Carlos Drummond,Murilo Mendes, Jorge de Lima, Cecíclia Meireles e Vinícius de Moraes

o 2ª Guerra Mundial: ascenção do nazio o o o

fascismo Governo de Vargas Golpe Militar de 1964 Influência dos poetas paulistas da 1ª fase Maior politização da literatura

o Nasceu em ltabira (MG) em 1902. o Em 1921 começou a colaborar com o Diário de o o o o

Minas. Publicou, em 1928, o poema "No meio do caminho´. Ingressou no funcionalismo público e em 1934 mudou-se para o Rio de Janeiro. Em agosto de 1987 morreu-lhe a única filha, Julieta. Doze dias depois, o poeta faleceu. Em vida, já era consagrado como o maior poeta brasileiro de todos os tempos.

o Desajustamento do indivíduo o Nostalgia do passado o Preocupação sócio-política o Angústia diante da morte o A poesia o Falta de perspectiva do homem

Mãos dadas

Não serei o poeta de um mundo caduco. Também não cantarei o mundo futuro. Estou preso à vida e olho meus companheiros. Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças. Entre eles, considero a enorme realidade. O presente é tão grande, não nos afastemos. Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

o o o o o

Murilo Mendes (1901/Juiz de Fora,Brasil1975/Lisboa,Portugal) lançou-se na literatura como autor modernista, publicando algumas de suas produções nas revistas paulistas da década de 1920. Na obra de estréia, Poemas, se notam alguns dos traços que iriam marcar sua poesia futura: a dilaceração do eu em conflito, os contrastes entre abstrato e concreto, lucidez e delírio, realidade e mito. Murilo Mendes foi uma das principais expressões do grupo católico carioca nas décadas de 1930 e 40. Tomou contato com o marxismo, de que resultou a obra Bumba-meu poeta (escrita em 1930 e publicada em 1959). Em 1932, publicou História do Brasil, uma obra de fundo nacionalista, que retrata nossa história sob um ponto de vista ufanista-irônico.

o Humor que funde gíria com linguagem literária o Preocupação místico-religiosa o Visão fantástica da realidade o Angústia diante do mundo o Princípio de poesia contemporânea

Poema Espiritual Eu me sinto um fragmento de Deus Como sou um resto de raiz Um pouco de água dos mares O braço desgarrado de uma constelação A matéria pensa por ordem de Deus, Transforma-se e evolui por ordem de Deus. A matéria variada e bela É uma das formas visíveis do invisível. Cristo, dos filhos do homem és o perfeito. Na Igreja há pernas, seios, ventres e cabelos Em toda parte, até nos altares. Há grandes forças de matéria na terra no mar e no ar Que se entrelaçam e se casam reproduzindo Mil versões dos pensamentos divinos A matéria é forte e absoluta Sem ela não há poesia.

o Jorge de Lima (1893 ² 1953) iniciou sua carreira como parnasiano e, o Na década de 20, aderiu às propostas o o o

modernistas,cultivando temas relacionados à paisagem nordestina, e consciência social. Na década de 1930 Jorge de Lima funde a experiência religiosa ao sentimento de fraternidade para com os oprimidos. Na sua visão, o homem contemporâneo seria o resultado de várias gerações, de erros e desenganos; O Livro de sonetos e a Invenção de Orfeu: ponto alto de sua poética;homem em busca de sua plenitude sensível e espiritual.

o Sua obra é marcada por 4 o

fases:Parnasiana,poesia negra,religiosa e épica Busca interpretar a ligação do homem com o universo

Cavalos Alados
Era um cavalo todo feito em lavas recoberto de brasas e de espinhos. Pelas tardes amenas ele vinha e lia o mesmo livro que eu folheava. Depois lambia a página, e apagava a memória dos versos mais doridos; então a escuridão cobria o livro, e o cavalo de fogo se encantava. Bem se sabia que ele ainda ardia na salsugem do livro subsistido e transformado em vagas sublevadas. Bem se sabia: o livro que ele lia era a loucura do homem agoniado em que o incubo cavalo se nutria.

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