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Marcenaria_IV

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Manual Prático de Marcenaria

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Domingos Marcellini
Instrutor-chefe do SENAI

Manual Prático de Marcenaria

Desenhos de Joseph Springmann

ÍNDICE
Introdução
O valor da arte mobiliária Como se chega a ser bom marceneiro O que se deve observar na confecção de uma obra perfeita Organização e direção de oficina 11 14 15 15

CAPÍTULO I-Ferramentas de marcenaria
O banco e a caixa de ferramentas de marcenaria Ferramentas de marcenaria Quando as ferramentas não cortam ou não trabalham bem Zelo e conservação do banco e das ferramentas Amolagem e conservação 18 20 43 44 45

CAPÍTULO II-Maquinaria
Serras mecânicas Como se enrola uma serra de fita Máquinas-ferramentas Furadeiras Máquinas especiais Tupia Respigadeira Causas dos acidentes nas máquinas Prevenções de Acidentes 47 51 52 55 56 62 67 68 69

Transmissão Relação de rotação Disposição das máquinas Cores condicionadas Lubrificantes

71 71 75 76 77

CAPÍTULO III-Matéria-prima
A madeira Composição do tronco Noções de fitogeografia Corte e transporte da madeira Serragem racional da madeira Classificação das madeiras em moles e duras Estados da madeira Propriedades das madeiras Nomenclaturas das madeiras Madeiras do Estado de São Paulo Outras madeiras do Estado de São Paulo Madeiras do Estado do Pará Secagem da madeira Preparo da madeira para a colagem Madeira compensada Matéria plástica 84 86 87 89 90 93 95 96 99 103 104 105 108 109 111 112

CAPÍTULO IV-Materiais diversos
Cola a frio (caseína) Cola de gelatina (ou animal) Pregos e Parafusos Tabela de chapas e arames segundo a fieira de Paris Materiais para polimento Ferragens para móveis 114 116 117 119 121 121

e na coloração das madeiras Corantes e mordentes Mordentes cinzentos Mordentes azuis Mordentes amarelos Mordentes verdes Mordentes negros Mordentes violetas Tintura cor de laranja 198 201 205 206 207 209 209 2J0 211 Tintura pardo-escura 211 Mordentes vermelhos Receita para descorar as madeiras Fingimento de madeiras Fingimento de ébano Para se obterem madeiras negras 211 213 213 216 217 .CAPÍTULO V-Construção Noções gerais Junções em marcenaria Móveis para sala de jantar Mesa elástica Móveis de desarmar As gavetas Fundos O que se condena em alta marcenaria Vícios e defeitos que o ebanista deve evitar Molduras Técnica de furar com badame Junções 129 150 157 159 163 165 166 173 173 176 191 192 CAPÍTULO VI-Lustração Substâncias que entram na preparação dos vernizes voláteis e gordos.

empalhação.Receitas dos vernizes voláteis e gordos Vernizes voláteis Vernizes gordos Verniz de breu Composição do verniz-Martin Receitas várias 218 220 221 222 222 223 CAPÍTULO VII-Entalhação. tornearia. estofaria Entalhação Simetria e concordância de linhas Tornearia Empalhação Estofaria Operações de estofaria 226 227 233 234 238 239 CAPÍTULO VIII-Matemática aplicada Introdução Sistema métrico ou decimal Exemplos de cubagem Figuras geométricas Fórmulas das áreas e dos volumes Exemplos de redação Orçamento de uma camiseira 244 248 250 253 256 257 258 CAPÍTULO IX-Os Estilos Arquitetônicos e Mobiliários Antigüidade Idade Média 260 263 Época Moderna 266 .

pela escultura ou pela literatura. debaixo de seus principais pontos de vista.INTRODUÇÃO O VALOR DA ARTE MOBILIÁRIA "Com o desejo de agradar surgiu o supérfluo e com o supérfluo nasceu a arte.. conservados nos palácios ou nos museus. não se sabe por que mais se deve admirá-la. atingiu logo tal fausto que. basta encarar essa arte. desde aquelas eras até os dias presentes. se pela utilidade que tanto conforto proporciona ao lar. por estilizar as flores e as folhas do lodão da flora faraônica.C. se pela estética que emociona e deslumbra. etc. tais como o boço. pelo que os conhecimentos do Vignola são tão necessários . para apreciá-los. conclui-se que. o cipreste. não só pelos edifícios suntuosos. pela história dos móveis artísticos e milenares. o cedro do Líbano. não apresentam alguma coisa de supérfluo. — A história da arte mobiliária teve início quatro ou cinco mil anos A. até mesmo os mais baratos que. como se diz em italiano. Milenares. Arquitetônico. desdenham. tem-se medido o grau de civilização dos povos. a oliveira. Quando se considera a ebanistaria. porque. nas margens do Nilo. ao lado da utilidade. em sucinta exposição. como. da ação destruidora dos séculos. com a fundação da cidade de Mênfis. os jacarandás. a saber: Histórico. Começando. a marcenaria é arte. as caviúnas. ao contrário do que dizem alguns. e arte útil e bela." Como são raríssimos os móveis. Os atributos da ebanistaria são tantos e tão claros que. também. — A marcenaria é a arquitetura lígnea. quando confeccionados com cola de muita resistência e madeiras quase incorruptíveis.

conclui-se que essas artes andaram sempre de mãos dadas. já pelo verniz. — Sob o ponto de vista utilitário. A arquitetura. e mediante o concurso de suas constantes novidades. porquanto. porquanto não se harmoniza uma casa de determinado estilo com mobílias de estilo . na ordem decorativa da marcenaria. — O ebanista se preocupa tanto com a estética. no lar. diz P. são os móveis que mais maravilham e que despertam com mais intensidade o desejo de posse. Educacional. Para a sua evolução estilística lança mão dos assuntos da natureza e da fantasia do artista. etc. como dos detalhes. o ebanista maneja todas as suas ferramentas. Estilístico. a economia. para confeccionai" e evoluindo ao mesmo tempo. Além da ordem que por ela se obtém numa casa. Estético. os congressos americano e argentino acharam a arte da madeira a mais educacional de todas. Efetivamente. olhando as máquinas de que se utilizam. plasmados com engenho e arte. já pela preciosidade e variedade da matéria-prima. constituem o bem-estar e o conforto da família. é inexaurível. Os móveis expostos à vista são. foi a primeira arte criada pelos homens. E. para todos. como não se concebe um edifício sem móveis. que não raro a beleza do móvel de luxo sobrepuja a dos palácios. num exercício saudável. — Como prova do seu valor educativo. ela ensina o rigor das superfícies planas e curvas. Enquanto muitos artífices de outras artes ficam de braços cruzados. o paraíso dos olhos e o sonho do coração. por si só decora o ambiente. Utilitário. Mantegazza. a arte da marcenaria é incomparável. basta lembrar que. há poucos anos. pela delicadeza do todo. E com esses elementos. Nas grandes exposições em que figuram muitas artes. as medidas de precisão. inspirando-se mutuamente diverso. — A fonte criadora.aos desenhistas de móveis quanto ao arquiteto. já pelos efeitos naturais da madeira. surpreende e emociona.

todas desenvolvem e robustecem o indivíduo. para nos persuadir do quanto é fabulosa a sua fonte de renda. as peças quase prontas das seções correlativas. apenas para montar. num certame como aquele que se realizou em . No exercício da marcenaria nenhuma das posições de trabalho força o artífice a ficar em atitude prejudicial ao seu físico.e aperfeiçoar seus trabalhos de feitura artística. Efetivamente. — Haverá. pois são contadas aos milhões as pessoas que vivem dessa arte. O pó inalado das madeiras é tido por muitos médicos como medicinal. se conhecessem a fundo a arte da madeira. Saudável. Lucrativo. ou maravilha pelo rigor de seu acabamento e beleza das madeiras finas. também neste particular. Pelo contrário. ao passo que operários de outros ofícios recebem. em todo mundo. nenhuma outra lhe leva a palma. nunca se soube que um marceneiro viesse a sofrer dos pulmões. — Os mesmos congressistas americanos e argentinos. O marceneiro vai buscar na pilha as tábuas em bruto com que faz o móvel. teriam acrescentado que. porventura. A marcenaria. outra arte que sobrepuje em rendimento a do mobiliário? Por certo que não. que não raro agrada pela riqueza de suas linhas. Bastaria a simples estatística da venda de móveis de um só dia.

advogados e engenheiros. . 8. proporcionando aos olhos sequiosos do belo um espetáculo maravilhoso. talvez. dos grampos e da prensa. nas suas horas de lazer.°) Não adquirir vícios prejudiciais e condenados pelos superiores.°) Não descuidar da cola." (Fig. 1). a fim de fazer o trabalho depressa. nas oficinas. quiser competir vantajosamente com seus colegas.°) Adestrar-se o mais possível no manejo das ferramentas. O QUE SE DEVE OBSERVAR NA CONFECÇÃO DE UMA OBRA PERFEITA 1.abril de 1936.°) Medir uma.°) Aprender a trabalhar depressa e com perfeição. deve observar os seguintes preceitos: 1. por todos esses atributos que a marcenaria é a arte predileta de muitos médicos. para fazer conscientemente a obra com todas as regras da arte. bem feito e com pouco esforço físico. 6.°) Prever e predispor tudo antes de colar. 3. Será. para cortar uma só vez. "A arte é a manifestação do belo. 9.°) Adquirir a maior soma de conhecimentos práticos e teóricos. compreender e fazer as plantas do serviço. poderia apresentar uma mobília estética e útil de cada um dos setenta e tantos estilos conhecidos. 4. 10.°) Ferramentas sempre bem preparadas e afiadas. antes de começá-lo.°) Estudar. que a adotam como exercício e distração. 2.°) Trabalhar com os braços e com a inteligência. Onde não existe o belo deixa de existir a arte. COMO SE CHEGA A SER BOM MARCENEIRO O marceneiro que. na Água Branca (São Paulo).°) A estética. clássicos e modernos. duas e até três vezes. 7. 5.

°) A originalidade. pode um operador estorvar outro. 3. 10. ser o espaço insuficiente em redor da tupia. 7.2. pois implica uma série de coisas. 9. 6.°) A cola de muita resistência. 5. ORGANIZAÇÃO E DIREÇÃO DE OFICINA A boa organização e direção de uma fábrica de móveis requer da pessoa incumbida dessa árdua empresa: tarimba.°) O acabamento perfeito. 4. não só desacreditam a fábrica pelos acidentes que podem causar. da plaina. como fazem . b) Qualquer c) Zelo e conservação deve ser das mesmas.°) O verniz próprio e fino. 8. desarranjo reparado incontinenti. 11. como sejam: a) Localização das máquinas.°) A melhor construção.°) A sobriedade na decoração. conhecimentos vastos. prejudicar a boa marcha do serviço. 13. 15. — As máquinas.°) A proporção das peças. 14. — Se a distribuição não foi bem feita. polias.°) A pureza do estilo.°) A eurritmia (harmonia das partes componentes de uma obra de arte). como pode a luz ficar ao contrário. etc.°) A preciosidade da matéria-prima.°) As linhas fortes e bonitas.°) A utilidade.°) A madeira bonita. — As máquinas para não constantemente lubrificadas desgastam-se menos e produzem mais. 16. tato e tino administrativo. eixos e mancais ameaçam constantemente os operários.°) A harmonia das cores. Dispositivos de proteção. 12. cujas correias. seca e de lei.°) O aquecimento das peças a serem coladas.

g) O fogareiro e a cola. — Ninguém pode calcular o prejuízo que o desleixo dessa parte acarreta à indústria. tolhendo a liberdade de quem delas se acerca. a luz e o ar.perder tempo. sem poder tocar o serviço. quanto não custa o remendo de uma peça que cedeu? i) Conservação das madeiras. apodrece. porém tratadas com descaso na maioria das oficinas. h) Madeira seca. d) Distribuição dos bancos. 2) ao cortar as tábuas e pranchas. além de opor mil dificuldades ao aquecimento da cola. tornando-se imprópria para obras. j) Aproveitamento da madeira. — Péssima será sempre a reputação de uma fábrica que não possui estoque permanente de madeira seca. retarda e encarece a produção. antes de cortá-la. tomando lugar e estorvando os oficiais. caso contrário os marceneiros passarão grande parte do tempo a olhar um para o outro. desde os retalhos até a peça maior. — São três fatores que contribuem grandemente para a saúde e bem-estar do operário. — São duas coisas de capital importância. motivando incêndios. cuja cor esteja combinando. racha. — A falta de espaço suficiente entre os bancos para a montagem das peças. pois permitem melhor visibilidade. Os retalhos devem ter seu lugar reservado e não ficar esparsos pela oficina. Além disso. A madeira mal conservada fermenta. as peças menores da receita. melhor estabilidade dos móveis em construção e melhor limpeza. 4) se há rachas nas pontas. — Dispendioso torna-se o mestre que não sabe aproveitar as madeiras. — Grande quantidade de grampos. empena. não se corta o pedaço do . O corte racional das peças é o seguinte: 1) tirar dos retalhos. e) O piso. começar pelas peças maiores da receita. sargentos e várias panelas de cola deve haver numa oficina que se diz bem organizada. f) O ferramental. 3) examinar a madeira nas duas faces.

o) O trato com os operários. procure distribuir as várias espécies de serviço com acerto. Daí a necessidade de ser o mestre justo. para evitar que haja incompatibilidade entre o obreiro e a obra. mais saudável e atraente. como gente e não como coisa. e menos sujeita a incêndios. — O mestre. l) Remoção dos cavacos. — O mestre deve providenciar diariamente a remoção dos cavacos. . para tornar a oficina mais desimpedida. mas do tamanho que sirva para travessas de cadeira ou de criado-mudo.comprimento da fenda para jogá-lo fora. m) Plantas e receitas. que deve conhecer a habilidade de cada operário. da serragem e das fitas. que nos poupam tempo e os dissabores das surpresas. n) Distribuição de serviço. sabendo evitar atritos e ressentimentos entre os artífices. — Não há quem não goste de ser tratado humanamente. comedido. ponderado. — Para todo trabalho fazer sempre a planta e a receita.

outras há que lhe fornecem material trabalhado para acabamento de seus artefatos. — A marcenaria é a arte mobiliária. carrinho (4). armações. etc. Além destas. prensa (3). a marchetaria e a lustração. 2). ornamentando nossos lares e dando a cada utilidade seu lugar certo. como sejam vidros. puxadores. As artes que colaboram com ela são: a tornearia. sala de jantar. espelhos. — Esta peça compõe-se de cavalete (1). Devem-se a ela os conjuntos para quarto. As possibilidades da marcenaria são inesgotáveis. etc. O BANCO E A CAIXA DE FERRAMENTAS DE MARCENARIA O banco (Fig. guichês. quanto no que respeita à diversidade das espécies de móveis. Como ficou dito no preâmbulo sobre o "Valor da Arte Mobiliária". cocho (5) e duas esperas de ferro ou de .CAPÍTULO I FERRAMENTAS DE MARCENARIA Marcenaria. sala de visita. a marcenaria é arte que proporciona conforto e luxo. prancha (2). a estofaria. tanto na variedade dos estilos. A evolução estética da marcenaria como arte não tem limites. escritório. que estão estritamente ligadas à marcenaria. a entalhação. lambris. mármores.

os que têm consciência do porquê do mau funcionamento de certas ferramentas. inútil para certos serviços e anti-higiênico. Cumpre ao Mestre. comumente. FERRAMENTAS DE MARCENARIA (1) Observando-se. cada tipo de ferramenta deve ter seu lugar próprio.madeira (6). o cocho muito raso e a prancha fina e torta. nas escolas. ser curto. puas. apontamos aqui os defeitos de que elas são suscetíveis. a suta. na tampa devem ficar os esquadros. e pouca firmeza nas juntas. Todavia. comentá-los. os serrotes. O tamanho da caixa varia com a quantidade de ferramentas que cada um possui. quando vemos um marceneiro adotar armário ou banco fechado para esse fim. Até os curiosos do ofício possuem em casa uma caixa de ferramentas. serem raros. e por economia de espaço. onde cada gaveta comporte toda a ferramenta do aluno. Tão comum é entre nós o uso da caixa que. nas aulas técnicas. fazer ver aos alunos os seus inconvenientes e ensinar os meios pelos quais possam ser corrigidos. as plainas serão colocadas em filas e na frente. Sempre condenamos o uso de fechar o banco de marceneiro para essa finalidade. 1 . comprido. Na caixa. ficarão os formões. ter falta de óleo na prancha. num sarrafo com entradas. convém adotar os armários-gaveteiras. colocadas nos furos da prancha. Um banco pode ter os seguintes defeitos: Não ser desmontável. As brocas. estranhamo-lo bastante. alto ou estreito demais. ser fechado ou ter gaveta. — A boa ordem — que tanto e precioso tempo nos poupa — e a conservação das ferramentas conseguem-se por meio de uma caixa de madeira. por se tornar incômodo. em virtude das ferramentas individuais para cada aluno serem poucas. preso ao lado. verrumas e outras miudezas podem ser postas em caixinhas guardadas na caixa. etc. leve. até entre oficiais. Caixa de ferramentas. seguras por outro sarrafo. ter as prensas fracas. o arco de pua.

.Plaina de mão (Fig. o bom funcionamento da plaina ou garlopa é problema difícil. por causa do ponto fraco indicado. A que tem a suta do ferro com mais de 45 graus é usada por alguns para polimento de madeiras arrevesadas. mas não é só disso que depende o bom funcionamento. — As zonas anulares devem ficar dispostas transversalmente. Garlopa (Fig. por não se gastar no meio da base (Fig. O corte que apresenta na frente. — Instrumento que serve para aplainar madeiras. Escolha racional das faces da plaina (Fig. porém não leva vantagem sobre a de madeira. A plaina com ferro a 45 graus de suta é a mais comum. A plaina de ferro é bonita. a não ser paia fazer paus roliços. aparelhando de trás para a frente. e a que tem menos de 45 graus se presta para topejar. — É a plaina maior que serve para endireitar madeiras. pois a plaina pode apresentar mais de 30 defeitos. 3). Nossa melhor madeira para cepos de plaina ou garlopa é a aroeira ou orindiúva. Os revesos da base devem abrir. A dificuldade está no acerto da capa. Para muitos. 70). serve para proteger os dedos. em que se coloca o chifre. 4). 5).

A plaina e a garlopa (e até o guilherme. chanfro pequeno ou grande demais. o bastão e a junteira). Guilherme (Fig. 7). fina ou grossa. pouca suta nesta base. falta de pedra. aço mole ou duro demais. boca muito sutada na frente em que assenta o ferro. boca muito larga ou demasiado estreita. falta de aperto proveniente do verniz. por causa do ponto fraco indicado. ponta muito grossa ou fina. 6). lombo ou falta de esquadro no corte. falta de pedra. altura na parte inferior dos encostos da cunha. . — As zonas anulares devem ficar dispostas perpendicularmente. aparelhando de trás para a frente. curta. c) com relação ao ferro: cova. desigualdade no aperto. ponta fora do esquadro. falta de aperto. b) com relação à cunha: ponta muito comprida. base torta. ponta aberta embaixo. Escolha racional das faces do guilherme (Fig. convexidade ou concavidade na base em que assenta o ferro. falta de rebolo. — Este instrumento é uma espécie de plaina que corta a madeira a meio-fio. Os revesos da base devem abrir. podem apresentar os seguintes defeitos: a) com relação ao cepo: base empenada ou torta. impropriedade da madeira. d) com relação à capa: abertura na ponta.

Bastão ou cepo (Fig.°) porque nas juntas em que se passa o ferro de dentes. 8 e 9).°) porque. — A plaina de dentes tem o ferro dentado. não podendo a cola escorrer. Junteira. — É em tudo igual à plaina.°) porque abrindo-se os riscos. — Espécie de guilherme comprido. 3. pelas seguintes razões: 1. com guia para endireitar as bordas das tábuas. formando sulcos e relevos muito finos. segundo é destinado a formar meias-canas ou cordões salientes. faz com que fique nestas o sinal da cola. reduz a resistência e a aderência. o que prejudica bastante. abrindo as juntas externamente. O uso desta ferramenta só é aconselhável em casos especialíssimos. Plaina de dentes (Fig. 10). que constituem a verdadeira e melhor resistência. não se estende. Instrumento análogo à plaina. 4.°) porque as duas camadas de cola que se passam em cada face. fecham-se um tanto os poros pelos quais penetra a cola para formar fios capilares. ficam como que isoladas pelos ressaltos e sulcos. porém um pouco menor e com o corte do ferro um pouco abaulado e sem capa. tendo o rasto convexo ou côncavo.Desbastador (rebote). 2. bem como. .

para chanfrar almofa-das. introduzindo o corte. depois de assentado o fio. alguns milímetros. Cantil. — Instrumento para abrir a madeira a meio-fio. Plaina de volta (Fig. 12). enquanto se faz o aperto. Cepo de gola. — Espécie de guilherme. mas. — Espécie de plaina. enfraquece-as. 11). em madeiras duras e pouco porosas. pois. Esta ferramenta serve para riscar as faces de todas as madeiras resinosas. Na de ferro. esfregando-se na pedra só o lado do chanfro. 11 Goivete (Fig. americana. em muitos casos. faz-se cair a rebarba produzida pela pedra. Deve ser preferido. e destinadas a serem coladas. Chanfrador. . duras. — Plaina de ferro ou de madeira que tem a base abaulada. no topo de qualquer madeira um pouco rija. Amola-se o ferro como os de todas as plainas.Pelo exposto. a base tanto pode ser côncava como convexa. com guia para abrir canais. Fig. adaptando-se a curvas de todos os tamanhos. refratárias à cola. por meio de uma pequena martelada. o aquecimento das peças para dilatar os poros. de poros demasiado finos. — Ferramenta que faz a moldura chamada gola. em lugar de aumentar a resistência e a aderência das juntas. vê-se que seu uso. Há também plainas e garlopas inteiriças de ferro. a fim de se poder aplicar cola mais densa e para que esta não se coagule.

Raspadeira americana (Fig. antes de lhe virar o fio. 13). O afiador deve ser de preferência uma goiva de aço bem duro. ferrugem ou torturas na face do fio. afiada. e para se lhe dar o fio. em seguida. — Instrumento que serve para traçar ângulos de qualquer número de graus. O uso da raspadeira de 2 fios é aconselhável por produzir mais serviço e permitir maior rapidez do que a de 4 fios. falta de pedra ou triângulo. 14). fio enrolado ou dentado. chanfro muito grande e afia-dor mais mole do que a raspadeira. — Lâmina de aço que serve para alisar as peças de madeira. Passar. a pedra de afiar até que a lâmina fique cortando como um formão. A raspadeira grossa leva duas vantagens sobre a fina: esquenta-se menos e permite tirar fitas do tamanho da lâmina. Os chanfros não devem ser grandes. Defeitos que pode ter esta ferramenta: tempera muito forte ou fraca. Esta ferramenta deve ser apertada na prensa para ser amolada.Suta (Fig. 15). O afiador deve ser passado no máximo duas vezes em cada fio. Raspadeira ordinária (Fig. Amola-se com uma lima murça ou lima triangular. para fazer o polimento. isto é. Com mais vezes o fio enrola e corta menos. — Instrumento de ferro fundido . cova ou excesso de lombo na superfície do corte. Passa-se a pedra sobre a raspadeira e não a raspadeira na pedra.

Fig. Grosa (Fig. Depois. Corteché (Fig. 19). — Lima grossa com que se desbasta a madeira. — Espécie de chave de fenda com catraca ou haste espiralada de vaivém. 16). 16 Esgache (Fig. para se apertarem parafusos de fenda. Mergulhadas em ácido nítrico. — Estas são cozidas primeiro num banho de potassa. Chave de fenda automática (Fig. sem tocar a parte de aço que está em contato com o pano. Repicagem das limas usadas. durante meio minuto. . são esfregadas com escova áspera. que serve para retocar rebaixos ou fazer moldurinhas. muito usado pelos cadeireiros. Em marcenarias finas deve ser condenada esta raspadeira. 15 Fig. — Instrumento de ferro fundido com que se retocam as peças curvas.em que se prende uma lâmina de aço para raspar madeiras. são postas depois sobre um pano estendido em madeira direita. por deixar no polimento muitos tremidos. — Instrumento de madeira. Chave de fenda (Fig. 20). Repete-se a operação até se obter a profundidade que se deseja. 18). que obriga o ácido a entrar para os cavados que irá produzindo. para limpá-las bem. munido de dois parafusos de borboletas. tendo a outra achatada. 17). — Instrumento que consiste numa haste de aço munida de um cabo numa ponta.

este destempera-se e gasta-se logo. Há quem seja levado a amolar a serra com os . alternadamente. devem ser usadas as três faces a um tempo. 22). Triângulo (Fig. Lima (Fig. os mesmos aquecem-se menos e duram mais. exceto quando os dentes são muito miúdos. ora uma. ao passo que ocupando-se os três lados. Usando-se um lado só do triângulo. Isto prova-se pela teoria do recozimento dos metais. — Espécie de lima triangular com que se amolam serras e serrotes.Antes de usá-las. que serve para limpar ferro e madeira. ora outra. 21). — Instrumento de aço com asperezas regularmente dispostas. deve ser arrastada só na ida. 22 A prática — a mestra por excelência — ensina que. Ao ser usada esta lima na amolagem das serras. na mesma serra. para durar mais. Fig. torna-se necessário passá-las em água e enxugá-las.

uma menor e outra maior. De nada valem também as preconizadas reformas por meio de banhos de ácidos. com o mesmo espírito de economia. que não tenha sido gasto. mergulham-no na água supondo tê-lo com isso reformado. — Instrumento que tem uma haste de aço espiralada. depois de estar o triângulo bem velho. — É uma verruma para furos grandes. ato contínuo. 23). A parte que excede à largura dos dentes será gasta quando se passa a usar a outra face. Outros ainda. 25). Maquininha de furar (Fig. 24). que ocupa duas facas. passam carvão no triângulo gasto. São .dentes do avesso. Verruma de expansão (Fig. avermelham-no e. — Instrumento em que se prendem broquinhas com que se fazem furos pequenos. Outros. que serve para prender brocas muito finas. pensando poder fazê-lo renovar um pouco. Furador de vaivém (Fig. pela ilusão de aproveitar um filete de cada lado do triângulo.

É com ele que se percute nas madeiras e nos cabos dos formões para não se partirem. 26). com que se bate.ocupadas ora uma. — É um macete de bases quadradas. Verruma especial para marcheteiro (Fig. Macete (Fig. — Martelo de pena grande com que se estende a folha fina ao ser colada. Maço (Fig. conforme o tamanho do furo. 31). A faca é presa por um parafuso de fenda e corre entre corrediças sutadas. O parafuso de fenda pode ser substituído por um de porca que ofereça maior resistência. 27). — É feita de limas usadas. 29). Caixa meia-esquadria (Fig. — Espécie de martelo grande de madeira dura feito no torno e preso a um cabo. ora outra. Martelo para folhar (Fig. — Instrumento de aço de percussão. feito pelo próprio marceneiro. 32). Cabo para martelo (Fig. Martelo (Fig. . 30). destemperadas. 28).

é a turca. 34). Alicate. A melhor pedra de afiar. ou no chão cimentado. Repuxo (Fig. com a lixa de ferro ou de madeira. — Pino de aço que serve para repuxar pregos. etc. Quando .Torquês (Fig. mas de preço inacessível para essa classe de artistas. 33). desmontar guardaroupas. — Instrumento de madeira em que se apertam as molduras a serem topejadas. Como se endireita: Endireita-se a pedra no rebolo. com que se extraem pregos. 35). geralmente usada pelos marceneiros. — Utensílio de pedra de grés em que se assenta o fio das ferramentas. Pedra de afiar (Fig. 36). — Espécie de tenaz. — Espécie de torquês de duas alavancas. com água e areia. Maquininha de topejar (Fig. Há outras qualidades superiores. Instrumento próprio para segurar ou agarrar.

próprias para as serras e os serrotes de dentes finos. Galgadeira (Fig. 38). — Utensílio que serve para limpar as limas. Estando a pedra firme. são as que têm as seguintes inscrições — Cleverson ou Garanto — Fein — D. com que se traçam riscos paralelos à borda de uma tábua. . Escova de aço (Fig. — Espécie de graminho de uma haste com que se alinham peças largas. 40). As melhores travadeiras de mão. Riscador. G. 39). — Instrumento de aço que serve para travar as serras e os serrotes. M. A pedra turca duríssima amolece usando-a com gasolina. Travadeira (Fig. O modo mais conveniente de usar a pedra é apertando-a nas prensas do banco. a afiação se faz com presteza e perfeição.se endireita com lixa. R. Graminho (Fig. ela fica lisa e com um brilho que deve ser tirado no rebolo com água ou com lixa nova. — Utensílio de madeira. de duas hastes munidas de pequena ponta de aço em cada uma. 37). — Instrumento de aço com que se riscam as peças de um móvel.

Cavilheira (Fig. 44). porta-lápis. — (De ponta. — Chapa de aço. . — Ferro em forma de um sete. Barrilete (Fig. almofadas a serem coladas. Para travar serras de fita com rapidez há travadeiras automáticas. etc. Gastalho (Fig. 41). 42).) Instrumento de ferro que serve para descrever círculos. com que o marceneiro prende as tábuas no banco. de esfera. com chave de fenda e até com alicate.Meios de se travar: As serras e os serrotes podem ser travados com travadeira de mão. Compasso (Fig. de quarto de círculo. mestre de dança. por meio de cunhas. em que se apertam. composto de duas pernas pontiagudas. espécie de sargento. 43). com repuxo. etc. em que se passa a cavilha para frisá-la. de redução. com furos dentados. — Haste de madeira. para serrá-las.

peças muito compridas que se apertam na prensa. .Moço (Fig. — Espécie de pincel largo com que se estende a cola. perto do banco. 48). — Instrumento que consiste num molho de pêlos ligado a um cabo. a banho-maria. — É composta de dois recipientes em que se dissolve. — Utensílio constituído por uma haste dentada com uma espera movediça e quatro pés em cruz. 47). Panela para cola (Fig. Pincel (Fig. a cola de gelatina. 46). Serve para suster. 45). Trincha (Fig. Serve para se tomar a cola e estendê-la sobre uma superfície.

lança-se mão deste recurso: endireita-se a régua com boa garlopa. — Tira de madeira com que se traçam linhas retas.Régua. 49). numa tábua aparelhada ou numa prancheta grande. Escariador (Fig. . munida de um parafuso de borboleta. semelhante à verruma e que serve para dar um cônico à entrada de furos em que se põem parafusos de fenda. — Peça de ferro fundido. Como se endireita uma régua comprida: Quando se quer uma régua comprida bem direita. Graduador de puas (Fig. — Instrumento de aço. virando-se a régua de todos os lados. Para verificar se está bem direita. até que fique o mais perfeita possível. Deixa-se de retocar a régua só quando o traço do lápis não apresentar abertura de lado nenhum. 50). por estar a régua absolutamente direita. traça-se uma linha com a própria régua.

— É uma serra muito estreita e fina. duas travessas (cabeceiras). e que serve para amolar instrumentos de cortar. Serra capilar (Fig. Serra-braçal. . Com ela fazem-se trabalhos perfurados e marchetados. presa numa armação de madeira constituída por uma haste (alfeisar). que serve para serrar em linhas tortuosas. e de ser pequeno ou grande demais. 51). 53). porém. — Instrumento composto de uma lâmina larga de aço. Não só serve para meia-esquadria como para serrar a 67x/2° e no esquadro. para ser movida por dois. de lâmina estreita. ou uma haste de aço munida. que gira em torno de um eixo horizontal. Antigamente era utilizada na serragem de folhas finas.Rebolo. do excesso de rotação. da concavidade ou dos sulcos. — Mó de grés. dois "pernos" torneados. Serra de voltas. de rosca e borboleta para esticar a serra. a 90°. munida de um depósito de água. isto é. dentada. 52). que tem no centro um trabelho que a torce. Defeitos de que é suscetível: do excêntrico. da granulação muito grossa. — Espécie de serra de traçar. mas presa numa armação desmontável de madeira e ferro. numa das extremidades. Serra de traçar (Fig. presa a uma armação de aço. uma corda (cairo). Serra para meia-esquadria (Fig. — Tem a lâmina como a de traçar. Serve para respigar e traçar em linha reta. — Igual à de traçar.

O badame deve ser cônico. retocam-se as molduras. — Instrumento de ferro. com uma costa na parte superior. etc. Formão (Fig. 57). 58). . mais largo alguns milímetros no corte e mais estreito na parte que fica perto do cabo. 56). Serve aos marceneiros para abrir cavidades na madeira ou para desbastá-la. — Instrumento de lâmina cênica e estreita. Serrote de ponta (Fig. terminada em espiga. embebida em um cabo de madeira. Há um tipo de formão (escopro) que tem os dois cantos. Serve para serrar em linha reta. Goiva (Fig. próprio para cortes de precisão. que tem gume em uma das extremidades. tendo algumas o chanfro no lado côncavo. afia-se a raspadeira. Serrote de costa (Fig. etc. — Espécie de formão reforçado com que os marceneiros fazem furos na madeira. abatidos. — Espécie de formão em meia-cana. calçado de aço. com que se fazem as perfurações. — De lâmina curta e larga. 59). 55). Com ela fazem-se os encaixes para os parafusos de cama e de fenda. 54). Badame (Fig.Serrote ordinário (Fig. do lado do chanfro. isto é. É próprio para intacar malhetes. as bocas dos cepos das plainas. e a outra. presa a um cabo de madeira na extremidade mais larga. — Instrumento de lâmina larga e dentada.

60). É melhor do que o que se compra com a mesma. A verruma não se presta para furar nas extremidades das peças porque racha a madeira. ficaram mais curtas do que as horizontais. 61). com as facas quando elas não cortam. gastando-se. Um bom cabo para verruma é o de um formão com ar-ruela. A rosca da ponta. O mesmo se fará. . a menos que elas sejam apertadas nas prensas do banco ou com grampo. presta-se para furar de topo. uma mais alta do que a outra. Verruma (Fig. Com pequeno triângulo e liminha de ourives repara-se facilmente esse defeito. semelhante à verruma.Pua (Fig. amolando as primeiras facas e reduzindo as segundas. A pua com as facas horizontais. — Instrumento para furar. por ser mais prático. — Pequeno instrumento de aço que serve para abrir furos em madeira. de modo a cortar uma só. mas superficialmente. Quando no começo uma pua não limpa bem os furos. é porque as facas verticais. deve ser amolada com triângulo fino. quando não puxa.

— Juntam-se duas . — Utensílio de ferro ou de madeira em que são presas as verrumas. 63). para furar. 65). 64). Os melhores são os que funcionam sobre esferas e têm catraca para meias-voltas. Como se retifica o esquadro de madeira. quando postas em uso. ajustadas em ângulo reto.Arco de pua (Fig. Construção do esquadro — (Fig. Esquadro (Fig. 62). — Instrumento formado por duas peças fixas. Cabo para verrumas (Fig. — Instrumento em que se prendem as puas e as verrumas.

composta de uma haste de aço dentada ou furada. ora pondo-se o esquadro numa ponta. Cavalete. É toda de ferro e aço fundidos. traçada. 69). quando produzir uma linha só. Sargento (Fig. Grampo (Fig. que são de madeira. Grampo expresso (Fig.. abaular. . — Para colagem em série (Fig. exceto o cabo e o chifre. — Instrumento de ferro ou de madeira. Plaina de ferro (Fig.70). usa-se uma delas para se fazer a retificação do esquadro. apertadas na prensa as duas juntas.tábuas largas com a garlopa. munida de duas esperas. Este estará perfeitamente bom. ora noutra do lado direito da tábua. 66). Isto feito. etc. — Espécie de prensa de mão. e verificado que a junta fecha perfeitamente bem. que serve para apertar. — É especial para topejar. 68). 67).

. os operários se apresentam como incapazes ou preguiçosos. Dá-se o contrário quando as ferramentas estão cortantes e em boas condições. malfeito e demorado. aos superiores. fazendo supor que a marcenaria seja a pior de todas as artes. E nessas ocasiões que.Prensa (Fig. que o oficial executa com facilidade. o trabalho converte-se numa penitência. o operário sente o cansaço dominarlhe o corpo. a madeira parece tornar-se cada vez mais dura. o serviço sai com dificuldade. Elas então convidam ao trabalho. Serve para amolar serras. 71). rapidez e perfeição. QUANDO AS FERRAMENTAS NÃO CORTAM OU NÃO TRABALHAM BEM Quando as ferramentas não cortam ou não trabalham bem.

ou outra coisa. formões. se passa alguma substância gordurosa. de tempos em tempos. devem ser evitados. etc. Os empréstimos. como quase todas as outras ferramentas do marceneiro. precisam estar sempre luzidios. incontinenti.ZELO E CONSERVAÇÃO DO BANCO E DAS FERRAMENTAS O bom marceneiro mantém suas ferramentas e utensílios sempre em bom estado de conservação. etc. Se um banco está sujo de cola seca. o compasso. Ao colar peças. O banco limpo. Quando o marceneiro cola algum fundo no carrinho. são percutidos sempre com o macete e não com o martelo. desempenado e lubrificado. são amolados e afiados no rebolo e na pedra turca. direito. para raspá-lo em seguida. forra o banco com uma tábua. não gruda cola. a suta. O esquadro. isola-o da prancha com um sarrafo. o que muito o recomenda. os serrotes. As plainas devem ser envernizadas. com água quente. Quando intaca gavetas. lava-o. que causam tantos aborrecimentos. porque em banco pelo qual. e os formões bem vazados e com os cabos sem rebarba. AMOLAGEM E CONSERVAÇÃO Ferros de plaina. e se alguma cola o suja. A goiva afia-se com pedrinha redonda. . molha-o primeiro com água quente ou fria. não se dando e nem tomando emprestadas ferramentas de outrem. tendo arruela embaixo e sola em cima. fá-lo pondo-lhes embaixo uma tabuinha para evitar que o formão corte a prancha.

segundo a madeira e o serviço. Para a boa conservação dessas e de outras ferramentas do marceneiro usam-se óleos não secativos (de mamona. à boneca. o sebo. em todas as suas variedades. e não excessiva. Obtém-se a sua conservação passando. Em trabalhos delicados. podem ser caídos (pouco ou muito sutados) ou no esquadro. os jacarandás. paradas madeiras duras. oliva. tanto a garlopa como a plaina são suscetíveis de uns trinta defeitos. como dos serrotes. e os grandes e espaçados. defeitos na serragem. Os ferros todos desses instrumentos são amolados no rebolo e o fio é assentado na pedra de grés besuntada com quer rosene ou óleo. em certos casos. para não deixar. e com os dentes dispostos de maneira que a rebarba da ponta dos dentes fique voltada para dentro. da esquerda para a direita. sebo ou óleo gordo na ferragem. A conservação faz-se pelos seguintes processos: . o verniz de goma-laca. Outra coisa importante para o bom funcionamento dessas ferramentas é a superfície perfeita dos dentes. etc. e. com a liminha triangular de cantos vivos. Para bem poucos oficiais essas ferramentas deixam de ter segredos. Perfil dos dentes. as cabriúvas. de tempo em tempo. — Amolam-se esses instrumentos. para as moles. apertados em prensas próprias. e verniz. Amolagem das serras. arrastando-a só na ida. algodão. a parafina. A trava. um pouco de graxa de máquina. Adotam-se os dentes pequenos e chegados. pois. — Os dentes das serras. ao passo que para serviços brutos são mais próprios os de dentes caídos (termo este mais adequado). no cepo. deve ser muito igual de ambos os lados. tanto de madeiras moles como duras. etc).As nossas melhores madeiras para cepos de plainas são a aroeira (orundiúva). usam-se os dentes pequenos e no esquadro. a vaselina. as graxas para mancais.

Os melhores lubrificantes para esse fim são: os óleos não secativos. friccionados com cera branca e aquecidos. que são secativos) graxas. faz triste figura perante seus chefes e seus colegas de ofício. gordos.Para proteger as ferramentas contra a ferrugem. o de algodão. de novo. em seguida. tira-se dos instrumentos o oxido com lixa fina. sapólio. para. como o de mamona. porém a uma certa distância. ou pedra-pomes. O artífice que descura disso. ceras e querosene para tirar a ferrugem. por fim. . (nunca os de linhaça. ou envernizados com verniz copai misturado com o duplo de essência de terebintina. sebos. a fim de evitar que se destemperem. aquecê-los à chama. são limpos. vaselinas. com um pano. Podem ser também untados com vaselina depois de bem limpos.

O dobro do movimento desta têm-no a santista e a de poço que. dão aproximadamente umas 200 passadas por minuto. 6) a serra francesa (vertical). 3) a serra circular. A denominada tiçoa (os nossos serradores corromperam o nome Tissot para tiçoa). 2) a serra de fita automática. 5) a serra Tissot (de desdobro). as antigas. — Entre as muitas espécies de serras mecânicas. .CAPÍTULO II MAQUINARIA SERRAS MECÂNICAS Classificação. Velocidade. 4) a serra tico-tico. as modernas). — As serras de fita são as que trabalham com maior velocidade (450 rotações por minuto. 72-75). é a que tem o movimento mais lento. 8) a serra de poço (também horizontal) (Figs. destacam-se: 1) a serra de fita. e 1 600. 7) a serra santista (horizontal). num movimento de vaivém.

que se enrola em volta de duas roldanas revestidas de borracha. como nas precedentes. a santista. pelo excêntrico. A tiçoa. Funcionamento. Há um tipo de serra de fita horizontal. as quais lhe dão uma tensão suficiente para que se não dobre. A santista e a de poço trabalham com as lâminas em sentido horizontal. a de poço e a francesa são mais próprias para serem exploradas pelas serrarias do que pelas marcenarias. que dá muito rendimento.A circular. dentada. A francesa. bem como a vertical para toras (Fig. . de aço. produzido. num movimento também alternado de vaivém contínuo. requer muita rotação. de lâminas largas. para dar bom rendimento. As serras circulares têm um movimento contínuo de rotação. a tico-tico e a tiçoa funcionam por meio de um excêntrico que lhes imprime um movimento alternado de sobe e desce contínuo. próprio para serrarias. 76). quando trabalha. — As nossas serras de fita trabalham em sentido vertical com uma lâmina sem fim.

Os dentes devem ser tanto mais finos e apertados quanto mais duras as madeiras a cortar. a fim de obter resultado idêntico ao de cima. em perfeito estado de conservação. — Com os lubrificantes (óleos gordos e graxas) são conservados os mancais de rolamentos e de bronze. quem trabalha à direita.Preparo das serras. as engrenagens. também de cantos redondos. serve para amolar as circulares grandes e as folhas das serras francesa. o movimento dos braços faz-se naturalmente e a rebarba fica voltada para dentro. e as circulares pequenas. É um erro. amolam-se as serras de fita. virar a serra ao avesso. O seguimento deve ser da esquerda para a direita. ao passo que nas grandes indústrias fazem-no com travadeiras e amoladeiras mecânicas. desvirá-la. Conservação. tiçoa e santista. ao canhoto convém virar a serra ao avesso e seguir da direita para a esquerda. O melhor triângulo para esta serra é o de cantos redondos porque os ângulos vivos no fundo dos dentes facilitam a ruptura da . Com o esmeril fino. para depois de olada. assim. Todavia. — Nas pequenas oficinas as serras são travadas e amoladas à mão. de cantos redondos. não só se amolam muitas serras de dentes grandes e abertos. Com a lima triangular de cantos redondos. 77 e 78). como são afundados os mesmos quando se tornam rasos. para o desgaste mínimo do ferro e do aço. etc. Folha da serra de fita (Figs. porque. tico-tico. de movimento automático. A lima murça chata. — Esta serra é amolada com os dentes na posição em que trabalha.

A trava é tanto melhor quanto menor o seu tamanho. COMO SE ENROLA UMA SERRA DE FITA Enrola-se a serra em cinco voltas: fechando-se bem duas das três voltas feitas. A lâmina. compridos e bem sutados.lâmina pelo fato de prender a resina ou a serragem das madeiras. quando é de aço muito duro. Esses ângulos variam com a máquina e a resistência da madeira. As emendas temperadas quebram facilmente. A Fig. forma-se uma grande. trinca com facilidade. Os dentes altos e pouco sutados dão de rijo na face da madeira e com esforço é possível quebrar-se a lâmina. 79 ensina-nos o nome de cada ângulo dos dentes das serras. segurando-a com a mão . As emendas devem ser um tanto distanciadas e destemperadas. Os dentes que mais convém a esta serra são os muito baixos.

esquerda. outras de monopolia e ainda outras de intermediárias. — Esta máquina de marcenaria e carpintaria. umas são conjugadas. prevalecendo. Quanto ao sistema de funcionamento das nossas máquinas. . MÁQUINAS FERRAMENTAS A plaina. Descrever todas seria um nunca acabar. É que cada fábrica tem seus modelos próprios e técnica peculiar (Fig. tanto como a maioria das outras. varia muito em tipo. na indústria moderna. 81). as conjugadas.

— As facas das plainas mecânicas trabalham com ângulo de corte entre 25 e 35 graus. ao passo que noutra plaina de cilindro maior (5") a velocidade cai para 3 960 . A plaina combinada com a desempenadeira tem duas mesas para um só eixo de facas.p. desce e se afasta para a esquerda do operador. devido ao enorme esforço que faz quando aparelha madeira mal serrada e de grossura muito irregular.m. 82). (rotações por minuto) serve para uma plaina que tem o cilindro das facas de 4" de diâmetro. A rotação das facas depende do diâmetro de seu eixo. reduz o choque ao passar das facas para o motor. A velocidade de 4 500 r. e estas tanto trabalham quando passam na mesa de cima como na de baixo. essa metade da mesa de cima recua. girando sobre armação de ferro (Fig. como é também o cilindro das facas que sobe e desce em vez da mesa. sendo o maior para madeiras duras e o menor para madeiras moles. por curta que seja. é a mesa que corre enquanto a madeira fica fixa. Há um tipo de plaina com duas mesas. e da faculdade de se dobrar. A correia. a nosso ver. A largura da mesa das plainas varia de 40 a 60 centímetros. não deveria ser conjugada. que se destinam ao aparelho da madeira comprida e pesada. que se transforma em desempenadeira graças ao movimento de recuo e avanço.A plaina. Nas plainas grandes. Ângulo de corte. da metade da mesa de cima. Noutro tipo mais aperfeiçoado.

84). Embora sabendo que há plainas especiais para serviços delicados. Já se tem feito também desempenadeira com uma espécie de tupia ao lado da guia. tanto melhor. um mandril para as brocas (Fig. A desempenadeira combinada com a furadeira tem ao lado posterior uma pequena mesa. Convém saber também que. Uma velocidade regular para madeiras lisas é de 4. quanto maior é o diâmetro do cilindro das facas. e um pedestal de ferro fundido (Fig.60m por minuto.m. É formada de uma mesa de uns 2 metros de comprimento por 40 centímetros de largura. duas facas montadas num cilindro rotativo sustido por dois mancais.r. dividida em duas partes. 83). pouco além das facas. em forma helicoidal. . e.p. uma guia à direita. se as facas das plainas comuns ficassem colocadas um pouco de viés. produziriam melhor serviço para a marcenaria. para aparelhar simultaneamente a face e o canto da madeira a 90°. — Esta garlopa mecânica é de simplicidade única. somos de opinião que. quanto menor for a sua marcha. Para madeiras arrevesadas e nodosas. Desempenadeira. e que para isso têm as facas colocadas sobre o eixo. no mesmo cilindro das facas. tanto mais imperfeito o aparelho em madeira arrevesada.

de esmeril.p. próprio para esse fim. Furadeira vertical de corrente.O movimento do cilindro das facas vai de 3 600 a 4 000 r. em perfeito deve-se estado pôr de graxa conservá-los FURADEIRAS Furadeira. automática ou não. Tanto semanalmente funcionamento.86) . 85). tem uma serra circular no mesmo eixo. nos mancais para como nas engrenagens. Consta de uma mesa assentada em corrediças. como no rebolo com dispositivo de corrediças. — Máquina que. a horizontal é a mais comum. como as da plaina. sendo uma para movimentar a broca e a outra para levar a mesa (Fig. Furadeira combinada. — Fura com rapidez e perfeição pelos seus elos cortantes que nem navalhas (Fig. As facas desta máquina. um eixo com polia e mandril também de correr. assentandolhes o fio com uma pedra fina. A altura do furo é regulada por um parafuso com volante. e duas alavancas. podem ser vazadas tanto na amoladeira mecânica. — Dos vários tipos de furadeiras. encontrado sob a coluna que sustenta a mesa. do lado oposto.m.

88 e 89). — Esta furadeira tem a braçagem articulada com broca em posição vertical. acionadas por uma só correia. e pode ser levada para onde se queira (Fig. A velocidade das furadeiras varia de 2 000 a 3 700 r. 87). tripla ou quadrupla. Furadeira vertical.m. de funcionamento simultâneo. . Seus modelos são muito variáveis. MÁQUINAS ESPECIAIS Prensa. Das prensas de ferro.p. umas são de parafusos e outras hidráulicas. — Utensílio de ferro ou de madeira em que se fazem os compensados (Figs. — Máquina que tem muitas brocas.Furadeira dupla.

a radial de braço articulado. a de disco horizontal e vertical. com disco rotativo. e. .Lixadeira. finalmente. 90) e cilíndrica. — Das lixadeiras mecânicas mencionaremos a de fita sem fim (Fig.

fica colocado em oposição vertical. Emalhetadeira. sendo que aquele remonta no topo desta. ao mesmo tempo. É comumente instalada sobre um cavalete de madeira. Seu movimento atinge aproximadamente 1 130 r. com rapidez e perfeição. — É uma máquina especial para fazer malhetes de vários tamanhos.Todas possuem aspiradores de pó. no sentido horizontal. O lado da gaveta. em gavetas de todos os formatos (Fig.p. Tem o motor conjugado sobre braçagem articulada. Cada vez que a broca entra na madeira faz. na máquina. mas uma broca pode trabalhar com pente mais largo. Cada pente tem sua broca certa.m. e a frente. o macho e a fêmea do malhete. produzindo malhetes com o dobro de sua grossura. As brocas são cônicas. . 91).

93). . e outro. 91-a).Ângulo dos malhetes (Fig. — Peça de ferro fundido com quatro pés. pois que o primeiro esmeril cava o chanfro das facas e o segundo não (Fig. — Um tipo destas máquinas trabalha com esmeril comum. levando aquele vantagem sobre este. 92). Soldadeira elétrica para serra de fita. tendo embaixo um transformador. É neste aparelho que são vazadas as facas das plainas. com esmeril de copo oco no centro. Em cima estão duas bases de bronze (cada uma com o parafuso e o calço que prendem a serra). Esta aperta a emenda na hora de soldar (Fig. ao lado esquerdo um fio de cobre revestido de borracha e uma chave para ligar a corrente com quatro pontos (0-1-2-3-). Amoladeira automática. separadas pelo espaço por onde passa o braço da manícula com a tenaz.

sobre o qual estão dois volantes com flange na parte de baixo. — Maquininha de uns 25 x 40 centímetros de base. que se desloca de uma extremidade a . cônica. 94-b). com uma faca dupla. 94.Travadeiras e amoladeiras automáticas. a maquininha de travar e a que amola a serra de fita com esmeril (Figs. Topejadeira. — Compõe-se uma de um cavalete de ferro. 94-a.

próprio para fresas. O seu ferramental é complicadíssimo. com várias arrue-las. — A tupia mais geralmente usada (do francês toupie — pião). A guia de encosto corre dentro de um rasgo até os 90° (Fig. serras e navalhas (Figs. são ferros de mil formas . acionada por uma alavanca. Em compensação. com parafuso e rasgo em que é colocado o ferro de moldura. segundo se é pequena ou grande a moldura que faz. uma guia de ferro (ou de ferro e de madeira) e um eixo (fuso). TUPIA Tupia. em caso de necessidade. tão importante quanto perigosa. O ferro de moldura pode ser simples ou duplo. que faz a moldura de uma só vez. pois. É. Há um tipo de tupia dupla. e outro eixo. como a fresa na mecânica. 95). que sai fora da mesa. com dois eixos. mesa de mais ou menos um metro em quadro. em linhas gerais.outra da mesa. pode-se dizer. 96 e 97). substitui. todas as outras. que consiste numa base. esboçando-a o primeiro eixo. ao passo que o segundo a termina. Entre todas as máquinas usadas em marcenaria a tupia é a mais violenta.

4 500 e até 5 000 r. aumentado apenas em cima para reforçar a ponta. serras circulares. Quando o ferro é muito grande deve ser duplo. podem servir para muitas molduras.m. é a velocidade do eixo das tupias modernas com rolamentos. . Algumas de suas ferramentas acham-se reproduzidas na Fig. limatões e no esmeril. 99). 100).p. Ferramentas (Fig. 100. que se vê na parte de cima do ferro. Trabalhos desta tupia (Fig. — Risca-se a moldura em tamanho natural. Os mesmos traços. Quem não quiser ser vítima de desastre. — Os trabalhos ilustrados por esta figura demonstram com grande eloqüência as inúmeras possibilidades desta moderníssima tupia. A parte negativa que se vê à esquerda é o ferro. fresas. como se vê no desenho. etc. serras oscilantes. Como se risca um ferro de moldura (Fig. e traçam-se as linhas retas que separam cada um de seus membros. facas. Os ferros de moldura são amolados com lima murça. e afiados com pedrinhas redondas e direitas. 98). 101).diversas. molas. entra o parafuso do eixo da tupia para evitar que o ferro escape. No encaixe. deve trabalhar nesta máquina sempre com guias. Tupia superior (Fig. ainda que especiais. pois cada um tem o recorte da moldura que se deseja fazer.

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Está equipado com uma peça de 3 pontas (garfo). molduras. Enquanto que as facas de cima e de baixo tiram o material das duas faces da espiga. Torno (Fig. A placa recebe as peças que só podem ser presas numa face: pratos. a serra apara-lhe o comprimento. como das cadeiras. balaústres. uma serra grande e duas faquinhas que ficam ao lado das grandes para intacar as espigas. 102) Esta máquina trabalha ao todo com nove ferramentas: duas facas em cada eixo.. A bucha presta-se para trabalhos pequenos. como . 103). colunas.RESPIGADEIRA (Fig. uma placa e uma bucha. As fábricas que não fazem trabalhos em série. etc. — Este torno para madeira possui três velocidades. pouco aproveitam o préstimo desta utilíssima respigadeira. A inclinação da mesa serve para fazer espigas sutadas. etc.. O garfo serve para serviços mais ou menos grandes e que podem ser presos nas duas pontas: pés.

atingindo algumas cinco mil voltas por minuto. Tanto assim que as companhias de seguro. As máquinas de marcenaria. O impulso do motor é transmitido ao eixo pelas correias em V. A máquina que mais acidentava os marceneiros — a desempenadeira de eixo quadrado — está hoje modernizada. os acidentes podem ser evitados mediante . etc. Base de esmeril (Fig. — É nesta prensa que fazemos e amolamos os ferros de tupia. 105). Tem o eixo das facas redondo. reparamos as fechaduras e tantas outras coisas. bilros.botões. esta máquina é para duas pedras. CAUSAS DOS ACIDENTES NAS MÁQUINAS Precaver-se contra os acidentes é um dever de todos. não oferecendo assim o menor perigo de importância. Morsa (Fig. 104). Nas escolas. para segurar a vida de um marceneiro. devido à sua muita rotação. são tidas como muito violentas. — Como se vê pela ilustração. Os acidentes muito depõem contra os estabelecimentos e seus oficiais. uma de granulação grossa para desbaste de peças pesadas e outra fina para acabamento e peças pequenas. argolas. pedem quase o dobro do que cobram pela de um mecânico.

A produção sem acidentes é duplamente conveniente. As máquinas são que mais necessitam de pintura especial. nem danos da integridade física e nem redução de capacidade produtiva. No dia em que os patrões se compenetrarem da responsabilidade de tomar iniciativas para medidas efetivas de segurança. porque a madeira. — Estas são as precauções que aconselhamos para esta máquina: a) trabalhar com a serra pouco fora da madeira que . Isto acontece quando. com retalhos. de cores vivas e variadas. c) não empurrar a peça que está sendo serrada. com a mão. fúnebres. não havendo mais perda desnecessária de vidas. Essa é uma medida de segurança.conselhos. impropriedade do material. os acidentes serão evitados. — Eis o que aconselhamos com respeito a estas máquinas: a) não estacionar na direção dos volantes. porque a serra. pois pode escapar pela frente. Serra circular. imprudência e distração. negras. Vejamos como devem acautelar-se contra os perigos que algumas de nossas máquinas oferecem. b) não regular a serra no volante com a mesma em alta velocidade. As principais causas dos acidentes são: ignorância do operador. PREVENÇÕES DE ACIDENTES Atualmente não se admite mais uma indústria com luzes deficientes e cores escuras. às vezes. Serras de fita. vigilância e assistência dos mestres. ao quebrar-se. as borrachas ficam cheias de sulcos. abre-se de repente. d) não serrar peças roliças a não ser sobre cavaletes improvisados na hora. na direção do corte. dá uma forte chicotada nessa direção. que dão a impressão de desconforto. pelo desgaste.

b) empurrar a madeira com o corpo ao lado da mesma. com todas as precauções. a não ser quando se servia de ferros pequenos. Observemos para esta máquina as seguintes normas: a) examinar a pedra. Muitas pessoas perderam a vida trabalhando nela. c) ajustar muito bem o furo da pedra com o eixo. Esmeril. É de bom aviso que o ferro. quando grande. bem como quando estão muito fora da mesa. embuchá-lo com chumbo. empurrando sempre a madeira. Adote o leitor as mesmas cautelas contra essa máquina traiçoeira por excelência. para evitar que a pedra esquente e se parta. pois. em vez do corte se fechar. Sempre preferiu trabalhar contra o ferro. h) usar óculos protetores. c) não conservar as mãos na direção da serra. seja duplo e tenha . Tupia. Evitemos apenas aparelhar nela peças demasiado pequenas e com muito ferro. pode abrir-se repentinamente. Sempre improvisou guias especiais para trabalhos difíceis e de certa fragilidade. fazendo a peça voltar com violência. o que quis e com grande desembaraço nesta violentíssima máquina. Desempenadeira. — Esta máquina é pouco perigosa. Se for largo. — O autor deste trabalho sempre fez. e) conservar o esmeril sempre bem torneado. mas nunca deixou de respeitá-la. b) é de bom aviso colocar-se entre as placas e o esmeril uma grossura de feltro que amortece os choques. d) evitar que fique excêntrico. g) não trabalhar muito tempo seguido. f) trabalhar sempre na face da frente. por abuso ou por ignorar seus perigos. As facas cegas também oferecem certo perigo. — Esta máquina é perigosíssima. visto que não raro o corte fecha-se de repente. para ver se não está trincada. ao colocá-la. chamando-a até de Sua Majestade — a Tupia.está serrando.

encaixe no canto de cima para a entrada do parafuso de aperto. Nunca se esqueça de apertar a contraporca. Cuidado com as madeiras arrevesadas e nodosas. Quando tiver que fazer um moldurão curvo, não corte pela linha de fora enquanto não tiver feito a moldura de dentro. Plaina. — Os cuidados que se precisa ter ao trabalhar nesta máquina são: a) não empurrar as peças de madeira de modo que, se elas entrarem de repente, a mão possa chegar ao cilindro dentado; b) cuidado com as peças que voltam ao bater nas facas, devido às grossuras muito desiguais; c) evitar que o avental ou manga do guarda-pó fique preso entre a mesa e a madeira que está sendo puxada pela plaina. As mangas compridas oferecem grande perigo quando se trabalha nas máquinas. O avental também não é muito aconselhável. Torno para madeira. — Dois perigos oferece esta máquina simples: a) com o esforço da ferramenta contra a madeira ainda em bruto, presa no torno, esta pode escapar e machucar o torneiro; b) a ferramenta, por um descuido qualquer, pode penetrar entre a madeira e a espera. Enormes perigos oferecem aos maquinistas as pontas de eixo, as engrenagens e as correias descobertas. É necessário provê-las de dispositivos de proteção contra os possíveis acidentes.

TRANSMISSÃO

Quando não se pode conjugar as máquinas, isto é, ter um motor para cada uma, recorre-se à transmissão, como se fazia anos atrás em todas as indústrias. Assim, um só motor grande aciona todas as máquinas ou quase todas, segundo as proporções da indústria. A transmissão consiste num eixo comprido com polias e mancais, suspenso na parede por vários suportes ou por meio de

armação de madeira reforçada, quando não é posto no chão dentro de valeta, sobre cavaletes de ferro ou de madeira. Quando um só eixo não dá o comprimento necessário, emendase outro com luvas de junção.

RELAÇÃO DE ROTAÇÃO

Em qualquer máquina operatriz é indispensável, para a boa execução do trabalho, que a ferramenta ou a peça esteja animada de movimento adequado. A transmissão do movimento de um eixo a outro é quase sempre feita por meio de correias, que ligam duas polias, a motora e a movida, como representa a fig. 106. Quando as duas polias devem girar em sentido contrário, cruzase a correia (Fig. 107). Quando a diferença de velocidades dos eixos a ligar é muito grande, colocam-se polias intermediárias, fig. 108. Assim, por ser muito grande a diferença entre as velocidades dos eixos A e D, foram montadas as polias intermediárias B e C. As rotações de duas polias, que giram ligadas por uma correia, são inversamente proporcionais aos respectivos diâmetros.

Assim sendo Di e D2 os diâmetros das polias motora e movida da fig. 106, e girando a primeira com m r.p.m. (rotações por minuto) e a segunda com m r.p.m., verifica-se a relação:

Dessa igualdade deduzimos:

É fácil calcular-se um dos diâmetros ou uma das rotações, quando são conhecidos outros três dados. Exemplo. — Se uma polia motora gira com 240 r.p.m. e tem 50 cm de diâmetro, que diâmetro deverá ter a polia movida para dar 600 r.p.m.?

Substituindo estes valores na resp. fórmula: Solução. —Temos:

Exemplo. — Um motor que faz 1 800 r.p.m. e possui uma polia de 32cm de diâmetro, aciona um eixo de transmissão cuja polia tem 56cm de diâmetro. Que rotação terá o eixo? Solução:

Se a polia A da fig. 108 gira com 90 r.p.m., qual será a rotação da polia D? Solução. — A rotação de B será:

Notando que o número de rotações da polia C é o mesmo da polia B, mas que o seu diâmetro é 400, teremos:

A mesma relação de rotação existe entre polias dentadas. Se a engrenagem motora é grande e a movida, pequena, esta multiplica o movimento, e vice-versa. Polias. — Na intermediária quase sempre ficam duas polias, uma fixa e outra louca. A fixa é a que transmite movimento à máquina, e a louca é a que recebe a correia quando desligamos a máquina.

DISPOSIÇÃO DAS MÁQUINAS

Não há um modo especial ou normas absolutas de se disporem as máquinas para darem melhor rendimento. Tudo é ditado pelo bom senso e pela prática do instalador. Três coisas não podem ser descuradas: a luz, as passagens e o espaço que cada máquina deve guardar em relação às outras máquinas e às paredes. Ao lado de cada máquina deve ficar a máquina da operação seguinte, por exemplo, a par das serras de fita e circular, deve-se colocar a desempenadeira e perto desta, a plaina. A tupia, que é a máquina mais violenta, deve ficar em lugar isento de qualquer interferência de aluno ou operário que não esteja trabalhando nela. O espaço necessário para cada oficial marceneiro montador, é mais ou menos o seguinte: 1 oficial, 15 metros quadrados; 2 oficiais, 20m2; 3 oficiais, 25m2; 4 oficiais, 32m2. Para cada oficial que se acrescente, mais 8m2 A boa ventilação na oficina exerce salutar influência nos trabalhadores, pois o calor é uma das causas da fadiga. A iluminação artificial necessária é de 15W por metro quadrado. Quanto à luz, natural ou artificial, aconselha-se a seguinte distribuição: a) do alto. b) O mesmo quanto à desempenadeira: luz da esquerda e da parte superior. c) A serra de fita deve ter luz projetada sobre o trabalho. d) Convém que a lixadeira de fita horizontal tenha a luz solar O tico-tico deve ter luz especial, de maneira que a linha pela frente. E a de disco, luz do lado direito e sobre o disco. e) Sobre a serra circular, a luz natural deve cair da esquerda e

seguida pela serra fique bem iluminada.

— Não basta ter-se o maquinismo suficientemente lubrificado. e superestimam a da pintada de vermelho. são de cor verde acinzentada. As pessoas em geral subavaliam a temperatura de sala pintada de azul. ou venda. Conservação das máquinas. Os tetos são brancos. As modernas usinas siderúrgicas usam um cinzento claro nas máquinas e uma tonalidade creme nas áreas de trabalho. nos copos e nas engrenagens. colocado num ângulo de 45° da parede em que há janelas. CORES CONDICIONADAS O uso adequado das cores pode proporcionar um aumento aproximado de 15% na produção e de cerca de 40% na precisão. A experiência comprova que a saída. . assente o único de que dispuser sobre trilhos. que. A remoção dos cavacos é feita por meio de escovas. isolando-as do piso. de uma mercadoria pode depender de sua cor. é necessário também a limpeza do mesmo pois esta faz parte da boa conservação da máquina. isto é. Quem não pode ter muitos motores.f) O torno para madeira fica bem. Um objeto de cor escura parece mais pesado do que um de tonalidade clara. — Evita-se que a trepidação das máquinas pesadas prejudique o prédio. assentando-as em base própria. servindo a várias máquinas. enquanto que as paredes e colunas de sustentação. até a altura de 2. A ordem e a limpeza são fatores importantes do ponto de vista de segurança e de eficiência. pondo-se-lhe óleo e graxa nos orifícios. Trepidação. economizará espaço e dinheiro. estopa e fole.50m. a fim de fazer ressaltar o aço quando está sendo trabalhado.

Cor vermelha. Ex. e o branco o repele. sem movimento. etc. — São assim distribuídas as cores nas máquinas: Cor amarela. carro de plaina lima-dora. — Com esta cor. se as máquinas trabalhassem diariamente sem evitar esse contato. — Esta cor é aplicada nas partes elétricas: caixas de fusíveis. etc. entretanto. tudo. Cor azul. elas atuam como se fossem lixa. LUBRIFICANTES A) Óleos. devido ao andamento das mesmas. e também porque essa cor descansa a vista. pintam-se peças em que o operador se pode chocar. listada de amarelo. guinchos. que indica perigo. em muitos . alavancas. Critério para a distribuição nas máquinas. que ofereça possíveis causas de acidentes. engrenagens e polias recebem pintura de cor vermelha. desgastando-se por atrito. pegajoso. em pouco tempo ficariam inutilizadas. — Pintam-se desta cor todas as peças que fazem movimento. não se generalizou. usando um líquido grosso. Para remover esse inconveniente. enfim. — Quando duas superfícies deslizam uma sobre a outra. pensou-se em lubrificar as superfícies em contato. pois. mas que não oferecem perigo. Cor verde. recebe pintura desta cor. — Toda peça estável. — Partes internas. Seu emprego. que não secasse com facilidade e que impedisse que elas se roçassem mutuamente.Os efeitos de ordem física das cores são estes: o preto absorve calor. Assim. Cor preta. A gordura foi o primeiro material usado para esse fim. equipamento contra incêndio. braços que se movimentam.

expulsam o petróleo. que é a escória. para cada máquina. vegetais e animais. conterem. No Estado de São Paulo. novamente tratado em fornos especiais. serem geralmente ácidos. o asfalto.S. o piche. fazendo-o subir pela sonda. dá os subprodutos seguintes: gasolina de xisto.casos. O maior defeito dos primeiros é serem muito inflamáveis. Há. Os blocos de xisto. Desse óleo mineral são retirados a gasolina. óleos leves. a vaselina e outros produtos que entram na composição de massas para fabricação de pentes. Cada qualidade merece referências especiais. sob grande pressão. O petróleo.) há grandes jazidas desse mineral. Classificam-se os lubrificantes de acordo com sua origem. sendo então recolhido para a exploração industrial. de isoladores e da própria galalite. óleos lubrificantes que são minerais. óleos pesados e o asfalto. que pode variar desde as graxas sólidas até os óleos mais finos. ou de rochas minerais. e o dos últimos. portanto. submetidos a alta temperatura em alambiques. onde há diversas temperaturas. às vezes. é ura líquido extraído de grandes profundidades da terra. o querosene. Esses subprodutos são obtidos após destilação feita em torres semelhantes a fornos. os óleos. existe um lubrificante.F.F. um dos quais é o petróleo. destinadas a . que. matérias resinosas. por sua vez. O xisto é rocha em formação que contém grande quantidade de óleo. A sonda fica mergulhada no líquido e os gases que estão também dentro da câmara. 1) Óleos minerais. Outros ingredientes gordurosos foram ensaiados e hoje. quase à flor da terra. — Estes óleos. os resultados foram deficientes. próximo a Itapetininga (E. entre Caçapava e Tremembé (E.B. produzem óleo bruto de xisto. atravessam as diversas camadas geológicas.C. até atingirem as câmaras onde ele se encontra. são extraídos do subsolo. o dos segundos. As sondas perfuram o solo. como o xisto betuminoso.) bem como em Bofete.

Nesse aparelhamento. . que é muito densa. é incolor. — São mais claros. decompõe-se facilmente. É preciso cuidado ao empregá-lo como lubrificante. pela cor azulada que apresentam. é gorduroso e contém ácido. convindo corrigir previamente sua acidez. 2) Óleos vegetais. Distinguem-se por esses característicos e. até a escória. Óleo de mamona. na indústria. Os óleos minerais não formam goma. Óleo de algodão. árvore gigantesca e abundante nos sertões do Norte do Brasil. o óleo se divide em camadas de densidades diferentes. em larga escala. têm cheiro característico. decompõem-se e se saponificam com facilidade. Seu uso está sendo ensaiado nos meios industriais. quando cru.facilitar essa operação. mais ainda. quando misturados com a cal ou com a potassa. É amarelo claro e. que são mais ou menos densos. Óleo de oiticica. é utilizado em medicina como purgativo. — É extraído do fruto da oiticica (soaresia nítida). sem cheiro e muito denso. mas o resultado é sempre um produto inferior. especialmente no Estado do Ceará. É vantajoso misturar os óleos minerais com os óleos vegetais ou animais. como lubrificante de máquinas. Além de ser empregado. Na prática constituem os lubrificantes preferidos. passando pelos óleos. não se decompõem e não se saponificam. O óleo de oliva. — É extraído da parte externa dos frutos da palmeira andim. Óleo de palma. — É extraído das sementes do mamo-neiro. Por isso há quem o misture com óleos bons. porque estes melhoram as propriedades lubrificantes dos primeiros. — É um óleo barato porque existem grandes culturas de algodoeiro em nosso país. que vão desde o gás. obtido pelo esmagamento do fruto da oliveira (azeitona) é muito usado como lubrificante leve. que é pouco denso.

... Tem menos resíduo e produz mais gordura...........5% 100.. Cristais de soda ... Óleo de baleia............ Em recipientes bem vedados..... ora muito viscosos........... os óleos têm alguns inconvenientes....... Comprimida....... As fórmulas abaixo dão a composição de duas graxas: Gordura ......A resina nada mais é que a seiva de certos vegetais................ ou melhor......................... Óleo de palma .... Pensou-se então em misturar óleos de qualidades diferentes.. Óleo de colza ........ — Tem as mesmas propriedades da banha e do toicinho... mas perde essa propriedade quando exposta ao ar. Tem cor marrom carregado e é muito fluida....... para obter-se um lubrificante mais perfeito...0% 61.0% .. 20.................. — É oriundo do sebo submetido à pressão e ao calor...........0% 12. cetina.. 3) Óleos animais. Com esse processo foi que os técnicos chegaram à composição das graxas.... refinada em alambiques...................... pode ser utilizada como lubrificante... B) Graxas..... de grande aplicação nas estradas de ferro. que o derretem... É um óleo caro...... a gordura deixa escorrer a água que contém e que prejudica a lubrificação....................... quando cru.0% 1.....5% 5........... Este óleo..... que é utilizado nas máquinas leves.................... ora muito voláteis........ assinalam-se os seguintes produtos: Óleo de sebo ou banha.............. Água ..... possui grande quantidade de espermacete........ O toicinho tem as mesmas propriedades da banha e é obtido pelo mesmo processo.... que são lubrificantes sólidos....... — Passando às gorduras e aos óleos de origem animal mais conhecidos.. ora são muito fluidos.... quando não formam goma....... — Para certas aplicações.. Há ainda um óleo retirado da cabeça da baleia e de outros cetáceos.

.3% 7... como a grafita pura ou associada com óleo de sabão em pedra.. 23.............................. d) Para transmissões e máquinas comuns empregam-se óleos minerais brutos. espalhar-se bem sobre a superfície a proteger......... nem se solidificar quando esta baixar...Gordura.......... ácidos e impurezas.. o óleo de oliva e o de semente de algodão.............. não se decompor em presença do ar ou em contato com os metais que deve proteger. não se inflamar com a elevação da temperatura......... — Existe um lubrificante adaptado a cada fim................ Em alguns casos................8% 16......... isto é...........6% 100...... menos denso e mais refratário ao calor....0% Os saponáceos e os cristais de soda constituem o sabão. como o petróleo refinado... existem requisitos que qualquer lubrificante deve satisfazer..... Óleo de palma ou mineral . b) Para grande pressão e alta velocidade como nas máquinas Pressão leve e alta velocidade exigem um lubrificante menos pesadas.. entre os quais são dignos de menção os seguintes: ter a fluidez necessária para cada caso.......... de trabalho lento..... C) Aplicações...... .. Saponáceo seco..... Entretanto........ em pó ou simplesmente misturados com gordura.... c) viscoso... Água . usem-se os lubrificantes sólidos.......... ser livre de água........... devendo sempre ser escolhido de conformidade com as experimentações elaboradas pelas repartições técnicas......... Observem-se na prática as recomendações abaixo: a) Para pressões elevadas e pequena velocidade......... são utilizados lubrificantes minerais sólidos. ou seja... para máquinas elétricas operatrizes grandes........... não se desgarrando dela pelo movimento de rotação.3% 52. em que a pressão entre as superfícies é muito grande... usem-se óleos minerais brutos ou graxas..

é sinal de que o óleo contém umidade. por minuto. Quanto mais viscoso for o óleo. sendo ambos purificados. são suficientes para lubrificá-lo. aquecendo-o em seguida sobre chama de gás ou álcool. Não devem ser usados. que serão conservadas em rigorosa limpeza. podem ser usados processos práticos como os que se seguem: a) Unta-se com lubrificante uma chapa de latão e tenta-se estanhá-la com ferro de soldar. em recinto tranqüilo. mais lentamente o corpo descerá. medindo-se o tempo que este leva para atravessar o líquido e chegar ao fundo. há o seguinte: em um vaso alto. E) Cuidados especiais. — Na impossibilidade de se recorrer a laboratórios especializados no exame de óleos. requerem óleo muito fino. o estanho soldar-se-á à chapa. f) Os mecanismos sensíveis. recorre-se à prova de crepitação (estalidos). Para obter-se resultado seguro repete-se a prova diversas vezes. Poucas gotas deste óleo fornecidas ao cilindro. a terça parte de um provete limpo e seco. D) Exame de lubrificantes. como os do relógio. . c) Entre os diversos processos fáceis de medir a viscosidade. que é aumentado pelo vapor. cheio de lubrificante. pois exigiriam freqüente renovação. mineral ou animal. b) Para se verificar a existência de água no óleo. Enche-se com o material que se quer examinar. — A manipulação de lubrificantes e sua utilização correta devem obedecer a normas como estas: a) A renovação do lubrificante não será feita sem prévio exame das caixas e almotolias. para esse fim.e) Nos cilindros a vapor é usado um óleo de preparação especial que não se decompõe com o calor do atrito. deixa-se cair um corpo de peso regular. lubrificantes que se evaporam facilmente. principalmente quando superaquecido. Se o óleo contiver ácidos ou substâncias orgânicas. O produto deve então ser recusado por impróprio para lubrificações internas. Se depois de demorado aquecimento forem ouvidos pequenos estalidos.

por mais purificado que seja. escorregando uma sobre a . Deve-se conhecer como se lubrificam essas partes e qual o lubrificante que mais lhes convém.) fiquem em contato com o óleo. há sempre peças que se tocam. que se acumulam se não forem removidos convenientemente. e) Toda máquina tem pontos de lubrifícação. evitando-se assim que detritos (limalha. etc. Nem sempre dá bom resultado. sempre deixa resíduos. Quando há tampões. As máquinas bem lubrificadas trabalham muito melhor. sem limpar o vasilhame com querosene. Verifique-se regularmente se todas as partes móveis da máquina estão bem lubrificadas. etc. rendem mais e não estão sujeitas a danos. pois não raras vezes um lubrificante deficiente prejudica outro que é bom.Qualquer óleo. Nas máquinas operatrizes. são pequenos orifícios por onde se introduz o óleo. Também não se devem encher depósitos. ou que resíduos destes se acumulem em seu interior. Por isso. É necessário conhecer todos esses pontos e sempre deitar óleo por eles. c) A incúria pode causar perda de peças. se não está havendo aquecimento. desde a maior até a de menor tamanho. areia. jamais deixar esses orifícios abertos. a mistura deve ser reservada aos técnicos especializados. de onde foram retirados lubrificantes de outras qualidades. se não há areia ou detritos. d) outra. As almotolias serão cuidadosamente conservadas. b) A mistura dos lubrificantes não deve ser feita arbitrariamente.

sugam da terra o alimento necessário à nutrição da planta. que são órgãos de absorção. A raiz divide-se em três partes: corpo. Seu elemento fundamental é o tecido vascular. que compõe as raízes. são os órgãos ativos da absorção. Folha é o órgão respiratório das plantas. que é a parte central. ponto em que o caule se separa da raiz. constituído de vasos compostos de longas células (pequenas cavidades sobrepostas topo a topo. e as radículas. Definição da madeira. — A água é o elemento mais necessário à vida vegetal. cujas extremidades. as folhas. As raízes. tendo por substância essencial a madeira. chamadas espongíolos. colo ou nó vital. em filas longitudinais ininterruptas). É um conjunto de tecidos (parte sólida de um corpo organizado). as flores e os frutos. todo o material que entra na confecção dos móveis. Caule é a parte da planta que cresce em sentido inverso ao da raiz e que sustenta os galhos. — Madeira é uma substância compacta e sólida.CAPÍTULO III MATÉRIA-PRIMA A MADEIRA Matéria-prima. o tronco e as ramas das árvores e dos arbustos. Divide-se em duas . Rudimentos de Botânica. — Em marcenaria compreende-se por matériaprima. prolongamento do caule.

Esta é que alimenta o vegetal. e outra inferior. — É como se chama a matéria que determina a coloração das folhas. que é uma lâmina verde e chata. Pecíolo. que começa na primavera e termina no outono. dispostos de diversas maneiras. a aroeira e. — Chama-se assim a fibra grossa que se estende pelo meio da folha. Talo. — Líquido que as raízes absorvem do seio da terra e que serve para a nutrição do vegetal a que pertencem. Crescimento das plantas. Parênquima. de cor amarelada. É uma ramificação do talo. No limbo. quebradiças e . Resina. — É o tecido que ocupa os espaços existentes entre as nervuras. o vértice. de várias formas. pelo oxidando-se em massas sólidas. consistente e untuosa. e a descendente ou elaborada. prolongando-se. Primeiro correm fluidas e depois concretizam-se. Há duas espécies de seiva: a ascendente ou bruta. Fibras são filamentos que se encontram em todos os vegetais. até confundir-se com o pecíolo. As folhas transpiram pela face superior e absorvem a umidade pela face inferior. particularmente. as coníferas. — Matéria inflamável.partes: limbo e pecíolo. translúcidas. que corre de certas árvores. a orla. constituindo as partes lenhosas. Realizam assim as suas duas importantes funções de exalação e absorção. A seiva circula nos tecidos das plantas. A madeira de primavera é fraca e mole. — É assim chamada a parte da folha que prende o limbo ao galho ou ramo. mais colorida. — As camadas de lenho desenvolvemse durante cada período de vegetação da planta. Clorofila. às vezes. Seiva. a de outono. tais como o pinheiro. uma superior. notam-se duas faces. a base. Nervuras são fibras salientes que percorrem a superfície das folhas de algumas plantas.

possuem crescimento externo. COMPOSIÇÃO DO TRONCO (Fig. pois. tanto como à sensação do frio. Os ventos impetuosos nem sempre são prejudiciais às plantas. estão sujeitas ao sono. ou seja na parte que fica pouco abaixo da casca. O número de camadas concêntricas. o descanso das plantas é. fictício. o alburno. Nem todas as espécies de plantas têm igual crescimento. 109) A composição botânica do tronco. Nos lugares constantemente batidos pelos ventos impetuosos. Protege-as contra as intempéries e os . as camadas corticais. as árvores têm as raízes mais desenvolvidas do que as que crescem em regiões isentas desse fenômeno. cana da índia. folhas doentes. razão por que a parte de fora é dura e a de dentro mole. No Brasil. de fora para dentro. é consistente e dura. musgos velhos. As plantas. à vigília. agitando-as. como as pessoas. e as periféricas. isto é. As espécies da família das monocotiledôneas (coqueiros. a amores e a repulsões. do calor e da luz. parasitas e animais daninhos. — É o invólucro externo dos caules das plantas. a bem dizer. libertam-nas dos galhos secos. bambu. palmeiras. porque a natureza obriga-as quase que à mesma atividade em todas as estações do ano.contrário. As que pertencem à grande família das dicotiledôneas (que têm dois cotilédones. Estas plantas são de cerne duro e alburno mole. duas folhas preexistentes nos grãos antes da germinação). etc). As camadas internas constituem o cerne. permite determinar a idade de uma árvore. é a que segue: Casca ou córtice. dragoeiro. têm crescimento interno. separadas pelo brusco contraste que fica estabelecido entre as duas formações.

Alburno. — Distinguem-se as inúmeras espécies e variedades de madeiras praticamente pela cor. estando situado entre a casca e a medula. Líber. — É a camada de lenho que fica entre o cerne e a casca das árvores e dos arbustos da família das dicotiledôneas. densidade. — É a parte mais central da planta. A medula é ocupada pelo parênquima — tecido esponjoso e mole. . ou entre esta e o alburno. Anualmente o líber ou floema se transforma em alburno e este em cerne. NOÇÕES DE FITOGEOGRAFIA A fitogeografia tem por objeto o estudo dos caracteres e das condições da vida vegetal. — É a parte interna do tronco das árvores. a parte mais interna da casca das árvores. — É a entrecasca. cheiro. Conhecimento da madeira. Medula. porosidade. resistência ao corte. contextura das fibras e até pelo sabor.insetos. na superfície da Terra. O cerne ou durame é a melhor porção do tronco para fins industriais. Cerne.

— O angelim-rajado. etc. e as raízes. Esses vegetais são de estrutura tropófila. desenvolvem-se extraordinariamente. Zonas do Estado de São Paulo mais produtivas de madeiras usadas em marcenaria: 1) Serra do Mar. Nos lugares em que a água é rara numa parte do ano e abundante noutra. 4) Serra da Mantiqueira. a guaiuvira e dezenas de outras madeiras preciosas. as folhas. o óleo pardo. As plantas. a mosotaíba. que são órgãos da transpiração. e higrofilas. — O vinhático. Nos lugares em que a água é abundante. o carvalhonacional (louro-faia). os vegetais armazenam. no primeiro caso.O elemento mais necessário à vida vegetal é a água. 2) Vale do Paraíba. numa época. dá-se o contrário: as folhas são desenvolvidas e as raízes atrofiadas. as plantas silicículas (que vivem no solo silicoso). a quantidade de água necessária para o tempo em que ela falta. a sucupira e outras. que a planta absorve e perde pela transpiração. etc. Para isso as folhas e as raízes sofrem modificações de modo a transpirarem menos e a absorverem mais. . são atrofiadas. Nos lugares em que a água é rara ou inassimilável (a água muito fria ou carregada de sais é inassimilável). no segundo. as plantas têm caracteres variados. de sorte a aumentar a transpiração e diminuir a absorção. a louveira. ou mesmo desaparecem. noutra. o pau-jantar. e. têm estrutura xerófila (amiga da seca). higrófila (amiga da umidade). A natureza do solo dá lugar a que se distingam as plantas calcículas (que preferem o solo calcário). o araçá. — O ipê. a canafrista. por ocasião das chuvas. sendo xerófilas. que são órgãos de absorção. o guatambu. as plantas halófilas (que se encontram nos terrenos ricos de sal marinho). 3) Vale do Tietê. — A carne-de-vaca (catucaém). o jatai.

5) Vale do Rio Pardo. — Perobas, canelas, cabriúvas. 6) Vale do Mogi-Guaçu. — O jacarandá, o pau-marfim, o amendoim, etc. 7) Oeste do Estado. — Caviúna, guarita, ximbó, caixeta. 8) Vale do Piracicaba. — Orindiúva, pau-cetim, taiúva e outras muitas essências. 9) Norte do Estado (zona que divisa o Estado do Rio) — O gonçalo-alves, o jatai, o pau-brasil (Ibirapitanga), o pau-rosa e o angico. 10) Vale da Ribeira. — O amarelinho, o roxinho, etc. As zonas mais quentes do globo produzem as madeiras duras, e as frias, as madeiras moles.

CORTE E TRANSPORTE DA MADEIRA

Corte da madeira. — A derrubada das árvores é feita geralmente a machado, e os cortes para lhes dividir o tronco em toras de 2, 3, 4 ou mais metros de comprimento são efetuados com o traçador. Processo de corte das árvores (Figs. 110 e 111). — Cortando-as segundo a Fig. 111, não racham. O corte que se faz a machado para abater a árvore é dado pouco ou muito acima do solo, segundo a conformação e tamanho do nó vital da planta. A árvore, cujo total de madeira é aproveitável em obras importantes, divide-se, comercialmente, em quatro partes, a saber: raiz, papo (colo ou nó vital), tronco e galhos.

Quando a madeira é bonita, em regra a parte mais rica em desenhos, nós, etc, é a denominada papo, que fica entre a raiz e o tronco. Nestes casos, depois de abatida a árvore, os mateiros fazem uma pequena escavação em redor do toco, para poder cercear (cortar cerce — rente ao chão) o papo, libertando-o das raízes. Transporte da madeira. — Quando a mata está situada em terreno muito acidentado, em encostas íngremes, as toras são retiradas, com grande dificuldade, por meio de deslizadores, carretas, tratores ou juntas de bois. Neste caso, são as toras amarradas com cordas ou correntes de ferro e levadas de arrasto até o lugar onde possam ser carregadas em caminhões ou carros, que as conduzam às estradas de ferro. Época do corte. — A árvore, para não ser atacada pelos carunchos deve ser cortada só nas minguantes e no inverno, tempo em que a linfa
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está no interior da planta.

Lavradores antigos, baseados em seus conhecimentos empíricos, afirmam que a árvore, para não carunchar, deve ser derrubada nos meses que não têm r. Para evitar que fermente e carunche, devido à umidade ambiente, convém que a madeira seja retirada da mata logo após o corte.
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Linfa é o humor aquoso que circula nas plantas.

E, uma vez fora da mata, deve ser conservada ao abrigo dos raios solares, sob os quais se fenderia pela secagem demasiado rápida, da parte externa.

SERRAGEM RACIONAL DA MADEIRA (Figs. 112-114)
Uma tora pode ser serrada em pranchas, tábuas, forrão, forro, ou em folhas de 1 1/2, 2, 3, 4 ou mais milímetros de grossura, conforme a natureza da obra a que se destine a madeira, ou à vista da beleza natural da mesma. O primeiro desdobro é feito numa serra denominada "tiçoa".

As serra francesa presta-se para serrar tábuas de um centímetro para cima. As folhas de três, quatro e mais milímetros são produzidas pelas serras de fita automáticas ou pela serra horizontal de nome "santista". A serra de "poço", de lâmina e dentes finos, que tanto cortam na ida como na volta, é própria para folhas finas de 1, IV2 e 2 milímetros. De uns anos a esta parte a madeira no Brasil está também sendo faqueada e descascada em lâminas de 8 décimos a 4 milímetros de espessura. Há pouco, apareceu um novo tipo de folhas de um milímetro, faqueadas pelo sistema radial, por uma moderníssima e perfeita máquina alemã, que as destaca da tora em forma de cone truncado, como se aquela girasse lentamente dentro de um grande e resistente apontador de lápis. Os serradores ou faqueadores caprichosos, ao colocarem a tora lavrada na máquina, escolhem sempre a face que pode produzir melhor desenho, e quando este começa a se alterar muito, tombam a tora, a fim de proceder à escolha de outro desenho, e assim sucessivamente até o final. Daí a razão por que uma só peça de madeira classificada pode dar vários lotes de folhas, cada qual com desenho diverso dos outros. O alburno, em regra, não serve para obras, pois raros são os que não caruncham. O cerne das plantas da família das dicotiledôneas é a parte mais dura e, por conseqüência, a melhor e mais bonita. Todas as folhas desenhadas ou nodosas, de qualquer grossura, serradas ou faqueadas, devem ter, em cada extremidade, um número de ordem feito a giz de cor pelo operador da máquina, à medida que vão sendo serradas ou faqueadas, para facilitar aos cortadores a combinação dos desenhos. As folhas importadas do estrangeiro (erable, tuia, oliveira, olmo, nogueira, etc.) têm a espessura de seis décimos de milímetro.

CLASSIFICAÇÃO DAS MADEIRAS EM MOLES E DURAS

Pode-se dizer, sinteticamente, que as madeiras se classificam em: madeiras dóceis, madeiras duras e madeiras preciosas. Entre as muitas espécies das madeiras da primeira classe, que são leves, moles, fracas e porosas, de crescimento rápido, contam-se o cedro, o pinho, a caixeta, o tamboril, a mandioqueira e outras. As marcenarias empregam-nas, externamente, no fabrico de móveis baratos, nos compensados, nos fundos, nos engradados, etc. As da segunda classificação caracterizam-se pelo crescimento lento, pela muita dureza e resistência, e pelas suas tintas variadas. Seu peso específico não raro excede ao da água. São as seguintes: a aroeira, o angico, o ipê, a cabriúva, a sucupira, o amarelo-cetim, os jacarandás roxo e pardo, e tantas outras. Estas madeiras brasileiras, bem como muitas madeiras duras de outros países, são quase incorruptíveis quando envernizadas e conservadas ao abrigo das intempéries, ou se constantemente imersas na água ou em outros líquidos. Sua flexibilidade pode ser aumentada por meio de imersão em água quente. Têm emprego variadíssimo. O marceneiro faz com elas móveis, cepos de ferramentas e utensílios. As madeiras preciosas, também de crescimento um tanto vagaroso, duras, compactas e pesadas, são as que têm as veias e as cores de particular beleza, tais como a imbuía, o jacarandá da Bahia e de Pernambuco, o pau-rosa, o gonçalo-alves, a caviúna, o carvalhonacional, a carne-de-vaca, etc. O seu melhor emprego verifica-se nos móveis de luxo, nas armações, nos lambris. Em regra, as madeiras moles deixam-se riscar facilmente. Dão mau polimento, são dóceis ao corte e pouco flexíveis. Dilatam-se e se retraem bastante. O mesmo não se dá com as madeiras duras, que são muito

L cm3 desta água pesa 1 grama.flexíveis. de madeira. É sabido que o peso específico difere muito. até entre madeiras da mesma espécie. Peso específico é uma força que depende da intensidade da gravidade. flexibilidade. Massa (Peso) — A massa (comumente chamada peso) de um corpo é diretamente proporcional ao seu volume. porque há uma relação constante entre o limite de resistência à compressão e o peso específico. da mesma madeira. pesa 900g. etc. densidade. rijas ao corte e têm os poros finos. pesarão 9kg. temos: O peso específico absoluto de um corpo é o peso em gramas de lcm3 desse corpo. É evidente que. razão pela qual se dilatam e retraem pouco. higroscopicidade. e que essa variação é sensível em partes diversas da . Para fins práticos só interessa o peso específico relativo que é igual à densidade e independente da gravidade. ensinar ao aluno a cor. Sendo d a densidade. — Suponhamos que a massa (peso) de um pedaço de madeira seja de 6 gramas e que a massa de igual volume de água seja de 5 gramas. M a massa do corpo ema massa de água. 10 cubos iguais. Exemplo. — É a relação entre a massa (peso) de certo volume de um corpo e a de igual volume de água destilada a 4°C. — Ante um bom mostruário dessas madeiras. Classificação objetiva. Densidade. de cada espécie e variedade. A densidade (peso específico) da madeira será: O peso específico das madeiras oferece na carpintaria grande interesse. resistência. dando polimento fácil e bonito. se um cubo de l0 cm de aresta.

A intensidade da cor da madeira indica o seu grau de resistência e de durabilidade. pelo contrário. . por se tornar leve e mais frágil. menor será sua tendência para rachar ou abrir frestas. pelos seus excelentes atributos. Conhece-se. quando a madeira está ressecada. sã ou podre. os bons conhecedores de madeira sabem determinar o estado de cada espécie cortada para obras. a exposição do terreno ao sol. têm aplicação nas construções civis e navais. — Na mesma classe de madeiras. Quanto mais dura ou pesada for a madeira. as melhores são as que crescem lentamente ou têm as zonas anulares mais estreitas. — São assim chamadas as espécies que. a fertilidade ou aridez do solo. grave ou surdo. graças à elevada percentagem de umidade que contém. Ao ser percutida produz um som pouco intenso. as melhores são as que têm menos goma3. que se extrai de certas árvores. Madeiras de lei. se está seca ou verde.mesma árvore. A madeira. Quando seca. 3 em comparação ao peso e resistência Substância viscosa. as mais fortes e duráveis são as que têm menos resina. e entre as não resinosas. Sua cor e cheiro característicos apresentam-se alterados. quando verde. quando não. Observações sobre as madeiras. etc. cheiro e cor. ressecada. translúcida e insípida. ESTADOS DA MADEIRA Pelo som. Entre as madeiras resinosas. peso. aquelas que têm maior peso específico. tendo a cor e o cheiro próprios de sua espécie ou variedade. a madeira é leve e sonora. ardida. Os fatores que fazem variar o peso específico de madeiras da mesma qualidade são a topografia. é muito pesada. facilmente.

Derrubadas e abandonadas nas matas fechadas também caruncham e apodrecem em pouco tempo. As madeiras são facilmente devoradas pelos carunchos. quer ao relento. Perigosos são os que estão cheios de carcoma. é aproveitada com vantagem. etc. em que se supõe haver carunchos vivos. Em lugares úmidos. Os furos de carunchos mortos. O verniz e a tinta são corpos impermeáveis que impedem a circulação do ar na madeira. e acidentalmente quando atacada pelos carunchos. Apodrecimento da madeira. a madeira ardida. não produz fitas do comprimento do lance da plaina.naturais da espécie a que pertence. mas curtas e quebradiças. quer em abrigos. ao ser aparelhada. pois este denota que interiormente se encontra o inseto vivo. fora das matas. escuros e vazios. Uma peça de madeira bem verde apodreceria em poucos meses. em cerne de compensados. fungos. Uma peça de procedência duvidosa. o mesmo acontecendo. ou em começo de putrefação. se a impermeabilizássemos de todos os lados com verniz ou tinta a óleo. por ser mais passível que as outras. quando cortadas fora de tempo. deve ser fervida ou embebida de aguarrás. . a madeira fermenta e apodrece prematuramente. quando são empilhadas sem tabiques. absorvendo o oxigênio do ar. mesmo entabicada. na época das chuvas. E. PROPRIEDADES DAS MADEIRAS Higroscopicidade é a faculdade que a madeira tem de absorver a umidade. gasolina ou querosene. não são comprometedores. — A madeira altera-se naturalmente pela oxidação lenta. A podridão da madeira dá cores diversas às partes atacadas. Atualmente.

contém cerca de 50% de umidade. À retração. — Para aumentar a resistência e diminuir a tendência das madeiras.5% no radial. 115). As nossas madeiras mais brandas são: a tapicuchaba. a guaiuvira e o açoita-cavalos. o guaximbé.7% no sentido longitudinal e 0. se contrai 5. Tenacidade. no sentido das fibras. Consistência. mesmo conservada em lugares secos. Resistência e tendência. A madeira. no sentido transversal. também do Paraná. ao ser cortada. A imbuía.2% no radial. aproximadas. folhas e ripas. e à retração.4% no sentido longitudinal. até à ruptura. — A madeira é tenaz quando não se deixa riscar facilmente. e a mosaicos de 7 a l0 cm em quadro (para o . na face que fica voltada para o alburno (Fig. no sentido perpendicular às fibras. isto é. as tábuas são reduzidas a ripas (para o compensado lamicerne). sem se partir. e 0. A 30% começa a se contrair. Elasticidade é a propriedade que têm certas madeiras de voltar à posição primitiva. O pinho-do-paraná se retrai 6. o de radial ou tangencial. certo esforço de carga de compressão e torção. quando dobradas. Tendência é a propensão que a madeira tem. de encanoar. — É consistente quando tem as fibras compactas. Resistência é a propriedade que a madeira tem. Flexibilidade. e 12% é o limite de secagem ao ar livre em nosso clima. a filetes de 7 milímetros (para o compensado multicerne). tanto em pranchas como em tábuas. — Madeira flexível é a que se dobra facilmente sem se quebrar. de ficar côncava no lado menos duro.E absorve-a na proporção de um oitavo de seu volume por ano. dá-se o nome de longitudinal. de suportar.

carvalho. As madeiras mais leves são: a madeira chamada anona palustria do Brasil. etc. As madeiras compactas fendem-se menos do que as porosas. mencionam-se os jacarandás. Durabilidade ao ar livre. que são quase incorruptíveis. faveiro. ipê. o pau-brasil. o amarelocetim. — Citam-se as seguintes madeiras. Para as madeiras enterradas: a carbonização superficial ou as . guáiaco ou pau-santo. nacionais — aroeixa. o sândalo. Madeiras resinosas são as das árvores que fornecem não só a resina. faia. — São os seguintes os preservativos aconselhados: Para as madeiras expostas ao ar: os vernizes. as caviúnas. o campeche. pau-ferro. castanheiro. Das inúmeras madeiras brasileiras que possuem esta qualidade. larício e ontano. cambará. cambuí. Madeiras balsâmicas são as que contêm em sua resina ácido cinâmico ou benzóico. o cipreste e a oliveira. pois. A tora lavrada fende-se menos do que a roliça. o pau-brasil. e o guáiaco. as peças de modo a produzirem os efeitos exigidos para cada natureza de serviço. o cedro. da região tropical da América. Preservativos das madeiras. o guarantã. — Entre as madeiras estrangeiras mais duráveis destacam-se: o boço. o verniz. As madeiras mais pesadas são: a casca de ferro da Austrália. graúna. Retalham-se. a aroeira. guarantã. caviúna. como o dragoeiro. etc. etc. Madeiras corantes são as que se empregam na tinturaria.compensado de cerne quadriculado). que pesa 1 333 quilos cada metro cúbico. as cabriúvas. como também a goma. os mástiques e o alcatrão. canjerana. etc. que pesa menos do que a cortiça. o óleo. o ipê. cuja densidade é de 76 quilos para cada metro cúbico. Durabilidade na água e na terra. de mais durabilidade na água e na terra: estrangeiras — ébano. que pesa 1 500 quilos. e o miolo do sabugueiro.

de Alagoas da Itália de Portugal da Itália da Itália da China da Jamaica da Itália de Portugal Peso kg/m3 512 555 529 467 780 780 750 700 563 755 560 800 700 — 385 600 950 1 200 780 510 890 — — — 730 550 .injeções de sulfato de cobre. Contra o fogo: o silicato de potássio ou vidro solúvel. Contra os insetos: As mesmas injeções e a de bicloreto de mercúrio. ou de creosoto. Domingos de Honduras do México da África do Brasil da Itália de Portugal de Portugal do Est. de pirolenhito de ferro. NOMENCLATURA DAS MADEIRAS Espécie Abeto " " " Abrunheiro " Acácia " Acaju ou Mogno " " " " " " " " " " " " " " "Cravo Alamo " Almez Amarelo-cetim Ameixeira Amieiro Amoreira Azevinho Badiana Bálsamo Bétula " Procedência do Canadá da Inglaterra da Escócia de Trieste de Portugal da Itália da Austrália de Portugal de Cuba de S. de cloreto de zinco.

Faia " Freixo " Procedência da França de Portugal de Porto Prata de S.NOMENCLATURA DAS MADEIRAS Espécie Buxo " Caoba " Carpino Carpo Carvalho ou Roble " " " " " " " " " " " " " " " " " " " " " Castanheiro " Cedro " " Cerejeira silvestre Cerejeira " Cinza de madeira Cipreste " Damasqueiro Ébano " Elce Epícea Erable ou olho de perdiz ou acero em italiano. Domingos da Itália de Portugal de Portugal da Rússia da África da América da Calábria da Inglaterra da Itália de 60 anos da Itália de Portugal da Índia Ocidental da América do Líbano de Portugal da Itália de Portugal — de Portugal da Itália da Síria da Índia da Ilha Maurícia da Itália de Portugal do Canadá da Itália de Portugal da França da Itália Peso kg/m3 912 1 280 900 950 760 700 1 100 — 988 850 697 — 1 051 1 170 606 640 748 554 846 740 715 — 1 850 — 670 770 1 187 — 985 470 900 696 650 1 100 760 .

Amazonas do Estado do Amazonas do Estado do Maranhão do Brasil da Itália da França de Portugal dos Estados Unidos da Itália de Portugal de Portugal da Itália da Itália da Bahia de Pernambuco da África da índia .NOMENCLATURA DAS MADEIRAS Espécie Gonçalo-alves " Guáiaco ou pau-santo " " " Larício " Lécio Lentisco Limoeiro Lodão Macieira " Medronheiro Muirapinima Muirapíranga " Muirapixuma Nogueira " " " preta Oliveira " Olmo " Ontano Palissandro ou jacarandá " preto " preto " preto Procedência do Estado da Bahia do Estado de Mato Grosso Peso kg/m3 857 857 1 328 1 333 650 650 740 — 1 000 860 750 733 1 030 — 1 000 — — 650 1 000 730 — 900 930 650 700 800 1 100 1 200 1 400 1 400 da Índia da América dos Alpes dos Cárpatos da Itália da Argélia da Provença de Portugal de Portugal da Itália de Portugal de Portugal do Vale Inf.

NOMENCLATURA DAS MADEIRAS Espécie Pau de amaranto Pau de cactus Pau de Caiena Pereira " Peroba do campo Pinho da Calábria Pinho da Córsega Pinho de Cristiânia Pinho de Dânsica Pinho de Memel Pinho de Riga Pitch-pine Plátano " " Robínia " Salgueiro " Sândalo " Sicômoro Sobreiro Sorveiro " Teak Tília " Tulipeira da Virgínia Procedência de Portugal da Argélia de Caiena de Portugal da Itália do Estado do Rio da Itália da Córsega da Noruega da Alemanha da Prússia da Rússia da América do Norte do Oriente do Ocidente da Ásia Menor da Itália de Portugal da Itália de Portugal da China da índia da Itália da Itália da Itália de Portugal da Índia da Itália de Portugal do Canadá Peso kglm3 — — — 1 000 710 770 697 650 689 649 600 654 780 540 720 690 790 700 580 390 — — 590 240 670 900 — 600 557 — .

etc. etc. etc. Meliáceas Proteáceas " Leguminosas " Meliáceas Mirtáceas Euforbiáceas Rutáceas. Branca Amarela Parda Amarela Amarela .MADEIRAS DO ESTADO DE SÃO PAULO Espécie Amendoim (óleo branco) Resistência à flexão Família Botânica Leguminosas " " Anacardiáceas Leguminosas " Bignoniáceas Rutáceas. Litráceas Bignoniáceas Coníferas Moráceas Leguminosas Euforbiáceas Leguminosas Cor Esbranquiçada Peso kg/m3 950 940 900 1 267 970 790 505 vários 680 1 058 1 050 815 875 714 670 707 968 855 1 146 860 930 1 200 860 670 902 750 900 1 030 1 150 868 1 031 780 780 860 530 707 705 — Angico 720 Araribá-vermelho — Aroeira (orindiúva) 1 095 Cabriúva-parda 1 360 Cabriuva-vermelha — Caixeta — Canela (44 variedades) 934 Canjerana 546 Carne-de-vaca — (catucaém) Carvalho-nacional 314 (louro-faia) Caviúna-rosa 824 Caviúna-roxa 538 Cedro-vermelho 467 Grumixaba 671 Guaiuvira (cerne) — Guarantá 1 640 Guatambu-vermelho 858 Ipê (7 variedades) 728 Jacarandá-pardo 1 315 Jacarandá-roxo 531 Jantar — Jataí — Jequitibá-rosa — Maçaranduba 1 305 Mandioqueira 1 106 Óleo-vermelho 790 Pau-brasil 908 (Ibirapitanga) Pau-cetim — Pau-marfim (Pequiá) 854 Pau-rosa — Peroba (12 variedades) 1 182 Pinho (Araucária — Brasiliana) Taiúva 1 516 Tamboril (ximbó) 1 436 Urucurana 851 Vinhático — Parda Vermelha Preta Parda Vermelha Branca Várias Vermelha Vermelha Avermelhada Rosa Roxa Vermelha Branca Verde-escura Amarela Vermelha Amarelo-escura Parda Roxa Vermelha Vermelha Rosa Vermelha Branca Vermelha Vermelha Amarela Branca Rosa Vermelha. etc Apocináceas Bignoniáceas Leguminosas " Bignoniáceas Leguminosas " Sapotáceas Araliáceas Leguminosas " Apocináceas Rutáceas.

etc.230 espécies e variedades) Garapa-amarela Graúna Guamixira Guariroba Guarita ou guaraitá Guaximbé (flexível) Guissara (coqueiro) Jenipapo Louveira Mandioqueira Merendiba Milho-cozido Mossotaíba Óleo-pardo Óleo-preto Óleo-vermelho Pau-choca (cor verde) Zona Em todo o Estado Norte do Estado Serra do Mar Oeste. etc. Geral no Estado Mogi-Guaçu Serra do Mar Norte do Estado Serra do Mar " Norte e Serra do Mar Iguape Vale do Paraíba Litoral 733 736 747 867 — 961 — — 1 057 750 601 823 1265 730 — 903 — . Marinha sul Mogi-Mirim Marinha sul Serra do Mar Mogi das Cruzes " Em todo o Estado " Peso kg/m3 766 640 818 985 — — 810 960 1 045 — — — 800 1232 — 844 até 1 235 Norte do Estado " Em todo o Estado Serra do Mar Capital e Ribeira Oeste e Sul Sorocaba. etc.OUTRAS MADEIRAS DO ESTADO DE SÃO PAULO Espécie Acácia (exótica) Açoita-cavalos Ademo Alecrim Amarelinho Arapaçu Arapoca Balsino Barbatimão Bitaru Brejaúba Bucuaçu Cacunda Cana-frista Casuarina Copaíba Eucalipto (exótica. Vale da Ribeira Marinha sul Franca e Batatais Marinha sul Norte.

amarela e branca Vermelha Vermelha Vermelha Amarelo-escura Amarela Vermelha Amarela Rosa Vermelha Amarelo-escura Gema de ovo Vermelha Branco-escura Vermelha Amarela Escura Vermelho-escura Peso kg/m3 1 150 1 150 1 150 800 a 1 000 800 1 000 800 a 1 000 1 000 750 1 150 1 000 1 150 1 000 1 050 1 150 1 050 1 000 1 000 1 000 600 800 — 800 1 200 . Vale do Paraíba Comum no Estado Serra do Mar Mogi-Mirím Arredores de Sorocaba Vale do Paraíba Peso kg/m3 — — 843 817 971 — 771 MADEIRAS DO ESTADO DO PARÁ Espécie Abiurana Acapu Acapurana Ajará Amapá Amapá manso Anani Anaueirá Andiroba Andirobaj aruba Angelim-pedra Angelim-rajado Arapari Araracanga Arenarena Axuá Bacuri Buiuçu-cobra Caneleira Caripizeiro Cedro sem cheiro Cerejeira Cinzeiro Cumaru Cor Vermelha Preta e amarela Preta Vermelha e branca Amarela e branca Branca Preta.MADEIRAS DO ESTADO DE SÃO PAULO Espécie Peito de Pomba Pindauvuna Saguaraji Sapucaia Tajubá Tapicuchaba (muito flexível) Tarumã Zona Oeste. etc.

roxa. amarela e vermelha Amarela Vermelha Vermelha. vermelha e amarela Branca Preta Vermelha Peso kg/m3 1 000 600 1 100 800 1 100 1 100 1 100 600 700 1 150 1 000 1 150 1 150 1 150 800 1 000 1 000 900 1 050 1 050 1 050 1 050 1 000 1 150 1 000 1 150 700 1 300 600 600 1 150 800 1 150 1 300 . Amarela e branca Parda Amarela. amarela e branca Preta e amarela Escura Vermelha Vermelha Amarelo-queimada Branca Vermelha Amarela Vermelha Esverdeada Preta. cinzenta. preta e branca Rosa Vermelha Avermelhada Vermelha Vermelha Escura Escura Vermelha Vermelha Branca Branco-amarelada Preta. vermelha.MADEIRAS DO ESTADO DO PARÁ Espécie Cupiúba Envireiras Faveiras Freijó Gorabarana Guajará-pedra Guajará-pimenta Guaruba branca Guaruba vermelha Guariúba Guariúba vermelha Ipê Itaúba Jacamirana Jacareúba Jarana Jataí Jenipapeiro Louro-faia Louro-pimenta Louro-rosa Louro-vermelho Macaúba Maçaranduba Macucu Magonçalo Mandioqueira Mangue-vermelho Maparàjuba Marupá Marupaúba Matamatá Matamatá-branco Meraúba Muiracatinga Cor Castanho-escura Preta. amarela e branca Vermelha. castanho.

. e outras representam gotas d'água.MADEIRAS DO ESTADO DO PARÁ Espécie Muirapinima Muirapiranga Muiratinga Muruxi Pajurá Papo-de-mutum Paranaí Pau-amarelo Pau-cetim Pau-d'arco Pau-ferro Pau-mulato Pau-rosa Pau-roxo Pau-santo ou guáiaco Pederneira Pintadinho Piquiá Piquiarana Pracaxi branco Pracaxi vermelho Pracuuba Pracuuba-preta Sucupira Sapucaia Tamanqueira Tamaquaré Tatajuba Tento-preto Turizeiro Ucuubarana Umarirana Umiri Uxi Uxirana vermelha Cor Escura Vermelha Branca Vermelha Vermelha Vermelha Amarelo-escura Amarela Gema de ovo Escura Escura Escura Rosa Roxa Escura Amarela Vermelha Amarela Amarela Branca Vermelha Vermelha Preta Preta Escura Vermelho-escura Vermelha Amarelo-escura Preta Escura Escura Avermelhada Vermelha Vermelho-escura Vermelha Peso kg/m3 1 400 1 400 900 1 000 1 000 1 150 1 050 1 150 1 150 1 100 1 150 1 150 600 1 400 1 050 1 150 1 000 1 150 — 1 000 1 150 1 150 1 150 1 150 1 100 1 000 1 000 1 150 1 150 800 1 150 800 1 050 1 100 1 150 NOTA — O qualificativo moiré junta-se às madeiras que apresentam reflexos ondeados. Há umas cujos desenhos são em ziguezague.

tendo a parte de cima sustentada por uma barra fixa. em posição oblíqua. é feita pela flutuação das toras descascadas.5%. Exsicação artificial. porém. 116 e 117) Secagem natural. e a extremidade de baixo apoiada no chão. — A madeira seca rapidamente fazendo-a ferver. o que. costuma-se expor as tábuas ao relento. A mais rápida exsicação. — A melhor secagem natural da madeira é a que se consegue entabicando-a em alpendres bem arejados.SECAGEM DA MADEIRA (Figs. Em pouco tempo. Findo este tempo a madeira é retirada para deixá-la secar lentamente. Outro tratamento é o que consiste na imersão da madeira em banho quente de sulfato de cobre a 1. Mais prejudicial ainda é a secagem um tanto violenta em estufa seca. relativamente pouco prejudicial. A madeira secada por este meio perde quase toda a resistência. a enfraquece. entabicadas ou cruzadas entre si. a água substitui a seiva e a secagem faz-se . à temperatura de 70°C. Para uma secagem mais rápida. A imersão em água quente deve durar de quatro a seis horas.

as quais. Como última novidade para a secagem artificial da madeira dos compensados. recorre-se ao aquecimento prévio da mesma. as grandes indústrias utilizam-se de secadores automáticos dotados de uma série de tampas aquecidas. PREPARO DA MADEIRA PARA COLAGEM (Figs. às cavilhas e aos parafusos. Quando. A imersão em água fria deveria ser feita logo após o corte. o simples aparelho de plaina é suficiente para ficarem bem coladas as madeiras porosas. porém. depois de retiradas as toras da água. ou ao ferro de dentes. moles e secas. num movimento alternado. resinosa. pelo espaço de quinze dias. para torná-las incorruptíveis. além da cola forte. 11-121) Como preparo. . Em água corrente podem as toras flutuar de um mês a dois anos. demasiado dura ou pouco porosa. a madeira é úmida.rapidamente ao ar livre. para se obter bom resultado. se aproximam e se afastam. Os madeireiros europeus faziam flutuar as madeiras no mar.

nos compensados. — Na maioria dos casos. um. têm as fibras dispostas em diagonal. em móveis finos. externa e interna. ou pouco mais centímetros. isto é. Todos os pontos em que se tenha de passar cola deverão tornar-se ásperos. para não acontecer que os mesmos se entortem ou empenem. a mesma disposição às fibras. — Uma junta estará bem colocada quando cair no centro da peça. lixada e até envernizada antes da colagem. Disposição das fibras. as fibras são dispostas perpendicularmente. Os painéis folhados são quase sempre espinhados. de meio. os frisos. Manda a boa regra. em relação a outra qualquer. oferecem graves inconvenientes na colagem e ao serem beneficiadas nas . devem ser evitados. que. ficam sempre com as fibras em sentido horizontal. Há serviços modernos que requerem as fibras em sentido horizontal. as bases. deve ser raspada. para poderem aderir às outras peças. As travessas. entretanto. O topo. Disposição das emendas. se dê em ambas as faces.Se uma das peças a ser colada para formar um todo ficar em plano inferior. etc. As emendas muito estreitas. bem como o meio topo. além de serem fracas e darem mau aspecto ao serviço. quando maciços.

uma sobre a outra.máquinas. A disposição indicada. quando caem perpendicularmente. Preparo da madeira. faqueadas ou serradas. devem ser unidos os dois lados do cerne ou os mais escuros. oito e mais partes a área a cobrir. tem a vantagem de reduzir o lado ruim pelo esquadrejamento. 128 a 158) Madeira compensada é um conjunto de folhas descascadas. Se as folhas desenhadas de que se dispõe são pequenas e as peças a folhar grandes. a madeira para . com as fibras cruzadas. para não dar a impressão de uma montanha invertida. — Jangada — Paineira — Araticum — Freijó (do Pará) — Balsa (dos Estados Unidos). Nunca se junta cerne com alburno. — Depois de seca. Quando se juntam duas tábuas que ainda têm um resto de alburno ou um lado mais claro do que o outro. além de impressionar melhor. não são as que repetem em toda a sua superfície o mesmo desenho. que as torna monótonas. incomparáveis em beleza natural. em número ímpar. Os isolados. por ser mais natural. por m3: — 320kg — 280kg — 224kg — 650kg. MADEIRA COMPENSADA (Figs. devem ficar com a parte mais larga embaixo. que elimina as sobras. camas. e coladas. subdivide-se em quatro. grandes e demasiadamente distanciados um do outro. como sejam portas de guarda-roupas. são considerados como defeitos. seis. Seus respectivos pesos são. As veias. A balsa é a mais leve de todas. Os nós de maior efeito decorativo são os reunidos em grupos. As madeiras desenhadas. etc. nem alburno com alburno. Madeiras leves para aeromodelismo. mas as que o têm variado de ponta a ponta.

7. MATÉRIA PLÁSTICA Atualmente fazem-se nos laboratórios dos Estados Unidos acurados estudos. — A construção do compensado é variadíssima. antes de qualquer colagem. a grossura. a . Tipos de compensados. multicerne. e rasgada e colada em todas as emendas. de cerne quadriculado. uma folha de uns 3 milímetros por dentro e um laminado de três folhas de 3 milímetros cada uma. em estufas. os móveis são inteiramente compensados: frentes. O número. 9 ou mais folhas: lamicerne. Pode-se fazer também um compensado garantido com o cerne ripado. lados. às vezes. 5. submetendo-se a madeira (reduzida a serragem. Os tipos mais usados são os seguintes: Laminado de 3. traseiras de gavetas e. Aplicação do compensado. Os compensados têm aplicação também na feitura das pranchetas para desenho. Os dois melhores tipos de compensados são o multicerne e o de cerne quadriculado. de cerne gradeado (construção oca). seja ressecada ao sol. As folhas descascadas ou faqueadas existentes no comércio não necessitam de outro preparo a não ser o de juntar as emendas.compensados é beneficiada nas máquinas ou à mão. variam de acordo com o valor da obra. colado por fora. antes de receber as primeiras folhas. bem como a qualidade das folhas coladas de cada lado do cerne. de cerne ripado e de cerne maciço encabeçado. em ripas. serrada em filetes. em sua maioria. e recortada de acordo com as necessidades do serviço a executar. Há serviços de certa natureza que requerem que a madeira. além de seca. em mosaicos. até as bases e as tampas. — Atualmente. ou ao lume. fundos. A madeira destinada ao cerne dos compensados é aparelhada.

. pode ser trabalhada como massa de pão e transformada em lâminas ou objetos moderados. e aquecendo-a depois à temperatura de 100°C pode-se dobrar. A serragem. Impregnando a madeira de uma solução de uréia. que e um dos produtos mais baratos do mercado. uma vez seca. visto ter-se tornado passiva. torna-se tão resistente como o aço macio. torcer. Essa madeira. para a obtenção de matérias plásticas ou sucedâneos dessa importante matéria-prima. ao invés de o fazer de fora para dentro como sempre tem sido. basta mergulhar a madeira verde numa solução de sal ordinário. Das agulhas dos ciprestes extrai-se um perfume excelente. As fortes impregnações de açúcar de cana reduzem de cerca de 50% a contratilidade da madeira. impregnada de uréia. onde ela se evapora até se conseguir o grau desejado de secagem. Para fazer secar madeira de dentro para fora. ou de uréia. comprimir e moldar a mesma madeira. do bálsamo. Os sais repuxam ou atraem a umidade desde o coração da peça até à superfície. do guácebo e com todas as madeiras aromáticas. o mesmo se faz com a casca da canela sassafrás.maravalhas ou a cavacos) a vários tratamentos químicos.

...0% bastante bastante A caseína constitui a parte mais nutritiva do leite....... o que dá........9% 16....................... .. Fórmula: Caseína ......... goma vegetal e um tipo novo tirado da cola animal................... segundo as madeiras e a natureza do serviço. a proporção é de um quilo de pó de cola para três litros de água...... aproximadamente.... Ela existe também na farinha de trigo.... 60.. Oxido de cálcio ..................... Essa proporção.... — A cola a frio tem por base a caseína (produto do leite animal)..4% 11... Flúor ....... Ácido carbônico ........... da água fria e quente...... — Para esta cola............................... Resiste à ação da umidade.....................CAPÍTULO IV MATERIAIS DIVERSOS COLA A FRIO (CASEÍNA) Procedência........ Água....... entretanto............ e do sol........... Cal extinta ........0% 9... A dissolução é conseguida mexendo-se a mistura com uma ... a percentagem de 70 a 75% de água e 25 a 30% de cola. Preparo.. é variável. preparada e aplicada a frio...

— É com esta cola que são feitos quase todos os compensados dos móveis modernos e dos lambris. fazendo girar. no outro dia. Pode-se também passar primeiro uma solução de sulfito de sódio e.espátula em vasilhame. — As peças coladas com esta cola só podem ser postas à prova de resistência depois de 4 a 5 dias. Algum resto que sobre. Consegue-se. porém. coagula-se facilmente. O melhor modo para dissolvê-la é o que consiste em fechá-la em uma máquina semelhante às antigas sorveteiras de mão. — Com a água de chuva ou destilada a cola dissolve-se mais depressa. mais depressa se dissolve a cola. de preferência de madeira. — Esta cola tem o defeito de manchar as madeiras. uma vez endurecida. preparado com três litros de água. por isso não se presta para a colagem de folhas que tenham menos de 3 milímetros. só pode ser aproveitado no dia seguinte. — Cada quilo de pó de cola. Em todos os casos. A água. — Esta cola. A pressão deve ser lenta para dar tempo à cola se estender. Não se deve preparar mais do que a quantidade necessária para duas horas de serviço. depois. a de sal de azedas. Prova de resistência. barro. louça. juntando-se-lhe certa quantidade de água. Os carpinteiros usam-na para colar as espigas das esquadrias destinadas ao relento. tirar ou clarear as manchas por meio de uma solução fraca de ácido oxálico ou sal de azedas. não se dissolve mais. porém. Rendimento. nunca de metal. mecanicamente. . Restos de cola. Aplicação. ou vidro. as espátulas. deve-se lavar bem em seguida. para. As manchas. a fim de evitar defeitos ao se aplicar o polimento. cobre aproximadamente dez metros quadrados de superfície. e conserva-se líquida por mais tempo. Quanto mais quente a água. Com ela colam-se também as hélices dos aeroplanos.

que figuram nos museus. há milênios cultivado grandemente na Manchúria para o fabrico do queijo e de coalhadas. COLA DE GELATINA (OU ANIMAL) É uma matéria viscosa. gregos e romanos conheciam a cola a frio. a cola torna-se extremamente econômica. transparente. — Conta-se que já os antigos egípcios. Finalmente. Dele se extrai uma proteína semelhante à caseína do leite e com a qual também se fabrica cola para compensados. Adoção. pois é de secagem Por prejudicar a saúde de quem a prepara em vasilhames muito lenta. conhecida pelo caboclo por "cola dos violeiros". ainda não foi aplicada. História. — O feijão de soja. Entre nós. que incha pela . 5) Por manchar a madeira. quando moido e posto na água dá um leite com característicos semelhantes aos do leite animal. incolor. produzido por um parasito. — Eis algumas razões pelas quais certas oficinas deixam de adotar esta cola química: 1) 2) abertos. Cola vegetal. chineses. Sendo um feijão de cultivo fácil e de grande rendimento. 3) Por não dispensar a cola de gelatina.adicionar-lhe a porção do pó correspondente. Caseína de soja. foram feitos com essa cola. por certos tipos dentarem as ferramentas. Por não se prestar para serviços urgentes. Supõe-se que seus móveis milenares. — Há um fruto. 4) 6) Por exigir maior pressão. porém. É a cola dominante nos Estados Unidos. que fervido dá uma cola especial refratária às intempéries.

Aplicação. por mais diluída que esteja. quando velha. com uma espátula de madeira. O líquido obtido produz. uma vez arrefecida. serviços esta cola aplica-se delicados. Deve-se prever e predispor tudo antes de passá-la. Inchando pela ação da umidade. vantajosamente urgentes. cola clara ou de Ducado. cola de Holanda. na autoclave. tratando-os pelo ácido clorídrico diluído e submetendo-os. Diferentes nomes da cola de gelatina: — cola branca ou diáfana. cola inglesa.ação da água fria e dissolve-se na água quente. pois. É estendida na superfície das peças com o auxílio de um pincel ou da trincha. à ação de uma temperatura de 300° C. gelatina coagulada: cola forte. aplicada a quente. cola de Coqueiros. A cola de gelatina. Cola de peixe. particularmente nas folhas de menos de três milímetros de espessura. não se presta para serviços expostos ao relento. do fundo da panela. O tanino e o álcool precipitam a gelatina de suas soluções. cola hamburguesa. Preparo. isto é. sem aperto. não é boa. Extrai-se da carcaça e dos tendões dos animais. a gelatina é dissolvida a banhomaria. — Esta cola é fornecida pelo bucho e pela bexiga . nem sai para fora. A cola a quente não espera nada. — Por ser de secagem relativamente rápida e por não manchar a madeira em como todos a os de caseina. e destacada de vez em quando. Esta cola. fazendo-os ferver com água. A colagem feita pela simples fricção e contato das duas peças. perde suas qualidades devido ao processo químico chamado hidrólise. cola de Flandres. não deve ter a consistência do xarope nem a fluidez da água. não penetra nos poros. porquanto os fios capilares que a cola forma nos poros não penetram fundo. pelo resfriamento. — Depois de triturada.

próprias para estofamentos de sola. 15 x 18. nas boas marcenarias. em móveis ordinários. Há tachas (ou pregos) de várias formas. servem para pregar caixas de madeira demasiado mole. 14 x 18. puxadores estampados. Os pregos. ao passo que a carpintaria prefere os primeiros. PREGOS E PARAFUSOS Os pregos. a bem dizer. mas hoje também os marceneiros empregam-nas para segurar as folhas . grossos ou finos. 17 x 24 e 17 x 27. Há outros quadrangulares. pela resistência que oferecem. 10 x 10. Os balmazes servem para colocar as vistas das fechaduras. — Há pregos redondos com e sem cabeça. mais próprios para caixas. etc. 9 x 9. para a colocação dos vidros. Entra na composição da cola que se usa para colar correias de sola. serviços delicados e para marcar algumas cavilhas em trabalhos difíceis. cujos números vão de zero a 12 ou mais. 12 x 12. As tachas são umas brancas e outras pretas ou violáceas. as arestas. Os redondos com cabeça. são resistentes ou fracos. 8 x 8. Cada tipo de prego. são os seguintes: 6 x 6.natatória do esturjão ou solho-rei. isto é. Os números de pregos mais próprios para a marcenaria. 13 x 15. com cabeça. de cabeça bombeada. A marcenaria gasta quase exclusivamente os segundos. 7 x 7. Os pregos rosqueados e com fenda. só servem para engradados. tem sua aplicação especial. que imitam parafusos. Balmazes são preguinhos de ferro ou de latão. Antigamente o uso das tachas era privativo dos estofadores. Estes chamam-se arestas. relativamente ao comprimento de cada um. couro e pano couro.

0 10.0 Números das pontas de Paris.9 6. não fura a madeira. Mecânica e Importadora de S.4:4mm e 4 décimos).9 1. N.8 29 espes.7 3 0.° em mm em mm 2 0. Nota — No comprimento não se inclui a espessura da cabeça.8 4 7 1. Paulo. 30 multiplicado por 2. com e sem cabeça. N.9 24 27 8.28 é igual a 68. FIEIRA DE PARIS — É uma chapa redonda de aço. a grossura das chapas de ferro.finas dos compensados.4 9. O prego. da Comp.2 3. Há cem anos atrás o prego era feito a martelo.° espes. e amolgava-se a que limita a penetração.4mm. Dimensões dos pregos. em mm 1.28mm (2 milímetros e 28 centésimos). que tem 30 furos e uns tantos rasgos. O segundo número refere-se ao comprimento do prego em linhas portuguesas.4 19 22 5. 4 .° 5 10 15 20 25 30 espes.0 1.4 7.3 9 12 1. ao ser introduzido. Pregando-o obliquamente segura mais do que o prumo.2 28 8.4 N.6 N. em mm 0.0 14 17 3.o 1 6 11 16 21 26 espes. valendo cada linha 2.° espes.1 1.6 2. servindo aqueles para medir o diâmetro do arame. Afilava-se a ponta que penetra na madeira. — O primeiro número representa o diâmetro do prego pelo sistema Fieira de Paris4.4 4. — 5x5 — 6x6 — 7x7 — 8x8 — 9x9 — 10 x 10 — 11x11 — 12 x 12 — 13 x 15 — 14 x 15 — 14 x 18 — 15 x 15 — 15 x 18 — 16 x 21 — 17 x 21 — 17 x 24 — 18 x 24 — 18 x 27 — 19 x 27 — 19 x 30 — 19 x 33 — 20 x 30 — 20 x 33 — 21 x 33 — 21 x 36 — 21 x 42 — 22 x 42 — 22 x 48 — 23 x 54 — 24 x 60 — 25 x 66 — 26 x 72.7 4. afasta-lhe as fibras.4 2.0 18 3.6 1.5 2. Exemplo: um prego de 20 x 30 (20 pela Fieira de Paris é igual a 4. em mm 0.8 13 2.9 7.4 23 5. TABELA DE CHAPAS E ARAMES SEGUNDO A FIEIRA DE PARIS N. e estes.2 8 1.

dobrado em arco ou em ângulo reto. — Os parafusos classificam-se em parafusos de fenda. É um parafuso de fenda. cantoneiras. O prego de n. de ferro latonado. o goivete. também apertados com as duas últimas chaves mencionadas. com a sagueta. chapas. Quando aplicados nestas cadeiras. redonda e bombeada. e que são também aplicados nos guarda-roupas.° 17 x 27 é feito por outra fábrica. têm aplicação nos serviços de desmontar: cadeiras ordinárias.Os pregos sem cabeça (arestas) vão de 5 x 5 a 19 x 27. na largura da cabeça. tais como o esgache. pelo menos o dobro da grossura da peça a ligar. Os três primeiros dessa classificação servem para segurar fundos. nos bufetes. Os parafusos de fenda medem-se no comprimento. de cabeça chata. nos compassos de madeira. cadeira de bordo. Os parafusos de porca. como fechaduras. etc. que se apertam com repuxo. faz-se-lhes. São apertados com a chave de fenda. banco de marcenaria. dobradiças. puxadores. a qual. . há ainda os parafusos de cama. Além desses. cobreado e niquelado. Escápula. Os parafusos de borboleta têm sua utilidade prática nos bastidores. em certas estantes de música e em algumas das ferramentas do marceneiro. Os de rosca soberba usam-se mais em carpintaria e são rosqueados com chaves de boca e inglesas. Nesta há um furo rosqueado em que se aloja a rosca da cabeça bombeada. e. O parafuso mais interessante é o que cobre o furo dos espelhos de colocação moderna. destinada a cobrir todo o furo do vidro. por milímetros. O prego deve ter. uma fenda na cabeça. — É um prego especial. Os parafusos. de ferro. nas escrivaninhas e noutras peças de desmontar. etc. para girar no encaixe. no comprimento. gaveteiras e ferragens em geral. deve ser redonda. por polegadas. de latão. de cabeça chata. que serve para pendurar quadros e armação de cortinas. etc.

terá dissolvido o metal de que o parafuso é feito. Logo em seguida tira-se o parafuso facilmente. que lhe emprestam o nome. — A lixa é papel em folhas ou em bobinas coberto por uma massa impregnada de areia moída e peneirada. São as dejeções vulcânicas lançadas ao mar. são encerados. Extração de parafuso enferrujado. como bolhas de ar dispostas em carreiras. A mais importante exploração da pomes encontra-se em Lípari (Itália). esverdeada. em lixadeiras mecânicas. Esta. — Aquece-se a cabeça do parafuso durante alguns minutos com haste de ferro chata na ponta. com água de Javel. volta ao estado normal pelo aquecimento ao lume durante alguns segundos.Para isentá-los da ferrugem. . MATERIAIS PARA POLIMENTO A lixa. torcendo-o com chave de fenda. a ponto de não poder ser usada. antes de serem aparafusados nas peças. — A pedra-pomes pode ser considerada como vidro dos vulcões. sedosa. da cola e da homogeneidade dos grãos de areia nela empregados. Parafuso quebrado. Outra lixa. A pedra-pomes. e que também se usa para lixar madeiras. engraxados ou ensebados. Sua aparência é opaca. A lixa de bobina é usada pelas grandes fábricas de móveis. que serve para alisar as madeiras. no sentido do corrimento da lava. A qualidade da lixa depende da qualidade do papel. A lixa amolecida nos dias chuvosos e úmidos. ao fim de um dia. — Pele áspera e escamosa dos peixes. — Destrói-se o parafuso que quebra e fica dentro da madeira.

. 9) Suporte para vidros. — Peça de metal estampado ou fundido em que descansam as prateleiras da vitrina.Usam-na os envernizadores para encher os poros das madeiras. Chama-se também bisagra e charneira (Fig. 8 e 9). Gonzo que consta de duas peças unidas por um eixo comum. 4) Aldrava. com rosca na extremidade direita. que se coloca nos cabides dos guardaroupas (Fig. — Espécie de fecho a unha. 3 e 4). FERRAGENS PARA MÓVEIS 1) Fechadura. 122 — 12). as janelas e as tampas de caixa. 122 — 1. por meio de uma lingüeta ou hastes movidas por chave. de cremona — para portas de correr — para escrivaninha americana — para caixa. molas — ordinárias). 122 — 6. 122 — 10). 122 — 11 e 19). alisando-lhes a superfície ao ser estendido o verniz. de encaixar. fecha a porta ou gaveta em que é pregada (Fig. 7. 7) Fecho automático. e que se faz correr com a mão (Fig. 6) Vaivém. 122 — 5). 5) Ferro pedrês.). que funciona automaticamente por meio de um pino e uma mola. — Tranqueta de metal que mantém a porta Dobradiça. — (De vara — para caixa — americana — de fechada e que se faz correr com a unha (Fig. do bufete. 8) Gancho para cabides. — Peça de ferro ou latão que tem uma das extremidades dobrada no esquadro e a outra munida de um pitão. — (De embutir. 2) 3) Fecho a unha. da cristaleira. — (Ordinário e de esfera) — Ferragem de movimento alternado com que se mantêm fechadas as portinholas (Fig. sobre o qual giram as portas. e que serve para fechar as portas por dentro. Maquinismo de ferro ou latão que. 2. — Espécie de fecho para manter fechadas as portas. — Pecinha de arame recurvada.. .

11) Chapa para parafusos de cama. — Peça de metal ou madeira. em que são pendurados os chapéus. as capas. portas. 13) Chapas para guarda-roupas. (Fig. 12) Gancho para porta-chapéus. que segura os espelhos e os vidros sobre as peças (Fig. sobretudo nos guarda-roupas (Fig. Tem aplicação também nos guarda-roupas desmontáveis. 10) Parafusos de cama. que se encaixa e aparafusa nas cabeceiras com a porca embaixo (Fig. (Fig. e que se aperta e desaperta com o repuxo. 122 — 13). 122 — 14). — Jogo de peças que consta de duas chapas e um parafuso de ferro. 14) — 17). 15) 18). — Pecinha de metal. 122 — 15). por onde se puxa. de variadíssimos feitios. 122 — Garra para espelhos. 122 . Puxador. que se afixa nas bases. 122 — 14). rosca fina e porca. — Parafuso que tem a cabeça esférica atravessada por quatro furos. nos lados e nos frisos dos móveis desmontáveis. etc. etc. dobrada em ângulo reto. (Fig. — Peça de metal encurvada. (Fig. 122 — 16). etc. para abrir gavetas.etc. — Peça de ferro com três furos.

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ser movidas com facilidade (Fig.16) 17) Pingente. 18) Rodízio. entradas das chaves para ornamentá-las (Fig. 122 — 22). — Chapa de metal que se põe nas geralmente com entrada para chave (Fig. 122 — 20). Espelho ou entrada. . — Pequena roda ou esfera metálica que se afixa aos pés das cadeiras e das mesas. 122 — 21). para que estas peças possam. — Puxador que pende em forma de pingo. rolando.

Às vezes são lisos. É colocada na parte inferior das portas das cristaleiras. triplo de 4 a 7mm e de cristal. duplo. 20) Chapas para cama. A colocação da aldrava é feita na prateleira e o pitão em que enrosca é rosqueado na porta. se a fechadura é de cremona. O vaivém. para não arrastar na base ou no pilar. o lombo deve ficar na face interna. Técnica de colocação. — Ferragem composta de uma peça com 2 ganchos e outra com 2 furos em que entram os ganchos e que são aparafusadas. Espelho. outras vezes biselados e até lapidados. 122 — 25). a primeira nas barras e. Assim. Mas. das vitrinas e das armações (Fig. 122 — 23 e 24). varada ou até o meio da grossura da madeira. na porta. esta pode ter um pequeno lombo do lado de fora. Colocam-se as fechaduras começando sempre pela entrada da chave. . há espelhos de vidro simples. — Tem esse nome a lâmina de vidro ou de cristal estanhado na face posterior. nas cabeceiras (Fig. que pouco deformam a imagem que refletem. Quando a fechadura trava no meio da porta. Os espelhos se definem pelo material de que são feitos. e a respectiva chapinha. a dobradiça é encaixada parte na porta e parte no lado. — No caso em que a porta remonta no lado. Atualmente fazem-se espelhos de vidro triplo especial. segundo se a fechadura é de encaixar ou de embutir. se a porta fica entre os pilares. 21) 122 — 26). Mas. cujas hastes prendem no friso e na base. a segunda. nestes não se faz encaixe algum para a dobradiça. completada por uma ou duas peças com esferas.19) Corrediça de metal. é colocado na peça. — Ferragem semelhante a um trilho dobrado em forma de T invertido. Suporte de metal para limitar a abertura das portas (Fig.

passa a ter o campo retificado por desempenadeiras radiais mecânicas.Além de terem o campo plano quase perfeito. no sentido transversal. que é o em que a pessoa que se mira mais se movimenta. depois de fundido. que lhe . são feitos de modo a ficarem colocados com as pequenas imperfeições produzidas pela fundição. O cristal de superfície plana.

o espelho é seguro por meio de rolhas pregadas com pregos. e o vidro é colocado com cordões de madeira mole aparafusados ou pregados com arestas. Entre o vidro e a madeira sempre se deve deixar uma folga da . requer que estes sejam lapidados. O cristal distingue-se do vidro por ter a cor menos esverdeada do que este e porque reflete nitidamente a imagem. A face do lombo do vidro. deve ficar sempre para fora. mesmo em movimento. Para lhes aumentar o efeito decorativo. que o sobrepõe ao quadro ou compensado com os cantos à vista. e lapidados quando são postos como prateleiras ou sobre as escrivaninhas para lhes proteger o verniz. deve ser arrancado antes que o quebre. A colocação moderna do espelho. O prego que. a qualquer distância. para não quebrar. também os vidros que pomos nos móveis finos costumam ser chanfrados em bisel. sem deformá-la. Eis por que o cristal não tem grossura certa. Nos rebaixos. — Corpo frágil e transparente obtido pela fusão de areia silicosa com soda ou potassa.alcançam até mesmo a depressão mais funda. tomar a direção do vidro. Vidro. ao ser batido.

A ferragem própria para afixar os espelhos sobrepostos à peça são as garras de metal fundido. as chapinhas dobradas em ângulo reto e os parafusos especiais.grossura de um papel. a fim de que a peça faça os seus movimentos sem partir o vidro. não poderia ser usado. visto deformar a imagem. . Se se fizesse um espelho com a superfície côncava ou convexa. quando o espelho é furado propositalmente para isso. produzindo aberrações.

tira essas imperfeições e deixa outras. de pedra-pomes. ao alcançá-los. como faziam os antigos. etc. em diagonal e ao correr das fibras. A perfeição do bom polimento tem por base o aparelho perfeito da plaina fina. etc. da água de cola. alcança os revesos e deixa depressões ou tremidos. direita e bem capeada.CAPÍTULO V CONSTRUÇÃO NOÇÕES GERAIS De que depende o bom polimento — Coluna em espiral — Folhados de peças pequenas — Meios para curvar almofadas — Folhas e processos de folhar — Prensagem — Percentagem de perda — Os compensados — As pranchetas — As cavilhas — Utilidade dos orifícios nas construções ocas — Para que se aquecem as peças — A massa — As portas — Junções em marcenaria — Junções dos cantos — Consertos de fechaduras — Como evitar o topo das peças maciças. e muito menos por meio da plaina de dentes. — O polimento perfeito dos móveis não se consegue por meio de raspadeira. isto é. passada em sentido transversal. a raspadeira. De que depende o bom polimento. . Quando a plaina ou garlopa deixam revesos abertos.

não pelo defeito do polimento ou do aparelho.E não se diga que isso só acontece àqueles que não sabem manejar a raspadeira! Quando se quer que a superfície de uma obra de alta marcenaria fique absolutamente sem ondulações de plaina ou de raspadeira. pelos de madeira mole. Coluna em espiral. etc. mais deve cortar o ferro da plaina. É diferente da construção. Esta imperfeição nota-se muito no pinho-doparaná. entre a lixa e o lixador. porém mal acabada. — É a conclusão. Não raro acontece aparecerem imperfeições nas superfícies dos móveis. aperto ou fricção machuca o móvel. Na operação de polimento. folhar um canto para encobrir as juntas. As partes amassadas. Às vezes. quase do tamanho de uma folha de lixa. caso contrário. um feltro ou várias folhas de lixa fina e gasta. e vice-versa. Acabamento. as últimas passadas devem ser dadas pondo. lustrar. polir. mas pelas deformações das marchetarias ou dos compensados. por deixar muitos tremidos. a parte comprimida volta ao nível primitivo com água quente. ora por não estarem com a cola suficientemente seca ora pelos defeitos de construção. A raspadeira americana só deve ser adotada no polimento dos móveis ordinários. quanto mais mole a madeira. — Se uma pancada. assentar a ferragem. São os pequenos remates. — Para se obter meia-coluna folhada em . de cortiça ou de pita. os defeitos de polimento são devidos à falta de lixa. Uma peça pode estar muito bem construída. Antes do polimento deixa-se secar bem a peça. o aperfeiçoamento da obra. homogênea. e grandes. Quando se faz uso do lixador de madeira. como o de emassar. remendar. tendo-se a peça no nível. substituem-se os lixadores de borracha. as veias moles que foram comprimidas pela ferramenta cega sobem produzindo defeitos ao ser envernizado o móvel.

Os alfarrábios de marcenaria adotavam. Esse trabalho necessita ficar sob pressão pelo menos 12 horas. feita em tomos especiais. cola-se-lhe de um lado papel forte ou pano e espera-se até que este fique bem seco. de cada lado.espiral ou torcida. posto em caixa sem tampa e bem resistente.° — Parafina-se bem internamente o molde de aperto de cima. e que um se ajuste perfeitamente no outro. 7. que resistiam à pressão dos grampos. procede-se à colagem.° — Corta-se a folha em diagonal na largura certa. deixando apenas a folga da folha: 1 a 2 milímetros. 6. que produzem efeitos quiçá mais belos do que o da coluna salomônica. que irá servir de base aos grampos. os óvulos e todas as peças curvas. procede-se da seguinte maneira: 1. posto em caixas de madeira. porém. — Folham-se as pequenas peças de superfície curva regular ou irregular pelo processo antigo do saco de areia quente e fina. provavelmente devido à falta de máquinas perfeitas. aquece-se bem a coluna e o molde e. esse calço. de uns 2 centímetros. dispostos obliquamente. do tamanho que se queira. e uns 3 centímetros em cima para a necessária resistência. tendo-se os grampos indispensáveis adrede preparados.° — Preparam-se para a tupia 2 ferros de aço. O "tortilhão" (coluna salomônica) imita-se com torneados de contas. que seja mais largo do que o miolo uns 2 centímetros de cada lado.° — Tupia-se com o ferro côncavo o miolo da coluna.° — Com o ferro convexo faz-se o molde que servirá para o aperto. Apertase com grampos a peça entre a areia e um calço sobreposto. o processo do saco de areia fina e quente. 2. tendo-se . 3. sendo um côncavo e outro convexo. Folhados de peças pequenas.° — Finalmente. margens essas que servirão para equilibrar o molde de cima. para revestir com folha as molduras.° — Aparafusa-se um calço parafinado. que será de madeira mole. 5. com sobra. as colunas. por baixo do miolo da coluna. 4. com madeiras listradas.

que deve ficar convexa. pondoas com a face. pelo seu tamanho e formato. Basta colocar a peça no chão. — Muitos são os modos de curvar almofadas para móveis bombeados.forrado previamente a face externa da folha. passando-lhe. Seja a folha para esses pequenos trabalhos de espessura não superior a 5 ou 8 décimos. Fechandolhe bem os poros. sobre uma tábua molhada. na hipótese de que haja sol quente. enquanto um fogo brando lhe faz contrair a face de baixo. e que consiste em se afixar com dois preguinhos a peça a ser curvada sobre uma armação. água quente. sempre que se verifique estar secando. Meios para curvar almofadas. Não havendo sol. Enverniza-se. para que ela se retraia do lado em branco. podem as peças ser curvadas. na mesma face. água quente na face superior. (sendo esta pouco maior que a peça) com pano ou papel forte. a fim de expelir a sobra da cola. É ocioso dizer que estes folhados. que não são compensados. porém o mais prático é o que vai indicado na figura 123. 123 Em dias de sol abrasador. por alguns minutos. passando-lhes. de quando em vez. Fig. requerem aperto de longas horas. recorre-se . primeiro. a face que vai ficar convexa. a operação torna-se ainda mais fácil. O aperto para qualquer colagem deve ser feito sempre do centro para fora.

Todas as folhas serradas são mais caras. Folhas e processos de folhar. com serra de dupla braçagem e os dentes sutados metade à direita. umas devido à estrutura e outras por não poderem ser tratadas pelo vapor. Há três tipos de folhas: serradas. para serviço curvo como as cadeiras austríacas. encaixada num pedaço de madeira. como o guaximbe. atingindo um alto grau de desenvolvimento. mas dão melhor serviço.ao fogo Quando se precisa vergar madeiras flexíveis. Os antigos obtinham folhas serrando-as à mão. devido à perda de corte e ao processo demorado de serragem. Os instrumentos para cortar folhas finas devem ser: uma serrinha sem trava. 124). faqueadas e descascadas. Há madeiras de rara beleza que só podem ser serradas. só de uns anos a esta parte ela se generalizou. sem sofrer alteração na sua cor natural. uma faca bem amolada e um compasso com serrinha numa ponta. etc. Quanto mais fina a folha. cozinha-se a madeira em cubas ou em canos atravessados por vapor quente. — A técnica de colar madeiras preciosas em madeiras ordinárias é de origem remotíssima. o óleo. tanto melhor deve ser preparada a base compensada. A folha serrada mais fina é de quinze décimos de milímetro. metade à esquerda. o tambetaru. para curvas (Fig. Todavia. .

cujas lâminas são de 0. O segundo tipo de folhas de 8 décimos a 3 milímetros é produzido pela máquina denominada faqueadeira. cuja lâmina mede três milímetros de espessura na trava e que assenta de prancha sobre a face da tora. tanto mais trincam ao subir pelo chanfro da faca. Para a fabricação das folhas. Estas folhas. no que gira uma tora redonda. só se prestam para os cernes dos compensados e para caixotaria. em posição tangencial à tora. tanto faqueadas como descascadas. As folhas de três a quatro milímetros são serradas por uma serra horizontal.As folhas mais finas são serradas em serras horizontais. cuja faca passando transversalmente sobre o bloco de madeira adrede preparado destaca do mesmo as folhas uma a uma (Fig. Quanto mais grossas são as folhas. 125). em 8 horas de trabalho. nas quais as toras são colocadas em pé e a folha é destacada. também de vaivém. lhe destaca uma camada de largura indefinida. A folha descascada é produzida por um torno inventado em 1890. que são de inferior qualidade. de cima para baixo. como se estivesse desenrolando um papel em bobina (Fig. que chegam a produzir. da parte frontal da tora. da qual tira uma folha de cada vez. de vaivém. enquanto uma faca. . 126). Estas máquinas atingiram tal grau de perfeição. até 3 000 folhas.7 a l mm de espessura inclusive a trava.

mas que muito desagradam e desmerecem o móvel. Nem mesmo o móvel compensado de boa construção se recomenda. Pois toda folha faqueada ou descascada. e daí a razão de se partirem mais do que aquelas. com a limpeza.as toras são submetidas a um tratamento a vapor úmido. a forma e com sacos de areia quente (Fig. . A folha grossa descascada é a vergonha do bom marceneiro. ressecando a madeira. a martelo. à entrada de um pó finíssimo que aparece a certa distância. que vemos diariamente nas lojas. devido à docilidade de seu corte. E quanto mais grossa a folha." E esse moço não faltara com a verdade. Deve-se a ela o enrugamento da superfície dos móveis. ao passo que as nossas são mais rijas. de meio ou mais milímetros. é partida pela faqueadeira. As folhas. Há pouco tempo as toras eram cozidas num banho de água quente. Será talvez por esses defeitos que os fabricantes de pianos só trabalham com folhas serradas de um e meio milímetros para cima. tanto maiores os defeitos. ao saírem das máquinas. não há muito. em tanques especiais. das madeiras de clima frio. são dependuradas em galpões arejados. — Há muitos processos para se folhar: a prensa. as pequenas trincas se abrem dando lugar. para a secagem natural. mesmo posta no interior do compensado. a cordão. Disse-me. São milhões de defeitos. a grampos. pequenos. devido ao material descascado e faqueado que a grande maioria dos fabricantes emprega. menos resinosas. É que. com sargentos especiais. a fita. Defeitos que vão se acentuando à medida que o móvel envelhece. 127). antes de irem para as máquinas. As folhas de meio milímetro. Prensagem. são quase perfeitas. um tapeceiro de São Paulo: — "Não conheço na Capital uma única família que esteja contente com os móveis de folha fina faqueada.

O serviço grande. em curvas e em pequenas superfícies. umedece-se com água quente a folha.Para se folhar a prensa. por guardarem aquelas mais calor. de preferência. Quando as folhas têm mais de um milímetro. de muitas peças. em lugar das chapas. É mais próprio para folhas de 6 décimos e de madeiras macias. do tamanho das peças. nem penetra nos poros. opera-se do seguinte modo: aquecem-se uns compensados laminados de 9 milímetros de espessura. até que a aderência seja completa e a sobra da cola . aquecem-se os cernes e colocam-se entre as peças jornais velhos para evitar que fiquem coladas entre si. apertando-se esta com muita força. nem sai. em lugar das de alumínio ou zinco. aplica-se a folha que é logo estendida por um martelo de pena grande (Fig. ou chapas de zinco ou de alumínio. porque a cola de gelatina. quando esfria antes do aperto fica semelhante à borracha. de preferência. O processo de folhar a martelo é usado. Para se folhar a martelo procede-se assim: Aquece-se um ferro de engomar. um tanto fluida. Passa-se cola bem quente. as lâminas de madeira para interpôlas quentes sobre as folhas finas. Põem-se os compensados entre as chapas quentes e colam-se na prensa. passa-se a cola um tanto consistente sobre o compensado e a folha. 30). sobre os compensados e as folhas e pregam-se estas com quatro tachas. deve ser subdividido e colado em parcelas. Adotem-se.

aquecendo-se. Só se folha a grampos peças pequenas e nas oficinas em que não há prensa. a aderência que produz não é muito boa. esquadrejamento. tanto simples como mistas. pois. A quebra das madeiras compensadas é apenas de 10 a 15%. que não mancha. As curvas. etc. Percentagem de perda. carunchos. coloca-se por cima. uma lâmina de madeira flexível ou de zinco. além de alterar a superfície. O aperto desses sargentos é feito a grampos. a operação torna-se mais fácil. aplicados diretamente sobre folhas de 2 a 3 milímetros. O mesmo se faz para colar um filete mosaicado numa curva. O sistema de folhar a martelo deve ser adotado só quando se tratar de móveis mal pagos. — Perde-se da madeira maciça. . estando este preso numa simples caixa de madeira. Se a folha for mais fina. Atualmente já se cola até a folha externa com cola a frio. cerca de 40 a 50% entre trincas. ao ser trabalhada. aparelhos. Passando-se a plaina de dentes nos compensados a serem folhados a martelo. aplica-se por cima uma chapa de madeira ou metal que fique entre o sargento e a folha fina. para protegê-la e evitar que se trinque. mas a peça que recebe a folha. pouco espaçadas umas das outras. sejam de preferência folhadas sob pressão dos grampos ou da prensa. não a areia.expelida. Quando a folha que vai servir para revestir uma superfície curva é muito nodosa ou revesada. serragem. Estes sargentos dão ótimos resultados. em saco de areia fina e peneirada. O processo de folhar a fita ou a cordel é próprio para superfícies redondas. Os sargentos especiais para curvas devem ser feitos de madeira e cintas de chapas de ferro galvanizado. porque a sobra da cola penetra nos pequenos sulcos. poupando o trabalho de expulsá-la para fora.

Compensado. se equilibram. para obter a estabilidade que falta à madeira maciça (Figs. 128 a 158). se contrabalançam no movimento de retração e dilatação. de que é composto. — Diz-se compensado (e não comprensado) porque as folhas trançadas. .

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pode-se pôr uma borracha. O compensado feito com madeira seca ou ressecada artificialmente fica indiferente a qualquer variação de temperatura. Entre a forma e o compensado. — As ripas. 159). .Formas para compensados curvos (Fig. quanto mais juntas. melhor.

Se as madeiras com que se fazem os compensados não forem absolutamente secas. pondo a perder o serviço. Aquele que pretende tirar os compensados da prensa. eles se deformarão. sobre um compensado do tamanho da prensa. por meio de ripas aparafusadas e cunhadas. fracassará na certa. na hora de se porem as duas primeiras folhas. recortá-los e com os mesmos começar e acabar qualquer serviço na hora. O principal característico dos compensados é a sua elevada resistência. colam-se todas as juntas do cerne. ou ainda. Conserva-se durante a colagem o tabuleiro de cima quase . com a cola animal. Essa colagem pode ser feita com cola a frio. por meio de guias em dois lados e parafusos no outro. ou na prensa. Assim como as madeiras maciças precisam ficar estacionárias de três a cinco anos antes de serem trabalhadas. Quando se quer serviço bom. assim também os compensados não devem ser empregados nas obras sem terem passado por uma ressecagem de três a cinco meses.

superior e inferior. Nas duas faces. continuam higroscópicos. isto é. com a faculdade de absorver ou emitir umidade e. cola-se-lhe uma folha de papel para só retirá-la pouco antes de ir à lustração. Se se quer estabilidade. ficando os tabiques na posição vertical. Nos casos em que se folhe um lado só. que prejudiquem os tabuleiros da prensa. só na extremidade de baixo. sujeitos a deformações possíveis. ou de consistência igual. deve-se no ato da colagem. Pregados estes numa armação. Nunca se devem depositar compensados no relento ou em galpões abertos. As folhas devem ser sempre de espessura igual para ambos os lados. para que esses cernes não excedam. Quando se quiser folhar cada lado com madeiras diversas na espécie. As folhas de mais de um e meio milímetros de espessura são entabicadas de corte e não de prancha. nem encostá-los na parede com um canto no chão. a fim de se isentar o compensado de algum desequilíbrio.encostado nas ripas. envernizam-se ou pintam-se as duas faces dos compensados. molhar ó lado oposto. isto é. Quando a folha interna for mais higroscópica que a externa. No centro deixa-se uma junta sem cola. coloca-se uma folha de jornal. 117). a largura da plaina em que serão aparelhados para lhes alcançar alguma diferença de nível. para descê-lo definitivamente depois de realizado o aperto cora os parafusos laterais. Enquanto não tiverem suas faces externas convenientemente impermeabilizadas. permitem a entrada das folhas por cima (Fig. conseqüentemente. dar tanto interna como externamente a mesma disposição das fibras. mas nos lugares fechados e secos. — Instrumento de Física utilizado em certas . evitando-se. Higrômetro. E indispensável fazer sempre na face interna o mesmo desenho da externa. verifique-se primeiramente se as madeiras são da mesma higroscopicidade. na largura. assim.

As pranchetas. A madeira em branco ora absorve. de veias direitas e sem nós. confeccionadas de madeira verde ou imprópria. A madeira deve ser sequíssima.marcenarias para medir o grau de umidade do ambiente em que se trabalha ou em que se depositam os compensados e as folhas. as travessas rachariam pela pressão do ar e da cola. 3. mas unicamente nos furos e em quantidade que. forma a presa. Sem os frisos. ao subir. ora desprende umidade e. Os frisos servem para a saída do ar e da cola. seca. — As cavilhas devem ser de madeira dura. As pranchetas podem ser feitas de diversos modos. antes de ser acabada. Ao colar a primeira metade da cavilha na travessa não se deve passar cola naquela. encabeçada. Muito contribuem para a deformação e empeno dessa peça a falta do verniz que fecharia os poros da madeira e as travessas coladas nas cabeças. As cavilhas. a uma longa ressecagem. ao sol ou ao lume. fende-se e empena.a) Prancheta de madeira maciça e bem seca. entorta-se. com as travessas coladas só depois de toda a madeira ter sido ressecada na estufa. encabeçada com as travessas não coladas. pouco experientes.a) Prancheta de madeira compensada e submetida. — As pranchetas para desenho. Não devemos fazer as cavilhas com os sulcos muito fundos nem rasos demais.a) Prancheta de madeira maciça. As melhores construções são as seguintes: l. ao subir. mole. . mas com alma e parafusos que correm em pequenos rasgos nas travessas. e a cavilha não iria até ao fundo. 2. e esta. estando presa nos topos. têm envergonhado muitos marceneiros. mas poucos são os que oferecem serviço garantido. não suje o serviço. de veias direitas e homogêneas. Aquelas ficariam fracas e mal coladas e estas não deixariam sair o ar e a cola com certa facilidade.

emassando-se muitos dias antes do último polimento. nem tão pouco se grosam ou Uniam as cavilhas. ou fria. o que. antes que a cola esfrie. derretida sobre o furo com um ferro bem quente. O serviço feito com cavilhas não se prova. faz inchar as cavilhas.a umidade. se contrai muito: afunda. nos dias frios ou úmidos. A massa. Evita-se esse gravíssimo inconveniente. etc. — Servem os orifícios para a entrada e circulação do ar. Utilidade dos orifícios nas construções ocas. armando-se o serviço em seguida. emassando com goma-laca fundida. NOTA — O aquecimento demasiado é prejudicial por queimar a cola. Para que se aquecem as peças a serem coladas. que deve extrair os 70% de água da cola e a umidade das madeiras. — O marceneiro não deve se esquecer nunca de que a massa feita com raspadura de madeira e cola quente para emassar os furos dos carunchos. adote-se uma guia de madeira furada e pregada no lugar. para obter maior resistência. Para se armar com precisão qualquer serviço com cavilhas. deixando um defeito visível depois de envernizado o móvel. esses furos devem ser tampados com redinha metálica ou madeira. para fazer o aperto sem precipitação. Ao colá-las deve-se usar cola grossa. Estas são passadas na cavilheira só para serem estriadas. faz rachar as peças. A cavilheira não serve para desbastar as cavilhas. O sistema de aquecimento das peças deve ser observado sempre que se queira um trabalho feito com escrúpulo.Elabora em erro quem lava as cavilhas para lhes tirar a cola que sai para fora. Nas boas oficinas só se cola com as peças frias nos dias quentes do verão. 5 . ou quando as cores o permitam. que suja menos e segura mais. e a fuligem da fumaça não é menos nociva por ser gordurosa. para dilatar os poros das madeiras. porque a água quente. Uma vez seca a cola. evitando destarte que venham a servir de ninho a certos bichos caseiros. para se empregar cola pouco mais consistente. particularmente. e para obter as juntas bem fechadas.5 — Isto convém. para lhes extrair. Sem eles a peça mofa interiormente. e com o tempo empena e descola.

todas as peças da receita. quando fazemos uma peça simples. Faz-se massa rápida amassando gesso com verniz de goma-laca. entortam e empenam em pouco tempo. desempena-se bem a frente do móvel. usada pelos vidraceiros e carpinteiros. As portas. 2) Serram-se as mesmas peças.Formam-se tarugos de goma-laca para esse fim. envolvendo-a num pano e mergulhando-a em água fervendo. — Antes de se assentar uma porta. — A marcha das operações. 4) Galga-se na largura e grossura. ou cobrindoa com papel molhado em água morna. 7) Respiga-se. em cima e embaixo. mas. 6) Fura-se. Construção de peça simples. Se os montantes são tortos. 3) Desempenam-se face e canto. o lado convexo é posto para fora quando leva fechadura comum que trava no meio. com sobra. sobre a panela de cola quente. é a seguinte: 1) Traçam-se. quando feitos com madeira maciça. Evita-se que a massa endureça enquanto se está emassando. 5) Riscam-se os furos e as espigas. mesmo depois de envernizados. Ajusta-se a porta apenas com pequena abertura embaixo do lado que abre. Uma porta bem assentada funciona segura apenas por dois dedos no lado da dobradiça. pondo-a na palma da mão. . que trava com suas hastes. Betume é a massa de grés com óleo de linhaça. nós e revesos — não é homogênea. cuja estrutura — veias. gesso e cera virgem. é o lado côncavo que deve ficar para fora. Os quadros. se a fechadura é de cremona. Prepara-se a massa para cedro com roxo-terra.

mas para servirem de guia ou endireitarem a madeira (Figs. sem macho e fêmea. 11) Emassa-se. 12 — Junção a meia-esquadria. 15 — Junção com malhete duplo. Junta seca. 5 — Junção a meia-esquadria. . 6 — Espiga varada. 10 — Junção a meia-esquadria (45°). 7 — Espiga com meia-esquadria nos cantos. 2 — Junção a meia madeira. com cavilhas. com cavilhas ou pregos. com talão. 13 — Espiga dupla. Juntas. com espiga rasgada. — É a que fazemos simplesmente com cola. 10) Nivelam-se as superfícies com plaina fina. JUNÇÕES EM MARCENARIA (Figs. cavilhas ou coisa que o valha. procede-se ao polimento com raspadeira e lixa. 9 — Junção no esquadro (90°). 14 — Junção com três espigas.8) Ajusta-se. rasgada. duas externas e uma interna. podemos reforçar a junta por meio de macho e fêmea. 8 — Junção com malhete varado. 6) N.° " " " " " " " " " " " " " " 1 — Junção a meia madeira. com tala a encaixar na alma ou talisca. 185 e 186). 4 — Espiga rasgada. com espiga interna. depois de seca a massa. 160. 9) Cola-se. sem meio-fio. 12) Finalmente. 3 — Espiga interna. 1 a 160. com cavilhas. 11 — Junção a meia-esquadria. Às vezes lançamos mão desses recursos não com o intuito de reforço. — Quando unimos duas tábuas com cola.

— Malhetes encobertos pela meia-esquadria. . é a junção mais difícil. 22 23 25 — Malhetes para frente de gaveta. Esta 24 — Espiga com cunhas internas. 19 — Junção reforçada com três espigas. e espiga no centro. " " " " " " " " " 17 —Malhetes postiços. 21 — Malhetes para traseira de gaveta. 20 — Espigas em série. no esquadro na face posterior. 18 — Malhetes varados. — Junção com malhete e ganzepe." 16 — Junção a meia-esquadria na face anterior. varadas.

Conserto marcenarias e

de nas

fechaduras. casas dos

Diariamente,

em

todas

as

fregueses,

aparecem

fechaduras

quebradas ou com mau funcionamento. Além disso, há fregueses que pedem uma chave só para todas as fechaduras de cada mobília, a fim de não andarem com volumosos e pesados molhos de chaves, que só lhes servem para perder precioso tempo, quando querem achar determinada chave. Os consertos e as pequenas modificações das fechaduras de móveis, em maioria, são tão fúteis, que não pagaria a pena mandá-los fazer por mecânicos. São esses comezinhos conhecimentos de mecânica, dos quais nenhum oficial deve prescindir, que vamos referir aqui: Chaves. — As chaves em bruto, que compramos prontas e até niqueladas, são dentadas com a segueta de mecânicos e retocadas com liminhas finas. Pinos. — Quando temos que fazer os pinos que entram na chave, o melhor material são os pregos, e não podem deixar de ter espiga do lado onde são rebitados. Molas. — As molas são feitas com as pequenas lâminas de aço das escovas usadas pelos fundidores. Chapas de latão. — Para fazer funcionar várias fechaduras do mesmo tipo com uma só chave, inverte-se a ordem das chapas de latão que contêm as molas. Aumento. — Se os dentes da chave são um pouco curtos, espicham-se estes com o martelo ou alarga-se a chapa de latão que for estreita. Ajustagem. — Para se ajustarem os dentes de uma chave, não há necessidade de se desmontar a fechadura, bastando observar o movimento das molas pela abertura em que corre um pino. Segredos. — Com grande facilidade, podemos aplicar alguns segredos nas fechaduras comuns: 1.°) substituir o pino normal que entra na chave por um mais comprido, afundando o furo da chave;

2.°) fazer um pequeno rasgo na base da chave em que deve passar um pino que se acrescenta na fechadura; 3.°) fazer uma chave nova com a parte dentada maior do que as ordinárias, estreitando as chapas metálicas, que contêm as molas, para lhe darem passagem, etc.

Fig. 161

Como evitar o topo das peças maciças (Fig. 161). — Qualquer casquinha colada no topo não segura por muito tempo, embora nele se passe o ferro de dentes. As figuras (161) mostram como evitar o topo das peças maciças, que devem ser folhadas com outra madeira.

MÓVEIS PARA SALA DE JANTAR

Bufete. — É a maior peça da sala de jantar. O bufete antigo constituía-se de duas peças, uma sobreposta à outra, de uma altura que as casas modernas não comportariam. A peça inferior era inteiramente de madeira, com portas, gavetas e tampo de mármore, e a superior, de madeira, vidros e espelhos.

Como

na

maioria os

dos

móveis ornatos,

antigos, torneados,

no

bufete

superabundavam

pormenores,

molduras,

entalhes, escultura, etc. O bufete moderno, e como ele todas as espécies de móveis em que são manifestos o senso prático e o gosto pela sobriedade ornamental, tem sua origem no antigo que se transformou no desenho, na forma e na construção. Consta apenas de uma peça que tem sobre o tampo de madeira um pequeno pedestal ou frontão com algumas prateleirinhas e espelho. As dimensões de sua largura e altura são um tanto arbitrárias. Não obstante, com relação à altura, pode-se dizer que nunca excede de 105 centímetros do chão ao tampo, variando a fundura de 50 a 60 centímetros. É quase sempre de três corpos, tendo portas nos laterais e gavetas externas no meio. Quanto à forma, variam muito: um é reto, outro curvo nos cantos, outro ainda bojudo no meio, etc. Êtagère (trinchante). — É semelhante ao bufete, porém de proporções menores, com apenas duas portas e não raro tendo portas e gavetas externas. Muita coisa do que se disse a propósito do bufete se aplica a esta peça. Ambas levam interiormente prateleiras e gavetas. Um e outro servem para guardar as baixelas, as faianças, os serviços de mesa, as louças e os talheres de cotio. Cristaleira. — Esse móvel, que tem pouco mais ou menos lm de largura por 0,40m de fundo, caracteriza-se pelas prateleiras de vidro triplo de 3 a 7mm, e pelo espelho do fundo. Tem os lados e duas portas envidraçados. Guardam-se nela os cristais, os serviços de licores, de cerveja, etc. Cadeira. — É o móvel mais difícil de se fazer, não sendo dos mais modestos, pela suta e pela pouca largura das peças que a compõem.

consistente e bem aquecida. nos serviços de talha. Põe-se em cada ângulo interno uma cantoneira colada e aparafusada. porém. sola cinzelada ou estofamento. redonda ou oval. Sua construção exige boa ajustagem e cola nova. de sola. sem retoque de lima e sem prová-los antes da colagem. apenas um pouco maior e com dois braços. depois o encosto e. Com o fim de tornar a cadeira mais forte. e os lados. A poltrona é. com madeira dura e de veias direitas. em tudo enfim. MESA ELÁSTICA (Fig. lixa-se inteiramente a peça toda. de palhinha de junco tecida. cavilhados. quando curvos. igual à cadeira. estofado. 162) Quanto à forma. a frente e o espaldar devem ser feitos com espigas. Não é só. O assento é feito de madeira cavada. palhinha. Antes. O móvel que hoje se faz pelos estilos antigos ainda em voga. e revestido por uma folha que lhe . a mesa pode ser quadrada. por fim. No espaldar põe-se também uma tábua recortada e perfurada. retangular. oitavada. Os pés de trás e os da frente. os lados. é reduzido nas proporções. são aparelhados na tupia por meio de moldes. O aro das mesas redondas e ovais é feito com cambotas pregadas ou cavilhadas e coladas. de colar os lados. A colagem dessas peças é feita por partes: primeiro a frente. em tudo. neste sistema.Poucos são os oficiais que conseguem fazê-la cair bem a prumo e no esquadro. A descrição das várias formas e estilos clássicos e modernos tornaria este manual desnecessariamente volumoso.

emalhetadas ou rebaixadas. O tampo e as barras laterais são divididos ao meio. tendo cada uma apenas um pedaço de macho de uns 15 centímetros de comprimento. No caso em que os pés se abram juntos com as barras. nas mesas grandes). Em muitos casos os pés são seguros por grossas longarinas e travessas. Os tampos compensados podem ser cavilhados e colados nas barras. as duas com ganzepe. em vez de uma com macho e outra com fêmea em toda a extensão. formam dois grupos de três (ou mais.encobre as emendas. de parafusos ou de taramelas. numa das extremidades. que os tabuleiros das mesas quadradas não cabem entre as barras. e as quatro de fora. ou em quadro reforçado. As corrediças podem ser. porém. 162 — 1 e 9). ficando a do meio de cada grupo fixa no referido quadro ou nas longarinas. isto é. ao passo que os de madeira maciça só devem ser seguros por meio de pregos. . Quando sobra espaço suficiente entre os dois grupos de corrediças (isto dá-se nas mesas que não devem abrir tanto). em duas metades (Fig. os mesmos devem ter rodízios na extremidade que apóia no chão. contanto que fique oposto ao que se coloca na outra guia com que forma par. Não deve ser esquecido. de sorte a não acompanhar o movimento de extensão dos tampos e barras. os tabuleiros sobressalentes para aumento são guardados dentro da própria mesa. a menos que estas saiam fora do tampo em toda a sua grossura. Chama-se ganzepe o rasgo emalhetado que se faz nas guias das mesas e que vai estreitando da base para cima. As corrediças. duas parafusadas num tampo e duas noutro.

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sob a beirada dos tampos pequenos. e ficando estes debaixo daquele. as barras e os pés ficam imóveis. que passaram a formar um tipo de mesa de aumento que não é nem uma coisa nem outra. enquanto o tampo. Essas cavilhas alojam-se em dois furos abertos na mencionada tábua do centro. que serão de 4 x 5 1/2 centímetros de grossura e largura. pois tem os pés fixos às barras e os tampos correm sobre estas. fica uma tábua de 18 a 20 centímetros de largura. e 6 centímetros mais curtas do que o . na mesa americana são os tabuleiros que correm. Mesa americana (Fig. fazendo com que o tampo grande possa subir e descer sem sair do lugar. — Ao contrário da mesa elástica. Cada uma das quatro corrediças. sendo os três da mesma grossura. Em cada cabeceira. as mesas elástica e americana degeneraram tanto. uma em cada extremidade da linha transversal do centro. Na face inferior deste são aplicadas duas grossas e compridas cavilhas. por meio de uma corrediça qualquer. parafusada nas barras. cavamse dois puxadores. Compõe-se de um tampo grande e de dois pequenos. Os dois semitampos e a tábua reunidos devem formar exatamente o comprimento do tampo grande.Nas oficinas de móveis de carregação. Entre os dois semitampos ou tabuleiros de aumento. Esta é que sustenta as guias quando os tabuleiros estão abertos. quando fechada. 163).

manda a regra que. elevar o tampo pequeno ao nível do grande. pesados e não desmontáveis. compensadora e necessária para fazer jus ao preço da venda. geralmente estreitas? E como subirão as escadas dos sobrados. o transporte. é despontada. pode ter um. todas as peças. As peças que os constituem. Interiormente. especialmente as grandes. Guarda-roupa. friso. avançados ou entrantes. em alta marcenaria. MÓVEIS DE DESARMAR Como não se concebem móveis inteiriços de elevado preço. como poderão passar pelas portas residenciais. o maior. três ou mais corpos.comprimento da mesa fechada. a fim de. toda a grossura do tampo. — O guarda-roupa é o armário menor e o guardacasaca. mal passam pelos portões das oficinas onde são confeccionadas. na sua maioria impraticáveis pela pouca largura e pelas curvas que apresentam? Além disso. o acabamento. destinados a guiar as corrediças. do lado despontado. fundos. . sejam desmontáveis. Cada semitampo é parafusado sobre duas corrediças. Este. ao abrir. a fim de facilitar a construção perfeita. A construção desmontável é bem mais dispendiosa do que a inteiriça. lados. mas como é fácil de perceber. a lustração. enquanto que nas barras são guiadas por um encaixe feito nestas. do meio para fora. dois. nem sempre há homens bastantes e fortes para o transporte de móveis grandes. às vezes. que não será mais do que 2 1/2 a 3 centímetros. a entrada nas casas. costumam ter cabides. a limpeza e a reforma depois de usadas. são: base. portas e gavetas externas. As peças grandes inteiriças que. Embaixo da tábua do meio colocam-se três calços de cada lado. mais do que aquele.

denominada chapas para guarda-roupas. — É a que tanto serve para solteiro como para casal.20m. — É a peça que. Cama de grade. prateleiras.80m. Com ferragem própria.calceiras. Há vários sistemas de desarmar esses móveis. Quase não se usa mais.30m a l. porta-gravatas e gaveteiras. — A largura deste leito vai de l. Cama mista. — Varia na largura de 0. estrado e enxergão ou colchão. quando são de baixo preço (Fig. Baldaquino (ou sobrecéu). presa na parede ou no forro. Cama de solteiro. Cama para casal. Sua largura é de l. barras. e até com parafusos de fenda. . pezeira.70 a 1 metro. — As peças que formam este móvel são: cabeceira. — É a que serve para crianças. com parafusos de cama. sustenta o cortinado. 164). Camas.

ricamente entalhadas e esculpidas.Cama gêmea. — Espécie de criado-mudo. O fundo compensado e colado na gaveta dá-lhe resistência e . dividida em duas. — Traste tendo porta. Cama de vento. E as dos corpos curvos. como com dobradiça ou correr sobre corrediça emalhetada na gaveta (sob o fundo) e com ganzepe no contrafundo da peça. — Consta de uma lona pregada em 2 varões. prateleiras e espelho. Sua forma tem variado muito. oval ou redondo. Há de todos os formatos. levam corrediça embutida nos próprios lados. formam 2 X. não são sempre direitas. Por sua vez os malhetes variam de tipo: ora são varados. Seu funcionamento. outras que correm sobre uma só corrediça. tanto podem funcionar girando sobre pino. — É a de casal. Gavetas há que são giratórias. O penteador antigo só tinha um grande espelho móvel. isto é. sustido por peças de madeira. — É a que não tem pezeira nem cabeceira. Cama turca. retangular. dos móveis bombeados. gavetinha ou portinhola. ora não. se põe moldura ou folha. abertos. cabeceira da cama. não pode ser sempre igual. deslizarem sobre duas corrediças simples com guias nos lados. e 4 pés que. gavetas. Antigamente esse móvel era conhecido pelos nomes de "toilette" — toucador — penteador — lavatório e "chiffonier". fixas na peça. em que as damas se toucam. na frente. portanto. Mesinha-de-cabeceira. como é sabido. São varados quando. Penteador. que se põe uma de cada lado da AS GAVETAS As gavetas. com prateleiras. emalhetada em cima e com ganzepe embaixo. As que não são separadas na frente por divisão.

O fundo maciço é colocado sempre com as fibras no mesmo correr das da frente. O da frente deve ter um centímetro de profundidade. 2) topo. por duas razões: para poder repô-lo no canal. para muitos. caso encolha. essa dificuldade desaparecerá. O canal nos lados das gavetas deve ser de um terço de sua grossura. 7) Não as retocar sem primeiro saber ao certo em que lugar apertam. 5) Ao ajustar as gavetas. 6) Nunca colocá-las à força. e para ficar mais resistente. divisões tanto em cima como embaixo. aparelhar por último com a garlopa e sobre tábua bem direita e apertada no banco. O fundo das gavetas muito compridas deve ser dividido ao meio. e no fundo com altura perfeitamente igual à da frente. 3) 4) Colocar as divisões das frentes com espigas duplas. Quando o lado é um pouco fino. para Desempenar bem as corrediças e colocá-las a par com as ficarem bem no esquadro. Entretanto. 8) Intacar as espigas das peças de frente bem no esquadro. movendo-as em todos os sentidos. ajustar no lugar apenas de . descobrir isso.melhor funcionamento. para poder desempená-las depois de coladas. Se a madeira da frente for verde. em que se põe uma travessa de quatro centímetros com canais. em furos esquadrejados. em vez de se fazer o canal no mesmo. coloca-se-lhe por dentro uma travessinha com canal para o fundo. para que não aconteça os pés ficarem torcidos para dentro. A ajustagem perfeita das gavetas é. se forem observadas as seguintes minúcias: 1) Colar as gavetas com os lados meio centímetro mais largos que a frente. grandemente difícil.

quando dão de ceder. Esses fundos não encolhem. desembaraçando o interior da peça. pode-se dizer que. Os fundos maciços do móvel antigo e atualmente o de pouco custo. às vezes saem do respectivo canal. são mais resistentes e facilitam a limpeza. e colados os das gavetas. em móveis finos colocam-se fundos só compensados: desmontáveis. fixos. O fundo maciço só pode ser desmontável quando preso dentro de quadros com canais. modernamente. os de trás das peças de desarmar. de cola e de mão-de-obra.FUNDOS Pelo que toca a esta parte do móvel. os de peças inteiriças. assim construídos. . É adotado por economia de madeira.

compensados. É esse um estudo de muito alcance sobre construção. em resumo. para não entortarem. Aprecie o aluno a construção. o acabamento. Cada aluno deve escrever. dividem-se em várias partes os fundos grandes. — Todo aluno. deve aprender a fazer a crítica e a autocrítica das obras de marcenaria de certa importância. as modificações que poderiam ser feitas em cada móvel. etc. . acabamento e estética. Os fundos compensados. devem ser envernizados dentro e fora ou de nenhum dos lados. orientado as primeiras vezes pelo mestre.Para facilitar o transporte. a pureza do estilo. o gosto artístico. etc. Crítica das obras. para verificar a viabilidade das mesmas. cada qual segundo seu ponto de vista. como os dos guarda-roupas. guardacasacas. a finalidade industrial. e o mestre analisá-las todas. as proporções das peças e dos detalhes. Estas aulas convém que sejam dadas num depósito de móveis.

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O QUE SE CONDENA EM ALTA MARCENARIA 1 — As madeiras carunchadas. . 2 — As madeiras que não são de lei.

8 — As junções abertas. 20 — A má ajustagem das portas e das gavetas. 4 — As madeiras cortadas fora de tempo. 3 — Passar a raspadeira nos lábios. 13 — O verniz sobre os poros abertos. 17 — A falta de proporção dos membros e entre ás peças. ao colocá-la no lugar. 2 — Cuspir no afiador das raspadeiras. com o sinal da cola. 12 — O verniz com manchas de óleo. 16 — A falta de esquadro. 14 — O verniz enrugado ou encordoado. 11 — Vestígios de pregos externos. . 21 — Os nós grandes e isolados. 7 — As juntas malfeitas. 5 — As madeiras ardidas ou fermentadas. 15 — O empeno. antes de afiá-la. 10 — Os alburnos de quase todas as madeiras. 18 — A falta de homogeneidade da cor e dos desenhos das madeiras. 6 — As veias invertidas. 25 — As folhas faqueadas e descascadas. 24 — Os defeitos de acabamento. 23 — Os defeitos de construção. 22 — Os remendos malfeitos. VÍCIOS E DEFEITOS QUE O EBANISTA DEVE EVITAR 1 — Passar a cunha das plainas na língua.3 — As madeiras com manchas acidentais. 9 — Os topos e os meios topos. 19 — A falta de harmonia das cores. das linhas e dos ornatos.

18 — Ensebar a base da garlopa até quando se fazem juntas para serem coladas. . fingindo procurar alguma coisa. ou outra coisa. 16 — Fazer chanfros na parte superior interna dos lados das gavetas. 22 — Trabalhar com as peças soltas no banco. principalmente à última hora de trabalho. sem isolá-los deste. 7 — Sair de seu lugar. 9 — Ir às máquinas até para serrar um palito. 8 — Fumar nas oficinas (que sempre estão cheias de fitas). sem subdividir o serviço. 20 — Apertar grampos ou sargentos diretamente sobre as peças. para fazer depois o retoque a formão ou a guilherme. sem calço embaixo 13 — Furar com pregos os fundos e os lados das gavetas para esquadrejá-los em blocos.4 — Cuspir nas mãos para manejar certas ferramentas. 11 — Intacar espigas alguns milímetros longe do risco. ou pôr a língua para fora. 17 — Pôr corrediças a pregos e sem encaixes. 5 — Fazer movimento com a boca. para conversar com outrem. isto é. para fazer o que pode e convém ser feito no banco. sem forrá-los. 19 — Colar fundos sobre o banco. 6 — Mastigar fitas ou cavacos. no banco. sem calço entre o ferro e a madeira. 14 — Ajustar lados e frentes de gavetas. 15 — Polir peças no chão ou no banco. 12 — Intacar lados de gaveta. 21 — Colar peças muito grandes e de aperto demorado. até mesmo o lado de cima. por meio de um sarrafo. antes de armá-las e colá-las. durante certos exercícios. 10 — Intacar espigas com o esquadro encostado no serrote de costa.

ao mestre. 37 — Lixar molduras com os dedos.23 — Fazer calços de emergência ou sargentos especiais. sem grande necessidade. 36 — Provar o serviço feito com cavilhas. 31 — Cortar pontas de tábua. sim. que valham mais do que o serviço que vão prestar. 25 — Usar o martelo onde se deve empregar o macete. 32 — Serrar longe do risco. 38 — Riscar com riscador o que se deve traçar com lápis. 34 — Bater pregos até que fique na madeira o carimbo do martelo. 24 — Riscar madeiras com o metro em lugar da régua. 41 — Suspender o trabalho sempre alguns minutos antes da hora. 35 — Emassar com serragem ou com cera. 39 — Dizer sempre sim. para depois alcançá-lo com as plainas de mão. 33 — Tirar em parcelas as peças de um móvel. 28 — Colar peças sem limpar previamente as faces internas. 26 — Retocar as espigas com o serrote de costa. 27 — Não lavar a cola das juntas das peças. para tirar peças que possam ser encontradas nos retalhos. 30 — Misturar madeiras de várias cores no mesmo móvel destinado a ser envernizado na cor natural. em lugar de fazê-lo de uma só vez. 42 — Trabalhar descansando uma perna no cavalete do banco. logo após a colagem. e vice-versa. 29 — Obstinar-se em trabalhar com ferramentas cegas. sem ter compreendido bem a determinação ou explicação que esteja recebendo. 43 — Tirar receitas de peças sem examinar de todos os lados as . 40 — Solicitar a cada passo o auxílio dos colegas.

54 — Lavar a cola das cavilhas. quando estes são feitos a mão. para fazê-los produzir milagres. 55 — Grosar as cavilhas. ao colar a primeira metade das mesmas. quando amolar serras de fita ou serrote de dentes grandes. 59 — Apresentar sempre como pretexto a contração da madeira. 47 — Operar nas máquinas com ajudante. antes de cortá-las. Uma gaveta ficou estreita? Uma porta ficou curta ou estreita? Um fundo racha-se ou sai do canal? — A madeira encolheu! . 57 — Pretender afiar um ferro em regra numa pedra torta. até para serviços pequenos. mais os menos no mesmo lugar. a título de economia ou para não sujar o serviço. 50 — Apertar os grampos com torquês ou martelo a ponto de entortá-los. 51 — Embotar as arestas com a lixa. ao serrar espigas.madeiras. 53 — Passar cola também nas cavilhas. ao longo da pedra. 49 — Arrastar o triângulo na volta. a ponto de produzir sulcos na mesma. 46 — Virar as peças que está aparelhando no banco. ao fazer o último polimento de um móvel. 52 — Fazer cavilhas de madeira imprópria. 45 — Ultrapassar o risco.. 48 — Passar cola só na espiga. para afiá-lo. para procurar o lado favorável dos revesos. quando afia um ferro de plaina ou formão. 58 — Gastar também a face oposta ao chanfro.. 56 — Esfregar um ferro. 44 — Amassar os cantos dos furos.

A moldura serve para quebrar a monotonia. Ao fazer a molduragem. 171-182) A moldura é um elemento decorativo que produz efeito agradável tanto na arquitetura de alvenaria como na de madeira. ressaltar as linhas da obra arquitetônica e para separar-lhe os corpos e os membros. convém observar certa alternância no tamanho e na forma das molduras.MOLDURAS (Figs. pondo ao lado da grande e saliente. uma pequena e de pouca altura. .

A moldura pode ser Usa. dintel. 171 — 1-3) e ao bite. As molduras. O lacrimal ou pingadeira (Fig. escócia ou nacela. escapo. tão empregado nas juntas da porta simples de tábua de macho e fêmea. Astrágalo é um cordão saliente (Fig. ou bíter. toro. 171 — 12) e reversa quando o cheio fica embaixo e o vazio em cima (Fig. A que vai no friso. caso contrário ela entortará ou empenará. é direita quando a parte cheia fica em cima (Fig. A moldura é simples ou composta. recebe o nome de cornija. Os membros que compõem a moldura podem ser planos ou curvilíneos. 171 — 13). quarto de círculo. para evitar a sombra que produzem. engessada como a dos caixilhos para estampas. como se nota pelas ilustrações que apresentamos. 171 — 9-11). e até modelada pelo entalhador. 171 — 16) só é usado na arquitetura de alvenaria. A madeira da moldura deve ser de veias direitas. tremida ou ondulada. 171 — 9 e 10). A simples compõe-se de linhas retas e curvas regulares (Figs. mas como a moda vai e volta e evolui. mas que fica abaixo do nível do material em que é feito (Figs. 171 — 5). sejam para quadros. Seu polimento faz-se com lixadores apropriados e de madeira .As grandes e salientes são colocadas nas partes altas das peças. Os principais denominam-se: listei ou filete. O rincão é um cordão igual ao astrágalo. variam de modelo ao infinito. Há a direita e a reversa. O quarto de círculo pode ser convexo ou côncavo (Figs. quando é de madeira. 171 — 4 e 15). não é inoportuno falar-se dessa espécie de enfeite. Não ignoramos que o estilo moderno poucas molduras adota. A moldura demasiado larga é feita em pedaços justapostos. para ornatos salientes ou para esteira de escrivaninha e arquivo. maciça ou folhada com madeira fina. quando é grosso recebe o nome de toro (Fig. astrágalo. À moldura composta de um quarto de círculo côncavo e outro convexo dá-se o nome de gola.

.mole. feitos com bastões e guilherme.

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retocado com plaina em maquininha de topejar. — Será possível fixarem-se tábuas finas com pregos grandes. tirando-a quase toda. é possível e fácil. antes de ser a peça que as recebe montada definitivamente. prejudicando sua beleza. Bíter será a corruptela da palavra bite. o cordão. Pregar sem rachar. ou na serra de vidraceiro. mais tarde bíter. de arestas vivas ou arredondadas na parte superior. Pela semelhança com esta última forma. ou moldurinha que fazemos nas juntas das tábuas. terá recebido o mesmo nome do bite. O prego que tem ponta racha a madeira porque não a fura. quadrangular ou retangular. . ao passo que o prego sem ponta. 28). cuja seção pode ser triangular. afasta-lhe as fibras. basta limar a ponta dos pregos. não a racha porque fura a madeira em que é introduzido. O corte em meia-esquadria é feito em caixa própria (Fig. Em regra são lixadas perfeitamente bem. embotam-se as arestas. sem as furar e sem que rachem? Sim. Bite é a denominação dada em Portugal ao cordão que se põe nos caixilhos para segurar o vidro.Lixando as molduras com os dedos.

e continua-se cortando dois ou três milímetros de cada vez. 3) Tiram-se os cavacos e repete-se a operação. porque os furos da pua atrapalhariam o bom andamento da operação. ao chegar na extremidade que fica ao lado do operador. Não se abrem furos com a pua antes de fazê-los com o badame. Evitemos também o uso do formão para retocar as paredes. fazendo um pequeno furo cônico. de maneira que. deve ser de dois terços da largura do montante. alguns milímetros longe do risco que limita o seu comprimento. porém. o que determina de fato o comprimento e a grossura das espigas. e estará a operação terminada. 1) Começa-se o furo na frente. em certos casos. Seria gastar o dobro do tempo inutilmente e até mais. afundando mais e mais. 2) Tira-se o primeiro cavaco. A profundidade dos furos. 184) O espaço entre os dois riscos do graminho deve ser exatamente da largura do badame. 4) Corta-se a reserva que se havia deixado para não amassar as extremidades do furo.TÉCNICA DE FURAR COM BADAME (Fig. mas desta vez de trás para diante e de sorte que o badame atinja a profundidade máxima. pois isto faria com que os furos saíssem de larguras desiguais. se tenha atingido a profundidade certa. é a resistência que se quer dar .

— Reforça-se a colagem desta junta fazendo-se canal numa peça e macho na outra. sem espiga. Em casos especiais. JUNÇÕES Generalidades. como sejam lados. Os malhetes da gaveta de um móvel fino. malhetes. Junta seca. e para dar a forma ao móvel ou à obra de carpintaria. Junta com macho e fêmea. Uma junta seca de topo. As junções mais usadas são feitas com espigas. os parafusos. cavilhas. para reforçar a construção. por exemplo. Em certas emendas nos preocupamos com a resistência. seria inútil. As espigas de suas portas deixam de ser varadas e têm o talão encoberto. devem ter os ângulos que agradem e estar bem ajustados. fundos. 185 e 186). sem cavilhas e sem meia madeira. etc. determina o tamanho e o número de espigas ou cavilhas que deve ter. etc. espigas postiças ou talas. sem reforço algum de cavilhas. formar as peças do tamanho preciso. com a resistência e a estética simultaneamente. — As ligações adotadas nas artes da madeira são necessárias para evitar os pregos. Esta junta nem sempre . A mesma preocupação estética não é necessária nas juntas das outras partes. Para reforçar a junta de um tampo. macho e fêmea e a meio-fio. pois não teria a resistência suficiente. segundo a classe do trabalho. canais. — É a que fazemos só com cola. lançamos mão de cavilhas. O pouco ou muito esforço que a peça faz. noutras.ao serviço. devem ser bem proporcionados quanto ao tamanho. visto a resistência desse material permitir que se reduza ao mínimo sua grossura (Figs. recorremos até à cavilha de ferro.

feitos em faces uma oposta à outra. Junta a meio-fio. por meio de rebaixos de mais ou menos um centímetro de largura. Junta com cavilhas. — Diz-se que é a meio-fio a junção que consiste em remontar parte de uma peça na outra. — Esta junta tem cavilhas espaçadas que .é colada.

mas só pode ser feita com rapidez e perfeição. quando colocadas metade em cada pilar. em máquina na qual se possa colocar uma fresa cônica. duplas. — As peças que devem ser abertas no meio. malhetes e almas ou taliscas. Junta com macho postiço. ou à mão. Às vezes convém fazê-las inteiriças e abri-las no meio com serra circular. . Na ligação dessas peças entram os mesmos elementos referidos na descrição das emendas. — O ângulo de corte das junções varia com a forma do móvel. para reforçá-las. em lugar de cavilhas. 1). abrimos um canal em cada peça e colocamos uma tala num dos canais. e talas. Este macho postiço tem a vantagem de não reduzir a largura de uma das duas peças a juntar (Fig. Ângulo de junções. colocam-se espigas nas juntas. pregando-lhe no topo uma tabuinha para não virar. abre-se-lhe a junta com facilidade. ou macho postiço. porém muito mais trabalhosa. É evidente que o efeito dessa construção é idêntico ao da junta com macho e fêmea. Junta com malhete e ganzepe. cavilhas. 3). Terminada sua execução. 185. Os ângulos mais usados são o de 45° e o de 90°. — Ganzepe é o macho de um malhete comprido (Fig. para serem trabalhadas com facilidade no torno. e não temos máquina própria para fazer essa operação.servem para evitar que a madeira se descole e para facilitar a colagem de peças com torturas longitudinais. É uma construção bem mais resistente que as precedentes. Esta junta é muito importante. Junta com espigas. — Quando não dispomos de material aparelhado e com macho e fêmea. — Às vezes. para servir de macho. ou sejam: espiga simples. são compostas de duas metades colocadas com papel na junta. etc. como colunas. 186. Junta com papel no meio.

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dias depois. com todo o rigor da técnica. . segundo o comprimento das mesmas. uma delas abre numa das pontas. Como se explica isso? pergunta o marceneiro pouco experiente. etc. contudo. coladas com cola consistente e nova e apertadas com dois e até mais sargentos. para tampos de mesa.Juntas abertas. sem deixar abertura no meio nem nas pontas. — Têm-se feito juntas para almofadas.

bem como não devemos molhar parte das mesmas sem lhe dar tempo de secar completamente. se o caso for para tanto.De fato. A lição que devemos tirar desse insucesso é a seguinte: nunca deixemos madeiras a colar em lugares úmidos. parece difícil a explicação. e cole-se com dois apertos. . bem como pela retração maior da madeira nesse ponto. quando esta não é muito comprida. em regra. todavia não há nada mais fácil: uma ou ambas as tábuas em que a junta cedeu. A maioria dos marceneiros tem o mau hábito de deixar uma pequena abertura no meio da junta. É técnica errada essa. a madeira encolheu fazendo abrir a junta alguns milímetros. Evaporada esta. Para um serviço criterioso. procedem assim para poder colar as tábuas com um só aperto no meio. porque. e assim acontece descolar no centro por causa da abertura deixada. a madeira é mais seca nas pontas do que no meio. estivera em contato com o solo absorvendo-lhe a umidade. evite-se essa abertura.

incolor ou levemente corada de amarelo ou vermelho. depois de endurecida. — As resinas ou gotejam. Extrai-se de certas árvores. — É uma substância mole. ou são conseguidas por picadas de insetos. inodora. de certas árvores. viscosa. E NA COLORAÇÃO DAS MADEIRAS Gomas-resinas. ou ainda pelas incisões feitas nos caules das plantas produtoras. naturalmente.CAPÍTULO VI LUSTRAÇÃO Coloração das madeiras — Modo de preparar as tinturas — Mordentes cinzentos — Mordentes azuis — Mordentes amarelos — Mordentes verdes — Mordentes negros — Mordentes violetas — Tintura cor de laranja — Tintura pardo-escura — Mordentes vermelhos — Receita para descorar as madeiras — Fingimento das madeiras — Receita dos vernizes voláteis e gordos — Receitas várias — Como se enverniza à boneca. SUBSTÂNCIAS QUE ENTRAM NA PREPARAÇÃO DOS VERNIZES VOLÁTEIS E GORDOS. insípida e inalterável ao ar. Goma. Há as seguintes variedades: a goma- . pastosa.

— Há. A goma-arábica provém de diversas acácias da África tropical e da índia. Cróton. etc. aroeira e almecegueira. Sandáraca. Goma-laca branca. — Compra-se preparada para imitar o mogno. — Gênero de cochonilhas que produz a goma-laca do comércio. Existe goma-laca branca também em escamas. Resina de benjoim ou bálsamo.almécega. Carteira-laca. — Tem esse nome a resina recolhida das ramas de muitas árvores do Oriente. — É nome impróprio da laça. A goma-almécega ou mástique é a resina do lentisco. especialmente da figueira-dos-pagodes. de Sião e . etc. de cor amarelo-escura. plantas indígenas das Molucas. É um inseto das índias. dryander. Sua fórmula constitui segredo. no comércio. noyne. Laça. Com ela envernizam-se madeiras brancas e as peças de alta marcenaria. nome que os gregos davam ao sumagre — árvore do Japão. tais como ojuniperus communis. a mogno. — Resina que corre de algumas coníferas. a goma-arábica. — É o mesmo que caucho. a amarela. que se compra em escamas. etc. etc. cuja beleza não se quer alterar. — Encontra-se no mercado em blocos rosqueados ou disformes. — É extraída por incisão do tronco das espécies botânicas denominadas styrax benzoim. Goma-elástica. figueirasdas-índias. A mais usada pelos lustradores é a goma-laca asa de barata. mas melhora a solubilidade no mesmo a banho-maria. Goma-laca. a goma-copal. É pouco solúvel no álcool de 42°. Caracteres. Goma-laca mogno. a goma-laca. benzoim oficinale. a goma-elástica. jujubeira. que é da cor do vinho tinto. thuya aphila. A goma-copal é uma resina fornecida pelo Rhus copalina. etc. a branca. várias espécies de laças: a gomalaca vermelha. arbustos ou árvores que crescem sobretudo nas redondezas da bacia mediterrânea. em folhas e em placas. que devem ser conservados em água.

— Resíduo fóssil. no Japão. o sândalo é um corante produzido pelo pterocarpus santalinus. seca. duro. que cresce na China. — Óleo volátil que se consegue pela destilação das diferentes terebintáceas. É extraída. sendo solúvel no álcool. fratura e consistência da cera animal. Santalina. na sua térebintina. mas que se dão também no Brasil. — Resina do dragueiro. Cera de carnaúba ou do Brasil. Âmbar amarelo. Tem a mesma cor. as praias das regiões tropicais. Essência de terebintina. Cânfora. Breu. Sumatra e Flórida. alambre ou carabé. que se obtém pela destilação do alcatrão e da hulha. Serve para preparar certos vernizes. Terebintina. Sangue de Drago. da cor de sangue. e pode ser trabalhado ao torno. amarela ou escura. Extrato de nogueira. — Suco resinoso. dos vegetais pertencentes às coníferas. planta indígena das montanhas da índia. Provém de um pinheiro da época terciária. de uma cor que varia entre o amarelo-pálido e o vermelho-jacinto. — Matéria resinosa. e obtém-se pela destilação da . de preferência. pinus succinifer. que fica como resíduo. — Produto que sai da casca da nogueira por meio de dissolventes apropriados ou por maceração. em Java. Solúvel no álcool e no éter. É tratado pelo éter e pelo maioria. e de cuja casca goteja essa substância. — Nome coletivo das resinas líquidas que se obtêm por meio de exsudação e incisão dos vegetais pertencentes às famílias das coníferas e das terebintáceas. — É extraída da palmeira Copérnica cerífera. Arbusto da família das liliáceas que habita. no éter. Pez louro ou colofônia. da qual se extrai um suco concreto e muito aromático — a cânfora. frágil. É insolúvel na água. quase transparente. — Nome científico do sândalo que se encontra em serragem. no ácido acético e na água fervente.Sumatra. — A cânfora comum é tirada da madeira e da raiz do Cimamomum cânfora. mas funde-se a 287°. No Brasil há uma planta denominada canforeiro. Seu aspecto é liso e vítreo.

Pó negro ou negro de fumo. hidrogênio e oxigênio. O álcool é um líquido volátil. — É composto químico neutro. O álcool etílico é o espírito de vinho. — Fuligem produzida pelo pez. branco. que se põe nos vernizes de álcool para lhes aumentar o brilho. por não ser secativo. Álcool. pelo querosene. que amarela muito os vernizes. — É produto da espremedura das sementes do linho. Banha sem sal. É um bom dissolvente das resinas. solúvel na água quente e fria. — Substância amarelada. Cera de abelha. o metílíco. Bicromato de potássio. o de madeira destilada em retortas de ferro fundido. Fundese a 64° centígrados. Vidro impalpável. incolor. Aguarrás. moído. O azeite de oliva é prejudicial.vinagre. É insolúvel na água e solúvel nas gorduras. óleos. extremamente fino. muito fusível. — Obtém-se pela destilação do álcool com ácido sulfúrico. carbonato de potássio e cal viva.. — Quando se enverniza com goma-laca branca. Obtém-se fundindo uma mistura de ferro cromado. constituído de carbônio. Éter ordinário ou sulfúrico. pelas resinas e pelo alcatrão em combustão. benzina e sulfureto de carbônio. CORANTES E MORDENTES 6 6 MORDENTE — Fixador de corantes . dotado de grande mobilidade e bom dissolvente de resinas e essências. — É um sal mordente e cáustico. Óleo de linhaça. finamente pulverizado. usa-se essa banha em substituição ao óleo de linhaça. — É o espírito da terebintina. — Vidro ordinário. Próprio para tingir a preto.

violetas. que permite passar-se insensivelmente de uma cor a outra. com os ácidos concentrados. — É um inseto que vive sobre os cochis do México. — Sulfato de ferro. o quercitronio. — Unverdorben descobriu a anilina em 1826. — Matéria corante vermelha. Esta solução. extraída do pau-brasil. com o cloreto de estanho. com os ácidos solúveis. — Raiz que cede matéria corante quando tratada pela água fervendo e pelos álcalis. Água-forte. passa ao carmezim ou violeta-negro. ao cinzento. o campeche dá magníficos cinzentos. A variedade de cores da anilina forma uma gama tão rica. para produzir tinta fixa. nos produtos de destilação do anil. Misturada com potassa ou soda. o sumagre. satisfazendo todos os caprichos do artista e a evolução da moda. Caparrosa-verde. mas não é fixa. ao vermelho. ao azul:acinzentado. — O mesmo que ácido nítrico. Enquanto fresca. As anilinas são pouco solúveis na água e muito solúveis no álcool. Caparrosa-azul. à purpura. cuja cor é vermelha. Com a brasilina. depois tornase fulva. ao negro-azulado.Anilinas. com o acetato de cobre. Cochonilha. Curcuma ou Funcht. com o nitrato de bismuto. é de cor da borra de vinho. com o alume. Campeche. Serve para dourar as madeiras de amarelo-laranja. Caparrosa-branca. Alumina. — É o oxido de alumínio. com o acetato de chumbo. Preparam-se as anilinas pela redução do nitrobenzol. só deve ser empregada alguns meses depois de preparada. A matéria corante é obtida tratando essa madeira pelo álcool ou pelo éter. ao violeta. extraído das flores de uma erva do Oriente. solúvel nos álcalis fracos. — Corante amarelo e vermelho. — O mesmo que sulfato de cobre. ao violeta-negro ou ao azul. Volta esta solução à cor primitiva com a cal e os ácidos. com o acetato ou sulfato de ferro. Cartamo ou falso açafrão. Passa ao amarelo com os ácidos fracos. azuis- . — É extraído da árvore que lhe dá o nome. — Sulfato de zinco. Brasilina.

Pasta de cor vermelho-violeta. para aumentar-lhes a propriedade secativa. combinada com os sais de ferro e de cobre. ao vermelho-escuro. serve para fazer negros cinzentos. no álcool e no amoníaco. — Espécie de resedá. cujas folhas. quase negra. Litargírio em pó. é de um vermelho carregado. encontrado em camadas naturais nas galenas. — Amarelo que enfraquece nos ácidos. Berberis (Epine vinete). originária da América. com os álcalis. e com o sulfato de cobre. com percloreto de estanho passa ao alaranjado carregado. vermelhão ou zarcão. dão uma decocção que se filtra e que depois de fria. Urchila. Preparada em água fervente. — Pequena haste seca. ao verde veronês. Orcela. Fustete. — Substância vegetal roxa. que ela tanto consolida. amarela. — Extrai-se dos líquens. de cor que varia do rosa ao vermelho-escuro. Garança. Mínio. pelo sulfeto de carbônio e pelo óleo de linhaça. Serve para os vernizes a óleo. o tártaro e o acetato de potássio. e com os ácidos fica verde. ao amarelo-escuro. tratadas pela água fervente. pelo vinagre. ao verde-azeitona. Noz de galha. rosadas ou vermelhas. Orcaneta ou alface silvestre.púrpuras e negros. Gauda. com o sulfato de ferro. O alume e os álcalis solúveis fazem-na tornar verde. — Raiz reduzida a pó. É de cor vermelhadourada. tratada pelo álcool. — Excrescência parasitária do carvalho. Entra na composição de alguns vernizes gordos. — Oxido de chumbo cristalizado em pequenas lâminas amarelas. com os sais de estanho. — Oxido natural de chumbo. ao vermelho-vivo. É da raiz que se extrai a matéria tintorial de um belo vermelho. — Excelente sucedâneo da cochonilha. Passa. com o sulfato de ferro. Com a água de potassa passa ao vermelho. de origem vegetal. dá um amarelo-alaranjado. que se prepara na água. . usada em pintura. — Fraco substituto do índigo. durante vinte minutos. Pastel.

Urucu. — Fruto seco, que produz tintura de uma tonalidade vermelho-alaranjada ou amarelada. Quercitrônio. — Do carvalho negro da América do Norte se obtém essa matéria corante de cor vermelho-escura. Torna-se verde com os sais de ferro. Pau-amarelo ou velho Fuster. — Vem do México e das Antilhas. Extrai-se dele, por decocção um corante amarelo, que passa ao verdeescuro com a cal; ao verde-azeitona, com o sulfato de ferro; ao amareloouro, com o percloreto de estanho; ao verde, com o sulfato de índigo; ao bronze, com o azul de cura, com o sândalo, e com o alume; ao negro, com os vitríolos de Estrasburgo, com o tártaro e com o campeche. Sumagre. — Planta tintorial do Japão e da Virgínia. Substitui, com vantagem, a noz de galha para os cinzentos e os pretos, mas é preciso ferver e decantar com cuidado. Lama de mó. — Resíduo proveniente do atrito entre as ferramentas e o rebolo. Acetato verde. — É o produto de fermentação da lama de mó com vinagre. Prepara-se do seguinte modo: recolhe-se a lama, junta-se-lhe água e coa-se. Põe-se essa lama numa terrina. Acetato pardo. — Obtém-se o acetato pardo, derramando, sobre o produto da operação precedente, uma mesma quantidade de vinagre, decantando a mistura depois de deixá-la repousar. Acetato vermelho. — Derramando ainda sobre o mesmo resíduo vinagre, sal comum e ácido nítrico, e deixando evaporar em lugar abrigado, obtém-se o acetato vermelho, que é um resíduo feito secar por decantação. Com estas três misturas graduadas obtêm-se todos os tons. As madeiras completamente lisas não se prestam a esse gênero de coloração. Coloração das madeiras. — Não deve ser confundida coloração com imitação. Esta é uma pintura que dissimula, encobre as cores, as veias e os nós de certas madeiras, para imitar outras. Aquela, pelo contrário, é um banho que, colorando, põe em evidência as belezas das madeiras, fazendo-as ressaltar. A coloração pode ser profunda, a ponto

de atravessar uma folha de 2 a 3 milímetros, ou superficial, feita com mor-dentes muito fortes. Modo de preparar as tinturas. — As madeiras são tingidas por meio de duas operações: a lavagem e a aplicação do mordente. A primeira serve para desembaraçar a madeira de sua tintura natural, facilitando assim a pega do mordente artificial. É conseguida por meio da seguinte dissolução: cloreto de cálcio, 500 gramas; soda cristalizada, 60, e água, 2 litros. A madeira, bem embebida dessa solução, é mergulhada, em seguida, numa solução de ácido sulfúrico, para fazer desaparecer o cloro. Só depois de lavada em água, várias vezes, é que ela recebe a tintura ou mordente. Isto é feito na cuba, com esponja, a pincel ou por injeção. As madeiras a serem tingidas devem ser escolhidas conforme as cores desejadas. Se o preto pode ser feito com qualquer madeira, o mesmo não acontece com as outras cores. Eis um quadro fácil de compreender: para as nuanças claras, como o rosa-claro, azul-celeste, verde-água, e amarelo-claro, madeiras brancas e tenras; para as cores carregadas, madeiras escuras; para as cores mais fortes, madeiras bem escuras.

Mordentes cinzentos

1 — Fervem-se durante cerca de meia hora: Orcela................................................. 25 gramas Água................................................... 2 litros

Feita a sua aplicação, mergulha-se imediatamente a madeira numa solução de azotato de ferro, a 1 grau Baumé. 2 — Dissolvem-se: Limalha de ferro ................................. 8 gramas

Água-forte........................................... 32 Água................................................... 16

" "

Põe-se, primeiro, a água-forte, depois a água, e, a seguir, o ferro, mexendo-se tudo com uma espátula de madeira. Coloca-se essa mistura num local qualquer, em banho de areia, durante 48 horas, agitando-a várias vezes. Acrescentam-se-lhe, depois, 30 gramas d'água e, após agitá-la de novo, deixa-se em repouso por algum tempo. Finalmente, põe-se a solução em uma garrafa, que deve ser bem arrolhada. Esta tintura dá um cinzento-amarelado.

Mordentes azuis

3 — Misturar pouco a pouco:

Índigo fino, em pó ............................... Ácido sulfúrico a 66° .. .........................

15 gramas 125 "

Expor a mistura durante doze horas a uma temperatura de 25 graus. Dissolver depois a massa em cinco ou seis litros de água, fíltrando-a no coador. Passar depois em camadas repetidas. Quanto mais se dissolver na água, mais clara será a cor. 4 — Dissolver: Verdete ............................................... Urina.................................................. Vinagre de vinho ................................. 80 gramas 60 250 "

Filtrada essa solução, é ela passada sobre a madeira. Feita a primeira operação, dissolvem-se: potassa purificada, 60 gramas, e água de chuva, 250 gramas.

Filtrada, essa solução é passada sobre a camada anterior, até que o azul apareça.

5 — Dissolver: Um punhado de cal num litro d'água; juntando-se, em seguida, 200 gramas de tornassol, põe-se tudo a ferver durante uma hora. Usase a quente, com escova, pincel ou por imersão. 6 — Passa-se uma camada de solução de acetato de alumínio, depois outra de solução de carmim-índigo. Em seguida, dissolve-se n'água uma parte de açúcar de saturno e, separadamente, quatro partes de alume isento de ferro. Misturam-se, então, o açúcar e o alume, juntam-se 1/32 de soda cristalizada e deixa-se tudo repousar doze horas. Depois, decanta-se e dissolve-se na água, até que a solução não exceda a 1 grau Baumé. Este processo é lento. 7 — Põem-se a ferver, durante hora e meia: Campeche em pó................................. 250 gramas Oxido de cobre .................................... Água................................................... Usar por imersão. Processo lento. 8 — Põem-se a ferver, durante 24 horas: Campeche........................................... Potassa americana.............................. Água................................................... 150 gramas 10 " 5 1 litro "

1 litro

9 — Coloca-se ácido nítrico num vaso e, expondo-se o mesmo ao fogo, juntam-se, pouco a pouco, pequenas porções de cobre vermelho

em limalha. Logo que a mistura comece a ferver, deita-se água para dissolver o ácido. Junta-se água na ocasião de empregar a solução, conforme a nuança que se queira obter. Depois da tintura, molha-se a madeira muitas vezes com uma solução de potassa ou de soda.

Mordentes amarelos

10 — Pôr em infusão, durante oito dias: Raiz de curcuma em pó....................... 60 gramas "

Álcool de 90 graus............................... 500

Filtra-se num pano e passa-se na madeira; depois de seca, pomeia-se e enverniza-se.

11 — Misturar: Ácido azótico, dissolvido na água .......... Água de chuva.................................... 15 gramas 45 "

Passar essa mistura na madeira. Querendo que escureça um pouco, é preciso aumentar o ácido azótico. 12 — Dissolve-se: Potassa purificada............................... Água de chuva.................................... 45 gramas 125 "

Deitando esta solução sobre 15 gramas de urucu, deixa-se a mistura repousar durante três dias, num lugar bem quente, agitando-a freqüentemente. Filtra-se, depois, e juntam-se 8 gramas de amoníaco líquido. Mergulham-se, em seguida, as peças nesta tintura, durante oito dias, para obter uma soberba nuança amarela.

........ 125 gramas .................... variando as doses conforme a cor a obter............ Tinge-se e deixa-se secar a madeira.............. Mordentes verdes 17 — Dissolução de: Verdete purificado........ ou de acetato de alumínio...... com peso igual de potassa clarificada................... 60 gramas Ferve-se tudo durante três horas......... 30 gramas 1 litro Cochonilha.. 15 — Corta-se o urucu em pedaços..... com adição de alume para clarear.............. 15 1 litro " Desse modo obtém-se toda a escala................ para escurecer.................. em seguida........................... durante 15 minutos.. Quercitrônio ............. que são postos a ferver........ 16 — Faz-se a decocção do pau-amarelo com a adição de cola forte ordinária.... Água.......... uma camada da seguinte solução: Cloreto de estanho...... 30 gramas Ácido tartárico ............. Dá-se cor por meio da adição de soda ou de oxido de cobre... Água......13 — Faz-se ferver a gauda na água durante trinta minutos............ Passa-se..................... 14 — Faz-se a decocção do quercitrônio na água fervente............... desde o amarelo até o escarlate..........

60 gramas 30 500 " " ....... 500 gramas Alume................... de: Ácido pícrico puro ............. passam-se sobre 15 " 1 litro e 1/4 as madeiras várias camadas.... as duas soluções..... preparando a quente a seguinte solução: Limalha de ferro ................................... separadamente..... 15 gramas 60 " Depois. Água.................... Filtrada a solução.. a quente.......... 18 — Dissolução de: Carmim de índigo.... 500 " Aquecem-se as peças e passa-se a solução por camadas sucessivas................................ Sal de cozinha..... que lhes dão uma tonalidade violeta...Vinagre .................... Muda-se este violeta em negro...... Para o pinho..... 8 gramas 60 " Misturam-se................................... basta uma solução aquosa muito diluída de ácido pícrico......................_. Água de chuva........ depois... muito fino............................... até obter-se a nuança desejada...................... faz-se a dissolução.......................................... Vinagre ......... que dão um belo verde............ Água de chuva......... Mordentes negros 19 — Dissolvem-se: Brasilina....................................................

.......................... no caso de necessidade...... Água.................... Caparrosa-azul................... Água. de sal marinho e de vinagre................................. 22 — Fervem-se: Campeche............... 20— Dissolvem-se: Extrato de campeche..... secada ao ar... é introduzida durante 12 horas numa solução de limalha e água-forte...... Filtra-se tudo e passam-se muitas camadas a quente. quente..... 15 gramas 1 litro 1 grama Esta tintura dá coloração azul.................. 30 gramas 8 4 30 " 1 1/2 litro " Reforça-se a solução com uma dissolução de ferro no vinagre...... 30 " 2 litros Mergulha-se a madeira durante 24 horas.. Campeche............ 250 gramas Caparrosa-azul....................................................................................... Verdete ..................... Água de chuva..... Reforça-se........... Cromato de potássio ............................. .................... com uma imersão em decocção de campeche.... mas passa para o negro aplicando-se sobre ela uma camada de limalha de ferro.........................A aplicação é feita depois de filtrada a solução..................................................... 21 — Fervem-se: Noz de galha......

... depois... Tintura cor de laranja 26 — Por superposição — tinge-se de amarelo muito carregado e.. campeche ou orçaneta.....Mordentes violetas 23 — Faz-se uma decocção de campeche ou de brasilina...... 125 gramas 125 " 1 1/2 litro Tingir logo depois com uma solução de vermelho-anilina...... Água.... adicionada com peso igual de sal de estanho........... depois...... Soda calcinada....... 24 — Tinge-se a madeira de vermelho-claro e................. pau-amarelo............. 25 — Faz-se ferver a madeira em: Óleo de oliva ................ põe-se num banho de tornassol ou de azul-claro. e escurece-se com alume.... aplicando-se-lhe. imediatamente..... uma decocção de brasilina............ .. Tintura pardo-escura 27 — Mergulha-se a madeira primeiro no cromato de potássio........... passa-se o vermelho muito vivo........

.. ao qual se junta soda ou potassa para obter vermelho-violeta........... ............. agitando-o algumas vezes: Pau-vermelho de lima . Reforça-se.............. 31 — Faz-se ferver o urucu e aplica-se.............. Água... na solução da alume ou em um pouco de solução de estanho....... durante oito dias... Água..... passa-se sobre a tintura úmida uma camada de: Alume isento de ferro ..... em lugar quente.............. e........ no banho de orcela..... para obter vermelho-vivo. 29 — Mergulha-se a madeira........ 1000 gramas 60 2 000 " " Filtra-se a solução num pano.................Mordentes vermelhos 28 — Macera-se num frasco de vidro... depois.... acrescentando-se solução de estanho em água-forte.......... ou vinagre........ Para reforçar.... 60 gramas 1 000 " Esta solução se faz a quente e só deve ser usada depois de filtrada em um pano impregnado de óleo de linhaça...... Potassa purificada... põem-se algumas pitadas de orçaneta e passa-se a solução a pincel........... Passa-se alume na madeira antes de a pôr no banho de garança a frio.... 30 — Faz-se uma infusão de garança em água morna. primeiro..... 32 — Aquece-se ligeiramente óleo de linhaça..... 100 gramas de garança para um litro d'água........... aquece-se e passa-se na madeira várias vezes...

. Vinagre............... aquece-se até à ebulição e passa-se na madeira................ junta-se à decocção pau-brasil. e quando a madeira estiver seca.............. Para reforçar até à púrpura... amoníaco ou potassa... Deixa-se passar algum tempo para a aplicação de uma segunda camada................................................ fazendo a aplicação............. juntam-se 350 gramas de campeche.... deve ser molhada com uma solução de: Pau-brasil ...................................................33 — Fervem-se 100 gramas de campeche por litro d'água........ Aplica-se a quente. 35 — Põem-se a ferver........ Deixa-se de infusão durante 48 horas.......... Água.......... Alume. com uma solução de 4 gramas de potassa por litro d'água... 1 000 gramas 8 litros 122 gramas 95 30 " Juntam-se 30 gramas de água-forte e 30 de alume.. durante 2 horas......................... durante 3 horas: Pau-brasil. juntando-se: Brasilina................... Faz-se ferver até à ebulição e emprega-se sempre morno: .................... Esta...... Água. 1 000 gramas 10 litros 34 — Ferve-se pau-brasil durante 2 horas.................... Para clarear em rosa... molhando-se a madeira com água que contenha pequena quantidade de alume........ molha-se esta ligeiramente........................ antes de secar............

.......................... 7 " Álcool ............................... 250 gramas 75 75 1 litro " " Fingimento de madeiras 37 — Fingir o acaju................ Hipoclorito de cálcio...... 77 gramas Carbonato de sódio ................. Ácido clorídrico ..................Receita para descorar as madeiras 36 — Põe-se a madeira de molho................... Água.......................... passa-se com um pincel macio a solução seguinte: Espírito de vinho............................................................................................................. com jacarandá-pardo ou imbuia........................... 94 centilitros Sangue de drago ......... assim composta: Laca ..... 38 — Outra receita: Limalha de ferro .. Imita-se assim o mogno.... pelo processo de ácido azótico ou água-forte: Esfrega-se a madeira primeiro com ácido azótico dissolvido n'água...................................................... 100 gramas 200 " ................................... deixa-se secar e........... na seguinte solução: Soda ............ depois.................... 93 centilitros Pomeia-se a madeira logo que ela esteja seca..... Água-forte.. 76 gramas Carbonato de sódio ................. 16 " Deixa-se secar e passa-se depois outra solução......

.. até que a mistura fique bem ácida... Junta-se então água................................. Junta-se depois água até que a mistura se torne escura............ então.... 500 gramas 60 4 litros " Depois de fervida... e aplica-se depois a solução seguinte: Espírito de vinho . Para manter essa coloração..................... 122 gramas 4 " 1 grama 2 gramas Escolhem-se madeiras claras e porosas................. ou envernizar com três ou quatro camadas de bom verniz de álcool... a 55 graus... 200 " Numa garrafa............ Orçaneta. bem diluída na água...... Esta apresentar-se-á... filtrada.. 39 — Outra tintura: Campeche.......... Filtra-se e conserva-se..... filtra-se o líquido num pano... sobre a madeira. da cor de ferrugem.... Pau-amarelo .......... num vaso de cobre ou de barro (não de ferro)......... segundo o grau que se deseja........................... de um vermelho brilhante.............. durante 20 minutos. é necessário polir à cera............ durante 48 horas...... num vaso não .. Sangue de drago ... a banho-maria...... gota a gota e...... Aplicam-se várias camadas da tintura... Álcool ... 40 — Lava-se a madeira com água-forte................................ aquece-se.......... 41 usado: — Põem-se a ferver........... Água..... um pouco de ácido sulfúrico.......................... depois........ e passa-se uma camada sobre a madeira.................... durante duas horas........Água.......

....... ....... 43 — Maceram-se...... Dê-se de preferência.. e faz-se seu uso mesmo morno.......... filtradas.......... em outro vaso............. depois de retirado o pau-brasil.... são em seguida.. Sangue de drago em pó ..... outro tanto de urucu................. dissolvida n'água.................. ser aplicada....... 1/3 de litro 60 60 " " Coam-se depois as duas soluções num pano e........... em seguida......... Depois.. 42 — Faz-se a seguinte decocção: Garança (raiz)....................... 250 Filtrada a solução..........Urucu ........ 60 gramas Brasilina................... Ferve-se na mesma água........ durante oito dias: Raiz de curcuma pulverizada .............................. .... misturadas...................... Juntam-se-lhe a frio 90 ou 95 gramas de espírito de vinho e faz-se a aplicação com uma esponja.. Garança ....... junta-se-lhe......... Pau-amarelo em pó ...... Deixando ficar o líquido morno...................... cola forte... faz-se o seu aquecimento para................................. Água.......... fervem-se: Cinzas .... moderadamente.................................................................................... 1 000 gramas 500 1000 " " 30 gramas 30 " " Álcool de 80 graus ..... o polido à cera. 75 gramas Água...... 44 — Ferve-se na água bastante pau-brasil..

............................... ....... fazse a sua filtração......... 200 gramas 60 60 350 3 000 " " " " Ferve-se tudo durante hora e meia..................... Água.................. 1000 gramas 1250 300 " " 1000 gramas 500 122 " " Começa-se por misturar o verniz secativo com o âmbar numa caçarola...............................................................................45 — Toma-se âmbar amarelo........... pelo terço....... Litargírio ......... Faz-se fundir o âmbar até o terço....... cortado numa espessura de 2 a 3 centímetros................................ Âmbar fundido ....... Junta-se a terebintina.... filtra-se e aplica-se com um pincel.. mexendo-se................................ e põe-se numa caçarola sobre fogo vivo.... até à ebulição do âmbar..... Óleo de terebintina................................ Reúnem-se depois: Verniz de óleo ........ Caparrosa-verde ................... deixando depois a mistura repousar.. Fingimento do ébano 46 — Escolham-se as madeiras de fibras finas e uniformes e aplique-se-lhes a seguinte solução: Pau-brasil .. Sulfato de zinco ........ Esta tintura é boa para as madeiras brancas. Para esfriá-lo e quebrá-lo.. derrama-se o líquido sobre uma chapa de ferro.. Verdete ........................... durante 5 horas......... Noz de galha....................... Prepara-se à parte o seguinte secativo: Óleo de linhaça ............................

........... Alternam-se. interceptada por um pente. Quando aparecerem manchas nas superfícies lustradas..... com uma lixa n.. NOTA — Podem ser feitas veias nas madeiras com uma trincha fina. ao álcool fraco.. ou de noz de galha... à pedra-pomes......° 0... — Desengordura-se o osso.. a seco.. patinados ou envernizados... macerando-o. 125 gramas 20 " entalhes. Para se obterem madeiras negras 48 — Aplica-se uma decocção forte de campeche.... devido à umidade... Os gasolina.. Cal extinta .Dissolvem-se depois.. no começo. limpam-se com ........ torna-se fácil eliminálas da seguinte maneira: umedece-se a mancha com álcool por meio de uma boneca e inflama-se aquele... em fogo brando. molhado numa solução de acetato de ferro ou noutra.. O osso.. filtra-se e aplica-se sobre a primeira camada.. O calor produzido faz desaparecer completamente as manchas..... assim.. uma solução de água-forte.. as camadas de cada solução. 47 — Imita-se o ébano também com a pereira. O resultado é superior.. tendo o cuidado de esfregar de cada vez. passada por noz de galha e em seguida encerada.. 350 gramas de limalha de ferro num litro de bom vinagre...... quando se passa na madeira. na seguinte solução: Carbonato de sódio . durante doze dias..... sobre madeiras escuras e porosas e depois uma camada de acetato de cobre... etc...

.. Posto a ferver.. RECEITAS DOS VERNIZES VOLÁTEIS E GORDOS Todos os vernizes.. Os dissolventes voláteis principais.... é mergulhado em terebintina retificada. impermeabilizando-as. voláteis ou gordos. etc. Com ele envernizam-se quase todos os móveis. — Para se preparar um verniz são necessários um corpo sólido e outro líquido.. de novo. algumas carruagens.Água quente ... passado em camadas delgadas sobre as ferramentas e utensílios.... Os vernizes tornam as madeiras agradáveis ao tato e à vista... 1250 " Lavagem do osso. os móveis de vime. — Fervido na mesma solução... à cera ou à boneca. a seguir é polido com leite de cal. Preparo. podem-se estucar com vantagem os furos e as pequenas lascas de um móvel. as gomas-resinas. por espaço de um quarto de hora. protegê-las contra a ação do ar... à boneca e a pincel.. .. durante vinte e quatro horas. brilhantes ou foscos. em água no decorrer de uma hora... Os principais corpos sólidos empregados na fabricação dos vernizes são as resinas. da umidade e dos carunchos..... Esse verniz. fundida em água quente.. como dissolvente do sólido. com tarugos de goma-laca.. o álcool etílico. É com ele que o modelador mecânico também enverniza a pincel os moldes que executa. servem para embelezar as madeiras e. quando feito de madeira escura. o osso é lavado em água pura e secado longe do fogo... o caucho e a cânfora.. Finalmente. O verniz de goma-laca tem variadíssimas aplicações. as esquadrias de luxo. o éter ordinário e a essência de terebintina. evita a oxidação dos mesmos. são: o álcool metílico. Depois.. por meio de invólucros de pano......

Lixa-se bem a madeira e. O breu deve ser moído e peneirado. vernizes de essência e vernizes de óleos. dando-lhe uma demão de verniz de goma-laca e álcool bem grosso. fechando-lhe com a pomes todos os poros e encorpando regularmente o verniz. etc. 4 dias e meio de 8 horas. dando-lhe a primeira demão de verniz só de goma-laca e álcool. são precisos.O verniz à boneca é preparado com uma parte de goma-laca e cinco partes de álcool 42°. passam-se pedra-pomes e verniz mais fino. de quando em quando. de papoula. Isto para não empastar a lixa ao se fazer o polimento. Verniz à boneca. Em seguida. de três corpos. Passa-se este verniz com o auxílio de uma trincha e de um pincel pequeno para os cantos. aproximadamente.° 0. . ou de resina de benjoim. pois depende de tempo. de noz. Os dissolventes gordos são: os óleos de linhaça. sendo preciso deixar descansar o verniz por alguns dias. por exemplo. pingando-se. até que fique mais ou menos com brilho e os poros bem fechados. Os vernizes gordos são preparados com estes dissolventes. de rícino. Às vezes mistura-se-lhe uma parte de cânfora. Após meia hora. em seguida passa-se o verniz de breu. umas gotas de óleo de linhaça. O envernizamento à boneca é caríssimo: custa uns 80% mais do que o feito a pincel. Para envernizar-se à boneca um guarda casaca moderno. A composição do verniz a pincel contém breu e goma-laca em partes iguais ou mais breu do que laça. pode-se passar a segunda e última demão de verniz de breu. Além da classificação em voláteis e gordos. de algodão. capacidade e paciência. fazendo-se o polimento da peça com lixa n. só ao correr das fibras. — Aplicação: inicia-se a lustração de uma peça em branco. Inicia-se o envernizamento da peça em branco. os vernizes são também distribuídos pela seguinte ordem: vernizes de álcool. Um trabalho fino não pode ser feito continuadamente.

quando elas se retraírem.A boneca deve ser de algodão branco e limpo. igualam-se as cores da madeira com extrato de nogueira. pouco espesso. pouco embebida. e desta vez quase sem óleo e com pouca pomes. no sentido longitudinal das fibras. antes de lixar. com pouca pressão. velho e limpo. a peça é posta em repouso um ou mais dias. e. em movimentos circulares. Verniz a mogno. Uma vez que esteja com o verniz bem encorpado e com brilho. As almofadas dos móveis de luxo são envernizadas antes de afixadas nos respectivos rebaixos ou canais das peças. de vez em quando. em seguida. antes de lhe passar o verniz fino. continua-se o serviço com verniz colorido com anilina vermelha. para a conclusão do serviço. evitando-se passar duas vezes seguidas no mesmo lugar. As últimas demãos de verniz. Passado esse lapso de tempo. A fim de fixar o extrato. Quando a boneca está muito úmida. dão-se mais tantas demãos de extrato quantas forem necessárias para se obter a cor que se deseja. uma demão de verniz de goma-laca. lixando-a bem de leve. pondo-se. é passada ao de leve. para que o brilho se abata. procedendo mais ou menos da seguinte maneira: Passa-se indistintamente sobre a madeira em branco o mordente denominado bicromato de potássio. tendo-se a boneca envolvida em pano branco. com lixa fina. até que o móvel adquira a cor de vinho tinto. — Consegue-se um verniz que imite a madeira de mogno. e passada algumas vezes. e passada igualmente em toda a superfície. ataca-se novamente a peça. pelo fato de ser toda madeira seca ávida de umidade. umedecida com álcool ou éter. pedra-pomes para encher os poros e . passa-se. e depressa. A última sombra de óleo que reste deve ser eliminada por meio de uma boneca só de pano limpo. a fim de ser evitado que apareça algum filete em branco. Isto feito. Na falta de goma-laca mogno. devem ser dadas também ao correr das fibras. aumentando-se a pressão à medida que ela for secando.

.............................................................. Vão a seguir............. _________ Goma-copal................................................... _________ Goma-almécega .............................. Terebintina ............... _________ Goma-mástique ......... Terebintina ......................................................... _________ Sandáraca... goma-mástique ou sandáraca Goma-laca.................................. Vidro impalpável.................................................................................................................. Álcool 42° .................................. Álcool 42° .. Terebintina .. Pez louro....................................alisar a superfície....................... Goma-laca............................ Cânfora................................................ Cânfora..............................................................................9 parte 1 parte 5 partes 1 parte 10 partes 18 2 " " 5 partes 14 2 " 4 partes 14 partes 2 1/2 partes 180 partes 60 120 120 980 120 " " " " " ....................................... apenas algumas fórmulas dos vernizes mais empregados: Vernizes voláteis Goma-laca........ Álcool 42° ....................................... 1 parte 5 partes 0................ Álcool 42°...................................................... Álcool 42° ...... Álcool 42° ....... Terebintina ..........................

............... Óleo de linhaça .. Óleo de linhaça ................................................................. Essência de terebintina ........Vernizes gordos Âmbar amarelo .. _________ Caucho .. Alvaiade ................ Litargírio em pó ............. _________ Copal ........................................................................................................................................................................... Essência de terebintina ... Sandáraca................................. cozido................................................. Essência de terebintina .................. Goma-laca......... Mínio .................................. Essência de terebintina ........................................................ 1 parte 0........................................................ _________ Óleo de linhaça ................ Óleo de linhaça.....................................................8 parte 2 partes 1 parte 3 partes 2 " 1 parte 2 partes 2 " 1 parte 1 1 " " 75 partes 50 16 16 92 " " " " 12 partes 180 60 120 " " " Verniz de breu Álcool 42° .................................................................... Essência de terebintina .......................................... 5 partes ........ Óleo de linhaça . Pez louro............... _________ Colofônia fundida.................................. Âmbar .........

Serve......... 367 gramas 560 190 " " Dissolvido o copal..... — A goma-copal é fornecida por certas árvores das regiões tropicais.... passa-se pedra-pomes estendendo-a com escova de pêlos........................... O verniz carriagem................... 1 parte 1 " Como o verniz é pegajoso... Goma-laca.a ....... como as outras resinas..Breu moído e peneirado ............ fechando os poros......... Verniz de óleo de linhaça . mas sem deixar abrir o brilho. o verniz de óleo e... como a própria palavra o está dizendo.. mexendo-se ao mesmo tempo e sem parar. deve-se trabalhar e conservar a peça........ pouco se prestando para móveis... Para tornar fosca uma peça envernizada com brilho....... em seguida a essência.... — Atualmente está em moda o móvel encerado da cor natural.......... 8 partes ...... é para carroçarias e obras de carpintaria... para a fabricação de vernizes...... Verniz fosco.. Composição do verniz-Martin Copal ..... juntam-se........... Enverniza-se antes de passar a cera... Copal... até à secagem completa....... RECEITAS VÁRIAS Cola para correias de couro: Cola de gelatina de l................... Essência de terebintina .. em lugar isento de pó.... A resina-copal da índia é produto da árvore Valeria Indica..

À cola forte de l.. com água e deixando-o enxugar.. Giz pulverizado ... Tinta de resistência......... Para colar madeira sobre o metal..... água e cal viva............ Tanino .......... Passa-se cola nas borrachas e nos volantes e deixa-se secar pelo espaço de 14 a 24 horas. para torná-lo áspero......... 2 0...... simultaneamente...... e com o necessário cuidado......................... em ácido nítrico........... — Para proteger as madeiras expostas às intempéries: Resina .. por meio de broxas. por espaço de meio minuto. — Mergulha-se previamente o metal..... 10 partes .......Cola de peixe ..... lavando-o......... Para colar borrachas em serra de fita... 1 parte de oxido de cobre natural de cor vermelha. lavada e fina ..1 parte Mástique.. Esta mistura deve ter a consistência de xarope.... 50 partes 50 50 5 " " " As matérias supra são aquecidas num caldeirão de ferro............. 1 parte de ácido sulfúrico...... Óleo de linhaça aquecido. porcelana........ Se a fluidez não for suficiente.... Outra fórmula: Cola forte ......... de antemão aquecido........ Aplica-se a quente sobre o metal........... Emprega-se para colar vidro.. acrescenta-se-lhe mais óleo. em seguida.. Areia branca... etc........a.... prepara-se boa cola forte adicionandolhe um pouco de alho picado......... junta-se um pouco de cal extinta pulverizada e outro tanto de glicerina........... Todos os ingredientes devem ser bem misturados...................... — É uma cola feita de queijo.. A massa é aplicada na madeira no estado quente. Juntam-se-lhes.... — Aquecem-se os volantes na periferia e.................. em seguida.

. Conservação das correias.. Betume branco. 20 de terebintina e 10 de óleo de linhaça cozido....... Uma vez seco. Sua consistência pode ser igual à da gelatina de uso diário.. uma mistura composta de 3 quilos de óleo de peixe e 1 quilo de talco.. 5 " 1 parte Passa-se a quente sobre os volantes e nas borrachas.. de tempo em tempo. 800 gramas de cera amarela.. — Na falta de cola branca. Cola para correias de sola.Cera de abelha . Juntam-se 800 gramas de colofônia.. agitando-se tudo até perfeita solução desta.. Deita-se devagar o conteúdo do segundo vaso no primeiro......... passa-se-lhe cola bem quente.. Juntar 10 partes de glicerina pura... — Num recipiente de ferro hermeticamente fechado.. Breu ..... — A melhor cola para colar borrachas em serra de fita é a denominada Schierens Belt Cement Wafers... Para colar madeiras brancas. noutro recipiente.. cortado em pequenos fragmentos.. — Para emassar madeiras brancas... Esfrega-se... Esta cola pode ser aplicada a quente. juntar 1% de ácido fênico e outro tanto de vinagre forte.. Adicionar.... até à fusão deste..... — Cola resistente e elástica: 100 partes de gelatina (cola forte)............ Limpa-se o volante e esfrega-se com cebola. Cola para borracha..... a superfície das correias com esta pasta.. Outra fórmula: Dissolver em água boa cola de Colônia. adicionando-lhe uma porção de alvaiade em pó.......... usa-se a cola comum. que as conserva e não as deixa resvalar sobre as polias. funde-se um quilo de caucho. então. . prepara-se o betume com farinha de trigo... mexendo-se ao mesmo tempo para obter uma mistura homogênea e massa consistente...... à parte...... Aquece-se. alvaiade em pó e cola branca...

A decoração floreante constitui especialidade do entalhador florista. 4) Retoca-se o fundo. 3) Esboça-se todo trabalho e "intacam-se" os contornos. flores. conchas. 7) Pica-se o fundo. portanto. 2) Tira-se o fundo. — Todo desenho é simétrico quando as duas . — A seqüência das operações para se fazer um entalhe é a que segue: 1) Decalca-se com carbônio o desenho sobre a madeira. A ornamentação. ESTOFARIA ENTALHAÇÃO É arte correlativa à marcenaria. Ordem das operações. frutos. pois executa a parte ornamental do mobiliário. ora reproduzindo-os fielmente. EMPALHAÇÃO. da flora e da fauna.CAPÍTULO VII E N T A L H A Ç Ã O . Simetria e concordância de linhas a) Simetria. ora estilizando-os. compõe-se de folhas. etc. 5) Modela-se definitivamente. pássaros. inspirando-se nos motivos geométricos. T O R N E A R IA . 6) Lixa-se.

separadas pelo eixo de simetria. 2) Formão. retas ou curvas. Os pontos de contato A e B. são idênticas. seguem uma seqüência lógica.metades. para o desenho que apresenta. 5) Goiva. Pedras de afiar planas e redondas. 7) Compasso de pontas. 189). contrastantes. estão em concordância quando seus pontos de união ou de contato não apresentam saltos ou inflexões. Ferramentas de entalhação (Fig. por ura motivo único. . guiada por um só pensamento. No caso da simetria. O gosto moderno propende mais para a assimetria. chamam-se pontos de concordância. A fig. Raspadeiras. ao passo que na assimetria as linhas podem ser discordantes. b) Concordância de linhas. 4) Tasselo. motivo diferente. em cada metade. determinadas por diversos motivos. 188 mostra duas linhas retas em concordância com um arco de cirfunferência. isto é. Para isso é necessário que nesses pontos as linhas sejam tangentes entre si. 6) Ferro a canto. 3) Falsa-plaina. 8 e 9) Picadores. — Duas ou mais linhas. as linhas são mais concordantes. — Poucas são as ferramentas próprias deste ofício: 1) Estilete. isto é.

. barroco. 189 — 10). etc. O ferro conhecido pelo nome de arte-nova é o que tem a forma de uma pazinha (Fig. quase sempre de osso. etc. segundo a qualidade da madeira.macete. Há formões. falsas-plainas e tasselos retos e curvos. goivas. serve-se o entalha-dor do metro. serve para decalcar desenhos. esquadro. O estilete. denominado rovescio. Chanfro pequeno (30°) para madeira dura. Além destas ferramentas específicas. servindo estes para entalhar os ornatos dos estilos Luís XV. direito ou curvo. raspadeira e graminho. O ferro. 190 apresenta-nos a variação dos ângulos dos formões e das plainas. que são comuns a vários ofícios da madeira. — A fig. Ângulos de corte. é o que tem chanfro por dentro.

que é feito a mão (Fig. c) cor uniforme. São feitas. É comum entre os entalhadores a improvisação de um graminho composto de um prego fincado numa tabuinha. Na primeira broca ao lado do ponteiro. . que dá certa perfeição ao trabalho. em três vezes. 191). O acabamento é feito a mão pelos entalhadores. As qualidades que recomendam certas madeiras são: a) docilidade ao corte. O serviço é feito com brocas de três tamanhos: grossa para o desbaste. para verificarem o nível do fundo dos ornatos em baixo e alto-relevos. mas tem carrinho. por último. que chega à altura dos cotovelos deste. o operador verificar constantemente como está sendo feito o serviço. Almofadas de guarda-roupa cabem só duas de cada vez. Pantógrafo copiador. O operador maneja o ponteiro seguindo a modelação do original. para servir de assoprador de cavacos. a fina. distribuídas duas de cada lado. — Esta máquina para entalhar executa quatro peças de cada vez. podendo. Madeiras para entalhes. média e. por partes. d) veias homogêneas. assim.Chanfro grande (15°) para madeira mole. estando no centro o modelo. b) fibras direitas. não possui prensa nem cocho como o do marceneiro. A razão de ser da falta do cocho explica-se pela necessidade de ser ocupado dos dois lados. amarra-se uma tira de pano. uma de cada lado e o molde no centro. Banco. — O banco do entalhador. — Não é qualquer madeira que serve para ser entalhada.

porque ambas têm relevo. maior ou menor segundo o estilo e a classe do móvel. aplicado. meandros. são: o cedro. Em regra.As manchas da madeira prejudicam o efeito do desenho. alto-relevo o que possui altura considerável. certas variedades de imbuia. como sejam: triângulos. 192). Alto e baixo-relevos. a canjerana. — Diz-se alto-relevo quando o entalhe está acima do nível do contorno externo que lhe serve de quadro. As mais aconselháveis. etc. Se assim fosse. e baixorelevo quando é cavado abaixo do nível do material em que é executado. o alto-relevo é sobreposto. tão diversas uma da outra. círculos. Alguns interpretam erroneamente o baixo-relevo como sendo o que tem pouca altura. entrelaçados. para poupar material e tempo. quadrados. Figuras geométricas. o jequitibá-rosa. — A arte do entalhe adotou nos seus ornatos várias figuras geométricas. . portanto. retângulos. não se faria distinção real entre as duas espécies de ornatos. gregas. e. retículas e outras (Fig. algumas canelas. ao passo que o baixo-relevo é feito na própria peça. vice-versa.

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de oliveira. do arco de pua. tucano. flores e animais. Ferramentas da tornearia. margaridas. panteras. do metro. de lodão. de louro. Os elementos decorativos trazidos da fauna resumem-se principalmente nos seguintes: touros. As flores preferidas são: lírios. cavalos. contam-se: abelhas. lustres. 3) Goiva. . corriolas. de madeira ou de qualquer outra substância. para agüentar o esforço que fazem ao desbastar o material. faz uso também do martelo. Afora estas ferramentas especiais. orquídeas. cães. etc. e tantas outras. 6) Pedras de afiar planas e redondas. e folhas de plantas aquáticas. de uva. águia. 5) Compasso de espessura. de carvalho. cavalos-marinhos. borboletas. de hera. de verrumas e puas. camélias. como sejam colunas. do esquadro. girassóis. veados. etc. caracóis. As goivas e os formões da tornearia têm o cabo muito comprido e são bastante reforçados. TORNEARIA Arte de fazer torneados. rosas. etc. 4) Compasso de ponta. besouros. de gabaritos. 2) Badame. cigarras. bolas.Folhas. tigres. Dentre os insetos que povoam as decorações. golfinhos e outros peixes. sabiá e tantos outros pássaros. peças roliças. — Mais pobre ainda é a nomenclatura das ferramentas do torneiro: 1) Formão. de ferramentas improvisadas. — As folhas que predominam nos ornatos são: folhas de acanto. pernas. de palmeira. isto é. garça.

6) Executa-se o desenho escolhido. de escritório. 5) Marcam-se membros de moldura. Sucessão das operações. com lápis ou compasso de pontas os EMPALHAÇÃO É o tecido que se faz nas cadeiras. rolos para massa. 4) Desbasta-se com goiva e formão. porta-chapéus. descansando sobre a espera (Fig. porta-jóias. diabos. menor deve ser a velocidade do torno.Conservação. até ficar roliça. . copos. macetes. — A execução de um torneado requer as seguintes operações: 1) Corta-se a madeira nas medidas desejadas. como sejam: farinheiras. porta-retratos. etc. sofás. cabos. peças para móveis. verificando a exatidão das medidas com o compasso de espessura. arandelas. O torneiro pode executar uma infinidade de peças. 7) Lixa-se e enverniza-se ou passa-se a cera de carnaúba. bandejas. de copa. — Quanto maior a peça que se torneia. cofres. — Mantêm-se as ferramentas isentas de ferrugem. de sala de visita e jantar. 2) Marca-se o centro traçando-lhe um X com lápis nos topos. quando trabalha. — As possibilidades da tornearia são muitas. tendo-as sempre ligeiramente lubrificadas com matérias graxas. cabides-mancebo. Velocidade. poltronas. divas. 3) Prende-se a peça no torno. com palhinha de junco. A ferramenta de corte. fruteiras. cabides simples. lustres. veja-se o que se disse para a entalhação. bolas. paliteiros. pilões. fica no centro da peça. 103). Nomenclatura dos trabalhos. Quanto à simetria e concordância das linhas. ioiôs.

a — Tece-se o segundo e último fio da trama deixando um fio da urdidura em cima e outro embaixo.a — Passa-se o segundo e último fio da urdidura por cima do primeiro fio da trama. dois para o tecido em diagonal e dois para segurar a palha — remate que cobre os furos. em que se coloca a palha que deve formar a urdidura. que servem para segurar as pontas inicial e terminal das palhas. de modo a ficar encaixado entre o da urdidura e da trama. 6. Para se fazer um tecido com palhinha. 4. 3. Em cada furo vão seis fios de palha: dois para a trama ou urdidura. na direção oposta à do primeiro. passando por baixo de três e por cima de três. palha de taboa ou de milho (Fig. passando por baixo de dois e por cima de dois. como simples enfeite que dá a idéia de teia de aranha ou outro desenho. 2. passam-se os fios da trama por cima da urdidura.a — Coloca-se o segundo e último fio em diagonal. formam círculos concêntricos. seguem-se estas operações: l. O tecido de fiotex ou de palhinha de junco é feito também noutras espécies de móveis. este fio possa encaixar-se entre o fio da urdidura e o da trama. Neste caso.a — Coloca-se o primeiro fio em diagonal. aplica-se no centro um botão de madeira com o respectivo rebaixo cheio de furos. 193).a — Preparam-se vários pauzinhos redondos de madeira mole. 7.a — Terminada a urdidura. . no cruzamento.a — Começa-se o tecido pondo o primeiro fio da urdidura no furo do centro do assento. sempre de jeito que.fiotex (palhinha sintética). Os fios da trama que se põem em torno do referido botão torneado. 5.

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Para a costura. Esta palha sobe e desce pelo mesmo furo. saltam-se tantos buracos quantos forem necessários para ficar a largura entre uma palha e outra. Ao colocar os últimos fios de palha nos cantos do assento cônico. prendendo um dentro dos outros em distâncias desiguais. destinada a guarnecer e cobrir os furos. segurando a ponta no primeiro furo com pauzinho.Quando o fio em diagonal não corre é porque se praticou erro no cruzamento das palhas por inobservância da regra dada nas duas últimas operações. A palha não deve ficar demasiadamente esticada. batendo e quebrando no furo de cada uma um pauzinho de madeira bem seca. A largura dos furos e a distância entre um e outro. de quando em vez. 8. O tecido com palha de taboa ou de milho é feito da seguinte maneira: Forma-se um pedaço de corda torcendo vários fios. tem que ser umedecida antes de se começar o serviço e. 11. amarrandoas na palha firme mais próxima. 9. põe-se uma palha estreita no furo imediato. Tiram-se os pauzinhos dos furos das palhas que puderem ser rematadas.a — Coloca-se uma palha que dê para os quatro lados do assento (mais larga do que as do tecido. se necessário para correr melhor. um pouco de parafina.a — Rematam-se. Quando a palha é muito seca.a — Remata-se a palha da guarnição batendo e quebrando por cima do último furo um pauzinho da cor da palha. são determinadas pelo número da palha que se vai empregar. em toda a extensão. acavalando na que vai rematando e cobrindo os furos até percorrer os quatro lados. passa-se-lhe. a fim de irem-se . por baixo.a — Rematam-se por baixo todas as pontas das palhas que não tinham sido amarradas. se houver). 10. igual à do ponto de partida. as pontas das palhas.

da Austrália e da África tropical. tirada em larguras de 1. do comprimento suficiente para atravessar um assento de cadeira ou sofá. começa-se a tecer passando a corda nos dois sentidos — transversal e longitudinal.5 a 5mm. As hastes para exportação são cortadas num comprimento de 3 a 6mm. 3 — Furador com cabo. 0 ofício de empalhação é tão simples que as pessoas inteligentes aprendem-no pela simples observação de um trabalho feito. atingindo até 110m de comprimento. 8 — Grampos de ferro. 9 — Espátula de madeira de 30 x 2cm. ao passo que seu diâmetro não vai além de 2cm. 7 — Martelo de pena.acabando um de cada vez. Forma um cipoal que se espalha pelo chão ou trepa pelas árvores mais altas. Ferramentas. O rotim é o junco de que se faz a palhinha das cadeiras. Dentro do tecido de taboa e de palha de milho coloca-se enchimento feito com os restos destas fibras. é enrolada num pau. 4 — Compasso de pontas. — Para este mister são necessárias as ferramentas abaixo mencionadas: 1 — Agulha de empalhação feita de arame ou lâmina de aço. Ver figuras 193. sendo originário das índias. 3. é . 5 — Arco e pua. com ou sem cabo. à proporção que vai sendo feita. A casca lustrosa. Continua-se a fazer a corda. à medida que vai acabando um fio. Assim que tenha certa metragem. 2 — Canivete. 6 — Verrumas ou brocas. e amarra-se esta corda no assento da cadeira. sempre com as pontas dos fios desencontradas e. Esta corda. coloca-se outro introduzindo-lhe a ponta nas da corda em formação.

paina. lã. média e grossa. estopa fina. cordinha. aniagem leve. capim barba-de-bode e membeca. sofás. musgo e até fitas de plaina que o marceneiro tira das madeiras. isto é. etc. As várias larguras recebem os números — 1.transformada em palha para ser vendida era chicotes nas lojas de ferragens. revestidos de todos os lados por uma espécie de esmalte muito sec ativo e flexível. — O material que o estofador emprega é o seguinte: Molas espirais de aço de 7 a 40cm de altura. divas. Material. musselina. 3. precinta. tachas. esmaltados ou revestidos com o mesmo material externo. média e pesada. couros. revestindo-os com estofos. crinas animal e vegetal. algodão em rama e em pasta. pano-couro. Ferramentas. estofos. lisarda. com molas e enchimentos de crina vegetal e animal. O fiotex é uma palha sintética composta de 4 ou 5 fios de linha. ESTOFARIA (Fig. 194) Arte de acolchoar cadeiras. algodão e capim. cordões e pregos de cabeça grande estampados. 2. mochos. com tecidos finos e couros. poltronas. etc. algodãozinho. — Poucas são as ferramentas de que o simples .

se ele mesmo quer fazer as armações dos móveis. 3 — Agulhas direita e curva.estofador precisa. procede-se da seguinte maneira: 1 — Coloca-se o fundo de tábuas ou precintas pregadas por dentro com tachas pretas e grandes. 4 — Coloca-se uma camada de algodão protegendo bem as arestas de fora do quadro de madeira. 6 — Martelo de pena. 2 — Tesoura de uns 20cm. A lisarda é colada. Todavia. 6 — Para encobrir as tachas e os fiapos do estofo. e o . 7 — Esquadro de 90°. 8 — Torquês. ou outro material. a coleção aumenta. Ei-las: 1 — Martelo pequeno de orelhas. 11 — Arco de pua. 9 — Metro articulado. 10 — Fita métrica. 12 — Verrumas. 2 — Faz-se o enchimento com crina. 4 — Esticador feito com madeira e pregos. debrua-se com lisarda ou cordão. 3 — Cobre-se o enchimento com um tecido ordinário pregado por cima com tachas de tamanho médio. o cordão. 5 — Coloca-se a última cobertura pregando com tachas finas e brancas no rebaixo de fora. costurado. chegando a precisar até das ferramentas do marceneiro. tamanho médio. algodão. Operações de estofaria Para se estofar uma peça sem molas. 5 — Serrote ordinário.

ao subir. Essa distinção é feita pelo fato de. 0 estofamento com molas segue esta marcha: 1 2 — Prepara-se a base para as molas com precintas ou — Fixam-se as molas. com a parte rematada para cima. Estofamento em branco. 4 — Amarram-se muito bem e esticadas várias cordinhas no fundo e em cima das molas. se coloca um tecido qualquer. e com lisarda ou cordão quando de estofo. 6 — Faz-se o enchimento com crina ou outro material. que servirão para evitar que as molas. costurando-as nas precintas ou pregando-as nas travessas. nos trabalhos de baixo preço. 8 — Cobre-se com musselina ou algodãozinho. 7 — Faz-se o salamim enrolando material na aniagem e pregando. . ou o bourlé costurando. 3 — Amarram-se as molas entre si com cordinha que chega até às travessas do móvel em que é pregada com tachas grandes. forcem o estofamento. 11 — Debrua-se com galão feito com o próprio material de cima quando é de couro ou pano-couro.debrum. Esta amarração tem por fim fazer com que as molas trabalhem juntas como se fossem uma só. O salamim e o bourlé são pequenos chouriços que cobrem os cantos vivos das peças estofadas para que a pessoa que senta não perceba a rigidez das arestas. antes do último pano. como nos casos que demos linhas atrás. — Diz-se assim quando. pregado com pregos próprios de cabeça grande. 9 — Coloca-se por cima uma camada de algodão em rama ou em pasta (daquele que os alfaiates adotam). travessas de madeira. 5 — Cobre-se com aniagem deixando por fora bastante sobra com que se fará o salamim ou bourlé. 10 — Prega-se o último pano.

sem ser primeiro apontado com algumas tachas mal pregadas. para ver se fica bem esticado. Nenhum tecido ou couro é pregado definitivamente. com uma camada de algodão por cima deste. .o último estofo ser colocado diretamente sobre o enchimento grosso.

. Verifica-se a uniformidade do enchimento com os olhos com as mãos e sentando em cima. sem uma ruga ou bolsa. sempre do mei0 da travessa para fora. começa-se a pregação definitiva.Quando estiver perfeitamente estendido.

195 — 1. As falhas que porventura houver. 2 e 3). O assento estofado com souflé. todos os vazios que não oferecem à pressão a mesma resistência das outras partes. cujo enchimento fica suspenso pelas molas e preso num quadro de arame de aço. Souflé.São principalmente as mãos que percebem todas as falhas. desce uns dez centímetros quando uma pessoa se senta. — É o estofamento que tem a superfície subdividida em pequenas partes por meio de pontos. para subir novamente a posição primitiva assim que ela se levanta (Fig. são corrigidas pondo-lhes mais material ou estendendo melhor o que já está posto. prega-se de uma vez. Capitoné. Quando tudo estiver parelho. diz-se que tem souflé. . — O estofamento em forma de fole de sanfona como dizem os leigos.

cortes. projeções. — Escala é a relação de dimensão linear que existe entre o objeto real e o desenho que o representa (Fig. detalhes. quando representadas por meio de linhas e subdivididas em partes iguais. 196).CAPÍTULO VIII MATEMÁTICA APLICADA INTRODUÇÃO Símbolos. numeradas e com a designação de metros e seus múltiplos ou unidades de medidas antigas. São numéricas quando representadas por meio de algarismos. As escalas são numéricas e gráficas. e gráficas. — Nos desenhos técnicos dos móveis encontramos os seguintes símbolos que devemos conhecer: escalas. A escala é direta quando representa os detalhes do objeto real . a) Escalas.

representa a medida do desenho. etc. O número de cima ou o primeiro. quer isto dizer que a medida no desenho é 20 vezes menor do que a medida na peça. 5 : 1. simples ou dupla. dividem-se todas as suas dimensões naturais e de seus detalhes pelo número da escala. e 2 milímetros representam um centímetro. como. encontra-se uma porção de reta. Quando um desenho está. A sua divisão denomina-se talão. e 1 milímetro representa um centímetro. Se o título dado é de . é pequeno. 2 centímetros representam um decímetro.numa proporção maior. 1 centímetro representa um decímetro. que vai representar a medida na peça. mas quando o objeto real. 10 : 1. dividida em dez partes iguais. por exemplo. por exemplo: que se lêem: um por dez. . 2 decímetros representam um metro. como por exemplo: 3 : 1. esta fica na ordem inversa. Serve para avaliar as frações decimais da escala. Cada medida que se toma no desenho deve ser multiplicada por 20. As escalas numéricas ou títulos são expressos no desenho por dois números separados por um traço horizontal ou outro sinal de divisão. ou escala gráfica propriamente dita. a medida a que corresponde na peça. Quando se quer reduzir uma peça a determinada escala. chama-se contraescala. Às vezes. ao lado da escala. 2 : 1. que se quer representar na escala em proporções menores. Se se quer reduzir um desenho na proporção de temos: 1 decímetro representa um metro. na escala de 1:20. e o outro.

de modo que. c) d) Detalhes. etc. E muito usada em gráficos e mapas. . reunindo vista por vista desenhada. — Quando certas particularidades de construção Projeção. 2 décimos que representam um centímetro. podendo até. B —B. 197). O corte perpendicular da frente apresenta o interior da peça vista de lado. baixando sobre esse plano perpendiculares de todas as pontas do objeto que nele se pretende representar. divide-se o número da escala pelo número do objeto real. Dividindo-se 1 por 5 temos 0. Cada uma dessas dez partes representa um centímetro. 197). perpendicular da frente. b) Cortes. fiquemos com a noção exata da forma. não aparecem nos cortes.2. — Para se representar um objeto pelo método desta projeção. — Os cortes servem para mostrar a construção interna do móvel. O corte pode ser transversal. o objeto tal como é na realidade. temos de desenhá-lo numa série de vistas ou imagens.A —A. isto é. Projeção ortogonal (Fig. Nas extremidades do lugar em que se quer cortar a peça fazemse duas chamadas com traços interrompidos e letras —. 197). — É a figura que se obtém sobre um plano. do volume e da situação do mesmo objeto. fazemos detalhes (Fig. na nossa imaginação. E o corte longitudinal ou perpendicular do lado expõem a parte interna da peça vista de frente. lendo-se os desenhos feitos. reconstituir. Para se construir esta escala. e longitudinal ou perpendicular do lado (Fig.Exemplo: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 20 30. O corte transversal mostra a peça vista de cima — é a planta baixa.

em uma das faces. as projeções fazem-se sobre: a) um plano horizontal. — O metro mostra. b) um plano vertical. 10 decímetros. e da face inferior. da face superior.Essas vistas podem ser várias: da face da frente. Habitualmente. da face de qualquer dos lados. . SISTEMA MÉTRICO OU DECIMAL O metro. é uma figura plana. ou projeção. Cada vista. da face posterior.

precisarmos marcar com barbante sujo de pó de carvão. O metro cúbico é designado por um m3 colocado na mesma posição do metro quadrado. pois pode entortar mais do que isso. Na outra face apresenta 39 polegadas e 3/8. três polegadas e um quarto. Cubagem. que se lê: cinco metros cúbicos. ou 15cm. cem centímetros e cinco milímetros. milésimos. 3.00m2. e quinze centímetros. que se lê: três metros quadrados. 3/16". em trinta e dois e em sessenta e quatro avós. em quartos. e eliminar as numerações fabulosas do sistema .100 centímetros e 1 000 milímetros. 3"l/4. é subdividido em décimos. que se lêem: cento e dois centímetros. Cada polegada é dividida em meias polegadas. e marca-se com lápis ou riscador e régua. 0. Medição. O metro quadrado é indicado por meio de um m2 colocado à direita do número. senão com graminho ou galgadeira. como montantes de porta de guarda-roupa. não basta meio centímetro a mais na largura. e três dezesseis de polegada.005m. que se lêem: duas polegadas.02m. por exemplo. 2". 5m3. A polegada numérica é indicada por dois acentos colocados do lado direito e ao alto do número. Se a peça em bruto que se está tirando for comprida. ou sejam 254 décimos de mm.15m. Ex. isto ocorre quando o comprimento da peça é demasiado grande. na dimensão certa ou com sobra de alguns milímetros. 5. Tudo depende da qualidade e estado da madeira. Ex. A polegada equivale a 2 centímetros. — Mede-se sobre a madeira. l. ou outro material. em oitavos. Acontece. O milímetro. nos cálculos. em dezesseis. 5 milímetros e 4 décimos. Para se achar com facilidade o preço de qualquer parcela do metro cúbico. Os centímetros numéricos são expressos assim — l. com o metro articulado ou fita métrica de aço. — Cubar ou cubicar uma peça é avaliar o seu volume. centésimos. Ex. segundo os casos.00m3. ou simplesmente. mas muito raras vezes. ou de outra coisa.

que tem por base constante uma área de um metro quadrado (Fig. Quando há frações nas medidas da peça. etc. para peças de todos os tamanhos e formatos. 198). foi convencionado pelo comércio um sistema de cubagem. a vírgula e o m com o pequeno 3 ao alto à direita não devem faltar. quando não há fração de centímetro nas dimensões. 1 000 milímetros.aritmético. ainda que não se tenha atingido o metro cúbico.38-9-5m3. em seguida. trinta e oito centímetros. Nesse caso à esquerda da vírgula coloca-se um 0. cancelam-se as frações que houver para. nove milímetros e cinco decimilímetros cúbicos ou. Exemplo. depois da operação completa. Por este sistema. Quando se extrai uma fatura ou em qualquer outra escrita. um metro cúbico tem apenas: 100 centímetros. melhor se diria. de um metro cúbico. A partícula mínima que se aproveita no comércio é o decimilímetro. isto é. poupando assim precioso tempo. — 2. 10 000 décimos de milímetro ou decimilímetros cúbicos. dois metros. Todas as operações de cubagem são divididas por cem. dividir .

25.por cem. — Tendo de diâmetro 0.00 x 1.00 x l. Para se achar o preço por este sistema não há coisa mais simples.70m = 3. acha-se a média somando-se as medidas das duas extremidades e dividindo a soma por dois.60mx0.1416 x 80 x 20 dividido por dez mil e x 3.30mx0.8060 00. nove milímetros e seis decimilímetros cúbicos. se dividirmos por cem (separando-lhe dois zeros) temos o preço do centímetro. isto é.70m. quando operamos suprimimos todos os zeros à esquerda.00 x 1. pelo comprimento. Para ganhar tempo. e. Quando qualquer peça é cônica. Se dividirmos esse preço por dez.00m? . um metro. Suponhamos que um metro cúbico de imbuia custe.80m e de comprimento 3. Exemplos. oitenta centímetros e seis milímetros cúbicos. até acharmos o preço da partícula mínima que se queira considerar.00m? SISTEMA COMERCIAL Problema 1 — Qual é o volume de um cubo que tem por medidas 1. 198) SISTEMA ARITMÉTICO Problema 1 — Qual é o volume de um cubo que tem por medidas 1. Leitura: 6 decimilímetros de um metro cúbico ou 6 decimilímetros cúbicos.70m = 1. por exemplo. um metro. Cr$ 420. temos o preço do decímetro que é a décima parte do metro. oitenta e cinco centímetros. 1 peça de 25cm x 9. —1 tora de 4.5cm x 2. EXEMPLOS DE CUBAGEM (Fig.00 x l. separando-lhe um zero. zero decimilímetro. que é a centésima parte do metro. Exemplo de cubagem de uma tora redonda.00.7cm = 6 | 41.8596 | 20. que dá 1. assim por diante.

00 x 1. Problema 3 — Qual o volume de um cubo que mede 0.80m x 0. isto é. isto é.01 x 0. Problema 2 — Qual é o volume de um cubo.80m x 0. um metro cúbico. e verá que tempo precioso lhe poupa o comercial. Leitura: Um metro. Faça o leitor experiências pelos dois sistemas de cubagem.90m x 0.000 OOOm3.60m = 1.01m x 0.5 = 367 | 50. Problema 2 — Qual é o volume de um cubo. Problema 5 — Qual será o volume de uma tábua de 4. 0. Leitura: Um milímetro de um metro cúbico ou um milímetro cúbico. são: 10 x 10 x 10? Solução: Elevando-se 10 à terceira potência temos: 10 x 10 x 10 = 10 | 00.10m? Solução: Elevando-se 0.30 x 0. mormente na procura dos preços das peças. cento e quarenta decímetros cúbicos. Leitura: Mil centímetros cúbicos. Cubagem por média. por milímetros.80m x 0.10mx0. quaisquer que sejam suas dimensões.001 OOOm3.60m? Solução: 3. haver fração de centímetro na espessura da peça. isto é.900 x 0. um milésimo de milímetro cúbico. dividindo essas somas pelo número das peças. obtém-se.300m x 0.00 x 1.01? Solução: Elevando-se 1 à terceira potência. Problema 3 — Qual é o volume de um cubo que-mede 0. são: 0.14 00 | OOm3. de somar os comprimentos.50 x 0. 0. cujas dimensões.10m à terceira potência. NOTA — Por haver milímetros na espessura. isto é.0.025 = 0. setecentos e cinqüenta centímetros e zero milímetros cúbicos. Leitura: Um milhão de centímetros cúbicos. Leitura: Um metro e quatorze centímetros cúbicos.Solução: Multiplicando-se 1. obtém-se.00 = 1. Leitura: Um centímetro cúbico.001 OOOm3. isto é.01m x 0.01 x 0. as larguras e as grossuras de todas as tábuas para depois achar a média da largura e da grossura. NOTA — Do produto cancelou-se uma cifra todas as dimensões foram reduzidas a à direita. antes de dividi-lo por cem. seis milímetros e sete décimos de milímetro cúbicos.50m x 0. temos 0 | 01. cujas dimensões. — Vendedores há que adotam o sistema de cubagem por média. Problema 5 — Qual será o volume de uma tábua de 4. um metro cúbico. Problema 4 — Qual é o volume de uma tora de 3. Solução: Multiplicando-se 100 x 100 x 100 = 1 000 000 ÷ 100 = 100-0-0 | 00 Leitura: Cem centímetros cúbicos. Problema 4 — Qual o volume de uma tora de 3.10m x0.60? Solução: 380x50x60= 1.036 750 OOOm3. temos 1.025m? Solução: 4. por cem. Leitura: Trinta e seis decímetros.01 m à terceira potência.140 000 m3.300 x 0.025? Solução: 490 x 30 x 2.50 x 0. como sempre.01m? Solução: Elevando-se 0. um decímetro cúbico. para fazer só . Leitura: Três centímetros.900m x 0. Leitura: Depois de dividido.

— Um retalho de folha de 80 x 45. . mas também o de se achar a área de qualquer superfície (Figs.00 cada m2. acha-se facilmente o preço de qualquer parcela do metro quadrado. 199 e 200). Exemplo. tem. por exemplo. porque este sistema. dividindo o preço por cem e multiplicando o quociente por 36. mas 85 centímetros de um metro quadrado. Os marceneiros quando dizem que uma folha. Quadrar uma superfície. acha-se que vale Cr$ 4. tem por base constante um metro linear. só pode ser feito quando as peças tiverem as larguras e as espessuras muito semelhantes. Isso. 85 centímetros quadrados. Assim. como o da cubagem.um cálculo de cubagem.32. trinta e seis centímetros quadrados e. — No comércio não só se simplifica o sistema de cubagem. esta não tem realmente 85 centímetros em quadro. que custa Cr$ 12. mede: (36 | 00). entretanto.

A Unha do centro da largura prolonga-se pela distância do ponto do centro da elipse até o ponto do cruzamento das Unhas b. fazendo ponto no lado oposto. de modo que este atinja os limites da elipse. Traçam-se duas linhas no centro.FIGURAS GEOMÉTRICAS Traçado da elipse com o barbante. Marcam-se a largura e o comprimento da elipse. Isto feito. Deste foco traçam-se duas Unhas . — A diferença A. que cruzam com os primeiros e determinam os focos. abre-se um compasso da largura do raio maior. achando-se assim o foco C. e prende-se o barbante num deles por meio de uma laçada. Fazendo ponto em um dos lados. barbante e lápis (Fig. — Material necessário: metro. Aponta-se um prego em cada foco. traça-se um pequeno arco em cada extremidade. que se acha da metade da largura e a metade do comprimento da elipse. e na periferia do círculo traçam-se as linhas b. para se achar os focos. obtém-se o traçado desta figura. Fazendo andar o lápis por dentro do barbante. dá o raio para fazer um círculo no ponto do centro da elipse. uma perpendicular à outra. seguro pelos dedos. traçam-se mais dois pequenos arcos. 201). 202). 2 pregos. compasso. e no outro. Pelo centro do círculo tiram-se duas linhas diagonais a. Outro traçado da elipse (Fig.

203. a linha e. e o foco E a linha g. a linha f. dando o foco C. traça-se a periferia da elipse. Figuras geométricas. o foco D. O ponto de cruzamento das linhas b e d na periferia do círculo dá o foco E. — As áreas e os volumes que o marceneiro mais necessita conhecer são as das figuras geométricas da fig. Com estes pontos achados.d pelo ponto de cruzamento das linhas a e b. O ponto do cruzamento das Unhas b com a linha do centro do comprimento da elipse dá o foco D. . cujas fórmulas damos adiante.

Área: decompor esta figura em — Do polígono irregular. Área = B x A. e achar a área dos mesmos. Área = 7 8 — Do polígono regular. 10 — Do cubo. 9 — Do pentágono regular. Área = B x A. Volume = ao produto das três arestas que convergem para um mesmo vértice. Área = 6 — Do círculo.72. Área é igual ao produto do quadrado de um lado pelo número constante 1. Área = 5 — Do trapézio. triângulos e achar a área dos mesmos. 4 — Do triângulo. .72: A = L2 x 1.FÓRMULAS DAS ÁREAS E DOS VOLUMES 1 — Do quadrado. Área: decompor esta figura em triângulos. 2 — Do retângulo. todos com o vértice no centro. 3 — Do paralelogramo. Área = B2.

etc. e que tem. por praxe. se acrescentar. o preço exato de um móvel ou de um conjunto só se pode obter depois de pronto o serviço. por exemplo. do espelho. da tapeçaria. bem como da mão-de-obra do lustrador. razão pela qual são incluídas na percentagem de . retirada mensal do gerente. de antemão. a quanto orçam as despesas forçadas da oficina: aluguel do prédio. Volume = 13 — Da esfera.11 — Da pirâmide. do entalhador e do marceneiro. 30% de lucro bruto sobre o preço de custo. já porque o modelo dos móveis nas pequenas oficinas varia ao infinito. nem sempre se acham todos os lados precisos. força motriz. procure-se saber. é necessário conhecer o valor exato de cada matéria-prima. — Para se fazer o orçamento de uma mobília com o preço bem aproximado. luz. Para proceder com consciência. etc. já porque todos os oficiais não têm a mesma habilidade e nem sempre a mesma disposição. quando a produção não está em correspondência com as despesas. As despesas forçadas não podem ser calculadas cada vez que se faz um orçamento. impostos. do estofador. Esta é de todas a mais difícil de calcular. isto é. Área = 14 — Da esfera. quarenta mil cruzeiros de móveis por mês. Logo. A uma pequena fábrica que produz. por circunstâncias de ordens diversas. um desequilíbrio financeiro se manifesta. Volume = 12 — Do cone. só de despesas forçadas uma média de oito mil cruzeiros mensais. da madeira. Volume é igual ao produto da área pela terça parte do raio. do vidro. Logo. restam apenas mais ou menos 10% líquidos. Fórmula Prática para fazer orçamentos. da ferragem. Ademais. A percentagem do lucro bruto que se acrescenta ao preço do custo não pode ser desprezada. lubrificantes.

para dormitório..60m de altura... Dobradiças de vara..00m de comprimento: estrado de tal fábrica e dossel na cabeceira..... do comprimento das portas..80m de largura.40m de largura e 0......40 x 0...15m de altura. Para o Sr.90m de largura e 0..lucro bruto.. um vão para livros.. por dentro terá cabides e 2 gaveteiras.40m de largura. nos corpos laterais. Preço .. Fulano de Tal SÃO PAULO Um conjunto de estilo moderno. tendo na do meio 1 espelho externo de cristal biselado de 1.56m..84m de altura e 0. 0. de l..... Ferragem de primeira..38m de fundura..60m de fundura. desmontável. com 2 portas e 5 gavetas internas. Uma banqueta estofada com molas e gobelim. de l..... com 3 gavetas em cada uma.40m de largura por 2......... Verniz à boneca externa e internamente. 0.... Dois criados-mudos de 0.. composto das seguintes peças: Um guarda-casaca de 3 corpos. Madeiras de imbuia classificada e cedro.. EXEMPLOS DE REDAÇÃO Orçamento n.. Uma camiseira de l.°. .. Um penteador de l. l..55m de fundura.. de cristal biselado e lapidado... com 4 gavetas e 1 espelho grande.. com 3 portas.... sobre esta... Uma cama para casal. com uma portinhola e.. Todas as peças inteiramente compensadas.

...................... 2 Metros de dobradiças de vara ........................00m x 0.....55m fundura 1 Compensado de 2....90m largura x 0..............19m x 0......00m x 0....................08m x 0........................... 1 Compensado de l.........015m para lados e traseiras de gavetas .............ORÇAMENTO DE UMA CAMISEIRA (Fig.......................05m para a base e os pés.5m altura x 0....60m x 0........20m x 0................50m x 0............ 204) Dimensões: l.................30m x 0.......025m para as frentes de gavetas .......030m x 0. 1 Peça de 9...........................00m x 0..............025m para portas.... fundos de gavetas e contra-fundo ..05m x 2.. ...................................... 1 Peça de 2...025m para as corrediças ...... 1 Peça de 4....... 2 Puxadores ............ 1 Peça de 5....................50m x l..... tampa e lados ........009m para fundo.....

......................... 2 Fechos a unha .. Mão-de-obra do lustrador.......................................................... .............................................................................................................................................................................................. 2 Quilos de cola .................... Soma ...................... Percentagem de lucro bruto 30% ............... 1 Fechadura ...................................... Lixa e parafusos ...................................................2 Entradas ............. 2 Litros de verniz ...................................... 2 Horas de máquinas .................... Mão-de-obra do marceneiro ..

refletem as tendências comuns nas criações artísticas de uma determinada época. .CAPÍTULO IX O S E S T IL O S A R Q U IT E T Ô N IC O S E MOBILIÁRIOS Em todos os povos os impulsos de modelação estética se exteriorizaram primeiramente nas criações destinadas ao lar. bem como nos objetos de uso cotidiano. que aqui serão examinados em breve estudo. Os estilos históricos. de exigências da vida e de possibilidades técnicas. a modelação desses objetos assumiu feição de uma arte propriamente dita. Naturalmente se pode também chamar de estilo a uma orientação particular dada por muitos artistas às suas criações. Chamamos de estilo a um conjunto de normas artísticas resultantes de concepções morais e religiosas. Com os progressos da civilização e o conseqüente aumento das exigências da vida. Mas é principalmente nas obras do culto religioso que as criações artísticas dos povos civilizados apresentam maior perfeição.

Seus monumentos mais importantes são os túmulos reais ou pirâmides. Os babilônios e assírios. A arte egípcia serviu quase que exclusivamente ao culto religioso. acusavam notável desenvolvimento em suas criações artísticas. deixam reconhecer um grande desenvolvimento técnico. Notada-mente os móveis de assento apresentam já todas as formas usuais. que apresentam muitas . cujas formas nos foram transmitidas principalmente pelas pinturas murais dos túmulos. Os templos. Também o disco solar encontrava muita aplicação. foram edificados de maneira grandiosa e monumental. 2) Arte asiática. A escultura tinha um campo de atividade fecunda na confecção de estátuas gigantescas e na rica ornamentação de relevo das paredes. Mas as pinturas murais policromáticas mostram o completo desconhecimento da arte de representação perspectívica. com as suas numerosas colunas bem proporcionadas. Os móveis egípcios.C).C. já 3 000—600 a.ANTIGÜIDADE 1) Arte Egípcia (cerca de 3 000—1 000 a. A rica ornamentação simbólica de todas as partes arquitetônicas era caracterizada pela folha e flor de loto.

3) Arte Grega (cerca de 600—300 a. Suas obras mais importantes resultaram das construções de templos. A arte persa remonta a 600—300 a. até aos nossos dias. sob muitos aspectos.C. superior à chinesa e também se conservou de 1 000 a. até hoje. só em épocas posteriores experimentou maior desenvolvimento.C. egípcio. tais como meandros. Também a arte hindu ou indiana esteve quase que exclusivamente a serviço do culto religioso. chegou ela a estabelecer um estilo uniforme e autônomo. Distinguem-se três tipos colunares na arte arquitetônica grega: o dórico. grego e hindu. Para a decoração ornamental empregavam-se principalmente faixas entrançadas.semelhanças com a arte egípcia. .C. A arte grega é a mais sublime da Antigüidade.C). O mobiliário. do mesmo modo que a arquitetura profana. A arte japonesa é. Os chineses souberam conservar a forma primitiva de sua arte de 3 000 a. representando o estilo arquitetônico uma mistura dos estilos assírio.C. faixas de antêmio e de folhas de acanto. o jônico e o coríntio. Aproximadamente 500 a. faixas onduladas. Atribuíam os gregos aos seus deuses olímpicos o grau máximo de beleza da forma humana. Daí por que os artistas gregos lhes construíam as moradas do melhor material possível e em linhas harmônicas apuradas ao máximo.

feito de bronze e mármore. Há grande riqueza monumental. O variedade. nos tetos. de hera. IDADE MÉDIA 5) Arte Bizantina e cristã primitiva (cerca de 100—700 d. A decoração interna mostra nos planos murais reproduções das formas arquitetônicas externas em mármore ou em estuque.4) Arte Romana (cerca de 100 a. A arquitetura romana adotou muitas formas das artes etrusca e grega. mas em parte as levou a um alto grau de aperfeiçoamento. O ornamento como decoração chega a ser empregado em muito maior escala do que entre os gregos. divisões em campos ou quadriculadas com representações ornamentais ou figuradas. mais suntuoso Desenvolvimento extraordinário experimentou a mesa. de parreira. e.C—400 d. com o correr do tempo. mobiliário De modo apresenta geral é nos períodos avançados que o grande grego. se tornou móvel suntuoso. sendo usadas mais freqüentemente as folhas de acanto. .C). o chamado de ordem compósita. O estilo profano passa mais para o primeiro plano.C). pinhas. de louro. A princípio a arte cristã primitiva empregava as formas romanas. que. etc. sendo desenvolvido um novo estilo colunar.

C). da qual viria surgir uma nova corrente artística. 6) Arte Islâmica (cerca de 700 d.C). sob o domínio dos mouros (séculos XIII-XV). Graças ao Cristianismo os povos cristãos desenvolveram uma atividade cultural uniforme. nova corrente artística. desenvolveu-se em Constantinopla. o estilo geralmente conhecido como Mourisco (Alhambra ou Granada).C). A arquitetura é extraordinariamente suntuosa. geralmente conhecida pelo no de Bizantina. uma nova orientação estilística. patenteada principalmente nas decorações internas. foram construídos nesse estilo também burgos e fortificações urbanas. o peso da decoração artística foi transferido para a parte interna. Na Espanha desenvolve-se. As artes plásticas começaram a exteriorizar um estilo que dentro em pouco nada mais tinha de comum com o estilo antigo. Na Rússia. A profissão artística atinge grande florescimento. Com a divisão do Império Romano num Império Ocidental e outro Oriental (395 d. por influências orientais e asiáticas. empregando materiais preciosos. .mas. A difusão da doutrina maometana pelos países árabes trouxe. constitui inovação importante a localização das torres no corpo do edifício. O estilo islâmico é um estilo arquitetônico sobremodo decorativo. capital recém-criada deste último. 7) Estilo Romântico (cerca de 800—1 200 d. No tocante às igrejas. adotou o estilo bizantino um cunho próprio. desenvolveu uma forma autônoma. Como os templos serviam de locais de reunião para a comunidade. com a expansão do Cristianismo. Além de igrejas e mosteiros. também.

. 8) Estilo Gótico (1 200—1 400 d. frisos com faixas e perfis entrelaçados. Até então eram os mosteiros as escolas competentes para ministrar o ensino das BelasArtes. há muitas vezes trabalhos feitos ao torno. e sendo antes trabalho de artesão do que de marceneiro. figuras humanas e animais de conteúdo simbólico. ao passo que agora esse ensino é colocado gradativamente ao alcance da massa do povo. apresentando pesadas guarnições de ferro. Móveis mais ricos são encontrados nas igrejas e nos mosteiros. O mobiliário ainda continua modesto e tosco.A ornamentação emprega formas estilizadas de plantas. Nos móveis de assento. o progresso da civilização e o conseqüente aumento das exigências da vida acarretaram uma profunda modificação nas produções artísticas. A revolução de idéias. Teve sua origem em França e se difundiu rapidamente por todos os países da Europa.C).

A decoração interna e da mobília toma extraordinário incremento. entrelaçada. acabaram criando um estilo completamente autônomo. Mobiliário particularmente suntuoso é encontrado nas velhas igrejas e catedrais góticas. Característicos típicos do Estilo Gótico são os pilares envolvidos por feixes de colunas.C). tendendo à confecção de móveis luxuosos. Firma-se particularmente o prestígio da escultura em madeira. mas trata-se menos de trabalhos de marceneiro do que de escultura em madeira. as gárgulas desenvolvidas em fantásticas figuras humanas e animais. a rigorosa estilização da ornamentação folhada. Nos diferentes países europeus. os perfis costais e em cinturão. O acabamento interior dos aposentos é ajustado às exigências crescentes da época. A nova corrente artística originou-se na Itália. merece ser citado Michelangelo Buonaroti. as janelas góticas com ornamentações feitas segundo motivos puramente geométricos. e muito em breve influenciou a vida espiritual de todos os povos civilizados. os trabalhos de entalhe. ÉPOCA MODERNA 9) Estilo Renascença (cerca de 1 400—1 600 d. onde atingiu o seu desenvolvimento máximo.A modelação estética da moradia adquire importância cada vez maior. entre os quais se encontravam gigantescas personalidades artísticas. as abóbadas ogivais. mas os arquitetos daqueles tempos. Seus motivos de exteriorização inspiravam-se nos inesgotáveis modelos da Antigüidade Clássica. a Renascença adotou particularidades inerentes a cada um dos povos. Exigências maiores são . as rosetas. Como artista mais genial daqueles tempos. o que dá a todos os artesãos oportunidade para mostrarem suas habilidades. O móvel do tipo armário ganha crescente importância e como novo móvel surge o bufete.

mas também nas residências burguesas e proletárias. O aposento de morada recebe decoração que melhor atenda à comodidade. O mobiliário é finamente apurado e provido de rico trabalho de entalhe. .estabelecidas ao conforto domiciliar. E essas tendências renovadoras não se mostram apenas nos palácios.

como Estilo Jacó. vinda da Itália. o trabalho de marchetaria em mosaico. O desenvolvimento dos detalhes é extraordinariamente rico e exuberante nos palácios e castelos. Henrique III. em meados do século XVII. de Henrique II. chega a alto grau de florescimento. Os impulsos de nova e mais livre exteriorização artística provêm novamente da Itália. Na França. Henrique V. tem de entregar a liderança da grande arte à França. . William e Mary. o apogeu do Renascimento. o Renascimento Primitivo tornou-se conhecido como Estilo Tudor. Na Itália. por muitos também chamado de Jesuítico.Uma técnica nova. como transição ao Barroco. e ainda apresenta ricos detalhes góticos. e o Renascimento Tardio de Quinhentos (Cinquecento). Assim. Francisco II. 10) Estilo Barroco (1 500—1 750). O Estilo Barroco. São características as formas arredondadas e as linhas marcantes. Carlos II. e o Renascimento Tardio. a época do Renascimento Primitivo é chamada de Quatrocentos (Quattrocento). e o Renascimento Tardio de Luís XIII. o Renascimento Primitivo foi denominado de Luís XII e Francisco I. Elisabete ou Isabeliano. Na Inglaterra. recebeu a Renascença os nomes dos vários soberanos reinantes na época. consistente no embutimento de madeiras de diferentes cores. mas esta. o apogeu. atingiu florescimento máximo nos países de religião católica.

Destacada importância adquire a cômoda. madrepérola. . tartaruga. na maioria das vezes em forma de abóbada cilíndrica. A marchetaria em mosaico. Poderosas pilastras coroadas de capitéis ricamente desenvolvidos sustentam volumosas cornijas sobre as quais repousa o teto. Os móveis de assento almofadado tiveram especial desenvolvimento e difusão. Particularmente típicas são as amplas cimalhas com pujantes frontões. metal. ao invés de empregar madeira recorre a outros materiais: marfim. placas de porcelana. etc.A suntuosidade da decoração interna ultrapassa em muito a da arquitetura externa.

A ornamentação tornou-se mais graciosa e elegante. O Rococó não é propriamente estilo arquitetônico. onde se distinguem os estilos Queen Anne e Georgian. o mesmo sucedendo na Inglaterra. 11) Estilo Rococó (1 700—1 800). e sim.Em França. e de ornamentação a bronze. . sendo conteúdo do estilo e organismo autônomo em que se perdem todos os motivos arquitetônicos. de marchetaria. O mobiliário é leve e gracioso. Merecem ser citadas especialmente as cômodas e escrivaninhas com os seus ricos trabalhos de entalhe. como evolução do Barroco. Luís XIII e Luís IV. havendo grande preferência para as pequenas poltronas de assento e espaldar almofadados. os vários períodos do Estilo Barroco receberam os nomes dos soberanos então reinantes. estilo de decoração interna originado em França.

espalhando-se em toda a Europa. ao lado das formas de arte antiga. o estilo tornou-se reinado mais Luís simples. XVI e retilíneo. grinaldas de rosas suspensas por laços e fitas soltas. A classicista. ficou mostrando sob rigorosa o nome tendência dele. estava em seu auge na época do rei francês Luís XV. O Rococó.Na Inglaterra. mas não teve muita duração. e urnas envoltas em crepe. o novo estilo atingiu o apogeu do florescimento durante o de conhecido ornamentação. Exerceram influência decisiva sobre o desenvolvimento mobiliário a Marquesa de Pompadour. medalhões redondos e ovais ornados de palmas. Thomas Chippendale (1730—1780). é constituída por feixes rígidos de louro. A marchetaria passa a ocupar novamente posição dominante na arte mobiliária. . Também folhas de hera e de parreira encontraram grande aplicação. Madame Dubarry e Maria Antonieta. emancipandose da influência francesa. criou grande número de móveis primorosos. finamente detalhados.

12) Estilo Império (fins do século XVIII—princípios do século XIX). apoiada ainda mais rigorosamente em modelos gregos e romanos. Há.Na Inglaterra. que apresentam acentuadas características nacionais. abriu-se à Arte uma nova época. Hepplewhite e Sheraton. Com o advento de Napoleão I. . desenvolveram-se por essa época três estilos: Adam.

tipos mobiliários que. também. . são de aspecto muito gracioso.também. e suas formas arquitetônicas lembram a Arte Antiga em desenvolvimento rígido. com finalidades puramente utilitárias. apesar de suas formas simples. emprego de detalhes de arte egípcia. Em sua maioria. Mas existem. os móveis são de mogno com aplicações de bronze dourado. A impressão objetiva é sobremodo sóbria.

obviamente teriam de conduzir a novos ensaios . nova orientação à Arte.Arte Moderna. como ainda — o que é de conseqüências muito piores — perdeu-se grande parte do gosto da massa do povo. houve até uma paralisação como ainda não tinha havido. Com o desenvolvimento da técnica e da industrialização. Paralelamente com o incremento da industrialização e da técnica. A época subseqüente não trouxe. esforços de reforma e de oposição franca às concepções artísticas vigentes. também a arte arquitetônica se viu em face de novas exigências que. não só se abastardou cada vez mais a marcenaria. A imitação superficial de estilos de épocas passadas. até fins do século XIX. Os estilos "vendáveis" ou. Ao contrário. e faltava toda e qualquer orientação espiritual. mudavam como a moda. conduziram com excessiva freqüência a deturpações de mau gosto. com intensidade crescente. Só pelos fins do século XIX fizeram sentir-se. "industriais". a associação dos característicos mais evidentes desses estilos e o seu emprego desordenado em edificações e mobiliários. Não havia coordenação do senso estético. melhor.

Muitas correntes artísticas se sucederam deste então.artísticos. desenvolvendo os detalhes . O desenvolvimento geral da expressão artística moderna tende cada vez mais à exigência da forma utilitária ideal. ao passo que outras se esforçaram por encontrar o "leitmotiv" na tradição mais rara da arte de cada povo. havendo algumas delas trilhado caminhos extremos na procura de novos modelos. sendo esta confeccionada com material escolhido.

técnicos como ornamentação. . e eliminando tudo o que é orgânico. autonomia e validade universal dos estilos históricos. É bem possível que ainda decorra longo tempo até que as criações artísticas modernas atinjam a pureza.

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