SUMÁRIO

Noções de Direito Administrativo
Estado, governo e administração pública: conceitos, elementos, poderes e organização ........................................... 3/5 natureza, fins e princípios .......................................................................... 3/5 Organização administrativa da União administração direta e indireta ................................................................ 10/17 Agentes públicos: espécies e classificação ...............................................................................11 poderes, deveres e prerrogativas ................................................................. 5 cargo, emprego e função públicos ..............................................................11 regime jurídico único: provimento, vacância, remoção, redistribuição e substituição ..............40 direitos e vantagens ..............................................................................44 regime disciplinar ...................................................................................51 responsabilidade civil, criminal e administrativa ....................................55 Poderes administrativos: poder hierárquico ........................................................................................35 poder disciplinar ..........................................................................................35 poder regulamentar ......................................................................................35 poder de polícia ...........................................................................................38 uso e abuso do poder ................................................................................... 8 Serviços Públicos conceito, classificação, regulamentação e controle .....................................70 forma, meios e requisitos ............................................................................72 delegação: concessão, permissão, autorização ........................................................73 Controle e responsabilização da administração: controle administrativo ........................................................................... 14/67 controle judicial ...................................................................................... 14/67 controle legislativo ................................................................................. 14/67 responsabilidade civil do Estado .................................................................70 Lei nº 8.112, de 11/12/90, publicada no DO de 12/12/90 e posteriores atualizações (regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União) ...........39 Lei nº 4.878, de 3/12/65, publicada no DO de 6/12/65 (dispõe sobre as peculiaridades do regime jurídico dos funcionários públicos civis da União e do Distrito Federal, ocupantes de cargos de atividade policial) ..........80 Lei nº 8.429, de 2/6/92, publicada no DO de 3/6/92 (dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato, cargo, emprego ou função da administração pública direta, indireta ou fundacional e dá outras providências) ....................76 Lei nº 9.654, de 2/6/98, publicada no DO de 3/6/98 (Cria a carreira de Policial Rodoviário Federal e dá outras providências) ..................................................81 Decreto nº 1.655 de 3/10/95, publicado no DO de 4/10/95 (Define a competência da Polícia Rodoviária Federal, e dá outras providências) ................................. 75

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GOVERNO, ESTADO E ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA CONCEITO DE ESTADO O conceito de Estado varia segundo o ângulo em que é considerado: I - corporação territorial dotada de um poder de mando originário; II - comunidade de homens, fixada sobre um território com poder de mando, ação e coerção; III - pessoa jurídica territorial soberana; IV - pessoa jurídica de direito público interno; V - entidade política, ou seja, pode elaborar as suas próprias leis. GOVERNO É o conjunto de Poderes e órgãos constitucionais. É o complexo de funções estatais básicas. É a condução política dos negócios públicos. Na verdade, o Governo ora se identifica com os Poderes e órgãos supremos do Estado, ora se apresenta nas funções originárias desses Poderes e órgãos como manifestação da Soberania. A constante, porém, do Governo é a sua expressão política de comando, de iniciativa, de fixação de objetivos do Estado e de manutenção da ordem jurídica vigente. O Governo atua mediante atos de Soberania ou, pelo menos, de autonomia política na condução dos negócios públicos. Elementos do Estado O Estado é constituído de três elementos originários e indissociáveis: Povo, Território e Governo soberano. Povo é o componente humano do Estado; Território, a sua base física; Governo soberano, o elemento condutor do Estado, que detém e exerce o poder absoluto de autodeterminação e auto-organização emanado do Povo. Não há nem pode haver Estado independente sem Soberania, isto é, sem esse poder absoluto, indivisível e incontrastável de organizar-se e de conduzir-se segundo a vontade livre de seu Povo e de fazer cumprir as suas decisões, inclusive, pela força, se necessário. A vontade estatal apresentase e se manifesta através dos denominados Poderes de Estado. Poderes de Estado Os Poderes de Estado, na clássica tripartição de Montesquieu, até hoje adotada nos Estados de Direito, são o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, independentes e harmônicos entre si e com suas funções reciprocamente indelegáveis (CF, art. 2º). Esses Poderes são imanentes e estruturais do Estado (diversamente dos poderes administrativos, que são incidentais e instrumentais da Administração), a cada um deles correspondendo uma função que lhe é atribuída com precipuidade. Assim, a função precípua do Poder Legislativo é a elaboração da lei (função normativa); a fun-

J. Wilson Granjeiro
ção precípua do Poder Executivo é a conversão da lei em ato individual e concreto (função administrativa); a função precípua do Poder Judiciário é a aplicação coativa da lei aos litigantes (função judicial). Referimo-nos à função precípua de cada Poder de Estado porque, embora o ideal fosse a privatividade de cada função para cada Poder, na realidade isso não ocorre, uma vez que todos os Poderes têm necessidade de praticar atos administrativos, ainda que restritos à sua organização e ao seu funcionamento, e, em caráter excepcional, admitido pela Constituição, desempenham funções e praticam atos que, a rigor, seriam de outro Poder. O que há, portanto, não é a separação de Poderes com divisão absoluta de funções, mas, sim, a distribuição das três funções estatais precípuas entre órgãos independentes, mas harmônicos e coordenados no seu funcionamento, mesmo porque o poder estatal é uno e indivisível. Aliás, já se observou que Montesquieu nunca empregou em sua obra política as expressões “separação de Poderes” ou “divisão de Poderes”, referindo-se unicamente à necessidade do “equilíbrio entre os Poderes”, em que um Poder limita o outro, como sugerira o próprio autor no original. Seus apressados seguidores é que lhe deturparam o pensamento e passaram a falar em “divisão” e “separação de Poderes”, como se estes fossem estanques e incomunicáveis em todas as suas manifestações, quando, na verdade, isto não ocorre, porque o Governo é a resultante da interação dos três Poderes de Estado – Legislativo, Executivo e Judiciário – como a Administração o é de todos os órgãos desses Poderes. ORGANIZAÇÃO DO ESTADO • Entidades componentes do Estado Federal A organização político-administrativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. Estas entidades são autônomas, cabendo à União exercer a soberania do Estado brasileiro no contexto interno e à República Federativa do Brasil, pessoa jurídica de direito público externo, o exercício de soberania no plano internacional. • Competência da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios A União, pessoa jurídica de direito público interno, exerce os poderes que objetivam a garantia da soberania e defesa nacionais; a manutenção de relações com países estrangeiros, a participação em organismos internacionais e a promoção do desenvolvimento econômico-social do país, bem como a garantia da cidadania e dos direitos individuais dos cidadãos. Destacam-se, ainda, dentre outras atribuições de caráter administrativo da União, as seguintes: – declarar guerra e celebrar a paz; – assegurar a defesa nacional; – elaborar e executar planos nacionais e regionais de desenvolvimento econômico e social; – organizar e manter o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Defensoria Pública do Distrito Fe-

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deral e dos Territórios, bem como as Polícias Civil e Militar e o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal; – manter o serviço postal e o Correio Aéreo Nacional; – organizar, manter e executar a inspeção do trabalho; – emitir moeda. Cabe à União, privativamente, legislar sobre matérias específicas das quais destacam-se as seguintes: – direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário e trabalho; – população indígena; – águas, energia (inclusive nuclear), informática, telecomunicações e radiodifusão; comércio exterior e interestadual; – nacionalidade, cidadania, naturalização e direitos referentes aos estrangeiros; – seguridade social; – diretrizes e bases da educação nacional; – normas gerais de licitação e contratação para a Administração Pública nas diversas esferas de governo e empresas sob seu controle; – serviço postal; – desapropriação. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios possuem competências comuns, que são exercidas de modo a que cada unidade restrinja-se a um determinado espaço de atuação. Dentre estas competências destacam-se as seguintes: – conservação do patrimônio público; – saúde e assistência públicas; – proteção dos bens de valor histórico, das paisagens naturais notáveis e dos sítios arqueológicos; – acesso à educação, à cultura e à ciência; – proteção ao meio ambiente e controle da poluição; – combate às causas da pobreza e da marginalização, promovendo a integração dos setores desfavorecidos. O art. 24 da Constituição Federal possibilita à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislarem de forma concorrente em matérias específicas. Neste âmbito, a União limita-se a estabelecer normas gerais. Os Estados e o Distrito Federal exercem competências legislativas complementares, atendendo, cada um, às suas peculiaridades. Nos termos das competências concorrentes, os Estados e o Distrito Federal adaptam-se à legislação federal vigente. Cabe à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar, de forma concorrente, sobre: – Direito Tributário, Financeiro, Penitenciário, Econômico e Urbanístico; – orçamento; – produção e consumo; – florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, proteção do meio ambiente e controle da poluição; – proteção do patrimônio histórico, cultural, artístico e paisagístico; – educação, cultura, ensino e desporto; – previdência social, proteção e defesa à saúde; – proteção à infância e à juventude. Aos Municípios, compete legislar sobre assuntos de interesse local e ainda suplementar a legislação federal e estadual, no que couber. Ao Distrito Federal, são atribuídas as mesmas competências reservadas aos Estados e Municípios. DIREITO ADMINISTRATIVO CONCEITOS Segundo Hely Lopes Meirelles: “Conjunto harmônico de princípios jurídicos que regem os órgãos, os agentes e as atividades públicas tendentes a realizar concreta, direta e imediatamente os fins desejados pelo Estado”. José Cretella Júnior entende por Direito Administrativo “o ramo do Direito Público interno que regula a atividade e as relações jurídicas das pessoas públicas e a instituição de meios e órgãos relativos à ação dessas pessoas”. Para Maria Sylvia Zanella Di Pietro, o Direito Administrativo é “o ramo do Direito Público que tem por objeto os órgãos, agentes e pessoas jurídicas administrativas que integram a Administração Pública, a atividade jurídica não contenciosa que exerce e os bens de que se utiliza para a consecução de seus fins, de natureza política”. Diógenes Gasparini vê o Direito Administrativo como uma “sistematização de normas doutrinárias de direito, conjunto harmônico de princípios jurídicos” destinadas a ordenar a estrutura e o pessoal (órgãos e agentes) e os atos e atividades da Administração Pública, praticadas ou desempenhadas enquanto Poder Público. Para nós, Direito Administrativo é “o complexo de posições jurídicas e princípios que disciplinam as relações da Administração Pública (órgãos e entidades) e seus agentes públicos na busca do bem comum”. OBJETO Para Hely Lopes Meirelles, a caracterização e a delimitação do objeto do Direito Administrativo estão nas atividades públicas tendentes a realizar concreta, direta e imediatamente os fins desejados pelo Estado. José Cretella Júnior diz que o Direito Administrativo tem como objeto a administração, isto é, “os serviços públicos são o objeto do Direito Administrativo”. FONTES DO DIREITO ADMINISTRATIVO Segundo o saudoso Hely Lopes Meirelles, o Direito Administrativo possui quatro fontes: a lei, a doutrina, a jurisprudência e os costumes, sendo a Lei a principal, formal e primordial. I - A lei, em sentido amplo, é a fonte primária do Direito Administrativo, abrangendo esta expressão desde a Constituição até os regulamentos executivos. E compreende-se que assim seja, porque tais atos, impondo o seu poder normativo aos indivíduos e ao próprio Estado, estabelecem relações de administração de interesse direto e imediato do Direito Administrativo. II - A doutrina, formando o sistema teórico de princípios aplicáveis ao Direito Positivo, é elemento construtivo da Ciência Jurídica à qual pertence a disciplina em causa. A doutrina é que distingue as regras que convêm ao Direito

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entidades e funções instituídos para a consecução dos objetivos do Governo. definido e punido pela Lei nº 4. porque não vigora entre nós o princípio norte-americano do stare decises. de 9/12/65. os impostos pela moral administrativa e os exigidos pelo interesse da coletividade. os encargos daqueles que gerem bens e interesses da comunidade. Os fins da Administração consubstanciam-se. A jurisprudência.Público e ao Direito Privado. NATUREZA É a de um encargo de defesa. traduzindo a reiteração dos julgamentos num mesmo sentido. pela contínua adaptação da lei e dos princípios teóricos ao caso concreto.A jurisprudência. quando despido da função ou fora do exercício do cargo. só essas normas poderão catalogar. porque. e não a vontade do administrador. órgão. Ao lado da lei. por sua persistência nos julgados. os poderes e deveres do administrador público. Esses gestores da coisa pública. porque outro não é o desejo do povo. conservação e aprimoramento dos bens.898. Isto porque os Estados de Direito e Democrático. O uso da autoridade só é lícito quando visa a obstar a que um indivíduo prejudique direitos alheios. com responsabilidades próprias de suas atribuições. Os poderes e deveres do administrador público são os expressos em lei. a praxe burocrática passa a suprir a lei. 5º. nem invocá-la ao talante de seu capricho para superpor-se aos demais cidadãos. estando sujeito ao ordenamento jurídico geral e às leis administrativas especiais. serviços e interesses da coletividade. muitas vezes. Cada agente administrativo é investido da necessária parcela de Poder Público para o desempenho de suas atribuições. quer o Judiciário. Ela influi não só na elaboração da lei. agora. É o conjunto de órgãos. para cada entidade. PODERES E DEVERES DO ADMINISTRADOR PÚBLICO Examinados nos tópicos anteriores – os princípios básicos da Administração – vejamos. que estabelece a igualdade de todos perante a lei. Ao ser investido em função ou cargo público. quais sejam: a satisfação dos interesses públicos em geral e a prosperidade social. trai o mandato de que está investido. o próprio Direito Administrativo. que se ressente de sistematização doutrinária e de codificação legal. passam a ser autoridades. A jurisprudência tem um caráter mais prático. Como tal.O costume. ou por uma parte expressiva de seus membros. Daí o nivelador princípio do art. preocupa-se diretamente com a Administração de cada Estado. O fim. os princípios gerais do direito. segundo o qual a decisão judicial superior vincula as instâncias inferiores para os casos idênticos. Esse poder há de ser usado. assim. Ilícito e imoral será todo ato administrativo que não for praticado no interesse da coletividade. a prática administrativa vem suprindo o texto escrito. impõe-se ao administrador público a obrigação de cumprir fielmente os preceitos do Direito e da moral administrativa que regem a sua atuação. e mais particularmente a cada um dos sub-ramos do saber jurídico. porque a comunidade não institui a Administração senão como meio de atingir o bem-estar social. a principal fonte de qualquer direito. normalmente. mas nem por isso se aparta de princípios teóricos que. III . Enquanto a doutrina tende a universalizar-se. tipificaria o crime de abuso de autoridade. Tal conduta caracterizaria abuso de poder e. a instrução e a circular. É esse poder que empresta autoridade ao agente público quando recebe da lei competência decisória e força para impor suas decisões aos administrados. caput. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA CONCEITOS É o conjunto de entes (órgãos e entidades) constituídos pelo Poder Público (Estado) para a consecução do bem comum. se o agente do poder não está no NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . ou seja. não obriga quer a Administração. a jurisprudência tende a nacionalizar-se. Outra característica da jurisprudência é o seu nacionalismo. mais afinidade com a jurisprudência pátria que com a doutrina estrangeira. serviços e interesses administrados pelo Estado. assim entendidas aquelas aspirações ou vantagens licitamente almejadas por toda a comunidade administrada. Se dele o administrador se afasta ou desvia. e por isso mesmo encontra. e especialmente a do Direito Administrativo. mais objetivo que a doutrina e a lei. ou “obstar a que um indivíduo se escuse a cooperar pela manutenção da sociedade”. influencia poderosamente a construção do Direito. não reconhecem privilégios pessoais. os autores enumeram outros: • a analogia. como nas decisões contenciosas e não contenciosas. IV . da CF. Toda atividade do administrador público deve ser orientada para esse objetivo. em razão da deficiência da legislação. todo agente do poder assume para com a coletividade o compromisso de bem servi-la. acabam por penetrar e integrar a própria Ciência Jurídica. Ora. conforme o caso. como o nosso. os tratados internacionais. ordenando. cargo. só admitem prerrogativas funcionais. entretanto. com poderes e deveres específicos do cargo ou da função e. portanto. FINS 7 O bem comum da coletividade administrada. ou atua como elemento reformativo da doutrina. função. como legítimo destinatário dos bens. investidos de competência decisória. Sendo o Direito Administrativo menos geral que os demais ramos jurídicos. Fora dessa generalidade não se poderá indicar o que é poder e o que é dever do gestor público. e não como privilégio da pessoa que o exerce. a eqüidade. o agente. não pode usar da autoridade pública. serviço ou atividade pública os poderes e deveres de quem os exerce. O ato ou contrato administrativo realizado sem interesse público configura desvio de finalidade. Por isso mesmo. como atributo do cargo ou da função. na defesa do interesse público. e sedimentada na consciência dos administradores e administrados. conseqüentemente. domina todas as formas de administração.

O uso do poder é lícito: o abuso. seu custo operacional e sua real utilidade para os administrados e para a Administração. de alto significado para o serviço público em geral. Eis por que a Administração responde civilmente pelas omissões ou comissões lesivas de seus agentes. considerada em sentido amplo. econômica e técnica. O poder administrativo concedido à autoridade pública tem limites certos e forma legal de utilização. Sem esses requisitos. na forma e gradação prevista em lei. 37. Uso do Poder O uso do poder é prerrogativa da autoridade. deve conformar-se com a lei. Realmente. A prestação de contas não se refere apenas aos dinheiros públicos. não toleradas pelo Direito e nulificadoras dos atos que as encerram. à gestão financeira. sem utilidade pública. pois não se admite a omissão da autoridade diante de situações que exigem sua atuação. às vezes dissimulado como o estelionato. Abusar do poder é empregá-lo fora da lei. a moral da instituição. não cabe à Administração decidir por critério leigo quando há critério técnico solucionando o assunto. sempre ilícito. portanto. sem prejuízo da ação penal cabível” (art. a violência contra o administrado constituem formas abusivas do uso do poder estatal. finalidade e forma. a Administração Pública deve obediência à lei em todas as suas manifestações. O que pode haver é opção da Administração por uma alternativa técnica quando várias lhe são apresentadas como aptas para solucionar o caso em exame. Usar normalmente o poder é empregá-lo segundo as normas legais. Não é carta branca para arbítrios. a verificação da eficiência atinge os aspectos quantitativos e qualitativos do serviço. a perda da função pública. Ora se apresenta ostensivo como a truculência. deve ser aplicado em todos os níveis da Administração brasileira. Até mesmo nas chamadas atividades discricionárias o administrador público fica sujeito às prescrições legais quanto à competência.8 exercício de suas funções. para o administrador público é uma obrigação de atuar. a finalidade do ato e as exigências do interesse público. O abuso do poder. Dever de Prestar Contas O dever de prestar contas é decorrência natural da administração como encargo de gestão de bens e interesses alheios. só se movendo com liberdade na estreita faixa da conveniência e oportunidade administrativas. Dever de Eficiência Dever de eficiência é o que se impõe a todo agente público de realizar suas atribuições com presteza. Assim. como todo ilícito. A eficiência funcional é. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Erário. para que se avaliem os resultados. Daí por que todo ato abusivo é nulo. Assim. no sentido de que quem o detém está sempre na obrigação de exercitá-lo. embora competente para praticar o ato. é atribuído à autoridade para remover os interesses particulares que se opõem ao interesse público. para aquilatar seu rendimento efetivo. mas usado nos justos limites que o bem-estar social exigir. e. perfeição e rendimento funcional. Mas o poder há de ser usado normalmente. por excesso ou desvio de poder. na tríplice linha administrativa. Se para o particular o poder de agir é uma faculdade. É que o Direito Público ajunta ao poder do administrador o dever de administrar. ultrapassa os limites de suas atribuições ou se desvia das finalidades administrativas. a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao . Abuso do Poder O abuso do poder ocorre quando a autoridade. Tal controle desenvolve-se. abrangendo não só a produtividade do exercente do cargo ou da função. encoberto na aparência ilusória dos atos legais. nos seguintes termos: “Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos. Este conceito está presente na Constituição da República. o emprego arbitrário da força. confrontam-se os desempenhos e se aperfeiçoe o pessoal através de seleção e treinamento. com a moral da instituição e com o interesse público. para ser irrepreensível. O poder administrativo. não raro. o princípio da eficiência. igualando-se aos demais cidadãos. reveste as formas mais diversas. administrativas e penais. portanto. pois. Nessas condições. deixa de ser autoridade. o ato administrativo expõe-se à nulidade. DE 9 DE DEZEMBRO DE 1965) Uso e Abuso do Poder Nos estados de direito como o nosso. mas a todos os atos de governo e de administração. violências. se no Direito Privado o poder de agir é uma faculdade. Dever de Probidade O dever de probidade está constitucionalmente integrado na conduta do administrador público como elemento necessário à legitimidade de seus atos. sem abuso. como a perfeição do trabalho e sua adequação técnica aos fins pela Administração. O poder é confiado ao administrador público para ser usado em benefício da coletividade administrada. o poder de agir se converte no dever de agir. ABUSO DO PODER: EXCESSO DE PODER E DESVIO DE FINALIDADE (LEI Nº 4. A utilização desproporcional do poder. um dever para o agente que o detém. Assim. perseguições ou favoritismos governamentais. Qualquer ato de autoridade. desde que se apresente o ensejo de exercitá-lo em benefício da comunidade. que pune a improbidade na Administração com sanções políticas. § 4º). Poder-Dever de Agir O poder tem para o agente público o significado de dever para com a comunidade e para com os indivíduos.898. no Direito Público é uma imposição.

através do excesso de poder. para seu combate. sem atender aos fins objetivados pela licitação. Transplantando-se esses conceitos para o campo do Direito Administrativo.898. • Desvio de finalidade O desvio de finalidade ou de poder verifica-se quando a autoridade. “A inércia da autoridade administrativa – observou Caio Tácito – deixando de executar determinada prestação de serviços a que por lei está obrigada. com isso. porque isto faz parte da sua moralidade”. capricho. Tudo isso dificulta a prova do desvio de poder ou de finalidade. O ato praticado com desvio de finalidade – como todo ato ilícito ou imoral – ou é consumado às escondidas ou se apresenta disfarçado sob o capuz da legalidade e do interesse público. e. já decidiu o STF que: “Indícios vários e concordantes são prova”. porque ninguém pode agir em nome da Administração fora do que a lei lhe permite. O ato administrativo – vinculado ou discricionário – há de ser praticado com observância formal e ideológica da lei. Entre nós. O gênero abuso do poder ou abuso de autoridade reparte-se em duas espécies bem caracterizadas: o excesso de poder e o desvio de finalidade. na realidade. invalida o ato. quando a autoridade pública decreta uma desapropriação alegando utilidade pública. XXXIV. de responsabilidade civil. Dentre os elementos indiciários do desvio de finalidade. e. como todo ato abusivo ou arbitrário. que pune criminalmente esses mesmos abusos de autoridade. de desarmar o pretenso titular de um direito subjetivo e. O discricionarismo da Administração não vai ao ponto de encobrir arbitrariedade. Excede.533/51). de 29/6/65) já consigna o desvio de finalidade como vício nulificador do ato administrativo lesivo do patrimônio público e o considera caracterizado quando “o agente pratica o ato visando a fim diverso daquele previsto. 2º. e assegurou a toda pessoa o direito de representação contra abusos de autoridades (art. ou utilizando motivos e meios imorais para a prática de um ato administrativo aparentemente legal.717. a violação moral da lei. A propósito. se o poder foi conferido ao administrador público para realizar determinado fim. mas visando. lesa o patrimônio jurídico individual. está a falta de motivo ou a discordância dos motivos com o ato praticado. Tais desvios ocorrem. colimando o administrador público fins não queridos pelo legislador. mas sempre com violação da regra de competência. por conseguinte. pratica o ato por motivos ou com fins diversos dos objetivados pela lei ou exigidos pelo interesse público. a satisfazer interesse pessoal próprio ou a favorecer algum particular com a subseqüente transferência do bem expropriado. nos motivos ou nos fins. uma terceira forma de abuso de poder que é a omissão. Trata-se. com efeito. de encarar de modo diverso direitos objetivamente iguais. toda ação que se apartar dessa conduta. o abuso do poder tem merecido sistemático repúdio da doutrina e da jurisprudência. é ilegítima. O abuso do poder tanto pode revestir a forma comissiva como a omissiva. A Lei Regulamentar da Ação Popular (Lei nº 4. vai além do permitido e exorbita no uso de suas faculdades administrativas. exercido com culpa ou dolo. Daí a justa advertência de Hauriou de que “a Administração deve agir sempre de boa-fé. o constituinte armou-nos com o remédio heróico do mandado de segurança. mas não a torna impossível se recorrermos aos antecedentes do ato e à sua destinação presente e futura por quem o praticou. O excesso de poder torna o ato arbitrário. para arrogar-se poderes que não lhe são atribuídos legalmente. • Excesso de poder O excesso de poder ocorre quando a autoridade. ou quando outorga uma permissão sem interesse coletivo. a). e parágrafo único). que visa a melhor preservar as liberdades individuais já asseguradas na Constituição (art. explícita ou implicitamente. padece do vício de desvio de poder ou de finalidade e. por determinados motivos e por determinados meios. 5º. cabível contra ato de qualquer autoridade (CF. quando a autoridade age claramente além de sua competência. art. porque ambas são capazes de afrontar a lei e causar lesão a direito individual do administrado. de 9/12/65. é sempre inválido. ilícito e nulo. na regra de competência” (art. pronunciando uma espécie de juízo de caducidade contra o direito que tiver sido imoralmente exercido. assim. ainda. O problema não é. Em qualquer dos casos há excesso de poder. Há. contrariando ou ladeando o desejo da lei. há de ser surpreendido e identificado por indícios e circunstâncias que revelem a distorção do fim legal substituído habilidosamente por um fim ilegal ou imoral. mas de moralidade no exercício dos direitos. ou. como. sua competência legal e. Com essa conceituação legal. ainda. quando ela contorna dissimuladamente as limitações da lei. Diante disto.9 Em qualquer desses aspectos – flagrante ou disfarçado – o abuso do poder é sempre uma ilegalidade invalidadora do ato que o contém. complementando esse sistema de proteção contra os excessos de poder com a Lei nº 4. a violação ideológica da lei. por outras palavras. O desvio de finalidade ou de poder é. 5º). má-fé ou imoralidade administrativa. Essa conduta abusiva. de 9/12/65. tanto se caracteriza pelo descumprimento frontal da lei. embora atuando nos limites de sua competência. o que é o bastante para invalidar o ato assim praticado. o des- NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . embora competente para praticar o ato. e Lei nº 1. É forma omissiva de abuso do poder. LXIX. É uma forma de abuso de poder que retira a legitimidade da conduta do administrador público. 5º. também. pois.898. Exato na forma e inexato no conteúdo. colocando-o na ilegalidade e até mesmo no crime de abuso de autoridade quando incide nas previsões penais da Lei nº 4. A teoria do abuso do poder foi inteiramente inspirada na moral e a sua penetração no domínio jurídico obedeceu a propósito determinado. portanto. por exemplo. não desejado pelo legislador. quer o ato seja doloso ou culposo”. ou. quando classifica um concorrente por favoritismo.

Executivo e Judiciário – colocados no ápice da pirâmide governamental. São órgãos autônomos os Ministérios. dos Estados-membros e Municípios. Essa unitariedade tem levado alguns autores a identificar o órgão simples com o cargo de seu agente e com o próprio agente. Participam das decisões governamentais e executam com autonomia as suas funções específicas. Secretarias-Gerais. supervisão. estão as primeiras repartições dos órgãos independentes e dos autônomos. Senado Federal. com funções precípuas de planejamento.10 vio de finalidade entrou definitivamente para nosso Direito Positivo como causa de nulidade dos atos da Administração. preordenados ao desempenho das funções que lhes forem atribuídas pelas normas de sua constituição e funcionamento. os Tribunais Judiciários e os Juízes singulares (Supremo Tribunal Federal. geralmente a cargo de seus órgãos subalternos. b) Autônomos São os localizados na cúpula da Administração. que são agentes administrativos). o órgão é a unidade de ação. mas sempre sujeitos à subordinação e ao controle hierárquico de uma chefia mais alta. Seus dirigentes. poderão existir tantos órgãos superiores quantas forem as áreas em que o órgão autônomo se repartir para o melhor desempenho de suas atribuições. coordenação e controle das atividades que constituem sua área de competência. num Ministério ou numa Secretaria de Estado. Destinam-se à realização de serviços de rotina. cumprimento de decisões superiores e primeiras soluções em casos individuais. sim. Procuradorias Administrativas e Judiciais. mas segundo diretrizes dos órgãos independentes. Por isso mesmo. o cargo é o lugar reservado ao agente. redistribuída entre seus cargos. aos quais prestam assistência e auxílio imediatos. prestando-lhe informações e encaminhando seus requerimentos. O nome dado ao órgão é irrelevante. a Consultoria-Geral da República e todos os demais órgãos subordinados diretamente aos Chefes de Poderes. ÓRGÃOS PÚBLICOS São centros de competências instituídos para o desempenho de funções estatais. tais como os que. os órgãos não têm personalidade jurídica nem vontade própria. os quais são órgãos funcionalmente independentes e seus membros integram a categoria dos agentes políticos. nas repartições públicas. com variadas denominações. controle. De-se incluir. encontram-se as Corporações Legislativas (Congresso Nacional. Por isso. executam as atividadesmeio e atendem ao público. que expressam as opções políticas do governo. Governadorias dos Estados e do Distrito Federal. mas. O que tipifica o órgão como simples ou unitário é a NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . dotados de vontade e capazes de exercer direitos e contrair obrigações para a consecução de seus fins institucionais. Tribunais de Justiça e de Alçada dos Estadosmembros. Esses órgãos detêm e exercem precipuamente as funções políticas. • Quanto à Estrutura a) Órgãos simples ou unitários São os constituídos por um só centro de competência. agentes políticos nomeados em comissão. caracterizando-se como órgãos diretivos. as Chefias do Executivo (Presidência da República. Os órgãos integram a estrutura do Estado e das demais pessoas jurídicas como partes desses corpos vivos. Têm ampla autonomia administrativa. ainda. as Secretarias de Estado e de Município. os órgãos são meros instrumentos de ação dessas pessoas jurídicas. não são funcionários. dentro da sua área de competência. para serem desempenhadas pessoalmente por seus membros (agentes políticos. Sua liberdade funcional restringe-se ao planejamento e soluções técnicas. Como partes das entidades que integram. Tribunais do Júri e Varas das Justiças Comum e Especial). Nessa categoria. Inspetorias-Gerais. os órgãos públicos classificam-se: • Quanto à Posição Estatal a) Independentes São os originários da Constituição e representativos dos Poderes de Estado – Legislativo. d) Subalternos São todos aqueles que se acham hierarquizados a órgãos mais elevados. com responsabilidade pela execução. Tribunais Regionais Federais. Classificação dos Órgãos Públicos Realizando atividades governamentais e administrativas. Câmaras de Vereadores). que são atributos dos órgãos independentes e dos autônomos a que pertencem. distintos de seus servidores. são também chamados órgãos primários do Estado. como são as portarias e seções de expediente. Tribunais Superiores Federais. Assim. Para a eficiente realização de suas funções. sem qualquer subordinação hierárquica ou funcional. Assembléias Legislativas. com reduzido poder decisório e predominância de atribuições de execução. inconfundíveis com os servidores das respectivas instituições. tais como Gabinetes. financeira e técnica. Nessa categoria. imediatamente abaixo dos órgãos independentes e diretamente subordinados a seus chefes. com a correspondente parcela de poder necessária ao exercício funcional de seus agentes. tarefas de formalização de atos administrativos. através de seus agentes. nesta classe o Ministério Público Federal e estadual e os Tribunais de Contas da União. e o agente é a pessoa física que exercita as funções do órgão. Coordenadorias. o que é um erro. cada órgão é investido de determinada competência. Prefeituras Municipais). e só sujeitos aos controles constitucionais de um Poder pelo outro. Câmara dos Deputados. segundo normas especiais e regimentais. em regra. c) Superiores São os que detêm poder de direção. decisão e comando dos assuntos de sua competência específica. judiciais e quase-judiciais outorgadas diretamente pela Constituição. o que importa para caracterizá-lo como superior é a preeminência hierárquica na área de suas atribuições. Não gozam de autonomia administrativa nem financeira. Departamentos e Divisões.

funções. definitiva ou transitoriamente. unicamente titulariza o cargo para servir ao órgão. No órgão composto. designação ou delegação. mas todos eles integrados e hierarquizados ao órgão maior. Esses órgãos podem ter muitos outros agentes auxiliares. Não são servidores públicos. – órgãos menores com atividades-meio diversificadas – que auxiliam a realização do ensino. do cargo e do agente. Nos órgãos colegiados. enfeixam-nas num só cargo de chefia suprema e atribuem seu exercício a um único titular. Esses agentes atuam com plena liberdade funcional. Promotores e Curadores Públicos). como ser humano. não exigem formalidades nem procedimentos especiais. que têm o poder de avocação e de revisão dos atos das unidades menores. estabelecidas na Constituição e em leis especiais. conduta e processo por crimes funcionais e de responsabilidades. os membros do Poder Judiciário (Magistrados em geral). distribuídas entre os cargos de que são titulares. • Servidores Públicos São todos aqueles que se vinculam ao Estado ou às suas entidades por relações profissionais. as Governadorias dos Estados. desempenhando suas atribuições com prerrogativas e responsabilidades próprias. excepcionalmente. que lhes são privativos. regimental ou estatutária. excepcionalmente. expressa na forma legal. ou seja. podem exercer funções sem cargo. que é seu chefe e representante. O cargo é lotado no órgão e o agente é investido no cargo. de material. distribuídas a vários centros de competência. formando com eles um sistema orgânico. mas o que caracteriza sua singularidade ou unipessoalidade é o desempenho de sua função precípua por um só agente investido como seu titular. Os agentes normalmente desempenham funções do órgão. não prevalece a vontade individual de seu Chefe ou Presidente. AGENTES PÚBLICOS São todas as pessoas físicas incumbidas. sua atuação funcional. bastando a autenticação do chefe para que se torne eficaz nos limites de sua competência legal. b) As funções são os encargos atribuídos aos órgãos. b) Órgãos colegiados ou pluripessoais São todos aqueles que atuam e decidem pela manifestação conjunta e majoritária da vontade de seus membros. Assim. Categorias ou Espécies • Agentes Políticos São os componentes do governo nos seus primeiros escalões. as Prefeituras Municipais. sujeitos à hierarquia funcional e ao regime jurídico da entidade e que servem ao público. os representantes diplomáticos e demais autoridades que atuem com independência funcional no desempenho de atribuições governamentais. nem a de seus integrantes isoladamente: o que se impõe e vale juridicamente é a decisão da maioria. por contrato de trabalho. para o exercício de atribuições constitucionais e percebem como retribuição pecuniária subsídio. O número de seus cargos e agentes não influi na unidade orgânica se esta é mantida num único centro de competência. mandatos ou comissões. que concentram as funções executivas das respectivas entidades estatais. onde as funções são desconcentradas (e não descentralizadas). que é o órgão simples ou unitário.11 inexistência de outro órgão incrustado na sua estrutura. Têm normas específicas para sua escolha. para efeitos criminais. Governadores e Prefeitos) e seus auxiliares imediatos (Ministros e Secretários de Estado e de Município). mas sempre sob a supervisão do órgão mais alto e fiscalização das chefias imediatas. investidura. de transporte. quando o agente ultrapassa esse limite. Nessa categoria. São investidos em cargo ou emprego e com retribuição pecuniária. • Quanto à Atuação Funcional a) Órgãos singulares ou unipessoais São os que atuam e decidem através de um único agente. uma Secretaria de Educação – órgão composto – tem na sua estrutura muitas unidades escolares – órgãos menores com atividades-fim idênticas – e órgãos de pessoal. Toda função é atribuída e delimitada por norma legal. com diversos cargos e agentes. Daí por que. em regra por nomeação e. salvo nos órgãos independentes. o maior e de mais alta hierarquia envolve os menores e inferiores. encontram-se os Chefes de Executivo (Presidente da República. isto é. ao passo que o agente. A formação e manifestação de vontade desses órgãos. como normalmente os têm. estranhas ao quadro do servidor público. do exercício de alguma função estatal. os membros do Ministério Público (Procuradores da República e da Justiça. Essa atribuição e delimitação funcionais configuram a competência do órgão. e. cargos e agentes. a natureza da função e o limite de poder para o seu desempenho. para realizar desconcentradamente sua função principal ou para auxiliar seu desempenho. os membros dos Tribunais de Contas (Ministros e Conselheiros). Por aí se vê que o cargo integra o órgão. 327 do Código Penal. Compreendem as seguintes espécies: NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . como ocorre numa portaria. Deputados e Vereadores). a) Os cargos são os lugares criados no órgão para serem providos por agentes que exercerão as suas funções na forma legal. nos expressos termos do art. mas. por nomeação. atua com abuso ou excesso de poder. investidos em cargos. que passam a realizá-las com mais presteza e especialização. os membros das Corporações Legislativas (Senadores. são considerados funcionários públicos. judiciais ou quase-judiciais. Esses agentes ficam em tudo e por tudo sujeitos ao regime da entidade a que servem e às normas específicas do órgão em que trabalham. com função principal idêntica (atividade-fim realizada de maneira desconcentrada) ou com funções auxiliares diversificadas (atividades-meio atribuídas a vários órgãos menores). eleição. nem se sujeitam ao regime jurídico estatutário. b) Órgãos compostos São os que reúnem na sua estrutura outros órgãos menores. etc. São exemplos desses órgãos a Presidência da República. ou seja.

Integram ainda a Presidência da República: I . pela Casa Civil.a Assessoria Especial do Presidente da República.a Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca. Integram a Presidência da República como órgãos de assessoramento imediato ao Presidente da República: I . V . Nessa categoria.o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. os serventuários de ofícios ou cartórios nãoestatizados. VI . de 27/5/98).a Secretaria Especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. ou serviços públicos relevantes. • Agentes Honoríficos São cidadãos convocados. assim como no Poder Legislativo e no Poder Judiciário na esfera administrativa (Lei nº 8. de presidente ou membro de comissão de estudo ou de julgamento e outros dessa natureza. Os Ministérios são os seguintes: I . e) os comissionados: – os ocupantes de cargo de livre nomeação e livre exoneração. de sua honorabilidade ou de sua notória capacidade profissional. dos Estados. • Agentes Credenciados São os que recebem a incumbência da Administração para representá-la em determinado ato ou praticar certa atividade específica. (art. II . mediante remuneração do Poder Público credenciante. determinados serviços ao Estado. d) os empregados públicos.a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. II .o Conselho Nacional de Política Energética. momentaneamente.da Agricultura. do Distrito Federal e dos Municípios. os leiloeiros. 2º da Lei nº 8. sem remuneração. Tais serviços constituem o chamado múnus público. mas. XVI e XVII). IX. III . pela Secretaria Geral. nem representantes do Estado.452/43). 37. enquanto a desempenham.a Secretaria de Imprensa e Divulgação da Presidência da República. II .745/99 e Lei nº 9. de que são exemplos a função de jurado. aqueles legalmente investidos em emprego público (celetistas – DL nº 5.das Comunicações. de comissário de menores. sob o vínculo empregatício. como órgãos de consulta do Presidente da República: I .o Conselho de Defesa Nacional. 37. todavia.112/90). Aqueles nomeados em português e exonerados em latim ad nutum (art. A Presidência da República é constituída.das Cidades.o Conselho da República. IV . V . Sobre esses agentes eventuais do Poder Público não incidem as proibições constitucionais de acumulação de cargos. 37. essencialmente. de mesário eleitoral. • Agentes Delegados São particulares que recebem a incumbência da execução de determinada atividade.o Conselho Nacional de Integração de Políticas de Transporte. b) os contratados “por tempo determinado para atender à necessidade temporária de excepcional interesse público”. CF e art. como dissemos. encontramse os concessionários e permissionários de obras e serviços públicos. em razão de sua condição cívica. sem caráter empregatício. III . as demais pessoas que recebem delegação para a prática de alguma atividade estatal ou serviço de interesse coletivo. III .949/99). obra ou serviço público e o realizam em nome próprio.12 a) servidores titulares de cargos públicos. VII . CF). Funcionário público. 327 do Código Penal. II. pelo Gabinete Pessoal e pelo Gabinete de Segurança Institucional. c) os contratados sob o regime de emprego (Lei nº 9. V.da Assistência e Promoção Social. porque sua vinculação com o Estado é sempre transitória e a título de colaboração cívica. são aqueles agentes públicos que respondem por ilícitos penais (crimes funcionais e contravenções). designados ou nomeados para prestar. Somente para fins penais é que esses agentes são equiparados a funcionários públicos quanto aos crimes relacionados com o exercício da função.o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. II . normalmente. exercem uma função pública e. V . ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA DO ESTADO BRASILEIRO ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DIRETA (CENTRALIZAÇÃO) A Administração direta é composta pelos órgãos integrantes da Presidência da República e pelos Ministérios (Lei nº 9. VI . funções ou empregos (art. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . IV . pela Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica. nos expressos termos do art.a Secretaria Especial dos Direitos Humanos.da Ciência e Tecnologia. (art.a Controladoria-Geral da União. sujeitam-se à hierarquia e disciplina do órgão a que estão servindo. Junto à Presidência da República funcionarão.o Advogado-Geral da União.649. Os agentes honoríficos não são servidores públicos. por sua conta e risco. IX . Esses agentes não são servidores públicos. Servidor é a pessoa legalmente investida em cargo público. mas sem qualquer vínculo empregatício ou estatutário e.962/99). CF). A Administração Pública Federal compreende a Administração direta e a Administração indireta. os tradutores e intérpretes públicos.o Porta-Voz da Presidência da República.da Cultura. mas segundo as normas do Estado e sob a permanente fiscalização do delegante. IV . transitoriamente. nas autarquias e fundações de direito público da União.o Conselho de Governo. VIII . nem honoríficos. 37. constituem uma categoria à parte de colaboradores do Poder Público. Pecuária e Abastecimento. podendo perceber um pro labore e contar o período de trabalho como de serviço público.

IX .do Desenvolvimento Agrário. inclusive das atividades de heveicultura. XV .do Trabalho e Emprego. trânsito e desenvolvimento urbano. IV . saneamento ambiental. em articulação com as diversas esferas de governo. XX . regulação. de saneamento básico e ambiental.de Minas e Energia.Ministério da Ciência e Tecnologia: a) política nacional de pesquisa científica e tecnológica. o Chefe do Gabinete de Segurança Institucional. Os assuntos que constituem área de competência de cada Ministério são os seguintes: I . supervisão e avaliação da execução da política de assistência social. acompanhamento.Ministério das Cidades: a) política de desenvolvimento urbano. b) normatização. b) produção e fomento agropecuário. outorga e fiscalização de serviços de telecomunicações. agroenergia. o Advogado-Geral da União e o Controlador-Geral da União. X . de ações e programas de urbanização. m) energização rural. c) promoção. d) serviços postais. transporte urbano e trânsito. inclusive estoques reguladores e estratégicos. coordenação. VII . orientação. c) mercado. XIV .da Fazenda. comercialização e abastecimento agropecuário. c) orientação. normatização e gestão da aplicação de recursos em políticas de desenvolvimento urbano.do Esporte. b) proteção do patrimônio histórico e cultural.do Meio Ambiente. b) regulamentação. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . d) política de subsídio à habitação popular. urbanização. avaliação e supervisão de planos. açúcar e álcool. g) classificação e inspeção de produtos e derivados animais e vegetais. XXIII .Ministério da Assistência e Promoção Social: a) política nacional de assistência social. coordenação e avaliação dos programas sociais do governo federal. d) articulação. j) meteorologia e climatologia. h) proteção. d) informação agrícola. inclusive eletrificação rural. de habitação. XXII . VI . g) controle da exportação de bens e serviços sensíveis.13 VII . XIX . inclusive radiodifusão. c) aprovar a delimitação das terras dos remanescentes das comunidades dos quilombos.da Integração Nacional. inclusive em ações de apoio às atividades exercidas pelo Ministério da Fazenda. f) política nuclear. b) planejamento. e) gestão do Fundo Nacional de Assistência Social. armazenagem e garantia de preços mínimos. b) políticas setoriais de habitação. que serão homologadas mediante decreto. e) política espacial. e) planejamento. b) política e estratégia militares. 1) cooperativismo e associativismo rural.Ministério da Agricultura. XVI . XXI . i) pesquisa tecnológica em agricultura e pecuária. do Serviço Social do Comércio (SESC) e do Serviço Social do Transporte (SEST). XVII . XVIII . voltados ao processo produtivo agrícola e pecuário. Orçamento e Gestão. programas e projetos relativos à área da assistência social. f) fiscalização dos insumos utilizados nas atividades agropecuárias e da prestação de serviços no setor. c) controle e administração do uso do espectro de radiofreqüências. XIII . bem assim para a adoção de bacias hidrográficas como unidades básicas do planejamento e gestão do saneamento. e) defesa sanitária animal e vegetal. e) inteligência estratégica e operacional no interesse da defesa. d) projetos especiais de interesse da defesa nacional. VIII .da Educação. abrangendo produção e comercialização. f) aprovação dos orçamentos gerais do Serviço Social da Indústria (SESI). o) política relativa ao café. o Chefe da Casa Civil. habitação. c) política de desenvolvimento de informática e automação. c) doutrina e planejamento de emprego das Forças Armadas. abastecimento. d) política nacional de biossegurança. transporte urbano e trânsito. São Ministros de Estado os titulares dos Ministérios. supervisão e controle das atividades da ciência e tecnologia. II . transporte urbano. n) assistência técnica e extensão rural.da Saúde. Indústria e Comércio Exterior.da Defesa.das Relações Exteriores. com o setor privado e organizações não-governamentais.da Previdência Social. conservação e manejo do solo. Pecuária e Abastecimento: a) política agrícola.do Turismo.dos Transportes. o Chefe da Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica e o Chefe da SecretariaGeral da Presidência da República. p) planejamento e exercício da ação governamental nas atividades do setor agroindustrial canavieiro. V . saneamento básico e ambiental. f) participação na formulação das diretrizes gerais para conservação dos sistemas urbanos de água. saneamento e transporte urbano. relativamente ao comércio exterior.Ministério da Cultura: a) política nacional de cultura.do Planejamento. XI . III .Ministério da Defesa: a) política de defesa nacional.Ministério das Comunicações: a) política nacional de telecomunicações.do Desenvolvimento. bem como determinar as suas demarcações.da Justiça. XII .

direitos ou serviços de qualquer natureza. empresa de pequeno porte e artesanato. g) fiscalização e controle do comércio exterior. capitalização. na garantia da lei e da ordem. fiscalização e arrecadação tributária e aduaneira. d) avaliação. f) magistério. voltados à promoção do esporte. g) relacionamento internacional das Forças Armadas. 1) política de ciência e tecnologia nas Forças Armadas. d) administração das dívidas públicas interna e externa. p) atuação das Forças Armadas. t) constituição. r) serviço militar. c) metrologia. do respectivo preço.Ministério do Desenvolvimento. IX . exploração de loterias. X . organismos multilaterais e agências governamentais. 4. clube. auditoria e contabilidade públicas. internacionais e estrangeiros. aeronáutica e aeroportuária. a venda ou promessa de venda de direitos. nacionais. j) política de mobilização nacional. do comércio e dos serviços. terrestres e aéreas. g) participação em negociações internacionais relativas ao comércio exterior. compreendendo ensino fundaXI . u) política marítima nacional. ensino superior. f) preços em geral e tarifas públicas e administradas. Indústria e Comércio Exterior: a) política de desenvolvimento da indústria. z) infra-estrutura aeroespacial. h) orçamento de defesa. exceto ensino militar.Ministério da Educação: a) política nacional de educação. VIII . vale-brinde. a distribuição gratuita de prêmios a título de propaganda quando efetuada mediante sorteio.Ministério do Esporte: a) política nacional de desenvolvimento da prática dos esportes. ensino médio. b) intercâmbio com organismos públicos e privados. centro de recreação ou alojamento e organização de serviços de qualquer natureza com ou sem rateio de despesas de manutenção. motel. mediante oferta pública e com pagamento antecipado do preço. i) execução das atividades de registro do comércio. i) autorizar. qualquer outra modalidade de captação antecipada de poupança popular. normalização e qualidade industrial. c) administração financeira. c) estímulo às iniciativas públicas e privadas de incentivo às atividades esportivas. 7. parcial ou total. organização. m) política de comunicação social nas Forças Armadas. que objetivem a aquisição de bens de qualquer natureza. n) política de remuneração dos militares e pensionistas. poupança popular. ressalvadas as competências do Conselho Monetário Nacional: 1. efetivos. s) assistência à saúde. q) logística militar. f) aplicação dos mecanismos de defesa comercial. educação especial e educação a distância. crédito. c) educação em geral. v) segurança da navegação aérea e do tráfego aquaviário e salvaguarda da vida humana no mar. supervisão e avaliação dos planos e programas de incentivo aos esportes e de ações de democratização da prática esportiva e inclusão social por intermédio do esporte. adestramento e aprestamento das forças navais. educação profissional. e) pesquisa e extensão universitária. produção e exportação em áreas de interesse da defesa e controle da exportação de material bélico de natureza convencional. 6. as operações de consórcio. concurso ou operação assemelhada. controle interno. o) política nacional de exportação de material de emprego militar. mental. a venda ou promessa de venda de terrenos loteados a prestações mediante sorteio. b) política. visando a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. tais como hospital. e) regulamentação e execução dos programas e atividades relativas ao comércio exterior. e) negociações econômicas e financeiras com governos. hotel. 5. XII . bem como sua cooperação com o desenvolvimento nacional e a defesa civil e ao apoio ao combate a delitos transfronteiriços e ambientais. h) realização de estudos e pesquisas para acompanhamento da conjuntura econômica. instituições financeiras. 2. social e religiosa das Forças Armadas. b) promoção do desenvolvimento sustentável do segmento rural constituído pelos agricultores familiares. b) propriedade intelectual e transferência de tecnologia. inclusive os “Sweepstakes” e outras modalidades de loterias realizadas por entidades promotoras de corridas de cavalos. b) educação infantil. bem como fomento às atividades de pesquisa e desenvolvimento. x) política aeronáutica nacional e atuação política nacional de desenvolvimento das atividades aeroespaciais. i) legislação militar. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . d) planejamento. mediante promessa de contraprestação em bens.14 f) operações militares das Forças Armadas.Ministério do Desenvolvimento Agrário: a) reforma agrária. a venda ou promessa de venda de mercadorias a varejo. 3. administração. informação e pesquisa educacional. fundo mútuo e outras formas associativas assemelhadas. quando couber. d) políticas de comércio exterior. inclusive cotas de propriedade de entidades civis. coordenação. educação de jovens e adultos. mediante oferta pública e com recebimento antecipado. h) formulação da política de apoio à microempresa.Ministério da Fazenda: a) moeda. seguros privados e previdência privada aberta.

f) formulação de diretrizes. g) coordenação e gestão dos sistemas de planejamento e orçamento federal. e) apoio a delegações. técnicas e culturais. h) formulação de diretrizes e controle da gestão das empresas estatais. judicial e extrajudicial. aos necessitados. XVI .Ministério do Planejamento. c) proposição de estratégias. com governos e entidades estrangeiras. Orçamento e Gestão: a) participação na formulação do planejamento estratégico nacional. l) defesa dos bens e dos próprios da União e das entidades integrantes da Administração Pública Federal indireta.Ministério do Meio Ambiente: a) política nacional do meio ambiente e dos recursos hídricos. XVII . f) zoneamento ecológico-econômico. d) estabelecimento das diretrizes e prioridades na aplicação dos recursos dos programas de financiamento de que trata a alínea c do inciso I do art. c) direitos dos índios.Ministério das Relações Exteriores: a) política internacional. acompanhamento e avaliação do plano plurianual de investimentos e dos orçamentos anuais. comitivas e representações brasileiras em agências e organismos internacionais e multilaterais. f) estabelecimento de normas para cumprimento dos programas de financiamento dos fundos constitucionais e das programações orçamentárias dos fundos de investimentos regionais. XVIII . Polícias Federal. j) formulação e condução da política nacional de irrigação. c) saúde ambiental e ações de promoção. de administração de recursos da informação e informática e de serviços gerais. g) acompanhamento e avaliação dos programas integrados de desenvolvimento nacional. XIV . 1) política e diretrizes para modernização do Estado. d) políticas para integração do meio ambiente e produção. XV . m) articular. e) viabilização de novas fontes de recursos para os planos de governo.Ministério da Justiça: a) defesa da ordem jurídica. coordenação e administração da política penitenciária nacional.Ministério da Previdência Social: a) previdência social. b) previdência complementar. c) realização de estudos e pesquisas para acompanhamento da conjuntura socioeconômica e gestão dos sistemas cartográficos e estatísticos nacionais. b) coordenação e fiscalização do Sistema Único de Saúde. e) políticas e programas ambientais para a Amazônia Legal. inclusive nuclear. XIX . b) política judiciária. c) mineração e metalurgia. integrar e propor as ações do Governo nos aspectos relacionados com as atividades de repressão ao uso indevido. segurança pública. b) aproveitamento da energia hidráulica. h) defesa civil. b) relações diplomáticas e serviços consulares. d) elaboração. inclusive a dos trabalhadores e dos índios. conservação e utilização sustentável de ecossistemas.Ministério da Saúde: a) política nacional de saúde. b) formulação dos planos e programas regionais de desenvolvimento. g) nacionalidade. do tráfico ilícito e da produção não autorizada de substâncias entorpecentes e drogas que causem dependência física ou psíquica. b) política de preservação. 159 da Constituição Federal. j) assistência jurídica. XX . mecanismos e instrumentos econômicos e sociais para a melhoria da qualidade ambiental e do uso sustentável dos recursos naturais. h) ouvidoria-geral dos índios e do consumidor.Ministério de Minas e Energia: a) geologia. c) estabelecimento de estratégias de integração das economias regionais. de pessoal civil. b) avaliação dos impactos socioeconômicos das políticas e programas do Governo Federal e elaboração de estudos especiais para a reformulação de políticas. d) entorpecentes. coordenação das negociações. j) administração patrimonial.Ministério da Integração Nacional: a) formulação e condução da política de desenvolvimento nacional integrada. d) petróleo. integral e gratuita. e biodiversidade e florestas. i) ouvidoria das polícias federais. i) acompanhamento do desempenho fiscal do setor público. econômicas. e) estabelecimento das diretrizes e prioridades na aplicação dos recursos do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia e do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste. f) ação preventiva em geral. combustível e energia elétrica. acompanhamento e avaliação dos financiamentos externos de projetos públicos com organismos multilaterais e agências governamentais. e) defesa da ordem econômica nacional e dos direitos do consumidor. d) programas de cooperação internacional. e) insumos críticos para a saúde. 1) ordenação territorial. i) obras contra as secas e de infra-estrutura hídrica. f) planejamento. m) obras públicas em faixas de fronteiras. de organização e modernização administrativa. c) participação nas negociações comerciais. dos direitos políticos e das garantias constitucionais. proteção e recuperação da saúde individual e coletiva. d) informações de saúde.15 XIII . assim considerados em lei. vigilância e controle sa- NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . recursos minerais e energéticos. Rodoviária e Ferroviária Federal e do Distrito Federal. imigração e estrangeiros.

por intermédio das Subsecretarias de Assuntos Administrativos e de Planejamento e Orçamento a ele subordinados. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . d) planejamento. b) Funções dos órgãos setoriais e seccionais Os órgãos setoriais e seccionais planejam. SISTEMAS DE CONTROLE Os órgãos centrais dos Sistemas de Controle do Poder Executivo encontram-se localizados no Ministério da Fazenda e no Ministério do Planejamento. g) política de imigração. c) fiscalização do trabalho. Orçamento e Gestão e na Advocacia-Geral da União. d) política salarial. operacional e patrimonial dos órgãos e entidades da Administração Pública Federal é exercida pelo Congresso Nacional. acompanham. pelo Sistema de Controle Interno.Ministério dos Transportes: a) política nacional de transportes ferroviário. – existe uma atividade de retroalimentação entre seus componentes. pela elaboração das normas de funcionamento do sistema. fluviais e aéreos. b) promoção e divulgação do turismo nacional.Ministério do Trabalho e Emprego: a) política e diretrizes para a geração de emprego e renda e de apoio ao trabalhador.Ministério do Turismo: a) política nacional de desenvolvimento do turismo. rodoviário e aquaviário. No Poder Executivo. h) pesquisa científica e tecnologia na área de saúde. do Sistema de Serviços Gerais – SISG e do Sistema de Administração dos Recursos de Informação e Informática do Setor Público – SISP. Conceito de Sistema É um conjunto de partes interdependentes que interagem entre si para a consecução de uma mesma finalidade. – Sistema de Planejamento e Orçamento – SPO. – são supridores de recursos para o funcionamento da APF. supervisão e avaliação dos planos e programas de incentivo ao turismo. – possuem órgãos normativos e órgãos executores. com o apoio dos demais sistemas de atividades auxiliares nele existentes. existem sistemas que servem de suporte ao funcionamento das atividades finalísticas dos órgãos e entidades. – atuam no sentido horizontal. já institucionalizados na Administração Pública Federal: – são especializados em um conjunto de atividades da mesma natureza. ou seja. Características São as seguintes as principais características dos sistemas de suporte. por bens. possui órgãos setoriais nos Ministérios e Secretarias da Presidência da República e órgãos seccionais nas Autarquias e Fundações Públicas. orçamentária. principalmente. Estão subordinados ao Ministério da Fazenda os órgãos centrais do Sistema de Controle Interno e de Programação Financeira. Forma de Atuação dos Sistemas Os órgãos integrantes dos sistemas atuam da seguinte forma: a) Funções do órgão central O órgão central é responsável pela formulação das diretrizes relativas à sua área de atuação. c) participação na coordenação dos transportes aeroviários. financeira. e) formação e desenvolvimento profissional. prestada pelo Presidente da República e demais responsáveis. O controle exercido pelo Poder Legislativo realiza-se mediante constituição de Comissões Parlamentares de Inquérito – CPI e pelo Tribunal de Contas da União – TCU. f) segurança e saúde no trabalho. Na Administração Pública Federal. coordenação. pela supervisão. bem como aplicação das sanções previstas em normas legais ou coletivas. a Secretaria Executiva exerce o papel de órgão setorial dos Sistemas de Pessoal Civil – SIPEC. O Tribunal de Contas da União é responsável pela apreciação de contas. inclusive do trabalho portuário. O CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FEDERAL A fiscalização contábil. A Procuradoria Geral da República também exerce funções de controle. Orçamento e Gestão subordinam-se os órgãos centrais do Sistema de Pessoal Civil – SIPEC. executam e avaliam as atividades inerentes a sua área específica. coordenação e acompanhamento e avaliação da implementação das diretrizes e aplicação das normas. Ao Ministério do Planejamento. especialmente drogas. permeiam todas as instituições públicas. XXII . b) marinha mercante. de Organização e Modernização Administrativa – SOMAD. medicamentos e alimentos. no País e no exterior. mediante Controle Externo e Controle Interno de cada Poder. b) política e diretrizes para a modernização das relações de trabalho. g) vigilância de saúde. Cada sistema SISTEMAS DO PODER EXECUTIVO Os principais sistemas de suporte às atividades finalísticas. do Poder Executivo Federal são: – Sistema de Controle Interno – SCI. XXIII . a atividade de Controle Interno é efetuada. valores e dinheiros públicos dos órgãos e entidades da Administração Pública Federal. XXI . Nos Ministérios Civis.16 nitário de fronteiras e de portos marítimos. de Serviços Gerais – SISG e de Planejamento e Orçamento. portos e vias navegáveis. de Administração dos Recursos de Informação e Informática – SISP. c) estímulo às iniciativas públicas e privadas de incentivo às atividades turísticas.

a execução dos programas de governo e dos orçamentos da União. c) Sistema de Organização e Modernização Administrativa – SOMAD Finalidades São finalidades deste sistema: – definição das competências dos órgãos e entidades. Os órgãos seccionais são as unidades que atuam nas NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . de 28/3/2002. Os órgãos setoriais são as unidades de planejamento e orçamento dos Ministérios. Os órgãos específicos são aqueles vinculados ou subordinados ao órgão central do Sistema. cuja missão está voltada para as atividades de planejamento e orçamento. do respectivo órgão setorial. visando a compatibilização de normas e tarefas afins aos diversos Sistemas. tecnicamente. da Vice-Presidência e da Casa Civil da Presidência da República. a) Sistema de Controle Interno Finalidade O Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal tem as seguintes finalidades: – avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual. extinção e transformação de órgãos e entidades. quanto à eficácia e eficiência. no que couber. estadual. financeira e patrimonial nos órgãos e nas entidades da Administração Pública Federal. unidades seccionais e regionais. transfere para a estrutura da Corregedoria Geral da União a Secretaria Federal de Controle Interno e a Comissão de Coordenação de Controle Interno. b) Sistema de Planejamento e de Orçamento Finalidades O Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal tem por finalidade: – formular o planejamento estratégico nacional. – Sistema de Serviços Gerais – SISG. as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais. – racionalização de métodos e procedimentos administrativos. como órgão central. – apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional. distrital e municipal. da Advocacia-Geral da União. – Sistema de Contabilidade Federal – SICON. • da Secretaria do Tesouro Nacional. – órgãos específicos. As unidades seccionais de Controle Interno integram a Secretaria Federal de Controle e são as Secretarias de Controle Interno dos Ministérios Civis. – gerenciar o processo de planejamento e orçamento federal.177. As áreas de programação financeira dos órgãos da Administração direta são subordinadas tecnicamente à Secretaria do Tesouro Nacional. – órgãos setoriais. modernização e ordenamento institucional. Orçamento e Gestão por intermédio da Secretaria de Estado da Administração e de Patrimônio. * O Decreto nº 4. sem prejuízo da subordinação ao órgão em cuja estrutura administrativa estiverem integrados. – formular o plano plurianual. o Distrito Federal e os Municípios. – Sistema de Administração dos Recursos de Informação e Informática do Setor Público – SISP. bem como dos direitos e haveres da União. avais e garantias. nos planos federal. Integram o Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal: – o Ministério do Planejamento. programas e orçamentos. – promover a articulação com os Estados. Organização e Competências O Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal compreende as atividades de elaboração. Os órgãos setoriais são as Secretarias Executivas dos Ministérios Civis por intermédio das Subsecretarias de Assuntos Administrativos e das unidades que atuam na área de organização e modernização dos órgãos da Presidência e dos Ministérios Militares. que atua através das seguintes unidades organizacionais: • do Conselho Consultivo de Controle Interno. O órgão setorial da Casa Civil da Presidência da República tem como área de atuação todos os órgãos integrantes da Presidência da República. a Secretaria Federal de Controle e são as Delegacias Federais de Controle dos Estados. ressalvados outros determinados em legislação específica. setoriais e regionais de desenvolvimento econômico e social. As unidades regionais integram. Estrutura Este sistema constitui-se de um órgão central. Estrutura O órgão central do sistema é o Ministério do Planejamento.17 – Sistema de Organização e Modernização Administrativa – SOMAD. Orçamento e Gestão. – formular planos nacionais. também. O órgão central é a Secretaria Federal de Controle*. e de realização de estudos e pesquisas socioeconômicas. da gestão orçamentária. Faz parte ainda da Secretaria Federal de Controle a Corregedoria-Geral do Sistema de Controle Interno. exceto no Ministério das Relações Exteriores. bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado. órgãos setoriais. As unidades de planejamento e orçamento das entidades vinculadas ou subordinadas aos Ministérios e órgãos setoriais ficam sujeitas à orientação normativa e à supervisão técnica do órgão central e também. à Secretaria Federal de Controle e à Secretaria do Tesouro Nacional. – exercer o controle das operações de crédito. – comprovar a legalidade e avaliar os resultados. – fusão. Os órgãos setoriais subordinam-se. – organização e desenvolvimento institucional dos órgãos da Administração Pública. acompanhamento e avaliação de planos. – reforma administrativa. – Sistema de Pessoal Civil – SIPEC. Os órgãos setoriais e específicos ficam sujeitos à orientação normativa e à supervisão técnica do órgão central do Sistema.

administrem ou guardem bens a ela pertencentes ou confiados. da Advocacia-Geral da União e da Casa Civil da Presidência da República. arrecadem receitas. as alterações decorrentes de créditos adicionais. efetuem despesas. – seguridade social. Estrutura O órgão central é o Ministério do Planejamento. Estrutura O órgão central é o Ministério do Planejamento.18 áreas de organização e modernização administrativa das Fundações e Autarquias. coordenação. por unidade da Federação beneficiada. Os órgãos setoriais são as Secretarias Executivas dos Ministérios Civis por intermédio das Subsecretarias de Assuntos Administrativos e das Unidades de Serviços Gerais dos Ministérios Militares e dos órgãos da Presidência. de tratamento e de controle das operações relativas à administração orçamentária. – seleção e recrutamento. que atua por intermédio da Secretaria de Recursos Logísticos e do Departamento de Informação e Informática. – desenvolvimento e capacitação de pessoal. – a situação patrimonial do ente público e suas variações. Compete às unidades responsáveis pelas atividades do Sistema de Contabilidade Federal: – manter e aprimorar o Plano de Contas Único da União. com vistas à elaboração de demonstrações contábeis. financeira e patrimonial da União e evidenciar: – as operações realizadas pelos órgãos ou entidades governamentais e os seus efeitos sobre a estrutura do patrimônio da União. liquidada e paga à conta desses recursos e as respectivas disponibilidades. organização e supervisão das atividades de: – remuneração. São órgãos seccionais as áreas de informática das autarquias e fundações. O Sistema de Contabilidade Federal tem por finalidade registrar os atos e fatos relacionados com a administração orçamentária. a despesa empenhada. organização e supervisão das atividades de: – administração de edifícios públicos. de qualquer modo. além de outros determinados em legislação específica. coordenação. Os órgãos seccionais são as unidades responsáveis pelas atividades de serviços gerais nas autarquias e fundações. – a aplicação dos recursos da União. – os recursos dos orçamentos vigentes. financeira e patrimonial da União. g) Sistema de Contabilidade Federal – SICON Finalidade O Sistema de Contabilidade Federal visa a evidenciar a situação orçamentária. – cadastro. – a renúncia de receitas de órgãos e entidades federais. O Sistema de Contabilidade Federal compreende as atividades de registro. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . Estrutura Os órgãos setoriais são as unidades de gestão interna dos Ministérios. – comunicações administrativas. por intermédio das Subsecretarias de Assuntos Administrativos das áreas de pessoal civil. O órgão de gestão interna da Casa Civil exercerá também as atividades de órgão setorial contábil de todos os órgãos integrantes da Presidência da República. – órgãos setoriais. f) Sistema Pessoal Civil – SIPEC Finalidade Planejamento. sem prejuízo da subordinação ao órgão em cuja estrutura administrativa estiverem integrados. Integram o Sistema de Contabilidade Federal: – a Secretaria do Tesouro Nacional. a situação de todos quantos. também. financeira e patrimonial da União. Orçamento e Gestão. individualização e controle contábil. objeto de registro. e) Sistema de Serviços Gerais – SISG Finalidade Planejamento. As operações de que resultem débitos e créditos de natureza financeira não compreendidas na execução orçamentária serão. – licitações e contratos. – material. coordenação. – transporte. organização e supervisão dos recursos de informação e informática. d) Sistema de Administração dos Recursos de Informação e Informática – SISP Finalidade Planejamento. – perante a Fazenda Pública. as receitas prevista e arrecadada. como órgão central. da VicePresidência da República. Os órgãos setoriais são as Secretarias Executivas dos Ministérios Civis por intermédio das Subsecretarias de Assuntos Administrativos e das Unidades de Informática dos Ministérios Militares e órgãos da Presidência. – os custos dos programas e das unidades da Administração Pública Federal. Orçamento e Gestão por intermédio da Secretaria de Estado da Administração e do Patrimônio. Os órgãos setoriais são as Secretarias Executivas dos Ministérios Civis. – auditoria pessoal. Os órgãos setoriais ficam sujeitos à orientação normativa e à supervisão técnica do órgão central do Sistema. Orçamento e Gestão da Secretaria da Administração e do Patrimônio. – carreira. Estrutura O órgão central do sistema é o Ministério do Planejamento.

extravio ou outra irregularidade que resulte dano ao erário. EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. tem também por objetivo a exploração de atividade econômica. – consolidar os balanços da União. CF). c) Empresa pública Entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado. cujas ações com direito a voto pertençam. exercendo. atividades típicas da Administração Pública. Fundações Públicas. efetuar os registros pertinentes e adotar as providências necessárias à responsabilização do agente. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . Características Comuns às Entidades da Administração Indireta: I . criada em virtude de lei autorizativa e registro em órgão competente ou por lei específica. personalidade jurídica e patrimônio próprio. a harmonização de suas atividades com a política e a programação do Governo.: IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. financeira e patrimonial da União e gerar informações gerenciais necessárias à tomada de decisão e à supervisão ministerial. financeira e patrimonial nos órgãos e nas entidades da Administração Pública Federal. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA INDIRETA (DESCENTRALIZAÇÃO) Espécies e Atributos As pessoas jurídicas que integram a Administração indireta da União – autarquias. realiza um serviço destacado da Administração direta. Exs.: ECT – Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. que tem por objetivos principais a verificação dos resultados. fundações públicas. 37. com personalidade jurídica de direito público. em sua maioria absoluta.19 – estabelecer normas e procedimentos para o adequado registro contábil dos atos e dos fatos da gestão orçamentária. constituída sob a forma de sociedade anônima e sob o controle majoritário da União ou de outra entidade da Administração indireta. – instituir. – elaborar os Balanços Gerais da União.A. sem fins lucrativos.: INSS – Instituto Nacional do Seguro Social. que requeiram. a sociedade de economia mista. comunicando o fato à autoridade a quem o responsável esteja subordinado e ao órgão ou unidade do Sistema de Controle Interno. Exs.são pessoas administrativas (não legislam). do Distrito Federal e dos Municípios. a eficiência de sua gestão e a manutenção de sua autonomia administrativa. sob a forma de sociedade anônima. pessoa jurídica de direito privado. As entidades da Administração indireta vinculam-se ao Ministério em cuja área de competência enquadra-se sua principal atividade e classificam-se em Autarquias. dos Estados. com capital exclusivo da União. Caberá a Lei Complementar dizer a sua área de atuação (art. operacional e financeira. através dos meios de controle. para seu melhor funcionamento. d) Sociedade de economia mista Entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado. – promover a integração com os demais Poderes e esferas de governo em assuntos de contabilidade. ENAP – Fundação Escola Nacional de Administração Pública. a) Autarquias Entidade criada por lei específica. • Administração Indireta É composta por entidades que possuem personalidade jurídica própria. podendo revestirse de qualquer das formas societárias admitidas em direito. com autonomia administrativa. b) Fundação pública Entidade dotada de personalidade jurídica de direito público ou de direito privado. a fundação pública. criada para exploração de atividade econômica que o Governo seja levado a exercer por força de contingência ou conveniência administrativa. manter e aprimorar sistemas de informação que permitam realizar a contabilização dos atos e fatos de gestão orçamentária. assim. à União (se Federal) ou a entidade da Administração indireta. revestindo qualquer das formas admitidas em Direito. gestão administrativa e financeira descentralizada. pessoa jurídica de direito privado.: PETROBRAS – Petróleo Brasileiro S. a empresa pública. com patrimônio próprio e capital exclusivo do Governo. instituída mediante lei autorizadora e registro em órgão próprio para exploração de atividade econômica. – com base em apurações de atos e fatos inquinados de ilegais ou irregulares. pessoa jurídica de direito público. A autarquia. – realizar tomadas de contas dos ordenadores de despesa e demais responsáveis por bens e valores públicos e de todo aquele que der causa a perda. Exs.A. para executar atividades típicas da Administração Pública de natureza administrativa. com vistas à elaboração do Balanço do Setor Público Nacional. patrimônio e receitas próprios. e funcionamento custeado por recursos da União e de outras fontes. para o desenvolvimento de atividades que não exijam execução por órgãos ou entidades de direito público. tem por finalidade a exploração de atividade econômica por força de contingência ou de conveniência administrativa. Exs. patrimônio próprio gerido pelos respectivos órgãos de direção. também pessoa jurídica de direito público. XIX. BB – Banco do Brasil S. BACEN – Banco Central do Brasil. A vinculação das entidades da Administração indireta aos Ministérios traduz-se pela supervisão ministerial. empresas públicas e sociedades de economia mista – apresentam três pontos em comum: autonomia. realiza atividades apenas de interesse público. Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista. e são responsáveis pela execução de atividades de Governo que necessitam ser desenvolvidas de forma descentralizada.

666/93). II . exceto as de acidente de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho (Vide arts. no mínimo. DE 15/5/98) São entidades paraestatais dotadas de personalidade jurídica de direito privado. III . sendo que se prestadoras de serviços não se sujeitam à falência. à cultura e à saúde. • Características ou Atributos Comuns às Autarquias e Fundações: I . ou seja. sem fins lucrativos. 37.possuem autonomia administrativa e financeira. Obs. 2º) não podem ter fins lucrativos. observar três fundamentos principais: 1º) devem ter personalidade jurídica de direito privado. II da Constituição Federal). A principal diferença entre elas está na formação do capital social. As pessoas qualificadas como organizações sociais devem portanto. VIII .as exploradoras de atividades econômicas podem vir a falir. pesquisa e estudos técnicos (IBGE. 37. sem fins lucrativos. III . . IX ..a elas se aplica a vedação constitucional para acumulação de cargos públicos (art. de uma forma de parceria. 109 e 144 da CF). sendo que as Fundações poderão ser criadas com personalidade jurídica de direito privado.112/90. O objetivo da criação das Organizações Sociais foi encontrar instrumento que permitisse a transferência para elas de certas atividades exercidas pelo Poder Público e que melhor seriam pelo setor privado. do capital votante (50% + uma ação ordinária) pertence ao Poder Público. etc. Enquanto nas sociedades de economia mista a maioria absoluta.seu pessoal é empregado público. quando federais.podem ter lucro (superávit). VII .suas causas trabalhistas são julgadas pela justiça do trabalho.A.possuem personalidade jurídica de direito privado.: As sociedades de economia mista são criadas somente sob a forma de S. regido pela CLT.criadas sem fins lucrativos. X .) para a realização de atividades necessariamente de interesse coletivo. na verdade. mas que não necessite ser prestado pelos órgãos e entidades governamentais.possuem patrimônio e personalidade próprios.possuem personalidade jurídica de direito público.o ingresso em seus quadros dar-se-á por concurso público (art.: EMPRESAS PÚBLICAS R ECT | CEF | EMBRAPA S CASA DA MOEDA DO BRASIL | SERPRO | RADIOBRÁS | T R BANCO DO BRASIL | BANCOS ESTADUAIS S | PETROBRAS T FUNDAÇÕES R | | S | | | T R | | S | | T SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA ORGANIZAÇÕES SOCIAIS (LEI Nº 9. IV .gozam de imunidade de impostos e outros privilégios como impenhorabilidade de seus bens. etc. com a valorização do terceiro setor. IPEA. FNS IBGE IPEA FUNAI FIOCRUZ NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO A principal diferença entre as autarquias e fundações está na finalidade. Organização Social (OS) é uma qualificação. auto-executoriedade e imperatividade. V . II . Enquanto as autarquias realizam atividades típicas de Estado (administrativas). à pesquisa científica. VII .). recreativa e educativa (caráter social). Trata-se. serviço de interesse público.: EMBRATUR USP especiais BACEN AUTARQUIAS CNEN CVM INSS V . IV . regidas por Estatuto Social. à proteção e preservação do meio ambiente.sujeitam-se à licitação (Lei nº 8. um título. ao desenvolvimento tecnológico.o seu pessoal é agente público.têm suas causas julgadas pela Justiça Federal.seu pessoal é servidor público regido pela Lei nº 8. isenções fiscais. subsidiariamente. as fundações desempenham atividades atípicas de Estado: assistência social. à saúde.seus atos gozam de presunção de veracidade. VI . VI . da Constituição Federal). Exs. Exs. e 3º) devem destinar-se ao ensino. para que ela possa receber determinados benefícios do Poder Público (dotações orçamentárias. XVII.podem explorar atividades de natureza ecônomica e até industrial.produzem atos de administração e atos administrativos. nas empresas públicas é de 100% a participação do Estado na formação do capital. à cultura.vinculadas aos órgãos da Administração direta.637.são empresas estatais ou governamentais. mas não política. III . cujos atividades estatutárias sejam dirigidas ao ensino. que a Administração outorga a uma entidade privada. podendo seus bens serem penhorados e executados e a Controladora responderá. ao desenvolvimento tecnológico e à preservação do meio ambiente. Características ou Atributos Comuns às Empresas Públicas e às Sociedades de Economia Mista: (Empresas Estatais) I . à pesquisa científica.20 II . V . IV . pela Controlada.

A disseminação do formato proposto – entidades públicas não-estatais – concorrerá para um novo modelo. Para evitar a oligarquização do controle sobre essas entidades. constituída pelas associações civis sem fins lucrativos. ela se obrigará a celebrar um contrato de gestão. fora da Administração Pública. Qualificada como Organização Social. por meio da participação nos conselhos de administração dos diversos segmentos representativos da sociedade civil. Além disso. Não é correto. há um signi- NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . entretanto. porque o Congresso Nacional terá ativa participação em todo o processo. como pessoas jurídicas de direito privado. em conjunto com a sociedade. seus dirigentes são chamados a assumir uma responsabilidade maior. baseado no pressuposto de que esses serviços ganharão em qualidade: serão otimizados mediante menor utilização de recursos. na maior parte dos casos. com participação de representantes do Estado e da sociedade. ao mesmo tempo que favorece seu financiamento via compra de serviços e doações por parte da sociedade. A implantação das Organizações Sociais ensejará verdadeira revolução na gestão da prestação de serviços na área social. As Organizações Sociais constituem uma inovação institucional. as dotações destinadas à execução dos contratos de gestão entre o Estado e cada instituição deverão estar expressamente previstas na Lei Orçamentária e ser aprovadas pelo Congresso. maior eficácia na sua atuação. O Estado não deixará de controlar a aplicação dos recursos que estará transferindo a essas instituições. inserindo-se no marco legal vigente sob a forma de associações civis sem fins lucrativos. de forma mais flexível e orientados para o cliente-cidadão mediante controle social. O Projeto Organizações Sociais. Na condição de entidades de direito privado. Na sua implantação e durante o seu pleno funcionamento. mas instituições públicas que atuam fora da Administração Pública para melhor se aproximarem das suas clientelas. compras e contratos na Administração Pública. As Organizações Sociais não serão negócio privado. por meio do qual serão acordadas metas de desempenho que assegurem a qualidade e a efetividade dos serviços prestados ao público. As OS tornam mais fácil e direto o controle social. no âmbito do Programa Nacional de Publicização (PNP). Além disso. como Organização Social. onde o Estado tenderá à redução de sua dimensão enquanto máquina administrativa. cabendo às mesmas um papel central na implementação das políticas sociais do Estado. tais como educação. aquelas nãoexclusivas de Estado. Não obstante. Organizações Sociais (OS) são um modelo de organização pública não-estatal destinado a absorver atividades publicizáveis mediante qualificação específica. deverá ocorrer concomitantemente à extinção de congênere. mas o fará por meio de um instrumento inovador e mais eficaz: o controle por resultados. em cada caso. entender o modelo proposto para as Organizações Sociais como um simples convênio de transferência de recursos. as Organizações Sociais não estão sujeitas às normas que regulam a gestão de recursos humanos. porque as dotações destinadas a essas instituições integrarão o Orçamento da União. As OS são um modelo de parceria entre o Estado e a sociedade. O contrato de gestão é o instrumento que regulará as ações das OS. Por outro lado. estabelecidos em contrato de gestão. a entidade estará habilitada a receber recursos financeiros e a administrar bens e equipamentos do Estado. orçamento e finanças. o que deverá representar. tem como objetivo permitir a publicização de atividades no setor de prestação de serviços não-exclusivos. atendendo melhor o cidadão-cliente a um custo menor. Em compensação. a desvinculação administrativa em relação ao Estado não deve ser confundida com uma privatização de entidades da administração pública. Com isso. Assim. a direção superior dessas instituições será exercida por um conselho de administração. e ampla flexibilidade na execução do seu orçamento. embora não representem uma nova figura jurídica. A novidade será. de fato. a adoção de normas próprias para compras e contratos. a sua qualificação. os mandatos dos representantes da sociedade estarão submetidos a regras que limitam a recondução e obrigam à renovação periódica dos conselhos. cultura e proteção ambiental. que não são propriedade de nenhum indivíduo ou grupo e estão orientadas diretamente para o atendimento do interesse público. O Estado continuará a fomentar as atividades publicizadas e exercerá sobre elas um controle estratégico: demandará resultados necessários ao atingimento dos objetivos das políticas públicas. Incumbirá ao Congresso Nacional decidir pela extinção da entidade. as Organizações Sociais tenderão a assimilar características de gestão cada vez mais próximas das praticadas no setor privado. com ênfase nos resultados. Em contrapartida. alcançando. Os contratos e vinculações mútuas serão mais profundos e permanentes. anualmente. aprimorando seus serviços e utilizando com mais responsabilidade e economicidade os recursos públicos. na gestão da instituição e na melhoria da eficiência e da qualidade dos serviços. Trata-se de uma forma de propriedade pública não-estatal. entre outras vantagens: a contratação de pessoal nas condições de mercado. a qualificação dessas entidades. Do ponto de vista da gestão de recursos. gozam de uma autonomia administrativa muito maior do que aquela possíveè dentro do aparelho do Estado. Estarão. Vantagens das Organizações Sociais O modelo institucional das Organizações Sociais apresenta vantagens claras sobre outras formas de organizações estatais atualmente responsáveis pela execução de atividades não-exclusivas. integrante da Administração Pública. portanto. mediante decreto. saúde. contudo. o novo modelo poderá ser avaliado com rigor e transparência. sendo que a Organização Social qualificada para absorver suas atividades adotará a denominação e os símbolos da entidade extinta.21 O instrumento que permitirá a qualificação pelo Poder Público das entidades em Organizações Sociais é o Contrato de Gestão para o fim de formar a parceria necessária ao fomento das atividades já mencionadas. As atividades estatais publicizáveis. correspondem aos setores onde o Estado atua simultaneamente com outras organizações privadas.

do atendimento aos seus clientes e usuários e da utilização dos recursos públicos. reduzir o déficit público e sanear as finanças governamentais. Normalização e Qualidade Industrial). as Agências Reguladoras: ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica. portanto. Além dos pré-requisitos anteriormente expostos. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . manutenção e desligamento de funcionários.: INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia. sujeitam-se a regulamento e processos próprios. não institui uma nova figura jurídica na Administração Pública. em determinado período de tempo. por intermédio de seus ministérios.649. estabelecerá objetivos estratégicos e metas a serem atingidos pela instituição. para desempenharem atividades típicas de Estado. criadas por lei específica sob a forma de autarquia especial. nem promove qualquer alteração nas relações de trabalho dos servidores das instituições que venham a ser qualificadas. ações de aprimoramento da qualidade da gestão da instituição. seu Ministério supervisor. com vistas à melhoria dos resultados decorrentes de sua atuação. Integra o 2º setor (serviços exclusivos). entretanto. a qualificação de uma instituição como Agência Executiva exige. Conforme estabelecido na Lei nº 9. No que se refere à gestão organizacional em geral. uma vez que seu regulamento de compras e contratos não se sujeita ao disposto na Lei nº 8. ou uma entidade não-estatal. como pré-requisitos básicos. de 27 de maio de 1998. Agências Executivas (Lei nº 9. O Contrato de Gestão como um Compromisso de Resultados O contrato de gestão é um compromisso institucional. um outro aspecto distingue as autarquias e fundações qualificadas como Agências Executivas das demais: o grau de autonomia de gestão que se pretende conceder às instituições qualificadas. Do primeiro pré-requisito – plano estratégico – devem resultar. ANATEL – Agência Nacional de Telecomunicações. estão sujeitos a plano de cargos e salários e regulamento próprio de cada Organização Social. obviamente. arts. enquanto celetistas. contratação. as prestações dos serviços públicos e o exercício de atividades econômicas. por sua vez. a autarquias e fundações públicas. Com a ampliação de sua autonomia de gestão. Não basta.649. Esse ganho de agilidade reflete-se. A concessão de autonomias. sujeitos a auditorias e inspeções das CISETs e do TCU. de 27/5/98. e ANP – Agência Nacional do Petróleo. e uma entidade pública estatal. por decreto presidencial específico. ao SIAPE e à tabela salarial do setor público. firmado com o Ministério supervisor. houve a necessidade de instituir entidades reguladoras com a função principal de controlar. firmado entre o Estado. ou seja. O Contrato de Gestão. que a instituição candidata tenha: a) um plano estratégico de reestruturação e desenvolvimento institucional em andamento e b) um Contrato de Gestão. O Projeto Agências Executivas. integrante de Administração indireta. os órgãos e entidades responsáveis por atividades exclusivas do Estado candidatam-se à qualificação. qualificada como Organização Social. entre outros fins. Do ponto de vista da gestão orçamentária e financeira as vantagens do modelo Organizações Sociais são significativas: os recursos consignados no Orçamento Geral da União para execução do contrato de gestão com as Organizações Sociais constituem receita própria da Organização Social. em toda a sua extensão. para tanto transferindo à iniciativa privada atividades que o Estado exercia. 51 e 52) A denominação Agência Executiva é uma qualificação a ser concedida.666/93 e ao SIASG. Foram criadas. A avaliação da gestão de uma Organização Social dar-se-á mediante a avaliação do cumprimento das metas estabelecidas no contrato de gestão. busca-se oferecer às instituições qualificadas como Agências Executivas melhores condições de adaptação às alterações no cenário em que atuam – inclusive com relação às demandas e expectativas de seus clientes e usuários – e de aproveitamento de situações e circunstâncias favoráveis ao melhor gerenciamento dos recursos públicos. ao invés de meramente processualísticos. responsáveis por atividades e serviços exclusivos do Estado. financeira e contábil governamentais operados no âmbito do SIAFI e sua legislação pertinente. então.22 ficativo ganho de agilidade e qualidade na seleção. Agências Reguladoras são pessoas jurídicas de direito público interno. cuja alocação e execução não se sujeitam aos ditames da execução orçamentária. assim como os indicadores que permitirão mensurar seu desempenho na consecução dos compromissos pactuados no contrato. sobretudo. Ex. compromissos de resultados. Verifica-se também nas Organizações Sociais um expressivo ganho de agilidade e qualidade nas aquisições de bens e serviços. se assim o desejar a própria instituição e. no qual se firmarão. ao passo que as organizações estatais estão sujeitas às normas do Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos. entretanto. a manifestação da vontade das instituições e respectivos Ministérios. que. Exemplos de OS: – Associação das Pioneiras Sociais – Fundação Roquete Pinto – Laboratório de Luz Síncroton AGÊNCIAS REGULADORAS Como o processo de privatização instituído pelo Governo Federal (Lei nº 9.635. a ser qualificada como Agência Executiva. como no caso da Administração Pública. sempre com vistas ao cumprimento de sua missão. está subordinada à assinatura do Contrato de Gestão com o Ministério supervisor. entre outras. É também importante ressaltar que a inserção de uma instituição no Projeto se dá por adesão. a concurso público. na conservação do patrimônio público cedido à Organização Social ou patrimônio porventura adquirido com recursos próprios. de 15/5/98) com o objetivo estratégico de. ao passo que nas entidades estatais o que predomina é o controle dos meios. de comum acordo. a vantagem evidente do modelo Organizações Sociais é o estabelecimento de mecanismos de controle finalísticos. junto com as agências executivas.

portanto. Como instrumento de acompanhamento. de forma descentralizada. Dinâmico. aos cidadãos/clientes beneficiários de determinadas políticas públicas. e institui e disciplina o Termo de Parceria. • atender aos objetivos sociais e às normas estatutárias previstas na Lei. que norteará as correções necessárias de rumo. supervisão e avaliação de políticas públicas. caso as circunstâncias em que atua a instituição sofram alterações que justifiquem uma redefinição. recursos. quanto da sociedade. Os resultados alcançados deverão ser objeto de análise. 1º da Lei nº 9. Por outro lado. entre os seus sócios ou associados. para possibilitar a plena eficácia do instrumento. bonificações. dispõe sobre a qualificação de pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP).790/99: “(. na medida em que direciona a ação organizacional. Por parte do Poder Público contratante. Durante esse acompanhamento. brutos ou líquidos. para julgamento da adequação do nível de realização de cada meta programada. deverá ser tornado público.. por resultados e por comparação com outras instituições.23 Seu propósito é contribuir ou reforçar o atingimento de objetivos de políticas públicas. interna e externamente. considerando o horizonte de tempo da avaliação. enquanto instrumento-chave que regula o relacionamento entre ministérios e entidades (estatais ou não-estatais) executoras de atividades sob sua supervisão. De acordo com o art. na medida em que vincula recursos ao atingimento de finalidades públicas. com base nos seus indicadores. dividendos. e que os aplica integralmente na consecução do respectivo objeto social”. e também de natureza qualitativa. destina-se. – possibilitar o controle social. O contrato de gestão. o acompanhamento do desempenho institucional pelo contrato de gestão permitirá que se redefinam os objetivos e metas pactuados. sujeito a mudanças na medida em que se modificarem os objetivos ou o contexto das políticas públicas para as quais está orientado. com vistas a atingir uma superior qualidade do produto ou serviço prestado ao cidadão. c) definição de meios e condições para execução das metas pactuadas: tais como recursos (orçamentários. Flexível. o contrato de gestão é um instrumento de implementação. conselheiros. o qual será encaminhado ao MPOG. estando. em comum acordo com o ministério supervisor. b) indicadores de desempenho: forma de representação quantificável. do Legislativo e do Judiciário. Para obter a qualificação de Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público/OSCIP. principalmente. condicionantes. As OSCIPs devem estar voltadas para o alcance de objetivos sociais que tenham pelo menos NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . o contrato de gestão se coloca como um instrumento de gestão estratégica.790/99. missão. assim como a conclusão das avaliações do desempenho da instituição. para mensuração do atingimento das metas propostas. O contrato de gestão. a fim de se consolidar como o instrumento de acompanhamento e avaliação do desempenho da instituição. pessoal etc. é importante a avaliação da eficácia de seus indicadores. Um contrato de gestão especifica metas (e respectivos indicadores). racionalizada e autonomizada.). no âmbito interno das organizações (estatais ou não-estatais) contratadas.. diretores. para a verificação objetiva do grau de atingimento das metas. 4º e 5º da Lei nº 9. É considerada sem fins lucrativos. auferidos mediante o exercício de suas atividades. 1º. de 23 de março de 1999. – definir níveis de responsabilidade e responsabilização. uma entidade deve atender aos requisitos dos arts. Além disso. adotado ou convencionado. o contrato também se prestará à avaliação do desempenho dos gestores da instituição. obrigações. ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE CIVIL DE INTERESSE PÚBLICO – OSCIP A Lei nº 9. participações ou parcelas do seu patrimônio. mecanismos de avaliação e penalidades. para parecer técnico. o contrato de gestão permitirá a definição e a adoção de estratégias de ação que se mostrem necessárias para oferecer à instituição melhores condições para o atingimento dos objetivos e metas acordados. assim como a melhoria da gestão. ou seja: • ser pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos. responsabilidades. 16 do Código Civil. São as seguintes as partes básicas de um contrato de gestão: a) disposições estratégicas: objetivos da política pública à qual se refere. 2º. fundações de direito privado. empregados ou doadores. ainda. conforme § 1º do art. flexibilidades. porque deve espelhar a realidade. 3º. níveis de autonomia. porque seus elementos básicos devem comportar ajustes decorrentes de situações peculiares. tanto por parte do ministério supervisor. eventuais excedentes operacionais. Por outro lado. podendo. • apresentar cópias autenticadas dos documentos exigidos.) a pessoa jurídica de direito privado que não distribui. alterá-los por meio de aditivos ao contrato. tendo como base um determinado padrão de excelência. mediante o desenvolvimento de um programa de melhoria da gestão. Os relatórios parciais e final deverão ser encaminhados ao ministério supervisor. objetivos estratégicos e metas institucionais com seus respectivos planos de ação. patrimônio. • Conteúdo Básico O contrato de gestão deve ser um documento flexível e dinâmico.790. as organizações do Terceiro Setor podem assumir a forma jurídica de sociedades civis ou associações civis ou. pelo ministério supervisor. a: – clarificar o foco da instituição. caso se mostrem inadequados à aferição que se pretende realizar. – oferecer uma base para se proceder à comparação entre o atual desempenho da instituição e o desempenho desejado. d) sistemática de avaliação: tri ou quadrimestralmente o ministério supervisor e a instituição deverão programar reuniões de acompanhamento e avaliação.

TERMO DE PARCERIA A qualificação como OSCIP não significa necessariamente que a entidade irá firmar Termo de Parceria com órgãos governamentais e. Para firmar o Termo de Parceria. em caso de dissolução da entidade. economicidade e eficiência. O julgamento é feito por uma comissão designada pelo órgão estatal. A nova Lei nº 9.prevê.promoção da ética. VI . art. O edital do concurso deve conter informações sobre prazos. transparente e eficiente. que se voltam para um círculo restrito de sócios ou que estão (ou deveriam estar) abrigadas em outra legislação. condições. à maternidade. dotado de competência para opinar sobre os relatórios de desempenho financeiro e contábil e sobre as operações patrimoniais realizadas. por meio do Termo de Parceria. excluídas quaisquer formas de cobranças.100/99.promoção gratuita da educação.adota práticas de gestão administrativa que coíbem a obtenção.100/99. Além disso. A própria OSCIP também pode propor a parceria. à infância. forma de apresentação das propostas. o estatuto de uma OSCIP deve dizer claramente que a entidade: I . receber recursos públicos para a realização de projetos. dos direitos humanos. X . V . defesa e conservação do patrimônio histórico e artístico. Organização da Sociedade Civil de Interesse Público/ OSCIP.estudos e pesquisas. IV . arrecadações compulsórias e condicionamentos a doações ou contrapartidas).incentivar a parceria entre as OSCIPs e o Estado. XII . não-lucrativa. critérios de seleção e julgamento e valores a serem desembolsados.prevê. 30 da Lei Orgânica da Assistência Social/LOAS. II . De qualquer modo.promoção da cultura. 23 a 31). Esta nova qualificação inclui as formas recentes de atuação das organizações da sociedade civil e exclui aquelas que não são de interesse público. conforme art.experimentação. define a promoção gratuita da educação e da saúde como os serviços prestados com recursos próprios. art. de acordo com o art. IV . que seu patrimônio líquido será transferido a outra pessoa jurídica qualificada como OSCIP. XI . publicidade. o órgão estatal indicará as áreas nas quais deseja firmar parcerias e os requisitos técnicos e operacionais para isso.24 uma das seguintes finalidades. 3º da Lei nº 9. que a parcela do seu patrimônio que houver sido formada com recursos públicos será transferida a outra pessoa jurídica qualificada como OSCIP. que é a forma de seleção mais democrática. portanto. a proteção à família. da cidadania.promoção de direitos estabelecidos.100/99. impessoalidade.possui um conselho fiscal ou órgão equivalente.742/93. qual seja.observa os princípios constitucionais da legalidade. desenvolvimento de tecnologias alternativas. preservação e conservação do meio ambiente e promoção do desenvolvimento sustentável. II .promoção da segurança alimentar e nutricional. moralidade.790/99. arts. técnicos ou operacionais – que não tenham sido estipulados no edital do concurso (Decreto nº 3. preferencialmente que tenha o mesmo objeto social. De acordo com o art. III . de forma individual ou coletiva. administrativos. podendo realizar concursos para a seleção de projetos. 4º da Lei nº 9. VIII . III . Lei nº 8. que deverá atestar previamente o regular funcionamento da OSCIP (Decreto nº 3. à adolescência. em decorrência da participação nos processos decisórios. preferencialmente que tenha o mesmo objeto social. IX .qualificar as organizações do Terceiro Setor por meio de critérios simples e transparentes. construção de novos direitos e assessoria jurídica gratuita de interesse suplementar.promoção do desenvolvimento econômico e social e combate à pobreza. observando-se a forma complementar de participação. observando-se a forma complementar de participação (o Decreto nº 3. 9º).790/99 tem como objetivos específicos: I . Não são aceitos como critérios de julgamento quaisquer aspectos – jurídicos. de benefícios ou vantagens pessoais. um novo instrumento jurídico criado para promover o fomento e a gestão das relações de parceria. produção e divulgação de informações e conhecimentos técnicos e científicos que digam respeito às atividades supramencionadas. à velhice ou às pessoas portadoras de deficiência ou a promoção gratuita de assistência à saúde ou à educação ou ainda a integração ao mercado de trabalho). V . 6º. o órgão governamental irá avaliar a relevância pública do projeto e sua conveniência em relação a seus programas e políticas públicas. Nesse caso. II .100/99.promoção do voluntariado. emprego e crédito. VII . de novos modelos socioeducativos e de sistemas alternativos de produção. o órgão estatal tem que manifestar interesse em promover a parceria com OSCIPs.defesa. da paz. apresentando seu projeto ao órgão estatal.promoção da assistência social (o que inclui. que avalia o conjunto das propostas das OSCIPs. tanto quanto os benefícios para o público-alvo. da democracia e de outros valores universais. criando uma nova qualificação.790/99: I . CONCURSO DE PROJETOS O órgão estatal pode escolher a OSCIP com a qual irá celebrar um Termo de Parceria por meio de concurso de projetos (Decreto nº 3. 23 a 31). arts.promoção gratuita da saúde. emitindo pareceres para os organismos superiores da entidade. permitindo a negociação de objetivos e metas e também o NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . comércio. na hipótese de perda da qualificação de OSCIP. a decisão final sobre a efetivação de um Termo de Parceria cabe ao Estado.

. à defesa dos direitos de grupos específicos da população. Exceções ao princípio de legalidade: Medida Provisória... distinguir o bem do mal. empreender iniciativas e mobilizar pessoas e recursos necessários ao desenvolvimento social do País. deve.. Atos de Gestão.. na regra de competência” do agente..... na Coordenação de Outorga e Títulos da Secretaria Nacional de Justiça.. usando de sua competência legal. E. para o administrador público. à proteção ao meio ambiente.. civil e criminal. se determina não só pelos preceitos vigentes. . o administrador fica impedido de buscar outro objetivo ou de praticá-lo no interesse próprio ou de terceiros.... assim como os demais documentos. Demonstração do resultado do exercício. símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos... de forma impessoal. III .... sob pena de praticar ato inválido e expor-se a responsabilidade disciplinar.790/99 não substitui a Declaração de Utilidade Pública Federal. 3. em toda a sua atividade funcional.implementar mecanismos adequados de controle social e responsabilização das organizações com o objetivo de garantir que os recursos de origem estatal administrados pelas OSCIPs sejam. o conveniente e o inconveniente. Declaração de Isenção do Imposto de Renda (Declaração de Informações Econômico-fiscais da Pessoa Jurídica – DIPJ). de fato. o qual impõe ao administrador público que só pratique o ato para o seu fim legal. explícita ou implicitamente. acompanhada do recibo de entrega. Desde que o princípio da finalidade exige que o ato seja praticado sempre com finalidade pública.... fornecida pelo Ministério da Justiça.790/99. Inscrição no Cadastro Geral de Contribuintes/ Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CGC/CNPJ). A moral administrativa é imposta ao agente público para sua conduta interna. destinados a fins públicos. Daí por que as leis. como ser humano dotado da capacidade de atuar. não há liberdade nem vontade pessoal. como objetivo do ato. atos e contratos administrativos. anexando ao pedido cópias autenticadas em cartório de todos os documentos relacionados a seguir. e deles não se pode afastar ou desviar. e o Certificado de Fins Filantrópicos. Na Administração Pública. Estatuto registrado em Cartório.. conforme o caso. serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo. PRINCÍPIOS BÁSICOS DA ADMINISTRAÇÃO Legalidade Significa que o administrador público está. o honesto do desonesto. assumir responsabilidades. A Lei nº 9. informativo ou de orientação social.. de 27 de julho de 1999. o oportuno e o inoportuno.. 6. que constitui hoje uma orientação estratégica em virtude da sua capacidade de gerar projetos. Todo ato que se apartar desse objetivo sujeitarse-á à invalidação por desvio de finalidade..790/99 foi elaborada com o principal objetivo de fortalecer o Terceiro Setor... E o fim legal é unicamente aquele que a norma de Direito indica. A legislação que rege essas qualificações continuará vigorando concomitantemente à Lei nº 9. Balanço patrimonial. 37... É importante destacar que a qualificação como OSCIP introduzida pela nova Lei nº 9... expressa ou virtualmente.25 monitoramento e a avaliação dos resultados alcançados. fornecido pelo Conselho Nacional de Assistência Social/ CNAS.. à concessão de microcrédito. significa “deve fazer assim”.100. não poderá desprezar o elemento ético de sua conduta.. Enquanto na administração particular é lícito fazer tudo que a lei não proíbe.... Os procedimentos para a obtenção da qualificação das entidades como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público foram disciplinados pelo Ministério da Justiça por meio da Portaria nº 361... as fronteiras do lícito e do ilícito.790/99 foi regulamentada pelo Decreto nº 3. A lei para o particular significa “pode fazer assim”. na Administração Pública só é permitido fazer o que a lei autoriza ou permite. A moralidade administrativa está intimamente ligada ao conceito do “bom administrador” que “é aquele que.. § 1º A publicidade dos atos. deve ser xerocopiada e autenticada em cartório antes de ser enviada ao Ministério da Justiça. mas também pela moral comum”. que a nossa lei da ação popular conceituou como o “fim diverso daquele previsto.. dentre outras.. Dispositivo Constitucional: NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Art. fazendo tudo que a lei não proíbe.... Assim. 4.... Publicidade É a divulgação oficial do ato para conhecimento público e início de seus efeitos externos. Impessoalidade Nada mais é que o clássico princípio da finalidade. dela não podendo constar nomes.... 2. Nele estão incluídas organizações que se dedicam à prestação de serviços nas áreas de saúde. necessariamente.. o justo e o injusto. segundo as exigências da instituição a que serve e a finalidade de sua ação: o bem comum. assim. E a finalidade terá sempre um objetivo certo e inafastável de qualquer ato administrativo: o interesse público... que produzem conse- .. educação e assistência social. referente ao ano-calendário anterior. 5. não terá que decidir somente entre o legal e o ilegal. Em relação às exigências do estatuto – A ata de eleição da diretoria da entidade. de 30 de junho de 1999. ao trabalho voluntário. Moralidade O agente administrativo. ao atuar. Ata de eleição de sua atual diretoria.. obras.... 1. mas também entre o honesto e o desonesto. sujeito aos mandamentos da lei e às exigências do bem comum. programas.. A entidade que deseja se qualificar como OSCIP deve fazer uma solicitação formal ao Ministério da Justiça. aqueles em que o Poder Público comparece em condições de igualdade com o particular.. do justo e do injusto nos seus efeitos. A Lei nº 9. Há de conhecer.

in verbis: “a Administração deve anular seus próprios atos. 50 da Lei nº 9. portanto. Assim. VII. cabendo-lhes por isso tão-só o dever de guardá-los e aprimorá-los para a finalidade a que estão vinculados. parágrafo único. é requisito de eficácia e moralidade. Supremacia do Interesse Público No confronto entre os interesses públicos e particulares há de prevalecer o interesse público. propostas e relatórios oficiais. atos voltados para o interesse público. isto é. limitem ou afetem direitos ou interesses. ou do agente público. 2º. A Constituição da República. da Lei Federal nº 4. Todos. têm o direito de receber da Administração Pública o mesmo tratamento. um tratamento impessoal. Se iguais nada pode discriminá-los. à coisa julgada e ao ato jurídico perfeito. interesse e serviços públicos não se acham à livre disposição dos órgãos públicos. no art. direitos. V – decidam recursos administrativos. 5º. encargos ou sanções. Eficiência consiste em realizar as atribuições de uma função pública com competência. retirar do ordenamento jurídico os atos inconvenientes e inoportunos e os ilegais.26 qüências jurídicas fora dos órgãos que os emitem. presteza. Vedase. sem distinção de qualquer natureza. e. assim. laudos. Impõe-se aos iguais. o ato que favorece ou persegue interesses particulares é nulo por desvio de finalidade ou de poder. só se admitindo sigilo nos casos de segurança nacional. de seus membros. Cabelhe. etc. todo ato administrativo deve ser publicado. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO .717/65. dispõe que o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica. quando eivados de vício de legalidade. Por essa razão. investigações policiais ou interesse superior da Administração a ser preservado em processo previamente declarado sigiloso. consoante prescreve a Constituição Federal (art. para relevar a prescrição. mero gestor da coisa pública. buscando. Igualdade A Constituição Federal. funerários. Autotutela A Administração Pública está obrigada a rever os seus atos e contratos em relação ao mérito e à legalidade. É o que se denomina desvio de finalidade quando o ato desatende ao fim precípuo da lei. Motivação Motivar significa justificar a decisão oferecendo as causas e os preceitos legais que autorizam a prática dos atos administrativos. com isso. a quem apenas cabe curá-los. os atos irregulares não se convalidam com a publicação. 53 da Lei nº 9. não só a Administração Pública direta como a indireta. porque pública é a Administração que o realiza. já que a Administração deve obediência ao direito adquirido. Finalidade À Administração Pública é permitido praticar tãosomente. A publicidade não é elemento formativo do ato. 5º. nem os regulares a dispensam para sua exeqüibilidade.784/99 estabelece. por esse princípio. a greve está proibida. respeitados os direitos adquiridos”. Segundo o art. O detentor dessa disponibilidade é o Estado. conforme prescreve o art. o mesmo não é necessário em relação aos servidores militares. Aqueles e este não são seus senhores ou seus donos. lhes impôs a Constituição Federal. não significa o total desrespeito ao interesse privado.784/99 “os atos administrativos deverão ser motivados. II – imponham ou agravem deveres. superar as expectativas do cidadão-cliente. VI – decorram de reexame de ofício. com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos. sob pena de ilegalidade. a exemplo da desapropriação de bens para doá-los a particular ou como medida de mera perseguição política. e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade. se iguais. se para os servidores públicos civis o exercício do direito de greve depende de regulamentação. Por isso mesmo. Eficiência É o mais moderno princípio de Administração Pública que já não se contenta em que os seus agentes desempenhem suas atividades apenas com legalidade e moralidade (ética). recomenda a demissão ou dispensa do servidor público comprovadamente ineficiente e desidioso no exercício da função pública. igualitário ou isonômico. estabelece que. Lei da Ação Popular. todos os iguais em face da lei também o são perante a Administração Pública. O concurso público e a licitação são exemplos de procedimentos que consagram este princípio. de distribuição de justiça. 37. a esse respeito. XXXVI). conforme prescreve o art. Assim. Não se admite a paralisação dos serviços de segurança pública. exigindo resultados positivos para o Serviço Público e satisfatório atendimento das necessidades da comunidade. A Reforma Administrativa Federal (Emenda Constitucional nº 19/98). dada a clara vedação que. É o princípio da igualdade ou isonomia. quando a lei ou o regulamento a exige. ao consagrar o princípio da eficiência administrativa. III – decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública. há necessidade de lei e licitação para alienar bens públicos ou outorga de concessão de serviço público. Em princípio. porque as demandas sociais não param. a edição de atos destituídos desse fim ou pré-ordenados para satisfazer interesses privados. Indisponibilidade Os bens. perfeição e rendimento funcional. Continuidade Os serviços públicos essenciais não podem parar. 42. Os primeiros por meio da revogação e os últimos mediante anulação. CF. Para os militares. Por essa razão. no art. perante as partes e terceiros. IV – dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório. não se concebe a greve nos serviços dessa natureza e em segurança da comunidade. A aplicabilidade desse princípio. O art. Assim. É princípio que norteia. IV. quando: I – neguem. todos são iguais perante a lei. com isso. exigem publicidade para adquirirem validade universal. de saúde. VII – deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou discrepem de pareceres.

A descentralização administrativa pressupõe. atualmente denominada defesa nacional pela Constituição de 1988 (art. O detentor dos poderes da Administração é o Estado. A fim de evitar a duplicação de esforços e de investimentos na mesma área geográfica. III) é a situação de garantia individual. dentro da ordem jurídica vigente. de 15/3/90. pela preservação dos direitos e garantias individuais. revogação. do Abastecimento Nacional. visando ao bem-estar de todos e ao conforto de cada um na comunidade em que vivemos. o desenvolvimento nacional é obtido pelo aperfeiçoamento ininterrupto da ordem social. faculta-se aos Estados e Municípios a integração nos planos governamentais. prosperidade global. expresso na satisfação de suas necessidades fundamentais. em qualquer de suas modalidades. embora constituída dos vários órgãos que integram sua estrutura. exercita atividade pública ou de utilidade pública. investida dos necessários poderes de Administração. suspensão ou convalidação de administração”. prevêem-se medidas especiais de coordenação nos campos da Ciência e da Tecnologia. a divergência de soluções e outros males característicos da burocracia. coordenação. sem ter passado pelo crivo de todos os setores nele interessados. distinta da do Estado.27 VIII – importem anulação. Bem-estar social é o bem comum da coletividade. 3º. da competência da Secretaria Geral da Presidência da República. podemos conceituar o desenvolvimento nacional como o permanente aprimoramento dos meios essenciais à sobrevivência dos indivíduos e do Estado. Desenvolvimento é prosperidade. para sua consecução. social e institucional que o Estado assegura a toda a Nação para a perene tranqüilidade de seu povo. pela manutenção da ordem interna e pela afirmação da soberania nacional. Coordenação O princípio da coordenação visa a entrosar as atividades da Administração. nenhum assunto poderá ser submetido à decisão presidencial ou de qualquer outra autoridade administrativa competente sem ter sido previamente coordenado. econômica e jurídica. desde que seja inviável a delegação de atribuições àqueles órgãos. Como corolário do princípio da coordenação. dos Transportes e das Comunicações. da Política Nacional de Saúde. Prosperidade econômica e social. que são seus instrumentos básicos. pela melhoria da educação. Segurança nacional. reduzir as despesas causadoras do déficit público. inclusive particulares. através de um plano geral de Governo. ou por delegação de sua execução. bem como na coordenação. através de consultas e entendimentos que propiciem soluções integrais e em sincronia com a política geral e setorial do Governo. é atribuir a outrem poderes da Administração. Os assuntos relacionados com a defesa nacional competem aos Conselhos da República e de Defesa Nacional (Constituição Federal. harmonizar todas as atividades da Administração. Planejamento é o estudo e o estabelecimento das diretrizes e metas que deverão orientar a ação governamental. Planejamento A finalidade precípua da Administração é a promoção do bem-estar social. São princípios fundamentais da Administração Pública federal: planejamento. descentralização. II do Decreto nº 99. em sentido comum. Todavia. necessitam da tranqüilidade que advém da segurança interna e externa. em sentido jurídico-administrativo. que a Constituição traduz na elaboração e execução de “planos nacionais e regionais de ordenação do território e de desenvolvimento econômico e social”. a existência de uma pessoa. de reuniões de que participem as chefias subordinadas e de comissões de coordenação em cada nível administrativo. submetendo-se ao que foi planejado e poupandoa de desperdícios. arts. Assim. esses órgãos não agem em nome próprio. a dispersão de recursos. deles haurindo benefícios de interesse local. de modo a evitar a duplicidade de atuação. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . mas no do Estado. Descentralização Descentralizar. esses objetivos não podem ser deixados ao acaso e. pleno exercício dos direitos e realização dos objetivos nacionais. prosperidade do Estado e de seus membros. de competência dos Ministros de Estado nas respectivas áreas de atuação. isto é. abrangendo as atividades de todos os interessados nesses setores. PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FEDERAL A Reforma Administrativa de 1967 (Decreto-Lei nº 200) estabeleceu os princípios fundamentais. descentralizar. Coordenar é. do orçamento-programa anual e da programação financeira de desembolso. O ente descentralizado age por outorga do serviço ou atividade. nos termos do art. Na Administração superior a coordenação é. a coordenação impõe-se a todos os níveis da Administração. Diante dessa realidade. pessoa única. revisão e consolidação dos programas setoriais e regionais. Com isso. mas sempre em nome próprio. prosperidade individual e coletiva. de programas globais. pelo aumento da riqueza pública e particular. através das chefias individuais. prosperidade material e espiritual. Em outras disposições do Estatuto da Reforma. com a preocupação maior de diminuir o tamanho da máquina estatal. Na elaboração do plano geral. além de economizar recursos materiais e humanos. é afastar do centro. agora. de que são instrumentos indispensáveis ao exercício de suas funções e atividades típicas. Da aplicação permanente. 89 a 91). Despersonalizados. o Presidente da República é assessorado pelo Conselho de Governo.180. enfim. 21. conseqüentemente. vedando-se a assunção de compromissos financeiros em discordância com a programação de desembolso. simplificar os procedimentos administrativos e. admite-se a coordenação até mesmo com órgãos das Administrações estadual e municipal que exerçam atividades idênticas às dos federais. a qual. portanto. pelo aprimoramento das instituições. delegação de competência e controle. Toda a atividade da Administração federal deve ajustar-se à programação aprovada pelo Presidente da República e ao orçamentoprograma. portanto. setoriais e regionais de duração plurianual.

A delegação de competência tem caráter facultativo e transitório. Todavia.28 Diversa da descentralização é a desconcentração administrativa. de modo que o delegante po-de sempre retomar a competência e atribuíla a outrem ou exercê-la pessoalmente. a que estão sujeitos todos os órgãos da Administração federal. mediante convênio ou consórcio. Controle O controle das atividades administrativas no âmbito interno da Administração é. a iniciativa privada esteja suficientemente desenvolvida e capacitada para executar o objeto do contrato. a melhor realização das suas atividades específicas (planejamento. ou seja. Também não se transfere por delegação o poder de tributar. Observamos. que só é delegável a competência para a prática de atos e decisões administrativas. prevêem-se. como se viu acima. O princípio visa a assegurar maior rapidez e objetividade às decisões. deixando de lado. delas diferem principalmente porque são efetivadas através de atos administrativos. da delegação de execução de serviço e da execução indireta. que significa repartição de funções entre os vários órgãos (despersonalizados) de uma mesma Administração. visa. de decisão de casos individuais. assim. ao controle total. como adiante se verá podendo chegar até a intervenção. princípio autônomo. quanto às entidades da Administração indireta. tomado o termo na sua acepção vulgar. A execução indireta das obras e serviços da Administração. o Presidente da República. os concessionários de serviços públicos e as entidades paraestatais conhecidas por fundações governamentais e serviços sociais autônomos. dependendo a liberação dos recursos do fiel cumprimento dos programas e das cláusulas do ajuste. A esses últimos cabem as tarefas de mera rotina. os controles de execução e observância de NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . Pela delegação de competência. por exemplo. o princípio do controle estabelecido na Lei da Reforma Administrativa tem significado mais amplo. salvo nos casos de dispensa previstos em lei ou inexigibilidade por impossibilidade de competição entre contratantes. A desconcentração administrativa opera desde logo pela distinção entre os níveis de direção e execução. normalmente não submetidos ao poder hierárquico das autoridades da Administração direta. sob o nome genérico de descentralização. a delegada e o objeto da delegação. sempre através de licitação. sem quebra de hierarquia. inclusive os entes descentralizados. impeditiva de sua atividade de cúpula”. após enquadrar na Administração indireta alguns entes descentralizados. É estimulada e aconselhada sempre que. Os signatários dos convênios ficam sujeitos ao poder normativo. ao lado do comando. a desconcentração administrativa traduz “a orientação geral da Reforma no sentido de prestigiar a ação dos órgãos de periferia. normalmente. especialmente. bem como o estabelecimento de normas. da coordenação e da correção. expressa ou implicitamente. integram sua estrutura central de direção. uma vez que se constitui num dos três instrumentos da supervisão ministerial. pessoas ou problemas a atender. as autoridades da Administração transferem atribuições decisórias a seus subordinados. a supervisão. por lei. as quais. apoiando-se em razões de oportunidade e conveniência e na capacidade de o delegado exercer a contento as atribuições conferidas. fiscalizando o cumprimento da lei e das instruções e a execução de suas atribuições. mediante ato próprio que indique com a necessária clareza e conveniente precisão a autoridade delegante. As atribuições constitucionais do Presidente da República. em cada órgão da Administração. Esse controle. finalmente. garantindo. sob regime de concessão ou permissão. a coordenação e o controle. mediante previsão legal. os Ministros de Estado e. facilitar seu funcionamento e repor a estrutura central de direção superior no plano que lhe cabe. não o sendo para o exercício de atos de natureza política como são a proposta orçamentária. à consecução de seus objetivos e à eficiência de sua gestão. que. Considerando que os agentes públicos devem exercer pessoalmente suas atribuições. A delegação da prestação de serviço público ou de utilidade pública pode ser feita a particular – pessoa física ou jurídica – que tenha condições para bem realizá-lo. Esses serviços também podem ser executados por pessoa administrativa. situam-se os serviços que. coordenação. o órgão superior controla o inferior. a delegação (de execução de serviço ou de competência) e a execução indireta. é exercido de vários modos. Todavia. porém. tem por finalidade aliviá-la das tarefas executivas. No nível de direção. Na descentralização a execução de atividades ou a prestação de serviços pelo Estado é indireta e mediata. como técnicas de descongestionamento administrativo. ora se aproximam da descentralização. bem como evitar o desmesurado crescimento da máquina administrativa. Ao lado da descentralização e da desconcentração ocorrem também. em regra. ora da desconcentração. enquanto a descentralização e a desconcentração realizam-se. Assim. precedido de licitação. pessoas físicas ou jurídicas. supervisão e controle). propõe. mediante contratos com particulares. Feitas essas considerações. na área de atuação do órgão interessado. critérios. a delegação de competência depende de norma que a autorize. um dos meios pelos quais se exercita o poder hierárquico. situando-as na proximidade dos fatos. só podem ser delegadas nos casos expressamente previstos na Constituição. fiscalizador e controlador dos órgãos federais competentes. Delegação de Competência A delegação de competência. inclusive as de formalização de atos administrativos e. No âmbito da Administração direta. Como bem observa Nazaré Teixeira Dias. verifica-se que o legislador da Reforma Administrativa. em especial. um amplo descongestionamento da Administração federal. conforme suas características. principalmente quando localizados na periferia da Administração e em maior contato com os fatos e com os administrados. na desconcentração é direta e imediata. em geral. liberando-a da massa de papéis. competindo-lhe primordialmente as atividades relacionadas com o planejamento. é também simples técnica de descongestionamento da Administração. a sanção e o veto. bem como os atos e o rendimento de cada servidor. programas e princípios a serem observados pelos órgãos enquadrados no nível de execução. forma de aplicação do “princípio da descentralização”. através da desconcentração administrativa.

ficando logo abaixo os Ministros de Estado. o Estado volta-se para si mesmo. de observância de normas genéricas e de aplicação dos dinheiros públicos e guarda de bens da União. possuem status de nobreza real. Já. embora flexibilizando. nas compras e no atendimento a demandas. o poder racional-legal. No momento em que o capitalismo e a democracia se tornam dominantes. Por outro lado. servidores. que continua um princípio fundamental. b) o Conselho de Defesa Nacional. de outro. Em conseqüência. que. Junto à Presidência da República funcionarão. contabilidade e auditoria e serviços gerais. como determina. acertadamente. na época do Estado liberal. orçamento. Pelo contrário. a avaliação constante de desempenho. essencial. são sempre a priori. Finalmente. de um lado. na admissão de pessoal. são sempre necessários controles rígidos dos processos. como forma de combater a corrupção e o nepotismo patrimonialista. Constituem princípios orientadores do seu desenvolvimento a profissionalização. A reforma do aparelho do Estado passa a ser orientada predominantemente pelos valores da eficiência e qualidade na prestação de serviços públicos e pelo desenvolvimento de uma cultura gerencial nas organizações. a juízo do Poder Executivo. seus auxiliares diretos. o formalismo. organizadas sob a forma de sistemas (pessoal. o Presidente da República é o chefe supremo. até certo ponto. Neste novo momento histó-rico. a incapacidade de voltar-se para o serviço aos cidadãos vistos como clientes. entretanto. a corrupção e o nepotismo são inerentes a esse tipo de administração. Administração Pública Burocrática – Surge na segunda metade do século XIX. O Estado limitava-se a manter a ordem e administrar a justiça. necessitem de coordenação central). não se revelou determinante na época do surgimento da Administração Pública Burocrática. que negue todos os seus princípios. um rompimento com a Administração Pública Burocrática. Este defeito. como órgãos de consulta do Presidente da República: a) o Conselho da República. Na Administração Pública Gerencial. e não na rigorosa profissionalização da Administração Pública. o mercado e a sociedade civil passam a se distinguir do Estado. ressalvados aqueles sob a supervisão direta e imediata do Presidente da República: a) o Conselho de Governo. Por isso. então. comuns a todos os órgãos da Administração. uma vez que ambos deixaram à mostra os problemas associados à adoção do modelo anterior. que prevê também a supressão daqueles cujo custo seja evidentemente superior ao risco decorrente da inexistência de controle específico. as carreiras. o treinamento sistemático. Parte-se de uma desconfiança prévia nos administradores públicos e nos cidadãos que a eles dirigem demandas. e f) a Corregedoria Geral da União. o aparelho do Estado funciona como uma extensão do poder do soberano. a garantir os contratos e a propriedade. A res publica não é diferenciada das res principis. AS TRÊS ESPÉCIES DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Considere os seguintes conceitos constantes do Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado: Administração Pública Patrimonialista – No patrimonialismo. entretanto. o controle da execução dos programas que lhe concernem e o da observância das normas que disciplinam suas atividades específicas são feitos pela chefia competente. a Administração Pública Gerencial está apoiada na anterior. e) o Gabinete da Presidência da República. estatística. a ineficiência. visando evitar a corrupção e o nepotismo. porque os serviços do Estado eram muito reduzidos. alguns dos seus princípios fundamentais. a existência de um sistema estruturado e universal de remuneração. b) o Advogado-Geral da União. que deixa de basear-se nos processos para concentrar-se nos resultados. A qualidade fundamental da Administração Pública burocrática é a efetividade no controle dos abusos. A diferença fundamental está na forma de controle. a hierarquia funcional. c) a Secretaria de Comunicação. A Administração federal é constituída na forma de uma pirâmide. seu defeito. Isto não significa. que. o que faz dele o controlador máximo das atividades administrativas. Em cada órgão. Administração Pública Gerencial – Emerge na segunda metade do século XX. que é servir à sociedade. exercendo o poder hierárquico em toda sua plenitude. ao desenvolvimento tecnológico e à globalização da economia mundial. como a admissão segundo rígidos critérios de mérito. Os cargos são considerados prebendas. é a respectiva Secretaria de Controle Interno. o controle – a garantia do poder do Estado – transforma-se na própria razão de ser do funcionário. a estratégia volta-se: NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . a auto-referência. em cada Ministério. tendo o cidadão como beneficiário – torna-se. a idéia de carreira. como resposta. avocar e decidir qualquer assunto na esfera da Administração federal. por motivo de relevante interesse público. o Decreto-Lei nº 200/67. o controle da aplicação dos dinheiros públicos e da guarda dos bens da União compete ao órgão próprio do sistema de contabilidade e auditoria. e os seus auxiliares. a administração patrimonialista torna-se uma excrescência inaceitável. é realizado pelos órgãos próprios de cada sistema. administração financeira. a impessoalidade. e. Estabelecidas as formas de controle das atividades administrativas. além de outros. cujos componentes são mantidos no devido lugar pelo poder hierárquico e em cujo ápice colocase o Presidente da República. A eficiência da Administração Pública – a necessidade de reduzir custos e aumentar a qualidade dos serviços. Em conseqüência.29 normas específicas. A Administração Pública Gerencial constitui um avanço e. o controle do atendimento das normas gerais reguladoras do exercício das atividades auxiliares. Os Ministros de Estado detêm o poder-dever de supervisão sobre todos os órgãos da Administração direta ou indireta enquadrados em suas respectivas áreas de competência. perdendo a noção de sua missão básica. Os controles administrativos. da qual conserva. à expansão das funções econômicas e sociais do Estado. como por exemplo. d) Secretaria Especial de Desenvolvimento Urbano. Assim. por isso que o Estatuto da Reforma lhe confere expressamente o poder de. devem ser suprimidos todos os controles meramente formais. em síntese.

a receita do Estado deriva de impostos. identificada com o poder do Estado. impessoalidade. o interesse público é freqüentemente identificado com a afirmação do poder do Estado. Enquanto a receita das empresas depende dos pagamentos que os clientes fazem livremente na compra de seus produtos e serviços. A reforma do aparelho do Estado no Brasil significará. para a maximização dos interesses dos acionistas. Não se trata simplesmente de descartá-la. porém. A diferença. que não pode ser confundido com o interesse do próprio Estado. etc. o serviço de emissão de passaporte. Os resultados da ação do Estado são considerados bons não porque os processos administrativos estão sob controle e são seguros. os administradores públicos terminam por direcionar uma parte substancial das atividades e dos recursos do Estado para o atendimento das necessidades da própria burocracia. O paradigma gerencial contemporâneo. Para isso. o serviço de trânsito.para o controle ou cobrança a posteriori dos resultados. ao Presidente da República. mas porque as necessidades do cidadão-cliente estão sendo atendidas. fundamentado nos princípios da confiança e da descentralização da decisão. 2 . este. ao Ministério Público e. como em muitos outros (profissionalismo. o controle do meio ambiente. é possível distinguir quatro setores: Núcleo Estratégico – setor que define as leis e as políticas públicas e cobra o seu cumprimento. corresponde aos poderes Legislativo e Judiciário. A Administração Pública Gerencial inspira-se na administração de empresas. uma visão realista da reconstrução do aparelho do Estado em bases gerenciais deve levar em conta a necessidade de equacionar as assimetrias decorrentes da persistência de aspectos patrimonialistas na administração contemporânea. sem contrapartida direta. Em suma. pratica-se a competição administrada no interior do próprio Estado.para a definição precisa dos objetivos que o administrador público deverá atingir em sua unidade. Enquanto o mercado controla a administração das empresas. a polícia. a sociedade – por meio de políticos eleitos – controla a Administração Pública. Na burocracia pública clássica existe uma noção muito clara e forte do interesse público. responsáveis pelo planejamento e pela formulação das políticas públicas. como exemplo. a introdução na Administração Pública da cultura e das técnicas gerenciais modernas. as instituições desse setor não possuem o poder de Estado. Enquanto a administração de empresas está voltada para o lucro privado. através da definição clara de objetivos para cada unidade da administração. é fundamental ter clara a dinâmica da administração racional-legal ou burocrática. Adicionalmente. Ao atuarem sob este princípio. o subsídio à educação básica. No presente momento. o interesse coletivo seja atendido. sim. Contrapõe-se à ideologia do formalismo e do rigor técnico da burocracia tradicional. e 3 . a fiscalização do cumprimento de normas sanitárias. está no entendimento do significado do interesse público. através do mercado. descentralização de funções. A Administração Pública Gerencial vê o cidadão como contribuinte de impostos e como cliente dos seus serviços. se revelou mais capaz de promover o aumento da qualidade e da eficiência dos serviços sociais oferecidos pelo setor público. São serviços em que se exerce o poder extroverso do Estado – o poder de regulamentar. fazendo com que seu foco de atenção seja coerente com uma ação voltada para o cidadão. O modelo gerencial tornou-se realidade no mundo desenvolvido quando. acrescentam-se os princípios da orientação para o cidadão-cliente. relacionando-o com o interesse da coletividade e não com o do aparato do Estado. ou seja. é preciso começar pelo estabelecimento de um modelo conceitual que categorize os diversos segmentos da ação do Estado. horizontalização de estruturas. mas. Atividades Exclusivas – setor em que são prestados serviços que só o Estado pode realizar.30 1 . fiscalizar e fomentar. quando há a possibilidade de estabelecer concorrência entre unidades internas. como quer a Administração Pública Burocrática. A Administração Pública Gerencial nega essa visão do interesse público. entretanto. exige formas flexíveis de gestão. a descentralização e a redução dos níveis hierárquicos tornam-se essenciais. incentivos à criatividade. No plano da estrutura organizacional. esperando-se que. materiais e financeiros que lhe forem colocados à disposição para que possa atingir os objetivos contratados. Para a Administração Pública Burocrática. mas não pode ser confundida com esta última. a Administração Pública Gerencial está explícita e diretamente voltada para o interesse público. O conteúdo das políticas públicas é relegado a um segundo plano.). Os Setores do Estado Para tornar a Administração Pública eficaz. fundamentalmente. bem como dos excessos formais e anacronismos do modelo burocrático tradicional. a previdência social básica. de contribuições obrigatórias. que já eram características da boa administração burocrática. está presente NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO .para a garantia de autonomia do administrador na gestão dos recursos humanos. de considerar os aspectos em que está superada. no Poder Executivo. aos ministros e aos seus auxiliares e assessores diretos. da descentralização. etc. À avaliação sistemática. à recompensa pelo desempenho e à capacitação permanente. afirma-se que a Administração Pública deve ser permeável à maior participação dos agentes privados e/ou das organizações da sociedade civil e deslocar a ênfase dos procedimentos (meios) para os resultados (fins). No aparelho do Estado. do controle por resultados e da competição admi-nistrada. e as características que ainda se mantêm válidas como formas de garantir efetividade à Administração Pública. Serviços não-Exclusivos – setor onde o Estado atua simultaneamente com outras organizações públicas nãoestatais e privadas. a Administração Pública Gerencial não se diferencia da Administração Pública Burocrática. temos a cobrança e fiscalização de impostos. da mudança de estruturas organizacionais e da adoção de valores e de comportamentos modernos no interior do Estado. Neste último ponto. é o setor onde as decisões estratégicas são tomadas.

A distinção deste último conceito dos demais é que nele só se incluem os atos que produzem efeitos imediatos. por exemplo. onde o poder extroverso é exercido. Já para o setor não-exclusivo ou competitivo do Estado. resguardar. Não é privada. excluindo do conceito o regulamento. a título de lhe dar cumprimento. afastando. A propriedade estatal só se justifica quando não existem capitais privados disponíveis ou então quando existe um monopólio natural. e sujeitos a controle de legitimidade por órgão jurisdicional”. No setor de produção de bens e serviços para o mercado. tornando-se necessária. no caso de privatização. Finalidade e Forma) e 2 discricionários (Motivo e Objeto). fração de poder reconhecido pelo Estado. os do setor de infra-estrutura. ou impor obrigações aos administrados ou a si própria”. a propriedade ideal é a pública não-estatal. estão no Estado seja porque faltou capital ao setor privado para realizar o investimento. No núcleo estratégico. não podendo ser transformadas em lucros. sob regime jurídico de direito público e sujeita a controle pelo Poder Judiciário”. na medida que produzem ganhos que não podem ser apropriados por esses serviços através do mercado. REQUISITOS (ELEMENTOS OU PRESSUPOSTOS) DE VALIDADE Na doutrina de Hely Lopes Meirelles. em seguida. TEÓRIA GERAL DO ATO ADMINISTRATIVO CONCEITOS Segundo Hely Lopes Meirelles: “Ato administrativo é toda manifestação unilateral de vontade da Administração Pública que. desde que acompanhada por um seguro sistema de regulação. ato administrativo é “a declaração do Estado ou de quem o represente. Produção de Bens e Serviços para o Mercado – setor que corresponde à área de atuação das empresas. um concessionário de serviço público) no exercício de prerrogativas públicas. primeiro. 3 vinculados (Competência. como os contratos administrativos. de regulamentação rígida. com observância da lei. reconhecer. uma vez tomadas as decisões.31 porque os serviços envolvem direitos humanos fundamentais. agindo nessa qualidade. Não é estatal porque aí não se exerce o poder de Estado. por exemplo. O que importa saber é. como os atos materiais e os enunciativos. Segundo ele. como os regulamentos e instruções. e atos convencionais. os hospitais. modificar. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Traços Característicos do Ato Administrativo: I . E fazer mais com menos. O tipo de propriedade mais indicado variará de acordo com o setor do aparelho do Estado. a propriedade privada é a regra. ato administrativo é “a manifestação de vontade do Estado. dos serviços não-exclusivos e da produção de bens e serviços. Mesmo neste caso. os atos não produtores de efeitos jurídicos diretos. ou porque possuem “economias externas” relevantes. modificar. que não são propriedade de nenhum indivíduo ou grupo e estão orientadas diretamente para o atendimento do interesse público. as economias produzidas imediatamente se espalham para o resto da sociedade. transferir. Setores do Estado e tipos de gestão Cada um desses quatro setores referidos apresenta características peculiares. Segundo. Neste setor. a gestão privada tenderá a ser a mais adequada. existe no capitalismo contemporâneo uma terceira forma intermediária de propriedade. Nas atividades exclusivas de Estado. tanto no que se refere às suas prioridades. o fundamental é que as decisões sejam as melhores e. constituída pelas organizações sem fins lucrativos. Cretella Junior apresenta uma definição partindo do conceito de ato jurídico.sua finalidade pública (bem comum). J. se. Setores do Estado e formas de propriedade Ainda que se considerem apenas duas formas de propriedade – a estatal e a privada. é caracterizado pelas atividades econômicas voltadas para o lucro que ainda permanecem no aparelho do Estado. No campo das atividades exclusivas do Estado. porque se trata de um tipo de serviço por definição subsidiado. Para Celso Antonio Bandeira de Mello é a “declaração do Estado (ou de quem lhe faça as vezes – como. extinguir e declarar direitos. o que importa é atender aos cidadãos com boa qualidade a um custo baixo. se aproxima mais da lei. Tal conceito abrange os atos gerais e abstratos. que tem por finalidade imediata criar. se correspondem aos objetivos mais gerais aos quais a sociedade brasileira está voltada ou não. manifestada mediante providências jurídicas complementares da lei. se as decisões que estão sendo tomadas pelo Governo atendem eficazmente ao interesse nacional. . em matéria administrativa”.vontade unilateral da Administração. como. extremamente relevante: a propriedade pública nãoestatal. no exercício regular de suas funções. quanto ao conteúdo. III . seja porque são atividades naturalmente monopolistas. os centros de pesquisa e os museus. a propriedade também só pode ser estatal. tenha por fim imediato adquirir. quanto aos princípios administrativos adotados. que sejam cumpridas. Segundo Maria Sylvia Zanella Di Pietro. II . nas quais o controle via mercado não é possível.posição de supremacia da Administração. como os da educação e da saúde. Nestes setores a administração deve ser necessariamente gerencial. a propriedade tem que ser necessariamente estatal. o mais adequado é um misto de Administração Pública Burocrática e Gerencial. que. No núcleo estratégico. ou por qualquer pessoa que detenha. nas mãos. que produz efeitos jurídicos imediatos. resguardar ou extinguir situações jurídicas subjetivas. também. por seus representantes. estas são de fato cumpridas. são cinco os requisitos necessários à validade dos atos administrativos. são exemplos deste setor as universidades.

Motivo ou Causa É a situação fática ou jurídica cuja ocorrência autoriza ou determina a prática do ato. considera-se cada ato isoladamente e. enquanto o objeto é imediato. em sentido amplo.: desapropriação para perseguir inimigo político). NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . advirta-se que. nomear-se outro funcionário para o mesmo cargo. na concepção restrita da forma. ser avocada ou delegada. ficará ela vinculada ao motivo declinado e o ato só será válido se os motivos forem verdadeiros. aquele pressupõe a existência deste – todavia. seja por acordo com terceiros. por desvio de poder (ex. O que se exige é que a forma seja adotada como regra. desde que não se trate de competência exclusiva conferida por lei. Não se confunde com o motivo porque este antecede a prática do ato. Objeto ou Conteúdo É o efeito imediato que ato administrativo produz. Por ele a Administração manifesta seu poder e sua vontade. se existir autorização legal. Agente competente é diferente de agente capaz. Há duas concepções de finalidade: uma. a modificar ou a comprovar situações jurídicas concernentes a pessoas.: exoneração ad nutum sob alegação de falta de verba. Assim como o ato jurídico. ATRIBUTOS (OU CARACTERÍSTICAS) Os atos administrativos. É intransferível. é o resultado específico que cada ato deve produzir. fica o agente com a faculdade discricionária de praticá-lo sem motivação. Não deve ser confundido com motivação do ato que é a exposição dos motivos. sim. entretanto. conforme definido em lei. Em relação à competência. quando a lei o prevê. o modo pelo qual o mesmo se apresenta. São atributos do ato administrativo: presunção de legitimidade. já que a observância à forma e ao procedimento constitui garantia jurídica para o administrador e para a Administração. III . não existindo liberdade de opção para o administrador. possuem atributos que os diferenciam dos atos privados e lhes conferem características peculiares. Ex. que corresponde à consecução de um resultado de interesse público (bem comum) outra. Por outras palavras. o administrador fica vinculado aos motivos declinados para a prática do ato. certo e moral. sujeitando-se à demonstração de sua ocorrência.decorre sempre da lei. seja pela vontade da Administração. É pela forma que se torna possível o controle do ato administrativo. de tal modo que. Visa a criar. Teoria dos Motivos Determinantes Tal teoria relaciona-se com o motivo do ato administrativo. em sentido estrito. mas se o tiver. não se prorroga. coisas ou atividades sujeitas à ação do Poder Público. II . já que este “não é para quem quer. a demonstração de que os pressupostos de fato realmente existiram. O ato praticado por agente incompetente é inválido por lhe faltar um elemento básico de sua perfeição. prescreve ou dispõe. enquanto a finalidade sucede a sua prática. na concepção ampla. quando a Administração motiva o ato. considera-se o ato dentro de um procedimento (sucessão de atos administrativos da decisão final).32 Competência Nada mais é do que a delimitação das atribuições cometidas ao agente que pratica o ato. como manifestação do Poder Público. capacidade não quer dizer competência. Apenas a título de esclarecimento. aplicam-se. Presunção de Legitimidade Esta característica do ato administrativo decorre do princípio da legalidade que informa toda atividade da Administração Pública. para quem pode”. Infringida a finalidade do ato ou a finalidade pública. enuncia. Até mesmo o silêncio significa forma de manifestação de vontade. imperatividade e auto-executoriedade. vincula-se aos motivos expostos passando a valer o ato se todos os motivos alegados forem verdadeiros. implicam em sua nulidade.: concursos públicos. requer objeto lícito. Segundo tal teoria. mas. o ato será nulo por vício quanto ao motivo. ou atesta simplesmente situações preexistentes. para que tudo seja passível de verificação. isto é. licitações e processos disciplinares). que a Administração esteja sujeita a formas rígidas e sacramentais. logo após a exoneração.pode ser objeto de delegação de avocação. já que é algo que a Administração quer alcançar com sua edição. a validade do ato se vincula aos motivos indicados como seu fundamento. as formas são mais rigorosas quando estão em jogo direito dos administrados (ex.é inderrogável. Segundo a Teoria dos Motivos Determinantes. mesmo que não estivesse obrigado a explicitá-los. Se. Normalmente. Forma Legal ou Forma Própria No Direito Administrativo. entretanto. Quando o motivo não for exigido para a perfeição do ato. pois. A observância à forma não significa. o ato será ilegal. o aspecto formal do ato tem muito mais relevância que no Direito Privado. possível. podendo. as seguintes regras: I . É o legislador que define a finalidade do ato. Forma é o elemento exteriorizador do ato administrativo. se inexistentes ou falsos. Finalidade É o resultado que a Administração pretende atingir com a prática do ato e efeito mediato. mesmo que a lei não exija a motivação. qual seja o poder jurídico para manifestar a vontade da Administração.

não ser ainda exeqüível. a sua execução ficar à mercê da manifestação ou da autorização de outro poder ou de outros órgãos. ao passo que a exeqüibilidade é a disponibilidade do ato para produzir imediatamente os seus efeitos finais. quanto ao seu objeto. eis que não se aplica às penalidades de natureza pecuniária. Entretanto. da Súmula do STF. apreensão e destruição de produtos deteriorados. Ao final do procedimento estabelecido em lei. ordinatórios. tão-somente. as exigências de celeridade e segurança das atividades administrativas justificam a presunção da legitimidade. Somente após cumprida a condição.33 Além disso. • Atos Individuais São os que se dirigem a destinatários certos e determinados. por isso. no entanto. conforme resulta extreme de dúvida do verbete nº 473. uma vez que o ato nulo não gera direitos. Os atos gerais se sobrepõem aos individuais. tais atos entram em vigor a partir de sua publicação. ou seja. podendo. ao cabo de todo o iter estabelecido nas normas regulamentares. no entanto. acompanhada do respectivo auto circunstanciado. demolição de prédios. como a homologação. que o impugnar. se exterioriza com maior freqüência nos atos decorrentes do poder de polícia. circunstância que impede a administração de revogá-los. Tais atos. A eficácia é. Tais atos se assemelham às leis. com finalidade normativa alcançando a todos quantos se encontrem na situação de fato abrangida por seus preceitos. sofre limitações. O descumprimento do ato sujeita o particular à força impositiva própria do Poder Público. o fiel cumprimento das determinações neles consubstanciadas. através do Poder Judiciário. ficará o ato com sua execução sobrestada até final julgamento da lide. posto que somente após obter o pronunciamento da Administração ou do Judiciário é que poderá furtar-se à obediência da determinação administrativa. em que se determina a interdição de atividades. não tendo ela. à execução forçada pela Administração ou pelo Judiciário. não poderá se opor à execução do ato. o condão de suspender a eficácia que do ato deriva. obtida a liminar. Quanto aos Destinatários • Atos Gerais São os que possuem caráter geral. A perfeição do ato se subordina à coexistência da eficácia e exeqüibilidade. Somente através do procedimento judicial ou na hipótese de revisão no âmbito da Administração. quanto aos seus destinatários. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . não podendo. cabendo ao interessado. impondo aos particulares. ainda que emanados da mesma autoridade. como as multas decorrentes de infrações a obrigações tributárias. porém. decreto de nomeação. quando se tratar de atos de efeitos internos ou restrito a seus destinatários. alegando violação de normas ou procedimentos indispensáveis à validade da atuação administrativa. Tais atos podem alcançar diversas pessoas. A presunção de legitimidade autoriza a imediata execução ou operatividade do ato administrativo. podendo a publicidade limitar-se ao âmbito da Administração. em atos vinculados e discricionários. A imperatividade independe de o seu destinatário reputar válido ou inválido o ato. a Administração pode anular atos individuais quando verificada a ocorrência de ilegalidade na sua formação. os efeitos decorrentes do ato nascem com a sua formação. criando uma situação jurídica particular. em atos gerais e individuais. Exemplos de atos individuais: decreto de desapropriação. Auto-Executoriedade Consiste na possibilidade de a própria Administração executar seus próprios atos. tornando-se operante e válido. em virtude da existência de condição suspensiva. de forma coativa. requisitos obrigatórios. em atos de império e de gestão e de expediente. em atos internos e externos. com vistas a dar à atuação da Administração todas as condições de tornar o ato operante e exeqüível. Também a utilização deste atributo administrativo fica a depender de a decisão que se pretenda executar ter sido precedida de notificação. o visto. Quando de efeitos externos. Eventual irresignação deverá ser endereçada ao Poder Judiciário. hipótese em que a publicidade será alcançada com a sua afixação em local acessível ao público. revogáveis a qualquer tempo. reclamam uma atuação eficaz e pronta da Administração. a aptidão para atuar. punitivos que impõe a coercibilidade para o seu cumprimento ou execução. A auto-executoriedade. adquirirá o ato a exeqüibilidade. livre de contestações por parte das pessoas a eles sujeitas. impessoais. através dos quais se comprove a legalidade de atuação do Poder Público. evidentemente. abstratos. o ato adquire a eficácia. sendo que normalmente criam direitos subjetivos. através de procedimentos próprios e. CLASSIFICAÇÃO Os atos administrativos são classificados. a aprovação. porém. Aliás. quanto ao seu alcance. Os efeitos externos de tais atos só se materializam com a sua publicação no órgão de divulgação da pessoa jurídica que os editou. salvo se de suas normas houver ato de execução violador de direito líquido e certo. não ensejando a possibilidade de ser invalidados por mandado de segurança. próprio. quanto ao seu regramento. a prova de tal assertiva. Perfeição = Eficácia + Exeqüibilidade Imperatividade A imperatividade é um atributo próprio dos atos administrativos normativos. Este atributo é mais específico. poderá o ato administrativo deixar de gerar seus efeitos. depois de cumpridas as formalidades intrínsecas e extrínsecas. salvo nas prefeituras que não os possua. O administrado.

são insuscetíveis de correição através de mandado de segurança. sem dar ao administrador a liberdade de optar por outra forma de agir. – no que diz respeito à finalidade. não geram direitos subjetivos. A característica de tais atos é que a publicidade se constitui em elementos essenciais e indispensáveis à sua validade. por isso que. como veremos mais adiante. segundo critérios de oportunidade. a atuação do administrador não é livre. A dinâmica do interesse público exige a maleabilidade de atuação. bastante freqüentes. internos ou externos. o regramento não atinge (nem pode atingir) todas as situações que a atuação administrativa pretende. em que as partes – administração e administrados – se posicionam em um mesmo patamar. Nestes casos. porque ele se vincula. normalmente. normativo. posto que na sua executoriedade a Administração exterioriza sua vontade obedecendo aos ditames do Direito Privado. sobre órgãos e agentes da Administração. incide. • Atos de Expediente São os atos que se destinam a impulsionar os processos administrativos. • Atos de Gestão São os que a Administração pratica sem valer-se da supremacia do Poder Público. Se a lei nada estabelece a respeito. desta forma. São os chamados poderes regrados ou vinculados. Atos discricionários são aqueles em que o poder de atuação administrativa. conveniência. os quais apenas fazem tramitar os papéis no âmbito da repartição. Sob o ponto de vista prático. justiça e eqüidade. Tais atos. só pode praticar o ato aquele que tiver competência. permite ao administrador optar por uma ou outra solução. que limita os poderes do Estado. em regra. Daí porque discricionariedade não deve ser confundida com arbitrariedade (esta ultrapassa os limites da lei). expressando a vontade onipotente do Estado e o seu poder de coerção. da qual emana a vontade da Administração. Sua publicidade fica restrita à repartição. quer para evitar o automatismo. Em outros casos. mas sempre unilaterais. são de natureza privada. c) quando a lei prevê determinada competência. Ela estabeleceu os requisitos da prática do ato. diante do poder vinculado. autorizando à autoridade agir com certa liberdade. podese dizer que a finalidade é discricionária. Eventual procedimento administrativo que anteceda a prática do ato não lhe retira esta característica. Em relação aos elementos do ato administrativo. de forma que inexiste superioridade entre eles. o seu cumprimento obrigatório. perfeitamente válidas e lícitas. pois ela se NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . com vistas à decisão da autoridade superior. • Atos Vinculados ou Regrados São aqueles nos quais a Administração age nos estritos limites da lei. a discricionariedade existe: a) quando a lei expressamente a confere à Administração. a discricionariedade justifica-se. b) quando a lei é omissa. A prática de tais atos está deferida a servidores subalternos. a Administração escolhe o momento que lhe pareça mais adequado para atingir a consecução de determinado fim. bastando a cientificação direta dos interessados. e. finalidade e forma (elementos vinculados). punitivo e de outras espécies. sem poder decisório. conferido pela lei. como ocorre no caso de remoção ex officio do servidor. Segundo a professora Di Pietro. de forma a impedir os abusos e arbitrariedades. Exemplos de atos de império: a desapropriação e a interdição de atividades. por isso que só produzem efeitos após a publicação no órgão oficial. surge para o administrador um direito subjetivo de exigir da autoridade a edição do ato. • Atos Externos São todos aqueles que atingem administrados. à competência. já que não pode prever todas as situações supervenientes à promulgação. quer para suprir a impossibilidade de o legislador prever todas as situações possíveis que o administrador terá de enfrentar. de publicação em órgão oficial. a Administração dispõe de certos poderes que lhe asseguram a supremacia sobre o particular. advirta-se: – o sujeito é sempre vinculado. a lei deixa certa margem de liberdade de decisão diante do caso concreto. ordinatório. Tais atos podem ser gerais ou especiais. simplesmente porque a lei não deixou opções.34 Quanto ao Alcance • Atos Internos O ato administrativo interno é aquele cuja eficácia se limita e se restringe ao recesso das repartições administrativas e. prescindindo. A discricionariedade é previamente legitimada pelo legislador. Ressalva seja feita no caso da finalidade em sentido amplo. Quanto ao Objeto • Atos de Império São aqueles em que a Administração se vale de sua supremacia para impor aos administrados e aos destinatários. correspondente ao interesse público. em geral. aquisição de imóvel. Exemplo: contrato de locação. para que possa perseguir seus fins. É o chamado poder discricionário. é o princípio da legalidade. obrigatoriamente. por isso mesmo. normalmente. contratantes. conforme as exigências do serviço público. Quanto ao Regramento • Atos Discricionários e Vinculados (Discricionariedade e Vinculação) No desempenho de suas funções. Por isto é que se diz que. em casos especiais. Mesmo nestes casos. os próprios servidores públicos. mas não estabelece a conduta a ser anotada (ex. também prevalece a vinculação e não-discricionariedade. via de regra. podendo o administrador optar por várias soluções possíveis. Neste caso.: poder de polícia). O ato interno pode ser geral ou especial. sem serem vinculantes ou possuírem forma especial. O principal postulado de toda atividade administrativa. Normalmente.

comumente. O motivo será vinculado quando a lei. um principal e outro acessório. ao descrevêlo. ou mesmo possibilitar seu exercício. fundem-se vontades num só ato. Ex. os atos são geralmente vinculados porque a lei previamente a define. sem suprimir direitos ou obrigações. reconhecidos por interpretação das normas concernentes ao ato. de percurso ou de local de reunião. • Atos Complexos São os que resultam da manifestação de dois ou mais órgãos (independentes). Ex.: mudança de horário.: uma autorização que dependa do visto de uma autoridade superior. “o mérito se relaciona intrínseco. seja ele singular ou colegiado. deixando-o a critério da Administração (ex. à sua valorização sob critérios comparativos”. Ex. Ex: nomeação de funcionário. ESPÉCIES Quanto à espécie.: punição do servidor por falta grave ou procedimento irregular). mas não o é. deixando a apreciação a critério da conveniência e oportunidade do Administrador (ex. • Ato Modificativo É o que tem por fim alterar situações preexistentes. O mesmo se diga em relação ao conteúdo.: venda de imóvel da Administração a particular. negociais. • Ato Inexistente É o que possui. isto é. é o aspecto relativo à conveniência e oportunidade. A nulidade pode ser explícita – a lei comina expressamente. Quanto ao Conteúdo • Constitutivo É o que cria uma situação jurídica individual para seus destinatários.: exoneração do servidor nomeado para cargo em comissão).: instrução baixada por autoridade policial para que subordinados torturem presos. ou quando a lei define o motivo. há dois atos. Ex. compostos. direitos de terceiros de boa-fé. na esfera dos comportamentos que o Direito normalmente inadmite. Em suma. a lei prevê mais de uma forma possível para praticar o mesmo ato. As vontades são homogêneas e se unem para formar um só ato. Quanto à Formação • Atos Simples São aqueles que decorrem da declaração de vontade de um único órgão. usar expressões precisas. Ex. enunciativos e punitivos. indicando os vícios que lhe dão origem – e virtual. resulta da manifestação da vontade de dois ou mais órgãos. • Ato Alienativo É o que opera a transferência de bens ou direitos de um titular a outro. Atos que dependem de autorização. a discricionariedade.: aposentadoria do servidor com 35 anos de contribuição ou 70 anos de idade. Ex. ressalvados. cuja vontade se funde para formar um ato único. Se no ato complexo. Exs. Normalmente é praticado com usurpação de função pública ou assiste no campo do impossível jurídico.: expedição de certidão. • Ato Nulo É o que nasce afetado de vício insanável por ausência ou defeito substancial em seus elementos constitutivos ou no procedimento formativo. ordinatórios. alcança o ato desde o seu nascimento.. imprecisas. • Ato Abdicativo É aquele cujo titular abre mão de um direito. são. proposta. com noções vagas. entretanto. Exs. Quanto à Eficácia • Ato Válido É aquele que provém de autoridade competente para praticá-lo e contém todos os requisitos necessários à sua eficácia. dos crimes.: licença de habilitação para dirigir automóveis ou a deliberação de um conselho. Eventualmente. Costuma-se dizer que o ato vinculado é analisado apenas sob o aspecto da legalidade e que o ato discricionário deve ser analisado sob o aspecto da legalidade e do mérito administrativo. laudo técnico. Segundo Seabra Fagundes. encampação de serviço de utilidade pública. É irretratável e incondicional. que decorre da infringência de princípios específicos de direito público. Ex. que diz respeito à conveniência diante do interesse público. A nulidade tem efeito ex tunc. – no motivo e no conteúdo do ato é que localiza. O ato anulável (aquele com vício sanável e que não causou prejuízos a terceiros ou ao erário) admite a convalidação. parecer. Ex. sendo a vontade de um instrumental em relação à de outro.35 refere a conceitos vagos e imprecisos. a finalidade é sempre vinculada.: a nomeação de um ministro do STF. os atos administrativos se dividem em: normativos. a aparência de ato administrativo. porém. que edita o ato principal. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . • Ato Extintivo Põe termo a situações jurídicas individuais. reconhecer situações preexistentes. homologação. em relação à Administração. geralmente. • Ato Composto Por seu turno. no ato composto. apostila de título de nomeação.: cassação de autorização. – no que tange à forma.: a renúncia. Em geral reclama autorização legislativa. etc. • Ato Declaratório Visa a preservar direitos. Será discricionário o motivo quando a lei não o definir. aprovação. que não dão margem a qualquer tipo de interpretação. ou seja. apenas. No sentido estrito.

explícito ou implícito pela Administração. mandado de injunção. não sendo lícito ao Judiciário conhecer da oportunidade e conveniência. – A revogação não pode atingir meros atos administrativos. por dois meses. etc. Discute-se. Nesse sentido. Exs. 473. vistos. quando eivados de vícios que os tornem ilegais. como certidões. Anulação É o “desfazimento do ato administrativo por razões de ilegalidade” (Di Pietro). portarias. votos. Resolução: ato administrativo normativo expedido pelas altas autoridades do Executivo (não pode ser expedida pelo Chefe do Executivo. – Também não podem ser revogados os atos que geram direitos adquiridos. ofícios. em todos os casos. pois. quando o prejuízo resultante da anulação puder ser maior do que o decorrente da manutenção do ato ilegal. abstratamente previstas de modo expresso. Enunciativos São aqueles atos em que a Administração se limita a certificar ou atestar um fato ou emitir opinião sobre determinado assunto. – Também não são passíveis de revogação atos que integram um procedimento. admissões. porque o ato é válido. de forma a confirmá-los no todo ou em parte. – Não podem ser revogados os atos que exauriram seus efeitos. A revogação não retroage. Regulamento: ato administrativo posto em vigência por decreto. Regimento: ato administrativo de atuação interna. aprovações. em regra. independe da provocação do interessado. São inferiores aos regulamentos e regimentos. suspensão. mediante provocação do interessado. Exs.: licenças. homologações. interdições de atividades. mas pode deixar de fazê-lo. na doutrina. Pode a anulação ser feita pela própria Administração Pública. para explicar os mandamentos da lei. porque nesses casos não há oportunidade e conveniência a apreciar. etc. a apreciação judicial. É admissível o instituto da própria revogação – são ex nunc. “é o ato administrativo pelo qual a Administração extingue um ato válido. feita pela própria Administração. A Administração Pública pode declarar a nulidade de seus próprios atos. atestados. Negociais São aqueles que contêm uma manifestação de vontade do Poder Público coincidente com a pretensão do particular. atestados e pareceres. Isso não significa que a revogação deva ser feita fora dos limites da lei. cujos efeitos decorrem da lei. em determinadas circunstâncias.36 Atos Normativos São os decretos. regimentos.: se a Administração concedeu afastamento. interdições. por motivo de conveniência ou oportunidade. Contêm um comando geral do Executivo. Como a desconformidade com a lei atinge o ato em suas origens. por razões de oportunidade e conveniência”. Enquanto a anulação pode ser feita pelo Judiciário ou pela própria Administração. deliberações e regulamentos. – Não podem ser revogados os atos vinculados. Decreto: ato administrativo de competência exclusiva dos Chefes do Poder Executivo.: certidões. aclarando seus mandatos e orientando sua aplicação. Existe resolução individual. facilitando sua execução. resoluções. A Administração pode anular seus próprios atos. que só pode expedir decretos) ou pelos presidentes dos Tribunais. ação popular). órgãos legislativos e colegiados administrativos para disciplinar matéria de sua competência específica. destinados a prover situações gerais e individuais. Ex. despachos. etc. embargos de obras. porque deles não se originam direitos. A anulação. quer de remédios constitucionais de controle judicial da Administração Pública (mandado de segurança. ou revogá-las. já que o ato foi editado em conformidade com a lei. à funcionária. conforme está expresso na Súmula nº 473. se a Administração está obrigada a anular o ato ou apenas a faculdade de fazê-lo. Decreto regulamentar ou de execução é o que explica a lei.: multas. seus efeitos se produzem a partir A convalidação – ou aperfeiçoamento ou sanatória – é o processo de que se vale a Administração para aproveitar atos administrativos com vícios superáveis. que pode utilizar-se quer de ações ordinárias. Ordinatórios Visam a disciplinar o funcionamento da Administração e a conduta funcional de seus agentes.: instruções. habeas data. Também o Judiciário pode anular o ato. a cada novo ato ocorre a preclusão com relação ao anterior. visando à completa aplicação da lei. com base no seu poder de autotutela sobre os próprios atos. Punitivos Contêm uma sanção imposta pela Administração àqueles agentes que infringem disposições disciplinares dos serviços públicos. a anulação produz efeitos retroativos à data em que foi emitido (efeito ex tunc). Seu objeto é explicar a lei. dado que se destina a reger o funcionamento de órgãos colegiados ou de corporações legislativas. autorizações. vejam as seguintes Súmulas do STF: 346. O interesse público é que norteará a decisão. Exs. do STF. Isso significa que a revogação respeita os efeitos já produzidos pelo ato. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . A Administração tem. Exs. respeitados os direitos adquiridos e ressalvada. INVALIDAÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS (OU MODOS DE DESFAZIMENTO) Revogação Convalidação Segundo Di Pietro. a revogação é privativa da Administração. a revogação será impossível. o dever de anular os atos ilegais. circulares. já que ela tem o poder-dever de zelar pela inobservância do princípio da legalidade. ordens de serviços.

Não obstante a lição do saudoso mestre Hely Lopes Meirelles sobre os poderes administrativos. IV .. Delegação é a atribuição a outrem de funções originariamente cometidas ao que delega.com vícios de finalidade. da Carta Magna.sancionar. a finalidade e a forma são vinculadas ao enunciado legal. 4 .. O administrador age inteiramente vinculado ao enunciado legal sob pena de nulidade do ato... Poder Discricionário É o que a lei defere ao administrador para a prática de um ato.. que reza: Art. Requer motivação e produz efeitos ex tunc. aqueles que apresentam defeitos sanáveis e no qual se evidencie e não acarreta em lesão ao interesse público nem prejuízos a terceiros... que consiste no chamamento a si de atribuições originariamente cometidas a um subordinado. finalidade e forma sempre serão pressupostos ou elementos vinculados do ato..... Poder Vinculado ou Regrado É o conferido à Administração para a prática de ato com todos os elementos. A estes incumbem o controle e a correção dos atos administrativos dos seus subordinados.......... se ainda são admissíveis os decretos autônomos. existente no direito privado.... pois comporta atuação nos limites do permissivo legal. (Direito Administrativo. bem assim as de delegar e avocar as atribuições e de rever os atos dos que se encontram em níveis inferiores da escala hierárquica... em virtude da afronta literal ao art... de 29/1/99. situa-se a avocação. 8ª ed. não sendo complementar à lei.. 1997... aqueles com vícios insanáveis. pois. Seria. IV e VI). Atlas.que causaram prejuízos ao erário ou a terceiros.. Preferimos excluir do conceito essa referência porque. porque a competência. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: . classificam-se os poderes administrativos em discricionário e vinculado. Maria Sylvia Zanella di Pietro refuta o decreto autônomo do conceito de poder regulamentar dizendo: Hely Lopes Meirelles (1996: 112) inclui no conceito de poder regulamentar a faculdade de ‘expedir decretos autônomos sobre matéria de sua competência ainda não disciplinada por lei’... pressupostos e requisitos procedimentais descritos na norma...... para mantê-los ou invalidá-los.37 da convalidação dos atos administrativos anuláveis. 84.. uma vez que retroage.. Hely Lopes Meirelles entende que se trata de faculdade implícita no poder de chefia da Administração.. De acordo com a maior ou menor margem de liberdade que a lei atribua ao administrador para a prática do ato administrativo. A discricionariedade não pode ser confundida com a arbitrariedade. ou com a possibilidade de opção no tocante ao conteúdo. p. estão ínsitas as faculdades de dar ordens e de fiscalizar...784. o ato que convalida tem efeitos ex tunc. A convalidação será feita pela própria Administração.. os superiores apreciam os atos de seus subordinados.. A valoração dos motivos e a escolha do objeto consubstanciam o mérito do ato administrativo.. segundo seu próprio juízo quanto à conveniência e oportunidade do mesmo. já que este supõe a existência de uma lei a ser regulamentada.com vícios de matéria (competência exclusiva). controle e execução. Trata-se de poderes ditos instrumentais. não se pode dizer que o decreto autônomo ou independente se baseie no poder regulamentar... a doutrina mais atualizada e a jurisprudência predominante repulsam a expedição de decreto autônomo como ato normativo regulamentador de matéria ainda não disciplinada por lei. Trata-se de um poder previsto para o melhor atendimento ao interesse público.. Poder Hierárquico É o poder de distribuir funções a diversos órgãos administrativos. pois o legislador não consegue tipificar e regular todas as possíveis situações com que pode se deparar o administrador em seu dia-a-dia.. coordenação. que regulamentem matéria ainda não disciplinada por lei. com escalonamento pelos diferentes níveis de planejamento..... informada pelos princípios que regem a Administração... ao momento em que foi praticado o ato originário.. diante do texto constitucional em vigor (art.. o decreto autônomo manifestação do poder normativo do Poder Executivo e não do poder regulamentar. no desempenho das tarefas administrativas. Pela revisão. A grande vantagem em sua aceitação no Direito Administrativo é a de poder aproveitar-se atos administrativos que tenham vícios sanáveis.. 3 ... Competência.. A doutrina diverge. 2 .. São os chamados decretos regulamentares.* O instituto da convalidação tem a mesma premissa pela qual se demarca a diferença entre vícios sanáveis e insanáveis... A discricionariedade recai sobre o motivo e o objeto. . PODERES ADMINISTRATIVOS A Administração dispõe de poderes administrativos distintos dos Poderes políticos (Executivo. Por essa razão. Não se convalidam atos: 1 . inciso IV. 84. No poder hierárquico. Em sentido contrário. bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução.nulos.. 74-75) NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO * Lei nº 9. promulgar e fazer publicar as leis.. Poder Regulamentar É o poder atribuído aos Chefes do Executivo para a expedição de decretos para a fiel execução da lei.. Por ele se estabelecem as relações de subordinação entre os servidores impondo-lhes o dever de obediência aos superiores. São Paulo: Ed. o que freqüentemente produz efeitos práticos no exercício da função administrativa... pois consubstanciam ferramentas de trabalho do Estado. para suprir as omissões do legislador.. Trata-se de poder sempre relativo (juris tantum). Poder Disciplinar É uma faculdade punitiva interna por meio da qual a autoridade administrativa pune as infrações funcionais dos servidores e de todos que estiverem sujeitos à disciplina dos órgãos e serviços da Administração.. Legislativo e Judiciário) para o desempenho de suas funções.. em seus efeitos.

. julg. MEDIDA LIMINAR. 5º. interesse ou liberdade. não há lugar. (STF. os operadores portuários aos “importadores. Pode. Rel. execução das leis (artigo 84-IV da CF/88). Assim. dependente de lei.Afronta ao princípio da legalidade (CTN. criou novos sujeitos passivos para a obrigação tributária. consoante prescreve o inc. o de ato estritamente subordinado. Min. por igual.) Em suma: é livre de qualquer dúvida ou entredúvida que. IV do art. (Direito Administrativo. Vale dizer: restrição alguma à liberdade ou à propriedade pode ser imposta se não estiver previamente delineada configurada e estabelecida em alguma lei. RESP 156858/PR (1997/0085963-0). na verdade. A ponderabilidade da tese do requerente é segura. não por ilegalidade. (STJ. Cite-se: . TELECOMUNICAÇÕES: CONCESSÃO OU PERMISSÃO PARA A EXPLORAÇÃO. em razão de interesse público concernente à segurança. 78. Poder de Polícia “É a faculdade de que dispõe a Administração Pública para condicionar e restringir o uso e gozo de bens. 184-189). só podem existir regulamentos conhecidos no Direito alienígenas como “regulamentos executivos”. meramente subalterno e. que atuou ultra vires em relação à lei regulamentada (Lei nº 8. uma vez que equiparou. diretamente ou mediante autorização. 97. qualquer disposição sobre o assunto tende a ser adotado em lei formal. p. em benefício da coletividade ou do próprio Estado. em nosso ordenamento. regula a prática de ato ou abstenção de fato. 5) TRIBUTÁRIO. de competência privativa do Chefe do Poder Executivo. que o decreto autônomo não pode fazer parte do conceito de “Poder Regulamentar”. I . limitando ou disciplinando direito. já explanaram seu entendimento sobre a expedição do decreto autônomo. como os regulamentos autônomos criam. Ademais. 5º da Lei Maior.030/93).. padece de ilegalidade o Decreto nº 1. à ordem. O art. OFENSA AO ARTIGO 84-IV DA CF/88. já que supriu a lei onde a Constituição a exige. segundo uma relação de compatibilidade com a lei para desenvolvê-la. É que os dispositivos constitucionais caracterizadores do princípio da legalidade no Brasil impõem ao regulamento o caráter que se lhe assinalou. mas tão-somente o decreto para a “fiel execução da lei”. O Código Tibutário Nacional conceitua o Poder de Polícia em seu art. se o regulamento não é lei no sentido formal. 3 ed.” (Hely Lopes Meirelles) Não se confunde com a polícia judiciária e a polícia de manutenção da ordem pública. em nosso sistema. por entender incompatível com a previsão constitucional. Tribunal Pleno. atividades e direitos individuais. A Emenda Constitucional nº 8. 78. sem poder. Min.719/95. LIMINAR DEFERIDA. não pode criar direito novo. Por essa definição vê-se que o Direito Positivo brasileiro só admite o regulamento de execução. “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”. nos termos da lei. editado privativamente pelo Chefe do Poder Executivo. diga-se que nos termos do inciso II do art. Decretos existem para assegurar a fiel. exportadores ou consignatários das mercadorias”. os regulamentos destinados à fiel execução da lei. à disciplina da produção e do mercado.. julg. DJ 19/4/99. espaço jurídico. São Paulo: Ed. Pela ótica da maioria. de direito. à higiene. para o regulamento autônomo ou independente. Diógenes Gasparini também rechaça de seu conceito de regulamento o decreto autônomo ou qualquer outro tipo de ato normativo independente. e só para cumprir dispositivos legais é que o Executivo pode expedir decretos e regulamentos. A Lei nº 9. AITP. IV. p. concessão ou permissão. cabe ao Congresso Nacional. 2ª Turma. (Curso de Direito Administrativo. Medida liminar deferida. só por lei se regula liberdade e propriedade: só por lei impõem obrigações de fazer ou não fazer. Saraiva. portanto. art. a função do regulamento é muito modesta. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . 7/11/96. Daí que. Não bastasse isso. DECRETO AUTÔNOMO: POSSIBILIDADE DE CONTROLE CONCENTRADO. mas por inconstitucionalidade.295/96 não sana a deficiência do ato impugnado. DJ 6/8/99. DECRETO Nº 1. 84 da Constituição Federal. III). p. 110) Conclui-se. DECRETO 1. Daí que. 20/10/98.. entre nós. 112). Sendo assim. 7 ed. Considera-se poder de polícia a atividade da Administração Pública que. ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público. expurgando qualquer modalidade de ato normativo tendente a substituir a lei. (. II . entre nós. à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. e 37 da Constituição. pois estas atuam sobre pessoas.38 Celso Antônio Bandeira de Mello define regulamento e estipula sua extensão. 1993. 84. in verbis: Art. Não havendo lei anterior que possa ser regulamentada. 48 da Constituição Federal. já que ela é posterior ao decreto. ademais. Rel.035/93. nos termos do art.Recurso não conhecido. Adhemar Maciel. p. Transcreve-se: O ato que se origina do exercício da atribuição regulamentar chama-se regulamento. o requisito do perigo na demora. por força dos arts. dispor sobre todas as matérias de competência da União. concorre. 3º do regulamento. São Paulo: Malheiros Editores. finalidade de produzir as disposições operacionais uniformizadoras necessárias à execução de lei cuja aplicação demande atuação da Administração Pública.035/93: LIMITES. O decreto seria nulo.Como no ordenamento jurídico brasileiro não existe o “decreto autônomo”. expedido com a estrita. ser definido como o ato administrativo normativo. pode-se conceituar o regulamento em nosso Direito como ato geral e (de regra) abstrato. III . aos costumes. em consonância com a doutrina retro citada. ADIMC-1435/DF. isto é. 1995. de 1995 – que alterou o inciso XI e alínea a do inciso XII do artigo 21 da CF – é expressa ao dizer que compete à União explorar. Francisco Rezek. A Suprema Corte brasileira e o Superior Tribunal de Justiça. os serviços de telecomunicações. entendimento esse que nos reportamos: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. qual seja. isto é. II.

XVI e XVII). A Administração só pode aplicar sanção sumariamente e sem defesa (principalmente as de interdição de atividade. Lei nº 1. lavrado regularmente. 37. A proporcionalidade entre a restrição imposta pela Administração e o benefício social que se tem em vista. veio instituir o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis dos Poderes da União e ex-territórios. que só podem ser executadas por via judicial. de 28/10/52) como também os chamados celetistas (contratados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. sem necessidade de ordem judicial para essa interdição e demolição. 8. seus contratos não mais seriam prorrogados após o vencimento do prazo de prorrogação.515/97 e 9. sim. sem intervenção do Judiciário.112. ela embarga diretamente a obra e promove sua demolição. nos demais casos exigese o processo administrativo correspondente.745/93. Condições de Validade As condições de validade do ato de polícia são a competência. Ficando estabelecido que. No uso desse poder. e essa coerção também independe de autorização judicial. com plenitude de defesa ao acusado. portanto. decretada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Presidente da República. II. das fundações públicas federais e extensivo aos serventuários da justiça (remunerados com recursos da União. ao Judiciário. até a implantação dos planos de cargos. de 1º/5/43). Assim. quando exercidas por não-integrantes de tabelas permanentes de órgãos e entidades. a correspondência entre a infração cometida e a sanção aplicada. os empregos ocupados pelos servidores incluídos no regime instituído por esta Lei. admitindo até o emprego da força pública para seu cumprimento. a vedação ao acúmulo de cargos. As universidades e instituições de pesquisas científica e tecnológica federais poderão prover seus cargos com professores. Estes poderão ter outro tipo de regime. 8. também. Na vigência do novo diploma. excluiu. Considera-se Funcionário Público. As Definições de Servidor e Funcionário Público Nos termos da lei.730/93. O Poder de Polícia autoriza limitações. REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS LEI Nº 8. acrescidas da proporcionalidade da sanção e da legalidade dos meios empregados pela Administração. restrições. mas deverão observar as normas constitucionais relativas à investidura em cargo ou emprego por concurso público. ou quando se tratar de infração instantânea surpreendida na sua flagrância. nunca supressão total do direito individual ou da propriedade particular. para validade da sanção imposta. pois todos eles admitem a coerção estatal para torná-los efetivos. se a norma legal que o rege estabelecer o modo de sua realização e exteriorização (forma própria ou legal). O Regime Jurídico. aprovada pelo Decreto-Lei nº 5. a finalidade e a forma. por exemplo. quando se tratar de medida punitiva. ficam transformados em cargos. aquela ou esta comprovada pelo respectivo auto de infração. de 20/11/97). ainda que decorrentes do poder de polícia. • Coercibilidade – é a imposição coativa das medidas adotadas pela Administração. quando resistido pelo administrado. constitui requisito específico para validade do ato de polícia.688/93. Se o particular se sentir agravado em seus direitos. o que só poderá ser feito através de desapropriação. quanto a estes. na data de sua publicação.527/97 e EC nos 19 e 20/98) DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES (ARTS. previsto pela Constituição de 1988. como as demais prestações pecuniárias devidas pelos administradores à Administração. no que couber). para os efeitos penais. por determinação própria. quem. 1º A 4º) A Lei nº 8. das autarquias (inclusive as em regime especial). técnicos e cientistas estrangeiros (Lei nº 9. a auto-executoriedade e a coercibilidade. “Servidor é a pessoa legalmente investida em cargo público” (Lei nº 8.112/90. 8. 8. que intervirá oportunamente para a correção de eventual ilegalidade administrativa ou fixação da indenização que for cabível.515. A auto-executoriedade autoriza a prática do ato de polícia administrativa pela própria Administração. como. condicionamentos.112. 8.270/91. embora lícito e legal o fim pretendido. também. • Discricionariedade – consiste na possibilidade da livre escolha pela Administração sobre a conveniência e oportunidade do exercício do poder de polícia. 2º). pela via adequada. independentemente de mandado judicial. se for o caso. Na escolha do modo de efetivar as medidas de polícia não se compreende o poder de utilizar meios ilegais para sua consecução. • Auto-executoriedade – é a faculdade de a Administração decidir e executar diretamente sua decisão por seus próprios meios.711. art. empregos ou funções públicas (art. A nova disciplina legal abrange não só os estatutários (antes regidos pelo antigo Estatuto dos Funcionários Públicos Civis da União.429/92. As funções de confiança também foram transformadas em cargos em comissão. Todo ato de polícia é imperativo (obrigatório para seu destinatário. de 11/12/90. 9. tipifica ilegalidade nulificadora da sanção.647/93. Não se deve confundir a auto-executoriedade das sanções de polícia com punição sumária e sem defesa. quando a Prefeitura encontra uma edificação irregular ou oferecendo perigo à coletividade. sim. Entretanto. exceto os contratados por prazo determinado. os empregados públicos: os trabalhadores das empresas públicas (CEF/ECT) e os das sociedades de economia mista (BB/Petrobras).39 Atributos do Poder de Polícia Os atributos específicos do Poder de Polícia são a discricionariedade. DE 11 DE DEZEMBRO DE 1990 (Atualizada pelas Leis nos 8.452. Excluem-se da auto-executoriedade as multas. apreensão ou destruição de coisas) nos casos urgentes que ponham em risco a segurança ou a saúde pública. A legalidade dos meios empregados pela Administração é o último requisito para a validade do ato de polícia. Não há ato de polícia facultativo para o particular. embora transitoriamente ou sem remunera- NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . e. poderá reclamar. como tal. A desproporcionalidade do ato de polícia ou seu excesso equivale a abuso de poder e. a Administração impõe diretamente as medidas ou sanções de polícia administrativa necessárias à contenção da atividade anti-social que ela visa a obstar. o ato emanado em razão desse poder passa a ser vinculado.

* O funcionário interino substituto é livremente demissível. c) vitalício – Magistrados.. Diz-se que a nomeação é feita em português e a exoneração em latim (ad nutum). Outros dispositivos disciplinam a matéria. A lei não assegura ao servidor de primeira investidura (não estável): a) recondução. Se a demissão do servidor estável for invalidada por sentença judicial ou decisão administrativa.* Ao inabilitado. que essa matéria deve ser tratada por lei e não por resolução como ensinam outros doutrinadores (ex. a regular apuração de sua inaptidão para o exercício do cargo. Lotação é o número de servidores que devem trabalhar em cada seção (repartição) do serviço público. dá-se a denominação de Carreira (ou série de classe). A demissão do servidor estável pode ocorrer em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou mediante processo administrativo disciplinar. Como já mencionamos. e 52. vencimento e designação próprios. o ocupante de cargo efetivo não é exonerável ad nutum. a lei estabelece: a) se já era estável – fica assegurada a recondução ao cargo anterior. vejamos: Art. onde houver. por motivo de interesse público. II. o cargo pode ser: Efetivo – o que se destina a ser preenchido em caráter definitivo. Criação. bem como a fixação do subsídio de seus membros e dos juízes. Com o eventual ocupante de seu cargo. Com o advento da Emenda Constitucional nº 19/98 as funções de confiança serão exercidas exclusivamente por servidores de carreira. XIII – Os cargos dos serviços auxiliares do Senado e da Câmara podem ser criados ou extintos por resolução de cada uma dessas casas. b) licença para desempenho de mandato classista. c) reintegração. é importante distinguir: será privativa do Chefe do Executivo para os cargos da administração direta e autárquica desse Poder (art. 96. § 1º. disciplinados em outros diplomas legais. Transformação e Extinção de Cargos A Constituição Federal (art. b) em comissão (em confiança). XV.prover e extinguir os cargos públicos federais. 48. sem qualquer indenização. Quanto à iniciativa dessas leis. da estrita confiança da autoridade que o nomeou. (.112/90. Capacidade de Iniciativa e Disciplina. privativamente. exerce cargo. Esta efetividade é alcançada com a nomeação. Pode ser permanente ou provisório. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . O cargo público só pode ser criado por lei. ex officio (por dever do cargo). A Administração. art. em estágio probatório. X) dispõe que cabe ao Congresso Nacional dispor sobre a criação.. 5º A 32) Provimento – é o ato de designação de uma pessoa para o preenchimento de um cargo público. É de livre nomeação e exoneração. dos Tribunais. conforme a previsão constitucional. Cargo Público “é o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura organizacional que devem ser cometidas a um servidor” (Lei nº 8. inc. como dissemos. menos antes de cessar a causa da substituição. a). entretanto.40 ção. da Constituição Federal). IV. a estabilidade adquire-se após 3 (três)* anos de efetivo exercício (art. * O Estágio Probatório não protege o funcionário contra extinção do cargo. porém. podem ser: a) efetivos – de carreira ou isolados. d) interino* – em substituição (art. O agrupamento de cargos da mesma profissão recebe o nome de classe. observados os prazos máximos e improrrogáveis da Lei nº 8. Produtividade. Ministros dos Tribunais de Contas e Membros do Ministério Público. Compete privativamente ao Presidente da República: (.112/90). É isto que estabelece a Súmula nº 21 do STF: “Funcionário em estágio probatório não pode ser exonerado nem demitido sem inquérito ou sem as formalidades legais de apuração de sua incapacidade”. A criação de cargos do Executivo e do Judiciário e a fixação dos respectivos vencimentos é feita por lei. para os cargos de respectiva organização judiciária. na forma da lei. art.: Bandeira de Mello).745. Ao agrupamento de classes da mesma profissão ou atividade. até que seja adequadamente aproveitado em outro cargo (obrigatoriamente de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado).) XXV . 3º). b – a criação e a extinção de cargos e a remuneração dos seus serviços auxiliares e dos Juízos que lhes forem vinculados. É importante frisar que. Hely Lopes Meirelles entende. com escalonamento hierárquico. emprego ou função pública (Código Penal. transformação e extinção dos cargos e funções públicas. cargos isolados e funções gratificadas de um mesmo serviço ou Poder.. 48. I. ressaldo o disposto no art. (Súmula nº 22 do STF) ** Emenda Constitucional nº 19/98. caput. 51. e) temporário – por prazo determinado e para atender à necessidade de excepcional interesse público. podem ocorrer 3 (três) hipóteses: 1ª) recondução ao cargo de origem. em que lhe seja assegurada a ampla defesa e o contraditório (Súmula nº 20 do STF). – A avaliação de desempenho passa a ser exigida como requisito para aquisição de estabilidade do servidor. Sua “demissão” somente ocorrerá após regular apuração de sua inadequação ao exercício do cargo. e 3ª) disponibilidade remunerada. Os cargos públicos. 41. 327). Será. ele será reintegrado.. Quadro é o conjunto de carreiras.) Art. pode transferir ou remover o servidor efetivo. (Súmula nº 24 di STF) DO PROVIMENTO (ARTS. A estabilidade no cargo não equivale à inamovibilidade. 84. quanto ao provimento. com número certo. b) se não estável – será o servidor exonerado ex officio (ou de ofício) mediante. Arts. Comissionado – é o que se destina a ser preenchido por um ocupante transitório. 61. Assiduidade. onde serão observados e avaliados os fatores Responsabilidade. também. 38 da Lei nº 8. inclusive dos tribunais inferiores. durante o Estágio Probatório**. 2ª) aproveitamento em outro cargo de vencimento e atribuições compatíveis. de 36 meses *. de 9 de dezembro de 1993.

As formas de provimento por derivação são: 2. não gera direitos para o servidor. (Súmula nº 566 do STF) Se o servidor federal. O provimento pode ser: 1. Octavio Gallotti. judicialmente. * À falta de lei. O servidor que retornar à atividade por interesse da administração perceberá. pois. a este. o servidor será aproveitado em outro cargo. ou da reintegração do anterior ocupante. Se o cargo estiver preenchido. – estável quando na atividade. Se o cargo de origem estiver provido. relativo a outro cargo.1 Horizontal (sem elevação funcional): a) Transferência (Revogada). o seu ocupante será exonerado ex officio. Com esse entendimento. – haja cargo vago. – a aposentadoria tenha ocorrido nos cinco anos anteriores à solicitação. ou. condições necessárias para que ocorra a readaptação: 1ª) que as atribuições e responsabilidades sejam compatíveis com a limitação do readaptando. dependendo do caso. em substituição aos proventos da aposentadoria. A nomeação é a única forma de provimento inicial.2 Vertical (com elevação funcional): a) Promoção é a passagem de uma classe para outra no âmbito da mesma carreira. com atribuições e vantagens compatíveis com o anteriormente ocupado. Não poderá reverter o aposentado que já tiver completado 70 (setenta) anos de idade. encontrando-se provido o cargo. d) Reversão – é o retorno à atividade de servidor aposentado: por invalidez. 26/6/98). respeitada a habilitação exigida. O aproveitamento dar-se-á obrigatoriamente em cargo de natureza e padrão de vencimentos correspondentes ao que ocupava. 2. Se o servidor não entrar em exercício no prazo legal. não podendo ser feito em cargo de padrão superior. Se for julgado incapaz para o serviço público. Diz a Súmula nº 39 do STF. c) Aproveitamento* – é a investidura do servidor em disponibilidade em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado. quando junta médica oficial declarar insubsistentes os motivos da aposentadoria. b) Recondução – é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado. 2ª) que a limitação física ou mental seja avaliada e constituída por inspeção médica. o servidor ficará em disponibilidade remunerada. ou no cargo que resultou sua transformação. rel. o seu aproveitamento.933-DF. Se o cargo tiver sido extinto. Em síntese: a reintegração é do demitido. o STF deferiu mandado de segurança para assegurar ao impetrante a recondução do servidor estável na hipótese de desistência voluntária deste em continuar o estágio probatório. No caso de invalidez. em decorrência da inabilitação em estágio probatório. submetido a estágio probatório em novo cargo público. sendo que o tempo em que o servidor estiver em exercício será considerado para concessão da aposentadoria. b) Readaptação – é a passagem do servidor de seu cargo para outro mais compatível com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental. até a ocorrência de vaga. com ressarcimento de todas as vantagens. Terá os proventos calculados com base nas regras atuais se permanecer pelo menos cinco anos no cargo. 2. o servidor exercerá suas atribuições como excedente. aferida em inspeção médica. o readaptado será aposentado com provento integral ou proporcional. tem ele o direito a ser reconduzido ao cargo ocupado anteriormente no serviço público. desiste de exercer a nova função. quando sua demissão for invalidada por decisão administrativa ou judicial. a remuneração do cargo que voltar a exercer. e 4ª) seja efetivada em cargo de atribuições afins. São modalidades: a) Reintegração – é a reinvestidura do servidor estável no cargo que anteriormente ocupara. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . que fica subordinado ao critério de conveniência da Administração. por se tratar de motivo menos danoso do que sua aprovação (MS 22.3 Reingresso – compreende o retorno ao serviço ativo de servidor que dele estava desligado. funcionário em disponibilidade não pode exigir. b) Ascensão (Revogada). Derivados – os que derivam de um vínculo anterior entre o provido e o serviço público. e a reversão do aposentado. desde que: – tenha solicitado a reversão. seu aproveitamento será tornado sem efeito e a disponibilidade cassada. 3ª) respeito à habilitação exigida para o exercício do novo cargo. será reconduzido. Originário ou inicial – o que se faz através de nomeação para cargos de provimento efetivo ou em comissão. 2. Deverá ser feita em cargo de atribuições e vencimentos afins. salvo doença comprovada por junta médica oficial.* São. o aproveitamento é do disponível. no interesse da administração. o pedido de readaptação fundado em desvio funcional. “Reclassificação posterior à aposentadoria não aproveita ao servidor aposentado” (Súmula nº 38 do STF). – a aposentadoria tenha sido voluntária. se ocuparava outro cargo. O órgão central do Sistema de Pessoal Civil é o incumbido de determinar o aproveitamento imediato do servidor em disponibilidade em vaga que ocorrer em órgãos e entidades da Administração Pública Federal. sem direito a indenização.41 O servidor ficará ainda em disponibilidade remunerada quando extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade. A reversão far-se-á no mesmo cargo ou no cargo resultante de sua transformação. a recondução é do inabilitado em estágio probatório de outro cargo ou da reintegração do anterior ocupante. Min. inclusive com as vantagens de natureza pessoal que percebia anteriormente à aposentadoria. relativamente ao cargo pleiteado. * Enquanto pendente.

em conseqüência. a Turma deu provimento a recurso ordinário em mandado de segurança para assegurar a candidatos selecionados na primeira fase do concurso público para o cargo de fiscal do trabalho (Edital nº 1/94) – que não estavam classificados dentro do limite das vagas existentes – a prioridade na convocação para a segunda fase (programa de formação) sobre eventuais aprovados em novo concurso público. para assumir cargo ou emprego. será de 4 (quatro) anos. salvo se a lei já o determinar. Min. quando o cargo for provido por candidato de classificação inferior a sua.538-DF. contudo. a autoridade coatora impedida de nomear candidatos aprovados em posterior concurso de fiscal do trabalho enquanto não se concluir o competitório em que os impetrantes foram aprovados na primeira fase. IV. dispõe a Súmula nº 15. embora seja válido o concurso anterior. Há entendimentos de que existem dois prazos: no primeiro biênio 2 (dois) anos não se pode realizar outro concurso. 5º da Lei nº 8.42 Do Concurso Público A prévia habilitação em concurso público de provas ou de provas e títulos é imprescindível para a nomeação para cargo de carreira ou cargo isolado. observada a ordem de classificação. Requisitos básicos para a investidura em cargo público Os requisitos para a investidura em cargo público estão elencados no art. e) não há prazo mínimo de validade do concurso público. Sepúlveda Pertence. Funcionário nomeado por concurso tem direito a posse (Súmula nº 16 do STF). 12. § 3º. na carreira. O aprovado tem o direito de não ser preterido na nomeação. ou. Conclusões podem ser extraídas dessa norma: a) o prazo máximo de validade de um concurso público. sem a prorrogação. pois a lei fala em “até 2 (dois) anos”. se o anterior ainda é válido e restam candidatos aprovados a serem aproveitados. aquele aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados. Ministro do Supremo Tribunal Federal. 37. já incluída a prorrogação. isto é. oficial das Forças Armadas e integrantes da Carreira Diplomática. RMS 23. que são cargos privativos de brasileiros natos: Presidente e Vice-Presidente da República.”). aí existe o direito à nomeação. na carreira”. A fixação do prazo será feita no edital do concurso. o que somente ocorrerá com a convocação à segunda etapa. Presidente da Câmara ou do Senado Federal. quando o cargo for preenchido sem observância da classificação”. Precedente citado: RMS 23. porém ficará obrigada a observar a prioridade dos concursados aprovados no certame anterior para só depois admitir os novos aprovados. Por igual período deve ser entendido “o prazo igual ao que haja sido estabelecido para a validade do concurso”. a Constituição permite a abertura de novo concurso. O que não se pode é ficar com o texto taxativo da lei: “Não se abrirá novo concurso enquanto houver candidato aprovado em concurso anterior com prazo de validade não expirado” (art. b) o prazo de validade inicial do concurso público. Dispõe a lei que o concurso público terá validade de até 2 (dois) anos. III). quando for preterido. por igual período. ficando. 37. rel. aquele aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo ou emprego. Outra questão que pode ser colocada é a do significado da expressão “prorrogação por igual período”. c) a prorrogação do prazo de validade de um concurso público é uma faculdade. • Concurso Público: Direito à Convocação Com base no art. no art. mais ainda. pois o Poder Público pode escolher a oportunidade da nomeação que melhor atenda às suas conveniências. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . 12. b) o gozo dos direitos políticos. 37.112/90. A Constituição disciplina. Considerou-se que o Edital nº 1/94 determinara o provimento dos cargos quanto às vagas existentes ou que viessem a ocorrer no prazo de validade do concurso. do STF: “Dentro do prazo de validade do concurso. em princípio. o candidato aprovado tem direito à nomeação. poderá ser menor do que dois anos. já no segundo biênio (prazo improrrogável) a administração poderá realizar um novo concurso. não um dever do poder público. 22/2/2000. • A Aprovação no Concurso e a Expectativa de Nomeação O aprovado em concurso público. da CF (“durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação. de provimento efetivo. São eles: a) a nacionalidade brasileira – aqui a lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos ou naturalizados. A esse respeito. Atenção! Embora o Estatuto proíba a abertura de novo concurso. tem o direito de ser nomeado. Se o instrumento convocatório fixou prazo para o provimento dos cargos. Já a nomeação de funcionário sem concurso pode ser desfeita antes da posse (Súmula nº 17 do STF). não tem direito à nomeação. obedecidos a ordem de classificação e o prazo de validade do concurso. membros do Conselho de Defesa e Ministro de Defesa. inciso IV): “Durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação. § 2º) em desconsideração à alusão que faz a lei maior (art.040-DF (DJU de 17/12/99). c) quitação com as obrigações militares e eleitorais. podendo ser prorrogada por uma vez. d) haverá prorrogação do prazo de validade de concurso se prevista no edital. Aqui é repetida a norma constitucional (art.

se habilitado.* • Nomeação. em razão de idade. 4 – O servidor em estágio probatório deve ser acompanhado. expressamente. não pratica atos de gestão ou de comércio (não é sócio-gerente ou dirigente de sociedade comercial ou civil). Estrangeiros poderão ser contratados para cargos de cientistas.112/90.897. 37. Trata-se de provimento inicial e autônomo. bem como uma declaração expressa de que o nomeado não acumula cargos públicos vedados pela Constituição.43 d) nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo. altura mínima. 15 – Até que sejam implantados os Planos de Carreira no Serviço Público Federal. 14 – Não há necessidade de edição de portaria declarando a vaga do cargo. decorrente do provimento de que trata o item 14. restringe aos servidores estáveis. uma vez que a lei estatutária não exige carência para este fim. 11 – O tempo de serviço de servidor que já adquiriu estabilidade no serviço público e que se encontra submetido a estágio probatório em razão de um novo provimento não poderá ser computado para efeito de progressão e promoção do novo cargo. Decreto nº 13. contados da data da posse.112/90. pesquisadores e professores universitários. com exceção daqueles que a lei. 7 – O servidor em estágio probatório faz jus aos benefícios e vantagens concedidos aos demais servidores da Administração Pública Federal direta. art. o servidor declara os seus bens. VIII). Serão reservadas para essas pessoas até 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas no concurso. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . 3 – O órgão ou entidade deve criar as condições. e) idade mínima de 18 (dezoito) anos. Tutela aos deficientes A lei assegura aos portadores de deficiência o direito à inscrição em concurso público para provimento de cargo compatível com a deficiência de que é portador. deverá ser indicada a ocorrência. Do termo de posse. é necessário que o nomeado tome posse e entre em exercício. em suas atribuições pela chefia imediata. de 2/8/91. • Estágio Probatório 1 – O estágio probatório tem por objetivo avaliar a aptidão e a capacidade do servidor. para desempenho das atribuições do cargo de provimento efetivo. será confirmado no cargo. observadas além dos fatores enumerados no art. periodicamente. restringir. contados da publicação do ato de provimento. por ato administrativo. A posse pode se verificar por procuração específica. ** Há entendimento do MPOG e MPU que o estágio probatório permanece de 24 meses e a estabilidade será alcançada após 3 anos. autárquica e fundacional regidos pela Lei nº 8. orientado e avaliado. o servidor adquire direito às vantagens do cargo e à contraprestação pecuniária. em suas áreas de competência. 13 – No ato de nomeação de outro servidor para preencher a vaga. 20 da Lei nº 8. Notas importantes: 1) Se o servidor nomeado não tomar posse no prazo legal. será tornado sem efeito o ato de provimento. Posse é “o ato de aceitação do cargo e um compromisso de bem servir”. a relação entre o Estado e o servidor não se aperfeiçoa com a nomeação. em estágio probatório. Posse e Exercício Já vimos que a nomeação é a única forma originária de provimento de cargo público.1 – O estágio probatório terá a duração de 36 (trinta e seis)** meses e somente decorrido este período o servidor. 10 – O servidor que durante o estágio probatório for aprovado em outro concurso público não poderá aproveitar o tempo anteriormente prestado naquele estágio para esta nova situação. 6 – A homologação da avaliação final do servidor em estágio probatório deverá ser feita por comissão designadas para este fim. 2) Se o servidor empossado não entrar em exercício no prazo de quinze dias. * Instrução Normativa nº 10. responsabilidades e direitos relativos ao cargo ocupado. uma vez que no ato da vacância será indicado o respectivo motivo. sexo. No Distrito Federal é lei: 20% (vinte por cento) das vagas serão reservadas para portadores de deficiência física (Lei nº 160.* f) aptidão física e mental. A partir da data da posse.). de forma a facilitar o desenvolvimento das atribuições do servidor. Entretanto. 5 – A avaliação de desempenho do servidor em estágio probatório terá por base o acompanhamento diário com apurações periódicas (avaliações parciais) e avaliação final que consistirá da consolidação das avaliações parciais. exceto nos casos excepcionais previstos em normas específicas cuja determinação seja compulsória. com a respectiva data. em decorrência de ter sido empossado em outro cargo inacumulável (Lei nº 8. de 14/9/94 (DOU de 15/9/94). 8 – Ao servidor. * Não é admissível. inscrição em concurso para cargo público (Súmula nº 14 do STF). conforme a natureza do cargo (idade máxima. assinado pelo nomeado. 1. Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo. durante o estágio probatório. constam suas atribuições. No ato de posse. estado civil. etc. será exonerado de ofício. o servidor dispõe de quinze dias improrrogáveis para entrar em exercício. O prazo para a posse é de trinta dias. 12 – Será declarado vago o cargo de servidor estável que for aprovado em concurso público e nomeado. 9 – O servidor em estágio probatório não poderá afastar-se do exercício do cargo efetivo. deveres. g) outros. Para que se complete o vínculo empregatício.112/90. Só com o exercício. outras habilidades e características necessárias ao desempenho do cargo. os órgãos e entidades poderão expedir normas para a avaliação de desempenho no cargo. poderá ser concedida licença para tratamento da própria saúde e aposentadoria por invalidez a qualquer tempo. de 14/4/92). para o qual foi nomeado mediante aprovação em concurso público. 2 – O estágio probatório somente poderá ser realizado no cargo para o qual o servidor foi nomeado.

no término da gestão ou mandato e nas hipóteses de exoneração. a exoneração ocorrerá a pedido. Nesse prazo. de 10/8/ 95. fundacional. c) 40. 4) A duração máxima semanal do trabalho do ocupante de cargo de provimento efetivo é de quarenta horas. de 2 de junho de 1992. quer estável. de declaração dos bens e valores que integram o respectivo patrimônio. quando houver. motivadamente. nos crimes pra- NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . Não constitui penalidade. não serão computadas as despesas: I – de indenização por demissão de servidores ou empregados. b) 54% (cinqüenta e quatro por cento) para o Executivo. regulamentada pelo Decreto nº 978. 33 A 35) Vacância do cargo público Vacância é a abertura de um cargo público dantes ocupado. função pública ou mandato eletivo. incluído o Tribunal de Contas do Estado. II – na esfera estadual: a) 3% (três por cento) para o Legislativo. respectivamente (Lei nº 8. incluído o Tribunal de Contas da União. pois tal conduta é crime. a seguir discriminados: I – União: 50% (cinqüenta por cento). 13 da Lei nº 8. b) 6% (seis por cento) para o Judiciário. a título de penalidade funcional. de 10/1/93). pelo interessado. custeadas com recursos transferidos pela União na forma dos incisos XIII e XIV do art.1) Do exercente de cargo em comissão. que pode decorrer de: – Exoneração – é a dispensa do servidor a seu pedido ou de ofício. salvo quando a lei estabelecer duração diversa. IV – decorrentes de decisão judicial e da competência de período anterior ao da apuração a que se refere o § 2º do art. é ato do Poder Público. – Demissão – é a dispensa do servidor.590. 323 do Código Penal — “Abandono de Função” (na realidade. final de exercício financeiro. e VII . A repartição dos limites globais não poderá exceder os seguintes percentuais: I – na esfera federal: a) 2. O art. VI . a pedido ou por deliberação da Administração. A este somente compete solicitar a exoneração. redistribuído. após a posse. ainda que por intermédio de fundo específico. incluído o Tribunal de Contas do Município. bem como os do cônjuge. 201 da Constituição. 5) A posse e o exercício de servidor em cargo.270/91 e Decreto nº 1.membros do Congresso Nacional.membros do Ministério Público da União. emprego ou função da administração direta ou indireta ficam condicionados à apresentação. não poderá exceder os percentuais da receita corrente líquida. 6) A Lei nº 8. Não tem caráter sancionador (punitivo). já se inclui o tempo de deslocamento para a nova sede. na administração direta. IV . b) 6% (seis por cento) para o Judiciário.429. Dispõe ainda o art. 92.44 3) Também é de trinta dias o prazo para entrar em exercício em outra localidade.112/90 dispõe sobre os casos de vacância do cargo público. direitos e ativos. 31 da Emenda Constitucional nº 19.Presidente da República. 33 da Lei nº 8. excluído apenas os objetos e utensílios de uso doméstico (art.730. Não pode abandonar o cargo. por parte das autoridades e servidores públicos adiante indicados: I . na sentença. custeadas por recursos provenientes: a) da arrecadação de contribuições dos segurados. c) 49% (quarenta e nove por cento) para o Executivo. No caso de ocupante de cargo em comissão. a expressão mais adequada seria “abandono de cargo”).membros da Magistratura Federal. do Código Penal. estabelece a obrigatoriedade da declaração de bens e rendas no momento da posse. observados os limites mínimos e máximos de 6 e 8 horas diárias.Vice-Presidente da República. renúncia ou afastamento definitivo. III – Municípios: 60% (sessenta por cento). VI – com inativos. II . III . em cada período de apuração e em cada ente da Federação. b) da compensação financeira de que trata o § 9º do art. indireta. Nenhum servidor. removido. V – com pessoal. chefia e assessoramento superiores. III – na esfera municipal: a) 6% (seis por cento) para o Legislativo. c) das demais receitas diretamente arrecadadas por fundo vinculado a tal finalidade. não do servidor. de 10/11/93. a juízo da autoridade competente. 4. empregos ou funções de confiança. sem comprovação da falta que deu causa à punição. d) 0. exige-se regime de dedicação integral. 21 da Constituição e do art.6% (seis décimos por cento) para o Ministério Público da União. requisitado ou cedido. pode ser punido com a pena máxima de dispensa do serviço. inclusive o produto da alienação de bens. II – relativas a incentivos à demissão voluntária. nos casos em que pode ser dispensado. do Distrito Federal e dos Estados do Amapá e Roraima. Ocorrerá a exoneração de ofício quando o servidor não for aprovado no estágio probatório ou quando. bem como seu superávit financeiro. quer em estágio probatório. 57 da Constituição. Na verificação do atendimento dos limites definidos neste artigo.9% (quarenta inteiros e nove décimos por cento) para o Executivo. do servidor transferido. de qualquer dos poderes da União. II – Estados: 60% (sessenta por cento). companheiro. Ressaltamos que o desligamento do servidor. 18. previsto no art. DA VACÂNCIA (ARTS. declarar a perda de cargo. filhos ou outras pessoas que vivam sob a sua dependência econômica. ou por deliberação espontânea da administração.5% (dois inteiros e cinco décimos por cento) para o Legislativo. não entrar em exercício no prazo legal. III – derivadas da aplicação do disposto no inciso II do § 6º do art.todos quanto exerçam cargos eletivos. que o juiz pode. V . d) 2%(dois por cento) para o Ministério Público dos Estados.Ministros de Estado. I. que regulamenta a jornada de trabalho). Exoneração por excesso de gasto com pessoal A despesa total com pessoal.

previamente designados pelo dirigente máximo do órgão ou entidade. – Promoção – Ascensão (Revogada. no caso de omissão. de afastamento ou impedimentos legais do titular. em outro órgão ou entidade. independentemente do interesse da Administração: a) para acompanhar cônjuge ou companheiro.Substituição Os servidores investidos em cargo ou função de direção ou chefia e os ocupantes de cargo de Natureza Especial terão substitutos indicados no regimento interno ou. também servidor público civil ou militar. quando aplicada pena privativa de liberdade por tempo igual ou superior a um ano ou quando for aplicada pena privativa de liberdade por tempo superior a quatro anos nos demais casos. Modalidades: 1ª) de ofício. III . no período de 12 (doze) meses. 36). Constitui abandono de cargo. punível com a pena de demissão. A redistribuição ocorrerá ex officio para ajustamento de lotação e da força de trabalho às necessidades dos serviços. Mesmo que ocorra a reabilitação penal. com prévia apreciação do órgão central do Sipec. de acordo com normas preestabelecidas pelo órgão ou entidade em que aqueles estejam lotados. sem prejuízo do cargo que ocupa. dos Estados. III .compatibilidade entre as atribuições do cargo e as finalidades institucionais do órgão ou entidade. que não é automático. companheiro ou dependente que viva às suas expensas e conste do seu assentamento funcional. o exercício do cargo ou função de direção ou chefia nos afastamentos ou impedimentos legais ou regulamentares do titular. a critério da Administração. A redistribuição de cargos efetivos vagos se dará mediante ato conjunto entre o órgão central do Sipec e os órgãos e entidades da Administração Pública Federal envolvidos. nos casos de afastamentos ou impedimentos legais do titular. 38. intercaladamente. – O que a lei prevê sobre a Substituição? A Lei nº 8.manutenção da essência das atribuições do cargo. até seu adequado aproveitamento.Redistribuição É o deslocamento de cargo de provimento efetivo. VI. extinção ou criação de órgão ou entidade. b) por motivo de saúde do servidor. Nos casos de reorganização ou extinção de órgão ou entidade.45 ticados com abuso de poder ou violação de dever para com a Administração Pública. a indicação de substitutos para os servidores investidos em cargo ou função de direção ou chefia.interesse da administração. A falta ao serviço. inclusive nos casos de reorganização.112/90 prevê. é vedada a reintegração do servidor na situação anterior. e ter exercício provisório. o servidor estável que não for redistribuído será colocado em disponibilidade até seu aproveitamento. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . Se for extinto um órgão ou entidade. c) em virtude de processo seletivo promovido. no âmbito do mesmo quadro. fazendo jus à distribuição correspondente aos dias de efetiva substituição. previamente designados pelo dirigente máximo do órgão ou entidade. por mais de 30 (trinta) dias consecutivos. terão substitutos indicados no regimento interno ou. O substituto fará jus a gratificação pelo exercício do cargo ou função de direção ou chefia ou de cargo de Natureza Especial. cônjuge. os servidores estáveis que não puderem ser redistribuídos serão colocados em disponibilidade. especialidade ou habilitação profissional. hipótese em que deverá optar pela remuneração de um deles durante o respectivo período. Do mesmo modo. NOTA: As figuras Readaptação. Promoção e Recondução acarretam simultaneamente provimento e vacância de cargos públicos. extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade no órgão ou entidade. os substitutos assumirão automática e acumulativamente suas funções. sem justa causa. de qualquer dos Poderes da União. IV. a pedido ou de ofício.mesmo nível de escolaridade. O substituto assumirá automática e cumulativamente.Remoção “É o deslocamento do servidor. no interesse da Administração. a ausência intencional ao serviço. que foi deslocado no interesse da Administração. V. O servidor que não for redistribuído ou colocado em disponibilidade poderá ser mantido sob responsabilidade do órgão central do Sipec. ou ocupantes de cargos de natureza especial. até seu aproveitamento. na hipótese em que o número de interessados for superior ao número de vagas. 3ª) a pedido. Depende de ser motivadamente declarado na sentença. Nos casos de afastamento ou impedimentos regulamentares do titular. II .equivalência de vencimentos. ocupado ou vago no âmbito do quadro geral de pessoal. II . Trata-se de efeito extrapenal da condenação.vinculação entre os graus de responsabilidade e complexidade das atividades. em seu art. por 60 (sessenta) dias.) – Readaptação – Recondução – Aposentadoria – Posse em outro cargo inacumulável (ou declaração de vacância) – Falecimento Formas de Deslocamento: I . condicionada à comprovação por junta médica oficial. A violação de dever para com a administração diz respeito ao dever inerente ao cargo ou função. o abuso de poder é o do inerente ao cargo ou função. para outro órgão ou entidade do mesmo Poder. do Distrito Federal e dos Municípios. que exceder a 30 dias consecutivos. superiores a trinta dias consecutivos.) – Transferência (Revogada. também punível com a pena de demissão. no caso de omissão. com ou sem mudança de sede” (art. observados os seguintes preceitos: I . 2ª) a pedido. para outra localidade. constitui inassiduidade habitual. sem justa causa.

que são as vantagens.445. do TC e magistrados em geral. concedidas a título definitivo ou transitório. quando. Pode. membros do MP.46 DOS DIREITOS E VANTAGENS (ARTS. 40 A 115) Vencimento básico* em sentido estrito é a retribuição pecuniária pelo exercício de cargo público.624. * O Decreto nº 1. O inciso XII do art. que desigualem os servidores genericamente iguais. no prazo de cinco dias. Foi estabelecido que os descontos seriam previamente comunicados ao servidor. § 2º. como Presidente da República. As despesas de transporte do servidor e sua família. 37 da Constituição dispõe que “os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo”. variáveis quanto à natureza e efeitos. permanentemente. A lei proíbe a fixação de vencimentos em importância inferior ao salário mínimo. asseguram-se a sua família ajuda de custo e transporte. mediante autorização do servidor e a critério da Administração. de 2/4/98) Assim. ser regulamentadas formas de consignação em folha de pagamento em favor de terceiros. será devida a diária pela metade.637. § 3º. O prazo para o deferimento dessa vantagem é de até um ano. indo para localidade diversa. Compreendem as ajudas de custo. sem justa causa. se deslocar de sua sede. entretanto. Não faz jus a diárias o servidor que. Em observância à norma constitucional. por exigência do cargo. A ajuda de custo não pode exceder o valor correspondente a três meses de remuneração do servidor. de 15/9/95. Poderão. de tempo de serviço. sendo que agora as indenizações e as reposições não poderão ser inferiores a 10% da remuneração ou provento.927. As diárias são vantagens deferidas ao servidor que. Se este não se apresentar na nova sede. passa a ter exercício em nova sede.112/90). 37. as diárias e a indenização de transporte. * Lei nº 8. em folha de pagamento. Assumem. assim. de imposto de renda e de valores pagos indevidamente aos funcionários. bagagem e bens pessoais também correrão. de habilitação profissional. Remuneração* tem um significado mais abrangente. devolverá a ajuda de custo recebida. de 13/6/96. no prazo de trinta dias. As indenizações visam a compensar o servidor pelo acréscimo de despesas decorrentes de situações especiais do serviço. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . Se o servidor recebe adiantadamente as diárias e não se afasta da sede. Subsídio É a retribuição pecuniária paga aos agentes políticos. nesses casos.852. mudando seu domicílio em caráter permanente. não podem eles sofrer arresto. deverá devolver os valores recebidos no prazo de cinco dias. dispõe os Decretos nos 1. alterado pelo Decreto nº 1. assim.112). pois compreende “vencimentos. contado do óbito. sem ofensa ao princípio isonômico. de 4 de fevereiro de 1994. estabelecidas em lei”. ** Sobre os descontos de consignações. 44. XIII) veda a vinculação ou equiparação de vencimentos para efeito de remuneração de pessoal do serviço público. entretanto. 41. os ocupantes de cargos com atribuições iguais ou assemelhadas são tratados igualmente pela lei.112 são as indenizações. ausências e saídas antecipadas. Das Vantagens Além dos vencimentos. haver diferenças específicas de funções. está prevista a perda da metade da remuneração (arts. da Lei nº 8. se afasta da sede a serviço. aos servidores públicos civis da União.903. Destina-se a cobrir suas despesas com pousada. A ajuda de custo* se destina a compensar o servidor das despesas de instalação. e 130. para retenção de contribuições previdenciárias. pois só os afastamentos de caráter eventual ou transitório ensejam o benefício. As vantagens previstas na Lei nº 8. por conta da Administração. Ministro e Secretário de Estado. seqüestro ou penhora. de 5/4/95. restituirá. no mesmo prazo. É concedida uma diária por dia de afastamento. dentre outras. Serão descontados dos vencimentos dos servidores os valores relativos aos dias em que faltar ao serviço sem justificativa. no interesse do serviço. em caráter eventual ou transitório. acrescidos das vantagens pecuniárias de caráter individual. Se o servidor falecer na nova sede. (Lei nº 9. com valor fixado em lei. Somente podem se realizar por imposição legal ou por mandado judicial. os servidores podem receber outras parcelas pecuniárias. Se o afastamento durar tempo menor do que o previsto. genericamente considerados. as gratificações e os adicionais. por qualquer motivo. A reposição será feita em uma única parcela quando constatado pagamento indevido no mês anterior ao do processamento da folha. ressalvado o teto estabelecido no inciso XI do mesmo artigo e o que trata o § 1º do art. 39. Apenas as prestações alimentícias resultantes de decisão judicial serão descontadas em folha. Em razão da natureza alimentar dos vencimentos. com reposição de custos. jus a remunerações distintas. caráter eventual e não se incorporam ao vencimento ou provento. Os descontos em folha de pagamento** são usualmente efetivados pela Administração. para qualquer efeito. de condições de trabalho. das autarquias e das fundações públicas. fazendo. Por isso. é assegurada a irredutibilidade dos vencimentos do cargo efetivo. da Lei nº 8. e 1. em valores atualizados até 30/6/94. as diárias recebidas em excesso. alimentação e locomoção urbana. de 10/5/96. para a localidade de origem. As reposições e indenizações ao erário serão previamente comunicadas ao servidor e descontadas em parcelas mensais em valores atualizados até 30 de junho de 1994. cada funcionário ou classe de funcionário pode exercer as mesmas funções em condições pessoais ou de serviços diferentes. A lei ressalva expressamente do tratamento igualitário as vantagens de caráter individual e as relativas à natureza ou ao local de trabalho. A Constituição (art. bem assim à parcela da remuneração diária proporcional aos atrasos. dispõem sobre a concessão de ajuda de custo e transporte e de mobiliário e bagagem. acrescido das vantagens de caráter permanente (art. A relação entre a maior e a menor remuneração dos servidores públicos não poderá exceder o fator correspondente a vinte e cinco vírgula seiscentos e quarenta e um. Se o deslocamento não exigir pernoite fora da sede. No caso de ser convertida em multa a pena de suspensão.

pelo órgão competente.112/90 silencia a respeito da tipificação legal das condições que ensejarão o deferimento dessa vantagem. * A Lei nº 8.270/92 regulou a matéria atinente ao adicional de insalubridade em radiologia e radioatividade para o servidor público. Os adicionais podem ser concedidos tendo em vista apenas o tempo de serviço. O conceito de atividade penosa. A Lei nº 8.47 A indenização de transporte se destina a compensar as despesas realizadas pelo servidor que utilizar meio próprio de locomoção. a tipificação da insalubridade depende. Se for prestado serviço extraordinário.112 não se estende sobre a matéria. de 12/9/94. Em princípio. ainda que investido o servidor em função ou cargo de confiança. • Adicional de Férias É pago ao servidor por ocasião das férias. pois a sua concessão depende não só do exercício do cargo. ainda. • Adicional Noturno Serviço noturno é o realizado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. ou condicionam-se a determinados requisitos. Desde que o motivo gerador de uma vantagem ocorra. conforme sejam os graus mínimo. em condições de risco acentuado. chefia ou assessoramento e a natalina. termina o pagamento dessas vantagens. para o atendimento a situações excepcionais e temporárias. explosivos e a eletricidade são as fontes reconhecidas como produtoras de periculosidade. Há dois tipos de gratificação: a deferida pelo exercício de função de direção. O adicional de periculosidade incide sobre o vencimento. Os termos. Seu valor corresponderá a 11. de 5/3/99. mesmo que o contato com agentes nocivos não abrangesse toda a jornada. É estabelecido o limite máximo de duas horas por jornada de trabalho. Na legislação trabalhista.112/90 só disciplina seu percentual: 50% (cinqüenta por cento) sobre a hora normal. são considerados vantagens modais ou condicionais. das situações que ensejam o deferimento desses adicionais. A Lei nº 8.815. e IN nº 10. os limites de 44 horas mensais e noventa horas anuais (Decreto nº 948. de que o Ministério do Trabalho considere as condições de trabalho acima dos limites toleráveis para a saúde. revogou este dispositivo. se forem eliminadas as causas e condições perigosas ou insalubres. o adicional noturno incide sobre o valor já previsto para a hora extraordinária. conforme dispuser a lei. a lei prevê como vantagens as gratificações e os adicionais. exclui a percepção do adicional respectivo. aprovados pelo órgão competente. que podem ou não se incorporar aos vencimentos. aqueles servidores que fizerem jus a essa vantagem até 8/3/99 terão seu direito preservado. Os efeitos pecuniários decorrentes de trabalho em condições de periculosidade ou insalubridade são devidos a partir da data do reconhecimento da atividade como tal. O exercício de atividades insalubres. refere-se a atividades exercidas em zonas de fronteiras ou outras localidades cujas condições de vida justifiquem a percepção do respectivo adicional. calculado sobre o vencimento.112/90 prevê o estabelecimento por legislação específica. • Adicional de Periculosidade Os inflamáveis. desde que compatíveis entre si e que não importem repetição de um mesmo benefício já concedido. insalubres ou perigosas dos ocupantes de cargos públicos. No entanto. de Periculosidade e de Atividade Penosa** Não podem se acumular os adicionais de insalubridade e periculosidade. Não está previsto o regime de compensação. A duração da hora noturna é de 52 minutos e 30 segundos.112 fala em “contato permanente” com substâncias nocivas. • Adicional de Insalubridade. ** A Emenda Constitucional nº 19/98 suprime o adicional de remuneração para as atividades penosas. O acréscimo do pagamento da hora noturna é de 25% (vinte e cinco por cento) em relação à hora normal. de 5 de outubro de 1993). perigosas e penosas sujeita os servidores a controle permanente. sem acréscimo. 10 e 20). o uso de aparelhos protetores contra a insalubridade. • Adicional por serviço extraordinário A Lei nº 8. Quando cessa a situação ou desaparece o fato que lhes dá causa. Obedecidos. para cada caso. serão concedidos. mas também da ocorrência de certas situações ou do preenchimento de certas condições. no valor de 1/3 da remuneração desse período. às autarquias e às fundações públicas federais. exclusivamente. A Lei nº 8. médio e máximo de insalubridade. publicada no DOU de 8/3/99. O servidor que fizer jus a ambos. nos termos da lei. A Lei nº 8. observado o limite máximo de 35% incidente. relativos ao modo e à forma de prestação do serviço. próprios do cargo. adotado na legislação trabalhista. A vantagem pelo exer- NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . Este direito social do trabalhador comum era extensivo aos servidores pela redação originária da Constituição de 1988. Além das indenizações.238. • Adicional por Tempo de Serviço* O adicional por tempo de serviço é devido à razão de cinco por cento a cada cinco anos de serviço público efetivo prestado à União. A Medida Provisória nº 1. A jurisprudência trabalhista tendia à concessão do adicional. deverá optar por um deles. em um percentual de 10%. são acumuláveis.5% do maior vencimento básico do serviço público federal civil (Decreto nº 1. dependendo de sua natureza. O adicional é deferido em percentual variado (5. Sob a regência de norma mais expressa. Agora é vantagem pessoal. podem ou não ser incorporados à remuneração. Na esfera do Direito do Trabalho. Adicionais Os adicionais são vantagens que. sobre o vencimento básico do cargo efetivo. condições e limites para sua concessão serão fixados em regulamento próprio. Os operadores de raio X e substâncias radioativas serão submetidos a exames de seis em seis meses. de 7/6/96). a exegese deverá pender para o sentido mais estrito. O servidor fará jus ao adicional a partir do mês em que completar o qüinqüênio. Por isso. para a execução de serviços externos. Não há direito adquirido à percepção dos adicionais em questão.

em tempo hábil. As férias de servidor que se afastar para participar de eventos constantes da programação de treinamento regularmente instituído. de 1º de maio de 1994. • Outros Esclarecimentos 19. 79 terá que gozar as férias de 20 dias consecutivos por semestre de atividade profissional. por motivo de afastamento do servidor para tratamento da própria saúde. O exercício correspondente ao primeiro período de férias do servidor nomeado será aquele em que o período de efetivo exercício de doze meses for completado. mediante solicitação da chefia imediata do servidor. tendo como base o mês em que foi publicada a exoneração. O servidor que estiver em pleno gozo de férias não terá as mesmas interrompidas para a concessão de licença. 10. chefia e assessoramento será considerada no cálculo desse adicional. não podendo ultrapassar dois períodos. As férias poderão ser parceladas em até três etapas. 7. ocorrendo casos de afastamentos previstos no art. e no interesse da Administração Pública. Quando comprovada a necessidade do serviço. 208. as férias do servidor poderão ser acumuladas com as do exercício seguinte. Se contar com período incompleto. Nesta hipótese. as férias poderão ser reprogramadas e comunicadas à área de Recursos Humanos. ressalvada a hipótese da acumulação por necessidade do serviço. O servidor exonerado do cargo efetivo ou em comissão que tiver gozado férias relativas ao mesmo exercício em que ocorreu a exoneração. mais gratificação natalina proporcional. as férias que não foram usufruídas durante o exercício. completou o interstício exigido para o primeiro período de férias referentes ao exercício de 1995. Em caso de parcelamento. quando da utilização do primeiro período (Lei nº 9. ininterruptamente. 3. Exemplo: – o servidor nomeado em 17/10/94 e exonerado do cargo em 2/3/95 tem direito a 4/12 (quatro doze avos) da remuneração das férias. calculadas com base apenas na remuneração do cargo em comissão. competirá à área de Recursos Humanos do órgão publicar em Boletim Interno a ocorrência e promover a alteração da programação anual de férias. 17. 6. 4. Das Férias Com a finalidade de uniformizar os procedimentos relativos às férias dos servidores públicos federais dos órgãos e entidades integrantes do Sistema de Pessoal Civil da Administração Pública Federal. sobre a remuneração do mês da exoneração. salvo quando o motivo da solicitação se enquadrar nas situações previstas no art. 6. 12. desde que assim requeridas pelo servidor. recomendou-se que fossem observadas as seguintes orientações: • Concessão de Férias 1. os dias que ultrapassarem o período de férias serem considerados. 2. não receberá nenhuma indenização a título de férias e não sofrerá desconto do que foi recebido a esse título. 79 da Lei nº 8. O servidor ocupante de cargo efetivo e em comissão que se aposentado mantiver. Somente para o primeiro período de férias serão exigidos 12 meses de efetivo exercício no cargo para o qual foi nomeado. Para a concessão de férias compreende-se cada exercício como o ano civil. não cabendo nenhum pagamento adicional. 16. 7. ou durante o curso. quer seja este efetivo ou em comissão. de 10/12/97). O servidor que opera eventualmente com Raios X ou substâncias radioativas não está amparado pelo art.2 Aos servidores amparados pela Lei nº 8. 97 e art. 14. de 6 em 6 meses. a qualquer título. considera-se a data do retorno. 3. 8.1 Os dias correspondentes ao período de interrupção de férias serão gozados imediatamente após o término do impedimento. se for o caso. ou seja. Durante o período em que o servidor estiver usufruindo férias. • Férias de Servidor Mantido em Cargo em Comissão após Aposentadoria no Cargo Efetivo 18. podendo. O período das férias do servidor deverá constar da Programação Anual de Férias.878. a titularidade do cargo em comissão gozará as férias devidas referentes aos exercícios. independentemente de solicitação. o servidor receberá o adicional de 1/3. Por falta de amparo legal. da Lei nº 8. 13.112/90. previamente elaborada. que é concedido automaticamente. não poderão ser usufruídas no exercício seguinte.48 cício de função de direção.1 O servidor amparado pelo mencionado art. Em 1º/2/95.112/90. • Indenização de férias 15. 5.1 o servidor foi nomeado para ocupar cargo efetivo ou em comissão e entrou em exercício em 2/2/94.112/90. O gozo das férias não pode ser interrompido. poderão ser usufruídas quando do seu retorno. quando for o caso. estes não servirão de fundamento para a ininterrupção das mesmas.1 A critério da chefia imediata. observado o interesse do serviço. 11. deverá ser calculado na proporção de 1/12 (um doze avos) por mês trabalhado ou fração superior a quatorze dias. O gozo das férias deverá ter início dentro do exercício. desde que haja previsão na respectiva programação de treinamento. • Interrupção de Férias 11. O servidor exonerado do cargo efetivo ou em comissão faz jus ao pagamento de indenização relativa ao período de férias completo e não usufruído correspondente à remuneração do mês da exoneração. O servidor que não tiver usufruído férias dentro do exercício em que ocorreu a vacância do cargo anteriormente ocupado. Neste caso. vez que a Lei somente alcança aquele que opera direta e permanentemente os citados aparelhos ou substâncias. Quando ocorrer reajuste de vencimento no perío- NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . na qual deverá constar o novo período de usufruto. receberá as parcelas correspondentes a que se refere o item 16 e terá que cumprir os 12 meses exigidos para o primeiro período de férias no novo cargo. Exemplo: 3. • Acumulação e Parcelamento de Férias 9.527. poderá apenas completar o período do afastamento quando este coincidir com o término das férias. 80 da Lei nº 8.

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do das férias do servidor, que tenha usufruído parte desta em um mês e o restante no mês seguinte, o mesmo receberá o pagamento proporcional aos dias do mês em que ocorreu o reajuste, em relação ao adicional de férias de (1/3 constitucional), uma vez que o cálculo deve ser feito com base na remuneração do período de férias. 20. Em relação ao servidor cedido para órgão e entidade que também processa sua folha de pagamento pelo Siape, a programação das férias e a inclusão das mesmas no Módulo de Férias do Siape será de responsabilidade do órgão cessionário, devendo obedecer as rotinas do Sistema. A duração das férias é de 30 (trinta) dias consecutivos, por ano de exercício, podendo ser acumulados até o máximo de dois períodos, em caso de necessidade de serviço. Para o primeiro período aquisitivo, são exigidos doze meses de exercício. É vedado o desconto em férias das faltas ao serviço. O pagamento da remuneração de férias deve ser feito até dois dias antes do início do respectivo período. As férias do operador de raios X e substâncias radioativas serão de vinte dias consecutivos para cada seis meses de atividade, proibido o acúmulo e a conversão em abono pecuniário. A interrupção das férias somente pode ocorrer por motivo de calamidade pública, comoção interna, convocação para o Júri, serviço militar, eleitoral, ou por motivo de superior interesse público. Obs.: Doença não interrompe férias, podendo conceder-se licença para tratamento de saúde após seu término (Orientação Normativa nº 81 da SAF). Licenças As licenças previstas em lei são: I - por motivo de doença de pessoa da família; II - por motivo de afastamento do cônjuge ou companheiro; III - para o serviço militar; IV - para atividade política; V - para capacitação; VI - para trato de interesses particulares; VII - para desempenho de mandato classista. O prazo máximo para o gozo de licença da mesma espécie é de 24 meses, exceto por motivo de afastamento do cônjuge ou companheiro, serviço militar, atividade política e desempenho de mandato classista e para trato de interesses particulares. Se for concedida uma licença dentro de sessenta dias do término de outra da mesma espécie, será ela considerada prorrogação. • Licença por Motivo de Doença em Pessoa da Família Para os efeitos da concessão dessa licença, é considerada pessoa da família: – cônjuge ou companheiro; – pais (padrasto ou madrasta); – filhos ou enteados. A doença deverá ser comprovada por junta médica oficial e o servidor deverá provar, ainda, que sua assistência direta ao doente é indispensável e que não pode ser prestada simultaneamente com o exercício do cargo. Durante o período dessa licença, é vedado ao servidor o exercício de atividade remunerada. Será concedida a licença, sem prejuízo da remuneração do cargo efetivo, até trinta dias, podendo ser prorrogada por até mais trinta dias, mediante parecer de junta médica oficial. Excedendo-se esses prazos, não caberá remuneração, por até 90 (noventa) dias. • Licença por Motivo de Afastamento de Cônjuge ou Companheiro É concedida ao servidor, para que acompanhe cônjuge ou companheiro, que foi deslocado para outro ponto de território nacional, para o exterior, ou para o exercício de mandato eletivo dos Poderes Legislativo e Executivo. O prazo é indeterminado e a licença será sem remuneração. Entretanto, a lei prevê a possibilidade de ser o servidor lotado, provisoriamente, em repartição da Administração direta, autárquica ou fundacional, desde que, para o exercício de atividade compatível com seu cargo. A licença e a lotação provisória poderão ser deferidas quando o cônjuge ou companheiro, deslocado para outro ponto do território nacional, para o exterior ou para o exercício de mandato eletivo, desempenha suas atividades no setor público ou privado (Orientação Normativa nº 78 da SAF). • Licença para Serviço Militar É concedida por prazo indeterminado, perdurando durante a prestação desse serviço. Concluído, terá o servidor o prazo de trinta dias, sem remuneração, para reassumir o exercício do cargo. • Licença para Atividade Política O servidor faz jus a essa licença, sem remuneração, desde sua escolha em convenção partidária, para a disputa de cargo eletivo, até a véspera do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral. Será concedida, com remuneração, desde a data do registro da candidatura até o 10º dia seguinte à eleição, somente pelo período de 3 (três) meses. É obrigatório o licenciamento do servidor exercente de cargo de Direção, Chefia, Assessoramento, Arrecadação e Fiscalização, desde que o dia seguinte ao do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral, até o 10º dia seguinte ao pleito, se for candidato a cargo eletivo na localidade em que exerce suas funções. Trata-se de medida que visa a preservar a moralidade administrativa. • Licença para Capacitação Após cada qüinqüênio de efetivo exercício, o servidor poderá, no interesse da administração, afastar-se do exercício do cargo efetivo, com a respectiva remuneração, por até três meses, para participar de curso de capacitação profissional. Os períodos de licença não são acumuláveis. • Licença para Trato de Interesses Particulares A critério da Administração, poderá ser concedida ao

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servidor ocupante de cargo efetivo licença para o trato de assuntos particulares, pelo prazo de até três anos consecutivos, sem remuneração. A licença poderá ser interrompida, a qualquer tempo, a pedido do servidor ou no interesse do serviço. • Licença para Desempenho de Mandato Classista É assegurado ao servidor o direito a licença sem remuneração para o desempenho de mandato em confederação, federação, associação de classe de âmbito nacional, sindicato representativo da categoria ou entidade fiscalizadora da profissão, observados os seguintes limites: I - para entidades com até 5.000 associados, um servidor; II - para entidades com 5.001 a 30.000 associados, dois servidores; III - para entidades com mais de 30.000 associados, três servidores. Somente poderão ser licenciados servidores eleitos para cargos de direção ou representação nas referidas entidades, desde que cadastradas no Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado. A licença terá duração igual à do mandato, podendo ser prorrogada, no caso de reeleição, e por uma única vez. Dos Afastamentos A Lei nº 8.112/90 prevê, também, algumas modalidades de afastamento do servidor do órgão em que está lotado, para finalidades diversas, como a de serviço em outro órgão ou entidade dos Poderes da União, dos Estados ou do Distrito Federal e dos Municípios, para o exercício de cargo em comissão ou função de confiança, e em casos que forem previstos em lei específica. O servidor em estágio probatório somente poderá afastar-se do exercício do cargo efetivo para ocupar cargo em comissão de natureza especial ou de direção e chefia de níveis DAS-6, DAS-5, DAS-4 ou equivalentes (MP nº 1.480-21, de 29 de agosto de 1996). No caso de cessão do servidor para exercício de cargo em comissão de órgãos ou entidades dos Estados, Distrito Federal, ou dos Municípios, o ônus da remuneração será do órgão ou entidade cessionária, mantido o ônus para o cedente nos demais casos. O Decreto nº 925, de 10 de setembro de 1993, dispõe sobre a cessão de servidores de órgãos e entidades da Administração Pública Federal. A lei prevê, ainda, outras modalidades de afastamento. • Do Afastamento para Exercício de Mandato Eletivo Quando for investido em mandato eletivo federal, estadual ou distrital, o servidor ficará afastado do cargo. Também ficará afastado do cargo, se investido no mandato de Prefeito, mas, nesse caso, terá a faculdade de optar pela sua remuneração. No caso de investidura do servidor no cargo de vereador, a lei prevê duas hipóteses: a) se houver compatibilidade de horário, perceberá as vantagens de seu cargo, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo. Assim, exercerá as duas funções e fará
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jus às respectivas remunerações. Trata-se, pois, de uma hipótese de acumulação obrigatória. b) se não houver compatibilidade de horário, o servidor será afastado do cargo, sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração. O tempo de afastamento do servidor para o desempenho de mandato eletivo federal, estadual, municipal ou do Distrito Federal é considerado como de efetivo exercício, exceto para promoção por merecimento. No caso de afastamento do cargo, o servidor contribuirá para a seguridade social como se estivesse em exercício. Enquanto investido em mandato eletivo ou classista, o servidor não poderá ser removido ou redistribuído de ofício para localidade diversa daquela onde exerce o mandato. • Do Afastamento para Estudo ou Missão no Exterior Para que o servidor possa se ausentar do País, para estudo ou missão oficial, necessitará, no âmbito dos respectivos Poderes, de autorização do Presidente da República, do Presidente dos órgãos do Poder Legislativo e do Presidente do Supremo Tribunal Federal. O prazo máximo de afastamento é de 4 (quatro) anos. Finda a missão ou estudo, somente poderá ser permitido novo afastamento após o decurso de igual período. Ao servidor que tiver se afastado para estudo ou missão no exterior não será concedida exoneração ou licença para tratar de interesse particular, antes de decorrido período igual ao do afastamento, salvo se ressarcir a despesa havida com seu afastamento. Essa disposição (art. 95, § 3º) não se aplica aos servidores da carreira diplomática. Sobre os afastamentos do País de servidores civis da Administração Pública Federal, dispõe o Decreto nº 1.387, de 7 de fevereiro de 1995. Das Concessões Especiais São consideradas faltas justificadas ao serviço, por concessão legal: I - por um dia, para doação de sangue; II - por dois dias, para se alistar como eleitor; III - por oito dias consecutivos, em razão de: a) casamento; b) falecimento do cônjuge, companheiro, pais, madrasta ou padrasto, filhos, enteados, menor sob guarda ou tutela e irmãos. É de se observar que a lista constante da alínea b não coincide com a relação de parentes cujo tratamento de saúde pode ensejar a licença do servidor (art. 83). Ao servidor estudante será concedido horário especial, sem prejuízo do exercício do cargo, quando seu horário escolar e o de trabalho na repartição não forem compatíveis. Para que não haja prejuízo no exercício do cargo, será exigida a compensação de horário na repartição, respeitada, evidentemente, a duração semanal do trabalho. Se o servidor estudante for transferido, terá assegurada, na localidade da nova residência ou na mais próxima, matrícula para si, seu cônjuge ou companheiro, seus filhos

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e enteados que vivam na sua companhia, bem como para os menores que estejam sob sua guarda com autorização judicial, em estabelecimento de ensino congênere, em qualquer época e independentemente de vaga. As ausências de serviço, afastamento do cargo e os períodos de licença do servidor, bem assim o tempo prestado a outros órgãos ou entes públicos são considerados para a contagem do tempo de serviço, com efeitos variados. São considerados como de efetivo exercício, exceto para promoção por merecimento, o afastamento para desempenho de mandato eletivo federal estadual municipal ou do Distrito Federal, e a licença para desempenho de mandato classista. Do Tempo de serviço Direito de Petição São considerados como tempo de serviço apenas para efeito de aposentadoria e disponibilidade: I - o tempo de serviço público prestado aos Estados, Municípios e Distrito Federal; II - a licença para tratamento de saúde de pessoa da família do servidor, com remuneração; III - a licença para atividade política, a partir da data do registro da candidatura até o 10º dia seguinte ao da eleição; IV - o tempo correspondente ao desempenho de mandato eletivo federal, estadual, municipal ou distrital, anterior ao ingresso no serviço público federal; V - o tempo de serviço em atividade privada, vinculada à Previdência Social; VI - o tempo de serviço relativo a Tiro-de-Guerra. Verifica-se que não será considerado, na contagem do tempo de serviço, o tempo de licença do servidor para tratamento de saúde de pessoa de sua família que exceder os prazos para os quais a lei prevê o pagamento da remuneração. A lei (art. 103, II) somente prevê a contagem para efeito de aposentadoria e disponibilidade do período de licença, a esse título, com remuneração. Além das ausências ao serviço previstas nas concessões especiais são considerados como de efetivo exercício os afastamentos em virtude de: I - férias; II - exercício de cargo em comissão ou equivalente, em órgão ou entidade dos Poderes da União, dos Estados, Municípios e Distrito Federal; III - exercício de cargo ou função de governo ou Administração, em qualquer parte do território nacional, por nomeação do Presidente da República; IV - participação em programa de treinamento regularmente instituído; V - desempenho de mandato eletivo federal, estadual, municipal ou do Distrito Federal, exceto para promoção por merecimento; VI - júri e outros serviços obrigatórios por lei; VII - missão ou estudo no exterior, quando autorizado o afastamento; VIII - licença: a) à gestante, à adotante e à paternidade; b) para tratamento da própria saúde, até dois anos; c) para o desempenho de mandato classista, exceto para efeito de promoção por merecimento; d) por motivo de acidente em serviço ou doença profissional; O direito de petição da lei vem regulamentar preceito constitucional que, em estrita obediência ao poder hierárquico, deve ser encaminhado à autoridade competente por intermédio da autoridade a que o servidor estiver imediatamente subordinado. O requerimento, instrumento adequado à formalização da petição, deve se apresentar com os seguintes elementos: • configuração do direito de petição; • a quem será dirigido o pedido; • exposição do conteúdo pedido (ou situação de fato); • fundamentação do pedido; • anexos (declarações, certidões, etc.). O servidor deve atentar para os prazos de prescrição do direito de requerer em defesa de interesses legítimos: cinco anos ou cento e vinte dias, dependendo do fato. DO REGIME DISCIPLINAR (ARTS. 116 A 142) Regime Disciplinar • Deveres do Servidor Para tentar explicar a peculiar posição do servidor perante o Estado e a natureza da relação existente, é necessário extrapolar a noção de relação empregatícia, e, sendo o ordenamento jurídico insuficiente para clarear a essência dessa peculiaridade, faz-se mister recorrer ao ordenamento ético. Portanto, é mais adequado dizer deveres do servidor público em lugar de obrigações, pois assim evidencia o caráter preponderantemente ético fundamentado em tal relação. Os estatutos dos servidores públicos civis, nas diversas esferas de governo, impõem uma série de deveres a seus agentes. Ao tratarem do tema, os autores não sistematizam, apenas enumeram os diferentes deveres: lealdade, obediência, dever de conduta ética, sigilo funcional, assiduidade, pontualidade, urbanidade e zelo. a) Lealdade (ou fidelidade) O agente público não é um autômato anônimo. É um ser humano, dotado de liberdade, discernimento e princípios morais, empregando sua energia e atenção no desempenho do cargo, com respeito integral às leis e) para capacitação; f) por convocação para o serviço militar; IX - deslocamento para a nova sede de que trata o art. 18; X - participação em competição desportiva nacional ou convocação para integrar representação desportiva nacional, no País ou no exterior, conforme disposto em lei específica; XI - o tempo de serviço prestado em virtude de contratação por prazo determinado para atender à necessidade de excepcional interesse público será contado para todos os efeitos (assim determina o art. 16 da Lei nº 8.745/93).

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para poder nortear sua conduta dentro da legalidade. São DEVERES do servidor: I . em forma adequada e com objetivos lícitos. com o conceito da instituição e da Administração Pública como um todo.52 e instituições. visto que é o NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . O dever de obediência advém do poder hierárquico. respeitando a capacidade e limitações individuais dos usuários. finalidade precípua de todo o aparelhamento administrativo. Assiduidade. Desempenhar suas atribuições com rapidez. b) Obediência Pelo poder hierárquico. relacionamento e comunicação definem a cordialidade.exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo. identificando-se com os interesses do Estado. também conhecido como dever de diligência ou dever de aplicação. Acrescente-se a isso o comprometimento com o trabalho. c) Conduta ética O equilíbrio e sincronicidade entre a legalidade e a finalidade. Acompanha a disciplina: observância sistemática aos regulamentos às normas emanadas das autoridades competentes. perfeição e rendimento. Obediência que não deve ser absoluta. Ter firmeza e constância consciente ao compromisso assumido e ao vínculo que liga o servidor ao Estado. Urbanidade. em sua esfera de competência. com toda sua energia. comparecer habitualmente ao local de trabalho e desempenhar as funções e atribuições próprias do cargo que é titular. e) Assiduidade O servidor deve ser assíduo. O dever de guardar sigilo deve ser observado não apenas durante o tempo em que o servidor exercer efetivamente o cargo. o andamento do serviço na sua totalidade. significa “obrigação de fazer ou deixar de fazer alguma coisa”. g) Urbanidade O servidor que lida com o público. É exatamente esse o sentido refletido na expressão “deveres do servidor” a que se refere o art. em desempenho. sempre a serviço da causa pública. III . típico da Administração. na conduta do servidor. pelo qual o agente público só pode agir nos parâmetros limítrofes que a lei estabelece. É seu dever conhecer. em sua vida particular conduzir-se de maneira impecável. deve fazê-lo com solicitude. d) Sigilo funcional Pelo dever de sigilo funcional impõem-se ao servidor reserva sobre assunto e informações de que tomou conhecimento em razão do cargo e que por sua natureza não podem ultrapassar os limites da esfera a que se destinam. O dever de conduta ética decorre do princípio constitucional da moralidade administrativa e impõe ao servidor a obrigação de observar. Não é lealdade pessoal ao chefe e sim a instituição a que serve. Art. acatando somente as ordens legais. comprometimento. mantendo sempre o esprit de corps. no sentido genérico. Este inciso está estreitamente ligado ao anterior. isto é. próprio da Administração. pode ser definido como a meticulosidade no exercício da função. quantidade de trabalho. O dever de obediência consiste na obrigação em que se acha o servidor subalterno de acatar as ordens emanadas do legítimo superior hierárquico. comprometimento com a missão do órgão ou entidade. cortesia. dando sempre o melhor de si. estabelecem-se relações de subordinação entre os servidores. O grau de comprometimento profissional do servidor com o trabalho. II . relacionamento e criatividade são alguns dos fatores avaliados. 116 do RJ. salvo as manifestamente ilegais. identificando-se com eles. produtividade. zelando pelos interesses do Estado como o faria pelos seus interesses particulares. hoje. Igual postura deve o servidor demonstrar perante os colegas de trabalho. Consiste em “vestir a camisa da empresa”. sempre. princípio constitucional. as constitucionais e as regulamentares. mas também quando ele não mais pertencer ao quadro do funcionalismo. a habilidade e a presteza do servidor no atendimento às pessoas que demandam seus serviços. tolerância. responsabilidade. isto é. exceto quando manifestamente ilegais. isto é.ser leal às instituições a que servir. sem qualquer espécie de distinção e conscientes de sua posição de “servidor do público”. a atenção e iniciativa para encontrar a solução mais adequada para questões problemáticas emergentes no cotidiano do serviço. disciplina. é que consagram a moralidade do ato administrativo. evitando qualquer atitude que possa influir no prestígio da função pública. emanadas pela autoridade competente. Por ordem legal entende-se a emanada da autoridade competente. observar rigorosamente o horário de início e término do expediente da repartição e do interstício para refeição e descanso. tempestividade. o elemento ético. com respeito às leis e instituições e zelo pelos interesses do Estado. f) Pontualidade O servidor deve ser pontual. Enfim. seja no exercício do cargo (ou função) ou fora dele. atenção e disponibilidade.observar as normas legais e regulamentares. O servidor que atuar contra os fins e objetivos legítimos da Administração incorre em infidelidade funcional. h) Zelo O dever de zelo. 116. observar. promovendo. atendendo o princípio emergente da qualidade. com eficiência. quando houver. Dever. O dever de zelo com a res publica caminha junto com o dever de responsabilidade: grau de compromisso com o trabalho e com os riscos decorrentes de seus atos. nos ditames da Lei. É dever do servidor conhecer as normas legais. IV . com a consecução das metas estabelecidas. divulgar as normas e manter-se atualizado em relação a elas.cumprir as ordens superiores. capacidade de iniciativa.

representar contra ilegalidade. com preferência sobre qualquer outro serviço. embora competente. às sociedades de economia mista e às fundações públicas da União. Parágrafo único. extrapola os limites das atribuições que a lei lhe confere. por exemplo: investigação policial. o público e os colegas de trabalho com educação e respeito. V .ser assíduo e pontual ao serviço. 5º. já configura a quebra e desrespeito ao sigilo funcional. O servidor deve comparecer habitualmente ao local de trabalho. pelo qual o administrador público só pode agir estritamente de acordo com o que a lei autoriza. de 18/5/95 Art. ao que couber. atitudes. b) à expedição de certidões requeridas para defesa de direito ou esclarecimento de situações de interesse pessoal. ressalvadas as protegidas por sigilo. que impõe ao agente público agir nos limites e ditames da Lei. Direito assegurado pela Constituição (art. a terceiro que de outro modo jamais ficaria conhecendo. configurando condescendência criminosa e assumindo a posição de responsável solidário. administrativa e penal.051. na esfera cível. na qualidade de contribuinte. A simples revelação oral. XXXIV. o bem comum. zelando pela economia do material contribui pela economia de verbas públicas e. determinado por lei ou pelo interesse público. reconhece. distinto do administrador privado que pode fazer tudo que não seja contrário à Lei. em juízo. (esta alínea é literal). zelando pela própria imagem e igualmente pelo prestígio da função pública.53 servidor subalterno que deve ter a clareza e o discernimento (se a ordem recebida é legal ou não). Este preceito deve ser rigorosamente observado. o agente. 5º. A representação de que trata o inciso XII será encaminhada pela via hierárquica e apreciada pela autoridade superior àquela contra a qual é formulada. A presunção de legitimidade é atributo inerente a todo ato administrativo. do Distrito Federal e dos Municípios. cuja publicidade possa trazer danos quaisquer à Administração. embora atuando nos limites de sua competência. VII . enfim. contados do registro do pedido no órgão expedidor. Ambas situações invalidam o ato: o ato é arbitrário. b) a obtenção de tais certidões (certidões negativas. as requisições de papéis. IX . XII . que equivalem a um atestado de “nada consta” ou estar o usuário quite em relação ao órgão em questão).levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver ciência em razão do cargo. costumes e apresentação pessoal. representar à autoridade competente. zelando pela harmonia do ambiente e bem-estar geral. O servidor deve tratar as pessoas. assegurando-se ao representando ampla defesa. Atender prontamente. advindo este do conhecimento. isto é. O servidor deve manter irrestrita reserva e discrição sobre informação de que tomou conhecimento em razão do cargo. e decorre do princípio constitucional da legalidade. cabendo a quem souber de ilegalidade. porque se não o fizer. omissão ou abuso de poder. VIII . requeridas aos órgãos da administração centralizada ou autárquica.tratar com urbanidade as pessoas. O elemento ético deve estar sempre presente e nortear a conduta do servidor. zelar pela boa manutenção geral da repartição.zelar pela economia do material e a conservação do patrimônio público. XI . deverão ser expedidas no prazo improrrogável de 15 (quinze) dias. Cabe lembrar a importância do cuidado com o local de trabalho como um todo. c) às requisições para a defesa da Fazenda Pública. indiretamente. com dinheiro do povo. devendo ser impecável em suas palavras. atentando contra o princípio da impessoalidade. etc. ilícito e nulo. documentos. para defesa do Estado. no final do expediente verificar se está tudo desligado e organizado. É direito constitucional o acesso a informações (art. procura fim diverso ao que seria legítimo. ainda que não produza prejuízo algum. assuntos que envolvam segurança nacional. e o servidor. Esse preceito é um dos fatores que serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo durante o estágio probatório: sem ausências injustificadas e comparecimento rigoroso nos horários de entrada e saída estabelecidos. Estados.atender com presteza: a) ao público em geral. pois quem conhece. observando fielmente o horário de início e término do expediente. respondendo. ressalvadas as protegidas por sigilo. informações ou providências que lhe forem feitas pelas autoridades judiciárias ou administrativas. às empresas públicas. exorbitando sua competência legal. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . X . Já no desvio de finalidade o agente público.manter conduta compatível com a moralidade administrativa. Todo o patrimônio público é adquirido com verba pública. pelo que é seu. no exercício da função e fora dela. É o dever de sigilo funcional. Lei nº 9. XIV) e dever do servidor atendê-las com presteza. omissão ou abuso de poder.guardar sigilo sobre assunto da repartição. proposta de licitação (até sua abertura). 1º As certidões para a defesa de direitos e esclarecimentos de situações. em caráter confidencial. O abuso de poder (gênero) configura-se em duas espécies: excesso de poder e desvio de finalidade. É dever do servidor levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver ciência. Esse dever decorre do princípio constitucional da legalidade. a atenção na lida com máquinas e computadores. VI . torna-se conivente com elas. No excesso de poder. prestando as informações requeridas.

O Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil lista os principais deveres do servidor. por intermédio do chefe imediato (ainda que a representação seja contra ele) e este a encaminhará. reconhecer autenticidade. demonstrando toda a integridade do seu caráter. 13 da Lei nº 8. segurança e rapidez. perfeição e rendimento. à autoridade superior àquela contra a qual é formulada. a melhor e a mais vantajosa para o bem comum. quando estiver diante de duas opções. p) apresentar-se ao trabalho com vestimentas adequadas ao exercício da função. A impessoalidade. qualquer documento ou objeto da repartição. O servidor faz jus à remuneração referente ao efetivo exercício do serviço e para não desmerecê-la é necessário que nele permaneça. de exercer sua função. mesmo que observando as formalidades legais e não cometendo qualquer violação expressa à lei. religião. as normas de serviço e a legislação pertinentes ao órgão onde exerce suas funções. q) manter-se atualizado com as instruções. sexo.declarar no ato da posse os bens e valores que compõem o seu patrimônio privado (Lei nº 8. g) ser cortês. mantendo tudo sempre em boa ordem. IV . O servidor deve declarar no ato da posse. O servidor é dotado de fé pública. d) jamais retardar qualquer prestação de contas. sem prévia autorização do chefe imediato. v) divulgar e informar a todos os integrantes da sua classe sobre a existência deste código de ética. interessados e outros que visem a obter quaisquer favores. função ou emprego público de que seja titular. A representação deve ser encaminhada pela via hierárquica. pondo fim ou procurando prioritariamente resolver situações procrastinatórias. com critério. direitos e serviços de coletividade a seu cargo. leal e justo. t) exercer com estrita moderação as prerrogativas funcionais que lhe sejam atribuídas. de causar-lhes dano moral. cor. tanto quanto possível. reto. sem prévia anuência da autoridade competente. os valores respectivos (art. l) ser assíduo e freqüente ao serviço. n) manter limpo e em perfeita ordem o local de trabalho. deve fazê-lo com prévia autorização do chefe imediato. Ele não pode exigir que o usuário traga documento autenticado em cartório. f) ter consciência de que seu trabalho é regido por princípios éticos que se materializam na adequada prestação dos serviços públicos. o ônus da prova cabe ao alegante e a ele é assegurada ampla defesa. porém sem nenhum temor de representar contra qualquer comprometimento indevido da estrutura em que se funda o poder estatal. a tempo. no exercício do direito de greve. condição essencial da gestão dos bens. Se. abstendo-se de fazêlo contrariamente aos legítimos interesses dos usuários do serviço público e dos jurisdicionados administrativos. j) zelar. por motivo imperioso. estimulando o seu integral cumprimento. o servidor tem o dever de dar fé. Como conseqüência do atributo de presunção de legitimidade está a inversão e transferência do ônus da prova da invalidação do ato para quem a invocou. • Das Proibições Art. de acordo com as normas do serviço e as instruções superiores.730/93). c) ser probo. por questões de segurança e ainda por praticidade. dessa forma. em várias vias. respeitando a capacidade e as limitações individuais de todos os usuários do serviço público. autorizada sua imediata execução até ser sua legitimidade questionada e declarada sua invalidação (anulação ou revogação). nacionalidade. escolhendo sempre. benesses ou vantagens indevidas em decorrência de ações imorais.ausentar-se do serviço durante o expediente. precisar ausentar-se. ilegais ou aéticas e denunciá-las. seguindo os métodos mais adequados à sua organização e distribuição. isto é. 117. e) tratar cuidadosamente os usuários dos serviços.recusar fé a documentos públicos. são eles: a) desempenhar. anualmente. Ao servidor é PROIBIDO: I . u) abster-se. aperfeiçoando o processo de comunicação e contato com o público. pelas exigências específicas da defesa da vida e da segurança coletiva. Mas se houver a necessidade de retirá-los para diligência externa é possível mediante o preenchimento de um termo de autorização. exigindo as providências cabíveis. apondo na cópia registro de “confere com o original”. sem qualquer espécie de preconceito ou distinção de raça.429/92 e Lei nº 8. uma vez que é o local da lide diária. na certeza de que sua ausência provoca danos ao trabalho ordenado. idade. s) facilitar a fiscalização de todos atos ou serviços por quem de direito. ficando cada qual com a respectiva autoridade competente. de contratantes.opor resistência injustificada ao andamento de documento e processo ou execução de serviço. principalmente diante de filas ou de qualquer outra espécie de atraso na prestação dos serviços pelo setor em que exerça suas atribuições. deve NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . refletindo negativamente em todo o sistema. abstendo-se. tendo por escopo a realização do bem comum. poder ou autoridade com finalidade estranha ao interesse público. comprometendo-se a manter atualizado. r) cumprir. princípio constitucional. isto é. para apreciação. Mediante a apresentação do documento original. ter urbanidade. o) participar dos movimentos e estudos que se relacionem com a melhoria do exercício de suas funções. II . os bens móveis. imóveis e valores monetários que compõem o seu patrimônio pessoal.retirar. cunho político e posição social. isto é. as atribuições do cargo. b) exercer suas atribuições com rapidez. XIII . III . as tarefas de seu cargo ou função.54 Por esse atributo presume-se o ato administrativo verdadeiro e conforme o Direito. m) comunicar imediatamente a seus superiores todo e qualquer ato ou fato contrário ao interesse público.429/92). de forma absoluta. i) resistir a todas as pressões de superiores hierárquicos. com o fim de evitar dano moral ao usuário. O normal é que documento e objetos de trabalho permaneçam na repartição. disponibilidade e atenção. h) ter respeito à hierarquia.

X .valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem. cônjuge. XI . netos e irmãos). o desempenho de atribuição que seja de sua responsabilidade ou de seu subordinado. do tipo abuso de poder por desvio de finalidade. salvo a participação nos conselhos de administração e fiscal de empresas ou entidades em que a União detenha. nos evidencia. Assim. IX . por exemplo. somente a pessoa do titular do cargo (ou seu substituto legal) é que pode. Essa falta é mais grave do que aparenta ser. Sua não observância atenta frontalmente o princípio da legalidade. reafirma-o mais uma vez. exceto na qualidade de acionista. da Lei nº 8.55 estar sempre presente. não deve manifestar sua vontade nem usar de artifícios para procrastinar. presta só capital e não trabalho.cometer a pessoa estranha à repartição. de 25/2/99. avós. fora dos casos previstos em lei. no âmbito da repartição pública. civis ou criminais. O servidor pode ter. Pelo princípio constitucional da isonomia segundo o qual “todos são iguais perante a lei” (art. filhos. A Constituição Federal. 11 e 12. cônjuge ou companheiro. XX. Provado que este serve do cônjuge para obter vantagens em função de seu cargo sofrerá sanções administrativas. sendo-lhe vedado exercer o comércio. Nada obsta. sob sua chefia imediata. realizar o exercício das atribuições funcionais. como procurador ou intermediário. sociedade civil. com primazia.794-10.. A finalidade precípua se manifesta no resultado definido pelo efeito jurídico produzido pelo ato. põe em risco a questão da segurança e do sigilo funcional. isto é. cotista ou comanditário. efetivamente. avós. seja como administrador. é condenável tanto a bajulação quanto a detração.manter sob sua chefia imediata. com singeleza (H. Mas. ou ainda o exercício regular de direito por qualquer pessoa. 5º) merecendo idêntico tratamento. Ao servidor é proibido patrocinar (defender/pleitear) direta ou indiretamente. junto a repartições públicas. causando-lhe dano material ou moral. VI . e de cônjuge ou companheiro. inciso V: “ninguém será obrigado a filiar-se ou manter-se filiado a sindicato”. em horário compatível.L. Tal receita não impede. cônjuge ou companheiro ou parente até o segundo grau civil (pais. cuja investidura se dá mediante aprovação em concurso público. e não tem qualquer ingerência na administração da sociedade e não se faz do constar da razão social. Insistimos. direta ou indiretamente. para a validade do ato. direito alheio perante a administração pública valendo-se da qualidade de funcionário. por razões pessoais ou motivos obscuros.”. O servidor. VIII . A filiação partidária e sindical é um direito do servidor e não uma imposição legal. Excepcionouse os casos em que promova o acompanhamento de procedimentos que tratam de benefícios assistenciais ou previdenciários de parente até o segundo grau (pais. Meirelles). Os casos previstos em lei dizem respeito aos atos de delegação avocação ou a troca de plantão devidamente autorizadas pela autoridade competente. salvo quando se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau. não basta que se almeje ao interesse coletivo. que. 5º. E o fim legal é unicamente aquele que a norma de Direito indica expressa ou virtualmente como objetivo do ato.coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se a associação profissional ou sindical. ratificando tal direito de forma mais específica no caput do art. 8º: “É livre a associação profissional ou sindical.atuar.promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição. portanto do exercício do comércio pela mulher do proibido.. companheiro ou parente até o segundo grau civil. que seja comemorado o aniversário do chefe num local neutro: churrascaria. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO .* O servidor. pizzaria. A proibição tem caráter pessoal. “O princípio constitucional da impessoalidade. ou a partido político. pode trabalhar em empresa privada. no mesmo artigo. chácara. VII . visando à manutenção do espírito de equipe. no art. de uma forma ou de outra é discriminatória. Assim. O legislador entendeu que a prática de atos de comércio e a prática de atos de administração são incompatíveis. O exercício da função é intuito personae ou personalíssimo. prevê a liberdade associativa genericamente: “ninguém será compelido a associar-se ou a permanecer associado”. e. * Redação dada pela Medida Provisória nº 1. o servidor que valer-se do cargo para lograr proveito próprio ou de terceiro incorre em improbidade administrativa que atenta contra princípio da Administração Pública. de livre nomeação e exoneração. de forma impessoal”. etc. o qual impõe ao administrador público que só pratique o ato para seu fim legal. participação do capital social. em cargo ou função de confiança. Veja que a vedação estatutária excetua a possibilidade de o servidor possuir um comércio na qualidade de acionista (majoritário ou não. não é compatível a manifestação ou considerações de apreço ou desapreço em relação a superior ou colega no recinto da repartição. prejudicar deliberadamente ou dificultar o andamento de documento ou processo. filhos. A satisfação do interesse público é. sendo-lhes vedado ocupar cargo ou função de confiança. Em outras palavras. netos e irmãos) apenas em cargo efetivo. conforme teor da infração. O que o estatuto veda é a sua participação na gerência dos negócios. em detrimento da dignidade da função pública. V . para não deixar dúvidas.. diretor. Além disso.participar de gerência ou administração de empresa privada. o querer da Administração. sem distinção seja ela positiva ou negativa.429/92)”. cotista. nada mais é que o clássico princípio da finalidade. sócio-gerente ou simplesmente constando do nome comercial da sociedade ou firma. com 99% das cotas) ou ainda comanditário sendo este o capitalista que responde apenas pela integralização das cotas subscritas. “Praticar ato visando fim proibido em Lei ou regulamento ou diverso daquele previsto na regra de competência constitui improbidade administrativa punível com a pena máxima de ‘demissão a bem do serviço público e suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos’ (arts. III.

gratificação ou presente de quem tenha interesse. XVI prevê a vedação da acumulação de cargos públicos: XVI . Usura é sinônimo de agiotagem. deixando em aberta sobre a acumulação não-remunerada.429.cometer a outro servidor atribuições estranhas ao cargo que ocupa. devendo ele evitar quaisquer atitudes que atentem contra o princípio da moralidade administrativa... Esta falta é de substancial seriedade..... art. art. exceto.... outro cargo ou função. técnico ou científico. em razão do cargo que o servidor ocupe.429 de 2/6/92 prevê situações e estabelece instrumentos de responsabilização dos que tentarem lesar o erário: Art. dentro e fora do exercício da função. isto é. sem a observância das formalidades legais e regulamentares aplicáveis à espécie. 38.... direta ou indireta. Outras vedações são impostas ao servidor pelo Código de Ética.. no que for possível. Agir com descaso e apatia... presente ou vantagem de qualquer espécie. verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. não empregando a devida atenção. a).praticar usura sob qualquer de suas formas.... dinheiro.... a título de comissão. função ou atividade nas entidades mencionadas no art.. sem prejuízo da ação penal cabível”. que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão... XIV . A Constituição Federal/88 explicita a acumulação remunerada de cargos públicos... XLVII. O elemento ético deve nortear a conduta do servidor. Além das atividades incompatíveis retratadas no inciso X: participar de gerência ou administração de empresa privada de sociedade civil..... onde todos devem colaborar. A Constituição Federal/88. ou seja.receber. notadamente: I . XII . A Lei nº 8. que enseje perda patrimonial.proceder de forma desidiosa. dolosa ou culposa. a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário.. ainda que em disponibilidade.. para que as condições normais se reestabeleçam. direto ou indireto. a perda da função pública..receber propina. § 4º.. Conforme esclarecimentos anteriores. 37. XVII .. o ato não pode desviar-se de sua finalidade. b) a de um cargo de professor com outro... excetuando-se situações de emergência e transitoriedade. sendo incompatível com a utilização de pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares. de 2/6/92. com atribuições a ele inerentes e com vencimentos próprios. entende-se aquele que tenha como pré-requisito para investidura a formação em 3º grau. II . percentagem.. Ser negligente. exceto na qualidade de acionista..: Por cargo técnico ou científico. XIII . 1º desta Lei. perceberá as vantagens de seu cargo. são elas: * Redação dada pela Emenda Constitucional nº 34... ou qualquer outra vantagem econômica. criado por lei. de 14/12/2001. Art... e se cometida em tempo de guerra oficialmente declarada. salvo uma de magistério.exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo ou função e com o horário de trabalho. apropriação. A Constituição Federal. um benefício previdenciário de tio ou um trabalhista de irmão. que possa ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público. podendo. (NR)* Obs..... XV ... ou exercer comércio.. bem móvel ou imóvel... desvio. junto a administração pública. quando houver compatibilidade de horários. 5º... NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO .56 Por este dispositivo o servidor não pode.. pode pleitear uma pensão alimentícia para a mãe ou intermediar a petição de aposentadoria para o pai.é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos... malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres dos órgãos e entidades públicos. Assim. sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo. XVI . em razão de suas atribuições. havendo compatibilidade de horários. que certamente tem como objetivo algum benefício público. pode ser punido com pena de morte (Constituição Federal. não só de emergência. cuidado e eficiência na ação praticada. Porém. c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde. 10.. Constitui ato de improbidade administrativa.. especulação sobre fundos. por em risco a soberania do Estado. Cargo público é um lugar na estrutura organizacional.. Perceba que não basta ser situação de urgência há que ser de emergência.permitir ou concorrer para que pessoa física ou jurídica privada utilize bens. nível superior. já previa: “Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos (de 3 a 10 anos).aceitar comissão.. com profissões regulamentadas.. 37... para si ou para outrem. cotista ou comanditário.... com objetivo de obter lucro exagerado mediante juros exorbitantes..exercer. XVIII . mandato. observado em qualquer caso o disposto no inciso XI: a) a de dois cargos de professor. e. rendas.utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares. indolente e preguiçoso. A Constituição Federal/88 traz outras duas exceções à vedação da acumulação de cargos públicos: Art..... parágrafo único – Aos juízes é vedado: I .. exceto em situações de emergência e transitórias. por exemplo reclamar.. câmbios ou mercadorias.investido no mandato de Vereador. 95. emprego ou pensão de estado estrangeiro. um servidor não pode determinar ou alterar as atribuições a serem desempenhadas por outro a ele subordinado porque elas já são previstas.. 1º desta Lei. III .... comissão. requer transitoriedade.. I . art.. emprego ou função. nos reporta: Art. 9º Constitui ato de improbidade administrativa importando enriquecimento ilícito auferir qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de cargo. A Lei nº 8.

tempo. i) iludir ou tentar iludir qualquer pessoa que necessite do atendimento em serviços públicos. onde a autoridade policial apurará a falta caracterizada na categoria de crimes contra a Administração Pública. conivente com erro ou infração a este Código de Ética ou ao Código de Ética de sua profissão. quando investido em cargo de provimento em comissão. emprego ou função exercido em outro órgão ou entidade. Por outro lado. facilidades. As sanções civis. Empresas Públicas. doação ou vantagem de qualquer espécie. causarem a terceiros. sem a devida cautela. ainda que lícita. em benefício próprio. e) deixar de utilizar os avanços técnicos e científicos ao seu alcance ou do seu conhecimento para atendimento do seu mister. causando-lhe dano moral ou material. f) permitir que perseguições. familiares ou qualquer pessoa. amizades. Ato comissivo: é aquele resultante de um agir. Verificada em processo disciplinar acumulação proibida e provada a boa-fé. a honestidade ou a dignidade da pessoa humana. nem ser remunerado pela participação em órgão de deliberação coletiva. para si ou para outrem. nessa qualidade. de uma ação positiva por parte do agente. para o cumprimento da sua missão ou para influenciar outro servidor para o mesmo fim. O servidor responde civil por ato omissivo ou comissivo. O servidor vinculado ao regime desta Lei. a falta de conhecimentos técnicos para o exercício do ofício.* • Acumulação de Cargos Públicos Ressalvados os casos previstos na Constituição. A acumulação de cargos.recusar-se a atualizar seus dados cadastrais quando solicitado. o) dar o seu concurso a qualquer instituição que atente contra a moral. Ato culposo: é o ato do agente caracterizado pela imprevisibilidade.* • Das Responsabilidades a) Do servidor O servidor responde civil. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . com base na teoria do risco administrativo. p) exercer atividade profissional aética ou ligar o seu nome a empreendimentos de cunho duvidoso. perderá também o cargo que exercia há mais tempo e restituirá o que tiver percebido indevidamente. A responsabilidade civil. para obter qualquer favorecimento. Provada má-fé.527. sem estar legalmente autorizado. fica condicionada à comprovação da compatibilidade de horários. a demissão lhe será comunicada. a Constituição adota. a autoridade competente encaminhará cópia dos autos ao Ministério Público. Fundações Públicas. comissão. inércia ou preguiça. do Distrito Federal. é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. Concluída a infração como ilícito penal. pressupõe prejuízo patrimonial. e visa à reparação material. sendo independentes entre si. Ato omissivo: nasce de um não-agir por parte do agente quando este tinha o dever de agir.57 a) o uso do cargo ou função. São modalidades da culpa: a) imprudência: atitude em que o agente atua com precipitação. em função de seu espírito de solidariedade. sugerir ou receber qualquer tipo de ajuda financeira. * Redação dada pela Lei nº 9. para si. doloso ou culposo. posição e influências. gratificação. praticado no desempenho do cargo ou função. podendo tomar as precauções exigidas não o faz por displicência. de amigos ou de terceiros. de parentes. A proibição de acumular estende-se a cargos. n) apresentar-se embriagado no serviço ou fora dele habitualmente. caprichos. no tocante às entidades de direito público. b) negligência: quando o agente. g) pleitear. em sua essência. a responsabilidade objetiva. fica sujeita à comprovação de dolo ou culpa. c) ser.* Na hipótese de provada a má-fé. o servidor optará por um dos cargos. c) imperícia: é a inabilidade. solicitar. simpatias. provocar. * Vide rito sumário. h) alterar ou deturpar o teor de documentos que deva encaminhar para providências. paixões ou interesses de ordem pessoal interfiram no trato com o público. A responsabilidade civil do agente público é subjetiva. ficará afastado de ambos os cargos efetivos. l) retirar da repartição pública. XIX . O servidor não poderá exercer mais de um cargo em comissão. penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas atribuições. qualquer documento. Esta obrigação de repasse estendese aos sucessores até o limite da herança recebida. sendo um dos cargos. dos Territórios e dos Municípios. dos Estados. b) prejudicar deliberadamente a reputação de outros servidores ou de cidadãos que deles dependam. Ato doloso: é o ato praticado com plena consciência do dano a ser causado e a nítida intenção de alcançar tal objetivo ou assumir o risco de produzi-lo. penais e administrativas poderão cumular-se. prêmio. pela manifestação da falta do dever de cuidado em face das circunstâncias. Em ação regressiva. onde responderão pelos danos que seus agentes. m) fazer uso de informações privilegiadas obtidas no âmbito interno de seu serviço. A responsabilidade administrativa do servidor será afastada no caso de absolvição criminal que negue a existência do fato ou sua autoria. d) usar de artifícios para procrastinar ou dificultar o exercício regular de direito por qualquer pessoa. Sociedades de Economia Mista da União. antipatias. empregos e funções em Autarquias. com os jurisdicionados administrativos ou com colegas hierarquicamente superiores ou inferiores. de 10/12/97. o servidor fica obrigado a reparar os danos causados à Fazenda Pública. isto é. que acumular licitamente dois cargos efetivos. j) desviar servidor público para atendimento a interesse particular. livro ou bem pertencente ao patrimônio público.

valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário.destituição de cargo em comissão.coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se a associação profissional ou sindical. IV .promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição.retirar. ou multa. a reparação do dano se precede à sentença irrecorrível. A demissão será aplicada nos seguintes casos: I .Será punido com suspensão de até 15 (quinze) dias o servidor que.cassação de aposentadoria ou disponibilidade. III . Código de Processo Penal Art. ou remuneração. de 1 (um) a 4 (quatro) anos. Concussão Art. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. de 2 (dois) a 8 (oito) anos. sem prévia autorização do chefe imediato. total ou parcialmente: Pena – reclusão. o desempenho de atribuição que seja de sua responsabilidade ou de seu subordinado. de 1 (um) a 3 (três) meses. ficando o servidor obrigado a permanecer em serviço. Do Estado (ou da Administração) Vale salientar que a responsabilidade civil do Estado.destituição de função comissionada. Dar às verbas ou rendas públicas aplicação diversa da estabelecida em lei: Pena – detenção. de 2 (dois) a 12 (doze) anos.advertência*. fora dos casos previstos em lei. 312. Penalidades Disciplinares Aplicadas ao Servidor Público I . Quando houver conveniência para o serviço. cônjuge. praticados por servidor público no exercício de seu cargo. reconhecida a inexistência material do fato.crime contra a Administração Pública. A advertência será aplicada por escrito. VIII . provada a culpa total ou parcial do lesado. III . III . assegurada ampla defesa do acusado.recusar fé a documentos públicos. extingue a punibilidade. IV . o subtrai. quando estas questões se acharem decididas no crime. O cancelamento da penalidade não surtirá efeitos retroativos. VI . ou a partido político. VI . a ação civil poderá ser proposta quando não tiver sido. público ou particular. constituem crimes contra a Administração Pública. exceto em situações de emergência e transitórias. V . e multa. em proveito próprio ou alheio.58 Código Civil Obrigações por atos ilícitos Art. praticado nova infração disciplinar. II . II . 1. Extravio. porém. da obrigação de reparar o dano. companheiro ou parente até o segundo grau civil. de que tem a posse em razão do cargo. se o funcionário público. ___________________________________________ CÓDIGO PENAL CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A seguir estão relacionados os crimes que. valor ou qualquer outro bem móvel. 316. será aplicada em caso de reincidência das faltas punidas com advertência e de violação das seguintes proibições: * A aplicação de penalidade de advertência ou suspensão até trinta dias será sempre precedida de apuração mediante sindicância. os danos que dela provierem para o serviço público. na base de 50% (cinqüenta por cento) por dia de vencimento. de 3 (três) meses a 1 (um) ano. nos termos do Código Penal.suspensão*. nos casos de violação das seguintes proibições constantes da lei: I . de sorte que. Apropriar-se o funcionário público de dinheiro. 314. ou quem seja o seu autor. sem prévia anuência da autoridade competente. sonegá-lo ou inutilizá-lo. nesse período. e multa.cometer a outro servidor atribuições estranhas ao cargo que ocupa. reduz de metade a pena imposta. recusar-se a ser submetido à inspeção médica determinada pela autoridade competente. para si ou para outrem. Peculato Art. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . A suspensão que não poderá exceder a 90 dias. se lhe é posterior. Exigir. direta ou indiretamente. sonegação ou inutilização de livro ou documento Art. Não obstante a sentença absolutória no juízo criminal. embora não tendo a posse do dinheiro. ou concorre para que seja subtraído. VII . 315. ou desviá-lo. § 2º Se o funcionário concorre culposamente para o crime de outrem: Pena – detenção.ausentar-se do serviço durante o expediente. qualquer documento ou objeto da repartição. as circunstâncias agravantes ou atenuantes e os antecedentes funcionais. 66. respectivamente. V . (ON nº 97) I .cometer a pessoa estranha à repartição. II . valor ou bem. após o decurso de três e cinco anos de efetivo exercício. Emprego irregular de verbas ou rendas públicas Art. vantagem indevida: Pena – reclusão. mas em razão dela.exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo ou função e com o horário de trabalho. A responsabilidade civil é independente da criminal. injustificadamente. se o servidor não houver. exime-se a Administração.manter sob sua chefia imediata.opor resistência injustificada ao andamento de documento e processo ou execução de serviço. questionar mais sobre a existência do fato. As penalidades de advertência e de suspensão terão seus registros cancelados. é juris tantum (relativa). cessando os efeitos da penalidade uma vez cumprida a determinação. de acordo com a teoria do risco administrativo. em cargo ou função de confiança. § 3º No caso do parágrafo anterior. § 1º Aplica-se a mesma pena.demissão. se o fato não constitui crime mais grave. Extraviar livro oficial ou qualquer documento.525. na mesma escala. a penalidade de suspensão poderá ser convertida em multa. em proveito próprio ou alheio: Pena – reclusão. não se poderá. de que tem a guarda em razão do cargo. Na aplicação das penalidades serão consideradas a natureza e a gravidade da infração cometida. categoricamente.

026/90). para satisfazer interesse ou sentimento pessoal: Pena – detenção.se utiliza. de 15 (quinze) dias a 1 (um) mês. III . presente ou vantagem de qualquer espécie. de 3 (três) a 8 (oito) anos. valendo-se da qualidade de funcionário: Pena – detenção. do acesso restrito. interesse privado perante a Administração Pública. VIII . e multa. junto a repartições públicas. e de cônjuge ou companheiro.) Violação do sigilo de proposta de concorrência Art. A demissão. ou a destituição de cargo em comissão por infringência dos casos enumerados a seguir. e multa. XII . Será cassada a aposentadoria ou a disponibilidade do inativo que houver praticado. XI .983.aplicação irregular de dinheiros públicos. § 2º Se o fato ocorre em lugar compreendido na faixa de fronteira. ou multa.429/92). e multa. 334): Pena – reclusão. em detrimento da dignidade da função pública.praticar usura sob qualquer de suas formas. além da multa.revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo. b) atuar. de 14/7/2000. como procurador ou intermediário. XVII . Condescendência criminosa Art. ___________________________________________ II . se o fato não constitui crime mais grave. comissão.aceitar comissão. empregos ou funções públicas.ação de omissão que resulte em não recolhimento de tributos a União (Lei nº 8. Patrocinar. XX .insubordinação grave em serviço. salvo em legítima defesa própria ou de outrem. a servidor ou a particular. exceto na qualidade de acionista.acumulação ilegal de cargos.ofensa física.participar de gerência ou administração de empresa privada. de 3 (três) meses a 1 (um) ano. 323. na repartição.improbidade administrativa. 319. ou facilitar-lhe a revelação: Pena – detenção. Retardar ou deixar de praticar. XVIII . ou multa. ato de ofício. ou multa. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . em proveito próprio ou de outrem.proceder de forma desidiosa. XIV . com infração de dever funcional. em detrimento da dignidade da função pública. 325. Violação de sigilo funcional Art. falta punível com a demissão. o acesso de pessoas não autorizadas a sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública.026/90). § 2º Se da ação ou omissão resulta dano à Administração Pública ou a outrem: Pena – reclusão. Devassar o sigilo de proposta de concorrência pública. Parágrafo único. ou proporcionar a terceiro o ensejo de devassá-lo: Pena – detenção. 318.lesão aos cofres públicos de dilapidação do patrimônio nacional. Facilitação de contrabando ou descaminho Art. e multa. (§§ 1º e 2º acrescidos pela Lei nº 9. II . XIII .atuar. Pena – detenção. § 1º Se do fato resulta prejuízo público: Pena – detenção. X . XXI . na atividade.permite ou falicita. de 3 (três) meses a 1 (um) ano. Abandonar cargo público. A destituição de cargo em comissão exercido por não ocupante de cargo efetivo será aplicada nos casos de infração sujeita às penalidades de suspensão e de demissão. XXIII . a prática de contrabando ou descaminho (art. de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou. § 1º Nas mesmas penas deste artigo incorre quem: I . sem prejuízo da ação penal cabível: a) improbidade administrativa punida na forma da Lei nº 8429. quando lhe falte competência.ação ou omissão que facilite a prática de crime contra a Fazenda Pública (Lei nº 8. Prevaricação Art. Se o interesse é ilegítimo: Pena – detenção. junto a repartições públicas. XXII .inassiduidade habitual. de 15 (quinze) dias a 1 (um) mês. em razão de suas atribuições. de 2/6/92. XIX . XVI . 321.recusa da prestação da declaração dos bens e valores patrimoniais (Lei nº 8. IX . XV . de 2 (dois) a 6 (seis) anos. Revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo. e multa. emprego ou pensão de estado estrangeiro. pelo prazo de cinco anos: a) valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem. § 2º Se o funcionário desvia. de sociedade civil. 326. de 3 (três) a 8 (oito) anos. ou multa. VII .valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem.incontinência pública e conduta escandalosa. c) lesão aos cofres públicos de dilapidação do patrimônio nacional. como procurador ou intermediário. salvo quando se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau. direta ou indiretamente. em serviço. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. e de cônjuge ou companheiro. Deixar o funcionário.receber propina. e multa. V .corrupção. b) aplicação irregular de dinheiros públicos. de 3 (três) meses a 1 (um) ano. indevidamente. ou exercer o comércio. Facilitar. ou quando devido. IV . de 1 (um) a 3 (três) anos. cotista ou comanditário. d) corrupção. que a lei não autoriza: Pena – reclusão. 320. fornecimento e empréstimo de senha ou qualquer outra forma. implica a indisponibilidade dos bens e ressarcimento ao erário. mediante atribuição. Abandono de função Art. emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso. o que recebeu indevidamente para recolher aos cofres públicos: Pena – reclusão. indevidamente. incompatibiliza o ex-servidor para nova investidura em cargo público federal. nos casos enumerados abaixo. por indulgência. VI . de 3 (três) meses a 1 (um) ano. fora dos casos permitidos em lei: Pena – detenção. de 2 (dois) a 12 (doze) anos. ou praticá-lo contra disposição expressa de lei. e multa. de 1 (um) a 3 (três) meses. não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente: Pena – detenção.59 Excesso de exação § 1º Se o funcionário exige tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido. e multa.utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares. A demissão ou a destituição de cargo em comissão. salvo quando se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau. Advocacia administrativa Art.abandono de cargo.

tiver ciência de irregularidade no serviço público. Este princípio é de ser aplicado com espírito de benignidade e sempre em benefício do administrado. ao mesmo tempo em que ampara o particular. preservando-lhes o direito de defesa.corrupção. até o julgamento final. tanto mais que a defesa pode ficar a cargo do próprio administrado. IV . Oficialidade: atribui sempre a movimentação do processo administrativo à Administração. mormente se da inobservância resulta prejuízo para as partes. órgão ou entidade. passa a pertencer ao Poder Público. III .pelas autoridades administrativas de hierarquia. • Os prazos de prescrição previstos em lei penal aplicam-se às infrações disciplinares capituladas também como crime. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO • Princípios do Processo Administrativo Legalidade objetiva: o princípio da legalidade objetiva exige que o processo administrativo seja instaurado com base e para preservação da lei.crime contra a Administração Pública. II . nos casos de advertência ou de suspensão de até trinta dias.pelo Presidente da República. quando se tratar de destituição de cargo em comissão. Entende-se por inassiduidade habitual a falta ao serviço. Daí o processo. IV . quanto às infrações puníveis com demissão.aplicação irregular de dinheiros públicos. numa norma legal específica para apresentar-se com legalidade objetiva. A ação disciplinar prescreverá: I . Todavia. quanto à suspensão. desde que a faça trasladar para o processo. para que por defeito de forma não se rejeitem atos de defesa e recurso mal-qualificados. sob pena de invalidade. pelos Presidentes das Casas do Poder Legislativo e dos Tribunais Federais e pelo Procurador-Geral da República. • A abertura de sindicância ou a instauração de processo disciplinar interrompe a prescrição. quando se tratar de demissão e cassação. 5º da CF. 5º.em dois anos. direta ou indiretamente. III .60 Não poderá retornar ao serviço público federal o servidor que for demitido ou destituído do cargo em comissão por cometer: I . imediatamente inferior àquelas mencionadas no inciso anterior quando se tratar de suspensão superior a trinta dias.pela autoridade que houver feito a nomeação. ou dele se desinteressa. art. é obrigada a promo- . senão quando a lei expressamente o estabelece. entre nós. É a busca da verdade material em contraste com a verdade formal. de aposentadoria ou disponibilidade de servidor vinculado ao respectivo Poder. também denominado de princípio da liberdade na prova. seu patrimônio sem ouvi-los adequadamente. como decorrência do devido processo legal (CF. II . Realmente. Bastam as formalidades estritamente necessárias à obtenção da certeza jurídica e à segurança procedimental. ainda que produzidas em outro processo ou decorrentes de fatos supervenientes que comprovem as alegações em tela. está assegurado no inciso LV do art. Enquanto nos processos judiciais o juiz deve cingir-se às provas indicadas no devido tempo pelas partes. • Interrompido o curso da prescrição. não tem o direito de impor aos administrados gravames e sanções que atinjam. a oportunidade para contestar a acusação. Garantia de defesa: o princípio da garantia de defesa. infringe o princípio da oficialidade e seus agentes podem ser responsabilizados pela omissão. conhecer de novas provas. ainda que exercendo seus poderes de autotutela. Verdade material: o princípio da verdade material. como o recurso administrativo. ainda que instaurado por provocação do particular: uma vez iniciado. serve também ao interesse público na defesa da norma jurídica objetiva. • O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato se tornou conhecido. Por garantia de defesa deve-se entender não só a observância do rito adequado como a cientificação do processo ao interessado. o processo administrativo deve ser simples.em cento e oitenta dias quanto à advertência. por sessenta dias. despido de exigências formais excessivas. principalmente para os atos a cargo do particular. interpoladamente. Outra conseqüência deste princípio é a de que a instância não perime. autoriza a Administração a valer-se de qualquer prova de que a autoridade processante ou julgadora tenha conhecimento. a quem compete seu impulsionamento. V . até a decisão final. nem sempre familiarizado com os meandros processuais.em cinco anos. Informalismo: dispensa ritos sacramentais e formas rígidas para o processo administrativo. evidente se torna que a Administração Pública. Configura abandono do cargo a ausência intencional do servidor ao serviço por mais de trinta dias consecutivos. durante o período de doze meses. o prazo começará a correr a partir do dia em que cessar a interrupção. Isto posto. na sua jurisdição. juntamente com a obrigatoridade do contraditório. acompanhar os atos da instrução e utilizar-se dos recursos cabíveis. produzir prova de seu direito. visando a manter o império da legalidade e da justiça no funcionamento da Administração.lesão aos cofres públicos de dilapidação do patrimônio nacional.pelo chefe da repartição e outras autoridades na forma dos respectivos regimentos ou regulamentos. cassação de aposentadoria ou disponibilidade e destituição de cargo em comissão. DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR (Arts. LIV). sob pena de nulidade do procedimento. esta deverá ser atendida. II .improbidade administrativa. 143 a 182) Do Processo Administrativo Disciplinar A autoridade que. sem causa justificada. As penalidades disciplinares serão aplicadas: I . III . Se a Administração o retarda. portanto. até a decisão final proferida por autoridade competente. O ato de imposição da penalidade mencionará sempre o fundamento legal e a causa da sanção disciplinar. no processo administrativo a autoridade processante ou julgadora pode. nem o processo se extingue pelo decurso do tempo. Todo processo administrativo há que embasarse. quando a lei impõe uma forma ou uma formalidade.

defesa e relatório. V .instabilidade no serviço público. de cargo de nível (superior. III . bem como determinará a apuração de outras infrações conexas que emergirem no decorrer dos trabalhos. quando tratar-se de pessoas estranhas ao serviço público. • Da Sindicância A sindicância.inimizade capital com ele ou parentes seus. oferecer-lhe oportunidade de provar sua inocência. • Das Denúncias As denúncias sobre irregularidades serão objeto de apuração.amizade íntima com ele ou parentes seus. do indiciado ou da comissão processante. dentre eles.estar respondendo a processo criminal. no prazo de 10 (dez) dias. que indicará dentre eles o seu presidente. confirmada a autenticidade.ter sofrido punição disciplinar. • Da Instauração do PAD A instauração do PAD se dará através da publicação da portaria baixada pela autoridade competente. tiverem conhecimento de irregularidades no serviço público devem levá-las ao conhecimento da autoridade superior para adoção das providências cabíveis.tiver aplicado ao denunciante ou ao envolvido indiciado. Quando o fato narrado não configurar evidente infração disciplinar ou ilícito penal.tiver como superior ou subordinado hierárquico do denunciante ou do indiciado participado de sindicância ou de processo administrativo. O processo administrativo disciplinar (lato sensu) abrange a sindicância e o Processo Administrativo Disciplinar – PAD (stricto sensu). na qualidade de testemunha do denunciante. II . especialmente a citação do indiciado para apresentar defesa escrita. • Do Processo Administrativo Disciplinar – PAD (stricto sensu) O PAD não tem por finalidade apenas apurar a culpabilidade do servidor acusado de falta.se encontrar envolvido em processo administrativo disciplinar.112/90. devem ser designados servidores do órgão onde tenham ocorrido as irregularidades que devam ser apuradas. exceto quando motivos relevantes recomendem a designação de servidores de outros órgãos. Constitui crime de condescendência deixar o funcionário. Os servidores que.tiver com o denunciante. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO .61 ver a sua apuração imediata. II . após concluído. que não estejam sujeitos ao regime disciplinar da Lei nº 8. médio ou auxiliar) igual ou superior ao do acusado. mediante instauração de sindicância ou processo administrativo disciplinar. mas. enquanto seu superior hierárquico. III . cargo e matrícula do servidor e especificará. designados pela autoridade competente (instauradora). • Da Comissão de Inquérito A fase do PAD denominada inquérito administrativo. a denúncia será arquivada por falta de objeto. quando lhe falte competência. por motivos justificados e a critério da autoridade instauradora. desde que sejam formuladas por escrito. IV . assegurando-se-lhe vista do processo na repartição.parentesco. a) No caso de empregados requisitados ou cedidos por entidades da Administração indireta. 320.ter sido condenado em processo penal. de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou. deverá ser remetido para os referidos órgãos ou empresas para fins de adoção das providências cabíveis de acordo com a respectiva legislação trabalhista. também. dependendo da gravidade da irregularidade e a critério da autoridade instauradora.112/90. As exigências do art. e VI . São circunstâncias configuradoras de suspeição para os membros da comissão processante ou sindicante em relação ao envolvido ou denunciante: I . CP). contenham informações sobre o fato e sua autoria e a identificação e o endereço do denunciante. que compreende instrução. IV . O processo administrativo disciplinar é o instrumento destinado a apurar responsabilidade de servidor por infração praticada no exercício de suas atribuições.tiver amizade ou inimizade pessoal ou familiar mútua e recíproca com o próprio advogado do indiciado ou com parentes seus. por indulgência. compromissos pessoais ou comerciais como devedor ou credor. entretanto. Devem ser adiadas as férias e licenças-prêmio por assiduidade e para tratar de interesses particulares dos servidores designados para integrar comissão de inquérito sendo permitida. em razão do cargo. Aplicam-se à sindicância as disposições do processo administrativo disciplinar relativos ao contraditório e ao direito à ampla defesa. não autorizam qualquer resultado interpretativo que conduza à nulidade do processo disciplinar na hipótese de compor-se a comissão sem observar o princípio da hierarquia que se assere existente nos quadros funcionais da Administração Federal. penalidades disciplinares decorrentes de sindicância ou processo disciplinar. será conduzida por comissão composta de três servidores estáveis. e VI . as irregularidades a ele imputadas. poderá ser conduzida por um sindicante ou por uma comissão de dois ou três servidores de cargo de nível igual ou superior ao do acusado. assegurado ao acusado ampla defesa. Para compor a comissão de inquérito. que designará seus integrantes e indicará. São circunstâncias de impedimento para os componentes da comissão: I . V . ou que tenha relação com as atribuições do cargo em que se encontre investido. A portaria instauradora do PAD conterá o nome. 149 da Lei nº 8. de forma resumida e objetiva. não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente (art. o presidente da comissão de inquérito. a substituição de um ou de todos os seus componentes. o processo.

o presidente da comissão observará ao acusado que. dia e hora para serem ouvidas. a comissão promoverá o interrogatório do acusado. depois de lido NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . calou ou negou a verdade. no mínimo. profissão e lugar onde exerce a sua atividade. A comissão empregará. As perguntas devem ser formuladas com precisão e habilidade e. ainda que residam no mesmo local ou trabalhem na mesma repartição ou seção. não lhe sendo lícito usar de meios que revelem coação. reproduzindo fielmente as suas frases.interrupção da prescrição. ao longo de toda a argüição. 152 da Lei nº 8. CPP). embora não esteja obrigado a responder às perguntas que lhe forem formuladas. antes de dar início à inquirição. salvo quando inseparáveis da narrativa do fato. a fim de que sejam obtidas as declarações necessárias com base no rol de perguntas adrede elaboradas. Se a testemunha servir em localidade distante de onde se acha instalada a comissão. Antes de iniciar o interrogatório. objetivando à coleta de provas. • Dos Prazos Os prazos do PAD serão contados em dias corridos. que importem em enriquecimento ilícito. tanto quanto possível. Esgotados os 120 (cento e vinte) dias a que alude o art. independentemente da imediata instauração do processo disciplinar. A comissão processante dará conhecimento ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas da União da instauração de procedimento administrativo para apurar a prática de atos de improbidade administrativa de que trata a Lei nº 8. A expedição de precatória não suspenderá a instrução do inquérito (art. A instauração do PAD não impede que o acusado ou o indiciado. investigações e diligências cabíveis. As respostas do acusado serão ditadas pelo presidente da comissão e reduzidas a termo que. no decorrer do processo. As testemunhas serão inquiridas cada uma de per si. acareações.ser individual. bem como perguntará se encontra-se em algumas hipóteses de suspeição ou impedimento previstas em lei. II .429/92. Do interrogatório do acusado Concluída a inquirição das testemunhas. ser anexada aos autos. cujo relatório conclua que a infração está capitulada como ilícito penal a autoridade competente (instauradora) encaminhará cópia dos autos ao Ministério Público. ser entregue direta e pessoalmente ao destinatário. em certos casos. enquadrando-o num determinado tipo disciplinar. naturalidade. o presidente da comissão deverá cingir-se. tom neutro. às expressões usadas pelas testemunhas. pela responsabilização do acusado. contraditoriamente. intimidação ou invectiva. residência. com vistas ao seu indiciamento no crime de falso testemunho (art. devendo a segunda via. prejuízo ao erário e atentem contra os princípios da Administração Pública. a técnicos e peritos. de um cargo para ocupar outro da mesma esfera de governo. indicando o horário e local de funcionamento da comissão. arrolar e reinquirir testemunhas. contra recibo lançado na cópia da mesma. mediante mandado expedido pelo presidente da comissão. e. Na redução a termo do depoimento. idade. especialmente se é amigo íntimo ou inimigo capital do acusado. O acusado será perguntado sobre o seu nome. a qual poderá ser integrada pelos mesmos servidores. Na hipótese de o PAD ter-se originado de sindicância. passando à situação de indiciado somente quando a comissão. para que se possa ajuizar da segurança das alegações do depoente. o prazo vencido em dia em que não haja expediente. Da instrução Durante a instrução. CPP). excluindo-se o dia do começo e incluindo-se o do vencimento. para o primeiro dia útil seguinte. advertirá o depoente de que se faltar com a verdade estará incurso em crime de falso testemunho tipificado no art. o presidente da comissão remeterá cópia do depoimento à autoridade policial para a instauração de inquérito.sempre que possível. pessoalmente ou por intermédio de procurador legalmente constituído. No Direito Administrativo disciplinar. Não será permitido que a testemunha manifeste suas apreciações pessoais. o seu silêncio poderá ser interpretado em prejuízo da própria defesa. ao encerrar a instrução. número e tipo de documento de identidade. Da inquirição das testemunhas As testemunhas serão intimadas a depor com.112/90 (prorrogação). filiação. concluir. poderá ser ouvida por precatória. será interrogado sobre os fatos e circunstâncias objeto do inquérito administrativo e sobre a imputação que lhe é feita. 24 horas de antecedência. 211. A comissão deve notificar pessoalmente o acusado sobre o processo administrativo disciplinar contra ele instaurado. com base nas provas constantes dos autos. designa-se nova comissão para refazê-lo ou ultimá-lo. 222. desde a publicação da portaria instauradora do processo. de modo a permitir a completa elucidação dos fatos.62 b) Com a publicação da portaria instauradora do PAD decorrem os seguintes efeitos: I . sem que o inquérito tenha sido concluído. e II .impossibilidade de exoneração a pedido e aposentadoria voluntária. A intimação de testemunhas para depor deve: I . a pedido. 210. desde que continue vinculado ao mesmo regime disciplinar. depois de cientificado da acusação. produzir provas e contraprovas e formular quesitos. Se ficar comprovado no processo que alguma testemunha fez afirmação falsa. ficando prorrogado. quando se tratar de prova pericial. CPF. recorrendo. bem como requerer diligências ou perícias. CPP). com indicação do local. quando necessário. O presidente da comissão. com o ciente do interessado. § 1º. seja exonerado. o servidor a quem se atribui as irregularidades funcionais é denominado acusado ou imputado. 342 do Código Penal (art. de modo que umas não saibam nem ouçam os depoimentos das outras. de modo a assegurar-lhe o direito de acompanhar o processo desde o início. estado civil. a comissão promoverá a tomada de depoimentos.

com indicação das folhas do processo onde se encontram. para apresentar a defesa: I . indicando os dispositivos legais infringidos. respectivamente. a comissão elaborará relatório minucioso. publicado pelo menos uma vez no Diário Oficial da União e uma vez em jornal de grande circulação na localidade do último domicílio conhecido. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . a autoridade instauradora do processo. onde resumirá as peças principais dos autos e mencionará as provas em que se baseou para formar sua convicção. em termo próprio. se for um ou mais de um indiciado. perícias. a prorrogação do mesmo por até 60 (sessenta) dias. quando houver dois ou mais indiciados. O julgamento acatará o relatório da comissão. já incluído o prazo para apresentação da defesa e de elaboração do relatório. O relatório será sempre conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade do servidor e informará se houve falta capitulada como crime e se houve danos aos cofres públicos. pessoalmente ou por intermédio de seu procurador. pelo acusado e seu procurador. bem como as circunstâncias agravantes ou atenuantes. a autoridade instauradora expedirá ao órgão competente ofício encaminhando cópia do relatório da comissão e do julgamento. Do relatório Apreciada a defesa. A revelia será declarada. A ação civil por responsabilidade do servidor em razão de danos causados ao erário é imprescritível. se julgar necessário. o prazo para defesa contar-se-á da data declarada. designará um servidor como defensor dativo. baixa dos bens da carga da repartição ou do responsável. a autoridade julgadora proferirá sua decisão. o prazo será comum e de 20 (vinte) dias. No caso de recusa do indiciado em apor o ciente na cópia da citação. será citado por edital. O indiciado poderá. podendo solicitar. com a assinatura de duas testemunhas. pelos vogais. Da aplicação das penalidades As penalidades disciplinares serão aplicadas: I . III . II . Da citação por edital Achando-se o indiciado em lugar incerto e não sabido. o indiciado será citado por mandado expedido pelo presidente da comissão de inquérito. Do julgamento No prazo de 20 (vinte) dias. A indiciação. Quando for verificada a ocorrência de prejuízo aos cofres públicos. e de 20 (vinte) dias. delegar poderes para procurador efetuar sua defesa. parecer fundamentado de assessor ou de setor jurídico a respeito do processo. Para defender o indiciado revel. Havendo dois ou mais indiciados. para as providências cabíveis com vistas ao ressarcimento do prejuízo à Fazenda Nacional e. a citação por edital será feita coletivamente. interrogatório do acusado e demais providências julgadas necessárias. A autoridade julgadora formará sua convicção pela livre apreciação das provas. por termo. diligências. o presidente poderá solicitar. a comissão instruirá o processo com uma exposição sucinta e precisa dos fatos arrolados que indiciam o acusado como autor da irregularidade. mediante instrumento hábil. Da indiciação Encerrada a colheita dos depoimentos. pelo secretário. desde que não seja funcionário público. contado do recebimento do processo. a citação far-se-á por edital. ocupante de cargo de nível igual ou superior ao do indiciado. nos casos de advertência ou de suspensão até 30 (trinta) dias. III . a comissão indicará o dispositivo legal ou regulamentar transgredido. será rubricado em duas folhas e assinado pelo presidente da comissão. Da citação Terminada a instrução do processo. não apresentar defesa no prazo legal.63 pelo secretário ou por quaisquer dos membros da comissão. que terá como anexo cópia da indiciação. Reconhecida a responsabilidade do servidor. face aos impedimentos legais. Da revelia Considerar-se-á revel o indiciado que. se presente. se for o caso.na hipótese deste item. nos autos do processo e devolverá no prazo de 15 (quinze) dias para a defesa dativa se houver apenas um indiciado.havendo mais de um indiciado. deverá especificar os fatos imputados ao servidor e as respectivas provas. no Diário Oficial da União ou em jornal de grande circulação. quando se tratar de demissão e cassação de aposentadoria ou disponibilidade do servidor. além de tipificar a infração disciplinar. II . Da prorrogação do prazo Se motivos justificados impedirem o término dos trabalhos no prazo regulamentar de 60 (sessenta) dias. o prazo para defesa será de 15 (quinze) dias a partir da publicação do edital que ocorreu. mediante ofício à autoridade instauradora e antes do término do prazo. ou seja. pelo membro da comissão que fez a citação. que deverá ser anexada à citação do mesmo para apresentar defesa escrita. devendo ser entregue diretamente ao indiciado mediante recibo em cópia do original. regularmente citado. por 20 (vinte) ou 40 (quarenta) dias. salvo quando contrário às provas dos autos. para diligências reputadas indispensáveis. após solicitação do presidente da comissão. O prazo de defesa poderá ser prorrogado pelo dobro.pelo chefe da repartição e outras autoridades na forma dos respectivos regimentos ou regulamentos. A citação é pessoal e individual. Da defesa O prazo para defesa será de 10 (dez) dias. por último. assegurando-se-lhe vista do processo na repartição. para apresentar defesa escrita.pelo Presidente da República.pelo ministro quando se tratar de suspensão superior a 30 (trinta) dias.verificando-se que o indiciado se oculta para não ser citado.

112/90. II . de perícia técnica solicitada pelo acusado. V . e Lei nº 8. Eivam de nulidade absoluta os vícios: I .de competência: a) instauração de processo por autoridade incompetente. no caso de advertência ou suspensão. Da exoneração de servidor que responde a processo administrativo disciplinar I .pela autoridade que houver feito a nomeação. contados da data da publicação do ato que a constituir. b) citação por edital de indiciado que se encontre preso. que poderão ser por ele inquiridas e reinquiridas. III . 34 da Lei nº 8. interessada no processo. terá até 30 dias. em virtude de não ter sido aprovado em estágio probatório. IV . PROCEDIMENTO SUMÁRIO A acumulação ilegal de cargos. sem motivação. apuradas em processo administrativo disciplinar de rito sumário. A comissão do procedimento sumário. decadência ou perempção. como inimiga notória do acusado ou do indiciado. no caso de inquérito. a penalidade de suspensão poderá ser convertida em multa. proferirá sua decisão. ao serviço superior a 30 dias) e inassiduidade habitual (faltas injustificadas por período igual ou superior a 60 dias).112/90): I . e g) juntada de elementos probatórios aos autos após a apresentação da defesa. conforme determina o inciso I do parágrafo único do art. de pronto.pela aposentadoria ou morte do agente. que também decidirá sobre os demais indiciados. quando se tratar de destituição de cargo em comissão. c) julgamento discordante das conclusões factuais da comissão. quando as provas dos autos não autorizam tal discrepância.pela prescrição.relacionados com o direito de defesa do acusado ou do indiciado: a) indeferimento. e c) comissão composta por servidores de notória e declaradamente inimigos do servidor acusado ou do indiciado.relacionados com a composição da comissão: a) composição com menos de 3 (três) membros. 107. composta por 2 servidores estáveis.relativos à citação do indiciado: a) falta de citação. para instauração de novo processo. ficando o servidor obrigado a permanecer em serviço. e f) falta de capitulação da transgressão atribuída ao acusado ou ao indiciado. defesa e relatório. f) negativa de vista dos autos do processo administrativo disciplinar ao servidor indiciado. ou aposentado voluntariamente. Quando houver conveniência para o serviço e a critério da autoridade julgadora. notadamente a oitiva de testemunhas. em qualquer circunstância do cotidiano. d) citação por edital de indiciado que se encontre asilado em país estrangeiro. ao seu advogado legalmente constituído ou ao defensor dativo. por edital. c) ausência de alegações escritas de defesa. e f) citação. para apresentar relatório conclusivo quanto à inocência ou a responsabilidade do servidor. e) falta de indiciação do fato ensejador da sanção disciplinar.O servidor que responder à sindicância ou PAD só poderá ser exonerado a pedido.relacionados com o julgamento do processo: a) julgamento com base em fatos ou alegativas inexistentes na peça de indiciação. II . e) indeferimento de pedido de certidão. no prazo de 5 dias. caso aplicada. abandono de cargo (ausência intencional do servidor. e) citação por edital de servidor internado em estabelecimento hospitalar para tratamento de saúde. c) citação por edital de indiciado que tenha endereço certo. contados do recebimento do processo. quando as circunstâncias assim exigirem. por parte da Administração. b) composição por servidores demissíveis ad nutum ou instáveis. b) incompetência funcional dos membros da comissão. após a conclusão do processo e o cumprimento da penalidade. Das nulidades Verificada a existência de vício insanável. empregos ou funções públicas.pela retroatividade de lei que não mais considera o fato como infração.A exoneração de servidor que responde a inquérito administrativo antes de sua conclusão. d) julgamento feito por autoridade administrativa que se tenha revelado. compreendendo indiciação. III . NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . e c) incompetência da autoridade julgadora. a autoridade julgadora declarará a nulidade total ou parcial do processo e ordenará a constituição de outra comissão. sobre aspecto relevante. e b) julgamento pela autoridade instauradora que. Havendo mais de um indiciado e diversidade de sanções.64 IV . d) inexistência de notificação do servidor acusado para acompanhar os atos apuratórios do processo. sem motivação. Este prazo admite prorrogação por até 15 dias. b) não-oitiva. será convertida em demissão. Da extinção da punibilidade Extingue-se a punibilidade (art. sem abertura de novo prazo para a defesa. o julgamento caberá à autoridade competente para a imposição da pena mais grave. de testemunha arrolada pelo acusado. na base de 50% (cinqüenta por cento) por dia de remuneração. caso seja essa a penalidade a ser-lhe aplicada por ocasião do julgamento do processo. quando inexiste no processo qualquer indicação que traduza o empenho pela localização do indiciado. II . são faltas graves puníveis com a demissão. desenvolvido nas seguintes fases: a) instrução sumária. b) julgamento feito de modo frontalmente contrário às provas existentes no processo. CP.

183 A 231) Plano de Seguridade Social do Servidor “O Plano de Seguridade Social do servidor será custeado com o produto da arrecadação de contribuições sociais obrigatórias dos servidores ativos dos Poderes da União. tempo de contribuição de 35 anos para homem e 30 para mulher. tempo de exercício nas funções de magistério terão a idade mínima e o tempo de contribuição reduzidos em 5 anos. a qualquer tempo.garantir meios de subsistência nos eventos de doença. Regra transitória ou de transição É a regra para os servidores públicos contratados até a data da publicação da emenda (16/12/98). e proporcionais nos demais casos. Neste caso.proteção à maternidade. moléstia profissional ou doença grave. 55 anos de idade e 30 de contribuição e. respectivamente. ocupante de cargo ou emprego efetivo na Administração Pública direta. sendo os proventos integrais quando decorrente de acidente em serviço. exclusivamente. bem como dos órgãos e entidades. autárquica e fundacional não terá direito aos benefícios do Plano de Seguridade Social. Os outros professores. observadas as disposições desta Lei. Para a Aposentadoria Integral o servidor terá que reunir os critérios de idade mínima de 53 a 48 anos.647. e 25 (vinte e cinco) se professora. II . aos setenta anos de idade.por invalidez permanente. ele só poderá se aposentar com 35 anos de contribuição.65 Detectada. se professor. O servidor ocupante de cargo em comissão que não seja. Na hipótese de omissão. Professores Na regra permanente o professor universitário do setor público se aposentará como os outros servidores públicos. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. simplesmente. Mantida a aposentadoria compulsória aos 70 anos de idade com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. de 13/4/93. para a mulher. A aposentadoria por idade será aos 65 anos de idade para homem e 60 para mulher. A contribuição do servidor. Para o homem. o acréscimo (pedágio) será de 40% do tempo que faltava para se aposentar pela regra anterior à reforma. especificada em lei. o servidor. Presidentes das Casas Legislativas e dos Tribunais Federais e Procurador-Geral da República) ou autoridade delegada do órgão ou de entidade em que tenha ocorrido a irregularidade notificará o servidor. e pedágio de 20% a mais do tempo que falta na data de publicação da emenda para o tempo de contribuição acima. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO .assistência à saúde. além da idade mínima acima. terá que contar no mínimo com 30 anos de contribuição se homem e 25 anos se mulher. II . Compete ao órgão central do SIPEC (Sistema de Pessoal Civil) supervisionar e fiscalizar o cumprimento da aplicação ou omissão dos procedimentos e penalidades previstas. III . Só valerá a contagem do tempo de contribuição e não mais tempo de serviço. e compreende um conjunto de benefícios e ações que atendam às seguintes finalidades: I . à adoção e à paternidade. para apresentar opção no prazo improrrogável de 10 dias. b) aos 30 (trinta) anos de efetivo exercício em funções de magistério. hipótese em que se converterá automaticamente em pedido de exoneração do outro cargo. Exemplo: Um professor com 25 anos de serviço necessitaria de mais 5 anos para se aposentar. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. e aos 60 (sessenta) se mulher. Os benefícios do Plano de Seguridade Social do servidor compreendem. c) aos 65 (sessenta e cinco) anos de idade. Para a Aposentadoria Proporcional.voluntariamente: a) aos 35 (trinta e cinco) anos de contribuição. com proventos integrais. a apresentar defesa escrita. III . invalidez. será instaurado o procedimento sumário e o servidor indiciado será citado pessoalmente ou por intermédio de sua chefia imediata. DA SEGURIDADE SOCIAL (ARTS. Este servidor também pode escolher a aposentadoria pela Regra Permanente. 50 anos de idade e 25 de contribuição. se homem. desde que comprovem. para.630. que a aposentadoria para o setor público ficou assim: – Quanto ao servidor: • Aposentadoria O servidor será aposentado: I . acidente em serviço. Pelas novas regras. para homem e mulher. contagiosa ou incurável. a acumulação proibida de cargos ou emprego (efetivo ou da inatividade) a autoridade competente (Presidente da República.compulsoriamente. deferenciada em função da remuneração mensal. de 23/4/98). com o advento da Emenda Constitucional nº 20/98 (Reforma Previdenciária). inatividade. contados da data da ciência. e 55 anos de idade e 30 de contribuição se mulher. será fixada em lei. falecimento e reclusão. Os 25 anos já trabalhados serão contados com um acréscimo de * Redação dada pela Lei nº 8. com exceção de assistência à saúde. por intermédio de sua chefia imediata. velhice. das autarquias e das fundações Públicas” (Lei nº 9.* O Plano de Seguridade Social visa a dar cobertura aos riscos a que estão sujeitos o servidor e sua família. Regra permanente ou geral – para ingressos a partir de 16/12/98 É a regra para os servidores públicos contratados após a publicação da Emenda Constitucional nº 20/98. se homem. e aos 30 (trinta) se mulher. A opção pelo servidor até o último dia de prazo para a defesa configurará sua boa-fé. Os benefícios serão concedidos nos termos e condições definidos em regulamento. no prazo de 5 dias. O custeio das aposentadorias e pensões é de responsabilidade da União e de seus servidores. com proventos integrais. Para se aposentar o servidor público terá que combinar a idade mínima de 60 anos de idade e 35 de contribuição se homem.

a inspeção será feita por médico do setor de assistência do órgão de pessoal e.o menor de 21 (vinte e um) anos que. pela prorrogação da licença ou pela aposentadoria. quando a parturiente não for servidora. o salário-família será pago a um deles.o cônjuge ou companheiro e os filhos. ou do inativo. Inexistindo médico do órgão ou entidade no local onde se encontra o servidor.75 x 1. somando-se o tempo proposto pela regra de transição (no caso 29. a inspeção médica será realizada na residência do servidor ou no estabelecimento hospitalar onde se encontrar internado. membros do Ministério Público e dos Tribunais de Conta que ganharam um acréscimo de 17% (bônus). a pedido ou de ofício. com base em perícia médica. Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – AIDS. se aposentarão como os outros servidores públicos. tornando-se prescindível o requerimento (Orientação Normativa nº 22 da SAF). neoplasia maligna. mediante a apresentação de cópia da certidão de nascimento. Sempre que necessário. e outras que a lei indicar. espondiloartrose anquilosante.25 anos) que serão contados com acréscimo (pedágio) de 20% sobre o tempo que falta (35 – 29. O atestado e o laudo da junta médica não se referirão ao nome ou natureza da doença. esclerose múltipla. Consideram-se doenças graves. Após a reforma. por nascituro. Ao pai e à mãe equiparam o padastro. Consideram-se dependentes econômicos para efeitos de percepção do salário-família: I . alienação mental. O lapso de tempo compreendido entre o término da licença e a publicação do ato da aposentadoria será considerado como de prorrogação da licença.75 anos (35 – 29. será pago a um e outro. por período não excedente a 24 (vinte e quatro) meses. Quando pai e mãe forem servidores públicos e viverem em comum. II . Não se configura a dependência econômica quando o beneficiário do salário-família perceber rendimento do trabalho ou de qualquer outra fonte. os representantes legais dos incapazes.66 17% (4. o provento não será inferior a 1/3 (um terço) da remuneração da atividade. III .25 anos) ao tempo acrescido pelo “pedágio” (no caso 6. com base na medicina especializada.9 anos). paralisia irreversível e incapacitante. em quantia equivalente ao menor vencimento do serviço público. mediante autorização judicial. O servidor aposentado com provento proporcional ao tempo de contribuição. o servidor será aposentado. nem servirá de base para qualquer contribuição. o atestado só produzirá efeitos depois de homologado pelo setor médico do respectivo órgão ou entidade. salvo os juízes. doença de Parkinson. se inválido. se acometido de qualquer das moléstias especificadas anteriormente. inclusive quando decorrentes de transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria. o nosso professor terá que trabalhar e contribuir até 36. Auxílio-natalidade O auxílio-natalidade é devido à servidora por motivo de nascimento de filho. estados avançados do mal de Paget (osteíte deformante). em valor igual ou superior ao salário mínimo. inclusive para a Previdência Social. se por prazo superior.25).25 ð 5. será aceito atestado passado por médico particular. membros do Ministério Público ou de Tribunais de Contas terão acréscimo de 17% (bônus) ao tempo de serviço anterior à reforma. salvo quando se tratar de NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . que se modificar a remuneração dos servidores em atividade. A aposentadoria compulsória será automática. cardiopatia grave. A aposentadoria por invalidez será precedida de licença para tratamento de saúde. por junta médica oficial. Quando proporcional ao tempo de contribuição. o servidor será submetido a nova inspeção médica. O salário-família não está sujeito a qualquer tributo. Ressalte-se que para o magistério houve um “abono” de tempo (17% para professor e 20% para professora) que as demais categorias não tiveram. a madastra e. serão necessários mais 5. Licença para tratamento de saúde Será concedida ao servidor licença para tratamento de saúde. que concluirá pela volta ao serviço. Expirado o período de licença e não estando em condições de reassumir o cargo ou de ser readaptado.20 = 6. Salário-família O salário-família é devido ao servidor ativo ou inativo. ou seja. Na hipótese de parto múltiplo. na verdade. Para licença até 30 (trinta) dias.25 anos. sem remuneração não acarreta a suspensão do pagamento do salário-família. na falta destes. contagiosas ou incuráveis tuberculose ativa. inclusive no caso de natimorto. o valor será acrescido de 50% (cinqüenta por cento). agora exigidos. O auxílio será pago ao cônjuge ou companheiro servidor público. O provento da aposentadoria será revisto na mesma data e proporção. e declarada por ato. nefropatia grave. a 29. cegueira posterior ao ingresso no serviço público. se estudante até 24 (vinte e quatro) anos ou. de qualquer idade. quando separados. viver na companhia e às expensas do servidor. A aposentadoria voluntária ou por invalidez vigorará a partir da data de publicação do respectivo ato. os 25 anos de serviços cumpridos equivalerão. O afastamento do cargo efetivo. com vigência a partir do dia imediato àquele em que o servidor atingir a idade-limite de permanência ao serviço ativo. hanseníase. Magistrados Juízes.15 anos.a mãe e o pai sem economia própria. Para que se cumpram os 35 anos de contribuição. de baixa renda. No caso do parágrafo anterior.9 anos). inclusive os enteados até 21 (vinte e um) anos de idade ou. Findo o prazo da licença. inclusive pensão ou provento de aposentadoria. São estendidos aos inativos quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidas aos servidores em atividade. passará a perceber provento integral. por dependente econômico. sem prejuízo da remuneração a que fizer jus. de acordo com a distribuição dos dependentes.

c) o companheiro ou companheira designado que comprove união estável como entidade familiar. reassumirá o exercício. metade do valor caberá ao titular ou titulares de pensão vitalícia. Ocorrendo habilitação às pensões vitalícia e temporária. mediante convênio. que somente se extinguem ou revertem com a morte de seus beneficiários. com percepção de pensão alimentícia. II . A concessão da pensão temporária aos beneficiários de que tratam as alíneas a e b do inciso II exclui desse direito os demais beneficiários referidos nas alíneas c e d. sendo a outra metade. decorridos 30 (trinta) dias do evento. A licença à adotante será deferida mediante apresentação do Termo de Adoção ou Termo Provisório (Termo de Guarda e Responsabilidade). A pensão será concedida integralmente ao titular de pensão vitalícia. em vitalícias e temporárias. expedido por autoridade competente (Orientação Normativa nº 76 da SAF). No caso de natimorto. Para amamentar o próprio filho. quanto à natureza. O servidor acidentado em serviço que necessite de tratamento especializado poderá ser tratado em instituição privada. que vivam na dependência econômica do servidor. d) a pessoa designada que viva na dependência econômica do servidor. o servidor terá direito à licença-paternidade de 5 (cinco) dias consecutivos. prorrogável quando as circunstâncias o exigirem. Ocorrendo habilitação de vários titulares à pensão vitalícia. entre os titulares da pensão temporária. doença profissional ou qualquer das doenças especificadas em lei.decorrente de agressão sofrida e não provocada pelo servidor no exercício do cargo. A pensão poderá ser requerida a qualquer tempo. Licença por acidente em serviço Será licenciado com remuneração integral. b) o menor sob guarda ou tutela até 21 (vinte e um) anos de idade. No caso de adoção ou guarda judicial de criança com mais de 1 (um) ano de idade. Licença à gestante. Garantia de condições individuais e ambientais de trabalho satisfatórias. se inválida. À servidora que adotar ou obtiver guarda judicial de criança até 1 (um) ano de idade. e se julgada aposta. c) o irmão órfão. – Quanto ao dependente: • Pensão vitalícia e temporária Por morte do servidor. que comprovem dependência econômica do servidor. São beneficiários das pensões: I . compreende assistência médica. os dependentes fazem jus a uma pensão mensal de valor correspondente ao da respectiva remuneração ou provento. até 21 (vinte e um) anos. O tratamento recomendado por junta médica oficial constitui medida de execução e somente será admissível quando inexistirem meios e recursos adequados em instituição pública. a uma hora de descanso. e de sua família. a servidora lactante terá direito. Ocorrendo habilitação somente à pensão temporária. Pelo nascimento ou adoção de filhos. d) a mãe e o pai que comprovarem dependência econômica do servidor. à conta de recursos públicos. cessão de invalidez ou maioridade do beneficiário. que poderá ser parcelada em dois períodos de meia hora. ou. hospitalar. o prazo será de 30 (trinta) dias. mediata ou imediatamente. e) a pessoa designada. maior de 60 (sessenta) anos e a pessoa portadora de deficiência.67 lesões produzidas por acidente em serviço. o prazo será de 90 (noventa) dias. a servidora terá direito a 30 (trinta) dias de repouso remunerado. ativo ou inativo. A pensão vitalícia é composta de cota ou cotas permanentes. No caso de aborto atestado por médico oficial. separada judicialmente ou divorciada. o seu valor será distribuído em partes iguais entre os beneficiários habilitados. Equipara-se ao acidente em serviço o dano: I . até a idade de 6 (seis) meses. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . ou. prestada pelo Sistema Único de Saúde ou diretamente pelo órgão ou entidade ao qual estiver vinculado o servidor. que se relacione. em partes iguais. em partes iguais. entre os que se habilitarem. ou enteados. b) a pessoa desquitada. até 21 (vinte e um) anos de idade ou. até 21 (vinte e um) anos. enquanto durar a invalidez. a licença terá início a partir do parto. se inválidos. odontológica. II . a partir da data de óbito. prescrevendo tão-somente as prestações exigíveis há mais de 5 (cinco) anos.vitalícia: a) o cônjuge. Assistência à saúde A assistência à saúde do servidor. Configura acidente em serviço o dano físico ou mental sofrido pelo servidor.sofrido no percurso da residência para o trabalho e vice-versa. o servidor acidentado em serviço. psicológica e farmacêutica. enquanto durar a invalidez. ainda. enquanto durar a invalidez. o valor integral da pensão será rateado.temporária: a) os filhos. à adotante e licença-paternidade Será concedida licença à servidora gestante por 120 (cento e vinte) dias consecutivos. A concessão de pensão vitalícia aos beneficiários de que tratam as alíneas a e c do inciso I deste artigo exclui desse direito os demais beneficiários referidos nas alíneas d e e. No caso de nascimento prematuro. exceto se existirem benefíciários da pensão temporária. A prova do acidente será feita no prazo de 10 (dez) dias. salvo antecipação por prescrição médica. A pensão temporária é composta de cota ou cotas que podem se extinguir ou reverter por motivo de morte. As pensões distinguem-se. A licença poderá ter início no primeiro dia do nono mês da gestação. sem prejuízo da remuneração. durante a jornada de trabalho. e o inválido. com as atribuições do cargo exercido. a servidora será submetida a exame médico. na forma estabelecida em regulamento.

bem como dos órgãos e entidades. Será concedida pensão provisória por morte presumida ao servidor. Nos casos previstos no item I. desde que absolvido.a acumulação de pensão. Ressalvado o direito de opção.prêmios pela apresentação de idéias. O recebimento indevido de benefícios havidos por fraude. A contribuição do servidor.declaração de ausência. qualquer prova posterior ou habilitação tardia que implique exclusão de beneficiários ou redução de pensão só produzirá efeitos a partir da data em que for oferecida. 40. O custeio das aposentadorias e pensões é de responsabilidade da União e de seus servidores (Lei nº 8. irmão. durante o afastamento. diplomas de honra ao mérito. II . inundação. conforme o caso. quando a decisão ocorrer após a concessão da pensão ao cônjuge. II . ficando prorrogado. AIDS. esclerose múltipla e outros). à pena que não determine a perda do cargo.desaparecimento no desempenho das atribuições do cargo ou em missão de segurança. Legislativo e Judiciário. por sentença definitiva. órfão ou pessoa designada.da pensão temporária para os co-beneficiários ou. doença de Parkinson. Observações: 1 . O pagamento do auxílio-reclusão cessará a partir do dia imediato àquele em que o servidor for posto em liberdade. à pessoa da família que houver custeado o funeral. se acometido de qualquer das moléstias especificadas em Lei (alienação mental. ainda que condicional. a respectiva cota reverterá: I . nos seguintes valores: I . Por morte ou perda da qualidade de beneficiário. o servidor terá direito à integralização da remuneração. diferenciada em função da remuneração mensal. DISPOSIÇÕES GERAIS O Dia do Servidor Público será comemorado em 28 (vinte e oito) de outubro. em se tratando de beneficiário inválido.O tempo de serviço público é comprovado mediante apresentação de certidão expedida por órgão ou entidades públicos.dois terços da remuneração. no âmbito dos Poderes Executivo. da Constituição Federal. V .a anulação do casamento. 2 . hipótese em que o benefício será automaticamente cancelado. poderá requerê-la com base no art. inventos ou trabalhos que favoreçam o aumento de produtividade e a redução dos custos operacionais.concessão de medalhas. II .688. passará a receber provento integral. nos seguintes casos: I . quando afastado por motivo de prisão. Auxílio-reclusão – será devido ao servidor de baixa renda À família do servidor ativo é devido o auxílio-reclusão. de 21/7/93).a cessão de invalidez. para o beneficiário da pensão vitalícia. implicará devolução ao Erário do total auferido. para o primeiro dia útil seguinte. em período integral ou parcial. além daqueles já previstos nos respectivos planos de carreira: I .da pensão vitalícia para os remanescentes desta pensão ou para os titulares da pensão temporária. a qual deverá ser concedida pelo órgão ou entidade responsável pelo pagamento de seus proventos (Orientação Normativa nº 74 da SAF). em flagrante ou preventiva.O servidor aposentado com provento proporcional ao tempo de contribuição. na data do ato que o colocou em disponibilidade. Poderão ser instituídos. Os prazos previstos nesta lei serão contados em dias corridos.a maioridade de filho. determinada pela autoridade competente. III . As pensões serão automaticamente atualizadas na mesma data e na mesma proporção dos reajustes dos vencimentos dos servidores. Em caso de falecimento de servidor em serviço fora do local de trabalho. dolo ou má-fé. em valor equivalente a 1 (um) mês da remuneração ou provento. pela autoridade judiciária competente. este será indenizado. aos 21 (vinte e um) anos de idade. se não houver pensionista remanescente da pensão vitalícia. sem prejuízo da ação penal cabível. é vedada a percepção cumulativa de mais de duas pensões. Auxílio-funeral O auxílio-funeral é devido à família do servidor falecido na atividade ou aposentado. os seguintes incentivos funcionais. será fixada em lei. Não faz jus à pensão o beneficiário condenado pela prática de crime doloso de que tenha resultado a morte do servidor. autarquia ou fundação pública. VI . inclusive no exterior. condecoração e elogio. No caso de acumulação legal de cargos. das autarquias e das fundações públicas. Se o funeral for custeado por terceiros. II . ressalvado o eventual reaparecimento do servidor. excluindo-se o dia do começo e incluindo-se o do vencimento. Assistência pré-escolar Para os dependentes dos servidores públicos na faixa etária compreendida desde do nascimento até seis anos de idade. III .o seu falecimento.68 Concedida a pensão. II . a critério do servidor. contava com tempo de contribuição para aposentadoria voluntária. o prazo vencido em dia em que não haja expediente. enquanto perdurar a prisão. Assistência à saúde As aposentadorias e pensões serão concedidas e mantidas pelos órgãos ou entidades aos quais se encontram vinculados os servidores. em virtude de condenação.metade da remuneração. as despesas de transporte do corpo correrão à conta de recursos da União. III. incêndio ou acidente não caracterizado como em serviço.desaparecimento em desabamento. na falta destes. A pensão provisória será transformada em vitalícia ou temporária. Acarreta perda de qualidade de beneficiário: I . decorridos 5 (cinco) anos de sua vigência. IV . O auxílio será pago no prazo de 48 (quarenta e oito) horas por meio de procedimento sumariíssimo. O Plano de Seguridade Social do servidor será custeado com o produto da arrecadação de contribuições sociais obrigatórias dos servidores dos três Poderes da União. observado o disposto no artigo anterior. 3 . NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO .O servidor que. o auxílio será pago somente em razão do cargo de maior remuneração.a renúncia expressa.

sem adentrar o conteúdo/mérito. mas coletiva. quando concedida. É um controle a posteriori eminentemente de legalidade. à moralidade administrativa e ao meio ambiente natural ou cultural. pelo que só supletivamente lhe são aplicáveis disposições gerais do Código de Processo Civil. Destina-se a coibir atos ilegais de autoridade que lesam direito subjetivo.717/65. estético ou histórico. Ação Popular É a via constitucional (art. pois. artístico. nos termos da Constituição Federal. Interna Corporis São aquelas questões ou assuntos que se relacionam direta e imediatamente com a economia interna da corporação legislativa e dos tribunais judiciais.533. assim entendidos os bens e direitos de valor econômico. licenças. 5º.* e) de ajuizamento. líquido e certo. em defesa dos interesses de seus membros ou associados. inclusive quanto ao direito líquido e certo. A Justiça não pode. Ao servidor público civil é assegurado. utilizável por qualquer de seus membros. 5º. sofrer discriminação em sua vida funcional. Meios de Controle Judicial Mandado de Segurança • Individual • Coletivo I . 5º. LXIX) posto à disposição de toda pessoa física ou jurídica. Para os fins desta Lei. o direito à livre associação sindical. o servidor não poderá ser privado de quaisquer dos seus direitos. até 1 (um) ano após o final do mandato. O mandado de segurança é ação civil de rito sumário especial. Equipara-se ao cônjuge a companheira ou companheiro. considera-se sede o município onde a repartição estiver instalada e onde o servidor tiver exercício.717. além daqueles em que a prova fica a cargo do autor popular. titular do direito subjetivo ao governo honesto. d) de negociação coletiva. lesado ou ameaçado de lesão por ato de qualquer autoridade. dela decorrentes: a) de ser representado pelo sindicato. sujeito a normas procedimentais próprias. como a formação ideológica da lei.Mandado de segurança coletivo: inovação da atual Carta (art. entre outros. O processo. A ação popular é um instrumento de defesa dos interesses da coletividade. II . não podendo ser impedida sua execução por nenhum recurso comum. um meio de preservação de direitos individuais. c) de descontar em folha.Mandado de segurança individual: é o meio constitucional (art. frente à Justiça do Trabalho. Tais atos sujeitam-se à apreciação da Justiça que pode confrontar o ato praticado com as prescrições constitucionais legais ou regimentais. a tutela não é individual. e. exceto se a pedido. atos de escolha da mesa (eleições internas). órgão com capacidade processual ou universalidade reconhecida por lei para proteger direito individual. e cassação de mandatos. substituir a deliberação da Câmara por um pronunciamento judicial sobre o que é de exclusiva competência discricionária do Plenário. inclusive como substituto processual. É. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO E CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO: ESPÉCIES DE CONTROLE E SUAS CARACTERÍSTICAS O CONTROLE JUDICIÁRIO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS O controle judiciário ou judicial é exercido privativamente pelos órgãos do Poder Judiciário sobre os atos administrativos do Executivo. legalidade ou infringências regimentais nos seus alegados interna corporis. A norma constitucional isenta o autor popular. e os seguintes direitos. e em funcionamento há pelo menos um ano. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . verificando. que comprove união estável com entidade familiar. além do cônjuge e filhos. o valor das mensalidades e contribuições definidas em assembléia-geral da categoria. como é evidente. Seus pressupostos são os mesmos do mandado de segurança individual. sim. por exemplo. do Poder Legislativo e do próprio Judiciário quando este realize atividade administrativa. entende-se toda ação ou omissão do poder público ou de seus delegados. os recursos e a execução da sentença acham-se estabelecidos na própria Lei nº 4. interesses da comunidade. LXX). b) de inamovibilidade do dirigente sindical. no gozo de seus direitos cívicos e políticos. ou de organização sindical. próprio. Está regulado pela Lei nº 1. Por ato de autoridade suscetível de mandado de segurança. Por ela não se amparam direitos próprios mas. é remédio posto à disposição de partido político com representação no Congresso Nacional. delimitado na sua extensão e apto a ser exercitado no momento da impetração. etc. no desempenho de suas funções ou a pretexto de exercê-las. e legislação subseqüente. de custas e de sucumbência. é o povo. em caráter permanente. a ordem tem efeito fundamental e imediato. organização interna. Tem fins preventivos e repressivos da atividade administrativa lesiva do patrimônio público. salvo pelo Presidente do Tribunal competente para apreciação da decisão inferior. O prazo para impetração é de cento e vinte dias do conhecimento oficial do ato a ser impugnado. Está regulada pela Lei nº 4. não amparada por habeas corpus. nem eximir-se do cumprimento de seus deveres. a intervenção do Ministério Público. sobretudo. Direito líquido e certo é o que se apresenta manifesto na sua existência. pois visa a impor a observância da lei em questões reclamadas por seus beneficiários. se há inconstitucionalidade. salvo comprovada má-fé. da Mesa ou da Presidência. Esse remédio heróico admite suspensão liminar do ato. entidade de classe ou associação legalmente constituída. do impetrante. seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que exerça. nos termos da Constituição Federal. líquido e certo. só que.** Consideram-se da família do servidor. quaisquer pessoas que vivam às suas expensas e constem do seu assentamento individual. LXXIII) posta à disposição de qualquer cidadão (eleitor) para obter a anulação de atos ou contratos administrativos – ou a eles equiparados – lesivos ao patrimônio público ou de entidades de que o Estado participe. individual e coletivamente. A própria lei regulamentadora indica os sujeitos passivos da ação e aponta casos em que a ilegalidade do ato já faz presumir a lesividade ao patrimônio público. sem ônus para a entidade sindical a que for filiado. de seus atos. de 29/6/65. de 31/12/51.69 Por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política. O beneficiário direto e imediato da ação não é o autor popular.

embora com efeitos normativos. sem aludir aos agentes políticos (parlamentares e magistrados). exige-se.70 Atos Legislativos As leis não ficam sujeitas a anulação judicial pelos meios processuais comuns. A teoria do risco administrativo. nos expressos termos do art. O risco e a solidariedade social são. Se tal ocorrer. LXXV. os suportes desta doutrina que. em que o próprio povo escolhe seus representantes para o legislativo. salvo o direito regressivo contra os causadores do dano (é o que estabelece o art. Atos Políticos São os praticados pelos agentes do Governo. a regra constitucional é a responsabilidade objetiva da Administração. a responsabilidade objetiva. 133 do CPC. na mesma escala. § 6º). equiparam-se aos demais atos da Administração e. o fundamento para a responsabilização da Fazenda Pública se é a própria coletividade que investe os elaboradores da lei na função legislativa e nenhuma ação disciplinar têm os demais Poderes sobre agentes políticos? Não encontramos. não é lei. O ato judicial típico. empenham a responsabilidade civil objetiva da Fazenda Pública. impondo-lhes um ônus não suportado pelos demais. a CF de 1988. Essa distinção resulta do próprio texto constitucional. é: “As pessoas jurídicas de Direito Público e as de Direito Privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes. permite que o Poder Público demonstre a culpa da vítima para excluir ou atenuar a indenização. 5º. A RESPONSABILIDADE CIVIL DA ADMINISTRAÇÃO OU DO ESTADO A Constituição adota. conduz a mais perfeita justiça distributiva. 15 do Código Civil Brasileiro). Na teoria do risco administrativo. portanto. cujo ressarcimento do que foi pago pelo Poder Público deverá ser cobrado em ação regressiva contra o magistrado culpado. com base na teoria do risco administrativo. Devido ao seu elevado discricionarismo. sem o concurso do lesado. causando-lhe um dano injusto e reparável. atua sobre toda a coletividade. mas sim pela via especial da ação direta de inconstitucionalidade promovida pelas pessoas e. bastando que a vítima demonstre o fato danoso e injusto ocasionado por ação ou omissão do Poder Público. Responsabilidades por Atos Legislativos e Judiciais Para os atos administrativos. no uso da competência constitucional. de sorte que. Ficará. agora. O ato legislativo típico. que é a sentença. causem dano a terceiros. Basta a lesão. que é a lei. nessa qualidade. se lesivos. que. mas isto se nos afigura indemonstrável no regime democrático. A nova diretriz constitucional. o fato do serviço. de maneira ilegítima e lesiva. que. todos os outros componentes da coletividade devem concorrer para a reparação do dano. porque. Na responsabilidade civil do Estado. quanto aos atos legislativos e judiciais. em nome da soberania do Estado. diferindo da teoria do risco integral. que. procedendo de modo contrário ao direito ou faltando a dever prescrito por lei. cabendo ao STF declarar a inconstitucionalidade da lei ou de qualquer outro ato normativo. como norma abstrata e geral. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa”. assim. recusa. As pessoas jurídicas de Direito Público são civilmente responsáveis por atos de seus representantes. exime-se a Administração. como o nome está a indicar. 103). embora dispense a prova da culpa da Administração. no que tange às entidades de Direito Público. órgãos indicados na Constituição Federal (art. mas. pois. em seu art. não há falar em indenização da coletividade. Mas. Para compensar essa desigualdade individual. Só excepcionalmente poderá uma lei inconstitucional atingir o particular uti singuli. através da atuação de seus agentes políticos. sim. razão pela qual tem merecido o acolhimento dos Estados modernos. mantida na vigente Constituição (art. Mas decreto. omissão ou retardamento injustificado de providências de seu ofício. dificilmente poderá causar prejuízo indenizável ao particular. a Fazenda Pública só responde mediante a comprovação de culpa manifesta na sua expedição. enseja responsabilidade civil da Fazenda Pública. O que o STF já admitiu foi a responsabilização da Administração por ato baseado em decreto posteriormente julgado inconstitucional. provocam maiores restrições ao controle judicial. Aqui não se cogita da culpa da Administração ou de seus agentes. fundamento jurídico para a responsabilização civil da Fazenda Pública por danos eventualmente causados por lei. nessa qualidade. Onde. como dispõe. quer dizer: a culpa da vítima influi para minorar ou mesmo excluir a responsabilidade civil do Estado. ainda que declarada inconstitucional. provada a culpa total ou parcial do lesado. Como a reparação civil do Poder Público visa a restabelecer o equilíbrio rompido com o dano causado individualmente a um ou alguns membros da comunidade. membros de Poderes de Estado. se expressa no domínio eminente sobre todas as pessoas e bens existentes no território nacional. Quando argüidos de lesivos a direito individual ou ao patrimônio público vão à apreciação da Justiça. entretanto. necessária se torna a demonstração cabal da culpa do Estado. Não se exige qualquer falta do serviço público. da obrigação de reparar o dano. há a presunção relativa juris tantum da culpa do servidor. apenas. nem culpa de seus agentes. o juiz individual e civilmente responsável por dolo. Teoria do Risco Administrativo A teoria do risco administrativo faz surgir a obrigação de indenizar o dano do só ato lesivo e injusto causado à vítima pela Administração. criada pela própria Administração. fraude. que só se refere aos agentes administrativos (servidores). de acordo com a teoria do risco administrativo. que não são servidores da Administração Pública. admite abrandamento. como erroneamente está dito na ementa deste julgado. causaram a terceiros. Tal teoria. por sua objetividade e partilha dos encargos. baseia-se no risco que a atividade pública gera para os administrados e na possibilidade de acarretar dano a certos membros da comunidade. através do Erário. representado pela Fazenda Pública. 37. Quanto aos atos administrativos praticados por órgãos do Poder Judiciário. internamente. A Reparação do Dano A reparação do dano causado pela Administração a terceiros obtém-se amigavelmente ou por meio de ação de NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO .

procedendo de modo contrário ao direito ou faltando a dever prescrito por lei. fica a entidade pública com o direito de voltar-se contra o servidor culpado para haver dele o despendido. Admite-se. que assemelhava. isto é. surge naturalmente a obrigação de indenizar. por disponibilidade. ou seja. Caso contrário. procurou-se centrar a obrigação de indenizar na culpa do serviço ou. em linguagem civil. Essa doutrina foi acolhida pelo nosso ordenamento através do art. que se comprove a culpa do funcionário no evento danoso. A solução civilista. exigia muito dos administrados. A partir daí começou a viger a responsabilidade sem culpa ou responsabilidade objetiva. De fato. não satisfazia os interesses de justiça. É a teoria da culpa civil. assim. 122.1. ou. segundo os franceses. reparte-se o quantum da indenização. fica excluída a responsabilidade da Fazenda Pública. se houvessem se comportado com culpa ou dolo. levada em conta a duração provável de sua vida. aposentadoria. se houver atraso no pagamento. para o servidor a responsabilidade depende da culpa: aquela é objetiva. que é. b) risco integral. podendo ser instaurada mesmo após a cessação do exercício no cargo ou na função. Em razão disso. e. O fulcro. em sua pureza. correção monetária e juros de mora. em termos de responsabilidade. Ação Regressiva A ação regressiva da Administração contra o causador direto de dano está instituída pelo § 6º do art. basta que o lesado acione a Fazenda Pública e demonstre o nexo causal entre o fato lesivo (comissivo ou omissivo) e o dano. O legislador constituinte bem separou as responsabilidades: o Estado indeniza a vítima. Comprovados esses dois elementos. a situação culposa do agente estatal. 2. subsiste a responsabilidade objetiva da Administração. Ocorria a culpa do serviço sempre que NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . civil ou administrativa. teorias e características Em termos de evolução da obrigatoriedade que o Estado tem de recompor o patrimônio diminuído em razão de seus atos. nas modalidades do risco administrativo e do risco integral. bilidade R | | | | S | | | | | T 1. por se tratar de uma dívida de valor. Quadro sinótico Evolução 2. pudessem causar aos administrados. A indenização por lesão pessoal e morte da vítima abrangerá o tratamento. ainda. instaura-se sob a influência do liberalismo. Se total a culpa da vítima. da obrigação de indenizar era a culpa do agente. como tal. bem como honorários advocatícios. assim.71 indenização. Com culpa a) do agente ou civil ou subjetiva. Sem culpa a) risco administrativo ou objetiva. esta é subjetiva e se apura pelos critérios gerais do Código Civil. que a Administração já tenha sido condenada a indenizar a vítima do dano sofrido. Responsa2. na faute du service. Era expressado pelas fórmulas: Le roi ne peut mal faire e The king can do no wrong. Essa indenização. Nesses. O estágio da responsabilidade com culpa civil do Estado. e desta para a responsabilidade sem culpa. Por esse artifício o Estado tornava-se responsável e. para obrigar o Estado a responder pelos danos que seus servidores pudessem causar aos administrados. § 3º) transmite-se aos herdeiros e sucessores do servidor culpado. Evolução. preconizada pela teoria da responsabilidade patrimonial com culpa. o dano emergente e os lucros cessantes.112/90. os princípios da culpa civil. então. embora representasse um progresso em relação à teoria da irresponsabilidade patrimonial do Estado. em nossa língua: “O rei não pode fazer mal” e “O rei não erra”. o que despendeu e o que deixou de ganhar em conseqüência direta e imediata do ato lesivo da Administração. Para o êxito desta ação exigem-se dois requisitos: primeiro. O Estado e o indivíduo eram. bem como seu montante. se parcial. Ambos. segundo o qual o Estado não podia causar males ou danos a quem quer que fosse. para fins de indenização. não respondiam.2. o Estado ao indivíduo. A fase da irresponsabilidade civil do Estado vigorou de início em todos os Estados. indo da irresponsabilidade para a responsabilidade com culpa. 37 da Constituição Federal. Seu fundamento encontrava-se em outro princípio vetor do Estado absoluto ou Estado de polícia. segundo. Tornam-se. regressivamente. b) do serviço ou administrativa. nessa qualidade. A indenização do dano deve abranger o que a vítima efetivamente perdeu. a ação regressiva (Lei nº 8. admite reajustamento às condições atuais do custo de vida. 15 do Código Civil (“As pessoas jurídicas de direito público são civilmente responsáveis por atos de seus representantes que nessa qualidade causem danos a terceiros. a Administração Pública viveu fases distintas. dado o caráter alimentar que a preside. art. mas notabilizou-se nos Estados absolutistas. destinada à reparação patrimonial. exoneração ou demissão. Essa culpa ou dolo do agente público era a condicionante da responsabilidade patrimonial do Estado. salvo o direito regressivo contra os causadores do dano”) e vigorou sozinha até o advento da Constituição da República de 1946. Enquanto não evidenciar a culpabilidade da vítima. respondiam conforme o Direito Privado. negava-se tivesse a Administração Pública a obrigação de indenizar os prejuízos que seus agentes. obrigado a indenizar sempre que seus agentes houvessem agido com culpa ou dolo. uma vez indenizada a lesão da vítima. Para eximir-se dessa obrigação incumbirá à Fazenda Pública comprovar que a vítima concorreu com culpa ou dolo para o evento danoso. Enquanto para a Administração a responsabilidade independe da culpa. o sepultamento e a prestação alimentícia às pessoas a quem o falecido a devia. Ação de Indenização Para obter a indenização. pois o lesado tinha que demonstrar. também chamada de responsabilidade subjetiva do Estado. além do dano. Sem ela inocorria a obrigação de indenizar. tratados de forma igual. como mais adiante se verá. inaplicáveis. Irresponsabilidade Civil do Estado R | | | S | | | T 2. 37 da CF como mandamento a todas as entidades públicas e particulares prestadoras de serviços públicos. o agente indeniza o Estado. a correção monetária. Como ação civil. através da ação regressiva autorizada pelo § 6º do art.

• industriais. o de transporte coletivo. Assim. Os riscos são dos prestadores de serviço. que recebeu de Hely Lopes Meirelles o seguinte comentário: “A teoria da culpa administrativa representa o primeiro estágio da transição entre a doutrina subjetiva da culpa civil e a tese objetiva do risco administrativo que a sucedeu.: segurança. não existia). Estes serviços são prestados pelas entidades públicas (União. e o Poder Público pode prestá-los diretamente ou por terceiros (delegados). isto é. funcionava mal (devendo funcionar bem) ou funcionava atrasado (devendo funcionar em tempo). uma culpa. higiene e saúde públicas. novos critérios que. de transporte coletivo. p. É o binômio falta do serviço – culpa da Administração. em todos os Estados acontecem ou estão presentes as teorias da culpa administrativa e do risco administrativo. a que se convencionou chamar de culpa administrativa” (Direito Administrativo. ou simples conveniência do Estado”. Procurou-se. Exige-se. desprezadas as da irresponsabilidade e do risco integral.: fornecimento de gás. Empresas Públicas. mas não essenciais. Normalmente são rentáveis e NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . nos demais casos. Aqui. A Administração presta-os diretamente ou por entidades descentralizadas (Autarquias. em que o Estado. pudessem causar aos administrados. Públicos São os essenciais à sobrevivência da comunidade e do próprio Estado. normalmente.: serviço de polícia. inclusive com medidas compulsórias. Municípios) através de seus órgãos da Administração direta. De Utilidade Pública São os que são convenientes à comunidade. o de saúde pública. Sociedades de Economia Mista. havia culpa do serviço e. porque são prestados pelas próprias repartições públicas da Administração direta. Para serem prestados o Estado pode socorrer-se de suas prerrogativas de supremacia e império. devendo existir). • próprios do Estado. de segurança. de saúde pública. mas perquire-se a falta objetiva de serviço em si mesmo. mediante remuneração. Assim.: serviço de polícia. Exs. política. pois leva em conta a falta do serviço para dela inferir a responsabilidade da Administração. mas ao ser demandado ocorresse uma falha. Por fim. SERVIÇOS PÚBLICOS Noções Gerais: Conceito Segundo Hely Lopes Meirelles “serviço público é todo aquele prestado pela Administração ou por seus delegados. sob normas e controles estatais. Fundações Governamentais). • de utilidade pública. isto é. para responsabilizar o Estado nos casos de danos decorrentes de casos fortuitos ou de força maior. de forma objetiva. não quer isso dizer que hoje só vigore a última a aparecer no cenário jurídico dos Estados. Exs. diga-se que. por parte da vítima. • gerais. O êxito do pedido de indenização ficava.72 este não funcionava (não existia. c) o serviço de prevenção e combate a incêndio existisse. Estes serviços visam a facilitar a vida do indivíduo na coletividade. Classificação Os serviços públicos. cabia-lhe demonstrar. ou da culpa anônima (não se tem o causador direto do dano). como fato gerador da obrigação do indenizar o dano causado a terceiro. 550). impondo-os obrigatoriamente à comunidade. • administrativos. telefone. que é gratuito ou com baixa remuneração. não indeniza. o de telecomunicações. não são essenciais. Era a teoria da culpa administrativa. Estado. e isso ainda era muito. nessa qualidade. permissão ou autorização. para satisfazer necessidades essenciais ou secundárias da coletividade.. de que o serviço se houvera com culpa. etc. etc. Exs. ou os delega a terceiros por concessão. Estes serviços não são delegados. o Estado é o titular e o prestador do serviço. Esta (risco administrativo). O mesmo poderia ser exemplificado com o serviço de desobstrução e limpeza de bocas-de-lobo e galerias de águas pluviais ou com o serviço de desassoreamento de rios e córregos. Neste caso. se tais teorias obedeceram a essa cronologia. etc. à vista dos anseios de justiça. dessa forma. além do dano. destarte. diz-se que os serviços são centralizados. Já aqui não se indaga da culpa subjetiva do agente administrativo. mas uma culpa especial da Administração. a teoria da responsabilidade patrimonial objetiva do Estado ou teoria do risco administrativo. A regulamentação e o controle é do Poder Público. de saúde pública. • impróprios do Estado. Aquela (culpa administrativa) se aplica. ou seus destinatários podem ser classificados em: • públicos. mas chegasse ao local do sinistro depois que o fogo consumira tudo (o serviço funcionou atrasado). portanto. tornassem o Estado responsável patrimonialmente pelos danos que seus servidores. também. a exemplo da falta d’água ou do emperramento de certos equipamentos (o serviço funcionava mal). finalidade. Ao contrário disso. conforme sua essencialidade. Impróprios do Estado São os de utilidade pública. a culpa do serviço. Próprios do Estado São os que relacionam intimamente com as atribuições do Poder Público. o de polícia. de energia elétrica. • individuais. São privativos do Poder Público e não podem ser delegados. cit. que não afetam substancialmente as necessidades da comunidade. b) o serviço de prevenção e combate a incêndio existisse. Exs. condicionado à demonstração. por exemplo. São exemplos de serviços públicos: o ensino público. a obrigação de o Estado indenizar o dano causado se: a) devesse existir um serviço de prevenção e combate a incêndio em prédios altos e não houvesse (o serviço não funcionava.

São geralmente mantidos por impostos. V . Estados e Municípios Competência dos Municípios (CF. Gerais São os prestados à coletividade em geral. assegurada a prestação de serviços de informações por entidade de direito privado através da rede pública de telecomunicações explorada pela União. 4º) modicidade (tarifas módicas). IV . art. uma vez que são prestados mediante remuneração (tarifa). concessão ou permissão: a) os serviços de radiodifusão sonora. 25. Há um poder discricionário de revogar a delegação. 2º) generalidade (serviço igual para todos). fluviais e lacustres.: transporte. São eles: I . VIII . Exs. agrícolas. permissão ou autorização. de fornecimento de gás. a industrialização e o comércio de minérios nucleares e seus derivados. Princípios do Serviço Público (Requisitos e Direitos do Usuário) Os requisitos do serviço público são sintetizados em cinco princípios: 1º) permanência (continuidade do serviço). de sons e imagens e demais serviços de telecomunicações. Competência da União (CF. por indenização. a polícia civil. c) a navegação aérea. diretamente ou mediante autorização. telegráficos. Industriais São os que produzem renda. é autorizada a utilização de radioisótopos para a pesquisa e usos medicinais. e 30 da Constituição Federal. e) os serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros. mediante concessão ou permissão. etc. incluindo o de transporte coletivo. III .executar os serviços de polícia marítima.: datilografia. etc.manter o serviço postal e o correio aéreo nacional. etc. conforme o caso. aeroespacial e infra-estrutura aeroportuárias. aérea e de fronteira. a polícia rodoviária e ferroviária federal. Exs. militar e do corpo de bombeiros do Distrito Federal.: serviço de transporte coletivo. Aos Municípios compete a prestação dos serviços públicos de interesse local.explorar diretamente ou mediante concessão as empresas sob o controle acionário estatal. b) os serviços e instalações de energia elétrica e o aproveitamento energético dos cursos de água. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . ou transmissão de dados e demais serviços públicos de telecomunicações. II . em articulação com os Estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos. Individuais São os que têm usuário determinado. os serviços telefônicos. b) sob regime de concessão ou permissão. §§ 1º e 2º) “São reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por esta Constituição”. Pode ser prestado diretamente pelo Poder Público ou por suas entidades da Administração indireta ou transferidos a terceiros. 5º) cortesia (bom tratamento para o público). mas sempre sob a regulamentação e controle do Poder Público. 21 e incisos) Os serviços que competem à União estão discriminados na Constituição Federal. Exs. conservação de estradas. 21. Administrativos São os executados pela Administração para atender às suas necessidades internas. São remunerados por tarifa.73 são prestados sem privilégios. a lavra. etc. respondendo.explorar.organizar e manter os serviços oficiais de estatística. Competem-lhe também os serviços de educação préescolar e de ensino fundamental (com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado). telefonia. correios e telégrafos. VII . §§ 1º e 2º. Ex. 30) A Constituição Federal faz a partição das competências dos serviços públicos. ou que transponham os limites de Estado ou Território. água e esgotos. f) os portos marítimos.: telefone. VI .explorar os serviços e instalações nucleares de qualquer natureza e exercer monopólio estatal sobre a pesquisa. atendidos os seguintes princípios e condições: a) toda atividade nuclear em território nacional somente será admitida para fins pacíficos e mediante aprovação do Congresso Nacional. Regulamentação e Controle A regulamentação e o controle do serviço público cabem sempre ao Poder Público. d) os serviços de transporte ferroviário e aquaviário entre portos brasileiros e fronteiras nacionais. conservação de vias públicas. Competemlhe ainda os serviços de atendimento à saúde da população (com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado). Competência da União. art. Sua utilização é mensurável. Competência dos Estados (CF. art. 3º) eficiência (serviços atualizados).: polícia. o enriquecimento e reprocessamento. iluminação pública. manter e executar a inspeção do trabalho.organizar. são da competência dos Estados a prestação dos serviços que não sejam da União e do Município. Exs. Os Estados têm competência residual. industriais e atividades análogas.organizar e manter a polícia federal. A matéria está prevista nos arts. o qual tem a possibilidade de modificação unilateral das cláusulas da concessão. geologia e cartografia de âmbito nacional. geografia. Portanto. sem ter um usuário determinado. 25.

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Diz a Constituição Federal:
Art. 30. Compete aos Municípios: ................................................................................... V - organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial. VI - manter, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, programas de educação pré-escolar e de ensino fundamental; VII - prestar, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, serviços de atendimento à saúde da população;

Formas de Prestação A prestação do serviço pode ser centralizada ou descentralizada. Será centralizada quando o Estado, através de um de seus órgãos, prestar diretamente o serviço. Será descentralizada quando o Estado transferir a titularidade ou a prestação do serviço a outras pessoas. O serviço centralizado é o que permanece integrado na Administração Direta (art. 4º do Decreto-Lei nº 200/67). A

competência para a prestação destes serviços é da União e/ou dos Estados e/ou dos Municípios. São da competência da União apenas os serviços previstos na Constituição Federal. Ao Município pertencem os serviços que se referem ao seu interesse local. Ao Estado pertencem todos os outros serviços. Neste caso, o Estado tem competência residual, isto é, todos os serviços que não forem da competência da União e dos Municípios serão da obrigação do Estado. Os serviços descentralizados referem-se ao que o Poder Público transfere a titularidade ou a simples execução, por outorga ou por delegação, às autarquias, entidades paraestatais ou empresas privadas. Há outorga quando transfere a titularidade do serviço. Há delegação quando se transfere apenas a execução dos serviços, o que ocorre na concessão, permissão e autorização. A descentralização pode ser territorial (União, Estados, Municípios) ou institucional (quando se transferem os serviços para as autarquias, entes paraestatais e entes delegados). Não se deve confundir descentralização com desconcentração, que é a prestação dos serviços da Administração direta pelos seus vários órgãos. A prestação de serviços assim se resume:

É possível descentralizar o serviço por dois diferentes modos: Outorga Transferindo o serviço à titularidade de uma pessoa jurídica de direito público criada para este fim, que passará a desempenhá-lo em nome próprio, como responsável e senhor dele, embora sob controle do Estado. Neste caso, o serviço é transferido para uma Autarquia, Empresa Pública ou Sociedade de Economia Mista. É a outorgada. Os serviços são outorgados. Exs.: Telebrás, Eletrobrás. Delegação Transferindo o exercício, o mero desempenho do serviço (e não a titularidade do serviço em si) a uma pessoa jurídica de direito privado que o exercerá em nome do

Estado (não em nome próprio), mas por sua conta e risco. Esta técnica de prestação descentralizada de serviço público se faz através da concessão de serviço público e da permissão de serviço público. É a delegação. Os serviços são delegados, sem transferir a titularidade. A concessão e a permissão podem ser feitas a um particular ou a empresa de cujo capital participe o Estado, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista. Diz-se por outro lado que a prestação de serviço público é prestado de modo: • concentrado – quando apenas órgãos centrais detêm o poder de decisão e prestação dos serviços. Ocorre em Estados unitários. Não ocorre no Brasil. • desconcentrado – quando o poder de decisão e os serviços são distribuídos por vários órgãos distribuídos por todo o território da Administração centralizada. É o que ocorre no Brasil que é uma República Federativa. A concentração ou desconcentração são modos de

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prestação de serviços pela Administração centralizada, União, Estados e Municípios. Analisemos agora a distinção entre outorga e delegação.
Outorga • o Estado cria a entidade • o serviço é transferido por lei Delegação • o particular cria a entidade • o serviço é transferido por lei, contrato (concessão), ato unilateral (permissão, autorização) • transfere-se a execução • caráter transitório

• transfere-se a titularidade • caráter definitivo

Outorga Tecemos, agora, algumas considerações sobre os serviços sociais autônomos, ou Entes de Cooperação. São pessoas jurídicas de direito privado, criados ou autorizados por lei, para prestar serviços de interesse social ou de utilidade pública, geridos conforme seus estatutos, aprovados por Decretos, e podendo arrecadar contribuições parafiscais. São pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos. Podem receber dotações orçamentárias. Geralmente se destinam à realização de atividades técnicas, científicas educacionais ou assistencial, como o Sesi, Sesc, Senai, Senac. Revestem a forma de sociedades civis, fundações ou associações. Estes entes estão sujeitos à supervisão ministerial, nos termos do Decreto-Lei nº 200/67, e se sujeitam a uma vinculação ao ministério em cuja área de competência se enquadrar sua principal atividade. Utilizam-se de dinheiros públicos, como são as contribuições parafiscais, e devem prestar contas do regular emprego deste dinheiro, na conformidade da lei competente. Seus funcionários são celetistas e são equiparados a funcionários públicos para fins penais. Sujeitam-se a exigência de licitação. Delegação É o ato pelo qual o Poder Público transfere a particulares a execução de serviços públicos, mediante regulamentação e controle pelo Poder Público delegante. A delegação pode ser feita por: • concessão; • permissão; • autorização. Concessão de Serviço Público

A concessão exige: • autorização legislativa; • regulamentação por decreto; • concorrência pública. O contrato de concessão tem que obedecer à lei, ao regulamento e ao edital. Por este contrato não se transfere a prerrogativa pública (titularidade), mas apenas a execução dos serviços. As condições do contrato podem ser alteradas unilateralmente pelo Poder concedente, que também pode retomar o serviço, mediante indenização (lucros cessantes). Nas relações com o público, o concessionário fica sujeito ao regulamento e ao contrato. Findo o contrato, os direitos e bens vinculados ao serviço retornam ao poder concedente. O Poder Público regulamenta e controla o concessionário. Toda concessão fica submetida a normas de ordem regulamentar, que são a lei do serviço. Estas normas regram sua prestação e podem ser alteradas unilateralmente pelo Poder Público. Fica também submetida a normas de ordem contratual, que fixam as cláusulas econômicas da concessão e só podem ser alteradas pelo acordo das partes. A alteração das tarifas que remuneram os serviços concedidos se faz por decreto. Garantia do concessionário O concessionário tem a seguinte garantia: o equilíbrio econômico-financeiro do contrato (rentabilidade assegurada). Poderes do concedente A Administração Pública tem sobre o concessionário os seguintes poderes: • poder de inspeção e fiscalização sobre as atividades do concessionário, para verificar se este cumpre regularmente as obrigações que assumiu; • poder de alteração unilateral das cláusulas regulamentares, isto é, poder de impor modificações relativas à organização do serviço, seu funcionamento, e às tarifas e taxas cobradas do usuário; • poder de extinguir a concessão antes de findo o prazo inicialmente previsto. A concessão é uma técnica através da qual o Poder Público procura obter o melhor serviço possível; por isto, cabe-lhe retomar o serviço sempre que o interesse público o aconselhar. Remuneração

Concessão de serviço público é o contrato através do qual o Estado delega a alguém o exercício de um serviço público e este aceita prestá-lo em nome do Poder Público sob condições fixadas e alteráveis unilateralmente pelo Estado, mas por sua conta, risco, remunerando-se pela cobrança de tarifas diretamente dos usuários do serviço e tendo a garantia de um equilíbrio econômico-financeiro. A concessão pode ser contratual ou legal. É contratual quando se concede a prestação de serviços públicos aos particulares. É legal quando a concessão é feita a entidades autárquicas e empresas estatais. A concessão é intuitu personae, isto é, não pode o concessionário transferir o contrato para terceiros.

Direito do concessionário O concessionário tem, basicamente, dois direitos: • o de que não lhe seja exigido o desempenho de atividade diversa daquela que motivou a concessão; • o da manutenção do equilíbrio econômico-financeiro.

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É feita através de tarifas e não por taxas. Esta tarifa deve permitir uma justa remuneração do capital. A revisão das tarifas é ato exclusivo do poder concedente e se faz por decreto.

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Para que o equilíbrio econômico-financeiro se mantenha, o Estado, cada vez que impuser alterações nas obrigações do concessionário, deverá alterar a sua remuneração, para que não tenha prejuízos. Direito do usuário (ver art. 7º da Lei nº 8.987/95) Os usuários, atendidas as condições relativas à prestação do serviço e dentro das possibilidades normais dele, têm direito ao serviço. O concessionário não lhe poderá negar ou interromper a prestação. Cumpridas pelo usuário as exigências estatuídas, o concessionário está obrigado a oferecer, de modo contínuo e regular, o serviço cuja prestação lhe incumba. Extinção da concessão (Ver art. 35 da Lei nº 8.987/95) A extinção da concessão pode se dar por: • advento do termo contratual – é o retorno do serviço ao poder concedente, pelo término do prazo contratual. Abrange os bens vinculados ao serviço. • encampação – é o retorno do serviço ao poder concedente pela retomada coativa do serviço, antes do término do contrato mediante lei autorizadora. Neste caso, há indenização. A encampação pode ocorrer pela desapropriação dos bens vinculados ao serviço ou pela expropriação das ações. • caducidade – é o desfazimento do contrato por ato unilateral da Administração ou por decisão judicial. Há indenização. Ocorre rescisão por ato unilateral quando há inadimplência. • anulação – é a invalidação do contrato por ilegalidade. Não há indenização. Os efeitos são a partir do início do contrato. Permissão Permissão de serviço público é o ato unilateral, precário e discricionário, através do qual o Poder Público transfere a alguém o desempenho de um serviço público, proporcionando ao permissionário a possibilidade de cobrança de tarifa aos usuários. A permissão pode ser unilateralmente revogada, a qualquer tempo, pela Administração, sem que deva pagar ao permissionário qualquer indenização, exceto se se tratar de permissão condicionada que é aquela em que o Poder Público se autolimita na faculdade discricionária de revogála a qualquer tempo, fixando em lei o prazo de sua vigência. A permissão condicionada é usada geralmente para transportes coletivos. Neste caso, se revogada ou alterada, dá causas a indenização. São características da permissão: • unilateralidade (é ato administrativo e não contrato); • discricionariedade; • precariedade; • intuitu personae. A revogação da permissão pela Administração pode ser a qualquer momento, sem que o particular se oponha, exceto se for permissão condicionada. Os riscos do serviço são por conta do permissionário. O controle do serviço é por conta da Administração, que pode intervir no serviço. A permissão não assegura exclusividade ao permissionário, exceto se constar de cláusula expressa. Assim como a concessão, a permissão deve ser precedida de licitação para escolha do permissionário. Os atos praticados pelos permissionários revestemse de certa autoridade em virtude da delegação recebida e são passíveis de mandado de segurança. A responsabilidade por danos causados a terceiros é do permissionário. Apenas subsidiariamente a Administração pode ser responsabilizada pela culpa na escolha ou na fiscalização do executor dos serviços. Autorização É o ato administrativo discricionário e precário pelo qual o Poder Público torna possível ao particular a realização de certa atividade, serviço ou utilização de determinados bens particulares ou públicos, de seu exclusivo ou predominante interesse, que a lei condiciona à aquiescência prévia da Administração. Exs.: serviço de táxi, serviço de despachante, serviço de segurança particular. Características É ato unilateral da Administração: • precário; • discricionário; • no interesse do particular; • intuitu personae. Cessação Pode dar-se a qualquer momento, sem que a Administração tenha que indenizar. Remuneração Dá-se por tarifas. Licitação Exige-se se for para permissão de serviços públicos (CF, art. 175). Para a realização de atividade pelo particular ou para a utilização de certos bens, como regra não se exige a licitação, mas pode-se coletar seleção por outro sistema. Há que se observar que os serviços autorizados não se beneficiam da prerrogativa de serviço público. Os executores dos serviços autorizados não são agentes públicos, não praticam atos administrativos e, portanto, não há responsabilidade da Administração pelos danos causados a terceiros.

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da Constituição.assegurar a livre circulação nas rodovias federais. Não é tributo. e) Cada um pode denunciá-lo quando quiser. Consórcios – é realizado entre partícipes da mesma espécie. DECRETA: Art. a incolumidade das pessoas. escolta e transporte de cargas indivisíveis. inspecionar e fiscalizar o trânsito. III . V . j) Não tem forma própria. obras e instalações não autorizadas. integrante da estrutura regimental do Ministério da Justiça. 10. h) Não tem representante legal. para a realização de objetivos de interesse comum dos partícipes. II . Seu preço é pago pelo usuário do serviço ao concessionário. Há partícipes. São utilizados para a realização de grandes obras ou serviços. Ministros de Estado. VII .exercer os poderes de autoridade de polícia de trânsito. para a realização de objetivos de interesses recíprocos. 1º À Polícia Rodoviária Federal. Término dos Convênios Qualquer partícipe pode denunciá-lo e retirar sua cooperação quando quiser. Art. Particularidades a) Não é contrato. ficando responsável pelas obrigações e auferindo as vantagens do tempo em que participou do Convênio. o descaminho e os demais crimes previstos em leis. que vai-se deteriorando e desvalorizando com o decurso do tempo. o meio ambiente. d) Não existe vínculo contratual. autarquias ou paraestatais. nos termos da legislação NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . investigações. fiscalizar e adotar medidas de segurança relativas aos serviços de remoção de veículos. atendimento de acidentes e salvamento de vítimas nas rodovias federais. promovendo a interdição de construções. i) É instrumento de descentralização (art. e sob a coordenação do órgão competente. DECRETO Nº 1. a ecologia.executar medidas de segurança. adotando as providências cabíveis contidas na Lei nº 8. cumprindo e fazendo cumprir a legislação e demais normas pertinentes. e é proporcional aos serviços prestados. os costumes. § 1º.Tarifas É o preço correspondente à remuneração dos serviços delegados (concessão. b. no âmbito das rodovias federais.655. c) Cada um colabora conforme suas possibilidades. X .credenciar os serviços de escolta. Convênios e consórcios Convênios Convênios administrativos são acordos firmados por entidades públicas entre si ou com organizações particulares. sempre da mesma espécie. testes de dosagem alcoólica e outros procedimentos estabelecidos em leis e regulamentos.efetuar a fiscalização e o controle do tráfico de menores nas rodovias federais.colaborar e atuar na prevenção e repressão aos crimes contra a vida. A tarifa deve permitir a justa remuneração do capital pelo que deve incluir em seu cálculo os custos do serviço prestado mais a remuneração do capital empregado. b) Os interesses são coincidentes e não opostos como no contrato. VIII . imprescindíveis à elucidação dos acidentes de trânsito. g) Não adquire personalidade jurídica. permissionário ou autoritário. e dá outras providências.aplicar e arrecadar as multas impostas por infrações de trânsito e os valores decorrentes da prestação de serviços de estadia e remoção de veículos. o patrimônio da União e o de terceiros. quando necessário. IV . VI . os furtos e roubos de veículos e bens. IX . 84. compete: I . Diferença com o Convênio Convênio – é realizado entre partícipes de espécies diferentes.realizar perícias. com o objetivo de preservar a ordem. Chefes de Estados e diplomatas estrangeiros e outras autoridades. executando operações relacionadas com a segurança pública. no uso das atribuições que lhe confere o art. podendo solicitar ao órgão rodoviário a adoção de medidas emergenciais. As revisões das tarifas são de exclusiva competência do Poder Público. DE 3 DE OUTUBRO DE 1995 77 Define a competência da Polícia Rodoviária Federal. f) É uma cooperação associativa. o tráfico de entorpecentes e drogas afins. órgão permanente. l) Exige autorização legislativa e recursos financeiros reservados. planejamento e escoltas nos deslocamentos do Presidente da República. Não há partes. levantamentos de locais boletins de ocorrências. o patrimônio.executar serviços de prevenção. o contrabando. permissão e autorização). animais e escolta de veículos de cargas excepcionais. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA . do Decreto-Lei nº 200/67).069 de 13 junho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente). incisos IV e VI. assim como efetuar convênios específicos com outras organizações similares. Consórcios Consórcios administrativos são acordos firmados entre entidades estatais. objetos. 2º O documento de identidade funcional dos servidores policiais da Polícia Rodoviária Federal confere ao seu portador livre porte de arma e franco acesso aos locais sob fiscalização do órgão. bem como zelar pelo cumprimento das normas legais relativas ao direito de vizinhança.realizar o patrulhamento ostensivo. m) Não tem órgão diretivo.

Art. 2º Reputa-se agente público. direta ou indireta. no exercício de mandato. de lenocínio. que possa ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público. peso. caberá a autoridade administrativa responsável pelo inquérito representar ao Ministério Público. àquele que. mandato. VII . Parágrafo único. para si ou para outrem. a sanção patrimonial à repercussão do ilícito sobre a contribuição dos cofres públicos. para a indisponibilidade dos bens do indiciado. contra a administração direta. qualidade ou característica de mercadorias ou bens fornecidos a qualquer das entidades mencionadas no art. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . 174º da Independência e 107º da República. II . dar-se-á o integral ressarcimento do dano. empregados ou terceiros contratados por essas entidades. gratificação ou presente de quem tenha interesse.receber. Brasília. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Nelson A. e notadamente: I . designação. cargo. dolosa ou culposa. fiscal ou creditício. Estão também sujeitos às penalidades desta lei os atos de improbidade praticados contra o patrimônio de entidade que receba subvenção. ou sobre o acréscimo patrimonial resultante do enriquecimento ilícito. quando em serviço. CAPÍTULO II Dos Atos de Improbidade Administrativa Seção I Dos Atos de Improbidade Administrativa que Importam Enriquecimento Ilícito Art. 7º Quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou ensejar enriquecimento ilícito. IV . III . moralidade e publicidade no trato dos assuntos que lhe são afetos. 1º desta lei. 5º Ocorrendo lesão ao patrimônio público por ação ou omissão. de propriedade ou à disposição de qualquer das entidades mencionadas no art. de Território. dos Estados. ainda que transitoriamente ou sem remuneração. Jobim LEI Nº 8. a título de comissão. do Distrito Federal. ou a contratação de serviços pelas entidades referidas no art. DE 2 DE JUNHO DE 1992 Dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato.receber vantagem econômica de qualquer natureza. Art. Art.adquirir. bem como o trabalho de servidores públicos. 1º desta lei. ou qualquer outra vantagem econômica. todo aquele que exerce. veículos. emprego ou função pública. nestes casos. Art. servidor ou não. 4º Os agentes públicos de qualquer nível ou hierarquia são obrigados a velar pela estrita observância dos princípios de legalidade. 3 de outubro de 1995. de narcotráfico. direta ou indireta. mesmo não sendo agente público. do agente ou de terceiro. induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta. por eleição.429. de usura ou de qualquer outra atividade ilícita. para facilitar a aquisição. 3º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. para tolerar a exploração ou a prática de jogos de azar.receber vantagem econômica de qualquer natureza. prioridade em todos os tipos de transporte e comunicação. emprego ou função nas entidades mencionadas no artigo anterior. contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo. de órgão público bem como daquelas para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com menos de cinqüenta por cento do patrimônio ou da receita anual. indireta ou fundacional e dá outras providências. 1º por preço superior ao valor de mercado.utilizar. serão punidos na forma desta lei.78 em vigor. limitando-se. nomeação. dinheiro. para si ou para outrem. de empresa incorporada ao patrimônio público ou de entidade para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com mais de cinqüenta por cento do patrimônio ou da receita anual. Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei: CAPÍTULO I Das Disposições Gerais Art. ou sobre quantidade. Art. Art. direto ou indireto. dos Municípios. cargo. perderá o agente público ou terceiro beneficiário os bens ou valores acrescidos ao seu patrimônio. cargo. 6º No caso de enriquecimento ilícito. emprego ou função na administração pública direta. para facilitar a alienação. Parágrafo único. em obra ou serviço particular. para fazer declaração falsa sobre medição ou avaliação em obras públicas ou qualquer outro serviço. V . indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União. para os efeitos desta lei. impessoalidade. Art. função. máquinas. Art.perceber vantagem econômica. medida. percentagem. ou aceitar promessa de tal vantagem. bem móvel ou imóvel. equipamentos ou material de qualquer natureza. 1º Os atos de improbidade praticados por qualquer agente público. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA.perceber vantagem econômica. bens de qualquer natureza cujo valor seja desproporcional à evolução do patrimônio ou à renda do agente público. emprego ou atividade nas entidades mencionadas no art. assegurando-lhes. A indisponibilidade a que se refere o caput deste artigo recairá sobre bens que assegurem o integral ressarcimento do dano. permuta ou locação de bem público ou o fornecimento de serviço por ente estatal por preço inferior ao valor de mercado. direta ou indireta. direta ou indireta. VI . direta ou indireta. 3º As disposições desta lei são aplicáveis. 8º O sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se enriquecer ilicitamente está sujeito às cominações desta lei até o limite do valor da herança. benefício ou incentivo. permuta ou locação de bem móvel ou imóvel. 1º desta lei. de contrabando. no que couber. 9º Constitui ato de improbidade administrativa importando enriquecimento ilícito auferir qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de cargo. mandato.

1º desta lei. 11. empregados ou terceiros contratados por essas entidades.agir negligentemente na arrecadação de tributo ou renda. 1º desta lei. desvio. 1º desta lei. 9º. Seção II Dos Atos de Improbidade Administrativa que Causam Prejuízo ao Erário Art. equipamentos ou material de qualquer natureza. 1º desta lei.conceder benefício administrativo ou fiscal sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie. X . civis e administrativas.frustrar a licitude de concurso público. de propriedade ou à disposição de qualquer das entidades mencionadas no art. imparcialidade. III .realizar operação financeira sem observância das normas legais e regulamentares ou aceitar garantia insuficiente ou inidônea. e notadamente: I . 1º desta lei. IX . 1º desta lei. por preço inferior ao de mercado. malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas no art. verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. legalidade. na regra de competência.doar à pessoa física ou jurídica bem como ao ente despersonalizado. ato de ofício. dolosa ou culposa. II . V . 1º desta lei. III . ressarcimento integral do dano. para omitir ato de ofício. VII . IV . rendas.na hipótese do art. que enseje perda patrimonial. direta ou indiretamente. durante a atividade. veículos. CAPÍTULO III Das Penas Art. se concorrer esta circunstância. comissão ou exercer atividade de consultoria ou assessoramento para pessoa física ou jurídica que tenha interesse suscetível de ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público. por qualquer forma. 10.retardar ou deixar de praticar. IX . permuta ou locação de bem integrante do patrimônio de qualquer das entidades referidas no art. bens. 1º desta lei. em obra ou serviço particular. ou ainda a prestação de serviço por parte delas.negar publicidade aos atos oficiais.aceitar emprego. previstas na legislação específica. ainda que por inter- NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . bem ou serviço. rendas. VI . XII .permitir que se utilize. rendas. XI .frustrar a licitude de processo licitatório ou dispensá-lo indevidamente. IV . providência ou declaração a que esteja obrigado. XIII . II .permitir ou facilitar a alienação. e notadamente: I . suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos.permitir ou facilitar a aquisição. V . verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art.incorporar.na hipótese do art. ainda que de fins educativos ou assistências. Independentemente das sanções penais. permuta ou locação de bem ou serviço por preço superior ao de mercado.usar.receber vantagem econômica de qualquer natureza.79 VIII . 12.praticar ato visando fim proibido em lei ou regulamento ou diverso daquele previsto. pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios. perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio. e lealdade às instituições. de bens. teor de medida política ou econômica capaz de afetar o preço de mercadoria.revelar fato ou circunstância de que tem ciência em razão das atribuições e que deva permanecer em segredo. de pessoa física ou jurídica. 10.deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê-lo. rendas. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão. máquinas.permitir. perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio.facilitar ou concorrer por qualquer forma para a incorporação ao patrimônio particular.ordenar ou permitir a realização de despesas não autorizadas em lei ou regulamento. indevidamente. está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes cominações: I . suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos. bem como o trabalho de servidor público. rendas. direta ou indiretamente.revelar ou permitir que chegue ao conhecimento de terceiro. ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário. sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie. XI . perda da função pública. bens. antes da respectiva divulgação oficial. II . facilitar ou concorrer para que terceiro se enriqueça ilicitamente. ressarcimento integral do dano. apropriação.liberar verba pública sem a estrita observância das normas pertinentes ou influir de qualquer forma para a sua aplicação irregular.permitir ou concorrer para que pessoa física ou jurídica privada utilize bens. XII . X . VII . em proveito próprio. pelo prazo de dez anos. verbas ou valores do patrimônio de qualquer das entidades mencionadas no art. VIII . VI . sem observância das formalidades legais e regulamentares aplicáveis à espécie. bem como no que diz respeito à conservação do patrimônio público. quando houver. pagamento de multa civil de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade. ao seu patrimônio bens. Seção III Dos Atos de Improbidade Administrativa que Atentam Contra os Princípios da Administração Pública Art. verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. perda da função pública. direta ou indiretamente. verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art.perceber vantagem econômica para intermediar a liberação ou aplicação de verba pública de qualquer natureza.

§ 2º A autoridade administrativa rejeitará a representação. no prazo de trinta dias. de 4/9/2001) § 8º Recebida a manifestação. (Redação da pela Medida Provisória nº 2. Art. para suprir a exigência contida no caput e no § 2º deste artigo . direta ou indiretamente. emprego ou função. a autoridade determinará a imediata apuração dos fatos que. § 2º Quando for o caso. como fiscal da lei. Havendo fundados indícios de responsabilidade. pelo prazo de cinco anos. § 3º No caso de a ação principal ter sido proposta pelo Ministério Público. de 29 de junho de 1965.180-34. ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário. 11. 16 a 18 do Código de Processo Civil. § 2º A declaração de bens será anualmente atualizada e na data em que o agente público deixar o exercício do mandato. § 4º O declarante.366. títulos. atuará obrigatoriamente. dinheiro. em despacho fundamentado. a requerimento. § 3º Atendidos os requisitos da representação. perda da função pública. em decisão fundamentada. será proposta pelo Ministério Público ou pela pessoa jurídica interessada. § 1º É vedada a transação. ou que a prestar falsa. (Parágrafo incluído pela Medida Provisória nº 2. CAPÍTULO IV Da Declaração de Bens Art. rejeitará a ação. o agente público que se recusar a prestar declaração dos bens. no que couber. aplica-se. as informações sobre o fato e sua autoria e a indicação das provas de que tenha conhecimento. e. o disposto no § 3º do art.112. que será escrita ou reduzida a termo e assinada. se convencido da inexistência do ato de improbidade. § 5º A propositura da ação prevenirá a jurisdição do juízo para todas as ações posteriormente intentadas que possuam a mesma causa de pedir ou o mesmo objeto.717.80 médio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário. 822 e 825 do Código de Processo Civil. sem prejuízo de outras sanções cabíveis. pelo prazo de três anos. a seu critério. o juiz mandará autuá-la e ordenará a notificação do requerido. o exame e o bloqueio de bens. § 1º O pedido de seqüestro será processado de acordo com o disposto nos arts. nos termos do art. (Redação da pela Medida Provisória nº 2. que poderá ser instruída com documentos e justificações. se esta não contiver as formalidades estabelecidas no § 1º deste artigo. Art. acordo ou conciliação nas ações de que trata o caput. 13. de 11 de dezembro de 1990 e. ações. O Ministério Público ou Tribunal ou Conselho de Contas poderá. Art.na hipótese do art. Parágrafo único. nos termos da lei e dos tratados internacionais. dentro do prazo determinado. A comissão processante dará conhecimento ao Ministério Público e ao Tribunal ou Conselho de Contas da existência de procedimento administrativo para apurar a prática de ato de improbidade. Qualquer pessoa poderá representar à autoridade administrativa competente para que seja instaurada investigação destinada a apurar a prática de ato de improbidade. em se tratando de servidor militar. § 2º A Fazenda Pública. conterá a qualificação do representante.225-45. quando for o caso. 148 a 182 da Lei nº 8. designar representante para acompanhar o procedimento administrativo.12. localizado no País ou no exterior. § 3º Será punido com a pena de demissão.1996) § 4º O Ministério Público. dentro do prazo de quinze dias. semoventes. dos filhos e de outras pessoas que vivam sob a dependência econômica do declarante. para oferecer manifestação por escrito. suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos. se houver. (Redação dada pela Lei nº 9. Na fixação das penas previstas nesta lei o juiz levará em conta a extensão do dano causado. da impro- NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . 17. e qualquer outra espécie de bens e valores patrimoniais. de 4/9/2001) § 7º Estando a inicial em devida forma. A posse e o exercício de agente público ficam condicionados à apresentação de declaração dos bens e valores que compõem o seu patrimônio privado. observada a legislação vigente. inclusive as disposições inscritas nos arts. ressarcimento integral do dano. a bem do serviço público. assim como o proveito patrimonial obtido pelo agente. com as necessárias atualizações. será processada na forma prevista nos arts. III . o juiz. contas bancárias e aplicações financeiras mantidas pelo indiciado no exterior. dentro de trinta dias da efetivação da medida cautelar. poderá entregar cópia da declaração anual de bens apresentada à Delegacia da Receita Federal na conformidade da legislação do Imposto sobre a Renda e proventos de qualquer natureza. que terá o rito ordinário. 6o da Lei no 4. a comissão representará ao Ministério Público ou à procuradoria do órgão para que requeira ao juízo competente a decretação do seqüestro dos bens do agente ou terceiro que tenha enriquecido ilicitamente ou causado dano ao patrimônio público. CAPÍTULO V Do Procedimento Administrativo e do Processo Judicial Art. a fim de ser arquivada no serviço de pessoal competente. cargo. de 24/8/2001) § 6º A ação será instruída com documentos ou justificação que contenham indícios suficientes da existência do ato de improbidade ou com razões fundamentadas da impossibilidade de apresentação de qualquer dessas provas. se não intervir no processo como parte. em se tratando de servidores federais.225-45. 15. 22 desta lei. promoverá as ações necessárias à complementação do ressarcimento do patrimônio público. de acordo com os respectivos regulamentos disciplinares. 16. de 16. abrangerá os bens e valores patrimoniais do cônjuge ou companheiro. pagamento de multa civil de até cem vezes o valor da remuneração percebida pelo agente e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios. A ação principal. § 1º A declaração compreenderá imóveis. A rejeição não impede a representação ao Ministério Público. quando for o caso. o pedido incluirá a investigação. Parágrafo único. móveis. excluídos apenas os objetos e utensílios de uso doméstico. 14. sob pena de nulidade. § 1º A representação.

21. Art. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art.225-45. decorrente da atividade inerente ao cargo. de cargo em comissão ou de função de confiança.225-45. Constitui crime a representação por ato de improbidade contra agente público ou terceiro beneficiário. no percentual de cento e oitenta por cento. de 4/9/2001) § 12. A aplicação das sanções previstas nesta lei independe: I . Art. de 1º de junho de 1957.81 cedência da ação ou da inadequação da via eleita. padrão I. A implantação da carreira far-se-á mediante transformação dos atuais dez mil e noventa e oito cargos efetivos de Patrulheiro Rodoviário Federal. será o réu citado para apresentar contestação.164. de 4/9/2001) Art. o denunciante está sujeito a indenizar o denunciado pelos danos materiais. Art. emprego ou função. Para apurar qualquer ilícito previsto nesta lei. Parágrafo único. II . a carreira de Policial Rodoviário Federal. 2 de junho de 1992. o juiz extinguirá o processo sem julgamento do mérito. As ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas nesta lei podem ser propostas: I .Gratificação de Atividade Policial Rodoviário Federal. 4º Os vencimentos do cargo de Policial Rodoviário Federal constituem-se do vencimento básico e das seguintes gratificações: I . conforme o caso. 1º Fica criada. (Redação da pela Medida Provisória nº 2. Art. do quadro geral do Ministério da Justiça. e 3. em cargos de Policial Rodoviário Federal. II . 14. 25.225-45. em favor da pessoa jurídica prejudicada pelo ilícito. a requerimento de autoridade administrativa ou mediante representação formulada de acordo com o disposto no art. sem prejuízo da remuneração. o Ministério Público. III . no percentual de cento e oitenta por cento. (Redação da pela Medida Provisória nº 2. de ofício. Art. FERNANDO COLLOR Célio Borja LEI Nº 9. (Redação da pela Medida Provisória nº 2. ambas eliminatórias e classificatórias. Ficam revogadas as Leis nºs 3. constituído de duas fases.da aprovação ou rejeição das contas pelo órgão de controle interno ou pelo Tribunal ou Conselho de Contas. 2º A carreira de que trata esta Lei terá a mesma estrutura de classes e padrões e tabela de vencimentos previstos na Lei nº 8. de 4/9/2001) § 9º Recebida a petição inicial. A perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos só se efetivam com o trânsito em julgado da sentença condenatória. para atender as peculiaridades decorrentes da integral e exclusiva dedicação às atividades do cargo. quando o autor da denúncia o sabe inocente. Parágrafo único. assim como os demais critérios que vierem a ser definidos no edital do concurso. Da decisão que receber a petição inicial. com as atribuições previstas na Constituição Federal. A sentença que julgar procedente ação civil de reparação de dano ou decretar a perda dos bens havidos ilicitamente determinará o pagamento ou a reversão dos bens. caput e § 1º. 19. CAPÍTULO VI Das Disposições Penais Art. (Redação da pela Medida Provisória nº 2. 24. enquadrando-se os servidores na mesma posição em que se encontrem na data da publicação desta Lei. no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação específica. Rio de Janeiro. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . de 21 de dezembro de 1958 e demais disposições em contrário. § 2º A investidura nos cargos dar-se-á sempre na classe D. Pena: detenção de seis a dez meses e multa. Além da sanção penal. de 4/9/2001) § 11. reconhecida a inadequação da ação de improbidade. CAPÍTULO VII Da Prescrição Art. poderá requisitar a instauração de inquérito policial ou procedimento administrativo.225-45. 22. Art. 171º da Independência e 104º da República.654. A autoridade judicial ou administrativa competente poderá determinar o afastamento do agente público do exercício do cargo. 23. (Redação da pela Medida Provisória nº 2.Gratificação de Atividade de Risco.dentro do prazo prescricional previsto em lei específica para faltas disciplinares puníveis com demissão a bem do serviço público. morais ou à imagem que houver provocado. sendo a primeira de exame psicotécnico e de provas e títulos e a segunda constituída de curso de formação. quando a medida se fizer necessária à instrução processual. Aplica-se aos depoimentos ou inquirições realizadas nos processos regidos por esta Lei o disposto no art. 20.Gratificação de Desgaste Físico e Mental. de 17 de setembro de 1992. no âmbito do Poder Executivo.da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio público. II . CAPÍTULO VIII Das Disposições Finais Art. DE 2 DE JUNHO DE 1998 Cria a carreira de Policial Rodoviário Federal e dá outras providências.502. Parágrafo único. 18. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. caberá agravo de instrumento. de 4/9/2001) § 10. nos casos de exercício de cargo efetivo ou emprego. Em qualquer fase do processo. § 1º São requisitos de escolaridade para o ingresso na carreira o diploma de curso de segundo grau oficialmente reconhecido.225-45. 221. do Código de Processo Penal. Art. no percentual de cento e oitenta por cento. 3º O ingresso nos cargos da carreira de que trata esta Lei dar-se-á mediante aprovação em concurso público.até cinco anos após o término do exercício de mandato.460. decorrente dos riscos a que estão sujeitos os ocupantes do cargo.

. retroagindo seus efeitos financeiros a 1o de janeiro de 1998. cursos de formação profissional dos candidatos ao ingresso no Departamento Federal de Segurança Pública e na Polícia do Distrito Federal.. 8º A Academia Nacional de Polícia manterá. condicionada à anterior aprovação em curso específico da Academia Nacional de Polícia.... 13. II ... A função de policial fundamenta-se em 3 pilares: hierarquia..........483......... de 16 de novembro de 1964... e não serão computadas ou acumuladas para fins de concessão de acréscimos ulteriores..... a definição de normas e procedimentos para promoção na carreira de que trata esta Lei. 1º farão jus.813.... V ............ mediante a transformação dos atuais cargos de Patrulheiro Rodoviário Federal. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA.... com as alterações constantes da Lei nº 4. de 20 de dezembro de 1995................ 12...... por servidores integrantes da carreira que tenham comportamento exemplar e que estejam posicionados nas classes finais. conforme normas a serem estabelecidas pelo Ministro de Estado da Justiça. Art. nos termos do § 3º do art.. preferencialmente... física e psíquica.... quando se tratar de cargo isolado que......... 10.... Art. 6º A nomeação será feita exclusivamente: I ... As despesas decorrentes da execução desta Lei correrão à conta das dotações constantes do orçamento do Ministério da Justiça. IV ............ Para os efeitos desta Lei...... O disposto nesta Lei aplica-se aos proventos de aposentadoria e às pensões...166.. Comentário: O art... Compete ao Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado......... 4º A função policial. 3º O exercício de cargos de natureza policial é privativo dos funcionários abrangidos por esta Lei.. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.. Parágrafo único...... 1º da Lei nº 9....82 § 1º A percepção dos benefícios pecuniários previstos neste artigo é incompatível com a de outros benefícios instituídos sob o mesmo título ou idêntico fundamento....ser brasileiro.. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO LEI Nº 4... a este não se incorporando. Art.... Art. V ... Brasília...... Art. IV .454/98 cria a carreira de Policial Rodoviário Federal... quando se tratar de cargo integrante de classe singular ou inicial de série de classes.... Art. ressalvados os casos de interesse da administração.. permanentemente.estar quite com as obrigações militares..em comissão. disciplina e subordinação.... Art... ouvido o Ministério da Justiça......... direito e responsabilidade de todos.... 7º Os ocupantes de cargos da carreira de Policial Rodoviário Federal ficam sujeitos a integral e exclusiva dedicação às atividades do cargo.878.... Art..... 144 da Constituição Federal estabelece que a segurança Pública é dever do Estado.. II ......... CAPÍTULO II Das Disposições Peculiares Art..em caráter efetivo..ter procedimento irrepreensível....ter completado dezoito anos de idade. 5º Os ocupantes de cargos efetivos da carreira de que trata o art.. é exercida para a preservação da ordem pública e deixar as pessoas salvas do perigo (são e salvo)..estar no gozo dos direitos políticos. instituída pela Lei Delegada nº 13.. de 27 de agosto de 1992...... à Gratificação de Atividade.. através dos seguintes órgãos: I .. Lei nº 96. II ... 2º São policiais civis abrangidos por esta Lei os brasileiros legalmente investidos em cargos do Serviço de Polícia Federal e do Serviço Policial Metropolitano... Art. 6º Fica extinta a Gratificação Temporária.. 2 de junho de 1998...... faço saber que o CONGRESSO NACIONAL decreta e eu sanciono a seguinte lei: CAPÍTULO I Das Disposições Prelimimares Art. assim deva ser provido. Art..... fundamenta-se na hierarquia e na disciplina.. Art.... aplicando-se o disposto nos §§ 1º e 2º do artigo anterior. § 2º As gratificações referidas neste artigo serão calculadas sobre o vencimento básico percebido pelo servidor....... 7º A nomeação obedecerá a rigorosa ordem de classificação dos candidatos habilitados em curso a que se tenham submetido na Academia Nacional de Polícia. VI ..... de 25 de outubro de 1965.. 9º É de quarenta horas semanais a jornada de trabalho dos integrantes da carreira de que trata esta Lei...... comprovada em inspeção médica... Art... previsto no Sistema de Classificação de Cargos aprovado pela Lei nº 4. Art..... 1º Esta Lei dispõe sobre as peculiaridades do regime jurídico dos funcionários públicos civis da União e do Distrito Federal... Art. ocupantes de cargos de atividade policial.... NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO ......... III ... Art.. DE 3 DE DEZEMBRO DE 1965 Dispõe sobre o regime jurídico peculiar dos funcionários policiais civis da União e do Distrito Federal. 9º São requisitos para matrícula na Academia Nacional de Polícia: I .... se estabelece básica e primordialmente pela subordinação funcional....gozar de boa saúde......Polícia Rodoviária Federal III . no percentual de cento e sessenta por cento.. sob o mesmo título ou idêntico fundamento. pelas suas características e finalidades. 8º Os cargos em comissão e as funções de confiança do Departamento de Polícia Rodoviária Federal serão preenchidos....... é considerado funcionário policial o ocupante de cargo em comissão ou função gratificada com atribuições e responsabilidades de natureza policial.. ainda. 11. em virtude de lei. 5º A precedência entre os integrantes das classes e séries de classes do Serviço de Polícia Federal e do Serviço Policial Metropolitano.... 177o da Independência e 110o da República. Art.....

11. Art. 20. Comentário: A figura do acesso foi banida pelo STF por inconstitucionalidade. 19. segundo regras do próprio edital. poderá ter acesso à classe inicial de séries afins. 15. Sem prejuízo da remessa prevista no parágrafo único do artigo anterior. Art. 14. § 2º Será demitido.o Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal.o Diretor-Geral do Departamento Federal de Segurança Pública. aos Delegados Regionais e aos diretores e chefes de serviço que lhe sejam subordinados. As nomeações por acesso abrangerão metade das vagas existentes na respectiva classe. à ordem de classificação em concurso de títulos que aprecie a experiência profissional. § 1º A prova da condição prevista no item IV deste artigo não será exigida da candidata ao ingresso na Polícia Feminina. 12. 21. Art. ou em curso específico de formação profissional. requer a aprovação em concurso público de provas e títulos no curso de formação. quando integrante da Polícia do Distrito Federal. assiduidade. comprovadamente. Parágrafo único. II . mediante convocação da autoridade competente. mediante processo disciplinar regular. de atribuições correlatas porém mais complexas. tendo em vista os requisitos previstos em lei. capacidade de iniciativa e disciplina.878/65. § 2º As linhas de acesso estão previstas nos Anexos IV dos Quadros de Pessoal do Departamento Federal de Segurança Pública e da Polícia do Distrito Federal. o funcionário policial que. ficando a outra metade reservada aos provimentos na forma prevista no artigo 6º desta Lei. Foram julgadas também inconstitucionais a transferência. Parágrafo único. o responsável pela repartição ou serviço. ao Corregedor. Art. in fine. Comentário: Para ingresso na carreira de Policial Rodoviário Federal. se revelar inapto para o exercício da função policial.ter sido habilitado previamente em concurso público de provas ou de provas e títulos. de 16 de novembro de 1964. Estágio probatório é o período de dois anos de efetivo exercício do funcionário policial. § 1º A nomeação por acesso. no qual serão avaliados os fatores de responsabilidade. ao Chefe de seu Gabinete e aos Diretores que lhe sejam subordinados. 7º da Lei nº 4. Art. Art. obedecerá a provas práticas que compreendam tarefas típicas relativas ao exercício do nôvo cargo e. O órgão competente organizará para cada vaga a ser provida por merecimento uma lista não excedente de três candidatos. Comentário: O Estágio Probatório no cargo. Art.483. A readaptação far-se-á mediante a transformação do cargo exercido em outro mais compatível com a capacidade física ou intelectual e vocação. para ingressar no Departamento Federal de Segurança Pública e na Polícia do Distrito Federal. São competentes para dar posse: I . O funcionário policial que. Art. o responsável pela repartição ou serviço em que sirva funcionário policial sujeito a estágio probatório. Art. art. aprovados pela Lei nº 4. O Diretor-Geral do Departamento Federal de Segurança Pública. Para a promoção por merecimento é requisito necessário a aprovação em curso da Academia Nacional de Polícia correspondente à classe imediatamente superior àquela a que pertence o funcionário. ao Chefe de seu Gabinete. Art. Parágrafo único. 16.112/90. Art. IV .83 VII . a não ser em virtude de emergente necessidade da segurança nacional ou manutenção da ordem. além das exigências legais e das qualificações em cada caso. 18. a transposição e a ascenção (concurso interno). III . ambas as fases eliminatórias e classificatórias. O funcionário policial. ambos realizados pela Academia Nacional de Polícia. o Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal e o Diretor da Divisão de Administração do referido Departamento poderão delegar competência para dar posse. seis meses antes da terminação deste. A escolaridade exigida é o segundo grau oficialmente reconhecido. nos demais casos. 5º da Lei nº 8. 10. o funcionário terá direito a gozar o período restante das férias em época oportuna. A freqüência aos cursos de formação profissional da Academia Nacional de Polícia para primeira investidura em cargo de atividade policial é considerada de efetivo exercício para fins de aposentadoria. informará reservadamente ao órgão de pessoal sobre o funcionário. O funcionário policial não poderá afastar-se de sua repartição para ter exercício em outra ou prestar serviços ao Poder Legislativo ou a qualquer Estado da Federação. nos demais casos. salvo quando se tratar de atribuição inerente à do seu cargo efetivo e mediante expressa autorização do Presidente da República ou do Prefeito do Distrito Federal. de nível mais elevado. produtividade. Art. durante o qual se apurarão os requisitos previstos em lei.o Diretor da Divisão de Serviços Gerais da Polícia do Distrito Federal. sem decesso nem aumento de vencimento. Mensalmente. sem causa que justifique a sua demissão ou aposentadoria. ocupante de cargo de classe singular ou final de série de classes. desde que verificada a existência de vaga e haja funcionários em condições de a ela concorrer. será readaptado em outro cargo mais compatível com a sua capacidade. 13. encaminhará ao órgão de pessoal relatório sucinto sôbre o comportamento do estagiário. VIII . quando couber. apurado em exame psicotécnico realizado pela Academia Nacional de Polícia. além do exigido no art. omitiu fato que impossibilitaria a sua matrícula na Academia Nacional de Polícia. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . O funcionário policial não poderá ser obrigado a interromper as suas férias. § 1º Na hipótese prevista neste artigo.o Diretor da Divisão de Administração do mesmo Departamento.possuir temperamento adequado ao exercício da função policial. será de 3 (três) anos ou 36 meses. 17. A investidura no cargo dar-se-á sempre na classe D e padrão/nível I. As promoções serão realizadas em 21 de abril e 28 de outubro de cada ano. em que esteja lotado funcionário policial sujeito a estágio probatório.

e desde que não disponha de moradia própria. empregado na forma estabelecida no artigo anterior. A assistência médico-hospitalar compreenderá: a) assistência médica contínua. Comentário: As gratificações que constituem os vencimentos do Policial Rodoviário Federal são as constantes da Lei nº 9. Art. durante o período. com integral e exclusiva declaração. Art. em entidade pública ou empresa privada. terá direito a auxílio para moradia correspondente a 10% (dez por cento) do seu vencimento mensal. b) assistência médica ao policial ou sua família. de que trata o artigo anterior. § 2º Ressalvado o magistério na Academia Nacional de Polícia. Parágrafo único. qualquer que seja a forma de admissão. 35. A gratificação de função policial incorporarse-á aos proventos da aposentadoria à razão de 1/30 (um trinta avos) do seu valor por ano de efetivo exercício de atividade estritamente policial.Gratificação de função policial. Art. § 1º Pelo efetivo exercício da função policial. de suas eventuais mudanças. Art. viúvas ou desquitadas. Art. A assistência médico-hospitalar será prestada pelos serviços médicos dos órgãos a que pertença ou tenha pertencido o policial. 31. 24. Para os efeitos da prestação de assistência médico-hospitalar. 27. 23. de acordo com as normas e tabelas que forem aprovadas. dia e noite. O auxílio previsto neste artigo será pago ao funcionário policial até completar 5 (cinco) anos na localidade em que. as filhas ou enteadas. excetuado o disposto no artigo anterior. o exercício da profissão de Jornalista. Todas Calculadas sobre o vencimento básico. ocupar imóvel sob a responsabilidade do órgão em que servir. Art. o funcionário que continuar ocupando imóvel de responsabilidade da repartição em que servir indenizá-la-á da importância correspondente ao auxílio para moradia. e a prática profissional em estabelecimento hospitalar. 22. que se encontre hospitalizado. Art. pronto-socorro e outros serviços assistenciais. obturações. nela deva residir. dando-lhe ciência. 34. Quando o funcionário policial ocupar imóvel de outra entidade. 9º da Lei nº 9. remunerada ou não. Il . salvo quando investido em cargo em comissão ou função gratificada com atribuições e responsabilidades de natureza policial. O funcionário policial fará jus ainda às seguintes vantagens: I . de 200 (duzentas) horas mensais de trabalho. as pessoas de sua família. – 160% de Gratificação de Atividade. O funcionário policial terá hospitalização e tratamento por conta do Estado quando acidentado em serviço ou acometido de doença profissional. CAPÍTULO III Das Vantagens Específicas Art. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . 4º): – 180% de Gratificação de Atividade Policial. b) o restante. Comentário: Segundo o disposto no art. dentro dos recursos próprios colocados à disposição deles. bem assim. o funcionário fará jus a uma gratificação percentual calculada sôbre o vencimento de seu cargo efetivo. Art. policlínicas. óculos e artigos correlatos. ortodontia. O funcionário policial em atividade. Esgotado o prazo previsto no parágrafo único do artigo 27. A gratificação de função policial não será paga enquanto o funcionário policial deixar de perceber o vencimento do cargo em virtude de licença ou outro afastamento. 28. 32. Se a ocupação for de imóvel pertencente a outro órgão o funcionário indeniza-la-á pelo aluguel correspondente. recolhida ao órgão responsável pelo imóvel. Parágrafo único. O funcionário policial casado. desde que vivam às suas expensas e em sua companhia: a) o cônjuge. A gratificação de função policial é devida ao policial pelo regime de dedicação integral que o incompatibiliza com o exercício de qualquer outra atividade pública ou privada. indenizarão. para os ocupantes de cargos da série de classes de Médico Legista. solteiras. CAPÍTULO IV Da Assistência Médico-Hospitalar Art. gabinetes odontológicos. ao funcionário policial é vedado exercer outra atividade. acidentado ou ferido. 25. bem como pelo fornecimento de aparelhos ortopédicos. 20% (vinte por cento) do valor do auxílio previsto no artigo anterior serão recolhidos como receita da União e o restante. o funcionário comunicará ao chefe imediato o seu provável endereço. a ser fixada pelo Presidente da República. quando lotado em Delegacia Regional. empregado conforme for estabelecido pelo referido órgão de acordo com as suas peculiaridades. para os ocupantes de cargos das séries de classes de Censor e Censor Federal. menores de dezoito anos ou inválidos e. no mínimo. Art. 33. Art. consideram-se pessoas da família do funcionário policial. Quando o funcionário policial. O regime de dedicação integral obriga o funcionário policial à prestação. – 180% de Gratificação de Desgaste Físico e Mental. a assistência médico-hospitalar que lhes for prestada. in fine. através de laboratórios. 26. bem assim. Parágrafo único.84 § 2º Ao entrar em férias.Auxílio para moradia. Art. 30. 29. As indenizações por trabalhos de prótese dentária. ao policial enfermo. o aposentado e. Art. bem como pelos riscos dela decorrentes. – 180% de Gratificação de Atividade de Risco. devendo ser feitas pelo justo valor do material aplicado ou da peça fornecida. não se beneficiarão de reduções. hipótese em que continuará a perceber a gratificação na base do vencimento do cargo efetivo. por necessidade de serviço. no todo ou em parte. b) os filhos solteiros.654/98 (art. a importância referida no artigo 28 terá o seguinte destino: a) a importância correspondente ao aluguel.654/98 é de 40 horas semanais a jornada de trabalho do Policial Rodoviário Federal.

sem prévia autorização da autoridade competente. é dever do funcionário policial freqüentar com assiduidade. CAPÍTULO VI Da Prisão Especial Art. 41. qualquer que seja o meio empregado para esse fim. 40. IV . agravada em caso de reincidência. V . III . Preso preventivamente. da Lei nº 1. a aposentadoria compulsória dos servidores titulares de cargos efetivos dar-se-á aos 70 anos de idade com proventos proporcionais ao tempo de contribuição.praticar ato que importe em escândalo ou que concorra para comprometer a função policial. Por desobediência ou falta de cumprimento dos deveres o funcionário policial será punido com a pena de repreensão. Comentário: Onde se lê art. de 11 de dezembro de 1990.receber propinas. bem como referir-se desrespeitosa e depreciativamente às autoridades e atos da administração. Comentário: Segundo o disposto no art. e. quando aposentado em virtude de acidente em serviço ou doença profissional.retirar. cumprirá a pena que lhe tenha sido imposta. CF. 194 da Lei nº 1. enquanto não perder a condição de funcionário. A Lei nº 1. Parágrafo único. onde permanecerá em sala especial. d) os ascendentes sem economia própria. ostensivo ou velado. VII . Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis da União. sob qualquer pretexto. uma vez condenado. o funcionário policial. mas sujeito. sendo-lhe defeso exercer qualquer atividade funcional. 37. ou sair da repartição sem expressa autorização do Juízo a cuja disposição se encontre. em razão das atribuições que exerce. forem entregues à sua guarda. onde cumprirá a pena em dependência isolada dos demais presos não abrangidos por esse regime. com regularidade.85 c) os descendentes órfãos.cometer a pessoa estranha à repartição.711/52 foi expressamente revogada pela Lei 8. da Lei nº 1. o desempenho de encargo que lhe competir ou aos seus subordinados. 116 da Lei nº 8. 39. § 1º O funcionário policial nas condições deste artigo ficará recolhido a sala especial da repartição em que sirva.promover manifestação contra atos da administração ou movimentos de apreço ou desapreço a quaisquer autoridades.deixar de pagar. § 3º Transitada em julgado a sentença condenatória.manter relações de amizade ou exibir-se em público com pessoas de notórios e desabonadores antecedentes criminais. Art.112/90. sob a responsabilidade do seu dirigente. fora dos casos previstos em lei. Continuarão compreendidos nas disposições deste capítulo a viúva do policial. IX . São transgressões disciplinares: I . 43. Os recursos para a assistência de que trata este capítulo provirão das dotações consignadas no Orçamento Geral da União e do pagamento das indenizações referidas no artigo 34. II. através da imprensa escrita. enquanto perdurar a viuvez. permanecerá em prisão especial. X . CAPÍTULO V Das Disposições Especiais sobre Aposentadoria Art. XII . O funcionário policial será aposentado compulsoriamente aos 65 (sessenta e cinco) anos de idade. em virtude de decisão judicial. a estabelecimento penal.112/90. 40. curso instituído periodicamente pela Academia Nacional de Polícia. será o funcionário encaminhado a estabelecimento penal. item III. comissões. Além do enumerado no artigo 194 da Lei nº 1. será o ex-funcionário encaminhado. CAPÍTULO VII Dos Deveres e das Transgressões Art. para fins de aperfeiçoamento e atualização de conhecimentos profissionais. O funcionário policial. incorporará aos proventos de inatividade a gratificação de função policial no valor que percebia ao aposentar-se.valer-se do cargo com o fim. desde logo. em flagrante ou em virtude de pronúncia. em que seja compulsoriamente matriculado. 42.divulgar. propiciar-lhes a divulgação. sem qualquer contato com os demais presos não sujeitos ao mesmo regime. para si ou terceiros. e) os menores que. falada ou televisionada. desde que vivam sob a responsabilidade legal da viúva. Art.112. f) os irmãos menores e órfãos. Art. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . § 2º Publicado no Diário Oficial o decreto de demissão. de obter proveito de natureza político-partidária. leia-se art. § 1º. animosidade entre os funcionários. 36. menores ou inválidos. ao mesmo sistema disciplinar e penitenciário. sem razão de serviço. leia-se 186. de 28 de outubro de 1952. 178. VIII . Comentário: Onde se lê art. velada ou ostensivamente. nas condições previstas no parágrafo seguinte. fatos ocorridos na repartição.indispor funcionários contra os seus superiores hierárquicos ou provocar. Art.711. O provento do policial inativo será revisto sempre que ocorrer: a) modificação geral dos vencimentos dos funcionários policiais civis em atividade.711/52. da Lei nº 8.deixar. sem arrimo. e os demais dependentes mencionados nas letras b a f.711/52. durante o curso da ação penal e até que a sentença transite em julgado. item III. habitualmente. qualquer documento ou objeto da repartição. qualquer que seja a natureza dos serviços prestados.referir-se de modo depreciativo às autoridades e atos da administração pública. VI . como eles. de 28 de outubro de 1952. ou b) reclassificação do cargo que o funcionário policial inativo ocupava ao aposentar-se. presentes ou auferir vantagens e proveitos pessoais de qualquer espécie e. Art. XI . II . as pensões a que esteja obrigado em virtude de decisão judicial. ou quando acometido das doenças especificadas no artigo 178. de saldar dívidas legítimas. 38.711.

ou de seus dirigentes.deixar de cumprir ou de fazer cumprir. nos prazos legais. para revenda.acumular cargos públicos. XXIX . ou. intencionalmente.dificultar ou deixar de levar ao conhecimento de autoridade competente. depois de saber que qualquer delas foi interrompida por ordem superior. XLII .adquirir. XLI .simular doença para esquivar-se ao cumprimento de obrigação. sem as formalidades legais. LIII . ou ensejar a divulgação do seu conteúdo. XXII . LVII . abusivamente. XXVI . ao extravio ou danificação de objetos pertencentes à repartição e que. à autoridade a que estiver subordinado. XVIII .deixar. sem justa causa. XXX . ou dela participar. XLIV . LII . quanto a estes últimos. inquéritos policiais ou disciplinares.omitir-se no zelo da integridade física ou moral dos presos sob sua guarda. ainda. intencionaImente ou por negligência. por qualquer meio. queixa. por via hierárquica e em 24 (vinte e quatro) horas. tão logo disso tenha conhecimento. LI . documentos oficiais. vantagens e proventos de parentes até segundo grau civil.freqüentar. total ou parcial. XXXIX . imediatamente.utilizar-se do anonimato para qualquer fim. LVI . XXXIV . sem motivo justo. XXV .maltratar preso sob sua guarda ou usar de violência desnecessária no exercício da função policial. queixas. ou para que seja retardada a sua execução. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . custas. LVIII . a qualquer título. a presença de seu advogado. ou produzir lesões em terceiros. XXXVII . L .faltar ou chegar atrasado ao serviço.negligenciar a guarda de objetos pertencentes à repartição e que.levar à prisão e nela conservar quem quer que se proponha a prestar fiança permitida em lei.deixar de comunicar à autoridade competente. XLIII .deixar de comunicar.trabalhar mal. informação que tiver sobre iminente perturbação da ordem pública. XLVI . de associações de classe ou entidades beneficentes em geral.submeter pessoa sob sua guarda ou custódia a vexame ou constrangimento não autorizado em lei.desrespeitar ou procrastinar o cumprimento de decisão ou ordem judicial. ou da boa marcha de serviço. lhe tenham sido confiados.praticar a usura em qualquer de suas formas. XXIV . sem ordem expressa da autoridade competente. do serviço policial. como procurador ou intermediário. sem estar expressamente autorizado. salvo como acionista.permutar o serviço sem expressa permissão da autoridade competente. salvo quando se tratar de percepção de vencimentos. profissional ou liberal. sem motivo justo. gêneros ou quaisquer mercadorias. ou com abuso de poder. recurso ou documento que houver recebido.indicar ou insinuar nome de advogado para assistir pessoa que se encontre respondendo a processo ou inquérito policial.abandonar o serviço para o qual tenha sido designado.faltar à verdade no exercício de suas funções.permitir que presos conservem em seu poder instrumentos com que possam causar danos nas dependências a que estejam recolhidos.dirigir-se ou referir-se a superior hierárquico de modo desrespeitoso.fazer uso indevido da arma que lhe haja sido confiada para o serviço.contrair dívida ou assumir compromisso superior às suas possibilidades financeiras. mesmo ocorrendo incomunicabilidade. negligenciar no cumprimento das obrigações que lhe são inerentes. XLVII .deixar de comunicar imediatamente ao Juiz competente a prisão em flagrante de qualquer pessoa. na esfera de suas atribuições.pleitear.lançar em livros oficiais de registro anotações. estejam confiados à sua guarda. junto a repartições públicas. XXVIII .prevalecer-se. queixa ou representação. LIV . emolumentos ou qualquer outra despesa que não tenha apoio em lei. XLVIII . possibilitando que se danifiquem ou extraviem. ao fim de licença. no todo ou em parte.deixar de informar com presteza os processos que lhe forem encaminhados.não se apresentar. da condição de funcionário policial. XXI . XXXII . reivindicações ou quaisquer outras matérias estranhas à finalidade deles. lugares incompatíveis com o decoro da função policial. para os fins mencionados no item anterior. salvo motivo justo. na fase do inquérito policial e durante o interrogatório do indiciado. ressalvadas as exceções previstas na Constituição. comprometendo o bom nome da repartição. LV .exercer. XL . férias ou dispensa de serviço. parte. sem razão de serviço. XLV . para o trato de interesses particulares. XXXIII .provocar a paralisação. LXI . ou. cotista ou comanditário. LIX . as leis e os regulanentos. a impossibilidade de comparecer à repartição.exercer o comércio ou participar de sociedade comercial. XXXV . de submeter-se a inspeção médica determinada por lei ou pela autoridade competente. por malícia ou má-fé. representação. se não estiver na sua alçada resolvê-lo.cobrar carceragem.dar causa. parte. à autoridade competente faltas ou irregularidades que haja presenciado ou de que haja tido ciência. XXXVIII .negligenciar ou descumprir a execução de qualquer ordem legítima.deixar de concluir. XX .aconselhar ou concorrer para não ser cumprida qualquer ordem de autoridade competente. LX . estranha à de seu cargo. petição.publicar. XXVII . XVII . qualquer que seja a sua natureza. XV . XLIX . XVI .ordenar ou executar medida privativa da liberdade individual. ou a quem a esteja substituindo. XIX .impedir ou tornar impraticável. ou deixar de participar.participar da gerência ou administração de empresa. embora não reservados.entregar-se à prática de vícios ou atos atentatórios aos bons costumes.86 XIII . com antecedência. atividade pública ou privada.atribuir-se a qualidade de representante de qualquer repartição do Departamento Federal de Segurança Pública e da Polícia do Distrito Federal. XXIII . XXXVI .apresentar maliciosamente. XIV . em decorrência da função ou para o seu exercício. como membro da respectiva comissão.dar-se ao vício da embriaguez. XXXI . bem como criticá-las.

VI . no caso de suspensão até trinta dias. IX. ainda. A detenção disciplinar. XII. será ordenada pelo Diretor-Geral do Departamento Federal de Segurança Pública ou pelo Secre- NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . sejam considerados como infamantes.em sala especial da repartição. no caso de repreensão. que.atentar. XXIV.os antecedentes do funcionário. XXIII.a natureza da transgressão.suspensão. 49. LX e LXIII do art. IV . Para imposição de pena disciplinar são competentes: I .os diretores dos órgãos centrais do Departamento Federal de Segurança Pública e da Polícia do Distrito Federal. VI. IV . XIX. no caso de destituição de função. nos demais casos.a reincidência. XLIX e LIV do artigo 43 desta Lei. XIII. III. § 2º A aplicação de penalidades pelas transgressões disciplinares constantes desta Lei não exime o funcionário da obrigação de indenizar a União pelos prejuízos causados. LXI e LXII do art. Tendo em vista a natureza da transgressão e o interesse do Serviço Púbico. que não excederá de noventa dias. XI. L. na Polícia do Distrito Federal. III .em sala especial. Parágrafo único. A pena de demissão. Vlll. § 1º Poderá ser. nos casos de suspensão até noventa dias. XXXIV. Il . XIV. Parágrafo único. Art. A pena de repreensão será sempre aplicada por escrito nos casos em que. III . LIX. LV. VII. VII . Art. XXVI. nas respectivas jurisdições. de 11/12/90): I . VII . 43 desta Lei. II . mediante ordem por escrito do Diretor-Geral do Departamento Federal de Segurança Pública ou dos Delegados Regionais.os danos dela decorrentes para o serviço público. XLVI. 47. respectivamente. LVI. 50. XXVII.o Ministro da Justiça e Negócios Interiores ou o Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal.crimes contra os costumes e contra o patrimônio. CAPÍTULO X Da Suspensão Preventiva Art. X. que não excederá de noventa dias. de 28 de outubro de 1952.transgressão dos itens IV.o Prefeito do Distrito Federal. II . Comentário: A detenção disciplinar é figura inconstitucional. XXXI XXXII. Art. LVIII. XLII. XLIII. Comentário: Onde se lê Prefeito do Distrito Federal leia-se Governador do Distrito Federal. quando se tratar de ocupante de cargo em comissão ou função gratificada ou funcionário ocupante de cargo para cujo ingresso ou desempenho seja exigido diploma de nível universitário. no caso de suspensão até sessenta dias. . 43 desta Lei.a autoridade competente para a designação. 48. IV . 45. II. CAPÍTULO VIII Das Penas Disciplinares Art. Ill . LIII. LI. XXXVIII. ocorrendo contumácia na prática de transgressões disciplinares.demissão. XXI. V . VIII . XVI. admitida apenas para militares. por sua natureza e configuração. V . É causa agravante da falta disciplinar o haver sido praticada em concurso com dois ou mais funcionários. Serão punidas com a pena de repreensão as transgressões disciplinares previstas nos itens V.711. no caso de suspensão até dez dias.a repercussão do fato. quando não exceder de 48 (quarenta e oito) horas. LII.os diretores de Divisões e Serviços do Departamento Federal de Segurança Pública e da Polícia do Distrito Federal. com abuso ou desvio de poder. será aplicada em caso de falta grave ou reincidência. III .praticar ato lesivo da honra ou do patrimônio da pessoa. V . ou sem competência legal. XVIII. .multa. Art. contra a inviolabilidade de domicílio. XXXVI.repreensão. a transgressão seja considerada de natureza leve. com abuso de autoridade ou prevalecendo-se dela. XLI.112. aplicada a pena de demissão. nos casos de demissão e cassação de aposentadoria ou disponibilidade de funcionário policial do Departamento Federal de Segurança Pública. os Delegados Regionais e os titulares das Zonas Policiais. A suspensão preventiva. CAPÍTULO IX Da Competência Para Imposição de Penalidades Art. a critério da Administração. VI . Para os efeitos deste artigo. LVII. e deverá constar do assentamento individual do funcionário. na sede do Departamento Federal de Segurança Pública ou na Polícia do Distrito Federal. XVII. São penas disciplinares: I .87 LXII . XXVIII. XXIX. Na aplicação das penas disciplinares serão considerados: I .detenção disciplinar.na residência do funcionário. XXXIX. a pena e suspensão até 30 (trinta) dias poderá ser convertida em detenção disciplinar até 20 (vinte) dias. quando se tratar de funcionário nela lotado. XV. 46. além dos casos previstos na Lei nº 1.destituição de função.as autoridades referidas nos itens III a VII. XX. XXXIII. 44. será também aplicada quando se caracterizar (Lei nº 8. XXXVII. LXIII . XXV. de modo a incompatibilizar o servidor para o exercício da função policial. Parágrafo único. 51. IV . natural ou jurídica. XLIV XLV XLVIII. ou do Secretário de Segurança Pública. II . A pena de suspensão. que não acarreta a perda dos vencimentos.o Diretor-Geral do Departamento Federal de Segurança Pública. nos casos previstos no item anterior quando se tratar de funcionário policial da Polícia do Distrito Federal. XXll. sua gravidade e as circunstâncias em que foi praticada.cassação de aposentadoria ou disponibilidade.o Presidente da República. será cumprida: I . XXXV. Art. Parágrafo único. XXX.em sala especial na Delegacia Regional. II . são de natureza grave as transgressões disciplinares previstas nos itens I. XL. XLVIl.

63. composta de três membros de preferência bacharéis em Direito. assegurado a este o direito de veto às deliberações do Conselho. por convocação de seu Presidente. Art. concluirá pela procedência ou não da transgressão. § 2º O disposto no parágrafo anterior não constitui impedimento para a recondução de membro de Comissão Permanente de Disciplina. dentro de vinte e quatro horas. 53. item I. 59. Enquanto integrarem as Comissões Permanentes de Disciplina.184-23. compete ao DiretorGeral do Departamento Federal de Segurança Pública. Art. por si ou por defensor constituído. quando indicar o funcionário que praticou a transgressão sujeita a apuração. Na hipótese de autuação em flagrante do funcionário policial como incurso em qualquer dos crimes referidos no artigo 48 e seu item I. à autoridade competente para determinar a instauração do processo disciplinar. Art. § 1º Promoverá o processo disciplinar uma Comissão Permanente de Disciplina. de 24/8/2001) CAPÍTULO XII Dos Conselhos de Polícia Art. a instauração do processo disciplinar. os elementos que fundamentaram a decisão. retornaram ao Serviço Público Federal. Votará em primeiro lugar o relator do processo e por último o Presidente do órgão. Parágrafo único. 57. Parágrafo único. § 3º Caberá ao Diretor-Geral do Departamento Federal de Segurança Pública a designação dos membros das Comissões Permanentes de Disciplina na sede da repartição e nas Delegacias Regionais mediante indicação dos respectivos Delegados Regionais. A autoridade competente para determinar a instauração de processo disciplinar: I . a comparecer perante o Conselho para. ou suas circunstâncias. 54. conforme o caso. apreciar as transgressões disciplinares passíveis de punição com as penas de repreensão. 62. Art. desde que o afastamento do funcionário policial seja necessário. A autoridade que tiver ciência de qualquer irregularidade ou transgressão a preceitos disciplinares é obrigada a providenciar a imediata apuração em processo disciplinar. em dia e hora prèviamente designados e após a leitura do relatório. CAPÍTULO XI Do Processo Disciplinar Art.184-23. 60.remeterá. a autoridade procederá na forma prevista no artigo 54. Art. poderão. desta Lei. O funcionário policial será convocado. § 1º Os membros das Comissões Permanentes de Disciplina terão o mandato de seis meses. o Presidente do Conselho designará um de seus membros para relator da matéria. suspensão até trinta dias e detenção disciplinar até vinte dias. prorrogável pelo tempo necessário à ultimação dos processos disciplinares que se encontrem em fase de indiciação. de 24/8/2001) § 3º (Vide Medida Provisória nº 2. se assim o entender. o Presidente proferirá a decisão final. 52. Art. conforme o caso. Os funcionários do Quadro de Pessoal do Departamento Federal de Segurança Pública ocupantes NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO .(Vide Medida Provisória nº 2. de 24/8/2001) § 2º (Vide Medida Provisória nº 2. à Comissão Permanente de Disciplina de que trata o § 1º do artigo anterior.88 tário de Segurança Pública do Distrito Federal. Parágrafo único. com o respectivo ato. para que este não venha a influir na apuração da transgressão disciplinar. § 2º Haverá até três Comissões Permanentes de Disciplina na sede do Departamento Federal de Segurança Pública e na da Polícia do Distrito Federal e uma em cada Delegacia Regional.780. Art. em três vias. 56. seus membros ficarão à disposição do respectivo Conselho de Polícia e dispensados do exercício das atribuições e responsabilidades de seus cargos. através do Boletim de Serviço. a autoridade que presidir o ato encaminhará. Aos funcionários do Serviço de Polícia Federal e do Serviço Policial Metropolitano aplicam-se as disposições da legislação relativa ao funcionalismo civil da União no que não colidirem com as desta Lei. Art. Os Conselhos de Polícia. deliberará sobre a penalidade a ser aplicada e. A publicação da portaria de instauração do processo disciplinar em Boletim de Serviço. finalmente. 58.711. Os funcionários dos quadros de pessoal do Departamento Federal de Segurança Pública e da Polícia do Distrito Federal ocupantes de cargos não integrantes do Serviço de Polícia Federal e do Serviço Policial Metropolitano. Recebidas as peças de que trata este artigo. O disposto nesta Lei aplica-se aos funcionários que. cabendo o estudo dos demais aos novos membros que foram designados. de 24/8/2001) § 4º (Vide Medida Provisória nº 2. importará na sua notificação para acompanhar o processo em todos os seus trâmites. Parágrafo único. Art. 61. levando em conta a repercussão do fato. 55. traslado das peças comprovadoras da materialidade do fato e sua autoria. II . o funcionário poderá ser afastado do exercício de seu cargo. pela maioria ou totalidade de seus membros.184-23. o Conselho. Parágrafo único. até decisão final. designada pelo DiretorGeral do Departamento Federal de Segurança Pública ou pelo Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal. O dia 21 de abril será consagrado ao Funcionário Policial Civil. 64. No ato de convocação. Ressalvada a iniciativa das autoridades que lhe são hieràrquicamente superiores. CAPÍTULO XIII Das Disposições Gerais Art. continuarão subordinados integralmente ao regime jurídico instituído pela Lei nº 1. enquadrados no Serviço Policial de que trata a Lei nº 3. Art. em qualquer fase do processo disciplinar. Nas faltas em que a pena aplicável seja a de demissão. apresentar razões de defesa.184-23.providenciará a instauração do inquérito policial quando o fato possa ser configurado como ilícito penal. Após ouvir as razões do funcionário. de 28 de outubro de 1952. de 10 de julho de 1960 e transferidos para a Administração do Estado da Guanabara. no qual será assegurada ampla defesa. ao Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal e aos Delegados Regionais nos Estados. § 4º Ao Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal compete designar as Comissões Permanentes de Disciplina da Polícia do Distrito Federal.

a indisponibilidade de bens e a obrigação de ressarcir as entidades de direito público por improbidade no exercício de cargo público só podem ser cumulatividade decretadas em conseqüência de condenação criminal. desde que a sua movimentação impossibilite a freqüência no curso em que esteja matriculado. deve regular completa e exaustivamente toda a atividade da Administração Pública. de 28 de outubro de 1952. os quais serão pagos. julgue os seguintes itens. as leis que atribuam caráter nãopúblico. quando removidos ex officio. é correto afirmar que. Art. de exercício em cada localidade. em sentido formal e material. 72. salvo imperiosa necessidade do serviço devidamente justificada. no prazo de noventa dias. os órgãos da Administração Pública direta. b) Ao contrário das entidades da Administração Pública indireta. em relação à Polícia do Distrito Federal. estão sendo observados os princípios constitucionais da isonomia. CASTELLO BRANCO Juracy Magalhães EXERCÍCIOS 1. 71. 89 Julgue os seguintes itens relativos aos princípios constitucionais da Administração Pública. 3. item II. na verdade. Quanto à estrutura da Administração Pública federal. b) No regime da Constituição de 1988. Art. A família do funcionário falecido em serviço na sede de sua repartição terá direito. com isso. na sua falta. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO 2. pela subjetividade e pela indeterminação que caracterizam o termo moralidade. . em princípio. não há diferença entre os princípios e as regras jurídicas. respectivamente. 22.Ex officio. pela vagueza. 74. inconstitucionais. a) Contraria o princípio constitucional de publicidade da Administração Pública o fato de um fiscal de contribuições previdenciárias autuar empresa exclusivamente porque o proprietário é seu desafeto. e) Uma vez que a licitação permite a disputa de várias pessoas que satisfaçam a critérios da lei e do edital. 11 desta Lei. desde que ambos estejam consubstanciados em normas de direito positivo. Em relação aos princípios do Direito Administrativo. pelo Presidente da República e pelo Chefe de Polícia do Distrito Federal.A pedido.Por conveniência da disciplina. 69. a lei. contados da publicação desta Lei. O Poder Executivo. Ressalvado o disposto no art. A competência atribuída por esta Lei ao Prefeito do Distrito Federal e ao Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal será exercida. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. É vedada a remoção ex officio do funcionário policial que esteja cursando a Academia Nacional de Polícia. sendo. II . deverão retornar ao exercício de seus cargos no prazo máximo de trinta dias. independentemente de ordem judicial. em nenhuma hipótese haverá greve lícita do servidor público. como exortação ao administrador. c) O fato de as sociedades de economia mista qualificarem-se como pessoas jurídicas de direito privado torna desnecessário que as mesmas sejam criadas por lei específica. Não são considerados herança os vencimentos e vantagens devidos ao funcionário falecido. a transporte para a localidade do território nacional em que fixar residência. dentro de seis meses após o óbito. a) De um ponto de vista eminentemente prático. Art. baixará por decreto o Regulamento-Geral do Pessoal do Departamento Federal de Segurança Pública. Parágrafo único. III . Art. e legislação posterior relativa a pessoal. 73. nas mesmas bases e condições fixadas para o funcionário policial civil. O funcionário policial poderá ser removido: I . à viúva ou. Será concedido transporte à família do funcionário policial falecido no desempenho de serviço fora da sede de sua repartição. Art. d) O princípio da moralidade. norma programática na Constituição. d) O princípio constitucional da inacumulabilidade de cargos públicos não se aplica sempre que o servidor ocupar um cargo federal e outro municipal. 3 de dezembro de 1965. 144º da Independência e 77º da República. que se encontrem à disposição de outros órgãos. a) Embora seja pessoa jurídica de direito privado. e) Os atos da Administração praticados sob sigilo têm natureza excepcional. Art. constitui. só poderá efetivar-se após dois anos. Art. § 1º Nas hipóteses previstas nos itens II e III deste artigo.de cargos não incluídos no Serviço de Polícia Federal. farão jus ao auxílio previsto no art. 65. Revogam-se as disposições em contrário. b) É correto afirmar que. 70. c) No regime constitucional vigente. Art. julgue os itens a seguir.711. Brasília. a perda da função pública e dos direitos políticos. a empresa pública federal caracteriza-se por ser composta apenas por capital público. H. Art. até 31 de janeiro de 1966. 67. CAPÍTULO XIV Das Disposições Transitórias Art. os funcionários do Departamento Federal de Segurança Pública e da Polícia do Distrito Federal. no mínimo. da legalidade e da impessoalidade da Administração Pública. consolidando as disposições desta Lei com as da Lei número 1. têm personalidade jurídica de direito público. contados da publicação desta Lei. como decorrência do Estado democrático de direito e do princípio da legalidade. o funcionário não fará jus a ajuda de custo. O disposto no Capítulo IV desta Lei é extensivo a todos os funcionários do Quadro de Pessoal do Departamento Federal de Segurança Pública e respectivas famílias. 68. c) Admite-se terem eficácia tão-somente os princípios expressamente consagrados em normas de direito positivo. 66. aos legítimos herdeiros daquele. § 2º A remoção ex officio do funcionário policial. a atos estatais de modo generalizado.

a) Não pode o Judiciário avaliar o elemento moral do ato administrativo discricionário. julgue os itens que se seguem. e) por integrarem a Administração Pública centralizada. julgue os itens. permitindo ao contratante particular. e) A autarquia é concebida como pessoa jurídica destinada ao desenvolvimento de atividade econômica pelo Estado. a) A União é pessoa jurídica de direito público externo. desde que ambos pertençam ao mesmo órgão ao qual está afeto o conteúdo do ato a ser praticado. de modo descentralizado. 4. por expressa determinação constitucional. em razão do desempenho de função pública própria e típica. 9. autarquia conceitua-se como um patrimônio público dotado de personalidade jurídica para consecução de finalidade especificada em lei. 10. julgue os seguintes itens. ou. Julgue os itens. c) As sociedades de economia mista. desde que em horário oficial. c) O ato administrativo discricionário é insuscetível de controle judicial. prevendo que o atraso no recolhimento de contribuição previdenciária enseja multa de 5% calculada sobre o valor devido. no regime da atual Lei de Licitações. diferentemente do Poder Judiciário. não gera responsabilidade civil. e) Supre a exigência de publicidade a divulgação dos atos administrativos na imprensa não-oficial. editora do ato. não fere o direito e. d) A anulação do ato administrativo é o desfazimento do ato inoportuno ou inconveniente. e) Além da própria Administração. b) Há détournement de pouvoir ou desvio de poder quando o agente persegue finalidade de interesse público estranha à destinação do ato que praticou. se verificar que o administrador atuou nos limites de sua competência. harmônica com a Constituição e com as leis. c) A Constituição não admite exceções ao princípio da legalidade. o Poder competente para a revogação do ato administrativo é o Judiciário. ao contrário das empresas públicas. As autarquias caracterizam-se a) pelo desempenho de atividades tipicamente estatais. a) Em linha de princípio. b) Sob a ótica dos contratos administrativos. invocar a exceptio non adimpleti contractus. quanto aos atos administrativos. portanto. . d) como órgãos prestadores de serviços públicos dotados de autonomia administrativa. 5. o agente público carente de competência para a prática de um certo ato pode substituir o agente competente para tanto. b) A escolha do Diretor-Geral do Senado Federal caracteriza um ato administrativo discricionário. Diversamente à entidade será atribuída personalidade jurídica de direito privado. d) A ação estatal lícita. porque aquele se encontra no âmbito do mérito deste. Em relação a esse tema. c) por beneficiarem-se dos mesmos prazos processuais aplicáveis à Administração Pública centralizada. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO 7. e) As autarquias e os partidos políticos são pessoas jurídicas de direito público interno. e) Não cabe ao Judiciário indagar do objetivo visado pelo agente público ao praticar determinado ato. é o desfazimento do ato por vício de mérito. 6. 8. Ainda acerca dos atos administrativos. b) Os Estados e os Municípios são pessoas jurídicas de direito público interno. c) Assim como o ato administrativo. d) As fundações públicas são pessoas jurídicas de direito privado. d) O fato administrativo não é passível de anulação ou de revogação. a personalidade jurídica de direito público é conferida a determinados entes. forma. a) Pode ser entendido como realizado material da Administração em decorrência de decisão administrativa. Em decorrência da conformação constitucional dos princípios da Administração. b) por serem entidades dotadas de personalidades jurídica de direito público. b) Segundo a lei e a doutrina majoritária. delegada pelo Estado. e) Os Tribunais de Contas. podem e devem aquilatar o conteúdo de discricionariedade do fato administrativo. confunde-se com o fato do príncipe. competência e objeto integram o ato administrativo. pela televisão ou pelo rádio. a) A nomeação de Ministro do Supremo Tribunal Federal caracteriza um ato administrativo complexo. a qual. mesmo quando decorrente de decisão administrativa inconstitucional. Com relação ao fato administrativo. julgue os seguintes itens. a revogação de um ato administrativo que afete a relação jurídica mantida entre o Estado e um particular pode gerar o dever de o primeiro indenizar o segundo. é juris tantum e não juris et de jure. podendo ser afastada por decisão em procedimento administrativo ou processo judicial. d) Mesmo que ditada pelo interesse público. no entanto. finalidade. De acordo com o Direito Administrativo. julgue os itens que se seguem. em razão do desempenho de função pública atípica. o fato administrativo goza de presunção de legitimidade. a aplicação desse dispositivo legal será definida como atividade discricionária.90 d) No Direito Administrativo brasileiro. motivo. atos administrativos válidos podem ser revogados. a) Caso exista norma jurídica válida. são pessoas jurídicas de direito privado. no exame de sua economicidade. em outras palavras. A respeito dos atos administrativos. c) No Direito brasileiro. Julgue os itens abaixo.

não existe espaço algum para a interferência de aspectos subjetivos do agente público.91 b) Em razão do princípio constitucional da legalidade. há certos aspectos ou elementos do ato que são vinculados. A executoriedade (ou auto-executoriedade) é a razão dessa característica do funcionamento da Administração Pública e consiste em apanágio dos atos da administração em geral. à Administração Pública é dado anulá-lo. caso constate a ilicitude do ato I. a Superintendente constatou que os atos administrativos praticados na SR freqüentemente apresentavam defeitos formais. Na situação apresentada. c) Nos atos chamados vinculados. 14. segundo a jurisprudência do STF. nem todos os atos administrativos os seus efeitos são passíveis de invalidação judicial. o preenchimento das condições para exercer um direito subjetivo. as faculdades de o superior delegar ou avocar atribuições. b) Mesmo nos atos praticados no exercício de poder discricionário. e) Os tribunais de contas. julgue os itens seguintes. Por delegação do Diretor do DPF. Julgue os itens a seguir. Acerca do controle da Administração. e) Sendo o ato administrativo legal. atuando na repressão à exploração ilegal de madeiras. pode ser praeter legem. deve sempre interpor-se entre a produção e a aplicação dela. d) Um ato administrativo será válido. que caracteriza a atividade administrativa. deve estar exclusivamente contido em decretos. não será passível de anulação por alegação de desvio de poder. sem ouvir o particular – editar o ato administrativo II para revogar o ato administrativo I. em face do princípio da universalidade (ou inafastabilidade) da jurisdição. Em outra ocasião. Assim. a respeito dos atos administrativos. b) Havendo revogação da revogação do ato administrativo. é sempre passível de contraste por via de mandado de segurança. as medidas tomadas pela Superintendente são exemplos de atos praticados em decorrência do poder disciplinar. a Administração Pública pode. 12. b) O ato praticado no exercício de poder discricionário é imune a controle judicial. no exercício de coordenação e revisão próprias da Administração. b) quando omissa a lei. julgue os itens a seguir. c) quando configura o chamado decreto autônomo. Um de seus corolários é o de que o ato administrativo. d) em razão da generalidade que caracteriza a lei stricto sensu. não podendo revogá-los. julgue os itens seguintes. a fim de que esta possa regularmente ocorrer no âmbito da Administração Pública. dever que. O ato administrativo normativo a) a despeito de seu conteúdo genérico. não é absoluto. d) A hierarquia implica o dever de obediência do subalterno. Um servidor lotado naquela SR foi alvo de procedimento administrativo. unilateralmente – isto é. c) Ao Judiciário somente é dado anular atos administrativos. pelas normas aplicáveis a seu trabalho. d) De acordo com Seabra Fagundes. Com relação aos poderes da Administração Pública. o poder de delegação não precisa ser expresso na lei. b) O motivo da revogação é a inconveniência ou a inoportunidade de um ato administrativo. depende de provocação do interessado. a despeito do princípio da legalidade. necessitando de recurso ao Poder Judiciário apenas excepcionalmente. a Superintendente aplicou ao servidor. 11. ao administrado. após o devido processo legal. 15. excluídos do mundo jurídico. a) Nos sistemas administrativos hierarquizados. e) quanto à forma. nada importando considerações morais a respeito do seu conteúdo. sustar a execução de atos administrativos que julgue ilegais. por haver-se envolvido em vias de fato com um colega. c) Considere a seguinte situação: Fátima é Delegada de Polícia Federal e Superintendente Regional da SR do DPF no Estado de Minas Gerais. para anular ato administrativo. como regra geral. de ser anulado e seus efeitos. estes são exemplos de atos resultantes do poder discricionário que Cândido detém. 13. necessariamente. Julgue os itens. porém inconveniente ou inoportuno. órgãos do Poder Legislativo. vigora o sistema inglês de controle dos atos da Administração Pública. no entanto. c) A despeito do princípio constitucional da inafastabilidade ou universalidade da jurisdição (“a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito”). em conseqüência. se preencher todos os requisitos jurídicos para a sua prática. o que a fez chamar a seu gabinete os servidores responsáveis e orientálos. que reconheceu. Cândido seja obrigado a apreender a madeira ilegalmente extraída que encontrar no trabalho de fiscalização e a aplicar multa aos responsáveis pela extração e pelo transporte do madeirame. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . dispondo sobre qualquer matéria concernente à atividade administrativa. por discussão irrelevante. a) A revogação é privativa da própria Administração. a) Considere que Cândido seja fiscal do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). “administrar é aplicar a lei de ofício”: a administração não carece de ordens judiciais para agir. c) A Administração. e) A hierarquia implica. Acerca dos poderes da Administração Pública. e que. é aceito pela maioria da doutrina administrativa brasileira. d) Todo ato administrativo ilegal tem. se atingir finalidade pública. este voltará a produzir efeitos tão-somente a partir da segunda revogação. pena de suspensão por quinze dias. a) Domina o Direito Administrativo o princípio da supremacia do interesse público. e) No Brasil. podem. em certos casos.

todavia. com base no poder hierárquico. A autoria da subtração jamais foi descoberta. aplicado exclusivamente nos serviços de saúde e educação. Lucíola. Com relação a essas regras. d) Determina que o provento proporcional de aposentadoria não seja inferior a 3/5 (três quintos) da remuneração da atividade. d) Considere a seguinte situação: uma lei permite aos estados da Federação a emissão de títulos da dívida pública. como a ascensão. competiria ao fiscal apenas apreender o produto e aplicar multa ao responsável. ainda que respeitando os direitos adquiridos. em operação de rotina. Em um determinado dia. Segundo a normatização aplicável. respeitados os direitos adquiridos. apenas para as servidoras. determina o corte do ponto dos grevistas e a aplicação das sanções NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO .92 d) A capacidade de avocar é inerente ao poder hierárquico. Ricardo. também interditou o estabelecimento. a revisão dos atos administrativos. Os autos administrativos sofreram apenas o atraso de um dia em seu processamento. no dia subseqüente. c) Prevê pagamento. ou revogá-los. em um dia de domingo em que estava escalada para trabalhar. decidem deflagrar um movimento paredista. deixando para dar. o exercício da atribuição de polícia pode ser delegado. como foi atendido interesse público. Na situação descrita. porque deles não se originam direitos. o andamento devido a eles. quando eivados de vícios que os tornam ilegais. e) Determina que o servidor aposentado com provento proporcional ao tempo de serviço que vier a ser acometido por hanseniase passe a perceber provento integral. concluindo-se pela culpa da Delegada. Ana chegou cansada à repartição policial. Na situação descrita. Na situação descrita. Em certa e recente ocasião. de modo que o superior pode avocar quaisquer atos de competência do inferior. c) Os estados-membros podem estabelecer mecanismos de investidura derivada vertical. nos casos de síndrome de imunodeficiência adquirida (Sida/Aids). e) A despeito do que diz Súmula do STF (“A Administração pode anular seus próprios atos. d) No TCU. a interdição é juridicamente inválida. surrupiasse alguns dos bens sob custódia da referida servidora. Quanto à disciplina dos servidores regidos pelo Regime Jurídico da União (Lei nº 8. Na situação descrita. encarregada de dar seqüência a procedimentos administrativos no órgão em que trabalha. c) Considere a seguinte situação: Ricardo é fiscal sanitário e. a utilização dos recursos foi juridicamente válida. diversos bens de alto valor apreendidos em ações policiais. não mais se admitem limitações a livre acessibilidade dos brasileiros aos cargos públicos em razão do sexo ou da idade (salvo. O governador de determinado estado deliberou emitir tais títulos. e ninguém chegou a sofrer prejuízo em razão disso. poderá ser ajuizada independentemente de prazo. o acesso e a transposição. revogar ou anular todos os atos praticados pela administração pública (ou seus efeitos). os funcionários do Poder Executivo federal. O Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado (MARE). cujo produto da venda deverá ser. juridicamente. inclusive para fins de registro. cientes daquela inovação constitucional. sob sua responsabilidade. A respeito dos agentes públicos e dos poderes administrativos. entretanto. Na análise dos atos relativos a pessoal. com isso. de auxílio-natalidade. para ressarcimento do erário. 17. não infringiu seus deveres funcionais. em razão do mesmo instrumento normativo. não pode modificar. e) Ante a vigente Constituição. a análise do ato sujeito a registro não gera instauração de tomada de contas especial. devido às dificuldades por que passavam as finanças públicas estaduais. constatou que determinado estabelecimento comercial vendia alimentos impróprios para consumo. a) Considere a seguinte situação: Lucíola é servidora pública. o que realmente fez. por motivo de nascimento ou adoção. desonesto servidor do DPF. a) O Supremo Tribunal Federal admite o provimento derivado de cargo público. a) Alcança tanto os servidores públicos das autarquias federais quanto os das fundações públicas federais. por motivos de conveniência e oportunidade. mas. em decorrência de normas da própria Constituição). sem que tenha havido o reajuste anual de vencimentos. b) Prevê expressamente a aposentadoria por invalidez. A Constituição da República prevê a possibilidade de o servidor público civil exercer o direito de greve. julgue os itens a seguir. os Tribunais de Contas devem considerar certas regras. culposamente. a ação de indenização cabível contra Ana. b) Considere a seguinte situação: Ana é Delegada de Polícia Federal e tem. b) O Supremo Tribunal Federal admite que a União mantenha sistema de investidura derivada horizontal (transferência). Ana dormiu durante boa parte de seu horário de trabalho nesse dia e. com proventos integrais. 16. julgue os itens abaixo. neste caso. decorre da supremacia do interesse público sobre o particular e implica a limitação de certos direitos dos cidadãos. ela chegou de mau humor à repartição e resolveu que nada faria com os autos sob sua responsabilidade. 18. 19. e ressalvado em todos os casos a apreciação judicial.112/90). no entanto. julgue os itens. propiciou que João. acreditando que sua ação seria mais eficaz. determinou a utilização dos recursos oriundos da negociação dos títulos no pagamento de dívidas para com fornecedores do estado e de vencimentos dos servidores públicos. devido à festa de aniversário a que compareceu na véspera e que se prolongou noite adentro.”). Passado o mês de janeiro de 1997. e) O poder de polícia é conferido à administração pública.

pois. Ainda a respeito do servidor público. seja este comissivo ou omissivo. aplicáveis ao processo administrativo. a) Vigora no Brasil. processo penal pelo cometimento de crime contra a Administração Pública. afasta a responsabilidade administrativa. adicional por serviço extraordinário (horas extras). na Lei nº 9. afastada estará a responsabilidade administrativa. o agente causador do prejuízo responderá de forma objetiva perante a Administração Pública. imprescritível. federais passam a ser regidos pelo RJ. c) No processo administrativo disciplinar. a partir de então. A respeito desse tema. e) Os ocupantes de cargos em comissão deverão ser demitidos. c) Os servidores que não tiverem aderido à paralisação poderão perceber. como regra. b) Quando demandado regressivamente. c) As sanções civis. improrrogáveis. em razão de sentença judicial transitada em julgado.573. com o escopo de garantir o direito ao reajuste de vencimentos na data-base. a teoria do risco integral da responsabilidade civil. Com relação aos servidores públicos. e suas diversas reedições. c) O servidor público pode atuar em repartições públicas como procurador ou intermediário de cônjuge. considerando o atual quadro legislativo brasileiro. sociedades de economia mista e fundações públicas serão regidos pelo regime celetista. penal e administrativa. essa obrigação de reparar o dano poderá ser estendida aos sucessores. que já haviam sido declarados inconstitucionais pelo STF. d) A conjugação dos princípios da verdade material e da legalidade. julgue os itens abaixo. todo o ato administrativo irregular provar-se-á sempre mediante documento. 21. por negativa da existência do fato ou por negativa de autoria. com base no entendimento dos Tribunais Superiores. conservação do patrimônio público e lealdade à instituição. julgue os itens a seguir. o servidor público nomeado em virtude de aprovação em concurso público torna-se estável. e) A lei impõe expressamente os seguintes deveres ao servidor público: sigilo acerca de assuntos da repartição. de ressarcimento. significa que a imposição de sanção penal por cometimento de crime praticado por servidor público. foram excluídos do RJ. julgue os itens que se seguem. a) Apenas os servidores da União e das autarquias. c) Da data da posse. de 11 de dezembro de 1990. que dispõe sobre o Regime Jurídico (RJ) dos servidores públicos civis federais. o servidor deverá entrar em exercício no prazo de quinze dias. d) O estágio probatório para servidor nomeado para cargo de provimento efetivo passa a ser de trinta meses. b) A ascensão e o acesso. contra servidor. d) Os danos ao erário provocados pelos grevistas poderão ser objeto de ação. penais e administrativas não poderão ser cumuladas. d) O exercício irregular das atribuições do cargo pode acarretar responsabilidade civil e administrativa do servidor público. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO .527. 37. b) A feição hierarquizada da Administração Pública impõe que o servidor cumpra as ordens superiores. durante o período de greve. mesmo que manifestamente ilegais. § 6º. na qualidade de agente administrativo. pois. a responsabilidade civil da Administração Pública obedece atualmente a regras especiais de Direito Público. passou por diversas etapas até chegar ao seu estágio atual de evolução. sendo a atividade administrativa formal. a) Considere que tenha sido instaurado. aplicável aos servidores públicos. a) A nacionalidade brasileira. Em face das regras constantes no RJ dos servidores públicos civis da União acerca das suas responsabilidades civil. afastar a audiência do interessado. a fim de se evitar múltipla punição. sofreu diversas e profundas alterações com a conversão da Medida Provisória nº 1. a) O princípio da não-cumulatividade das sanções. mas nunca o acesso ao Judiciário. segundo entendimento jurisprudencial recentemente firmado. d) Condenado criminalmente o servidor por fato que causou prejuízo a terceiro. e que este foi absolvido pela negativa de autoria. quando se tratar de benefício previdenciário. Acerca dessas alterações. disciplinada pela Constituição Federal em seu art. a responsabilidade administrativa do servidor ficará automaticamente afastada. De uma fase inicial em que o Estado não respondia pelos prejuízos causados aos particulares. 20. a) É correta a atitude do Mare. julgue os itens abaixo. 23. a idade mínima de dezesseis anos e a aptidão física e mental são alguns requisitos básicos para a investidura em cargo público. só perdendo o cargo. excepcionalmente. Em face da situação apresentada. nunca há a oportunidade de prova testemunhal. b) Cabia aos servidores impetrar mandado de segurança. 24. 22. b) Absolvido o servidor público de imputação de cometimento de crime. restando de pronto afastada a responsabilidade civil da administração.112. Em face dessa situação. de 10 de dezembro de 1997. não podiam os servidores entrar em greve. e) A responsabilidade civil do servidor decorrerá apenas de ato doloso. julgue os seguintes itens. A Lei nº 8. e) Após dois anos de efetivo exercício. e) Passa a ser admitida a demissão de servidor estável em decorrência de número excessivo de servidores. A responsabilidade civil da Administração Pública. b) Caso o servidor público a quem se imputou o dever de indenizar prejuízo causado ao erário venha a falecer. julgue os itens seguintes. os empregados de empresas públicas. a vítima do dano deverá demandar a indenização apenas do servidor.93 adequadas às situações de ausência ao serviço. pode.

as empresas privadas prestadoras de serviços públicos submetem-se às mesmas regras de responsabilidade civil aplicáveis aos entes públicos. cidadã que trafegava em uma das vias pelas quais passaram os automóveis envolvidos na perseguição. b) Se a Administração apurar.94 c) Em face de prejuízos causados a particulares. d) Caso Lúcio adquirisse estabilidade no novo cargo. Ao final do competente procedimento administrativo. removido. o dever de assiduidade. para os inativos. para efeito de responsabilidades civil e penal. tomar posse em cargo público. julgue os itens que se seguem. a qualquer momento. pela lei. d) Se Lúcia fosse penalmente condenada pelas lesões corporais causadas à filha de Francisca.112. d) Será subjetiva a responsabilidade civil do Estado por acidentes nucleares. é imprescritível. ser responsabilizado na esfera administrativa. Fernanda. e destituição de cargo ou função comissionada. a despeito da sistemática e da tradição geral do Direito brasileiro. deverá remeter ao Ministério Público cópia dos autos do inquérito. Durante o estágio probatório. Ambos os veículos – o do DPF e o dos delinqüentes – trafegam em velocidade relativamente elevada em zona urbana. pede tomar posse em cargo público. só mediante sentença judicial poderia perdêlo. cassação de aposentadoria ou disponibilidade. devendo. julgue os seguintes itens. não há margem para que a autori- NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . Considerando esse quadro e à luz da Lei nº 8. 27. e) Ainda que se comprove erro judiciário. redistribuído. Em face da situação apresentada e considerando as normas aplicáveis à responsabilidade do Estado e de seus agentes. que a conduta de serviço público apresenta indícios de ilicitude penal. requisitado ou cedido. Lúcia. e) Independentemente das responsabilidades civil e penal e ainda que seja absolvido em relação a estas. c) Ainda que estejam corretas as conclusões do procedimento administrativo. Não obstante. Agente de Polícia Federal. O automóvel de Francisca sofreu danos materiais e a filha menor dela. o agente público pode. no máximo. 26. a) Apenas o cidadão. Durante a perseguição. no prazo legal. e) A indisciplina. a falta de tentativa. a) A ação de responsabilidade civil do servidor. mas apenas quando de sua conclusão. suspensão e demissão. o que foi apurado na avaliação final desse período. haja vista a sentença judicial não possuir natureza de ato administrativo. seria reconduzido ao cargo que anteriormente ocupava. 28. comanda uma equipe que está em perseguição automobilística a uma quadrilha de traficantes internacionais de crianças. ter exercício em outra sede. não seria afastado do serviço público devido à reprovação no estágio probatório. Lúcio foi aprovado em concurso público para o cargo de Agente de Polícia Federal. nos casos de comissionamento). concluiu-se que Fernanda e Lúcia não agiram com culpa. em razão da infringência ao dever legal de assiduidade. lesões corporais graves. verificou-se que Lúcio infringiu. por dano ao erário. o Estado não estará obrigado a indenizar o condenado. Tomou posse e. a) A União poderá ser civilmente responsabilizada pelos danos materiais causados à propriedade de Francisca. a deficiência de produtividade e a ausência de responsabilidade são causas que podem levar o servidor à reprovação do estágio probatório.112/90. Fernanda poderá ser civilmente responsabilizada pelos danos materiais causados à propriedade de Francisca. as conclusões do procedimento administrativo estariam prejudicadas. devendo sempre a mais grave ser aplicada em caso de reincidência em infração menos grave. e) O ocupante de cargo em comissão tem o dever de trabalhar unicamente até o máximo de quarenta horas semanais. entrou em exercício. sendo vedada a posse por procuração. o servidor terá até sessenta dias para entrar em exercício. instituído com a Lei nº 8. b) Ainda que estejam corretas as conclusões do procedimento administrativo. Essas punições não podem ser aplicadas per saltum.112/90 estão indicadas em escala ascendente de gravidade (advertência. desde que seja regularmente apurado o cometimento de ilícito disciplinar. Acerca do regime jurídico dos servidores públicos civis. d) Sempre que o servidor for transferido. Lúcio poderá ser exonerado. trinta meses. 25. que conduzia a viatura policial. pessoalmente. c) O período de avaliação conhecido como estágio probatório dura. observando. julgue os itens que se seguem. tanto que nele não se aplica rigorosamente o princípio da tipicidade. Nesse caso. dependendo do caso concreto. c) As sanções punitivas disciplinares previstas na Lei nº 8. em razão disso. não conseguiu evitar colisão com o automóvel de Francisca. uma vez que as infrações disciplinares não são necessariamente descritas de modo preciso. Acerca do Regime Jurídico dos Servidores Civis da União. para os servidores da ativa. b) O indivíduo considerado mentalmente inapto não pode. em cada um. apenas os aspectos especificamente indicados. julgue os itens a seguir. sistematicamente. deverá iniciar o trabalho imediatamente após o período estritamente necessário ao deslocamento para a nova localidade. de 11 de dezembro de 1990. Delegada de Polícia Federal. Lúcia poderá ser civilmente responsabilizada pelos danos materiais causados à propriedade de Francisca. d) O Direito Administrativo disciplinar baseia-se em certo grau de discricionariedade. a) Ao cabo do estágio probatório. ressalvado o disposto em lei especial. instaurado para apurar esses fatos. apesar de toda a cautela com que dirigia. b) Se Lúcio fosse servidor estável da Administração Pública federal antes da posse no novo cargo. c) Após a posse. próprio do Direito Penal.

F. F. V. F 24. penal e administrativa. no entanto. F 27. F. V. V. F. por conseguinte. F 29. F. a) O auxílio-natalidade é devido à servidora pública por motivo de nascimento do filho. necessariamente. F. V. V 17. V 12. não mais pode ser exigido dos candidatos a cargos públicos. F. contudo. que. V.dade administrativa deixe de aplicar a sanção correspondente e. ao montante dos proventos com os quais o servidor público era remunerado em vida. V. F 5. V. F. mas será devido. V. F 14. julgue os itens que se seguem. F. F. a favor da Administração. reintegração e recondução. V. somente na hipótese de invalidez. V. aplica-se. F. F. F 25. F. V. F. F. transferência. V. F 16. V. V. F 9. F. se a parturiente – sua esposa ou companheira – não for servidora pública. F. V. F. F 20. F. F 7. F. c) A quantia paga a título de pensão por morte equivale. V 2. baniu do Direito Administrativo brasileiro a exigência de exame psicotécnico. V. F. F. V. V. F 8. V.112/90. F 10. a autoridade administrativa pode relevar a prescrição. F. V 28. V. que é vintenário. F. V. F.112/90. V 18. para esse fim. F. V.112/90. também. V. F. V. não há discricionariedade. 30. F. F. V 13. V. em valores atualizados. V. F. F. F 23. F. F. dar-se mediante o desconto mensal de parcelas não-excedentes a décima parte da remuneração ou provento. V. F. V 30. V. F. F. F. a saber: nomeação. cede em certos casos. dar-se-á nos percentuais e datas definidos para os demais aposentados e pensionistas da Previdência Social. F. em sentença transitada em julgado. F. de comunicá-la ao Ministério Público. b) A Lei nº 8. V. F. vigora a independência entre as esferas civil. V. V 95 NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO . F. V. readaptação. V. reversão. V. F. F. F. V. V. F. promoção. F. porque. F. V 3. F 6. V. F. que se aplica. o pagamento da pensão prosseguirá após a beneficiária atingir vinte e um anos de idade. F. F. F. incluir a perda do cargo. V. F. Nestes casos. V. inclusive para o requerimento de interesses patrimoniais e créditos resultantes da relação de trabalho. F 21. F. F. e) A liquidação administrativa da responsabilidade do servidor por dano ao erário deve. d) A família do servidor condenado só não terá direito ao auxílio-reclusão – enquanto perdurar o afastamento do servidor. V. as previstas na Lei nº 8. F. F 19. ao servidor do sexo masculino. F. O reajustamento do benefício. d) Tendo em vista as circunstâncias especiais do caso concreto e a relevância do objeto da petição do servidor. V. V. aos servidores públicos. F. por estar recolhido em estabelecimento prisional – na hipótese de a pena imposta. F. no início. V. e) Não é devido o auxílio-funeral ao servidor em virtude do falecimento de algum de seus dependentes. F. V. a) São formas de provimento de cargo público. F. que. Julgue os itens abaixo relativos ao regime jurídico dos servidores públicos civis. F. GABARITO 1. F. F. F. Com base nessa disciplina legal. nos quais há prejudicialidade de uma sobre outra esfera. F. V. conforme estipulado no Código Civil. V 15. F. validamente aplicáveis no Direito brasileiro. V. o prazo geral de prescrição dos direitos pessoais. V 26. se for o caso. F. aproveitamento. F. A seguridade social do servidor público civil é regulada pela Lei nº 8. F. ascensão. F 4. F. F. também. b) A pensão devida à filha de um servidor público falecido é temporária. V. 29. V 22. F 11. e) Em relação à responsabilidade do servidor. c) A Constituição da República estabelece como fundamental o direito de petição. F. F. V.

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