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A BIBLIOTECA ESCOLAR 2.

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A escola face à tecnologia
A tecnologia introduziu profundas mudanças na nossa vida quotidiana. A maneira como comunicamos, como aprendemos e como nos divertimos assume hoje formas com as quais há muito pouco tempo ninguém se atreveria a sonhar. Contudo, a escola, salvo raras excepções e experiências singulares, fruto de um ou outro impulso tecnológico externo a ela, tem tido muita dificuldade em adaptar-se a estas extraordinárias transformações na sociedade, e continua a

No acto de ensinar e aprender predomina ainda o material impresso

desenvolver-se num ambiente de aprendizagem que pouco mudou desde há 200 anos. No acto de ensinar e aprender predomina ainda o material impresso, os alunos continuam a ser vistos fundamentalmente como simples consumidores de informação e são avaliados em função disso, e a própria disposição espaço e do mobiliário da sala de aula deixaria muito confortável um professor do século XIX. Em contraposição, os jovens que frequentam hoje o sistema de ensino mudaram profundamente na sua composição social, interesses, solicitações e estilos de vida (Cardoso et al. 2005). A multiplicação dos dispositivos de acesso à internet e o desenvolvimento da Web social determinaram um incremento significativo

…os espaços e tempos para a reflexão e a abstracção são cada vez mais escassos

dos fluxos de informação, criando a ilusão de que o conhecimento está ao alcance de todos e à distância de um clique no rato, mas onde os espaços e tempos para a reflexão e a abstracção são cada vez mais escassos. As escolas e os professores são assim confrontados com enormes desafios, quer do ponto de vista metodológico em relação àquilo que lhes era tradicionalmente exigido, quer do ponto de vista epistemológico, pois o velho paradigma da escola como local de transmissão do conhecimento não corresponde nem às necessidades da sociedade nem às expectativas dos jovens.

abundância de informação e a facilidade de acesso à mesma não garante indivíduos mais bem informados

O novo papel das bibliotecas escolares
Pensamos que o contributo da biblioteca escolar (BE) neste novo contexto pode ser estruturado em dois grandes eixos. O primeiro será o ensino da literacia da informação, isto é, o desenvolvimento da capacidade de transformar a informação em conhecimento, pois é reconhecido por todos que a abundância de informação e a facilidade de acesso à mesma não garante indivíduos mais bem informados; o segundo eixo de acção da BE será a promoção da transversalidade dos saberes, gerindo a inovação e a mudança, e contrariando a progressiva segmentação, simplificação e descontextualização dos recursos de informação disponíveis on-line.

Este novo papel da BE significa que ela não pode continuar a ser perspectivada como um centro de recursos, devendo sim assumir-se como um centro de aprendizagem ao serviço do currículo, integrada no processo de ensinoaprendizagem e desenvolvendo o seu plano de acção em articulação com os departamentos curriculares, e capaz de criar mais-valias comportamentais, formativas e de aprendizagem junto dos alunos. Para que a BE assuma este papel central na escola é necessária uma estratégia clara orientada para a aprendizagem, plasmada num plano de acção a longo prazo, articulado com o Projecto Educativo e com os planos curriculares da escola, o que implica trabalho colaborativo e uma equipa

estratégia clara orientada para a aprendizagem

multidisciplinar, estável, motivada, dinâmica e coesa, que assegure as rotinas inerentes à gestão e dinamização das actividades, e liderada por um professor bibliotecário qualificado.

Web 2.0 e as bibliotecas escolares
A Web 2.0
«Web 2.0 é um termo cunhado em 2003 pela empresa norte-americana O’Reilly Media para designar uma segunda geração de comunidades e serviços baseados na plataforma Web, como wikis, aplicações baseadas em folksonomia e redes sociais. Embora o termo sugira a existência uma nova versão da Web, ele não se refere tanto à actualização nas suas especificações técnicas,

mudança na forma como a Internet é encarada por utilizadores

mas a uma mudança na forma como a Internet é encarada por utilizadores e desenvolvedores»1. Um filme muito popular no Youtube2 sobre a Web 2.0 afirma que a máquina somos nós. Traduzindo o entusiasmo despertado pela Web 2.0, a revista Time elegeu-nos (You) como personalidade do ano 2006.3 Estes dois aparentes fait divers traduzem a tendência da actual (r)evolução tecnológica em curso: o focar-se no sujeito, fazendo do utilizador um participante activo na construção do conhecimento. Facilmente se depreendem as implicações que este recentramento da Web terá para o modelo de biblioteca como centro de aprendizagem e de conhecimento ao serviço das necessidades dos seus utilizadores.

a Web como plataforma e a inteligência colectiva

A expressão Web 2.0, nas palavras de Tim O’Reilly, não tem fronteiras bem definidas, mas sim, um núcleo gravitacional, onde orbitam vários conceitos e recomendações, dos quais se destacam dois: a Web como plataforma e a inteligência colectiva.

Muitos sítios da Web 2.0 são hoje verdadeiros aplicativos

A Web como plataforma
Uma das principais novidade da Web 2.0 é a sua semelhança com uma plataforma que disponibiliza um conjunto de ferramentas de produção e partilha de conteúdos, tendencialmente gratuitas e fáceis de utilizar, em que publicar on-line deixa de exigir a criação de páginas Web e

saber alojá-las num servidor. O utilizador deixa de ser um mero consumidor de informação, para se tornar ele próprio produtor, ao disponibilizar os seus próprios conteúdos ou acrescentando valor aos que encontra na rede. Muitos sítios da Web 2.0 são hoje verdadeiros aplicativos (por exemplo, o Google disponibiliza processador de texto, gestor de correio, folha de cálculo, apresentação electrónica, agenda, agregador de conteúdos, construção e alojamento de páginas, etc.). As suas funcionalidades, a maioria das quais de acesso gratuito e fáceis de usar, possuem a sofisticação de softwares que antes apenas se encontravam disponíveis no disco rígido do computador.

Na base da Web 2.0 está a participação dos utilizadores

Inteligência colectiva
Na base da Web 2.0 está a participação dos utilizadores: eles acrescentam valor à rede, o serviço melhora quanto mais pessoas o usam, qualquer utilizador pode criar conteúdos e avaliar os que encontra (ratting). Sempre que os utilizadores adicionam conteúdo e sítios novos, esses passam a integrar a estrutura da rede à medida que outros utilizadores descobrem esse novo conteúdo e se ligam a ele. Esta rede de conexões transforma a web numa espécie de gigantesco cérebro global, em contínuo crescimento como se de uma estrutura orgânica se tratasse, o que não deixa de causar sobressaltos a muita gente. A crítica de que a Web se encaminha para uma imensa amálgama de conteúdos sem qualidade, face à ausência de dispositivos formais de avaliação de conteúdos, é contrariada pela crença de que «com um número suficiente de olhos, todos os bugs se tornam visíveis», pelo que apenas a qualidade sobreviverá à efemeridade da Web.

Mais do que uma tecnologia, a Web 2.0 pode então ser definida como uma nova atitude, uma nova forma de as pessoas se relacionarem com e na Internet: a rede deixa de ligar apenas máquinas, passa a unir pessoas, um processo com implicações sociais profundas. As escolas, onde, como vimos, as transformações ocorrem mais lentamente do que na sociedade, apenas agora começam a acordar para a nova realidade da Web, num esforço de ir ao encontro das mudanças protagonizadas pela chamada geração Y. Na maior parte dos casos são os jovens (fundamentalmente mediante as redes sociais, como por exemplo o hi5, com todos os riscos associados e que a comunicação social se apressa a empolar) quem primeiro traz a

a rede deixa de ligar apenas máquinas, passa a unir pessoas

Web 2.0 para os computadores da escola. Entretanto, como acontece com a sucessivas versões de software às quais a Web 2.0 foi buscar a analogia do número, novas webs se anunciam (3.0, 4.0, …), com o desenvolvimento da Web semântica e de novas linguagens de programação.

Biblioteca 2.0
A partir de 2005, começaram a surgir os primeiros estudos internacionais sobre Web 2.0 envolvendo bibliotecas, bibliotecários e ferramentas tecnológicas, originando o conceito de Biblioteca 2.0. O termo biblioteca 2.0 (library 2.0) foi concebido por Michael Casey no seu blogue LibrayCrunch4 em

biblioteca resultante da aplicação dos princípios da Web 2.0 à biblioteconomia

2005 e com ele pretendia designar o tipo de biblioteca resultante da aplicação dos princípios da Web 2.0 à biblioteconomia. Maness (2006) aponta quatro características que definem a Biblioteca 2.0: Centrada no utilizador. O utilizador participa na criação de conteúdos e serviços disponibilizados na Web pela biblioteca. • Disponibiliza uma experiência multimédia. Tanto as colecções como os serviços da biblioteca 2.0 contêm componentes vídeo, áudio, realidade virtual. • Socialmente rica. Interage com os utilizadores quer de forma síncrona (por ex. IM – mensagens instantâneas) quer de

Procura constantemente a inovação e acompanha as mudanças

forma assíncrona (por ex. wikis). • Inovadora ao serviço da comunidade. Procura constantemente a inovação e acompanha as mudanças que ocorrem na comunidade, adaptando os seus serviços para permitir aos utilizadores procurar, encontrar e utilizar a informação. Em nossa opinião, a biblioteca 2.0 resulta da conjugação de três factores interligados entre si, e que estão no âmago da própria noção de Web 2.0: ferramentas, conteúdo social e atitudes. Debrucemo-nos um pouco sobre cada um deles:

O blogue

1 – Ferramentas
1.1 O blogue O termo blogue é o aportuguesamento de blog, abreviatura do

termo original da língua inglesa weblog. Na sua origem e na sua acepção mais geral, um weblog é uma página na Web que se pressupõe ser actualizada com grande frequência através da colocação de mensagens – que se designam posts – constituídas por imagens e/ou textos normalmente de pequenas dimensões (muitas vezes incluindo links para sítios de interesse e/ou comentários e pensamentos pessoais do autor) e apresentadas de forma cronológica, sendo as mensagens mais recentes normalmente apresentadas em primeiro lugar. Fáceis de criar e de actualizar, um aspecto gráfico apelativo e com inúmeras funcionalidades multimédia, os blogues são ferramentas excelentes para as bibliotecas escolares:

indexar e classificar

permitem dar forma a uma espécie de diário da biblioteca, registando as actividades desenvolvidas ou a desenvolver, divulgando novidades, lançando desafios, e proporciona alguma interacção com os utilizadores, quer assíncrona, por exemplo através dos comentários, quer síncrona, mediante aplicativos de mensagens instantâneas. Os blogues podem também ser usados para indexar e classificar conteúdos de outros blogues, criando pistas de pesquisa e de acesso rápido à informação, ou para organizar repertórios de blogues existentes na web, de acordo com os perfis dos alunos. O blogue da biblioteca pode ainda servir para a disponibilização de conteúdos armazenados noutros locais (ex. Slideshare, Scribd, Flickr, Podcast).

1.2 Wikis Um wiki é sítio web colaborativo que pode ser editado por vários utilizadores. Os utilizadores de um wiki podem criar, editar, apagar ou modificar o conteúdo de uma página web, de uma forma interactiva, fácil e rápida – através de um navegador, e utilizando funções simples de formatar, criar ligações, adicionar conteúdo multimédia, etc., – conservando um historial de mudanças que permite recuperar de maneira simples qualquer estado anterior da página. Quando alguém edita uma página wiki, as alterações aparecem imediatamente na Web, sem passar por nenhum tipo de revisão prévia. Estas facilidades fazem do wiki uma ferramenta excelente para a escrita colaborativa, e por isso

Wiki, ferramenta para a escrita colaborativa

muito útil para as BE desenvolverem, por exemplo, projectos de dinamização da leitura recreativa e da escrita, promoverem o ensino de literacia da informação ou estabelecerem outras formas de interacção com os seus utilizadores. 1.3 RSS – Agregação de conteúdos O RSS é uma linguagem criada a partir do XML. As suas iniciais correspondem a Really Simple Syndication (agregação realmente simples, em português), e é uma linguagem desenhada para permitir a agregação (syndication em inglês) de notícias ou outras informações/conteúdos contidas em páginas Web. Mediante RSS é possível distribuir pelos utilizadores, de forma automática, notícias e novidades relacionadas com as actividades e

Agregação de conteúdos

eventos organizados pela biblioteca, as novidades do catálogo, novas aquisições e, em bibliotecas maiores, com um grande volume de novas aquisições, podemse inclusive criar vários canais, por áreas ou temáticas. O RSS pode também ser usado na página ou no blogue da biblioteca para disponibilizar fontes de informação externas (revistas, jornais, outros blogues) ou para receber actualizações de outras bibliotecas, outras escolas e instituições (editoras, autores, etc....) A tecnologia RSS permite igualmente distribuir conteúdos audiovisuais e multimédia, mediante podcasting ou videocasting. 1.4 Software social Embora o termo software social se possa utilizar para designar todo o tipo de ferramentas que

rss

Software social

permitem interacção entre os utilizadores, iremos referir-nos aqui sobretudo às redes sociais virtuais. O objectivo de uma rede social virtual é permitir ao utilizador expressar-se de um modo pessoal e contactar com outros indivíduos que partilhem interesses semelhantes. Assim, os sítios Web destinados à interacção social virtual estão especificamente desenhados para os utilizadores partilharem informações acerca de si e convidam, na sua grande maioria, ao envolvimento de terceiros, através da possibilidade de comentar os diversos elementos colocados nessa página pessoal. O MySpace, um dos serviços mais populares, começou por ser conhecido como um sítio para a divulgação de música, que as bandas de rock alternativo aproveitavam para promover a sua música, os seus concertos, o seu merchandising, disponibilizando temas e interagindo com os fãs. Isto rapidamente começou a atrair cada vez mais utilizadores, sobretudo entre o público jovem.

Por todo o mundo, as redes sociais estão a conquistar cada vez mais adeptos, estabelecendo os seus nichos de mercado: o Facebook no mundo anglo-saxónico, o Orkut no Brasil, o Mixi no Japão, o Bebo no Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia, o Hi5 em alguns países da América Latina e também em Portugal. Recentemente começaram a surgir redes sociais temáticas, unindo indivíduos com interesses comuns, entre os quais bibliotecários. Nestas últimas destacamse as seguintes: http://librarians.ning.com,

Redes sociais

http://bibliotecariosydocentes.ning.com e http://iaslonline.ning.com

A utilização de redes sociais na biblioteca não é uma questão pacífica e muitos bibliotecários encaram-nas com cepticismo, relembrando os perigos que normalmente se associam a esses tipos de redes e dos quais de vez em quando nos surgem relatos mais ou menos dramáticos na comunicação social. Contudo, entre as inúmeras vantagens que o software social proporciona à biblioteca conta-se precisamente a de permitir fazer a prevenção desses perigos, promovendo uma utilização responsável e segura das redes sociais, sobretudo entre os mais jovens. Por outro lado, a promoção da literacia da informação não pode ignorar aquele que é hoje um dos mais fortes canais de comunicação dos jovens e onde eles

chegar onde estão os utilizadores

obtêm e partilham informação de todo o tipo. Depois, porque as redes sociais permitem à biblioteca chegar onde estão os utilizadores, estabelecendo uma relação mais próxima com eles, ao propiciarem a comunicação em ambas direcções, dando assim a possibilidade de os alunos comunicarem connosco e permitindo que estejam mais predispostos a «ouvir-nos» num ambiente que é do seu agrado. Finalmente, podemos acrescentar que as redes sociais facilitam a dinamização de actividades e a oferta de conteúdos em diferentes formatos (imagens, vídeos, texto, etc.), além de proporcionarem uma maior visibilidade da biblioteca na Web (chegando provavelmente a novos utilizadores), constituindo uma excelente ferramenta de marketing.

2. Conteúdo social
A biblioteca 2.0 oferece aos utilizadores participação em vez de somente informação. Esta participação pode ser feita de uma forma muito variada, e o envolvimento dos utilizadores permite colocar a inteligência colectiva ao serviço da biblioteca. Serviços de atendimento on-line, catálogos personalizados pelo utilizador, a possibilidade de comentar e avaliar o catálogo e os serviços (ratting), a etiquetagem (tagging) de recursos feita pelos utilizadores (socialização da indexação). Ao implicar o utilizador, a biblioteca abre-se à comunidade e torna mais fácil a sua adaptação às necessidades do seu público. São já muitos os serviços Web 2.0

inteligência colectiva ao serviço da biblioteca

concebidos especificamente para bibliotecas, de que podemos destacar, no âmbito da catalogação social, por exemplo, o LibraryThing (http://www.librarything.com) e o Shelfari (http://www.shelfari.com), no âmbito dos gestores sociais de referências bibliográficas o Citeulike (http://www.citeulike.org) e o Connotea (http://www.connotea.org), e no Opac social o Primo (http://www.exlibrisgroup.com) e o Encore (http://www.encoreforlibraries.com).

O mais extraordinário da biblioteca 2.0 é que ao mesmo tempo que fomenta uma espécie de aparente «desintermediação» (ausência aparente de intermediário) no acesso ao conhecimento, promove uma relação mais personalizada e individualizada com o utilizador, permitindo levar em conta as suas características, os seus níveis de conhecimento, os objectivos da sua procura de informação.

3. Atitudes
Como vimos, a Web 2.0, mais do que um serviço, é uma questão de atitude, que se traduz, para as bibliotecas, num novo posicionamento: estar onde estão os utilizadores, aproveitar a inteligência colectiva, abrir-se à contribuição dos utilizadores. Esta mudança de atitude significa também que os

relação mais facilitação da personalizadada transferência e individualizada informação e com o utilizador literacia da informação

serviços de biblioteca terão mudar, centrandose mais na facilitação da transferência da informação e na literacia da informação do que em fornecer acesso controlado aos recursos.

Será essencial que as bibliotecas escolares se transformem em bibliotecas 2.0?

A biblioteca escolar 2.0
Será essencial que as bibliotecas escolares se transformem em bibliotecas 2.0? Como vimos, o verdadeiro desafio será o de deixar de ver as bibliotecas como centros de disponibilização de recursos e torná-las verdadeiros centros de conhecimento, ao serviço da aprendizagem e do currículo. E este não é um desafio tecnológico, mas sim um desafio pedagógico e

organizacional. A Web 2.0, ao potenciar o envolvimento da comunidade, ao colocar ao alcance de qualquer utilizador ferramentas de trabalho colaborativo – instrumentos eficazes para estratégias de aprendizagem baseadas na construção do conhecimento – de forma gratuita e tecnologicamente pouco exigentes, ao assumir-se como uma rede de pessoas e não de máquinas, proporciona às bibliotecas um poderoso meio de promoção da literacia da informação e de alargamento da sua base de competências e funções. É claro que este é um caminho longo, onde os desafios são enormes porque se alicerçam num conjunto de mudanças e numa nova atitude na forma de ver as bibliotecas. Mais do que a infraestrutura tecnológica, a exigência é de recursos humanos qualificados e sobretudo motivados. É obviamente necessária formação, uma equipa dinâmica, um projecto sólido e uma estratégia bem definida. Mas sobretudo uma vontade de inovar, de fazer melhor, de ousar fazer a diferença. A biblioteca 2.0 somos nós.

a exigência é de recursos humanos qualificados e sobretudo motivados

Bibliografia
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Definição retirada da Wikipédia. http://www.youtube.com/watch?v=NJsacDCsiPg 3 http://www.time.com/time/magazine/article/0,9171,1569514,00.html 4 http://www.librarycrunch.com