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18188180 Telecomunicacoes e Redes Apostila

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  • 1. Conceitos básicos de Comunicação e Telecomunicação
  • 1.1. Modelo de um Sistema de Comunicação
  • 1.1. Sinais Analógicos x Sinais Digitais
  • 1.1.1 Bits x Bauds
  • 1.2 Largura de Banda e Capacidade de Canal
  • 1.3 MODEMs
  • 1.4. Técnicas de modulação
  • 1.5. Características de uma transmissão
  • 1.5.1. Quanto ao Sentido de Transmissão no Canal
  • 1.5.2. Quanto ao número de canais utilizados
  • 1.5.3. Quanto à sincronização
  • 2. Conceitos básicos de Redes de Computadores
  • 2.1 Utilização das Redes de Computadores
  • 2.2 Estrutura de uma rede de computadores
  • 2.3 Componentes básicos de uma rede de computadores
  • 2.4 Arquiteturas de Redes
  • 3. Meios de Transmissão de Dados
  • 3.1 Meios físicos
  • 3.1.1 Linha aérea de Fio nú
  • 3.1.2 Par Trançado
  • 3.1.3 Cabo Coaxial
  • 3.1.4 Fibras óticas
  • 3.2 Meios não físicos de transmissão
  • 3.2.1 O Espectro Eletromagnético
  • 3.2.2 Transmissão de Rádio
  • 3.2.3 Transmissão de Microondas
  • 3.2.4 Ondas milimétricas e infravermelhas
  • 3.2.5 Transmissão de Ondas de Luz
  • 3.2.6 Satélites de Comunicação
  • 4. O padrão IEEE 802
  • 4.1 Camadas do modelo IEEE
  • 4.1.1 Camada física
  • 4.1.2 Subcamada de controle de acesso ao meio (MAC)
  • 4.1.3 Subcamada de controle de enlace lógico (LLC)
  • 4.2. Padrão IEEE 802.3 e Ethernet
  • 4.2.1 Cabeamento 802.3
  • 4.3. O Protocolo de Subcamada MAC 802.3
  • 4.4. Padrão IEEE 802.4: Token Bus
  • 4.5. Padrão IEEE 802.5: Token Ring
  • 4.6. O Protocolo da Subcamada MAC do Token Ring
  • 4.7. Comparação entre 802.3, 802.4 e 802.5
  • 5. Protocolos de acesso múltiplo
  • 5.1. Acesso baseado em contenção
  • 5.1.1. Aloha
  • 5.1.2. Carrier Sense Multiple Access (CSMA)
  • 5.2. Acesso ordenado sem contenção
  • 5.2.1. "Polling"
  • 5.2.2. Quadro ou Slot Vazio
  • 5.2.3. Inserção de Registrador
  • 5.2.4. Passagem e Permissão (token ring)
  • 5.2.5. Passagem de Ficha em Barramento (Token Bus)
  • 6.1 Detecção de erros
  • 6.1.1. Bit de Paridade (paridade de caractere)
  • 6.1.2. Paridade Longitudinal (combinada)
  • 6.1.3. Redundância Cíclica (CRC)
  • 6.2. Correção de erros
  • 6.2.1. Descrição de um Código Hamming
  • 7. Software de Comunicação
  • 7.1. Protocolos de comunicação
  • 7.2. Protocolos de enlace de dados
  • 7.2.1 Protocolos Orientados a caracter
  • 7.2.2 Protocolos Orientados a bits
  • 7.3. Protocolo de enlace HDLC
  • 7.3.1 Estrutura do Quadro
  • 7.3.2 Definição dos comandos e respostas no HDLC
  • 7.3.3 Controle de Fluxo e Sequenciamento
  • 7.4. O Modelo de referência OSI
  • 7.4.1 A Camada Física
  • 7.4.2 A Camada de Enlace de Dados
  • 7.4.3 A camada de Rede
  • 7.4.4. A camada de Transporte
  • 7.4.5 A camada de Sessão
  • 7.4.6 A camada de Apresentação
  • 7.4.7 A camada de Aplicação
  • 8. A arquitetura da Internet TCP/IP
  • 8.1. Camada de Interface de rede ou camada host /rede (enlace / física) (1)
  • 8.2. Camada inter-rede ou Internet (2)
  • 8.3. Camada de transporte (3)
  • 8.4. Camada de Aplicação (4)
  • 8.5 Comparação entre o Modelo OSI e a Arquitetura lnternet Tcp/Ip
  • 8.6. Endereçamento Internet
  • 8.6.1. Classes de endereçamento em Internets

Universidade Regional Integrada URI – Campus de Erechim

Curso de Ciência da Computação

Apostila de Telecomunicações e Redes 1

Prof. Neilor Tonin

 Apostila de Telecomunicações e Redes 1 

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Sumário
1. CONCEITOS BÁSICOS DE COMUNICAÇÃO E TELECOMUNICAÇÃO........................................................................ 4 1.1. Modelo de um Sistema de Comunicação....................................................................................... 4 1.1. Sinais Analógicos x Sinais Digitais................................................................................................ 5 1.1.1 Bits x Bauds............................................................................................................................ 6 1.2 Largura de Banda e Capacidade de Canal...................................................................................... 7 1.3 MODEMs....................................................................................................................................... 7 1.4. Técnicas de modulação.................................................................................................................. 8 1.5. Características de uma transmissão................................................................................................9 1.5.1. Quanto ao Sentido de Transmissão no Canal.........................................................................9 1.5.2. Quanto ao número de canais utilizados..................................................................................9 1.5.3. Quanto à sincronização........................................................................................................ 10 2. CONCEITOS BÁSICOS DE REDES DE COMPUTADORES................................................................................... 13 2.1 Utilização das Redes de Computadores........................................................................................14 2.2 Estrutura de uma rede de computadores...................................................................................... 14 2.3 Componentes básicos de uma rede de computadores................................................................... 16 2.4 Arquiteturas de Redes...................................................................................................................18 3. MEIOS DE TRANSMISSÃO DE DADOS........................................................................................................ 20 3.1 Meios físicos................................................................................................................................. 20 3.1.1 Linha aérea de Fio nú............................................................................................................ 21 3.1.2 Par Trançado.........................................................................................................................21 3.1.3 Cabo Coaxial.........................................................................................................................25 3.1.4 Fibras óticas.......................................................................................................................... 28 3.2 Meios não físicos de transmissão.................................................................................................. 34 3.2.1 O Espectro Eletromagnético................................................................................................. 34 3.2.2 Transmissão de Rádio........................................................................................................... 35 3.2.3 Transmissão de Microondas..................................................................................................36 3.2.4 Ondas milimétricas e infravermelhas..................................................................................... 37 3.2.5 Transmissão de Ondas de Luz...............................................................................................37 3.2.6 Satélites de Comunicação..................................................................................................... 38 4. O PADRÃO IEEE 802......................................................................................................................... 43 4.1 Camadas do modelo IEEE............................................................................................................43 4.1.1 Camada física........................................................................................................................ 43 4.1.2 Subcamada de controle de acesso ao meio (MAC) ........................................................... 43 4.1.3 Subcamada de controle de enlace lógico (LLC)................................................................... 44 4.2. Padrão IEEE 802.3 e Ethernet.................................................................................................... 44 4.2.1 Cabeamento 802.3..................................................................................................................... 45 4.3. O Protocolo de Subcamada MAC 802.3..................................................................................... 46 4.4. Padrão IEEE 802.4: Token Bus.................................................................................................. 48 4.5. Padrão IEEE 802.5: Token Ring................................................................................................. 49 4.6. O Protocolo da Subcamada MAC do Token Ring...................................................................... 51 4.7. Comparação entre 802.3, 802.4 e 802.5......................................................................................52 5. PROTOCOLOS DE ACESSO MÚLTIPLO......................................................................................................... 54 5.1. Acesso baseado em contenção.....................................................................................................54 5.1.1. Aloha...................................................................................................................................54 5.1.2. Carrier Sense Multiple Access (CSMA)............................................................................. 55 5.2. Acesso ordenado sem contenção................................................................................................. 57 5.2.1. "Polling"............................................................................................................................... 57 5.2.2. Quadro ou Slot Vazio.......................................................................................................... 57 5.2.3. Inserção de Registrador....................................................................................................... 58

 Apostila de Telecomunicações e Redes 1 

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5.2.4. Passagem e Permissão (token ring)......................................................................................58 5.2.5. Passagem de Ficha em Barramento (Token Bus).................................................................59 6. DISTORÇÃO E RUÍDO NA TRANSMISSÃO (ERROS)......................................................................................... 61 6.1 Detecção de erros......................................................................................................................... 61 6.1.1. Bit de Paridade (paridade de caractere)............................................................................... 61 6.1.2. Paridade Longitudinal (combinada)..................................................................................... 61 6.1.3. Redundância Cíclica (CRC)................................................................................................ 62 6.2. Correção de erros........................................................................................................................ 63 6.2.1. Descrição de um Código Hamming..................................................................................... 63 7. SOFTWARE DE COMUNICAÇÃO................................................................................................................ 65 7.1. Protocolos de comunicação......................................................................................................... 65 7.2. Protocolos de enlace de dados.....................................................................................................67 7.2.1 Protocolos Orientados a caracter.......................................................................................... 68 7.2.2 Protocolos Orientados a bits................................................................................................. 69 7.3. Protocolo de enlace HDLC..........................................................................................................69 7.3.1 Estrutura do Quadro............................................................................................................. 70 7.3.2 Definição dos comandos e respostas no HDLC....................................................................72 7.3.3 Controle de Fluxo e Sequenciamento................................................................................... 73 7.4. O Modelo de referência OSI.......................................................................................................74 7.4.1 A Camada Física................................................................................................................... 75 7.4.2 A Camada de Enlace de Dados............................................................................................. 75 7.4.3 A camada de Rede................................................................................................................ 75 7.4.4. A camada de Transporte...................................................................................................... 76 7.4.5 A camada de Sessão..............................................................................................................76 7.4.6 A camada de Apresentação................................................................................................... 77 7.4.7 A camada de Aplicação.........................................................................................................77 8. A ARQUITETURA DA INTERNET TCP/IP................................................................................................... 79 8.1. Camada de Interface de rede ou camada host /rede (enlace / física) (1)......................................80 8.2. Camada inter-rede ou Internet (2)............................................................................................... 80 8.3. Camada de transporte (3)............................................................................................................ 80 8.4. Camada de Aplicação (4).............................................................................................................80 8.5 Comparação entre o Modelo OSI e a Arquitetura lnternet Tcp/Ip............................................... 82 8.6. Endereçamento Internet...............................................................................................................83 8.6.1. Classes de endereçamento em Internets............................................................................... 83 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................................................................... 86

 Apostila de Telecomunicações e Redes 1 

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1. Conceitos básicos de Comunicação e Telecomunicação
Desde 1838, quando Samuel F. B. Morse transmitiu, pela primeira vez, uma mensagem telegráfica através de uma linha de cerca de 15 Km, os sistemas elétricos para comunicação estão sendo mais e mais utilizados para permitir a transferência de informação entre os homens e entre uma máquina e outra. A comunicação através do telefone, rádio e televisão é considerada corriqueira em nosso dia a dia. Da mesma forma, estão se tornando cada vez mais comuns as ligações entre computadores situados em locais distantes. Dentre as formas de comunicações elétricas, uma das classes que mais se desenvolveu nos últimos anos e que continua crescendo rapidamente é justamente a da área de comunicação de dados. Como os sistemas de comunicação (telefonia, rádio, televisão, etc.) experimentaram um desenvolvimento tecnológico anterior ao desenvolvimento dos computadores digitais, eles serviram de base e campo experimental para o desenvolvimento técnico de conceitos que formaram o alicerce do enorme e vertiginoso progresso anterior às ciências de computação. Como será visto, há muita coisa por detrás de uma simples linha com a qual ligamos os computadores e os nodos de uma rede entre si. Este capítulo trata dos aspectos básicos dos sistemas de comunicação, subjacentes a qualquer rede de computadores. Todos os aspectos compreendidos neste capítulo correspondem às camadas mais inferiores do modelo OSI (camada física e enlace de dados).

1.1. Modelo de um Sistema de Comunicação
Em um primeiro momento, a maneira mais simples de representar um Sistema de Comunicação seria considerar apenas uma fonte e um destino, como apresentado abaixo.

Fonte

Destino

Figura 1.1 – Exemplo bem simplificado de um sistema de comunicação

A fonte é o ente que produz a informação. Para tanto dispõe de elementos simples e símbolos. O elemento é o componente mais simples que entra na composição representativa da informação. Ex: A, B, C, ou dígitos 0 e l. Por exemplo, na máquina de escrever, os elementos são letras, dígitos e caracteres especiais, situados nas teclas. O símbolo é um conjunto ordenado de elementos. Por exemplo, dispondo-se dos elementos A, B, C, ... podem-se compor os símbolos AA, AB, BB, ... ou os símbolos AAA. BBA, BBB, ... ou, dispondo dos elementos 0 e 1, podem-se compor os símbolos 1, 0, 10, 11, ... , 1000, ... ou 1100, 1101, 1011, ou, dispondo-se dos elementos 0, 1, 2, ... , 9, v, + e -, podem-se compor os símbolos +5v, -3v, 0v, ... . Os símbolos são utilizados para representar configurações de um sinal. Como os símbolos podem ser formados por um único elemento, o elemento também pode constituir uma representação de um sinal. Podemos pensar em um sinal, de forma intuitiva, conforme os seguintes exemplos: "letra do alfabeto", "dígito binário", "fonema da pronúncia", "voltagem", "corrente elétrica", etc. Para cada um destes exemplos podemos imaginar diferentes configurações para a composição representativa da informação. Uma mensagem consiste em um conjunto ordenado de símbolos que a fonte seleciona para compor uma informação. Uma única mensagem, ou um conjunto de mensagens, ordenado para produzir um significado, constitui o que chamamos de informação. A cada símbolo corresponde uma certa quantidade de informação e a cada mensagem se associa uma quantidade de informação, dada pela soma das quantidades de informação de cada símbolo.

elemento 1 0 0 1

Símbolo 1010

Mensagem 1010 1110 ... 1001

Figura 1.2 – Estrutura típica de uma mensagem.

tambores.1. onde podemos identificar os seguintes componentes: A fonte geralmente não dispõe de potência suficiente para cobrir as perdas da propagação do sinal. Em condições ideais o sistema deveria se comportar de modo que a mensagem produzida pela fonte conseguisse ser fielmente recuperada pelo receptor. que se somam ao sinal. O telégrafo e o telefone aumentaram grandemente o alcance e a velocidade das comunicações. Existe um fluxo de sinal entre o emissor e o receptor e este sinal contém em si. Estes sinais são classificados. Um dos maiores problemas do projetista do sistema consiste em manter tanto a distorção como o ruído em níveis aceitáveis. de modo que na recepção a mensagem possa ser recuperada de forma adequada e que seja entregue a informação devida ao destino. Na prática isto não ocorre: no processo de transmissão. independente da natureza da informação transmitida ou dos sinais utilizados podem ser analisados segundo o modelo da figura 1. uma função do tempo. entrega um sinal de energia adequada à transmissão pelo canal. convertendo a informação em sinais elétricos (voltagem ou corrente) para a transmissão através de meios físicos ou ondas eletromagnéticas. Os sinais de forma geral e os elétricos em particular. num dado ponto do espaço. permitindo que o sinal seja transmitido. produzindo o ruído. aparecem no canal sinais espúrios de natureza aleatória. Já os sinais digitais podem assumir somente valores discretos (inteiros) variando de forma abrupta e instantânea enter eles. O receptor é o ente que retira a energia do meio e recupera os símbolos. Além disso. a comunicação era feita por voz (sinais sonoros).3 – Modelo básico de um sistema de comunicação Deste modo o emissor e o receptor desempenham funções inversas e complementares e o meio os interliga. Este efeito pode ser representado esquematicamente pela adição de um bloco. conforme a natureza de sua variação no tempo em analógicos ou digitais. Sinais Analógicos x Sinais Digitais Em uma comunicação. todos com alcance limitados pelos sentidos humanos. O destino é para onde se dirige a informação. limitações físicas e outros fatores alteram as características do sinal que se propaga. simbolizando todos os ruídos presentes no canal. acionado pela fonte. O canal (meio) é o ente que propaga a energia entregue pelo emissor até o receptor. Esta potência é suprida pelo emissor. geralmente cobrindo distâncias razoavelmente grandes. Mensagem Sinal Transmitido Sinal Recebido Mensagem Recuperada Fonte Emissor CANAL Ruído Receptor Destino Fonte de Ruído Figura 1. 1. e reconvertendo estes sinais em escrita ou voz no receptor. os símbolos portadores da informação. produzindo o que se chama distorção. escrita (sinais gráficos) e outros sinais tais como fumaça. podem ser vistos como uma “forma de onda”. Os sinais analógicos variam de forma contínua.3. representando uma fonte externa geradora de ruído. isto é. de forma tão precisa quanto possível. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  5 Todos os sistemas de comunicação. O emissor é o ente que. podendo assumir qualquer valor real. . de modo a reproduzir a mensagem a ser entregue ao destino. e não mensagens. o que se transmite são sinais. Até o século 19.

por exemplo. Por outro lado. Outras formas possíveis de codificação de sinais digitais podem ser obtidas através de mais que um bit a cada nível de amplitude. a taxa em BAUDS indica o número de vezes que a característica do sinal portador se altera por segundo. Ou seja.1. 1. e o resultado dessa quantização é codificado em sinal digital para transmissão. para se codificar n bits em um nível de amplitude. Se a velocidade de sinalização neste caso fosse 200 bauds/s. A transmissão de sinais digitais através de sinais analógicos também é possível e será vista posteriormente. necessita-se de quatro níveis para expressar todas as conbinações possíveis de dois bits.5 – Mensagem digital com 4 níveis de sinais A comunicação entre dois navios. Esta codificação multinível (dibit) reduz a largura de banda necessária. Ao se transmitir dois bits por nível. Um esquema utilizando 6 bits a cada baud é denominado “hexabit” e assim sucessivamente. 10. nas técnicas de modulação. . enviando duas vezes mais informação por unidade de tempo. A cada vez que a lanterna pisca. Um esquema utilizando 4 bits é denominado “tetrabit” e assim sucessivamente. o que caracteriza a natureza digital destas formas de informação. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  6 Sinal Sinal Tempo Tempo Sinal analógico Sinal digital Figura 1. ou seja. Se o estado do sinal representa a presença ou ausência de um bit. Alternativamente. por exemplo. por exemplo. verde. com mais do que duas amplitudes. 01 e 00 respectivamente. azul e branco poderiam representar os grupos 11. Qualquer tipo de informação (seja analógica ou digital) pode ser transmitida através de um sinal analógico ou digital. A voz. o número de níveis necessários será oito. medida em bits por segundo (bps). A taxa de sinalização. Já mensagens de texto ou de dados são formas de informação codificada que usam um conjunto finito de símbolos de um alfabeto. Pode-se ter esquemas com três ou mais bits “tribit” ou mais níveis de amplitude. Estes símbolos são codificados como um conjunto de bits (dígitos binários). Essa combinação é denominada “dibit”.1 Bits x Bauds A fonte de informação transmite mensagens a uma determinada taxa de transferência de informação. o número de símbolos por segundo que ocorrem no canal de comunicação é medido em bauds.. então a taxa em bauds é a mesma que a taxa em bps.5 apresenta um exemplo de sinal digital “dibit. ligando e desligando uma lanterna. O transmissor codifica estas mensagens em símbolos. formando caracteres ou palavras. o nível de um sinal digital não precisa necessariamente se restringir a dois. 11 10 01 00 01 01 10 00 11 Figura 1. provoca uma variação contínua da pressão do ar formando ondas acústicas e é portanto uma informação analógica. No caso de uma comunicação “tribit”. por exemplo. De uma forma geral. pode ser feita através de sinais de luz. teríamos 400 bits transmitidos em um segundo.4 – Sinal analógico x Sinal digital Algumas formas de informação têm natureza analógica e outras têm natureza digital. vermelho. são necessários 2n níveis diferentes. A figura 1. Por exemplo. uma unidade de informação é enviada. O sinal analógico pode ser amostardo e quantizado. poder-se-ia enviar duas unidades de informaçã a cada piscada se tivéssemos uma lanterna com quatro cores (símbolos) para representar grupos de informação.

dados. um canal que admite freqüências que vão desde 18000 Hz a 21500 Hz também apresenta uma largura de banda 3500 Hz (21500 .000. pois quanto maior o número de estados mais bits por segundo poderão ser transmitidos. Mas o que significa largura de banda (bandwidth)? A largura de banda de um canal de comunicação constitui uma medida da máxima taxa de informação que pode ser transmitida pelo canal. têm influência no número de estados de sinalização. vem definir o conceito de capacidade máxima de de um canal. a velocidade de transmissão é duas vezes a velocidade de sinalização. pode-se estabelecer a máxima taxa de sinalização (em bauds) que o mesmo pode conduzir sem erro. o emissor dispõe de um componente interno. o modulador. a freqüência vai acima de 15000 ou 18000 Hz. depois da transmissão. maior será a capacidade do canal. Se desejarmos transmitir a uma velocidade de transmissão de 4800 bps neste canal. Quanto maior o número de estados de sinalização que podem ser transmitidos e distinguidos. Em outras palavras.000 Hz (100 MHz). pois esta pode variar rapidamente entre freqüências baixas e altas. e um limite na potência do sinal. um canal que admite freqüências da ordem de 1500 a 5000 Hz (ciclos/segundo). A taxa em que podemos enviar dados sobre um canal é proporcional à largura de banda do canal. Uma rádio AM utiliza uma largura de banda de 5000 Hz e portanto é capaz de reproduzir música de forma que a mesma não seja distorcida mas não com alta fidelidade. Por exemplo. tem uma largura de banda igual a 5000-1500 = 3500Hz. a relação utilizada é de 1 (Hz) para 1 (baud) Um exemplo sobre capacidade de um canal é a utilização do canal telefônico para transmissão de sinal de dados. Da mesma forma. Dispõe ainda de um componente interno para acoplar a energia gerada ao meio. Na verdade.18000). portanto. Uma largura de banda de 18000 Hz possibilita que sejam transmitidas freqüências que representam desde o som de um tambor até o som do violino. Normalmente. deveremos usar um sinal DIBIT. as quais são indicadas em termos de largura de banda e outros fatores que influenciam a capacidade de um canal. a baixa freqüência possa ser recuperada. Daí medir-se capacidade na unidade bits/segundo. muito mais que a variação de freqüências da voz humana. Uma questão assim surge: quantos estados de sinalização podem ser transmitidos e distinguidos separadamente no receptor de um sistema de comunicação de dados? A resposta para esta questão. devemos baixar a freqüência a 60 ou até 30 Hz. ao qual corresponderá a mesma velocidade de sinalização de 2400 bauds.3 MODEMs Quando um sinal não é adequado à transmissão pelo canal. imagem) necessitam de diferentes capacidades de canal. A média de freqüência de 300 a 4000 Hz ou de 300 a 3300 Hz é satisfatória para a transmissão da voz humana. 1. Para reproduzir o som de um instrumento de percussão. Largura de banda significa o espectro de freqüência que o canal é capaz de transmitir e não tem qualquer relação com as freqüências que são transmitidas no canal. as freqüências são da ordem de 100. como foi visto na transmissão em multinível é observado na unidade de tempo (segundo). a baixa freqüência deve modular a freqüência portadora para produzir um sinal que possa ser transmitido eficientemente e. mas não para a transmissão de música. a partir do qual. flutuações na atenuação do sinal portador. Ele indica apenas a diferença entre os limites inferior e superior das freqüências que são suportadas pelo canal. A largura de banda deste canal é de 3100 Hz (ciclos/segundo) e na prática é usado para transmitir sinal de dados até 2400 bauds. Neste caso.000 Hz). A alta freqüência deve. Conhecendo-se a largura de banda de um canal de comunicação (em Hz). Ruído e distorção sobre o canal. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  7 1. que transforma os elementos entregues pela fonte em sinais convenientes para serem transmitidos pelo meio. ser capaz de transportar a baixa freqüência. as ondas de rádio FM não são transmitidas com freqüências de 30 a 18000 Hz. pois este meio de transmissão só trabalha eficientemente com freqüências de 70 a 150 MegaHertz (1 MHz = 1. Cabe lembrar aqui que esse número de estados. Podemos então concluir que a capacidade do canal está intimamente relacionada com a velocidade de transmissão. Da mesma forma que se desejarmos transmitir 7200 bps. . deveremos usar um sinal TRIBIT e teremos velocidade de transmissão igual a três vezes a velocidade de sinalização.000.2 Largura de Banda e Capacidade de Canal Diferentes tipos de sinais (voz humana. música. enquanto que a rádio FM transmite com alta fidelidade porque utiliza uma largura de banda de 18000 Hz. examinados os fatores que influenciam esse número de estados. enquanto para os tons mais altos. o que é denominado de capacidade do canal de comunicação.

a exemplo dos dados digitais são sujeitas a uma forte atenuação e distorção de retardo. acoplado ao meio. Por exemplo. o conteúdo da informação gerada pela fonte deve ser preservado ao longo de todo o processo. o receptor dispõe de um componente interno que. para melhor conveniência da própria transmissão ou para melhor adequação ao destinatário. freqüência (FSK): equipamentos simples e pouca sensibilidade a distúrbios . o padrão de modem ITU V. A figura 1.FM.6 – Modelo básico de um sistema de comunicação com transmissão em um canal analógico 1. que recupera a partir da energia recebida. Sinal binário Mod por Amplitude Mod por freqüência Mod por fase Figura 1. Para contornar este problema. Esta transmissão analógica só é possível com a utilização da modulação. Mensagem Sinal Transmitido Sinal Recebido Mensagem Recuperada Fonte Emissor Modulador CANAL Receptor Demodulador Destino Figura 1. fase (PSK): possui alto rendimento e pouca sensibilidade a ruídos. O V 34 possui velocidade de transmissão de 28.32 bis opera a 14. Um método diferente para transmissão de alta velocidade é dividir o espectro de 3000 Hz disponíveis em 512 pequenas bandas.800 bps. utilizando 2.6 – Modulação Os modems mais avançados utilizam uma combinação de técnicas de modulação para transmitir vários bits por bauds. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  8 Igualmente.400 bps. na retirada. Qualquer pequeno erro em uma transmissão hexabit gera 6 bits defeituosos. podem ser transformados em outros elementos ou símbolos ao longo do processo de transmissão. as ondas quadradas. em longas distâncias torna-se mais adequado a utilização de sinal analógico. transmitindo 20 bps em cada uma. O V. porém. É importante ressaltar que os elementos ou símbolos gerados pela fonte à sua saída.32 de 9. Cada modem de alta velocidade contém seu próprio padrão de transmissão e só pode se comunicar com modems que utilizem o mesmo padrão (embora a maioria dos modems possa emular todos os outros mais lentos). custo alto. o demodulador.6 apresenta o modelo de um sistema de comunicação que utiliza um canal analógico para transmissão de dados digitais. Infelizmente.600 bps utiliza modulação de 4 bits por baud em fase. os símbolos portadores da informação. mas oferece a vantagem de desativar uma banda de freqüência que . Esses efeitos tornam a sinalização de uma banda básica inadequada.4. permite a extração eficiente da energia presente no sinal que foi transmitido e dispõe ainda de um outro componente interno. Essa estrutura exige um processador possante no modem. A portadora senoidal pode ser “modulada” em: • • • amplitude (QAM): sensível a ruídos e interferências. Técnicas de modulação Devido ao fato de a atenuação e a velocidade de propagação variarem em função da freqüência. exceto em velocidades menores e em distâncias curtas. não é interessante ter uma grande variedade de freqüências no sinal transmitido.400 bauds e 6 bits por amostra.

uma mensagem nada mais é que uma seqüência de bits. sincronismo entre transmissor e receptor e velocidade de transmissão.2. run-lenght que compacta seqüências de 0 ou brancos (muito utilizada em fax) e Zin-Lempel. por exemplo. Ex. utilizado no V42 bis e comum em programas compactadores (pkzip. "operador aritmético" ou "operador de sintaxe".Para transferir essa seqüência de bits. Sensor b) Half-Duplex: quando a transmissão é feita nos dois sentidos mas não ao mesmo tempo. a) Transmissão paralela: Na transmissão paralela. Ex. As estruturas de compactação mais utilizadas são MNP-5. Ex. de um ponto a outro afastado.5. Cada símbolo. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  9 tem muito ruído.34 possibilitando a comunicação com estes modems. é que no seu todo. etc. c) Full-duplex: Quando a transmissão é feita nos dois sentidos simultaneame. que compacta seqüências de bytes idênticos. os bits que compõem um caracter são transportados de forma simultânea.5. "letra do alfabeto". etc). Atualmente.5. aqui. Características de uma transmissão Podemos definir transmissão como técnica do transporte do sinal por um meio. Em particular. 1. .32 ou V. pois o primeiro não o escuta. que são. é caracterizado por um conjunto de configurações do sinal que representam bits.: Um sensor captando sinais de uma máquina e enviando estes para um microcomputador. O que deve ficar claro. por sua vez. configurações dos sinais.: na conversação entre dois rádio-amadores. os bits que compõem um caracter são transportados um após o outro. 1. Quanto ao número de canais utilizados Uma mensagem é definida como um conjunto de símbolos. a transmissão de dados apresenta diversas características referentes ao sentido da transmissão. enquanto um deles está falando o outro não pode falar. Normalmente estes modems tem recurso V.: a ligação telefônica permite que as duas pessoas falem ao mesmo tempo. para efeito de transmissão de dados.7 – Transmissão paralela b) Transmissão serial: na transmissão serial. a maioria dos modems oferece recursos de compactação e correção de erros. Quanto ao Sentido de Transmissão no Canal Um equipamento pode ser projetado de tal forma que a transmissão sobre um determinado meio seja feita em uma das seguintes formas: a) Simplex: Quando a transmissão é feita em um único sentido. cada um possuindo seu próprio canal. 1 1 0 1 0 0 1 0 EMISSOR canal 0 canal 1 canal 2 canal 3 canal 4 canal 5 canal 6 canal 7 1 1 0 1 0 0 1 0 RECEPTOR Figura 1. na realidade. podemos fazer de duas formas: serial ou paralela.7. Por necessidade de codificação. Veja figura 1.1. 1. "dígito decimal". número de canais utilizados. os símbolos ficam associados a caracteres.

5. opera sobre os dados após os bits terem sido montados para formar caracteres.consistem de 7 (+ paridade) ou 8 bits quando estão sendo transmitidos dados de caracteres. Cada frame começa com um bit de início que permite ao dispositivo receptor ajustar-se ao timming do sinal transmitido. a fim de que possa decodificar o símbolo recebido. o desempenho da transmissão assíncrona não atende de forma satisfatória a troca de grandes quantidades de dados. A transmissão assíncrona é mais freqüentemente usada para transmitir dados de caracteres e é ideal para ambientes onde caracteres são transmitidos a intervalos irregulares. ou quais bits são realmente de informação. As técnicas de paridade podem detectar erros que afetam um bit. Start Caracter (byte) Stop Figura 1. Possibilita ao receptor sincronizar-se com a mensagem. de fim e de paridade precisam ser acrescentados a cada caracter a ser transmitido. o bit de paridade será definido em 1 para produzir um total de 4 bits “1” no byte. Quanto à sincronização A sincronização pode ser vista como o método do equipamento transmissor fazer a separação dos caracteres ou das mensagens para o equipamento receptor. adequada para transmissão de pequenos frames em intervalos irregulares. Bits de dados . Os mais comuns são os seguintes: Paridade: o bit de paridade é definido para assegurar que seja enviado um número par ou ímpar de bits 1 (dependendo da paridade). 1. Vários esquemas estão implementados para uso do bit de paridade.sinaliza que um frame está começando. Como os bits de início. A detecção de erros em transmissão assíncrona utiliza o bit de paridade. Na camada de Enlace de Dados.9 – Estrutura da unidade de transmissão serial assíncrona de caracter-byte Esse frame apresenta quatro componentes: Um bit de início . Esta seção descreve três mecanismos: assíncrono. Por exemplo.3. 1 1 0 1 0 0 1 0 EMISSOR 01001011 11010010 RECEPTOR Figura 1.8). Um ou mais bits de fim. em uma transmissão com paridade par. Este é um problema de sincronização. é também necessário sincronizar transmissões de frames. A camada Física trata da necessidade de sincronizar transmissões de bits entre dispositivos de transmissão e recepção. frames ou outros grupos de dados (unidades de informação). As mensagens são breves para que os dispositivos de emissão e de recepção não percam o sincronismo no decorrer da mensagem. se o campo de dados tiver três bits 1. A camada de Enlace de Dados. A transmissão assíncrona é uma tecnologia simples e barata.sinalizam o fim do frame de dados. . assim como quando usuários digitam dados de caracteres. contudo. Elas podem. ser incapazes de detectar erros que afetam dois ou mais bits. Em vez disso. síncrono ou isócrono a) Transmissão assíncrona: A transmissão assíncrona não utiliza um mecanismo de clock para manter os dispositivos emissor e receptor sincronizados. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  10 utilizando apenas um canal (figura 1.8 – Transmissão serial Como os bits chegam um de cada vez. A Figura abaixo ilustra a estrutura de um frame típico usado para transmitir dados de caracteres. a sincronização de bits é usada para estabelecer o sincronismo entre os dispositivos para cada frame que é transmitido. o equipamento receptor deverá saber qual bit é o primeiro do caracter. entretando. Técnicas para correção de erros serão vistas posteriormente.

a paridade passa a não ser mais um método adequado de detecção de erros. recalcula o CRC e compara o CRC inserido no frame ao valor que havia calculado. Os dados numa transmissão isócrona devem ser enviados à taxa a que estão a ser recebidos.10 – Transmissão serial Ambas as transmissões começam com uma série de sinais sincronizados. utilizam transmissão síncrona. Quando os frames são maiores. garantindo uma transição de sinal com cada bit transmitido. eliminando a necessidade de ressincronizar dispositivos quando um novo frame é transmitido. O dispositivo de clock cria slots de tempo. A transmissão síncrona é normalmente utilizada para se atingir altos níveis de eficácia em redes locais. Para canais isócronos a largura de banda requerida é normalmente baseada nas características de . Uma técnica de sincronização utilizada é denominada bit Stuffing. é praticamente certo que o frame foi transmitido sem erro. tornando a transmissão síncrona muito mais eficaz no uso da banda passante. A técnica. CRC e fim) são uma proporção menor do frame de dados geral. Se os valores corresponderem. O receptor usa o mesmo algoritmo. apresenta um único ponto de falhas: torna-se necessário assegurar que o dispositivo de clock é tolerante a falhas. Algumas técnicas de codificação de dados.8 ilustra tanto os dados baseados em caracteres quanto os baseados em bits. Uma ampla variedade de tipos de dados pode ser transmitida. A informação isócrona é contínua e em tempo real na sua criação. Como o transmissor e o receptor permanecem sincronizados durante a transmissão. a transmissão síncrona é empregada principalmente quando grandes volumes de dados precisam ser transmitidos. à medida que eles se tornam disponíveis. uma técnica que pode funcionar com qualquer técnica de codificação de sinais. Sinais sincronizados geralmente utilizam um padrão de bits que não pode aparecer em qualquer ponto nas mensagens. eliminando a confusão por parte do receptor. Esse valor de CRC é anexado ao frame de dados. garantindo que eles serão sempre distintos e fáceis de serem reconhecidos pelo receptor. Tanto o padrão Ethernet como o Token Ring. A transmissão isócrona garante taxas de transmissão. Os dados isócronos devem também ser sensíveis a atrasos na transmissão. Os bits de overhead (de sincronização. A transmissão síncrona tem muitas vantagens sobre a assíncrona. são inerentemente sinais do clock interno. A Figura abaixo apresenta duas estruturas possíveis de mensagens associadas à transmissão síncrona. Figura 1. Um padrão de bit de fim inequivocamente indica o fim de um frame. que informam ao receptor o início de um frame. os frames podem ser extensos. – Utilizando-se um canal de comunicação separado para transportar sinais de clock. A técnica usada com a transmissão síncrona é a de verificação de redundância cíclica. é mais provável que vários bits serão afetados e que as técnicas de paridade não informarão um erro adequadamente. Conseqüentemente. entretanto. O transmissor utiliza um algoritmo para calcular um valor de CRC que resuma o valor inteiro de bits de dados. conhecida como CRC (Cyclic Redundancy Check). Assim como os bits de sincronização. A sincronização permite que os sistemas utilizem velocidades mais elevadas e melhorem a detecção de erros. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  11 b) Transmissão síncrona: a comunicação pode ser feita de forma mais eficiente se os clocks nos dispositivos transmissor e receptor estiverem sincronizados. Os dispositivos com dados a serem transmitidos monitoram a rede e inserem dados em slots de tempo abertos. A Figura 1. A desvantagem da transmissão síncrona está principalmente nos custos mais elevados em virtude da maior complexidade dos componentes necessários no circuito. Observe aque caracteres múltiplos ou longas séries de bits podem ser transmitidos em um único frame de dados. c) Transmissão isócrona: a transmissão isócrona aplica um dispositivo comum que fornece um sinal de clock compartilhado por todos os dispositivos na rede. é comum transmitirem-se bits de preenchimento que mantêm dispositivos sincronizados. o padrão de bit de fim é freqüentemente um padrão que não pode aparecer no corpo de um frame de dados. é determinista e apresenta baixo overhead. Quando os enlaces (links) de transmissão síncrona estão inativos. Essa sincronização é realizada de duas maneiras: – Transmitindo-se sinais de sincronização com dados. Um determinado slot de tempo pode ser preenchido até a sua capacidade com vários frames. transmissão e utilização. O cálculo de CRC será visto porteriormente. por exemplo. Se estiverem ocorrendo erros.

qualquer erro ocorrido na transmissão elétrica não é corrigido pelos mecanismos de hardware tais como a retransmissão. A latência requerida está relacionada com o buffering disponível em cada endpoint. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  12 amostragem da função associada. Exercícios: 1) Quais dos dois canais abaixo possui maior largura de banda? a) canal que suporta freqüências de 1 a 1. e é igual ao número de bits transmitidos por segundo 9) Faça a representação da transmissão dos bits “010010100111” utilizando um canal com freqüência de 8 Hz/s (velocidade de sinalização de 8 bauds/s) com uma modulação DIBIT e a portadora modulada por amplitude. a mensagem que chegou (tirando o cabeçalho) foi “010011111001011111010”. Por outras palavras. Para a transmissão isócrona de informação é alocada largura de banda suficiente para assegurar que os dados serão entregues à taxa desejada. a) Baud é uma medida da taxa de transferência de informação. Na prática os erros ao nível do bit esperados no USB são suficientemente pequenos para não serem considerados. 10)Assinale a alternativa correta: a) O telefone é exemplo de uma comunicação duplex b) O rádio de taxis é exemplo de uma comunicação duplex 11)Assinale a alternativa correta: a) A função do bit start é sincronizar a fonte com o destino b) A função do bit start não é sincronizar a fonte com o destino 12)Assinale a alternativa correta: a) Na transmissão síncrona utiliza-se pelo menos um caracter de sincronismo para indicar o início do bloco de dados b) A transmissão síncrona não utiliza caracteres ou bytes de sincronismo 13)Em uma transmissão utilizando “bit stuffing”.12 Mhz b) canal que suporta freqüências de 127 a 250 KHz 2) Assinale a alternativa correta: a) Largura de banda é um dos fatores que determinam a capacidade de um canal de comunicação b) Largura de banda não tem nada a ver com velocidade de uma transmissão 3) Assinale a alternativa correta: a) A capacidade de um canal está associada ao número de níveis do sinal utilizados para transmissão b) A capacidade de um canal está relacionada com o número de estados que podem ser transmitidos e distinguidos separadamente em um canal. 4) Assinale a alternativa correta: a) A capacidade de transmissão de um canal é infinito b) A capacidade de transmissão de um canal é finito 5) Assinale a alternativa correta: a) O nível de ruído está diretamente ligado à capacidade de um canal b) O nível de ruído de um canal não influencia na sua capacidade 6) Assinale a alternativa correta: a) A atenuação do sinal acontece em qualquer meio físico de transmissão b) Existem meios físicos de transmissão onde o sinal transmitido não sofre atenuação 7) Se um computador doméstico está conectado a um provedor com uma placa fax/modem a 56 Kb/s e o Modem do provedor é de 32 Kb/s. se excluindo os “bit stuffing”? 14)Assinale a alternativa correta: a) A transmissão isócrona não engloba as transmissões síncronas e assíncronas b) A transmissão isócrona engloba as transmissões síncronas e assíncronas . Um exemplo típico de transmissão isócrona é a voz. Qual é realmente a mensagem. Qual é a velocidade máxima possível para conexão? 8) Assinale a alternativa correta: a) Baud corresponde à velocidade de sinalização de um canal. A entrega de dados de uma transmissão isócrona é assegurada à custa de perdas nos transitórios dos dados.

e em seguida os componentes básicos de uma rede. eram de uso centralizado e estavam disponíveis somente para grandes companhias. um campus). Estes sistemas consistiam nos chamados "mainframes" e continuavam caros e escassos. ou seja. Surgem então os computadores de porte menor (1965: DEC PDP-8 e 1970: DEC PDP-11) os chamados minicomputadores. uma fábrica. o mais adequado para transferência de informação pois está sujeito a acidentes. (explosão da informação e grandes bancos de dados). Surge então a necessidade de uma nova tecnologia de comunicação. foi caindo o preço da CPU. Num ambiente restrito a uma região local (por exemplo. Uma forma primitiva de se interconectar CPU's foi a conexão em ESTRELA (um computador central controlando qualquer comunicação entre duas CPU's). A solução para o compartilhamento de recursos físicos e lógicos juntamente com a vantagem de se ter um sistema descentralizado. Esses fatos tornaram necessária uma nova tecnologia de comunicação. mais especificamente. então. Este serviço era caro e apenas suportado por grandes companhias uma vez que utilizavam linhas telefônicas de forma dedicada. gerando atraso ou perda total do material. Este sistema de transporte não é. vindo. O uso dos minicomputadores minimizou mas não solucionou o problema da comunicação. o problema do compartilhamento de recursos através de interconexão de CPU's é resolvido através das redes locais. uma linha telefônica dedicada não era viável e para uma velocidade de 800.000 km/h. 1. Quais foram. Paralelamente. em seguida. Por outro lado. na época. As pequenas companhias e as subsidiárias utilizavam-se dos minicomputadores para algum processamento local e na preparação dos dados para o "bureaux" de serviços ou matriz. Esta situação perdurou por algum tempo (No Brasil. Minimizou porque os dados podiam agora ser preparados e armazenados em fita magnética e transportados via sistema de malotes. propiciaram o aparecimento de discos de grande capacidade e mais baratos. obviamente. Conceitos básicos de Redes de Computadores Neste capítulo são apresentados os conceitos básicos de Redes de Computadores. A necessidade da disseminação da informação e os avanços em tecnologia de armazenamento. dos computadores. o software e hardware especial era caro mas seu preço era amortizado pelo rateio do custo dos periféricos entre os vários usuários do bureaux de serviços. surgiu a tecnologia de comutação de pacotes que solucionou o problema da linha telefônica dedicada e o problema do caminhão (transporte via malote). implicando na aparição dos primeiros sistemas multiusuários de grande porte. Pequenas empresas usavam "bureaux" de serviços. Inicialmente são apresentadas as estruturas de redes mais comuns. Isto trouxe uma nova solução para o problema de multiusuário: dar uma CPU para cada um. tornou-se imprescindível o compartilhamento da CPU e de seus periféricos. então. Aí o problema de comunicação tornou-se muito mais sério. Isto fez com que surgisse um problema de comunicação: como enviar dados ao "bureaux" de serviços (para processamento) ou como levar dados das subsidiárias para a matriz? Com o avanço tecnológico na área dos circuitos integrados. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  13 2. Para acessos infrequentes. só pode ser alcançada através da interconexão das CPU's entre si.1. É a isso que se propõem as redes de computadores. Surge. Este evento constituiu a chamada revolução do hardware. a do "caminhão" (transporte via malote) era baixa: 80 Km/h. os microcomputadores e os computadores pessoais. as soluções encontradas? Para a comunicação de computadores em termos de longa distância. Esta solução acarretou uma sobrecarga para o sistema operacional da máquina central. a tecnologia de comunicações alcançava a transmissão digital em linhas telefônicas através de MODEM's. Histórico No início da história do processamento de dados ou. gerando componentes mais poderosos a um custo mais baixo. . o sistema centralizado oferecia a vantagem de compartilhar recursos caros tanto de software como de hardware. cada máquina estava dedicada a um único usuário. Os dados eram transferidos quando exigiam um grande volume de processamento ou um processamento requerendo software ou hardware especial. Devido ao custo extremamente elevado desta forma de processamento. a necessidade de uma nova tecnologia para compartilhamento de recursos. o que motivou a busca de uma nova tecnologia de interconexão. até março/85) e esperava-se solução através de nova tecnologia de comunicação.

etc. catastrófica! Podemos citar. mais atrativa se torna a idéia de interligação. Outro objetivo é proporcionar uma maior disponibilidade e confiabilidade dada a possibilidade de migração para outro equipamento quando a máquina sofre alguma falha. anel e estrela MAN: Meio termo entre LANS e WANS (com velocidades em torno de 10 Mbps). Em muitas aplicações. os dados são gerados em diversos locais.). Para aplicações militares. a ARPANET. Como foi visto anteriormente. Atualmente os preços dos equipamentos envolvidos permitem que os dados sejam coletados e analisados no próprio local onde são gerados e somente alguns relatórios sejam enviados ao computador central reduzindo os custos de comunicação. Do nosso ponto de vista um sistema distribuído é um caso especial de rede de computadores. de controle de processo industrial e muitas outras. De uma forma geral. porém vários dos conceitos relacionados às LANs são igualmente aplicados às MANs e WANs. ainda. 2 micros) • Serviços bancários pela Internet. com um alto grau de coesão e transparência. telex. dados e outros recursos independentemente de suas localizações físicas. que será concluído neste mês (maio/junho 2000). o custo da comunicação em relação ao custo dos equipamentos como uma das razões para distribuir o poder de computação. A essência de uma rede de computadores é permitir que 2 ou mais computadores trabalhem juntos. Seguindo a nomenclatura da primeira rede de computadores. Um outro exemplo é o sistema de VOZ sobre IP da Shell. o objetivo de uma rede é tornar disponível a qualquer usuário. Existe uma confusão considerável na literatura entre uma rede de computadores e um sistema distribuído. quem limita a vel.No RJ funciona sobre ATM e em estados como o RS funciona em canais de 128 Kbps. uma rede pode ou não ser um sistema distribuído. obrigando a sua transmissão para um computador central que realizava a tarefa de análise dos dados. chamaremos estes computadores de "hospedeiros" ( ou . Em suma. É a fax/modem. pode-se citar. a perda completa do poder de computação é. À medida que a necessidade de comunicação aumenta.1 Utilização das Redes de Computadores Usaremos o termo "rede de computadores" para denominar um conjunto de computadores interconectados e autônomos. entre elas. • LANs MANs WANs A maioria dos aspectos abordaados nesta disciplina estão relacionados às LANs (redes locais). Apostila de Telecomunicações e Redes 1  14 2. Quando existe a necessidade de comunicação entre as filiais e a matriz. enquanto a Internet NÃO. O interesse na instalação de uma rede de computadores é despertado pelas mais diversas necessidades. As redes de computadores podem ser divididas em três categorias no que diz respeito à abrangência geográfica: • • LAN: redes locais. telefone. ela é feita pelos métodos tradicionais (correio. os custos para colocar uma máquina em cada ponto de aquisição de dados eram muito altos. Dois computadores sao ditos interconectados se eles sao capazes de trocar informações.2 Estrutura de uma rede de computadores Em toda rede existe um conjunto de máquinas destinadas a execução de programas dos usuários ( aplicações ). no acesso á internet através modem/provedor. Neste caso pode-se: • Reduzir custos de hardware (impressora. possuindo um número considerável de computadores instalados em regiões geograficamente dispersas e operando de forma independente. dadas as inúmeras vantagens que são obtidas na implantação de uma rede. todos os programas. no mínimo. 2. etc. computadores lentos ligados a um supercomputador) • Compartilhamento de aplicativos • conectar pessoas (através da internet. Três topologias respondem pela maioria de configurações de LANs: barramento. bancárias. Uma rede pode ainda ter sensores de temperatura. por exemplo) • Enviar e receber arquivos • Migração quando houver falha em um equipamento (2 impressoras. dependendo de como ela é usada. WAN: As PND(s) garantem largura de banda. o caso de uma empresa com várias filiais.

Os hospedeiros são conectados por uma subrede de comunicação ( subrede ). As linhas de transmissão também são chamadas de circuitos ou canais. cada bit percorre o caminho sem esperar pelos outros bits que compõem a mensagem. Em um anel. um único canal de comunicação é compartilhado por todos os nós de comutação. devem ignorar a mensagem. em alguns casos. A figura 2. A figura 2. Caso exista uma especificação de destinatário na mensagem. (a) estrela (b) loop (c) árvore (d) completa (e) loops interconectados (f) irregular O segundo tipo de arquitetura de comunicação usa difusão. Cada nó possui uma antena através da qual ele pode transmitir ou receber. A subrede é composta basicamente de dois componentes: equipamentos de comutação e linhas de transmissão. comutador de pacotes. A figura 2. A tarefa da subrede é transportar mensagens de um host a outro. Este mecanismo de controle pode ser centralizado ou distribuído. Quando uma mensagem é transmitida por qualquer um dos nós de comutação. nó de comutação. Um terceiro sistema de difusão é o anel. Uma rede com topologia em barra deve ter associado algum mecanismo para resolver conflitos quando dois ou mais nós desejam transmitir simultaneamente. Neste caso. todos os outros devem aguardar pela liberação do meio de transmissão. muitas vezes antes que a mensagem . três ou mais dispositivos utilizam o mesmo enlace de comunicação. o projeto completo de uma rede fica bastante simplificado. cada bit percorre todo o anel em pouco tempo. No projeto da subrede existem dois tipos gerais de arquitetura de comunicação: – ligação ponto a ponto: há a presença de um ponto de comunicação em cada emlace ou ligação em questão – ligação multiponto: difusão (broadcast. a) b) Figura 2. Se os aspectos da comunicação (subrede) forem separados dos aspectos de aplicação (hosts). também podem receber as transmissões efetuadas por outros nós para o satélite. os nós que não são destino. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  15 simplesmente hosts ). No caso de uma rede com topologia em barra.multicast).2 Algumas topologias possíveis para uma subrede ponto-a-ponto. apenas um nó fica habilitado a transmitir em um determinado instante. Interface Message Processor (IMP) ou ainda comutador de dados. a) b) c) d) e) f) Figura 2.1 (a) ligação ponto a ponto (b) ligação multiponto Quando se utiliza uma subrede com ligação ponto-a-ponto. ela é recebida por todos os nós existentes na rede. deve-se observar um aspecto importante do projeto que é a topologia de interconexão dos nós de comutação. Os equipamentos de comutação geralmente são computadores especializados e são denominados computador de comunicação. Cada hospedeiro é conectado a um ( ou ocasionalmente vários ) nó de comutação. da mesma forma que a rede telefônica transporta a conversação entre dois assinantes.2 mostra algumas topologias possíveis. Neste caso. Uma segunda possibilidade é um sistema de radio ou satélite. Tipicamente. Todos os nós podem receber o sinal proveniente do satélite e. Todo o tráfego de ou para o host é feito via seu nó de comutação.1 mostra a relação entre os hospedeiros e a subrede de comunicação.3 mostra algumas possibilidades de subredes em difusão.

• Camadas de rede A maioria das redes de computadores é dividida em camadas ou níveis e a fim de simplificar o projeto de toda a rede. por exemplo. • Protocolos Basicamente. Optou-se então por dividir as redes em camadas. 2.3 Componentes básicos de uma rede de computadores Quatro itens são de fundamental importância quando se define os componentes básicos de uma rede de computadores. Em um loop. No método descentralizado ou distribuído. Na alocação estática. Ela pode fazer isto. No método centralizado. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  16 seja transmitida completamente. segundo uma hierarquia. teriam uma complexidade difícil de controlar. (a) barra (b) radio ou satélite (c) anel Subredes de difusão podem ser divididas em estáticas e dinâmicas. cada nó deve decidir por si mesmo quando deve transmitir ou não. Esta técnica apresenta a desvantagem de desperdiçar a capacidade do canal pois atribui tempo a um nó mesmo que ele não tenha mensagem para transmitir. Tais itens são: • Software de rede A simples transferência de um arquivo de uma máquina para outra envolve uma série de etapas que se fossem analisadas em conjunto.4 – Hierarquia de protodolos . Cada protocolo atua em uma camada específica de uma rede. a) (b) (c) Figura 2. denominada hierarquia de protocolos. não existe uma entidade central. o tempo é dividido em intervalos discretos e cada fatia de tempo é atribuída a um dos nós de forma a que cada um só transmita durante o seu intervalo de tempo. A Internet. com uma topologia em loop. Exemplo: andares de um prédio. Os métodos de alocação dinâmica são classificados em centralizados e distribuídos. Da mesma forma que em outros sistemas de difusão. aceitando requisições e tomando as decisões de acordo com um algoritmo interno.3 Subredes de comunicação usando difusão. cada linha pode conter uma mensagem diferente enquanto que esta situação não é desejável em um anel. a menos que as mensagens sejam muito curtas. Em contraste. cada mensagem não é retransmitida pelo próximo nó até que a mensagem inteira seja recebida. existe uma única entidade responsável pela concessão do direito de transmissão. • Hierarquias de protocolos Como funcionam as camadas de uma rede? As camadas se comunicam entre si. possui mais de 100 protocolos diferentes. são necessárias algumas regras para controlar o acesso ao meio de transmissão. um protocolo é “um conjunto de regras sobre o modo como se dará a comunicação entre as partes envolvidas”. Protocolos Camadas Hierarquia Figura 2. dependendo de como o canal é alocado.

essa conversação implica na comunicação com as camadas inferiores através das interfaces entre as camadas. Os tradutores usarão Alemão. mas um deles fala português e inglês e o outro fala chinês e francês.6. podemos considerar: A Camada 4 quebra os pacotes. Figura 2.5 – Esquema de funcionamento da arquitetura de uma rede de computadores Embora conceitualmente uma comunicação entre dois processos de uma determinada camada se dê horizontalmente.: comunicação virtual na camada 5. Figura 2. a Camada 1 faz a comunicação via cabeamento ou sistema de ondas. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  17 Imagine dois filósofos (camada 3) querendo conversar. por exemplo. Eles necessitam tradutores (camada 2) que possuem secretárias (camada 1). Ex. mas nada impediria que utilizassen Finlandês. .6 – Comunicação entre as camadas de uma rede de computadores Com relação à comunicação entre as camadas do modelo de rede apresentado na figura 2. a Camada 2 confere o formato do quadro da mensagem e. a Camada 3 confere se uma mensagem chegou corretamente no destino.

gerencia e termina conexões (sessões) entre aplicações cooperantes. mas o TCP/IP tornou-se padrão de fato. O modelo OSI foi criado pela ISO para se tornar um padrão. Esta classificação permite que cada protocolo se desenvolva com uma finalidade deterninada. Os sete níveis do modelo OSI são os seguintes: Aplicação 7 Responsável pela interação com o Sistema Operacional através de interfaces para esse sistema (ex. Isso envolve características mecânicas. Isso é conseguido pelo encapsulamento dos dados em blocos (quadros) para a camada física. essa camada lida com o acesso à rede. Responsável por assegurar que as transmissões de dados e o estabelecimento das conexões lógicas entre as estações sejam livres de erros. Fornecendo a estrutura de controle entre as aplicações.7 – Comparativo entre as arquiteturas de redes OSI / ISO e Internet TCP / IP O modelo OSI (Open System Interconection) foi criado pela ISO (International Standard Organization) e consiste em sete níveis. Essa camada oferece interface e serviços comuns de comunicação. Cada nível depende dos que estão abaixo dele. compressão de dados e reformatação de textos em formato abstrato. Apresentação Responsável pela troca de mensagens com sentido. SMTP). Responsável pelo endereçamento e funções de controle (ex: roteamento) necessárias no envio de dados através da rede. manter e desativar as ligações físicas. Responsável pela transmissão de um conjunto não estruturado de bits através do meio físico. e por sua vez proporciona alguma funcionalidade aos níveis superiores. dividindo as mensagens grandes em pacotes menores. Atualmente as camadas inferiores são implementadas em hardware. essa camada manipula os pacotes. onde cada um deles define as funções que devem proporcionar os protocolos com o propósito de trocar informações entre vários sistemas. essa camada estabelece.: FTP. OSI 7 6 5 4 3 2 1 Aplicação Apresentação Sessão Transporte Rede Enlace Físico Transporte Inter-rede Host / rede TCP/IP Aplicação Não presentes no modelo Figura 2. Responsável pela transferência transparente entre dois pontos. manter e terminar conexões que incluem troca de pacotes. Por que o modelo OSI não pegou? • Momento ruim • Tecnologia ruim • Implementação ruim . Algumas das arquiteturas mais conhecidos são o OSI(83) (modelo). remontagem de dados e tradução de endereços lógicos para endereços físicos. reempacotando-os se necessário. roteamento. 6 para que os dados sejam compreendidos por computadores que utilizem diferentes representações. Isso significa estabelecer. tarefas administrativas e de segurança. tais como criptografia. controle de fluxo recuperação de erros e transferência de arquivos.4 Arquiteturas de Redes As hierarquias de protocolos específicas são denominadas arquiteturas de redes. controle de erro e controle de fluxo necessários. elétricas e procedurais requeridas para estabelecer. Sessão 5 Transporte 4 Rede 3 Enlace 2 Física 1 Responsável pelo suporte das conexões entre as sessões. o qual simplifica o processo de desenvolvimento e implementação. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  18 2. controle de congestionamento. Servindo como uma janela para as aplicações acessarem serviços de rede. TELNET. TCP/IP (74) e Novell. Possibilitando recuperação quando há algum erro ponto-a-ponto ou de controle de fluxo. e o envio desses quadros com a sincronização.

6) Assinale a alternativa correta: a) Encapsulamento de dados seria colocar todo um pacote (cabeçalho+dados) como dados para poder transmitir por uma rede de formato de pacotes diferente b) Encapsulamento seria pegar os dados de um pacote.5 é Token Bus (passagem de permissão em barramento) 5) Assinale a alternativa correta: a) Overhead de protocolo é a relação existente entre os bits de dados e os bits de controle que ocupam a banda de transmissão.3 é CSMA/CD (olhar anexo c-IEEE 802) b) A disciplina de acesso utilizada em redes 802. sem o cabeçalho e transmitir por uma rede de formato de pacotes diferente. . 7) Assinale a alternativa correta: a) Trailler ou cauda nas PDU´s são bits inseridos com o objetivo de preencher o pacote com o tamanho mínimo necessário para transmissão. b) Trailler ou cauda nas PDU´s são bits inseridos para correção ou detecção de erros na transmissão. b) Overhead de protocolo é a quantidade de bits que são transmitidos mas que não são dados. com relação da política de acesso a um MT compartilhado: a) A disciplina de acesso utilizada em redes 802. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  19 Questionário: 1) O que é multiplexação? 2) Quais as políticas de tratamento de erros existentes? Qual delas se aplica na transmissão isócrona? 3) Para que serve o controle de fluxo em uma rede? E o controle de seqüência? 4) Assinale a alternativa correta.

tais como: a resistência. o Novato perguntava. é na camada física que são definidas as características de cabeamento utilizado em uma rede de comunicação de dados. quando se fala em termos de desempenho. Quando um meio de transmissão transmissão transporta vários canais. Por exemplo. Para um banco com gigabytes de dados a serem gravados diariamente em uma segunda máquina (de modo que o banco possa continuar a funcionar mesmo durante uma grande enchente ou terremoto). Existem vários tipos de linhas físicas.400 s ou seja aproximadamente 544 Mbps. e Meio de Transmissão é o suporte físico que transporta um ou vários canais. O sinal elétrico que trafega em um meio físico está sujeito a uma série de condições que prejudicam a sua propagação. "Você não pode simplesmente ignorar as leis da física. . cada par é um circuito físico (canal físico).Tudo sobre Cabeamento de Redes" Uma das formas mais comuns de transportar dados de um computador para outro é gravá-los em uma fita magnética ou em discos flexíveis. de sua capacidade de neutralizar o ruído externo". a reatância. os mesmos precisam ser individualizados eletricamente de acordo com alguma técnica de multiplexação. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  20 3. embora o meio possa não ser metálico. Reatância De modo similar à resistência. As linhas físicas se caracterizam por apresentarem continuidade “metálica”. há muitas diferenças entre cabos deste tipo. Meios de Transmissão de Dados A camada física de uma rede provê características físicas. Sendo assim. a largura de banda será ampliada em cerca de 15 Gbps. Pode-se colocar 1000 DVD´s em uma pequena caixa (perfazendo um total de 4700 GB) e despachar de um ponto a outro do Brasil em 24 horas (Sedex). esse método costuma ser muito mais eficaz sob o ponto de vista financeiro. por causa dos condutores. A impedância do cabo deve estar de acordo com a sua aplicação para evitar a perda do sinal e interferências.1 Meios físicos "Cabo é cabo..7 GB. no sentido estrito. 3. Se o destino estiver a uma hora de distância. a reatância é a medida da oposição da alteração da voltagem e da corrente elétrica em um condutor Impedância Característica elétrica dependente de uma série de características de projeto. como é o caso da fibra ótica. que caem basicamente em duas categorias: as linhas físicas e os sistemas de ondas que utilizam a propagação de ondas eletromagnéticas de rádio ou luz através do espaço livre. transportar fisicamente a fita ou os discos para a máquina de destino. Deve-se distinguir dois conceitos que podem ser confundidos à primeira vista: canal e meio de comunicação. Por outro lado. funcionais e procedimentos para ativar. onde eles serão finalmente lidos. Apesar de não ser tão sofísticado quanto usar um satélite de comunicação geossíncrono. e Freed. J. não é mesmo?" . Um DVD armazena 4. do tipo de isolamento entre eles. o que é equivalente à taxa de transmissão de uma rede ATM (622 Mbps). a distância entre dois condutores e o tipo de isolamento. Derfley. Basta fazer um simples cálculo para esclarecer essa questão. A largura de banda efetiva dessa transmissão é de 4700 gigabytes/86. A resistência está associada ao fenômeno de dissipação do calor em um condutor no qual trafega uma corrente elétrica. de sua organização dentro da tubulação. com características de transmissão e de custo variáveis em função das suas características físicas. elétricas. Canal é o circuito individual sobre o qual se estabelece uma comunicação entre uma fonte e um destino. L. em um cabo de pares trançados. dificilmente alguma outra tecnologia de transmissão poderá sequer ser comparada ao DVD ou fitas DAT. Segundo estas leis. Willy respondia pacientemente. existem vários tipos de meios de transmissão. "Não".F. Os canais podem ser individualizados física ou eletricamente. Em pares metálicos a degradação do sinal elétrico depende intrinsecamente das seguintes características do meio de transmissão: Resistência Oposição natural do condutor ao fluxo de elétrons em um determinado sentido. especialmente nas aplicações em que a alta largura de banda ou o custo por bit tem importância fundamental. manter e desativar conexões entre duas partes.

Podemos dividir os pares trançados entre aqueles que possuem uma blindagem especial (STP . 70% dos casos são provocados por um cabeamento mal projetado. reduzir o ruído e manter constante as propriedades elétricas do meio por toda a sua extensão. de acordo com pesquisas. Ao contrário dos cabos coaxiais. disponibilidade de componentes e custo total [SOA96]. uma impedância característica de 150 Ohms e pode alcançar uma largura de banda de 300 MHz em 100 metros de cabo. a blindagem dos cabos stp não faz parte do caminho percorrido pelo sinal.5 e 4 mm que sã mantidos isolados e paralelos presos a suportes físicos às cruzetas dos postes telefônicos. mas também facilidade de instalação. O cabeamento é o componente de menor custo de uma rede local. a largura de banda de uma linha física varia com o seu comprimento. Isto é. Os fios de grosso calibre significavam uma resistividade menor e. porém.000 e 20. O efeito de cancelamento reduz o nível de interferência eletromagnética / radiofrequência [SOA96] [TAN94]. todas as necessidades têm que ser supridas a um custo mínimo permitindo ainda futuras expansões e reavaliações do projeto.2 Par Trançado O cabo de par trançado é composto por pares de fios. O investimento feito em um sistema de cabeamento irá pagar dividendos durante anos.1. Dados colhidos pela LAN Technology informam que uma rede de porte médio apresenta 23. limites de emissão eletromagnética. desde os aplicativos necessários às exigências dos usuários. Tudo tem que ser projetado de maneira eficiente e racional. seu custo era muito elevado. através do efeito de cancelamento. Os preços variam muito de acordo com o tipo de cabeamento utilizado [ROC96]. Um cabo STP geralmente possui dois pares trançados blindados. A linha aberta deriva esse nome do fato de ser usada sem isolamento. portanto uma faixa de passagem maior do que a dos pares trançados usados no âmbito urbano. 3. Segundo pesquisas realizadas pela Infonetics. Em um projeto de redes. com um total de 4. vários fatores têm que ser levados em consideração. ou seja. Quando bem estruturado pode representar de 5 a 7% do custo total da rede. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  21 Todas as linhas físicas funcionam como um filtro passa-baixas para distâncias curtas.Shielded Twisted Pair) e aqueles que não a possuem (UTP . À medida que a distância aumenta. Os telegráficos do século 19 usavam essas linhas.Unshielded Twisted Pair). Os softwares costumam passar por uma evolução a cada dois ou três anos e. Os fios de um par são enrolados em espiral a fim de. o controle do downtime poderia reduzir em muito os custos por ociosidade [ROC96]. a) Par Trançado STP Um cabo STP. Hoje seu uso está limitado a algumas zonas rurais. entre as causas para o downtime de uma rede. as linhas físicas serão o item que terão a maior duração. a linha aberta foi o principal meio telefônico interurbano de anos atrás. O projeto de cabeamento não envolve somente considerações sobre taxas de transmissão e largura de banda. o hardware tem uma vida útil de 5 anos. deixam passar corrente contínua e apresentam apenas uma freqüência de corte superior à banda de passagem. conformidade aos padrões internacionais. Por outro lado. mas o nível de retorno dependerá do cuidado com o qual se selecionam os componentes e se supervisiona a instalação dos cabos [DER94]. confiabilidade. logo surge uma freqüência de corte inferior e a largura de banda vai se estreitando progressivamente. no entanto. imunidade a ruídos. possui uma blindagem interna envolvendo cada par trançado componente do cabo cujo objetivo é reduzir a diafonia. conformidade às exigências geográficas.000 reais. passando pela demanda de recursos que estes aplicativos consumirão até o tipo de linhas físicas ou meios físicos que serão utilizados.1 Linha aérea de Fio nú Constituída por fios de cobre (raramente bronze ou ferro) de diâmetro entre 1. terá que se conviver 15 anos ou mais com seu cabeamento de rede. além de possuir uma malha blindada global que confere uma maior imunidade às inteferências externas eletromagnética / radiofrequência.9 horas inoperantes. Como o custo de uma hora parada é estimado entre 1. Em comparação com os outros investimentos que devem ser feitos a fim de implantar um determinado projeto de redes. Dessa forma.6 paradas por ano em média. qualidade (atenuação do sinal versus comprimento máximo). . 3.1.

4 .2 . 3. cabos de par trançado de melhor qualidade foram sendo produzidos. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  22 Figura 3. fez com que se tornasse necessário. ele obtém sua proteção do efeito de cancelamento dos pares de fios trançados.um fator importante que diferencia dos outros tipos de fios de telefone e par trançado. especificada em AWG (American Wire Guage). sendo esse último tipo o mais utilizado atualmente e que possui melhor grau de qualidade. que queriam certezas sobre os parâmetros característicos destes cabos. Figura 3.3 .Seção de um cabo UTP Figura 3. aliado ao baixo custo de aquisição e instalação dos mesmos. que os utilizavam em suas composições e precisavam de garantias confiáveis de desempenho [ROC96]. Não há blindagem física no cabo UTP. sendo que cada par é isolado um do outro e todos são trançados juntos dentro de uma cobertura externa. contém quatro pares de fios de cobre sólidos modelo 22 ou 24 AWG. Este dabo era adotado pela IBM para interconexão entre os elementos integrantes de sua rede (token ring) e atualmente praticamente não é mais utilizado.Cabo UTP [BER96] A EIA/TIA (Electronic Industries Association/Telecommunication Industry Association) levou a cabo a tarefa de padronização dos cabos UTP através da recomendação 568. O cabo tem uma impedância de 100 ohms . . O cabo de rede UTP tem um diâmetro externo de 4. b) Par Trançado UTP O cabo de par trançado sem blindagem (UTP) é composto por pares de fios. quanto por parte dos fabricantes de equipamentos. uma pressão por padronização tanto por parte dos projetistas. o tamanho e o custo do cabo.1 . especificados através de regulamentação fornecida pelos padrões reguladores da Underwriter Laboratories (UL).4 . Poucos cabos STP eram suficientes para preencher um duto de fiação de um prédio [DER94]. e 100 Mbits (5). onde números maiores indicam fios com diâmetros menores. 10 Mbits (3).5 suportam respectivamente taxas de transmissão de até 5 Mbits (1 e 2). Com o aumento das taxas de transmissão. sendo que as classes 1 e 2. Os cabos UTP inicialmente foram divididos em 5 categorias (atualmente existem 6 ou 7) no que se refere a: • taxas de transmissão e qualidade do fio. • • bitola do fio. 16 Mbits (4). níveis de segurança.Seção de cabo STP Figura 3.3 mm. mostrado na figura abaixo.Cabo STP patch [BER96] O maior volume de blindagem e isolamento aumenta consideravelmente o peso. O cabo de par trançado sem blindagem projetado para redes. O alto desempenho em termos de qualidade alcançados pelos pares trançados não blindados (UTP).

Até 16 Mb/s IEEE 10BaseT .5 – Esquema de ligação dos pares trançados UTP . Até 20 Mb/s IEEE 10BaseT e 100BaseT 100 Mbit/s ATM 155 Mb/s Gigabit Ethernet Todas as anteriores e tecnologias em desenvolvimento Cabo blindado – tecnologias emergentes Categoria 5E (Banda100 MHz em c/ par) Categoria 6 (Banda 250 MHz em c/ par) Categoria 7 (Banda 600 MHz em c/ par) Tabela 3./Telecom.1 . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  23 Referência (Banda passante 100m) EIA/TIA Categoria 1 (. Ind. Token Ring(16 Mbit/s).Idem ao anterior.046 Mbit/s) IBM 3270. 3X.2 – Pares trançados UTP Conforme norma ANSI/TIA/EIA-568A são reconhecidos 2 esquemas de ligação padrão RJ: a) utilizado pela AT&T (568B) b) utilizado pelos demais fabricantes (568A) NEMA: National Eletrical Manufactures Association STP: Shielded Twisted Pair TPDDI: Twisted Pair Data Distributed Interface UL: Underwriter's Laboratories UTP: Unshield Twisted Pair Figura 3. AS 400 IEEE 10BaseT Token Ring(4 Mbit/s) Ethernet(10 Mbit/s). Association Padrão de cores para cabo UTP 4 pares: Par 1 2 3 4 Cor do par Branco/Azul Azul/Branco Branco/Laranja Laranja/Branco Branco/Verde Verde/Branco Branco/Marrom Marrom/Branco Tabela 3.5 Mhz) EIA/TIA Categoria 2 (1 Mhz) EIA/TIA Categoria 3 (Banda de 16 MHz) EIA/TIA Categoria 4 ( Banda de 20 MHz) EIA/TIA Categoria 5 ( Banda de 100 MHz) Impedância (Bitola AWG) 150 Ohms (26 AWG) 100 Ohms (26 AWG) 100 Ohms UTP (24 AWG) 100 Ohms UTP baixa perda (24 AWG) 100 Ohms UTP freqüencia estendida Aplicações (Telefonia e Dados) Telefonia Analógica (4 KHz) Telefonia Digital (64 Kbit/s) ISDN Dados (2.Categorias de cabos UTP Legenda: AWG: American Wire Guage CDDI: Copper Data Distributed Interface IEEE: Institute of Eletrical and Eletronic Engineers EIA/TIA: Eletronic Industry Assoc.

mas a despesa com material é a menos significativa em qualquer instalação pois a mão de obra é o elemento mais caro. as placas de interface de rede vêm para um tipo específico de cabeamento. mas muitas placas de interface Ethernet são configuradas para cabos coaxiais e UTP. Em sistemas de baixa freqüência a imunidade a ruído é tão boa quanto ao cabo coaxial. salvo a conhecida exceção da fibra ótica. A figura anterior mostra o conector fêmea (você olhando para o encaixe).6 – Conector RJ-45 Padrão 802. É de se questionar o valor a ser pago por uma boa instalação de UTP. o que diminui os custos e as possibilidades de falha na instalação.2. incluindo "cross-talk" de fiação adjacente. os custos de mão de obra com técnicas de instalação para estes cabos e para a própria fibra ótica estão caindo muito. portanto de baixo custo. É verdade que o UTP custa menos por metro do que qualquer outro tipo de cabo de rede local. O UTP não preenche os dutos de fiação com tanta rapidez como os outros cabos. .O padrão Ethernet utiliza somente os pinos 1. obedecendo rígidas normas de segurança e desempenho (ver seção seguinte) [DER94]. A ligação de nós ao cabo é também extremamente simples.3 10BaseT O nome 10BaseT indica uma velocidade de sinalização de 10 megabits por segundo. Maiores detalhes acerca de ruídos e interferências em canais de transmissão serão apresentados posteriormente. conforme o cabo. Como é comum a utilização de cabos coaxiais de 75 Ohms para transmissão de TV a cabo. O enfoque teórico do padrão 10BaseT é que ele permite que os gerentes de rede local utilizem fios de telefone já instalados. que pode ser blindado ou não.3 – Pares trançados UTP Conectores O conector padronizado pela norma é o RJ-45. Isto aumenta o número de conexões possíveis sem diminuir seriamente o espaço útil ou exigir onerosos projetos de alteração das instalações físicas disponíveis. Figura 3. Na maioria dos casos. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  24 Crossover Em um cabo. A desvantagem do par trançado é a sua susceptibilidade à interferência e ruído. Pode-se utilizar UTPs com três principais arquiteturas de rede (ARCnet. O par trançado é o meio de transmissão de menor custo por comprimento. Uma grande vantagem do UTP que não pode ser desprezada é a flexibilidade e a espessura dos cabos. Ethernet e token-ring). basta configurar o 568-A em uma extremidade e o 568-B na outra. sendo que a utilização dos pares é apresentada abaixo: Rede 10BaseT Token Ring 100BaseT ATM Utilização do par 1&2 e 3&6 3&6 e 4&5 1&2 e 3&6 1&2 e 7&8 Tabela 3. um esquema de sinalização debandabase e fios de pares trançados em uma topologia física em estrela. A configuração dos pares deve atender os sistemas existentes.3 e 6.

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3.1.3 Cabo Coaxial
Um cabo coaxial consiste em um fio de cobre rígido que forma o núcleo, envolto por um material isolante que, por sua vez, é envolto em um condutor cilíndrico, frequentemente na forma de uma malha cilíndrica entreleçada. O condutor externo é coberto por uma capa plástica protetora.

Figura 3.7 – Corte em um cabo coaxial A forma de construção do cabo coaxial lhe dá uma boa combinação de alta banda passante e excelente imunidade a ruídos. A banda passante possível depende do comprimento do cabo. Para cabos de 1 Km, pode-se chegar a uma taxa de dados de 1 Gbps. Taxas de dados mais altas são possíveis em cabos mais curtos e, pode-se usar cabos mais longos, mas com taxas mais baixas. Dois tipos de cabo coaxial são bastante utilizados. Um tipo, o Cabo Coaxial Fino, também conhecido como cabo de 50 ohms ou cabo coaxial em Banda Base. O outro tipo, o Cabo Coaxial Grosso, também conhecido como cabo coaxial em Banda Larga.
a) Cabo Coaxial de Banda Base (50 ohms)

O cabo coaxial fino, também conhecido como cabo coaxial banda base ou 10Base2, é utilizado para transmissão digital e possui impedância característica geralmente de 50 ohms. As principais características de cabos coaxiais do tipo banda base, de impedância característica de 50 ohms, que eram utilizados em redes locais são : Impedância: 50 ohms Tamanho Mínimo de Segmento: 0,45 metros Transmissão em banda base, código Manchester, em modo half-duplex; Tamanho Máximo sem Repetidores: depende da velocidade que se deseja. Capacidade: 30 equipamentos/segmento Acesso ao meio: CSMA/CD Taxas de Transmissão de Dados: de 10 Mbps até 2 Gbps (Tane97) (depende do tamanho e qualidade do cabo). Usual em uma rede local seria uma taxa de 10 Mbits/s ou 100Mbits/s Modo de Transmissão: Half-Duplex - Código Manchester. Transmissão: Por pulsos de corrente contínua. Imunidade EMI/RFI: 50 dB Conector: Conector T Instalação: Facilitada (cabo fino e flexível) Topologia mais usual: barra; Tempo de trânsito: 4 ns/m. O cabo coaxial fino é mais maleável e, portanto, mais fácil de instalar. Em comparação com o cabo coaxial grosso, na transmissão em banda base, o cabo de 50 ohms sofre menos reflexões devido as capacitâncias introduzidas na ligação das estações ao cabo, além de possuir uma maior imunidade a ruídos eletromagnéticos de baixa frequência. Apesar do cabo coaxial banda base ter uma imunidade a ruídos melhor do que o par trançado, a transmissão em banda larga fornece uma imunidade a ruído melhor do que em banda base. Nesta tecnologia de transmissão, o sinal digital é injetado diretamente no cabo. A capacidade de transmissão dos cabos nesta modalidade varia entre alguns Mbps/Km, no caso dos cabos mais finos, até algumas Gigabits por segundo no caso de cabos mais grossos e de melhor qualidade. A impedância utilizada nesta modalidade de transmissão é de 50 ohms.

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Um Cabo Coaxial Banda Base, também conhecido como 10Base2, consiste de um fio de cobre rígido, que forma o núcleo, envolto por um material isolante, que por sua vez é envolto por um condutor cilíndrico na forma de malha entrelaçada, tudo coberto por uma capa plástica protetora. O método de acesso ao meio usado em Cabos Coaxias Banda Base é o detecção de portadora, com detecção de colisão. Amplamente utilizado em redes locais.

Figura 4.9 – Conector BNC

Figura 3.8 – Cabo coaxial 50 ohms
b) Cabo Coaxial de Banda Larga (75 ohms)

Um Cabo Coaxial Banda Larga, também conhecido como 10Base5 ou "Mangueira Amarela de Jardim", consiste de um fio de cobre rígido, que forma o núcleo, envolto por um material isolante, que por sua vez é envolto por um condutor cilíndrico de alumínio rígido, tudo coberto por uma capa plástica protetora.

Figura 3.10 – Cabo coaxial 75 ohms O cabo coaxial grosso, também conhecido como cabo coaxial de banda larga ou 10Base5, é utilizado para transmissão analógica, principalmente em redes de longa distância, como a utilizada pela TV a cabo. O cabo coaxial grosso, possui uma blindagem geralmente de cor amarela. Seu diâmetro externo é de aproximadamente 0,4 polegadas ou 9,8 mm. Uma diferença fundamental entre os cabos coaxiais de banda base e banda larga é que sistemas em banda larga necessitam de amplificadores analógicos para amplificar periodicamente o sinal. Esses amplificadores só transmitem o sinal em um sentido; assim, um computador enviando um pacote não será capaz de alcançar os computadores a montante dele, se houver um amplificador entre eles. Para contornar este problema, foram desenvolvidos dois tipos de sistemas em banda larga: com cabo duplo e com cabo único. Os sistemas de cabo duplo têm dois cabos idênticos paralelos. Para transmitir dados, um computador emite os dados pelo cabo 1, que está conectado a um dispositivo chamado head-end na raiz da árvore de dados. Em seguida, esse head-end transfere o sinal para o cabo 2, que refaz o caminho da árvore a fim de realizar a transmissão. Todos os computadores transmitem no cabo 1 e recebem no cabo 2. Sistemas com cabo único é alocado bandas diferentes de frequência para comunicação, entrando e saindo por um único cabo. A banda do cabo é dividida em dois canais ou caminhos, denominados:

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1.caminho de transmissão (Inbound): caminho de entrada dos dados no canal 2.caminho de recepção (Outbound): caminho de saida dos dados do canal

Figura 3.11 – Esquemas gerais de LAN de barra em banda larga No modelo midsplit, por exemplo, a banda de entrada vai de 5 a 116 MHz, e a banda de saída vai de 168 a 300 MHz.

Figura 3.12 – Redes de banda larga. (a) Cabo duplo. (b) Cabo único Esse cabo é muito utilizado para a transmissão do sinal de vídeo em TV a cabo e, na transmissão de vídeo também em computadores, para a integração de imagens transmitidas para várias estações de rede local. Tecnicamente, o cabo de banda larga é inferior ao cabo de banda básica (que tem apenas um canal) no que diz respeito ao envio de dados digitais, no entanto, por outro lado, existe a vantagem de haver muitos cabos desse tipo já instalados. Na Holanda, por exemplo, 90 por cento de todas as casas têm uma conexão de TV a cabo. Cerca de 80 por cento das casas norte-americanas têm um cabo de TV instalado. Desse total, pelo menos 60 por cento têm de fato uma conexão a cabo. Com a acirrada concorrência entre as companhias telefônicas e as empresas de TV a cabo, podemos esperar que um número cada vez maior de sistemas de TV a cabo comece a operar como MANs e oferecer serviços telefônicos, dentre outras vantagens. Para obter maiores informações sobre a utilização da TV a cabo como uma rede de computadores, consulte Karshmer and Thomas, 1992. As dificuldades de conexão com cabos coaxiais são um pouco maiores do que se fosse utilizado o par trançado. A conexão dos cabos é feita através de conectores mecânicos, o que também encarece sua instalação em relação ao par trançado, porém, os benefícios compensam com larga vantagem a utilização deste método. Dados Técnicos Impedância: 75 ohms Atenuação: em 500m de cabo não exceder 8,5 dB medido a 10MHz ou 6,0 dB medido a 5 MHz Velocidade de Propagação: 0,77c (c=vel. luz no vácuo) Tamanho Máximo de Segmento: 500 metros Tamanho Mínimo de Segmento: 2,5 metros Tamanho Recomendado: múltiplos de 23,4 - 70,2 ou 117 metros

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Número Máximo de Segmentos: 5 Tamanho Máximo Total: 2.500 metros Capacidade: 1500 canais com 1 ou mais equipamentos por canal Acesso ao meio: FDM Taxas de Transmissão de Dados: 100 a 150 Mbps (depende do tamanho do cabo) Modo de Transmissão: Full-Duplex. Transmissão: Por variação em sinal de freqüência de rádio Imunidade EMI/RFI: 85 dB Conector: Tipo Derivador Vampiro Utiliza Transceptores (detecta a portadora elétrica do cabo) Instalação: Requer prática/pessoal especializado
c) Cabo coaxial x par trançado:
– As características de transmissão do cabo coaxial são melhores do que o par trançado (comparado às categorias 5 e

5e), porém ocupa muito mais espaço em um duto de fiação.
– Na transmissão analógica o coaxial é mais adequado, pois permite uma largura de banda maior a uma distância maior

do que o par trançado.
– O cabo coaxial possui imunidade maior aos ruídos de cross-talk e uma fuga eletromagnética mais baixa, porém o custo

do coaxial é mais elevado do que o do par trançado, principalmente nas interfaces de ligação. Conclui-se que o cabo coaxial é mais adequado à transmissão analógica enquando o par trançado é mais indicado à transmissão digital.

3.1.4 Fibras óticas
Muitas pessoas do setor de informática se orgulham com a rapidez com que a tecnologia usada nos computadores vem melhorando. Na década de 1970, um computador rápido (por exemplo, o CDC 6600) podia executar uma instrução em 100 nanossegundos. Vinte anos depois, um computador Cray rápido podia executar uma instrução em 1 nanossegundo, decuplicando seu desempenho a cada década. Nada mal. No mesmo período, a comunicação de dados passou de 56 Kbps (a ARPANET) para 1 Gbps (comunicação ótica moderna), isso significa que seu desempenho melhorou 100 vezes em cada uma década, enquanto, no mesmo período, a taxa de erros passou de 10-5 por bit para quase zero. Além disso, as CPUs estão se aproximando dos limites físicos, como a velocidade da luz e os problemas decorrentes da dissipação do calor. Por outro lado, com a atual tecnologia de fibra ótica, a largura de banda pode ultrapassar a casa dos 50.000 Gbps (50 Tbps) e são muitas as pessoas que estão realizando pesquisas com materiais de melhor qualidade. O limite prático da sinalização atual é de cerca de 1 Gbps, pois não é possível converter os sinais elétricos e óticos em uma velocidade maior. O uso experimental de 100 Gbps está previsto a curto prazo. Dentro de poucos anos, alcançaremos uma velocidade de 1 terabit/s. Logo teremos sistemas plenamente óticos, que influenciarão também a transmissão de dados entre computadores (Miki, 1994a).

Figura 3.13 – Fibra ótica

Figura 4.14 – Conector de fibra ST

Na corrida entre a computação e a comunicação, ganhou a comunicação. O significado real da largura de banda infinita (apesar dos custos) ainda não foi totalmente assimilado por uma geração de cientistas e engenheiros da computação que aprenderam a pensar em termos dos limites de Shannon e Nyquist impostos pelo fio de cobre. Os novos conceitos partem

nada escapa para o ar. Convencionalmente. as redes devem tentar evitar a computação a todo custo. é interceptado na fibra. a saída é reconvertida em um sinal elétrico. o meio de transmissão e o detector. na prática. um pulso de luz indica um bit 1. o raio sofre uma refração (desvio) na fronteira sílica/ar. por essa razão. converte-o e transmite-o por pulsos de luz. a tecnologia atual de fibras caracteriza-se por três tipos distintos a seguir: 3.16 – (a) Três exemplos de um feixe de luz dentro de uma fibra de sílica com a fronteira ar/sílica em diferentes ângulos (b) reflexão de um raio de um feixe de luz abaixo do ângulo crítico Com relação à capacidade de transmissão. da sílica fundida para o ar. não teria a menor utilidade. que reflete os diferentes tempos de propagação da onda luminosa. Devido a alta dispersão. ou acima dele.1 Tipos de fibras a) Multimodo com índice degrau Esse tipo de fibra ótica possui sua capacidade de transmissão limitada basicamente pela dispersão modal.16 (b). Dessa forma. que reflete os diferentes tempos de propagação da onda luminosa. o desempenho destas fibras não passam de 15 a 25 Mhz. um feixe de luz que incide em um ângulo crítico. Nesta seção. mostrando-se apenas um interessante princípio físico. como mostra a Figura 3. essas fibras são menos sensíveis a esse fenômeno do que as fibras multimodais.4. b) Multimodo com Índice Gradual Esse tipo de fibra ótica possui sua capacidade de transmissão limitada pela dispersão modal. ao incidir na fronteira e que. nós vemos um feixe de luz que forma um ângulo α1.Km. Um sistema de transmissão ótico tem três componentes. A taxa de transmissão neste tipo de fibra é de 400 MHZ. Nos ângulos cuja incidência ultrapasse um determinado valor crítico. Na extremidade de recepção. O detector gera um pulso elétrico quando entra em contato com a luz. de seus índices de refração). Quando um raio de luz passa de um meio para outro. Figura 3. produz um ângulo β1. e a ausência de luz representa um bit zero. como mostra a Figura 3. O meio de transmissão é uma fibra de vidro ultrafina. a luz é refratada de volta para a sílica. No entanto. a origem da luz. vamos estudar as fibras óticas e veremos como funciona essa tecnologia de transmissão. Nela. Esse feixe pode se propagar por muitos quilômetros sem sofrer praticamente nenhuma perda. O volume de refração depende das propriedades dos dois meios físicos (em particular.km em média. . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  29 da premissa de que todos os computadores são desesperadamente lentos e. independente do desperdício de largura de banda. temos um sistema de transmissão de dados unidirecional que aceita um sinal elétrico.16. C O N V E R S O R C O N Receptor V Ótico Fibra ótica E (detetor R Ótico) S O Interface O-E R Sinal elétrico Transmissor Ótico (emissor de luz) Sinal elétrico Interface E-O Figura 3. por exemplo. Quando instalamos uma fonte de luz em uma extremidade de uma fibra ótica e um detector na outra.15 – Conversor de sinal ótico/elétrico e elétrico/ótico Esse sistema de transmissão desperdiçaria luz e.1. ao emergir.

 Apostila de Telecomunicações e Redes 1  30 c) Monomodo Estas fibras são insensíveis a dispersão modal. esta fibra pode atingir taxas de transmissão na ordem de 100 Ghz.7 mícron (1 mícron é igual a 10-6 metros). A figura mostra a parte infravermelha do espectro. apesar de fazê-lo em velocidades mais baixas. Atenuação em decibéis = 10 log 10 potência transmitida potência recebida Por exemplo. O vidro usado nas modernas fibras óticas são tão transparentes que. mas. para eles. que variam de 0. A luz visível tem comprimentos de onda ligeiramente mais curtos. Já foram feitas experiências com taxas de dados muito mais altas entre pontos mais próximos. na prática. é a usada. que. quando o fator de perda é dois. As fibras monomodais atualmente disponíveis podem transmitir dados a uma velocidade de muitos Gbps em uma distância de 30 km. Figura 3. O vidro transparente usado nas janelas foi desenvolvido durante a Renascença. Devido a esta característica. e não por água. A atenuação da luz através do vidro depende do comprimento de onda da luz. A atenuação do tipo de vidro usado nas fibras é mostrada na Figura abaixo. Os antigos egípcios já dominavam a manufatura do vidro.4 a 0. que é a reflexão da onda luminosa em diferentes tempos. Elas já mostraram que feixes laser de alta potência podem conduzir uma fibra em uma distância de 100 quilômetros sem utilizar repetidores. em decibéis por quilômetro linear de fibra. se o mar fosse formado por esse tipo de vidro.2 Transmissão de luz através da fibra As fibras óticas são feitas de vidro.Km.17 – Tipos de fibra existentes 3. assim como vemos o solo quando voamos de avião em um dia ensolarado. A atenuação em decibéis é obtida com a seguinte fórmula. seria possível ver o fundo do mar da superfície. o vidro podia ter no máximo 1 mm de espessura para que a luz pudesse atravessá-lo.1. . uma matéria-prima barata e abundante. que. por sua vez. obtemos atenuação de 10 log 10 2 = 3 dB.4. Pesquisas sobre fibras que utilizam o érbio prometem alcançar distâncías ainda maiores sem repetidores. é produzido a partir da areia.

85. eles são depositados no fundo. quando os pulsos são produzidos com um formato especial relacionado ao recíproco do co-seno hiperbólico. o núcleo tem entre 8 e 10 micras. onde podem ser arrastados por redes de pesca ou comidos por tubarões. (b) Extremidade de um cabo com 3 fibras. a exceção fica por conta da malha entrelaçada. descobriu-se que. As três bandas entre 25 e 30 mil GHz de largura. Em águas profundas. Esses pulsos são chamados de solitons.19 (b) mostra um cabo com três fibras. 3. o que.4. o mundo assiste a um grande esforço de pesquisa no sentido de colocar em prática as experiências que estão sendo feitas em laboratórios com os solitons. Figura 3. Em seguida. . Uma forma de impedir que a expansão desses pulsos se sobreponha é aumentar a distância entre eles.85 mícron tem uma atenuação maior. No centro. Nas fibras monomodais.19 (a) mostra a perspectiva lateral de uma fibra. Essa expansão é chamada de dispersão. Atualmente. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  31 A comunicação utiliza três bandas de comprimento de onda. por outro lado. fica o núcleo de vidro através do qual se propaga a luz.1. Normalmente. O volume da dispersão vai depender do comprimento da onda. há um revestimento plástico fino com finalidade de proteger a camada anterior. as fibras são agrupadas em feixes. todos os efeitos da dispersão são cancelados e é possível enviar pulsos por milhares de quilômetros sem que haja uma distorção significativa. A Figura 3. O núcleo da fibra é envolvido por uma proteção de vidro cujo índice de refração é inferior ao do núcleo. o núcleo tem 50 micra de diâmetro. Geralmente. As duas últimas têm boas propriedades de atenuação (uma perda inferior a 5 por cento por quilômetro) A banda de 0.55 micra. os lasers e os chips podem ser produzidos a partir do mesmo material (arsenieto de gálio). Elas são centralizadas em 0. Figura 3. mas. os cabos de fibra transoceânicos são enterrados em trincheiras por uma espécie de arado marítimo. Perto da praia. respectivamente. só pode ser feito com a redução da taxa de sinalização.30 e 1. 1. Nas fibras multimodais. protegidos por uma capa externa. nesse comprimento de onda.3 Cabos de fibra Os cabos de fibra ótica são semelhantes aos coaxiais. para manter a luz no núcleo. os cabos de fibra terrestres são colocadas no solo a um metro da superfície. onde ocasionalmente são atacados por pequenos animais roedores. Felizmente. A Figura 3.18 – bandas de freqüências utilizadas para transmissão nas fibras Os pulsos de luz enviados através de uma fibra se expandem à medida que se propagam. no entanto.19 – (a) Perspectiva lateral de uma fibra. o que corresponde à espessura de um fio de cabelo humano.

mostrado na Figura 3. mas facilitam a reconfiguração dos sistemas. no entanco. No máximo. Os conectores perdem de 10 a 20 por cento da luz. Figura 3. como mostra a Figura 3. nesse caso. pois um diodo emissor de luz ou um fotodiodo quebrado não compromete o anel. Um conector tem um diodo emissor de luz ou um diodo a laser na sua extremidade (para transmissão) e o outro. na verdade. e um pulso de luz deve conduzir energia suficiente para ser detectado. O ruído térmico também é importante. a taxa de erros pode se tornar arbitrariamente pequena.20. A luz recebida é convertida em um sinal elétrico. por essa razão. Item Taxa de dados Modo Distância Vida Útil Sensibilidade à temperatura Custo LED Baixa Multimodo Pequena Longa Insignificante Baixo custo Laser Semicondutor Alta Multimodo ou monomodo Longa Curta Substancial I Alto custo Tabela 3. 3. elas podem ser encaixadas mecanicamente. como mostra a Tabela 3.4. Um encaixe por fusão é quase tão bom quanto uma fibra inteira.4 Redes de fibra As fibras óticas podem ser usadas nas LANs e nas transmissões de longa distância.1. um fotodiodo (para recepção) O conector em si é completamente passivo e. Duas fontes de luz podem ser usadas para fazer a sinalização. Uma interface passiva consiste em dois conectores fundidos à fibra principal. seguido de pequenos ajustes cuja finalidade é maximizar o sinal.20 – Um anel de fibra ótica com repetidores ativos O outro tipo de interface. elas podem ter conectores em suas extremidades e serem plugadas em sockets de fibra. é extremamente confiável. Uma forma de contornar esse problema é perceber que uma rede em anel é. as duas extremidades são cuidadosamente colocadas uma perto da outra em uma luva especial e encaixadas em seguida. o que limita as taxas de dados a 1 Gbps. Nesse caso. os diodos emissores de luz e os lasers semicondutores. . apesar de sua ser conexão mais complexa do que a conexão com uma rede Ethernet. Em geral.4 . A interface de cada computador percorre o fluxo de pulsos de luz até a próxima ligação e também serve como junção em forma de T para permitir que o computador envie e aceite mensagens. que emite um pulso elétrico quando entra em contato com a luz. é o repetidor ativo. Em primeiro lugar. Em segundo lugar. Dois tipos de interfaces são usados. um conjunto de ligações ponto a ponto.20. dois pedaços de fibra podem ser fundidos de modo a formar uma conexão sólida. Nos três tipos de encaixe. O alinhamento pode ser melhorado com a passagem de luz através da junção. há uma pequena atenuação.4. Com pulsos de potência suficiente. Em terceiro lugar.Uma comparação entre diodos semicondutores e emissores de luz utilizados como fontes de luz A extremidade de recepção de uma fibra ótica consiste em um fotodiodo. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  32 As fibras podem ser conectadas de três diferentes formas. Eles têm diferentes propriedades. As junções mecânicas são encaixadas em 5 minutos por uma equipe devidamente treinada e resultam em uma perda de 10 % da luz. ele deixa um computador off-line. podem ocorrer reflexões no ponto de junção e a energia refletida pode interferir no sinal. o tempo de resposta de um fotodiodo é 1 nanossegundo.

Figura 3. o que. Além da remoção. o número total de computadores e o tamanho total do anel acabam sofrendo grandes restrições. Devido à baixa atenuação. Além disso. as fibras têm preferência por terem um custo de instalação muito mais baixo. em comparação com os cinco quilômetros que separam cada repetidor nas conexões via cobre. a comunicação bidirecional exige duas fibras e duas bandas . Os fótons de uma fibra não afetam um ao outro (não têm carga elétrica) e não são afetados pelos fótons dispersos existentes do lado de fora da fibra. do cobre por fibras deixar os dutos vazios. cada interface tem uma fibra entre seu transmissor e um cilindro de sílica. Mil pares trançados com 1 quilômetro de comprimento pesam 8 t. o cobre tem um excelente valor de revenda para as refinarias especializadas. Também é possível ter um hardware se comunicando através do uso de uma estrela passiva. isso significa que eles podem operar em larguras de banda extremamente altas. que a fibra é uma tecnologia nova. a estrela passiva combina todos os sinais de entrada e transmite o resultado obtido em todas as linhas. além do mais. Por essas razões. a fibra é mais leve que o cobre. o anel será interrompido e a rede. A razão para que a fibra seja melhor do que o cobre é inerente às questões físicas subjacentes a esses dois materiais. Comparação das Fibras Óticas e dos Fios de Cobre É instrutivo comparar a fibra com o cobre. as fibras não desperdiçam luz e dificilmente são interceptadas. Como a energia de entrada é dividida entre todas as linhas de saída. interferência magnética ou quedas no fornecimento de energia. Duas fibras têm mais capacidade e pesam apénas 100 kg. o número de nós da rede é limitado pela sensibilidade dos fotodiodos. dessa forma. Como a transmissão é basicamente unidirecional.21. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  33 tem sua capacidade regenerada caso ela tenha sido enfraquecida e é retransmitida na forma de luz. A interface com o computador é um fio de cobre comum que passa pelo regenerador de sinal. por isso. significa que o anel pode ter qualquer tamanho. ela pode gerenciar larguras de banda muito mais altas do que o cobre. ela é fina e leve. as fibras fundidas à outra extremidade do cilindro são conectadas a cada um dos receptores. desfeita. Apenas essa característica justificaria seu uso nas redes de última geração. Já estão sendo usados repetidores puramente óticos. e subseqüente substituição. as companhias telefônicas gostam da fibra por outra razão. Nesse projeto. A fibra tem muitas vantagens. eles afetam um ao outro e. Da mesma forma. ele é difundido dentro da estrela passiva para iluminar todos os receptores e. de modo que não há espaço para aumentar. e as fibras de entrada são fundidas em uma extremidade do cilindro. Vale lembrar. As interfaces passivas perdem luz em cada junção. Ela também está imune à ação corrosiva de alguns elementos químicos que pairam no ar e. Muitos dos dutos de cabo atuais estão completamente lotados. o que. as ligações individuais entre os computadores podem ter quilômetros de distância. Nas novas rotas. trata-se de uma alternativa muito mais segura contra possíveis escutas telefônicas.21 – Uma conexão em estrela passiva em uma rede de fibra ótica Por mais estranho que possa parecer. Para começo de conversa. Por fim. os repetidores só são necessários a cada 30 quilômetros de distância. no entanto. possibilitar a transmissão dos dados. Se um repetidor ativo entrar em pane. como o sinal é regenerado em cada interface. Quando uma interface emite um pulso de luz. adapta-se muito bem a regiões industriais. Quando os elétrons se movem dentro de um fio. que requer conhecimentos de que a maioria dos engenheiros não dispõe. Uma topologia em anel não é a única forma de se construir uma LAN usando fibras óticas. A fibra também tem a vantagem de não ser afetada por picos de voltagem. representa uma economia significativa. reduzindo de maneira significativa a necessidade de sistemas mecânicos de suporte. na prática. cuja manutenção é extremamente cara. que é mostrada na Figura 3. Esses dispositivos dispensam as conversões óticas/elétricas/óticas. consequentemente. Por outro lado. pois trata-se de um minério de altíssima qualidade. Na prática. são afetados pelos elétrons existentes fora do fio.

pelo que se vê. Essa velocidade. Para obter maiores informações sobre todos os aspectos físicos da rede de fibra ótica.22 são os nomes oficiais definidos pela ITU. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  34 de freqüência em uma fibra. 3. A resposta para esses usuários está na comunicação sem fio.. desde que sejam moduladas a amplitude. os próximos padrões de alta freqüência terão nomes como Incredibly..000 Km/s. Nenhum objeto ou sinal pode se mover com maior rapidez do que ela. florestas. notebook.. (lambda). só haverá dois tipos de comunicação.... que é universalmente designada pela letra grega λ. mas eles são difíceis de produzir e modular.. as interfaces de fibra são mais caras do que as interfaces elétricas.. média e alta freqüência... Ultra.. No entanto. a velocidade cai para cerca de 2/3 desse valor e se torna ligeiramente dependente da freqüência. existem algumas outras circunstâncias em que os dispositivos sem fio são mais adequados do que os fixos. Os termos LF.1 O Espectro Eletromagnético Quando se movem.[300Hz ate 3000Hz] VLF (Very Low Frequency)... Very.pelo físico alemão Heinrich Hertz em 1887. No cobre ou na fibra. consulte Green (1993). ou aproximadamente de 30 cm por nanossegundo. Fibras óticas são elementos de transmissão que utilizam sinais de luz codificados para transmitir os dados.. Quando se instala uma antena com o tamanho apropriado em um circuito elétrico. o raio X e o raio gama representariam opções ainda melhores.. Astonishingly e Prodigiously (IHF. Não é à toa que a moderna comunicação digital sem fio começou nas ilhas havaianas......[30000Hz ate 300000Hz] . A distância entre dois pontos máximos (ou mínimos) consecutivos é chamada de comprimento de onda. Para os usuários móveis. onde os usuários eram separados pelo oceano Pacífico e o sistema telefônico se mostrava totalmente inadequado. pessoas que precisam estar permanentemente online.. quando esses nomes foram criados... 3. telefones e equipamentos de fax fixos serão conectados por fibra ótica e os móveis serão sem fio. de baíxa.. Portanto... O rádio....... independente de sua freqüência. todas as ondas eletromagnéticas viajam na mesma velocidade..... que é de cerca de 300. f.. MF e HF são as abreviaturas.. No vácuo.. no futuro.. Esses foram os últimos nomes criados e... a banda LF vai de 1 a 10 km (aproximadamente. todos sabemos que o futuro das comunicações de dados em distâncias significativas pertence à fibra. a freqüência ou a fase das ondas..2. Eles precisam transferir dados para os seus computadores laptop. de 30 kHz a 300 kHz)..2 Meios não físicos de transmissão Estamos assistindo ao surgimento de pessoas totalmente viciadas em informações... vamos apresentar os conceitos básicos da comunicação sem fio. foram atribuídos os seguintes nomes às bandas mais altas surgidas posteriormente... O espectro eletromagnético é mostrado na Figura 3.. devido a acidentes geográficos (montanhas. As freqüências listadas na parte inferior da Figura 3. deve-se recorrer à tecnologia da transmissão sem fio..[3000Hz ate 30000Hz] LF (Low Frequency).... de bolso ou de pulso sem depender da infraestrutura de comunicação terrestre. O número de oscilações por segundo de uma onda eletromagnética é chamado de freqüência. A luz que circula pela fibra ótica situa-se no espectro do infravermelho e seu comprimento de onda está entre 10xE14 a 10xE15 Hz.22.... A luz ultravioleta. A velocidade da luz é o limite máximo que se pode alcançar. ninguém esperava ultrapassar 10 Mhz. pântanos etc.. já que ela tem uma série de aplicações importantes além da possibilidade de oferecer conectividade para quem deseja ler mensagens de correio eletrônico durante um vôo. Super. No entanto. Extremely e Tremendously High Frequency. os elétrons criam ondas eletromagnéticas que podem se propagar através do espaço livre (inclusive em um vácuo)... o cabo coaxial e a fibra ótica não têm a menor utilidade.. Quando há dificuldades para instalar cabos de fibra ótica em um prédio.. Toda a comunicação sem fio é baseada nesse princípio. Algumas pessoas chegam a acreditar que..).. portanto. em inglês... o par trançado..... a microonda.. e é medida em Hz (em homenagem a Heinrich Hertz). Todos os computadores... além de não se propagarem através dos prédios e serem perigosos para os seres vivos. respectivamente. Essas ondas foram previstas pelo físico inglês James Clerk Maxwell em 1865 e produzidas e observadas pela primeira vez . Nesta seção. AHF e PHF) ELF (Extremely Low Frequency. o raio infravermelho e os trechos luminosos do espectro podem ser usados na transmissão de informações.. palmtop.. as ondas eletromagnéticas podem ser transmitidas e recebidas com eficiência por um receptor localizado a uma distância bastante razoável. as comunicações por fibra e as sem fio.. Finalmente. geralmente chamada de velocidade da luz. Vê-se com clareza que. Essas freqüências se baseiam nos comprimentos de onda. já que têm freqüências mais altas.

a General Motors decidiu equipar seus novos Cadillacs com freios que impediam o travamento das rodas. o motorista disse que não tinha feito nada e que o carro tinha ficado louco de uma hora para outra. em vez de travá-los de verdade. Em todas as freqüências. nas mais altas. mas somente quando trafegavam pelas estradas de Ohio.2 Transmissão de Rádio As ondas de rádio são fáceis de gerar. de repente. O principal problema relacionado à utilização dessas bandas em comunicação de dados diz respeito à baixa largura de banda que oferecem [ver Eq. seja em ambientes fechados ou abertos. uma camada de partículas carregadas que giram em torno da terra a uma altura de 100 a 500 km são refratadas . mas. Na década de 1970. Um belo dia. portanto. razão pela qual os rádíos portáteis funcionam em ambientes fechados. Devido à capacidade que as rádios têm de percorrer longas distâncias. como se fosse uma antena. as ondas de rádio atravessam os obstáculos. concedendo apenas uma exceção (discutida a seguir). as ondas de rádio se propagam em nível do solo. particularmente quando estavam sendo observados por um guarda rodoviário. as ondas que alcançam a ionosfera. começou a surgir um padrão.2. Nas faixas VLF. A radiodifusão em freqüências AM utilizam a banda MF. As ondas de rádio nessas bandas atravessam facilmente os prédios. Vale lembrar que o rádio onidirecional nem sempre é bom. todos os governos exercem um rígido controle sobre os transmissores de rádio. o transmissor e o receptor não precisam estar cuidadosa e fisicamente alinhados. Nas freqüências baixas. No entanto. LF e MF. um guarda rodoviário de Ohio começou a usar seu novo rádio móvel para falar com o quartel-general e. As ondas de rádio também são onidirecionais. Depois de ser abordado pelo patrulheiro. percorrem longas distâncias e penetram os prédios facilmente e. Nas bandas HF e VHF. Por essa razão. e o controle era feito por computador. as ondas de rádio tendem a viajar em linhas retas e a ricochetear nos obstáculos. Nas freqüências altas. como mostra a Figura 3. o Cadillac próximo a ele passou a se comportar como um cava(o trotando. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  35 Figura 3. portanto. a interferência entre os usuários é um problema. mais ou menos 1/r' no ar. Eventualmente.23(a). esse raio de ação é bem menor. o que signífica que elas percorrem todas as direções a partir da origem. Quando o motorista pisava no pedal de freio. Elas também são absorvidas pela chuva. razão pela qual as estações de rádio Boston AM não podem ser ouvidas facilmente em Nova York. as ondas em nível do solo tendem a ser absorvidas pela terra. A General Motors demorou a entender o motivo pelo qual os Cadillacs funcionavam sem problemas nos outros estados e outras estradas secundárias de Ohio. os Cadillacs enlouqueciam. as ondas de rádio estão sujeitas à interferência dos motores e outros equipamentos elétricos. (2-2)J. Essas ondas podem ser detectadas dentro de um raio de 1 mil quilômetros nas freqüências mais baixas. mas a potência cai abruptamente à medida que a distância da origem aumenta. Só depois de muita pesquisa eles descobriram que a fiação do Cadillac captava a freqüência usada pelo novo sistema de rádio da Patrulha Rodoviária de Ohio.22 – O espectro eletromagnético e a maneira como ele é usado na comunicação 3. o computador prendia e soltava os freios. são largamente utilizadas para comunicação. As propriedades das ondas de rádio dependem da freqüência. às vezes.

Em determinadas condições atmosféricas. o primeiro nome da MCI. às vezes as torres acabam ficando em distâncias muito grandes. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  36 por ela e enviadas de volta à terra. A demanda por mais e mais espectro serve para manter o processo de aperfeiçoamento tecnológico. tornando-se uma companhia telefônica de longa distância. Ao contrário das ondas de rádio nas freqüências mais baixas. fazendo com que eles se comuniquem com vários receptores alinhados em fileira sem que haja interferência. mas. (b) na HF. em telefones celulares. essa direcionalidade permite o alinhamento de vários transmissores em uma única fileira. trata-se de um grave problema. Além disso. a comunicação por microondas é muito usada na telefonia à longa distância. Na verdade. Assim como acontece com o fading por múltiplos caminhos..23 (b) . os sinais podem ricochetear diversas vezes. Consequentemente. ainda há alguma divergência no espaço. como acontece com uma ligação entre San Francisco e Amsterdam). é possível ignorar o sistema telefônico e se comunicar diretamente. as ondas de rádio obedecem à Curvatura da terra. para onde alternam quando o fading por múltiplos caminhos perde a banda de freqüência temporariamente. as ondas trafegam em linha reta e por essa razão podem ser captadas com mais facilidade. (A Sprint trilhou outro caminho. Quanto mais altas são as torres. em comunicação. a única solução é desligar as ligações que estão sendo afetadas pela chuva e criar uma nova rota para elas. Em resumo. A concentração de toda a energia em um pequeno feixe através de uma antena parabólica oferece um sinal muito mais alto para a relação de ruído. ela se formou a partir da Southern Pacific Railroad. A instalação de duas torres simples (com alguns postes com quatro esteios) e de antenas em cada um deles pode ser mais barato do que enterrar 50 quilômetros de fibra em uma congestionada área urbana ou montanhosa. é preciso instalar repetidores periodicamente. Foi por essa razão que a MCI mudou de orientação com tanta rapidez. Essas ondas têm apenas alguns centímetros e são absorvidas pela chuva. ao lado da estrada de ferro. Antes das fibras óticas. mais distantes elas precisam estar. provocando uma grave escassez de espectro. A microonda é relativamente barata. Esse efeito é chamado de fading por múltiplos caminhos (multipath fading) e costuma provocar sérios problemas. consequentemente. e pode ser mais barato do que reservar a fibra da companhia telefônica. Inc. era Microwave Communications. especialmente se os custos com a retirada do cobre ainda não tiver sido feita. mas a partir de 8 GHz surge um novo problema. As bandas de até 10 GHz agora são de uso rotineiro. como mostra a figura 3. Os operadores de radioamador utilizam essas bandas em conversas de longa distância. tratou de instalar os cabos de fibra ótica necessários. durantes décadas essas microondas foram de fundamental importância para o sistema de transmissão telefônica de longa distância.3 Transmissão de Microondas Acima de 100 MHz. Além disso. pois seu sistema foi originalmente desenvolvido em torres de microondas (grande parte dessa rede já foi adaptada para fibra).. Figura 3. permitindo que as transmissões utilizem freqüências cada vez mais altas. absorção pela água. que já detinha muitos direitos de caminho e. Ele depende do tempo e da freqüência. uma das grandes concessionárias de comunicações à longa distância dos Estados Unidos.2. quando se compra um pequeno lote de terra a cada 50 quilômetros e nele é instalada uma pequena torre de microondas. na distribuição por televisão etc. A distância entre os repetidores aumenta de acordo com a raiz quadrada da altura da torre.23 – (a) Nas faixas VLF. Elas têm uma série de vantagens significativas sobre a fibra. Como as microondas viajam em linha reta.). mas as antenas de transmissão e recepção devem ser alinhadas com o máximo de precisão. Além do mais. Alguns operadores mantêm 10 por cento dos canais ociosos como sobressalentes. As torres com 100 m de altura devem ter repetidores a cada 80 km. . Algumas ondas podem ser refratadas nas camadas atmosféricas mais baixas e. elas ricocheteiam na atmosfera 3. Os militares também se comunicam nas bandas HF e VHF. as microondas não atravessam os prédios. a sua chegada pode ser mais demorada do que a das ondas diretas. A mais importante delas é que a microonda dispensa a necessidade de se ter direitos sobre um caminho. Esse efeito não causaria problema algum se estivéssemos planejando construir um gigantesco forno de microondas para ser usado a céu aberto. muito embora o raio possa ser detectado no transmissor. VF e MF.

Nesse caso. em um belo dia de sol. a principal virtude do laser. funcionam normalmente.400-2. Ele também é relativamente fácil de ser instalado e. videocassetes e estéreos empregam a comunicação infravermelha. certa vez. Tanembaum participou de uma conferência em um moderno hotel europeu cujos organizadores tiveram a felicidade de oferecer uma sala repleta de terminais para que os participantes pudessem ler suas mensagens de correio eletrônico durante as apresentações menos interessantes. não precisa de uma licença da FCC. as microondas têm outro uso importante. Essas bandas são uma exceção à lei de licença. 3. É por essa razão que um sistema infravermelho instalado em um ambiente fechado não interfere em um sistema semelhante instalado nas salas adjacentes.2. os transmissores que as utilizam não precisam de autorização do governo. essas bandas são populares para diversas formas de rede sem fio de curto alcance. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  37 Além de serem usadas em transmissões de longa distância. Al. um feixe muito estreito. As bandas mais altas exigem chips mais caros e estão sujeitas a interferências dos fornos de microondas e das instalações de radar. não atravessam objetos sólidos (para provar essa tese. 1994. nos dias de sol. mas ela está muito ocupada e o equipamento que a utiliza só pode ser operado na América do Norte. Uma aplicação mais moderna é conectar as LANs em dois prédios através de raios laser instalados em seus telhados. os organizadores voltaram a testá-lo com todo o cuidado e mais uma vez tudo funcionou às mil maravilhas. Nos dois outros dias. Essas ondas são relativamente direcionais.484 GHz. também existem as bandas de 902-928 MHz e de 5. Os controles remotos utilizados nas televisões. há alguns quílõmetros dali. os sistemas infravermelhos podem ser operados sem autorização do governo. Por exemplo. Por outro lado. Pela sua própria natureza. O calor do sol fez com que emanassem correntes de convecção do telhado do prédio. portões de segurança etc. os computadores e os escritórios de um prédio podem ser equipados com transmissores e receptores infravermelhos de características onidirecionais.2. Geralmente. 1993. pois evitam os problemas de licenciamento. o sistema entrou em pane e ficou fora do ar durante todo o dia. Uma banda é alocada em escala mundial. Esse ar turbulento desviou o feixe e fez com que ele . baratas e fáceis de construir. Para obter maiores informações sobre a comunicação infravermelha. posicione-se entre o controle remoto e a televisão). Para direcionaram feixe de raios laser com 1 mm de largura a um alvo de 1 mm a 500 m. 3. Portanto. Esse esquema oferece uma largura de banda muito alta a um custo bastante baixo. pois o sol 6rilha tanto no infravermelho como no espectro visível. os organizadores colocaram um raio laser no telhado e o apontaram na direção do prédio de ciência da computação da universidade onde trabalhavam.4 Ondas milimétricas e infravermelhas As ondas milimétricas e infravermelhas sem guia são usadas em larga escala na comunicação de curto alcance. quando tudo funcionou perfeitamente bem. as ondas assumem um comportamento cada vez mais parecido com o da luz.850 GHz. Além dela.5 Transmissão de Ondas de Luz A sinalização ótica sem guia está sendo utilizada há séculos. o infravermelho tornou-se um promissor candidato para as LANs sem fio instaladas em ambientes fechados. A banda 900 MHz funciona melhor.24. que só podem ser instalados com uma licença. Depois da conferência. e Bantz e Bauchot. seriam desativadas.725-5. consulte Adams et. Paul Revere usou a sinalização ótica binária na Old North Church antes de seu famoso feito. alto-falantes de alia fidelidade sem fio. a sinalização ótica coerente que utiliza raios laser é unidirecional. prevenindo-os contra eventuais espionagens eletrônicas. mas têm um grande inconveniente. assim. Por esses rriotivos. o problema voltou a se repetir. computadores portáteis com recursos infravermelhos podem pertencer a uma LAN sem estarem fisicamente conectados a ela. Em geral. como mostra a Figura 3. os organizadores conseguiram resolver a charada. quando nos deslocamos do rádio de onda longa em direção à luz visível. À noite. ao contrário das microondas. perdendo pouco a pouco as características de rádio. Uma das desvantagens dos feixes de raios laser é que eles não são capazes de penetrar a chuva ou a neblina. elas podem se sentar na sala de conferências e estar plenamente conectadas sem que seja necessário plugá-los a uma tomada. é preciso ter a pontaria de uma Annie Oakley moderna. Devido a essas propriedades. mencanismos de abertura de portão de garagem. ao contrário dos sistemas de rádio. depois de três dias. E é exatamente por essa razão que os sistemas infravermelhos são mais seguros do que os sistemas de rádio. No entanto. mas. são colocadas lentes no sistema para desfocar levemente o feixe. Às 9h da manhã seguinte. Eles haviam feito um teste na noite anteior à conferência. a banda industrial/científica/médica. Essas bandas são usadas para telefones sem fio. o fato de as ondas infravermelhas não atravessarem paredes sólidas pode ser visto como uma qualidade. Quando diversas pessoas comparecem a uma reunião com seus portáteis. nos Estados Unidos e no Canadá. Como o PTC local não se dispôs a instalar um grande número de linhas telefônicas que. cada prédio precisa do seu próprio raio laser e do seu próprio fotodetector. A comunicação infravermelha não pode ser usada em ambientes abertos. 2. também pode ser vista como uma grande limitação. No entanto.

2. cada um deles ouve uma parte do espectro. Os satélites de comunicação possuem algumas propriedades interessantes. seria necessária uma antena orientável para rastreá-lo.6 Satélites de Comunicação Na década de 50 e no início dos anos 60 (1960).09 segundos. emitindo sinais a partir de balões de tempo metalizados. A principal diferença entre um satélite artificial e um real é que o artificial amplifica os sinais antes de enviá-los de volta.6. cobrindo uma área com apenas centenas de quilômetros de diâmetro.a lua . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  38 dançasse em torno do detector. ele gira na mesma velocidade que a Terra. Infelizmente. 3. Os satélites de comunicação em altitudes baixas como essa são problemáticos porque eles ficam à vista das estações em terra por apenas um curto intervalo de tempo. transformando uma estranha curiosidade em um avançado sistema de comunicação. Com a tecnologia atual. uso governamental e militar etc. Em seguida. A figura mostra um sistema bidirecional. o índice de rotação é o dia sideral: 23 horas 56 minutos e 4. Próximo à superfície terrestre. aparentemente imóvel.2. Ele contém diversos transponders. Um observador examinando um satélite em uma órbita equatorial circular o vê parado em um local fixo no céu. Um satélite de comunicação pode ser considerado como um grande repetidor de microondas no céu.000 Km acima do equador. Com um espaçamento de 2 graus. 1 Para os puristas. em uma altitude de aproximadamente 36. Figura 3.24 – Correntes de convecção podem interferir nos sistemas de comunicaçãoà laser. cobrindo uma fração substancial da superfície terrestre.). Uma situação em que o satélite permanece fixo no céu é extremamente desejável. que os tornam atrativos para muitas aplicações. para evitar interferência. para evitar interferência com o sinal de entrada.e criou um sistema operacional para comunicações costeiras que utilizava a lua em suas transmissões.1 Satélites Geossíncronos De acordo com a lei de Kepler. pois. não é muito inteligente ter satélites com espaços menores que 2 graus no plano equatorial de 360 graus. no qual há 2 lasers.1 Portanto. o período orbital de um satélite varia de acordo com o raio orbital. ou estreitos. as pessoas tentavam criar sistemas de comunicação. Esse mesmo ar também é o responsável pelas estradas bruxuleantes em dias quentes e pelas imagens tremidas quando olhamos para cima de um radiador quente. É esse tipo de "visão" atmosférica que faz as estrelas piscarem (e é por essa razão que os astrônomos colocam os telescópios no topo das montanhas). Alguns desses segmentos de órbita são reservados para outras classes de usuários (por exemplo. amplifica os sinais de entrada e os transmite novamente em outra freqüência. numa razão exponencial de 3/2. 3. o período do satélite é de 24 horas. Entretanto. a Marinha dos Estados Unidos detectou um tipo de balão de tempo que ficava permanentemente no céu . os sinais recebidos eram muito fracos para que tivessem algum uso prático. caso contrário. transmissões televisivas. só pode haver 360/2 = 180 satélites de comunicação geossíncronos ao mesmo tempo no céu. o período é de cerca de 90 min. Os feixes inferiores podem ser largos. O progresso no campo da comunicação celeste precisou esperar ate que o primeiro satélite de comunicação fosse lançado em 1962. .

a diminuição do tamanho e a exigência de equipamentos microeletrônicos. tornou-se viável uma estratégia de transmissão mais sofisticada. é óbvio). Entretanto. mas o equipamento necessário para usá-la ainda continua caro. um satélite de comunicação para os Estados Unidos teria um feixe amplo para os 48 estados contíguos. Esses pequenos terminais tem antenas de 1 m e podem consumir cerca de 1 watt de energia. As principais bandas comerciais são listadas na Figura 3. o hub. através da utilização de diversas estações em terra amplamente separadas.26 Nesse modo de operação. A desvantagem de ter estações de usuário final mais baratas é o maior retardo. é necessária umaestação em terra especial. têm sido feitos acordos internacionais a respeito de quem pode usar quais freqüências e segmentos de órbita. dois transponders podem usar polarizações diferentes do sinal. eles podem usar a mesma banda de freqüência sem que haja interferência. Portanto. o uplink é adequado para 19.2 Kbps. Para começar. Felizmente. se operassem em diferentes freqüências Para evitar o caos total no céu. 800 canais de voz digitais de 64 Kbps ou várias outras combinações. os satélites que utilizam diferentes partes do espectro não têm problemas de conflito.000 Km/s). Apostila de Telecomunicações e Redes 1  39 Felizmente. o tempo de trânsito de um ponto a outro fica entre 250 e 300 ms.25. a inferior para tráfego downlink (a partir do satélite) e a superior para tráfego uplink (para o satélite). 1994). Para uma conexão full-duplex é necessário um canal em cada direção. o transmissor ou o receptor possui uma grande antena e um amplificador de grande potência. portanto. em vez de apenas uma. O valor típico é 270 ms (540 ms para um sistema VSAT com um hub). cada um dos 180 satélites possíveis poderiam ter diversos fluxos de dados em ambas as direções simultaneamente. cabos e equipamentos eletrônicos extras para que se possa alternar rapidamente entre as estações. Figura 3. Um satélite típico possui de 10 a 20 transponders. Na banda Ka também foi alocada largura de banda para o tráfego de satélite comercial. como mostra a Figura 3. Hoje em dia. às vezes chamadas de VSATs (Very Small Aperture Terminais) (Ivancic et al. Com a enorme queda de preço. . Além disso. existe um outro problema: a chuva. Duas faixas de freqüência foram atribuídas a ela. as microestações não têm energia suficiente para se comunicarem diretamente com as outras (via satélite. com freqüência. Em vez disso. com uma grande antena de alto ganho para retransmitir o tráfego entre os SATs. pois também são usadas por concessionárias de comunicações para ligações de microondas terrestres. Além dessas bandas comerciais também existem muitas bandas governamentais e militares. além dos feixes pontuais para o Alasca e o Havaí. Normalmente. Essa banda não está (ainda) congestionada e. Dividia-se a largura de banda em bandas de freqüência fixa (FDM). os satélites podem ficar a uma distância mais próxima do que 1 grau. cada um com uma largura de banda de 36 a 50 MHz. a divisão dos transponders em canais era estática. esses feixes pontuais são elipticamente formados e podem ter algumas centenas de quilômetros de diâmetro. em geral. A banda C foi a primeira a ser atribuída ao tráfego de satélite comercial. podem acontecer diversas transmissões ascendentes e descendentes simultaneamente. a distância de ida e volta introduz um retardo substancial. apesar de os sinais enviados e recebidos por um satélite trafegarem na velocidade da luz (aproximadamente 300. Os primeiros satélites tinham um feixe espacial que iluminava toda a Terra. dois ou mais satélites poderiam ocupar um segmento de órbita. Em muitos sistemas VSAT. Nos primeiros satélites. Dependendo da distância entre o usuário e a estação em terra e da elevação do satélite acima do horizonte.25 . o problema pode ser contornado com antenas. Cada feixe descendente pode ser focalizado em uma pequena área geográfica. Por isso. A água é um grande absorvente dessas microondas curtas. Em geral.. Os satélites de comunicação têm diversas propriedades que sio radicalmente diferentes das ligações ponto a ponto terrestres. Essas bandas já estão sobrecarregadas. são localizadas grandes tempestades.As principais bandas de satélite A próxima freqüência mais alta para concessionárias de telecomunicações comerciais é a Ku. a multiplexação por divisão do tempo também é usada devido à sua maior flexibilidade. mas o downlink exige mais 512 Kbps. Como alternativa. Um novo desenvolvimento no mundo dos satélites de comunicação são as microestações de baixo custo. portanto. Geralmente. Um transponder de 50 Mbps pode ser usado para codificar um único fluxo de dados de 50 Mbps. Cada satélite é equipado com diversas antenas e vários transponders. nessas freqüências.

com um total de 1. Aqui. 3. fax e navegação em qualquer lugar da terra. com um satélite a cada 32 graus de latitude. essa propriedade é muito útil. mas com uma diferença. o projeto teve seu nome alterado para Dysprosium (o elemento 66). os satélites de baixa órbita raramente eram usados para comunicação porque apareciam e desapareciam de vista muito rapidamente. Aqui descreveremos brevemente o sistema Iridium. Cada célula teria 174 canais full-duplex. o que provavelmente soava muito mais como uma doença do que como um satélite. Os satélites também proporcionam taxas de erro excelentes e podem ser explorados quase que instantaneamente. outro o substituiria. um detalhe fundamental para a comunicação militar. a difusão do satélite pode ser mais barata. Cada satélite teria um máximo de 48 feixes pontuais. em órbitas polares circulares. os satélites são um completo desastre: todo mundo pode ouvir tudo. Mais tarde. tendo a Terra como o núcleo e os satélites como elétrons. cada satélite possui um número substancial de feixes pontuais que varrem a Terra à medida que o satélite se move. Esse serviço concorre diretamente com PCS/PCN e os torna desnecessários. Ele utiliza os conceitos de rádio celular. mas os outros são semelhantes. nesse sistema as células e os usuários são móveis. As pessoas com poucos conhecimentos de química podem pensar nessa disposição como um imenso átomo de disprósio. Mesmo quando a difusão pode ser simulada através do uso de uma linha ponto a ponto.VSATs usando um hub Nos satélites. Normalmente. como no rádio celular convencional. Eles poderiam ser dispostos em eixos norte-sul. dados. todos quiseram lançar uma cadeia de satélites de baixa órbita. como sugere a Figura 3.27 (b). Apostila de Telecomunicações e Redes 1  40 Outra propriedade importante dos satélites é que basicamente eles são meios de difusão.6.27 (a).628 células sobre a superfície da Terra.2 Satélites de baixa órbita Durante os primeiros 30 anos da era do satélite. O serviço de uma chamada transcontinental não custa mais do que uma chamada entre um lado e outro da rua. Portanto. o custo de transmissão de uma mensagem é independente da distância percorrida. Figura 3. As frequências poderiam ser reutilizadas duas células depois.2. A criptografia é essencial quando a segurança é necessária. Para algumas aplicações. toda a Terra seria coberta. Essa proposta criou um frenesi entre as outras empresas de comunicação. a Motorola deu início a um novo empreendimento e enviou um requerimento à FCC solicitando a permissão para lançar 77 satélites de baixa órbita do projeto Iridium (o elemento 77 é o irídio).26 . Há serviços de voz. Com seis eixos de satélite. A idéia era que assim que um satélite estivesse fora de vista. Em 1990. paging. Enviar uma mensagem para milhares de estações localizadas no diâmetro de um transponder não custa mais caro do que enviar para apenas uma. Os satélites devem ser posicionados em uma altitude de 750 Km. como mostra a Figura 3. do ponto de vista da segurança e da privacidade. o plano foi revisado no sentido de se usar apenas 66 satélites. Alguns desses seriam . mas as técnicas usadas para o rádio celular são igualmente aplicáveis tanto no caso de a célula deixar o usuário quanto no caso de o usuário deixar a célula.272 canais mundiais. mas os usuários são móveis. O objetivo básico do Iridium é fornecer um serviço de telecomunicações de amplitude mundial através de dispositivos portáteis que se comunicam diretamente com os satélites Iridium. Por outro lado. Subitamente. as células são fixas. para um total de 283. Por isso.

Entretanto. Esse movimento glacial foi causado em grande parte pelo ambiente regulador no qual esperava-se que as companhias telefônicas fornecessem bons serviços de voz a preços razoáveis (o que elas fizeram) e. como SMDS e B-ISDN. Empresas e pessoas físicas que quisessem ser contactadas todo o tempo. (Os dispositivos de paging imaginados poderiam mostrar duas linhas de texto alfanuméricos. Existe largura de banda suficiente no espaço cósmico para as ligações entre satélites.200 bps disponíveis para as pessoas que precisavam transmitir dados. a 1. o sistema telefônico mudou muito pouco nos últimos 100 anos e não mostrou sinais de mudança para os próximos 100 anos. tinham lucro garantido em seus investimentos. impedindo o fornecimento de uma alta banda a usuários individuais. As fibras que estão sendo instaladas atualmente são usadas no sistema telefônico para tratar diversas chamadas interurbanas ao mesmo tempo. mais largura de banda Potencial do que todos os satélites lançados. Se essa tecnologia puder fornecer um serviço universal em qualquer lugar da Terra por esse preço. em 1984 nos Estados Unidos e um pouco mais tarde na Europa. Afinal de contas. Subitamente. em troca. Além disso. em princípio. examinaremos alguns desses mercados.27 (a) Os satélites do Irídium formam seis eixos em torno da terra (b) 1. O custo projetado para o usuário final seria em torno de 3 dólares por minuto. As companhias telefônicas começaram a substituir suas redes de longa distância por fibra ótica e introduziram serviços de alta largura de banda. Essas empresas também pararam de cobrar preços altos por ligações interurbanas para subsidiar o serviço local. As mensagens recebidas por um satélite. Figura 3. pensava-se que o futuro da comunicação residia nos satélites de comunicação. os satélites de comunicação têm mercados muito importantes que a fibra não é capaz de alcançar. Havia modems de 1. as conexões de fibra terrestre pareciam ser a melhor opçao a longo prazo. mas destinadas a um satélite remoto. Apesar de uma única fibra ter. em áreas desenvolvidas. A Motorola estima que 200 MHz seriam suficientes para todo o sistema. Há 20 anos. O fator de limitação seriam os segmentos de uplink/downlink. Isso era praticamente tudo o que existia na época. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  41 para paging e navegação. apareceriam aos montes. Com o surgimento da concorrência. mesmo em áreas subdesenvolvidas.6 GHz. o que requer pouquíssima largura de banda. Uma comparação entre a comunicação por satélite e a comunicação terrestre é instrutiva.) Os uplinks e os downlinks poderiam operar na banda L. poderiam ser retransmitidas entre os satélites localizados na banda Ka. o Iridium enfrentaria intensa concorrência do PCS/PCN (com seus telepontos de configuração especial). é improvável que o projeto morra por falta de clientes. esse quadro se alterou radicalmente. possibilitando a comunicação com um satélite através de um pequeno dispositivo alimentado por bateria.628 células sobre a superfície da terra . Agora. essa largura de banda não está disponível para a maioria dos usuários.

b) O par trançado categoria 3 e 4 são normalmete usadas para redes de 10 Mb/s e 100 Mb/s respectivamente. Nas redes locais com par trançado. a capacidade é inversamente proporcional à distância Espectro é a representação das freqüências que um determinado canal deixa passar. 3) Assinale a alternativa correta: a) O par trançado categoria 3 e 5 são normalmete usadas para redes de 10 Mb/s e 100 Mb/s respectivamente. b) Podemos dividir os meios de transmissão em duas grandes categorias. 6) Por que o sistema Irídium recebeu este nome? 7) Dê um exemplo que você conheça de transmissão por infravermelho. meios analógicos e meios digitais. 8) Dê um exemplo que você conheça de transmissão por microondas. 2) Assinale a alternativa correta: a) O par trançado UTP possui uma blindagem. enquanto o par trançado UTP é desprotegido. 5) Assinale a alternativa correta: a) O padrão 802. indicando se a mesma é Verdadeira ou Falsa: V F a) b) c) d) e) f) g) h) i) j) k) l) n) o) p) q) r) s) t) u) v) x) Canal e meio de comunicação são sinônimos Para que um sinal passe por um canal é necessário que seu espectro esteja contido na banda do canal A banda de passagem de uma linha física é a mesma de um canal de voz Um meio de transmissão comporta apenas um circuito de comunicação individual Em qualquer meio de transmissão. enquanto o par trançado STP é desprotegido. O espectro da luz visível. 4) Assinale a alternativa correta: a) O melhor tipo de fibra existente para transmissão de dados é a Multimodo índice gradual. b) O melhor tipo de fibra existente para transmissão de dados é a Monomodo. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  42 Questionário: 1) Assinale a alternativa correta: a) Podemos dividir os meios de transmissão em duas grandes categorias. b) O par trançado STP possui uma blindagem. a transmissão é analógica Fibras monomodo utilizam ILDs As fibras utilizam luz no espectro do ultravioleta Os sistemas de microondas e os satélites Geoestacionários usam as mesmas faixas de freqüência O meio físico mais utilizado para transmissões no Brasil atualmente é o cabo coaxial Fibras monomodo têm um maior alcance do que as multimodo As ondas de rádio atravessam prédios As ondas infravermelhas atravessam prédios As ondas microondas atravessam prédios As ondas microondas atravessam paredes normais O número de satélites Geoestacionários é ilimitado m) A fibra ótica multimodo é mais rápida que a monomodo na transmissão dos dados w) A transmissão via laser é direcional é não pode ter qualquer obstáculo físico no caminho . meios físicos e não físicos. 9) Assinale com um X na resposta certa.3 10BaseT indica uma rede de 10 Mb/s usando fibra ótica e sinal digital. O cabo coaxial de 50 ohms utilizava o conector tipo vampiro nas redes locais O cabo coaxial de 75 ohms é usado no sistema de TV a cabo O cabo coaxial de 75 ohms é melhor do que o de 50 ohms para transmissão analógica a grande distância O cabo coaxial de 50 ohms utiliza o conector T O cabo coaxial 10Base2 é o de 75 ohms.3 10BaseT indica uma rede de 10 Mb/s usando par trançado e sinal digital. b) O padrão 802.

os padrões CSMA/CD.1 Enlace Física LLC MAC 802. Esses padrões foram posteriormente revisados e republicados como padrões internacionais pela ISO com a designação ISO 8802. inicialização das funções de transmissão e recepção de bits..) e as características funcionais e de procedimentos (tempo de duração de bit ou velocidade de transferência de bits. O comitê 802 publicou um conjunto de padrões nacionais americanos pelo Americans National Standards Institute (ANSI). a qual utiliza o protocolo LLC (Logical Link Control).1 Camadas do modelo IEEE 4.). etc. Cada padrão abrange a camada física e o protocolo de subcamada MAC. dimensões do suporte físico de transmissão. respectivamente. sendo que cada camada foi orientada para o desenvolvimento de redes locais.3 a 802. O padrão IEEE 802 Com o objetivo de elaborar padrões para redes locais de computadores nasceu o projeto IEEE 802. O modelo de referência elaborado pelo IEEE definiu uma arquitetura com três camadas (veja figura 8. Os padrões IEEE 802 foram adotados pelo ANSI como padrões nacionais americanos. as características mecânicas (tipo de conectores. token bus (permissão em barra) e token ring (permissão em anel). impedância. etc.) das conexões físicas. As partes de 802.3 802. As três seções a seguir explicam esses três sistemas. no que diz respeito à topologia e ao meio de transmissão propriamente dito. etc. Os vários padrões diferem na camada física e na subcamada MAC.2 Subcamada de controle de acesso ao meio (MAC) A subcamada MAC da arquitetura IEEE 802. consulte Stallings (1993).2 descreve a parte superior da camada de enlace de dados.1. A existência da subcamada MAC permite o desenvolvimento da subcamada superior (LLC) com um certo grau de independência da camada física. mas são compatíveis na camada de enlace de dados. Esses padrões. token bus e token ring. pelo NIST como padrões governamentais e pela ISO como padrões internacionais (conhecido como ISO 8802)..1 – Relação entre os padrões IEEE 802 e RM-OSI 4. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  43 4. O padrão 802. apresentando as seguintes características: a) correspondência máxima com o RM-OSI b) interconexão eficiente de equipamentos a um custo moderado c) implantação da arquitetura a custo moderado As três camadas da arquitetura IEEE são: – Camada física – Subcamada de controle de acesso ao meio (MAC) – Subcamada de controle de enlace lógico (LLC) OSI 802. incluem CSMA/CD.5 .4 802. que ficou a cargo de um comitê instituído em fevereiro de 1980 pela IEEE Computer Society (Instituto dos Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos).5 descrevem os três padrões de LAN.1 Camada física Tem como função prover os serviços básicos de transmissão e recepção de bits através de conexões física. cada uma publicada como um livro independente. especifica os mecanismos que permitem gerenciar a comunicação a nível de enlace de dados.1. Os padrões são divididos em partes.2 IEEE Figura 4. Para obter maiores informações. 4. que é a necessidade de gerenciar enlaces de dados com origens e destinatários múltiplos num mesmo meio físico de transmissão como no caso das topologias em anel e barramento. 802. Por outro .1). Assim. O IEEE produziu vários padrões para LANs. define as características elétricas (níveis de tensão.1 oferece uma introdução ao conjunto de padrões e define as primitivas da interface. coletivamente conhecidos como IEEE 802. A existência da subcamada MAC na arquitetura IEEE 802 reflete uma característica própria das redes locais. O padrão 802.

aguardam durante um período aleatório e repetem o processo inteiro novamente. 94 Mbps a ser conectado a 100 estações de trabalho pessoais em um cabo de 1 km (Metcalfe e Boggs. antes da fase de troca de dados propriamente dita.5 (ISO 8802/5): rede em anel utilizando passagem de permissão como método de acesso.) A Ethernet da Xerox foi tão bem-sucedida que a Xerox. nem controle para recuperação de erros ou anomalias. que utiliza o protocolo LLC. Além disso.3. Todas as estações que colidirem terminam sua transmissão. nem controle da cadência de transferência das unidades de dados (controle de fluxo). E assim por diante.3 e Ethernet O padrão IEEE 802. O próximo capítulo apresenta os principais protocolos de acesso múltiplo existentes.3 difere da especificação Ethernet por descrever uma família inteira de sistemas CSMA/CD 1-persistente. 1976). dentre eles se encontram o CSMA/CD. Esse documento contém também padrões para gerenciamento da rede e informações para a ligação inter-redes. o cabeçalho de um campo também é uma outra diferença entre eles (o campo de comprimento 802. portanto. token ring e token bus. haverá uma colisão. O padrão ANSI/IEEE 802. Para relembrar. – Padrão IEEE 802. em determinada época. O padrão 802. Somente depois da famosa experiência de Michelson-Morley. de seqüência e de controle de fluxo. (Quando o físico britânico do século XIX James Clerk Maxwell descobriu que a radiação eletromagnética poderia ser descrita como uma equação de onda. caso contrário. ela escuta o cabo. Os outros padrões que aparecem na figura 8.3 (ISO 8802/3): rede em barra utilizando o CSMA/CD como método de acesso. .1 é um documento que descreve o relacionamento entre os diversos padrões IEEE 802 e o relacionamento deles com o modelo RM-OSI. Mais tarde.1 especificam diferentes opções de nível físico e protocolos da subcamada MAC para diferentes tecnologias de redes locais: – Padrão IEEE 802. como referência ao éter luminífero através do qual se pensou. quando uma estação quer transmitir.2 (ISO 8802/2) descreve a subcamada superior do nivel de enlace. os cientistas presumiram que o espaço deveria ser preenchido com algum meio etéreo no qual a radiação se propagava. É suposto que as camadas superiores possuam tais mecanismos de modo a tornar desnecessária sua duplicação nas camadas inferiores. O padrão 802. Se o cabo estiver ocupado. 4.3 é usado para tipo de pacote em Ethernet).3 tem uma história interessante. Os conjuntos de parâmetros para outros meios e velocidades vieram depois. um novo padrão IEEE é criado para normalização do mesmo. a DEC e a Intel criaram um padrão para um sistema Ethernet de 10 Mbps. O terceiro serviço refere-se a um serviço sem conexão com reconhecimento utilizado em aplicações que necessitam de segurança mas não suportam o overhead de estabelecimento de conexão. Esse padrão formou a base do 802. Maiores informações a respeito do padrão IEEE para redes locais podem ser encontradas no anexo I desta apostila. a própria subcamada MAC é relativamente sensível a esses elementos. Esse sistema foi chamado de Ethernet. Se duas ou mais estações começarem a transmitir simultaneamente em um cabo desocupado. ela começa imediatamente a transmissão.3 Subcamada de controle de enlace lógico (LLC) A subcamada se encarrega de prover às camadas superiores os serviços que permitem uma comunicação confiável de sequência de bits (quadros) entre os sistemas usuários da rede. O início verdadeiro foi o sistema ALOHA construído de forma a permitir a comunicação entre máquinas dispersas pelas ilhas Havaianas. em 1887. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  44 lado. A especificação da subcamada LLC prevê a existência de três tipos de serviços básicos. Neste tipo de serviço não há. a estação aguarda até que ele fique livre. 4. que a radiação eletromagnética se propagava. O padrão inicial também fornece os parâmetros para um sistema de banda básica de 10 Mbps que utiliza cabos coaxiais de 50 ohms. que funcionavam em velocidades entre 1 a 10 Mbps em diversos meios. O padrão IEEE 802. que são os principais protocolos utilizados para controle de acesso ao meio compartilhado. os físicos descobriram que a radiação eletromagnética poderia se propagar no vácuo.1. de modo a incorporar as funções de recuperação de erros. e a Xerox criou um sistema CSMA/CD de 2. Padrão IEEE 802. foi acrescentada a detecção de portadora. fornecidos à camada superior: Um primeiro serviço permite que as unidades de informação sejam trocadas sem o estabelecimento prévio de uma conexão a nível de enlace de dados.3 é para uma LAN CSMA/CD 1-persistente.2. Um segundo serviço consiste no estabelecimento de uma conexão a nível de enlace de dados.4 (ISO 8802/4): rede em barra utilizando passagem de permissão como método de acesso – Padrão IEEE 802. Cada vez que uma novo meio de transmissão é utilizado nas redes locais.

popularmente chamado de Ethernet grosso (thiek Ethernet). Normalmente. Se o pulso atingir um obstáculo ou o fim do quadro. Em vez do uso de conectores de pressão. pois a maioria dos edifícios comerciais já está conectada dessa maneira. o transceptor também injeta um sinal inválido especial no cabo para garantir que todos os outros transceptores também entendam que ocorreu uma colisão. Esse esquema é denominado lOBase-T.2 mostra esses três esquemas de fiação. Quando é detectada uma colisão.2 .Os tipos mais comuns de LANs 802. Geralmente. técnica esta denominada reflectometria de domínio de tempo. Figura 4. Para o lOBase5. O quinto par. reduzindo assim o número de transceptores necessários.Três tipos de cabos 802.2. foram desenvolvidas técnicas para detectá-los. as conexões são feitas através de conectores BNC padrão para formar junções “T”.1 Cabeamento 802. mas pode atingir apenas 200 m e só é capaz de tratar 30 máquinas por slot de cabo. Com o 10Base5. Basicamente. Dois outros são destinados a sinais de controle de entrada e saída.1 . um cabo do transceptor (transcelver cable) conecta o transceptor a uma placa de interface no computador.3. um pulso de forma conhecida é injetado no cabo. é possível localizar a origem do eco. Os problemas associados à localização de cabos partidos levou os sistemas a utilizarem computadores conectados por cabo a um hub central. e normalmente existem diversos pares sobressalentes disponíveis. esses fios são pares trançados de companhias telefônicas. Nome 1 OBase5 1 OBase2 1 OBase-T 1 OBase-F Cabo Coaxial grosso Coaxial fino Par trançado Fibra ótica SIot máximo 500 m 200 m 100 m 2.3 Como o nome “Ethernet” se refere ao cabo (o éter).024 Vantagens Ideal para backbones Sistema mais barato Fácil manutenção Melhor para edifícios Figura 4. Essa placa contém um chip controlador que . o cabeamento lOBase5. Alguns transceptores permitem que até oito computadores vizinhos sejam conectados a ele. permite que o computador forneça energia aos circuitos do transceptor.000 m Nós/s 100 30 1.3” e “CSMA/CD”.3 (a) 10Base5 (b) 10Base2 e (c) 10BaseT O cabo do transceptor termina na placa de interface dentro do computador. um transceptor (transceiver) é preso firmemente ao cabo para que seu conector de pressão faça contato com o núcleo interno do cabo. usaremos os termos “802. A Figura 4. nos quais um pino é cuidadosamente inserido até a metade na parte central do cabo coaxial. as conexões com ele são feitas com conectores de pressão (vampire taps). veio primeiro. O transceptor contém circuitos eletrônicos que tratam da detecção da portadora e de colisões.024 1. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  45 Muitas pessoas (incorretamente) usam o nome “Ethernet” em um sentido genérico para se referir a todos os protocolos CSMA/CD. O Ethernet fino é bem mais barato e fácil de instalar. Dois dos pares são destinados à entrada e saída de dados. começaremos a nossa discussão a partir daí. 4. Nos próximos parágrafos. exceto quando houver referência especifica ao produto Ethernet. A notação lOBase5 significa que ele opera a 10 Mbps. conectores defeituosos ou soltos pode representar um grande problema nos dois meios. um eco será gerado e enviado de volta. A detecção de cabos partidos. O cabo do transceptor pode ter até 50 m de comprimento e contém cinco pares trançados blindados individuais. Historicamente. o segundo tipo de cabo era o lOBase2 ou o Ethernet fino (thin Ethernet). Por essa razão. utiliza a sinalização de banda básica e pode aceitar slots de até 500m. respectivamente. que nem sempre é utilizado. que são mais confiáveis e fáceis de usar. Cronometrando cuidadosamente o intervalo entre o envio do pulso e a recepção do eco. embora ele se refira a um produto específico que implementa o 802.3 de banda básica Historicamente.

mas os parâmetros definidos para o padrão de banda básica usam somente os endereços de 6 bytes. cada período de bits é dividido em dois intervalos iguais.3 é o lOBase-F. todas as estações do grupo o recebem. um para o destino e um para a origem. mas oferece menor imunidade a ruido.3 (IEEE. acontece exatamente o contrário: primeiro baixa e depois alt4. É necessário haver uma maneira de os receptores determinarem exatamente o início. No O binário.4. Um quadro contendo todos os bits 1 no campo de destino é entregue a todas as estações da rede.3(c). Figura 4. pois os pulsos são a metade da largura. sem fazer referência a um relógio externo. Em ambos os casos. No 10Base-T. apenas um hub central (uma caixa cheia de circuitos). que utiliza fibra ótica.3 . pois isso gera ambiguidades. cada um contendo o padrão de bit 10101010. O bit de alta ordem do endereço de destino é O para endereços comuns e 1 para endereços de grupo. e cabos partidos podem ser facilmente detectados. Na codificação Manchester. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  46 transmite quadros para o transceptor e recebe quadros dele.4 -O formato do quadro 802. 85 volts e o sinal baixo é de . Em seguida. Um bit O é indicado pela presença de uma transição no inicio do intervalo. pelo cálculo das somas de verificação nos quadros enviados e nos quadros recebidos. contendo 10101011 para sinalizar o início do quadro propriamente dito. Cada quadro começa com um Preâmbulo de 7 bytes. O chip controlador é responsável pela montagem dos dados em um formato de quadro apropriado. A codificação Manchester é mostrada na Figura 4. Dois desses métodos são denominados codificação Manchester (Manchester encoding) e codificação Manchester diferencial (diferential Manchester encoding). O padrão permite endereços de 2 e de 6 bytes. Todos os sistemas de banda básica usam a codificação Manches ter devido à sua simplicidade. Figura 4. pois não conseguem identificar a diferença entre um transmissor inativo (0 volts) e um bit 0 (0 volts).3 utiliza a codificação binária direta com 0 volts para 0 bit 0 e 5 volts para o bit 1. Se uma estação enviar o string “0001000”. não existem cabos. Um bit 1 binário é enviado quando a voltagem é definida como alta durante o primeiro intervalo e como baixa no segundo. outras poderão erroneamente interpretá-lo como 10000000 ou 01000000. A codificação Manchester diferencial.0.3(b). Nela. 6 us para permitir que o relógio do receptor se sincronize com o do transmissor. Esse esquema garante que cada período de bits tenha uma transição na parte intermediária. Alguns chips controladores também gerenciam um grupo de buffers para quadros recebidos.3 -(a) Codificação binária (b) Codificação Manchester (c) Codificação Manchester Diferencial 4. A desvantagem da codificação Manchester é que ela requer duas vezes mais largura de banda que a codificação binária direta. uma fila de buffers para quadros a serem transmitidos. resultando em um valor DC de O volts. Uma quarta opção de cabeamento para o 802. O Protocolo de Subcamada MAC 802. O endereço que consiste em todos os bits 1 é reservado para difusão (broadcast). 1985a) é mostrada na Figura 4. existe uma transição no meio. A transmissão para um grupo de estações é chamada de multicast. O esquema diferencial requer equipamento mais complexo. mostrada na Figura 4. Nenhuma das versões do 802. Quando um quadro é enviado para um endereço de grupo. O quadro contém dois endereços.3. A inclusão ou remoção de uma estação é mais simples nessa configuração. tornando fácil para o receptor sincronizar-se com o transmissor. o fim ou o meio de cada bit. O sinal alto é de + 0. transferências DMA com computadores host e outros aspectos do gerenciamento de rede. vem um byte Início de quadro.3 A estrutura dos quadros do 802. é uma variação da codificação Manchester básica. 85 volts. Os endereços de grupo permitem que diversas estações escutem um único endereço. A codificação Manchester desse padrão produz uma onda quadrada de 10 MHz para 5. um bit 1 é indicado pela ausência de uma transição no início do intervalo.

Mais ou menos no tempo 2t. B sabe que uma colisão ocorreu. em uma extremidade da rede. o transmissor vê a saída de ruído e também interrompe a transmissão. Figura 4.500.500 m. o tamanho de quadro mínimo poderia ser 640 bytes e a distância máxima entre duas estações poderia ser 250m. no tempo x . um transceptor trunca o quadro atual. .5 -A detecção de colisão pode levar até 2T A medida que a velocidade da rede cresce. Esse problema é ilustrado na Figura 4. a estação mais distante. Apesar de válido. O campo final do 802. Em seguida. a estação A. do endereço de destino até o campo checks um. envia um quadro.3 afirma que os quadros válidos devem ter pelo menos 64 bytes de extensão. de um mínimo de O a um máximo de 1. à medida que se caminha na direção das redes de gigabits. é concebível que haja uma colisão. Se alguns bits de dados estiverem sendo recebidos com erros (devido a ruídos no cabo). Os quadros com menos 6ytes são preenchidos até 64 bytes. Para tornar mais fácil a distinção de quadros válidos de lixo. O emissor concluirá.500 m e quatro repetidores (de acordo com a especificação 802. Se uma estação tenta transmitir um quadro muito curto. Trata-se efetivamente de um código de verificação de dados de 32 bits. e o erro será detectado. Quando detecta que está recebendo mais potência do que está produzindo. proporcionalmente. o 802. o checksum certamente estará errado. No tempo 0. todos os quadros devem levar mais de 2t para que sejam enviados. o quadro mínimo permitido deve levar 51. o comprimento de quadro mínimo deve aumentar ou o comprimento de cabo máximo deve diminuir. Para uma LAN de 2.E). a transmissão será concluída antes que a rajada de ruído retorne em 2t. O algoritmo da soma de verificação (checksum) é uma verificação de redundância cíclica . operando a 1 Gbps. então. Se a parte de dados de um quadro for menor do que 46 bytes. começa a transmissão. Outra (e mais importante) razão para ter um quadro de comprimento mínimo é evitar que uma estação conclua a transmissão de um quadro curto antes de o primeiro bit ter atingido a extremidade do cabo.5. mesmo assim. que o quadro foi enviado com êxito. Como alternativa.3 é o de Checksum. Quando detecta uma colisão.400 bytes. ele aguarda um intervalo de tempo aleatório antes de tentar novamente. Momentos antes de o quadro chegar à outra extremidade (ou seja.3). Para evitar que essa situação ocorra. No entanto. o campo de enchimento será usado para preencher o quadro até o tamanho mínimo. 2 us Esse tempo corresponde a 64 bytes. o tamanho de quadro mínimo tem que ser de 6. onde ele pode colidir com outro quadro. o que significa que bits perdidos em fragmentos de quadros aparecem a todo instante no cabo. um campo de dados de O bytes causa problemas. interrompe a transmissão e gera uma rajada de ruído de 48 bits para avisar a todas as estações. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  47 O campo Comprimento informa quantos bytes existem no campo & dados. Vamos chamar o tempo de propagação que esse quadro leva para atingir a outra extremidade de t. Essas restrições estão se tornando cada vez mais penosas. Para uma LAN de 10 Mbps com um comprimento máximo de 2. B.

1 e desocupado no cabo. com exceção de que aqui ele pode ter apenas 1 byte. mas com o comportamento do pior caso conhecido. o protocolo MAC tem provisões para acrescentar e remover estações do anel. enviando a ele um quadro de controle especial chamado token (permissão). como no 802. com cada estação tendo que manter dez temporizadores diferentes e mais de duas dúzias de variáveis de estado internas. com cada estação conhecendo o endereço da estação da “esquerda” e da “direita”. São possíveis velocidades de 1.3. no qual quadros importantes não devem ser retidos à espera da transmissão de quadros sem importância. Além disso. 1986. Logicamente.6). ela passa a permissão para o seu vizinho imediato. Além disso. eles observaram que o anel não se ajusta muito bem à topologia linear da maioria das linhas de montagem. pois uma ruptura no cabo do anel poderia derrubar toda a rede. phase coherent frequency shift keying (fsk-fase coerente) e multi level duobinary amplitude modulated phase shíft keying (chaveamento por mudança de fase com amplitude multi nível duobinária modulada). e JEEE.6). 1985b). como dispõem de outros três símbolos para o controle da rede. São permitidos os sistemas com um e dois cabos. Infelizmente. o do anel.3 não têm prioridades. seria ilimitado) para poder enviar um quadro.3.3. Entre outras coisas. descartando aqueles que não forem endereçados a ela. Padrão IEEE 802. descreve uma LAN chamada de token bus. nenhum quadro terá de aguardar mais do que nT segundos para ser enviado. uma estação poderia esperar um tempo arbitrariamente longo (que. Para a camada física.Token bus Esse padrão.3 apresenta os protocolos como procedimentos Pascal.3 ser amplamente usado em escritórios. cada estação recebe todos os quadros. O padrão 802. os quadros 802. Também é importante observar que quando as estações forem ligadas pela primeira vez.6 . O protocolo MAC 802. 5 e 10 Mbps. Os campos Delimitador de início e Delimitador de fim são usados para assinalar os limites do quadro Ambos contem codificação analógica de símbolos diversos de Os e is. o token bus emprega o cabo coaxial de banda larga de 75ohms usado nos sistemas de televisão a cabo. Um ponto importante a ser observado é que a ordem física na qual as estações são conectadas ao cabo não é importante. o que os torna inadequados a sistemas de tempo real. Figura 4.7. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  48 4. a estação de maior número pode transmitir o primeiro quadro. Quando uma estação passa o token. o 802. Conseqüentemente.4 é muito maior do que o 802. as estações são organizadas em um anel (ver Figura 4.4 (Dirvin e MilIer. 802. Os especialistas em automação fabril do comitê 802 gostaram da idéia conceitual de um anel.Consequentemente. e apenas o portador do token tem a permissão para transmitir quadros. os esquemas de modulação não só fornecem formas de se representar os estados 0. Os dois padrões também são bem diferentes em termos de estilo. Quando o anel lógico é inicializado. tendo a robustez do cabo de difusão do 802. O preâmbulo é usado para sincronizar o relógio do receptor. de forma que eles não podem ocorrer acidentalmente nos dados do usuário.4: Token Bus Apesar de o 802. não há colisões. Em suma. São permitidos os seguintes esquemas analógicos de modulação: phase continuous frequency shift keying (fsk-fase continua). Fisicamente. tudo isso por causa do protocolo MAC probabilístico. ocupando mais de 200 páginas. e é muito mais complicada. a camada física é totalmente incompatível com o 802. com ou sem headends. ela envia um quadro de token especificamente endereçado a seu vizinho lógico no anel.4 é muito complexo. Como apenas uma estação por vez detém o token. com um pouco de má sorte. na pior das hipóteses.4. não importando onde essa estação está fisicamente localizada no cabo. enquanto o 802. o token bus é um cabo em forma de árvore ou linear no qual as estações são conectadas. durante o desenvolvimento do padrão 802 pessoas ligadas à General Motors e a outras empresas interessadas na automação fabril tinham sérias restrições a seu respeito. Um sistema simples com o pior caso conhecido é formado por um anel no qual as estações se revezam para transmitir os quadros. O token se propaga em torno do anel lógico. elas não estarão no anel (ou seja. o campo de comprimento não é necessário. Se houver n estações e forem necessários T segundos para enviar um quadro. Depois disso.3. ele é diferente do formato de quadro do 802.4 os mostra como máquinas limitadas. . Além disso. O formato de quadro do token bus é mostrado na Figura 4. mas não gostaram da implementação física. Como o cabo é inerentemente um meio de difusão. portanto. as estações 14 e 19 na Figura 4. um novo padrão foi desenvolvido. com as ações desenvolvidas em Ada®.3.

As implicações do número de bits no anel se tornarão mais claras mais adiante. Os tipos permitidos incluem quadros de passagem de token e diversos quadros de manutenção do anel. o bit poderá ser inspecionado e possivelmente modificado antes de ser mandado de volta para o anel. esse campo carrega a prioridade do quadro.3. no projeto e análise de qualquer rede de anel. por exemplo. 1972) em redes locais e em redes geograficamente distribuídas. us. O campo Dados pode ter 8. Tudo o que a camada MAC faz é oferecer uma forma de colocar os quadros no cabo. Assim como no 802.5 (JEEE. Por essas razões. cuja circunferência seja de 1. cada bit ocupa 200/R m no anel. Padrão IEEE 802.3 (sim. não. Um aspecto principal. Cada bit que chega a uma interface é copiado para um buffer de 1 bit e.182 bytes de extensão quando são usados endereços de 2 bytes. O endereçamento individual ou de grupo e as designações de endereço globais e locais são idênticas ao 802. uma rede deve usar todos os endereços de 2 bytes ou todos os endereços de 6 bytes.3.3. que é mais curto para evitar que uma estação ocupasse o canal por muito tempo. além de ser confiável. tem um limite superior de acesso ao canal que é conhecido. além disso. O Checksum é usado para detectar erros de transmissão. cabo coaxial ou fibra ótica. Como mencionamos anteriormente. . Um anel e sua interface são mostrados na Figura 4.3. os dois grupos se comunicavam.4 inicial permite os dois tamanhos. Os campos Endereço de destino e Endereço de origem são os mesmos do 802. Se a taxa de dados do anel for R Mbps.5.147 bytes de extensão quando são usados endereços de 6 bytes. inclusive um mecanismo que permite a estações novas entrarem no anel. Com uma velocidade de propagação típica de cerca de 200 m/gs. ela não se importa com seu conteúdo. os temporizadores podem ser usados como uma medida antimonopolizadora. a IBM escolheu o anel para sua LAN e o IEEE incluiu o padrão token ring como o 802. 1985c. em seguida. na verdade um anel em um conjunto de interfaces de anel conectado por linhas ponto a ponto. Enquanto estiver no buffer.7 – Formato do quadro 802. o destino não teria permissão para enviar coisa alguma. está o fato de que um anel não é realmente um meio de difusão.8.3. um outro que permite às estações saírem do anel e assim por diante. As ligações ponto a ponto envolvem uma tecnologia bem conhecida e comprovada na prática e. Sem esse indicador. O padrão 802. é o “tamanho físico” de um bit.4 O campo Controle de quadro é usado para distinguir os quadros de dados dos quadros de controle. pois ele não teria o token. Ele também pode carregar um indicador para exigir que a estação de destino confirme a recepção correta ou incorreta do quadro. e não uma mistura dos dois no mesmo cabo. que um anel de 1 Mbps. Isso é cinco vezes mais do que o maior quadro do 802.3 não tem qualquer quadro de controle. é copiado novamente para o anel. enquanto o 802. A engenharia de anéis também é praticamente toda digital. O anel. por exemplo. Esse campo usa o mesmo algoritmo e o mesmo polinômio que o 802. Observe que o protocolo 802. mas seria bom poder enviar quadros longos quando o tráfego de tempo real não fosse um problema. contém apenas 5 bits ao mesmo tempo. Com o token bus. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  49 Figura 4. tem um componente analógico substancial para a detecção de colisões. Isso significa. Esse indicador transforma o token bus em uma estratégia semelhante ao esquema de confirmação de Tokoro e Tamaru. o campo Controle de quadro é usado para especificar o tipo do quadro.. Em relação aos quadros de dados. Dentre suas diversas características interessantes. será emitido um bit a cada 1/R .5: Token Ring As redes em anel existem há muitos anos (Pierce. podem ser feitas em par trançado. eles não concordavam muito um com o outro). Essa etapa de cópia introduz um retardo de 1 bit em cada interface. 1992). Latif et aí. No que diz respeito aos quadros de controle. mas um conjunto de ligações ponto a ponto individuais que formam um círculo.000 m. e até 8. 4.

para marcar o início e o fim de um quadro). os bits de entrada são simplesmente copiados para a saída. um padrão de bit especial. Quando uma estação deseja transmitir um quadro. Isso é feito através da inversão de um único bit no token de 3 bytes. mas o 802. Uma implicação do projeto token ring é que o próprio anel deve ter um retardo suficiente para conter um token completo que circula quando todas as estações estão ociosas. especialmente à noite. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  50 Figura 4. exatamente da mesma forma como o token o resolve. No modo de escuta.5 também usa alto-alto e baixobaixo em determinados bytes de controle (por exemplo. o bit deverá seguir o checksum. assim que uma estação finalizar sua transmissão e regenerar o token.5 em particular. para evitar a remoção do token que poderá vir a seguir caso nenhuma outra estação o tenha removido. chamado de token. No modo de transmissão.8 – (a) Uma rede em anel (b) modo de escuta (c) modo de transmissão Em um token ring. e a interface do anel deverá ser capaz de conferi-la assim que o último bit tiver chegado. como mostra a Figura 4. O retardo tem dois componentes: o retardo de 1 bit introduzido por cada estação e o retardo de propagação do sinal. transmitirá um quadro e. quando o tráfego for pesado. A arquitetura do anel não coloca limite no tamanho dos quadros. Quando um quadro é difundido para diversas estações. em seguida.5 requer pares trançados revestidos funcionando a 1 ou 4 Mbps. e a interface voltará imediatamente ao modo de escuta. um mecanismo de confirmação mais complicado deve ser usado (se houver algum sendo usado). em uma sequência de revezamento. Mas se as interfaces forem alimentadas externamente. a permissão para transmitir gira uniformemente pelo anel. 5 volts de magnitude absoluta. a fim de monitorar a confiabilidade do anel. com o retardo de 1 bit. enviará um novo token. ou descartá-los. geralmente. E fácil lidar com confirmações em um token ring. Quando o último bit do quadro tiver retornado. para compará-los com os dados originais. eles são removidos do anel pelo transmissor. Em quase todos os anéis.8(b). a codificação Manchester diferencial usa alto-baixo ou baixo-alto para cada bit. Na camada física. o 802. Depois que uma estação tiver terminado a transmissão do último bit de seu último quadro. ela ativará o bit. ela tem que se apoderar do token e removê-lo do anel. Para poder alternar do modo de escuta para o modo de transmissão em um tempo de 1 bit. inserindo seus próprios dados no anel. Quando o tráfego for leve. ele será removido. para garantir que o anel possa conter o token. o desligamento da estação não terá efeito sobre a interface. A eficiência da rede pode começar a se aproximar de 100 por cento em condições de carga pesada. O importante aqui é que em um anel curto pode haver a necessidade de inserção de um retardo artificial à noite. escuta e transmissão. antes de transmitir. embora a IBM tenha introduzido posteriormente a versão de 16 Mbps. Quando a estação de destino tiver recebido um quadro. sendo que os níveis alto e baixo são representados por sinais positivos e negativos de 3 a 4. o que o transforma instantaneamente nos 3 primeiros bytes de um quadro de dados normal. a própria interface. os projetistas devem presumir que as estações poderão ser desativadas diversas vezes. removendo assim o retardo de 1 bit. Dessa forma. É óbvio que se a confirmação significa que o checksum foi conferido. Se as inter-faces forem alimentadas pelo anel. o problema de acesso ao canal é resolvido. Assim. a estação deve regenerar o token. em vez de falarmos sobre token rings em geral.3(c)]. À medida que os bits propagados ao longo do anel retornam. uma estação se apoderará dele. Ocasionalmente. A estação transmissora pode salvá-los. Agora. O formato do quadro só precisa incluir um campo de 1 bit para confirmação. Como só existe um token. a estação seguinte verá e removerá o token. elas terão de ser projetadas de forma a conectar a entrada com a saída quando a força for desligada. Esses sinais que não . Os sinais são tratados pela codificação Manchester diferencial [ver Figura 4. circula em torno do anel sempre que todas as estações estão ociosas. inicialmente zero. Normalmente. precisa armazenar um ou mais quadros. apenas uma estação pode transmitir em um determinado instante. o token passará a maior parte do tempo circulando em torno do anel. pois o quadro completo nunca aparece no anel em um determinado instante. em vez de buscá-los da estação em um intervalo de tempo tão curto. As interfaces de anel possuem dois modos operacionais. discutiremos o padrão 802. de forma que haja uma fila em cada estação. no qual se entra somente depois que o token é adquirido. a interface interrompe a conexão entre a entrada e a saída. Entretanto.

Consequentemente. na verdade.5 que utiliza um centro de cabeamento tem uma topologia semelhante à de uma rede baseada em hub lOBase-T 802. Quando uma rede consiste em diversos grupos de estações distantes entre si. as necessidades de cabeamento são extremamente reduzidas. a estação envia o resto de um quadro de dados normal. convertendo dessa forma o token na sequência de início de quadro. Como mostra a Figura 4. 4. um token de 3 bytes circula indefinidamente.3. aguardando que uma estação se apodere dele através da definição de um determinado bit O como um bit 1.5 não exigir formalmente esse tipo de anel. frequentemente chamado de anel em forma de estrela — star-shaped ring (Saltzer et ai. para encontrar estações com defeito ou slots de anel defeituosos. permitindo que programas de diagnóstico removam as estações. uma de cada vez.8(c). a perda da corrente liberarão relé e ignorará a estação. o primeiro bit do quadro dará a volta no anel e retornará ao transmissor antes de o quadro inteiro ter sido transmitido..9. mas os formatos e os protocolos são diferentes. 1983). Apostila de Telecomunicações e Redes 1  51 são de dados sempre ocorrem em pares consecutivos. a estação transmissora deve esvaziar o anel enquanto continua a transmitir. um para os dados que chegam à estação e outro para os dados provenientes da estação.9 – Quatro estações conectadas através de um centro de cabeamento Dentro do centro de cabeamento há relés de bypass que são energizados pela corrente vinda das estações.5 usa centros de cabeamento para melhorar a confiabilidade e as possibilidades de manutenção. Apesar de o padrão 802. pode ser usada uma topologia com diversos centros de cabeamento. então. Em seguida. Esse problema pode ser resolvido elegantemente. como mostra a Figura 4. de forma que não seja introduzido um componente DC na voltagem do anel. cada estação física está conectada ao centro de cabeamento por um cabo contendo (pelo menos) dois pares trançados. Um anel 802. como mostra a Figura 4.10 – (a) Formato do token (b) Formato do quadro de dados Em condições normais. O anel pode. isso significa que os bits que tiverem completado a viagem em torno do anel retornarão ao transmissor e serão removidos. continuar a operação com o slots defeituoso ignorado.6. Embora logicamente seja um anel. Apesar de logicamente todas as estações estarem no mesmo anel. Se o anel se romper ou se uma estação for desativada. com uso de um centro de cabeamento (wire center).10. O Protocolo da Subcamada MAC do Token Ring O funcionamento básico do protocolo MAC é bastante simples. Um dos problemas da rede em anel é que se o cabo for rompido em algum lugar. .9 seja substituído por um cabo que conecta um centro de cabeamento distante. Quando não há tráfego no anel. a maioria das LANs 802. o anel morrerá. Figura 4. Figura 4. Os relés também são operados por software. Apenas imagine que o cabo que conecta uma das estações na Figura 4.

vale a pena destacar que os três padrões de LAN utilizam tecnologias basicamente semelhantes e têm desempenhos praticamente iguais. Devido à possibilidade de haver quadros abortados por colisões. como a voz digitalizada. Além disso. o que é. sob carga alta. apesar de em momentos críticos as repetidas perdas de token poderem introduzir mais incerteza do que seus defensores gostariam de admitir. Sob diversas circunstâncias. podem discutir os méritos do par trançado em comparação com o cabo coaxial durante horas. Além disso. de pessoal ou de contabilidade não se importam muito com isso.3 possui um componente analógico substancial. O maior ponto negativo é a presença de uma função de monitoramento centralizada. outros fatores que não o desempenho são provavelmente mais importantes quando se opta por um deles. muitas empresas se depararam com a seguinte pergunta: Qual deles devemos usar? Nesta seção. Um cabo passivo é usado. apesar de o esquema não ser justo. Nosso próximo assunto é o token ring. o throughput e a eficiência. o que representa um overhead substancial quando os dados consistem em apenas um único caractere vindo de um terminal. Sempre é possível encontrar um conjunto de parâmetros que faça com que uma das LANs pareça melhor do que as outras. Assim como no token bus. Comparação entre 802. Esse padrão é capaz de lidar com quadros mínimos curtos. Do lado negativo. também pode haver quadros arbitrariamente grandes. inadequado a tarefas em tempo real [embora seja possível haver tarefas em tempo real através da simulação de um token ring no software (Venkatramani e Chiueh. todas as três têm um bom desempenho. pois o tempo de ida e volta no comprimento do cabo determina o tempo de slot e. o 8 02. Além disso. O tamanho do cabo é limitado a 2. são possíveis quadros curtos. que pode afetar seriamente o throughput. se tiverem a chance. de longe.3. Vale a pena salientar ainda que têm havido diversos estudos sobre as três LANs.5 Com a disponibilidade de três padrões de LAN diferentes e incompatíveis. examinaremos todos os três padrões de LAN 802. transformando-se efetivamente em TDM.3. não apenas de dados. que introduz um componente critico. o 802. Cada estação precisa estar apta a detectar o sinal da outra estação mais fraca. a eficiência diminui. ao contrário dele. mas. À medida que a velocidade aumenta. o cabo de banda larga é capaz de aceitar diversos canais. Começaremos com as vantagens do 802.4 e 802. Por fim. Enquanto os cientistas e os engenheiros de informática. elas apenas transmitem imediatamente). Por fim. A exemplo do token bus. a presença de colisões se torna um problema grave. pois o transmissor precisa aguardar o token. Todo o circuito de detecção de colisão no transceptor é analógico. o cabo precisa ser mais curto. sob carga baixa sempre há um retardo. O protocolo é simples. também são permitidas prioridades. independente da taxa de dados). pois os tempos de transmissão de quadro caem. Como alternativa. mas também de voz e de televisão. Ele é mais determinístico do que o 802. mas o intervalo de contençao nao (a duração do intervalo é de 2t. o retardo sob carga baixa é praticamente zero (as estações não precisam aguardar um token. Isso significa que a engenharia é simples e pode ser completamente digital. mesmo em um sistema que esteja inativo). são excelentes. com uma enorme base instalada e considerável experiência operacional. os funcionários dos departamentos de marketing. A principal conclusão que podemos obter desses estudos é que não podemos tirar conclusões a partir deles. um monitor defeituso pode causar dores de cabeça. O par trançado padrão é barato e de instalação muito simples. de pombo-correio a fibra ótica. com frequência. sob carga alta. Os anéis podem ser construídos usando-se praticamente qualquer meio de transmissão. 1995)]. Ele também não possui prioridades. 5 km (a 10 Mbps).3. Apesar de um monitor desativado poder ser substituido. Ele trabalha com prioridades e pode ser configurado para fornecer uma fração garantida de largura de banda para o tráfego de alta prioridade. indicando suas vantagens e desvantagens. Além disso. o quadro mínimo válido é de 64 bytes. portanto. incluindo modems e amplificadores de banda larga. 802. que pode ser encontrado com facilidade em diversos fornecedores. o desempenho. cada um com propriedades específicas.3 não é determinístico. Trata-se. mesmo quando está transmitindo. . Para começar. comparando e estabelecendo as diferenças entre eles. como em todos os sistemas de passagem de token. e não são necessários modems. do tipo mais amplamente usado no momento. portanto. sem fazê-la cair. como no token bus e ao contrário do 802. os sistemas de banda larga utilizam muito da engenharia analógica. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  52 4. que utiliza conexões ponto a ponto. O uso de centros de cabeamento torna o token ring a única LAN capaz de detectar e eliminar automaticamente as falhas nos cabos. Ele também possui throughput e eficiência excelentes sob carga alta.7. As estações podem ser instaladas com a rede em funcionamento. O protocolo é extremamente complexo e tem um retardo substancial sob carga baixa (as estações sempre devem esperar pelo token.3. O token bus usa um equipamento de televisão a cabo altamente confiável. Por outro lado. limitados apenas pelo tempo de retenção de token.

4 3)802. qual é a função do TOKEN? 9) Na figura 4.3 e 802.3 2) 802.4 com relação à disciplina de acesso ao MT. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  53 Exercícios: 1) Associe ( ) Redes em barra ( ) Redes em anel 1) 802.3 a 10 Mbites deve ter no mínimo 64 bytes de extensão.5. o que o protocolo de comunicação faz? 6) Qual é a relação existente entre: tamanho do quadro / velocidade da rede? 7) Qual é a diferença entre o 802.4 e 802. E se não tiver.9.5 2) O que é o CSMA/CD. Qual a sua relação com o sistema de redes Ethernet 3) Qual é o alcance máximo (normalmente) em metros de um cabo Ethernet 10Base2 e um 10Base5 e um 10BaseF 4) Qual dos cabos 802.3 obrigatoriamente utiliza HUB para ligações com mais de 2 máquinas? 5) Por que um quadro de dados 802. qual seria a estrutura lógica e a estrutura física da rede? . Qual dos métodos permite esquema de prioridades? 8) Nas redes 802.

Se o reconhecimento não for recebido até se esgotar o tempo de espera. Aloha Esta técnica foi utilizada primeiramente na rede ALOHA que iniciou sua operação em 1970. – Aloha Puro Na técnica Aloha puro.1. nenhuma dificuldade é encontrada. Protocolos de acesso múltiplo Os mecanismos de controle de acesso distribuído podem ser divididos em dois grandes grupos: os métodos baseados em contenção e os de acesso ordenado sem contenção.2 – Aloha em intervalos . Mesmo que apenas uma pequena parte das mensagens tenham colidido. Ao completar a transmissão. ambas são inutilizadas e nenhuma das duas estações envolvida recebe o reconhecimento. não podendo saber se o canal terminalcomputador está sendo utilizado por algum outro terminal. Um terminal que deseje transmitir. 5. o terminal entende que a mensagem foi corrompida e que deve ser retransmitida. sem se preocupar se o meio está ocupado ou não. Sendo assim. A rede ALOHA consiste de um sistema de rádio-difusão que cobre as ilhas do Hawai e tem como objetivo interligar terminais espalhados pelo arquipélago com um computador central da Universidade do Hawai.1. o número de colisões e retransmissões será pequeno e o protocolo bastante eficiente. liga um temporizador e aguarda uma resposta do computador central que vai indicar o reconhecimento da mensagem.1.2. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  54 5. Isto diminui consideravelmente o total de tempo perdido na ocorrência de colisão. Esta situação é a mesma encontrada em uma rede com topologia em barra. O problema que para isso seria necessária a transmissão dos dados de forma analógica. Duas frequências de rádio são utilizadas: uma para difusão de mensagens do computador central para os terminais e outra para mensagens dos terminais para o computador. Uma vez que existe apenas um transmissor no primeiro canal. Se o tráfego normal da rede consume apenas uma parte da banda disponível.1 – Aloha puro A B C Figura 9.1. Apesar de terem sido projetadas com o propósito especial de compartilhar o uso de um canal de rádio. o que implica em uma utilização deficiente do canal. Uma maneira simples de melhorar a eficiência é permitir que transmissões só sejam iniciadas em intervalos fixos de tempo. – Aloha em Intervalos Embora apenas uma pequena parte das mensagens tenha colidido. quando o terminal possui alguma mensagem pronta para ser enviada ele simplesmente envia. Essa seção apresenta alguns protocolos com acesso baseado em contenção: 5. O problema aparece no segundo canal onde todos os terminais transmitem em uma mesma freqüência. A B C Figura 9. ambas devem ser retransmitidas. O total de tempo perdido compreende desde o início de transmissão da primeira mensagem até o final de transmissão da última mensagem. O computador central se encarrega de dividir o tempo total em intervalos de tempo fixos. cada terminal escuta apenas o canal computador-terminal. Acesso baseado em contenção Numa rede baseada em contenção não existe uma ordem de acesso e nada impede que 2 ou mais máquinas transmitam simultaneamente causando uma colisão. Veja a figura 5. o que atualmente não é mais indicado para redes locais. Veja a figura 5. A estratégia de controle de contenção vai depender da habilidade que uma estação tem para detectar a colisão e retransmitir a mensagem. as duas técnicas apresentadas podem ser aplicadas em redes locais com topologia em barramento. em Honolulu. só pode iniciar a transmissão no começo de um intervalo.

Carrier Sense Multiple Access (CSMA) Neste método. é muito pequeno e.3 – Exemplo do método de acesso np-CSMA . portanto. de acordo com uma distribuição aleatória de atrasos. tenta transmitir mais tarde. – CSMA não persistente (np-CSMA): A estação transmite sua mensagem de acordo com o seguinte algoritmo:: 1. mesmo que tenha colidido com outra. é escutar o meio de transmissão antes (carrier sense) e durante (collision detection) a transmissão da mensagem. ela deve aguardar até que o sinal desapareça para então iniciar a sua transmissão. etc. Se n equipamentos estão esperando para transmitir em uma implementação p-persistente. não tendo recebido a resposta em um tempo limitado. a estação aguarda pela mensagem de reconhecimento e. Se existir mais que um equipamento esperando. a estação tenta transmitir com probabilidade p.2. ao contrário dos outros 2 métodos. a estação . o np-CSMA espera um tempo aleatório. um valor de p menor do que 1 é escolhido. então n. – CSMA/CD (Collision Detection): A causa da ineficiência encontrada nas técnicas Aloha e CSMA consiste no fato que uma mensagem é transmitida completamente.1. A maneira de se evitar que a colisão só seja percebida quando uma resposta não for recebida. logo que detecta o meio livre. A escolha ótima depende de muitos fatores tais como: o tempo de propagação de uma mensagem por toda a rede. o equipamento transmissor não continua a monitorar o meio enquanto está transmitindo e. 2. Após o término da transmissão.p equipamentos irão tentar transmitir assim que o canal fique livre. Caso a estação detecte o meio ocupado. ele transmite sua mensagem.se o nó detecta o meio livre. o tamanho das mensagens. interrompe a transmissão no caso da colisão. 3. Um valor alto para p reduz o tempo em que o canal ficará ocioso enquanto que um valor baixo para p reduzirá a ocorrência de colisões. Se p=1 então todos os equipamentos esperando para transmitir irão fazê-lo assim que a transmissão corrente termine. uma estação só transmite sua mensagem após "escutar" o meio de transmissão e determinar que o mesmo não está sendo utilizado.CSMA p-persistente (p-CSMA): No caso p-persistente. o tempo de propagação de uma mensagem por todos os nós da rede é muito pequeno se comparado com o tempo de transmissão de uma mensagem. enquanto que p-CSMA continua ouvindo o meio até o mesmo estar livre para a transmissão. o número de usuários aguardando para transmitir. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  55 5. Tempo desperdiçado T1 T2 T3 Figura 9.se o nó detecta o meio ocupado. 03. não podem detectar que a mensagem está sendo corrompida. Pode ocorrer que duas ou mais estações estejam aguardando que o meio fique desocupado para iniciarem suas transmissões e isto ocasionará uma colisão de mensagens das estações ao transmitirem simultaneamente. então suas mensagens irão colidir e se perder. o tempo de espera para uma tentativa de retransmissão pode ser gerado de forma randômica. conhecido como janela de colisão. o que evita que as mesmas mensagens colidam novamente. 1 e 0. Em redes locais. e o fato só será reconhecido após esgotado o tempo para o recebimento de um reconhecimento. O tempo que o meio fica livre.o algoritmo é repetido na nova tentativa. Os valores típicos para p estão entre 0. neste período. Para minimizar a quantidade de dados perdidos. O CSMA/CD. Desta forma. duas ou mais mensagens podem ser transmitidas e conseqüentemente corrompidas. entre duas transmissões. Na forma mais simples desta técnica. desperdiça do T1 Tempo desperdiçado T2 T3 Figura 9. Para conseguir implementações mais práticas.4 – Exemplo do método de acesso p-CSMA Quando ocorre uma colisão. ela irá perceber que sua mensagem foi corrompida e deve ser retransmitida.

a monitoração do nível de energia do canal. Uma vez que a janela de transmissão é relativamente curta. No entanto. mais o tempo de reforço da colisão. tornando-o desvantajoso em aplicações em tempo real. r deve ser um número aleatório entre o (zero) e 2n. Portanto. como por exemplo. e é de fato o método mais difundido em redes locais. as mensagens devem ter um tamanho mínimo pré-estabelecido. Neste caso. o tempo perdido na transmissão é muito pequeno quando comparado com o tamanho médio das mensagens transmitidas. Para haver detecção de colisão. as colisões são detectadas pelos próprios nodos enquanto estão transmitindo. o tamanho mínimo da mensagem é dado por: M > 2*C*Tp. o tempo que cada estação aguarda para transmitir novamente é calculado de forma randômica o que não evita que a mensagem desta estação colida com a mensagem de uma outra. embora no tempo de retransmissão uma certa prioridade possa ser estabelecida. a estação envia uma mensagem ao seu usuário indicando a impossibilidade de efetuar o serviço solicitado.taxa de transmissão Tp . O pior caso que pode ocorrer é o das estações nas extremidades do cabo iniciarem a transmissão ao mesmo tempo. Este método de acesso foi um dos escolhidos como padrão.tamanho da mensagem C . Este procedimento tem como parâmetro uma unidade de tempo chamada "slot". daí a origem do nome do método. e também pela eficiência. Assim. uma vez que o tempo de propagação é finito. o valor de r é dobrado. o nível de energia do canal é modificado de modo que seja possível a detecção por parte dos nodos. Como já foi dito. A cada nova colisão sucessiva.CD é adequado em aplicações que não exigem tempo de resposta garantido. o que implica em uma interface mais cara. 4xTp Logo. O intervalo aleatório que os nodos esperam quando ocorre alguma colisão. o "slot" corresponde ao tempo máximo de ida e volta no cabo. Também. que corresponde ao tempo mínimo que uma estação tem que esperar. fazendo assim. Após um número específico de tentativas sem sucesso. Para grandes volumes de tráfego o método se apresenta com uma certa instabilidade. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  56 emissora poderá identificar se existe outro sinal misturado com o seu e. as transmissões vão se ajustando gradativamente. O CSMA .tempo de propagação entre os 2 nodos mais distantes na rede Assim. Neste caso. Em redes que apresentam um tráfego pequeno. Quando ocorre alguma colisão. mas também pelo método de acesso. cada estação espera um número inteiro de "slots" antes de retransmitir. Para evitar que as mesmas mensagens colidam novamente. que a distância máxima entre nós será limitada não somente pelo meio de transmissão. À medida que a carga da rede cresce. esse tempo é da ordem de 50 microssegundos para uma taxa de 10 Mb/s. a distância máxima da rede é limitada pelo tamanho mínimo da mensagem. Este número r é função de qual tentativa está sendo executada. obedece a um certo controle chamado de "recuo binário exponencial". todas as estações envolvidas param de transmitir e tentam transmitir outra vez após um tempo de espera. uma vez detectada a colisão. Quando ocorre uma colisão. onde: M . o tempo de resposta máximo não pode ser garantido. A eficiência nesse método é dada por: E= MC M C + 5. o procedimento se repete mas o tempo de espera para uma nova tentativa é maior que o anterior. Nota-se portanto. ou a colisão ocorre no tempo correspondente ao "slot" ou a estação tem a certeza de ter-se apossado do meio de comunicação. antes de ter certeza de que se apossou do meio de transmissão. seu desempenho é maior. com a redução total da carga da rede. algumas aplicações de automação de escritório. A implementação desta estratégia não é tão simples como as anteriores. Se a estação está tentando a retransmissão pela n-ésima vez. . permitindo um volume de tráfego também maior. Não se tem possibilidade de designar-se prioridade nesse método. cada equipamento tem a sua taxa de transmissão reduzida. e pequenas distâncias (da ordem de 2 Km). penalizando a estação que colide muitas vezes. a percentagem da utilização da capacidade do meio pode chegar a 98%. durante uma transmissão. Para o caso da rede Ethernet. quanto maior a distância maior o tempo de propagação. desta forma. menor será a eficiência e conseqüentemente maior será o tamanho mínimo da mensagem para detecção da colisão.

embora nada impeça o seu uso em outras arquiteturas. Ao querer transmitir. cada estação deve esperar por um slot (caminhão) vazio e preenchê-lo com a mensagem (carga) O número de slots que circulam pelo anel nunca muda. evitando o problema da colisão. etc. eliminando assim o "overhead" introduzido com a transmissão de mensagens de controle. Podem existir tantos bits circulando pelo anel quanto a sua latência permitir. se desejam transmitir alguma mensagem. apresentando uma ocupação do meio acima de 90%. Essa seção apresenta alguns protocolos com acesso ordenado sem contenção: 5. Outra alternativa é enviar as informações de controle multiplexadas em frequência com as informações de dados. Em tempo de inicialização. ou seja. ele passa uma mensagem de "status" ao nodo centralizador. o método fica comprometido no que diz respeito a confiabilidade. A rede tem um comportamento muito estável mesmo quando apresenta um tráfego bastante intenso. e é esse espaço que é dividido em slots. O método divide o espaço de comunicação em um número inteiro de pequenos segmentos (slots) dentro dos quais a mensagem pode ser armazenada. 5. Dessa forma. Porém. "Polling" Este método é geralmente empregado em topologias em barra comum. Se o nodo interrogado não tiver nenhuma mensagem a transmitir. 5.2. o método CSMA/CD é muito eficiente.2. O tempo cedido a um determinado nodo para que ele tenha acesso ao canal é função do tamanho da mensagem concedida. mas pode ser tão grande quanto quisermos (ou formos capazes de construir). O resultado é que o CSMA/CD tem sido escolhido para a maioria dos projetos de redes locais. sincroniza os receptores e transmissores. Sua interface é bem simples e barata. Esta técnica é muito eficiente quando as estações na barra é muito grande. comparada com 83% da técnica CSMA. um dispositivo gera os slots (cria os slots. onde alguns estariam carregados e outros não.2. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  57 Na prática. ou seja. No "polling" centralizado. inicia os outros bits de controle. estão prontos para ser usados. Quadro ou Slot Vazio Apresentada por J. O "polling" é um método que determina a ordem com que os nodos podem tornar acesso ao sistema. Como foi dito. R. Cada slot (caminhão) contém um bit (motorista) que indica se o está cheio ou vazio. tem-se um nodo mestre que executa as funções de controle da rede. Uma boa visualização seria uma série de caminhões em anel. . O desempenho do acesso por "polling" pode ser aumentado com a introdução de uma barra dedicada ao controle. Mais informações sobre a Ethernet podem ser encontradas na bibliografia recomendada.) que. Acesso ordenado sem contenção Ao contrário dos esquemas apresentados anteriormente. Esse interrogatório pode ser cíclico. Cada repetidor no anel produz um retardo.2. uma vez criados. circulando encostados pára-choque com pára-choque. É a esse número de bits que chamamos de espaço de comunicação. Pierce em 1972 tinha como objetivo pioneiro o controle de acesso em uma rede de grande porte constituída por várias redes em anel interconectadas. O principal exemplo de utilização do CSMA/CD é dado pela rede Ethernet que é uma rede local comercializada pela Xerox Corporation e utilizada como base para seus produtos de sistemas de automação de escritórios. Caso algum nodo deseje iniciar uma transmissão. o número de bits circulando pelo anel tem um limite inferior. devido a sua estrutura centralizada. e assim por diante. um por um e seqüencialmente. no instante em que lhe for perguntado ele fará a solicitação sendo imediantamente atendido. A soma dos retardos mais o tempo de propagação no anel forma o que chamamos de latência do anel. evitando com isso que ocorram colisões das mensagens. Caso esta estação não deseje transmitir ela passa o controle para a próxima estacão. informando que está disponível. Cada método é mais adequado a um determinado tipo de topologia. a estação centralizadora pergunta para a estação mais distante se ela deseja transmitir alguma mensagem.1. pode-se estabelecer prioridades através do interrogatório executado pelo nodo centralizador. ou do tamanho do intervalo alocado para o nodo pelo nodo mestre. os inicia como vazios. Essa latência pode ser sempre aumentada introduzindo um buffer de retardo (um registro de deslocamento) em qualquer estação. vários protocolos são baseados no acesso ordenado ao meio de comunicação. ele pergunta aos nodos.

4. Enquanto os dados são transmitidos pode ocorrer a chegada de um outro quadro vindo da estação precedente. teremos mais de uma mensagem circulando no anel. Este quadro também atravessa o registrador de transmissão bem como todos os seus subseqüentes até que o quadro enviado pela estação retorne à origem e o registrador de deslocamento seja novamente desligado do circuito. Uma vez que o fluxo de dados da estação precedente não pode ser parado. fica fácil implantar um esquema que avise a todas as estações. transportando o direito de transmissão no meio compartilhado. – possibilidade de acesso simultâneo ao meio de transmissão. uma vez inicializada.O mecanismo de "ficha" é baseado em uma mensagem de controle que. etc). A recepção de uma mensagem pelo nó destinatário depende do estado de escuta permanente para identificar o seu endereço nas mensagens circulando no anel. copia a mensagem através do registrador de recepção e transmite uma mensagem curta de resposta. Dependendo das dimensões do anel físico e da velocidade de transmissão usada. a chave é setada para R e a estação aguarda o retorno da mensagem transmitida. os dados em trânsito são armazenados no registrador R. a estação devolve a ficha enviando-a ao próximo nó da rede. Uma situação mais prática pode ser conseguida com o uso de dois registradores: um de transmissão T e outro de recepção R. Note que o termo "múltipla" não se refere ao número de fichas e sim ao número de mensagens circulando. ao reconhecer o seu endereço. A técnica de inserção de registrador apresenta as seguintes características: – mensagens de tamanho variável. Uma vez que o início da mensagem passa por todos os nós de comunicação antes da ficha. sobre a prioridade de acesso à ficha a ser restituída. b) uma vez de posse da ficha.2. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  58 5. Em um intervalo entre quadros no anel a chave é ligada em T e seu conteúdo é transmitido.2. Essa estratégia simplifica a implantação dos serviços baseados na difusão de mensagens e também dos serviços de controle de erros e reconhecimento. no caso de restituição da ficha ao final da transmissão. c) ao final da transmissão.5 e na prática constitui-se na principal opção de implementação do mecanismo de controle de acesso por ficha. A restituição da ficha pode ser feita imediatamente após o término da transmissão da mensagem transmitida. circula entre todos os nós de comutação. a forma de restituição da ficha pode permitir a existência de várias mensagens simultaneamente em trânsito no anel (ficha múltipla) o que oferece um melhor desempenho em situações onde as mensagens são relativamente curtas. Quando T fica vazio. previamente. O procedimento de inserção de mensagem num anel com acesso controlado por ficha obedece às seguintes etapas: a) a estação que deseja transmitir aguarda a chegada da "ficha". observando um intervalo entre quadros que já estejam circulando no anel. A estratégia de restituir a ficha somente após o retorno da mensagem é conhecida como "ficha simples" e facilita a implantação de funções de supervisão e controle (recuperação de erros.3. . a estação transmite a sua mensagem. Ela consiste basicamente em um registrador de deslocamento que será conectado em série com o circuito quando a estação possuir dados para transmitir. reconhecimento. Quando ela é lida no registrador R. Esta técnica é adotada com o padrão IEEE 802. A remoção da mensagem do anel é tarefa do nó de comunicação que originou a mensagem. 5. o fim da transmissão ocorre antes do retorno do início da mensagem transmitida e. Por exemplo. Uma vez identificado o seu endereço. Quando um estação tem uma mensagem para transmitir. – atraso variável das mensagens em trânsito no anel. Passagem e Permissão (token ring) Esta técnica foi apresentada por Farmer e Newhall em 1969 e foi pioneira no controle de acesso distribuído associado à redes locais. Quando uma estação possui dados para transmitir. ela armazena o quadro em um registrador T de transmissão e aguarda um intervalo entre quadros que circulam no anel para conectar T em série com o circuito físico. A forma mais comum é aquela em que o nó destinatário. abre o anel. o nó copia a mensagem que lhe é destinada podendo removê-la ou não do anel. ela a coloca no registrador T. no caso em que o tempo de propagação da mensagem no anel é bem menor que o tempo de transmissão. este é desligado do circuito e a mensagem é removida do anel. Inserção de Registrador Esta técnica é particularmente adequada para redes locais com topologia em anel.

Adicionar equipamentos requer que a estação que deseja ser inserida na sequência.2. Dois problemas podem ser identificados nesta técnica: o primeiro diz respeito ao token em si. uma mensagem especial. deve aguardar que o token lhe seja enviado. O outro problema refere-se a inserção e retirada de equipamentos da rede. A partir daí. envie uma mensagem para todas as outras. chamada "token". No último caso. Algum procedimento deve ser estabelecido para garantir que um novo token será gerado após um intervalo de tempo finito sem que nenhuma mensagem tenha sido transmitida. Quando a rede é inicializada. Apenas um token deve existir na rede em um determinado instante. com uma configuração de bits conhecida. tendo alterado o endereço do destinatário. Anel lógico em barramento físico Token Bus Uso de Token em rede em anel Token Ring Token Ring de fibra ótica FDDI O tempo de transmissão é dividido em slots (fatias) iguais Quadro vazio ou Slot Vazio Uma estação controla quem pode ou não transmitir Polling . cada estação repassa o token em uma sequencia estabelecida. incluindo-se uma mesma estação mais de uma vez na sequência completa. Uma estação com dados para transmitir. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  59 As funções de gerência e manutenção da ficha podem ser centralizadas ou distribuídas e devem atender situações tais como a perda ou duplicação da ficha. perguntando quem lhe enviará o token e informando o endereço de sua estação sucessora. Resumo: Método FDM TDM ALOHA puro ALOHA em intervalos CSMA NP CSMA P-persistente Descrição Dedica-se uma freqüência para cada estação Dedica-se um tempo para cada estação Difusão via satélite Transmissão em Slots de tempo bem definidos Retardo aleatório quando o canal é detectado como ocupado Se está ocupado. Também é possível implementar um mecanismo de prioridade. O método de acesso por token é fácil de ser implementado mas a recuperação de tokens perdidos. O algoritmo RBE é usado para adaptar a transmissão ao número de estações que estão querendo transmitir. algum procedimento deve ser criado para evitar que duplicatas do token trafeguem pela rede. O token não transporta qualquer informação.5. Neste caso. é passada de equipamento para equipamento através da rede. mas permite que o seu proprietário transmita sua mensagem. Se o token é enviado para um equipamento que está desligado. de posse do token ela pode transmitir sua mensagem e então. uma estação pré-determinada cria o token e o transmite para a sua estação sucessora. A tarefa de geração de token pode ser atribuída a uma estação especial ou para qualquer equipamento ligado à rede. envia o token para a estação sucessora. 5. Passagem de Ficha em Barramento (Token Bus) Uma outra forma de usar a capacidade do canal de uma rede local com barramento por difusão é usar a técnica de passagem de permissão ou acesso por ficha. Esta técnica assegura que duas estações não irão transmitir ao mesmo tempo causando colisão de suas mensagens. A remoção de equipamentos é fácil pois basta que a estação que vai ser retirada envie uma mensagem para a sua antecessora informando o novo endereço (de sua sucessora) para o envio do token. a inclusão e retirada de equipamentos gera alguma complexidade. o token desaparece da rede. espera até desocupar e então transmite com probabilidade P Interrompe a transmissão no caso de colisão CSMA CD Um esquema de FDM dinâmico em fibra Divisão por comprimento de onda CSMA/CD com recuo binário exponencial Ethernet Controla as colisões gerando tempo de espera n slots (aleatório) de tempo para cada estação que teve seu pacote envolvido em uma colisão.

Simplesmente transmite-se sem se preocupar com as colisões. ela transmite. Após. Melhora a eficiêmcia com relação à transmissão sem intervalos fixos. então. a transmissão não é otimizada. a estação escuta o canal. ( ) Consiste no uso de passagem de permissão em rede em anel . ( ) Neste sistema de transmissão por rádio. divide-se o tempo de transmissão em intervalos fixos. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  60 Exercícios: Associe as colunas: A) Aloha puro B) Aloha Fatiado C) Token Ring D) CSMA P-persistente E) CSMA CD F) Token Bus ( ) A estação fica escutando antes e durante a transmissão. Se alguém está transmitindo. ( ) Neste sistema de transmissão por rádio. ela permanecerá escutando o canal até que o mesmo fique livre. ( ) Consiste em um anel lógico em uma rede em barra. ( ) Antes de transmitir. Se ocorrer a colisão ambas as estações param de transmitir e esperam um tempo aleatório para retransmissão.

Essas alterações resultam de imperfeições na propagação do sinal. 6.Codificação da Mensagem "UFSC" .1. consiste na adição de bits de redundância na mensagem a ser transmitida. Um bloco de n bits de informação é codificado em um bloco de r bits pelo acréscimo de ( r . o bloco de r bits é decodificado e os n bits de informação entregues ao destinatário. paridade par: 10000010 P = 0 paridade ímpar: 10000011 P = 1 O caracter é transmitido e na recepção o bit de paridade é testado. Na recepção.A taxa de erros de um sistema de transmissão representa a probabilidade de ocorrência de erros de transmissão. Na tabela 6.1 Detecção de erros A maneira usual utilizada para detectar a alteração de bits de informação transmitidos.n ) bits de redundância e então transmitido. bno geral. uma série de mecanismos deve ser implementada para detectar e corrigir possíveis erros. Se o valor de P não conferir com o esperado. Distorção e ruído na transmissão (erros) Atenuação. detecção de "1" quando foi transmitido "0" ou detecção de "0" quando foi transmitido"1". (d)ados / (P)aridade d d d d d d d P U 1 0 1 0 1 0 1 0 F 1 0 0 0 1 1 0 1 S 1 0 1 0 0 1 1 0 C 1 0 0 0 0 1 1 1 BCC 0 0 0 0 0 1 1 0 Tabela 6. O bit P de paridade é acrescentado com os valores 0 ou 1 dependendo do tipo de paridade utilizado (paridade par ou paridade ímpar).2. ao longo do suporte de transmissão (atenuação e retardo) e de perturbações (ruídos) que atuam não só no suporte de transmissão como também nos estágios de processamento do sinal que compõem o receptor. Esse método permite detectar erros de transmissão que envolvam apenas a alteração de um número ímpar de bits no caractere. 6. O CCITT (Comitê Consultif International de Téléphonie et Télégraphie) recomenda uma taxa de erros não superior a 10-5 . é detectado um erro de transmissão. Dentre as várias técnicas usadas para esta finalidade pode-se citar: bits de paridade por caracter.000 transmitidos.1. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  61 6. redundância cíclica (CRC). codificada em ASCII e com paridade par. apresenta-se um exemplo de como seria transmitida a mensagem "UFSC". apenas 1 bit errado a cada 100. com paridade é representado por 1000001P(65). A transmissão sem erros é um requisito essencial de quase todas as aplicações de comunicação de dados e portanto. Para redes de longa distância existe uma padronização internacional que determina uma taxa de erros máxima em um canal a fim de que o mesmo possa ser considerado adequado para a transmissão de dados. ruído e retardo são termos usados de um modo geral para descrever as modificações que um sinal sofre quando é transmitido em um circuito ou canal. que represente uma operação lógica sobre os bits dos diversos caracteres que compõe a mensagem. admite-se taxas de erros típicas da ordem de 10-9 a 10-12. isto é. Bit de Paridade (paridade de caractere) É a técnica mais simples de codificação e consiste em acrescentar um bit às palavras do código de representação dos caracteres. paridade longitudinal (LRC). Paridade Longitudinal (combinada) Consiste em acrescentar à mensagem um caractere (BCC . pode ocorrer detecção trocada da informação. 6.Block Character Check). Quando a alteração sofrida pelo sinal é muito grande.1. Estas detecções trocadas caracterizam os chamados erros de transmissão. O desempenho de um sistema de transmissão de dados é avaliado através do seu grau de confiabilidade na transmissão dos bits. Em redes locais. Exemplo: O caractere A no código ASCII. isto é.1.1 .

não existe "vai um" ou "empresta um". O resto da divisão é acrescentado à mensagem como bits de verificação. O código CRC (Código de Redundância Cíclica) é baseado no tratamento de "strings" de bits como representação de polinômios com coeficientes 0 e 1 somente. a mensagem foi recebida corretamente. Na recepção.M(x) por G(x) (dividir os strings de bits correspondentes) usando divisão com módulo 2. o próximo bit é o coeficiente de xk-2 e assim sucessivamente. a mensagem recebida é dividida pelo mesmo número. com 6 termos cujos coeficientes são 1. 1. 0. 0. O bit de mais alta ordem (mais à esquerda) é o coeficiente de xk-1. Uma mensagem de k bits é tratada como uma lista de coeficientes para um polinômio de k termos.M(x) usando subtração módulo 2. caso contrário. Para utilizar o código CRC. Concatene r bits zeros no final da mensagem M(x) de tal forma que o resultado corresponda ao polinômio xr. 3 . Já existe uma padronização internacional para polinômios geradores: CRC . o emissor e o receptor devem escolher um polinômio gerador G(x) que deve ter os bits de mais baixa ordem e da mais alta ordem iguais a 1. a representação binária da informação é dividida em módulo 2 por número pré-determinado.Subtraia o resto da divisão (que geralmente possui r ou poucos bits) do string correspondente a xr. 2 . Para transmissão. As operações de adição e subtração equivalem à operação OR exclusivo. M(x) : 10111011 G(x) : x3 + x2 + x = 1110 . Redundância Cíclica (CRC) Consiste em acrescentar a um bloco de k bits de informação (n-k) bits de verificação. Exemplo: A mensagem 110001 tem 6 bits e representa um polinômio de grau 5. Exemplo: 11001011 10100111 01101100 01010101 10011110 11001011 A divisão de um binário por outro é feita da mesma forma como na divisão decimal/binário exceto que as subtrações são feitas usando módulo 2. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  62 A transmissão é feita serialmente por coluna.3. é detectado um erro de transmissão. Este método é facilmente implementado por software uma vez que para calcular o BCC basta fazer uma operação "ou-exclusivo" dos caracteres a serem transmitidos.M(x). 6.Seja r o grau de G(x).16 = x16 + x15 + x2 + 1 – detecta até 16 erros por blocos de mensagens CRC – ITU-T = x16 + x12 + x5 + 1 (usado para caracteres de 8 bits) A mensagem a ser transmitida é concatenada. variando xk-1 até x0 e com grau k-1. O resultado é a mensagem a ser transmitida: T(x). 0 e 1 : 1x5 + 1x4 +0x3 + 0x2 + 0x1 + 1x0 = x5 + x4 + 1 A aritmética polinominal é feita em módulo 2 isto é. Exemplo: Considere a transmissão da mensagem 10111011 com polinômio gerador G(x)= x3 + x2 + x (por exemplo). ao final com um "checksum" que é determinado através do seguinte algoritmo: 1 . Neste método são detectados os erros que consistem na inversão de apenas 1 bit e também erros do tipo rajada (vários bits alterados) com comprimento igual ou menor que o número de linhas da matriz. Se o resto da divisão for igual a zero. Rajadas maiores que este número ou várias rajadas menores podem não ser detectadas.Divida xr.1.12 = x12 + x11 + x3 + x2 + x + 1 – detecta até 12 erros por blocos de mensagens (usado para caracteres de 6 bits) CRC .

4.2.16 . Correção de erros Estas modalidades de recuperação de erros são também chamadas de "Forward Error Correction". etc. Consistem na adição de bits redundantes à mensagem. Hamming desenvolveu vários esquemas que receberam o nome de Hamming Codes. a mensagem está correta. a mensagem contém erro. Exemplo: Deseja-se transmitir a seguinte informação: 1110100100 = 10 bits de informação 10+4+1 <= 24 temos 4 Hamming bits bit 14 1 13 1 12 1 11 0 10 1 9 0 8 H 7 0 6 1 5 0 4 H 3 0 2 H 1 H . isto é. . 6. R. A ISO também adota este mesmo polinômio no sistema de controle associado aos protocolos ao nível de enlace de dados da família HDLC. de modo a permitir não somente sua sinalização mas também a restauração do conteúdo original. Para minimizar a probabilidade de um erro não ser detectado.se for zero. mas um outro polinômio H(x) = T(x) + E(x) onde E(x) representa as posições alteradas por erros de transmissão. o receptor a divide por G(x) e examina o resto da divisão: 10111011110 | 1110 . O polinômio gerador CRC-16 padronizado pelo ITU-T é capaz de detectar todos os erros tipo rajada de comprimento menor ou igual a 16. divide-se a mensagem pelo polinômio gerador 10111011000 | 1110 O resto que deu na divisão é então adicionado na mensagem original M(X) sendo que a mensagem a transmitida será: 10111011110 Ao receber a mensagem T(x).. 6.2. Este polinômio gerador é recomendado pelo ITU-T para a detecção de erros em sistemas de transmissão de dados a longa distância. H. Erros não serão detectados se T(x) + E(x)/G(x) tiver resto igual a zero. se E(x) for divisível por G(x). Em caso de haver erro. Adequado em circuitos simplex e em situações onde a retransmissão não é prática. G(x) deve ser criteriosamente escolhido. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  63 Adiciona-se a quantidade de zeros equivalente ao grau de G(x) na mensagem: 10111011 + 000 Em seguida.se for diferente de zero. o polinômio recebido não será T(x). bem como 99. onde m+r+1 <= 2r. Estes são inseridos nas posições 1.2.8. sendo r um nº inteiro. duplos ou erro com número ímpar de bits alterados. temos r "Hamming bits". O bloco é construído a partir dos bits e informações e dos "Hamming bits". Os valores dos "Hamming bits" são o resultado da operação do OR-EXCLUSIVO sobre o código binário da posição dos bits "1" ocorridos nos bits de informação. Descrição de um Código Hamming Para um bloco de informações de tamanho m.1.9977% de rajadas de 17 bits e todos os erros simples.

Hamming bits Bloco a ser transmitido: bit 14 1 13 1 12 1 11 0 10 1 9 0 8 0 H Supor que o bloco recebido seja: bit 14 1 (bit 9 errado) Cálculo efetuado na recepção: E(x) = 0011110011 14 13 12 10 9 6 2 1 1110 1101 1100 1010 1001 0110 0010 0001 1001 = 9 (bit 9 errado ) 7 0 6 1 5 0 4 0 H 3 0 2 1 H 1 1 H 13 1 12 1 11 0 10 1 9 1 8 0 7 0 6 1 5 0 4 0 3 0 2 1 1 1 A informação original poderá ser restaurada sempre que ocorrer somente um erro no bloco. o esquema pode ser burlado. isto será detectado mas o resultado será sem sentido. 14 6 .1110 0011 .0110 10 . Se dois erros ocorrerem.1101 14 .1010 12 . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  64 posições com "1" : 6. 13. .1100 13 . Quando ocorrerem três erros. 12. 10.

temos outras funções de grande importância no contexto de redes: – compartilhamento: independente da distância e do meio utilizado em uma comunicação. marcados para correção posterior. Quando os dados são recebidos. Roteamento: eventualmente. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  65 7. denominadas funções de comunicação. abertura e fecho. definindo os formatos dos quadros de dados. pois seria desperdício utilizá-lo com uma única “conversação” O meio pode ser multiplexado para permitir várias comunicações simultâneas. como um exercício. a comunicação envolve um caminho indireto entre os dois pontos comunicantes. o formato dos quadros e os tipos de controle que serão efetuados sobre a transferência. O primeiro problema a ser tratado em um sistema de comunicação diz respeito à distância. Antes de seguir adiante. passando por pontos intermediários onde a mensagem deve ser reencaminhada. 7. Um software de comunicação deve ser capaz de lidar com os mais diversos problemas que comumente ocorrem em uma transmissão. realizando uma série de funções básicas. o protocolo requer que se acrescentem informações de controle como data. Deve-se salientar que em qualquer sistema de comunicação existirão mensagens de controle da comunicação além dos dados que efetivamente se quer enviar. tais como a necessidade de codificação da informação para o código utilizado pela estação remota. tal sistema pode proporcionar uma flexibilidade para conexão. o receptor deve executar uma série de procedimentos antes de liberar o buffer para a recepção de mais dados. além de outras funções. Isso requer um sistema de roteamento ou comutação da informação.apostila) onde temos 2 hosts ligados por um meio de comunicação. Protocolos de comunicação A forma de tratar os problemas de comunicação entre os processos comunicantes é através de protocolos. Para entender melhor o significado de um protocolo vamos desenvolver um exemplo baseado no comunicação entre os dois filósofos (capítulo 2 . Na própria carta. várias estações compartilham um único meio de transmissão e devem obedecer a uma política que determina quando uma estação pode utilizar o meio comum para transmitir seus dados.1. aliado a uma política de tratamento de erros. a compressão dos dados para reduzir os custos de transmissão. como por exemplo. imaginar como seria o diálogo entre as máquinas usando termos coloquiais em português. os tipos de controles que serão efetuados sobre a transferência e os procedimentos que devem ser adotados tanto para o envio quanto para a recepção dos dados. ora por outro. pois existem uma série de fatores que influem em uma comunicação de dados e conseqüentemente na construção de um software de comunicação (protocolo). Ora. além do modem quando a transmissão deve ser feita de forma analógica. Na verdade não é tão simples. onde é necessário representar os bits em forma de onda digital e sincronizar o emissor com o receptor. além da informação na carta usamos um envelope com o endereço (hierárquico) e outras informações de controle para o correto encaminhamento da mensagem. Software de Comunicação Em princípio pode-se pensar que a transmissão de bits em um canal seja trivial: uma máquina A coloca os bits no meio de transmissão e uma máquina B os retira. A transferência de quadros entre dois equipamentos é feita segundo um conjunto de regras e convenções denominado "Protocolo de Comunicação". Este serviço garante que os quadros não serão aceitos duplicadamente e que a perda de um quadro será detectada. ora por um caminho. De acordo com a política estabelecida. protocolo é “um conjunto de regras sobre o modo como se dará a comunicação entre as partes envolvidas”. Neste caso. Além disso. estas informações de controle se constituem numa sobrecarga (overhead) que toma espaço e tempo. Um protocolo de comunicação define. existem outras também importantes. Como definido no início desta apostila. procure. Todas estas funções são realizadas pelos protocolos de comunicação. os erros podem ser ignorados. controle de acesso: o controle de acesso ao meio de transmissão é um serviço utilizado em redes com topologia multiponto. Deve-se adequar o sinal às características do meio utilizado e utilizar trasnceptores ou transmissores quando necessário. . controle de erros:: o controle de erros é feito através da utilização de técnicas para detecção de erros. é importante que este seja – – – – – compartilhado. Além disso. no caso de uma impressora remota que está recebendo os dados de um computador. controle de seqüência: visa preservar a ordem de transmissão dos quadros. conforme visto no capítulo 3. controle de fluxo: pode ser entendido como um mecanismo de sinalização que permita ao receptor controlar a velocidade efetiva de um transmissor mais rápido de forma a não entupir-se de dados. corrigidos através da retransmissão do quadro defeituoso ou corrigidos automaticamente. Um exemplo trivial é o sistema postal em que. Além destas funções consideradas mais básicas. portanto. que permita o seu endereçamento e encaminhamento adequado. a encriptação dos dados de forma permitir o tráfego da mensagem na internet com o mínimo de risco de violação de integridade da mesma.

Assim.1 carregam informações e quais carregam comandos. a capacidade de transmissão (ou velocidade nominal em bps) da linha é dividida entre sinalização e informação. além dos dados. constituindo-se em um tráfego (bits por segundo) chamado de taxa de sinalização. carrega. um cabeçalho contendo a sua própria informação de sincronismo. Note-se que. para transmitir os dados. Outras formas de diálogo são possíveis e levam também a uma conexão confiável. ou datagrama. Este exemplo simples evidencia que. O computador A responde com a identificação e o computador B inicia a transmissão do arquivo. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  66 Um possível diálogo está esboçado na figura 7. o computador A deve confirmar a recepção. Se colocássemos um equipamento de monitoração na linha entre os computadores que nos permitisse ver todos os bits que passassem. Uma outra forma de troca de informação consiste em dividir a cadeia de bytes em pacotes e transmiti-los separadamente. Quando o computador B responde a conexão lógica se completa. poderia acontecer o acaso de que o gato da família derrubasse o telefone no chão de susto com a campainha e você não quer falar com o gato. mas não são repetidas durante a mesma. necessitamos transmitir comandos. mas sim comandos de comunicação com informação de controle. o computador A procura estabelecer uma ligação lógica com o computador B dizendo “Alô”. o computador B pergunta ao A se quer aproveitar a conexão para outra operação. Afinal. Estes comandos ocupam uma parte da capacidade da linha. número de seqüência. entretanto ligados fisicamente pela linha. o protocolo que você pensou tem algumas diferenças em relação ao da figura acima. além de uma cauda ou “trailler” que são os bits de redundância que . deixando mais ou menos capacidade do canal para a efetiva transmissão de informação. 3) ele responda sempre da mesma forma às mesmas mensagens.2 pode ser usada em algumas aplicações.2. para que a transferência de informações se efetive é necessária a troca de uma série de mensagens que não carregam dados. Comando Dados Comando Dados Dados Figura 7. O que sobra da capacidade do canal para transmissão dos dados é chamada velocidade efetiva. A conversação através de uma cadeia de bytes contínua como na figura 7.1 – Esquema de funcionamento da arquitetura de uma rede de computadores A seguir o computador A identifica a operação desejada como uma transferência de arquivos e o computador B pede a identificação do arquivo. que comporiam as mensagens contendo comandos ou dados. Terminada a transferência do arquivo. Diferentes protocolos terão overheads diferentes. identifique quais as mensagens da figura 7. Informações de sincronismo (que permitam a delimitação das mensagens) e endereçamento podem preceder a transmissão. Cada pacote. Pode-se iniciar a conversação depois que a pessoa do outro lado da linha responde “Alô”. Inicialmente. deve-se levar em conta o overhead de sinalização característico (do protocolo) da linha em que se vai transmitir. ambos os computadores procedem à desconexão lógica. veríamos uma seqüência de bytes.1. Host A Alô Envie Arquivo Arquivo A OK Não! Tchau Host B Alô Qual? Envia Arquivo A Algo mais? Tchau Figura 7. não basta uma conexão física.2 – Cadeia de bytes na linha Ora. Uma conexão lógica é necessária para iniciar a transferência de informação. permanecendo. para garantir a transferência de forma correta. como mostra a figura 7. A título de exercício. Não basta a conexão física que se estabelece quando o fone remoto é retirado do gancho. Sempre que se quiser dimensionar a velocidade de transmissão nominal necessária para um canal a partir do volume de dados efetivo a transmitir. Chama-se sobrecarga ou overhead a relação entre a taxa de sinalização e a capacidade do canal. O importante no funcionamento de um protocolo é que: 1) ele deve atender a todas as funções necessárias: 2) as duas máquinas ou entidades comunicantes devem entender as mensagens recebidas. Pode-se fazer uma analogia com uma ligação telefônica. Provavelmente. endereço de fontes e destino. Nada mais havendo a tratar.

Isto é. orientados a caracter. Uma vantagem desta forma de comunicação é que ela é mais justa. Os primeiros protocolos de enlace que foram desenvolvidos para redes de computadores eram. o bloco a ser enviado consistia de um grupo de caracteres de algum código (ASCII. a IBM desenvolveu o SDLC (Synchronous Data Link Control) e submeteu-o à apreciação da ANSI e da ISO para que fosse adotado como padrão internacional. tornando a transmissão mais confiável. outras conversações não são bloqueadas por uma eventual conversação mais longa e podem se dar paralelamente. pode-se alterar a tecnologia da rede de transporte (baixo nível) sem ter de alterar o sistemas e protocolos entre as aplicações (alto nível). A camada de enlace constitui a interface entre os níveis superiores e a camada física. o transporte de um protocolo entre dois computadores através de várias redes intermediárias com protocolos distintos. Um datagrama. PDUs de um protocolo A podem ser encapsuladas no campo de dados das PDUs de um outro protocolo B. a especificação de um software de comunicação deve prever diversos aspectos referentes aos serviços que o sistema oferece. portanto. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  67 permitem a verificação da ocorrência de erros no destino. A camada mais próxima da transmissão física é denominada "Camada de Enlace" ou "Enlace de Dados". Um protocolo que trabalhe nesta forma deve então definir precisamente o formato e o significado dos campos destas unidades de transporte para que as entidades comunicantes possam interpretá-los corretamente. Esta técnica de encapsulamento é usada para permitir. envolve diversas etapas que. Com o desenvolvimento das redes de computadores. por exemplo. dadas as dificuldades de se transmitir informações entre máquinas com conjunto de caracteres. Protocolos de enlace de dados Como visto anteriormente. respectivamente. Para diminuir esta complexidade. Suas funções principais referem-se ao controle de fluxo. toda a informação contida no cabeçalho e na cauda destas unidades de transporte de informação serve para o controle da comunicação. possuem uma complexidade difícil de controlar. ou mais genericamente como mensagens. Porém o overhead das linhas tende também a aumentar. Tanto a ANSI como a ISO fizeram modificações no SDLC e lançaram. executa um conjunto definido de funções. controle de erros e o controle de acesso ao meio de transmissão. O encapsulamento de protocolos de mais “alto nível”em formatos de mais “baixo nível” aumenta a modularidade da rede. além de pacotes ou datagramas . O protocolo BSC da IBM é um exemplo de protocolo orientado a caracter. constituindo-se. é PDU (Protocol Data Unit).2. como mostra a figura 7. conforme o contexto. seguidos de uma cauda com os bits de verificação de erro e outras possíveis informações de controle. como mostra figura 7. se analisadas em conjunto. também em sinalização e overhead.4. o que se constitui numa multiplexação do meio de comunicação ao longo do tempo. "Enlace Lógico". isto é. a simples transferência de um arquivo de uma máquina para outra. podem ser designadas. transmitindo-se alternadamente pacotes de uma outra. Na verdade. A designação técnica.3. também como quadros (frames). em sua maioria. blocos. então se constitui de um cabeçalho com diversos campos de controle e um campo de dados. pois temos informações de controle muitas vezes duplicadas. EBCDIC). Na década de 70 uma nova geração de protocolos apareceu. isto é. ou ainda.4 – Encapsulamento de um protocolo A em um protocolo B 7. Protocolo A Cabeçalho Dados Cauda Protocolo B Cabeçalho Dados Cauda Figura 7.3 – Formato geral de um datagrama Ora. o ADCCP (Advanced Data Communication Control . Cabeçalho Dados Cauda Figura 7. empregada no âmbito do modelo OSI. Estas unidades de transporte de informação. onde cada "camada". as desvantagens de se utilizar protocolos orientados a caracteres foi ficando cada vez mais evidente. o software de comunicação é dividido em "camadas".

Os intervalos de tempo próprios para cada um dos bits são conhecidos e amarrados entre as entidades comunicantes. Este conjunto prevê códigos especiais para funções de controle. A estação primária permanece enviando ENQs até a recepção de um ACK0 ou até esgotar o limite máximo de tentativas estabelecido. NAK ou WACK. a estação secundária só ganha o controle da linha se a estação primária não a estiver utilizando. O BSC é um protocolo orientado a caracter. A seguir estudaremos os protocolos orientados a caracter e os protocolos orientados a bit. cada quadro é terminado pelo caracter ETB. ou seja. O BSC é um protocolo de controle de enlace desenvolvido pela IBM. Todos estes protocolos são baseados nos mesmos princípios.6. uma das estações é definida como primária e a outra como secundária. A estrutura da mensagem de informação é mostrada na figura 7. tais como “ETB”. Tabela 7. Para evitar problemas associados à transmissão. É bastante comum que as unidades de informação sejam códigos pertencentes ao conjunto ASCII (American Standart Code for Information Interchange). O destinatário deve ser capaz de reconhecer os caracteres de sincronismo e a partir deste momento.1 – Caracteres de controle e supervisão utilizados no protocolo BSC A estação que deseja iniciar a transmissão envia a sequência ENQ. interpretar o restante do quadro. etc. ela responde com ACK. “SYN”. Uma descrição sumária deste protocolo é apresentada nesta seção. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  68 Procedure) e o HDLC (High-level Data Link Control). Assim. um quadro é composto de um número inteiro de caracteres de um determinado código. 7. Sete bits são necessários para representar um código ASCII qualquer. Neste caso. Os caracteres de controle e supervisão usados com o protocolo BSC são: Caractere SYN SOH STX ITB ETB ETX ENQ ACK0/ACK1 WACK NAK OLE RVI TTD DLEEDT Significado Caractere de sincronização (Synchronous Idle) Início de cabeçalho Início de texto Fim de transmissão de quadro intermediário Fim de transmissão de quadro Fim do texto Verifica estado da estação Reconhecimento positivo Reconhecimento positivo (espere antes de enviar) Reconhecimento negativo Usado para permitir transparência Interrupção reversa Usado para indicar demora temporária no envido de texto e evitar fim da temporização (time-out) Sequência de desconexão para uma linha comutada. ela responde com um NAK ou WACK. A resposta pode ser positiva através de um ACK. exceto o último que é terminado com ETX. Caso a estação primária receba um ENQ sem ter iniciado um pedido de transmissão. O ITU-T (antigo CCITT) adotou e modificou o HDLC. Um dos protocolos orientados a caracteres mais conhecidos é o protocolo BSC (Binary Synchronous Communications). SOH Cabeçalho STX Texto ETX BCC Figura 7. ele utiliza caracteres de um determinado código fonte para delimitação do texto da mensagem e para funções de supervisão e controle da troca de mensagens entre os equipamentos conectados. . mas na verdade cada código ASCII é transmitido com 8 bits. isto traz limitações com respeito às comunicações entre equipamentos que trabalhem com códigos diferentes.2. Obviamente. na década de 60 e ainda bastante utilizado em ligações ponto-a-ponto e multiponto.1 Protocolos Orientados a caracter Em um protocolo orientado a caracter. ou caso a estação não esteja pronta para receber. Todos são orientados a bit. isto é. são independentes dos códigos utilizados. sendo o último bit o de “paridade ímpar”.5 – Estrutura típica de um quadro no protocolo BSC Uma mensagem pode ainda ser dividida em quadros para facilitar sua manipulação e reduzir a possibilidade de erros de transmissão.

6 apresenta um exemplo de protocolo orientado a bits. Nos diálogos com a outra máquina. a) Os três tipos de estações são: 1. Protocolo de enlace HDLC A família de protocolos HDLC (High Level Data Link Control) é orientada a bit. os bits de informação foram colocados em um único quadro..2.3. O campo de "controle" identifica o tipo do quadro (informação. a camada de enlace trata conjuntos de bits cujos significados lhe são irrelevantes. o protocolo HDLC define três tipos de estações. . 7. Host A Posso transmitir ? Aí vai parte da msg Aí vai o resto da msg Não tenho mais msg ENQ STX Texto ETB BCC STX Texto ETX BCC EOT Host B ACK0 ACK1 ACK0 ENQ Sim Recebi mensagem OK Recebi mensagem OK Posso transmitir? Figura 7. 7. 1 0 1 1 0 Informações produzidas nas camadas inferiores Procedimento da camada de enlace de dados Delimitador (flag) 01111110 End. supervisão. Os quadros emitidos por esta estação são chamados "comandos". O campo de "informação" carrega os dados recebidos da camada superior. no modo transparente. a estação que a estava transmitindo envia um ETD para indicar este fato e não tenta utilizar a linha novamente durante um certo intervalo de tempo. O campo de "checksum" carrega bits de redundância para a detecção de erros no quadro recebido.).Procedimento de protocolo orientado a bit Na figura 7. o qual apresenta um formato genérico comum a todos os protocolos orientados a bit. Tais bits devem ser agrupados de modo que haja responsabilidade pela entrega de cada grupo de bits.7 .2 Protocolos Orientados a bits A camada de enlace recebe das camadas superiores as informações a serem enviadas. além de informações referentes ao número de sequência e reconhecimento.6 – Exemplo de transferência de informações utilizando o protocolo BSC. pode existir a confirmação do recebimento do referido grupo. o BSC tem um modo transparente.Estação primária: controla a operação do enlace. Nos protocolos orientados a bit.. para a camada de enlace de dados. Cada quadro possui um delimitador de início e um delimitador de fim.6. permitindo assim que a outra estação a utilize. sendo resultado do esforço de padronização desenvolvido pela ISO (International Organization for Standardization). duas configurações de enlace e três modos de operações de transferência de dados. representadas nas unidades mínimas de informação. Qualquer caractere de controle que seja precedido pelo caractere DLE será reconhecido. A figura 7. Para satisfazer uma variedade de requerimentos. permitir que qualquer configuração de bits seja transmitida pelo usuário. destino 00000001 Controle * 00000000 info 10110 Checksum (CRC ) 10101101 delimitador 01111110 Figura 7. ou seja. O campo "endereço" é utilizado para a identificação do receptor. como um caractere de dados. . Para obter transparência. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  69 Ao terminar a transmissão de uma mensagem.

Neste modo. Fica sob a responsabilidade da estação primária o controle da linha. O NRM é também usado em configurações ponto-a-ponto no caso particular de conexão de um terminal ou outro periférico ao computador. Esta propriedade é conhecida como "transparência de dados".Configuração não balanceada: usada em ligações ponto-a-ponto ou multiponto. 2. Os quadros emitidos pela estação secundária são chamados "respostas". Enquanto está recebendo um quadro. No entanto. Esta configuração consiste de duas estações combinadas e suporta transmissões half-duplex e full-duplex.3. Todas as estações ativas ligadas à linha ficam continuamente esperando por uma sequência de flag para sincronizar no início de um quadro. Todas as transmissões são feitas em blocos e um único formato de bloco é estabelecido para todas as trocas de dados e de controle. destruindo. qualquer configuração de bits arbitrária pode ser inserida no campo de dados de um quadro.1 Estrutura do Quadro O HDLC usa transmissão síncrona. 3. A estação primária pode iniciar a transferência de dados para uma secundária mas a secundária só pode transmitir dados em resposta a um comando (POLL) da primária. a estação secundária pode iniciar a transmissão sem permissão explícita da primária (isto é. Qualquer uma das estações combinadas pode iniciar a transmissão sem receber permissão da outra estação combinada. recuperação de erros e desconexão lógica. enviar uma resposta sem esperar por um comando). Uma estação combinada pode emitir comandos e respostas. Quando uma configuração de cinco 1's aparece. O transmissor irá sempre inserir um bit 0 extra após cada ocorrência de cinco bits 1's consecutivos no quadro (exceto no campo FLAG). O modo de resposta normal é usado em linhas multiponto onde alguns terminais são conectados a um computador.Modo balanceado assíncrono (ABM): usado em configurações balanceadas. uma vez que ele não apresenta o "overhead" do polling. O modo de resposta assíncrona raramente é usado. Para determinar este problema. Um único flag pode ser usado como término de um quadro e início de outro. então. b) As duas configurações de enlace são: 1. um procedimento conhecido como "bit-stuffing" é usado. Se o sexto e o sétimo bits são ambos iguais a 1. o sexto bit é examinado. O modo balanceado assíncrono faz um uso mais eficiente de ligações ponto-a-ponto full-duplex. 2. Após identificar o flag inicial.Modo de resposta normal (NRM): usado em configurações não balanceadas.Modo de resposta assíncrona (ARM): usado em configurações não balanceadas. o receptor examina a sequência de bits. a estação emissora está sinalizando uma condição de aborto. O computador consulta cada terminal para transmissão. Com o uso da técnica de bit stuffing. . c) Os três modos de operação de transferência de dados são: 1. 7. A estação primária mantém um enlace lógico separado com cada estação secundária na linha. A figura 7. 3. não existe garantia de que a configuração 01111110 não irá aparecer dentro do quadro. Se o sexto bit é 1 e o sétimo é 0.Estrutura típica do quadro no protocolo HDLC CAMPO FLAG : o campo FLAG delimita o quadro em ambas extremidades com uma configuração única de bits dada por 01111110.8 . a combinação é aceita como um flag.6 mostra a estrutura de um quadro HDLC e seus respectivos campos: FLAG 8 bits ENDEREÇO 8 bits ou + pode ter 1 ou + octetos CONTROLE 8 ou 16 bits DADOS tamanho variável FCS 16/32 bits FLAG 8 bits Figura 7. a sincronização a nível de quadro.Estação secundária: opera sob o controle da estação primária. Esta configuração consiste de uma estação primária e uma ou mais estações secundárias e suporta tanto a transmissão half-duplex quanto a full-duplex. uma vez que um quadro HDLC permite qualquer configuração de bits.Estação combinada: combina as características das estações primária e secundária. incluindo inicialização. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  70 2.Configuração balanceada: usada somente em conexões ponto-a-ponto. a estação continua procurando a sequência de flag para determinar o final do quadro.

CAMPO DE DADOS: este campo só existe nos quadros tipo I e em alguns quadros tipo U. como sendo um endereço de difusão . O oitavo bit em cada octeto é 1 ou 0 indicando se o octeto é ou não o último octeto do campo de endereço. Um FCS opcional de 32 bits usando o CRC-32 pode ser empregado se o tamanho do quadro ou a qualidade da linha determinarem esta escolha. 8 bits. Um endereço possui. mas pode ser usado um formato estendido no qual o tamanho do endereço é um multiplo de sete bits. O campo pode conter qualquer sequência de bits. A figura abaixo mostra o formato geral do CAMPO DE CONTROLE (modo básico). cada um com um formato diferente do campo de controle. CAMPO DE CONTROLE : o HDLC define 3 tipos de quadros. indica que todas as estações secundárias devem receber o quadro. Response Mode" 1 1 1 1 0 1 0 "Set Async. Balanced Mode" 1 1 1 1 1 0 1 "Exchange Identification" 1 1 1 1 1 1 0 "Set Async. A configuração 11111111 é interpretada. Este campo não é necessário em ligações ponto-a-ponto. O FCS normal é o CRC-16 definido pela CCITT. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  71 CAMPO DE ENDEREÇO: o campo de endereço é usado para identificar a estação secundária que transmite ou recebe o quadro. mas deve ser incluido sempre para garantir a uniformidade. normalmente.Bit com função de supervisão M .Bit de controle de ligação P/F .N° de sequência na recepção pela estação transmissora S .2 – Quadro completo especificando os campos de controle de um quadro HDLC .Bit de Poll/Final O quadro de configuração dos campos de controle é apresentado a seguir: Campo de Controle Comando / Resposta 1 2 3 4 5 6 7 8 0 S S S R R R Informação 1 0 0 0 R R R "Receive Ready" 1 0 0 1 R R R "Reject" 1 0 1 0 R R R "Receive Not Ready" 1 0 1 1 R R R "Selective Reject" 1 1 0 0 0 0 0 Informação não numerada 1 1 0 0 0 0 1 "Set Normal Response Mode" 1 1 0 0 R R R "Disconnect" 1 1 0 0 1 0 0 "Un-numbered Pool" 1 1 0 0 1 1 0 "Un-numbered Acknowledge" 1 1 1 0 0 0 0 "Set Inicialization Mode" ou "Request Inicialization Mode" 1 1 1 0 0 0 1 "Command Reject" (Resposta) 1 1 1 1 0 0 0 "Set Async. Balanced Mode Extend" 1 1 1 1 0 0 0 "Disconnect Mode" 1 1 0 0 0 1 0 "Request Disconnect" Mnemônio I RR REJ RNR SREJ UI SNRM DISC UP UA SIM RIM CMDR SARM SARME SNRME SABM XID SABME DM RD Padronização pelo HDLC C/R C/R C/R C/R C/R C/R C C/R C R C R R C/R C C C C/R C R R Tabela 7. Quadros Supervisão(S) e quadros não numerados (U). Formatos Informação Supervisão Controle 1 I S U 0 1 1 2 0 1 3 NS S M 4 S M 5 P/F P/F P/F 6 7 Nr Nr 8 Bits do campo de controle M M M Figura 7. tanto na forma básica quanto na estendida.9 – Formato dos quadros de controle do protocolo HDLC Onde: Ns . isto é. Response Mode Extend" 1 1 1 1 0 1 1 "Set Normal Response Mode Extend" 1 1 1 1 1 0 0 "Set Async.N° de sequência no envio pela estação transmissora Nr . Quadros de informação (tipo I) que transportam os dados do usuário. Seu tamanho não é definido no padrão mas é limitado em um tamanho máximo por uma implementação. CAMPO FCS (Frame Check Sequence): é aplicado sobre todos os bits do quadro com exceção dos campos de flag.

bem como do quadro que se espera receber em seguida. SIM.Indica um quadro sequenciado de informação. este comando também pode ser usado para dar início a uma desconexão física. SNRME.1 (inclusive) são assim confirmados. Os quadros de informação numerados até Nr . REJ .1 são.É usado por uma estação para solicitar a retransmissão de um único quadro de informação: o de número Nr.3.Esse comando é usado para realizar uma desconexão lógica: informa à estação receptora que a estação transmissora está suspendendo a operação com esta respectiva estação secundária (ou balanceada). na estação remota. a nível de inicialização do link. SREJ .1 são reconhecidos como aceitos. a não ser que solicitadas pela primária.2 Definição dos comandos e respostas no HDLC I . "convidá-las" a transmitir). Quando uma estação que está transmitindo recebe um RNR. UP . Na operação de uma rede comutada.É usado para transferir campos de informação não sequenciados através de um enlace.O referido comando é usado para colocar em "Normal Respose Mode"(NRM) a estação secundária endereçada.10 – Formato dos quadros de controle do protocolo HDLC 7. SABM. assim. SARM.Esse quadro de supervisão é usado por uma estação para indicar impossibilidade temporária de aceitar outros quadros de informação. UA .O Poll não numerado é usado para solicitar quadros de resposta a partir de uma única estação secundária ("individual poll"). Apostila de Telecomunicações e Redes 1  72 O campo de controle pode ser estendido para ser usado por quadros S e I que empregam números de sequência com 7 bits ao invés de 3 bits. e os seguintes (se tiverem sido enviados outros).Comando usado para ativar procedures especificadas pelo sistema. que existe em cada estação endereçada por uma oportunidade de resposta. SABME. A figura abaixo mostra o formato geral do campo de controle do modo estendido. cada estação relata continuamente seus Ns e Nr à outra. Devido à ausência de verificação dos números de sequência. Quando se está processando a troca de informação. Não há resposta exigida para o UI. para fazer polling com estações secundárias (isto é. não são confirmados. Esse comando subordina a estação secundária receptora à estação primária que transmitiu o SNRM. estabelecendo uma condição operacional lógica.O quadro de supervisão que indica "recepção concluída"é usado por uma estação para indicar que está pronta para receber um quadro de informação. Os quadros de informação numerados até Nr . 1 I S U 0 1 1 0 1 S M S M 2 3 4 5 NS x P/F 6 x M 7 x M 8 x M 1 P/F P/F P/F 2 3 4 5 Nr 6 7 8 x x x x x x x Figura 7.1 (inclusive). os únicos quadros I aceitos serão aqueles numerados sequencialmente e em ordem seguindo ao quadro solicitado. Uma estação primária pode usar o comando RR com o bit P setado em 1. DISC e RSPR. por exemplo. SNRM . SARME. Uma estação secundária desconectada não poderá receber ou transmitir quadros de informação: fica desconectada até que receba um comando SIM ou SNRM. Sendo transmitido um SREJ. o campo de informação pode ser perdido ou duplicado se ocorrer uma condição de excecução durante a transmissão do quadro UI. aqueles numerados de Nr (inclusive) em diante. UI ou NSI . Os quadros de informação numerados até Nr . deve parar de transmitir dentro do menor tempo possível. DISC . A norma não define o processo de controle para organizar as respostas. Os campos Nr e Ns fornecem a sequenciação do quadro que está sendo enviado. que também não são confirmadas. completando ou abortando o quadro em andamento.Essa resposta de "confirmação não seqüenciada" é usada para confirmar o recebimento e aceitação dos seguintes comandos não numerados: SNRM. para dados de inicialização do enlace. onde todos os campos de controle têm um octeto de comprimento. confimados como recebidos sem problema. . não são permitidas transmissões a partir da estação secundária. RNR . SIM . RR . Assim. Pode ser útil. o que confirma o recebimento dos quadros de informação numerados até Nr .Esse quadro de supervisão é usado por uma estação para solicitar a retransmissão de quadros de informação iniciando com o número de Nr.

c) o comando recebido não permite o campo de Informação. SABM . e este foi recebido dentro do quadro. caso seja desconhecido o endereço específico da estação secundária. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  73 RIM . . Nesta forma o receptor indica a sua disposição em aceitar dados enviando um "pool" ou respondendo a um "select". Quando os dados são recebidos. Por sua vez. Existe um limite máximo de tempo que o transmissor pode aguardar pela chegada de uma confirmação. RD . Para estes casos.Usado para colocar a estação endereçada no Modo de Resposta Balanceado (MRB). bem como os valores que delimitam a janela de recepção. Este valor máximo normalmente é dado por 2n-1 onde n é o tamanho (em bits) do campo de sequência do quadro. Os números de sequência dentro da janela de transmissão representam quadros variados mas não confirmados. opcionalmente.Usado para indicar a solicitação de uma desconexão. Os números de sequência dentro da janela de transmissão representam quadros enviados mas não confirmados. Existe um limite máximo de tempo que o transmissor pode aguardar pela chegada de uma confirmação. A forma mais simples de controle de fluxo é conhecida como "stop and wait". Sempre que o transmissor envia um quadro ele guarda uma cópia até que o mesmo seja confirmado pelo receptor. CMDR .3. Nesse comando o campo de informação é opcional: se usado deve conter a identificação da estação transmissora. transmite seus dados. fornecer a identificação da estação transmissora à estação remota. Por exemplo. 7. então. XID . fará com que a estação repita o RIM."Request for Initialization Mode" é transmitido por uma estação para notificar a estação primária da necessidade de um comando SIM. Todos os quadros contém um número de sequência que varia de 0 a um valor máximo.Esta resposta é transmitida por uma estação secundária no modo NRM. Sempre que o transmissor envia um quadro ele guarda uma cópia até que o mesmo seja confirmado pelo receptor. não serão aceitas transmissões de comandos até que a condição RIM seja resetada. São considerados os comandos recebidos dentro das seguintes características: a) não implementados na estação receptora (essa categoria inclui comandos de configuração inexistente).3 Controle de Fluxo e Sequenciamento Os protocolos da família HDLC realizam o controle de fluxo e de seqüência através de um mecanismo baseado na buferização de mensagens denominado Mecanismo da Janela Deslizante. O controle de fluxo é uma técnica que assegura que uma estação transmissora não sobrecarrega uma estação receptora. o transmissor mantém atualizada uma variável que indica o número de sequência do próximo quadro a ser enviado (N(S)). SARM . bem como os valores que delimitam a janela de transmissão (limite inferior e limite superior ). ao esgotar este tempo. existem casos em que o transmissor quebra o bloco grande em pequenos blocos e os envia um de cada vez. ao esgotar este tempo. Esse comando pode usar o endereço global. o transmissor deve considerar que o quadro não chegou ao destino e retransmití-lo. isto é. teremos a variação do número de sequência dos quadros de 0 até 7 ( 23-1). DM .É usado para colocar a estação secundária endereçada em modo de resposta assíncrona (ARM). O mecanismo da janela deslizante permite que o emissor envie mais de um quadro sem esperar a confirmação do receptor. Para isto. Após a recepção. ele deve executar uma série de procedimentos antes de liberar o buffer para o recebimento de mais dados.Esta resposta é usada para relatar status não operacional de uma estação que está logicamente desconectada do enlace e não pode aceitar o comando de estabelecimento de um modo (MRN ou MRA). Este procedimento é adequado para o caso em que a mensagem é enviada em um único bloco de dados.O comando de troca de identificação é usado para forçar a estação endereçada a reportar sua identificação e outras características e. No entanto. O emissor então. que não seja um SIM ou DISC. o receptor mantém uma variável que indica o número de sequência do próximo quadro a ser recebido (N(S)). o receptor deve indicar novamente a sua disposição em aceitar mais dados antes que eles sejam enviados. para um campo de sequência que tenha um comprimento de 3 bits. quando esta recebe um comando não válido. pela recepção de um RIM ou DISC. o procedimento descrito anteriormente é inadequado. o transmissor deve considerar que o quadro não chegou ao destino e retransmití-lo. O recebimento de qualquer comando. b) campo de informação muito longo para ser recebido nos buffers da estação receptora. d) o número Nr recebido da estação primária não concorda com o número Ns que foi enviado à mesma. Normalmente o receptor aloca um buffer de dados com um tamanho máximo.

sistemas que estão abertos à comunicação com outros sistemas.ou seja. O Modelo de referência OSI As redes de computadores modernas são projetadas de forma altamente estruturada. O número de camadas não deve ser nem muito grande nem muito pequeno.1 apresenta o modelo de Referência OSI de 7 camadas e ilustra este conceito. O nome desse modelo é Modelo de Refência OSI (Open Systems Interconnection). até chegar à camada mais alta. 4 3 2 1 Transporte Rede Enlace Física Host A Protocolo de Transporte Apresentação Protocolo de Apresentação Apresentação PPDU Sessão Protocolo de Sessão Sessão Transporte Rede Enlace Física Host B SPDU TPDU Pacote Quadro Bit Limite da sub-rede de comunicação Rede Enlace Física Roteador Rede Enlace Física Roteador Protocolo de sub-rede interna Figura 7. As regras e convenções desta conversação são definidos como o "protocolo do nível n". A maioria dos softwares de comunicação são organizados como um conjunto de camadas ou níveis. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  74 7. Quando o projetista de uma rede decide quantos níveis vai incluir na rede e o que cada um deles faz. ao contrário da comunicação virtual usada pelos outros níveis. A definição das camadas foi baseada nos seguintes princípios: 1. uma das tarefas mais importantes é definir claramente as interfaces entre os níveis. o nome de cada nível e a função de cada nível diferem de uma rede para outra.4. pois ele trata de interconexão de sistemas abertos . APDU 7 Aplicação Aplicação Interface dos níveis 6/7 6 Interface dos níveis 5/6 5 . As entidades compreendidas em níveis correspondentes em máquinas diferentes são chamadas processos pares. O modelo OSI é mostrado na figura 7. A figura 7. o processo se inverte: cada camada retira as informações que lhe pertencem e repassa para a camada superior o campo de dados da unidade recebida. 5.11 – Modelo de Referência OSI – ISO . são os processos pares que se comunicam usando o protocolo. A função de cada camada deve é escolhida observando-se a definição de protocolos padronizados internacionalmente. Uma camada deve ser criada quando um diferente grau de abstração se faça necessário. Na realidade. O número de níveis. de forma a evitar a repetição de funções e não tornar a arquitetura difícil de controlar. livrando aqueles níveis dos detalhes de como os serviços oferecidos são realmente implementados. nenhum dado é transferido diretamente de um nível n em uma máquina para o nível n de outra máquina (exceto no nível 1). Entre cada par de níveis adjacentes existe uma interface. em todas as redes. devido a complexidade do software de comunicação. vamos chamá-lo de modelo OSI. Por uma questão de praticidade.. A interface define as operações primitivas e os serviços que o nível inferior oferece ao nível superior. cada um construído sobre o seu predecessor. existe a necessidade de separar partes do projeto a fim de vencer a tarefa por etapas. 4. 2. até que o nível 1 seja alcançado. Cada nível passa os dados e informações de controle para o nível imediatamente inferior. Em outras palavras. No nível 1 existe uma comunicação física com a outra máquina. isto é.1 (menos o meio físico). 1983). Esse modelo é baseado em uma proposta desenvolvida pela ISO (Internacional Standards Organization) como um primeiro passo na direção da padronização internacional dos protocolos usados nas diversas camadas (Day e Zimmermann. 3. O modelo OSI tem sete camadas.. o propósito de cada nível é oferecer serviços para os níveis mais altos. Os limites de cada camada devem ser escolhidos de forma a minimizar o fluxo de informações entre as interfaces. Cada camada deve executar uma função bem definida. No entanto. Do outro lado. O nível n de uma máquina mantém uma conversação com o nível n de outra máquina.

As redes de difusão têm outra questão na camada de enlace de dados: como controlar o acesso ao canal compartilhado. várias transmissões do mesmo quadro criam a possibilidade de existirem quadros repetidos. Nessa situação. otimizando a transmissão. Pelo menos. Foi criada uma solução inteligente (o piggybacking) para essa situação. Estas podem ser determinadas no início de cada conversação. a camada de enlace de dados da máquina de origem deverá retransmitir o quadro. A camada de enlace dos dados pode oferecer diferentes classes de serviço para a camada de rede. são incluídos padrões de bit especiais no início e no fim do quadro. esse controle de fluxo e o tratamento de erros são integrados. quando um lado envia um bit 1. O problema é que os quadros de reconhecimento necessários ao tráfego de A pra B disputam o uso da linha com os quadros do tráfego de B para A. Ele apenas informa o que cada camada deve fazer. o outro lado o receba como um bit 1. Cada um deles foi publicado como um padrão internacional distinto. a ISO produziu padrões para todas as camadas. No entanto. Se a linha puder ser usada para transmitir dados em ambas as direções. Observe que o modelo OSI em si não é uma arquitetura de rede. Se esses padrões de bit puderem ocorrer acidentalmente nos dados. Freqüentemente . começando pela camada inferior.4. a subcamada de acesso ao meio. embora eles não pertençam ao modelo de referência propriamente dito. provocando engarrafamentos. Como a camada física apenas aceita e transmite um fluxo de bits sem qualquer preocupação em relação o significado ou à estrutura. discutiremos cada uma das camadas do modelo. Outra questão decorrente da camada de enlace de dados (assim como da maioria das camadas mais altas) é a forma como impedir que um transmissor rápido seja dominado por um receptor de dados muito lento. deve haver uma função de contabilização na camada de rede. As rotas podem se basear em tabelas estáticas. Para executar essa tarefa.2 A Camada de Enlace de Dados A principal tarefa da camada de enlace de dados é transformar um canal de transmissão bruta de dados em uma linha que pareça livre dos erros de transmissão não detectados na camada da rede. sendo determinadas para cada pacote. o fato de a transmissão poder ser ou não realizada nas duas direções. pois não especifica os serviços e os protocolos que devem ser usados em cada camada. a camada de enlace de dados faz com que o emissor divida os dados de entrada em quadros de dados (que. e a quantidade de pinos que o conector da rede precisará e de que maneira eles serão utilizados. O piggybacking consiste em mandar a confirmação do recebimento do quadro da outra estação no quadro de dados que está sendo enviado a ela. eles dividirão o mesmo caminho. Elas também podem ser altamente dinâmicas. elétricas e procedurais e ao meio de transmissão físico. O projeto da rede deve garantir que. as questões de projeto dizem respeito às interfaces mecânicas. 7. Esse problema é resolvido por uma subcamada especial da camada de enlace de dados. Nesse caso. têm algumas centenas ou milhares de bytes). não como um bit 0. surgirá uma nova complicação para o software da camada de enlace de dados. 7. a fim de refletir a carga atual da rede. em geral. No entanto.3 A camada de Rede A camada de rede controla a operação da sub-rede. perdidos e danificados. Nesse caso. que fica abaixo da camada física. Como os operadores da sub-rede em geral são remunerados pelo trabalho que fazem. as questões mais comuns são as seguintes: a quantidade de volts a ser usada para representar um bit 1 e um bit 0.1 A Camada Física A camada física trata de transmissão de bits brutos através de um canal de comunicação. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  75 Em seguida. Um quadro repetido poderia ser enviado caso o quadro de reconhecimento enviado pelo receptor ao transmissor fosse perdido. ”amarradas” à rede e que raramente são alteradas. Cabe a essa camada resolver os problemas causados pelos quadros repetidos. como por exemplo em uma sessão de terminal.4. a forma como a conexão inicial será estabelecida e de que maneira ela será encerrada. cada qual com qualidade e preço diferentes. Pra tal. Um ataque de ruído na linha pode destruir completamente um quadro. a quantidade de microssegundos que um bit deve durar. cabe à camada de enlace de dados criar e reconhecer os limites do quadro. Uma questão de fundamental importância para o projeto de uma rede diz respeito ao modo como os pacotes são roteados da origem para o destino.4. 7. o software deve contar quantos pacotes ou caracteres ou bits são enviados . Se houver muitos pacotes na sub-rede ao mesmo tempo. será preciso um cuidado especial para garantir que os padrões não sejam incorretamente interpretados como delimitados de quadro. transmita-os seqüencialmente e processe os quadros de reconhecimento pelo receptor. O controle desse congestionamento também pertence à camada de rede. Deve ser empregado algum mecanismo de controle de tráfego para permitir que o transmissor saiba o espaço de buffer disponível no receptor.

A camada de Transporte A função básica da camada de transporte é aceitar dados da camada de sessão. Uma sessão permite o transporte de dados normal. O tipo de conexão de transporte mais popular é o canal ponto livre de erros que libera mensagens ou bytes na ordem em que eles são enviados. utilizando cabeçalhos de mensagem e mensagens de controle. Isso exige mecanismo de denominação que permita a um processo de uma máquina descrever com quem deseja conversar. o que permitirá a produção de informações para tarifação. 7. um programa da máquina de origem mantém uma conversa com um programa semelhante instalado na máquina de destino. . aos usuários da rede. Se. O endereçamento utilizado para rede poderá ser diferente. que liga a origem ao destino. Além disso. Um dos serviços da camada de sessão é gerenciar o controle de tráfego. Em outras palavras. Se o tráfego só puder ser feito em uma direção de cada vez (como acontece em uma estrada de ferro). a camada de sessão oferece tokens para serem trocados. dividindo os dados entre as conexões de rede para melhorar o throughput. que podem estar separadas por muitos roteadores. quando existe.4. dividi-lo em unidades menores em caso de necessidade. Uma sessão pode ser usada para permitir que um usuário estabeleça um login com um sistema remoto de tempo compartilhado ou transfira um arquivo entre duas máquinas. a camada de transporte é necessária para tornar a multiplexação transparente em relação à camada de sessão. se a criação ou manutenção de uma conexão de rede for cara. a camada de transporte poderá multiplexar diversas conexões de transporte na mesma conexão de rede para reduzir o custo. os protocolos são trocados entre cada uma das máquinas e seus vizinhos.4. a camada de transporte cria uma conexão de rede diferente para cada conexão de transporte exigida pela camada de sessão. o problema de roteamento é simples e. costuma ser pequena. que são encadeadas. e não entre as máquinas de origem e de destino. determinadas operações só podem ser executadas pelo lado que está mantendo o token. Talvez a segunda rede não aceite seu pacote devido o tamanho. No entanto. em última instância. O tipo de serviço é determinado quando a conexão é estabelecida. É preciso. podem surgir muitos problemas. mas ela oferece também serviços aperfeiçoados que podem ser de grande utilidade em algumas aplicações. portanto.4. Nas camadas inferiores. onde se pratica uma taxa de cada lado. O controle de fluxo entre os hosts é diferente do controle de fluxo entre os roteadores. tudo tem de ser feito com eficiência e de forma que as camadas superiores fiquem isoladas das inevitáveis mudanças na tecnologia de hardware. a camada de rede. A camada de transporte é uma verdadeira camada fim a fim. a contabilização pode se tornar complicada.1 Muitos hosts são multiprogramados. As sessões podem permitir o tráfego em ambas as direções ao mesmo tempo ou em apenas uma direção de cada vez. que são fim a fim. passá-los para a camada de rede e garantir que todas essa unidades cheguem corretamente à outra extremidade. assim como faz a camada de transporte. a camada de transporte deverá criar várias conexões de rede. a conexão de transporte precisar de um throughput muito alto. no entanto. de modo que um host rápido não possa sobrecarregar um host lento. A diferença entre as camadas de 1 a 3. e as camadas de 4 a 7. outros tipos possíveis de serviço de transporte são as mensagens para muitos destinos. no entanto. Um dos serviços da camada de sessão é o gerenciamento de token. é ilustrada na figura 7. Para alguns protocolos. Deve haver um mecanismo para controlar o fluxo de informações. Esse mecanismo é chamado de controle de fluxo e desempenha um papel fundamental na camada de transporte (assim como em outras camadas). É na camada de rede que esses problemas são resolvidos. 7. criar alguma forma de determinar a qual conexão uma mensagem pertence. também cabe à camada de transporte estabelecer e encerrar conexões pela rede. Quando um pacote tem que viajar de uma rede para outra até chegar a seu destino. Nas redes de difusão. Em todos os casos. A camada de transporte também determina o tipo do serviço que será oferecido à camada de sessão e. a camada de sessão poderá ajudar a monitorar esse controle. Além de multiplexar diversos fluxos de mensagem em um canal. Conseqüentemente. Por outro lado. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  76 por cada cliente. isso significa que muitas conexões estarão entrando e saindo de cada host. Quando um pacote cruza uma fronteira nacional. Para gerenciar essas atividades.5 A camada de Sessão A camada de sessão permite que os usuários de diferentes máquinas estabeleçam sessões entre eles. Essas informações podem ser colocadas no cabeçalho de transporte (H4 ou Header do protocolo da camada 4 do modelo OSI – ISO). embora sejam aplicados a eles princípios semelhantes. Em condições normais. é fundamental importância que ambos os lados não executem a mesma operação ao mesmo tempo. Os protocolos também poderão ser diferentes. permitindo que redes heterogêneas sejam interconectadas.

IDU (SDU + inform. 7. de controle) . de modo que. números com ponto flutuante e estruturas de dados compostas por uma série de ítens mais simples. Outra função da camada de aplicação é a transferência de arquivos. datas. A camada de apresentação gerencia essas estruturas de dados abstratas e converte a representação utilizada dentro do computador na representação padrão da rede. que. Para transferir um arquivo entre dois sistemas diferentes. por exemplo). movimentação do cursor etc. a camada de sessão oferece uma forma de inserir pontos de sincronização no fluxo de dados.7 A camada de Aplicação A camada de Aplicação contém uma série de protocolos que são comumente necessários. Os ítens são representados como strings de caracteres. Para permitir que computadores com diferentes representações se comuniquem. é necessário tratar essas e outras incompatibilidades.serviço N . esse software executará a sequência de comandos apropriada para que o terminal real também o envie para a mesma posição. por exemplo). por sua vez. inteiros. e os inteiros (o complemento de um e o complemento de dois. O que é overhead de protocolo? O que é encapsulamento de dados? O que é trailler ou cauda nas PDU´s? Para que serve? Por que um protocolo orientado a caracteres não é indicado para utilização atualmente? Quais os 3 tipos de quadros utilizados pelo protocolo HDLC? .unidade de dados de serviço .unidades de dados de interface . deve ser criado um elemento de software que permita mapear as funções do terminal virtual de rede para terminal real. Esses programas fazem um intercâmbio de ítens como nomes. 7. Terminologia OSI . as estruturas de dados intercambiadas podem ser definidas de uma forma abstrata. valores monetários e notas fiscais. apenas os dados transferidos depois do ponto de sincronização tenham de ser repetidos. quando ocorrer uma falha. A maioria dos programas destinados a usuários não faz um intercâmbio de seqüências de bits binárias aleatórias. cada transferência seria reiniciada e provavelmente falharia na nova tentativa.entidades de protocolo .unidade de dados de protocolo . Considere o trabalho de um editor de tela inteira que deve trabalhar com vários tipos de terminal. a camada de apresentação se preocupa com a sintaxe e a semântica das informações transmitidas. Considere os problemas que podem ocorrer quando se está tentando fazer uma transferência de arquivos que tem a duração de duas máquinas cujo tempo médio entre falhas seja de uma hora. Para eliminar esse problema. existem centenas de tipos de terminal incompatíveis no mundo.relação entre serviço e protocolo . virtual estão na camada de aplicação. Uma das maneiras de se resolver esse problema é definir um terminal virtual de rede.5). Por exemplo. Todos softwares do t.3 e 802. assim como o correio eletrônico.pontos de acesso ao serviço N (SAPs) Exercícios: 1) 2) 3) 4) 5) 6) 7) 8) 9) O que é multiplexação? Quais os tipos existentes? Qual tipo é utilizada nas redes locais? Quais as políticas de tratamento de erros existentes? Qual delas se aplica na transmissão isócrona? Para que serve o controle de fluxo em uma rede? E o controle de seqüência? Cite 2 políticas de acesso ao MT que podem ser aplicadas em uma rede local (802. Para manipular cada tipo de terminal. Os computadores têm diferentes códigos para representar os strings de caracteres (como ASCII e Unicódigo. Um exemplo típico de um serviço de apresentação é a codificação de dados conforme o padrão estabelecido. juntamente com a codificação padrão a ser utilizada durante a conexão. a pesquisa de diretórios e uma série de outros recursos específicos e genéricos. para o qual possam ser desenvolvidos editores e outros tipos de programa.6 A camada de Apresentação Ao contrário das camadas inferiores. Por exemplo. entre outras coisas. quando o editor mover o cursor do terminal virtual para o canto superior esquerdo da tela. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  77 Outro serviço de sessão é a sincronização. têm diferentes layouts de tela e seqüências de escape para a inserção e exclusão de textos. entre outras coisas. Após ser abortada.4. Esse trabalho também pertence à camada de aplicação. Diferentes sistemas de arquivos têm diferentes convenções de denominação de arquivos e diferentes formas de representação de linhas de texto. que tornam confiável o processo de movimentação de bits de uma extremidade à outra da ligação. a entrada de tarefas remotas. e vice-versa.4.

descreva um cenário de comunicação entre A e B. B envia 3 quadros de dados para A e solicita o encerramento da comunicação. perdidos ou danificados ) Um editor de texto deve funcionar em rede com N tipos de terminais diferentes ) Permite a comunicação de computadores que utilizam diferentes representações para os dados ) Insere pontos de sincronização no fluxo de dados . (S)upervisão e (U)Controle. 11)Ainda com relação ao HDLC. onde A envia um quadro de dados para B e após. como o caso do correio eletrônico ) Resolve problemas causados por quadros repedidos. associe as colunas: (1) Estação primária ( ) Duas estações combinadas (2) Estação Secundária ( ) Emite comandos e respostas (3) Estação Combinada ( ) Uma estação primária e uma ou mais estações secundárias (4) Configuração não-balanceada ( ) Qualquer uma das estações combinadas pode iniciar a transmissão (5) Configuração Balanceada ( ) Emite respostas (6) Modo de resposta Normal ( ) A estação avisa quando quer transmitir (7) Modo balanceado Assíncrono ( ) Emite comandos (8) Modo de resposta Assíncrono ( ) A estação secundária só pode transmitir em resposta a um comando da primária 12) Qual camada é responsável? (1) Física (2) (3) Rede (4) (5) Sessão (6) (7) Aplicação ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ) compactação dos dados ) define a voltagem para os bits 0 e 1 ) A mensagem deve ser criptografada ) garante o envio da mensagem ) roda as aplicações dos usuários ) roteamento das mensagens ) Acrescenta trailler aos dados ) quanto deve ser a duração de um bit ( ) Estabelece e encerra conexões de rede (pela rede) ( ) diz a forma como uma conexão é estabelecida e desfeita ( ) controle de fluxo dos quadros de dados ( ) A comunicação será Half ou full-duplex? ( ) detecção de erros nos quadros de dados ( ) Quem gerencia o TOKEN? Eu quero transmitir! ( ) Os pacotes estão muito grandes e devem ser divididos ( ) cria e reconhece os limites de um quadro de dados ) Suporte para os softwares rodados num sistema. Utilize: SABM – Estabelecimento da conexão UA – Aceitação de quadros não numerados RR – Receive Ready RD – Request Disconnect e quadros do tipo (I)nformação. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  78 10)Utilizando o protocolo de enlace HDLC.

Para que um protocolo se torne um padrão Internet [Rose 90] é necessário documentá-lo através de uma RFC (Request for Comments). A arquitetura da Internet TCP/IP O desenvolvimento da arquitetura Internet TCP/IP foi patrocinado pela Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA). implementar e testar um protocolo para ser usado na Internet. e novas versões do protocolo podem ser elaboradas. a única forma de permitir que um grande volume de usuários possa trocar informações é interligar as redes às quais eles estão conectados. . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  79 8.2 . tendo a maioria deles projetado e implementado os protocolos da Arquitetura Internet. Para interligar duas redes distintas é necessário conectar uma máquina a ambas as redes. precisam saber como as diversas redes estão interconectadas. Portanto. O IAB é formado por pesquisadores. e em um serviço de rede não-orientado à conexão (datagrama não confiável).1: Ilustração do conceito de inter-rede. se após decorridos aproximadamente seis meses não houver nenhuma objeção. Tal máquina fica responsável pela tarefa de transferir mensagens de uma rede para a outra. não importando a forma física de interconexão. Da análise das RFCs surgem sugestões. o IAB declara o protocolo como um Internet Standard. Já os usuários vêem a inter-rede como uma rede virtual única à qual todas as máquinas estão conectadas. os gateways precisam conhecer a topologia da inter-rede. fornecido pelo Internet Protocol (IP) [Postel 81b]. A idéia baseia-se na seguinte constatação: não existe nenhuma tecnologia de rede que atenda aos anseios de toda a comunidade de usuários. As RFCs podem ser obtidas por qualquer pessoa conectada à Internet. ou seja. Uma RFC é publicada indicando esse status e. a camada intra-rede [Comer 91]. A arquitetura Internet TCP/IP é organizada em quatro camadas conceituais construídas sobre uma quinta camada que não faz parte do modelo. Para ser capaz de rotear corretamente as mensagens.Camadas conceituais da arquitetura Internet TCP/TP. Os padrões TCP/IP não são elaborados por órgãos internacionais de padronização. O corpo técnico que coordena o desenvolvimento dos protocolos dessa arquitetura é um comitê denominado IAB (Internet Activity Board). Já outros. A Figura 1 ilustra o conceito de inter-rede. formando assim uma inter-rede. Uma máquina que conecta duas ou mais redes é denominada internet gateway ou internet router. como a ISO ou a IEEE. um dos membros do IAB propõe ao comitê que o protocolo se torne um padrão. Alguns usuários precisam de redes de alta velocidade que normalmente cobrem uma área geográfica restrita. se contentam com redes de baixa velocidade que conectam equipamentos distantes milhares de quilômetros uns dos outros. fornecido pelo Transmission Control Protocol (TCP). A arquitetura Internet TCP/IP dá uma ênfase toda especial à interligação de diferentes tecnologias de redes [Comer 91]. Quando o protocolo se torna estável. E E Rede 3 G G G Rede 1 Rede 4 G G G Rede 5 E E E Rede 2 E E E Figura 8. documentar. Qualquer pessoa pode projetar. A Figura 2 mostra as camadas e tipo de dados que fluem entre elas. A arquitetura baseia-se principalmente em um serviço de transporte orientado à conexão. Host A Aplicação Transporte Inter-rede Interface de rede Datagrama idêntico Quadro idêntico Mensagem idêntica Pacote idêntico Host B Aplicação Transporte Datagrama idêntico Gateway Inter-rede Interface de rede Interface de rede Inter-rede Interface de rede Quadro idêntico Rede física 1 Intra-rede Rede física 1 Intra-rede Figura 8.

O nível físico. fornecido pelo TCP (serviço de circuito virtual). o datagrama é passado para a interface de rede apropriada para então ser transmitido. . e o algoritmo de roteamento é executado para determinar se o datagrama pode ser entregue diretamente. ICMP.2. Se o protocolo utilizado for o TCP. dependendo do meio ao qual está ligada. portanto se comunica através de datagramas. enviará um pacote diferente. ao solicitar a transmissão. é de responsabilidade da placa de rede que. É nesta camada que são identificados os endereços IP.Comunicação de uma rede Tcp / Ip 8. As funções do nível de transporte na arquitetura Internet TCP/IP são semelhantes às do mesmo nível do RM-OSI. Hello. EGP e GGP). os seguintes serviços são fornecidos: controle de erro. SNMP. • dispor de um mecanismo de encapsulamento. Essas aplicações interagem com o nível de transporte para enviar e receber dados. Esse nível recebe pedidos do nível de transporte para transmitir pacotes que. Dentre os protocolos da camada de Rede destaca-se inicialmente o IP (Internet Protocol). fornecido pelo User Datagram Protocol . Essa compatibilização é a função dessa camada que recebe os datagramas IP do nível internet ou inter-rede e os transmite através de uma rede específica. etc. Por exemplo. 8.UDP [Postel 80] (serviço de datagrama não confiável). • detectar e controlar situações de congestionamento na rede. Nesse caso. Esta camada não possui um padrão comum.3.1. • controle de envio e recepção (erros. O padrão estabelece-se para cada aplicação. ou se deve ser passado adiante através de uma das interfaces de rede.4.3. Token Ring. A internet apresenta uma camada de interface com protocolos de diferentes tecnologias. sequenciação e multiplexação do acesso ao nível inter-rede. Resumindo. As aplicações podem usar o serviço orientado à conexão. • adaptar os tamanhos dos pacotes ao tamanho máximo suportado pela rede subjacente (segmentação e reassemblagem). Camada de Interface de rede ou camada host /rede (enlace / física) (1) A arquitetura Internet TCP/IP não faz nenhuma restrição às redes que são interligadas para formar a inter-rede. essa camada é responsável pelo : • endereçamento. o algoritmo de roteamento é utilizado para decidir se o datagrama deve ser passado para o nível de transporte local. OSPF. é a maneira com que a camada superior se comunica com ela. os usuários usam programas de aplicação para acessar os serviços disponíveis na inter-rede. informa o endereço da máquina onde o pacote deverá ser entregue. Com base no resultado da avaliação do algoritmo de roteamento. O UDP é um protocolo bem mais simples e o serviço por ele fornecido é apenas a multiplexação / demultiplexação do acesso ao nível inter-rede. fragmentação. o FTP. O importante nesta camada. que são endereços lógicos. se for ATM. bastando para isso que seja desenvolvida uma interface que compatibilize a tecnologia específica da rede com o protocolo IP. 8. O nível inter-rede também processa pacotes recebidos das interfaces de rede. os endereços IP. reconhecimento etc). Apostila de Telecomunicações e Redes 1  80 8. Camada de transporte (3) A função básica do nível de transporte é permitir a comunicação fim-a-fim entre aplicações. Camada inter-rede ou Internet (2) O nível inter-rede é o responsável pela transferência de dados através da inter-rede. se for uma placa Ethernet. nesse nível. RARP e dos protocolos de roteamento (RIP. ou se deve ser repassado para um gateway. seqüência. além do ARP. Exemplo de aplicações: ping. Ethernet Token ring Interface Rádio x-25 HDLC Figura 8. Não existe um protocolo de enlace específico. Frame Relay. ou o serviço não-orientado à conexão. para o funcionamento do TCP/IP. buferização. enviará seus quadros específicos. Camada de Aplicação (4) No nível de aplicação. controle de fluxo. Para realizar essa tarefa. são traduzidos para os endereços físicos dos hosts ou gateways conectados à rede. TELNET. etc. qualquer tipo de rede pode ser ligada. enviará os quadros padrão IEEE 802. ou seja. tracert. O pacote é encapsulado em um datagrama IP. IGP. na verdade. A camada de rede é uma camada não orientada à conexão. desde a máquina de origem até a máquina de destino.3 . • roteamento (direcionamento do tráfego) dos pacotes. Portanto.

No cabeçalho existe uma seqüência de linhas que identificam o emissor. operando orientado à conexão. São alguns dos protocolos de aplicação disponíveis na arquitetura internet TCP/IP: • FTP (File Transfer Protocol)[Postel 85]: Provê serviços de transferência. violação de protocolos.. o assunto e algumas outras informações opcionais. • leitura dos atributos do sistema de arquivos. • HTTP (HyperText Tranfer Protocol): É o protocolo utilizado pela Web.Implementação do NFS . Para sua operação. Não implementa segurança. O NFS cria uma extensão de arquivos local. • criação. o que deixa para o TCP. dados sobre erros. através de um código numérico de resposta. Para cada aplicação existe uma porta predeterminada. o destinatário. • Transferência de dados. modificação e exclusão de diretórios. A comunicação entre o Emissor e Receptor é feita através de comandos ASCII. a aplicação servidora recebe as teclas acionadas no terminal remoto como se fosse local. que transmite textos. além de permitir a navegação através do hiper texto. eco. Através do SNMP. UDP etc. • • NFS(Network File System) : O NFS supre uma deficiência do FTP que não efetua acesso on-line aos arquivos da rede. além da criação. ICMP. renomeação e deleção de arquivos. problemas. provê serviços de envio e recepção de mensagem do usuário. leitura e deleção de diretórios. Na rede existe uma base de dados denominada MIB (Management Information Base) onde são guardados informações sobre hosts. transparente para o usuário. • Negociação de opções (modo de operação. TELNET (Telecommunications Network) [postel 83]: Permite a operação em um sistema remoto através de uma sessão terminal. quando são então apagadas da área de transferência do sistema originador. até que este solicite-a.4 . Utiliza a porta 23 do TCP. etc). Tais mensagens são armazenadas num servidor de correio eletrônico onde o usuário destinatário está cadastrado. respectivamente. armazenar valores. O SMTP divide a mensagem em duas parte: corpo e cabeçalho. interfaces individuais de rede. gráficos e qualquer outro tipo de arquivo. TCP. existem o agente e o gerente que coletam e processam. e possibilita várias funções como as seguintes: • criação e modificação de atributos dos arquivos. Utiliza a porta 21 do TCP. pode-se acessar a MIB e retornar valores. • criação. tradução de endereços e softwares relativos ao IP. É nesta camada que se estabelece o tratamento das diferenças entre representação de formato de dados. O endereçamento da aplicação na rede é provido através da utilização de portas para comunicação com a camada de transporte. possuem seu próprio protocolo. gateways. Utiliza a porta 25 do TCP. Com isso. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  81 etc. O TELNET oferece três serviços: • Definição de um terminal virtual de rede. receber informações sobre problemas na rede. ocorrerá uma resposta do Receptor. Desenvolvido pela SUN Microsystems. são mantidas duas conexões: de dados e de controle. SMTP (Simple Mail Transfer Protocol): Implementa o sistema de correio eletrônico da Internet. Utiliza a porta 2049 do UDP. etc. dentre outros. renomeação e eliminação de arquivos. Utiliza a porta 80 do TCP. Para cada comando enviado do Emissor para o Receptor. • pesquisa de arquivos em diretórios. De acordo com o sistema de gerenciamento da arquitetura TCP/IP. leitura. gravação. Figura 8. • • Ele possui basicamente as entidades Emissor-SMTP e Receptor-SMTP. exceto as requisições de senhas de acesso a determinados arquivos (ou servidores FTP). SNMP (Simple Network Management Protocol) [Postel 82]: É utilizado para trafegar as informações de controle da rede.

com • edu: para instituições educacionais. Aplicação Transporte Inter-rede host/rede Interface de rede Figura 8. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  82 DSN (Domain Name System) [Mockapetris 87] : O DNS é um mecanismo para gerenciamento de domínio em forma de árvore.edu • gov: para instituições governamentais.net) • org: para outras organizações que não se enquadram nos casos acima.mil • net: gateways e hosts administrativos de uma rede (ex: uu.gov • mil:para grupos militares. de – Alemanha. os níveis de enlace. a primeira diferença entre as arquiteturas OSI e Internet TCP/IP está no número de camadas. us – EUA. por outro lado. fr – França. – países: cada país tem duas letras que o caracterizam. a interface usada pelas camadas adjacentes para troca de informações e o protocolo que define regras de comunicação para cada uma das camadas. No nível mais alto podemos ter: • com: para organizações comerciais. 8. au. pode levar a situações onde dois sistemas em conformidade com a arquitetura OSI não consigam se comunicar. Essa característica é conseqüência do fato da ISO ter elaborado um modelo que se propõe a tratar todos os aspectos do problema de interconexão aberta de sistemas. Ex: nasa. Essa flexibilidade tem aspectos positivos. na arquitetura Internet TCP/IP são definidas quatro camadas. Enquanto na arquitetura OSI são definidas sete camadas. Alguns dos serviços definidos para as camadas do RM-OSI são opcionais.Comparação entre Modelo OSI e Arquitetura TCP/IP No RM-OSI são descritos formalmente os serviços de cada camada. Ex: apple. Exemplo: br – Brasil.Árvore de Domínio O DNS possui um algoritmo confiável e eficiente para tradução de mapeamento de nomes e endereços. A arquitetura lnternet TCP/IP foi desenvolvida com o objetivo de resolver um problema prático: interligar redes com tecnologias distintas. Para tal. mas. Tudo começa com a padronização da nomenclatura onde cada nó da árvore é separado no nome por pontos. Ex: nic.Australia.6.5 . O DNS utiliza a porta 53 do UDP. rede e transporte podem oferecer serviços orientados à conexão (circuito virtual) ou não-orientados à conexão (datagrama).5 Comparação entre o Modelo OSI e a Arquitetura lnternet Tcp/Ip Como pode ser observado na Figura 8. Ex: berkeley.ddn. e assim por diante. foi desenvolvido um conjunto específico de protocolos que resolveu o problema de forma . Por exemplo.6 . bastando para tal que implementem perfis funcionais incompatíveis. Baseados na norma ISO 3166 Figura 8.

por serem elaborados por uma instituição legalmente constituída para tal.097. Esta inflexibilidade da arquitetura Internet TCP/IP no nível inter-rede é uma das principais razões de seu sucesso. 8. Ex: Algumas instituições pioneiras na Internet Classe B: são alocados 14 bits para o endereço de rede e 16 bits para o endereço de Host. Nomes no modelo OSI Protocolos TELNET TCP FTP SMTP UDP IP DNS Aplicação Transporte Rede Redes ARPANET SATNET Packet radio LAN Física + enlace de dados Figura 8.6. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  83 bastante simples e satisfatória. No nível de transporte. Vai de 128 a 191. .152 redes possíveis com 254 endereços de hosts associados. com membros representando vários países. São endereços reservados para multicasting. Ou seja. A estrutura organizacional da ISO.384 redes possíveis com 65536 endereços de hosts associados. separados por pontos. a arquitetura Internet TCP/IP oferece duas opções: o TCP (que oferece um serviço de circuito virtual) e o UDP (datagrama). A classe C vai de 192 a 223. nessa arquitetura só existe uma opção de protocolo e serviço para esta subcamada do nível de rede: o protocolo IP. Classe D: vai de 224 a 239. os serviços dos níveis de sessão e apresentação OSI são implementados em cada aplicação de modo específico. Desta forma. A classe A vai de 1 a 127. apresentação e elementos de serviços genéricos básicos no nível de aplicação. 16. Classe E: vai de 240 a 255.6. para o problema da interconexão de sistemas abertos. se por um lado aumenta o tempo de desenvolvimento dos padrões. definindo as camadas de sessão. porém bastante funcional. 2. Endereçamento Internet A seguir são apresentadas as classes de endereço Internet e a utilização de mascaramento. 8. 128 endereços de rede com 16. de enlace. O fato de um sistema utilizar ou não o protocolo IP foi usado inclusive para distinguir os sistemas que “estão na Internet” dos que não estão [Clark 91].1. Acima do nível de transporte está a camada de aplicações na arquitetura Internet TCP/IP. e os aspectos do nível de rede do RM-OSI. são padrões de juri. Os padrões da ISO. por outro confere aos mesmos uma representatividade bem maior. é mais razoável.: Grandes organ. Classes de endereçamento em Internets Os endereços IP na notação possuem 4 números. A arquitetura Internet TCP/IP se limita a definir uma interface entre o nível intra-rede e o nível inter-rede.216 endereços host associados. no sentido em que permite uma maior reutilização de esforços durante o desenvolvimento de aplicações distribuídas. Ou seja.7 – Protocolos e redes no modelo TCP/IP inicial Os serviços do nível de rede OSI relativos à interconexão de redes distintas são implementados na arquitetura Internet TCP/IP pelo protocolo IP. São endereços reservados para uso experimental.777. Os protocolos da arquitetura Internet TCP/IP oferecem uma solução simples. Nessa arquitetura. O primeiro número indica a que classe o endereço pertence. Ou seja. cujo serviço é datagrama não confiável. Ex. Classe C: são alocados 21 bits para o endereço de rede e 8 bits para o endereço de Host. Em outras palavras. comerciais e grandes Universidades. os endereços são separados assim: Classe A: são alocados 7 bits para o endereço de rede e 24 bits para o endereço de Host. não são abordados na arquitetura Internet TCP/IP. A abordagem da ISO. relativos a transmissão de dados em uma única rede. que agrupa todos esses serviços na camada intra-rede. Os níveis físico. O fato de implementações de seus protocolos terem sido a primeira opção de solução não-proprietária para interconexão de sistemas fez com que essa arquitetura se tornasse um padrão de facto. Esses protocolos são equivalentes aos protocolos orientado e não-orientado à conexão do nível de transporte OSI.

0.11111111.0 a 10.13.13.255.00110010.0.73.1: loopback.0.54.255.255 8.0.00000000 .0 (máscara da sub-rede) 143.168.255.15 -A Byte 1 7 bits 00001101 Byte 2 Byte 3 24 bits 01001001 Endereço de Host 14 bits 00001101 01001001 16 bits 00001111 Endereço do Host 21 bits 01001001 8 bits 00001111 Endereço do Host 00001111 Byte 4 01111101 Endereço Rede 10 147.0.255. 128.11111100.255 Range de IP(s) livres para intranet: Classe A: 10.255.xx Endereço de rede Endereço da subrede Endereço de host Exemplo: Supondo uma rede classe B (130.255.255 Classe B: 128.16.0.1 -D 1110 0000 00000000 00000000 00000000 Endereço de Multicast Endereços especiais 127.255.0.31.66. fazendo and com a máscara: 11111111. o mascaramento é necessário: Se para uma rede classe B uma máscara 255. Ex: 128.73.13. o endereço IP está referindo-se a uma rede.xx Endereço de rede Endereço do host 255.0.0 (máscara da sub-rede for utilizada).50.12. Mascaramento Para criar sub-redes dentro de uma rede Intranet.00010000. Ex: 26.0 Quando um endereço de rede tiver todos seus bits de endereçamento com valor 1.73. Quando todos bits referentes a um endereço forem 0.0).0.54.00001111.255.0. É utilizado para teste.255.168. Suponha que o roteado recebe um pacote com o seguinte endereço (130.0 a 128. este será um endereço de broadcast.252. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  84 Veja abaixo a separação dos bits para as classes de endereços: CLASSE 0 125.15 -B 10011101 Endereço de Rede 110 221.15.255 Classe C: 192.15 -C 11011101 00001101 Endereço de Rede 28 bits 224.16) ou em binário: 10000010.2. O hosts o utilizam para enviar mensagens a si mesmo.xx.66.6. então ela se comportará da seguinte forma: Endereço Classe B 143.255.0.0.0 a 192.50) com 64 sub-redes (máscara 255.

d) provê um sistema de comunicação confiável e não reserva endereços para Intranets e) Possui 5 classes de endereços (A. 4. O SMTP (Simple Mail Transfer Protocol) utiliza uma conexão TCP. O NFS. Quem é responsável pelo controle (padronização) da rede Internet? Em que consiste a arquitetura TCP/IP (Qual seu principal objetivo) Quantas e quais são as camadas da arquitetura de redes INTERNET (que fazem parte do modelo) Existe alguma restrição com relação à quais sub-redes podem ser conectadas pela Internet O que é um endereço IP. 1 0100:4 0101:4 0110:4 0111:4 S-R. 2 1000:8 1001:8 1010:8 1011:8 S-R. Considerando as seguintes afirmações: I. III e V c) III. Com relação ao protocolo IP. uma vez que não é orientado à conexão. II. IV e V d) I. São verdadeiras as afirmativas: a) I. não é correto afirmar: a) Sua principal função é o roteamento das mensagens a serem transmitidas na rede b) O roteamento é baseado em um endereço único. 4 Exercícios: 1. 3. 6. 0000:0 0001:0 0010:0 0011:0 S-R.0. II e V e) II. C.50.12. chamado endereço IP ou endereço INTERNET c) Não oferece qualquer garantia de que o datagrama chegou ao outro lado livre de erros. 5. II e IV b) II. e implementa o correio eletrônico na Internet.00000000 que corresponde a 150.00001100. e é implementado sobre o UDP. 7. A nível de transporte. D e E) 8. IV. O FTP utiliza uma conexão TCP. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  85 resulta em: 10000010.00110010. quais são as duas opções oferecidas? Qual(is) a(s) diferença entre elas. 2. B. III e IV . O FTP utiliza uma conexão TCP. III. uma vez que é orientado à conexão. V. Este endereço é procurado na tabela que indicará como chegar à sub-rede 4. 3 1100:12 1101:12 1110:12 1111:12 S-R.O TELNET roda sobre o UDP e serve para operação em um sistema remoto através de uma sessão terminal. oferece acesso on-line aos arquivos de rede.

Disciplina Projeto de Redes. 1996.com/man/man16. “A infraestrutura de LANs”.. Rio de Janeiro:Campus.. Rio de Janeiro: Érica. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  86 Referências Bibliográficas [BER96] BERK-TEK Inc.hlkind. “Rede de Computadores. pp 25 a 41. Ed.htm.. pp. [SOA95] SOARES. L. [GRE96] GREENFIELD. F.. DATA COMMUNICATIONS. J. 1997. [ROC96] ROCHOL. Gone. . 1990. [TAN97] TANENBAUM. “Redes de Computadores”. 1995. [ZAK90] ZAKIR JÚNIOR. Fevereiro 1996. Agosto 1995. S. 64A-64D. Going. http://www. Edição. LTC. DATA COMMUNICATIONS.. pp. obtido em Maio 1996 [DER94] DERFLEY. Notas e lâminas de aula. COLCHER. [GAS97] GASPARINI. 3a. J. UFRGS. JOSÉ. A. “Wire Act Leave LANs Dangling”. MANs e WANs às Redes ATM”. Berk-Tek Informations Page. Março 1995. pp.More net managers are looking for. 57-60. L. 1994. LEMOS. O estudo de seus elementos”.. [PRE95] Premises Wiring . “Tudo sobre Cabeamento de Redes”. FREED. DATA COMMUNICATIONS. G. G. Rio de Janeiro:Campus. “Redes Locais. [SAU95] SAUNDERS. S. Category 5 UTP: Going. Rio de Janeiro..F..Das LANs. 1997. 239-244. STEPHEN. Rio de Janeiro:Campus. DAVID. ANTEU.

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