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O Rei vai nu

O Rei vai nu

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"O Rei Vai Nu", A "Bíblia do Cânhamo", original escrita pelo Sr. Jack Herer, grande ativista da Cannabis. O livro está na edicao portuguesa de Portugal, ainda nao existe a versao brasileira do livro. (Título em ingles: The emperor wears no clothes)
"O Rei Vai Nu", A "Bíblia do Cânhamo", original escrita pelo Sr. Jack Herer, grande ativista da Cannabis. O livro está na edicao portuguesa de Portugal, ainda nao existe a versao brasileira do livro. (Título em ingles: The emperor wears no clothes)

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ORIGINAL ESCRITA PlLO SR.

JACK BERER

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II Prothiç da MarilM •• Pode • Como o
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A uBíBLIA DO CANHAMO" ORIGINAL ESCRITA PELO SR. JACK BERER

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CA Ao CO M O O CONSPIRACH ANTRA A EA M A IJ U A A
CientfOco sobre a Planta Cannabis 'Sativa L.

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o Registo Hist6rico e

A Proibição da Muijuana e Como o Cânhamo Pode Ainda Salvar o Mundo

A CANNABIS EM

EX TR A! TUGAL POR

Nota à Ediçõo Portuguesa
A edição portuguesa de The Emperor Wears No Clothes, de Jack Herer) apresenta algumas diferenças em relação à original, não incluindo os Apêndices) onde se reproduzem fontes citadas no texto, a Documentação) uma colecção de recortes de imprensa sobre o cânhamo-de-cannabis, e o Suplemento Publicitário. Adicionalmente, a adaptação do formato A4 original da edição americana desta obra obrigou a fazer algumas alterações de pormenor ao seu conteúdo.

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DEDICATóRIA
A fdw;n UCapitão Ed" M. Ada;r III
Nascido a 29 de Outubro de 1940; Falecido a 16 de Agosto de 1991, de Leucemia Pai de Scarlet, Robyne Edwin Marsh IV

Ele foi o meu mestre, sócio e amigo; o homem mai honrado e o mais bravo combatente pela liberdade que jamais conheci. Ele ensinou a tantos de nós como salvar a Terra de nós próprios e a rir dos seus inimig , em deixar de os estimar. Em 974-75, a po e de menos de uma onça de cânhamo/ganza foi descriminalizada no estado da Califórnia. O Capitão

finalmente no hospital, quatro dias antes de ele falecer em Agosto de 1991, era do seguinte teor: jurávamos trabalhar todos

. d Cà direita na imagem acim.a, com o autor no Encontro do Rainbow realizado no Mimlesota em 1990) tinha 33 anos e eu 34.

os dias para legalizar a marijuana e tirar da cadeia todas as pessoas presas por ganza, até 11'lOrrermos ou a marijuana ser legalizada, ou podíamos desistir quando fizéssemos 84 anos. Não éramos obrigados a desistir, mas podíamos fazê-lo.
Quando fizemos pela primeira vez esta jura faltavam cinquenta anos para nos tornarmos octogenários. Incrivelmente, achávamos que, à luz de toda a espantosa informação que havíamos descoberto sobre o cânhamo, a batalha para a legalização competa da cannabis estaria terminada com facilidade em seis meses dois anos no máximo .. . O Capitão Ed mostrou-nos que o cânhamo é um dos mais estimáveis e importantes salvadores da Humanidade. Eu comprometo-me a continuar a luta, e peço aos meus concidadãos da Califórnia, e a todos os americanos, e ao resto do mun.do, que se nos juntem.

Fizemos uma jura. Nessa altura, virtualmente toda a pe soa que p rtenc.iam ao movimento pr -ganza californiano consideravam que já tínhamo ganho. C meçaram a afastar-se do m vimento e a regre sar às suas ocupações, pensando que a batalha t rminara e que os políticos tratariam dos últimos detalhes ... Capitão ' d desconfiava que os políticos fo em terminar o trabalho. E nha razão. A jura de d, que eu subscrevi em 1974, e de novo em Abril d 1980, 1986 e 1988,
15 de Julho de 1998

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Introdução por Jack Herer Prólogo por Michael E. Rose Prefácio por George Clayton Johnson

I Capítulo I RESENHA HISTÓRICA SOBRE O CÂNHAMO-DE-CANNABIS Notas Explanatórias • O Cânhamo-de-Cannabis • O Que um Nome Indica • Notas Históricas Americanas • Notas Históricas Mundiais • Combateram-se Grandes Guerras • Por Que É Que o Cânhamo é Tão Importante? . 5 Capítulo 2 UM BREVE SUMÁRIO DOS USOS DO CÂNHAMO Navios e Marinheiros • Têxteis e Tecidos • Papel • Quando o Cânhamo Salvou George Bush '. Cordas, Cordel e Cordame • Telas para Pintura • Tintas e Vernizes • Óleo de Iluminação • Energia de Biomassa • Medicamentos • Óleos Alimentares e Proteína • Materiais de Construção e Habitação • Para Fumar (Lazer e Criatividade) • Estabilidade Económica, Lucro e Comércio Uvre • O Desafio • O Efeito de Estufa e o Burocrata • Diagrama da Planta • G. W Schlichten e o Descorticador

A CONSPIRAÇÃO

A MARIJUANA

23 Capitulo 3 NOVO PRODUTO AGRíCOLA MULTIMILIONÁRIO Artigos das revistas Popular Mechanics e Mechanical Engineering, ambas de Fevereiro de /938.
31 Capítulo 4 OS ÚLTIMOS DIAS DA CANNABIS LEGAL Revolução no Fabrico de Papel • Um Plano para Salvar as Nossas Florestas • Conservação e Redução na Fonte • Conspiração vs. Competição • "Reorganização Social'" A Desinformação de Hearst • Xenofobia e Apartheid • ATaxação da Marijuana • "Alguém Consultou a A.MA?"· Houve Mais Quem Se Pronunciasse Contra • Protegendo os Interesses Especiais • Mentiras Autoperpetuadoras

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45 Capítulo 5 A PROIBiÇÃO DA MARIJUANA Esmagar a dissençõo • A Erva e a Ameaça à Paz • Um Programa de Controle • AFraude Farmacêutica de BushlQuaylelUlly • Comportamento Criminoso SO Capítulo 6 A LITERATURA CLíNICA SOBRE A MEDICINA DA CANNABIS Cuidados de Saúde Acessíveis • Século XIX • Século XX • Aceitação Popular • AConferência de Asilomar • Proibição da Investigação • Juiz da DEA Delibera a Favor da Marijuana Médica • As Empresas Farmacêuticas • A Raposo e o Galinheiro • Minando a Competição Natural • Envenenando o Terceiro Mundo • Reescrevendo a História

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59 Capítulo 7 O USO TERAPÊUT CO DA CANNABIS : Asma' Glaucoma • Tumores • Náusea/Quimioterapia do Cancro '. Epilepsia, Esclerose Múltipla, · Dores nas Costas e Espasmos • A Determinação de um Homem .• CSOs Antibióticos e : AntiBacterianos • Herpes, F ibrose Quístico,.Artrite e Reumatismo Expectorante • A Cannabis · Compassiva e as Culturas Cruéis • Sono e R elaxamento • Suess e Enxaquecas • Apetite • A Guerra às Drogas • Salivação SIDA, Depressão, etc. "' Riscos Aceitáveis
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71 Capítulo 8 A SEMENTE DE CÂNHAMO' COMIO ALIMENTO
, BÁSICO DO MUNDO Nutrição com Sementes de Cânhamo • A Melhor fonte Alimentar da Humanidade .' O Espearo da , Fome Mundial' Um Elo Fundamental na Cadeia Alimentar

, 75 Capítulo " ECONOMIA: I I ERGI A E AMBIENTE EN I Energia e Economia' Combustível Limpo , Renovável • BiomassQ' pam a Abundância' Energética • e · Quintas Familiares ou Combustiveis Fósseis '. Quol É1 Problema? • A.segunda Guerra Mundial .. 0 · Segurança Energética .. Uvre Iniciativa, Lucro Elevado .. Mudanças riO Afta C.oswro .. Resistentes · Produtos de Papel • Substituto B iodegradáveJ paro o Plástico, • Negócios e Taxos Derivados • Economia Verde .. Recuperação da Terra e do Solo .' Guarda Natural " O Corro de Biomassa de Henry Ford
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85 Ca,pítulo I OMITO, MAGIA. I MEDICINA E O Que Um Nome Indica (2) • Os Primeiros Utilizadores Conheddos de Marij ano • AC. • O Cânhamo e os Citas • O Fio da Civilização" O Cânhamo' ria'ApliGoçào da Lei A Medicino Vegetal da Cannabis • Os Filósofos Místic(}s .. AMent, NaturoJ• En DitO , m SegredOI .,A Unha e e , Judaica • O Que Diz a Bíblia • O Cr.stianismo Primitivo O Sacro impéIio Romano • A Ar(stocloda i Igreja/Estado • A Política do Papel" A P roibição dos MedicamerTtos de' Ú1nndbis .. as Medicamentos Medievais Legais' Contradições' ETodovia' o Cânhamo Persistiu • Mode (} Económico das Leis de : Confisco· Iluminismo • A Com, aroção que Jefferson fez , om .o Tabaco p c
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A CONSPIRAÇÃO' CO'NTRA A MARIJUANA
97 Capítulo I, I A GU'ERRA (DO CÂI HAMO), DE 181 '2, N , NAPOLEÃO E.A RÚSSIA
A história oculta do papel que o cânhamo , esempenhou numo , ra histórica 'mportan!e • De' I' 740 d e , até 18/5 103 Capítulo 12 O :USO DAS DI . GAS DE CANNAI I S RO B AM: , I'CA DO SÉCULO XIX ÉR Medicação com Marijuana • Inspiração Uterária • Rebuçados de Ho)(i • $íiI ões, d- fumo Turcos .' Tão Americano Como Torta de Maçã • Calúnias

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108 Capítulo I J RACISMO:A MARIJUANA E AS LEIS JIM CROW Fumar na América- Blackface • Todo Aquele Jazz • O Ódio que Anslinger Nutria Pelo Jazz • Os Mexicano-Americanos • A África do Sul • Vestígios 115 Capítulo 14 MAIS DE SESSENTA ANOS DE SUPI ESSÃO R Forças Armadas - A Privacidade É um Direito· Testes à Urina - laRouche Contra o Rock • Babe Ruth • Dividindo Famílias • Vigilância e • Uma Política Antiamericana • Polícia, Segredos e Chantagem- Paul McCartney/8anda em Fuga • Humilhação Pública • Lei Feuda/ • Armadilhas, Intolerância, Ignorância • A PDFA • O Programa DARE· A Hipocrisia Absoluta • Os Média Entorpecidos • Injustiça Continuada

A CONSPIRAÇÃO CONTRA A MARIJUANA
130 Capítulo 15 A HISTORIA OFICIAL: DESMASCA, ANDO A R u HCI:ÊNCIA RASCA Desperdiçando Tempo eVidas • Conversa DuPla • Relatórios sobre Lesões Cerebrais • Efeitos Duradouros • Os Estudos de Nahas • Relatórios sobre Lesões Pulmonares • A Radioactividade no Tabaco • Estudos de que o Governo Não Fala '. O Estudo Copta • Os Estudos Jamaicanos • O Estudo Costarriquenho • O Modelo de Amesterdão • Corrupção: OCaso Carlton Turner • Bush Ataca de Novo - Comparação com o Alcool 147 Capítulo 16 O REIVAI I U N A Fábula • Analogia Lógica • As Verdadeiras Consequências da Proibição • Repressão High Tech • Desperdiçando os Nossos lmpost, s • A Supressão dos Factos pelo Smithsonion • Critérios Duplos • o Políticas de Ignorância • O Que E a Lei? • Conclusão • O Que a Justiça Exige • O Que ° Leitor Pode Fazer 158 Epílogo: O Estado do Reino do Cânhamo, 2000

168 Actua'lização da la edição, portuguesaó Novembro 2002

169 Apêndice UMA BRiEVE HISTÓRIA DA C.ANNABI.S EM PORTUGAL OCanhamo Nosso de Codo Dia • Quando em Portugal Até os Padres Eram Obrigados a Cultivar Cannabis • Garcia do Orta Apresenta o Bangue ao Ocidente • ACapital Portuguesa da Cannabis • Eça de Queirós: "Pois Venha o Haschisch!"· A Cannabis na ,ungua Portuguesa • "Se Não Comes a
Sopa, Chamo o Traficante ... '" Os Mil e Um Segredos de Fátima • AGonzo Estreia-se no Cinema Nacional

107 I ibl'iografia: Leituras Recomendadas B 213 índice Remissivo: Referências Cruzadas

xiii

INTRODUÇÃO à edições de 1
ste livro é dedicado a todos os prisioneiros de consciência desta guerra desencadeada contra uma planta; e ao espírito indomitável de pessoas em toda a parte que procuram conhecer a ver;dade para que possamos continuar a viver sobre a superficie da Terra com todas as suas inúmeras e abundantes p.lantas e substâncias naturais. O objectivo deste livro é apre ntar uma rigorosa perspectiva hi tórica, 0eial e económica sobre o ânhamo/marijuana) a qual é neces ária com vi ta a assegurar reformas legai abrang nte , abolir as leis que proíbem e ta planta) e alvar os si temas vitai da Terra. Escrevi o meu primeiro livro obre marijuana, G.R.A.S.S.) no início d 1973. À época, desconhecia qualquer utilização para e ta planta, com a po ível excepção do fabrico de corda) quanto mais que ela era o mais importante recur o terre tre para a produção de papel, fibras) combustível) etc. Completei a ver ão ini ial de O Rei Vai Nu em 1985, apó doze ano pa ado a recolher informação obre o cânhamo. intenção do livro era ser o culminar d uma cruzada pessoal muito concreta. que empreendi com o meu amigo de longa data e sócio, Capitão Ed Adair para conseguir o direito de e u ar marijuana e educar as pes oa obre o cânhamo. Foi o Capitão Ed quem) de d 973) me encorajou con tant mente a regi tar e compilar o facto que eu ia obtendo obre a marijuana e cânhamo. Ao recolher um facto aqui e outr a1i, começou a revelar- e uma p r pectiva mais alargada do cânhamo-de-cannabi e da sua upre ão - p rsp cti a e a que eu não antecipara. O que começou a formar- e, fa t ap6 facto empírico, foi a imagem de um mundo a ser destru ído por uma perver a conspiração para uprimir nã urna

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tribuição de monta para este empreendimento. Os conflitos de egos estiveram ausentes quando quatro ou cinco de nós ficaram acordados noites a fio; só o melhor de cada espírito se manifestou. Quando e escreve wn livr.o como O Rei Vai Nu original, dado que a informação que devia s r do c nhecimento comum é virtualmente desconhecida dos nossos docentes e cidadãos, espera-se sempre que alguém dotado de grande energia e intelecto o leia, o aSSW11a como cau a e pa e também a en iná-lo aos outros. Ao longo dos anos, centenas, talvez milhares, de pessoas que leram O Rei Vai Nu agradeceram-me por ter e crito um dos seus livro preferidos. Num concerto dos Grateful Dead, um doutorado de Yale chegou mesmo a agradecer-me abraçar-me por eu er o seu autor pr ferido de sempre, dizendo- e encantado por eu ainda estar vivo! (Estava obviamente a confundir este livro com a história infantil homónima que Hans Christian Andersen screveu no século XIX, a qual a sua mãe lhe lera quando era menino). Um dia no fmal de 1988, Chris Conrad leu O Rei Vai Nu e tornou-se o meu aliado. Com as sua infindas energias e prodigiosos talentos editoriais, Chris trabalhou 40 horas por semana durante quase cinco meses, sem qualquer remuneração, agindo todavia como se sse receber um milhão de dólare pelo seu trabalho. Du rante tod este tempo, a mulher de Chris, Mikkiorri , deu o seu ap io cliver ificado a este projecto. Qu riam também transmitir infindos agradecimentos ao resto do nosso dedicado grupo: Obrigado ao m u antigo editor associado e r da tor adjunt , Lynn Osburn, que é ao mesmo tempo um grande escritor e um grande cientista da energia do cânhamo/marijuana. Lynn dedic u-se a verificar se o cânhamo era de facto um dos principaj recursos naturai ren váveis da Terra. le estudou a tecnologia capaz de gerar energia limpa reno-

vável para ser usada no planeta. Os resultados da sua brilhante obra podem descobrir-se em todas as páginas deste livro. O trabalho de Lynn revelará às pessoas de todo o mundo a beleza, necessidade e facilidade do cultivo e conversão de energia. Lynn trabalhou dia e noite, fazendo pe quisas para este livro até 2 de Janeiro de 1990, quando foi preso por crime de cultivo de marijuana. Encarcerado em Ventura County, Califórnia) por um período de um ano, continuou a editar activamente este livro por detrás das grades. A um dos meus grandes associados e redactores contribuintes, a mulher de Lynn, Judy Osburn. A Judy tornou -se, por necessidade e ultraje, uma respeitada autoridade em legislação sobre apreeen são e confisco. A necessidade surgiu quando o governo apreendeu a casa da família Osburn em 1988. Desde então) o casal Osburn desenvolveu comigo um plano para salvar o planeta para os nossos filho. O excelente livro que Judy escreveu, Spectre af Farfeiture [O Espectro do Confisco], relatando a sua odisseia, encontra-se agora esgotado. A Shan Clark, pela sua participação activa na edição) catalogação e redacção deste projecto, e por tê-lo empurrado em frente quando ele ou eu poderíamos de outro modo ter estagnado À minha antiga assistente, Maria Farrow, que me acompanhou da Biblioteca do Congresso à Smithsonian Institution e ao Departamento de Agricultura dos E.U., enquanto procurámos dúzias de funcionários governamentais para os inquirir sobre o cânhamo, e localizámos centenas de documentos sobre esta planta e o seu encobrimento. A Dana Beal, por todo o seu brilhante trabalho de investigação que permitiu ligar o livro DuPant Dynasties, de Jerry Colby, com a informação sobre a proibição do cânhamo. A Jerry Colby, pelo seu trabalho corajoso e engenhoso, que nos tornou COllS-

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ciente da megalomania do DuPont . A Ben Ma el, pela sua crítica positiva, grande assistência e investigação sobr o dado mais esotérios relativo ao cultivo mundial do cânhamo, e por outras coisas ainda ... A Julie Kershenbaum, pela excelência da sua assi tência editorial e r vi ão d provas, e a D. S. H., pela ua a i tência editorial e meticulosa preocupação c m exactidão e legibilidad . A Brenda Kershenbaum e Doug McVay pela re i ão d provas e comentário editorai qu fizram para a dição de 1990. A Steve Hager,. John Holm trom e a equipa da Righ Times pela ua a . da editorial e total apoio que pre ta am, não apena a este projecto, ma à id ia de que a Terra pode ser salva, e qUI ada um de nós pode tornar- e um "Combatente pela Liberdade" em prol d tacau a. Aos Wiz Kids da Kno Ware, Ron lawrence e Vicki Marshal, que por iniciativa própria digitalizaram em computadore Mac a antiga versão de O Rei Vai u. m 1989) ao regre ar de uma éri de aletras universitárias sobre o cânhamo, ele presentearam-me de surpresa c m um ficheiro digital contendo o te do livr antigo) o que me conferiu o adianto de que eu carecja para realizar e te enorm empreendimento. A Timothy Leary, que encorajou Ron e Vicki e eu a realizarmos esta obra. George Clayton John on, que durante quatro anos me fez çhegar provas fre cas de O Rei Vai Nu e um carinhoso en rajamenta para actualizar e reeditar t li roo Aos meus senhorio altruísta, Ed ther, que protelaram o prazos de pagamento do aluguer, de modo a q ue e t projecto, no qual também a reditavam. não parasse ou estagnas e de id a minha escassez de fundos. Aos meus amigos doutore Tod ikuriya e Fred Oerther, pela crítica qu fizeram da secçõe médicas de te ]í roo A Loey Glover, r, pon ável da ed nacional da NORML, pelo eu apoio constante e caloroso encorajamento.

A Gatew od aJbraith ark Br nnamen, de Lex.íngton. Kentucky. p [ t, da a n tá eJ in tiga - o qu fiz ram obr a cannabi , e p la luta que empre nd ram a ia 'or do d' reito legíti m , p tendal e do cidadão d ntu

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David e Debbie, Steve e Chuquette, Roger, Gary H., Rooster, Dudley, Tim, Rose e Chris, Gail e Billy, o Estranho Amigável Ed, Steve e Andrew DeAngelo, Rick Pfrommer, Peter A., Larry ., Floyd, Jean Michel Eribon, Ron Tisbert, Ri.chard M ., T. c., Mitche1 de Nova Jersey, Beau e Rachael, o falecido Jonathan Drewel (que da Southern Montana University nos fez chegar toda a sua incrível energia), e Lynn "Thelma" Malone, por terem mantido a chama acesa durante o últimos cinco anos, e a todo quantos leram esta obra, ou para ela contribuíram, dos quais eu po sa ter-me esquecido inadvertidamente.

PARA A EDICÁO DE 1998:
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A Michael Kleinman, que teve o sentido d previsão e negócio para tornar esta edição do Rei a melhor de sempre. A minha esperança é que este livro ajude todos a compreenderem a verdadeira natureza do cânhamo-de-cannabis, e que você, caro leitor, decida tornar-se activo no forço para parar este crime contra o Homem e a Natureza: a proibição da marijuana. O objectivo deste livro é

fornecer ao leitor as ferramentas, os factos inegáveis e a sensação de ultraje necessários para derrotar mais de 60 anos de mentiras contínuas e supressão da verdade por parte das autoridades.
Tentámos ser tão factuais e exactos quanto é humanam nte possivel, ma erão empre neces árias revisões e corr cções. Por favor enviem-me cópias de quai quer documentos ou materiais que fortaleçam aLnda mais a próxima edição do Rei. E de novo o meus agradecimentos aos

meus leitores e parceiros de descoberta de 1992: obrigado por todos os documentos, recortes e sugestões que nos enviaram durante os últimos anos. Continuem a enviar-me as novas informações que nos ajudarão a completar este quebra-cabeçasem futuras edições. A ReShard e seus amigos em Treasure Valley, Indiana. Desejo agradecer de novo aos meus inúmeros editores, presentes e passados (Leslie Cabarga, Jeff Meyers, Tod McCormick, Jeremy Stout, Lynn e Judy Osburn, Ellen Komp, Chris Conrad, Shan Clark, Bryce Garner e Carolee Wilson), por serem os mais extraordinários colaboradore , patriotas e apoiantes do cânhamo com quem alguma vez poderia ter desejado trabalhar. Obrigado .também a Steven Saunders, Milo, Ivy e Michael M., os editores associados da edição deste livro em CD- Rom, The Electric E111peror. E flnalment e, à minha namorada, Jeannie Hawkin , cuja dedicaçãO ao movimento do cânhamo e trabalho duro neste livro me tomaram o mais feliz e afortunado de todos os guerreiros do cânhamo. Sinceramente,

Jack Herer Director e Fundador, HEMP (H elp End Marijuana Prohibition)

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PRÓLOGO
Redigi meu primeiro prefáci para uito t mpo p ou d d então, mas algumas coisas manti eram- e on tant. 19 5, r ri o 600.000 detenções p r po se de marijuana. m t do o p ' . o ano p houve 642.000 novas detenç - prd lito rela ionad m m rijuana. P I 75% desses casos envolviam po e ou cultivo para consumo p alo Estes treze anos trouxeram alguma mudan co o l r . tuai n -e legais são mais severas ainda. Mai pe oa do que m 19 5 e t-o p rder a uas a devido a crime relacionado com a marijuana. Corno r uJt d da rr à dr g a construção de pri ões - não de e cola - t rn u- a mal ria ílld' tri crescimento, e a protecçõ s con agrada na uarta nda a t rnarmemória grata ma cada vez mais ténu . Outra mudança perturbadora D i a intensificação qu - do nível de hipocri ia governamental. Ap ar dpro lama ,. trário) actualmente ninguém pode acr ditar qu a gu rra a do que foi a guerra no Vietname. · inguém p d p r riament em u a cios de um cessar-fogo permanente n ta CL mente gu rr por ausa de dr ga . Todavia) a guerra continua. Ape ar do no , nh imento mi· b ar para excluir da questão o valor terapêuti o da marijuana p oas continu m a r pr cessadas pelo uso puramente médi o que fazem da cannabi . ' izem aut ridad : "Talvez seja verdade, ma estamo a nviar uma m n ag m: ntão e 2.000 p soas foram vítimas numa guerra que tem apena uma ra ionaliza ão imb li a? I to soa a um enorme desperdício. Observo os comentário que fiz há treze ano atI:" into um rto e pan t minhas palavras ainda serem exacta. O' facto é decerto ai az e apontador. esperança era que pudé emo ter dec'dido a que tão, e que h j o Ih'ro d Ja k tivesse tornado uma curio idade histórica. ão. o li [iO tão, ,o ortuno h j mo sempre) e o Rei ainda vai nu.
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Michael E. Rose, advogado m Portland

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Jack Herer conseguiu o seu objectivo. Com incrível precisão, apoiando-se em volumosas pe quisas, colocou o dedo no ponto onde convergem todas as tendências que ameaçam sufocar o mundo. E no núcleo destas complexidades descobriu o CÂNHAMO. A premi sa do livro de Jack Herer, O Rei Vai Nu, é maximamente fantasiosa: Que as diversas propriedades da aviltada e condenada planta de marijuana podem fornecer suficiente vestuário, óleo, medicamentos, alimentos e habitação para todos os povos do mundo, caso ela eja completamente legalizada e comercializada; e que o cãnhamo provará er o meio de alva r o planeta (nós) da chuva ácida, do aquecimento global e da rarefacção das nossas precio as florestas e combustíveis fósseis. Mais ainda - que os alegados perigos de fumar marijuana empalidecem perante as muitas vantagens potenciais do comércio livre de cânhamo e produtos derivados. Agora que Jack a inalou estes facto a um mundo em mudança que anda em busca da verdade - os cidadãos irão decerto repor as coisas no seu devido lugar renunciando ao Tratado da Convenção Única de 1961 sobre as drogas e a marijuana, e apetrechando-se de forma a produzir uma enome quantidade de bens de qualidade e ecologicamente benignos para uma sociedade de mobilidade ascendente. Enquanto escritor de ficção científica, sinto-me atraido por esta visão de um mundo alterado de céus limpos e viçosas florestas, repleto de pessoas amantes da liberdade que vivem em casas de cãnhamo, u am roupas de cânhamo, comem saladas de tofu de cânhamo e guiam o seus automóveis de cânhamo movidos a cãnhamo ao longo de autoestradas bordejada a cânhamo. Jack argumenta muito bem em favor desta possibilidade. O facto é que fiquei encantado com a leitura que fiz deste informativo livro. Aparentemente, Jack Herer tem um onho - no seu futuro, o cânhamo está completamente integrado na sociedade, de tal forma que os combustíveis fósseis e fibras intéticas, por exemplo, terão sido substituídos por substâncias naturais que são anualmente renováveis e não-tóxicas. Para além da elevação da nossa inteligência) ele antevê a melhoria da nossa aúde graças à proteína completa chamada edistina e aos ácidos gordo e senciais, o linolénico e o linoleico, que se encontram em abundância no miolo e no óleo da semente de cãnhamo. Ele antevê como as nossas habitações, a no sa alimentação, o nos o vestuário, os nossos medicamento, os nossos combustiveis e o nosso estado mental e espiritual erão melhorados devido ao cânhamo. Ele dedi.cou a sua vida a tornar r aI est seu futuro. Eu coo eguiria viver nele.
- George Clayton ]ohnson) autor de 8 episódios da série Twilight Zone, de Twilight Zone ( . he Movie), Logan's Run (livro e filme), Star Trek, Oceans Eleven, Kung Pu, etc., 15 de Maio de 1998.

xix

CAMPONESES COLHENDO cÂN'HAMO O, I íCIO DO S CULO XX Ao longo de muitos milhares de a noS', por UJdo o mundo tomlllas inteiros
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juntaram.se para fazer ,as colh'eitas dos campos d ,c ânhamo no a, ge da u época de floração deste, n unca sonhando qu,-' um dia o gov mo dos E.U. lideraria um movimento internad onol p ara ,e ITadif:o r ti p'anta cannabls da face da Terra. Ao longo dos ú/timo. sessenta onos" os , stados Unidos' ,n dO $, , S D"'Ords E 6d jarom o uso do cânhamo, mas odop,t aram uma poll 'CD d extinção, da desta espécie de planta. O impacto de' aciden'rolmente, ou mesmo d forma consciente, se destruir uma forma de vida .sfJedfico nunca :01 ( talmente considerado, quanto ma is o e:fefto' d'en o1aque concertado CO'R tra aquele que é possivelmente o principal recurso _noáv I da Terro. tendo literalmente centenas de aplicações criticas m esp c na substi tuição da maioria dos usos dos combustlveis fós.seis da lnad'e 1'0' e dos produtos petroqufmicos.

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Res, nha Histórica e sobre o Cânhamo-de-Cannabis
Para Que EsteUvro Seja Maximamente Claro:
As explicações ou documentações marcadas com um asterisco (*) são apresentadas no final do(s) parágrafo(s) relevante(s). Por uma questão de brevidade, outras fontes de factos, episódio ) histórias, estudos, etc., são citados no corpo no texto. As notas numeradas encontram-se no final de cada capítulo. O factos aqui citados são em geral verificáveis na Encydopaedia Britannica, a qual i impre sa em papel feito primariamente de cânhamo-de-cannabis durante mais de 150 anos. Porém, qualquer enciclopédia (por mais antiga que seja) ou bom dicionário servirá para fins de verificação geraL '

CANNABIS SATIVA L.
,lanta também c?nhecida por cânhamo, canhamo-de-cannabis, cânl am indiano, cânhamo verdadeiro, muggles, weed [erva], pot [boi, ganza], marijuana, reefer [ harro, pa sa]) grass [erva], ganja, bhang, "the kind", dagga, herb, etc. i" Todos estes nome referem-seexactamente à mesma planta!

P

NOTAS HISTÓRICAS AME: ICANAS R

marijuana foi promulgada na Colónia de Jamestown, Virgínia, «intimando" todos os agricultores a «experimenCannabissativa I. tar" (cultivar) sementes de cânhamo indiano. Leis adicionais mandatórias do cultivo QUE UM NOME INDIC.A de cânhamo foram promulgadas no (Geografia dos E. U.) Massachusetts em 1631, no Connecticut EMP tead [Lugar do Cânhamo 1, em 1632 e nas colónias de Chesapeake até . Long I land; HEMPstead County, meados do século XVIII. Em Inglaterra, o cobiçadíssimo préArkansa ; HEMPstead, Texas: HEMPhill [Colina do Cânhamo], Carolina do mio de cidadania britânica completa era Norte; HEMPfield [Campo d Cânha- conferido por decreto real a estrangeiros mo], Pen ilvânia; entre outro lugares, que cultivassem cânhamo, e amiúde eram aplicadas multas aos que recusasforam baptizados com o nome d regiõe onde se cultivava o cânhamo, ou com sem fazê-lo . O cânhamo-de-cannabis fo i moeda nomes de famílias derivados do cultivo corrente na maior parte da América do de cânhamo. Norte de de 1631 até ao inicio do século XIX. Porquê? Para encorajar os agricult No mund lu 6f0110, diz- também "ma onha" tore americanos a cultivá-lo em maior (Brasil), "liamba" (Angola) e "SOTurna" (Moçambiquantidade. 1 que). (N. do T.)

E

m 1619, a primeira

lei americana sobre

o

H

Durante mais de 200 ano , por toda a América puderam pagar-se impo to com cânhamo-de-cannabi s.2 Durante diversos período dee a ez registados na América, corria- e mesmo risco de prisão por não se cuJti a r annabis, p. e.) na Virgínia entre 1763 e 1767.
(Herndon, G. M., Hemp il1 Colonial Viriginia. 1963; The Chesapeake Colonies, 1954. L.A. Times, 12 de Agosto de 1981; et ai,)

antigo nome do cânhamo. Pelo o século X a.C. , Ma tornara-se' , termo genérico para as fibras de todos os tipos. Por essa altura, a palavra para cânhamo tornara-se "Tai-ma" ou "Daima", significando I4gran de cânhamo",

o caracter chinês "Ma" foi o .mais

te de cânhamo parti ularment b m,. a quai I m contraban a a 'I alm -nte da China para a Turquia. crune e vaJorÍ2aam tanto a ua emente de canham qu t rnar m a ua ex ortação um crime c p·taJo , Cen o do tad n° d de r 50 contou -327 "planta õe (D mínim q inta . de 200 aer ) qu cult' a am cânham -d -canna' par n6 c ã d roupa, teLa. e ln m mo da cord em u ada. para enfardar .o aIg dã . desta lan ta õ 1 aliza anoe tado fronteiri primariam nt devido ao trabaJh e ravo t. que ante de 1 5e taa dOp , el para a indú tria do cânham utilizad ra d mão-de- bra inten i a.
(Ce: U.• 1 50; AlI n Jam n • Tlle Reigll of Law, A Tale 01 rh Kmrucky Hmrp Fieids,

George Washington e Thoma san cultivavam cânhamo na suas plantações. Jefferson,3 enquanto foi enviado oficial em França, incorreu em grande despesas - e até mesmo em riscos GOn i· deráveis, para si e para os eus agente secretos - de forma a conseguir emen-

::Ia Millan Coo. 1900' Roffman, Rog r, Ph. D., Marijuana as edi ° n. en rone W 119 2.)

prim ir

rn nOU ter-

Panela contendo cânhamo (em cima) e ;ncensório paro de um sitio funerário cita. 2

mith utr:a '

farmacêuticas e apotecários americanos. Durante todo est tempo não ocorreu uma única morte causada por medicamento feitos de extracto de cannabis, e não foi relatado virtualmente nenhum caso de abuso ou de perturbações mentais,

Ideograma sino-japonês para nmedicinatl: o caract er superior significo f'erva" e o in ferior significa "prazer".

bras, tecido , óleo de iluminação, papel, incenso e medicamentos da Terra. Era além disso uma fonte primária de óleo alimentar e proteínas essenciais para seres humanos e animais. Segundo virtualmente todos os antro pólogos e universidades do mundo, a marijuana era também usada na maioria das nossas religiõe e culto , sendo uma da meia dúzia de drogas mais usadas para alterar a disposição e a mente, quando tomada como sacramento psicotrópico ou psicadélico (que manifesta ou expande o espírito). Quase sem excepção, estas experiências sagradas (com drogas) inspiraram as no sas superstições, amuletos, talismã.s, religiões, preces e códigos linguísticos. (Ver capítulo 10 em "Religiões e Magia".)
(Wasson, R. Gordon, Soma, Divine Mushroom of Immortality, Allegro, J. M., Sacred Mushroom & the Cross, Doubleday, NI, 1969; Plínio; Josefo; Heródoto; Manuscritos do Mar Morto; Evangelhos Gnóstico ; a Bíblia; Ginsberg Legends Kaballah, c. 1860; Paracel o; Museu Britânico; Budge; Er/cyc. Britar/nica, «Pharmalogical Cults"; Schultes e Wasson, Plants of the Gods; Investigação de Schultes, R. E., Dept. Botânico de Harvard; Wm. EmBoden, Cal Stat U, Northridge; et ai.)

excepto algun utilizadores pouco ou nada experimentado que e entiram desorientado ou xces ivamente introvertidos.
(Mikuriya. Dr. Tod, MarijlJQI1Q Medical Papers, Medi - omp Pre • CA, 197J; ohen, idney e Stil man, Richard, Therapeutic Potential of Marijuana. Plenum Pre ,NI, 197 6 .)

NOTAS HISTÓRICAS MUNDIAIS
" Apar ntemente, a .mai . peça de te ido conheCIda fOI feIta d cânham ,O qual começou a er trabalhado no itavo miléni. a. .

COMBATERAM-SE GRANDES GUERRAS PARA ASSEGURAR O ABASTECIMENTO EM CÂNHAMO
or . exem pIo, a causa principal da . . Guerra de 1812 (que a América combateu com a Grã Bretanha) foi o acesso ao cânhamo-de-cannabis da Rússia. O cânhamo russo foi também a cau a principal da invasão da Rússia em 1812 por Napoleão (à época nos o aliado) e os seus aliados dos «Si temas ontinentais': (Ver capítulo 12, ''A Guerra (do Cânhamo) de 1812 e Napoleão Invade a Rússia:') Em 1942, após a invasão japonesa das Filipinas ter interrompido o aba tecimenta de cânhamo-de-manila (abacá), o governo do E.V. distribuiu 200.000 quilo de ementes de cânhamo a agricultores desde oWisconsin até ao Kentucky;

P

(The Columbia History of the World, 19 81 ,
página 54.) . O corpo de literatura (p.e. arqueologia, antropologia, filologia, economia, hi tória) refer nte ao ãnhamo está de acordo g ral em ue, no mí imo: De de mai de 1000 anos ante do tempo de ri t até 1883, cânhamo-de-cannabi - d facto, a marijuana - foi a cultura agrícola mais important do no so planeta, e a sua maior indústria, envolvendo milhares de produt e empre a ; produzindo a maioria das fi-

l

os quais produziram anualmente 4 2.000 toneladas de fibra de cânham até 1946, quando a guerra terminou.

POR QUE É QUE O CÂNHA 0 -DE-CANNABISjMARIJUANA TEM SIDO TÃO IMPORTANTE 'A HISTÓRIA?
orque o cânhamo-de-cannabis I em geral, a mais re i tente, durável e duradoura fibra mole natural do planeta. As suas folhas e flore cên ias (mar ijuana) fo ram - dependendo da cultura - o primeiro, egundos ou t rceir r médios mais usados por doi terç do habitantes do mundo durante pelo menos 300 0 anos, até ao início do éculo XX. Botanicamente, o cânhamo faz parte da mais avançada família d plan tas da Terra. É um a planta dióica (i t é, t m variedades masculinas, feminina e por ve-

ze h rmafrodi ) an ua]. Jenh bá qu ao J do que lrtuaJmente planta do no robusto a 7 metro urta taçã , d cr ulti ada em irt clima ou condi .

P

«A inalação das folhas [de cânhamo] é um b m d nte para o cérebro; o sumo das foili apü a como lavagem remove a ca pa e o verm, . umo atiradas para o ouvido aliviam a d r e d tr m insectos. [O cânhamo] estanca,a diarreia) " útil ntr norreia, restringe as emi sõ em' n i diur tie comenda-se o pó como aplicação ext rn p ra tr tar ri r gr nuJa um das e chagas abertas, e para pr emplastro de raízes cozida e folha para de in6 tar in afi mações) curar eri ipela e ali iar dore n urálgi a . lhas secas, moídas e espalhada br 61 o d o hidrocele e os testículos inchado ': - "Sobre as qualidades médica do cânllamo," do a d 'Iya,
um livro muçulmano de referência médica datafldo do cu/o

1.

Um Breve Sumário

dos Usos , o Cânhamo d
Apostamos 100.000 Dólares+ com o Mundo: Tentem Provarquefstam· · Errados. os
Se proibíssemos todos os combustíveis fósseis e os seus bem como o corte de árvores para abastece. as celuloses e a consr trução civil,. de modo a inverter o efeito de estufa e parar a desflorestação, salvando assim o planeta - entãoconhece-se apenas um único recurso natural anualmente renovóvel capaz de fornecer a maior parte do papel,. têxteis e alimentos do mundo, satisfazer todas as necessidades mundiais em termos de transportes e energia, doméstica e industrial, e em simultâneo reduzir a poluição, reconstituir o solo e limpar a atmosfem... E, essa substancia é - o mesmo j'á fez tudo isso antes o CÔnhamo... de-Connobls ... a Marijuana!

. náutica por cento.pelo menos oasseculo de todas ,velas (de de N ., ante do Dnícios, at muito depois V a.
da invenção e cornerciaJização dos navios a vapor, entre meado e finais do século XIX) eram feita de cânhamo.
As restant 10% eram cm ge ral fe itas de linho ou fibra menores com rami, i al, juta, abaca. (Abel, Erne t, Marijuana: 11/e First 12.000 Years, Plenum Pre ,1980; Her doto. Histórias. século V

1. NAVIOS E MARINHEIROS

.. Kannabis - palavra da língua grega helenizada falada na bacia mediterr.ânica, derivada do persa e de dialectos semitas setentrionai mai antigos (Quanuba, Kanabosffi, Cana?, Kanah?) , os quais os académicos fizeram agora remontar à alvorada da família de línguas indo-semito-europeias, antigas de 6000 ano, faladas pelos sumérios e acáruos. A remota palavra sumério/babilónica K(a)N(a)B(a), ou Q (a) (a)B(a), é uma das mais perenes raízes vocabulares da humanidade. (KN significa cana e B significa dois - doi juncos ou dois sexos. )

a.c.; Frazier, Jack, The Marijuana. Farmer 1972.
lndiçe Agricola d .' .U., 1916-1982; filme do U DA,

Hernp for Victory, 1942.)

é , . 110A pa} avra « canva " . a pr nuncla 1 lande a (por dupla via do fran ê e do latim) da palavra grega "Kannabi ".lI"

Além das velas feitas de tela, até este século virtualmente todo o cordame, cabos de âncora, redes de carga, redes de pesca, bandeiras, sudários e vedantes (a principal protecção dos navios contra a água salgada, usados como calafetagem entre vigas soltas ou verde) eram feitos da haste da planta de marijuana.

Para mais detalhes contactar (I organiUlçào de Jack HereT: Hdp End MarijualUl Prohibitiol1 (H.E.M. P. ), 5632 Van Nuys Bllld. #J1O. Van Nzws, CA 91401; Te/. (BI8) 988-6210; Fax (818) 988-3319; website: jackheT er.C(Jr11
PAIRO JNADO PELA H .E.M. P. (AMERICA) . H ANf HAu I(ALEMANHA),
SE SI SEED lHA H MARIJUANA MUSEU I (H LANDA) li: T .H.C., THE TEXAS HEMP CAMPAIGN (N.-taR..lCA) .

5

As roupas dos marinheiros eram também manufacturadas a partir de cannabis, até ao pormenor dos fios usados para coser as solas dos sapatos (ele próprios sendo por vezes feitos de «canva " ).
,. Nos séculos XVII a XIX, um navio de carga.

ano (até por volta d 1 30) a Irlanda fabricou o m Ihor linh , a Itália fabricou o meLh re tecido do mundo a partir de cânhamo.
edj

ca indicam -

1 93-1910 da Encydop di Britan"i• em 19 • revi La Popu/tlr 1echa-

clipper. baleeiro ou vaso militar médio. carregava
entre 50 a 100 toneladas de cordame de cânhamo-de-cannabis, para não falar nas vela , rede • etc.• necessitava da. sua total substituiçãO ao fim de um ano ou doi, devido ao aprodrecimento causado pelo sal. (Pergunte-se à Academia Naval dos .U., ou atente-se na con trução do USS Constitution, também conhecido por "OId lronsides". que e tá fundeado no porto de Bo ton.) (Abel, Erne t, Marijuana: Th First 12,000 Years, Plenum Press, 1980; Encyc. Britannica; Magoun, Alexander, The Frigate ConstituNon; filme do DA Hemp for Victory, 1942. )

nics e üm u - que pelo meu m tade de lod O material que ai eh m do linho nào foi . cionado ele linho m im d cânhamo. Her to (c. 450 a.c.} diz u as rou d cânh mo que o tráci conli . d li

linho. e que • eria direr linho.

Adicionalmente, no mundo europeu ocidental/americano, o quadros, mapa, documentos e Bíblia dos navios foram feitos de papel contendo fibra de cânhamo desde o tempo de Colombo ( éculo XV) até ao princípio do sécuJo XX. Os chineses, por seu lado, u aram â.nhamo na confecção de papel a partir do século primeiro da nossa era . papel de cânhamo durava 50 a 100 veze mai do que a maior parte das preparaçõe de papiro, e era cem veze mai fácil e econÓmico de confeccionar. Incrivelmente, as vela, cordas, etc., de cânhamo usadas num navio oneravam. mais a sua construção do que as parte de madeira. Mas o uso do cânhamo não se restringia ao mar alto ...

durava entre 50 a 100 v, zes: mais do, que' a e maior ,p arte das prepar, ções de a papiro, · era cem vez· s mais facil e e

o pape" de cânhamo

e b'arato detabricar.

2. TÊXTEIS E TECIDOS
1820 é XX do 80% tecidos usados pela Humanidade para confecção de roupa, t ndas, linhos, tapetes, cortinas, colcha ) lençóis; toalhas, fraldas, etc. - e até me m da no a bandeira, a "Old Glory" - , eram ito principalmente de fibras de cânhamo. Durante centenas, senão milhar ) de

té na século parte re Aaopor volta denademaiorAmérica Ce atoe do mundo)) todo o têxtei

tal forma interligados, que poderão vantajosamente ser considerados em conjunto. O tecido para velas deverá ser taxado em 10% ( ... )".
( Herndon, G.M .. Hemp in Colonial Virginia. 19 63; histórias da DAR.; Abe, E., Marijuana: The First 12 .000 Years; ver também o filme de 1985 Revo/ution, com AI Pac ino.)

até 400 plantas por jarda quadrada que se colhem ao fim de 80 a 100 dias.
(Relatórios obre Colheitas Agrícolas. dados internacionais do USDA. CIBA Review 1961-62.. Lujgi Castellini. Milão, Itália.)

Os carroções cobertos meteram- e a caminho do oeste (Kentucky, Indiana, minais, Oregon e alifórnia*) cobertos com resistentes lonas alcatroadas feitas d tela de cânhamo/ enquanto o navios circundavam o "Horn" na rota de São Francisco usando velas e cordas de cânhamo.
.. As calça levi 's riginai, famosa pela sua grande resistência, foram confeccionadas para os garimpeiro alif, rnianos a partir de velame de cânhamo e rebites. Desta forma os bolsos não se ras gavam quando eram enchido com our sedimentar peneirado.

Por volta de 1820, as novas máquinas manuais para fiar algodão americanas (inventadas por Eli Whitney em 1793) foram

As roupas de confecção doméstica eram quase empre tecida , por pessoas de todo o mundo, a partir de fibra cultivadas no "campo familiar de cânhamo". Na América, esta tradiçã durou desde o tempo dos Peregrino (1620) até à proibição do cânham no anos 30. >lII- No anoS 30, o ongre so foi in formado pelo Gabinete Federal de Nar óticos que muitos polaco-americano ainda cultivavam erva nos s us quintais para fazer cer ulas de inverno e roupas de trabalho, o quais saudaram a tiro os agente por este querer m roubar-lhes a oupas do ano eguinte.

Havia mais de 60 toneladas de cânhamo no U.S.S. Constitution, distribuídas entre velas, cordame, vedantes, bandeiras e insignias, mapas e Bíblias, e roupas e uniformes de marin.heiros.

A idade e a densidade do talhã.o de cânham influenciam a qualidade da fibra. e um agricult r quises e fibra suaves da qualidade do linho, plantaria as suas plantas de cânhamo muito juntas. Regra geral, em se cultivando para uso medicinal ou recreativo, planta- e uma semente por quatro jardas quadrada. Quando plantada para dar emente: quatro a cinco pé . e paçadas.
(Folheto da E t. Agr. da Univ. de Kentucky. Mar-

largamente substituídas por teares e máquinas «industriais" para fiar algodão fabricado na Europa, devido ao avanço que a tecnologia europeia de fabrico de ferramentas e corantes levava sobre a americana. Pela primeira vez, era possível produzir roupa leve de algodão a baixo custo para alimentar rocas e teares, evitando a maceração (apodrecimento) e separação manual das fibras de cânhamo. 4 Por ' m) devido à. sua resistência, macieza, conforto e qualidades duradouras, o cânham.o continuou a ser a segunda fibra natural mais usada até aos anos 30.
aso o leitor sinta dúvidas, a fibra de cânhamo não contém TH • ou "ganza". É isso, não vale a pena fumar a ua cami a! De facto, tentar fumar tecido de cânhamo - ou qualquer outro tecido - pode revelar- e fatal!

ço de 1943.)

Plantam- e cento e vinte a cento e oitenta emente por jarda quadrada para cordame ou tecido ' gros iro, O linho ou a renda de qualidade cultivam- e com

Após a promulgação da lei de Taxação

7

I. Copa da planta mocho, em flor; 2. Copa da planta' fêmeo em 3. Rebento; 4. Folículo de uma folho gronde; 5. Porçoo de' uma trore_oenda

estaminada, com rebentos e uma flo r macho maduro' 6, fI'o res emeos, com estigmas projectando-se do brócteo peluda; 7. ,Frut o ,e ncerrud'o em bmdea' peluda persistente; 8. vista lateral; 9. Fruto, visto da exttemid d ; 10. Pêlo glandular com caule , , , Pêlo ,g landurar com caule invisível curto e unicelular; 12. Pêlo não-glondular, contendo um dstolito. Ifustração de E.. W. Smlt.h.

Cinquenta por cento de todos os produtos químicos hoje usados na agricultura americana são aplicados no cultivo do algodão. O cânhamo não precisa de produtos químicos, e conta com poucos inimigos entre as ervas daninhas e os insectos - excepto o governo americano e a DEA.
,da Marijuana em 1937, novas "fibras de pIá tico" fabricadas p la DuPont, sob licença de patente de 1936 detida pela corporação alemã 1. G. Farben (a abdi.fazia parte das indecação da pat mnizações alemãs à América devidas à Primeira uerra MlUldial) sub tituíram a fibras naturai de cânhamo. (A DuPont americana detinha cerca de 30% do capital da hitleriana I. . Farben.) A DuPont lançou também o Nylon (inventado em 1935) no mercado quando a empresa patenteou em 1938. Carroll (século XIX); e praticamente todos os outros livras eram impressos em papel de cânhamo. O pdmeiro rascunho da Declaração de Independência (28 de Junho de 1776) foi escrito em papel holandês (de cânhamo), assim como o segundo rascunho, completado em 2 de Julho de 1776. Este foi o documento que naquele dia mereceu o consenso e foi anunciado e publicado em 4 de Julho de 1776 ... Em 19 de Julho de 1776, Congre O ordenou que a Declaração fosse copiada e gravada em pergaminho, tendo sido este o documento que os delegados efectivamente assinaram em 2 de Agosto de 1776. As velas e cordas inutilizadas vendidas pelos proprietários de navios como lixo para serem recicladas em papel eram a matéria-prima a partir da qual nós (os americanos coloniais) e o resto do mundo o tumávamos fazer todo o nosso papel. O re tante provinha de roupas, len çóis, fraldas e cortinas usados, feitos principalmente de cânl1amo e por vezes de linho, que eram vendidos a farrapeiras como trapos.*

°

°

( olby, Jerry, DuPont DYllasties, LyJe Stewart,
1984.)

Finalmente, deve notar-se qu cerca de 50% de todos os produto químicos hoje usados na agricultura americana são aplicados no cultivo do algodão. O cânhamo não preci a de produto químicos e conta C0111 poucos inimigos entre as erva daninhas e o in ecto - except o governo american e a DEA.
( avender, Jim, prof, S'or d botânica, Univ r idade do Ohio, "Authoritie Ex.amine P t Claims", Athens New ,16 de Novembro d 1989.)

3. FIBRA E : ASTADE PAPEL P

.. Daí o termo "papel de trapos",

A

té 1883, entr 75 e 90 % de todo o papel do mund foi feito com fibra de cânhamo -de-cannabis: livros, Bíblias, mapas, papel-mo da, acções e obrigaçõe ,jornais, et ,incluindo a Bíblia de utenberg ( éculo XV); Pantagruel e Pantagruelão das Ervas, de Rabelais (século XV!); a Bíblia do Rei James (século XVII); o panfletos d Thomas Paine, "Os Direito d H mem", «Sen· o 0 mUlTI , ('A ra da Razão" (5 culo XVI I)j e as obras d Fitz Hugh Ludlow, Mark Twain, Victor Hugo, Alexandre Duma , a Alice no País das Maravilhas de Lewis

Os nossos antepassados eram demasiado poupados para deitarem coisas ao lixo, de modo que, até por volta de 1880, quai quer farrapos ou ro upas inúteis eram misturados e reciclados em papel. O papel de trapos, contendo fibra de cânhamo, é o papel de maior qualidade e mais durável jamais feito. P de rasgar-se quando está molhado mas regressa à sua resi tênda completa quando seca. O papel de trapos mantém-se estável durante éculo, a não ser em condições extrema, sendo praticamente indestrutívd . Até por volta de 1920, muitos docu-

9

QUANDO O CÂNHAMO SALVOU A Vi DA DE GEORGE BUSH
a ua ais um exemplo da importân ia do cânhamo: in ano a proibição em 1937) o cânhamo-de-cannabi fi i cder m nt rcintr duzid em 1942 para o e forço militar da egunda Gu rra undial m Foi assim que, quando o jovem pil to rge Bu h eject u do chamas apó um combate áreo obre o Pacífico el mal abia que: • Partes do motor do seu aviã eram ubrificada om d m nt d ãnhamo-de-cannabis; d ã• 100% das cintas do páraqu d . que 1he aJ" u a ida r m f; it nhamo-de-cannabis cultivado no E.. ) • Virtualmente todo o cordame e rda d 3V]0 que o r de cânhamo-de-cannabis; • As mangueiras do navio (as im como a da la qu qu otara ) ram tecidas de cânharno-de-cannabis; e, • Finalmente, quando o jovem George Bu h e \ iu em guran no o • a costura dos seus duráveis sapatos era feita de câohamo·d - nna i taJ continua a suceder até ao presente em todo o alçado d ouro e militar. E todavia Bush dedicou boa parte da ua arreira à errad'c;â d Janta annabis e à promulgação de leis visando as egurar ql.le nio uém v nha a onhe r esta informação - provavelmente incluindo ele próprio, ..

M

(Filme do USDA, Hemp for Viclory, 1942; Folheto d TVi o nO,z ) da l . r, da ni\'. d cky, Março de 1943; Galbraith, Gat wood. Kentucky Marijuana FeasibilJt}, tudy, 9 .)

orn-

mentos do governo dos E.V. foram redigidos, por lei, em "papel de trapos" fabricado a partir de cânham .5 Os académicos consideram em geral que, na China, o antigo conhecimento) ou arte, da fabricação de papel de ânhamo (século primeiro da nossa era - 800 anos antes do Islão ter de coberto o processo, e 1200 a 1400 anos ante da Europa o fazer) constituía uma da dua principais razões p r que o conhe imento e a ciência orientais superaram en rm mente os eus equivalentes ocidentai durante 1400 ano . As im) a arte da fabricação de papel durad ur de cânhamo permitiu que a acumuJação de conhecimento conseguida pelos rientai fosse transmitida, aumentada, inve tigada, refinada, desafiada e mudada, em suce sÍvas gerações (por outra palavra) tratava-se de um conhecimento cumulativo e global). A outra razão que fez o conheciment e
10

rant

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4 CORDA,CORDEL
E OORD , E
1 -

cante tend

mundo ocidental desde 1740 até 1940 . Em "Senso Comum" (1776), Thomas Paine enumerou os quatro recurso na• .. . « turaiS es enClalS para a n va naçao: cordame, ferro, madeira alcatrão': O principal destes recursos era o cânhamo para confecção de cordame. Paine escreveu: «Como o cânhamo floresce em quai quer condiçõe , não devemos recear a falta de cordam ". Passou então a enumerar o outros recursos neces ária para a guerra com a marinha britânica: canhõe ) pólvora, etc. Entre 70 90% de toda a corda, cordel e cordame foram ÍI ito de cânham até 1937, quando t ram sub tituído em grande medida por fibras p troquírnicas (pertencentes principalm nte à DuPont, que licenciara as patentes da L G. arben alemã) e por cânham -d -Manila (abacá), no qual amiúde se entr laçavam cabos de aço para aumentar a resi t"ncia. O abacá provinha da nos a "nova" pos essão, as Filipinas do Pacifico Ocidental, tomadas da Espanha enquanto indemnização pela Guerra Hispano-Americana de 1898.

América 58.000 toneladas* de semente de cânhamo unicamente para fabrico de tintas e vernizes. O sector dos óleos de ecagem, outrora feitos de cânhamo, passou principalmente para a divisão petroquímica da DuPont. 8
,. Testemunho prestado pelo Instituto acional do Produto de Oleo de Semente contra a Lei de Taxação das Transacções de Marijuana de 1937. Como comparação, considere-se que a Agência de Repressão das Drogas dos E.O. (DEA) e todas as agênciais policiais de âmbito e tadual e local pretendem ter apreendido, durante todo o ano de 1996, mai de 700 toneladas de marijuana cultivada na América - ementes, plantas. raize , torrões de terra e tudo. Até mesmo a própria DEA admite que entre 94 e 97 por cento de todas as plantas de marijuana/cânhamo apreendida e destru.ídas desde os anos 60 eram completamente selvagens e impróprias para ser fumadas como marijuana.

5. TELAS PARA PINTURA
Cânhamo é o material de arquivo perfeito'! O quadros de Rembrandt, Van ogh, Gainsb rough, et ., f, ram maioritariament pintados em tela de cânhamo, que constitu[a o suporte de praticamente todas as pinturas a óleo. Tratand -se d uma fibra forte e lustrosa, cânhamo resi te a a1 r, ao orvalho e ao insect , e nã.o s degrada ob acção da luz. A pintura a óleo e TI tela de cânhamo el u linho mantiveram-se em excelente condições durante éculos.

Q

Em 1935-37) o Congresso e o Departamento do Tesouro receberam garantias, através de testemunhos secretos prestado pela DuPont directamente a Herman Oliphant, conselheiro-chefe do Departamento do Tesouro, de que o óleo de semente de cânhamo podia ser substituído por óleos petroquímicos sintéticos fabricados principalmente pela DuPont. liphant foi o responsável exclusivo pelo rascunho da Lei de Taxação da Marijuana que foi apre entado ao Congresso. 9 (Ver a história completa no capítulo 4) ((Os Últimos Dias da Cannabis Legal".)

7. ÓLEO DE ILUMINAÇ. O Ã

A

6. TINTAS E VERNIZES

D

urante milhares de anos, virtualment toda a b a tinta e vernize foram feita com óleo de semente de cânhamo elou óleo de linhaça. Por exemplo, só em 1935 u aram-se na

té por volta de 1800) o óleo de emente de cânhamo era o óleo de iluminação mais consumido na América e no mundo. Desde essa altura até por v lta de 1870 foi o gundo óleo de iluminação mais consumido, excedido apenas pelo óleo de baleia. O óleo de semente de cânhamo alumiou a lâmpada do lendário Aladino) a de Abraão o profeta, e, na vida real, a de Abraão Lincoln. Era o mais brilhante dos óleos de lâmpada disponíveis. O óleo de emente de cânhamo para

II

lâmpadas foi substituído por petróleo, querosene, etc., após a desco berta de petróleo na Pensilvânia em 1859, e o domínio que John D. Rockefeller pas ou a exercer sobre a indústria petr lífera nacional a partir de 1870. (Ver Capítulo 9 sobre "Economia".) A propósito, o célebre botâni Luther Burbank afirmou, (CA semente [de annabis] é cobiçada noutros paí e pelo eu óleo, e o seu aband ono aqui ilu tra o me mo uso ineficiente que fazem do , 1 » nossos outro recursos agnco as ..
Work For Man, Useful Plal1ts, P. F. Colli r & on
NI, Vol. 6, pág. 48. )

nham

ioma a a mbu ti el

em

(Burbank, Luther, How Plants Are Tra ined to
O.,

Ver também

pilul

Urnd

8. ENERGIA DE B'IOMASSA

N

o inicio do século XX, Henry Ford e outro génios-engenhei ros futuri ta e orgânicos constataram (como ainda hoje fazem os seu herdeiros intelectuai e científicos) um facto impo rtante que até 90% de todo o cornbu tívei fósseis hoje usados no mund o (carvão, petróleo, gás natural, te. ) de iam ter sido substituído há muito por biomas a tal como espigas de milho , canna bi) papel velho, etc. A bioma a pode er convertida em metano, metanol ou ga olina a uma fracção do custo actual do petróleo, arvão ou energia nuclear - em especial quando e consideram ,o custos ambientai seu li o mandatório acabaria com a chuvas ácidas e o nevoeiro sulfuro o, in erteria o efeito de e tufa no no o plan etade imediato!*
poleo, carvão, etc., in i tirão que, no to ant combusúvel de bioma a n luição, qu imar mais vantajoso do que ga tar a ' no a r erv combu tívei f6 is; mas isto é pat nt ment - {a! . Porguê? Porque, ao ontrário do combu tí ei (nãof6 seis, a bioma a provém d plantas i am a r mover -extintas), que, ao cr cerem, ontLnu da no sa atmo fera a poluiçã de dj rido de carbono, atravé da fot o sínte e. Além di • o Clombustivei de biomas a n o contêm enxofr, .

r

com a

n.

* O governo e a empresas pr dutora de pe-tr -

Isto pode conseguir- e ultivando â-

12

usados no mundo para a maIOrIa das enfermidades que afligiam a Humanidade. Porém, na uropa Ocidental, a Igreja Católica Romana proibiu o uso de cannabis ou qualquer outro tratamento médico, excepto o álcool e a sangria, durante mais de 1200 anos. (Ver capítulo 10 obre "Sociologia".) A Farmacopeia dos ,U. prescrevia a cannabis para o tratamento de maleitas tais como: fadiga, ataque de tos e, reumatismo, asma, delirium tremem, dores de cabeça, e as cãibras e depre sõ s associadas à menstruação. (William Emboden, professor de botânica dos narcóticos' Universidade do E tado da Califórnia, Northridge,) A Rainha Vitória li ava resinas de cannabi para aliviar a cãibra menstruais e o síndroma pós-menstrual, e o eu reinado ( 1837- 19 01 ) teve paraI lo no enorme crescimento do uso da medicina do cânhamo indiano no mundo anglófono, No presente século, a investigação da cannabis demonstrou que ela possui valor terapêutico - e completa segurança - no tratamento de muito problemas de aúde, incluindo asma, glaucoma, náusea, tumores) epilepsia, infecções, stress, enxaquecas, anorexia, depressãO, reumatismo, artrite e po sive1mente herpes. (Ver capítulo 7, « s Usos Terapêuticos da

12,000

Years, Plenum Press, NI, 1980; Encyclopaedia Britannica.)

10. ÓLEOS ALIMENTARES E PROTEíNAS

A

semente .de cânhamo era usada em papas e pa por vrrtualmente toda as pe oa do mundo até ao presente século. Os monge eram brigados a comer refeições c nfeccionadas à ba e de ementes de cânhamo três veze ao dia, a tecer a sua roupas de cânhamo e a imprimjr as uas Bíblias em pap l:fi ito com fibra de cânhamo,
(Ver Rubin, drª Vera, "Re earch Tn titute for the Igreja Ort doxa riental; Cohen e tudy of tillman, Therapeutic Pot ntiaI of Marijuana, Plenum Pre s, 1976; Abel, Erne t, Marijuana: The First

Esmagando a semente de cânhamo obtém-se o seu óleo vegetal altamente nutritivo, o qual contém a mais elevada quantidade de ácidos gordos essenciais de todo o reino vegetal. Estes óleos essenciais são responsáveis pelas nossas reacções imunitárias e limpam as artérias de colesterol e placa. Espremendo o óleo da semente obtém-se um bolo de sementes contendo proteína da mais elevada qualidade, o qual pode ser grelado (convertido em malte) ou moído e cozinhado em bolos, pães ou pastéis, A proteína da semente de marijuana é uma das proteínas vegetais melhores, mais completas e mais facilmente assimiláveis pelo corpo com que conta a Humanidade, A semente de cânhamo é a fonte alimentar existente mais completa para a nutrição humana. (Ver debate sobre edistinas e ácidos gordos essenciais no Capítulo 8.) A semente de cânhamo era - até à lei de proibição de 1937 - o principal alimento mundial das aves) tanto selvagens como domésticas. Dentre quaisquer sementes alimentares do planeta, era a preferida das ave ;* em 1937, duas mil toneladas de sementes de cânhamo para aves canoras foram vendidas a retalho nos E, U. A partir de uma mistura de ementes, as aves apanharão e comerão primeiro a sementes de cânhamo, A aves selvagens vivem e procriam mai quando incluem sementes de cânhamo na sua dieta, usando o óleo para a sua penas e a saúde em geraL (Ver mai informações no capítulo 8, "O Cânhamo como Alimento Básico do Mundo".)
Te temunh
pre tado perante o ongre
50,

1937: " em ela as aves canora nã cantam", disseram

ao ongre o as ç mpanhia de raçõe avlcola . Re· sultado: semente e terilizada5 de cannabis continuo am a ser importadas para os E. U. vindas de ltália, da China e de outros países.

A semente de cânhamo não produz

13

qualquer efeito de droga nos sere humanos nem nas aves, pois ela contém apenas vestígios ínfimos de THC. Na Europa, a semente de cânhamo é igualmente o isco de pesca preferido, sendo vendida em pacotes nas lojas de artigos de pe ca. O pescadores atiram mancheias de emente de cânhamo para os rios e lagos de forma a atrair os peixes, que são então fisgado com anzóis. Nenhum outro isco é tão eficaz, o que torna a semente de cânhamo

A Rainha Vitória usava resinas de cannabis para aliviar o seu síndroma pós ..menstrual. O seu reinado {1837-190. J teve paralelo 1 no enorme crescimento do uso de remédios de cânhamo indiano.
em geral o alimento mais desejável e n utritivo para os seres humanos, as ave e os peixes.
(Investigação pes oaJ de Jack Herer na Europa.) (Frazier, Jack, The Marijuana Farmers, Solar Age Press, Nova Orleães, LA, 1972.)

uperior re i tenda. t1 'bilidade e e 0nomia do materiai de c n tru -o compósito de cânhamo p r mparação om a fibra de mad ira. m m quand ão . ad orno vi O Iso banvre é um Ted ob rto material de on tru - o c fi ito de· . lo de c.anhamo mi turad , m cal. qu e ntualmen te etrifica num tado mie uJo . arq ueóneral , dura muito log s de cobriram no uJ d rança um p nte datando do p rí do m .rov:ingi (500-751) que foi c n truíd atr v d t

pro e o.
A fibra de cânham foi usada da hi tória a ra urdir ta te tando também p t n ialidad nufactur, d alcatifa fi rte r a ao apodrecimento. que eliminam o fumo enen o in r nt à qu ima de materiais int tico em in ndio dm tico 'o u industriais, b m reacçõe alérgica a o iad

intétka .
odem fabricar- tu anatização de plásti (tub d ) U ando celulo e de cânhamo r, no á.v I mo matéria-prima , uími • ub tituind o carvão não-rena " v ou mal ria -prima quími b a em p tI leo. do Pod mo p . 'im ginar uma futuro con ruída naJizada, p·n mobilad com a prin 'p I r, u r noamo. áv 1 do mund -

11. MATERIAIS DE, CONSTRUÇÃO E HABITAÇÃO
ado que um acre de cânhamo produz tanta polpa de fibra celulósica como 4,1 acres de árvores, '* o cânhamo é o material perfeito para substituir as árvores no fabrico de tábua pren adas, contr,aplacados e moldes para construção.
.. Dewey e Merrill, Bulletin #404, Dep. Agr. E. ., 1916.

D

Aquecendo e comprimindo a fibras da planta, fabrica-se um material de construção económico re i tent,e ao fogo, possuindo excelente qualidad d isolamento térmico e acú tico. Podem criar- e assim resistentes painéis de construção que substituem as parede fal as e o contraplacado. William B. C nde. da firma Conde Redwood Lumber, n arredores de Eugene, Oregofl. em conjunção coma Universidade do Estad d Washington (1991-1993), demonstrou a

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religiosas do mundo até aos nossos mais irreverentes satiristas. Eles incluem Lewis Carroll e a sua lagarta fumadora de narguilé em Alice n,o Pais das Maravilhas, além de Victor Hugo e Alexandre Dumas; grandes nomes do jazz como Louis Armstrong, Cab Calloway, Duke Ellington e Gene Krupa; e o padrão continua até aos nossos dias com artistas tais como os Beatles, os Rolling Stones, os Eagtes, os Doobie Brothers, Bob Marley, o Jefferson Airplane, Willie Nelson, Buddy Rich, os Country Joe & the Fish, Jae Walsh, David Carradine, David Bowie, Iggy Pop, Lola Falana, Neil Diamond, Hunter S. Thompson, Peter Tosh, os Grateful Dead, os Cypress Hill, Sinead O'Connor, os Black Crowes, etc. Evidentemente, fumar marjuana apenas estimula a criatividade de algumas pessoas, nã,o de todas. Mas, pela história fora, diversos grupos proibicionistas e de CCtemperância" tentaram proibir as substâncias recreativas preferidas de outrém, tais como o álcool, o tabaco e a cannabis, e foram ocasionalmente bem sucedido . Abraão Lincoln respondeu a este tipo de mentalidade repressiva quando disse em Dezembro de 840: "A proibição ( ... ) ultrapassa os limites da razão ao tentar controlar o apetite humano através da legislação, e criminaliza coisas que não são crimes ( ... ) Uma lei proibicionista fere os próprios princípios sobre os quais foi fundado o nosso governo. "

13. ESTABILIDADE ECONÓMICA, !LUCRO E COMÉRCIO LIVRE
com . petltlv , no qual sao conheCidos todos os factos, as pessoas irão a correr comprar tops ou jeans biodegradáveis feitos de cânhamo, uma planta que não contém pesticidas nem herbicidas. Algumas das companhias que abriram caminho com produtos deste tipo são a

que nU_ fi

Ecolution, a Hempstead, a Marie Mills, a Ohio Hempery, a Two Star Dog, a Headcase, e na Alemanha a HanfHaus e outras. Chegou a altura de testarmos o capitalismo e deixarmos que seja o mercado não-regulamentado da oferta e da procura, assim como a consciência ecológica "verde': a decidirem o futuro do planeta. Em 1776, urna camisa de algodão custava entre 100 a 200 dólares, enquanto uma camisa de cânhamo custava entre meio e um dólar. Por volta de 1830, camisas de algodão mais fr·escas e leves estavam a par em preço com as camisas de cânhamo, mais quentes e pesadas, proporcionando uma escolha competitiva. A época, as pessoas eram livres de escolher o seu vestuário baseando-se nas propriedades particulares que desejavam num tecido. Hoje não temos tal escolha. O papel a desempenhar pelo cânhamo e outras fibras naturais dev.ia ser determinado pelo mercado da oferta e da pro cu ra, e por gostos e valores pessoais, e não pela indevida intluência de leis proibicionistas, subsídios federais e tarifas elevadíssimas que impedem os tecidos naturais de substituir as fibras sintéticas. Sessenta anos de supressão governamental de informação resultaram no virtual de conhecimento público do incrível potencial dos usos da fibra de cânhamo. Usando cânhamo puro, ou misturando cânhamo com algodã.o, poderemos legar as nossas camisas, calças e outras peça de roupa aos nossos neto . Uma política de fomento inteligente poderia substituir essencialmente o uso de fibras petroquímicas sintéticas por fibras naturais biodegradáveis, que são mais resistentes, baratas, frescas e absorventes do que o nylon e o poliéster. . A China, a Itália e países da Europa Oriental como a Hungria) a Roménia, a Checoslováquia, a PolÓnia e a Rússia ganham anualmente milhões de dólares fabricando resistentes têxteis de cânha-

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mo e cânhamo/algodão - e p diam ga nhar milhare de milhõe . E tes países e tão a apo tar nas uas tradicionais capa idades agrícolas têxteO enquanto os .u. tentam forçar a xtinção de ta planta com vista à promoção de de trutivas tecnologia intéticas. Até 1991, nem sequer têxteis c ntend mi turas cânhamo/algodão eram autorizado para venda directa n .U. O chineses, por exemploi eram obrigado por acordo tácito - a en iar-no rami/algodõe de qualidade inferior.
(National ImportJExport 11 xtile Company of hanghai, comunicaçõe pessoai com o autor, Abril e Maio de 1983.)

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Quando seguiu para o prelo a edição de 1990 de O Rei Vai Nu, chegaram da China e da Hungria roupas contendo pelo menos 55% cânhamo -de-cannabi . Em 1992, ao seguirmos para o pr I , chegaram directamente da China e da Hungria muitas qualidade difer nte de tecidos feitos de dnham puro. Agora, em 1998, o tecido de cânhamo está a ter uma procura xplo i · a em todo o mundo, chegando da Roménia, PoJónia, Itália, Alemanha. e outros países. O cânhamo foi reconhecido c mo o tecido mais "quente" da década d 90 pelas publicações Rolling St·one, Tim e,

il,. de moda ti itl1ler, p rar ad e stQfão, salvtm .0' assim o .plan :UJ - então conhece- ap um únko recurso natural anualmente r:. ltO áve1 apaz de Jomu ra maior parte do pap .1 texteis e aUm n tos do mundo' tisfaz r todas as necessidad · mundia;sm termos d'·
s . I ' CD;W1rUfão' ci a fer o' efeito' de , stufa e

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fica

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ao mesmo' mpo' que reduz a p. luiçao, re on itui (1 010 limpa a o atmosfera. .. E essa ' ub t nÔQ é - a mesma já fez tudo ;s o antes - o ânhamo-de-Ca,mab' co . a .arij lannJ

Notas:
1.

BritOtm;

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Ency I 'Pa dia

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Newsweek, Paper, Detour, Detaíls, Mademoiselle, The New York Times, The Lo Angeles Times, Der Spiegel, entre muita
outras, Todas e tas publicaçõe apren taram repetidamente artigo importantes sobre o çânhamo indu tria e nutricional. Adicionalmente, o cânhamo pIantad para obtenção de biornassa podia alimentar uma indústria energética de um bilião de dólares por ano, ao me mo tempo que melhorava a qualidade do ar e distribuía riqueza nas área rurai e comunidade circundante, t rnand -a independentes dos monopólio d energia centralizados. O cânhamo ft -

A BATALHA DO BOLETIM 404
ou COMO A
o Cenário
Em 1917, o mundo combatia a Primeira Guerra Mundial. Na América, os industriais, a quem acabava de ser imposto o alário mínimo e taxas progressivas sobre os rendimentos, andavam desvairados. Os ideais progressistas foram- e perdendo à medida que os Estados Unidos tomavam o seu ]ugar no palco mundial do conflito pela supremacia comercial. Foi contra este pano de fundo que teve lugar o primeiro drama do cânhamo desenrolado no século XX.

I Q GUERRA MUNDIAL NOS CUSTOU O CÂ. HAMO E AS fLORESTAS N
cionária que melhoraria as condições de vida da Humanidade. Timken propôs-se plantar 100 acres de cânhamo no seu rancho situado nos férteis campos de Imperial Va II ey, Califórnia, mesmo a leste de San Diego, para Sch.lichten poder testar a sua invenção. Pouco tempo depois, Timken reuniu-se com o magnata da imprensa E. W. Scripps, e o velho associado deste, Milton McRae, em Miramar, a casa de Scripps em San Diego. Scripps, então com 63 anos, acumulara a maior cadeia de jornais do país. Timken esperava interessar Scripps no fabrico de papel de jornal a partir de miolo de cânhamo. Os barões da imprensa da viragem do século precisavam de enormes quantidades de papel para satisfazer as suas tiragens crescentes. Quase 30% das quatro milhões de toneladas de papel fabricadas em 1909 era papel de jornal; em 1914, a circulação de jornais diários aumentara 11'/0 relativamente aos números de 1909, para mais de 28 milhões de exemplares. l Em 1917, o preço do papel de jornal subia rapidamente, e McRae, que, desde 1904, andava a considerar a hipótese de explorar uma fábrica de papel, estava preocupado.

Os Jogadores
A história começa em 1916, pouco depois da publicação do Bulletin 404 do USDA (ver página 20). Perto de San Diego, Califórnia, um imigrante de 50 anos chamado George Schlichten desenvolvera uma invenção simples mas brilhante na qual dispendera 18 anos e 400.000 d lares o descorticador, uma máquina capaz de descascar a fibra de qualquer planta, deixando ficar a polpa. Para construí-la, Schlichten desenvolvera um conhecimento enciclopédico sobre fibras e fabrico de papel. O seu desejo era pôr fim ao abate de flore tas para obtenção de papel, prática que considerava criminosa. A gestão flore tal estava bem avançada na sua Alemanha nata], e Schlichten sabia que destruir florestas significava des@ truir aquíferos necessários. Henry Timken, próspero industrial e inventor do rolamento esférico, ouviu falar da invenção de Schlichten e encontrou- e com o inventor em Fevereiro de 1917. Timken considerava o descorticador uma invenção revolu-

Plantando as Sementes
Em Maio, após reuniões adicionais com Timken, Scripps pediu a McRae que investigasse a possibilidade de usar o descorticador na fabricação de papel de jornaL McRae entusiasmou-se de imediato com o plano, chamando ao descorticador «uma grande invenção ( ... ) que não apenas prestará um grande serviço

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-a este paí ,mas erá financeiramente lucrativa ( .. . ) ele p derá revolucionar Corno se aproa condições xima e a estação das colheita, marcou- e um encontro, que teve lugar a 3 papel de j rnal na altura. ,a re entava chlichten. cada a Te d ãnhamo 'tran formado eu pap 1 pre erva ri a re d flore ta. cRae entiu- e impre i nado hJj hten. I h mem que jantava e apitã da indú tria e cr \' u a . imken. Diria em r ceio de eq #. que r. hlichten . . d umh m unpre lon u como mem d grand intele u l dade e cai pacidade; e tanto uando me é dad ob er ar. le criou e c n trmu uma má.quina maravilho cRae incumbiu eh e de pa sar o má imo de tempo po í eI com chlí hten e pr parar um rel tório. Estaçõo dos Colheitas mAgo to, a tr me apena de cre cimento, a u]tura d ãnhamo de Tirnken atingira o eu tamanho máximo - 4 6 m tro ! o ue o fazia entifaltamente ptimia quanto ao prognó tic d ta. E p ra a d locar- a lifórnia para a. tu a d ç rtica - da colheita, c n'd raIldon eí or da Humanidad

"O miolo de cânhamo é um sucesso prático e produzirá papel de melhor qualidade do que o normalmente usado para imprimir jornais, " afirmou Schllchten.
de Agosto, entre chlichten, McRae e o gestor do jornal, Ed Chase. Sem o conhecimento de chLichten, McRae instruira a sua secretária para gravar estenograficamente a reunião de três horas. Até à data, o documento res u1tante é o único regi to conhecido sobre o volumoso conhecimento de Schlichten. Schlichten estudara minuci amente m uitos tipo de planta u adas para fazer papel. entre ela o milho, o algodão, a yucca e a Espmla bacata. O cânhamo, aparentemente, era a ua preferida: ((O miolo de cânhamo é um uce o prático e fará papel de m Ihor qualidade do que normalment u ado para imprim ir jornais," afirm u. Schlichten afirmava que e t . pap I de cânhamo seria de melh r qualidade ainda do que o produzido para o Bulletin 404 do USDA, porque o de CO[ticador e]iminava O proce 50 de d composição, deixando filamento curtos e uma cola natural que dava nsistência ao papel. Aos nívei de produção de cânham registados em 1917, Schlichten antecipava fabrica r 50.000 toneladas de papel por ano, a um preço d retalho de 2S dólares por tonelada. Isto era menos de 50% d o preço que cu tava o

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n tava p imi ta. le que, redipaís ru[na qu reteto

to, ua irmã, Quand o r. c ae m do aumento Utiinent d pr pel bran • d" -Lhe u m c n idefava incon i n t ba tanU para não me pr cup r com oi a': reditava- e qu pr do papel ubiria 50%, o qu cu taria a ripp a totalíum

18

dade do seu lucro anual de 1.250.000 dólares! Ao invés de desenvolver uma nova tecnologia, ele escolheu a saída mais fácil: o Rei da Impren a de Tostão planeava simplesmente subir o preço dos seus jornais entre um e dois cêntimos. Em 28 de Agosto, Bd Chase enviou o seu relatório completo a Scripps e McRae. Chase ficara também impressionado com o processo: "Vi uma invenção simples mas maravilhosa.
G .

o fim

w 'CHlItMl[II. .
hCaclelll!l1r I, 1919.
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I,

1,308,378,

Patente do descorticador de Schlichten

Acredito que ela revolucionará. muitos dos processos relacionados com a alimentação, o vestuário e a atisfação de outras necessidades da Chase observou o descorticador

processar sete toneladas de miolo de cânhamo em dois dias. Schlichten antecipou que, em regime de produção máxima, cada máquina procesaria cinco toneladas por dia. Chase estimou que o cânhamo podia abastecer facilmente os jornais de Scripps na Costa Oeste, sobrando polpa residual suficiente para venda a pequenas empresas. Ele estimou que o papel de jornal custaria entre 25 e 25 dólares por tonelada, e propôs-se perguntar a uma fábrica de papel da Costa Leste se estaria interessada em fazer experiências com eles. McRae, porém, parece ter entendido que o seu patrão já não estava muito interessado em fazer papel a partir de cânhamo. A sua resposta ao relatório de Chase é cautelosa: «Muito haverá que determinar quanto à praticabilidade dos custos de transporte, fabrico, etc.) etc., os quais só poderemos determinar procedendo às devidas investigações': Possivelmente. quando os seus ideais colidiram com o duro esforço de os desenvol er) o semi-reformado McRae recuou. Em Setembro, a colheita de Timken estava a produzir uma tonelada de fibra e quatro toneladas de miolo por acre, e ele estava a tentar interessar Scripps em abrir uma fábrica de papel em San Diego. McRae e Chase deslocaram-se a Cleveland e passaram duas horas a convencer Timken de que, enquanto o miolo de cânhamo era utilizável para fazer outros tipos de papel, era inviável tran formá-lo em papel de jornal assaz economicamente. É possi vel que as experiências em curso na fábrica de papel da zona leste não estivessem a ser encorajadoras - afinal, a fábrica estava preparada para fazer papel de polpa de madeira. Por esta altura, também Timken estava a sentir o aperto da economia

19

de guerra. E perava pagar 54% de imposto bre rendimentos e e tava a tentar o nseguir um , mpréstimo de 2 e milhões de dólares a um jur de ]0% com vi ta a reconverter o seu parque de máquinas para fins militares. O homem que poucas semana ante ,an iava por e de locar à Califórnia · não fazia quai quer tenção de víajar para oeste naquele inverno. Di e a Me' ae: "Acho que ou estar upado como o diabo a tratar d negó i ne ta parte ' » do paIs. O descorticad r v Itaria a . r falado nos anos 30) quando) m artigo publicados nas revista Mechanical Engineering e Popular Mechanics) foi pr movido como a máquina que tornaria o cânhamo uma '(colheita mu'ltimili -

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POR QUE NÃO HAVEMOS DE USAR O CÂNHAMO PARA INVERTER O EFEITO DE ESTUFA E SALVAR O MUNDO?

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o início de 1989, Jack Herer e Maria Farrow colocaram esta questão a Steve Rawlings, o funcionário mais graduado do Departamento de Agricultura dos E.U., que estava encarregado de inverter o Efeito de Estufa, nas instalações de p quisa internacional do USDA em Beltsville, Maryland. Começámos por nos apresentar, diz ndo-lhe q ue estávamos a trabalhar para jornais do partido político Verde. Então perguntámos a Rawlings: "Na sua opinião, qual seria a forma ideal de parar ou inverter o Efeito de Estufa?" Ele respondeu: «Deixar de cortar árvores e de usar combustíveis «Então por que não o fazemos?" "Não existe qualquer substituto viável para a madeira que é usada para fabricar papel, ou para os combustíveis fósseis." «Por que é que não usamos uma planta anual para fabricar papel e aproveitamos a sua biomassa para produção de combustível?" "Bem, isso seria o ideal:' concordou. «Infelizmente não existe nada de utilizável capaz de produzir materiais uficientes': "Bem, o que diria o senhor se existisse uma planta assim, capaz de substituir toda a polpa de papel feita de madeira e todos os combustíveis fósseis, de produzir de forma natural a maior parte das nossas fibras, a partir da qual seria possivel fabricar tud , desde dinamite até plástico, que cresce em todos os 50 estados, que um acre dela substituiria 4,1 acres de árvores, e que se usás emos cerca de 6% da terra dos E.U. para cultivá-la como fonte

energética - até mesmo nas nossas terras marginais - , essa planta produziria todos os 75 mil triliões de biliões de BTUs [unidades de energia] necessários para a América funcionar anualmente? Isso ajudaria a salvar o planeta?" "Isso seria o ideal. Mas não existe uma planta assim". "Nós pensamos que "Sim? E qual é ela?" "O cânhamo': "O cânhamo!" Ponderou durante alguns momentos.' Nunca teria pensado nele ... Sabem) acho que têm razão. O cânhamo seria a planta capaz de o fazer. Wow! Essa é uma grande ideia!" Excitadamente) explicámos esta informação em maior detalhe e delineámos o potencial do cânhamo como fonte de papel, fibra, combustível, alimentos, tinta, etc., referindo como ele poderia ser aplicado a equilibrar os ecossistemas do mundo e .r estaurar o equilíbrio do ar em oxigénio, sem causar praticamente qualquer perturbação no nível de vida ao qual a maioria dos americanos se acostumaram. Essencialmente, Rawlings concordou que a nossa informação estava provavelmente correcta e que o plano podia muito bem resultar. Então disse: «É uma ideia maravilhosa, e acho-a capaz de resultar. Mas, como é evidente, não podemos usá-la". "Esta a bnncan ,respon demos nos. ' . ' '}" ' "Por que não?" "Bem. sr. Herer, sabia que o cânhamo é também a marijuana?" "Sim, é claro que sei, tenho vindo a e crever sobre ele cerca de 40 horas por semana durante os últimos 17

21

"Bem) então abe que a marijuana ilegal, não sab ? Não pod mo "Nem me mo para salvar o mundo?H "Não. ilegal:' informou-me com ar severo. "Nã podemo u ar uma coisa que eja "Nem me mo para alva r o mundo?" perguntámo) pant d . "Não) nem m smo para alvar o mundo. b ilegal. ão p demo usá-Ia. Ponto final". "Não me entenda mat é uma grande ideia)" pras eguiu. «Ma nun a o deixarão avançar com "Por que é que não toma a iniciati-

fun . n rio do gricultura. 1b r por que e tou eu int , a em to a e informaã. ntão eria de p did '. Finalment • a rdárn -lhe toda a inform
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cultura que um tolinh da Califórn'a lhe mostrou documentação provando que o ânhamo poderia er apaz d salvar o planeta, e que a sua primeira reacção é pensar que ele p de t r razão e que o caso merece um e tudo ério? O que diria ele?" "Bem) penso que depois de fazer is o eu não ficaria muito t mpo p r aqui Afinal, sou um funcionário "Bem, então por qu que não reúne a in6 rmação no eu computador a partir da biblioteca do U DA? F i ai que n6 fom s bu cá-la inicialmente". le disse, "Eu não pos o requi írtar essa informa "Bem, por qu não? 6 c n egui"Sr. Herer, o enhor é um cidadao. Pode requisitar o que muit bem

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22

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FEVEREI RO D E 1938: REVISTA POPULAR MECHANICS:

I'NOVO PRODUTO AGRíCOLA MULTIMILIONÁRIO"
FEVERE RO DE 1938: REVISTA MECHANICA L ENGINEERING:

MAIS LUCRATIVO E DESEJÁ VEL PRODUTO AGRíCOLA QUE É POSSíVEL CULTIVAR-SE"
A tecno./og;a moderna estava em vias de ser aplicada à produção de cânhamo, o que ir;a torná-lo o principal recurso agrícola da América. Duas das mais respeitadas e influentes publicações nacionais, a Popular Mechanics e a Mechani cal Engineering, previram um futuro brilhante para ° cânhamo americano. M ilhares de novos produtos criadores de milhões de novoS empregos anunciaríam o fim da Grande Depressão. Ao invés, o cânhamo foi perseguido, proibido e esquecido por capricho de W. R. Hearst, que o etiquetou de a erva assassina mexicana".
cedo como em 19 01, e . até 1937, o Departamento de Agncultura dos E. U. [US Al predisse repetidamente que, uma vez inventada e desenvolvida maquinada capaz de colher, debulha r e separar a fibra da polpa do cânhamo, este voltaria a er o principal produto agrícola americano. A predição foi reafirmada na imprensa. popular quando a revista Popular Mechanics publicou em Fevereiro de 1938 um artigo intitulado "Novo Produ o Agrícola Multimilionário". A p imeira reprodução deste artigo figurava na edição original deste livro. O artigo é aqui reproduzido tal como t j impre o m 1938. Devido ao prazo de fecho da revi ta, a Popular Mechanics preparou e te artigo na Primavera de 1937, quando ainda era legal cultivar para produzir fibras, papel, dinamite e óleo. De facto, à ép ca, a indústria do cânhaãO

T

mo estava a crescer vertiginosam ente . Reproduz-se também neste capítulo um excerto do artigo sobre o cânhamo que a revista Mechanical Engineeringpublicou no mesmo mês. O artigo originara-se u m ano antes, num ·relatório apresentado no Encontro sobre Pro cessamento Agrícola realizado pela Sociedade American a de Engenheiros M ecân icos, sediada em New Brunswick, Nova Jersey. Relatórios do USDA preparad os durante a década de 30 e testemunhos prestados perante o Congresso em 1937 m ostravam que a extensão cultivada de cânhamo na América vier a a d uplicar anualmente desde a altura em q ue atingiu a sua extensão mínima, em 1930 - quando foram plantados 100 0 acres n os E.U. - até 1937 - quando foram plantados 14.000 acres - -, co m planos p ara continuar a duplicar anualmente essa extensão durante o futuro previsível. Como se verá n estes ar tigos, a indús-

23

tria recém-mecanizada do canhamo-de-cannabiencontra a-e ainda na infância, mas bem a caminho de tornar- e a principal cultura agríco la americana. E, à luz de de env lvim nt ubquentes (p. e.) a tecnologia para obter energia d bioma a, a de mal fiai con trução, te.) abemo agora que o cânhamo é potencialm nte o mai importante recur o ecológi o d mund ,e portanto, poten ialment) maior indú tria do nosso planeta. O artigo da Popular M chanics oi a primeira vez na hi tória americana que o termo "multimili nári » foi a li ado a qualquer produto ag ícola. do país! Hoje, P fito e timam con ervadoramente que) uma vez pI namente r tauradas na América a indú trias do c nharno gerarão entre 500 mil milhões a um bilião de dó]are por an ) e al arã

d

mbu tivei

- e tamb m da

udam nl últin

POPULAR MECHANICS

de 1'93

tá a ser pr rnetid a agri ult americanos um novo pr dur agrí la valendo anualmente vári cent na de milhõ d dólare) tud p r u foi inven tada uma máquina que r 1 um problema com mai d - 6000 an d idade. e produto agrí la cânham e ele nã.o competirá com a outra culturas ameri an s.. Ao invé) u tituirá importaçõe de mat ría prima rod ut manufacturad produzid p r co li mal pagos e mã -de- .bra camp n i e cria á milhar de empr go para balhador am. ncan m t do p n A máquina qu p ibilita isto ida para extrair o c rt fibr d r da haste d cãnham )t mando a ua r utilizá el m ne idad duma uantidade proibitiva d tra alh human O ânham é a fibra-padrão d mundo. Ele p ui grand fi r a t "n il dura-

E

1

cânhamo é fácil de cultivar, e renderá entre três a eis toneladas por acre em qualquer solo no qual pos a plantar-se milho, trigo ou aveia. A sua estação de crescímento é curta e pode ser plantado depois de terem sid emeadas outra colheitas. Pode ser cultivado em qualquer estado da uniã.o. A ua longas raízes penetram no solo, esfarelando-o, e deixando -o em perfeitas condiçõe para a sementeira do ano segui te. den o aglomerado de folha) uspenso oito a doze pés acima do solo, abafa a ervas daninhas. Duas colheitas suce sivas são suficientes para recuperar 010 que tenha sido abandonado devido a stação por cardos canadianos ou erva elvagens. Segundo os métodos antigo, o cânhamo era cortado e deixado nos campos durante s manas até o sufici nte para as fibras poderem er arrancadas à . mão. (A maceração é imple mente apodrecimento devid a orvalho, chuva e acção bacteriana). Desenv lveram-se máquinas para epara ão mecânica das fibras após a maceração e tar completa, mas os

custos eram elevados, perdia-se muita fibra e a qualidade desta era comparativamente baixa. Com a nova máquina, conhecida por descorticador, o cânhamo é cortado com uma enfardadora de cereais ligeiramente modificada. Depois de ser introduzido na máquina, uma esteira rolante transporta-o até um conjunto de braços mecânicos que o racham a um ritmo de duas ou três toneladas por hora. O miolo, cortado em pedaços muito pequenos, cai num semeador, do qual é soprado por urna ventoinha para uma enfardadora, ou um camião ou vagão para transporte a granel. A fibra sai pela outra extremidade da máquina, pronta a enfardar. A partir deste ponto quase tudo pode acontecer. A fibra crua pode ser usada para produzir cordel ou corda fortes, tecida em serapilheira, alcatifas ou revestimento de linóleo, ou branqueada e refinada,. gerando derivados resinosos de elevado valor comercial. Na verdade, ela pode ser usada para substituir as fibras estrangeiras que agora inundam os nossos mercados.

B,ILLION -

DOLlA

CROP

..
Artigo 81 1110n Coltor Crop", no Popular Mechanics de Fevereiro de 1938.

25

Milhare de toneladas de miolo de cânhamo são usadas anualmente por um grande fabricante d pólvora na manufactura de dinamite e T T. Uma grand empresa papeleira, que costumava pagar milhares de dólares anuais d imp to sobre mortalha para cigarro feita no e trangeiro, e tá agora a fabricar e tas mortalhas a partir de cânhamo americano cultjvado no Minn ata. Uma nova fábrica do IUinoi está a pr duzir título fiduciários de qualidade a partir de cânhamo. Os materiaj naturais pr nl no cânhamo tornam-no uma. fonte económica de polpa para qualquer qualidad de papel manufacturado, e o eu alt teor de celulo e alfa promet um aba te Ímenta infinito de matéria-prima para milhares de produto eelul ic s que o nosso cientistas de nvolveram. Acredita- e geralmente que t d o tecido de linho é feit de linho. De acto, a maior parte dele pro ém do cânhamo - a autoridades estimam que mai de metade dos tecido d linho que importamo são feito de fibra de cânhamo. Outra ideia errada é que a erapilh ira feita de cânhamo. De fact, la pr v m em geral da juta, e praticament, ti da a serapilheira que u amo é tecida na lndia por trabalhador s que r , b m apena quatro centavo por dia. ord I para amarrar é em geral feit d i 1 pro- eniente do lucatão e da frica ri ntal. Todo e te pr dut s, agora imp rtado , podem ser produzido a partir d cânhamo doméstic . R d d p cordas de arco, t la) corda r i t nt I fato -macaco, toalha d m a d damaco, delicada timenta d linh , toalhas, roupa de cama - milhar d pod m r artigo quotidian do em quinta am icana. A 110 a importaçõe d tecido fibr t ang iro totalizam cerca de 200.000. 00 d dólare p r ano; ó m fibra rua importámo mai d 50.0 00 d d lare no nrneu el m d 19 7·

Tod e te rendimento pode er di ponibilizado para o am icano. A indú tl'ia do pap 1 afere e inda maior po ibilidade. , nquanto indú tria, factura cerca de 1.000.000.000 de dólar pr ano, e oitenta por cent de e r, - a importa e de papel total o ânharno fomec r qualidade de pa 1" nÚimero do gov mo calculam que 10.000 r edi d ao cânha - o p duzirã tant pap 1 orno 40.000 a r de 10 r aI médio. Um o · tá ulo na marcha m fr nt do cânham agri tU-

tácul

26

MECHANICAL ENGINEERING

26 de Fevereiro de 1937

o artigo "O Linho e o Cânhamo: Da Semente ao Tear" foi publicado no número de Fevereiro de 1938 da revista Mechanical Engineering. Este texto foi originalmente apresentado no Encontro sobre Processamento Agrícola da Sociedade Americana de Engenheiros Mecânicos, realizado pela Divisão de Indústrias de Processamento em New Brunswick, Nova Jersey, em 26 de Fevereiro de 1937·

o

LINHO E O CÂNHAMO: DA SEMENTE AO TEAR
por George A. Lower

.stefibra importa praticamenteo toda paí Eas O tear ue consome exc pto algodão, Whitn y, combinado com
métodO melhorad d tecelagem, permitiu que e te pai roduzi e bens de algodão a u n preço de tal forma inferior ao do linho que a fabricação d te praticamente cessou no stad s Unidos. Somos incapazes de J?r duzir a no a fibras a um cu to int rio r ao con eguido por outr agricultor s do mundo, Para além dos custo mai elevado da nossa mão-de-obra, nã c n eguimos índices de produção c mparávei . Por exemplo, a Jugo lávia, o país da uropa qu r gi ta a mais elevada produção d fibra por acre, obteve recentem nte um rendimnto de 883 Hbra . número comparáveis referent s a outro paí e são: Argentina, 749 libras; Egipto, 616 libras; e lndia, 393 librasien uant n ste paí rendimento médio é 383 libras, Para enfrentar lucrativ m nte a competição mundial, dev m melhorar o métodos que u amo de de camp até ao tear. linho continua a er arrancado pelas ao 01 raízes, macerad num tanqu , , rachado até a fibra se eparar m da. e madeira. Então é te ido, e finalm nte branqueado c m lixívia de cinza de madeira, pota a de algas que'mada, u cal. Melhoram nto 1 mecanismos de lavra, plantação e lheita ajudaram mat -

rialmente os grandes agricultores e, em certa medida, os pequenos. Porém, os processos que vão da colheita à tecelagem ão rudes, ineficazes e danosos para o solo. Dentre as fibras vegetais, o cânhamo, além de ser a mais resistente, é a mais produtiva por acre e a que carece de menor atenção. ão apenas dispensa a deservagem, como mata todas as ervas daninhas e deixa o solo em esplêndidas condições para a colheita seguinte, Isto, independentemente do seu valor monetário próprio, torna-o uma cultura muito desejável. Em termos de clima e cultivo, os seus requi itos são semelhantes aos do linho e, tal como o linho, deverá ser colhido antes de amadurecer demais, A melhor altura é quando as folhas inferiores no caule definham e as flores lançam o seu pólen. À emelhança do linho, as fibras emergem nos pontos onde as hastes das folhas e fixam aos caules, sendo compostas por filam nto laminado grudados por goma de peetose. Quando o cânhamo é tratad quimicamente orno o linho, ele produz uma fibra esplêndida, tão parecida com linho que só usando um microscópio de alta potência é possível descortinar a diferença - e, mesmo assim, as duas fibras ó e distinguem porque, no cânhamo, algumas das extremidades estão divididas. Molhando alguns filamento fibro os e uspendendo-os, con-

2'7

segue-se identificar posItivamente as duas fibras porque, ao secar, o linho vira-se para a direita, ou no sentido dos ponteiros do relógio, e o cânhamo para a esquerda, ou no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. Antes [da Segunda Guerra Mundial], a Rússia produzia 400.000 toneladas de cânhamo, todo o qual continuava a ser rachado e espadelado manualmente. O russos produzem agora metade dessa quantidade e u am a maior parte dela para consumo próprio, assim como faz a Itália, país de onde fizemos outrora grandes importações. este país, em se plantando cânhamo à razão de um bushel por acre, ele rende cerca de três toneladas de palha seca por acre, das quais entre 15 a 20 por cento é fibra e 80 a 85 por cento material lenhosoo O mercado em rápido crescimento para a celulose e a farinha de madeira como matérias-primas para o fabrico de plásticos permite acreditar que e te material até agora desperdiçado poderá revelar-se suficientemente valioso para rentabilizar a colheita, conservando o custo da fibra suficientemente baixo para competir com 500.000 toneladas de fibra dura agora importadas anualmente. Sendo o cânhamo duas ou três vezes mais resistente do que qualquer das fibras duras, é necessário muito menos peso para fornecer a mesma metragem. Por exemplo, o cordel de sisaI com força tênsil de 40 libras mede 450 pés por libra. Um cordel de melhor qualidade feito de cânhamo mediri.a l280 pés por libra. cânhamo nã está sujeito a tantos tipo de apodrecimento como as fibras tropicais, e nenhuma destas é tão duradoura tanto em água doce como salgada. Enquanto no pa sado a te ria foi que a palha devia ser cortada quando o pólen começa a voar, alguma da melhor fibra tratada pelo canhameiros do Minne ota estava cheia de semente. Esta questão devia ser resolvida de imediato plantando-se alguns acres e colhendo- e então o

primeiro talhão quando o pólen é libertado no ar, o segundo e terceiro talhões com um intervalo de uma semana ou dez dias, e o último quando a emente estiver completamente amadurecida. Estes quatro talhões devem conservar-se separados, e ser e padelados e processados separadamente, com vista à detecção de qualquer diferença na qualidade e quantidade da fibra e da emente. e te país e tão disponíveis diversos tipo de máquina para colher cânhamo. Uma delas foi apre entada faz alguns anos pela International Harvester Company. Recentemente, os cultivadores de cânhamo do Oe te Médio reconstruíram enfardadora de cereal normais para tazer e te trabalho. Esta reconstrução não é particularmente dispendiosa e o serviço pre tado pelas máquinas é considerado satisfa tório. A extracção da goma do cânhamo é análoga ao tratamento aplicado ao linho. Embora os fiapos do cânhamo ofereçam provavelmente uma re istência maior à dige tão. por outro lado des desfazem-se facilmente após a complecção deste processo. A partir do cânhamo pode pois obter- e também urna excelente fibra. Quando o cânhamo é tratado segundo um proce o químico conhecido, ele pode ser tecido em teares para algodão, lã ou estopa, apresentando uma. absorvência e durabilidade equivalentes à do linho. tão também disponíveis no mercado diver os tipo de máquinas para espadelar o caule de cânhamo. Antigamente. a oficina de espade1agern do Illinois e do Wiscon in u a am o si tema cooistindo em oito pares de cilindros com caneluras que de faziam a porção lenhosa quando eram atravessados pela palha ca. A partir daí, a fibra com os restos aderente - ou hurds {miolo], como são chamados - - era tran ferida por um , perador para uma , teira contínua. A e fibra atraves a a então dois tambores primário guarnecidos com lâminas nas extremida.d e ,o quai, girando em con-

28

junto, malhavam a maior parte do miolo assim como as fibras mais curtas do caule, conhecidas por estopa. A proporção de fio para estopa é 50 por cento em cada fibra. A fibras curtas são então encaminhadas para um limpador vibratório que elimina parte do miolo. No Minnesota e no Wisconsin expe rimentou-se outro tipo de máquina, consistindo numa mesa de alimentação sobre a qual os caules são dispostos horizontalmente. Esteiras contínuas transportam os caules até eles serem agarrados por uma cadeia de grampos que os faz atravessar metade da máquina. Um par de malhadores entrelaçados, semelhantes a cortadores de relva, são dispostos segundo um ângulo de 45 grau em relação à cadeia de alimentação, e desfazem os caules de cânhamo junto à borda afiada de uma chapa de aço, com vista a desfazer a porção lenhosa da palha e malhar o miolo da fibra. Do outro lado, e ligeiramente .adiantado em relação primeiro conJunto de malhadores, dispõe-se um conjunto semelhante, mas colocado segundo um ângulo de 90 graus em relação ao primeiro par, que também malha o miolo. A primeira cadeia de grampos transfere os caules para outra cadeia semelhante, de forma a espadelar a fibra que no início se encontrava sob o grampo. Infelizmente, este tipo de espadelador produz ainda mais estopa do que o designado modelo do Wisconsin. Esta estopa é difícil de voltar a limpar porque o miolo está desfeito em compridas lascas que aderem tenazmente à fibra.

Noutro tipo de máquina, os caules atravessam uma série de cilindros graduados guarnecidos com caneluras. Isto desfaz o miolo lenhoso em filamentos com cerca de 3/4 de polegada, após o que a fibra atravessa uma série de chapas com ranhuras que, fazendo um movimento de vaivém, operam entre chapas estacionárias com ranhuras. Os filamentos aderentes são extraídos da fibra, que continua a ser transportada numa esteira rolante até à enfardadora. Porque não ocorre qualquer fricção entre a fibra e o cereal, este tipo de espadelador produz apenas fio fibroso, o qual é então processado através dos mesmos método usados para tratar o linho. Os fabricantes de tintas e lacas estão interessados em óleo de semente de cânhamo por se tratar de um bom agente secante. Quanto se tiverem desenvolvido mercados para os produtos que agora são desperdiçados, as sementes e o miolo, o cânhamo provará ser, tanto para o agricultor como para o público, a cultura mais lucrativa que é possível plantar-se, podendo tornar as fiações americanas independentes de importaçôes. Inundações e tempestades de poeira recentes . izerarn soa r o alarme contra a f destruição de árvores. É possível que os produtos residuais até agora desperdiçados do linho e do cânhamo possam ainda satisfazer uma boa parte dessa necessidade, em especial no campo dos plásticos, que está a conhecer um crescimento exponencial.

29

"Culdvem CânhQmo 'Para a GueliNl n , rreprodu o d um rOlJ Mundial que demonstra cJmplamente rCJ #tip6 G Utüd do para com D marijuana. Cortesia do Ofl lo Hem T'lr

y

moa

filc'a no

Os Ultimos Dias da
CANNABIS LEGAL
Como agora sabemos, a revolução industrial do século XIX constituiu um retrocesso para o o comércio mundial de cânhamo, devido à falta de máquinas para colher e rachar necessárias para a sua produção em massa. Mas este recurso natural era valioso demais para ser relegado durante muito tempo para o caixote do lixo da história. Em '9' o Bulletin 404 do USDA previu o desenvolv;mento de uma máquina de descorticar e colher cânhamo, que vo/to. io a fazer deste a maior r indústria agrícola da América. Em /938, as revistas Popular Mechanics, Mechanical Engineering e outras apresentaram a uma nova geraçõo de investidores as primeiras máquinas descorticadoras de cânhamo completamente operacionais; o que nos traz à seguinte parte da história. Ambas as revistas indicavam que, graças a esta máquina, o cânhamo vo. taria a l ser o principal produto agrícola americano!

,

o cânhamo fo se cultivado legalmente ·usando a tecnologia do século XX, ele S seria hoje o produto agrícola mai impor, e

REVOLUÇÃO NO FABRICO D'E . PAPEL

tante do Estados Unidos e do mundo!
(Popu lar Mechanics, F vereiro de 1938; Mechanical Engineeril1g, Fevereiro de 1938; Relatórios do Departamen to da Agricultura dos E.V., 1903, 1910,
1913.)

De facto, quando doi artigos precedente foram preparado ) 110 início de 1937, ainda era legal cultivar cânhamo. E aqu les que prediziam rendimento multimilionário em novo negócios de cânhamo não estavam a considerar rendimento oriundo de medicamentos, energia (combustív 1) e alimentos, que hoje acre centariam . rca de um bilião de dólare à no a iminente economia «natural" (comparada com a no a cnomia sintética e perturbadora do ambiente). O consumo de cânhamo fumado comfi.ns relaxante apena acrescentaria uma quantidade relativamente reduzida a este número.

A razão mais importante por que as revistas de 1938 projectavam novos rendimentos multimilionários para o cânhamo era a utilização deste no fabrico de ((pasta de papel" (como oposto a papel feito de fibras ou de trapos). Outras razões eram a sua fibra, as sementes e muito outros usos para a polpa. Esta notável tecnologia nova para produzir pasta de cânhamo foi inventada em 1916 por cientistas do Departamento de Agricultura dos E. U., o botânico Lyster Deweye o químico Jason Merrill. Esta tecnologia, juntamente com a invenção da máquina descorticadora de W. Schlichten, patenteada em 1917, tornou o cânhamo uma fonte viável de papel a menos de metade do custo do papel feito de polpa de árvore. A nova maquinaria para colheita, juntamente com a máquina fez descer o tempo de prode cessamento do cânhamo de 200 a 300 horas-homem por acre para apenas um par de horas. Vinte anos depois, o avanço tecnológico e a construção de novas vias de acesso tornaram-no mais valioso ainda.

31

Infelizmente, por essa altura, a força que se opunh am ao cânha mo havia m ganho ímpet o, e agiram celeremente com vi ta a suprim ir o seu cultivo,

UM PLANO PARA SALVAR AS NOSSAS FLORESTAS

A

lguma s varied ades de planta de canna bis alcanç am regula rment e a altura de árvores ( ete metro s ou mai ) numa e tação de cre cimen to. O novo proces de fabrico de papel u ava «hurds" [miolo] de cânha mo do pe o da ua haste - -, o qual era at então um produ to desperdiçado do processo de debul ha da fibra, m 1916, o Bulletin 404 do . DA informa va que um acre de cânha m -de-cann abis, em rotaçã o anual ao longo de um perío do de 20 anos, produ ziria tanta polpa para papel corno 4,1 a re de árvores que fos em abatid a duran te o mesm o períod o. Este proce ou aria entre 1/4 e 1/7 meno s ácido s ulfura o p luidor es para desfazer a lenhit e grude nta que liga as fibra da polpa , ou mesm o nenhun ,caso e usa e carb nato de ódio. Para fabricar polpa é preciso d fazer toda esta lenhite, A polpa de ânham o t m apena s 4 a 10% de lenhite, enqua nto as árvores têm entre 18 a 30% de lenhit . No proce sso de fabrico de pap 1de cânha mo evita- e o probl ema da conta minaç ã fluvial por dioxinas, pai ele nã pr ci a de usar branq ueado r de cl rina (como reque r o fabrico de polpa de papel feita de made ira), que é ub tituíd p r á ua o de oxigenada) mais benig na no pr branq ueam ento. Logo, o cânha mo pr duz quatr mais polpa com pelo m no quatr vezes meno poluiç ã , Como vimos , .a coner tizaçã , das p tencia lidade da polpa de papel eita d cânha mo depen dia da 'nvençã.o d nvolvim ento! pela tecno i gia mod ma d novas máqu inas d bulha dora d ta planta . Isto reduz iria tamb m a pr cura

de mad ira e o cu to da habitação. ao m mo t mpo que a'uda va a reoxigenar plane ta,l Um ex mpl: e hoje o novo (em o d fazer pipa d papel 1916) pr de cânha mo fo mi gai • le cedo ub tituiri a cerca d 70% d t da apIp a d papel feita d made ira in luindo papel para impre or de ompu tador caixa aco de pape. anelad pIpa de pa el 'ta de 60 a 100% ma' re i tente · miol d flexí el do que a ita d a ta d , TV r' . pap I eita de pIpa de A pr du ão mad ira danifi a meio ambie nt ,. fabrico de pap ] de nham não o faz.
ew

duit, produtora d p l d fibra. de cânh m té 19 .)

Kim

rril!. BL 1/ li" 1#404. ..D ,,1916; 19 o; Produ -o atribuf da p I De M urle Clar à u ub 'diári frao
19 7

CO SERVACÃO E REDUCÃO . , 1_ ORIGiE

.

d
tar

II

As vantagen ambientais de cultivar cânhamo anualmente - deixando as árvoreficar de pé! - para fabricar papel a partir do eu miolo e substituir os combustíveis fós ei com fonte nergética tornaram-se cruciais para a redução da poluição na origem.

nhamo ambientalmente são e a tecnologia do plástico natural teria prejudicado os lucrativos esquemas financeiros de Hearst) DuPont, e o principal apoiante financeiro deste, Andrew Mellon do Mellon Bank de Pit burgo.

"REORGANIZAÇÃO SOCIAL"
ma série de reuniões secretas tiveram lugar. Em 1931, Mellon) no seu papel de Secretário do Tesouro da administração Hoover, nome?u Harry 1. Anslinger, seu futuro sobnnho por afinidade, para a ch fia do recém-reorganizado DepartaFederal de Narcóticos e Drogas Pengosas (FBNDD), cargo este que ocuparia durante os 31 anos seguintes. Estes barões da indústria e financeiros sabiam que maquinaria para cortar, enfardar, descorticar (separar a fibra do miolo altamente celulósico) e processar o cânhamo em papel ou plástico estava a

UMA CONSPIRACÃO PARA
ELIMINAR A COMPETI CÃO • NATURAL
máquinas para debulliar fibra de cânhamo e máquinas para con ervar a sua polpa altamente e1uló ica e tornaram operacionais, disponívei e competitivas, virtualmente toda as empr as proprietárias de povoamentos florestai como a Hearst Paper Manufacturing ivision, a Kimberly lark (' UA) e a St. Regis - , bem c mo as celulose e as grandes cadeias de jornai , aprestavam-se a perder milhares de milhões de dólares e talvez a entrar em falência. Por coincidência, em 1937, a uPont acabara d patentear processos para fabricar plásticos a partir de petróleo e carvão, assim como novo pro e so ((sulfato/sulfito" para fabri ar papel a partir de polpa de madeira. D acordo com o registos e historiador da própria DuPont, eles repr entariam mais de 80% das expediÇ e por via férr a feita pela empresa no 50 ano eguinte.
Investigaçã do autor e c muni aç DuPont, 1985-199 6.
com a

U

E

m meados da década de 30, quando

Se o processo de fabrico de polpa de papel de cânhamo de 1916
estivesse hoje em uso, ele substituiria 40 a 70% de toda polpa de papel.

a

Se o cânham não tivesse id ilegalizado, 80% d negócio da uPont nun a se teria materializado, e a grande maioria da poluiçã que foi infligida ao no o rios do N roe te e do ude te nunca teria ocorrido. Num mercad aberto) o cânhamo t ria salvo a maioria das vitai quinta familiare da América, e t ria provavelmente eu número, ape ar da feito aumentar Grande Depre ão do anos 30 . Mas competir contra o papel de â-

tornar-se disponível em meados dos ano 30. O cânhamo-de-cannabis devia ser eliminad . Em 1937, no Relatório Anual da Dupont ao seus accionistas, a empresa reomendava fortemente o investimento continuado nos seus novos produtos petr químicos sintéticos, cuja aceitação não estava a ser fácil. A DuPont antecipava "mudanças radicais" derivadas "da converão do potencial de colecta fiscal (. . . ) num a forçar a aceitação ldeIas novas de reorganização mdu tnaI e social".
,.. (DuPont Company, relatóri.o anual, 1937, itálico
no.)

Em The Marijuana Conviction (Univ. ofVirginia Press, 1974), Richard Bonnie e

33

Charles Whitebread II explicaram e te processo em detalhe:

"No Outono de 1936, Herman Oliphar'l t (conselheiro-geral do Departamento do Tesouro) decidira utilizar o poder fiscal [do governo federal}, mas s gundo um estatuto cujo modelo era a Lei das Armas de Fogo, e sem qualquer relação com a Lei Harrison [dos narcóticos] promulgada em 1914. Era o próprio Oliphant que estava encarregado de preparar a lei. Anslinger instruiu o seu exército para apontar as baterias em direcção a Washington. '11 principal divergência do plano de taxação da marijuana em relação à Lei Harrison é a ideia do imposto proibitivo. ob a Lei Harrison, um utente não-médico era impedido de comprar ou possuir narcóticos legitimamente. Para os dissidentes das decisões do upremo Tribunal WJlliamR. Hearrt que validaram a lei, isto demonstrava claramente que a motivação do Congresso era proibir a conduta ao il1Vé de aumentar a receita. De modo qu na Lei Nacional das Armas de Fogo, concebida para impedir o tráfico de metralhado· ras, o Congresso ''permitia'' qu qualquer pessoa comprasse uma metralhadora, ma requeria que ela pagasse um impo to de transacção de 200 dólares e formalizas a compra. numa nota de encomenda. '11 Lei das Armas de Fogo, votada m Junho de 1934, foi o primeiro acto de tíl1ado a ocultar os motívos do COtt resso por detrás de um imposto 'proibitivo: ,o upremo Tribunal aprovou unanimemente a lei anti-metralhadoras em 29 de Março de 1937. É indubitável que Olipi1ant estivera à espera da decisão do Tribunal, e o Departamento do Tesouro apre e'1.tou a tia lei gra n de taxação da marihua1'la dua 5 manas tinen . rn 1930 ' mais tarde, em 14 de Abril de 1937':

Toma- e im ompr en í el a decião tomada pela DuPont d inve tirem n tecnol gia ba eada em « or ar a aceita ã de úbitas ideias no a de r organizaçã indu triaJ

QUESTÃ. DE O OTIVO

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nem do E. . patr i-

34

nou o estudo da Comissão Sil r sobre os efeitos da marijuana em soldados americanos estacionado no Panamá que fumavam erva nas horas de folga. Ambos os relatórios concluíam que a marijuana não era problemática e recomendavam que não fossem aplicadas anções criminais à sua utilização. No início de 1937, Walter Treadway, Bastonário da aúde A sistente do E.u., disse ao Comité Consultiv bre a annabis da Liga das Naçõ que, ((É po ível tomá-la durante um período r lativamente longo de tempo sem que ocorra qualquer colapso daI ou emocional. A marihuana vicia ( ... ) no me mo sentido em que o fazem ( ... ) o açúcar ou afé". Mas outras forças estavam em acção, A fúria bélica que levou à uerra Hispano-Americana de 1898 foi d flagrada e alimentada por William Rand lph Hear t através da sua cadeia nacional de jornais, marcando o início do «(jornalismo amarelo"* enquanto força da política americana.

dos anos 30, este mesmo tema causadora de desastres de vlaçao sena repetidamente gravado na mente do público através de manchetes referindo acidentes rodoviários relacionados com marijuana, e filmes tais como "R c M a d ness " e " Marijuana - As. sassm ofYouth':

No

XENOFOBIA DESCARADA
o.m início na Guerra Hispano-Ame. ncana de 1898, os jornais de Hearst vmh,am a denunciar os hispânicos, os meXlcano -americanos e os latinos. Após o confisco de 800.000 acres dos melhores povoamentos florestais de Hearst no México pelo exército mexicano fumador de "marihuana", comandado por Pancho Villa,* estas calúnias intensifi aram- e.

C

. A canção "La Cucaracha" conta a história de um dos homens de Villa que andava à procura do seu saquinho de "marijuana para fumar"!

Ao longo das três dé... O djcionário Web ter's cadas seguintes, Hearst define "yellow journalism" p intou ininterrupta(jornalismo amarelo) cornO mente a imagem do o uso de método baimexicano preguiçoxamente ensacionali ta so fumador de erva ou inescrupuloso em jornais ou outro média m - que ainda hoje é vista a atrair ou influen iar um dos nossos mais leitores. insidiosos preconceiNos no 20 e 30, a to . Simultaneamente, cadeia jornalística de Hearst levou a cabo uma Hearst manufacturou deli.campanha de difamação raberadamente uma nova ameaCIsta contra os chineses, reça para a América, D mentou Harry AnsUnger ferindo-se-Ihe como o " Periuma nova campanha d j rnago Amarelo", lismo amarel visand proibir O ntre 1910 e 1920, os jornais de Hearst cânhamo. Por exempl ) a hi tória de um afirma am qu e a maioria dos inci acidente de viação no qual D i en ntraem que negros eram acusados de do um "cigarro de m rijuana» d minaria VIOlar mulheres brancas estavam direcas manchetes durante emanas a fio, tamen e ligados à cocaína. Isto contienquanto os acidentes de viaçã r 1anuou durante 10 ano, até Hearst decionados com álcool (qu eram mai cidir que afinal quem andava a violar de 1000 veze up riore ao acíd nte a mulheres brancas nã.o eram "Pretos ligados com a marijuana) eram relegado enlouquecido pela cocaína"- agora para as páginas tra eira .

35

Virtualme. te todas as grandes empresas , roprietánas de povoamentos n p florestais, bem como as celuloses e · s grandes cad'e;as de jornais, a aprestavam-se a pe. der milhares de milhões de dólar, s e talvez a entrar r e em falêncja.
eram "Pretos enlouquecido pela mari)uana. O tablóides ensacionalistas de Hear t e outros magnata da impren a faziam manchetes histérica obr,e notícia representando o "Pretos" e o mexican mo bestas frenética quand e ta arn ob influência da marijuana, tocando mú i a "vodu-satânica" anti-branca (o jazz) e lançando desrespeito "depravaçã» obre o públic Jeitor predominantemente branco. Outras ofen a do géner resultantes desta ((onda d crime) in· duzida por drogas incluíam: caminhar na sombra de homens brancos, olhar pessoas brancas directamente nos olhos durante três segundos ou mais, olhar duas vezes para uma mulher branca, rir de uma pessoa branca, etc. Devido a tais "crimes': c ntenas de mi· lhares de mexicanos e negros cumpriram, em conjunto, milhões de anos em pri -e e trabaJhos forçados, ob brutai 1 i gregacioni tas que vigoraram no .u. até a s no 50 e 60 . M diant o u o sedutor e repetiti o, Hear t m rtelou a obscura palavra de calão mexi ano «marijuana" na c n ciência angl fona am ricana. Entretanto, a paJavra "cânhamo" foi afastada e o'cannabi ': o t rm cicntifi • foi ignorado e enterrado. A palavra spanh la para ânhamo é ('cafiamo». Todavia, u o d um c 10quialismo da região me i ana de onora - marijuana, amÍúd ameri anizado como (marihuana)'- garantiu qu p ueo se aperceb em de que o term correcto para de ignar um d prin ipai medi amento naturai d mund. e o u prin ipal re ur industrial, "cânhamo ', haviam °d banidos da .língua.
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A TAXAÇÃO PROIBITIVA DA

AAIJUANA
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nd iam regi taruro e pagar o

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ano era I rque onta a nt antin r-

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as suas propostas de lei directamente à bancada da Câmara, em que sejam debatidas por outros comités. O Presidente do Modos e Meio ,R bert L. Dought n, um aliado chave da DuPont,* carimbou expeditamente a secreta proposta de lei do Tesouro, que atravessou o Congresso e num ápice chegou ao Presidente.
,. Colby, Jerry, Du?on! Dynasties, Lyle Stewart,

1984.

"Não conseguimos perceber ainda, Sr. Presidente': protestou Woodward, "por que motivo esta lei foi preparada em segredo durante dois anos sem ter havido qualquer intimação, até mesmo à profissão médica, de que a sua preparação estava em curso", Ele e a AMA>\- foram expeditamente denunciados por Anslinger e a totalidade do comité do Congresso, e sumariamente dispensados. 3
Em 1937, a AMA e a administração Roosevelt eram fortes antagonistas.

"ALGUÉM CONSULTOU A ASSOCIACÃO MÉDICA AMERICANA?"
ontudO, mesmo no interior das audiências controladas do comité, muitas te temunha qualificada pronunciaram- e contra a aprovaçã.o d stas invulgares lei fiscais. por exemplo, o dr. WiUiam C. Woodward, que além de médico era adv gado da Associação Médica Americana (AMA), e testemunhou em nome de ta. Ele declarou qu a argumentaçã.o federal consistia basicam nte d história retiradas do ta lóide sen acionalistas! Nenhum verdadeiro testemunho fora ouvjdo! SegundWo dward, e ta lei, aprovada na ignorância, p dia negar ao mundo um remédio potencial, em especial agora que o mundo médic estava a começar a desc brir o ingredien tes activos da cannabi . Woodward rmou o omité que a pr única razão por que a AMA nã nuncíara mai cedo ntra a lei fi cal da marijuana fora o facto da mariju na s r descrita na impren a há 20 an lU «a . d o Mé' ». erva a a ma · Assim, ((dois dias ante)) d ta audiências da Primavera d 1937 qu os médicos da AMA haviam con tatad que a planta qu o ngr o t ncionava proibir era conhecida medicam nte por cannabi ,uma ub tância benigna usada na América há mai de cem an sem perfeita gurança para tratar inúmera enfermidade .

C

Quando a Lei de Taxação da Marijuana foi apresentada para relatório oral, discussão e voto na bancada do Congre o, uma única pergunta pertinente foi feita durante a sessão: consultou a AMA e se inteirou da sua opinião?" O representante Vinson, respondendo pelo Comité dos Modos e Meios, replicou, "Sim, consultámo um tal dr. Wharton [pronúncia errada de Woodward?] e [a AMA] está totalmente de acordo': Com esta mentira memorável, a pro posta foi aprovada e a lei entrou em vigor em Setembro de 1937. Foram criadas forças policiais federais e estaduais, que encarceraram centenas de milhares de am ricanos, somando mais de 14 milhões de ano perdidos em prisões e casas de redu ão - chegando a contribuir para as suas mortes - tudo em prol de indústria envenenadoras e poluidoras, indicatos de guardas prisionais, e com o fito d reforçar o ódio racial professado p r alguns político brancos.
(Mikuriya, Dr. Tod, Marijuatla Medical Papers, 1972; loman, Larry, Reefer Madr1ess, Grove Press, 1979; Lind mith, Alfr d, The Addict and the Law, Indjana U. Pre ; Bonnie e Whitebread, The Marijuana Conviction, U. of VA Press; Registos Congro

.u.; et aI.)

HOUVE MAIS QUEM SE PRONUNCIASSE CONTRA
de Taxação Opondo-se também Leiestava o 1nscom toda a sua energia
à

37

tituto Nacional de Oleo de Seme nte, que representava os produ tore de lubrificantes de alta qualidade para má uina , assim como os fabricante de inta. Depo ndo peran te o Comité d Modo e Meios em 193.7) o seu eon elheiro geral Ralph Loziers presto u um eJ quent e te tem unho sobre o 6leo de emen t d cânhamo, o qual para todos o efeito ia ser proibido:

porta ram- e para o E. . 62. 1 .000 libras de em tlte de ctlnhamo. Em 19 5 írrlpor taram- e 116 nilllões de libra ...

PROTEGE

TERSSES

E,SP CrAIS

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''Autoridades respeitáveis dizem -nos que no Oriente pelo menos 200 milhões de pessoas usam esta droga; e devemos tomar em consideração que durante center'lGS, melhor, milhares de anos, praticamente e se número de pessoas tem usado esta droga. É significativo que na Asia e noutros lugare do Oriente onde a pobreza pers gue cada mão, e onde as pessoas recorrem a todos os recursos vegetais que uma natureza pródiga conferiu aquela região - é significativo que desde o alvorecer da civiliza ão nenhuma destas 200 milhões de pes oas tenha sido alguma vez descoberta a usar a semente desta planta ou seu óleo como droga . "Ora, caso existiss m quaísquer propriedades ou princípios nefastos na sua emente ou óleo, é razoável supor que estes orientais, os quais devido à sua pobreza buscam tudo quanto possa satisfa zer o u mórbido apetite, os teriam descoberto ... "Com a licença do comité, a semente do cânhamo, ou a semente da Cannabis sativa l., é usada como alimento em todas as nações orientais e também numa parte dá Rússia. É cultivada nos seus campos comida como papa. No Oriente, milhões de pessoas usam todos os dias sementes d cânhamo como alimento. Fazem -no há muitas gerações, mormente em perlados de fome . .. O meu argumento é este que esta proposta de lei é inclusiva d mais. Esta proposta de lei é uma, medida que encurralará o mundo. Esta proposta de lei cria as actividades que poderão significar a supressão desta grat1de indtístria, o seu esmagamento sob a sup rvisao de um gabinete. No ano passado im-

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38

Em 1937, Anslinger testemunhou perante o Congresso, dizendo: ''A marijuana é a droga que mais violência causou na história da Humanidade". Isto, juntamente C0111 afirmações das crenças ultrajantemente racistas de Anslinger, foi dito perante um Congresso dominado por sulistas, e é agora embaraçoso de ler na totalidade. Por exemplo, Anslinger coleccionava recortes de jornais, qua exclusivamente a partir dos jornais de Hearst e outros tablóides ensacionalistas, aos quais chamava "Ficheiros Sanguinários" - p. e., o relato de um assassínio cometido à machadada, no qual um do participantesfumara alegadamente um charro quatro dias antes de cometer o crime. Anslinger impingiu ao C ngre o como sendo um dado factual que nos E.V. cerca de 50% de todo o crimes violentos eram cometidos por espanhóis, mexícano- americanos, la tino- americanos, filipinos, afro-americanos e gregos, e que havia uma ligação directa destes crimes com a marijuana.
(Dos registo pe oais de Ansling r doados à Universidade do tado da Pensilvânia; proce so dos Crimes de Li Cata. etc.)

lheres brancas com jazz e marijuana. Leu um relato sobre dois estudantes negros da Universidade da Pensilvânia que usaram esta técnica com uma colega branca, "com o resultado de ter ocorrido uma gravidez". Os congressistas de 1937 horrorizaram-se com isto e com o facto d sta droga ter o aparente condão de fazer as mulheres brancas sentir vontade de tocar em "Pretos") ou mesmo de olhar para eles. À excepção de um punhado de industriais ricos e seus polícias assalariados) virtualmente ninguém na América sabia que o principal rival dessas pessoas _ o .cânhamo - estava a ser proibido sob o nome de "marijuana". É verdade. Com toda a probabilidade, a marijuana foi apenas um pretexto para do cânhamo e sua supressã.o a econÓmlCa.

Em 1937, Anslinger testemunhou perante o Congresso, dizendo: "A marijuana é . droga que mais a violência causou na história da Humanidade".
As águas turvaram-se mais ainda devido à confusão da marijuana com a erva-do-diabo. t A imprensa não clarificou a situação, continuando a publicar desinformação até aos anos 60. No alvorecer da década de 90, os mais extravagantes e ridículos ataques contra a planta do cânhamo receberam atenção mediática nacional - tal como um estudo, largamente disseminado na imprensa médica em 1989, pretendendo que os fumadore de marijuana engordavam meia libra por dia. Agora, em 1998, os média estão apenas interessados em evitar a questão.
(American Health, Julho! Agosto de 1989.)

Especialistas que verificaram meticulosamente o fact s não acr ditam na veracidade de um único do ('Ficheiros Sanguinário " que Anslinger compilou nos anos 30. 4

·., a. verdade, ca. o de verifi a e) astive e estaNdado ao trabalho qu . pelo menos tísticas do FBI mostravam
65 a 75% de todo ,os as assinios cometido

AUrOPERPETUADORAS

MENTIRAS

nos E.U.estavam na altura - Gomo e tão hoje - relacionado com álcool. quanto exemplo do seu depOImento raClSta, Aos] inger leu perante testemunho do Congresso dos .U. (sem quaisquer objecções) história obre ((e carumbas" de lábios proeminentes que eduziam mu-

°

Entretanto, debates sérios sobre os aspectos da problemática do cânhamo relacionados com a saúde, as liberdades
tA Datura stramoniunt, ou estramónio. (N . do T.)

39

civis e a e onomia ã.o amiúd afa tado como não pas ando de "um pr te to para as pe oas fumar m erva" - como e as pe oas precisa em de prete to para afirmar o facto de qualqu r questão. Devemos admitir que a táctica de mentir a público obre a natureza b néfica do cânhamo, e c nfundi-lo quant à relação deste com a «marijuana", foi muito bem ucedida.

Notas:
, D partam nto n oLas do E. " vembr de 19 o, II and tJJe Law,

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QUE PERIGOS APRE'S
COMPARADA COM OUT

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Número de Óbitos Regiftodo. po. Ano" em toda G Am nco directa ou $ r primariamente resultantes dos seguinte, causas seleccionadas, ndo Almanaques Mundiais. Estat(sti(!(Js d Mortalidade das Com,pcrnhios de Seguros, e os últimos 200nos de relatórios do , 0st'o nório dai Saúd dos 8 E..U.:
TABACO ÁLCOOL (Não incluindo 50 % de todos os a identes rodo'Ydrio ASPIRINA (Incluindo sobredosagem deliberada )

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450.000

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) II. 00. + d

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CAFEíNA (Como causa de stress, úlcera , irr gularidlzdes cl1m
SOBREDOSA. EM DE DROGAS " LEGAIS G (Deliberada ou acidental, devida a medi m enfo combinação com álcool p.e., Va/iumlál 001)
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110.000 0
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SOBREDOSAGEM DE DROGAS ILlclTAS (Deliberada ou acidental, de todas as dro as ire aü) MARIJUANA

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gafão americana most'r am que ii a enta MO ti ráxi morte por sobr do agem de rnarijuan (

40

FIBRAS ARTIFICIAIS ...

A

TOXICA AS FIBRAS NATURAIS
ntre o final do anos 20 e o início da . década de 30 assistiu-se à continuada consolidação de poder nas mãos de algumas grandes empresas metalúrgicas, petrolífera e químicas (munições). O governo federal dos E. U. colocou grande parte da produção têxtil destinada à economia doméstica nas mãos do seu principal fabricante de explosivos) a DuPont. O proce o de nitrificar a celulose em explosivos é muito semelhante ao processo de nitrificar a celulose em fibras sintéticas e plásticos. O Rayon, a primeira fibra sintética) é simplesmente algodão-pólvora e tabilizado, ou tecido nitrificado) o explosivo básico do século XIX. "Os plásticos sintéticos são aplicáveis no fabrico de uma grande variedade de artigos, muitos dos quais no passado eram feitos de produtos naturais") exultou Lammot DuPont (Popular Mechanics, Junho de 1939, p. 805.) "Considerem-s os nossos recursos naturais': continuou o presidente da uPont. "O químico ajudou a conservar os recursos naturais ao desenvolver produtos sintéticos para suplementar ou substituir completamente os produtos naturais". O cientistas da DuPont eram os principais investigadores mundiais do processo de nitrificação da celulose; de facto, à época eles eram o maior procesador naci nal de celulose. artigo de Fevereiro de 1938 da Popular Mechanics afirmava: "Milhares de toneladas de miolo de cânhamo são usadas todos os anos por um grande fabricante de pólvora para produzir dinamite e TNT': A história mostra que a DuPont obtivera um domínio quase absoluto obre o mercado dos explo-

"

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E

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)

Xifogravura do cânhamo Ilustrando o herbórío Kreuterbuch, de

Leonardo

'543.

41

sivos a comp rar e con olidar. n final do século XIX, as empre sa de clern lição mais pequ ena. Em 1902 la ontrolava cerca de doi terço da pr duçã da indús tria. A DuPo nt era o princi pal fabric ante de pólvo ra, tendo forn cid 40% da muniç ões para os Aliad os duran te a gund a Guerr a Mund ial. Enqu anto inve tigado re de c lulo e e fibra quími cos da DuPo nt conh iam mereal ai r do lhor do que ningu ém cânha mo, o qual ultrap a a largam ent o das uas fibras filame nto a ; embo ra estas fibras longa s ejam ad quada para a confecção de linho, tela, rede corda me, elas con tituem pena 20% do pe o dos caules de cânha mo.. 0% do cânha mo encon tra-se no miaI conte ndo 77% celulo e. ,e e ta ra a mais abund ante e limpa fonte e celu lose (fibra) para fazer pap I. piá tic até me mo rayon. A evidê ncia empír ica apre entad a neste livro mo tra que o g vern federal - através da Lei de Taxaçã da arijuan a de 1937 - permi tiu ao eu fabrican te de muni çõ fornec er fibr sintética para a ec nomia d m lica sem ter competição, A pr va de uma con piraçã o bem ucedi da entre t interesse empr e ariai e g v rnam ntais é imple mente e ta: m 1997. a DuPo nt era ainda o maior produ t r de fibra artific iai, enqua nto há mal de lhe 1 g 160 anos nenhu m cidad ã ara mente um único acre d ânham fabrico de têxtei (excepto dur nt o perío d da 2 a Guerr a MundiaJ). Uma tonela gem qua e ilimit ada d fibra e celulo e natur ai teria id d' ponib ilizad a para agricu ltor am ri ao ano m qu a DuPo nt pano em ... v e tenteo u o nylon , o polui dor ba e de ulfito para fabricar pa ta de papel. Perde u- e todo o alor p tenda l do cânha mo. Os plástÍc simpl e d princi pi , d

de elul

orno ta indú n

1m nt
d

C ro-

42

As novas fibras artificiais podem descrever-se idealmente como material de guerra. A fabricação de fibras tornou-se um proces o baseado m grandes fábrica) chaminés, refrigerantes e produtos químico perigoso, ao invés de ser um proce so de s paração das abundantes fibras naturais disp níveis. Com um pa ado . de fabricant s de explosivo e muniçõe ,a antiga "fábricas de corantes uímic )) pr duzem agora linhos e, telas. de tação, tinta de latex e al atIfa sllltétlca. As suas fábricas poluidora produzem couro de imitação, tofam nto e contraplacado, enquanto uma parte importante do ciclo natural continua a er proibido. o . ' A fibra-padrão da lu t6na do mund , a colheita americana tradicional, o cânhamo, podia aba tecer as nossa indústria têxteis e do papel e ser a principal fonte de celulo e. As. bélicas - a . uPont, a Alhed Chernlc I, a

Monsanto, etc. - encontram-se protegidas da competição através das leis contra a marijuana. Estas empresas fazem guerra ao ciclo natural e ao agricultor comum. - Shan Clark

Fontes:
Enc)'clopedia of Textiles, 33 edição, pelos autores da revista America71 Fabrics and Fashions, William C. Legal, Prentice-Hall Inc., Englewood Cliffs, NJ, 1980; The Emergence of Industrial America: Strategic Factors in American Economic Growth Since 1870, Peter George tate University, Nlj DuPont
(uma biografia empre arial p ublicada periodicamente pela E. L DuPont De Nemours and Coo Ine., WUmington, Delaware); The Blasting Handbook, E. r. DuPont De . emours & CooInc., Wilmington, Delawarej revista Mechanical Engineering, Fev. 1938; Popular Mechanics, Fev. 1938; Journal of Applied Polymer Scicnce, Vol 47, 1984j Polyamides, the Chemistr)' ofLong Molecules (autor desconhecido); Patente dosE.U 02.071.250 (16 Fev. 1937), W. H . Carothers; DuPont Dynasties, Jerry Colby; The American People's Encyclopedia, the Sponsor Press, Chicago, 1953.

43

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IT IS A CRIME Ier.- y.-- .. ........, .... - si"'. -.., MM.......

Carta z edita do em '935 pela Divisão d'e Rep1fessio das Droga s da Calif6rnia.

A PROIBIÇÃO DA MARIJUANA
Anslinger lá conseguiu a sua lei contra a marijuana ... uDevemos acreditar em burocratas interesseiros envolvidos na repressão eis drogas ou na reabilitação de t oxicodependentes, cujos salários e carreiras dependem da descoberta de números crescentes de pessoas para prender e americanos num só dia em prisões, pe. itenciárias e casas n de reclusão do que alguma vez morreram devido a marijuana ao longo de toda a história. Quem e. tão eles ti p. oteger? De quem?" s r - Dr. Fred 'O e. ther, Po. tland, Oregon, Setembro de 1986. r r

AOÇÃO I ARA ES!JIAGAR A P . DISSENCAO
-

.

epois do relatório "La uardia Mari. juana Report", realizado entre 1938 e 1944 na Cidade de ova Iorque, ter re futad o o seu argumento, ao concluir que a marijuana não cau ava qualquer violência e citando outros resultado Henry ·e m essivas t uada publicas, denuncIOu o Iorque, p residente da câI?ara de Fiorella . a uard13, a AcademIa de MeL d icina de Nova Iorque e o médico re p onsáveis pelas inve que estavam na origem do relatóno. Anslinger proclamou que estes médicos jamais voltariam a experiência ou pe quisas com manJuana a. ua auto rização pes oal, caso c ntráno Lam parar à cadeia! ; Então, usU llegalmente t do o poder do governo do tado Unid s para .u pender virtualmente toda a qUi a sobre a marijuana, enquant faZIa chantagem com a A ociaçã Americana (AMA)"" para esta d nunClar a Academia de M,edidna d ova I rque e seus médicos devid às inv tigações que tinham conduzido.

D

r

juana em 1937? Resposta: cabendo ao FBN de Anslinger a responsabilidade de processar os médicos que receita sem drogas narcóticas para fins q ue ele, Anslinger, considerasse ilegais, eles (o FBN) tinham processado majs de 3000 médicos da AMA por pasagem de rece itas ilegais até 939. Em 1939, a AMA fez uma paz específica com Anslinger sobre a marijuana. Os resultados: De 1939 a 1949, apenas três médicos foram processados por receitarem drogas ilegais de qualque r tipo.

Pa ra refutar o relatório de LaGuardia, a AMA, por oIicitação pessoal de AnsIinger, conduziu um estudo entre 1944 e 1945 que mostro u qu e 34 soldados negros e um branco (para controle estatístico ) fumadores de marijuana perderam o res pito pelos soldados e oficiais b rancos numexército egregado. E ta té nica de preconceituar o resultado de um e tudo é conhecida entre os inve tigadores como "ciência rasca':

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A 'ERVA I A AMEACA À 'PAZ E .'
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por que razão, perguntar leitor. a e . rnntrava agora (1944-4') do I do de An linger , en...... , .d d M . depois de e ter opo to Lel .a a oa an-

°

rém) xou de unprnglr à llllpren a a hIstón a de que a marijuan a causava violên cia e começou a usar o "Isco Vermelho" típico da era McCarthy. Agora o assustado público am ericano era informado de que , sta droga era e muito mai perigosa do que ele originalmente pensara. Testemunhando em 948 perante um Congresso fortemente

45

antico muni ta - e dorav ante fazen do-o conti nuam ente na impr n a - An linger procl amou que afi.nal a marij uana não torna va violen to os seu utiliza dores , mas sim tão pacífi co - e pa ifistas! - que o cornu ni ta não deixaria m de usar a erva para enfra quece r a vonta de de lutar do . oIdad o ameri canos . Isto const ituía uma re iravolta de 180 graus em relação ao pretex to origin al invoc ado para proib ir a canna bi m 193

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ARMACÊUTICA DE BUSHVQU A FRAUDE F
a Amér ica, os mais e trid nt . opone ntes da marij uana ã nada mais nada meno s que ancy Reagan, antiga prime ira-da ma (1981-1 89) e Georg e Bu h, antigo presid ente (19 9rald -1993), direct or da crA ob Ford (1975- 77) e da "Task Force de Comb ate às Drogas" do pre ident Reagan (1981-1988). Após deixar a ClA em 1977, Bush 6 j nome ado direct or da Eli L' ly por nada mais nada meno s do que o pai a família de Dan Quayle, que detinh am interes e maior itário s na firma Lilly e no jorna l lndíanapolis taro Mai tarde, Dan Quayle agiu com intermediário entre barõe da droga, trafi ant de arma e funcio nários governamentais nos escândalo Irão-c ontr · . Toda a família Bu h era grand e a cioni ta de empr e a farma êutica como a Lilly, a Abb U, aBri tol nd Pfizer, etc. Ap a divulgação da d laração de rendi mento de Bu h de 1979, torno u- e públic o que a ua família na detém ainda grand e intere Pfizer, e quant idade sub tancia i d acções na outra farma cêutic a acima referi da . De facto, em 1981, enqua nto viç -pre idente , Bush fez actívament lob-

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Bu h

46

noticiosa constante a pretexto do "perigo vermelho':
>+ Segundo a au! biografia de Anslinger, The Murderers, e conforme confirm aram antig s ag n-

UM PROGRAMA SECRETO PARA CONTROLAR MENTES E ESCOLHAS

tes do FBN, An Ijnger forneceu ilegalmente morfina a um senador americano - )0 eph Me arthy durante anos a fio. A razão apre entada por An Jinger no eu livro? Fazia-o para imp edir que s c munistas chantagea em este Grande enador à fraqueza da ua toxieod p nd nCla. (D an LatUller, Flowers iu til e Blood; Henry Anslíng r, Tlte Murderers. )

A

An linger di e a Congre 50 que o comuni tas venderiam marijuana a rapazes american s para minar a sua vontade de lutar - tornando-nos uma nação de zombi s pacifi ta. omo é evidente, sempre qu podiam, os c mu nistas da Rús ia e da China ridicularizavam e ta paranóia americana obre a marijuana na impren a e na Naçõe Unida. Infelizmente, a ideia da erva d paCIfismo recebeu tanta c ertura en adonalista por parte da impren a mun dial durante o 20 ano seguinte que, eventualmente, a Rússia, a Cl ina e blo ori nta1 (que países comunistas cultivavam cannabl em g and uanü dade ) proibiram a marijuana m rec 1 de que a América a vend s' para tornar o seus ldado pacifistas! O facto era a az e tr nho p rque a Rússia, a Europa riental e a hina vinham a cultivar e ingerir cannabi como medicamento, relaxante e tóni laboral há centena ou me m milhar d an sem que alguma vez tiv m tenci nado legislar a n1arijuana. (O J. v: Dialogu oviei Digest. utub;o de
199 ,

pós 40 ano de secr tismo, descobriu-se atravé de um relatório divulgado em 1983 ao abrigo da Lei da Liberdade de Informação que Anslinger foi nomeado em 1942 para um comité super-secreto encarregado de de envolver um "soro da verdade" para o Gabinete de Serviço Estratégico (OSS), qual viria a transformar-se na elA, a Agência Central de Informações. (Rolling tone, Agosto de 1983.) An linger e o eu grupo de espiões es-

Cartaz de filme ontimarijua. a rodado n nos anos 40.

o noticiava um com r I fi re ent, d anhlle f, f . d . . mo ilegal, ape ar do e o ço ren < t1tuições p liciai s viéti a para erra 1 -lo. na de ãnh m O upam 00 " zíguia as p lant Qmr . . d' h ctare N ulr regi S TU Vla}<l111 'lr s - la "um dos I cai m i ini tr d desert de para olherem .un1a variedade de nhamo de alta qu lid. d e r 1 t nt e a e nhecldo localm nte mo "ana ha':)

I

colheram como primeiro soro da verdade da Am ri a o "óleo de mel", uma forma uit pura e qua e in ípida de óleo de haxixe) a er administrado na comida a piõe , sabotador l prisioneiros militare e outro que tai, para os "fazer desp jar a verdade" involuntariamente. uinze ano depoi , em 1943, o grupo de An linger rejeitou o eÀ'tractos de marijuana como primeiro oro da verdade da América porque se constatou que eles nem empre eram eficazes. As p S oa que eram. submetidas a inter-

47

rogatórias tendiam a sofrer ataques de risadinhas, ou então riam -se histericamente dos seus captores, ficavam paranóicas ou sentiam um apetite insaciável (seriam os munchies? ). O relatório assinalava também que os agentes americanos do OS e de outros grupos de interrogatório começaram eles próprios a usar ilegalmente o ó leo de mel, não o ministrando aos espiões. o relatório final do grupo de Anslinger obre a marijuana como soro da verdade não era referida qualquer violência causada pela droga! De facto, o oposto era indicado. O OSS e mais tarde a CIA continuaram as investigações e experimentaram outra drogas como soro da verdade: cogwnelo de psilocibina ou amanita muscaria, e LSD, para referir apenas algumas. A ClA testou secretamente estes preparados em agentes americanos durante 20 anos. Houve pessoa insuspeitosas que saltaram de edifícios abaixo, ou julgaram que tinham enlouquecido. Nos anos 70; após 25 anos de negaçõe , as nossas autoridades admitiram finalmente ter feito tudo isto ao eu própr io povo - drogado cidadãos, soldados e funcionários públicos inocentes, invo luntários e insuspeitosos - tudo em nome da segurança nacional, dar . Estas agências americanas de " egu rança" fizeram ameaças constantes a i ndivíduos, famílias e organizações, chegaram a prender pessoas qu e sugeri ram que havia quem tive se sid drogado involuntariamente. Passaram-se três décadas até a Lei da Liberdade de Jnformação ter obr igado a CIA a admitir as suas mentira, a qual foram expostas pelo programa tel i i· vo da CBS 60 Mirtutes, e outros. Porém, em 16 de Abril de 1985. o upremo Tri.bunal do E.V. determinou que a e l A não era obrigada a revelar as identida,· des nem dos indivíduo nem da in ti · tUÍçóes que t:inham e tado envolvido nesta farsa. O tribunal di se, de facto, que a ClA podia decidir aquilo que devia ou não er

divulgado de acordo com a Lei da liberdade de Informação, e que o tribunai não podiam anular a de isão da agência. Como àparte. diga- que a revogação desta Lei da Liberdade de Informação foi um dos principai objectivo da Admini tração Reagan/Bu h/ ua le.
(Editoriais publicado em 19 [lO LA. Times, Tire Ortgoninn. et .; l.ee. 'Ian in, e hlain, Bruce. Acid Dre.a",s. Grove Pr I, 19 5.)

COMPORTAMENTO CRIMINOSO
ntes de, em 1948, An ling r ter lnsti_gado pânico de zombie pa ifista fumadores de marijuana. ele u o u publicamente a mú ica jazz., a violencia e os "ficheiros sanguinário durante mai cinco a ele ano (1943-50 ) fia impren a. em con ençõ ,conferên ias e audiência d Congr o. abemo agora que no to ante ao can hamo disfarçado d marijuana, An tinger era um poUcia-b urocra ta mentiro o. Há mai de 60 ano que americano m a r educado na a eita ão do pronun ciam nto de An tinge!' obre a erva - d a \< lên ia ao pacifi mo mal fico io chega ndo finalm nte à influênciaorr upto ra da música. impo ivel ter a certeza e isto foi in pirado r motivo onómi o ou raCIal, ou m m e deveu a uma múica cheia de italidade, ou a alguma esp de de hi teria mérgica. ab mo é que a informa · 0 d' minada pelo governo do E.U., ou } . a EA, obre a cannabis era então, c ntin ua a er, uma menti ra d liberada. Com e eeá no pftulo eguinte . o p o do fa o empiri o e a grande quan tidade de e\fid n ia corroboradora indicam qu a ant ri re adminl traç e Reagan/Bu h/Qua I , jlun tament com a ua inédit li a - à empre a fa rmacêutica ( rixa " uborno Farma : uti d Bu hlQuayJe/Lilly ), provavelmente conspiraram a mai alto

A

r:

I

48

níveis com o fim de onegar informação e d esinformar o público, o que resultou na morte evitável e de nece sá ria de dezenas de milhares de americanos. E fizeram-no, ao que tudo indica, para tentar salvar os eus inve timentos - e os dos eus amigos - na indú trias dos fármac s, da energia e do papel; e para conferirem a esta indústrias venen a e sintéticas uma vantagem abi aI bre cânhamo natural e as im pr tegerem os milhares de milhões d d I.are em lucro anuais que se aprestavam a perder ca o a planta do cânhamo/marijuana não tivesse sido proibida! Em consequência, milhõ de am ri-

canos perderam milhões de anos em tempo de prisão, e milhões de vidas foram e continuam a ser arruinadas por aquilo que teve início como as vergonhosas falsidades económicas, viciosos in uI tos rad tas e gosto musical preconceituado de Hearst, Anslinger e DuPont.

Notas:
Abel, Ernest, Ma.rijllana, the First U,ooo Years, PI num Press, NI, 1980, págs. 73 e 99. 2 . loman, Larry, Reefer Madness, Grave Press,
1.

Ine., Nova. Iorque, 1979, pág. 40.
3· Ibid, págs. 196, 197· 4. lnve tigação do drs. Micha I Aldrich, Richard A hley, Michael Horow.itz, et aLi The High Times Encyclopedia of Recreational Drugs, pág. 138.

PROCURA-SE
LlTI O UBORNAD ) RESPONSAVEI APENAS
RANDE INDÚ TRIA PAPELEIRAS, P TR UÍMICAS, PROCURAM A

Cannabis Sativa L.
também conhecida por tl'IMUGGLES", "MARY JANE", uBIG REE.FER", "MOTHE.R HEMP" , tl'IKILLER WE.ED", etc.
Por ter UJna a ã d ma iad eficaz; por con pirar para minar ou iludir a autoridad t talirári i p r amea ar indú tria entrin beiradas, receo as da conver ã a meio n turai para inverter o dilema ecológico da Terra; por

ridicularizar t d

qude qu há muito c lhe opõem ba eado numa p eud iência ra ca, hi tédea e fala cio a.

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49

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.' Capítulo

Seis

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A LITERATURA , LINICA SO. RE A C B

,

ME.DICINA DA CA

, SIS A

A nossa autoridade aqui é o corpo , e fiteraturo que tem infcio ·c om antid gas materias medicae - farrnacopei'a s ehinesos e· hin'dus e tabuinhas cuneiformes do Próximo Orient· - e prossegue ctt·é- , ste' século, incluindo e e a renascença dos estudos so. re· ti cannabis acom,d a no, EU. entre ' 966 e b s '976, quando fora m efectuados cerca de 10.. 000 studos . eparados sobre s as propriedades terap êuticas e efeitos da ·p"Q'd to' d confiamo. As fontes princifJais para este capitulo Jobn! medidna são compêndios globais destas obras do lit eratura clín.ico, bem c'o mo' entl'ev, st,QS em , urso ; c com muitos investigadores.

CUIDADOS DE SAÚDE VEGETAIS ECONÓMICOS E ACESsíVEIS
urante mais de 3500 ano ) dependendo da cultura ou da nação, a planta de cannabis/cânhamo/madjuana -foi a mais usada ou uma das maio u adas na confecção de medicamento. I to incluj a China, a I ndia, o Médio e Próximo Orientes, a África e a Europa pré-Igreja Católica Romana (anteri r a 476). O dr. Raphael Mechoulam, a RM. , e as revistas High Times e Omni ( etembro de 1982) indícam todo que e a marijuana fos e legal ela. ub tituiria d imediato entre 10 a 20% de todo m dicamentos legais (com base em inv.e tigações efectuadas até 1976). M chouIam calcula que entre 40 a 50% de t d o medicamento, incluindo fármaco patenteados, poderiam coot r ai um e tracto da planta de cannabí quand a composição desta for compl lamente inve tigada.

I .8.

D

SUPERESTRELA DO S' CULO XIX

(Leia- e a inve rigação patro inada pejo g vemo do E. U. tal como Te umida por h n tillman. Therapeuric Potmtial of Marijuana, 1976; Ri man, Roger. Marijuana as Medicine, 1980; Mikuriy • Dr. Tod. Marijl4ana Medical Papers, 1972; Ver também o trabalho dos dr . Nonnan Zinberg. Andr w WeU e Le ter Grinspooni e o relatório da Cornis Presidencial do G mo do .U, IComi haffer)

, orrcluiu m mo , u "com ntadores c q {ex g tas} da B blitl' acreditam . o fel e o' v;"a ,ou i"ho mirrado, ofere-

cid·o a'o , o n

'O

I ador imo diQtament

50

antes da sua crucifixão era, com toda a probabilidade, um preparado de cânhamo-da-índia':
(Trans riç es, Sociedade Médica do Estado do Ohio, 15° en ontro anual,
12-14 de Junh págs. 75-100 .)

de 186o,

e de 1850 até ]937, a cannabis li i pre cfita na farmacop ia do stado Unidos com principal medicamento para mais de em enfermidades e problema de aúde difer nte . urante todo este tempo (pré-looo at é Extracto de cirea 1940), o invescannobis tigad re , os médi fabricado pela co e as empresa Parke-Davis no farmacêutica (Lilly, século XIX. Parke-Davi, quibb, etc.) de conheciam por completo quais eram os ingredientes activo da cannabi , até o dr. R. Mecholllam de cobrir o THC em 19 64.

au torizados sequer a debruçar-se sobre a m edicina da cannabis. O delta-9-THC foi isolado em 1964 pelo dr. Raphael Mechoulam da Universidade de Tel Avive. O seu trabalho confirmou o do professor Taylor, de Princeton, que liderara a investigação e identificaçã.o dos precursores naturais do delta-9- TH nos anos 30. Kahn) Adams e Loewe trabalharam igualmente com a e trut ura dos ingredientes activos da cannabis em 1944. De de 1964, isolaram-se na cannabis mai de 400 compostos diferentes, a partir de mais de mil compostos suspeitados. Pelo menos 60 dos compostos que foram i olados são terapêuticos. Os Estados Unidos, porém, proibiram este tipo de investigação através da autoridade burocrática de Anslinger até à reforma compulsiva de te em 1961. (Omni; Set. 1982.)

ACEITAÇÃO CRESCENTE
. tinham começado a usar marijuana.
Instadas por pais preocupados) desejosos de aber quais os perigos que os seus filhos corriam, as autoridades começaram a financiar dezenas e mais tarde centenas de estudo médicos sobre a marijuana. Entrincheiradas na mentes da geração mai ido a e tavam 30 anos de histórias de terror contadas pela dupla Anslinger/Hearst: as assínio, atrocidades) violação e me mo pacifismo zombie. As inve tigações patrocinadas pelo goern federal começaram a dissipar os receio que o americanos sentiam de que a cannabi· (au ava violência ou pacifismo zombie, e centenas de novos estudos sugeriram que oculto no interior da quúnica da planta de cânhamo jazia um arsenal médico de incr[vel potencial terapêutico. As autoridades financiaram um núm ero croent de estudos. Em breve, dúzias de pesquisado res americanos obtinham ind icações positiva u ando cannabis no tratamento de

E

m 1966, milhões de jovens americanos

INVESTIGAÇÃO NO SÉCULO XX
rio r s, a As oela ao MédIca Amencana (AMA) e as empresa · farmacêuticas testemunharam contra a Lei deaxa ão da Marijuana de 937 porqu era abido que a eannabis po uia um imen potencial médico e nunca cau a a qualquer dependência ob ervada ou morte por sobredosagem. A AMA e a farmacêutica argum n tavam que uma vez' lados os ingredientes activos da cannabi (tai como o delta-9-THC) e determinad a do -agens correctas, a p deria tOf nar-se uma droga-milagre. Vinte e nove ano pa ariam, p rém) . ntes do cientista american s er m a
a

C

omo e e baço?

51

asma) glaucoma, náusea decorrente da quimiot rapia, anorexia, tumore e epilepsia, bem como antibiótic de u o geral Os resultados cumulativo mo travam provas da ocorrência de re uhado favoráveis em ca os de doença de ParkiJ1 son) anorexia, escler e múltipla e di trofia muscular; além de milhares de dados episódico todos merecendo um estudo mais aprofundado Antes de 1976) relatos de eito tivo e de novas indicaçõe terap ' utica para a cannabi eram praticamente ocorrências emanai nos jornai m di , e na impren a mundial.

ran o ort, Al manha e houlam dj que ontinua ,3 a r , i ar que a d cannabi o melhor rem di enerali ta do mundo.

PROIBIDA A I SOB'RE A

CONFERÊNCIA NACIONAl ELOGI' O POlENCIAL A TERAPÊUTICO DA CANNABIS
m Novembro de 1975, irtualmente todo os principai investigadore americano da marijuana reuniramno Centro de onferên ia A ilomar em Pacific Grove, Califórnia. O minário foram patrocinados p I ln tituto acional de Abuso de r gas C I A) para abordar um conjunto de e tud cobrindo a suas de coberta ,da mai antigas às mais recente. Quando os seminári s terminaram, praticamente todo os ienti tas condu ram que, dada a pr vac ncreta reunidas até ao momento bre o p cial terapêu ico da marijuana, o g rn federal devia apres ar- a inve tir rend'mentos fi cai em inv, stiga ã ad' donal e A opinião era que s contribuint d viam er informado da exi t neia d t das a razôe legítima para que cam da aúde pública continua a ui a em larga e cala sobre a medicina a terapias da cannabi. Tod o par i ipante ! a im parece, acr, dita am ni to. e Muitos deles (c mo M h ulam) a r diria um do prin tavam que a cannabi cipai remédio d mund em m d da década de 80. Emarço de num di cur o proferid na Bio- Fach m

E

52,

A investigação revelou indicações positivas quanto ao uso de cannabis no tratamento de asma, glaucoma, náusea causada por quimioterapia, anorexia e tumores, bem como antibiótico de uso geral; epilepsia, doença de Parkinson, esclerose múltipla, distrofia muscular, enxaquecas, etc. - todas estas doencas merecem testes clínicos adicionais. '
q uer salvaguarda garantindo integridade por parte das farmacêuti as; ela foram autorizadas a autoregulam ntar- e. Empresas farmacêutica privada receberam autorizaçã para faz r alguma investigação «livre de ganza': ma apenas sobre o delta-9-TH , e mai nenhum dos outros cerca de 400 isómero potencialmente terapêuticos que a cannabis contém. Por que é que a compa ia farmacêuticas COD piraram para e apoderar da investigação sobr a marijuana? Porque as investigações conduzida pelo governo americano entr 19 66 e 1976 tinham indicado ou c nfi mado atravé que me mo a de centenas de e tud cannabis crua CCnaturar' era o um lh r e mais segur medicamento qu era p sível escolher-se" para muito pr blemas sérios de saúde. cannabi e mantenha classificada como narcóti o da Cláusula Um - não tendo qualquer utilização médica conhecida. O seu suces ar Robert Bonner, que foi nomeado por Bush e reconduzido por Clinton, foi ainda mais draconiano na ua aproximação ao cânhamo/marijuana enquanto remédio. Thomas Constantine, actual administrador do DEA, nomead em 1993 por Clinton, apoia politica muito piores ainda do que as de Bonner.

Bem, se tudo isto é sabido desde 1975, o nosso governo está a espera de quê?

PROTEGENDO OS LUCROS DAS FARMACÊUTICAS
ORML, a High Times e a Omni (Se. tembro de 1982) indicam que a Eli Lilly Co., a Abbott Lab ,a Pfizer, a Smith, a Kline & French, e outras farm acêuticas perderiam anualmente centenas ou milhare de milhões de dólares, e perderiam milhare de milhões adicionais nos paíe do 1i rc iro Mundo, ca o a marijuana fos e 1 gal nos E.U. >I-

A

1988: JUIZ DA DEA DECRETA

QUE A CANNABIS TEM VALOR MEDICINAL
próprio juiz de dir it admini vo da EA, o c fi erva dor ran 1 Young, depois de ouvir te t munho m dicos durante 15 dia d r ver cent n [A, de documen tos da D A e d antagonizando a apre pelos activi tas da D1arl}u( na, em Setembro de 19 8 qu a manJuana é uma das mais egura ub t ncia terapeuticamente a tiva nh ida d Hom em". Mas ape ar de a pr p Ild rãncia d provas, John Lawn, dir to d 'A, o rdenoU em 30 de utubr , de 1989 que a

O

.. Record - e que, em 1976, o último ano da administra ão Ford, ,estas empre as farmacêuticas, d vicio ua in i tência (especificamente através de lobbyi11g), con eguiram que o Governo inten . deral proibis e toda a inve tigação p itiva sobre a marijuana médi a.

ENFIANDO A RAPOSA NA CAPOEIRA DA SAÚDE PÚBLICA
empresas farmacêuticas apodera_ ram - e de todo os projectos de inve ti ação obre análogos sintéticos de

A

53

THC, CBD, CBN, etc., bem como d re pectivo financiamento, pr metendo desenvolver pr duto "li · re de ganza" antes de coloeá-} no mer ado. A EIi Lilly lançou o Nabilone e mai tard o Marinol, primo íntétic em egundo grau do delta-9-THC, e prometeu g.randes resultados ao governo. Em 1982, a revista Omni afirmou qu ao fim de nove anos de uso, o abiJone continuava a er considerado virtualmente inútil quando comparado com copas de cannabí de cultivo ca eiro, qu são muito ricas em THC; e o Marinol funciona tão bem como a marijuana em apenas em 13% dos ca o . O utilizadore de marijuana e tã d acordo em que não go tam dos efeito do Nabilone ou Marinol da Lilly. Porquê? preciso tomar- e três ou quatro veze mais Nabilone ou Marinol para por v z se con eguirem o benefício d fumar boas copas de cannabi . A Omni afirmou ainda em 1982 (e continua a ser verdade em 1999) que apó terem sido gastos dezenas de milhõe de dólares e nove anos de inve tigação do sintéticos de marijuana médica, 'e ta empresas farmacêuticas fraca a am totalmente", muito embora a canna' i crua e orgânica ' eja um "remédio upior" que funciona tão bem naturalmente, e em tantas enfermidade diferente . A Omni sugeriu também à farmac uticas que, no verdadeiro in r da saúde pública, peticiona . em· governo no sentido de er permitida a omerciali zação de '(e t acto cru da dr g. u• Até a data, nem o gov rno n ma farmac uti cas re ponderam. Ou melh r, r nd ram ignorando a interp laçã. ntretan to, a admini traçõ R agan/Bu h/tintoo têm- e recusado terrnmantem ntea autorizar o recomeço da in tigaão real (univer itária) obr a cannabi > excepto na forma de e tudo farmac "uticos sobre derivado intétko. A Omni sugere, e a N RML e a High Times concordam, que as farmac utica

PETiÇÃO DA'S

_ rURAIs

utido pa-

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et

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em cruzad , culpadas d '''dumping d ,end m fi' 01 ' mbi.

. , ) Panamá

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UM MRAP" INJUSTO PARA O CÂNHAMO
pós 20 ano de estud ) o Painel Consultivo da Investiga ão da alifórnia (RAP) rompeu om o gabinete do procurador-geral d e tado, sob cuja upervisão fun i na; e xlgiu a relegalização da cannabi . insensato manter P Líti a e leis sem as mudar, quant mais int n ificá-las, tendo elas falhado tã bvÍam nte no controle d dano individuai e sociais associados ao u o de drogas") sumariou o dr. Frederick Meyer ,vi -presidente do RAP, numa carta divulgada com as recoro ndaçõe do grupo) após o procurad r-geral ter suprimid relatório do painel e os membr de te terem decidido publicá-lo à sua cu ta. Isto constituiu uma revirav lta completa relativamente ao 1 ngo hi torial do RAP em matéria de supre ão do uso médico de cannabi . impacto a longo prazo de ta mudança ainda uma incógnita. O presidente do RAP, dward PI O'Brien, Tr., n meado pel procurador-geral, que divergia das condu õe do painel, dominav te grupo há anos, controlando rigidamente que tipo de inve tiga õe bre a annabi eram autorizada - c limitando e sa da náu ea. e aplicações ao vómitos que são lt cundános da quimioterapia contra cancro. Sob O'Brien, o painel tergiv r ou sistematicamente quant a cu mandato para fornecer a o m dico compassivo à cannabi . Toda as aplicações para o uso de c nnabi , incluindo controle da d r, de rdens neurológicas espa módica, te., fo-

A

ram rejeitada. A cannabis era outrora o tratamento de eleição para dores de cabeça vasculares ou enxaqueca. (Osler, 1916; O'Shaughnessy, 1839.) A cannabis tem a característica ímpar de afectar a circulação vascular do r vestimento d.o cérebro - as m ninge . O olho avermelhados de um fumador de marijuana são um reflexo desta acção. Porém, ao contrário das outras drogas, a cannabis não tem qualquer efeito aparente no sistema vascular em geral, excepto provocar uma ligeira taquicardia quando se manifestam os primeiro efeitos da droga. O RAP tem de encorajado o uso de cannabis fumada, em favor de cápsulas sintéticas de de1ta-9-THC, apesar dos re ultados comparativos favoráveis à cannabi crua relatados à Administração do Alimentos e Drogas [FDA]. Este facto foi declaradamente escamoteado tanto nos relatórios que o RAP apresentou à legislatura como no ca o NORML vs. DEA. Adicionalmente, e te memorandos comparando favoravelmente a cannabis fumada com o THC oral foram enterrados em apêndices desses relatórios - os quais ão consultáveis em apenas quatro 10a' de todo o estado da Califórnia! m 30 de etembro de 1989, o programa de marijuana médica expirou silenciosamente, baseado na avaliação feita pela equipa de que não tinham sjd tratadas pessoas suficientes para justificar a ua extensão.

- Dr. Tod Mikuriya
Berkeley, Cal., 1990

Salvador, Hondura e icarágua. er a de 15 0 drogas ilegai - e perig a ". E ta. n tÍ da não foi conte tada n m p lo g v rn nem pelas empresa farma uti as ame-

ricana I · que indica que a prática continua em 1998. A venda ou uso de algumas destas droga f; i p oib'da no E.U. e na Europa

5S

pelas devidas instância de aúde, porqlle elas são reconhecidamente cau adora de desnutrição, deformidade e can roo E no entanto es as drogas são vendida ao balcão a analfabetos in u peito ! A Organização Mundial de aúd nfirma e tas noticia com uma e timat i a conservadora, egundo a qual cerca d 500.000 pes oas são ,envenenada anualmente em paí e do Ter eir Mundo por artigos (droga, pesticida) te.) vendid por companhias americana ) ma cuja venda e tá proibida no . .U.'"
Revista Mother fones, 1979, "Unbr ken Junho de 1989: The Progressive. Abril de 1991; tU aL

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e

A

DOS REG S OS

mai ria, jn luin
;tUer;

PUBlICOS
de 10. 000 e tudo que fi raro realizados obre a cannabi , 4.000 do quais nos E.U., ap na cerca duma dúzia revelou quai quer resultado negativos, e estes nunca foram rep tid . A Administração Reagan/Bush lançou uma "sonda" em etembro de 1983, ug rindo às universidades e inv stigador americanos que destru[s em todo o trabalho de investigação feito c m a canna i n período 1966-76, incluindo o compêndios arquivados em biblioteca . Os cienti tas e médic ram a ta] ponto e ta inaudita tenta ti a censória que os planos f; ram aban na dos ... de moment . Sabemo porém que grand quantidades de informação de apareceram d então, incluind a cópia original do filrn pró-marijuana realizado p l D Hemp for Victory. Pior ainda, mm · a mais leve refer ncia a filme fo· apagada dos regi to oficiais até 1958) brigando ao Te tabelecimento orno eu meticulo parte do no s arquivo na i nai.. Muitas cópias de arquivo e r fi .ncia d ' Bulletin 404 do U A de aparec ramo Quantos mais conhecimento in ub titwvei terão já ido perdidos? Entre o final de 1995 e o iniei d · 19 6

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em J996",.

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:1Iais eleitores cQlifomrano votaram a f Iav,or I a' marijwm . m di dO' que por d Bill
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quetebol profissional, i detido por po e de uma pequena quantidade de marijuana. Depoi de pagar uma multa de soo dólares à Alfândega do E. U' J Abdul_Jabbar explicou à impr n a qu ) enquanto cidadão da Califórnia, e tava na poss de um ate tado pa ado por um clínico para uso de marijuana m ,di a. Teoricamente, o atleta pr fi i nai e universitários re idind na aJjfórnia a quem um clínico tenha pa ad um ate tado para uso de marijuana I lédica não são obrigados a ubm ter- e a t te à urina para detecção d cannab· .

ntre o milhare de actores, músicos e e critores da Califórnia que agora usam marijuana médica, encontra-se o famoso autor Peter McWilliams) que padece de IDA e cancro. Diz ele: "Se não fossem os v ndedores ilegais de erva (antes da Propo ta 215) não haveria como conseguir marijuana e hoje eu não estaria vivo. A marijuana alivia as minhas náuseas e permit -m reter no orpo os alim entos e as pa tilha que sou obrigado tomar para combater as minhas doenças. O governo federal que se foda. Se precisarem dela)

u

Despac:ho distribufdo pela AFP (Agência France Presse) em IOde Outubro de 1995:

AfP 101139 GMT Oet 95

ZCZC
00049 BRZIAFP...AQA2 r e China ... /ongevic/ade 10 - 'O 0166 LONGEVIDADE DE: HABITANTES Df DISTRITO CHINÊ.S ATRI8UfoA À

ERVA
PEQUIM, 1Oout (AFP) - Os habItantes de um distrito do sudoeste da China

estão o tltrlbuir ti e. va, que faz parte da sua dieta,. o longevidade de vários r membros dQ comunidade, que chegam a ultrapassar a barreira dos 100 onos, informou esta terça-feira a agência noticiosa chinesa Xinhua. Esta última revelou que o distri to autónomo de Bama Yao, na província de Guangxi, Qumentou este ano o órea de cultivo de erva e milho, alegando que se trota de vegetais nexcelentes para a soúde". Embora a notrcia nao mencione os efeitos narcoti.z ontes do erva, nem o facto de elo ser "ega' na China, ressalta o enorme suc:esso da dieto local e das "bebidos medicinais" paro obte.nção do ro.n gevidade. O censo de '990 mostrou que a minoria yao da população do distrito, que chega a _ total de 220 mil pessoas_ 69 tinham 100 anos ou mais; um 226, entre 90 e 99 anos; e outros 1724, pelo menos 80 anos.

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Uma visão cada vez mais frequente; C"GITOS , e maríj,UGllcJ médkà. d Foto de Andre Grossman.

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