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Prefácio
Hoje em dia é possível encontrar muitos livros de auto-ajuda. Qualquer pessoa deseja mudar para melhor. Neste ano, os norte-americanos gastarão milhões de dólares na tentativa de encontrar soluções práticas para seus problemas. Alguns vão pular de uma novidade para outra em busca de fórmulas para uma vida melhor e de respostas para as difíceis perguntas da vida. Infelizmente, grande parte das propostas veiculadas hoje em dia na televisão, no rádio e na imprensa são muito pouco confiáveis. Elas se baseiam na opinião popular e no pensamento corrente. A "psicologia popular" de hoje será substituída por uma nova abordagem ou por alguma outra terapia no próximo ano. Jesus disse: "E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará". Só ficamos livres dos problemas pessoais quando edificamos nossa vida na verdade. A Bíblia é a única fonte confiável capaz de revelar com clareza as causas dos nossos problemas pessoais e a cura para eles. A Palavra de Deus foi aprovada no teste do tempo. Ela é tão aplicável e pertinente hoje quanto o foi há milhares de anos. Ela contém respostas para os grandes problemas da vida. Contudo não basta apenas dizer "a Bíblia é a resposta". E importante que os cristãos mostrem como a Bíblia pode responder aos problemas da vida. Neste livro procurei apresentar passos práticos e atitudes específicas que você pode tomar, com base na Palavra de Deus, os quais o ajudarão a lidar com os problemas que todos enfrentamos. D. L. Moody disse certa vez que "a Bíblia não nos foi dada para aumentar nosso conhecimento mas para nossa vida ser transformada". A intenção de Jesus, sempre que ensinava, era a de que todos os seus ouvintes "fossem e fizessem o mesmo". Ele esperava atitude e compromisso. Em cada um destes doze estudos você encontrará maneiras simples de aplicar a verdade de Deus à sua vida pessoal, à sua família e ao seu trabalho. A melhor maneira de tirar o maior proveito deste livro é a de colocar seus ensinamentos em prática! Por que há tantas biografias na Bíblia? O apóstolo Paulo disse: "Pois tudo o que foi escrito no passado foi escrito para nos ensinar, de forma que, por meio da perseverança e do bom ânimo procedentes das Escrituras, mantenhamos a nossa esperança" (Rm 15.4). Deus deixou-nos o exemplo dessas vidas por duas razões. Em primeiro lugar, para nos ensinar. Sempre é sábio aprender com nossas próprias experiências, mas é ainda mais sábio aprender com as experiências de outros. De certo modo, também é menos doloroso! Aplicando os princípios ilustrados na vida das personagens bíblicas, podemos evitar os mesmos erros que elas cometeram, e suas conseqüências. Em segundo lugar, Deus nos deu essas histórias para nos encorajar. E de grande alento ver que Deus escolhe pessoas comuns para realizar seus planos divinos — ainda que elas apresentem fraquezas, sejam falhas e, às vezes, tenham intenções duvidosas. Isso nos dá esperança de que Deus também pode agir em nossa vida! Oro para que o estudo destas personagens bíblicas possa produzir dois

resultados em sua vida: que aprenda os princípios de Deus para uma vida bemsucedida e creia que Deus pode usar você de modo significativo. 1 - Como posso lidar com o estresse? Jesus Cristo vivia constantemente sob pressão. Seu tempo era exigido ao extremo; raramente tinha um pouco de privacidade; era constantemente interrompido; uma das coisas mais comuns em sua vida era ser mal interpretado, criticado e ridicularizado. Ele sofria uma pressão tão grande que, se algum de nós estivesse na mesma situação, certamente sucumbiria. Contudo, ao observarmos a vida de Cristo, percebemos rapidamente que ele continuava em paz, mesmo sob pressão. Nunca estava com pressa. Estava sempre tranqüilo. Havia uma calma tão grande em sua vida que lhe permitia lidar com uma quantidade enorme de estresse. Como ele conseguia fazer isso? Sua vida estava firmada em sólidos princípios de controle de estresse. Se entendermos e aplicarmos os princípios, descritos a seguir, em nossa vida, sofreremos menos pressão e desfrutaremos de mais paz interior. Identificação: saiba quem você é Jesus disse: "Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida" (Jo 8.12). "Eu sou a porta" (10.9); "Eu sou o caminho, a verdade e a vida" (14.6); "Eu sou o bom pastor" (10.11); "Sou Filho de Deus" (10.36). Cristo sabia quem ele era! O primeiro princípio para lidar com o estresse na vida é este: saiba quem você é.Eo princípio da identificação. Jesus disse: "Eu sei quem sou. Eu testifico de mim mesmo". Isso é essencial para controlar o estresse porque, se você não souber quem é, permitirá que outros o manipulem e o pressionem para você ser alguém que não é. Muito do estresse presente em nossa vida resulta do fato de usarmos máscaras, de iludirmos os outros, de vivermos vidas duplas ou de tentarmos ser alguém que não somos. A insegurança sempre produz pressão e, quando estamos inseguros, sentimo-nos pressionados a fingir e a nos conformar. Estabelecemos padrões irreais para nossa vida e, ainda que nos esforcemos ao máximo, não conseguimos atingir aqueles padrões. O resultado, naturalmente, é tensão e pressão. A primeira atitude para controlar o estresse na vida é saber quem sou. Eu sei quem sou quando sei a quem pertenço. Sou filho de Deus. Não fui colocado na Terra por acaso, mas, sim, com um propósito. Sou profundamente amado por Deus. Sou aceito por ele. Ele tem um plano para minha vida e, porque ele me colocou aqui, sou importante. E porque ele colocou você aqui, você é importante. Você precisa saber quem é para poder lidar com o estresse. Enquanto não resolver essa questão, será pressionado pela insegurança. Dedicação: saiba a quem você está procurando agradar O segundo princípio de controle do estresse, que observamos na vida de Jesus, encontra-se em João 5.30: "Por mim mesmo, nada posso fazer; eu julgo apenas como ouço, e o meu julgamento é justo, pois não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai que me enviou". O princípio é este: saiba a quem você está procurando agradar. Você sabe que não pode agradar a todos pois, quando conseguir agradar a um grupo, outro grupo estará furioso com você. Nem mesmo Deus agrada a todos; portanto é tolice tentar fazer algo que Deus não faz!

Jesus sabia a quem estava procurando agradar; ele não tinha dúvidas: "Eu vou agradar a Deus Pai". E o Pai respondeu: "Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo" (Mt 3.17). Quando não sabemos a quem estamos tentando agradar, caímos em três situações: na crítica (porque ficamos inquietos quanto àquilo que os outros vão pensar de nós), na competição (porque ficamos preocupados com a possibilidade de alguém nos passar a perna) e no conflito (porque passamos a nos sentir ameaçados quando alguém não concorda conosco). Se eu buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, então todas as outras coisas de que necessito para viver me serão acrescentadas (Mt 6.33). Isso significa que, se meu alvo for agradar a Deus, minha vida será simplificada. Sempre farei a coisa certa — aquilo que agrada a Deus — sem me importar com o que os outros pensam. Adoramos colocar a culpa de nosso estresse nas outras pessoas: "Você me fez... Eu tenho de... Eu tinha de". Na verdade, existem poucas coisas na vida (com exceção do trabalho) que realmente temos de fazer. Quando dizemos: "Eu tenho, Eu devo e Eu devia", estamos de fato dizendo: "Eu opto por fazer porque não quero sofrer as conseqüências". Dificilmente alguém nos obriga a fazer algo; portanto, de modo geral, não podemos culpar os outros por nosso estresse. Quando nos sentimos pressionados, estamos optando por permitir que outros nos coloquem sob pressão. Não somos vítimas, a não ser quando nos permitimos ser pressionados pelas exigências de outros. Organização: saiba o que você quer realizar Aqui está o terceiro princípio para lidar com o estresse: "Ainda que eu mesmo testemunhe em meu favor, o meu testemunho é válido, pois sei de onde vim e para onde vou" (Jo 8.14). O princípio é este: saiba o que você quer realizar. Cristo disse: "Sei de onde vim e para onde vou". Se você não planejar sua vida e estabelecer prioridades, então você será pressionado por aquilo que outros pensam ser importante. No dia-a-dia, ou você estabelece prioridades, ou vive sob pressão. Não há outra opção. Ou você decide o que é prioritário na sua vida, ou permite que outros lhe digam o que é mais importante. Se você não estabelecer prioridades, certamente viverá sob pressão. E muito fácil vivermos sob a tirania daquilo que é urgente e chegarmos ao fim do dia pensando: "Será que realmente fiz alguma coisa? Gastei muita energia e concluí muitas tarefas, mas realizei algo importante?" Muita atividade não implica necessariamente produtividade. É possível que você esteja andando em círculos sem realizar nada. A preparação traz-nos tranqüilidade. Em outras palavras, "a preparação evita a pressão, mas a procrastinação produz pressão". Uma boa organização e uma boa preparação reduzem o estresse porque você sabe quem você é, sabe a quem está procurando agradar e sabe o que quer realizar. Ter objetivos claros simplifica muito a vida. Passe alguns minutos, todos os dias, em oração, conversando com Deus. Olhe sua agenda e decida: "E assim que realmente quero gastar um dia de minha vida? Desejo gastar 24 horas de minha vida nestas atividades?". Concentração: concentre-se em uma coisa de cada vez Algumas pessoas tentaram desviar Jesus de seus planos. Tentaram desviá-lo do objetivo de sua vida. Certa manhã, Jesus foi a um lugar deserto para ficar só. Mas as pessoas foram até lá para procurá-lo e, quando o

encontraram, "insistiram que não as deixasse" (Lc 4-42). Ele estava prestes a partir, mas elas tentaram fazê-lo ficar. Mas a resposta de Jesus foi: "É necessário que eu pregue as boas novas do Reino de Deus em outras cidades também, porque para isso fui enviado" (v. 43). Ele se recusou a ser atrapalhado por questões menos importantes. O quarto princípio para controlar o estresse é: concentre-se em uma coisa de cada vez- E o princípio da concentração. Jesus foi um mestre nesse princípio. Parecia que todos tentavam interrompê-lo; todos tinham um plano B para ele. Mas Jesus respondia: "Desculpe-me, mas preciso seguir em direção ao meu objetivo". Ele continuava fazendo exatamente aquilo que sabia que Deus lhe ordenara fazer: pregar o Reino de Deus. Ele era determinado. Era persistente. Jesus concentrava seus esforços. Quando tenho trinta tarefas em cima da mesa à minha espera, limpo a mesa e trabalho em apenas uma coisa. Quando concluo aquela atividade, escolho outra. Você não pode apanhar duas lebres de uma vez. Tem de concentrar-se em uma. Somos ineficientes quando dispersamos nossos esforços. Quando concentramos nossos esforços, somos mais eficientes. Luz difusa produz pouco brilho, mas luz concentrada produz fogo. Use uma lupa para concentrar a luz em uma folha seca, e a folha pegará fogo. Sem a lupa, a luz não terá nenhum efeito, mas a lente concentra a luz e gera poder. Jesus Cristo não permitiu que as interrupções o impedissem de concentrar-se em seu objetivo; ele não permitiu que outros o deixassem tenso, estressado ou irritado. Delegação de autoridade: não tente fazer tudo sozinho Um dia "Jesus subiu a um monte e chamou a si aqueles que ele quis, os quais vieram para junto dele" (Mc 3.13). Ele escolheu doze homens, aos quais designou apóstolos, para que estivessem com ele e pudessem ser enviados a pregar. Em outras palavras, Jesus delegou sua autoridade. Este é o quinto princípio: não tente fazer tudo sozinho. Utilize-se do princípio da delegação de autoridade. Você sabe por que ficamos irritados e tensos? Porque pensamos que tudo depende de nós. Aqui estou eu, Atlas*, carregando os problemas do mundo — estão todos em meus ombros. Se eu os largar, o mundo vai desmoronar. Mas, quando realmente os libero, o mundo não desmorona! Jesus chamou e treinou doze discípulos para que com eles pudesse dividir a carga. Ele delegou trabalho. Ele fez que outras pessoas se envolvessem. Por que não delegamos atividades? Por que não envolvemos outras pessoas? Por que tentamos fazer tudo sozinhos? Por duas razões. A primeira delas é o perfeccionismo. Pensamos: "Se quero algo realmente bem feito, preciso fazer eu mesmo". Essa é uma boa idéia, mas ela geralmente não funciona bem, porque existem coisas demais para serem feitas. Simplesmente não temos tempo para fazer tudo. Essa idéia é, na verdade, uma atitude egoísta que diz: "Ninguém — absolutamente ninguém — pode fazer isto tão bem quanto eu". Você acha que Jesus teria feito um trabalho melhor que seus discípulos? E claro que sim. Mas ele permitiu que os discípulos fizessem o trabalho, mesmo sabendo que teria feito melhor. Precisamos permitir que os outros cometam alguns erros. Não roube a oportunidade de outros aprenderem! A outra razão pela qual não delegamos atividades é a nossa insegurança. "O que acontecerá se eu passar essa responsabilidade para alguém e essa

pessoa realizar um serviço melhor?" Para nós, esse pensamento é um tanto ameaçador. Mas você não precisa sentir-se ameaçado por tal possibilidade se souber quem você é, a quem está procurando agradar, o que quer realizar e em que deve concentrar-se. É preciso envolver outras pessoas se você quiser ser eficiente, pois não há como concentrar-se em mais de uma coisa e, ainda assim, ser eficiente. Meditação: faça da oração um hábito pessoal Com muita freqüência, Jesus levantava-se "de madrugada, quando ainda estava escuro" e ia "para um lugar deserto" para orar (Mc 1.35). O sexto princípio para controlar o estresse é: faça da oração um hábito pessoal. Este é o princípio da meditação. A oração é um poderoso antídoto contra o estresse. E uma ferramenta dada por Deus para que você possa livrar-se de suas ansiedades. Independentemente de quão ocupado pudesse estar, Jesus tinha como prática habitual passar algum tempo com Deus. Se Jesus reservava um tempo para orar quando estava ocupado, quanto mais eu e você precisamos orar! Algum tempo em silêncio, sozinho com Deus, pode servir de sala de descompressão para o estresse da vida. Conversamos com Deus em oração, contamos a ele o que se passa em nossa mente e deixamos que ele fale conosco enquanto lemos a Bíblia. Depois, olhamos nossa agenda, avaliamos nossas prioridades e esperamos a instrução. (Em meu livro Personal Bible Study Methods [Métodos de estudo bíblico pessoal], há uma explicação detalhada sobre como desenvolver o hábito de separar um tempo devocional diário com Deus e persistir nele.) Muitos de nossos problemas devem-se a nossa incapacidade de permanecer em silêncio. Nós simplesmente não sabemos ficar quietos. Na maioria das vezes, não conseguimos ficar no carro por cinco minutos sem ligar o rádio. Se você chega a sua casa e percebe que está sozinho, qual é a primeira coisa que faz? (Provavelmente liga a TV). O silêncio deixa-nos desconfortáveis. Contudo Deus diz: "Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus" (SI 46.10; RA). Uma das razões pelas quais muitas pessoas não conhecem Deus pessoalmente é a de que elas não conseguem se aquietar. Estão ocupadas demais para se aquietarem e pensarem. Alguém disse certa vez: "Parece ironia, mas, quando o homem se perde, ele duplica sua velocidade". É como o piloto da Força Aérea que, durante a Segunda Guerra, sobrevoava o Pacífico. Quando entrou em contato com a torre, o controlador perguntou-lhe: — Onde você está? — Não sei — respondeu o piloto — mas estou batendo o recorde de velocidade! Muitas pessoas são assim: passam a vida correndo sem saber para onde estão indo. Precisamos iniciar nossa manhã com oração, como Jesus fazia, e depois, ao longo do dia, devemos parar e orar novamente para recarregar nossa bateria espiritual. Recreação: separe tempo para desfrutar a vida Certa vez os doze discípulos de Jesus reuniram-se em torno dele e contaram-lhe tudo o que haviam feito e ensinado. Devido ao grande número de pessoas que iam e vinham, não tiveram tempo nem mesmo para comer. Então, Jesus lhes disse: "Venham comigo para um lugar deserto e descansem um pouco" (Mc 6.31). O sexto princípio para controlar o estresse é: separe tempo

para desfrutar a vida. E o princípio do descanso e da recreação. Jesus olhou para aqueles homens que haviam trabalhado duro e sem descanso e disse: "Vocês merecem uma folga hoje. Vamos descansar. Vamos parar um pouco". Então, eles entraram num barco, remaram até o outro lado do lago e foram descansar no deserto. Uma das razões para Jesus suportar o estresse era a de que ele sabia quando descansar. Não raro ele ia às montanhas ou ao deserto para descansar. Descanso e recreação não são opcionais. Aliás, a importância do descanso é tão grande que Deus o incluiu nos Dez Mandamentos. O sábado foi feito para o homem porque Deus sabe que a nossa constituição física, mental e emocional necessita de pausas periódicas. Jesus sobreviveu ao estresse porque desfrutava a vida. Um de meus versículos favoritos — Mateus 11.19 na Phillips Paraphrase Bible — diz que Jesus "aproveitava a vida". Paulo escreve que Deus nos provê ricamente todas as coisas para nossa satisfação (lTm 6.17). Uma vida equilibrada é fator essencial para controlarmos o estresse. Transformação: entregue seu estresse a Cristo O oitavo princípio para podermos controlar o estresse é um do qual Jesus não necessitava, porque ele é o Filho de Deus; nós, porém, necessitamos dele, pois somos meramente humanos. Jesus diz: "Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve" (Mt 11.28-30). Portanto o último princípio para controlarmos o estresse é: entregue seu estresse a Cristo. Você nunca desfrutará completamente a paz interior até que tenha um relacionamento com o Príncipe da Paz. Jesus não disse: "Venham a mim e eu lhes trarei mais culpa, mais fardos, mais estresse e mais preocupações" — ainda que pareça ser isso o que muitos ensinam! Algumas igrejas tendem a aumentar a pressão em vez de aliviá-la. Mas Jesus disse: "Eu quero lhe dar descanso. Sou eu quem alivia o seu estresse. Quando você estiver em harmonia comigo, eu lhe darei força interior". Cristo pode transformar sua vida estressada numa vida plena de satisfação. Nossa maior fonte de estresse é oriunda da tentativa de vivermos separados daquele que nos criou, de trilhar nossos próprios caminhos e de sermos nosso próprio deus. Do que você precisa? Se você nunca entregou sua vida a Cristo, necessita de uma transformação. Entregue a ele a sua vida, com todo seu estresse, e peça: "Senhor, por favor, dê-me uma nova vida. Substitua a pressão que sinto, pela paz que o Senhor oferece. Ajude-me a seguir os princípios que o Senhor ensina para controlar o estresse". 2 - Como posso superar o fracasso? Um fracasso pode-se tornar um degrau para o sucesso. Um incidente na vida de Pedro (Lc 5.1-11) ilustra muito bem essa verdade maravilhosa. Pedro e seus amigos haviam pescado a noite toda, sem pegar peixe algum. Há uma grande possibilidade de isso ter sido um fato inédito, uma vez que Pedro era pescador por profissão. Certamente não era novato. Provavelmente, tinha as melhores redes, um bom barco e sabia exatamente o lugar onde poderia pegar mais peixes. Pedro trabalhara a noite inteira, pois seu sustento dependia de uma boa pescaria. Mesmo assim, voltou de mãos vazias. Há momentos em que

até mesmo os melhores falham. No dia seguinte, os discípulos lavavam as redes na praia sentindo-se muito cansados e desanimados. Naquele momento, Jesus aproximou-se deles e disse: "Pedro, eu gostaria de usar seu barco para pregar". Pedro deixou Jesus entrar e levou o barco para um pouco mais longe da margem, de onde Jesus pudesse falar para a multidão na praia. Após terminar sua mensagem, Jesus disse aos discípulos: "Vamos pescar. Vamos para águas mais profundas". Também disse aos outros: "Lancem as redes para a pesca". Pedro, porém, respondeu: "Mestre, esforçamo-nos a noite inteira e não pegamos nada. Mas, porque és tu quem está dizendo isso, vou lançar as redes". Quando os discípulos obedeceram, pegaram tantos peixes que suas redes se romperam. Quando nosso melhor não é suficiente O que essa história nos ensina sobre o fracasso? Jesus nunca realizou um milagre sem um propósito. Ele sempre utilizou os milagres para ilustrar princípios. Esse incidente revela-nos o que fazer quando nosso melhor não é suficiente. Há momentos em que você dá o melhor de si e, ainda assim, fica longe do alvo. Você estuda com dedicação para uma prova, mas tira apenas "C". Você dá duro para melhorar seu casamento, mas, mesmo assim, não vê nenhum progresso. Em certas ocasiões, a vida pode ser dura e ficamos tentados a desistir. Você pode até dizer: "De que adianta? Vou fracassar mais uma vez. O que poderá fazer a diferença?". A parte interessante da história é a comparação entre as duas pescarias. Os discípulos haviam trabalhado a noite toda sem apanhar nada. Mais tarde, porém, eles pescaram por dez minutos e pegaram peixes como nunca. Era o mesmo lago, o mesmo barco, as mesmas redes e os mesmos pescadores. Então, o que fez a diferença? De fato, há três diferenças entre as duas pescarias, e essas diferenças ensinam-nos os princípios que devemos seguir quando nossos melhores esforços terminam em fracasso. Creio que qualquer um que aplicar os princípios alcançará sucesso verdadeiro na vida. Deus tinha a intenção de que esses princípios fossem de fácil entendimento, de modo que todos pudessem ser beneficiados. Antes de mais nada, porém, você precisa entender que Deus está interessado em seu sucesso; ele não deseja vê-lo fracassar. Suponhamos que, um dia, minha filha Amy me dissesse: "Pai, eu sou um fracasso total na vida. Tudo em que coloco a mão desmorona. Meus problemas são insolúveis. Não consigo fazer nada certo. Sou um fracasso total e nunca vou mudar". Por acaso eu responderia "Oh, estou tão feliz que você tenha me dito isso! Isso me faz sentir tão bem!"? Não, é claro que não. Como pai, quero que meus filhos sejam bem-sucedidos, sejam o melhor que puderem ser. De igual modo, nosso Pai Celestial também quer que sejamos bem-sucedidos na vida — nos aspectos pessoal, familiar e espiritual, assim como em todos os nossos relacionamentos. Aproprie-se da presença de Deus em sua vida O primeiro princípio para alcançar o sucesso encontra-se em Lucas 5.3: Jesus estava no barco com os discípulos. A presença de Cristo fez uma grande diferença! Desta vez os discípulos não estavam pescando sozinhos, Deus

estava com eles. O primeiro princípio para uma vida bem-sucedida é este: aproprie-se da presença de Deus em sua vida. Em outras palavras, Jesus precisa estar em seu barco. Este é o ponto de partida. Nada influenciará mais seu sucesso pessoal do que estar ou não vivendo com Cristo em sua vida. Na vida de Pedro, o barco representava sua subsistência. Se você for pescador, seu barco será seu negócio! E importante salientar que Pedro colocou seu barco à disposição de Jesus. Cristo usou o trabalho de Pedro como plataforma para ministrar. Deus tem acesso ao seu trabalho? Seu negócio está à disposição de Deus para que ele o use a qualquer hora? Há abertura para que Deus ministre às pessoas por meio de seu emprego? E muito comum tentarmos separar o secular do espiritual. Temos nossa vida cristã totalmente separada de nossa carreira. Mas isso impede que Deus abençoe nosso negócio ou nosso emprego. Deus vai abençoar tudo que você entregar a ele. Se você lhe entregar toda sua vida, ele vai abençoá-lo em todas as áreas. Mas se você lhe entregar apenas parte dela, ele abençoará apenas aquela porção. Um amigo disse-me que, como presidente de sua empresa, ele convida Deus para estar presente em cada reunião. Ele relatou que, em conseqüência disso, menos erros são cometidos e a diretoria tem mais paz interior para tomar decisões difíceis. Quando Jesus está no barco, sua presença elimina o medo do fracasso e reduz nossa preocupação com os resultados. Quando Pedro permitiu que Jesus fosse seu companheiro na pescaria, os resultados foram incríveis: ele pegou tantos peixes como nunca havia pescado sozinho. Contudo preste atenção à seqüência dos fatos. Primeiro, Pedro usou seu barco para o propósito de Cristo. Jesus utilizou o barco para alcançar as pessoas. Então, depois que Cristo tinha usado o barco para seus propósitos, Deus tomou conta das necessidades de Pedro. Deus nos prometeu: "Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas lhes serão acrescentadas" (Mt 6.33). Isso significa que, se eu entregar toda minha vida a Cristo, colocando-o em primeiro lugar em todas as áreas, então ele abençoará tudo? Sim, essa é a promessa de Deus para você. Coopere com o plano de Deus O segundo princípio encontra-se em Lucas 5.4: quando os discípulos foram pescar pela segunda vez, pescaram sob a direção de Cristo, seguindo fielmente suas instruções. Não apenas devemos nos apropriar da presença de Deus em nossa vida, mas também devemos cooperar com sua presença em nossa vida. Jesus disse a seus discípulos onde, quando e como pescar. Quando Deus está dirigindo sua vida, não há como fracassar. Como Ethel Waters afirma: "Deus não patrocina fracassados". A reação de Pedro à orientação de Jesus foi linda. Em primeiro lugar, ele não discutiu. Ele não disse: "Um instante, Jesus. Quem é você para me dizer como pescar? Você não sabe que sou Simão Pedro? Sou o melhor profissional deste lago. Bati todos os recordes. Quem é você para me dizer como pescar?". Ele também não perguntou: "Senhor, é isso mesmo?". Ele não hesitou e não fez nenhuma pergunta. Talvez tenha passado pela mente de Pedro que, se ele não havia pescado nada a noite toda, certamente não iria pegar nada bem no meio do dia, com o sol brilhando sobre a água. Do ponto de vista humano, não era a hora certa — tudo parecia ridículo. Contudo, Pedro não questionou; ele apenas

obedeceu. Ele também não deu atenção aos seus sentimentos. Tenho certeza de que ele estava muito cansado após ter trabalhado a noite inteira, mas ele não perguntou: "De que adianta? Por que eu deveria continuar?". A atitude de Pedro foi perfeita. Ele estava pronto para cooperar com o plano de Deus. Por que você acha que Jesus disse a Pedro "afaste-se um pouco da praia?". Acredito que seja porque os peixes maiores estão em águas mais profundas. Em águas rasas, você só pega peixes pequenos. A maioria das pessoas vive nas águas rasas da vida. Elas vivem apenas na superfície. Sua vida não tem profundidade porque estão satisfeitas em ficar somente na margem, sem nunca se lançar a águas profundas. Por quê? Porque a água rasa é mais segura. Elas pensam: "Se eu for às águas profundas pode haver ondas. Elas poderão sacudir meu barco e ele poderá afundar. Portanto vou ficar aqui onde é seguro e confortável, pegando alguns peixinhos". Quando Deus trabalha em nossa vida, sempre há um risco envolvido, porque Deus quer que vivamos pela fé. Muitos cristãos mal molham os pés porque têm medo de molhar a cabeça. Eles pensam: "Se meu compromisso com o Senhor tornar-se realmente sério, ele poderá tornar-me um fanático. Posso virar um maluco religioso. O que meus amigos vão pensar?". Por isso as pessoas se satisfazem em viver na superficialidade — e acabam perdendo muito. O plano de Deus para sua vida é um plano bom, um plano que lhe trará benefícios. Deus diz: "Deixe-me entrar em seu barco. Permita que minha presença seja sentida em todo lugar: no seu emprego, na sua família, no seu casamento, em todas as áreas. Deixe-me conduzi-lo; coopere com meu plano". Espere Deus agir O terceiro princípio encontra-se no versículo 5: "Porque és tu quem está dizendo isso". Para superar o fracasso, você deve antever as promessas de Deus para sua vida. Na segunda tentativa, os discípulos agiram com base na promessa de Deus. Eles foram pescar mais uma vez porque acreditaram que Deus traria os peixes. No entanto Jesus não disse especificamente: "Pedro, se você for pescar comigo, prometo que será sua maior pescaria". Ele não precisou dizer isso porque viu que Pedro entendera a situação toda. Jesus mandou que ele fosse pescar, entrou também no barco e lhe disse exatamente onde lançar as redes. Depois de tudo isso, as redes certamente não voltariam vazias! Pedro esperou que Deus agisse. Ele sabia que Deus manteria sua promessa. Pedro não estava confiando meramente em sua capacidade e, portanto, não temia o fracasso. Ele anteviu as promessas de Deus. Quando Deus está presente em seu barco, quando o plano de Deus está na sua mente e as promessas divinas em seu coração, você não pode falhar. Espere resultados maravilhosos! Pode dar certo em sua vida Talvez você esteja dizendo: "Isso parece ótimo, mas você não conhece minha situação. Neste exato momento, sinto-me derrotado pelos problemas que estou enfrentando. Estou passando por momentos muito difíceis". Se você se sente derrotado pelas circunstâncias, deixe-me sugerir-lhe um antídoto. Comece a ler a Bíblia para encontrar uma promessa específica de Deus e, então, comece a reivindicá-la. Espere Deus agir e você perceberá que a promessa de Deus vai injetar esperança numa situação desesperadora. E muito comum que o verdadeiro sucesso comece no fracasso.

Conheço um casal cujo relacionamento estava severamente abalado, numa situação que parecia irreparável. Mas eles sentiram que Deus lhes dizia: "Eu quero que vocês permaneçam juntos. Não desistam". Sem nenhuma evidência exterior, eles tomaram a atitude de Pedro: "Senhor, trabalhamos neste casamento por muito tempo sem alcançar nenhum resultado, mas porque tu dizes assim, nós vamos continuar". Hoje, eles têm um casamento feliz e um ministério dinâmico, juntos. Observe os resultados (v. 6): os discípulos "pegaram tal quantidade de peixes que as redes começaram a rasgar-se". Deus abençoou-os com mais do que aquilo de que eles necessitavam. E sempre assim quando você se apropria da presença de Deus, coopera com seu plano e antevê suas promessas — você será abençoado com mais do que o suficiente. Aliás, o versículo 7 mostra que os discípulos tiveram de repartir os resultados com os que estavam em outro barco, para não naufragar! E maravilhoso viver assim! O ponto é este: Deus não quer abençoar apenas sua vida. Ele quer abençoá-lo de tal forma que você tenha de dividir as bênçãos com outros para não naufragar. Ele não quer apenas abençoar você, mas quer abençoar outras pessoas por meio da sua vida — pessoas cujas redes estão vazias. Deus abençoou os discípulos com mais do que eles poderiam necessitar para si. O milagre foi tamanha surpresa a Pedro que ele gritou: "Senhor, eu não mereço isto! Sou pecador! Isto é bom demais para mim". O incidente transformou a vida de Pedro e dos outros discípulos. Jesus, então, disse a Pedro: "Não tenha medo; de agora em diante você será pescador de homens" (v. 10). Em seguida, os discípulos atracaram seus barcos e deixaram tudo para seguir a Jesus. Reflita sobre isso: quando chegaram à terra, os discípulos deixaram para trás, bem ali na margem, a maior pesca que já haviam feito e seguiram Jesus! Eles perceberam que, se Jesus podia realizar um milagre como aquele, poderia fazer qualquer coisa que quisesse. Eles descobriram que, enquanto o seguissem, suas necessidades seriam mais do que satisfeitas. Cristo tomaria conta deles, independentemente do que acontecesse. Eles queriam ter um relacionamento com ele que fosse além de apenas um único milagre. Então, Cristo convidou-os a tomarem parte na maior tarefa do mundo: "Farei de vocês pescadores de homens. Vocês vão compartilhar as boas novas com outras pessoas". Tente mais uma vez, agora com Cristo Como esta história se aplica a sua vida? Talvez você esteja sentindo-se como os discípulos antes de Jesus chegar: "Trabalhei a noite toda e voltei com uma rede vazia". Isso descreve a situação de seu casamento, do seu emprego ou de algum outro problema pessoal? Você sente que não teve nenhum progresso e, por isso, disse para si mesmo: "De que adianta? Por que continuar tentando? Para que me esforçar?". Talvez você se tenha tornado um tanto cético em relação à vida. Pedro não foi cético. Ele não disse: "Senhor, trabalhei dez horas e não peguei nada. Isso deve significar que não há mais peixes neste lago". Ele sabia que os peixes estavam lá, e que ele apenas não tinha conseguido pegá-los ainda. O fato de você ainda não ter resolvido seu problema não significa que ele não tenha solução. Devido ao fracasso, geralmente aprendemos lições que nos ajudam a alcançar o sucesso. A mensagem de Deus para você é esta: "Não desista. Tente mais uma vez, mas agora com Jesus no barco. Ele fará toda a

diferença". 3 - Como posso derrotar a depressão? A depressão é um dos maiores problemas mundiais hoje. Ela tem sido chamada de 'o resfriado comum das doenças emocionais'. É fato que todos nós passamos por um momento ou outro de depressão, mas algumas pessoas estão deprimidas praticamente o tempo todo. Até mesmo grandes homens de Deus ficaram deprimidos, e Elias foi um deles. Elias foi um formidável porta-voz de Deus. Por três anos, foi o porta-voz de Deus para a nação de Israel. Milagres de todos os tipos foram realizados e sua nação, que seguira ídolos pagãos, estava passando por um despertamento espiritual. Mas uma pessoa que realmente não gostava de Elias era Jezabel, a rainha de Israel. Mulher muito ímpia, Jezabel odiava Elias, em parte porque ele tinha muita influência. Certa vez, depois de o profeta ter realizado um milagre particularmente grandioso, o rei Acabe, marido de Jezabel, contou a ela tudo o que Elias fizera. Furiosa diante daquilo que ouviu, Jezabel enviou um mensageiro a Elias dizendo-lhe: "Que os deuses me castiguem com todo o rigor, se amanhã nesta hora eu não fizer com a sua vida o que você fez com a deles" (lRs 19.2). Ela estava dizendo: "Se eu não matar você em 24 horas, então eu me mato". O mesmo Elias que, por três anos, não temera nada, agora, quando é ameaçado por uma mulher, amedronta-se, foge para o deserto e fica deprimido (v. 3-5). Ele chega a um pé de giesta, senta-se e ora pedindo para morrer. "Já tive o bastante, SENHOR. Tira a minha vida; não sou melhor do que os meus antepassados". Deprimido como Elias? Elias era um ótimo candidato à depressão. Estava fisicamente cansado, emocionalmente exausto e alguém ameaçara sua vida. Naquele momento, ele tinha diante de si uma salada de frutas emocional, com todos os tipos de problemas: medo, ressentimento, culpa, ira, solidão e ansiedade. Mas Deus diz que "Elias era humano como nós" (Tg 5.17). Ele tinha os mesmos problemas que nós e, nesta circunstância, enfrentava a depressão. Elias estava tão deprimido que se dispôs a morrer. Por que entramos em tais confusões emocionais? Devido a pensamentos enganosos. O fato é que nossas emoções são fruto de nossos pensamentos. Se você pensar de modo negativo, vai-se sentir deprimido. Suas emoções são determinadas pelo modo como você interpreta a vida. Se você olhá-la de um ponto de vista negativo, vai-se sentir deprimido. Se você quer-se livrar de emoções negativas, terá de mudar seu modo de pensar. A Bíblia diz que você pode ser transformado pela renovação da sua mente (Rm 12.2). A única maneira de mudar sua mente e suas emoções é mudar o seu modo de pensar. Para superar a depressão você tem de corrigir suas atitudes incorretas em relação à vida. E por isso que Jesus disse: "E conhecerão a verdade e a verdade os libertará" (Jo 8.32). Se olhar para as situações do ponto de vista correto, você não ficará deprimido. Concentre-se nos fatos, não nos seus sentimentos Por que Elias ficou deprimido? Porque ele se deixou dominar por quatro sentimentos que todos experimentam quando estão deprimidos. O primeiro

está descrito no versículo 3: "Elias teve medo e fugiu para salvar a vida". Ele chegou a um pé de giesta, sentou-se debaixo dele e orou, pedindo para morrer: "Senhor, já tive o bastante. Estou farto. Não posso mais suportar isso. Estou apenas desperdiçando minha vida. Estou tentando te servir, mas ninguém faz o que é certo. Estou cansado; não adianta tentar; estou desistindo". Qual foi seu primeiro erro? O mesmo que cometemos quando estamos deprimidos: nós nos concentramos em nossos sentimentos, e não nos fatos. Isso acontece sempre que estamos deprimidos. Concentramo-nos em como nos sentimos em vez de focalizarmos a realidade. Elias sentia-se fracassado devido a um incidente que o havia amedrontado. Ele pensou consigo mesmo: "Sou tão covarde — o que estou fazendo?" Portanto, porque ele se sentia um fracassado, assumiu que era um fracassado. Isso se chama raciocínio emocional, e é destrutivo. É o pensamento que segue esta linha: "Eu sinto; portanto deve ser verdade". Músicos, atletas e estrelas de TV, para citar alguns, sabem que, com bastante freqüência, após uma atuação, sentem-se como se tivessem falhado. Contudo eles também sabem que precisam aprender a ignorar esses sentimentos porque sentimentos nem sempre são verdadeiros. Sentimentos não são fatos; eles são muito pouco confiáveis. Poucas semanas após ter-me casado com Kay, acordei certa manhã e disse: — Sabe, querida, eu simplesmente não me sinto casado. Ela respondeu: — Não tem problema, Buddy. Você está! Nem sempre me sinto perto de Deus, mas isso não significa necessariamente que eu esteja longe dele. Nem sempre sinto que sou cristão, mas eu o sou. De maneira geral, os sentimentos são mentirosos; portanto, quando nos concentramos em nossos sentimentos e não nos fatos, estamos prestes a ter problemas. Por exemplo: após cometermos um erro numa determinada área, a tendência é a de nos sentirmos um fracasso total na vida. Essa é uma idéia errada. Todos nós podemos cometer algum erro. Podemos fracassar numa área sem sermos um fracasso como pessoas. A maioria dos psicólogos crê que a chave para a saúde é dar vazão aos sentimentos. Tomar consciência deles. Liberá-los. Colocá-los para fora. Todavia essa não é a solução completa, pois os sentimentos não são confiáveis. A Bíblia não pede que conheçamos nossos sentimentos, mas, sim, que conheçamos a verdade, pois é a verdade que nos liberta. Não se compare aos outros O segundo erro cometido por Elias pode ser observado no que ele diz em seguida: "Já tive o bastante, SENHOR. Tira a minha vida; não sou melhor do que os meus antepassados". O segundo erro que leva à depressão é que começamos a nos comparar com outras pessoas. A maior parte das pessoas cai na armadilha de pensar: "Se eu pudesse ser como fulano, então seria feliz". Quando você começa a se comparar com outras pessoas, certamente está procurando encrenca. A Bíblia diz que isso não é sábio e é perigoso (2Co 10.12). Não se compare a outra pessoa porque cada pessoa é única. Há apenas uma pessoa que você pode ser, e essa pessoa é você. Isso é tudo o que Deus quer. E tudo o que ele espera de você. Quando começamos a nos comparar com outros, caímos em mais uma armadilha: tendemos a comparar nossa fraqueza com a força dos outros, esquecendo que aquelas pessoas também têm áreas nas quais podem ser

fracas e nós, fortes. Também tentamos motivar-nos por meio da crítica e da condenação. Fazemos isso usando o "deveria": "Eu deveria ser como aquela pessoa. Eu deveria ser capaz de agir melhor. Eu deveria conseguir fazer isso. Eu deveria conseguir parar de fazer aquilo" — como se o ato de nos açoitarmos verbalmente fosse capaz de nos motivar! Ficar sempre criticando os erros de outra pessoa já não adianta, assim como a autocrítica em excesso também não funciona. Recentemente, minha esposa foi preletora de uma conferência cristã e, enquanto eu a levava até lá, ela disse algo muito profundo: "Nós não lemos a Bíblia para mudar a opinião de Deus a nosso respeito; lemos a Bíblia para mudar nossa opinião a respeito de Deus". Se eu sinto que tenho de ler a Bíblia para que Deus goste de mim, então ler a Bíblia torna-se algo que me sinto pressionado a fazer e, de maneira geral, nós resistimos a coisas que somos pressionados a fazer. Quando alguém me empurra, minha tendência é empurrar de volta. No entanto, quando compreendo que leio a Bíblia não para mudar a opinião de Deus a meu respeito, mas para mudar minhas opiniões sobre ele — compreendendo como ele é, quão amoroso e gracioso — então, passo a querer lê-la. Outra armadilha em que caímos quando estamos deprimidos é a rotulação. Em vez de dizermos "Tropecei acidentalmente", dizemos "Sou atrapalhado". Em vez de dizermos "Comi demais", dizemos "Sou guloso". Quando nos rotulamos, apenas reforçamos nosso problema e tornamos as coisas ainda piores. Não aceite falsas acusações O terceiro erro de Elias foi culpar-se por situações que não dependiam dele. Elias disse: "Tenho sido muito zeloso pelo SENHOR, o Deus dos Exércitos. Os israelitas rejeitaram a tua aliança, quebraram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada. Sou o único que sobrou, e agora também estão procurando matar-me" (v. 10). Na realidade, ele disse: "Trabalhei duro por três anos, mas eles ainda não se voltaram para ti. Eu realmente tentei, mas eles ainda vivem do mesmo modo". Em sua depressão, Elias culpou-se por não ter conseguido mudar a nação. Ele tomou isso como algo pessoal. O terceiro erro que nos leva à depressão é que nós aceitamos acusações falsas. Enquanto agir assim, você sempre ficará deprimido. Quando assumimos uma responsabilidade que Deus nunca quis que assumíssemos tomamos como nosso um fardo pesado demais. Se você tem o hábito de ajudar as pessoas, mais cedo ou mais tarde irá perceber que elas nem sempre correspondem da maneira como você gostaria, quer sejam seus filhos, seus amigos, seu cônjuge ou pessoas com quem você trabalha. As pessoas reagem de maneiras diferentes. Você não pode assumir a responsabilidade por suas reações. Deus deu livre-arbítrio a cada um de nós. Quando você assume a responsabilidade pelas decisões de outras pessoas, está carregando um fardo que irá apenas deprimi-lo. Há momentos em que você pode influenciar as pessoas, mas não pode controlá-las. A decisão final pertence a elas. Não fique deprimido por algo que não pode controlar. Não exagere o lado negativo O quarto erro de Elias foi que ele exagerou o negativo. Ele disse: "Sou o único que sobrou, e agora também estão procurando matar-me" (v. 10). Elias tinha um pouco de autocomiseração: "Todos estão contra mim". Mas o fato era

que nem todos estavam contra ele. Só uma pessoa se colocou contra ele de maneira violenta e sua ameaça não era verdadeiramente uma ameaça. Se Elias tivesse meditado sobre isso, em vez de ter dado atenção a seus sentimentos, teria percebido que Jezabel não se atreveria a matá-lo. É verdade que a rainha enviou um mensageiro para ameaçá-lo — "Amanhã você estará morto". Contudo, se Jezabel realmente tivesse a intenção de matar Elias, não teria mandado um mensageiro para ameaçá-lo; teria simplesmente enviado um assassino! Jezabel era esperta demais para matar Elias. Ela reconhecia sua poderosa influência e sabia que, se Elias fosse morto, ele se tornaria um mártir. Isso aumentaria sua influência e, provável-mente, levaria o país a uma revolução. Além disso, é bem provável que ela tivesse medo daquilo que Deus faria com ela caso tocasse seu profeta. Por isso, ela apenas ameaçou. Deixou-o fugir para o deserto porque, na verdade, não queria matá-lo. Apenas queria fazê-lo parecer um covarde perante a nação. Entretanto, Elias não parou para avaliar a ameaça. Ele simplesmente fugiu. Sempre exageramos o lado negativo quando estamos deprimidos. Tudo parece ruim. Quando estamos deprimidos, parece que o mundo inteiro está prestes a desabar. Na realidade, Elias não era a única pessoa que permanecera fiel a Deus. Ainda havia 7 000 profetas que não se tinham curvado à religião pagã (v. 18). Elias exagerou o problema e isso piorou sua depressão. Cuide de suas necessidades físicas Qual foi o remédio divino para a depressão de Elias? Um remédio que você também pode usar para sua depressão. Primeiro, cuide de suas necessidades físicas. Lemos que Elias se deitou embaixo de uma árvore e adormeceu. Mais tarde, um anjo tocou nele e disse: "Levante-se e coma". Ele olhou ao redor e, ali, ao lado de sua cabeça, estava um pão assado sobre brasas quentes e um jarro de água. Então, ele comeu, bebeu e adormeceu novamente. O anjo voltou pela segunda vez e disse: "Levante-se e coma, pois a sua viagem será muito longa". Então ele comeu e bebeu, e foi fortalecido pela comida (v. 5-8). A solução inicial de Deus para a depressão de Elias foi descanso, comida e relaxamento. As vezes, uma boa noite de sono faz maravilhas para o seu humor. Quando você está fisicamente cansado e mentalmente exausto, fica propenso à depressão. Observe quão ternamente Deus cuidou de Elias. Deus não o repreendeu dizendo: "Covarde! O que você está fazendo aqui no deserto.7". Deus não o humilhou nem o condenou. Tudo o que Deus fez foi-lhe dar comida e descanso. Deus promoveu sua restauração física. Este foi o ponto de partida. Se você está deprimido, o primeiro passo para a recuperação é cuidar do seu físico. Cuide das necessidades de sua saúde. Talvez você precise ser mais cuidadoso com sua dieta, dormir mais ou começar um programa de exercícios. Sua saúde influencia profundamente o seu humor. Entregue suas frustrações a Deus O próximo passo para solucionar a depressão é entregar suas frustrações a Deus. Depois disso, Elias foi para uma caverna e passou a noite ali. Pela manhã, o Senhor lhe perguntou: "O que você está fazendo aqui, Elias?". Ele respondeu: "Tenho sido muito zeloso pelo SENHOR, o Deus dos Exércitos. Os israelitas rejeitaram a tua aliança, quebraram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada. Sou o único que sobrou, e agora também

estão procurando matar-me" (v. 9,10). Elias colocou para fora tudo o que estava sentindo. Deus permitiu que ele desabafasse. Deus não ficou chocado com as reclamações de Elias. Aliás, Deus diz: "Quando você estiver exasperado, conte-me o que sente. Eu já sei como você é, não vou ficar chocado". Deus permitiu que Elias desabafasse suas emoções reprimidas, sem criticá-lo nem condená-lo. De maneira geral, compartilhar seus sentimentos com um amigo cristão sempre ajuda. E uma catarse — uma limpeza, um desabafo de tudo que lhe tem pressionado e deprimido. Observe os seis sentimentos demonstrados por Elias. Primeiro, ele teve medo (v. 3). Depois, ficou ressentido (v. 4). Ele disse: "Estou cansado de tudo e não sou melhor que meus ancestrais". Ele também estava com baixa autoestima e sentia-se culpado. Em seguida, Elias reclamou que trabalhara duro para nada (v. 10). Ele estava irado. E, depois, disse: "Estou sozinho" (v. 10). Ele sentia-se solitário. Por fim, acrescentou: "E agora também estão procurando matar-me". Ele estava preocupado. Quando você junta medo, ressentimento, culpa, ira, solidão e preocupação, então está pedindo para ficar deprimido! Foi por isso que Deus deixou que Elias simplesmente colocasse tudo isso para fora. Ele perguntou: "Elias, o que está frustrando você? O que está consumindo você?". Quando você está deprimido, é exatamente isso o que precisa fazer: contar tudo ao Senhor. Uma nova percepção de Deus O terceiro passo para solucionar a depressão consiste em adquirir uma nova percepção da presença de Deus em sua vida. O Senhor disse a Elias: "Saia e fique no monte, na presença do SENHOR, pois o SENHOR vai passar" (v. 11). Então, um vento muito forte separou os montes e despedaçou as pedras, mas o Senhor não estava no vento. Depois do vento veio um terremoto, mas o Senhor também não estava no terremoto. Depois do terremoto veio fogo, mas o Senhor também não estava no fogo. Depois do fogo veio uma brisa suave e, ao ouvir isso, Elias cobriu o rosto com sua capa. Ele sabia que era o Senhor e, por isso, saiu e ficou na entrada da caverna. Deus manifestou o seu poder por meio do vento, do terremoto e do fogo, mas ele não falou com Elias por meio de nenhum deles. O que realmente atraiu a atenção de Elias foi a voz mansa e serena — o murmúrio de uma brisa suave. Ainda hoje, Deus fala conosco por meio da quietude e da tranqüilidade — não por meio de uma grande e dramática demonstração de fogo e poder. Deus lembrou a Elias que ele ainda estava bem ali, ao lado dele. Se você estiver deprimido, pegue sua Bíblia e vá até o mar, a um lago, ou ao campo. Sente-se, leia a Bíblia e fique sozinho com Deus. Deixe apenas que Deus o ame e fale com você. Deixe-o suprir suas necessidades e permita-se desfrutar de sua presença. Não há antidepressivo melhor do que comunhão e amizade com Deus. Nova direção na vida O quarto passo para superar a depressão é o de deixar que Deus dê nova direção a sua vida. O Senhor disse a Elias: "Volte pelo caminho por onde veio, e vá para o deserto de Damasco. Chegando lá,..." (v. 15). Então, Deus dá a Elias uma nova tarefa. Ele o fez voltar ao trabalho. O caminho mais rápido para derrotar a depressão é parar de sentir autocomiseração. Tire os olhos de si mesmo e comece a olhar para as necessidades dos outros. Envolva-se na vida das pessoas e compartilhe o que você tem recebido de Deus. Você vai-se

desanimar se ficar constantemente olhando para si mesmo. Jesus disse: "Percam a vida para encontrá-la" (cf. Mt 16.25). Ajude outras pessoas. Quando estamos deprimidos temos a tendência de pensar: "Como Deus poderá usar-me? Sou um fracasso. Continuo cometendo os mesmos erros. Decepcionei a mim mesmo e, com certeza, devo ter decepcionado a Deus". Mas você nunca poderá decepcionar a Deus porque a decepção só acontece quando alguém espera algo diferente daquilo que você faz. A verdade é que Deus sabe tudo sobre você. Ele sabe como você vai agir no futuro. Por isso Deus não fica decepcionado quando o futuro chega. Deus sabe que você é humano, pois foi ele quem o criou. Ele conhece sua personalidade. Permita que Deus lhe dê novo propósito e nova direção. Ele não desistiu de você. Você estragou tudo? Não importa! Se você permitir, Deus vai erguê-lo e começará tudo de novo. Um erro (ou cem) não desqualifica você para a vida. Jesus Cristo quer tirá-lo da depressão. Ele pode ajudá-lo; pode curá-lo da depressão. Você não precisa viver manipulado por suas emoções. Suas emoções são controladas por seu pensamento e, ainda que não possa controlálas diretamente, você pode controlar o que pensa. Você pode decidir mudar seus pensamentos. Deixe Deus transformar aqueles conceitos falsos e perigosos como "Se todos me criticam, isso quer dizer que não tenho valor"; "Somente me sentirei realizado na vida se for aceito e amado por todos"; "Não posso admitir nenhuma área mais fraca na minha vida; se eu não for perfeito, então serei um fracasso." São pensamentos desse tipo que levam à depressão. Jesus sabia da importância do pensar corretamente e, por isso, ele disse: "E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará" (Jo 8.32). Quanto mais conhecer Jesus, mais livre você será. Você pode mudar Você pode mudar. Mas onde começar? Estabelecendo um relacionamento pessoal com Cristo. Você se torna aquilo que a Bíblia chama de alguém que "nasceu de novo". Isso não cura instantaneamente toda depressão, mas, sem Cristo em sua vida, você não terá poder para mudar. Ele quer fazer parte de seu viver e, se você lhe der o controle, ele o ajudará. Se Cristo estiver em sua vida, peça que ele lhe dê um novo propósito, uma nova razão para viver. Você precisa de uma razão maior para viver além de você mesmo. Pessoas que vivem para si ficarão deprimidas. Você precisa de algo maior que tire sua atenção de si mesmo, ou seja, você precisa ter um relacionamento com Cristo, o todo-poderoso Filho de Deus. 4 - Como posso viver uma vida abundante? Deus nunca desejou que você vivesse uma vida medíocre ou mediana. Você foi designado para a excelência e foi criado de forma única. Em vez de ser um em um milhão, você é, na verdade, um em cinco bilhões! Não há mais ninguém como você: você é único. Todos queremos ser reconhecidos. Aliás, não apenas queremos ser reconhecidos, mas, para o bem de nossa saúde emocional, precisamos de reconhecimento. Quando minha filha Amy era bem pequena, ela me dizia: "Olhe, papai; olhe, papai!" Ela queria ter reconhecimento. Ela queria destacarse da multidão. Com os adultos acontece a mesma coisa, a não ser pelo fato de que não fazemos isso de modo flagrante. No entanto fazemos isso por meio de nosso

carro, nossas roupas, nossa casa. Estamos o tempo todo dizendo: "Olhem para mim — todos vocês, olhem para mim!". Sentimos necessidade de ser diferentes, de ser excelentes e de nos destacar dos outros. Destacando-se na multidão A passagem de l Crônicas 4.9,10 fala-nos sobre um homem chamado Jabez. Os primeiros nove capítulos desse livro são formados por genealogias, com uma lista de mais de seiscentos nomes. No meio de todos eles, Deus escolheu um homem para receber um reconhecimento especial, e seu nome é Jabez. Há apenas dois versículos em toda a Bíblia que falam sobre esse homem, mas, ainda assim, ele recebeu uma menção honrosa que o colocou acima de outras seiscentas pessoas. Por que Deus disse que esse homem se diferenciou dos outros? O que ele fez para que seu nome fosse preservado por mais de quatro mil anos? "Jabez foi o homem mais respeitado de sua família". Sua mãe o chamou Jabez porque "com muitas dores o dei à luz" (v. 9). Jabez pediu a Deus: "Ah, abençoa-me e aumenta as minhas terras! Que a tua mão esteja comigo, guardando-me de males e livrando-me de dores". E Deus atendeu ao seu pedido. Grandes ambições Há três segredos na vida desse homem — três princípios que também podem levar você a desfrutar de uma vida abundante. Primeiro princípio: Jabez tinha uma grande ambição. Enquanto seus amigos estavam satisfeitos com uma vida mediana, medíocre, Jabez disse: "Eu quero que Deus me abençoe. Eu quero algo grande. Eu quero fazer algo significativo com minha vida". Ele não queria ser comum. Ele não queria ser medíocre. Ele queria desenvolver-se e crescer. Ele pediu: "Deus, abençoa-me e aumenta o meu território!". Jabez tinha uma grande ambição e, mais do que tudo, ele queria a bênção de Deus em sua vida. Hoje em dia há muitas pessoas que estão à deriva. Elas não têm metas, planos, propósitos nem ambições, e o resultado disso é que nunca alcançam muito. Elas simplesmente existem. O primeiro princípio para ter uma vida abundante é ter uma grande ambição. Você precisa ter um sonho. Se você não tiver um sonho, estará à deriva. Quando você pára de sonhar, começa a morrer. Quando você pára de traçar objetivos, pára de crescer. Você precisa de algo que o impulsione para frente, uma meta de excelência. Enquanto seu horizonte estiver se expandindo, você será um ser humano emocionalmente saudável. Deus o fez para crescer; ele quer que você cresça, expanda e desenvolva-se. Deus tem um propósito para sua vida, e a chave para o sucesso é descobrir esse propósito e cooperar com ele. Deus nunca desejou que você atravessasse a vida desanimado, imaginando o que está fazendo aqui e para onde está indo. Deus quer que você tenha uma grande ambição. Uma vida sem desafios e metas pode ser resumida numa palavra: tédio. Há três conceitos falsos que nos impedem de ter grandes ambições. Nosso primeiro erro é que confundimos humildade com medo. Afinnamos: "Ah, eu nunca poderia fazer isso" e pensamos que estamos sendo humildes. Mas essa não é a humildade verdadeira. Isso é medo; isso é falta de fé. Uma pessoa realmente humilde diria: "Com a ajuda de Deus eu posso realizá-lo. Com a bênção de Deus eu irei realizá-lo. Posso não ser capaz de conseguir sozinho, mas, com a ajuda de Deus, conseguirei". Essa é a verdadeira humildade. O segundo erro é que temos a tendência de confundir contentamento

com preguiça. E verdade que Paulo disse: "Aprendi a adaptar-me a toda e qualquer circunstância" (Fp 4.11)- Mas isso não significa que não devamos estabelecer uma meta. Paulo não estava dizendo: "Aprendi a não estabelecer nenhuma meta, e não tenho nenhuma ambição nem desejos para o futuro". Ele estava dizendo: "Embora minhas metas possam não ter sido alcançadas ainda, aprendi a aproveitar ao máximo o dia de hoje. Estou feliz hoje, mesmo tendo sonhos e ambições que ainda não se realizaram". Se contentamento fosse uma desculpa para preguiça, quem teria alimentado os pobres e se preocupado com a fome mundial, a igualdade e a justiça? Alguém iria estudar? Uma criança da terceira série diria: "Aprendi a viver contente com a terceira série" e não estudaria mais. Não devemos confundir contentamento com preguiça. O terceiro erro é que confundimos pensamentos limitados com espiritualidade. Algumas pessoas dizem: "Eu sirvo a Deus do meu jeito". Minha resposta é: "Bem, por que não começa a servi-lo de um modo grande? Deixe Deus usá-lo mais!" Outras pessoas dizem: "Bem, eu sou do jeito que sou. Foi assim que Deus me fez". E errado culpar a Deus por sua falta de crescimento. Não confunda pensamento limitado com espiritualidade. Crescimento na fé O segundo princípio para uma vida abundante é: você precisa crescer na fé. Jabez não tinha apenas uma grande ambição; ele tinha uma fé que crescia. Ele tinha uma profunda confiança em Deus. Tinha fé suficiente para orar e aguardar a resposta. Ele era como William Carey, que disse: "Empenhe-se em realizar grandes coisas para Deus; espere grandes coisas de Deus". A Bíblia revela-nos alguns fatos interessantes sobre Jabez. Primeiro, não há menção de que Jabez tivesse alguma habilidade, talento ou dom especial. A Bíblia não diz que ele era rico ou instruído. Ele era simplesmente um homem comum com uma fé incomum. Não se preocupe com o que você não tem, se realmente tiver fé! Deus lhe dará o poder necessário. Deus ama usar pessoas comuns que crêem nele, que desejam confiar nele. A fé de Jabez levou-o a crer que Deus o ajudaria em suas metas e seus planos. Há algo mais importante do que ter talento, mais importante do que habilidade ou instrução — é a fé. É crer que Deus vai operar por meio da sua vida. Conheci muitas pessoas talentosas que estão sentadas em seus bancos, enquanto pessoas comuns, cheias de fé, estão tomando a dianteira. Essas pessoas crêem em Deus e, portanto, Deus pode usá-las. Tais como Jabez, elas são pessoas comuns, com uma fé incomum. O segundo princípio importante é que Jabez aparentemente tinha algum tipo de deficiência ou debilidade. Na língua hebraica a palavra "Jabez" significa "doloroso". Você gostaria de se chamar "Doloroso"? "Lá vem o Doloroso". "Lá está o velho Doloroso". Jabez causou tanto sofrimento a sua mãe quando nasceu que ela o chamou de Doloroso. E possível que ele não tenha sido desejado nem amado. Seu nome era uma lembrança constante de que até seu nascimento tinha causado dor à vida de outra pessoa. Mas Jabez era mais forte que essa deficiência. Sua fé o levou adiante. Indiferente a suas experiências dolorosas no passado, ele teve fé para olhar adiante e contemplar coisas grandes no futuro. Qual é a sua debilidade? E física? E espiritual? E uma infância infeliz? Um emprego frustrante ou um problema no casamento? Qualquer que seja o seu problema, Deus diz: "Tudo é possível àquele que crê" (Mc 9.23).

Oração genuína O terceiro princípio para a abundância na vida de Jabez era sua vida de oração. Foi o pedido simples de Jabez que lhe proporcionou uma menção honrosa na Bíblia, e milhares de anos mais tarde ainda estamos falando sobre ele. Talvez você tenha hesitado ao pedir coisas em oração. Talvez você tenha pensado que seu pedido fosse egoísta. A que tipo de oração Deus responde? A vida de Jabez ilustra três coisas que podemos pedir a Deus e esperar sua resposta. O primeiro pedido de Jabez foi por poder de Deus em sua vida. Ele pediu um poder maior que o seu próprio para realizar seu sonho. Ele orou: "Eu quero que tu me abençoes. Quero teu poder em minha vida". E importante observar que o pedido de Jabez foi específico: "Deus, isto é o que eu quero de ti: quero que tu alargues minha terra; quero que expandas meu território; eu quero uma propriedade maior". Você ora a respeito de seus objetivos? Você pede a ajuda de Deus em tudo o que está planejando? O terceiro princípio para viver uma vida abundante é que você precisa ter uma vida genuína de oração. À primeira vista, a oração de Jabez parece egoísta, não é? Ele orou: "Deus, eu quero que tu faças todas essas coisas para mim". Mas é evidente que Deus aprovou a oração, porque ele respondeu a ela. O ponto é este: a ambição não é boa nem má; é apenas um instinto básico da vida. Todos têm alguma ambição. Ela pode ser grande ou pequena, mas todos têm alguma ambição na vida. Talvez sua ambição seja apenas acordar pela manhã, mas você precisa ter alguma ambição para viver neste mundo. O que torna a ambição boa ou má? Uma só coisa: a motivação por trás dela. Os motivos de Jabez eram genuínos porque Deus nunca honra um pedido indigno. Medite nisto: Deus o desafia a pedir coisas grandes. O que você pede a Deus quando ora? Deus o encoraja a pedir: "Não têm, porque não pedem" (Tg 4.2). Jeremias diz: "Clame a mim e eu responderei e lhe direi coisas grandiosas e insondáveis que você não conhece" (Jr 33.3). Paulo diz que Deus "é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu poder que atua em nós" (Ef 3.20). Isso significa que não há como você pedir demais para Deus. Não há como você sonhar com algo alto demais para Deus. Se você pudesse levar sua imaginação ao limite daquilo que crê que possa acontecer, ainda assim Deus poderia fazer mais do que isso. Ele pode ir além de sua imaginação. Deus diz: "Confie em mim. Peça-me. Tenha ambições grandes e uma fé crescente; depois, coloque tudo isso diante de mim em oração genuína". O que você quer que Deus faça em sua vida? Restaurar seu casamento? Peça a ele. Ajude-o a solucionar um problema? Peça a ele. Ajude-o a alcançar seus objetivos? Peça a ele. Deus não é um grande policial que está no céu esperando que você cometa um erro para poder autuá-lo; Deus quer abençoar sua vida. A segunda coisa que Jabez pediu em oração foi a presença de Deus em sua vida: "Que tua mão esteja comigo" (lCr 4.10). Jabez entendeu a lógica: "Se eu tiver um território maior, terei mais responsabilidade. Serei mais exigido e a pressão será maior. Vou realmente precisar da ajuda de Deus em minha vida". Por causa disso, Jabez pediu que Deus estivesse com ele. Quando você pede a presença de Deus em sua vida, pode estar certo de que ele responderá.

A terceira coisa que Jabez pediu em sua oração foi que Deus protegesse sua vida: "... guardando-me de males e livrando-me de dores" (v. 10). Ele pediu que Deus o protegesse. Por que pediu isso? Porque, naqueles dias, quanto mais terra você tivesse, mais influência teria e mais conhecido seria. Isto ainda é válido hoje: Quanto mais bem-sucedido você é, mais críticas receberá. Quanto mais território possuir, mais inimigos o atacarão. Quanto mais você se aproximar do Senhor e mais forte se tornar como cristão, mais o Diabo irá persegui-lo, porque ele não quer que você cresça. Contudo, você pode estar certo — assim como Jabez estava — de que, com a proteção de Deus, você não precisa temer ninguém nem coisa alguma. Se você juntar os três pedidos que Jabez fez, garanto que receberá uma vida abundante. Você quer acabar com a mediocridade? Você quer ver Deus operar em sua vida? Você quer obter respostas reais às suas orações? Você está cansado de vagar pela vida sem saber aonde está indo? Se você realmente quer viver uma vida abundante, se você quer o que Deus tem de melhor para sua vida, então siga estes três princípios que Jabez seguiu: tenha uma grande ambição, um vislumbre do que Deus quer fazer em sua vida; tenha uma fé crescente em Deus, uma fé que o capacite a esperar o impossível e estabeleça uma vida genuína de oração, confiante em Deus enquanto você caminha em direção ao seu sonho. 5 - Como posso desfrutar da paz interior? Vivemos num mundo tenso e nervoso. Esta tem sido chamada a época da ansiedade. Todos enfrentamos situações que nos deixam irritados, tensos e que nos roubam a paz interior. As principais causas de ataques do coração e pressão alta são a tensão e o estresse. A cada ano gastam-se 500 milhões de dólares em tranqüilizantes que são prescritos para reduzir o ritmo emocional das pessoas. A maior parte de toda essa tensão é, na verdade, resultado de conflitos não resolvidos. Se você discutir com alguém no trabalho, ficará tenso até resolver a situação. Questões não resolvidas geram tensão em sua vida. E frustrante e preocupante ter de tomar uma decisão importante e não saber o que fazer. O homem que tinha paz interior Moisés foi um homem que aprendeu a resolver as questões básicas da vida e, por conta disso, tornou-se o principal exemplo de como desfrutar de paz interior. O fato de ele ter tomado as decisões certas e definido o que era importante em sua vida capacitou-o a viver em paz consigo mesmo, a assumir grandes responsabilidades e, ainda assim, permanecer calmo sob pressão. Creio que Moisés foi o maior homem de fé do Antigo Testamento. Em Hebreus 11 — a "Galeria de honra de Deus", onde estão os maiores homens e mulheres de fé — Moisés é o mais mencionado. Moisés sabia ter paz consigo mesmo, sabia desfrutar de paz interior. Se alguém tinha o direito de ficar tenso, essa pessoa era Moisés. Ele sonhava tirar dois milhões de israelitas do Egito e conduzi-los pelo deserto até um novo país chamado Israel, a Terra Prometida. Era um grande sonho, um sonho inspirado por Deus. Mas as pessoas reclamavam, discutiam e brigavam praticamente o tempo todo. Elas simplesmente não tinham fé suficiente para entrar na Terra Prometida e, por isso, passaram quarenta anos vagando pelo

deserto até que todos os adultos, que haviam deixado o Egito, morressem. Depois disso, seus filhos tiveram permissão para entrar. Moisés não chegou a ver seu sonho realizado, devido à falta de fé de seu povo. Ele tinha o direito de ser alguém irritado, mas a Bíblia nos diz que Moisés era um homem manso (Nm 12.3, ARA; paciente, NVl). Contudo "manso" não significa "fraco". Mansidão é uma atitude de silenciosa confiança, de paz e tranqüilidade interior. A mansidão impede que fiquemos irritados quando as coisas complicam. Mansidão é a atitude que diz: "Quando todos vêm contra mim, quando todos me criticam, quando as coisas estão tensas e tenho toda a razão para ficar nervoso e irritado, vou permanecer calmo. Não vou perder a paciência". Apenas duas pessoas, em toda a Bíblia, foram chamadas de mansas: Jesus e Moisés. Por isso, Moisés é um grande exemplo de como desfrutar de paz interior. Os quatro aspectos da vida Por que Moisés foi capaz de desfrutar da paz interior? Como conseguia ter paz consigo mesmo? Conseguia, porque ele era um homem de princípios elevados. Cada decisão que tomava era baseada nos princípios fundamentais da vida. Ele não viveu de acordo com seus próprios sentimentos; ao contrário, fundamentou sua vida nos princípios de Deus. "Deus não quer que firmemos nossa vida em regras banais, mas em princípios excelentes." Moisés enfrentou quatro questões fundamentais na vida, que todos nós, mais cedo ou mais tarde, também enfrentaremos. Não importa se você é adolescente, idoso, ou está em algum ponto entre os dois. Cada um de nós, em algum momento, terá de lidar com essas questões básicas. Se você as resolver em sua mente, então aprenderá o que realmente é ter paz interior. Aprenderá a permanecer calmo em meio a uma crise, a ser forte sob estresse e a ficar em paz quando for pressionado. "Pela fé Moisés, recém-nascido, foi escondido durante três meses por seus pais, pois estes viram que ele não era uma criança comum, e não temeram o decreto do rei" (Hb 11.23. O faraó do Egito havia proclamado que todo menino hebreu recém-nascido deveria ser morto). "Pela fé Moisés, já adulto, recusou ser chamado filho da filha do faraó, preferindo ser maltratado com o povo de Deus a desfrutar os prazeres do pecado durante algum tempo. Por amor de Cristo, considerou sua desonra uma riqueza maior do que os tesouros do Egito, porque contemplava a sua recompensa. Pela fé saiu do Egito não temendo a ira do rei" (v. 24-27). Lemos em Hebreus 11 que Moisés respondeu a quatro perguntas. Primeiro, ele respondeu à pergunta: "Quem sou?" (v. 24). Em seguida, respondeu a: "O que eu realmente quero ser?" (v. 25). Depois, "O que é de fato importante na vida?" (v. 26). E, por fim, determinou: "Como eu vou viver?" (v. 27). Essas são as quatro questões fundamentais com as quais você precisa se confrontar. Moisés respondeu corretamente a cada uma dessas perguntas cruciais. Saiba quem você é A primeira questão enfrentada por Moisés foi o aspecto da identidade. Ele respondeu à pergunta: "Quem sou eu?". "Moisés, já adulto, recusou ser chamado filho da filha do faraó" (v. 24). O faraó tinha proclamado que todo menino hebreu recém-nascido deveria ser morto, mas a mãe de Moisés colocou-o em uma pequena cesta de junco e o deixou nas margens no rio Nilo. A filha do faraó veio banhar-se e encontrou a cesta, vedada com piche,

flutuando; dentro dela estava um bebê hebreu. Ela se apaixonou imediatamente pelo bebê, levou-o para sua casa e criou-o no palácio egípcio. Precisamos compreender o conflito que existe aqui. Moisés era hebreu, mas a filha do faraó criou-o como egípcio. Todos pensavam que ele fosse um egípcio legítimo. Anos mais tarde, quando estava com cerca de quarenta anos, Moisés preparava-se para se tomar o segundo no comando do reino e, por isso, precisava decidir: "O que vou fazer com a minha vida? Sei que sou hebreu, mas praticamente todos pensam que sou egípcio". No palácio, Moisés tinha todo o conforto que poderia desejar; ele poderia ter ficado lá. Contudo, ele enfrentava uma crise de identidade: "Quem sou eu? Sou hebreu ou egípcio? Vou viver com um bando de escravos hebreus ou ficarei aqui, vivendo no luxo do palácio?". O que você teria feito? Moisés tomou a decisão certa, considerando a questão da identidade, mas isso custou-lhe viver no deserto pelos oitenta anos seguintes. Cada um de nós precisa ser confrontado com a questão da identidade. Todos temos a profunda necessidade de aceitar quem somos. Uma maneira bem rápida de se desenvolver uma úlcera é tentar ser alguém que na verdade não é, porque a pressão é grande. Moisés reconheceu essa tensão e decidiu parar de fingir. Ele aceitou sua verdadeira identidade. Que experiência libertadora é relaxar e parar de tentar ser alguém que você não é. O fundamento da paz interior é: não tente ser alguém que você não é. Relaxe e seja você mesmo. Foi Deus quem criou você e ele o ama exatamente como é, mesmo com seus defeitos. Você é especial para ele. Você pode fingir ser outra pessoa ou, então, pode aceitar o plano de Deus e ser quem ele planejou que você fosse. De que maneira Moisés seria lembrado hoje se ele tivesse permanecido na corte de faraó? Talvez como uma múmia egípcia em algum museu. Ele tomou o caminho mais duro, mas, à luz da eternidade, foi a melhor opção. Muitos anos atrás, Anne Murray lançou uma canção que fez muito sucesso e que se chamava "Você precisa de mim". Nessa canção, há uma frase que diz: "Você me ergueu e me deu dignidade". E isto o que Jesus faz por nós. Deus dá-nos não apenas uma identidade, mas também dignidade. Cada pessoa com quem Jesus se relacionou no Novo Testamento — seja a mulher pega em adultério, um leproso, seja alguém desprezado — foi aceita e amada por ele. Ele disse: "Eu sei seu nome. Você é uma pessoa". Quando você pára de tentar ser alguém que não é, pode relaxar e deixar Deus trabalhar em sua vida. Aceite suas responsabilidades Moisés também lidou com outra questão, a da responsabilidade pessoal A Bíblia diz que Moisés preferiu ser maltratado com o povo de Deus a desfrutar os prazeres pecaminosos do palácio de faraó (v. 25). Em primeiro lugar, ele recusou-se a ser o que na verdade não era e, então, escolheu seguir o caminho de Deus. O princípio é este: você pode sempre substituir o negativo pelo positivo. Você simplesmente não pára de fazer alguma coisa; começa a fazer outra. A vida cristã não se baseia num conjunto de regras negativas e regulamentos; ela está fundamentada em relacionamentos — com Deus, com os outros e consigo mesmo. Uma pessoa disse em tom de brincadeira: "Se a vida cristã consistisse simplesmente numa lista de nãos, então todos os que estão mortos seriam classificados como cristãos!". O caminho de Deus, porém, é um caminho positivo.

Observe algo mais: Moisés tomou sua decisão "já adulto" (v. 24). Resolver a questão da responsabilidade pessoal é um traço de maturidade. Não haveria problema algum se Moisés postergasse sua decisão sobre quem ele era quando ainda era bebê. Mas, quando se tornou.adulto, teve de decidir: "Quem sou eu?". Moisés precisava fazer uma escolha, assumir a responsabilidade de sua própria vida e seguir em frente. A responsabilidade pessoal é uma verdade nada popular em nossa sociedade atual. Vivemos numa cultura que ama culpar os outros e despreza aceitar sua responsabilidade. Quem foi o responsável pela crise do petróleo em 1973? Os americanos culpam os árabes, os árabes culpam as companhias de petróleo, as companhias de petróleo culpam o governo americano e o governo americano culpa os ecologistas. Ninguém quis aceitar responsabilidade alguma. Todos amamos culpar os outros, mas odiamos ser culpados. E fácil culpar os outros pela sua situação: "Eu assumiria um compromisso maior com Cristo se minha família fosse cristã". "Eu realmente andaria no caminho de Deus se meu namorado, namorada, mãe, pai, marido, ou esposa me acompanhassem." "Eu seria uma pessoa melhor hoje se tivesse tido pais melhores." Moisés não culpou mais ninguém: ele assumiu a responsabilidade por sua própria vida e decidiu fazê-la valer a pena. É verdade que há muitas coisas em sua vida sobre as quais você não tem controle. Você não teve controle sobre quem eram seus pais. Você não teve controle sobre a cidade onde nasceu. Você não controlou os genes que o constituíram. Mas há uma coisa sobre a qual você tem controle absoluto, e esta é sua reação à vida. Você pode escolher reagir de modo negativo, crítico, ou pode escolher reagir de modo positivo pela fé. Como você vai reagir? A escolha é sua. Você não pode controlar as situações que surgem em sua vida, mas pode decidir se essas coisas farão de você uma pessoa amarga, ou alguém melhor. E sua responsabilidade. Ninguém pode arruinar sua vida, exceto você! O Diabo não pode, porque ele não tem poder suficiente. Deus não vai fazer isso porque o ama. Só você pode arruinar sua própria vida. Mas e as outras pessoas? Elas não fazem coisas para você? Sim, mas você escolhe como reagir a elas. Um sobrevivente de um campo de concentração disse que a única coisa que aprendeu foi que, embora não pudesse controlar o que acontecia com ele, ele podia controlar sua reação. Nenhuma outra pessoa pode determinar a atitude que você toma, a não ser que você permita. Você pode começar a desfrutar da verdadeira paz interior quando assume a responsabilidade pelos seus atos. Defina suas prioridades Há uma outra questão que Moisés enfrentou. Ele preferiu ser maltratado com o povo de Deus a desfrutar os prazeres do pecado por algum tempo (v. 25). "Por amor de Cristo, considerou sua desonra uma riqueza maior do que os tesouros do Egito" (v. 26). Moisés enfrentou a questão das prioridades. Ele definiu o que era realmente importante em sua vida. Do ponto de vista humano, o jovem Moisés tinha tudo. Ele tinha muito poder, muitos prazeres e muitas posses. Uma grande parte da riqueza do mundo daquela época estava no Egito. Moisés tinha o que muitas pessoas passam a vida inteira tentando conseguir: poder, prazer e posses. Contudo Deus pediu a Moisés que fizesse algo mais importante e assim

ele fez. Era uma questão de prioridades na vida. Como era considerado o filho da filha de faraó e estava numa posição de grande poder, Moisés bem que poderia ter pensado: "A situação dos escravos é ruim; por isso vou permanecer no sistema e trabalhar pela reforma". Mas não foi isso o que Deus disse. Ele disse a Moisés: "Saia daí e mexase!". A maioria das pessoas quer ser admirada em sua comunidade, mas há um grande problema com a popularidade: ela nunca dura. Você pode ser muito popular na universidade por algum tempo, mas, quando você retorna, alguns anos depois de formado, vai logo descobrir que ninguém o conhece. A popularidade é passageira. Além disso, há o prazer. O prazer é algo errado? Não, não é errado sentir prazer, a não ser que ele seja seu deus. Vivemos numa sociedade obcecada pelo prazer: "Você vive apenas uma vez, por isso é melhor aproveitar". "Faça o que lhe interessa." "Se você se sente bem, faça." Todavia também há um problema com o prazer: de igual modo, ele não dura. Moisés rejeitou os prazeres temporários porque tinha valores corretos; ele tinha seus olhos voltados para algo mais elevado. Não há nada de errado em se ter dinheiro. Alguns dos grandes homens da Bíblia eram extremamente ricos, entre eles Jó, Abraão e Davi. Mas a Bíblia diz que a vida do homem não consiste na quantidade de bens que possui (Lc 12.15). A riqueza simplesmente não traz felicidade plena: pergunte às pessoas ricas. Quanto dinheiro é necessário para ser feliz? Geralmente, só um pouquinho mais. O dinheiro deve ser usado, não amado. Deus quer que você use as coisas e ame as pessoas. Mas se você amar as coisas, então vai usar as pessoas. Moisés tinha as prioridades certas; ele rejeitou os bens materiais porque havia algo mais importante para sua vida. Enfrente suas dificuldades A última questão resolvida por Moisés foi a questão da perseverança. Você pode resumir a vida de Moisés praticamente em duas palavras: ele perseverou (Hb 11.27). É fato que não há ganho sem dor, não há ascensão sem adversidade, não há progresso sem problemas. A questão da perseverança exige que aprendamos como agir frente às dificuldades. Moisés fez de sua vida um sucesso porque perseverou. A chave para sua paz interior estava em que ele sabia que as dificuldades vêm para todos, sabia como reagir de forma correta e sabia seguir em frente. Como cristãos, nunca deveríamos permitir que os pro-blemas nos destruíssem; em vez disso, deveríamos deixar que os problemas nos aproximassem de Deus. Alguém disse que os cristãos nunca deveriam deixar que os problemas os fizessem prostrarse, mas os levassem a dobrar os joelhos na presença do Senhor. Deus permite que situações como essas aconteçam em nossa vida por razões específicas. Sem perseverança, você não irá longe na vida. A paz interior vem quando você assume a responsabilidade por suas escolhas. Decida-se pelas prioridades de Deus e, então, persevere confiante. 6 - Como posso vencer o desânimo? O que você pode fazer quando tem a doença mais mortal do mundo? Não, não é câncer, não é pólio, não é esclerose múltipla e não é AIDS. É o desânimo. Por que o desânimo é uma doença tão terrível? Primeiro, porque é

universal. Todos ficamos desanimados. Eu fico, você fica, todos ficamos. O desânimo é comum. Até os cristãos ficam desanimados. Segundo, porque é recorrente. Você pode ficar desanimado muitas vezes. Não é algo que acontece apenas uma única vez. E, terceiro, porque é altamente contagioso. Outras pessoas ficam desanimadas quando você está desanimado. Agora, a boa notícia A boa notícia, entretanto, é que o desânimo também é curável. A história da vida de Neemias (Ne 4) ilustra quatro causas e três curas para o desânimo. Você se lembra de que Neemias era líder de um grupo de judeus que havia retornado da Babilônia para Israel para reconstruir os muros de Jerusalém. Logo que começaram a trabalhar no muro, todos tinham muito fervor e zelo e estavam muito empolgados com o projeto. Contudo, depois de trabalharem por um certo tempo, desanimaram. O capítulo 4 de Neemias mostra por que as pessoas ficam desanimadas e como podem superar esse desânimo — mostra o que fazer quando se tem vontade de desistir. "Nesse meio tempo fomos reconstruindo o muro, até que em toda sua extensão chegamos à metade da sua altura, pois o povo estava totalmente dedicado ao trabalho" (4.6). Os versículos de 10 a 12 continuam: "Enquanto isso, o povo de Judá começou a dizer: 'Os trabalhadores já não têm mais forças e ainda há muito entulho. Por nós mesmos não conseguiremos reconstruir o muro'. E os nossos inimigos diziam: 'Antes que descubram qualquer coisa ou nos vejam, estaremos bem ali no meio deles; vamos matálos e acabar com o trabalho deles'. Os judeus que moravam perto deles dez vezes nos preveniram: 'Para onde quer que vocês se virarem, saibam que seremos atacados de todos os lados'". Simplesmente cansados Por que as pessoas ficam desanimadas? A primeira causa é a fadiga. As pessoas de Judá diziam: "Os trabalhadores já não têm mais forças". Em outras palavras, eles haviam trabalhado por um longo tempo e estavam fisicamente exaustos. Estavam simplesmente cansados — física e emocionalmente esgotados. Às vezes, as pessoas vêm pedir-me conselhos pensando erroneamente que seu desânimo é um problema espiritual. Elas dizem: "Talvez, eu precise apenas reconsagrar minha vida ao Senhor". Mas o verdadeiro problema é que elas estão simplesmente esgotadas. Aquelas pessoas precisam somente de um pouco de descanso, de relaxamento e de renovação. Por isso eu lhes digo: "Você não precisa consagrar-se mais uma vez ao Senhor — só precisa descansar um pouco". As vezes a coisa mais espiritual que você pode fazer é simplesmente ir para a cama e relaxar ou, então, dar-se ao luxo de tirar duas semanas de férias. Em que momento ficamos fatigados e desanimados? Observe o versículo 6: "Nesse meio tempo fomos reconstruindo o muro, até que em toda sua extensão chegamos à metade da sua altura". Você sabe quando está mais propenso a ficar desanimado? Quando está na metade de um projeto. No início todos trabalham duro. Esse grupo "estava totalmente dedicado ao trabalho" (v. 6). Por quê? Porque o projeto era uma novidade. No início, tudo era novidade, mas, depois de um tempo, a novidade passou e o trabalho tornou-se cansativo. A vida se acomoda num costume, depois vem a rotina e, então, o ritual. Você já pintou um quarto? Você chega à metade, olha em volta e diz:

"Puxa, estou ficando cansado e estou só na metade. E não é só isso: depois de terminar, tenho de limpar tudo". Fiz algo bem cansativo há algum tempo. Tentei reorganizar meus arquivos. Você sabe o que significa limpar um arquivo? Significa que você terá de tirar tudo e, então, organizar em diferentes pilhas espalhadas pelo chão; depois de um tempo, você fica desanimado e coloca tudo de volta do mesmo jeito que estava! Você já começou a escalar uma montanha e pensou: "Vai levar apenas quatro horas para eu chegar ao topo"? Mas, quando está na metade do caminho, você percebe que já se passaram cinco horas! Então, surge a dúvida: "Devo continuar? Terei de descer tudo isso!". E, de repente, você começa a pensar: "Talvez seja a vontade de Deus que eu desça". O cansaço é a causa número um do desânimo e geralmente aparece bem na metade da tarefa. E por isso que tantas pessoas raramente terminam alguma coisa. Vencendo a frustração Há uma segunda razão pela qual as pessoas ficam desanimadas. O povo disse: "Ainda há muito entulho. Por nós mesmos não conseguiremos reconstruir o muro" (v. 10). Isso se chama frustração. Eles estavam desanimados e frustrados. O que é entulho? Eles estavam construindo um muro novo, mas as pedras velhas e quebradas estavam por todo lugar, junto com sujeira e argamassa seca. Quando olharam para o entulho e os escombros, ficaram desanimados. Perderam o alvo de vista porque havia tanta sujeira que não sabiam como chegar ao que realmente interessava para eles. Sempre que você estiver realizando um projeto, algum lixo vai acumularse, e isso pode ser algo muito frustrante. Você já reformou um cômodo ou construiu uma casa? De repente você percebe que há montes de pedra e areia por todo lugar. Ou, então, você pinta um quarto e percebe que o lugar que menos tem tinta é a parede! O lixo parece multiplicar-se. Você não pode impedir que as quinquilharias apareçam na sua vida, mas você pode aprender a reconhecê-las e pode aprender o que fazer com elas para que essas coisas não o desviem de seu plano original. O que são as quinquilharias em sua vida? São as coisas triviais, que gastam seu tempo, consomem sua energia, trazem frustração; é tudo aquilo que o impede de tornar-se tudo o que você quer ser, que o impede de fazer as coisas que realmente são mais importantes em sua vida. As quinquilharias da vida são aquelas coisas que surgem no caminho, as interrupções que o impedem de alcançar seus objetivos. Essas são as coisas das quais nos devemos livrar em nosso viver. Faça da derrota algo temporário A terceira razão pela qual as pessoas ficam desencorajadas também está presente no versículo 10: "Por nós mesmos não conseguiremos reconstruir o muro". Você sabe o que eles estavam dizendo? "Não podemos fazer isso. E impossível. E tolice tentar. Nós desistimos." A terceira causa do desânimo é o fracasso. O povo não conseguiu terminar sua tarefa tão rápido quanto tinha planejado e, como resultado, sua confiança foi por água abaixo. Eles perderam o vigor e ficaram desanimados. Disseram: "Não podemos fazê-lo, por isso vamos desistir". Como você trata o fracasso na sua vida? Você sente autocomiseração? Você diz: "Ah, pobre de mim. Eu não consigo terminar isto"? Você começa a

reclamar: "E impossível. Não pode ser feito. Fui um tolo ao tentar. E burrice."? Ou você culpa os outros? "Todos me abandonaram. Não fizeram sua parte do trabalho." A diferença entre vencedores e perdedores está em que os vencedores sempre vêem a derrota como um revés temporário. Paralisado pelo medo? Há uma quarta razão que leva as pessoas ao desânimo. Os ajudantes de Neemias expressaram-na desta forma: "Os nossos inimigos diziam: Antes que descubram qualquer coisa ou nos vejam, estaremos bem ali no meio deles; vamos matá-los e acabar com o trabalho deles" (v. 11). Na terra de Israel havia pessoas que não queriam que o muro fosse construído: eram os inimigos dos judeus. Um muro ao redor da cidade representava segurança e defesa e, por isso, os inimigos não queriam que o muro fosse terminado. Assim, primeiro eles criticaram os judeus, depois os ridicularizaram e, por fim, os ameaçaram: "Se continuarem a reconstruir o muro, vamos matá-los". Então os construtores ficaram desanimados. Por quê? Por causa do quarto fator que leva ao desânimo: o medo. Observe quem ficou desanimado. Foram "os judeus que moravam perto" do inimigo (v. 12). Logo em seguida, eles desanimaram outros dizendo: "Para onde quer que vocês se virarem, saibam que seremos atacados de todos os lados". Quando você fica junto de uma pessoa negativa por algum tempo, já sabe o que acontece. Você também fica negativo. Se você ouvir uma pessoa sempre a dizer "não pode ser feito", começará a acreditar nela. Você tem medos que o estão desanimando neste exato momento — medos que o estão impedindo de crescer e de se desenvolver? Você tem medo de ser criticado e humilhado? Você tem medo de se aventurar num novo emprego? Talvez você receie não estar capacitado para alguma tarefa. Pode ser que você tema não conseguir agüentar a pressão. Quem sabe você pense que precisa ser perfeito. O medo sempre leva ao desânimo. Quais atitudes demonstram que seu desânimo é causado pelo medo? Você tem uma vontade muito forte de sair correndo: "Tenho de sair deste lugar!". Você tem um desejo intenso de escapar das pressões e das exigências da vida. A reação natural ao medo sempre é a de correr. Na vida há apenas três formas de você reagir a alguma coisa: contra ela, com raiva; fugir dela, com medo, ou andar com ela, em amor. Qual é o antídoto contra esse terrível mal que é o desânimo? Observe o que Neemias fez como líder sábio e homem de Deus que era. Ele sabia o que estava desanimando as pessoas e, por isso, tomou as ações corretas para corrigir o problema. Há três princípios que vão ajudá-lo quando você desejar desistir. Em poucas palavras, são eles: reorganize-se, lembre-se e resista. Encontre uma maneira melhor Neemias utilizou o princípio da reorganização: "Por isso posicionei alguns do povo atrás dos pontos mais baixos do muro, nos lugares abertos, divididos por famílias, armados de espadas, lanças e arcos" (v. 13). Neemias disse: "Vamos organizar as coisas. Vamos estabelecer um novo sistema aqui. Este grupo vai para lá, este outro fica aqui e o problema será solucionado". O primeiro princípio para vencer o desânimo é este: reorganize sua vida. Quando você ficar desanimado, não desista de seus objetivos. Ao contrário, desenvolva um novo modo de agir. Ficar desanimado não significa necessariamente que você esteja fazendo algo errado; você pode estar fazendo a coisa certa do modo errado. Era errado que esses judeus reconstruíssem o

muro? Com certeza não; essa era a coisa certa a fazer. Mas eles estavam fazendo o certo da maneira errada e, em conseqüência disso, ficaram desanimados. Você tem um problema? Reorganize sua vida. E um problema em seu casamento? Não desista. Tenha uma nova atitude. E um problema em seus negócios? Não desista. Tente uma nova abordagem. E um problema em sua vida espiritual? Não desista. Ore de outro modo. E um problema com sua saúde? Vá a outro médico. Apenas não desista. Continue perseverando. Alguns de vocês estão desanimados porque estão sofrendo muita pressão; a quantidade de trabalho que têm é inacreditável. O recado de Deus para você é: reorganize-se. Reorganize seu tempo; reorganize sua agenda; concentre-se novamente em seu alvo. Livre-se do que está atrapalhando, dos entulhos e do que não tem importância, das coisas que estão consumindo seu tempo. Depois, reorganize-se para que você trabalhe na direção de seu objetivo principal. Algum tempo atrás, num seminário, fui relembrado do princípio 80/ 20. Em média, cerca de 80% de seu tempo é gasto em 20% de suas atividades, todas elas não produtivas. O resultado disso é que ficamos frustrados. O que precisamos fazer, ao contrário, é gastar 80% de nosso tempo nos 20% de nosso trabalho que produzem a maioria dos resultados. Grande parte dos administradores chama isso de tempo ROI (a sigla em inglês de "retorno sobre o investimento"). Em outras palavras, gaste o máximo de tempo possível naquelas poucas coisas que atingem os melhores resultados. Observe que Neemias se concentrou nas prioridades. Quando reorganizou as coisas, dividiu as pessoas de acordo com suas famílias. Por quê? Porque sabia que qualquer um que está desanimado precisa de um grupo de apoio. Nós precisamos dos outros e as famílias são um grupo natural. Quando uma pessoa na família fica desanimada, os outros membros a levantarão. Precisamos, como irmãos em Cristo, apoiar-nos e encorajar-nos uns aos outros. Quando eu tropeçar, você me levanta e, quando você tropeçar, eu o levanto. Isso é um grupo de apoio. Salomão diz que "é melhor ter companhia do que estar sozinho, porque maior é a recompensa do trabalho de duas pessoas. Se um cair, o amigo pode ajudá-lo a levantar-se. Mas pobre do homem que cai e não tem quem o ajude a levantar-se! E se dois dormirem juntos, vão manter-se aquecidos. Como, porém, manter-se aquecido sozinho? Um homem sozinho pode ser vencido, mas dois conseguem defender-se. Um cordão de três dobras não se rompe com facilidade" (Ec 4.9-12). O que isso quer dizer? Que é importante ter outras pessoas em nossa vida que nos ajudem e nos encorajem. Lembre-se de seu líder De que outra forma você supera o desânimo? Lembrando-se de seu Senhor. Observe o que Neemias disse: "Fiz uma rápida inspeção e imediatamente disse aos nobres, aos oficiais e ao restante do povo: 'Não tenham medo deles. Lembrem-se de que o Senhor é grande e temível'" (Ne 4.14, grifo do autor). O que significa "lembrar-se do Senhor"? Significa reconsagrar-se a ele. Significa dedicar sua vida mais uma vez a ele. Significa aproximar-se de seu poder espiritual. Do que especificamente você se lembra? De três coisas. Primeiro, lembrese da bondade de Deus com você no passado. Quando você começar a pensar em todas as coisas boas que Deus já fez em sua vida, seu espírito será

animado. Segundo, lembre-se da presença de Deus no presente. O que Deus está fazendo em sua vida agora? Ele está com você, quer você sinta sua presença quer não, porque ele disse: "Nunca o deixarei, nunca o abandonarei" (Hb 13.5). Talvez você não esteja clamando por Deus, mas ele ainda está lá. Terceiro, lembre-se do poder de Deus para o futuro — ele lhe dará forças para vencer as dificuldades. "Tudo posso" em Cristo porque ele "me fortalece" (Fp 4.13). Quando ficar desanimado, tire seu pensamento das circunstâncias e coloque-o no Senhor, pois as circunstâncias deprimem e desanimam. Lembre-se: seus pensamentos determinam seus sentimentos. Se você se sente desanimado é porque está com pensamentos desanimadores. Se, ao contrário, você quer sentir-se encorajado, comece a ter pensamentos encorajadores. Escolha alguns versículos animadores da Bíblia para memorizar: "Tudo posso naquele que me fortalece" (Fp 4.13). Nada pode separar-me "do amor de Deus" (Rm 8.39). "Se Deus é por nós, quem será contra nós?" (Rm 8.31). "Tudo é possível àquele que crê" (Mc 9.23). Lute, apesar das aparências! De que outra forma posso lutar contra o desânimo? Resistindo a ele. Observe o que Neemias diz: "Lutem por seus irmãos, por seus filhos e por suas filhas, por suas mulheres e por suas casas" (Ne 4.14). O que Neemias está dizendo? "Não se rendam ao desânimo sem lutar. Resistam ao desânimo. Lutem contra ele. Não desistam, mas resistam." A Bíblia ensina que nós, cristãos, estamos numa batalha espiritual, numa guerra. Estamos num conflito sobrenatural, num combate contra as forças do mal. A Bíblia diz que o Diabo é o acusador dos cristãos; ele adora nos depreciar. Essa é sua arma número um, porque ele sabe que o cristão desanimado tem seu potencial limitado. Ele sabe que nossa eficiência é neutralizada quando estamos abatidos. Então, ele faz tudo o que pode para nos desanimar. Tiago diz: "Resistam ao Diabo" (Tg 4.7). Resistam a ele e aos seus pensamentos negativos — resista a todo desânimo que ele tenta colocar em você. Você não precisa viver uma vida desanimada. A escolha é sua. Você pode optar por desistir. Mas pessoas notáveis simplesmente se recusam a ficar desanimadas. Elas não sabem desistir. Elas nunca abandonam a luta, mesmo quando estão cansadas, frustradas, tenham falhado e estejam com medo. Pessoas notáveis são pessoas comuns com uma quantidade extraordinária de persistência. Elas simplesmente permanecem e nunca desistem. 7 - Como posso resolver meus problemas? A conhecida história de Josafá descreve uma grande batalha épica de Israel. Essa batalha é relevante para nós hoje, porque enfrentamos dificuldades em nosso dia-a-dia: batalhas financeiras, batalhas espirituais, batalhas em nosso emprego — todos os tipos de batalhas surgem em nosso cotidiano. Deus fez colocar a história de Josafá na Bíblia para ilustrar certos princípios espirituais vitais para podermos vencer essas lutas. Josafá, rei de Israel, ficou sabendo por um amigo que três nações inimigas estavam vindo contra ele, com o intuito de atacá-lo. As perspectivas não eram muito boas, pois eram três nações contra Israel. O cronista relata-nos que essas três nações eram os moabitas, os amonitas e os meunitas (2Cr 20.1). Identifique o inimigo

O versículo 1 mostra-nos que o primeiro princípio para vencer as batalhas da vida é o de identificar o inimigo. Esse princípio pode parecer um tanto quanto óbvio, mas, na verdade, não é. Muitas pessoas simplesmente não sabem quem é seu inimigo. Geralmente pensamos que o inimigo é alguma outra pessoa que está tentando roubar nosso emprego, ou alguém em nossa família. Muitas vezes, porém, o inimigo é nossa própria atitude: não é tanto a situação que nos deprime, mas a nossa reação à situação. Antes de começarmos a vencer nossas batalhas pessoais precisamos identificar precisa e honestamente quem é o nosso adversário. Observe como Josafá reagiu (v. 3) quando soube que essas três nações estavam vindo contra ele: ele ficou assustado. Esta é a reação típica de todos nós. Quando encontramos um problema, dizemos: "O que vai acontecer comigo? Estou ficando com medo!". Essa é uma reação natural aos problemas e não está errado sentir medo, a não ser que lidemos com ele da maneira errada. Se usarmos o medo para nos motivar a vencer o problema, está tudo bem. No entanto, se ficarmos desanimados e desistirmos, ou, ainda, se ficarmos bravos com Deus e questionarmos "Por que eu?", o medo derrotounos. Leve ao Senhor Josafá ficou com medo porque estava enfrentando uma situação aparentemente sem esperança. O que ele fez? Josafá proclamou um jejum e reuniu todo o povo para buscar a ajuda do Senhor (v. 3,4) • As pessoas vieram de todas as cidades de Judá para buscar o Senhor. O segundo princípio para vencer as batalhas da vida consiste em levar os problemas ao Senhor. A oração deveria ser a primeira arma usada quando enfrentamos dificuldades na vida, e não a última. Um dia, um diácono procurou seu pastor e disse: — Pastor, temos um problema. Nada está funcionando, e não conseguimos resolver esta dificuldade — disse ele. O pastor disse: — Bem, imagino que tudo o que podemos fazer a respeito é orar. O diácono replicou: — Pastor, já chegou a esse ponto? Geralmente a última coisa que tentamos é a oração, pois queremos resolver tudo sozinhos. Lembre-se de que Jesus enfrentou grandes batalhas durante sua vida, e ele também orou em todo tempo. Josafá, de fato, orou: "Deus, eu sei que me ajudaste no passado. Sei que podes ajudar-me no futuro. Então, por favor, ajuda-nos agora" (cf. v. 6-11). E ele continuou: "O, nosso Deus, não irás tu julgá-los? Pois não temos força para enfrentar esse exército imenso que vem nos atacar. Não sabemos o que fazer, mas os nossos olhos se voltam para ti" (v. 12). Admita sua incapacidade O terceiro princípio para sermos vencedores consiste em admitir nossa incapacidade. Precisamos dizer: "Senhor, estou com um problema e preciso que me ajudes". Há apenas um tipo de pessoa que Deus não ajuda: é a pessoa que pensa que não precisa de ajuda. Quando você disser: "Senhor, estou com problemas; preciso de ajuda, admito minha incapacidade", então ele poderá ajudá-lo. A vida do cristão é uma vida sobrenatural e precisamos do poder de Deus para vivê-la. Não podemos viver a vida por nós mesmos, pois temos escassez de poder. Vivemos a vida cristã "não por força nem por violência", mas pelo Espírito do Senhor (Zc 4.6). Devemos permitir que o Espírito de Deus

atue em nossa vida. Confie nos recursos de Deus Depois que Josafá admitiu: "Senhor, não sei o que fazer", acrescentou: "mas nossos olhos se voltam para ti" (2Cr 20.12). O quarto princípio para vencennos as batalhas consiste em confiar nos recursos de Deus. Precisamos voltar nossos olhos para o Senhor. Seguidamente voltamos nossos olhos para qualquer outra coisa, para tudo — exceto para aquele que pode solucionar nossos problemas. As circunstâncias podem ser comparadas a um colchão: se estivermos em cima, descansamos facilmente, mas, se estivermos embaixo, podemos ser sufocados. Se mantivermos nossos olhos no Senhor, ele nos colocará acima das circunstâncias. Descanse na fé Observe como Deus respondeu à oração de Josafá: "Não tenham medo nem fiquem desanimados por causa desse exército enorme. Pois a batalha não é de vocês, mas de Deus" (v. 15). O quinto princípio para vencermos as lutas consiste em descansar na fé. Muitos cristãos hoje em dia estão totalmente exaustos porque tentam lutar nas batalhas de Deus, com sua própria força. Quando tentamos lutar com nosso poder, podemos estar certos de que seremos derrotados. Logo depois de nos tornamos cristãos, temos a tendência de pensar: "Deus, você não sabe que negócio você fez quando me comprou. Vou fazer algo pelo seu Reino. Vou sair e conquistar o mundo e realmente o ajudar". Então, trabalhamos duro e, por fim, voltamos rastejando, dizendo: "Senhor, sei que te decepcionei. Sinto muito. Eu te desapontei". Mas Deus responde: "Não, você não me desapontou porque você não estava sustentando-me". Nós não sustentamos Deus; é ele que nos sustenta. Não temos Deus em nossas mãos; estamos nas mãos dele. Deus está tentando dizer-nos: "Descanse na fé e deixe-me trabalhar por você". Houve um tempo em minha vida de cristão em que trabalhei duro pelo Senhor, fazendo tudo com minhas próprias forças. E fiquei cansado. Por fim, certa noite, eu me queixava a Deus, quase reclamando. Eu disse: "Senhor, assim não dá. Deus, não gosto disso. Estou cansado. Estou farto e cansado. Aliás, estou farto e cansado de estar farto e cansado". Depois, eu disse: "Deus, eu desisto" — eu não sabia o que esperar, eu não sabia se aquilo iria realmente chocar Deus, ou algo parecido. Então, ouvi uma voz dizendo: "Ótimo. Agora posso começar a trabalhar, porque enquanto você estiver lá fora tentando fazer seus próprios planos e realizar tudo sozinho, vai estragar tudo. Relaxe — deixe-me trabalhar em sua vida". Paulo diz: "Assim como vocês receberam Cristo Jesus, o Senhor, continuem a viver nele" (Cl 2.6, grifo do autor). Em outras palavras, do mesmo modo como você se tomou cristão, assegure-se de viver a vida cristã da mesma maneira. Você não se tornou cristão trabalhando duro, prometendo ser perfeito, fazendo o melhor. A Bíblia diz que a salvação não é por obras, para que ninguém se glorie (Ef 2.9). Você apenas diz: "Senhor, eu descanso; eu permito que tu vivas em mim". Deveríamos continuar a viver como cristãos desse mesmo modo. Obter vitória na vida é um presente de Deus: "Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo" (ICo 15.57). Quando finalmente compreendi esse princípio, foi um alívio: pedi

demissão de meu cargo de administrador geral do universo e percebi que o mundo não iria ruir! Eu estava não apenas tentando resolver meus próprios problemas, mas queria assumir a situação internacional também. Eu tinha o complexo de Atlas*: estava carregando o mundo em meus ombros. Finalmente, porém, entendi a mensagem de Deus: "Eu nunca desejei que você carregasse este fardo. A batalha não é sua. Relaxe. Se você é meu filho, a batalha é minha". Por duas vezes nesta passagem (2Cr 20.15,17), Deus instruiu Josafá para que não temesse. O rei pensava que tinha todas as razões do mundo para temer — afinal, eram três contra um —, mas Deus disse: "Não tenham medo". Por que não? Porque Deus prometeu que lutaria por eles. Alguma vez Deus perdeu uma batalha? Não. Nem uma única vez. Então, você já sabe quem vai vencer no final. E como ler o * Ver nota explicativa p. 18. último capítulo de um romance e ficar sabendo que tudo vai acabar bem no final e, então, voltar e ler o restante do livro descansado. Seus problemas diminuem quando você os entrega ao Senhor! Observe o que mais Deus disse a Josafá: "Vocês não precisarão lutar nessa batalha. Tomem suas posições, permaneçam firmes" (2Cr 20.17). O que significa permanecer firme quando se tem um problema, quando se está enfrentando uma batalha, quando sua vida está em crise? Significa ter uma atitude mental de quietude e confiança que diz: "Eu vou confiar em Deus". Há uma coisa que estou aprendendo lentamente: Nunca é da vontade de Deus que eu fuja de uma situação difícil. Se eu fugir, a mesma situação difícil vai aparecer novamente um pouco adiante. Talvez tenha uma aparência um pouquinho diferente, mas, no fundo, será a mesma coisa. Por quê? Porque Deus quer ensinar-me que ele é suficiente em todas as situações. Se não aprendermos isso hoje, podemos aprender na próxima semana. Se não aprendermos na próxima semana, podemos aprender no próximo ano -— mas, por fim, aprenderemos. Podemos evitar muitos problemas permanecendo firmes e esperando em Deus, em quietude e fé. Quem somos nós para permanecer firmes? Josafá diz que devemos ter fé no Senhor nosso Deus, e seremos sustentados; devemos crer em seus profetas, e seremos bem-sucedidos. Em primeiro lugar, precisamos permanecer fundados no caráter de Deus. Deus é fiel; podemos confiar nele; ele nunca nos vai deixar. Em segundo lugar, temos de permanecer firmes na palavra que ele entregou aos seus profetas — ou seja, nas verdades da Bíblia. A Bíblia é a palavra de Deus e precisamos esperar suas promessas em quietude e fé. Agradeça a Deus antecipadamente O sexto princípio para vencer as batalhas da vida consiste em agradecer a Deus pela certeza da vitória. A história de Josafá é fascinante porque, depois de ter consultado o povo, ele designou homens para cantarem ao Senhor, para o louvarem por seu Então, ouvi uma voz dizendo: "Ótimo. Agora posso começar a trabalhar, porque enquanto você estiver lá fora tentando fazer seus próprios planos e realizar tudo sozinho, vai estragar tudo. Relaxe — deixe-me trabalhar em sua vida". Paulo diz: "Assim como vocês receberam Cristo Jesus, o Senhor, continuem a viver nele" (Cl 2.6, grifo do autor). Em outras palavras, do mesmo modo como você se tornou cristão, assegure-se de viver a vida cristã da

mesma maneira. Você não se tornou cristão trabalhando duro, prometendo ser perfeito, fazendo o melhor. A Bíblia diz que a salvação não é por obras, para que ninguém se glorie (Ef 2.9). Você apenas diz: "Senhor, eu descanso; eu permito que tu vivas em mim". Deveríamos continuar a viver como cristãos desse mesmo modo. Obter vitória na vida é um presente de Deus: "Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo" (ICo 15.57). Quando finalmente compreendi esse princípio, foi um alívio: pedi demissão de meu cargo de administrador geral do universo e percebi que o mundo não iria ruir! Eu estava não apenas tentando resolver meus próprios problemas, mas queria assumir a situação internacional também. Eu tinha o complexo de Atlas*: estava carregando o mundo em meus ombros. Finalmente, porém, entendi a mensagem de Deus: "Eu nunca desejei que você carregasse este fardo. A batalha não é sua. Relaxe. Se você é meu filho, a batalha é minha". Por duas vezes nesta passagem (2Cr 20.15,17), Deus instruiu Josafá para que não temesse. O rei pensava que tinha todas as razões do mundo para temer — afinal, eram três contra um —, mas Deus disse: "Não tenham medo". Por que não? Porque Deus prometeu que lutaria por eles. Alguma vez Deus perdeu uma batalha? Não. Nem uma única vez. Então, você já sabe quem vai vencer no final. É como ler o último capítulo de um romance e ficar sabendo que tudo vai acabar bem no final e, então, voltar e ler o restante do livro descansado. Seus problemas diminuem quando você os entrega ao Senhor! Observe o que mais Deus disse a Josafá: "Vocês não precisarão lutar nessa batalha. Tomem suas posições, permaneçam firmes" (2Cr 20.17). O que significa permanecer firme quando se tem um problema, quando se está enfrentando uma batalha, quando sua vida está em crise? Significa ter uma atitude mental de quietude e confiança que diz: "Eu vou confiar em Deus". Há uma coisa que estou aprendendo lentamente: Nunca é da vontade de Deus que eu fuja de uma situação difícil. Se eu fugir, a mesma situação difícil vai aparecer novamente um pouco adiante. Talvez tenha uma aparência um pouquinho diferente, mas, no fundo, será a mesma coisa. Por quê? Porque Deus quer ensinar-me que ele é suficiente em todas as situações. Se não aprendermos isso hoje, podemos aprender na próxima semana. Se não aprendermos na próxima semana, podemos aprender no próximo ano — mas, por fim, aprenderemos. Podemos evitar muitos problemas permanecendo firmes e esperando em Deus, em quietude e fé. Quem somos nós para permanecer firmes? Josafá diz que devemos ter fé no Senhor nosso Deus, e seremos sustentados; devemos crer em seus profetas, e seremos bem-sucedidos. Em primeiro lugar, precisamos permanecer fundados no caráter de Deus. Deus é fiel; podemos confiar nele; ele nunca nos vai deixar. Em segundo lugar, temos de permanecer firmes na palavra que ele entregou aos seus profetas — ou seja, nas verdades da Bíblia. A Bíblia é a palavra de Deus e precisamos esperar suas promessas em quietude e fé. Agradeça a Deus antecipadamente O sexto princípio para vencer as batalhas da vida consiste em agradecer a Deus pela certeza da vitória. A história de Josafá é fascinante porque, depois de ter consultado o povo, ele designou homens para cantarem ao Senhor, para o louvarem por seu esplendor e sua santidade enquanto iam à frente do

exército (v. 21). Agora, tente imaginar. Aqui estão duas montanhas e um vale, no qual vai acontecer uma grande batalha. Numa das monta-nhãs, estão as três nações inimigas, só esperando para devastar os judeus. Na outra, estão os judeus liderados por Josafá. Ele diz a seu povo: "Este é o plano de Deus para a batalha. Quero que todos aqueles que fazem parte do coral tomem a dianteira". Assim, eles partem para a batalha com o coral à frente do exército, cantando louvores a Deus. O plano de Deus funcionou? Sim. Os três exércitos inimigos ficaram confusos e os soldados acabaram matando uns aos outros! Tudo o que o povo de Deus teve de fazer foi dividir os despojos. Por que Deus agiu desse modo? Para que aprendêssemos de maneira clara e objetiva que devemos louvá-lo com fé, mesmo antes da vitória. Havia um jovem chamado James Stewart que não era cristão; era, na verdade, contra os cristãos. Um dia, sua mãe comprou-lhe uma Bíblia e colocou-a sobre a mesa: — Aqui está, filho, esta é sua nova Bíblia — disse ela. James perguntou: — Para que é isto? — Você ainda não sabe, mas está quase se tornando um cristão — disselhe sua mãe. — Não, não estou — replicou James. — Vou jogar futebol e vou para o inferno. Naquela noite, a mãe de James colocou-se em pé e disse: "Meu filho vaise tornar um cristão. Ele não sabe ainda, mas eu já estou agradecendo a Deus". Então, os amigos de James começaram a vir falar-lhe na rua: — Fiquei sabendo que você se tornou um cristão. — Não, é apenas a maluca de minha mãe — disse ele. — Eu vou jogar futebol e vou para o inferno. Mas sua mãe disse ao pastor: "Eu gostaria que o senhor reservasse vinte minutos sábado à noite para meu filho dar seu testemunho". Na sexta-feira à noite, James estava jogando futebol quando, de repente, sentiu a presença de Deus, bem ali no campo. Ele se ajoelhou e orou na frente de todos: "Deus, eu realmente preciso de ti em minha vida. Se tu podes fazer a diferença, vem e toma minha vida. Salva-me, custe o que custar. Faça-me nascer de novo". James saiu correndo do campo e, ainda vestindo seu uniforme, cruzou as ruas, subiu as escadas e entrou em casa. Ele abraçou sua mãe e proclamou: — Mãe, acabei de me tornar um cristão! — É claro! — respondeu ela. — Eu estou avisando você há três semanas! Esta é uma história real sobre agradecer a Deus antes que as coisas aconteçam. A lição é: há poder na gratidão. Cada um de nós pode dizer: "Senhor, sei que tenho problemas, mas eu te agradeço porque não há situação da qual tu não possas tomar conta". Essa é a fé verdadeira — agradecer a Deus antes de receber. 8 - Como posso permanecer confiante em meio à crise? As tempestades da vida A Bíblia ensina que existem três tipos de tempestades que podem atingir

nossa vida: tempestades que nós mesmos criamos (como Sansão e os problemas que ele próprio criou), tempestades causadas por Deus (como Jesus acalmando a tempestade no mar da Galileia) e tempestades criadas por outras pessoas (como Paulo e Silas lançados na prisão). É especialmente difícil suportar esse último tipo de tempestade, quando você é a parte inocente de uma situação. Ninguém gosta de tempestades e os cristãos também têm problemas. Então, como podemos lidar com essas dificuldades? Como permanecer calmo, manter a confiança e a coragem, não importa o que aconteça? Deus colocou Paulo, como prisioneiro, a bordo de um navio que ia para Roma (aliás, o desejo do coração de Paulo era ir a Roma para pregar). Enquanto estavam ancorados, Deus disse a Paulo que instruísse a tripulação para que não deixasse o porto porque haveria uma grande tempestade no mar Mediterrâneo. Mas os marinheiros ignoraram o que Deus dissera por intermédio de Paulo, em parte por estarem impacientes (At 27.9-12). A impaciência geralmente nos causa problemas. Quando ficamos impacientes, corremos direto para a tempestade. Já conversei com muitas pessoas cheias de crises que, apesar disso, estavam impacientes para casar, conseguir um emprego novo ou para fazer algo. Elas não fizeram uma verificação final com Deus e zarparam em direção à tempestade. Paulo disse aos marinheiros: "Senhores, vejo que a nossa viagem será desastrosa e acarretará grande prejuízo para o navio, para a carga e também para a nossa vida" (v. 10). Mesmo assim, eles partiram rumo à tempestade. Por quê? Há três razões muito comuns pelas quais as pessoas se metem em apuros, quer há 2 000 anos, no livro de Atos, quer hoje. A natureza humana não mudou! A orientação dos "especialistas" Em vez de dar ouvidos ao que Paulo dissera, o centurião seguiu o conselho dado pelo piloto e pelo proprietário do navio. A primeira razão pela qual nos colocamos em problemas é que ouvimos os especialistas errados. Há muitas idéias malucas pelo mundo e a cada semana aparece uma terapia ou um culto novo. Alguém irá dizer: "a chave para viver bem é comer bananas e iogurte". Logo depois, surge outra pessoa e diz: "Não, a chave para viver melhor é ficar numa posição estranha e fazer ohmmmmm". Ainda outra pessoa diz: "Não, a solução é comprar as fitas de nosso seminário". Parece que todos têm uma solução, todos são especialistas. Mas a verdade é que os especialistas geralmente estão errados. Algumas pessoas saem perguntando a opinião de peritos até que encontrem um que concorde com elas, apenas para confirmarem suas próprias intenções. No entanto, se você procurar os especialistas errados, encontrará problemas. A orientação da maioria Como o porto onde estavam era inadequado para passar o inverno, a maioria decidiu que o navio deveria continuar a viagem, esperando chegar a Fenice e atracar em Creta (v. 12). A segunda razão pela qual nos metemos em dificuldades é que seguimos o conselho da maioria. Na verdade, a maioria geralmente está errada. Você se lembra do que aconteceu quando Moisés começou a conduzir o povo de Israel? A maioria queria voltar para o Egito, mas aquelas pessoas estavam erradas. Podemos encontrar muitos problemas se

seguirmos a opinião predominante ou as idéias mais populares. A orientação das circunstâncias Quando começou a soprar um vento suave vindo do sul, eles pensaram que tinham obtido o que queriam e, então, levantaram âncoras e foram navegando ao longo da costa de Creta (v. 13). Que outro motivo nos coloca em confusão? O fato de confiarmos nas circunstâncias. Observe que o texto diz que o vento sul soprava suavemente. O que poderia ser melhor para uma agradável e tranqüila viagem pelo Mediterrâneo? Os marinheiros pensaram que tinham obtido o que queriam porque as circunstâncias eram favoráveis. Contudo é loucura ignorar o que Deus diz, ainda que as circunstâncias pareçam contradizê-lo. Tudo pode parecer bem agora, mas talvez você esteja navegando em direção a uma tempestade. Já ouvi pessoas dizerem: "Bem, esta decisão deve ser a certa porque me sinto muito bem em relação a isso". Há uma frase muito conhecida que diz: "Como pode estar errado se parece tão certo?". A verdade é que os sentimentos geralmente mentem. Se Deus diz: "Espere no porto", é melhor você obedecer, porque o Diabo também pode manipular as circunstâncias. Quando estou aconselhando pessoas, ouço-as dizerem repetidas vezes que pensavam ter obtido o que queriam, mas, então, navegam direto para a tempestade; exatamente como os marinheiros do livro de Atos que foram atingidos por um vento forte como um furacão, chamado Nordeste. O navio foi pego pela tempestade e não pôde resistir ao vento. Não fique à deriva Quando estamos em dificuldades, fazemos três coisas típicas — as mesmas três que os marinheiros fizeram. A reação deles foi característica de pessoas sob pressão. "O navio foi arrastado pela tempestade, sem poder resistir ao vento; assim, cessamos as manobras e ficamos à deriva" (v. 15). Mais tarde, os marinheiros "deixaram o navio à deriva" (v. 17). A primeira coisa que as tempestades tendem a fazer em nossa vida é nos deixar à deriva. Abandonamos nossos alvos. Esquecemos para onde estamos indo. Esquecemonos de nossos valores e ficamos simplesmente à deriva. Pelo fato de não terem uma bússola e de as estrelas estarem totalmente encobertas pela tempestade, os marinheiros ficaram em total escuridão. Quando você está numa situação de trevas em que não pode ver as estrelas e não tem uma bússola, o que você faz? Fica à deriva. Apenas deixa que as ondas o levem de um lado para outro e você vai com elas. Seus problemas o jogam para lá e para cá. Devido a essas fortes correntes na sua vida, você tem vontade de dizer: "De que adianta? Para que lutar? Eu vou apenas seguir a maré". Não lance nada ao mar "No dia seguinte, sendo violentamente castigados pela tempestade, começaram a lançar fora a carga. No terceiro dia, lançaram fora, com as próprias mãos, a armação do navio" (v. 18,19). Quando uma crise atinge nossa vida, primeiro ficamos à deriva e, depois, começamos a lançar fora algumas coisas. Os marinheiros lançaram primeiro a carga, depois a armação do navio, em seguida o trigo (v. 38) e, por fim, a eles mesmosI (v. 43,44) Eles pularam do navio e nadaram em direção à terra. O ponto é este: geralmente, quando estamos atravessando uma crise, somos tentados a lançar fora coisas importantes para nós, valores aos quais nos apegamos em dias melhores. Temos a tendência de jogar qualquer coisa

fora porque estamos sob pressão e queremos livrar-nos de tudo. Tornamo-nos impulsivos. Desistimos de nossos sonhos. Abandonamos nossos relacionamentos. Abandonamos valores que aprendemos quando crianças. Não se desespere Preste atenção na terceira atitude dos marinheiros: "Não aparecendo nem sol nem estrelas por muitos dias, e continuando a abater-se sobre nós grande tempestade, finalmente perdemos toda a esperança de salvamento" (v. 20). Numa crise extrema nós, por fim, ficamos desesperados e perdemos toda a esperança. A última coisa que lançamos fora quando estamos em crise é a esperança e, quando fazemos isso, ficamos realmente em apuros. Os marinheiros estavam havia quatorze dias em completa escuridão, num pequeno navio, no meio do mar Mediterrâneo, arrastados pela tempestade até que lançaram tudo fora e perderam toda a esperança. Talvez você esteja sentindo-se assim. Você tem passado por problemas a semana toda, o mês inteiro, ou o ano inteiro. Essa situação tem-se arrastado; você já lançou suas coisas fora e, agora, chegou ao ponto do desespero: "De que adianta? Não há esperança. Essa situação não tem solução". Mas lembre-se dos marinheiros: eles perderam a esperança porque esqueceram que Deus está no controle. Eles haviam esquecido que Deus tinha um plano. Eles haviam esquecido que Deus pode trazer esperança a uma situação para a qual parece não haver solução. A reação de Paulo A parte impressionante da história é a reação de Paulo: sua reação é completamente oposta à dos marinheiros. Aqueles homens estavam desesperados; diziam que a situação não tinha solução. Estavam desanimados e deprimidos e já haviam atirado muitas coisas ao mar. Paulo, porém, estava calmo e confiante. Ele tinha coragem em meio à crise. Absolutamente nada o perturbava. A reação dos marinheiros é a reação natural que tendemos a ter quando estamos em crise; mas não precisamos agir assim. Uma das avaliações do nosso cristianismo é o modo como lidamos com situações de crise. Qualquer um pode ser cristão quando tudo está bem, quando todas as nossas orações estão sendo respondidas, quando gozarmos de boa saúde, quando nosso salário está aumentando. E fácil ser cristão em tempos assim. Nossa fé é testada quando os problemas surgem, quando somos tentados a nos desesperar, ficar à deriva e lançar fora aquilo que é realmente importante na vida. O caráter não é formado na crise, mas revelado nela. O caráter é formado no dia-a-dia, nas coisas triviais — na rotina. E aí que o caráter se forma, mas ele se revela quando estamos naufragando, quando uma situação ameaça nos engolir. O que você deve fazer quando as coisas parecem estar desmoronando, quando o navio parece que vai desintegrar-se? O que você deve fazer quando está sendo arrastado pelos problemas da vida? Veja o que os marinheiros fizeram: "Temendo que fôssemos jogados contra as pedras, lançaram quatro âncoras da popa e faziam preces para que amanhecesse o dia" (v. 29). A coisa mais segura a fazer quando se é pego por uma tempestade é lançar as âncoras. Simplesmente, fique onde está. As situações mudam e o tempo passa. Mas a Bíblia diz que aqueles que confiam no Senhor são como o monte Sião que não se abala (v. SI 125.1). De maneira geral, ao depararem com um grande problema, as pessoas querem mudar tudo ao mesmo tempo —■ como se precisassem de mais

mudanças ainda! A reação típica de uma pessoa que perde seu cônjuge por divórcio ou morte é: " Vou-me demitir. Vou vender tudo, mudar para um lugar completamente novo e começar tudo outra vez". Contudo isso é exatamente o de que elas não precisam: mais mudanças. O que elas precisam fazer é lançar âncoras e obter um pouco de estabilidade. Por que Paulo era uma pessoa tão segura? Porque era encorajado por três verdades tremendas, três convicções fundamentais da fé cristã que lhe serviram como âncoras da alma. Essas três verdades podem ancorá-lo na rocha da estabilidade para que, quando soprarem os ventos da crise, você possa estar seguro. Você pode construir sua vida sobre essas verdades e isso lhe trará estabilidade em meio à tempestade. A presença de Deus A primeira verdade à qual você pode ancorar-se durante uma crise é a presença de Deus. Em meio à tempestade, Paulo diz: "Ontem à noite apareceume um anjo do Deus a quem pertenço e a quem adoro" (At 27.23). Com isso aprendemos que as tempestades nunca podem afastar-nos de Deus. Não podemos vê-lo, mas ele nos vê. Podemos pensar que ele está a milhares de quilômetros, mas ele está nos observando e está conosco. Deus enviou um representante pessoal, um anjo, para dizer a Paulo: "Eu estou com você. Estou vendo você nesse pequeno navio no turbulento mar Mediterrâneo". Encontramos as seguintes promessas de Deus nas Escrituras: "Nunca o deixarei, nunca o abandonarei" (Hb 13.5); "Eu estarei sempre com vocês" (Mt 28.20); "Eu pedirei ao Pai, e ele lhes dará outro Conselheiro" 0o 14-16). Repetidas vezes a Bíblia revela que, onde quer que estejamos, Deus estará conosco. Nunca enfrento nada sozinho porque Deus está sempre comigo. Não SM importa a situação que você esteja atravessando: Deus está com você. Ele é a âncora na qual você pode confiar plenamente. O propósito de Deus A segunda verdade à qual você pode ancorar-se em tempos de crise encontra-se em Atos 27.24, quando Paulo cita a fala do anjo de Deus: "Paulo, não tenha medo. E preciso que você compareça perante César; Deus, por sua graça, deu-lhe a vida de todos os que estão navegando com você". Deus dissera a Paulo: "Tenho um plano para sua vida. O plano é que você vá para Roma. Você está neste navio porque é meu propósito que esteja aqui. Você vai pregar na corte de César. Meu plano para sua vida é maior do que a tempestade passageira na qual você se encontra". Sua segunda âncora numa crise é o propósito de Deus. Cada cristão deveria ter um senso de destino. Nenhuma pessoa nasce realmente por acidente, não importam as circunstâncias de seu nascimento. Você não está aqui na Terra apenas para ocupar espaço; Deus tem um propósito, um plano específico para sua vida. Tempestades são apenas reveses temporários nesse propósito. Absolutamente nada pode mudar o propósito supremo de Deus para sua vida, a não ser que você escolha desobedecer a ele. Se você optar por rejeitar o plano de Deus, ele vai permitir que você aja assim, mas as Escrituras dizem que nenhuma outra pessoa pode mudar o plano de Deus para você. Deus permite que você decida. Você pode aceitar ou rejeitar seu plano. Independente do que aconteça ao seu redor, forças externas não podem alterar o propósito de Deus para sua vida, desde que você diga: "Deus, eu quero fazer tua vontade".

O propósito de Deus é maior que qualquer situação que você possa experimentar. Deus tem um plano que vai além dos problemas que você enfrenta. A questão é esta: é perigoso concentrar-se mais no problema pelo qual está passando do que no propósito de sua vida. Se você fizer isso, ficará à deriva e começará a lançar coisas fora. Você entrará em desespero se mantiver os olhos no problema e não no propósito de Deus para você. Então, uma vez que perca o alvo, perderá de vista o sentido de sua existência e ficará sem direção. A promessa de Deus A terceira verdade que nos traz segurança em meio à crise encontra-se no versículo 25, em que Paulo diz: "Tenham ânimo, senhores! Creio em Deus que acontecerá do modo como me foi dito". A terceira verdade na qual você pode ancorar-se é a promessa de Deus. Deus cumpre suas promessas? Sem dúvida. Tempestades não nos podem separar de Deus, porque Deus está sempre conosco. Tempestades não podem mudar o propósito de Deus, porque seu propósito é supremo. Tempestades não podem destruir um filho de Deus, porque a promessa de Deus não falha. Alguns de vocês estão atravessando crises devastadoras. Seus problemas estão esmagando-o e você acha que está afundando pela última vez. Deixe-me dar-lhe um recado de Deus: você pode perder a carga, pode perder a armação do navio, pode perder o navio, pode até se molhar — mas você vai vencer, por causa da promessa de Deus. "Deus disse, eu creio nisso e isso é suficiente". Então, o que você faz? Descanse. Permaneça confiante em meio à crise. Ore enquanto espera O que devemos fazer enquanto esperamos Deus cumprir sua promessa? A mesma coisa que os marinheiros fizeram (At 27.29): "Temendo que fôssemos jogados contra as pedras, lançaram quatro âncoras da popa e faziam preces para que amanhecesse o dia". Ancore-se nas promessas de Deus e ore para que o dia amanheça. Qual foi o resultado? O dia amanheceu! Quando isso aconteceu, eles não reconheceram a terra, mas avistaram uma enseada com uma praia e decidiram encalhar o navio ali. Todas as 276 pessoas se lançaram ao mar e chegaram à terra em segurança (v. 39-44). Durante as tempestades de sua vida, Deus diz: "Eu estou com você". Permita que essa verdade estabilize sua vida e traga-lhe a confiança de que precisa para enfrentar cada dificuldade que surgir. Tempestades não podem separá-lo de Deus. Você pode estar atravessando tempos difíceis, mas Deus tem um propósito para sua vida. Há uma razão para isso tudo e você vai chegar seguro à praia. 9 - Como posso mudar minha vida? O que você mais gostaria de mudar em sua vida? Se você pudesse mudar apenas uma coisa, o que seria? Uma vida desperdiçada é uma grande tragédia, uma vida que não está disposta a mudar. A mudança é parte necessária para que você possa crescer, e precisamos mudar para sermos renovados e continuar progredindo. A maioria das pessoas deseja mudar. Entre os quinze livros mais vendidos recentemente, dez deles são sobre auto-ajuda — com títulos como "Trinta dias para um novo eu". Participamos de seminários, lemos livros, experimentamos

dietas e ouvimos fitas, mas, de alguma forma, essas novas idéias não parecem perdurar. As vezes conseguimos mudar por algum tempo, mas todas essas novas técnicas parecem não ter efeito permanente. A principal razão disso é que trabalhamos no exterior, em nosso comportamento externo, em vez de em nossas intenções interiores. Qualquer mudança duradoura deve começar no interior, e este é um trabalho para Deus. Um processo de quatro etapas No capítulo 32 do livro de Gênesis, podemos ver o processo que Deus usa para nos moldar e nos ajudar a sermos o tipo de pessoa que sempre quisemos ser. Deus quer-nos transformar, e nós queremos ser transformados. Observando a vida de Jacó, o pai de José, podemos ver como isso acontece. O incidente relatado nesse capítulo foi um ponto decisivo na vida de Jacó e serve de exemplo dramático de como Deus pode transformar-nos como indivíduos. Jacó era um rapaz um tanto ardiloso. Até mesmo seu nome significa "enganador" ou "trapaceiro". No entanto uma experiência decisiva transformou-o numa nova pessoa, e ele tornou-se Israel, o homem que deu seu nome a toda uma nação. Foi uma experiência tão transformadora que ele nunca mais foi o mesmo. Nessa história é possível observar claramente as quatro etapas usadas por Deus para nos tornar o tipo de pessoas que desejamos ser. E uma mensagem realmente encorajadora. Uma mensagem que diz que não precisamos permanecer no lugar onde estamos: Deus nos ajudará a mudar e a superar fraquezas em nossa vida se permitirmos que ele o faça. Como permitimos isso? Vamos a Gênesis 32.24-30: "Jacó ficou sozinho. Então veio um homem que se pôs a lutar com ele até o amanhecer. Quando o homem viu que não poderia dominá-lo, tocou na articulação da coxa de Jacó, de forma que lhe deslocou a coxa, enquanto lutavam. Então, o homem disse: 'Deixe-me ir, pois o dia já desponta'. Mas Jacó lhe respondeu: 'Não te deixarei ir, a não ser que me abençoes'. O homem lhe perguntou: 'Qual é o seu nome?' 'Jacó', respondeu ele. Então disse o homem: 'Seu nome não será mais Jacó, mas sim Israel, porque você lutou com Deus e com homens e venceu'. Prosseguiu Jacó: 'Peço-te que digas o teu nome'. Mas ele respondeu: 'Por que pergunta o meu nome?' E o abençoou ali. Jacó chamou àquele lugar Peniel, pois disse: 'Vi a Deus face a face e, todavia, minha vida foi poupada'" ("Peniel" é uma palavra hebraica que significa "a face de Deus"). O que uma luta com um anjo, ocorrida há milhares de anos, tem que ver com a minha transformação hoje? Há alguns aspectos importantes nesse incidente que mostram claramente como Deus transforma as pessoas. Deus usa quatro etapas para nos transformar nas pessoas que desejamos ser. Crise A primeira etapa é a da crise. Jacó lutou muito tempo com um anjo, o anjo estava realmente se esforçando, mas ninguém prevalecia. Ao amanhecer, Jacó já estava cansado, pois via que não podia vencer. Era uma situação fora de seu controle. A lição que aprendemos aqui é a de que, quando Deus nos quer transformar, ele primeiramente chama nossa atenção, colocando-nos numa situação frustrante totalmente fora de nosso controle. Não podemos vencer e ficamos apenas mais e mais cansados. Deus usa situações, problemas e crises para chamar a nossa atenção. Se estivermos atravessando uma crise, é porque Deus está pronto para nos transformar para melhor. Nunca mudamos, a não

ser que cansemos de nossa situação atual, de nossa condição. Nunca mudamos, até ficarmos desconfortáveis, descontentes e comecemos a nos sentir infelizes. Quando nos sentimos infelizes, desconfortáveis e insatisfeitos o suficiente, finalmente nos motivamos a deixar Deus fazer algo em nossa vida. A mamãe-águia desarruma o ninho de seus filhotes. Ela faz que eles se sintam desconfortáveis e infelizes, depois os manda para fora e os força a aprenderem a voar -— ela faz isso para o próprio bem deles. Deus faz o mesmo em nossa vida: se preciso for, ele faz que nos sintamos desconfortáveis, porque sabe o que é melhor e quer que nós cresçamos. Ele permitirá que nossa vida passe por um problema, uma crise, uma irritação ou uma frustração para nos chamar a atenção. Ele precisa fazer isso porque não mudamos até que a dor que sentimos supere nosso medo de mudanças. Compromisso A segunda etapa para sermos transformados por Deus é a do compromisso. Preste atenção ao que o anjo e Jacó disseram. "Então o homem disse: 'Deixe-me ir, pois o dia já desponta'. Mas Jacó lhe respondeu: 'Não te deixarei ir, a não ser que me abençoes"' (v. 26). Jacó estava compromissado; era persistente; não desistiu da situação até resolvê-la. Ele não gostou da situação — era frustrante e aquilo estava derrotando-o — mas ele disse: "Estou 100% decidido a permanecer aqui até que Deus mude a situação para melhor". Essa é a lição que aprendemos aqui: depois que Deus atrai a nossa atenção por meio de um problema, ele não o soluciona imediatamente. Ele espera um pouco mais para ver se realmente estamos sendo sinceros. Muitas pessoas perdem o melhor de Deus para suas vidas porque desistem cedo demais. Elas abrem mão. Desanimam. Quando Deus permite que surja um problema em sua vida, em vez de permanecerem firmes em Deus e dizerem "Deus, eu não vou desistir até que tu me abençoes, até que mudes esta situação", elas simplesmente abandonam tudo e perdem o que Deus tem de melhor para elas. De modo geral, quando as pessoas me procuram em busca de aconselhamento, eu pergunto: — Você já experimentou orar a respeito da situação? — Elas respondem: — Ah, sim, eu orei. — Quantas vezes? — Uma. Estamos tão condicionados a recebermos tudo instantaneamente, incluindo o sucesso, que, se não obtivermos uma resposta instantânea à primeira oração que fazemos — ou sucesso instantâneo, ou mudança instantânea —, dizemos: "Esqueça, Deus". Às vezes um casal está a ponto de desistir do casamento quando a solução está logo adiante. Eles estão prontos a abandonar tudo, quando a resposta está bem ali à frente. Mesmo quando desejamos realmente mudar é importante lembrarmos que o problema que nos aflige não surgiu da noite para o dia. Aquelas atitudes, ações, hábitos, medos, fraquezas e maneiras de responder ao nosso cônjuge levaram anos para se desenvolver e, às vezes, Deus tem de removê-los camada por camada. De modo geral, leva algum tempo para Deus transformar você. Mas não desista. Há esperança. Permaneça firme. Comprometa-se a alcançar o que Deus tem de melhor para sua vida. Confissão A terceira etapa para sermos transformados por Deus é a da confissão. O

anjo perguntou a Jacó "Qual é o seu nome?" e ele respondeu: "Jacó". Qual era o propósito da pergunta do anjo? Era para que Jacó tomasse conhecimento de seu caráter ao pronunciar seu próprio nome, que significa "enganador" ou "trapaceiro". Jacó lembrou-se do problema que criara enganando seu irmão Esaú. Então, quando o anjo perguntou "Como você é realmente? Qual é seu caráter?", Jacó admitiu: "Eu sou um enganador. Sou um trapaceiro". Ele admitiu suas fraquezas porque era honesto. Quando se identificou como "Jacó", ele estava admitindo suas falhas de caráter. Esse é um processo importante para que Deus possa transformar-nos, pois nós nunca mudamos até encararmos e admitirmos nossas falhas, nossos pecados, nossas fraquezas e nossos erros. Deus não vai resolver o nosso problema até que primeiramente reconheçamos que temos um. Precisamos dizer: "Senhor, estou com um problema e ad-' mito que eu mesmo o criei". Só então Deus pode operar. Você já percebeu como é fácil darmos desculpas para os nossos problemas? Tornamo-nos especialistas em culpar os outros: "Você sabe que, na verdade, não é culpa minha. Foi o ambiente no qual fui criado — meus pais são os responsáveis". Ou então: "A situação em que me encontro foi criada por meu chefe". Por que devemos confessar nossas falhas a Deus? Para que ele saiba o que está acontecendo? Não. Não é surpresa alguma para Deus quando dizemos que pecamos, porque ele já sabe quais são as nossas dificuldades. Nós confessamos nossas falhas a ele porque ele quer que digamos "Deus, você está certo, eu tenho um problema. Aqui está o meu erro ou a minha fraqueza". E humilhante termos de admitir nossos erros, mas, uma vez que o fazemos, Deus usa todos os seus recursos e todo o seu poder para nos ajudar a mudar para melhor. A partir desse ponto podemos começar a nos tornar a pessoa que sempre desejamos ser. Esse evento da vida de Jacó foi muito mais do que uma simples luta. Foi um exemplo de como Deus trabalha em nossa própria vida. Primeiro, ele permite uma frustração, como a luta, em que nós realmente batalhamos contra aquela situação. Por fim, reconhecemos: "É óbvio que não vou vencer. Não consigo manter controle sobre isso — se eu me mantiver na minha própria força, vou apenas continuar estragando tudo". Depois, precisamos continuar: "Mas vou firmar o compromisso de permanecer firme e deixar Deus resolver". Deus responde: "Eu não vou tirá-lo disso instantaneamente, porque quero ver se você está sendo realmente sincero". Se desistirmos nesse ponto, enfrentaremos um problema semelhante um pouco mais adiante. Se não aprendermos a lição agora, teremos de aprender depois, porque, de um modo ou de outro, Deus vai-nos ensinar. Podemos evitar muitas dificuldades se agirmos corretamente na primeira vez que uma crise surgir. Cooperação A quarta etapa para sermos transformados por Deus é a da cooperação. Deus começou trabalhar na vida de Jacó assim que este ou mudança instantânea —, dizemos: "Esqueça, Deus". Às vezes um casal está a ponto de desistir do casamento quando a solução está logo adiante. Eles estão prontos a abandonar tudo, quando a resposta está bem ali à frente. Mesmo quando desejamos realmente mudar é importante lembrarmos

que o problema que nos aflige não surgiu da noite para o dia. Aquelas atitudes, ações, hábitos, medos, fraquezas e maneiras de responder ao nosso cônjuge levaram anos para se desenvolver e, às vezes, Deus tem de removê-los camada por camada. De modo geral, leva algum tempo para Deus transformar você. Mas não desista, Há esperança. Permaneça firme. Comprometa-se a alcançar o que Deus tem de melhor para sua vida. Confissão A terceira etapa para sermos transformados por Deus é a da confissão. O anjo perguntou a Jacó "Qual é o seu nome?" e ele respondeu: "Jacó". Qual era o propósito da pergunta do anjo? Era para que Jacó tomasse conhecimento de seu caráter ao pronunciar seu próprio nome, que significa "enganador" ou "trapaceiro". Jacó lembrou-se do problema que criara enganando seu irmão Esaú. Então, quando o anjo perguntou "Como você é realmente? Qual é seu caráter?", Jacó admitiu: "Eu sou um enganador. Sou um trapaceiro". Ele admitiu suas fraquezas porque era honesto. Quando se identificou como "Jacó", ele estava admitindo suas falhas de caráter. Esse é um processo importante para que Deus possa transformar-nos, pois nós nunca mudamos até encararmos e admitirmos nossas falhas, nossos pecados, nossas fraquezas e nossos erros. Deus não vai resolver o nosso problema até que primeiramente reconheçamos que temos um. Precisamos dizer: "Senhor, estou com um problema e admito que eu mesmo o criei". Só então Deus pode operar. Você já percebeu como é fácil darmos desculpas para os nossos problemas? Tornamo-nos especialistas em culpar os outros: "Você sabe que, na verdade, não é culpa minha. Foi o ambiente no qual fui criado — meus pais são os responsáveis". Ou então: "A situação em que me encontro foi criada por meu chefe". Por que devemos confessar nossas falhas a Deus? Para que ele saiba o que está acontecendo? Não. Não é surpresa alguma para Deus quando dizemos que pecamos, porque ele já sabe quais são as nossas dificuldades. Nós confessamos nossas falhas a ele porque ele quer que digamos "Deus, você está certo, eu tenho um problema. Aqui está o meu erro ou a minha fraqueza". E humilhante termos de admitir nossos erros, mas, uma vez que o fazemos, Deus usa todos os seus recursos e todo o seu poder para nos ajudar a mudar para melhor. A partir desse ponto podemos começar a nos tornar a pessoa que sempre desejamos ser. Esse evento da vida de Jacó foi muito mais do que uma simples luta. Foi um exemplo de como Deus trabalha em nossa própria vida. Primeiro, ele permite uma frustração, como a luta, em que nós realmente batalhamos contra aquela situação. Por fim, reconhecemos: "E óbvio que não vou vencer. Não consigo manter controle sobre isso — se eu me mantiver na minha própria força, vou apenas continuar estragando tudo". Depois, precisamos continuar: "Mas vou firmar o compromisso de permanecer firme e deixar Deus resolver". Deus responde: "Eu não vou tirá-lo disso instantaneamente, porque quero ver se você está sendo realmente sincero". Se desistirmos nesse ponto, enfrentaremos um problema semelhante um pouco mais adiante. Se não aprendermos a lição agora, teremos de aprender depois, porque, de um modo ou de outro, Deus vai-nos ensinar. Podemos evitar muitas dificuldades se agirmos corretamente na primeira vez que uma crise

surgir. Cooperação A quarta etapa para sermos transformados por Deus é a da cooperação. Deus começou trabalhar na vida de Jacó assim que este admitiu quem era e se decidiu a cooperar com o plano de Deus. Jacó chamou aquele lugar "Peniel", que significa "a face de Deus" (v. 30). Jacó esteve face a face com Deus. Cada um de nós deve, por fim, encontrar-se com Deus face a face e, quando fizermos isso, Deus pode-nos transformar. Deus disse a Jacó: "Agora podemos conversar. Quero que você descanse. Apenas coopere e confie em mim, pois eu farei as mudanças que você quer que sejam feitas e vou abençoá-lo". Deus não disse: "Jacó, trabalhe duro e use toda sua força de vontade para se tornar perfeito". Isso não funciona. Força de vontade simplesmente não produz mudança permanente em nossa vida. Isto é atacar as circunstâncias exteriores. E a motivação interior que traz a mudança permanente, e é aí onde Deus trabalha. Quando Jacó começou a cooperar, Deus começou a trabalhar. A primeira coisa que Deus fez foi dar-lhe um novo nome, uma nova identidade. Deus disse: "Seu nome não será mais Jacó, mas sim Israel" (v. 28). Depois de termos um encontro pessoal com Deus, não podemos mais ser os mesmos. Deus transformou Jacó de "enganador" e "trapaceiro" para "Israel", um "príncipe de Deus". Deus conhecia o potencial de Jacó; ele viu além de seu exterior, de suas tentativas de ser valente e esperto. Deus viu todas as fraquezas de Jacó, mas também viu além da superfície: "Esse não é realmente você, Jacó. Na verdade, você é Israel. Você é um príncipe". Deus viu o príncipe em Jacó e o exenganador passou a ser o homem cujo nome foi dado a uma nação inteira. Deixe que Deus faça Deus sempre sabe como trazer à tona o melhor em nossa vida. Ele sabe como fazer isso melhor do que você mesmo. Se você permitir, Deus usará o que for necessário para alcançar seu objetivo, pois não quer que você desperdice sua vida. Você quer que Deus abençoe sua vida? Pegue a situação que o está tornando infeliz e entregue-a a Deus. Diga: "Deus, eu entrego esta situação em tuas mãos. Eu vou-me apegar a ti até que tu transformes este problema em algo positivo". Depois, confesse os erros que precisa confessar e coopere com Deus. Atente para um ponto importante na vida de Jacó: "Ao nascer do sol atravessou Peniel, mancando por causa da coxa" (v. 31). Enquanto lutavam, o anjo deslocou a coxa de Jacó e, por causa disso, Jacó mancou pelo resto de sua vida. Há algo importante por trás disso, pois o músculo da coxa é um dos mais fortes do corpo. Quando foi preciso chamar a atenção de Jacó, Deus tocou no ponto de sua força. Quando começamos a pensar "Nisso eu sou realmente bom, é nisso que eu sou forte", pode ser que Deus tenha de tocar exatamente aí para chamar a nossa atenção. Deus tocou a coxa de Jacó e isso serviu para lembrar Jacó, pelo resto de sua vida, de que ele não mais deveria confiar em seu próprio poder, mas no poder de Deus. Ele não mais deveria viver firmado em sua própria força, mas na força de Deus e, assim, ele se tornou uma pessoa muito mais forte. Não fuja, permaneça Há outro ponto que devemos salientar nesse incidente da vida de Jacó. Ele geralmente se metia em dificuldades porque era enganador e, com

freqüência, colhia o que plantara. Mas sempre que arranjava problemas, ele fugia. Abandonava tudo. Então, Deus disse: "Eu sei como tratar essa tentação — daqui por diante ele vai mancar". Nunca mais Jacó pôde fugir de uma dificuldade. Pelo resto da vida ele teria de permanecer e enfrentar seus problemas, não em sua própria força, mas na força de Deus. Muitas vezes Deus coloca uma fraqueza aparente nas pessoas a quem abençoa. Geralmente essa fraqueza é algum tipo de problema físico. Paulo, por exemplo, tinha seu espinho na carne. U quanto a você? Você gostaria de ser transformado de modo permanente? O que você mais gostaria de mudar em sua vida? Talvez seja um hábito. Talvez uma fraqueza. Talvez uma falha de caráter. Talvez seja alguma coisa que tenha criado um número impensável de problemas e, agora, a situação já está fora de seu controle. Talvez você esteja passando por uma situação que não muda nunca; isso o está incomodando e o impede de desenvolver o potencial que Deus quer que desenvolva. Você quer que Deus transforme isso? Ele vai fazê-lo, mas do jeito dele. Ele se utilizará do processo da crise, compromisso, confissão e cooperação. Quando ele fizer a mudança, será uma mudança permanente. Você não precisará se preocupar com força de vontade e em resistir, porque estará cooperando com Deus, descansando e confiando nele. Talvez você tenha limitado Deus dando desculpas, culpando outras pessoas ou racionalizando. E difícil tirar a máscara e dizer "Deus, eu tenho uma fraqueza. Admito que tenho um problema". Mas, se você não fizer isso, as coisas não vão mudar. A boa notícia é esta: por trás de todas as coisas das quais você não gosta, Deus vê um Israel. Deus vê um príncipe ou uma princesa em você. Ele vê o que você pode ser. Ele vê seu potencial e quer transformá-lo de Jacó em Israel. Deixe Deus transformá-lo! 10 - Como me meti nesta encrenca? Sansão foi juiz de Israel por vinte anos. Ele tinha tudo a seu dispor, mas, por estar sempre se prejudicando, pode-se dizer que seu pior inimigo era ele mesmo. Sansão possuía uma força sobrenatural, tinha boa aparência e Deus trabalhava a seu favor; mesmo assim, ele estragou tudo. Desperdiçou sua vida e atraiu para si todo tipo de problemas. Sansão exemplifica os três problemas mais comuns que causamos a nós próprios, problemas que ainda hoje enredam as pessoas, pois a natureza humana é universal e todos nós tendemos a cair nas mesmas armadilhas. Sansão arruinou sua vida porque fez três escolhas fatais. Se pudermos identificar essas três armadilhas, poderemos resolver as dificuldades que estamos enfrentando agora e também evitaremos problemas no futuro. A história completa da vida de Sansão encontra-se em Juízes, nos capítulos de 13 a 16, mas analisaremos apenas os princípioschave de sua vida — as coisas que complicaram a vida de Sansão e que podemos evitar. Aprendendo com nossos erros Antes de mais nada, procuraremos problemas se nos recusarmos a aprender com nossos erros. Sansão tinha duas grandes fraquezas em sua vida e ele nunca aprendeu a controlar nenhuma delas. Elas o afligiram por toda sua vida e terminaram por levá-lo à ruína. Sua primeira fraqueza era um temperamento ruim. Ele ficava irado com muita freqüência; as explosões eram

comuns. Uma das principais motivações de seus atos era a vingança. Sansão matou trinta homens para conseguir suas roupas, pois estava ardendo de raiva (Jz 14.12-19); incendiou um campo apenas para se vingar (15.3-5). Veja o que Sansão disse a um grupo de homens dos quais não gostava: "Já que fizeram isso, não sossegarei enquanto não me vingar de vocês" (v. 7). Mais tarde, ele disse: "Fiz a eles apenas o que eles me fizeram" (v. 11) e, depois, matou outros mil homens. Toda a vida de Sansão parecia ser movida pela ira e ele nunca controlou totalmente seu problema. Ele se recusou a aprender com seus erros e, por isso, cometia-os repetidamente. A outra fraqueza de Sansão eram os incontroláveis desejos de sua carne. Ele era fisicamente forte, mas moralmente fraco. De igual modo, ele nunca controlou esse problema e foi isso que o arruinou. Aliás, a vida de Sansão foi um patético ciclo de fracassos. Ele nunca aprendia e continuava cometendo os mesmos erros vezes sem fim. Para ele, isso era uma espécie de jogo: "Quão perto do fogo posso chegar sem me queimar? Quão próximo daquele penhasco posso chegar sem cair?". Sansão ignorava deliberadamente os princípios de Deus, em especial na área dos desejos da carne. Sansão brincou dessa forma com Dalila. Ela perguntava qual era a fonte de sua força e Sansão a enganava, mas cada resposta que ele dava fazia com que ela chegasse cada vez mais perto da verdade. Enquanto brincava com ela, ele estava brincando com a tentação e, por fim, acabou-se queimando. Todos nós temos a tendência de agir assim. Dizemos: "E só desta vez. Uma vez só não tem problema. Vou-me preocupar só desta vez; vou ficar deprimido só desta vez; vou tentar isto ou aquilo só desta vez". Nenhum de nós planeja fracassar — isso nos acontece gradualmente. E um processo que acontece passo a passo, do mesmo modo como vamos enfraquecendo aos poucos. Nossa vida não desmorona em um dia; o problema cresce durante o tempo em que nos recusamos a aprender com nossos erros. Talvez você esteja dizendo: "Mas esta é uma área de minha vida sobre a qual não tenho controle. Sou sempre derrotado. E uma área de fracasso crônico e não sei como obter vitória nesse aspecto. Eu sou assim mesmo". A boa notícia é que Deus diz: "Eu lhe darei poder para sair desse círculo de fracassos". Quando finalmente Sansão fez isso, Deus quebrou o ciclo de fracassos e lhe deu vitória. Escolhendo nossos amigos O segundo princípio que aprendemos com a vida de Sansão é o de que estamos procurando problemas se escolhemos os amigos errados. Alguém sabiamente disse: "Se você quer voar com as águias, não pode correr com os perus". Você acabará ficando igual às pessoas com quem passa a maior parte de seu tempo. Por isso é tão importante escolher sabiamente os amigos. Sansão foi derrotado por suas más companhias. Ele não mantinha relacionamentos saudáveis embora Deus o tivesse escolhido para uma tarefa especial. Até mesmo o nascimento de Sansão foi um milagre. Antes de ser concebido, sua mãe não podia ter filhos. Deus disse a ela que teria um filho especial que libertaria Israel dos filisteus. Por isso, Sansão era especial desde seu nascimento, mas seus amigos o desencaminharam. Deus tem um propósito especial para cada um de nós, mas, se procuramos os amigos errados, acabaremos em apuros. "Seus amigos impedem-no de viver 100% para Deus. Você é destruído ou edificado por eles?

Você precisa agir de maneira diferente daquilo que gostaria de fazer?" Essas são perguntas desafiadoras. O livro de Provérbios adverte-nos muitas vezes sobre as más companhias. A exposição constante a atitudes e a valores errados terminará cobrando seu preço em nossa vida e é mais fácil levar alguém para o buraco do que tirá-lo de lá. Que tipo de amigos você deveria ter? O tipo que o ajuda a manifestar o que você tem de melhor, que o levanta, que o encoraja, que faz de você uma pessoa melhor. Levando Deus a sério O outro princípio que vemos na vida de Sansão — e este é o mais importante porque podemos vê-lo em toda sua vida — é: procuramos problemas se nos recusamos a levar Deus a sério. Sansão era descuidado com sua vida espiritual. Ele nunca foi realmente sério com Deus e isso se manifestou de muitas formas. Em primeiro lugar, Sansão estava sempre fazendo aquilo que queria. Ele vivia para si. Seu estilo de vida era muito egoísta, deixando que seus desejos pessoais ditassem suas ações. Sansão vivia pela filosofia que diz: "Se você se sente bem, faça". O plano de Deus para Sansão era grandioso e assim é o plano que ele tem para a sua vida. Deus tem um propósito para você nesta vida; você não foi colocado na Terra por acidente. Mas Sansão era do tipo descuidado: ele só queria desfrutar as coisas e nunca agia com seriedade. O resultado foi o desperdício de uma vida. Em segundo lugar, Sansão nunca orava a respeito de nada, exceto antes de seu ato final, quando derrubou o templo. Ele era impulsivo e impetuoso. Não pedia a direção de Deus. Simplesmente ia em frente e fazia sua própria vontade. Evitaríamos muitos problemas e muitas dores se parássemos e pedíssemos a direção de Deus antes de nos lançarmos em algo e acabarmos em apuros. Sansão voltou-se para Deus apenas quando não tinha mais saída. E o que chamamos de "cristianismo de trincheira": "Senhor, se tu me tirares deste problema, prometo viver para ti daqui por diante". Para muitas pessoas, Deus é apenas um detalhe, uma conveniência. Quando as coisas ficam realmente difíceis, elas correm para Deus desesperadas. Mas, quando tudo está bem, as pessoas ignoram-no. Sansão nunca levou a vida com Deus realmente a sério até o momento em que sua vida estava chegando ao fim e tudo estava destruído: os inimigos estrangeiros o capturaram, furaram seus olhos e o colocaram num moinho para realizar um trabalho geralmente feito por animais. Observe o que aconteceu depois que tudo estava arruinado: Sansão finalmente orou (16.28). Imagino como teria sido a história de Sansão se ele tivesse orado desde o princípio. Por que ele esperou até que tudo desabasse para se voltar para Deus? O resultado de sua falta de oração foi que ele desperdiçou completamente seu potencial. Estava desacreditado e perdera sua liberdade; tornara-se escravo do povo ao qual fora enviado para ser o conquistador. Sansão de fato colheu o que plantou. Deus nunca desiste Esta já seria uma história terrivelmente trágica se terminasse aqui — mas isso não é tudo. Os filisteus cortaram o cabelo de Sansão, que era um sinal da aliança que ele fizera com Deus. O cabelo de Sansão era apenas um símbolo exterior; não era a fonte de sua força, mas um símbolo dela. Ao cortarem seu

cabelo, eles estavam, na verdade, dizendo: "Sansão, nós estamos cortando no exterior o que já foi cortado em seu coração. Você não levou a sério seu compromisso com o Senhor". Perceba, porém, que "o cabelo da sua cabeça começou a crescer de novo" (16.22). O processo de renovação tinha começado. Sansão arrependeu-se e começou a orar. Quando pediu a Deus forças, Deus honrou seu desejo. Deus devolveu-lhe a força e Sansão terminou sua vida com um ato de heroísmo inspirador. Como você pode lembrar, Sansão foi levado ao grande templo do deus Dagom para que milhares de inimigos pudessem se divertir e zombar dele e de seu Deus — o Deus verdadeiro de Israel. Sansão foi colocado entre as duas colunas principais do templo e, com toda a força que Deus lhe dera em resposta a sua oração, forçou as colunas, fazendo com que o teto do enorme templo desabasse e matasse todos os que ali estavam, além dos cerca de três mil que estavam nas galerias. Deus enviara Sansão para conquistar essa nação inimiga e, nesse momento, Deus foi capaz de realizar mais com a morte de Sansão do que o fizera durante a vida daquele homem. Esta é uma verdade dura, mas, por fim, ele derrotou o inimigo. Pelo fato de Deus ter-lhe dado uma segunda chance, Sansão alcançou sua maior vitória no fim de sua vida. Em certo sentido, isso é confortante. Talvez você pense que complicou de tal forma sua vida a ponto de achar que Deus nunca mais vai amá-lo e usá-lo — lembre-se, porém, de Sansão. Deus nunca desistiu dele e nunca desistirá de você. Deus vê seu potencial e se lembra da razão pela qual o formou: você foi criado para grandes coisas. Mas você só pode descobrir para o que foi criado quando está no centro da vontade de Deus. Se você fizer isso, as coisas começarão a entrar nos eixos. Você se sentirá realizado e será bem-sucedido aos olhos de Deus ao perceber que está fazendo aquilo para o que foi chamado. O conforto da graça de Deus Há algo muito animador a respeito de Sansão: ele está no capítulo 11 de Hebreus, a Galeria de honra das pessoas de grande fé! Por quê? Porque Deus pode pegar uma pessoa fracassada em muitas áreas da vida e usá-la mesmo assim. Se Deus usasse apenas pessoas perfeitas, coisa alguma seria feita. Porém, em vez disso, ele usa pessoas comuns — aquelas que têm fraquezas e já cometeram erros na vida. Se você é um Sansão, o que você deveria fazer? Exatamente o que Sansão finalmente fez: entregar sua vida ao Senhor. Dê-lhe todos os pedaços e deixe que ele lhe diga: "Eu lhe darei poder para se libertar de tudo o que o prende e que impede que eu aja em sua vida". Somente Deus conhece a grandeza e o potencial de sua vida, mas você nunca poderá manifestá-los sozinho; Deus deve fazer isso na força dele. Permita que ele comece hoje! 11 - Por que isto está acontecendo comigo? Como devemos reagir quando outras pessoas nos fazem mal? José, personagem do Antigo Testamento cuja história está em Gênesis 37—50, é um dos principais exemplos de alguém que sofreu em função de dificuldades criadas por outras pessoas. Como você deve saber, José foi o décimo primeiro filho entre doze irmãos. Em sua família havia muita rivalidade e os irmãos mais velhos começaram a

sentir um ciúme especial de José por ele ser o favorito de seu pai. Quando o problema atingiu um ponto crítico, seus irmãos jogaram José num poço e o deixaram lá para morrer. Contudo alguns mercadores estavam passando e os irmãos disseram: "Em vez de matá-lo, vamos vendê-lo". Assim, os irmãos mais velhos de José o venderam a esses mercadores estrangeiros que o levaram como escravo para o Egito. Aqui está José, num outro país. Não conhece ninguém, não fala o idioma local e está na condição de escravo contra sua vontade. Como se não bastasse, certo dia a esposa de seu patrão decidiu seduzi-lo. Depois de rejeitar a proposta, ela o acusou falsamente de ter abusado dela, fazendo com que José fosse lançado na prisão. Ele estava sozinho e sofria; tinha todo o direito de perguntar: "Por que eu?". Observe, porém, a atitude de José muitos anos mais tarde, quando conversa com seus irmãos a respeito da situação: "Vocês planejaram o mal contra mim, mas Deus o tornou em bem, para que hoje fosse preservada a vida de muitos" (Gn 50.20). Aprendendo com José Por que Jose foi capaz de permanecer firme? Por ter reconhecido três verdades importantes em sua vida. Primeiramente, José sabia que Deus vê tudo o que acontece conosco e se importa. Isso fica muito evidente na vida de José. Ele nunca duvidou de que Deus soubesse o que estava acontecendo com ele e se importasse com a situação. Há uma frase muito importante que aparece cinco vezes na história de José, cada uma delas depois de um grande problema ou de uma derrota: "O SENHOR estava com José". Mesmo quando tudo estava dando errado, o Senhor ainda estava com José. A segunda verdade que José reconheceu foi a de que Deus deu liberdade de escolha a todos. Você não é um fantoche ou um robô que faz pequenos pedidos a Deus. Deus deu liberdade de escolha a todos nós e, quando decidimos ignorar o que é certo, Deus não nos impõe sua vontade. Quando criamos problemas para nós mesmos, geralmente culpamos Deus, como se tudo fosse culpa dele. Culpamos Deus por muitas coisas que ele nunca causou! Quando vemos um acidente grave, um problema, uma situação difícil, tentamos parecer espirituais dizendo: "E a vontade de Deus" — como se Deus tivesse prazer em planejar dificuldades e dores de cabeça! Na verdade, o que acontece é que a vontade de Deus nem sempre é feita. Deus tem um plano para cada um de nós, mas ele também nos deu o livrearbítrio. Quando escolhemos seguir nosso próprio caminho, Deus limita sua atuação; ele respeitará nossa liberdade de escolha mesmo que venhamos a cometer erros e causar problemas a nós próprios. Deus também respeita as escolhas das outras pessoas e os erros delas podem vir a nos machucar. No caso de José, seus irmãos escolheram deliberadamente conspirar contra ele. Eles cometeram um pecado, mas Deus o permitiu porque as pessoas não são fantoches em suas mãos. A terceira verdade reconhecida por José foi a de que Deus tem o controle supremo do desfecho de todas as coisas. Ele pode pegar todos os nossos erros e também os pecados que os outros cometeram contra nós e, então, tornar tudo em bem. Ainda que você perca uma batalha uma vez ou outra, Deus já venceu a guerra. Deus pode tomar até mesmo situações muito difíceis e tornálas em bem. Quando imaginamos que nossa vida está desmoronando, Deus tem a palavra final. Ele decide o que acontecerá.

Considere José. Ele quase foi morto, depois foi vendido como escravo, foi acusado de estupro e finalmente o colocaram na prisão. Sua vida, até aquele momento, estava indo por água a baixo. Todavia Deus tomou essas tragédias, transformou-as e promoveu o bem por meio delas. Enquanto estava na prisão, José fez amizade com um homem que era o braço direito do faraó. Quando esse homem foi restaurado a sua posição, o faraó teve um sonho e, então, o homem lembrou-se de que José podia interpretar sonhos. José foi chamado ao palácio do faraó e interpretou o sonho: "Faraó, Deus está-lhe dizendo que você terá sete anos de boas colheitas e, depois, sete anos de fome; portanto, você precisa preparar-se". O faraó ficou tão impressionado com José que fez dele o segundo no comando de todo o Egito. José saiu da posição de escravo estrangeiro aprisionado para comandante do Egito e, assim, ele salvou da fome o Egito e muitas outras nações, incluindo Israel. Deus vê o que está acontecendo, mas ele nos deu liberdade de escolha e não interfere contra a nossa vontade. Ele usará até mesmo nossas péssimas escolhas e as coisas ruins que acontecem conosco, transformando-as em bem no final — se nós permitirmos. Foi por isso que José pôde dizer no fim de sua vida: "Vocês planejaram o mal contra mim, mas Deus tornou em bem". Deus só pôde tornar o mal em bem porque José confiou em Deus mesmo quando não entendia o que estava acontecendo. Suportando a adversidade Talvez você esteja enfrentando uma provação. Talvez você seja a parte inocente. Talvez seja vítima de uma situação que não foi causada por você. Bem, considere a reação de José. A primeira coisa que ele não fez foi entregarse à autocomiseração. Se você está passando por uma dificuldade ou provação, então não pode dar lugar à autocomiseração. Essa é uma das principais causas de depressão. De modo geral, quando se tem um problema sério e nossa auto-estima já está num nível baixo, começamos a nos condenar, a fazer pouco de nós mesmos e acabamos repletos de au tocomiseração. José não fez isso; ele não culpou a si próprio. Ele não era culpado pela situação que estava enfrentando e tentou ver as coisas de modo realista. Um barco só conseguirá vencer uma tempestade se a encarar de frente. Se estiver de lado, o barco vai naufragar. A melhor forma de enfrentar as tempestades que aparecem em nossa vida é agir de cabeça erguida. Se você estiver atravessando um período de desânimo por enfrentar uma provação e estiver perguntando-se "Por que isso está acontecendo comigo?", considere o seguinte: nunca tome uma decisão importante quando estiver deprimido. Com freqüência, quando estamos desanimados, somos tentados a dizer: "Vou desistir". "Vou-me mudar." "Vou mudar de emprego." "Vou-me divorciar." Nunca tome uma decisão importante quando estiver deprimido porque, nessa situação, você não poderá fazer julgamentos corretos. Seu foco está ofuscado e sua perspectiva, distorcida. Em vez disso, enfrente a tempestade com coragem e não se entregue à a u tocomiseração. Há outro aspecto que podemos perceber na vida de José quando todas essas coisas estavam acontecendo: ele não deu lugar à amargura. Depois de muitos anos, José encontrou novamente seus irmãos, pois eles tiveram de ir ao Egito comprar trigo. Quando entraram na presença de José e se curvaram diante do segundo no comando do Egito, não o reconheceram como seu irmão mais novo.

Eles ficaram tanto chocados quanto temerosos quando José lhes tentou dizer quem era. Ali estava o irmão que eles haviam tentado matar muitos anos antes e, naquele momento, estavam-se curvando diante dele. Mas José perdooudhes. José sabia que ama pessoa não pode suportar o excesso de peso que a amargura traz à sua vida. O que devemos fazer quando somos tentados a sentir amargura? Entregar ao Senhor. Foi isso que José fez: ele colocou sua fé e sua esperança em Deus. Ele creu que as coisas ficariam bem no final e seguiu em frente na vida espiritual. Quando as coisas não estão bem, com freqüência rejeitamos a pessoa de quem mais precisamos: o Senhor. Quando um problema surge em sua vida, talvez você comece a dizer: "Deus, por que você permitiu que isso acontecesse?". Talvez você se rebele contra Deus como se a culpa fosse dele. Em vez disso, você deveria dizer: "Senhor, entrego a ti este problema". Deus pode tomar situações terríveis e torná-las em bem. Deus pode usar situações que visam a destruir você para fazer com que você se desenvolva. Ele adora transformar crucificações em ressurreições. A Bíblia não apenas mostra as razões pelas quais sofremos, mas também nos conforta e nos ajuda quando sofremos. Se aplicarmos à nossa vida as fontes de força interior apresentadas a seguir, nenhuma situação poderá arrasar-nos e nenhuma dificuldade poderá afligir-nos de modo permanente. O plano de Deus A primeira fonte de força que pode ser percebida na vida de José é o plano de Deus: "Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito" (Rm 8.28). Esse versículo não diz que todas as coisas são boas. Há muita maldade neste mundo e a vontade de Deus nem sempre é feita. Contudo o versículo diz que, na vida do cristão, todas as coisas, até mesmo as ruins, cooperam para o seu bem. Deus não rejeitou você; ele se importa com você e quer transformar a situação em que você se encontra. Ele tomará a dificuldade pela qual você está passando — mesmo que seja um problema terrível — e a usará para um bom propósito em sua vida. Ele produzirá maior glória com o passar do tempo. Deus é maior que qualquer problema que você venha a enfrentar. E claro que é difícil ver Deus atuando numa dificuldade quando se está nela. Mais tarde, porém, quando olhar para trás, você terá uma perspectiva melhor e poderá ver o que Deus estava fazendo, perceber como ele usou aquela situação difícil de uma maneira grandiosa e cheia de propósito em sua vida. Quando você entende essa verdade, então pode olhar para trás e dizer para as pessoas que lhe causaram problemas: "Vocês planejaram o mal contra mim, mas Deus tornou em bem. Vocês planejaram me destruir, mas Deus usou isso para o meu crescimento. Vocês quiseram me fazer infeliz, mas Deus usou aquela situação para me tornar uma pessoa mais madura e mais forte". Não importa o que aconteça: ainda que você perca uma batalha, a guerra já foi ganha e o resultado final está nas mãos de Deus. Ele transformará fracassos em bênçãos, se você lhe der oportunidade. As promessas de Deus Há uma segunda fonte de força para quando você estiver passando por uma crise: as promessas de Deus. A Bíblia contém cerca de sete mil promessas de Deus e precisamos começar a reivindicá-las. Elas são como cheques em

branco; precisam ser usadas. Sugiro que você escolha alguns versículos, escreva-os em cartõezinhos, carregue-os no bolso e os memorize. Há um rapaz que escreve os versículos num pedaço de papel e cola-os no pára-sol de seu carro. Toda vez que o semáforo fecha, ele abaixa o pára-sol e lê um versículo; quando a luz fica verde, ele o coloca de volta. O rapaz já memorizou centenas de versículos apenas no tempo que fica parado no semáforo, sem precisar de tempo extra. Você pode colocar alguns versículos no espelho do seu banheiro. As promessas de Deus trazem-nos esperança, força e conforto. A Bíblia diz que as Escrituras servem para nos ensinar e nos dar esperança (Rm 15.4). O que precisamos fazer é ler as promessas de Deus, memorizá-las e reivindicá-las com fé. O povo de Deus Há uma terceira fonte de força que deveria ajudar-nos quando atravessarmos um período difícil: o povo de Deus. Cada congregação deve ser uma comunidade que cuida e se importa com os indivíduos, na qual as pessoas amam umas às outras, riem juntas, choram juntas e dividem suas cargas umas com as outras. Precisamos uns dos outros; Deus planejou que a igreja fosse um grande sistema de amparo em que ajudamos e encorajamos uns aos outros. Contudo ela não poderá ser um grupo de apoio se não conhecermos uns aos outros. Precisamos envolver-nos em algum grupo pequeno de estudo bíblico na igreja. Precisamos participar de um grupo pequeno de pessoas com as quais nos encontremos regularmente, partilhemos o que está acontecendo em nossa vida e oremos juntos. Quando fizermos isso, descobriremos que há outras pessoas que enfrentam os mesmos problemas que nós — pessoas que nos podem encorajar. Haverá pessoas que passaram pela mesma dificuldade que nós estamos passando ou por um problema similar e que, agora, estão do outro lado; elas atravessaram o túnel e agora podem estender-nos a mão e puxar-nos para fora. A Bíblia diz que Deus permite que passemos por tribulações e provações intensas e, então, conforta-nos, de tal modo que nós, em contrapartida, possamos oferecer conforto a outros que atravessam as mesmas situações (2Co 1.3,4). Deus usa-nos dessa maneira; ele geralmente age na vida das pessoas por meio de outras pessoas. A presença de Cristo Há uma quarta fonte de força na tribulação, e esta é a maior de todas: a presença de Deus em Jesus Cristo — a pessoa de Cristo. A Bíblia diz que Jesus Cristo é o Filho de Deus, que ele está vivo hoje e que você pode ter um relacionamento pessoal com ele. É isso o que a Bíblia ensina e existem literalmente milhões de pessoas que são provas vivas disso, que desfrutam de um relacionamento com Cristo. A presença de Cristo pode-nos ajudar em qualquer situação. José, no Antigo Testamento, foi um exemplo do que Jesus Cristo fez no Novo Testamento: o Senhor Jesus sofreu, sem ter culpa alguma, em benefício de outras pessoas. José sofreu para que, mais tarde, quando a fome atingisse o Oriente Médio, sua política de armazenamento de cereais salvasse milhares de pessoas da fome. E um pouco semelhante ao que Jesus Cristo fez. Embora fosse perfeito e sem pecado, Jesus morreu na cruz para nos salvar das terríveis conseqüências do pecado. Deus deu-nos liberdade de escolha e, por isso, não nos pode forçar a seguir sua vontade sem nos transformar em fantoches ou robôs. Vivemos num mundo em que as pessoas pecam e ferem umas às outras. Mas, quando

entregamos nossa vida a Cristo e confiamos nele, ele nos acompanha em cada situação que enfrentamos e nos capacita a ver como ele irá encaixar todas as coisas no final. A cruz é o exemplo supremo de pessoas que planejam mal e Deus o torna em bem e abençoa toda a humanidade. Talvez você tenha sido machucado profundamente por um membro da família, assim como José — talvez irmão, irmã, pai, mãe, marido, esposa, um namorado ou namorada. Se isso aconteceu, faça como José: não se entregue à autocomiseração ou à amargura. Em vez disso, junte todos os pedaços de seu coração e entregue-os a Jesus Cristo. Deixe que ele transforme essa situação triste em algo novo, restaurado e belo. Contudo você pode pensar: "Não é justo. Eu não mereço isso". Ou talvez você tenha um amigo que esteja com problemas e diga: "Não é justo que isso tenha acontecido". Então, eu digo: "Você está extremamente certo. Há muita injustiça neste mundo". E por isso que a Bíblia diz que um dia, no fim dos tempos, Deus ajustará as contas. Haverá um dia de julgamento, quando todo o mal causado a pessoas inocentes será tirado a limpo e corrigido. No fim dos tempos, Deus acertará as contas. Mas, por enquanto, nosso dever é permanecer confiantes e ver o que Deus pode fazer em nossa vida para nos trazer crescimento, em vez de deixar que as injustiças nos destruam. Por isso eu insisto que, se você está atravessando uma situação em que se sinta tentado a dizer "Por que isso está acontecendo comigo?", perceba que você tem liberdade de escolha. Deus deu liberdade de escolha a todos e Deus observa tudo. O mal fere você, mas ele se comprometeu a permitir que as pessoas tenham liberdade para decidir. Portanto volte-se para o plano de Deus e veja como Deus vai tomar até mesmo uma situação terrível e usá-la para o bem, se você permitir. Volte-se para o plano de Deus. Volte-se para as promessas de Deus. Descanse em suas promessas. Volte-se para o povo de Deus. Envolva-se numa igreja receptiva onde você possa ter suas necessidades supridas e possa suprir as necessidades de outros. O mais importante de tudo, porém, é voltar-se para a presença de Cristo e deixá-lo habitar em você. Deus pode extrair o melhor até mesmo do pior. E isso que diz a mensagem dessa história. Do pior, Deus pode trazer o melhor. Muito cristãos podem olhar para trás em suas próprias vidas e dizer: "Isso é muito verdadeiro. Tudo estava destruído em minha vida; então, eu me entreguei a Cristo e ele restaurou todas as coisas". Entregar nossa vida a Cristo não quer dizer que ele vai tirar-nos da tempestade, mas que ele nos dará coragem e força para vencê-la. As coisas não cooperam para o bem de todas as pessoas deste mundo. Elas só cooperam para o bem se entregarmos os cacos de nossa vida para Deus. Só então ele torna tudo em bem. Mas enquanto você as retiver, Deus não pode torná-las em bem. Portanto você precisa crer em Cristo, precisa ser cristão, o que a Bíblia chama "nascido de novo". O que você tem de fazer? Duas coisas, resumidas em duas palavras. Uma palavra é arrependimento e a outra é crença. O que é arrepender-se? E simplesmente mudar. Mudar sua forma de pensar sobre seus pecados e sobre Deus. Isso nos tira da escuridão e traz-nos para a luz, tiranos da culpa e dá-nos perdão, tira-nos do egoísmo e volta-nos para Deus. E, então, você crê. Você crê que o Filho de Deus pode perdoar seus pecados, que pode transformar sua vida para melhor e que quer trabalhar em sua vida. Você crê que ele tem um plano para você e que pode tomar todas as complicações e

situações desagradáveis — e até mesmo sua irritação —■, transformá-las e usá-las para o bem, se você permitir que ele o faça. Só então você será capaz de dizer quando olhar para trás: "Eles planejaram o mal, acusaram-me injustamente, mas Deus tornou em bem. Deus usou as coisas ruins. Ele as usou para o meu crescimento, para me tornar uma pessoa melhor, e sou grato por isso". 12 - Como posso triunfar sobre a solidão? A solidão é um dos sentimentos mais terríveis que uma pessoa pode ter. Às vezes você pode sentir que ninguém o ama, que ninguém nem mesmo se importa se você existe. Não é preciso sequer estar sozinho para se sentir solitário: você pode se sentir sozinho no meio de uma multidão. Não é o número de pessoas ao seu redor que determina a solidão; é o seu relacionamento com elas. No mundo urbano em que vivemos, nunca as pessoas viveram tão próximas e se sentiram tão distantes ao mesmo tempo. Alguém pode ser rico e solitário? Pergunte a Howard Hughes. Alguém pode ser famoso e solitário? Pergunte a Michael Jackson. Alguém pode ser bonito e solitário? Pergunte às estrelas de cinema que pensam em cometer suicídio. Alguém pode ser casado e solitário? Pergunte às pessoas que casaram devido à solidão e que, alguns anos depois, se divorciaram pela mesma razão. Todo mundo sofre de solidão em algum momento da vida, mas há causas e curas distintas para esse mal. Às vezes, nós mesmos nos conduzimos à solidão, mas, em outros momentos, vivemos situações inevitáveis além do nosso controle. Era numa dessas condições que o apóstolo Paulo estava quando escreveu sua segunda carta a Timóteo (provavelmente a última que ele escreveu) . Paulo era um idoso prestes a morrer quando escreveu, de uma prisão em Roma, ao seu bom amigo Timóteo, insistindo que, por ser mais moço, viesse visitá-lo, pois estava só. Transição Há quatro causas básicas para a solidão. A primeira são as transições da vida. A vida é cheia de transições e fases. Envelhecer causa uma série de mudanças e qualquer mudança pode levá-lo à solidão. Você estava solitário quando nasceu e chorou até ser acariciado. Você enfrentou a solidão quando entrou na escola. Enfrentamos a solidão quando conseguimos um emprego. Mudar de emprego é algo solitário. Perder um ente querido é algo solitário. Paulo está passando pela transição final de sua vida. Ele sabe que seu tempo é curto — e está-se sentindo solitário. Ele diz: "Eu já estou sendo derramado como uma oferta de bebida. Está próximo o tempo da minha partida" (2Tm 4.6). O que ele, na verdade, está dizendo é: "Meu tempo é curto. Eu sei disso. Posso ser martirizado por Nero muito em breve. Se não for, morrerei devido à idade avançada". Visto que Paulo passa seus últimos dias sozinho, ele diz: "Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé. Agora me está reservada a coroa da justiça" (v. 7,8). A primeira causa da solidão são simplesmente as transições da vida. Qualquer experiência nova com a qual tenhamos de lidar pode ser uma experiência solitária. Para piorar as coisas, tendemos a isolar as pessoas que estão morrendo. Setenta por cento das pessoas que se encontram em asilos nunca são visitadas por ninguém. Separação

A segunda causa básica da solidão é a separação. O isolamento — estar longe de seus amigos, de sua família (devido à carreira, ao serviço militar ou qualquer outra razão) — pode causar solidão. Paulo diz a Timóteo: "Procure vir logo ao meu encontro" (v. 9). Em seguida, Paulo menciona seus melhores amigos; contudo nenhum deles está com ele, exceto Lucas. Paulo está numa prisão num país estrangeiro dizendo: "Sinto saudades dessas pessoas". Esses eram os melhores amigos de Paulo, seus antigos companheiros de viagem. Paulo era um homem simples; ele amava estar com as pessoas e nunca ia a lugar algum sozinho. No entanto, agora, no final da vida, ele experimenta a solidão da separação porque seus amigos estão em outros países. Hoje você pode pegar um telefone e ligar para alguém. Mas, naqueles dias, Paulo não podia simplesmente estender o braço e falar com uma pessoa que estivesse num lugar distante. Levava muito tempo para se chegar até alguém. Paulo sentia-se solitário, pois estava afastado de seus amigos. Por duas vezes nesta passagem (v. 9,13) ele pede a Timóteo que venha estar com ele e, mais adiante (v. 21), diz: "Procure vir antes do inverno". Por que ele diz isso? Ele está dizendo: "Timóteo, eu posso não estar aqui por muito tempo. E eu quero muito ver você. Venha ver-me". Quem você precisa procurar? Para quem precisa escrever uma carta de agradecimento? Você precisa fazer isso agora, enquanto ainda há tempo. Ajude a aliviar a solidão de alguém. Oposição A terceira causa básica da solidão é a oposição. Paulo diz: "Alexandre, o ferreiro, causou-me muitos males" (v. 14). Em outras palavras, ele está dizendo: "Eu não apenas estou ficando velho e sozinho nesta prisão, como também estou sendo atacado". Não sabemos o que Alexandre fez a Paulo. Talvez tenha difamado o nome de Paulo ou atacado sua reputação. Talvez ele estivesse fazendo com que as pessoas se voltassem contra Paulo. A palavra grega traduzida como "males" neste versículo significa literalmente opor-se ou resistir. Sofrer oposição vigorosa cria um genuíno sentimento de solidão. Algumas das coisas mais cruéis podem ser ditas por crianças que brincam no parque. Você se lembra de quando era criança e todos se uniam contra você? De repente, durante o recreio, a inconstante balança da popularidade pendia para o outro lado e todos ficavam contra você: "Você não é mais nosso amigo!". Todos se opunham e você se sentia sozinho. Atravessar uma experiência dolorosa como essa — sofrer rejeição enquanto todos os outros estão-se divertindo — faz com que você se sinta solitário. Ser mal-entendido, envergonhado e humilhado leva à solidão. Quando isso acontece, somos tentados a nos fechar em nossa concha e erguer muros ao nosso redor. No entanto, fazer isso só nos torna mais solitários ainda. Rejeição A quarta causa básica da solidão é a mais séria de todas, a que causa mais dor. E a solidão da rejeição. Ela acontece quando você sente que foi traído, foi esquecido, foi abandonado na hora da necessidade pelas pessoas mais próximas a você. Paulo sentia-se assim; ele se sentia abandonado. Em relação ao seu julgamento perante Nero, Paulo diz: "Na minha primeira defesa, ninguém apareceu para me apoiar; todos me abandona-ram" (v. 16). E quase possível ouvir a dor na voz de Paulo: "Quando as coisas complicaram, todos se foram. Quando o julgamento esquentou, ninguém estava aqui". Ninguém falou em sua

defesa; todos escaparam. A rejeição é uma das coisas mais difíceis com as quais um ser humano pode lidar. E por isso que o divórcio é tão doloroso e é por isso que Deus abomina o adultério: é uma traição e isso machuca vidas. E uma infidelidade, um desprezo, um abandono, e é uma experiência muito dolorosa. Deus diz que todo ser humano tem a necessidade emocional de aceitação e violar essa necessidade é um pecado muito sério. Lidando com a solidão Há maneiras saudáveis de lidar com a solidão e outras que só agravam o problema. Uma das formas de agravar o problema é viciar-se em trabalho. Você gasta todo seu tempo e sua energia trabalhando e trabalhando. Você levanta pela manhã e trabalha o dia todo até que, à noite, você desaba na cama, exausto. No entanto isso acaba prejudicando você física e emocionalmente. Algumas pessoas se tornam materialistas: elas compram tudo o que podem. "Se eu tiver muitas coisas ao meu redor, então serei feliz". Mas coisas não trazem satisfação. Se colocassem você numa ilha e lhe dissessem "Você pode ter qualquer coisa que quiser, exceto contato humano", por quanto tempo você acha que seria feliz? Não muito tempo, porque coisas não satisfazem. Você não pode comprar a felicidade. A forma de punição mais devastadora é o confinamento na solitária, porque pessoas precisam de outras pessoas. Nós precisamos interagir. Precisamos ser aceitos e amados. Algumas pessoas têm um caso, um relacionamento fora do casamento. Outras procuram o álcool ou as drogas. Ainda outras se perdem num mundo de fantasia lendo romances ou vendo muita televisão. Algumas pessoas não fazem nada — apenas se entregam à autocomiseração. Paulo, no entanto, fez quatro coisas para combater a sua solidão e elas são tão apropriadas hoje quanto foram para Paulo em seus dias de dificuldades. Essas quatro coisas são: aproveitar, minimizar, identificar e concentrar. Aproveitar O primeiro modo de tratar a solidão é aproveitar seu tempo sabiamente. Em outras palavras, tire o melhor de uma situação ruim. Resista à tentação de não fazer nada. A solidão tende a nos paralisar se simplesmente nos sentarmos e não fizermos nada. Resista a isso, pense numa maneira criativa de tirar proveito de sua falta de distrações. Se a vida lhe dá um limão, faça uma limonada. O que você puder fazer, faça. Foi isto que Paulo fez: "Enviei Tíquico a Efeso" (v. 12) e "Quando você vier, traga a capa que deixei na casa de Carpo, em Trôade, e os meus livros, especialmente os pergaminhos" (v. 13). Paulo recusou-se a ficar desanimado. Ele não disse: "Pobre de mim, pobre de mim". Ele não reclamou: "Deus, é isso o que eu recebo por trinta anos de ministério? E essa a minha recompensa por fundar muitas igrejas, por ser o maior responsável pela divulgação do evangelho no mundo romano? E isso o que eu recebo — morrer sozinho numa prisão úmida de Roma?". Não havia autocomiseração em Paulo! Em vez disso, ele disse: "Se é para ficar sozinho, então que fique confortável. Vou tirar o melhor proveito desta situação desagradável. Traga meu casaco para que eu fique ao menos aquecido". Em geral, pessoas que se sentem sós não cuidam de si próprias. Não se

alimentam bem, não se exercitam e ignoram suas necessidades pessoais. Mas Paulo disse: "Traga meu casaco e meus livros; vou tirar proveito dessa falta de interrupção; vou usar esse tempo para estudar e escrever". Essa foi uma grande mudança no ritmo de Paulo, pois ele era uma pessoa ativa, um fundador de igrejas. Mais do que qualquer outra coisa, ele queria estar no Coliseu, pregando, em vez de estar na prisão, estudando. Mas, às vezes, Deus pode usar a solidão para o bem. Se Paulo estivesse no Coliseu, ele estaria pregando; mas, em vez disso, Deus o deixou na prisão e nós recebemos uma parte do Novo Testamento! Provavelmente a única forma de Deus conseguir que Paulo ficasse quieto era colocá-lo na prisão. E a atitude de Paulo foi: "Se eu não posso estar onde a ação está, vou criar alguma ação aqui mesmo". Minimizar A segunda forma de lidar com a solidão é minimizar a dor. Não dê tanta importância à solidão. Não a exagere e não fique repetindo vezes sem conta: "Estou tão sozinho, estou tão sozinho". Não permita que a solidão o transforme numa pessoa amargurada e não permita que o ressentimento ache lugar em sua vida. Paulo disse: "... ninguém apareceu para me apoiar [...] Que isso não lhes seja cobrado" (v. 16). Paulo tinha muito tempo disponível, mas, se havia uma coisa para a qual ele não tinha tempo, era ficar ressentido. Ele sabia que o ressentimento apenas torna você mais solitário e ergue uma parede ao seu redor. Ele o aprisiona na prisão que você mesmo constrói e afasta as pessoas para longe, pois ninguém gosta de estar com um cético, uma pessoa que está sempre amargurada e reclamando. Paulo disse: "Eu quero ser uma pessoa melhor; por isso vou aproveitar meu tempo e minimizar a dor". Identificar A terceira forma de lidar com a solidão é identificar a presença de Deus. Paulo disse: "Mas o Senhor permaneceu ao meu lado e me deu forças" (v. 17). Onde está Deus quando você está sozinho.7 Bem ao seu lado. Jesus disse: "Não os deixarei órfãos" (Jo 14.18). Deus disse: "Nunca o deixarei, nunca o abandonarei" (Hb 13.5). Não há lugar onde Deus não esteja. Ele está em todo lugar, em todo tempo, e você pode falar com ele constantemente. Quando você compreender isso, verá que nunca está realmente sozinho. A oração é uma fantástica ferramenta para ser usada em tempos de solidão. Fale com Deus e deixe que ele fale com você. Davi aprendeu que a comunhão com Deus é um tremendo antídoto contra a solidão. Ele clamou: "Deus, estou tão sozinho. O rei Saul está me perseguindo e estou sozinho nesta caverna. Mas então volto meus pensamentos para ti. Para onde posso me afastar de tua presença? Se subir ao céu, lá estas. Em qualquer lugar da Terra tu estás. Não posso escapar de ti" (cf. SI 139). Davi aprendeu que a solidão é um sinal de que é tempo de conhecer melhor a Deus. Amy Grant tem uma canção muito bonita que diz: "Eu amo um dia solitário. Ele me dá oportunidade de me voltar para Deus". Então, o que você deve fazer? Faça o que Paulo fez. Não fique desanimado; não ceda à tentação de não fazer nada. Aproveite seu tempo. Faça-o valer a pena. Concentrar O quarto modo de lidar com a solidão é concentrar-se rias necessidades dos outros. Em vez de ficar olhando para dentro de você mesmo, focalize o

exterior, concentre-se nas outras pessoas. Em vez de olhar para si, olhe para os outros. Comece a ajudar outras pessoas que estão sós. Foi isso o que Paulo fez. O alvo da vida de Paulo era um ministério voltado para os outros: servir aos outros sem concentrar-se em si mesmo. Como ele disse: "Mas o Senhor permaneceu ao meu lado e me deu forças, para que por mim a mensagem fosse plenamente proclamada e todos os gentios a ouvissem" (2Tm 4.17). No fim de sua vida, Paulo estava sozinho, mas, mesmo assim, ele não esqueceu seu objetivo principal: ajudar outras pessoas. Quando Corrie ten Boom era jovem, ela se apaixonou profundamente por um rapaz. Contudo ele terminou o relacionamento e casou com uma de suas amigas. Ela ficou arrasada. Nada machuca mais do que a rejeição, ser trocada por outra pessoa. Quando ela chegou a sua casa, seu pai lhe disse algo muito sábio: "Corrie, seu amor foi bloqueado e ele casou com outra pessoa. Agora, há duas coisas que você pode fazer com esse amor. Você pode represá-lo e encerrá-lo todo dentro de você — e isso vai consumi-la — ou você pode redirecioná-lo para outra coisa ou outra pessoa e concentrar-se nas necessidades dos outros. Você pode viver uma vida repleta de amor, satisfazendo as necessidades alheias". Como você deve saber, ela escolheu a segunda opção. É como um casal desesperado para ter filhos, mas que não pode tê-los. O que eles farão com o amor que dariam a seus filhos? Eles podem retê-lo no seu interior ou canalizá-lo. Há muitas crianças no mundo que precisam de amor. Eles podem se concentrar nas necessidades dos outros. Precisamos parar de construir muros entre nós e as outras pessoas e começar a construir pontes. Precisamos parar de reclamar: "Deus, estou tão sozinho" e começar a dizer: "Deus, ajuda-me a ser um amigo para alguém hoje. Ajuda-me a construir uma ponte, e não um muro". O amor é o antídoto da solidão. Em vez de esperar que sejamos amados, precisamos dar amor e, então, o amor nos será dado abundantemente. Preenchendo o vazio O que Deus tem a dizer a respeito de sua solidão? A primeira coisa é: "Eu entendo. Eu realmente compreendo". O Filho de Deus sabe o que é ficar sozinho. Na hora em que Jesus passava por sua maior dificuldade, um pouco antes de ser crucificado, quando estava no jardim do Getsêmani, seus amigos adormeceram. Quando os soldados chegaram para levá-lo a fim de que fosse julgado, todos os seus discípulos fugiram. Em seguida, Pedro negou-o três vezes. Quando Jesus levou sobre si, na cruz, os pecados da humanidade, ele clamou: "Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?" (Mc 15.34). Sim, Jesus sabe o que é a solidão. Por isso ele lhe diz: "Eu entendo como você se sente. Eu me importo com você e quero ajudá-lo". Deixe-o ajudá-lo a vencer sua solidão enquanto você se volta para ele em oração e oferece seu amor a pessoas solitárias ao seu redor!

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