTADO como base para uma aplicação prática. Materialização Completa . não têm possibilidade de entrar em contato com o plano de consciência dos Seres Superiores. seja um simples passo acima. Muitos espíritos têm apresentado suas idéias acerca dos mecanismos para a conclusão de uma cura. Caso Nº 23 Reerguimento temporário de um morto. podendo somente especular acerca de suas formas de mentalização que os possibilita usar as forças misteriosas para a magia da cura. cada um desenvolvendo suas explicações pessoais e rejeitando todas as outras. não é coisa nova. mas. mesmo quando declaram ter um conhecimento exato do assunto. encarnados e desencarnados. porque são elas correias em todos os seus detalhes. suas idéias não estão concordes. Como os vivos. e o que é mais importante. eles se entretém. Os anais do Espiritualismo e das Pesquisas Psíquicas estão repletos de fatos relatando curas bem sucedidas através da intervenção do espírito de pessoa "morta". Em face das aberrantes contradições encontradas nas explicações dadas pelos espíritos dos mortos. tanto quanto somos capazes de comprovar pelos nossos conhecimentos limitados. voltamos novamente às antigas elucidações dos kahunas. Comentário: A ajuda dos espíritos que já viveram num corpo físico.202 O Dr.

aquecido. Todavia não são eles permanentes. objeto de minuciosas inspeções médicas. O Eu Superior. como no processo aplicado aos espíritos daqueles que há muito desencarnaram. A matéria física é transformada em uma tênue forma ectoplásmica e a seguir solidificada no molde do espírito inferior do corpo sombreado. Eles vivem nos corpos sombreados. de sua grande carga de força vital. tão inexplicável ou tão profundamente significante. Disto resulta a "materialização completa" de um ser vivente atual. até numa hora. correspondentemente ligados. há a mesma necessidade dos vários elementos imprescindíveis a um ser vivente normal. como a "materialização completa" ou o temporário reerguimento de um morto. e trazendo-os com eles fornecem um molde do corpo físico. Para preencher esta carência de força vital e de matéria física são elas extraídas do círculo dos assistentes vivos. tão inacreditável. Tais corpos têm sido. com que estiveram no plano terreno. raras vezes. e num corpo físico completamente normal com os dois espíritos residentes nele. O inferior e o médio espírito de uma individualidade desencarnada comparecem a uma sessão espírita. No reerguimento de um morto. É concebível que tal corpo materializado pudesse permanecer permanentemente se a substância física emprestada não tivesse que ser devolvida.203 Notas Preliminares: Nas Pesquisas Psíquicas nada tem sido tão fascinante. muitas vezes. Em um minuto e. respirando. tão violentamente negado (embora futilmente). A Segunda Vinda de Jesus poderia ter sido realizada onde alguns devotos estivessem desejosos de sair de seus próprios corpos para a vida daquele que tinha . naturalmente. inferior e médio. Eles fornecem os elementos de consciência. o material ectoplásmico volta aos vivos e a forma sólida esvanece. entretanto. necessita d© primitivo corpo físico e.

o material para ser usado no preenchimento do molde do corpo sombreado do grande Mestre. houve um completo tumulto causado por um grupo de nativos polinésios que em sessões secretas. suas vozes e tambores podem ser claramente ouvidos. Geralmente um chefe nativo com cerca de dez a cinquenta de seus seguidores (todos eles mortos) materializam-se à noite. Algumas vezes permanecem invisíveis. que tinha morrido leproso. O Dr. marchando pela região. proibiram as sessões sob o pretexto de que estas materializações poderiam alastrar a lepra. mas o som de seus pés marchando. era muito sábio e muito amado. de seus corpos. o que não é comum no Ocidente. ele materializava-se. Imaginou estarem eles seguindo . realizadas à noite. foram muitas vezes verificadas e outras tantas descritas em livros e artigos a respeito das Ilhas. dando-lhe dessa maneira. Conquanto possa parecer absurdo. contou-me estar certa noite na praia Waikiki quando escutou a marcha dos fantasmas em procissão para o centro de Honolulu. Os Casos: (A) Os Kahunas e as materializações em conjunto no Havaí No Havaí. Temendo as autoridades que os nativos pudessem iniciar uma rebelião por causa desse chefe. pelo processo de materialização. conseguiam a presença de um chefe já falecido. Este chefe. que durante algum tempo estudou no Havaí os kahunas. John Tanner. Estas procissões de fantasmas são muito conhecidas no Havaí. permanecendo no corpo por longos períodos. onde os kahunas são os mais poderosos operadores de fenômenos psíquicos. as materializações em conjunto têm sido descritos desde antigas eras. em uma das ilhas do Pacífico. Há alguns anos atrás. Muitas vezes eles materializam tambores e tochas.204 partido.

Num surpreendente espaço de tempo os mesmos sons de pés marchando tornaram-se audíveis. Tanner nada viu. Foi-lhe dado tempo para dizer seu nome e de recitar os nomes de seus ancestrais. O Dr. dirigiu-se para a velha igreja e esperou. não tenho dúvida de que os fatos básicos são verdadeiros. inevitável que. O Dr. como também suaves sons de canto e de baixa conversação. permanecendo muito quietos enquanto observam o seu passar. mas imediatamente ele gritou ser um parente vivo e amigo. de qualquer maneira. Foi ele perdoado por esta intrusão acidental dentro das linhas de marcha e reenviado ao seu caminho. Um havaiano de minhas relações reinvidica ter-se defrontado com um pequeno grupo marchando. todo armado e com manta de penas. Se tal procissão é vista aproximandose. Os sons pareceram ser tragados pelo túmulo do rei nativo. Era. os sensatos nativos afastam-se de seu caminho. ou escondem-se. Tomando seu carro. Apesar de ser evidente que muita ficção tem sido acrescida aos fatos corriqueiramente aceitos a respeito das procissões de fantasmas do Havaí. no cemitério. ou. há muito tempo morto. . com maças de guerra e lanças. Os "deuses" ajudam os espíritos dos mortos a materializarem-se e é relatado que a força vital e substância para o ectoplasma são emprestados dos vivos enquanto dormem. Foram feitos diversos registros de homens mortos por tais procissões. vistas por ele. mencionando algumas gerações anteriores. aquela de Waikiki aos túmulos reais perto da velha Igreja Missionária no centro da cidade. à luz de tochas e ao clarão da lua. Os havaianos concordam que marchas de completa materialização em conjunto. são perigosos para qualquer pessoa que nelas intervenha.205 a rota descrita pelos velhos havaianos — ou seja. viria a chegar aos parentes de qualquer um dos primitivos cidadãos daquele grupo — e assim ele fez. tiradas dos animais e plantas vivas. Um dos lutadores correu para ele com uma lança. em raras ocasiões. Brigham fêz muitos relatos originais sobre marchas visíveis. Os contos regionais e legendários da Polinésia estão repletos de casos de materializações simples e conjuntas.

Cario Mirabelli. Após tinham completarem-se uma os exames. Seu pulso foi testado. foi visível a todos os assistentes. estarem seus dedos segurando uma espécie de esponja ou massa de substância flácida. a materialização da pequena filha do Dr. constatando estes que os constituídos estrutura como novos seres anatômica humanos. As imagens não eram somente completas. quando recebeu um choque. como eram também fotografadas e examinadas por médicos. Voltando a si. . Em plena luz do dia. Ela apareceu com as roupas com que tinha sido enterrada..". perdendo a consciência. de origem italiana. Um dos médicos exclamou: "Mas isto é demais" e correu na direção da metade do corpo seguinte deu um grito penetrante agarrando-o. Souza. forneceu excelentes exemplos para quase todos os tipos de fenômenos psíquicos. algumas vezes durante quinze minutos. que tinha morrido de gripe.. então o fantasma levantou-se por si. ficando o busto e braços flutuando no espaço. ao ter agarrado o fantasma. a imagem começava a dissolver-se a começar dos pés para cima. perfeita. recordava-se somente de. ficando a flutuar no espaço.206 (B) Um Bispo materializasse após quatrocentos anos de sua morte O médium sul-americano. O Dr. durante trinta e seis minutos. caindo No momento inconsciente no chão. Fodor escreve: "Os fenômenos de materialização de Mirabelli eram aterradores. Pai e filha foram fotografados.

Um perfume doce de rosas penetrou na sala. José de Camargo Barros. que perdeu vida num naufrágio. seus braços desmaterializaram-se. escutando as batidas de seu coração. investigando o trabalho de seus intestinos. da sala. então. O Bispo curvou-se sorridente para Mirabelli. desaparecendo Mirabelli porém foi amarrado e "Na lacrado. a famosa médium. uma jovem árabe de quinze anos. olhando-o silenciosamente para em seguida desmaterializar-se vagarosamente. brilhante como o ouro. da realidade da aparição. apalpando seu corpo. apresentava. Esta jovem aparecia envolta em neve. O médium caiu em transe. unhas e olhos. chamada Yolande. entre outros espíritos materializados em suas sessões. entre catorze pesquisadores. tocando testando a seus dentes. As pessoas da assistência convenceram-se. demorando-se alguns . Uma fina névoa foi Vista no círculo de assistentes. Na fotografia somente uma leve sombra é vista." (C) Yolande e suas materializações Mme. O Dr. foi encontrado em outro cômodo ainda em transe.207 "Em outra sessão Mirabelli anunciou ter visto o corpo do Bispo Dr. assim como os lacres sobre o próprio Mirabelli. Todos os lacres nas portas e janelas foram constatados em ordem. A névoa." sexta sessão. não encontrando nada em falta. Anunciou-se por seu próprio nome. Souza adiantou-se em sua direção. abriu-se e o bispo materializou-se." "Certa vez. saliva. com toda sua roupagem e insígnias do cargo. Elizabeth d'Esperance.

. Em certa ocasião. Ela não estava em transe e assustou-se ao descobrir o seu estado chamando a atenção dos presentes para a situação. enquanto materializações visíveis de espíritos estavam sendo efetuadas na sala de sessão. (D) Materializações de animais O conceito kahuna de que todas as coisas possuem corpos sombreados. Aksakof publicou as importantes opiniões.. Aksakof.".) Gambier Bortol passou por uma peculiar experiência.208 minutos para complementar a materialização. Aos espíritos oficiantes na sessão foi perguntado como se explicava aquilo. podendo uma planta crescer em poucos minutos. ficando ao seu lado vários minutos. protegeu e assistiu a uma foca ferida. de sua forma e medida natural. desmaterializou a metade de seu corpo. uma foca. que são moldes. Produzia ela numerosos transportes. a que. No Zoológico. o tinham levado: a opinião de que. que veio a falecer. tais como rochas. A parte superior do corpo da médium parecia estar suspensa no ar. Dez dias após sua morte. costumava conversar com os vivos. pelo menos. "o corpo do médium fica inteiramente absorvido pela produção de aparições. fazendo objetos aparecerem e desaparecerem na sala. em alguns casos. parecendo ser aquela conhecida de Bolton — materializou-se e atravessou a sala batendo suas abas. aplica-se tanto aos animais como ao homem. Dez anos depois. As outras pessoas asseguraram não haver nada de extraordinário na repentina falha das roupas da médium abaixo da cintura. numa sessão com a Sra. como também plantas crescendo em vasos cheios de água e areia. Graddock e com um certo número de homens de ciência presentes. (Também insetos e objetos inertes. A resposta foi: "Suas ações (aquela de animais em sessões onde se materializam) são . anos de estudo e observações. Esta médium foi descoberta pelo investigador Alexander N. Em boa luz. em todas suas microscópicas partes.

Pelos de um animalzinho foram deixados no laço ao qual sua perna foi amarrada durante a aparição (o laço foi rasgado por quatro polegadas). Fodor chama a atenção para a contradição existente entre a observação feita pelo espírito acima. doninhas e muitos outros bichos de estimação voltaram para visitar seus primitivos donos em sessões. os animais entram de maneira por nós desconhecida e nada podemos fazer para evitálo. morcegos.209 independentes de nossa vontade. farejando como um cão d'água. fazendo o mesmo com um grande sofá. mas gentil e pronto a obedecer. desejosas de se materializarem. gatos. Tratava-se de um macaco da raça Pithecanthropus. vêm quando bem entendem. Houve. vagando pela sala conforme lhes agrada e desaparecem quando lhes convém. coçando-se frequentemente. embora esses guardas permanecessem quase sempre quietos eram vistos claramente." O Dr. vindo a desaparecer inteiramente. papagaios. Carregou uma pesada caixa de livros pela sala. Produzia somente sons estalados. Cachorros. nessa sessão. invariavelmente comparecer uma aparição humana agindo como guarda dos animais. nunca antes. travesso. conforme informado pelos pesquisadores. Seu grande vigor causava medo aos poucos assistentes aos quais apareceu. pois a afeição existente entre eles e seus donos é muito forte. mas. Enquanto estamos preocupados de conduzir nossas experiências com entidades humanas. como por exemplo esta que tivemos oportunidade de observar. Ele levantava homens pesadíssimos e sentando-se em uma de suas cadeiras. A . e não temos forças para proibir isto. Após alguns dias os pelos diminuíram. pelo fato de. Os guardas e animais muitas vezes movimentavam-se ao mesmo tempo. no entanto. ficava muito mais alto do que os outros. nas materializações de animais. Estes pelos foram colocados numa caixa hermética à luz e à umidade e eram inspecionados diariamente. Tinha ele o pêlo áspero e eriçado. nas sessões de Kluski. um animal que materializou-se sem guarda. evidentemente de baixo grau de inteligência. obtêm de alguma parte matéria suficiente para a formação de corpos temporários.

Isto é similar ao fenômeno do aumento dos médiuns vivos que. fazendo comentários que lembram fortemente as antigas teorias kahunas (desconhecidas do Dr. através do processo de desmaterialização e materialização. em algumas das curas miraculosas. Talvez. viu a materialização (aparentemente quase completa) de um amigo vivo que. estava dormindo em sua casa na ocasião. ombros e um braço de um parente vivo. nas quais partes orgânicas do corpo tenham sido restauradas. uma explicação para as linhas desta incógnita. Durante alguns minutos foi entabulada uma conversação de assunto conhecido somente pelos dois. alterando suas linhas. encontraremos. Fodor no tempo em que o escreveu). Em sua Encyclopaedia of Psychic Science o Dr. Horace Leaf viu a cabeça. Nandor Fodor escreve um longo artigo sobre a materialização. (E) Materializações parciais dos vivos Diversas vezes têm sido comunicados fatos nos quais os viventes apareceram em sessões parcialmente materializados.) . pareceram crescer cerca de dois pés. um organismo vivo. numa sessão com Cecil Husk." (F) Mudanças em materialização de medidas normais Muitos registros têm incluído a aparição de formas materializadas que eram maiores ou menores do que se supõem tenham sido as pessoas quando vivas. residente a uma distância de quatrocentas milhas. em sessões. como mais tarde foi esclarecido. (Os kahunas acreditavam que um corpo sombreado de um objeto poderia ser aumentado ou diminuído. no futuro. Alfred Vout Peters.210 desmaterialização desses pêlos foi muito mais vagarosa do que a do pequeno animal. "Realmente alguém é tentado a especular se seria possível reconstruir.

O soalho da sala tinha sido pulverizado com pó branco. em um recente livro. todas as comunicações lacradas e tomadas às precauções contra a fraude.211 Mme.. Uma peculiaridade do tecido materializado é que sempre é mais leve e fino do que ordinariamente poderia ser o original.P. e muito belas. Materializações parciais tais como cabeças e mãos têm sido vistas muitas vezes somente numa fração de sua medida normal. Nas sessões de Mme. uma das quais era uma ótima médium. Sylvan J. e comprovado a genuinidade da materialização. um dos mais cuidadosos e céticos pesquisadores do S. sólido e de peso normal em suas mãos. escreveu certa vez ter visto uma roupa formar-se ao redor de seu corpo . Nestas sessões Price encontrou o pequeno corpo nu aquecido. os espíritos vestem-se de materiais pendentes de uma espécie de vapor nevoento acinzentado. (G) Roupas materializadas Muitos poucos dos espíritos temporariamente têm vindo sem roupas.R. dançando e praticando ginástica. Harry Price. materializavam-se em copos de pensamento materializado. Bisson estudou a figura de uma mulher nua que não tinha mais que oito polegadas de altura e que repetidamente materializava-se com diferentes penteados. descreve materializações periódicas de uma menina desvestida — em sessões realizadas no escuro — carregada por sua mãe e alguns amigos. De outro lado. satisfazendo a Price. Algumas vezes permanecia na mão de Mme. fabricando peças tão sólidas que têm sido cortadas por pesquisadores para estudá-las após a desmaterialização do espírito e das vestimentas. Muldoon. Nenhuma marca de pés cruzou o soalho pulverizado e nenhum selo foi violado. mas geralmente não mão da médium Eva. famoso por suas práticas e reportagens de viagens astrais. Bisson. Ignath pequenas cabeças do tamanho de nozes. Esta criança falou umas poucas palavras respondendo a uma pergunta.

mudando uma coisa em outra. quando os pedaços tornavam-se permanentes. tornando assim permanente a parte mudada — maneira pela qual deve processar-se a cura instantânea. mesmo quando a roupa esvanecida do médium for de cor preta. o fantasma desmaterializava. permitindo muitas vezes o exame de sua roupagem fantasmagórica que foi estudada por Sir. o espírito de Katie King frequentemente materializava-se. e não sendo devolvidos. não somente os corpos dos médiuns desmaterializam-se parcial ou completamente. Nas sessões de Miss Florence Cook. se a teoria kahuna é correta. A roupa era idêntica àquela usada pelo corpo que se encontrava deitado inativo sobre a cama. Katie King disse que ao tornar permanente pedaços de fazenda era forçada a tirar para sempre uma parte da vitalidade dos médiuns (comprovante da teoria kahuna de que toda operação de materialização envolve o uso de força vital dos vivos) e por conseguinte enfraquecendo-os. como a demonstrar que o material de sua saia tivesse sido emprestado para fins de materialização. provou não ser igual a nenhum outro . Os buracos na saia fechavam-se imediatamente conforme os assistentes observavam. Algumas vezes ela cortava uma dúzia de pedaços da barra de sua saia. Este material quando apresentado a fabricantes de tecidos para uma comparação. Usualmente a roupa materializada numa sessão permanece branca. Por isto se vê que é possível transformar a matéria pelo processo de desmaterialização e materialização. Nas sessões de materializações.212 astral. em tais casos buracos similares mas uns poucos eram encontrados na saia da médium após o final da sessão. ao deixar seu corpo físico a poucos passos. entregando-os aos assistentes para serem examinados. A maioria destes desvaneciam-se quando permaneciam inalterados. Deve-se notar que a fabricação da roupa fantasmagórica não era igual àquela da saia na qual buracos tinham sido feitos. William Crookes. como também suas roupas esvanecem por algum tempo — outras vezes são elas deixadas para trás.

em Cardif. As fotografias foram . Os fabricantes expressaram a opinião de que deveria tratar-se de manufatura chinesa. O pedaço retirado da saia do espírito era muitas vezes maior. por intermédio de quem a aparição era capaz de materializar-se. em formas tangíveis. muitas vezes. Rapidamente desbotou-se. duas meninas. usaram a máquina fotográfica de seu pai para tirar fotos de fadas e gnomos. ao chamarem a atenção do mesmo espírito sobre o fato. Por volta do ano de 1915. aparecia mais tarde na saia da médium. Alguns panos materializados foram constatados não serem trabalhos de tecelagem. O tecido era branco e muito mais leve em sua tessitura. imediatamente a sua cor foi restaurada de uma maneira inexplicável. Pareciam-se com folhas membranosas de material ligeiramente idêntico à borracha. mais exatamente do mesmo formato. De espíritos materializados foram cortadas mechas de cabelo e deixadas como recordações permanentemente ou para lentamente esvanecerem. mas composto definidamente de fios como na tecelagem.213 no mercado. foi cortado e deixado um pedaço de rica e brilhante seda vermelha do cinto de um espírito materializado. na Inglaterra. parte rasgado — parte cortado. muitas vezes repletos de buracos que o tornavam parecido com a renda. mas por ocasião de uma outra sessão. na maioria das vezes na presença de crianças. Um pedaço do vestido do espírito de Yolande foi rasgado e tornado permanente numa sessão de Mme. Na sessão de George Spriggs. Um buraco similar. (H) Materialização de "Pequeninos Seres" De tempos em tempos. Geralmente esses cabelos eram mais finos e macios do que o cabelo do médium. sendo tão fino quanto à gaze. d'Esperance em Christiania. fadas e outros "pequeninos seres" materializam-se visivelmente e.

parecia um erro não mencionarmos a possibilidade de materialização de elfos. que se assemelhavam as boas fadas de outros países. Pareceu ter ele se dissolvido no ar sob o prédio. O choque que tornou inconsciente o médico quando agarrou a aparição em uma das sessões de Mirabelli. indica que fatores elétricos são abrangidos na materialização. Depois de termos chegado até este ponto de estudo. ouvindo os gritos das crianças.214 publicadas. criando verdadeiro tumulto. seguindo-o excitadamente até que este assustou-se fugindo deles. achando-a realíssima. fadas e gnomos. de um desses pequeninos seres. A professora. veio verificar o que estava acontecendo. Todos contaram a mesma história. e materializam-se em períodos determinados. a poucos passos do solo. não obstante não ser completamente entendida sua função. Uma melhor câmara foi providenciada e mais fotografias foram obtidas. no pátio de sua escola. descrevendo o pequeno ser da mesma maneira. Os espíritos . A acusação dos descrentes de que os negativos poderiam ser uma "fraude" nunca foi provado. Comentário: Muitas coisas devem ser especialmente observadas nos casos acima mencionados. Muitos pesquisadores têm estudado a evidência da força elétrica vital ou psíquica em ação durante a materialização. apesar de serem pobremente verificadas as evidências de sua realidade. No Havaí acreditam nos gnomos ou menehunes. Os havaianos acreditavam que os menehunes eram seres que viviam nas construções feitas de pedra para guardar um braço de mar raso e que servia também como viveiro artificial de peixes. mergulhando embaixo dos alicerces de uma casa. Durante minha estadia em Honolulu os jornais estiveram repletos de artigos e comentários sobre a descoberta feita por crianças. No folclore nativo são mencionados uma grande variedade de tais "seres pequeninos".

Meyers encontrava-se tão exaurido após as sessões que ia para a cama por dois dias. o resultado é a inconsciência. se precavem do perigo de roubos. o controle da mente consciente sobre o subconsciente é grandemente enfraquecido. os médicos sabem que quando a força vital cai abaixo do equivalente individual.215 dos mortos dão opiniões contraditórias. "corpo elétrico". que muitas doenças são diretamente causadas pelo roubo de força vital. causando impressões imaginativas no subconsciente sem serem subjetivadas no processo usual de julgamento pela razão. Isto concorda com as crenças kahunas de que toda consciência funciona somente quando está à disposição certa quantidade de força vital. ou "mente elétrica". provam que. Todavia. D. na voltagem requerida. força que o médio eu toma fazendo-a subir de voltagem para ser usada no "querer". de força vital dos vivos. à luz do longo estudo da ciência kahuna. F. ao ser exaurida de uma pessoa sua vitalidade elétrica. Apesar dos médicos não reconhecerem atualmente tais possibilidades. H. praticados pelos mortos. era algumas vezes deixado quase inconsciente no chão após tais sessões. a vitalidade de médiuns e assistentes têm sido muitas vezes esgotada em materializações. Modernos estudos.) Em sessões. médiuns são obrigados a tomar longos períodos de descanso entre sessões. Home. seja para a natureza como para o uso da força. Frequentemente. W. O famoso médium D. ocasionando complexos ou fixações desarrazoados. ou ambos. Os kahunas. dizendo alguns ser traçada do cérebro do médium ou assistentes. em suas práticas de curas. é evidente. O pesquisador. . e de maneira singular o Eu Superior transforma essa força na mais alta voltagem — condição na qual torna-se idêntica à voltagem de "desintegração do átomo" conhecida da ciência. (Lembrem-se que eles crêem que o eu inferior retira a força vital dos alimentos que comemos. outros dizendo vir de seus corpos e já outros dizem que é uma força presente na atmosfera. feitos por médicos. bastando recolhê-la.

tornando tão dolorosa a permanência do espírito obsecante no corpo do paciente insano. Os médicos franzem os sobrolhos à idéia. tomando conta do corpo para si próprios. Isto indica que a substância em estado físico desmaterializada é suficientemente fina para passar através da madeira e de outras substâncias menos densas. que o invasor o deixava livre. começando por roubar a força vital e terminando por empurrar para fora o par de espíritos residentes. obcecam os vivos. (O vidro parece ser muito denso para permitir tal passagem de matérias finas ou moldes de corpos sombreados. muitas vezes.216 Temos visto que impressões por choques são perigosos quando alguém está muito fatigado. e — em estágios mais adiantados — resulta em insanidade. ou no caso de sua vitalidade estar baixa por motivo de tensão ou doença. mas. Também as substâncias físicas desmaterializadas necessitam ser solidificadas ao estado visível para serem usadas . uma vez iniciada a insanidade pronunciada. estão senão fazendo. Muitas vezes apresenta-se uma violenta reação física — indicando terem os kahunas razão ao pensar que os espíritos dos mortos. o que os doutores de tempos primitivos faziam. advém o estado depressivo.) Não é necessário ao espírito da pessoa morta materializar-se em forma densa com a finalidade de carregar força vital com ele. o paciente parece não mais sofrer grandemente da falta de força vital. Os médicos não fazem menção à continuação da história comum. nem menos. por alguma razão. permitindo ao seu dono de voltar. e que se. A passagem de entidades através da matéria em materializações é demonstrada em transportes quando. corpos de grandes animais e homens são desmaterializados e trazidos através de portas fechadas e seladas a fim de se materializarem em salas de sessão. nem mais. mas quando administram o choque insulínico ou choque elétrico para curar um insano. muitas vezes. (Isto completa por si mesmo a explicação do ritual de reerguimento da morte). o fornecimento normal de força vital continua a cair por algum tempo.

Alguns meses mais tarde. quando carregada. é . Poucos minutos mais tarde. O corpo sombreado parece ser uma excelente bateria acumuladora de força vital e. O avião espatifou-se na aterrizagem sendo este morto. Veio a cair sob a minha observação um caso ilustrando este ponto. disse que ele não estava ciente da sua morte e tinha ido à casa onde era esperado. experimentando saber o que causava aqueles toques. a campainha soou na casa que ele tencionava visitar. Um jovem deveria chegar por avião para jantar com sua namorada e a mãe desta. parecendo permanecer carregado e pronto a tocar campainhas e fazer outros tipos de trabalho até esgotar esta carga. ficou grandemente surpreendido e agitado ao descobrir que não era visto ou reconhecido pelos seus amigos. indicam que os kahunas tinham razão acreditando que os espíritos dos mortos podem armazenar grandes quantidades de força vital no corpo sombreado do eu inferior. o jovem. juntando-se agora a mãe com a jovem. abastecendo de força vital suficiente a substância ectoplásmica invisível usada pelo espírito.217 como mão invisível na movimentação de objetos sólidos. numa sessão. comunicando-se por intermédio de uma médium. Uma pequena quantidade de material ectoplásmico. do mais fino grau e invisível. A campainha soou três vezes. acumuladas pelo estudo de centenas de casos de aparições e fenômenos produzidos por espíritos. usando-a para movimentar objetos sólidos ou para produzir barulhos. Os espíritos produtores de fenômenos são geralmente um eu inferior seccionado de seu médio eu após a morte e dado a travessuras infantis. Todas as evidências. pode tornar-se suficientemente sólida para ser usada na movimentação de objetos materiais. naquele momento o corpo sombreado é carregado de força vital. A namorada atendeu à porta. rouba a força vital dos vivos. Em caso de morte repentina. Tendo tocado a campainha três vezes. Após o terceiro toque falhou a sua capacidade de apertar novamente o botão (a força vital evidentemente esgotou-se) concluindo então que algo havia de muito errado. mas não encontrou ninguém lá.

com as de várias crenças religiosas. mas é de se concluir que os Eu Superiores nunca usariam a força vital ou materiais corporais de vítimas sacrificadas. Nos cerimoniais de magia negra é provável que a força vital de animais sacrificados ou talvez humanos. Se os espíritos dos mortos discordam tão largamente acerca das modalidades como a materialização é efetuada. usadas na formação de ectoplasma e com as quais se materializam os dos médiuns e assistentes. assim fazendo mostram-nos quão ignorantes são da parte desempenhada pelos Eu Superiores. As matérias presumidamente vivas e de natureza carnal. fosse usada pelos espíritos. Realmente. pode-se somente concluir que os Eu Superiores estão presentes e trabalhando. não se pode afirmar provenham descobertas das Ciências Psíquicas e Psicológicas. Ao findar este capítulo. e também em menor extensão. O nome kahuna para o Eu Superior era "Eu Paternal Inteiramente Fidedigno" parecendo não haver nenhuma questão a contrapor a sua aversão à crueldade. junto com algumas provas extraídas das comparações com os animais.218 suficiente para consolidar o corpo sombreado. termino o trabalho de apresentação dos elementos básicos das teorias de Huna. . têm sido muitas vezes observadas materializações sem nenhum material visível ser retirado seja do médium ou dos assistentes. dirigindo nosso raciocínio para o fato de não terem os animais inteligência suficiente para provocar uma materialização por si próprios. Nos casos de materializações de animais em sessões. Uma coisa a mais devemos ter em mente. pássaros e insetos. Devem ser encontradas em outras regiões pelos "Eu" Superiores e emprestadas para um uso temporário. apesar do dispêndio de força vital ser muito natural para o círculo. Estudos posteriores poderão elucidar melhor se isto é ou não verdade.

Os três passos necessários para curar a força vital obedecem a ordem da consciência. . Os estímulos físicos. A ação da consciência sobre a força vital para produzir matéria. Lomilomi e o campo médico. Sugestão e passes magnéticos. Caso 24.219 CAPITULO XIII Os segredos vivificantes do Lomilomi e da imposição das mãos. Sugestão e força vital nas curas. “Lomilomi”. Tratamento à distância.

banhos e profundas manipulações cada ação acompanhada por pensamentos para ajudar a cura e minorar as dores. os curandeiros faziam muitas vezes uso de manipulações físicas.220 CAPITULO XIII Com a explicação dos elementos básicos do antigo Segredo ou HUNA. o uso da sugestão e as antigas práticas religiosas de "imposição da mãos" (para curar). iniciaremos agora a aplicação prática desses elementos. Esta manipulação era chamada lomilomi e era uma combinação de massagens. Caso Nº 24 Lomilomi Notas Preliminares: O Dr. dando-me detalhes do lomilomi observado por ele no distrito de Hilo. a quiroprática. . usados pelos kahunas. Brigham despendeu uma tarde inteira. combinássemos as massagens suecas. os variados banhos. Se nós. no Havaí e em toda a Polinésia. De acordo com as lendas semi-históricas dos mares do Sul. apontando os caminhos pelos quais podemos aproveitar grandemente de seu conhecimento e experiência. Neste capítulo quero expor os métodos de simples cura. a osteopatia. nos aproximaríamos do escopo do lomilomi como o praticaria um sábio kahuna. povos modernos. em tempos verdadeiramente primordiais. como ajuda ao que podemos chamar de "cura mental".

O Caso: Quando o Dr. O kahuna que o tratou era uma mulher. especialmente onde existia maior intensidade de dor ou . o pequeno fogo conservado para que ela pudesse várias vezes aquecê-las antes de fazer massagem profundamente nos locais afetados. tipo fabricado pela evaporação da água do mar. os primeiros passos já tinham sido dados. Brigham teve notícia do tratamento e chegou ao lugar onde se dava o caso. Com variações de palavras. a mulher tinha recitado uma forma de cantochão dizendo que toda doença estava sendo lavada e toda dor aliviada. com dores em várias juntas. Ela não reivindicava nenhuma força superior de cura.221 O paciente era um homem de cerca de quarenta anos que voltava de uma longa viagem a pé para ver o transbordamento de lava do grande Vulcão Kileuea. vestindo somente algo para lhe cobrir os rins. tornou-se ela muito mais vigorosa em suas massagens. Durante o banho. O uso das pedras era seguido de suas mãos. sentindo-se doente. Ele parecia especialmente atacado do que chamamos lumbago. O homem tinha sido lavado completamente com uma esponja embebida num chá quente feito da cocção de diversas ervas e folhas em água. à qual tinha sido acrescida uma pitada de sal. mas tinha na comunidade a reputação que poderíamos classificar de enfermeira. torcendo e pressionando as juntas. Ele tinha chegado em casa cansado. ela descrevia os benefícios trazidos por suas mãos curadoras e contato de pedras redondas que retirou do fogo. Após o banho foi secado e colocado ao sol quente. começando por estalar as juntas dos dedos e terminando por estalar todas as possíveis untas do pescoço e espinha. Quando as dores do paciente ficaram bem aliviadas. lavou e com elas faziam massagem nos músculos enrijecidos e nas juntas doloridas. não refinado.

O lumbago parecia ter-se concentrado numa área de dor no final da espinha e o tratamento naquele local foi primeiramente muito gentil com prolongado aquecimento. porém. Comentário: À primeira vista o tratamento acima parece muito simples. onde o tratamento tinha sido mais severo. Brigham inquiriu qual o resultado do tratamento o homem respondeu não ter mais dores. Passo. Seu rosto estava protegido contra o sol e sua esposa sentou-se ao seu lado tocando as moscas com um leque feito de folhas verdes. (Sobre este . quando o consideramos à luz da sabedoria Huna. torná-lo bom e livre de dores. sentindo-se muito bem. para não falarmos da combinação deles em um tratamento. Isto levou muitos minutos. exceto um pouco de sensibilidade na pele de suas costas. quando o Dr.222 sensibilidade. assim. pesando cada passo nos termos do que tem sido descoberto nestes últimos anos. 1º. começam a tornar-se grandemente significativos e sugestivos os métodos ainda não aprendidos pelos curadores ocidentais. naquele mesmo dia. a mulher colocou suas mãos sobre as mãos do homem dizendo-lhe para descansar a fim de permitir que as forças curadoras corressem de suas mãos para as dele e. Como última parte do tratamento. empregando-os separadamente. para finalmente uma massagem pesadíssima ser praticada com ambas as mãos. A decocção de ervas dos havaianos era frequentemente feita de folhas da planta ti que achavam ter a força de retirar qualquer baixo espírito apegado ao eu inferior e que poderia estar procurando roubar força vital do paciente. Mais tarde. após o que o paciente foi coberto e mandado dormitar um pouco. O uso dos banhos termais é familiar a todas as raças.

Se o deslocamento não tiver sido de grande extensão. são conhecidas como aliviadoras de muitos tipos de doenças. Se uma junta for capaz disto fazer. Há séculos. Os médicos modernos aplicam o calor de vários modos. Devemos relembrar que o lomilomi incluía o uso básico de relaxamento. eles pressionam. Tudo uma excelente idéia. seja por meio de pedras ou outros mecanismos. O banho turco ou banho a vapor é um substituto e. Apesar dos nativos que praticavam as massagens profundas. é praticado o banho prolongado a vapor.223 assunto me alongarei mais tarde). quando assim manipuladas. 2º. etc. Águas minerais que saem das fontes naturalmente aquecidas para banhos. puxam ou torcem até a mesma "estalar". luzes. e como também é negado com dogmática violência por médicos rigorosamente restritos — por não terem o mínimo treino da matéria e desprezarem adquirir alguma —) faziam um excelente trabalho ao praticarem ajustamentos. massagens profundas e o friccionaismo era seguido de um período de repouso — já por si mento para ativar a circulação e aliviar o paciente. Se é necessário uma manipulação de juntas. o calor é aplicado para relaxar a tensão dos músculos e permitir uma massagem mais fácil. . massagens profundas para ativar a circulação fazem parte da antiga prática do lomilomi. voltam ao seu próprio lugar. A manipulação de juntas. entre os índios Navaos e outras tribos indígenas. após o aquecimento e relaxamento dos músculos. não tivessem um claro entendimento de que certas juntas pudessem ser ligeiramente desviadas pressionando sobre os nervos (como é demonstrado por osteopatas e quiropatas. Passo. a maioria das juntas. incluindo banhos de lama. seguido da manipulação de juntas para seu ajustamento. a aplicação de aquecimento. tem sido usado por curadores. eletricidade profunda. superficial. com um meio de purificação antes de certas cerimônias rituais.

É aprovado pelos círculos médicos que a força eletro-vital do corpo deva ser de uma certa capacidade para manter a saúde. o conhecimento da força vital e as suaves sugestões hipnóticas caminham de mãos dadas. Passo. Este é o passo que nós modernos ainda temos que aprender a dar. o manamana e o mana loa) as ondas do corpo e do cérebro têm sido medidas com sucesso e muitos progressos foram feitos nos estudos de sua significação na saúde e nas moléstias do corpo e da mente Nas práticas kahunas de cura. No Ocidente tivemos um bom início. . Mésmer. esta forma de diagnóstico e tratamento. Há uma nova escola para médicos. descobrindo o mesmerismo. O ponto aproximativo por nós alcançado é a aplicação de correntes elétricas de vários tipos. ensinando que cada órgão do corpo tem uma carga elétrica peculiar a si próprio. usando diversos aparelhos. é receitado o tratamento afim. que demonstrou a força da sugestão.224 3º. carregando o órgão afetado diretamente pela máquina. Uma máquina é usada para testar a voltagem de cada órgão e quando algum é encontrado abaixo da média de sua carga típica. Ele tocava seus pacientes após um esforço mental de se abastecer segurando magnetos. recobrando assim a antiga prática Huna de transmitir ao paciente força vital pelo toque das mãos enquanto se administra sugestões de cura. há mais de um século. a idéia pode ser considerada como a nossa mais afinitiva aproximação à teoria kahuna sobre a força vital e sua participação na vida e na consciência. 4º. Apesar de estar. resistência pela quiroplastia. acreditava estar curando quando transferia ao paciente um pouco de seu próprio "magnetismo animal" e que esta força efetuava a cura. Como mencionado nos problemas básicos das três voltagens de força vital (o mana. ainda muito aquém da aceitação geral (possivelmente por estar em muitos casos misturada com uma certa soma de embotada ignorância ou fraude). É o uso de força vital na cura.

a vontade ou mente) — tem uma característica surpreendente e que é ainda desconhecida dos pesquisadores modernos. é capaz de produzir a entrada de força vital do curador no corpo do paciente. unindo-a (sem conhecimento próprio) ao uso de potente sugestão. Melhores resultados são obtidos por um tipo levemente mais avançado de curadores de ordem religiosa. O Dr. aqueles que usam a sugestão para a cura e como um coadjuvante da psicanálise na drenagem das fixações. Estes curadores "impõem suas mãos" suplicando a Deus de efetuar a cura. Esta é a forma mais simples de tratamento com força vital repartida. e não ao médio eu. são observadas as curas as mais miraculosas. levando consigo a sugestão de saúde. Algumas pessoas têm o dom natural de colocar suas mãos sobre outra que se encontra fraca ou doente. proporcionando um fluxo de força vital proveniente de seus próprios corpos. atuando como sugestão hipnótica. Se entrarem em contacto com o Eu Superior que é o atuante. Este ponto é de grande importância para todos os estudantes de curas e para todos aqueles que desejam adquirir maior conhecimento.225 O que Mésmer e seus seguidores faziam era transferir força vital como um agente curador. DA . no entretanto o melhor que se pode esperar é que o desejo de curar. que surgiu muito depois de Mésmer. com efeitos benéficos de cura. A força vital — eletricidade do corpo ou mana inferior (voltagem peculiar ao eu inferior e ao corpo físico. Braid. descobriu que sugestões hipnóticas podiam ser dadas e surtir efeito sem um contato físico entre o paciente e o operador. Esta característica é QUE CORRESPONDE ÀS ORDENS E DIRETRIZES. Observem bem a dualidade de atividade aqui demonstrada. Anunciou ele sua descoberta dando ao mundo o conhecimento das sugestões hipnóticas. Nossos médicos. estão ainda perdendo uma definitiva e muito importante parte em sua arte de curar. transmitindo assim fortalecimento ao paciente. mas não deu a devida importância ao fato de que a força vital poderia transbordar de uma pessoa para outra.

O Eu Superior pode usar suas consciências na produção de força vital a fim de tornar-se alta voltagem e operar mudanças de temperatura e de matéria — como nos passeios sobre o Togo e a cura instantânea. Huna nos diz que o que provoca esta força elétrica na fixação de movimento é a CONSCIÊNCIA.) A Ciência nos diz que toda matéria é feita de determinada forma elétrica de força. Acima dos níveis do Eu Superior 6 de supor-se haver ainda mais altos planos de consciência que estão completamente fora do alcance da concepção humana. e que — aparentemente por causa do balanceamento entre os pólos positivos e negativos em qualquer combinação dada — temos os vários tipos de matéria. . Os kahunas consentiram em nos transmitir vagamente e de forma confusa a informação de que o universo foi criado pela AÇÃO DA CONSCIÊNCIA ATUANDO SOB A FORÇA DE CRIAR A MATÉRIA. mas que podem criar um mundo em sua escala. capaz de operar mudanças na matéria como o faz o Eu Superior. rezamos ao Eu Superior pedindo-lhe por seu turno. Estes fatos serão descritos largamente nos textos de futuros livros. seu controlo de força vital corpórea é de qualquer forma remarcavel. Jesus. (Se uma oração nos é necessária. quase como se ela própria fosse consciente. apesar do eu inferior de uni homem não poder usar as formas menores de consciência para produzir sua força vital.226 CONSCIÊNCIA DOS SERES QUE DELA TÊM CONHECIMENTO.) (Comprove-se pela prática Cristã de orar a Deus através da mediação de seu Filho. rezar a estes Seres ainda mais elevados. ou energia. (Eu creio que é correta esta assertiva. que é posta em movimento com certas relações a outras unidades de força em movimento.) Devemos assinalar que. mas é possível existir muito mais em seus detalhes explanatórios e que entenderemos somente após termos feito maiores progressos na Física.

eles sabiam que seu efeito era aumentado a um grau extraordinário. Tomemos o exemplo . Esta forma de tratamento requer treino e prática. Os kahunas usam somente sugestões brandas. de uma para outra pessoa. Quando uma sobrecarga é acumulada e usa-se a vontade para dirigi-la. Depois disto. se um estímulo físico era usado para acompanhar a sugestão suave. A parte importante a ser aprendida dos kahunas é o fato de que quando a força vital escoa. À luz da sabedoria kahuna concluímos que isto é força vital. o contato pode ser feito e força vital sugestões de formas de pensamentos serem enviadas.227 O Barão Ferson fez demonstrações da capacidade do homem em treinar para abastecer-se de uma sobrecarga de força. se a paciente já tiver sido tocado uma vez. A arte da sugestão consiste na transferência a alguém de seu mana inferior ou força vital e com este escoamento as formas de pensamento da sugestão — sejam elas de saúde ou de ações que devam ser tomadas pelo receptor. Este é o "tratamento à distância" ou tratamento por meio telepático. particularmente formas de pensamento ou pensamentos incorporados em seus finos corpos sombreados. apesar de distante. através do cordão o paciente. Este segredo dos kahunas lança uma nova luz na sugestão — auto-sugestão. pode carregar consigo várias substâncias. como se fosse uma mensagem telegráfica. Ao transmitir uma sugestão o contato pode ser feito colocando as mãos sobre o paciente. um cordão do material do corpo sombreado liga o curador ao paciente e quando uma "firme" ordem é dada ao eu inferior do curador para alcançar. No Ocidente nos esforçamos por tornar nossas sugestões tão potentes e hipnóticas o quanto podemos para usá-las na cura. se as podemos chamar assim. Mas. como também na hipnose. um escoamento pode ser enviado pelas mãos para o corpo de um paciente. Ainda um ulterior segredo de GRANDE IMPORTÂNCIA deve ser tomado dos kahunas. O estímulo físico é o ato ou algo material — coisa real e tangível que impressiona o eu inferior do paciente.

pela simples razão de ter aprendido que esta forma de informação nem sempre é correta. isto. mesmo que o eu inferior . impressiona-se sobremodo sobre aquela flor — tão fortemente que não poderá ser convencido de não tê-la visto daquela maneira. seja um remédio. Estas pílulas de farinha são algo físico que faz o cliente acreditar que o remédio foi dado. O eu inferior confia na evidência de seus sentidos. no caso da flor. na infância o médio eu pode decidir ser um grande divertimento rolar uma colina abaixo dentro de um barril. Sua presença ante o paciente é um estímulo que torna a sugestão em efeito. prova uma de suas pétalas e ouve o zumbido de uma abelha ao seu redor. Mas. Por exemplo. é ilógico. A cura sugestiva do médico pode ser dificilmente hipnótica em sua potência. porque falta o estímulo físico que acompanha esse tratamento. se algo é diretamente associado na mente do paciente com a finalidade de cura. usa um estímulo físico somente no ato de tocar o paciente. é muito menos potente que a sugestão dada pelo contato direto e. o efeito é muito mais surpreendente. muito mais do que em qualquer outra coisa. como já vimos. que poderá acrescentar. toca-a.228 clássico do médico que dá aos seus pacientes pílulas de farinha dizendo-lhe que estas curarão sua doença. mas quando reforçada pelo condutor físico — o estímulo físico — seja as pílulas de farinha ou de outro componente inerte (placebos). Se o eu inferior vê uma flor. O praticante ou curador que coloca suas mãos sobre seu paciente e que dá uma sugestão de cura. mesmo que este seja inútil por si mesmo. O "tratamento à distância". O eu inferior. Ele depende largamente de duas maneiras de adquirir conhecimento. a sugestão de cura age com efeito mágico. que deve repousar na comunicação telepática de força vital e formas de pensamento com sugestão de cura. cheira-a. Ele sempre reluta em aceitar as informações oferecidas pelo médio eu. (2) Aprendendo do médio eu. a informação de que esta é propriedade do vizinho para lá da cerca e que não deve ser colhida. (1) Aprendendo alguma coisa por intermédio dos cinco sentidos.

acidentais ou atrapalhações não devem ser ignoradas. A circunstância doadora de sugestão de doença pode ser encontrada na leitura de qualquer artigo de experimentos psicanalíticos. presas pelo eu inferior. mesmo que a pessoa ou circunstancia provocadora da sugestão possa dizer-se de não ter a intenção de causar dano. Devemos ter sempre em mente a chance de podermos retirar uma sugestão que poderá resultar em doença ou acidente. de uma pessoa muito doente ou mutilada ou de alguém que venha a ser machucado. Muitas doenças são causadas por idéias fixas. Apesar desta ser uma estimativa exagerada. de um ferido. (Isto quando o médio eu está enfraquecido e é incapaz de dar ao eu inferior uma explicação lógica de estímulo físico sob a forma de alguma coisa que impressione). aprendido dos kahunas. então a fixação de algo chocante apossa-se de seu ser.229 esteja amedrontado pela idéia. Estas fixações são usualmente ilógicas. vivendo em corpos sombreados combinando igualmente o inferior e o médio. temores. Tais ataques são muito mais frequentes do que é suposto). Se acrescentarmos o fato. A experiência pode transformar-se em algo muito doloroso e do lado do eu inferior as deduções resultantes podem ser de que o médio eu não é muito digno de confiança em suas conclusões. mas são obstinadamente mantidas. motivada por cansaço ou doença. É dito que três quartos de nossas doenças são provenientes de tais fixações mentais. podemos dizer que todas as situações e condições podem ser traçadas originalmente na mente. O choque pode ser causado à visão súbita de um aleijado. a importância das fixações mentais de moléstias. (A estas "origens" os kahunas acrescentam os ataques efetuados pelos espíritos produtores de fenômenos ou por espíritos normais de desencarnados compostos de eu inferior e médio. À pessoa esgotada o choque pode vir igualmente de um pensamento repentino e que . de que o futuro de cada um de nós é construído por nosso Eu Superior de nossas esperanças. planos e pensamentos de nossa vida diária. Um caso típico quase sempre envolve uma pessoa que se tornou muito fraca de força vital.

sentia-se ilogicamente aterrado à vista de um cano não podendo fazer uso de nenhum deles. na forma atual. implantadas por meio da audição quando o curador fala dando sugestões de cura. o eu inferior quando sugestionado para a cura de uma moléstia. é inclinado a considerar esta declaração como outra imaginação. estando plenamente convencido de sua doença e que nada tem sido feito para curá-lo. A Psicanálise esclareceu a causa do transtorno curando-o. escarnecendo e metendo o dedo no nariz apesar de todos nossos esforços. Em outras palavras. Convenceu-se de que sua própria face estava doente e não podia ser tranquilizada. Passou de médico a médico até que um psicanalista conseguiu chegar ao fundo do problema trazendo o incidente à luz onde pôde ser racionalizado e "dragado". associado à face mutilada com a sua. um jovem. ilògicamente. o eu médio IMAGINANDO coisas. viu um homem sem parte de seu rosto. roído por moléstia. Após este fato. ELE NÃO ARMAZENA COISAS QUE NÃO PODE VERIFICAR COM OS SENTIDOS de alguma forma. O mesmo se dá quando tentamos orar cheios de fé e experimentamos dizer a nós mesmos que "recebemos" aquilo para o qual rezamos. Por este motivo. Procede ele como um garoto malcriado. escorregou num cano de feno. Se o curador ao dar uma sugestão de cura. ao mesmo tempo administrar uma dose medicinal com a sugestão. mas desastrosamente. muito doente. então esta curará e se o paciente conservar-se mentalmente relaxado não transmitindo ao seu inferior que o remédio não é bom. cansada após um baile. A maior parte de nossos pensamentos morosos são acerca de coisas não reais e solidamente presentes. Uma jovem. O eu inferior está acostumado a ter.230 se torna ilogicamente "fixado" no eu inferior. Em um outro caso. durante o dia inteiro. Por conseguinte recusa aceitar e reagir às formas de pensamento com esta finalidade. É o mesmo quando tentamos "segurar um pensamento" de que temos uma nova casa ou um corpo são. O eu inferior não coopera. POR CAUSA DESTE ESTÍMULO FÍSICO. o remédio tangível será aceito e poderá agir. o eu inferior que não tiver sarado de uma .

Isto funcionou. na forma do eu inferior e médio. Se uma sugestão é dada no momento em que a força vital é transferida através das mãos do curador. . Contou-me ela que orava. Estes são realmente os segredos das Dádivas de Vida. a combinação é a mais perfeita. É magia inferior quando orarmos ao Eu Superior e a cura instantânea é Alta Magia. da necessidade de necessidade de um estímulo físico. tinha de alguma maneira descoberto este segredo. não poderia funcionar. Isto é magia. agradecendo o presente. e a massagem e manipulações atuam como o estímulo físico. como deveria ocorrer ordinariamente. Em adição. ao seu melhor. O lominlomi. Se alguém ora por uma casa. usa a fé declarando já a ter recebido. Uma senhora de minhas relações. A força vital é vida.231 moléstia. Os kahunas. Faça isto quando impuser suas mãos ou no tratamento à distância por intermédio da conexão do cordão da matéria do corpo sombreado. são técnicos no uso de ervas medicinais nativas. mas com afirmativa para ela. remédios devem ser administrados. vagarosamente. Sem ela o corpo físico morre. ele poderá obter resultados somente se usar um estímulo físico para impressionar o seu eu inferior de que a casa realmente foi-lhe concedida e está a caminho. como ervas. pegando em seguida uma taboa e um prego que colocava à sua frente proclamando que eles eram o começo da casa que lhe estava sendo dada em resposta à sua oração. Use um estímulo físico para provocar a aceitação desta sugestão. Restaure a força vital e implante a sugestão na mente do eu inferior de que a força é para ser usada na cura do corpo. de classe especializada. Acumulou ela casas até dar-lhe a possibilidade de viver de aluguéis. Sem ela a consciência. é incitado ao trabalho levando consigo a condição de saúde sugerida pelo curador e pela dosagem medicinal. banhos e poções. inclui todos os três importantes elementos. que rezava para ter casas e atualmente as tem.

Vi o mesmo médico tratar de uma enfermeira com cinquenta anos de idade e que tinha sido enviada pelo médico chefe do hospital em que trabalhava para viver. iniciou o tratamento do homem doente. Transmitiu sugestão quando desejava enviar força curativa e real para o doente. Os médicos do hospital nada puderam fazer por ela. Somente os psicanalistas e os psiquiatras voltam-se para a sugestão e obtêm fracos resultados em virtude de saberem o mágico segredo de . No entanto. convulsivos.232 Conheci um homem que se encontrava acamado com dores constantes pelo endurecimento do fígado. combinada com a sugestão. Ninguém sabia qual era o problema. Efetuou ligeiros ajustamentos e assim "impôs suas mãos" sobre o paciente. fazendo ligeiros ajustamentos na espinha enquanto administrava sugestões de retorno de saúde e vigor. este médico nada sabia sobre os kahunas. Após o segundo tratamento a dor deixou o homem e este abandonou o leito. Tinha ela crescentemente perdido a vitalidade e não podia andar. Após seis semanas de tratamento a mulher estava num estado de saúde perfeita. mas que podia tirar-lhe as dores com sugestão e ajustamentos na espinha. ele tinha inconscientemente aprendido a usar duas simples formas de tratamento. Disse-lhe que não poderia restaurar-lhe o fígado. dando-lhe poucos meses de vida. mas quando juntadas são a essência das Dádivas de Vida lomilomi. Os médicos não estudam o uso das sugestões exceto em raros casos. o qual não gozava há anos. nenhuma das quais é mágica ou grandemente efetivas por si mesmo. Ela andava livremente e com a cabeça erguida. Este sábio médico empreendeu seu tratamento. Depois passou a receber um tratamento semanal e viveu sem desconforto por mais três meses. vindo a morrer subitamente e de maneira fácil. Podia falar esporadicamente umas poucas palavras. Um médico que tinha tropeçado com o segredo da imposição das mãos e praticado esta forma de cura. A prática de sugestões hipnóticas na cura física e condições complexas são no presente incerta e difamada. algumas vezes. seu passo possuía elasticidade e havia brilho em seus olhos. sempre com ataques histéricos e.

dado pelos alimentos do dia. Perguntei-lhe se sentia ou não exaurido dando força curadora. fortalecendo-as. Ela irá às partes doentes no corpo do paciente. Conheço um homem que tem praticado a cura pela imposição das mãos e desejando que sua força entre e cure seus pacientes. A comida diária de cada um de nós. tendo que praticar violentos exercícios físicos. Os fisiologistas nos dizem que os alimentos se transformam em açúcar no sangue que é queimado quando iniciamos um exercício que necessita de força vital. Respondeu-me que. A maioria das pessoas pode aprender a fazer isto em doze lições de doze minutos cada. Por um esforço de vontade qualquer um de nós pode incitar o eu inferior a criar um excesso de suprimento de força vital. quando estas são dadas silenciosamente. Quando não usamos todo o suprimento de açúcar no sangue. qualquer pessoa poderia iniciar uma caminhada e ir duas vezes mais longe do que pudesse ser capaz. Ela fará melhor o seu trabalho se a sugestão for dada em voz alta e o eu inferior do paciente capacitado de entender o que está sendo "desejado". tornar-se-ia infeliz. Carregará consigo as formas de pensamento sugestivas. ao contrário. A sugestão vocal será mais poderosa se for . Este é jogado fora pelo fígado como desperdício. O escoamento de força vital torna-se quase humano e inteligente em sua correspondência à ordem desejosa do médio eu. supriria força vital suficiente para uma maior atividade física e mental. se ele não a usasse na cura. A força vital é igual ao bocado da viúva — cresce à medida que é dado. Quando estamos de posse em nosso corpo de força vital.233 usar o estímulo físico e o conhecimento de transferirem de si próprios um derramamento de força vital a fim de reguarnecer o paciente. o transbordamento inicia-se. A força vital é retirada da alimentação que ingerimos. Ele chama os espíritos de seus parentes falecidos para ajudar no processamento e algumas de suas curas têm sido notáveis. Em um dia de dádiva.

prevenido contra todo o progresso médico e científico. A Religião torna-se sempre mais rapidamente cristalizada e resistente a todo novo tratamento que possa motivar uma mudança em suas crenças ou práticas). Tenho sido hipnotizado tantas vezes quanto tenho hipnotizado outras pessoas em meus trabalhos experimentais. Cada um de nós está constantemente usando a auto-sugestão.234 feita com a ajuda de um estímulo físico. seja este massagem. (E tem. é a simples questão de dar ao eu inferior uma forma pensante da ação. Provoca o corpo a levantar-se e a andar para o quarto próximo. quando apresentada pelo médio eu. aquecimento. podemos verificar quão tolos são nossos temores da hipnose. Por não ter sido a sugestão completamente descrita e advogada na cura Bíblica. e sua reação é automática. por séculos. Se eu "desejo" levantar de minha cadeira e caminhar até o próximo quarto. e não tenho sofrido qualquer influência maléfica nestas práticas. O medo da hipnose e de qualquer forma de sugestão tem sido quase uma fobia para nós desde que o mesmerismo foi descoberto. Ele tem sido acostumado a reagir a tais formas de pensamento. Tenho conversado continuamente com operadores e seus subordinados. não encontrando a mínima coisa que possa demonstrar ser pernicioso o seu uso. Agora que aprendemos dos kahunas que a sugestão é somente a transferência de força vital de uma pessoa para outra. banhos com fluidos curadores. Para as doenças físicas a sugestão surte um melhor . Tenho observado o uso da hipnose e sugestões por mais de trinta anos. A auto-sugestão é menos efetiva do que deveria ser em sua aplicação geral nas almas robustas que adivinharam o seu valor. a Igreja admoestava contra seu uso e tem combatido toda pesquisa psíquica. A dificuldade decorre da falta de um estímulo físico paralelo. ou pela dosagem de qualquer remédio. Não podíamos entendê-lo e por isso o temíamos. e o acompanhamento nessa transferência de formas de pensamento às quais o receptor relaxado reage.

A necessidade de um estímulo físico que foi lembrado compreende. em número crescente. por meio deles. habilidades e gênios. e a pessoa recebendo a sugestão vai para a cama aceitando aquela sugestão mecânica. Desde o desenvolvimento de instrumentos gravadores de som. os resultados serão bem melhores e. Nos próximos anos veremos trabalhos surpreendentes neste campo na reconstrução da personalidade e da saúde. Nestes últimos anos. e é absorvida como foi tencionado. e como a lógica mente consciente está adormecida. como seja "você pode fazer isso". Um relaxamento completo só é obtido durante o sono profundo. provoca efeitos sugestivos definitivos. inventar. indicando-nos como podemos sair do transe e libertarmo-nos novamente. também. Quantos de nós sabemos se é ou não capaz de pintar. e se usado muitas vezes com o "desejo" (vindo do médio eu) de aceitá-lo. Quando for encontrado um melhor método de livramento próprio das fixações do "você pode fazer isso". durante a noite. não contradiz a sugestão ouvida pelo subconsciente ou eu inferior. os pesquisadores têm feito muitas experiências a fim de encontrarem qual a extensão de supressão de nossas habilidades e talentos por aceitarmos auto-sugestões ou sugestões sem significação de nossos amigos. rico ou sábio. Os resultados obtidos da parte dos estudantes não indicam grande sucesso. ensinar. Alguém fala em voz alta. escrever. promover ou organizar? Alguns professores nos advertem que estamos sendo hipnotizados pela frase "Você pode fazer isso". sugestões têm sido dadas experimentalmente. mas a idéia básica aproxima-se levemente de parte da verdade. O disco ou fita são colocados para tocar suavemente há uma hora determinada. sugestão que nos tolhe e cerca. o som de sua voz é um estímulo físico.235 efeito quando dada ao mesmo tem que um remédio tendo-se o cuidado de que este remédio não seja um já experimentado antes de reconhecido como inoperante pelo eu inferior. como também no estímulo de aptidões latentes. . o uso de afirmações vocais. durante o sono. afirmando que é saudável.

alguns poderiam aprender a usar os métodos kahunas de cura instantânea. digamos. Penso que a maioria de um grupo de médico recém-formados. A maior parte de nós. poderiam ser ensinados na prática dos métodos potenciais de magia no lomilomi. para nós que ainda não cristalizamos nossas crenças e que ainda podemos aceitar novas verdades. sessenta dias. é tempo de iniciar o trabalho experimental para ver se os métodos que tantos benefícios levaram aos kahunas o serão igualmente para nós. . O restante do tempo de aula seria aproveitado no aprendizado da nova psicologia que estamos recobrando dos kahunas. no período de sessenta dias.236 No ínterim. pode aprender a usar sugestões claras. A habilidade de acumular e transferir força vital seriam logo adquiridos. tornaria o médico mediano em um operador abalizado. indiferentes às escolas de onde vieram. Uma hora de escola prática por dia. num curso que abrangesse. e uma vez aprendidos esta arte — a necessidade em aprender a hipnose profunda seria inteiramente desnecessária. Desse grupo de médicos assim treinados. homem ou mulher.

Interpretação dos complexos.237 CAPITULO XIV Espantosamente novas e diferentes as idéias dos kahunas. Complexos do pecado. Complexos comuns ao consciente e subconsciente. Caso 25. Complexos e emoções. Os kahunas tratam doenças causadas pelos complexos duplos e simples. . castigo exigido pelo superconsciente. referentes à natureza dos complexos e suas curas.

Um exemplo similar pode ser visto nas multidões que aceitaram uma religião e que fecham completamente suas mentes contra qualquer possível mudança em suas opiniões. é talvez o espantoso fato de que o subconsciente do eu inferior não é o único aflito com fixação de idéias — o complexo. novas descobertas. A aterradora verdade é que a maioria das pessoas tem CRENÇAS CONSCIENTES OU OPINIÕES QUE SÃO TÃO COMPLETAMENTE FIXAS COMO O SÃO AQUELAS DO SEU INFERIOR. Ele atravessou todos os apelos de senso comum e lógica em sua fanática crença que seu partido político é o certo e que todos os outros são errados. Tomemos por exemplo algum fato que possa tornar-se instantaneamente familiar. observe se as suas emoções reagem a qualquer sugestão de que a sua crença é menos correta. Freud.238 CAPITULO XIV A parte em que médicos e psicologistas falharam claramente. Transmitimos aqui outro segredo da sabedoria kahuna: se você deseja saber se uma pessoa tem uma crença complexada e que esta é compartilhada pelo eu inferior. Desenvolveram eles opiniões ou crenças complexadas que são partilhadas por ambos — o eu inferior e médio. Novos fatos. similares e iguais. Qualquer esforço em apontar as partes em que sua crença é errada será recebida com raiva e alto ressentimento. Uma pessoa que esteja completamente convencida de suas idéias políticas. não percebendo que o eu consciente tinha fixações perigosas. Se você diz a um Republicano "Penso que os Republicanos estão praticando um erro acerca da legislação das últimas semanas" e encontrar uma reação . Ele não escutará nenhum argumento contra suas convicções. Adler — todos eles — fixaram sua atenção no subconsciente. ou novas circunstâncias não fazem a menor impressão nestes indivíduos. Jung.

Os kahunas conheciam esta parte relegada em grande proporção pelos psicanalistas. O eu inferior dividiu com o médio eu um profundo sentido de culpa pela recusa de dar sua vida ao serviço de Deus. indo empregar-se numa fábrica de móveis. mas esta permanecia no eu inferior como parte da fixação de culpa.239 emocional. o eu inferior poderá fixar um castigo a ser dado pelo pecado. Como era doloroso pensar em sua recusa o jovem refugava toda lembrança disso. o eu inferior poderá agir acerca deste castigo. Em cada um deles ficava doente por qualquer coisa ligada ao emprego. em lugar de uma quieta consideração razoável. raras vezes reagem em sua saúde. O eu inferior é o único responsável pelas reações emocionais. Teve a sorte de cair nas mãos de um médico que reconheceu os sintomas e as indicações de um profundo complexo. você pode continuar a dar sua opinião. Este ponto poderá ser ilustrado no caso observado por um psicanalista sobre um jovem educado por uma tia que lhe deu a mais restrita instrução religiosa. Se este for o caso. Critique a religião de um homem e observe da mesma maneira a natureza de sua reação. Foi ele enviado para o departamento de trabalhos de madeira e os sarrafos deram-lhe asma. Os complexos políticos de um homem. por intermédio de uma doença ou acidente. Na fábrica as tintas e o verniz fizeram-no adoecer. mas há um complexo atrás das crenças políticas do homem. casos para os quais a razão falha. como pastor. Em virtude de . Ao terminar o curso superior. mas desistiu da idéia. como chamas emocionais. Arranjou outro emprego e depois outro. ao passo que suas fixações religiosas frequentemente causam-lhe doenças e infelicidades. Seu complexo originário tinha sido formado quando desistiu de devotar sua vida no serviço religioso. no início de funcionamento. sentiu a necessidade de iniciar o curso para pastor. O médio eu reage unicamente com lógica e argumentos a menos que esteja enredado ao eu inferior com opiniões complexadas. É o fato de ter um homem "pecado" e se os seus eu inferior e médio concordarem com a idéia. felizmente.

seu eu inferior esperava e temia castigos. O médico experimentou argumentar com ele e deparou-se com uma parede lisa. o cheiro de tinta e os sarrafos cada um por sua vez. Não podia ser removido de maneira comum. Tornou-se zangado. O paciente continuava surdo a toda razão.. O médico após as habituais perguntas e período observatório desentranhou a causa da inquietação. continuava convencido de ser culpado perante Deus de grande pecado de omissão. A razão não assimilava a transmissão de uma simples idéia. negando-se a ser pastor. Quando o jovem foi forçado a rememorar sua recusa em entrar para o seminário. mas apesar de ser capaz de apontar a fonte da fixação para assim a racionalizar e drenar encontrou um novo obstáculo. o médico demonstrava sua falha em reconhecer o complexo como uma parte da mente consciente do paciente. Fazendo uma visita à fábrica de móveis onde o primeiro sintoma tinha se revelado. fizeram-no novamente adoecer. Assim fazendo suas moléstias desapareceram. tornou-se evidente que não tinha sido removida. Todavia. Neste caso o complexo não foi removido. A única solução era deixá-lo agir de maneira a obedecer os preceitos da dupla fixação.. Em seus relatórios. o eu inferior fazia o que é conhecido como "transformador" ou alterador das exteriorizações do complexo.apesar da fixação ter por fim vindo à tona e submetida ao processo habitual de racionalização.240 ter sido ensinado que todo pecado é punido por Deus. porque era mantido igualmente pelo eu inferior e médio. Escreveu: ". o médio eu recusava pensar acerca do pecado. Escondia seu desagrado em ver o jovem tornar-se pastor atrás de uma contrariedade que se transformara em doença para qualquer outra ocupação. insistindo em acusar-se. A . No final foi aconselhado a entrar no seminário para recuperar a saúde.

241 recuperação foi obtida somente após a fixação ser aceita como imutável e a sua entrada para a escola de ministros. um em cada seio. O Dr. Infelizmente os métodos de tratamento atualmente em uso são em muito inferiores àqueles primitivamente usados pelos kahunas. Posterior depleção resulta em melancolia. Se alguém continua a afundar mais. na qual a razão é perdida e a memória desaparece. Explicou que se o fornecimento habitual de energia nervosa ou força vital cai ligeiramente abaixo do normal. Edward S. O método mais efetivo é a "análise profunda". a exaustão traz a irremediável insanidade. surgindo todos os sintomas progressivos pela continuidade do escoamento: estado profundo de depressão. temores. Isto se transforma num sentimento depressivo. colapsos nervosos." A necessidade urgente de um melhor entendimento do complexo simples e duplo e os caminhos para combatê-los pode ser realizada quando considerarmos o horrível fato de que numa família. dividido por ambos os eu. ou invalidez crônica. A sombria orla da insanidade é tocada. as principais causas da constante nebulosa da "energia nervosa". que continuando terminam em desastre. famoso por sua "clínica de almas". há alguns anos. se não lhe concedem permissão de seguir seu caminho. mas isto leva meses e cofres de dinheiro. Nesta condição o paciente permanece inerte precisando ser alimentado artificialmente. o paciente tem a alarmante chance de juntar-se às multidões que povoam os hospitais de insanos. Combs. estar seguro de serem os conflitos mentais causados por fixações. o indivíduo começa a sentir uma falta de vivacidade espiritual e jovialidade. disse. cria uma "casa dividida contra si próprio" que certamente cairá em insanidade. Se uma revisão superficial do caso é feita e uma pequena parcela de tratamento por sugestão não traz a cura. é passível de um tratamento neste setor. Um complexo de natureza simples ou dupla. . histeria. manias e psicose.

Com a morte violenta. mas . Pela atual média de crescimento.242 Devemos acrescentar que durante a depleção gradativa. nela encontrei pouquíssima ajuda quando procurei entender a significação das coisas praticadas pelos kahunas no tratamento de pacientes dos quais era necessário remover complexos. aguardando uma oportunidade para apoderar-se de um corpo e obcecá-lo. com sucesso. Neste caso há um retorno de energia física. tão frequente nas duas Grandes Guerras. Em defesa própria. devemos aprender quais os métodos usados. No momento. e com a saída do médio eu original. tomemos a primeira parte do problema. com o eu inferior demitido. Os seus sucessos provaram-me terem eles métodos superiores. tratadas pelos Kahunas Notas Preliminares: Por ser a moderna psicologia tão nova e tão pouco adiantada. além dos limites. é inevitável existirem. muito mais destes fantasmas de eu inferior do tipo produtor de fenômenos. as memórias se vão. e tratar as infortunadas vítimas de obsessão. toda a razão falta. existe sempre o perigo de que um espírito produtor de fenômenos (espírito com um eu inferior que tenha sido separado de seu médio eu) possa remover os eu originais do corpo doente e obcecá-lo. pelos kahunas no combate de complexos em suas formas simples e dupla. Caso Nº 25 Doenças causadas por complexos duplos e simples. alguns estimam que teremos em poucos anos tantos insanos que não haverá pessoas sãs em número suficiente para alimentar e cuidar deles. mas. Continuamente lemos artigos chamando a atenção para o alarmante crescimento de insanos.

fui incapaz de aprender que ações mentais eles usavam ou qual a força empregada. Sua esposa descobriu a infidelidade. religioso extremado. O resfriado tomou os sintomas de gripe e apesar dos excelentes cuidados médicos e alimentícios. novamente pendeu para o outro lado. . Sua consciência afligia-o e sentia-se muito oprimido pelo senso de culpa por ter pecado. Tinha sido ele educado por seu pai. no Havaí. Muito mais tarde é que fui capaz de perceber o que realmente tinha acontecido. ficar resfriado. e virando sua face resolutamente para a parede. Os Casos: (A) Em 1926. por tratar-se de operações invisíveis e silenciosas. Poucos anos após seu casamento apaixonou-se violentamente por outra mulher. Frequentava a igreja fielmente. gradualmente ficava cada vez mais fraco. recusando alimentos. não conseguia recuperar a saúde. nessa ocasião. casando também com uma mulher muito religiosa. antes de ter decorrido um ano. um motorista de carro de aluguel. Desta vez não foi descoberto. havia. simpático. Somente da parte externa e ritual do tratamento é que me foi dado tirar conclusões.243 apesar de fazer um estudo acurado do assunto. mas o seu senso de culpa foi maior que antes. Ao contrário. Entretanto. mas depois de uma cena tempestuosa perdoou-lhe sob promessa de não repetir a ofensa. Aconteceu de. permanecendo todavia devotado à esposa. forte e atraente. Perdeu o interesse em tudo que o cercava.

Após certo tempo começou a questioná-lo se teria feito qualquer coisa que pudesse ter ferido alguém — teria sido um pecado. O kahuna gentilmente acedeu. O kahuna. Chamou a esposa. concordou em perdoá-lo uma vez mais. que tinha sido enviada a preparar um chá quente das folhas nativas de ti. começando então o tratamento. após ouvir o veredicto médico que ele não viveria mais do que um dia ou dois. seguindo um antigo ritual. busto e cabeça. com água do mar e um feixe . sempre falando em voz baixa como derramando vigor no paciente para torná-lo forte. tirou do pacote. chamou um dos poucos remanescentes kahuna que ainda trabalhavam. indo depois novamente para a cozinha. Desvestiu o homem doente e começou a esfregá-lo vagarosamente.244 Sua esposa. quatro pequenas pedras brancas. O velho kahuna escutou atenciosamente o relato da mulher sobre os dizeres dos médicos brancos. naquela época. mas finalmente o pecado foi confessado. dizendo-lhe muito simplesmente que seu marido ia morrer porque tinha pecado contra ela e não podia encará-la. por ele trazido. mas encarando o perigo de morte de seu marido. Beijou-o e chorou sobre ele. A seguir. colocando uma delas em cada canto da cama. Primeiramente encontrou uma obstinada recusa como resposta. ordenando de atuarem como paredes. conservando afastado qualquer espírito que pudesse tentar interferir com o tratamento. aplicando-as em seguida nas costas do homem. De tempo em tempo parava e esfregava lentamente suas mãos. Após a confissão o paciente pediu para ser deixado só e morrer em paz. A mulher enraiveceu-se por um momento. em Honolulu. Fez umas poucas perguntas.

Quando acordou. Trouxe-lhe a esposa uma espessa sopa e estava sentado conversando felicíssimo com ela quando o médico branco voltou. aspergiu o cômodo enquanto ordenava a todo espírito indesejável de abandonar o lugar. que em breve estaria faminto. o perdoado. Declarou então que todos os pecados tinham sido lavados e se concentravam na água restante na cabaça. dizendo-lhe que as forças lhe voltariam rapidamente. "Você pediu a assistência de outro tipo de médico?" Ela aquiesceu. As forças do homem realmente voltavam. . iria sentir-se bem. deixando. Depois ao acordar. Tomando o feixe de folhas de ti. parecendo uma espada. no caminho da plena recuperação. O paciente foi cuidadosamente secado e massageado. horas depois sentou-se pedindo por mais comida. esfregando-o vigorosamente com as folhas. por seus próprios olhos. foi-lhe prometido que. ele aspergia o corpo do paciente. A esposa trouxe numa cabaça a decocção de folhas de ti fervida em água salgada e que tinha sido diluída em água fria. contra quem tinha pecado. o kahuna aproximou-se dizendo-lhe que tendo sua esposa. suas faltas podiam. serem lavadas com a água da cabaça. porém um pouco de água na tigela. que comeria e então dormiria. visse a água que carregava os pecados ser despejada na terra fora da porta para ali permanecer para sempre. agora. Pediu à mulher para levantar a cabeça do paciente a fim de que. Descrevendo cuidadosamente a maneira com que os pecados estavam sendo lavados e dissolvidos na água. e ele saiu espantado sacudindo sua cabeça. comeu e dormiu profundamente.245 de folhas verdes. virou-se para a mulher havaiana e perguntou. Era ele um velho conhecedor das Ilhas. Após um cuidadoso exame.

Já tinha começado a dar alguns passos de dança. A torcedura foi superficial e ela continuou a dançar. Aconselhei-a a experimentar um e ela assim fez. quando. Seu marido apresentou-a em um círculo no qual a dança e a bebida eram a ordem do dia. Todos os tratamentos falharam. então. O médico chamou um especialista por parecer o caso muito esquisito. Perguntou quais os pecados que ela vinha cometendo e ela falou-lhe sobre as . como diziam eles "alguma coisa roendo por dentro". tomando também um coquetel. Foi a um médico que a examinou tirando também uma chapa de Raio X. foi minha vizinha parte dos anos por mim passados em Honolulu. Ele imediatamente suspeitou de um complexo — ou. recentemente casada com um oficial da Marinha. uma estranha e profunda ferida abaixo da junta do tornozelo. piorando numa semana. perguntando qual a minha opinião e se os kahunas — dos quais já tinha me ouvido falar — poderiam ajudá-la. No dia seguinte o tornozelo continuava ligeiramente torcido. Antes de seu casamento era uma rígida Metodista. Em pouco espaço de tempo podia andar dificilmente. Este kahuna era jovem e mais sábio a respeito das coisas do mundo e talvez menos conhecedor do que os velhos sábios o poderiam ser. Entre risadas foi ela constrangida a juntar-se à brincadeira e gradualmente jogou fora sua relutância e começou a aprender a dançar. não encontrando nada que pudesse explicar a falta de recuperação. Surgiu. tropeçou num tapete torcendo o tornozelo.246 (B) Uma jovem branca. não melhorando como era de se esperar. olhando a dança e a bebida como graves pecados. por ocasião de uma reunião em casa de amigos. Foi então que esta jovem me procurou.

Meu tornozelo está melhorando rapidamente. aconselhando-a a repetir frequentemente a si mesma. com grande paciência. O tornozelo readquiriu seu completo vigor e flexibilidade. desempenhou o ritual de perdão dos pecados. a jovem deixou de . lhe dizendo que suas aflições sobre as antigas idéias religiosas. A ferida supurante fechou e mal aparecia a cicatriz. dizendo-lhe várias vezes que a cura estava agora se iniciando. convenceu-a de que seu dançar e beber de um coquetel não eram realmente pecados. em voz alta: "Eu não posso pecar contra Deus. Pouco a pouco. Não compreendo o fato de sua moléstia ter sido causada por uma atitude mental. tinham sido perdoadas e lavadas.247 danças e as bebidas. Envolveu o tornozelo em um cataplasma de ervas nativas. Se não tiver de maneira nenhuma ferido a ninguém. Os kahunas tinham uma maneira simples de dizer o que era ou não pecado. este ato não pode ser pecado. os pontos de vista kahuna com referência à toda sorte de pecados. Iniciou os trabalhos explicando. Feito isto. Em seguida. de qualquer sorte. aspergindo seus braços nus e a face com água salgada e declarando que todas suas culpas. Eu não feri ninguém. de que Deus era tão superior e todo-poderoso que não podia ser ferido por qualquer ato de um ser humano." Em pouco tempo o sucesso do tratamento kahuna começou a aparecer. Eu sou muito insignificante. Eu fui perdoada de todos os meus pecados. massageou cuidadosamente o tornozelo ferido. Alguém perguntará a si mesmo se qualquer ato praticado injuriou outra pessoa ou seus sentimentos. Ele apresentou-lhe a lógica da crença kahuna. que tinha se modificado pela mudança de sua maneira de pensar sobre a dança e a bebida.

Desistiu de danças e coquetéis. é quase impossível retirá-lo uma segunda vez. convenceu o seu eu inferior de já se ter emendado de seus pecados. o fator importante a ser observado e lembrado é que o médio eu pode compartilhar de um complexo com o eu inferior. gradualmente. e a ferida não mais voltou. mas após questioná-la ele recusou. Nenhuma forma de absolvição poderia convencê-lo de não ter pecado. Tinha ele que vê-la e escutá-la falar as palavras de perdão. voltaram às velhas crenças. tirado um pedaço de osso e é de se supor que. o tornozelo foi operado por médicos. estas. explicando que quando um velho hábito de pensamento "um roedor interno" tenha acordado. Como os hábitos do pensamento são facilmente restabelecidos. pediu-lhe para curá-la de novo. não peco. como de fato o fizeram. Voltando ao kahuna. imprimir no eu .248 obedecer às ordens do kahuna de continuar afirmando "Não ofendo. atuando como estímulos físicos poderiam. os dois eu da jovem. verificou que a ferida estava reaberta. para seu assombro. Para convencer seu médio eu raciocinador de que tinha sido perdoado. Começou novamente atormentar-se de medo de que o kahuna pudesse estar errado e as instruções religiosas de sua infância certas. sua esposa deveria realmente perdoá-lo. Comentário: Nos dois casos acima. como por exemplo o vício de fumar ou o uso do álcool em excesso. No final." Novamente dançou e bebeu moderadamente. Uma manhã. sendo infiel à sua esposa. depois de sofrer dores suficientes. após remoção. No caso "A" o havaiano tinha pecado.

descobridor no Ocidente do subconsciente ou eu inferior. O incitamento sexual é uma das mais prolíficas fontes de idéias complexadas de pecado que devemos conter. tais como a jovem do caso "B" acreditando que dançar e beber era pecado. desde que não fira alguém. Em nenhum caso tais atos eram pecados contra os Seres Superiores. indefinidamente ser gritada dos ma:'s altos telhados. por conseguinte. Os kahunas ensinaram que nada é pecado. trouxe luz ao complexo de idéias que podem ser seguras pelo eu inferior. fomos envergonhados ou punidos por qualquer exibição de interesse sexual. insanidades e revezes causados por complexadas crenças religiosas desenvolvidas na infância. Não existe maneira de sabermos o número de milhares de casos de moléstias. O Dr. Sua pesquisa para provar isto. Esta é uma verdade que deverá. o inferior e o médio eu. rejeita as que são contrárias às suas crenças morais fixas ou crenças complexadas em alguma condição imaginária. achou que tratando de uma doença pela sugestão. Os kahunas eram lógicos em sua maneira de encarar o sexo. Se o ato sexual não feria a outra pessoa. Assim foi descoberto que o eu inferior é aquele que aceita sugestões. demonstra muito bem a causa comum de doença baseada nas fortes crenças fixas e que têm sua origem em fatos presentes e que são divididas por ambos. pois desde a nossa infância somos ensinados à modéstia. Pecados eram somente os atos que feriam outras pessoas. Apesar deste caso não se coadunar com o complexo profundamente enraizado e escondido. as crianças nascem de um pecado.249 inferior a aceitação da doença como punição do pecado. . o subconsciente não aceitaria em muitos casos tais sugestões. se desejamos escapar dos maléficos efeitos ensinados de que é pecado quebrar qualquer dogmático tabu das várias religiões. Emmanuel Freud. A instituição religiosa implanta a idéia de que toda excitação sexual é pecado e. não era ele considerado pecado.

Nos complexos produzidos na restrição sexual. e parecia razoavelmente convencido de que era seu dever religioso comparecer aos cultos. Ao ato de cheirar incenso. Mais tarde os psicologistas modificaram a severidade desta decisão. revelou a astúcia animal. tão bem conhecida dos psicologistas e dos velhos kahunas. . muitas vezes. pois o menino tinha desejo suficiente de ir à igreja. (Ele pode ter sido punido por não desejar ir à igreja. Freud decidiu que todo complexo era baseado nas frustrações sexuais. Ele deve ter sido forçado de ir a igreja quando estava doente. se contradito no ato concordante com a crença complexada. Experimentava amar a igreja. mas não podia. mas ainda existe uma escola de psicologistas que seguem Freud e apresentam seus argumentos para apoiar esta exposição. o menino invariavelmente ficava doente e devia ser retirado da igreja. "transferiria" aquele complexo ou o mudaria de maneira a parecer ter pouca ligação com o primeiro e importante complexo. transferir as exteriorizações do complexo. pedindo-lhe de ser um bom menino e de fazer o que lhe diziam. Há o caso do menino que desenvolveu o complexo de desgosto de ir a igreja. No entanto. dando-lhe assim um choque complexado. A situação então tornou-se singular. O eu inferior tinha o seu próprio caminho. tentava obedecer.) O menino amava seus pais e quando estes lhe explicaram porque deveria ele ir à igreja para o culto.250 Mais tarde foi descoberto que o eu inferior. Transferiu sua determinação fixa de não ir à igreja para uma maior aversão ao cheiro de incenso. como lhe havia sido ensinado. o eu inferior pode. fraco ou talvez indisposto. O resultado de tal ação é que durante os longos estudos psicanalíticos dos sonhos do paciente. as associações de pensamentos podem falhar na elucidação do complexo original para que possa ser discutido e submetido a "racionalização" — por conseguinte "dragado" ou submetido a "racionalização" — por conseguinte "dragado" ou submetido a controle do médio eu como o são os pensamentos normais e idéias. o eu inferior que se tinha tornado complexado pelo desagrado de comparecer à igreja.

Em virtude do eu inferior criar para nós todas as emoções. À básica atração física. Estamos acostumados ao espetáculo de alguma pessoa "penetrando numa ira cega" sobre qualquer ocorrência trivial. como o são aquelas da saudade do lar e de desejo. toda a força de qualquer raiva primitiva é ligada à circunstância criadora do complexo e que a primeira oportunidade liberta.251 Em vista do eu inferior complexado recusar em aceitar a sugestão de remover os sintomas inquietantes causados pelo complexo. Ondas de ódio ou de desejo. Estas pequenas coisas que provocam explosões emocionais são por assim dizer o "gatilho". Da mesma maneira. Uma das maneiras pela qual o eu inferior força seus desejos sobre o médio eu é através do engolfamento. é possível. Por exemplo. Entre todas as emoções o amor é o estudo mais interessante. podemos acrescentar os elementos de amor paterno ou filiar e a estes juntamos a aprovação lógica e a admiração do médio eu. mesmo contra nossa vontade. Tão pronto o gatilho seja acionado. Pode ser uma única palavra. Parece ser aquele em que o médio eu pode partilhar o mais proximamente. . um hipnotizador não pode forçar a pessoa em transe a efetuar atos que ele considere imorais. Alguém pode ter muitos complexos desenvolvidos em conexão com suas ocupações diárias. o valor curativo da sugestão é grandemente diminuído. por intermédio de uma grande onda emotiva — na qual é usualmente preso e sobrepujado. em muitas ocasiões. ou de desagrado. No caso "B" o eu inferior da jovem deve ter recusado a sugestão curadora após o complexo ter sido restaurado na segunda erupção do tornozelo ferido. ao soar o despertador. De outro lado. descobrir-se a presença de um complexo ou fixação observando-se uma reação emocional quando tal complexo é estimulado. Os eu inferiores recusam aceitar toda e qualquer sugestão que seja contrária às suas crenças morais e subjetivas. existem bons complexos e seus gatilhos. A mistura emocional resultante é a que dirige as energias em todos os planos da consciência. são bem conhecidas. acordamos e seguimos nossas ações habituais de levantar.

. Grande carga de força vital Caso 26.252 CAPITULO XV O método secreto kahuna para o tratamento dos complexos. A aceitação da forma de pensamento pelo subconsciente determina a sua efetivação O segredo de remover um complexo. Implantação de vigorosas formas de pensamento no subconsciente. Reação física a sugestão. A cura das doenças contagiosas e do câncer.

Formas de pensamento vêm em cachos de pensamentos associados. A importância de tal método não pode ser avaliada com justiça. no entanto. tomando um maior incremento. Este método. Nada poderá parecer mais estranho aos homens civilizados do que o uso do violento choque insulínico praticado nos modernos asilos aos pacientes insanos. Pedimos relembrar que os kahunas acreditavam serem os pensamentos pequeninas coisas invisíveis — formas de pensamentos — e que eram muito reais e substanciais. se o pudermos usar. a arte de curar caminhará a passos largos. igualmente. ou seja. em viagens no corpo . porque. o fato de que cachos de formas de pensamentos fluem em correntes de força vital. será ele passível de explicação. é de natureza violenta. como também pelo som da voz. Recordem. A forma de pensamento (aka) é elaborada. Ao dar uma sugestão existe um fluir de força vital do operador para o paciente por intermédio das mãos colocadas sobre ele e através dos cordões da substância sombreada que liga os dois após o contato físico. à primeira vista. quando pensamos. (Também. um método que poderia ser aprendido da sabedoria kahuna.253 CAPITULO XV Os modernos psicanalistas ainda não encontraram um método efetivo e simples para trazer à luz um complexo para ser racionalizado e dragado. Cada pensamento é feito dentro de uma forma permanente de pensamento. assim como acorrentando todos os pensamentos similares à uma idéia ou pensamento vindo anteriormente ou após. como nas comunicações telepáticas. que por sua vez escorrem pelos finos cordões do corpo sombreado ligando duas pessoas. desde a descoberta das sugestões. existindo. dada passo a passo. Por ser este método secreto tão novo e tão radicalmente diferente. pelo estabelecimento de contato pela visão.

A efetivação da sugestão depende da aceitação da forma de pensamento pelo eu inferior do paciente. O SEGREDO ESTÁ EM FAZER O EU SUPERIOR DO PACIENTE ACEITAR A SUGESTÃO CONTRÁRIA AO SEU COMPLEXO OU CRENÇA. Isto é feito por um uso quase violento de baixa voltagem de força vital. Ela somente dirige seu próprio eu inferior a implantar a forma de pensamento da sugestão no corpo sombreado do eu inferior do paciente. A potência da força vital acompanhando a implantação da forma de pensamento atua como parte de sua efetividade. não importando ter se transformado de uma para outra forma e em seguida para outra. seus olhos queimando. mas não em tão grande escala como é geralmente suposto pelos psicologistas. Não há necessidade de pesquisar-se o complexo original de um paciente como é feito nas profundas análises psicanalistas. durante o sono. ou por intermédio de contato feito com a assistência dos espíritos desencarnados. Relembremos os kahunas que acumulavam baixa voltagem de força vital e que. A "vontade" ou a voltagem de força vital do médio eu não é o agente hipnótico. suas faces tornando-se vermelhas e a perspiração surgindo em suas testas.254 sombreado. e assim mesmo nenhum resultado é obtido. por um esforço de vontade. O complexo original pode ser tratado pela sugestão.) SUGESTÃO É A IMPLANTAÇÃO DE VIGOROSAS FORMAS DE PENSAMENTO NO EU INFERIOR DO PACIENTE. Como já explicado. Daremos agora o segredo vital de manejar com os complexos. a aceitação da forma de pensamento de uma sugestão é em grande parte apressada pelo uso de estímulos físicos — alguma coisa fisicamente real que possa ser sensoriada pelo eu inferior do paciente e que possa fazê-lo acreditar que algo verdadeiro está oculto na sugestão. transferiam-na para uma vara — e a maneira quase . Tenho visto hipnotistas esforçarem-se por transmitirem sua "vontade" numa sugestão a fim de torná-la efetiva. Não é necessário estudar os sonhos pelos símbolos e insinuações.

quando de sua expedição nas montanhas do Havaí para colher plantas indígenas. particularmente se esta tivesse abrigado em si um pensamento ou complexo culposo e forçado o mesmo a aceitar a forma de pensamento de morte enviado pelo kahuna. até que vim a entender os métodos acima descritos. enviando-os então ao contato com a vítima para descarregar sobre ele essa força. em seu curso normal. Brigham deu-me em detalhes um caso de cura kahuna que o tinha embaraçado largamente e que. Brigham e a oração da morte dirigida a um de seus rapazes.) O SEGREDO DE FORÇAR O EU INFERIOR DE UM PACIENTE EM ACEITAR UMA FORMA DE PENSAMENTO SUGESTIVO. A força do choque findaria a resistência do eu inferior da vítima. o Dr. preparandose para levá-la consigo após a morte da vítima pela exaustão de força vital. Recordem o caso do Dr. Um kahuna tratou de um paciente nativo que apresentava uma série de sintomas que o proibiam de atravessar a praia até sua canoa. para sua ronda diária . A maioria das doenças que. quando a vara era atirada. embaraçou-me. então. REPOUSA NO USO DE UM CHOQUE SUBJUGADOR DE GRANDE CARCA DE FÔRÇA VITAL — ESTA CARGA ACOMPANHANDO A OFERTA DA SUGESTÃO.255 humana pela qual esta força obedecia as instruções de levar a vara a golpear o inimigo até a insensibilidade ou paralisando-o ao contato. ao simples toque de um dedo. a seu turno. Relembremos a medicina dos índios americanos que acumulavam esta força (que chamavam orenda e por outros nomes) descarregando-a no corpo de seus bravos. anexar-se-iam à vítima e retirariam sua força vital. não são curadas. A oração da morte era uma questão de carregar espíritos de eu inferiores com grandes cargas de baixo mana. Certa tarde. armazenando-a em seus corpos sombreados. Os espíritos de eu inferiores. (A sugestão de morte impede o eu inferior da vítima de produzir força vital suficiente para manter a vida. agravam-se quando por alguma razão o suprimento usual de força não é feito. tornando-os inconscientes.

mas lhe foi descrito depois de um longo período. Descobriu que podia assim fazer sem que os misteriosos sintomas voltassem. cheia de água salobra. O tratamento final não foi visto pelo Dr. O paciente executou as instruções e começou a beber. O homem recobrou-se de seu estado de transe e lhe foi ordenado pelo kahuna que atravessasse a praia. colocando as mãos espalmadas repetidamente sobre ela. Quando ficou satisfeito com os seus preparativos. depois vergou e sucumbiu sobre a tina. Foi-lhe dito então para não mais pensar nesses . de que o tratamento estava removendo todas as coisas que o proibiam de atravessar a praia e ir pescar como lhe era habitual. Foi levemente levantado pelo kahuna que limpou seu rosto. como se estivesse subjugado.256 de pesca. Agitou-a violentamente com folhas de ti. Isto foi tratado e quando já aparentava uma completa cura. Apareceu. O paciente bebeu rapidamente durante algum tempo. consistiu num uso impressivo de estímulos físicos acompanhados de sugestões numa forma de assertivas repetidas. o kahuna colocou suas mãos em seus braços. mas deixado naquela posição inconfortável por muitos minutos. Ao paciente foi dito que a água que nele entrasse conduziria para fora todas as coisas que estivessem causando mal e que nunca mais voltariam. primeiramente. O kahuna. na presença do paciente. trabalhou por longo tempo na água a fim de torná-la potente e pronta a curar. ordenando à doença que abandonasse o corpo. uma paralisia na perna esquerda quando tentou atravessar a praia. Brigham. surgiram tonturas vertiginosas o se aproximar da praia e a seguir completa cegueira que durava até que o paciente deixasse a praia para voltar à sua casa. chamou o paciente e instruiu-o de sentar-se em frente da tina e segurando a respiração introduziu-se seu rosto dentro da água bebendo-a quanto lhe fosse possível. O estímulo físico tomou a forma de uma grande tina de madeira. juntando raspas de raiz de gengibre amarela. enquanto o curador repetia que a doença tinha desaparecido e não voltaria jamais.

(Alguém poderá recordar neste fato as práticas de Mésmer carregando um tonel de água. Usou ele literalmente esta força para quebrar a resistência do eu inferior do paciente. A sugestão incluiria argumentos racionais para demonstrar não existir uma razão válida de não poder atravessar a praia e efetuar a pesca. Brigham tê-lo descrito. naturalmente. . um agrupamento de diversas formas de pensamento relacionadas. O COMPLEXO FOI SUBSTITUÍDO POR OUTRO COMPLEXO IDÊNTICO À FORMA DE PENSAMENTO IMPLANTADA PELO TRATAMENTO CHOQUE-SUGESTÃO. Os sintomas não mais voltaram.257 revezes — precaução habitualmente tomada pelos kahunas a fim de prevenirem a volta do complexo — e o trabalho estava findo. adquiri a certeza inegável de que o kahuna tinha transferido à água da tina uma carga espantosa de baixo mana ou força vital. Revendo o caso. Caso Nº 26 Reação física dirigida pela sugestão Notas Preliminares: Apesar de desconhecermos os limites de capacidade do eu inferior de atuar no corpo. muito tempo depois do Dr. à luz dos conhecimentos adquiridos do segredo kahuna. do qual retirava um bastão de ferro. transferindolhes força vital que ele chamava de "magnetismo animal". fazendo-o aceitar suas formas de pensamento de remoção de toda doença que o proibiam de atravessar a praia para viajar em sua canoa. para tocar com eles seus pacientes. os conhecimentos acumulados evidenciam ser muito grande sua potência. A forma de pensamento sugestivo era.) Deve-se notar que o complexo original não foi localizado ou dragado pelo seu reconhecimento e racionalização. com a finalidade de curá-lo.

Em um de seus jantares tinha conhecido uma mulher havaiana que admirou muito sua pele fina. mas quando . esse jovem fingiu aceitar alegremente sua oferta. dizendo que a barba pararia de crescer e que ele estaria livre da necessidade de barbear-se. do tamanho de uma moeda. Aconselhei-o a procurar entre os seus amigos havaianos pela mulher que lhe tinha causado a dificuldade e. lembrou-se de ter-me ouvido falar sobre os kahunas e veio correndo à minha presença pedindo meu conselho. se ele quisesse. apercebeu-se que existia um lugar em seu rosto. que muitos havaianos tinham se libertado da necessidade de barbear-se. Para seu espanto. no entanto. vendo-se assim livre desse ato tedioso. Perguntou-lhe ansiosamente se não achava um grande aborrecimento ter que se barbear diariamente. Encontrou alguma dificuldade em localizar a mulher. Estava esse jovem interessado pelos havaianos e muitas vezes convidou-me a comparecer em seus jantares dançantes. como a de uma criança. fazer com que sua barba parasse de crescer. ao ar livre. Quando estava do tamanho de um dólar. no qual nenhuma barba crescia. certo de que isto era uma superstição nativa sem nenhuma consequência. um jovem branco. dia após dia. lhe pedisse de reverter a sugestão. Levando-o para o lado. Um dia chegou ele à minha casa muito aborrecido. dizendo-lhe solenemente que poderia. cerca de duas semanas mais tarde. a mulher bateu em sua face direita com os dedos durante alguns minutos. desastrosamente. Ele tinha um rosto de moça e percebeu que sem a sombra de uma barba teria. aparência feminina. Esqueceu ele o incidente quando. estando. este ponto aumentava. Disse-lhe. também.258 O Caso: Quando morava em Honolulu. veio visitar-me a fim de vender-me um espaço para publicidade semanal em seu jornal. quando a encontrasse. De uma maneira tolerante.

tenha permitido uma tal invasão por causa de um complexo que não é capaz de expulsar. os tecidos intrusos. Onde eu tinha visto uma pele lisa. trazidos ao controle do eu inferior. bateu em seu rosto dando a sugestão (sugestão fora de qualquer dúvida) de que a barba voltaria ao ponto descoberto. . Para a sua cura deve haver um método controlador atrás da consciência das células invasoras. enfraquecido de alguma maneira. Comentário: Tal controle é de grande interesse quando demonstra quão surpreendentemente pode o eu inferior reagir a uma sugestão causando modificações no funcionamento corporal. mesmo após remover este complexo. Se não fosse afligido por um complexo. Apesar de nada mais do que o acima exposto ter sido aprendido da atitude kahuna com referência ao câncer ou doenças similares. no devido tempo. Se uma pessoa tivesse sofrido uma injúria acidental ou contraído uma moléstia contagiosa o eu inferior poderia se dispor ao trabalho de curar a parte machucada ou combater a doença. podia agora ver a negra barba reaparecer. com a possível exceção de corpos estranhos invasores que normalmente estão fora de alcance controlador do eu inferior. por seus próprios esforços. a chance em recuperar-se era boa. Os kahunas acreditavam que moléstias contagiosas eram iguais a acidentes quando aconteciam em sequência. ou em idade avançada. Mas uma semana se passou e a barba começou novamente a crescer naquele círculo. é provável que o eu inferior da pessoa atacada dessas moléstias. Em pouco tempo a barba voltou ao seu normal. A sugestão pode obter resultados para qualquer controle funcional. quaisquer que possam ser estas consciências. A maior parte dos germes causadores de moléstias podem ser.259 eventualmente isto se deu ela. com alguma relutância. que parece ser a invasão de células estranhas no corpo.

O médico comum pouco ou nada sabe do tratamento requerido nestes casos. nem utilizará o seu tempo em aprender a usar a sugestão. e somente um punhado deles aprenderam a usar a sugestão para ajudar a exumação dos complexos. a seu próprio risco. Os hipnotizadores profissionais não são autorizados a auxiliar as associações médicas e a praticarem. a cura instantânea pode ser efetuada positivamente através do Eu Superior. Dentre os jovens capacitados fisicamente para o serviço militar na II Grande Guerra Mundial. .260 Todavia. onde uma cura é objetivada. A importância do método kahuna de lidar com complexos poderá ser melhor compreendida. vinte entre cem não estavam possibilitados de servir. em virtude de suas condições psiconeuróticas necessitando de tratamento. Nenhum deles conhece o método de choque com cargas de força vital para forçar o paciente a aceitar a sugestão substitutiva do complexo. Temos muito poucos psicanalistas treinados. sabendo-se nos Estados Unidos. temos cerca de quatrocentos psiquiatras e centenas de milhares de pacientes necessitando de sua ajuda.

Ataques dos espíritos.261 CAPITULO XVI Como os kahunas combatiam as coisas horrendas das trevas. A compreensão de huna da vida do além. Caso 27. os ocultistas e a magia negra. Importância para os encarnados em conhecer as condições da outra vida. pelo consciente e pelo consciente-subconsciente. Obsessão pelo subconsciente. Métodos de tratamento dos kahunas. Métodos de choque. . Os primitivos e a ação das trevas. os curadores e o magnetismo animal malicioso.

Os praticantes religiosos da cura mental reconhecem estas forças como "magnetismo animal maligno". Acredito. por termo-nos tornado civilizados a tal ponto de desconhecer que elas Lá estão. nem às mais altas. mas seus métodos. (É de vital importância ganharmos um justo entendimento das coisas neste plano. ter descoberto os fatos essenciais para uma vida normal neste plano e no próximo. Todos os povos primitivos sabem alguma coisa sobre elas. Os ocultistas modernos têm adivinhado num completo encadeamento de coisas más. entregues ao mundo pelos kahunas. Não pude penetrar o Huna ou o "Segredo" dos kahunas de ir aos mais inferiores planos das coisas malignas. mas não estão seguros de que tais forças estejam presentes. através de Seus setenta e dois nomes supostos. Os médicos nada sabem delas. Durante anos estudei toda informação útil referindo-se às coisas das trevas. Os Padres e os Pastores fazem tal confusão de idéias a respeito do diabo. Meu conhecimento é ainda incompleto. ao cruzarmos o . revivendo o uso de talismãs e feitiços.262 CAPÍTULO XVI Existem coisas horrendas que pertencem ao reino das trevas e que somos impotentes de combater. Desenham seus círculos mágicos e ali refugiam-se para escapar das forças negras. Voltam à Idade Média. escrevendo gravemente sobre magia "negra". O espiritualismo sabe somente o suficiente para se atemorizar e advertir os intrometidos de serem cautelosos. entretanto. porque quando morremos. que seus conselhos são inaproveitáveis. pouco entendendo de sua natureza. Incensam o ar e invocam a proteção de Deus. sortilégios e encantamentos. é o claro e compreensível conhecimento das forças negras e dos meios de combatê-las. após a morte. para enfrentar as ameaças das coisas das trevas são de valor precário. mas travando frequentes guerras contra elas quando suspeitam de suas atividades. Entre os presentes de inestimáveis valores.

quando qualquer ser sensível morre. entra num mundo forjado nos cenários dos sonhos. quando morre. Os selvagens vão para lugares idênticos àqueles que deixaram. afortunadamente. movem-se Assim. é que coisas más. fabrica o seu próprio nível ou gravita para ele através de seu pensamento. vestidos de igual maneira como aqui e moram em casas similares. compartilhando-o com seus amigos e parentes e acrescentando seus próprios retoques. no mundo das coisas desencarnadas vivendo em seus corpos sombreados. geralmente. em seu corpo sombreado. em atividade perigosa. fabrica. seres reais e genuínos. transmitem terem ido para um lugar diferente ao ambiente aos quais estavam acostumados. as coisas que cremos aqui tornam-se fixações podendo acompanhar-nos lá. os espíritos de certa tribo Esquimó informaram viver em idêntica zona de gelo e neve como o faziam deste lado.263 depois da vida nos corpos sombreados. o contato com o mundo sombreado é mínimo. Raras vezes os espíritos dos mortos. somente. por conseguinte tal ambiente. lá encontrando amigos e inimigos. um homem. por assim dizer. cenas e lugares. Uma vez ou outra. . Encontram-se. — Os kahunas dizem que esta fabricação é efetuada tirando eles qualquer coisa desejada do estofo sombreado dos sonhos. conseguem transpor a barreira vinda até nós para pôr em perigo nossas vidas ou nossa sanidade mental. quando em contato com os vivos. Os animais das selvas entram num sonho de selva. tigres e gorilas teriam que defender-se. tomando uma nova vida. no mundo invisível.) O mundo dos espíritos é em muito parecido ao nosso sólido mundo. Por estes sonhos. Se ele pensa no ambiente familiar como sendo a terra. Creio estar com a razão ao dizer que. Para nós. Se neste mundo um homem se internasse em terras selvagens e encontrasse leões. com suas selvas e animais selvagens. A mesma coisa se aplica do outro lado.

ela assim o fez. Os mortos tendem em apegarem-se às coisas acreditadas. mas a sua capacidade de captação de novas idéias6 provou estarem eles debilitados. talvez porque ninguém espera realmente ser julgado com muita severidade. As memórias podem ser reproduzidas e "lembradas" com quase nenhuma força vital. cidades americanas e cenários. entre as quais tinha vivido e estudado aqui. Descobriu que estas tribos tinham gravitado para junto de amigos. residindo nas mesmas habitações e nos mesmos cenários que as cercavam. Só o inferno parece não estar muito povoado. principalmente para a mente não desenvolvida. para minha inteira satisfação. Uma velha antropologista prometeu-me. Informou-me ter encontrado amigos. apresentar-me informes sobre o que encontrasse do outro lado. O fato de possuirmos no outro lado pequena quantidade de força vital. antes de sua morte. Aqueles que imaginavam cenários do purgatório encontram-nos. ao mencionar coisas que gostava de fazer. Todo pensamento requer o uso de força vital. Após sua morte. Experimentou dizer-lhes outras coisas. relataram terem encontrado um. Seus amigos a reconheceram e tiveram felizes reuniões. Após acostumar-se à sua nova condição. esperadas ou temidas. A antropologista tentou dizer-lhes que estavam mortos e que não poderiam mais caçar cabeças. apesar de terem negligenciado a arte por um longo tempo. começou a procurar as várias tribos selvagens e semi-selvagens. Aqueles que aqui vivem e que tentaram ensinar novas . mas formar um novo pensamento é difícil.264 Os mortos que esperavam chegar a um céu cristão. através de uma médium. comparada com aquela que temos durante o estágio em corpos físicos. identificando-se. enquanto estavam vivos. parece fazer diferença entre a rapidez de aprender e a preguiçosa inabilidade em adaptar idéias não familiares. isto é muito mais fracos do que no tempo em que viviam no plano de vida física. de vestir e de falar quando aqui vivia. Entre estas tribos havia certos caçadores de cabeças das montanhas de Formosa — amigos de anos atrás — ainda imaginando poderem caçar cabeças quando excursionassem para isso.

Somente poucos voltam a habitar outros corpos. mas os médios eu. capacitando-os de escaparem de serem novamente presos e mandados de volta. Por esta razão parece da maior importância armazenarmos nossas mentes. Eles obedecem ao incitamento de evolver e caminhar para frente. De vez em quando é que ocasionam algum distúrbio. tornando-os insanos. por terem perdido contacto com seus médios eu. caminham eventualmente para um plano próximo. seja com conhecimentos advindos dos kahunas como de modernas pesquisas psicológicas e psíquicas. Os eu inferiores voltam. para aquilo que são e quem são. São eles os espíritos produtores de fenômenos ou fantasmas barulhentos que frequentam as casas. mais elevado. permanecem por um longo período nos arredores dos sonhos. Enquanto vivos. Os não iniciados. adquirindo o sentido verdadeiramente correto das coisas antes de nos irmos. Tenho por diversas vezes solicitado a espíritos amigos de procurarem espíritos de kahunas adiantados e estes sempre falham totalmente. tendo por isto uma habilidade superior de progredir nos planos os mais superiores do mundo das sombras. sendo os espíritos obsessores dos vivos. Esses não possuem a qualidade do raciocínio. Os causadores de confusão são os eu inferiores que se separaram de seus médios eu após a morte. todavia. (Existem . voltando frequentemente ao contato do mundo e aos entes queridos que aqui ficaram. os kahunas possuíam o verdadeiro conhecimento. A meta não é a reencarnação. Aqueles que conhecem este segredo dispendem pouco tempo no "veraneio". molestando muitas vezes os vivos. assim como os médios eu dos indivíduos nascidos neste plano físico. Eles não se emaranham nas cenas de sonho e nas repetições de atos similares àqueles conhecidos deste lado.265 coisas aos que vivem do outro lado poderão atestar a dificuldade desse aprendizado. como o acreditam os adeptos da reencarnação. Existe um progredir definido para aqueles que conhecem as condições após a vida. ao menos daqueles pertencentes a um povo razoavelmente civilizado.

Em muitas poucas ocasiões os espíritos produtores de fenômenos têm sido úteis nos seus atos. Alguns são gentis. as cobertas da cama têm sido sacudidas frequentemente. Quando as pessoas estão adormecidas. Entre estas classificações encontram-se aqueles que parecem crianças. Eleonore Zugan. Ele era a fonte de muito distúrbio. nada fazendo. Ele jogava e esmagava os objetos de uma maneira maliciosamente destrutiva. nas roupas ou nos quartos — geralmente de adolescentes com natureza mediúnica — dos quais a força vital é facilmente tirada. durante a noite. Harry Price. Existem. permanecendo nos asilos sentados todo o dia. gancho por gancho conforme a jovem subia as escadas. Água tem sido trazida e despejada sobre pessoas e muitas vezes foram estudados casos nos quais fogo tem sido ateado na cama. do National Laboratory of Psychical Research. dóceis e apáticos. movimentando objetos pelo quarto.266 muitas espécies de insanos. a carga de força vital. ansiosos por agradar. Uma de suas façanhas de força era arrancar os ganchos de um forte corrimão. Estes . também os selvagens e perigosos. quando a jovem nele estava. propensos a brincadeiras. que era visitada por um espírito desta espécie. estudou por três semanas uma jovem romena. tais como colocar uma mesa e lavar a louça. marcando sua pele de nódoas peculiares e espetando dolorosamente alfinetes e agulhas em sua carne. podem solidificar seus corpos sombreados (mesmo sem torná-los visíveis para nós) o bastante para capacitá-los na movimentação de objetos sólidos. Se conseguem roubar força vital suficiente. Uma jovem viúva em Ohio foi assombrada por um espírito produtor de fenômenos.) Existem também espíritos de eu inferior que permanecem junto aos viventes por sua escolha. que foi estudado por professores da escola de medicina por ela frequentada. parecendo ser esta uma travessura favorita. muitos deles aprendendo a tocar os corpos sombreados dos vivos e a roubar sua força vital. Em vista de poderem usar em uma única ação. logros e provocando desordens. produzem façanhas de extraordinária força.

sugando seu sangue e deixando-os exangues e fracos após despertarem. tiradas de . uma vez ou outra. Eles têm sempre uma boa razão de ficarem temerosos. Milhares de seres viventes são silenciosa e invisivelmente visitados desta maneira. Não são somente os eu inferiores. e foram. depois. dizem. Não é sem razão terem os vivos um instintivo pavor de fantasmas. causando no final um procedimento delirante. roubando sua força vital. como é crença popular hodierna de nossos psicologistas. Não são partes "desagregadas" dos eu residentes do corpo. Através dos séculos. ou aprisionando seus corpos tornando-os obcecadamente insanos. um espírito fantasma normal composto de ambos. em seu próprio direito. Coisas apavorantes são constantemente praticadas contra os vivos. inferior e médio eu.267 eu inferiores podem ser ligeiramente inofensivos e assim o parecem ser na sua maioria. é culpado de fazer sua residência no corpo sombreado de uma vítima vivente. que se agarram aos vivos como "personalidades" estranhas. individuais. muitas vezes ao ponto da mais completa exaustão e morte misteriosa. De outro lado são eles os repulsivos seres das trevas que perseguem os vivos oprimindo-os. São elas. implantando formas de pensamento como sugestão em seu eu inferior. parecida com a morte. separados de seus médios eu. mas também médios eu separados de seus eu inferiores assim o fazem em uma menor escala e. fazendo tênues buracos em suas gargantas. A tradição de vampiros é uma das mais antigas. com nenhum meio para reconhecer os invisíveis que estão tirando suas forças e. crimes. muitas vezes para o pior. levantam-se os mortos de suas tumbas e atacam aqueles que estão adormecidos. algumas vezes ocorreram casos em que pessoas caíram numa condição de transe. À noite. falsidades e algumas vezes atos extremamente maldosos e vis. por eu inferiores que aparecem como personalidades secundárias ou múltiplas.

e quando o corpo é retirado em perfeito estado. quando apareciam para roubar sangue. tivesse procurado libertar-se. encantamentos e ritos religiosos. Estas coisas podem ter ocorrido. O lapso de tempo entre o enterro e o desenterro tem se dado numa questão de muitos dias. nem que fosse um pequeno suprimento cada noite. Nos livros antigos há contos terríveis. similares. ou causado por ferimentos do indivíduo que. familiarizados com os contos vampirescos se tenham encontrado presas nos seus túmulos e esforçando-se por manter a vida. poderiam aparecer como fantasmas materializados e o que poderiam roubar era somente força vital. O mais que poderiam obter seria a força vital. seriam capazes de preservar a escassa vida no corpo em transe por um período considerável. A cremação dos mortos era considerada a única garantia de não molestarem mais os vivos. pelo roubo misterioso de sangue dos vivos. sugando o sangue dos vivos. descrevendo como os mortos e enterrados eram vistos e reconhecidos. mas existe a chance de que individualidades em transe. sejam feitiços. Se é que existiam. por meio de sonhos ou visões. Nos tempos antigos o sangue era tido como o fluido portador de vida. num plano mais elevado — os Seres de . assim como há as forças boas. outras precauções. Havia. Existe um único traço definido que pode ser partilhado com a crença kahuna: é que existem seres de forças más que nunca se encarnaram em corpos humanos. mencionam eles com alarmante frequência o reconhecimento de fantasmas vampiros. Apesar de não existir nenhuma prova de serem corretos esses contos. igualmente. Na Idade Média um estilete era enterrado atravessando o coração até o solo da tumba de todo suspeito de ter possibilidades vampirescas. e se pudessem obter. Supunha-se que essas pessoas eram conservadas vivas em seus túmulos. voltando a si. O sangue encontrado nos túmulos poderia ser imaginativo. à única conclusão é que a vida foi preservada de alguma maneira.268 seus túmulos sem estarem em decomposição e com o sangue ainda fluindo.

Resta um último perigo a ser considerado. e muitas vezes a forma de pensamentos usada como sugestão é tomada da pessoa viva. ao explicar isto para mim. Nós tomamos e damos cada dia. uma atuação muito maior do que é suspeitada. O castigo poderá ser também uma vingança por injúrias feitas durante a vida daquele que já se foi com o coração repleto de ódio. Nada é conhecido atualmente sobre estes tipos e. mesmo em brincadeira "Ele merecia um tiro” ou "Espero que ele se estrangule" a fim de que esses pensamentos não fossem tomados como uma sugestão potente por algum espírito inimigo. no Havaí. pertencendo já ao outro lado. No Havaí não eram só os kahunas que conheciam esta possibilidade. mesmo que existam seus propósitos primários. podendo implantar neste ato a sugestão de doença. não seriam de natureza a poder afetar os seres humanos. Se um fantasma tivesse dois tipos de força vital. (Um fantasma normal é chamado kino wailua ou corpo de duas águas. um kahuna insistiu no perigo de pensar e falar qualquer pensamento que pudesse ser usado como sugestão por um fantasma normal. pode também usar a sugestão. Há muito tempo atrás. Os leigos também o sabiam e faziam uso desse conhecimento quando injuriados e . É o perigo de um ataque proposital de uma pessoa normal. A sugestão tem. Está doendo em algum lugar?" e em seguida põe as mãos em suas faces.269 Luz. Fui advertido de nunca dizer. seria então composto de inferior e médio eu. especialmente quando há um estímulo físico acompanhante. especialmente se puder arranjar força vital dos seres vivos. e que deseja vir punir um ser vivente por alguma injúria feita a um ente amado aqui existente.o da mãe ansiosa que chama seu filho e diz. a água é o símbolo kahuna da força vital. sugestões em associação com nossos familiares e amigos. o eu inferior mais o médio. A dupla normal de um espírito desencarnado. O exemplo . vivendo em seus corpos sombreados inter-fundidos). "Você não me parece bem. em nossas vidas.

Habitualmente. Apresentarei dois exemplos desta prática. implantando uma forma de pensamento de doença punidora. que possui o que chamamos de sensibilidade psíquica. o eu inferior tem uma maior carga de força vital do que o espírito atacante (a menos que este tenha sido sobrecarregado por um kahuna) e por esta razão repele o espírito menos carregado. em cada um de nós. é o ponto vulnerável na armadura. acidente ou condição. somos atacados por um espírito inclinado a nos "punir". ou no caso de ter esta culpa se tornado um complexo. O injuriado praticava então um apelo mental ou telepático ao espírito de um parente querido que já estivesse morto.270 incapazes de obter uma reparação daquele que lhe tinha causado dano. tivermos um profundo sentido de culpa por algum pecado real ou imaginário. e é o que percebe a presença dos espíritos. o eu inferior de uma pessoa geralmente protege-se contra espíritos saqueadores. Este assunto de complexo culposo. por alguma circunstância. Para os kahunas . Caso Nº 27 Ataques dos mortos aos vivos Notas Preliminares: Como já expliquei ao relatar a oração da morte. Se. e o nosso eu inferior pode humildemente aceitar a sugestão porque se encontra convicto de merecer tal castigo. É o eu inferior. sem nenhuma restituição para conseguir perdão e quando o médio eu fica inteirado de sua culpa no delito. dos quais o médio eu é completamente ignorante. fazendo o que chamavam de "queixume" — um ensaio detalhado de tudo que lhe tinham feito. especialmente quando tivermos ferido a outrem.

Indubitavelmente fomentou um complexo de culpa que se localizou . A idéia de rompimento do corpo astral ou sombreado. Ele sabia que a jovem havaiana ficaria profundamente ferida quando ele tivesse que terminar o compromisso e estava tão sobrecarregado do sentido de culpa e vergonha. O filho amava e respeitava seu pai e. era certo de que tão logo seus negócios estivessem em boas condições ele se casaria. concordou em terminar o namoro com a jovem havaiana dando tempo para ser efetuada a escolha paterna. A idéia falha também na inclusão da parte tomada pela força vital assim como pelo complexo. apesar de ainda não a ter pedido em casamento.271 este tem sido o segredo e a coisa de maior importância de conhecer-se. reconhecem o perigo representado pelos seres invisíveis e falam da ruptura da concha astral de maneira que os espíritos possam evadir-se para atacar. emprestando largamente.suas idéias da Índia. Os Casos: (A) Em Honolulu estudei o caso de um ataque de espírito que envolvia o irmão de uma amiga chinesa/havaiana. O rapaz tinha por namorada uma linda jovem havaiana e. Os Teosofistas. mas isto é francamente vislumbrado e inteiramente mal compreendido pelos religiosos de todo mundo. apesar de embaraçado por seu compromisso. Quando estabeleceu um negócio de sal. não explica como os médiuns podem trabalhar com os espíritos durante anos e não ficarem obcecados. seu pai reclamou o costumeiro direito chinês de selecionar uma noiva para seu filho. que não teve coragem de ir à sua presença explicando o que tinha acontecido.

Em breve o jovem foi atacado por uma estranha moléstia. Assim permaneceu durante algum tempo e ao levantar sua cabeça anunciou ter sentido o espírito de uma velha havaiana perto do rapaz e que por ela soube que o jovem era culpado de um dos piores pecados — aquele de ferir alguém que o amava e que nele confiava. enquanto fumava. sentou-se silencioso com os olhos fechados.272 no seu eu inferior e foi compartilhado pelo médio eu. na sua convicção de ter agido mal para com a moça. Três médicos foram consultados. escapando por um triz de ser seriamente ferido. A jovem ficou durante algum tempo com o coração partido. sua mãe. Seguindo a tradição de seu povo começou o "queixume". havaiana. pondo fogo na mesma. após escutar sua história. fez o que sua mãe tinha sugerido. quando todos os tratamentos falharam. Desmaiou sobre sua cama. desmaiando a horas inesperadas e sem nenhum sintoma preventivo. Desmaiou caindo no fogo. queimando-se sob dores atrozes. Logo. terrivelmente zangada pelo tratamento que lhe foi dado sem uma única palavra para explicá-lo. de idade bem avançada. Por fim. Certa vez desmaiou quando dirigia seu carro em direção às salinas provocando uma trombada. mas nenhum conseguiu diagnosticar a causa dos desmaios. O espírito da avó tinha se esforçado ao máximo para vingar a injúria. . aconselhou-o a de ir a um kahuna. O kahuna. em seu primeiro desmaio. mas o rapaz era muito moderno e na escola tinham-lhe ensinado que os kahunas eram nada mais que impostores supersticiosos. mas depois. chamando o espírito de uma avó querida para vingar o mal que lhe tinham feito. queimando-se novamente.

mas obstinadamente persistiu em seu esforço de fazê-la compreender sua posição no caso. era um assunto mais difícil. O culpado deveria procurar reparar e conseguir o perdão da pessoa injuriada. Ao sair. Ela perdoou-o e concordou em ir com ele até o velho kahuna para manifestar seu perdão. o rapaz dirigiu-se diretamente à casa da jovem. chamando o espírito da avó para observar que o errado já tinha sido endireitado e o perdão obtido. A seguir dispensou a jovem e o espírito. Foi recebido com raiva e desdém. No outro dia ele voltou com presentes e mais desculpas. perguntou o que deveria fazer. seja roubando-lhe mercadorias ou mesmo através de seus sentimentos.273 O rapaz espantou-se e. O kahuna então explicou-lhe a antiga lei dos havaianos de que ninguém feriria outra. borrifando o jovem e o ar onde o espírito estava. ou seja limpeza para ele. pronunciando as palavras do kala ou perdão com força sugestiva. O kahuna parecia esperá-los. Quando ela concordou com seu pedido. no dia seguinte e no próximo. Porque tinha sido culpado e porque seu senso de culpa tinha tornado possível ao espírito de colocar pensamentos de desmaios . Desdenhosamente ela recusou em fazer as pazes. pegou um molho de folhas de ti e água do mar. voltando-se para o rapaz explicou-lhe que o kala (para trazer de volta a "luz"). seja corporalmente. Por fim as súplicas quebraram a resistência da jovem fazendo reaparecer sua simpatia. Estes eram os únicos pecados e para eles não havia senão um remédio. Agradeceu o espírito por ter agido tão bem no intuito de forcejar o cumprimento da justiça e pediu-lhe de cessar os ataques. Louvou-a por sua bondade. admitindo sua culpa.

As instruções foram seguidas ao pé da letra. O kahuna transmitiu a sugestão de perdão. Para a limpeza ou cerimônia do perdão deveria usar um ritual efetivo e mui potente — um que não falhasse na cura dos desmaios. Trouxe um ovo. para que estes nunca mais voltassem.274 em sua mente quando lhe aprouvesse. Quando não lhe fosse mais possível segurar a respiração deveria estender a mão. a menos que este ficasse bem limpo. Após o jovem ter engolido o ovo e reiniciado a respiração normal. Neste momento as palavras de perdão seriam proclamadas e reforçadas pelo ovo e a força nele contida efetuariam a completa cura e limpeza. aceitando benignamente sua paga pelo trabalho. o kahuna continuou com as sugestões. Sem soltar a respiração o jovem deveria engolir o ovo. O kahuna anunciou o completo sucesso da cura. o castigo poderia continuar pelo próprio eu inferior (unihipili) do rapaz. Em sua mão seria colocada uma xícara na qual o kahuna quebraria o ovo cru. . colocou o rapaz em pé à sua frente e ordenou-lhe de segurar a respiração o maior tempo que lhe fosse possível. expulsão de culpa e desmaios. enquanto sua respiração estivesse sendo sustida. advertindo o paciente de esquecer completamente o caso. Quando o trabalho de preencher o ovo com força vital terminou. seguro por ambas as mãos e rezando um pouco ordenou a cura e a força do perdão de entrarem no ovo. tão logo lhe fosse possível. esfregando rapidamente o seu estômago.

Ela enfraquecia. começou gradualmente a ressentir-se. Nunca mais voltaram aqueles desmaios. quando nasceu uma menina. A criança. começou a queixarse aos seus parentes mortos. Mais tarde. A avó da criança ficou muito desapontada e como seu filho e nora ficassem muito ocupados em seus próprios afazeres. pedindo que seu filho e nora fossem forçados a findar sua desatenção. eram impotentes pela falta apresentada de senso de culpa. Eles estavam somente muito ocupados e não se sentiam culpados. tornando-se dia a dia mais doente e não correspondendo a nenhum tratamento médico. (B) Um outro caso por mim estudado de perto envolvia um jovem casal de havaianos e filhos de havaianos. vindo vê-la somente de tempo em tempo. Como mais tarde foi explicado pelo kahuna que manejou a contenda. Os espíritos que tentavam atacá-los. filho único. Mantiveme igualmente em contato com meu jovem amigo por muitos anos após o fato. e. encontraram na criança parte vulnerável e cada dia retiravam um pouco de sua força vital. Entretanto. teria o mesmo nome de sua mãe. o jovem casal não desconhecia terem ferido os sentimentos da mãe. assim fazendo. puni-los a fim de trazê-los à razão. ainda não tendo dois anos completos. Como a negligência continuasse. tinha ele esquecido sua promessa ou talvez preferido negligenciá-la porque sua esposa já tinha iniciado a chamar a criança por um nome de sua escolha. foi levada para o Hospital de Crianças em Honolulu. O marido. Aumentando .275 Investiguei este caso comprovando todos os detalhes do tratamento. tinha prometido que seu primeiro filho se fosse menina.

sendo este último o mais psíquico e chamado o makaula ou "visão". os pais foram avisados de que a morte era iminente. Agora tinha se aquietado e dormia. os jovens pais retiraram a criança do hospital levando-a à casa de três velhos havaianos. para encontrar aqueles que poderiam estar associados a ele. Estes cordões eram também referidos como "linhas de pescar"). na qual colocou um pouco de água e uma pedra preta redondo e polida. em todas as direções. levantando-se tesamente do escuro canto onde tinha estado olhando a cabaça no estilo tradicional. O velho terminou seu trabalho.276 constantemente sua fraqueza. Grandemente alarmados e desesperados. Dos três. Nenhum tempo foi perdido. a criança tinha sofrido uma convulsão e choramingado fracamente. acostumados a trabalhar em conjunto.) Antes de sair do hospital. (Tais cantos são realmente muito antigos e quase sempre muito belos no seu fraseado rimado na língua nativa. Anunciou ter "acabado" em todas as direções (referência aos cordões de substância aka percorrendo aqui e acolá no paciente. todos kahunas. As duas velha trouxeram uma decocção quente de folhas de ti começando a banhar a criança uma de cada vez colocando suas mãos sobre ela e cantando uma oração de restauração. A água era continuamente sacudida sobre a pedra a fim de dar reflexos em sua superfície e produzir imagens psíquicas ao velho homem para diagnosticar a causa da moléstia. duas eram mulheres e um homem. O velho trouxe uma cabaça primitiva que lhe servia de bola de cristal. Tinha ele visto alguns espíritos muito zangados e uma velha mulher ainda na carne que ele tomou . mas possuindo cada um habilidades específicas.

para sua consternação. censurando muito mais o jovem casal. Fez algumas perguntas para confirmar o que tinha visto. . questionou a avó. Foi unanimemente concordado que a criança deveria ter o nome de sua avó e que esta não deveria mais ser negligenciada. descobriu que o kahuna tinha razão. Entre lágrimas e risadas havaianas o perdão foi solicitado e concedido. Arrependida até as lágrimas — pois não tinha sido seu desejo ferir a criança — apressou-se em acompanhar seu filho até a casa dos kahunas. mas foi empurrado casa afora com ordens impacientes de ir buscar sua mãe a qualquer custo. Censurou-a francamente. dando sua decisão de que a avó tinha sido magoada e se queixado resultando em ser a criança a atacada. O velho aspergiu superficialmente cada um deles. chamando então os espíritos para perguntar-lhes o que eles achavam que deveria ser feito aos pais para emendá-los. e admoestou-os que o incidente não deveria ser relembrado — mas. já tendo colocado de lado o cristal. O velho. mas não o bebê adormecido. Correu até lá e. se lembrado fortuitamente. proferiu palavras de limpeza. pois sua mãe nunca seria capaz de fazer uma coisa tão má. O jovem marido estava seguro de haver um engano. inclusive os espíritos.277 como avó da criança. inteirando-se da injúria feita e seu queixume. uma oração deveria ser imediatamente feita para perdoar qualquer resto de culpa "escondida" e que pudesse causar transtorno. Ela insultou-o e somente aquietou-se quando ele lhe contou que a criança é que tinha sido castigada e não ele ou sua esposa.

fugindo do caminho que os pudesse levar ao ciúme ou a inveja. observavam grandemente a lei de não magoar a ninguém. de que toda magia kahuna era resultado de sugestão. é igualmente imperativo que as razões para a palavra e ato possa ser completamente explicada e todos os raciocínios dados antecipadamente. assim. a réplica muitas vezes encontrada nas ilhas. Frequentemente é preferível continuar-se sofrendo que ferir os sentimentos alheios. Para nos resguardar e pôr a salvo as crianças. a sugestão não poderia ser um principal fator.278 A criança teve uma recuperação quase milagrosa e logo tornou-se rechonchuda e forte. não tem fundamento. Comentário: Nestes dois casos podem ser vistos: o uso da sugestão e o estímulo físico. criados nas velhas tradições. . Os havaianos do passado. O caso da moléstia na criança pode ilustrar a natureza grave do perigo do ataque de espíritos. todas as precauções devem ser tomadas para não se ofender as sentimentos de outros e se possível evitar de assim fazer. até a época em que deixei as ilhas e os perdi de vista. assim como seus pais. No caso da criança. efetuando a cura. O resultado era uma comunidade notável por sua bondade e hospitalidade. Com esta finalidade compartilhavam suas mercadorias da maneira a mais pródiga. principalmente daqueles que não são capazes de raciocinar com clareza. ainda sem dois anos de idade. Dificilmente poderá ser melhor demonstrado do que o segurar a respiração engolindo o ovo cru carregado de força vital e acompanhado de sugestão para remover o complexo. permanecendo bem. Se algo imperativo deve ser feito ou dito que possa ferir outra pessoa.

permanecendo assim idiota. crenças. exceto como um animal aprende. mas não a consciência ou o espírito médio O eu inferior não pode aprender. torna-se um desterrado. o espírito inferior pode funcionar na criança. Se o cérebro não for normal ao nascer. pode ser capaz de continuar a viver nas partes não afetadas do corpo. Normalmente. Após a morte os dois eu. O eu inferior. Os kahunas acreditavam que a localização da "mente" do eu inferior era no corpo sombreado deste. Primeiro o dos obcecados e segundo o dos insanos cujos tecidos cerebrais foram prejudicados por doenças ou anormalidades. os corpos sombreados introduzem-se e fundem-se com todas as partes orgânicas.279 O TRATAMENTO DOS INSANOS abrange dois campos principais. As toxinas usadas nas dores de dente ou para qualquer . usados pelo médio eu tenham sofrido dano por doença ou acidente. os eu não podem funcionar através deles. Isto é particularmente certo nos casos em que os tecidos do cérebro. os dois eu usam o corpo e seus órgãos. no entanto. As memórias terrenas. O médio eu é facilmente dirigido para fora do corpo através de injúria temporária ou permanente nos seus centros nervosos. complexos e idéias são armazenados no corpo sombreado do eu inferior e por isso levados depois da morte. Se alguma das centrais do cérebro ou tecidos nervosos estão falhando ou começando a adoecer. Os hospitais estão cheios de doentes desta classificação. deixam o corpo físico. abandonando-o para devanear em outras escalas. em seus dois corpos sombreados inter-fundidos. É mesmo incapaz de usar os raciocínios dedutivos do eu inferior. e que esta "mente" estava em contato com uma "mente" similar pertencente ao médio eu e localizada no corpo sombreado deste. Estas duas mentes mantêm-se em contato quando os dois espíritos do homem deixam o corpo durante o sono ou em condição de transe. O médio eu encontrando-se incapaz de funcionar através das partes que lhe são correspondentes no corpo. incluindo o cérebro. os centros nervosos e os nervos.

como também seu médio eu próprio e suas forças raciocinadoras características. Lá foi ele tratado por dois famosos psicologistas que o hipnotizavam. como de costume. Voltava então à sua casa em Providence. Deixava sua casa para ir à casa da qual recordava-se. I. tomando posse do mesmo. combinando em si os eu inferior e médio. mas o eu inferior é capaz de continuar funcionando quase que habitualmente. traz consigo (armazenado em seu corpo inferior sombreado) as memórias de vida num outro corpo. o médio eu. assim como pensava ser o fiel de um armazém e seu nome Albert John Brown. geralmente ia até Norristown. Pa. isto se a obsessão for produzida por um espírito normal. casos em que o paciente é passível de sofrer de "personalidade discordante". Este homem mudava de repente de personalidade e de memórias. O famoso caso de Anselm Bourne constitui um bom exemplo. R. Quando tal espírito expulsa o legítimo dono do corpo. Na insanidade obsecante o paciente pode ser considerado uma vítima de completa ou recíproca amnésia. O eu inferior e médio podem ser desalojados do corpo por alguma condição anormal ou acidente podendo um espírito obsessor tomar conta dele. reassume sua residência no corpo e a saúde retorna. Em pouco tempo os eu originais manobravam para obter o corpo de volta e o homem acordava encontrando-se em ambientes estranhos dos quais nada sabia. Estes casos não são de insanidade típica porque a dupla de espíritos obsessões é completamente normal e sã. e abria uma pequena loja. Com os dentes arrancados ou as doenças tratadas.280 outra moléstia pode ocasionar a saída do médio eu. . Em alternativa este espírito inferior obsessor pode adquirir a posse do corpo somente em intervalos. Sob a hipnose eram capazes de ter a presença do espírito obsessor falando por intermédio do corpo e dando em detalhes todas as coisas feitas com o mesmo quando estava em seu poder.

Fodor ao referir-se a este caso. se for uma baixa entidade e não uma combinação de eu inferior e médio invasor. através de repetido uso de sugestão hipnótica. para a seguir começar o espírito invasor a tomar conta do corpo por períodos mais longos e no final permanecer nele continuamente. inteligente. cada cinco ou seis dias. agrados e desagrados. Azam. mudando somente o médio eu. estúpida e preguiçosa. O resultado principal é que o espírito obsessor. Como a mudança tornava melhor a jovem. foi esta bem recebida por seus pais. Prince. a personalidade obsecante curva-se e é obrigada a obedecer ordens como: "Ligue-se à personalidade principal". "a memória no estado secundário era contínua". Quando se encontrava sob o controle da "personalidade" invasora (sem dúvida um médio eu) era alegre. Quando. no começo. mas não de recordações. uma jovem que no seu normal era doentia. Tem sido pensado que tais espíritos são partes destacadas da personalidade original.281 Os espíritos que escolhem sua permanência junto a um ser vivente sempre lhe roubam um pouco de força vital. As mudanças obsessoras tinham lugar. enérgica e saudável. havia uma jovem que era periodicamente obsediada por um espírito invasor e incapaz de recordar-se do que tinha feito nesses períodos sendo por esta razão decidido que sua personalidade deveria ser reunida. Quando existe obsessão somente do médio eu há uma mudança de temperamento. sob transe hipnótico. Podemos observar no caso da paciente do Dr. Isto resulta gradualmente em ter a pessoa memórias de ambos os eu inferiores. Felida X. Estes espíritos podem sempre serem chamados para entrar no corpo. diferentes em cada paciente. Em um dos casos tratados pelo Dr. se não lhes for possível apoderarem-se de todo o corpo. Isto nos mostra que o eu inferior da jovem permanecia constantemente no corpo. falando por intermédio dele. disso resulta as mais extraordinárias situações. é cuidadoso em apontar o fato importante de que neste exemplo. pode ser trazido ao controle do médio eu residente. Dr. . em todos os sentidos.

O choque era produzido pela acumulação de grande quantidade de força vital no corpo do curador e sua . mostrando que o original eu inferior foi removido. qual seja a tendência. até agora descoberto. os espíritos originais do paciente podem voltar. pois — como não é lógico — sendo incapaz de entender o tratamento concluirá que o corpo é um lugar de constantes dores. ou esquizofrenia. Ao findar a dor. O tratamento por sugestão hipnótica tem sido. A característica destes casos é a perda da memória normal. Existe uma outra característica que aponta diretamente o envolvimento do eu inferior. de viver em sonho ou num mundo imaginário. Isto é natural porque o eu inferior ou espírito obcecante tem suas próprias convicções de crenças e desejos. tem sido o choque insulínico ou elétrico. Na sempre crescente porcentagem de insanos obcecado. classificados por médicos como sofredores de certo tipo de "personalidade dividida". sob a forma de insanidade. O tratamento mais vitorioso. no qual não convirá residir.282 O TRATAMENTO MODERNO dos insanos centraliza-se na tarefa de restaurar as condições normais de saúde. dando pouca ou nenhuma atenção às circunstâncias físicas. O insano não dará nenhuma atenção rejeitando toda e qualquer sugestão hipnótica. há muito tempo. O MÉTODO KAHUNA DE TRATAMENTO dos insanos obcecados fazia uso da aplicação de choque para desalojar as baixas entidades. a obsessão é provocada por um eu inferior enquanto o médio eu residente é umas vezes posto para fora do corpo e em outras incapaz de controlar o invasor eu inferior. e as sugestões contrárias a elas são logicamente rejeitadas. exceto nos momentos chamados de períodos de "lucidez" quando o espírito obsessor parte temporariamente e o espírito normal volta. olhado como inoperante. se a insanidade foi trazida por moléstias ou doenças. As pessoas amadas não são reconhecidas. Se a dor produzida pelo método de choque é suficientemente forte o espírito obsessor sairá. para retirar o espírito ou espíritos obsessores.

Não obstante ser a teoria de que uma carga de choque suficientemente forte deveria produzir efeito. O método kahuna. possivelmente o médio eu com o qual primitivamente compartilhou um reunião de um eu inferior a um médio eu desta maneira é corpo antes de serem separados por alguma ocorrência (A um ato de boa finalidade porque remove o perigo de posteriores atividades obsessoras da parte de um ilógico e incontrolado eu inferior).283 transferência para o corpo do paciente insano com a ordem determinante de que o invasor se encontraria indefeso e seria atirado fora do corpo roubado. devemos lembrar aqui que nenhuma doença humana pode estar fora da força de cura do Eu Superior. no qual a força vital é usada como agente produtor de choque. embora potente nem sempre era aceita e atuante. a sugestão. do próprio eu inferior obsecante. a sugestão pode se esfacelar e transformar-se em forma de pensamento contrária. pode absorver grande carga de força vital dos vivos. é muitas vezes manejado para ligar-se a um médio eu que tenha perdido seu eu inferior acompanhante. Uma pessoa boa e anormal. Sob controle. Entretanto. uma vez tenha sido posto fora do corpo. no entanto. Apesar de não termos ainda abordado em detalhes os métodos de cura que envolvem a ajuda do Eu Superior. Os kahunas usavam frequentemente suas forças psíquicas na percepção da presença dos espíritos normais do paciente. por causa dos complexos e fixações conexas. O fato tem sido parte . de que o espírito obsessor se apropria. O Eu Superior é especialmente capaz de manejar eu inferiores obcecantes. podendo controlar o espírito obsessor. A ajuda daquele que partia era também geralmente solicitada e obtida. incitando-os a permanecer perto a fim de tomar conta do corpo tão logo o invasor fosse posto para fora. A forma de pensamento aqui citada é aquela que foi retirada do corpo obsecado. tem a vantagem de forçar o eu inferior obsecante a aceitar uma forma de pensamento como sugestão. fortificando grandemente sua vontade e seus corpos sombreados. entre os seres já desencarnados.

(Hoje. as práticas básicas universalmente postas em uso consistiam no chamar em auxílio. Naquela época. estes pavores são carregados de memórias de suas vidas no físico. tem fixações de medo dos Seres Superiores. Ainda quando perigos imaginários apresentavamse aterrorizando milhares de pessoas.284 integrante do conhecimento religioso do mundo inteiro. os cristãos persignavam-se orando ao Pai. rituais similares aparecem para apelar aos Seres Superiores. mediante um estímulo físico em forma de ritual. recebi a história de um espírito apegado a um menino no Sul daquele País. Na índia o ritual tomava a forma de salmodiar o sagrado "Om" e. eles teriam logicamente acreditado em Deus e Jesus e. o Eu superior. homem ou mulher. por intermédio de Jesus. divertiu-se brincando com ele e tentando conversar através de gestos.. por toda a Europa. A maioria dos eu inferiores.) Há não muitos anos. usava o ritual cristão de exorcismo. segurando uma cruz ou amuleto etc. Um homem. em outras partes do mundo. contra quem medidas protetoras devem ser tomadas. desenhando a cruz. Alguns desses seres horrendos parecem ser os eu inferiores de homens selvagens e que viveram no físico há milhares de anos atrás. o rapazinho achou na praia um couro lavrado de tipo peculiar e como era suficientemente psíquico para ver o corpo sombreado de um velho anão selvagem. podemos encontrar tais tradições nos mais antigos e populosos países onde por muitos anos existiram a vida humana e as civilizações. o eu inferior do suplicante a levar uma oração ao seu Eu Superior. provocando. o Bispo James de Londres. para retirar os seres repulsivos de casas e palácios assombrados. ou salmodiando. quando confrontados com suas negras ações. que tenho orgulho de mencionar entre meus amigos. Quando influências diabólicas eram sentidas ou suspeitadas. por muitos séculos. Depois de algum tempo o espírito tornou-se enfadonho em seus constantes pedidos . no fundo. Se estes eu inferiores forem de um cristão. em cartas vindas da Inglaterra. uma oração e uma cruz os fariam fugir em pânico.

mas um clérigo da Igreja da Inglaterra de uma psicologia excepcional e com um conhecimento muito mais do que superficial da sabedoria kahuna. o lugar onde ficaria e sua pessoa. tornando-se os períodos obcecantes cada vez maiores. junto com o couro. Os médicos falharam no entendimento do problema.285 de atenção. O exorcismo da igreja foi somente de ajuda temporária. constantemente tocando o menino com suas mãos fantasmagóricas. o caso estaria encerrado de vez. todas as vezes que vinham. ordenando que deixasse o couro e se aproximasse. Logo. chamou o espírito. O menino tinha um amigo que também via o pequeno velho. Em vista disso solicitou a ajuda de alguns amigos psíquicos e as impressões recebidas eram de que se acrescentasse aos rituais de exorcismo da Igreja o fator determinante de sua vontade para forçar o espírito de entrar numa garrafa (usando contra o espírito tudo aquilo que conhecia para sua própria proteção a fim de repelir qualquer tentativa de obcecação) e a seguir jogá-la. juntamente aos pés do clérigo — que sentiu ao tocá-lo uma sensação de arrepio provocada por qualquer animal rastejante. A este amigo foi dado de presente o couro e o espírito com ele. foi o segundo menino que tornou-se obcecado pelo espírito. de volta ao mar. O tratamento foi efetivo e nenhum dos meninos tornou a ser molestado. A garrafa foi arrolhada e jogada com o couro no mar. destilando no soalho. Os arrepios correram ao longo de suas pernas cessando a seguir. aparecendo a qualquer hora ou lugar e experimentando atrair a atenção. O velho espírito apareceu de maneira especial como uma esteira de pálido vapor. em suas rotas roupas de pele. A médium que se encontrava presente disse poder ver o espírito obedecendo todas as ordens e finalmente desaparecendo na garrafa. O clérigo praticou um ritual completo da igreja para purificar os ambientes circunvizinhos. Mais tarde foi anunciado . estudou o caso e resolveu expulsar o velho espírito. Imediatamente iniciou as sugestões hipnóticas para forçar o espírito de ir para dentro da garrafa que segurava.

É altamente provável que certos objetos entesourados durante a vida tornemse centros de fixações de seus donos após a morte. quando tais objetos são tocados pelos vivos. não entendendo a significação de mudança provocada pela morte do corpo. (Já me foram relatados diversos desses casos). mas não era pelo menos um convite a felizes obsessões em corpos que são alimentados e cuidados. presos por longos períodos aos seus pensamentos fixos. Este tratamento era desumano.286 psiquicamente que o velho selvagem estava de algum modo preso ao couro lavrado e que era através deste que podia entrar em contacto e obcecar os meninos. Permanecem "realmente atados a terra". Nos tempos antigos era costume enterrarem vivos os "loucos". e aprenderemos métodos mais adequados de tratamento de insanos. sejam fortificados com sua força vital os antigos cordões do estofo do corpo sombreado o objeto ao seu primitivo dono e atraindo-os para os vivos. mas alcançaremos um melhor entendimento das forças com as quais temos que lidar. carregados por eles após sua morte física. quando violentos. . nos defrontamos com outro perigo. após serem expulsos das comunidades dos sãos. não voltaremos à crueldade. ou abandonados para morrerem de fome. Estes casos acentuam a evidência que determina o fato de serem os eu inferiores. pois os insanos são alimentados e cuidados e não é com frequência que são tratados pela insulina ou outros métodos de choque. Nós como seres civilizados. não podem usar o raciocínio para o conhecimento lógico de sua condição em progresso. sendo-lhe possível retirar força vital deles. Naturalmente. É evidente que tocando o couro lavrado os meninos praticaram este contacto com o selvagem. É também muito provável que. é possível que tentasse roubar um corpo. Fortalecido por esta força vital e atraído ao plano dos vivos. do outro lado da vida. Se eles forem separados de seu lógico médio eu. conforme o fazemos atualmente. e ansiosos por voltarem a um corpo vivo para continuar a viver a espécie de vida por eles conhecida. Isto é um convite aberto aos procrastinados e horríveis seres de voltarem do passado para obcecar os vivos.

não religião. oferendas. O símbolo do triângulo. Conhecimento assimilável. . Reencarnação e carma. a salvação na religião. Somente o consciente pode pecar. O homem como individualidade trina. rituais.287 CAPITULO XVII O segredo dentro do segredo. Dogmas. Praticabilidade do huna. A “queda”. Huna é ciência. Remanescência dos kahunas no cristianismo.

mas ela se espalha por todo o mundo. "Assim como é em cima. Os kahunas conheciam o homem como um ser tríplice — um composto de três espíritos — e assim. Sabiam não poder realizar mais do que adivinhação sobre o fato ou a natureza dos Seres mais elevados na escola da consciência do que os Eu Superiores. pois nenhum outro psíquico-religionista parece ter tido um conhecimento definido e detalhado dos três espíritos separados e independentes que compõem o homem. A natureza deste Eu Superior (Aumakua) e as maneiras de obter sua ajuda pertencem ao mais sagrado Segredo. aparecendo no Cristianismo. ou talvez não." Deve-lhes pertencer este axioma. Esta idéia deve ser originária dos kahunas. Na América Central o triângulo é conhecido e usado na religião. é em baixo. o significado real dos três lados do triângulo representando os três eu do homem. Reforçavam a antiga máxima. Suas adivinhações eram tradicionais. imaginavam que os deuses e mesmo os seres os mais elevados e o SER SUPREMO teriam natureza tríplice. A bem da verdade. pode ter-se perdido ou mal entendido. .288 CAPITULO XVII O Segredo dentro do grande Segredo era o fato de existir um terceiro eu ligado ao homem e seus dois eu inferiores. é certo dizer-se que o segredo da natureza tripla do homem e possivelmente dos deuses foi incorporado na religião dos povos. mas o símbolo é guardado e reverenciado. Neste ponto os kahunas eram grandemente adiantados em suas pesquisas. Adivinhavam que os Altos Seres seriam similares aos inferiores já conhecidos no homem. Onde quer o símbolo do triângulo apareça. no Brahmanismo e supõe-se que também na crença do Grande Espírito dos índios americanos. No Egito as pirâmides apresentam ao mundo quatro faces de forma triangular.

não pode senão especular. Como um resultado lógico da crença numa "queda". As religiões estão repletas das complexidades das descidas e das subidas. Em quase todas as religiões podemos encontrar alguma das crenças kahunas. As várias escrituras que vêm supondo a criação da humanidade. as mais baixas formas de vida e o suscitamento das várias versões da "QUEDA" que encontramos em várias religiões. mas por causa de suas limitações. Maometanos e dos índios americanos a idéia de reencarnação é encontrada somente em vagas citações. Duas revelações escritas não concordam entre si. por revelação divina. levando-se em conta a criação do mundo. parte daí que toda criatura inferior. como médio eu em outro corpo humano. comum aos kahunas e aos posteriores religiosos. No Cristianismo. O eu inferior volta a nascer. mesmo se alteradas até a inutilidade e dilatadas aos extremos os mais fantásticos. o espírito do homem volta a nascer no corpo físico. A ÚNICA COISA QUE É SEGURAMENTE CERTA É QUE EXISTE UM EU SUPERIOR que pode ser acessível para obter-se ajuda nos problemas da vida quotidiana. Alguns espíritos podem voltar a nascer novamente muitas vezes em corpos físicos. está na escala do caminho de volta: vagarosamente de regresso ao Deus Fundamental. nos ensinamentos Judaicos. mas a idéia de encarnações incessantes do homem como um simples espírito em inumeráveis corpos é um exemplo da dilatação de uma idéia original a extremos absurdos. mostram. no nível do médio eu. Os kahunas sabiam que. nenhuma doutrina de reencarnação é encontrada. era que havia uma incursão na matéria de algo da CONSCIÊNCIA DOS SERES SUPERIORES. o homem.289 Outra crença antiga e espalhada aos quatro ventos. as invenções da mente do médio eu. pelo menos uma vez. encabeçada pelo homem. . Os caminhos para o Eu Superior são. Nas últimas religiões por "revelação" baseadas na nova Bíblia Oahspe. em grande parte. nas coisas reveladas. insondáveis e os caminhos para os ainda mais altos seres são totalmente impenetráveis.

Os maldosos quase sempre florescem como o verde loureiro. nos expomos a um ataque de espíritos. Estes deveriam ter ajudantes infindáveis para observar cada sentimento dos seres nos céus inferiores e na terra para gravar suas boas e más ações. como poderá ser claramente visto. por causa dele. A idéia dos Senhores do . mas nenhuma alusão é feita sobre a reencarnação para redimir as falhas do florescente homem mau. resultando em várias dificuldades. Com alguma lógica é ensinado que a "Lei do Karma" começa a funcionar num nível de consciência um grau abaixo do Deus-não-manifestado. do que na idéia de reencarnação. Estas gravações deveriam ser escritas e a escrita requereria um livro que foi inventado na forma de invisível akosha onde eram transcritos todos os atos até o último toque dos tempos. ou formamos um complexo de culpa e. somos afastados do direto contato com nossos Eu Superiores. A punição no inferno era completa e efetiva e formava um excelente contraste com a idéia de céu para os bons após a morte.290 O mesmo pode ser dito acerca da doutrina do Karma que se tornou a pedra base dos religiosos da índia. Esta greta no esquema era coberta pela idéia de que o castigo seria aplicado numa encarnação posterior. A idéia hindu do Karma resulta muito mais na dilatação da concepção simples e original. Os Senhores do Karma. não puniam os maus na mesma encarnação em que a maldade tivesse sido praticada. A mesma idéia de tal ideal. Para completar a lógica desta absurda adivinhação das condições de inimagináveis graus de consciência. de uma absolutamente balanceada forma de justiça pode ser encontrada no Velho Testamento. No Cristianismo podemos encontrar muitas coisas que não vêm diretamente do ensinamento de Jesus e sua origem é desconhecida. os "Senhores do Karma" foram inventados para executar a mais sutil justiça. Todos os seres abaixo deste Supremo tinham de ser governados pela Lei. A idéia original parece ser que. ao ferirmos alguém.

O método kahuna de exorcismo a obcecados ou a espíritos fantasmas é ainda visto nos rituais de exorcismo da Igreja. carregada de força vital. um velho ritual como um ótimo estímulo físico. como o estímulo físico para acompanhar a palavra falada na sugestão do "perdão" de um paciente ou a quebra de um complexo após corrigir-se um mal feito a outros. todavia. Isto seria lógico se Jesus se considerasse como um Eu Superior.291 Karma é substituída por São Pedro. após a confissão. quando desejava a ajuda divina para realizar milagres. Ao instruir seus discípulos Jesus dizia que eles deveriam também rezar ao Pai Divino. há muito tempo foi esquecida. A crença kahuna do Eu Superior ou Aumakua é preservada no Cristianismo. . a água benta é usada no ritual de perdão com as palavras de absolvição. o que os kahunas faziam. antes do rito de absolvição ou perdão é. O passeio sobre o fogo é efetuado com a ajuda do Eu Superior e esta ajuda é obtida por homens de surpreendente variedades religiosas — nenhum dos quais é cristão — por mais estranho que pareça. de acordo com os fatos narrados no Novo Testamento. rezando somente de uma maneira mais repleta de ritualismos por causa dos vários elementos envolventes. De qualquer maneira não fará a mínima diferença a forma usada na oração ao Eu Superior para obter ajuda de cura. complexo e sugestão. mas a parte atuada por ambos. Nos rituais da Igreja Romana — a origem desses rituais é completamente desconhecida — encontramos as duplicatas dos rituais kahunas usados na cura. Jesus. A penitência dada por ordem do padre. mas insistia que esta oração deveria ser feita em seu nome. guardião dos portões do Céu e pelo Livro da Vida do qual. em toda linha. Na Igreja Romana. o Cristianismo é a que mais se aproxima da original sabedoria kahuna. de modo indefinido. mesmo que os pecados a serem perdoados não consistam em maldades praticadas contra outros. Os kahunas requeriam a confissão e usavam a água. Isto é. Entre todas as grandes religiões. rezava a seu Pai no Céu. os anjos guardam os atos de cada vida.

Os kahunas repetimos uma vez mais.292 Na Índia. na vigarial reparação dos pecados. morrendo na cruz. ou. reconhecendo em tais ditos pecados o uso profano. as fixações de culpa. Por isto é considerado dever de toda pessoa de sofrer e assim viver sob o jogo de um mau karma e nenhuma oração é feita pela maioria dos hindus para obter ajuda dos Altos Seres para a solução dos problemas diários da vida. Esta doutrina é obscura em sua origem. sabendo que os Alto Seres não podem ser injuriados pelos seres viventes. deveriam sofrer no inferno para reparar seus males. Se não ficar convencido de não ser mais culpado. Adhidaivata e Adhiyakna e podem conhecer-me na hora da morte. após a morte. a reparação deve ser feita àquele que foi ferido. no caso de tomarem o nome de Deus em vão. Uma das coisas consideradas pecado é ferir um outro ser humano. pois admite o perdão dos pecados ao invés de sofrer a pesada e duradoura carga do karma até o seu último ponto. Para reparar tais injúrias. Jesus. mas o Eu Superior dos kahunas é confundido com o "espírito do Supremo" que pertence a uma escala completamente diferente (Observem pela tradução: "Aqueles que comigo permanecem. mas de conformidade com o plano Cristão de salvação. Os Cristãos não são necessariamente obrigados a fazer restituições ou reparações de bondade. me conhecem por Adhi-bhúta. mas assemelha-se de perto à crença kahuna."). quase único. De nenhuma outra maneira pode o mau convencer-se de ter balanceado sua conta e não ser mais culpado daquele pecado. estão certos de que não poderiam pecar contra eles. . Estes pecados do mundo incluem os pecados dos recém-nascidos que "nasceram no pecado" — no melhor dos casos um estranho dogma. Jesus é quem completou a reparação dos pecados do mundo. De fato eles não o poderiam fazer. porque suas palavras não poderiam ser-lhes devolvidas. podem arrepender-se e obter de um padre o perdão. No Cristianismo existe o curioso mecanismo. o Bhagavad Gita faz alusão aos três espíritos do homem. melhor ainda. Logicamente. De acordo com a fé Cristã. apelando diretamente a Deus em nome do grande expiador.

frustrando o contato normal entre o eu inferior e o Eu Superior de alguém culpado. a quem nunca ocorreu ser o único lugar para obter o perdão daquela individualidade contra quem pecou. há um ponto de grande significação que não deve ser esquecido: é o fato de que os Cristãos acreditam que seus pecados são contra Deus e. Na prática kahuna o Eu Superior não é procurado para o pedido de perdão. é de deduzir que este. perdão ou restauração da Luz simbólica. ou kala. . Na questão do perdão dos pecados no cristianismo e na remoção do complexo de culpa no sistema kahuna. sente-se envergonhado e é como uma criança mal comportada que evita a presença dos pais por causa de sua culpa e vergonha. Um dia será reconhecido que o sistema Huna era definido. contra o homem e que devem obter o perdão de Deus. o racional é visto na exigência dos judeus e kármicos para o exato e completo pagamento dos pecados. por causa de seu senso de culpa. sem a possibilidade de fuga através do arrependimento ou reparação vigarial. mesmo quando não o tenham daquele que injuriaram. Em sua lógica.293 aprisionadas pelo eu inferior. Parece que tal concessão é feita ao pecador quando procura reparar-se e conseguir o perdão daquele que ofendeu. injuriar o Eu Superior e que este nada tem que ver com a interrupção na linha de contato entre si mesmo e o eu inferior. Outro ângulo de reparação do pecado é observar-se a parte desempenhada pelo próprio pecado. não podem ser removidas pelo ritual de limpeza. que divide com o médio eu. Todavia. isto é espantoso para o Cristão comum. Sob o sistema kahuna. detalhado. Era simples e satisfatório porque era completo em seu conhecimento do complexo e do eu inferior que o abriga. lógico e certo em todos os pontos. Desde que os kahunas afirmam que nada pode de nenhuma maneira. também. o sistema kahuna é conservado na medida exata do pecado cometido e não se expande na medida exata do pecado cometido e não se expande para incluir deuses cuja existência e natureza são coisas que somente podemos adivinhar.

a fixação não é muito importante porque não foi acompanhada de um estímulo físico direto. sendo ainda um eu animal. Em vista do eu inferior ser ensinado a aceitar cegamente a decisão do médio eu como certa ou errada. esta decisão dada como uma forma de pensamento ao eu inferior para arquivar. Muitas vezes estes complexos culposos se apresentam sem o nosso conhecimento. tende a formar o complexo culposo. mas indiretos estímulos físicos usados pelos kahunas. Uma vez estabelecida pelo médio eu. cuja força raciocinadora torna isso possível por distinguir o certo do errado. É por uma razão muito boa e prática que o jejum e orações têm continuado durante anos como os rituais mais usados para alcançar o perdão dos pecados. Os pecados de omissão são aqueles geralmente tratados pela abstinência e outros poderosos. Isto porque o eu inferior esteve presente e sentiu a sólida ação física que magoou aquele que foi injuriado. trabalham realmente bem na limpeza das menores fixações de culpa causadas pela quebra das ordens dogmáticas da religião. o processo de fixação é quase que automático. Para dragar este complexo é necessário convencer o médio eu de que reparações foram feitas antes. Se um cristão ou outros religiosos crêem poder pecar contra Deus. . tornando-o num complexo de grande gravidade. esquecer-se de deveres. ao praticar atos inofensivos. Ser menos bondoso. ser uma ação certa ou errada. Adquire toda e qualquer idéia do médio eu. tais como não assistir missas ou fazer uso de profanações.294 É de se supor que o eu inferior não tem senso do que seja certo ou errado em si mesmo. neste caso pode haver esperança do eu inferior expulsar suas crenças fixas. Em tais casos um método vago e geral de fazer reparações é encontrado em abstinências e outras modalidades de negação do pecado. mas que acreditam serem pecados. tangível e quando observado pelo eu inferior tem imediatamente o efeito do sentido de culpa fixado. toda e qualquer ação tende a desenvolver as fixações de culpa de uma maneira quase surpreendente. Este é o estímulo físico de um gênero sólido. ou cair de algum modo num caminho que conduza à perda da dignidade. Como tais coisas são excelentes estímulos físicos.

isto cria uma reação emocional e não lógica. desde que tenha recebido do médio eu um treinamento sobre o que é certo ou errado. A "senda". se o médio eu concorda ser errado o que está sendo feito. Quando alguém é afligido por uma consciência. Palmadas muito colaboram para fixar o que é certo ou errado no eu inferior antes da idade de seis anos. Como foi explicado anteriormente. mas um ato de grande virtude tirá-la de um inimigo. na maioria das vezes. eles considerariam um grande pecado tirar a cabeça de um amigo. O resultado é que o homem desatina-se. orações não são encaminhadas ao Eu Superior. Este treino é geralmente recebido na infância por instigação de pais cautelosos. Assim sendo. Os kahunas referem-se a isto como "BLOQUEAMENTO DO CAMINHO". Os animais na selva comem uns aos outros sem pecar. As palavras kahunas la e ala sintetizam estas três. Idêntico emprego destas palavras como . Naturalmente pode tratar-se de ambos. Se o eu inferior estiver convencido de que o homem é culpado de certo ato errado. confundindo-se. o contato entre o Eu Superior e o homem inferior é ao longo do cordão invisível da substância do corpo sombreado. O eu inferior é um animal e mesmo associado ao médio eu ainda assim é incapaz de pecar. o "caminho" e a "luz" são as palavras que simbolizam as ligações entre o eu inferior e o Eu Superior. a quem foi ensinado certas coisas serem certas ou erradas. Este fato vital é bem ilustrado pela moralidade peculiar dos selvagens caçadores de cabeças. proveniente do corpo sombreado do eu inferior. sente-se envergonhado e recusa-se entrar em contato com o Eu Superior por via regular telepática através do cordão de ligamento. Somente o médio eu pode pecar. Consciência NÃO é uma dádiva instintiva de Deus ou algo semelhante. não é permitido ser um agente livre nenhuma direção ou ajuda é dada. Sua ajuda não é solicitada — e sob a lei de que ao homem. é simplesmente a reação emocional natural do eu inferior.295 O eu inferior é a "consciência".

houve a procura de pecados que pudessem ter sido praticados pelos bons. A primeira coisa a examinar é a necessidade básica humana de voltar-se para um "deus". assim como lugares de sacrifício e sacerdotes eram eleitos para oficiar seja nas ofertas como nas orações. Visto que as orações dos bons dificilmente obtinham melhores respostas do que as praticadas pelos maus. considerar os ensinamentos de diversas religiões e compará-las com a sabedoria kahuna. e com a finalidade geral de agradar aos deuses e assim fazendo receber seus favores. para receber ajuda. O processo de limpeza foi sempre. alimentos. Um contato com deus deve ser feito e uma oração falada ou um pedido de atenção entabulado. Como as orações não são escutadas ou não se lhes dá nenhuma atenção. mas com significados menos diretos e definidos. como "Oh. frutas. Altares eram erigidos. Estas ofertas eram comuns no despertar da história. Por ser confuso experimentar. Existiam rituais de limpeza que se supunha tornariam o homem imaculado para se apresentar em oração perante deus. o suplicante recorre a diversas formas de rezar.296 símbolos é encontrado na índia e no Cristianismo. escute nossa oração". ou apaziguá-lo quando o sentir zangado por enviar a humanidade pragas e catástrofes. Assim. na maioria das religiões. um ritual elaborado. . ou pecador. é melhor comparar as crenças kahunas às atividades básicas encontradas nas religiões subjacentes. não podia tornar suas orações ouvidas a menos que primeiramente fosse "perdoado" e ritualmente limpo. O desenvolvimento dos dogmas ensina que um homem culpado. os pecados de omissão e o "pecado original" foram inventados. OFERTAS eram feitas no processo para obter o perdão de toda forma de pecado. animais sacrificados e muitas vezes até sacrifícios humanos eram feitos. flores. Os índios americanos do sudoeste elaboram desenhos na areia para simbolizar a coisa desejada na oração. ao mesmo tempo. Os judeus e cristãos jejuam como um auxílio à oração.

mas havia também o conceito idealista. onde não há nenhuma reparação vigarial e a resultante salvação por meio da crença num "salvador". é falho. em sua média. todas as "salvações" eram ou são mais ou menos iguais. frequentemente presente. confirmação e outros vários ritos similares. iriam para um lugar temporário de punição. orações e sacrifícios eram feitos pelos vivos para a felicidade e o conforto daquele que partia para o "outro mundo". seja nas Igrejas Cristãs do Ocidente como no seguro e recôndito Tibet. a sua inclinação nas fileiras dos escolhidos com a finalidade de alcançar a "salvação". a léguas de distância. Deveria "nascer em pecado" ou estaria sujeito a pertencer a uma tribo que não pertencesse ao povo "escolhido". os caminhos da salvação são longos e difíceis. Conduzem a centenas de escarnações enquanto o karma está sendo resgatado.297 Quando os deuses eram apaziguados e os dilúvios e pragas ou dificuldades individuais terminados. dependendo do batismo. havia ofertas de agradecimento. porque aceitaram a Jesus como o ponto focal de suas crenças religiosas. Toda necessidade de ser "salvo" surgiu da crença dogmática de que o homem de um ou de vários modos. Os judeus eram tal povo. Os convertidos ao Cristianismo começaram a se proclamar escolhidos. Quase todas as religiões desenvolveram-se até o aparecimento das crenças dogmáticas e da necessidade especial ou lugar apropriado para orar a Deus. Por ocasião da morte. no seu estado normal. O ritual da oração no leito da morte era geralmente executado por um sacerdote. e a partida (quase universalmente reconhecida) da alma ou almas do homem do corpo. Os maus deveriam ir para o inferno ou. entre si. No desenvolvimento das religiões sempre aparece a doutrina de "povo escolhido". Na Índia. Do altar e santuário cresceu a igreja e o templo. mas estas representavam uma pequena parte no esquema geral. em que práticas que louvam e . em lugares separados. Nas religiões. O propósito primário da religião era apaziguar os deuses ou receber uma resposta às orações feitas.

os mendigos e aqueles que usam roupagens amarelas são tidos. como foi visto pelo inglês em Burma. aversão a toda relação sexual normal. enquanto outros falhavam fatalmente ou dolorosamente. "é a relação de algo fundamental. as mais ilógicas e surpreendentes práticas desenvolveram-se. transcendente. A Ciência Psicológica e a Ciência Psíquica não são partes da religião. O ensinamento Cristão "vendam tudo. então sigam-me" nunca produziu um grande efeito na ação individual. como membros das ordens monásticas. Na Índia as austeridades praticadas eram e são espantosas. incondicional. A "Religião". há muito. Flagelações.).298 veneram os deuses eram necessárias. castrações. exceto quando alguém se torna freira ou frade. considerado como a fonte provável de onde Deus retiraria seu sustento (na cristandade o "sangue do Cordeiro" era necessário para apaziguar a Deus e fazer com que Ele permitisse a reparação vigarial dos pecados do mundo etc. A atitude religiosa é a consciência de dependência. Alimentavam a Deus queimando ofertas e efetuando sacrifícios sangrentos — o sangue é.). citando novamente a elucidação do Professor Paul Tillich da Columbia University. mas. rendição. circuncisão para impedir a masturbação — a lista é longa. No Ceilão o rito da purificação depende da habilidade do indivíduo em passar o árduo teste de caminhar sobre o fogo (Descrevi este ritual. Alguns dos candidatos caminhavam sobre o fogo vitoriosamente. A religião tem de reverenciar deuses. na Índia. Ao solicitarmos favores dos deuses através de orações e rituais auxiliares entramos no campo da magia. temê-los e louvá-los. de um deus. Os dogmas multiplicaram-se e o sacerdócio floresceu conforme o envelhecimento de cada religião. Na eterna procura dos meios de obter. mesmo fora dos mosteiros. que não é pura religião. Os primitivos dançavam com a finalidade de entreter a Deus. cujos filmes assisti. . resposta a uma oração. Aqui e ali pode-se ver os dogmas religiosos combinados com ritos de purificação que tocam os reinos da alta magia. repartam entre os pobres.

Entretanto. sob o ponto de vista psicológico.. É o terceiro espírito. É mais velho. como também controladores das baixas . através da mudança de um futuro previsto). a base primordial das mais antigas religiões para apaziguar os deuses ou receber favores deles (religião mais magia. força mágica. a distinção é permanentemente comprometida dos dois lados. religião é a sujeição às forças transcendentes. tornarem-se.. Primeiro. senão imaginá-los.é substituído na Huna pela pura operação mágica de orar ao Eu Superior com o propósito de ser contemplado com favores no sentido de curar ou de melhorar as nossas circunstâncias. Magia é o exercício da força imanente. O Eu Superior não é um deus. considero Huna uma ciência. Admitiam abertamente que era provável existirem tais Seres. talvez ao Eu Superior. prefiro denominá-los de sistema psico-religioso pelo simples fato de incluir muito daquilo que se tem considerado como parte de religião. para a imaginação religiosa. no mais estrito sentido da palavra. É simplesmente um passo mais adiantado em força mental e habilidades criativas. tornando-a então objeto de práticas mágicas. porque nada tem em si de religião (como definido pelos Professores de Teologia Filosófica). Os kahunas nada sabiam sobre deuses — Seres mais elevados.. em seguida. mas eram honestos ao dizer estarem convencidos de que nunca a mente humana seria capaz de fazer mais. Não é mais divino do que o eu inferior ou médio.. ou parte de um homem. Ao apresentar estes comentários sobre Huna. ou inventá-los. em vez de religião. E mesmo assim. Eles não tinham meio de conhecer tais Seres pelos sentidos. em termos inferiores. Por intermédio do Eu Superior um apelo era feito pelos kahunas aos espíritos capacitados de controlar o vento e o tempo. Em outras palavras. como o são o eu inferior e médio (subconsciente e consciente)." A Huna pode ser chamada de ciência. sábio e paternal em suas atitudes. Ele é falho também. Segundo. há a necessidade de o transcendente manifestar-se concretamente e. há o desejo natural do homem de ganhar força acima da divina.299 aceitação.

após a morte. Em vez de alimentarem os deuses com sangue ou ofertas queimadas. no devido tempo como médio eu . dos últimos tempos. Não usavam altares simbólicos. deveria retirar do corpo do homem terreno suficiente força vital ou mana para utilizar no trabalho. Os vários ritos usados nas religiões para assegurar. não era praticado pelos genuínos kahunas. os kahunas entendiam do segredo que se situava atrás de todo sacrifício exterior. apesar de terem os espúrios kahunas. Em todo caso. incenso ou outro mecanismo qualquer. eram desconhecidos dos kahunas. mensagens telepáticas ao Eu Superior. construído templos de pedra. é inofensiva nas águas havaianas. sem se importarem com o lugar ou condição. nas águas havaianas. (Estas coisas eram reservadas como estímulo físico para impressionar o eu inferior quando uma sugestão era dada com vários propósitos).300 formas de vida (Ajustes feitos deste modo obstavam. Seus ensinamentos eram simples e todos deveriam saber que o espírito do homem sobrevive à morte e que as memórias e complexos da vida física são carregados na vida espiritual. a mesma raça de tubarões. aconselhando aos indivíduos de se tornarem livres dos complexos culposos antes de morrer. Sabiam como enviar. O Eu Superior. a fim de produzir resultados no plano físico. que atacam homens em outros lugares. à sua vontade. para dogmas que objetivassem a "salvação".) Os kahunas acreditavam que. o eu inferior reencarnado. uma forma de sobrevivência em espírito e uma porção de felicidade. (Isto deve ter principiado nos tempos primordiais. ou santuários. nas práticas não kahunas. ataques de tubarões contra seres humanos — a não ser que isto seja uma jactância dos antigos kahunas. na morte. Os verdadeiros kahunas não necessitavam de templos ou santuários. de fato importante. O costume de construir templos. havia uma continuação de crescimento e progresso. oferecendo sacrifícios num vão para obterem resultados de magia.). Não tinham lugar em sua ciência. aspirando preparar o homem para uma vida melhor após a morte física. para ajudar o contato com deuses.

para depois surgir como borboleta. temos à nossa frente somente um critério básico e prático. pelo qual podemos pesar tal matéria. é o conhecimento e deveria ser o primeiro dever de cada um de nós acumular o correto "entendimento para levar consigo". durante um período de inatividade. porque Huna produz um resultado. inativa durante algum tempo. para no final tornar-se um "espírito paternal totalmente fidedigno" ou Eu Superior de um inferior e médio eu encarnado no físico. Conhecer o Huna é conhecer os fios da meada. que é Huna. ou quem sabe. A mais importante preparação para a morte deve ser desempenhada pelo indivíduo. semelhante a um longo sono.301 e o médio eu eventualmente elevando-se à categoria dos Eu Superiores. tendo que primeiramente aprender a observar as mais inferiores formas de vida. demonstram um similar desacordo. por ocasião da morte. por espíritos. desde que se conheçam os fios condutores. para assim falarmos. Não é necessário despender mais do que poucos meses no plano espiritual antes de continuar o progresso de ascensão. adquirindo-o por meio de um estudo cuidadoso das religiões psíquicas e o descarte das crenças que não podem ser substanciadas. uma parcela de verdade em todas as fontes de informação. A graduação. excetuando a parte de doutrinas especulativas do Huna. como o sabiam os kahunas. No momento. A única coisa que podemos levar conosco. Deve este reduzir ao mínimo os seus complexos culposos e livrar-se das crenças religiosas dogmáticas que o embaraçarão depois de tornar-se um espírito. Deveríamos ter sempre em mente que duas religiões inspiradas ou reveladas não concordam entre si e que os ensinamentos dados através dos médiuns. Não é muito o que se conhece acerca do processo de crescimento e progresso. Recorda-nos esta transformação o verme que se torna uma crisálida. Digo isto. muito pouco tem sido ensinado a respeito. do eu inferior ao nível do médio eu é efetuada após a morte. Tornou praticável também a . Tornou praticável o passeio sobre o fogo. Pode ser que exista uma religião revelada e correta e um correto ensinamento de um espírito ou um grupo de espíritos.

302 cura instantânea por intermédio da ajuda do Eu Superior. Tornou praticável o sistema de conseguir-se a ajuda do Eu Superior mudando as circunstâncias futuras do individuo. .

303

CAPITULO XVIII

O segredo que tornava possível aos kahunas efetuarem o milagre da cura
instantânea.

Descobertas de Mesmer e Freud.
“Phineas Quimby” e “Cristian Science”.
Nova ideologia.
Teosofia.
Mormonismo.

.

“OAHSPE”.
A influência huna na fé.
Caso 28.
A cura instantânea sem a interferência de padre ou huna.
O homem do elevador.
Se alguém não pode dominar seus complexos, deve submeter-se a eles.

304

CAPITULO XVIII
Em termos religiosos, a cura instantânea é um milagre ante a qual
permanecemos temerosos, não entendendo como tal cura foi efetuada, qual o meio
ou condições que a determinaram. Podemos unicamente dizer: "Deus o fez." A
maioria dos milagres são tidos como a resposta a uma oração. Para orar-se
efetivamente, é necessário estar "puro", que, de outra forma, a oração não receberá
resposta. Todavia aqueles que consideramos os mais puros e santos, geralmente
não conseguem melhores respostas às suas orações do que os profanos.
Esta causalidade tem, por muitos anos, amofinado teólogos e leigos. É
evidente que algo é omisso na filosofia, mas ninguém pode esclarecer o que seja.
Mesmo orar aos santos, para que estes peçam a Deus por nós, e todas as práticas
Cristãs de endereçar orações a Deus em nome de Jesus, não obtiveram melhores
resultados.
A primeira fresta de luz nesse velho problema veio com a descoberta do
mesmerismo. À primeira vista isto poderá parecer muito esquisito, mas não tão
estranho, se lembrarmos que os caminhos religiosos tendem a cristalizar dogmas
inflexíveis, refutando qualquer leve esforço em mudar rituais, crenças ou teorias.
O Mesmerismo era uma espécie de agência curadora, mas logo após sua
descoberta, os seguidores de Mésmer eram impelidos por seus vários insucessos a
adotar outras medidas de tratamento para transferir somente força vital. Na Europa e
na Ásia começaram a efetuar experiências. O Dr. Freud, finalmente, descobriu o
segredo do subconsciente e a natureza da sugestão, apesar de estar ele longe do
entendimento, qual o possuíam os kahunas no outro lado do mundo, de que o eu
inferior era um espírito separado e independente e que a sugestão era a
implantação de uma forma de pensamento no eu inferior com os motivos de torná-la
aceita e atuante.

305

Surpreendente o quanto possa parecer, o fato de ter Freud chegado tão perto
da redescoberta da antiga sabedoria psicológica, é muito mais surpreendente
descobrir-se que, alguns anos antes, um relojoeiro americano, chamado Phineas
Parkhurst Quimby, inclinado ao uso mesmérico para curar, descobriu o Eu Superior
dos kahunas e a alta voltagem de força vital. Tivessem esses dois homens vivido
numa mesma cidade e tivessem seus estudos se entrelaçado, teriam eles
reconstruído as bases da cura milagrosa. Mas, eles trabalharam separados, e suas
descobertas permaneceram perto da meta sem alcançá-la.
A história de Freud é profundamente conhecida, mas a de Quimby
permaneceu quase ignorada. A história autêntica deste último pode ser encontrada
no livro de Horatio W. Dresser "The Quimby Manuscripts".
Nos meados de 1840, Quimby aprendeu o mesmerismo, na Nova Inglaterra,
de um viajante francês. Exibiu-se aqui e ali, fazendo curas ao mesmo tempo.
O seu subordinado favorito era um jovem, de nome Lucius Burkman. Este
rapaz, sob a influência mesmérica anunciava que podia ver a causa das doenças
dos pacientes, prescrevendo então um remédio, geralmente medicinal. Os
resultados eram incertos, esperando-se pelo melhor. Apesar disto, com a prática
Lucius aperfeiçoou-se, ou o mesmerismo aperfeiçoou-se, ou talvez ambos. A
qualquer hora o jovem tinha crescentes momentos de estranha lucidez. De há muito
possuía o dom de ver as coisas a alguma distância, mas agora conseguia ter
lampejos do futuro. Um dia, mesmerizado, falou a Quimby, "Posso ver os teus rins.
Eles estão definhando-se, mas se você vier aqui deixando-me colocar as mãos
sobre eles, posso curá-los."
Quimby vinha a algum tempo sofrendo dos rins. Desejoso de experimentar o
tratamento permitiu que Lucius colocasse as mãos sobre seus rins. Após alguns
minutos as mãos foram retiradas e o rapaz declarou a cura completa, e como mais
tarde pode Quimby verificar, tinha sido realmente realizada. Todas as dores e
sintomas tinham desaparecido.

306

Esta cura instantânea, em si mesmo, muito impressionou Quimby.
Convenceu-se que Lucius tinha alcançado alguma fonte de cura invisível e
desconhecida e argumentava que, se seu subordinado a podia tocar, ele também
seria capaz. Iniciou as experimentações, demonstrando uma persistência tenaz e o
toque realmente de um gênio. Pelos registros de seus trabalhos parece que com
grande dispêndio de tempo e esforços, aprendeu a entrar em contato com a Coisa
encontrada por Lucius, tomando-a para curar quantas vezes fosse sua vontade.
Sentia-se incapaz de descrever o que era esta Coisa, mas sentia sua presença nos
momentos de contato. A presença efetuava curas quase miraculosas, imprimindo
nele a plena incorporação da sabedoria. Não conhecendo nenhum nome aplicável a
isto, e sentindo ser muito pessoal e achegada a ele, mas longe de ser Deus,
começou a clamá-la simplesmente "a Sabedoria".
O seu método de entrar em contato com a Sabedoria era baseado numa
prece silenciosa. Era um método aprendido após muita prática. Quando o contato se
completava, era acompanhado por uma percepção de grande vigor ou força que era
usada na cura. Isto ele veio a chamar de "a Força".
Pouco a pouco Quimby aprendeu a trabalhar melhor com a Sabedoria e a
Força. Aprendeu que podia sentar ao lado de um paciente e silenciosamente
perguntar à Sabedoria como diagnosticar o caso e efetuar a cura. Era-lhe dado a
saber, por algum processo interior, qual o curso a seguir para a efetivação da cura.
Algumas vezes a cura estendia-se a um período de vários dias, sabendo ele como o
paciente ia sentir-se dia após dia. O paciente poderia piorar pela manhã, mas estaria
completamente curado um dia depois. Frequentemente percebia na transmissão a
mensagem que o paciente não podia curar-se e sempre perguntava a si mesmo o
que poderia ser aquilo que ficava além da força da Sabedoria. Pesquisava sua
própria mente para encontrar as possíveis razões e decidiu que as sugestões
mesméricas possivelmente tinham sido dadas inadvertidamente por médicos ao
diagnosticarem as doenças dos pacientes que mais tarde vinham à sua procura.

307

Num esforço de comprovar sua suspeita da influência sugestiva ensinou aos
seus pacientes que a moléstia, ela mesma, tinha sido provocada por sugestão dos
médicos. Apesar de ser esta prédica altamente ilógica, parecia apresentar bons
resultados, motivo pelo qual foi continuada. (Com este processo, parece ter
antecipado a tendência que apareceu, somente agora, após a II Grande Guerra —
tendência que consiste em provocar no paciente um complexo fictício ou artificial,
fazendo-o acreditar ser a fonte de suas doenças. Este complexo é então dragado,
resultando frequentemente em curas.)
Ainda não satisfeito, o inveterado pesquisador enveredou por vias em que
pudesse usar as crenças religiosas, profundamente enraizadas no paciente, para
ajudar a operação da cura. Observando que a lógica não era reclamada pela maioria
de seus pacientes, propôs-lhes uma doutrina em que Deus, sendo perfeito, não
poderia em Sua criação, dar origem a coisas imperfeitas. Por isto, toda doença,
atrapalhações e imperfeições deviam ser criações da mente humana, e por
conseguinte irreais, imaginárias e mutáveis. A seguir, ensinava que uma vez
pudesse chegar a este conhecimento e crer nesta grande verdade, sua cura seria
obrigada a prosseguir. Aos pacientes era ordenado negassem a realidade de suas
moléstias

e

eram

ajudados

nas

negações

por

sugestões

mesméricas

(Surpreendentemente, este era o real ângulo de ataque às crenças fixadas no
inferior e médio eu. Conseguiu rodear a culpa comum ou "pecados" complexados,
mesmo quando não completamente cientes de sua natureza, incluindo todos os
pecados e culpas do paciente com outras maldades e coisas imaginárias criadas
pela mente humana. Quando todas as coisas imperfeitas eram negadas, durante o
tratamento, as culpas complexadas se incluíam automaticamente, tornando inativas
as forças causadoras da doença.).
O termo "telepatia" não tinha ainda sido forjado, mas o fenômeno era
conhecido como "conexão". Quimby descobriu que após ter entrado em contato com
um paciente podia segui-lo, e, por este meio, alcançá-lo com as sugestões

308

mesméricas. Descobriu, também, que podia por essa via enviar sugestões
curadoras, obter informações no progresso da cura, fornecendo mesmo um canal
por onde a Sabedoria usaria sua Força para curar. Esta forma de cura êle
cognominou de "tratamento à distância".
Crescendo sua prática, Qumby escreveu suas explanações sobre a perfeição
de Deus e a irrealidade de todas as imperfeições. Continuou elaborando essas
explanações de tempos em tempos, tirando várias cópias que emprestava aos seus
pacientes para estudo e leitura continuada até que viessem a aceitar a doutrina.
Uma de suas pacientes foi a Sra. Patterson (mais tarde Eddy). Ela foi curada,
mas suas aflições nervosas achavam um meio de retornarem e o tratamento devia
ser reiniciado. Tornou-se assim muito familiarizada com os métodos de Quimby e as
explanações escritas de suas doutrinas.
Quimby faleceu em 1865 e as aflições nervo-espinhais da Sra. Patterson
voltaram, mas sem o curador a quem ela costumara a recorrer. Nos seus esforços
de usar o sistema para curar-se, saiu-se vitoriosa, e, é de se notar, que sem os
benefícios das sugestões mesméricas. Vendo que o sistema produzia resultados
usando somente as doutrinas de Quimby da irrealidade das coisas más como base,
elaborou doutrinas, para ensinar outras pessoas a curar, organizando um novo culto
que ela chamou de "Christian Science". À doutrina original de Quimby, acrescentou
a idéia de "magnetismo animal malicioso", o qual, por falta de um conhecimento,
então inexistente, do complexo, era forçado a arcar com numerosas dificuldades
curativas que continuavam inexplicáveis. (Sob este título, vinham também todas as
dificuldades causadas por ataques de espíritos nos vivos, mesmo quando não
reconhecidos como tais.)
O ensinamento de Quimby, que toda moléstia era o resultado de um mau
pensamento humano, era parcialmente correto. Entretanto a sua negação da
existência da matéria física era a mais despropositada, mas dificilmente podia ser
evitada, pois era a primeira premissa para pôr em funcionamento o sistema de cura,

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devotado a um completo conhecimento dos complexos e aos métodos de lidar com
estes.
A "Christian Science" permaneceu ilógica neste terreno, por força, mas o seu
conceito pode facilmente ser alcançado, eis que pelas leituras e instruções
consecutivas, o eu inferior é forçado a aceitar a crença de toda irrealidade física. É
um sistema que funciona suficientemente bem, nas mãos dos praticantes que
aprenderam a entrar em contato com a Sabedoria e a Força, atraindo muitos
seguidores. Infelizmente, por ser incompleto, suas falhas são tão notáveis quanto os
seus sucessos.
Para tornar-se um praticante integrado é necessário desenvolver a maior
fixação possível de crença na doutrina. Isto tudo é possível, mas torna impossível
aceitar novas idéias, ou tomá-las em consideração, e mesmo, provavelmente aos
praticantes da "Christian Science" torna-se dificílimo aceitar a mais simples sugestão
para seguir um sistema mais aperfeiçoado, como seja o dos kahunas, com o que
conseguiriam uma maior aproximação da alta magia, até hoje não alcançada no
Ocidente. Muitos aprenderam a entrar em contato com o Eu Superior, nomeando-o,
talvez, de outra maneira. Muitos aprenderam a formar uma correta forma de oração
e a "fixar o pensamento", através de uma fé pura. Com um melhor entendimento
poderiam fornecer ao Eu Superior força vital para materializações futuras de saúde
nos pacientes ou para melhorar condições financeiras. O tratamento à distância tem
ensinado as exteriorizações das comunicações telepáticas com os pacientes, assim
como tem capacitado enviar formas de pensamento curadoras. Tivessem, também,
aprendido a retirar as culpas e seus relativos complexos usando rituais e estímulos
físicos, acompanhados de formas de pensamento projetadas e uma apropriada
carga de força vital como sugestão, os seus sucessos seriam enormemente
elevados. Como toque final, deveriam estudar os métodos de conter ataques de
espíritos e obsessões.

mas se inclinam sempre para a cristalização. As "Afirmações" ou declarações realmente positivas do "aqui e agora" da condição desejada tornou-se popular. assim. também. Este grupo organizado livremente tinha várias ramificações e dirigentes. Nada endurece tão rápido as artérias. Entre as religiões reveladas do último século encontramos o Mormonismo e Oahspe. insuficientemente morais. No seu começo a doutrina ilógica da irrealidade da matéria não foi aceita e a atenção foi centralizada na idéia emprestada da Índia e desenvolvida largamente pelo Juiz Troward. no limiar dessas descobertas. como o faz uma religião tão logo um livro tenha sido escrito e estabelecidos seus dogmas. empenha-se numa forma de influência sugestiva sobre a "Subconsciência Universal" que é forçada a materializar as coisas ou condições representadas nas formas de pensamento. através de Mme. A Teosofia. resultando em poucas tentativas de obter modificações seja na saúde como na fortuna. O Mormonismo não contém nada de superior. Os resultados eram surpreendentemente bons.310 Outro culto foi instituído como um resultado direto das descobertas e ensinamentos de Quimby foi o "New Thought". considerando o pequeno segmento de magia utilizado. as doutrinas do karma e da reencarnação. conservando-se. que já tinha emprestado largamente a fixação de pensamento e as teorias da forma de pensamento da Índia. É certo que os pensamentos das modernas religiões tendem para a assimilação das descobertas da Psicologia. Poucos praticantes progrediram e era geralmente o caso de "cada um por si". em linhas de magia. De muitas maneiras os ensinamentos da Bíblia Oahspe concordam com a antiga Huna e por serem . A idéia era que se alguém fixa o pensamento naquilo desejado. Blavatsky emprestou. De outro lado o Oahspe é uma espécie de suplício de Tântulo com suas iniciações na magia secreta e mecanismos ocultos acerca do que transparece ser a história de todos os homens e de todos os deuses — sob a proteção de um Deus Supremo — desde os tempos da Criação. ao encontrado no Cristianismo.

Na superfície do assunto a fé é uma crença completa. naturalmente concluímos não ter nenhuma. Os testes de melhor aplicação consistem em fazer a observação dos resultados obtidos após um período de fiel prática diária. . É muito difícil ao indivíduo descobrir se tem ou não uma crença fixada em seu eu inferior. em minha vida. Todavia. Sozinha ela não é fé. objeto de tantos debates. se este não tiver sido. Se não houver resultados.311 intrincados e ainda não completamente compreendidos. Se as profecias contidas na Bíblia Oahspe forem cumpridas. estou convencido que a telepatia é uma possibilidade e empreender a ensinar o eu inferior a remeter e receber mensagens telepáticas ou formas de pensamento poderei vencer. Como somos ignorantes de tais fixações. Mesmo a mais ínfima partícula de fé seria o suficiente. até agora não cristalizou seus dogmas. unicamente. Somente quando o eu inferior também acredita é que a FÉ é genuína e operante. procure-se o complexo. que é a FÉ. se eu. agora aprendemos dos kahunas que a crença proveniente do médio eu não é suficiente. Esta é simplesmente uma maneira diferente de se dizer que o eu inferior recusa-se a obedecer porque tem uma fixação ou mesmo uma crença levemente complexada (teimosamente retida) e que é contrária àquela segura. contendo em suas linhas um pensamento psicológico e científico. é certo que o homem aprenderá novamente a cooperar com os Seres Superiores nas curas e nos outros propósitos. ensinado que a telepatia é uma ficção supersticiosa. nacionais e de importância mundial. assim como a receber instruções que o guiarão nos casos pessoais. no que já foi comprovado nas crenças Huna. anteriormente. no momento. Tem sido ensinado que a fé é necessária se desejarmos resposta a uma oração. pelo médio eu. o médio eu. A sabedoria Huna derrama grande luz no magno assunto. Cristãos e outros religiosos têm infindavelmente especulado acerca da natureza da fé. Por exemplo. É possível que os membros deste grupo estejam ainda ocupados com experiências teóricas e práticas.

efetuando o contato para nós. de acordo com o pensamento kahuna. e que este movimento de força vital força o zumbido. existe um ponto característico de muita ajuda. ou mesmo antes. com outra pessoa ou com um espírito desencarnado. Esta força vital é elevada às mais altas voltagens e usada pelo Eu Superior na construção do corpo sombreado que se materializará como parte de nosso futuro. se estamos relaxados. usando. como se pensando em amigos mortos tivesse chamado seus espíritos de volta para mim. O Eu Superior não nos tira unicamente força vital. ao começar uma conversa com amigos sobre espíritos desencarnados. com nossos planos. Quando é sensoriada uma presença fantasmagórica. é de supor-se que nos tira um pouco de força vital. senti imediatamente um zumbido. Quando um visitante espetral nos toca com seu corpo sombreado. o Eu Superior entra em contato conosco à sua própria conveniência.312 Nos exercícios de habilidades telepáticas. Durante o sono. esperanças. Muitas vezes. levados (talvez como formas de pensamento em duplicatas — não sabemos o mecanismo exato em uso) ao mesmo tempo que a força vital é retirada. amores e ódios são então examinados. Tais formas de pensamento eram mencionadas pelos kahunas como "sementes" e simbolizadas como sementes vitalizadas pelo Eu Superior e germinadas em ocorrências futuras (Vide apêndice para estas palavras. Este zunido é de grande auxilio para determinar se o eu inferior obedeceu ou não a nossa ordem. Muitas . temores. o cordão de ligação do material do corpo sombreado. Pouco é conhecido desta compensação de força exceto que é vital para nossa saúde e bem estar. no fato de que o escoamento de força vital causa uma sensação de zunido latejante.) Este contato feito durante o sono pode ser reconhecido por um formigamento na região do plexo solar e torna-se frequente no momento em que se adormece. seja na comunicação com o Eu Superior. muitas pessoas são familiarizadas com o zunido ou o "levantamento dos cabelos". mas nos devolve também uma força compensadora. Nossos pensamentos do dia.

sentia-me repousado. repelindo durante o sono a aproximação do Eu Superior. mais ou menos. Nós nos tornamos "almas perdidas" sem o benefício de um guia superior. nos defrontamos com a desgraça. O "caminho" deve ser conservado aberto. a doença resultante. Caso Nº 28 A cura instantânea sem a ajuda de sacerdote ou kahuna Notas Preliminares: Dos numerosos casos de Cura Instantânea selecionei o seguinte porque ilustra o escoamento de força vital e a natureza das relações que devem ser mantidas com o Eu Superior. Perdemos nossa vitalidade. de forçar um contato — a maioria de nós abre a porta à ajuda quando doentes ou em perigo — e retornamos ao normal. ou acidente. Imediatamente após esta sensação. nosso "caminho" está bloqueado ao Eu Superior. É também importante como caso porque os indivíduos nele envolvidos eram de nenhuma crença religiosa em particular. pode terminar com a morte. Travei . o complexo é muito forte. Se o nosso eu inferior tem um complexo culposo ou vergonha de algo. Felizmente para nós o Eu Superior pareço capaz.313 vezes deitei-me à tarde para dormitar um pouco e senti o formigamento conforme caía em madorna. para ali instalar os elevadores. Se. Um homem foi enviado do Continente. tornando-nos doentes. renovado e pronto a levantar-me e continuar o trabalho diário. um grande hotel foi construído em Honolulu. O Caso: No ano de 1920. entretanto. em tempo oportuno. Como diriam os kahunas.

batendo repetidamente e chamado. Não devera acender as luzes ou tornar minha presença conhecida.314 relações com o mesmo. Naquele tempo. de acordo com Huna. deveria visitar a casa toda à tarde. tudo andava tão . Sua esposa havia falecido alguns anos antes e sua filha tomava conta da casa. Por fim a companhia de elevadores despediu-o. onde quer que eu estivesse e saber o que eu estava fazendo ou pensando no momento. feito uma conexão permanente. Ele vinha até a porta. e usar suas habilidades psíquicas para dizer se eu estava ou não Lá. de outra forma iria embora. tinha uma filha inválida de cerca de vinte anos e que tinha ficado presa ao leito vários meses. de seu lado. apesar de naquele tempo ter ainda que redescobrir o mecanismo dos cordões aka). O teste foi feito várias vezes. Long. Os homens que trabalhavam sob suas ordens eram constantemente acidentados. tendo então oportunidade de estudá-lo. (Explico isto nos termos da sabedoria kahuna. verificando que possuía poderes fora do comum. "Abra." Dou a seguir a história deste homem. O homem. ficando ali parado silenciosamente por um momento. No começo de sua vida atravessou uma série de revezes como engenheiro instalador de uma grande companhia construtora de elevadores. Para um dos testes. por intermédio do fio ou cordão invisível. Tão pronto tivesse entrado em contato com o homem e. seria possível ao eu inferior treinado deste homem encontrar-me. Uma das demonstrações concordava com a crença kahuna que um homem pode alongar seus sentidos através do cordão de conexão da substância do corpo sombreado e encontrar aquele que está no fim dele. dando resultado. onde possuía um quarto escuro para revelação de fotografias. mas ele recusou-se ir embora. apesar de todos os seus cuidados. Experimentei uma vez enganá-lo não respondendo à sua batida. arranjei-me para estar várias noites numa velha casa. Se sentisse que eu estava dentro bateria. venha e abra a porta. após o jantar. Quando perdeu o emprego. Estes me foram demonstrados de várias maneiras. sei que você está aí e está tentando enganar-me.

mas sentiu-se incapaz de realizá-lo. Suas orações mudaram em agradecimento e em questão de minutos estava completamente curado e com as forças revigoradas. Breve. Desesperado. tornando-se praticamente um inválido preso ao leito. tentou entrar em contato novamente. Deu um passo titubeante e a seguir outro. lendo fielmente o trabalho de seu fundador e tentando por todos os meios seguir as ordens dadas. tentando. Triunfante e emocionado por sua descoberta. Falindo todas as suas tentativas. uma doença após outra enviavam-no ao médico. Gritou que precisava ajuda a qualquer custo e que ia deixar a cama para demonstrar sua fé naquele esforço. voltou-se para o "New Thought". Um dia. Imediatamente gritou por socorro. tendo assim farta literatura de cura. experimentou a "Chrístian Science". de restaurar-lhe a saúde. Com isto em mente dedicou seu tempo e energia. Muitos dias se passaram. dia após dia. sentiu ter por fim entrado em contato com alguma coisa. quase que de hora em hora. por ele sentida. diferente de tudo o que havia experimentado antes. Retomou o curso de sua vida onde a tinha deixado. repetir os processos mentais que o tinham possibilitado entrar em contato com a "Coisa". novamente. empenhando-se em alcançar a inteligência superior. Para sua alegria percebeu tornar-se milagrosamente mais forte. Não obtendo resultado. com grande . e completamente desesperado concluiu que todos os ensinamentos religiosos eram imperfeitos. inesperadamente. Pouco a pouco conseguiu levantar da cama. rezando continuamente. sobre seus pés. Aconselhou-a experimentar pôr-se em contato com a nova "Coisa". Por si mesmo. Para piorar sua situação perdeu a saúde. mas que deveria haver uma inteligência superior à qual o homem poderia apelar se conseguisse fazer este apelo ouvido.315 mal que não conseguiu arranjar outro emprego. "Unity" e outros movimentos religiosos. levando-o por fim a permanecer a maior parte do tempo no leito. implorando àquela "Coisa". foi para o quarto de sua filha contando-lhe o sucedido. Sentiu um choque elétrico que era agudo e rápido.

mas sentia a urgência de agir de certa forma. Uma vez recebido tal aviso fazia o contato no emprego pedindo ser guiado. Como já tinha ocorrido em seu caso. Aprendeu. Sentia a presença do perigo crescendo até tornar-se contínua e. novamente conseguiu o contato elétrico. Imediatamente recitou-a. chamando seu empregado de confiança ou . Este foi o começo de uma inacreditável carreira. Aprendeu a pedir que lhe mostrasse qualquer perigo que pudesse ocorrer no dia de trabalho e era possuído de um forte senso de emergência se esta estivesse para surgir. por prática. entrando numa nova vida de saúde. empenhando-se ao máximo para deixar a cama. Confiante que sua oração seria atendida foi diretamente ao escritório da companhia e ao homem que o tinha despedido meses antes. segurou-a pelas mãos procurando levantá-la. Já estava esperando por isso e com uma oração aprendida de cor para formular. não deixando passar uma manhã ou uma tarde sem essa realização. Pediu para ter o seu primitivo emprego de volta. a sensação se intensificava até localizar-se em algum lugar particularmente. O milagre da cura instantânea tinha-a alcançado como havia vindo até ele. caminhando nos diversos setores. Ela levantou-se. o necessário vigor foi fornecido. Colocava-se então ali. a entrar em contato com a "Coisa" quase que à sua vontade. na companhia de elevadores.316 precipitação o mesmo choque elétrico. Correu ao seu quarto. Apressadamente começou a orar freneticamente para que a "Coisa" curasse sua filha. ainda orando. Onde é que vocês necessitam de mim?" O homem atrás da escrivaninha olhou-o intensamente por um momento e tomando um maço de papéis que lhe entregou." A jovem correspondeu. "Use sua fé! Levante-se e mostre que você pode fazê-lo. orando fervorosamente. Não dando nenhuma explicação disse simplesmente "Estou pronto a trabalhar novamente. Formulando seus agradecimentos. Nada surgia em palavras. o contato estava feito. Poucos dias mais tarde. ela aprontou-se. nomeou a cidade em que deveria efetuar a instalação. deu um passo e depois outro.

durante o tempo em que ficasse na instalação em Honolulu. Nesse Ínterim. Lá. com seu capataz e um outro operário. Teria ele sido arremessado dentro do poço do elevador com carrinho e tudo. Este homem. recebeu da companhia prêmios consideráveis porque nenhum homem feria-se nos serviços por ele supervisionados. a percepção do perigo era maior. mas os três observadores já se tinham posto em ação. Um trabalhador filipino aproximou-se do topo do túnel com um carrinho de mão. Ele me prometeu e em menos de uma semana veio ver-me dizendo ter recebido um aviso preliminar. A ele foram dados os mais difíceis e perigosos empreendimentos. conforme me relatou mais tarde. quando o carrinho de mão tocou a plataforma do elevador. Sua saúde e a de sua filha permaneceram excelentes. mas ele nunca falhou. Localizou o lugar perigoso na parte alta de trabalho do elevador. agarrando-o com sua carga e trazendo-o de volta à segurança. Tive a oportunidade de comprovar esta narrativa. Acidente após acidente foram percebidos a tempo de serem impedidos. No dia seguinte. quebrando-se a bobina o cabo desenrolou açoitando os lados como uma grande cobra e desferindo golpes nas costas do trabalhador. alguém em baixo sem tocar a campainha de aviso. puxou a corda de controle e o elevador começou a descer. que já estavam familiarizados com esses avisos. obtendo a mesma história de todos os envolvidos. A plataforma do elevador estava em seu lugar e o homem ergueu a grade. no telhado do novo hotel. durante vários anos. Pedi a esse homem que me permitisse ter todos os detalhes no caso de surgir um perigo a ser localizado. voltando-se para empurrar sua carga para a plataforma. Entrou de novo em contato e o sinal de perigo foi tão perceptível que ele podia "quase cheirá-lo". carregado com uma bobina de inflexível e pesado cabo de aço. todos os trabalhadores já tinham sido avisados de dispensarem um cuidado extra no serviço. atirando a bobina contra uma parte da estrutura do poço. esperou. ficando todos de sobreaviso para prevenir qualquer acidente. Naquele instante.317 outros para ficarem com ele. O carrinho inclinou-se. .

A crença kahuna é de que o Eu Superior comove-se conosco. não importe como possamos confundir nossas vidas (exceto para predeterminar certos eventos vitais da vida) A MENOS QUE FORMULEMOS UM PEDIDO PARA VIR EM NOSSA AJUDA. é o fato provado neste caso que o contato diário e a assistência horária pode ser obtida do Eu Superior SE FÔR SOLICITADA. Quando se encontrava em Honolulu. chegando invariavelmente à conclusão que deve haver alguma lei ou restrição no plano do Eu Superior. A parte desempenhada pela força vital é simples de se ver. como os pais para com a criança travessa e aspira ajudar-nos e guiar-nos.318 Comentário: Neste caso temos um exemplo de cura instantânea de moléstias físicas e também de atrapalhações financeiras — a cura do corpo e da situação monetária. assim como a necessidade de longo tempo de treino para o eu inferior entrar em contato com o Eu Superior. Pedir é "abrir a porta". A história deste homem. encarregado da instalação de elevadores. mas podemos julgar por aquilo que acontece. Não sabemos quais as leis que restringem o Eu Superior de guiar cada um de nossos atos. esse engenheiro começou a interessar-se por fotografias. comprando . Muito mais importante. A teoria kahuna é que nos é dado um livre arbítrio e que o Eu Superior não interferirá com os nossos atos. e que existe um meio de obter-se sua ajuda para viver. bloqueando o caminho de acesso entre seu eu inferior e o Eu Superior. se tal coisa é possível. que encontrou aquilo que chamava de "Alguma Coisa". mas é obrigado a não intrometer-se em nossos assuntos até que façamos a deslumbrante descoberta de que existe um Ser Superior. e cujo contato produzia um estremecimento elétrico que ele nomeava "obtenção de zumbido". não estaria completa se eu deixasse de narrar um incidente que demonstrou plenamente a parte representada por um complexo.

ou modéstia. isolando-se no prédio para experimentar repetidamente entrar em contato. salientou nunca saber o que era considerado ou não pecado pela "Coisa". que permaneceram em seu eu inferior. Não recebeu a menor impressão como resposta. mostrou-a ao engenheiro. Durante todo o dia preocupou-se com a estranha falha. Ele mascava fumo e blasfemava frequentemente. O australiano possuía uma coleção de maravilhosos estudos em nu artístico. A oferta foi aceita e uma das mais modestas foi selecionada. É evidente que neste caso havia um antigo complexo. No entretanto. ao voltar ao seu quarto. Pediu que lhe fosse dito se a fotografia consistia um pecado. Aproximou-se dela interrogativamente. Era uma fotografia de arte e uma prova de beleza. de luz. mas a experiência tinha-lhe ensinado que pequeninas coisas. após um jantar apressado. uma profunda suspeita cresceu em sua mente. Contando-me este inexplicável caso. explicando ser o motivo de sua inquietação. pose e tonalidade e foi colocada no quarto de vestir do hotel onde se hospedava o engenheiro. Não era uma coisa que pudesse considerar malévola. Aquela tarde. mas sem sucesso. Colocou-a lá numa tarde e na manhã seguinte sentiu-se confuso ao perceber que não conseguia efetuar o contato habitual com a "Coisa". tomando-a nas mãos para melhor exame. oferecendo-lhe uma delas. Uma hora mais tarde conseguiu efetuar o contato. as mais inesperadas e inexplicáveis proibiam-no de efetuar o contato. provavelmente de suas primeiras instruções sobre as éticas sexuais. mas servia para subir à tona o complexo mesmo quando não ocorresse ao médio eu de . Esta fotografia representada um belo trabalho. a fotografia tinha algo que ver com aquela embaraçosa falha. seus olhos caíram por acaso sobre a fotografia.319 uma câmara e recebendo minhas instruções para seu uso e de um australiano encarregado de telhar o edifício em construção. Agindo imediatamente devolveu-a ao australiano. Considerava-se um "pecador como a maioria dos homens decentes". O nu artístico seria bem recebido numa exposição de arte.

O engenheiro em foco teve de renunciar à sua bela fotografia. O eu inferior reagiu ao complexo. Notem que a fotografia era algo físico. Ela era impressionável. DEVE SUBMETER-SE A ELES. . Falando figuradamente. antes que fosse necessária a drástica operação. A jovem que dançando e bebendo produzia uma chapa em seu tornozelo não podia livrar-se de suas crenças complexadas de que dançar e coquetéis eram pecados. Com a figura fora do caminho a "via" de contato estava novamente aberta. porque seu complexo era de uma natureza perigosamente fácil de voltar.320 haver alguma coisa na fotografia que merecesse crítica. Ela teria sido sábia se tivesse entendido e renunciado a dança e a bebida. escondeu o rosto como um menino pequeno recusando-se a aventurar-se na presença de seus pais com medo de levar uma repreensão. sentindo que o homem era culpado e devia envergonhar-se. Deve-se insistir sempre e sempre que SE ALGUÉM NAO PODE LIVRAR-SE DE COMPLEXOS COMO ESTES. fazendo ressurgir um velho complexo como centenas de outras fotografias imaginativas poderiam fazê-lo. Podia ser vista e tocada. Era um ESTÍMULO FÍSICO. A devolução da fotografia ao australiano foi um estímulo físico suficiente para fazer o complexo voltar à sua concha ficando novamente fora de caminho.

A experiência pessoal do autor. Solução de problemas financeiros e sociais.321 CAPITULO XIX A magia na reconstrução do futuro (curas para os males financeiros e sociais). Explanação: livre arbítrio para agir por si só ou com a ajuda de outrem. Caso 29. . O futuro pode ser modificado.

A maioria das vidas estão emaranhadas e conseguir remover estes embaraços seria tudo para nós. Na Bíblia lemos a história de Jacob que viu em sonhos uma escada que se elevava da terra ao céu e anjos que nela subiam e desciam. Os anjos subiam e desciam talvez como mensageiros. As FORMAS DE PENSAMENTO das orações sobem e descem no cordão como numa escada. Encontramos muitos relatos iguais na religião e por eles podemos traçar um quadro comparativo das crenças Huna. O Eu Superior envia suas místicas mensagens. Isto é também aplicável nas modificações com relação aos bens financeiros e circunstanciais. que é o único "Senhor" com o qual podemos entrar em contato diretamente para conhecer algo a respeito. O Senhor falou a Jacob. Ambas as partes usam os mesmos mecanismos básicos. . O Senhor prometeu a Jacob que ele prosperaria. a escala é o cordão que liga o estofo do corpo sombreado do eu inferior ao Eu Superior. O Senhor estava no seu alto e falou a Jacob. Caso Nº 29 Notas Preliminares: Desejo tornar conhecido este mecanismo de Alta Magia de modo tão simples quanto possível. Em Huna. por ser de vital importância.322 CAPITULO XIX A Alta Magia da cura Instantânea é efetuada com a ajuda do Eu Superior. O Eu Superior permanece pronto a ajudar-nos da mesma forma — desde que aprendamos a fazer nossa parte. movimentando o curso da força vital.

Meu contrato tinha poucas semanas para vencer e renová-lo por um período de cinco anos. Enquanto ela fumava. a vender meu negócio. O kahuna era uma mulher havaiana com cerca de cinquenta anos. Fomos para uma pequena sala de jantar e sentamo-nos à mesa. era meu concorrente. fui a um kahuna pedir ajuda. Tinha já experimentado três vezes convencê-lo da compra a um preço irrisório. mas ele também falhou. pela necessidade. Contrariamente ao meu procedimento habitual. estoque e instalações ou defrontar-me com a falência.323 Selecionando este caso. em Honolulu. mas não consegui interessá-lo. Ameaçado de perder tudo. iniciou ela imediatamente um trabalho para ver o que poderia ser feito para endireitar meus negócios. com vantagem. Paguei a um corretor uma soma considerável para efetuar a venda. quando lhe disse que estava atrapalhado. pagando o aluguel adiantadamente. . de minha experiência pessoal. contei-lhe minhas dificuldades. estava fora da possibilidade. interromperei a cada passo para assinalar a razão das coisas feitas. que todo particular é descrito inteira e corretamente. A única pessoa em Honolulu que podia comprar minha loja. dando minha palavra. possuía eu uma loja de aparelhos fotográficos que se encontrava em situação difícil pela depressão e falta do comércio turístico. Posso chamar como testemunho os resultados obtidos em minha própria vida — e que continuo a ter. Já a conhecia desde algum tempo e. Parecia que deveria perder tudo. posso assegurar. Via-me obrigado. Possuía ele uma grande e antiga loja fotográfica. em lugar de esperar o final para fazer o comentário. O Caso: No ano de 1932.

Fui completamente definitivo. Como o Eu Superior fabrica o futuro para nós. tornar-se ou ver acontecer. está seguro de não mudar seus planos?" Explicou que eu deveria rever os pianos para não surgirem possíveis contingências. incisiva e definitiva. queria voltar para a Costa e escrever. da qual será construído o futuro desejado. trabalhando sempre naquela direção.324 Quando já tinha dado todos os pormenores e respondido umas poucas questões. Deveria considerar os mínimos detalhes e imaginar como cada coisa se efetuaria podendo reatar-se alguma outra parte do plano. A curadora fez me mais perguntas. Pensei em tudo novamente. "E se tudo acontece conforme você descreveu. a curadora pediu-me de pensar firmemente durante algum tempo e a seguir dizer-lhe exatamente aquilo que eu desejava que ocorresse. temores e esperanças. o que seria um bom ajuste mesmo naqueles tempos maus. dizendo-lhe que desejava vender meu negócio. com acidentes de boa e má sorte. Somente a pessoa que decide o que deseja e a ela se apega obstinadamente. com os quais entra em contato durante o sono. planos. baseado em nossos pensamentos. . A forma de pensamento da oração devia ser genuína. A curadora disse-me que. A cada dia e hora modificam seus pensamentos acerca do que desejam fazer. medindo cada passo e considerar seus prováveis resultados. por experiência própria sabia que a maioria das pessoas enviam ao Eu Superior uma contínua mistura de desejos em conflito. após isto. A idéia era o preparar a "Oração" ao Eu Superior. ao meu concorrente por oito mil dólares. Desejava ajudar meu concorrente a fundir sua própria loja com a minha e. Devia apresentar-se clara. planejado e trabalhado. nosso futuro torna-se confuso e cheio de contrariedades. pode apresentar ao Eu Superior a apropriada forma de pensamento. sem dúvidas e incertezas. estoque e instalações. Qualquer ângulo esquecido no assunto poderia surgir mais tarde para contrariar o andamento do plano.

ajuntou a metade de uma colher de chá de raiz de gengibre para turvá-la e atuar como estímulo físico no afastamento de influências espirituais do tipo produtor de fenômenos que pudessem estar presentes. Seu caminho não está . como parte preliminar de seu pagamento. Isto continuou cerca de sete ou oito minutos. Perguntou-me se estas coisas representavam alguma coisa para mim e se tinha pensado nelas — desejando assegurar-se de não estar vendo estas coisas provenientes de minha mente em lugar de vindas do Eu Superior. feita na lisa pedra preta. A curadora pediu-me. Isto representava o estímulo físico ao seu eu inferior como recompensa pelo trabalho — pois isto aparentava ser uma ótima coisa para ele. se levantava contando-me o que tinha visto ou para fazer-me novas perguntas. A seguir ela protegeu seus olhos contra a luz. "O deus fala que a sua oração pode ser atendida. Estava anoitecendo. esborrifada com a água retirada da cabaça. após. A porta está aberta. poderia dar uma resposta favorável ao meu plano. Logo.325 Após uma hora de discussão a curadora ficou satisfeita. então. Anunciou que o próximo passo era entrar em contato com o Eu Superior e perguntar-lhe se o plano poderia ser ou não materializado. Em vez de usar a leitura da bola de cristal. aprendidos por experiência. ao saber que a resposta era favorável disse. trouxe um copo de vidro cheio de água. via eu inferior. começou a ver imagens e a receber mensagens como se possuísse uma voz interna. A raspagem foi feita com um dedal em um pedaço de raiz fresca de gengibre colhida naquela tarde no jardim. O dólar foi colocado em baixo do copo. um dólar de prata. Quando satisfeita. Ficava naquele estado de transe por um momento e. Falou ter visto uma porta se abrindo e mais tarde. um molho de trigo. As visões apresentadas eram todas simbólicas e se os símbolos fossem bons. sentandose por algum tempo a olhar a superfície da água turva.

" Concentrou-se novamente sobre a água. Viu o seu escritório. entrando no estado em que poderia ver com os sentidos psíquicos. Este presente deverá ser de um valor relativamente grande e que o prejudique um pouco — algo acima de seus recursos. "Porque a porta não está inteiramente aberta e porque o seu caminho está um pouco bloqueado?" Não conseguia lembrar de nenhuma injúria feita a alguém e assim lhe respondi. Após três dias dê um presente a alguém necessitado ou faça alguma caridade. igualmente. Quando este exame psíquico acabou já era bem tarde. especialmente se são boas religiosas. procurando ver pelas respostas se a estava vendo acuradamente ou não. Descreveu-me sua aparência. Viu. Para livrar-se desse sentimento de culpa e iluminar o seu caminho até Deus você deve jejuar até uma hora durante três dias. e enquanto jejua não deve fumar. "Você pensa que seria ludibriado se vendesse sua loja por oito mil dólares?" foi à próxima pergunta. Isto será sentido profundamente por você como já ter feito o suficiente para contrabalançar seus pecadinhos. "Então deve tratar-se de pequenas idéias de pecado que você guarda por causa de sua Escola Dominical ou práticas religiosas".326 completamente bloqueado. Perguntarei agora o que devemos fazer de nosso lado para o trabalho. volte novamente. Depois de ter feito estas coisas." A curadora estava prescrevendo um excelente estímulo físico para impressionar meu eu inferior de estar emendando-se dos atos praticados e por ele . na parte traseira da loja. determinou ela. um bom amigo de longa data. Assegurei-lhe que consideraria a transação bem razoável. comprovando isto comigo. o homem contratado por mim para efetuar a venda e que tinha falhado. "A maior parte das pessoas. "Feriu você a alguém?" perguntou-me a curadora. Principiou por ver o meu concorrente. mesmo que a porta não esteja inteiramente aberta. têm coisas como esta.

respirando pesadamente. só que desta vez. Anunciando que o meu caminho estava livre. por isso o meu eu inferior deveria ter-se impressionado. achando-as suficientemente difíceis. por representar à minha mente uma ótima organização caridosa. Eles aprenderam a trabalhar em união. Minha caridade foi feita ao Exército da Salvação. Para fazer a oração o curador levanta-se e anda vagarosamente de um lado para outro. empurrou o copo reabrindo a questão de meus planos. aprontou-se em fazer a oração para mim ao Eu Superior. sentei-me novamente com a curadora na mesa redonda. naquele tempo. dizendo baixinho que agora faria o oração a Deus por mim. Quando um kahuna ora ao seu Eu Superior. então — olhando um . Eles têm organização mais aperfeiçoada do que as abelhas numa colméia. Eles são "muitos em um" e "um em muitos". mas isto não faria diferença. pelos resultados obtidos do contato com os Eu Superiores. isto parece ser a mais aproximada explicação a que podemos chegar acerca do assunto. gostava de fumar. Eu não possuía nenhum meio para descobrir quais eram os meus pequenos complexos culposos. Usou ela o mesmo mecanismo do copo e após alguns minutos viu a porta. mas. a oração automaticamente vai ao Eu Superior deste. estava completamente aberta. Tinha eu feito alguma mudança nos meus planos? Continuava eu seguro de desejar que acontecesse tudo conforme tinha projetado? Ao ser-lhe assegurado serem meus planos claros e imutáveis. de uma maneira dificilmente entendida por nós. Cumpri as ordens dadas durante três dias. Isto envolve a crença que todos os Eu Superiores pertencem a um encadeamento. pedindo ajuda para um cliente. Não podemos alcançar o seu completo significado.327 acreditados como pecados. porque eu tinha sido abençoado com um bom apetite e. Chegando a tarde. mas cada um tem seus trabalhos individuais. Eles são Unidos na Separação. Após alguns minutos parou junto à mesa.

Em seguida o copo foi trazido de volta para ver qual a mensagem que deveria ser dada pelo Eu Superior. repetindo-a novamente. O Eu Superior foi alcançado pelo eu inferior após o comando direto do médio eu da curadora. sobre os quais atua como "guardião ou espírito paternal". da mais completa força sugestiva reunida. Este teria sido provavelmente o meu futuro se não tivesse recebido a ajuda do Eu Superior na mudança do infortúnio para um bom futuro desejado. repetiu-a. Na superfície da água apareceu (a ela) uma cena na qual eu praticava diversas coisas. Podemos somente imaginar que os pensamentos formulados em formas de pensamento são usados na configuração do futuro. Ela tinha acumulado força vital extra e apresentado à oração em forma de pensamento num escoamento de força vital. Parece que nossos futuros são tirados destas formas de pensamento com toda precaução para não se intrometerem em nosso LIVRE ARBÍTRIO. Pronunciou a oração uma vez. tememos. as formas de pensamento transmitem ao Eu Superior o que esperamos. lentamente e com grande força. desejamos ou planejamos. O antigo futuro deveria inegavelmente conter todos os maus negócios que pareciam inevitáveis e que eu temia angustiado. Não sabemos quais os métodos aplicados pelo Eu Superior para fabricar o futuro para o eu inferior e médio. O antigo futuro havia-se destruído e um novo tinha sido construído para mim. não usando o copo nesta hora porque nenhuma resposta era esperada ou solicitada. Esta oração. Eram as determinações que o Eu Superior tinha produzido em meu futuro. era formulada três vezes e oferecida palavra por palavra. Fumou e descansou após seu esforço. acendendo um cigarro. idéia por idéia a mais aproximada possível para provocar o eu inferior de levar ao Eu Superior a forma de pensamento que estava sendo firme e cuidadosamente repetida na oração. Deve- . Ao menos.328 ponto distante — começou a falar em havaiano. Depois de rezar três vezes a kahuna reassumiu seu assento. e suas instruções.

descrevendo para mim o que deveria fazer e o por que. sim? Voltarei dentro de dez minutos’ Ele terá acabado de ler o papel e dirá que vai comprar o seu negócio. Talvez o futuro seja fabricado da mesma maneira que os corpos sombreados do eu inferior e médio como também as formas de pensamento. respondendo por símbolos não foram usados agora. tão logo tenha sido feito.329 nos ser concedido o exercício do livre arbítrio. isto é tudo o que precisamos saber. "Escreva tudo" instruiu-me "e na próxima terça feira as duas e quinze vá vê-lo. Os métodos utilizados pelo Eu Superior. Disse-me que no papel eu tinha escrito minha proposição de venda. hora à hora. sentado em sua poltrona sem fazer nada. e que PODE SER MUDADO. como já sabemos que o futuro é fabricado de algum modo e que pode ser visto com antecipação. Os kahunas não o sabiam. No entanto. Disseme que Deus tinha-lhe dito que este homem era do tipo que gostava de ver tudo escrito num papel e que de outra maneira diria "Não" por força do hábito. não podemos conceber um futuro feito de material invisível e já contendo todos os acontecimentos e condições que se materializarão de minuto a minuto. se solicitamos ajuda. A curadora viu o novo futuro no copo de água. mas. Por causa de nossas limitações mentais. Ela diria "deus me comunica que" — "deus mostra-me que". dia a dia. Nós não o sabemos. esta não nos será dada se o livre arbítrio não for cancelado. Não podemos explicar o porque. mas podemos entender a razão destas condições." . sempre tão adiante como o delineamento invisível do futuro "cristalizado". Ele estará em seu escritório. Talvez as formas de pensamento sejam lançadas para crescerem em acontecimentos. Ela viu-me ir ao meu concorrente com um papel na mão. Coloque o papel em sua mesa e diga ‘Dê uma olhada nesses números. preço e todos os detalhes. Ela parecia receber as idéias do porque das coisas de uma forma psíquica ligada à visão psíquica.

preguiçosamente sentado à sua escrivaninha. As duas e quinze da terça-feira seguinte fui à loja de meu concorrente com minha proposta. Coloquei o papel à sua frente e pedi-lhe para o examinar. . O preço estipulado na oração me foi pago. "Isto é o máximo mostrado por Deus". Muitas coisas acontecerão e que não serão fáceis. o que foi muito pouco. considerando o grande serviço que ela me tinha prestado. dizendo que estaria de volta em dez minutos. Algum tempo mais tarde. quando estava para terminar os meus negócios e partir para a Califórnia. pagando-lhe o máximo por ela permitido. para ver quais seriam as instruções a me serem dadas. ela agora o fazia para a composição. Com a transação completa. "Vou te dar um cheque de cem dólares para assegurar a transação e você pode sacar a nota de venda. Pergunte-lhe como o sabia e ela respondeu-me ter assim visto o meu futuro e que Deus tinha-a feito entender que a proposta deveria ser escrita. com a ajuda da curadora e do Eu Superior o negócio foi efetuado. "Eu comprarei o negócio" disse ele. a curadora quis novamente comprovar meu futuro na parte por mim planejada e que incluía o desejo de escrever. Maravilhei-me com suas instruções e prometi obedecer ao pé da letra. "Você escreverá oito livros" disse-me ela após um longo olhar à sua improvisada bola de cristal. Encontrei-o." Assim. Fez uma nova oração perguntando se me seria permitido escrever. como tinha sido previsto.330 Para mim isto era inacreditavelmente explícito e detalhado. Permaneci ainda algum tempo para ajudar a fusão de meu negócio com o de meu amigo concorrente. inspecionando o futuro. Como já tinha feito no caso da venda. via o eu inferior. com a ajuda do Eu Superior. cuidadosamente datilografada. Levará um longo tempo entre o primeiro livro até o oitavo. voltei à kahuna. "Oito livros" assinalou ela. Após dez minutos voltei e ele estava me aguardando. "Mas você deverá ser bastante paciente.

331 todavia os últimos quatro livros serão mais fáceis que os primeiros. 1947. . um sistema LABORÁVEL." Aquele vislumbre de futuro visto pela curadora para mim foi feito em 1932. Não faz simulações de entendimento ou explicações das coisas que devemos fazer a um Deus Fundamental. É a verdadeira aproximação científica. o último e acima de tudo. Agora. vindo com mais segurança. Este é o senso comum e praticável. meus quatro primeiros livros são águas levadas para o mar. Comentário Adicional: O sistema do "Segredo" psico-religioso (Huna) é o primeiro. Dá-nos um sistema livre de dogmas e do impraticável. que a nossa inferior habilidade mental não permite entender.

Ectoplasma. Aparições de espíritos que causam curas miraculosas.332 CAPITULO XX O Eu Superior e a cura na ciência psíquica. Diagnose psíquica. . Curas nos lugares santos. O superconsciente pode curar quando se pede para outros.

É de conhecimento geral que as crianças com menos de cinco anos de idade não correspondem imediatamente à sugestão ou à hipnose. curando crianças com menos de dois anos. Espíritos há que se apossando do corpo de médiuns têm curado. Liebault. Os adeptos do mesmerismo têm dado passes nas partes atacadas no corpo de pacientes com o propósito de curar. parecem ser os únicos que conheciam as três voltagens de força vital e que esta podia ser transferida pelas mãos do curador ao paciente. Muitas das crianças tinham menos de três anos. como o faziam em vida. Todas as evidências indicam que os kahunas estavam certos em sua crença que a força vital do curador era um agente potente. O que podemos deduzir de muitos relatos é a evidência do uso da baixa voltagem de força vital. mesmo quando sua natureza não é bem entendida. Muitos foram médicos na vida física e com a ajuda de médiuns. ao tentar provar que a sugestão não era responsável por todas as curas de prática mesmérica. têm diagnosticado e prescrito. efetuando curas. seja de vivente ou tenha morrido e se tornado espírito. As curas efetuadas são muitas vezes extraordinárias. Os espíritos têm feito outro tanto. Apesar disto.333 CAPITULO XX Muitas curas têm sido efetuadas por espíritos desencarnados. Os kahunas. contudo. Plantas foram assim estimuladas para sobrepujar as da mesma espécie. correspondem ao tratamento no qual um escoamento de força vital é feito em seu corpo enquanto o curador cria as formas de pensamento de cura. carregando consigo formas de pensamento de cura para implantar a força vital e fazê-la iniciar o trabalho de restauração desejada. impunha suas mãos em muitas crianças. Animais também foram curados desta forma. Tempos mais tarde Ochorowitz teve similar sucesso. . impondo suas mãos.

quando estava no colégio. só que o único médico. nos Estados Unidos. é dado um punhado de cabelo de um paciente que se encontra distante (ou qualquer outra coisa anteriormente em contato com o mesmo) uma brilhante demonstração de psicometria é muitas vezes apresentada. mas recordou-se imediatamente do ocorrido dizendo que na ocasião tinha sentido fortes dores. Como o espírito do médico tinha sido correto. continuando por dizer que a injúria tinha ocorrido num acidente de canoa. Ele foi solicitado para operar e os resultados dessa operação trouxeram ao rapaz a sua saúde normal. Vemos novamente. Quando ao médium. em suas prescrições. O espírito do médico disse que uma operação seria necessária para reparar a vértebra quebrada. Fez um exame psíquico do jovem. O nome desse médico foi dado.). uma doença desconhecida. até aí.334 Os espíritos dos desencarnados têm demonstrado grande poder psíquico na diagnose de doenças dos vivos. mas não o seu endereço. dizendo que a moléstia era causada por secções fraturadas da coluna vertebral. frequentar a sessão do famoso médium de nome Cayse (Vide o livro "There is a River". Os médicos tinham falhado na descoberta de sua causa e mãe e filho resolveram. através do qual trabalham. Após a sessão. e às vezes um tratamento mental ou "espiritual" é encetado a distância. As doenças do paciente são diagnosticadas e remédios indicados. O paciente tinha esquecido o acidente. como último recurso. Um meu amigo tinha um filho que revelou. capaz de efetuar a operação viajara para a Europa. O médium era usado pelo espírito de um médico responsável por muitas curas surpreendentes. acabado de chegar do exterior e que era especializado na cirurgia de fraturas espinais. uma chamada interurbana foi feita de Nova York para Boston e realmente foi encontrado um médico com aquele nome. de natureza peculiaríssima. Frequentemente os espíritos praticam a cura à distância. mas que estaria em breve de volta à sua casa em Boston. os cordões do estofo . mãe e filho procuraram por um médico desconhecido tirando uma chapa de Raio X da espinha e esta apontou os lugares fraturados. aqui.

controlados por espíritos curadores.335 do corpo sombreado sendo usados como os meios de contato entre coisas e pessoas a distância. Um conclave de vinte e dois arcebispos e bispos assim escreveu ao Papa Clemente XI: "Temos testemunho que diante do . o mesmo fazendo os espíritos dos mortos. porque o paciente não está libertado de seus complexos culposos e desta forma preparado para aceitar tal cura. Muitos médiuns. e as dos vivos. Num outro ponto existe também uma conclusão paralela. trabalhem da mesma forma desde que estes últimos sejam suficientemente psíquicos para fazer um diagnóstico apropriado.) Os espíritos têm aparecido muitas vezes aos vivos em visões. Nós oramos aos Seres Superiores. também como um meio de obter informações e da mesma maneira para reenviar forças curadoras e formas de pensamento. foram instrumentos causadores de milagres surpreendentes. Os espíritos desencarnados podem também acumular força vital suficiente para curar. e assim por diante. mas a presença do agente espiritual curador tem sido descoberta de uma maneira ou de outra. Os registros da Igreja Romana estão repletos de exemplos de curas nos túmulos de mulheres e homens que levaram uma vida santa. elaboração de ectoplasma. De outro lado. por conseguinte. chamando-o por todos os nomes. Algumas vezes não há visão de nenhum espírito. corno o fez "Nossa Senhora" a Bernadette Soubirous na gruta perto de Lourdes e. Em todas as práticas curativas precedentes os espíritos desencarnados. capacitando-os de apelar e obter a ajuda do Eu Superior para curar os vivos. em algo parecidos com os kahunas. também. os espíritos utilizam-se da ajuda do Eu Superior na produção dos fenômenos físicos tais como transportes. E. materializações. muito poucos espíritos têm um entendimento aprofundado. talvez porque poucos dos espíritos estão familiarizados com a técnica a ser empregada e. (A cura instantânea é. muito rara. de acordo com as suas crenças religiosas durante a vida. Os espíritos falam indefinidamente do Eu Superior. têm sido vistos orando para a cura. de alguma forma.

por diversos médicos que o testemunharam perante notários. onde ficaram para sempre. quando. Mais tarde ele encontrou essas pedras e mandou conduzilas a um lugar ao lado de um moderno-cemitério. transmitindo essa opinião ao rei. Coirin. Há alguns anos atrás. fazendo ofertas de flores. foram vistas em sonho por um havaiano. e nenhuma cicatriz permaneceu. Pouco depois circulava a notícia de que tocando-se as pedras. um Jansenista. rezar em frente a elas. na época. investigou-o." Em 1731. sejam eles ainda vivos ou espíritos sobreviventes à morte física.336 túmulo do Padre John Francis Regis. Pessoas vinham de todas as partes do Havaí para visitá-las. e por mais de vinte e cinco anos que se seguiram. os aleijados andam. os mudos falam. que foi miraculosamente curada de câncer que já tinha lhe destruído o seio esquerdo. Alguns casos verídicos de cura foram observados. mesmo o mamilo. mesmo o médico real. duas grandes pedras de formato esquisito. os cegos vêem. não identificado. Sr. havia um agente curador invisível em trabalho. seja lá o que fosse ditado por suas íntimas crenças. A única coisa que podemos pensar no caso é a chegada e saída nesses lugares de seres invisíveis responsáveis pelas curas. Muitos casos foram estudados e entre eles um famoso. As autoridades tiveram alguma dificuldade no controle das multidões que chegavam. ficando satisfeito com a autenticidade da cura milagrosa. Os médicos tinham desistido de alimentar qualquer esperança para ela. supostamente ligadas em séculos anteriores aos rituais kahunas. Se dermos crédito às narrativas de santos. Gaulard. O caso foi testificado. um agente curador se produzia. na tumba do Abade Paris. os surdos ouvem. ou aparições em espírito de . O Eu Superior poderia possivelmente empreender o trabalho de curar à sua própria conveniência. mas a teoria kahuna é de que o eu inferior e médio devem fazer o pedido antes do Eu Superior se intrometer nos negócios dos eu inferiores. dinheiro. O seio restaurou-se em sua forma original. a força curadora pareceu esvanecer-se. Mlle. o de uma mulher. alimentos. de repente. no Havaí.

os kahunas não reconheciam nenhum santo. podemos concluir que estes aprenderam a orar pela ajuda do Eu Superior para a cura das poucas pessoas dispersas que estão livres de seus complexos culposos e que podem assim aceitar a ministração de cura.) A questão do fornecimento de força vital necessária ao Eu Superior para curar em santuários pode ser facilmente respondida. Estes espíritos normais deverão ter aprendido a chamar por seus Eu Superiores e obter a cura instantânea. tirar força vital dos vivos. para suas atividades barulhentas. sendo também capaz de efetuar contatos telepáticos com os . nos centros curadores.337 pessoas santificadas. Os Espíritos de um plano acima do Eu Superior eram considerados como tendo mais coisas pessoais para fazer do que curar terrenos. Na sua lista de Eu Superiores. Os espíritos normais são carregados de força vital fornecida pelos vivos e assim também o são os Eu Superiores. é capaz de fazer um bom quadro em forma de pensamento da condição desejada (curando). são escolhidos para ficar no santuário e efetuar tudo que fosse possível para curar aqueles que ali a fossem solicitar. Quando alguém está livre de fixações culposas e tem fé. é obrigatoriamente aquele que entra em ação. (Os kahunas consideravam o Eu Superior individual a própria fonte de cura. ou em poucas horas. esta será a maior resposta ao mistério das curas miraculosas. Muitos vêm rezar. de outro lado. Se. para torná-los normais). O quadro real de uma cura num santuário deveria ser parecida com o que damos a seguir: um ou mais espíritos desencarnados (cada um deles possuindo seu eu inferior e médio. fazendo o que pode ser considerado um "círculo" de valor similar àquele acumulado nas sessões espiritistas. Se um espírito produtor de fenômenos pode. ou talvez no prazo máximo de três dias (como registrado em Lourdes). podese garantir que o Eu Superior pode também retirar essa força. O Eu Superior de qualquer pessoa que venha a orar por uma cura. os santuários e relíquias sagradas agem como estímulo físico. ajudando o suplicante a efetuar uma oração utilizável para a cura.

A escritora Mary Austin tinha câncer. Decidiu ela ir para Roma. tendo-se lhe dado cerca de um ano de vida. dos olhos cegos.338 espíritos normais e/ou (1) através deles com o Eu Superior. mesmo que há muitos anos. . de acordo com Huna. diretamente com seu Eu Superior. Existe uma outra peculiaridade acerca da cura que ainda está sujeita a discussões. Na cura instantânea. passando aquele ano a estudar os documentos relativos aos primeiros dias do Cristianismo. uma perna que tivesse sido amputada. de todos os tecidos. dissolvidas em forma ectoplasmática e solidificadas em substâncias sadias após preencherem a parte do corpo sombreado do paciente que corresponde à parte afetada. incluindo o sangue e outros fluidos do corpo. Teoricamente. resultando a cura milagrosa. que muitas vezes foram rezar pela cura de outros e receberam a graça de serem eles mesmos curados. que morreram para descobrir terem deixado para trás todas suas anormalidades físicas. o céu estaria repleto de aleijados em vez de espíritos restaurados e felizes. Tem sido apontada por médicos que estudaram aqueles que foram curados em Lourdes. do seio canceroso. Ficou tão absorvida em seus estudos. ou (2) sem esta ajuda. as substâncias físicas do osso quebrado. chegou à repentina conclusão que o câncer tinha ido embora. a cura tinha vindo por si só. Não tinha orado pela cura. Um dia. de conformidade com que ela mesma escreve. O ectoplasma. da espinha torta e estruturas similares são. Deve ser relembrado que o corpo sombreado é um molde de cada célula. conforme é conhecido nas salas de sessão e de acordo com o que temos visto é substância do corpo transformada em forma invisível através do uso de alta voltagem de força vital pelo Eu Superior. poderia ser restaurada se lá houvesse uma fonte para retirar-se ectoplasma que não fosse necessário devolver-se. mas com a sua mente concentrada em coisas da religião. Este corpo sombreado pertencendo ao eu inferior não pode sofrer fraturas ou estar sujeito a doenças ou machucaduras. que esqueceu o câncer. Se o corpo sombreado do eu inferior pudesse ser injuriado.

Esta possibilidade entraria em conta para qualquer ajuda que nos é dada. uma vez aberta à porta por intermédio de uma oração solicitando algo ao Eu Superior de maneira que possa intervir nos negócios do eu inferior e médio de uma pessoa. adeptos caminham e rolam com as costas nuas sobre vidros quebrados cortando-se mas tendo seus cortes instantâneos curados sem uma única cicatriz à pronunciação de uma palavra do mestre de cerimônia. Infelizmente. requereria a ação imediata do Eu Superior. Neste caso havia uma chance de estudar ambos sob um novo ângulo. desistiram. ao subir uma escada cujos degraus eram formados por lâminas de espada.339 Esta fase peculiar da cura indica que. apesar de ser uma loira americana. ou Eu Superior. O mais estranho disso tudo é considerar-mos a ansiedade de muitos em aprender a verdade sobre Deus e a religião. Ela tinha gradualmente aprendido a entrar em contato com o Ser responsável pela cura e. quando um grupo missionário deste culto japonês veio à América para nos converter (para eles nós éramos pagãos) seus trabalhos foram classificados como mágica teatral ou truques circenses. ele pode também agir por vontade própria trazendo a cura mesmo que esta não tenha sido pedida diretamente. mais tarde. A cooperação e contato. a obter sua ajuda na conservação de seus pés livres de cortes ou ferimentos em sua representação. lavando suas mãos sobre nós. Apesar de a sugestão poder ser usada como auto-sugestão impedindo uma pequena ferida de sangrar. cujos. Após umas poucas demonstrações. que nos . a cura instantânea para cortes consideráveis produzidos por vidro quebrado. Conversei com uma mulher que tinha sido membro de tal grupo. mas estamos tão cristalizados em nossas crenças. voltando ao Japão. Quase todos nós podemos lembrar de circunstâncias em que escapamos no último momento de desastre iminente e em que parecemos protegidos por um anjo da guarda. mesmo quando não é explicitamente procurada. sempre achegado e constante entre o par de eu inferiores e seu Eu Superior está bem demonstrada no estranho culto religioso do Japão.

340 absorvem como um todo. que desprezamos todas as oportunidades admiráveis que se apresentam. .

Introdução entre kahunas e superconsciente para dirigir as formas inferiores da vida. . Caso 31.341 CAPITULO XXI Como os kahunas controlavam pela magia os ventos. Controle dos ventos. Dominando os tubarões e tartarugas. O treinamento kahuna das crianças. Noviciado do superconsciente como guardião do reino inferior. Caso 30. o tempo e os tubarões.

de ver a metade do caminho em volta do globo e encontrar o grupo de ilhas que viria a ser seu novo lar. plantas. Existe. ajudando-o a estabelecer também uma linha de conexão através de um cordão sombreado. Foi esta mesma magia que permitiu ao seu líder. isso lhe servia de aprendizado para atuar como guardião (ou como chamado da Teosofia "espírito da natureza") das partes maciças da criação inferior. Com a mesma magia. insetos. no entanto. ventos e vagas foram controladas para que as frágeis embarcações da esquadra emigratória não se perdessem.342 CAPITULO XXI Histórias legendárias do Havaí contam como os ancestrais havaianos viajaram de sua terra originária em grandes canoas duplas e que foram dirigidas pelos mares por força de magia. o passa ao Eu Superior incumbido do tempo naquela vizinhança. Caso Nº 30 . Este trabalho era baseado na teoria de que. assim sendo. São a fonte do conhecimento instintivo que possibilita à abelha construir seus favos de mel e ao pássaro seu intrincado ninho. pássaros. Um kahuna que conhecesse um desses espíritos e. peixes e animais. e podem ser vistos trabalhando em cristais. tornando-se um Eu Superior. podia introduzir um noviço kahuna. Havai Loa. quando o médio eu graduava-se. que. Como todos os Eu Superiores estão ao alcance de nossa mão. possuísse um cordão sombreado ligando-o. um sistema de introdução direta aos espíritos controladores do tempo. Estes espíritos são a base da consciência superior. um apelo de controle de tempo pode ser feito por intermédio do nosso próprio Eu Superior. supostamente. Uma outra forma de magia ainda é usada no controle dos tubarões e outros espécimes do mar. para ser usado no envio de uma oração.

A oração é simples. Um kahuna. começou e ensinar ao Sr. como os do ritual da serpente e outras danças para obter chuva dos índios do Sudoeste. No final era capaz de pensar em "deus". por muitos anos. Emerson esta arte. Os kahunas lhe demonstraram repetidamente as manobras desta magia. ou formas de pensamento da condição desejada. conduzindo o pedido telepático da oração. pede aos pequenos ventos de voltarem para as cabaças do vento. dando-lhe. fé nela. ensinando-o a recitar uma oração ritual para provocar aumento ou atenuação dos ventos. em sentido contrário. ou. em sentido contrário. corporificando definidos quadros mentais. O Caso: Há algum tempo. A oração chama os "Ventos do Hilo". portanto. Ele "apresentou-o" muitas vezes ao "deus" invisível (Aumakua) que controlava o tempo. inspetor no Havaí. e os pequenos sejam soltos . que era adepto da alta magia de controle do tempo.343 Um homem branco aprende a controlar os ventos Notas Preliminares: No seguinte caso será observado que o controle do tempo pode ser exercido sem o uso de estimulantes físicos. tendo ele conseguido a amizade de mais de um curador. para soprar. recitar a oração e obter os mesmos resultados que o seu professor. ou. Emerson foi. N. S. para que os grandes ventos voltem para as suas cabaças. Ela é repetida em voz alta. e aos grandes ventos de se livrarem para soprar. formando um estímulo físico para provocar o eu inferior a entrar em contato. Sob sua direção recitou a oração e observou a resposta tomar forma. Seu trabalho levava-o a locais isolados onde ainda trabalhavam kahunas.

Nada. Emerson manteve o seu contato com o Eu Superior desse plano pelo resto de sua vida. Não é muito o que é dito. mas eu nunca fui suficientemente afortunado de assistir pessoalmente. Apesar de ser difícil imaginar nuvens e chuva serem manufaturadas do nada pelos Eu Superiores. No anual dia dos papagaios na "Kamahameha School" para meninos. Caso Nº 31 Controle de tubarões e tartarugas Notas Preliminares: . Frequentemente seus amigos solicitavam sua ajuda para aquietar o tempo. quando desejavam viajar de navio entre as ilhas. Conversei com diversas pessoas que tinham presenciado o princípio de uma grande brisa. indica a natureza de sua força ou o mecanismo de sua magia. mas sim o que se corporifica no eu inferior é que conta na magia. em resposta a orações rituais. nunca tive notícia dessa falha. Se alguma vez ele falhou aos meninos e seus papagaios. pode-se no entretanto imaginar um controle pelo qual as nuvens possam ser trazidas para esvaziar-se no local desejado.344 para soprar. dez minutos após ser feita a oração. isto porque o Havaí era abençoado por muitas chuvas nos locais habitados. na oração. Comentário: Produzir chuva não era usual nas atividades dos kahunas que trabalhavam no controle do tempo. O Sr. invariavelmente ele era convidado a fazer a oração para os grandes ventos serem soltos das cabaças de vento (logicamente simbólicas) a fim de que os grandes papagaios pudessem subir.

Famílias eram muitas vezes intimamente associadas com variadas criaturas. parecem ter uma grande afinidade. Supunha-se que os tubarões tinham seus Eu Superiores de cada grupo nas ilhas do Pacífico. em contraste a si mesmo que era somente “Mary”. e raramente deixou de conseguir ajuda.345 Enquanto residi nas Ilhas havaianas nunca ouvi um simples caso de tubarões que tivesse atacado e comido uma pessoa viva. e que estes tinham a capacidade de tomar a forma de tubarão à sua vontade.) . Toda a sua vida. As criaturas inferiores. Pequena ainda veio a conhecer o superconsciente que chamada de "Eu Mary". Mais tarde descobriu que os índios Piutes conheciam o mesmo Eu Superior. sob determinadas circunstâncias. No Havaí persiste fortemente a crença que os espíritos dos bebês humanos. lembro-me da história de Mary Austin. apesar do corpo dos que se afogavam serem comidos. fazendo patos de magia com seus Eu Superiores e Guardiães. parecem ter uma grande afinidade. As crianças e os Eu Superiores. que guardam as criaturas inferiores. quando em dificuldade. renascem no corpo de tubarões observando assim a relação totem entre os tubarões e as famílias de tubarões com espíritos humanos. relatada em sua autobiografia "Earth's Horizons". Isto fez nascer uma forma de totemismo no qual certos ritos eram observados e o animal totem não era comido por aquela família. o que não poderia fazer sozinha. (Falando do conhecimento das crianças — da mesma maneira que a dos primitivos — acerca do Eu Superior. Ela podia obter ajuda deste espírito para as menores coisas. orou para esta "Eu Mary". Muitas histórias são contadas de íntimas relações estabelecidas entre seres humanos e tubarões. como seja atravessar uma pinguela sobre um riacho. As crianças geralmente demonstram uma capacidade psíquica natural e o vêem os "pequenos seres". chamando-o de Wakanda ou "O Amigo da Alma do Homem".

" . apareceu logo uma tartaruga. havia um ritual em que as crianças repetiam simples cantos com a finalidade de entrar em contato com os Eu Superiores no controle de tubarões e tartarugas daquela região. Da mesma maneira. durante um minuto. de cinco pés de comprimento. apareceu na clara água entre as ondas que se quebravam. a plena vista. nadando de volta para as águas profundas. e em seguida partiu. o treino dos jovens que se tornarão kahunas. Hutchinson descreve ter testemunhado o ritual denominado "Chamando o Tubarão e a Tartaruga".346 Em Samoa. da vila Vai Togi em Samoa. Talvez. Comentário: Começa cedo. nós modernos. mais ou menos em 1934. nadou em volta. Lá eles recitavam uma velha lenda que narrava como um príncipe e uma princesa tinham se transformado em tubarão e tartaruga respectivamente. Em cerca de cinco minutos um pequeno tubarão. ali permanecendo por um breve período. No Cristianismo existe uma alusão a este procedimento nas palavras de Jesus: "Deixai vir os meninos a mim e não os impeçais. O Caso: No "Geographic News Bulletin" número 10 de Dezembro de 1934 (National Geographic Society) o Sr. Os nativos adultos e crianças. misturavam-se para a cerimônia e a seguir as crianças eram deixadas sós num ponto saliente acima do mar. Quando chegam aos nove ou dez anos esse treino é intensificado. também na infância. George H. começaremos um dia tais treinos. Conforme cantavam eles acenavam. Pode bem ser que tal treinamento ajude o eu inferior das crianças em facilitar e tornar mais automático o contato com o Eu Superior ou Aumaka.

capacitado de alcançar o Eu Superior. e que representam no ato a ligação do cordão de contato através do corpo sombreado do professor e aquele de seu Eu Superior. sentindo-se o aluno. Vários caminhos são praticáveis na remoção de complexos bloqueadores. como. tornando-se "Iluminado". A ordenação é feita por intermédio de um padre já ordenado (ou apresentado) e uma vez o elo seja estabelecido entre o novo padre e o Ser Superior. abrindo a senda para as comunicações telepáticas. por exemplo. está ele apto a iniciar seu ministério. Entre estes "Eu" poderemos encontrar os causadores de câncer e tumores. a necessidade do cordão de conexão destaca-se claramente em todas as circunstâncias. Na Índia. de repente. quando viemos a experimentar em grande escala o aprendizado e repetir os trabalhos dos kahunas. No devido tempo. O professor atua para motivar o contato. entre os quais se encontram o desenvolvimento de parasitas que tanto afligem o homem. forçando-os a desaparecer. algumas vezes uma palmada ou mesmo um pontapé. Os germens poderão ser manejados da mesma maneira. Este ritual inclui usualmente um contato físico entre professor e aluno.347 De grande significação é o fato de serem os kahunas "apresentados" aos Eu Superiores no controle do tempo e da natureza. ainda é executado um rito para o estabelecimento desta forma de introdução ou cordão de conexão. Recentemente. mesmo desconhecendo seu mecanismo. poderemos encontrar um caminho para sermos "apresentados" aos Eu Superiores que presidem às mais baixas formas de vida. sacrifica-se na ordenação de um novo padre. com o propósito de estabelecer a ligação do cordão da substância do corpo sombreado entre estes Eu Superiores e os estudantes kahunas. ouvi contar acerca de uma pessoa que falava alto às formigas que rodeavam sua casa. Apesar destes assuntos não estarem ainda completamente entendidos. prometendo-lhes que poderiam ficar no jardim . Isto parece ser mesmo um antigo mecanismo que se espalhou por várias religiões.

. e está sendo cumprido até hoje. ao escrever este livro. O pacto tornou-se efetivo.348 sem serem molestadas se elas se conservassem fora da casa.

349 CAPITULO XXII A magia do milagre e seu uso prático. Informações para aqueles que trabalham sozinhos. Organização central para os relatórios. O efeito de huna sobre a estrutura social do mundo. Trabalho em grupo. .

Individualmente pode-se começar a trabalhar. transferindo-as em formas de pensamento de cura àqueles que possam ser curados. uma pessoa assistindo a outra. até que as notícias dessas nossas investigações se espalhem atraindo novo interesse. Deveremos desenvolver nossos próprios curadores. mas isto requererá organizações. Em alternativa. para abrir o caminho de contato com o Eu Superior. desde que se tenha tomado uma decisão para aquilo que se deseja. não existem mais kahunas para nos treinar para as curas. deve estar livre de complexos e isto é difícil poder fazer por si mesmo. Naturalmente. Para uma pessoa aprender a usar a Alta Magia. mas certamente melhor do que a cega oração. Dependerá de nós mesmos se o resultado for . alguém poderá confinar seus próprios pecados ou complexos culposos e experimentar o contato.350 CAPITULO XXII Está quase terminada a primeira etapa de investigação do antigo sistema Huna. estudos e a seleção daqueles naturalmente favorecidos que se revelem no trabalho experimental. É um método lento. ou seja. Quase todos nós podemos aprender o uso da magia inferior. infelizmente. Pouco mais poderá ser dado para aumentar nosso conhecimento a respeito e comprovar as conclusões já alcançadas. quando se efetuar o contato direto durante o sono. repetida frequentemente. poderá usar o método que pode tornar-se um caminho aberto para tudo. através de grupos experimentais. Hoje em dia. desenvolvendo a habilidade de acumular altas cargas de baixa voltagem de força vital. com a ordem ao eu inferior de transmiti-lo junto com o mana inferior ao Eu Superior. formulará uma oração. oferecida sem compreensão de seu mecanismo ou do Eu Superior. Esta dificuldade poderá ser superada por um grupo de trabalho.

De outro lado. o eu inferior gradualmente aderirá a essa linha. não são todos maus ou obstrutivos. apesar de ilógicos. Leia. entretanto. aceitando as idéias. Leiam todos os dias os casos de meu relatório se desejarem guardar o incentivo original de praticar o polimento e ir adiante. Este é um ESTÍMULO FÍSICO e. Quimby atou Eles acreditavam que Deus . Para o amor e a caridade urge a rapidez. ofereço aqui. para os que precisam e tem esperança. A pessoa que deseja a cura de seu corpo ou de sua prosperidade deve efetuar diariamente uma leitura dos escritos que farão a filosofia aparecer à mente de forma clara e impressionável. se não lermos frequentemente o material. Ele ô colocará entre os incitamentos preguiçosos a fim de não fazer coisas extenuantes. Leia. havendo tão grande número de necessitados. estas sugestões: Se alguém aspira. leia e leia. O eu inferior ficará impressionado pela página impressa. Isto o ajudará a formar um novo hábito de pensamento. Os Cientistas Cristãos entendem isto melhor do que qualquer outro grupo conhecido. se o médio eu acredita que os ensinamentos escritos estão correios ou mesmo aproveitáveis. o eu inferior o esquecerá. Se um bom Cristão desenvolveu hábitos de mentalização. suas crenças as crenças habituais de seus pacientes. A primeira é fazer a leitura diária de escritos onde estejam transcritos todos os desejos do necessitado e suas completas possibilidades de sucesso.351 obtido rápida ou demoradamente. Releia. aprender a entrar em contato com o Eu Superior. Não se poderá esperar indefinidamente por curadores a serem treinados. por uma prática diária. há muitas coisas que serão de grande ajuda. isto o provê de uma ponte pela qual as práticas de cura podem passar rapidamente. Não devemos esquecer que somos criaturas de hábitos mentais maciços. Os hábitos de pensamento. ao findar meu relatório da Ciência Huna. feitos com fé e confiança no conceito cristão de Deus. Adquirimos o hábito de pensar certas coisas de determinadas maneiras e é necessário muito esforço para evitar desistir das práticas ao findar a primeira semana. Todavia.

recebida na infância. A literatura Huna é ainda escassa. Devemos permanecer constantemente na grande verdade Huna que é para nós o epítome da libertação — a verdade que é a de não podermos pecar contra os Altos Seres e que não existe nenhum outro pecado senão aquele de ferir outro ser humano. Quimby achou fácil provocar no paciente a crença em sua teoria de que a doença e toda condição má. com suas lições e afirmações a serem repetidas dia a dia. localizados no eu inferior e partilhados com o médio eu. Para eles. satisfaça o seu eu inferior complexado e cesse de fazer as coisas que ele teimosa e cegamente insiste em considerar pecado. também. Alguém que conheça a sabedoria secreta dos kahunas poderá transformá-la em termos de Huna. Os kahunas não hesitavam em usar o que fosse que lhes viesse às mãos desde que favorecesse os seus trabalhos. que Deus era perfeito. cada hora durante um ano. Deus torna-se o Eu Superior — porque é o mais alto que poderemos jamais alcançar — e podemos estar certos de que qualquer contato com Seres ainda mais elevados será feito para nós pelo Eu Superior. Deram as boas vindas aos primeiros missionários. Construindo sobre estes hábitos de fé fixos e complexados. mas qualquer pessoa pode ler "Unity's Daily Word" ou publicações similares. se for necessário. senão bom. se você falhar nisto. Possuíam a crença complexada. fazendo um exame crítico e íntimo das nossas crenças mais pertinazes. não podia existir porque não vinha de Deus.352 não podia ser nada mais. um empecilho. NÃO INJURIAR. Davam boas vindas aos médicos e gostavam das igrejas. necessário nos reunirmos mentalmente a intervalos. De qualquer maneira LEIA. Nossas crenças complexadas podem ser uma ajuda como. esperançosos que estes lhes trouxessem novos e . todavia. NÃO PECAR! Grite isso do telhado. É. que Ele era bom e que Ele era Todo Poderoso. Huna era algo vivo e crescente. A todo custo GANHE A SALVAÇÃO LIBERTANDO-SE DOS FALSOS DOGMAS DO PECADO. que era a perfeição. Ou.

usando o método do Barão Ferson. Uma semana mais tarde você tentará relembrar o que leu e encontrará os assuntos meio confusos em sua memória. Se você reler o relatório o fulgor voltará. Isto porque as novas idéias chocaramse com as velhas. aqueles que aspiram beneficiar por meio das antigas descobertas que compõem o coração do Secreto. ficando mais tempo. Por exemplo. Às suas primeiras leituras você conseguirá captar a sua fulguração. Se você não o fizer. será tão só. É um sistema vivo e prático que aprisiona fortemente o que foi provado enquanto procura avidamente inspecionar tudo que é novo e prometedor. ou alguma variação dele para reconstruir um incremento de força vital em seus organismos. Ainda que o trabalho experimental levado a efeito por indivíduos seja de grande importância e mesmo que a maior possa descobrir ter insuspeitados talentos no uso da magia inferior e alta. Eram seguidos de coisas novas e boas. a confusão crescerá e dentro de um mês você se esquecerá de ter alguma vez recebido o clarão. deverão estar também prontos e dispostos a mudar. Mas. se quiser quebrar os velhos hábitos de crença e tirar proveito das novas. para trazer a foco e ali manter o conhecimento — pronto a entrar em contato com o Eu Superior. Ele armazena todas nossas memórias e pensamentos em seu corpo sombreado inferior. Iguais aos Polinésios demonstraram a mais surpreendente boa vontade. . Leia este relatório mais e mais. aqueles que começam a experimentar a baixa magia. através de grupos de pioneiros de recuperação do sistema psico-religioso Huna que se alcançarão melhores progressos.353 adiantados conhecimentos e um método melhor de cura. se provassem serem práticas. Huna não é cristalizada. estabelecida e morta. por você mantidas durante anos. presidindo sobre eles teimosa e ilògicamente. necessitarão de outros para utilizar esta forma. O eu inferior é o guardião de todas as nossas memórias e hábitos de pensamento e crença. Levará tempo lendo e relendo.

determinando quais as práticas diárias. ao pensamento curador. é muito melhor que o trabalho desorganizado. sob a direção de um líder. Como a oração é baseada na capacidade telepática (exceto durante o natural contato com o Eu Superior durante o sono) esta pratica é importante. e as outras do grupo permanecerão receptivas esperando para ver se recebem impressões de natureza telepática do primeiro. Um grupo formado regularmente. Boletins que fornecessem os resultados das experiências individuais e em grupos estariam à disposição e instruções especiais seriam publicadas. . com imunidade ao fogo. oferece um estímulo de interesse e a possibilidade de compartilhar as descobertas efetuadas por um deles. e a transferência de força por si mesma corresponderá. Esta força deixará uma pessoa para entrar em outra carregando pensamentos de cura. transformação do futuro etc. Mas neste trabalho um sócio é absolutamente necessário e num grupo testes poderão ser feitos para determinar qual a pessoa que melhor trabalha em conjunto. Um indivíduo que tiver estudado meu relatório cuidadosamente será capaz de planejar seus próprios passos. retirando-os vagarosamente. etc. Uma pessoa pode concentrar-se num símbolo. à medida que fossem surgindo necessidades específicas. numa palavra. com projetos definidos e reuniões determinadas. Conforme se adiantarem as experiências e os indivíduos de talento natural comecem a obter resultados em curas com a magia inferior ou com a alta magia.354 A força vital atrairá como magneto se você colocar as mãos sobre os ombros de alguém que estiver menos carregado. seria conveniente ter uma organização central através da qual as novas descobertas pudessem ser esclarecidas de grupo a grupo e informações referentes aos novos desenvolvimentos curadores fossem dados àqueles que o desejassem. mais efetivamente. Organização e trabalho em conjunto. num quadro.

mas poderá ler sua literatura e conhecer os princípios do novo sistema psico-religioso. Este sistema. usando o Huna. O culto secreto cria o sacerdócio e o sacerdócio cria privilégios especiais e geralmente termina em imposição. Keezer da Cornell com um eletroencefalográfico). é que não vemos os meios de unificar nestes objetivos. aliando as máquinas em várias circunstâncias. no constante aperfeiçoamento das antigas práticas. George L. podemos medir e gravar no papel os impulsos eletro-vitais que se movimentam através do cérebro em uma velocidade mínima de cerca de dez por segundo (marca verificada pelo Prof. por exemplo. do que eles nunca o souberam. Com Huna agindo como um agente catalítico e criterioso. O leigo poderá talvez. Em virtude de não termos tido um conhecimento psico-religioso suficientemente detalhado e utilizável. campo aberto de conhecimento ao alcance de todos. enquanto tivemos conhecimento de tudo o mais. e em pouco tempo poderemos saber mais. física e astronomia.355 A indicação de estarmos entrando num novo período de progresso na civilização mundial é vista na redescoberta do segredo Huna. Esta é a máquina do tempo e é com segurança que podemos predizer nossa recuperação desses dons. apesar de baseado em antigos fundamentos. O efeito do conhecimento geral de Huna na estrutura social mundial será fascinante observar. indubitavelmente se desenvolverá rapidamente quando modernas descobertas e métodos de laboratório forem trazidos em uso. o caos de idéias nestes campos será submetido à ordem. Atualmente. sendo vítimas os leigos. Apesar de surgirem os que possuam talentos inatos que os capacitará de usar os métodos kahunas. não haverá mais a secreta e misteriosa cegueira acerca dos métodos empregados. tornando-se curadores. acerca do mana dos kahunas. . não aspirar a tornar-se um curador do corpo e de bens materiais. A maior parte de nossas moléstias sociais tem ocorrido porque. a perdida ciência Psicológica (com uma mínima partícula religiosa) não foi recuperada após a Era Negra como o foram os conhecimentos de matemática.

ou para onde vamos. campos estrangulados por ervas daninhas e com o sempre presente perigo do fogo destruindo tudo. estaremos aptos a dar passos sensíveis e práticos para frente substituindo o crescimento desorganizado decorrente da animalidade do eu inferior. para quem as novas idéias. contrárias às suas crenças fixadas e dogmáticas. graças ao sistema da escola pública. porque estamos aqui. Existirão sempre indivíduos turrões. agirão como a bandeira vermelha sobre o touro. são capazes de se aproximar . mas em compensação é certo que o homem e a mulher comum. como animais tagarelando acerca de altos ideais e de humanitarismo. substituindo-o pelo médio eu ajudado pelo Eu Superior. Libertamo-nos da cega resistência dogmática das religiões arcaicas. Em outras palavras. este departamento da vida tem sido. mas deixaram um vácuo doloroso onde deveria existir um mais profundo conhecimento do homem e de suas partes dementais e potenciais. criando florestas emaranhadas e produzindo selvas. O "crescimento selvagem" pode ser substituído por campos e florestas planejadas e ordenadas e. para melhor elucidar.356 Estes recuperadores tornaram possível a construção rápida da máquina civilizadora. com extintores de fogo protegendo as seções cultivadas daquelas ainda conservadas selvagens. estaremos no caminho da sua aplicação para o melhoramento da humanidade. Sem a ciência psico- religioso. da mesma forma que aplicamos aquilo que sabemos na agricultura e na criação de animais. É como se à nossa civilização tivessem concedido de crescer sob uma forma selvagem. Se pudermos estabelecer uma base neste campo de conhecimento. Não sabemos o que fomos. e ainda é desorganizado e confuso. mas incapazes de fazer algo a respeito porque não podemos entender a nós mesmos. causando protestos furiosos. Ferimos uns aos outros e unidos em grupos e nações fabricamos a guerra a outros grupos e nações — espetáculo maravilhoso para seres inteligentes em nosso estágio de desenvolvimento. de suas associações à vida física e à vida de após a morte física. temos vivido de certa forma.

Organizados. Isto. Em todos os outros pontos temos sido rapidamente progressivos. e o panorama que se nos apresenta à frente. enevoado através do véu do tempo. que formam a grande maioria. podemos movimentar o mundo para a ordem. a exata relação para os Eu Superiores. como são demonstrados pelos animais de rapina que comem os outros animais e estão em constante perigo de serem comidos. devem somente organizar-se e começar a trabalhar em conjunto para trazer de volta a perdida ciência que é necessária para completar e aperfeiçoar a civilização que sabemos. nós organizaremos. permanecemos como produtores de selvas. Desorganizados. Chegamos por fim à curva da estrada. mesmo que se nos afigure. parece ser verdadeiramente brilhante. contato que cada indivíduo realize a sua pequena parte. A partir desse estágio vem aquele que nos esquecemos durante longo tempo. E. Os Seres Superiores dirigindo as formigas e as abelhas o demonstram. alguma resposta para as chocantes falhas no manejamento dos negócios humanos. mas usando-o na sua exata relação para com seus irmãos e o livre arbítrio destes. As calamidades da II Grande Guerra nos tornaram mais ansiosos de encontrar um caminho para o melhoramento. ser misteriosamente deficiente. há muito tempo. representam o estágio de crescimento no qual as árduas lições da vida devem ensinar. sob o domínio do Livre Arbítrio. acima de tudo. prosperidade e segurança. como agora. A união é força.357 de uma nova idéia com uma mente razoavelmente aberta. As rudes desuniões e o individualismo. preparando um futuro que será talvez privilegiado. o estágio em que o homem volta ao esforço unido e cooperativo. FIM . Estes. ainda de posse do livre arbítrio. de onde nos vem ajuda e orientação.

358 SÍMBOLOS DIAGRAMATICOS DO SISTEMA HUNA .

Esta linha pontilhada representa o cordão ou fio de conexão da substância do corpo sombreado estendendo-se do eu inferior até o Eu .359 Ilustração 1: Simbolizaçao diagramática dos corpos sombreados do homem A. De acordo com a crença Huna. C. todos os Eu Superiores estão continuamente ligados a todos os outros Eu Superiores de maneira misteriosa. composto de um par ligado. no qual habita a consciência masculina e feminina dos Espíritos Paternais do homem. Em vista do homem não poder entender os mistérios de seu Eu Superior essa crença é aceitável. E B. mas mesmo assim permanecem separados e individuais. D. Os corpos sombreados do Eu Superior.

Ao longo deste cordão pode transitar força vital carregando em seu escoamento as formas de pensamento de orações (para cima) e as formas de pensamentos corporificando visões do futuro ou mensagens do Eu Superior tais como inspirações etc. O corpo sombreado do médio eu (mente consciente) inter-fundido com o eu inferior (subconsciente). simbolizado por uma auréola em volta da cabeça. G. A linha pontilhada mostra diagramàticamente que o eu inferior e médio constantemente enviam para trás e para frente. H.360 Superior. recordações e impressões sensoriais. (para baixo). aos centros da consciência. chamados simbolicamente a “Luz”. usado em vida como residência dos dois eu inferiores do homem em seus corpos sombreados. formas (de pensamento) criadas por todo pensamento. Se uma culpa ou outro complexo impede a comunicação ao longo do cordão dizendo que o “Caminho” está “bloqueado”. F. Este cordão é um “Caminho” simbólico ligando os eu inferiores aos Eu Superiores. Ele é aproximadamente da mesma medida do corpo físico. porque esta é o centro da consciência do médio eu. interpenetrando-o. A linha pontilhada que circunda a figura do homem representa o corpo sombreado do eu inferior. E. O ponto atual de intercâmbio está provavelmente localizado na parte mais baixa do cérebro. . O corpo físico. duplicando em sua substância invisível cada tecido do corpo humano.

Ilustração 2: Criação das formas de pensamento. Ao longo de cordões desta espécie (L) é que passam formas de pensamento e força vital quando mensagens telepáticas são enviadas ou recebidas ou quando é realizada a leitura mental. J.361 I. O pontilhado oval indica o campo magnético causado pela presença no corpo e os corpos sombreados das forças eletro-vitais. Existem numerosos cordões invisíveis da substância do corpo sombreado estendendo-se entre o homem e as pessoas ou coisas com as quais entrou em contato. de acordo com a idéia Huna . O mesmo mecanismo é usado na psicometria. Passando entre o homem (H) e o segundo homem (K) o cordão atravessa matérias densas que podem obstruir o caminho ou tentar o corte do cordão. Um bloco de madeira (J) é atravessado pelo cordão como se não estivesse lá. mas enfraquece progressivamente conforme se alonga exteriormente. como já o sabemos. se estende muito mais distante do corpo. Tal cordão foi desenhado ligando o homem a uma outra pessoa (K). O campo.

O médio eu trabalha com a mediana voltagem de força vital. já comparadas pelo médio eu. que é feito de substância delgada e permanente. a forma de pensamento passa através da tela de racionalização e é “racionalizada”. A forma de pensamento é devolvida à guarda do eu inferior que a amarra com os cordões sombreados (mecanismo “associação”) às formas de outras árvores. Falando em termos modernos. E. A imagem é levada para o cérebro. A imagem racionalizada torna-se uma forma de pensamento e é arquivada. em associação com memórias e formas de pensamento similares. Uma árvore é vista e sua imagem revelada na retina. F. comparando a nova forma de pensamento da árvore com outras similares já armazenadas. na antiga simbologia). transformando-se em forma de pensamento.362 A. B. A árvore quando vista é reproduzida em baixa voltagem. G. O local atual de arquivamento é no corpo sombreado do cérebro. de força vital. A imagem entra na parte do cérebro onde se torna “racionalizada”. C. lugar etc. A forma de pensamento da árvore é produzida pelo médio eu que chama todas as memórias reservadas pelo eu inferior. É também ligada a formas de pensamento de tempo. D. . simbolizada por urra linha dupla em ziguezague (iluminando. considerando que a baixa voltagem de força vital é um simples ziguezague.

363 H. mas os kahunas a simbolizavam como um saco. o eu inferior poderá encontrá-la e apresentá-la ao centro de consciência do médio eu. Por causa do choque visual. aqui vista e transformada em forma de pensamento pela ação da baixa voltagem de força vital do eu inferior. retirando eventualmente a forma de pensamento desejada. K. I. As formas de pensamento não relacionadas com as quais a forma de pensamento da caveira é arquivada e amarrada. completamente escuro por dentro a fim de que o médio eu nada pudesse ver. mais tarde. Se a forma de pensamento não estiver amarrada às outras formas de pensamento não poderá ser “relembrada”. O último passo é colocar a forma de pensamento em seu lugar apropriado no arquivo de memórias. J. sendo esta forma de pensamento carregada e arquivada com memórias não relacionadas. atua perigosamente nas ações forçadas pela presença do complexo. A última figura é aqui representada como gaveta. Se o médio eu solicitasse uma lembrança. após longo período de busca. o médio eu não peneira e não racionaliza a forma de pensamento criada pela impressão sensorial da caveira (ou qualquer outra coisa chocante). a vítima poderá demonstrar um pavor ilógico da morte em presença de qualquer médico. o eu inferior responderia enfiando uma mão figurativa dentro do saco e. no caso figurado). A formação de um complexo pode ser ilustrada por uma caveira. se a imagem da caveira é ligada a idéia de médicos. puxando os cordões associados com as formas de pensamento (da árvore. Por exemplo. .

ligeiramente afastado do corpo físico (como na viagem astral etc. A forma de pensamento da caveira perde-se no “escuro saco” e a vítima não pode “recordar-se” dela para uma racionalização posterior.) mas ligado ao corpo físico por um largo cordão de material do corpo sombreado. C. Ilustração 3: Os mecanismos da telepatia e da oração telepática A.364 L. O corpo físico. Estas são armazenadas pelo eu inferior em seu corpo sombreado (não no cérebro físico) e são levadas por este quando sobrevêm a morte física. O corpo sombreado. o amontoado de formas de pensamento corporificando todas memórias. Um cacho de uva representando. na simbologia Huna. . B.

A linha em ziguezague representa o escoamento de força vital ao longo do cordão. ambas movimentando-se. Este círculo pontilhado indica o corpo sombreado do médio eu. ou para quem uma forma de pensamento curador e força vital estão sendo transferida numa cura à distância. ligando o corpo sombreado com o corpo físico quando o eu inferior (geralmente acompanhado pelo médio eu em seu corpo sombreado) deixa o corpo físico durante o sono. O espesso cordão de material do corpo sombreado. F. mas estas deveriam ser naturalmente em cachos para . O corpo sombreado é uma bateria ideal carregada de força vital e os cordões de matéria sombreada estendendo-se em todas as direções (unindo o indivíduo com todas as pessoas uma vez tocadas) são condutores perfeitos para a baixa voltagem de força vital.365 D. E. indo e vindo do experimentador.) Ao longo do cordão correm a baixa voltagem de força vital e as formas de pensamento. Os pequenos círculos representam os pensamentos como formas de pensamento. em transe ou viagem astral. H. G. Ele não tem a forma do corpo físico e é mais fino do que o corpo sombreado do eu inferior. O fio ou cordão da substância do corpo sombreado que liga o homem com a pessoa distante (como explicado em G. Esta simples linha ondeada representa a baixa voltagem de força vital usada pelo eu inferior (e fabricada por este no corpo). A pessoa distante com quem o experimento telepático (leitura mental) vai ser efetuado.

cheirar. a ouvir. movimentam-se as formas de pensamento e impressões sensoriais. ou produzindo o “fenômeno físico” da Pesquisa Psíquica. ou lembranças já gravadas como formas de pensamento. J. assim. sentir. A baixa voltagem de força vital trazendo em ação o cordão sombreado ligando o eu inferior com o Eu Superior. a sentir etc. K. etc. Esta baixa voltagem de força caminha ao longo do cordão. As três linhas onduladas simbolizam o escoamento de força vital do Eu Superior para o inferior. como os olhos. Esta é a voltagem atômica esmagadora que pode produzir mudanças instantâneas nos tecidos do corpo ocasionando a cura instantânea. sejam estas últimas recebidas por uma projeção dos órgãos sombreados sensoriais. ou miraculosa. seja nas viagens astrais ou após a morte. carregando as formas de pensamento de uma oração ao Eu Superior. Ao longo do cordão sombreado de ligação. continua a ver. O símbolo do Eu Superior. quando fora do corpo físico. Os kahunas simbolizavam esta extensão dos órgãos sensoriais. ouvir.366 formar as idéias completas ou as impressões combinadas pela extensão das faculdades sensoriais ao longo do cordão para ver. Ela fornece também ao Eu Superior a força a ser usada na resposta instantânea. como “atingindo um dedo” ou “um ouvido” etc. L. . o eu inferior. ao longo do cordão. É ligado ao eu inferior pelo cordão da substância do corpo sombreado. Os órgãos sensoriais são duplicados no corpo sombreado. I. às orações para cura.

O Eu Superior faz uso de sua alta voltagem (voltagem atômica esmagadora) para mudar a densa .367 Todas as visões do futuro vêm do Eu Superior como impressões sensoriais ou formas de pensamento enviadas ao longo do cordão pelo Eu Superior ao eu inferior. para o Eu Superior efetuar a cura instantânea do osso quebrado. Imagem de um osso quebrado. o eu inferior pode estender uma porção de olhos do corpo sombreado à região do Eu Superior e “ver” as formas de pensamento do futuro. no estilo Huno. B. ainda não materializadas. A linha dupla ondulada representa a média voltagem de força vital usada pelo médio eu como “vontade” e nas reflexões. mas que já foram construídas. Ou. Uma oração foi feita. Ilustração 4: Ilustrações demonstrativas do mecanismo da cura instantânea A. M.

efetuando. não pode ser quebrado. cada nervo. Esta é a apresentação do corpo sombreado do osso quebrado. Nas Pesquisas Psíquicas muitas materializações foram observadas de objetos aquecidos e de blocos de gelo (bem como com seres viventes etc. levadas a efeito somente para demonstrar a existência dos Eu Superiores e que eles podem responder a orações. Já dentro deste molde sombreado que o Eu Superior derrama a substância transparente para a re-solidificar. O controle de temperatura pelo Eu Superior abrange o frio como o calor. todo osso. Ele permanece ileso e é uma perfeita duplicata de cada célula. Representa o Eu Superior respondendo numa sessão. C. G. e F. E. invisível ou “etérica”. tornando de fato possível a imunidade ao fogo. todos os tecidos.). Este trabalho envolve o controle de temperatura como ilustrado em E. D. F. A cura instantânea e um osso perfeitamente restaurado. O mesmo mecanismo é apresentado por Huna para explicar a cura instantânea de qualquer defeito ou deformação no corpo. O desenho demonstra o uso simbólico da alta voltagem de força pelo Eu Superior controlando o calor das chamas (ou outras formas de calor) impedindo queimarem-se os pés nas cerimônias de passeio sobre o fogo. ao pedido do eu inferior e médio.368 substância das partes quebradas do osso à forma fina. O pedido foi de efetuar a materialização de um peixe .

Todavia. A substância etérica do peixe é trazida de volta do etérico ao sólido e colocada no corpo sombreado. Nota: Os espíritos desencarnados são geralmente os responsáveis pela ajuda do Eu Superior na produção de transportes. Huna. J. acender fogo. sugere que os vivos podem também fazer o mesmo pedido e obter os mesmos resultados. como indicado pelo círculo pontilhado do peixe que indica seu corpo sombreado. . derramar água etc. fazendo-a alcançar a frequência de voltagem do átomo esmagador.369 vivo. Evidências acumuladas mostram que o eu inferior sozinho. A força vital do peixe. I. sua temperatura e todas as coisas pertencentes ao organismo vivo foram também transportadas e recolocadas em suas formas originais pelo Eu Superior ao produzir o transporte. mas que está já se movimentando com a etérica substância para a sala de sessão. o peixe vivo é transformado em forma invisível. como um espírito desencarnado do tipo produtor de fenômenos. O peixe vivo teve a sua substância densa modificada para uma forma etérica (ou ectoplasma invisível). e — H. O Eu Superior inicia o trabalho usando a baixa voltagem de força vital fornecida pelos assistentes de uma sessão. que permanece imutável. é também capaz de fazer a solicitação ao Eu Superior e produzir o fenômeno do transporte como atirar pedras.

(2) o corpo sombreado do eu inferior e (3) a baixa voltagem de força vital. mas deixando livre o topo central da . tornando-se mais tarde a “Cruz Papal” da Igreja Romana. A linha ponteada mostra a formação do triângulo como símbolo da mesma coisa. subconsciente ou o espírito do homem. A cruz com as três barras transversais era um símbolo muito usado no antigo Egito. A linha transversal representa (1) o eu inferior. A cruz como um antigo símbolo do eu inferior. B.370 Ilustração 5: Símbolos Huna e suas significações A. os três corpos sombreados usados pelos três eu e as três voltagens de força vital usada pelos três eu. A linha central representa o corpo físico. As três barras representam os três eu do homem.

na vinha ascendente representa o amontoado de formas de pensamento de uma oração. A força vital. O cacho de uva. (A Igreja Católica Grega usa o desenho da cruz após a letra K. . para a poderem usar.371 cruz que significa o estado após a morte quando o corpo físico já se foi. C. assim como a cruz simples é a “Cruz dos Padres”). pois não pode esparramar os três galhos que simbolizam as três voltagens de força vital. A média voltagem de força vital usada pelo médio eu ou consciente. também simbolizada como água. Três ondas são usadas aqui para indicar a alta voltagem de força vital usada pelo Eu Superior. sendo carregado figuradamente ao Eu Superior pela força vital ou vinha. G. porque esta última não é um símbolo de força vital. A cruz com duas barras representa o eu inferior e médio do homem. E. abastecendo o médio e Eu Superior que aumentam a sua voltagem. ou amoras. F.) D. A folha é para identificar a vinha como vinha e não como serpente. também seus corpos sombreados e as duas voltagens de força vital (“Cruz Cardinalícia” da Igreja Romana. A vinha ascendente sobre uma cruz (uma barra) simboliza a subida da baixa voltagem de força vital do eu inferior em direção ao Eu Superior. A baixa voltagem de força vital usada pelo eu inferior. aqui demonstrado como uma dualidade combinada em linha pontilhada acima da cruz.

Uma grande e complicada associação de formas de pensamento que representa uma casa. Em Huna deve-se perceber a idéia de que o Eu Superior é um par paternal unido. Três cruzes nos finais de cada barra da cruz. no conjunto. I. mas separado. fornece o símbolo representativo dos três eu. Dentro do triângulo a figura de um homem indicando o corpo físico. E um complicado “grupo” como este que é representado como o cacho de uva da figura D. Gravura representando um simples pensamento sob a forma de prego. L. os três corpos sombreados de outro e por último as três forças vitais. J. os três corpos sombreados. a criança é o homem inferior composto de eu inferior e médio. K. as três voltagens de força vital e o corpo físico representando.372 H. a Mãe e o filho. Três formas de pensamento associadas sob a apresentação de uma prancha e dois pregos. que é durante a vida física a base dos outros nove elementos. o homem vivo. seja os três eu para um lado. Simbologia muito antiga representando o Pai. M. . O triângulo possui significação similar à cruz precedente se considerarmos cada lado representando as três partes do homem.

373 Ilustração 6: O Eu Superior e o grupo alma. Acima das três figuras humanas aparece o símbolo do Eu Superior. Mas acima destes aparece um único símbolo para o Eu Superior do qual parte uma linha pontilhada na direção de cada homem. . é muito complicado para o eu inferior entender e dirigir. A. manifestamente. Este último Eu Superior representa a doutrina provável de Huna designando o “grupo alma” ou Eu Superior a quem pertence o cuidado e direção dos progressos corpóreos de um grupo de pessoas relacionadas. um para cada homem. Antigos símbolos relacionados com a crença Huna. Este Eu Superior estabelece a regra de crescimento e dirige de maneira secreta todos os processos corpóreos que.

E. por sua inspecionar um número de criaturas. A simbologia do antigo Egito fornece uma excelente idéia para representar uma oração em seu vôo para o Eu Superior. É indicada no .374 B. fazendo-os se juntarem em um grande bando de variadas espécies sobre um morro — tornando visível uma indefinível cabeça de pássaro sobre um nebuloso corpo humano pairando no ar. sob solicitação apropriada. como demonstrado em D. ao usar sua força Huna sobre o Eu Superior dos pássaros locais. C. O Eu Superior atuando como “grupo alma” (como materializado por Stewart. O Eu Superior pode efetuar modificações imediatas no corpo do homem. peixes etc. têm o seu Eu Superior ou “grupo alma” guiando-os. o fato de cada um (C) indica. sugerem a representação da dualidade dos Eu Superiores. As duas penas acima do globo sobre a cabeça do homem águia. insetos. pássaros. do mesmo modo que o corpo físico e eu inferior têm igual guia. A linha pontilhada se estendendo dos símbolos dos Eu Superiores pluralidade. conforme a imagem tirada da parede de um antigo templo Egípcio (o deus templário Hathor). O Eu Superior designado a cada pessoa (ou talvez um par masculino e feminino) o indicado pelo símbolo de “infinito” sobre cada homem individualmente. Acredita-se que todos os animais. de acordo com a doutrina secreta da simbologia esotérica. D. professora na África.) foi aqui desenhado tendo uma parte humana e a cabeça de animal. e é capaz de influenciar o Eu Superior dos menos desenvolvidos agindo como o “grupo alma”.

exprimindo a idéia tríplice. Este antigo símbolo apresenta o pensamento alado com o símbolo da força humana na união dos sexos. A base ondulada deste desenho é uma forte reminiscência do símbolo ondulado Huna para a força vital. As duas serpentes podem representar o positivo e o negativo no fluir da básica força vital ou a voltagem de força vital inferior e média. trabalharem em suas magias indiferentes à força vital usada no sexo. Um desenho egípcio no qual duas serpentes aparecem em conexão com o símbolo de rebentos de flores e peque nos globos colocados acima. tendo a cabeça humana e o corpo de um animal. se o homem ou a mulher. ambas envolvidas no envio de uma oração sob forma de pensamento. Todavia. mas invertido. G.375 globo alado. H. Isto parece não ser uma suposição correta para os kahunas. . A Esfinge pode ser um símbolo relacionado com o de homem-águia (D). os sacerdotes de diversas religiões antigas imaginavam que a força criativa usada na procriação tinha algo que ver de básico com a efetividade da oração aos “deuses”. talvez apontando a antiga crença Huna em três corpos sombreados e três forças vitais. existia a crença Huna de que o Eu Superior de um homem era composto de um par macho e fêmea. Por causa da perda da clarividência e do conhecimento laborável das três voltagens de força vital humana. F.

porque os kahunas não possuíam vocabulário para “serpente”. tendo. Se o símbolo do Eu Superior estivesse colocado sobre o báculo. o símbolo estaria completo. .376 I. É de se presumir que eles nunca usaram o símbolo da serpente ou tenham-se perdido após deixarem a região do Egito. no entanto. O símbolo familiar do báculo alado e suas duas serpentes cingindo-o. Provavelmente o uso da serpente veio de uma fonte não Huna. vivendo por alguns séculos na Polinésia. muitas vezes incorpora o globo alado como uma parte de sua simbologia. E interessante notar-se não haver cobras na Polinésia e que as mesmas não eram usadas como símbolo de força vital pelos kahunas em suas descrições verbais do mecanismo de seu sistema psico-religioso de magia. no ponto de vista Huna. uma palavra para determinar os animais da família do crocodilo. como foi feito no desenho.

como: força vital. Mana-mana significa os ramos estendendose no movimento para cima ou para os lados como a vinha crescendo. Naturalmente. assim como o fizeram os antigos descobridores da Huna. consciente e superconsciente. podemos forjar palavras ou associar palavras comuns em qualquer língua para nos aproximarmos delas e das palavras símbolos usadas pelos kahunas. ela também corria. Descobriram eles. Como a água. que aguenta os cachos de uva. da mesma maneira que a água. Ela simboliza . dividia-se em seu fluir. Ela seguia um cordão da substância do corpo sombreado como a eletricidade segue num fio ou como a água percorre um cano. numa formação conjunta.377 APÊNDICE William Reginald Stewart. subindo e dividindo sua força vital. encontrou lá a mesma sabedoria secreta de magia possuída pelos havaianos. É de supor-se que estes pesquisadores usaram de forças psíquicas de observação para chegar às suas conclusões. Como a vinha. A palavra havaiana para água é wai. que é tão curta quanto à palavra mana para a força vital usada pelo eu inferior. indubitavelmente. Como a vinha. que esteve no Norte da África guardando uma tribo Bérber. teríamos que recorrer aos símbolos para cobrir as significações mais generalizadas. subconsciente. carrega formas de pensamento reunidas do eu inferior. há um século atrás. por si mesma.. tendo-lhe dito um professor nativo que uma linguagem especial era necessária para conversar acerca dos elementos da Ciência Secreta. ao médio eu ou ao Eu Superior. vindo do eu inferior para o médio eu e o Eu Superior. das mãos dos curadores para os pacientes. Se hoje fôssemos confrontados pela necessidade de preparar uma lista de termos descritivos dos vários elementos da psicologia Huna. Apesar de ser verdade que tal linguagem é muito cômoda para esta finalidade. por exemplo. muitas palavras ainda não existiam nas línguas modernas. que a força eletro-vital do corpo humano escoava-se.. para cima.

Empregando o breve wai os kahunas indicavam a força vital em geral. (Era costumeiro deixar-se ao Eu Superior a construção destes termos. A palavra mana para a força vital é tirada das raízes ma e na combinadas. pois não era acreditado estivesse associado. num sentido físico com os dois eu inferiores e não fosse visível à vista psíquica) kino-wai-lua. enquanto lau quer dizer desenvolvimento ou. quatrocentos outros significados mais. e a concessão dos habituais dois eu e os corpos sombreados. assim.378 a força vital quando aumenta de voltagem e é usada pelo médio eu. Ma significa entrelaçar como a vinha ao se tornar árvore. enquanto as . traduz fantasma de duas águas (voltagens de força vital). Cada um dos três eu do homem tem seu corpo invisível. menosprezando o fato que havia três espíritos no homem e por conseguinte três espécies destes corpos invisíveis. Muitas palavras usadas pelos kahunas para descrever os elementos de Huna eram formadas por raízes ligadas. Aka significa sombreado e kino significa corpo. As explicações seguintes darão a idéia de como as palavras eram construídas através do uso de raízes e palavras símbolos. dando à palavra o significado geral. ou um fantasma normal com duas voltagens de força vital. Estes são denominados simplesmente pelos kahunas como corpos sombreados. talvez de uma maneira específica. Mana loa traduz a mais potente força vital e representa a alta voltagem de força usada pelo Eu Superior. na palavra kino-aka-lau. bem definidas. a simples palavra descrevendo o fantasma como um possuidor de diversos corpos sombreados e por esta razão um fantasma normal com três seres. temos o termo aplicado para um fantasma ou espírito. talvez formativo ou uni "ing" da língua inglesa (vide ana) mas para as finalidades destes estudos é suficiente identificarmos a palavra mana como símbolo da vinha. A raiz na tem um significado não inteiramente claro nesta conexão. Outras palavras para fantasma são: wai-lua. aka-lau traduz-se para sombreados (corpos) — muitos. traduzindo duas águas.

apontando o movimento de força vital e formas de pensamento ao longo do cordão aka. pelo fluir de força vital. não é ativado normalmente. Mas uma vez tal cordão tenha ligado uma pessoa a um objeto. A palavra aka para sombreado é um bom exemplo. Do estudo dos significados que são derivados das formações . estendendo-a a uma distância infindável. Ka significa também a radiação. por esta razão. formando ka-ka significa um cacho de uva. simbolizando a radiação em todas as direções de numerosos cordões que ligam cada indivíduo com pessoas e coisas por ele tocadas. outras impressões que possam fluir indo e vindo. e é o símbolo do amontoado de formas de pensamento que compõem uma oração de acordo com sua movimentação de força vital ao longo do cordão sombreado. tornando-se maior e mais forte nos momentos de contato. descrevendo a natureza da coisa nomeada no sentido ampliado do termo. Um significado alternado é o movimento de um lugar para outro. Este cordão não é carregado de força vital e. também um ramo da vinha. em qualquer tempo. ser ativado. e pela projeção de uma pequena partícula do corpo sombreado. como a dos raios solares. A raiz ka em aka também significa uma vinha cujos ramos correm e dividem-se. (Devemos recordar que os órgãos sensoriais podem ser projetados em parte com a substância sombreada. vinda do eu inferior para o Eu Superior. ou duas pessoas entre si podem. leitura mental. De sua raiz tiramos uma excelente descrição da maneira pela qual o corpo sombreado do eu inferior fixa-se em tudo que toca. permanecendo como um cordão de ligação permanente.) A raiz ka repetida. formas de pensamento de recordações. (A raiz similar ka-a significa um cordão ou fio. de contato ou comunicação. unindo o significado da palavra diretamente à idéia do mana que escorre ao longo do conjunto de substância sombreada ou cordão.379 raízes davam outros significados. retirando ao sair somente um cordão aderente da substância de seu corpo sombreado. como em telepatia. podendo enviar e receber estas impressões. ou como em oração ao Eu Superior). A palavra para "pensar" é mana-o (podendo ser dividida em suas raízes para man-ao ou ma-não).

Significa também alcançar e penetrar alguma coisa. particularmente aquele que simboliza o alcance de um receptáculo escuro para encontrar e tirar algo para fora. Esta última palavra hoo-mana ou ho-mana tem. A raiz na é geralmente usada para substituir a rais ana. A raiz componente "o" mantém o significado de carregar alguma coisa. médio e Superior Eu.380 da raiz. (com hoo-mana ou produzir mana. primariamente. aperceber-se. na realidade. ou duplicatas e remetidas ao longo do cordão sombreado na telepatia ou em oração.) para reverenciar ou venerar. Como símbolo. em recíprocos escoamentos. A raiz nao tem um significado similar. inteligência. um outro significado para esta importante mas pequena raiz. força. entre o inferior. Todo pensamento è efetuado pela memorização de fatos. Mana significa também vigor. entre o inferior e o médio. como o corpo sombreado de uma outra pessoa para quem mensagens telepáticas são enviadas. que designa bolinhas de substância. "o" significa penetrar numa abertura escura. mas. dividindo ou espalhando-se e. Por causa de sua importância para Huna. sendo este o símbolo das formas de pensamento que são fabricadas da substância do corpo sombreado pela ação da força vital. ou ao fazer uma oração. deve-se ver que os kahunas acreditavam que todo pensamento envolvia o uso de mana ou força vital. ou do Eu superior. neste caso. assim sendo o ato de pensar (m-anao) inclui o trabalho de manufaturação permanente das formas de pensamento que podem ser arquivadas como memórias. Sem recordações há pouca ou nenhuma habilidade pensante. Este é o caminho kahuna de simbolizar a maneira pela qual o médio eu força o eu inferior a encontrar algo nas formas de pensamento armazenadas na memória e apresentá-lo ao médio eu. encontrar alguma coisa e puxá-la para fora. que se dividia. a força vital recebeu muita atenção dos seus descobridores na formulação de palavras definitivas. formas de pensamento num escoamento de força vital. Ainda. com o causativo hoo. pequena conexão seja com .para a memória. para quem formas de pensamento de oração são projetadas. é o pedido da coisa desejada. seja. estando perdidos os materiais de racionalização.

sugerindo que trabalhando com o mecanismo da oração era necessária muita paciência da parte da pessoa que rezava. (3) gotejar. vem um extraordinário número de descrições diretas do eu em questão. e ho exprime transferir ou carregar. confrontando os artífices das palavras originais de Huna.381 referência e veneração. espírito ou entidade. A tarefa mais complicada. U: esta raiz é uma abreviação de au. incluindo a mesma raiz. ou seja como uma unidade separada e independente da consciência. (2) impregnar. Au-ma-kua. A raiz u começa também a palavra para o médio eu. significa o fio. corda ou linha. Destas duas palavras. unihipili e uhinipili. significando este símbolo à manufatura de força vital ou mana pelo eu inferior . estas duas coisas um tanto estranha aos kahunas. apontando o carregamento de formas de pensamento no escoar de força vital. e também a indicação dos elementos e características não completamente definidas. indicativo da projeção dos cordões do corpo sombreado e o fluir de força vital através deles. misturando-se com o corpo físico e seus corpos sombreados. Aho. Significa o "eu". Outro significado de aho era paciência. e não como uma parte de outra consciência. O significado de o em hoo era provavelmente um dos secretos. Muitas das raízes envolvidas têm cerca de uma dúzia de significados. que significam o eu inferior ou subconsciente. como encontrada na palavra indicativa para o Eu Superior. relatando assim a história do eu inferior e médio. tingir ou misturar com alguma outra coisa. uhane (que possui três raízes). dependendo do eu inferior conseguir enviá-la ao longo do cordão sombreado para o Eu Superior. idêntico à palavra aka. Somente aqueles que são importantes neste estudo é que serão considerados. chuviscar ou pingar vagarosamente água. deve ter sido aquela de unir as raízes para descrever em uma curta palavra as várias coisas que compõem o eu inferior e as diversas coisas por ele feitas. Os significados de u (e estes aplicáveis particularmente ao eu inferior) são (1) projetar. O resultado de seus primeiros trabalhos tem vindo para nós em duas palavras permutáveis.

corpo físico e corpos sombreados. Nihi: Esta raiz significa estar magro e fraco. ou seja as vozes que são supostas de possuírem os fantasmas. mas nunca a Superior. combinando . formando hi-hi. Corporifica a descrição simbólica dos cordões sombreados quando não estão repletos de força vital ou ativos — quando não são praticamente nada. sem as trazer ao conhecimento do médio eu. Uhi: Esta raiz dupla tem o significado de véu.) Pi: Esta raiz tem diversos significados. Tem também um significado secundário que é o falar fracamente. as formas de pensamento carregadas no fluir do mana. Simboliza a cobertura dos eu inferiores por ambos. Hi: Temos aqui o símbolo do fluir de força vital.382 e seu uso lento no viver. e de fornecimento. cuidadoso e de ação secreta. de conformidade com o conceito kahuna do eu inferior. simbolizando a força vital no símbolo da água. pele ou outras coisas que cubram. assim como o restringir da prática de certas ações com medo de descontentar aqueles que são revestidos de autoridade. a inferior e a média. mas o mais importante. Após a morte os corpos sombreados do eu inferior e médio permanecem interfundidos e agem como coberturas para guardar os "eu" ou entidades conscientes. Isto indica o caminho tomado pelo eu inferior em suas atividades. Determina também a maneira pela qual um complexo obriga o eu inferior a restringir certas ações. (Ambas as raízes. as gotas. ao médio e Eu Superior. A chuva tem sido usada como um símbolo nas orações. 390 Hini: Igual a Nihi esta raiz combinada dá o significado de magro e fraco como um cordão não usado da substância do corpo sombreado. como a água. o seu significado se transforma em vinha e aponta diretamente aos outros significados abrangidos pelos símbolos: a vinha e a água. Duplicada. parecendo quase partido. especialmente nihi dão a ideia de silencioso. que são pequenas e redondas e quase invisíveis na chava. nos momentos de oração. é o da água caindo gota a gota. Esta raiz significa escorrer. e.

maior do que a razão indutiva. temos assim na palavra. com uma montanha. completa Aumakua o "mais velho. Pili: Esta raiz tem o significado de fixar-se a uma coisa. e akua-ulu "o deus que inspira os homens". o guia e o patrão. akuanoho ou "o deus que habita com o 'homem". ni significa falar ou murmurar. o professor. Kua é o ponto mais alto da terra. A palavra para o médio eu é uhane. o outro sendo. Ma é entrelaçar. paternal eu". acima do eu inferior e médio. o eu. os cordões da substância sombreada são retirados da mesma maneira quando alguém toca o bálsamo pegajoso do papel mata-moscas. ha é um cano ou canal para água e indica as possibilidades do médio eu para tomar e transportar a força vital fabricada pelo eu inferior. também um período de tempo. sejam empregados. como a vinha. companheiros ou associados íntimos. Em au-ma-kua. Era o hóspede na casa corpórea. Au-ma-kua é um dos três termos para o Eu Superior. A idéia de "falar" é encontrada nas palavras usadas para nomear o eu inferior e médio. au. A palavra akua foi traduzida para "deus" mas . É de se notar que a capacidade de falar é peculiar aos seres humanos e os situa à parte do resto do reino animal. e da abreviação da palavra e pequena descrição da matéria contida em suas vê-se que os antigos kahunas não acreditavam que o médio eu tivesse muita habilidade inata. um posterior significado foi incluído que é o da volta das formas de pensamento vitalizadas pelo Eu Superior — isto tomando a forma de resposta às orações. Significa também a ligação de uma pessoa à outra. Após o toque. e uma condição na qual alguém é completamente comprometido em um certo curso de ação ou em um curso de conduta. dando no símbolo do Eu Superior como o altíssimo ou o mais evoluído. As raízes combinadas makua dão o significado de pai.383 esse duplo significado. Este é um bastante definido e direto ajuste de relações do eu inferior e médio. inteiramente confiável. A raiz u tem o significado de eu. isto é. igual ao profeta que vê o futuro e o descreve. já descrito. uma ação mental. um fluir de água. assim como o corpo sombreado do eu inferior fixa-se a tudo aquilo que toca.

A espiritualidade (para usar a palavra no sentido ocidental) é simbolizada pela luz. um sêr. e de . Ela é o símbolo da condição normal quando o homem é livre de complexos culposos e o seu eu inferior mantém um contato apropriado com o Eu Superior. transferir de um lugar para outro. dirigindo-se aos mares do sul. tornando-se condição realizada. o Eu Superior. Ho-ano é traduzida por "reverenciar no mais alto grau". há mais de um século. Ka é irradiar ou o alcançar entre dois pontos. apontando a vinha e a sua geral simbologia de força vital e indicando a relação da força vital e o cordão sombreado de conexão dirigindo-se para o Eu Superior. supondo-se. significa fazer ou estabelecer as fundações de um trabalho — sugerindo que uma oração com divisões de força vital lança um fundamento para a resposta de uma oração. assim esta purificação é um processo que envolve o alcançar a fonte da Luz simbólica. La-la significa espalhar-se ou dividir. Ka-la é a purificação cerimoniosa para remover as fixações culposas que "bloqueiam o caminho". e la e Luz. e o seu significado foi dado à palavra quando traduziu-se a Bíblia para o havaiano. A-la é um caminho.384 tem um significado mais aproximado de alto sêr. portanto. um grau acima na escala evolucionária do que o chamaríamos o Akua Aumakua. O significado derivado é. (Au-m-akua. La-a é ser consagrado e santo. Das raízes da palavra vem o significado completamente diferente da idéia Cristã de "reverência". Hoo-lala. de no. Ela significa o sol ou luz. entregando-lhe as orações bem como a força vital a ser usada na transformação em "sementes" ou formas de pensamento de oração "crescendo". A raiz la faz parte de diversas palavras usadas como símbolos. e simboliza o caminho normal de conexão ao longo do cordão sombreado que liga ao Eu Superior. É de se imaginar que em suas viagens próximo ao Egito. os kahunas tivessem deixado para trás algumas de suas idéias Huna ao tocarem diversos países no caminho. Em Aumaka a palavra raiz akua permanece clara. formação que poderia dar a palavra aum ou om usadas nas religiões orientais. na qual a primeira raiz é a causativa.

damos a palavra para "profeta" ka-ula. até que tais estudantes possam mostrar porque centenas de palavras similares não puderam ser traduzidas de acordo com o significado de suas raízes pelos Missionários e por Lorrin Andrews ao fazer o seu dicionário em 1865. que ligando o processo de oração com o imediato produz a cura instantânea. wai. Em ambas se vê a palavra para água. Em suas raízes traduz. Todavia. "fazer a luz" e este produzir de luz ou restaurar a relação normal com o Eu Superior. sementes. tanto quanto é seu significado médio e geral. Na primeira palavra a raiz ha significa o tubo ou o canal através do qual a água escorre. cordão ou fio. Hoo-la significa curar. Duas palavras similares são usadas "na oração para algo desejado" que são wai-ha e wai-pa. Alguém poderá seguramente concluir que tal inter-relacionamento de significados não poderia ser acidental. e que não conheciam nada de Psicologia e não eram iniciados em Huna. conforme usada na segunda palavra. encontramos o significado de "dividir" que simboliza a divisão ou o espalhar de força vital entre o eu inferior e o Eu Superior. simboliza o elemento básico na cura. Ano significa também "imediatamente". Sem as traduções das raízes é impossível ver-se a menor razão para certos significados dados às palavras. Mas a utilização atual segue os moldes estabelecidos pelos primeiros Missionários chegados ao Havaí. Esta palavra significa corda. Por exemplo. Existem muitas e muitas palavras empregadas na linguagem dos kahunas que contêm significados diretos ou raízes simbólicas. simbolizando a força vital. mostrando que a oração é um processo no qual a força vital escoa para o Eu Superior e a raiz a-ha expandida dá o sentido de cordão ou fio. Tais significados parecem . Na raiz pa.385 ano. parece muito mais segura usar a tradução das raízes. Transferir sementes simboliza enviar formas de pensamento de oração ao longo do cordão sombreado do Eu Superior. Por esta razão é muito natural que os estudantes modernos da língua havaiana levantem objeções ao sistema de enraizar as traduções usadas nestes estudo.

 Os vários passos do processo de cura Huna podem ser traçados dos termos usados pelos kahunas. isto. no corpo sombreado do Eu Superior. O ritual purificador ka-la reabre o caminho de conexão com o Eu Superior.386 extremamente absurdos para a idéia secundária de "profeta". simbolizando o conhecimento iluminado que vem somente do Eu Superior. quando traduzidos através de seus significados de raiz. Injúrias feitas a outros devem findar e antigas mágoas devem desaparecer. Com o "caminho" simbólico aberto à sua condição normal. ou efetuar a mudança de seu futuro para melhor. A raiz kau significa colocar alguma coisa num lugar alto} seja a forma de pensamento de uma oração pedindo visões do futuro. Este é (passo que envolve três elementos ou ações. a oração para a condição desejada deve ser feita. adicionando o sentido figurado por intermédio de símbolos fornece um discernimento da teoria bem como a prática de curar e seus rituais relacionados. mas se alguém tem conhecimento da crença kahuna que os profetas adquirem informações relativas ao futuro do Eu Superior por meio do cordão sombreado de conexão o entendimento torna-se claro. Os ataques de espíritos que procuram vingar aquele que foi injuriado devem acabar. o passo preliminar é o ka-la ou seja a purificação dos pecados e outras fixações que bloqueiam o caminho de livre contato com o Eu Superior do paciente. provocando assim a formação de um forte agrupamento de formas de pensamento a ser enviada ao Eu Superior e (3) o Eu Superior deve ser . naturalmente. A raiz la completa o quadro. Estes termos. A raiz ka tem o significado intimo de alcançar de um lugar a outro como o cordão sombreado. Para curar uma pessoa de doenças físicas ou mentais. (2) A oração deve ser completamente estabelecida em todos os seus detalhes e rezada três vezes. quando houver algum. (1) Uma sobrecarga de força vital deve ser recolhida pelo kahuna oficiante.

(C) Efetuar uma mudança ou transformação de alguma coisa. ua é chuva. o que simboliza a formação do cacho. O dicionário dá a esta palavra o significado de "solenizar a mente para "venerar". pouco importando os meios usados. abreviando. neste caso com o sentido de deixar a força vital e a forma de pensamento passar do eu inferior para o Eu Superior. forma de pensamento da oração. Significa também existir num estado não iluminado pelo tempo ou pelo espaço. Na segunda frase. noa significa terminar o ritual de oração e traduz-se por "desprender". A tradução destas duas frases é dada por Thrum como "A oração começa a voar" — "Deixe a chuva derramar suas bênçãos". Isto quer dizer agir ou fazer alguma coisa sem limitações. A tradução das raízes nos dá diversos significados muito mais importantes e iluminados: (A) Fabricar sementes. Ação Nº 1 é hoo-mana ou "fabricar mana". (D) Praticar algo novo. aquela que seria de seu intento ao orar para uma nova condição. Ação Nº 3 era descrita nos finais habituais das orações dos kahunas quando diziam. "Amama ua noa" — "Lele wale akua la". A tradução no dicionário para esta palavra é "venerar" que não é nada daquilo que a raiz sugere. ele significa iniciar um vôo para o além e simboliza o movimento da oração para o Eu Superior. (B) Formar uma imagem. neste caso uma mudança da condição presente não desejada para a condição desejada e pela qual oramos. Ação Nº 2 é hoo-anoano. símbolo da força vital ou forma de pensamento (pequeninas gotas de água simbólica da forma de pensamento. e é a coisa dada. em lugar de modificar uma condição já presente. descreve perfeitamente o fato de que os eu inferiores não podem entender os caminhos pelos quais o Eu Superior trabalha para produzir . mostrando que Thrum inverteu a sequência das frases. Amama significa dar aos deuses. exatamente a forma de pensamentos da oração realizada — uma imagem mental da coisa desejada. semelhança ou forma.387 alcançado e a oração enviada no fluir de força vital ao longo do cordão sombreado de conexão. Todavia as raízes nos contam uma outra história. Wale tem um estranho significado não podendo ser traduzido.

 É evidente que muitas palavras e frases usadas pelos kahunas estão atualmente perdidas. Nenhuma . Os kahunas não reconheciam nenhuma Salvação e nenhum Salvador. significando "produzir vida". continuando a viver nos corpos sombreados no meio das imagens semelhantes ao sonho dos ambientes familiares. descida das formas de pensamento do Eu Superior para atuar como um presságio se a oração será ou não concedida. Em o-la a raiz mostra que a vida depende da ação simbólica (o) de tocar o Eu Superior (la).. assim procuramos a palavra correspondente para vermos o que os kahunas pensavam a respeito dela. como são encontrados em muitas religiões. seja na vida física ou após a morte. desde que um contato normal fosse mantido em condição propícia. Se uma oração fosse feita para um suprimento de bens da terra. o Eu Superior. em seu reino de Luz simbólica. Akua-la diz para quem a oração foi enviada. Elas não aparecem nos dicionários dos dialetos polinésios e não há mais kahunas que conheçam completamente o antigo segredo. que possui o significado geral de pedir pelo "derramamento". volta. Uma variação da palavra é hoo- ola. A condição de ser curado é chamada hoo-la o que significa um contato normal com a Luz ou Eu Superior restabelecido. Quando uma oração é feita. A palavra relativa era pau-lele que significa "parar o vôo para cima" e indica a condição de confiança na qual toda oração acaba. a fé é requerida no Cristianismo.388 resposta às nossas orações. O significado secundário desta frase deve ser procurado nas palavras combinadas dando lelewale). este era chamado pelos kahunas de la-ko que de suas raízes significa "possuir Luz".. Acreditava-se que o Eu Superior podia prover todas as necessidades para a vida e o bem estar dos eu inferiores. Para eles a salvação era uma condição normal na qual um intercâmbio regular era mantido com o Eu Superior de cada pessoa.

para darmos como exemplo.389 palavra foi encontrada para descrever o passeio sobre o fogo.  . apesar da demonstração cerimonial do poder da oração ao Eu Superior fazer parte dos povos havaianos há menos de um século.

No devido tempo tornou-se capaz de pedir imunidade ao fogo e de obtê-la.) Nestas duas práticas podemos verificar a "apresentação" aos Seres Superiores em seus primeiros treinamentos. que usava genuína magia em suas apresentações.390 Notas sobre um mágico de palco que usava genuína magia do fogo O mágico de palco. Ao entrar em contato com as chamas ou calor ele sentia que automaticamente de seu íntimo nascia a oração. mas invisível e intangível. (Anteriormente. Os mais velhos. frequentemente. ao iniciar suas apresentações com o fogo. recebendo a proteção natural. demonstravam-lhe sua habilidade em rezar ao deus das chamas. ele não mais necessitava orar. a subir uma escada feita de lâminas de espadas. Eles estendiam suas mãos sobre as chamas sem se ferirem e debaixo dessa proteção o menino também as colocava. Pouco a pouco ele começou a ficar consciente de algo ligado às chamas. foram mencionados no texto de meu relatório estes mágicos que rolam sobre vidro quebrado e cujos cortes fecham-se instantaneamente a uma palavra formulada pelo chefe de cerimônia. Nativos passeadores sobre o fogo o adotaram e começaram a ensinar lhe sua arte. continuou a observar estas regras e. Ele sentava-se todos os dias. recebendo imunidade ao fogo. observando somente a regra de não fazer nada que pudesse ferir os outros ou torná-lo envergonhado. Em sua vida adulta. veio à minha presença perguntando-me se eu o entenderia no caso de me contar a verdade acerca de seu treino e sua apresentação. diante de uma pequena lamparina tentando sentir deus atrás das chamas. ficou órfão num isolado distrito daquele país. de pais brancos. . o mesmo que acontece aos estudantes kahunas ao aprenderem o controle do tempo. Nascido na Índia. quando era ainda muito criança. Ele não passou por nenhum ritual ou processo de purificação. Sua esposa tinha aprendido de religiosos japoneses. durante algum tempo.

que é o símbolo típico Huna para as formas de pensamento. na oração da morte são atribuídas aos espíritos atacantes que. retiram os condutores de força vital da vítima. Esta é chamada ana- ana no Havaí mas a palavra é aplicada a qualquer forma de adivinhação ou feitiçaria. como numa sugestão super-hipnótica. A raiz ana significa estar "saciado por comida" mostrando que os espíritos. A palavra significa também "tremer de grande cansaço" indicando o fato de que a morte é ocasionada pela perda de força vital. ficando eles satisfeitos e provocando a sua morte.391 A ORAÇÃO DA MORTE (vide nota no final do Capítulo IV). forçam-no. implantando no centro da consciência do eu inferior da vítima. A palavra completa significa também algo ocorrendo "nas pequenas bolas". a deixar que se agarrem a seu corpo sombreada e daí retiram toda força vital. . atacando. e que.

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