N e w s l e t t er

de

D er m e v a l

Franco

Insight
Número 1—Julho de 2010
1ª edi ção—Setembro de 2008

As empresas têm uma gravidade, um peso que puxa constantemente em direção à solução de problemas e, conseqüentemente à mediocridade. É preciso lutar contra essa força 24 horas por dia.
Consultoria & Treinamento 1. Projetos de Educação Corporativa 2. Desenvolvimento de Lideranças 3. Desenvolvimento de Equipes de Vendas 4. Diagnósticos organizacionais 5. Estruturação de Processos de Gestão de Pessoas 6. Avaliação de Desempenho e por Competências 7. Comunicação interna e endomarketing

Deixando a energia fluir
Acho que esta é uma das lições mais simples e básicas para os líderes: descobrir para onde a energia das pessoas quer fluir e trabalhar com isso. Às vezes há uma parte dentro de nós tentando corrigir as pessoas que estão erradas, em vez de construir algo que está tentando acontecer. Parece-me perda de tempo. De um tempo que não temos, porque somos pressionados para obter resultados rápidos. Não sei se você já passou por isso em sua vida. Durante aulas ou palestras, há alguns anos atrás, eu tinha um hábito estranho quando estava diante de um grupo de pessoas. Dentre 25 pessoas atentas sempre havia uma de braços cruzados e cabeça baixa. E em quem eu concentrava toda minha atenção? Na pessoa que estava desatenta. Tive que aprender a ter consciência do problema, ou seja, deixar a pessoa ficar lá e trabalhar com aquelas que estavam realmente interessadas. É uma das lições mais simples e básicas de todo tipo de liderança em qualquer ambiente: para onde a energia está tentando fluir e como trabalhar com ela. O falecido maestro Georg Solti em cinco anos de trabalho duro, chacoalhou a Orquestra Sinfônica de Chicago e tirou-a de sua confortável mediocridade para atingir padrões internacionais. O que ele fez? “Analisei os 128 membros da orquestra, achei os 20 que mais se destacavam e buscavam a excelência e trabalhei com estes últimos. Claro, tive de demitir um segundo oboé, mas para a maioria dos outros, de repente, os padrões, a visão haviam mudado”. Uma grande equipe é formada por pessoas interessadas, dispostas, auto-motivadas e que querem fazer algo acontecer. Penso que os líderes perdem muito tempo tentando corrigir o desempenho dos funcionários quando estes já demonstraram, até mesmo por mais de uma vez, a sua incapacidade de mudar, o desinteresse e a falta de prazer pelo que faz. Não temos tempo para concentrar-se em pessoas que não queiram aprender, desenvolver-se, superar desafios e que consideram o trabalho um fardo. A seleção natural e contínua faz parte do trabalho do líder, sob o risco dele tornar-se uma vítima da mediocridade. Esta reflexão nos leva a pensar sobre a criatividade e o prazer no trabalho. Estamos tão ocupados resolvendo os problemas do dia a dia, que esquecemos de pensar sobre o significado do trabalho em nossas vidas. Tendemos a pensar que em uma organização tradicional as pessoas estão produzindo resultados porque a diretoria quer resultados. Compare-a a essência de uma organização voluntária: as pessoas produzem resultados porque elas querem os resultados. Se as pessoas gostam realmente de seu trabalho, elas vão inovar, correr riscos, confiar umas nas outras, porque todas estão realmente dedicadas ao que estão fazendo. É necessário deixar a energia fluir na direção do crescimento e do desenvolvimento para que a organização entre num círculo virtuoso de prosperidade e captura de oportunidades e não de problemas. As empresas têm uma gravidade, um peso que puxa constantemente em direção à solução de problemas e, conseqüentemente, à mediocridade. É preciso lutar contra essa força 24 horas por dia. Naquelas organizações que realmente apresenta bom desempenho os funcionários têm prazer no que fazem e usam ao máximo a sua criatividade. Não estou dizendo que é preciso gostar de tudo que se faz, o que é algo bem diferente. Todo mundo tem de conviver com uma série de coisas rotineiras. Os grandes esportistas precisam exercitar horas a fio todos os dias. E ninguém poderá dizer que eles amam fazer isso. Eles têm de fazê-lo. Não é divertido, mas eles gostam. O mesmo vale para pessoas nos negócios e que apreciam seu trabalho. A rotina delas é: isso tem de ser feito e eu gosto de fazê-lo porque gosto de meu trabalho. Quando o trabalho é divertido, a energia fluir naturalmente.

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Dermeval Franco – Administrador com pós-graduação em Marketing. Educador e consultor organizacional em Estratégia, Recursos Humanos e Liderança. Autor do livro “As Pessoas em Primeiro Lugar – Como Promover o Alinhamento de Pessoas, Desempenho e Resultados em Tempos Turbulentos” – Editora Qualitymark – 2003.

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