UNIVERSIDADE DE SOROCABA

PRÓ – REITORIA DE GRADUAÇÃO
CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS

Carlos Alberto da Silva

AUDITORIA INTERNA COMO FERRAMENTA DE MELHORIA DOS CONTROLES INTERNOS DE UMA ORGANIZAÇÃO

SOROCABA/SP Maio/2010

Carlos Alberto da Silva

AUDITORIA INTERNA COMO FERRAMENTA DE MELHORIA DOS CONTROLES INTERNOS DE UMA ORGANIZAÇÃO

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como exigência parcial para obtenção do Diploma de Graduação em Ciências Contábeis, da Universidade de Sorocaba.

Orientador. Prof. Ms. Ossamu Koyama

SOROCABA Maio/2010

Silva, Carlos Alberto da Auditoria Interna como ferramenta de melhoria dos Controles Internos de uma Organização / Carlos Alberto da Silva. Sorocaba, 2010.

93 páginas.

Trabalho de Conclusão de Curso – Curso de Ciências Contábeis Universidade de Sorocaba, 2010.

Orientador: Profº MS. Ossamu Koyama

1. Auditoria

2. Auditoria Interna como ferramenta de melhoria dos Controles 3. Estudo de Caso

Internos de uma organização

Carlos Alberto da Silva

AUDITORIA INTERNA COMO FERRAMENTA DE MELHORIA DOS CONTROLES INTERNOS DE UMA ORGANIZAÇÃO

Trabalho aprovado como requisito parcial para obtenção de Diploma de Graduação em Ciências Contábeis, da Universidade de Sorocaba. Orientador. Prof. Ms. Ossamu Koyama

1º Examinador: ________________________ 2º Examinador: ________________________

SOROCABA Maio/2010

AGRADECIMENTOS

Este trabalho é resultado de uma conquista, com muita luta, esforço, determinação e perseverança, para atingir o objetivo desejado. Agradeço primeiramente a Deus, pela minha vida e saúde, e por ter me ajudado a chegar até aqui nos meus estudos, sem desistir. A minha Família que me ensinou a respeitar e ajudar ao próximo, e que sempre me deu forças, orientações, apoio e incentivo, para que eu pudesse alcançar mais este sonho superando as dificuldades nessa importante etapa de minha vida. Um agradecimento especial aos meus queridos Amigos da classe, 8° A de Ciências Contábeis e aos Mestres, que sempre me incentivaram a continuar, quando me faltava forças e ânimo nesses quatro anos que passamos juntos. A todos um Muito Obrigado, um Grande Abraço, muita Sorte e Sucesso neste futuro que nos aguarda!!!!

“A educação deve visar à plena expansão da personalidade humana e ao reforço dos direitos do Homem e das liberdades fundamentais e deve favorecer a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e todos os grupos raciais ou religiosos, bem como o desenvolvimento das atividades das Nações Unidas para a manutenção da paz”. Declaração Universal dos Direitos Humanos Artigo 26 – Item 2

“Dedicado à Minha Família, aos Meus Amigos e aos Mestres da Universidade de Sorocaba que sempre me incentivaram para realizar mais este sonho.”

RESUMO

A auditoria interna, em razão da grande diversificação das atividades que compõem os processos de uma entidade, torna-se muito importante. Preocupandose inclusive com a parte operacional, abrangendo não somente os relatórios e controles contábeis, como também os controles internos. Tornando-se assim, de grande importância para a administração. Em um mercado cada vez mais competitivo, torna-se indispensável, para as grandes e médias empresas, um departamento que assegure a garantia de controle de 100% do patrimônio e atividades, ou seja, um departamento de “auditoria interna”. Surge uma oportunidade para os contadores, a de oferecer algo a mais do que os serviços típicos da profissão, agregando muito mais valor ao ofício do contador, através da união da contabilidade gerencial integrada com a auditoria interna. Este Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) está dividido em 3 capítulos: No capitulo 1 – Trata do conceito de Auditoria, onde quais são as funções de um auditor interna e externa, das responsabilidades em analisar os registros da empresa onde devera obter uma opinião. No capitulo 2 – Trata especificamente da aplicação da Auditoria Interna aplicada para se obter melhorias nos Controles Internos das Organizações. O auditor deverá analisar as operações realizadas na empresa, verificando para que não haja nenhuma fraude e orientando para a melhoria dos processos. No capitulo 3 – Trata do Estudo de Caso de uma empresa que necessitou da implantação de uma Auditoria Interna para a melhoria dos Controles Internos, visando obter a certificação pela Lei SOX.

Palavras-chave: Auditoria. Auditoria Interna. Controle Interno. Estudo de Caso.

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO...................................................................................................... 11 CAPÍTULO 1......................................................................................................... 12 1 – Conceito e Aplicação da Auditoria............................................................. 12 1.1 – Objetivo da Auditoria................................................................................. 13 1.2 – Objeto da Auditoria.................................................................................... 13 1.3 – Reflexos da Auditoria sobre o Patrimônio............................................... 14 1.4 – Estrutura da Auditoria................................................................................ 14 1.5 – Papel da Auditoria...................................................................................... 15 1.6 – Processo de Abordagem da Auditoria..................................................... 18 1.7 – Aspectos Administrativos e de Controle da Auditoria........................... 18 1.7.1 – Vantagens para a Administração da Empresa..................................... 19 1.7.2 – Vantagens para os Investidores............................................................ 19 1.7.3 – Vantagens para o Fisco.......................................................................... 19 1.8 – Tipos de Auditoria...................................................................................... 20 1.8.1 – Diferenças Básicas entre Auditoria Externa e Auditoria Interna........ 21 CAPÍTULO 2 ........................................................................................................ 22 2 – Conceito e Aplicação d Auditoria Interna................................................... 22 2.1 – Características do Auditor Interno............................................................ 22 2.2 – Funções do Auditor Interno....................................................................... 23 2.3 – Responsabilidades do Auditor Interno..................................................... 24 2.4 – Redução de Custos.................................................................................... 25 2.5 – Normas de Auditoria Interna..................................................................... 26 2.5.1 – Normas Gerais......................................................................................... 26 2.5.2 – Normas de Exame e Avaliação............................................................... 27 2.5.3 – Normas de Relatório...…......................................................................... 27 2.5.4 – Aplicação das Normas............................................................................ 27 2.6 – Controles Internos...................................................................................... 28 2.6.1 – Como Controlar as Áreas de Risco?..................................................... 29 2.6.2 – Quais os Procedimentos Mais Eficientes?............................................ 29 2.6.3 – Exemplos de Controles Internos............................................................ 30

2.7 – Papéis de Trabalho..................................................................................... 31 2.7.1 – Finalidades dos Papéis de Trabalho..................................................... 32 2.7.2 – Preparação de um bom Papél de Trabalho........................................... 32 2.7.3 – Pontos Essenciais dos Papéis de Trabalho......................................... 33 2.7.4 – Revisão do Controle Interno.................................................................. 34 2.7.5 – Tipos de Papéis de Trabalho.................................................................. 36

CAPÍTULO 3 ........................................................................................................ 38 3 – Estudo de Caso............................................................................................. 38 3.1 – Caracterização da Unidade de Estudo..................................................... 38 3.2 – Situação Inicial........................................................................................... 39 3.3 – Desenvolvimento das Ações..................................................................... 40 3.4 – Situação Atual e Mensuração da Melhoria............................................... 46 3.5 – Conclusão do Estudo................................................................................. 48

CONCLUSÃO....................................................................................................... 50

BIBLIOGRAFIA..................................................................................................... 52 ANEXO I….……………………...…………………………….................................... 54 ANEXO II............................................................................................................... 57 ANEXO III.............................................................................................................. 72 ANEXO IV.............................................................................................................. 77 ANEXO V............................................................................................................... 79 ANEXO VI.............................................................................................................. 82 ANEXO VII............................................................................................................. 92

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INTRODUÇÃO

O objetivo deste Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é o entendimento do que é auditoria interna e como utilizá-la para a melhoria dos processos de controles internos da organização. Com relação à transparência exigida atualmente, percebe-se a

necessidade de um controle mais rigoroso nos processos e procedimentos internos, visando elaborar demonstrações contábeis em informações internas confiáveis. Diante do que foi exposto, a questão para este Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é: Qual a “importância” da Auditoria Interna para a melhoria dos Controles Internos nas Organizações? Como hipótese, o que se espera com este estudo, é apresentar a auditoria interna aplicada para melhoria dos processos internos nas organizações e aumentar a percepção dos administradores em relação à relevância das informações que chegam à Contabilidade, contribuindo para a construção de uma boa gestão empresarial. A escolha deste tema é devido a um interesse pessoal pelo assunto, pois, já presenciei empresas que precisavam de um departamento de Auditoria Interna, onde apresentavam uma extrema necessidade de melhoria nos sistemas de Controles e Processos Internos. Com uma auditoria interna, revisam-se todos os procedimentos, visando uma informação mais confiável para a preparação da Contabilidade, contribuindo também para a Certificação pela Lei SOX.

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CAPÍTULO 1 CONCEITUAÇÃO DA AUDITORIA
1 - CONCEITO E APLICAÇÃO DA AUDITORIA
Pode-se definir Auditoria, de uma forma bem simples, como o levantamento, estudo e avaliação sistemática das transações, procedimentos, operações e rotinas das demonstrações financeiras de uma entidade. A auditoria das demonstrações contábeis constitui o conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivo a emissão de parecer sobre sua adequação, consoante às normas pertinentes e à legislação específica. Segundo a doutrina de Hoog1, “Auditoria contábil é o procedimento científico relativo à certificação dos elementos da riqueza aziendal, normalmente contabilizados nas

fundações, associações, sociedades empresária e simples. Assegurando a credibilidade das informações das peças contábeis e a integridade do conjunto de bens e obrigações e da situação líquida, visa a minimização ou eliminação dos riscos fiscais, societários, ambientais, trabalhistas, previdenciários, sistêmicos ou não da ambiência.” Consiste em controlar áreas-chaves nas empresas a fim de evitar situações que propiciem fraudes, desfalques e subornos, através de testes regulares nos controles internos específicos de cada organização. Outra conceituação interessante extraímos de Franco2: “A auditoria compreende o exame de documentos, livros e registros, inspeções e obtenção de informações e confirmações, internas e externas, relacionadas com o controle do patrimônio, objetivando mensurar a exatidão desses registros, e das demonstrções contábeis deles decorrentes.” O desenvolvimento da profissão do contador na atividade de auditoria foi estruturado, fundamentalmente, na necessidade que tinham os usuários da informação contábil de contar com uma opinião independente e objetiva que agregasse credibilidade e confiabilidade às manifestações que a gerência faz, por
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HOOG, Wilson Alberto Zappa. Manual de Auditoria Contábil das Sociedades Empresárias. Curitiba: Juruá, 2007. FRANCO, Hilário; MARRA, Ernesto. Auditoria Contábil. 4ª Edição. São Paulo: Atlas, 2001.

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meio das demonstrações contábeis, sobre a situação econômica e financeira da entidade. O objetivo do exame das demonstrações financeiras é expressar uma opinião sobre a propriedade das mesmas e assegurar que elas representem adequadamente a posição patrimonial e financeira, o resultado de suas operações e as origens e aplicações de recursos correspondentes aos períodos em exame, de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade, aplicados com uniformidade durante os períodos. O exame de auditoria deve ser efetuado de acordo com as normas usuais de auditoria, inclusive quanto às provas nos registros contábeis e aos procedimentos de auditoria julgados necessários nas circunstâncias.

1.1 - Objetivo da Auditoria
O objetivo principal da auditoria pode ser descrito, em linhas gerais, como o processo pelo qual o auditor se certifica da veracidade das demonstrações financeiras preparadas pela companhia auditada. Em seu exame, o auditor, por um lado, utiliza os critérios e procedimentos que lhe traduzem provas que assegurem a efetividade dos valores apostos nas demonstrações financeiras e, por outro lado, cerca-se de procedimentos que lhe permitem assegurar a inexistência de valores ou fatos não constantes das demonstrações financeiras que sejam necessários para seu bom entendimento.

1.2 - Objeto da Auditoria
O objeto da auditoria é o conjunto de todos os elementos de controle do patrimônio administrado, os quais compreendem registros contábeis, papéis, documentos, fichas, arquivos e anotações que comprovem a legitimidade dos atos da administração, bem como sua sinceridade na defesa dos interesses patrimoniais. A auditoria pode ter por objeto, inclusive, fatos não registrados documentalmente, mas relatados por aqueles que exercem atividades relacionadas com o patrimônio administrado, cujas informações mereçam confiança desde que possam ser admitidas como seguras pela evidência ou por indícios convincentes. Sobre esse objeto a auditoria exerce sua ação preventiva, saneadora e moralizadora, para confirmar a veracidade dos registros e a confiabilidade dos

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comprovantes, com o fim de opinar sobre a adequação das situações e informações contidas nas demonstrações contábeis, na salvaguarda dos direitos dos

proprietários, dos financiadores do patrimônio, do próprio fisco e, até, da sociedade em geral.

1.3 - Reflexos da Auditoria Sobre o Patrimônio
A proteção que a auditoria oferece à riqueza patrimonial, dando maior segurança e garantia aos administradores, proprietários, fisco e financiadores do patrimônio, apresenta os seguintes aspectos: ♠ Sob o aspecto administrativo: contribui para redução de ineficiência, negligência, incapacidade e improbidade de empregados e administradores; ♠ Sob o aspecto patrimonial: possibilita melhor controle dos bens, direitos e obrigações que constituem o patrimônio; ♠ Sob o aspecto fiscal: é fator de mais rigoroso cumprimento das obrigações fiscais, resguardando o patrimônio contra multas, o proprietário contra penalidades decorrentes da lei de sonegação fiscal e o fisco contra sonegação de impostos; ♠ Sob o aspecto técnico: contribui para mais adequada utilização das contas, maior eficiência dos serviços contábeis, maior precisão das informações e a garantia de que a escrituração e as demonstrações contábeis foram elaboradas de acordo com os princípios de Contabilidade; ♠ Sob o aspecto financeiro: resguarda créditos de terceiros – fornecedores e financiadores – contra possíveis fraudes e dilapidações do patrimônio, permitindo maior controle dos recursos para fazer face a esses compromissos; ♠ Sob o aspecto econômico: assegura maior exatidão dos custos e veracidade dos resultados, na defesa do interesse dos investidores e titulares do patrimônio.

1.4 - Estrutura da Auditoria
A auditoria é uma atividade relativamente nova no Brasil; podemos até dizer que, nesse momento, ela encontra-se no estágio inicial em termos de técnicas,

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haja vista que as legislações específicas brasileiras vêm abordando superficialmente o assunto, sem definir de forma clara e precisa os procedimentos que os profissionais da área deveriam adotar por ocasião das auditorias das demonstrações financeiras e auditorias realizadas nas empresas publicas. A atividade de auditoria é bastante dinâmica e está em permanente mutação, o que requer maior atenção dos órgãos específicos ligados a essa área, no sentido de padronizar e estabelecer os procedimentos, fortalecer o sistema de auditoria e mercado de capitais, como conseqüência, dar maior segurança para os investidores, notadamente os pequenos, nas Companhias de capital aberto. Assim como, na conjuntura atual, a complexidade dos negócios, as modificações freqüentes na legislação, as novas regras dos negócios em função de índices inflacionários que flutuam, fazem com que a sobrevivência e o crescimento da empresa dependam muito do talento e da habilidade do administrador em aceitar os desafios do dia-a-dia de suas atividades, da mesma forma o auditor necessita de seu talento e de seu conhecimento para julgar, de maneira independente, a credibilidade dos dados contábeis nas demonstrações financeiras como fonte de informações para terceiros. A estrutura da auditoria consiste em avaliar a política de sistema da empresa, em termos da adequação, comunicação, aceitação, aplicação e controle, se é necessária na situação, se contribui para atingir os objetivos da empresa, se permite assegurar a correta utilização dos recursos da empresa, tanto de natureza financeira, econômica e humana. A base fundamental da Auditoria está ligada diretamente à contabilidade, que, exerça o principal papel da empresa, no sentido de registrar e informar os reflexos das transações nos aspectos econômico-financeiros, muitas vezes é manipulada, por interesse estranho ao objetivo maior da empresa, visando a vantagens ilícitas ou malversação dos recursos como empréstimos, aprovação cadastral, financiamentos.

1.5 – Papel da Auditoria
O papel primeiro do Auditor não é detectar fraudes, mas se no decurso de seu trabalho ele as descobre, comunica, através de seu relatório, os efeitos correspondentes. Atualmente a Contabilidade vale-se dos conceitos da Economia,

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como as palavras capital, renda, consumo; outros conceitos derivam do Direito e outros, ainda da Administração. Como se pode perceber, a Contabilidade envolve uma série de entendimentos lógicos e genéricos ligados às atividades econômicas, políticas e até de costumes de época em que está sendo aplicada. Os empresários necessitam do maior número possível de informações claras e objetivas a respeito do desempenho de seu empreendimento. É justamente neste ponto que a auditoria independente assume importante papel auxiliando o empresário a escolher a melhor forma de entrar no mercado, com o uso do trabalho de consultoria de reorganização societária. A empresa utilizando-se deste expediente, poderá revestir-se da solidez necessária para o início da operação e, conseqüentemente, os investidores terão a segurança necessária para aplicar seu material. Neste caso, o auditor passa a ser útil tanto à empresa quanto aos investidores, que, por meio da análise das demonstrações financeiras, devidamente acompanhadas do parecer do auditor independente, podem eleger seguramente as empresas nas quais efetuarão aplicações de sua poupança pessoal em ações. Os auditores independentes assistem a partir de então a um

reconhecimento maior de sua função. Até algum tempo atrás, muitas empresas consideravam a contratação de auditoria independente como um custo, nunca como benefício. Cercados pela existência legal da contratação dos auditores (casos das companhias abertas entre outras), os empresários pressionados pela crise econômica viam-se obrigados a empregar capital numa atividade que aparentemente não lhes traria nenhum benefício. Nada mais errado. O exame do auditor é um processo que leva o profissional independente a uma verdadeira viagem pela empresa, empregando técnicas que lhe asseguram formar uma opinião sobre a adequação das demonstrações financeiras (balanço patrimonial, demonstração do resultado, entre outras) e que também incluem a continuidade operacional da empresa. São trabalhos realizados nas áreas de tesouraria, compras, vendas, custos de produção, fiscal, legal e contabilidade, que permitem ao auditor opinar sobre a posição da empresa mediante parecer sobre suas demonstrações financeiras para que essas sejam dignas de fé pública. A responsabilidade deste trabalho de total independência atinge inclusive a possibilidade de o auditor responder com seus bens pessoais, caso seja acionado

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por causar prejuízos a terceiros em razão da não-correspondência dos números certificados da sociedade auditada com a realidade. Outro aspecto a ser ressaltado no que se refere ao auditor independente é o código de ética que rege seus trabalhos. Segundo o International Federation of Accountants (IFAC), está prevista a confidencialidade sobre as informações obtidas durante o curso dos trabalhos. Tais informações não podem divulgadas sem autorização expressa do contratante dos serviços. Exceto, é claro, no tocante a seu parecer de auditoria. O dever de manter confidencialidade mantém-se inclusive após o encerramento do prazo de contratação profissional. Estas condições (independência, confidencialidade, responsabilidade e capacitação profissional) colocam o auditor em posição extremamente privilegiada quanto a sua participação e opinião sobre os planos da empresa. O envolvimento do auditor em reuniões e comitês pode ser produtivo para a empresa, inclusive no tocante aos planos estratégicos, orçamentos, planejamento tributário, etc. Entretanto, essa posição do auditor não tem sido convenientemente explorada pelas empresas-cliente, que assim deixam de obter todos os benefícios decorrentes do trabalho de auditoria. As questões e decisões poderiam ser de grande interesse para a empresa e com a participação do auditor independente, teriam soluções mais acertadas e até mais econômicas. Situam-se nos seguintes aspectos: ♠ assessoria no planejamento tributário; ♠ instrumentos adicionais de controle das atividades e do patrimônio; ♠ sistema informal de atualização dos executivos; ♠ avaliação de desempenho e sistemas de informações internas para gestão; ♠ assessoria na área de controle e utilização de informática; ♠ planos de reorganização societária (fusão, cisão, incorporação, holding), inclusive, com o objetivo de atender aos planos para abertura de capital; ♠ expansão de atividades, mudanças geográficas e decisões quanto a descontinuidade de linhas e unidades. Efetivamente, a ação da auditoria independente faz com que sejam totalmente revistas as antigas opiniões. Deixou de ser vista como um custo ou mal

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necessário, para assumir a postura de grande instrumento de apoio à alta administração da empresa e também do governo. Nesse sentido, empresários inteligentes e executivos competentes sabem que é fundamental para a sobrevivência de seus negócios e aumento de sua força competitiva (interna ou externamente) uma equipe de auditoria, preparada, atualizada, em constante reciclagem e com programas definidos de

desenvolvimento.

1.6 – Processo de Abordagem da Auditoria
Ao examinar um conjunto de demonstrações contábeis, o primeiro problema que o auditor enfrenta é o de determinar exatamente o que o conjunto de demonstrações contábeis pode representar. O auditor deve ser contador bastante competente, a fim de poder ler as demonstrações contábeis com suficiente compreensão e habilidade, para analisá-las nas diversas afirmações que contém. Tendo decidido o que representam as afirmações nas demonstrações, precisa então decidir, também, quanto aos procedimentos aplicáveis para verificar a fidelidade dessas afirmações. A seleção das técnicas a serem aplicadas e dos procedimentos a serem seguidos, para verificar a exatidão das informações contidas nas demonstrações contábeis, é definida com o desenvolvimento de um programa de auditoria.

1.7 – Aspectos Administrativos e de Controle da Auditoria
A auditoria atualmente é um meio indispensável de confirmação da eficiência dos controles e fator de maior tranqüilidade para a administração e de maior garantia para investidores, bem como para o próprio fisco, que tem na auditoria o colaborador eficiente e insuspeito, que contribui indiretamente para melhor aplicação das leis fiscais. A principal vantagem da auditoria externa é sua independência, pois não se envolve com o ambiente de trabalho, evitando embaraços e possíveis constrangimentos. O trabalho do auditor abrange, além de fatores técnicos, fatores psicológicos: as pessoas, ao saberem que há um controlador, inibem qualquer iniciativa de cometer irregularidades. As principais áreas de atuação do auditor são:

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saldo das contas do balanço, contabilidade, sistema de informática, folha de pagamento e faturamento da área financeira. É importante calcular o custo-benefício da operação; às vezes, o risco é tão pequeno que não compensa a contratação de auditores e o custo do controle torna-se mais caro.

1.7.1 – Vantagens para a Administração da Empresa
♠ fiscaliza a eficiência dos controles internos; ♠ assegura maior correção dos registros contábeis; ♠ opina sobre a adequação das demonstrações contábeis; ♠ dificulta desvios de bens patrimoniais e pagamentos indevidos de despesas; ♠ possibilita apuração de omissões no registro das receitas, na realização oportuna de créditos ou na liquidação oportuna de débitos; ♠ contribui para obtenção de melhores informações sobre a real situação econômica, patrimonial e financeira das empresas; ♠ aponta falhas na organização administrativa da empresa e nos controles internos.

1.7.2 – Vantagens para os Investidores (titulares do capital)
♠ contribui para maior exatidão das demonstrações contábeis; ♠ possibilita melhores informações sobre a real situação econômica, patrimonial e financeira das empresas; ♠ assegura maior exatidão dos resultados apurados.

1.7.3 – Vantagens para o Fisco
♠ permite maior exatidão das demonstrações contábeis; ♠ assegura maior exatidão dos resultados apurados; ♠ contribui para maior observância das leis fiscais.

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1.8 - Tipos de Auditoria
A auditoria se classifica da seguinte maneira: a) Auditoria de demonstrações financeiras e auditoria operacional: Auditoria de demonstrações financeiras: Como já foi dito, é o exame das demonstrações financeiras, feito por um profissional independente, com a finalidade de emitir um parecer técnico sobre sua fidedignidade. Auditoria operacional: É o exame da gestão da entidade, com a finalidade de avaliar a eficiência dos seus resultados, no tocante a metas fixadas, recursos empregados, organização, utilização e coordenação dos referidos recursos e os controles estabelecidos sobre sua gestão.

b) Auditoria externa e auditoria interna: Auditoria externa: Constitui o conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivo a emissão do parecer sobre a adequação com que estes representam a posição patrimonial e financeira, o resultado das operações, as mutações do Patrimônio Líquido e as origens e aplicações de recursos da entidade auditada. A Auditoria Externa é executada por profissional independente sem ligação com o quadro de funcionários da empresa. Sua intervenção é ajustada em contrato de serviços. Os testes e indagações se espalham por onde haja necessidade de levantar questões elucidativas para conclusão do trabalho ajustado. Auditoria interna: Constitui um controle gerencial que funciona por meio da análise e avaliação da eficiência de outros controles. É realizada pelo pessoal da própria empresa, e não consiste no exame de demonstrações financeiras, mas no de todo tipo de operação da empresa. Atualmente os horizontes da auditoria foram ampliados para outras verificações que não aquelas essencialmente ligadas a sua origem contábil, tais como, auditoria de sistemas, auditoria da qualidade, auditoria ambiental, etc.

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1.8.1 - Diferenças Básicas Entre Auditoria Externa e Auditoria Interna
Mesmo que identificado o interesse comum no trabalho do auditor interno e do auditor externo, devemos salientar que existem diferenças fundamentais: AUDITOR EXTERNO AUDITOR INTERNO

Não tem vínculo empregatício com a empresa, profissional independente; Exame das Demonstrações Contábeis Opina sobre as Demonstrações Contábeis Emite parecer Maior grau de independência; Responsabilidade Profissional, Civil e Criminal Maior área de cobertura Menor intensidade de trabalho em cada área Trabalho periódico

É empregado da empresa auditada; Exame dos controles operacionais; Promove melhorias nos controles operacionais; Recomendações sobre controle interno e eficiência administrativa Menor grau de independência; Responsabilidade Trabalhista Menor área de cobertura Maior intensidade de trabalho em cada área Trabalho contínuo

É importante compatibilizar os métodos de trabalho da auditoria interna e dos auditores independentes, em especial nas questões relativas à avaliação dos controles internos, critérios na fixação dos testes, sinais e referências adotadas nos papéis de trabalho e cronograma de trabalho.

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CAPÍTULO 2 AUDITORIA INTERNA
2 - CONCEITO E APLICAÇÃO DA AUDITORIA INTERNA
Auditoria Interna é um conjunto de procedimentos que tem por objetivo examinar a integridade, adequação e eficácia dos controles internos e das informações físicas, contábeis, financeiras e operacionais da entidade, como um serviço prestado à administração ou auditoria operacional ou de gestão. A auditoria interna é uma atividade de avaliação independente dentro da empresa, que se destina a revisar as operações, como um serviço prestado à administração. Constitui um controle gerencial que funciona por meio da análise e avaliação da eficiência de outros controles. É executada por um profissional ligado à empresa, ou por uma seção própria para tal fim, sempre em linha de dependência da direção empresarial. Franco1 assim define auditoria interna: “É aquela exercida por funcionário da própria empresa, em caráter permanente”. O objetivo da auditoria interna é auxiliar todos os membros da administração no desempenho efetivo de suas funções e responsabilidades, fornecendo-lhes análises, apreciações, recomendações e comentários pertinentes às atividades examinadas. A auditoria interna preocupa-se, também, com a melhor rentabilização dos recursos disponíveis, assim como com o cumprimento dos objetivos previamente fixados, servindo as organizações na sua globalidade e não apenas os seus gestores.

2.1 - Características do Auditor Interno
O auditor interno é pessoa de confiança dos dirigentes; está vinculado à empresa por contrato trabalhista continuado e sua intervenção é permanente. Sua área de atuação envolve todas as atividades da empresa; predominam a verificação
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FRANCO, Hilário. Auditoria Contábil. 4ª Edição. São Paulo: Atlas, 2001. p. 218.

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constante dos controles internos, a manipulação de valores e a execução de rotinas administrativas.

2.2 - Funções do Auditor Interno
Sawyer2 (1988, p.7) defendia que “a função do auditor interno é fazer aquilo que a direção gostaria de fazer se tivesse tempo para fazer e soubesse como fazê-lo”. O auditor interno interessa-se por qualquer fase das atividades do negócio em que possa ser útil à administração. Isto pressupõe sua incursão em campos além dos de contabilidade e finanças, a fim de obter uma visão completa das operações submetidas a exame. Testa a qualidade dos trabalhos, revisa, recomenda; enfim, assiste à administração e lhe fornece informações periódicas principalmente no que tange: ♠ à aplicabilidade e adequação de controles internos, financeiros e operacionais; revisando e avaliando a correção, adequando e aplicando os controles contábeis, financeiros e outros de natureza operacional, propiciando controles eficazes a um custo razoável; ♠ à extensão do cumprimento das diretrizes, planos e procedimentos; determinando o grau de atendimento; ♠ à salvaguarda dos ativos quanto à escrituração e perdas de todas as espécies; determinando o grau de controle dos ativos da empresa quanto à proteção contra perdas de qualquer tipo; ♠ à avaliação da qualidade e desempenho na execução das

responsabilidades delegadas determinando a fidelidade dos dados administrativos originado na empresa; ♠ à recomendação de melhorias operacionais. Observa-se que a auditoria interna presta ajuda à administração com vistas à possibilidade de eliminar inconvenientes ao desempenho da gestão. Por ser empregado da empresa, o auditor interno perde a sua independência profissional. Pode ser muito zeloso e cumprir a ética, mas é evidente sua demasiada submissão

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SAWYER, Lawrence B., (1988), “Sawyer Internal Auditing”, Altamonte Springs, Florida, The Institute of Internal Auditors, p.7

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aos administradores. Servindo à empresa, a auditoria interna não se presta para informações.

2.3

- Responsabilidades do Auditor Interno
As responsabilidades da auditoria interna, na organização, devem ser

claramente determinadas pelas políticas da empresa. A autoridade correspondente deve propiciar ao auditor interno livre acesso a todos os registros, propriedades e pessoal da empresa que possam vir a ter importância para o assunto em exame. O auditor interno deve sentir-se à vontade para revisar e avaliar diretrizes, planos, procedimentos e registros. As responsabilidades do auditor interno devem ser: ♠ informar e assessorar a administração e desimcumbir-se das responsabilidades de maneira condizente com o Código de Ética do Instituto dos Auditores Internos; ♠ coordenar suas atividades com a de outros, de modo a atingir com mais facilidade os objetivos da auditoria em benefício das atividades da empresa. No desempenho de suas funções, um auditor interno não tem responsabilidade direta nem autoridade sobre as atividades que examina. Portanto, as revisões e avaliações feitas por um auditor interno nunca eximem outras pessoas da empresa das responsabilidades que lhe cabem. A independência é essencial para a eficiência da auditoria interna. Esta independência se obtém, primordialmente, por meio do posicionamento na estrutura organizacional e da objetividade: ♠ o posicionamento da função de auditoria interna na estrutura organizacional e o apoio dado a esta função pela administração são os principais determinantes de sua amplitude e valor. O responsável pelas atividades de auditoria interna deve, portanto, reportar-se a um executivo cuja autoridade seja suficiente, para assegurar uma ação efetiva, com respeito aos assuntos levantados e recomendações efetuadas; ♠ a objetividade é essencial à função de auditoria. Um auditor interno não deve, portanto, desenvolver ou implantar procedimentos, preparar registros ou envolver-se em qualquer outra atividade que poderá vir normalmente a examinar e analisar, e que venha a constituir empecilho à manutenção de sua independência.

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Sua objetividade não é, entretanto, afetada pelas determinações e recomendações de padrões de controle que venha a fazer, para aplicação no desenvolvimento de sistema e procedimentos por ele revistos.

2.4 - Redução de Custos
A atividade vem sendo pressionada pelos vários segmentos da sociedade, desde o próprio cliente – que exige maior qualidade e menores preços – até o ambientalista – que exigem maiores investimentos no combate à poluição. Para atender a essas exigências e continuarem competitivas, as empresas têm que se modernizar, não apenas em instalações, mas no processo de gestão. Para tanto, têm que investir em seu recurso humano e com ele contar para imprimir maior produtividade e flexibilidade necessária para sua manutenção no mercado de competição cada vez mais acirrada. Diante desse fato, e considerando que todas as atividades desenvolvidas pelas empresas que não agregam valor ao seu produto final devem consumir o mínimo de recursos, elas se contrapõem à realidade de vários órgãos de Auditoria Interna, que possuem em seus quadros grande quantidade de pessoas não envolvidas diretamente com a atividade-fim da auditoria, denominada de apoio e de planejamento. Em alguns casos, a relação entre esse pessoal e os auditores de campo, chegam a atingir 25 a 30%, e sua atribuição, além de secretárias, controlam as horas do pessoal de campo, formam as equipes de cada projeto, controlam status das recomendações e respostas dos auditados, e, no caso dos coordenadores / supervisores, revisam os papéis de trabalho, sugerem avaliações complementares, acompanham cronograma, etc., ou seja, são retrabalhos que evidenciam a falta de confiança no comprometimento dos auditores de campo e / ou deficiência em sua capacitação. Muitas destas anomalias são oriundas, também, da simples cópia da gestão das auditorias externas sem que haja a preocupação de adaptá-las à realidade e necessidades das auditorias internas. Nas auditorias internas, a realidade é outra. Além da efetividade dos números avaliados, sua preocupação também é com a economicidade, com a racionalização e com a produtividade, ou seja, com a

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gestão empresarial. Dessa forma, as empresas têm que ter em cada auditor um gerente capaz e comprometido com as diretrizes e metas da organização. Para atender à necessidade de redução de custos e eficácias da função “Auditoria Interna”, seu titular tem que capacitar todos os seus auditores e faze-los completos no menor prazo; utilizar os recursos de informática para aumento de eficiência e eliminar os “levantamentos maçantes” normalmente destinados aos “Trainees” e “Juniores”; buscar o verdadeiro comprometimento dos auditores mediante sua participação efetiva no planejamento dos trabalhos; adotar

procedimentos administrativos mais simples para emissão e controle das recomendações. Assim, o custo com pessoal de apoio e supervisores pode ser zero, pois, com base no planejamento plurianual e as prioridades da administração, estabelecese o plano anual, onde cada auditor define e se compromete com seus projetos para todo o exercício. O cronograma de execução é acompanhado pelo próprio auditor, pelo Gerente da Auditoria e pelo Presidente da companhia, sendo que o procedimento para emissão das recomendações é bem simplificado. Quando se observa alguma oportunidade de melhoria, o próprio auditor emite o plano de ação condensando as mudanças com os auditados e acompanha a implementação, comprometendo-se com o processo de mudança.

2.5 - Normas de Auditoria Interna 2.5.1 - Normas Gerais
♠ os auditores devem ter, no conjunto, proficiência profissional para se desincumbirem das tarefas a eles confiadas; ♠ a organização de auditoria e os auditores individualmente, não devem ter sua independência prejudicada, mantendo-as nas atitudes e na aparência; ♠ devem exercer zelo profissional ao fazerem a auditoria e prepararem o relatório; ♠ os auditores devem comunicar qualquer limitação imposta ao escopo do exame.

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2.5.2 - Normas de Exame e Avaliação
♠ o trabalho deve ser adequadamente planejado e supervisionado e corroborado por papéis de trabalho corretamente feitos; ♠ deve-se obter evidência suficiente, competente e relevante, que proporcione uma base razoável para o parecer do auditor; ♠ o auditor deve estar atento para possíveis circunstâncias de fraude, abuso e atos ilegais.

2.5.3 - Normas de Relatório
♠ os relatórios devem ser feitos por escrito e revisados na forma de rascunho, pelo setor auditado e pelos dirigentes que solicitaram a auditoria; ♠ os relatórios devem ser objetivos, imediatos e oportunos; ♠ os relatórios devem apresentar dados exatos e fidedignos e os fatos descobertos de maneira: convincente, clara, simples, concisa e competente; ♠ os relatórios devem conter realizações dignas de nota e enfatizar principalmente as melhorias, em vez das críticas.

2.5.4 - Aplicação das Normas
A orientação contida nas normas é instrutiva, mas não esgota todo o assunto. Nelas não se determina com precisão o que uma unidade de auditoria deve fazer para atender à exigência de planejamento adequado do trabalho, nem há regras quanto à quantidade de evidência exigida para se corroborar um fato descoberto. Todas essas questões envolvem julgamento e sua solução pode variar segundo as políticas e práticas da unidade de auditoria operacional e as características do trabalho executado. Conseqüentemente, as unidades de auditoria desenvolvem práticas e procedimentos internos para assegurar a uniformidade e a qualidade de seu trabalho. Esses procedimentos dizem respeito a questões tais como a maneira de preparar e revisar os papéis de trabalho. As unidades de auditoria muitas vezes descrevem os procedimentos adotados para cumprimento das normas profissionais contidas em manuais internos ou em material de treinamento. Recomenda-se

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enfaticamente para qualquer ambiente a elaboração de manuais de procedimentos internos para corroborar a observância de normas profissionais.

2.6 – Controles Internos
O controle interno representa em uma organização os procedimentos, métodos e rotinas cujos objetivos são proteger os ativos, produzir os dados contábeis confiáveis a ajudar a administração na condução ordenada dos negócios da empresa. Um bom sistema de controle interno funciona como uma “peneira” na detecção desses erros ou irregularidades. Portanto, o auditor pode reduzir o volume de teste de auditoria na hipótese de a empresa ter um sistema de controle interno forte, caso contrário o auditor deverá aumentá-lo. Diversas irregularidades nos setores financeiro, administrativo e de compras das organizações passam, na maioria das vezes, despercebidas pelos próprios empresários. Preocupados com a evasão de divisas, eles armam-se contra o problema e mostram-se, cada vez mais, interessados em aprender novas técnicas e procedimentos básicos para evitar situações de fraudes, suborno e desfalques. Além da adoção de rígidos controles internos, o papel da auditoria vem ganhando crescente importância e contribui para a eficácia dos resultados finais em qualquer companhia. Há três tipos de irregularidades mais comuns nas empresas: o suborno, quando alguém recebe alguma propina ou benefício direto para tomar decisão. A fraude, que se caracteriza pela adulteração de documentação e, conseqüentemente, proporciona benefício financeiro, e o desfalque, que se define pela simples retirada de dinheiro, o famoso “tomar emprestado”. A fraude acontece com maior freqüência. O infrator preocupa-se em fazer com que a documentação interna da companhia reflita ou esconda a operação feita. Em algumas empresas os controles internos são tão desorganizados que as pessoas não percebem que o dinheiro sumiu. A concentração das funções gerenciais nas mãos de poucos funcionários, em decorrência do processo de enxugamento, facilita situações fraudulentas.

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2.6.1 – Como controlar as áreas de risco?
Os setores de compras, vendas, contas a pagar e receber, folha de pagamento, estoque de mercadorias e financeiro são considerados sujeitos a irregularidades. No setor de vendas, há facilidades para recebimento de comissões, descontos e consignações indevidas; o setor de compras é um dos mais difíceis de se controlar por meio da auditoria, pois o delito fica registrado fora dos livros contábeis da empresa. O problema é solucionar com a circularização de fornecedores, abertura de novas licitações, além da troca dos funcionários, no momento em que entram em férias. Os cuidados com o setor de contas a pagar concentram-se nos cheques de serviços, que podem ou não ser fantasmas, e na antecipação de pagamentos, com finalidade de recebimento de propinas. Cabe ao auditor checar se a prática está consumindo dinheiro de investimento das empresas. Quanto às contas a receber, a tendência, com a crise de caixa na maioria das companhias, é abrir mão de recolher parte do valor financeiro (multas, juros) e receber apenas o montante principal. Pode haver dúvidas se o responsável pelo setor usou o bom-senso ou propositadamente conivente. Recomenda-se a verificação, regular, dos números das contas correntes dos funcionários, a fim de evitar depósitos em contas fantasmas. Valores residuais de produção de grande volume (matéria-prima) também requerem cuidados extras. A diferença enriquece a pessoa da noite para o dia. Algumas vezes, o diretor financeiro não admite que as pessoas interfiram e conheçam as operações. É preciso saber se existe conivência relaxada entre o gerente financeiro e o banco. Por meio da análise dos ganhos da empresa, pode-se comprovar sua eficácia gerencial.

2.6.2 – Quais os procedimentos mais eficientes?
Para reduzir probabilidades de desvio destaca-se a importância do sistema de provas surpresas (sistema preventivo) realizado pela auditoria. Esta falta de atitude preventiva de auditoria, tem sido m ônus que as empresas estão pagando caro.

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Deve-se criar um guia de procedimentos e provas departamentais, em cada unidade da organização, realizado pelos próprios funcionários. Entretanto, nada impede que no fim do dia a própria auditoria interna verifique o trabalho. Como a própria surpresa é uma iminência, as provas setoriais acontecem, de fato. O desvio da função do auditor para outras atividades tem sido um erro constante nas empresas. Assim que ele desvia-se para o problema emergente, deixa de verificar todo o resto da organização: produção, estoque, entre outras atividades.

2.6.3 – Exemplos de Controles Internos
Em sentido amplo, o controle interno compreende controles que se podem caracterizar como contábeis ou como administrativos: a) Controles Contábeis Compreendem o plano de organização e todos os métodos e procedimentos que têm ligação com a proteção do patrimônio da empresa e integridade dos registros contábeis. b) Controles Administrativos Compreendem o plano de organização e todos os métodos e procedimentos que têm ligação direta com a eficiência das operações e com a política da empresa. Os controles dos primeiros objetivos representam controles contábeis e os do último, controles administrativos. São exemplos de controles contábeis: ♠ sistema de conferência, aprovação e autorização; ♠ segregação de funções (pessoas que têm acesso aos registros contábeis não podem custodiar ativos da empresa); ♠ controles físicos sobre ativos; ♠ auditoria interna. São exemplos de controles administrativos: ♠ análises estatísticas de lucratividade por linha de produtos;

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♠ controle de qualidade; ♠ treinamento de pessoal; ♠ estudos de tempos e movimentos; ♠ análise das variações entre os valores orçados e os incorridos; ♠ controle dos compromissos assumidos, mas ainda não realizados economicamente. Compreende o plano de organização e todos os métodos e medidas adotadas na empresa para: ♠ proteger seus ativos contra eventuais roubos, perdas e uso indiscriminado; ♠ assegurar-se da exatidão e da fidedignidade de seus dados contábeis; ♠ avaliar e incrementar a eficiência operacional; ♠ promover o cumprimento às diretrizes administrativas preestabelecidas;

2.7 – Papéis de Trabalho
Entende-se por papéis de trabalho o conjunto de formulários e documentos que contém as informações e apontamentos coligidos pelo auditor, no decurso do exame, as provas por ele realizadas e, em muitos casos, a descrição dessas provas, que constituem o testemunho do trabalho executado e o fundamento de sua opinião. O auditor, em seu papel de trabalho, deve obter evidências consistentes mediante testes, observações, inquéritos e confirmações, a fim de formar bases suficientes para expressar sua opinião sobre os relatórios financeiros em exame. Seus papéis de trabalho incluem balancetes, lançamentos retificativos, análises de contas, esquemas, conciliações, resumos de informações, comentários, explicações, programas de auditoria, respostas a pedidos de confirmação, cálculos por escrito, rascunhos de demonstrações contábeis, cópia de correspondência, assim como qualquer outro material escrito que o auditor prepara ou julga necessário ao cumprimento de sua tarefa.

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2.7.1 – Finalidades dos Papéis de Trabalho
a) Fornecer um registro escrito permanente do trabalho efetuado, incluindo: ♠ descrição dos fatores referentes à extensão do trabalho, considerados no planejamento; ♠ evidência da revisão e avaliação do sistema de controle interno; ♠ extensão do exame realizado sobre os registros analíticos e testes de auditoria; ♠ natureza e grau de credibilidade das informações obtidas. b) Fornecer informações importantes com relação ao planejamento contábil, financeiro e fiscal. c) ser apresentados, mediante solicitação, como evidência que

fundamente o relatório emitido. d) fornecer aos encarregados a oportunidade a oportunidade de avaliar os atributos membro da equipe quanto a: ♠ competência em assuntos de auditoria; ♠ senso de organização; ♠ habilidade em planejar e executar o trabalho.

2.7.2 – Preparação de um bom Papel de Trabalho
A habilidade técnica e a competência profissional dos auditores estão refletidas no papel de trabalho que eles preparam. Um auditor eficiente é capaz de realizar seu trabalho de acordo com as normas usuais de auditoria, empregando o melhor de seus esforços na criação de papéis de trabalho de auditoria de máxima utilidade. Para conseguir esse objetivo ele deve: ♠ fazer trabalho completo sobre os dados necessários; ♠ organizar e arquivar os papéis de maneira que seja facilitada a referenciação dos mesmos para uma rápida identificação por aqueles que deles necessitem (diretores e gerentes de auditoria).

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Os papéis de trabalho são completos quando refletem claramente todas as informações referentes à composição dos dados significativos dos registros, juntamente com os métodos e técnicas de verificação empregados e outras evidências necessárias à preparação do relatório. Cada sumário e cada figura do relatório devem estar devidamente explicados no papel de trabalho. Conforme o prosseguimento dos trabalhos, o auditor deve pensar adiante sobre o problema do relatório e incluir nos papéis de trabalho comentários e explicações que mais tarde venham a fazer parte do relatório. Os papéis de trabalho não estão limitados a dados quantitativos; eles devem incluir notas e explicações que indiquem claramente o que foi feito pelo auditor, suas razões para seguir certos procedimentos, suas reações e opiniões sobre a qualidade dos dados examinados, a adequação dos controles internos em uso e a competência das pessoas responsáveis pelas operações ou registro sob revisão. Além da possibilidade de os papéis de trabalho serem examinados por terceiros, eles são revisados por seniores3, supervisores ou gerentes de auditoria, para determinar a adequação e eficiência do trabalho, devendo ser auto-explicativos, estar completos, legíveis e sistematicamente arquivados, para evitar que o auditor que os preparou seja solicitado a fornecer explicações adicionais durante a revisão e finalização da auditoria, uma vez que, em muitos casos, os relatórios são escritos por um supervisor ou gerente de auditoria e não pelo auditor que executou o trabalho de verificação.

2.7.3 – Pontos Essenciais dos Papéis de Trabalho
Quando da elaboração dos papéis de trabalho, o auditor deve levar em consideração: a) Concisão: os papéis de trabalho devem ser concisos, de forma que todos entendam sem a necessidade de explicações da pessoa que os elaborou.

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Em uma ampla gama de profissões, o indivíduo que acumula a maior quantidade de anos de experiência em um mesmo cargo, por exemplo: "Editor-sênior", "Gerente Sênior", "Economista Sênior", "Auditor-sênior", etc. http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%AAnior

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b) Objetividade: os papéis de trabalho devem ser objetivos, de forma que se entenda onde o auditor pretende chegar. c) Limpeza: os papéis de trabalho devem estar limpos, de forma anão prejudicar o entendimento destes. d) Lógica: os papéis de trabalho devem ser elaborados de forma lógica de raciocínio, na seqüência natural do objetivo a ser atingido. e) Completos: os papéis de trabalho devem ser completos por si só. Para que os papéis de trabalho estejam completos, há a necessidade de observar os pontos essenciais que neles deverão estar demonstrados.

2.7.4 – Revisão do Controle Interno
O controle interno é a base para a determinação do trabalho a ser realizado, pois é neste que se avalia qual a confiabilidade do sistema contábil e de controle interno. A documentação da avaliação dos controles internos são: a) Questionário, que é o método básico da documentação de controle interno. Para elaboração desse questionário, pode-se utilizar: ♠ descrições verbais ou obtidas de manuais de serviços; ♠ fluxogramas. b) Os questionários de avaliação dos controles internos devem ser arquivados nos papéis de trabalho. c) Deve-se avaliar a eficácia dos controles internos, revisando-os e efetuando os testes de observância para confirmar que o Sistema está funcionando como se espera. ♠ a folha deve ser dividida em duas partes: - à esquerda, para a “falha observada”; e - à direita, para a “avaliação da falha”. ♠ a parte referente à “falha observada” deve conter: - referência para os papéis, onde se explica a falha em detalhes;

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- descrição dos procedimentos vigentes; - explicação da causa da falha e de possíveis implicações. ♠ a parte relativa à “avaliação da falha” deve indicar: - a evidência das discussões com o responsável pelo setor e a opinião dele. - recomendação para melhorar os procedimentos de controle interno. d) Pasta Permanente – contém células com informações ”permanentes”: organogramas, fluxogramas, descrição de operações específicas, sistemas de custos, mapas, manual de serviços, etc. e) Relevância e relatividade – determinação da materialidade ou risco relativo que irá incorrer para a determinação do escopo do trabalho. f) Escopo do trabalho – estabelecimento da definição da extensão dos procedimentos de auditoria e o momento da sua aplicabilidade, mediante o resultado, obtido na revisão do controle interno, bem como a relevância ou o risco relativo envolvido. Objetivo do exame Determinação do que se está propondo determinar, provar ou conseguir. Planejamento do trabalho Conhecimento prévio das operações e extensão dos detalhes a serem evidenciados. Julgamento Profissional Estabelecimento da forma de execução do trabalho e identificação do atingimento satisfatório do objetivo. Fonte das informações Indicação da obtenção de todas as informações colocadas nos papéis de trabalho. Conclusão do exame Opinião acerca do trabalho executado e se o objetivo foi atingido.

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É um instrumento de supervisão que indica se o assistente entendeu os objetivos do trabalho, composto de: a) Exame – três etapas: ♠ revisar e avaliar o sistema para ver como se deve funcionar teoricamente; ♠ examinar os registros e a documentação para verificar como funciona realmente o sistema; ♠ efetuar testes dos saldos. b) Conclusões sobre o seguinte: ♠ testes de auditoria específicos; ♠ funcionamento dos sistemas e credibilidade dos registros; ♠ tudo o que se refira a saldos das contas. c) Guia geral para uma boa conclusão: ♠ linguagem clara e precisa, deve ser incluída no começo da seção e rubricada por quem preparou; ♠ indicar as bases, isto é, o que foi examinado; ♠ indicar o objetivo e o resultado dos testes de procedimentos.

2.7.5 – Tipos de Papéis de Trabalho
Se os papéis de trabalho devem ser os meios pelos quais a prova é obtida, segue-se que eles devem assumir ampla variedade de formas e modelos. Um papel de trabalho é qualquer registro que o auditor faz de seu trabalho, ou de material que ele encontra, a fim de consubstanciar, seu parecer. Embora haja grandes diferenças entre os papéis de trabalho, existem certos tipos comuns que, em geral, são usados em todos os trabalhos. São, entre outros: ♠ análises de contas; ♠ lançamentos de acertos; ♠ conciliações; ♠ balancetes; ♠ pontos para recomendações; ♠ programas de auditoria.

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A maioria dos papéis de trabalho enquadra-se em um desses tipos, embora deva ser reconhecido que as necessidades específicas de cada caso determinam os tipos e quantidade de papéis de trabalho exigidos em determinada situação. O auditor constantemente enfrenta novos problemas, que exige a elaboração de outros modelos de papel de trabalho, ou a ampliação dos antigos. Uma das características do bom auditor é sua capacidade de idealizar formulários de papel de trabalho de acordo com as necessidades que o problema apresenta. Os aspectos relativos à custódia dos papéis de trabalho: São de propriedade e de uso exclusivo do departamento da auditoria e: ♠ não devem ser entregues a terceiros ou com estes discutidos, sem a autorização do gerente de auditoria; ♠ não devem ser discutidos com o pessoal dos setores envolvidos sem a autorização expressa do gerente de auditoria; as informações constantes nos papéis de trabalho nunca devem ser discutidas fora do departamento de auditoria; ♠ durante os trabalhos, devem ficar sob controle constante dos auditores. Durante o horário do almoço e depois do expediente devem ficar em local seguro, de preferência fechados a chave; ♠ o local de arquivo dos papéis de trabalho é no departamento de auditoria e não na casa de cada um de seus membros.

Na revisão dos papéis de trabalho deve-se admitir que: ♠ os papéis estão sujeitos à revisão do sênior que prepara uma folha de “pontos pendentes”; ♠ representa um comentário crítico do sênior sobre o trabalho do assistente; ♠ a eliminação das pendências deve ser evidenciada nos papéis de trabalho e não na folha de pendências. Nessa folha apenas deve ser indicado que o ponto foi eliminado; ♠ a revisão dos papéis de trabalho pelo sênior é provavelmente o fator mais importante em sua avaliação do desempenho do assistente; ♠ os papéis estão sujeitos à revisão do gerente de auditoria.

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CAPÍTULO 3
ESTUDO DE CASO 3 - ESTUDO DE CASO 3.1 - Caracterização da Unidade de Estudo
A pesquisa foi realizada em uma empresa que atua no segmento de cabos, oferece uma extensa linha de cabos e sistemas de cabeamento. O Grupo tem uma importante presença nos mercados de infraestrutura, indústria, construção civil e redes locais de transmissão de dados. A Nexans atua em diversos segmentos de mercado como energia, transporte e redes de telecomunicação para construção naval, óleo e gás, energia nuclear, automotivo, eletrônicos, aeronáuticos, cabos de uso móvel e automação. Com presença industrial em mais de 39 países, e atividades comerciais em todo o mundo, a Nexans emprega 22.400 funcionários e registrou vendas de 6.8 bilhões de euros em 2008. Em setembro de 2008, o Grupo Nexans adquiriu o segmento de cabos do Grupo Madeco, maior fabricante sul-americano em cabos presente em países como Chile (Madeco), Colômbia (Cedsa), Peru (Indeco), Argentina (Indelqui) e Brasil (Ficap). No Brasil desde 2000 a Nexans se constituiu como sucessora da Alcatel Cabos e em 2003 adquiriu a empresa Furukawa Cabos de Energia, atualmente produz uma ampla linha de cabos de energia em alumínio para os segmentos de infraestrutura, cabos para redes de informática (LAN) e Telecomunicações, com unidade fabril em Lorena - SP. A Ficap, presente no país há mais de 60 anos, produz uma extensa linha de cabos de energia em cobre para segmentos como Indústria, Construção Civil, Óleo e Gás, Telecomunicações, Mineração, além de fios esmaltados com 2 unidades fabris em Americana e Rio de Janeiro.

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De agora em diante Nexans une a experiência local e o pioneirismo tecnológico mundial no desenvolvimento de cabos e sistemas para promover ainda mais soluções focadas na performance de seus clientes sob o nome Nexans Ficap. Com essa aquisição a Nexans se torna na América do Sul, a maior empresa de Cabos e Sistemas de Cabeamento.

3.2 - Situação inicial
O grupo controlador tinha títulos negociados na bolsa de valores americana, e, com o advento da Lei SOX, a empresa precisava da certificação de controles internos, uma das exigências da referida lei, mais por força da obrigatoriedade de consolidação das demonstrações contábeis de todas as empresas que formam o grupo. A ação inicial foi reativar a auditoria interna da organização em 2004, pois ela havia sido desativada e extinta em meados de 2001, ou seja, havia três anos sem um departamento de auditoria interna para apoiar e/ou implementar as normas de controles internos. Para este fim, foi recrutado no quadro de colaboradores efetivos, um gerente de auditoria interna, oriundo da área de Organização e Métodos, vinculada a área de operações e tecnologia da informação, que já exercia função, parecida ou semelhante, vislumbrada pela administração da empresa para adequarse às exigências da SOX, conforme documentos do departamento de recursos humanos da empresa a que se teve acesso. Entretanto, após o segundo ano de trabalho da auditoria interna, foi então solicitada uma revisão, de uma empresa de consultoria independente, sobre o sistema de controle interno da organização e o processo de controle interno estabelecido. Todavia, mesmo antes de este trabalho ser desenvolvido, a auditoria interna da empresa, já havia levantado mais de 300 pontos de deficiências e/ou necessidades de melhorias de controles internos, sobre os 80 processos organizacionais identificados para espelhar a operação da empresa e o seu sistema de controles internos. O trabalho resultante da empresa de consultoria, que era a avaliação dos 80 processos operacionais existentes para espelhar as operações da organização e

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o devido suporte aos processos de elaboração dos reportes financeiros exigidos pela SOX, foi interrompido devido ao fato que vários (100% da amostra inicial) dos processos documentados e seus respectivos controles não condiziam com a realidade praticada na Empresa. Diante destas questões, a auditoria interna do grupo controlador esteve na empresa, durante um mês, em visita realizada, para avaliar o trabalho realizado pela administração e pela auditoria interna, e recomendar melhorias no processo de controle interno estabelecido pela organização, constatado em e-mails fornecidos e relatório de visita às filiais da controladora. Todavia, o Relatório anual da Administração de 2004 não divulgava nada sobre os controles internos da organização. Já os de 2005 e 2006 mencionavam que o aperfeiçoamento e a revisão do ambiente de controles internos estavam em andamento; entretanto, a certificação dos controles internos, para fins da SOX, referente ao encerramento do exercício e o balanço de 31 de dezembro de 2006, foi elaborado com 3 ressalvas quanto ao sistema de controles internos da empresa. Observa-se que antes das exigências da seção 404 da SOX, a administração havia tomado a decisão de acabar com a auditoria interna da empresa, por ser apenas um instrumento de detecção de erros e compliance fiscal, conforme análise feita nos relatórios de auditoria interna. E o modelo de controle interno anteriormente adotado estabelecia que os gestores das áreas fossem os responsáveis pelo sistema de controles internos da empresa e que esse seria auditado pelos auditores independentes em conjunto com a auditoria das demonstrações contábeis de final de exercício social.

3.3 - Desenvolvimento das ações
Em função do contexto abordado, as mudanças da empresa na forma como foi estabelecido o sistema de controles internos e o papel da auditoria interna eram iminentes. E, foi consagrado com a contratação de um novo gerente de auditoria interna, experiente nas exigências da SOX e práticas internacionais de auditoria interna, uma vez que era certificado internacionalmente pelo IIA e oriundo de uma empresa já em compliance com a SOX, e com a troca do controller da empresa pelo antigo gerente de auditoria interna.

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Demonstrando, assim, a preocupação, por parte da alta administração da empresa com o sistema de controles internos. Além da ação acima descrita, a alta administração também encetou diversas outras ações para melhorar o sistema de controles internos da organização, dentre elas, destacam-se: a) Melhorias no Sistema Integrado – SAP R/3 versão 4.7, com a contratação de consultoria especializada para implementar os pontos de controle e melhorias apontadas e sob responsabilidade da auditoria interna; (documento de contratação, ata do conselho de administração e documentos internos); b) Criação do código de ética da empresa, com leitura e ciência de todos os empregados, além de fixação de quadro nos controles de ponto (marcador de jornada de trabalho) com o código, por solicitação da auditoria interna; (documento arquivado no departamento de recursos humanos e constatação física); c) Criação do canal de denúncias da empresa, com direção de correio eletrônico próprio e acesso exclusivo pelo gerente de auditoria interna, também com fixação de quadro nos controles de ponto sobre o canal. Criado por solicitação da auditoria interna; (documento interno e constatação física e eletrônica); d) Reuniões mensais de resultado com toda a estrutura gerencial, onde se discutiam metas e eventuais desvios dos principais indicadores das áreas da empresa, inclusive com a participação da auditoria interna (correios eletrônicos); e) Reunião mensal de Suplly & Demand, entre as áreas de Vendas, Compras, Logística e Produção; para discutir as previsões de vendas, necessidades de materiais, ordem de produção, indicadores de produção e qualidade e eventuais desvios, inclusive com a participação da auditoria interna (correios eletrônicos); f) Implementação do projeto de melhorias dos controles internos (Projeto SOX 2007), onde participavam todos os gestores da organização, onde se rediscutiu todos os processos da empresa, analisaram-se riscos envolvidos e definiu-se a estrutura de controle necessária a ser implementada nos processos da organização, sob responsabilidade da auditoria interna; (correios eletrônicos, atas de reuniões e ata de reunião do conselho de administração); g) Divulgação no jornal interno da empresa de assuntos relacionados ao sistema de controle interno, tais como: objetivos do controle interno, ética, segurança da informação, entre outros, por solicitação da auditoria interna; (correios eletrônicos e Documentos internos);

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h) Treinamento realizado pelo gerente de auditoria interna da empresa sobre controles internos, destacando-se “o que é” e “a importância”, para todos os diretores, gerentes, encarregados e supervisores de áreas, por solicitação da auditoria interna; (documento arquivado no departamento de recursos humanos); i) Além de treinamento e capacitação da mão de obra técnica/operacional e corpo gerencial em uma razão de 25 horas anuais por empregado; (documento arquivado no departamento de recursos humanos); j) Práticas de remuneração variável atrelada aos resultados da empresa (PLR) para todos os empregados, com a criação de indicador atrelado à meta de atingimento da certificação dos controles internos e a quantidade de pontos de controles falhos ou não implementados, elaborado por solicitação da auditoria interna; (correio eletrônico e documento arquivado no departamento de recursos humanos); k) Prática de avaliação do Corpo Gerencial: Criação do sistema de gestão por desempenho (SGD) aplicada a toda sua estrutura de comando, visando o aperfeiçoamento das competências gerenciais e a busca da excelência nos resultados. Atrelado 40% da meta ao atingimento da certificação dos controles internos eficaz perante SOX. (documento arquivado no departamento de recursos humanos); l) Criação ou atualização da documentação das Políticas da organização, com obtenção de aprovação pela Direção, elaboradas e revisadas pela auditoria interna. (documentos internos e ata de reunião com aprovação das políticas). Para melhor entendimento das ações de melhoria no processo de estruturação do sistema de controles internos da organização, além das já citadas ações elencadas acima, pode-se destacar com mais detalhes o Projeto SOX 2007. Este Projeto, conforme observado na apresentação ao conselho de administração da empresa, consistia em criar um framework [estrutura] de controles internos onde pudesse comprovar para uma auditoria independente, que o sistema de controle interno da organização era eficaz, perante a lei SOX. Com os objetivos de certificar: a) A exatidão dos Reportes Financeiros e da informação que os suportam;

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b) Que se estabeleça e ponha em funcionamento procedimentos Internos de controle na elaboração de seus Reportes Financeiros e que possa demonstrá-lo ante uma auditoria; c) Que os processos de controle interno estabelecidos garantam a transparência da organização; d) Que toda a informação utilizada esteja disponível e adequadamente documentada. O Projeto SOX 2007 consistiu em estabelecer uma política de controle interno que contemplasse os objetivos do COSO e do COBIT e seus componentes. Documentaram-se também as ferramentas tecnológicas utilizadas e as

responsabilidades dos membros da organização. Conforme Attie (1987, p.232), só pode-se avaliar o controle interno após conhecê-lo. Neste sentido, o Projeto SOX 2007 contemplou as seguintes ações (informações obtidas e corroboradas em diversos documentos internos da empresa): a) Cálculo da relevância nos saldos das demonstrações contábeis de 2006 para selecionar as contas relevantes a ser selecionadas, efetuado pela auditoria interna; b) Avaliação dos riscos de cada conta contábil, inerentes e potencial, qualitativamente, com o possível impacto que estes poderiam causar nas demonstrações contábeis no geral, efetuada pela auditoria interna e validada pelo CFO; c) Mapeamento dos processos organizacionais e vinculação às contas contábeis. Criação do Mapa de processos da organização e definição dos processos críticos com base na relevância dos saldos e variações, efetuado pela auditoria interna; d) Reunião com os auditores independentes para analisar as fases do plano e verificar a sua conformidade com a SOX, ação solicitada e realizada pela auditoria interna com anuência do CEO e CFO; e) Documentação pelos auditores internos dos processos organizacionais e revelação dos controles atuais, utilizando-se modelo desenvolvido internamente pela auditoria interna da empresa, que contemplava: Fluxograma, Narrativa do

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processo, Matriz de Risco-Controle. Priorizou-se a documentação dos principais Ciclos de Negócio, identificando-se os controles capazes de mitigar os riscos relacionados aos erros potenciais de cada conta contábil relacionada aos processos, observando-se o atendimento dos principais aspectos do Audit Standard – AS no. 2, 3 e 5 do PCAOB; f) Realização do walk-through (validação do processo) pela auditoria interna, para determinar se o que foi descrito na documentação coincide com o efetivamente realizado pelas pessoas e atividades; g) Criação do dicionário de risco da empresa pela auditoria interna; h) Criação do dicionário de controles da empresa pela auditoria interna; i) Comunicação das deficiências encontradas e negociação dos planos de ação (implementação ou melhoria de controle) pela auditoria interna com aos gestores e alta administração; j) Realização de follow up (acompanhamento) das ações de melhoria pela auditoria interna; k) Atualização da documentação pela auditoria interna; l) Identificação pela auditoria interna dos owners (donos dos processos) e transferência da responsabilidade aos gestores sobre a documentação e atualização dos processos e políticas da empresa; m) Definição pela auditoria interna dos controles internos e localidades que foram avaliadas; n) Definição pela auditoria interna do plano de testes, isto é, testes aplicados nas atividades de controle para ser avaliado o grau de eficácia dos mesmos; o) Criação pela auditoria interna dos métodos utilizados para testar a eficiência operacional destas atividades de controle; p) Realização de avaliação dos controles gerais de TI, utilizando-se o modelo COBIT. Para este item, foi contratada a pedido da auditoria interna, uma consultoria especializada externa; q) Realização pela auditoria interna dos testes das atividades de controle nos processos operacionais e financeiros; r) Realização pela auditoria interna da avaliação do ambiente geral de controle;

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s) Novamente relatou-se as deficiências encontradas e negociação dos planos de ação (implementação ou melhoria de controle) pela auditoria interna aos gestores e alta administração; t) Novamente realizou-se follow up (acompanhamento) das ações de melhoria pela auditoria interna; u) Auditoria interna solicitou e constatou atualização da documentação definitiva dos processos organizacionais; v) Foram auditados por uma auditoria independente contratada

diretamente pelo acionista controlador; w) Emissão da certificação anual sobre o sistema de controle interno pelo gerente de auditoria interna e pelos CEO e CFO. As etapas acima podem ser corroboradas no estudo de Oliveira e Linhares (2006, p.12-14) onde estudam a implantação de controle interno adequado às exigências da Lei Sarbanes- Oxley em empresas brasileiras e descrevem os passos a serem seguidos para atingir os objetivos da referida lei. A implantação de soluções para as deficiências encontradas foi acompanhada de perto pelos usuários-chave do controle e pela equipe de auditoria interna, documentando-se os testes executados. Além de reporte mensal à diretoria da empresa. Estas informações foram obtidas em documentos internos da área de tecnologia da informação e da área de auditoria interna. O trabalhado foi executado com os controles considerados “chaves” pela organização e pela auditoria interna, onde após a seleção, foram relatados os procedimentos de controle que cumpriam com o objetivo do mesmo. Foi levada em consideração a segregação de função, a periodicidade dos controles, o responsável de cada controle e identificado a documentação de respaldo e evidência da atividade do controle. Para avaliar estes controles foi desenvolvido também um dicionário de riscos da empresa, para padronizar a linguagem e seus significados, bem como para divulgar o conceito de risco dentro da empresa. E para cada risco identificado nos processos organizacionais, foram observados a existência de controles e seus erros potenciais.

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Todo o trabalho desenvolvido pela auditoria interna foi documentado utilizando-se um sistema de informação, desenvolvido internamente, em Microsoft Office Access. Este serviu como um depósito de todas as informações e atividades relacionadas com os controles internos.

3.4 - Situação atual e mensuração da melhoria
A situação atual do sistema de controles internos, após a implantação da nova auditoria interna e de um modelo estruturado de implantação e gerenciamento dos controles internos, pode-se comprovar com base no Relatório da Administração de 2007 e na Cópia das Certificações SOX, além da opinião dos auditores independentes, que o sistema de controle interno da empresa, em 31 de dezembro de 2007, apresentava-se eficaz. Destacam-se, como uma das formas de comprovação da melhoria do sistema de controle interno da empresa as informações contidas no Relatório da Administração de 2007, publicado no jornal Valor em abril de 2008: a) Quanto à possibilidade de referenciar, não diretamente, mas na conseqüência da melhoria do sistema de controle interno da organização, com a redução de falhas e erros nos processos organizacionais; aumento da eficiência e eficácia das operações (objetivo do COSO); melhoria da confiabilidade e integridade das informações financeiras e gerenciais (objetivo do COSO); aderência às leis e regulamentos aplicáveis (objetivo do COSO), perfazendo a melhoria no desempenho da empresa: Em 2007 a Companhia comemorou 60 anos de existência em uma conjuntura favorável da economia brasileira [...]. “Neste cenário a empresa com seu amplo portfólio de fios e cabos, se posicionou como um dos principais fornecedores e apresentou um crescimento de 15,8% nos volumes faturados e adicionou valor para os acionistas através de um retorno sobre capital empregado de 11,2%. O ano de 2007 foi bastante positivo para a empresa, a receita líquida totalizou R$ 663,9 milhões representando uma evolução de 9,6% em relação a 2006, e o crescimento em toneladas de metal contido foi de 15,8%. [...]. Como conseqüência do exposto, o lucro líquido atingiu R$ 31,0 milhões contra R$ 28,3 milhões do ano anterior.

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b) Quanto à melhoria dos Controles Internos da organização: A [Empresa] efetuou uma ampla revisão do seu ambiente de controles internos com objetivo de garantir a integridade de todos seus processos, o que permitiu que sua controladora fosse certificada pela Seção 404 da Lei SarbanesOxley. Outra forma de comprovação da melhoria do sistema de controle interno da organização é a redução do número de deficiências e inexistências de controles internos na empresa, da ordem de mais de 300 ao final de 2006 para menos de 30 ao final de 2007, sendo todas elas de categoria de baixo impacto e baixa relevância. Observadas pelo relatório de auditoria interna da empresa e no relatório de comentário sobre o sistema de controles internos emitidos pelos auditores independentes, ao final do exercício social de 2007. Ressalta Attie (1987, p.232) que: “ainda que o controle interno em estudo seja bom, é inadmissível que não possa ser alterado para melhor, mesmo que a alteração seja pequena e que o todo não precise ser reformulado”. Observa-se que o processo de definição de quais pontos de controles necessitavam ser melhorados e implementados, foram definidos, defendidos e fomentados pela auditoria interna da empresa, fazendo-se valer como uma ferramenta de gestão para ajudar a organização a atingir seus objetivos. (Observado em documentos internos e ata do conselho de administração) Também obtivemos acesso a cópia da carta “Certificações SOX” onde a auditoria interna e os administradores da empresa emitem opinião sobre a eficácia do sistema de controle interno sobre o reporte financeiro de 31 de dezembro de 2007, em conformidade com a exigência da seção 404 da SOX. Observa-se que neste item, a auditoria interna, foi utilizada como uma ferramenta de suporte para embasar a opinião da alta administração da empresa. Como comprovação final, destaca-se, o 20-F de 2006 e 2007 da controladora arquivados na SEC, com a opinião do CEO e CFO do grupo controlador e a opinião também dos auditores independentes, em que destaca em 2006 as 3 deficiências materiais de controle e em 2007 a certificação sem ressalvas ao sistema de controle interno da Controlada e da Controladora, avalizadas pela certificação do auditor independente da Controladora.

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Demonstrando assim, a melhoria irrefutável dos controles internos da empresa estudada.

3.5 - CONCLUSÃO DO ESTUDO
Desse estudo surgem bases em que se podem assentar novos estudos de aprofundamento do tema. São apresentadas, a seguir, as conclusões e, para tanto, deve-se resgatar às variáveis do problema que originou este trabalho e, estão definidas e elencadas abaixo: a) Se houve melhorias nos controles internos da organização no período analisado; b) Se a auditoria interna contribuiu para melhoria dos controles internos, como ferramenta de gestão. Buscou-se comprovar por meio de pesquisa documental as variáveis acima definidas e pode-se corroborar que estas são verdadeiras no caso estudado. As conclusões, porém, devem ser vistas à luz das limitações deste trabalho, entre as quais se destaca o fato de não serem conclusões generalizáveis estatisticamente. Baseado nas provas documentais analisadas, e, respaldado no referencial teórico selecionado, observa-se que o controle interno da empresa obteve uma significante melhoria após a implementação da Área de auditoria interna na empresa estudada. Que implementou, promoveu e apoiou entre outras ações, um projeto de estruturação de controles, baseados no modelo do COSO. A melhoria dos controles internos foi, inclusive, atestada por empresa de auditoria independente, em ambos os momentos utilizados para comparação. Neste contexto, os objetivos preconizados no modelo implementado foram alcançados na empresa estudada, como o aumento da eficiência e eficácia das operações; melhoria da confiabilidade e integridade das informações financeiras e gerenciais;

conformidade às leis e regulamentos aplicáveis. Pode-se inferir uma vinculação dos resultados atingidos e a geração de valor na empresa estudada após a melhoria no sistema de controles internos da organização.

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Devido à importância de maior controle e por haver grande volume de recursos e pessoas envolvidas, sugere-se realizar novas pesquisas para ajudar a desenvolver e implementar novas técnicas de avaliação da auditoria e de controles, bem como estudar como a auditoria interna mantém sua independência e objetividade exercendo serviços de consultoria e assessoramento, e ainda sobre modelos e ferramentas de monitoramento das atividades de controles internos das organizações.

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CONCLUSÃO

Com a globalização e a necessidade crescente de otimização de resultados, as empresas estão buscando cada vez mais a identificação de oportunidades e estratégias para minimizar riscos aos seus negócios, e eficiência em suas operações e um nível adequado de controle e retorno aos seus investimentos. No contexto atual deverão ser incorporadas às atividades de auditoria interna, novas habilidades que considerem, por exemplo, uma atuação proativa no entendimento e análise das estratégias das empresas e como os riscos estão inseridos nos respectivos processos de negócios. As empresas precisam ter a clara percepção dos riscos do segmento de indústria em que estão inseridas, não apenas para minimizar a ocorrência de erros ou irregularidades, como também para identificar soluções estruturais que propiciem ganhos de produtividade e de vantagem competitiva. A auditoria interna deve, portanto, assumir uma participação proativa no suporte à gestão empresarial sendo responsável não só por assegurar a qualidade e efetividade da estrutura de controle interno, como, também, por propor

recomendações de valor agregado às atividades e aos negócios das empresas. Na verdade, o valor agregado da auditoria interna para as empresas implica a proposição de recomendações que possam contribuir para otimização dos resultados, redução de custos, aprimoramento das práticas de controle interno e gestão e o entendimentos dos indicadores de desempenho definidos para os diversos processos e atividades de negócios. A efetividade do processo de auditoria interna está atrelada a um processo abrangente de planejamento e avaliação de riscos que considere a identificação dos riscos estratégicos relacionados com o cenário onde a empresa está inserida (exemplo: análise da ocorrência, planejamento estratégico, mercado, aspectos legais); riscos aplicáveis aos processos operacionais (exemplo: vendas, marketing, recursos humanos); riscos financeiros (exemplo: mercado, crédito, fluxo de caixa) e riscos aplicáveis ao conhecimento (exemplo: tecnologia, gerenciamento de informações, propriedade intelectual).

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A auditoria interna deve buscar como produto de seu trabalho a proposição e implantação de soluções alinhadas com as melhores práticas de negócios. A utilização de metodologia com enfoque abrangente de revisão, considerando aspectos de controle e de estratégias dos negócios, aliada à utilização efetiva dos recursos de tecnologia nas revisões, é fator determinante para o sucesso das atividades e do produto gerado pela auditoria interna. O cenário mudou e com ele foram estabelecidos novos paradigmas de sobrevivência para as empresas. Nesse novo cenário as funções de auditoria interna ganham nova dimensão e importância como instrumento de vantagem competitiva. Entender o papel da Auditoria Interna como função estratégica é fundamental no processo moderno de gestão empresarial. .

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BIBLIOGRAFIA

CREPALDI, Silvio Aparecido. Auditoria Contábil: teoria e prática. 3ª Edição. São Paulo: Atlas, 2004. SANTOS, José Luiz dos; SCHMIDT, Paulo; GOMES, José Mário Matsumura. Fundamentos de Auditoria Contábil. Coleção Resumos de Contabilidade. Vol. 19. São Paulo: Atlas, 2006. HOOG, Wilson Alberto Zappa; CARLIN, Everson Luiz Breda. Manual de Auditoria Contábil das Sociedades Empresárias: de acordo com o novo Código Civil – Lei 10.406/2002. 1ª Edição. 2004, 4ª Tiragem. 2007. Curitiba: Juruá, 2007. ATTIE, William. Auditoria interna. São Paulo: Atlas, 1992. PAGLIATO, Wagner; SANTOS, Aldomar Guimarães dos. Curso de Auditoria. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 2007. PAULA, Maria Goreth Miranda Almeida. Auditoria interna: embasamento conceitual e suporte tecnológico. São Paulo: Atlas, 1999. http://www.reitoria.rei.unicamp.br/auditoria/documentos/mod1_ap.pdf AUDITORES, Martinelli. Curso Básico de Auditoria Interna. Módulo 1. Campinas: Unicamp, 2002. Acesso em 06/10/2009. 14:23 h. http://www.crc.org.br/legislacao/normas_tec/pdf/normas_tec_rescfc0986_2002. pdf CFC. Resolução CFC 986/2003. NBC T 12 - Da Auditoria Interna. Brasília: CFC, 2003. Acesso em 13/10/2009. 10:18h http://www.administradores.com.br/producao_academica/auditoria_interna/488/ Auditoria Interna. 23 de janeiro de 2008. Acesso em 17/10/2009. 11:41h.

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http://www.cardozo-group.com/?p=713 TRISCIUZZI, Carlos Renato Fontes. Dissertação (Mestrado em Ciências Contábeis) - Faculdade de Administração e Finanças, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2009. Acesso em 29/04/2010 9:42h. http://www.maph.com.br/ler_capitulo.php?products_id=151 Conceito e a Importância da Auditoria Interna. Acesso em 23/10/2009. 09:33h. http://www.cpc.org.br/pronunciamentosIndex.php CPC. Comitê de Pronunciamentos Contábeis. 2009. 10:14h. http://www.conab.gov.br/conabweb/download/nupin/ManualdeAuditoriaInterna. pdf CONAB. Manual de Auditoria Interna. Coordenadoria de Auditoria Interna – Coaud. 2ª Edição. 2008. Acesso em 07/11/2009. 13:52h. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/Lei/L11638.htm BRASIL, Senado Federal. LEI Nº 11.638, de 28 de dezembro de 2007. Altera e revoga dispositivos da Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e da Lei no 6.385, de 7 de dezembro de 1976, e estende às sociedades de grande porte disposições relativas à elaboração e divulgação de demonstrações financeiras. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 28/12/2007. Acesso em 18/11/2009 12:48h. http://www.congressocfc.org.br/hotsite/trabalhos_1/570.pdf MORAIS, Maria Georgina da Costa Tamborino. A Importância da Auditoria Interna para a Gestão: Caso das Empresas Portuguesas. Acesso em 22/11/2009 16:32h. http://www.tecnoaud.com.br/detalhe_artigo.asp?id=30 INDEPENDENTES, Tecnoaud Auditores. Nova lei contábil faz auditoria disparar. Acesso em 28/11/2009 12:09h. http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%AAnior WIKIPEDIA, a enciclopédia livre. Sênior. Acesso em 10/03/2010 8:22h. Acesso em 23/10/2009.

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ANEXO I

FONTE DE PESQUISA I CREPALDI, Silvio Aparecido. Auditoria Contábil: teoria e prática. 3ª Edição. São Paulo: Atlas, 2004. Este livro destaca a parte prática da Auditoria, incluindo-se diversas rotinas reais analisadas e interpretadas, acompanhadas dos respectivos pareceres e de observações esclarecedoras. Inicialmente, mostra que a Auditoria é uma técnica que objetiva obter elementos de convicção que permitam julgar se os registros contábeis foram efetuados de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade e se as demonstrações contábeis deles decorrentes refletem adequadamente a situação econômico-financeira do patrimônio, os resultados do período administrativo examinado e as demais situações nelas demonstradas. O autor reuniu nesta obra os frutos de uma longa experiência na matéria, de forma didática, tornando facilmente assimiláveis os fundamentos teóricos e as bases operacionais dos processos descritos, dentro de uma abordagem atual, prática e objetiva. Em resumo, enfoca fundamentos de auditoria; auditoria interna e externa; organização de firma de auditoria independente; controle de qualidade no exercício de auditoria; origem, evolução e desenvolvimento da auditoria; normas de auditoria; testes em auditoria; controle interno; papéis de trabalho; planejamento da auditoria; programas de auditoria para contas do ativo, do passivo, de resultados de exercícios futuros, do patrimônio líquido, de resultado; verificação complementar; eventos subseqüentes; e revisão final.

FONTE DE PESQUISA II SANTOS, José Luiz dos; SCHMIDT, Paulo; GOMES, José Mário Matsumura. Fundamentos de Auditoria Contábil. Coleção Resumos de Contabilidade. Vol. 19. São Paulo: Atlas, 2006. A Coleção Resumos de Contabilidade objetiva proporcionar uma visão geral de cada tema da área contábil. Possui a característica de vincular conceitos contábeis com

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leis e normatizações vigentes, tornando-a muito útil para consultas de profissionais do dia-a-dia, sem se descuidar de seu cunho didático. Em função de ser um livro complementar, este volume não dispensa a leitura dos livros-texto de perícia contábil, especialmente quando o objetivo do leitor estiver relacionado a um aprofundamento da matéria. Destaque-se ainda a inclusão de material prático, que não só elucida pontos mais difíceis como também fixa melhor a visualização e o entendimento de diversas situações. Este volume traz os seguintes capítulos: Introdução à auditoria; Conceito e aplicação da contabilidade; Auditoria; Órgãos relacionados com os auditores; Auditoria interna e externa; Fundamentos de auditoria das demonstrações contábeis; Controle interno; Papéis de trabalho; Planejamento da auditoria; Parecer.

FONTE DE PESQUISA III HOOG, Wilson Alberto Zappa; CARLIN, Everson Luiz Breda. Manual de Auditoria Contábil das Sociedades Empresárias: de acordo com o novo Código Civil – Lei 10.406/2002. 1ª Edição. 2004, 4ª Tiragem. 2007. Curitiba: Juruá, 2007. A presente obra analisa a auditoria contábil, com as inovações trazidas pelo CC/2002. Como um manual prático de procedimentos contábeis, contém noções essenciais acerca da auditoria contábil contemporânea quando o referente é a fidedignidade e segurança dos controles internos do Patrimônio das cédulas sociais, consideradas como sociedades empresárias, à luz da moderna hermenêutica e política contábeis, com ênfase no novo Direito Civil e nas teorias das empresas e da ultra vires. Este produto avalia o referente pelo viés da política contábil e destina-se tanto ao uso acadêmico quanto ao profissional.

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FONTE DE PESQUISA IV ATTIE, William. Auditoria interna. São Paulo: Atlas, 1992 Proporciona visão panorâmica das necessidades atuais da auditoria interna e conhecimentos básicos para a implantação, manutenção e funcionamento do setor de auditoria. Proporciona ainda um parâmetro do que se espera de um moderno auditor interno, bem como visão prática dos requisitos indispensáveis aos profissionais de auditoria interna.

FONTE DE PESQUISA V PAULA, Maria Goreth Miranda Almeida. Auditoria interna: embasamento conceitual e suporte tecnológico. São Paulo: Atlas, 1999. A análise do embasamento conceitual da auditoria interna em seu confronto com a prática profissional desenvolvida nas empresas é oportuna nesse cenário mundial de rápidas mudanças, de modo a identificar desvios em relação a seus objetivos, redirecionando sua ação quando necessário. Nesse contexto, torna-se fundamental suprir a auditoria interna com um suporte tecnológico eficaz. Traduz-se assim uma das propostas deste livro, um modelo de suporte automatizado para as rotinas de auditoria e para avaliação de risco. Também são abordadas outras questões relevantes para a auditoria interna, como o trânsito de informações em rede, a mudança do milênio, o controle de operações com derivativos e a reação humana às mudanças, que são considerados grandes desafios e estão sendo apresentados como um estímulo na busca de soluções e alternativas para o aperfeiçoamento da auditoria nas empresas.

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ANEXO II

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 13 Adoção Inicial da Lei nº 11.638/07 e da Medida Provisória n 449/08
Introdução 1– 4 Objetivo 5–6 Alcance 7–9 Práticas contábeis e o balanço patrimonial inicial de acordo com a Lei nº 11.638/07 10 – 14 e Medida Provisória nº 449/08 Instrumentos financeiros 15 – 18 Arrendamento mercantil financeiro 19 Ativo diferido – despesas pré-operacionais e gastos com reestruturação 20 Ativo intangível 21 – 23 Valor de recuperação de ativos 24 – 26 Ajustes a valor presente 27 –- 29 Equivalência patrimonial 30 – 32 Prêmios recebidos na emissão de debêntures e doações e subvenções para investimentos 33 – 37 Reserva de reavaliação 38 –- 41 Lucros acumulados 42 – 43 Aquisição de bens e serviços e remuneração com base em ações (stock options) 44 – 46 Operações de incorporação, fusão e cisão realizadas entre partes independentes 47 – 50 Demonstração do valor adicionado e dos fluxos de caixa 51 – 52 Primeira avaliação periódica da vida útil-econômica dos bens do imobilizado 53 – 54 Efeitos tributários da aplicação inicial da Lei nº 11.638/07 e Medida Provisória nº 449/08 55 Divulgação 56
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Introdução 1. A entidade deve aplicar o presente Pronunciamento caso suas primeiras demonstrações contábeis, elaboradas de acordo com as novas práticas contábeis o adotadas no Brasil, com atendimento integral da Lei n 11.638/07 e Medida Provisória nº 449/08, se refiram a um período ou a um exercício social iniciado a partir de 1º de janeiro de 2008. 2. Este Pronunciamento se aplica quando da adoção inicial da Lei no 11.638/07 e Medida Provisória nº 449/08 por uma entidade que deve afirmar, explicitamente e sem ressalvas, o cumprimento integral da referida Lei por meio de declaração na nota explicativa que descreve a apresentação das demonstrações e/ou a seleção das práticas contábeis. 3. As exigências de ajustes trazidos pela Lei nº 11.638/07 e Medida Provisória nº 449/08 não se enquadram como mudança de circunstâncias, estimativas ou evento econômico subseqüente, pois decorrem de processo normativo em direção às Normas Internacionais de Contabilidade. Assim, este Pronunciamento considera que os ajustes devem ser contabilizados de acordo com as disposições contábeis aplicáveis à mudança de critério (ou prática) contábil. A esse respeito, o § 1º do art. 186 da Lei nº 6.404/76 determina que os correspondentes ajustes iniciais devem ser contabilizados na conta de lucros ou prejuízos acumulados. A norma sobre “Práticas Contábeis, Mudanças nas Estimativas Contábeis e Correção de Erros” requer que, além de discriminar os efeitos da adoção da nova prática contábil na conta de lucros ou prejuízos acumulados, a entidade deve demonstrar o balanço de abertura para cada conta ou grupo de contas relativo ao período mais antigo apresentado para fins de comparação, bem como os demais valores comparativos apresentados, como se a nova prática contábil estivesse sempre em uso. Todavia, para fins da aplicação inicial da Lei nº. 11.638/07 e Medida Provisória nº 449/08, este Pronunciamento desobriga as entidades quanto à aplicação dessa norma, ou seja, ao aplicar a Lei pela primeira vez, as entidades são requeridas apenas a aplicar o § 1º. do art. 186 acima referido. 4. Embora desobrigadas de reapresentação das cifras comparativas nos termos do item anterior, as entidades podem optar por efetuar essa reapresentação e, nesse caso, o presente Pronunciamento inclui dispensas específicas para evitar custos que, provavelmente, superariam os benefícios para os preparadores e os usuários de demonstrações contábeis, além de determinadas outras exceções por razões práticas. Objetivo 5. Este Pronunciamento tem por objetivo assegurar que as primeiras demonstrações contábeis elaboradas de acordo com as novas práticas contábeis adotadas no Brasil, bem como as demonstrações contábeis intermediárias, que se refiram à parte do

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período coberto por essas demonstrações contábeis, contenham informações que: (a) proporcionem um ponto de partida adequado para a contabilidade de acordo com as novas práticas contábeis adotadas no Brasil; (b) sejam transparentes para os usuários; (c) possam ser geradas a um custo que não supere os benefícios para os usuários. As informações intermediárias prestadas pelas entidades para fins de cumprimento de normas de órgãos reguladores, como, por exemplo, Informações Trimestrais – ITR ou Informações Financeiras Trimestrais – IFT, estão fora do escopo deste Pronunciamento, uma vez que os órgãos reguladores já emitiram ou poderão emitir normas e orientações específicas. 6. Práticas contábeis adotadas no Brasil é uma terminologia que abrange a legislação societária brasileira, os Pronunciamentos, as Orientações e as Interpretações emitidos pelo CPC homologados pelos órgãos reguladores, e práticas adotadas pelas entidades em assuntos não regulados, desde que atendam ao Pronunciamento Conceitual Básico Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis emitido por este Comitê e, por conseguinte, em consonância com as normas contábeis internacionais.

Alcance 7. A entidade deve aplicar este Pronunciamento: (a) em suas primeiras demonstrações contábeis elaboradas de acordo com as novas práticas contábeis adotadas no Brasil; e (b) em todas as demonstrações contábeis intermediárias, se houver, relacionadas a período que faça parte de suas primeiras demonstrações contábeis elaboradas de acordo com as novas práticas contábeis adotadas no Brasil. 8. Nos casos em que a entidade tiver tornado públicas as demonstrações contábeis no exercício anterior, que continham declaração explícita e sem ressalvas de cumprimento das normas emitidas pelo IASB (International Accounting Standards Board), presume-se que todos os ajustes aplicáveis ao início do exercício mais antigo apresentado são conhecidos e estão disponíveis. Assim, a entidade é encorajada a adotar a alternativa prevista no item 10(b) ou, ainda, deixar de aplicar as dispensas deste Pronunciamento. 9. Este Pronunciamento não se aplica às mudanças em práticas contábeis feitas por entidade que não decorram das exigências trazidas pela Lei nº. 11.638/07 e Medida Provisória nº 449/08, tampouco às correções de erros na aplicação das práticas contábeis anteriormente adotadas. Tais mudanças ou correções de erros continuam

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a ser tratadas de acordo com a norma “Práticas Contábeis, Mudanças nas Estimativas Contábeis e Correção de Erros”. Práticas contábeis e o balanço patrimonial inicial de acordo com a Lei nº. 11.638/07 e Medida Provisória nº 449/08 10. A entidade deve elaborar balanço patrimonial inicial na data de transição para as novas práticas contábeis adotadas no Brasil, que é o ponto de partida para sua contabilidade de acordo com a Lei nº 11.638/07 e Medida Provisória nº 449/08. Esse balanço patrimonial inicial deve ser elaborado de acordo com os termos deste Pronunciamento. Por exemplo: para uma entidade que tem seu exercício social coincidente com o ano-calendário, a data-base das primeiras demonstrações contábeis elaboradas de acordo com as novas práticas contábeis adotadas no Brasil é 31 de dezembro de 2008. Nesse caso, a data de transição dependerá da opção feita pela entidade, constante dos itens 3 e 4, considerando que: (a) se optar por seguir estritamente o § 1º do art. 186 da Lei nº 6.404/76, a data de transição será a abertura em 1º de janeiro de 2008 ou o encerramento em 31 de dezembro de 2007; (b) se optar por reapresentar cifras comparativas ajustadas conforme a norma “Práticas Contábeis, Mudanças nas Estimativas Contábeis e Correção de Erros”, a data de transição será o início do exercício mais antigo apresentado, ou seja, a abertura em 1º de janeiro de 2007 ou o encerramento em 31 de dezembro de 2006. 11. A entidade deve utilizar as mesmas práticas contábeis tanto no balanço patrimonial de encerramento do exercício em que as novas práticas contábeis introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e Medida Provisória nº 449/08 forem implementadas (no exemplo do item 10, em 31 de dezembro de 2008), como no balanço inicial de transição. Assim, essas práticas contábeis utilizadas devem cumprir com todos os requisitos deste e dos demais Pronunciamentos que estiverem em vigor na data de autorização para conclusão de suas primeiras demonstrações contábeis elaboradas de acordo com a Lei nº 11.638/07 e Medida Provisória nº 449/08. 12. Como regra geral e, observado o descrito no item 13 a seguir, o presente Pronunciamento requer que a entidade cumpra a Lei nº 11.638/07 e Medida Provisória nº 449/08 na data da autorização para encerramento de suas primeiras demonstrações contábeis sob a vigência dessa Lei. Assim, no balanço patrimonial elaborado na data de transição, este Pronunciamento requer que a entidade: (a) reconheça todos os ativos e passivos, cujo reconhecimento é exigido pela Lei nº. 11.638/07 e Medida Provisória nº 449/08; (b) não reconheça itens como ativos ou passivos, se a Lei nº 11.638/07 e Medida Provisória nº 449/08 não permitirem tal reconhecimento; e

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(c) aplique a nova prática contábil brasileira com atendimento integral à Lei nº. 11.638/07 e Medida Provisória nº 449/08. 13. Este Pronunciamento permite dispensas para situações específicas nas quais o custo de cumpri-las supere os benefícios para os usuários das demonstrações contábeis ou ainda, em áreas em que a aplicação das exigências é impraticável. Este Pronunciamento também proíbe a aplicação retroativa da Lei nº 11.638/07 e Medida Provisória nº 449/08 em situações que exijam a aplicação de julgamento da administração sobre condições passadas, depois que o resultado de determinada transação já for conhecido. 14. A entidade não deve aplicar as dispensas mencionadas no item anterior a outros itens por analogia.

Instrumentos financeiros 15. A entidade deve aplicar as regras de classificação e mensuração de instrumentos financeiros previstas na Lei nº 11.638/07, na Medida Provisória nº 449/08 e no Pronunciamento Técnico CPC 14 Instrumentos Financeiros: Reconhecimento, Mensuração e Evidenciação na data da transação, exceto: (a) para os investimentos em participações societárias avaliados pelo método da equivalência patrimonial ou pelo método do custo; (b) quanto ao descrito nos itens 16 a 18; e (c) se essa classificação já estiver sendo adotada por entidade reguladora (por exemplo, para atendimento das normas do Banco Central do Brasil e da Superintendência de Seguros Privados). 16. A classificação de determinado instrumento financeiro em determinada categoria deve ser feita no momento original de seu registro. Na aplicação inicial da Lei nº. 11.638/07 e Medida Provisória nº 449/08, todavia, é permitido à entidade classificar os instrumentos financeiros na data de transição. Nos casos de instrumentos financeiros classificados como disponíveis para venda, a diferença entre o valor contábil e o valor justo, na data de transição, deve ser lançada na conta de ajuste de avaliação patrimonial no patrimônio líquido e, no caso dos instrumentos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado, essa diferença será registrada na conta de lucros ou prejuízos acumulados. No caso de instrumentos financeiros classificados pelo custo amortizado, se houver diferença entre o valor registrado e o novo valor calculado, deverá ser o ajuste registrado também na conta de lucros ou prejuízos acumulados. Para cada instrumento financeiro relevante classificado na categoria de mensurado ao valor justo por meio do resultado ou disponível para

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venda no momento da transição, a entidade deve: (a) mensurar os ativos e passivos financeiros nas demonstrações contábeis, considerando a nova classificação; e (c) divulgar o valor pelo qual esses instrumentos estavam anteriormente mensurados. 17. Relativamente às operações para as quais, anteriormente, tenha sido aplicada contabilidade de operações de hedge (hedge accounting - aplicação do Regime de Competência aos efeitos de determinados instrumentos financeiros derivativos de proteção – ver Pronunciamento Técnico CPC 14 - Instrumentos Financeiros: Reconhecimento, Mensuração e Evidenciação) e que sejam afetadas pelas classificações dos instrumentos financeiros trazidas pela Lei nº 11.638/07 e Medida Provisória nº 449/08, a entidade deve avaliar os impactos que essa classificação tenha sobre a efetividade da operação e efetuar os ajustes necessários, considerando a continuidade, ou não, da contabilidade de hedge. 18. É permitido à entidade aplicar contabilidade de operações de hedge na data de transição, desde que: (i) as condições que permitam a aplicação desse conceito sejam atendidas (Pronunciamento Técnico CPC 14 - Instrumentos Financeiros: Reconhecimento, Mensuração e Evidenciação e normas internacionais de contabilidade); e (ii) a documentação necessária para aplicação do conceito de contabilidade de operações de hedge esteja completada até a data-base da primeira demonstração contábil anual de acordo com a Lei nº. 11.638/07 e Medida Provisória nº 449/08 (referência especial às operações de hedge contidas no Pronunciamento Técnico CPC 02 - Efeitos das Mudanças nas Taxas de Câmbio e Conversão de Demonstrações Contábeis).

Arrendamento mercantil financeiro 19. A nova Lei incorporou ao ativo imobilizado os direitos que tenham por objeto bens destinados à manutenção das atividades da entidade, ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à entidade os benefícios, os riscos e o controle desses bens. Dessa forma, passou a abranger inclusive os bens que não são de propriedade da entidade, mas cujos controles, riscos e benefícios são por ela exercidos. Sendo assim, para os contratos vigentes na data de transição e que apresentarem as características de arrendamento mercantil financeiro, em sua forma legal ou em sua essência econômica, considerados os fatos e as circunstâncias existentes nessa data, a entidade arrendatária, para fins de elaboração de suas demonstrações contábeis, deve: (a) registrar no ativo imobilizado, em conta específica, o bem arrendado pelo valor justo ou, se inferior, pelo valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil, na data inicial do contrato, ajustado pela depreciação acumulada calculada desde a data do contrato até a data da transição;

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(b) registrar, em conta específica, a obrigação por arrendamento mercantil financeiro pelo valor presente das contraprestações em aberto na data da transição; e (c) registrar a diferença apurada em (a) e (b) acima, líquida dos efeitos fiscais, nos termos do item 55, contra lucros ou prejuízos acumulados na data da transição; (d) quaisquer custos diretos iniciais do arrendatário anteriormente reconhecidos no resultado do período não podem ser incorporados ao valor do ativo no balanço patrimonial na data de transição. A entidade arrendadora, por outro lado, para fins de elaboração de suas demonstrações contábeis, deve: (a) efetuar a baixa do custo do ativo imobilizado e da correspondente depreciação acumulada, contra lucros ou prejuízos acumulados na data da transição; e (b) registrar o instrumento financeiro decorrente do arrendamento financeiro como ativo realizável (contas a receber), contra lucros ou prejuízos acumulados, pelo valor presente das contraprestações em aberto na data de transição. Ativo diferido – despesas pré-operacionais e gastos com reestruturação 20. A Lei nº. 11.638/07 restringiu o lançamento de gastos no ativo diferido, mas, após isso, a Medida Provisória nº 449/08 extinguiu esse grupo de contas. Assim, os ajustes iniciais de adoção das novas Lei e Medida Provisória devem ser assim registrados: os gastos ativados que não possam ser reclassificados para outro grupo de ativos, devem ser baixados no balanço de abertura, na data de transição, mediante o registro do valor contra lucros ou prejuízos acumulados, líquido dos efeitos fiscais, nos termos do item 55 ou mantidos nesse grupo até sua completa amortização, sujeito à análise sobre recuperação conforme o Pronunciamento Técnico CPC 01 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos. No caso de ágio anteriormente registrado nesse grupo, análise meticulosa deve ser feita quanto à sua destinação: para o ativo intangível se relativo a valor pago a terceiros, independentes, por expectativa de rentabilidade futura (goodwill); para investimentos, se pago por diferença entre valor contábil e valor justo dos ativos e passivos adquiridos; e para o resultado, como perda, se sem substância econômica.

Ativo intangível 21. O novo grupo de contas introduzido pela nova Lei está relacionado a direitos que

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tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da entidade ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido. 22. Um ativo intangível deve ser reconhecido no balanço se, e apenas se: (a) for provável que os benefícios econômicos futuros esperados atribuíveis ao ativo sejam gerados em favor da entidade; (b) o custo do ativo puder ser mensurado com segurança; e (c) for identificável e separável, ou seja, puder ser separado da entidade e vendido, transferido, licenciado, alugado ou trocado, seja individualmente ou em conjunto com um contrato, ativo ou passivo relacionado. 23. Considerando o exposto, os efeitos da adoção inicial da Lei nº 11.638/07 e Medida Provisória nº 449/08 devem ser contabilizados como segue: (a) Quando um ativo não cumprir os critérios de reconhecimento de ativo intangível, mas foi anteriormente reconhecido como ativo, este deve ser baixado na data de transição, mediante o registro do valor contra lucros ou prejuízos acumulados, líquido dos efeitos fiscais, nos termos do item 55. (b) Quando um intangível existe na data da entrada em vigor da Lei nº 11.638/07 e o custo com o seu desenvolvimento atende aos critérios de reconhecimento como ativo intangível, mas não foi reconhecido como ativo, a entidade não deve reconhecê-lo de forma retroativa. O reconhecimento como ativo intangível deve ser feito de forma prospectiva, a partir da data de transição e da data em que são satisfeitos os critérios de reconhecimento, nos termos previstos no Pronunciamento Técnico CPC 04 - Ativo Intangível. (c) Os critérios de amortização que a entidade vinha adotando para seus ativos intangíveis devem ser mantidos, a não ser que pronunciamento específico venha a determinar de forma diferente.

Valor de recuperação de ativos 24. A entidade deve aplicar o Pronunciamento Técnico CPC 01 – Redução ao valor recuperável de Ativos, a fim de: (a) verificar se houve perda por redução ao valor de recuperação (impairment) ao adotar as novas práticas contábeis adotadas no Brasil; e (b) medir a eventual perda por redução ao valor de recuperação existente, com o objetivo de complementar ou reverter perdas por redução ao valor de recuperação que possam ter sido constituídas anteriormente. 25. Em termos de transição, o presente Pronunciamento reforça a orientação já

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contida no item 131 do Pronunciamento CPC 01, de forma que: “deve ser aplicado somente prospectivamente, não sendo aplicável em bases retroativas, ou seja, no balanço de abertura. As desvalorizações ou as reversões de desvalorizações que resultam da adoção deste Pronunciamento devem ser reconhecidas de acordo com este Pronunciamento, ou seja, na demonstração do resultado, a menos que um ativo seja contabilizado pelo valor reavaliado. A desvalorização ou a reversão de desvalorização de um ativo reavaliado deve ser tratada como uma diminuição ou um aumento de reavaliação.” Portanto, o Pronunciamento CPC 01 aplica-se a partir do início do período ou do exercício mais recente em que a entidade estiver adotando a Lei nº 11.638/07 e a Medida Provisória nº 449/08 pela primeira vez. 26. As estimativas usadas para determinar se a entidade deve reconhecer perda por redução ao valor de recuperação por ocasião da adoção das novas práticas contábeis adotadas no Brasil devem ser coerentes com as estimativas feitas para a mesma data de acordo com a prática contábil anteriormente selecionada pela entidade (após os ajustes para refletir eventuais diferenças nas práticas contábeis), a menos que existam provas objetivas de que aquelas estimativas estavam erradas. A entidade deve informar o efeito de revisões posteriores a essas estimativas que não decorram de correção de erros objetivos como um acontecimento do período em que está adotando pela primeira vez a Lei nº 11.638/07 e a Medida Provisória nº 449/08.

Ajustes a valor presente 27. De acordo com as novas práticas contábeis trazidas pela Lei nº 11.638/07 e Medida Provisória nº 449/08, os elementos integrantes do ativo e do passivo decorrentes de operações de longo prazo, ou de curto prazo, quando houver efeitos relevantes, devem ser ajustados a valor presente, tomando-se por base a data de origem da transação. 28. Por se tratar de mudança em prática contábil, a entidade deve ajustar o balanço de abertura, na data de transição, mediante o registro do valor contra lucros ou prejuízos acumulados, líquido dos efeitos fiscais nos termos do item 55, a não ser que, no caso de passivo derivado da aquisição de ativo não monetário, seja objetivamente identificável a parcela que teria sido ajustada ao referido ativo, caso esse ajuste a valor presente tivesse sido feito na data original da transação. Nesse caso, devem também ser ajustadas as depreciações, as amortizações ou as exaustões acumuladas referentes a esse ativo. 29. Admite-se, para fins de apuração do saldo inicial na data de transição, que o cálculo do ajuste a valor presente seja efetuado para todos os saldos em aberto, com base em cálculo global, desde que os itens ou saldos individuais de cada grupo de contas tenham características razoavelmente uniformes. E admite-se também que, na impossibilidade de determinação da taxa de desconto com base nas condições da data da transação (item 27), utilizem-se taxas com base nas condições da data

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da transição. Equivalência patrimonial 30. A Lei nº 11.638/07 e a Medida Provisória nº 449/08 alteraram o conceito de coligada e o alcance da aplicação do método da equivalência patrimonial dos investimentos em coligadas classificados no ativo permanente. A partir da vigência dessas Lei e Medida Provisória, os investimentos em sociedades em que a administração tenha influência significativa, ou nas quais participe com 20% ou mais do capital votante, ou que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum, serão avaliados pelo método de equivalência patrimonial. 31. Os ajustes decorrentes da aplicação desses novos dispositivos na data de transição devem ser assim registrados: (a) Para os investimentos adquiridos antes da data de transição que passarem a ser avaliados pelo método de equivalência patrimonial, a diferença apurada na aplicação do método de equivalência patrimonial, na data de transição, deve ser registrada contra lucros ou prejuízos acumulados. Alternativamente, a entidade pode retroagir o cálculo de equivalência, apurando ágio ou deságio que teria sido gerado na data original do investimento feito, desde que as atuais circunstâncias para a aplicação do método de equivalência estejam presentes. Nesse caso, a entidade deve efetuar o cálculo do ágio ou deságio para todos os investimentos efetuados no período que retroagir. Nessa situação, o ágio e/ou deságio deve ser contabilizado com indicação do fundamento econômico que o determinou, isto é, (i) valor de mercado de ativos e passivos da coligada diferente do valor contábil e/ou (ii) expectativa de rentabilidade futura. Os ágios que não possam ser justificados por esses fundamentos econômicos não se qualificam para ser reconhecidos como ativos e não devem ser contabilizados. O deságio terá o tratamento da normatização em vigor. (b) Para os investimentos permanentes que deixarem de ser avaliados pelo método de equivalência patrimonial: (i.) considerar o valor contábil do investimento, incluindo ágio ou deságio não amortizado e provisão para perdas, existente no balanço no início do exercício mais recente em que a entidade adotar a Lei nº 11.638/07 e a Medida Provisória nº 449/08 pela primeira vez, como novo valor de custo para fins de mensuração futura e de determinação do seu valor recuperável e aplicação do previsto nos itens 15 a 18. (ii.)contabilizar, em contrapartida desses investimentos, os dividendos que vierem a ser recebidos por conta de lucros que já tiverem sido reconhecidos por equivalência patrimonial. 32. Os demais investimentos devem ser reclassificados de acordo com a intenção da administração, com aplicação do previsto nos itens 15 a 18 (instrumentos

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financeiros) para aqueles que não se qualifiquem como investimentos no ativo não o o circulante (inciso IV do art. 183 da Lei n 6.404/76 conforme redação dada pela Lei n o 11.638/07 e Medida Provisória n 449/08). Prêmios recebidos na emissão de debêntures e doações e subvenções para investimentos 33. A Lei nº 11.638/07 e a Medida Provisória nº 449/08 revogaram a possibilidade de registro do prêmio recebido na emissão de debêntures, das doações e das subvenções para investimentos diretamente em conta de Reserva de Capital, no Patrimônio Líquido. Dessa forma, os correspondentes valores passarão a ser lançados em conta de resultado do exercício ou do período, nas condições expostas pelas normas correspondentes que tratam desses itens. O art. 195-A da Lei nº 6.404/76, introduzido pela Lei nº 11.638/07, reza: “A assembléia geral poderá, por proposta dos órgãos da administração, destinar para a reserva de incentivos fiscais a parcela do lucro líquido decorrente de doações ou subvenções governamentais para investimentos, que poderá ser excluída da base de cálculo do dividendo obrigatório”. Por analogia, a parcela do lucro líquido decorrente da amortização de prêmio na emissão de debêntures pode também ser destinada para conta específica para que não seja distribuída como dividendo. 34. O presente Pronunciamento excepciona que o(s) resultado(s) de exercício(s) ou período(s) apresentado(s) para fins de comparação não seja(m) apurado(s) como se essa prática contábil já estivesse em uso, naquele(s) exercício(s) ou período(s), como requerido para as demais mudanças de práticas contábeis. 35. Os saldos das reservas de capital referentes aos prêmios recebidos na emissão de debêntures e às doações e subvenções para investimento, existentes no início do exercício social em que a entidade adotar pela primeira vez a Lei nº 11.638/07 e Medida Provisória nº 449/08, portanto exercícios iniciados a partir de 1º de janeiro de 2008, devem ser mantidos nessas respectivas contas até sua total utilização, na forma prevista na Lei das Sociedades por Ações. 36. As entidades devem aplicar os critérios de reconhecimento de receita, nos termos do Pronunciamento Técnico CPC 07 – Subvenção e Assistência Governamentais, em relação às subvenções geradas, ou que se tornarem recebíveis ou, ainda, compensáveis a partir do início do período ou do exercício social em que adotar pela primeira vez a Lei nº 11.638/07 e a Medida Provisória nº 449/08. 37. Os prêmios recebidos na emissão de debêntures a partir do início do período ou do exercício de adoção inicial da Lei nº 11.638/07 e Medida Provisória nº 449/08, devem ser registrados em conta de passivo, para apropriação ao resultado periodicamente nos termos das disposições contábeis aplicáveis previstas no Pronunciamento Técnico CPC 08 – Custos de Transação e Prêmios na Emissão de Títulos e Valores Mobiliários.

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Reserva de reavaliação 38. A Lei nº 11.638/07 eliminou a possibilidade de reavaliação espontânea de bens. Assim, os saldos existentes nas reservas de reavaliação constituídas antes da vigência dessa Lei, inclusive as reavaliações reflexas de controladas e coligadas, devem: (a) ser mantidos até sua efetiva realização; ou (b) ser estornados até o término do exercício social de 2008. 39. Ao optar pelo item 38(a), o valor do ativo imobilizado reavaliado existente no início do exercício social passa a ser considerado como o novo valor de custo para fins de mensuração futura e determinação do valor recuperável. A reserva de reavaliação, no patrimônio líquido, continuará sendo realizada para a conta de lucros ou prejuízos acumulados, na mesma base que vinha sendo efetuada antes da promulgação da Lei nº. 11.638/07. 40. Ao optar pelo item 38(b), o estorno retroagirá à data de transição (vide item 10) estabelecida pela entidade quando da adoção inicial da Lei nº 11.638/07. O mesmo tratamento deve ser dado com referência à reversão dos impostos e contribuições diferidos, que foram registrados por ocasião da contabilização de reavaliação. 41. Além de suas reavaliações, as entidades devem observar a necessidade de uniformidade de tratamento entre a investidora e suas controladas e coligadas. A investidora deve determinar às suas controladas e recomendar às suas coligadas a adoção da mesma alternativa. Caso a coligada adote alternativa diferente daquela recomendada pela investidora, esta deve ajustar as demonstrações contábeis da investida quando da adoção do método de equivalência patrimonial, a fim de manter a uniformidade de procedimentos.

Lucros acumulados 42. Segundo a Lei das S.A., conforme modificação introduzida pela Lei nº. 11.638/07, o lucro líquido do exercício deve ser integralmente destinado de acordo com os fundamentos contidos nos arts. 193 a 197 da Lei das S.A. A referida Lei não eliminou a conta de lucros acumulados nem a demonstração de sua movimentação, que devem ser apresentadas como parte da demonstração das mutações do patrimônio líquido. Essa conta, entretanto, tem natureza absolutamente transitória e deve ser utilizada para a transferência do lucro apurado no período, contrapartida das reversões das reservas de lucros e para as destinações do lucro. 43. Na elaboração das demonstrações contábeis ao término do exercício social em que adotar pela primeira vez a Lei nº 11.638/07, a administração da entidade deve propor a destinação de eventuais saldos de lucros acumulados existentes.

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Aquisição de bens e serviços e remuneração com base em ações (stock options) 44. Segundo a Lei nº. 11.638/07 e a Medida Provisória nº 449/08, as participações de empregados e administradores, mesmo na forma de instrumentos financeiros, que não se caracterizem como despesa, devem ser classificadas como resultado de participações, após a linha do imposto de renda. Assim, remunerações a empregados e administradores que não forem definidas em função, direta e proporcionalmente, do lucro da entidade, são classificadas como custo ou despesa operacional. 45. Em relação às práticas contábeis adotadas anteriormente, a Lei nº 11.638/07 e a Medida Provisória nº 449/08 trouxeram como novidade a previsão de que devem ser reconhecidas como despesas ou participações as remunerações baseadas em ações liquidadas com instrumentos patrimoniais (por exemplo, ações ou opções de compra de ações) ou em dinheiro, bem como as aquisições de bens e serviços com as mesmas características. 46. Nas remunerações e aquisições de bens e serviços a que se referem os dois itens anteriores, tanto de competência de resultados de exercícios anteriores ou posteriores à data de transição, devem ser observadas as disposições específicas do Pronunciamento Técnico CPC 10 – Pagamento Baseado em Ação e, quanto à vigência, atenção especial deve ser dada ao que for estipulado pelo órgão regulador.

Operações

de

incorporação,

fusão

e

cisão

realizadas

entre

partes

independentes 47. A Lei n 11.638/07, modificando o art. 226 da Lei das S/A, determinava que os ativos e os passivos adquiridos em operação de incorporação, fusão e cisão realizada entre partes independentes, precedida de transferência de controle, fossem registrados pelo seu valor justo. Esteve em audiência pública minuta de Pronunciamento Técnico deste CPC para disciplinar as operações de Combinação de Negócios em que era mencionada a possibilidade de sua alteração em função de eventual modificação na legislação. Durante essa audiência pública foi editada a o o Medida Provisória n 449/08 que aboliu a exigência estabelecida pela Lei n 11.638/07. 48. Este CPC, à luz dessas alterações, deliberou não emitir o Pronunciamento cuja minuta esteve em audiência pública, inclusive por conter apenas parte das normas internacionais de contabilidade sobre a matéria, deixando para emitir em 2009, com validade para a partir de 2010, o Pronunciamento completo sobre Combinação de Negócios. 49. Por outro lado, o Pronunciamento Técnico CPC 04 Ativo Intangível determina, em seu item 107, que ativo intangível com vida útil indefinida não deve ser amortizado.
o

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Todavia, esse mesmo Pronunciamento excluiu de sua abrangência, em seu item 2(b), o ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill), ou seja, aquele decorrente da diferença entre o valor pago ou a pagar e o montante líquido do valor justo de todos os ativos, inclusive os identificáveis e passíveis de mensuração, e de todos os passivos, inclusive contingentes, da entidade ou negócio adquirido. Mencionou, ainda, seu item 129, que a forma de apuração e reconhecimento desse ágio seria objeto de pronunciamento específico pelo CPC. E a normatização deliberou pela cessação dessa amortização do ativo intangível a partir de 2009. Dessa forma, com a decisão de emissão apenas em 2009 desse pronunciamento específico, torna-se necessária a equalização do tratamento da amortização do citado ágio (goodwill) com os demais ativos intangíveis de vida útil indefinida. 50. À luz da necessidade de equalização mencionada no item anterior, determina este Pronunciamento que o ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) passe a deixar de ser sistematicamente amortizado a partir do exercício social que o se iniciar em 1 de janeiro de 2009 ou após. Ressalta-se, todavia, que esse ágio está submetido ao teste de recuperabilidade a que se refere o Pronunciamento Técnico CPC 01 Redução ao Valor Recuperável de Ativos. Demonstrações do valor adicionado e dos fluxos de caixa 51. De acordo com o art. 7º. da Lei nº 11.638/07, as demonstrações dos fluxos de caixa e do valor adiconado podem ser divulgadas no primeiro ano de vigência dessa Lei, sem a indicação dos valores correspondentes ao exercício anterior. Tendo em vista a descontinuidade da apresentação da Demonstração das Origens e Aplicações o o de Recursos em função da alteração da Lei n 6.404 provocada pela Lei n 11.638/7, fica dispensada a sua apresentação para o exercício anterior à data de transição. 52. O presente Pronunciamento, embora não traga exigência diferente da Lei, encoraja fortemente a preparação e a publicação das demonstrações dos fluxos de caixa e do valor adicionado para fins de comparação. Adicionalmente, caso a entidade já tenha preparado e divulgado espontaneamente as referidas demonstrações, deverá apresentá-las de forma comparativa no primeiro ano de vigência da Lei nº. 11.638/07, mesmo que sob os critérios de avaliação e classificação vigentes à época se houver opção pelo contido no item 10(a). Primeira avaliação periódica da vida útil-econômica dos bens do imobilizado 53. Segundo o inciso II do § 3º do art. 183 da Lei nº 6.404/76, acrescentado pela Lei nº. 11.638/07, e Medida Provisória nº 449/08, “A companhia deverá efetuar, periodicamente, análise sobre a recuperação dos valores registrados no imobilizado e no intangível, a fim de que sejam: .... II - revisados e ajustados os critérios utilizados para determinação da vida útil-econômica estimada e para cálculo da depreciação, exaustão e amortização”. 54. Neste momento de transição, o presente Pronunciamento excepciona que a

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primeira das análises periódicas referidas no item anterior produza efeitos contábeis até o término do exercício que se iniciar a partir de 1º de janeiro de 2009. Efeitos tributários da aplicação inicial da Lei nº. 11.638/07 e Medida Provisória nº 449/08 55. Os eventuais efeitos tributários da aplicação, pela primeira vez, da Lei nº 11.638/07 e Medida Provisória nº 449/08 devem ser registrados conforme as normas existentes, mais precisamente a que trata da Contabilização do Imposto de Renda e da Contribuição Social. Divulgação 56. As seguintes divulgações devem ser efetuadas quando uma entidade adotar a Lei nº 11.638/07 e a Medida Provisória nº 449/08 pela primeira vez: (a) Declaração, em nota explicativa, da base de elaboração e apresentação das demonstrações contábeis, de que está adotando pela primeira vez a Lei nº. 11.638/07 e Medida Provisória nº 449/08. (b) Apresentação do sumário das práticas contábeis modificadas, acompanhado de demonstração dos efeitos no resultado e no patrimônio líquido da adoção inicial da Lei nº. 11.638/07 e Medida Provisória nº 449/08, com a finalidade de suprir informações quanto à comparabilidade do resultado e do patrimônio líquido com os valores que seriam obtidos caso não tivessem existido essas modificações. Com isso fica dispensada a divulgação do balanço inicial ajustado. (c) Divulgação, em notas explicativas, das opções relevantes efetuadas pela administração, previstas ao longo deste Pronunciamento.

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ANEXO III
NBC T - 12 – DA AUDITORIA INTERNA

12.1 – CONCEITUAÇÃO E DISPOSIÇÕES GERAIS

12.1.1 – CONCEITUAÇÃO E OBJETIVOS DA AUDITORIA INTERNA 12.1.1.1 – A auditoria interna constitui o conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivo examinar a integridade, adequação e eficácia dos controles internos e das informações físicas, contábeis, financeiras e operacionais da Entidade. 12.1.1.2 – A auditoria interna é de competência exclusiva de Contador registrado em Conselho Regional de Contabilidade, nesta norma denominado auditor interno.

12.1.2 – PROCEDIMENTOS DA AUDITORIA INTERNA 12.1.2.1 – Os procedimentos de auditoria interna são os exames, incluindo testes de observância e testes substantivos, que permitem ao auditor interno obter provas suficientes para fundamentar suas conclusões e recomendações. 12.1.2.2 – Os testes de observância visam à obtenção de uma razoável segurança de que os controles internos estabelecidos pela administração estão em efetivo funcionamento, inclusive quanto ao seu cumprimento pelos funcionários da Entidade. 12.1.2.3 – Os testes substantivos visam à obtenção de evidência quanto à suficiência, exatidão e validade dos dados produzidos pelos sistemas de informações da Entidade. 12.1.2.4 – As informações que fundamentam os resultados da auditoria interna são denominadas de "evidências", que devem ser suficientes, fidedignas, relevantes e úteis, de modo a fornecerem base sólida para as conclusões e recomendações.

12.1.3 – PAPÉIS DE TRABALHO 12.1.3.1 – Os papéis de trabalho são o conjunto de documentos e apontamentos com informações e provas coligidas pelo auditor interno que consubstanciam o trabalho executado.

12.1.4 – FRAUDE E ERRO

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12.1.4.1 – O termo "fraude" aplica-se a atos voluntários de omissão e manipulação de transações e operações, adulteração de documentos, registros, relatórios e demonstrações contábeis, tanto em termos físicos quanto monetários. 12.1.4.2 – O termo "erro" aplica-se a atos involuntários de omissão, desatenção, desconhecimento ou má interpretação de fatos na elaboração de registros e demonstrações contábeis, bem como de transações e operações da Entidade, tanto em termos físicos quanto monetários. 12.1.4.3 – O auditor interno deve assessorar a administração no trabalho de prevenção de erros e fraudes, obrigando-se a informá-la, de maneira reservada, sobre quaisquer indícios ou confirmações de erros ou fraudes detectados no decorrer de seu trabalho.

12.2 – NORMAS DE EXECUÇÃO DOS TRABALHOS

12.2.1 – PLANEJAMENTO DA AUDITORIA INTERNA 12.2.1.1 – O planejamento do trabalho de auditoria interna compreende os exames preliminares da Entidade, para definir a amplitude do trabalho a ser realizado de acordo com as diretivas estabelecidas pela administração. 12.2.1.2 – O planejamento deve considerar todos os fatores relevantes na execução dos trabalhos, especialmente os seguintes: a) o conhecimento detalhado dos sistemas contábil e de controles internos da Entidade e seu grau de confiabilidade; b) a natureza, oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria interna a serem aplicados; c) a existência de Entidades associadas, filiais e partes relacionadas que estejam no âmbito dos exames da auditoria interna; d) o uso do trabalho de especialistas e outros auditores; e) os ciclo operacionais da Entidade relacionados com volume de transações e operações; f) o conhecimento das atividades operacionais da Entidade, como suporte para a análise eficaz dos procedimentos e sistemas de Contabilidade de Custos que estão sendo aplicados para acompanhar e controlar o uso e o consumo de recursos, visando verificar a existência de desvios em relação às rotinas preestabelecidas;

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g) o conhecimento da execução orçamentária, tanto operacional como de investimentos, no sentido de verificar a exatidão de apropriação dos valores, se os desvios estão sendo controlados e se as conseqüentes ações corretivas estão sendo aplicadas. 12.2.1.3 – O auditor interno deve documentar seu planejamento e preparar, por escrito, o programa de trabalho, detalhando o que for necessário à compreensão dos procedimentos que serão aplicados, em termos de natureza, oportunidade e extensão. 12.2.1.4 – Os programas de trabalho, estruturados de forma a servir como guia e meio de controle, devem ser revisados e ou atualizados quando necessário.

12.2.2 – APLICAÇÃO DOS PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA INTERNA 12.2.2.1 – O auditor interno deve obter, analisar, interpretar e documentar as informações físicas, contábeis, financeiras e operacionais para dar suporte aos resultados de seu trabalho. 12.2.2.2 – O processo de avaliação das informações contábeis compreende: a) a obtenção de informações sobre todos os assuntos relacionados com os objetivos e alcance da auditoria interna. As informações devem ser suficientes, adequadas, relevantes e úteis no fornecimento de evidências às conclusões e recomendações da auditoria interna: 1. a informação suficiente é factual e convincente, de tal forma que uma pessoa prudente e informada possa entendê-la da mesma forma que o auditor interno; 2. a informação adequada é aquela que, sendo confiável, propicia a melhor evidência alcançável através do uso apropriado das técnicas de auditoria interna; 3. a informação relevante é a que dá suporte às conclusões e recomendações da auditoria interna; 4. a informação útil é a que auxilia a Entidade a atingir suas metas. b) a aplicação dos procedimentos de auditoria interna, incluindo os testes e técnicas de amostragem, e, onde praticável, deve ser definida antecipadamente e ampliada ou alterada se as circunstâncias assim o exigirem. 12.2.2.3 – O processo deve ser supervisionado para alcançar razoável segurança de que o objetivo do trabalho da auditoria interna está sendo atingido. 12.2.2.4 – O auditor interno deve adotar procedimentos adequados para assegurarse que todas as contingências ativas e passivas relevantes decorrentes de

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processos judiciais, reivindicações e reclamações, bem como de lançamentos de tributos e de contribuições em disputa, foram identificadas e são do conhecimento da administração da Entidade. 12.2.2.5 – O auditor interno deve examinar a observância das legislações tributária, trabalhista e societária das legislações tributária, trabalhista e societária, bem como o cumprimento de normas reguladora s a que estiver sujeita a Entidade.

12.2.3 – DOCUMENTAÇÃO DA AUDITORIA INTERNA 12.2.3.1 – O auditor interno deve documentar, através de papéis de trabalho, todos os elementos significativos dos exames realizados, que evidenciem ter sido a auditoria interna executada de acordo com as normas aplicáveis. 12.2.3.2 – Os papéis de trabalho devem ter abrangência e grau de detalhe suficientes para propiciarem a compreensão do planejamento, da natureza, da oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria interna aplicados, bem como do julgamento exercido e do suporte das conclusões alcançadas. 12.2.3.3 – Os papéis de trabalho devem ser elaborados, organizados e arquivados de forma sistemática e racional. 12.2.3.4 – Ao se utilizar de análises, demonstrações ou quaisquer outros documentos, o auditor interno deve certificar-se de sua exatidão, sempre que integrálos aos seus papéis de trabalho.

12.2.4 – AMOSTRAGEM ESTATÍSTICA 12.2.4.1 – Ao determinar a extensão de um teste de auditoria interna de método de seleção dos itens a serem testados, o auditor interno pode empregar técnicas de amostragem estatística.

12.2.5 – PROCESSAMENTO ELETRÔNICO DE DADOS – PED 12.2.5.1 – O auditor interno deve dispor de conhecimento suficiente dos recursos de PED e dos sistemas de processamento da Entidade, a fim de avaliá-los e planejar adequadamente seu trabalho. 12.2.5.2 – O uso de técnicas de auditoria interna que demande o emprego de recursos de PED, requer o auditor interno às domine completamente, de forma a implementar os próprios procedimentos ou, se for o caso, orientar, supervisionar e revisar os trabalhos de especialistas.

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12.3 – NORMAS RELATIVAS AO RELATÓRIO DO AUDITOR INTERNO 12.3.1 – O relatório é o instrumento técnico pelo qual o auditor interno comunica os trabalhos realizados, suas conclusões, recomendações e as providências a serem tomadas pela administração. 12.3.2 – O relatório deve ser redigido com objetividade e imparcialidade, de forma a expressar claramente os resultados dos trabalhos realizados. 12.3.3 – O relatório do auditor interno é confidencial e deve ser apresentado ao superior imediato ou pessoa autorizada que o tenha solicitado. 12.3.4 – O auditor interno deve, no seu relatório, destacar, quando for o caso, as áreas não examinadas, informando os motivos pelos quais não as contemplou.

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ANEXO IV
LEI SARBANES-OXLEY (Lei SOX) A Lei Sarbanes-Oxley (em inglês, Sarbanes-Oxley Act) é uma lei estadunidense, assinada em 30 de julho de 2002 pelo senador Paul Sarbanes (Democrata de Maryland) e pelo deputado Michael Oxley (Republicano de Ohio). Motivada por escândalos financeiros coorporativos (dentre eles o da Enron, que acabou por afetar drasticamente a empresa de auditoria Arthur Andersen), essa lei foi redigida com o objetivo de evitar o esvaziamento dos investimentos financeiros e a fuga dos investidores causada pela aparente insegurança a respeito da governança adequada das empresas. A lei Sarbanes-Oxley, apelidada de Sarbox ou ainda de SOX, visa garantir a criação de mecanismos de auditoria e segurança confiáveis nas empresas, incluindo ainda regras para a criação de comitês encarregados de supervisionar suas atividades e operações, de modo a mitigar riscos aos negócios, evitar a ocorrência de fraudes ou assegurar que haja meios de identificá-las quando ocorrem, garantindo a transparência na gestão das empresas. Atualmente grandes empresas com operações financeiras no exterior seguem a lei Sarbanes-Oxley. A lei também afeta dezenas de empresas brasileiras que mantém ADRs (American Depositary Receipts) negociadas na NYSE, como a Petrobras, a GOL Linhas Aéreas, a Sabesp,a TAM Linhas Aéreas, a Brasil Telecom, Ultrapar (Ultragaz), a Companhia Brasileira de Distribuição (Grupo Pão de Açúcar), Banco Itaú e a Telemig Celular. Requisitos da lei 1. Controlar a criação, edição e versionamento dos documentos em um ambiente de acordo com os padrões ISO, para controle de todos os documentos relativos à seção 404; 2. Cadastrar os riscos associados aos processos de negócios e armazenar os desenhos de processo;

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3. Utilizar ferramentas como editor de texto e planilha eletrônica para criação e alteração dos documentos da seção 404; 4. Publicar em múltiplos websites os conteúdos da seção 404; 5. Gerenciar todos os documentos controlando seus períodos de retenção e distribuição; 6. Digitalizar e armazenar todos os documentos que estejam em papel, ligados à seção 404. Seção 404 A seção 404 determina uma avaliação anual dos controles e

procedimentos internos para emissão de relatórios financeiros. Além disso, o auditor independente da companhia deve emitir um relatório distinto, que ateste a asserção da administração sobre a eficácia dos controles internos e dos procedimentos executados para a emissão dos relatórios financeiros;

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ANEXO V

BOLETIM ON LINE

Nova lei contábil faz auditoria disparar

A nova lei contábil está ampliando a demanda por auditorias e deve gerar um crescimento de até 45% dessas empresas em 2008. Aprovada em dezembro do ano passado pelo Congresso Nacional, a Lei nº 11.638 estabelece que as empresas brasileiras de capital aberto, bancos e seguradoras terão de apresentar seus balanços referentes a 2008 já com algumas informações dentro das normas internacionais de contabilidade (IFRS, na sigla em inglês). Outra novidade da lei é que as empresas fechadas de grande porte terão de submeter suas demonstrações financeiras à análise de uma auditoria. Segundo especialistas ouvidos pelo DCI, esta demanda foi adiantada, uma vez que, inicialmente, o processo de transição estava previsto apenas para o início de 2009, embora o prazo-limite para a migração completa esteja marcado para 2010. A demanda começou no ano passado para todas as empresas do mercado, quando o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) começaram a implementar a mudança, que será obrigatória a partir de 2010. "Todas as empresas vão precisar de auditoria", resume Ramon Jubels, sócio da KPMG, que teve de ampliar o seu quadro de colaboradores de 2,1 mil para 2,5 do ano passado para cá por causa do aquecimento da sua atividade. A empresa tem 15 escritórios no Brasil e é a terceira maior das quatro grandes multinacionais de auditoria no País as outras três são

PricewaterhouseCoopers, Deloitte Touche Tohmatsu e Ernst & Young. Em 2007, sua receita global foi de US$ 20 bilhões. A empresa também atribui sua expansão ao crescimento do mercado brasileiro e espera, este ano, incremento acima de 30% registrados em seu último balanço, divulgado no ano fiscal encerrado em setembro de 2007. "O mercado estava esperando mais posicionamento sobre o impacto contábil das mudanças e considerava que teria mais tempo para fazer a implementação. Como o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários

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permitem a adaptação antecipada, há empresas que já estão publicando seu balanço em IFRS", conta o sócio. Outra dificuldade, segundo Ramon Jubels, é que o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), órgão criado para unificar e padronizar as normas dentro do padrão internacional, ainda está emitindo novas normas. No total, seis normas emitidas pelo CPC estão dentro do plano de adequação. Os pronunciamentos mais importantes serão feitos até o final do ano, o que deve esclarecer às empresas os efeitos que devem gerar e com certeza estarão em consonância com os padrões internacionais. "As empresas que estão passando pelas mudanças não sabem quais serão as normas nem qual será o efeito fiscal. A lei dizia que não haveria efeito fiscal, mas há dúvida, e a Receita Federal ainda não se pronunciou sobre isso", diz. Por isso, a demanda era para esclarecer dúvidas sobre as mudanças acabou se transformando em oportunidade para a área de consultoria. "Olhamos os efeitos na parte contábil, nos sistemas e processos da empresa e nas equipes que terão de ser treinadas para usar as novas normas. Além disso, a mudança no patrimônio e nos indicadores das empresas também impactam em sua gestão, principalmente nas empresas que trabalham por resultados", explica Ramon.

Trevisan Outra que apresentou forte expansão foi a BDO Trevisan, que no primeiro semestre somou 11 empresas de grande porte à sua carteira de clientes. Segundo Eduardo Pocetti, diretor da empresa, a expectativa é fechar o segundo semestre com mais 20 empresas, completando até o final de 2008 o número de 31 novos clientes. Este ano, a empresa tem como meta crescer 30%, superando os 17% do ano passado. A expectativa de faturamento é de R$ 95 milhões, contra os R$ 73 milhões de 2007. Atualmente, a BDO possui 15 escritórios no País, depois de ter inaugurado uma filial em Londrina, no Paraná. Com sede em São Paulo e filiais em Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Recife, a Directa Auditores está sentindo uma grande demanda no interior paulista. A empresa espera fechar o ano com crescimento de entre 40% e 45% nas áreas de auditoria e consultoria contábil. "Houve uma grande evolução fora de São Paulo, onde há grandes empresas que, pela lei nova, atingiram um faturamento alto e

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passaram a ter demanda por auditoria pela primeira vez", afirma Ernesto Rubens Gelbcke, presidente da empresa. Daqui a duas semanas, o empresário irá representar o CPC brasileiro em um encontro que reunirá o Conselho Internacional de Normas Contábeis (Iasb) e os comitês de regulação contábil do mundo inteiro. O encontro irá debater os planos de implementação das normas em diversos países e as principais dificuldades de cada região no processo. Ele aponta a que as empresas européias, por exemplo, implantaram em 2005 as regras internacionais apenas nos balanços consolidados, enquanto nos Estados Unidos a comissão de valores mobiliários (SEC) estuda exigir que as empresas do país passem a adotar regras de contabilidade internacional a partir de 2014. "É um processo de maturação grande em um período curto. Não é assunto dos contadores, afeta os balanços das empresas e mexe com diversas áreas da empresa."

Fonte: DCI - 02/09/2008

Artigo publicado no site da TECNOAUD AUDITORES INDEPENDENTES S/S. http://www.tecnoaud.com.br/detalhe_artigo.asp?id=30 Acesso em 30/11/2009 12:09h.

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ANEXO VI Resultados do primeiro semestre de 2008
Aumento contínuo no crescimento orgânico nas vendas das empresas de cabo *: +7,2% Forte melhoria da rentabilidade com margem operacional de 9,1% (preço constante dos metais não-ferrosos (6.2% no atual preço dos metais nãoferrosos)

Paris, 24 de julho de 2008 - O Conselho de Administração da Nexans, presidido por Gérard Hauser, que se reuniu em 23 de julho de 2008, concluiu a revisão das demonstrações financeiras consolidadas do Grupo de 2008 para o primeiro semestre do ano. Primeiro semestre - As vendas totalizaram 3.554 milhões de euros , comparados à 3.792 milhões de euros em 30 de junho de 2007.

No preço constante dos metais não-ferrosos***, as vendas atingiram 2.419 milhões de euros comparados à 2.451 milhões de euros para o primeiro semestre de 2007. A diminuição na receita corresponde a redução voluntária das vendas externas de fios elétricos. Crescimento orgânico em empresas de cabo *** situava-se em 7.2%. A margem operacional para o período foi de 220 milhões de euros comparado à 187 milhões de euros no primeiro semestre de 2007, um aumento de quase 18%. A margem operacional em porcentagem de vendas passou de 7.6% em 30 de junho de 2007 para 9.1%, no preço constante dos metais não-ferrosos, em 30 de junho de 2008 (de 4.9% para 6.2% no preço atual dos metais não-ferrosos). O lucro líquido (Group share) para o primeiro semestre de 2008 manteve-se estável em 119 milhões de euros. Dívida financeira líquida totalizou 457 milhões de euros em 30 de junho de 2008, uma redução de 76 milhões de euros comparados à 30 de junho de 2007.

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* Empresas de cabos e produtos associados (acessórios), excluindo os fios elétricos. ** Para neutralizar os efeitos das variações do preço de compra de metais nãoferrosos e, portanto, medir a tendência subjacente de vendas, a Nexans também calcula as suas vendas através de um constante dos preços do cobre e alumínio *** vendas de 2007 baseadas em dados comparáveis correspodentes à venda a preços constantes do metal, tendo em conta os efeitos das variaçoes nas taxas de câmbio. A continuação do forte crescimento com base na rentabilidade Comentando sobre os resultados do primeiro semestre de 2008, o presidente da Nexans e CEO Gérard Hauser disse: "Apesar do aumento da incerteza no ambiente econômico e financeiro, o aumento dos lucros hoje está totalmente em linha com os objetivos da Nexans fixados para 2009. Este desempenho é o resultado de um plano estratégico centrado em setores com maior ciclo de crescimento, significativos investimentos orientados e de uma estratégia cuidadosamento criada no crescimento externo. Estes fatores, combinados com um rigoroso controle dos custos políticos, nos permitem esperar um aumento da margem operacional para 2008 comparado com 2007, baseada no crescimento orgânico do volume de vendas de mais de 6%. Por último, a possível venda dos nossos negócios de cabos de arreio para automóveis foi abandonado. Tendo em conta a situação dos mercados, as múltiplas propostas de valorização não estavam em linha com as do Grupo ou com o potencial da empresa. Tendo isto em conta, bem como as aquisições da Intercond e Madeco, a dívida financeira líquida do Grupo no final do exercício deve ser entre 500 e 600 milhões de euros".

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Análise detalhada dos negócios Números – Primeiro semestre de 2008
(em milhões de euros) Vendas Vendas em constante das taxas de câmbio Margem operacional(% das vendas) O lucro líquido(grupo) Preços constante de metais não-ferrosos Primeiro Semestre 2007 Primeiro Semestre 2008 2.451 2.397 7.6% 119 2.419 2.419 9.1% 119

Vendas e margem operacional pelo setor empresarial
Primeiro Semestre 2008 Preços constantes metal (**) 1,972 919 482 571 267 149 118 5 2,244 175 2,419 Crescimento orgânico(calculado com base em números) 8.1% 19.7% 4.8% -4.2% 0.7% 3.2% -2.2% N/A 7.2% -36.1% 2.2%

Vendas (em milhões de euros)

Primeiro Semestre 2007 Preços constantes metal (**) 1,883 784 510 589 276 147 129 5 2,164 287 2,451 Em dados comparáveis (***) 1,823 768 459 596 266 145 121 5 2,094 274 2,368

Setor de energia Infra-estruturas energéticas Indústria Edifício Setor de Telecom Redes locais(LANs) Telecom infraestruturas Outro Sub-total: Negócios de cabo Fios elétricos Grupo total

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Margem operacional (em milhões de euros) Setor de energia Infra-estrutura energéticas Indústria Construção civil Setor de Telecom Redes Locais(LANs) Infra-estruturas Telecom Outro Sub-total: Vendas de Cabo Fios elétricos Total do Grupo Primeiro Semestre 2007 160 56 39 65 27 18 9 (4) 183 4 187 Primeiro Semestre 2008 202 106 41 55 23 15 8 (7) 218 2 220

Energia As vendas no negócio da energia, no primeiro semestre de 2008 chegaram a 1972 milhões de euros, refletindo um crescimento orgânico de 8,1%. Margem operacional aumentou em 26%, passando de 160 milhões de euros em 30 de junho de 2007 para 202 milhões de euros em 30 de junho de 2008. Infra-estruturas energéticas: aumento acentuado em alta tensão Vendas de infra-estruturas energéticas cabos atingiram 919 milhões de euros representando um crescimento orgânico de 19,7% em comparação com o primeiro semestre de 2007. Este crescimento acelerado foi devido ao forte aumento das vendas de cabos de alta tensão, no primeiro semestre de 2008, mas também ao aumento das vendas de cabos de média tensão, especialmente na Europa, graças ao desenvolvimento das fontes renováveis de energia e de projetos de infraestruturas iniciando-se na Europa Central e na Rússia. A margem operacional chegou a 106 milhões de euros (o que corresponde a uma margem operacional com um percentual nas vendas de 11,4%), e quase duplicou em comparação com o primeiro semestre de 2007.

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Indústria: aumento nas vendas de cabos para aplicações industriais Vendas de cabos especiais para as principais fabricantes de

equipamentos internacionais para o primeiro semestre de 2008 totalizaram 482 milhões de euros, um aumento de 4,8% com base em dados comparáveis. A procura é estavel nos setores de alto valor agregado, tais como cabos para automação, transporte (construção naval, aeroespacial e ferroviário) e indústria de petróleo e gás. Vendas de cabos para os fabricantes de equipamentos de telecomunicações (cerca de 10% das vendas no segmento industrial) caiu consideravelmente. Por fim, neste primeiro semestre de 2008, o Grupo reforçou a sua presença no segmento de automação através da assinatura de um contrato para a aquisição da empresa italiana Intercound, que deverá ser concluída no terceiro trimestre de 2008.

A margem operacional melhorou, passando de 7,7% no primeiro semestre de 2007 para 8,6% em 30 de junho de 2008. Edifício: rentabilidade manteve apesar da pressão sobre os preços nos Estados Unidos O decréscimo nas vendas de cabos para a construção foi limitado a 4,2% com base em dados comparáveis. As vendas totalizaram 571 milhões de euros no primeiro semestre de 2008. Na Europa, a diminuição do volume de vendas na Espanha, Reino Unido e da Irlanda tem tido um impacto limitado sobre as margens de lucro. O Grupo tem a sua capacidade de produção adaptadas às mudanças no mercado, sobretudo na Irlanda e na Alemanha. Na América do Norte, as vendas são apenas ligeiramente para baixo sob o efeito conjugado de um aumento nos volumes que se tornou possível devido à expansão da gama de produtos e de uma baixa de preços que teve um impacto substancial na margem operacional.

Globalmente, o negócio da Energia tem mantido um elevado nível de rentabilidade com uma margem operacional, em 55 milhões de euros, perto de 10%.

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Telecom Em 30 de junho de 2008, com base em dados comparáveis, as vendas da Telecom manteve-se estáveis em comparação com o primeiro semestre de 2007, totalizando 267 milhões de euros. Redes locais (LANs): aumento das exportações Vendas de cabos para redes locais chegou à 149 milhões de euros, refletindo um crescimento orgânico de 3,2% em comparação com o primeiro semestre de 2007. Na Europa (com exceção da Inglaterra), o volume de vendas e exportação foram impulsionados por projetos iniciados no Oriente Médio. Nos Estados Unidos, as vendas aumentaram, em especial em cabos de fibra óptica. Os negócios também foram impulsionados pelas vendas "top-of-the-range"(categorias 6 e 7) cabos de cobre que têm rentabilidade superior. Margem operacional como uma porcentagem das vendas se manteve elevado, ainda dois dígitos. Telecom infra-estruturas: extensa FTTH desenvolvimento na Europa do Norte Vendas de cabos de telecomunicações, no primeiro semestre de 2008 totalizaram 118 milhões de euros, uma redução de 2,2% organicamente na sequência de uma paralização da produção no Vietnã, no final de junho de 2007. Esta tendência deve também ser vista no contexto do grupo, a decisão de vender a sua Santander (Espanha) cabos de cobre das empresas de telecomunicações baseados no final de maio de 2008. A paralização temporária da produção de cabos de cobre de telecomunicações no Vietnã e na prioridade dada à melhoria da rentabilidade explica o declínio das vendas neste setor. Por outro lado, a Nexans tem um bom desempenho no setor de cabos de fibra óptica, especialmente no Norte da Europa, onde diversos programas Fiber To The Home (FTTH) estão em andamento, bem como no setor dos acessórios.

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Fios elétricos As vendas dos cabos elétricos totalizaram 175 milhões de euros no primeiro semestre de 2008, uma redução de 36% com base em dados comparáveis; esta tendência descendente do Grupo reflete a decisão de reorientar as suas necessidades internas apenas. O lucro operacional caiu de 4 milhões de euros para 2 milhões de euros.

Análise de vendas e de margem operacional por área geográfica, excluindo os cabos elétricos
Primeiro Semestre 2008

Vendas (em milhões de euros)

Primeiro Semestre 2007

A preços Em dados A preços Crescimento constantes comparáveis constantes orgânico(calculado metal (***) metal com base em (**) (**) números) 1,476 217 287 184 2,164 287 2,451 1,453 194 266 181 2,094 274 2,368 1,581 205 259 199 2,244 175 2,419 8.8% 5.5% -2.4% 9.9% 7.2% -36.1% 2.2%

Europa América do Norte Ásia-Pacífico Resto do Mundo Sub-total: Negócios de Cabo Fios elé Group total

A repartição dos "fios-elétricos", por área geográfica de vendas para o primeiro semestre de 2007 foi: Europa 140 milhões de euros; América do Norte 139 milhões de euros, e Ásia-Pacífico 8 milhões de euros. No primeiro semestre de 2008, a distribuição por região geográfica é a seguinte: 97 milhões de euros Europa e América do Norte 78 milhões de euros.

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Margem operacional (em milhões de euros) Europa América do Norte Asia-Pacífico Resto do Mundo Sub-total: Negócios de Cabo Fios elétricos Grupo total Primeiro Semestre 2007 108 41 23 11 183 4 187 Primeiro Semestre 2008 158 21 21 18 218 2 220

Europa: um crescimento estável e mais um aumento significativo da rentabilidade Vendas na empresas de cabo na Europa no primeiro semestre de 2008 chegaram à 1581 milhões de euros, representando 8,8% do

crescimento orgânico, em comparação com o primeiro semestre de 2007. Margem operacional para a s empresas de cabo chegou à 170 milhões de euros (antes da dedução dos custos relacionados com a Sede), no primeiro semestre de 2008, em comparação com os 108 milhões de euros em 2007, representando um aumento de mais de 57% ao longo do período. O desenvolvimento na área de ifra-estruturas energéticas é o principal motor de crescimento na Europa e no Grupo. No setor de cabos empresarial, os esforços estão concentrados no desenvolvimento dos segmentos (transporte, automação e da indústria de petróleo e gás). Inversamente, os volumes de venda no setor da construção abrangiu alguns países (Espanha, Reino Unido e Irlanda), mas as margens foram mantidas em conjunto. América do Norte: o desempenho afetado pela crise no mercado imobiliário Vendas nas empresas de cabo no primeiro semestre de 2008 chegaram à 205 milhões de euros, um crescimento orgânico de 5,5% em comparação com o primeiro semestre de 2007.

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No mercado de cabos de energia, baseada em dados comparáveis as vendas aumentaram mais de 14% em cabos de infra-estrutura (devido, em parte, ao reinício da produção em Quebec) e diminuiu 2,8% no setor da construção de cabos; as difíceis condições econômicas prevalecentes na América do Norte levaram a uma redução das margens, embora permaneçam dentro da média do Grupo. No mercado cabos de telecomunicações, as vendas de cabos LAN foram fortes. Margem operacional das empresas de cabo de vendas na região caiu de 41 milhões de euros em 30 de junho de 2007 para 21 milhões de euros para o primeiro semestre de 2008. Asia-Pacifico: declínio nas vendas no Vietnã As vendas na região da Ásia totalizaram 259 milhões de euros no primeiro semestre de 2008, uma redução de 2,4% com base em dados comparáveis em comparação com o primeiro semestre de 2007. A desaceleração deve-se principalmente à paralisação da produção de cabos de cobre de telecomunicações no Vietnã. Fora o Vietnã, o crescimento orgânico está em 2,4%. As vendas à fabricantes de equipamentos de telecomunicações também estão estabelecidas. Inversamente, as vendas da indústria de cabos especial, sobre as quais o grupo está a concentrar a maior parte de seus esforços de desenvolvimento, expansão são: Austrália (até 23,2% sobre comparável âmbito de aplicação e as taxas de câmbio constantes) e a China (até 36,3% sobre comparável âmbito de aplicação e as taxas de câmbio constantes). A margem operacional para esta região foi ligeiramente para baixo, 21 milhões de euros no primeiro semestre de 2008 em comparação com 23 milhões de euros em 30 de junho de 2007. Resto do Mundo: forte aumento das vendas e rendibilidade As vendas na região totalizaram 199 milhões de euros no primeiro semestre de 2008, representando um crescimento orgânico de quase 10% em

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comparação com o primeiro semestre de 2007. O crescimento foi particularmente elevado no Egito, Líbano e Marrocos, como resultado dos investimentos realizados em 2006 e 2007. Margem operacional para o primeiro semestre de 2008 chegaram à 18 milhões de euros em comparação com 12 milhões de euros em 30 de junho de 2007. Calendário financeiro de 2008 30 de Setembro de 2008: Informações individuais dos acionistas, reunião do Conselho Europeu de Nice* 02 de Outubro de 2008: Informações individuais dos acionistas, reunidos em Paris* 23 de Outubro de 2008: Publicação de informações financeiras para o terceiro trimestre de 2008 24 de Novembro de 2008: Informações individuais dos acionistas reunidos em Reims* (*datas apontadas como um guia apenas) Um conjunto completo de slides para a apresentação dis resultados do primeiro semestre de 2008, incluindo os resultados por setor empresarial, está disponível em www.nexans.com/finance/presentationsfinancieres. A apresentação detalhada das contas, o relatório semestral das atividades da empresa e demostrações financeiras estarão disponíveis em 25 de julho no site da Nexans: www.nexans.com.

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ANEXO VII

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