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Os Determinantes na Escolha dos Alimentos

1. Introdução  
Dada a prioridade para a mudança na dieta da população existe a necessidade de uma maior compreensão dos determinantes 
que  afetam  a  escolha  dos  alimentos.  Esta  análise  examina  as  principais  influências  na  escolha  dos  alimentos  com  uma 
incidência nas que são suscetíveis de mudança e debate algumas intervenções de sucesso.  

2. Os principais determinantes na escolha dos alimentos  
O  principal  motor  para  a  alimentação  é,  obviamente,  a  fome,  mas  o  que  escolhemos  comer  não  é  determinado 
exclusivamente  por  necessidades  fisiológicas  ou  nutricionais.  Alguns  dos  outros  principais  fatores  que  influenciam  a  escolha 
dos alimentos incluem:  
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Determinantes biológicos, tais como a fome, o apetite e o sabor  
Determinantes económicos, tais como o custo, o rendimento e a disponibilidade  
Determinantes físicos, tais como acesso, a educação, as competências (por exemplo, cozinhar) e o tempo  
Determinantes sociais, tais como a cultura, a família, os colegas e os padrões de refeições  
Determinantes psicológicos, tais como o humor, o stress e a culpa  
Atitudes, crenças e conhecimentos sobre alimentos  

Partindo  da  lista  acima,  que  não  é  exaustiva,  a  complexidade  da  escolha  dos  alimentos  é  óbvia.  Os  fatores  da  escolha  dos 
alimentos  também  variam  consoante  a  fase  da  vida  e  a  influência  de  um  fator  varia  consoante  o  indivíduo  ou  grupo  de 
pessoas. Assim, um tipo de intervenção para modificar o comportamento na escolha dos alimentos não se irá adequar a todos 
os grupos de população. Em vez disso, as intervenções devem ser direcionadas para os diferentes grupos da população, tendo 
em consideração os inúmeros fatores que influenciam as respetivas decisões na escolha dos alimentos.  

2.1 Os determinantes biológicos na escolha dos alimentos  
A fome e a saciedade  
As  nossas  necessidades  fisiológicas  fornecem  os  determinantes  básicos  na  escolha  dos  alimentos.  Os  seres  humanos 
necessitam  de  energia  e  nutrientes  para  sobreviver  e  irão  reagir  às  sensações  de  fome  e  saciedade  (satisfação  do  apetite, 
estado  de  ausência  de  fome  entre  dois  episódios  alimentares).  O  sistema  nervoso  central  está  envolvido  no  controlo  do 
equilíbrio entre a fome, a estimulação do apetite e a ingestão de alimentos.  
 
Os  macronutrientes,  ou  seja,  os  hidratos  de  carbono,  as  proteínas  e  as  gorduras  geram  sinais  de  saciedade  de  intensidade 
variável.  O  equilíbrio  das  provas  sugere  que  a  gordura  tem  o  menor  poder  saciante,  os  hidratos  de  carbono  têm  o  efeito 
intermédio e as proteínas são os macronutrientes mais saciantes (Stubbs et al. 1996).  
 
Foi  demonstrado  que  a  densidade  energética  das  dietas  exerce  efeitos  potentes  na  saciedade;  as  dietas  de  baixa  densidade 
energética geram maior saciedade do que as dietas de alta densidade energética. A alta densidade energética dos alimentos 
com  elevado  teor  de  gordura  e/ou  açúcar  também  pode  resultar  no  "excesso  de  consumo  passivo",  no  qual  é 
involuntariamente ingerida energia em excesso e sem o consumo de porções adicionais.  
 
Um sinal importante de saciedade pode ser o volume de alimentos ou o tamanho das porções consumido. Muitas pessoas não 
têm consciência do que são tamanhos de porção adequados e assim consomem inadvertidamente energia em excesso.  

Palatabilidade  
A  palatabilidade  é  proporcional  ao  prazer  que  alguém  sente  quando  come  um  determinado  alimento.  Depende  das 
propriedades sensoriais do alimento, tais como o sabor, o cheiro, a textura e o aspeto. Os alimentos doces e com elevado teor 
de gordura têm um inegável apelo sensorial. Não surpreende então que a comida não seja exclusivamente considerada uma 
forma de nutrição, sendo frequentemente consumida pelo prazer que proporciona.  
 
A  influência  da  palatabilidade  sobre  o  apetite  e  a  ingestão  de  alimentos  nos  seres  humanos  tem  sido  investigada  em  vários 
estudos. Existe um aumento na ingestão de alimentos à medida que a palatabilidade aumenta, mas o efeito da palatabilidade 
sobre  o  apetite  no  período  após  o  consumo  não  é  claro.  Uma  maior  diversidade  de  alimentos  pode  também  aumentar  a 
ingestão energética e de alimentos e, a curto prazo, comprometer o equilíbrio energético (Sorensen et al. 2003). No entanto, 
os efeitos a longo prazo da regulação energética são desconhecidos.  

Aspetos sensoriais  
O  "sabor"  é  frequentemente  mencionado  como  tendo  uma  grande  influência  no  comportamento  alimentar.  Na  realidade  o 
"sabor" é a soma de todos os estímulos sensoriais que é produzida pela ingestão de um alimento. Isto inclui não só o sabor 
por  si  só,  mas  também  o  cheiro,  aspeto  e  a  textura  dos  alimentos.  Pensa­se  que  estes  aspetos  sensoriais  influenciam,  em 
particular, a escolha espontânea dos alimentos.  
 
Desde  uma  tenra  idade,  o  sabor  e  a  familiaridade  influenciam  o  comportamento  em  relação  aos  alimentos.  Um  gosto  pelos 

 

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  quantificar  as  influências  sociais  sobre  a  ingestão  de  alimentos  é  difícil  porque  as  influências  que  as  pessoas têm sobre o comportamento alimentar dos outros não se limitam a um tipo e as pessoas não estão necessariamente  conscientes das influências sociais que são exercidas no seu comportamento alimentar (Feunekes et al. crenças e expectativas (Clarke 1998).  podem  resultar  em  restrições.  as  influências  culturais  são  suscetíveis  à  mudança:  quando  se  mudam  para  um  novo  país  os  indivíduos  muitas  vezes  adotam  hábitos alimentares específicos da cultura local. respetivamente (Sorensen et  al.  o  acesso  a  mais  dinheiro  não  corresponde  automaticamente  a  uma  dieta  de  melhor  qualidade. Os estudos de  populações aqui mostrados são as diferenças nítidas nas classes sociais relativamente à ingestão de alimentos e nutrientes. Além disso.     É  amplamente  reconhecido  que  a  família  tem  impacto  nas  decisões  alimentares.  exigindo  diferentes níveis de competência e métodos de intervenção.     O  apoio  social  pode  ter  um  efeito  benéfico  sobre  as  opções  alimentares  e  mudança  para  uma  dieta  saudável  (Devine  et  al. As  preferências de sabor e as aversões aos alimentos desenvolvem­se através de experiências e são influenciadas pelas nossas  atitudes.2 doces e uma aversão pelo amargo são considerados traços humanos inatos.eufic.  tais  como  a  exclusão  da  carne  e  do  leite  da  dieta.  quer  consciente  (transferência  de  crenças)  quer  subconsciente. em particular.   2.2 Os determinantes económicos e físicos na escolha dos alimentos   Custo e acessibilidade   Não existe dúvida que o custo dos alimentos um dos principais determinantes na escolha dos alimentos.  No  entanto.  Isto  é  especialmente  verdade  para  os  que  comem  a  horas  irregulares  ou  que  têm  requisitos  específicos. Com a maioria das mulheres e os homens adultos no emprego.  quer  direto  (comprando  comida)  quer  indireto  (aprender  com  o  comportamento  dos  pares).  os  vegetarianos (Faugier et al.  No  entanto.  especialmente  em  termos  dos  alimentos  disponíveis. O apoio social pode melhorar a promoção da saúde ao favorecer um sentido de pertença ao grupo e ao ajudar as  pessoas a serem mais competentes e autoeficazes (Berkman 1995).  A  maioria  dos  estudos  investiga  os  fatores  que  influencia  a  opção  de  alimentos  habituais.  No  entanto.   Cenário social   Embora a maioria dos alimentos seja comida em casa.  2000). As  dietas  pobres  podem  resultar  em  sub­  (deficiência  em  micronutrientes)  e  sobrenutrição  (consumo  energético  excessivo  que  resulta  em  excesso  de  peso  e  obesidade);  trata­se  de  problemas  enfrentados  por  diferentes  setores  da  sociedade.   Contexto social   As  influências  sociais  sobre  a  ingestão  de  alimentos  referem­se  ao  impacto  que  uma  ou  mais  pessoas  têm  sobre  o  comportamento  alimentar  de  terceiros.3 Determinantes sociais na escolha de alimentos   A influência da classe social   O que as pessoas comem é formado e restringido por circunstâncias que são essencialmente sociais e culturais.org .  Em  contraste.  o  acesso  a  opções  alimentares  saudáveis  é  limitado  em  muitos  ambientes  escolares/laborais.   Educação e Conhecimentos   Os estudos indicam que o nível de educação pode influenciar o comportamento dietético durante a idade adulta (Kearney et al. O custo ser proibitivo  depende essencialmente do rendimento e estatuto socioeconómico de uma pessoa.  melhorar  apenas  o  acesso  não aumenta a compra de fruta e legumes adicionais. por exemplo.  Mesmo  quando  se  come  sozinho.  2000).  No  entanto. a disseminação das informações sobre nutrição vem de uma diversidade de  fontes e é considerada contraditória ou não fiável. no  trabalho  e  em  restaurantes.  a  escolha  dos  alimentos  é  influenciada  por  fatores  sociais  porque  as  atitudes  e  os  hábitos  desenvolvem­se  através  da  interação  com  terceiros.  em  determinados  casos. O apoio social a nível familiar e dos colegas foi associado de forma positiva a melhoramentos no consumo de fruta e  legumes (Sorensen et al.  A  disponibilidade  de  alimentos  saudáveis  em  casa  e  "fora  de  casa"  aumenta  o  consumo  deste  tipo  de  alimentos.  Deste  modo. 1998a) e à fase de preparação para melhorar os hábitos alimentares.  A  investigação  mostra  que  a  formação  das  opções  alimentares  tem  lugar  em  casa. presentes desde o nascimento (Steiner 1977). a adoção de estratégias de dieta que sejam aceitáveis para os mesmos pode  beneficiar o indivíduo.  Isto  deve­se  ao  facto  de  os  conhecimentos  de  saúde  não  resultarem  em  ação  direta  quando  os  indivíduos  não  estão  seguros  de  como aplicar os seus conhecimentos.  os  conhecimentos  de  nutrição  e  os  bons  hábitos  alimentares  estão  fortemente  correlacionados. sendo que as suas motivações variam consoante  as  ocasiões. nas escolas.  O  local  no  qual  se  come  pode  afetar  a  escolha  dos  alimente. é claro. consumir quantidades baixas de fruta e legumes (De  Irala­Estevez  et  al.  Como  os  familiares  e  os  amigos  podem  ser  uma  fonte  de  encorajamento  na  introdução e manutenção de mudanças de dieta.   2. os quais ainda são considerados proibitivamente dispendiosos (Dibsdall  et al. através dos profissionais de cuidados de saúde. 1998). é uma área de investigação importante (Devine 2003). Os grupos de baixo rendimento têm uma  maior tendência para consumir dietas desequilibradas e. uma proporção crescente é comida fora.  2000).  mas  pode  ser  útil    www. tal como as opções alimentares.  nas  embalagens de alimentos e. o qual depende de recursos tais  como transporte e localização geográfica.   Influências culturais   As influências culturais resultam na diferença no consumo habitual de determinados alimentos e nas tradições de preparação  e. 1998b).4 Padrões de refeições   As pessoas têm muitas ocasiões diferentes para se alimentarem diariamente. A comida saudável tende a ser mais dispendiosa quando disponível nas povoações e  cidades  em  comparação  com  os  supermercados  nos  arredores  (Donkin  et  al.  No  entanto. mas a gama de alimentos a partir da qual se pode escolher deve ser maior. 2003). 2001).     A acessibilidade a lojas é outro fator físico importante que influencia a escolha dos alimentos. 1997).   2. o que desencoraja a motivação para a mudança (De Almeida et al.  é  importante  transmitir  mensagens  exatas  e  consistentes  através  dos  vários  meios  de  comunicação.  por  exemplo. a influência do trabalho nos  comportamentos alimentares. tendo simultaneamente um efeito nos hábitos alimentares dos outros (Anderson et al 1998).  2003).

  os  indivíduos  com  peso  normal  e  excesso  de  peso  podem  ter  estratégias  diferentes  para  lidar  com  a  situação quando estão gratuitamente disponíveis petiscos e também no que diz respeito aos seus mecanismos compensatórios  nas  refeições  subsequentes.   4. o nosso entendimento das atitudes do consumidor foi pouco investigado (Gibney  2004).  Hoje. resultando na necessidade irreprimível da sua ingestão. no entanto.  Uma  melhor  compreensão  da  perceção  do  público  das  suas  dietas  ajudaria  a  conceber  e  implementar  iniciativas  de  alimentação saudável.  2003).  mas  não  necessariamente  sobre  o  índice  de  massa  corporal  (Hampl  et  al.   Humor   Hipócrates foi o primeiro a sugerir o poder sarador dos alimentos.  familiares  e  socioculturais.  psicológicos.  ansiedade  não  específica.  uma  altura  em  que  o  total  de  ingestão  de  alimentos  aumenta  e  ocorre  uma  mudança  paralela  na  taxa  metabólica basal (Dye & Blundell 1997).  A  ocorrência  de  distúrbios  alimentares  está  frequentemente  associada  a  uma  autoimagem  distorcida.     Muitos indivíduos expressam um desejo de perder peso ou de melhorar a sua forma física e assim investem em abordagens  para atingir o seu índice de massa corporal ideal. "optar por uma alimentação saudável" (32%) e "o que a minha família quer comer" (29%). Uma das formas de controlo cognitivo sobre a ingestão de alimentos mais postas em prática é a dieta.  "sabor" (38%). Atitudes.   3. conhecimentos e enviesamento otimista do consumidor   Atitudes e crenças do consumidor   Nas áreas da segurança alimentar e nutrição.  Em  geral.eufic. o consumo de tabaco ou as opções alimentares.     O  tratamento  de  um  distúrbio  alimentar  geralmente  requer  a  estabilização  do  peso  e  psicoterapia  individual.     Os  estudos  também  sugerem  que  se  o  stress  de  trabalho  for  prolongado  ou  frequente.  As  provas  demonstram  que  os  lanches  podem  ter  efeitos  sobre  a  ingestão  de  energia  e  nutrientes.  a  composição  dos  lanches  pode  ser  um  aspeto  importante  na  capacidade  dos  indivíduos ajustarem a ingestão para satisfazer as necessidades energéticas.  Além  disso. em vez de  proibir lanches prejudiciais para saúde. 2000).  fisiológicas  (apetite  reduzido  causado  pelos  processos  associados  ao  stress)  e  mudanças  práticas  nas  oportunidades  de  alimentação.     A influência do stress nas opções alimentares é complexa não menos devido aos diversos tipos de stress que podemos sofrer.  Além  disso.     É  interessante  verificar  que  aparentemente  a  influência  dos  alimentos  sobre  o  humor  está  relacionada  em  parte  com  as  atitudes  em  relação  a  determinados  alimentos. O humor  deprimido  parece  influenciar  a  gravidade  destes  desejos.     Os  efeitos  dos  lanches  sobre  a  saúde  têm  sido  amplamente  debatidos. crenças. tais  como a atividade física.  obsessão.  baixa  autoestima.     Ajudar jovens a escolher opções de lanches saudáveis coloca um desafio a muitos profissionais da saúde. o humor e o stress podem influenciar o comportamento de escolha dos alimentos e possivelmente reações de  curta e longa duração a intervenções dietéticas.  o  comportamento  alimentar  é  muitas  vezes  objeto  de  um  sofisticado  controlo cognitivo.  A  etiologia  dos  distúrbios  alimentares  é  normalmente  uma  combinação  de  fatores.  stress  e  infelicidade  (Mac  Evilly  &  Kelly  2001).     Os  mecanismos  propostos  para  mudanças  induzidas  pelo  stress  na  escolha  de  refeições  e  alimentos  são  diferenças  motivacionais  (preocupação  reduzidas  com  o  controlo  do  peso). as pessoas com elevadas restrições  e  algumas  mulheres  afirmam  sentir­se  culpadas  por  não  comerem  o  que  pensam  que  deviam  comer  (Dewberry  &  Ussher  1994).  No  entanto.  as  opções  de  alimentos  saudáveis  fora  de  casa  também  têm  de  estar  mais  prontamente  disponíveis. Estes são números    www. As pessoas em dieta. aumentando a possibilidade de ganho de peso e o consequente risco cardiovascular (Wardle et al. Distúrbios alimentares   Contrariamente  a  muitas  outras  funções  biológicas.  podem  resultar  mudanças  dietéticas  adversas.  incluindo  os  biológicos.5 Fatores psicológicos   Stress   O stress psicológico é uma característica comum da vida moderna e pode modificar comportamentos que afetam a saúde.  Além  disso.  A  prevenção  é  mais  difícil  de  definir  mas  são  incluídas  as  seguintes  sugestões:  evitar  o  abuso  infantil;  evitar  analisar  ao  pormenor  os  problemas  de  dieta  e  saúde;  mostrar  afeto  sem  superproteger;  não  impor  padrões  impossíveis;  recompensar  os  pequenos  sucessos do presente; encorajar a independência e sociabilidade (Mac Evilly & Kelly 2001).org . uma abordagem mais positiva pode ser a introdução a opções de lanche saudáveis ao  longo  do  tempo.  do  fator  de  stress  e  das  circunstâncias. Nutrição e Saúde concluiu que as cinco principais  influências  na  escolha  dos  alimentos  nos  15  estados­membros  europeus  são  "qualidade/frescura"  (74%).   2.  Os  relatos  de  desejos  por  alimentos  são  também  mais  comuns  na  fase  pré­menstrual.     O Inquérito Pan­Europeu das Atitudes dos Consumidores Face aos Alimentos. só na idade média é que os alimentos passaram  a  ser  considerados  uma  ferramenta  para  modificar  o  temperamento  e  o  humor. Em casa. No entanto.  na  disponibilidade  dos  alimentos  e  na  preparação de refeições.  A  relação  ambivalente  com  a  comida  –  querer  usufruir  da  fruta  mas  estar  consciente do ganho de peso é uma luta experimentada por muitos.3 investigar o que influencia a escolha dos alimentos nas diferentes ocasiões de refeição.     Por conseguinte.  O  efeito  do  stress  na  ingestão  de  alimentos  depende  do  indivíduo.  reconhece­se  que  os  alimentos  influenciam o nosso humor e que o humor tem uma forte influência sobre a nossa escolha de alimentos.     As mulheres referem mais habitualmente estes desejos irreprimíveis por determinados alimentos do que os homens.  "preço"  (43%).  muitas  pessoas comem mais e algumas comem menos do que o normal sob o efeito do stress (Oliver & Wardle 1999). podem surgir problemas quando as dietas e/ou o exercício físico  são  levados  ao  extremo.  as  tentativas  de  restringir  a  ingestão  de  determinados  alimentos  podem  aumentar  o  desejo  para  estes  alimentos específicos.

 que diferem significativamente de país para país.  especialmente  pelos  jovens  e  indivíduos  de  formação  superior  (Lappalainen  et  al.  Deste  modo.  a  compreender  como  é  que  as  pessoas  tomam  decisões  sobre  a  sua  saúde.  Este  falso  otimismo  também  se  reflete  nos  estudos  que  demonstram  a  forma  como  as  pessoas  subestimam  a  sua  probabilidade  de  ter  uma  dieta  com  elevado  teor  de  gordura  em  relação  aos  outros  (Gatenby  1996)  e  como  alguns  consumidores  com  um  teor  baixo de ingestão de fruta e legumes consideram­se "grandes consumidores" (Cox et al.  1996).  ainda  se  encontram  bastante  longe  dos  objetivos  de  nutrição  de  saúde  pública  geralmente  aceites  (Gibney  2004). as suas atitudes podem tornar­se mais favoráveis e.  as  mulheres.  As  pessoas  que  vivem  sozinhas  ou  que  cozinham  para  uma pessoa só procuram alimentos pré­preparados em vez de cozinharem a partir dos ingredientes básicos.  Nos EUA foi referida seguinte ordem dos fatores que afetavam as escolhas dos alimentos: sabor.     www.  foi  proposta  como  solução  (Dibsdall  et  al. posteriormente. 1997).     As atitudes e crenças podem mudar e realmente mudam; a nossa atitude em relação à gordura dietética mudou nos últimos  50 anos com uma correspondente diminuição na quantidade absoluta de gorduras ingeridas e uma mudança na proporção de  gordura saturada e não saturada.  a  falta  de  conhecimentos  e  a  perda  de  competências  de  cozinha  também  inibem  a  aquisição  e  a  preparação  de  refeições  a  partir  dos  ingredientes básicos.  As  intervenções  direcionadas  a  estes  grupos  devem  considerar  a  perceção  dos  determinantes de escolha de alimentos.  especialmente  no  caso  dos  consumidores  com  baixos  rendimentos.  1997).   O Modelo de Crenças de Saúde (HBM) e a Teoria da Motivação para a Proteção   O HBM foi originalmente proposto por Rosenstock (1966).  Os  esforços  dos  governos.4 médios obtidos ao agrupar os resultados dos 15 estados­membros europeus.  Este  elevado  nível  de  satisfação  com  as  dietas  atuais  foi  referido  pelos  australianos  (Worsley  &  Crawford  1985).org .     A  educação  sobre  como  aumentar  o  consumo  de  fruta  e  legumes.  Também  têm  sido  utilizados  para  prever  a  probabilidade  de  ocorrência  de  mudança  no  comportamento dietético. 1998a). pode  ser  mais  provável  que  mudem  as  suas  dietas  (Paisley  et  al.  Estes  produtos  são  mais  caros  do  que  os  produtos  a  granel  mas  as  pessoas  estão  dispostas  a  pagar  o  custo  extra  devido  à  conveniência  que  proporcionam.  os  indivíduos  mais  velhos  e  os  de  maior  formação  consideraram  os  "aspetos  relacionados  com  a  saúde"  como  particularmente  importantes.   5. Este modelo também sugere que  as pessoas necessitam de algum tipo de "deixa" para implementar uma ação de mudança de comportamento ou para tomar  decisões relacionadas com a saúde. realizam uma análise custo­benefício.  Para  os  que  acreditam  que  as  suas  dietas  são  saudáveis  foi  sugerido  que  se  as  suas  crenças  sobre  os  resultados da mudança de dieta puderem ser alteradas.  de  modo  a  que  não  se  incorra  em  despesas  e  esforços  adicionais.  a  vacinação  e  a  conformidade  com  os  conselhos  médicos. Modelos para mudar o comportamento   Modelos comportamentais de saúde   Compreender como é que as pessoas tomam decisões sobre a sua saúde pode ajudar a planear estratégias de promoção da  saúde.  Os  homens  selecionavam  o  "sabor"  e  "hábito"  com  mais  frequência como os principais determinantes para a sua escolha de alimentos.  em  particular. preparados e prontos a cozinhar no  mercado  da  fruta  e  legumes. 1998).  como  o  rastreio.  1997).  É  aqui  que  a  influência  da  psicologia  social  e  dos  modelos  de  base  teórica  associados  desempenha  um  papel. Barreiras à mudança de dieta e estilo de vida   Foco no custo   Os  rendimentos  do  agregado  familiar  e  o  custo  dos  alimentos  são  um  fator  importante  na  escolha  dos  alimentos. como tal.   6.  1995). por exemplo.  Este  modelo  sugere  que  as  pessoas  que  ponderem  mudar  o  seu  comportamento  têm  de  se  sentir  pessoalmente  ameaçadas  por uma doença/enfermidade e que.  produtores  e  revendedores  para  promover  os  pratos  de  fruta  e  legumes  com  tendo  uma  boa  relação  custo/benefício  pode  também dar um contributo positivo para a mudança de dieta (Cox et al 1998b).  Estes  modelos  ajudam  a  explicar  o  comportamento  humano  e.     No  estado  pan­europeu.eufic. Esta secção centra­se nalguns deles.   Restrições de tempo   A  falta  de  tempo  é  frequentemente  mencionada  como  razão  para  não  seguir  os  conselhos  nutricionais.  Além  disso.  O  potencial  de  desperdício  de  alimentos  resulta  numa  relutância  em  experimentar  "novos"  alimentos  devido  ao  receio  de  serem  rejeitados  pela  família.  autoridades  de  saúde  pública.  Desenvolver  um  maior  leque  de  alimentos  pré­preparados  e  saborosos com bons perfis nutricionais oferece uma via para melhorar a qualidade da dieta destes grupos.  americanos  (Cotugna et al.  2003). Esta necessidade  foi levada em consideração com uma mudança dos produtos a granel aos pré­embalados. tendo sido modificado por Becker (1974). pode ser necessário as futuras intervenções aumentarem a consciencialização entre  a população em geral de que a sua dieta não é totalmente adequada em termos de.  que  é  um  fenómeno  no  qual  as  pessoas  acreditam  que  correm  menos  riscos  de  saúde  em  comparação  com  os  outros. e tem sido utilizado para  prever  o  comportamento  de  proteção  da  saúde. consumo de fruta e legumes  (Cox  et  al. nutrição. O "preço" pareceu ser o aspeto mais importante  para  os  desempregados  e  reformados.  a  perceção  da  necessidade  de  efetuar  a  mudança é um requisito fundamental para iniciar uma mudança na dieta (Kearney et al. conveniência  e preocupações de peso (Glanz et al. 1998). custo.     A  ausência  da  necessidade  de  efetuar  mudanças  na  dieta  sugere  um  elevado  nível  de  enviesamento  otimista.   Enviesamento otimista   Existe  um  baixo  nível  de  perceção  da  necessidade  de  alterar  os  hábitos  de  alimentação  por  razões  de  saúde  entre  as  populações  europeias. Embora estes consumidores tenham uma maior probabilidade de ter uma dieta saudável do que aqueles que  reconhecem  que  a  sua  dieta  necessita  de  ser  melhorada.  Também  é  pouco  provável  que  estes  grupos  fiquem  mais  motivados  com  recomendações de dieta. Por conseguinte.  sendo  que  71%  dos  inquiridos  acreditam  que  as  suas  dietas  já  são  saudáveis  (Kearney  et  al. 1992) e ingleses (Margetts et al.     Se as pessoas acreditarem que as suas dietas já são saudáveis poderá não ser razoável ter a expectativa de que irão alterar  as  suas  dietas  ou  de  que  irão  considerar  uma  alimentação  nutritiva/saudável  um  fator  muito  importante  ao  escolherem  os  seus alimentos.

  2002). Lowe et al.  em  conjunto  com  o  nutricional.  tais  como  a  ingestão  de  gorduras. 1997).  O  modelo  TPB  também tem sido utilizado para explicar atitudes e crenças sobre os alimentos amiláceos no Reino Unido (Stubenitsky & Mela  2000).  aos  seus  pais  e  ao  pessoal  da  escola.     Tem sido sugerido que um modelo por fases pode ser mais adequado para comportamentos mais individualizados e simples.  a  contemplação.  estes  têm  sido  utilizados  em  relativamente  poucas  intervenções  de  nutrição. 2003). Anderson et al. ilustrando que são necessárias abordagens diferentes para grupos de pessoas diferentes ou aspetos diferentes da  dieta. os modelos devem ser encarados como uma forma  de compreender os fatores que influenciam as decisões e o comportamento individual.  provou  ser  mais  popular  para  a  utilização  na  mudança do comportamento em vez de para a explicação do comportamento atual.eufic.  de  multimédia  e  da  Internet. as alterações não visíveis a pratos para baixar o teor de gordura. Além disso. ou seja. Deste modo.     Ter simultaneamente em vista vários fatores dietéticos.  A  ingestão  de  fruta  e  legumes  nas  crianças  aumentou  através  da  utilização  de  cafés.  O  rastreio.  estas  intervenções  direcionadas  foram  razoavelmente  bem­ sucedidas.   Classificação por fases para o comportamento relacionado com a saúde   O modelo Fases de Mudança desenvolvido por Prochaska e colegas sugere que as mudanças de comportamento relacionadas  com  a  saúde  ocorrem  em  cinco  fases  distintas.org .  provou­se  eficaz  no  cenário  dos  cuidados  de  saúde  primários  (Stevens  et  al.  em  contraste  com  outros  modelos  debatidos.     Nos  estudos  dietéticos  o  modelo  TPB/TRA  permite  uma  comparação  da  força  das  influências  exercidas  sobre  os  indivíduos  e  entre grupos da amostra e pode ser utilizado para tentar entender os determinantes da escolha dos alimentos. Foram utilizados  diversos  cenários.  que  têm  demonstrado  aumentar  a  ingestão de fruta e legumes (Cox et al.  a  ação  e  a  manutenção. 1998b. Mudar o comportamento alimentar: intervenções de sucesso   A mudança de dieta não é fácil porque requer alterações de hábitos que foram adquiridos ao longo da vida.  Estes  modelos  baseiam­se na hipótese de que o melhor fator de previsão do comportamento é a intenção comportamental.  Embora  seja  difícil  extrapolar  os  resultados  destes  ensaios  para  outros  cenários  ou  para  o  público  em  geral. No entanto. a combinação da educação nutricional com mudanças no  local  de  trabalho  tem  mais  probabilidades  de  sucesso  especialmente  se  as  atividades  interativas  forem  utilizadas  e  se  essas  atividades se manterem durante longos períodos (Patterson et al. Não obstante o número de modelos de  mudança  de  comportamento.     As  intervenções  no  local  de  trabalho  também  podem  atingir  grandes  números  de  pessoas  e  podem  ser  direcionadas  às  pessoas em risco.  supermercados. preparar e cozinhar os alimentos que comem (Anderson et al.  2004; Baranowski et al.  sal  e  leite.     As  intervenções  em  supermercados  são  populares  pois  é  neles  que  a  maioria  das  pessoas  compra  a  maior  parte  dos  alimentos.     As  escolas  são  outro  cenário  óbvio  de  intervenção  porque  permitem  chegar  aos  estudantes.  as  visitas  guiadas  e  as  intervenções  no  ponto  de  venda  são  formas  pelas  quais  se  podem  fornecer  informações. 1998). ainda não foi feito. O modelo TRA  tem  sido  bem­sucedido  na  explicação  de  comportamentos. Isto provavelmente deve­se ao facto de o  modelo oferecer orientação de intervenção prática que pode ser ensinada aos médicos.  locais  de  trabalho.  O  modelo  pressupõe  que  se  fatores  diferentes  influenciam  transições  em  fases  diferentes.  não  existe  nenhuma  teoria  nem  modelo  com  uma  explicação  e  previsão  satisfatórias  da  gama  completa  de  comportamentos na escolha de alimentos (Nestle et al. Além disso.  como comer cinco porções de fruta e legumes todos os dias ou beber leite magro (objetivos baseados nos alimentos) do que  para mudanças de dieta complexas. sódio e energia  melhoraram  perfil  nutricional  das  cantinas  escolares  sem  se  perder  a  participação  dos  estudantes  no  programa  de  almoço  escolar (Snyder et al. mas a sua  eficácia em qualquer mudança de comportamento real e a longo prazo não é clara atualmente.5 A Teoria da Ação Refletida (TRA) e a Teoria do Comportamento Planeado (TPB)   A Teoria da Ação Refletida (Ajken & Fishbein 1980) ou sua extensão sob a forma Teoria do Comportamento Planeado (Ajken  1988)  têm  sido  utilizadas  para  ajudar  a  explicar  e  a  prever  a  intenção  de  um  determinado  comportamento. como a alimentação com baixo teor calórico (objetivo baseado nos nutrientes) (Horwath  1999).  2004)  e  as  reduções  de  preço  para  os  lanches  mais  saudáveis  nas  máquinas  de  venda  automática aumentaram as vendas (French et al. Em geral.  parece  muito  eficaz  nesses  cenários  embora  as  implicações  de  custos  na  respetiva  formação  dos  profissionais  de  cuidados  primários  não  sejam  atualmente  claras.   8.  sendo  o  mais  popular o modelo Fases de Mudança. O modelo propõe  que a intenção comportamental de um indivíduo resulta de três componentes em conjunto:   1) atitudes  2) a perceção da pressão social para ter o comportamento   3) a perceção de controlo do comportamento.  São  elas  a  pré­contemplação.  a  preparação.     Atualmente.  então  os  indivíduos  devem reagir melhor a intervenções adaptadas à fase de mudança em que se encontram.     O  modelo  Fases  de  Mudança. Conclusões   Existem  muitas  influências  sobre  a  escolha  dos  alimentos  que  fornecem  um  conjunto  completo  de  meios  para  intervir  e    www.  tais  como  estudos  em  escolas. 1998. 1992). é possível testar grandes  amostras aleatórias com mensagens adaptadas à fase de mudança na qual a pessoa se encontra. 2003.  e  quando as crianças se envolvem ao cultivar. tais como a redução das gorduras na dieta e aumento do consumo de  fruta  e  legumes. 2001).  O  aconselhamento  comportamental. Anderson & Cox 2000). A maior disponibilidade e o caráter apelativo da fruta e legumes provarem ser bem­sucedidos nas cantinas  de  locais  de  trabalho  (Lassen  et  al.   7.  cuidados  primários  e  na  comunidade  para  identificar  o  que  funciona  para  um  grupo  específico  de  pessoas. se as intervenções dietéticas na fase  correspondente conseguem melhores resultados que as abordagens normalizadas. Estas intervenções são bem­sucedidas no aumento da sensibilização e dos conhecimentos de nutrição. o melhor teste a este modelo.  As  estratégias  educativas  e  comportamentais  também  foram  utilizadas  em  cenários  de  saúde  pública/comunitários.

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