Kit Didático de Telecomunicações

Teoria

ÍNDICE
1. Filtros ........................................................................................................................................3
1.1 1.2 1.3 1.4 1.5 Filtros Passivos .................................................................................................................3 Filtros Ativos ......................................................................................................................3 Largura da Banda Passante .............................................................................................3 Fator de Qualidade ...........................................................................................................4 Fator de Forma..................................................................................................................4 Introdução..........................................................................................................................7 Oscilador Harmônico.........................................................................................................7 2.2.1 Osciladores Harmônicos RC.................................................................................7 2.2.1.1 Oscilador RC por Inversão de Fase .......................................................7 2.2.2 Osciladores Harmônicos LC .................................................................................9 Oscilador Hartley...............................................................................................................9 Oscilador Colpitts ............................................................................................................10 Oscilador Clapp...............................................................................................................10 Circuito Oscilatório Básico..............................................................................................11 Oscilador de Deslocamento de Fase..............................................................................11 Introdução........................................................................................................................15 Comunicação ..................................................................................................................15 3.2.1 Cana! de Comunicação.......................................................................................15 3.2.2 Tipos de Canais ..................................................................................................15 Informação.......................................................................................................................15 Sistema............................................................................................................................16 Elementos de um Sistema de Comunicação..................................................................16 3.5.1 Fonte 16 3.5.2 Transdutor ...........................................................................................................16 3.5.3 Transmissor.........................................................................................................16 3.5.4 Canal de Transmissão ........................................................................................17 3.5.5 Receptor..............................................................................................................17

2

Osciladores Harmônicos .....................................................................................................7
2.1 2.2

2.3 2.4 2.5 2.6 2.7

3

Conceitos Básicos de Telecomunicações................................................................... 15
3.1 3.2 3.3 3.4 3.5

4 5

Transmissão Digital ........................................................................................................... 21 Modulação ............................................................................................................................ 25
5.1 5.2 5.3 5.4 5.5 5.6 5.7 Portadora.........................................................................................................................25 Oscilador .........................................................................................................................25 Sinal Modulante...............................................................................................................25 Definições........................................................................................................................25 Índice de Modulação .......................................................................................................26 5.5.1 Pela Forma de Onda...........................................................................................27 5.5.2 Pelo Método do Trapézio ....................................................................................27 Influência do Índice de Modulação no Sinal Modulado ..................................................27 Análise dos Espectros.....................................................................................................27 Modulação de Portadora Senoidal (Modulação de Onda Contínua) .............................31 Modulação em Amplitude ...............................................................................................32 Modulação AM-DSB (Amplitude Modulation – Double Side Band) ...............................32 6.3.1 Espectro de potência do sinal modulado AM-DSB ............................................33 6.3.2 Circuitos Moduladores AM-DSB.........................................................................34

6

Tipos de Modulação........................................................................................................... 31
6.1 6.2 6.3

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Página I

6.4

6.5

6.3.2.1 Modulador Síncrono a Diodo................................................................ 34 6.3.2.2 Modulador Síncrono a Transistor......................................................... 35 6.3.2.3 Modulador Quadrático a Transistor...................................................... 37 Modulação AM-DSBISC (Double Side Band With Supressed Carrier)........................... 38 6.4.1 Análise das Formas de Onda e dos Espectros de Amplitude ........................... 39 6.4.2 Potência no Sinal AM-DSB/SC .......................................................................... 40 6.4.3 Moduladores AM-DSB/SC.................................................................................. 40 6.4.3.1 Modulador Quadrático.......................................................................... 40 6.4.3.2 Modulador em Ponte (Síncrono) .......................................................... 42 Modulação SSB (Single Side Band – Faixa Lateral Única)........................................... 43 Demodulador AM-DSB (Detetor de Envoltória) ............................................................. 49 Demodulador AM-DSB/SC............................................................................................. 49 Demodulador AM-SSB ................................................................................................... 51 Conversão de Freqüências ............................................................................................ 52 Modulador de FM (Digital) .............................................................................................. 55 8.1.1 Transmissão de FM de Faixa Estreita (FMFE).................................................. 55 8.1.2 Transmissão de FM de Faixa Larga (FMFL) ..................................................... 55 Modulador de FM com Multivibrador.............................................................................. 56 Largura de Faixa Ocupada pelo Sinal FM ..................................................................... 56 Circuitos Moduladores FM.............................................................................................. 56 Modulação FM pelo Método Direto ................................................................................ 56 Modulação FM pelo Método Digital................................................................................ 57

7

Demoduladores AM ............................................................................................................49
7.1 7.2 7.3 7.4

8

Modulação em Freqüência................................................................................................55
8.1 8.2 8.3 8.4 8.5 8.6

9

Circuitos Demoduladores FM ..........................................................................................61
9.1 9.2 Detetor de Inclinação...................................................................................................... 61 Detetor de Inclinação Balanceado ................................................................................. 61

10 11 12 13 14

Modulação PWM (Modulação por Largura de Pulso) ................................................65 Modulação PAM (Pulse-Amplitude-Modulation).........................................................69 Modulação PPM (Pulse-Position-Modulation).............................................................73 Modulação Codificada de Pulso (PCM) .........................................................................77 decodificação PCM.............................................................................................................81

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Filtros Filtros Kit Didático de Telecomunicações – Teoria Página 1 de 82 .

Filtros Página 2 de 82 Kit Didático de Telecomunicações – Teoria .

esses dois tipos podem se subdividir em: ü ü ü ü Passa Faixa (FPF) Passa Baixa (FPB) Passa Alta (FPA) Rejeita Faixa (FRF) A grandeza que representa o ganho dos filtros é o Decibel (dB). Filtros Um filtro pode ser definido como um dispositivo. Existem 3 tipos de Filtros Passivos. calculados pelas fórmulas mais adiante.3 Largura da Banda Passante É o intervalo entre as freqüências que quando passam por um filtro mantêm um ganho maior ou igual a 70. ou seja.Filtros 1. Os Filtros Ativos são divididos por ordem de acordo com a atenuação do seu sinal: ü ü ü Filtros de 1ª ordem – 20 decibéis por década Filtros de 2ª ordem – 40 decibéis por década Filtros de 3ª ordem – 60 decibéis por década E assim por diante. devido a sua melhor atenuação. devido ao circuito não ter um amplificador. indutores e capacitores. limitação na operação nos sinais de alta freqüência. 1. O Filtro Ativo produz maior ou menor amplificação em seu sinal em função da freqüência do sinal aplicado na entrada do filtro. Kit Didático de Telecomunicações – Teoria Página 3 de 82 .2 Filtros Ativos Os Filtros Ativos possuem o ganho na saída maior que 1. permitem grandes atenuações. potência ou corrente. 1. esse ganho pode ser de tensão. O ganho da tensão de saída desses circuitos nunca é maior que 1. RL e LC. cujo ganho de sinal de saída varia em função da freqüência desse sinal. o ganho varia de acordo com a freqüência em operação. Desvantagens: Necessidade de fonte de alimentação externa. os do tipo RC. 1. O Filtro Ativo possui algumas vantagens e desvantagens sobre o Filtro Passivo: ü ü Vantagens: Ganhos maiores que 1.1 Filtros Passivos Os componentes predominantes em circuitos de Filtros Passivos são resistores. Os filtros tipo RC e RL geralmente são utilizados em circuitos de baixa freqüência enquanto os do tipo LC são mais utilizados em circuitos de alta freqüência.7% de seu valor máximo. Os filtros são classificados em Passivos e Ativos.

Quanto mais próximo de 1 for esta relação.Filtros 1.5 Fator de Forma É a relação entre a Banda Passante B com 60 dB de atenuação e a Banda Passante com 6 dB. 1. Página 4 de 82 Kit Didático de Telecomunicações – Teoria . determina a largura da Banda Passante de um filtro. Quanto maior o Q. O Fator de Qualidade ou Mérito mede a capacidade de um filtro em rejeitar freqüências que não são interessantes à aplicação desejada. menor a largura da Banda Passante.4 Fator de Qualidade É representado pela letra Q. melhor é o filtro.

Osciladores Harmônicos Osciladores Harmônicos Kit Didático de Telecomunicações – Teoria Página 5 de 82 .

Osciladores Harmônicos Página 6 de 82 Kit Didático de Telecomunicações – Teoria .

que dão a atenuação e defasagem necessária ao sinal aplicado. será dado um exemplo para a explicação do fenômeno oscilatório. e que serão interligados entre si. perdendo a forma senoidal.1 Osciladores Harmônicos RC Esses osciladores utilizam na malha de realimentação componentes passivos como resistores e capacitores. Pode-se ainda utilizar os capacitores variando simultaneamente. exatamente como no balanço.Osciladores Harmônicos 2 2. Se fosse dado mais um empurrão. Esses circuitos são divididos em dois grupos. 2. O circuito de realimentação é formado por redes RC.2 Oscilador Harmônico É um circuito que gera sinais de tensões senoidais a partir de uma fonte de alimentação de corrente contínua. Este tipo de oscilador é particularmente usado na faixa de freqüência de alguns hertz até centenas de quilohertz. proporcionando assim as condições de oscilação. incluindo desta maneira a faixa de áudio. Em um circuito oscilatório eletrônico. Se esse ganho for menor que 1. Para se manter um circuito oscilador em funcionamento é preciso possuir um amplificador com ganho de corrente maior que 1 e possuir uma realimentação positiva. os osciladores que geram ondas através de um circuito ressonante LC e os controlados a cristal piezoelétrico. Kit Didático de Telecomunicações – Teoria Página 7 de 82 . devido ao grande reforço que será dado ao sinal de saída. de tal forma a proporcionar a realização das condições de Bark Hausen. o movimento diminuiria vagarosamente até a parada total do balanço.2. 2. Sua freqüência de oscilação pode ser variada mudando qualquer das impedâncias na rede de deslocamento de fase. o sinal na saída será reduzido e não terá intensidade suficiente para produzir a oscilação. ele para. se não se realimenta o balanço com um empurrão. mas se esse ganho for muito maior que 1.1. desde que o empurrão estivesse em ressonância com o movimento natural do balanço. alguém a empurra para que ela faça o movimento de vai e vem.movimento continuaria. Imaginem uma criança em um balanço.2. 2. para uma maior variação de freqüência. ocorre um fenômeno parecido. Para se manter a oscilação de um circuito é preciso que seja produzida uma realimentação positiva para suprir a energia perdida no circuito.1 Oscilador RC por Inversão de Fase Também conhecido como oscilador por desvio de fase. acontecerá a distorção do sinal. Os Osciladores Harmônicos são geradores exclusivos de ondas senoidais. esse .1 Osciladores Harmônicos Introdução Para que possa ser entendida com mais clareza. Agora imaginem se essa pessoa parasse de empurrar o balanço.

O componente ativo na maioria das vezes é um ampliador operacional. que possui um ganho positivo de tensão muito alto. negativa – fornece o ganho de malha fechada. o oscilador a ponte de Wien é formado por: ü ü Amplificador operacional com defasagem 0°. Resumindo. e resistência de entrada muito grande. Possui como principais características. um sinal de saída com baixa distorção. resistência de saída desprezível. Página 8 de 82 Kit Didático de Telecomunicações – Teoria .Osciladores Harmônicos Oscilador RC a ponte de Wien Este é um tipo de oscilador que pode ser usado na geração de sinais na faixa de freqüência de áudio até aproximadamente 1 MHz. Uma ponte balanceada é utilizada como rede de realimentação. Malhas de realimentação: positiva – define a freqüência de oscilação. e freqüência de oscilação variável dentro de uma grande faixa.

como a derivação está AC aterrada. damos o nome de ressonância. Kit Didático de Telecomunicações – Teoria Página 9 de 82 .3 Oscilador Hartley Este é um tipo de oscilador que é formado basicamente por um amplificador a transistor em configuração emissor comum. Neste caso. e proporciona defasagem de 180° no ampliador.2. Neste caso.2 Osciladores Harmônicos LC Os osciladores RC não são usados para freqüências maiores que 1MHz. esta é a condição básica que define a freqüência de oscilação dos osciladores. A este processo de troca de energia. realimentado por um circuito ressonante onde o indutor possui uma derivação central. Além disso. inicialmente aplicado ao circuito. ein também defasa de 180° de eout fechando a malha em 0° e proporcionando a oscilação.Osciladores Harmônicos 2. O circuito também é conhecido como circuito tanque. a partir de um sinal DC aplicado a ambos. É bom ainda ressaltar a impossibilidade de integração deste circuito devido ao seu elemento indutor. Para um circuito LC em ressonância a impedância do indutor torna-se igual à do capacitor. Sabe-se que no circuito ressonante ocorre uma troca de energia entre o capacitor e o indutor. os osciladores são construídos com base nos circuitos ressonantes LC. O oscilador tipo Hartley é um típico oscilador a três impedâncias. 2. Como características mais importantes do Oscilador Hartley pode-se citar sua larga utilidade nas freqüências altas. o sistema apresenta uma forma de onda senoidal sendo que a amplitude da oscilação depende do valor de "v". Resumindo o funcionamento do circuito: Na oscilação o circuito tanque torna-se resistivo. e como desvantagem sua instabilidade devido a variações térmicas e aquecimento dos elementos passivos.

e a freqüência de oscilação vai depender exclusivamente de L e C3. C no circuito de coletor. Entre as várias vantagens que isso acarreta. estas influências são menores. A razão de se utilizar mais um capacitor é que C1 e C2 são muitos maiores que C3. Feita a consideração acima. Como o fator de atenuação depende apenas de C1 e C2. 2.4 Oscilador Colpitts Este é outro tipo de oscilador LC pertencente ao grupo dos osciladores a 3 impedâncias.5 Oscilador Clapp Este é o último tipo dos osciladores a 3 impedâncias. pode-se variar a freqüência de oscilação. causando freqüentes variações na freqüência de oscilação do oscilador. a diferença é apenas no circuito tanque onde a indutância com derivação foi substituída por dois capacitores. Sua diferença para o Colpitts é que uma das três impedâncias é formada por um capacitor em série com um indutor. C2 no circuito da 1 base. Todas as considerações de projeto feitas para o Oscilador Hartley também são válidas para o tipo Colpitts. sem influir na razão de atenuação ou no ganho do ampliador. pode-se citar: ü Existem as capacitâncias de junção do transistor e as capacitâncias parasitas do circuito. Ele é muito semelhante ao Oscilador Hartley. e ocorrerá uma maior estabilidade e precisão na freqüência de oscilação. ü Página 10 de 82 Kit Didático de Telecomunicações – Teoria .Osciladores Harmônicos 2. que são somados aos capacitores C1 e C2. logo todos eles paralelos serão iguais a C3.

essa tensão gerará uma corrente de polaridade contrária ao campo elétrico. A energia do capacitor é convertida em energia de campo magnético.7 Oscilador de Deslocamento de Fase É usado somente em freqüências baixas. o capacitor se carregará com essa tensão quando for fechada a chave. A freqüência de oscilação do circuito é dada pelos valores de L e C do circuito ressonante. Se for ligada uma bateria ao circuito.Osciladores Harmônicos 2. essa tensão gerará uma corrente de polaridade contrária que carregará o capacitor novamente. Isso se repetirá indefinidamente até a extinção do capacitor.6 Circuito Oscilatório Básico O circuito é formado basicamente de uma bobina e um capacitor. ele desaparecerá quando o capacitor for totalmente descarregado na bobina. o que gerará um campo magnético em torno da mesma. É formado por 2 blocos distintos. 2. Durante esse desaparecimento será gerada uma tensão auto-indutiva de polaridade contrária ao campo elétrico. Kit Didático de Telecomunicações – Teoria Página 11 de 82 . O capacitor carregado descarregará mandando uma corrente para a bobina. um circuito amplificador de alto ganho e um circuito de realimentação defasador de fase.

Osciladores Harmônicos Página 12 de 82 Kit Didático de Telecomunicações – Teoria .

Conceitos Básicos de Telecomunicações Conceitos Básicos de Telecomunicações Kit Didático de Telecomunicações – Teoria Página 13 de 82 .

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conduzindo textos. É igualmente certo que as décadas futuras também verão muitas realizações. Essas limitações dependem das suas características físicas e elétricas. É certo que grandes progressos foram realizados desde os dias de Morse (1838). suas aspirações e imaginação. Os sistemas de radar e telemetria assumem papéis vitais na navegação. dados numéricos. A origem da informação pode ser de vários tipos: imagens. Half Duplex – É o canal através do qual é possível transmissão não simultânea.1 Cana! de Comunicação É o caminho para a transmissão elétrica entre dois ou mais pontos. 3. sons.Conceitos Básicos de Telecomunicações 3 3. circuitos de dois fios podem suportar comunicações "full duplex". Estes circuitos a longa distância varrem o globo terrestre. o rádio e a televisão se tornaram parte integrante de nossa vida diária. para outro ponto.3 Informação Informação ou mensagem é qualquer sinal que contenha um dado que se deseja transferir da fonte para o destino.2.2. em ambos os sentidos (A è B ou B è A). etc. um cabo coaxial ou uma parte específica do espectro de radiofreqüências. Todos os canais de transmissão apresentam limitações quanto a capacidade que possuem em manipular as informações. Os exemplos são muitos e a lista é interminável. no espaço e no tempo. 3. Apesar de circuitos de quatro fios serem freqüentemente utilizados. onde as várias "caixas" enviam informações a um computador central. se o espectro de.2 Comunicação Definimos Comunicação como o processo pelo qual a informação é transferida de um ponto. vozes e imagens.1 Conceitos Básicos de Telecomunicações Introdução Hoje os sistemas de comunicação são encontrados em qualquer lugar onde se queira que uma informação seja enviada de um local para outro. Computadores se comunicam com computadores por meio de enlaces de dados transcontinentais. Um sistema de comunicação é o conjunto de mecanismos que possibilitam processar a informação desde sua fonte até seu destino. Um canal pode ser um fio ou um conjunto de fios. Isto pode ser contornado se forem utilizados circuitos de quatro fios. funções. defesa ou pesquisa científica. Full Duplex – É um canal que permite transmissão simultânea nos dois sentidos. chamado destino ou usuário. O potencial de aplicações é limitado apenas pelas necessidades do homem. Um exemplo deste tipo de canal pode ser encontrado em supermercados. denominada "fonte".2 Tipos de Canais Simplex – É o canal através do qual só pode haver transmissão de A para B. 3. O objetivo do canal é transportar informações de um ponto a outro. Se forem utilizados circuitos de dois fios é necessário haver chaveamento da linha quando o sentido de transmissão muda. Kit Didático de Telecomunicações – Teoria Página 15 de 82 . O telefone. freqüência for dividido para os canais de transmissão e de recepção (FDM). 3.

Conceitos Básicos de Telecomunicações 3. Página 16 de 82 Kit Didático de Telecomunicações – Teoria . pois a luminosidade também é uma fonte de informação para alguns equipamentos.2 Transdutor É responsável pela conversão de uma forma de energia para outra. a boca que gera a energia sonora (voz humana) é uma fonte de informação.3 Transmissor O bloco transmissor consiste na combinação do sinal da informação com um sinal periódico de alta freqüência. denominado modulação.5 Elementos de um Sistema de Comunicação Sistema de Comunicação Típico Na figura acima temos um diagrama em blocos de um sistema de comunicação típico. Exemplos: ü ü ü ü Microfone – Energia Sonora è Energia Elétrica Alto Falante – Energia Elétrica è Energia Sonora Fotocélula – Energia Luminosa è Energia Elétrica Fotodiodo (LED) – Energia Elétrica è Energia Luminosa 3. 3. com as nomenclaturas normalmente utilizadas em cada bloco do processo. A luz solar é outro exemplo. É um conceito aplicável a todos os ramos do conhecimento.5.1 Fonte É a origem da informação.5. Por exemplo.4 Sistema É uma combinação de dispositivos (circuitos eletrônicos) que visam atingir determinado resultado.5.. 3. Os principais blocos são: 3. de forma a adequá-lo a um canal de transmissão.

enfim.5. Diferentemente do ruído e da interferência. As velocidades de transmissão de dados dependem da particular aplicação e podem variar entre dezenas de bits/segundo até milhões de bits/segundo. um elo entre dois ou mais subsistemas. devido a uma resposta imperfeita do sistema ao próprio sinal. Ruído: sendo o pior caso. um guia de ondas. Projetos de sistemas convenientes ou redes de compensação podem reduzir a distorção. na prática). normalmente feitos pelo homem. ü ü Kit Didático de Telecomunicações – Teoria Página 17 de 82 . a interferência e o ruído. Visto que os sinais recebidos são quase sempre muito débeis como resultado da atenuação sofrida ao atravessar o meio de transmissão. sendo muitas vezes difícil distinguir as várias causas em um sinal contaminado. Essa velocidade usualmente é medida de baud. Entretanto. maior é a velocidade permitida para a transmissão. mesmo na teoria. É claro que o mesmo pode ser dito em relação à interferência e a distorção. o inverso do processo de modulação de transmissão.4 Canal de Transmissão É o caminho físico por onde um sinal transmitido se propaga.Conceitos Básicos de Telecomunicações 3. tanto externos como internos ao sistema. consideramos o ruído como sinais elétricos aleatórios ou imprevisíveis de causas naturais. são a distorção. fibras óticas. aquisição de dados. Mais sérios.três principais tipos de contaminação: ü Distorção: a distorção é uma alteração do sinal. que reduz a intensidade do sinal. entretanto. tratando o transmissor e o receptor como ideais. um cabo coaxial. A característica mais importante a ser observada num canal de transmissão é sua atenuação. Em um sistema de processamento de dados. Banda de um Canal: É um parâmetro importante para caracterizar um canal de transmissão. Contaminação: Ao longo da transmissão de um sinal ocorrem alguns efeitos indesejáveis. Um deles é a atenuação. 3. Quando estas variações aleatórias são adicionadas a um sinal que contém informação. de um modo ou de outro. através de informações codificadas. a transmissão eletrônica entre dois pontos do sistema. um ponto muito importante a ser escolhido é justamente a transmissão de dados. o que restaura a forma original do sinal. que aparecem como alterações da forma do sinal. qualquer perturbação indesejável do sinal pode ser classificada como um "ruído". Embora essas combinações sejam introduzidas através de todo o sistema. mas o que distingue o ruído é que ele nunca pode ser completamente eliminado. de forma similar ao sinal desejado.5. Geralmente. o ar atmosférico ou até mesmo o vácuo. esta informação pode ser parcialmente mascarada ou totalmente eliminada. ou seja. quanto mais larga a banda de um canal. A solução para o problema da interferência é óbvia: eliminar. Pode ser um par de fios. isto é. é prática comum e conveniente considera-Ias entrando apenas no canal. Abaixo temos a definição dos. a função principal desempenhada pelo receptor é a demodulação (ou detecção). o quanto à potência do sinal decresce com o aumento da distância. Grosseiramente falando. Em casos particulares 1 baud = 1 bit/Seg. o sinal interferente (não totalmente. troca de informações. Interferência: a interferência é a contaminação por sinais estranhos. a fim de que possa haver recursos compartilhados.5 Receptor A função do receptor é a de extrair o sinal desejado do canal e fornecê-lo ao transdutor de saída. o receptor deve possuir vários estágios de amplificação. a distorção desaparece quando o sinal é anulado.

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Transmissão Digital Transmissão Digital Kit Didático de Telecomunicações – Teoria Página 19 de 82 .

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Transmissão Digital

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Transmissão Digital

A Transmissão Digital pode ser usada para sinais digitais ou sinais de voz analógicos codificados. Em ambos os casos, a informação é enviada pelos canais de Comunicações como uma cadeia de pulsos. Quando o ruído e distorção tendem a destruir a integridade da cadeia de pulsos, estes são detectados e regenerados. Se o processo de regeneração for repetido adequadamente, então, o sinal recebido será uma réplica exata do transmitido. Os pulsos transmitidos num canal de comunicação são distorcidos por capacitâncias e indutâncias da linha. Esse fenômeno é tanto mais acentuado quanto mais longa a linha ou maior a taxa de transmissão, o que torna mais difícil à interpretação. É possível transmitir pulsos em pequenas distâncias usando apenas cabos ou pares de fios e, em alguns casos, é necessária a colocação de "line drivers" junto ao transmissor e "line receivers" junto ao receptor. Para distâncias maiores é necessário utilizarem-se os recursos de transmissão providos pelas empresas concessionárias de serviços de comunicação. Esses recursos são na sua maioria, para transmissão analógica. Assim sendo, é necessária a transmissão dos sinais digitais sob forma analógica. Isso é obtido através do uso de um equipamento chamado MODEM. MODEM (modulador e demodulador): É um dispositivo que converte sinais digitais provenientes de um computador ou terminal em um sinal de portadora modulada, compatível com o requerido pelos canais de transmissão de sinais analógicos. A configuração típica de um sistema de transmissão de sinais digitais requer a existência de um MODEM em cada extremidade do canal. Os MODEMs são muitas vezes denominados DATA STES e são projetados para aplicações e velocidades específicas. Transmissão Assíncrona: dados assíncronos geralmente são gerados em terminais de baixa velocidade (menor que 1200 bits/Seg). Em sistemas assíncronos, os sinais são idênticos aos fornecidos e recebidos por terminais tipo TTY, isto é, em repouso sempre há um sinal correspondente ao nível UM na linha. Além disso, todo caracter é precedido de um bit de Start e dois bits de Stop. Transmissão Síncrona: Na transmissão Síncrona, o sincronismo entre transmissor e receptor é conseguido através de um sinal de relógio que é gerado internamente no MODEM. O protocolo assíncrono é normalmente usado quando a taxa de transmissão é baixa ou quando é utilizada numa comunicação homem-máquina, enquanto que o protocolo síncrono é utilizado onde se requer altas velocidades, por exemplo, comunicação máquina-máquina.

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Transmissão Digital

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Modulação

Modulação

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Modulação

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genericamente. Já a portadora com a informação embutida é chamada de sinal modulado ou onda portadora modulada.1 Portadora É o nome que se dá. Conseqüentemente. Kit Didático de Telecomunicações – Teoria Página 25 de 82 .Modulação 5 Modulação A maioria dos sinais de entrada. é modificada para representar a mensagem. 5.2 Oscilador É o circuito gerador da portadora. Este sinal deverá ser recuperado na recepção.3 Sinal Modulante É aquele que contém a informação a ser transmitida. 5. 5. ao sinal que tem uma ou mais de suas características alteradas. enquanto o sinal a ser transmitido é chamado de sinal modulador ou modulante. uma onda portadora cujas propriedades são mais convenientes ao meio de transmissão em questão. podendo ainda incluir uma codificação.4 Definições Modulação é o processo de se variar alguma das características de uma onda senoidal de alta freqüência com o valor instantâneo do sinal a ser transmitido. A modulação é a alteração sistemática de uma onda portadora de acordo com a mensagem (sinal modulante). cuja forma de onda pode ser qualquer periódica (senoidal e trem de pulsos retangulares são as ondas mais usadas). O sinal de freqüência é chamado de portadora. na maneira como são fornecidos pelo transdutor. A Modulação em Amplitude (amplitude modulation) ocorre quando o sinal modulador altera a amplitude da portadora de forma a embutir nesta alteração a informação que se quer transmitir. não podem ser enviados diretamente através do canal. A operação inversa da modulação é a demodulação e se destina a recuperar o sinal modulante (informação). A portadora serve apenas para transportar a informação e não apresenta nenhuma outra utilidade no que diz respeito à informação. Geração do Sinal Modulado 5.

5 M0 = Índice de Modulação A −B A +B M0 = Em (fórmulas para obtenção do índice) E0 Podemos obter o índice de modulação por dois métodos: Página 26 de 82 Kit Didático de Telecomunicações – Teoria . de forma que a envoltória da mesma carregue a informação. portador e modulado): Sinal modulante Sinal da portadora Sinal modulado e m ( t ) = E m • cos( W m • t ) e 0 (t ) = E 0 • cos( W 0 • t) e AM (t ) = [E0 + em (t )] • cos( W 0 • t ) Na figura seguinte podemos observar com mais clareza que o contorno (envoltório) da forma de onda do sinal modulado corresponde ao formato da onda modulante (que carrega a informação).Modulação Se a portadora for uma onda senoidal. As figuras a seguir ilustram o processo de Modulação em Amplitude (figuras para: sinal modulante. 5. o sinal modulado mantém sua fase e sua freqüência inalteradas. a Modulação nada mais é que a adequação de um sinal de informação (voz. Resumindo. Isto é feito lançando-se mão de um sinal de alta freqüência chamado de portadora que interage com o sinal da informação formando o sinal modulado. por exemplo) para que este possa ser transmitido por um canal físico de comunicação (ex: o ar atmosférico). No caso da modulação por amplitude isto ocorre quando o sinal modulador (que contém a informação) modifica a amplitude da portadora.

tendo assim o aproveitamento máximo.Modulação 5. Ma = 1: É quando E0 = Em. substituindo estes valores na fórmula dada acima: 5. sem distorção do sinal. 5. Kit Didático de Telecomunicações – Teoria Página 27 de 82 . no eixo vertical temos a escala de amplitude e no horizontal a freqüência. Isto é feito através de um analisador de espectros. mais simples. podemos gerar a figura do trapézio onde a base menor corresponde a amplitude B e a base maior a amplitude A. Da mesma forma. ou seja.6 ü ü ü Influência do Índice de Modulação no Sinal Modulado 0 < Ma < 1: É a região mais comum para valores do índice de modulação.5.2 Pelo Método do Trapézio Através da figura de Lissajour no osciloscópio.1 Pela Forma de Onda Medindo as amplitudes A e B indicadas no sinal modulado abaixo. Ma > 1: Causa uma grande distorção do sinal modulado. sendo impossível recuperar a informação por receptores. podemos obter o índice de modulação. que traça amplitudes em função da freqüência. 5.5.7 Análise dos Espectros Uma análise muito importante para sinais de telecomunicações é a análise espectral. pois dificilmente E0 = Em. substitui-se então estes valores na fórmula dada anteriormente.

Modulação Vimos anteriormente que qualquer função periódica pode ser decomposta em uma soma infinita de senóides com freqüências múltiplas inteiras da freqüência do sinal. Análise dos Espectros Página 28 de 82 Kit Didático de Telecomunicações – Teoria . quando injetamos um sinal no analisador de espectros podemos observar esta composição. Assim.

Tipos de Modulação Tipos de Modulação Kit Didático de Telecomunicações – Teoria Página 29 de 82 .

Tipos de Modulação Página 30 de 82 Kit Didático de Telecomunicações – Teoria .

a modulação CW é obviamente conveniente para os sinais que estão variando continuamente com o tempo. muitas técnicas diferentes de modulação são utilizadas para satisfazer os diversos requisitos e especificações de um sistema. a portadora co-senoidal possui uma freqüência muito maior do que qualquer um dos componentes de freqüência contidos no sinal modulante.Tipos de Modulação 6 Tipos de Modulação Em grande parte. caracterizado por uma transladação em freqüência. a modulação deve ser um processo reversível. o espectro (seu conteúdo de freqüências) da mensagem é deslocado para uma nova e maior banda de freqüências. o êxito de um sistema de comunicação para uma dada finalidade depende da modulação. Já na modulação codificada uma transformação digital é realizada para que a mensagem seja convertida de uma linguagem simbólica para outra. A despeito da grande variedade. como mostra a expressão abaixo: Cp( t ) = Ep cos( Wpt + ∅ p) onde: p Ep Wp Øp è indica portadora è amplitude è freqüência angular è fase Cada um desses parâmetros da senóide dão origem a sistemas de modulação distintos: ü ü ü AM (Amplitude Modulation) – Modulação em Amplitude FM (Frequency Modulation) – Modulação em Freqüência PM (Phase Modulation) – Modulação em Fase Kit Didático de Telecomunicações – Teoria Página 31 de 82 . 6. Modulação por pulsos. aplicada a sistemas de modulação analógica. na qual a portadora é simplesmente uma onda senoidal. isto é. é possível identificar dois tipos básicos de modulação de acordo com o tipo da onda portadora: ü ü Modulação de onda contínua (CW). O processo de modulação é. então. de modo que a mensagem possa ser recuperada no receptor (demodulação). novas técnicas são desenvolvidas. na qual a portadora é um trem periódico de pulsos. Normalmente. independente do tipo. A distinção entre analógico é a seguinte: Na modulação analógica o parâmetro modulado varia na proporção direta do sinal modulante. Porém. analógica ou codificada. Quando surge uma nova especificação. de modo que o tipo de modulação é uma decisão fundamental em projetos de sistemas. aplicada na modulação codificada (digital).1 Modulação d e Portadora Senoidal (Modulação de Onda Contínua) Sendo um processo contínuo. Correspondentemente. contínua ou pulsada. então a modulação de portadora senoidal corresponde a alterar uma das três características de uma senóide.

commercial broadcasting) e transmissores que. O sistema AM-DSB apresenta.Tipos de Modulação 6. sendo apenas uma parcela resultante deste processo de modulação. no seu espectro de freqüências. pois ocupa uma banda mais larga para transmissão. a Modulação em Amplitude é largamente utilizada para aplicações analógicas de voz que se utilizam receptores simples (rádio difusão comercial. decomposto em série de Fourier. temos a mesma informação sendo transmitida em duas faixas de freqüências distintas e ainda composto por um sinal de portadora sem nenhuma informação: Página 32 de 82 Kit Didático de Telecomunicações – Teoria . via ionosfera. três regiões: ü ü ü Portadora (W0): não carrega-informação. FLS: Faixa Lateral Superior (W 0 + W m ) – é a composição da portadora com a informação. a função do sinal AM: e( t) AM −DSB Portadora = E0 • cos w 0 t + Ma E0 • cos(W0 + Wm )t Ma E0 • cos(W0 − Wm )t + 2 2 FLS − Faixa Lateral Superior FLI − Faixa Lateral Inferior Podemos assim observar que. Hoje. 6. num sinal AM-DSB. formando o sinal modulado posicionado abaixo da freqüência da portadora (f0 – fm ). alcançam grandes distâncias é que requerem largura de faixa estreita. além de um consumo de potência bem maior que nos posteriores.2 Modulação em Amplitude A Modulação em Amplitude (AM) na forma de chaveamento ON-OFF nos transmissores de rádio telegrafia é o mais antigo tipo de modulação. formando o sinal modulado posicionado acima da freqüência da portadora (f0 + fm ). FLI: Faixa Lateral Inferior (W 0 – W m ) – é a composição da portadora com a informação.3 Modulação AM -DSB (Amplitude Modulation – Double Side Band) A Modulação AM-DSB é a primeira mais simples e também a mais pobre das modulações existentes. No caso da modulação analógica temos.

2R 2 Temos então. ao lado. Sabemos que o espectro de magnitude do sinal AM-DSB é: Conceitos importantes: Pm = ( Vrms ) 2 R Espectro de magnitudes do sinal AM -DSB Vms = A potência para o AM-DSB é dada por: ma • E0 P= P= 2 Vpico 2 E0 2 Ma • E0 2 2 2 2 2 2 2 + + R R R (E0 )2 (M ) 2 1 + a ( w ) . que é a unidade de potência para um sistema AM-DSB. o quanto desta potência gasta é aproveitada. ou seja.3.1 Espectro de potência do sinal modulado AM -DSB É importante sabermos num sistema de transmissão qual é a potência gasta por este e o seu rendimento.Tipos de Modulação 6. Espectro de potências resultante do Sinal modulado AM -DSB Kit Didático de Telecomunicações – Teoria Página 33 de 82 .

2 Circuitos Moduladores AM -DSB O processo de modulação translada de freqüências.Tipos de Modulação O espectro de potência resultante. dada acima. onde as amplitudes das potências correspondem às parcelas da primeira equação. Entretanto. gera uma série de harmônicos. 6. devido à resposta desses sistemas não poder ter freqüências além das presentes no sinal de entrada. a equação de potência de AM-DSB fica: P = P0 1 + (Ma )2 2 (E0 )2 2R Sabemos ainda que o caso mais favorável para Modulação AM-DSB sem distorção é quando temos índice de modulação igual a 1 (Ma = 1). a modulação pode ser efetuada. Os outros 67% estão contidos na transmissão da portadora sem informação. Por isso. já que: P0 = Então.3. de forma que podemos concluir que para a transmissão só da portadora exigimos aproximadamente 67% da potência total gerada pelo transmissor. A não linearidade proporciona o verdadeiro mecanismo para a modulação. 6. A figura a seguir mostra um circuito que realiza a modulação Página 34 de 82 Kit Didático de Telecomunicações – Teoria . usando sistemas lineares variantes no tempo (tais como os circuitos de comutação ou de chaveamento) ou circuitos que usam elementos não lineares. Um circuito modulador é responsável por gerar um sinal AM-DSB a partir de um sinal de informação e de uma onda portadora. então temos a equação: PAM −DSB = (3 / 2 )P0 Observe que a potência total do sinal AM-DSB corresponde a uma vez e meia a potência da portadora. a resposta de um modulador contém freqüências diferentes das que estão presentes no sinal de entrada. Podemos ainda colocar a equação de potência da portadora. Portanto é impossível produzir modulação usando-se sistemas lineares invariantes no tempo.1 Modulador Síncrono a Diodo Se princípio de funcionamento é baseado no fato que um sinal amostrado por uma chave do tipo "chave síncrona". que podem ser convenientemente recuperados por uma filtragem passa-faixa.2.3. A fórmula para o cálculo do rendimento de transmissão para um sinal AM-DSB é dada por: η% = (M a ) × 100 % 2 + (Ma )2 Calculando então o rendimento máximo do AM-DSB obtemos η% = 33%. Podemos perceber então que o modulador AM-DSB aproveita apenas 33% de sua potência para a transmissão da informação.

O sinal passa por um filtro passa-faixa que repõe o sinal. O sinal é retirado pelo resistor R. os sinais são somados em R1 e R2. a única diferença é que o chaveamento da portadora é agora feito pela junção base-emissor de um transistor. O resistor R3 age como um divisor de tensão para que o sinal não seja aterrado.Tipos de Modulação síncrona AM-DSB (R1. O D1 chaveia o sinal fazendo com que passe apenas um semiciclo.3. positivo ou negativo. R2 e R3 formam um somador resistivo enquanto o diodo D1 executa o papel de chave). A figura a seguir mostra o circuito típico de um modulador síncrono a transistor: Kit Didático de Telecomunicações – Teoria Página 35 de 82 .2. é da seguinte forma. As formas de onda nos pontos do circuito podem ser observadas abaixo: 6. O funcionamento do modulador síncrono a diodo.2 Modulador Síncrono a Transistor Seu princípio do funcionamento é idêntico ao modulador síncrono a diodo.

pois o efeito de chaveamento só pode ser obtido se o transistor funcionar em estados d corte e condução.Tipos de Modulação O funcionamento do modulador a transistor é da seguinte forma. O transistor não é polarizado com nível DC propositadamente. passando apenas um semiciclo (positivo ou negativo). deixa passar somente a portadora e as faixas laterais. o sinal é filtrado por C1. Observe as formas de onda de alguns pontos do circuito: Após a combinação dos dois sinais pode-se matematicamente (pela série de Fourier) e pelo Espectro de Amplitudes expressar o sinal modulado: Página 36 de 82 Kit Didático de Telecomunicações – Teoria . a mistura do sinal é feita pela base e o emissor. o que não seria e possível se houvesse uma pré-polarização. O transistor T1 funciona como o diodo. bloqueando o sinal DC. O filtro passa-faixa. Depois o sinal é reposto pelo filtro passa-faixa.

C3. O valor de C1. é equivalente ao Ma (índice de modulação). eu é exponencial..3. A figura a seguir mostra tal princípio. . C1. Espectro de Amplitude do Modulador Síncrono a Transistor 6. são constantes matemáticas.Tipos de Modulação e( t) = C 0 • cos 2w 0 t + C1 • E 0 C1 • E 0 cos 2w 0 t C 2 • E 0 cos w 0 t C 2 • E 0 cos 3w 0 t + + + + 2 2 2 2 C 3 • E 0 cos 3w 0 t C 2 • E 0 cos 3w 0 t C 4 • E 0 cos 3w 0 t C 4 • E0 cos3w 0 t C0 • Em cos3 w 0 t + + + + + 2 2 2 2 2 C1 • E m cos(w 0 + w m )t C1 • Em cos(w 0 + w m )t C2 • Em cos(2w 0 + w m )t C 2 • E m cos(2w 0 + w m )t + + + + 2 2 2 2 C 3 • E m cos(3 w 0 + w m )t C3 • Em cos(3w 0 + w m )t C 4 • Em cos(4 w 0 + w m )t C 4 • E m cos(4w 0 + w m )t + + + 2 2 2 2 Onde. após filtrado.. C2. Espectro do Modulador Quadrático a Transistor Kit Didático de Telecomunicações – Teoria Página 37 de 82 . C4.2.3 Modulador Quadrático a Transistor Seu princípio de funcionamento baseia-se no aproveitamento da região quadrática da curva característica de entrada de um transistor em emissor comum.

Podemos encarar que: c= Ma 2 + Em 6. estaremos criando um modulador quadrático. apresenta como resultados o espectro da corrente de coletor: Matematicamente. temos no Espectro de Amplitudes apenas as duas faixas laterais e a portadora. com freqüências da soma e da diferença entre as freqüências das cossenoides originais. polarizando o transistor em região quadrática e considerando VBE = e0(t) + em (t).Tipos de Modulação Se a polarização for feita de tal maneira que possamos aproximar o trecho exponencial para uma parábola. Assim. A eliminação da portadora é justificada teoricamente pelo fato de que ela é invariável. A eliminação da portadora é responsável por 2/3 da potência irradiada por um transmissor de AM. O modelo matemático que comprova o funcionamento desse circuito como modulador AM-DSB. Observe que. tem-se: e AM −DSB ( t ) = K • e m ( t ) • e 0 (t ) K = constante numérica do circuito modulador e m ( t) = Sinal modulante e 0 (t ) = Sinal da portadora Fazendo-se: e m ( t ) = Em • cos w m t e 0 (t ) = E0 • cos w 0 t Tem-se: e AM −DSB / SC ( t ) = K • E m • cos w m t • E 0 • cos w 0 t = K • E m • E 0 cos w 0 t • cos w m t Página 38 de 82 Kit Didático de Telecomunicações – Teoria . após a passagem do filtro passa-faixa. não sofre nenhuma influência do sinal modulante. é possível a criação de uma portadora. Isso é obtido pela supressão da portadora de um sinal AM.4 Modulação AM -DSBISC (Double Side Band With Supressed Carrier) É um tipo de modulação empregada quando se deseja melhorar a eficiência do transmissor. temos a expressão em Série de Fourier abaixo: i e ( t ) = a + b • E 0 cos wmm • t + b • E m cos w m • t c • E0 2 + c • E0 2 cos 2 w m • t + + 2 2 2 2 2 • c • E0 • E m cos(w 0 + wm )t 2 • c • E0 • Em cos(w 0 + w m )t c • Em + c • E m cos 2 w m • t + + 2 2 2 Onde a. Dessa maneira. Embora não seja um processo simples. para o AM-DSB/SC. A obtenção desse sinal se baseia na propriedade trigonométrica de que um produto entre duas cossenoides gera outro par de cossenoides. substituta no local de recepção. ou seja. b e c são constantes numéricas. essa possibilidade viabiliza um sistema de comunicação em AM com a portadora suprimida.

tem-se: e AM −DSB / SC ( t ) = K • Em • E 0 [1/ 2 cos ( w 0 − w m )t + 1/ 2 cos ( w 0 + w m )t] e AM −DSB / SC ( t ) = 1/ 2 [K • E m • E0 cos ( w 0 − w m )t + K • Em • E 0 cos ( w 0 + w m )t Que é a expressão geral para o AM-DSB/SC.Tipos de Modulação Da trigonometria. Isto posteriormente trará implicações para o processo de demodulação do sinal. Kit Didático de Telecomunicações – Teoria Página 39 de 82 . Desta forma podemos verificar que a forma de onda de um sinal AM-DSB é diferente de AM-DSB/SC.4. tem-se: cos a • cos b = 1/ 2 cos (a − b) + 1/ 2 cos (a + b) Substituindo na expressão. 6. que será visto mais adiante.1 Análise das Formas de Onda e dos Espectros de Amplitude Sinal Modulante Sinal da Portadora Sinal Modulado em AM -DSB/SC Observe que o sinal modulado em AM-DSB/SC apresenta uma inversão de fase no sinal a cada passagem por zero.

sendo que o funcionamento é o mesmo de dois moduladores quadráticos acoplados de forma conveniente. temos tensões VBE nos transistores T1 e T2 proporcionais. no AM-DSB/SC. ou seja: VBE1 = e 0 (t ) + em (t ) VBE1 = e 0 (t ) − e m ( t ) Página 40 de 82 Kit Didático de Telecomunicações – Teoria . de forma que a potência total gasta para a modulação é menor. pois corresponde apenas as faixas laterais que contêm a informação modulada: PAM −SDB / SC = M a 2 • M 0 2 / 4R O espectro de Potências fica então resumido a: Onde: K • E m = Ma Espectro de Potências do Sinal AM/DSB 6.2 Potência no Sinal AM -DSB/SC No sinal AM-DSB tínhamos três parcelas de potência.3. mas também a diferença entre eo(t) e em(t). a parcela correspondente a portadora deixa de existir.4. não somente a soma.3 Moduladores AM -DSB/SC 6. na saída. com uma única diferença: como os capacitores C1 e C2 apresentam impedância desprezível para sinais alternados.4. a fim de recuperar uma determinada parte do espectro.4. agora. com um circuito tanque LC (circuito repositor de energia). O principio de funcionamento é idêntico ao do modulador quadrático AM-DSB.Tipos de Modulação 6.1 Modulador Quadrático O esquema básico é mostrado a seguir.

Os transistores são polarizados com divisor de tensão na base e emissor comum.Tipos de Modulação O funcionamento do modulador quadrático é o seguinte: os sinais são misturados através de um acoplamento de bobinas. b e c são constantes matemáticas. No primário do transformador de saída tem-se ic 1 = ic 2. temos a expressão geral para a corrente no indutor L: Kit Didático de Telecomunicações – Teoria Página 41 de 82 . A filtragem dessa forma será feita pelo Vcc ligado no L. Esse sinal é filtrado pelo capacitor C3 e o indutor L. que 2 filtrarão o sinal individualmente. tem-se: ic 1 = a + b • Vbe1 + c • Vbe12 ic 1 = a + b • [e 0 (t ) + e m ( t)] + c • [e 0 (t ) + em (t )] 2 ic 2 = a + b • Vbe2 + c • Vbe 2 2 ic 2 = a + b • [e 0 (t ) + e m ( t)] + c • [e 0 (t ) + em (t )] 2 Observação: a. Polarizando os transistores na porção quadrática da curva. o positivo separado do negativo. depois o sinal é amplificado pelos transistores T1 e T2 separadamente (T1 para positivo e T para negativo). ou seja. então: i = a + b • [e 0 (t ) + e m (t )] + c • [ e 0 ( t ) + em (t )]2 − a − b • [e 0 (t ) − e m ( t )] − c • [e 0 (t ) + em (t )] 2 i = b • c 0 ( t ) + b • e m ( t) + c • e 0 (t )2 + c • e m ( t ) + 2c • e 0 (t ) • em (t ) − b • e0(t ) + b • em (t ) + c • e0( t )2 − c • em(t ) 2 + 2c • e0 ( t ) • e m ( t) i = 2 • b • e m ( t) + 4 • c • e 0 (t ) • em (t ) i = 2 • b • E m • cos(w m t) + 4 • c • E0 • cos(w m (t ) • Em • cos(w m t ) Da trigonometria tem-se: cos α • cos β = 1/ 2 cos (α + β) + 1/ 2 cos ( α − β) Assim.

neste permitindo ou não a passagem do sinal modulante. pois a cada passagem por zero do sinal modulante existe uma inversão de fase de 180° do sinal modulado em relação à portadora. o sinal de informação é aterrado. De qualquer maneira. Se a portadora polariza os diodos de maneira reversa. Depois ele é filtrado por um filtro passa-faixa.Tipos de Modulação l = 2 • b • E m • cos( w m t) + 4 • c • E m • E 0 cos( w 0 + w m )t + 4 • c • E m • E 0 cos( w 0 + w m )t O espectro de amplitudes fica então: Espectro de Amplitudes do Modulador Quadrático 6.4.2 Modulador em Ponte (Síncrono) A figura a seguir mostra um outro tipo de modulador AM-DSB/SC e o modulador em ponte. mostramos as formas de onda rios principais pontos: Página 42 de 82 Kit Didático de Telecomunicações – Teoria . neste caso. o sinal é retirado 2 através do acoplamento indutivo. consegue-se índices de supressão da portadora muito bons com o modulador em ponte pela facilidade de encontrar componentes cujas características sejam semelhantes. A seguir. haverá um "resíduo de portadora". Se os diodos não forem perfeitamente iguais. o perfeito casamento entre os diodos dará a rejeição de portadora do circuito. Quando a portadora polariza diretamente os diodos da ponte. o sinaI de áudio não encontra obstáculos e vai excitar o circuito sintonizado composto por L e C2. o sinal modulante da entrada e filtrado pelo C. O funcionamento do modulador síncrono é o seguinte. que vai excitar o circuito LC. bloqueando o sinal DC. Esse sinal é mixado e modulado pelo sinal da portadora por uma ponte de diodos. que é o C e o L. É interessante observar que.3.

já que anteriormente considerávamos o sinal de áudio variando de 0 a 20 KHz. Aliando tudo isso ao fato de que seria necessário um sistema de recepção mais eficiente que o AM-DSB/SC. a primeira idéia foi aproveitar o sistema AM-DSB/SC para gerar um outro que ao invés de duas bandas laterais. A principal necessidade da criação do SSB foi a de se encontrar um sistema que ocupasse a menor faixa possível do espectro e aproveitasse melhor a potência de transmissão. Kit Didático de Telecomunicações – Teoria Página 43 de 82 . tivesse só uma. Desta forma podemos reduzir em 80% a faixa de áudio ocupada.5 Modulação SSB (Single Side Band – Faixa Lateral Única) Esse termo refere-se a principal característica desse sistema. O diagrama de blocos abaixo ilustra o princípio da modulação SSB: Diagrama de blocos do princípio de modulação SSB Estudos feitos pelos laboratórios da Bell Telephone Co. existem dois modos de se emitir um sinal SSB: Faixa Lateral Superior (USB – Upper Sideband) ou Faixa Lateral Inferior (LSB – Lower Sideband). ou seja. Este sistema de modulação é um avanço com relação ao AM-DSB/SC (que dele se originou. revelaram que a voz humana tem grau de inteligibilidade superior a 99% s restringirmos sua faixa de freqüências para a região entre e 300 Hz e 4 KHz. como seria de se esperar).Tipos de Modulação 6. Devido à existência de duas faixas laterais (DSB/SC~FLS e FLI). pois a informação contida nessa banda seria exatamente a mesma que nas suas do outro sistema. a de transmitir somente uma das faixas laterais pelo processo de Modulação em Amplitude com supressão da portadora.

o limite de aplicação é de aproximadamente 1 MHz. dos 26. em função da limitação de freqüência que irá ocorrer. devido às limitações de oscilação dos discos ressonantes do filtro mecânico. grande parte do uso do SSB está entre 3 MHz e 30 MHz HF (Rádio-amadorismo). Porém.Tipos de Modulação A partir da figura anterior podemos então retirar a banda lateral inferior (filtragem passa-faixa) para gerar o AM-SSB/USB. pois o filtro passafaixas deve ter um fator. popular nas transmissões ponto-a-ponto. A retirada da banda lateral (corte) deve ser feita de forma bastante criteriosa. é grande em todo o mundo. somente o filtro mecânico para um sinal modulado AM-DSB/SC não é suficiente para gerar um sinal AM-SSB com aplicação prática (faixa HF – 3 a 30 MHz – rádio-amadorismo). ou então retirar a faixa lateral superior para gerar o AM-SSB/LSB. O único inconveniente nesse modulador proposto é que. Em vista desse inconveniente. de qualidade e um fator de forma suficiente para atuar dentro de um intervalo de 600 (Hz) (separação entre as duas bandas laterais) o filtro deve ter uma rejeição de pelo menos 40 (dB) para a faixa não desejada. Sendo assim. foi adotada uma conversão de freqüência após a primeira modulação conforme mostra a figura a seguir: Conversão de freqüência após a primeira modulação do Modulador SSB Página 44 de 82 Kit Didático de Telecomunicações – Teoria .48 MHz ao 28 MHz cuja penetração. merecendo especial atenção à faixa do cidadão.

Tipos de Modulação As figuras a seguir mostram os principais espectros ao longo do modulador AM-SSB. quando o sinal modulante é uma informação de áudio. Kit Didático de Telecomunicações – Teoria Página 45 de 82 .

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Demoduladores AM Demoduladores AM Kit Didático de Telecomunicações – Teoria Página 47 de 82 .

Demoduladores AM Página 48 de 82 Kit Didático de Telecomunicações – Teoria .

7. 7. Todos os receptores comerciais AM são compostos por detectores de envoltória. Para o ciclo positivo do sinal de entrada o capacitor carrega ao valor de pico. fica impossível fazer a demodulação com um circuito tão simples quanto um detector de envoltória. quando a tensão do capacitor for novamente menor que a tensão de entrada o diodo recomeça a conduzir. Quando o sinal de entrada começa a decrescer do valor de pico o diodo estará cortado. pois a tensão nó capacitor será maior que a tensão de entrada. O detector de envoltória é muito simples e é usado quase que -universalmente para a detecção de sinais AM. Para o bom funcionamento do detector.Demoduladores AM 7 Demoduladores AM Abordaremos agora. Observe o sinal modulado em AM-DSB/SC abaixo: Kit Didático de Telecomunicações – Teoria Página 49 de 82 .2 Demodulador AM -DSB/SC Em vista da supressão da portadora quando da Modulação AM-DSB/SC.1 Demodulador AM -DSB (Detetor de Envoltória) É aquele que recupera o sinal modulador. separadamente. os diferentes tipos de demoduladores existentes para o sistema AM. a constante de tempo RC deve ser ajustada de maneira que a carga e a descarga do capacitor acompanhem a envoltória do sinal modulado. permitindo verificar e comparar seus princípios. Nessas condições o capacitor se descarrega com a constante de tempo RC. fazendo com que o sinal de saída percorra a envoltória do sinal modulado (a figura abaixo mostra tal detector).

quando os diodos conduzirem. como mostra á figura a seguir: Demodulação AM -DSB/SC Na figura abaixo temos um circuito demodulador AM-DSB/SC usando diodo em ponte. Pode-se perceber que os circuitos usados na Demodulação AM-DSB/SC só diferem dos circuitos moduladores no que diz respeito à filtragem. pois os dois tipos de circuito realizam um produto. o sinal no ponto [A] seja nulo.Demoduladores AM O sinal modulado em AM-DSB/SC carrega a informação do sinal modulante por todo o sinal. ao demodulá-lo. O sinal do oscilador local tem que estar em perfeito sincronismo de fase e freqüência com o sinal modulado. já que o mesmo elimina um dos semicicios do sinal e assim. fazendo a seguir seu produto pelo sinal modulado recebido e uma posterior filtragem do sinal de informação. podemos usar na recepção AM-DSB/SC os mesmos circuitos geradores de produto síncrono da modulação. desta forma. foi reinjetar na recepção uma portadora de mesma fase e mesma freqüência que aquela suprimida na modulação. Desta forma seria impossível recupera-lo através de um modulador AM-DSB convencional. com um filtro passa-baixas kC na saída. A solução encontrada. fazendo com que. trocando apenas o filtro passa-faixas da saída para um filtro passabaixas. o sinal ficaria destorcido (lembrando que existe uma inversão de fase a cada passagem por zero do sinal modulado). e Página 50 de 82 Kit Didático de Telecomunicações – Teoria .

caso contrário recuperaremos um sinal totalmente distorcido. resultando o sinal recuperado. Excelente supressão de sinais adjacentes. conforme mostra a figura a seguir: Demodulador AM -SSB Repare que a diferença entre o demodulador AM-DSB/SC e o SSB está apenas no fato do sinal reinjetado ser agora a soma das freqüências da subportadora fs com a portadora fo. Habilidade para separar canais independentes (receptores que recebem USB ou LSB).Demoduladores AM quando os diodos estiverem cortados obteremos o sinal modulado no filtro passa-baixas. Estes receptores são requeridos para demodular sinais em condições difíceis e em faixas de freqüências saturadas. pois estes receptores irão ser operados continuamente. os receptores SSB são utilizados em comunicação profissional ou comercial. Para isso os receptores SSB devem ter como características: ü ü ü ü ü Confiabilidade de operação (e manutenção simples). Alta relação sinal-ruído. Este é um exemplo de circuito usado em receptores portáteis onde se exige circuitos compactos para diminuir peso e consumo: Kit Didático de Telecomunicações – Teoria Página 51 de 82 . A seguir temos um modelo de demodulador balanceado a diodo. Boa forma (equipamentos portáteis. por exemplo). em seguida faz-se o produto dos sinais e uma posterior filtragem passa-baixa. 7. onde existe um grande número de receptores para rádio amadorismo.3 Demodulador AM -SSB Exatamente como no AM-DSB/SC a demodulação do sinal AM-SSB é feita reinjetando-se a portadora ao sinal recebido. na recepção (demodulação) é necessário a geração com sincronismo de fase e freqüência entre o sinal do oscilador local e a portadora que foi suprimida na modulação. Como a portadora foi suprimida na modulação (modulador balanceado). instalação em veículos. Normalmente.

FM e receptores de televisão. por toda excursão do sinal modulado (semiciclos positivo e negativo). Desta forma o sinal recuperado fica distorcido. Tal é o caso dos receptores pára grandes intervalos de freqüência. nos quais todo o sinal em uma dada freqüência de portadora f0 é convertido para a freqüência intermediária f1. Também é o que ocorre com repetidores que recebem o sinal modulado em uma. 7. já que o sinal modulante está embutido. dada freqüência e o retransmitem em outra freqüência. pois. recuperando-se somente um dos semiciclos (positivo ou negativo) do sinal modulado.Demoduladores AM Para um demodulador AM-DSB simples (detector de envoltória) torna-se impossível recuperar sinais modulados em. perde-se metade a informação. AM-DSB/SC ou SSB. Página 52 de 82 Kit Didático de Telecomunicações – Teoria .4 Conversão de Freqüências Em comunicações é muito comum ter-se uma determinada informação contida em torno de uma certa freqüência f1 e desejar-se ter essa mesma informação em torno de outra freqüência f2. Isto ocorre em receptores AM.

Modulação em Freqüência Modulação em Freqüência Kit Didático de Telecomunicações – Teoria Página 53 de 82 .

Modulação em Freqüência Página 54 de 82 Kit Didático de Telecomunicações – Teoria .

1. mas sim a sua freqüência instantânea.2 Transmissão de FM de Faixa Larga (FMFL) Transmite sinais estereofônicos modulados em AMDSB de portadora suprimida. são transmitidas no espectro da faixa. O Sistema de transmissão de freqüência modulada surgiu com a idéia de se criar um sistema de transmissão imune à interferência. 8. pois no circuito demodulador do receptor há uri circuito limitador que nivela o sinal mantendo a amplitude constante.1.Modulação em Freqüência 8 Modulação em Freqüência Cada modulação de baixa freqüência pode fazer variar proporcionalmente a amplitude de um sinal senoidal de freqüência mais alta (portadora) dando origem à Modulação em Amplitude. A modulação em freqüência consiste em se variar à freqüência instantânea proporcionalmente a um sinal a(t) de freqüência bem mais baixa que a da portadora 8. mas produz também índice de Modulação em Amplitude. um sinal piloto e os canais estereofônicos correspondentes ao sinal de áudio do canal esquerdo e direito de um sistema estereofônico. geralmente tem muitos ruídos e interferências junto das informações. São dois os tipos de modulação de FM.1 Transmissão de FM de Faixa Estreita (FMFE) Consiste em transmitir sinais que limitam o índice de modulação restrita na faixa de áudio. Kit Didático de Telecomunicações – Teoria Página 55 de 82 . Apenas um par de bandas laterais.1 Modulador de FM (Digital) Os sinais modulados em Amplitude AMDSB. esse sistema envia informações variando a freqüência da portadora em função do sinal de áudio aplicado ao modulador. mas isso não prejudica a recepção. A modulação FM produz desvio na freqüência. Neste caso obtém-se a chamada freqüência modulada (FM). Pode-se ainda transmitir sinal multiplexado de canais especiais no mesmo espectro da faixa de FMFL. 8. As faixas de FMFL são compostas de vários sinais modulantes multiplexados. Também se pode pensar em variar não a amplitude instantânea da portadora. sendo compostas de sinal de áudio. a de modulação de faixa estreita (FMFE) e modulação de Faixa Larga (FMFL). Essas bandas correspondem à subtração e soma do sinal de áudio da onda portadora.

o processo mais prático passou a ser a modulação FM com osciladores controlados por Diodo Varactores. que se concentram ao redor da portadora. fazemos η = β + 1. o seu estado lógico alternam continuamente fornecendo um sinal. o que não deixa de ser uma forma indireta. 1 ou 0. Página 56 de 82 Kit Didático de Telecomunicações – Teoria . Como a região de depleção de uma junção PN tem sua largura diretamente proporcional à tensão reversa aplicada na junção.Modulação em Freqüência 8.3 Largura de Faixa Ocupada pelo Sinal FM Um sinal modulado em FM tem sua largura de faixa (B) calculada em função do número de bandas laterais. que aumenta com a diminuição de região de depleção e viceversa. Um varicap. ao ser polarizado reversamente. surge a curva característica de tensão x capacitância para o varicap. entre os quais há uma diferença de potencial. 8. Então: B = 2 • (β + 1) • fm A equação dada a baixo relaciona a largura de faixa ocupada por um sinal modulado FM com a freqüência do sinal modulante e o desvio por ele provocado na freqüência. basicamente. seguido de freqüência e heterodinação. Durante as mudanças de estados de operação. mas é normalmente conhecido como Método Digital. fazendo com que ela apresente uma reatância capacitiva equivalente proporcional ao sinal modulante. o uso da variação da transcondutância de uma válvula. resultando.4 Circuitos Moduladores FM Existem. é a geração do sinal FM a partir de um PFM (Modulação em Freqüência de Pulso). de uma maneira geral: B = 2 • n • fm Onde n é o número de bandas laterais para cada lado da portadora e fm é a freqüência do sinal modulaste.5 Modulação FM pelo Método Direto No princípio do desenvolvimento da modulação em freqüência. foi algo bastante difundido. é um diodo dopado de uma forma tal que. 8. as tensões dos coletores variam entre um valor máximo e um valor mínimo. biestável e monoestável. ou seja. ou simplesmente Varicap. dois métodos de se obter um sinal modulado em freqüência. faz com que a região de depleção de sua junção PN varie. Um deles age diretamente sobre a freqüência de ressonância de um circuito oscilador e o outro método. Uma terceira alternativa. indireto. B = 2 • ( ∆ f + fm ) 8. é exatamente o sistema Armstrong de obtenção de sinal FM de faixa estreita. Isto caracteriza a existência de uma capacitância. Este circuito apresenta estados instáveis. Para limitar a largura de faixa. bastante aproveitada. da portadora. o que caracterizou o Modulador por Válvula de Reatância.2 Modulador de FM com Multivibrador Os circuitos multivibradores são circuitos que apresentam dois estados lógicos. Com a evolução tecnológica no campo dos dispositivos semicondutores. A região de depleção pode ser considerada um dielétrico que separa dois eletrodos. Os circuitos multivibradores devem apresentar as seguintes condições: Astável.

Para iniciar o estudo deste método é necessário saber alguns conceitos sobre multivibrador astável e sobre a carga de um capacitor. devido à variação da tensão injetada nos seus pólos. Kit Didático de Telecomunicações – Teoria Página 57 de 82 .6 Modulação FM pelo Método Digital Este método baseia-se na filtragem da componente fundamental de uma onda quadrada modulada em freqüência. 8. O varicap é o responsável pela modulação do sinal. fazendo variar a capacitância. o divisor de tensão é o responsável para polarizar reversamente o varicap. e variando a freqüência na mesma proporção.Modulação em Freqüência Varicap é um Oscilador Hartley.

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Circuitos Demoduladores FM Circuitos Demoduladores FM Kit Didático de Telecomunicações – Teoria Página 59 de 82 .

Circuitos Demoduladores FM Página 60 de 82 Kit Didático de Telecomunicações – Teoria .

de maneira a termos na saída a diferença entre as tensões de cada um dos detectores de envoltória. Kit Didático de Telecomunicações – Teoria Página 61 de 82 . convertemos o FM em AM e recuperamos a envoltória da forma convencional como é realizada em AM.Circuitos Demoduladores FM 9 9. Assim. 9.2 Detetor de Inclinação Balanceado Este demodulador é composto por dois detectores de inclinação montados de forma simétrica e alimentados por um transformador com derivação central.1 Circuitos Demoduladores FM Detetor de Inclinação O método mais simples para recuperar a informação contida em um sinal modulado em freqüência é o aproveitamento da inclinação praticamente linear da região não-ressonante de um circuito sintonizado.

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Modulação PWM (Modulação por Largura de Pulso) Modulação PWM (Modulação por Largura de Pulso) Kit Didático de Telecomunicações – Teoria Página 63 de 82 .

Modulação PWM (Modulação por Largura de Pulso) Página 64 de 82 Kit Didático de Telecomunicações – Teoria .

Modulação por desvio simétrico. Nesse sistema de modulação. Um circuito PWM mais complexo pode ser encontrado em circuitos integrados. O circuito modulador pode ser feito de circuito discreto a partir de transistores ou amplificadores operacionais. quando as variáveis em questão são multiplexadas. uma onda triangular ou dente de serra de borda única ou simétrica a uma onda modulante e gerar uma onda quadrada relativa a sua soma. fontes chaveadas de potência etc. são mantidos constantes e varia-se a largura proporcionalmente à amplitude do sinal modulador. que apresenta algumas vantagens sobre o controle analógico convencional. da mesma forma que ocorre numa modulação de FM em relação a AM. quanto à amplitude. Os circuitos Moduladores PWM são utilizados nas áreas de telecomunicações. sistemas de automação na indústria. Nesse tipo de modulação tanto o período. Kit Didático de Telecomunicações – Teoria Página 65 de 82 . O PWM também é utilizado em controle chaveado. A modulação por largura do pulso pode ser feita de três formas distintas: ü ü ü Modulação por desvio de borda direita. cuja duração depende diretamente da proporção da amplitude do sinal de amostragem. as variações de amostragem dos pulsos ocorrem na largura dos pulsos. Modulação por desvio de borda esquerda. Este sistema de modulação possui vantagem em relação ao sistema PAM por ser menos sensível a ruídos. A largura máxima do pulso não deveria ser limitada para ultrapassar o limite do pulso vizinho. A modulação por largura de pulso consiste em somar à função.Modulação PWM (Modulação por Largura de Pulso) 10 Modulação PWM (Modulação por Largura de Pulso) Uma outra forma de modulação por pulsos para solucionaras interferências de sinais em amplitude é o emprego do sistema de modulação pulsados por largura de pulso.

Modulação PWM (Modulação por Largura de Pulso) Página 66 de 82 Kit Didático de Telecomunicações – Teoria .

Modulação PAM (Pulse-Amplitude-Modulation) Modulação PAM (PulseAmplitude-Modulation) Kit Didático de Telecomunicações – Teoria Página 67 de 82 .

Modulação PAM (Pulse-Amplitude-Modulation) Página 68 de 82 Kit Didático de Telecomunicações – Teoria .

Na amostragem natural o topo do pulso acompanha as variações do sinal modulador durante todo o intervalo. em princípio. Entretanto no AM. Kit Didático de Telecomunicações – Teoria Página 69 de 82 . Pode-se destacar dois tipos de PAM. A modulação PAM pode ser um passo intermediário na. limitando o seu espectro. a amostragem natural e a amostragem simultânea. ao passo que na amostragem instantânea o formato do pulso se mantêm inalterado.Modulação PAM (Pulse-Amplitude-Modulation) 11 Modulação PAM (Pulse-Amplitude-Modulation) Consiste em modulas pulsos retangulares onde alguma característica do pulso varia proporcionalmente ao sinal modulador e a largura e o período são mantidos constantes. ao passo que o PAM. o sinal é passado através de um FPF.obtenção dó AM. apresenta o seu espectro ilimitado.

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Modulação PPM (Pulse-Position-Modulation) Modulação PPM (PulsePosition-Modulation) Kit Didático de Telecomunicações – Teoria Página 71 de 82 .

Modulação PPM (Pulse-Position-Modulation) Página 72 de 82 Kit Didático de Telecomunicações – Teoria .

Este tipo de modulação é a chamada de posição de pulso. Kit Didático de Telecomunicações – Teoria Página 73 de 82 .Modulação PPM (Pulse-Position-Modulation) 12 Modulação PPM (Pulse-Position-Modulation) Suponha um tipo de modulação de pulso onde a amplitude e a largura são mantidas constantes e a modulação se traduzirá no deslocamento do pulso em relação à sua posição original.

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Modulação Codificada de Pulso (PCM) Modulação Codificada de Pulso (PCM) Kit Didático de Telecomunicações – Teoria Página 75 de 82 .

Modulação Codificada de Pulso (PCM) Página 76 de 82 Kit Didático de Telecomunicações – Teoria .

Quantização – Nesta fase a cada amostra do sinal analógico. A etapa de codificação tem por finalidade transformar aquela informação de N bits em paralelo. Codificação – Após a etapa de quantização. em uma informação série de N bits. é associado um nível de quantização. Este erro é o erro da quantização. segue-se esta etapa. Kit Didático de Telecomunicações – Teoria Página 77 de 82 . além de incorporar um sinal de sincronismo de forma a poder referenciar o decodificador. A esta altura é fácil perceber que o sinal transmitido apresenta um certo erro em relação ao sinal original. algumas etapas as quais são preciso passar: Amostragem – Nesta etapa o sinal analógico é amostrado seguindo o teorema de amostragem.Modulação Codificada de Pulso (PCM) 13 Modulação Codificada de Pulso (PCM) Existem. o qual é tanto menor quanto maior for o N. A codificação mais elementar é a binária. na codificação PCM. em uma dada ordem pré-estabelecida.

Modulação Codificada de Pulso (PCM) Página 78 de 82 Kit Didático de Telecomunicações – Teoria .

Decodificação PCM Decodificação PCM Kit Didático de Telecomunicações – Teoria Página 79 de 82 .

Decodificação PCM Página 80 de 82 Kit Didático de Telecomunicações – Teoria .

em um sinal variável discretamente no tempo. Para se conseguir a decodificação basta raciocinar-se basicamente no sentido oposto do raciocínio envolvendo a codificação. O receptor recebe esta seqüência de números e a transforma em uma tensão correspondente aquela tensão variável. Kit Didático de Telecomunicações – Teoria Página 81 de 82 .Decodificação PCM 14 decodificação PCM Como se sabe para se realizar a codificação de um sinal em PCM. Em seguida este sinal é transformado em uma série de números os quais são transmitidos seqüencialmente no tempo. é preciso seguir algumas etapas. Esta codificação se resume em transformar um sinal continuamente variável no tempo. com um número infinito de níveis de tensão. a Amostragem. Codificação e Conversão paralelo/série dos dados digitais. com um número finito (número de níveis de quantização) de níveis de tensão. Esta tensão é o sinal decodificado. Quantização.

Decodificação PCM Página 82 de 82 Kit Didático de Telecomunicações – Teoria .

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