Português LINGUAGENS

Português

LINGUAGENS

William Roberto Cereja
Thereza Cochar Magalhães

William Cereja & Thereza Cochar
Língua
Portuguesa

PORTUGUES LINGUAGENS1- capa prof.indd 1

27614COL01
ENSINO MÉDIO
Literatura
Produção de texto
Gramática
Interpretação de texto

COMPONENTE CURRICULAR

Língua Portuguesa

MANUAL DO PROFESSOR

18/06/14 17:04

Português

LINGuAGENS

William Roberto Cereja
Professor graduado em Português e Linguística e licenciado
em Português pela Universidade de São Paulo
Mestre em Teoria Literária pela Universidade de São Paulo
Doutor em Linguística Aplicada e Análise
do Discurso pela PUC-SP
Professor da rede particular de ensino
em São Paulo, capital

thereza Cochar Magalhães
Professora graduada e licenciada em Português
e Francês pela FFCL de Araraquara, SP
Mestra em Estudos Literários pela Unesp de Araraquara, SP
Professora da rede pública de ensino em Araraquara, SP

Autores também de:
obras para o ensino fundamental
Português: linguagens (1º ao 9º ano)
Gramática — Texto, reflexão e uso (6º ao 9º ano)
Gramática reflexiva (6º ao 9º ano)
Todos os textos (6º ao 9º ano)
obras para o ensino médio
literatura brasileira
literatura portuguesa
Gramática reflexiva — Texto, semântica e interação
Texto e interação
interpretação de textos

9ª edição
São Paulo, 2013
CoMPoNENtE CuRRICuLAR

Língua Portuguesa

MANUAL DO PROFESSOR

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28/05/13 08:40

© William Roberto Cereja, 2013
Thereza Cochar Magalhães
Copyright desta edição:
SARAIVA S.A. Livreiros Editores, São Paulo, 2013.
Rua Henrique Schaumann, 270 — Pinheiros
05413-010 — São Paulo — SP
PABX: (0xx11) 3613-3000
SAC: (0xx11) 0800-0117875
www.editorasaraiva.com.br
Todos os direitos reservados.
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Cereja, William Roberto
Português : linguagens, 1 / William Roberto Cereja, Thereza Cochar
Magalhães. — 9. ed. — São Paulo : Saraiva, 2013.
Suplementado pelo manual do professor.
Bibliografia.
ISBN 978-85-02-19430-4 (aluno)
ISBN 978-85-02-19431-1 (professor)
1. Português (Ensino médio) I. Magalhães, Thereza Cochar. II. Título.
13-02693CDD-469.07
Índice para catálogo sistemático:
1. Português : Ensino médio 469.07
Português: linguagens
Volume 1
Gerente editorial:
Editor:
Editoras-assistentes:
Preparação de texto:
Revisão:

Lauri Cericato
Noé G. Ribeiro
Paula Junqueira e Caroline Zanelli Martins
Célia Tavares
Pedro Cunha Jr. e Lilian Semenichin (coords.)/Luciana Azevedo/
Maura Loria/Eduardo Sigrist/Rhennan Santos/Elza Gasparotto/
Aline Araújo/Gabriela Moraes/Patricia Cordeiro
Pesquisa iconográfica: Cristina Akisino (coord.)/Vanessa Volks/Ana Szcypula/
Danielle Alcântara (estagiária)/Thiago Fontana
Licenciamento de textos: Marina Murphy
Sugestões de textos e atividades: Carlos Henrique Carneiro, Carolina Assis Dias Vianna, Norberto
Lourenço Nogueira Júnior, Pedro Reinato e Rosineide de Melo
Gerente de arte:
Supervisor de arte:
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Imagem de capa:
Ilustrações:

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Encarregada de produção e arte:
Coordenação de editoração eletrônica:

Nair de Medeiros Barbosa
José Maria de Oliveira
Homem de Melo & Troia Design
Catadores de lixo de Gramacho, de Vik Muniz. © Vik Muniz.
Licenciado por AUTVIS, Brasil, 2012. Coleção particular
Cássio Lima/Filipe Rocha/Ivan Coutinho/Jótah/Laerte Silvino/
Marcos Guilherme/Mariângela Haddad/Mario Yoshida/Rafael
Herrera/Ricardo Dantas/Rico/Toninho Gonçalves/Vera Basile/
Vicente Mendonça/Weberson Santiago/Zuri
Alexandre M. Uehara/José Aparecido de Oliveira/Setsumi Sinzato
Maria Paula Santo Siqueira e Carlos Magno
Grace Alves
Silvia Regina E. Almeida

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a música. regionais e sociais. não verbais ou transverbais. por meio das diferentes linguagens em circulação — o cinema. na literatura — enfim. criar. 001-009-PL1-PNLD 2015. transformar. históricos e sociais. com adequação e segurança. a informática. Verbais. um relatório científico. um poema. o cartum. no transcorrer da História. de informação e de ideologia. que. e nas diferentes situações sociais de interação verbal. a linguagem perpassa cada uma de nossas atividades. É por meio das linguagens que interagimos com outras pessoas. individuais e coletivas. deseja. e analisar os diálogos que a literatura brasileira estabeleceu com outras literaturas. um anúncio publicitário. Também é por meio da linguagem ou das linguagens que o homem tem se expressado. a Internet. Além disso. bem como o diálogo que as literaturas africanas de língua portuguesa têm estabelecido com a literatura brasileira. nas obras que constituem o rico acervo científico-cultural que temos hoje à disposição. registrando o resultado de suas ideias. o teatro. orais e escritos. acompanhando o movimento de transformação do ser humano e suas formas de organização social. por meio das linguagens. um editorial. textos verbais. Esta obra pretende ajudá-lo na desafiante tarefa de resgatar a cultura em língua portuguesa. um texto dissertativo-argumentativo para o vestibular. Por meio de atividades sistematizadas e de roteiros de leitura. na música. nas artes plásticas. a tevê.indd 3 28/05/13 17:40 . —. nos seus aspectos artísticos. uma carta argumentativa de reclamação. Enfim. pesquisar. do rádio e da tevê nos conduziram à era da informação. este livro foi feito para você. jovem sintonizado com a realidade do século XXI. etc. É pela linguagem que é expressa toda forma de opinião. se completam e se modificam incessantemente.Prezado estudante: No mundo em que vivemos. cruzá-la com outras culturas e artes. como o cinema e a pintura. a pintura. descobrir. etc. dinâmico e interessado. tem como marca principal a aproximação entre vários povos e nações. Um abraço. propiciada pela rede internacional de computadores. coloca-se o desafio de estabelecer relações e contrastes com o mundo contemporâneo. viver intensa e plenamente. relacionar. ao mesmo tempo. em suas múltiplas variedades. em virtude dos avanços da informática. pretende também dar-lhe suporte para a leitura e interpretação de textos não verbais. Os Autores. esclarecendo ou defendendo nossos pontos de vista. A invenção e a popularização do cinema. que. prepará-lo para os desafios do Enem e dos vestibulares e oferecer-lhe condições para que produza. o quadrinho. informando ou informando-nos. como um seminário. as linguagens se cruzam. tem em vista ajudá-lo a compreender o funcionamento e a fazer o melhor uso possível da língua portuguesa. Nesse mundo em movimento e em transformação. de diferentes gêneros. e. alterando a opinião de nossos interlocutores ou sendo modificados pela opinião deles. próximas ou distantes.. Assim.. os estudos de linguagem ou de linguagens tornam-se cada vez mais importantes. um debate. emoções e inquietações em livros científicos ou filosóficos.

a cristina Akisino. companheiros de todas as horas.Para Ciley e Rodolfo. compartilha todas as decisões sobre esta obra . à equipe de assessores pedagógicos. Ao competente grupo editorial: a paula Junqueira e caroline zanelli Martins. em todo o país. Aos professores de todo o Brasil. irmãs desta obra. aos demais membros da equipe editorial. nilza elnia pires Bonfin e valéria duarte ferreira guedes . Janaína patrícia. pelas sugestões de textos e atividades . Aos professores norberto lourenço nogueira Júnior. sem temer o novo. Joana d’arque paula carvalho. pelo dedicado acompanhamento do processo de edição da obra . difunde nossas propostas de ensino e otimiza o diálogo entre professores e autores . em especial a fernanda cabral costa. que enriqueceram esta reformulação com suas sugestões. Kátia cristina de oliveira torres. helenice rodrigues carvalho figueira.indd 4 28/05/13 08:40 . que. ribeiro. Os Autores 001-009-PL1-PNLD 2015. pelo entusiasmo e pela cuidadosa pesquisa iconográfica. e para Lis e Carolina. editor incomum. pelo grande apoio. a célia tavares. pelas preciosas sugestões na preparação de texto. Agradecimentos A noé g . rosineide de Melo e carlos henrique carneiro. que.

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . de Antonio candido. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . de José craveirinha . . . . . . 23 A literAturA nA escolA . . . . . . . . . . . . . . . . 22 LEITURA: “Meus oito anos”. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37 códigos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . fragmento de laboratório de literatura. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53 o poeMA no espAço . . . . . . . . . . . de duccio. e lamentação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . comunicação e interação Ba r r y L e w is LÍNGuA: uSo E REFLEXÃo 36 linguAgeM verBAl e linguAgeM não verBAl . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25 periodizAção dAs literAturAs portuguesA e BrAsileirA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Sumário LItERAtuRA PRoDuÇÃo DE tEXto LÍNGuA: uSo E REFLEXÃo INtERPREtAÇÃo DE tEXto uNIDADE 1 A LITERATURA NA BAIXA IDADE MÉDIA 10 A IMAGEM EM FOCO: maestà. . . . . 32 PRoDuÇÃo DE tEXto CAPÍtuLo 3 – Linguagem. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49 SEMâNTICA E DISCURSO . . . . . . . . . . . de Antônio cacaso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59 28/05/13 08:42 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21 estilos de épocA: AdequAção e superAção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40 A teoriA dA coMunicAção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19 LEITURA: “grito negro”. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 52 os versos e seus recursos MusicAis . . . . . . . . . . 12 CAPÍtuLo 1 – O que é literatura? oh am m e d B all a s LItERAtuRA M 14 A nAturezA dA linguAgeM literáriA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .indd 5 52 TRABALHANDO O GêNERO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51 CAPÍtuLo 4 – O poema PRoDuÇÃo DE tEXto 001-009-PL1-PNLD 2015. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39 A línguA . . . . . . 42 AS FUNçÕES DA LINGUAGEM NA CONSTRUçãO DO TEXTO . . . . . . . . . . 32 os gêneros literários . 26 CAPÍtuLo 2 – Introdução aos gêneros do discurso 28 o que é gênero do discurso? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . de ely vieitez lanes . . . . . “e com vocês a modernidade”. . . 15 A literAturA e suAs funções . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . de giotto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . de casimiro de Abreu. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17 LEITURA: “A literatura e a formação do homem”. . . . . . . . .

. . . . . . . . . . . . . .A poesia de tradição oral: o cordel. . . . . . . . . Semântica e discurso. . . . literatura PRODUÇÃO DE TEXTO LÍNGUA: USO E REFLEXÃO 118 122 Interpretação de texto UNIDADE 2 HISTÓRIA SOCIAL DO CLASSICISMO 124 A imagem em foco: O nascimento de Vênus. . de Botticelli. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .indd 6 145 Textualidade. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 114 Prepare-se para o Enem e o vestibular. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . de D. . . . . . . . . . . . . 138 ESCREVENDO COM TÉCNICA: A DESCRIÇÃO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 136 Produzindo o relato pessoal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 63 o texto e o contexto em perspectiva multidisciplinar. . . . . Capítulo 8 – A produção literária medieval literatura A formação da língua e da literatura portuguesa. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 73 Escrevendo com expressividade: a denotação e a conotação. . . . . . . . . . . 60 Capítulo 5 – A linguagem do Trovadorismo 62 LEITURA: cantiga de amigo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75 Capítulo 7 – As variedades linguísticas LÍNGUA: USO E REFLEXÃO Dialetos e registros. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . de Gil Vicente. . . . 68 Produzindo o texto teatral. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Dinis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Gíria . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . de Dante Alighieri. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 129 o texto e o contexto em perspectiva multidisciplinar. . . . . . . . . . . . 140 Capítulo 3 – Texto e discurso – Intertexto e interdiscurso LÍNGUA: USO E REFLEXÃO 001-009-PL1-PNLD 2015. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . A Era Medieval e suas épocas. . . e cantiga de amor. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 111 Capítulo 10 – Competência leitora e habilidades de leitura Interpretação de texto 113 O que são competências e habilidades?. . . . . . . . 148 28/05/13 08:42 . . . . . . . . As variedades linguísticas na construção do texto. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 116 EM DIA COM O ENEM E O VESTIBULAR VIVÊNCIAS Projeto: palavra em cena. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 78 81 82 84 85 86 87 87 92 97 Capítulo 9 – Figuras de linguagem LÍNGUA: USO E REFLEXÃO 100 As figuras de linguagem na construção do texto. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59 Produzindo o poema. . . de Martim Codax. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 126 Capítulo 1 – A linguagem do Classicismo renascentista literatura 128 Leitura: fragmento da Divina comédia. . . . . . . . . . . . . . Literatura comparada: diálogo entre a canção popular no Brasil e a cantiga trovadoresca. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 110 Semântica e discurso. . . coerência e coesão. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 132 Capítulo 2 – O relato pessoal PRODUÇÃO DE TEXTO 136 Trabalhando o gênero. . . . . . . . . . . . . . LEITURA: fragmento do Auto da barca do inferno. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . um poema de Petrarca e dois poemas de Camões. . . . . . . . . . . . . . . . . . 65 literatura Capítulo 6 – O texto teatral escrito PRODUÇÃO DE TEXTO 68 Trabalhando o gênero. . .

. . . . . Intertextualidade. Semântica e discurso. . . . . . . . . . . . . 172 173 173 174 175 176 180 180 187 189 190 191 193 195 195 Capítulo 7 – O Quinhentismo no Brasil 197 A produção literária no Brasil-Colônia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 199 Leitura: fragmentos da Carta de Caminha. . . . . . . . . literatura PRODUÇÃO DE TEXTO LÍNGUA: USO E REFLEXÃO 208 212 Interpretação de texto UNIDADE 3 BARROCO: A ARTE DA INDISCIPLINA 216 A imagem em foco: As vaidades da vida humana. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . a análise e a identificação Interpretação de texto 204 Prepare-se para o Enem e o vestibular. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Polissemia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Capítulo 6 – Introdução à semântica Al bri g h t-K n o x LÍNGUA: USO E REFLEXÃO Sinonímia e antonímia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Semântica e discurso. . . . . . A ambiguidade na construção do texto. . . Leitura: fragmentos de Os lusíadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 221 o texto e o contexto em perspectiva multidisciplinar. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Capítulo 4 – O Classicismo em Portugal 157 Luís de Camões: o grande salto. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Antônio Vieira . . . . . . . . . . . . 218 Capítulo 1 – A linguagem do Barroco literatura 220 Leitura: “Nasce o Sol. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Leitura: dois sonetos de Camões. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . A coerência e a coesão na construção do texto. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .indd 7 227 O tutorial. . . . . . . . o blog e o comentário Gu yC r i t te n d e n PRODUÇÃO DE TEXTO Trabalhando o gênero. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 202 literatura Capítulo 8 – A observação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . interdiscursividade e paródia. . . . . . . . . .A coerência e o contexto discursivo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 198 A literatura de informação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . O comentário. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Literatura comparada: diálogo entre a lírica camoniana e a canção popular. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 200 A literatura de catequese: José de Anchieta . . . . . . . . . . . . . . . . tira de Nilson e cartum de Marcos Müller. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . de Harmen Steenwyck. . . . . . . . . . . e não dura mais que um dia” e “Carregado de mim ando no mundo”. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . A ambiguidade. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Campo semântico. . . . . . . . . . . . . . . . . Escrevendo com coerência e coesão: paralelismos sintáticos e semânticos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . O e-mail. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 224 Capítulo 2 – Os gêneros instrucionais PRODUÇÃO DE TEXTO 001-009-PL1-PNLD 2015. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . poemas de Gregório de Matos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Produzindo o comentário. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 158 162 167 169 Ra fae l O l binski literatura 150 151 155 156 Capítulo 5 – Hipertexto e gêneros digitais: o e-mail. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . e fragmento de sermão de Pe. . . . . . . . . O blog . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . hiponímia e hiperonímia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 227 28/05/13 08:42 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 206 EM DIA COM O ENEM E O VESTIBULAR VIVÊNCIAS Projeto: Da espada à vela: o mundo em mudança. Produzindo o e-mail. . . . . . . . . .

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Outros gêneros instrucionais: receitas. . 291 Revisão e Avaliação dos seminários. . . . . . . . . . . . . . Ortoepia e prosódia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 306 EM DIA COM O ENEM E O VESTIBULAR VIVÊNCIAS Projeto: Feira de inclusão digital . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Divisão silábica. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 254 Leitura: fragmento do “Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda”. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Antônio Vieira. . . . . 301 Semântica e discurso. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 302 Capítulo 10 – A comparação e a memorização Interpretação de texto 303 Comparação. . . . . . . . . 260 Produzindo o resumo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 001-009-PL1-PNLD 2015. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . bem é verdade”. . . . . . . . . 282 Leitura: “Ofendi-vos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Trabalhando o gênero. . . . . . . . . . . . . . . . . regras. . . . . . . . . . . . . . 305 Prepare-se para o Enem e o vestibular. . . . 295 Capítulo 9 – A expressão escrita: acentuação LÍNGUA: USO E REFLEXÃO 296 Regras de acentuação gráfica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 287 planejamento e preparação de um seminário. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 287 Produzindo o seminário. . . . . . . . . . . . . Encontros vocálicos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .indd 8 309 313 28/05/13 08:42 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Sílaba. . . . . . . . . . . . . . . . . . Encontros consonantais. . . . . Produzindo dicas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 264 Capítulo 6 – A expressão escrita: ortografia – divisão silábica LÍNGUA: USO E REFLEXÃO Ortografia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Meu Deus. . . . . . . . . . . . . . . 288 Como apresentar um seminário em grupo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 290 Propostas para a produção de seminários . . . 256 literatura Capítulo 5 – O resumo PRODUÇÃO DE TEXTO 260 Trabalhando o gênero. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Produzindo o tutorial . . . . . . . Escrevendo com expressividade: a síntese e a clareza de ideias. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Semântica e discurso. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 285 literatura Capítulo 8 – O seminário ks to ck / Get ty Ima ge s PRODUÇÃO DE TEXTO Th in 287 Trabalhando o gênero. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Produzindo a receita. . . . . . . . . . . . Semântica e discurso . . . . . . . . . . . . . . . . . de Gregório de Matos . . . . . . . . . . . . . . . . dicas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Antônio Vieira: a literatura como missão. . . . . . . . . . . . . . A divisão silábica na construção do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . de Pe. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Dígrafos. . . . . . . . . . . . .w Images G lo Trabalhando o gênero. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 287 Como apresentar um seminário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 267 267 277 278 279 Capítulo 7 – O Barroco no Brasil 281 Gregório de Matos: adequação e irreverência. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 227 229 231 231 234 236 239 242 244 245 247 247 247 249 251 252 Capítulo 4 – O Barroco em Portugal 253 Pe. Capítulo 3 – Sons e letras Jua n G ris LÍNGUA: USO E REFLEXÃO Classificação dos fonemas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 303 Memorização. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 298 A acentuação na construção do texto. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Sons e letras na construção do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

. . . . . . . . . . . . . . . . . . 324 literatura Capítulo 2 – O debate regrado público PRODUÇÃO DE TEXTO 327 Trabalhando o gênero. . . . . . Os árcades e a Inconfidência. . . . . . . . . . . . . . . 318 Capítulo 1 – A linguagem do Arcadismo 320 Leitura: poemas de Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga e soneto de Bocage. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .literatura PRODUÇÃO DE TEXTO LÍNGUA: USO E REFLEXÃO Interpretação de texto UNIDADE 4 HISTÓRIA SOCIAL DO ARCADISMO 316 A imagem em foco: O juramento dos Horácios. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 381 Escrevendo com expressividade: os estrangeirismos . . . . . . . . . 383 Capítulo 9 – A explicação e a demonstração Interpretação de texto 385 Prepare-se para o Enem e o vestibular. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Santa Rita Durão: apego ao modelo clássico. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Literatura comparada: diálogo entre a poesia moderna e a poesia árcade. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . e de Caramuru. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . de Jacques-Louis David. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . de Tomás Antônio Gonzaga. . . . . Leitura: “Lira 77”. . . . 339 Capítulo 4 – O Arcadismo em Portugal Pombal e Verney: a missão de “iluminar” Portugal . . . . 330 Capítulo 3 – Estrutura de palavras LÍNGUA: USO E REFLEXÃO 334 Tipos de morfemas. . . . . . . . . . . . . . . . . . Leitura: sonetos de Bocage . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Tomás Antônio Gonzaga: a renovação árcade. . . . . . . . . . . . . . . . . . 336 Os elementos mórficos na construção do texto. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 338 Semântica e discurso . . Cláudio Manuel da Costa: a consciência árcade. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . de Basílio da Gama. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Bocage: o salto da emoção. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Empréstimos e gírias. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Leitura: fragmento de O Uraguai. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 352 353 358 360 362 363 364 364 365 366 367 368 370 372 374 376 Capítulo 8 – O texto dissertativo-argumentativo PRODUÇÃO DE TEXTO 378 Trabalhando o gênero. . . . . . Semântica e discurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . bibliografia ÍNDICE REMISSIVO 001-009-PL1-PNLD 2015. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 349 Capítulo 6 – Formação de palavras LÍNGUA: USO E REFLEXÃO Processos de formação de palavras. . . . . . . 346 Produzindo o artigo de opinião. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . de Santa Rita Durão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . literatura 341 342 342 342 344 Capítulo 5 – O artigo de opinião PRODUÇÃO DE TEXTO 346 Trabalhando o gênero. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Leitura: poema de Cláudio Manuel da Costa. . . . . . . 327 Produzindo o debate regrado. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .indd 9 390 394 398 399 28/05/13 08:42 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . As academias. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Capítulo 7 – O Arcadismo no Brasil An tôn i o P a r reir a s literatura Arcadismo na colônia: entre o local e o universal. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 378 Produzindo o texto dissertativo-argumentativo . . . Processos de formação de palavras na construção do texto. . . . 321 o texto e o contexto em perspectiva multidisciplinar. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 388 EM DIA COM O ENEM E O VESTIBULAR VIVÊNCIAS projeto: a arte brasileira no período colonial. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Basílio da Gama e o nativismo indianista. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

valores religiosos e espirituais ressurgem. E o sentimento de que.indd 216 28/05/13 09:38 . Wa s of Ar t in g t o n barroco: a arte da indisciplina O Renascimento deu ao homem o papel de senhor absoluto da terra. ulher segurando balança (1664). políticos e sociais. passando a conviver com os valores renascentistas. por força de vários acontecimentos religiosos. Estudar esse movimento implica conhecer as condições em que vivia o homem da época. M de Jan Vermeer van Delft. UNIDADE 3 Galler y N at ional h . A expressão artística desse momento de dualismo e contradição é o Barroco. 216 216-226-PL1-PNLD 2015. ele tudo podia. dos mares. da ciência e da arte. por meio da razão. tanto na Europa quanto no Brasil-Colônia. Mas até onde iria a aventura humanista? No século XVII.

de Tracy Chevalier (Bertrand Brasil). Poemas escolhidos. (Gregório de Matos. Caravaggio. de Gregório de Matos (Global). Cid e Horácio: tragédia em cinco atos.htm http://www.html http://www. Livrara eu de diabólicos azares. Sois Anjo. Ouça também a canção “Pecado original”. de Jostein Gaarder (Companhia das Letras). Padre João de Deus de Castro Lobo — Missa e credo para oito vozes. que me tenta. de Corneille (Ediouro). Diamantina. O homem da máscara de ferro. de Charles Jarrot. Escola de mulheres (Nórdica). de Calderón de la Barca (Abril Cultural).com.memoriaviva. como as dos sites Google Art Project e Tag Galaxy. As bruxas de Salem. Navegue […] Se pois como Anjo sois dos meus altares. e não me guarda.usp. Ouça Ouça a produção musical dos compositores barrocos Antonio Vivaldi. A vida é sonho. de Nicholas Hytner. de Derek Jarman. O mundo de Sofia. 202. e a minha guarda. com exposição de textos produzidos para a Internet e apresentação de ferramentas digitais.br/bbd/search?filtertype=*&filter=sermoes+ padre+vieira&submit_search-filter-controls_add=Buscar http://www. de Peter Webber.d. Três tragédias: Phedra. que por bela. Salvador.nom. p. Tiradentes. E também os CDs: Música do Brasil colonial — Compositores mineiros. de Molière (Sete Letras). Os sermões. de Gregório de Matos (Ediouro). A rainha Margot. São Paulo: Cultrix. Antologia poética. entre outras. de Caetano Veloso.) http://www. Don Juan (L&PM). Mary Stuart — Rainha da Escócia. tty Im ag es VIVÊNCIAS Projeto: Feira de inclusão digital Montagem de uma feira digital. Mariana. Sabará. eis algumas sugestões: Rai Trade Assista iS t o ck p hot o/ T h i n k s t o c k /G e Moça com brinco de pérola. e por galharda. Fôreis o meu Custódio.pt/padre_antonio_vieira.vidaslusofonas. Antônio Vieira (Cultrix). de Randall Wallace. São João del-Rei. Leia Moça com brinco de pérola. Sacred Music from 18th century — Brasil.revista. Melhores poemas. s. O burguês ridículo. de Ana Carolina.brasiliana. de Patrice Chéreau. de Júlio Quevedo (Ática).br/grego.Fique ligado! Pesquise! Para estabelecer relações entre a literatura e outras artes e áreas do conhecimento. O avarento (Ediouro).br/gregorio/ Visite Visite as cidades que possuem igrejas e museus com obras dos séculos XVII e XVIII. de Pe. como Ouro Preto.agulha. Organização de José Miguel Wisnik. Professor: É conveniente que já no início do bimestre sejam organizadas e distribuídas as atividades propostas no projeto do capítulo Vivências. Gregório de Matos. Mas vejo. Posto que os Anjos nunca dão pesares. 217 216-226-PL1-PNLD 2015. As missões. Olinda e Recife. Sermão de Santo Antônio aos peixes (Saulos). e descubra pontos de contato entre ela e as ideias do Barroco.indd 217 28/05/13 09:39 . Johann Sebastian Bach e Georg Friedrich Haendel. Esther e Athalia.

por sua forma alongada. sugerindo o desejo humano de glória. fálica. 218 216-226-PL1-PNLD 2015. O jarro de vinho: relacionado aos prazeres materiais. 3. Conheça. um tipo de pintura que retrata objetos e seres inanimados ou mortos: um jarro com flores. o cronômetro. e responda às questões propostas. que põe fim a todas as vaidades. a espada japonesa. porém. como a bebida. o jarro de vinho (à direita) e o crânio. Londres Observe o quadro As vaidades da vida humana (1645). O quadro de Steenwyck é considerado uma natureza-morta. Por que o quadro de Steenwyck pode ser considerado natureza-morta? Porque apresenta vários objetos inanimados. isto é. etc. uma cesta com frutas ou outros alimentos. o livro. o significado de alguns deles. elementos que adquiriram certos significados na história de nossa cultura.a i m a g e m e m foco National Gallery. também sugere a morte. como a concha vazia. Essa natureza-morta é constituída por símbolos. O livro: o conhecimento. a flauta e a charamela. levante hipóteses: Qual é o tema central do quadro? A morte. como está vazia. de poder. Concha vazia: símbolo da riqueza e da perfeição.indd 218 28/05/13 09:39 . Com base no nome do quadro e na posição do crânio. 2. A flauta e a charamela: instrumentos musicais relacionados ao amor. a sabedoria. nota-se o perfil de um imperador romano. Observe que o centro da tela é ocupado por um crânio humano. 1. ao lado. a lâmpada apagada. de Harmen Steenwyck. além do crânio humano. por baixo da alça. são elementos que fazem referência ao universo masculino.

Considerando que o fogo. da parte esquerda e superior do quadro. Na cultura cristã. responda: a) O que a lâmpada apagada representa? Representa a morte. que vai do centro para a direita. França Giraudon/The Bridgeman Art Library/Glow Images York Museums Trust (York Art Gallery). c) Considerando-se o significado do crânio e sua posição de destaque no quadro. a) O fato de a luz.indd 219 20/08/13 18:52 . que vai do centro para a Natureza-morta (1620). b) O quadro tem por título As vaidades da vida humana. da vida. apresentam o mesmo significado da lâmpada? O cronômetro. conforme sugere o tênue fio de fumaça que sai dela. meridade da vida e do tempo. criando um contraste entre o claro. sem vida. estão representados os prazeres e valores do homem da época. de Steenwyck? Musée des Beaux-Arts. portanto. b) Que outros elementos do quadro. que põe fim a todas as ambições e valores? esquerda. a ideia de que um dia a chama (a vida) se apaga. e o escuro.a) Nesses símbolos. desce um raio de luz. jogo de claro e escuro. de Letellier. aparece uma lâmpada recém-apagada. que sugere principalmente o passar do concepção trágica da vida figuração jogo de claro e escuro oposição entre o mundo material e o mundo Todos os elementos podem ser identificados na espiritual tela. que representa a morte. a visão do artista sobre esses valores da época? Como o próprio nome sugere. consciência da efemorbidez requinte formal tempo. além do crânio. Observe que. Dunkirk. o que. incidir primeiramente sobre o crânio. oposição entre o mundo material e o mundo espiritual. Quais desses elementos podem ser identificados na tela As vaidades da vida humana. sem valor”. Natureza-morta com crânio. a luz é um símbolo do divino e do eterno. O da posição entre a vida eterna. Qual é o dualismo barroco existente nessa oposição? b) Por que se pode dizer que esse quadro é uma espécie de advertência ao ser humano? Porque há nele a ideia de que a vida humana é transitória e frágil e de que o homem necessita deixar de lado as coisas vãs e se preocupar com o espírito. contudo. A palavra vaidade origina-se do latim vanitas. Destacam-se. a seguir. 6. 219 216-226-PL1-PNLD 2015. na visão do artista. Quais A riqueza. Há. consciência da efemeridade da vida e do tempo 4. morbidez. e a concha que está vazia. no quadro. Inglaterra The Bridgeman Art Library/Keystone 5. sugere uma oposição. os prazeres sensuais. Qual é. concepção trágica da vida. estaria acima de todos esses A morte. quadro de Abraham van Beyeren. precária e finita. são vãos. e a vida humana. na concepção do artista esses valores são inúteis. Atrás e acima do crânio. como: prazeres humanos. divina. um conjunto de elementos essenciais à arte e à literatura barroca. a sabedoria e são eles? a bebida ou o poder. que significa “o que é vão. a chama e a luz associam-se à ideia de vida.

a linguagem do barroco O Barroco — a arte que predominou no século XVII — registra um momento de crise espiritual na cultura ocidental. 220 216-226-PL1-PNLD 2015. uma forte onda de religiosidade. de Caravaggio. Rou e n. Nesse momento histórico. duas formas distintas de ver o mundo: de um lado o paganismo e o sensualismo do Renascimento. de outro. surgiu o Barroco. um movimento artístico ainda com alguns vínculos com a cultura clássica. 1605-07). condizentes com as necessidades de expressão daquele momento.LITERATURA Mu sée de CApÍTULO 1 sB eau x-A r t s. o Renascimento representou o retorno à cultura clássica greco-latina e a vitória do antropocentrismo. No século XVI. em declínio. Fr a n ça A flagelação de Cristo (c. conviviam duas mentalidades. No século XVII.indd 220 28/05/13 09:39 . que lembrava o teocentrismo medieval. mas que buscava caminhos próprios.

mar de enganos. E o grande peso embarga-me as passadas. se acaba o Sol. Que como ando por vias desusadas. Faço o peso crescer.indd 221  Êxtase de Santa Teresa. E na alegria sinta-se tristeza. Erra.LEITURA Os dois primeiros textos a seguir são de autoria de Gregório de Matos. Depois da Luz se segue a noite escura. e na Luz falte a firmeza. que só. SuperStock/Getty Images/Igreja de Santa Maria della Vittoria. Se o atalho não soube dos seus danos. quem presumir que sabe tudo. e vou-me ao fundo. Carregado de mim ando no mundo. Porém. Itália Rômulo Fialdini/Igreja de São Francisco de Assis. MG inconstância: variabilidade. capacidade inventiva. Começa o mundo enfim pela ignorância. engenho: talento. de Lorenzo Bernini. TEXTO I TEXTO II Nasce o Sol. onde dos mais vejo as pisadas. Que é melhor neste mundo. p. Poemas escolhidos. sisudo: ajuizado. s. cit. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? O remédio será seguir o imundo Caminho. In: Poemas escolhidos. argúcia.) c’os: com os. O prudente varão há de ser mudo. Do que anda só o engenho mais profundo.) (Gregório de Matos. por que nascia? Se é tão formosa a Luz. São Paulo: Cultrix.. Não é fácil viver entre os insanos. o principal poeta barroco brasileiro. Roma. E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância. sermonista renomado e o principal escritor barroco de Portugal. volubilidade. 221 28/05/13 09:39 . Ouro Preto. insano: demente. o terceiro é de Pe. Antônio Vieira. Em contínuas tristezas a alegria. Mas no Sol. p. Organização de José Miguel Wisnik. 317. insensato. (Gregório de Matos.d. Leia-os e responda às questões propostas. sisudo. respeitável. Em tristes sombras morre a formosura. Que as bestas andam juntas mais ousadas. Ser louco c’os demais. Na formosura não se dê constância. varão: homem adulto.  Escultura de Aleijadinho. e não dura mais que um dia. LITERATURA 216-226-PL1-PNLD 2015. 253.

TEXTO III

(Pe. Antônio Vieira. In: Barroco. São Paulo: Harbra, 2009. p. 14.)
1a. Apontando a transformação de algo em seu contrário: o Sol, a Luz, a
formosura e a alegria não duram mais que um dia e tornam-se noite escura,
tristes sombras e tristeza, respectivamente.

1. No texto I, o eu lírico aborda o tema da efemeridade ou inconstância das coisas do mundo, que fazia
parte das preocupações do homem barroco.
a) Na primeira estrofe, como ele apresenta essa
percepção da efemeridade?
b) Das mudanças apontadas, qual afeta o estado
de ânimo do eu lírico?
A transformação da alegria em tristeza.

2. O eu lírico do texto I não compreende a razão da
instabilidade das coisas.
a) Em que estrofe se nota claramente o sentimento de inconformismo com a instabilidade?
Na segunda estrofe; a se­quên­
Justifique sua resposta.
cia de frases interrogativas é resultado desse inconformismo.
b) No final do texto, a que conclusão sobre a
inconstância das coisas o eu lírico chega?

À conclusão de que a firmeza (ou estabilidade) das coisas está na sua inconstância.

3. Os dois primeiros poemas apresentam aspectos
em comum, como, por exemplo, o tipo de composição poética, o tipo de imagens e o tema.
a) Qual é o tipo de composição poética desses
textos? O soneto.
b) No texto II, que imagem o eu lírico emprega
logo no primeiro verso para se referir ao seu
modo de estar no mundo? ando no mundo
c) Que outras expressões desse texto têm vínculo semântico com essa imagem?
passadas, vias, caminho, pisadas, atalho
d) As imagens dos dois textos são auditivas, táteis, olfativas ou visuais? Visuais.

Museu do Prado, Madri

5b. texto I: “Luz/noite escura”, “tristezas/alegria”, “firmeza somente na inconstância”, “na alegria sinta-se tristeza”; texto II:

“as bestas andam juntas”/“anda só o engenho mais profundo”, “louco/sisudo”
[…]
Duas coisas prega hoje a Igreja a todos os mortais,
ambas grandes, ambas tristes, ambas temerosas, ambas
certas. Mas uma de tal maneira certa e evidente, que não
é necessário entendimento para crer; outra de tal maneira certa e dificultosa, que nenhum entendimento basta para a alcançar. Uma é presente, outra futura, mas a
futura veem-na os olhos, a presente não a alcança o entendimento. E que duas coisas enigmáticas são estas? Pulvis
es, tu in pulverem reverteris: Sois pó, e em pó vos haveis
de converter, – Sois pó, é a presente; em pó vos haveis de
converter, é a futura. O pó futuro, o pó em que nos havemos de converter, veem-no os olhos; o pó presente, o pó
que somos, nem os olhos o veem, nem o entendimento o
alcança. [...]
 A coroação de espinhos (1618-20),

de Van Dyck.

4a. Entre outros: “Que como ando por vias desusadas, / Faço o peso crescer,
e vou-me ao fundo”, “Não é fácil viver entre os insanos”, “Que é melhor neste
mundo, mar de enganos, / Ser louco c'os demais, que só, sisudo”.

4. O texto II aborda o tema do “desconcerto do mundo”, isto é, o sentimento de desagregação e estranhamento do eu lírico em relação ao mundo.
a) Identifique no poema um trecho que exemplifique essa postura do eu lírico.
b) Que imagem, presente na última estrofe do
poema, corresponde à concepção de mundo
do eu lírico do texto I? mar de enganos
5a. texto I: “Nasce o Sol”, “Depois da Luz se segue a noite escura”; texto

5. A linguagem barroca geralmente busca expressar
estados de conflito espiritual. Por isso, faz uso
de inversões, antíteses e paradoxos, entre outros
recursos. Identifique nos textos I e II:
a) exemplos de inversão quanto à estrutura sin“Carregado de mim ando no mundo”, “Se o atalho não
tática; II:soube
dos seus danos”
b) exemplos de antíteses e paradoxos.
6. O texto III apresenta uma explicação religiosa para
a inconstância mencionada nos textos I e II.
a) Em que consiste essa explicação?
Na afirmação bíblica de que o homem é pó e ao pó retornará.
b) Levante hipóteses: Considerando que o autor
do texto era um religioso empenhado na conversão das pessoas ao catolicismo, qual seria,
para ele, o meio de escapar à inconstância
das coisas no mundo?
A aceitação da ideia religiosa de que existe vida eterna depois da morte.

7. Leia o boxe “Cultismo e conceptismo” e procure
nos textos elementos que se identifiquem com as
duas tendências de estilo presentes no Barroco.

Professor: Os poemas estudados são ricos em imagens e figuras de linguagem, enquanto o texto de Vieira prima pelo raciocínio lógico e pelo jogo de ideias. Contudo, a
fronteira entre uma tendência e outra nos três textos não é rígida.

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Carpe diem: aproveita o tempo!

Duas tendências de estilo se manifestaram no Barroco. São elas: 
Cultismo: gosto pelo rebuscamento formal, caracterizado por jogos de palavras,
grande número de figuras de linguagem
e vocabulário sofisticado, e pela exploração de efeitos sensoriais, tais como cor,
som, forma, volume, sonoridade, imagens violentas e fantasiosas. 
Conceptismo (do espanhol concepto,
“ideia”): jogo de ideias, constituído pelas
sutilezas do raciocínio e do pensamento
lógico, por analogias, histórias ilustrativas, etc.
Embora seja mais comum a manifestação do cultismo na poesia e a do conceptismo na prosa, é normal aparecerem
ambos em um mesmo texto. Além disso,
essas tendências não se excluem. Um
mesmo escritor tanto pode pender para
uma delas quanto apresentar traços de
ambas as tendências.

A consciência da efemeridade do tempo já existia
na poe­sia clássica anterior ao Barroco. E ela geralmente
levava os poetas ao carpe diem (em latim, “colhe o dia”,
“aproveita o dia”), ou seja, ao desejo de aproveitar a vida
enquanto ela dura, o que quase sempre resultava num
convite amoroso e sensual à mulher amada.
No Barroco, em virtude do forte sentimento religioso
da época, o carpe diem também se fez presente, mas quase sempre revestido de culpa e conflito.
O filme Sociedade dos poetas mortos introduz brilhantemente o tema do carpe diem quando o professor
de literatura, representado pelo ator Robin Williams,
pergunta a seus alunos: “Estão vendo todos estes alunos
das fotos, que
parecem fortes,
eternos? Estão
todos mortos.
Carpe diem...”.

François Duhamel/Corbis/Latinstock

Cultismo e conceptismo

  Cena de Sociedade
dos poetas mortos.

Como síntese do estudo feito até aqui, compare as características do Barroco com as do Classicismo:
BARROCO

CLASSICISMO
Quanto ao conteúdo

Conflito entre visão antropocêntrica e teocêntrica

Antropocentrismo

Oposição entre o mundo material e o mundo espiritual; visão trágica
da vida

Equilíbrio

Conflito entre fé e razão

Racionalismo

Cristianismo

Paganismo

Morbidez

Influência da cultura greco-latina

Idealização amorosa; sensualismo e sentimento de culpa cristão

Idealização amorosa; neoplatonismo; sensualismo

Consciência da efemeridade do tempo

Universalismo

Gosto por raciocínios complexos, intrincados, desenvolvidos em
parábolas e narrativas bíblicas

Busca de clareza

Carpe diem

Quanto à forma
Gosto pelo soneto

Gosto pelo soneto

Emprego da medida nova (poesia)

Emprego da medida nova (poesia)

Gosto pelas inversões e por construções complexas e raras;
emprego frequente de figuras de linguagem como a antítese, o
paradoxo, a metáfora, a metonímia, etc.

Busca do equilíbrio formal

LITERATURA

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o texto E o contexto em perspectiva multidisciplinar

Galleria degli Uffizi, Florença, Itália

Gravura em cobre colorida, de autor anônimo. S. Salvador,
séc. XVIII, ocupação holandesa/Coleção particular

Leia, a seguir, o infográfico e um painel de textos interdisciplinares que relacionam a produção
literária do Barroco ao contexto histórico, social, religioso e cultural em que o movimento floresceu.
Após a leitura, responda às questões propostas.

1549

Realização
do Concílio
de Trento

Chegada da
Companhia
de Jesus ao
Brasil

1580

1593-1594

Passagem Pintura de
de Portugal Baco, por
ao domínio Caravaggio
espanhol

1601

1609

1622

Publicação de
Prosopopeia,
de Bento Teixeira, e início
do Barroco

Chegada de
Pe. Antônio
Vieira à
Bahia

Fundação
dos primeiros
engenhos de
cana-de-açúcar
no Maranhão

O que é o Barroco?
“Barroco”, uma palavra portuguesa que significava “pérola irregular, com altibaixos”, passou
bem mais tarde a ser utilizada como termo desfavorável para designar certas tendências da arte
seiscentista. Hoje, entende-se por estilo barroco
uma orientação artística que surgiu em Roma na
virada para o século XVII, constituindo até certo
ponto uma reação ao artificialismo maneirista do
século anterior. O novo estilo estava comprometido com a emoção genuína e, ao mesmo tempo, com a ornamentação vivaz. O drama humano
tornou-se elemento básico na pintura barroca
e era em geral encenado com gestos teatrais
muitíssimo expressivos, sendo iluminado por um
extraordinário claro-escuro e caracterizado por
fortes combinações cromáticas.

1624

1640

Invasão Fim da união das
holandesa Coroas ibéricas
na Bahia
e restauração
da Coroa
portuguesa

Galeria Uffizi, Florença

1545-1563

(Wendy Beckett. História da pintura. São Paulo:
Ática, 1987. p. 173.)

  Judite ao matar Holofernes (1612-21),
de Artemisia Gentileschi.

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enche a Era Moderna. Holanda 1655 1658-1660 1683 1694 1695 1711 Pregação do “Sermão da sexagésima”. procurando exprimi-la sob novos moldes intelectuais e artísticos. Amsterdã.. ed. Se encararmos a Renascença como um movimento de rebelião na arte. a corrente racionalista logrou a supremacia. uma ideologia. 1980.] São. antiterreno. Antônio Vieira na Capela Real de Lisboa Pintura de A leiteira. mandado para Angola Destruição do Quilombo de Palmares Fundação de Vila Rica. [. o estado de conflito e tensão. por isso. racionalista e humanista.. onde floresceu o Barroco mineiro 1774 Maturidade de Aleijadinho na produção da arte barroca Barroco: a expressão ideológica da Contrarreforma De maneira geral. 10. filosofia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. A ideologia barroca foi fornecida pela Contrarreforma e pelo Concílio de Trento. concepções sociais e políticas. 98-9. (Afrânio Coutinho. do Iluminismo e da Revolução Francesa.. por Pe. [. a que se deve o colorido peculiar da época. o Barroco é um estilo identificado com uma ideologia. teocêntrico. de Vermeer Retorno de Gregório de Matos ao Brasil. e início de sua obra literária Exílio de Gregório de Matos. podemos compreender o Barroco como uma contrarreação a essas tendências sob a direção da Contrarreforma católica. ciências.] —. por meio do Filosofismo. Introdução à literatura no Brasil.indd 225 225 07/06/13 14:18 . e sua unidade resulta de atributos morfológicos a traduzir um conteúdo espiritual. até que no final do século XVIII. ao lado de uma revalorização da Antiguidade clássica. literatura — contra os ideais da civilização medieval. numa tentativa de reencontrar o fio perdido da tradição cristã. contrastes e contradições. após estudos em Portugal. p. e o espírito secular. Esse duelo entre o elemento cristão legado da Idade Média.Rubens Chaves/Pulsar Imagens Rijksmuseum. o dualismo.) LITERATURA 216-226-PL1-PNLD 2015. e o elemento pagão. pensamento. racionalista. a oposição ou as oposições. instaurado pelo renascimento sob o influxo da Antiguidade. em arte.. oriundos do duelo entre o espírito cristão. que caracterizam a essência do barroco. religião. mundano. hoje Ouro Preto.

estendiamse aos seus mundos coloniais no Oriente e no Ocidente. mais que agradar e concorrer para aperfeiçoar as relações dos homens entre si. New York. por uma visão eminentemente católica. conseguiu combinar na literatura a visão de mundo cristã. ao mesmo  Concílio de Trento. já que..Se o século XVI. de outro lado.. 2. Além disso. 226 216-226-PL1-PNLD 2015.] Com isso. Como esclarece o texto de Afrânio Coutinho. simplesmente. Saber explicar por que o dualismo presente na arte barroca está relacionado com duas concepções diferentes de mundo. a Inquisição controlava a produção artística e negava tudo o que se associasse ao protestantismo. o Barroco foi não apenas a retomada da fé cristã. mas a expressão da Contrarreforma. foi neles que se concentrou a reação católica. Ao final de um tempo combinado (por exemplo. o Renascimento representou uma ruptura com a visão teocêntrica da Idade Média. por ser comparada à arte renascentista. em cujo significado está a noção de “pérola imperfeita”. a literatura deveria participar dessa disputa ou dessa guerra [entre catolicismo e protestantismo]. que é pagã. De acordo com Luiz Roncari. racionalista e humanista. a concepção cristã. USA A literatura barroca e a propagação da fé católica (Luiz Roncari. Como Espanha e Portugal tinham ficado fora das reformas protestantes. Tratavase de combater toda e qualquer manifestação que lembrasse algum traço dos movimentos protestantes e. ao expressar os ideais da Contrarreforma. em 1563. você poderá organizar a classe em grupos e propor aos alunos a discussão do roteiro. Saber explicar. 20 minutos). tempo. O que não quer dizer que a literatura se tenha reduzido a isso. mas imperfeita. centrada na fé e na valorização do espiritual sobre o material. impunha-se participar da expansão ultramarina ibérica. da expressão do sentido trágico da existência. o humanismo da época e o paganismo da literatura greco-romana. Saber comentar a afirmação de Afrânio Coutinho de que o Barroco é uma “tentativa de reen­ contrar o fio perdido da tradição cristã”. demonstrar de alguma forma sua adequação às funções de afirmação e propagação da fé católica. etc. Desse modo. 96-7. afirmando e reproduzindo no plano do sensível tudo aquilo que a Igreja pregava no plano do inteligível.indd 226 28/05/13 09:39 . Mas para sua aceitação e difusão — já que todo livro ou publicação deveria receber a aprovação e licença da Mesa do Santo Ofício da Inquisição para não ser censurado — deveria passar por isso. ainda renascentista. [. considerando o contexto cultural e artístico de onde nasce o Barroco. Esse casamento durou todo o século XVII. e. do emprego constante de figuras de linguagem no texto literário. Não mais cristã. que o clero e as ordens religiosas exerciam nas duas nações ibéricas. Other Images/Granger Collection. mas católica. por que ele recebeu esse nome. em virtude do exagero de suas cores na pintura. na Península Ibérica. ligou ainda mais estreitamente a Igreja católica e as monarquias ibéricas. p. Literatura brasileira — Dos primeiros cronistas aos últimos românticos. o empenho doutrinador e a vigilância contra as heresias protestantes. Compreender por que o Barroco contribuiu para a propagação da fé católica. O Concílio de Trento. a arte barroca retoma o fio perdido da tradição cristã. imbricando Igreja e Estado de tal forma que os interesses e funções de ambos muitas vezes se confundiam. que durou de 1545 a 1563. a partir de uma visão bastante dogmática do cristianismo. você deverá: Inicialmente. 94. Assim. com a finalidade de expandir também o catolicismo. o Barroco foi considerado uma arte elegante. 1995. o Barroco resulta de duas concepções de mundo antagônicas: de um lado.) Professor: Como sugestão. Roteiro de estudo Ao final da leitura dos textos. poderá solicitar respostas orais aos grupos e finalizar com uma discussão geral. só estremecendo no século XVIII. a renascentista. ed. na época. de formular e difundir uma doutrina oficial católica. Inspirando-se nos modelos culturais clássicos e pagãos da Antiguidade. o século XVII distinguir-se-á do anterior e do seguinte. São Paulo: Edusp/FDE.

Veja a janela: 227 227-241-PL1-PNLD 2015. enquanto outros empregam a forma que for mais conveniente para atingir sua principal finalidade. manuais de funcionamento de aparelhos domésticos e máquinas.indd 227 28/05/13 09:34 . folhetos sobre prevenção de doenças e epidemias.PRODUÇÃO DE TEXTO G lo wI ma ges cAPíTULO 2 Os gêneros instrucionais São muitos os textos que circulam entre nós diariamente com o objetivo de nos dar orientações claras e objetivas sobre como proceder em determinadas situações: receitas. bulas de remédio. dicas de economia. etc. Alguns deles apresentam uma estrutura mais ou menos padronizada. que é dar instruções ao leitor. aplicativo ou programa de computador encontradas na Internet são exemplo de texto tutorial. guias de cidades. O TUTORIAL TRAbALhANDO O gêNERO As indicações sobre como utilizar determinada ferramenta. tutoriais. manuais do consumidor. instruções e regras de jogos. prospectos de concursos.

um comentário sobre a conclusão da ação.Alamy/Glow Images 6. O público ao qual os tutoriais se destinam é variado. c) Levante hipóteses: Por que nos tutoriais os verbos são empregados geralmente nesse para que se obtenha o resultado pretendido. 3. setas. 5c. as instruções devem ser seguidas à risca. 28/05/13 09:34 . na página ao lado. etc. Em sua estrutura apresenta um título. estrutura. 227-241-PL1-PNLD 2015. b) O que as formas verbais expressam: ordem. linguagem. opções a serem marcadas. os passos a serem a) Que partes os compõem? seguidos e um desfecho. relacionando-o à situação de produção e circulação desse gênero textual. podem ser utilizados balões. responda: 3a. A linguagem é pouco formal. b) Qual é a finalidade dele? Ensinar a criar um blog na Internet. fotos e muito mais”) e utilização de exclamações (“É fácil e em poucos minutos. conforme a situação. Observe. Observe a linguagem empregada nos tutoriais. uma breve introdução. o objetivo. c) Classifique o nível de formalidade dos tutoriais lidos. um desfecho seguido de comentário e conclusão.indd 228 6. os tutoriais costumam seguir uma estrutura definida. Texto que circula na Internet. e. suporte e veículo. há aconselhamento (“Personalize seus layouts”. 1. tema. entre outros ícones que ajudam a mostrar com mais precisão as ações indicadas. considerem os seguintes critérios: finalidade do gênero. este é tratado por você. juntos. em relação a ele e ao lido antes.”). O texto que aparece na janela é um tutorial. a) A que área do conhecimento o texto diz respeito? À informática. setas e botões. uma breve introdução. A linguagem verbal apresenta verbos no imperativo e geralmente está de acordo com a norma-padrão. os passos a serem seguidos. Reúna-se com seus colegas de grupo e. concluam: Quais são as características do tutorial? Ao responder. Além disso. uma vez que a finalidade do gênero é ensinar um procedimento. nos dois textos. Exemplifique com trechos dos textos. pois orienta o leitor na realização de determinada ação. a) Em que modo estão os verbos? No modo imperativo. Qual é o perfil das pessoas que geralmente buscam auxílio dos tutoriais? 5. b) Trata-se de uma linguagem objetiva ou subjetiva? Objetiva. a) A variedade linguística empregada segue a norma-padrão? Sim. botões. A fim de cumprir sua finalidade de orientar pessoas a utilizar uma ferramenta. c) Que elementos não verbais são utilizados? 4. dúvida ou orientação? Orientação. Pessoas que acessam a Internet e querem ou precisam usar determinada ferramenta da qual não têm domínio. as formas verbais utilizadas nas instruções relativas aos passos das operações a serem realizadas. modo verbal? Porque. com explicação do objetivo. 228 3c. como ilustrações. b) Que títulos apresentam? Títulos relativos a “como + especificação do objetivo (verbo + o que + onde)”. procurando criar a impressão de uma “conversa” com o leitor. São utilizadas imagens das próprias ferramentas: campos a serem preenchidos. com o objetivo de orientar os internautas sobre como utilizar uma ferramenta. perfil dos interlocutores. Veja outro exemplo de tutorial. Um título. mas tem algumas características específicas. Esse texto verbal costuma ser acompanhado de elementos visuais. 2. “Compartilhe seus pensamentos. podendo ser menos ou mais formal.

1.sextante. Acesso em: 15/3/2012. duas propostas de produção de textos. como os referidos nos títulos do filme e do livro comentados nas resenhas. conforme a orientação do professor. mas nem todas se difundem amplamente. jornalista que escreve a coluna “Como fazer” em uma revista feminina. A Internet oferece muitas ferramentas a seus usuários. ­folhetos. ficando restritas ao conhecimento de uma parcela pequena da sociedade. (Texto dos autores. a seguir. Leia. publicada no portal do jornal Folha de S. monte com os colegas tutoriais inusitados.com. dizendo que Jessica pertence à realeza vampírica e lhe foi prometida em casamento para selar a união entre os clãs mais poderosos dos vampiros.br/ vampiroapaixonado/. Em seus textos. Você poderá desenvolver as duas ou apenas uma delas. Seus planos eram se formar e conseguir uma bolsa de estudos para a faculdade. O filme Como perder um homem em 10 dias conta a história de Andie Anderson. as resenhas de um filme e de um livro que exploram a ideia do tutorial de forma um tanto inusitada. Vocês podem escolher uma das sugestões a seguir ou imaginar outro tema. Como Como Como Como responder às perguntas do professor sem saber a matéria ficar mais 5 minutos na cama de manhã e não perder a hora ser o mais chato da classe ser amigo de seu pai/sua mãe em redes sociais sem pagar mico 2. PRODUÇÃO DE TEXTO 227-241-PL1-PNLD 2015. ganhar a olimpíada de matemática e namorar seu colega Jake Zinn. E de repente Jessica percebe que sua vida está prestes a virar de pernas para o ar. mantendo a ideia de explorar um assunto pouco comum em tutoriais. a seguir. Os textos produzidos serão expostos depois na Feira de inclusão digital que a classe realizará no projeto do final desta unidade. Paramount Pictures Há.indd 229 229 28/05/13 09:34 .) Jessica Packwood levava uma vida tranquila no interior da Pensilvânia e esperava ansiosamente pelo início do último ano escolar. É comum encontrarmos esses textos também em revistas. no filme. Editora iD PRODUZINDO O TUTORIAL (Disponível em: http://www. Andie dá dicas às mulheres e.) Em grupos. Não é só na Internet que encontramos tutoriais sobre como realizar determinadas atividades. Mas aí um novo aluno esquisitão (e muito gato) chamado Lucius Vladescu aparece do nada. tem como projeto tematizar os erros geralmente cometidos pelas moças ao iniciarem um relacionamento. livros. Paulo. Leia a notícia a seguir sobre um projeto do Google.

“passear” pelas salas. 230 227-241-PL1-PNLD 2015.indd 230 28/05/13 09:34 . Mas nem todas as salas estão lá. as berlinenses Alte Nationalgalerie e Gemäldegalerie. até agora. todas as obras. de Botticelli. denominado Google Art Project. marcas da ação do tempo sobre a matéria. o Jovem.com) do Google disponibiliza imagens em altíssima resolução dessa e de outras obras dos principais museus do mundo. O visitante pode navegar pelos corredores vir­tuais. Desde a semana passada. a italiana Uffizi. as espanholas Reina Sofía e Thyssen-Bornemisza. O projeto. duas britânicas (National Gallery e Tate). uma tcheca (Kampa). disponível na web. Escolham um dos museus ou galerias. uma das 17 galerias participantes. A qualidade hiper-real das mais de mil reproduções impressiona. quatro americanas (MoMA. de Hans Holbein. Metropolitan. Em grupo. foi lançado com cerimônia na Tate. Itália Está bem guardada na National Gallery de Londres a tela “Os Embaixadores” (1533). Florença.07/02/2011 — 10h20 Google põe acervo dos maiores museus do mundo na web JULIANA VAZ COLABORAÇÃO PARA A FOLHA Galleria degli Uffizi. um novo site (www. aproximar as pinturas e saber mais sobre elas. deixa identificar minúcias nas pinceladas. uma das obras de arte e as ferramentas disponibilizadas pelo Google Art Project e montem um tutorial ensinando a utilizar esse site.googleartproject. e muito menos. Entre as galerias participantes estão. faça com os colegas uma visita ao site mencionado na notícia. Frick Collection e Freer Gallery of Art). duas holandesas (Rijksmuseum e Van Gogh) e duas russas (Museu Hermitage e Tretyakov). Mas não é mais preciso tomar um avião à Inglaterra para vê-la em detalhes. A parceria com as megainstituições se deu de tal modo que cada museu escolheu exatamente o que de seu acervo mostrar.   “O Nascimento de Vênus”. o Palácio de Versalhes. e se assemelha ao Google Street View.

 Pensem no perfil do leitor. dicas T ra b al h ando o g ê nero Os textos instrucionais estão presentes em livros. na sequência correta e sem que nenhuma etapa tenha deixado de ser mencionada. desfecho). A receita. entre os diferentes textos que compõem uma reportagem jornalística (tabelas. etc. indiquem passo a passo as ações necessárias e escolham imagens para ilustrar cada um deles. cadernos de receitas. dois textos instrucionais. legendas.indd 231 231 28/05/13 09:34 . passos. observem: se ele apresenta título e as seções básicas (introdução. o suporte a ser utilizado para a circulação do tutorial: folhetos. Façam as alterações necessárias e passem o texto para o suporte final. Leia-os com atenção.P l a n e j a m e n to d o t e x to  Naveguem pelo site e anotem os passos para a utilização de cada ferramenta. se os verbos referentes às orientações estão empregados no imperativo ou no infinitivo e sem alternância entre um modo e outro.  Decidam.  Façam um rascunho e só passem o texto para o suporte final depois de uma revisão cuidadosa. a Internet. se a linguagem está de acordo com a norma-padrão da língua. é um gênero instrucional muito comum. se as ações estão indicadas passo a passo.  Entre as características do gênero a serem observadas. Ou. revistas. fotografias. livros. etc. PRODUÇÃO DE TEXTO 227-241-PL1-PNLD 2015. numa empresa. junto com o professor. jornais e até em embalagens de produtos. gráficos. Criem uma introdução. se as indicações estão claras e objetivas e ilustradas adequadamente pelas imagens. lembrem que o tutorial deve ter uma linguagem objetiva e sua organização deve ser esquemática. etc. regras. revistas. se o nível de formalidade está adequado ao público-alvo. por exemplo. trechos de entrevistas. ressaltando a importância de aprender a lidar com a ferramenta. Outros gêneros instrucionais: receitas. Há. com o auxílio de imagens que indiquem claramente os passos a serem seguidos pelos leitores. e um desfecho para o texto. haver um cartaz que instrui os funcionários sobre segurança no trabalho.). Revisão e r e e s c r i ta Antes de fazer a versão final do tutorial. aparecer um texto instrucional. O primeiro apresenta algumas dicas para não cair em armadilhas ao procurar um programa de intercâmbio cultural. Assim. É comum. a seguir. Deem ao tutorial um título atraente. O segundo é uma receita. lembrando que o texto será direcionado a um público que precisa de orientações claras e minuciosas. veiculado em embalagens de alimentos.

Quem está acostumado com agito pode ficar entediado em um lugarzinho pacato. veja se a cobertura está inclusa no pacote. entre em contato com os anfitriões. Confira se a agência de viagem faz parte de federações nacionais ou internacionais. Se houver a possibilidade de praticar esportes radicais. verifique se o seu nível linguístico é compatível com o exigido. Muitos dos destinos procurados pelos paulistanos têm inverno bem mais rigoroso que o nosso. É muito importante saber se há fumantes. Programe-se com antecedência.. animais de estimação. Em países que exigem visto de entrada. 232 227-241-PL1-PNLD 2015. Converse com pessoas que passaram pelo mesmo programa que você quer fazer.. Se vai ficar em casa de família. Para pós-graduação. Contrate uma operadora tarimbada em programas de intercâmbio e desconfie de orçamentos muito fora da média do mercado. crianças. Pesquise sobre o país e a cidade escolhidos. Vale checar também se a empresa tem escritórios próximos ao seu destino. sem muitas alternativas de diversão. Pergunte se o curso escolhido é reconhecido pelas escolas do Brasil. Quem optar pelo programa de high school deverá se informar no colégio daqui sobre os documentos necessários para cursar o ensino médio novamente quando retornar.indd 232 28/05/13 09:34 .TEXTO I Intercâmbio: dicas para não cair em armadilhas Frank Schwere/Getty Images Veja o que você deve analisar na hora de escolher sua viagem   Toronto. Preste atenção ao clima. Está instalado e não se adaptou? Peça mudança à escola ou agência. Não vá sem um seguro-saúde. no Canadá: boas escolas atraem os brasileiros. esse documento pode demorar para ser concedido.

as receitas médicas traduzidas para o idioma do país de destino. Programas da internet como o Skype dão a oportunidade de falar de graça — ou por um valor razoável — com parentes e amigos distantes. netbook ou tablet daqui e usá-lo sem custo adicional. É importante ter à mão. Por isso. Infratores podem ser multados ou até deportados. Deixe para experimentar guloseimas gordurosas nos fins de semana. já que ela muda drasticamente de lugar para lugar. Em alguns países e estados dos EUA. pois imprevistos podem acontecer. também. algumas agências de intercâmbio garantem que mandam para casa menores de idade que são pegos praticando sexo. Quem fica em casa de família tende a ter uma alimentação mais saudável. a idade mínima para comprar bebidas alcoólicas é de 21 anos. Além disso. se quiser usar seu aparelho. escolas e cafés. Cheque a cláusula de desistência. É fundamental atentar para a legislação do local que se está visitando. opte por comprar um chip local para fazer ligações. Se precisar tomar remédios regularmente. Leia o contrato com atenção. calcule a quantidade necessária para o período da estada e leve-a na bagagem. Encantou-se com aquele garoto ou garota? Lembre-se de que a viagem tem data para acabar. Como a internet sem fio gratuita está em casas de família. quem quiser poderá levar notebook.indd 233 233 28/05/13 09:34 . 16/2/2011. A conta do celular pode sair cara por causa do roaming.) TEXTO II Bolo na caneca Fabio Yoshihito Matsuura/Mosaico Fotografia Receita enviada por Maria do Carmo Santos 05min 1 porção Ingredientes 1 ovo pequeno 4 colheres (sopa) de leite 3 colheres (sopa) de óleo 2 colheres (sopa) rasas de chocolate em pó 4 colheres (sopa) rasas de farinha de trigo 4 colheres (sopa) rasas de açúcar 1 colher (café) rasa de fermento em pó PRODUÇÃO DE TEXTO 227-241-PL1-PNLD 2015. Fuja dos fast-foods e siga uma dieta balanceada. (Veja São Paulo.

sorvete e o que mais a imaginação mandar. exponham o livro na biblioteca da escola e divulguem-no entre professores. No texto I.uol.claudiacozinha. o nome do ano de vocês e ilustrações relacionadas à culinária. 2. Deem destaque ao título de cada uma e ilustrem-nas. Pode ser servido quente. você observou que eles têm estruturas diferentes. funcionários e colegas de outros anos.com. formando o livro. mas apresentam algumas características em comum: verbos no imperativo. Depois de certo tempo de exposição. picante.abril.Modo de preparo 1. 4.br/) Ao ler os dois textos. (Adaptado de: http://tudogostoso. e escrevam-nas em folhas de papel sulfite. As dicas. com caldas. um enunciado chamando a atenção para o assunto. castanhas.Imagens/Conteúdo Expresso 1.panelinha. o título é o nome da receita que se ensina a preparar. 234 227-241-PL1-PNLD 2015.tvgazeta. o açúcar. Lembre-se de um prato que você adora e escreva a receita dele. mas não aumente a farinha. senão o bolo ficará duro. 3.ig.br www. Receitas e afins na Internet www. Se não. o livro pode circular entre os alunos da classe e ser levado para a casa de cada um por alguns dias. e linguagem clara.com. Se você já o preparou. as culinárias e as poéticas. Confeccionem a capa em papel mais grosso. Na própria caneca onde irá consumir.br www. apresente uma dica de como obter um sabor especial. o leite e o chocolate e bata mais Coloque a farinha de trigo e o fermento e misture delicadamente até encorpar Leve ao forno micro-ondas por 3 minutos em potência alta Informações adicionais Dicas: a caneca deve ter capacidade mínima de 300 ml.org www.br/tvculinaria PROJETO Receitas com sabor e poesia Organize-se com seus colegas para a montagem de um livro de receitas da classe. produzindo a re c eita Editora Abril . são ampliadas com informações úteis relacionadas a elas. ou digitem-nas no computador. Sob a orientação do professor.br www. Se possível. Não há enunciado introdutório e o texto é estruturado em duas partes: Ingredientes e Modo de preparo.com. e montem-na com o título escolhido pela classe. coloque o ovo e bata bem com um garfo Coloque o óleo. abaixo dele.indd 234 28/05/13 09:34 . etc.portaldosabor.com. expressas em uma frase completa. dê à receita um toque pessoal. peça as informações a uma pessoa que saiba como fazê-lo. isto é. A massa crua é mais mole que a de um bolo normal.com. No texto II. Unam a capa às receitas e grampeiem-nas.luizcintra. coberturas. quando expressam orientações. objetiva e de acordo com a norma-padrão. Reúnam as receitas produzidas. há um título e. pense nos ingredientes necessários e no modo como ele deve ser feito.

Se possível. apresente uma dica de como obter um sabor especial. etc. d o t e x to (In: Laranja seleta — poesia escolhida — 1977-2007. Le Cordon Bleu — Todas as técnicas culinárias. isto é. 2007. PRODUÇÃO DE TEXTO 227-241-PL1-PNLD 2015. a exemplo do que fez o poeta Nicolas Behr. Ingredientes e Modo de preparo. Editora Nacional P l a n e j a m e n to parte do sangue pode ser substituído por suco de groselha mas os resultados não serão os mesmos 235 28/05/13 09:34 .indd 235 sirva o poema simples ou com ilusões Para aqueles que são aficionados de livros de receitas ou livros e poemas que envolvam esse assunto. de Carla Pernambuco. de Maria Stella Libânio Christo (Vozes). Características do gênero a serem observadas — As receitas devem ter um título. de Jeni Wright & Eric Treuille (Marco Zero). Crie uma receita poética. Editora Língua Geral. A canja do imperador. Dias Lopes (Nacional). de Rubens Ewald Filho e Nilu Lebert (Melhoramentos). Do jeitinho de Minas — Culinária regional. sugerimos a leitura de: O cinema vai à mesa — Histórias e receitas. neste texto: Receita Ivan Coutinho Ingredientes 2 conflitos de gerações 4 esperanças perdidas 3 litros de sangue fervido 5 sonhos eróticos 2 canções dos Beatles Modo de preparar dissolva os sonhos eróticos nos dois litros de sangue fervido e deixe gelar seu coração leve a mistura ao fogo adicionando dois conflitos de gerações às esperanças perdidas corte tudo em pedacinhos e repita com as canções dos Beatles o mesmo processo usado com os sonhos eróticos mas desta vez deixe ferver um pouco mais e mexa até dissolver. com verbos no modo imperativo ou no infinitivo. de Carla Pernambuco e Carolina Brandão (Nacional). de Celia e Celma (Senac). dê à receita um toque pessoal.2. de J. ser estruturadas em duas partes. Banquete — Uma história da culinária. e As doceiras. picante. de Roy Strong (Jorge Zahar). O fogão de lenha — 300 anos de cozinha. Carlota — Balaio de sabores.) Loucos por receitas Perfil do leitor — Suas receitas serão publicadas no livro de receitas que fará parte do projeto Receitas com sabor e poesia e serão lidas por pessoas da comunidade escolar e das famílias dos alunos da classe. e ter linguagem objetiva. Dona Benta (Nacional).

sem a omissão de nenhum passo. fazendo o prato parecer apetitoso. O limão fornece monoterpenos. de função antioxidante. além da ação antioxidante. produzindo di c a s O texto a seguir menciona características de vários alimentos e os efeitos que eles provocam no organismo humano. que agem contra infecções por elementos nocivos Recomendação: cinco porções (unidade. e as frutas vermelhas possuem antocianinas. Se forem picadas. ainda liberam enzimas capazes de inibir a formação de substâncias associadas ao câncer e favorecer a sua eliminação Recomendação: duas porções por dia Thinkstock/Getty Images Thinkstock/Getty Images • Frutas São ricas em nutrientes como as vitaminas A e C. ajudam a neutralizar agentes tóxicos. se a linguagem está de acordo com a norma-padrão da língua. se as indicações são claras e objetivas. Depois releia-as observando: se elas apresentam título e as seções básicas (Ingredientes / Modo de preparo). fatia ou copo de suco natural) por dia 236 227-241-PL1-PNLD 2015. se a sequência de ações está correta.indd 236 28/05/13 09:34 . Leia-o. e sem alternância entre um modo e outro.Revisão e r e e s c r i ta Faça primeiramente um rascunho das receitas. se a(s) imagem(ns) utilizada(s) chama(m) a atenção do leitor. se os verbos referentes às orientações estão empregados no imperativo ou no infinitivo. que. que facilitam a neutralização de substâncias tóxicas no fígado. No caso de receita culinária: se as medidas indicadas para os ingredientes são precisas. que previnem a ação dos radicais livres. Saúde no prato Os alimentos que mais ajudam na hora de eliminar as impurezas do organismo – e os vilões que só aumentam a produção de dejetos ALIMENTOS DO BEM • Folhas verde-escuras As chamadas brássicas (couves. brócolis e repolho) são fonte de glicosinolatos.

•  Gengibre O gengibre é rico em fitoquímicos. O chá-verde possui catequinas. o principal responsável pela filtragem de substâncias tóxicas no organismo Recomendação: uma unidade por semana • Carne vermelha Rica em gordura saturada. geram picos de glicose e acentuam o acúmulo de agentes de ação tóxica Recomendação: uma porção por dia •  Água e chás São os líquidos. que vão ajudar a dissolver e transportar os elementos tóxicos. por inibir a formação de uma enzima no intestino. se consumidos em excesso. a carne vermelha tem o poder de alterar a flora do intestino. com poder antioxidante e anti-inflamatório (eles inibem a produção exagerada de prostaglandina e das enzimas lipoxigenase e cicloxigenase). um antioxidante. facilitando sua expulsão pela urina. que age no fígado combatendo e neutralizando substâncias tóxicas Recomendação: uma a duas unidades por dia •  Leguminosas Alimentos desse grupo. aumentando a permeabilidade das paredes do órgão e. Nozes e castanhas-do-pará ainda são ricas em selênio. o álcool sobrecarrega a função hepática. como consequência. como dente-de-leão. Os primeiros protegem es o fígado. como o feijão-branco. possuem faseolamina. O fígado prioriza o metabolismo do álcool e deixa de Thinkstock/Getty Images ALIMENTOS DO MAL 237 28/05/13 09:34 . e a sema g tty I k /Ge c o t ks gunda. a absorção de substâncias tóxicas e estranhas ao organismo PRODUÇÃO DE TEXTO 227-241-PL1-PNLD 2015. ácido graxo que previne inflamações e reduz a oxidação de gorduras. Estes. facilita a função intestinal e favorece a eliminação de agentes tóxicos pelas fezes Recomendação: até 1 grama por dia •  Oleaginosas Essas sementes são boa fonte de gorduras poli-insaturadas e vitamina E. proteína que. Com alto teor de fibras.indd 237 • Bebidas alcoólicas Por ser um elemento tóxico ao organismo. carqueja e boldo. Outras ervas. dificulta a absorção completa de carboidratos. pelas fezes e pelo suor. que estimulam a neutralização e a excreção dessas substâncias. mineral usado na formação da enzima glutationa. protegem e estimulam a ação hepática Recomendação: 30 mililitros de água para cada quilo do corpo. presenT hin te nas folhas da alcachofra. como a água. e até duas xícaras de chá por dia Thinkstock/Getty Images • Peixes marinhos Fonte de proteína magra. peixes como salmão e cavalinha fornecem ômega-3. estimula a produção de bile e de enzimas que atuam nos processos metabólicos do órgão. se consumida em excesso. como o gingerol e a gingerdiona. acumuladas no organismo se consumidas em excesso Recomendação: duas a três porções por semana • Alcachofra É fonte de flavonoides e cinarina.

Quando o refrigerante é consumido com moderação. a bebida inflama e altera a permeabilidade da mucosa intestinal. Vejam o exemplo: • Bebidas alcoólicas Por ser um elemento tóxico ao organismo. reduzindo as defesas antioxidantes do organismo (Veja. ou uma colher de chá.) Em grupo. essas bebidas têm pH ácido e. acumulados. Além disso. o organismo tem condições de neutralizar a ação dos agentes tóxicos nele contidos. Além disso. conservantes e estabilizantes.Thinkstock/Getty Images • Frituras Além de terem ação semelhante à da carne vermelha no intestino. dicas para ajudar o leitor a cuidar da saúde. Selecionem dez informações que julgarem as mais importantes e elaborem dez dicas para desintoxicar o organismo. 22/2/2012. esses alimentos contêm acroleína. contêm ácido fosfórico. substância que intoxica o corpo. por dia – favorece a retenção hídrica. reduzindo as defesas antioxidantes do organismo Dica Evite o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. impedem a eliminação dos agentes tóxicos Alamy/Other Images processar agentes nocivos vindos de outras fontes. Alimentos como a mortadela e o salame são ricos em gorduras. a bebida inflama e altera a permea­bilidade da mucosa intestinal. sódio e aditivos.indd 238 28/05/13 09:34 . criem. coran­tes. que irrita a mucosa intestinal e tem potencial ação cancerígena Thinkstock/Getty Images • Alimentos processados e industrializados Aditivos presentes em alimentos prontos. são estranhos ao nosso organismo. o corpo não dá conta de eliminá-los totalmente • Sal Como o sal contém sódio. Se consumidos em excesso. pela urina e k s to T hin pelo suor • Refrigerantes Além de ricas em açúcar. nas versões à base de cola. que pode levar à osteoporose • Embutidos São extremamente nocivos se consumidos em excesso. seu consumo abusivo – mais do que 5 gramas. o álcool sobrecarrega a função hepática. O problema surge do consumo excessivo. substância formada no processo de fritura – em especial nas frituras em imersão e prolongadas –. por serem artificiais. a partir das informações do texto. O fígado prioriza o metabolismo do ál­ cool e deixa de processar agentes nocivos vindos de outras fontes. Tais compostos não são bem digeridos pelo organismo e. como acidulantes. 238 227-241-PL1-PNLD 2015. especialmente do ácido fosfórico. O álcool sobrecarrega a função hepática e reduz as defesas antioxidantes do organismo. O excesso de água no organismo contribui não apenas para o aumento da pressão arterial como também dificulta a eliminação de agentes tóxicos pes age t y Im Ge t / k c las fezes.

e o texto deve ser sucinto. como na medicina. se as instruções são claras e objetivas. que chegou a ser considerado curado. Depois releiam-no. se a linguagem está de acordo com a norma-padrão da língua. o neurologista Sigmund Freud publicou relatos da terapia de seis pessoas com distúrbios mentais que se tornaram os pilares da psicanálise. sim. já que o objetivo fundamental dela não é a cura. se houver. possibilitando uma leitura rápida. Portanto. Do trio que ele de fato atendeu. Veículo e suporte em que o texto será veiculado – Decidam com a classe e o professor onde divulgar as dicas: cartazes. etc. Internet. formado por um breve enunciado introdutório e uma frase ou duas com informações que justifiquem a instrução dada. Revisão e r e e s c r i ta Façam primeiramente um rascunho do texto. conforme diz o psicanalista José Canelas. Caso alguma publicação seja consultada. e sem alternância entre um modo e outro. Características do gênero a serem observadas – Cada dica deve compor um tópico. se os verbos referentes às orientações estão empregados no imperativo ou no infinitivo. se as orientações e as justificativas conferem com as informações do texto original. observando: se cada dica apresenta um enunciado introdutório e justificativa da orientação dada. e s c re v endo c o m expre s s i v idade A síntese e a clareza de ideias Leia estes textos: TEXTO I Freud não curou nenhum paciente No início do século 20. se a(s) imagem(ns) ilustrativa(s) escolhida(s). uma vez que três dos pacientes nem sequer foram tratados por Freud. Façam as alterações necessárias e passem o texto para o suporte definitivo. como o próprio Freud admitiu depois em uma carta ao pupilo Carl Jung. e um terceiro paciente. e. um largou a terapia após três meses sem sucesso. outro morreu sem se livrar da psicose. não devem trazer informações excessivamente técnicas. Só que nenhum dos casos relatados é exemplo claro de cura pela psicanálise. Título – Deem um título ao conjunto das dicas. os especialistas da área dizem que isso não tira o valor da psicanálise.indd 239 239 28/05/13 09:34 . deixou a terapia ainda com problemas. ela deve ser indicada como fonte. o que pode ajudar a melhorar os sintomas de um transtorno psicológico. Também é interessante que haja imagens para chamar a atenção dos leitores. Entretanto. PRODUÇÃO DE TEXTO 227-241-PL1-PNLD 2015. folhetos. chama(m) a atenção do leitor para as dicas. Também é interessante que haja alguma imagem chamativa para compor o texto. promover o desenvolvimento do paciente.P l a n e j a m e n to d o t e x to Perfil do leitor – Dicas como essas são direcionadas ao público em geral. objetivo e direto.

TEXTO II Thinkstock/Getty Images Freud não curou nenhum paciente No início do século 20. Observe o conectivo destacado no seguinte trecho do texto I: “No início do século 20. para obter maior clareza e síntese de ideias. o emprego do conectivo que nessa frase resulta em ambiguidade. o neurologista Sigmund Freud publicou relatos da terapia de seis pessoas com distúrbios mentais. (Mundo Estranho. nos países que os utilizam em larga escala. já estão sendo adotadas medidas que atenuem o desemprego. mas apresentam diferenças quanto à construção. nº 74.” Conforme podemos notar. Do trio que ele de fato atendeu. além de eliminar conectivos que comprometem o sentido geral do texto. outro morreu sem se livrar da psicose. sua presença nas fábricas representa uma ameaça tão grande ao emprego. como ocorre na Europa. Só que nenhum dos casos relatados é exemplo claro de cura pela psicanálise. orações reduzidas. Por que isso ocorre? O fato de o conectivo estar mais próximo da ex- pressão seis pessoas com distúrbios mentais dá a impressão de que ele se refere às pessoas. como na medicina. Assim. diz o psicanalista José Canelas. os especialistas da área dizem que isso não tira o valor da psicanálise. como o próprio Freud admitiu depois em uma carta ao pupilo Carl Jung.indd 240 28/05/13 09:34 . um largou a terapia após três meses sem sucesso. e o texto II. Veja outros exemplos. e um terceiro paciente. e. promover o desenvolvimento do paciente. a) Quantas frases contém o texto I? E o texto II? O texto I contém quatro frases. Entretanto. podemos optar por empregar frases curtas. que. Esses textos se tornaram os pilares da psicanálise.) 1. o que pode ajudar a melhorar os sintomas de um transtorno psicológico”. Três dos pacientes nem sequer foram tratados por Freud. e não a relatos de terapia. 3. lendo e comparando outros textos: TEXTO I Uma vez que cada robô substitui de 10 a 20 empregados. 2. de palavras que ligam orações? O texto I. Observe que os dois textos informam a mesma coisa. 240 227-241-PL1-PNLD 2015. “O objetivo fundamental dela não é a cura. sim. a coordenação em vez da subordinação. Qual dos dois textos é mais claro e objetivo? O texto II. em que a jornada de trabalho de 40 horas vem sendo reduzida para 32 horas semanais. b) Qual dos dois textos apresenta um número maior de conectivos. o uso abusivo de conectivos pode tornar o texto prolixo e pouco claro. deixou a terapia ainda com problemas. o neurologista Sigmund Freud publicou relatos da terapia de seis pessoas com distúrbios mentais que se tornaram os pilares da psicanálise. Como você pôde observar. sete. que é o antecedente de que. isto é. que chegou a ser considerado curado.

” (Gilberto Dimenstein. por exemplo. Na Europa. Sugestão: Ao nos vermos. evite a excessiva subordinação e a repetição de conjunções. faça frases curtas. o Brasil ainda é cenário dos mais variados tipos de discriminação contra o negro. como as que são introduzidas pelas conjunções coordenativas pois e por isso. serem encarados como suspeitos apenas por serem negros.) d) Assim que nos vimos. Paulo. Sugestão: “Apesar dos avanços da ciência. sinal evidente dos interesses econômicos existentes na área da Saúde. depois de tanto tempo. PRODUÇÃO DE TEXTO 227-241-PL1-PNLD 2015. o que resulta em os negros. c) “Apesar dos avanços da ciência.) b) Quando coletou informações sobre partos nos hospitais brasileiros. antes sob controle e de fácil combate e agora novamente letais. o texto IV evita conjunções (assim que. uma das mais comuns é a redução da jornada de trabalho de 40 para 32 horas semanais. buscando maior clareza e síntese.” (Daniela Falcão. a) “Além do Ébola. tal como o texto III. Notei que talvez tivéssemos perdido algo mais íntimo e abstrato. com orações subordinadas. Essa discriminação é visível nos salários mais baixos.” (texto original de Gilberto Dimenstein) Dê uma nova redação aos parágrafos. 241 28/05/13 09:34 . Paulo. a mulher e a criança.) Observe que o texto II apresenta maior clareza de ideias. as frases são curtas e há o emprego de orações coordenadas. Talvez não fossem apenas as marcas do tempo. exer c í c io s c. o texto IV apresenta maior clareza e síntese. notei que algo se modificara nesses anos passados. os negros. a ‘síndrome da vaca louca’ e a hepatite C. Se necessário. notei que algo se modificara nesses anos que nos separavam. na dificuldade de obter emprego por causa da cor de pele ou na omissão dos poderes públicos. por exemplo. Nele foi evitada a subordinação excessiva. já visíveis nas rugas do rosto ou nos cabelos brancos. Como consequência. o Brasil ainda é cenário dos mais variados tipos de discriminação contra o negro. a fim de que) e o pronome relativo que. e que talvez não fossem apenas as marcas do tempo. Folha de S. discriminação essa que é visível nos salários mais baixos.Rodrigo Paiva/Folhapress TEXTO II A presença de robôs nas fábricas é uma amea­ ça ao emprego. Observe que o texto IV. imediatamente tomamos as providências necessárias para chegar ao local do acidente e atender os familiares das vítimas. na dificuldade de obter emprego por causa da cor da pele ou na omissão dos poderes públicos. como a diarreia e a salmonela. empregue orações reduzidas Sugestão: … A mutação de microou conjunções coordenativas. Contudo. da tecnologia e dos direitos humanos neste século. e que voltam a ser letais. imediatamente tomamos as providências que se faziam necessárias. o médico David Capistrano constatou que o número de cesarianas está acima Sugestão: Ao coletar informações sobre partos nos hospitais brasileiros. como nós mesmos. apresenta uma única frase. por exemplo. que já se faziam notar nas rugas do rosto ou nos cabelos brancos. depois de tanto tempo. Adaptado. Para isso. Como resultado. Por isso. (Fátima Fernandes. a mulher e a criança. Folha de S. Compare agora estes dois textos: TEXTO III TEXTO IV Assim que recebemos a informação da queda do avião.indd 241 do normal e que isso só comprova que as cirurgias de parto se tornaram um bom negócio. A mutação de micro-organismos provoca outro fenômeno que incomoda as autoridades sanitárias: a volta de doenças que já estavam sob controle e que eram de fácil combate. da tecnologia e dos direitos humanos neste século. países que os utilizam em larga escala estão adotando medidas para atenuar o desemprego. Ao recebermos a informação da queda do avião. organismos provoca outro fenômeno incômodo para as autoridades sanitárias: a volta de doenças como a diarreia e a salmonela. fazendo uso de orações reduzidas. pois cada um deles substitui de 10 a 20 empregados. Talvez fosse algo mais íntimo e abstrato: a perda de nós mesmos. são encarados como suspeitos apenas por serem negros. fazem parte do rol de doenças emergentes causadas por vírus recém-descobertos a Aids. a fim de que se chegasse ao local do acidente e a fim de que se atendessem os familiares das vítimas. o médico David Capistrano chegou à conclusão de que o número de cesarianas está acima do normal.

em que se escravizava o negro e se perseguia o índio. A realidade brasileira era então muito diferente da portuguesa. Entretanto. O Barroco no Brasil Diferentemente do Barroco europeu. O Brasil era o grande celeiro da cana-de-açúcar. de uma realidade de violência. Ouro Preto. Tratava-se de um centro de comércio relacionado à exploração da cana-de-açúcar. apreciava e estimulava o refinamento da arte. Não se via aqui o luxo e a pompa da aristocracia europeia. presa a modelos lusitanos e sem um público consumidor ativo e influente. inicialmente frágil.LiterAturA Fa bio Co lo m bin i cAPÍtuLo 7 Teto da Igreja São Francisco de Assis. pintada por Athayde. como público consumidor. Essa elite foi responsável pelo nascimento de uma literatura brasileira. como as que se veem na poesia do baiano Gregório de Matos. aos poucos foi surgindo na colônia um grupo de pessoas cuja formação intelectual acontecia em Portugal — geralmente advogados. Poucos entre eles sabiam ler e escrever. o Barroco brasileiro nasceu e se desenvolveu em condições bastante diferentes. que se voltou principalmente às exigências de um público aristocrático.indd 281 28/05/13 10:01 . religiosos ou homens de letras. Os colonos portugueses que vinham para cá estavam interessados na exploração desse produto e no enriquecimento rápido. 281 281-286-PL1-PNLD 2015. na maioria filhos de comerciantes ricos ou de fidalgos instalados no Brasil. Século XVII. que. ganhando características próprias.

1995. ao afrontar com comportamentos considerados indecorosos os valores e a falsa moral da sociedade baiana de seu tempo. de Bento Teixeira. p. Devido às suas sátiras. Voltou doente ao Brasil e. impedido de entrar na Bahia. para dar vazão a sentimentos pessoais profundos. ao denunciar as contradições da sociedade baiana do século XVII.] os colonos que para aqui se dirigiam. tinham em vista principalmente o enriquecimento rápido. mulatos. Nasceu em Salvador. quando. em 1681. Irreverência e esquecimento Gregório de Matos primou pela irreverência. etc. quando foram fundadas várias academias literárias por todo o país. porém sempre se recusou a vestir-se como clérigo. saiu pelo Recôncavo baiano como cantador itinerante. além de palavras de baixo calão. São Paulo: Edusp/ FDE. 95-6. cujas origens aqui se confundem com as da nossa própria literatura.. Por isso o tempo que tiravam para “fazer a América” — expressão eufemística para a busca do enriquecimento — e o deslocamento para o Novo Mundo eram interpretados por eles como períodos e “lugares” em que mais coisas eram permitidas do que na rotina da vida europeia. deu seus primeiros passos no país. Bahia. Os escritores barrocos brasileiros que mais se destacaram são: A sedução do novo mundo [. ed. exerceu os Igreja São Francisco de Assis. Antônio Vieira. foi perseguido pelo governador baiano Antônio de Souza Menezes. Bento Teixeira. Retornando ao Brasil. em decorrência da descoberta do ouro em Minas Gerais.) Gregório de Matos: adequação e irreverência Edson Grandisoli/Pulsar Imagens n  a poesia: Gregório de Matos.. e não o enraizamento na Colônia para a construção de uma nova vida social. fidalgos. cargos de tesoureiro-mor e de vigário-geral. Não havia sentimento de grupo ou de coletividade: a literatura produzida em meio ao espírito de aventura e de ganância da mentalidade colonialista foi fruto de esforços individuais. como poeta satírico. os modelos literários portugueses chegaram ao Brasil. onde cursou Direito. tornou-se juiz e ensaiou seus primeiros poe­ mas satíricos. Aqueles que escreviam encontraram na literatura um instrumento para criticar e combater essa mentalidade. e o Barroco. numa linguagem que agrega ao código da língua portuguesa vocábulos indígenas e africanos. Depois de se casar com Maria dos Povos e exercer a função de advogado. O Barroco no Brasil ganhou grande impulso entre 1720 e 1750. Nas artes plásticas. dedicando-se às sátiras e aos poemas erótico-irônicos. Literatura brasileira — Dos primeiros cronistas aos últimos românticos.Apesar disso. comerciantes. ainda. morreu em Recife. construíram-se igrejas de estilo barroco no país. para retornarem logo a Portugal. para moralizar a população por meio dos princípios da religião ou. Salvador. A obra considerada tradicionalmente o marco inicial do Barroco brasileiro é Prosopopeia (1601). esse desenvolvimento só aconteceu no século XVIII. (Luiz Roncari. o que lhe custou alguns anos de exílio em Angola. se não eram degredados. Gregório de Matos (1633?-1696) é o maior poeta barroco brasileiro e um dos fundadores da poesia lírica e satírica em nosso país. —. portanto desajustados na sociedade europeia. escravos. 2. criticando os mais diferentes grupos sociais — governantes. Sebastião da Rocha Pita e Nuno Marques Pereira. Portugal. na prosa: Pe. como poeta lírico. o Braço de Prata. Botelho de Oliveira e Frei Itaparica. Foi irreverente como pessoa. 282 281-286-PL1-PNLD 2015. estudou no Colégio dos Jesuítas e depois em Coimbra. um poema que procura imitar Os lusíadas.indd 282 28/05/13 10:01 . ao seguir e ao mesmo tempo quebrar os modelos barrocos europeus.

Veja. sem hesitação. 1970. 1993. houve algumas compilações de valor discutível. como Gôngora. São Paulo: FTD. Quevedo. 2003. pois os copistas nem sempre seguiam critérios científicos para realizar esse tipo de trabalho. ed. ro. Não era considerada expressão da individua­li­dade de um artista ou sua propriedade intelectual. Em pleno século XVII. te. no sentido contemporâneo. dependendo da edição consultada. com audiência certa não só entre intelectuais como em todas as camadas sociais. era comum um pintor ou um poeta imitar outro. é necessário lembrar que.) Pelo fato de não ter publicado nenhuma obra em vida. Apesar desses problemas. ROSA TUMULTUADA a t te a n da a doro i tu ro m ultu sa n i (Manuel Bandeira. 279. como meio de absorver-lhe as técnicas. e consciente aproveitador de temas e de ritmos da poesia e da música populares. quando então foram reunidos em livro por Varnhagen..) 283 29/05/13 17:40 . como exemplo desse pioneirismo. De fato.) LITERATURA 281-286-PL1-PNLD 2015. Re cien benig e aplausí Úni singular ra inflexí co. o poeta chegou a ser um dos precursores da poesia moderna brasileira do século XX. há controvérsias sobre a autoria de alguns dos poemas atribuídos ao poeta baiano e é comum os textos apresentarem algumas variações de vocabulário ou de sintaxe. p. superou os limites do próprio Barroco. até meados do século XIX. Rio de Janeiro: José Olympio. Antes do século XIX. é preciso supor que talvez ele tivesse a intenção de apenas traduzir esses poemas. tanta er Po de tod est terr é gent is a a a Da ma remot sej um (Gregório de Matos.] Gregório é o nosso primeiro poeta “popular”. vel. o nosso primeiro poeta “participante”. huma afá to. a autoria tinha um significado diferente do que tem hoje.A fundação da poesia brasileira O “Boca do Inferno” é o primeiro poeta de verdade que se pode.indd 283 Gregório de Matos: um plagiador? O poeta baiano foi muitas vezes acusado de plágio. Poesias selecionadas. Estrela da vida inteira. porém. chamar brasileiro. muitos dos poemas atribuídos a ele não passam de traduções ou adaptações para o português de poemas de outros escritores. Camões e Sá de Miranda. além de ter iniciado uma tradição entre nós. no. Além disso. Antes disso. a obra de Gregório de Matos vem sendo reconhecida como aquela que. 56. 2. São Paulo: Companhia das Letras. [. a semelhança de procedimentos existente entre o seguinte poema de autoria dele e um poema de Manuel Bandeira (poeta do século XX): Dou pruden nobre. p.. na época em que ele viveu. vel Magnífi precla incompará Do mun grave Ju inimitá do is vel Admira goza o aplauso crí Po a trabalho tan et terrí is to ão vel Da pron execuç sempre incansá Voss fa Senhor sej notór a ma a ia L no cli onde nunc chega o d Ond de Ere só se tem memór e bo ia Para qu gar tal. seus poemas foram transmitidos oralmente. Antes de julgar Gregório de Matos. na Bahia. p. (Mário Faustino. 61. Por isso. De Anchieta aos concretos.

com asas coladas com cera. Ícaro foste. Aderaldo Castello. São Paulo: Difel. Marília Gabriela e Xuxa Lopes. A lírica Discreta e formosíssima Maria.A vida de Gregório de Matos tinha tudo para virar cinema: sua experiência como padre. o que é verdura. zênite: auge. 2008. De onde te arrojou teu voo ardente. E na boca a mais fina pedraria: Gozai. O filme Gregório de Matos. a filosófica e a religiosa. que leva normalmente a um sentimento de culpa no plano espiritual. dirigido por Ana Carolina. vão compondo os rumos da obra poética e da vida pessoal que levaram Gregório de Matos ao exílio e ao abandono. adequou-se aos temas e aos procedimentos de linguagem frequentes no Barroco europeu. p. arremessar. E na rosada face a aurora fria: Ricardo Dantas Gregório de Matos cultivou três vertentes da poesia lírica: a amorosa. Enquanto estamos vendo claramente Na vossa ardente vista o sol ardente. culminância. (In: Antologia da poesia barroca brasileira. 75-6. A lírica amorosa é fortemente marcada pelo dualismo amoroso carne/espírito. 1968. enquanto cria Essa esfera gentil. arrojar: arrastar. que atrevidamente Te remontaste à esfera da Luz pura. Adeus. brandão: vela. Porque sendo de uns olhos bem nascido. E criou-te um olhar pouco advertido: Cresceu-te o esperar de um entendido. 80. É cada dia ocaso da beldade. seus atritos com os poderosos. Contando no elenco com o poeta Waly Salomão. a Deus cuidado. Organização de Emerson Tin. anoitecer. se sobra a formosura. ocaso: crepúsculo. sua vida devassa. entre outros. mina excelente No cabelo o metal mais reluzente. Que eu te mando de casa despedido. suas paixões. Como poeta lírico. fiar: confiar. gozai da flor da formosura. ora satíricos. tocha. E às mãos morreste de um desesperado.. crer. Reprodução Gregório de Matos no cinema Gregório de Matos. porém. Observe estes sonetos: Enquanto pois produz. não é. Sem a noite encontrar da sepultura. Porque nesse brandão dos céus luzente Falta a razão. Nasceste de um acaso não pensado. Fiar no sol é irracional loucura. atirar. Pode-se dizer que o filme retrata o surgimento de uma nação. vão pensamento. p. v. São Paulo: Nacional/Lazuli.indd 284 28/05/13 10:01 . Antonio Candido e J. 1. a diretora costurou um roteiro a partir de versos do poeta que. fugiu do labirinto de Creta e morreu porque a cera derreteu ao se aproximar do Sol. no papel de Gregório de Matos. Ícaro: personagem da mitologia grega que. Foste com desapego mal tratado.) beldade: beleza. ora líricos. e com atores como Ruth Escobar. (In: Presença da literatura brasileira. apogeu.) 284 281-286-PL1-PNLD 2015. Antes que o frio da madura idade Tronco deixe despido. o Brasil.. ora eróticos. biográfico. Que passado o zênite da mocidade. acreditar.

desenrola-se o drama amoroso do Barroco: o apelo sensorial do corpo e a angústia de aproveitar os dias se contrapõem ao ideal religioso. L EITUR A Fabio Colombini/Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos. E scultura de Aleijadinho. Congonhas do Campo. nos quais o eu lírico também se dirige a Cristo pedindo a salvação: 285 28/05/13 10:01 . Meu Deus. Vaidade. o eu lírico faz um jogo com dois verbos que revelam seu pecado. De coração vos busco. a salvação. Misericórdia. a) Como o eu lírico se coloca diante de Cristo? Humilde. a seguir. A salvação pretendo em tais abraços. cit. ao amanhecer. e ofendido. Jesus. em relação a delinquido ou ofendido? arrependido c) Esse compromisso do eu lírico implica um compromisso de Cristo. sua descrição física serve-se de imagens elevadas. em atitude de confissão.Em ambos os textos. o eu lírico dirige-se diretamente a Cristo. a culpa. No segundo texto. a) Ele se confessa “vencido” e diz que quer “verse vencido”. Luz. na poesia de temática religiosa. b) Na primeira estrofe. e pensar em amá-la é como desejar ambiciosamente possuir o Sol. barbaridade. o pecado e o perdão. Assim. bem é verdade. o apelo por perdão. Vencido quero ver-me. E também poemas em que predomina a consciência da transitoriedade da vida e do tempo e da instabilidade das coisas do mundo e do homem. Qual? O acolhimento. que atraem a atenção do eu lírico por sua beleza e juventude.indd 285 Arrependido estou de coração. enormidade: ação descabida. em ambos os casos. antes que chegue a “madura idade”. LITERATURA 281-286-PL1-PNLD 2015. comparativamente. a idealização cede lugar ao desejo e ao convite à amada para aproveitar sua beleza e juventude. falando de si mesmo. gerando um sentimento de culpa e. meu Deus. a que gênero textual se assemelha o poema? A uma oração. dois tercetos da lírica religiosa de Gregório de Matos. e arrependido. que encaminha à vaidade. tenho come-­ tido atos ofensivos. sugerida pelo mito de Ícaro. hei delinquido: tenho cometido delitos. 2. Arrependido a tanta enormidade. É verdade.) b) Que palavra dessa estrofe constitui uma antítese. No primeiro texto. A lírica religiosa obedece aos princípios fundamentais do Barroco europeu. Na lírica filosófica. dai-me abraços. Na segunda estrofe. Amor. 3. Leia. Abraços. numa clara postura de carpe diem. que todo me há vencido. os olhos da mulher dão origem ao pensamento amoroso. 1. Jesus. p. Quais são os verbos? ofender e delinquir c) Que característica pessoal o eu lírico apresenta como causa do seu pecado? Sua maldade. A língua empregada é culta e apresenta inversões e figuras de linguagem abundantes. No primeiro. Levando em conta a presença do vocativo “Meu Deus”. Ofendido vos tem minha maldade. o arrependimento. Quais são os agentes dessas duas pela vaidade e ver-se vencido por Cristo (de expressões? Vencido maneira implícita). MG Ofendi-vos. que hei delinquido. a ambição amorosa provoca a queda do eu lírico. No texto. que claro me mostra a salvação. destacam-se textos que se referem ao desconcerto do mundo (lembrando diretamente Camões) e às frustrações humanas diante da realidade. que me rendem vossa luz. Maldade. 45. fazendo uso de temas como o amor a Deus. (In: Antologia da poesia barroca brasileira. absurda. a mulher é apresentada de forma idealizada. o eu lírico continua sua confissão. 4. Delinquido vos tenho. do imperativo “dai-me” e da declaração devocional do último verso. às joias. associadas ao sol. No segundo texto.

Porém pode ter fim todo o pecar. feito de modo que um termo empregado no final de um verso dá início ao verso seguinte. os negros. s. 5. Qual é a importância desse recurso para a argumentação que o eu líduas partes do soneto (a confissão e rico faz junto a Cristo? Nas o pedido de perdão). Criticava o governador. como a inversão e a repetição de termos. real nem branca. E não o vosso amor. dores e a censura exercida contra os críticos dos Macutas. que contribuem para o rebuscamento da forma e a ornamentação exagerada do estilo. que é infinito. a ovelha desgarrada. nem faladas. A sátira a) De que argumentos ele lança mão no primeiro primeiro fragmento. 286 281-286-PL1-PNLD 2015. ninguém fala. Perder na vossa ovelha a vossa glória. sintetizadas nos dois últimos versos: “E é que. e meu delito. A casa de Beto (1996). nem impugna. / Nos arrancam as mãos. assim. críticas a todas as classes da sociedade baiana Pois não damos remédios às já passadas. os Nem prevemos tampouco as esperadas. de seu tempo. 6. você diria que o texto é cultista ou conceptista? É predominantemente cultista. pastor divino. em que há silogismo. Pode. molhos: maus administradores.) O eu lírico busca sua salvação por meio da argumentação. a língua. particular Conhecido também como “Boca do Inferno”. Observe o soneto ao lado. Gregório emprega na sátira uma língua portuguesa diversificada. p.Eu sou. literatura satírica em língua portuguesa. Carybé/ Col. o clero. novelos. brasileira. quem o dinheiro nos arranca. a exploração praticada pelos colonizaFicamos sem tostão. macuta: moedas. p. que levaria ainda um século para abrir os olhos. p. os olhos”. o poeta De outros que estão por vir mais estranhosos: não poupou na sua linguagem nem palavrões nem Sentimo-nos confusos. ca. é empregada uma figura de linguagem chamada anadiplose. cit. correão. repleta de termos indígenas e africanos (que refletem o bilinguismo ou o trilinguismo da época). ao passo que o pecar é finito. ó Bahia! vésperas choradas plo de certos trovadores da Idade Média. o eu lírico usa o argumento de que o amor divino é infinito. (In: Antologia da poesia barroca brasileira. Além disso. mas também pela percepção crítica da exploração colonialista empreendida pelos portugueses na colônia. A sátira constitui uma das partes mais origiNos arrancam as mãos. os mulatos. São Paulo: Cultrix. Cristo perderá sua glória se não fragmento? No o salvar. da Bahia. etc. Gregório de Matos é Tristes sucessos. No soneto em estudo. que consiste em um encadeamento de palavras. (In: Idem. alusão a parábola. brasileira. um dos principais e mais ferinos representantes da Desgraças nunca vistas. e não somente pelos temas escolhidos.indd 286 28/05/13 10:01 . têm caráter conceptista os dois tercetos da questão 4. os olhos. branca. e teimosos. gírias e expressões locais. A exemSão. com os gritos de revolta dos inconfidentes mineiros.d. Organização de José Miguel Wisnik. 46. Como que estamos delas desejosos. Senhor. 47. Cobrai-a. 44. século XVII.) Mui grande é o vosso amor. real. pois foge aos (Poemas escolhidos. quem o dinheiro nos arranNinguém vê. Por essas razões é que a poesia de Gregório de Matos — ao abrir espaço para a paisagem e a língua do povo — talvez seja a primeira manifestação nativista de nossa literatura e represente o início do longo processo de despertar da consciência crítica nacional. E é que. de palavrões.) padrões preestabelecidos pelo Barroco português ou ibérico e se volta para a realidade baiana do tostão. a língua. Nele Gregório de Matos descreve a situação política e econômica Levou-vos o dinheiro a má fortuna. principalmente pelo emprego de figuras sintáticas. nais da poesia de Gregório de Matos. o eu lírico lança mão da anadiplose como meio de enfatizar as ideias e envolver o interlocutor (Cristo). Com base no que aprendeu até aqui acerca da linguagem barroca. casos lastimosos. comerciantes. b) E no segundo fragmento? No segundo fragmento. ser considerada poesia dinheiro de pouco valor. jogo de ideias. Por outro lado. e não queirais. em razão de suas sátiras.

P a r is Undine ou a dança (1913).blogspot.com/2010/08/o-que. Ce n tr e Pomp id ou.html. A expressão escrita: acentuação CONsTRUINDO O CONCEITO Arnaldo Antunes Leia este poema. de Francis Picabia.LíNgUA: UsO E REfLExãO Le s si ng /A CAPíTULO 9 lbu m/ L at i ns to c k /M usé eN atio nal d’A r t Mo derne .indd 296 28/05/13 09:59 . de Arnaldo Antunes: (Disponível em: http://arnaldoantunes. Acesso em: 4/4/2012.) 296 296-302-PL1-PNLD 2015.

A partir da tabela que você montou. b) Levante hipóteses: Ao associar as palavras máscara e rasgará. a) De que material são constituídas as letras que compõem as palavras? Recortes de jornal e/ou revista. Na fala. Angola. 2a. todos os países tiveram de fazer algumas concessões. ora a outra. somente a partir de 2016 as alterações constantes no acordo passarão a ser obrigatórias. elas continuam sendo termos existentes na língua portuguesa. brasileiros. rasgará e rasgara tenham três sílabas e terminem em a. A reforma ortográfica de 2009 Em 2009. possíveis confusões quanto à leitura e à compreensão de certas palavras. na escrita. as proparoxítonas terminadas em a são acentua­das. que os alunos deduzam princípios como “As oxítonas terminadas em a são acentuadas. b) Embora as palavras máscara. de naturezas distintas: o tônico e o gráfico. levando em conta os critérios de tonicidade das sílabas e classificação morfológica. a sílaba tônica. 2. a sílaba tônica é a antepenúltima. Timor Leste e São Tomé e Príncipe. as palavras da nossa língua têm dois tipos de acento.   na pronúncia das palavras. sendo formadas por pedaços de papel rasgado. Posição da sílaba tônica máscara proparoxítona Classe morfológica substantivo simples comum 3. Assim. como modelo. ora se dá maior intensidade sonora a uma sílaba. O poema é composto por duas palavras. Moçambique. como as palavras têm a mesma grafia. Para chegar ao acordo. mascara paroxítona rasgará oxítona rasgara paroxítona CONCEITUANDO verbo no presente do modo indicativo verbo no futuro do presente do modo indicativo verbo no pretérito mais-queperfeito do modo indicativo Ao ler o poema e responder às questões sobre ele. Na palavra máscara. a sílaba tônica é a última. Observe novamente o poema. artificial. Para nós. que sentido o poema constrói? A afirmação remete ao fato de que uma máscara é algo falso. neste momento.5% das palavras. LÍNGUA: USO E REFLEXÃO 296-302-PL1-PNLD 2015. rasgará e rasgara. Que diferenças as palavras apresentam entre si quanto: a) aos fonemas que as constituem? Fonologicamente. a distinção entre elas é feita por meio do acento gráfico. que esconde a verdadeira identidade. Veja. Se retirarmos os acentos das duas palavras. ideia reforçada pelas letras que. assim. Cabo Verde. as mudanças foram pequenas e afetaram apenas 0. mascara. evitar. Na escrita. O papel do acento gráfico é. Logo. você viu a oposição entre máscara e mascara.indd 297 297 07/06/13 14:20 . Contudo. ela vai se rasgar e revelar a verdadeira face de quem se esconde por trás dela.1. Guiné-Bissau. fazem pensar na fragilidade da máscara. a) Desenhe em seu caderno uma tabela como a seguinte e distribua nela as palavras mascara. em rasgará. b) à sílaba tônica de cada uma? Professor: Espera-se. Portugal. O acento tônico corresponde à maior intensidade sonora com que se pronuncia uma das sílabas das palavras. tente deduzir algumas regras de acentuação. O acento gráfico é um sinal utilizado para indicar a sílaba tônica de certas palavras. elas diferem por causa da oposição observada em dois pares de fonemas: /m/ e /R/ e /k/ e /g/. elas variam quanto à acentuação e à posição da sílaba tônica. você deve ter observado que:   algumas palavras têm acento gráfico e outras não. entrou em vigor no Brasil o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa assinado em 1990 pelos países lusófonos: Brasil. No estudo do poema. a classificação da palavra máscara. as paroxítonas terminadas em a não são acentuadas”. essas palavras distinguem-se pela maior intensidade sonora com que se pronuncia a sílaba tônica. da maneira como estão formadas.

dá. x. má. três. ei(s). o. etc. as conjunções. acabam por apoiar-se em outras palavras tônicas.indd 298 28/05/13 09:59 . isso quer dizer que um livro publicado em Moçambique ou em Portugal pode ser lido no Brasil ou em Angola sem causar estranhamentos. éu(s)..Alamy/Other Images Entre as vantagens da reforma ortográfica. Regras de acentuação gráfica 1. lhe. Praia de Vilankulo. boia. ps: dócil hífen açúcar ônix ímã(s) órfão(s) júri(s) jóquei(s) álbum álbuns vírus bíceps De acordo com a reforma ortográfica. está a unificação do sistema de escrita da língua. ão(s). ói(s): Amapá babás até vocês capô paletós também armazéns anéis chapéu(s) herói(s) 3. e(s). são tônicos. 2. Acentuam-se os monossílabos tônicos terminados em a(s). Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas em a(s). diferenciam-se também pelo significado: os monossílabos tônicos têm significação própria. heroico. i(s). ã(s). éu(s) e ói(s): pá – pás pé – pés pó – pós méis céu – véus mói – sóis O que são monossílabos tônicos e monossílabos átonos? 1. o(s) e em ditongos abertos éi(s). São monossílabos átonos as preposições. 298 296-302-PL1-PNLD 2015. C  hamam-se monossílabos tônicos as palavras de uma única sílaba que têm intensidade sonora forte. Os monossílabos átonos. 3. mas. Os monossílabos que pertencem às classes dos substantivos. adjetivos. de. não se acentuam os ditongos abertos ei e oi nas palavras paroxítonas: assembleia. Cursos a distância. além de alguns pronomes. pela Internet. r. o(s) e em(ens) e nos ditongos abertos éi(s). Por exemplo: flor. nos. Acentuam-se as paroxítonas terminadas em l. um(uns). us. 2. e(s). também foram beneficiados. n. por terem intensidade sonora fraca. por exem­plo. me. ideia. advérbios. como. os artigos e alguns pronomes oblíquos. Na prática. enquanto os monossílabos átonos só assumem significado quando estabelecem relação entre outras palavras. Além do aspecto fonético. em Moçambique.

Na 3ª pessoa do plural. Professor: Se julgar conveniente. ler. em seu caderno. de acordo com a reforma ortográfica. recebem o acento circunflexo para diferenciarem-se da 3ª pessoa do singular: ele vem — eles vêm     ele tem — eles têm Os verbos derivados de ter e vir. entretanto. a vogal i tônica não é acentuada: rainha. comente com os alunos que. A sobremesa foi feita por mim. Assim. ver e dar: ele crê — eles creem     ele lê — eles leem    ele vê — eles veem    ele dê — eles deem e x erc í cio s 1. coo. foram propositalmente omitidos os acentos gráficos de algumas palavras. LÍNGUA: USO E REFLEXÃO 296-302-PL1-PNLD 2015. veem. Acento diferencial De acordo com a nova reforma ortográfica. não se acentuam as vogais i e u tônicas precedidas de ditongo das palavras paroxítonas: feiura. sagui. Não se deve confundir o plural dos verbos citados com o dos verbos crer. seguidas ou não de s. o trema deixou de existir na língua portuguesa. obedecem à regra das oxítonas. Ontem ele não pôde assinar os documentos. manter. por exemplo. nas palavras oxítonas e paroxítonas: aí   baú   sanduíche   graúdo   país Exceção: Quando seguida de nh na sílaba seguinte. convir. O verbo pôr é acentuado para diferenciar-se da preposição por: Vou pôr a mesa imediatamente. usa-se o acento circunflexo para a diferenciação: ele intervém — eles intervêm     ele mantém — eles mantêm 2.indd 299 299 28/05/13 09:59 . deem. bainha. voo. por não serem monossílabos. levando em conta as regras de acentuação da língua portuguesa. Os verbos vir e ter na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo. Vem ou vêm? Tem ou têm? Intervém ou intervêm? 1. tranquilo. Acentuam-se as vogais i e u tônicas dos hiatos. baiuca. aguentar. releem. Leia o texto integralmente e. como deter. tainha. reescreva essas palavras. não se acentuam os hiatos oo e ee: enjoo.. intervir. etc. hoje se grafam: frequente. Acentuam-se todas as palavras proparoxítonas: lâmpada   cédula   público 5. apesar de serem monossílabos tônicos terminados em -em. A forma verbal pôde (pretérito perfeito) diferencia-se de pode (presente do indicativo) por meio do acento circunflexo: O trema caiu De acordo com a reforma ortográfica. reter. No texto a seguir.4.

em seu caderno.br/ equilibrioesaude/1054553-estudo-mostra-quejogar-wii-nao-eleva-atividade-fisica-de-crianca. shtml.. aquelas que vivem em bairros pouco seguros. Sem acento. da Baylor College of Medicine (Texas.com/vestibular-e-concursos/ fotos/r7-corrige-placas-com-erros-de-portugues-pelobrasil-20110620-23. ão..uol. e. como modelo. a palavra hóspede: Palavra na placa hospede Grafia padrão hóspede Regra de acentuação não respeitada Todas as proparoxítonas são acentuadas. significando “aquele que se hospeda”.blogspot. porém com outro significado. construa uma tabela. que é substantivo.folha. “Francamente. como aparece na placa. n. html#fotos. em (seguidas ou não de s) são acentuadas. ps e ditongo são acentuadas. Entre as palavras da tabela. ã. Em especial. Acesso em: 4/4/2012. Acesso em: 4/4/2012. (Disponível em: http://www1.]. Identifique essa palavra e descreva a diferença morfológica e semântica entre a forma com acento e a forma sem acento.com/vestibular-e-concursos/ fotos/r7-corrige-placascom-erros-de-portuguespelo-brasil-20110620-1. Acesso em: 4/4/2012. acrescentou. Veja. r.) ´ ´ Alguns pesquisadores de saude pu­ blica tinham esperança de que os video­ games ativos servissem como alternati­ va a brincadeiras ao ar livre e esportes [. Somente as oxítonas terminadas pelas vogais a. José Eduardo Camargo tráfego Massaguaçu Mococa (Disponível em: http://noticias. com/2010_11_01_archive. 300 296-302-PL1-PNLD 2015. ´ “Esperavamos que jogar videoga­ mes pudesse de fato resultar em ele­ ´ ´ vação consideravel da atividade fisica das crianças”. Estudo mostra que jogar Wii ´ não eleva atividade fisica de criança ˆ Boxe. x. identificando os desvios quanto à acentuação e a regra que não foi levada em conta. Reprodução Chris Ryan/Glow Images (Disponível em: http://noticias. fica hóspede. 3.html. afirmou Tom Bara­ ´ nowski.html. i. Somente as paroxítonas terminadas em l. A palavra é hospede.Todas as proparoxítonas são acentuadas. em que nem ´ sempre e´ viavel brincar na rua. r7. Com o acento.indd 300 07/06/13 14:21 .r7. ficamos chocados ao constatar que não existe qualquer diferença”. EUA).) (Disponível em: http://caraguablog.) 2. há uma que pode ser escrita da maneira como aparece na placa. o. Acesso em: 4/4/2012. Leia as placas a seguir e responda às questões de 2 a 4. lider da equipe de pesquisa do Baylor. um.) José Eduardo Camargo trafégo Massaguaçú Mocóca 2. trata-se da 3ª pessoa do singular do modo imperativo ou do presente do modo subjuntivo do verbo hospedar.com. Identifique as palavras que foram grafadas inadequadamente e. Crianças que jogam video­games ditos “ativos” em um Nintendo Wii não ´ realizam mais atividades fisicas mo­ deradas ou vigorosas do que aquelas ´ que jogam titulos nos quais ficaram ´ segundo um estudo sentadas no sofa. tenis e dança virtuais de vi­ deogames podem não estar ajudando as crianças a satisfazerem suas necessida­ ´ ´ des diarias de exercicios. u.

Você sabe que. c) Portanto. etc. os sinais adequado do acento gráfico na palavra que de acentuação cumprem o papel de distinguir. Já no caso de vazios. porque está grafada de acordo com as regras de acentuação da língua portuguesa e. grosseira. entretanto. na escrita. Porque o sujeito se refere a toda a espécie dos cágados. isso não é tão fácil. como secretária/secrepreocupação é absurda. a) De acordo com o contexto. Quando ouvimos. visto que a semivogal i e a vogal a constituem um ditongo. de que maneira os demais usuários acentuam as palavras? Despreocupada ou mecanicamente. Assim. público/pue) Que recurso da escrita permitiu ao cartunista blico. por que a personasentação escrita da linguagem.) 1. Paulo. taria. distinguimos com facigem não deseja ser designada por essa outra lidade uma sílaba tônica de uma sílaba átona. na opinião da personagem.obrigatória(s) vázio(s) Reprodução 4. as vogais i e o estão em sílabas diferentes. baba/babá. Na tira. b) Como se classifica essa palavra quanto à posição da sílaba tônica? proparoxítona Para que serve a acentuação? c) Há uma palavra paroxítona que é parônima de A acentuação serve para auxiliar a reprecágado. As regras de acencriar o humor na tira? tuação gráfica. A A C E N T U A Ç Ã O N A C O N S T R U Ç ão d o te x to Frank Ernest. 2d. desse modo. ofensiva. mágoa/magoa. 2. Bob Thaves/Universal Uclick for UFS Leia esta tira. Explique por que essa tonicidade diferente. explique por que só uma delas deveria ser acentuada. Porque. tal como está grafada na tira. Na sua opinião. Quando lemos. d) A preocupação da personagem é o emprego o que pode dificultar a leitura. na escrita. 21/1/2006. constituindo um hiato. empregadas em uma placa: Tendo em vista que as duas palavras são terminadas em -ia/-io. por que ela emprega o sujeito (os cágados) no plural? b) Que palavra desse comentário exclui os demais usuários da língua portuguesa? A palavra só.indd 301 301 07/06/13 14:21 . sem a noção exata de sua importância. Portanto. o papel do acento gráfico é evitar possíveis confusões quanto à leitura e à compreensão das palavras. ninguém vai confundir essa palavra com a forma homônima dela. ainda que se trate também de uma paroxítona. refere-se aos animais que são as personagens da tira. a) A palavra cágados. palavra? Porque se trata de uma palavra chula. de Bob Thaves: (O Estado de S. palavras de grafia idêntica mas de designa sua espécie. deixa o leitor em dúvida quanto ao seu sentido? Por quê? Não. ao ouvir cágado. a personagem que fala faz um comentário sobre a acentuação de palavras na língua portuguesa. Leia estas palavras. A palavra obrigatória é acentuada porque é uma paroxítona terminada em ditongo. em vazios a sílaba tônica é zi e a palavra não deve ser acentuada. LÍNGUA: USO E REFLEXÃO 296-302-PL1-PNLD 2015.

Leia este quadrinho. a) Considerando-se o contexto e essa informação. Sugestões: Quanto a trema: frequente e aguentar. como provavelmente se caracterizam os memsão pessoas preocupadas com o aspecto físico e que fazem muita ginástica para desenvolver a musculatura e ter um bros dessa família? Provavelmente corpo saudável. b) Por que essas palavras são acentuadas? Elas são acentuadas por serem paroxítonas terminadas em -ps. Explique por que. Professor: Aproveite para contrapor o caso de palavras oxítonas terminadas pelos ditongos abertos ei. descontroladamente. o emprego de pânceps provoca humor. de Adão Iturrusgarai.indd 302 28/05/13 09:59 . para responder às questões de 1 a 4. b) A dieta alimentar prescrita para Marcel é a que se considera adequada a um doente? Por quê? Não. 3. tríceps e quadríceps? Ao da anatomia humana. 4. de Caco Galhardo: A supressão do trema das palavras de língua portuguesa. Quais são essas regras? b) Cite mais duas palavras — que antes eram acentuadas e agora deixaram de ser — para exemplificar alterações introduzidas pela reforma ortográfica. a) Essa palavra existe na língua portuguesa? Não. que não são saudáveis. três e quatro feixes fibrosos.SEMÂNTICA E DISCURSO Adão Iturrusgarai Leia a tira a seguir. a) A que campo semântico pertencem as palavras bíceps. a) O cartunista se refere a três novas regras do Acordo Ortográfico. quanto a ditongos abertos: ideia e heroico. inventada pelo cartunista. que continuam a ser acentuadas. parece que a dieta prescrita estava dando os resultados esperados. (O Estado de S. No último quadrinho. respectivamente. eu e oi. 302 296-302-PL1-PNLD 2015. dois. céu e mói. c) Bíceps. Paulo. quanto a hiatos em oo e ee: voo e leem. Marcel foi submetido a uma “dieta sedentária”. A personagem da tira é um dos membros da Família Bíceps. como réis. b) A partir de que palavras ela foi criada? A partir de pança e do final de bíceps/tríceps/quadríceps. Porque a palavra se refere a feixes “gordurosos” da barriga da personagem. b) Por que motivo provavelmente Marcel está internado numa clínica para viciados em ginástica? Provavelmente porque fez exercícios físicos em excesso. 2. porque se compõe de alimentos muito calóricos e bebida alcoólica (cerveja). tríceps e quadríceps referem-se a determinados músculos que têm. No 2º quadrinho. de acordo com o contexto. a) O que foi feito para ele se tornar sedentário? Ele foi amarrado a uma cama de hospital. vê-se o resultado da dieta prescrita: um músculo se desenvolveu — o pânceps.) 1. 22/1/2005. Caco Galhardo 5. a eliminação do acento dos ditongos abertos ei e oi das paroxítonas e a eliminação do acento circunflexo dos hiatos oo e ee.

de Rafal Olbinski.indd 303 28/05/13 09:44 . professor do Instituto de Psicologia da USP e um dos responsáveis pela metodologia adotada pelo Enem. COMPARAÇÃO A comparação é uma das operações de leitura mais solicitadas nas provas de interpretação de textos do Enem e dos vestibulares.INTERPRETAÇÃO DE TEXTO Co le ç ão par t i cu l ar CAPÍTULO 10 O casamento de Fígaro. A comparação e a memorização Você já conheceu três importantes operações relacionadas à leitura: a observação. a análise e a identificação. Neste capítulo. conceitua assim essa operação: 303 303-308-PL1-PNLD 2015. Lino de Macedo. vai conhecer a comparação e a memorização e aprender como lidar com essas operações nos exames do Enem e dos vestibulares.

Aprecie com moderação: o Twitter pode dispersá-lo. como no celular ou no MSN. deixe-o fechado. ter como igual ou como semelhante”. 16 mar. Em vez de seguir para apenas uma pessoa. na verdade. A ideia de privacidade vai mudar ou desaparecer. LEAL. I. As mensagens são de 140 toques. 2007. diferença ou relação. de várias formas. sendo os três. falar com as pessoas pelo MSN. Público e privado começam a se confundir. Estamos conectados. Não é fácil esse tipo de síntese. Podem ser 30.) Veja como essa operação foi solicitada na seguinte questão do Enem. 2009.. formas de análise. se forem muitas. Use a busca para encontrar pessoas e assuntos que lhe interessam.) 304 303-308-PL1-PNLD 2015. e neles cabem 140 toques. Época. ou pouco mais. deixar recados no Orkut. Brasília: MEC..) DICAS Para usar melhor o Twitter Coloque-se no lugar de seu leitor: você gostaria de saber que alguém está comendo um lanche? Cuidado com o que você vai publicar: você quer mesmo que todo mundo saiba detalhes de sua vida afetiva ou sexual? Encontre uma velocidade ideal de mensagens: se forem poucas. R. Dose o tempo que você gasta com ele. tagarelar no celular. a mensagem do Twitter vai para todos os “seguidores” – gente que acompanha o emissor. Também é comum enviar e-mails. avalie se você quer realmente seguir todas aquelas pessoas.] O mais recente exemplo de demanda por total conexão e de uma nova sintaxe social é o Twitter. são disparados 2.indd 304 28/05/13 09:44 . No mundo todo. 16 mar. Se a conversa começar a ficar longa. Se quiser seguir os resultados da busca. cotejar. O trecho acima tem 140 caracteres exatos. TEXTO I TEXTO II Sob o olhar do Twitter Vivemos a era da exposição e do compartilhamento.4 trilhões de SMS por mês.Segundo o dicionário. receber chamados em qualquer parte. comparar consiste em “examinar simultaneamente duas ou mais coisas. Época. igualmente. como os torpedos de blogs. 2009 (fragmento adaptado). ninguém vai seguilo. O Twitter pode ser entendido como uma mistura de blog e celular. (In: Eixos cognitivos — Versão preliminar. 300 ou 409 mil seguidores. I. confrontar. o novo serviço de troca de mensagens pela internet. Não tente ler tudo. para lhes determinar semelhança. (MARTINS. ligue para a pessoa ou use o MSN. LEAL. Se estiver concentrado. É impossível! De tempos em tempos. R. a qualquer hora. Confrontar e relacionar são formas de comparar. mas dezenas de milhões de pessoas o praticam diariamente. [. Superconectados. cadastre-a em seu leitor de RSS. as pessoas vão deixar você de lado.. É uma mensagem curta que tenta encapsular uma ideia complexa. (MARTINS. p.. 71.

etc. Resposta: c. d) procura esclarecer os leitores a respeito dos perigos que o uso do Twitter pode representar nas relações de trabalho e também no plano pessoal. por isso. Assim. prevaleceu o poder da nobreza. Memorização Leia a seguinte questão de História. o estudante deveria perceber que ambos os textos abordam um tema comum: o novo serviço de troca de mensagens. extraída do exame vestibular da Universidade Federal de Alagoas. talvez. deveria observar que o próprio enunciado da questão já introduz uma diferença quanto à função ou à finalidade de cada um dos textos: “o texto II constitui um passo a passo para interferir no comportamento dos usuários”. é necessário que ele adote um ou mais critérios para estabelecer a comparação. O poder da Igreja Católica foi visível. Na questão examinada. precisa ser investigada. O estudante deveria analisar cada um dos textos e identificar e comparar as principais informações de cada um. O mundo medieval europeu recebeu influência destacada do catolicismo. e o texto I: a) adverte os leitores de que a internet pode transformar-se em um problema porque expõe a vida dos usuários e. mas. Com base nesses critérios. o estudante concluiria que a resposta correta é a alternativa c. Por meio da análise e da comparação. quanto ao tipo de composição (poesia ou prosa). quanto à linguagem. Logo. sem estabelecer um cruzamento entre eles. sem interferência dos papas na sua política. na qual se afirma que o texto I “exemplifica e explica o novo serviço global de mensagens rápidas que desafia os hábitos de comunicação e reinventa o conceito de privacidade”. essa operação não consistirá propriamente numa comparação. a fim de perceber diferenças ou semelhanças entre eles quanto a diferentes critérios: tema. A religião esteve presente na sociedade. forma. os principais meios de comunicação da atualidade. por exemplo. entretanto. Se. deveria aproximar os dois textos. em grande parte das suas experiências culturais. pressupõe adotar um ou mais critérios e cotejar dois ou mais elementos segundo os critérios adotados. ele resumir as ideias principais de cada um dos textos isoladamente. o Twitter. b) ensina aos leitores os procedimentos necessários para que as pessoas conheçam. e) apresenta uma enquete sobre as redes sociais mais usadas na atualidade e mostra que o Twitter é preferido entre a maioria dos internautas. portanto. finalidade comunicativa. c) exemplifica e explica o novo serviço global de mensagens rápidas que desafia os hábitos de comunicação e reinventa o conceito de privacidade. etc. INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 303-308-PL1-PNLD 2015. Comparar. e observe como sua resolução exige o exercício da operação da memorização. quanto aos sentimentos do enunciador. quando se pede ao estudante num exame que compare dois textos. Em relação às diferenças. a resposta esperada é aquela que expressa melhor a diferença entre os dois textos a partir do mesmo critério. Para isso. Na ordem feudal: a) durante toda a Idade Média.Da comparação entre os textos. e a ordem feudal predominou em várias regiões da Europa. depreende-se que o texto II constitui um passo a passo para interferir no comportamento dos usuários. dirigindo-se diretamente aos leitores. em profundidade. em uma paráfrase ou em um resumo. a comparação tem como base dois critérios: tema e finalidade comunicativa. quanto ao gênero do discurso. da finalidade comunicativa.indd 305 305 28/05/13 09:44 . Em relação às semelhanças. ele poderá buscar semelhanças ou diferenças entre os textos quanto ao tema abordado ou quanto ao tratamento dado ao tema. A resolução da questão exigia que algumas operações fossem realizadas concomitantemente.

Col. etc. Macário e Noite na taverna. e abaixavam de novo as pálpebras rosadas. 80. o hálito doce e ligeiro exalava-se formando um sorriso. Em questões específicas de interpretação de textos. etc. países. Leia e compare os textos: TEXTO 1 Os grandes olhos azuis. na Idade Média. Dei um último olhar àquela forma nua e adormecida com a febre nas faces e a lascívia nos lábios úmidos. São Paulo: Saraiva. o estudante já deveria ter se apropriado de conceitos como feudo. e após uma orgia. ou seja. Por exemplo. para saber que a afirmação do item a é incorreta. (José de Alencar. mas era o papa quem controlava politicamente a maior parte das situações. e. d) havia uma produção agrícola importante. As taças tinham ficado vazias na mesa: aos lábios daquela criatura eu bebera até a última gota o vinho do deleite. teria de lembrar que o mundo rural era o centro da vida medieval e que as cidades perderam importância nessa época. a memorização é exigida sempre que se solicita o domínio de conceitos. cada feudo se empenhava em ter uma produção baseada na autossuficiência. 2009. Não sei se a noite era límpida ou negra: sei apenas que a cabeça me escaldava de embriaguez. Por fim. orvalhada pelo sereno da noite. nobreza. teria de lembrar que havia na Idade Média uma política descentralizada. PREPARE-SE PARA O ENEM E O VESTIBULAR 1. para indicar a resposta correta.. onde a riqueza definia a posição social.indd 306 28/05/13 09:44 . teria de lembrar que no mundo medieval a nobreza tinha poderes e riquezas. 2010. Além de todos esses conhecimentos. — Saí. O guarani. morrer no colo de linhas suaves e delicadas.) 306 303-308-PL1-PNLD 2015. teria de lembrar que. tingiase nas faces de uns longes cor-de-rosa. Sua tez alva e pura como um froco de algodão. que iam. e) eram adotadas regras definidas para todos. c) havia uma hierarquia social. gemendo ainda nos sonhos como na agonia voluptuosa do amor. para concluir que a afirmação do item e também é incorreta. em que o comércio entre as cidades era fundamental para a venda dos excessos. Idade Média. para saber que a afirmação do item d é incorreta.. para saber que afirmação do item c é incorreta teria de lembrar que a sociedade feudal era organizada por estamentos e nela a origem social do indivíduo era importante. Clássicos Saraiva. às vezes se abriam languidamente como para se embeberem de luz. p. Para resolver a questão. independente da origem familiar. cada feudo tinha autonomia e definia seus direitos e deveres. Os lábios vermelhos e úmidos pareciam uma flor da gardênia dos nossos campos. dados sobre pessoas. fatos históricos.. datas. São Paulo: Saraiva. eu deixara dormida no leito dela a condessa Barbora. o estudante deveria ter conhecimento prévio sobre vários aspectos que caracterizavam o mundo medieval e acionar sua memória para examinar o teor das alternativas. além de existirem muitos latifúndios e a terra ser muito disputada. (Álvares de Azevedo. Resposta: b. desmaiando. com usos e costumes universalizados para toda a Europa Ocidental.. latifúndio.) TEXTO 2 Uma noite.b) existiam latifúndios com uma produção que buscava a autossuficiência econômica. meio cerrados.

a abordagem que fazem do tema é diferente. o texto 1 e o texto 2 tratam do mesmo assunto: . Contudo. A qualquer hora da noite me levanto. É tão bom. vamos dormir. e o segundo. mas que limpe os peixes.Trechos de obras do período romântico.) A relação entre homem e mulher é o tema dos dois poemas. e o segundo fala de tédio. 1991. abordam o assunto de maneiras diferentes. São Paulo: Duas Cidades. d) O primeiro tem caráter religioso. INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 303-308-PL1-PNLD 2015. retalhar e salgar. e o segundo expõe conflito. e o segundo idealiza a relação entre homem e mulher. e o segundo ridiculariza a paixão entre homem e mulher. TEXTO 2 Casal No quarto ela arruma a mala Na sala ele vê televisão (Francisco Alvim. de vez em quando os cotovelos se esbarram. se quiser pescar.) b) O primeiro é sensual. Por outro lado. feita a respeito dos dois textos. e) O primeiro satiriza o desejo. São Paulo: Siciliano. a) o desejo / o sensualismo b) a noite / a visão depreciativa da mulher c) a morbidez / o sensualismo d) o desejo / a presença da morte e) a noite / o amor casto 2. Coisas prateadas espocam: somos noivo e noiva. 1988. Assinale a alternativa que completa corretamen- X te a afirmação ao lado. c) O primeiro é casto. que são contemporâneos. Eu não. ele fala coisas como “este foi difícil” “prateou no ar dando rabanadas” e faz o gesto com a mão. Assinale a alternativa que se refere apropriadamente a essa diferença. ajudo a escamar. O silêncio de quando nos vimos a primeira vez atravessa a cozinha como um rio profundo. Poesia reunida. Por fim. pesque. só a gente sozinhos na cozinha.indd 307 307 20/08/13 19:07 . separação. uma vez que no segundo texto prevalece . abrir. Ilustrações: Ricardo Dantas (Adélia Prado. X a) O primeiro revela intimidade e encantamento. Leia os textos: TEXTO 1 Casamento Há mulheres que dizem: Meu marido. Poesia reunida. os peixes na travessa.

b) Barroco. Leia os textos: TEXTO I [. que é o: a) Romantismo. 308 303-308-PL1-PNLD 2015. d) Surrealismo. rói vísceras magras E dos defuntos novos incha a mão.. 2009. d) on-line. d) Byronismo. mais tarde. E vive em contubérnio com a bactéria.. e) twitter. próxima da utilizada no dia a dia. Considerando os textos lidos e essas características da produção literária do período mencionado. rugindo e esfocinhando moribunda numa lameira de sangue. Contudo.] (Aluísio Azevedo. quanto à estrutura. Antônio Vieira e Eça de Queirós são dois escritores portugueses cujas obras revelam marcas da história do país. E no inventário da matéria rica Cabe aos seus filhos a maior porção! (Augusto dos Anjos. Almoça a podridão das drupas agras. João Romão fugira até o canto mais escuro do armazém.. Ah! Para ele é que a carne podre fica. e) Parnasianismo. São Paulo: Saraiva. X b) hipertexto. respectivamente: X a) sermão e romance. O cortiço. Filho da teleológica matéria. [. Verme – é o seu nome obscuro de [batismo. Nesse momento parava à porta da rua uma carruagem. Pe. b) carta e drama. 7. e) Impressionismo. p. a) Ambos os textos revelam influência do determinismo. c) browser.. teve presença marcante no: a) Simbolismo.4. Jamais emprega o acérrimo exorcismo Em sua diária ocupação funérea. Livre das roupas do antropomorfismo. e) catequese e romance. X d) O Pré-Modernismo é o movimento literário ao qual estão relacionados ambos os textos. Ao acessar uma página de um portal da Internet. X c) Indianismo. resultantes de sequências associativas. 208. c) O primeiro texto expõe a violência e a exploração social. o usuário tem a possibilidade de escolher múltiplos caminhos de leitura. antes que alguém conseguisse alcançá-la. Os gêneros de texto em que suas obras principais foram produzidas são. 6. já de um só golpe certeiro e fundo rasgara o ventre de lado a lado. Janta hidrópicos. apresentadas como “janelas”.. erguendo-se com ímpeto de anta bravia. O tratamento subjetivo dado ao amor e ao cenário observado em produções literárias do século XVIII pode ser considerado uma característica de estilo que.) O deus-verme Fator universal do transformismo. E depois emborcou para a frente.indd 308 20/08/13 19:08 . Muitos poemas produzidos em meados do século XX trazem como marca de modernidade uma linguagem simples. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. Ricardo Dantas TEXTO II Ikon Illustration RM/Other Images 3. assinale a alternativa errada. b) O segundo texto explora a visão orgânica da morte. c) romance e comédia.] Bertoleza então.. c) Barroco. recuou de um salto e. 5. Obra completa.) Características marcantes da literatura brasileira do final do século XIX até o começo do século XX são o cientificismo e a busca de uma visão mais documental do cotidiano do homem urbano. eles revelam influência de uma escola literária anterior. e) O segundo texto apresenta vocabulário mais científico. tapando o rosto com as mãos. Na superabundância ou na miséria. O arranjo de informações que possibilita ao usuário essa liberdade de leitura é conhecido como: a) multivisão. d) sermão e crônica. X b) Classicismo.

Vieira não deixa de utilizar em seus sermões grande riqueza de imagens. democracia tem 10 letras. excessivo ( ) 5 fonemas a) b) c) X d) e) 6 2 5 4 3 – – – – – 4 4 1 6 5 – – – – – 1 5 6 5 2 – – – – – 5 6 4 1 6 – – – – – 3 3 2 3 4 – – – – – 2 1 3 2 1 3. expondo suas caras de pau envernizadas. respectivamente: X a) menção – uso – uso b) uso – menção – uso c) uso – menção – menção d) uso – uso – menção e) menção – menção – uso 309 309-312-PL1-PNLD 2015. o gênero da oratória exige uma preocupação especial com o receptor. 2 dígrafos 3. seja como personagem. mas também pode ser mencionada. V b) No Sermão da Sexagésima. reeleição ( ) 8 fonemas. 1 dígrafo. e analise as questões a seguir. é correto afirmar que o modo como as palavras sanguessuga. afrontando os que pensam e agem honestamente. 03 de agosto de 2006. e o matemático. os gongóricos dominicanos. os sanguessugas. mostrando que a criação literária é um trabalho consciente e comprometido com a realidade na qual se insere.EM DIA COM O ENEM E O VESTIBULAR Literatura e estudos de linguagem 1. que todos veem e muito poucos as medem. O rústico acha documentos nas estrelas para sua lavoura e o matemático para as suas observações. Indique com V as questões verdadeiras e com F as falsas. não alcança a entender quanto nelas há. na medida em que o objetivo da pregação é persuadir e convencer o ouvinte. a exemplo de seus adversários católicos. Diário de Santa Maria. (UFPE-PE. candidatos ( ) 9 fonemas. Com base nessa distinção. procurando analisar por que a palavra de Deus não frutificava no mundo. V e) A comparação do estilo do sermão à disposição das estrelas no Céu é um exemplo de como as imagens literárias podem ser utilizadas para facilitar o entendimento. Considere o trecho do Sermão da Sexagésima. desde os mais simples até os mais cultos. O estilo pode ser muito claro e muito alto. interessante e acessível aos ouvintes. adaptada) O leitor sempre povoou o universo literário. e não para servir à afetação e à pompa.) Aprendamos do Céu o estilo da disposição e também das palavras.indd 309 20/08/13 19:13 . E nem por isso temais que pareça o estilo baixo. 1 dígrafo 2. as estrelas são muito distintas e muito claras e altíssimas. que tem lido quantos escreveram. Antônio Vieira. república ( ) 9 fonemas. partidários do estilo conceptista. A palavra sanguessuga possui 11 letras. (UFSM-RS) Texto para as questões 2 e 3: “Os mensaleiros. corrupção ( ) 9 fonemas. Tal pode ser o sermão – estrelas.” (Sergio Blattes. De maneira que o rústico que não sabe ler nem escrever entende as estrelas. não é motivo para anular o voto ou votar em branco. a) Mais do que o poema e o romance. As estrelas são muito distintas e muito claras. Relacione as duas colunas a seguir e depois assinale a alternativa com a sequência correta. 1 encontro consonantal 5. entretanto. 1 encontro consonantal e 1 hiato. V 2. A preocupação com a arte de escrever e com os efeitos da leitura revela-se nos textos em prosa e em verso de todas as épocas. 1 hiato 6. podemos falar a respeito dela. hábito ( ) 7 fonemas. isto é. 1 encontro consonantal 4. seja como interlocutor. F d) Apesar de defender a clareza das ideias. fonemas e dígrafos estão sendo empregadas no enunciado da questão anterior chama-se. 2 ditongos. tão claro que o entendam os que não sabem e tão alto que tenham muito que entender os que sabem. 8 fonemas e 3 dígrafos. Tudo isso. uma expressão linguística é usada para falar de coisas. F c) De acordo com a retórica cultista. Assim há de ser o estilo da pregação – muito distinto e muito claro. Vieira defende um sermão baseado na expressão clara das ideias. de Pe. 1. Usualmente. os corruptos de todas as grandezas continuam aí. Vieira resume a arte de pregar. Como hão de ser as palavras? Como as estrelas.

por misturar pessoas verbais. por parte do leitor. d) Somente as afirmativas I. totalitário e explosivo. Foi-se um Leonardo 310 309-312-PL1-PNLD 2015.indd 310 20/08/13 19:16 . parceiro dos primeiros tempos na Apple. o que é extraordinário para o dono de uma empresa que vendia produtos caros. X c) Somente as afirmativas III e IV são corretas. III e IV são corretas. a Microsoft valia apenas 7% da Apple. 5. andava em trajes despojados – calça jeans. 6. Jobs tem a estatura de Henry Ford e Thomas Edison quando se analisa seu impacto na criação da civilização tecnológica contemporânea. a) Somente as afirmativas I e II são corretas. ainda que quase mágicos e esteticamente próximos da perfeição. III. IV. Desapegado do dinheiro. Quanto a “auto-suficiente”. a Microsoft. I. aproximando-a da palavra “aquilo”. comum em anúncios publicitários. II e III são corretas. III e IV são corretas. mas triturou os executivos de terno e gravata da sua concorrente mais constante. tênis e camiseta preta –. II e III são corretas. simplicidade.) 4. de Bill Gates. No começo do ano 2000. Assinale a alternativa correta. São Paulo: Abril. visto que haverá alteração no timbre dessa palavra cujo ditongo aberto passará a ser fechado. no plano semântico. que vem se alternando com a Exxon no posto de empresa mais valiosa do mundo. considere as afirmativas a seguir. do conteúdo das mudanças referidas na pergunta lançada anteriormente. Sobre as marcas de correção presentes no texto. e) Configuram sugestões de correção para que o texto se torne mais coeso. Sonhou em deixar uma marca no universo – e conseguiu. Produção de texto 7. Será lembrado e até reverenciado daqui a 100 anos. I. (Nova Escola. ao dirigir-se ao leitor. O anúncio. Centralizador maníaco. Onze anos depois. (UEL-PR) Leia o texto a seguir. A segunda frase pressupõe desconhecimento. III. c) Somente as afirmativas III e IV são corretas. II. o acréscimo do “s” visa manter a pronúncia original de “suficiente” quando este se juntar ao prefixo “auto” sem a presença do hífen. morto recentemente de câncer no pâncreas. o que exigirá do leitor a observação do contexto para a correta distinção desses vocábulos. Assinale a alternativa correta. 4ª capa. O uso do modo imperativo. O legado de Jobs é imenso e incontornável. Levando-se em conta que o texto é dirigido a um potencial comprador do dicionário anunciado. A palavra “idéia” perderá o acento. ago. e) Somente as afirmativas II. X d) Somente as afirmativas I. reforça a finalidade persuasiva própria do gênero anúncio publicitário. Os adjetivos presentes no anúncio publicitário conferem ao texto maior cientificidade. a começar pela embalagem. Steve Jobs. e) Somente as afirmativas II. 2008. “Pára” perderá o acento que o diferencia de “para”. das palavras do léxico brasileiro. II. assinale a alternativa correta. Morreu como um ídolo pop. IV. com o valor de uma ação da Microsoft podiam-se comprar duas ações da Apple. Na vida pessoal cometeu alguns indesculpáveis erros humanos – entre eles o reconhecimento tardio da filha que teve com uma namorada quando tinha 23 anos. a eliminação do trema implicará alteração na pronúncia. assinale a alternativa correta quanto à sua construção. está contrariando a norma padrão do Português. b) Somente as afirmativas I e IV são corretas. b) Somente as afirmativas I e IV são corretas. Sobre cada uma das marcações feitas no texto. a) Somente as afirmativas I e II são corretas. Em “tranqüilo”. X b) Referem-se às alterações ortográficas a serem feitas na língua portuguesa. c) São correções necessárias para a modificação da pronúncia dessas palavras.Reprodução (UEL-PR) Leia o texto a seguir e responda às questões de 4 a 6. a fonte de uma experiência quase zen para seus usuários. O texto faz parte da propaganda de um dicionário de língua portuguesa. funcionalidade e fossem. a) Trata-se de retificações. exigia que os produtos da Apple tivessem leveza. sobre o fundador da Apple. “Foi parecido com a morte de John Lennon” disse Steve Wozniak. d) São parte das mudanças sintáticas que deverão ocorrer em breve no Português.

n. Ilustro com essas informações (suspeitas. 2009. um endereço de e-mail. Não sei o que vem por aí. Interpretação de texto 9. 16 set. enciclopédias. ISTOÉ. (Zeca Baleiro. Todos se acham capazes de tudo. o discurso do presidente. Jobs. 41. integrado ao mundo. Construir apenas 1 (um) parágrafo. Raivosa. (Adaptado de: ALTMAN. No livro “A Marca Humana”. se há Google? – perguntam-se. Você deverá: Escrever com letra legível. protegido por um nickname. o novo disco do velho artista. 2011. a que julgo mais grave é a terrível onipotência que seu uso desperta. cursiva ou de fôrma. no máximo. O sujeito se sente participando da “vida coletiva”. etc. mas acaba respirando a fumaça dos cigarros fumados ao seu redor. caso ataques russos destruíssem seus meios de comunicação ou se infiltrassem nestes e trouxessem a público informações sigilosas. julgar. como todas que vagam no espaço virtual) a abrangência que tem hoje a internet em todo o mundo. mas cheias de opinião”. de algum modo. quando dá sua opinião sobre o que quer que seja: a cantora que errou o “Hino Nacional”. como este texto. De todas as ilusões que a internet alimenta. é histórico o mau uso que os humanos fazem de meios fantásticos de comunicação. informa ainda outro site. Hoje há um bilhão de usuá­ rios no mundo todo. estes últimos com 234 e 285 milhões de usuários. estudantes e professores universitários já trocavam informações e descobertas por meio da rede. Fábio. Mas foi a partir de 1990 que a internet passou a servir aos simples mortais. uma máscara. a contratação milionária do clube. de algum modo. Coisas importantes e coisas nem tão importantes assim. Pra que livros. Utilizar somente as informações fornecidas pelo texto. a internet surgiu com objetivos militares. Faz tudo isso no escuro. p. Consultam o Google como se consulta um oráculo. um personagem fala: “As pessoas estão cada vez mais idiotas. discutem-se muito os efeitos do fumo 311 309-312-PL1-PNLD 2015. De todo modo. Eles. Estados Unidos e China. mesmo que um dos pontos da rede fosse atingido por um bombardeio inimigo”. como uma forma de as Forças Armadas americanas manterem o controle. Veja. Elas podem ser resumidas. mas sempre à sombra da marquise. Outro informa que o Brasil é o quinto no ranking dos países com mais usuários na internet. Quase nada acontece hoje sem que passe pela grande rede. como se lá repousasse toda a sabedoria do mundo.indd 311 28/05/13 09:40 . no confortável “anonimato público” que o mundo paralelo da rede propicia. Entre as décadas de 70 e 80. mas posso antever um mundo povoado por covardes anônimos e cheios de opiniões. respectivamente. Disse ele: “Tenha coragem de seguir o seu coração e a sua intuição. até porque sou bastante dependente dela. diferenciando as maiúsculas das minúsculas.) Resuma o texto em. Julga-se um homem de atitude se protesta contra tudo e todos em posts no blog de economia e comentários abaixo do vídeo no You Tube. mas suas ideias e sua sabedoria ficam. com direito a tudo. 10 linhas. Japão. 12 out. afirma outro site. ainda com o nome de Arpanet e com o objetivo de garantir que a troca de informações prosseguisse. em especial no Brasil. Quero deixar uma marca no universo. tem hoje cerca de 50 milhões de internautas ativos. quando a internet começou a existir. já sabem o que você realmente quer ser”. Não pretendo demonizar a internet.) Resuma esse texto. sabia o que as pessoas queriam ter antes mesmo que elas se dessem conta do desejo de consumo. utilizando até 10 linhas. num site aberto ao acaso. Usar linguagem formal. Até hoje. por uma de suas frases no magnífico discurso feito em 2005 para uma turma de formandos da Universidade de Stanford. opinar. que não chegaria tão ágil à redação da ISTOÉ se não fosse enviado de um computador a outro num piscar de olhos. em um exercício de simplicidade que era caro a Jobs. e o rádio e a tevê estão aí e não me deixam mentir. de Philip Roth. ainda em plena Guerra Fria. (UFPR-PR) A Rede Idiota Segundo leio no Google. é cedo para vaticínios sombrios. 94-95. depreciar. Outro site diz: “Eram apenas quatro computadores ligados em dezembro de 1969. 8. atrás apenas da Índia. sugerir. Evitar cópia de partes do texto. mas covarde. (SAEB) Texto I O chamado “fumante passivo” é aquele indivíduo que não fuma.da Vinci da era digital.

pois estes também estão sujeitos às doenças causadas pelo tabagismo. já que os rios assoreados comportam menos água em seus leitos. et al. depende dele evitar ou não a contaminação proveniente da exposição ao fumo. No entanto. Nível d’água Sulcos ou ravinas Ricardo Jaime Texto II Boçoroca TEIXEIRA. os textos I e II procuram demonstrar que: a) a quantidade de cigarros consumidos por pessoa.) Ao abordar a questão do tabagismo. A Sociedade do Câncer da Nova Zelândia informa que o fumo passivo é a terceira entre as principais causas de morte no país. Questão interdisciplinar O esquema representa um processo de erosão em encosta.br. 10. X d) os não fumantes precisam ser respeitados e poupados. São Paulo: Companhia Editora Nacional.) Decifrando a Terra. excede o máximo de nicotina recomendado para os indivíduos. c) a conscientização dos fumantes passivos é uma maneira de manter a privacidade de cada indivíduo e garantir a saúde de todos. O fumo passivo é um problema de saúde pública em todos os países do mundo.(ENEM) Figura para as questões 10 e 11: Rafael Herrera passivo. causado pela redução do escoamento superficial pluvial na encosta. br. será necessário aumentar as estatísticas de fumo passivo. estima-se que 79% das pessoas estão expostas à fumaça “de segunda mão”. 2010 (fragmento). inclusive para os não fumantes. e) Terraceamento na propriedade. b) Associação de culturas. 2010. principalmente aqueles motivados pela água e pelo vento.terra.indd 312 20/08/13 19:18 . mas uma coisa é certa: quem não fuma não é obrigado a respirar a fumaça dos outros. enquanto nos Estados Unidos. 312 309-312-PL1-PNLD 2015. já que é maior o efeito do escoamento sobre a infiltração. do topo ao vale. depois do fumo ativo e do uso de álcool. Disponível em: www. Questão interdisciplinar Muitos processos erosivos se concentram nas encostas. b) a contaminação da população pelos sedimentos trazidos pelo rio e carregados de matéria orgânica.blogspot. Zona temporariamente encharcada 11.com. c) o desgaste do solo nas áreas urbanas. Acesso em: 27 abr. 88% dos não fumantes acabam fumando passivamente. onde geralmente há ocupação urbana. os reflexos também são sentidos nas áreas de baixada. e) o aumento da incidência de doenças como a amebíase na população urbana. em decorrência do escoamento de água poluída do topo das encostas. b) para garantir o prazer que o indivíduo tem ao fumar. X d) Aração do solo. Acesso em: 27 abr.com. c) Implantação de curvas de nível. W. Que prática realizada por um agricultor pode resultar em aceleração desse processo? a) Plantio direto. e) o fumante passivo não é obrigado a inalar as mesmas toxinas que um fumante. Na Europa. diariamente. (Disponível em: http://rickjaimecomics. (Orgs. Um exemplo desses reflexos na vida cotidiana de muitas cidades brasileiras é: X a) a maior ocorrência de enchentes. portanto. 2009. d) a maior facilidade de captação de água potável para o abastecimento público.

peça auxílio aos profissionais desse departamento para ajudarem na orientação aos alunos e na montagem da feira. 313 313-315-PL1-PNLD 2015. Acompanhar o desenvolvimento tecnológico. é difícil encontrar alguém que. ou de robótica.indd 313 28/05/13 09:40 . ou de tecnologia. bem como familiares e amigos. Convidem para participar da feira colegas de outros anos.John Still/Photonica/Getty Images VIVÊNCIAS Professor: Este projeto pode ser desenvolvido em conjunto com outras disciplinas ou departamentos da escola. uma vez que a tecnologia digital se desenvolve rápida e continuamente. seja recebendo e-mails no celular ou no escritório. Neste projeto você vai reunir sua produção textual das unidades 2 e 3 relacionada ao assunto. entretanto. professores de outras disciplinas e funcionários da escola. montar uma feira voltada à inclusão de pessoas no mundo digital. cada vez mais as pessoas começam a participar desse movimento chamado revolução digital. Veja a possibilidade de professores de outras disciplinas. Se a escola dispõe de um departamento de informática. vai produzir novos tutoriais e. apoiarem o projeto. juntamente com seu grupo e com a classe. não esteja ligado ao mundo digital. de alguma forma. Divulguem amplamente o evento. como Matemática e Física. seja navegando na Internet ou se comunicando por ela. é possível para um número limitado de pessoas. A tecnologia é um assunto que interessa a todos. Seja por meio das redes sociais. agindo como estimuladores e interlocutores dos alunos. Embora hoje nem todas as pessoas do nosso país estejam incluídas digitalmente na sociedade. por meio de folhetos e faixas distribuídas pela escola.