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A lenda do Castelo do Rei Cid Alahum

No Caramulo fica o Monte -Lafão que tem sido comparado a um pão de dois bicos. Por
entre as cabeças corre a estrada dos Mouros e existe um penedo que, reza a lenda, é
trazido à cabeça por uma Moura encantada.
Num dos cabeços esta a ermida da senhora do Castelo e no cabeço fronteiro podemos
encontrar, ainda, vestígios de uma antiga construção que dizem ter sido um
inexpugnável castelo onde habitava um valente rei mouro. Tratava-se do Rei Cid
Alahum que, na época da reconquista cristã, ali vivia, sempre vigiando os seus
“fabulosos tesouros”.
Conta-se que as muralhas do castelo defendiam a torre grande em cujo alto eirado
flamejava a estandarte vermelha com crescente branca da lua.
O castelo possuía uma única entrada. Para la chegar, O Rei Cid Alahum tinha que
percorrer infindáveis galerias subterrâneas que subiam da planície ao cabeço. Nesse
tempo, os cristãos, acantonados na morte, lutavam pela reconquista das terras tomadas
pelos mouros avançando para sul.
Até que chegaram próximo do Caramulo. Cid Alahum defendia-se com bravura mas foi
sendo abrigado a recuar, ficando entrincheirado no seu sólido castelo de granito no
monte lafão.
Por mais tácticas que aplicassem, os cristãos nunca conseguiram tomar a fortaleza.
Ate que resolveram engendrar um estratagema.
Os camponeses que ali viviam cultivando campos e aparentavam rebanhos de carneiros
e cabras. Isto era conhecimento tanto de cristão como de muçulmanos que pilhavam as
povoações em busca de víveres.
Os Cristão decidiram recolher as cabras e levaram-nas para fora do alcance dos mouros
resistentes, ocultados na margem do rio Alfusqueiro, na sopé do Caramulo. Enquanto
guardavam que o período da lua cheia chegasse ao fim, dando lugar as noites escuras,
guerreiros cristão e camponeses de origem goda formaram um grupo solidário.
Chegado o momento oportuno, na escuridão da noite, começaram os soldados atacantes
a tomar, estrategicamente, os seus lugares.
Alguns, guiaram o rebanho das cabras ao longo do rio ate chagarem a um sitio
previamente escolhido. Ataram archotes aos cornos dos bichos e atearam-nas.
Iniciou-se, então, um insólita precisão, junto ao rio, o que muito intrigou os mouros: as
chamas pereciam estrelas de fogo! Os sitiados, não conseguindo vencer a curiosidade, e
como o fenómeno se desse longe do acampamento dos cristãos, resolverão sair do
castelo, descendo até a beira do rio Alfusqueiro.
As vigias cristãs, dando pela movimentação trataram de avisar os outros guerreiros e o
acampamento. Apanhados de surpresa, ou mouros não puderam oferecer resistência. Era
tarde de mais: mal se tinham apercebido que tinham caído numa emboscada. Foram
desbaratados.
Cid Alahum ainda conseguiu escapar-se através da passagem subterrânea com alguns
dos seus fieis soldados e alguns dos seu tesouros.
Os cristãos tomaram o castelo e a bandeira da cruz passou, então a flutuar nu eirado da
torre grande.

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