Resumão Resistência dos Materiais

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS
1. Tração e compressão entre os limites elásticos.

Pontos importantes Resistência dos materiais é o estudo da relação entre as cargas externas que atuam em um corpo e a intensidade das cargas internas no interior desse corpo As forças externas podem ser aplicadas a um corpo como cargas de superfícies distribuídas ou concentradas ou como forças de corpo que atuam em todo o volumedo corpo. Cargas lineares distribuídas produzem uma força resultante com grandeza igual à área sob o diagrama de carga e com localização que passa pelo centróide dessa área. Um apoio produz uma força em uma direção particular sobre seu elemento acoplado, se ele impedir a translação do elemento naquela direção, e produz momento binário no elemento se impedir a rotação. As equações de equilíbrio   devem ser satisfeitas a fim de impedir que o corpo se translade com movimento acelerado e que tenha rotação. Quando se aplicam as equações de equilíbrio, é importante primeiro desenhar o diagrama de corpo livre do corpo a fim de considerar todos os termos das equações. O método das seções é usado para determinar as cargas internas resultantes que atuam sobre a superfície do corpo secionado. Em geral, essas resultantes consistem em uma força normal, uma força de cisalhamento, um momento de torção e um momento fletor.

Tensão Hipóteses em relação às propriedades do material
y y

Contínuo Distribuição uniforme de matéria, sem vazios. Coeso Suas partes bem unidas, sem trincas, falhas e etc.

Definição: A tensão descreve a intensidade da força interna sobre um plano específico (área) que passa por determinado ponto. Tensão Normal: É a intensidade da força que atua no sentido perpendicular a A por unidade de área ( ). Distribuição média de Tensão que atua na Seção Transversal de uma Barra prismática com carga axial Hipóteses:

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Resumão Resistência dos Materiais 1- A barra permanece reta antes e depois da carga ser aplicada. A seção transversal deve permanecer plana durante a deformação.
y y

Obs. 1: As linhas horizontais e verticais da grade inscrita na barra deformam-se uniformemente quando a barra está submetida a carga. Obs. 2: Desconsiderar as regiões da barra próximas a sua extremidade, pois as cargas externas podem provocar distorções localizadas.

2- P deve ser aplicada ao longo do eixo do centróide da seção transversal. Material deve ser homogêneo e isotrópico.
y y

Material homogêneo: Mesmas propriedades físicas e mecânicas em todo o seu volume. Material Isotrópico: Possui essas mesmas propriedades em todas as direções

Tensão de Cisalhamento: É a intensidade da força, ou força por unidade de área, que atua tangente a A ( ) Cisalhamento simples ou direto O cisalhamento é provocado pela ação direta da carga aplicada F. Ocorre frequentemente em vários tipos de acoplamentos simples que usam parafusos pinos, material de solda etc.

Coeficiente de Segurança: É a relação entre o carregamento último e o carregamento admissível. .
À

A escolha de um coeficiente de segurança baixo pode levar à estrutura a possibilidade de ruptura e a escolha de um coeficiente de segurança alto pode levar a um projeto antieconômico.

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podemos utilizar a equação acima para obter o comprimento final aproximado.Resumão Resistência dos Materiais 2. Se a deformação normal for conhecida.   Ž‹       Componentes Cartesianas das Deformações Específicas Suposições: 3 . da seguinte forma: Deformação por Cisalhamento: É a mudança de ângulo ocorrida entre dois segmentos de reta originalmente perpendiculares entre si. Análise das tensões e deformações. Deformações Deformação é a mudança na forma e tamanho de um corpo quando uma força é aplicada no mesmo. O ângulo é denotado por e medido em radianos. Deformação normal: É o alongamento ou a contração de um segmento de reta por unidade de comprimento.

Diagrama tensão x deformação convencional Tensão nominal ou de engenharia: Determina-se com os dados registrados. y e z e três deformações por cisalhamento xy . O estado de deformação em um ponto é caracterizado por seis componentes da deformação: Três deformações normais x . Esses componentes dependem da orientação dos segmentos de reta e de sua localização no corpo. quando a deformação normal for pequena ( << 1). dividindo-se a carga aplicada P pela área da seção transversal inicial do corpo de prova A0.Resumão Resistência dos Materiais Dimensões do elemento retangular muito pequena. . yz e xz . 4 . Desse modo. seu formato deformado será um paralelepípedo. ou dividindo-se a variação do comprimento de referência. pode-se desprezar tanto o produto de duas deformações específicas quanto o produto de duas deformações. pelo comprimento de referência inicial L0. Deformação nominal ou de engenharia: É obtida da leitura do extensômetro. Análise de pequenas deformações: A maioria dos materiais da engenharia sofre pequenas deformações que em algumas aplicações podem ser admitidas. Segmentos de reta muito pequenos permanecem retos após a deformação do corpo y y Observações: y y Deformações normais provocam mudança de volume do elemento retangular Deformações por cisalhamento provocam mudança no seu formato.

em 1676. Transformação de Tensão ou Análise de Tensão O estado geral de tensão não é encontrado com freqüência na prática da engenharia. com o auxílio de molas. Essa r condição é denominada Lei de Hooke e o declive da curva é chamado de módulo de elasticidade E. a fim de que a tensão produzida em um sistema estrutural ou mecânico seja analisado em um plano simples Observações gerais: y Em torno de um ponto. Aproximações ou Simplificações das cargas sobre o corpo.Resumão Resistência dos Materiais Lei de Hooke: É a Relação linear entre tensão e deformação na região de elasticidade. Foi descoberta por Robert Hooke. Um material é chamado de linear-elátisco se a tensão for proporcional a deformação dent o da região elástica. ensejará o aparecimento de tensões diferentes no mesmo ponto. correspondentes a cada uma dessas posições. um elemento de superfície podendo assumir uma infinidade de posições. 5 . Estado plano de tensões. 3.

6 . Duplo. ou Bi-Axial paralelas a apenas dois eixos.Nas faces do paralelepípedo atuam apenas tensões tangenciais. Equações Gerais de Transformação de Tensão para o Estado Plano O componente das tensões normal ou de cisalhamento será positivo caso atue na direção positiva da coordenada da face positiva do elemento. ou caso atue na direção negativa da coordenada da face negativa do elemento como na figura acima. y Os diferentes estados de tensão num ponto Estado Triplo ou Tri-Axial As tensões que atuam nas faces do paralelepípedo elementar admitem componentes nas direções de todas as suas arestas. Análise das tensões no Estado Plano O problema da análise das tensões consiste em determinar as componentes da tensão num plano qualquer. Estado Plano.Resumão Resistência dos Materiais O estado de tensão num ponto é o conjunto de todas as tensões ocorrendo em todos os planos passando pelo ponto. a partir das componentes da tensão que atuam em três planos ortogonais passando pelo ponto e supostas previamente conhecidas. O simples valor é suficiente para definir o estado de tensão no ponto. Estado Simples ou uniaxial única aresta As tensões no paralelepípedo apresentam componentes Nas faces do paralelepípedo atuam tensões na direção de uma Estado de Cisalhamento Puro .

Tensões Principais e Tensão de Cisalhamento Máxima no Plano Nos planos em que agem os valores máximo e mínimo das tensões normais (tensões que agem nos planos principais). a tensão de cisalhamento é nula. 7 .Resumão Resistência dos Materiais Para lembrar a convenção de sinais: A tensão normal é positiva quando atua para fora de todas as faces e a tensão de cisalhamento é positiva quando atua para cima na face direita do elemento. A tensão cisalhante atuante nos planos principais é nula. Ângulo : Orientação do plano inclinado no qual devem ser determinados os compone ntes das tensões normal e de cisalhamento (Positivo no sentido anti-horário). Orientação dos planos de tensões normais máxima e mínima: Tensões principais: A equação abaixo nos dá a tensão normal máxima ou mínima no plano a qual atua sobre um ponto em que 1 2.

Resumão Resistência dos Materiais Tensão cisalhante máxima no plano: Tensão normal nos planos de tensão cisalhante máxima: Círculo de Tensões de Mohr É utilizado para obter graficamente uma solução mais rápida para os problemas de transformação de tensões (Análise das tensões no ponto). Traçado do Círculo de Mohr I. com sentido positivo para baixo. Unir o ponto A ao centro C e determinar CA usando trigonometria. xy ). Essa distância representa o raio R do círculo. Traçar o círculo. III. isso significa que =0°. V. Usando a convenção de sinal positiva para x . Estabelecer um sistema de coordenadas tal que a abscissa represente a tensão normal . marcamos o centro do círculo. IV. Marcar o ponto de referência A de coordenadas A( x. 8 . como o eixo x coincide com o eixo x. Esse ponto representa os componentes das tensões normal e de cisalhamento na face vertical direita do elemento e. localizado no eixo a uma distância ± da origem. II. y e xy. e a ordenada represente a tensão de cisalhamento . com sentido positivo para a direita.

9 . a curva de deflexão da maioria das vigas e colunas tem ângulos de rotação muito pequenos.Resumão Resistência dos Materiais 4. Força cortante e momento fletor. Flexão Pura e Flexão Não-Uniforme Flexão Pura .Referente à flexão na viga submetida a um momento fletor constante. pois V=dM/dx. Dessa forma. medida na direção de y. Deflexão de Vigas Deflexão de vigas Equações diferenciais da curva de deflexão Estruturas encontradas na vida diária sofrem pequenas variações na forma enquanto estão em serviço e não são percebidas por um observador casual. Se o material é elástico e linear e segue a Lei de Hooke. deflexões muito pequenas e curvaturas muito pequenas. Ocorre nas regiões onde a força de cisalhamento é zero. a curvatura é dada por: A deflexão da viga em qualquer ponto ao longo de seu eixo é o deslocamento desse ponto em relação à sua posição original.

Caso os momentos sejam negativos. Tensões normais em vigas (Materiais Elásticos Lineares) A relação tensão deformação mais comum encontrada na engenharia é a equação do material linear e elástico. as tensões terão sinais invertidos como mostra a figura abaixo. >0. x<0 (compressão) acima da superfície neutra. x > 0 (tração) abaixo da superfície neutra. Nota-se que momentos fletores positivos causam tensões de compressão na viga na parte superior acima da linha neutra e causam tensões de tração na parte inferir. Fórmula de flexão Tensões calculadas a partir da fórmula de flexão são chamadas de tensõe fletoras ou tensões s de flexão. Da figura acima observa-se que: M>0 . A equação abaixo mostra que a tensão normal varia linearmente com a distância y da superfície neutra. A expressão da flexão mostra que as tensões são diretamente proporcionais aos momentos fletores e que aumenta linearmente com o aumento de y. A linha neutra passa através do centróide da área da seção transversal quando o material segue a lei de Hooke e não existem forças axiais agindo na seção transversal. 10 . pois o y é negativo e também se pode visualizar este resultado na prática.Resumão Resistência dos Materiais Flexão Não-Uniforme Flexão na presença de forças de cisalhamento. o que significa que o momento fletor varia quando nos movemos ao longo do eixo da viga.

11 . A fórmula de flexão fornece resultados precisos apenas nas regiões da viga onde as distribuições de tensões não são perturbadas pela forma da viga ou por descontinuidades no carregamento. conforme figura abaixo. ou seja. 5. Caso a viga esteja submetida a uma flexão nãouniforme a força de cisalhamento gerará um empenamento. Tensões/deformações em vigas carregadas transversalmente. ou concentraçõ de es tensões que são muito maiores do que a tensão de flexão. pois essas irregularidades produzem tensões localizadas. não é mais plana depois da flexão. Dessa forma. Seja. A simples dedução lógica permite concluir que esta viga está internamente submetida a esforços de cisalhamento e flexão. uma viga horizontal com um carregamento genérico F(x) ao longo do seu comprimento. Forças e momentos internos em vigas Vigas horizontais carregadas são elementos comuns na prática e o dimensionamento exige a determinação das tensões internas em função da(s) carga(s) aplicada(s). Dessa forma. uma seção que era plana antes da flexão. Análises revelam que as tensões de flexão. uma distorção fora do plano. A fórmula de flexão não é aplicada próximo dos apoios ou de carregamentos concentrados.Resumão Resistência dos Materiais Limitações As análises apresentadas nesta seção são para flexões puras em vigas prismáticas composta de materiais homogêneos e elásticos lineares. utiliza-se a teoria de flexão pura para calcular tensões normais em vigas submetidas a tensões de flexão não uniforme. não são significativamente alteradas pela presença das forças de cisalhamento e seu empenamento associado.

o seu ponto de aplicação x1 e o 1 comprimento da viga x2. O esquema das forças atuantes na viga é dado em (b) da figura. A condição Fx = 0 não se aplica por não existir força nesse sentido. cisalhamento positivo tende a girar cada parte no sentido horário e momento positivo tende a tracionar a parte inferior e comprimir a parte superior da viga (obs: os sinais de cisalhamento e momento da figura não têm relação com o carregamento indicado).Resumão Resistência dos Materiais Considerando um corte transversal hipotético em um local qualquer A. De M = 0 (em relação ao ponto 0 por exemplo). isto é. F1 x1 = F2 x2. é possível separar os esforços distintos: cisalhamento conforme (b) da figura e momento de flexão conforme (c) da mesma figura. O apoio sobre cutelos garante que não há momentos nas extremidades e que não há forças longitudinais se o carregamento é vertical. De Fy = 0. Diagramas de esforços em vigas A Figura abaixo (a) dá exemplo de um dos carregamentos mais simples: uma viga apoiada em dois cutelos com uma única carga vertical F1. Em geral adotam-se as convenções de sinais como em (b) e (c). Considerando a origem das coordenadas x = 0. pois o cutelo direito está sobre rolos. isto é. F e F2 são as reações dos 0 apoios. um problema típico consiste em determinar os esforços ao longo da viga conhecidos os valores de F . Notar que é uma viga estaticamente determinada. Algumas referências usam os termos esforço cortante para o cisalhamento e momento fletor para o momento de flexão. todas as forças podem ser calculadas pela aplicação das condições de equilíbrio estático (soma das forças nulas e também dos momentos). 12 . ocorre F1 = F0 F2. Também pode ser encontrada a expressão força transversal para o cisalhamento.

do ponto 0 até 1. Para x = 0. Aplicando a condição M = 0 em relação a x. Fc = F0. Assim. Notar que é igual ao valor do trecho anterior. Considera-se agora um trecho genérico de 0 a um ponto x. Entre os pontos 1 e 2. 13 . Para x = x2. M = 0. Entre 0 e 1: M = F1 (x2 x1) x / x2. Portanto. E os valores máximos são dados por: Fc_max = max (F0. F2 = F1 x1 / x2. M = x F1 x1 / x2 + x1 F1 = F1 (x1 x1 x / x2 ) = F1 x1 (1 x / x2 ). M = 0. M = F1 (x2 x1) x1 / x2. M = F1 x1 (1 x1 / x2) = F1 x1 (x2 x1) / x2 . Para x = x1. F2) com F0 = F1 (x2 x1) / x2 e F2 = F1 x1 / x2. É fácil deduzir que do ponto 1 ao ponto 2 vale Fc = F0 + F1 = F2. em módulo. Aplicando a condição de equilíbrio Fy = 0. M = x F0 (x x1) F1. M = x F0 (positivo conforme critério do tópico anterior). à esquerda de 1. Entre 1 e 2: M = x F0 (x x1) F1 = x (F0 F1) + x1 F1.Resumão Resistência dos Materiais Portanto. Mmax = F1 (x2 x1) x1 / x2. Para x = x1. E o cisalhamento interno é positivo conforme critério do tópico anterior. E o gráfico é conforme (e) da figura. Substituindo os valores de F0 e F1 conforme já calculado. Mas F0 F1 = F2. Novamente se considera o ponto x à esquerda do ponto 1 conforme figura. Portanto. Fc = F0. Ou F0 = F1 (x2 x1) / x2. F0 = F1 F2 = F1 + F1 x1 / x2. conforme (c) da figura. Assim.

Resumão Resistência dos Materiais Viga apoiada com várias cargas concentradas Viga apoiada com carga uniformemente distribuída Viga engastada com uma carga na extremidade Viga engastada com carga distribuída Viga apoiada com momento concentrado 14 .

por exemplo. viga bi apoiada com carga concentrada em posição genérica. Assim. B) e duas equações. Se em módulos yC = yF + yH. Ou seja. As fórmulas já foram dadas em páginas anteriores. Esses três carregamentos simples são do mesmo tipo. caracterizando um carregamento hiperestático. (b) só com atuação da força F. (d) só com atuação da força de reação C. valendo naturalmente a + b = + = m+n = L. 15 . que produz um deslocamento yC em C. De M = 0 em relação a A. (c) só com atuação da força H. Problemas de flexão estaticamente indeterminados. Assim. Pode-se resolver o problema considerando o fato de ser nulo o valor da linha elástica em C. F = 0 (ou Fx = 0 e Fy = 0) e M = 0. C. o número de incógnitas excede o número de equações de equilíbrio. Usando o método da superposição. considera-se a situação (a) igual à soma dos carregamentos listados a seguir. tem-se em módulo mC + LB = aF + H. As distâncias horizontais são todas conhecidas. isto é. de Fy = 0 tem-se em módulo A + C + B = F + H.Resumão Resistência dos Materiais 6. Desde que só há forças verticais. não são suficientes para determinar os esforços atuantes. a situação equivale ao carregamento (a) e os valores de todas as reações dos apoios podem ser determinados. conclui-se que o deslocamento em C é nulo. que produz um deslocamento yF em C. C e B. Há. As reações dos apoios são A. Carregamentos hiperestáticos ou estaticamente indeterminados ocorrem quando as equações fundamentais da estática. portanto três valores desconhecidos (A. Viga horizontal com três apoios A Figura abaixo (a) ilustra uma viga horizontal de seção transversal constante com três apoios e submetida às forças externas conhecidas F e H em cada vão. que produz um deslocamento yH em C.

yC = yF + yH. Torção Torção se refere ao giro de uma barra retilínea quando carregada por momentos (ou torques) que tendem a produzir rotação sobre o eixo longitudinal da barra. ].Resumão Resistência dos Materiais (b) yF é a flecha para x = m.n2/ab]. yF = [FL3/(6EJ)] (b/L) (a/L)2 (n/L) [1 + L/a . a reação C é determinada e as demais (A e B) são obtidas das igualdades do início deste tópico. multiplicam-se ambos por 2L3 yC = 2 [CL3/(6EJ)] (mn/L2)2.m2/ (d) yC é a flecha no ponto de aplicação da força.n2/ab] + [H 2 ]. / (2 m n2)] [1 + L/ . yC = (C m2 n2) / (3 E J L). 7. faz-se a substituição 2 [CL3/(6EJ)] (mn/L2)2 = [FL3/(6EJ)] (b/L) (a/L)2 (n/L) [1 + L/a . Membros cilíndricos submetidos a torques e que transmitem potência através de rotação são chamados de eixos.m2/ ] #A.1#. Para obter um fator comum com as anteriores. Deformações de torção de uma barra circular 16 .n2/ab] + [HL3/(6EJ)] ( /L) ( /L)2 (m/L) [1 + L/ . (c) yH é a flecha para x = m.m2/ Resultando após simplificação: C = [F b a2 / (2 n m2)] [1 + L/a . Voltando à igualdade anterior. Com essa fórmula. Torção e momento torsor. yH = [HL3/(6EJ)] ( /L) ( /L)2 (m/L) [1 + L/ .

Em outras palavras. Considerações: Das condições de simetria. 17 . todas as seções transversais permanecem planas e circulares e todos os raios permanecem retos. nem o comprimento da barra e nem seu raio irão variar. Caso o ângulo de rotação entre uma extremidade da barra e outra é pequeno. Se uma barra é feita de um material que é mais frágil em tração do que em cisalhamento. A Fórmula de Torção A distribuição de tensões de cisalhamento agindo em uma seção transversal foi ilustrada anteriormente. a falha irá ocorrer em tração ao longo de uma hélice a 45° do eixo. têm uma resultante na forma de um momento um momento igual ao torque agindo na barra. Como essas tensões agem continuamente ao redor da seção transversal. as seções transversais da barra não variam na forma enquanto rotacionam sobre o eixo longitudinal. Equação para deformação de cisalhamento na superfície externa: Barras Circulares de Materiais Elásticos Lineares ž Caso o material seja elástico-linear. podemos usar a lei de Hooke em cisalhamento: O estado de cisalhamento puro na superfície de uma barra é equivalente a tensões iguais de compressão e tração agindo num elemento orientado num ângulo de 45°.Resumão Resistência dos Materiais Torção Pura: Toda a seção transversal está submetida ao mesmo torque interno T.

caso contrário. o momento de inércia polar é: Tubos circulares: Se um eixo tem uma seção transversal tubular. isso quer dizer que ele está na direção assumida. J: O torque T interno desenvolve não apenas uma distribuição linear de tensões cisalhantes em cada linha radial no plano da seção transversal. ou aplicam-se as fórmulas para elementos diferenciais e integra-se. Nesse caso aplica-se a fórmula de torção pura em segmentos individuais da barra e somam-se os resultados. 18 .Resumão Resistência dos Materiais A fórmula de torção é mostrada abaixo. seu momento polar de inércia é dado por: Torção Não-Uniforme A barra não precisa ser prismática e os torques aplicados podem agir em qualquer lugar ao longo do eixo da barra. T e inversamente proporcional ao momento de inércia polar. Caso o torque tenha sinal positivo. ele age na direção oposta. mas também uma distribuição de tensões cisalhantes associadas ao longo de um plano axial. A tensão de cisalhamento máxima é diretamente proporcional ao torque aplicado. Para um círculo de raio r e diâmetro d. Barra consistindo de segmentos prismáticos com torque constante ao longo de cada segmento Tem-se que os torques abaixo são constantes ao longo do comprimento de seu segmento: Convenção de sinal: Um torque interno é positivo quando seu vetor aponta para fora da seção cortada e negativa quando seu vetor aponta em direção à seção.

com a mesma massa de um disco que gira em relação ao seu centro. Sua unidade de medida. Transmissão de Potência por eixos Circulares A potência é transmitida através do movimento rotatório do eixo e a quantidade de potência transmitida depende da magnitude do torque e da velocidade de rotação.Resumão Resistência dos Materiais Fórmula geral do ângulo de torção: O subscrito i é um índice numérico para os vários segmentos. O momento de inércia mede a distribuição da massa de um corpo em torno de um eixo de rotação. Temos a seguinte equação: 8. Quanto maior for o momento de inércia de um corpo. Momento de inércia das figuras planas. no SI. onde Engrenamento: A razão entre o número de dentes nas rodas é diretamente proporcional à razão de torque e inversamente proporcional à razão das velocidades de rotação. mais difícil será fazê-lo girar. 19 . Um eixo girante fino e comprido. Li é o comprimento. Contribui mais para a elevação do momento de inércia a porção de massa que está afastada do eixo de giro. . Potência é definida como o trabalho realizado por unidade de tempo. Gi é o módulo de cisalhamento e Ji é o momento de inércia polar. Ti é o torque interno. é quilograma vezes metro ao quadrado (kg·m²). terá um momento de inércia menor que este.

Considerando-se um elemento do material tirado de um corpo de prova para um ensaio de tração. como apresenta a Figura abaixo. aleatoriamente ordenados. se ambas forem de tração ou compressão. Henri Tresca propôs em 1868 a sua teoria que é usada para prever a tensão de falha de um material dúctil submetido a qualquer tipo de carregamento. O escoamento do material começa quando a tensão de cisalhamento máxima absoluta atinge o valor da tensão de cisalhamento que provoca escoamento do material quando ele está submetido apenas à tensão axial. quando a tensão principal fora do plano é nula. é o deslizamento (devido à tensão de cisalhamento) que ocorre ao longo dos planos de contato dos cristais que. submetido apenas ao limite de escoamento E . Lembrando que. Critérios de Falha Materiais Dúcteis Teoria da Tensão de Cisalhamento Máxima (Critério de Tresca) O caso mais comum de escoamento de um material dúctil. então a falha ocorrerá fora do plano e assim tem-se: ž ž 20 . formam o próprio material. Utilizando a idéia de que os materiais Dúcteis falham por cisalhamento. como o aço. ou seja. A tensão de cisalhamento máxima é determinada a partir do círculo de Mohr. Para evitar a falha tem-se que: ž Para o estudo e aplicações é necessário colocar a tensão de cisalhamento em função das tensões principais.Resumão Resistência dos Materiais 9. Se as duas tensões principais no plano tiverem o mesmo sinal. Os planos de deslizamento ocorrem a aproximadamente 45º do eixo de carregamento. Dessa forma temse.

quando a energia de distorção por unidade de volume do material é igual ou maior que a energia de distorção por unidade de volume do mesmo material quando ele é submetido a escoamento em um teste de tração simples.Resumão Resistência dos Materiais Caso as tensões principais tenham sinais opostos. essa densidade é escrita como: Experimentos demonstram que os materiais não escoam quando submetidos a uma tensão uniforme (hidrostática). . O critério de falha de Von Mises é dado por: E graficamente é representado por: 21 . M. tal como a méd. o material escoará no ponto e ocorrerá falha. então a falha ocorrerá no plano e sabe -se que: ž ž A teoria da tensão de cisalhamento máxima para o estado plano de tensões pode ser expressa para quaisquer tensões principais no plano como 1 e 2 de acordo com o seguinte critério: Um gráfico dessas equações é apresentado na figura abaixo: Se qualquer ponto do material estiver sujeito a um estado plano de tensões e suas tensões principais no plano forem representadas pelas coordenadas ( 1 e 2 ) marcadas no limite ou fora da área hexagonal sombreada. Teoria da Energia de Distorção Máxima (Critério de Von Mises) Um material quando deformado por um carregamento externo tende a armazenar energia internamente em todo o seu volume. se ele estiver sujeito a uma tensão uniaxial. em 1904. Huber propôs que ocorre escoamento em um material dúctil. A energia por unidade de volume do material é chamada densidade de energia de deformação e. Com base nisso.

Limitações: 22 . Vasos de Pressão de paredes finas (Estruturas de Cascas) Cúpulas de telhados. onde r é o raio e t é a espessura da parede. A relação r/t > 10 . A figura abaixo representa a comparação entre os critérios de Tresca e de Von Mises. diz-se que o material falhou. asas de aviões e cascos de submarinos.Resumão Resistência dos Materiais Caso um ponto do material estiver tracionado de tal forma que a coordenada da tensão ( 1 e 2) esteja posicionada no limite ou fora da área sombreada. 10. Parede Esférica: A parede de um vaso esférico pressurizado está submetida a tensões de tração uniformes em todas as direções. Vasos de Pressão Vasos de Pressão: São estruturas fechadas contendo líquidos ou gases sob pressão.

A pressão interna deve exceder a pressão externa (para evitar flambagem) c.Resumão Resistência dos Materiais a. A análise apresentada nesta seção é baseada apenas nos efeitos de pressão interna. As fórmulas descritas não são válidas em pontos de concentrações de tensão. d. A espessura da parede deve ser pequena em comparação às outras dimensões ( t/r 10 ) b. Parede Cilíndrica: y y Tensão Circunferencial: Tensão Longitudinal: 23 .