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Conhecimentos Bancários - 1

Complemento de Conhecimentos Bancários - Cód.: 0419
1. ESTRUTURA DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL Aspectos Legais A estrutura atual do Sistema Financeiro Nacional (SFN) foi criada essencialmente pelas seguintes leis: • Lei 4.595/64 - Lei da Reforma do Sistema Financeiro Nacional (SFN) - a qual ficou conhecida como a “Lei da Reforma Bancária”. • Lei 4.728/65 - Lei do Mercado de Capitais - a qual disciplinou basicamente o funcionamento das Bolsas de Valores e Bancos de Investimentos. • Lei 6.385/76 - Lei da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) - a qual criou e disciplinou o funcionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Mercado Financeiro e Mercado de Capitais O termo “mercado” pode ser entendido como um processo pelo qual existem pessoas interessadas em vender produtos ou serviços para outras pessoas. No Sistema Financeiro Nacional (SFN) ocorre o mesmo processo de oferta e demanda (procura). Entretanto, é importante fazermos distinção, desde já, de dois tipos de “intermediação financeira”: a) Intermediação Financeira Direta Agentes Superavitários: depositam ou aplicam seus recursos em uma “Instituição Financeira”. Exemplos: Depósitos à Vista (contas-correntes), Depósitos a Prazo (CDB – Certificado de Depósito Bancário, RDB – Recibo de Depósito Bancário, Letra de Câmbio,..) e Poupança. Agentes Deficitários: tomam estes recursos na forma de “Operações de Crédito”. Exemplos: Empréstimos em Conta (sem destinação específica), Financiamentos, Títulos Descontados (Duplicatas, Cheques, Notas Promissórias,..) e Leasing, entre outros. b) Intermediação Financeira Indireta Agentes Superavitários: adquirem como um investimento “Títulos de Crédito Mobiliários” (ex.: Ações e Debêntures), via Bolsa de Valores (Bolsa de Valores de São Paulo - Bovespa) e Mercado de Balcão (Organizado e Não Organizado). Agentes Deficitários: tomam estes recursos na forma de títulos de crédito, inclusive abrindo a possibilidade de participação de novos acionistas no seu “Capital Social”. Definição de Mercado Financeiro São as Instituições Financeiras que realizam operações de “intermediação financeira direta” (em mercados como: monetário, mercado de crédito e mercado de câmbio). Definição de Mercado de Capitais São as Instituições Financeiras ou Não Financeiras (Auxiliares, Equiparadas) que realizam operações de intermediação financeira indireta. Conceito de Instituição Financeira São as que realizam o processo de “intermediação financeira direta”. Principais tipos de instituições financeiras: Bancos Comerciais (BC), Bancos Múltiplos (BM), Bancos de Investimentos (BI), Caixa Econômicas (CE), Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimentos (SCFI, conhecidas como “Financeiras”), etc. Para compensar o risco assumido pelas operações de crédito fornecidas a terceiros, dos recursos captados de seus clientes correntistas, aplicadores e/ou poupadores, os bancos são remunerados por uma diferença de taxas denominada “Spread” (diferença da taxa de captação de recursos fornecida pelo banco versus a taxa de aplicação destes mesmos recursos pelo banco). Conceito de Sistema Financeiro Nacional Conjunto de instituições financeiras ou não financeiras que utilizam instrumentos financeiros e/ou de capitais específicos para captação e aplicação de recursos, propiciando um fluxo regular de recursos entre agentes superavitários (ou poupadores, aplicadores) e deficitários (ou tomadores) de recursos financeiros (moeda).
“QUADRO GERAL DE INSTITUIÇÕES DO SFN”
Normativas (1) (só deliberam) Supervisoras (2) (Fiscalizadoras) (Autarquias Especiais) Inst.Fin. Monetárias (3) (“Operadoras”) - Conselho Monetário Nacional (CMN) “(“Autoridade Monetária”) - Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) - Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN) - Banco Central do Brasil (BACEN) (“Autoridade Monetária”) - Comissão de Valores Mobiliários (CVM) (Autoridade de Apoio) - Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) (Autoridade de Apoio) - Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC) (Idem) Operam a conta “Depósitos à Vista” (Contas-Corrente de clientes). - Bancos Comerciais (BC) - Bancos Múltiplos com “Carteira Comercial” - Caixas Econômicas (CE) e Caixa Econômica Federal (CEF) - Cooperativas de Crédito (CC) e Bancos Comerciais Cooperativos (BCo) Importante: estas instituições criam, através de operações crédito, novos depósitos denominados de “Moeda Escritural”. Para evitar um crescimento brutal dessa moeda, o que prejudicaria o controle da inflação, o Conselho Monetário Nacional (CMN) instituiu um recolhimento compulsório de parte ou total dos recursos captados. Não podem receber Depósitos à Vista - Bancos de Investimentos (BI) - Bancos Múltiplos com as seguintes Carteiras: (exceto Comercial) - Investimentos - Desenvolvimento (só setor Público) - Financeiras - Crédito Imobiliário - Arrendamento Mercantil (Leasing) - Sociedades de Crédito ao Microempreendedor (SCM) - Bancos de Desenvolvimento (BD) (ex.: BNDES) - Sociedades do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE): Sociedades de Crédito Imobiliário (SCI) Associações de Poupança e Empréstimo (APE) e Companhias Hipotecárias (CH) Auxiliam ou participam no processo de intermediação de “Valores Mobiliários” - Sociedades Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários (SCTVM) - Sociedades Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários (SDTVM) (inclusive de Mercadorias e Câmbio) - Agentes Autônomos de Investimentos (“Pessoas Físicas ou Uniprofissionais”) - Bolsas de Valores, Mercadorias e Futuros (Bovespa, BVRJ, BM&F,..) Outras Sociedades ou Representações Estrangeiras - Agências de Fomento ou Desenvolvimento (uma por Unidade Federativa) - Escritórios de Representação Estrangeira Observações: 1. SCTVM - Operam com exclusividade nos pregões das Bolsas (eletrônicos e viva-voz). Recentemente a Bovespa acabou com “Pregão Viva-Voz”. Necessitam de autorização para o seu funcionamento do Bacen e também da CVM. 2. Leasing (Arrendamento Mercantil) – são consideradas Instituições Auxiliares, mesmo quando integrantes da carteira de um “Banco Múltiplo”. - Fundos Mútuos de Investimentos - Clubes de Investimentos - Carteiras de Investidores Estrangeiros - Administradoras de Consórcios. “Clearing Houses ou Câmaras de Compensação” (exemplos) - SELIC – Sistema Especial de Liquidação e Custódia - CETIP – Central de Custódia e de Liquidação de Títulos - Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia – CBLC - Clearing House da BM&F (Departamento da BM&F) - Compe (Compensação de Cheques e Outros Papéis) (Executor: Bco do Brasil) et.c. Autorizadas e Fiscalizadas pela PREVIC (ex - SPC da Presidência da República) - Entidades de Previdência Complementar Fechadas Autorizadas e Fiscalizadas pela SUSEP - Entidades de Previdência Complementar Abertas Autorizadas e Fiscalizadas pela SUSEP - Companhias Seguradoras - Sociedades de Capitalização - Sociedades Administradoras de Seguro-Saúde Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) - Resseguros, Cosseguro e Retrocessão - Bco de Desenvolvimento (Ex-Autarquia Federal) (Empresa Pública): BNDES - Autoridades de Apoio: Bco do Brasil (BB), CEF, Bco do Nordeste (BNB) e BASA Vinc/Fiscalizados MF MF MF CMN CMN CNSP MPS BACEN

Inst.Fin. Não-Mon. (4) (“Operadoras”)

BACEN e CVM BACEN e CVM BACEN BACEN BACEN BACEN BACEN BACEN BACEN e CEF

Instit. Auxiliares (5) (“Operadoras”)

BACEN e CVM BACEN e CVM CVM CVM BACEN BACEN

Adm. Rec. de Ter. (6) (“Operadoras”)(

CVM CVM CVM E BACEN BACEN BACEN BACEN CVM CVM BACEN E BB MPS CNSP CNSP

Entidades Compensação Liquidação e Custódia (7) (“Operadoras”) (“Participam SPB”) Prev. Complementar (8) (“Operadoras”)

Seguros, Capitalização e Resseguros (9) (“Operadoras”)

ANS CNSP Min.Des Ind C BACEN

BNDES, CEF, BB, BASA BNB (10)

Observações: 1. Ministério da Fazenda (MF) O Conselho Monetário Nacional (CMN), quanto o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e o Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional são órgãos vinculados ao Ministério da Fazenda (MF). 2. Autoridades Monetárias O Banco Central do Brasil (BACEN) e o Conselho Monetário Nacional (CMN) são considerados “Autoridades Monetárias” porque o primeiro é responsável pela emissão de moeda (papel-moeda e moedas metálicas) (art. 164, da CF) e o segundo, pela autorização da quantidade a ser emitida. Quem fabrica, em caráter de

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exclusividade, é a Casa da Moeda – CMB (empresa pública, criada pela Lei 5895/73). 3. Autarquias O BACEN, CVM, SUSEP e PREVIC são “Autarquias em Regime Especial”. A definição de Autarquias (baseada no DL 200/67) é a seguinte: “Autarquias Comuns” – é um serviço autônomo, criado por lei, com personalidade jurídica, patrimônio e receitas próprias para executar as atividades típicas da Administração Pública (“Administração Indireta”), que requeiram, para seu melhor funcionamento, gestão administrativa e financeira descentralizada (“mera vinculação”). “Autarquias de Regime Especial” - é aquela assim qualificada por sua lei de criação, em virtude de características especificas a ela atribuídas, que lhe conferem uma autonomia excepcional, incomum, o que, então, nessa medida, a diferencia das autarquias comuns. Este tipo de Autarquia de Regime Especial tem sido utilizada, particularmente, com vistas à possibilidade de estabelecimento, para ela, de quadro próprio de pessoal, diferenciado, melhor adaptado às características das atividades que lhes são atribuídas. 4. Sociedades Anônimas Os bancos são, por definição legal, constituídos juridicamente como “Sociedades Anônimas”, ou seja, pessoas jurídicas cujo capital divide-se em ações de livre negociabilidade, limitando-se a responsabilidade de seus acionistas ao preço pago ou subscrito. A lei que rege as Sociedades Anônimas é a Lei 6.404, de 15 de dezembro de 1976. É a lei de direito societário mais importante do país. Toda empresa S.A. tem fins lucrativo e, não importando seu “objeto social”, é considerada como empresa mercantil. Seus atos constitutivos são registrados na Junta Comercial do Estado, aonde pertence à sede do banco. As empresas S.A. podem ter seu “Capital Aberto ou Fechado”. Se, a empresa for de “Capital Aberto”, ou seja, Companhia Aberta pela Lei das S.A., pode negociar suas ações (preferenciais e ordinárias) na Bolsa de Valores (Bovespa), passando, a partir daí, ser credenciadas e fiscalizadas pela CVM quanto às informações divulgadas em Balanços e fatos relevantes de sua vida empresarial. A idéia primordial da S.A. (e de criação da “CVM”) é a de tentar proteger, de todas as formas jurídicas, os acionistas minoritários, detentores em sua maioria de grande parte das ações preferenciais emitidas pelas das empresas, seja para aumento de capital ou venda de parte de seu capital social. Toda S.A. tem que ter seu Estatuto Social aprovado ou alterado pelas Assembléias Gerais, que são consideradas o poder maior da Cia. (existem os seguintes tipos de Assembléias: Geral, Ordinárias, Extraordinárias e Especiais). É obrigatório para a S.A. de Capital Aberto constituir um Conselho de Administração. 5. Sociedades de Economia Mista São entidades que têm capital público e privado, mas o controle acionário está na mão do governo. (ex.: Banco do Brasil, IRB – Instituto de Resseguros, Banco do Nordeste do Brasil – BNB e Banco da Amazônia – BASA) 6. Factoring (“Fomento Comercial”) As Sociedades de Fomento Mercantil (“Factoring”) não são consideradas instituições financeiras ou auxiliares. A Factoring não pode captar dinheiro e emprestá-lo a juros. Esta atividade é típica de Banco, sujeitando-se a Factoring a processo administrativo pelo Bacen e

processo criminal (Resolução 2.144/95 e art. 44 da Lei 4.595/64). As Factorings prestam serviços e compram créditos (direitos) da empresas mercantis (não podem comprar de pessoas físicas) decorrentes de suas vendas a prazo. É uma compra definitiva (“pro soluto”) em que ela assume os riscos de insolvência dos créditos adquiridos. Constatada, porém, a fraude na compra do crédito, a Factoring tem todo o direito de agir contra a sua empresa cliente. Portanto, são entidades de crédito fora do âmbito de fiscalização direta do Bacen. 7. Sigilo Bancário x Crimes de Lavagem de Dinheiro x Sonegação Fiscal A Lei 9613/98 e a Lei Complementar de 105/01 disciplinaram a lavagem de dinheiro e em que casos pode haver a “quebra de sigilo bancário” de pessoas físicas ou jurídicas. Para efeito destas leis, serão consideradas “instituições financeiras” as seguintes entidades, quando houver indícios ou constatação de crimes de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal: a) Entidades de Liquidação, Compensação e Custódias de Valores (exemplos: Cetip, Selic, Compe, CBLC, Clearing Houses da BM&F,..); b) Administradoras de Cartões de Crédito; c) Bolsas de Valores, de Mercadorias e Futuros; e d) Companhias de Factoring (Fomento Comercial). 8. Seguradoras, Capitalização e Bolsas de Valores O § 1º, art. 18, da Lei 4.595/64 estabeleceu: “Além dos estabelecimentos bancários oficiais ou privados, das sociedades de crédito, financiamento e investimentos, das caixas econômicas e das cooperativas de crédito ou a seção de crédito das cooperativas que a tenham, também subordinam-se às disposições e disciplina desta lei no que for aplicável, as bolsas de valores, companhias de seguros e de capitalização, as sociedades que efetuam distribuição de prêmios em imóveis, mercadorias ou dinheiro, mediante sorteio de títulos de sua emissão ou por qualquer forma, e as pessoas físicas ou jurídicas que exerçam, por conta própria ou de terceiros, atividade relacionada com a compra e venda de ações e outros quaisquer títulos, realizando nos mercados financeiros e de capitais operações ou serviços de natureza dos executados pelas instituições financeiras. 9. Investidores Institucionais Não compõem uma instituição em si, mas constituem um “Grupo de Investidores” que têm seus limites de aplicações financeiras oriundos de captação de recursos ou para garantir reservas técnicas regulados pelo CMN e Bacen. São entidades consideradas como “Investidores Institucionais” por lei: Seguradoras, Fundos Mútuos de Investimentos e de Previdência Complementar. 10. Agentes Autônomos de Investimentos São pessoas naturais (físicas) ou jurídicas uniprofissionais, que têm como atividade principal a distribuição e mediação de títulos, valores mobiliários, quotas de fundos de investimento e derivativos, sempre sob a responsabilidade e como prepostos das instituições integrantes do sistema de distribuição de valores mobiliários, isto é: Sociedades Distribuidoras ou Corretoras de Títulos, Valores Mobiliários ou Mercadorias e Bancos de Investimentos ou de Administração de Recursos de Terceiros, os denominados Fundos Mútuos de Investimento. São supervisionados pela Comissão de Valores Mobiliários (Resolução do CMN 2.838, de 2001).

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Para o exercício da sua atividade, o agente autônomo deve: - ser julgado apto em exame de certificação organizado por entidade autorizada pela CVM; - distribuição e mediação nos mercados de derivativos dependem, ainda, de aprovação em outro exame mais específico, que avalie o respectivo conhecimento sobre o funcionamento e os riscos inerentes a esses mercados; - abster-se de receber ou entregar aos investidores, por qualquer razão, numerário, títulos, valores mobiliários ou quaisquer outros valores, que somente devem ser movimentados por meio de instituições financeiras e do sistema de distribuição de valores mobiliários. 11. Banco do Brasil (BB) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Conforme o art. 1º, Lei 4.595/64, o “Sistema Financeiro Nacional”, estruturado e regulado por esta Lei, será constituído também do Banco do Brasil S. A (Autoridade de Apoio, exAutoridade Monetária até 1986, pois emitia moeda através de uma conta denominada “Conta-Movimento”) e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES (Autoridade de Apoio, ex-Autarquia Federal criada em 1952 e, atualmente, empresa pública federal). Atualmente o BB é órgão executor do Serviço de Compensação de Cheques e Outros Papéis (regulado pelo Bacen) e incentivador do governo para operações de câmbio e crédito rural. 12. Caixa Econômica Federal (CEF) Fundada em 1861, pelo Imperador Dom Pedro II, a CEF passou a ser empresa pública, dotada de personalidade jurídica de direito privado, com patrimônio próprio e autonomia administrativa, vinculada ao Ministério da Fazenda e subordinada ao CMN e Bacen pelo Decreto-Lei 759/69. O referido Decreto-Lei centralizou as 23 Caixas Econômicas Federais existentes à época na CEF. Em 1986, com extinção do BNH – Banco Nacional da Habitação e assunção de suas atribuições pela CEF, a CEF passou a ser a gestora do Sistema de Crédito Imobiliário. A CEF é uma Autoridade de Apoio e maior Banco Social do país (Gestora do FGTS, Pis, Seguro Desemprego e outros programas sociais). Por ser gestora do Sistema de Crédito Imobiliário é considerada também uma espécie de “Autarquia Financeira”. 13. Banco da Amazônia (BASA) e Banco do Nordeste do Brasil (BNB) São dois importantes bancos da região norte e nordeste do país, respectivamente, atuando como bancos de desenvolvimento regionais. Eles operam programa de incentivos fiscais, como por exemplo: Finam e Finor (órgãos Sudam e Sudene). Por este tipo de atuação, são considerados Autoridades de Apoio. 14. Instituições Financeiras Monetárias e Não Monetárias A diferença principal está em que as primeiras recebem depósitos à vista (contas-correntes) e as outras não. Instituições Financeiras Monetárias: bancos comerciais, bancos múltiplos com carteira comercial, caixas econômicas, cooperativas de crédito e bancos comerciais cooperativos. 15. Mercado Monetário: Guardada a importância econômica e relevante de cada tipo de mercado, o mercado monetário, com suas políticas implementadas pelas Autoridades Monetárias (CMN e Bacen), é sem dúvida o que mais afeta as decisões, no dia a dia, de qualquer pessoa ou empresa. Muito embora não consigam interferir diretamente no cotidiano das pessoas, para aumentar ou diminuir o nível

de consumo das mercadorias, produtos e serviços, o Governo Federal, nestes últimos anos, especializou-se em alguns instrumentos de controle e política monetária: Open Market Compra e venda compromissada para recompras e revendas de títulos públicos (ou títulos de emissão própria em estoque na Instituição participante). Recolhimento Compulsório Recolhimento percentual sobre VSR – Valores Sujeitos a Arrecadação Compulsória (Contas de Depósitos, Arrecadação de Tributos,..) Visa diminuir o volume de operações de crédito concedidas aos clientes e atenuar o efeito multiplicador da “Moeda Escritural”. “Moeda Escritural” - criada pelas simples multiplicação das operações de crédito, produzindo em termos econômicos uma moeda artificial, sem lastro. Redescontos e Empréstimos de Assistência à Liquidez Empréstimos concedidos pelo Bacen para necessidades urgentes de curto prazo ou situação de liquidez não muito favorável. Meios de Pagamentos, Base Monetária e Conceito Autorizado para Controle da Inflação dos Preços a) Meios de Pagamentos e Base Monetária: (graus de liquidez) - M1: Moeda em Circulação + Depósitos à Vista (moeda escritural) (“Base Monetária”) - M2: M1 + Depósitos a Prazo remunerados - M3: M2 + Cotas de Fundos de Renda Fixa e Open Market (Operações Compromissadas) -M4: M3 + Títulos Públicos (Federais, Estaduais e Municipais) Notas: - o conceito M1 a M4 envolve ativos monetários (M1) e ativos não monetários (M2 a M4). - durante o Plano Collor existiu o M5 (M4 + Cruzados retidos no Bacen). - todos os conceitos aqui apresentados são considerados sob a ótica do aplicador de recursos, para evitar dupla contagem b) Metas Inflacionárias (Inflation Targeting) (a partir do segundo semestre/99) Sua sistemática foi determinada por Decreto Presidencial e serve como uma “diretriz mestre” da política monetária a ser perseguida pelo País. O Banco Central, juntamente com o COPOM, tem a obrigação de usar todos os instrumentos necessários para obtenção do percentual destas metas de inflação, procurando assegurar um “crescimento econômico sustentado”. As metas para cada ano são definidas pelo CMN, por proposta do Ministro da Fazenda, e autorizada pelo Poder Executivo e Legislativo (Senado). O índice escolhido para referência da inflação a ser medida é o IPCA do IBGE A meta de inflação definida pelo CMN tem intervalo de tolerância de 2% para cima ou para baixo para cada ano. O estabelecimento da sistemática de “metas inflacionárias” provocou mudanças no funcionamento das reuniões do “COPOM”: passaram de 10 para 12 mensais ao ano (a partir de 2006 serão a cada 45 dias), já que a Autoridade Monetária tem que produzir e divulgar ao público, a cada três meses (trimestre civil), um

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“Relatório sobre a Inflação”. Para conseguir lograr êxito nas “Metas Inflacionárias” planejadas, o Governo, através do COPOM (Comissão Consultiva do CMN), vem usando (e às vezes até abusando) do aumento excessivo (e diminuição lenta) da taxa de juros básica da economia. Como esta taxa é a taxa utilizada para remuneração mínima de emissão dos títulos públicos federais (taxa Selic), podemos estar vivenciando uma “espiral inflacionária”: - aumento dos juros da economia (recessão econômica); - aumento do endividamento público; - maior necessidade de arrecadação; - aumento de tributos; - aumento de preços (repasse dos tributos pelas empresas); - inflação permanente e aumento da recessão. 16. Mercado de Crédito É onde se realizam operações de crédito do tipo: (entre outras) a) empréstimos (não têm destinação específica dos recursos); Crédito pessoal, cheque especial, crédito rotativo para capital de giro,.... b) financiamentos (possuem destinações específicas para os recursos cedidos); Financiamento de consumo de bens duráveis, rurais e agroindustriais, financiamento de câmbio de exportações e importações, financiamentos imobiliários,.... c) descontos de títulos de crédito Duplicatas, notas promissórias, cheque pré-datados,... d) Leasing Aluguel de bens de consumo durável, imóveis, entre operações. Para a formalização dessas operações, a fim de se evitar uma maior inadimplência ou perda futura da operação de crédito, são exigidas inúmeras garantias pessoais e reais (aval, fiança, penhor, alienação fiduciária, caução, hipoteca,..) dos clientes pessoas físicas e/ou jurídicas, conforme o caso. Atualmente, as Autoridades Monetárias têm regras rígidas para concessão, acompanhamento, atualizações e provisões pra créditos de liquidação duvidosa (provisões de até 100%). 17. Mercado de Câmbio É onde ocorrem operações de compra e venda de moedas internacionais conversíveis. Este mercado opera com todos os agentes econômicos que realizaram transações com o exterior, seja em decorrência de comércio internacional (exportação e importação), pagamentos de juros, dívidas, royalties, recebimentos de capitais para investimentos em capital fixo, captações de recursos via contratos, emissão de títulos de crédito, etc. O Bacen é dos grandes agentes deste mercado, seja pelo controle do fluxo internacional de recursos, nível das reservas internacionais (moedas estrangeiras e ouro, onde é um fiel depositário), e controle do valor da moeda nacional em relação ao valor de outras moedas estrangeiras. Com relação a este último item de paridade cambial do Real (R$) versus outras moedas estrangeiras, diversos fatores influenciam para a valorização ou desvalorização da moeda nacional, exemplos: taxa de inflação, política interna de juros, volume das reservas internacionais, balanço de pagamentos, etc. Convém relembrar que a venda ou compra de moeda estrangeira somente pode ser realizadas pelo Bacen e seus agentes credenciados e autorizados a operar com

carteiras de Câmbio (Bancos Comerciais, Bancos Múltiplos, Bancos de Investimentos, Sociedades Corretoras, Agências de Turismo,..). 1.1. CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL (CMN) Autoridade Monetária Órgão de deliberação colegiada superior/máxima (1º grau) do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Só toma decisões, não lhes cabendo funções executivas ou de fiscalização. Fixa, coordena, regulamenta e adapta as seguintes políticas traçadas pelo Governo Federal: • Monetária: volume dos meios de pagamentos, valor da moeda interna e externa e taxa de juros. • Creditícia: disciplina o crédito sob todas as formas e modalidades. • Cambial: regula o valor externo e interno da moeda e o equilíbro do Balanço de Pagamentos do Brasil. Regula as condições de “constituição, funcionamento e fiscalização” das instituições integrantes do SFN. A Secretaria-Executiva do CMN é exercida pelo Banco Central do Brasil (Bacen). Nota: • 1º grau Regimento Interno regulamentado por Decreto do Poder Executivo (Presidência da República) Composição Atual do CMN (art. 8º da Lei 9069/95) • Ministro da Fazenda (Presidente do CMN, voto de qualidade); • Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão; • Presidente do Banco Central do Brasil. Período de Reuniões O CMN reunir-se-á ordinariamente uma vez por mês e extraordinariamente por convocação do seu Presidente (Ministro da Fazenda). Deliberações O CMN delibera (toma decisões por maioria de votos) e as publica através de “Resoluções”, do Bacen (publicada no D.O.U. e assinada pelo próprio Presidente do Bacen). Comissões Técnicas e Consultivas Foram criadas junto ao CMN as seguintes “Comissões Técnicas e Consultivas”: a) Comissão Técnica da Moeda e do Crédito (COMOC) Composta dos seguintes membros: • Presidente do Bacen (Coordenador do COMOC) • Presidente da CVM • Secretários Executivos do: - Ministério da Fazenda; - Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão; e - Tesouro Nacional. • Quatro Diretores do Banco Central do Brasil indicados pelo Coordenador do COMOC. Compete à COMOC propor as instruções necessárias à execução de matérias de competência do CMN manifestar-se, previamente, sobre as matérias de competência do CMN, especialmente da Lei nº 4.595/64; convidar pessoas ou representantes de entidades públicas ou privadas para participar de suas reuniões; propor ao CMN alterações em seu regimento interno, entre outras.

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b) Comissão Consultiva de Política Monetária e Cambial (COPOM) Criada em 20/06/96, é atualmente a Comissão mais famosa e falada do País. Basicamente, seus objetivos principais são: • estabelecer as diretrizes da política monetária; • definir a taxa de juros básica da economia (taxa Selic e seu eventual viés); e • produzir o “Relatório de Inflação” (periodicidade: trimestre civil). • conforme Decreto 3.088/99, do Executivo, o COPOM persegue as “Metas de Inflação” (“Inflation Targeting”). As reuniões ordinárias do COPOM são realizadas a cada 45 dias, dividindo-se em dois dias inteiros: 3ª e 4ª feiras. É composta por oito membros da Diretoria Colegiada do Bacen, com direito a voto. É presidida pelo Presidente do Bacen, que tem o voto de qualidade. Oito dias após a reunião do COPOM são divulgados os principais termos da “Ata de Reunião”, constando inclusive opiniões diversas de cada Diretor do Bacen integrante da Comissão Consultiva, se for o caso. c) Outras “Comissões Consultivas” - de Normas e Organização do Sistema Financeiro; - de Mercado de Valores Mobiliários e de Futuros; - de Crédito Rural; - de Crédito Industrial; - de Crédito Habitacional e para Saneamento e InfraEstrutura Urbana; - de Endividamento Público. Atribuições Principais do Presidente do CMN (Ministro da Fazenda): Convocar as reuniões ordinárias e extraordinárias; Abrir as reuniões e dirigir os trabalhos; Definir a pauta dos assuntos a serem discutidos em cada reunião; Autorizar o adiamento da votação de assuntos incluídos na pauta ou extrapauta; Convidar para participar das reuniões do Conselho, sem direito a voto, outros Ministros de Estado, assim como representantes de entidades públicas ou privadas; Deliberar “ad referendum” do Colegiado, nos casos de urgência e de relevante interesse, submetendo a decisão ao colegiado na primeira reunião que se seguir a este tipo de deliberação; Convocar reuniões extraordinárias da Comissão Técnica da Moeda e do Crédito e das Comissões Consultivas, por iniciativa própria ou por solicitação dos demais membros do CMN. Atribuições Principais dos Conselheiros: Apresentar proposta ao CMN, na forma de Voto; Submeter ao Colegiado o exame da conveniência de não divulgação de matéria tratada nas reuniões; Solicitar manifestação da COMOC ou assessoramento das Comissões Consultivas; Abster-se na votação de qualquer assunto; Solicitar o adiamento da votação de assuntos incluídos na pauta ou submetidos extrapauta. Participantes das Reuniões do CMN: (Quem pode participar?) Conselheiros; Membros da COMOC; Diretores do Banco Central do Brasil, não integrantes da COMOC; Representantes das Comissões Consultivas, quando convocados pelo Presidente do CMN.

Poderão assistir às reuniões do CMN: a) assessores credenciados individualmente pelos Conselheiros; b) convidados do Presidente do Conselho; c) funcionários da “Secretaria-Executiva” do Conselho; credenciados pelo Presidente do Bacen. Observações: 1. Conselheiros Somente aos Conselheiros é dado o direito de voto. 2. Regimento Interno Tanto o CMN quanto as Comissões Consultivas atuam conforme determinações emanadas de seu “Regimento Interno” aprovado pelo Presidente da República (Poder Executivo) (exemplo: vide Decreto 1.307/94) 3. Secretaria Executiva do CMN Como o Banco Central atua como “Secretaria-Executiva do CMN”, realiza, normalmente, os seguintes trabalhos: organização da pauta de reunião, comunicação aos Conselheiros da data, a hora e o local das reuniões ordinárias ou a convocação para as reuniões extraordinárias; confecção das Atas de Reuniões do CMN, devidamente assinadas pelos Conselheiros, etc. 4. Deliberações do CMN As deliberações do Conselho Monetário Nacional (CMN) entende-se de responsabilidade de seu Presidente e obrigarão também os órgãos oficiais, inclusive autarquias e sociedades de economia mista, nas atividades que afetem o mercado financeiro e o de capitais. 5. Instituições Estrangeiras ou Agências de Capital Estrangeiro O art. 52 da Constituição Federal (CF) vedou a instalação de novas agências ou bancos estrangeiros no País; entretanto, uma Exposição de Motivos nº. 311/95, do Ministério da Fazenda, propõe a liberação da entrada de capitais estrangeiros, devendo ser aprovada pelo CMN e sancionada pelo Presidente da República. 1.2. BANCO CENTRAL DO BRASIL (BACEN) Assim como o CMN, foi criado pela Lei da Reforma Bancária, de 1964 (Lei 4.595). Autoridade Monetária e Autarquia de Natureza Especial Entidade normativa, supervisora e fiscalizadora do SFN. Órgão de Execução das políticas monetárias, de crédito e política cambial traçadas para o país. É por meio do Bacen que o Governo Federal intervém diretamente no SFN e, indiretamente, na economia. Conforme dispositivos legais e/ou determinações do CMN, o “Bacen” executa principalmente, entre outras atribuições: a) Emissão de Moeda Papel-moeda e metálica. b) Saneamento do Meio Circulante Troca de moedas velhas, emissão de novas moedas, recolhimento de moedas falsas. c) Recolhimento Compulsório Sobre “Valores Sujeitos ao Recolhimento (VSR)” de recursos captados ou de serviços prestados pelas instituições juntos aos seus clientes depositantes, aplicadores ou conveniados. d) Open Market (Mercado Aberto) Compra e Venda de Títulos Públicos Federais. e) Redescontos ou Empréstimos de Assistência à Liquidez Suprimento de recursos junto às instituições, seja por desencaixes momentâneos ou iliquidez temporárias indesejadas. f) Serviço de Compensação de Cheques e Outros Papéis Regula a execução do Serviço de Compensação de

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Cheques e Outros Papéis, execução esta realizada, diariamente, pelo Banco do Brasil, via o controle de várias “Câmaras de Compensação” (Locais, Regionais, Nacional) espalhas pelo nosso País. Em Resumo, o BACEN pode ser entendido como: 1. Banco dos Bancos • quando realiza operações de redesconto de liquidez ou assistência financeira de liquidez; • quando recebe depósitos compulsórios dos bancos comerciais e outras entidades; 2. Gestor do SFN • quando normaliza, autoriza, fiscaliza, intervém e liquida extrajudicialmente instituições sob a sua égide. 3. Executor Maior da Política Monetária • quando controla os meios de pagamento e fluxo monetário; • elabora o orçamento monetário. 4. Banco Emissor • quando emite moeda física; • realiza um saneamento no meio circulante e controla o fluxo de moeda física. 5. Agente Financeiro do Governo • quando ajuda ao financiar o Tesouro Nacional (colocação de títulos); • administra a dívida pública (interna e externa); • é o gestor e fiel depositário das reservas internacionais do país (ouro e moedas estrangeiras). Observações 1. Sistema de Pagamento Brasileiro (SPB) Atualmente, o sistema de Serviço de Compensação de Cheques e Outros Papéis (COMPE) integra o chamado “Sistema de Pagamentos Brasileiro – SPB”, implantado em abril/2002. 2. SPB - Marco Histórico O SPB é considerado um marco histórico em termos de evolução tecnológica, controle e liquidação dos “meios de pagamento” e de gerenciamento financeiro “on line e real time” do fluxo financeiro de cada instituição. 3. Reserva Bancária Estourada (Saldo a Descoberto) A partir da criação desse sistema (abril/2002), o Bacen proibiu que os bancos estourassem (ficassem com saldo negativo) em suas contas de Reservas Bancárias. Caso isto ocorra, o Bacen que monitora “on line e real time” deverá ser informado no dia. A instituição poderá solicitar um Redesconto ao mesmo (de uma dia), fornecendo garantias reais (títulos federais) para suprimento de valor a Reserva estourada. Se o Bacen não for informado no dia e/ou ocorrer o saldo negativo na conta de Reserva, a instituição será penalizada com multa de 20% acima da taxa Selic. 4. TED – Transferência Eletrônica Disponível O instrumento criado mais famoso, no qual se transitam recursos superiores a R$ 5.000,00 (cinco mil reais) entre os diferentes bancos da rede bancária, de forma “on-line e real time”, é o TED – Transferência Eletrônica Disponível. 5 TED x DOC x OP É importante não confundir o TED com o Documento de Crédito - DOC ou Ordem de Pagamento – OP, ou seja: O DOC é utilizado pela rede bancária para transferência de valores inferiores a R$ 5.000,00 entre os Bancos (valor acordado e referendado pelo Bacen) via documento físico ou magnético, enviado ao Serviço de Compensação de Cheques e Outros Papéis, no período noturno, o qual poderá devolvê-lo, se houver qualquer irregularidade. A Ordem de Pagamento - OP é uma transferência interna de recursos entre a rede de agência do próprio banco. Com a integração dos sistemas de contas-correntes entre a rede de agências do mesmo Banco, a

transferência de saldo entre contas correntes dá-se automaticamente (quando solicitada pelo cliente), transitando-se por outra “Conta Contábil de natureza Interdepartamental” 6 Integração On-line e Real-time das Câmaras de Liquidação e Compensação O SPB é um grande sistema de “teleprocessamento eletrônico on-line e real time”, englobando diversas “Câmaras de Liquidação e Compensação de Valores”, como por exemplo: Cetip, Selic, Compe, Tecban, Cartões de Créditos, etc. Principais normativos publicados ou manuais editados pelo Bacen Para operacionalização e funcionamento do SFN (e conhecimento das normas do público em geral), o Bacen publica no D.O.U e/ou disponibiliza no “SISBACEN – Sistema de Operações de Registro e Controle do Banco Central” (sistema eletrônico de comunicação com Bacen, onde as instituições têm micros ligados ao Bacen, do qual recebem informações ou para o qual enviam informações sobre suas alterações cadastrais, operações financeiras, reservas e, principalmente cambiais) (dependendo do caso), os seguintes normativos e manuais:
NORMATIVOS Resoluções Circulares Carta-Circulares Comunicado-Conjunto Decisões do Conselho Monetário Nacional Normatização/Detalhamento de Resoluções Maior detalhamento das normas anteriores Atos normativos conjuntos de duas Autarquias Assinadas pelo Presidente do Bacen Assinadas pelos Diretores do Bacen Assinadas pelos Chefes de Depto Exemplos: CVM e BACEN

MANUAIS MNI – Manual de Normas e Instruções COSIF - Plano Contábil do Sistema Financeiro Nacional MCR – Manual de Crédito Rural RMCCI – Regulamento do Mercado de Câmbio e Capitais Internacionais etc.

Índice Remissivo por Assuntos de todas as normas Plano Contábil do Sistema Financeiro Nacional Normas operacionais das operações de crédito rural Normas operacionais das operações de câmbio (comércio exterior, turismo) e capitais internacionais (ingressos de investimentos, saídas de royalties etc.)

O Bacen autoriza, normatiza, fiscaliza, pode intervir ou liquidar extrajudicialmente as seguintes instituições: 1. Bancos Múltiplos (BM) 2. Bancos Comerciais (BC) 3. Bancos de Desenvolvimento (BD) (órgão público) 4. Caixas Econômicas (CE) 5. Caixa Econômica Federal (CEF) (órgão público) 6. Bancos de Investimentos (BI) 7. Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimentos (SCFI) (“Financeiras”) 8. Sociedades de Crédito Imobiliário (SCI) 9. Associações de Poupança e Empréstimo (APE) 10. Companhias Hipotecárias (CH) 11. Sociedades de Arrendamento Mercantil (SAM) (Leasing) 12. Sociedades Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários (SCTVM) 13. Sociedades Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários (SDTVM) 14. Cooperativas de Crédito (CC) (órgãos singulares: mínimo 20 cooperados) 15. Bancos Cooperativos (BCo) (participações de cooperativas de crédito, exceto Luzzatti) 16. Fundos Mútuos de Investimentos (renda fixa e renda variável, regulamentados pela CVM) 17. Agência de Fomento ou de Desenvolvimento (uma por Unidade Federativa) (órgão público) 18. Administradoras de Consórcio 19. Sociedades de Crédito ao Microempreendedor (SCM) (podem ser controladas por ONGs) 1.3. COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS (CVM) Autoridade de Apoio Autarquia Federal de Natureza Especial Criada pela Lei 6.385, 07/12/76 e reforçado seu papel

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pela Lei das Sociedades Anônimas (S.A.) (Lei 6.404, de 15.12.76). Suas atividades básicas de registro, autorização e fiscalização são para acompanhamento da (s): • Emissões Públicas – de valores mobiliários de Companhias Abertas; • Distribuição, Negociação e Intermediação – de valores mobiliários no Mercado de Capitais; • Negociação e Intermediação – de valores no mercado de “Derivativos”; • Organização e Funcionamento – das Bolsas e dos Fundos Mútuos de Investimento, tanto de Renda Fixa como de Renda Variável. A CVM também cadastra e acompanha os trabalhos realizados pelos “Auditores Independentes”, empresas independentes contratadas especificamente pelas Companhias Abertas para emissão de “Pareceres” sobre seus Balanços Patrimoniais publicados. Nota • Tipos de Pareceres de Auditoria de Independentes a) Sem Ressalva Limpo ou Limpo, contendo parágrafo de ênfase em alguma operação ou forma de registro contábil. b) Com Ressalva Contabilização efetuada em desacordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade ou leis, decretos, etc. c) Adverso Demonstrações incorretas ou incompletas. d) Sem Opinião Quando ocorrer insuficiência de informações. A CVM tem poderes para determinar o recesso das Bolsas de Valores (Bovespa, BVRJ, BM&F,..). Principais normativos ou manuais da CVM Para operacionalidade e comunicação com entidades sob a sua égide e público em geral, a CVM publica no D.O.U. os seguintes normativos:
NORMATIVOS PRINCIPAIS Instruções Atos normativos conforme art. 8º, da Lei 6.385/76 Deliberações Consubstancia atos do Colegiado Notas Explicativas Motivos explicativos para determinadas normas Comunicado-Conjunto Atos normativos conjuntos de duas Autarquias Pareceres Interpretação de leis, normativos ou respostas às consultas de agentes de mercado Assinadas pelo Presidente da CVM Assinadas pelo Presidente da CVM Assinadas pelo Presidente da CVM Exemplos: CVM e BACEN Assinadas pelo Presidente da CVM

1.4. CONSELHO DE RECURSOS DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL Órgão criado em 1985, julga em segunda e última instância administrativa os recursos interpostos das decisões relativas às penalidades administrativas aplicadas pelo Bacen, CVM e Secretaria de Comércio Exterior (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio). Infrações previstas na Lei 4.595/64 e outros dispositivos legais correlatos (ex.: Lei do Colarinho Branco, Lei 7.492/86). É integrado por oito conselheiros, de reconhecida competência e conhecimentos específicos. Composição: a) Representantes do MF, Bacen, Secretaria de Comércio Exterior (MDIC) e CVM; b) Quatro representantes de entidades de classe (Abrasca, Anbid, Febraban,...), indicados por lista tríplice a pedido do Ministro da Fazenda. O mandato dos membros é de 2 (dois) anos, podendo ser reconduzidos uma vez. O presidente do Conselho é representante do Ministro da Fazenda. Junto ao Conselho trabalham dois Procuradores Gerais da República para a observância das leis, decretos, regulamentos e outros normativos. Nota • Órgão Colegiado de 2º Grau O CRSFN é órgão colegiado de segundo grau. Conforme legislação em vigor, entende-se como hierarquia de graus administrativos para o setor Público o seguinte: - 1º grau – regimento interno aprovado pelo Presidente da República; - 2º grau – regimento interno aprovado pelos Ministros de Estado e Dirigentes de Autarquias ligadas à pesquisa científica e tecnologia, pura e aplicada, de alto nível; ao ensino superior; ao desenvolvimento do País no plano nacional ou regional; à previdência e assistência social de âmbito nacional; e à atividade bancária; - 3º grau - os não compreendidos nas alíneas anteriores. 1.5. BANCOS COMERCIAIS (BC) Seu objetivo principal é proporcionar recursos de curto e médio prazos para a indústria, o comércio, empresas prestadoras de serviços e pessoas físicas de uma forma geral. O mercado bancário é bastante especializado, existindo hoje uma infinidade de tipos de instituições financeiras (de caráter formal e informal), como por exemplo: • Bancos Múltiplos Autorizados pelo Bacen desde 1988 (Resolução 1524 do CMN). • Bancos de Atacado Trabalham com poucos clientes. • Bancos de Varejo Trabalham com muitos clientes e ampla rede de agências e pontos eletrônicos. • Bancos de Nicho Trabalham para um determinado segmento de clientes ou atividade econômica. • Corporate Bank Trabalham com grandes empresas/conglomerados e, em algumas oportunidades, têm como clientes bancos de menor porte. • Bancos de Middle Market Trabalham com empresas de porte médio.

Observações 1. Valores Mobiliários Conforme o artigo 2, da Lei 6.385/76 (alterada pela Lei 10.303/01), podemos citar, entre outros: - Ações (menor fração do capital social); - Debêntures (título de crédito de renda fixa ou variável) (dívida de longo prazo); - Bônus de Subscrição (direito ao acionista de subscrever uma nova ação, dentro de prazo preestabelecido); - Cupons, Recibos de Subscrição, Direitos e Certificados dos títulos acima; - Notas Comerciais (Commercial Papers); - Cédulas de Debêntures (Pignoratícia) (bancos podem emitir, desde que tenha aplicação em Debêntures); - Derivativos; - Cotas de Fundos de Investimentos em valores mobiliários; - Cotas de Clubes de Investimentos em quaisquer ativos. Não são considerados valores mobiliários pela Lei e sujeitos a fiscalização da CVM: - Títulos Cambiais (CDB, RDB, LC, LI, LH,...); - Títulos Públicos;

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• Bancos de Microcrédito Assim como os Bancos Múltiplos, o Bacen autorizou a criação de Sociedades de Crédito ao Microempreendedor (SCM), voltadas para operações de microcrédito. Estas sociedades podem ser controladas inclusive por ONGs. Alguns Bancos estão criando carteiras ou até mesmo instituições voltadas apenas para o microcrédito para atender pequenas empresas e pessoas com baixo nível de renda. • Private Bank Trabalham com clientes de altíssima fonte de renda e/ ou elevado patrimônio pessoal. • Personal Bank Trabalham com clientes pessoas físicas de bom nível de rendas, pequenas e médias empresas. • Bancos Virtuais/Diretos Trabalham com seus clientes, via de regra pessoas físicas, através do canal telefônico somente. • Bancos Internet Trabalham com seus clientes através do canal de comunicação Internet. 1.6. CAIXAS ECONÔMICAS (CE e CEF) Integram o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo e de Habitação. Equiparam-se, de certa forma, aos bancos comerciais, pois podem captar recursos de depósitos à vista (abertura de contas-correntes) e efetuar operações de descontos e empréstimos em geral, prestações de serviços tipo arrecadação e cobranças de títulos de créditos e outros documentos. Além disto, podem realizar operações de Crédito Direto ao Consumidor (CDC e CDCI), autorizar e administrar (via terceiros) casas de loterias esportivas/vendas de bilhetes. São Bancos eminentemente sociais, pois além dos recursos da caderneta de poupança, centralizam o recolhimento de recursos sociais como FGTS e PIS. Têm o monopólio de operações de empréstimo sob penhor de bens pessoais (jóias, ouro, diamantes,..). A Caixa Econômica mais famosa e de maior porte é a Caixa Econômica Federal - CEF, a qual atua como uma Autoridade de Apoio para o Governo Federal. 1.7. COOPERATIVAS DE CRÉDITO (CC) São entidades que se obrigam a contribuir com bens ou serviços para o exercício de determinada atividade econômica, de proveito comum e sem objetivo de lucro. O lucro porventura existente é distribuído de maneira igualitária e proporcional a todos os cooperados. Juridicamente são consideradas sociedades de caráter singular. O número mínimo para constituição de uma Cooperativa é de 20 pessoas físicas (admite-se excepcionalmente pessoas jurídicas que tenha o mesmo objetivo social das pessoas físicas envolvidas e que não visem fins lucrativos). Centras Cooperativas ou Federações Cooperativas são constituídas a partir de 3 (três) Cooperativas Singulares (e, excepcionalmente, associados individuais). São equiparadas aos bancos comerciais, pois captam recursos depósitos à vista de seus cooperados, empréstimos e repasses de instituições financeiras nacionais e estrangeiras e recursos de fundos oficiais (até mesmo doações) e podem conceder créditos, prestar garantias e serviços de cobranças aos seus cooperados. 1.8. BANCOS COMERCIAIS COOPERATIVOS (BCo) Assim como os Bancos, são constituídos na forma de

Sociedades Anônimas (Lei das S.A.), entretanto seu capital social tem que ser fechado. No seu Capital Social constam exclusivamente Cooperativas de Créditos Singulares, exceto as do tipo Luzzatti (as que admitem a participação de não cooperados) e Centrais/ Federações de Cooperativas de Crédito. Seu Patrimônio de Referência – PR deverá estar enquadrado nas regras do Acordo da Basiléia. 1.9. BANCOS DE INVESTIMENTO (BI) O objetivo básico de sua criação foi para propiciar recursos de médio e longo prazos para as empresas em operações de empréstimos/financiamentos de capital fixo ou capital de giro. Estas operações, por tenderem ao longo prazo, são precedidas de cuidadosas avaliações técnicas e de análise de crédito (ex.: suficiência e liquidez das garantias envolvidas, projeção do fluxo de caixa, balanços e demonstrações de resultados,..). Por sua especialização em Finanças, procuraram assessorar empresas e/ou grupos econômicos em operações de “Corporate Finance” (fusões, cisões, aquisições, transformações e incorporações) (inclusive com a criação de Holdings) e “Operações de Underwriting” (Lançamento Público de Ações, Debêntures,..) 1.10. BANCOS DE DESENVOLVIMENTO (BD) São entidades governamentais (nível estadual ou federal) voltadas ao desenvolvimento/fomento das regiões sobre sua jurisdição. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social - BNDES, o Banco da Amazônia – BASA e o Banco do Nordeste – BNB (ambos de fomento regionais) são os principais agentes do governo federal para o financiamento de empréstimos de médios e longos prazos em setores como primário, secundário e terciário. Atualmente o BASA e o BNB, além de bancos de desenvolvimento, são Bancos Múltiplos com Carteira Comercial. Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) É subordinado ao Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio. É uma empresa pública federal criada em 1952. É o principal órgão de política de investimentos em infraestrutura no País. Suas funções principais são: • Atenuar desigualdades regionais; • Promover o desenvolvimento econômico e social do País; • Fortalecer o setor empresarial nacional, etc. Possui duas subsidiárias importantes: - Finame – Agência Especial de Financiamento para Máquinas e Equipamentos Industriais; - BNDESPAR – Banco de Participações; Nota • Agência de Fomento ou Desesenvolvimento (AF, AD) São “instituições auxiliares” de cunho governamental. São constituídas na forma de S.A. de Capital Fechado. Cada unida da Federação só pode constituir uma Agência de Fomento ou Desenvolvimento. Objetivo Social: concessão de financiamento de capital fixo e de giro em projetos de desenvolvimento do país/ estados/municípios. Podem prestar garantias e serviços de consultoria e ser administradores de fundos de desenvolvimento.

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É vedado às AF/AD: ter acesso a linhas de redesconto/ assistência financeira do Bacen, captar recursos junto ao público (exceto oriundos de fundos e organismos de desenvolvimento institucionais e orçamentos federais, estaduais e municipais), captar CDI, transformar-se em qualquer tipo de instituição financeira e participar direta e indireta em outras instituições financeira ou empresas coligadas/controladas pela Unidade Federativa. Basicamente, foi permitido pelo CMN/Bacen a criação deste tipo de instituição em substituição aos Bancos Estaduais recentemente fechados, liquidados ou vendidos à iniciativa privada. 1.11. SOCIEDADES DE CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO (SCFI) (“FINANCEIRAS”) Sua função principal é financiar bens de consumo durável, como por exemplo: eletrodomésticos, equipamentos eletrônicos e de informática, carros, etc. Realizam operações de: - Crédito Pessoal, inclusive Crédito Consignado (desconto em folha de pagamentos ou provento do INSS do aposentado); - Crédito Direto ao Consumidor (CDC); e - Crédito Direto ao Consumidor com Interveniência (CDCI) (Operação com Aval do Lojista). Um instrumento de captação bastante utilizado (antigamente e exclusivo de “Financeiras”) são as Letras de Câmbio, que são títulos de créditos sacados pelos financiados e aceitos pelas financeiras para colocação junto ao público em geral. Ao redor das Financeiras, para promoção de suas vendas, análise de crédito, cadastro e cobrança, giram empresas autorizadas em suas atividades pelo Bacen (Resolução 562/79, do CMN) denominadas de “Promotoras de Vendas”. As Financeiras, além dos recursos próprios, podem captar CDI, Repasses e Empréstimos no país e exterior. Se o recurso utilizado para financiamento for de origem externa, não podem cobrar a variação cambial da moeda estrangeira contratada (diferentemente das Cias de Leasing). 1.12. SOCIEDADES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL (SAM) As Companhias de Leasing ou Bancos Múltiplos com Carteira de Leasing (Arrendamento Mercantil) realizam operações assemelhadas a uma locação de bens móveis e imóveis. (“Leasing Financeiro e Leasing Operacional”). Referidas sociedades nasceram a partir da constatação de que uma empresa pode ter lucro em sua atividade econômica pelo simples fato de uso de um bem e não necessariamente de sua propriedade. A grande vantagem do “Leasing Financeiro” é que, ao final do contrato, através do pagamento de uma taxa residual especificada no contrato de arrendamento mercantil (“Valor Residual Garantido – VRG”), o cliente pode ficar com o bem utilizado em suas atividades durante um certo período. As empresas de leasing normalmente captam recursos de longo prazo: CDI, Empréstimos, Repasses e Obrigações Nacionais e no Exterior, Debêntures Nacionais ou Estrangeiras. 1.13. SOCIEDADES CORRETORAS DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS (SCTVM) São entidades típicas do mercado acionário e de colocação de Títulos e Valores Mobiliários. São as únicas autorizadas a operar dentro do recinto

das bolsas (Bovespa, BVRJ, BM&F,..), seja no pregão eletrônico ou viva voz. Para o exercício de suas atividades, dependem de autorização do Bacen e CVM. Além das operações no recinto das Bolsas, podem realizar: - operações de lançamento/aquisição de ações; - administração de carteiras e custódia de TVM (inclusive de Fundos Mútuos de Investimentos); - prestar consultoria financeira para empresas, pessoas físicas e assessorar Clubes de Investimentos - realizar operações open market; - intermediar operações de câmbio; e - comprar ou vender mercadorias na BM&F, seja por conta própria ou de terceiros. Nota • Pregão Viva Voz Em out/05 foi extinto na Bovespa o pregão Viva Voz 1.14. SOCIEDADES DISTRIBUIDORAS DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS (SDTVM) Operam numa faixa mais restrita que das SCTVM (de Câmbio e Mercadorias), já que não têm acesso ao recinto da Bolsas de Valores, Mercadorias e Futuros, exemplo: Bovespa. Suas atividades básicas são: (entre outras) - subscrição isolada ou em consórcio de TVM para revenda; - intermediação de TVM; - prestar consultoria financeiras para empresas, pessoas físicas e assessorar Clubes de Investimentos; - operações de open market, quando autorizadas pelo Bacen. 1.15. BOLSAS DE VALORES Associação civil sem fins lucrativos, cujos objetivos básicos são, entre outros, manter local ou sistema de negociação eletrônico adequados à realização, entre seus membros, de transações de compra e venda de títulos e valores mobiliários; preservar elevados padrões éticos de negociação; e divulgar as operações executadas com rapidez, amplitude e detalhadas. Basicamente, é o local onde se compram e se vendem as ações e outros valores mobiliários (debêntures, por exemplo) de companhias abertas. A Bolsa é uma entidade possuidora de autonomia administrativa, financeira e patrimonial Estrutura da Bovespa O quadro social da Bovespa é integrado por Sociedades Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários (SCTVM) que podem operar nos dois sistemas de negociação existentes e mantidos pela Bolsa de Valores: a) Pregão Viva Voz; e b) Sistema Eletrônico de Negociação - Mega Bolsa. A corretora que não quiser negociar diretamente na Bolsa com seus clientes poderá recorrer ao chamado Mercado de Balcão (o qual é diferente de “Mercado de Balcão Organizado), aquele negociado fora de bolsa ( vantagem é mais barato). A Assembléia Geral das Corretoras Membros é o órgão deliberativo máximo da BOVESPA. A Assembléia reúne-se ordinariamente duas vezes por ano, para deliberar sobre proposta orçamentária, aprovação das demonstrações financeiras do exercício anterior e para a eleição dos membros do Conselho de Administração.

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O Conselho de Administração é integrado por 10 conselheiros efetivos: - 6 representantes das sociedades corretoras membros; - 1 representante das Companhias Abertas; - 1 investidor institucional, oriundo de Companhias Seguradoras ou Fundos Mútuos de Investimentos ou Fundos de Pensão (Previdência Complementar Aberta ou Fechada); - 1 representante de pessoa física; e - 1superintendente geral. Do grupo dos membros das Sociedades Corretoras são eleitos: o Presidente e o Vice-Presidente do Conselho, com mandatos de 1(um) ano. As principais figuras da Bolsa de Valores de São Paulo – Bovespa (com a centralização nacional, principal bolsa do mercado acionário brasileiro) são: - sociedades corretoras; - operadores de pregão (que recebem ordens das mesas) (e efetuam compras/vendas eletrônicas e viva voz); - sociedades anônimas (cias abertas); e - investidores (pessoas físicas e pessoas jurídicas, tanto nacionais como estrangeiras, fundos mútuos de investimentos e fundos de pensão). As Resoluções 2690/00 e 2709/00 disciplinaram a constituição, organização e funcionamento das bolsas, aumentando e flexibilizando sua operacionalidade (inclusive auto-regulação). Por estes normativos elas poderão tornar-se S.A. de capital aberto. Nota • Poder de Auto-Regulação A BOVESPA, por força do disposto no artigo 8°, parágrafo primeiro, e no artigo 17 da Lei n° 6.385, de 07/12/76, bem como no Regulamento Anexo à Resolução n° 2.690, de 28/01/00, do Conselho Monetário Nacional, é dotada do denominado Poder de Auto-Regulação. O Poder de Auto-Regulação confere à BOVESPA faculdade para estabelecer normas e procedimentos (inclusive de conduta) e para fiscalizar seu cumprimento, os quais deverão ser observados pelas: a) Corretoras; b) Empresas listadas; c) Investidores. O descumprimento às normas e procedimentos estabelecidos pela BOVESPA, bem como daquelas que é incumbida de fiscalizar (abrangendo também práticas não eqüitativas e quaisquer modalidades de fraude ou manipulação no mercado), sujeita o infrator às penalidades que podem ser por ela aplicadas, que são: advertência, multa, suspensão, exclusão e inabilitação para o exercício de certas funções na própria Bolsa e em corretora. A aplicação do Poder de Auto-Regulação pela BOVESPA leva em consideração o agente envolvido, a saber: Em relação às corretoras e à própria bolsa A Bolsa pode aplicar penalidades à corretora e seus administradores, empregados, operadores e prepostos. Também pode penalizar os seus próprios administradores e funcionários. Em relação às empresas listadas A Bolsa pode suspender a negociação dos títulos e valores mobiliários emitidos pela empresa ou cancelar o seu registro para negociação. A Bolsa não pode punir os administradores, empregados e prepostos da empresa. Só a CVM pode fazê-lo.

Em relação aos investidores Com relação aos investidores, a BOVESPA, nos mercados a termo e de opções, dispõe de poderes de caráter operacional, sendo-lhe facultado: proibir que suas posições excedam a determinados limites; determinar o encerramento de suas posições; ou proibir que operem nesses mercados.. A Bolsa não pode punir investidores; só a CVM tem competência para tanto. Em relação às negociações Com relação às negociações, a BOVESPA poderá: - impedir a concretização de negociações que estejam sendo realizadas quando existirem indícios de que possam configurar infrações a normas legais e regulamentares, ou consubstanciar praticas não eqüitativas; e - cancelar os negócios já realizados ou solicitar às entidades de compensação e liquidação de operações com títulos e valores mobiliários a suspensão da sua liquidação, nos casos de operações onde haja indícios que possam configurar infrações a normas legais e regulamentares, ou que consubstanciem praticas não eqüitativas, modalidades de fraude ou manipulação. 1.16. BOLSAS DE MERCADORIAS E DE FUTUROS (BM&F) As bolsas de mercadorias e futuros são associações privadas civis, sem finalidade lucrativa, com objetivo de efetuar o registro, a compensação e a liquidação, física e financeira das operações realizadas em pregão ou em sistema eletrônico. Para tanto, devem desenvolver, organizar e operacionalizar um mercado de derivativos livre e transparente, que proporcione aos agentes econômicos a oportunidade de efetuarem operações de hedging (hedge, proteção) ante flutuações de preço de commodities agropecuárias, índices, taxas de juro, moedas e metais, bem como de todo e qualquer instrumento ou variável macroeconômica cuja incerteza de preço no futuro possa influenciar negativamente suas atividades. Possuem autonomia financeira, patrimonial e administrativa e são fiscalizadas pela Comissão de Valores Mobiliários As atividades de intermediação no mercado de derivativos, com a realização e o registro de operações nos sistemas da BM&F, são conduzidas, pelas Corretoras de Mercadorias. As instituições que sejam detentoras do título patrimonial (ou aluguem a estrutura da BM&F para determinadas operações) como Corretora de Mercadorias e estejam devidamente registradas na Comissão de Valores Mobiliários podem intermediar operações em seu próprio nome – as chamadas operações de carteira própria – e em nome de terceiros, seus clientes. Convém ressaltar outras categorias de intermediários, com acesso a sistemas mais restritos mantidos pela BM&F. Exemplos: (detentores de título não-patrimonial) Corretoras de Mercadorias Agrícolas Autorizadas a operar nos mercados de commodities agropecuárias (café, soja,.) Corretoras Especiais Podem registrar, na BM&F, operações realizadas no mercado de balcão (ex.: swaps) Sócios DL Realizam a operação de intermediação e registro de títulos públicos e outros ativos financeiros.

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Corretores de Algodão Operações com a commoditie de algodão. - Operadores Especiais Pessoas físicas ou firmas individuais que operam em nome próprio ou prestam serviços as Corretoras de Mercadorias. - Membros de Compensação (MC). Esse título patrimonial legitima seus detentores (bancos comerciais, bancos de investimento, bancos múltiplos detentores de uma dessas duas carteiras ou sociedades corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários) a efetuar a compensação e a liquidação de operações realizadas ou registradas nos sistemas da Bolsa. Os Membros de Compensação prestam serviços às Corretoras de Mercadorias, de Mercadorias Agrícolas e Especiais, bem como aos Operadores Especiais e de Mercadorias Agrícolas, executando a liquidação das operações desses participantes e de seus clientes junto à Clearing Houses de Derivativos (e outras) da BM&F. Participantes com Liquidação Direta (PLD) Os títulos de Membro de Compensação podem, ainda, ser adquiridos por instituições financeiras autorizadas pela BM&F a atuar como Participantes com Liquidação Direta (PLD), uma possibilidade criada para aprimorar os mecanismos de administração de risco dos agentes que operam nos mercados da Bolsa. Existem dois outros títulos, os quais não estão diretamente ligados a atividades operacionais nos mercados da Bolsa: Sócio Honorário, pertencente à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), na qualidade de instituidora da BM&F; e Sócio Efetivo: criado, quando do surgimento da BM&F, para atrair importantes players, aos quais foram ofertados benefícios ou facilidades operacionais. Além disto, existem também as Corretoras Associadas às outras Corretoras Oficiais da BM&F que podem atuar na BM&F São as chamadas “Permissionárias Correspondentes”. A BM&F é a 1ª Bolsa da América Latina em Commodities e 4ª mundial em volume de contratos. 1.17. SISTEMA ESPECIAL DE LIQUIDAÇÃO E CUSTÓDIA (SELIC) O Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (SELIC) foi criado em 1980, sob a responsabilidade do Banco Central do Brasil e da Associação Nacional das Instituições dos Mercados Aberto (Andima). É um grande sistema computadorizado (teleprocessamento eletrônico de dados) “on line e real time”, ao qual têm acesso apenas as instituições credenciadas no mercado financeiro. Por esse sistema, os negócios têm liquidação imediata. Os operadores das instituições envolvidas, após acertarem os negócios envolvendo títulos públicos, transferem essas operações, via terminal, ao SELIC. O computador imediatamente transfere o registro do título para a instituição compradora e faz o crédito na conta da instituição vendedora. A liquidação da ponta financeira de cada operação é realizada por intermédio do Sistema de Transferência de Reservas - STR, ao qual o Selic é interligado. São registrados nesse sistema os títulos públicos federais (Tesouro Nacional, Bacen,..) e títulos públicos estaduais e municipais, em contas específicas dos participantes no mercado primário e secundário (compra, venda, juros, resgates, renegociações, transferências,..). Os sistemas de Leilão Ofertas Pública Formal Eletrônica (OFPUB) e Leilão Informal Eletrônico de Moedas e Títulos

(LEINF) (Go Around), isto é, onde o Bacen não divulga aos Dealers (primários, 12, ou especialistas, 10) o tamanho do lote vendido nem o preço médio de negociação, têm seus resultados automaticamente integrados ao SELIC, no dia da operação. As instituições participantes deste sistema são: a) Emissores São o Tesouro Nacional, o Banco Central (se autorizado; desde 2003 não emite mais título), os Tesouros Estaduais e Municipais, lançadores de títulos públicos. Observações 1. Reserva Bancária Todo emissor é representado por uma instituição financeira, detentora de conta de Reserva Bancária. 2. Custódia Participam do sistema, na qualidade de titular de conta de custódia, - Tesouro Nacional; - Banco Central do Brasil; - Bancos Comerciais; - Bancos Múltiplos; - Bancos de Investimento; - Caixas Econômicas; - Distribuidoras e Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários; - Entidades operadoras de serviços de compensação e de liquidação; - Fundos de Investimento e outras instituições integrantes do SFN. b) Liquidantes São considerados liquidantes, respondendo diretamente pela liquidação financeira de operações, além do Banco Central do Brasil, os participantes titulares de conta Reservas Bancárias, incluindo-se nessa situação, obrigatoriamente, os bancos comerciais, os bancos múltiplos com carteira comercial e as caixas econômicas, e, opcionalmente, os bancos de investimento. c) Não-Liquidantes Os não-liquidantes liquidam suas operações por intermédio de participantes liquidantes, conforme acordo entre as partes, e operam dentro de limites fixados por eles. Cada participante não-liquidante pode utilizar os serviços de mais de um participante liquidante, exceto no caso de operações específicas, previstas no regulamento do sistema, tais como pagamento de juros e resgate de títulos, que são obrigatoriamente liquidadas por intermédio de um liquidante-padrão previamente indicado pelo participante não-liquidante. Os participantes não-liquidantes são classificados como autônomos ou como subordinados, conforme registrem suas operações diretamente ou o façam por intermédio de seu liquidante-padrão. Os fundos de investimento são normalmente subordinados. As corretoras e distribuidoras, normalmente autônomas. As entidades responsáveis por sistemas de compensação e de liquidação são obrigatoriamente participantes autônomos. Também obrigatoriamente, são participantes subordinados as sociedades seguradoras, as sociedades de capitalização, as entidades abertas de previdência, as entidades fechadas de previdência e as resseguradoras locais. d) Clientes As contas de clientes representam pessoas físicas ou jurídicas, que movimentam recursos e títulos através de liquidantes e não-liquidantes. Ficou convencionado: - Cliente Tipo 1 São operações realizadas entre as instituições

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financeiras com seus clientes. - Cliente Tipo 2 São operações realizadas por clientes de instituições financeiras liquidantes com outras instituições participantes. e) Contas especiais São desprovidas de qualquer vínculo de subordinação a custodiantes e subcustodiantes (não possuem conta de “Reserva Bancária”) e têm objetivo específicos de vinculação de títulos por conta de dispositivos legais. O Banco Central como administrador do SELIC, determina caso a caso a conta e a finalidade da operação. Observação 1. Taxa Referencial Selic A taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic), de natureza remuneratória, é uma taxa de juros para títulos públicos, fixada pelo Banco Central do Brasil, depois da divulgação do COPOM, aplicável pelas instituições financeiras, e reflete a remuneração dos investidores nos negócios de compra e venda desses papéis. 1.18. CENTRAL DE LIQUIDAÇÃO FINANCEIRA E DE CUSTÓDIA DE TÍTULOS (CETIP) Sem fins lucrativos, foi criado em conjunto com as instituições financeiras e o Bacen (06/03/86) um sistema eletrônico de transmissão de dados, similar ao SELIC, para garantir maior segurança e agilidade às operações no mercado de títulos e valores mobiliários do setor privado e alguns ativos do setor público. Neste sistema se efetuam a custódia, registro e liquidação financeira das seguintes operações: - títulos de crédito privados (CDB, RDB, LC, Debêntures,.....); - títulos estaduais e municipais que ficaram fora da rolagem da dívida; - títulos representativos de dívidas de responsabilidade do Tesouro Nacional, de empresas extintas ou não; exemplo: Fundo de Compensação de Variação Salarial FCVS, Programa de Garantia da Atividade Agropecuária - Proagro e Dívida Agrária (TDA). A CETIP é uma Câmara de Liquidação e Custódia Eletrônica administrada pela Associação Nacional das Instituições dos Mercados Aberto (Andima), de títulos públicos (especiais, ou seja fora da rolagem da dívida, moedas podres,..) e privados, que se constitui, na prática, numa espécie de um “Mercado de Balcão Organizado”, para registro e negociação de títulos e valores mobiliários de renda fixa. Ela oferece o suporte necessário para uma negociação on line, registro e liquidação financeira das operações, estando hoje inclusive interligada ao Sistema de Pagamentos Brasileiro – SPB, através da Câmara Interbancária de Pagamentos – CIP e a Clearing de Pagamentos da Federação Brasileira de Bancos – Febraban. Na qualidade de depositária, a entidade processa a emissão, o resgate e a custódia dos títulos, bem como, quando é o caso, o pagamento dos juros e demais eventos a eles relacionados. Com poucas exceções, os títulos são emitidos fisicamente; em sua grande maioria são apenas registrados na forma eletrônica (os títulos emitidos em papel são fisicamente custodiados por bancos autorizados). Todos os negócios efetuados com títulos através da CETIP, para maior segurança do sistema, possuem senhas e códigos de acesso.

Tanto o comprador quanto o vendedor devem lançar suas operações, cabendo à CETIP analisar e confrontar as informações. Participantes do Sistema CETIP • Bancos Comerciais; • Bancos Múltiplos; • Bancos de Investimentos; • Caixas Econômicas; • Sociedades Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários. Sistemas Principais do CETIP • Sistema de Proteção contra Riscos Financeiros; - SWAP • Sistema Nacional de Debêntures; - Debêntures. • Sistema Nacional de Ativos; - Cédulas Pignoratícias de Debêntures, - CDB, CDB Rurais, Letra de Câmbio, RDB, Letras do Tesouro LFTE e LFTM. • Sistema de Moedas de Privatização; - Títulos da Dívida Agrária - TDA, Obrigações do Fundo Nacional de Desenvolvimento, Créditos Securitizados. • Sistema de Cambiais; - Export Notes • Sistema de Letras Hipotecárias; - Letras Hipotecárias • Sistema de Cessão de Créditos; • Sistema de Cotas de Fundos de Investimentos; • Sistema de Cédula Produto Rural; • Sistema Financeiro de Bolsas; - Realiza a liquidação das operações em bolsa de valores e de mercadorias. • Sistema Nacional do Ouro; • Sistema de Nota Promissória (Comerciais); - Commercial Papers de empresas industriais, comerciais e prestadoras de serviços. 1.19. SOCIEDADES DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO; ASSOCIAÇÕES DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO (SCI e CH) As Sociedades de Crédito Imobiliário, além de suas atividades básicas de financiamento imobiliário, podem operar em todas as modalidades de recursos direcionados da poupança; exemplo: poupança vinculada. Integram o Sistema Financeiro da Habitação e podem captar, além dos recursos próprios e poupança: Letras Imobiliárias, Letras Hipotecárias, Repasses e Refinanciamentos do País e Exterior, Depósitos Interbancários (CDI) e outras formas de captação permitidas pelo Bacen. Já as Cias Hipotecárias (criadas a partir de 1994) têm seus recursos direcionados para: - compra, venda e refinanciamento de créditos hipotecários, próprios ou de terceiros. - financiamentos direcionados à reforma, produção ou comercialização de imóveis residenciais, comerciais, urbanos. - administrar créditos hipotecários e fundos imobiliários, desde que autorizados pela CVM. Não integra o Sistema Financeiro da Habitação – SFH. Podem emitir para captação: Letras e Cédulas Hipotecárias e Debêntures, conforme autorização do Bacen e CVM. Podem obter empréstimos e financiamentos no país e exterior.

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PRINCIPAIS ATIVIDADES EXERCIDAS PELAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS, AUXILIARES E AFINS BANCOS Podem operar conjuntamente até 5 carteiras, dentro de uma única instituição financeira. MÚLTIPLOS Carteiras: Comercial, Investimentos ou Desenvolvimento (setor Público), Financeira, Crédito (BM) Imobiliário e Leasing. Mínimo de 2 carteiras. Obrigatoriamente, uma delas tem que ser comercial ou de investimentos. BANCOS Operações ativas bancárias COMERCIAIS Operações de crédito (empréstimos, financiamentos, títulos descontados), adiantamentos a (BC) depositantes, cheque especial, crédito rural e agroindustrial e aplicações em títulos públicos, títulos privados (CDB, RDB, CDI, Ações,..) e quotas de fundos de investimento. Operações passivas bancárias Depósitos à vista, depósitos a prazo (CDB, RDB), CDI, obrigações por empréstimos e repasses, no país e exterior. Operações acessórias bancárias (complementares/mandatárias) cobranças e garantias prestadas ou garantias recebidas (aval, fiança, hipoteca, penhor, alienação fiduciária e caução de títulos). Prestação de serviços (através de convênios específicos) Rrecebimento de: arrecadação de tributos, taxas e contribuições (públicas e privadas), recebimentos por conta de terceiros (carnês de pagamentos, tarifas,..), custódia de valores (ações, ouro,..), recebimento de prêmios, capitalizações e seguros diversos (vida, saúde,..) e cartões magnéticos (débito) e cartões de crédito. Operações Especiais (ativas/passivas) -Open Market (compra e venda compromissada de títulos públicos) - Câmbio BANCOS DE Não recebem Depósitos à Vista INVESTIMENTOS São importantes instituições para o desenvolvimento do “Mercado de Capitais”, pois realizam (BI) operações de financiamento (capital de giro ou fixo) de longo prazo (superior a 1 ano). Realizam também operações de empréstimos e repasses de órgãos públicos e privados (ex.: Finame, Exim Pré Embarque,..) e operações de prestação de serviços como “underwriting” e de reestruturação de empresas denominadas corporate finace: cisão, incorporação, fusão e transformação (inclusive com a criação de “Holdings”). Podem operar Carteira de Câmbio. Costumam ser Administradores de Fundos Mútuos de Investimentos, seja através de uma diretoria ou diretor específico do Banco ou através unidades empresarias constituídas na forma de “Asset Management Unitis” Assim como os bancos comerciais e múltiplos com carteira comercial podem fornecer de avais e fianças para empresas, em decorrência de licitações públicas, operações na BM&F, operações de câmbio etc. Tanto o Aval como a Carta de Fiança concedida para empresas nacionais e/ou estrangeiras não podem ser efetuados para efeito de operações de crédito. O total de Fianças Prestadas não pode supera a cinco vezes o PR – Patrimônio de Referência. CAIXAS Captam depósitos à vista, poupança e realizam financiamentos imobiliários. Seu maior agente, hoje ECONÔMICAS em dia, é a Caixa Econômica Federal – CEF ( maior Banco Social da América Latina) SOCIEDADE DE As “Financeiras” captam Letras de Câmbio (LC) (ou CDI- Certificado de Depósito Interbancário, por CRÉD., FINANC. exemplo) e realizam operações de Crédito Pessoal e “Crédito Direto ao Consumidor” (CDC e CDCI). E INVEST. Sua operação mais famosa, atualmente, são os “Créditos Consignados” que permitem descontos (SCFI) diretos em folhas de pagamentos (funcionários públicos ou privados ou nos proventos do INSS (aposentados) das parcelas de financiamentos e/ou empréstimos pessoais concedidos SOCIEDADE DE As Sociedades de Crédito Imobiliário (SCI) captam recursos de Cadernetas de Poupança, Letras CRÉD IMOB. e Imobiliárias, Letras Hipotecárias, Repasses, Refinanciamentos, Empréstimos e CDI e realizam CIAS Financiamentos Imobiliários. HIPOTECÁRIAS As Companhias Hipotecárias (CH) podem captar Debêntures LEASING As companhias de arrendamento mercantil realizam, normalmente, uma operação denominada “leasing financeiro” (aluguel de bens móveis ou imóveis). A vantagem desta operação é que o cliente paga uma taxa de arrendamento (aluguel) mensal e, ao final do contrato tem a opção de ficar com o bem de consumo durável ou imóvel alugado, pagando uma taxa denominada de “Valor Residual Garantido – VRG” (usualmente de 1% sobre o valor à vista do bem financiado). SOCIEDADE Principal agente operador dentro das Bolsas de Valores (exclusivo). CORRETORAS Participam, promovem, intermedeiam, custodiam, administram (ou organizam) Carteiras de Títulos e DE TVM Valores Mobiliários. Mercadorias e Câmbio, conforme o caso.

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taxa de juros de 0, 5% a.m. Se depositados dias 29, 30 e 31 passam a valer a partir do dia 1º. O que vale ressaltar é que sua captação é efetuada por instituições integrantes do SBPE – Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SCI, CH e APE), Caixas Econômicas e os Bancos Múltiplos com Carteira de Crédito Imobiliário. Conforme a Resolução 3.005/02, do Bacen, 65% (sessenta e cinco por cento) de seu valor captado tem que ser aplicado em operações de financiamento habitacional e 20% em encaixe obrigatório no Bacen (espécie de recolhimento compulsório). Para o saque da poupança é proibido o uso de cheques (exceto se a conta for integrada à conta-corrente). 3. Bancos Múltiplos Conforme a Resolução nº 1524/88 e Resolução 2099/94, a Autoridade Monetária (CMN) permitiu aos bancos realizarem suas operações principais através de uma única empresa. Esta empresa chama-se Banco Múltiplo (BM). Um BM pode ter até cinco carteiras: - Comercial. - Investimentos ou Desenvolvimento (só setor Público). - Financeiras - Crédito Imobiliário. - Arrendamento Mercantil (Leasing). Para seu funcionamento os bancos múltiplos devem ter, no mínimo, duas carteiras: comercial e investimento. Nota: • Debêntures Os bancos múltiplos, mesmo com a Carteira de Leasing (conforme a Resolução 2099/94, do CMN), não podem emitir debêntures.

Observações: 1. Emissão de Debêntures e Partes Beneficiárias Por determinação legal são vedados aos Bancos emitirem Debêntures (exceto companhias de leasing e companhias hipotecárias) e Partes Beneficiárias. O que são Partes Beneficiárias? São títulos estranhos ao Capital Social da empresa: - São nominativos, endossáveis (negociáveis), sem valor nominal; - Conferem aos titulares um direito de crédito eventual contra a cia; - Este direito consiste na participação nos lucros anuais não superiores a 10% deste lucro; - Seu prazo de duração é fixado em Estatuto (a empresa deverá constituir Reserva específica para tal fim); - Poderá ser convertido em ações com a simples reversão da reserva anteriormente constituída; - As empresas de capital aberto não podem emitir estes títulos, exceto de capital fechado; - As instituições financeiras não podem emitir este título; - Não fiscalizados pela CVM. 2. Movimentação das Contas de Poupança A poupança é um dos produtos mais tradicionais do mercado financeiro. É de livre movimentação e seus rendimentos são calculados através de “datas de aniversários” (depósitos iniciais efetuados de 1 a 28, de cada mês), conforme a variação da TR - Taxa Referencial (desde o Plano Real) e

4. Instrumentos de Política Monetária utilizados pelo Bacen Além do “Recolhimento Compulsório” sobre os recursos captados para efeito de diminuição do volume de crédito ofertado, o Bacen utiliza, via de regra, mais dois instrumentos clássicos de política monetária: - Compra e Venda de títulos de públicos federais (Tesouro Nacional) (Operação Compromissada chamada, Open Market) - Redesconto ou Empréstimo à Assistência à Liquidez de Instituições Financeiras. Para fazer este recolhimento, os bancos (inclusive de investimentos) abrem uma conta especial no Banco Central (espécie de uma “conta-corrente” dos bancos no Bacen) para recolhimento do percentual médio mínimo exigível pela Autoridade Monetária para o período. 5. Fundos Mútuos de Investimentos (Renda Fixa e Renda Variável) Conforme Comunicado Conjunto nº 10 do Bacen x CVM, de 03/05/02, a normatização e fiscalização de todos os fundos passou a ser de responsabilidade da CVM – Comissão de Valores Mobiliários. Recentemente a CVM colocou em Audiência Pública (até 16/12/2005) o Plano Contábil dos Fundos de Investimentos – COFI. 2. SISTEMA DE SEGUROS PRIVADOS E PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR 2.1. CONSELHO NACIONAL DE SEGUROS PRIVADOS

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Autoridade de Apoio Entidade vinculada ao Ministério da Fazenda, de caráter normativo (deliberativo). Fixa as diretrizes e normas, bem como regula e disciplina a constituição, organização e funcionamento de entidades do mercado de seguros, seguro-saúde, previdência complementar aberta, capitalização e corretores habilitados (pessoas físicas e pessoas jurídicas). Órgãos subordinados ao CNSP: - Superintendência de Seguros Privados (SUSEP); e - Instituto de Resseguros do Brasil (IRB). Composição atual do CNSP: • Ministro da Fazenda (Presidente). • Superintendente Geral da Susep. • Representantes do: Ministério da Justiça, Ministério da Previdência e Assistência Social (MPS), Banco Central do Brasil (Bacen) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). 2.2. SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS (SUSEP) Autarquia federal de natureza especial Órgão executante da política traçada pelo CNSP. Fiscaliza as Seguradoras, as Sociedades de Capitalização e os Corretores de Seguros, fixando as condições gerais das apólices, tarifas a serem cobradas (prêmios) e dos planos de operações dessas companhias. Por determinação do Governo Federal, autoriza e fiscaliza também as Entidades Abertas de Previdência Complementar. A SUSEP é administrada por um Conselho Diretor composto pelo Superintendente e quatro Diretores. Integram o colegiado, sem direito a voto, o SecretárioGeral e Procurador-Geral da entidade. Principais atribuições: • fiscalizar a constituição, organização e funcionamento das sociedades seguradoras, de previdência complementar aberta, capitalização, inclusive seguro saúde e corretores. • zelar pelos interesses dos consumidores. • zelar pela estabilidade, liquidez e solvência das companhias e mercados envolvidos. • cumprir e fazer cumprir a deliberações do CNSP. • prover, assim como o Bacen, os serviços de secretaria do CNSP. 2.3. CONSELHO DE GESTÃO DA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR (CGPC) O Conselho de Gestão da Previdência Complementar (CGPC) é órgão colegiado integrante da estrutura básica do Ministério da Previdência Social; foi substituído pelo Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) (Medida Provisória 233/04) e fixará as políticas propostas pela Secretaria de Políticas de Previdência Complementar (SPPC) e normatizará o sistema de fundos de pensão. O Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) será composto por dez membros e presidido pelo Ministro da Previdência Social. Sua composição deverá ser a seguinte (depende de aprovação do Regimento Interno, pelo Presidente da República): • Ministro de Estado da Previdência Social (Presidente). • Secretário de Previdência Complementar do Ministério da Previdência Social. • Secretário de Políticas de Previdência Complementar • Superintendente da PREVIC (Autarquia Federal de Natureza Especial). • Representantes:

- Secretaria de Previdência Social do Ministério da Previdência Social; - Ministério da Fazenda; - Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão; - Patrocinadores e instituidores de entidades fechadas de previdência complementar; - Entidades fechadas de previdência complementar; e - Participantes e assistidos das entidades fechadas de previdência complementar. A Secretaria de Políticas de Previdência Complementar (SPPC) terá estrutura enxuta e será a ponte entre o CNPC e a PREVIC. 2.4. SECRETARIA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR (SPC) Recentemente foi criada (pela MP 233, de 30/12/04) a “Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC)”, em substituição à Secretaria de Previdência Complementar (SPC), órgão que era subordinado à Presidência da República. É uma autarquia de natureza especial, responsável pela fiscalização e supervisão das entidades de previdência complementar fechada (fundos de pensão de empresas públicas ou privadas), instalada no País. Estas entidades são consideradas complementares ao sistema oficial de previdência (aposentadoria) do INSS. Por este motivo, referido órgão público está vinculado ao organograma do Ministério da Previdência Social (MPS). Para melhor garantir a aplicação financeira de seus recursos captados, seja para rendimentos dos planos investidos ou reserva técnicas dos planos institucionalizados pelos Fundos para seus funcionários contribuintes, essas instituições são obrigadas a seguir normas específicas de aplicação de recursos financeiros oriundas do Conselho Monetário Nacional (CMN). Convém lembrar que: - essas entidades de previdência complementar são uma das empresas, juntamente com os Fundos de Mútuos de Investimentos e Seguradoras, consideradas pelo Governo Federal como “Investidores Institucionais”; - os fundos abertos de previdência complementar são constituídos por instituições financeiras e seguradoras, enquanto os fundos fechados são constituídos por empresas públicas ou privadas para complemento de aposentadoria de seus funcionários. 2.5. INSTITUTO DE RESSEGUROS DO BRASIL Sociedade de Economia Mista vinculada ao CNSP e ao Governo Federal, o qual regula o “Cosseguro” (divisão de riscos de seguros entre várias companhias de seguro) e, principalmente o Resseguro (seguro de um seguro, quando uma seguradora não consegue assumir o risco sozinha da operação) no Brasil. Nota: 1- Mercado Ressegurador Internacional – “Retrocessão” Quando o resseguro for de valor muito alto, o IRB pode realizar junto ao mercado internacional um Resseguro do Resseguro, denominado de Retrocessão. 2.6. SOCIEDADES SEGURADORAS Sociedades seguradoras são entidades, constituídas sob a forma de sociedades anônimas, especializadas em pactuar contrato, por meio do qual assumem a obrigação de pagar ao contratante (segurado), ou a quem este designar, uma indenização, no caso em que advenha

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o risco indicado e temido, recebendo, para isso, o prêmio estabelecido. As seguradoras surgirão da necessidade das empresas e pessoas físicas se resguardarem contra determinados riscos ou danos ao patrimônio. A forma encontrada foi uma espécie de “associação coletiva”, onde através do pagamento de prêmio para uma Apólice específica de seguros, o cliente se resguarda de possíveis perdas e/ou danos. A apólice de seguros é contrato jurídico bilateral, onde cada uma das partes tem direitos e obrigações. As seguradoras, para assegurar eventuais sinistros, constituem “Reservas Técnicas” em suas contabilidade patrimonial que garanta o pagamento desses sinistros. Em vista disto, tornam-se grandes aplicadores no mercado financeiro e de capitais (“Investidores Institucionais”) 2.7. SOCIEDADES DE CAPITALIZAÇÃO As Sociedades de Capitalização são empresas autorizadas a funcionar pelo Decreto-Lei 261/67, por normas do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e SUSEP. Seu produto básico são títulos de capitalização (títulos de crédito, nominativos), um investimento de longo prazo cuja característica principal se assemelha a um jogo (aposta), onde o investidor pode recuperar parte ou todo valor gasto. Sem a ajuda da sorte, seu rendimento tende a ser inferior a de uma caderneta de poupança. Os sorteios podem ser semanais, mensais, etc. Os títulos de capitalização têm prazo de carência para resgate, normalmente de 12 meses. O valor aplicado ( o qual é estabelecido no título) pode ser em parcelas mensais, trimestrais ou de uma única vez. São atualizados monetariamente pela TR – Taxa Referencial, do Bacen. Nos pagamentos efetuados dos títulos desconta-se uma parte para despesas administrativas e outra (quando há sorteio) para custear as premiações. Mesmo sendo sorteado, o cliente continua a concorrer e pode adquirir quantos títulos quiser. Estes títulos podem ser doados, trocados, vendidos, sendo necessário formalizar um termo à Sociedade Seguradora. 2.8. ENTIDADES ABERTAS E ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA Previdência Complementar Aberta Entidades de previdência complementar aberta são constituídas por entidades de previdência complementar e seguradoras, oferecendo aos seus clientes uma opção de aposentadoria complementar ou não. O valor da aposentadoria será definido pelo cliente e calculado conforme o prazo e valores aplicados. Nos planos de previdência complementar aberta (tradicional) há duas opções: a) benefício definido: o cliente determina quanto vai ganhar, mas suas contribuições não são fixas; b) contribuição definida: valor de contribuição fixo, entretanto o valor do benefício futuro é estimado pelo administrador do fundo de pensão. Os planos, além da Renda Vitalícia Natural por Sobrevivência, podem estipular também: - Renda Vitalícia por Invalidez. - Renda Vitalícia por Morte (pensão beneficiados). - Pecúlio por Morte (pagamento de única vez aos

beneficiários). Além dos Planos Tradicionais, os planos mais vendidos são: • PGBL – Plano Gerador de Benefício Livre: Cliente escolhe produto que tem carteira adequada ao seu perfil de investidor. Assim como no plano tradicional, pode deduzir do IR até 12% da renda bruta anual. • VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre: Plano de Seguro com característica de Previdência Complementar Aberta semelhante ao PGBL. Cliente escolhe produto que tem carteira adequada ao seu perfil de investidor. Possibilidade da pessoa adquirir um seguro de vida complementar. Benefício fiscal: não há. • PRGP – Plano com Remuneração Garantida e Performance - PRGP: Diferencial: plano é corrigido por fator de atualização monetária (inflação), definido no início do contrato, e uma taxa de juros. Previdência Complementar Fechada É oferecida por empresas públicas ou privadas aos seus funcionários. Sua contribuição vem das próprias empresas (estatutárias ou não) e dos funcionários registrados. Não é aberto à participação de outras pessoas que não sejam funcionários. São obrigadas a ter um registro (cadastro, espécie de CNPJ) na PREVIC, atual órgão fiscalizador deste tipo de entidade. 2.9. CORRETORAS DE SEGUROS São agentes que realizam a intermediação da contratação de seguro, vez que a lei impõe essa condição. Nos termos da lei, o corretor é o representante do segurado junto às seguradoras. Na prática, entretanto, verifica-se cada vez mais que o corretor atua como representante da seguradora, apresentando somente a opção de uma única empresa, proposta inclusive em papel timbrado dessa e cartão de visita com o logotipo da seguradora. Dessa forma, para o consumidor, o corretor é um representante da seguradora, motivo pelo qual, nos termos do Código do Consumidor, a seguradora deve responder pela atuação desse agente. As Corretoras de Seguros têm suas atividades fiscalizadas pelas SUSEP. O interessado em ser corretor deverá prestar o Exame Nacional de Corretor de Seguros promovido pela Fundação Escola Nacional de Seguros (FUNENSEG) ou obter aprovação no curso específico promovido pela FUNENSEG. Após a aprovação no exame ou no curso específico e o recebimento do certificado, o interessado deverá se encaminhar ao Sindicado dos Corretores de Seguros SINCOR do seu estado. No SINCOR, o candidato receberá a listagem de documentos a serem entregues no próprio SINCOR, bem como informações sobre o pagamento da taxa. O SINCOR do seu estado encaminhará os documentos à Federação Nacional dos Corretores - FENACOR, que fará uma análise prévia e submeterá à aprovação da SUSEP. Posteriormente, a SUSEP efetuará a checagem dos processos remetidos pela FENACOR e, no caso de não haver pendências, a SUSEP emitirá a Carteira de Habilitação do Corretor.

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2.10. SOCIEDADES ADMINISTRADORAS DE SEGUROSAÚDE. Conforme Lei 10.185/01, as sociedades seguradoras poderão operar o seguro, desde que estejam constituídas como seguradoras especializadas nesse seguro, devendo seu estatuto social vedar a atuação em quaisquer outros ramos ou modalidades. As sociedades seguradoras que já operam o seguro de saúde, conjuntamente com outros ramos de seguro, deverão providenciar a sua especialização até 1º de julho de 2001, a ser processada junto à Superintendência de Seguros Privados - SUSEP, mediante cisão ou outro ato societário pertinente. As sociedades seguradoras especializadas, nos termos deste artigo, ficam subordinadas às normas e à fiscalização da Agência Nacional de Saúde - ANS, que poderá aplicar-lhes, em caso de infringência à legislação que regula os planos privados de assistência à saúde, as penalidades previstas na Lei nº 9.656, de 1998, e na Lei nº 9.961, de 28 de janeiro de 2000. As sociedades seguradoras especializadas em seguro saúde continuarão subordinadas às normas sobre as aplicações dos ativos garantidores das provisões técnicas expedidas pelo Conselho Monetário Nacional - CMN. Para efeito da Lei nº 9.656, de 1998, e da Lei nº 9.961, de 2000, enquadra-se o seguro saúde como plano privado de assistência à saúde e a sociedade seguradora especializada em saúde como operadora de plano de assistência à saúde. 3. SOCIEDADES DE FOMENTO MERCANTIL (FACTORING); SOCIEDADES ADMINISTRADORAS DE CARTÕES DE CRÉDITO Sociedade de Fomento Mercantil (Factoring) Como já mencionado, no começo do anexo, as Sociedades de Fomento Mercantil (“Factoring”) não são consideradas instituições financeiras ou auxiliares. A Factoring não pode captar dinheiro e/ou emprestar a juros. Esta atividade é típica de Banco, sujeitando-se as Cias de Factoring a processo administrativo pelo Bacen e processo criminal (Resolução 2.144/95 e art. 44 da Lei 4.595/64). As Factorings prestam serviços e compram créditos (direitos) da empresas mercantis (não podem comprar de pessoas físicas) decorrentes de suas vendas a prazo. É uma compra definitiva (“pro soluto”) em que ela assume os riscos de insolvência dos créditos adquiridos. Constatada, porém, a fraude na compra do crédito, a Factoring tem todo o direito de agir contra a sua empresa cliente. Portanto, são entidades de crédito fora do âmbito de fiscalização direta do Bacen. Em resumo: - é uma atividade puramente mercantil (desde 1988), não sujeita à fiscalização do Bacen (exceto na quebra de “Sigilo Bancário em operações de lavagem de dinheiro e de sonegação fiscal) e CVM. - o deságio sobre o valor de face do ativo comprado é calculado com base em um fator de compra, que varia em função da remuneração dos recursos captados. - os recursos, além dos próprios, que podem ser captados junto ao mercado, são: emissão de debêntures, contas garantidas de bancos e emissão de notas promissórias comerciais. - as factorings não têm direito de regresso ou parcelar os pagamentos - em outros países, na prática, as factorings funcionam com empresas de consultoria e gestão financeira. - existem diversas modalidade de operações de

factorings (trust, over-advanced), mas a mais utilizada no Brasil é a transação com duplicatas. Sociedades Administradoras de Cartões de Crédito Não são instituições financeiras e sim empresas prestadoras de serviços. Na prática, realizam um processo de gerenciamento dos cartões de crédito emitidos pelas instituições financeiras, fazendo um processo de intermediação entre: - clientes titulares e portadores dos cartões de crédito emitidos (sujeito à taxa de anuidade ou não). - estabelecimentos e lojas afiliadas. - bandeiras envolvidas (Visa, Mastecard, Amex,..). - instituições financeiras. A comissão paga à Administradora (Acquirer) que filiou o estabelecimento/loja comercial de produtos e serviços varia de acordo com a movimentação da loja (valor médio por cliente, volume total,..), tradição e nome da empresa. Para fugirem à Lei da Usura, de 1933 (taxa de juros de 12% a.a.), as administradoras (desde 2005) estão se transformando em instituições financeiras. Em resumo: - os cartões de crédito, além de serem considerados um dinheiro de plástico como os cartões de débito, têm a possibilidade de fornecer um “crédito automático” para o cliente comprador de produtos e serviços, no estabelecimento filiado/associado. - os cartões podem ser fornecidos para pessoas físicas e jurídicas. - no caso de pessoas jurídicas são utilizados normalmente, para despesas de viagem, pequenas compras empresariais (cartão purchasing) ou entre distribuidores e rede varejista. - alguns outros tipos de cartões emitidos pelo mercado, fora o tradicional: • Cartão Afinidade: parcerias com organizações não lucrativas como, associações, clubes, etc que exibem suas marcas. • Cartão Co-Branded: parcerias com empresas conhecidas de mercado (Toshiba, GM, Varig,...) • Cartão Virtual: via Internet, em processo de criptografia para segurança. • Cartão Inteligente (Smart Cards): com chip embutido, permitindo senhas e outros tipos de operações/cadastro. • Cartão de Valor Agregado: valores pré-definidos (valesrefeições, vales-transportes,..) 4. PRODUTOS E SERVIÇOS FINANCEIROS 4.1. DEPÓSITOS À VISTA Esta captação de recursos é a mais tradicional do sistema bancário nacional. Características principais da conta-corrente: - é livremente movimentável pelo cliente (por cheques próprios ou avulsos e cartões magnéticos de débitos/ múltiplos). - não efetua qualquer tipo de remuneração (com exceção de isenção de tarifas). - só pode ser debitada com autorização do mesmo, como por exemplo: cobrança de tarifas bancárias de prestação de serviços, ressarcimentos de custos cartorários e outros emolumentos, ressarcimentos de manutenção de contas correntes, transferências de saldos, parcelas/ liquidação de financiamentos e/ou empréstimos, débitos automáticos de obrigações junto às concessionárias de serviços públicos (contas de água, eletricidade, gás, telefone, celular), provedores de internet, transferências de saldos para aplicações financeiras (“conta corrente

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de investimentos”), ordens de pagamentos, Documentos de Crédito (DOCs), Transferência Eletrônica Disponível (TED), remuneração do cheque especial, emissão de cheques visados e cheques marcados, compra de cheques visados, etc. Exceção: multas de devolução de cheques e encerramento de contas. Para sua abertura, há necessidade da confecção de Ficha Proposta de Abertura de Conta-Corrente, devidamente assinada, com cartões de assinatura abonados (cartórios, gerentes ou outros bancos). Após análise das informações cadastrais (renda, identidade, domicílio legal, patrimônio,..), restrições em fóruns civis e criminais e Cadastro de Cheques sem Fundos (CCF) do Bacen, o banco poderá autorizar a abertura da conta corrente do cliente, seja pessoa física ou jurídica. Para a abertura das contas, normalmente os bancos solicitam depósitos iniciais mínimos (e saldos médios de movimentação) conforme o seu porte (grande, médio ou pequeno) e target (objetivo) de operações e clientes. As contas podem ser pessoais e conjuntas (solidárias ou não). Um importante instrumento utilizado são os cheques, pelo que gostaríamos de ressaltar: - são ordens de pagamento à vista. - são regidos pela Lei do Cheque (Lei 7357/85) e pela Convenção de Genebra. - cheques cruzados não podem ser sacados diretamente, só depositados. - os cheques não podem conter qualquer tipo de cruzamento efetuado pelo banco (em branco, em preto,..). - até o valor de R$ 100,00 podem ser ao portador. - até o valor de R$ 300,00 quando depositados, serão bloqueados por 48 horas. Observações: 1. Cheques Administrados São próprios da instituição, utilizados para pagamentos de despesas e não são considerados cheques, conforme a Lei do Cheque. Podem ser utilizados para pagamentos de compromissos/dívidas de clientes, entretanto são classificados no grupo de contas de Ordem de Pagamento. 2. Encerramento de Contas As contas correntes poderão ser encerradas por justificativas legais, a critério do banco ou conforme desejo do cliente. O encerramento deverá ser formalizado pelo banco ou cliente. A solicitação do cliente (pessoa física) poderá ser manuscrita (não há necessidade de justificativas para o encerramento), o qual deverá devolver os cheques não utilizados, cartões, e assinar a ficha proposta de abertura de conta corrente com a data de encerramento. Os motivos principais para encerramento podem ser os mais diversos. Exemplos: - impedimento legal (inscrição no CCF, processos judiciais,..). - não manutenção de saldos médios suficientes. - uso excessivo de cheques devolvidos (sem o encerramento da conta, cliente contumaz). - informações prestadas falsas. - constatação de crimes de “lavagem de dinheiro”. - mudança de estratégia do banco (varejo para atacado), etc. No caso de informações falsas ou processos, o banco justificará seu encerramento. 3. Conta Corrente Investimento A Lei 10.892/04 autorizou as instituições financeiras que movimentam a conta de “Depósitos à Vista” a criarem

uma conta corrente de investimento acoplada à conta corrente comum (com número de acesso diferente). O objetivo de referida conta é permitir que os clientes possam fazer aplicações financeiras de renda fixa e variável, de qualquer natureza, inclusive cadernetas de poupança sobre os saldos oriundos da mesma. A grande vantagem desta nova conta corrente (não movimentável por meio de cheques ou cartão magnético de débitos) é que sua movimentação está isenta da cobrança da CPMF – Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira. Não podem integrar o saldo desta conta valores como “Depósitos Judiciais”, Contribuições para Planos de Previdência Complementar ou de Seguros de Vida. A partir de 01/10/06, os valores de resgate, liquidação e repactuação de aplicações (a partir de 30/09/04) só poderão ser creditados nesta conta. 4. Contas Especiais de Depósitos à Vista a) Microcrédito Para facilitar as operações de microcrédito com clientes que não têm condições abertura de normal de conta corrente tradicional, o Bacen autorizou, a partir de 01/01/ 05 (Resolução 3.211/04, do CMN), abertura de contas especiais de Depósitos à Vista para clientes de baixo poder aquisitivo. Referidas contas só podem movimentadas por cartão e, excepcionalmente, por cheques avulsos. Não exige ficha cadastral ou comprovação de renda do cliente (ficha proposta de abertura de c/c simplificada). Não pode cobrir tarifa de manutenção ou de abertura de conta. O cliente da conta simplificada terá direito a fazer (sem tarifa) até quatro saques e depósitos (inclusive extratos). O saldo e seu fluxo mensal não pode ultrapassar, em nenhum momento o valor de R$ 1.000,00 (hum mil reais). b) Contas Eletrônicas de Depósitos àVista (Exterior) Os brasileiros que se encontram temporariamente no exterior poderão abrir, por meios eletrônicos ou de comunicação, contas de depósitos (internet, telefone,..). Ao abrir a conta, o cliente terá 30 dias para enviar cópia de documento (passaporte, RG,...), para uma primeira formalização. Neste estágio, a conta só pode receber valores para aplicações financeiras (exceto ações) e pagamentos de seguros e previdência complementar. Numa segunda etapa, ainda não definida, de formalização com apresentação do original do documento em Agência no exterior ou outro local selecionado, a conta poderá ser movimentada por talão de cheque e cartão magnético de débito. Não deve confundir esta conta-corrente com a corrente movimentada por correntistas residentes no exterior (CC5). 5. Compensação de Cheques e Outros Papéis É a troca, entre as instituições participantes, de cheques ou outros documentos (DOCs, TEDs, Boletos Bancários) compensáveis por este sistema autorizado e normatizado pelo Bacen e executado pelo Banco do Brasil. Permite, por exemplo, que um cliente de um Banco “Y” pague um boleto bancário (até o vencimento, em dinheiro) em uma outra agência da rede bancária de um Banco “X”. Para operar neste serviço, todos os bancos comercias, caixas econômicas e bancos múltiplos com carteira comercial possuem um “Código de Compensação”. Exemplo: Banco do Brasil – Código 001 Muito embora, as cooperativas de crédito possam operar

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com conta de “Depósitos à Vista”, cadastrando contascorrentes normais para seus cooperados, inclusive fornecendo talões de cheques. Para efeito de serviços nas Câmaras de Compensação de Cheques e Outros Papéis, deverão ser representadas por outras instituições financeiras bancárias autorizadas pelo Bacen. O serviço de compensação é desenvolvido em três tipos de Câmaras: - Local (262 câmaras) – cobrindo em determinadas praças (principalmente de difícil acesso). - Integrada Regional (272 câmaras). - Nacional (1 câmara). Há muito tempo já vem funcionando o serviço de “compensação eletrônica”, pelo qual os bancos substituem a troca dos papéis (sessões normais noturnas ou de devoluções diurnas) por meios eletrônicos (toca-fitas, arquivos eletrônicos,..) Atenção! Não confundir este tipo de serviço eletrônico como o novo Sistema de Pagamento Brasileiro – SPB, implantado a partir de 22/04/2002, o qual é um serviço de “compensação de valores”, de forma on-line e real time, integrando além da COMPE, várias de câmaras de liquidação e custódias de valores (SELIC, CIP,....) . 4.2. DEPÓSITOS A PRAZO (CDB E RDB) Os depósitos a prazo (CDB e RDB) são uma das formas mais tradicionais dos bancos (Comerciais, Múltiplos, de Investimentos e Desenvolvimento) de captação de recursos. São remunerados com taxas pré-fixadas, pós-fixadas ou flutuantes (troca de índices de juros). Não são movimentados por cheques ou cartão de débito. Têm prazos de vencimentos definidos (com exceção do CDB DI). Títulos pré não têm prazo mínimo, mas ficam sujeitos a uma tabela regressiva de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). A taxa de flutuante deve ser de reconhecimento público (Cetip, Anbid,..). O CDB (escritural ou físico) é transferível por endosso em preto ou pode ser resgatado (excepcionalmente) antes do vencimento, a critério da instituição. Não pode ser prorrogado, mas renovado. O RDB é um recibo, não pode ser transferido; e se for resgatado (excepcionalmente) antes do vencimento, não pagará nenhuma remuneração de juros ou correção monetária. Ambos são registrados na Cetip. 4.3. LETRAS DE CÂMBIO São títulos de créditos emitidos com base numa transação comercial de financiamento, sacados por procuração contra Financeira originária da operação, que a aceita e lança no mercado para captação de recursos (pré, pós, flutuante) no mercado em geral. Atualmente a negociação deste tipo de título no mercado é praticamente inexistente. As Financeiras, além dos recursos próprios (como já citado) podem captar CDI, Repasses e Empréstimos Nacionais ou do Exterior. 4.4. COBRANÇA E PAGAMENTO DE TÍTULOS E CARNÊS COBRANÇA A cobrança, hoje em dia, pode ser considerada o carro-

chefe de relacionamento dos bancos comerciais e múltiplos com carteira comercial com seus clientes. Pelo meio dela, o banco realiza operações de cobrança do tipo convencional ou eletrônica (envio de disquetes, fitas, transmissão on line). Exemplos de cobranças: a) Simples A mais tradicional das cobranças. Onde o banco é mandatário do cliente (espécie de procurador) para cobrança de títulos e documentos como: duplicatas, cheques pré-datados, notas promissórias, carnês e assemelhados, etc. Sua remuneração básica é a tarifa bancária por documento cobrado (via emissão de boletos bancários padronizados pelo Bacen e transitáveis nas Câmaras do Serviço de Compensação de Cheques e Outros Papéis) e outros serviços prestados, seja para prorrogação de vencimentos de títulos, avisos extras aos sacados ou protestos. Eventualmente, conforme acordado com os clientes, os bancos poderão obter uma remuneração extra denominada de “float financeiro”, em decorrência do recurso cobrado do sacado e depositado na contacorrente da empresa cedente permanecer por mais “n dias” na instituição financeira (ex.: D+1, D+2, D+3,..). b) Descontada Vinculada às operações de “Títulos Descontados” pelo Banco aos seus clientes. c) Caucionada Vinculada às operações de Empréstimos (Capital de Giro Rotativo). d) Rápida (Simples) Boletos pré-impressos pelos bancos. Dados faltantes como: sacado, valor e vencimento são preenchidos pelos clientes. O Cliente incumbe-se do envio, pelo correio, aos seus clientes sacados. Ao final do preenchimento, o cliente informa ao banco o valor a ser cobrado para registro contábil do mesmo. e) Sem Registro (Simples) Idem acima, exceto com relação à informação do total a ser cobrado. Observações 1. Origem da Duplicata Nota Fiscal é o documento obrigatório de emissão para a saída de mercadorias (venda) ou prestação de serviços das empresas para efeitos fiscais. A Fatura é um documento que comprova a uma “venda a prazo” de uma empresa (não existe para pessoas físicas). Na Fatura pode ser incluída uma ou mais Notas Fiscais. A Duplica é cópia da Fatura. É título de crédito possuindo, entre outros itens: - Sacador (Vendedor, Cedente, Credor). - Sacado (Comprador, Cliente, Devedor). - Valor. - Vencimento. - Domicílio legal, CNPJ e CPF (Sacado e Sacador). - Local de Aceite, etc. 2. Boleto / Bloqueto Bancário É um documento padronizado pelo Bacen (inclusive com código de barras) para o uso do setor bancário, no seu “Sistema de Cobranças” (SICOB) o qual é utilizado para realizar a cobrança efetiva de valores juntos aos Sacados

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da Duplicata, expressando os dados principais deste Título de Crédito (exemplos: Nome do Cedente, data de emissão, vencimento, valor,..). 3. Borderô Documento bancário fornecido às empresas jurídicas para que as mesmas relacionem as duplicatas ou outros títulos de crédito/documentos (cheques, notas promissórias,..) que serão entregues ao Banco para efeito de operações do tipo: - Desconto. - Garantia de Empréstimo (Caução de títulos). - Cobrança Simples. Neste documento contratual, via de regra, relacionamse: o nome do cedente, o nome do sacado, a praça de cobrança e endereço (domicílio da pessoa física ou pessoa jurídica) para o devido aceite, valor, vencimento, instruções de protesto, condições para prorrogação de vencimentos e/ou devolução, mora, multa, etc. Hoje, com o grande avanço tecnológico existente, as informações já são processadas e/ou recepcionadas eletronicamente. 4. Nota Promissória É um título de crédito de dívida líquida e certa, emitida pelo próprio devedor a favor de um beneficiário. Sua origem não se discute, sendo um título de crédito autônomo, não possibilitando maiores indagações. Permite, rapidamente, a instauração de um processo de execução judicial (ação cambial). PAGAMENTO DE TÍTULOS E CARNÊS Os títulos a pagar de um cliente do banco, via de regra, têm o mesmo tratamento de um título enviado para cobrança junto aos sacados. Em outras palavras, o cliente informa ao Banco, de forma convencional ou eletrônica, suas obrigações com fornecedores e prestadores de serviços em geral. De posse destas informações, o Banco organiza um “Fluxo de Pagamentos” (Contas a Pagar do Cliente). Os pagamentos, nos vencimentos devidos, poderão ser efetuados por: (exemplos) - Documento de Crédito – DOC. - Transferência Eletrônica Disponível (se superior a R$ 5.000,00). - Ordens de Pagamentos. - Transferência de Saldos de Contas-Correntes ou Resgate de Operações Financeiras. - Cheque Administrativo do banco (classificado em OP – Subconta Ordens de Crédito por Cheques). - Em dinheiro, etc. 4.5. TRANSFERÊNCIAS AUTOMÁTICAS DE FUNDOS O Cliente informa ao banco o saldo mínimo que deseja manter em contas correntes. Os recursos excedentes são transferidos para a “Conta de Investimentos” e depois aplicados nos mais diversos tipos de investimentos: - Poupança, CDB, RDB, Fundos Mútuos de Investimentos, Open Market, etc. Nota • Cash Management O gerenciamento do Contas a Pagar, Contas a Receber e Fluxo de Caixa dos clientes, permite aos bancos prestar um serviço conhecido como “Cash Management”. 4.6. COMMERCIAL PAPERS São as chamadas “Notas Promissórias Comerciais”,

emitidas por S.A.s. Não Financeiras, sem garantia real, podendo ser dada como garantida uma “Fiança Bancária”. Podem ser emitidos por Cias Abertas ou Fechadas. Sem garantia, seu custos de emissão (remuneração) são superiores. Os prazos mínimos e máximos de emissão são determinados pelo Bacen. Se for feita oferta pública, este tipo de título é classificado pelo Bacen como sendo de “valor mobiliário”. O Patrimônio Líquido das S.A.s. têm que ser superior a 10 milhões de UFIRs. Não podem ser emitidos por instituições financeiras, cias de leasing e outras instituições auxiliares. Observação: 1. US$ Commercial Papers São títulos similares aos bônus/eurobônus emitidos no exterior, geralmente emitidos por grandes exportadores, e podem ser emitidos por instituições financeiras. Quando captados por um Banco autorizado pelo Bacen, assemelham-se à tradicional Resolução 63, pois os recursos captados têm que ser repassados a tomadores de crédito (aplicados em títulos federais ou depositados sem remuneração no Bacen), recursos estes corrigidos pela paridade cambial da moeda estrangeira envolvida. Quando emitidos por empresas, o prazo mínimo é de 180 dias (bancos 360 dias). 4.7. ARRECADAÇÃO DE TRIBUTOS E TARIFAS PÚBLICAS Entre as prestações de serviços bancários, uma que tem se configurado como das mais importantes para o relacionamento com os clientes dos bancos e no angariamento de recursos financeiros são os “Convênios”, firmados com órgãos públicos e/ou concessionários de serviços públicos (seja controlada pelo setor público ou setor privado) para arrecadação de tributos e tarifas públicas (em substituição a Coletorias, desde a década de 1960) em favor de terceiros. Exemplos de “Convênios Firmados” para arrecadação e repasse aos devidos órgãos: - Tributos Contribuições Federais: Imposto de Renda – IR, Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, FGTS, PIS/PASEP,.... - Tributos Estaduais: ICMS, IPVA,.. - Tributos Municipais: ISS, Taxa de Fiscalização,.. - Concessionárias: Água, Luz, Telefone, Celular, Gás,... Os prazos de retenção de recursos cobrados (“float financeiro”), as tarifas por documentos ou serviços prestados aos órgãos públicos, concessionárias e clientes (débitos automáticos), constituem importante fonte de receita, nos dias de hoje. Para que estes serviços possam ser realizados a contento, os bancos estão evoluindo suas tecnologias de controle de arrecadação (e pagamentos), estabelecendo inclusive parcerias com outros órgãos denominados de “Correspondentes Bancários”: Correios, Casas de Loterias e outros. 4.8. HOME/OFFICE BANKING Home/Office Banking é basicamente toda e qualquer ligação entre um computador (PC, Notebook, ..) e computador do banco onde a pessoa (física ou jurídica) seja cliente. A comunicação pode ser feita via canal telefônico (LP), internet, fax/modem, etc. A grande vantagem para o cliente é que, sem sair de casa ou do escritório de trabalho, ele tem acesso a uma infinidade de produtos e serviços bancários, como

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por exemplo: - saldo e movimentação de sua conta corrente; - saldo e movimentação de contas a pagar e contas a receber; - aplicações e resgates de fundos de investimentos; - operações de empréstimos; - cotações de moedas estrangeiras, índice de inflação, taxa de juros, índices de bolsas etc. Nota • Eletronic Data Interchange (EDI É interessante notar que os meios de troca de documentos entre empresas estão evoluindo, permitindo até transferências automáticas (ou comandadas) de arquivos eletrônicos entre as mesmas, via computadores ou mainframes. O EDI é o documento estabelecido (protocolo) para a troca destes arquivos. Via de regra, os dados transitados são, para maior segurança, criptografados. O EDI pode ligar vários tipos de empresas, envolvidas numa transação econômica (ex.: comprador, fornecedor, banco, transportadora e seguradora). • URA – Unidade de Resposta Audível É um dos avanços tecnológicos mais relevantes dos últimos anos pois através da integração de um meio de comunicação (telefone/celular/...) com um sistema computacional do banco, permite ao cliente realizar diversas operações (de onde estiver) sem a necessidade de atendimento direto com um ser humano. 4.9. REMOTE BANKING Com o objetivo de diminuir custos, simplificar o atendimento e, principalmente, reduzir o trânsito e filas de clientes nas agências bancárias, pontos constantes de conflitos e reclamações de atendimento junto ao Procon, Bacen e outros órgãos de atendimento ao consumidor, os bancos intensificaram o atendimento fora das agências (remote banking) e/ou sofisticaram alguns serviços, como por exemplo: - débitos automáticos em contas correntes de serviços públicos e tributos. - saques e depósitos em quiosques (Automated Teller Machines – ATM) (ou outros pontos eletrônicos). - entrega de cheques ou entrega/recolhimento de R$ em locais indicados pelos clientes (em mãos, correio, motoboy,..) - pagamentos de contas fora dos caixas das agências bancárias. - implantação de Centrais de Atendimento, inclusive Call Centers. - Bancos Virtuais (ou Diretos) – bancos com atendimento totalmente remoto (fora da agência). 4.10. BANCO VIRTUAL É uma evolução tecnológica do Remote Banking, permitindo, através de um meio de comunicação (telefone/celular/internet) que, o cliente seja atendido por uma Central de Atendimento/Call Center exclusiva (equipe de gerentes dedicada) em todos os produtos e serviços que desejar operar. Há redução de custo bancário, por transação, por este tipo de atendimento (ex.: Internet é fantástica, pulando de US$ 1,20 na Agência Bancária para US$ 0,01). Vários países adotaram este modelo com sucesso (França, Inglaterra, E.U.A,..). Entretanto, as experiências no Brasil não foram bem sucedidas: Banco Um e Banco Internet (Unibanco),

Banco Real (Grupo Real, antes da compra pelo ABN Amro Bank), Banco Direto (controlado pelo Ex-banco Bandeirantes). Possíveis justificativas para isto seriam: - fraca atuação das Centrais de Atendimentos (com equipes terceirizadas ou próprias). - banalização dos clientes das agências x banco virtual. - campanhas de marketing de valor negativo. - aspectos culturais dos clientes. 4.11. DINHEIRO DE PLÁSTICO Existe, atualmente, uma infinidade de alternativas para serem utilizadas como meios de pagamentos para a compra de bens e serviços. Além dos “Cartões de Créditos” (já citados), temos também os Cartões Magnéticos de Débitos e Cartões de Débito Private Labels. Cartões Magnéticos de Débitos (“Cheque Eletrônico”) Utiliza-se basicamente para: - saques em quiosques, pontos eletrônicos específicos ou em caixas de agências bancárias; - compras diversas em vários tipos de lojas e estabelecimentos filiados (postos de gasolina, supermercados, farmácias,..): Inúmeras têm sido as vantagens deste tipo de serviço bancário aos clientes: - facilitação do pagamento pela compra no lojista/ estabelecimento filiado; - eliminação de consultas prévia financeiras; - menor possibilidade de fraude; - quitação automática da compra; - fornecimento de outros serviços como extratos de contas, autorizações de resgates, etc. Cartões de Débito Private Labels Utilizados para aquisição de produtos em pontos específicos de emissão, normalmente grandes lojas. Usuário tem previamente aprovado um “Limite de Crédito” para as compras realizadas, com taxas de juros definidas. Vantagens para os clientes: - taxas de juros mais reduzidas; - prazos maiores para pagamento; - certo nível de status de cliente preferencial; - normalmente não cobram nenhuma taxa de anuidade. 4.12. CONCEITOS DE CORPORATE FINANCE Como já citado, os bancos realizam (principalmente os bancos de investimentos ou múltiplos com carteiras de investimentos) operações de intermediação financeira e consultoria financeira denominada de “Corporate Finance”. Geralmente os serviços mais utilizados são: Cisão Companhia transfere parcelas de seu patrimônio líquido para uma ou mais empresas (constituídas para este fim ou existentes). Fusão Operação em que se une duas ou mais empresas para formar sociedade nova, que lhes sucederá em todos os direitos e obrigações. Incorporação Operação em que uma ou mais sociedades são absorvidas por outras, que lhe sucederá em todos os direitos e obrigações.

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Transformação Operação em que uma sociedade passa de um tipo de sociedade para outra sociedade. Criação de Holdings Finalidade: concentrar participação acionária de um grupo de acionistas em uma empresa, cujas subsidiárias (parcial ou integral) poderão atuar em diversos segmentos. Poderá ter ou não atividades próprias. Leveraged Buyout (LBO) Grupo de investidores assume uma empresa utilizando empréstimos e usando a própria empresa como garantia. Valor do empréstimo: 90% do valor de aquisição. Takeover Bid Controle acionário conforme oferta no mercado acionário. Poderá ser amigável ou de caráter hostil. 4.13. FUNDOS MÚTUOS DE INVESTIMENTO Fundos Mútuos de Investimento de Renda Fixa Reunião de recursos captados por um condomínio de pessoas físicas e/ou jurídicas, de forma que a maioria dos recursos (51% ou mais) seja investida em títulos com prazo de vencimento e rendimento pré-determinados. Exemplos de títulos: Letra Financeira do Tesouro (LFT), Nota do Tesouro Nacional (NTN), etc. Fundos Mútuos de Investimento de Renda Variável Reunião de recursos captados por um condomínio de pessoas físicas e/ou jurídicas, de forma que a maioria dos recursos (51% ou mais) seja investida em ações ou outros títulos de renda variável emitidas por companhias abertas. Exemplo: Ações ordinárias e preferenciais, debêntures conversíveis em ações etc. Observações 1. Estruturação dos Fundos As instituições financeiras quando estruturam seus fundos e, geralmente, colocam-se como administradoras dos mesmos, pesquisam e estudam os tipos de ativos a serem investidos, riscos, retorno médio e volatilidade de cada um, e perfil dos investidores que serão possíveis aplicadores (conservadores, moderados e agressivos). 2. Chinese Wall Uma das obrigatoriedades exigidas pelo Bacen é que a instituição faça uma separação muito clara entre a administração dos “Recursos de sua Tesouraria” e os “Recursos Administrados de Terceiros”, recursos colocados por quotistas pessoas físicas e/ou jurídicas, de direito público ou privado, cujo processo de administração é conhecido como “Asset Management”. Para evitar este conflito de interesses, os Fundos estão autorizados a aplicar um percentual definido previamente pelo Bacen e CVM, em títulos de Renda Fixa de emissão da própria instituição ou a ela ligada. Este tipo de gestão, para minimizar conflitos de interesse, ficou como “Chinese Wall” (muralha chinesa). 3. Marcação a Mercado No que se refere ao cálculo dos rendimentos auferidos pelos títulos e os instrumentos de renda fixa, inclusive com relação à aplicação de derivativos específicos, se for o caso (“operação de derivativo não associada”), devem ser contabilizados, diariamente, pelo seu valor de mercado. 4. Administração de um Fundo Entre várias responsabilidades, responsáveis e equipes de gestão, podemos separar:

• Instituição Administradora – é a responsável pelo cumprimento de todas as obrigações legais, administrativas e operacionais do mesmo. É escolhida em Assembléias Gerais realizadas para deliberações sociais dos Quotistas (aprovação das demonstrações contábeis, mudança na taxa de administração ou taxa de performance (“success fee”, percentual de sucesso sobre eventual ganho extra da carteira acima de um patamar previamente estabelecido), se for o caso etc.). As deliberações nas Assembléias são tomadas por maioria de votos, e cada quota equivale a um voto. • Instituição Gestora – se for o caso, é a responsável pelas políticas de administração e decisões de investimentos. • Instituição Custodiante – registro, liquidação e exercícios de direitos das carteiras de títulos e valores mobiliários que compõem o Fundo. • Instituição Distribuidora – (uma ou mais) – contratadas ou selecionadas para captação dos Fundos. 5. Valor de Entrada e Saída São instituídas por alguns Fundos para melhor seleção dos aplicadores, ou para induzir os clientes a permanecerem mais tempo. 6. Prospecto e Regulamento Todo cotista ao adquirir cotas de um fundo deve atestar (termo próprio) que recebeu o regulamento aprovado até a data e seu prospecto de divulgação, se for o caso. Estes documentos devem constar o número de registro do Administrador na CVM. 7. Fundos Abertos ou Fechados Abertos são os Fundos onde o cliente pode resgatar a qualquer momento. Fechados, as cotas não são resgatáveis junto ao emissor e sim em bolsas de valores e/ou mercado de balcão organizados (têm número de que cotistas limitado e prazo de duração determinado). 8. Vantagens dos Fundos de Investimentos - profissionalismo na gestão legal, financeira e administrativa: administradores certificados por órgãos nacionais (Anbid, Ancor, Adeval) e internacionais e equipes técnicas qualificadas, por tipo de fundo. - diversificação dos ativos e, consequentemente, dos riscos envolvidos. - simplicidade para aplicação ou resgates (telefone, Internet,...) - liquidez: via de regra, pode sacar a qualquer momento, dentro pré-estabelecidos. 9. Fundos de Investimentos regulamentados pela CVM (IN 409) (exemplos) Fundos de Curto Prazo: recursos exclusivos para títulos públicos e privados (pré-fixados ou indexados à Selic ou outra taxa de juros ou de índice de preços). Fundos de Ações – 67% da carteira em ações do mercado à vista (bolsa ou mercado balcão organizado). Fundo Multimercado – devem possuir uma política de investimentos que envolvam vários fatores de risco. O prazo médio de suas carteiras é de 365 (longo prazo) Fundos Exclusivos - único cotista. Só “investidores qualificados” podem ser os aplicadores. Exemplos: Instituições financeiras, cia seguradoras e de capitalização, entidades de previdência complementar, pessoas físicas (investimento superior a R$ 300 mil) administradores de carteiras e consultores em relação aos seus próprios investimentos. Fundos de Investimentos para Investidores Qualificados - só para investidores qualificados. Fundos de Investimento em Cotas de Fundo de Investimento – em cotas de outro fundo de investimento. Fundo de Dívida Externa – representativa da dívida externa de responsabilidade da União e custodiada no exterior. Fundo Referenciado – devem indicar em sua

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denominação (nome) o indicador de desempenho. Exemplo: Fundos Cambiais (real versus dólar ou euro), Fundos DI (taxa Selic ou do mercado interbancário de CDI)etc. 4.14. HOT MONEY Operações de curtíssimo prazo dos bancos comerciais e múltiplos com as empresas. De 1 a 10 dias. Taxa pré-fixada pelo CDI. Fornecidos para clientes de primeira linha em boa avaliação cadastral/econômica. 4.15. CONTAS GARANTIDAS Abre-se um limite de crédito para pessoas físicas ou jurídicas, o qual pode ser utilizado para saques eventuais e de emergência em c/c. Como permite um saque a descoberto no saldo de contas correntes existentes, este produto ficou conhecido como “Cheque Especial”. Algumas empresas têm contas de crédito com saldos devedores permanentes (normalmente, para melhor controle, abrem outras contas correntes). 4.16. VENDOR FINANCE/COMPROR FINANCE Compor é uma operação inversa ao Vendor (vide Apostila Básica da Central). Ocorre quando as empresas vendem para as grandes lojas. Em vez do vendedor (empresas) ser o fiador do contrato, o próprio comprador é que funciona como o fiador. 4.17. CARTÕES DE CRÉDITO Vide item 3 4.18. TÍTULOS DE CAPITALIZAÇÃO Vide item 2.7 4.19. PLANOS DE APOSENTADORIA E PENSÃO PRIVADOS; PLANOS DE SEGUROS Vide item 2.8 5. MERCADO DE CAPITAIS Como já mencionado no item 1, é um processo de intermediação financeira indireta. Em qualquer economia desenvolvida, é o que assume o papel mais importante e relevante num processo de desenvolvimento econômico acelerado e sustentável. É o grande agente propiciador de recursos permanentes e relativamente baratos para aqueles que estão precisando de recursos de investimentos. O mercado de capitais está estruturado (ou sendo estruturado) para fornecer investimentos de médio e longo prazo através de diversos agentes e modalidades de operações. Exemplos: a) Bancos de Investimentos Financiamento para Capital de Giro ou Fixo (prazo entre 6 e 24 meses). Operações de Empréstimos e Repasses de Órgãos Públicos de Desenvolvimento ou Privados, como: BNDES, CEF, Banco Mundial,.. b) Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos Financiamentos Imobiliários. c) Companhias de Leasing (ou carteiras de Bancos

Múltiplos) Contratos de Arrendamento Mercantil (aluguel de bens móveis ou imóveis). d) Lançamento público (ou privado) de títulos de renda fixa ou variável Através do “Sistema de Distribuição de Valores Mobiliários”. Agentes principais: Bancos de Investimentos, Corretoras e Distribuidoras de Valores e as Bolsas de Valores. Observações: 1. Mercado Primário É o mercado destinado à colocação de ações (ou outros títulos) provenientes de emissão novas. É onde a empresa capta recursos novos para ampliação ou desenvolvimento de suas atividades, ou seja, há a entrada de novos recursos no caixa da empresa. As ações que abastecem o mercado primário são normalmente oriundas de aumento de capital ou as que foram emitidas para subscrição pública. O que determina o caráter público de uma emissão é a busca de novos acionistas e a existência de um esforço de venda. Exemplos: utilização de listas ou boletins de subscrição, procura de subscritores ou adquirentes para os títulos, distribuição ou subscrição via internet ou outro meio eletrônico, folhetos, prospectos, anúncios. etc. (vide art. 19, Lei 6.385/76). 2. Mercado Secundário Ao contrário do mercado primário, o secundário referese a títulos já com trânsito no mercado, principalmente no mercado de Bolsas de Valores. Na prática, representam a troca de um acionista por outro, através de uma pagamento específico do investidor ao acionista antigo. Este novo investidor, inscrito nos livros sociais da empresa, pode não ter tido a oportunidade, por ocasião do lançamento primário da ação, mas deseja fazê-lo agora. Como se pode ver, neste tipo de transação não ocorre nenhum ingresso de capital novo na empresa. Há apenas a troca do acionista (e de valores entre eles: ação x R$), o que para uma empresa S.A. é irrelevante, face que a mesma é uma “sociedade de capitais e não de pessoas”, como são as empresas Ltdas. Neste tipo de Sociedade (S.A.), a responsabilidade dos sócios está limitada ao valor pago ou subscrito. 5.1. AÇÕES - CARACTERÍSTICAS E DIREITOS Valores mobiliários são títulos que as companhias emitem, a serem subscritos (comprados) por investidores que assim o desejarem. Ações e debêntures são os valores mobiliários mais comuns. Diferenças entre valores mobiliários e outros títulos - Valores mobiliários são títulos privados emitidos por sociedades anônimas, que representam para o adquirente um investimento com determinado grau de risco. - Títulos públicos representam empréstimo tomado pelo setor público junto ao mercado. - Títulos de crédito representam uma obrigação de um devedor/sacador junto a um beneficiário. Ações Ação: valor mobiliário, emitido pelas companhias ou sociedades anônimas, representativo de parcela do capital. O capital da companhia ou sociedade anônima é dividido em ações, e a responsabilidade dos sócios ou acionistas será limitada ao preço de emissão das

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ações subscritas ou adquiridas. A Lei 6.404/76, em seu Art. 34, faculta à companhia a criação de ações escriturais, sem emissão de certificados. Tais ações serão mantidas em contas de depósitos nas instituições financeiras ou nas bolsas de valores autorizadas pela CVM a prestar serviços de ações escriturais. As ações podem ser de dois tipos: - Ordinárias, que garantem o seu poder de voto nas assembléias deliberativas da empresa; ou Preferenciais, que não dão direito a voto ou o restringem, mas por outro lado dão prioridade no recebimento de dividendos (geralmente em percentual mais elevado do que o atribuído às ações ordinárias) ou no reembolso do capital, em caso de liquidação da empresa. A lei das S.A. permite que as companhias emitam até dois terços do capital social em ações preferenciais. As ações, ordinárias ou preferenciais, são sempre nominativas, originando-se daí a denominação ON ou PN depois do nome da empresa. Podem, ainda, adotar duas formas: - nominativas registradas, quando há um registro de controle de propriedade feito pela empresa ou por terceiros, podendo ou não haver emissão de certificado; ou - escriturais nominativas, quando há a designação de uma instituição financeira credenciada pela CVM, que atua como fiel depositária dos títulos, administrando-os via conta corrente de ações. Em Resumo, as ações podem ser: - Ordinárias: com direito a voto para eleição de diretoria, deliberações sociais da cia, etc. (art. 132, Lei 6.404/76) - Preferenciais: com direitos antecipados para recebimento de dividendos ou para pagamento de suas ações, no caso de venda ou dissolução sem dívidas da cia. É a menor fração que se pode dividir o capital social de uma empresa legalmente constituída. Podem ser negociadas em: a) Bolsas de Valores Para uma S.A. de Capital Aberto registrada na CVM e na Bovespa; b) Mercado de Balcão Organizado (“Over the Counter Market”). É um sistema organizado de registro e negociação de títulos e valores mobiliários, administrado por entidade autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM. A Sociedade Operadora de Mercado de Acesso (“SOMA”) é uma empresa S.A. de capital fechado (controlada pela Bovespa) autorizada pela CVM, com regras operacionais diferentes no ambiente da Bolsa (ex: os intermediários não precisam ser Corretoras, podem ser “Distribuidoras ou Bancos”). Para operar neste mercado, a companhia ter que se tornar “cia aberta”. Este modelo de negociação foi inspirado no modelo americano: NASDQ – National Association for Securities Automated Quotation. “As operações são eletrônicas”, de abrangência nacional (a SOMA não tem um local físico determinado). Os investidores pessoas jurídicas, inclusive não financeiras, podem ter em suas empresas os terminais diretos de negociação da “SOMA”. Observações: 1. Novo Mercado É um segmento de ações de empresa que se comprometem a, voluntariamente, com a adoção de boas práticas de “governança corporativa” (conselho de administração profissional, modelos gerencias

avançados) e “disclosure adicional” fornecer informações legais e qualificadas de publicação de seus balanços. 2. Mercado de Balcão Não Organizado São operações realizadas com empresas de capital aberto ou fechado (inclusive Ltdas) que não desejam ver seus valores mobiliários ou títulos emitidos negociados em bolsas de valores. 2. Direitos e Proventos das Ações Os principais direitos e proventos são: • Dividendos Distribuição, em dinheiro, de parte dos lucros auferidos pelas empresas. Por lei, o valor mínimo, a ser distribuído no fechamento de cada exercício social (geralmente coincide com o ano civil) é de 25% do lucro líquido ajustado. • Juros sobre Capital Próprio Conforme a Lei 9.249/95, a empresa pode remunerar o capital dos acionistas até o valor da TJLP vigente. A despesa correspondente ao pagamento deste valor (espécie de “dividendos extras”) é dedutível para efeito de IR da pessoa jurídica e não integra a Demonstração de Resultado. O valor do acionista sofre desconto na fonte de 15%. • Subscrição Direito do acionista de aquisição de ações por aumento de capital, com preço e prazo para realização do direito. • Bonificação Distribuição gratuita de novas ações aos acionistas. Quando ocorre o aumento do capital por incorporação de reservas. • Split (Desdobramento) ou Inplit (Agrupamento) Quando o capital fica diluído em um número maior de ações (SPLIT). A condensação do capital em um menor número de ações, é o inverso (INPLIT) • Bônus de Subscrição Dá ao seu portador o direito de subscrever uma nova ação dentro de um prazo previamente estabelecido. Este preço, por ser corrigido monetariamente ou não e, geralmente, a quantidade de bônus a ser subscrita pode ser proporcional ao número de ações já possuídas pelo acionista. O acionista que efetuar a subscrição fora do prazo estabelecido perderá esse direito, mesmo que tenha pago algum valor antecipadamente. • Recibo de Carteira Selecionada de Ações (CSA) - Consolidação de um conjunto de ações na forma de uma carteira de ações e sua negociação se dá como se fosse uma única ação. Vantagens desta aplicação: o investidor não tem que pagar “taxa de administração”, a qual é cobrada pela administração Fundos Mútuos de Investimentos autorizados a investir em títulos de renda variável. • Recompra pelo Acionista das Próprias Ações (“Ações em Tesouraria”) As empresas podem recomprar até 10% das ações de sua emissão (por série), descontadas aquelas que estão na mão do acionista controlador. Acima deste limite precisam de autorização da CVM. Vantagens da recompra: revendê-las mais tarde a preços mais altos. Enquanto as ações estão em “Tesouraria” não conferem nenhum direito, como por exemplo: pagamento de dividendos ou de voto nas Assembléias. O prazo limite para permanência em Tesouraria é de 365 dias, no qual, findo o prazo, a cia deverá vendê-la no mercado ou providenciar seu cancelamento, consequentemente reduzido o Capital Social emitido. 5.2. DEBÊNTURES É um título de crédito autorizado em sua emissão pela

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Assembléia Geral Extraordinária (AGE) das S.A.s. É emitido por S.A.s. de Capital Aberto Não-Financeiras, exceto Cias de Leasing e Cias. Hipotecárias. As debêntures podem ter sua negociação de forma direta com instituições financeiras e fundos de pensão. É uma forma de financiamento a longo prazo pela empresa (dívida de longo prazo). Conforme a Lei das S.A. (Lei 6.404/76), seu limite máximo de emissão é o valor do Capital Próprio da empresa. Após a aprovação da AGE, emite-se uma “Escritura de Emissão”. Esta escritura têm que ser registrada em Cartório de Registro de Títulos e Documentos. Agente Fiduciário Os debenturistas formam um condomínio, o qual é representado por um agente (pessoa física individual, empresa ou departamento jurídico de um banco) denominado de “Agente Fiduciário”. Ele deve zelar pelos direitos dos debenturistas. Ele atua a favor dos debenturistas e, muitas vezes, participa até da contratação e negociação das debêntures junto à instituição emitente. Banco Mandatário É responsável pela confirmação financeira de todos os pagamentos e movimentações efetuadas pelo emissor. Só pode ser Banco Múltiplo com Carteira Comercial ou Banco Comercial. Os tipos de emissão de debêntures são: √ Simples: credor recebe juros e correção monetária. √ Conversíveis em Ações: credor pode determinar, após determinado prazo, se vai converter o valor aplicado em ações da cia. emissora. √ Permutáveis: o credor pode transformar em ações de outra cia. √ Perpétua: de prazo indeterminado, só perde validade através de uma AGE. A remuneração pode ser composta de atualização monetária, juros e prêmios aos debenturistas. Debêntures Cambiais Com prévia autorização do Bacen, as Cias Abertas, Cias de Leasing ou Cias Hipotecárias poderão emitir debêntures no exterior, com garantia real ou flutuante. Neste caso, além dos juros ou prêmios, terão correção cambial. Tipos de Garantias fornecidas nas emissões de debêntures: • Real: até 80% do Ativo (hipoteca ou outro instrumento viável). • Subordinada: não tem garantia; goza de preferência ante os sócios no caso de dissolução ou liquidação da cia. • Quirografárias: sem qualquer tipo de garantia ou preferência sobre os direitos dos acionistas. • Flutuante: tem privilégio sobre o Ativo Total da empresa. Neste tipo de emissão as debêntures podem chegar até 70% do Ativo da empresa envolvida, menos o valor dos bens dados em garantia quando o valor de emissão superar o valor do Capital Próprio. O Ativo não fica impedido para negociação. Existe também prescrição de rotatividade para bens perecíveis. 5.3. DIFERENÇAS ENTRE COMPANHIAS ABERTAS E COMPANHIAS FECHADAS As sociedades anônimas são disciplinadas de modo geral pelo Decreto-lei nº 2.627, de 26 de setembro de 1940, que dispõe sobre as sociedades por ações; pela Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, que também dispõe sobre as sociedades por ações, e pela Lei nº 6.385, de 7 de dezembro de 1976, que dispõe sobre o mercado de valores mobiliários e cria a Comissão de

Valores Mobiliários.Sociedade anônima, também conhecida pela denominação Companhia, é a sociedade cujo capital social está dividido em ações e a responsabilidade dos sócios ou acionistas está limitada ao preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas. Nos termos do art. 2º da Lei nº 6.404/76, poderá ser sociedade anônima qualquer empresa de fim lucrativo, não contrário à lei, à ordem e aos bons costumes, devendo o estatuto social definir o objeto social de modo preciso, claro e completo. Entre as muitas características peculiares às sociedades anônimas, podemos destacar as que se seguem: 1. Qualquer que seja o seu objeto, a companhia será sempre mercantil e será regulada pelas leis e usos do comércio; 2. O capital social será dividido em partes iguais, que recebem o nome de ações; ações são títulos (títulos de crédito) emitidos pelas sociedades anônimas, e que podem ser negociados, cedidos, dados em usufruto ou caucionados. 3. Podem ser abertas ou fechadas, conforme os valores mobiliários de sua emissão permitirem ou não a negociação em bolsas ou no mercado de balcão (apenas os valores mobiliários de companhia registrada na Comissão de Valores Mobiliários podem ser distribuídos no mercado e negociados em bolsa ou no mercado de balcão); 4. Nas sociedades anônimas o que se prepondera é o capital e não a qualidade pessoal dos membros que a integram; desta forma, a impessoalidade é uma das características das S/A; 5. As sociedades anônimas podem ser nacionais, quando a organização das mesmas se prende às regras editadas pela legislação brasileira ou estrangeiras; 6. Os membros que integram as sociedades anônimas são chamados de acionistas e, quanto à responsabilidade dos mesmos, restringe-se à integralização das ações que subscreveram quando entraram para a sociedade; 7. O estatuto social não precisará ser modificado pelas entradas ou saídas de acionistas, pois não é a qualidade dos sócios que prepondera nas S/A, mas sim o seu capital; 8. O nome mercantil é sempre uma denominação, conforme ver-se-á a seguir. Há três requisitos preliminares que devem ser atendidos por ocasião da constituição de uma sociedade anônima: 1. subscrição de todo o capital social, por duas pessoas, no mínimo; 2. realização como entrada de pelo menos 10% do preço de emissão das ações subscritas, em dinheiro; 3. depósito das entradas em espécie (dinheiro) no Banco do Brasil ou outro estabelecimento bancário autorizado pela Comissão de Valores Mobiliários. As sociedades anônimas adotam como nome comercial a chamada denominação. Nos termos do art. 3º e seus parágrafos, da Lei nº 6.404/ 76, “a sociedade será designada por denominação acompanhada da expressão ‘companhia’ ou ‘sociedade anônima’, expressa por extenso ou abreviadamente, mas vedada a utilização da primeira ao final. O nome do fundador, acionista, ou pessoa que, por qualquer outro modo, tenha concorrido para o êxito da empresa, poderá figurar na denominação.” Exemplos: Cia. Tecelagem Amazonas; Tecelagem Amazonas S/A; Sociedade Anônima Tecelagem Amazonas. São órgãos das Sociedades Anônimas: 1º) as Assembléias, que compreendem: • a assembléia geral ordinária; • a assembléia geral extraordinária; • e as assembléias especiais, que se subdividem em

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assembléias especiais de acionistas preferenciais e assembléias especiais de debenturistas. 2º) a Administração, que compreende o Conselho de Administração e a Diretoria; 3º) o Conselho Fiscal. Assembléia Geral - corresponde à reunião dos acionistas com a finalidade de deliberarem sobre os negócios de interesse da companhia. Representa ela o poder maior da companhia, visto que é através dela que são resolvidos os negócios que dizem respeito ao objeto de exploração da sociedade. Assembléia Geral Ordinária - nos termos do artigo 132 da Lei das S/A, deverá instalar-se anualmente, nos quatro primeiros meses seguintes ao término do exercício social, com o objetivo de discutir os assuntos rotineiros previstos no referido artigo. Assembléia Geral Extraordinária - é aquela que pode ser convocada em qualquer época, desde que seja necessária para deliberar ou discutir, entre outros, problemas relativos às reformas do estatuto social, nos termos do art. 131 da Lei das Sociedades Anônimas. Assembléias Especiais - são aquelas em que se reúnem somente os chamados acionistas preferenciais, titulares de partes beneficiárias ou debêntures, para o debate e votação de matérias específicas e privativas dessas classes de titulares de valores mobiliários. A Administração da companhia, nos termos do art. 138 da Lei das S/A, competirá, conforme o estatuto, ao Conselho de Administração e à Diretoria, ou apenas à Diretoria. Conselho de Administração - é o órgão de deliberação colegiada obrigatório nas S/A de capital aberto, nas de capital autorizado e nas de economia mista, composto por no mínimo três conselheiros, necessariamente acionistas, eleitos e destituíveis pela Assembléia Geral, com mandato de no máximo três anos, e que tem a incumbência de agilizar, orientar e fazer cumprir as determinações da Assembléia Geral. Diretoria - como órgão integrante da sociedade anônima, será composta por 2 (dois) ou mais diretores, eleitos e destituíveis a qualquer tempo pelo Conselho de Administração, ou, se este for inexistente, pela Assembléia Geral, devendo o estatuto estabelecer: • o número de diretores ou o máximo e o mínimo permitidos; • o modo de sua substituição; • o prazo de gestão, que não poderá ser superior a 3 (três) anos, permitida a reeleição; • as atribuições e poderes de cada diretor. Conselho Fiscal - é um órgão de existência obrigatória e o estatuto da companhia disporá sobre seu funcionamento, de modo permanente, ou nos exercícios sociais em que for instalado, a pedido de acionistas. O Conselho Fiscal, nos termos do art. 161, § 1º da Lei das S/A, será composto de, no mínimo, 3 (três) e, no máximo, 5 (cinco) membros, e suplentes em igual número, acionistas ou não, eleitos pela Assembléia Geral. Compete ao Conselho Fiscal, entre outras coisas: 1. fiscalizar os atos dos administradores e verificar o cumprimento dos seus deveres legais e estatutários; 2. opinar sobre o relatório anual da administração, fazendo constar do seu parecer as informações complementares que julgar necessárias ou úteis à deliberação da Assembléia Geral; 3. analisar, ao menos trimestralmente, o balancete e demais demonstrações financeiras elaboradas periodicamente pela companhia; 4. examinar as demonstrações financeiras do exercício social e sobre elas opinar; 5. denunciar aos órgãos de administração, ou, se estes

não tomarem as providências necessárias para a proteção dos interesses da companhia, à Assembléia Geral, os erros, fraudes ou crimes que descobrirem, e sugerir providências úteis à companhia. Além dos órgãos acima elencados, as sociedades anônimas podem apresentar, também, Conselhos Consultivos ou Técnicos. Fases de abertura de capital de uma empresa Após a definição do objetivo de captação pelos sócios, análise do montante necessário, definição do tipo de título (ações, debêntures, notas promissórias,..), análise do agente financeiro intermediador e tipo de contrato de underwrinting, os passos principais para o devido “credenciamento na CVM” são: 1º – Ser uma empresa S.A. (Lei 6.4.40/76). 2º – Cópia da Assembléia que houver deliberado a transformação de uma Ltda ou S.A de Capital Fechado para S.A. de Capital Aberto, se for o caso. 3º – Credenciamento na CVM: (itens principais) - cópia dos atos constitutivos, balanços, atas dos últimos 12 meses, parecer de auditor independente, etc. - cópia da Ata de nomeação de um diretor de relações como o mercado (investidores). - “declaração da bolsa” informando que aprovará o registro caso a empresa seja aprova na CVM. - cópia do contrato de serviço de ações escriturais (ou outro título, valor mobiliário). - cópia de contrato de auditores independentes, etc. 4º. – Registro na Bolsa de Valores, após aprovação da CVM. Vantagens para abertura de capital - novo capital de longo prazo, de custo baixo de remuneração. - maior status para a empresa - acesso ao mercado internacional Desvantagens para a abertura de capital - diluição dos lucros dos acionistas fundadores. - Taxas de fiscalização, abertura CVM. - Taxas das Bolsas, Custódia e Entidades de Compensação e Liquidação. - Departamento de Acionistas. - Transparências da empresa. - Custo de Publicação das Informações. - Auditor Independente. 5.4. OPERAÇÕES DE UNDERWRITING (Oferta Pública de Títulos) É uma operação cuja prática está autorizada para os Bancos de Investimentos e demais agentes integrantes da distribuição. Esses agentes intermediam a colocação (lançamento) ou distribuição de ações, debêntures, etc., seja para investimento adicional ou revenda, recebendo, normalmente, uma comissão de intermediação. Existem quatro tipos de underwriting: • Melhores Esforços (Best Efforts) - melhores esforços para colocar ou revender ao máximo, sem compromisso formal de compra. - qualquer risco de não colocação é da empresa emissora. • Garantia Firme - garante a colocação a um preço determinado (subscrição pelas instituições, logo após a emissão). - se remanescer algum saldo, após o prazo de colocação, os títulos são mantidos em carteira, para posterior revenda, com lucro ou prejuízo. • Stand By (ou Residual) - a própria instituição financeira adquire, após determinado prazo, os títulos onde não foram

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encontrados interessados. • Global Offering - trata-se de uma oferta global. 5.5. FUNCIONAMENTO DO MERCADO À VISTA DE AÇÕES Operação à Vista É a compra ou venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço estabelecido em pregão. Assim, quando há a realização de um negócio, ao comprador cabe despender o valor financeiro envolvido na operação e, ao vendedor, a entrega dos títulos-objeto da transação, nos prazos estabelecidos pela bolsa. Formação de Preços Os preços são formados em pregão. A maior ou menor oferta e procura por determinado papel está diretamente relacionada ao comportamento histórico dos preços e, sobretudo, às perspectivas futuras da empresa emissora, aí incluindo-se sua política de dividendos, prognósticos de expansão de seu mercado e dos seus lucros, influência da política econômica sobre as atividades da empresa, etc. Negociação A realização de negócios no mercado à vista requer a intermediação de uma sociedade corretora, que está credenciada a executar, em pregão, a ordem de compra ou venda de seu cliente, através de um de seus representantes (operadores). Tipos de Ordem de Compra ou Venda Ordem a Mercado - o investidor especifica somente a quantidade e as características dos valores mobiliários ou direitos que deseja comprar ou vender. A corretora deverá executar a ordem a partir do momento que recebê-la. Ordem Administrada - o investidor especifica somente a quantidade e as características dos valores mobiliários ou direitos que deseja comprar ou vender. A execução da ordem ficará a critério da corretora. Ordem Discricionária - pessoa física ou jurídica que administra carteira de títulos e valores mobiliários ou um representante de mais de um cliente estabelecem as condições de execução da ordem. Após executada, o ordenante irá indicar: • o nome do investidor (ou investidores); • a quantidade de títulos e/ou valores mobiliários a ser atribuída a cada um deles; • o preço. Ordem Limitada - a operação será executada por um preço igual ou melhor que o indicado pelo investidor. Ordem Casada - o investidor define a ordem de venda de um valor mobiliário ou direito de compra de outro, escolhendo qual operação deseja ver executada em primeiro lugar. Os negócios somente serão efetivados se executadas as duas ordens. Ordem de Financiamento - o investidor determina uma ordem de compra ou venda de um valor mobiliário ou direito em determinado mercado e, simultaneamente, a venda ou compra do mesmo valor mobiliário ou direito no mesmo ou em outro mercado, com prazo de vencimento distinto. Ordem On-Stop - o investidor determina o preço mínimo pelo qual a ordem deve ser executada: ordem “on-stop” de compra - será executada quando, em uma alta de preços, ocorrer um negócio a preço igual ou maior que o preço determinado; ordem “on-stop” de venda - será executada quando, em uma baixa de preços, ocorrer um negócio a um preço igual ou menor que o preço determinado.

Liquidação Processo de transferência da propriedade dos títulos e o pagamento/recebimento do montante financeiro envolvido. Abrange duas etapas: 1º) disponibilização dos títulos: Implica a entrega dos títulos à bolsa, pela sociedade corretora intermediária do vendedor. Ocorre no segundo dia útil (D+2) após a realização do negócio em pregão (D+0). As ações ficam disponíveis ao comprador após a liquidação financeira; 2º) liquidação financeira: Compreende o pagamento do valor total da operação pelo comprador, o respectivo recebimento pelo vendedor e a efetivação da transferência das ações para o comprador. Ocorre no terceiro dia útil (D+3) após a realização do negócio em pregão. 5.6. MERCADO DE BALCÃO Vide item 5.1. 6. OPERAÇÕES COM DERIVATIVOS, 6.1 CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO FUNCIONAMENTO DO MERCADO A TERMO, DO MERCADO DE OPÇÕES, DO MERCADO FUTURO E DAS OPERAÇÕES DE SWAP. Derivativo O termo derivativo é relativamente “recente” (décadas de 1980/90 – maior ênfase). Conceito: instrumento financeiro cujo valor deriva do preço de um bem ou performance de outro ativo. Alguns estudiosos do assunto conceituam como sendo: “Instrumento Financeiro sem Valor Próprio” - pelo simples fato de que, para existirem, derivaram de outro bem ou instrumento financeiro: preço de uma mercadoria bastante negociável, conhecidas como commodities e/ ou índice de preços, bolsas e taxas de juros de referência. Exemplos de contratos padronizados na BM&F – Bolsa de Mercadorias e Futuros: · Bens (commodities): - contratos de ouro (cotação em R$/gr) - contratos agropecuários: café, milho, soja, boi gordo, algodão, etc. · Taxas de Referência: - contratos de índice bovespa (cotação em pontos). - contratos de taxa de juros (PU, taxa ou em pontos). - contratos de taxa de câmbio (cotação em R$ / US$) Na prática qualquer ativo/passivo que possa ser valorizado e negociado através de um contrato financeiro. Qual o objetivo básico deste mercado? Proteger os investidores de “oscilações futuras de preços, taxas e índices”, fazendo-se uma espécie de “hedge”; em outras palavras, uma “garantia” para uma operação anteriormente realizada, seja registrada no Ativo ou no Passivo. Ao realizar-se uma das modalidades de operação de Derivativos permitidas/padronizadas no mercado - “A termo, Futuro, Opções e Swaps” - há uma transferência de riscos entre os agentes participantes da operação (via de regra, o chamado “Hedger e Especulador”). Principais “Agentes Participantes”: - Hedgers – são os agentes que desejam se proteger das oscilações futuras (prováveis perdas de valor do ativo ou maiores riscos com passivos). - Especuladores – Pessoas Físicas e Jurídicas dispostas a assumir riscos financeiros futuros. Por que motivos elas estão dispostas a correr esse risco financeiro? Resposta: “Ganhos Financeiros”. É um mercado puramente especulativo. Os especuladores são importantes porque sem eles não haveria liquidez para este mercado.

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- Arbitradores – Conforme Jonh Hull, são pessoas que realizam operações simultâneas para travar o risco ou correr pouco risco financeiro na operação. Num sentido mais amplo, acredito que um arbitrador é um especialista capaz de se valer de distorções de preços relativos no mercado financeiro, de bens e de câmbio. - Market Maker – Assim como o Bacen usa os famosos “Dealers” para intermediar no processo monetário de “Open Market” (colocação de títulos públicos), a Bolsa de Valores (Bovespa) e Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), estão criando especialistas com o objetivo básico de “Formação de Preço” para determinado Ativo e/ou Carregamento de Posições de Compra e Venda nesse mercado de Derivativos. BM&F – Bolsa de Mercadorias & Futuros Como já mencionado, é uma Associação Civil sem fins lucrativos, com patrimônio e gestão financeira própria. É formada pelas Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários (inclusive Mercadorias), as quais adquirem um Título Patrimonial (ou apenas uma permissão para operar determinados produtos). É o local apropriado para negociação das operações, exceto no caso de Swaps (mercado balcão). Clearing Houses ou Câmaras de Compensação Para assegurar a liquidez das operações realizadas nas Bolsas, um “sistema de garantias” foi criado. Este sistema é administrado por “Clearings Houses ou Câmaras de Compensação”, as quais podem ser departamentos ou empresas prestadoras de serviços. No caso da BM&F é um departamento. A Clearing Houses ou Câmaras de Compensação são as primeiras garantidoras das operações entre os membros participantes, mas a responsabilidade final para honrar a operação é sempre da Corretora originária da operação própria ou do seu cliente. Margens de Garantias e Cobertura de Margens Todos os clientes operadores que assumem riscos em aberto são obrigados a depositar certa margem inicial e/ ou adicional: dinheiro, títulos públicos e privados, ouro ou carta de fiança bancária. Para assegurar também maior margem de garantia, a Bolsa instituiu limites de posições em aberto ou de oscilações de preços junto aos clientes e constitui alguns Fundos juntos aos membros integrantes da Bolsa para garantir a liquidez das operações e se uma operação devedora de um cliente não for honrada no final por uma Corretora. Notas: - Todos os títulos dados em garantia são caucionados (endosso-caução), para garantia da venda, em caso de falta de pagamentos do cliente. TIPOS DE OPERAÇÕES a) Mercado a Termo Mercado pioneiro e pouco limitado. Por quê? Existem poucos compradores/vendedores; riscos de uma parte não cumprir o acordo no vencimento da operação; falta de um mercado secundário mais ativo, etc. Conceito básico: são operações com liquidação física e financeira em “data futura”. b) Mercado Futuro Na prática, poderíamos conceituar como o grande mercado que originou o mercado de derivativos de hoje, isto é, a preocupação não é bem o ativo envolvido e sim a oscilação de seu preço futuro, seja para mais ou menos.

São semelhantes às operações no mercado a termo. Na prática, não se negociam ativos ou bens, mas sim, riscos de preços desses itens. Diferença básica: Ocorrem “ajustes diários” em contas de resultados (despesas ou receitas) e, geralmente (98% dos casos), não é efetuada a entrega física do bem (só ocorre a liquidação financeira). c) Mercado de Opções O mercado de opções pode ser conceituado ou entendido como sendo um mercado evoluído e sofisticado do mercado de derivativos. Existem dois tipos básicos de opções: opções de compra (call) e opções de venda (put). Uma opção é um direito de uma parte comprar ou vender à outra parte, até determinada data ou vencimento, uma quantidade de um chamado ativo-objeto (exemplo: ações), por um preço preestabelecido. Não se negocia o ativo-objeto em si, mas sim o “direito” de comprá-lo ou vendê-lo. Em outras palavras, opção é o derivativo que confere a seu titular o direito de comprar (opção de compra) ou vender (opção de venda) até uma determinada data (estilo americano) (maior parte dos negócios) ou vencimento (estilo européia), a um determinado preço, conhecido como “preço de exercício”. Notas: - com relação aos estilos de vencimento, existem as opções asiáticas, que não têm preço de exercício definido (exemplo: debêntures conversíveis pela média de preço). - se a opção não for exercida até o vencimento, deixa de existir. Então temos: - Titular – o comprador da opção. Aquele que adquire o direito de exercer a opção (compra ou venda). Para tanto, ele costuma pagar um “prêmio” (o qual não será devolvido pelo lançador da opção). - Lançador – o vendedor da opção. Aquele cede o direito à contraparte, de exercer a opção ou não, recebendo, por isso, um prêmio não reembolsável. - Prêmio – preço de negociação da opção - Preços de Exercícios: - Opções de Compra – preço que o titular deve pagar ao lançador - Opções de Venda – preço que o lançador deve pagar ao titular - Prêmio – preço de negociação da opção Exemplos: 1) Compra de opção de compra (call) Dados: a) Preço de Exercício da Opção de Compra = R$ 20.000 b) Prêmio = R$ 2.000
Prêmio Pago pela Opção 2.000 2.000 2.000 Preço do Exercício 20.000 20.000 20.000 Preço à Vista 18.000 20.000 22.000 Receita ou Despesa -2.000 -2.000 0,00

Pergunta: Por que a opção de compra é interessante? - uma pequena quantia de dinheiro investida (prêmio pago) pode assegurar a compra de uma quantidade enorme de um ativo, para o qual pode se prever uma alta de valor. d) Operações de SWAP Na essência significa troca, permuta de rentabilidades futuras. Uma parte acerta com a outra uma diferença a receber ou a pagar no vencimento do contrato, não havendo entrega ou recebimento do ativo-objeto. Exemplo: Suponha que uma parte tem recursos ativos com juros prefixados e passivo em dólar. Procura-se uma contraparte a

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fim de se realizar uma “operação de Swap (troca de rentabilidade)”, ou seja, troca-se a rentabilidade do Ativo Prefixado pela “Variação do Dólar” para efeito de hedge do Ativo. Notas: - os Swaps são contratos privativos firmados por intermédio ou mediante instituições financeiras, num mercado denominado mercado balcão (“over the counter”, fora da Bolsa). Entretanto, a Resolução 2.688/ 00 exige que, após o fechamento da operação, eles sejam registrados na BM&F ou na Cetip. - particularmente o Swap é uma excelente ferramenta para fazer hedge das operações, reduzindo os riscos de Ativo ou Passivo a um determinado indexador ou taxa de juros. 7. FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITO (FGC). É uma associação civil sem fins lucrativos. Tem por objetivo prestar garantias de créditos contra instituições que estejam em situação de: - decretação de intervenção ou liquidação extrajudicial da instituição. - reconhecimento pelo Bacen de estado de insolvência. São Participantes do FGC:- bancos, financeiras, cias de crédito imobiliário, caixas econômicas. As “Cooperativas ou Bancos Cooperativos” não participam das contribuições. São objeto da garantia: • Depósitos à Vista. • Poupança. • Depósito a Prazo. • Letras de Câmbio (LC), Letras Imobiliárias (LI), Letras Hipotecárias (LH) e Letras de Crédito Imobiliário (LCI) As contribuições são recolhidas ao FGC pelas instituições a uma taxa de 0,025% sobre os saldos mensais das contas de captação acima. O total de crédito de cada pessoa contra a mesma instituição, ou contras todas do mesmo conglomerado, será garantido até o valor máximo de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) por cada CPF ou CNPJ. QUESTÕES DE CONHECIMENTOS BANCÁRIOS BANCO DO BRASIL - PROVA CESPE – 27/7/2003

de cheque, já fornecidas ao correntista, ainda não tiverem sido liquidadas, ou não tiverem sido liquidadas 75% das folhas de cheque fornecidas ao correntista nos últimos seis meses. 5) substituição do cartão magnético no seu vencimento e o fornecimento de novo cartão no caso de roubo. QUESTÃO 03 O mercado de ações constitui importante subsistema do Sistema Financeiro Nacional. Acerca desse mercado, julgue os itens subseqüentes. 1) Desdobramento é a distribuição, mediante pagamento de taxa administrativa, de novas ações aos acionistas, por meio da diluição do capital em maior número de ações, com o objetivo de dar liquidez aos títulos no mercado. 2) O denominado mercado secundário é aquele que corresponde à negociação das ações nas bolsas de valores. 3) As bolsas de valores são associações civis, sem fins lucrativos, criadas para fornecer a infra-estrutura do mercado de ações. 4) No mercado a termo, o investidor compromete-se a comprar ou a vender uma determinada quantidade de uma ação-objeto, por um preço fixado dentro de um prazo preestabelecido. As operações contratadas poderão ser liquidadas no vencimento ou em data antecipada solicitada pelo comprador ou pelo vendedor ou em decorrência de acordo mútuo das partes. 5) O mercado a termo de ações representa um aperfeiçoamento do mercado futuro. Ele permite que ambos os participantes de uma transação revertam sua posição antes da data do vencimento. TEXTO – QUESTÕES 04 e 05 Câmbio é toda operação em que há troca de moeda nacional por moeda estrangeira ou vice-versa. Por exemplo, quando uma pessoa vai viajar para o exterior e precisa de dinheiro para sua estada ou para suas compras, o banco vende a essa pessoa moeda estrangeira (recebe moeda nacional e lhe entrega moeda estrangeira). Quando essa pessoa retorna da viagem ao exterior e ainda possui algum dinheiro do país que visitou, o banco compra a moeda estrangeira (recebe a moeda estrangeira e lhe entrega moeda nacional). Denomina-se mercado de câmbio o ambiente abstrato onde se realizam as operações de câmbio entre os agentes autorizados pelo Banco Central do Brasil (BACEN) — bancos, corretoras, distribuidoras, agências de turismo e meios de hospedagem — e entre estes e seus clientes. QUESTÃO 04 Considerando o assunto tratado no texto VI, julgue os itens subseqüentes. 1) O Sistema de Informações do Banco Central (SISBACEN) é um sistema eletrônico de coleta, armazenagem e troca de informações que liga o BACEN aos agentes do sistema financeiro nacional. Visto ser facultativo o registro das operações de câmbio realizadas no país, o SISBACEN é o principal meio de que dispõe o BACEN para monitorar e fiscalizar o mercado. 2) Como regra geral, quaisquer pagamentos ou recebimentos em moeda estrangeira podem ser realizados no mercado de câmbio. Grande parte dessas operações não necessita de autorização prévia do BACEN para a sua realização, pois já se encontra descrita e especificada nos regulamentos e normas vigentes — Consolidação das Normas Cambiais (CNC). 3) A unificação cambial feita pelo BACEN em janeiro de 1999 significou a junção do segmento livre com o

QUESTÃO 01 O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) garante, integralmente, 1) uma aplicação no FIF no valor de R$ 4.000,00. 2) um depósito em caderneta de poupança no valor de R$ 12.000,00. 3) um CDB no valor de R$ 15.000,00. 4) um depósito à vista no valor de R$ 60.000,00. 5) uma aplicação em fundos de ações no valor de R$ 7.000,00. QUESTÃO 17 QUESTÃO 02 Os serviços que os bancos devem prestar gratuitamente incluem, além dos relacionados à conta-salário, o (a): 1) fornecimento de documentos que liberem garantias de qualquer espécie. 2) manutenção de contas à ordem do Poder Judiciário e de contas decorrentes de ações de depósitos em consignação de pagamento. 3) devolução de cheques pelo Serviço de Compensação de Cheques e Outros Papéis, por qualquer motivo. 4) fornecimento, a critério do correntista, de cartão magnético ou de um talão de cheques, com, pelo menos, vinte folhas por bimestre. O fornecimento de talonários poderá ser suspenso quando cinqüenta ou mais folhas

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segmento flutuante. 4) A posição de câmbio representa o resultado entre as operações de compra e venda de moeda estrangeira, acrescida ou diminuída da posição no dia anterior. Essas operações são realizadas pelos estabelecimentos que podem operar em câmbio, com exceção das agências de turismo e dos hotéis, os quais devem observar os limites estabelecidos pela regulamentação específica. 5) As taxas de câmbio são livremente pactuadas entre as partes, cabendo lembrar que a disponibilidade da moeda em espécie implica maiores custos e riscos para o banco vendedor. É por essa razão que os cheques de viagem podem, geralmente, ser adquiridos a taxas menores. QUESTÃO 05 No mercado de câmbio, os adiantamentos sobre os contratos de câmbio (ACC) são modalidades contratuais de largo uso. Com relação às características desse contrato, julgue os itens seguintes. 1) O objetivo desses contratos é proporcionar recursos antecipados ao importador, de sorte a incrementar o comércio internacional. 2) Os ACC podem ser utilizados como instrumentos de ganho financeiro pelo importador. 3) O valor adiantado poderá ser averbado no próprio contrato de câmbio, ou por meio de instrumento em separado que se integrará ao contrato. 4) A primeira fase dos ACC ocorre quando a mercadoria já está pronta e embarcada, aproveitando-se o máximo possível a variação cambial. 5) Os ACC consistem unicamente na antecipação total dos reais equivalentes à quantia em moeda estrangeira comprada a termo de exportadores pelo banco. QUESTÃO 06 O BACEN estabelece as normas operacionais de todas as instituições financeiras que operam no território brasileiro, definindo as suas características e as suas possibilidades de atuação. Com relação a essas normas atualmente vigentes, julgue os itens subseqüentes. 1) As sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários têm uma faixa operacional bem mais ampla que a das sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários. 2) As cooperativas de crédito atuam basicamente no setor primário da economia, permitindo melhor comercialização de produtos rurais e facilitando o escoamento das safras agrícolas para os centros consumidores. Destaca-se que os usuários finais dos créditos por elas concedidos são sempre os cooperados. 3) O objetivo principal dos bancos comerciais é proporcionar o suprimento oportuno e adequado de recursos necessários para a concessão de financiamento a curto e médio prazos ao comércio, à indústria, às empresas prestadoras de serviços e às pessoas físicas. 4) As sociedades de arrendamento mercantil nasceram do reconhecimento de que o lucro de uma atividade produtiva pode advir da simples utilização do equipamento e não necessariamente de sua propriedade. 5) As companhias hipotecárias podem captar depósitos a prazo com correção monetária, por meio de letras imobiliárias, e estabelecer convênios com bancos comerciais para funcionarem exclusivamente como agentes do Sistema Financeiro da Habitação. QUESTÃO 07 Consoante a legislação brasileira, uma ação representa

a menor parcela do capital social de uma sociedade por ações. A legislação brasileira inclui as ações: 1) preferenciais escriturais. 2) preferenciais ao portador. 3) ordinárias escriturais. 4) preferenciais nominativas. 5) ordinárias ao portador. QUESTÃO 08 O entendimento das razões da devolução de um cheque é relevante para o profissional que atua na área bancária. Norma do BACEN identifica, mediante codificação numérica, os motivos para a devolução de um cheque. Com referência a esse tema, é correto afirmar que: 1) o cheque devolvido por erro formal de preenchimento receberá, na primeira apresentação, o código 31; se reapresentado e novamente devolvido pela mesma razão, receberá o código 41. 2) o cheque devolvido por insuficiência de fundos receberá, na primeira apresentação, o código 20; se reapresentado e novamente devolvido pela mesma razão, receberá o código 22. 3) o cheque devolvido em razão de contra-ordem receberá o código 21, nos casos usuais, e o código 28, se a contraordem for motivada por furto ou por roubo. 4) o cheque cuja assinatura o banco entender divergente da do correntista dele emissor, será devolvido e receberá o código 12. 5) o cheque cuja conta corrente já estiver encerrada, será devolvido e receberá o código 16. QUESTÃO 09 Derivativos são instrumentos financeiros cujas estruturas e valores dependem e existem como referência a outros ativos, tais como valores mobiliários, dinheiro, mercadorias, ou seus preços. Acerca desse tema, julgue os itens que se seguem. 1) Embora muito raramente, os derivativos são usados como trava de risco (hedge) relativa a variações de taxas de juros ou a oscilações de taxas cambiais. 2) Derivativos são usados na gerência de direitos e obrigações resultantes dos ativos originais, na criação de novos instrumentos nos mercados de capitais e na obtenção ou eliminação de riscos associados com a propriedade de ativos, sem os custos de venda ou compra efetiva de tais ativos. 3) Os chamados derivativos de eletricidade, emitidos por órgãos ou entidades do setor público, podem ser adquiridos por instituições financeiras e demais instituições autorizadas pelo BACEN a funcionar. Para tanto, tais derivativos, na forma de certificados representativos de contratos mercantis de compra e venda a termo de energia elétrica, não podem ser emitidos por empresas incluídas no sistema brasileiro de privatização. 4) Em geral, fundos de investimento não podem utilizar parcela significativa de seus patrimônios em valores mobiliários; já os limites impostos, com relação a derivativos, são pouco restritivos. 5) Os principais tipos de derivativos são as opções (de compra ou venda), as operações futuras, as operações a termo e as trocas (swaps). QUESTÃO 10 Com referência ao instituto da alienação fiduciária, julgue os itens seguintes. 1) Se, na data do instrumento de alienação fiduciária, o devedor ainda não for proprietário da coisa objeto do contrato, o domínio fiduciário desta será transferido ao credor no

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momento da aquisição da propriedade pelo devedor, independentemente de qualquer formalidade posterior. 2) A alienação fiduciária somente se prova por escrito, e seu instrumento, público ou particular, qualquer que seja o seu valor, será obrigatoriamente arquivado, por cópia ou microfilme, no Registro de Títulos e Documentos do domicílio do credor, sob pena de não valer contra terceiros. 3) No caso de inadimplemento ou mora nas obrigações contratuais garantidas mediante alienação fiduciária, o proprietário fiduciário ou credor poderá vender a coisa a terceiros, sem a exigência de leilão, de hasta pública, de avaliação prévia ou de qualquer outra medida judicial ou extrajudicial, independentemente da existência de disposição expressa em contrário prevista no contrato, devendo aplicar o preço da venda no pagamento de seu crédito e das despesas decorrentes e entregar ao devedor o saldo apurado, se houver. 4) Se o bem alienado fiduciariamente não for encontrado ou não se achar na posse do devedor, o credor poderá requerer a conversão do pedido de busca e apreensão, nos mesmos autos, em ação penal, por crime de estelionato, na forma prevista no Código de Processo Penal. 5) A mora, o inadimplemento de obrigações contratuais garantidas por alienação fiduciária e a ocorrência legal ou convencional de algum dos casos de antecipação de vencimento da dívida facultarão ao credor, de pleno direito, considerar vencidas todas as obrigações contratuais, independentemente de aviso ou notificação judicial ou extrajudicial. QUESTÃO 11 O Conselho Monetário Nacional é a entidade superior do Sistema Financeiro Nacional, tendo por competência: 1) estabelecer as condições para o exercício de quaisquer cargos de direção nas instituições financeiras privadas. 2) zelar pela liquidez e pela solvência das instituições financeiras. 3) adaptar o volume dos meios de pagamento às reais necessidades da economia nacional e ao seu processo de desenvolvimento. 4) regular o valor externo da moeda e o equilíbrio do balanço de pagamentos do país. 5) regular a execução dos serviços de compensação de cheques e outros papéis. QUESTÃO 13 Com relação a aspectos diversos do Sistema Financeiro Nacional e do seu funcionamento, julgue os itens subseqüentes. 1) Grande parte das operações com contratos futuros é liquidada por diferença. Na prática, o que se negocia não são produtos, e sim, riscos de preços. 2) A exemplo da pessoa jurídica, o cidadão, na condição de pessoa física, pode contratar leasing. 3) Despesas tais como seguro, manutenção, registro de contrato, ISS e demais encargos que incidam sobre bens arrendados via contrato de leasing serão de responsabilidade do arrendatário ou do arrendador, a depender do que for pactuado no referido contrato. 4) Conta-analfabeto é um tipo especial de conta de depósito à vista que só pode ser aberta se o titular apresentar procurador, nomeado por procuração passada em cartório, com poderes específicos para abrir e movimentar a conta em nome do depositante analfabeto. 5) Na caderneta de poupança, para efeito de contagem de juros e correção monetária, o depósito efetuado por meio de cheque, desde que este não seja devolvido, deve ser considerado a partir da data de liberação do cheque.

GABARITO OFICIAL (CESPE) – PROVA VERMELHA 01 – E, C, C, E, E 02 – C, C, E, E, E 05 – E, C, +, C, E 04 – E, C, E, C, C 06 – E, E, C, E, E 07 – E, +, C, C, E 08 – C, E, C, C, E 09 – E, E, C, E, E 10 – E, C, E, E, C 11 – C,C, E, E, C 13 – E, C, C, C, E 13 – C, C, C, E, E Observações: + ITEM ANULADO

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Complemento de Conhecimentos Bancários Cód.: 0419 02/06

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