Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DA BENEDITA (170082)

2010/2011

AVALIAÇÃO NO 1º CICLO “A avaliação é um elemento integrante e regulador da prática educativa, permitindo uma recolha sistemática de informações que, uma vez analisadas, apoiam a tomada de decisões adequadas à promoção da qualidade das aprendizagens.”
In, Despacho Normativo nº 1/2005, ponto 2

1. INTRODUÇÃO A avaliação é um elemento ensino/aprendizagem e visa: integrante e regulador de todo o processo de

• Apoiar o processo educativo promovendo o sucesso escolar de cada aluno; • Certificar as diversas competências adquiridas pelo aluno; • Contribuir para melhorar a qualidade do sistema educativo. A avaliação envolve interpretação, reflexão, informação e decisão sobre os processos de ensino e aprendizagem. É relevante na orientação e aconselhamento dos alunos, estimulando o seu desenvolvimento no processo de aprendizagem, e na selecção e modificação de metodologias, conduzindo à diferenciação pedagógica e ajustando-se às características pessoais e culturais. A avaliação deve permitir o repensar sistemático do papel de todos os elementos nela intervenientes e a permanente adequação das práticas, com vista ao desenvolvimento das capacidades dos diferentes alunos. Tendo em conta o seu carácter globalizante, não pode ser, meramente, entendida como catalogadora do aluno numa determinada escala quantitativa ou qualitativa, mas, principalmente, como meio de regulação da actividade pedagógica. Os seus princípios deverão orientar-se sempre no sentido da aquisição progressiva de conhecimentos, enquadrada pelo desenvolvimento de capacidades e de atitudes favoráveis à aprendizagem.

2. PAPEL DOS INTERVENIENTES Avaliar deverá ser um processo partilhado entre professores, alunos, pais e encarregados de educação.

Aos professores compete proceder, de forma sistemática, à recolha de informação relevante sobre as aprendizagens dos alunos, recorrendo a técnicas e instrumentos de avaliação diversificados e adequados às actividades desenvolvidas. A recolha e monitorização dessa informação permitirá ao docente não só emitir apreciações e classificações sobre o desempenho dos alunos, mas também, efectuar ajustamentos no processo de ensino/aprendizagem que permitam motivar os alunos e potenciar as suas capacidades individuais.

Aos alunos cabe envolverem-se num processo de auto-avaliação que vai muito além do seu parecer acerca da classificação final de período. Orientado pelo professor, o aluno deverá auto-regular o seu processo de aprendizagem identificando as dificuldades e preferências nas diferentes áreas. Os alunos participam na sua avaliação através de uma avaliação mensal. Todos os alunos do Agrupamento procedem, no final de cada período lectivo, a uma auto-avaliação global, para a qual contribui a auto-avaliação parcelar, devendo a mesma ter em consideração os seguintes domínios: Domínio A - Domínio do conhecimento/ competências (saber/ saber fazer) Domínio B - Domínio das atitudes e valores (saber ser/ saber estar)

Aos pais e encarregados de educação cabe um importante papel de acompanhamento do processo de avaliação dos seus filhos ou educandos, o qual não poderá limitar-se à simples tomada de conhecimento das apreciações emanadas pelos professores, mas exige uma participação activa na reflexão e procura de estratégias conducentes ao sucesso educativo do aluno. Esta participação poderá concretizar-se através da presença nas reuniões promovidas pela escola e no atendimento individual prestado pelo professor titular de turma ou, ainda, recorrendo a outros meios disponíveis (caderneta, e-mail…).

3. ENQUADRAMENTO DA AVALIAÇÃO A avaliação incide sobre as aprendizagens e competências definidas no currículo nacional. É um processo contínuo e, a favor das diferenças de estilos de aprendizagem e características de cada turma/ criança, privilegia a diversidade de estratégias de ensino/aprendizagem (para que os alunos realizem experiências de aprendizagem activas, significativas, diversificadas, integradoras e socializadoras). A avaliação é contínua e processa-se através de instrumentos de avaliação desde o início do ano lectivo até ao final. Por isso, a avaliação deve ter em conta e reflectir a evolução do aluno. As modalidades de avaliação em uso são aquelas que encontram expressão nos diplomas legais para o ensino básico:

a) Avaliação Diagnóstica – Tem particular importância no despiste de situações
problemáticas e é necessária para se organizarem mecanismos de recuperação e acompanhamento.

b) Avaliação Formativa – É a modalidade que permite regular as aprendizagens.
Tem carácter contínuo e interactivo, recorrendo a uma variedade de instrumentos de recolha e análise de informação, de acordo com a natureza das aprendizagens e dos contextos em que ocorrem.

c) Avaliação Sumativa – Consiste na formulação de um juízo globalizante sobre o
desenvolvimento das aprendizagens do aluno, de acordo com as competências definidas para cada área curricular. Realiza-se no final de cada período lectivo.

d) Auto-Avaliação – A realizar trimestralmente pelos alunos.

Os alunos com Necessidades Educativas Especiais serão avaliados segundo os critérios, modalidades e condições especiais de avaliação, de acordo com as dificuldades diagnosticadas e respectivo programa educativo individual. A avaliação focar-se-á, ao longo do 1º ciclo, na evolução escolar do aluno nas diferentes áreas que o currículo integra. Para além das competências gerais superiormente definidas, são valorizadas as seguintes: • • • • • • Usar correctamente a Língua Portuguesa para comunicar de forma adequada e para estruturar pensamento próprio. Pesquisar, seleccionar e conhecimento mobilizável. organizar informação para a transformar em

Adoptar estratégias adequadas à resolução de problemas e à tomada de decisões. Realizar actividades de forma autónoma, responsável e criativa. Cooperar com os outros em tarefas e projectos comuns. Relacionar harmoniosamente o corpo com o espaço, numa perspectiva pessoal e interpessoal promotora da saúde e da qualidade de vida.

Importa ainda valorizar o progresso das aprendizagens realizadas, sendo, por isso, de privilegiar: • • A função positiva e formativa da avaliação. A aplicação de instrumentos de avaliação claros e diversificados que permitam a obtenção de dados nos seguintes domínios: Conhecimento; Raciocínio; Comunicação; Atitudes.

4. PRINCÍPIOS ORIENTADORES DA AVALIAÇÃO A avaliação como processo regulador das aprendizagens orientador do percurso escolar dos alunos é sustentada nos seguintes princípios:

• Promoção do sucesso educativo de todos os alunos. • Atenção aos vários ritmos de desenvolvimento e progressão. • Reforço da função positiva da avaliação. • Privilégio do carácter pedagógico das decisões. Partilha de responsabilidades,
envolvendo também os encarregados de educação.

• Assunção da qualidade do ensino.
A avaliação como parte integrante do processo de ensino aprendizagem deverá ter em conta:

• As competências gerais do 1º Ciclo; • As competências essenciais em cada disciplina/ área disciplinar/AECs; • As competências adaptadas para os alunos com necessidades educativas
especiais.

5. CRITÉRIOS GERAIS DE AVALIAÇÃO A avaliação é o resultado do trabalho realizado nas Áreas Curriculares Disciplinares e nas Áreas Curriculares não Disciplinares. Tendo por base os pressupostos supra referidos, o Departamento Curricular do 1.º Ciclo, definiu os princípios orientadores da avaliação para o primeiro ciclo do ensino básico, estabelecendo que 30% da classificação final incidirá sobre as Atitudes/Valores (Nível do Saber Ser/Saber Estar) e 70% sobre os Saberes / Competências Essenciais (Nível do Saber/ Saber Fazer). 5. 1. Atitudes/Valores (Nível do Saber Ser/Saber Estar) 30% DOMÍNIOS INDICADORES Autonomia • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Realiza trabalhos voluntariamente. Tenta ultrapassar, sozinho, as dificuldades. Trabalha sozinho espontaneamente. Emite opinião sobre o que vê e ouve. Expõe dúvidas e solicita ajuda. É assíduo e pontual Assume as suas atitudes Aceita as regras de funcionamento da sala de aula Leva o material necessário para a aula É cuidadoso com os materiais. Manifesta empenho e persistência Está atento Questiona sobre os temas desenvolvidos. Responde correctamente. Pondera as respostas. Presta atenção às respostas dos outros. Realiza os trabalhos propostos. Participa nas visitas de estudo Participa nas actividades promovidas pela escola Aceita as observações / sugestões que lhe são feitas. Coopera na realização de trabalhos em equipa. Mostra respeito pelos outros. Respeita a opinião dos outros. Emite opiniões sobre o seu trabalho ou dos outros Intervém oportunamente em situação de aula. Manifesta curiosidade intelectual. Imprime cunho pessoal à sua representação do real. Realiza trabalhos originais. Revela expressividade. Revela espontaneidade. Manifesta capacidade de auto-avaliação.

Responsabilidad e

Participação

Sociabilidade

Espírito crítico e criatividade

a. Critérios de classificação

A informação resultante da avaliação, nestes domínios, expressa-se numa menção qualitativa de: Sim Não Às vezes S N AV

5. 2. Saberes / Competências Essenciais (Nível do Saber/ Saber Fazer) 70% Domínio das Capacidades e Aptidões • • • • • • • Adaptação da criança ao meio escolar; Aquisição e aplicação dos conhecimentos; Compreensão dos diferentes enunciados comunicativos; Interacção com os outros fazendo uso de diferentes formas de expressão; Organização; Iniciativa e criatividade; A integração e sociabilidade (interacção de forma correcta com colegas e adultos).

Domínio dos Conhecimentos • Compreensão, interpretação e aquisição de conhecimentos (testes, trabalhos individuais e de grupo, relatórios de actividades práticas, organização de dossiers temáticos, …; Aplicação dos conhecimentos adquiridos nas diferentes áreas (utilizar os saberes científicos e tecnológicos, para compreender a realidade natural, sócio-cultural e abordar situações do quotidiano; Progressão na aprendizagem; Competência na Língua Materna (expressão e compreensão oral e escrita, comunicação, interpretação, …); Competência Matemática (Interpretação de enunciados, resolução de problemas…). a. Critérios de Classificação As competências específicas ao nível dos saberes e capacidades traduz-se numa menção qualitativa: Muito Bom Bom Suficiente Insuficiente De 90% a 100% De 75%a 89% De 50% a 74% De 0% a 49% imagens, gráficos,

• • •

Os critérios de avaliação serão expressos através de uma menção qualitativa de apreciação, de forma a possibilitar uma leitura global, clara e compreensiva dos vários

níveis de desempenho. A menção deverá ser complementada por uma apreciação qualitativa. Distribuição percentual por Conhecimentos/Competências/Capacidades e Atitudes e Valores CONHECIMENTOS/COMPETÊNCIAS/CAPACID ATITUDES/VALORE ADES S Língua Portuguesa Matemática Estudo do Meio Expressões 20% 20% 20% 10% Capacidades e Aptidões 40% Compreende e aplica com facilidade e originalidade os conhecimentos a novas situações. Não revela dificuldades a nível de análise, síntese e autonomia. Não revela dificuldades a nível de compreensão, aplicação, síntese e autonomia. Revela algumas falhas e/ou incorrecções na compreensão, aplicação, análise e autonomia. Revela grandes falhas ao nível da compreensão, aplicação, análise e autonomia. 30%

Conhecimentos 30%

Atitudes e Valores 30%

Muito Bom

Adquiriu e desenvolveu com facilidade os conhecimentos.

Revela muito interesse e empenho demonstrando, sempre, uma correcta socialização, espírito crítico e de iniciativa.

Bom

Adquiriu com facilidade as aprendizagens elementares a nível de conceitos e factos. Revela ainda falhas na aquisição das aprendizagens elementares a nível de conceitos e factos. Não adquiriu as aprendizagens definidas.

Manifesta grande interesse/empenhamento na vida escolar assim como uma socialização adequada.

Suficiente

Manifesta sentido de responsabilidade, interesse e empenhamento. Apresenta um comportamento regular. Manifesta desinteresse e falta de empenho na aprendizagem. Não interiorizou atitudes e valores fundamentais a uma correcta socialização.

Insuficien te

Para os alunos com necessidades educativas especiais de carácter permanente (NEEcp), serão elaborados programas educativos individuais com a colaboração dos docentes do ensino especial. Neles serão definidas as formas e os momentos de avaliação.

6. Critérios e Avaliação das Áreas Curriculares Não Disciplinares de Estudo Acompanhado, Formação Cívica e Área de Projecto Na avaliação destas áreas, devem ser considerados o interesse e participação dos alunos, o seu empenhamento nas tarefas executadas e as aprendizagens realizadas, tendo em vista a consecução das competências definidas no projecto curricular de turma, e bem assim, os seus reflexos nas diferentes disciplinas e áreas curriculares. a. Estudo acompanhado Na avaliação desta área, devem ser considerados: iniciativa, atenção/concentração; interesse; persistência; participação; cooperação; solidariedade; organização e planeamento do trabalho; procura e selecção de informação; utilização dos materiais de estudo e outros; apresentação dos trabalhos. b. Formação Cívica Na avaliação desta área, devem ser considerados: cooperação com os outros; respeito pelas normas, regras; respeito pela diversidade de ideias; sentido de justiça, espírito de solidariedade e de partilha. c. Área de Projecto Na avaliação desta área, devem ser considerados, entre outros, o interesse, a participação e o empenho dos alunos nas tarefas executadas; capacidade de empreender; identificação de necessidades e/ou problemas; planificação e concretização de projectos; capacidade de avaliar a sua participação e a do grupo e, do mesmo modo, a medida e grau de consecução das competências definidas no projecto curricular de turma, quer para esta área em si, quer para as restantes áreas.

6.1.Critérios de Classificação Nestas áreas, a informação resultante da avaliação expressa-se numa menção qualitativa de: Satisfaz Bem SB Satisfaz S Não Satisfaz NS 7. Instrumentos de avaliação Durante o processo de ensino/aprendizagem o professor deve recolher elementos através de técnicas e instrumentos específicos para o efeito. As várias dimensões que estruturam a aprendizagem, o facto de que os alunos não aprendem todos da mesma forma e a natureza das diferentes áreas do conhecimento, conduzem à necessidade da utilização de diferentes instrumentos de avaliação:

• • • • •

Prova Interna de Avaliação Diagnóstico; Registos de cumprimento de tarefas; Grelhas de avaliação; Fichas de avaliação; Intervenções orais e escritas dos alunos durante as aulas;

• Trabalhos individuais/pares/grupo;
• Trabalhos de casa;

• Fichas de trabalho/formativas;
• • Porta-fólios; Observação informal;

• Registos de observação; • Relatórios; • Projectos; • Testes de compreensão oral; • Intervenções contextualizadas; • Grelhas de observação; • Fichas de auto-avaliação; • Outros definidos em Departamento.

8. Constituem parâmetros de avaliação: • Auto-avaliação (3.º e 4.º anos obrigatória) • Resultados das fichas de avaliação • Solicitações orais • Trabalhos práticos • Trabalhos de grupo • Trabalhos de casa • Organização do caderno diário
• • Assiduidade Pontualidade

• Relacionamento interpessoal • Iniciativa e autonomia • Cumprimento de normas • Respeito pelos valores da comunidade escolar

Deverão ainda ser tidos em conta os seguintes aspectos na avaliação das aprendizagens dos alunos:

• Privilegiar a avaliação formativa, que deve ser sistemática e contínua, recorrendo
a instrumentos diversificados de recolha de dados nos vários domínios da aprendizagem;

• Disponibilizar aos alunos meios que lhes permitam a autoavaliação nos vários
domínios da aprendizagem; • Cada aluno será único num certo contexto. Serão avaliados os seus progressos ao longo do ano, tendo em conta a sua situação inicial; informação recolhida no âmbito da avaliação formativa. 9. Terminologia de classificação das fichas/ provas de avaliação De acordo com o Despacho Normativo nº1/2005, ponto 32, no 1º ciclo, a informação resultante da avaliação sumativa, assim como qualquer outra avaliação intermédia, expressa-se de forma descritiva em todas as áreas curriculares disciplinares e não disciplinares. Para tal, o professor informará oralmente e por escrito, o aluno e o encarregado de educação sobre os aspectos positivos e negativos do trabalho realizado, do comportamento evidenciado e de quaisquer estratégias para superação de dificuldades.

• O carácter globalizante da avaliação sumativa implica a utilização de toda a

10.Critérios de progressão/retenção dos alunos do 1º Ciclo Tendo em conta o previsto no Despacho Normativo nº 1/2005, do ponto 52 ao 57 (efeitos da avaliação), pontos 72, 72a), 73 e 74 (condições especiais de avaliação), são consideradas as seguintes medidas: A avaliação sumativa dá origem a uma tomada de decisão sobre a progressão ou retenção do aluno, expressa através de menções, respectivamente, de Transitou ou Não Transitou, no final de cada ano, e de Aprovado ou Não Aprovado no final do ciclo. A decisão de progressão do aluno ao ano de escolaridade seguinte é uma decisão pedagógica e deverá ser tomada pelo professor titular de turma, ouvido o Conselho de Docentes, e considerando que: • No 1º ano de escolaridade não há lugar a retenção, excepto se o aluno tiver ultrapassado o limite de faltas injustificadas; demonstradas pelo aluno permitem o desenvolvimento das competências essenciais definidas para o final do 1.º ciclo.

• Nos anos não terminais de ciclo (2º e 3º anos), que as competências

• No 4.º ano o aluno desenvolveu as competências necessárias para prosseguir com
sucesso os seus estudos no ciclo subsequente. Na decisão de progressão/retenção devem ser tidos em conta os seguintes factores de ponderação: • História pessoal do aluno;

• • • • •

Idade cronológica do aluno; Retenções repetidas; Parecer dos pais/encarregados de educação; Parecer de técnicos especializados; Ocorrência de episódios traumatizantes.

b. Retenções A avaliação, enquanto parte integrante do processo de ensino e de aprendizagem, permite verificar o cumprimento do currículo, diagnosticar insuficiências e dificuldades ao nível das aprendizagens e (re)orientar o processo educativo. Atendendo às dimensões formativa e sumativa da avaliação, a retenção deve constituir uma medida pedagógica de última instância, numa lógica de ciclo, depois de esgotado o recurso a actividades de recuperação desenvolvidas ao nível da turma e da escola (Despacho Normativo 50 /2005). Nos anos intermédios (2º e 3º), os alunos só ficarão retidos depois das medidas / estratégias tomadas pelo professor titular da turma (planos de recuperação e reorganização do trabalho escolar), ouvido o conselho de docentes e o encarregado de educação, esgotado qualquer outro recurso a nível de turma e de escola e não tenham desenvolvido as competências definidas em: · · · Língua Portuguesa e Matemática Língua Portuguesa e Estudo do Meio Matemática e Estudo do Meio

Nestas condições será elaborado e posteriormente aplicado um Plano de Acompanhamento articulado com os vários técnicos de educação envolventes e encarregados de educação, com vista à prevenção de retenção repetida. Segundo o estipulado na lei em vigor, um aluno retido no 2º ou 3º ano de escolaridade, que demonstre ter realizado as aprendizagens necessárias para o desenvolvimento das competências essenciais definidas para o final do ciclo, poderá concluir o 1º ciclo nos quatro anos previstos para a sua duração através de uma progressão mais rápida nos anos lectivos subsequentes à retenção. No final do 1º ciclo, o aluno, caso tenha desenvolvido competências essenciais previstas para o final de ciclo, transitará ao 2º ciclo. Contudo, se o aluno não desenvolver as competências necessárias a Língua Portuguesa, e ou a Matemática e a Estudo do Meio, deverá, sob proposta do professor titular de turma, ser ponderada pelo Conselho de Docentes que analisará os seguintes aspectos: - Idade do aluno (idade de frequência/idade cronológica). - Transferências de escola / retenções anteriores / risco de abandono escolar. - Comportamentos / atitudes. - Domínio da Língua Portuguesa. - Domínio dos conhecimentos matemáticos.

- Desenvolvimento psicológico, afectivo, social e moral de acordo com a sua idade. - Evolução do aluno ao nível da assiduidade e da interpretação na comunicação escolar.

c. Plano de Recuperação Sempre que, no final do 1º período um aluno não tenha desenvolvido as competências necessárias para prosseguir com sucesso os seus estudos no 1º ciclo, deve o professor da turma elaborar um Plano de Recuperação.

• •

Na 1ª semana do 2º período, o Plano de Recuperação é dado a conhecer, aos pais/encarregados de educação, procedendo-se de imediato à sua implementação. São, igualmente, submetidos a um Plano de Recuperação os alunos que, no decurso do 2º período, até à interrupção das aulas no Carnaval, indiciem dificuldades de aprendizagem que possam comprometer o seu sucesso escolar.

d. Plano de Acompanhamento O Plano de Acompanhamento é um conjunto de actividades, que incidam nas áreas disciplinares em que o aluno não adquiriu as competências essenciais, com vista à prevenção de situações de retenção repetida. O Plano de Acompanhamento é aplicável aos alunos que tenham sido objecto de retenção em resultado da avaliação sumativa final do respectivo ano de escolaridade.

e. Plano de Desenvolvimento Os alunos que revelam capacidades excepcionais de aprendizagem devem ser submetidos a um conjunto de actividades concebidas no âmbito curricular e de enriquecimento curricular, desenvolvidas na escola ou sob sua orientação, que lhes possibilitem uma intervenção educativa bem sucedida, quer na criação de condições para a expressão e desenvolvimento de capacidades excepcionais quer na resolução de eventuais situações problema. Sempre que, no final do 1º período um aluno tenha revelado capacidades excepcionais de aprendizagem, deve o professor da turma elaborar um Plano de Desenvolvimento submetendo-o ao Conselho Executivo, que procederá de acordo com o estipulado no Despacho Normativo 50/2005.

f. Retenção Repetida Em casos excepcionais, se um aluno continuar a não revelar as competências definidas para o ano em que está matriculado, depois de ter sido sujeito a uma retenção e aos respectivos planos de intervenção previstos, deve o professor titular de turma ponderar nas vantagens de uma segunda retenção, designadamente, se contribuirá para uma melhoria cognitiva, que lhe permita continuar o seu percurso escolar. Terá de colher parecer do Serviço de Psicologia, bem como do Encarregado de Educação e, posteriormente, submeter a decisão à ratificação do Conselho Pedagógico, acompanhado do respectivo Plano de Acompanhamento.

g. Situações Específicas

Alunos abrangidos pelas Medidas do Regime Educativo contempladas pelo Decreto-Lei 3/2008, de 7 de Janeiro.

Especial,

Os alunos que tenham, no seu Programa Educativo Individual, devidamente explícitas e fundamentadas, Condições Especiais de Avaliação, serão avaliados nos termos definidos no referido Programa, sendo a necessária informação fornecida pelo docente titular de turma, pelo docente de apoio educativo e/ou de educação especial e ainda pelo técnico de psicologia (caso exista). Desta avaliação resultará a sua progressão ou retenção do aluno.

Alunos com nove anos de idade até 31 de Dezembro do respectivo ano.

Os alunos com nove anos de idade até 31 de Dezembro do respectivo ano, frequentando assim o 1.º Ciclo em três anos, podem concluir o 1.º Ciclo do Ensino Básico. Para esta situação particular é de extrema relevância o parecer concordante do respectivo Encarregado de Educação, do Técnico de Psicologia (caso exista) e do Conselho de Docentes e do Conselho Pedagógico, sob proposta do Docente da turma do aluno em deliberação.

11. Alunos do Ensino Básico cuja Língua Materna não é o Português (Despacho
Normativo n.º 7/2006) A avaliação sumativa interna no âmbito do ensino da Língua Portuguesa como língua não materna obedece às seguintes regras: a) Aplicação de um teste diagnóstico de Língua -Portuguesa, no início do ano lectivo ou no momento em que o aluno iniciar as actividades escolares; b) Definição de Critérios de Avaliação específicos, após conhecimento dos resultados do teste diagnóstico, de forma a adaptar o Projecto Curricular de Turma às necessidades do aluno; c) Elaboração de testes intermédios para avaliar continuadamente o progresso dos alunos em Língua Portuguesa, nas competências de compreensão oral, leitura, produção oral e produção escrita; d) O Porta-fólio constitui o instrumento fundamental de registo inicial, das várias fases de desenvolvimento, das estratégias utilizadas, das experiências individuais e dos sucessos alcançados. e) O teste diagnóstico é realizado e avaliado na escola, sob a coordenação de um professor de língua portuguesa, com base em modelo disponibilizado pela Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular. (Despacho Normativo nº 30/2007).

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