INFORMAÇÕES DE MERCADO SOBRE SUINOCULTURA

(CARNE “IN NATURA”, EMBUTIDOS E DEFUMADOS)

ESTUDOS DE MERCADO – ESPM/SEBRAE

SUMÁRIO EXECUTIVO

Janeiro de 2008

INFORMAÇÕES DE MERCADO - SUINOCULTURA

2008, Sebrae - Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas Adelmir Santana Presidente do Conselho Deliberativo Nacional Paulo Tarciso Okamotto Diretor - Presidente Luiz Carlos Barboza Diretor Técnico Carlos Alberto dos Santos Diretor de Administração e Finanças Luis Celso de Piratininga Figueiredo Presidente Escola Superior de Propaganda e Marketing Francisco Gracioso Conselheiro Associado ESPM Raissa Rossiter Gerente Unidade de Acesso a Mercados Juarez de Paula Gerente Unidade de Atendimento Coletivo – Agronegócios e Territórios Específicos Patrícia Mayana Coordenadora Técnica Laura Gallucci Coordenadora Geral de Estudos ESPM Daniel Carsadale Queiroga Coordenador Carteira de Fruticultura Guilherme Umeda Pesquisador ESPM Laura Gallucci Revisora Técnica ESPM

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INFORMAÇÕES DE MERCADO - SUINOCULTURA

SUMÁRIO
I. 1. 1.1. 1.2. 2. PANORAMA ATUAL DO MERCADO DE SUíNOS INTRODUÇãO Coleta de Informações Histórico RAÇAS

SUMÁRIO
5 5 5 5 6 6 6 7 7 7 7 8 8 9 9 9 10 10 10 10 11 11 12 13 13 13 14 14 14 15 16 16 16 16 20 20 20 20 20

2.1. Raças por tipo de destinação 2.1.1. Principais raças 3. 4. 4.1. 4.1.1. 4.1.2. 4.2. 4.2.1. 4.2.2. 4.3. 4.4. 4.4.1. 4.4.2. 5. 5.1. 5.1.1. 5.1.2. 5.2. 6. 6.1. 6.2. 6.3. 7. 7.1. 7.2. 7.2.1. 7.3. 7.4. 7.5. 7.5.1. 7.5.2. 7.6. 7.6.1. REGIÕES BRASILEIRAS DE CRIAÇãO DE SUíNOS MERCADO Produção de Carne Suína Origem da Produção Industrial Produção de Embutidos Exportação Exportação de Embutidos (feitos a partir de qualquer tipo de carne) Mercados de Destino Importação Consumo Consumo Per Capita Oferta x Demanda CONSUMIDOR Perfil Pesquisa feita na PB Pesquisa realizada no RS Origem do Consumo PRODUTOS O corte do porco Subprodutos obtidos com a carne suína Embutidos A CADEIA PRODUTIVA Representação de uma Cadeia Produtiva de Suinocultura Sobre a Produção de Suínos Tipo de produção Monitorias Sanitárias Legislação sobre Suínos Políticas Governamentais Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Aves e Suínos Programa Nacional de Sanidade Suídea - PNSS Certificação Carne Orgânica

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2. 3. 7.1.1.4. 3.8.1.2.5. 3.1.2. 9. Principais Empresas do Setor Projetos do Setor Um Novo Olhar para Carne Suína SEBRAE PREÇO 21 22 22 22 23 23 25 26 26 26 27 27 27 28 28 28 29 29 29 29 30 31 31 31 32 33 35 35 35 35 35 36 36 36 36 36 37 8.1.1.1.1.7.5. 3.2.3. 2.8.4. 9.2.4. 3. 1.8.1. 1. Embutidos 9. 9.2. 9. II.8. 1.3.SUINOCULTURA 7.1.1.1.3. 7. Suínos ‘in natura’ e Cortes 8. 3.1. 1.1.1. 3.1. 7.1. 1.2. 9. 1. 1.1.6. 3.7.1. 9.2.2. 1.7. 8.1. 3.1. 3.2.1.2.INFORMAÇÕES DE MERCADO .6. 3. COMUNICAÇãO Introdução: as sete arenas da comunicação Propaganda Tradicional Cadeias de Varejo Mundo do Entretenimento Mundo da Moda Marketing Esportivo Eventos Promocionais Varejo Digital e Internet DIAGNóSTICO ANÁLISE ESTRUTURAL DA INDúSTRIA Forças Competitivas Barreiras à Entrada de Concorrentes Ameaça de Produtos Substitutos Poder de Barganha dos Fornecedores Poder de Barganha dos Compradores Nível de Rivalidade entre Concorrentes Complementadores ANÁLISE PFOA CONSIDERAÇÕES FINAIS Tendências Ações para Minimizar Problemas Identificados Introdução Problemas Relativos à Divulgação Problemas Relativos à Comercialização Problemas Relativos ao Preço Problemas Relativos à Oferta Problemas Relativos à Qualidade Problemas Relativos à Capacitação dos Produtores Problemas Relativos à Exportação 4 .5.2.2. 9.2. 9.

Estados Unidos. ao menos em terras hoje paulistas e baianas. alguns fazendeiros se preocuparam com o melhoramento do porco nacional e atuaram bem nas raças que iam surgindo naturalmente. de um instrumento de Análise de Mercado Setorial. Do tipo asiático. Em 1580. Tamworth e LargeBlack.1 Coleta de Informações As informações contidas no conjunto de relatórios foram obtidas. com foco no mercado interno. havia muitos suínos no Brasil. na década de 70. INTRODUÇãO Esse Sumário Executivo apresenta os pontos mais importantes de um amplo estudo. obtido por meio de dados secundários. desenvolvido com o propósito de traçar um panorama atual sobre o mercado de suinocultura no Brasil. 1. Em 1930/40 chegaram as raças Wessex e Hampshire. a Galega. Embutidos e Defumados. Itália. Do tipo céltico. Inglaterra e Holanda. primordialmente. somente no início do século XX começou realmente o melhoramento genético daquelas raças. na década de 60. com foco no mercado interno de Suinocultura: Carne “in natura”. Do tipo ibérico vieram as raças Alentejana e Transtagana. O uso do porco na cozinha brasileira data praticamente da época do descobrimento. chegou à Bahia um navio com animais domésticos. em âmbito regional e nacional. por meio de dados secundários. 1. no governo de Tomé de Souza. Panorama Atual do Mercado de Suínos 1. a Macau e a China. Sabe-se 5 .INFORMAÇÕES DE MERCADO . As raças existentes em Portugal foram as primeiras introduzidas e criadas entre nós. que vieram os primeiros porcos para o litoral paulista (São Vicente/SP) em 1532. foi com o navegador Martim Afonso de Souza. além da mestiçagem. Esteve incorporado à cozinha mineira desde os primórdios de sua história. Porém.SUINOCULTURA I. Houve ainda influência do meio e da alimentação.2 Histórico No Brasil. O estudo citado teve como objetivo principal a oferta aos empresários de micro e pequenos estabelecimentos do setor de suinocultura. e posteriormente das raças Duroc e Poland China. através da importação de animais das raças Berkshire. Anos depois. Cruzaram-se desordenadamente. em âmbito regional e nacional. da Inglaterra. O melhoramento genético mostrava-se inovador com a entrada dos primeiros animais híbridos da Seghers e PIC. os Large White. em 1950 o Landrace e. Depois. a Bizarra e a Beiroa. Mestiçaram-se também com raças originárias da Espanha.

alguns escritores dividem as raças existentes no Brasil. RAÇAS 2. Duroc Jersey. mas não são as mais aconselháveis. pois gera emprego e renda para cerca de 2 milhões de propriedades rurais. com altos investimentos tecnológicos. adquiridas por influências naturais e sexualmente transmitidas. compunha a ração necessária para a fartura de banha. restos de alimentos que acrescentados a outros produtos nativos como bananas e inhames. o que também não as impede de serem criadas para a produção de carne. nutrição entre outros. pois para a sua criação bastavam as “lavagens”. Desta forma. pouco ou nada sobrava de mão-de-obra para as atividades de plantio ou criação de animais. Não são difíceis de cuidar.SUINOCULTURA que dado ao total interesse do colonizador pela atividade mineradora. Piau e Nilo Canastra. As raças nacionais são bem mestiças e são utilizadas principalmente para produção de banha ou para serem criadas em laboratórios para o estudo de genética. Em se tratando da suinocultura. Polland China e Hampshire. As principais raças estrangeiras são as seguintes: Berkshire. 6 . A suinocultura é uma atividade importante para a economia brasileira. lingüiça e lombo. e têm diminuído bastante uma vez que a produção de banha deixou de ser economicamente atraente. principalmente em melhoramento genético. torresmo. Isso levou ao uso abundante dos porcos nas Minas Gerais do século XVIII. Yorkshire. verifica-se que ela passou por profundas alterações tecnológicas nas últimas décadas. Canastrinho. 2.1. visando principalmente o aumento de produtividade e redução dos custos de produção.1 Raças por tipo de destinação Dentre as várias raças existentes. O setor fatura mais de R$ 12 bilhões por ano. pode-se dividi-las entre raças para produção de banha (Lard Type) e raças para a produção de carne (Bacon Type).INFORMAÇÕES DE MERCADO . como raças estrangeiras e nacionais. Canastra. estas são especializadas na produção de carne.1 Principais raças Uma raça em suinocultura é constituída a partir de um conjunto de animais com características semelhantes. Wessex. Quanto a raças estrangeiras. Landrace. 2. As principais raças brasileiras são: Canastrão. carnes.

sendo que a produção tem se mostrado em crescimento para uso industrial. PB. Assim como abordado anteriormente.9 milhões de cabeças. MERCADO 4. SC. RN. AC. já que a de subsistência apresenta uma queda de mais de 46% entre 2008 e 2002. Pesquisa da Pecuária Municipal 2006 Vale ressaltar que a região NE tem mais cabeças do que a região Sudeste. DF RO. SP. AM. GO.2006 Região Sul Sudeste Nordeste Centro Oeste Norte TOTAL Nº de cabeças 15 984 115 6 055 323 7 167 368 4 004 854 1 962 164 35 173 824 % 45.2 20.4% em comparação a 2007.1. É a região onde o setor mais tem se desenvolvido e está mais 7 . em peso. PR MG. CE. é motivada pela produção industrial. MS. a tendência de crescimento. econômica e tecnológica na região Sul. AL. Goiás. Coordenação de Agropecuária.INFORMAÇÕES DE MERCADO . AP. BA. SE. no entanto. Tabela 1 . o Brasil é o único país da América do Sul que figura entre os 10 maiores produtores de carne suína. RR. 4.4 11.4 17. como mostra a figura a seguir.6 100% Estados RS. o que representaria um crescimento.SUINOCULTURA 3. Diretoria de Pesquisas. com previsão de mais de 33 milhões de cabeças para 2008 e em declínio para a de subsistência (queda de 2. TO Fonte: IBGE. PE MT. Em relação à produção em toneladas. ES. MA. RJ. Mato Grosso e Mato Grosso do Sul de modo especial. 4.6%) ou mais de 4. PI.1 Origem da Produção Industrial A principal região do Brasil para este segmento é a região Sul. As regiões SE e CO também se têm destacado na suinocultura brasileira.4 5.Rebanho suíno por região geográfica no Brasil (em nº de cabeças e %) . a estimativa é de que a produção em 2008 seja de mais de 3 milhões de toneladas. de 3. REGIÕES BRASILEIRAS DE CRIAÇãO DE SUíNOS O rebanho suíno brasileiro tem a sua maior representação numérica. que vem desde 2005. a tecnologia é mais bem desenvolvida e aproveitada na região Sudeste. PA.1 Produção de Carne Suína Atualmente. sobretudo os grandes investimentos que estão sendo implantados em Minas Gerais.

que apresentou um volume de 1. mais de 4.SUINOCULTURA avançado.1.1 % (mais de 16 milhões cabeças) do rebanho nacional e responde por mais de 80 % da produção nacional. A região detém 47. Sugere-se que esse estudo seja foco de um levantamento de dados primários futuramente. com destaque para União Européia. nem às regiões produtoras.2 Produção de Embutidos Os dados mais recentes sobre a produção de embutidos foram encontrados no IBGE. 4. 4.8 milhões de toneladas. por meio do relatório PIA Produto 20051. IBGE. 1 Pesquisa Industrial 2005 – Produto. Rio de Janeiro – 30/04/2007 8 .2 Exportação As exportações mundiais de carne suína representaram. conforme estimativas de 2006.INFORMAÇÕES DE MERCADO . EUA e Canadá. cada um deles com mais de 1 milhão.2 bilhões. sendo o mais representativo nacionalmente. Figura 1 – Suinocultura Industrial Fonte: Abipecs. avaliadas em R$5. conforme interesse do próprio SEBRAE na avaliação e incentivo à atividade.374 mil toneladas. Embrapa Especificamente em relação aos embutidos não foram identificadas informações em relação ao volume produzido.

9 . as exportações dessa categoria de produtos foram de mais de US$104 milhões FOB (também em 2007). em 2007. tendo exportado mais de 528 mil toneladas. 4. Na tentativa de obter dados comparativos para a importação de embutidos (derivados de diversas carnes).MDIC. 2007 .1 Exportação de Embutidos (feitos a partir de qualquer tipo de carne) As informações sobre exportações de embutidos não estão disponíveis por tipo de carne nas fontes de dados secundários./dez. Portanto.2.4%.SUINOCULTURA Em relação ao Brasil. será utilizado levantamento disponível no MDIC. na América Latina o principal importador foi a Argentina (29 mil t). No que se refere aos embutidos.3 Importação As informações sobre importação de carne suína pelo Brasil não aparecem de forma consolidada nas fontes de dados secundários. Em 2007. pode-se detectar que o volume importado em 2007 foi de 34 mil t (11% superior a 2006). Classificação uniforme para o comércio internacional – jan. O faturamento total gerado com a exportação de carne suína foi de US$667. com despesas da ordem de US$ 120 milhões (valores FOB). da qual os embutidos fazem parte. 4. o que equivale a 46% de participação.2. com o objetivo de fornecer uma base sobre os impactos dessa atividade no Brasil. com o objetivo de apresentar indícios referentes a essa atividade. mais de US$ 104 milhões ou 105 mil t. Dessa forma. atingindo 605 mil t. a exportação estimada foi de 585 mil t. a Rússia foi o principal país importador de carne suína do Brasil.[Seções e capítulos da CUCI]. Dessa forma. para importações de carnes e preparados de carne em geral. obteve-se junto ao site Alice web resultados que 2 Relatório de Importação brasileira.. serão utilizados dados do relatório do MDIC2 para em 2006 e 2007. quase 40% acima de 2006. as exportações colocaram o país como quarto colocado no ranking mundial em 2006.2 Mercados de Destino Em 2007. O resultado apresentado reúne a exportação de embutidos feitos a partir de qualquer tipo de carne que representou. 4. e a previsão para 2008 é de um crescimento de 3. com um volume superior a 278 mil t.5 mil. por meio do site AliceWeb.INFORMAÇÕES DE MERCADO . As informações disponíveis em 31/01/08 referem-se à categoria de enchidos. seguida por Hong Kong (106 mil t) e Ucrânia (54 mil t). sendo que 30% foram destinados à Venezuela.

4.INFORMAÇÕES DE MERCADO . A expectativa para 2008 é que seja atingida a marca de 2.6 mil (valores FOB). com expectativa de crescimento para 2008. atingindo a marca de 13.4 Consumo A disponibilidade de produto para o consumo de carne suína em 2007 foi estimado em 2. que aqueles itens de maior valor agregado (presunto tipo Parma e tipo Serrano) apresentam forte representação de marcas importadas. o que representou US$ 262.2 Oferta x Demanda As estimativas desenvolvidas pela ABIPECS (Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína) e pela EMBRAPA demonstram a existência de oferta suficiente de carne suína no mercado nacional. foram de mais de R$100 bilhões. a demanda por produtos artesanais tem aberto espaço para lingüiças e salsichas diferenciadas.4. 10 .2 kg. Já os gastos com carnes preservadas/enlatadas. representando um crescimento de 2% em relação a 2006.SUINOCULTURA indicam que essa movimentação. Esse resultado reafirma uma tendência crescente no consumo de carnes em geral.5 kg. em 2007.4 milhões de toneladas. tendo crescido a uma taxa média mensal de cerca de 12% entre 2002 e 2007. CONSUMIDOR Os gastos do consumidor brasileiro com carnes em geral. representou em 2007 mais de R$568 milhões. conforme dados obtidos pelo Euromonitor3 junto ao varejo. que inclui os embutidos. baseado nos dados divulgados pelo varejo. em 2007. 4. Além disso. conforme critério do Euromonitor. 4. 3 Euromonitor International: empresa de consultoria e pesquisa especializada em levantamento de dados sobre consumo de produtos e serviços. Em relação aos embutidos não foi possível identificar dados concretos que demonstrem essa relação. foi de 54 t. pela observação da disponibilidade de produtos nos pontos de venda. 5. tanto que as campanhas desenvolvidas recentemente vão em direção ao incentivo ao consumo por meio de novos cortes e desmistificação dos riscos à saúde. 4.1 Consumo Per Capita O consumo per capita em 2007 foi estimado em 13.5 milhões de t. mas se sabe.

2%.5%). restrição médica: 6. É importante destacar que esses dois trabalhos não têm representatividade estatística em nível nacional. apresuntados (7. Dentre eles. 3. 34% julgaram o produto caro. mortadelas (12.2. 62. textura: 1%. Os motivos para não consumir.8%).8% realizam compra planejada. 84. 7.9%) e 1. carne gordurosa: 14.8%). E. sendo que. não apreciam o cheiro: 4. enquanto 32.5%.1%).1. 8. defumados e curados (3. pesada): 18. patês (5.6%.7%).5%. L. seguida pelo presunto com 14. PB . 12% não souberam avaliar e 4% consideraram barato. 4 Ciência Animal Brasileira . serão utilizados dados de duas pesquisas realizadas na PB e no RS.CAVALCANTE NETO. P. A lingüiça item preferido dos entrevistados com 16% de participação. 43% consideraram acessível.7%. não.5%.1 Pesquisa feita na PB4 O trabalho foi realizado na microrregião de João Pessoa-PB.8% da amostra total.8%). outros motivos: 1. salame (10. afirmam ter nojo: 11. ser “carregada” (ou seja. 2007. BARROS. toucinho (5.3. jul. indigesta: 1%. 74. foram distribuídos da seguinte forma: questões de saúde: 25. A.3% em outros lugares. copa (1. E.INFORMAÇÕES DE MERCADO .2% consomem a carne suína in natura e/ou industrializada. feira (15. 485-493.7%). Estudo do consumidor e do mercado de industrializados da carne suína: caracterização e diagnóstico na microrrregião de João Pessoa.5% não soube informar onde obtém seus produtos.7% não souberam informar. v.6%).2%). e 4. questões ideológicas: 1. e os demais (25.6%) e outros (0.8%).1% em restaurantes e 8.1%. rejeitando a in natura. Quanto à análise do preço. por meio de entrevistas aplicadas a uma amostra de 400 pessoas. A.5%). A. 5.2%. W. tanto na forma in natura como na industrializada. os dados foram coletados nos meses de julho e agosto de 2003. destes. H.9%.5% o fazem por impulso. preço: 1%. PEREIRA./set. bacon (9.4%).3 – Julho a agosto/2004 11 .SUINOCULTURA 5.8%. sendo apenas fonte de indícios sobre o consumidor e seus hábitos.7%. Os principais locais de compra são: supermercado (78.5%) é o maior influenciador. pela salsicha (12. são vegetarianos: 1. GOMES DA SILVA. não apreciam o seu sabor: 11.9%). RODRIGUES. sabor (17.4%) e embalagem (9. seguido pelo aspecto (26. 3. Entre os consumidores.3. p. só consumem a carne na forma industrializada.2%).1 Perfil Diante da não disponibilidade de estudos ou pesquisas na forma de dados secundários que pudessem apresentar um perfil exato do consumidor de carne suína no Brasil. 50. H.6% fazem suas refeições em casa. n. Entre os fatores de decisão na hora da compra a marca (28. diretamente do produtor (1. preço (11.2%). Essa amostra constituiu-se de 60% mulheres e 40% homens.

8%).00 a R$ 1. além de ser um segmento em que prepondera o planejamento da compra deste produto (82. por meio de receitas que possam ressaltar os atributos destacados. É composto por indivíduos que possuem uma freqüência média de consumo de carne suína.6%). sabor e maciez. com predomínio do Sexo masculino (56%). sendo maior a incidência entre três (14%) e quatro (22%) vezes por semana.9%) e solteiros (20. que configuram três segmentos de mercado. com rendas familiares mais elevadas. Ariosto Sparemberger (UNIJUÍ-UFSC) e Pedro Luis Büttenbender (UNIJUI-FGV/EBAPE) – 2003. indicando uma oportunidade para oferta de cortes mais elaborados e de uma exposição do produto no ponto de venda mais atrativa ao consumidor. 2007. É constituído por pessoas com renda familiar de R$ 501. 485-493. Dão importância a atributos como preço. jul.9%). Em relação à segurança do alimento. 3. Este perfil possui a maior freqüência de consumo da carne suína. esse grupo é muito sensível a ações que promovam o uso da matéria-prima. com maior poder aquisitivo. n.SUINOCULTURA 5. de uma ou mais vezes por semana (58. Com relação à importância dos atributos da carne suína. valoriza intensamente a aparência do produto.7%). A segmentação dos consumidores de carne suína: a identificação do cluster preocupado com a segurança do alimento Luciano Zamberlan (UNIJUI-FGV/ EBAPE). o Perfil 1 possui o maior grupo de pessoas que deram destaque ao atributo Inspeção (32./set. • Perfil 1: Preocupados com a segurança Formado predominantemente por consumidores na faixa etária de 40 a 49 anos (37. 5 Ciência Animal Brasileira. Por ser formado predominantemente por pessoas que valorizam mais os atributos Sabor e Maciez da carne suína.2 Pesquisa realizada no RS5 A pesquisa realizada na região da Fronteira da Noroeste do RS trouxe várias contribuições à segmentação de mercado.1.8%).200. 12 .00 (50%) e nível escolar de 2º grau completo (42%).6 % de 1 a 2 pessoas) e grandes (20. p. Este perfil. • Perfil 2: Degustadores Grupo que possui a maior proporção de pessoas que se situam nos extremos da Faixa Etária (32% de 18 a 29 anos e 18% com 60 anos ou mais). sendo que a aparência/coloração foi o de menor importância. o de maior importância é a Aparência/Coloração e o preço o de menor importância. v. Prevalece a maior proporção de indivíduos com famílias pequenas (27. 8.INFORMAÇÕES DE MERCADO . especialmente pela detecção de três perfis distintos de consumidores. o que demonstra uma relação inversa entre o nível de renda das famílias e a valorização do preço deste produto. com maior proporção de indivíduos com curso superior completo (56.7% de 5 pessoas).

6. enquanto o preço foi citado apenas por 9. com mais de 6. Pela importância que a compra por impulso representa nesse grupo. salsicha (442 g) e presunto (351 g). orelhas e rabo. Os consumidores desse grupo não planejam suas compras de carne suína e não se caracterizam como assíduos consumidores.7% até R$ 500. perna dianteira.7 kg.6%) e a escolaridade mais baixa (26.9 kg. Ao avaliar o consumo das regiões.2%) e possui uma maior proporção de pessoas com baixo nível de renda familiar (37. bacon. com 3. salsicha (1. faixa etária de 30 a 39 anos (39. Em relação aos atributos no momento da compra o destaque fica com a aparência/ coloração (56. No que se refere à categoria “Carnes suínas outras”. no Nordeste sobressaem mortadela (632 g) e salsicha (540 g). ações de degustação e oferta de preço que desperte ainda mais interesse pelo produto no PDV.6%). e no Centro Oeste. verifica-se que a aquisição média nacional domiciliar per capita de “Carnes suínas com e sem osso” foi de 2. toucinho. PRODUTOS 6.INFORMAÇÕES DE MERCADO .SUINOCULTURA • Perfil 3: Econômicos Composto por maior quantidade de consumidores do sexo feminino (62. lombo. Entre os embutidos.4% com o 1º grau completo). mortadela e presunto.1 O corte do porco Os principais cortes apresentados no mercado são: cabeça. pernil. no Sul. os mais consumidos nacionalmente são a salsicha comum. a região Sul mais uma vez se destaca. pés. A região Sul apresentou a maior média entre todas as regiões. 13 . Em quase 40% das famílias há a família é formada por 4 integrantes.2 Origem do Consumo Baseado na POF 2002-2003 do IBGE.9 kg. constata-se que na região Norte o destaque é para salsicha (700 g). no Sudeste a salsicha (1. barriga.00). seguida pela Sudeste com 3. seguido pela região Centro Oeste com 2. paleta.3 kg) e mortadela (957 g).3%).9 kg e Sudeste com 2. 5. lombinho.4% dos entrevistados. A maioria é casada (79.4 kg. à qual os embutidos fazem parte.3 kg).6 kg. o mesmo está mais suscetível a promoções de venda.

equipamentos. desde a fabricação de subprodutos. 6 ROÇA.2000. Laboratório de Tecnologia dos Produtos de Origem Animal Fazenda Experimental Lageado – UNESP. Os mais conhecidos no Brasil são: bacon. calabresa.. lingüiça (blumenau. desde a elaboração de um produto até o consumo. vísceras etc. secos (embutidos crus.34 milhões de toneladas/ano) e de soja (1. Podem ser fresco (lingüiças frescas). Sob o ponto de vista dos negócios ligados à suinocultura. sangue. passa pelo uso de máquinas e equipamentos. toscana). colonial. a transferência.) e temperos. tripas.SUINOCULTURA 6. como salames e mortadelas) e os cozidos (presuntos e salsichas). armazenamento e transporte e. entre outros. as atividades de venda de carne in natura e de embutidos. torresmo e pernil (tender e parma). a indústria de saúde animal (movimento anual de US$ 3.56 milhões de toneladas/ano). a parte encarregada do material genético (oito granjas reprodutoras e três centrais de inseminação). Isso inclui um processo que parte das matérias-primas. copa. De forma geral. finalmente. É importante destacar que tudo do suíno é aproveitado. Roberto de Oliveira. a produção é a parte que envolve a criação dos suínos (granjas).3 Embutidos6 Embutidos são produtos constituídos a base de carne picada e condimentada com forma geralmente simétrica. na cadeia produtiva da suinocultura destacam-se como vetores: a indústria de ração (estimada em 710 mil toneladas/ano). as atividades de corte. condimentos. submetidos a um processo de desidratação parcial. A CADEIA PRODUTIVA Uma cadeia produtiva é um conjunto de atividades econômicas que se articulam progressivamente. 14 . Além das carnes em si são utilizadas. lombo defumado. Embutidos. costelinha.2 Subprodutos obtidos com a carne suína Há mais de 100 subprodutos da carne suína. aditivos (conservantes. estabilizantes etc. 6. [artigo técnico]. como matérias-primas básicas dos embutidos. salame (italiano e milano).INFORMAÇÕES DE MERCADO . morcela. passando pelas indústrias farmacêutica e cosmética e chegando à produção de pincéis. Campus de Botucatu . São embutidos sob pressão em um recipiente ou envoltório de origem orgânica ou não orgânica.8 milhões). de consumo. churrasco. 7. a produção de milho (3. de tripas a orelhas. pela incorporação de produtos intermediários até o produto final que é distribuído por uma vasta rede de comercialização.

podemos dividir os agentes em três grupos principais: • Produção Primária: grupo constituído por suinocultores de ciclo completo. será utilizado um modelo desenvolvido pelo MAPA8. 2002. os dados permitem a projeção de que. 64. • Industrialização: indústrias de primeira transformação que abatem os animais e obtêm as peças de carne. 8 MINISTÉRIO DA AGRICULTURA. às indústrias de processamento. 40%. • Processamento: apesar da não disponibilidade de informações precisas para uma caracterização detalhada deste grupo. e as dez maiores. hotéis. n. 15 . bem como todos os demais serviços decorrentes desses agentes7. cuja maioria está vinculada. 159-161. 7. 2. [Estimativas realizadas para o ano de 2000/2001]. podem estar integradas em um único empreendimento ou dissociadas em empreendimentos diversos. presídios e empresas de fast food e catering)./dez.1 Representação de uma Cadeia Produtiva de Suinocultura Durante a etapa de levantamento de dados sobre cadeia produtiva suína não foi identificado nenhum modelo adotado como referência para o setor. minifundiários. e indústrias de segunda transformação: incorporam a carne em seus produtos ou agregam valor a ela. conforme as condições de utilização necessárias para os demais agentes da cadeia.SUINOCULTURA consultorias e assistência técnica. • Insumos e Serviços: destacam-se o setor de indústria de rações e o de melhoramento genético. e empresas de alimentação coletiva/mercado institucional ou aquelas que utilizam a carne como produto facilitador (restaurantes. v. as quatro maiores empresas detêm cerca de 30% do abate nacional. via contratos. • Produção da matéria-prima (produção agropecuária): empresas rurais que geram. escolas. PECUÁRIA E ABASTECIMENTO. São Paulo. criam e engordam os animais para o atendimento das necessidades das indústrias de primeira transformação. p. • Comercialização: atacadistas ou exportadores. voltado originariamente à carne bovina. em termos de concentração. 7 Biológico. hospitais. jul.INFORMAÇÕES DE MERCADO . Dessa forma. que é composta por cinco subsistemas: • Apoio: fornecedores de insumos básicos e os agentes transportadores. Na cadeia produtiva da suinocultura. varejistas (supermercados e açougues). mas que se adapta à análise da cadeia de suinocultura..

2 Sobre a Produção de Suínos Basicamente as criações podem ser de dois tipos: intensivas ou extensivas. 7. em que os animais permanecem de todas as categorias permanecem sob piso e sob cobertura. Existem três tipos de criação intensiva: ao ar livre. 7. e para tanto exige medidas de biossegurança. programas de limpeza e desinfecção. programas de vacinação. que envolve somente a fase de terminação e que tem por produto final o suíno terminado. medicações profiláticas.SUINOCULTURA • Consumo: consumidores finais.3 Monitorias Sanitárias A sanidade ou saúde é um dos pilares de sustentação da produção intensiva de suínos. • produção de terminados. entre outros. em que se utilizam os piquetes apenas para os machos e para se fêmeas em cobertura ou gestação. que abrange todas as fases de produção e que tem por produto o suíno terminado. confinado. • produção de leitões. em que os animais ficam em piquetes. pelo preparo e pela utilização do produto final.4 Legislação sobre Suínos • Principais leis. 7. uma vez que objetiva diminuir riscos e reduzir custos. responsáveis pela aquisição.2.1 Tipo de produção O produtor pode optar por uma produção que englobe todo ciclo de produção ou por apenas uma fase ou outra do ciclo de produção: • produção de ciclo completo. tradicional. normas. que visa obter futuros reprodutores machos e fêmeas. 7. • produção de reprodutores. podendo subdividi-los por fases em vários prédios. portarias e decretos sobre carne suína 16 . que envolve a fase de reprodução e tem por produto final os leitões – estes podem ser leitões desmamados ou leitões para terminação.INFORMAÇÕES DE MERCADO . influenciando os sistemas de produção de todos os agentes da cadeia produtiva. Determinam as características desejadas no produto.

prorrogável por igual período. Suína. na forma do anexo a esta Instrução Normativa. Os suínos importados deverão vir acompanhados de Certificado Zoossanitário. presumíveis veiculadores de Febre aftosa na zona livre da doença que especifica. ovinos. Concede Autorização Provisória para análises do Programa Complementar de Resíduos para a UE por um período de 6 meses. em conformidade com a Portaria nº 50.PNSS. Empanados. prorrogável por igual período. ao Laboratório Microbióticos Análises Laboratoriais Ltda. Leite e Pescado do exercício de 2004. eqüídeos.INFORMAÇÕES DE MERCADO . em conformidade com os Anexos.SUINOCULTURA Tabela 2 – Síntese da Legislação sobre Carne Suína Tipo Portaria Interministerial Instrução Normativa Instrução Normativa nº 141 8 Data Assinatura 26/06/2007 03/04/2007 Data Publicação 27/06/2007 10/04/2007 Ementa Autoriza concessão de crédito para comercialização de carne suína ao amparo da Linha Especial de Crédito (LEC). na forma do anexo à presente Instrução Normativa. Dispõe sobre ingresso e permanência de animais e produtos de origem animal. caprinos. Concede Autorização Provisória para análises do Programa Complementar de Resíduos para a UE por um período de 6 meses. Pecuária e Abastecimento do Brasil. o Projeto de Instrução Normativa. atestando as garantias requeridas pelo Ministério da Agricultura. Submete à Consulta Pública por um prazo de 60 (sessenta) dias. a serem observadas em todo o território nacional. que “Aprova as Normas para o Controle e a Erradicação da Doença de Aujesky (DA) dos Suídeos Domésticos” e “Aprova o Plano de Contingência para a Enfermidade”. na forma do anexo à presente Instrução Normativa. o projeto de instrução normativa em anexo. emas. ovos e outras espécies de animais. bubalinos. pelo prazo de 30 (trinta) dias a contar da publicação desta Portaria. Pecuária e Abastecimento. Mel e Pescado do exercício de 2006. Leite. Aprova os requisitos zoossanitários para importação de sêmen suíno. Presunto tipo Serrano e Prato Elaborado Pronto ou Semi-Pronto Contendo Produtos de Origem Animal. de 20 de Fevereiro de 2006. que aprova as normas de fiscalização da produção e comércio de material genético de suídeos. suídeos. Submete à consulta pública. e da prestação de serviços na área de reprodução suídea. avestruzes e outras espécies animais. 8 30/03/2007 03/04/2007 Portaria 19 17/01/2007 19/01/2007 Portaria 305 20/11/2006 22/11/2006 Portaria 265 28/09/2006 23/10/2006 Instrução Normativa Instrução Normativa Portaria 56 54 77 300 27/09/2006 27/09/2006 17/07/2005 16/06/2005 04/10/2006 04/10/2006 19/07/2005 20/06/2005 Portaria 478 26/10/2004 08/11/2004 Instrução Normativa Instrução Normativa Instrução Normativa Instrução Normativa Resolução Instrução Normativa Instrução Normativa 47 27 6 82 1 54 31 18/06/2004 20/04/2004 09/03/2004 20/11/2003 09/01/2003 17/09/2002 10/05/2002 23/06/2004 27/04/2004 10/03/2004 24/11/2003 10/01/2003 19/09/2002 13/05/2002 Portaria 1 09/10/2001 19/10/2001 Instrução Normativa 6 15/02/2001 19/02/2001 17 . por um prazo de 60 (sessenta) dias a contar da data da publicação desta portaria. caprinos. a ser observado em todo o Território Nacional. Publicar os resultados do acompanhamento dos Programas de Controle de Resíduos em Carne. Produtos Cárneos Salgados. bubalinos. Aprova as Normas para a Erradicação da Peste Suína Clássica (PSC) a serem observadas em todo o Território Nacional. para realizar análises de resíduos químicos em matrizes de origem animal. Publica os resultados do acompanhamento dos Programas de Controle de Resíduos e Contaminantes em Carnes (Bovina. eqüídeos. a contar da data da publicação desta portaria a uniformização da nomenclatura de produtos cárneos não formulados em uso para aves. Aprova as Normas para o Controle e a Erradicação da Doença de Aujeszky (DA) em suídeos domésticos. ao Laboratório de Análise de Resíduos da PLANTEC. Ovos. Aprova os Regulamentos Técnicos de Identidade e Qualidade de Paleta Cozida. Submete à consulta pública. Aprova a uniformização da nomenclatura de produtos cárneos não formulados em uso para aves e coelhos. Aprova O Regulamento para Registro e Fiscalização de Centro de Coleta e Processamento de Sêmem (CCPS) suíno. Aves e Eqüina). Aprova o Regimento Interno das Superintendências Federais de Agricultura. Aprova o Regulamento Técnico de Programa Nacional de Sanidade Suídea . Aprova o Plano de Contingência para Peste Suína Clássica. ovinos. na forma do anexo à presente Instrução Normativa. Aprova o Regulamento para Registro e Fiscalização de Estabelecimento Comercial de Multiplicação Animal Nacional e Importado. suídeos.

vegetais. Aprova os Regulamentos Técnicos de Identidade e Qualidade de Almôndega. constituída pelos estados que menciona. de seus produtos e subprodutos na Zona Livre de Peste Suína Clássica. Aprova os Regulamentos Técnicos de Identidade e Qualidade de Carne Mecanicamente Separada.PNCR e os Programas de Controle de Resíduos em Carne PCRC.D. de Hamburguer. transformem.PNCRB e alterar o Programa de Controle de Resíduos Biológicos em Carne . A. propostas pela Secretaria de Inspeção de Produto Animal. de Salame tipo Milano. de Salame. 2008 18 . armazenem e comercializem. Controle e Emprego de vacina contra a Peste Suína Clássica”. entendendose como tal a aprovação dos memoriais descritivos de fabricação dos produtos e seus respectivos rótulos. de Lingüiça e de Salsicha Altera o Plano Nacional de Controle de Resíduos em Produtos de Origem Animal . recebam. de Presunto tipo Parma. produtos. de Salame tipo Italiano. Aprova as Normas de Produção.GSC Reedita o Plano Nacional de Controle de Resíduos Biológicos em Produtos de Origem Animal . de Presunto Cru. manipulem. de Mortadela. em conformidade ao consubstanciado nos Anexos I e II desta Portaria. de Apresuntado. na classificação dos estabelecimentos de produtos de origem animal. de Kibe. de Fiambre.SUINOCULTURA Tipo Instrução Normativa nº 1 Data Assinatura 04/01/2001 Data Publicação 22/01/2001 Ementa Aprova as Normas para Ingresso de Suídeos.GSMD e granjas de suínos certificadas . Aprovar as normas anexas inerentes a inscrição de reprodutores doadores de sêmen para fins comerciais ou para uso do proprietário.INFORMAÇÕES DE MERCADO . Aprova as normas técnicas de instalações e equipamentos para abate e industrialização de suínos. a que se refere o Decreto nº 94. de Salame tipo Calabres. em anexo. de Salame tipo Napolitano. acondicionem. Estabelece os procedimentos de Licenciamento de Importações para animais. Portaria Decreto 23 30691 20/01/1976 29/03/1952 16/02/1976 07/07/1952 Fonte: MAPA. Mel – PCRM. tipos diferenciais para os estabelecimentos que realizem o abate de animais e que preparem. de Presunto Cozido e de Presunto. Medidas de controle da Doença de Aujeszky . A aprovação e registro dos produtos de origem animal. de Salame tipo Friolano. Aprova o novo Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal.554. Aprova as Normas relativas às condições gerais para funcionamento dos pequenos e médios matadouros para abastecimento local. Aprovar os Regulamentos Técnicos de Identidade e Qualidade de Copa. em Suínos Instrução Normativa 22 31/07/2000 03/08/2000 Instrução Normativa Instrução Normativa Instrução Normativa Instrução Normativa Instrução Normativa Instrução Normativa Portaria Portaria Portaria Portaria Portaria Portaria Portaria Resolução 21 20 4 42 12 31/07/2000 31/07/2000 31/03/2000 20/12/1999 23/06/1999 03/08/2000 03/08/2000 05/04/2000 22/12/1999 25/06/1999 3 22/01/1999 17/02/1999 182 91 57 26 713 711 88 1 05/10/1998 28/08/1997 20/05/1997 05/09/1996 01/11/1995 01/11/1995 10/05/1994 05/07/1991 08/10/1998 01/09/1997 03/06/1997 06/09/1996 07/11/1995 03/11/1995 13/05/1994 Portaria Instrução de Serviço Portaria 85 24/06/1988 28/06/1988 2 190 17/04/1984 21/12/1978 22/01/1979 Portaria 82 27/02/1976 19/04/1976 Aprova as instruções que versam sobre “Normas para a Produção. Aprova as Normas para o ingresso de animais suscetíveis à febre aftosa e de seus produtos e subprodutos nos Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. de 22 de outubro de 1993. subprodutos e seus derivados para fins de exercício da Inspeção industrial e sanitária. de Salaminho. Institui. 533. de Salame tipo Alemão. Aprovar os Regulamentos Técnicos de Identidade e Qualidade de Patê. Aprova as Normas para o ingresso de animais suscetíveis à febre aftosa e de seus produtos e subprodutos nos Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Leite – PCRL e Pescado – PCRP Aprova as Normas a serem observadas para a certificação de granjas de suínos com um mínimo de doenças . Controle e Emprego de Vacinas contra a Febre Aftosa e revoga a Portaria n. 2 fev. seus produtos e partes. de Salame tipo Hamburgues. de Bacon ou Barriga Defumada e de Lombo Suíno. beneficiem. de Jerked Beef.PCRBC. Aprova as Normas de Credenciamento e Monitoramento de Laboratórios de Diagnóstico de Peste Suína Clássica e Enfermidades Assemelhadas. de Linguiça Colonial e Pepperoni. Aprova as Normas de Profilaxia da Brucelose Animal. de 7 de julho de 1987.

de Presunto tipo Parma.SUINOCULTURA • Principais leis. de 29 de março de 1952.691. 2008 19 . de Salame tipo Alemão. Aprova o Manual de Procedimentos Operacionais da Vigilância Agropecuária Internacional. de Salame. Aprova a uniformização da nomenclatura de produtos cárneos não formulados em uso para aves e coelhos. nos aeroportos internacionais. o Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal. suídeos. de Jerked Beef. para Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes . de Salaminho. eqüídeos. de Presunto Cru. Aprovar os Regulamentos Técnicos de Identidade e Qualidade de Copa. referente a normas reguladoras do emprego de aditivos para alimentos.Sal e Salmoura.899. Aprova o novo Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal. alterado pelo Decreto nº 691. em conformidade ao anexo desta Instrução Normativa. o valor das taxas de que trata o artigo 2º do Decreto-Lei 1. a ser utilizado na fiscalização e inspeção do trânsito internacional de produtos agropecuários. bubalinos. de Linguiça Colonial e Pepperoni. de Salame tipo Calabres. normas. de Salame tipo Hamburgues. determinando que sejam utilizados no Sistema de Laboratório Animal do Departamento de Defesa Animal Aprova as normas técnicas de instalações e equipamentos para abate e industrialização de suínos. de 21/12/1981. constituindo-se em Métodos Microbiológicos e Métodos Físicos e Químicos Modifica o Decreto nº 50. postos de fronteira e aduanas especiais.INFORMAÇÕES DE MERCADO . de Salame tipo Friolano. e seus Limites das seguintes Categorias de Alimentos 8: Carne e Produtos Cárneos. aprovado pelo Decreto nº 30. 2 fev. portos estruturados.040. Aprovar os Métodos Analíticos para Controle de Produtos de Origem Animal e seus Ingredientes. ovinos. Reajusta. Fica alterado nos termos da redação que se segue. Aprova o Manual de Procedimentos Operacionais da Vigilância Agropecuária Internacional. portarias e decretos sobre Embutidos Tabela 3 – Síntese da Legislação Específica sobre Embutidos Tipo Instrução Normativa Instrução Normativa Resolução nº 51 36 1 Data Assinatura 29/12/2006 10/11/2006 09/01/2003 Data Publicação 04/01/2007 14/11/2006 10/01/2003 Ementa Adota o Regulamento Técnico de Atribuição de Aditivos. de Salame tipo Napolitano. Instrução Normativa 26 12/06/2001 02/07/2001 Instrução Normativa 22 31/07/2000 03/08/2000 Instrução Normativa Portaria Portaria Interministerial Portaria Decreto Decreto Decreto 20 21/07/1999 27/07/1999 711 17 1 55871 1255 30691 01/11/1995 26/01/1983 07/10/1981 26/03/1965 25/06/1962 29/03/1952 03/11/1995 27/01/1983 13/10/1981 09/04/1965 04/07/1963 07/07/1952 Fonte: MAPA. caprinos. de Salame tipo Milano. de 13 de março de 1962. nos termos desta Portaria. ovos e outras espécies de animais. de 24 de janeiro de 1961. de Salame tipo Italiano. Oficializa os Métodos Analíticos Físico-Químicos.

6 Certificação 7. garantindo que carne é produzida da maneira mais natural possível. para consumidores que valorizam um produto desenvolvido por meio de um processo sustentável.agricultura. produzida por duas associações de produtores de carne orgânica localizadas na Bacia Hidrográfica do Pantanal.SUINOCULTURA 7. essa carne ainda é pouco conhecida e consumida no Brasil. • Programa Nacional de Controle da Doença de Aujeszky (DA). somente uma indústria tem comercializado carne orgânica certificada no país. • Reconhecimento e Manutenção de Zonas Livres de Doenças no Brasil. Entretanto. Os tópicos do Programa9 são: • Erradicação da Peste Suína Clássica do Território Nacional.5. normatização e o suporte das ações de defesa sanitária animal referentes à suinocultura nacional.1 Carne Orgânica Uma forma de obter diferenciação no mercado. • Certificação e Monitoramento de Granja de Reprodutores Suídeos Certificada (GRSC). 20 . 7. Atualmente. visando preservar a sanidade do rebanho brasileiro. 7. Este sistema produtivo passa por auditoria e certificação.5. socialmente justo e economicamente viável.PNSS O Programa Nacional de Sanidade Suídea (PNSS) têm como objetivo a coordenação. no estado do Mato Grosso. pois apenas recentemente vêm sendo explorada de maneira comercial. isenta de resíduos químicos e com preocupação socioambiental.981950&_dad=portal&_schema=PORTAL>.2 Programa Nacional de Sanidade Suídea .INFORMAÇÕES DE MERCADO .5 Políticas Governamentais 7. a Associação Brasileira de Produtores de Animais Orgânicos (ASPRANOR). apoiar e acompanhar ações para o desenvolvimento das atividades do setor ou a ele associadas. Sua composição integra representantes dos segmentos de toda a cadeia produtiva.1 Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Aves e Suínos Com atuação consultiva. A carne orgânica certificada é uma carne produzida a partir de um sistema produtivo ambientalmente correto. é a carne orgânica.6. e a Associação Brasileira de 9 O PNSS pode ser obtido na íntegra por meio do endereço eletrônico: <http://www.gov.br/portal/ page?_pageid=33. tem por finalidade propor.

220.INDEPENDÊNCIA 27 .57 23.79 8.600 16.40 2.65 0.565.FRANGOSUL 08 .7 Principais Empresas do Setor De acordo com a ABIPECS.52 1.72 100.116.389 761.63 6.084 18.987.01 11.293.36 2.028 33.121 30.231 2.281 794.85 -100.384 356.568.82 4.356.278.AGROAVíCOLA RIZZI TOTAL ASSOCIADOS OUTROS ABATES SIF TOTAL ABATES SIF ABATE SIE E SIM ABATE TOTAL AUTO-CONSUMO PRODUÇãO 2006 4.615 168.955 363.89 42.523.23 2.373 194.208.00 8.271 208.286 95.83 0.GUARUPAL 26 . a Sadia é a empresa líder no setor de abates.62 -13.433 527.211 201.559 3.15 1. Rio de Janeiro.72 0.30 1.753 33.483 1.38 -17.PERDIGãO 03 .69 -14. 7.05 -1.652 90. no estado do Mato Grosso do Sul.982 464.727 390.357.39 0.00 Fonte: ABIPECS 21 .28 30.845 126.957 170.184 35.417 623.00 5.00 58.PAMPLONA 07 .940 1.634.78 100.175 2.136.918 341.00 -100.PIF PAF 11 .560.189.645 1.148 34.SUINOCULTURA Pecuária Orgânica (ABPO).092.203 -100.000 24. baseando-se em dados de 2004 a 2006.034.750 206.COTREL 29 .27 50.151 558.847 30.PORCOBELLO 23 .607 91.SEARA 05 .03 3.326 9.54 18.946 151.693 662.255.00 0.676 143.04 0.181 23.34 46.510 24.SADIA 02 .262 1. São Paulo.ALIBEM 06 .101.572 90.AURORA 04 .184 3.08 0.178 1.045 243.005 161.501.156 940.675 462.035 267.699 2.09 26.682 2004 3. Paraná e Santa Catarina.COTRIGO 20 .628.AVIPAL 09 .943 334.400 602.FRIMESA 10 .122 2.00 161.68 2005 3.451 2.835 375.00 0.26 2.791.MABELLA 12 .329 293.195 207.238 VAR% 06/05 7.14 -9.054 9.410 39.741 133.100.500 19.954 2.864 183.90 0.COOPAVEL 21 . Tabela 4 .916 190.822.723.633 36.857 19.UNIBON 17 .52 15.529 3.00 0.183.11 0.202.592 0 197.SAGRINGO 24 .90 PAR% 2006 17.111 143.602 4.552. em grandes redes varejistas (basicamente de carnes bovinas).698 10.47 13.883 157.12 3.599.437.279 210.68 4.98 -37.724 22.COTRIJUí 15 .326 1.49 27.148 285. Minas Gerais.57 0.034 136.PALMALI 18 .COSUEL 14 .000 303.356.730 502.373 31.MONDELLI 25 .713.INFORMAÇÕES DE MERCADO .57 69.85 0.782 20.272 4.89 0.383 551.506.60 6.544 194.Ranking de Abate por empresa (em kg e %) – 2004/2006 EMPRESAS 01 .61 7.269 519.901 187.78 13.00 0.042 0 0 0 124.91 4.18 4.LARISSA 19 .430 240.SAUDALI 16 .517 3.400.707 4.CASTILHENSE 28 .092.12 22.389 1.473.EXCELÊNCIA 13 . Os cortes de carne orgânica podem ser encontrados nas capitais de estados como.46 5.945 198.709.HIPERCARNES 22 .166 5.50 -0.71 10.

Dez anos depois. seguida pela Perdigão. quase sempre associados a eventos festivos.sebrae. um deles concluído em 17/12/2007 e outro em andamento. no endereço: http://www. que envolveu integrantes de toda a cadeia produtiva.8. que as principais restrições ao incremento do consumo da carne suína no Brasil eram: • • • • preconceito com relação ao impacto sobre a saúde do consumidor. quase sempre associada à gordura. A partir desses resultados.INFORMAÇÕES DE MERCADO .8 Projetos do Setor 7.SUINOCULTURA De acordo com dados da pesquisa anual feita pela Datafolha para o prêmio Top of Mind. a Sadia também se consagra como a marca mais lembrada pelos consumidores.1 Um Novo Olhar para Carne Suína Um dos mais importantes projetos identificados é o desenvolvido pela ABCS (Associação Brasileira de Criadores de Suínos). confirmaram-se. 7.Associação Brasileira Ind Prod Exp Carne Suína 22 . br/. apresentação inadequada nos pontos-de-venda. nas duas oportunidades. a partir da contratação de uma pesquisa para identificar os principais gargalos da comercialização da carne suína no Brasil.sigeor. na perspectiva do cliente. cortes volumosos. 7. especialmente ao SIGEOR – Sistema de Informação da Gestão Estratégica Orientada para Resultados. grupos de influência (cardiologistas e nutricionistas). O projeto teve início em 1994.2 SEBRAE O SEBRAE desenvolve vários projetos nos setores ligados a carnes. 10 ABIPECS . nos últimos 12 meses. • percepção de preço elevado. sugere-se consulta ao site do SEBRAE. a avaliação foi novamente realizada. cortes pouco práticos. foram desenvolvidos trabalhados pela ABCS. que teve a análise aprofundada e deu os primeiros passos no sentido de implantar a Política Nacional de Marketing para a Carne Suína.8. Para que se possa conhecer e acompanhar o andamento dos projetos. intitulado “Um Novo Olhar para Carne Suína”.com. mas com uma diferença de quase 20 pontos percentuais10. até atingir o consumidor final. Na data da consulta (07/01/08) foi possível identificar dois que tratam especificamente da suinocultura.

após altas registradas em função do aumento de demanda para as festas de final de ano. Tabela 15 – Médias Estaduais Semanais Data 26/12 a 28/12 17/12 a 21/12 10/12 a 14/12 Fonte: Cepea R$ 3. SP.SUINOCULTURA 8. com ICMS 23 . SC.70 SC US$ 1.48 R$ 2. intermediários e atacadistas. SC.79 1. PR.99 R$ 3.73 1.80 2.86 R$ 2. MG e GO. MG.20 3.Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada Suíno Vivo (R$/kg) R$ 2. Esse processo é realizado junto a produtores.64 PR US$ 1. associações mistas.10 MG US$ 1. e junto a frigoríficos.52 R$ 3.54 1. intermediários e frigoríficos.09 3.82 2. MG.98 SP US$ 1.50 1. cooperativas e associações de produtores. PREÇO 8.INFORMAÇÕES DE MERCADO . Tabela 14 – Preços Diários de Suínos Vivos (SP) Data 08/01/2008 07/01/2008 04/01/2008 03/01/2008 02/01/2008 Fonte: CEPEA .83 2.68 * Preço recebido pelo produtor. no caso da carne.73 2. SP.63 RS US$ 1. ainda refletindo os aumentos de preço do final de 2007.50 1.17 3. PR.1 Suínos ‘in natura’ e Cortes O Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – ESALQ/USP) desenvolve levantamento sistemático dos preços diários de suínos vivos e da carne – carcaças comum e especial e cortes. MS. no caso de suínos vivos. Em relação aos preços obtidos diariamente em SP.49 R$ 2.04 R$ 3.56 1.97 R$ 2.74 1.57 1.70 2. para os preços da carne. observa-se que os menores preços foram obtidos no RS e os maiores foram pagos aos produtores de MG. as informações são obtidas com colaboradores de RS.06 No que se refere aos preços médios.58 1.65 2. Os levantamentos sobre suínos vivos ocorrem em oito estados: RS.75 R$ 2. MG e GO.12 2.77 1. percebe-se um decréscimo no preço.

calabresa. lombo defumado. O pernil com osso atingiu valor médio de R$ 7. haverá pressão nos custos em função do aumento dos insumos necessários à produção. os próprios produtores se encarregarão de influenciar o preço final. o consumo de frango. conforme avaliação de especialistas em entrevista realizada pela Gazeta Mercantil em 19/12/0712. também foi consultado o site de vendas Pão de Açúcar Delivery que. presunto. Finalmente. por exemplo: carne resfriada versus congelada. agreguem valor ao produto final. Disponível em: mercadomineiro. que pressupõe inclusive processos de industrialização. Observando-se um exemplo obtido junto ao Mercado Mineiro11.INFORMAÇÕES DE MERCADO . porque apresenta ciclo de produção menor e pode se adaptar mais rapidamente à demanda do mercado. em função do direcionamento da produção para o mercado externo e da redução da oferta para o mercado nacional. 12 Gazeta Mercantil. 19 dez. 24 . caberá ao consumidor optar pelas melhores ofertas entre as proteínas existentes. adoção de marca do fornecedor etc. Apesar das diferenças específicas entre os cortes avaliados (o tipo de corte influi diretamente no preço). A fim de obter maior número de itens para comparação. na data da consulta. refere-se à produção de lingüiças (toscana.34 (esses itens apresentaram a maior amplitude de variação entre preços mínimos e máximos.49/kg. apresentava 18 ofertas de cortes suínos. O menor preço por quilograma foi para o pernil congelado (sem marca).3% superior.99. 11 Mercado Mineiro: mercado virtual de pesquisa de preços do Brasil.). suína e de frango). entre outras possibilidades. outros tipos de processamentos realizados na carne agregam valor e permitem faixas diferenciadas de preço. por outro. permite que o tratamento dado à carne.68/kg em média e o lombo a um preço médio de R$ 12. a tendência é que se observem aumentos nos preços de todas as proteínas animais (bovina. 2007. conforme a mesma fonte citada. carne com osso versus sem osso.com. de lombo.7%. <http://www. processos de resfriamento. já o pernil desossado e temperado da Sadia apresentou valor médio 8. verificam-se as variações médias de preço. Dessa forma.87/kg. Quanto às perspectivas em relação a preços futuros.br>. carnes temperadas. comercializado a R$5. Por um lado. Por outro lado. o que poderá beneficiar. respectivamente de 55. pernil etc.SUINOCULTURA Quando se verificam os preços ao consumidor final é importante considerar que a maior parte do consumo se dá a partir dos cortes estabelecidos pelo próprio fornecedor. A costelinha foi comercializada a R$ 9. o lombo sino Cavgut atingiu R$30.) e embutidos em geral (salame. mortadela etc. além de permitir a oferta de partes mais nobres com preços diferenciados. salgadas ou defumadas. Outra forma de agregar valor à carne.4% e 59.

conseqüentemente.68. ainda. adiciona ingredientes (azeitona ou pistache) ou retira o toucinho.90 para pacotes de 500 g. Observando-se o caso da mortadela.SUINOCULTURA 8.13 (Ceratti com pistache).). são apresentados os preços de embutidos praticados no varejo. <http://www. Mais uma vez. (Mortadela Ceratti Light) como forma de diferenciar seus produtos. Os presuntos apresentaram variação de R$3. entre um produto de carne suína comum para um à base em calabresa13. na data do levantamento. como foi possível comparar diversas marcas. 2008. As lingüiças variaram de preço. nota-se que o preço variou de R$4.70 para o lombo canadense fatiado (tabela 18). a amostra apresentou preços variando de R$2. até R$73. agregar valor para o consumidor e.96 (tipo Parma) para pacotes de 200 g. 13 Mercado Mineiro. Utilizando-se das mesmas fontes de dados citadas. mas também em função de agregação de valor por meio do processamento na fábrica ou no PDV (como o fatiamento no PDV e/ou a agregação de fatias em pacotes pequenos vindos da própria fabrica). na medida em que se trata de produtos teoricamente similares. partindo de R$3.99 (tabela 17. como reflexo principalmente do posicionamento de preço da marca.20 o quilo (tradicional Sadia) a R$30. uma amplitude de mais de 110%.07/kg nas variedades curada e fatiada.75 (159% a mais entre o menor e o maior preços disponíveis no site).65 a R$11. que. Em relação aos salames de tipo italiano. percebe-se a força da marca como fator agregador de valor: a mortadela é um produto tradicional fortemente associado à marca Ceratti. É importante observar que os preços variam não apenas em função das marcas. além disso. acima). entre outros. uma comparação entre o lombo.br>. A copa apresentou variação.68 até R$5.com.INFORMAÇÕES DE MERCADO . cocção ou defumação. principalmente em função do processo envolvido.87/kg nas variedades resfriada e fatiada. 25 . foi possível observar que o preço por quilo variou entre R$9. a variação foi de mais de 54%. Quando avaliados os produtos disponíveis no Pão de Açúcar Delivery (30/01/08). No caso das salsichas para hot dog. conseguir melhores preços. dos ingredientes envolvidos (como a adição de azeitonas. pode-se identificar tanto uma maior gama de produtos. – Acesso em: 30 jan.mercadomineiro.1. o que reforça as análises anteriormente realizadas no que tange aos possíveis ganhos oferecidos com a industrialização da carne suína. tomate seco etc. esta diferença de mais de 400% desta vez é baseada no processo de produção e maturação do produto. Realizou-se. da forma in natura até o embutido derivado do mesmo tipo de carne.98 a R$4. representado mais de 129% de diferença no preço de venda ao consumidor final. pistaches.95 (comum e cozido) até R$ 19. partindo de R$31. até R$55.1 Embutidos Os embutidos representam uma oportunidade interessante ao produtor pela agregação de valor e pelas alternativas de diferenciação em relação à carne vista como uma commodity. de R$5.

1. 14 Baseado em estudo desenvolvido sobre Cafés Gourmet e Orgânico. audiovisuais. ora gerando interesse por uma oferta. CUNHA.SUINOCULTURA Cumpre destacar que essa análise reflete um momento fotografado no varejo.INFORMAÇÕES DE MERCADO . anúncios em projeções cinematográficas. existe um único item dos produtos suínos em que são encontrados inúmeros registros em mídia tradicional: a mortadela. encartes.1 Propaganda Tradicional Reconhecida pelos benefícios que essa ferramenta pode trazer ora criando atenção a respeito de uma idéia. catálogos. Analisando os últimos anos e as maiores empresas do setor. 26 . os ganhos de preço apresentados desconsideram aspectos como custos de produção e margens de negociação com os intermediários. conceito ou mesmo produto. Carimbo de Identificação ou outra marca aplicada à carne. Cumpre lembrar. Placas de Identificação das Granjas. entre outros amplamente difundidos e mesmo aqueles que ainda estão por ser descobertos. por menos comuns que sejam as propagandas específicas de um produto. COMUNICAÇãO 9. Reynaldo Dannecker. serão apresentados exemplos de ações desenvolvidas à luz dos conceitos das sete arenas da comunicação com o mercado. a menos que haja lançamento de algum produto novo. anuários. 9. Um fato interessante que ocorre em relação a este setor é que. um dos grandes entraves para sua adoção reside nos investimentos. tais como: anúncios impressos e eletrônicos (rádio e televisão – aqui não será tratada comunicação on-line pelo destaque que será dado em tópico que se segue). pode-se dizer que a maioria da comunicação feita em mídia tradicional é de campanhas institucionais e não de produtos específicos.1 Introdução: as sete arenas da comunicação14 Com o objetivo de avaliar práticas de players do mercado de suínos. que podem representar variação no nível de lucratividade e de sucesso de um produtor. Além disso. em condições ambientais específicas e em uma região geográfica limitada. outdoors. embalagens. logotipos. como Sadia e Perdigão. uma vez que o custo para produzir esse tipo tradicional de campanha é muito elevado. criando desejo de consumo e estimulando o processo de aquisição. 9. folhetos. que a propaganda pode assumir os mais diferentes formatos. que podem se alterar em função da demanda e da disponibilidade da carne suína no mercado nacional e internacional.

um setor normalmente associado a glamour pouco se interessa pela associação à suinocultura em si. 9.4 Mundo da Moda O mercado da moda movimentou em 2006 mais de US$16 bilhões. Ações de promoção e degustação de produtos realizadas pela Sadia. padarias.1. na forma de consumo aparente. foco desse estudo. especialmente pelos altos valores envolvidos. o couro derivado da suinocultura 27 . são potenciais espaços para comercialização e para utilização de espaços para comunicação com o consumidor. além dos supermercados e mercados de bairro. Por outro lado.2 Cadeias de Varejo O varejo oferece grandes oportunidades não apenas em relação à oferta de produto ao mercado final. Cumpre destacar que. como ocorreu com o Mascote Sadia. há a adição de derivados de carne de porco como ingredientes. Marcas como Sadia e Perdigão investem em pequenos eventos próprios. em função dos custos envolvidos. durante o Carnaval 2007 (Salvador e Florianópolis) e da ABIPECS (Camarote em SP) podem servir de fonte de inspiração e de adaptação às empresas interessadas. reforçam a imagem da marca. seja na forma de audiência. presuntos etc. Também vale lembrar que a distribuição de brindes junto com seus produtos no ponto de venda e freqüentes promoções.1. Esse volume demonstra a importância dessa atividade no país. seja na forma de patrocinadores que vislumbram oportunidades de exposição de sua marca e de seus produtos. 9. casa de frios especializadas e outros. adequandose ao orçamento disponível.). aos embutidos em geral (lingüiças. As ações podem ser identificadas em relação a cortes de carne. acompanhando tendências mundiais. na forma de patrocínio e exposição da marca.3 Mundo do Entretenimento As atividades ligadas à indústria do entretenimento têm atraído cada vez mais interessados. como aulas de culinária em supermercados. da mortadela Bambina da Ceratti e do Frigorífico Marba. mas principalmente pela potencialização da divulgação e exposição de marca.1. Além disso. além de pratos prontos nos quais. lanchonetes. sendo menos recomendado para pequenas empresas que dispõem de marcas pouco conhecidas e de orçamento restrito.INFORMAÇÕES DE MERCADO . Esse tipo de ação presta-se mais a grandes empresas do mercado. 9.estas são apenas as mais recentes. salames. Também açougues. entre outras . Pode-se considerar que essa também seja uma oportunidade menos indicada ao empresário de micro e pequenas empresas. tipo de evento regional e público visado.SUINOCULTURA Existem registros da mortadela Perdigão.

dicas. Outro exemplo foi de uma ação de degustação da Eder Santo Amaro. em Pindamonhangaba-SP. realizada durante evento de tênis patrocinado pelo Banco Santander. banners virtuais e outros tipos de comunicação on line. desde regionais até mundiais. Feiras regionais. 9. uma importante ferramenta de comunicação. movimentam cifras bilionárias. cintos. cuja massificação a torna.5 Marketing Esportivo Nos últimos anos o Brasil e o mundo têm acompanhado o crescimento dos investimentos no marketing esportivo. cujo uso pode variar nas empresas desde ter um site próprio (que ofereça ao consumidor informações nutricionais claras.6 Eventos Promocionais A presença das marcas em feiras do setor torna-se uma forte ferramenta de comunicação.1. a venda de artigos.INFORMAÇÕES DE MERCADO . a utilização da imagem de atletas e os vários eventos. eventos esportivos patrocinados também são comuns. A Expovap (Exposição Agropecuária do Vale do Paraíba) que anualmente acontece entre os meses de junho e julho. pulseiras de relógio etc. 9. 28 . receitas e sugestões de uso. cada dia mais. carteiras. como a corrida e caminhada de 5 km da Perdigão. bolsas. que promove o bemestar social e a diversão. uma vez que dão visibilidade à marca e permitem a degustação aos visitantes das exposições de maneira menos agressiva. entre outras) até simplesmente investir em pop-ups. Relacionados à comunidade. onde pode ocorrer inclusive degustação do produto são oportunidades para parcerias interessantes.1. O licenciamento de marcas (clubes).1. como casacos.7 Varejo Digital e Internet Além de tudo isso. 9. tem como ponto alto da culinária oferecida os sanduíches e porções à base de lingüiça suína grelhada. não se pode esquecer a internet.SUINOCULTURA tem boa aceitação para o uso em artigos de moda. não só reforçando a imagem da marca na lembrança dos consumidores como também gerando uma experiência positiva com a marca.

1 Forças Competitivas As cinco forças consideradas são: barreiras à entrada de novos concorrentes. encontrar caminhos criativos para fazer com que essas forças trabalhem a seu favor. empresas de outros setores podem se sentir atraídas para este “novo negócio”. 29 .1. serão utilizados modelos teóricos aplicados à realidade. conforme a área de atuação: 15 Porter. já que o investimento inicial no negócio é baixo. 1. No caso dos suínos as barreiras são baixas. poder de barganha de compradores. no qual tentarão entrar e “roubar” participação das empresas já atuantes. Como aperfeiçoamento ao modelo será incluído o conceito de complementadores. que atuam de forma a favorecer ou dificultar a posição de uma empresa em uma determinada indústria a qual faz parte. cada empresa (neste caso. As conclusões que se seguem levam em consideração toda a indústria. 1996. ANÁLISE ESTRUTURAL DA INDúSTRIA15 A análise da intensidade da concorrência depende diretamente de forças competitivas. Cap.SUINOCULTURA II. avaliar como elas afetam o seu negócio. Estratégia Competitiva.1 Barreiras à Entrada de Concorrentes Quando um setor apresenta boas oportunidades de lucro e/ou espaços “vazios”. comparado com outros negócios.INFORMAÇÕES DE MERCADO . poder de barganha dos fornecedores e nível de rivalidade entre os atuais concorrentes. não preenchidos pelos atuais players da indústria. Esta ameaça de entrada será maior ou menor em função das barreiras de entrada no setor. Idealmente. o produtor de suínos e/ou derivados) deveria identificar a dinâmica dessas forças. O comportamento dessas cinco forças é determinante para a intensidade da concorrência e da rentabilidade resultante. quais sejam o de Análise Estrutural da Indústria e Análise PFOA. a partir daí. Michael. 1. 1. especificamente e. que poderia ser entendido como uma sexta força. Os novos entrantes desta indústria podem ser identificados. mas direciona a análise para o foco em suinocultura para considerar a relação entre ela e as demais forças e setores envolvidos. à luz do cenário constatado no capítulo I. ameaça de produtos/serviços substitutos. Diagnóstico Com o objetivo de estabelecer conclusões sobre o mercado de suínos. 1. em relação à concorrência direta e indireta.

30 . dificilmente um novo entrante obterá algum sucesso neste mercado. ou os “torresmos” de soja) a fim de simular as características do produto original sem o uso da matéria-prima animal. etc. Os embutidos com apelo light. Mas a batalha continua. seja pelo sabor. por exemplo. mais complexa se torna a oferta. pelo menor consumo de carnes – o que foi destacado acima. A diferenciação é esperada em novos entrantes já que sem ela. O mesmo acontece em relação às gorduras vegetais que. 1. desde que os setores interessados se unam para incentivar esse retorno do consumidor. vêm ocupando espaço cada vez maior na lista de compras do consumidor. os produtos derivados de soja e outros vegetais podem ocupar um espaço nesse mercado.1. O maior risco é que produtos ou serviços substitutos podem levar os consumidores a mudar a categoria de produto/serviço comprado. seja pela “menor culpa” ao consumir um produto teoricamente mais saudável.SUINOCULTURA • Produção: novos criadores de suínos que podem ou não já trabalhar com outro tipo de carne. são produtos substitutos. Como por exemplo. Outra forma de concorrência via produto substituto vem na esteira das tendências de alimentos naturais. assim como as pesquisas de ambas as “facções”: a recente decisão de eliminar a gordura trans da maioria dos alimentos industrializados. por exemplo. ocuparam um grande espaço no mercado em função da imagem negativa da gordura de origem animal. a bovina ou a de frango. No entanto. Vale ressaltar que. há um preconceito cultural muito forte (especialmente ligados à saúde). são utilizados em vários alimentos (como os salgadinhos de soja sabor bacon. com a chegada do porco light. peru. bovina. pode revitalizar o uso dos produtos de origem animal. essa possibilidade de substituição foi um pouco reduzida. por definição. a possibilidade de mudança na categoria dos produtos consumidos. no caso de produtos derivados de suínos.2 Ameaça de Produtos Substitutos Os produtos substitutos são ameaças a um setor já que estes podem reduzir os potenciais retornos dos players deste mercado. outras carnes como a de frango. Quanto mais produtos substitutos um setor apresenta. por muitos anos. mais difícil será obter boa rentabilidade. normalmente derivados de frango. conseqüentemente.INFORMAÇÕES DE MERCADO . o que facilita que sejam substituídos. • Transferência: novos frigoríficos ou que já trabalhem com as carnes de frango e bovina. mais escolhas o consumidor terá e. Essências com aroma artificial de bacon. No caso da suinocultura. por apresentarem os diferenciais competitivos inerentes. Nesse sentido. • Consumo: empresas que explorem de forma diferenciada os produtos carne in natura e embutidos. chester e mesmo de peixe.

1. qualidade dos produtos e serviços. bem como todos os demais serviços decorrentes desses agentes. com freqüência. comunicação (melhoria. ampliação e novos meios de divulgação da empresa. Esta força age aumentando a rivalidade entre os concorrentes.1. equipamentos. Por outro lado.1. que se segue. preços (descontos. consultorias e assistência técnica. indústria de saúde animal e material genético. • Consumo: supermercados.). de seus produtos e serviços) e distribuição (cobertura geográfica e/ou de diferentes tipos de pontos de venda. A figura do comprador pode variar em função da atuação do produtor: • Produtores: os clientes são os agentes que estão na seqüência na cadeia produtiva dos suínos. boa parte dos fornecedores não são concentrados (a exceção são as empresas especializadas em material genético). giram em torno dos conhecidos 4 P’s: produtos e serviços (novos. o que aumenta o poder de barganha das empresas que atuam no setor. o próprio consumidor final. restaurantes e outros estabelecimentos que sirvam refeições.3 Poder de Barganha dos Fornecedores Os fornecedores são importantes alicerces para qualquer indústria. na forma de venda direta. disponibilidade e número de serviços etc. etc. muitas vezes o fato de todos esses fornecedores estarem interligados na mesma cadeia produtiva faz com que o poder de barganha dos suinocultores se reduza. os potenciais fornecedores deste tipo de negócio são: indústria de ração. exercer pressões (em termos de preços.5 Nível de Rivalidade entre Concorrentes Esta força trata das disputas entre os players atuais por uma posição de destaque ou por maiores participações de mercado em mercados específicos. mais de um fornecedor para cada insumo. É necessário que o empresário tenha sempre que possível. Isto dá maior flexibilidade para negociação de prazo e de valores.INFORMAÇÕES DE MERCADO . reformulados. No caso da suinocultura. do aumento do valor agregado oferecido aos seus compradores. entre outras possibilidades). preços promocionais.SUINOCULTURA 1. As ações para ganhar o espaço do concorrente.1. • Transformação: os clientes são os mesmos do elo do Consumo. os transformadores. 1. serviços e/ou preços diferenciados e.). e em casos de menos representatividade. Conforme descrito anteriormente. melhorados. dependendo de seu tamanho e nível de agregação.4 Poder de Barganha dos Compradores Os compradores podem. lojas de carne. etc. sobretudo. que irão à busca de produtos.) sobre o setor. 31 . ou seja.

identificaram-se pontos de sinergia tais como: • Culinária Nacional: com destaque principalmente para a cozinha mineira. 1. olfativas e gustativas para tornar o momento o mais completo. a preocupação com a sustentabilidade e o uso de dejetos para outros fins.2 Complementadores À luz desse conceito. especializada na venda de cachorros-quentes. locais onde há. • Cardiologistas e Nutricionistas: estudos comparativos demonstram os benefícios e minimizam a imagem negativa associada ao aumento de colesterol e de peso pelo consumo de carne de porco. por exemplo. além da criação com maior higiene. sinônimo da culinária brasileira. Um mercado com muitos concorrentes e que não apresenta diferenciação de produto tende a ter uma disputa baseada apenas em preço e na visibilidade que a marca possui. que precisa receber grandes investimentos em comunicação de massa para chamar a atenção do consumidor para além do preço. visuais. pode-se identificar “jogadores” (players) que se beneficiam pela atuação conjunta no mercado. Considerando o foco nos benefícios possíveis à suinocultura. a culinária local também se presta como referencial ao consumo de carne suína. Como o hábito de comer fora de casa tem se intensificado e associado ao poder de compra reduzido e ao tempo restrito dedicado à refeição. a concorrência pode acontecer de forma direta ou indireta. como é o caso da mortadela.SUINOCULTURA De forma geral. na qual a carne suína é base dos principais pratos oferecidos. utiliza-se de experiências físicas. adubo para plantações. a identificação do grupo estratégico a que a empresa pertence facilita a avaliação das melhores armas competitivas a serem utilizadas. já é possível visitar fazendas modelo. • Turismo Rural: ao mesmo tempo em que um turista busca contato com um ambiente com características próprias. Apesar da associação da granja de porcos aos tradicionais chiqueiros e seu cheiro desagradável. é basicamente representada pelos derivados da carne de porco. além disso. essa informação potencializa o consumo e diminui o tabu atribuído à carne e a seus derivados. um sanduíche que não apresenta fritura em seu processo de preparação mostra-se como alternativa 32 . a própria feijoada. Mais uma vez. • Cachaça e caipirinha: produtos tipicamente nacionais estão associados ao consumo cruzado com pratos brasileiros.INFORMAÇÕES DE MERCADO . • Cadeias de fast food: com o objetivo de desenvolver novos negócios e diferentes opções ao consumidor surgiram cadeias de lanchonetes como a Black Dog.

33 . Assim. foram identificadas alternativas que podem contribuir com o fortalecimento competitivo da suinocultura.INFORMAÇÕES DE MERCADO . esse tipo de embutido encontra espaço para crescimento no mercado. ligando-os às condições do macro e do microambiente potencialmente favoráveis. oportunidades ou desfavoráveis – ameaças. Nesse sentido. ANÁLISE PFOA A análise PFOA considera os pontos fortes e fracos de uma empresa e de seus produtos. 2.SUINOCULTURA ao paladar e ao hábito de se consumir hambúrgueres. a partir dos pontos destacados na figura 2.

o que reduz os custos finais Os embutidos são o ingrediente principal do prato mais típico do Brasil. frango. frango.5% ao ano para os próximos 3 anos Consumo per capita projetado de 14 kg/ano em 2008 Produção desenvolvida via UPLs Projeto “Um Novo Olhar sobre a Carne Suína” Uso inteligente de toda a carcaça. sanitário etc. veterinária e nutricional Carne de sabor agradável e de ótima aceitação em níveis nacional e mundial Controle sanitário minimizando doenças anteriormente freqüentes. diferentes dos tracionais produzidos pela grande indústria Possibilidade de integração vertical: criador + fabricante de embutidos • AMEAÇAS Preconceito cultural em relação à carne de porco (imagem ligada ao colesterol “ruim”) Doenças resultantes do consumo de carne de porco sempre estiveram presentes na realidade nacional.SUINOCULTURA Figura 2 . o que não é recomendado em dietas saudáveis OPORTUNIDADES • Os avanços tecnológicos contribuíram para que os produtores deixassem de produzir “carne de porco” para produzir “carne suína magra e saudável” Não há necessidade de grandes investimentos na infra-estrutura da granja para conversão da produção para o modelo “carne magra” Preocupações não só com o que é saudável. afetando o crescimento previsto para o consumo de carne suína Embutidos derivados de outras carnes (peru. desde que atendam às exigências dos países compradores (controle de qualidade. apoiada por assessoria técnica. como mais saudáveis do que a suína Embutidos derivados de outras carnes (peru. derivadas de peixe e frango. caseiros. como no caso de carnes magras Restrição da EU à importação da carne bovina brasileira pode abrir espaço para a exportação de suínos. geradas pelo consumo da carne suína Casos de sucesso pelo desenvolvimento de UPLs Produção da ração na própria propriedade. peixe) estão posicionadas como mais saudáveis Concorrência do mercado externo (China) Elevação das barreiras alfandegárias e sanitárias por parte de grandes consumidores mundiais Restrição da EU à importação da carne bovina brasileira pode ser estendida à carne suína Restrição da EU para consumo de carne bovina nacional podem aumentar a oferta e reduzir os preços dessa carne (a preferida pelos brasileiros) no mercado nacional. peixe) estão posicionadas como mais saudáveis • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Fonte: Elaborada pelo co-autor a partir do conteúdo do estudo e de análises adicionais 34 . principalmente em função da falta de asseio na produção e o manuseio da carne Baixas barreiras de entrada Aumento no consumo de produtos vegetais e redução no consumo de derivados de carne Geração saúde percebe carnes brancas.) Demanda por produtos artesanais. desde o couro até cortes especiais Consumidor é ávido por novidades gastronômicas e principalmente pelo consumo “sem culpa”. a feijoada • • • • • • Produção descuidada e sem higiene por muitos anos fortaleceu imagem de produto prejudicial à saúde Alto teor de gordura existente na carne de porco tradicional Falta de controle sobre parasitas pode desencadear processos de epidemia como no passado (peste suína) Falta de capital dos produtores minimiza o desenvolvimento de marcas próprias Contaminação ambiental pelo tratamento não adequado dos dejetos Preço final mais alto em função da utilização ineficaz da carne Embutidos apresentam alta concentração de sal.INFORMAÇÕES DE MERCADO . tornam-se cada vez mais freqüentes e importantes para o consumidor do suíno light Uso do arroz (que tem menor variação de preço) como alternativa à ração à base de milho Pesquisas genéticas progridem a cada dia e já apresentam melhoramento da carne de porco como reflexo destes avanços Projeção de crescimento do consumo de cerca de 4.Matriz PFOA POTENCIALIDADES • FRAGILIDADES • • • • • • • • Melhorias em função de pesquisa genética e cruzamento de raças Carnes magras Produção mais cuidadosa. mas também com a estética.

). uma avaliação sistemática e constante do mercado.2. de acordo com os atuais hábitos de consumo. • Utilizar o varejo com oportunidade de divulgação e exposição de marca.INFORMAÇÕES DE MERCADO . devido à constante busca pelo saudável. de forma adequada ao porte da empresa. CONSIDERAÇÕES FINAIS 3.SUINOCULTURA 3.1 Tendências A principal tendência que o segmento apresenta é o chamado suíno light.2 Problemas Relativos à Divulgação • Desenvolver parcerias para realização de campanhas cooperadas. de cogumelos etc. com um percentual de gordura 31% menor do que os suínos tradicionais o que. ao invés de exclusivamente voltada a churrascos e comemorações (grandes cortes e animal inteiro sempre foram fortemente consumidos em eventos como ceia de Natal e outras datas festivas). dos recursos do produtor e do públicoalvo. Em relação aos embutidos. é extremamente relevante. 3. de avaliar o desempenho à luz de um novo cenário competitivo e identificando e aproveitando as oportunidades que surgem freqüentemente. sem esgotar o tema e nem mesmo limitar possíveis iniciativas que venham a ser identificadas como viáveis posteriormente ao encerramento deste estudo. Outra tendência importante está na oferta de cortes especiais de carne suína. dessa forma. a fim de não perder a noção da realidade de cada momento. livre de gorduras. 35 . 3. levando à utilização da carne com um posicionamento mais associado à culinária diária e aos pratos gourmet. barracas montadas nas margens de estrada etc. pode-se verificar o surgimento de várias marcas e produtos diferenciados. incluindo a enorme quantidade de informais que vendem seus produtos (que não passam por qualquer tipo de inspeção sanitária) em pequenos varejos. potencializando ações locais.2 Ações para Minimizar Problemas Identificados 3.2. Sugere-se.1 Introdução O objetivo do tópico que se segue é propor soluções e idéias para melhorar a posição competitiva dos produtores de suínos. seja de grandes fabricantes (presunto Royale) ou de pequenos fabricantes (lingüiças recheadas de queijo. • Beneficiar-se dos momentos de lançamento regional do projeto “Um Novo Olhar sobre a Carne Suína”.

3.7 Problemas Relativos à Capacitação dos Produtores • Buscar constante aprimoramento em gestão oferecido por instituições e universidades. realizadas por meio de associações e. • Investir na produção de lingüiças e outros embutidos caseiros.2. à qualidade do produto e aos cuidados sanitários adotados ao longo de toda a cadeia produtiva. • Adoção de cortes diferenciados com preço final adequado. • Buscar novas alternativas para utilização e venda de derivados não explorados. com adição de temperos e recheios a fim de agregar valor ao produto.2. com degustação de produtos. utilizar a propriedade como “atestado” de qualidade e higiene. • Adotar cartilha da ABCS. • Investir em conhecimento sobre pesquisas genéticas e melhoria das raças já à disposição dos produtores.2. 36 . 3.3 Problemas Relativos à Comercialização • Identificar oportunidades para ações coordenadas. ou cooperativas. que indica possibilidade de cortes diferenciados. • Quando possível. por meio de processamento (adição de ingredientes diferenciados. como no caso de venda de couro para produção de roupas e acessórios. para atender a diferentes públicos e necessidades.SUINOCULTURA 3. minimizando os riscos de doenças para os envolvidos na produção e para o consumidor final.INFORMAÇÕES DE MERCADO .4 Problemas Relativos ao Preço • Reduzir custos de produção por meio de substituição da ração à base de milho com a adição do arroz. • Desenvolver uma marca associada à identificação de origem do produto.2.6 Problemas Relativos à Qualidade • Adotar políticas de controle e de certificação para o plantel e a propriedade. otimizando a utilização de todo o animal. • Buscar formas de agregar valor ao produto. melhorando a posição competitiva junto ao mercado. 3.2. temperos.).5 Problemas Relativos à Oferta • Adotar as melhores práticas identificadas na implantação de UPLs e buscar parcerias com os compradores para aumentar capacidade produtiva. a partir de visitas guiadas a turistas. defumação etc. 3.

SUINOCULTURA 3.INFORMAÇÕES DE MERCADO . além do fortalecimento da posição do país contra a elevação das barreiras sanitárias e alfandegárias.2.8 Problemas Relativos à Exportação • Acompanhar e cobrar dos órgãos governamentais a divulgação do produto no exterior. 37 . • Avaliar projetos da APEX e ações realizadas pela ABCS no sentido de divulgar o produto no exterior e facilitar a entrada em novos mercados.

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