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ATERRAMENTOS

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Finalidade: Capacitação de profissionais da área de redes sobre a finalidade de um sistema


de aterramento, como se mede, executa e se melhora aterramentos com e sem tratamento.

Aterramentos Elétricos : Aterrar um equipamento elétrico, ou um componente de um


sistema elétrico, significa ligá-lo eletricamente à terra por meio de dispositivos apropriados.
Os dispositivos de aterramento são constituídos essencialmente dos seguintes elementos,
conforme nos mostra a figura 1.

Figura 1

1º) Eletrodo de aterramento, que nada mais é do que um condutor metálico, ou conjunto de
condutores metálicos, cravado na terra, podendo ser por exemplo:

a) tubo de ferro galvanizado de 3m de comprimento e ¾” de diâmetro;


b) cantoneira de ferro galvanizado de 2,40m ou 3m de comprimento;
c) haste tipo copperweld: varão de aço recoberto com uma camada de cobre de cerca de
1mm de espessura, 2,40m ou 3m de comprimento ¾” ou 5/8” de diâmetro,
empregado no aterramento das instalações elétricas de maior porte em face do seu
custo elevado;
d) chapa de cobre;
2º) O condutor que faz a ligação elétrica entre o equipamento e o eletrodo de aterramento;
3º) A terra envolvente ao eletrodo de aterramento.

Os aterramentos têm por objetivo assegurar a proteção do material, a melhoria dos


serviços elétricos e a segurança do pessoal. Dentro desta sistemática, os aterramentos podem
ser classificados em:
A) Aterramento de serviço;
B) Aterramento de segurança.

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Os aterramentos de serviço fazem parte integrante dos circuitos elétricos, como por
exemplo:

 O aterramento do ponto neutro dos transformadores trifásicos ligados em estrela;


 O aterramento do fio neutro das redes de distribuição elétrica;
 O aterramento que serve de retorno nos circuitos elétricos.

Os aterramentos de segurança evitam acidentes com o pessoal no caso de as partes


aterradas serem acidentalmente energizadas, como por exemplo:
 O aterramento da carcaça dos motores;
 O aterramento das partes metálicas não energizadas das instalações elétricas;
 O aterramento dos medidores de energia elétrica, dos cubículos de medição, dos
secundários dos transformadores para instrumentos, etc.

Um aterramento para desempenhar satisfatoriamente a sua finalidade deve ter baixa


resistência de “terra” a fim de que uma corrente elétrica que chegue ao mesmo possa
facilmente circular para a terra circunvizinha.
Pode-se então dizer que a resistência de “terra” é a oposição oferecida à passagem da
corrente elétrica do eletrodo de aterramento para a terra circunvizinha. Esta resistência de
“terra” tem três componentes principais a saber:

a) A resistência elétrica do próprio eletrodo de aterramento;


b) A resistência de contato entre o eletrodo de aterramento e a terra que o envolve;
c) A resistência da terra circunvizinha, a qual depende da temperatura, da natureza e do
estado do solo.

Circulação da corrente no solo

As figuras 2 e 3 nos dão uma idéia de como a corrente I circula no solo entre os
eletrodos de aterramento X e B. Do eletrodo X a corrente I passa para a terra, circulando em
todas as direções, e atinge o eletrodo B vindo de todas as direções. Pode-se raciocinar como
se cada filete de corrente percorresse, na terra, um resistor, havendo assim em cada um deles
uma queda de potencial. Ligando-se os pontos de mesmo potencial desses muitos resistores,
verifica-se que as superfícies equipotenciais são aproximadamente hemisférios, cujos
centros estão localizados nos respectivos eletrodos X e B. Para eletrodos tipo haste, longos,
estas superfícies equipotenciais têm a forma de cilindros, em volta dos eletrodos, combinados
com hemisférios cujos centros estão nas suas extremidades mais profundas.

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Figura 2 Figura 3

Nas figuras 2 e 3, observa-se que DF corresponde à região de densidade mínima de


corrente, pois a seção de solo aí atravessada pela corrente é de área bastante vasta. Como
conseqüência a diferença de potencial entre dois pontos quaisquer desta região DF é
sensivelmente zero.
Aproximando-se de X o eletrodo B, a região DF vai sendo reduzida, e
consequentemente a curva (1) de distribuição dos potenciais tem a sua forma modificada,
conforme mostra a figura 4 onde são vistas as curvas (2), (3) e (4) traçadas levando-se em
consideração as posições B1, B2 e B3 do eletrodo B, respectivamente. Para a posição
particular B1, a reta D’F’ fica reduzida a um ponto e diz-se que, a partir daí, para mais
próximo de X, os dois eletrodos de aterramento não são “distintos”, isto é, têm influência
elétrica um sobre o outro. Pode-se entender então DF como sendo uma região em que não há
influência elétrica mútua de um aterramento sobre o outro.

Ordem de Grandeza da Resistência de Terra

Para que o aterramento possa desempenhar satisfatoriamente a sua finalidade, é


desejável que a sua resistência de “terra” seja a menor possível. Não há critérios rígidos para
se estabelecerem os níveis de valores aceitáveis desta resistência. Estes valores devem ser
função do tipo, da importância e do desempenho que deve ter a instalação elétrica à qual
serve o aterramento. Os limites desses valores são comumente recomendados pelas
NORMAS TÉCNICAS referentes ao assunto.
Nas instalações elétricas de grande porte, centrais elétricas, estações de
telecomunicações, subestações, chaves seccionadoras, etc., os seus projetistas indicam a
ordem de grandeza do valor aceitável para tal resistência tendo em vista a corrente máxima
de curto-circuito que poderá fluir através do sistema de aterramento e em conseqüência disto
os níveis de “tensão de passo”, e “tensão de toque” admissíveis. De modo que um certo
valor de resistência de “terra” pode ser aceitável para uma determinada instalação e não ser
admissível para outra. Uma consideração que também deve ser feita, é a de que mesmo que
uma região de repente nos dê um valor alto de resistência, como por exemplo uns 50 Ohms,
devemos levar em consideração o tipo de terreno que forma a região, ou seja, qual o tipo de
solo que constitui o terreno, porque terrenos mais úmidos podem ser melhor condutores do
que terrenos mais secos. Assim sendo, se toda a região é arenosa, será praticamente
impossível conseguirmos um valor extremamente baixo de resistência de aterramento, o que
não quer dizer que uma alta resistência de terra ( é lógico que também não extremamente

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alta!! ) não seja boa, levando-se em conta os valores da região. Á título de exemplo vamos
fazer algumas considerações a respeito da resistividade e do tipo de solo.

Resistividade do Solo

A terra, ou seja, o solo pode ser considerado como um condutor através do qual a
corrente elétrica pode circular, difundindo-se. Solos considerados “bons condutores”
possuem resistividade na faixa de 50 a 100 Ω m. A tabela 1 mostra as resistividades típicas
de alguns tipos de solo. Apenas como um parâmetro, o cobre apresenta resistividade na
ordem de 17x10-7 Ω m.

Natureza do solo Resistividade (Ω .m)


Solos alagadiços / pantanosos 5 a 30
Lodo 20 a 100
Húmus 10 a 150
Argila Plástica 50
Margas e argilas compactas 100 a 200
Areia argilosa 50 a 500
Areia silicosa 200 a 3000
Solo pedregoso nu 1500 a 3000
Solo pedregoso com relva 300 a 500
Calcários moles 100 a 400
Natureza do solo Resistividade (Ω .m)
Calcários compactos 1000 a 5000
Calcários fissurados 500 a 1000
Xisto 50 a 300
Micaxisto 800
Granito / Arenito 100 a 10000
Tabela 1

Os solos são constituídos de misturas de materiais isolantes (silicatos e óxidos) com


sais minerais ionizáveis, água e, às vezes, carbono (resíduo da decomposição de vegetais).
Nestes casos, a condução de corrente elétrica se dá pela ionização dos sais.
A resistividade do solo depende de sua composição, sendo fortemente influenciada
pela umidade e pela temperatura.
Os solos que apresentam resistividade menor são os que contêm resíduos vegetais
(solos pantanosos e situados no fundo de vales e nas margens dos rios). Os de maior
resistividade são os arenosos, os rochosos e os situados em locais altos e desprovidos de
vegetação.
Na prática, para se saber se a resistência de terra está dentro da ordem de grandeza
permissível, é preciso medi-la. Mesmo nas instalações em que o sistema de aterramento é
projetado e calculado previamente, é interessante fazer a sua medição após a execução da
obra no campo, pois no cálculo alguns parâmetros podem ser tomados como constantes,
mas que podem realmente sofrer alterações por ocasião da realização dos trabalhos, como
por exemplo:

 Resistividade do solo;
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 Profundidade dos eletrodos de aterramento;


 Dimensões dos eletrodos;
 Qualidade do material de que são feitos os eletrodos.

A primeira medição deve ser feita logo após a execução da obra. Outras devem ser
feitas periodicamente para que se possa acompanhar o comportamento e desempenho do
aterramento ao longo do tempo.
Como nós fizemos neste texto referências sobre “tensão de passo” e “tensão de
toque”, vamos fazer algumas considerações a respeito destas tensões, e incluir uma terceira
ainda não citada que é a chamada “tensão de transferência”.

Tensão de passo

É a diferença de potencial, que pode se manifestar entre dois pontos da superfície da


terra, separados por uma distância igual ao passo de uma pessoa, geralmente de 1m. A figura
4 mostra um exemplo em que uma pessoa seria submetida à “tensão de passo” Vp ao se
aproximar da estrutura metálica M, através da qual flui a corrente de falta Ic. Vê-se que,
quando a pessoa caminha no sentido da estrutura M, a “tensão de passo” é tão maior quanto
mais próximo dessa estrutura ela estiver na
ocasião da falta.

Tensão de Passo Tensão de Toque


Figuras 4 e 5

Tensão de Toque

É a diferença de potencial que pode se manifestar entre uma parte metálica aterrada e
um ponto da superfície da terra, separados por uma distância que pode ser alcançada pelo
braço de uma pessoa. Para fins de referência, considera-se geralmente essa distância como
igual a 1m (um metro). Esta tensão é também chamada de “tensão de contato”. A figura 5
mostra a “tensão de toque” a que seria submetida uma pessoa ao tocar a estrutura M na
ocasião em que por ela flui para a terra a corrente de falta Ic.

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Tensão de Transferência

É um caso particular da “tensão de toque”. É a diferença de potencial que pode surgir


entre uma parte metálica aterrada e um ponto da superfície da terra, separados por uma
distância qualquer, em que uma pessoa dali se liga eletricamente à parte metálica por meio de
um condutor. A figura 6 mostra a “tensão de transferência” Vt a que seria submetida uma
pessoa posta a uma certa distância da estrutura metálica M, mas ligada a esta por meio do
condutor L, quando da ocasião flui para a terra a corrente de falta Ic.

Tensão de Transferência

Locais que devem ser previstos aterramentos

Os aterramentos para blindagem do cabo alimentador deverão ser projetados nos


seguintes pontos:
 Na galeria de cabos, usando o mesmo aterramento da estação telefônica;
 Nos armários de distribuição e/ou nas subidas de laterais.

Os aterramentos para a blindagem do cabo distribuidor deverão ser projetados nos


seguintes pontos:

a) Na sua ponta, quando o mesmo estiver mais de 500 metros de comprimento;


b) Nas pontas das derivações, quando as mesmas tiverem mais de 500 metros de
comprimento;
c) Nas subidas das laterais.

Obs: Em hipótese alguma deve-se fazer a vinculação entre a blindagem do cabo


telefônico e do cabo mensageiro, mantendo-se ambos rigidamente isolados.

Obs: Os valores de resistência de aterramento de blindagem deverão ser iguais ou


inferiores a 30 Ohms. Nos locais onde forem projetados protetores na rede (caixa terminal
com blocos protegidos, terminal de pronto acesso com blocos protegidos, protetor individual,
etc.) Neste local a blindagem do cabo deve ser conectada a esse aterramento junto com o
terminal de “terra” dos protetores, devendo ser menor que 15 Ohms o valor da resistência
deste aterramento.
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Aterramento do mensageiro : Os aterramentos para o mensageiro deverão ser projetados de


forma a se obter uma resistência de equivalente para a terra igual ou inferior a 13 Ohms em
qualquer ponto da rede.

Vinculação na Galeria de Cabos : Todas as emendas de cabos na galeria deverão ser


vinculadas entre si e eletricamente ligadas à malha de aterramento da estação, conforme as
figuras 7 e 8:

Vinculação em galeria com emendas verticais Vinculação em galerias com emendas


horizontais
Figura 7 e 8

Vinculação em Caixas Subterrâneas : As luvas dos cabos subterrâneos que passam por
uma mesma caixa devem ser vinculadas entre si, em intervalos de aproximadamente 500
+ou- 100m, tomando como referência a galeria de cabos, conforme a figura 9. Não é
necessário aterrar as blindagens nas caixas subterrâneas.

Vinculação em caixas subterrâneas

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Figura 10

As blindagens dos cabos devem ser aterrados no armário através de um sistema de


aterramento com resistência igual ou inferior a 30 Ohms.

Cabos Telefônicos Próximos a Subestações de Energia : No que diz respeito a cabos


telefônicos subterrâneos ou diretamente enterrados instalados nas proximidades de
subestações de energia deve ser observado uma área delimitada por uma distância de 250m
da cerca da subestação de energia, onde devem ser obedecidos os seguintes procedimentos:

a) Não construir aterramentos de blindagens;


b) Evitar emendas de cabos subterrâneos. Onde for inevitável a confecção de uma emenda,
mantê-la isolada da estrutura da caixa subterrânea.
Obs: Não deverá ser projetado armário de distribuição a menos de 250m da cerca da
subestação de energia.

Cabos Diretamente Enterrados : Os cabos diretamente enterrados devem ser protegidos


contra a ação de descargas atmosféricas penetrando no solo com a instalação de um condutor
de blindagem sobre o cabo a ser protegido. Esse condutor deve ter 4,8mm de diâmetro, no
mínimo, e deverá ser colocado em toda a extensão do percurso do cabo telefônico.
Obs: O condutor não deve ser vinculado à blindagem do cabo. O condutor deve ser
enterrado diretamente no solo, (sem capa isolada), a cerca de 15cm do cabo telefônico. Vide
figura 11.

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Figura - Cabo Diretamente Enterrado

2º Parte – Construção dos Aterramentos

Execução de aterramentos : Objetivando-se a proteção da rede telefônica contra descargas


atmosféricas ou vazamentos de energia oriundos dos sistemas elétricos urbanos e rurais, no
final das redes de cabos, em circuitos físicos, armários de distribuição, DG, Torres e ao longo
dos mensageiros em espaçamentos de 300 a 500 mts, serão executados sistemas de
aterramento que consistem no cravamento de hastes de cobre no solo, com ou sem tratamento
químico, e que no final deverão possuir resistência ôhmica conforme as especificações do
cliente.
Sinalização : Os locais onde serão feitos os aterramentos deverão ser convenientemente
sinalizados, com cones e grades de proteção antes da execução dos serviços, de forma a se
evitar acidentes com terceiros.

Vala : Fazer a remoção do calçamento numa extensão suficiente para a abertura do poço e
vala, de modo que o material retirado (lajotas, ladrilhos, grama, etc.) possam ser reutilizados
na recomposição da pavimentação, conservando o material removido ao lado da área de
serviço, de modo que não atrapalhe a passagem de pedestres e veículos.

Aterramento Sem Tratamento : Fazer as escavações necessárias tomando-se o cuidado de


que o centro do poço para instalação da primeira haste fique a 1m ( um metro )
aproximadamente do poste, ou das paredes da caixa subterrânea, ou do pedestal do ARD ou
qualquer outra estrutura alheia, e as outras hastes fiquem alinhadas em paralelo espaçadas em
no mínimo 3 (três ) metros. Sendo o poço cavado com 60 cm de diâmetro por 60 cm de
profundidade, e a vala com 20 cm de largura por 30 cm de profundidade. Ver figuras 12 e 13.

Figura 12 Figura13

Cravamento de hastes : Colocar o adaptador de cravação na haste, afixar a haste no centro


do poço e com uma marreta de 5 Kg proceder a cravação desta utilizando uma cavadeira

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como auxiliar para apoiar a cravação de modo que o topo fique a 30 cm acima do nível do
solo (ver figura 14).

Figura 14

Obs: O cravamento das hastes poderá ser feito de forma individual ou com as hastes uma
sobre as outras, observando-se o cuidado em fazer a instalação nas distâncias conforme
definido.

Conexão dos Condutores : Limpar com escova de aço a área de conexão entre a haste e o
condutor 6 AWG. Conectar o condutor a haste e terminar a cravação da haste até o fundo do
poço.

Prolongamento de Hastes : Após ter cravado a 1º haste retirar o parafuso de cravação de sua
extremidade, e interligar a 2º haste a 1º por meio de luva para emenda, fazendo o aperto
destas por meio de 2 (duas) chaves tipo Grifo, colocar o adaptador de cravação na
extremidade da 2º haste, e fazer o cravamento desta conforme descrito anteriormente.

Tratamento Com Carvão : Existem locais onde não se consegue a resistência ideal, sem
que se faça tratamento químico do solo, e uma das formas existentes consiste em tratar o
poço com carvão mineral, e para se tratar deve-se (ver figura 15):

1.º) Abrir o poço para haste com 0,6 metros de diâmetro e 1,5 m de profundidade
2.º) Fazer a cravação da haste do mesmo modo que para o aterramento s/ tratamento
3.º) Colocar 20 litros de água no poço
4.º) Colocar 1 saco de carvão com 60 Kg no poço. Compactando-o gradativamente
5.º) Adicionar mais 20 litros de água no poço
6.º) Após absorção total da água, preencher o poço com a terra escavada socando
uniformemente de forma a ficar compactada. (proceder igual para todos os poços)

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Figura 15

Tratamento Com Bentonita : Existem ainda locais onde com o carvão ainda não se
consegue os resultados necessários, aí necessitamos tratar o solo com um elemento químico
chamado Bentonita, e para tal devemos:

1.º) Abrir o poço com 0,6 m de diâmetro por 1,3 m de profundidade


2.º) Cravar a haste e conectar o condutor a esta do mesmo modo já estudado antes
3.º) Colocar 20 litros da água no poço
4.º) Misturar 25 Kg de Bentonita com a terra escavada
5.º) Após a absorção da água no poço, colocar metade da terra tratada no poço
6.º) Adicionar mais 20 litros de água no poço
7.º) Revolva a terra com pá cavadeira, para torná-la úmida de maneira uniforme
8.º) Coloque o restante da terra tratada no poço compactando-a uniformemente

Subida No Poste : Ao se concluir o aterramento o condutor de terra deve ser posicionado no


poste de forma a possibilitar a sua conexão ao mensageiro ou a blindagem do cabo, conforme
definido no projeto, e para tal este será protegido por um tubo de Polietileno na cor preta com
20 mm de diâmetro, por 3,0 m de comprimento que deverá ser devidamente amarrado ao
poste em intervalos devidamente padronizados.

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Figura 16

3º Parte-Manuseio do Aparelho ( Terrômetro )

Uso do Terrômetro (método de medição) : Um gerador interno sincrônico, de 1470 Hz,


injeta corrente alternada “I” no terreno através de estacas auxiliares. A tensão “V” gerada no
terreno, é lida pelo instrumento, que internamente faz a divisão “V/I” e é mostrada no
instrumento indicador numa escala mostrada em Ohms. Possui um circuito voltimétrico de
alta impedância de entrada, lê direta e instantaneamente a resistência de aterramento, para o
qual apresenta 4 bornes de saída, dois para a corrente e dois para a tensão.

Alimentação: 9 pilhas grandes, tamanho “D”, de fácil aquisição no mercado. Possui entrada
para alimentação através de bateria de 12 V.

Verificador do Estado da Bateria: Possui uma tecla para medir a tensão das pilhas.

Acessórios Fornecidos Junto Com o Equipamento

04 estacas de alma de aço, revestidas de cobre sistema “Copperweld”, de 60 cm de


comprimento.
04 extratores de estacas e alavancas sacadora
Jogo completo de pontas de prova, contendo:
4 cabos de 2,5 mm2 de seção, tipo “Autoplastic”. Dois de 20 metros, um de 40 metros e outro
de 5 metros.
Estojo de courvim que permite a operação do equipamento sem retirá-lo do mesmo.

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Alarme: Um sinal de som agudo intermitente indica anomalias no circuito. Se por qualquer
razão, a corrente for inferior ao valor requerido para fazer a medição, (por exemplo, cabos
auxiliares cortados ou desligados do equipamento ou das hastes, terreno com altíssima
resistividade, etc.) é acionado o circuito de alarmes que faz gerar o “bip” intermitente.
Estando no campo durante a medição, ao ouvir o som do “bip” intermitente, o operador deve
revisar as ligações dos cabos às estacas e aos bornes do Terrômetro. Se ainda o “bip”
continuar, deve-se revisar a continuidade dos cabos ( cabo cortado ). Estando assegurado
dessas possíveis falhas e se ainda o “bip” continuar deve melhorar substancialmente o
aterramento das estacas auxiliares de corrente, regando-as ou colocando estacas de maior
comprimento ou hastes em paralelo com estas. Também deve-se revisar o “Estado da
Bateria”

Medição de Resistência de Tomada de Terra

1.º) Crave no terreno duas estacas, a estaca de corrente E3 e a estaca de tensão E2, e ligue-as
aos bornes Ec e Et do Terrômetro deverão permanecer curto-circuitados mediante a
chapinha cromada entregue com o equipamento. Um desses bornes ligar-se-á, à tomada
cuja resistência se quer medir com um cabo de pequeno comprimento (E1 no desenho).

Figura 17

2º) Pressione o botão de BATERIA e a seguir aperte o botão pulsador LIGA. O display
indicará um valor entre 1000 e 1700 se o estado das pilhas for bom, ou menor que 1000
se as pilhas estiverem descarregadas. Neste caso, substitua as pilhas por novas unidades e
refaça o teste para verificar novamente se as últimas peças estão em bom estado ( o
display deve indicar acima de 1000

3º) Continuando, pressione a tecla de 20 KΩ e a seguir aperte o botão pulsador LIGA. O


ponteiro indicará um valor entre 0 e 19,99 o qual estará expressado em KΩ . Se o valor

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de resistência for pequeno, pressione a tecla de 2.000 Ω e a seguir o botão LIGA; ainda
se o valor for pequeno, tem mais duas escalas para que se possa medir, a de 200 Ω e a de
20 Ω . Resumindo, o equipamento tem 4 escalas de medição, correspondendo a cada
caso, um intervalo de escala.

Profundidade de Cravação das Estacas Auxiliares : A profundidade de cravação das


estacas deve ser suficiente para assegurar o contato das mesmas com o terreno.

Considerações sobre a medida de resistência de aterramento : No método normalmente


utilizado para medir a resistência de difusão de uma tomada de terra, empregam-se duas
estacas como eletrodos auxiliares.
Estas estacas cravam-se no terreno formando uma linha reta com a tomada de terra à medir.
A estaca mais distante “Ec”, atua como eletrodo de corrente, a outra estaca “Et” (localizada
entre à medir e a de corrente) atua como eletrodo de tensão.
Na figura 17, D1 é a distância entre o aterramento à medir e a estaca de corrente, Ec e D2 é a
distância entre o aterramento à medir e a estaca de tensão Et. Do esquema desta figura deduz-
se que a corrente gerada pelo gerador interno do Terrômetro, aplica-se entre a tomada de
terra incógnita e o eletrodo de corrente. E a tensão é medida entre o eletrodo de tensão Et e a
tomada de terra. O equipamento conhece a corrente que gera e lê a tensão de obtém o valor
da resistência.
Analisemos agora a figura 18. Se entre os pontos O e D1 fizermos circular uma corrente com
o Terrômetro, se formará uma curva de diferentes valores de tensão ( e portanto, de
resistências) entre o ponto O e cada um dos pontos onde cravemos a estaca de tensão Et.
Traçando um gráfico dos valores de resistência em função da distância obteremos os pontos
D, G, B´, H, L, M, N, P, Q, R e D1´, os que formarão uma curva como a da figura (abaixo).
Pesquisando o perfil de potencial que cria-se no terreno, pode-se observar que a tensão
aplicada não distribui-se uniformemente. Efetivamente, na proximidade de ambos eletrodos (
zonas OB e AD1 ), aparecem importantes gradientes de potencial, mas existe uma zona onde
o potencial é constante, chamado de patamar de potencial (zona BA).

Figura 18

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A zona mais próxima à cada eletrodo onde o gradiente de potencial é significativo


denomina-se zona de influência de um eletrodo.
Empiricamente, pode-se determinar que a zona de influência de um eletrodo aterrado
tem um raio entre 3 a 5 vezes a maior dimensão do eletrodo (geralmente o seu comprimento).
Para obter uma medição correta de resistência de difusão de uma tomada de terra é
necessário certificar-se que as zonas de influência da tomada de terra e da estaca de corrente
Ec não sobreponham-se. Aparecerá assim, o patamar de potencial no qual deve-se cravar a
estaca de tensão Et. Na prática geralmente desconhece-se a verdadeira forma do perfil de
potencial criado. Para determiná-lo tomar a medida da resistência mantendo fixa a estaca de
corrente Ec, e variar a posição da estaca de tensão Et, partindo das proximidades do local
onde está cravada Ec e avançando em direção até a tomada de terra em tramos curtos. Assim
poderíamos obter um gráfico similar ao da figura 18. Quando precisa-se determinar o valor
de uma resistência de aterramento e desconhece-se a geometria do mesmo, pode-se começar
pelo método mais simples que consiste em adotar o valor de uns 30 metros para D1 e 18
metros para D2 como indicado na figura 17. Com estas primeiras distâncias realiza-se uma
primeira medição. Depois crava-se a estaca de tensão Et a uns 16 metros e realiza-se uma
segunda medição, e a seguir crava-se Et a uns 20 metros e realiza-se a terceira medição. Se
os valores obtidos nessas três medições não diferirem em mais de 5% da média do valor
(obtido da soma das 3 medições e dividido por 3) considera-se que o valor obtido na primeira
medição é o valor da resistência de aterramento. Se a diferença é maior, significa que existe
uma superposição das áreas de influência. Em tal caso, é necessário aumentar D1 e repetir o
procedimento, começando com D2=0,6D1 até cumprir a condição de que a estaca de tensão
esteja cravada no patamar de potencial.

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