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Anal. Dem. Finac

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  • BALANÇO PATRIMONIAL
  • MODELO DE BALANÇO PATRIMONIAL COMPARATIVO:
  • DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS ± DOAR
  • EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL
  • Insumos Básicos Da Análise De Balanços
  • PANORAMA HISTÓRICO DAS TÉCNICAS DE ANÁLISE DE BALANÇOS
  • Conceito
  • ANÁLISE HORIZONTAL ENCADEADA X ANUAL
  • ANÁLISE ATRAVÉS DOS ÍNDICES
  • O que é índice?
  • Como calcular e interpretar um índice financeiro?

_________________________________________________________________________________________________________

Análise das Demonstrações Financeiras

_________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 1

_________________________________________________________________________________________________________

SUMÁRIO

PÁG.

_________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 2

_________________________________________________________________________________________________________

ESTRUTURA E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Estrutura das Demonstrações Financeiras................................................................. Balanço Patrimonial............................................................................................ Classificação do Ativo......................................................................................... Classificação do Passivo..................................................................................... Modelo de Balanço Patrimonial Comparativo.................................................... Demonstração do Resultado do Exercício.......................................................... Mutação do Patrimônio Liquido......................................................................... Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos ± DOAR......................... Notas Explicativas........................................................ ............................................. Problemas Contábeis Diversos.................................................................................. Devedores Duvidosos e Insolváveis..................................................................... Equivalência Patrimonial.................................................................................... Depreciação, Amortização e Exaustão................................................................
CAPITULO 2

05 05 07 09 11 15 19 20 23 23 23 26 27

ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Introdução a Análise das Demonstrações Financeiras............................................... Insumos Básicos da Análise de Balanço............................................................. Objetivos da Análise das Demonstrações Financeiras.............................................. Inicio da Análise.................................................................................................. Relatório da Análise............................................................................................ PRINCIPAIS USUARIOS DA INFORMAÇÃO OBTIDA ATRAVES DA ANÁLISE DAS DEMOSTRAÇÕES FINANCEIRAS Metodologia da Análise............................................................................................. Panorama Histórico das Técnicas de Análise de Balanço......................................... Técnicas atuais de análise................................................................................... Introdução à Análise Vertical e Horizontal.............................. ........................... Padronização das Demonstrações Financeiras .........................................................
CAPITULO 3

31 31 32 33 33

36 37 38 38 41

ANÁLISE VERTICAL ANÁLISE HORIZONTAL Análise Vertical e Análise Horizontal....................................................................... Conceito............................................................................................................... Objetivo das análises Vertical e Horizontal........................................................ Análise Horizontal Encadeada x Anual............................................................... ANÁLISE ATRAVÉS DOS ÍNDICES Análise através dos Índices........................................................................................ O que é índice?.................................................................................................... Como calcular e interpretar o índice financeiro?............................................... Relatório.............................................................................................................. BIBLIOGRAFIAS.......................... ...............................................................................

51 51 52 54 64 64 64 76 86

_________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 3 iii

_________________________________________________________________________________________________________

ESTRUTURA DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
_________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 4

178 com a finalidade de evitar heterogeneidades em excessos na apresentação de Balanços estabelece critérios sobre a forma de apresentação destes. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 5 . A Lei se estende a todos os tipos de pessoas jurídicas tributadas com base o Lucro Real. Há uma infinidade de contas e valores que registram as operações realizadas pela empresa em suas mais variáveis atividades. o conhecimento do significado de cada conta ou grupo de contas facilita a busca de informações. pois. qualquer tipo de análise fica prejudicada pela incapacidade de uma interpretação. O Passivo identifica as exigibilidades e obrigações da empresa. legais e societários. ou seja. a análise de demonstrações financeiras visa transformar os dados existentes nestas em informações úteis para tomadas de decisão. BALANÇO PATRIMONIAL Conceito O Balanço é a demonstração contábil que tem como finalidade mostrar a situação patrimonial da empresa em um dado momento. que representam as aplicações de recursos efetuadas pela empresa. que representam as três partes essenciais do balanço. que a classificação dos elementos do ativo seja feita de acordo com o grau decrescente de liquidez ou realização. em qualquer uma é revelado uma enorme profusão de contas e sem termos noção do que representam. O Patrimônio Líquido ± PL representa a diferença entre o total do Ativo e o total do Passivo em determinado momento e identifica os recursos próprios da empresa. Passivo e o Patrimônio Líquido. É recomendado pela Lei das S/As. o investimento feito pelos sócios na figura do capital mais aqueles gerados pela movimentação da empresa na figura das reservas e lucros/prejuízos. APRESENTAÇÃO DO BALANÇO A Lei 6404/76 em seu art. Não importa o tamanho e nem o ramo de atividade da empresa. obedecendo a critérios de avaliação. BALANÇO PATRIMONIAL E DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS: Aspectos contábeis.  O Passivo é apresentado do lado direito ou inferior. É a demonstração que encerra os procedimentos contábeis e apresentam o Ativo. cujos valores encontram -se investidas nos ativos. Assim sendo. O Ativo relaciona todos os bens e direitos. As demonstrações são apresentadas da seguinte forma:  O Ativo é indicado no lado esquerdo ou superior da demonstração. Já no caso do passivo._________________________________________________________________________________________________________ Para realização de análise das demonstrações financeiras precisamos conhecer o que representa cada conta que nelas se encontram. uma vez que. seus elementos são classificados de acordo com o grau decrescente de exigibilidade.

a liquidez e da proporção do Capital Próprio e. o balanço servirá como elemento de partida indispensável para o conhecimento da situação econômica e financeira da empresa.  De quanto desses recursos são devidos a terceiros. A importância do Balanço consiste na visão:  Das origens dos recursos. Esta tarefa é fácil com o uso do plano de contas. também é apresentado do lado direito ou inferior somando ou subtraindo do Passivo.  Das aplicações dos recursos. A padronização estabelecida pela Lei das S. a necessidade de resumo apresentando os dados de forma adequada._________________________________________________________________________________________________________  O Patrimônio Líquido. O Balanço ³É peça fundamental para revisão e análise dos negócios´. mostrando por sua vez o investimento (capital) e o lucro (ou prejuízo) acumulado. Pelas importantes informações de tendência que podem ser extraídas de seus diversos grupos de contas. as interpretações. Daí. A visão de dois Balanços subsequente mostra as variações ocorridas no período e as modificações na estrutura patrimonial e financeira da empresa entre um período e outro. as análises.  Do grau de endividamento da empresa. que mostra a diferença entre a soma do Ativo e a do Passivo. BALANÇO Ativo = Passivo ± Patrimônio Líquido A IMPORTÂNCIA DO BALANÇO Obter dados através de verificação direta nos registros é trabalhoso e inviável. obedecendo aos critérios de realização e exigibilidade. mesmo em pequenas empresas devido ao volume de lançamentos ocorridos diariamente. que serão estudadas mais adiante. é útil porque facilita a preparação das demonstrações. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 6 .  Outras análises. que permita o conhecimento da situação patrimonial e das variações ocorridas durante determinado período. as comparações e os estudos estatísticos. As.

como segue: CLASSIFICAÇÃO DO ATIVO Classificado em três grandes grupos: Ativo Circulante. os quais são apresentados em ordem decrescente do grau de liquidez (realização) de acordo com a Lei das S. divide-se nos seguintes subgrupos:  Disponível. Também fazem parte do disponível a conta bancos conta movimento (para pagamentos em cheques). Consideram-se curto prazo todos os valores cujos vencimentos ocorrerão até o final do exercício seguinte ao encerramento do balanço. Realizável a Longo Prazo e Ativo Permanente. no caso de esse ser superior a um ano (exercício social). ou que se convertem e dinheiro em curto prazo.As.  Estoques.  Aplicações Financeiras. ou do ciclo operacional da empresa. constituído pelas disponibilidades imediatas.  Valores a Receber a Curto Prazo ou Realizável a C. não existindo. títulos e aplicações financeiras de liquidez imediata. Todas as contas de grande rotação são apresentadas no Balanço como ativo circulante. O ativo circulante. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 7 . todas a contas de liquidez imediata. A Lei. Líquido. os direitos realizáveis no exercício social subseqüente e as aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte (SILVA ± 1995). portanto um padrão para todas a empresas. Passivo e P. a função e a ordem dos vários grupos que compõe o Ativo. Ativo Circulante O ativo circulante compreende as disponibilidades. Prazo. como dinheiro em caixa e cheques recebido e não depositados. serão classificadas nesse grupo. por sua vez. O disponível ± inclui as contas com maior grau de liquidez do ativo._________________________________________________________________________________________________________ B ens e Di r ei t os Conteúdo do Balanço: Ativo Ativo Circulante Ativo Realizável a Longo Prazo Ativo Permanente ± dividido em:  Investimentos  Imobilizado  Intangível  Diferido Passivo Passivo Circulante Passivo Exigível a Longo Prazo Resultado de Exercícios Futuros Patrimônio Líquido ± dividido em:      Capital Social Reservas de Capital Reservas de Reavaliação Reservas de Lucro Lucro (ou Prejuízo) Acumulado Ob r iga ç õ es Pa t r imôn i o Lí qu id o CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS PATRIMONIAIS No Brasil as empresas utilizam o Plano de Contas adaptado às suas atividades.  Despesas Antecipadas. Dessa maneira. apenas disciplina de forma geral.

quando estes são de caráter transitórios e cuja circularização aconteça até no máximo. terrenos. realizável (recebíveis) após o término do exercício seguinte ao encerramento do balanço. etc. o final do exercício seguinte (conceito de curto prazo). com exceção do disponível._________________________________________________________________________________________________________ Aplicações Financeiras ± Refere-se a aplicações em títulos e valores mobiliários resgatáveis a curto prazo. Estoques ± representa o montante apurado nos diversos inventários da empresa. etc. As aplicações podem ser feitas em títulos públicos.  Materiais de consumo.  Produtos Acabados (indústria).  Encargos financeiros. ou seja. o que tem o menor grau de liquide. como Clientes e os valores a receber provenientes das demais transações da empresa. terão suas classificações no realizável a longo prazo.  Assinatura de jornais e revistas. são despesas pagas antecipadamente e ainda não incorridas. etc. as demais rubricas classificadas no ativo circulante que tiverem prazo de realização após o término do exercício seguinte ao do balanço. certificados de depósitos bancários. Ativo Permanente Este representa o último grupo do ativo e de acordo com a conceituação. obras de arte. Podemos classificar neste subgrupo do circulante também. Essas aplicações normalmente são realizadas mediante a utiliz ação de excessos temporários de caixa e representa uma forma de resguardar o poder de compra da moeda em ambiente inflacionário. Exemplos:  Prêmio de seguros.  Passagens pagas e não utilizadas. quando aparecerá no ³ativo realizável´ como ( . debêntures e outros ativos. Que aparecerá subtraindo do valor de Duplicatas a Receber (Clientes). são recursos aplicados em bens ou direitos não _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 8 .  Produtos em Elaboração. Valores a Receber a Curto Prazo ± discrimina todos os valores recebíveis a curto prazo de propriedade da empresa. ou seja demorar mais de um ano para serem recebidas. Despesas Antecipadas ± inclui-se nesse subgrupo todos os recursos aplicados em itens que proporcionarão serviços ou benefícios durante o exercício social seguinte. em função disto a empresa pode provisionar parte do valor como perdas prováveis. As contas que compõe a realizável a longo prazo. subtraindo do valor de Duplicatas a Receber (Clientes). podem deixar de ser recebidas por vários motivos (concordatas.  Mercadorias para revenda. b) Parte das duplicatas a receber.). Poderão representar os estoques:  Matéria-prima. falências.) Provisão para devedores Duvidosos. parte podem ser descontadas em instituições financeiras e isso aparecerá como (-) Duplicatas Descontadas. Como o próprio nome indica. a) Do montante das duplicatas a ser recebidas de Clientes. Ativo Realizável A Longo Prazo Nesse grupo devem ser registrados todos os direitos da empresa. cujas contas possuem natureza idêntica às do ativo circulante. investimentos em ações. letras de câmbio.

imobilizado e diferido. também pode ser dividido em vários subgrupos como: Fornecedores ± contas representativas de dividas oriundas das compras a prazo de bens ou serviços destinados na produção de outros bens ou serviços e os fornecedores podem ser nacionais ou estrangeiros. . ISS. Impostos e taxas ± neste item são agrupados os tributos como: ICMS a recolher. Para fins de análise. esse valor é definido como depreciação no caso de bens tangíveis e amortização no caso de intangíveis. Diferido ± representam as despesas incorridas em determinado exercício. intangíveis e em andamento. Imobilizado ± Compõe-se de todos os bens e direitos destinados ao funcionamento normal de uma empresa. ou seja. 13º terceiro salário.Deve Ter vida útil superior a um ano. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 9 . Salários e encargos sociais ± normalmente os salários e encargos de cada mês são pagos no início do mês seguinte. à circulação econômica. esses ativos são considerados fixos na empresa. etc. Para efeito de avaliação do imobilizado. CLASSIFICAÇÃO DO PASSIVO PASSIVO CIRCULANTE São as obrigações de curto prazo. ou seja. O diferido sofre amortizações. permanecendo na empresa. O ativo permanente é dividido em três subgrupos: investimentos. São exemplos de diferido: as despesas incorridas durante o período pré-operacional. Investimentos ± esse subgrupo caracteriza-se pelos vários direitos de suas contas não se destinarem à manutenção da atividade da empresa ou a negociações. pesquisas e desenvolvimento. portanto. a perda contabilizada se intitula exaustão. mas que participarão da formação do resultado da empresa em mais de um período. Exemplo: despesas destinadas à constituição da empresa. ou seja. tipicamente.Possuir relevância em valor. IRRF. férias. FGTS e outras obrigações originadas na folha de pagamento. a organização e reorganização. gastos com pesquisa de novos produtos. como: Salários. PIS. etc. sendo uma relativa às participações em coligadas e controladas e a outra para agrupar outros bens e direitos não destinados à manutenção das atividades empresariais. deve ser subtraídos montante que corresponda à perda de seu valor em função de uso. com características de investimentos (especulação).Sua utilização nas atividades da empresa. desgaste. durante o período em que se espera que produza benefícios. obsolescência etc. tempo. Quando se tratar de perda de valor de recursos naturais e florestas em decorrência de sua exploração. Os elementos do ativo Imobilizado podem ser classificados em três categorias: tangíveis. a planilha de reclassificação pode subdividir os investimentos em duas rubricas básicas. O passivo circulante. INSS. IPI. apropriadas às despesas operacionais. etc.Não são destinados a venda. construção e implementação de projetos. são apropriados como despesas ou custos do período tendo como contra-partida a obrigação a ser quitada no mês seguinte._________________________________________________________________________________________________________ destinados à comercialização. . obrigações que deverão ser liquidadas dentro do exercício social seguinte ao encerramento do balanço. O imobilizado tem quatro características básicas: . .

PASSIVO EXIGÍVEL A LONGO PRAZO O exigível a longo prazo. Outros ± Outros tipos de realizáveis a longo prazo. também não se caracteriza como um adiantamento. Tributos ± normalmente originado de tributos não liquidação no vencimento e negociados para liquidação a longo prazo. Consistem em recebimento antecipado de receitas já diminuídas de seus custos e despesas como: alugueis. Os mais freqüentes são: Empréstimos e Financiamentos ± normalmente originados de financiamentos de bens duráveis como FINAME. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 10 . não representa exigibilidades. não justifica a abertura de conta específica. O PL é representado através:  Dos investimentos dos proprietários na sociedade. ou seja. Outros valores exigíveis a curto prazo ± normalmente classifica-se neste subgrupo os valores menos expressivos e que por isso. que é uma linha de financiamento com recursos do BNDES destinados a financiar projetos de expansão de empresas. RESULTADOS DE EXERCÍCIOS FUTUROS Embora classificados do lado do passivo. representado a receita bruta e Custos e Despesas de Exercícios Futuros.  De valores recebidos como doação e subvenções para investimentos.  Das reservas provenientes de reavaliação de Ativos. Debêntures ± títulos de longo prazo lançados pela empresa com objetivo de captar recursos. O PATRIMÔNIO LÍQUIDO ± representa a parte na empresa que pertence a seus proprietários. também pode ser aberto em vários subgrupo de acordo com a necessidade de cada empresa. uma vez que os donos não reclama o reembolso de suas aplicações na empresa._________________________________________________________________________________________________________ Empréstimos e Financiamentos ± podemos classificar neste subgrupo todos os empréstimos obtidos em moeda nacional. tais valores podem ser convertidos em ações ao final do período. recebimento de comissões (quando não há clausula contratual de devolução) Podem ser divididos em: Receitas de Exercícios Futuros. uma vez que não há obrigatoriedade de devolução e por isso. representando a diminuição. a parte que não é considerada como exigível.  Das reservas oriundas de lucros. estrangeira ou os empréstimos subsidiados.

12.X2 Em R$ mil ATIVO ( 1 ) ATIVO CIRCULANTE y Disponível y Aplicações Financeiras y Valores Realizáveis a Curto Prazo y Estoques y Despesas Antecipadas ( 2 ) ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO y Valores a Receber y Títulos e Valores Mobiliários y Empréstimos Compulsórios y Depósitos Judiciais y Incentivos Fiscais ( 3 ) ATIVO PERMANENTE y INVESTIMENTOS y ATIVO IMOBILIZADO y ATIVO DIFERIDO TOTAL DO ATIVO (1+2+3) PASSIVO ( 1 ) PASSIVO CIRCULANTE y Salários e Encargos a Pagar y Fornecedores y Empréstimos y Dividendos Propostos a Pagar ( 2 ) PASSIVO EXIGÍVEL A LONGO PRAZO y Empréstimos y Impostos Parcelados a Pagar ( 3 ) RESULTADOS DE EXEECÍCIOS FUTUROS y Receitas de Luvas a Apropriar y Alugueis Recebidos Antecipadamente ( 4 ) PATRIMÔNIO LÍQUIDO y Capital Social y Reservas de Capital y Reservas de Reavaliação y Reservas de Lucros y Lucro ou Prejuízo Acumulado TOTAL DO PASSIVO (1+2+3+4) 20X2 20X1 20X2 20X1 _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 11 .000/000-00 Balanço Patrimonial Em 31.000._________________________________________________________________________________________________________ MODELO DE BALANÇO PATRIMONIAL COMPARATIVO: Companhia EXEMPLO S/A CNPJ nº 00.

000 170.000 228.000 50.000 Credores 58. por isso. o mais corretamente possível.000 78. é o ponto de partida no encerramento do Balanço e consiste na verificação da exatidão matemática dos saldos das contas. Lembramos que o regime de competência define que as Receitas e as Despesas são consideradas em função do seu fato gerador e não em função do recebimento da Receita ou do pagamento da Despesa. o ideal é que se emita um balanço a cada mês.  Elaboração das Demonstrações Financeiras e das Notas Explicativas. chama-se Balancete de Verificação. Segunda Etapa: Ajuste das Contas A escrituração contábil das operações obedece a dispositivos legais e aos princípios e convenções de contabilidade._________________________________________________________________________________________________________ OPORTUNIDADE DO BALANÇO  Obrigatório pelo menos uma vez a cada ano.  Encerramento das contas de Receitas e Despesas.  Atualmente. as demonstrações financeiras devem mostrar a Situação Patrimonial e o Resultado. COMO SE LEVANTA O BALANÇO Com as seguintes etapas:  Levantamento de Balancete de Verificação do razão do último mês ou período. ou seja. O ajuste das contas é o trabalho técnico mais importante do levantamento do balanço. Exemplo: Contas Caixa Despesas Diversas Estoques Terrenos Móveis e Utensílios Fornecedores Capital Cia. devido às necessidades de informações cada vez mais atualizadas e precisas. passivo e resultado). Caso haja divergência nos saldos será feito o que se chama de conciliação das contas para o devido ajuste. Exemplo S/A Balancete de Verificação em 31-07-X1 Saldos Devedores 60. Primeira Etapa: Balancete de Verificação Demonstrativo periódico para verificação da igualdade entre os saldos credores e devedores das contas do razão.  Ajuste das contas. ou apenas Balancete.000 228. O regime de competência é de fundamental importância para medir o Resultado e o Balanço.000 31. ou quantos for necessário para auxiliar no processo de tomada de decisões. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 12 .000 O levantamento do Balancete de Verificação do razão. Tal verificação abrange todas as contas (ativo.000 9.

Resultado Operacional.  As Contas de Resultados (despesas e receitas)._________________________________________________________________________________________________________ Nesta etapa. Normalmente são encontrados nas demonstrações publicadas. iniciando com saldo ³Zero´ no período seguinte. estuda-se todas as contas patrimoniais e de resultados. As Participações e Contribuições são calculadas com base estabelecida através de estatutos e contratos. através do ³LALUR´ ± Livro de Apuração do Lucro Real. títulos como exemplo abaixo:           Receita Bruta de Vendas. passivo e PL). Encargos Financeiros Líquidos. reconhecendo receitas e despesas realizadas. O Imposto de Renda em decorrência do lucro apurado é obtido extracontabilmente. através de estudo do conteúdo de cada uma delas. pelos gestores da empresa. ou seja. cujo saldo (diferença despesas x receitas) é transferido para a conta Lucro/Prejuízo Acumulado. Despesas Operacionais. Deduções da Receita Bruta de Vendas. Resultado Antes do Imposto de Renda. Para efeito na Demonstração de Resultado de um exercício. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 13 . A conta Lucros ou Prejuízos Acumulados representa o único elo de ligação entre as contas do Balanço e as do Resultado do Exercício. adequando as contas para melhor classificação. Resultado Bruto. as contas dividem-se em dois grupos:  As Contas Patrimoniais (ativo. As de resultado são encerradas a cada fechamento de exercício social. que é mostrada no balanço como indicadora da variação patrimonial no decorrer da vida da empresa. As patrimoniais aparecem no Balanço sempre com seus saldos. Terceira Etapa: Encerramento das Contas de Resultado Do ponto de vista contábil. Receita Líquida de Vendas e Serviços. não são encerradas no processo de levantamento do balanço. Outras Despesas e Receitas Operacionais. de maneira cumulativa. de escrituração obrigatória. seus saldos são transferidos através de lançamentos contábeis para a conta de Apuração de Resultado (Resultado do Exercício). por todas as pessoas jurídicas. podemos utilizar títulos representativos de conjuntos de contas. ou seja. Resultado Não Operacional.

Após sua apuração essa conta pode ser distribuída para outras contas por lançamentos contábeis de forma a atender:  Normas legais. depois de constituída a provisão para IR e Contribuição Social. Essa conta é tão importante. Demonstração do Lucro ou Prejuízo Acumulados. encerramento das contas de resultado e distribuição do mesmo. é transferido para Lucros ou Prejuízos Acumulados. Notas Explicativas. Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido._________________________________________________________________________________________________________ DISTRIBUIÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO O resultado final. que é demonstrada num relatório chamado de Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados.  Proposta de distribuição para os sócios e acionistas. Demonstração da Origens e Aplicação de Recursos. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 14 . pela constituição de Reserva Legal. mais o abatimento das Participações e Contribuições sobre o lucro. é levantado o Balancete de Verificação. ou Mutação do Patrimônio Líquido. Concluída toda escrituração dos ajustes.  Normas estatutárias. Demonstração do Resultado do Exercício. e em seguida elaborados os relatórios contábeis como:       Balanço Patrimonial. pela constituição de Reservas Especiais. sem prejuízos na distribuição de dividendos.

independentemente da mesma ter sido recebida ou de quando irá ocorrer seu vencimento. constitui-se em relatório sucinto das operações realizadas pela empresa em determinado período de tempo._________________________________________________________________________________________________________ DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO Elaborada simultaneamente com o balanço patrimonial. da Demonstração do Lucro ou Prejuízos Acumulados ou Mutações do Patrimônio Líquido. A Lei 6404/76 tornou obrigatória a elaboração e publicação além do Balanço. etc. comprar uma quantidade regular. no período entre dois balanços. Temos um desconto sobre vendas quando o vendedor concede no momento da negociação do objeto comercializado devido a méritos do comprador (cliente). no caso de um bem estar _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 15 . Descontos sobre vendas e Abatimentos sobre vendas Embora possa parecer que sejam sinônimos descontos é diferente de abatimentos. custos e despesas incorridos na empresa no período e apropriados segundo o regime de competência. durante um certo período de tempo. Com isso. por anormalidade em relação ao bem ou serviço entregue. antes de qualquer dedução. O abatimento sobre vendas difere de desconto devido a ocorrência deste. A demonstração do Resultado do Exercício mostra como a empresa se comportou em termos de Receitas e Despesas. da DRE. etc. da Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos e das Notas Explicativas. independentemente de que tenham sido esses valores pagos ou recebidos. ou seja. procedimento este. descontos e abatimentos sobre vendas. tais como impostos sobre vendas (ICMS. conhecido como regime de competência. em geral de um ano. ou seja. IPI. com a DRE juntamente com o balanço atinge a finalidade de mostrar a Situação Patrimonial e Econômico-financeira da empresa. se dar. É importante dizem também que estas receitas são registradas quando da realização da venda. no exercício social considerado. A contabilidade. A mesma Lei estabelece seqüência de apresentação dos vários elementos da demonstração do resultado para efeito de publicação. (-) DEDUÇÕES SOBRE VENDAS Da receita bruta. A este tipo de desconto podemos chamar ainda de desconto comercial. obtem-se o total da Receita Líquida de Vendas e Serviços ou a Receita Operacional Líquida de Vendas e Serviços. O lucro (ou prejuízo) é resultante de receitas. ESTRUTURA DA DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO CONFORME A LEI DAS SOCIEDADES ANÔNIMAS. devem ser deduzidos diversos valores que não pertencem a empresa. por este ser pontual. ISS. Desta demonstração extrai-se um dos valores mais importantes às pessoas nela interessadas: o resultado líquido do período. Na demonstração deve constar o período de tempo considerado. Esta demonstração esclarece muitas variações ocorridas no patrimônio líquido.). e as devoluções sobre vendas ou vendas canceladas. lucro ou prejuízo. RECEITA BRUTA DE VENDAS OU RECEITA OPERACIONAL BRUTA Refere-se ao valor nominal total das vendas de bens ou dos serviços prestados pela empresa.

ou de serviços no caso de uma prestadora de serviços. Já as vendas canceladas podemos entender como sendo aquela onde a devolução for total. (-) CUSTO DAS MERCADORIAS. Esses valores são normalmente apurados pelo custo histórico de aquisição ou de produção. e também das Devoluções e Abatimentos sobre Vendas. por estar totalmente em desacordo com as especificações do cliente. (=) RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS OU RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA É a diferença entre a receita bruta e a soma das deduções sobre as vendas. mas que não pertencem à empresa por se tratar de tributos que incidem sobre as vendas e serviços prestados e que por isso devem ser repassados aos cofres públicos. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 16 . Representa todos os custos incorridos pela empresa em seu processo comercial (compra/venda). cuja escolha de um ou outro provoca diferença tanto no resultado como na valorização dos estoques (=) LUCRO BRUTO É a diferença entre Receita Líquida de Vendas e o Custo das Vendas. Produtos ou Serviços Vendidos. etc. mão-de-obra. Tanto os custos de produtos ou de mercadorias vendidos são obtidos através da baixa nas contas de estoques pelos valores de produção ou aquisição e os critérios de avaliação adotados podem ser PEPS. antes das deduções (descontos. negocia-se um abatimento sobre a venda. PRODUTOS OU SERVIÇOS VENDIDOS Mostra o valor do Custo das Mercadorias. RESUMINDO:  Brutas ± total do faturamento. de fabricação em se tratando de uma indústria. Devolução sobre vendas ou Vendas cancelas Podemos entender com sendo devolução quando esta ocorrer apenas parcialmente sobre a venda efetuada. UEPS._________________________________________________________________________________________________________ avariado e uma devolução ser inviável economicamente. este custos referem-se a matéria-prima. para efeito de empresa comercial estes custos referem-se aos de aquisição da mercadoria vendida. devoluções e impostos). abatimentos. devido parte desta estar em desacordo com as especificações do cliente ou mesmo apresentar algum tipo de anormalidade. Média Ponderada Móvel. e outros custos indiretos de fabricação.  Líquidas ± resultante da subtração dos impostos a elas relacionadas. Em relação a produtos fabricados. Impostos sobre vendas Podemos definir como sendo aqueles valores que transitam temporariamente pelo disponível.

debenturistas. diretores. receita de vendas de sucatas. (-/+) OUTROS RESULTADOS (DESPESAS/RECEITAS) OPERACIONAIS Compõe-se de itens que nem sempre se enquadram no conceito correto de operacional. (=) LUCRO OU PREJUÍZO OPERACIONAL Ao Lucro Operacional são adicionadas Outras Receitas ou deduzidas outras Despesas não Operacionais. entre outros. dando o Lucro ou Resultado Operacional. Neste grupo podem estar incluídos . DISTRIBUIÇÃO DO LUCRO _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 17 . (-/+) RESULTADOS (DESPESAS/RECEITAS) NÃO OPERACIONAIS Normalmente são classificados como não sendo operacionais. ou baixas de bens do ativo permanente. ou seja. dividendos recebidos de investimentos societários avaliados pelo método de custo corrigido. Sobre esse valor é provisionado o Imposto de Renda para o período. (-) PARTICIPAÇÕES Compreendem as participações estatutárias que representam parcelas dos lucros destinadas a empregados. As perdas por eventualidades como enchentes. a empresa apura o que chamamos de resultado tributável ou lucro real para efeito de apropriação do imposto de renda e da contribuição social so o bre lucro. As despesas Operacionais são deduzidas do Lucro Bruto. O lucro ou prejuízo líquido é transferido para o Patrimônio Líquido._________________________________________________________________________________________________________ (-/+) DESPESAS OPERACIONAIS ou RESULTADO OPERACIONAL São aquelas necessárias para o normal desenvolvimento das operações que constituem o objetivo da empresa. Tributárias e Encargos Financeiros Líquidos (diferença entre Receitas e Despesas Financeiras). Somente depois de apurado o resultado econômico é que a empresa apura e provisiona os impostos e as participações. chagando-se ao Lucro Líquido Disponível. Administrativas. etc. não são provenientes das atividades fins da empresa. chegando-se ao Lucro Líquido antes do Imposto de Renda (LAIR). Junto com as outras demonstrações contábeis apuradas no exercício é apresentado à assembléia geral ordinária dos acionistas da empresa proposta de destinação a ser dada ao lucro líquido do exercício. É a soma dos gastos com Despesas Comerciais. incêndios sem que haja cobertura de seguros também são consideradas como resultado não operacional. (-) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO Depois de apurado este valor. (-) LUCRO/PREJUÍZO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO O lucro ou prejuízo líquido do exercício é obtido após as deduções de participações e contribuições do lucro remanescente depois de deduzida a provisão do imposto de renda. etc. mais especificamente para a conta Lucros ou Prejuízos Acumulados. (=) LUCRO/PREJUIZO ANTES DOS IMPOSTOS E PARTICIPAÇÕES Este pode ser definido como o resultado econômico obtido pela empresa através de suas atividades operacionais e não operacionais. aquelas perdas ou ganhos oriundos de alienação (vendas). variações nos investimentos avaliados através da equivalência patrimonial.

) PROVISÃO PARA IMPOSTO DE RENDA ( = ) LUCRO APÓS O IMPOSTO DE RENDA ( . Criam-se as Reservas (Legal.) RESULTADO NÃO OPERACIONAL  Ganho não Operacional  Perda não Operacional ( = ) RESULTADO ANTES DO IMP.) PARTICIPAÇÕES E PROVISÕES  Participações nos lucros p/empregados ( = ) LUCRO OU PREJUÍZO LÍQUIDO LUCRO OU PREJUÍZO POR AÇÃO OUTRAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E AS NOTAS EXPLICATIVAS A elaboração das demonstrações citadas e mais as notas explicativas representam a última etapa do levantamento do balanço e consequentemente da seqüência dos procedimentos contábeis. DE RENDA ( .) CUSTO DAS VENDAS (CMV ± CPV OU CSV) ( = ) RESULTADO BRUTO ou LUCRO BRUTO (-/+) DESPESAS E RECEITAS OPERACIONAIS Despesas com Vendas  Fretes sobre vendas  Propaganda e publicidade  Outras Despesas Gerais e Administrativas  Salários e encargos  Alugueis  Depreciação  Seguros  Outras Encargos Financeiros Líquidos  Despesas Financeiras  Receitas Financeiras Outras Despesas e Receitas Operacionais  Ganhos de Participações  Perdas de Participações ( = ) LUCRO/PREJUÍZO OPERACIONAL ( . DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO MODELO GENÉRICO RECEITA BRUTA DE VENDAS  Vendas Nacionais  Vendas Estrangeiras ( .) DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA  Impostos sobre vendas  Abatimentos sobre Vendas  Devoluções sobre Vendas ( = ) RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS ( . Estatutária._________________________________________________________________________________________________________ Cabe aos acionistas ou quotistas determinarem o destino do Lucro Líquido Disponível. distribuem-se os Dividendos e o restante é retido na empresa (Lucros Acumulados).). _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 18 . etc.

os ajustes de exercícios anteriores. porém. Basicamente tais r eversões processam-se sobre as reservas de lucros. identificando os fluxos ocorridos entre uma conta e outra e as variações (acréscimos e diminuições) verificadas no exercício. As transferências para reservas. As reversões de reservas e o lucro líquido do exercício. A.) Parcela dos Lucros Incorporada ao Capital ( + ) Saldo final da conta ³Lucros /Prejuízos Acumulados:. 186 da Lei das S. Reversões de Reservas ± são as parcelas do lucro líquido de exercícios anteriores que foram destinadas à constituição de reservas.Reavaliação de ativos. MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO É um demonstrativo contábil mais abrangente que a dos lucros ou prejuízos acumulados._________________________________________________________________________________________________________ DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS. determina a seguinte discriminação nessa demonstração: O saldo de início do período.) Transferência para Reservas ( . As variações no PL podem dar-se de diferentes maneiras.) Dividendos propostos ( . A demonstração de mutações patrimoniais abrange todas as contas do PL.Ágio cobrado na subscrição de ações e prêmio da de debêntures etc. . EXPLICAÇÕES ADICIONAIS: Ajustes de exercícios anteriores ± refere-se às mutações havidas em decorrência de alterações do critério contábil adotado pela empresa.Aumento de capital por subscrição e integralização de novas ações. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 19 . no momento em que não existir mais razão para sua manutenção. os dividendos. ou seja: MOVIMENTAÇÕES QUE ELEVAM O PL: . é legalmente obrigatória para praticamente todas as sociedades. Essa demonstração retrata as movimentações ocorridas na conta patrimonial de ³Lucros ou Prejuízos Acumulados´. Se publicado esse demonstrativo substitui legalmente o dos lucros. reconvertidas totais ou parcialmente. exceções. ou a erros e omissões cometidos em exercícios anteriores. os quais irão alterar a estrutura final de seu patrimônio Líquido. . O art.Lucro líquido do exercício. a parcela dos lucros incorporada ao capital e o saldo ao fim do período. Estrutura da demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados conforme a Lei Saldo inicial da conta ³Lucros/Prejuízos Acumulados´ (final exercício anterior) (+/-)Ajustes de exercícios anteriores ( + ) Reversões de Reservas (+/-) Lucro/Prejuízo líquido do Exercício ( . existindo. podendo a sociedade optar por sua elaboração ou não. .

. a diminuição de uma conta do ativo ou o aumento de uma conta do passivo pressupões uma fonte ou liberação de recursos. uma origem. Através dessa demonstração. . o aumento de uma conta do ativo ou a diminuição de uma conta do passivo identificam um emprego ou uso de dinheiro.Compensações de prejuízos através d reservas etc.Dividendos etc. Mostra a movimentação dos recursos em termos de variação do capital circulante líquido. permite a identificação clara dos fluxos financeiros que aumentaram ou reduziram o capital circulante líquido indicando suas origens e aplicações de recursos.Prejuízo líquido do exercício._________________________________________________________________________________________________________ MOVIMENTAÇÕES QUE DIMINUEM O PL: . . se obteve novas fontes de financiamento de longo prazo e se os acionistas fizeram novos aportes de capital. por exemplo. ou seja. Basicamente. . uma aplicação.Apropriações do lucro líquido da conta de lucros ou prejuízos acumulados para outras reservas. em vez de ser apresentada uma única coluna chamada ³reservas de capital´. O referido quadro também mostra algumas movimentações que podem ocorrer no patrimônio. é apresentada uma coluna para cada uma das reservas.Aumento de capital por incorporação de reservas.Aquisição de ações da própria sociedade (ações em tesouraria). Em resumo. quaisquer outras movimentações que a empresa realize que integrem o patrimônio líquido devem ser explicitadas nessa demonstração. MODELO DA DEMONSTRAÇÃO DE MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO ± Estrutura Básica Capital Realizado Reserva De Capital Reservas De Reavaliação Reservas De Lucros Lucros ou Prejuízos Acumulados Totais Saldo em 31-12-x1 Ajustes exercícios anteriores Aumento de Capital Lucro Líquido do Exercício Distribuição do lucro Dividendos propostos Compensação de prejuízos Saldo em 31-12-x2 Obs. isto é. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 20 . o analista pode saber se a empresa se a empresa gerou recursos em suas operações. detalhando as diversas fontes e aplicações de recursos que o afetaram. porém. Num sentido mais amplo.: Em situações reais. valendo a estrutura básica apenas como ilustração. De outra maneira. DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS ± DOAR A DOAR é um instrumento valioso para o usuário (analista). a DOAR mostra a variação do capital circulante líquido. MOVIMENTAÇÕES QUE NÃO AFETAM O PL: .

Os saldos. Exemplos: depreciação. Aumento do ativo realizável a longo prazo. agrupados em: Dividendos distribuídos. a DOAR deverá indicar as modificações na posição financeira da companhia. b. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 21 .As origens dos recursos._________________________________________________________________________________________________________ Em aspecto geral. discriminando: I. CONSIDERAÇÕES SOBRE A COMPOSIÇÃO DA DOAR a. Redução do passivo exigível a longo prazo. Considerando-se que a DOAR trata somente das origens e aplicações de recursos que ocorrem fora do âmbito do circulante: Quando: Total das origens > Total das aplicações Total das origens < Total das aplicações Ocorre: Aumento do capital circulante líquido Redução do capital circulante líquido A grande utilidade do uso da DOAR é a avaliação da liquidez (folga financeira) a curto prazo da empresa. acrescido de depreciação. A esse valor deve-se acrescentar as receitas e despesas ocorridas na apuração do resultado. c. Realização do capital social e contribuições para reservas de capital. as origens e aplicações de recursos podem ser identificadas de acordo com o esquema a seguir: Contas do Ativo AUMENTO DIMINUIÇÃO APLICAÇÃO ORIGEM Contas do Passivo AUMENTO DIMINUIÇÃO ORIGEM APLICAÇÃO Em conformidade com a Lei da S. IIIIVAs aplicações de recursos. fornecendo uma visão mais ampla da estrutura de equilíbrio financeiro da empresa. do ativo e do passivo circulantes. no início e no fim do exercício. O excesso ou insuficiência das origens de recursos em relação às aplicações. b. d. amortização ou exaustão e ajustado pela variação nos resultados de exercícios futuros. etc. agrupadas em: a. a diferença entre o ativo circulante e o passivo circulante (capital circulante líquido). b. A DOAR permite uma identificação mais nítida das causas que determinam as mutações na posição financeira a curto prazo. representando aumento ou redução do capital circulante líquido. dos investimentos e do ativo diferido. Aumento/Redução do Capital Circulante Líquido ± indica a variação (positiva ou negativa) verificada no capital circulante líquido da empresa. Lucro/Prejuízo do Exercício ± corresponde ao montante apurado na demonstração de resultados. Aquisição de direitos do ativo imobilizado. originários do aumento do passivo exigível a longo prazo e da alienação de investimentos e direitos do ativo imobilizado. IIa. amortização e exaustão. Lucro do exercício.As. resultados de equivalência patrimonial. o montante do capital circulante líquido e seu aumento ou redução durante o exercício. c. Recursos de terceiros. mas que não afetaram o capital circulante líquido da empresa. aquisição de bens permanentes mediante financiamentos resgatáveis a longo prazo. ou seja.

Estrutura da demonstração das origens e aplicações de recursos (DOAR) 1. De empréstimos) TOTAL DAS APLICAÇÕES ± (B) 3.: resgate de aplicações) y Venda de ativo permanente TOTAL DAS ORIGENS ± (A) 2.: pagto.) De Terceiros: y Aumento do Exigível a Longo Prazo (ex.) Passivo Circulante (idem. Como exemplo de quadros e demonstrações acessórias às Notas Explicativas tem-se a de Mutações Patrimoniais (não obrigatória por Lei).) Variação no Passivo Circulante ( . AUMENTO OU REDUÇÃO DO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO Total das Origens ± Total das Aplicações 4. doações. etc. VARIAÇÃO DO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO Ativo Circulante (saldo de Balanço no início do exercício) Ativo Circulante Líquido (saldo no fim do exercício) Variação no Ativo Circulante ( . passando a fazer parte efetiva do conjunto de publicações previstas na Lei das Sociedades por Ações. quadro-resumo das principais características _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 22 .: novas aplicações) y Redução do Exigível a Longo Prazo (ex. amortização e exaustão y Juros de empréstimos a longo prazo y Resultado da equivalência patrimonial Dos Acionistas: y Aumento do Capital por integração y Contribuição para reservas de capital (ágio. APLICAÇÕES DE RECURSOS y Dividendos distribuídos y Aquisição de Imobilizado y Aquisição de Investimentos y Adição de Diferido y Aumento do Realizável a Longo Prazo (ex. ativo) ( ._________________________________________________________________________________________________________ MODELO .) Passivo Circulante Líquido (saldo no fim do exercício) ( = ) Capital Circulante Líquido ( = ) Capital Circulante Líquido (saldo no início do exercício) (saldo no fim do exercício) ( = ) Variação no Capital Circulante Líquido NOTAS EXPLICATIVAS Representam complementação obrigatória das demonstrações contábeis. ORIGENS DOS RECURSOS Das Operações: y Lucro/Prejuízo do Exercício y Depreciação. ³as demonstrações serão complementadas por notas explicativas e outros quadros analíticos ou demonstrações contábeis necessários para esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados do exercício´.: empréstimos) y Redução do Realizável a Longo Prazo (ex.

valor periodicidade das prestações. g. c. ou possam vir a ter. de importância para as pessoas nela interessadas. efeito relevante sobre a situação financeira e os resultados futuros da companhia. i. Os investimentos em outras sociedades. e dos ajustes para atender às perdas prováveis na realização de elementos do ativo. Os ônus reais constituídos sobre elementos do ativo._________________________________________________________________________________________________________ de cada empréstimo e financiamento contratado pela sociedade. Os eventos subsequentes à data do encerramento do exercício que tenham. As Notas Explicativas são elaboradas com o objetivo de destacar e interpretar detalhes relevantes. A Lei estabelece as indicações mínimas que devem constar das Notas Explicativas. amortização e exaustão. As opções de compra de ações outorgadas (aprovadas) e efetuadas no exercício. A taxa de juros. e resultados da empresa. Os principais critérios de avaliação dos elementos patrimoniais. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 23 . as datas de vencimento e as garantias das obrigações a longo prazo. presentes e futuros. sugere-se leitura complementar nas páginas de 150 a 156 do livro ³Contabilidade Introdutória´ FEA/USP. as garantias prestadas a terceiros e outras responsabilidades eventuais ou contingentes. significativos nos negócios. Os ajuste de exercícios anteriores. de constituição de provisões para encargos ou riscos. as espécies e as classes das ações do capital social. tais como: prazo de vencimento. b. f. quando relevantes. h. e. que são as seguintes: a. d. O número. dar informações adicionais sobre fatos passados. dos cálculos de depreciação. encargos financeiros etc. Aumento de valor de elementos do ativo resultante de novas reavaliações. especialmente estoques. Para melhor entendimento desse assunto.

os títulos (duplicatas e outros documentos) a receber deveriam aparecer no Balanço com saldo correspondente ao montante líquido que provavelmente serão recebidos. são esses devedores considerados pela contabilidade devedores insolváveis. pesar negativamente no resultado desse exercício. DEVEDORES DUVIDOSOS e INSOLVÚVEIS Os diversos valores a receber são avaliados por seu valor de realização. baseando-nos na premissa de que o Balanço deve retratar a situação patrimonial com o máximo de fidelidade possível._________________________________________________________________________________________________________ PROBLEMAS CONTÁBEIS DIVERSOS VALORES A RECEBER Na composição dos ³valores a receber a curto prazo´ são discriminados todos os valores recebíveis a curto prazo. O Balanço mostra a existência de duplicatas a receber no valor global. A perda decorrente de débitos insolváveis deve. Em função disso. portanto. será aquele que for suficiente para absorver as perdas que provavelmente ocorrerão no recebimento dos créditos de direito existentes no final de cada exercício. de modo que se pode prever o aparecimento de algum prejuízo. O parâmetro normalmente aceito para esta provisão é o percentual (médio dos últimos três anos) de duplicatas não liquidadas em relação ao saldo de Duplicatas a Receber. Sabemos que a conta Resultado dever ser debitada todas as despesas e perdas relativas ao período. Quando se torna comprovada a real impossibilidade da quitação de suas dívidas. por ocasião do levantamento do balanço. devemos concluir que tanto o Balanço como a Demonstração de Resultados serão incorretos. a legislação do IR dispõe que o valor considerado dedutível como provisão para perda. ou seja. Dessa forma. A prática comercial indica que é comum o aparecimento de devedores insolváveis. pelo montante que a empresa espera auferir quando do recebimento. é a possibilidade da ocorrência de prejuízos. a menos que neles sejam previstas as possíveis e prováveis perdas relacionadas a terceiros. O que se quer mostrar aqui. em virtude de devedores não liquidarem seus compromissos com a empresa. por isso. Consideram-se recebíveis ou realizáveis as vendas a prazo (de produtos. de propriedade da empresa. A lei permite também que se constitua provisão para devedores duvidosos da seguinte maneira: _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 24 . FORMAS DE PROVISÃO PARA DEVODORES DUVIDOSOS Os prejuízos futuros não podem ser previstos com precisão. mercadorias ou serviços) a clientes e os valores a receber provenientes das demais transações efetuadas pela empresa. deduz de Duplicatas a Receber um -se montante estimado de perdas com clientes duvidosos. Este montante também é deduzido como despesa d o exercício e aparece como uma despesa de vendas na Demonstração de Resultados do Exercício. Na prática.

....000 $48.. ou seja $17..200 3... na hipótese do devedor não liquidá-lo junto ao banco.280 Observação: ...280..000 $15.... enviar ao banco. Análise individual de devedores.$480.. o percentual (%) de provisão para perdas poderá ser 3.000 3. recebendo em troca o valor do título. dá-se o nome de ³Desconto de Duplicatas´.280 DESCONTO DE DUPLICATAS A RECEBER $ 462.$17..720 A empresa.).000 3.....) Provisão p/Dev.. Débito: Devedores Duvidosos Crédito: Provisão p/Devedores Duvidosos Estimativa de perdas com devedores duvidosos ... Endossar... _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 25 .91 Ano 3 $500...6% (média dos últimos três anos). Os débitos vencidos e os pertencentes a pessoas que estejam com dificuldade financeira são somados e adotados para constituição da provisão..60 Supondo que no ano de fechamento o valor de Duplicatas a receber seja de $480.00 Ano 2 $460. Duvidosos.. deduzidas as despesas incidentes sobre a operação.... Exemplo: DEMONSTRAÇÃO DO CÁLCULO DA PROVISÃO PARA DEVEDORES DUVIDOSOS (retrospecto histórico) EXERCÍCIOS Duplicatas a Receber Perda Saldo em 31-12 efetivamente % observada Ano 1 $380..000 $15........O saldo da conta Devedores Duvidosos. maneira esta utilizada pela grande maioria das empresas. As duas primeiras atitudes não envolvem qualquer operação contábil._________________________________________________________________________________________________________ a... b.$ 17.200 4. transferindo ao mesmo sua propriedade. O saldo da conta Provisão para devedores duvidosos aparecerá no ativo reduzindo a conta de duplicatas a receber com sinal negativo ( . a isso. para que este proceda a cobrança.. Endossar e enviar ao banco...00 TOTAL $1.000 (. não exime a empresa da responsabilidade de pagar o título.000..000 $18..340. o simples endosso.. Exemplo no Balanço: Duplicatas a Receber. A terceira implica a transferência de posse das duplicatas ao Banco.. depois de realizadas as vendas e emitidas as Duplicatas a Receber podem adotar três diferentes atitudes:    Ficar com a mesma até que seja quitada pelo devedor (cliente). Aplicação de um percentual sobre os valores a receber no fim do ano. da mesma forma que outra conta de despesa deve ser transferida para resultado do exercício.. Porém..

200 ATIVO IMOBILIZADO O ativo imobilizado é parte integrante do ativo permanente da empresa. e por questão de controle da própria empresa. 2. No fechamento do exercício aponto-se que a mesma obteve lucro de $ 2.. Exemplo: A Cia Exemplo S/A tem participação de 60% no capital da Cia ª cujo Patrimônio Líquido é de $ 10..... no banco . Não esteja destinada a venda..... a contabilização do desconto de duplicatas é feita da seguinte forma: Diversos a Duplicatas Descontadas Pelo desconto das duplicatas nºs.... 3............_________________________________________________________________________________________________________ Por esse motivo....000 ( ......... não se considera razoável esperar pelo recebimento dos lucros para registra-los.... Movimento Valor creditado .. 4. ou seja... Relevância de valor. Participação (60%) imediatamente.000 $ 30..$ 20...000 Juros e Descontos a Vencer (conta do ativo) Valor do juros a ser cobrado no recebimento da duplic..) Duplicatas Descontadas ..000 EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL Quando os investimentos societários permanentes são em empresa controladas pela investidora ou pelo menos quando a investidora possui participação suficiente para exercer influência sobre a administração da investida.. tendo as seguintes características básicas: 1... como segue: Bancos Cta.. Ele compreende os bens e direitos que tenha por objeto à manutenção das atividades da empresa....... inclusive os de propriedade industrial ou comercial... . A Crédito: Receita de Equivalência Patrimonial .....000...........$ 18.............000.... neste caso significa que a sociedade investidora deve registrar sua parte no lucro da investida assim que esta o obtiver.... _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 26 ... Vida útil superior a um ano.......$ 50....... Sua utilização na empresa........... que o valor que a empresa tem realmente a receber apresentada no Balanço é: Duplicatas a Receber ..... A Cia Exemplo S/A conhecedora desse resultado reconhece seu ganho ref.. melhor que usas o regime de caixa nesta situação é usar o regime de competência....... como segue: Débito: Investimentos em Controladas ± Cia....400 Despesas Bancárias Comissão e IOF cobrados pelo banco $ 600 $ 20.. e não quando o distribuir em dinheiro aos sócios... $ 1........... O imobilizado é representado por bens tangíveis e intangíveis.. ou exercidos com essa finalidade....$ 1. O regime de competência.000 Vejam agora..........

que determinado bem como veículo tenha uma vida útil de cinco anos. na eventualidade de mudança deverá explicar a ocorrência em nota explicativa.l DEPRECIAÇÃO. Os bens do imobilizado sofrem depreciação. Os itens de depreciações. Método da taxa constante: é aplicada um taxa constante de depreciação sobre o valor residual. II. dependendo apenas de seu propósito. Os itens componentes do ativo imobilizado são avaliados pelo custo de aquisição. enquanto os veículos que fazem parte da frota de uso da revendedora constituem imobilizado. acessórios e semoventes. pelo uso ou pelo transcorrer do tempo. Etc. Numa revendedora de veículos. isto é sobre o custo mais a depreciação acumulada. com base em uma expectativa de vida útil do bem. Móveis e Utensílios. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 27 . Os principais métodos de depreciação são: I. a empresa deverá manter durante a vida útil do bem o mesmo critério de depreciação que adotou desde o início. mais os gastos necessários à colocação dos mesmos em condição de funcionamento. amortização e exaustão. Pelo princípio contábil de consistência. este aplica o percentual sobre o valor residual. enquanto o método da linha reta mantém uma taxa constante sobre o valor base. as aplicações de recursos em sua planta industrial tenderão a ser o principal absorvedor de recursos no ativo permanente. Entre os itens que habitualmente compõe o ativo imobilizado destacam-se: Imóveis e Terrenos. os carros destinados a venda representam estoques (mercadorias). Máquinas e Equipamentos. que estão sujeitos ao desgaste ou deterioração. tendo em vista cada critério suas próprias vantagens. Numa empresa de transporte rodoviário. fazendo que a depreciação seja maior nos primeiros anos de vida do bem. Observe que. Imobilizações em Andamento. é estabelecido um percentual anual fixo para depreciação. ou seja._________________________________________________________________________________________________________ O tipo de imobilizado varia com a atividade operacional de cada empresa. Veículos. em fase de sua expectativa de vida útil. por exemplo. Instalações. Já em determinado tipo de indústria. a tendência é de que a frota de veículos seja um componente expressivo de seu ativo imobilizado. Apenas os bens tangíveis. porém. AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO. amortizações e exaustões aparecem como redutoras de imobilizado. de duração. devem ser depreciados. sua taxa de depreciação será de 20% ao ano. essa Lei extinguiu tal correção. Método da linha reta: é o método mais utilizado. É importante observar que um bem pode ser classificado como imobilizado ou como estoque. Há vários critérios e taxas para depreciação. Supondo. por exemplo. Tais valores eram antes da Lei 4249/95 corrigido monetariamente para fins de atualização devido ao efeito da inflação. porém.

em vez de unidades produzidas. teríamos a soma dos números seqüenciais de 1 a 5 (1 + 2 + 3 + 4 + 5 = 15). Critério análogo pode ser adotado quando a capacidade produtiva é estimada em horas de trabalho. resultando no denominador igual a 15. baseadas em taxas determinadas pela Secretaria da Receita Federal. como exemplos abaixo: Tipo de imobilizado Prédios e construções Máquinas e equipamentos Veículos Móveis e Utensílios Taxa de depreciação 04% 10% 20% 10% Vida útil estimada 25 anos 10 anos 05 anos 10 anos _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 28 . a depreciação referente a determinado período é representada por um número decorrente da divisão do número de unidades produzidas durante o período de vida útil do bem. O numerador é composto pelos períodos de vida restantes no início da cada período. Exaustão ± quando corresponder à perda do valor decorrente de sua exploração. IV. isto é. isto é. ação da natureza ou obsolescência. Amortização ± quando corresponder à perda do valor do capital aplicado na aquisição de direitos de propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros com existência ou exercício de duração limitada. de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais. Método da soma dos Dígitos: por esse método também é suposto que a depreciação é maior nos primeiros anos de vida do bem. para um veículo com vida prevista de cinco anos. mais três anos. ou bens aplicados nessa exploração. Supondo um veículo. corresponde a 100%. seu período de vida restante seria de quatro anos. A Lei das Sociedades por Ações trata dos critérios de avaliação do ativo imobilizado das empresas. c. no início do primeiro ano seu restante de vida útil seria de cinco anos. Exemplo: ANO TAXA 1 5/15 2 4/15 3 3/15 4 2/15 5 1/15 Observa-se que a soma das frações relativas a cinco anos é igual a um. o segundo ano que está iniciando. A legislação determina regras para depreciação. que é a totalidade do valor do bem a ser depreciado. Método das Unidades Produzidas ou Processadas: este método leva em consideração a capacidade estimada de unidades a serem produzidas ou processadas durante a vida útil do bem._________________________________________________________________________________________________________ III. no início do segundo ano. ou cujo objeto sejam bens utilizados por prazo legal ou contratualmente limitados. Portanto. Depreciação ± quando corresponder à perda do valor direitos que têm por objeto bens físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso. sendo a taxa aplicada uma fração cujo denominador é a soma dos algarismos (dígitos) seqüenciais correspondentes aos anos de vida útil do bem. destacando que a diminuição do valor dos elementos do ativo imobilizado será registrada periodicamente nas contas de: a. isto é. com cinco anos de vida útil estimada. b.

_________________________________________________________________________________________________________ Instalações em geral Ferramentas (alicates. caberá a ela provar ao fisco. os quais constam do Regulamento do Imposto de Renda. etc. por outro lado. de modo geral. através de laudos do Instituto Nacional de Tecnologia. Quanto à amortização. ou sobre benefícios em propriedade de terceiros.0 1.) Microcomputadores 10% 20% 20% 10 anos 05 anos 05 anos Há diversas outras taxas para diversos tipos de ativos. que usou taxas cientificamente adequadas em face da expectativa de vida útil do bem. por exemplo. É importante destacar que os terrenos não estão sujeitos a depreciação por não sofrer desgaste pelo uso ou pela ação do tempo.5 2. dá-se o nome de depreciação acelerada. poderá aplicar as taxas como segue: Turnos de 8 horas Um turno Dois Turnos Três Turnos Multiplicador p/ as taxas habituais 1.0 Ao tratamento mencionado. são aplicadas sobre os intangíveis como marcas e patentes. é utilizada no caso de florestas e de jazidas de minérios. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 29 . Cabe ressaltar que as taxas estabelecidas pela Receita Federal são taxas máximas. A exaustão. Caso a empresa opere em mais de um turno (8 horas de trabalho). A legislação admite que as taxas sejam ajustadas em função do número de turnos em que a empresa opere. Se a empresa utilizar taxas acima das convencionais. facas.

_________________________________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 30 .

investidores. visando ativar o interesse dos alunos sobre a disciplina ³Análise das Demonstrações Financeiras´. sendo mais conhecidos por ³demonstrações contábeis´ ou ³demonstrações financeiras´.. com base nos fatos registrados pela contabilidade. Isto justifica a grande importância da matéria no programa dos principais cursos voltados à gestão empresarial como Administração. de mais de dois períodos regulares (exemplo: 1999. insere no -se campo contábil-financeiro como uma de suas mais importantes especializações. instituições financeiras. 2000 e 2001).  Demonstração do Resultado do Exercício ± DRE. as quais farão parte de importantes ferramentas utilizadas pelos gestores econômicos e fin anceiros. em suas decisões. devemos falar um pouco da importância de conhecer internamente cada uma das demonstrações financeiras geradas no departamento contábil.  Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados ou Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido. efetuar uma análise voltada para seus aspectos econômicos e financeiros. A atual Lei das Sociedades por Ações determina que ao final de cada exercício social (12 meses) toda empresa deve apurar. como define o mercado. Obrigatórios são aqueles definidos pela legislação societária. etc. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 31 . estão aqueles ditos obrigatórios que são aqueles definidos pela legislação societária. um curso de Estrutura e Análise de Balanços. O conhecimento da matéria gera atuação profissional num segmento definido de mercado. de modo a auxiliar ou instrumentar os dirigentes/administradores. transformando-os em informações úteis que os auxiliarão nas tomadas de decisão. tratada na INSTITUIÇÃO como Contabilidade Geral II. que utilizarão seus dados. econômicos e financeiros contidos nas demonstrações financeiras geradas na contabilidade._________________________________________________________________________________________________________ INTRODUÇÃO A ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Antes de qualquer coisa. Ciências Contábeis. acionistas. etc. A análise compreende o estudo das relações entre elementos patrimoniais. Hoje. sendo mais conhecidos como ³demonstrações contábeis´ ou ³demonstrações financeiras´. O objetivo da análise compreende a indicação de informações numéricas. clientes. da mesma maneira. nota-se crescente demanda de profissionais que reúnam condições de interpretar e mensurar dados através dos demonstrativos contábeis e que possam. Economia. preferencialmente. Insumos Básicos Da Análise De Balanços Os insumos básicos do processo de análise de balanços são os relatórios contábeis gerados periodicamente pelas empresas. proprietários. fornecedores. as seguintes demonstrações contábeis:  Balanço Patrimonial.  Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos. Atualmente. governo. Entre os relatórios gerados pela contabilidade.

isoladamente. principalmente os contadores sabem que as demonstrações financeiras geradas no departamento de contabilidade trazem um volume muito grande de dados. e toma (ou influencia) decisões com relação a conceder ou não crédito. torna-se impossível estabelecer uma seqüência metodológica ou instrumental científico capazes de fornecer diagnósticos sempre precisos da empresa (ASSAF NETO). Em outras palavras. sobressaindo-se. para quem as recebe._________________________________________________________________________________________________________ OBJETIVO DA ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS (MATARAZZO . presente e futura (projetada) de uma empresa. Podemos defini-los como a matéria-prima necessária à obtenção de um produto denominado informação. uma comunicação que pode produzir reações ou decisão. apesar das técnicas desenvolvidas. pois. Em um exemplo podemos dizer que numa partida de futebol da sel. Isso significa que cada analista concentra-se nas demonstrações financeiras da sociedade.000 pagantes. Os dados representam os números ou descrições de objetos ou adventos que. das quais extrai suas conclusões a respeito de sua situação econômico-financeira. pela análise de balanços extraem-se informações sobre a posição passada. além do conhecimento técnico.400. Gazeta Mercantil e outros podem representar uma infinidade de números que são dados.00 e 36. As demonstrações financeiras publicadas no DCI. As informações representam. as causas que determinaram a evolução apresentada e as tendências futuras.º de pagantes obteríamos o preços médio por ingresso o que já se transformou em informação. A análise de balanços é considerada por alguns autores como ³uma arte´. identificar sua capacidade de solvência (se irá falir ou não). com base nas informações contábeis fornecidas pela empresa. de posse deles os transformam em informações úteis para tomadas de decisões. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 32 .pgs. 7 a 40) A análise de balanços visa relatar. Esses dados representam a matéria-prima do setor p/o Administrador Financeiro que. Dessa forma. já com a divisão da arrecadação pelo n. mesmo tendo trabalhado com os mesmos dados e utilizados as mesmas técnicas de análise. Dois analistas podem chegar a conclusões diferentes sobre a mesma empresa. a posição econômico-financeira atual. isso seria um dado. alterar determinadas políticas financeiras. Isso faz com que os indicadores de análise sejam vistos de maneira particular por quem faz a análise. a experiência e a própria intuição do analista. Boliviana teve uma renda de R$ 286. avaliar sua lucratividade ou se tem condições de saldar suas dívidas com recursos gerados internamente etc. investir ou não em seu capital acionário. Brasileira x sel. freqüentemente acompanhada de um efeito surpresa. não há um critério ou metodologia formal de análise válidos nas diferentes situações e aceitos unanimemente pelos analistas. avaliar se a empresa está sendo bem administrada. não provocam nenhuma reação no leitor. Todos que trabalham com análises.

Demonstração das Mutações do P. Líquido. em excesso uma vez que nós. fornecidas pelos analistas sem a necessidade de interpretar índices ou gráficos mirabolantes. Esse pode ser um importante e justificado motivo para se transformar parte desses dados em informações capazes de levar os dirigentes da empresa a uma decisão. se é lucrativa. E suas matérias-primas. devemos apresentar informações como. se vem evoluindo ou regredindo ou até mesmo se sobreviverá ou irá a falência. que é o produto esperado pela alta direção da empresa. entretanto. A composição do endividamento mostra um perfil de dívida insatisfatório devido à excessiva participação das obrigações de curto prazo. Devem ser elaborados como se fossem destinados a leigos mesmo que não o sejam. que permitam concluir se a empresa merece ou não crédito. por exemplo: ³O grau de endividamento da empresa encontra-se em nível razoável em relação ao ramo de atividade. se possui dívidas acima de sua capacidade. Já a liquidez da empresa pode ser considerada boa´. vem crescendo de maneira indesejável. objetivando simplificar as conclusões mais complexas. estes sempre irão querer decidir com base nas informações obtidas. pois há dois anos podia ser considerado bom´. RELATÓRIO DA ANÁLISE ± o que incluir Ao invés de apresentar um relatório cheio de dados numéricos. Deve-se ter o cuidado de não elaborar relatórios cheio de dados ao invés de informação. todos eles com muitos números (dados) importantes. Linguagem O resultado da análise de balanços é demonstrado através de relatórios escritos em linguagem descomplicada. com uso de gráficos representativos como auxiliares. porém. que necessitam ser transformadas em informações. o DOAR. são os fatos de significado econômico-financeiro expressos em moeda e os seus produtos finais são as d emonstrações financeiras. O que realmente vai interessar à alta administração serão os comentários objetivos sobre a situação da empresa. PODE SE LISTAR INFORMAÇÕES DO TIPO: _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 33 ._________________________________________________________________________________________________________ Na publicação vem o Balanço. em uma análise muitas vezes desejamos saber apenas se a empresa poderá ou não receber créditos. O analista O analista de balanços por sua vez preocupa-se com as demonstrações financeiras. O INÍCIO DA ANÁLISE O Contador A função básica do contador é compilar os dados decorrentes das operações da empresa mediante os registros contábeis. o DRE.

) Governo. Situação econômica. permite estimar o seu futuro. PRINCIPAIS USUÁRIOS DA INFORMAÇÃO OBTIDA ATRAVÉS DA ANÁLISE DE DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS A análise das demonstrações financeira é ponto fundamental para viabilizar tomadas de decisão dentro das empresas. produto da transformação dos dados obtidos através das demonstrações financeiras fornecidas pelo departamento de contabilidade e são utilizadas por todos os grupos de interesse relacionado para os mais diferentes fins. Eficiência na utilização dos recursos. Desempenho. etc. corretoras de valores. Pontos fracos e fortes. A informação. ³A análise de balanços é fundamental para quem pretende relaciona-se com a empresa´. suas limitações e suas potencialidades. Providências que deveriam ser tomadas e não foram. A análise de balanços permite uma visão da estratégia e dos planos da empresa analisada._________________________________________________________________________________________________________ - Situação financeira. Causas das alterações na situação financeira. GRUPOS DE INTERESSE Diretores/Acionistas. A análise consiste num trabalho fascinante para as áreas de finanças e contabilidade e é através dela que se conseguem avaliar os efeitos de certos eventos ocorridos sobre a situação econômica e financeira das empresas. Clientes. bancos. Tendências e perspectivas. Causas das alterações na rentabilidade. Quadro evolutivo. Fornecedores. A política financeira de uma empresa tem reflexo nas demonstrações financeiras e é através da sua análise que se pode conhecer os seus objetivos. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 34 . Evidência de erros da administração. Instituições financeiras (instituições de crédito. Adequação das fontes às aplicações de recursos. Avaliação de alternativas econômico-financeiras futuras.

preocupam-se com o grau de endividamento do cliente e sua rentabilidade e capitalização. O cliente deve se preocupar mais é em caso de contrato de fornecimento de mate riais ou serviços considerados essenciais para a sua produção. ou seja._________________________________________________________________________________________________________ ³Cada usuário está interessado em algum aspecto particular da empresa´. preocupando-se com o aspecto de continuidade. eles estão mais preocupados é com a situação futura da empresa. BANCOS COMERCIAIS Esses bancos que trabalham com créditos de curto-prazo. e pode ser um fator de sucesso ou de fracasso da empresa no mercado. EXEMPLOS: FORNECEDORES O fornecedor de materiais ou serviços precisa conhecer a capacidade de pagamento de seus clientes. ³A profundidade da análise do fornecedor depende da importância do cliente´. CORRETORAS DE VALORES E PÚBLICO INVESTIDOR Esses. CLIENTES (COMPRADORES) Raramente o comprador analisa a situação do fornecedor. Nestes casos. a sua liquidez. CORRETORAS DE VALORES Concede empréstimos às construtoras e sua análise está entre um banco comercial e um de investimento. DIRETORES/ACIONISTAS _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 35 . que é muito mais importante para o banco de investimento. Ou seja. Essas sociedades necessitam conhecer a capacidade financeira de seus clientes (tomadores). para conhecimento profundo da situação de seus concorrentes. CONCORRENTES Esta análise é de vital importância. como agentes investidores. BANCOS DE INVESTIMENTOS Estes se preocupam muito mais com análise de tendência e fazer previsões. (valor negociado). SOCIEDADES FINANCEIRAS Créditos diretos a consumidores. preocupam-se com o aspecto da valorização das ações. deve proceder análise mais aprofundada.

Na maioria das ciências. Comparam-se os índices com os padrões. as concorrentes de concorrência pública. O médico. de imediato. faz análise inicial e depois esquece. A análise de balanços. quebram simplesmente por não acompanhar a situação de seus clientes/fornecedores periodicamente. cuja finalidade é determinar quais são os pontos críticos e permitir. ao grau de endividamento. GOVERNO O governo utiliza análise de balanços em diversas situações. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 36 . O advogado se ampara na lei. Extraem-se índices das demonstrações financeiras. Decisão Obs. A análise se compõe através das três primeiras etapas que devem estar perfeitamente coordenadas. 3. aos resultados obtidos. 2. ³A análise de balanços pode servir de guia para os dirigentes´. Por exemplo. mais precisamente no que diz respeito ao desempenho. o raciocínio é aplicado da mesma forma: 1. a lucratividade. aos prazos de pagamentos. aos prazos de recebimentos etc. na jurisprudência e em comentários jurídicos para defender suas causas. apresentar um esboço das prioridades para a solução de seus problemas. Diagnóstico ou conclusões 4. O Diagnóstico de uma empresa quase sempre começa com uma rigorosa Análise de Balanços. o processo de tomada de decisão obedece alguma seqüência como segue: Etapas: 1. para os administradores da empresa é instrumento importante (complementar) para a tomada de decisão. Tomam-se decisões. Ponderam-se as diferentes informações e chega-se a um diagnóstico ou conclusão. tem um padrão de reações estatisticamente elaborado para suportar seus diagnósticos. Em análise de balanços. ACOMPANHAMENTO DE CLIENTES E FORNECEDORES Muitas empresas e até mesmo bancos. METODOLOGIA DE ANÁLISE ³Toda análise baseia-se no raciocínio científico´. Comparação com padrões 3. por exemplo. Escolha de indicadores 2. 4.: Todos os tipos de profissionais têm um padrão estatístico ou não para comparar níveis satisfatórios para dar sustentação a suas decisões._________________________________________________________________________________________________________ Estes se interessam pelo desenvolvimento geral da empresa.

um modelo de análise de balanços. demonstrando a necessidade de considerar outras relações. Em 1915 o Banco Central dos Estados Unidos determinou que. por falta de padrões ou por não se saber construí-los. e foi neste ano que foi criada a SERASA. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 37 . A análise de balanços tornou-se praticamente obrigatória em 1915 nos Estados Unidos. No Brasil. Índices-padrão vêm sendo divulgados desde 1931. considerado o pai da análise de balanços. só poderiam ser redescontados títulos negociados por empresas que tivessem apresentado seu balanço ao banco. PANORAMA HISTÓRICO DAS TÉCNICAS DE ANÁLISE DE BALANÇOS Os primeiros passos da análise de balanços ocorreram no final do século passado. A partir de 1931. em 1919 apresentou. Em 1918 foi criado um livreto que inclui formulários padronizados para balanços e demonstrações de lucros e perdas. até 1968 a análise de balanços era muito pouco utilizada. além de ativos e passivos. Alexandre Wall. Seu início se deu no séc. Em 1930 surgiu um modelo de análise de rentabilidade dentro da empresa Du Point (ROI). Stephen Gilman. realizando algumas críticas à análise de coeficientes. No Brasil. empresa que passou a operar como central de análise de balanços de bancos comerciais. passado quando os banqueiros americanos passaram a solic itar balanços às empresas tomadoras de empréstimos. ela só se difundiu nos anos 70. uma vez que. As vezes. propôs que fosse substituída pela construção de índices encadeados que indicassem as variações havidas nos principais itens em relação a ano-base. as demonstrações da época não tinham muita uniformidade nos dados apresentados. deixam-se de fazer comparações e a análise fica comprometida por falta de elementos de referência. através de índices. A análise surgiu e desenvolveu dentro dos bancos que foi e ainda é seu principal usuário. Em 1925. TÉCNICAS ATUAIS DE ANÁLISE Análise através de índices As atuais técnicas de Análise de Balanços possibilitam grande número de informações sobre a empresa._________________________________________________________________________________________________________ Quando esta seqüência não é obedecida a análise fica prejudicada. nos Estados Unidos. a Dun & Bradstreet passou a elaborar e divulgar índices-padrão para diversos ramos de atividades.

bem como para avaliação da capacidade de administração do Capital de Giro por parte da empresa.480. envolve todos os itens das demonstrações e revelam falhas responsáveis por anomalias encontradas. sem profundidade. Porém. desenvolvido há cerca de 50 anos. Por meio deste tipo de análise.000 HORIZONTAL Também denominada por alguns analistas como análise por índices. sofrendo refinamentos como objetos de estudos nas universidades. Exemplo: Em uma DRE onde as Despesas Administrativas são R$ 257. é aquela através da qual se compara cada um dos elementos do conjunto em relação ao total do conjunto. seguindo a tendência natural da sociedade.480. as técnicas vêm se aprimorando. MODELO DE ANÁLISE DE RENTABILIDADE ANÁLISE DO ROI (RETORNO OPERACIONAL DOS INVESTIMENTOS) Esse tipo de análise. com o passar do tempo. tem por finalidade evidenciar a evolução dos itens das demonstrações financeiras ao longo do ano.000 e a Receita Operacional é R$ 1. ANÁLISE VERTICAL E HORIZONTAL As duas devem ser utilizadas conjuntamente e servem para complementar as análises por quocientes. é ainda instrumento de grande utilidade na análise interna ou externa da empresa. é possível acompanhar o desempenho de todas as contas que compõe a demonstração analisada. Elas são mais detalhadas. Evidencia a porcentagem de participação de cada elemento no conjunto. de grande utilidade gerencial.000 x 100 = 17% R$ 1. VERTICAL Também chamada por análise por coeficientes. muitos índices surgidos de 1915 até então.000: X= R$ 257. é possível construir um modelo de análise dos investimentos e financiamentos do Capital de Giro. que é alcançável através de outras técnicas adiante. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 38 . A principal preocupação dos índices de balanço é possibilitar avaliação de forma genérica sobre diferentes aspectos da empresa em análise._________________________________________________________________________________________________________ Existem hoje. ANÁLISE DO CAPITAL DE GIRO Através do cálculo dos índices de rotação ou prazos médios.

Esse é um raciocínio dominante em grande parte do mundo. Por comparar o custo das diferentes alternativas de capital de terceiros com o custo do capital próprio. Utilizando os dados da DOAR. o endividamento tem um efeito de alavanca sobre o lucro que é levado para o acionista. em inglês) está correlacionado ao Capital de terceiros. pode-se ter idéias do futuro.404/76 (Lei das Sociedades Anônimas). no Brasil. supondo-se que o comportamento da empresa não se altere. pode-se construir a Demonstração do Fluxo Líquido de Caixa. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 39 . A partir das demonstrações financeiras levantadas em 31. por determinação da Lei n. começou a ser divulgada. a análise da ³alavancagem financeira´ é imprescindível para as decisões de subscrição de ações e muito recomendável nas decisões de financiamento de longo prazo. a Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR)._________________________________________________________________________________________________________ Permite ampla decomposição dos elementos que influem na determinação da taxa de rentabilidade de uma empresa e explicam quais os fatores que levaram ao aumento ou à queda de rentabilidade. Quando a alavancagem ou o grau de alavancagem é maior do que 1. cuja análise é a última palavra sobre a situação financeira da empresa e sobre sua gestão de caixa.78. ANÁLISE DA ³ALAVANCAGEM FINANCEIRA´ O significado da ³alavancagem financeira´ (Financial Leverage. ANÁLISE PROSPECTIVA A análise de balanço é realizada com base em dados contidos em demonstrações financeiras passadas. Permite ainda.12. ANÁLISE DA DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS E DO FLUXO DE CAIXA. identificar as alternativas para modificações da rentabilidade quando esta estiver em estudo.º 6. O pensamento é de que analisando o passado.

_________________________________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 40 .

da mesma forma que um terreno deve ser preparado e modelado para a construção de um prédio´. através do seu agrupamento de contas nas DF¶s melhorar a situação econômico-financeira da empresa usando de uma certa subjetividade. dá-se o nome de ³Padronização´. recomenda-se ao analista uma maior dose de conservadorismo. A padronização tem como objetivo. São alguns ajustes para melhorar a eficiência da análise. O primeiro passo para análise é verificar se estamos de posse de todas a DF¶s (inclusive notas explicativas). nem sempre as DF¶s refletem a realidade (principalmente as pequenas empresas) O segundo passo é preparar as DF¶s de forma conveniente para a análise. à medida que tal item possa apresentar _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 41 . Com as publicações em colunas comparativas teremos. Este trabalho consiste em uma crítica às contas das demonstrações financeiras e na transcrição delas para um modelo previamente definido. Outro objetivo é fazer com que as demonstrações atendam às necessidades de análise e sejam apresentadas de forma simples de visualizar e fácil de entender. que tenha domínio do mecanismo contábil utilizado pelas empresas. É necessário que o analista responsável por esta tarefa conheça bem o que representa cada uma das contas das demonstrações financeiras. Em seguida devemos averiguar a autenticidade das DF¶s. trazer as demonstrações financeiras a um padrão de procedimentos e ordenamento na distribuição das contas. Esta etapa denomina-se Reclassificação de itens nas Demonstrações Financeiras. O Parecer da Auditoria nas DF¶s dá uma satisfatória margem de confiabilidade para o analista. deve-se examinar detalhadamente as demonstrações financeiras. A isto. Não havendo Parecer de Auditoria. de correlacionar os diversos itens. Muitas vezes o contador visa. isto é. a atitude do contador visando melhorar a situação financeira da empresa reclassifica este imóvel no Ativo Circulante. Também seria desejável Df¶s de três períodos. Precisa ainda saber interpretar a nomenclatura utilizada pelas empresas. Exemplo: Se a empresa se dispõe a vender um imóvel que está classificado do Ativo Permanente. dois períodos (exercício atual e anterior). uma vez que. É fundamental que o analista tenha condições de avaliar a relevância de cada item. o que eles representam e como serão liquidados. seguindo critérios próprios adotados internamente na empresa que esteja procedendo a análise. Antes de iniciar a análise._________________________________________________________________________________________________________ PADRONIZAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS ± (Cap. convertendo-a para planilhas internas. Reclassificação das Contas Significa uma nova classificação. sabendo como aqueles valores surgiram. 5 ± Matarazzo) ³As demonstrações financeiras devem ser preparadas para análise. sobretudo no Balanço Patrimonial e DRE. um novo reagrupamento de algumas contas nas DF¶s. Neste caso. de posse de uma única publicação. estaria melhorando a situação de liquidez da empresa a curto prazo. visando diminuir as diferenças nos critérios utilizados pelas empresas. na apresentação de tais demonstrações.

_________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 42 . suas classificações enquanto as transcreve para o modelo padronizado. diferentes do balanço.   No lado do Passivo. Dificuldade de conciliar PL inicial com PL final. uma vez que. que serve aos propósitos do curso. Intimidade do analista com as demonstrações financeiras da empresa ± a padronização obriga o analista a pensar em cada conta das demonstrações e a decidir sobre sua consistência com outras contas. enquanto os menos relevantes muitas vezes não justificam tempo que podem absorver.   Passivo Circulante é dividido em Operacional e Financeiro. chega-se a aproximadamente 500 a 600 números o que é um complicador na vida do analista. tanto as saídas como as entradas de caixa são bem identificadas o que dá uma boa base para análise. Os fatores mais importantes devem ser esclarecidos. Vale informar que as características do modelo padronizado são:   Ativo apresenta somente contas essenciais._________________________________________________________________________________________________________ dificuldade. acha-se um subtotal representado por Capital de Terceiros (Passivo Circulante + Passivo exigível a longo prazo). A leitura do relatório da diretoria.: Uma padronização rigorosa deveria sempre ser precedida da elaboração de um fluxo de caixa. Adequação aos objetivos da análise ± O exemplo de duplicatas descontadas contabilmente demonstrada como redutora do ativo circulante. Modelo padronizado de balanços de DRE. Motivos de se fazer a Padronização Simplificação ± Um balanço aberto em uma S/A. elevado de contas. em nada difere de um empréstimo bancário. Para efeito financeiro. o que dificulta a visualização do balanço como um todo. Quando se faz cálculos fazendo análise vertical e horizontal. uma vez que se trata de uma forma de captação de recurso. Descoberta de erros ± existe caso de erros que podem ser intencionais ou não: a) b) c) Estoques finais ou iniciais da DRE. PDD apontado no balanço não coincide com a constituída na DRE. Ë comum encontrarmos falhas de classificação de contas tanto no balanço como nas demais demonstrações. Precisão na classificação das contas ± Consiste na adequação das contas segundo suas próprias naturezas. sendo que as ³Duplicatas Descontadas´ fazem parte deste último. por exemplo. Comparabilidade ± A análise é baseada em comparação e só faz sentido analisar um balanço após o seu enquadramento num modelo que viabilize comparação com outros balanços. das notas explicativas e do parecer da auditoria é tarefa obrigatória no processo de análise das demonstrações financeiras. Obs. contem um nº.

  A ³DRE´ evidencia apenas os valores fundamentais para análise.   As Receitas e Despesas Financeiras estão líquidas dos efeitos inflacionários.   A Receita Líquida de vendas está deduzida das ³Deduções. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 43 . Abatimentos´ e ³Impostos´._________________________________________________________________________________________________________   No Patrimônio Líquido aparecem apenas o ³Capital Social´ já deduzido de eventuais ³Capital a Realizar´ a soma às ³Reservas´.

PRAZO._________________________________________________________________________________________________________ Modelo do Balanço Padrão BALANÇOS EM: 20X1 20X2 VA AV AH VA AV AH ATIVO CIRCULANTE FINANCEIRO  Disponível  Aplicações Financeiras SOMA OPERACIONAL  Clientes  Estoques  Outros Créditos SOMA Total do Ativo Circulante REALIZÁVEL A L. Descontadas SOMA Total do Passivo Circulante EXIGÍVEL A L. LÍQUIDO  Capital e Reservas  Lucros Acumulados Total do P. P. PERMANENTE  Investimentos  Imobilizado  Diferido Total do Ativo Permanente TOTAL DO ATIVO PASSIVO CIRCULANTE OPERACIONAL  Fornecedores  Outras Obrigações SOMA FINANCEIRO  Empréstimos Bancários  Dupl. Líquido TOTAL DO PASSIVO 20X3 AV VA AH _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 44 .  Empréstimos  Financiamentos Total do Exig. A L. Prazo P.

_________________________________________________________________________________________________________ Modelo do DRE Padrão DEMONSTRAÇÃO DO 20X1 RES. Financeiros) (+) Receitas Financeiras (-) Despesas Financeiras = Lucro Operacional (incluindo os resultados financeiros) ( ) Res. serão feitas com base nos dados (através de demonstrações e dados adicionais) da empresa hipotética denominada Cia. BIG. todos as análise exemplificadas. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 45 . EXERCÍCIO VA AV AH RECEITA LÍQUIDA (-) Custo dos P. cujos dados foram adaptados a um caso real. SOCIAL LUCRO LÍQUIDO Simbologia: VA = Valores Absolutos AV = Análise Vertical AH = Análise Horizontal 20X2 VA AV AH 20X3 VA AV AH Obs. Em todos os capítulos abordados adiante será abordado a Cia. = Lucro Operacional (antes dos Res.: A partir deste ponto. Vendidos = Lucro Bruto (-) Despesas Operacionais ( ) Outras Rc/Dp Operac. Não Operacional LUCRO ANTES DO IR E DA CONTRIB. BIG para efeito de conformidade das técnicas de análise e como elas se relacionam.

161.435 2.028.512 1.037 2.317 657.061 1.224 1.667. P.719.985.665 128.517.X1 31.340.12.12. PERMANENTE  Investimentos  Imobilizado  Diferido Total do Ativo Permanente TOTAL DO ATIVO PASSIVO CIRCULANTE OPERACIONAL  Fornecedores  Outras Obrigações SOMA FINANCEIRO  Empréstimos Bancários  Duplicatas Descontadas SOMA Total do Passivo Circulante EXIGÍVEL A L.969 163.798 1. PRAZO  Empréstimos  Financiamentos Total do Exig.846 1.698 2.240 533.514 2.165 290.698 928.277 1.429 393.159 66.576.726.791 433.072 1.933.309 80.957 314.335 708.915 107.250 693.534 158.065 289.947 2.401.335 _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 46 .12.122.360 0 314.039.231 3.000 1.957.623 984.716 378. Líquido TOTAL DO PASSIVO EM US$ BALANÇOS EM 31.575 2.830 316.778 1.314 1.044 676.178 639.763 83. Prazo TOTAL DE CAPITAIS DE TERCEIROS P.846.714.699 834.743 1.050 688.991 2.X3 34.634 1.653.050 25.879 3.788 2.480 72.536 275.000 87.077 792.861 2.655.885 477.028 1.185 3.960.896 1.122. LÍQUIDO  Capital e Reservas  Lucros Acumulados Total do P.206 1.796.529.070.157 213.997 1.407.360 1.760 5.984.178 26.648 90.494._________________________________________________________________________________________________________ DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS PARA EXEMPLOS CIA.000 62.170.633 356.194.171 156.508 1. BIG ATIVO CIRCULANTE FINANCEIRO  Disponível  Aplicações Financeira SOMA OPERACIONAL  Clientes  Estoques SOMA Total do Ativo Circulante REALIZÁVEL A L.448 0 765.743 1.984.508 40.827 5.726.083 413.865 1.269.350.653. A L.475 1.406.075 2.575 228.045.317.X2 31.640 751.

634) (86.530) 1.028 165.X3 5.304 165.956 156.956 0 (61.987) 1.778 167.667.827 223.X2 4.478 (24.12.605 0 79.273.350.000) (24. Do Exercício de 20X3  Aumento de Capital  Dividendos Saldo em 31.336 (427.827 _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 47 .222 223.994 10.116 (281.171.X3 577.116 255.12.418.X1  Lucro Líq.116 31.915 (498.478 0 657.440 (86.673 0 1. BIG Receita Líquida  Custo dos Produtos Vendidos Lucro Bruto  Despesas Operacionais  Outras Receitas Operacionais Lucro Oper.407.070.X2  Lucro Líq.232) 1.562 (442.673 (61.793.935 (863.X0  Lucro líquido do Exercício de 20X1  Aumento de Capital  Dividendos Saldo em 31.X1 4.777 1.671) 1.997 Total 821.058 411.581 742.025) 27.993) 8.083 0 537.546 1.185 165.185) 1.162.692 7.956 DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Social e reservas Saldo em 31.632.308) 410.157 156.860 (284.851.304 0 305.741 (30.861 167.586 (4.12.12.12.194.438 0 307.152.866 (3.298) 305.816) 307.232) 213.604 223.621.987) 316.12.438 167.123 (3. Do Exercício de 20X2  Aumento de Capital  Dividendos Saldo em 31.394 683.185) 413.530) 1.741 31.074 0 1.593 (495.741 49. Antes do Imposto de Renda  Receitas Financeiras  Despesas Financeiras Lucro Operacional  Resultado não Operacional Lucro antes do Imposto de Renda Lucro Líquido Exercício 31._________________________________________________________________________________________________________ DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS CIA.830 Reserva Legal + lucros Acumulados 244.225) 17.12.667 5.425.

116  Depreciação 20.277 976.500.673 857.478 255. 347.171 1.269.667 1.300 101. Longo Prazo 0 50.889 1.898 243.X2 ORIGENS DAS OPERAÇÕES  Lucro Líquido 223741 167.987 0 51.232  Reduções Emp. Do Cap.077 863.957.769 1.957 Capital Circulante Líquido 271.094 20X3 2.508) (10.420.477 (20.684  Aquisição Imobilizado 0 40.440 DE TERCEIROS  Novos Empréstimos e Financiamentos 124. Líqu.443 1.571 31.511  Resultado da Equivalência Patrimonial (5.327.229.204 MOVIMENTAÇÃO DO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO 20X0 20X1 Ativo Circulante 1.523 Aumento ou Dim.340.933.141 1.298 243.185 86.756 906.068 113.272 61._________________________________________________________________________________________________________ DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS Exercício CIA.896 Total das Aplicações 64.571 113.12.054 APLICAÇÕES  Dividendos 24.X3 165.528 Total das Origens 412.277) 156.575 1.483 VARIAÇÃO DO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO 347.176. C.323 49.214.X1 31.264 1.406.541) DOS ACIONISTAS  Aumento de Capital 49.898 20X2 2.12.625 619.12.104 73.480 Passivo Circulante 1.100  Aquisição Investimentos 6. BIG 31.956 167.204 DADOS ADICIONAIS: _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 48 .960.

586 5.266 264.387.413 466.993 3.069.617.306 498.040 17.107.229.793.866 31.825 5.114 1.508 2.086 7.394 269.240.225 2.820.X1 6.123 31.500.557 5.968.756 Fornecedor 1.673 839.713 223.587 10. Patrimonial  Ganhos com a Inflação 3.390 184.227 1.806 Patrimônio Líquido 2.889 Outras Obrigações Financeiro Exigível a L.766.Outras Rec.500 27.960.435 317. 8.043.520 269. Operacionais  Receita de Equiv.851.604 821.695 TOTAL 49.742 1.271 533.886 8.12.276 6.827 2.277 7.695 Permanente TOTAL _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 49 .002 389.052 152.830 1.039.229 249.643 383.X3 8.Estoques  Matérias-primas  Produtos em Processo  Produtos Acabados 31.248 4.541 7.361 751.143 1.402 20.Compras 5.440 156.581 225.422 21.698 21.310 180.478 255.132 263.Despesas Operacionais De Vendas  Administrativas  Gerais 4.227.12.264 189. Prazo 739.514 6.240.021 192.133 Operacional 122.110 495.Aumento de Capital nas seguintes datas: 30/04/x1 31/06/x2 02/02/x3 7.378./Desp.Receita Bruta de Vendas  (-) Devoluções e Abatimentos Vendas Realizadas  (-) Impostos Receita Líquida 2.113.206 269.493 427.001.X2 6.Balanço Sintético de 20X0 ATIVO Circulante Operacional Financeiro PASSIVO Circulante 1.317.777 284.522 570.323 20._________________________________________________________________________________________________________ 1.025 3.560 206.425.Os Dividendos são provisionados no encerramento de cada exercício.12.104 4.407 1.385 386.

_________________________________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 50 .

calcula-se o percentual de cada conta em relação às vendas. Total : 2. expresso em porcentagem. identificado no mesmo demonstrativo.665 = x x = 34. No caso do Balanço. Através desse tipo de análise._________________________________________________________________________________________________________ ANÁLISE VERTICAL E HORIZONTAL (Cap.23% 4.726. O cálculo do percentual que cada elemento ocupa em relação ao conjunto é feito por meio de regra de três. que se aplica ao se relacionar uma conta ou grupo de contas com um valor afim ou relacionável. o primeiro propósito da análise vertical (AV) é mostrar a participação relativa de cada item de uma demonstração financeira em relação a determinado referencial. também denominada por alguns analistas como ³Análise por Coeficientes´. ou seja. ou ainda a relação percentual entre o disponível e ativo total. A Análise Vertical. Exemplo: % do disponível em relação ao ativo total At.178 A porcentagem encontrada corresponde ao percentual de participação do disponível em relação ao volume do Ativo Total.123 ³O percentual de cada conta mostra sua real importância no conjunto´. pode-se conhecer pormenores das demonstrações financeiras que escapam à análise genérica através dos índices. De maneira mais simples podemos ver que a AV mostra a importância que cada conta em relação o valor total do conjunto.726. em que o valor-base é igualado a 100. OBJETIVO DA ANÁLISE VERTICAL _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 51 . como o exemplo a seguir. No balanço calcula-se o percentual de cada conta em relação ao ativo total e ao passivo total. podemos saber qual o percentual do ativo circulante em relação a ativo total.860 x 100 = 0. Podem ainda auxiliar na análise dos índices financeiros e em outros métodos de análise. sendo os demais calculados em relação a ele.178 = 100 Disponível: 34. é aquela através da qual se compara cada um dos elementos do conjunto em relação ao total do conjunto. É evidente que nos casos referentes ao DRE. onde o valor das vendas é igualado a 100. Ela evidencia a porcentagem de participação de cada elemento no conjunto. dentro de suas respectivas naturezas. Exemplo: x = 10.665 x 100 = 1. ANÁLISE VERTICAL (coeficientes) Conceito É um processo comparativo.27% 2. 09 ± MATARAZZO) Os métodos de análises vertical e horizontal prestam valiosa contribuição na interpretação da estrutura e da tendência dos números de uma empresa.793.

É conveniente acompanhar constantemente o percentual de participação de cad despesa em a relação ao valor da Receita Líquida de Vendas para evitar que esses percentuais. desenvolvido por meio de números-índices. ressaltando as tendências evidenciadas em cada uma delas. Este tipo de análise possibilita o acompanhamento do desempenho de cada uma das contas que compõem a demonstração em questão._________________________________________________________________________________________________________ O principal objetivo da AV é mostrar a importância de cada conta na demonstração financeira a que pertence. Enquanto a Análise Vertical é feita pela comparação de cada elemento do conjunto em relação ao total. Embora a AV possa ser feita em qualquer demonstração financeira. sejam de evolução ou retração. que tem influência direta o Resultado do Exercício. o que é facilmente verificado através da análise vertical. Os índices extraídos da análise horizontal representam a evolução de cada conta no decorrer do tempo. A análise é feita geralmente de no mínimo três exercícios. a Análise Horizontal compara a evolução dos valores de cada conta das demonstrações em análise ao longo de vários períodos. o analista poderá verificar a evolução normal desta conta e compará-la com a evolução das demais contas da Demonstração e concluir sobre o comportamento da mesma durante o período. A redução do Lucro Líquido de um período para outro pode ser resultado do aumento indesejado de alguns itens de despesa. alcança sua plenitude quando efetuada na Demonstração do Resultado do Exercício. É basicamente um processo de análise temporal. Através da AH. A Análise Horizontal é feita por meio de números-índices. em um mesmo período. ultrapassem os limites orçados. também denominada por alguns analistas como ³Análise por meio de números-índices´. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 52 . tem por finalidade evidenciar a evolução dos itens das demonstrações financeiras ao longo do tempo. que pode concorrer para um crescimento ou redução dos valores em análise. e mostram os caminhos trilhados pela empresa e as possíveis tendências. O objetivo da Análise Horizontal é permitir o exame da evolução histórica de uma série de valores ao longo do tempo. ANÁLISE HORIZONTAL (índices) Conceito É a comparação que se faz entre os valores de uma mesma conta ou grupo de contas. O analista não pode desprezar em sua análise a influência da inflação. A Análise Horizontal. em diferentes exercícios sociais.

17% 4.  A variação é o que exceder a 100 ou o que faltar para 100. CONTAS X1 X2 Receita Operacional Líquida 100% 191.59% 4.200.59 X3 226.280. sempre em relação ao primeiro._________________________________________________________________________________________________________ Número-índice é uma operação estatística.680. A variação é o que excedera 100 ou o que faltar para 100.680.000 Exercício de x3 = 9.680.000 x 100 = 226.000 Escolhendo o exercício de x1 como base. onde no 1º.280.17 VEJAM QUE: y Na construção dos percentuais para elaboração da Análise Horizontal se usa a técnica dos números-índices.000 Cálculo do índice para o exercício de x3 R$ 4. R$ 4. que consiste em substituir os valores constantes das contas de cada exercício por um número percentual que facilita a comparação entre eles. Na construção dos percentuais para cada elaboração de análise horizontal se usa a técnica dos números índices em que no primeiro ano todos os valores são considerados iguais a 100.000 Exercício de x2 = 8. REPETINDO  Através da regra de três obtem-se os valores dos anos seguintes. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 53 .200.280.000 Para fins de Análise Horizontal.200. calcular os demais valores dos outros exercícios por meio de regra de três. atribuindo aos seus valores o percentual 100 e. Veja: Demonstração de resultado do exercício da empresa exemplo S/A.280.000 x 100 = 191. a partir desse exercício.280.000 = 100% R$ 9. y y Através da regra de três obtem-se os valores dos anos seguintes (índices).000 = 100% R$ 8. Ano todos os valores são considerados iguais a 100.000 = x logo x = 9. Exemplo: Suponhamos que a Demonstração do Resultado do Exercício de uma determinada empresa apresente os seguintes valores da Receita Operacional Líquida: Exercício de x1 = 4. utilizada pela análise de Balanços.000 = x logo x = 8. O mecanismo consiste em escolher um exercício ± geralmente o mais antigo como base. faremos: Cálculo de índice para o exercício de x2. podemos elaborar uma tabela com base nos dados apurados.

basta analisar a evolução ou a retração de cada conta em relação ao exercício escolhido como base.890. ANÁLISE HORIZONTAL ENCADEADA X ANUAL A análise horizontal pode ser efetuada através do cálculo das variações em relação a um anobase .143 x 100) / 2. nos dois seguintes.058] ± 100 = 66% X4   [(2. o que não corresponde a realidade.143 x 100) / 1. Veja exemplos: Suponha que uma conta Estoques de determinada empresa tenha a seguinte evolução: 20X1 20X2 20X3 20X4 Estoques 2. A análise pode ser feita inicialmente comparando-se os índices obtidos em cada ano sempre em relação ao ano-base.143 = 40% X3   (1.890.890. Isto sugere que a redução inicial teria sido inteiramente compensada em 20X3 e ainda havido um aumento dos estoques em 20X4.890.143 1.764] ± 100 = 50% Conclusões do cálculo: A empresa sofreu uma redução de 60% no seu estoque no 1º ano e apresentou aumento de 66% e 50% respectivamente. Nota: A anual não deve ser feita em substituição a encadeada.058 1.156.926. Pode ser feita especificamente em cada item e depois em conjunto.quando será denominada Análise Horizontal encadeada.890. uma vez que pode causar alguma confusão. possibilitando verificar a influência de cada item um sobre o outro.143 = 100% 20X4 100% Conclui-se que a empresa teve uma redução de estoques em 20X2.764 2.156.890. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 54 .143 = 67% X4   (2.926.926.926. Em 20X3 os estoques subiram para o nível de 67% dos iniciais e em 20X4 voltaram exatamente ao nível inicial.156. tal redução passou a representar 40% dos estoques iniciais.764 x 100) / 1.ou em relação ao ano anterior ± quando será denominada Análise Horizontal Anual. ³A evolução de cada conta mostra os caminhos trilhados pela empresa e as possíveis tendências´._________________________________________________________________________________________________________ De posse da tabela devidamente elaborada. 20X2 -60% 20X3 +66% 20X4 +50% Estoques X2   40 ± 100 = -60% X3   [(1.764 x 100) / 2. A análise horizontal anual mostra os seguintes números (observe-se que neste processo em cada ano só aparece o percentual de variação em relação ao ano anterior).143 A análise horizontal encadeada apresenta os seguintes cálculos: 20X1 20X2 20X3 Estoques 100% 40% 67% X2   (1.890.058 x 100) / 2.

A análise através de índices Financeiros é genérica. a redução de 60% de 20X2 foi calculada sobre uma base muito maior do que a base usada para o crescimento em 20X3 e 20X4. mesmo apresentando variação de 2. Financeiras e. desenvolvam. mas possibilita localizar pontos específicos de falhas. pequenos percentuais podem ser significativos.Visando fixar melhor a teoria. ³Em sentido específico. ANÁLISE VERTICAL 1. destacam-se Vertical/Horizontal conjuntamente´. Objetivos da Análise Vertical/Horizontal: Análise Vertical: Mostrar a importância de cada conta em relação à demonstração financeira a que pertence e. relaciona grandes itens das Demonstrações Financeiras e permite dar uma avaliação à empresa. os seguintes objetivos da análise  Indicar A Estrutura De Ativo E Passivo. pela comparação entre si. Bem Como Suas Modificações.000%.  Analisar Em Detalhes O Desempenho Da Empresa. problemas e características da empresa e explicar os motivos de a empresa estar em determinada situação. porém em uma análise horizontal pode representar variações de grandes proporções. Não se deve tirar conclusões exclusivamente da análise horizontal. pois determinado item. visto que o lucro líquido costuma representar também percentuais pequenos em relação as vendas em análise vertical. pode continuar sendo irrelevante dentro da demonstração financeira a que pertence. por exemplo. É desejável que as conclusões baseadas na análise Vertical sejam completadas pelas da análise Horizontal. através da comparação com padrões do ramo ou com percentuais da própria empresa em anos anteriores e permitir inferir se há itens fora das proporções normais. utilizando as técnicas apresentadas a análise vertical das demonstrações abaixo: _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 55 . Relação entre Análise Vertical e Horizontal É recomendável que estes dois tipos de análise sejam usados em conjunto. Na DRE._________________________________________________________________________________________________________ Ou seja. A análise Vertical/Horizontal desce a um nível de detalhes que não permite essa visão ampla da empresa. Relação entre Análise Vertical/Horizontal e Análise através de Índices. Análise Horizontal: Mostrar a evolução de cada conta das Demonstrações. permitir conclusões sobre a evolução da empresa.

000 26.0 Passivo Circulante 70.000 90.000 60. FUTURISTA S/A.0 66.Os investimentos de curto prazo sofreram pequenas reduções no período.0 100.500 (35.2 13.4 INFORMAÇÕES EXTRAÍDAS DO BALANÇO PELA ANÁLISE VERTICAL: .1 -0.600) 455.7 DRE DA CIA .000 29.X2 1.000 53. A L. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 56 .000) 89.100) AV 100.300 13.6 Ativo Permanente 300.000 17.000 (840. de forma desequilibrada.12. Ativo Circulante 100.8 110.0 26.000 31.000 53. Prazo 160.0 77. Prazo Exig.8 100.1 95. conforme se comentou.0% para X3.6 31.1 11.1 95.6 TOTAL 560. Ativo/Passivo 31.000 150.0 445.000 684.000 17.500 (190. Prazo 150.000) (140.2 60.X2 110.8 5.5 9. para 13.8 Real.167) (=) Lucro Bruto 305.700 AV 100.2 106.5% em X3.X3 16.000 28.2 36.0 63. FUTURISTA S/A 31.8 10.000 26.1 53.2 390.000 57.12.8 4.0 Em contrapartida.833 (-) Desp.800) 53.8 Patrimônio Líquido 340.6 9.000 184.0 14.5 32.333 (-) Prov.000 192.5 Exig.000 106. Situação semelhante também pode ser verificada em relação ao Realizável a Longo Prazo X Exigível a Longo Prazo: 160.X1 AV Ativo Circulante 100.8 Ativo Permanente Os demais grupos de contas do Ativo sofreram decréscimos do exercício X1 ao X3. Prazo - O único grupo patrimonial que proporcionalmente cresceu ao longo dos anos foi o ativo permanente: 300.5% do total dos financiamentos da empresa era representado por passivo circulante.000 60.700 AV 31.400 (277.000 26. subindo para 14.4 -0. produziu uma redução da liquidez da empresa que deve administrar um volume maior de dívidas vencíveis a curto prazo sem apresentar um incremento correspondente em seus ativos circulantes.X1 Receitas de Vendas 830. 12.000) (=) Resultado Oper 78.000 (1.12. A L.000 26.2 192.400 13. Renda (31.12.000 390.600 57.X3 2. A L.260.3 31.1 2.050.4 AV 100.5 90.000 57.300 200.000 100.8 16. A L. 70.594.2 32.5 Passivo Circulante - Essa situação.6 AV 13.9 445.4 3. passando de 17.6 26.7 33.000 (-) Custos (524.000 16.3 15.000 28.8% do total do ativo em X1.500) (186.400 14.333) (-) Resultado Líquido 47.8 184. Em X1.100) (8.500) (-) Desp._________________________________________________________________________________________________________ BALANÇO DA CIA.2 235. Imp. as dívidas de curto prazo (representadas pelo passivo circulante) apresentaram uma participação maior ao longo dos períodos.000 235.000 200.1 Real.12. Financeiras (88.0 732.000 13.12.000) (8. Operacion (139.000 12.000 12.6 390.9 29.1 7.000 393.8 22.500) 419.

X2 AH% 31.100 em X3 equivalente a 0.400 100.167) 305.000 (1. utilizando as técnicas apresentadas a análise horizontal das demonstrações abaixo: BALANÇO DA CIA .0 63.12. desenvolvam.12x1 AH% 31.8% em X3.8% em X2 em relação a X1 e 62.8 1. a empresa teve de assumir um prejuízo de $8.000 5.4 Ou seja. observa-se que em X1 60.050.2 36.3 2. Nos exercícios de X1 e X2 apesar de ter apresentado um lucro líquido crescente em valores absolutos.000 (840. Na verdade a empresa.0 77.6 53.4 INFORMAÇÕES EXTRAÍDAS DA DRE PELA ANÁLISE VERTICAL: Através da Demonstração de Resultados.500 100.7 393. conforme quadro da DRE. FUTURISTA S/A Ativo/Passivo 31.7 33.260.700 4.7% e em X3 a empresa utilizou toda a sua receita e mais 0.700 57.8 22.7 em X2 e 77.100) -0.2 . Vejam: Receitas de Vendas (-) Custos (=) Lucro Bruto 830.2% das vendas eram destinados a reporem os custos incorridos. Em X3. reduz-se a parte das vendas que representam o lucro bruto.600) 455.4% da receita de vendas foram para cobrir os custos e despesas. confirma-se a necessidade de um volume maior de receitas de vendas para cobrir os custos.4%.X3 AH% _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 57 . Em X1. 94.4 de suas vendas.000 60. tendo atingido 51.0 66.L (representado por prejuízo). conforme se comentou. elevando-se para 66.6% (100%-53.4 do P.4) de seus ativos.833 100. Patrimônio Líquido 340.500) 419.6 390. Da mesma forma.600 53. não produziu melhores níveis de capitalização no período (> participação de capital próprio).7% dos ativos da empresa eram financiados por capital próprio. houve uma redução proporcional às vendas.12. diminuindo inclusive a participação do Patrimonio Líquido. significando que a empresa deve a terceiros os outros 46.000 (524.594. ANÁLISE HORIZONTAL Visando fixar melhor a teoria. esse percentual caiu para 53. Como conseqüência.3 (8._________________________________________________________________________________________________________ A maior preocupação por investimentos produtivos pode ser derivada do crescimento dos níveis de vendas da empresa. em X1. no exercício seguinte esse percentual foi de 96. 63.Nota-se também que apesar de haver ocorrido uma redução proporcional das despesas operacionais e financeiras na estrutura de resultados.7 em X3 em relação a X2. Vejam: (-) Resultado Líquido 47.

000) 198.7% (((2. tanto que em X3 essa diferença assume valores negativos.000 560.0 95.594.0 129. em X2.0 100.000 90.000 445.300 110.000) (140.0 152.0 122.500 (35.0 100.2% no lucro bruto.700 AH% 151.Nos últimos dois exercícios. Vejam: Ativo Circulante Passivo Circulante 100. No entanto. C.0 100.8 95.0 100.2% em relação ao ano de X1. (139. os custos de venda da empresa apresentara um crescimento maior que suas receitas.0 100. enquanto as exigibilidades totais cresceram 55.0 100.3 130.000 AH% 100. as receitas precisaram crescer 62.000 160.000 106.6% (((455.1 129.0 120.333 (-) Prov. para auferir um crescimento de 37.0 110.500) (-) Desp.500) 419. 31.400 235. não chegando a onerar o lucro com a mesma intensidade dos custos. Imp.000 393.000 390. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 58 .000 100.0 (1.260.400x100)/419.7 152.000) (=) Resultado Oper 78.2) INFORMAÇÕES EXTRAÍDAS DO BALANÇO PELA ANÁLISE HORIZONTAL: A.0 100.600 x 100)/1.000 70.A participação de recurso próprios (PL) na estrutura de financiamentos vem decaindo proporcionalmente ao longo dos exercícios.000 90. conseqüentemente.0 130. No exercício de X3.500) 146.3 31.No balanço.12x1 Receitas de Vendas 830.1 114.0 100.000 192.600 95. Em outras palavras.9% no mesmo período.000 340.300 200.000 300.9 DRE DA CIA.400 148.0 Nota-se que está decaindo de ano a ano a diferença entre ativo circulante e passivo circulante tanto em valores absolutos como em valores relativos o que provoca uma redução em sua capacidade de liquidez.333) (-) Result.0 100.000 (840. o que vem demonstrar maior dependência da empresa aos credores e. tendo como contra-partida uma evolução mais que proporcional de suas obrigações de curto prazo.100) (10. proporcionando uma redução na evolução do lucro bruto.0 100.9 (277.7 114.800) 53.0 110. Operac.833 (-) Desp.050.3) (8.000 106.000 100.0 115.9 (8. a empresa elevou suas vendas em 51.0 100. o capital próprio evoluiu apenas 14.167) (=) Lucro Bruto 305.000 (-) Custos (524.050.8 160.X3 AH% 2.000 184.000 247.0 156.000) 89.2 455.100) (17.2 136.3 114.1 (186. notando-se um crescimento mais que proporcional das dívidas (capital de terceiros).0 31. B.0 133.0 100.3 114. A L. Financ (88.260.12. em X3 para uma elevação de apenas 8. maior risco financeiro.0 100. FUTURISTA S/A.X2 1.000) -100). As despesas operacionais e as financeiras mantiveram nos três anos uma evolução próxima à da receitas.0 148.000 70. Prazo Ativo Permanente TOTAL Passivo Circulante Exig. Líquido 47.500 (190.3 115.600) 304.000 390.2 159.000 732.8%.500) -100) no lucro bruto. é possível observar um deterioração na capacidade de pagamento a curto prazo da empresa. Renda (31._________________________________________________________________________________________________________ Ativo Circulante Real.000 150.700 110.12.000 684. A L.3 137. Prazo Patrimônio Líquido 100.0 100.400 95.

a fim de melhor identificar as várias mutações sofridas por seus elementos contábeis. deu ainda grande destaque a dívidas de curto prazo. Ou seja. em prejuízo dos itens circulantes. porém. é importante que se acrescente que uma não deve necessariamente excluir a outra. notadamente o ativo permanente._________________________________________________________________________________________________________ Como conseqüência. Vejam que coloco junto a informações levantadas partes dos quadros apenas para que tenham a visão que está sendo informado. chegando a um prejuízo no ano seguinte. além de atribuir maior preferência por fontes de terceiros. Observações importantes: Gostaria de lembrar que os cálculos são importantes para se construir a estrutura da demonstração analisada através de números índices. Apesar de ter chegado a conclusões semelhantes com os resultados da análise vertical. o resultado líquido da empresa apresentou um crescimento moderado em X2. ao ser processado um estudo comparativo das demonstrações financeiras de uma empresa. Em resumo. pode-se concluir que os investimentos da empresa foram prioritariamente dirigidos para ativos de longo prazo. o mais importante é a interpretação dos índices feita através de um bom relatório como no exemplo acima exposto. é importante que sejam utilizadas tanto análise vertical como horizontal. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 59 . Sua estrutura de financiamentos.

2 Lucro Líquido NÚMEROS-ÍNDICES (onde o exercício-base.896 95.777 100% 100% 100% 20X6 100.4% 168.2 20X8/20X5 = 95. Logo. já a variação de X7/X6 o ano base é o X6 e a variação X8/X7 a base é o X7.896 x 100 31.6 82.122 53.538 23.434 x 100 104.899 Custo 53.777 = = 73.7 154.7% 154.9 Lucro Líquido Lucro Líquido 20X7/20X5 Vendas: 103.122 23. é o exercício anterior).538 x 100 73.2% 73. é o mais antigo).894 49.925 x 100 104.7% 75._________________________________________________________________________________________________________ EXERCÍCIO COM SOLUÇÃO NÚMEROS-ÍNDICES (onde o Período-base.150 x 100 31.6% 11. X6. o período base para calcular a variação X6/X5 é o ano X5.7% 104.777 = = = 108.658 x 100 31.267 x 100 73.434 76.7 Vendas: 113. ANÁLISE HORIZONTAL ANUAL ANÁLISE HORIZONTAL ANUAL (4. X7 e X8 são calculados da seguinte forma: Cálculos: 20X6/20X5 Vendas: 100.7% 20X8 113.3%) 4.122 49.6%) 105.894 x 100 73.2% 20X7 103. os números-índices das vendas.7% (24.658 108.4 168.6% 82.925 60.899 Custo 76.8%) 2.6% (29. Cálculo: _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 60 . e lucro líquido em X5.7 = 98.044 x 100 104.150 98.2% Neste sistema de análise verifica-se a variação percentual de uma conta ou grupo de conta de um período para outro.044 53.: A variação é o que ultrapassa ou falta para 100.267 53.7 Custo 75.899 73.899 60.777 = = 104. Obs.9% Tomando-se como o ano base de 20X5. custos e despesas.8% 9.7% 10.122 31. ANÁLISE HORIZONTAL ENCADEADA 20X5 Vendas Líquidas (-) Custos e Despesas (=) Lucro Líquido ANÁLISE HORIZONTAL ENCADEADA 104.

6% Lucro Líquido 20X8/20X7 Vendas: 113.100 = 4.3% em X6 em relação a X5.100 = 10. Podemos verificar que embora tenha tido um acréscimo significativo em X8 em relação a X7. O lucro Líquido mostrou um decréscimo de 24._________________________________________________________________________________________________________ 20X6/20X5 Vendas: 100. uma queda de 26.2% . regrediram em relação ao ano X5.8% em X6 e um crescimento de 54.100 = .538 x 100 73.777 .6% Lucro Líquido INFORMAÇÕES EXTRAÍDAS: Através destas análises podemos ver que as vendas diminuíram 4. tudo em relação a X5.100 = (29. também.044x 100 100.538 49.899 Custo 76. comentemos agora. Em X7.267 x 100 53.100 = 2. o acréscimo de X7/X6 foi bastante modesto apresentando apenas 2. a mesma com base anual.6% em X7 em relação a X6 e acréscimo de 10.6% nas vendas em relação a X5.044 Custo 60. As vendas registraram decréscimos de 4.894 x 100 76.434 Custo 53.8% 9. Ilustrando melhor a análise horizontal. no exercício de X8 observou-se um crescimento de 8. ou seja. tudo em relação a X5.6%.8% (98.7% em X7 e de 68.100 = 11.896 x 100 31.122 23.8%) . acréscimo de 2.150 .658 x 100 49.100 = .100 = (4.086 vezes maiores que as obtidas em X5 Os custos e despesas tiveram um acréscimo de 4.7% (24. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 61 . em X6. A redução das vendas de X7 foi de 1. estão 1. Entretanto.925 x 100 103.6%.434 x 100 104.7% .3% em X6 em relação a X5.6% em X8 em relação a X7. apesar de terem crescido em relação ao ano imediatamente anterior.2 ± 100) em relação a X5.896 .150 x 100 23.6%) 105.3% em X7 e uma diminuição de 17.3%) Lucro Líquido 20X7/20X6 Vendas: 103.100 = .894 53.7% em X5.9%.

podemos salientar ainda que os custos e despesas aumentaram 11.6% em X7 em relação a X6 e tiveram um aumento de 11.8% no mesmo período.8% em relação a X5.8% em X8 em relação a X7.7% em X6 em relação X5 diminuíram 29. O Lucro Líquido comportou-se da seguinte forma nos períodos analisados: Podemos ver que a empresa apresentou em X6 diminuição de 24. obteve um acréscimo de 105.2% em relação a X7 enquanto as vendas evoluíram 10. Em X8 teve acréscimo de 9.6%.7% em X7 em relação a X6 onde podemos verificar que pelo menos parte deste resultado pode ser conseqüência da diminuição dos custos em 29.6% no mesmo período. porém. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 62 . Outras observações análogas podem ser descritas em função das variações apresentadas pelos grupos de contas em análise._________________________________________________________________________________________________________ Os custos e despesas tiveram o seguinte comportamento: aumentaram 4.

_________________________________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 63 .

Como calcular e interpretar um índice financeiro? Como calcular e interpretar os índices iremos verificar ao longo do desenvolvimento deste assunto. Adicionalmente. Por exemplo. Quantos índices financeiros precisam calcular? Uma grande quantidade de índices pode chegar a confundir o analista. o índice nos permite que numa mesma empresa possamos compara-lo ano a ano para observar sua tendência. para sabermos como está a empresa em relação a suas principais concorrentes ou mesmo em relação aos padrões de seu seguimento de atuação. Como medida relativa de grandeza. especialmente o iniciante. Devemos lembra que é necessário que os índices financeiros sejam calculados após a padronização (reclassificação) das demonstrações financeiras procedidas pelo analista. dependendo do porte da empresa e do referencial com que esteja sendo comparado. uma vez que. Os índices servem para medir os diversos aspectos econômicos e financeiros das empresas. 06 MATARAZZO) ³A avaliação da empresa através de índices exige obrigatoriamente a comparação com padrões e a fixação da importância relativa de cada índice´. é possível compararmos. O papel dos índices de Balanço é fornecer visão ampla da situação econômica ou financeira da empresa. é que o _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 64 . esse valor pode ser grande ou pequeno. que tem por objetivo fornecer-nos informações que não são fáceis de serem visualizadas de forma direta nas demonstrações financeiras. em determinado momento ou período. essa informação isolada não é relevante. o índice de uma empresa como o mesmo índice relativo a outras empresas de mesma atividade. se alguém nos diz que o passivo circulante de uma empresa é de $100. como: y O que é um índice financeiro? y Como calcular um índice financeiro? y Como interpretar um índice financeiro? y Quantos índices financeiros precisamos calcular? y Qual a importância que deve receber cada um dos índices financeiros? O que é índice? Os índices financeiros são relações entre contas ou grupos de contas das demonstrações financeiras. No estudo dos índices financeiros._________________________________________________________________________________________________________ ANÁLISE ATRAVÉS DOS ÍNDICES ANÁLISE ATRAVÉS DE ÍNDICES ± (Cap. Também podemos definir os índices como sendo a relação entre contas ou grupo de contas das demonstrações financeiras. O ideal. que visa evidenciar determinado aspecto da situação econômica ou financeira de uma empresa. Por outro lado. precisamos responder algumas questões.000. uma quantidade muito pequena de índices pode não ser suficiente para tirarmos conclusões acerca da saúde financeira de uma empresa. ou seu comportamento.

³A análise de empresa industriais e comerciais através de índices tradicionais deve ter. porém. Rentabilidade do Ativo. Portanto. Exemplos: y Índices como. Liquidez Seca. Aspectos da empresa revelados pelos índices Pode-se dividir a análise das Demonstrações Financeiras. segundo o grau de profundidade desejada da análise. A profundidade de análise varia de acordo com o interesse de cada usuário. através da experiência do analista. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 65 . A ponderação dos índices pode ser através de comparação da empresa com padrões de seu segmento. em situação financeira e situação econômica: Principais aspectos revelados pelos índices financeiros: Estrutura Situação Financeira Liquidez Situação Econômica Principais Índices Embora haja inúmeros pontos comuns nos principais índices formados por autores e profissionais de análise. são usados por praticamente todos os analistas. cada um está interessado em determinado aspecto da empresa analisada. nem sempre fazem parte dos modelos de análise. y Outros. como Composição do endividamento. Qual a importância que deve receber cada um dos índices financeiros? É importante que atribuamos um peso (um conceito) a cada um dos índices. existem algumas diferenças em suas análises. outros sobre o Patrimônio Líquido médio e outros sobre o Patrimônio Líquido final. e não é preciso estender-se além de 11 índices´. a quantidade de índices que se deve utilizar depende exclusivamente do grau de profundidade que se deseja da análise. no mínimo. Margem Líquida de Lucro. ou seja. de sua região geográfica e de seu porte. de modo que tenhamos uma ponderação que nos leve a uma avaliação final da empresa. Participação de Capitais de Terceiros. 4. ou através de outros meios quantitativos._________________________________________________________________________________________________________ analista utilize uma quantidade que o permita conhecer a situação da empresa.Há autores que apresentam a rentabilidade sobre o Patrimônio Líquido Inicial. Rentabilidade Diferenças Possíveis de análise Exemplo: . Liquidez Corrente e Rentabilidade do Patrimônio Líquido.

Quadro-Resumo dos Índices Apresenta-se a seguir quadro resumo com os principais índices que devem ser utilizados na análise de Balanços. contudo. pequenas diferenças que não chegam a afetar propriamente a análise. ainda. também existem fórmulas diferentes._________________________________________________________________________________________________________ - Com relação a Participação de Capitais de Terceiros ou Endividamento. a quantidade de índices pode ser reduzida se o usuário desejar uma análise superficial. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 66 . Não é necessário que a análise contenha mais índices do que os existentes no quadro a seguir. Deve-se frisar que. calculando a relação entre Ativo a Capitais de Terceiro são. outros que o calculam em relação ao Patrimônio Líquido e outros. Há aqueles que calculam esse índice com relação ao total do Passivo da empresa. que invertem o índice.

Quanto a empresa obtém de lucro p/cada $100 de capital próprio investido. Líquido. a L.Participação de capitais de 3ºs. melhor 8. Que percentual dos recursos não correntes (PL e Ex. AP/PL . de Terceiros Quanto menor.00 de Pasivo Circulante. melhor 10.Médio Quanto maior. Quanto a empresa possui de At. melhor DE EST T DOS ÍNDICES DE CAPITAIS Os índices de est t a são aqueles que relacionam a composição de capitais (próprios e de terceiros). LL/VL Margem Líquida Lucro Líquido x 100 Vendas Líquidas Lucro Líquido Ativo x 100 Quanto maior. Quanto a empresa obtém de lucro p/cada $100 vendidos.Líq + Ex. Quanto a empresa possui de At. LC Liquidez Corrente Ativo Circulante Passivo Circulante Quanto maior. Circ. PARTICIPAÇÃO DE CAPITAIS DE TERCEIROS: CT/PL Fórmul : Capitais de Te cei os at i ônio Líquido OU X 100 _________________________________________________________________________________________________________ Análi das Demonst ações Financei as 67 ¢ ¢ ¡   ¥ ¥¤ ¥ £ ¤ Quadro-resumo dos índices. Quanto maior.Imobilização do Patr.P Quanto maior. em média. (endividamento) .P Quanto menor. Quanto reais a empresa aplicou no Ativo Permanente p/cada $100 de Patr.Permanente. melhor 7. melhor 5. melhor 3. no exercício. . Qual o percentual de obrigações a curto prazo em relação ás obrigações totais. LL/PL Rentabilidade do Patr. melhor 9.P.Imobilização dos recursos ñ correntes Liquidez Liquidez Geral Ativo Permanente x 100 Patr. AP/PL+ELP .00 de investimento total. A L. melhor 4. 2. a L. Rec + Outros (ativos de rápida conversão) Passivo Circulante Vendas Líquidas Ativo Quanto maior.00 de dívida total. Líq. melhor 6.Circulante + Real L.Composição do Endividamento FÓRMUL INDI INTERPRET ÇÃO Quanto menor._________________________________________________________________________________________________________ SÍMBOLO 1. que medem os ní eis de imobili ação de recursos e que buscam di ersas relações na estrutura da dí ida da empresa. Circulante.) foi destinado ao At. LS Liquidez Seca Disp. Líquido Ativo Permanente x 100 Patr. melhor Capitais de Terceiros x 100 Patrimônio Líquido Quanto a empresa tomou de capitais de 3ºs. + Exig. PC/CT Passivo Circulante x 100 Cap. Quanto a empresa vendeu para $1. LL/AT Rentabilidade do Ativo Quanto a empresa obtém de luvro p/cada $ 100 de investimento total. melhor 11. p/cada $100 de capital próprio. Líquido Quanto menor. CT/PL ÍNDI E Estrutura de apitais .00 de Pas. Circulante p/cada $1. Líquido p/cada $1. Os índices desse grupo mostram as grandes linhas de decisões financeiras. + Tít. VL/AT Rentabilidade (ou Resultados) Giro do Ativo Quanto maior. Prazo p/ cada $1. LG At. Líquido Lucro Líquido x 100 Patr.P Pas. L. em termos de obtenção e aplicação de recursos. Quanto a empresa possui de Ativo circulante + Real.

61 Isto mostra qu : Em 20X1. y Porém. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 68 . melhor.00 de terceiros.Líquido). Circulant Ex. 70. Em 20X2.185 100 = 183 1._________________________________________________________________________________________________________ Exigív l Total . 65 1.576. Total §¦ x 100 Indi a: Qual o percent l de obrigações de curto prazo em relação às obrigações totais. tomou $183.407.655.576. 70.655. a empresa tomou $155. 61 O b r iga ç õ es 19x2 Capitais de Terceiros Patrimônio Líquido Índice de Participação de Capitais de Terceiros 2. p/cada $100.00 de próprios. 65 1. Líquido X 100 Indi a: Quanto a empresa tomou de capitais de terceiros para cada $100. ou seja. a interpretação só será completa quando comparada com padrões. quanto da dívida total da empresa deverá ser pago a curto prazo. Após conhecer o grau de Participação de Capitais de Terceiros. Existem dívidas a curto prazo e a longo prazo. COMPOSIÇÃO DO ENDIVIDAMENTO: PC/CT FÖRMULA: assivo Circulant x Capitais d T rc iros OU 100 .185 100 = 155 2. Int rpr tação: Quanto menor. BIG 20X1 19X1 1. p/cada $100.00 de capital pró prio Investido. resta saber qual a composição da dívida. E mplo: Dados da Cia. Int rpr tação: Quanto menor.317 1.407. ou seja. melhor. retrata a dependência da empresa em relação aos recursos de terceiros.00 de Capital Próprio (P.317 1.00 de terceiros.

Permanente P. Prazo). melhor. a partir da comparação entre os direitos realizáveis e as exigibilidades. Os quocientes de liquidez evidenciam o grau de solvência da e mpresa em decorrência da existência ou não de solidez financeira que garanta o pagamento dos compromissos assumidos com terceiros. um indicador da capacidade da empresa de pagar suas dívidas. aL. a L. Interpretação: Quanto menor. LIQUIDEZ OU SOLVÊNCIA Os índices de liquidez visam fornecer uma medida. São calculados com base em valores extraídos do Balanço Patrimonial. É perfeitamente possível utilizar recursos de longo prazo para financiar os ativos da empresa. Fórmula: At.00 de P.Prazo x 100 Indica: Que percentual de recursos não correntes a empresa aplicou no Ativo Permanente. desde que o prazo seja compatível com a duração do imobilizado ou então que o prazo seja suficiente para a empresa gerar recursos capazes de resgatar as dívidas de longo prazo. IMOBILIZAÇÃO DOS RECURSOS NÃO CORRENTES: São considerados como recursos não correntes a somatória do Patrimônio Líquido mais o Exigível a Longo Prazo. melhor.Líquido + Exig. Líquido. Aí está a lógica deste índice que compara as aplicações fixa (ativo permanente) com os recursos não correntes (PL + Exig. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 69 . Interpretação: Quanto menor._________________________________________________________________________________________________________ IMOBILIZAÇÃO DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO: AP/PL Fórmula: Ativo Permanente Patrimônio Líquido x 100 Indica: Quanto à empresa aplicou no Ativo Permanente para cada $100. ou melhor.

. .9 . Prazo Passivo Cir ulant + Exigív l a L.9 . EXEMPLO: CIA. . melhor..4 . Prazo Passivo Circ la te E igível a L. 9.00 de dívida total. . Prazo Liquidez eral . . . . BIG 19x1 20X1 Ativo Circ la te Ativo Real.9 4. Prazo INDICA: Quanto à empresa possui no Ativo circulante e Realizável a L.. .4 .4 . 9. INTERPRETAÇÃO: Quanto maior. ._________________________________________________________________________________________________________ LIQUIDEZ GERAL: LG FÓRMULA: Ativo Cir ulant + R alizáv l a L. a L. Prazo para cada $ 1. . _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 70 . 4 . 19x2 20X2 .

evidenciam o grau de êxit o econômico obtido pelo capital investido na empresa. INTERPRETAÇÃO: Quanto maior este quociente. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 71 . isto é. prazo). INTERPRETAÇÃO: Quanto maior._________________________________________________________________________________________________________ LIQUIDEZ CORRENTE: LC FÓRMULA: Ativo Circulante Passivo Circulante (direitos de curto prazo) (obrigações de curto prazo) INDICA: Quanto à empresa possui no Ativo circulante para cada $1. melhor. melhor. Conforme Matarazzo. servem para medir a capacidade econômica da empresa.00 de Passivo circulante (dívida de c.00 de Passivo circulante. LIQUIDEZ SECA: LS FÓRMULA: Disponível + Aplic. Finaceiras + Clientes Disponível + Aplic. retorno. Financeiras + Clientes de rápida conversibilidade em dinheiro Passivo Circulante INDICA: Quanto à empresa possui de Ativo Líquido para cada $1. visa medir o gr u de a excelência da sua situação financeira. ÍNDICES DE RENTABILIDADE (RETORNO) Os quocientes de rentabilidade. A rentabilidade do capital investido na empresa é conhecida através do confronto entre contas ou grupos de contas da DRE ou conjugando-as com grupos de contas do Balanço Patrimonial. O índice revela capacidade financeira líquida para cumprir compromissos de curtíssimo prazo. São calculados com base em valores extraídos da DRE e do Balanço Patrimonial. este índice é um teste de força aplicado à empresa. conhecido também como índice de lucratividade.

Quanto maior o quociente. isto é.00 investimento total. O quociente revela a margem de lucro obtida pela empresa em função do seu faturamento. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 72 . Este quociente revela o potencial de geração de lucros por parte da empresa. em relação às vendas._________________________________________________________________________________________________________ GIRO DO ATIVO: VL/AT FÓRMULA: Va as í i as tivo otal INDICA: Quanto à empresa vendeu para cada $1. RENTABILIDADE DO ATIVO: LL/AT FÓRMULA: Lucro Líquido tivo x 100 INDICA: Quanto a empresa obtém de lucro para cada $100. quanto à empresa obteve de lucro líquido para cada $100. quanto a empresa obteve de lucro líquido p/cada $100. isto é. Interpretação deste quociente deve ser direcionada a verificar a margem de lucro da empresa. maior os lucros da empresa.00 de investimento total.00 vendidos. MARGEM LÍQUIDA: LL/VL FÓRMULA: cro í Ve as í i o i as x 100 INDICA: Quanto à empresa obtêm de lucro para cada $100.00 de investimentos totais. INTERPRETAÇÃO: Quanto maior. INTERPRETAÇÃO: Quanto maior este quociente. melhor.00 vendidos. melhor.

além da comparação com padrões. uma vez que a análise de balanços só alcança sua plenitude quando efetuada através da interpretação conjunta dos quocientes em um mesmo exercício ou em sucessivos exercícios.00 de Capital Próprio investido. Avaliação intrínseca de um índice Trata-se de um processo simples que apresenta um efeito mais didático do que propriamente prático. revela-se bastante útil por mostrar tendências seguidas pela empresa. Comparação dos índices no tempo A comparação dos índices de uma empresa com valores observados nos anos anteriores. INTERPRETAÇÃO: Quanto maior. O tempo necessário para se obter O retorno do valor do Capital Próprio investido pode ser calculado da mesma maneira que se calcula o tempo de retorno do Capital Total. b) Pela comparação ao longo de vários exercícios.Índices-padrão. Pontos Importantes a CONSIDERAR: Quanto maior este quociente. c) Pela comparação com índices de outras empresas ._________________________________________________________________________________________________________ RENTABILIDADE DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO: LL/PL FÓRMULA: Lucro Líquido atrimônio Líquido édio PLM = L inicial + L final 2 x 100 INDICA: Quanto à empresa obteve de lucro para cada $100. COMO AVALIAR OS ÍNDICES Existem três tipos básicos de Avaliações de um índice: a) Pelo significado intrínseco. através da evolução ou _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 73 . Outro aspecto que evidencia a validade deste quociente é que o proprietário ou os acionistas poderá comparar o ganho obtido com o investimento na empresa com o ganho oferecido pelo mercado financeiro. maior será o grau de lucratividade. melhor.

Quanto menor. . Essa comparação permite ao analista formar opinião a respeito de diversas políticas seguidas pela empresa. Uma das preocupações do analista nesta fase é como encontrar os índices-padrão. avaliar a empresa e sua administração. Processo de Avaliação de índices financeiros Calculados os índices e comparados com padrões. .Ponto ótimo em torno de um parâmetro. é uma técnica científica seguida largamente por outras ciência e que. em linguagem simples e descomplicada._________________________________________________________________________________________________________ retração dos índices no decorrer dos anos.Escolha dos melhores indicadores e atribuição dos respectivos pesos.Mediante cálculo efetuado pelo próprio analista. . depois efetuar análise conjunta. Um bom relatório de análise de balanços deve conter avaliações sobre os principais aspectos econômicos e financeiros da empresa. Comparação com padrões Nesta etapa do processo. c) Tabulação de padrões: . b) Definição do comportamento do indicador: existem três possibilidades: . na escola interessa mais. . neste momento. (índices de empresas de mesmo ramo).Estrutura de capitais. o analista deve comparar os índices encontrados com os índeces padrão.Consiste na construção de tabelas baseadas em elementos do mesmo conjunto analisado. objetivando fornecer ao leitor elementos para a tomada de decisões. .Quanto maior. . os índices poderão ser obtidos de duas maneiras: . ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO Não podemos esquecer que o relatório deve ser elaborado de forma que um leigo possa entender. melhor.Matarazzo). Recomenda-se o uso de gráficos. basicamente. ou seja. obedecendo a regras específicas para este trabalho (capítulo 07 .Rentabilidade. Pode-se trabalhar com índices hipotéticos. melhor. Essa forma de análise. Na realidade. desenvolver o raciocínio comparativo entre os índices encontrados com a mediana alcançada por empresa que exercem o mesmo ramo de atividades da empresa em análise e viva o mesmo cenário econômico-financeiro. Pois. os indicadores são representados pelos índices financeiros de: .Liquidez. e assim. Exemplo: _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 74 . para simplificar as conclusões mais complexas. Para fins didáticos. tem a seguinte ordem: a) Descoberta de indicadores: No nosso caso.Através de publicações efetuadas por empresas especializadas no cálculo de índicespadrão. pode-se avaliar individualmente cada índice.

_________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 75 ._________________________________________________________________________________________________________ Obs: O exemplo exposto é hipotético. e não existe no decorrer do assunto estudado. Devemos imaginar que todas as etapas necessárias à análise que gerou tal relatório foram cumpridas. cálculos ou comparações demonstrado a afirmação contida no relatório.

o quadro desfavorável verificado no exercício de X1.Sob o ponto de vista de solvência. Situação Econômica e Financeira . entretanto. Não há.77 anos. O alto grau de rentabilidade alcançado no exercício X2. Essa política permitiu reduzir compromissos de curto prazo em troca de empréstimos de longo prazo. de contenção de despesas e aumento da rentabilidade. que coloca a empresa acima do patamar de seus concorrentes. no qual o quociente de liquidez corrente encontra -se ligeiramente acima do quociente-padrão de seus concorrentes. Empresa consegue girar seu ativo em apenas 2. b) Liquidez . No período analisado. evidências para falências. a empresa não apresentou Capital Circulante Próprio. naquele ano. apresentar graus de endividamento e liquidez satisfatórios. Além disso. - Ass.05 ano. em pouco tempo. possibilitando o retorno do Capital investido pelos proprietários em apenas 1. revelando que a empresa encontra-se em mãos de terceiros. A boa rentabilidade alcançada no exercício de X2 decorre do esforço efetuado pela empresa no sentido de reverter o alto grau de endividamento apresentado no exercício de X1.: Fulano de tal ± Analista _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 76 . conseguirá. a empresa analisada revela tendências de melhora em função da boa política de negociação de dívidas. Situação Econômica Rentabilidade . estruturando-se adequadamente sob o ponto de vista econômico e financeiro._________________________________________________________________________________________________________ RELATÓRIO Situação Financeira a) Endividamento . uma vez que os índices de Estrutura de Capitais se encontram acima dos índices alcançados por empresas que exercem o mesmo ramo de atividade.Embora apresente. houve uma boa iniciativa de contenção de despesas e incentivo ao aumento do volume de vendas. que foi possível através da tomada de medidas adequadas. revelando tendências de breve recuperação. mantendo a atual política de negociação de dívidas. os quocientes de rentabilidade encontram-se acima dos padrões de seus concorrentes. insuficientes para financiar o Ativo Permanente. Em X2.A empresa apresenta alto grau de endividamento.A situação econômica no exercício de X2 foi melhor que no exercício de X1. pois não apresenta solidez financeira que garanta o cumprimento dos compromissos de curto prazo e de longo prazo. trabalhando com Capitais de Terceiros em proporções maiores que os Capitais Próprios. A exceção é o exercício de X2. não foi suficiente para reverter. Houve considerável melhora no grau de endividamento no exercício de X2 em relação ao de X1. no decorrer de X1. a empresa encontra-se também em situação desfavorável. alto grau de endividamento e baixo grau de solvência.

Esses quocientes. QUOCIENTES DE ROTAÇÃO OU ROTATIVIDADE Os índices de rotação têm grande contribuição na interpretação da liquidez e da rentabilidade da empresa. Portanto._________________________________________________________________________________________________________ OUTROS QUOCIENTES DE INTERESSE Os quocientes de Estrutura de Capitais. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 77 . também conhecidos por quocientes de Atividades. à medida que serve de indicadores dos prazos médios de rotação de estoques. Fora os quocientes vistos. de Liquidez e de Rentabilidade apresentados até aqui são suficientes para o analista obter um bom diagnóstico a respeito da situação econômica e financeira de qualquer tipo de entidade. apresentamos outros. INDICE DE ROTAÇÃO DOS ESTOQUES FÓRMULAS: Custo das ercadorias endidas Estoque édio de ercadorias Custo dos Produtos endidos Estoque édio de Prods. em função das vendas. de interesse. recebimento das vendas e pagamento das compras. são obtidos pelo confronto dos elementos da DRE com elementos do Balanço e evidenciam o tempo necessário para que os elementos do Ativo se renovem. estes prazos constituem no -se alicerce básico para determinação do ciclo financeiro. Acabados (empresas comerciais) (empresas industriais) Este quociente evidencia quantas vezes ocorreu a renovação dos estoques. Do relacionamento entre os diversos grupos de contas das demonstrações financeiras pode ser extraído um grande número de quocientes. apresentando cada um sua importância de acordo com o aspecto da análise e com o objetivo que cada um tem em mente.

As fórmulas são compostas da mesma forma que o quociente anterior. Contas a Receber médias = Somas dos saldos de Duplicas a Receber ou Clientes de cada período. ÍNDICE DE PRAZO MÉDIO DE PAGAMENTOS DE CONTAS A PAGAR Fórmula: Contas a Pagar Médias Compras Médias a Prazo Este quociente indica o tempo que a entidade dispõe. para pagar as suas obrigações referente aquisição de mercadorias a prazo. dividido por 12. em média. Visando um resultado mais real possível e havendo possibilidade. ÍNDICE DE PRAZO MÉDIO DE RECEBIMENTO DE CONTAS A RECEBER Fórmula: Contas a Receber Médias Vendas a Prazo Médias Este quociente evidencia o tempo que a empresa deverá esperar._________________________________________________________________________________________________________ Observações: Fórmula dos estoques médios: Estoque Inicial + Estoque Final dividido por 2 . para receber o valor de suas vendas. em média. sendo que as contas a pagar são representadas por fornecedores ou duplicatas a pagar. os estoques médios devem ser obtidos pela soma dos saldos de estoque mensais dividindo o resultado por 12. Vendas a Prazo médias = Totais das vendas brutas do ano divididas por 12. ÍNDICE DE POSICIONAMENTO ROTATIVO _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 78 .

_________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 79 ._________________________________________________________________________________________________________ órm la: razo édio de ecebimentos razo édio de agamentos videncia a relação entre os dois prazos.

através dos dividendos recebidos. 5. 2. ou quanto a empresa pagou de dividendos para cada Real de PL existente. o capital investido.Rendimento Total Fórmula: Dividendos + Bonificações Valor de Mercado da Ação Mostra qual a rentabilidade total oferecida pela entidade para cada Ação. quanto de PL existe para cada ação em circulação. em relação a capital nominal (investido)._________________________________________________________________________________________________________ QUOCIENTES DE INTERESSE DOS INVESTIDORES Nominal: 1. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 80 . Real: Dividendos Patrimônio Líquido Evidência a rentabilidade obtida pelo PL da entidade. 4.Rentabilidade das Ações Dividendos Capital Nominal Evidência os rendimentos obtidos pelos sócios.Rendimento Atualizado Fórmula: Dividendos Valor de Mercado da Ação Evidencia a rentabilidade oferecida por ação em relação ao preço cotado em bolsa. através de lucros recebidos.Retorno do Capital Investido Fórmula: Valor de Mercado da Ação Lucro Líquido por Ação Indica o número de anos que o investidor deverá esperar para recuperar. 3.Valor Patrimonial da Ação Fórmula: Patrimônio Líquido Número de Ações em Circulação Evidencia o valor patrimonial de cada ação.

XXX. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 81 . DESAFIOS E PERSPECTIVAS As soluções que se apresentam para a crise político-econômica do país são de tal forma complexas que não permitem previsões futuras com o mínimo de segurança possível. Dessa forma.31 por ação. parcelas da produção foram deslocadas para novas unidades no Rio de Janeiro. a sociedade encabeçou iniciativa com outras empresas regionais.2 milhões foi realizado no exercício aplicados na substituição de equipamentos e expansão de linhas de produção. que não se deve influenciar pelo cenário político-econômico. RECURSOS HUMANOS A Empresa Exemplo S.A. superior ao de paises cuja inflação é próxima de zero.87 e o valor de mercado nessa mesma data era de $30. pelo empenho e dedicação ao longo desse exercício. foi definida a distribuição do dividendo mínimo equivalente a $ 1. investir na modernização constante de seu parque fabril e nos métodos administrativos. coerente com a filosofia de qualidade assumida pela empresa. e especialmente a nossos funcionários. PRODUÇÃO/INVESTIMENTOS O investimento no montante de aproximadamente US$ 2. O valor patrimonial por ação em 31 de dezembro de 20X3 era de $40. AGRADECIMENTOS Agradecemos a nossos clientes. demonstra de maneira inequívoca o acerto das estratégias adotadas e da união de todos os setores da empresa na prática de uma política de mercado séria e responsável. ascendendo aos 20% no final do exercício.. B e C. Visando descentralizar parte da produção e com o objetivo estratégico de criar unidades de negócios. Além dos benefícios de assistência médica já existentes. que vem permitindo o fortalecimento da confiança dos clientes aos produtos e marcas da empresa. Os investimentos de treinamento dos funcionários vem sendo focado de maneira racional e sistemática. em suas fábricas de São Paulo e Rio de Janeiro. DIREITOS DOS ACIONISTAS E DADOS DE MERCADO O estatuto da Sociedade define um dividendo anual de 25%. que nos obrigou ao convívio com uma inflação média de 15% ao mês. a empresa assume como desafios contínuos. fechou o exercício de 20X3 com 2. roupas em geral e acessórios para a prática de esportes. Mesmo diante de tal quadro de incertezas. a preocupação em crescer dentro de uma nova postura de gestão. a migração da totalização de nossos softwares aplicativos e base de dados de nosso mainframe para micros e redes.A._________________________________________________________________________________________________________ ANEXO: MODELO DE DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS PUBLICADAS EMPRESA EXEMPLO S/A COMPANHIA ABERTA CNPJ Nº XX. no sentido de ampliar tais benefícios através do atendimento conveniado e extensivos aos familiares. a iniciativa privada deu mostras mais uma vez de seu vigor e capacidade de crescimento em meio à turbulência. MARKETING O expressivo crescimento das vendas. produz. ADMINISTRAÇÃO Concluímos com sucesso em 20X3 o processo de downsizing. foram gerados cerca de 750 novos empregos em suas unidades de São Paulo e Rio de Janeiro. bolas. CONJUNTURA ECONÔM ICA Apesar do cenário político e econômico adverso. Em relação a 31 de dezembro de 20X2. A valorização média de mercado no exercício foi de 297%. em seu PIB. acreditando no potencial mercadológico brasileiro. mostrou sua eficácia e o país obteve um crescimento.00 por ação. Nesse sentido. buscar de forma contínua a melhor capacitação competitiva possível e trabalhar sempre em função do mercado.509 funcionários. acionistas e fornecedores.XXX/0001-0X RELATÓRIO DA DIRETORIA Senhores acionistas: A empresa e Produtos E Empresa Exemplo S. tradicional empresa no segmento de artigos esportivos e detentora das marcar A. ou seja. que em relação ao ano anterior foi da ordem de 140% reais. calçados. obtendo maior agilidade e compatibilização com a nova tecnologia da informação.

_________________________________________________________________________________________________________ A DIRETORIA
EMPRESA EXEMPLO S/A BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO Em milhares de R$ em moeda de poder aquisitivo constante DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO Em milhares de R$ em moeda de poder aquisitivo constante

ATIVO CIRCULANTE - Caixa e Bancos - Aplicações Financeiras - Contas a receber de clientes - Adiantamento sobre contrato de câmbio - Provisão para cobrança de contas duvidosas - Demais contas a receber - Estoques - Despesas do exercício seguinte REALIZÁVEL A L. PRAZO - Empréstimos e depósitos compulsórios PERMANENTE - Investimentos - Imobilizado TOTAL DO ATIVO PASSIVO

20X3 5.540.296 124.740 983.736 1.946.776 (165.176) (10.626) 82.561 2.577.322 963 9.570 9.570 4.592.993 84.127 4.508.866 10.142.859 20X3

20X2 3.037.618 41.571 809.302 1.143.140 (91.969) (31.992) 100.941 1.056.907 9.718 45.329 45.329 4.241.341 55.245 4.186.096 7.324.288 20X2 RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS E SERVIÇOS - Mercado Interno - Mercado Externo Impostos s/vendas e serviços RECEITA LÍQUIDA DAS VENDAS E SERVIÇOS Custos dos produtos e serviços vendidos LUCRO BRUTO DESPESAS (RECEITAS) OPERACIONAIS - Com vendas - Gerais e administrativas - Honorários da administração - Receitas fin. Líquidas - Outras desp. Op. líquidas LUCRO OPERACIONAL - Receitas não operacionais LUCRO ANTES DO IR E PARTICIPAÇÕES - Provisões p/conting. fiscais - Gratificação a funcionários LUCRO LÍQUIDO

20X3 16.625.141 16.179.414 445.727 (3.647.660) 12.977.481 (9.059.943) 3.917.538 3.089.820 765.054 85.508 (1.344.021) 43.441 1.277.736 50.565 1.328.301 177.569 62.322 1.088.410

20X2 7.198.941 6.872.449 326.492 (1.856.884) 5.342.057 (4.292.132) 1.049.925 1.795.044 538.730 41.537 (1.679.386) 171.235 182.765 39.174 221.939 0 13.233 208.706

CIRCULANTE - Fornecedores - Financiamentos - Salários e encargos sociais - Impostos a recolher - Dividendos propostos - Provisão para imposto de renda - Demais contas a pagar EXIGÍVEL A L. PRAZO - Financiamentos - Impostos a recolher PATRIMÔNIO lÍQUIDO - Capital realizado - Reserva de capital - Reserva de lucros TOTAL DO PASSIVO

4.049.944 2.067.926 219.931 708.364 541.677 172.728 161.749 161.749 698.103 57.325 640.778 5.394.812 4.101.685 11.934 1.281.193 10.142.859

Lucro por ação do capital social final ± R$ 8,25 1,58 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 2.063.534 425.144 110.423 698.884 666.868 28.286 0 133.929 781.624 167.875 623.749 4.479.130 4.101.685 11.934 365.511 7.324.288

Ações em circulação 132.000.000 132.000.000 Valor patrimonial por ação R$ 40,87 33,93 As notas explicativas são parte integrante das Demonstrações Financeiras

_________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 82

_________________________________________________________________________________________________________
EMPRESA EXEMPLO S/A. DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Em milhares de R$ em moeda de poder aquisitivo constante Reservas de capital Reservas de lucros Capital social Subvenção para investimentos 4.101.685 11.934 Retenção de lucros Lucros (prejuízos) acumulados 185.091 208.706 (5.955) (28.286) (359.556) 0 1.088.140 (36.363) (172.728) (879.319) 0 (172.728)

Legal

Totais 4.298.710 208.706

Em 31-12-X1 Lucro líquido do exercício Apropriações: 5.955 y Reserva legal y Dividendos propostos ($ 0,21 por ação) y Retenção de lucros para 359.556 investimentos futuros Em 31-12-X2 4.101.685 11.934 5.955 359.556 Lucro líquido do exercício Apropriações: 36.363 y Reserva legal y Dividendos propostos ($ 1,31 por ação) Retenção de lucros para investimentos futuros 879.319 Em 31.12.X3 4.101.685 11.934 42.318 1.238.875 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras

4.479.130 1.088.410

5.394.812

EMPRESA EXEMPLO S/A. DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS Em milhares de R$ em moeda de poder aquisitivo constante 20X3 ORIGENS DOS RECURSOS Das operações sociais - Lucro líquido do exercício Despesas (receitas) que não afetam o capital circulante líquido - Depreciações - Valor residual do ativo permanente baixado De terceiros - Ingresso de recursos no exigível a longo prazo - Perda (ganho) nos itens monetários não remunerados a longo prazo 20X2

1.088.410 0 343.945 42.310 49.759 1.524.424

208.706 0 377.580 99.342 240.103 925.731 59.511 375.622 0 148.633 28.286 612.052 313.679

APLICAÇÕES DE RECURSOS No realizável a longo prazo No ativo permanente - Imobilizado - Investimentos Por transferência do exigível a longo prazo para o circulante - Dividendos propostos

21.858 709.025 28.882 75.663 172.728 1.008.156 516.268

AUMENTO DO CAPITAL CIRCULANTE VARIAÇÃO DO CAPITAL CIRCULANTE Ativo circulante - No início do exercício - No fim do exercício Passivo circulante - No início do exercício - No fim do exercício AUMENTO DO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras

3.037.618 5.540.286 2.502.678 2.063.534 4.049.944 1.986.410 516.268

2.501.274 3.037.618 536.344 1.840.869 2.063.534 222.665 313.679

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NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 20X3 E 20X2 Em milhares de R$ e em moeda de poder aquisitivo constante 1. CONTEXTO OPERACIONAL As principais atividades operacionais da companhia estão ligadas à fabricação e comercialização de artigos espor tivos, incluindo vestuário, bolas, calçados e outros artefatos. 2. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Conforme estabelecido da Instrução CVM nº. 201, de 1º. De dezembro de 1993, as demonstrações financeiras estão sendo apresentadas exclusivamente em moeda de poder constante. Os cálculos de ajuste de valor presente foram efetuados consoante os critérios definidos pela Instrução CVM nº. 191, de 15 de julho de 1992. 3. PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS (a) Apuração do resultado O resultado é apurado pelo regime de competência de exercícios, incluindo os ganhos e perdas decorrentes das variações dos itens monetários, o ajuste a valor presente de créditos e obrigações prefixados e atualizações monetárias dos itens não monetários. (b) Itens monetários Os itens monetários que incluem expectativa inflacionária e juros prefixados, foram ajustados ao seu valor presente pela taxa ANBID. Os ganhos e perdas monetários, assim como o ajuste a valor presente, foram alocados às rubricas das demonstrações de resultado, segundo sua natureza. (c) Ativos circulante e realizável a longo prazo Os estoques são demonstrados ao custo médio das compras ou produção e corrigidos monetariamente com base na variação em índices oficiais, inferior aos custos de reposição ou aos valor es de realização. Os estoques, de acordo com a legislação societária, totalizam $ 1.941.490, em 31 de dezembro de 20X3. Os demais ativos são apresentados ao valor de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidas ou, no caso de despesas do exercício seguinte, ao custo. (d) Permanente Demonstrado ao custo corrigido monetariamente com base em índices oficiais. As depreciações de bens do imobilizado são calculadas pelo método linear, as taxas anuais mencionadas na Nota 5, que levam em consideração a vida útil -econômica dos itens. (e) Passivo circulante e exigível a longo prazo São demonstrados por valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos e variações monetárias incorridas. (f) Rubricas das demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e das origens e aplicações de recursos. São atualizadas monetariamente desde a data ou o mês de sua contabilização e até 31 de dezembro de 20X3, ajustados tan to pelos ganhos e perdas nos itens monetários como pelo ajuste a valor presente de créditos e obrigações prefixados.
4. ESTOQUES Produtos acabados Produtos e elaboração Matérias-primas Mats. Auxiliares e de manutenção Importações em andamento 5. IMOBILIZADO 20X3 Custo corrigido Terrenos Edificações Máquinas, equipamentos e instalações. Veículos Móveis e utensílios Outros Imobilizações em andamento 6. FINANCIAMENTOS E IMPOSTOS A RECOLHER 20X3 20X2 518.825 2.485.178 4.126.703 189.776 154.854 95.519 43.011 7.613.866 Depreciação Acumulada Corrigida 0 477.328 2.408.570 92.368 110.661 16.073 0 3.105.000 Líquido 518.825 2.007.850 1.718.133 97.408 44.193 79.446 43.011 4.508.866 20X2 Líquido 518.825 2.025.989 873.993 78.416 43.509 183.952 461.412 4.186.096 % Taxas Anuais de Depreciação 0 4 10 a 20 20 10 10 0 20X3 915.842 537.062 835.019 147.356 142.043 2.577.322 20X2 269.401 230.964 388.998 124.899 42.645 1.056.907

_________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 84

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Financiamentos em moeda nacional Impostos a recolher (basicamente, parcelamento do ICMS e IPI) 277.256 278.298

640.778 613.749 918.034 892.047 Passivo circulante (219.931) (110.423) Exigível a longo prazo 698.103 781.624 Os montantes do exigível a longo prazo têm a seguinte composição por ano de vencimentos: 20X3 20X2 1994 289.625 1995 254.438 246.783 1996 192.314 160.408 1997 em diante 251.351 84.808 698.103 781.624 Os financiamentos em moeda nacional estão sujeitos à correção monetária pela variação da UR (20X2 ± UFIR/TR) e juros variados entre 8 e 12% ao ano. Em garantia dos financiamentos, foram oferecidos bens imóveis no montante de $388.158 (20X2 - $ 368.684). 7. CAPITAL SOCIAL O capital social, em 31 dezembro de 20X3 e de 20X2, está dividido em 44.503.004 ações ordinárias e 87.496.996 ações preferenciais, de igual valor unitário. As ações preferenciais, sem direito a voto, têm prioridade no reembolso do capital e participação nos l ucros em igualdade de condições com as ações ordinárias. Os dividendos propostos correspondem a 25% do lucro líq uido do exercício, calculado nos termos da Lei nº. 6.404/76, conforme previsto no estatuto social, e podem ser assim demonstrados: Lucro líquido do exercício, pela legislação societária, após a gratificação aos administradores. 727.274 Apropriação do lucro líquido - Reserva legal - (5%) (36.363) - Base de cálculo 690.911 - Dividendos propostos - (25%) 172.728 8. GANHOS (PERDAS) NOS ITENS MONETÁRIOS Os valores relativos aos ganhos e perdas nos itens monetários, determinados segundo os critérios CVM, foram distribuídos nas seguintes contas: Reclassificações 20X3 20X2 Total antes das distribuições 4.902.645 1.803.051 Receita operacional líquida (4.371.864) (1.704.333) Custos dos produtos vendidos e dos serviços prestados (1.079.962) (438.160) Lucro bruto Despesas gerais e administrativas Total incluído em outras despesas operacionais líquidas, principalmente relativo à perda em demais contas a receber, no valor de R$ 66.963 (20X2 - R$ 73.235) 220.791 143.058 (549.181) 375.743 394.229 (339.442) 260.612 221.888

9. Conciliação entre o lucro líquido do exercício e o patrimônio líquido, apurado de acordo com a legislação societária e a d emonstração em moeda de pode aquisitivo constante. Lucro líquido Patrimônio líquido 20X3 20X2 20X3 20X2 Legislação societária 727.274 446.564 4.758.980 4.204.434 Atualização monetária dos estoques 361.136 (237.858) 635.832 274.696 Demonstração em moeda de poder aquisitivo constante. 1.088.410 208.706 5.394.812 4.479.130 10. SEGUROS Em 31 de dezembro de 20X3, a cobertura de seguros por incêndio para os bens do imobilizado e dos estoques será abrangida por uma apólice na modalidade de riscos diversos (Multi -riscos ± primeiro risco absoluto) no montante de $ 6.035.048 (20X2 - $ 3.287.525), sendo essa cobertura considerada suficiente pela administração para os risco envolvidos.

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estando em condições de serem submetidas à deliberação da Assembléia Geral dos Acionistas. 2. Auditoria Autorizada Auditores Independentes CRC ± SP X. com base em testes. São Paulo. Com base nessa análise e no Parecer dos Auditores Independentes. das mutações do patrimônio líquido e das origens e aplicações de recursos dos exercícios findos nessas datas. _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 86 . elaborados sob a responsabilidade de sua administração. e as correspondentes demonstrações do resultado. bem como da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. em 31 de dezembro de 20X3 e de 20X2. o no uso de suas atribuições legais e estatutárias. considerando a relevância dos saldos. Marcos Conselheiro José Raimundo Conselho Benjamim Fiscalizador CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Presidente: Antônio Alfabético Vice-Presidente: Batista Beta Conselheiro: Carlos Delta PARECE DOS AUDITORES INDEPENDENTES 13 de fevereiro de 20X4 Aos Administradores e Acionistas EMPRESA EXEMPLO S/A. Nossos exames foram conduzidos de acordo com as normas de auditoria que requerem que os exames sejam realizados com o objetivo de comprovar a adequada apresentação das demonstrações financeiras em todos seus aspectos relevantes. (b) a constatação. nossos exames compreenderam. 13 de fevereiro de 20X4.. Nossa responsabilidade é de emitir parecer sobre essas demonstrações financeiras..XXX Maria Contadora Sócia CRC ± SP XXX. bem como o formato legal e básico que discrimina tais informações. procederam ao exame das Demonstrações Financeiras do período findo em 31 de dezembro de 20X3. o volume de transações e os sistemas contábil e de controles internos da empresa. e o resultado das operações. concluíram que as referidas demonstrações refletem adequadamente a situação financeira e patrimonial da empresa.xxx O propósito deste modelo de Demonstrações Publicadas foi o de fornecer ao analista as características básicas de cada um dos conjuntos de informações que as empresa elaboram. acompanhadas de notas explicativas. das evidências e dos registros que suportam os valores e as informações contábeis divulgados e (c) a avaliação das práticas e estimativas contábeis mais representativas adotadas pela administração da empresa. 3.. Portanto._________________________________________________________________________________________________________ PARECER DO CONSELHO FISCAL Os membros do Conselho Fiscal da Empresa Exemplo S/A. em 31 de dezembro de 20X3 e de 20X2. Dinheiro. Auditores Eficientes. em todos os aspectos relevantes. de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade. Somos de parecer que as referidas demonstrações financeiras apresentam adequadamente. as mutações do patrimônio líquido e as origens e aplicações de recursos dos exercícios findos nessas datas. entre outros procedimentos: (a) o planejamento dos trabalhos. Examinamos os balanços patrimoniais expressos em moeda de poder aquisitivo constante da EMPRESA EXEMPLO S/A. Diretor de Marketing: Antônio Mercadológico Controller: Carlos Contábil ± CRC ± SP nº xxx. a posição patrimonial e financeira da EMPRESA EXEMPLO S/A.XXX DIRETORIA Diretor presidente e de Relações com o mercado: Antônio Alfabético Diretor Superintendente: Bernardo Superintendência Diretor Adjunto: Carvalho Cavalo Diretor Industrial: Dionízio Divino Diretor Administrativo Financeiro: José E. 1.

LEITE. Manual de Contabilidade para Não Contadores. H._________________________________________________________________________________________________________ BIBLIOGRAFIAS ASSAF NETO. H. Contabilidade Comercial ± São Paulo. Hugo Rocha ± Introdução à Análise Contábil e Financeira ± RJ. LEITE. 1998. 1992. 1993. OLINQUEVITCH ± Análise de Balanços Controle Gerencial ± São Paulo. IUDÍCIBUS. Atlas. C. J. P ± Introdução a administração financeira. Alexandre ± Estrutura e Análise de Balanços. SP. P. Atlas. Ed. Editora Atlas. Sérgio de ± Análise de Balanços. José Pereira da ± Análise Financeira de Balanços _________________________________________________________________________________________________________ Análise das Demonstrações Financeiras 87 . Atlas. Dante Carmine ± Análise Financeira de Balanços: abordagem básica e gerencial. 1975 CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO ESTADO DO SÃO PAULO. Edição IBMEC. Atlas. Harbra. Ed. 1997. SP. Atlas. Atlas. SP. IUDÍCIBUS. 1994 MATARAZZO. ± Contabilidade para Administradores ± São Paulo. P. S. SANTI FILHO. SP. Ed. A. Curso básico de auditoria: normas e procedimentos. S. Atlas. SP. GITMAN. 1997 IUDÍCIBUS.Contabilidade Introdutória. de ± Análise de balanços para controle gerencial ± SP. & MARION.. Atlas. ± Princípios de Administração Financeira. SILVA. Ed. 1995. Atlas. 2000 BRAGA. Editora Atlas. Laurence J. 1989 EQUIPE DE PROFESSORES DA FEA/USP . S. SP.

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