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TIJOLO FACE Á VISTA

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TIJOLO FACE Á VISTA

TÉCNICAS DE ASSENTAMENTO E
CONSENHOS PRÁTICOS

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TÉCNICAS DE EXECUÇÃO
Antes de iniciar o assentamento de tijolo numa
parede, deve proceder á regularização da base
(nivelamento do arranque), devendo para isso,
obter o nível de trabalho, geralmente colocado na
obra a 1 metro de altura, depois de efectuados os
descontos necessário á camada prevista para o
pavimento.
Depois de executar estas verificações, deve
marcar a implantação da parede de acordo com o
projecto fornecido. As marcações devem ser
efectuadas sobre um pequeno revestimento de
argamassa da mesma da que vai assentar os
tijolos e executadas com o bico da colher e o
auxílio de uma régua.

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De seguida deve distribuir os tijolos na marcação de
forma a que possa prever onde e com que medida
terá que executar os cortes que eventualmente
sejam necessários e a permitir um enquadramento
estético aceitável.
O assentamento começa-se por assentar um tijolo
inteiro em cada extremo da parede, (caso esta não
termine com cortes nos extremos) se isso acontecer
assentam-se estes.
Estas peças devem ser cuidadosamente assentes
aprumadas alinhadas com as marcações e
niveladas.

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De seguida fixa o fio de alinhamento e assenta todos
os restantes tijolos que compõem a fiada, deixando
sempre o espaço para a junta vertical, que deve ser
obtida recorrendo a uma bitola de madeira de 1
centímetro de espessura.
Depois preenche as juntas com argamassa da
mesma da do assentamento.
De seguida, assenta os tijolos correspondestes ao
inicio da 2ª fiada, em cada um dos extremos
devidamente aprumados e nivelados e verificados
com uma bitola de madeira de que se deve munir e
na qual deve marcar as alturas dos tijolos a
assentar, contando com a espessura das juntas e
dos tijolos.
Deve esticar o fio de alinhamento, usando dois
esticadores de fio, e proceder ao assentamento dos
restantes tijolos e preenchimento das juntas.
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Para o assentamento da terceira fiada, repete o
processo usado para a primeira fiada. Tendo
sempre em atenção as juntas verticais para que
estas concordem em todas as fiadas alternadas.
Para o assentamento da 4ª fiada, repete o
assentamento da 2ª fiada.
Á medida que vai executando o assentamento, vai
limpando os tijolos com um pincel de cerdas de
nylon e bastante água limpa, para que as
argamassas do assentamento e os escorrimentos
não venham a manchar os tijolos da parede.

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Deve ir repetindo todo o processo tendo o
cuidado de que as fiadas impares sejam
concordantes com todas as impares e as pares
com todas as pares. Controlando sempre as
espessuras das juntas quer verticais quer
horizontais, usando a bitola de marcação.
Deve ainda ir afundando as juntas com o bico da
colher para mais tarde as poder tratar, com
argamassa de areia fina ao mesmo traço do
usado no assentamento.
Para o assentamento vai precisar de 52 tijolos
23x11x7 e de 22,7 litros de argamassa para
assentamento por m2.

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RECOMENDAÇÕES DE UTILIZAÇÃO E
APLICAÇÃO
 PALETES
 A descarga das paletes, deve efectuar-se com
cuidado para que não haja contacto entre elas e se
possível, serem logo colocadas no local de
consumo.
 Se não forem utilizadas imediatamente, após a sua
recepção, as paletes devem ser acondicionadas em
local limpo e seco.
 A palete deve desfazer-se por degraus para permitir
a melhor mistura dos tijolos.
 Se recolher os tijolos de várias paletes, obtém-se
uma maior uniformidade das fachadas.

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 ARGAMASSAS
O traço da argamassa não deve ser superior a 1. 5
(cimento Portland e areia).
 Para evitar escorrimentos que sujem a fachada, deve
utilizar a argamassa com o mais baixo teor possível de
água, que deve ser potável. Nunca deve utilizar águas
salinizadas.
Aconselha-se o uso de cal hidráulica ou cal viva
apagada, quando a relação em volume de cimento e
areia for inferior a 1.4. deve proceder-se ao ensaio em
obra, antes do início da aplicação da argamassa.
Quando se utilizam aditivos (plastificantes, indutores de
ar, corantes, hidrófugos) deve executar-se um murete de
prova, para conhecer a interacção da argamassa
aditivada com o tijolo face à vista.

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Juntas e aparelho
• O assentamento de tijolos, para qualquer espessura de parede,
deve ser realizado de modo que as juntas verticais e
horizontais (no caso de paredes com espessura superior a uma
vez) fiquem desencontradas a pelo menos 1/3 do comprimento
do tijolo (“matar a junta”).

• As juntas, com espessura final de cerca de 10 mm, devem ser


realizadas com argamassas pouco consistentes, de modo a
preencher completamente o intervalo entre os tijolos.

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Assentamento
 O assentamento de tijolos deve verificar as seguintes
condições:
 Cada tijolo deve ser assente sobre o leito de argamassa
colocada na fia inferior (junta horizontal) levando no seu topo
uma “chapada” de argamassa distribuída à colher (junta
vertical).
 O tijolo deve ser ligeiramente carregado, esfregado e percutido
pelo maço (ou cabo da colher) de modo a que a argamassa
possa refluir pelas juntas. Esta argamassa excedente é
imediatamente retirada da face do tijolo (raspada com a colher)
e aproveitada para o assentamento do tijolo seguinte.
 Durante o assentamento, deve ser permanentemente
controlado o acabamento das juntas na face oposta à face de
trabalho do operário, de modo a recolher a argamassa em
excesso que reflui das juntas, garantindo, deste modo, o
desempeno dessa superfície.

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 O espalhamento da argamassa na junta horizontal,
criando o leito de assentamento.
 Pode abranger, de cada vez, o comprimento de um
ou mais tijolos, dependendo do ritmo de aplicação e
das condições climatéricas.
 Com o tempo seco severo é preferível a aplicação da
argamassa tijolo a tijolo, para evitar a sua
dessecação precoce e a diminuição de
trabalhabilidade.
􀀹 O fecho superior das paredes contra a laje ou viga
deve ser feito alguns dias depois (como já referido).
􀀹 Após cada dia de trabalho as paredes devem ser
protegidas com filme plástico para evitar uma
secagem demasiado rápida ou para as resguardar
da chuva.
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Processos de assentamento de tijolos
maciços

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Assentamentos tradicionais e especiais de
tijolos maciços

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Ajuste inglês ou gótico de tijolos maciços

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Ajuste francês de tijolos maciços

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Ajuste inglês ou gótico de tijolos maciços

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Ajuste em pilares para tijolos maciços

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Tipos de amarrações em tijolos

• Consideram-se alvenarias amarradas as que


apresentam juntas verticais descontínuas.
• A seguir, nas figuras, são mostrados os tipos de
amarrações mais comuns para tijolos maciços ou
perfurados.
• Os esquemas também são válidos para outros tipos
de tijolos cerâmicos ou blocos de cimento, Leca
Ytong, etc..

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Correcção do posicionamento
• Qualquer erro no posicionamento inicial do tijolo
que não possa ser corrigido com ligeira percussão,
deve ser corrigido mediante o levantamento do
tijolo, retirando completamente a argamassa das
juntas e tornando a executar a operação com
argamassa fresca.
• A tentativa de bascular o tijolo em torno do seu eixo
longitudinal, para obter a verticalidade, ou eventual
percussão acidental depois do assentamento,
conduzem com frequência ao abaulamento
transversal da junta da argamassa, reduzindo o
desempenho da junta (resistência, isolamento
térmico e acústico, resistência à passagem da água,
etc.).

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Medidas de segurança na execução de
alvenarias.
• É necessário levar a cabo um conjunto de acções
destinadas à prevenção e protecção dos
trabalhadores, através da diminuição da
probabilidade de ocorrência e da atenuação dos
efeitos dos acidentes que possam vir a ocorrer.
• As acções a em prender para a prevenção de riscos
compreendem a preparação de um conjunto de
planos a nível do empreendimento: o plano de
prevenção de riscos, plano de inspecções e o plano
de registo de acidentes e índices de sinistralidade.
• Estes diversos planos devem fazer parte de um
documento que reúne todas as informações e
indicações relevantes em matéria de segurança e
saúde (Plano de Segurança e Saúde do
Empreendimento).

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Riscos e correspondentes acções de
prevenção
• Após a realização da estrutura, deve proceder-se ao
fecho vertical do edifício por intermédio das paredes
– assentes sobre as lajes – que constituem a
envolvente exterior.
• A execução destas paredes aumenta as condições
de comodidade e segurança e constitui, ela própria,
uma medida de protecção colectiva contra os riscos
de queda em altura e queda de objectos,
dispensando a utilização de guarda corpos e
rodapés.
• São obrigatórios os equipamentos de protecção
individual e devem ser utilizados em todas as
circunstâncias.
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Riscos relativos às condições de trabalho

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