1

DAEE
DEPAk7AMEN7D DE AGUA5 E ENEkGlA ELÉ7klCA
DD E57ADD DE 5AD PAULD
*8,$35È7,&2
3$5$352-(726'(
3(48(1$62%5$6
+,'5È8/,&$6
DlkE7DklA
DE PkDCEDlMEN7D5 DE DU7DkGA
E Fl5CALlZACAD
2005
Secrelaria de Euergia, Recursos hidricos e Saueaueulo
|Eh|0R0 |uudo Esladual de Recursos hidricos
|CJh |uudação Ceulro Jecuologico de hidráulica
DAEE1.indd 1 9/5/2005 13:45:31
2
SuPER|NJEN0ENC|^ 00 0^EE
Ricardo 0aruiz Borsari
0|REJ0R|^ 0E PR0CE0|MENJ0S 0E 0uJ0R0^ E ||SC^L|Z^Ç^0
Leila de Carvalho 0oues
EL^B0R^Ç^0
0rupo Jécuico de Jrabalho de Projelos
C00R0EN^00R
Mario Kiyochi Nakashiua
E0u|PE JECN|C^
|lavio Yuki Nakauishi
|raucisco E. Nuues 0usso
Roque w. Nogueira dos Saulos
C0NSuLJ0R|^
Proí. Kokei uehara
|0J00R^||^S
0dair M. |arias
PR0¡EJ0 0R^||C0 E E0|Ç^0 0E JEXJ0
cleualis©uol.cou.br
C0L^B0R^Ç^0
Ceulros de 0ereuciaueulo de Recursos hidricos das 0irelorias de Bacia do 0^EE
Esla publicação coulou cou o apoio íuauceiro do |Eh|0R0 - |uudo Esladual de Recursos hidricos, couo parle coupoueule dos projelos
"Publicações do C0Rh| - Couilè Coordeuador do Plauo Esladual de Recursos hidricos" e "0iíusão da Cièucia das ^guas".
São Paulo. Secrelaria de Eslado de Euergia, Recursos hidricos e Saueaueulo.
S289g 0eparlaueulo de ^guas e Euergia Elélrica.
0uia prálico para projelos de pequeuas obras hidráulicas. /// São Paulo,
0^EE, 2005.
116 p. / // il.
1. 0bras hidráulicas - oulorga 2. hidrologia e hidráulica - couceilos, uelodo·
logias e aplicações prálicas 3. \azão de eucheule 4. hidráulica de cauais,
lravessias e barraueulos 5. Projelo de barrageu |. ^ulor ||. Jilulo.

C00 627.9
DAEE1.indd 2 9/5/2005 13:45:32
3
A Outorga como Instrumento de
Gestão dos Recursos Hídricos
O Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), órgão gestor
dos recursos hídricos no Estado de São Paulo, é responsável pela outorga de
uso das águas superficiais e subterrâneas e pelas interferências nos recursos
hídricos.
Com a promulgação do Decreto Estadual 41.258/96, que regulamenta
a outorga de uso dos recursos hídricos de que tratam os artigos 9º e 10 da
Lei Estadual 7.663/91, registrou-se acentuado crescimento na quantidade de
outorgas expedidas pelo DAEE: de 200, em 1994, para 4.400 em 2004, sendo
comum uma mesma portaria referir-se a vários usos e interferências.
No artigo 12, o Decreto estabelece que “Os estudos, projetos e obras
necessários ao uso dos recursos hídricos deverão ser executados sob a respon-
sabilidade de profissional devidamente habilitado no CREA (...), exigindo-se
o comprovante de ART (...)”. Qualquer pedido de outorga ao DAEE deve
ser acompanhado de documentação técnica correspondente, elaborada por
profissional habilitado. Diante dessa determinação legal e seguindo o au-
mento dos pedidos de outorga, cresceu igualmente a demanda por serviços
de engenharia na área de obras hidráulicas no Estado de São Paulo.
Da relação entre os técnicos do DAEE, que lidam com os processos de
outorga, e os profissionais que prestam serviços aos usuários nesse campo,
verificou-se a necessidade e a utilidade de se promover a divulgação de co-
nhecimentos de Hidrologia e Hidráulica aplicados a projetos de pequenas
obras. Manuais técnicos e outras publicações, abordando conceitos funda-
mentais e demonstrando com exemplos a prática de projetos, poderiam au-
xiliar os técnicos interessados. Pensando assim, a Diretoria de Procedimentos
de Outorga e Fiscalização do DAEE elaborou este Guia Prático para Projetos
de Pequenas Obras Hidráulicas também para incentivar discussões constru-
tivas sobre metodologias e critérios para estudos e projetos dessa natureza.
Esta edição inicial abrange as interferências em águas superficiais.
Para a elaboração deste material técnico, o convênio DAEE/USP possi-
bilitou a consultoria do Prof. Kokei Uehara, a quem, desde já, agradecemos a
participação neste trabalho e o permanente apoio ao DAEE e a seus técnicos.
A publicação do Guia Prático para Projetos de Pequenas Obras Hi-
dráulicas viabilizou-se pela contratação da Fundação Centro Tecnológico de
Hidráulica (FCTH), com recursos do FEHIDRO, o que permitiu que fossem pro-
videnciados todos os serviços de edição.
MAURO ARCE
Secretário de Energia, Recursos Hídricos e Saneamento
4
5
Teoria e Prática de
Pequenas Obras Hidráulicas
O Guia Prático para Projetos de Pequenas Obras Hidráulicas re-
úne teoria e prática em uma única publicação. Conceitos e orienta-
ções vêm acompanhados do desenvolvimento de exemplos práticos
relativos à hidrologia e à hidráulica de pequenas obras de barragens,
canalizações e travessias.
Na parte I o leitor encontra os conhecimentos teóricos que per-
mitem a compreensão do conteúdo de um projeto: o Capítulo 1 desta-
ca os conceitos básicos adotados na estimativa de vazões de enchente,
a definição dos termos e expressões mais utilizados, e descreve o Mé-
todo Racional com suas variáveis e parâmetros. O Capítulo 2 trata dos
conhecimentos fundamentais sobre o escoamento em canais abertos,
descreve as obras hidráulicas mais comuns que interferem nos cur-
sos d’água, como canalizações, travessias e barramentos, e mostra as
principais equações que permitem verificar e dimensionar as estrutu-
ras hidráulicas.
A Parte II fornece exemplos práticos de aplicação dos conceitos
descritos anteriormente, com dados que simulam o projeto básico de
um pequeno barramento, desde os primeiros levantamentos até o di-
mensionamento das estruturas hidráulicas. No Capítulo 3 estima-se a
vazão de enchente de projeto para uma bacia real e, no Capítulo 4
verifica-se o efeito do amortecimento da onda de cheia pelo reserva-
tório, a vazão máxima defluente, o dimensionamento hidráulico do
extravasor de superfície incluindo a bacia de dissipação de energia.
Fundamentado na experiência de técnicos do DAEE, o Guia Prá-
tico para Projetos de Pequenas Obras Hidráulicas destina-se princi-
palmente ao meio técnico especializado no dimensionamento de
pequenas obras hidráulicas. Embora na literatura específica as partes
teórica e conceitual sejam apresentadas de forma completa, não é
comum encontrar nessas publicações exemplos práticos e análises de
casos reais. O Guia centraliza sua atenção nas obras que interferem
nos cursos d’água do ponto de vista da autorização para a implanta-
ção dessas interferências. O auxílio a questões sobre métodos constru-
tivos, cálculos estruturais, estabilidade, geotecnia e percolação, entre
outros, deve ser obtido na bibliografia técnica.
6
O projeto desenvolvido não tem a intenção de apresentar a me-
lhor solução para o barramento ou para suas estruturas em relação ao
empreendimento analisado. Nem pretende abranger os temas abor-
dados com o rigor das publicações técnicas de todos conhecido. A
proposta do Guia é oferecer aos técnicos um exemplo de desenvolvi-
mento de um projeto, em nível básico, acompanhado dos conceitos e
equações indispensáveis à sua compreensão. É uma forma de o DAEE
transferir sua experiência aos profissionais que atuam na área.
A abordagem de maneira simples serve como ferramenta di-
dática e não deve induzir o leitor à falsa impressão de que se pode
projetar bem e competentemente, sem experiência. Antes é preciso
lembrar que equações e tabelas apenas levam a resultados. Julgar cor-
retamente os valores obtidos requer anos de estudo e prática.
Obras civis como canalizações, travessias e barramentos distin-
guem-se por interferir nos cursos d’água e estar sujeitas ao poder
destruidor das enchentes, envolvendo riscos que jamais podem ser
desconsiderados.
RICARDO DARUIZ BORSARI
Superintendente do DAEE
7
680É5,2
3DUWH,±+LGURORJLDH+LGUiXOLFDFRQFHLWRV
EiVLFRVHPHWRGRORJLDV
carltuto 1. uiuaotocia ÷ vazio ur rucurutr
3ULQFLSDLV7HUPRV+LGUROyJLFRV..................................................................................................10
9D]mRGH3URMHWR.....................................................................................................................................14
Melodologias................................................................................................................................................14
Mélodo Racioual...........................................................................................................................................15
carltuto z. uiuaíutica ur cauais, taavrssias r uaaaanrutos
&DQDOL]DomR................................................................................................................................................ 22
||men:|onamen|o ||drau||co................................................................................................................. 25
|r|nc|o|o: Or|en|adore: oara |ro|e|o e ||men:|onamen|o de Cana|:............................................. 28
||an|a: e |e:enho:.................................................................................................................................. 29
7UDYHVVLD...................................................................................................................................................... 30
||men:|onamen|o ||drau||co................................................................................................................. 33
|r|nc|o|o: Or|en|adore: oara Ana||:e ||drau||ca de 1rave::|a:.......................................................... 33
||an|a: e |e:enho:.................................................................................................................................. 34
%DUUDJHP...................................................................................................................................................... 35
||men:|onamen|o ||drau||co................................................................................................................. 35
VerIedor de super!ície ............................................................................................................................ 36
Descarregador de !uhdo......................................................................................................................... 36
Amor|ec|men|o de Onda: de Che|a 5|mo|||cado............................................................................... 39
Hidrograma de ehchehIe........................................................................................................................ 39
Curva coIa-volume................................................................................................................................... 40
Hidrograma Iriahgular............................................................................................................................. 40
DimehsiohamehIo do verIedor de super!ície......................................................................................... 45
bac|a: de ||::|oacao de |nerq|a............................................................................................................. 45
Numero de Froude................................................................................................................................... 46
DimehsiohamehIo de uma bacia de dissipacão...................................................................................... 46
3DUWH,,±$SOLFDo}HV3UiWLFDV
carltuto s. brtraniuacio ua vazio ur eaoJrto
9D]mRGH&KHLD............................................................................................................................................. 52
|oca||zacao do |moreend|men|o........................................................................................................... 53
Area de |renaqem................................................................................................................................... 53
|ec||v|dade do 1a|veque........................................................................................................................... 57
|n|en:|dade da Chuva |e |ro|e|o........................................................................................................... 60
Coe|c|en|e de |:coamen|o 5uoer|c|a| ||re|o..................................................................................... 61
Ca|cu|o da vazao de |ro|e|o................................................................................................................... 62
carltuto =. eaoJrto ur una erourua saaaacrn
/HYDQWDPHQWRVGH&DPSR....................................................................................................................... 64
v|:||a ao |oca|............................................................................................................................................ 64
|o:|c|onamen|o |re||m|nar do ||xo do barramen|o............................................................................ 64
1oooqra|a e Cada:|ramen|o................................................................................................................... 66
'HILQLomRGD$OWXUDGD%DUUDJHP...................................................................................................... 68
N|ve| |ax|mo Maximorum.................................................................................................................... 68
Co|a da Cr|:|a do |ac|co........................................................................................................................ 68
5o|e|ra do ver|edor de 5uoer||c|e........................................................................................................... 69
Curva Co|a-Area-vo|ume....................................................................................................................... 70
9HUWHGRUGH6XSHUItFLH........................................................................................................................... 73
vo|ume de Amor|ec|men|o..................................................................................................................... 73
Amor|ec|men|o da Onda de Che|a........................................................................................................ 74
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8
|arqura da 5o|e|ra do ver|edor.............................................................................................................. 75
ver||cacao oara a vazao Ca|a:|ró|ca................................................................................................... 76
0DFLoRGD%DUUDJHP................................................................................................................................ 78
3RVLFLRQDPHQWRGDV(VWUXWXUDV+LGUiXOLFDV............................................................................... 80
%DFLDGH'LVVLSDomRGH(QHUJLD........................................................................................................... 82
|:||ma||va da |am|na d´aqua de Iu:an|e.............................................................................................. 83
Cohdicão hidráulica haIural do curso d'água a iusahIe do barramehIo.............................................. 83
Cahal de resIiIuicão a iusahIe da bacia de dissipacão........................................................................... 84
||men:|onamen|o da bac|a de ||::|oacao........................................................................................... 86
Lâmiha e velocidade ha secão de ehIrada............................................................................................. 87
LsIimaIiva prelimihar da pro!uhdidade da bacia de dissipacão............................................................88
Veri!icacão das dimehsões da bacia de dissipacão................................................................................. 90
3ODQWDH&RUWHVGR&DQDO([WUDYDVRUGH6XSHUItFLH............................................................... 91
'HVFDUUHJDGRUGH)XQGR...................................................................................................................... 93
5()(5È1&,$6%,%/,2*5É),&$6............................................................................................... 96
$1(;26$2352-(72'$%$55$*(0.......................................................................... 97

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3DUWH,
+LGURORJLDH+LGUiXOLFD
FRQFHLWRVEiVLFRVH
PHWRGRORJLDV
#APÓTULO
(IDROLOGIA
6AZÎODE%NCHENTE
DAEE1.indd 9 9/5/2005 13:45:58
10 CapítuIc 1.
(IDROLOGIA
6AZÎODE%NCHENTE
N
a auálise hidrologica aqui apreseulada, deslaca·se a iuporlàucia do couheci·
ueulo das uelodologias e equações que peruileu caraclerizar as bacias hi·
drográícas esludadas, visaudo a esliualiva de vazões de eucheule ulilizadas uo
diueusiouaueulo de obras hidráulicas.
Eu lodos os capilulos, o lralaueulo de cada assuulo é íeilo uo uivel básico. Por
isso, uo deseuvolviueulo dos esludos hidrologicos adolou·se o Mélodo Racioual que
por sua aplicação ueuos couplexa íacilila a coupreeusão dos couceilos euvolvidos.
^s deíuições e couceilos a seguir represeulau uu couleudo uiuiuo uecessário a
coupreeusão da hidrologia de projelos de obras hidráulicas.
º KidrcIcgia
Cièucia que lrala da água ua Jerra.
º CicIc KidrcIégicc
|euòueuo global de circulação íechada da água eulre a superíicie lerreslre, a
aluosíera e o solo. Eleueulos cousiderados (|igura 1).
- Precipilação aluosíérica (chuva) (P)
- Escoaueulo superícial (ES)
- |uíllração uo solo (|)
- Evaporação e evapolrauspiração (E\)
0 voluue precipilado (P), ou a chuva que cai eu uua bacia qualquer, resulla
eu escoaueulo superícial (ES), eu escoaueulo sublerràueo (|) pela iuíllração de
parle da chuva, e eu evaporação e evapolrauspiração (E\).

P = LS + I + LV

^s eucheules são provocadas pela parcela ES, ou escoaueulo superícial, e
decorreu de precipilações iuleusas, euleudidas couo ocorrèucias ualurais exlreuas.
0uaulo piores as coudições de releução de água pela vegelação e de iuíllração dos
solos e uaior a iuperueabilização de parles da bacia de coulribuição, laulo uaior
será a parcela ES resullaule.

º Área de Drenagem
^rea da bacia hidrográíca, ou área de coulribuição, é a região de caplação
ualural da água de precipilação que íaz couvergir os escoaueulos superíciais e sub·
superíciais para uu uuico poulo de saida. Expressa·se, usualueule, eu heclares (ha)
ou eu quilòuelros quadrados (ku²).
^ liuha do divisor de águas que deliuila a bacia hidrográíca pode ser deíuida
couo a que separa as águas pluviais eulre duas verleules. Nuua carla lopográíca, é
a liuha iuagiuária que passa pelos poulos allos e colados, que corla perpeudicular·
ueule as curvas de uivel e uão cruza ueuhuu curso d'água, a uão ser ua seção que
deíue o liuile de jusaule da bacia de coulribuição (|igura 2).
35,1&,3$,6
7(5026
+,'52/Ï*,&26
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11 CapítuIc 1.
(IDROLOGIA
6AZÎODE%NCHENTE
Figura 1. Represeulação siupliícada do ciclo hidrologico e seus eleueulos.
|oule. Revisla ^guas e Euergia Elélrica, auo 5, u.º 15, 1989 · 0^EE.
Figura 2. Represeulação, eu perspecliva, da bacia hidrográíca de uu curso d'água.
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12 CapítuIc 1.
(IDROLOGIA
6AZÎODE%NCHENTE
º1aIvegue
E a liuha por oude correu as águas uo íuudo de uu vale, deíuida pela iulerse·
ção dos plauos das verleules. ^ssiu se deuouiua, laubéu, o caual uais proíuudo do
leilo de uu curso d'água (|igura 3).
º Frecipitaçãc
Joda água que provéu do ueio aluosíérico e aliuge a superíicie da bacia.
Nesla publicação cousidera·se precipilação couo siuòuiuo de chuva.

º AItura FIuvicmétrica
0uaulidade de água precipilada por uuidade de área horizoulal, uedida pela
allura que a água aliugiria se íosse uaulida uo local (seu se iuíllrar, escoar ou eva·
porar). ^ uuidade de uedição habilual é o uiliuelro (uu) de chuva, deíuido couo
quaulidade de precipilação que correspoude ao voluue de 1 lilro por uelro quadrado
de superíicie (|igura 4).
^s uedições de precipilação aluosíérica (chuva, uo caso) são íeilas cou o
uso de uu pluviòuelro (|igura 5), aparelho íoruado por uu recipieule ciliudrico cou
uedidas padrouizadas que, exposlo as iuleupéries, aruazeua a água da chuva preci·
Figura J. Caraclerização do relevo de uua bacia hidrográíca · lalvegues e divisores de águas.
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1J CapítuIc 1.
(IDROLOGIA
6AZÎODE%NCHENTE
pilada uo periodo decorrido eulre as leiluras. Na parle superior, uu íuuil que recebe
a água da chuva leu uua eulrada cou diàuelro (0) padrouizado e área couhecida.
uua provela graduada peruile a uedição do voluue de água acuuulado deulro do
pluviòuelro. Esse voluue, dividido pela área de caplação do pluviòuelro, resulla eu
uua allura equivaleule de chuva, dada eu uiliuelros. ^s leiluras são íeilas diaria·
ueule, seupre uo uesuo horário.
Para a obleução de dados couliuuos, cou iuíoruações de iuicio, íual e quauli·
dade das precipilações, são usados os pluviograíos, aparelhos regislradores que acu·
uulau os voluues caplados e os represeulau eu uu gráíco uuu ciliudro uovido por
equipaueulo de relojoaria.
^lualueule disseuiua·se o uso de eslações leleuélricas que lrausuileu iu·
íoruações por rádio, leleíoue ou salélile, ou que acuuulau digilalueule dados de
lougos periodos para recuperação poslerior.
Figura 4. ^llura pluviouélrica e voluue precipilado sobre área de valor couhecido.
Figura 5. Represeulação esqueuálica de uu pluviòuelro.
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14 CapítuIc 1.
(IDROLOGIA
6AZÎODE%NCHENTE
º Duraçãc da Frecipitaçãc
E o periodo de leupo eu que ocorre uua deleruiuada precipilação. ^s uuida·
des uorualueule adoladas são uiuulo ou hora.

º Intensidade da Frecipitaçãc
Precipilação por uuidade de leupo oblida couo a relação eulre allura pluvio·
uélrica e duração, expressa eu uu/hora ou uu/uiuulo.


\azão de eucheule de uu curso d'água viuculada a segurauça de uua obra hidráulica,
associada a probabilidade da ocorrèucia do eveulo eu uu auo qualquer. E esliuada
para a bacia de coulribuição deliuilada pela seção de projelo.

Metodologias
Para a aplicação da uelodologia adequada, eu priueiro lugar deve·se veriícar
a exleusão da série hislorica de dados Nuviouélricos exisleule e laubéu, se uecessá·
rio, o lauauho da área de dreuageu (^0) da bacia eu esludo (0^EE, 1994), couíorue
a seguiule classiícação (|igura 6).

Exleusão da série hislorica de dados Nuviouélricos superior a 3 auos.
º Mélodo CJh (3 a 10 auos), eupirico . baseia·se ua lécuica do hidrograua uuilário,
º Mélodo 0radex (10 a 25 auos). correlacioua o resullado da auálise de íreqüèucia de
dados de precipilações iuleusas e de vazões uáxiuas,
º Mélodo Eslalislico (> 25 auos). euprega auálise eslalislica cou ajusle de dislribui·
ções de probabilidade a série de dados.

Exleusão da série hislorica de dados Nuviouélricos iuíerior a 3 auos.
Mélodos siulélicos.
º Mélodo Racioual (^0 ”2 ku
2
)
º Mélodo |·P^|·wu (2 < ^0 ” 200 ku
2
)
º Mélodo Proí. Kokei uehara (200 < ^0 ” 600 ku
2
)
º hidrograua uuilário · Propagação (^0 > 600 ku
2
)

Modelos ualeuálicos de siuulação de oudas de cheias. C^bc ou ^BC6 (^0 > 2 ku²).
9$=­2'(
352-(72
0ados Nuviouélricos ou regislros de
vazão de uu curso d'água, eu uua
seção deleruiuada, são oblidos cou
a iuslalação e a operação (couliuua,
e pelo uaior periodo possivel) de
uu poslo Nuviouélrico, iuslalado
eu uua seção oude seja possivel
eslabelecer uua boa relação eulre
uivel d'água e vazão, para as uais
diversas siluações do curso d'água -
laulo ua esliageu couo uas cheias.
Norualueule essa siluação íavorá·
vel ocorre oude há eslabilidade das
uargeus e leilo, eu lrechos relos
a uoulaule de uu coulrole, couo
uua queda d'água, por exeuplo.
Medições de descarga, eu silua·
ções de esliageu e cheia, realizadas
lodos os auos, peruileu lraçar
para cada poslo uua curva, repre·
seulaudo as relações eulre colas e
vazões, deuouiuada curva·chave do
poslo. ^s colas são uedidas uuua
régua íxada eu uua das uargeus.
Regislros (obrigalorios) diários são
íeilos cou a leilura da régua seu·
pre uo uesuo horário. Por ueio
da curva·chave esses regislros são
lrausíoruados eu dados de vazões.
C^bc · Siuulador hidrologico de Bacias Couplexas. |uudação Ceulro Jecuologico de hidráu·
lica · |CJh. uSP, São Paulo/SP (hllp.//www.íclh.br/soílware/cabc.hlul).
^BC6 · 0eparlaueulo de Eugeuharia hidráulica e Sauilária da Escola Polilécuica da uSP,
Labsid · Laboralorio de Sisleuas de Suporle a 0ecisões. (hllp.//www.phd.poli.usp.br).
Soílware graluilo.
0s dois soílwares ulilizau a uesua base leorica e levau a resullados seuelhaules.
DAEE1.indd 14 9/5/2005 13:46:11
15 CapítuIc 1.
(IDROLOGIA
6AZÎODE%NCHENTE
Figura 6: 0iagraua das uelodologias adoladas para a esliualiva de vazões de eucheule.
Cálculo de \azões de Cheias
Exleusão
de 0ados
3 a 10
auos
10 a 25
auos
> 25
auos
Mélodo
CJh
Mélodo
0R^0EX
^jusle
0islribuição
Eslalislica
^rea
2 a 200
ku²
200 a 600
ku²
! 600
ku²
Racioual |·Pai·wu Proí. Kokei
uehara
hidrograua
uuilário
Siulélico
Propagação
C^bc ou
^BC 6
^ íu de íacililar a coupreeusão dos couceilos básicos de hidrologia, a seguir
deuouslra·se a ulilização do Mélodo Racioual ua deleruiuação de vazões de cheia
uecessárias ao diueusiouaueulo ou a veriícação de projelos de obras hidráulicas.
Método kacional
E ulilizado para a esliualiva de vazões de eucheule eu bacias que uão apre·
seuleu couplexidade, e leuhau alé 2 ku² de área de dreuageu, por ueio da seguiule
expressão (0^EE, 1994).

cou.
O = vazão de eucheule (u³/s)
AD = área de dreuageu (ha)
C = coeícieule de escoaueulo superícial (ruuoíí)
i = iuleusidade de precipilação (uu/uiu)
O = 0,1667 C i AD
1
0 Métcdc 8acicnaI
nãc avaIia c vcIume
de cheia nem a
distribuiçãc tempcraI
de vazões.
•3 auos 3 auos
”2 ku
2
!2 ku
2
DAEE1.indd 15 9/5/2005 13:46:13
16 CapítuIc 1.
(IDROLOGIA
6AZÎODE%NCHENTE
Na seqüèucia, a caraclerização e auálise dos paràuelros ^0, C e i.
º Área de Drenagem
0 valor da área da bacia hidrográíca é deleruiuado uediaule o deseuho de
seus liuiles, ou da liuha do divisor de águas, eu uua plaula plauialliuélrica. ^ ue·
dição da área da ígura resullaule pode ser íeila por qualquer uélodo que peruila
razoável precisão, cou o uso de plauiuelro, soílwares, íguras geouélricas, elc. Esses
procediueulos são coueulados uo Capilulo 3.
º Cceñciente de £sccamentc SuperñciaI Diretc
uu dos priucipios do Mélodo Racioual é a adoção de uu coeícieule uuico
(C), ou ruuoíí, esliuado cou base eu caraclerislicas da bacia, e que represeula o seu
grau de iuperueabilização ou de urbauização. 0uaulo ueuor a possibilidade de a
água precipilada iuíllrar·se uo solo, ou de ícar relida pela vegelação, uaior será a
parcela que se lrausíoruará eu Escoaueulo Superícial 0irelo, resullaudo uu valor
uais elevado para o coeícieule C. ^ Jabela 1 apreseula íaixas de valores de C para
uso eu projelos.
1abeIa 1: \alores recoueudados para o coeícieule C (0^EE, 1994).
uS0 D0 S0L0 0u 68Au D£ u88ANIZAÇÄ0 VAL08£S D£ C
M|N|M0S M^X|M0S
^rea lolalueule urbauizada 0,50 1,00
^rea parcialueule urbauizada 0,35 0,50
^rea predouiuauleueule de plaulações, paslos elc. 0,20 0,35
º Intensidade da Frecipitaçãc
^s esliualivas de iuleusidade de precipilação são íeilas pela auálise eslalisli·
ca de séries de dados pluviouélricos relalivos a região de esludo. 0ados reíereules a
lougos periodos peruileu que se cousidere íreqüèucia couo probabilidade, levaudo
ao lraçado de "Curvas |·0·|", que represeulau as lrès caraclerislicas íuudaueulais
das precipilações. iuleusidade, duração e íreqüèucia. Porlaulo, para esliuar a iuleusi·
dade da chuva crilica a ser adolada ua deleruiuação de uua vazão de projelo, é pre·
ciso, aules de ludo, deíuir qual periodo de reloruo e duração caraclerizau o eveulo
de precipilação.
Couo se verá a seguir, a escolha do periodo de reloruo relacioua·se ao risco
que se irá adolar para a segurauça da obra projelada. Para a duração, adola·se o valor
do leupo de couceulração da bacia.
0eve·se prever a evolução da
ocupação do solo, ou do iudice de
urbauização. |sso evilará que as
vazões de projelo se lorueu sub·
diueusiouadas a curlo ou a uédio
prazo, devido ao cresciueulo da
iuperueabilização. Não cousiderar
as coudições íuluras de ocupa·
ção do solo da bacia hidrográíca
aualisada pode, eu pouco leupo,
loruar obsolelas as obras hidráuli·
cas projeladas.
Curvas de iuleusidade, duração
e íreqüèucia das precipilações,
paràuelros laubéu expressos por
ueio de equações e labelas, resul·
lau da auálise eslalislica de séries
de dados de deleruiuado poslo
pluviouélrico e são válidas para a
região do seu euloruo. No Eslado
de São Paulo, o 0^EE, por ueio do
Ceulro Jecuologico de hidráulica e
Recursos hidricos (CJh), opera uua
vasla rede de poslos pluviouélricos
(aléu de Nuviouélricos e oulros).
Recoueuda·se cousullar o lrabalho
Equações de Chuvas |uleusas do
Eslado de São Paulo (M^RJ|NEZ ¡r.,
1999).
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17 CapítuIc 1.
(IDROLOGIA
6AZÎODE%NCHENTE
º Ferícdc de 8etcrnc
Represeula o risco a ser assuuido uo diueusiouaueulo de uua obra hidráuli·
ca. \iucula a obra ou eupreeudiueulo o grau de segurauça que se deseja proporcio·
uar, reNeliudo a íreqüèucia cou que a chuva ou vazão ulilizada uo diueusiouaueulo
veuha a ser igualada ou ullrapassada uuu auo qualquer. Essa íreqüèucia é igual ao
iuverso do valor do periodo de reloruo ou leupo de recorrèucia (JR).
E iuporlaule uolar que a escolha do periodo de reloruo para o diueusioua·
ueulo de uua obra deve ser precedida de auálises relalivas aos prejuizos laugiveis e
iulaugiveis que possau vir a ser causados por eveulos crilicos couo eucheules.
1abeIa 2: Recoueudações para valores uiuiuos de periodos de reloruo
1
.
Para represeular uu JR = 25
auos, iuagiue·se uu dado
cou 25 íaces, uua delas
uarcada cou "X". ^ proba·
bilidade leorica de ocorrèucia
da íace cou o "X" é de 1/25,
ou seja, de 4%. Poréu, quau·
do se íaz séries de 25 lauces
cou o dado, o eveulo "íace
cou X para ciua" poderá
ocorrer logo uo priueiro lau·
ce, poderá uão ocorrer uuua
série de 25 lauces cousecu·
livos, ocorrer uais que uua
vez eu 25 lauces elc.
088A S£ÇÄ0 6£0M£18ICA
18 (ancs)
Área
urbana
Área
8uraI
Caualização
^ céu aberlo Jrapezoidal 50
(a)
Relaugular 100
Couloruo íechado 100
Jravessias. poules, bueiros e
eslruluras aíus
0ualquer 100 100
(b)
Borda livre (í)
Cauais a céu aberlo. í • 10% da làuiua liquida de cheia (h
JR
), cou í • 0,4 u
Cauais eu couloruo íechado. í • 0,2 h
JR
.
0bra Dimensões - h e L
(d)

(m)
18 (ancs)
Barraueulo
(c)
h ” 5 e L ” 200 100
5 < h ”15 e L ” 500 1.000
h > 15 e/ou L>500 10.000 ou PMP
(e)
Borda livre
2
(í) - desuivel eulre a crisla e o uivel uáxiuo uaxiuoruu. í • 0,5 u
(a) ^uálise caso a caso · JRs ueuores. (b) Para rodovias de ueuor iuporlàucia e obras de
ueuor porle e risco poderão ser ulilizados JRs ueuores que 100 auos (JR • 25 auos), cou
auálise caso a caso. (c) Couíorue o lipo de ocupação a jusaule de uu barraueulo, pode
haver exigèucias de periodos de reloruo uaiores que os iudicados, para redução do risco de
acideules. (d) h = allura do uaciço uedida a parlir do lalvegue, L = coupriueulo do uaciço.
(e) PMP . Precipilação Máxiua Provável.
1
0 0^EE deve ser cousullado uos casos que uão se euquadreu ua Jabela 2.
2
0 lalude de uoulaule de uu uaciço de lerra deve ser prolegido por eurocaueulo (rip·rap) íeilo cou
pedras jogadas, para evilar processos erosivos causados pelas variações do uivel d'água e pelo iupaclo
de oudas que iuleríereu uo diueusiouaueulo da borda livre (íreeboard), levaudo·se eu cousideração a
proíuudidade e a exleusão do reservalorio, a direção e iuleusidade dos veulos, eulre oulros paràuelros.
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18 CapítuIc 1.
(IDROLOGIA
6AZÎODE%NCHENTE
º Duraçãc da Chuva Crítica
Na aplicação do Mélodo Racioual, couo eu vários oulros, cousidera·se a du·
ração da precipilação iuleusa de projelo igual ao leupo de couceulração da bacia.
0uaudo se observa lal igualdade, aduile·se que a bacia é suícieuleueule pequeua
para que essa siluação ocorra (a duração é iuversaueule proporcioual a iuleusidade).
Eu bacias pequeuas, as coudições uais crilicas se deveu a precipilações couveclivas,
de pequeua duração e graude iuleusidade.

º 1empc de Ccncentraçãc
E o leupo que a parlicula de chuva que cai uo poulo uais dislaule da bacia
deuora para chegar alé a seção de iuleresse - poulos M e S da |igura 7. 0 desuivel
e a dislàucia eulre esses dois poulos são expressos por (¨h) e (L). Para deleruiuar o
leupo de couceulração (l
c
) há vários uélodos.
3
0 0^EE recoueuda a ulilização da
íoruula do "Caliíoruia Culverls Praclice" (JuCC|, 1993).
oude.
I
c
= leupo de couceulração (uiu)
L = coupriueulo do lalvegue do curso d'água (ku)
¨h = desuivel do lalvegue eulre a seção e o poulo uais dislaule da
bacia (u)
Essa equação siupliícada pode ser usada quaudo uão há dados lopográícos
que peruilau uu uelhor delalhaueulo do períl do lalvegue. haveudo iuíoruações
lopográícas, cou a deíuição de poulos iuleruediários eulre a seção de esludo e o
poulo uais dislaule, é possivel couhecer uelhor o períl lougiludiual do lalvegue,
cou as diíereules declividades de cada lrecho (|igura 7). Nesses casos, calcula·se l
c
ulilizaudo·se a declividade equivaleule (|
eq
) ua equação (2), resullaudo a expressão
abaixo que íoruece valores uais represeulalivos para l
c
(uiu).
cou.
I
eq
= declividade equivaleule, eu u/ku
L = L
1
+L
2
+...+L
u
= coupriueulo (ku) lolal do lalvegue (lrecho S·M ua
|igura 7)
, declividade (u/ku) de cada lrecho u
2
3
4
3
há vários uélodos eupiricos para deleruiuar o leupo de couceulração (l
c
) (P^|\^, 2003). Na verií·
cação dos projelos para coucessão de oulorga, o 0^EE uliliza o uélodo "Caliíoruia Culverls Praclice"
para deleruiuar a vazão de projelo. Para uelhor avaliar o l
c
de uua bacia hidrográíca, pode·se aplicar
o uélodo ciueuálico, que cousidera as coudições ualurais e as caualizações exisleules ua bacia, uas
uecessila de levaulaueulos lopográícos delalhados.
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19 CapítuIc 1.
(IDROLOGIA
6AZÎODE%NCHENTE
No exeuplo da |igura 7, couo o lalvegue é corlado eu diversos poulos pelas
curvas de uivel, pode·se deliuilar vários lrechos cou coupriueulo e colas (superior
e iuíerior) couhecidos. Cou a declividade uédia de cada lrecho ( i
u
= ¨h
u
/ L
u
) orga·
uiza·se uua labela que expresse o períl lougiludiual do lalvegue eulre a seção de
iuleresse (S) e o poulo do lalvegue uais a uoulaule (M), uo divisor de águas.
No Capilulo 3, pode·se acoupauhar a deleruiuação do leupo de couceulra·
ção cou o uso da declividade equivaleule (exeuplo uuuérico).
Deve-se prestar
muita atençãc
às unidades de
férmuIas
empíricas ccmc
a dc tempc de
ccncentraçãc.
Figura 7: Represeulação de uua pequeua bacia de coulribuição, cou deslaque para o lalvegue priucipal.
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20 CapítuIc 1.
(IDROLOGIA
6AZÎODE%NCHENTE
5
º Intensidade da Chuva Crítica
Couíorue já cilado, a exislèucia de séries lougas e couíáveis de dados de
poslos pluviouélricos peruile a geração de curvas (e labelas) represeulaudo as re·
lações eulre iuleusidade, duração e íreqüèucia (I-D-F) de precipilações para várias
localidades.
^ lilulo de exeuplo apreseula·se a equação de chuvas iuleusas para a cidade
de Piracicaba, poslo 04·104R (periodo de dados · 1980 a 1997), oblida ua publicação
Equações de Chuvas |uleusas do Eslado de São Paulo (M^RJ|NEZ ¡r., 1999).
para 10 ” I ” 1440 uiu
oude
I = duração da chuva (uiu)
1R = leupo de recorrèucia ou periodo de reloruo (eu auos)
i
l , JR
= iuleusidade da chuva (uu/uiu), correspoudeule a duração I e ao peri·
odo de reloruo 1R.
º CáIcuIc da Vazãc de Frcjetc
^pos se ler eslabelecido o periodo de reloruo (1R) e calculado a duração
(I = I
c
)
4
da chuva crilica, pode·se subsliluir esses valores uuua equação de chuvas
iuleusas, couo a discriuiuada aciua, e deleruiuar o valor da iuleusidade da chuva
de projelo (i
l,JR
).
Cou esse valor (i) e cou os valores da área de dreuageu (AD) da bacia e do
coeícieule de escoaueulo superícial (C) pode·se, eulão, calcular o valor da vazão de
cheia cou o euprego da Equação (1), O = k C i AD .
4
No caso de l
c
resullar uuu valor iuíerior a 10 uiuulos, deve·se adolar l
c
= 10 uiu, possibililaudo o uso
da equação |·0·|.
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para 4. o que permitiu que fossem providenciados todos os serviços de edição. No artigo 12. abordando conceitos fundamentais e demonstrando com exemplos a prática de projetos.)”. sendo comum uma mesma portaria referir-se a vários usos e interferências.. órgão gestor dos recursos hídricos no Estado de São Paulo. em 1994. exigindo-se o comprovante de ART (. que regulamenta a outorga de uso dos recursos hídricos de que tratam os artigos 9º e 10 da Lei Estadual 7. agradecemos a participação neste trabalho e o permanente apoio ao DAEE e a seus técnicos.258/96.3 A Outorga como Instrumento de Gestão dos Recursos Hídricos O Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE). com recursos do FEHIDRO. Recursos Hídricos e Saneamento . A publicação do Guia Prático para Projetos de Pequenas Obras Hidráulicas viabilizou-se pela contratação da Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica (FCTH). desde já.. Para a elaboração deste material técnico.400 em 2004. Diante dessa determinação legal e seguindo o aumento dos pedidos de outorga.. a Diretoria de Procedimentos de Outorga e Fiscalização do DAEE elaborou este Guia Prático para Projetos de Pequenas Obras Hidráulicas também para incentivar discussões construtivas sobre metodologias e critérios para estudos e projetos dessa natureza. Qualquer pedido de outorga ao DAEE deve ser acompanhado de documentação técnica correspondente. o convênio DAEE/USP possibilitou a consultoria do Prof. cresceu igualmente a demanda por serviços de engenharia na área de obras hidráulicas no Estado de São Paulo. e os profissionais que prestam serviços aos usuários nesse campo. Esta edição inicial abrange as interferências em águas superficiais. a quem. verificou-se a necessidade e a utilidade de se promover a divulgação de conhecimentos de Hidrologia e Hidráulica aplicados a projetos de pequenas obras. elaborada por profissional habilitado. que lidam com os processos de outorga. registrou-se acentuado crescimento na quantidade de outorgas expedidas pelo DAEE: de 200. Manuais técnicos e outras publicações.663/91. MAURO ARCE Secretário de Energia. Pensando assim. é responsável pela outorga de uso das águas superficiais e subterrâneas e pelas interferências nos recursos hídricos. poderiam auxiliar os técnicos interessados. projetos e obras necessários ao uso dos recursos hídricos deverão ser executados sob a responsabilidade de profissional devidamente habilitado no CREA (.. Com a promulgação do Decreto Estadual 41. o Decreto estabelece que “Os estudos.). Da relação entre os técnicos do DAEE. Kokei Uehara.

4 .

a definição dos termos e expressões mais utilizados. a vazão máxima defluente. estabilidade. desde os primeiros levantamentos até o dimensionamento das estruturas hidráulicas. e descreve o Método Racional com suas variáveis e parâmetros. cálculos estruturais. não é comum encontrar nessas publicações exemplos práticos e análises de casos reais. o dimensionamento hidráulico do extravasor de superfície incluindo a bacia de dissipação de energia. . Na parte I o leitor encontra os conhecimentos teóricos que permitem a compreensão do conteúdo de um projeto: o Capítulo 1 destaca os conceitos básicos adotados na estimativa de vazões de enchente. No Capítulo 3 estima-se a vazão de enchente de projeto para uma bacia real e. O Guia centraliza sua atenção nas obras que interferem nos cursos d’água do ponto de vista da autorização para a implantação dessas interferências. Fundamentado na experiência de técnicos do DAEE. O auxílio a questões sobre métodos construtivos. travessias e barramentos. geotecnia e percolação. com dados que simulam o projeto básico de um pequeno barramento. como canalizações. entre outros. o Guia Prático para Projetos de Pequenas Obras Hidráulicas destina-se principalmente ao meio técnico especializado no dimensionamento de pequenas obras hidráulicas. O Capítulo 2 trata dos conhecimentos fundamentais sobre o escoamento em canais abertos. Embora na literatura específica as partes teórica e conceitual sejam apresentadas de forma completa. Conceitos e orientações vêm acompanhados do desenvolvimento de exemplos práticos relativos à hidrologia e à hidráulica de pequenas obras de barragens. no Capítulo 4 verifica-se o efeito do amortecimento da onda de cheia pelo reservatório. descreve as obras hidráulicas mais comuns que interferem nos cursos d’água. e mostra as principais equações que permitem verificar e dimensionar as estruturas hidráulicas. canalizações e travessias. deve ser obtido na bibliografia técnica. A Parte II fornece exemplos práticos de aplicação dos conceitos descritos anteriormente.5 Teoria e Prática de Pequenas Obras Hidráulicas O Guia Prático para Projetos de Pequenas Obras Hidráulicas reúne teoria e prática em uma única publicação.

A proposta do Guia é oferecer aos técnicos um exemplo de desenvolvimento de um projeto.6 O projeto desenvolvido não tem a intenção de apresentar a melhor solução para o barramento ou para suas estruturas em relação ao empreendimento analisado. A abordagem de maneira simples serve como ferramenta didática e não deve induzir o leitor à falsa impressão de que se pode projetar bem e competentemente. Julgar corretamente os valores obtidos requer anos de estudo e prática. envolvendo riscos que jamais podem ser desconsiderados. Nem pretende abranger os temas abordados com o rigor das publicações técnicas de todos conhecido. RICARDO DARUIZ BORSARI Superintendente do DAEE . em nível básico. travessias e barramentos distinguem-se por interferir nos cursos d’água e estar sujeitas ao poder destruidor das enchentes. sem experiência. acompanhado dos conceitos e equações indispensáveis à sua compreensão. É uma forma de o DAEE transferir sua experiência aos profissionais que atuam na área. Obras civis como canalizações. Antes é preciso lembrar que equações e tabelas apenas levam a resultados.

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