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Gerência de Configuração e Mudança nos Métodos Ágeis de Desenvolvimento de Software

Gerência de Configuração e Mudança nos Métodos Ágeis de Desenvolvimento de Software

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Este estudo, apresentado do II Encontro Regional de Tecnologia e Negócios, teve o objetivo de descrever, a partir do conteúdo, entrevistas e trabalhos acadêmicos, como a Gerência de Configuração e Mudanças vem sendo aplicada em ambientes de desenvolvimento ágil de sistemas e, a partir disto, indicar a melhor maneira de executar esta atividade neste cenário
Este estudo, apresentado do II Encontro Regional de Tecnologia e Negócios, teve o objetivo de descrever, a partir do conteúdo, entrevistas e trabalhos acadêmicos, como a Gerência de Configuração e Mudanças vem sendo aplicada em ambientes de desenvolvimento ágil de sistemas e, a partir disto, indicar a melhor maneira de executar esta atividade neste cenário

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Aplicação da Gerência de Configuração em Métodos Ágeis de Desenvolvimento de Software

Cleyton Vanut Cordeiro de Magalhães 1, Ronnie Edson de Souza Santos 1, Isledna Rodrigues de Almeida2
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Aluno de graduação no curso de Bacharelado em Sistemas de Informação. Professora Assistente do curso de Bacharelado em Sistemas de Informação.
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, Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) Unidade Acadêmica de Serra Talhada (UAST) Serra Talhada - Brasil {ronnie.gd, cleyton.vanut, isledna}@gmail.com

RESUMO A Gerência de Projetos reprensenta uma das atividades mais importantes do desenvolvimento de software, pois promove o equilibrio entre as ações de escopo, tempo, custo, qualidade e bom relacionamento com o cliente. A maior eficiência no gerenciamento dos projetos pode ser alcançada pela execução de algumas atividades de apoio com foco em fatores específicos. Neste contexto, encontra-se a Gerência de Configuração e Mudanças, uma atividade que possibilita o acompanhamento e o controle de artefatos, processos e ferramentas, durante todo o ciclo de vida do software. O objetivo deste estudo é descrever, a partir do conteúdo, entrevistas e trabalhos acadêmicos, como a Gerência de Configuração e Mudanças vem sendo aplicada em ambientes de desenvolvimento ágil de sistemas e, a partir disto, indicar a melhor maneira de executar esta atividade neste cenário. PALAVRAS-CHAVE

Engenharia de Software, RUP, Desenvolvimento Ágil, Scrum, Gerência de Configuração e Mudança

1. INTRODUÇÃO
A presença dos computadores nas mais diversas áreas da atuação humana tem possibilitado uma crescente demanda por soluções computacionais, tornando o desenvolvimento de software uma atividade de suma importância na sociedade contemporânea. Visando melhorar a qualidade dos produtos de software e o aumento na produtividade das equipes de desenvolvimento, surgiu a Engenharia de Software, responsável por tratar de aspectos relacionados ao estabelecimento de processos, métodos, técnicas, ferramentas e ambientes de suporte ao desenvolvimento. Uma das atividades de maior preocupação para a Engenharia de Software, pela necessidade de produzir sistemas com mais qualidade e que atendesse melhor os requisitos do cliente, é o gerenciamento de projetos. A gerência utiliza a aplicação de conhecimentos, habilidades e técnicas visando atingir o sucesso dos projetos de software (SOMMERVILLE, 2007). Segundo Koontz e O’Donnel (1980), gerenciar consiste em executar atividades e tarefas que têm como propósito planejar e controlar atividades de outras pessoas para atingir objetivos que não podem ser alcançados caso as estas atuem por conta própria, sem o esforço sincronizado dos subordinados. A gestão de projetos objetiva estabelecer um equilíbrio entre as ações de escopo, tempo, custo, qualidade e bom relacionamento com o cliente. O sucesso está relacionado com a entrega do produto dentro do prazo previsto, do custo orçado e com o nível de desempenho e aceitação do cliente adequados. Assim, a Gerência de Projetos de Software pode ser apresentada em dois tipos de abordagens diferentes: a abordagem tradicional e a abordagem ágil.

A abordagem tradicional identifica uma sequência de passos a serem executados em cinco fases (iniciação, planejamento, execução, controle e encerramento) e nove áreas de conhecimento (gerência de integração, gerência de escopo, gerência de tempo, gerência de custo, gerência de qualidade, gerência de recursos humanos, gerência de comunicações, gerência de riscos e gerência de aquisições). Baseia-se em processos definidos e documentados que passam por melhorias através de um planejamento detalhado. As atividades são disciplinadas e permitem à gerência a medição e o controle de todas as etapas do desenvolvimento de software e da equipe do projeto, onde cada membro tem o seu papel claramente definido e os artefatos gerados em cada fase são os registros da evolução do projeto. Na abordagem ágil a principal característica da Gerência de Projetos de Software é a aceitação de mudanças nos requisitos, no planejamento de escopo e nas prioridades do projeto. Neste contexto a gestão deve focar na simplicidade e na rapidez onde a idéia dominante é a redução dos custos e do tempo de tomada de decisão para a manutenção das mudanças que surgirem. Para proporcionar maior eficiência na gerência de projetos de softwares algumas atividades auxiliares são aplicadas permitindo maior apóio ao gerenciamento de fatores específicos. Neste contexto, encontra-se a Gerência de Configuração e Mudanças (GCS), executada para possibilitar o acompanhamento e o controle de artefatos, processos e ferramentas, durante todo o ciclo de vida do software. O Processo Unificado da Rational (RUP), um exemplo de abordagem tradicional, apresenta uma série de conceitos e especificações de como executar a Gerência de Configuração e Mudança no desenvolvimento de software, enquanto os métodos ágeis como o Scrum, não especificam como a atividade deve ser incorporada ao processo, ficando a cargo da equipe a melhor forma de execução. O objetivo deste trabalho é analisar como a Gerência de Configuração e Mudança vem sendo aplicada em ambientes de desenvolvimento ágil de sistemas para, a partir disto, indicar a melhor maneira de executar esta atividade neste cenário. O método de desenvolvimento ágil Scrum será utilizado para a descrição dos propósitos desta pesquisa. A partir desta introdução, este artigo segue organizado em cinco seções. A segunda seção apresenta elementos conceituais acerca da temática do assunto. Na seção seguinte é apresentada a metodologia de pesquisa adotada para realização dos trabalhos. Na quarta seção, são apresentados e discutidos os resultados empíricos obtidos no estudo e, por fim, as considerações finais.

2. REFERÊNCIAL CONCEITUAL RUP (Rational Unified Process)
O Rational Unified Process (RUP) (figura 1) é um processo de engenharia de software cuja abordagem é baseada em disciplinas para atribuir tarefas e responsabilidades dentro de uma organização de desenvolvimento. Sua meta é garantir a produção de software de alta qualidade que atenda às necessidades dos usuários dentro de um cronograma e de um orçamento previsíveis (SOMMERVILLE, 2007). Um dos principais pilares do RUP é o conceito de best practices (melhores práticas), que são regras/práticas que visam reduzir o risco, existente em qualquer projeto de software, e tornar o desenvolvimento mais eficiente. São elas: a) desenvolver iterativamente; b) gerenciar requerimentos; c) utilizar arquiteturas baseadas em componentes; d) modelar visualmente; e) verificação contínua de qualidade, e; f) controle de mudanças (PISKE, 2003). O processo de desenvolvimento é dividido em ciclos, sendo este subdividido em 4 fases consecutivas que representam a dimensão estática do RUP. Na fase inicial, conhecida como Concepção, é feita uma discussão sobre o problema a ser trabalhado, definição do escopo do projeto e estimativa de recursos necessários para a execução do projeto. A fase seguinte é chamada de Elaboração, tendo como propósito analisar o domínio do problema, desenvolver o plano de projeto, estabelecer a arquitetura e eliminar os elementos de alto risco. A terceira fase ou Construção compreende a modelagem do sistema e o desenvolvimento em si, onde o sistema é efetivamente programado e testado. Por fim, a fase final chamada de Transição, trata da implantação do sistema no ambiente do usuário, bem como o treinamento necessário ao uso do sistema (PRESSMAN, 2006).

A dimensão dinâmica da metodologia é definida a partir de 9 disciplinas que são executadas dentro das fases do processo. De maneira resumida, a Modelagem de Negócio visa conhecer a estrutura organizacional aonde o software será implantado, a Elicitação de Requisitos define em concordância com os clientes sobre o que o sistema deve fazer, a disciplina de Análise e Design é responsável por converter os requisitos em um modelo a ser utilizado pela Implementação que deve definir e organizar o código integrando os resultados produzidos, os Testes enfatizam a qualidade do produto desenvolvido e a Implantação garante que o produto de software seja disponibilizado da melhor forma aos seus usuários finais. Além destas tem-se a Gerência de Projetos que se concentra principalmente com os aspectos de planejamento, riscos e organização das iterações, a Gerência de Configuração e Mudanças que controla os inúmeros artefatos produzidos nas quatro fases do processo, e por fim, a disciplina de Ambiente cuja finalidade é oferecer organização ao ambiente de desenvolvimento (SOMMERVILLE, 2007).

Figura 1. Representação do Processo RUP Fonte: SOMMERVILLE, 2007 No propósito deste estudo, pode-se situar o RUP como uma abordagem tradicional para o desenvolvimento de produtos de software. A Gerência de Configuração e Mudanças é definida como uma das atividades essenciais no processo, sendo executada obrigatoriamente durante as 4 fases do desenvolvimento, com o propósito de controlar as versões do sistema e da documentação para que possam ser evitadas as confusões dispendiosas, garantindo que os artefatos produzidos não entrem em conflito durante o andamento do projeto.

Scrum
O Scrum é um método ágil para gerência de projetos de software, cujo foco da gestão está nos esforços necessários para a entrega das funcionalidades que agregam maior valor para o negócio do cliente, no menor tempo possível. Por fazer parte de uma abordagem de desenvolvimento mais flexível que a tradicional, o Scrum não requer tanta prioridade para questões como processos e ferramentas específicos, documentação detalhada, negociação de contratos e planos inicias para o processo (SOMMERVILLE, 2007). A figura 2 mostra a representação do método que possui como característica principal a divisão do processo em pequenos ciclos de desenvolvimento chamados Sprints, onde um conjunto de funcionalidades pré-definidas deve ser concluído e entregue aos clientes em intervalos regulares. As equipes são bem pequenas e trabalham em conjunto para atingir o resultado desejado. Para monitorar o progresso do processo são realizadas reuniões diárias com toda a equipe, a fim de refletir sobre o trabalho do dia anterior, do dia corrente e do dia seguinte, além de reuniões com os stakeholders (todos os envolvidos no processo) no fim de cada ciclo de desenvolvimento, o que transforma o cliente em um integrante da equipe, que mantém feedback constante a respeito do andamento do sistema (SANTOS, MAGALHÃES, CORREIA NETO, 2009).

Figura 2. Representação gráfica do Scrum Fonte: SOMMERVILLE, 2007 Neste método o papel de gerente do projeto é executado pelo Scrum Master que tem como principal função remover qualquer fator que venha a impedir a conclusão do objetivo. Pode-se dizer que este profissional atua como um firewall entre a equipe e qualquer fator desestabilizador. Outro de seus papéis importantes é assegurar que a equipe esteja utilizando corretamente as práticas de Scrum e motivada a atingir o foco principal do sprint. A metodologia a qual pertence o Scrum (Metodologia Ágil) é vista como uma alternativa a engenharia de software convencional, pois são executadas somente as atividades necessárias para o andamento do projeto. Sendo assim, a documentação produzida deve ser estritamente necessária para ajudar no desenvolvimento do projeto e as práticas auxiliares da engenharia de software não são formalmente definidas no processo (INFOQ, 2009).

Gerência de Configuração e Mudança (GCS)
Na Engenharia de Software a Gerência de Configuração e Mudança está relacionada com aspectos gerencias e técnicos. A sua finalidade é estabelecer e manter a integridade das versões dos produtos de software ao longo do seu ciclo de vida, possibilitando a identificação da configuração dos artefatos, o controle sistemático das mudanças na configuração, a rastreabilidade ao longo do ciclo de vida do software e o registro das alterações realizadas (CUNHA, PRADO E SANTOS, 2004). Dentre as questões que a GCS é responsável por responder estão: a) o que mudou e quando? b) por que mudou? c) quem fez a mudança? d) podemos reproduzir esta mudança? Com isto, busca-se o controle efetivo das ações que possibilitam a qualidade do processo e do sistema. Por este motivo, atualmente a GCS é uma das ramificações mais sucedidas da engenharia de software, considerada uma ferramenta essencial para o sucesso de qualquer projeto de desenvolvimento, sendo inclusive necessária para o atendimento do segundo nível de maturidade do CMM (ESTUBLIER apud OLIVEIRA, 2007). Segundo Pressman (2006), as atividades de gerenciamento de configuração de software são: Identificação da Configuração: processo de identificação das inúmeras saídas geradas pelo desenvolvimento do software, capaz de prover a infra-estrutura necessária para as demais atividades. Controle: atividade responsável pela gerência das mudanças ocorridas durante o ciclo de vida do software. É fortemente facilitada pelo uso de ferramentas que proporcionam benefícios, como o rastreamento de soluções para problemas reportados durante o processo de requisição de mudança. Administração do Estado: tem como finalidade básica reportar transações que ocorrem entre as entidades controladas, estando relacionada principalmente com a geração de relatórios com base nas informações da configuração do software. Auditagem e Gerenciamento de Liberações: objetiva a verificação da conformidade dos produtos e processos com os padrões, guias, planos e procedimentos estabelecidos. Engloba todas as atividades relacionadas com as auditorias realizadas no projeto.

Entrega da Configuração do Software: nesta etapa acontece o processo de empacotamento do produto da atividade de integração de software juntamente com outros produtos do processo de desenvolvimento, como a documentação do software e instruções de instalação e atualização. Sendo este o gerenciamento das liberações. Na abordagem tradicional, baseada no modelo da Rational (RUP), a Gerência de Configuração e Mudanças é apresentada como a sétima disciplina, sendo obrigatoriamente executada em todas as fases de desenvolvimento para manter a integridade das versões dos artefatos do processo. Enquanto isso, no caso de uma abordagem ágil, o gerenciamento procura aumentar a leveza e a rapidez no desenvolvimento do software, permitindo a supressão de algumas atividades do processo. Desta forma, pretende-se demonstrar como a Gerência de Configuração e Mudanças é executada no método de desenvolvimento ágil Scrum e quais as principais preocupações da atividade neste contexto.

3. METODOLOGIA
Este é um estudo de natureza exploratória e descritiva, apresentando uma abordagem qualitativa com o intuito de analisar e descrever a aplicação da Gerência de Configuração e Mudanças no método de desenvolvimento ágil Scrum. O estudo exploratório é definido como uma pesquisa que tem por objetivo proporcionar maior familiaridade com um problema, a fim de torná-lo mais explícito, principalmente ao trata-se de um tema pouco investigado ou que não tenha sido abordado anteriormente (SAMPIERI et al. apud LUCIANO et al.). A pesquisa descritiva tem característica conclusiva com a finalidade de apresentar alguma coisa, sendo a abordagem qualitativa utilizada para que haja uma maior percepção e compreensão do contexto do problema (MALHOTRA, 2006). Para a coleta de dados optou-se por utilizar entrevistas abertas via email com profissionais que trabalham com o método Scrum, e documentos referentes ao tema. Foram conduzidas entrevistas distintas, com quatro tipos de profissional que possuem perspectivas diferentes sob o assunto: um dos idealizadores do método, um Scrum Trainer1, um Scrum Master² e um pesquisador da área. O objetivo principal da utilização deste procedimento de coleta foi compreender a aplicação do método ágil no processo de desenvolvimento de software e a utilização e supressão de atividades e técnicas a fim de promover a leveza e rapidez neste processo. Além disso, a revisão bibliográfica em uma amostra de quinze trabalhos acadêmicos que explanavam experiências sobre desenvolvimento ágil possibilitou uma análise das experiências de profissionais que trabalham em projetos deste tipo, objetivando identificar a execução da GCS na prática. Os artigos para análise foram selecionados na Revista Eletrônica de Sistemas de Informação, Revista Eletrônica Visão Ágil e na Revista Eletrônica Hífen, em suas edições a partir de 2000. Outro meio utilizado foram os congressos da área de Informática cujos artigos estavam disponibilizados no site Google Acadêmicos, tendo prioridade as publicações dos últimos 9 anos. Para fazer parte da amostra, os artigos deveriam descrever algum tipo de processo de desenvolvimento que utilizava o Scrum, ou algum tipo de análise e experiência com o método. Para a análise dos dados utiliza-se como ferramenta de investigação a análise de conteúdo, onde os resultados da pesquisa foram agrupados de acordo com os objetivos do estudo, fazendo interpretações e contraposições de acordo com a natureza metodológica proposta.

4. RESULTADOS
A partir da análise dos dados coletados nas entrevistas, pode-se inferir que o Scrum não especifica que práticas da engenharia devem ser aplicadas ao projeto. Isto deve-se ao fato do método priorizar a entrega das funcionalidades de maior interesse do cliente no menor tempo possível, o que acarreta a omissão de técnicas importantes em métodos tradicionais de desenvolvimento. No entanto as equipes de projetos de software que utilizam o Scrum como método de desenvolvimento, tem grande preocupação com a gerência dos processos, sendo que qualquer versão anterior

do software precisa ser reconstruída rapidamente, caso seja necessário. Com esta técnica pode-se perceber a incorporação da Gerência de Configuração e Mudanças pela Gerência de Projetos dentro do processo. Para a análise do conteúdo dos artigos e documentos, utilizou-se a tabela abaixo (quadro 1) como base para a organização dos dados. As informações presentes no quadro são o título do trabalho, a identificação dos autores e o ano de publicação. A amostra utilizada nesta etapa foi de 15 trabalhos. Quadro 1: Estrutura para Análise dos Artigos Selecionados Aspecto Descrição Ano Tipo Adoção De Métodos Ágeis Em Claudia De O. Melo, 2010 Desenvolvimento Uma Instituição Pública De Gisele R. M. Grande Porte - Um Estudo De Ferreira Caso Aspectos Sociotécnicos Do Antonio F. Dos 2009 Análise/Desenvolvimento Desenvolvimento De Software Santos Júnior, Utilizando Scrum Em Um Caso Rodrigo Pereira Dos Prático Santos Análise De Gerenciamento De Márcia Savoine, 2009 Análise Projeto De Software Utilizando Lucyano Martins, Metodologia Ágil XP E Scrum: Mayton Rocha, Um Estudo De Caso Prático Cirlene Dos Santos
Fonte: os autores.

GCS Implícito

Explícito

Implícito

A coluna Tipo está relacionada com a abordagem utilizada para tratar do tema, recebendo a denominação: desenvolvimento de um sistema, análise do método ou outro tipo. A coluna GCS descreve de que forma a Gerência de Configuração e Mudanças é apresentada no conteúdo do texto, podendo assumir os estados: Não, quando a GCS não estava referenciada de nenhuma forma; Implícito, quando pelo menos uma atividade era referenciada de forma implícita e; Explícito, quando no trabalho alguma parte do texto era dedicada a descrever a aplicação da GCS. Do total de trabalhos analisados 20% (3 artigos) não mencionavam ou fazia algum tipo de relação com a GCS, 46,6% (7 artigos) apresentavam a utilização das técnicas da GCS de forma implícita, agregada a alguma técnica do Scrum e 33,3% (5 artigos) faziam referência explícita a GCS e tratavam da sua aplicação no processo de desenvolvimento que utiliza o método. Os artigos que faziam referência implícita aos processos da Gerência de Configuração e Mudança mostravam que as práticas de controle e organizações das versões eram incorporadas a outras técnicas no método. O monitoramento do projeto, por exemplo, é feito através dos gráficos de Burndown e das reuniões diárias, enquanto o Product BurnDown ajuda a monitorar o planejamento das entregas das funcionalidades, sendo o Scrum Master o integrante da equipe responsável por não permitir a perda do foco nestas atividades. Outro ponto importante, encontrado nos trabalhos classificados como Explícito, é a relação da Gerência de Configuração e Mudanças com o modelo CMM. Este fato é entendido pelas exigências do modelo de maturidade para o gerenciamento das versões e dos artefatos do projeto para obtenção do segundo nível de maturidade. Entende-se que atualmente a Gerência de Configuração e Mudanças está presente no ambiente de desenvolvimento ágil de maneira predominantemente implícita e não explícita como em ambientes convencionais. Este fato está ligado à necessidade que os métodos ágeis, como o Scrum, tem de manter algumas práticas desta atividade, como a identificação das configurações de mudança e o controle de versões para que o trabalho seja executado corretamente. No entanto estes processos não são claramente definidos como na abordagem tradicional.

5. CONCLUSÃO
O Scrum tem como principais vantagens, a velocidade de desenvolvimento, associada à diminuição dos bugs de implementação e à maior qualidade do produto final. Além disso, o método está adaptado a mudanças e possui grande colaboração do cliente no momento da avaliação de um ciclo de desenvolvimento

e definição das novas prioridades, o que torna o método mais robusto para projetos em que existam constantes conflitos de interesses e necessidades. Paralelo a isto, a Gerência de Configuração e Mudanças carrega como vantagens a manutenção da integridade dos itens de software ao longo de todo o ciclo de vida do projeto, o controle das diversas versões produzidas, garantindo a completeza, a consistência e o correto armazenamento das informações geradas no processo. Assim, para a correta utilização das práticas de Gerência e Configuração de Mudanças em ambientes Scrum faz-se necessário uma adaptação do planejamento dos projetos, a fim de se obter o alto nível de controle de tudo que for produzido nas iterações. Com isto o método pode oferecer uma capacidade ainda maior de flexibilidade, adaptação e velocidade para os projetos de software. Desta forma conclui-se que a execução da GCS nos ambientes de desenvolvimento que utilizam o Scrum, irá oferecer ainda mais flexibilidade ao método, uma vez que as possíveis alterações nos requisitos poderão ser apoiadas pelo controle e a organização desta atividade. No entanto, esta prática pode ser prejudicada pela principal desvantagem do Scrum: o pouco planejamento de escopo exigido pelas equipes de projeto. Dentre as dificuldades encontradas para a realização deste estudo está o pequeno número de trabalhos acadêmicos envolvidos com o tema e disponíveis no meio digital. Como trabalhos futuros, pretende-se simular um ambiente de desenvolvimento Scrum para a construção de projeto de software cuja execução deverá utilizar todos os processos e técnicas da Gerência de Configuração e Mudanças, incorporando-a no contexto da abordagem ágil de desenvolvimento de software.

REFERÊNCIAS
CISCON, L. A. Um Estudo E Uma Ferramenta De Gerência De Projetos Com Desenvolvimento Ágil De Software. Tese De Mestrado. Universidade Federal De Minas Gerais, 2009. CUNHA, J. R. D. D. C.; PRADO, A. F.; SANTOS, A. C. dos. Uma Abordagem para o Processo de Gerenciamento de Configuração de Software, Revista Eletrônica de Sistemas de Informação (RESI), São Paulo, 2004. FREITAS, H. R.; MIRANDA, J. M. Metodologias Ágeis para o Desenvolvimento de Software, Scrum e Extreme Programming X Metodologias Tradicionais RUP. Universidade Cândido Mendes – Campos, RJ, Brasil, 2008. INFOQ. Scrum e a Crise Mundial - Por que Scrum é a melhor opção para projetos em tempos de crise? Disponível em: < http://www.infoq.com/br/articles/scrum-crise-mundial> Acesso em: jul/2010. KOONTK, H. e O’DONNEL,C. Os Princípios de Administração: Uma Análise das Funções Administrativas. São Paulo, Pioneira. 1980. LUCIANO, E. M.; TESTA M. G.; ROHDE L. R. Gestão de Serviços de Tecnologia da Informação: Identificando a Percepção de Benefícios e Dificuldades para a sua Adoção. Anais do XXI EnANPAD, Rio de Janeiro, RJ. 2007 MALHOTRA, N. K. Pesquisa De Marketing: Uma Orientação Aplicada. 4.ed. Porto Alegre: Bookman, 2006. OLIVEIRA, V. N. P. de. Requisitos de Ferramentas de Gerenciamento de Configuração. Departamento de Ciência da Computação – Universidade Federal de Minas Gerais, 2007. PISKE, O. R. RUP-Rational Unified Process. Universidade do Contestado – UNC, Santa Catarina, 2003. PRESSMAN, R. S. Engenharia de Software - 6ª Ed. Editora Mcgraw-hill Interamericana, 2006. SANTOS R. E. S.; MAGALHÃES C. V. C.; CORREIA NETO J. S. Scrum - Principais Vantagens do Método no Processo de Desenvolvimento de Software. Anais do 1º Encontro Regional de Tecnologia e Negócios, ERTEN, 2009. SOMMERVILLE, I. Engenharia de Software. 8.ed, São Paulo: Editora Addison-Wesley, 2007.

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