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Plano Diretor de Geoprocessamento da

Prefeitura Municipal de Fortaleza
Fortaleza, 23 de outubro de 2007

Produzido pela Financiado através de
empresa OpenGEO recursos do PNAFM

Este documento foi produzido com software livre: Este documento está licenciado:

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autoria comercial licença
Prefeitura Municipal de Fortaleza

Apresentação

Este trabalho é um dos produtos previstos no contrato
referente a Tomada de Preço nº 06/2006 da Secretaria de
Finanças do Município de Fortaleza, viabilizado através de
recursos do PNAFM (www.uem.fortaleza.ce.gov.br). Para o
acompanhamento dos produtos destes contrato, a Prefeitura
constituiu um grupo de servidores denominado Grupo Gestor
(GG).
A metodologia aplicada na condução deste projeto foi
composta pelas seguintes etapas:
1. Definição inicial, pela equipe da OpenGEO, da prioridade
de visitação aos órgãos ligados à PMF. Esta prioridade foi
definida considerando a quantidade de processos ligados,
direta ou indiretamente, ao Geoprocessamento;
2. Na ocasião do seminário de apresentação, aos servidores,
do trabalho a ser realizado, os participantes apresentaram
considerações sobre a importância dos órgãos
administrativos onde trabalhavam, resultando na alteração
da lista de prioridades apresentada inicialmente;
3. Após a revisão do GG, a lista final das prioridades foi Observação: os órgãos
identificados com a
definida conforme tabela a seguir:
prioridade 3 (três) não
Prioridade Órgão chegaram a ser visitados.

0 SEFIN - Secretaria de Finanças do Município
SEINF - Secretaria Municipal de Desenvolvimento
0
Urbano e Infra-estrutura
SEMAM - Secretaria Municipal do Meio Ambiente e
0
Controle Urbano
0 SAM - Secretaria de Administração do Município
0 SMS - Secretaria Municipal de Saúde
1 SDE - Secretaria de Desenvolvimento Econômico
1 SEPLA - Secretaria de Planejamento e Orçamento
1 Guarda Municipal
SEDAS - Secretaria Municipal de Educação e Assistência
1
Social
Fundação de Desenvolvimento Habitacional de
1
Fortaleza - Habitafor
1 ETUFOR - Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza

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Prioridade Órgão
1 SETFOR – Secretaria de Turismo
1 FUNCET - Fundação da Cultura do Esporte e Turismo
1 Gabinete da Prefeita
2 AMC - Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania
2 Ouvidoria Geral
2 SER II - Secretaria Executiva Regional II
2 SER V - Secretaria Executiva Regional V
2 SER VI - Secretaria Executiva Regional VI
3 CPL - Comissão Permanente de Licitação
3 FUNCI - Fundação da Criança da Cidade
3 IPM - Instituto de Previdência do Município
3 IMPARH - Inst. Pesq. Admin. de Recursos Humanos
3 PGM - Procuradoria Geral do Município
3 Gabinete do Vice Prefeito
3 ARFOR – Agência Reguladora de Fortaleza
3 EMLURB - Empresa de Limpeza Urbana
3 SER I - Secretaria Executiva Regional I
3 IPEM - Instituto de Pesos e Medidas
3 SER IV - Secretaria Executiva Regional IV

Secretaria da Defesa do Consumidor -
3
PROCON/Fortaleza

3 SER III - Secretaria Executiva Regional III
3 IJF - Instituto Dr. José Frota

4. As informações de cada órgão foram levantadas com a Observação: nem todas as
aplicação de duas fichas. Uma voltada a identificação das pessoas consultadas foram
bases de informações e os trabalhos associados a cada entrevistadas, ou seja,
base. A outra foi direcionada a identificação dos Sistemas tiveram uma ficha de
de Informação, bem como, dos processos envolvidos por entrevista preenchida. Isto
ocorreu porque algumas
estes; informações eram apenas
5. Durante a condução dos trabalhos, reuniões periódicas e a complementares em
relação às entrevistas já
troca de informações por e-mail permitiram o
executadas.
acompanhamento, pelo GG, das atividades executadas no
âmbito deste projeto;
6. Os primeiros relatórios entregues foram 3 (três)
diagnósticos. A forma de composição das informações

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destes diagnósticos foi definida pelo GG, seguindo o
enquadramento definido no contrato;
7. O Plano Diretor de Geoprocessamento foi o último
documento a ser preparado;
8. O último produto resultante deste projeto é um seminário,
visando expor, aos servidores, os resumos de todos os
relatórios produzidos e o Plano Diretor de
Geoprocessamento da Prefeitura Municipal de Fortaleza,
focado na utilização de softwares livres e padrões abertos.

Neste projeto foram entrevistados mais de 130 (cento e
trinta) servidores municipais. Entre os entrevistados, estão
servidores de carreira e temporários que integram os diversos
órgãos da Prefeitura Municipal de Fortaleza (PMF) produtores de
informações ligadas, direta ou indiretamente, ao espaço
geográfico.

Distribuição da Pesquisa

76%

servidor
terceirizado

24%

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Equipe Técnica

Os seguintes profissionais (técnicos e gestores) estiveram envolvidos neste projeto.

OpenGEO Consultoria

Helton Nogueira Uchoa Paulo Roberto Ferreira
Coordenador Geral e Responsável Técnico Consultor e Co-responsável Técnico
Engenheiro Cartógrafo Geógrafo
CREA-RJ: 2006102754 CREA-RJ: 2001108428

Luiz Carlos Teixeira Coelho Filho Ikaro Araújo
Consultor e Co-responsável Técnico Consultor de Tecnologia da Informação e
Engenheiro Cartógrafo Comunicação
CREA RJ-172750/D Engenheiro de Sistemas

Prefeitura Municipal de Fortaleza

Vera Lúcia Feijão Marcelo Saraiva Gondim
Representante da PMF Representante da PMF
Coordenadora do Grupo Gestor Coordenador do Grupo Gestor

Clóvis Soares Eveline Leal
Representante da PMF Representante da PMF
Integrante do Grupo Gestor Integrante do Grupo Gestor

Ivonísio Mosca Everaldo de Oliveira Ferreira
Representante da PMF Representante da PMF
Integrante do Grupo Gestor Integrante do Grupo Gestor

Maryvone Moura Gomas Renezito Júnior
Representante da PMF Representante da PMF
Integrante do Grupo Gestor Integrante do Grupo Gestor

Rosemary Barreto Paiva
Representante da PMF
Integrante do Grupo Gestor

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No período no qual este trabalho foi executado, os seguintes gestores faziam parte da
PMF.

Gestores relacionados com este projeto

Luizianne Lins Carlos Veneranda
Prefeita de Fortaleza Vice-prefeito de Fortaleza

Nágela Raposo Alfredo Oliveira
Assessora Institucional do Gabinete Secretário de Administração

Alexandre Cialdini José Meneleu Neto
Secretário de Finanças Secretário de Planejamento

Silvana Cristina Fujita Rommel Novaes Ramalho
Coordenadora Geral do PNAFM Coordenador Administrativo do PNAFM

Edlene Valente Benevides Demétrius Ribeiro de Paula
Coordenadora Financeira do PNAFM Coordenador Técnico do PNAFM

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Licenciamento

Este documento está licenciado nos seguintes termos: Atribuição-Uso Não-Comercial-
Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil (Creative Commons). Através desta
licença, qualquer pessoa pode:

s Copiar, distribuir, exibir e executar esta obra.

r Criar obras derivadas.

Desde que sejam observadas as seguintes condições:
Atribuição. A pessoa deve dar crédito ao autor original, da forma

b especificada pelo autor ou licenciante (neste caso, a Prefeitura
Municipal de Fortaleza).

n Uso Não-Comercial. Esta obra não deve ser utilizada com
finalidades comerciais.

Compartilhamento pela mesma Licença. Para alterar,

a transformar, ou criar outra obra com base nesta, é obrigatório a
distribuição da obra resultante sob uma licença idêntica a esta.

Considerações importantes:
● Para cada novo uso ou distribuição, deve-se deixar claro, para outros, os termos da
licença desta obra;
● Qualquer uma destas condições podem ser renunciadas, desde que o interessado
obtenha permissão do autor (Prefeitura Municipal de Fortaleza);
● O detalhamento desta licença está disponível no Apêndice 4 deste documento.

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Marcas Registradas

A utilização de marcas registradas neste documento teve o Observação: caso o
intuito de elucidar melhor os assuntos abordados. A equipe da proprietário de alguma
OpenGEO reconhece a propriedade dessas marcas registradas, marca utilizada neste
conforme listagem a seguir. documento considere que a
mesma foi apresentada
sem a devida referência de
propriedade, solicitamos a
Marcas Registradas Proprietário gentileza de encaminhar
uma mensagem para
Apache, Tomcat Apache Foundation
pdgeo@opengeo.com.br.
Apple, Mac OS Apple Computer, Inc
AutoCAD, MapGuide Autodesk, Inc
BSD University of California, Berkeley,
USA
Dataflex Data Access Corporation
ESRI, ArcSDE, ArcInfo Environmental System Research
Institute
GeoMedia Intergraph Corporation
Google Earth Google, Inc
IBM, DB2 IBM Corporation
Java, Solares Sun Microsystems, Inc
MySQL MySQL AB
OpenGIS Open Geospatial Consortium, Inc
Oracle Oracle Corporation
PostgreSQL PostgreSQL, Inc
Windows, MS Access Microsoft Corporation

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Sumário
Relatório.....................................................................................12
1. Introdução.............................................................................12
2. Abordagem técnica..................................................................13
2.1. Conceitos................................................................................13
2.2. Definições Técnicas....................................................................15
A) Inteligência Geográfica......................................................................15
B) Geoprocessamento............................................................................16
C) Produtos Cartográficos Digitais.............................................................16
D) Software Livre.................................................................................17
E) Padrões abertos...............................................................................17
F) Infra-estrutura corporativa de TIC.........................................................20
3. Análise do atual Plano Diretor de Geoprocessamento (PDGeo)..............20
4. Estruturação do Setor de Geoprocessamento e CTM...........................22
4.1. Fluxos de trabalho.....................................................................30
Célula de Pesquisa e Desenvolvimento........................................................30
Célula de Suporte e Capacitação...............................................................31
Célula de Acompanhamento e Normalização.................................................31
Célula de Produção e Manutenção de Dados Georeferenciados...........................32
5. Demandas envolvendo geoprocessamento.......................................33
6. Capacitação do Corpo Técnico.....................................................36
7. Sistemas homologados para o Geoprocessamento Corporativo..............38
7.1. Grupo 1..................................................................................39
A) Servidores......................................................................................39
B) Clientes.........................................................................................43
C) Sistemas Gerenciadores de Banco da Dados (repositório)..............................47
D) Bibliotecas, frameworks e outros componentes para o desenvolvimento de
aplicações..........................................................................................49
7.2. Grupo 2..................................................................................54
A) Servidores......................................................................................54
B) Clientes.........................................................................................55
C) Bibliotecas, frameworks e outros componentes para o desenvolvimento de
aplicações..........................................................................................58

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7.3. Grupo 3..................................................................................59
8. Arquitetura do Geoprocessamento Corporativo................................60
9. Especificação para o levantamento aerofotogramétrico......................65
9.1. Especificações gerais..................................................................65
9.2. Vôo.......................................................................................65
9.3. Sensor aerofotogramétrico...........................................................65
9.4. Certificado de calibração câmara aérea...........................................66
9.5. Filmes (no caso de câmeras analógicas)............................................66
9.6. Cópias fotográficas....................................................................66
9.7. Digitalização do filme (no caso de câmeras analógicas).........................67
9.8. Foto-índice..............................................................................67
9.9. Aerotriangulação.......................................................................68
9.10. Ortoretificação.......................................................................68
9.11. Restituição Analítica Digital........................................................69
9.12. Níveis de camada a restituir........................................................70
9.13. Reambulação..........................................................................70
10. Especificação para o cadastro imobiliário com enfoque no CTM...........70
10.1. Dicionário de dados..................................................................74
Núcleo do CTM - tabelas que compõem a base para o Cadastro Técnico
Multifinalitário.....................................................................................74
Pessoas – tabelas relacionadas aos munícipes e pessoas (física e jurídica) em geral.. 79
SEFIN - tabelas relacionadas à SEFIN...........................................................80
11. Banco de Dados Geográfico da PMF.............................................81
12. Projetos..............................................................................89
12.1. Projetos prioritários..................................................................89
Reestruturação administrativa..................................................................89
Implantação do Banco de Dados Geográfico e do CTM......................................89
Criação de um Sistema de Informação (integrado ao BDGeo) para gestão das leis
relacionadas ao zoneamento da cidade de Fortaleza.......................................90
12.2. Projetos complementares...........................................................91
Mapeamento de processos.......................................................................91
Digitalização e georeferenciamento dos produtos cartográficos antigos (acervo
histórico)...........................................................................................92
Definição de procedimentos (normas) para o recebimento de plantas (mapas) em
formato digital visando a automação de processos..........................................92
Criação de uma distribuição Linux com todos os sistemas homologados.................92
Migração (unificação) das diversas bases para o PostgreSQL..............................92
13. Conclusão............................................................................93
14. Referências Bibliográficas.........................................................95
Apêndice 1..................................................................................96

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Glossário...................................................................................96
Apêndice 2................................................................................101
Lista de abreviaturas...................................................................101
Apêndice 3................................................................................103
Detalhamento dos Treinamentos.....................................................103
A) Geoprocessamento com ênfase em software livre e padrões abertos..........103
B) gvSIG......................................................................................105
C) Quantum GIS............................................................................105
D) MapServer - CGI.........................................................................106
E) GeoServer................................................................................106
F) PostgreSQL Fundamentos..............................................................107
G) PostgreSQL Administração............................................................108
H) PostgreSQL - Linguagem Procedural PL/pgSQL.....................................108
I) PostgreSQL - Performance Tuning....................................................111
J) PostGIS....................................................................................113
K) PHP/Mapscript..........................................................................113
L) Geotools..................................................................................114
Apêndice 4................................................................................116
Licenciamento detalhado deste documento (obra técnica).....................116
1. Definições......................................................................................116
2. Direitos de Uso Legítimo. ...................................................................117
3. Concessão da Licença. ......................................................................117
4. Restrições. ....................................................................................118
5. Declarações, Garantias e Exoneração.....................................................120
6. Limitação de Responsabilidade............................................................120
7. Terminação....................................................................................120
8. Outras Disposições............................................................................121

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Relatório

1. Introdução
Este Plano Diretor de Geoprocessamento (PDGeo) consolida
os mais modernos conceitos envolvendo Geoprocessamento
Corporativo e Cadastro Técnico. Seguindo o conteúdo deste Plano
Diretor, a Prefeitura Municipal de Fortaleza (PMF) poderá
implantar uma das mais completas soluções de Geoprocessamento
já projetada para um prefeitura, dando um grande salto
qualitativo na gestão pública municipal.
As abordagens técnicas deste trabalho visam atender tanto
os especialistas em Geotecnologias, quanto os profissionais da
área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Estes 2
grupos serão os mais envolvidos nas fases de execução do PDGeo,
ou seja, na implantação do projeto de Geoprocessamento
Corporativo.
Este documento foi licenciado livremente com os seguintes
objetivos:
● Dar transparência ao processo de evolução tecnológica
no qual a atual gestão está envolvida;
● Apresentar, principalmente à sociedade fortalezense,
as metas que irão conduzir a Prefeitura para um novo
estágio de qualidade na gestão pública com base nas
Tecnologias Geoespaciais (Geoprocessamento) e nos
novos conceitos envolvendo o Cadastro Técnico
Multifinalitário (CTM);
● Compartilhar conhecimentos técnicos com as demais
prefeituras, colaborando com o avanço tecnológico de
todo o país.

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2. Abordagem técnica
2.1. Conceitos
Uma importante visão conceitual para compreensão das
ações que serão executadas, como conseqüência deste PDGeo, é
que as aplicações em geotecnologias abrangem as aplicações de
TIC, ou seja, as diretrizes deste Plano Diretor de
Geoprocessamento deverão ser consideradas como importantes
alicerces na elaboração do Plano Diretor de Tecnologia da
Informação. Para melhor compreensão deste conceito, podemos
analisar o caso dos Sistemas Gerenciadores de Banco de Dados
(SGBD). Um SGBD que possui um módulo espacial/geográfico pode
atender todo tipo de aplicação numa instituição, tanto as que
exigem análises espaciais e topológicas, quanto as que não
exigem. Porém, um SGBD que não possui este módulo não atende
a maioria das demandas de uma prefeitura, ou seja, não deve ser
homologado para os sistemas corporativos.

Mais de 95%
das aplicações de
uma prefeitura
GEOTECNOLOGIAS
exigem algum tipo
de análise espacial
e/ou topológica,
ou seja, exigem
TIC sistemas com
inteligência geográfica.

Na publicação Cadastro Multifinalitário como Instrumento
de Política Fiscal e Urbana feita pelo Ministério das Cidades,
IPPUR, UFRJ e Lincoln Institute, Carlos Loch expõem que o
Cadastro Técnico Multifinalitário (CTM) compreende desde as
medições (que representam toda a parte cartográfica, até a
avaliação socioeconômica da população), a legislação (que
envolve verificar se as leis vigentes são coerentes com a realidade
regional e local) e a parte econômica (em que se deve considerar
a forma mais racional de ocupação do espaço, desde a ocupação
do solo de áreas rurais até o zoneamento urbano). Este conceito é
um dos alicerces para implantação do projeto de
Geoprocessamento Corporativo proposto neste Plano Diretor.

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No XX congresso da Federação Internacional de
Agrimensores (FIG - International Federation of Surveyors)
realizado em 1994 em Melbourne – Austrália, a Comissão 7 decidiu
iniciar 3 Grupos de Trabalho (GT) para o período seguinte de 4
anos até 1998. O objetivo principal destes grupos era estudar os
diferentes aspectos do cadastro e da gestão espacial/geográfica.
O GT 7.1 trabalhou na missão de estudar projetos de reforma
cadastral em países desenvolvidos. Neste estudo, 2 pontos
principais foram analisados em detalhe: a evolução dos processos
de automação dos cadastros e a importância crescente do
cadastro como parte de um grande Sistema de Informação de
Gestão Territorial. Como resultado do trabalho deste GT, foi
criada uma visão futurística do cadastro estabelecendo metas a
serem cumpridas no decorrer dos 20 anos seguintes, ou seja, até
o ano de 2014 (contagem a partir de 1994). A missão deste GT foi
denominada “Visão do Cadastro 2014” e, a partir de estudos dos
sistemas cadastrais existentes e das respostas obtidas nos
questionários aplicados anualmente aos membros do GT, foram
estabelecidas 6 diretrizes para o que foi denominado de Cadastro
2014:
I. O Cadastro deverá detalhar a situação legal do uso do
solo, incluindo os direitos públicos e restrições;
II. A separação entre mapas (representação gráfica) e
dados alfanuméricos deixará de existir;
III. Os mapas cadastrais (cartas topográficas, croquis,
plantas de quadras, etc) deixarão de existir, sendo
substituídos por modelos de dados cadastrais que irão
gerar os mapas automaticamente em qualquer
contexto que for necessário: relatórios gerenciais,
análises estatísticas, material para impressão, etc;
IV. A utilização de meios analógicos (caneta, papel, etc)
deixará de existir no âmbito do Cadastro, dando espaço
a metodologias baseadas em recursos totalmente
digitais (PDA, computadores, etc);
V. O Cadastro contará com uma grande participação da
iniciativa privada que passará a gerir as bases
cadastrais. As instituições privadas e públicas irão
trabalhar integradas, sendo esta última numa posição
de órgão supervisor e normatizador;
VI. Garantia de retorno de investimento. Com a
participação da iniciativa privada provendo os meios
para garantir a gestão territorial com segurança técnica
(medições) e jurídica, um modelo lucrativo deverá ser

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concebido. Diferentemente das instituições públicas, a
iniciativa privada estará sempre considerando a questão
custo/benefício.
Este Plano Diretor contempla todos os aspectos técnicos do
Cadastro 2014, ou seja, engloba os itens I, II, III e IV. As seguintes
características estão presentes neste PDGeo:
● A arquitetura criada para o geoprocessamento
corporativo da PMF é baseada em padrões abertos
(OpenGIS®), possibilitando, desta forma, a integração
com bases de dados externas, incluindo os cartórios
(diretriz I do Cadastro 2014);
● A solução proposta é baseada em um Banco de Dados
Geográfico que implementa os mais inovadores
conceitos para aplicações na área de Geotecnologia.
Desta forma, as próprias tabelas do Banco de Dados já
trabalham com os dados alfanuméricos e geográficos
totalmente integrados (diretriz II);
● Um dos produtos mais importantes deste PDGeo é o
modelo conceitual para o Cadastro Técnico
Multifinalitário da PMF. A partir da implementação
deste modelo, será possível visualizar o cadastro em
qualquer contexto que os servidores ou os munícipes
demandem (diretriz III);
● Com a implantação do CTM, todo o processo de
interação com o Cadastro da PMF será feito através de
recursos digitais (diretriz IV).

2.2. Definições Técnicas
Além dos conceitos expostos, existem importantes
definições que norteiam este Plano Diretor.

A) Inteligência Geográfica
Podemos entender por Inteligência Geográfica a
capacidade que uma determinada situação possui em prover
análises espaciais/geográficas e topológicas. É bom destacar que
a palavra “situação” não necessariamente está ligada à
implantação de alguma tecnologia (sistemas, hardwares, etc).
Para exemplificar um caso mais genérico, imagine-se
andando pelas ruas de uma cidade bastante verticalizada a
procura de uma praça. Em cada rua, você terá uma uma visão
bem limitada para o planejamento do seu deslocamento,

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decidindo se caminha para frente, para trás, ou se dobra à direita
ou à esquerda na próxima esquina. Porém, se subir para o terraço
de algum prédio alto, poderá ter outra perspectiva do seu
deslocamento, podendo localizar visualmente o ponto de partida
e o ponto de chegada (praça), além de planejar o menor caminho
a ser percorrido. Neste exemplo, a “situação” de estar no alto de
um prédio possibilitou, sem a necessidade de utilização de
qualquer tipo de tecnologia, 2 análises espaciais:
● Localização do destino (ponto de chegada);
● Planejamento do menor caminho.
B) Geoprocessamento
Com a compreensão do conceito de inteligência geográfica,
podemos definir Geoprocessamento como o conjunto de ações
que possibilita a inclusão de inteligência geográfica aos processos
de uma instituição. O termo “ações” apresenta uma visão bem
mais ampla do que o contexto exclusivamente tecnológico no qual
normalmente é enquadrado o geoprocessamento.
C) Produtos Cartográficos Digitais
Existem duas categorias de produtos cartográficos digitais:
matricial (raster) e vetorial (vector). Os dados matriciais são Pixel: menor elemento
caracterizados por um conjunto de elementos organizados numa representável num
matriz, normalmente de duas dimensões (X e Y), onde cada dispositivo de exibição. No
posição armazena um determinado valor. Um exemplo deste tipo caso de um monitor de
computador, o pixel é o
de produto são as fotografias digitais, onde a imagem é menor ponto possível de
armazenada como um conjunto de pixels estruturados numa ser desenhado na tela.
matriz com dimensões pré-definidas. Em aplicações de
cartografia, normalmente esta matriz é relacionada a um espaço
geográfico real, ou seja, os pixels passam a ser compreendidos
como uma posição (área) geográfica.
Os dados vetoriais são caracterizados por um conjunto de
elementos que armazenam uma referência espacial/geográfica,
ou seja, uma coordenada normalmente em 2D ou 3D. A unidade
básica destes elementos é o ponto. Para a maioria das aplicações
envolvendo Sistemas de Informações Georeferenciadas (SIG,
também denominados de Sistemas de Informação Geográfica,
cuja tradução é originada do termo Geographic Information
System - GIS), além do ponto, existem outros 2 elementos
básicos: a linha e o polígono (área). Ressalta-se que estes últimos
elementos são originados a partir da unidade básica, ou seja, a
partir do ponto. Na composição das linhas e dos polígonos, o
ponto é denominado vértice. Nos SIGs modernos, o elemento
vetorial é integrado a variados tipos de dados alfanuméricos,

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dotando os Sistemas de Informação da capacidade de análise
espacial e topológica, ou seja, incluindo a Inteligência
Geográfica.
D) Software Livre
O software livre é uma importante diretriz deste trabalho e
a compreensão deste conceito é fundamental para o sucesso das
ações previstas neste Plano Diretor. Apesar da “concepção” já
existir há muito tempo, o conceito de software livre começou a
ser formalizado em 1983 com a criação do Projeto GNU por
Richard M. Stallman. O objetivo deste projeto era desenvolver
uma versão do Unix com código-fonte aberto, acompanhada de
aplicativos e ferramentas compatíveis e igualmente livres.
Visando garantir a liberdade dos sistemas desenvolvidos neste
projeto, o Richard Stallman estabeleceu as liberdades que um
software livre deveria possuir e criou dispositivos legais para
garanti-las através da licença GNU/GPL. As 4 liberdades do
software livre são:
● Executar o programa, para qualquer propósito
(liberdade nº 0);
● Estudar como o programa funciona e adaptá-lo para as
suas necessidades (liberdade nº 1). Acesso ao código-
fonte é um pré-requisito para esta liberdade;
● Redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao
seu próximo (liberdade nº 2);
● Aperfeiçoar o programa e liberar os seus
aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se
beneficie (liberdade nº 3). Acesso ao código-fonte é um
pré-requisito para esta liberdade.
E) Padrões abertos
A interoperabilidade dos sistemas corporativos é garantida
principalmente pela adoção de padrões abertos. Na área de
geotecnologias, este conceito continua sendo válido, porém
normalmente é ignorado nos projetos executados no Brasil. O
Governo Brasileiro tem buscado normatizar a área de TIC do setor
público com a homologação de padrões abertos através do e-Ping,
cujas versões mais recentes homologaram algumas especificações
OpenGIS®.
Criado em 1994, o consórcio internacional Open Geospatial
(OGC – Open Geospatial Consortium) era denominado,
inicialmente, de Open GIS. Atualmente o termo OpenGIS® é uma
marca registrada que faz referência às diversas especificações do

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consórcio. O OGC possui a missão de “conduzir o desenvolvimento
global, a disseminação e a compatibilização de padrões abertos e
arquiteturas que viabilizem a integração de dados geográficos e
serviços com as mais diversas aplicações e incentivem a geração
de negócios na área de geotecnologias”. Exatamente neste
mesmo ano (1994), a Organização Internacional para
Padronização (ISO - International Organization for
Standardization) criou o Comitê Técnico 211 (ISO/TC211) para
tratar da interoperabilidade dos dados geográficos. Os objetivos
deste Comitê eram basicamente os mesmos do OGC.
Em 1998, o OGC e o ISO/TC211 assinaram um acordo de
cooperação entre as organizações, estabelecendo que as
produções técnicas destas instituições seriam utilizadas como
benefícios para ambas. Desde então, os trabalhos do OGC e da ISO
vêm sendo conduzidos com total integração/cooperação.
Compilando as definições da ISO, do OGC e do FGDC
(Federal Geographic Data Committee – Comitê de Dados
Geográficos do Governo Americano), foi possível estabelecer
algumas definições importantes para compreensão das
especificações OpenGIS®:
● Feição (Feature): categoria de dados geográficos que
representa uma abstração do mundo real associada a
uma localização na Terra. De um modo prático,
podemos entender como elementos/dados discretos
cuja posição geográfica é descrita por primitivas
geométricas e topológicas, tais como pontos, linhas e
polígonos (áreas). A feição pode ser entendida, de
maneira simples, como um dado vetorial (geometria)
integrado a um atributo;
● Coverage: esta é uma grande categoria de dados
espaciais/geográficos que define um conjunto de
localidades geográficas (denominadas de “domínio”)
associadas a uma ou mais características (uma “faixa de
valores” ou “atributos”). Exemplos mais comuns desta
categoria são as imagens de satélite e os modelos
digitais de elevação.
Algumas especificações OpenGIS® já são amplamente
implementadas por sistemas livres e proprietários. Neste grupo,
destacam-se os seguintes padrões:
● SFS (Simple Features Specification): esta especificação
define um formato, de acordo com o SQL padrão, para
armazenamento, leitura, análise e atualização de
“feições simples” (dados geográficos) através de uma

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API (ODBC®). Estas feições são baseadas em geometrias
Application Programming
2D com interpolação linear entre os vértices. O Interface (API): interface
documento 99-049 do OGC define os detalhes dessa com funcionalidades
interface que deve conter, entre outras coisas, análises específicas para o
espaciais/geográficas e topológicas. Este padrão já está desenvolvimento de
determinado tipo de
sendo substituído pelo SFA (Simple Feature Access), que
aplicações, normalmente
entre outras melhorias, prevê o tratamento de permitindo, através de
geometrias 3D. determinadas rotinas,
acesso a níveis mais baixos
● WFS (Web Feature Service): esta especificação
apresenta uma forma de acesso (inserção, atualização, do sistema.
exclusão e análise) à feição através do ambiente Web Open Data Base
(HTTP). As operações entre clientes e servidores são Connectivity (ODBC): esta
interface define uma
baseadas no formato GML. padronização para acesso
● WMS (Web Map Service): esta especificação define 4 aos bancos de dados de
forma a tornar mais
protocolos (GetCapabilities, GetMap, GetFeatureInfo e
transparente a conexão
DescribeLayer) que permitem a leitura de múltiplas entre as aplicações e o
camadas de informações (layers) georreferenciadas, Sistema Gerenciador de
contendo vetores e/ou imagens. Essa conexão permite Banco de Dados (SGBD).
somente consulta de dados, sendo todo o processo de
renderização do mapa feito no servidor. Com isso, o
cliente recebe uma imagem que corresponde a uma
visualização do mapa, de acordo com as camadas
(vetoriais ou matriciais) solicitadas.
● WCS (Web Coverage Service): esta especificação define
3 operações (GetCapabilities, DescribeCoverage e
GetCoverage) que permitem a disponibilização de
coverages através de ambiente Web (HTTP). A
renderização dos dados ocorre no nível do cliente.
● GML (Geography Markup Language): padrão baseado no
XML desenvolvido para permitir o transporte e
armazenamento de informações geográficas. Muitos
softwares livres implementam esse formato, mas o
formato mais utilizado para esta portabilidade ainda é o
ESRI® Shapefile, sendo amplamente utilizado em
sistemas comerciais e livres.
Atualmente, a criação de Web Services, principalmente no
padrão WMS, para disponibilização de dados matriciais tem sido a
opção mais adotada pelas grandes empresas e instituições ao
redor do mundo. Um exemplo deste fato é o servidor de imagens
LandSat da Nasa (http://wms.jpl.nasa.gov/wms.cgi) e os
servidores de “temas ambientais” do Ministério do Meio Ambiente
(http://mapas.mma.gov.br/i3geo/).

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Figura 2.1 – Portal do Ministério do Meio Ambiente.

F) Infra-estrutura corporativa de TIC
Para compreensão da arquitetura proposta para solução de
Geoprocessamento Corporativo, é importante conhecer conhecer
as seguintes definições:
● Data Warehouse (DW): estrutura capaz de consolidar
(armazenar) e processar (analisar) um grande
volume de dados (inclusive históricos), normalmente
originados de fontes heterogêneas. Na prática, esta
estrutura pode ser implementada, dentre outras
formas, através de um conjunto de SGBDs
organizados em cluster;
● Cluster (aglomerado de computadores): conjunto de
computadores que trabalham de maneira integrada
visando um propósito comum. Muitas vezes, esta
estrutura é formada por computadores
convencionais (personal computers) ligados em rede
que trabalham como se fossem uma única máquina
de grande porte.

3. Análise do atual Plano Diretor de
Geoprocessamento (PDGeo)
Em 30 de junho de 1994, a Prefeitura Municipal de
Fortaleza (PMF) contratou a Prospec para a elaboração de

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serviços de levantamento aerofotogramétrico e cadastral, bem
como, serviços de geoprocessamento. Dentre estes serviços
incluiu-se a elaboração de um Plano Diretor de Geoprocessamento
para o Município de Fortaleza (PDGeo/PMF). Para esse fim, a
Prospec subcontratou a IBM Brasil para a elaboração técnica do
referido plano. Em 1996, este primeiro PDGeo foi elaborado,
gerando 5 (cinco) volumes (relatórios):
● Sistema de Informações Geográficas – Especificações para
Implementação (anexo do relatório de Atividades refente
ao período de 21/02/1996 a 31/03/1996). A informação de
maior relevância neste relatório é a proposta de um
modelo de dados para alguns elementos geográficos como:
regiões administrativas, quadras, lotes, logradouros, etc.
O modelo proposto era voltado para uma tecnologia
proprietária e tinha como base os conceitos de um banco
de dados relacional.
● Análise de Necessidades (31 de março de 1996). Este
relatório apresenta as demandas identificadas em cada
órgão municipal.
● Projeto de Sistemas. Este relatório possui informações
relacionadas a sistemas, especificações de hardware e
arquitetura.
● Projeto de Sistemas – Conceitos Gerais e Diretrizes - Parte
A (30 de maio de 1996). Este relatório faz uma explanação
conceitual das principais tecnologias relacionadas com o
Geoprocessamento da década de 90.
● Projeto de Sistemas - Detalhamento - Parte B (30 de maio
de 1996). Este relatório possui informações relacionadas a
sistemas, especificações de hardware e arquitetura. Muitas
informações são repetições de outros relatórios do referido
projeto.

Observou-se que a maioria das demandas, identificadas há
10 anos, continuam presentes ainda hoje. Com a reestruturação
administrativa da PMF durante estes últimos anos, algumas
demandas apenas migraram de um órgão extinto para um novo
órgão criado.
Este primeiro PDGeo da PMF apresentou conceitos
modernos para a época que foi concebido, destacando o enfoque
na implantação do geoprocessamento corporativo. Caso a
execução tivesse ocorrido conforme o planejado, a PMF teria
dado um grande salto na melhoria da gestão.

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Para a elaboração do novo Plano Diretor da
Geoprocessamento (PDGeo/PMF 2007), somente algumas
informações relacionadas às demandas puderam ser aproveitadas
do antigo, pois as novas tecnologias e conceitos relacionados ao
geoprocessamento já estão muito distantes do que existia há uma
década.

4. Estruturação do Setor de Geoprocessamento
e CTM
O CTM e o geoprocessamento devem atender as demandas
de todos os órgãos municipais, provendo os meios necessários
para que os Sistemas de Informação possam usufruir da
inteligência espacial, ou seja, possam executar análises espaciais
e topológicas. Desta forma, o “Departamento de
Geoprocessamento e CTM (DGeoCTM)” não poderá ficar
subordinado a uma determinada secretaria. Faz-se necessário
uma reestruturação administrativa que venha a colocar este novo
departamento/setor com status de secretaria e atribuições para
que possa garantir a implantação do geoprocessamento
corporativo e do CTM, ou seja, a integração de todas as bases de
dados municipais a partir da referência geográfica de cada
informação. Outro ponto importante é que o DGeoCTM deverá
trabalhar totalmente integrado ao setor de TIC da PMF,
preferencialmente ocupando um mesmo espaço físico para
facilitar e agilizar o processo de tomada de decisão, tendo em
vista que praticamente todos os Sistemas de Informação deverão
fazer parte do geoprocessamento corporativo.
Departamento de
Geoprocessamento e CTM

Coordenação

Célula de Célula de Produção
Célula de Pesquisa Célula de Suporte
Acompanhamento e Manutenção de Dados
e Desenvolvimento e Capacitação
e Normalização Georeferenciados.

Equipe de
Equipe de Pesquisa e Equipe de Equipe de Levantamento
Equipe de CTM Informações Geográficas e
Normatização Desenvolvimento de Campo
Estatísticas

● Coordenação do DGeoCTM
○ Célula de Pesquisa e Desenvolvimento
■ Equipe de Desenvolvimento
● Atribuições (competências e responsabilidades):

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○ Atualizar continuamente os sistemas que
utilizam os recursos do Banco de Dados
Geográfico, provendo melhorias e, quando for
o caso, correções;
○ Desenvolver aplicações e soluções que exijam
inteligência geográfica, ou seja, integradas ao
banco de dados geográfico;
○ Trabalhar na integração do Banco de Dados
Geográfico com todos os Sistemas de
Informação da PMF, sempre que for viável do
ponto de vista técnico e legal;
○ Trabalhar na integração do Banco de Dados
Geográfico com empresas e órgãos externos:
cartórios, órgãos federais, órgãos estaduais,
etc.
● Dimensão da Equipe:
○ Quantidade ideal: 10 pessoas;
○ Quantidade mínima: 3 pessoas.
● Equipamentos:
○ 10 computadores;
○ 1 impressora A4 laser colorida.
● Perfil da Equipe (qualificação):
○ Profissionais de nível técnico e/ou superior
com experiência em desenvolvimento de
sistemas, preferencialmente com noções de
SIG e Banco de Dados Geográfico.
■ Equipe de Pesquisa e Normatização
● Atribuições (competências e responsabilidades):
○ Analisar e emitir pareceres técnicos sobre as
melhorias na arquitetura da solução de
geoprocessamento corporativo;
○ Testar e homologar os novos componentes
(sistemas e bibliotecas) a serem incorporados
à solução de geoprocessamento corporativo;
○ Estabelecer os prazos para que os sistemas já
existentes (legados), no âmbito da gestão
municipal, venham a trabalhar com
inteligência geográfica a partir da integração
com o Banco de Dados Geográfico da PMF. O

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prazo máximo deverá ser de 3 anos;
○ Publicar, anualmente, as novas versões do
PDGeo, atualizando conceitos, normas e
plataformas tecnológicas.
● Dimensão da Equipe:
○ Quantidade ideal: 5 pessoas;
○ Quantidade mínima: 1 pessoa.
● Equipamentos:
○ 5 computadores;
○ 1 impressora A4 laser colorida.
● Perfil da Equipe (qualificação):
○ Profissionais de nível técnico e/ou superior
com conhecimento em planejamento e
capacidade de sistematizar conceitos e
normas, preferencialmente relacionados aos
métodos, técnicas e procedimentos
envolvendo a área de geotecnologia. É
indicado também o conhecimento em
conceitos associados a SIG e Banco de Dados
Geográfico.
○ Célula de Suporte e Capacitação
■ Atribuições (competências e responsabilidades):
● Garantir a execução do cronograma de
capacitação;
● Atender as demandas envolvendo dúvidas sobre a
correta utilização dos recursos do
geoprocessamento;
● Confeccionar manuais e tutoriais para facilitar o
acesso dos servidores e dos munícipes às novas
tecnologias.
■ Dimensão da Equipe:
● Quantidade ideal: 10 pessoas;
● Quantidade mínima: 2 pessoas.
■ Equipamentos:
● 10 computadores;
● 1 impressora A4 laser colorida;
● 2 projetores multimídia com resolução mínima de

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1024x768.
■ Perfil da Equipe (qualificação):
● Profissionais de nível técnico e/ou superior com
facilidade de comunicação e capacidade de
sistematizar novos conhecimentos na área de
geotecnologias.
○ Célula de Acompanhamento e Normalização
■ Atribuições (competências e responsabilidades):
● Promover eventos técnicos para discussão e
melhoria contínua do PDGeo. Estes eventos
deverão ser promovidos juntamente com a
participação da Célula de Pesquisa e
Desenvolvimento;
● Planejar um cronograma de treinamento
semestral para garantir a atualização técnica dos
servidores e o cumprimento das metas
estabelecidas no PDGeo. Os cronogramas deverão
ser planejados com 1 semestre de antecedência
sempre que os treinamentos forem ministrados
pelos próprios técnicos da PMF. No caso de
treinamentos a serem contratados (instrutores
externos), o planejamento deverá ocorrer no ano
anterior para que o orçamento possa ser
disponibilizado;
● Avaliação dos Sistemas de Informação a serem
contratados pela PMF, verificando os seguintes
itens:
○ A importância das informações da base de
dados que o sistema irá tratar, identificando
as referências geográficas desta base e a
estratégia de integração com o Banco de
Dados Geográfico (BDGeo);
○ Padrões abertos OpenGIS® implementados
pelo sistema, verificando se os mesmos
atendem as exigências do PDGeo. No caso de
não atender, estabelecer no contrato um
prazo máximo de 6 meses para adequação
após a implantação do sistema.
● Emitir parecer desaconselhando a contratação de
sistemas sempre que os mesmos não atendam as
diretrizes estabelecidas pelo PDGeo.

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■ Dimensão da Equipe:
● Quantidade ideal: 6 pessoas;
● Quantidade mínima: 2 pessoas.
■ Equipamentos:
● 6 computadores;
● 1 impressora A4.
■ Perfil da Equipe (qualificação):
● Profissionais de nível técnico e/ou superior com
conhecimento em planejamento e capacidade de
implantar e garantir a execução de normas
técnicas e administrativas.
○ Célula de Produção e Manutenção de Dados
Georeferenciados
■ Equipe de CTM
● Atribuições (competências e responsabilidades):
○ Manter atualizado o Banco de Dados dos
imóveis (base cadastral) municipais (privados
e públicos), dos lotes (e loteamentos), das
quadras, dos logradouros e das áreas públicas;
○ Produzir o(s) novo(s) desenho(s)
georeferenciado(s) dos processos relacionados
a união ou desmembramento de imóveis,
lotes e quadras;
○ Planejar e coordenar as ações para manter
atualizada as medidas e os atributos dos
imóveis, lotes e quadras, visando a
atualização da base cadastral;
○ Georeferenciar os novos e os antigos
loteamentos;
○ Garantir que a aprovação dos novos
loteamentos seja executada somente após o
georeferenciamento e o lançamento dos
mesmos no Banco de Dados Geográfico;
○ Manter o índice de ruas e loteamentos do
Município de Fortaleza, com o objetivo de
identificar ruas e logradouros públicos de
acordo com o disposto na Lei N. 8051 de 30
de julho de 1997.

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● Dimensão da Equipe:
○ Quantidade ideal: 30 pessoas;
○ Quantidade mínima: 10 pessoas.
● Equipamentos:
○ 30 computadores;
○ 1 impressora A4 laser colorida;
○ 1 Scanner de mesa;
○ 1 Scanner formato A0;
○ 10 PDAs integrados a GPS.
● Perfil da Equipe (qualificação):
○ Profissionais de nível técnico e/ou superior
com conhecimento de vetorização, confecção
de croquis e ferramentas de SIG ou CAD.
■ Equipe de Informações Geográficas e Estatísticas
● Atribuições (competências e responsabilidades):
○ Manter atualizada a base cartográfica
municipal e todos os objetos e dados
referentes ao Banco de Dados Geográfico da
PMF, com exceção dos dados de
responsabilidade da Equipe de CTM;
○ Implantar e manter registro de dados
relativos à densidade demográfica, aspectos
sócio-econômicos e população geral;
○ Implantar e manter registro dos equipamentos
e benfeitorias públicos e privados para
prestação de serviços aos munícipes;
○ Manter atualizado os Bancos de Dados dos
zoneamentos, contento os atributos
(legislação) e delimitações físicas. Este Banco
de Dados deve contemplar todas as leis de
zoneamento, em especial, a Lei de Uso e
Ocupação do Solo.
● Dimensão da Equipe:
○ Quantidade ideal: 20 pessoas;
○ Quantidade mínima: 10 pessoas.
● Equipamentos:
○ 20 computadores;

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○ 1 impressora A4 laser colorida;
○ 1 impressora A3;
○ 1 plotter A0.
● Perfil da Equipe (qualificação):
○ Profissionais de nível técnico e/ou superior
com conhecimento vetorização, confecção de
croquis, ferramentas de SIG ou CAD,
demografia e estatística.
■ Equipe de Levantamento de Campo
● Atribuições (competências e responsabilidades):
○ Levantamentos topográficos;
○ Georeferenciamento de imóveis, lotes,
quadras e outros objetos necessários para
BDGeo;
○ Confecção de plantas georeferenciadas.
● Dimensão da Equipe:
○ Quantidade ideal: 6 pessoas;
○ Quantidade mínima: 2 pessoas.
● Equipamentos:
○ 2 GPS geodésicos diferenciais;
○ 10 PDAs integrados a GPS e câmera digital.
○ 2 Estações totais eletrônicas;
○ 2 Níveis eletrônicos óticos;
○ 6 computadores;
○ 1 impressora A3;
○ 1 plotter A0.
● Perfil da Equipe (qualificação):
○ Profissionais de nível técnico e/ou superior
com experiência em levantamento de campo
e cadastro.

A estrutura apresentada é uma proposta inicial de
organização. Sendo assim, o organograma deverá ser revisado e
adaptado conforme a realidade da PMF no momento no qual a lei
de criação do DGeoCTM for estabelecida.

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É importante que as equipes do DGeoCTM busquem uma
composição multidisciplinar. Desta forma, o processo seletivo não
deve limitar a formação (graduação, mestrado, especialização,
etc) dos profissionais, possibilitando que qualquer área do
conhecimento possa contribuir para composição das equipes.
Para composição dos novos quadros, é indicado que a
Prefeitura abra concurso público, tendo em vista que o atual
quadro de servidores municipais é insuficiente para anteder as
exigências.

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4.1. Fluxos de trabalho
Célula de Pesquisa e Desenvolvimento
Lançamento de novas Identificação de problema em
versões dos sistemas para algum sistema relacionado à
área de geotecnologias solução de geoprocessamento

Definição e análise do
problema

Análise
(testes) e
NÃO
homologação
das novas
tecnologias

Verificação da
possibilidade
de solução NÃO
através da
SIM própria equipe

Instalação e configuração
(implantação)
SIM

Soluciona o problema

Contrata serviço externo
Aguarda novas versões

Gera documentação

Serviço concluído

Demanda por Surgimento de novas
desenvolvimento ou melhoria tecnologias relacionadas a
de sistemas geoprocessamento

Levantamento de Inicia estudos
requisitos

Modelagem do novo
sistema ou dos novos
recursos de um sistema já Possibilidade
existente de promover
NÃO Estudo
melhorias na
inconclusivo
arquitetura da
solução.
Contratação de
Desenvolvimento consultoria

SIM

Homologação (testes) Nova
análise
Homologação (testes)
SIM sobre a
melhoria

Implantação
Implantação

Produção de Produção de
documentação (manuais) documentação (manuais) NÃO

Treinamento Finaliza estudo

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Célula de Suporte e Capacitação
Demanda de usuário: Execução do cronograma Avaliação das novas demandas
dúvidas, problema de sistema, de capacitação. por manuais. Análise das principais
instalação/configuração, etc dúvidas.

Preparação de Atualização dos atuais
manuais. manuais e preparação de
novos.
Problema
NÃO
pode ser resolvido
remotamente?

Treinamentos Distribuição dos novos
manuais.
SIM

Executa o suporte Encaminha equipe
remoto. de suporte.
Conclusão do cronograma.

Demanda finalizada

Célula de Acompanhamento e Normalização
Planejamento de eventos Planejamento do Demanda da PMF por
Analisa a adequação de
técnicos sobre o PDGeo cronograma de contratar um novo
sistemas legados
treinamentos sistema

Discussão técnica sobre
as possíveis melhorias do
PDGeo Estabelece os prazos
Encaminhamento para
célula de Suporte e para cada sistema
Capacitação
Adequação NÃO
ao PDGeo

Existem
propostas NÃO Fiscaliza e emite relatórios
de Ampla divulgação do sobre o andamento dos
SIM processos
melhoria calendário e conteúdo dos
treinamentos

Parecer favorável à Parecer desfavorável à
contratação contratação
SIM

Execução das
melhorias Acompanha a execução

Finaliza processo

Divulgação das
melhorias

Finaliza processo

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Célula de Produção e Manutenção de Dados
Georeferenciados
Atualização da base
Alteração de rua Novo loteamento Loteamento antigo
cartográfica do CTM

Existe
Alteração NÃO NÃO planta
de Existe original do
traçado algum
NÃO loteamento
croqui ou Existe planta NÃO
planta da georeferenciada
atualização

SIM Levanta
loteamento em SIM
campo
Levantamento do
Desenha novo traçado croqui ou planta em
(banco de dados campo
geográfico) e coloca o SIM
SIM
antigo num registro
histórico Planta é NÃO
georeferenciada
Produção de planta
Vetoriza a novo dado georeferenciada em Produz a planta
geográfico e passa o formato digital georeferenciada
antigo para um arquivo de NÃO Planta é
histórico digital

SIM Levanta a loteamento com
NÃO Alteração apoio de pontos GPS
de nome
Vetoriza planta
SIM
NÃO Planta é
digital
Publica o dado
SIM
Inclui loteamento no Banco Produz a planta
de Dados Geográfico georeferenciada
Atualiza atributo no
banco de dados Produz a planta
geográfico georeferenciada
SIM

Inclui no Banco de Dados
Finaliza processo Libera o loteamento Geográfico

Demanda para Demanda por dados
Atualização da legislação
atualização da base georeferenciados
de zoneamento
cartográfica (atributos ou vetores)

Alteração
dos
NÃO
limites As
físicos informações NÃO
Contratação
NÃO das áreas já existem
de serviço
em alguma
externo
instituição

SIM

Preparação da
especificação técnica Desenha novas áreas
SIM
SIM (banco de dados Definição da equipe e dos
geográfico) e coloca o equipamentos necessários
antigo num registro para o trabalho de campo
histórico
Medidas administrativas
Planejamento para
para obtenção dos dados
execução com os próprios
recursos
Fiscalização da
execução dos produtos
contratados

Alteração Preparação (validação) dos
NÃO Tratamento (validação) dos dados para inclusão no
dos
atributos dados para inclusão no Banco de Dados Geográfico
Banco de Dados Geográfico
Execução do projeto

Homologação dos
produtos contratados
SIM

Inclusão no Banco de
Atualiza atributo no Dados Geográfico
Atualização do Banco de banco de dados
Dados Geográfico geográfico

Finaliza processo

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Os fluxos de trabalhos deverão ser revisados e atualizados
no momento da criação do DGeoCTM. Esta proposta inicial deverá
sofrer consideráveis modificações, principalmente, nos primeiros
meses de implantação, pois algumas demandas somente ficarão
realmente claras no momento no qual os trabalhos forem
efetivamente iniciados.

5. Demandas envolvendo geoprocessamento
Através das entrevistas e das análises sobre o quadro atual
da PMF, diversas demandas foram identificadas. No relatório
Diagnóstico do Geoprocessamento da PMF, foi feita uma
identificação inicial destas demandas e, neste Plano Diretor, elas
são apresentadas organizadas e agrupadas de acordo com as
diretrizes do Geoprocessamento Corporativo:
D1. Visualização do entorno de uma área de interesse com
possibilidade de selecionar imóveis contidos num raio
especificado pelo usuário;
D2. Análises (queries) customizadas dos imóveis com
filtros definidos pelo próprio usuário;
D3. Desenvolvimento de um sistema de logística para
otimizar os trabalhos de campo (fiscalização,
levantamento de imóveis, etc) e analisar a
produtividade das equipes envolvidas nestes trabalhos;
D4. Aquisição de Personal Digital Assistants (PDA – GPS: O Sistema de
conhecido também como computador de mão ou Posicionamento Global,
Handheld) integrados a GPS para os trabalhos de vulgarmente conhecido por
campo, principalmente, levantamento cadastral e GPS (do acrônimo do inglês
Global Positioning System),
fiscalização;
é um sistema de
D5. Localização (georeferenciamento) de alvarás, posicionamento por
licenciamentos, autos de infração, taxas, etc; satélite, por vezes
incorretamente designado
D6. Utilização de receptores GPS para o de sistema de navegação,
georeferenciamento dos levantamentos topográficos; utilizado para
determinação da posição
D7. Criação de interfaces para que todos os usuários do de um receptor na
BDGeo possam inserir, consultar informações, gerar superfície da Terra ou em
mapas temáticos e relatórios gerenciais. Geração de órbita. Um receptor GPS
mapas temáticos combinando qualquer nível de (GPSR) descodifica as
transmissões do sinal de
informação do BDGeo (em especial: imóveis avaliados código e fase de múltiplos
pelo ITBI, aglomeração de empresas prestadoras de satélites e calcula a sua
serviços – ISS, investimentos do FUNDEMA, recursos posição com base nas
hídricos, áreas de risco, setor censitário/dados sócio- distâncias a estes.
econômicos e pesquisas de campo);

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D8. Desenvolvimento de um sistema automatizado para
monitoramento contínuo (imagens de satélite e
fotografias aéreas) das APPs (áreas de preservação
permanente) e APAs (áreas de preservação
ambiental);
D9. Desenvolvimento de um sistema de gestão
espacial/geográfica dos licenciamentos dos engenhos
(placas luminosas, outdoors, etc), incluindo recurso de
automação de emissão de taxas, em especial, a taxa
de fiscalização de anúncio (TFA, cobrada a cada 12
meses);
D10. Desenvolvimento de um sistema para cálculo do valor
de imóvel segundo a norma ABNT 14653-2 (avaliação
de imóveis urbanos);
D11. Acesso a um servidor de imagens com fotos aéreas,
ortofotos, mosaicos, etc;
D12. Desenvolvimento de um sistema de protocolo com
capacidade de tratar dados geográficos interagindo
com as áreas de zoneamento e analisando
automaticamente o enquadramento de uma
solicitação (deferida ou indeferida). Deverá incluir
obrigatoriamente todas as obras do Município;
D13. Georeferenciamento de denúncias, reclamações,
sugestões, etc. Este processo deve contemplar todas
as ouvidorias;
D14. Desenvolvimento de um sistema para controle
(inclusão, consulta e alteração) da infra-estrutura
localizada no sub-solo do Município (este sistema
deverá utilizar os recursos para dados geográficos em
3D, presentes no próprio BDGeo);
D15. Desenvolvimento de algoritmos para georeferenciar
automaticamente a base de dados da RAIS;
D16. Desenvolvimento de um sistema para gestão dos
processos de licenciamentos;
D17. Análises espaciais/geográficas (medição de ruas) para
o planejamento automatizado dos trabalhos de
limpeza urbana;
D18. Visualização das seguintes informações: arruamento,
divisões administrativas, itinerários (ônibus, vans,
etc), pontos de parada (táxi, moto-táxi, etc), curvas
de nível, áreas de risco, assentamentos irregulares,

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patrimônios históricos e culturais, postos de saúde,
hospitais, eventos do Guia de Alta Estação, Guia
Fortaleza Metropolitana (hotéis, restaurantes,
atrativos, etc), Guia Institucional (secretarias,
sindicatos, cooperativas, associação de classe, etc);
D19. Integração de todas as Secretarias Executivas
Regionais (SER) através de uma única base de dados
central;
D20. Sistema de monitoramento por GPS de toda a frota de
veículos da PMF;
D21. Criação de centros de comando e controle para os
grupos de fiscais da SEMAM e SEFIN e para as
operações da Guarda Municipal.

As demandas apresentadas refletem as questões mais
relevantes a serem resolvidas pelo projeto do Geoprocessamento
Corporativo. Ressalta-se que uma meta a ser atingida com a
implantação do Banco de Dados Geográfico é o
georeferenciamento de todas as bases da dados da Prefeitura.
Algumas demandas exigem que determinadas ações sejam
previamente executadas, tais como:
● Implantação do Banco de Dados do CTM: D1, D2, D3, D5,
D7, D9, D10, D13 e D21;
● Implantação do Banco de Dados Geográfico: D8, D12,
D14, D17, D18, D19, D20 e D21;
● Aquisição de equipamento e capacitação de pessoal: D4
e D6;
● Implantação dos Web Services previstos na arquitetura:
D11;
● Base atualizada de arruamentos: D15 e D20.
Não foi possível identificar elementos técnicos que
possibilitassem o estabelecimento de uma ordem de prioridade
entre as demandas. Porém, como a implantação do BDGeo e do
CTM é um dos projetos prioritários propostos neste PDGeo,
podemos considerar como demandas prioritárias aquelas que
possuam maior relação com o BDGeo e/ou CTM. Ressalta-se, no
entanto, que caberá aos próprios servidores da Prefeitura a
definição da melhor seqüência de trabalho, tendo em vista que a
amplitude deste projeto envolverá também questões políticas.

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6. Capacitação do Corpo Técnico
A qualificação do corpo técnico é um passo indispensável
para implantação do Geoprocessamento Corporativo. Ele deve ser
executado como uma das primeiras ações após a fase de
planejamento (conclusão do PDGeo).
Visando um melhor aproveitamento dos cursos por parte
dos servidores, foram estabelecidos 4 níveis de capacitação,
agrupando os treinamentos da seguinte forma:
● Nível 1: formação visando qualificar para o uso das
principais ferramentas desktop de geoprocessamento.
○ Geoprocessamento com ênfase em software livre e
padrões abertos;
○ gvSIG;
○ Quantum GIS.
● Nível 2: qualificação para disponibilização de dados
geográficos (ambiente Web: Intranet e Internet).
○ MapServer – CGI;
○ GeoServer.
● Nível 3: qualificação para gestão de dados geográficos no
nível corporativo.
○ PostgreSQL Fundamentos;
○ PostgreSQL Administração;
○ PostgreSQL - Linguagem Procedural PL/pgSQL;
○ PostgreSQL - Performance Tuning;
○ PostGIS.
● Nível 4: qualificação para desenvolvimento e suporte para
as duas linhas mais comuns no desenvolvimento de
aplicações livres para SIG: Java e PHP.
○ PHP/Mapscript;
○ Geotools.

No Apêndice 3, os programas de cada treinamento estão
detalhados. Na tabela a seguir, é apresentada uma proposta de
capacitação definindo a quantidade indicada de servidores
públicos a serem capacitados em cada órgão. Os técnicos da
Prefeitura deverão estabelecer quais as secretarias prioritárias e
quais os quantitativos de servidores que serão contemplados em

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cada etapa de treinamento.
Capacitação ⇨
Nível 1 Nível 2 Nível 3
Órgão ⇩
SEFIN 26 10 10
SEINF 20 4 4
SEMAM 16 3 3
SAM 5 2 2
SMS 50 18 18
ARFOR 2
SDE 30 6 6
SEPLA 17 9 9
Guarda Municipal 11 4 4
EMLURB 13 2 2
SEDAS 20 10 10
Habitafor 13
ETUFOR 15 5 5
SETFOR 5 1 1
FUNCET 6
Gabinete da Prefeita 3 1 1
Gabinete do Vice Prefeito 1
AMC 20 8 8
Ouvidoria Geral 1
SER II 9 1 1
SER V 9 1 1
CPL 1
FUNCI 2
IPM 1
IMPARH 1
PGM 2
SER VI 9 1 1
SER I 9 1 1
IPEM 1
SER IV 9 1 1
PROCON/Fortaleza 1
SER III 9 1 1
IJF 1
Total 338 89 89
Tabela 6.1 – Quadro de capacitação dos servidores municipais
(por órgão).

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Em relação aos profissionais que irão formar o Setor de
Geoprocessamento e CTM, o planejamento da capacitação deverá
ter como base a seguinte divisão:
● Célula de Pesquisa e Desenvolvimento:
○ Treinamentos em todos os níveis.
● Célula de Suporte e Capacitação:
○ Treinamentos em todos os níveis.
● Célula de Acompanhamento e Normatização:
○ Treinamento no nível 1.
● Célula de Produção e Manutenção de Dados
Georeferenciados:
○ Treinamento nos níveis 1,2 e 3.

No nível 4, dois caminhos distintos são indicados. A
primeira opção faz referência a linha de desenvolvimento em
PHP: PHP/Mapscript. A segunda opção indica a linha de
desenvolvimento em Java: Geotools. Estas são as opções que
possuem maior suporte das comunidades relacionadas a área de
geotecnologias livres. Durante este projeto, observou-se que
estas duas linhas também eram as principais opções dos sistemas
corporativos e departamentais mais recentes da Prefeitura.
Dentre as equipes técnicas dos órgãos analisados,
identificou-se que a equipe da SMS possui condições de participar
dos treinamentos até o nível 4, ou seja, a SMS passaria a ter
autonomia no desenvolvimento de aplicações com Inteligência
Geográfica. Mesmo que existam equipes de desenvolvimento
independentes (em outros órgãos) do DGeoCTM, ressalta-se que a
homologação das novas soluções em conformidade com as
diretrizes do PDGeo é de exclusividade do DGeoCTM.

7. Sistemas homologados para o
Geoprocessamento Corporativo
Atualmente existe um número muito grande de aplicações
livres para a área de geotecnologias. Este Plano Diretor visou
estabelecer primeiramente um conjunto mínimo de aplicações
que contemplem todas as demandas identificadas no âmbito da
administração municipal. A importância de estabelecer este
primeiro conjunto é, principalmente, viabilizar o planejamento

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da capacitação e do suporte. Outros 2 conjuntos foram
estabelecidos visando dar maior flexibilidade nos casos mais
específicos. Sendo assim, os sistemas foram divididos da seguinte
forma:
● Grupo 1: sistemas homologados para amplo uso pela
administração municipal. Estes sistemas constarão nos
programas de capacitação da Prefeitura e são os pilares da
arquitetura da solução de Geoprocessamento Corporativo
da PMF.
● Grupo 2: sistemas não homologados no contexto citado no
Grupo 1. Estes sistemas poderão ser utilizados desde que
atendam as seguintes exigências:
○ Adotar integralmente o padrão SFS (OpenGIS®), com
capacidade de escrita e leitura através de conexão ao
PostgreSQL/PostGIS.
○ Possuir licença compatível com as 4 (quatro) liberdades
do software livre.
○ Ser multiplataforma com capacidade comprovada de
rodar sob as versões mais recentes dos sistemas
operacionais Microsoft Windows e Ubuntu Linux.
● Grupo 3: sistemas que são exigidos em algum caso muito
específico, porém não se enquadram nos grupos anteriores.
Os sistemas proprietários, por exemplo, fazem parte deste
grupo.

7.1. Grupo 1
Todos os sistemas presentes neste grupo tiveram as
principais funcionalidades testadas em diferentes plataformas:
● Ubuntu Linux;
● Fedora Linux;
● Microsoft Windows XP.
Os sistemas foram divididos em 4 categorias para facilitar a
compreensão do contexto no qual os mesmos serão utilizados.

A) Servidores
Estes sistemas fazem o parte da camada intermediária da
arquitetura projetada e implementam a camada de
interoperabilidade da solução proposta.

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MapServer
O MapServer é um dos mais completos sistemas para
disponibilização de dados geográficos em ambiente Web (Internet
e Intranet). Com performance superior aos outros sistemas
similares proprietários (servidores de mapas), o MapServer possui
recursos avançados para implementação de soluções corporativas
de geoprocessamento, tais como:
● Multiplataforma – capacidade de rodar em Linux,
Microsoft® Windows, Mac OS® X, Solaris, etc;
● Geração de mapas estruturados em variados tipos de
camadas;
● Rotulação (label) de camadas, incluindo controle de
colisão de rótulos;
● Saída formatada por modelos personalizáveis;
● Suporte para fontes TrueType;
● Automação de elementos de mapas (escala, mapa de
referência e legenda);
● Mapeamento temático usando classes baseadas em
expressões lógicas ou expressões regulares;
● Interface para desenvolvimento em PHP, Python, Perl,
Ruby, Java, e C#;
● Capacidade de trabalhar com dados matriciais nos
formatos: TIFF/GeoTIFF, EPPL7, e vários outros através da
biblioteca GDAL (Geospatial Data Abstraction Library);
● Capacidade de trabalhar com dados vetoriais nos formatos:
ESRI® Shapefiles, PostGIS, ESRI® ArcSDE, Oracle® Spatial,
MySQL e muitos outros via biblioteca OGR (Simple Feature
Library);
● Implementa as principais especificações OpenGIS® do Open
GeoSpatial Consortium (OGC): WMS (cliente/servidor), WFS
não transacional (cliente/servidor), WMC, WCS, Filter
Encoding, SLD, GML e SOS;
● Tratamento de projeções de mapas em tempo real (mais
de 1000 projeções através da biblioteca Proj4); Common Gateway
Interface (CGI): tecnologia
● Indexação espacial quadtree para ESRI® Shapefiles. que possibilita a geração
de páginas dinâmicas
O MapServer fornece um CGI com inúmeras funcionalidades através de sistemas que
para desenvolvimento de aplicações mais simples de SIG em estão instalados num
ambiente WEB, possibilitando o desenvolvimento de aplicações servidor Web.
sem a necessidade de conhecimento em programação. Para

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programadores mais experientes, o MapServer fornece um
Application Programming
completo API que pode ser acessado através de várias linguagens. Interface (API): método
A disponibilização de dados geográficos, através do específico recomendado
por um sistema
MapServer, apesar de ser simples, exige a configuração de alguns
operacional de
arquivos textos. Esta é uma das desvantagens do MapServer em computador, aplicativo ou
relação ao GeoServer (ver próximo tópico), pois este último conta ferramenta de terceiros,
com uma interface Web para configuração/disponibilização dos pelo qual um programador
Web Services. Porém, existe uma aplicação denominada de escrevendo um aplicativo
pode fazer requisições do
MapStorer (http://www.mapstorer.org/) que possibilita a
sistema operacional.
configuração dos arquivos do MapServer via Web através de uma Também conhecido por
interface bem intuitiva. Application Programmers
Interface.
O site oficial apresenta uma grande quantidade de
documentação e a comunidade é bastante ativa. O grupo de
discussão no Brasil possui mais de 800 participantes.

Fig. 7.1 – Aplicações desenvolvidas com base no MapServer. Ao lado esquerdo, é apresentada
uma aplicação da Secretária de Segurança Pública do MS. Ao lado direito, é apresentada uma
aplicação da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba.

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MapServer
Site Principal: http://mapserver.gis.umn.edu
Mantenedor (responsável): Open Source Geospatial Foundation - OSGeo
Linguagem (código-fonte): C
Interfaces de acesso ao API: PHP, Python, Perl, Ruby, Java, e C#
Licença: Similar a MIT.
Especificações OpenGIS®: WMS (cliente/servidor), WFS não transacional
(cliente/servidor), WMC, WCS, Filter
Encoding, SLD, GML e SOS.
Requisitos mínimos de hardware: Processador: 1GHz, RAM: 512MB, HD: 60GB
Lista de discussão oficial: http://mapserver.gis.umn.edu/community/mailinglists
/mapserver-users/

Lista de discussão nacional: http://br.groups.yahoo.com/group/mapserver_brasil/

Licença MIT: também
GeoServer chamada de licença X ou de
O GeoServer é um servidor (Web Services) de padrões licença X11, é uma licença
de programas de
abertos que implementa, principalmente, as especificações computadores (software),
OpenGIS®. Este sistema foi homologado/certificado pelo Open criada pelo Massachusetts
GeoSpatial Consortium (OGC – http://www.opengeospatial.org/) Institute of Technology.
através do ambiente de testes do projeto CITE (OGC Compliance Ela é uma licença não
& Interoperability Testing & Evaluation). Entre os principais copyleft utilizada em
software livre, isto é, ela
recursos e características do GeoServer, estão:
permite a reutilização de
● Multiplataforma (Java®) – capacidade de rodar no Linux, software licenciado em
Microsoft® Windows, Mac OS® X, Solaris®, etc; programas livres ou
proprietários. Ela dá total
● Suporta os padrões OpenGIS® WFS-T e WMS, com liberdade (sem restrições)
capacidade de gerar vários formatados: JPEG, PNG, SVG, de uso, cópia, modificação,
publicação, distribuição e
KML/KMZ, GML (OpenGIS®), PDF, ESRI® Shapefile, etc;
também permite a venda
● Sistema gerenciável via web através de interface de cópias do programa.
intuitiva/amigável;
● Integração com os seguintes repositórios: PostGIS, ESRI®
Shapefile, ESRI® ArcSDE, DB2® e Oracle®;
● Excelente suporte ao Google® Earth.
Comparado ao MapServer, o GeoServer possui a vantagem
de implementar o WFS transacional (escrita e leitura), enquanto o
MapServer se restringe ao WFS somente para leitura. Porém, para
o tratamento de dados matriciais, o MapServer leva grande
vantagem tanto em quantidade (formatos reconhecidos), quanto
em qualidade (performance).

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Fig. 7.2 – Aplicações desenvolvidas com base no GeoServer. Ao lado esquerdo, é apresentado
o projeto GeoVISTA com mapas da Pensilvânia. Ao lado direito, é apresentado o projeto Open
Planning.

GeoServer
Site Principal: http://www.geoserver.org
Mantenedor (responsável): The Open Planning Project (TOPP)
Linguagem (código-fonte): Java
Licença: GNU/GPL
Especificações OpenGIS®: WMS, WFS-T (transacional) e GML.
Outros padrões abertos: KML (formato do Google Earth)
Requisitos mínimos de hardware: Processador: 1GHz, RAM: 1GB, HD: 60GB
Lista de discussão oficial: https://lists.sourceforge.net/lists/listinfo/geoserver-
users

Lista de discussão nacional: http://tech.groups.yahoo.com/group/geoserver/

B) Clientes
Nesta categoria, estão os sistemas que darão maior
flexibilidade aos usuários mais especializados, possibilitando
recursos mais avançados como edição de bases cartográficas,
confecção de mapas temáticos a partir de qualquer fonte de

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dado, etc.

gvSIG
Este é o SIG livre para desktop mais completo da
atualidade. Possui recursos similares aos sistemas proprietários
mais vendidos no mercado. Com uma grande quantidade de plug-
ins sendo desenvolvidos por diferentes projetos espalhados pelo
mundo, o gvSIG pode ser expandido com recursos não encontrados
nos softwares similares. As principais características são:
● Multiplataforma (Java®) – capacidade de rodar no Linux,
Microsoft® Windows e Mac OS® X;
● Interface amigável e bastante intuitiva;
● Suporte aos seguintes padrões OpenGIS®: SFS (PostGIS e
MySQL®), WFS, WCS, WMS e GML;
● Ferramentas avançadas de edição, incluindo recursos de
comando linha similares aos softwares de CAD mais
populares;
● Capacidade de tratar os principais formatos vetoriais:
ESRI® Shapefile (leitura/escrita), DGN (leitura), DWG
(leitura) e DXF (leitura/escrita);
● Integração com os seguintes SGBDs: PostgreSQL®, MySQL®
e Oracle®;
● Funções de análises espaciais e topológicas;
● Módulo de impressão com interface interativa e com vários
recursos para inclusão dos principais componentes: escala,
vista, legenda, etc;
● Módulo de manipulação de tabelas com recursos de
junções, geração de pontos a partir de coordenadas, etc.

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Fig. 7.3 – Interface do gvSIG. Exemplos de mapas temáticos gerados a partir dos setores
censitários do município de Fortaleza.

gvSIG
Site Principal: http://www.gvsig.gva.es
Mantenedor (responsável): Conselho (secretaria) de Infraestrutura e
Transporte da Prefeitura de Valência
(Espanha) - Cofinanciamento da União
Européia – OSGeo (incubação)
Linguagem (código-fonte): Java
Licença: GNU/GPL
Especificações OpenGIS®: SFS (PostGIS e MySQL), WFS, WCS, WMS e
GML
Requisitos mínimos de hardware: Processador: 1GHz, RAM: 1GB, HD: 60GB
Lista de discussão internacional: http://runas.cap.gva.es/mailman/listinfo/gvsig_intern
acional

Quantum GIS (QGIS)
O QGIS possui funções similares ao gvSIG, porém com uma
quantidade de recursos inferior, não contemplando todas as
demandas exigidas pela PMF. A grande vantagem deste sistema é
a alta performance. Em relação ao gvSIG, a desvantagem está na
ausência de ferramentas de edição, de manipulação de tabelas e
de impressão. As principais características são:
● Multiplataforma;

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● Visualização dos principais formatos vetoriais e matriciais;
● Integração com o GRASS;
● Suporte aos seguintes padrões OpenGIS®: SFS (PostGIS),
WFS e WMS;
● Geração de mapas temáticos;
● Tratamento de projeção em tempo real;
● Edição e visualização de atributos.

Fig. 7.4 – Interface do QGIS. Ao lado esquerdo, é apresentada a integração com as
ferramentas do GRASS. Ao lado direito, um exemplo de acesso ao PostgreSQL lendo
(carregando) a base de arruamento do município de Fortaleza.

Quantum GIS
Site Principal: http://www.qgis.org/
Mantenedor (responsável): Open Source Geospatial Foundation - OSGeo
Linguagem (código-fonte): C++
Licença: GNU/GPL
Especificações OpenGIS®: SFS (PostGIS), WFS e WMS.
Requisitos mínimos de hardware: Processador: 1GHz, RAM: 512MB, HD: 60GB
Lista de discussão oficial: http://lists.qgis.org/cgi-bin/mailman/listinfo/qgis-
user

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C) Sistemas Gerenciadores de Banco da Dados
(repositório)
PostgreSQL
O PostgreSQL é o Sistema Gerenciador de Banco de Dados
(SGBD) de código aberto (software livre) que possibilita o
desenvolvimento de soluções corporativas com uma melhor
relação custo-benefício. Um ponto forte deste SGBD é a
capacidade de tratar grandes volumes de dados com alta
performance e escalabilidade, ou seja, a arquitetura pode ser
continuamente ampliada de acordo com a demanda dos usuários.
Exatamente neste contexto, entram as aplicações na área de
geotecnologias que necessitam de uma infra-estrutura robusta e
em contínua expansão. Em estudos realizados em universidades e
centros de pesquisa, o PostgreSQL tem apresentado performance,
no mínimo, 20% superior aos SGBDs comerciais mais conhecidos.
As principais características do PostgreSQL são:
● Licenciamento BSD. Esta licença garante total liberdade de
uso, alteração, modificação e distribuição do sistema. Ela
também permite, inclusive, que versões proprietárias e
comerciais sejam criadas a partir do sistema licenciado
nestes termos. Desta forma, este SGBD também é indicado
para o desenvolvimento de soluções que envolvem segredos
comerciais que não poderão ser disponibilizados
livremente;
● SGBD Objeto-Relacional (classes e hierarquia). O
PostgreSQL está na mesma categoria de outros SGBDs, tais
como Oracle®, Microsoft SQL Server® e IBM DB2®, que
evoluíram da arquitetura de relacional para objeto-
relacional, ou seja, implementaram algumas definições de
orientação à objeto;
● Modularidade. Este recurso tem facilitado o trabalho dos
desenvolvedores que desejam implementar novas
funcionalidades. Um exemplo disso, foi a criação do
módulo PostGIS, contendo inúmeras funcionalidades para o
desenvolvimento de aplicações que tratam dados
geográficos e informações georeferenciadas;
● Suporte nativo para inúmeras plataformas. O PostgreSQL
tem uma versão nativa para a plataforma Windows® sem
precisar de uma camada de emulação, bem como para
diversas outras plataformas: Linux, Unix, Mac®, etc;
● Inúmeras interfaces nativas. O PostgreSQL pode ser
acessado através das seguintes interfaces: ODBC, JDBC, C,

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C++, PHP, Perl, TCL, ECPG, Python e Ruby. Neste quesito,
o PostgreSQL supera todos os demais SGBDs, pois nenhum
outro possui tanta flexibilidade;
● Pontos de Salvamento (Savepoints). Esse recurso do padrão Licença BSD: é uma licença
SQL permite que apenas partes específicas de uma de código aberto
inicialmente utilizada nos
transação sejam canceladas sem abortar a operação sistemas operacionais do
inteira. Isto beneficia desenvolvedores de aplicações que tipo Berkeley Software
precisam de transações complexas com tratamento de Distribution (um sistema
erro; derivado do Unix). Apesar
dela ter sido criada para os
● Recuperação a partir dos logs de transação (Point in Time sistemas BSD, atualmente
Recovery). É possível a recuperação total dos dados a vários outros sistemas são
partir dos logs gerados automaticamente a cada transação. distribuídos sob esta
Isto fornece uma alternativa muito esperada às cópias de licença. Um cuidado a se
tomar, é que não se pode
segurança de hora em hora ou diárias para serviços de utilizar o nome da
dados críticos; instituição e/ou o nome
dos autores para promover
● Tablespaces. Recurso crucial para os administradores de
algum sistema derivado
sistemas com vários gigabytes de data warehousing, as sem uma autorização por
tablespaces permitem a alocação de grandes tabelas e escrito dos mesmos. Essa
índices nos seus próprios discos ou conjuntos de discos, proibição é a diferença
aumentando assim a performance das consultas. mais substancial entre esta
licença e a licença MIT.

PostgreSQL
Site Principal: http://www.postgresql.org/
Mantenedor (responsável): PostgreSQL Global Development Group
Linguagem (código-fonte): ANSI C
Licença: BSD
Requisitos mínimos de hardware: Processador: 1GHz, RAM: 512MB, HD: 60GB
Lista de discussão oficial: http://www.postgresql.org/community/lists/

Lista de discussão nacional: https://listas.postgresql.org.br/cgi-
bin/mailman/listinfo/pgbr-geral

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PostGIS
OBS: Uma das demandas
O PostGIS é um módulo que adiciona entidades geográficas identificadas na PMF foi a
ao PostgreSQL. Nativamente, o PostgreSQL já suporta geometrias necessidade de um sistema
de gestão dos trabalhos de
espaciais, porém o PostGIS adiciona a capacidade de
campo (fiscalização,
armazenamento, recuperação e análise segundo a especificação cadastro, etc) com
OpenGIS® SFS (Simple Features Specification) do consórcio capacidade de definir as
internacional Open Geospatial (OGC). melhores rotas para as
equipes chegarem aos
As inúmeras funcionalidades providas pelas análises locais de trabalho.
espaciais/geográficas e topológicas possibilitam o Exatamente neste
desenvolvimento de sistemas corporativos com inteligência contexto, existe um
geográfica (SIGs Corporativos). A padronização em conformidade projeto livre desenvolvido
com base nas
com a especificação SFS garante a interoperabilidade com
funcionalidades do PostGIS
inúmeros sistemas que suportam esta especificação (MapServer, que implementa o
GeoServer, GeoTools, gvSIG, JUMP, QGIS, etc). algoritmo de Dijkstra. Este
projeto é denominado
No período no qual este relatório foi elaborado, o padrão Pgdijkstra Routing Module
OpenGIS® SFS estava em processo de evolução e o PostGIS já (www.cartoweb.org/contri
estava se adaptando ao padrão OpenGIS® SFA. bs.html) e pode calcular o
caminho mais curto entre 2
pontos.

PostGIS
Site Principal: http://postgis.refractions.net
Mantenedor (responsável): Refractions Research
Linguagem (código-fonte): ANSI C
Licença: GNU/GPL
Especificações OpenGIS®: SFS
Requisitos mínimos de hardware: Processador: 1GHz, RAM: 512MB, HD: 60GB
Lista de discussão oficial: http://postgis.refractions.net/mailman/listinfo/postgi
s-users

D) Bibliotecas, frameworks e outros componentes
para o desenvolvimento de aplicações
Neste grupo, estão os principais componentes indicados
para o desenvolvimento de sistemas para a arquitetura proposta.

GDAL Geospatial Data Abstraction Library / OGR Simple
Feature Library
Estas são as bibliotecas de código aberto mais completas no
quesito visualização/conversão de formatos matriciais e vetoriais.

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Elas são amplamente utilizadas não somente nos projetos livres,
mas também nos sistemas proprietários. A biblioteca GDAL trata
especificamente dos formatos matriciais (raster), enquanto a
biblioteca denominada OGR manipula os formatos vetoriais
(vector). A OGR faz parte do código-fonte da GDAL.

GDAL/OGR
Site Principal: http://www.gdal.org/
http://www.gdal.org/ogr/
Mantenedor (responsável): Open Source Geospatial Foundation - OSGeo
Linguagem (código-fonte): C++
Licença: MIT
Especificações OpenGIS®: GML e SFS (PostGIS)
Outros padrões abertos: KML (formato do Google Earth)
Requisitos mínimos de hardware: Processador: 1GHz, RAM: 512MB, HD: 60GB
Lista de discussão oficial: http://lists.maptools.org/mailman/listinfo/gdal-dev/

PROJ.4 - Cartographic Projections Library
Este é biblioteca mais utilizada pelos sistemas livres (e de
código aberto) para tratamento de projeções. Ela é a
responsável, por exemplo, pelo recurso de mudança de projeção
em tempo real presente no MapServer e em diversos outros
sistemas. Com capacidade de transformações entre diferentes
elipsóides e datums, esta biblioteca é muito poderosa, tendo
implementado complexos algoritmos matemáticos.

PROJ.4
Site Principal: http://proj.maptools.org/
Mantenedor (responsável): Frank Warmerdam
(http://gdal.velocet.ca/~warmerda/)
Linguagem (código-fonte): C
Licença: MIT
Requisitos mínimos de hardware: Processador: 1GHz, RAM: 512MB, HD: 60GB
Lista de discussão oficial: http://lists.maptools.org/mailman/listinfo/proj

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Geotools
Conjunto de ferramentas (bibliotecas) escritas em Java que
provê métodos padronizados para manipulação de dados
geográficos, sendo bastante útil para o desenvolvimento de SIGs.
Este projeto também implementa as especificações OpenGIS®.
Entre os recursos deste conjunto de ferramentas, podemos citar:
● Suporte para inúmeros formatos vetoriais e matriciais:
○ ESRI® Shapefile (escrita e leitura);
○ GML (leitura);
○ WFS (escrita e leitura);
○ PostGIS (leitura);
○ Oracle® Spatial (leitura);
○ ESRI® ArcSDE (leitura);
○ MySQL®;
○ GeoMedia® (leitura);
○ Tiger (leitura);
○ ArcGrid – ArcInfo® ASCII Grid e GRASS ASCII Grid
(leitura/escrita);
Arquivo de mundo: arquivo
○ Imagens com georeferenciamento baseado em “arquivo texto com as coordenadas
de mundo” (leitura/escrita). de canto referentes ao
arquivo (normalmente
● Análises topológicas sobre as geometrias (JTS); matricial) ao qual o mesmo
● Transformação de coordenadas. está associado.

Geotools
Site Principal: http://geotools.codehaus.org/
Mantenedor (responsável): Open Source Geospatial Foundation - OSGeo
Linguagem (código-fonte): Java
Licença: GNU/LGPL
Requisitos mínimos de hardware: Processador: 1GHz, RAM: 512MB, HD: 60GB
Lista de discussão oficial: http://geotools.codehaus.org/Mailing+Lists

Chameleon
Ambiente de desenvolvimento para aplicações de mapas
para Web altamente flexível. Baseado no MapServer, o
Chameleon apresenta um conjunto de componentes denominados

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widgets que podem ser inseridos direto em templates em HTML
construindo aplicações rapidamente.

Chameleon
Site Principal: http://chameleon.maptools.org/
Mantenedor (responsável): DM Solutions Group
Linguagem (código-fonte): PHP/Mapscript
Licença: Similar MIT
Especificações OpenGIS®: WMS
Requisitos mínimos de hardware: Processador: 1GHz, RAM: 512MB, HD: 60GB
Lista de discussão oficial: http://lists.maptools.org/mailman/listinfo/chameleon

OpenLayers
Componente em Javascript que cria uma interface gráfica
para disponibilização de mapas na Web. A interface pode ser
incluída em qualquer website de forma rápida e simples, através
de uma pequena modificação do código HTML da página. O
OpenLayers implementa os principais padrões OpenGIS® e foi
incluído nas versões mais recentes do GeoServer, provendo o
recurso de visualização de dados geográficos.

OpenLayers
Site Principal: http://www.openlayers.org/
Mantenedor (responsável): Open Source Geospatial Foundation - OSGeo
Linguagem (código-fonte): Javascript
Licença: BSD
Especificações OpenGIS®: WFS e WMS
Requisitos mínimos de hardware: Processador: 1GHz, RAM: 512MB, HD: 60GB
Lista de discussão oficial: http://openlayers.org/mailman/listinfo/users

CartoWeb
Este framework possui inúmeros recursos para o
desenvolvimento de aplicações WebGIS. Baseado no MapServer e
escrito em PHP5, ele apresenta componentes que utilizam
recursos avançados do PostgreSQL/PostGIS. Entre as

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funcionalidades mais sofisticadas, está a capacidade de edição de
dados vetoriais (via Web).

CartoWeb
Site Principal: http://www.cartoweb.org/
Mantenedor (responsável): Camptocamp SA
Linguagem (código-fonte): PHP/MapScript
Licença: GNU/GPL
Requisitos mínimos de hardware: Processador: 1GHz, RAM: 512MB, HD: 60GB
Lista de discussão oficial: http://lists.maptools.org/mailman/listinfo/cartoweb-users

I3GEO
O I3Geo é um software para internet baseado em um
conjunto de outros softwares livres, principalmente o Mapserver.
O foco principal é a disponibilização de dados ao público através
de um conjunto de ferramentas de navegação, geração de
análises, compartilhamento e geração de mapas sob demanda.

I3GEO
Site Principal: http://mapas.mma.gov.br/download e
http://www.softwarepublico.gov.br/spb/ver-
comunidade?community_id=1444332
Mantenedor (responsável): Ministério do Meio Ambiente
Linguagem (código-fonte): Javascript/PHP/MapScript
Licença: GNU/GPL
Especificações OpenGIS®: WMS
Requisitos mínimos de hardware: Processador: 1GHz, RAM: 512MB, HD: 60GB
Lista de discussão oficial: http://www.softwarepublico.gov.br/spb/ver-
comunidade?community_id=1444332

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7.2. Grupo 2

A) Servidores
Deegree
É um servidor muito similar ao GeoServer que implementa
padrões OpenGIS®. Este sistema está sendo utilizado como base
para implementação de soluções voltadas para visualização de
cidades em 3D. Um exemplo destes recursos mais avançados é o
projeto CityGML (http://www.citygml.org).

Deegree
Site Principal: http://www.deegree.org/
Mantenedor (responsável): lat/lon GmbH
Linguagem (código-fonte): Java
Licença: GNU/LGPL
Especificações OpenGIS®: WFS, WMS, WCS e CSW.
Outros padrões abertos: WTS e WPVS.
Requisitos mínimos de hardware: Processador: 1GHz, RAM: 512MB, HD: 60GB
Lista de discussão oficial: https://lists.sourceforge.net/lists/listinfo/deegre
e-users

MapGuide® Open Source
Sistema voltado para o desenvolvimento rápido de
aplicações Web com diversos recursos: visualização interativa de
mapas, seleção de feição, buffer zones, medições, etc.
O MapGuide® Open Source possui um banco de dados XML
para gerência de conteúdo e suporte aos formatos mais comuns
para aplicações SIG.

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MapGuide® Open Source
Site Principal: http://mapguide.osgeo.org
Mantenedor (responsável): Open Source Geospatial Foundation - OSGeo
Linguagem (código-fonte): C++
Licença: GNU/LGPL
Especificações OpenGIS®: WFS e WMS
Requisitos mínimos de hardware: Processador: 1GHz, RAM: 512MB, HD: 60GB
Lista de discussão oficial: http://lists.osgeo.org/mailman/listinfo/mapguid
e-users

GeoNetwork Opensource
Sistema de catálogo para gerenciamento de bases
cartográficas/geográficas através da Web. É indicado para gestão
de grandes volumes de dados cartográficos/geográficos,
permitindo a organização destes através de metadados. O
GeoNetwork também conta com um visualizador de mapas para
facilitar a consulta e gestão dos dados.

GeoNetwork Opensource
Site Principal: http://geonetwork-opensource.org/
Mantenedor (responsável): Open Source Geospatial Foundation - OSGeo
Linguagem (código-fonte): Java
Licença: GNU/GPL
Especificações OpenGIS®: WFS, WMS, WCS e CSW (ISO 19115, FGDC e DC
- metadados).
Outros padrões abertos: RSS e GeoRSS.
Requisitos mínimos de hardware: Processador: 1GHz, RAM: 512MB, HD: 60GB
Lista de discussão oficial: https://lists.sourceforge.net/lists/listinfo/geonet
work-users

B) Clientes

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JUMP/OpenJUMP
Este sistema é um Framework Java para o desenvolvimento
de aplicações de SIG. Foi desenvolvido, inicialmente, por uma
empresa canadense e se tornou muito popular principalmente
pelo ambiente gráfico bem amigável, pela excelente
documentação e pela facilidade de programar novas
funcionalidades. Neste ambiente orientado a objeto, uma
característica muito interessante para instituições que estão em
fase de migração é a flexibilidade de rodar em qualquer
plataforma (característica da linguagem Java).
Atualmente existem variantes deste sistema com
características muito similares.

JUMP/OpenJUMP
Site Principal: http://openjump.org
Mantenedor (responsável): Comunidade de desenvolvedores
Linguagem (código-fonte): Java
Licença: GNU/GPL
Especificações OpenGIS®: SFS e WMS.
Requisitos mínimos de hardware: Processador: 1GHz, RAM: 512MB, HD: 60GB
Lista de discussão oficial: http://www.jump-
project.org/mailman/listinfo/jump-users

GRASS (Geographic Resources Analysis Support System)
Este software é o mais antigo sistema livre para aplicações
de SIG. Na sua longa história, ele já mudou de mantenedor
começando com o Exército Americano em 1982 (nesta época
ainda não era livre). Durante essa trajetória, o sistema
incorporou poderosos recursos, implementando algoritmos
voltados para análises espaciais/geográficas.
Apesar da interface não ser muito amigável, o GRASS
permite trabalhar integrado com o QGIS. Neste caso, as
funcionalidades do GRASS são chamadas a partir da interface
gráfica do QGIS de uma forma bastante amigável (intuitiva).

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GRASS
Site Principal: http://grass.itc.it/
Mantenedor (responsável): Open Source Geospatial Foundation - OSGeo
Linguagem (código-fonte): ANSI C
Licença: GNU/GPL
Especificações OpenGIS®: SFS (PostGIS).
Requisitos mínimos de hardware: Processador: 1GHz, RAM: 1GB, HD: 60GB,
Placa gráfica 3D
Lista de discussão oficial: http://grass.itc.it/mailman/listinfo/grassuser

OSSIM (Open Source Software Image Map)
é um sistema de alta performance para aplicações
envolvendo sensoriamento remoto, processamento de imagem,
fotogrametria e SIG. Entre as funções mais importantes, estão:
● Processamento paralelo através das bibliotecas MPI;
● Suporte para uma grande quantidade de projeções e
Datums;
● Ortoretificação;
● Geração de mosaicos e composições;
● Editor de equações;
● Suporte a DEM (Digital Elevation Model);
● Suporte a vetores (biblioteca shapelib).

OSSIM
Site Principal: http://www.ossim.org
Mantenedor (responsável): Open Source Geospatial Foundation - OSGeo
Linguagem (código-fonte): C++
Licença: GNU/LGPL
Requisitos mínimos de hardware: Processador: 1GHz, RAM: 1GB, HD: 60GB,
Placa gráfica 3D
Lista de discussão oficial: https://lists.sourceforge.net/lists/listinfo/ossim-
developer

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C) Bibliotecas, frameworks e outros componentes
para o desenvolvimento de aplicações

p.mapper
Este framework oferece inúmeros recursos para
desenvolvimento de aplicações com base no MapServer. Os
principais recursos desta ferramenta são:
● Recursos de zoom e pan implementadas através de DHTML
(DOM);
● Compatibilidade com os principais navegadores Web
(browsers): Mozilla/Firefox 1.+/Netscape 6.1+, IE 5/6,
Opera 6.+;
● Ferramentas de zoom e pan também acessíveis via teclado,
botão de rolamento (wheel) do mouse e mapa de
referência (mini mapa);
● Funções de consulta do banco de dados (identificação,
seleção e pesquisa);
● Listagem de consultas do banco de dados com junções de
tabelas e hyperlinks;
● Funcionalidades de impressão: HTML e PDF;
● Funções para cálculo de áreas de distâncias;
● Download de mapas (imagens) em várias resoluções e
formatos.

p.mapper
Site Principal: http://www.pmapper.net
Mantenedor (responsável): beOpen (http://www.beopen.it)
Linguagem (código-fonte): Javascript/PHP/MapScript
Licença: GNU/GPL
Requisitos mínimos de hardware: Processador: 1GHz, RAM: 512MB, HD: 60GB
Lista de discussão oficial: https://lists.sourceforge.net/lists/listinfo/pmapp
er-users

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7.3. Grupo 3

● DWG TrueView (http://www.autodesk.com/dwgtrueview-
download): software gratuito da Autodesk® que possibilita
a visualização, a impressão e a publicação de arquivos no
formato DWG. As principais características são:
○ Capacidade de compartilhar desenhos de AutoCAD® de
forma fácil e com precisão entre entre a equipe de
trabalho;
○ Visualizar e imprimir arquivos DWG e DXF;
○ Capacidade de publicar arquivos DWF 3D;
○ Suporte total para o formato DWG 2008;
○ Integridade e confiabilidade da informação através do
formato Autodesk® DWG original;
○ Recursos avançados de visualização com o visualizador
integrado Autodesk® DWF Viewer.
● DWG TrueConvert
(http://www.autodesk.com/dwgtrueconvert-download):
software proprietário gratuito da Autodesk® que permite a
conversão de qualquer formato de arquivo de desenho
baseado em AutoCAD® (formatos: AutoCAD 14, AutoCAD
2000, AutoCAD 2000i, AutoCAD 2002, AutoCAD 2004,
AutoCAD 2005, AutoCAD 2006 e AutoCAD 2007), ou seja,
permite a conversão entre as diversas versões do formato
DWG;
● SketchUp (http://www.sketchup.com/): software
proprietário para a criação de modelos em 3D no
computador. O programa é extremamente versátil e pode
ser usado para qualquer atividade profissional. No âmbito
da Prefeitura, ele possui grande utilidade nas aplicações de
Engenharia Civil (obras) e Arquitetura. Ele está disponível
em versões gratuitas e comerciais.
● Google Earth (http://earth.google.com/): programa
desenvolvido e distribuído pelo Google cuja função é
apresentar um modelo tridimensional do globo terrestre,
construído a partir de imagens de satélite obtidas em
fontes diversas. No âmbito da Prefeitura, ele possui grande
utilidade em diversos setores que necessitam de uma
visualização rápida, simples e atualizada (imagens de
Fortaleza com menos de 1 ano) de algum local da cidade.

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Ele está disponível em versões gratuitas e comerciais.

8. Arquitetura do Geoprocessamento
Corporativo
O ponto mais crítico da arquitetura corporativa é o
repositório central de dados. O PostgreSQL/PostGIS foi a única
opção homologada para este projeto, pois não existe outro SGBD
livre com capacidade de executar as análises
espaciais/geográficas e topológicas exigidas pela Prefeitura.
A construção da arquitetura considerou a importância das
especificações OpenGIS para garantir a interoperabilidade. A
definição dos padrões abertos que irão viabilizar o intercâmbio
eficiente de informações entre todos os órgãos municipais é mais
importante do que a própria definição das plataformas
tecnológicas.
Nem todos os padrões abertos indicados para a arquitetura
são homologados pelo OCG. Este é o caso, por exemplo, do
padrão KML que foi incluído pelo fato do Google Earth (versão
gratuita) está sendo utilizado por alguns servidores municipais.
Outras opções (padrões abertos) para visualização de dados 3D
podem ser o CityGML (padrão em processo de homologação pelo
OGC desenvolvido por um grupo na Alemanha -
http://www.citygml.org) e o X3D (padrão desenvolvido pelo
consórcio web 3D - http://www.web3d.org).
A arquitetura também levou em consideração a natureza
distinta dos produtos cartográficos digitais (matriciais versus
vetorial), tendo em vista que nas aplicações no âmbito do usuário
final, ou seja, aquele que utilizará a informação geográfica para
auxiliar algum processo de tomada de decisão, os produtos
cartográficos digitais assumem contextos bem diferenciados
dependendo da aplicação:
● Os dados matriciais são normalmente utilizados apenas
como um “pano de fundo” para visualização do espaço
geográfico “real” facilitando a interpretação por parte
do usuário final. Este produto normalmente não é
utilizado nos processos automatizados que envolvam
inteligência geográfica, ou seja, na prática, os Sistemas
de Informação, principalmente no âmbito municipal,
não possuem ganho operacional com o dado matricial;
● Os dados vetoriais apresentam uma situação bem
diferente, pois eles são responsáveis pela Inteligência

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Geográfica na maioria dos Sistemas de Informação. Os
Bancos de Dados Geográficos fazem intenso uso dos
dados vetoriais para prover as análises espaciais e
topológicas.
Esta natureza distinta influencia fortemente os requisitos
de hardware da arquitetura da solução:
● Dados matriciais demandam uma grande capacidade de
armazenamento e rapidez na recuperação/leitura do
dado. Este requisito se traduz em dispositivos de
armazenamento (Hard Drivers - HD) de alta capacidade
de armazenamento e alta performance;
● Dados vetoriais exigem pouca capacidade de
armazenamento por se tratarem de modelos
matemáticos. Porém, eles são exaustivamente
requeridos pelas análises espaciais e topológicas
executadas pelos Sistemas de Informação, em todos os
níveis de gestão. Desta forma, a maior demanda está
relacionada à capacidade de processamento, ou seja, os
processadores e a memória RAM são os principais
componentes.
A conclusão sobre as exigências de hardware é que são
totalmente diferentes, ou seja, não se deve colocar os dados
matriciais e vetoriais juntos num mesmo servidor. É fundamental
para a garantia de alta performance de uma estrutura corporativa
que sejam configurados servidores (hardware) específicos para
cada tipo de dado. Desta forma, a arquitetura definiu 3 conjuntos
clusters com as seguintes finalidades:
● Clusters 1: a estrutura de bancos de dados transacionais
visa fornecer suporte às aplicações do cotidiano da
maioria dos servidores municipais. Desta forma, todos
os Sistemas de Informação Operacional da Prefeitura
deverão fazer uso desta estrutura;
● Clusters 2: este conjunto de hardware tem o objetivo
de garantir a disponibilidade do dados matriciais para
todos os Sistemas de Informação da Prefeitura. Eles
contarão com uma grande capacidade de
armazenamento e alta performance de gravação e
leitura de dados;
● Clusters 3: esta estrutura visa atender a demanda dos
gestores por geração de relatórios para apoio à tomada
de decisão no nível estratégico. Apesar das aplicações
que serão configuradas neste conjunto de clusters

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serem similar às aplicações do conjunto de clusters 1, o
grande diferencial está na forma de estruturação dos
dados que será voltada para análises de grandes
volumes de dados, principalmente, históricos.
Da estrutura proposta de clusters e Sistemas de
Informação, observa-se que o conjunto de clusters 2 é o grande
diferencial em comparação a uma estrutura convencional (sem o
tratamento dos dados geográficos) de TIC. Desta forma, a maior
parte da arquitetura de hardware proposta já poderia ter sido
apresentada anteriormente por algum Plano Diretor de Tecnologia
da Informação da Prefeitura Municipal de Fortaleza.
Os Sistemas Legados e os Sistemas Externos possuem a
integração proposta à estrutura de clusters 3, ou seja, o
intercâmbio das bases será voltado inicialmente para consultas
(análises). Caso a integração seja planejada para atingir o nível
operacional (Sistemas de Informação Operacional), o intercâmbio
de dados ocorrerá diretamente com a estrutura de clusters 1.
A arquitetura foi baseada em camadas tendo uma estrutura
intermediária denominada de Geo-Middleware. Nesta camada,
estão concentradas a grande maioria das aplicações que
compõem a arquitetura. O principal objetivo da Geo-Middleware
é a ligação dos repositórios de dados geográficos com toda a
estrutura da Prefeitura através de aplicações Web e padrões
abertos.
A diferenciação entre “Internet” e “Intranet” na
arquitetura busca apenas destacar as aplicações que terão acesso
externo (munícipes) e interno (servidores), respectivamente.

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Sistemas (Bases) Legados Clusters 3 (SGBD Multidimensional - DW)

SGBD Geográfico
(PostgreSQL/PostGIS)

Sistemas de
SQL Server Dataflex MySQL Oracle Informação
Estratégica
Sistemas (Bases) Externos Servidor de Aplicações
(MapServer/GeoServer)
Prefeito,
Secretários,
Diretores e
Slave Master
(Datacenter 2) (Datacenter 1)
Presidentes.
Cartórios Concessionárias Governo Governo
Estadual Federal

Clusters 2 (Web Services)
Sistemas de Informação Estratégica: integram e sintetizam
dados de fontes internas e externas à instituição, utilizando Servidor de Imagens
ferramentas de análise e comparação complexas, simulação e (MapServer) Sistemas de
outras facilidades para a tomada de decisão dos gestores de
nível mais alto (prefeito, secretários, presidentes, diretores, etc).
Informação
Estes sistemas não foram identificados no âmbito da gestão Gerencial
municipal.
Slave Master
Sistemas de Informação Gerencial: agrupam e sintetizam os (Datacenter 2) (Datacenter 1)
dados das operações da instituição para facilitar a tomada de
decisão pelos gestores. No âmbito da gestão municipal, estes
sistemas geram informações consolidadas como relatórios da
quantidade de atendimentos na rede de saúde, número de
estudantes que abandonaram a escola num determinado Clusters 1 (SGBD Transacional)
período, etc.
Servidores,
Sistemas de Informação Operacional: tratam das transações Funcionários e
rotineiras da instituição. No âmbito da administração municipal, SGBD Geográfico Terceirizados.
representam os sistemas mais utilizados pelos servidores para (PostgreSQL/PostGIS)
os trabalhos do cotidiano, tais como, criação/atualização de
processos, atendimento ao munícipe, etc.
Sistemas de
Informação
Operacional
Arquitetura da Solução de Geoprocessamento
Servidor de Aplicações
Infra-estrutura de Servidores (Clusters
(Clusters)) (MapServer/GeoServer)
Plano Diretor de Geoprocessamento - 2007

Prefeitura de Munícipes
Fortaleza Slave
(Datacenter 2)
Master
(Datacenter 1)

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Dados Vetoriais Intranet

KML Google
SFS/SFA Geo-Middleware Earth
PostgreSQL
PostGIS

KML
Frameworks

WFS
SFS/SFA gvSIG
Vetor QGIS
Banco de Dados Geográfico Matricial
GeoServer Geotools WMS
(Java) WFS
Dispositivos
Arquivos vetoriais móveis
organizados em WCS
diretórios: Vetor Chameleon (wireless)

WMS
HTTP
(PHP/MapScript)
Shapefile, DXF, SFS/SFA
DWG, DGN, etc.

SFS/SFA
WFS
Navegador
CartoWeb Web
(PHP/MapScript)
Repositório da dados vetoriais
Vetor OGR

WCS
I3GEO
(PHP/MapScript)
MapServer Internet
Dados Matriciais
OpenLayers
Arquivos matriciais GDAL (Javascript)
HTTP Atendimento
organizados em Matricial
diretórios: ao munícipe
TIFF, GeoTIFF,
JPG, PNG, etc.
Aplicações
Externas
Repositório da dados matriciais WFS
WMS

Intercâmbio com
fontes externas
OBS1: a estrutura de arquivos vetoriais organizada em diretórios (fora de dados
do Banco de Dados) deverá existir apenas num período de migração
(transição) da atual estrutura para uma arquitetura baseada em Banco
de Dados Geográfico.
OBS2: no período no qual este trabalho foi executado, o padrão SFS/SFA (OpenGIS): padrão que define a forma de armazenamento e recuperação de dados geográficos,
(OpenGIS) SFS já tinha “evoluído” para o SFA. O PostGIS já estava em bem como o formato das análises espaciais/geográficas e topológicas.
processo de adaptação para este novo padrão.
WFS (OpenGIS): especificação que define a forma de acesso (inserção, atualização, exclusão e análise) à
OBS3: esta arquitetura foi modelada com ênfase nos padrões abertos, feição através do ambiente Web (HTTP).
para área de geotecnologias, reconhecidos internacionalmente. Neste
contexto, os padrões OpenGIS predominam nesta arquitetura. WMS (OpenGIS): esta especificação define 4 protocolos que permitem a leitura de múltiplas camadas de
informações (layers) georreferenciadas tendo como retorno ao cliente, através da Web (HTTP), um dado matricial.
WCS (OpenGIS): padrão voltado à disponibilização de coverages através do ambiente Web (HTTP).
Arquitetura da Solução de Geoprocessamento
Dados Vetoriais: arquivos vetoriais (vector) georeferenciados nos formatos mais utilizados pela Prefeitura.
Interoperabilidade (padrões OpenGIS)
Dados Matriciais: arquivos matriciais (raster) georeferenciados nos formatos mais utilizados pela
Plano Diretor de Geoprocessamento - 2007 Prefeitura.
Aplicações Web: aplicações (interfaces) personalizadas, desenvolvidas em ambiente Web, para tratar a
Prefeitura de

Fortaleza
geoinformação e atender as demandas internas e externas da Prefeitura.
KML: formato aberto (baseado em XML) utilizado pelo Google Earth.

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9. Especificação para o levantamento
aerofotogramétrico

9.1. Especificações gerais
● Restituição compatível com escala de 1:1.000,
considerando um produto cartográfico com precisão
equivalente a uma carta classe A, conforme descrição
técnica presente no Art 9º do Decreto Nº 89.817, de 20 de
junho de 1984;
● Empresa com inscrição no Ministério da Defesa para serviço
de aerolevantamento – categoria “A”;
● Empresa devidamente autorizada pela Agência Nacional da
Aviação Civil – ANAC;
● Sistema de referenciamento geodésico – SIRGAS 2000
(Sistema de Referência Geocêntrico para as Américas).

9.2. Vôo
● Devem ser realizados em altitude que permita a obtenção
das fotografias na escala de 1:1.000;
● Deverá ser respeitado o limite máximo de 8% da variação
de altitude em relação ao plano médio do terreno;
● As linhas de vôo devem ser executadas para garantir uma
sobreposição lateral de 30% e longitudinal de 60% (valores
mínimos);
● O plano de vôo deve respeitar os seguintes condicionantes:
○ Realização durante o período diurno;
○ Ângulo de exposição solar de no mínimo 25º em relação
ao horizonte;
○ Realização do vôo somente em período do ano que não
apresente nuvens;
○ Realização do vôo em horários que não apresentem
sombras excessivas nas proximidades de acidentes
geográficos.

9.3. Sensor aerofotogramétrico
● Câmara fotográfica de grande formato – 23 cm x 23 cm;

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● Deve apresentar todos os acessórios que permitam a
obtenção automática de fotografias;
● Deve estar equipado, preferencialmente, com dispositivo
de correção de arrasto longitudinal (FMC – forward motion
compensation);
● Poderá ser utilizado filtro de luz, desde que suas
características óticas preservem a resolução da imagem,
bem como luminosidade e contrastes do ambiente a ser
registrado.

9.4. Certificado de calibração câmara aérea
● Certificado deve ser apresentado pelo fabricante ou por
serviço técnico especializado;
● Deve conter a distância focal calibrada e demais
parâmetros de calibração;
● Data do certificado não deve ser superior a 12 (doze)
meses da abertura dos envelopes;
● A câmara deve apresentar consenso técnico: “isenta de
distorção”.

9.5. Filmes (no caso de câmeras analógicas)
● Deve ser de base estável de poliéster, colorido, com
resolução superior a 54 pares de linhas por milímetro, com
espessura mínima de 0,004 polegadas;
● Deve ser utilizado dentro do prazo de validade do
fabricante;
● Não deve ser utilizado as extremidades dos rolos de filme
em uma extensão no mínimo de 1,20cm (um metro e vinte
centímetros) em cada ponta;
● Após utilizados, todos os filmes deverão ser armazenados
em local apropriado, com controle de temperatura e
umidade, respeitando as condições estabelecidas pelo
Ministério da Defesa;
● Devem apresentar detalhes nítidos e densidade uniforme,
livres de “fumaças”, listras luminosas, marcas de
eletricidade estática, manchas, riscos, arranhões ou sinais
de desgaste, salvo aqueles inerentes ao processo.

9.6. Cópias fotográficas
● Devem ser coloridas;
● Deve ser utilizado papel resinado e de gradação tal que se

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obtenha bom contraste;
● Devem apresentar cor e densidade uniformes, apresentado
um grau de contraste que permita que todos os detalhes
registrados nos negativos sejam claramente definidos tanto
nas zonas de sombra como nos tons vivos e meios tons;
● Devem conter, no mínimo, os registros de: escala, data,
hora, numeração, número da autorização expedida pelo
Ministério de Defesa, coordenadas geográficas do centro da
tomada;
● Devem apresentar as 8 (oito) marcas fiduciais no próprio
negativo;
● Negativos onde a cobertura não apresentar ou possibilitar
estereoscopia devem ser rejeitados;
● Todas as informações registradas no negativo, no instante
da tomada do vôo, devem estar perfeitamente legíveis nas
cópias fotográficas.

9.7. Digitalização do filme (no caso de câmeras
analógicas)
● Os filmes (negativos) selecionados deverão ser digitalizados
em equipamento fotogramétrico de alta precisão,
contemplando as seguintes características:
○ Formato mínimo de 23,5 x 23,5 centímetros;
○ Resolução ótica mínima de 1.500 DPI sem interpolação;
○ Resolução radiométrica mínima de 24 bits, com 8 bits
de cor por banda de cor RGB;
○ Estabilidade dimensional mínima de 3 mm.
● Após a digitalização dos negativos, cada imagem resultante
dos fotogramas deve ser tratada radiometricamente, de
maneira a apresentar um histograma padrão em toda a
porção de sua extensão. Deverão ser mantidas a
homogeneidade e continuidade em todo o conjunto de
imagens.

9.8. Foto-índice
● As fotografias, após escaneadas, deverão ser montadas em
faixas e estas em blocos, sequencialmente de acordo com o
plano de vôo;
● Deverão ser reproduzidas em formato A0, na escala de
1:25.000, contendo no mínimo as seguintes informações:

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○ Carimbo e assinatura do responsável técnico;
○ Limite municipal;
○ Limite e toponímia dos bairros;
○ Identificação das fotos;
○ Identificação da malha de coordenadas;
○ Legenda com dados relevantes ao projeto.
● Os limites e os nomes das sedes municipais lindeiros
deverão estar devidamente representados;
● O arquivo matricial (raster) referente ao foto-índice a ser
entregue à Prefeitura deve estar gravado em 2 (dois)
conjuntos (1 contendo as imagens originais e 1 contendo o
backup) de DVDs. As imagens devem estar no formato
GeoTIFF RGB/24 bits sem compressão e com resolução de
1000 DPI, com o grau de nitidez compatível com o filme
utilizado no vôo;
● O arquivo vetorial referente ao foto-índice a ser entregue à
Prefeitura deve estar gravado em 2 (dois) conjuntos (1
contendo as imagens originais e 1 contendo o backup) de
DVDs. Os arquivos devem estar no formato ESRI® Shapefile
e GML (OpenGIS®).

9.9. Aerotriangulação
● A aerotriangulação deve ser executada por método
analítico, por feixe ou modelos independentes, para o
adensamento dos pontos de apoio planialtimétricos. A
medição das coordenadas dos pontos nas imagens deve ser
feita utilizando-se estações fotográficas analíticas digitais,
com visualização estereoscópica dos pontos
fotogramétricos.

9.10. Ortoretificação
● Especificações técnicas e metodologia:
○ Modelo matemático utilizado (transformações);
○ Sistemas e processos envolvidos na metodologia;
○ Especificações e metodologia da orientação interior:
■ Parâmetros de transformação entre o sistema de
coordenadas de imagem digital (linha e coluna do
pixel) e o sistema fotográfico;
■ Modelo de transformação utilizado (afim, ortogonal
ou isogonal);

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■ Dados do ajustamento por mínimos quadrados e
modelo paramétrico.
○ Especificações e metodologia da orientação exterior:
■ Coordenadas no espaço-objeto do centro de
perspectiva;
■ Ângulos de Euler (φ, ω e κ) representando as
rotações sofridas pelo sistema local de coordenadas
em relação ao sistema global do terreno;
■ Coordenadas da câmera no instante da aquisição da
imagem (no caso de vôo orientado por GPS).
● O material a ser entregue à Prefeitura deve estar gravado
em 4 (quatro) conjuntos (1 contendo as imagens sem
tratamento radiométrico, 1 contendo as imagens com
tratamento radiométrico para homogenização e 2 backups,
sendo um de cada conjunto de imagens) de DVDs. As
imagens devem estar no formato GeoTIFF RGB/24 bits sem
compressão, separadas em arquivos que recobrem toda a
da área de interesse com resolução de 1.000 DPI, com o
grau de nitidez compatível com o filme utilizado no vôo.

9.11. Restituição Analítica Digital
● O sistema de coordenadas adotado deve ser o plano
topográfico local, observando o sistema de
referenciamento geodésico adotado pela Prefeitura;
● A restituição deve ser elaborada em estações fotográficas
analíticas digitais a partir da cobertura aerofotográfica
colorida na escala 1:4.000, com detalhamento compatível
com a elaboração da planta na escala 1:1.000;
● As bases cartográficas a serem construídas devem
apresentar o padrão de exatidão cartográfica - “classe A”,
conforme decreto 89.817 de 20/06/1984 (instruções
OBS: o padrão OpenGIS SFA
reguladoras das normas técnicas da cartografia nacional); substituiu o OpenGIS
● O arquivo digital referente à restituição cartográfica deve Simple Features
Specification – SFS. O
ser armazenado em mídia não volátil em formato ESRI®
PostGIS vem
Shapefile, GML e SQL conforme especificação OpenGIS® acompanhando estas
Simple Feature Access - SFA (documentos do OGC: 06-103r3 modificações.
e 06-104r3). O modelo de dados deverá ser compatível com
o Banco de Dados Geográfico da Prefeitura. Os dados
geográficos deverão estar preparados para aplicações em
SIG, ou seja, com a geometria topologicamente corrigida.

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9.12. Níveis de camada a restituir
● Corpos hídricos em geral: rios, riachos, canais, alagados,
lagoas, açudes, etc;
● Limites das áreas construídas: edificações, piscinas,
benfeitorias, etc;
● Limites do terreno: muros, muros de frente, muros sobre
edificação, cercas, etc;
● Meio fio e via pavimentada;
● Vértices do IBGE e pontos de controle do apoio básico.

9.13. Reambulação
● A reambulação deverá contemplar, no mínimo, as seguintes
informações:
○ Classificação dos ambientes naturais e artificiais;
○ Retificação de eventuais erros ou omissões da
restituição;
○ Complementação de eventuais perdas decorrentes de
sombras, nuvens, vegetação, dentre outros;
○ Coleta de toponímia em geral;
○ Identificação de edifícios notáveis, tais como hospitais,
escolas, prédios públicos etc.

10. Especificação para o cadastro imobiliário
com enfoque no CTM
A modelagem de dados específica para o Cadastro Técnico
Multifinalitário (CTM) contemplando os mais modernos recursos
de Banco de Dados Geográfico é uma importante meta deste
trabalho. O modelo criado viabiliza a integração de todos os
dados dos diversos Sistemas de Informação da Prefeitura através
do munícipe (pessoa) e do imóvel. Este último é uma entidade
espacial/geográfica única que funciona como uma chave primária
viabilizando um cadastro unificado e higienizado (sem
duplicações).
No período que este trabalho foi elaborado, a SEFIN era a
única secretaria que possuída um Bando de Dados corporativo de
imóveis. Desta forma, o modelo proposto já contempla os
atributos presentes no Banco de Dados da SEFIN. Todas as demais
secretarias poderão se integrar da mesma forma, ou seja, através

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do relacionamento dos atributos com a tabela “imoveis”.
A metodologia de levantamento dos imóveis deve
contemplar alguns requisitos para que seja possível a criação e
manutenção do Banco de Dados do CTM:
● Para cada imóvel deverá ser feito um croqui (ou planta)
com detalhes e medidas que possibilitem a vetorização
e o georeferenciamento do mesmo;
● Os croquis deverão conter os limites e confrontantes de
cada pavimento, bem como a indicação do andar
ocupado por cada pavimento.
Considerações sobre o modelo de dados:
● O cálculo da área para o IPTU e outros impostos não
será baseado em dados alfanuméricos. Ele será obtido
automaticamente a partir da área cadastrada no Banco,
ou seja, o desenho do imóvel é que define a área. Desta
forma, o modelo proposto reduz praticamente a zero a
possibilidade de erros ou fraudes com relação a área do
imóvel, pois se uma área é reduzida outra tem que ser
aumentada, pois a quadra tem que ser totalmente
ocupada (preenchida), tendo em vista que as áreas que
não possuem proprietário devem pertencer ao poder
público;
● Cada imóvel deverá ser representado por uma ou várias
feições tipo área da tabela “g_pavimento”. Nesta
tabela, o atributo “tributavel” indicará “1” sempre que
a área for tributável. O atributo “andar” da tabela
“g_pavimento” indicará “0” para uma feição associada
ao térreo, “1” para o primeiro andar, “2” para o
segundo andar e assim sucessivamente. No caso de
subsolo, a contagem é regressiva: -1 para o primeiro
subsolo, -2 para o segundo e assim sucessivamente . Os
polígonos incluídos na tabela “g_pavimento” deverão
estar topologicamente corrigidos (geometrias válidas de
acordo com o OpenGIS® SFA) para permitir análises
espaciais/geográficas e topológicas;
● Na tabela “inscricao”, o atributo “inscricao” deverá
fazer referência ao cadastro no atual banco de dados de
imóveis da SEFIN;
● As delimitações dos lotes deverão ser incluídas como
feições tipo área (topologicamente corrigidas) na tabela
“g_lote” com os respectivos atributos alfanuméricos;
● A delimitação das quadras deverão ser incluídas como

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feições tipo área (topologicamente corrigidas) na tabela
“g_quadra” com os respectivos atributos alfanuméricos;
● Os demais atributos que integram o BIC utilizado pela
SEFIN deverão compor a tabela “atr_sefin”. Cada órgão
que tiver seus próprios atributos relacionados ao imóvel
deverá integrá-los ao CTM seguindo o exemplo dos
atributos da SEFIN;
● Como muitos órgãos possuem um cadastro de munícipes
que demandam algum tipo serviço da Prefeitura, o
modelo proposto apresenta um conjunto de 3 tabelas
que possibilitarão a criação de um cadastro unificado,
onde cada pessoa (munícipe) terá algum tipo de
relacionamento com o imóvel como, por exemplo:
proprietário (demanda da SEFIN), local de trabalho
(demanda da SDE), invasor (demanda da Habitafor),
etc. O modelo do CTM contempla uma proposta inicial
de relacionamento (tabela “tipo_relacao”). Os tipos de
relacionamentos deverão ser continuamente ampliados
conforme o andamento da integração das diversas bases
ao CTM.

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Modelo de Dados para o CTM
Plano Diretor de Geoprocessamento - 2007

Prefeitura de
Fortaleza

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10.1. Dicionário de dados
Núcleo do CTM - tabelas que compõem a base para o
Cadastro Técnico Multifinalitário.

classificacao_viaria
Coluna Tipo Descrição Observação
id INTEGER Chave primária
codigo VARCHAR(20)
descricao VARCHAR(255)
caixa_proposta DOUBLE Alargamento planejado
obs TEXT
implantada INTEGER (0) Não - (1) Sim

Indexador Tipo Colunas
PRIMARY PRIMARY id

endereco
Coluna Tipo Descrição Observação
id_endereco INTEGER Chave primária
sub_lote_id INTEGER Chave estrangeira
imovel_id INTEGER Chave estrangeira
seglog_gid INTEGER Chave estrangeira
numero INTEGER
complemento_num VARCHAR(20)
complemento_end VARCHAR(45)

Indexador Tipo Colunas
PRIMARY PRIMARY id_endereco

equipamento_urbano
Coluna Tipo Descrição Observação
id_equipamento_urbano INTEGER Chave primária
seglog_gid INTEGER Chave estrangeira
pavimentacao_pedestres INTEGER (1) Sem - (2) Pedra rústica - (3) Paralelepípedo - (4)
Pré-moldado - (5) Concreto - (6) Asfalto

pavimentacao_veiculos INTEGER (1) Sem - (2) Pedra rústica - (3) Paralelepípedo - (4)
Pré-moldado - (5) Concreto - (6) Asfalto

rede_agua INTEGER (1) Com - (2) Sem

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galeria_pluvial INTEGER (1) Com - (2) Sem
iluminacao_publica INTEGER (1) Com - (2) Sem
rede_esgoto INTEGER (1) Com - (2) Sem
guia_sargeta INTEGER (1) Com - (2) Sem
arborizacao INTEGER (1) Com - (2) Sem - (3) Parcial

Indexador Tipo Colunas
PRIMARY PRIMARY id_equipamento_urbano

g_area_comum
Coluna Tipo Descrição Observação
gid_area_comum INTEGER Chave primária
lote_gid INTEGER Chave estrangeira
the_geom POLYGON Campo de geometria

Indexador Tipo Colunas
PRIMARY PRIMARY gid_area_comum

g_lote
Coluna Tipo Descrição Observação
gid_lote INTEGER Chave primária
quadra_gid INTEGER Chave estrangeira
seglog_gid INTEGER Chave estrangeira
g_lote VARCHAR Código do lote.
regional VARCHAR Código da região (SER) - 1 a 6.
situacao_relativa_logradouro VARCHAR (1) Frente - (2) Fundos - (3) Galeria - (4) Vila
muro INTEGER (1) Com - (2) Sem
ocupacao INTEGER
1) Sem - (2) Em construção - (3) Construção
paralisada - (4) Ruínas/demolição - (5) Edificado -
(6) Estacionamento - (7) Lazer - (8) Agricultura -
(9) Depósito

pedologia INTEGER
(1) Arenoso - (2) Argiloso - (3) Rochoso - (4) Aren.
arg. - (5) Aren. roch - (6) Arg. roch - (7) Inundável
- (8) Pantanoso - (9) Sujeito a mares

topografia INTEGER (1) Plano - (2) Aclive - (3) Declive - (4) Topografia
irregular

situacao_do_lote INTEGER (1) Normal - (2) Esquina - (3) Vila - (4) Encravado
- (5) Quadra - (6) Gleba

the_geom POLYGON Campo de geometria

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Indexador Tipo Colunas
PRIMARY PRIMARY gid_lote

g_pavimento
Tabela que armazena as geometrias validadas dos imóveis.
Coluna Tipo Descrição Observação
gid_pavimento INTEGER Chave primária
imovel_id INTEGER Chave estrangeira
the_geom MULTIPOLYGON Campo de geometria
tributavel INTEGER (0) Não Tributável - (1) Tributável
andar INTEGER (-2) 2º subsolo - (-1) 1º subsolo - (0) térreo - (1) 1º
andar - (2) 2º andar e assim sucessivamente

Indexador Tipo Colunas
PRIMARY PRIMARY gid_pavimento

g_quadra
Coluna Tipo Descrição Observação
gid_quadra INTEGER Chave primária
distrito INTEGER Número do distrito
bairro INTEGER Número do bairro
quadra_distrito INTEGER Numeração da quadra em relação ao distrito
quadra_bairro INTEGER Numeração da quadra em relação ao bairro
the_geom POLYGON Campo de geometria

Indexador Tipo Colunas
PRIMARY PRIMARY gid_quadra

g_seglog
Coluna Tipo Descrição Observação
gid_seglog INTEGER Chave primária
classificacao_viaria_id INTEGER Chave estrangeira
par_inicial INTEGER Número inicial do lado par
par_final INTEGER Número final do lado par
impar_inicial INTEGER Número inicial do lado ímpar
impar_final INTEGER Número final do lado ímpar
the_geom LINESTRING Campo de geometria
direcao VARCHAR

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Indexador Tipo Colunas
PRIMARY PRIMARY gid_seglog

imovel
Tabela com atributos dos imóveis.
Coluna Tipo Descrição Observação
id_imovel INTEGER Chave primária.
atr_sefin_id INTEGER Chave estrangeira.
sub_lote_id INTEGER Chave estrangeira.
complemento VARCHAR(20) Complemento do logradouro.
andar VARCHAR(5) Andar que ocupa o imóvel.
obs TEXT Observações

Indexador Tipo Colunas
PRIMARY PRIMARY id_imovel

inscricao
Coluna Tipo Descrição Observação
id_inscricao INTEGER Chave primária
imovel_id INTEGER Chave estrangeira
sub_lote_id INTEGER Chave estrangeira
imovel_ou_sublote INTEGER (0) identificador para imovel - (1) identificador para
sublote

inscricao INTEGER Inscrição da SEFIN

Indexador Tipo Colunas
PRIMARY PRIMARY id_inscricao

nome_log
Coluna Tipo Descrição Observação
id_nome_log INTEGER Chave primária
seglog_gid INTEGER Chave estrangeira
nome VARCHAR Nome
oficial INTEGER (0) Não - (1) Sim
historico INTEGER (0) Não - (1) Sim
legislacao TEXT Legislação que originou o nome
validade_data_ini DATE Data de implantação do nome
validade_data_fim DATE Data que o nome deixou de ter validade legal
titulo VARCHAR(20) Título do logradouro
tipo VARCHAR(20) Tipo do logradouro

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cod_logradouro INTEGER Código do logradouro

Indexador Tipo Colunas
PRIMARY PRIMARY id_nome_log

sub_lote
Coluna Tipo Descrição Observação
id_sub_lote INTEGER Chave primária
lote_gid INTEGER Chave estrangeira
complemento INTEGER numeração do sublote

Indexador Tipo Colunas
PRIMARY PRIMARY id_sub_lote

testada
Coluna Tipo Descrição Observação
id_testada INTEGER Chave primária
lote_gid INTEGER Chave estrangeira
comprimento FLOAT Comprimento da testada

Indexador Tipo Colunas
PRIMARY PRIMARY id_testada

visita
Informações sobre as visitas realizadas durante o levantamento de campo.
Coluna Tipo Descrição Observação
id_visita INTEGER Chave primária
imovel_id INTEGER Chave estrangeira
data_visita DATE Data da visita realizada para o levantamento de
informações em campo.

motivo INTEGER
(1) Imóvel fechado - (2) Acesso negado - (3) Não
localizado - (4) Unificado - (5) Área total de condomínios
incompleta - (6) Cadastrado em área pública - (7) BIC
realizado

nome_informante VARCHAR(30) Nome do informante.
nome_cadastrador VARCHAR(30) Nome do cadastrador.

Indexador Tipo Colunas
PRIMARY PRIMARY id_visita

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Pessoas – tabelas relacionadas aos munícipes e pessoas
(física e jurídica) em geral.

pessoa
Tabela que armazena as informações das pessoas físicas e jurídicas.
Coluna Tipo Descrição Observação
id_pessoa INTEGER Chave primária
nome VARCHAR(60) Nome da pessoa
tipo INTEGER (1) Física - (2) Jurídica
cnpj VARCHAR(20) CNPJ no caso de empresa
cpf VARCHAR(20) CPF no caso de pessoa física.
endereco VARCHAR Endereço para correspondência.

Indexador Tipo Colunas
PRIMARY PRIMARY id_pessoa

relacao_ip
Tabela que estabelece o tipo de relação entre as pessoas (físicas e jurídicas) e os imóveis.
Coluna Tipo Descrição Observação
id_relacao_ip INTEGER Chave primária
imovel_id INTEGER Chave estrangeira
pessoa_id INTEGER Chave estrangeira
tipo_relacao INTEGER (1) Proóprio - (2) Alugado - (3) Part. alug. - (4) Cedido - (5)
Foreiro - (6) Rendeiro - (7) Inquilino - (8) Trabalhador

Indexador Tipo Colunas
PRIMARY PRIMARY id_relacao_ip

tipo_relacao
Coluna Tipo Descrição Observação
id_tipo_relacao INTEGER Chave primária
relacao_ip_id INTEGER Chave estrangeira
denominacao VARCHAR(20) Denominação da relação
descricao TEXT Descrição

Indexador Tipo Colunas
PRIMARY PRIMARY id_tipo_relacao

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SEFIN - tabelas relacionadas à SEFIN

atr_sefin
Tabela com atributos dos imóveis.
Coluna Tipo Descrição Observação
id_atr_sefin INTEGER Chave primária.
tipo_imovel INTEGER (1) Predial - (2) Territorial - (3) Favela
tipo_patrimônio INTEGER (1) Privado - (2) Público Federal - (3) Público Estadual
- (4) Público Municipal - (5) Religioso

posicao_fiscal INTEGER (1) Tribut-PMF - (2) Trib-INCRA - (3) Isent-IPTU - (4)
Isento-TSU - (5) Imune - (6) Arrematado

n_pavimentos INTEGER Número de pavimentos.
situacao_relativa_lote INTEGER (1) Isolado recuado - (2) Isolado alinhado - (3)
Rec.s/espaco lateral - (4) Alinh.s/esp. lateral - (5)
Isol. superposto - (6) Isol.superp.alinh. - (7)
Sup.s/esp.lat.alinh. - (8) Sup.s/esp.lat.rec.

classificacao_arquitetonica INTEGER (1) Choca/barraco - (2) Casa - (3) Apartamento - (4)
Apto cobertura - (5) Sala - (6) Conjunto salas - (7) Loja
- (8) Sobreloja - (9) Subsolo - (10) Galpão fechado -
(11) Galpão aberto - (12) Estacionamento coberto -
(13) Arq. especial - (14) Garagem - (15) Hotel/Motel
Horizontal - (16) Galpão industrial - (17) Shopping -
(18) Hotel/Motel Horizontal - (19) Colégio (salas aula)
- (20) Flat

estrutura INTEGER (1) Concreto - (2) Alvenaria - (3) Madeira - (4) Metálica
- (5) Taipa

piso INTEGER (1) Sem - (2) Cimento - (3) Material cerâmico - (4)
Taco/madeira - (5) Material plástico - (6) Especial

cobertura INTEGER (1) Cerâmica - (2) Fibro-cimento - (3) Laje - (4)
Metálica - (5) Especial

forro INTEGER (1) Sem - (2) Madeira - (3) Ferro - (4) Especial - (5)
Laje - (6) Gesso - (7) PVC

utilizacao INTEGER (1) Sem - (2) Residencial - (3) Comercial - (4)
Prestação de serviços - (5) Industrial - (6) Instrução -
(7) Lazer - (8) Desportivo - (9) Religioso - (10)
Institucional - (11) Transporte - (12) Comunicação -
(13) Pousada/hotel - (14) Saúde - (15) Pesca - (16)
Fechado

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acabamento_externo INTEGER (1) Sem - (2) Madeira - (3) Ferro - (4) Alumínio - (5)
Especial

esquadrias INTEGER (1) Sem - (2) Madeira - (3) Ferro - (4) Alumínio - (5)
Especial

acabamento_interno INTEGER (1) Sem - (2) Caiação - (3) Pintura impermeável - (4)
Especial

instalacao_sanitaria INTEGER (1) Sem - (2) Externa fossa - (3) Externa rede - (4)
Interna fossa - (5) Interna rede

instalacao_eletrica INTEGER (1) Sem - (2) Embutida - (3) Aparente - (4) Mista
conservacao INTEGER (1) Boa - (2) Regular - (3) Má - (4) Ótima
piscina INTEGER (1) Com - (2) Sem
sala INTEGER Número de salas.
quarto INTEGER Número de quartos.
suite INTEGER Número de suites.
banheiro INTEGER Número de banheiros.
cozinha INTEGER Número de cozinhas.
garagem INTEGER Número de garagens.
obs TEXT Observações

Indexador Tipo Colunas
PRIMARY PRIMARY id_atr_sefin

11. Banco de Dados Geográfico da PMF
O coração de um projeto corporativo de geoprocessamento
é o Banco de Dados Geográfico (BDGeo). Todas as bases
cartográficas e as informações estratégicas da Prefeitura terão
que estar obrigatoriamente nele. A arquitetura modelada no item
8 é robusta o suficiente para garantir a integração de toda a PMF.
O principal objetivo na definição dos dados que irão
compor o BDGeo é identificar as informações com maior
relevância para o Geoprocessamento Corporativo. Desta forma, o
quadro exposto a seguir não apresenta todas as informações
(feições) que irão compor o BDGeo, tendo em vista que todas as
informações municipais deverão compor este banco. O quadro
descreve apenas os dados mais relevantes.
Os dados foram organizados prevendo a implantação do
BDGeo com a estrutura do novo órgão (Setor de GEO/CTM)
responsável pelo Geoprocessamento da Prefeitura Municipal de

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Fortaleza já instalado (em funcionamento). Caso a implantação
do BDGeo ocorra antes da criação deste novo órgão, deve-se
reavaliar as responsabilidades sobre cada nível de informação
apresentado na listagem a seguir.

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Tipo Tempo p/ implantar Política de Acesso
(georeferenciar ou Demanda
Nº Nome/Descrição Escrita Irrestrita / Leitura Escrita com OBS
P L A desenvolver Associada
sistemas) Manutenção (consulta) aprovação
Todos órgãos
municipais,
1 lote (loteamentos) □ 1 ano Setor de GEO/CTM
cartórios,
SEFIN, SER, SEINF D1, D2, D7
munícipe
Todos órgãos
municipais,
2 quadra □ georeferenciado Setor de GEO/CTM
cartórios,
SMS, SEFIN, SER D1, D2, D7
munícipe
Todos órgãos
municipais, D1, D2, D7, Dado mais relevante
3 imóvel □ 3 anos Setor de GEO/CTM
cartórios,
SMS, SEFIN, SER
D10, D13 para o CTM.
munícipe
A equipe que trata
Todos órgãos
estas informações
municipais,
4 bem patrimonial □ georeferenciado Setor de GEO/CTM
cartórios,
SAM D16, D14 atualmente trabalha
na SEINF, mas a
munícipe
gerência é da SAM.
Todos órgãos
5 limite de SER □ georeferenciado Setor de GEO/CTM municipais, D13, D18
munícipe
Todos órgãos
municipais,
6 limite de bairro □ georeferenciado Setor de GEO/CTM
cartórios,
D13, D18
munícipe

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Tipo Tempo p/ implantar Política de Acesso
(georeferenciar ou Demanda
Nº Nome/Descrição Escrita Irrestrita / Leitura Escrita com OBS
P L A desenvolver Associada
sistemas) Manutenção (consulta) aprovação
Todos órgãos
municipais,
7 limite de distrito □ georeferenciado Setor de GEO/CTM
cartórios,
D13, D18
munícipe
Todos órgãos
Todos os sistemas
municipais,
8 limite do município □ georeferenciado Setor de GEO/CTM
cartórios,
deverão utilizar este
nível de informação.
munícipe
D3, D5,D9,
eixo de ruas Todos órgãos
georeferenciado ETUFOR, SEINF, D13, D15, Base desatualizada e
9 geocodificados ⊥
(incompleto)
Setor de GEO/CTM municipais,
SER, AMC D17, D18, incompleta.
(logradouros) munícipe
D20, D21
Todos órgãos
10 setor censitário □ georeferenciado Setor de GEO/CTM municipais, D7
munícipe
Todos órgãos
11 equipamento urbano □ 2 meses Setor de GEO/CTM municipais, SEINF D10
munícipe

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Tipo Tempo p/ implantar Política de Acesso
(georeferenciar ou Demanda
Nº Nome/Descrição Escrita Irrestrita / Leitura Escrita com OBS
P L A desenvolver Associada
sistemas) Manutenção (consulta) aprovação
A implementação de
um sistema para
Todos órgãos
zoneamento da Lei tratar esta
municipais, D12, D13,
12 de Uso e Ocupação □ 1 ano Setor de GEO/CTM
cartórios,
SEMAM, SEINF
D16
informação vai
do Solo otimizar inúmeros
munícipe
processos da
Prefeitura.
Esta base é 3D e
contempla: esgoto,
infra-estrutura e Todos órgãos fibra ótica,
13 serviço urbano • ⊥ 2 anos SEINF
municipais
AMC D14
abastecimento de
água e gás, rede de
energia elétrica, etc.
Todos órgãos
14 itinerário de ônibus ⊥ 1 ano ETUFOR municipais, D18
munícipe
itinerário de Todos órgãos
15 transporte ⊥ 1 ano ETUFOR municipais, D18
alternativo munícipe
Todos órgãos
16 ponto de táxi • 6 meses ETUFOR municipais, D18
munícipe

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Tipo Tempo p/ implantar Política de Acesso
(georeferenciar ou Demanda
Nº Nome/Descrição Escrita Irrestrita / Leitura Escrita com OBS
P L A desenvolver Associada
sistemas) Manutenção (consulta) aprovação
Todos órgãos
ponto (parada) de
17 ônibus • 6 meses ETUFOR municipais, D18
munícipe
Todos órgãos
18 ponto de moto-táxi • 6 meses ETUFOR municipais, D18
munícipe
Todos órgãos
19 curva de nível ⊥ georeferenciado Setor de GEO/CTM municipais, D18
munícipe
Todos órgãos É importante prever
Guarda Municipal / municipais, um histórico dos
20 área de risco □ 1 ano
Defesa Civil cartórios,
D18
problemas destas
munícipe áreas.
Todos órgãos
assentamento municipais,
21 irregular (favela)
□ 1 ano Habitafor
cartórios,
D18
munícipe
Todos órgãos
patrimônio histórico
22 e/ou cultural □ 6 meses Funcet municipais, D18
munícipe
Todos órgãos
23 posto de saúde □ georeferenciado SMS municipais, D18
munícipe

Plano Diretor de Geoprocessamento da Prefeitura Municipal de Fortaleza 86/121
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c manter uso não manter
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Prefeitura Municipal de Fortaleza

Tipo Tempo p/ implantar Política de Acesso
(georeferenciar ou Demanda
Nº Nome/Descrição Escrita Irrestrita / Leitura Escrita com OBS
P L A desenvolver Associada
sistemas) Manutenção (consulta) aprovação
Todos órgãos
24 hospital □ georeferenciado SMS municipais, D18
munícipe
Todos órgãos Festas, shows,
25 evento turístico • 3 meses Setfor municipais, D18 atrações presentes no
munícipe Guia de Alta Estação.
Hotéis, restaurantes,
Todos órgãos
atrativos presentes no
26 ponto turístico • 3 meses Setfor municipais, D18
Guia Fortaleza
munícipe
Metropolitana.
Todos órgãos
27 sindicato • 3 meses Setfor municipais, D18 Guia Institucional
munícipe
Todos órgãos
28 cooperativa • 3 meses Setfor municipais, D18 Guia Institucional
munícipe
Todos órgãos
29 associação de classe • 3 meses Setfor municipais, D18 Guia Institucional
munícipe
Todos órgãos
30 RAIS • □ 3 meses SDE
municipais
D15

Todos órgãos Diagnóstico
31 microáreas da SMS □ 3 meses SMS
municipais de Cadastros

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Tipo Tempo p/ implantar Política de Acesso
(georeferenciar ou Demanda
Nº Nome/Descrição Escrita Irrestrita / Leitura Escrita com OBS
P L A desenvolver Associada
sistemas) Manutenção (consulta) aprovação
ocorrências
Todos órgãos Diagnóstico
32 relacionadas à área • □ 1 ano SMS
municipais de Cadastros
de Saúde
Todos órgãos Diagnóstico
33 escola • 3 meses SEDAS
municipais de Cadastros

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Existem diversas maneiras de acessar o Banco de Dados
Geográfico. Para os usuários que irão apenas consultar
informações, o ideal é a utilização de interfaces Web,
desenvolvidas de acordo com o perfil de cada usuário. Para os
responsáveis pela manutenção das informações, ou seja, pela
atualização/edição, inclusão e exclusão de dados geográficos,
normalmente, um SIG para desktop é a opção mais adequada,
porém, existe também a opção de uma interface Web. É
importante que a metodologia adotada contemple os seguintes
itens:
● Cada usuário deve possuir uma senha individual para
acessar o BDGeo, permitindo auditoria nas alterações
executadas;
● O histórico de todas as modificações devem ficar
armazenadas para auditoria e consultas históricas;
● A alteração dos dados deve ser feita numa tabela
secundária para posteriormente ser efetuado o repasse
das modificações para tabela principal.

12. Projetos

12.1. Projetos prioritários
Reestruturação administrativa
A execução das orientações presentes neste PDGeo exige a
criação de um “Departamento/Setor” de Geoprocessamento e
CTM, conforme as especificações presentes neste documento.
Desta forma, a PMF deverá criar um comitê temporário para
estudar a melhor forma de implantação deste novo setor, bem
como para gerenciar a implantação do Geoprocessamento
Corporativo enquanto não houver a formalização da nova
estrutura administrativa.

Implantação do Banco de Dados Geográfico e do CTM
Uma das principais etapas do projeto do Geoprocessamento
Corporativo da PMF é a implantação da arquitetura de software e
hardware conforme as especificações deste PDGeo. A
implantação das soluções indicadas estará condicionada à
efetivação de uma equipe mínima para determinar como se dará

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este processo, bem como dependente da criação dos Data Centers
da PMF.
Além das especificações técnicas já listadas ao longo deste
PDGeo, a implantação da arquitetura deverá contemplar as
seguintes características:
● Solução totalmente gerenciável via Web com interface
gráfica amigável;
● Planejamento da implantação com a especificação de
todos os componentes (sistemas) que irão compor a
solução;
● Documentação detalhada de toda a solução implantada;
● Garantia de, pelo menos, 12 (doze) meses de suporte
técnico com solução de problemas críticos em, no
máximo, 48 (quarenta e oito) horas. Entende-se por
problemas críticos, aqueles que afetam gravemente o
ritmo de trabalho da PMF. Qualquer outro problema
deverá ser solucionado no prazo máximo de 10 (dez)
dias úteis;
● Carga inicial do Banco de Dados Geográfico, abrangendo
as feições especificadas neste PDGeo, bem como a
inclusão de 1.000 imóveis conforme modelos de dados
do CTM. Para esta etapa, faz-se necessário o
desenvolvimento de interfaces personalizadas para
acesso ao BDGeo.
O cronograma físico proposto para este projeto é o
seguinte:
Etapa Mês 1 Mês 2 Mês 3 Mês 4 Mês 5 Mês 6 Mês 7 Mês 8 Mês 9 Mês 10

Preparação do Termo de
Referência
Processo Licitatório
Implantação da Arquitetura
(configuração de sistemas)
Carga inicial do BDGeo

Criação de um Sistema de Informação (integrado ao
BDGeo) para gestão das leis relacionadas ao
zoneamento da cidade de Fortaleza
Diversos processos da PMF podem ser otimizados
(automatizados) com a criação de um banco de dados específico

Plano Diretor de Geoprocessamento da Prefeitura Municipal de Fortaleza 90/121
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para tratar as leis relacionadas ao zoneamento de Fortaleza
(exemplo: Lei de Uso e Ocupação do Solo). Esta demanda está
presente em diversos setores da administração municipal e tanto
os antigos, quanto os novos Sistemas de Informação continuam
tratando as leis de zoneamento sem qualquer Inteligência
Geográfica.
O cronograma físico proposto para este projeto é o seguinte:
Etapa Mês 1 Mês 2 Mês 3 Mês 4 Mês 5 Mês 6 Mês 7 Mês 8 Mês 9 Mês 10

Preparação do Termo de
Referência
Processo Licitatório
Estudo das legislações vigentes
Modelagem conceitual da
solução (sistema e BD)
Implementação do BD e
desenvolvimento dos sistemas

12.2. Projetos complementares
Nos 3 relatórios que antecederam este PDGeo (Diagnóstico
do Geoprocessamento na PMF, Avaliação do Cadastro Técnico
Imobiliário da PMF e Avaliação dos Cadastros da PMF), é possível
identificar várias “ações corretivas” propostas. Tais ações devem
ser consideradas projetos complementares ao Geoprocessamento
Corporativo da PMF.
Os seguintes projetos possuem grande relevância para o
sucesso do Geoprocessamento. Alguns dependem da implantação
dos projetos prioritários.

Mapeamento de processos
Durante este projeto, foi identificado a necessidade de
mapeamento dos processos em praticamente todos os órgãos da
PMF. O escopo deste projeto não incluiu o levantamento dos
processos, porém a confecção do PDGeo/PMF exigiu a
identificação de alguns processos de maior relevância para este
trabalho.
O mapeamento dos processos permitirá a definição mais
precisa das demandas associadas aos Sistemas de Informação,
garantindo uma melhor integração do projeto de
Geoprocessamento à estrutura administrativa da Prefeitura.

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Digitalização e georeferenciamento dos produtos
cartográficos antigos (acervo histórico)
A PMF possui um acervo histórico de produtos cartográficos
que deve ser digitalizado e georeferenciado visando a integração
com projeto do Geoprocessamento. Entre os produtos mais
importantes, estão: mosaico (colorido) de fotos aéreas de 1995 e
as diversas plantas da cidade de Fortaleza em papel.

Definição de procedimentos (normas) para o
recebimento de plantas (mapas) em formato digital
visando a automação de processos
A otimização de alguns processos através da inclusão de
Inteligência Geográfica exige algumas ações:
● Definição de normas para que todos os produtos
cartográficos (plantas, mapas, etc) sejam entregues, à
PMF, em formato digital georeferenciado;
● Desenvolvimento de um sistema de protocolo integrado
ao BDGeo, visando automação das análises da legislação
relacionada ao zoneamento. Desta forma, será possível
indeferir automaticamente qualquer pedido que não
atenda a legislação vigente. Também haverá um grande
ganho de produtividade na análise dos processos.
Os documentos com o carimbo e a assinatura do
responsável técnico (CREA) deverão continuar integrando o
processo até que seja possível a implementação de uma
certificação digital válida para estes casos.

Criação de uma distribuição Linux com todos os
sistemas homologados
A criação de uma distribuição (“distro”) com todos os
sistemas homologados neste PDGeo irá facilitar o processo de
implantação da solução. O ideal seria que estes sistemas fossem
incorporados à própria distro criada pela PMF.

Migração (unificação) das diversas bases para o
PostgreSQL
A estrutura tecnológica da Prefeitura conta com variados
SGBDs que deverão ser migrados para o PostgreSQL visando a
inclusão de Inteligência Geográfica em todos os Sistemas de
Informação. Não foi identificado nenhuma justificativa técnica
que possa impedir a migração para o PostgreSQL. Em todos os

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casos analisados, a Prefeitura ganhará performance, além de
gerar economia aos cofres públicos.
No caso dos sistemas corporativos, é importante que o
processo de migração seja executado por etapas:
● Inclusão de recursos que possibilitem análises
espaciais/geográficas. Tais recursos devem ser incluídos
através do PostgreSQL/PostGIS. Esta etapa exige a
adaptação das interfaces (sistemas);
● Migração dos dados alfanuméricos do SGBD legado para
o PostgreSQL. Esta etapa exige a adaptação das
interfaces (sistemas);
● Período de homologação da migração. Durante, pelo
menos, 3 (três) meses, o SGBD legado deve continuar
funcionando em paralelo com a nova estrutura baseada
no PostgreSQL.
Para cada migração, deverá ser feito um cronograma físico
estabelecendo os prazos de cada etapa, visando evitar problemas
técnicos durante o processo. O prazo total de migração não
deverá exceder 3 (três) anos.

13. Conclusão
É importante que as diretrizes estabelecidas neste PDGeo
tenham sustentação legal para garantir a implantação efetiva do
Geoprocessamento Corporativo e do Cadastro Técnico
Multifinalitário (CTM). Os gastos provenientes da ausência de
ferramentas que possam melhorar a gestão municipal são
incomensuráveis, mas os reflexos desta situação são percebidos
em todos os níveis da PMF, atingindo, principalmente, o
munícipe. A criação de um dispositivo legal pode ser a única
garantia real de que um projeto estratégico para a prefeitura se
perpetue ao longo das próximas décadas, atingindo os objetivos
estabelecidos a médio e longo prazo. A PMF já perdeu uma grande
oportunidade de dar um salto qualitativo na gestão quando
deixou de colocar em prática o primeiro PDGeo elaborado pela
IBM em 1996. Por isso, é importante que os servidores públicos
da PMF, a equipe gestora do município e a sociedade (munícipes)
trabalhem no sentido de colocar em prática este novo PDGeo.
Para possibilitar a implantação das diretrizes deste PDGeo,
a Prefeitura deverá estabelecer, de imediato, um comitê
temporário contento, pelo menos, 2 membros com dedicação
exclusiva ao projeto de implantação do Geoprocessamento

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Corporativo. Durante todo o período de transição entre a
estrutura atual e a nova estrutura proposta pelo PDGeo, o comitê
deverá trabalhar buscando atingir as seguintes metas:
● Preparação da proposta da nova estrutura administrativa
com base na legislação municipal vigente. Esta etapa deve
contemplar também as especificações para abertura de um
concurso público visando montar o novo quadro de
profissionais exigido pela nova estrutura administrativa;
● Especificar os Termos de Referência que possibilitarão a
contratação dos serviços e projetos relacionados ao PDGeo;
● Preparação de seminários e material de divulgação com o
resumo dos objetivos propostos pelo PDGeo.
Um importante fato observado neste trabalho, é que a PMF
possui capacidade de manter uma base cartográfica atualizada
sem a necessidade de adquirir aerolevantamentos
periodicamente. Este fato é possível, pois as informações das
quais a Prefeitura depende para atualizar a base são coletadas
diariamente durante as diversas atividades da própria máquina
administrativa. Com a implantação de um projeto corporativo de
Geoprocessamento e do CTM, espera-se que todos os Sistemas de
Informação da PMF possam trabalhar com informações
georeferenciadas localizadas num repositório centralizado e
unificado. Este fato, aliado à melhoria do processo de coleta de
informações, poderá propiciar a manutenção da base cartográfica
sempre atualizada.
A implantação do Geoprocessamento Corporativo deve ser
visto como um projeto longo e ininterrupto. Não existe um
tempo limite para que o mesmo implementado. Desta forma, este
trabalho estabeleceu os prazos (cronograma físico) para que os
“pilares” do Geoprocessamento fossem implantados, permitindo,
desta forma, a contínua evolução de todos os demais
desdobramentos do projeto.

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14. Referências Bibliográficas
Erba, D. A. [et al]. Cadastro multifinalitário como
instrumento da política fiscal e urbana. Ministério das Cidades,
Rio de Janeiro, 2005.
Kaufmann, J.; Steudler, D.. A Vision for a Future Cadastral
System. Working Group 1 of FIG (International Federation of
Surveyors) Comission 7, 1998.
Uchoa, H. N.; Ferreira, P. R. [et al]. Análise do Módulo
PostGIS (OpenGIS) para Armazenamento e Tratamento de Dados
Geográficos com Alta Performance e Baixo Custo. XXII Congresso
Brasileiro de Cartografia, Macaé – RJ, 2005.
Uchoa, H. N.; Ferreira, P. R. [et al]. Arquitetura
OpenGIS(R) Baseada em Software Livre para Solução de
Geoprocessamento. XXII Congresso Brasileiro de Cartografia.
Macaé – RJ, 2005.
Uchoa, H. N.; Ferreira, P. R. e Brito, J. L. N. S. Open
GEOFramework: o futuro do Geoprocessamento. XXII Congresso
Brasileiro de Cartografia. Macaé – RJ, 2005.
Uchoa, H. N. e Ferreira P. R.. Geoprocessamento com
Software Livre. Publicação eletrônica. Rio de Janeiro – RJ, 2004.
Meffe, C.; Mussi, E. O. P. [et al]. Guia de Estruturação e
Administração do Ambiente de Cluster e Grid. Ministério do
Planejamento, Orçamento e Gestão / Secretaria de Logística e
Tecnologia da Informação – SLTI. Brasília, 2006.
Open Source Geospatial Foundation (OSGEO) –
http://www.osgeo.org/, acessado no período de fev/2007 a
out/2007.
Open Geospatial Consortium (OGC) –
http://www.opengeospatial.org/, acessado no período de
fev/2007 a out/2007.
Enciclopédia livre Wikipedia - http://pt.wikipedia.org e
http://en.wikipedia.org.

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Apêndice 1

Glossário

Application Programming Interface com funcionalidades específicas para o
Interface (API) desenvolvimento de determinado tipo de aplicações,
normalmente permitindo, através de determinadas
rotinas, acesso a níveis mais baixos do sistema.
Cadastro Técnico Compreende desde as medições (que representam toda
Multifinalitário (CTM) a parte cartográfica, até a avaliação socioeconômica da
população), a legislação (que envolve verificar se as
leis vigentes são coerentes com a realidade regional e
local) e a parte econômica (em que se deve considerar
a forma mais racional de ocupação do espaço, desde a
ocupação do solo de áreas rurais até o zoneamento
urbano).
Cluster (aglomerado de Conjunto de computadores que trabalham de maneira
computadores) integrada visando um propósito comum. Muitas vezes,
esta estrutura é formada por computadores
convencionais (personal computers) ligados em rede
que trabalham como se fossem uma única máquina de
grande porte.
Coverage Grande categoria de dados espaciais/geográficos que
define um conjunto de localidades geográficas
(denominadas de “domínio”) associadas a uma ou mais
características (uma “faixa de valores” ou “atributos”).
Exemplos mais comuns desta categoria são as imagens
de satélite e os modelos digitais de elevação.

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Dados geográficos São caracterizados por um conjunto de elementos
matriciais organizados numa matriz, normalmente de duas
dimensões (X e Y), onde cada posição armazena um
determinado valor. Um exemplo deste tipo de produto
são as fotografias digitais, onde a imagem é
armazenada como um conjunto de pixels estruturados
numa matriz com dimensões pré-definidas. Em
aplicações de cartografia, normalmente esta matriz é
relacionada a um espaço geográfico real, ou seja, os
pixels passam a ser compreendidos como uma posição
(área) geográfica.
Dados geográficos vetoriais São caracterizados por um conjunto de elementos que
armazenam uma referência espacial/geográfica, ou
seja, uma coordenada normalmente em 2D ou 3D. A
unidade básica destes elementos é o ponto. Para a
maioria das aplicações envolvendo Sistemas de
Informações Georeferenciadas (SIG, também
denominados de Sistemas de Informação Geográfica,
cuja tradução é originada do termo Geographic
Information System - GIS), além do ponto, existem
outros 2 elementos básicos: a linha e o polígono (área).
Data Warehouse (DW) Estrutura capaz de consolidar (armazenar) e processar
(analisar) um grande volume de dados (inclusive
históricos), normalmente originados de fontes
heterogêneas. Na prática, esta estrutura pode ser
implementada, dentre outras formas, através de um
conjunto de SGBDs organizados em cluster.
Feição (Feature) Categoria de dados geográficos que representa uma
abstração do mundo real associada a uma localização
na Terra. De um modo prático, podemos entender
como elementos/dados discretos cuja posição
geográfica é descrita por primitivas geométricas e
topológicas, tais como pontos, linhas e polígonos
(áreas). A feição pode ser entendida, de maneira
simples, como um dado vetorial (geometria) integrado
a um atributo.
Geography Markup Padrão baseado no XML desenvolvido para permitir o
Language (GML) transporte e armazenamento de informações
geográficas. Muitos softwares livres implementam esse
formato, mas o formato mais utilizado para esta
portabilidade ainda é o ESRI® Shapefile, sendo
amplamente utilizado em sistemas comerciais e livres.

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Geoprocessamento Conjunto de ações que possibilita a inclusão de
inteligência geográfica aos processos de uma
instituição.
GPS O Sistema de Posicionamento Global, vulgarmente
conhecido por GPS (do acrônimo do inglês Global
Positioning System), é um sistema de posicionamento
por satélite, por vezes incorretamente designado de
sistema de navegação, utilizado para determinação da
posição de um receptor na superfície da Terra ou em
órbita. Um receptor GPS (GPSR) descodifica as
transmissões do sinal de código e fase de múltiplos
satélites e calcula a sua posição com base nas
distâncias a estes.
HTTP - Hyper Text Conjunto de regras para permuta de arquivos (texto,
Transfer Protocol imagens gráficas, som, vídeo e outros arquivos
(Protocolo de multimídia) na World Wide Web (WWW).
Transferência de
Hipertexto)
Inteligência Geográfica Capacidade que uma determinada situação possui em
prover análises espaciais/geográficas e topológicas.
Internet Rede mundial de computadores que utiliza a
arquitetura de protocolos de comunicação TCP/IP.
Originou-se de um sistema de telecomunicações
descentralizado criado pelo Departamento de Defesa
dos Estados Unidos durante a Guerra Fria. Durante os
anos 70 e 80, cresceu entre os meios acadêmicos,
quando sua principal aplicação era o correio eletrônico.
Com a aparição da World Wid Web em 1993, a Internet
se popularizou. Provê transferências de arquivos, login
remoto, correio eletrônico, lista de notícias, navegação
na Web e outros serviços.
Middleware É um termo geral que serve para mediar dois programas
separados e normalmente já existentes. Aplicações
diferentes podem comunicar-se através do serviço de
Messaging, proporcionado por programas middleware.
Open DataBase Interface que define uma padronização para acesso aos
Connectivity (ODBC) bancos de dados de forma a tornar mais transparente a
conexão entre as aplicações e o Sistema Gerenciador
de Banco de Dados (SGBD).

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Pixel Menor elemento representável num dispositivo de
exibição. No caso de um monitor de computador, o
pixel é o menor ponto possível de ser desenhado na
tela.
Simple Features Especificação que define um formato, de acordo com o
Specification (SFS) SQL padrão, para armazenamento, leitura, análise e
atualização de “feições simples” (dados geográficos)
através de uma API (ODBC). Estas feições são baseadas
em geometrias 2D com interpolação linear entre os
vértices. O documento 99-049 do OGC define os
detalhes dessa interface que deve conter, entre outras
coisas, análises espaciais/geográficas e topológicas.
Este padrão já está sendo substituído pelo SFA (Simple
Feature Access), que entre outras melhorias, prevê o
tratamento de geometrias 3D.
Sistemas de Informações Sistemas de Informações que possuem inteligência
Georeferenciadas (SIG) geográfica.
Web Coverage Service Especificação que define 3 operações (GetCapabilities,
(WCS) DescribeCoverage e GetCoverage) as quais permitem a
disponibilização de coverages através de ambiente Web
(HTTP). A renderização dos dados ocorre no nível do
cliente.
Web Feature Service (WFS) Especificação que apresenta uma forma de acesso
(inserção, atualização, exclusão e análise) à feição
através do ambiente Web (HTTP). As operações entre
clientes e servidores são baseadas no formato GML.
Web Map Service (WMS) Especificação que define 4 protocolos (GetCapabilities,
GetMap, GetFeatureInfo e DescribeLayer) os quais
permitem a leitura de múltiplas camadas de
informações (layers) georreferenciadas, contendo
vetores e/ou imagens. Essa conexão permite somente
consulta de dados, sendo todo o processo de
renderização do mapa feito no servidor. Com isso, o
cliente recebe uma imagem que corresponde a uma
visualização do mapa, de acordo com as camadas
(vetoriais ou matriciais) solicitadas.
Web Services Aplicação lógica, programável que torna compatíveis
entre si os mais diferentes aplicativos,
independentemente do sistema operacional,
permitindo a comunicação e intercâmbio de dados
entre diferentes redes.

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WWW ou Web (World Wide Área da Internet que contém documentos em formato
Web) de hipermídia, uma combinação de hipertexto com
multimídia. Os documentos hipermídia da WWW são
chamados de páginas de Web e podem conter textos,
imagens e arquivos de áudio e vídeo, além de ligações
com outros documentos na rede. A característica
multimídia da Web, tornou-a a porção mais importante
da Internet.
XML - eXtensible Markup Linguagem que possibilita criar formatos de
Language (Linguagem informações comuns e compartilhar ambos os formatos
Markup Extensível) e os dados na World Wide Web, nas intranets e em
qualquer lugar. O XML é extensível porque,
diferentemente do HTML, os símbolos markup são
ilimitados e se autodefinem.
Licença MIT Também chamada de licença X ou de licença X11, é
uma licença de programas de computadores (software),
criada pelo Massachusetts Institute of Technology. Ela é
uma licença não copyleft utilizada em software livre,
isto é, ela permite a reutilização de software
licenciado em programas livres ou proprietários. Ela dá
total liberdade (sem restrições) de uso, cópia,
modificação, publicação, distribuição e também
permite a venda de cópias do programa.
Licença BSD Licença de código aberto inicialmente utilizada nos
sistemas operacionais do tipo Berkeley Software
Distribution (um sistema derivado do Unix). Apesar dela
ter sido criada para os sistemas BSD, atualmente vários
outros sistemas são distribuídos sob esta licença. Um
cuidado a se tomar, é que não se pode utilizar o nome
da instituição e/ou o nome dos autores para promover
algum sistema derivado sem uma autorização por
escrito dos mesmos. Essa proibição é a diferença mais
substancial entre esta licença e a licença MIT.

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Apêndice 2

Lista de abreviaturas

API Application Programming Interface
BSD Berkeley Software Distribution
CITE OGC Compliance & Interoperability Testing & Evaluation
CTM Cadastro Técnico Multifinalitário
DEM Digital Elevation Model
DW Data Warehouse
e-PING Arquitetura e-PING – Padrões de Interoperabilidade
FGDC Federal Geographic Data Committee - Comitê de Dados Geográficos
do Governo Americano
FIG International Federation of Surveyors - Federação Internacional de
Agrimensores
FMC forward motion compensation
GIS Geographic Information System – Sistema de Informação Geográfica
ou Sistema de Informações Georeferenciadas - SIG
GML Geography Markup Language
HTTP Protocolo de Transferência de Hipertexto
ISO International Organization for Standardization - Organização
Internacional para Padronização
MIT Massachusetts Institute of Technology
OGC Open Geospatial Consortium - Consórcio Open Geospatial
PDA Personal Digital Assistants
PDGeo Plano Diretor de Geoprocessamento
PMF Prefeitura Municipal de Fortaleza
SFS Simple Features Specification
SGBD Sistema Gerenciador de Banco de Dados
TIC Tecnologia da Informação e Comunicação

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W3C Consórcio da Rede Mundial Web
WFS Web Feature Service
WMS Web Map Service
XML eXtensible Markup Language

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Apêndice 3

Detalhamento dos Treinamentos
A) Geoprocessamento com ênfase em software
livre e padrões abertos
i) Pré-requisito: noções de HTML e Sistema de Informação
Geográfica;
ii) Carga horária: 8 horas;
iii) Programa:
a. Noções de Cartografia
• Tecnologias modernas
- Sensoriamento remoto
- Sistema de posicionamento global (GPS)
- Sistema de informação geográfica
• Classificação das cartas e mapas
• Escala
• Sistema de coordenadas dos mapas
- Datum vertical
- Datum vertical
• Sistema de coordenadas dos mapas
- Deformações: conforme, equivalente e
eqüidistante.
- Projeções
1. Projeções Planas
2. Cônicas
3. Projeções Cilíndricas

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• Principal Projeção Utilizada no Brasil
b. Bases Cartográficas
• Tolerância de Erros nas bases – O Padrão de
Exatidão Cartográfica - PEC
• Geração de Bases cartográficas
- Índice de Nomenclatura das Cartas
• Georreferenciamento das bases e imagens
- Transformações Geométricas
- Reamostragem
• Utilização de Pontos GPS para
Georreferenciamento
- Precisão Oferecida pelo GPS
• Principais Órgãos de Mapeamento no Brasil
- Diretoria de Serviço Geográfico-DSG
- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística -
IBGE
c. Noções de Sistemas de Informação Geográfica
• Conceitos Básicos de SIG
- Definição de SIG
- Formas de Representação em um SIG
• Bancos de Dados Geográficos
- Sistema Gerenciador de Banco de Dados
• Topologia
• Operações Geográficas
• Modelagem do Banco de Dados Espacial
• O consórcio Open GeoSpatial (objetivo, história,
projetos, etc);
• Compreensão e aplicabilidade dos padrões mais
adotados no mercado de GIS:
- SFS;

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- WMS;
- WMC;
- WFS;
- GML.
• Relação de padrões OpenGIS® com a ISO;
• Arquitetura OGC para solução de
Geoprocessamento:
- Sistemas livres aderentes ao OpenGIS®;
- Estruturação de Web Services com base no
OpenGIS®.

B) gvSIG
i) Pré-requisito: noções de SIG
ii) Carga horária: 16 horas;
iii) Programa:
a. História e Comunidade (desenvolvimento
colaborativo);
b. Interface com o usuário;
c. Geração de mapas temáticos;
d. Análises por atributos;
e. Análises espaciais/topológicas;
f. Edição de base vetorial;
g. Preparação de mapas para impressão;
h. Integração com servidor WMS e WFS;
i. Integração com o PostgreSQL/PostGIS.

C) Quantum GIS
i) Pré-requisito: noções de SIG
ii) Carga horária: 8 horas;
iii) Programa:
a. História e Comunidade (desenvolvimento

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colaborativo);
b. Interface com o usuário;
c. Geração de mapas temáticos;
d. Seleção por atributos;
e. Edição de base vetorial;
f. Preparação de mapas para impressão;
g. Integração com servidor WMS;
h. Integração com o PostgreSQL/PostGIS.

D) MapServer - CGI
i) Pré-requisito: noções de HTML e Sistema de Informação
Geográfica;
ii) Carga horária: 16 horas;
iii) Programa:
a. Arquitetura/funcionamento do MapServer como CGI;
b. Componentes para publicação de um mapa:
• Templates;
• Arquivos Map;
• Fonte de dados.
c. Manipulação de camadas (layers):
• Tipos de camadas;
• Customização (cores, transparência, etc);
• Integração com a fonte de dados.
d. Classificação (mapas temáticos);
e. Exibição de atributos das feições (labels);
f. Integração com o PostgreSQL/PostGIS;
g. Padrões OpenGIS®:
• Configuração do WMS (cliente e servidor).

E) GeoServer
i) Pré-requisito: noções de geoprocessamento e padrões

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abertos;
ii) Carga horária: 8 horas;
iii) Programa:
a. Arquitetura e funcionamento;
b. Configuração de segurança;
c. Recursos da interface;
d. Disponibilização de serviços WMS e WFS;
e. Geração de arquivos KML (Google Earth).

F) PostgreSQL Fundamentos
i) Pré-requisito: noções de banco de dados.
ii) Carga horária: 16 horas;
iii) Programa:
a. Introdução ao PostgreSQL;
b. Entendendo um banco de dados;
c. Interfaces de acesso ao PostgreSQL;
d. Entendendo o SQL;
e. Gerenciando tabelas;
f. Selecionando dados;
g. Operações de conjuntos;
h. Selecionando dados de várias tabelas;
i. Operadores;
j. Funções;
k. Utilizando sub-consultas;
l. Alterando dados;
m. Controle de transações;
n. Outros objetos de banco de dados;
o. Blobs;
p. Restrições e integridade referencial;
q. Herança entre tabelas.

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G) PostgreSQL Administração
i) Pré-requisito: PostgreSQL Fundamentos
ii) Carga horária: 16 horas;
iii) Programa:
a. Arquitetura do PostgreSQL;
b. Configuração de ambiente;
c. O arquivo postgresql.conf;
d. Gerenciamento de banco de dados;
e. Catálogo de dados;
f. Autenticação de clientes;
g. Administração de segurança lógica;
h. Administração de segurança física;
i. Manutenção de banco de dados;
j. Monitorando o PostgreSQL;
k. Write Ahead Log.

H) PostgreSQL - Linguagem Procedural
PL/pgSQL
i) Pré-requisito: PostgreSQL Fundamentos
ii) Carga horária: 16 horas;
iii) Programa:
a. Usando rules:
• Substituindo comandos SQL
• Complementando comandos SQL
• Substituindo comandos SQL
• Rules e Views
• Rules SELECT
• Gerenciando Rules
• Views Atualizáveis
b. Usando funções definidas pelo usuário:
• Introdução

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• Sobrecarga de funções
• Funções escritas em SQL
• Funções SQL baseadas em tabelas
• Funções internas
• Funções em linguagem C
• Linguagem procedurais suportadas
c. Adicionando PL/pgSQL no servidor:
• Adicionando PL/pgSQL manualmente
• Gerenciando as linguagens instaladas
d. Linguagem procedural PL/pgSQL:
• Introdução
• Vantagens de usar PL/pgSQL
• Desenvolvendo em PL/pgSQL
• Diferença entre as linguagens procedurais de
outros bancos
• Características da linguagem
e. Estrutura da linguagem:
• Declarando funções
• Otimizações de funções
• Opções de segurança
• Removendo funções
• Gerenciando funções
• Blocos de códigos
• Comentários
• Variáveis
• Chamando funções
• Argumento de funções
• Apelido de argumentos
• Atributos
• Valores de retorno

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• Variável FOUND
• Conferindo a execução de comandos SQL
f. Controle de fluxo:
• IF/THEN
• Loops
• Funções que retornam conjuntos
g. Cursores em PL/pgSQL:
• Declarando cursores
• Abrindo cursores
• Usando cursores
• Funções que retornam cursores
h. SQL dinâmico:
• Usando SQL dinâmico
• Comando Execute
• For-In-Execute
i. Tratamento de erros:
• Introdução
• Gerando mensagens
• Tratamento de erros
j. Criando operadores:
• Introdução
• Criando um operador exemplo
• Criando operadores
• Geranciando operadores
• Apagando um operador
k. Usando Triggers:
• Introdução
• Criando Triggers
• PL/pgSQL e Triggers
• Retornos de função de Trigger

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• Características dos Triggers
• Gerenciando Triggers
• Removendo Triggers
l. Exercícios

I) PostgreSQL - Performance Tuning
i) Pré-requisito: PostgreSQL Fundamentos e
Administração
ii) Carga horária: 16 horas;
iii) Programa:
a. Objetivos do curso;
b. Regras Gerais de Performance:
• Causas de Baixa Performance
• Regras Gerais de Performance
c. Otimização de Kernel para o PostgreSQL:
• Kernel
• Shared Memory
• Configurando o Kernel
d. Otimização de Memória:
• Níveis de Cache
• Mecanismo de Cache
• Memória Virtual e Paginação
• Utilização de Memória
• Ferramentas
e. Monitorando o Uso de CPU:
• Monitorando o Uso de CPU
• Múltiplas CPUs
• Ferramentas
f. Otimização de I/O:
• Modelo de I/O no Unix
• Logical Volume Manager e RAID

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• Tuning de I/O
• Tecnologias de Discos
• Tipos de File Systems
• Particionamento
• Ajuste de Discos IDEs
• Ajuste do Algoritmo de I/O
• Ferramentas
g. Otimização de Shared Buffers do PostgreSQL:
• Uso dos Caches
• Shared Buffers
• Efeitos do Tamanho do Shared Buffers
• Estimando o Shared Buffers
h. Otimizando o I/O do PostgreSQL:
• Opções de banco de dados
• Otimizando o Write Ahead Log (WAL)
• Opções avançadas
i. Parâmetros Avançados do postgresql.conf
j. Registrando os comandos SQL
• Registrando os Comandos SQL
• Identificando os SQL mais Ineficientes
• Monitorando Comandos em Tempo Real
k. Utilizando Índices
• Usando índices
• Opções avançadas
• Caso prático
• Truques com indexação
l. Otimizações Sintáticas
m. Avaliando os Planos de Execução
• Opções no PostgreSQL
• Comparação de custos

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• Controlando o comportamento do otimizador
n. Populando o banco de dados
o. Truques e recomendações
p. Dicas e recomendações gerais

J) PostGIS
i) Pré-requisito: PostgreSQL
ii) Carga horária: 16 horas;
iii) Programa:
a. Tipos de geometrias suportadas pelo PostGIS;
b. Tabelas obrigatórias no BD Geográfico;
c. Indexação espacial;
d. Armazenamento e recuperação de dados
geográficos;
e. Criação de bancos de dados e tabelas geográficas;
f. Inserção e listagem de geometrias;
g. Funções espaciais/topológicas do PostGIS;
h. Administração Web de dados geográficos com o
phpPgGIS;
i. Integração com o MapServer.

K) PHP/Mapscript
i) Pré-requisito: programação PHP e MapServer CGI.
ii) Carga horária: 24 horas;
iii) Programa:
a. Principais aplicações do PHP/Mapcript;
b. Arquitetura e funcionamento;
c. Definição das principais constantes e funções;
d. Aplicação das seguintes classes:
• ClassObj
• ColorObj

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• ErrorObj
• GridOb
• ImageObj
• LabelCacheObj
• LabelObj
• LayerObj
• LegendObj
• LineObj
• MapObj
• OutputFormatObj
• PointObj
• ProjectionObj
• RectObj
• ReferenceMapObj
• ResultCacheMemberObj
• ScalebarObj
• ShapefileObj
• ShapeObj
• StyleObj
• symbolObj
• WebObj
e. Exemplo de desenvolvimento utilizando os
componentes do Chameleon (framework para
desenvolvimento de aplicações em PHP/MapScript).

L) Geotools
i) Pré-requisito: programação Java e noções de SIG.
ii) Carga horária: 24 horas;
iii) Programa:
a. Arquitetura e funcionamento;
b. Definição das principais constantes e funções;

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c. Acesso a bases vetoriais;
d. Acesso a bases matriciais;
e. Manipulação de geometrias;
f. Desenvolvimento de aplicações;
g. Estudo de casos.

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Apêndice 4
Licenciamento detalhado deste documento (obra técnica)

L E G A L C O D E
Atribuição - Uso não-Comercial - Compartilhamento pela mesma licença 2.5
A INSTITUIÇÃO CREATIVE COMMONS NÃO É UM ESCRITÓRIO DE ADVOCACIA E NÃO
PRESTA SERVIÇOS JURÍDICOS. A DISTRIBUIÇÃO DESTA LICENÇA NÃO ESTABELECE
QUALQUER RELAÇÃO ADVOCATÍCIA. O CREATIVE COMMONS DISPONIBILIZA ESTA
INFORMAÇÃO "NO ESTADO EM QUE SE ENCONTRA". O CREATIVE COMMONS NÃO FAZ
QUALQUER GARANTIA QUANTO ÀS INFORMAÇÕES DISPONIBILIZADAS E SE EXONERA
DE QUALQUER RESPONSABILIDADE POR DANOS RESULTANTES DO SEU USO.

Licença
A OBRA (CONFORME DEFINIDA ABAIXO) É DISPONIBILIZADA DE ACORDO COM OS TERMOS DESTA
LICENÇA PÚBLICA CREATIVE COMMONS ("CCPL" OU "LICENÇA"). A OBRA É PROTEGIDA POR
DIREITO AUTORAL E/OU OUTRAS LEIS APLICÁVEIS. QUALQUER USO DA OBRA QUE NÃO O
AUTORIZADO SOB ESTA LICENÇA OU PELA LEGISLAÇÃO AUTORAL É PROIBIDO.
AO EXERCER QUAISQUER DOS DIREITOS À OBRA AQUI CONCEDIDOS, VOCÊ ACEITA E CONCORDA
FICAR OBRIGADO NOS TERMOS DESTA LICENÇA. O LICENCIANTE CONCEDE A VOCÊ OS DIREITOS
AQUI CONTIDOS EM CONTRAPARTIDA À SUA ACEITAÇÃO DESTES TERMOS E CONDIÇÕES.

1. Definições
a. "Obra Coletiva" significa uma obra, tal como uma edição periódica, antologia ou
enciclopédia, na qual a Obra em sua totalidade e de forma inalterada, em conjunto
com um número de outras contribuições, constituindo obras independentes e
separadas em si mesmas, são agregadas em um trabalho coletivo. Uma obra que
constitua uma Obra Coletiva não será considerada Obra Derivada (conforme definido
abaixo) para os propósitos desta licença.
b. "Obra Derivada" significa uma obra baseada sobre a Obra ou sobre a Obra e outras
obras pré-existentes, tal como uma tradução, arranjo musical, dramatização,
romantização, versão de filme, gravação de som, reprodução de obra artística,
resumo, condensação ou qualquer outra forma na qual a Obra possa ser refeita,
transformada ou adaptada, com a exceção de que uma obra que constitua uma Obra

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Coletiva não será considerada Obra Derivada para fins desta licença. Para evitar
dúvidas, quando a Obra for uma composição musical ou gravação de som, a
sincronização da Obra em relação cronometrada com uma imagem em movimento
(“synching”) será considerada uma Obra Derivada para os propósitos desta licença.
c. "Licenciante" significa a pessoa física ou a jurídica que oferece a Obra sob os termos
desta licença.
d. "Autor Original" significa a pessoa física ou jurídica que criou a Obra.
e. "Obra" significa a obra autoral, passível de proteção pelo direito autoral, oferecida sob
os termos desta licença.
f. "Você" significa a pessoa física ou jurídica exercendo direitos sob esta Licença que não
tenha previamente violado os termos desta Licença com relação à Obra, ou que tenha
recebido permissão expressa do Licenciante para exercer direitos sob esta Licença
apesar de uma violação prévia.
g. "Elementos da Licença" significa os principais atributos da licença correspondente,
conforme escolhidos pelo licenciante e indicados no título desta licença: Atribuição,
Uso não-Comercial, Compartilhamento pela Mesma Licença.

2. Direitos de Uso Legítimo.
Nada nesta licença deve ser interpretado de modo a reduzir, limitar ou restringir quaisquer
direitos relativos ao uso legítimo, ou outras limitações sobre os direitos exclusivos do titular
de direitos autorais sob a legislação autoral ou quaisquer outras leis aplicáveis.

3. Concessão da Licença.
O Licenciante concede a Você uma licença de abrangência mundial, sem royalties, não-
exclusiva, perpétua (pela duração do direito autoral aplicável), sujeita aos termos e
condições desta Licença, para exercer os direitos sobre a Obra definidos abaixo:
a. reproduzir a Obra, incorporar a Obra em uma ou mais Obras Coletivas e reproduzir a
Obra quando incorporada em Obra Coletiva;
b. criar e reproduzir Obras Derivadas;
c. distribuir cópias ou gravações da Obra, exibir publicamente, executar publicamente e
executar publicamente por meio de uma transmissão de áudio digital a Obra, inclusive
quando incorporada em Obras Coletivas;
d. distribuir cópias ou gravações de Obras Derivadas, exibir publicamente, executar
publicamente e executar publicamente por meio de uma transmissão digital de áudio
Obras Derivadas.
Os direitos acima podem ser exercidos em todas as mídias e formatos, independente de
serem conhecidos agora ou concebidos posteriormente. Os direitos acima incluem o direito
de fazer modificações que forem tecnicamente necessárias para exercer os direitos em
outras mídias, meios e formatos. Todos os direitos não concedidos expressamente pelo
Licenciante ficam aqui reservados, incluindo, mas não se limitando, os direitos definidos nas

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Seções 4(e) e 4(f).

4. Restrições.
A licença concedida na Seção 3 acima está expressamente sujeita e limitada aos seguintes
termos:
a. Você pode distribuir, exibir publicamente, executar publicamente ou executar
publicamente por meios digitais a Obra apenas sob os termos desta Licença, e Você
deve incluir uma cópia desta licença, ou o Identificador Uniformizado de Recursos
(Uniform Resource Identifier) para esta Licença, com cada cópia ou gravação da Obra
que Você distribuir, exibir publicamente, executar publicamente, ou executar
publicamente por meios digitais. Você não poderá oferecer ou impor quaisquer termos
sobre a Obra que alterem ou restrinjam os termos desta Licença ou o exercício dos
direitos aqui concedidos aos destinatários. Você não poderá sub-licenciar a Obra. Você
deverá manter intactas todas as informações que se referem a esta Licença e à
exclusão de garantias. Você não pode distribuir, exibir publicamente, executar
publicamente ou executar publicamente por meios digitais a Obra com qualquer
medida tecnológica que controle o acesso ou o uso da Obra de maneira inconsistente
com os termos deste Acordo de Licença. O disposto acima se aplica à Obra enquanto
incorporada em uma Obra Coletiva, mas isto não requer que a Obra Coletiva, à parte
da Obra em si, esteja sujeita aos termos desta Licença. Se Você criar uma Obra
Coletiva, em havendo notificação de qualquer Licenciante, Você deve, na medida do
razoável, remover da Obra Coletiva qualquer crédito, conforme estipulado na cláusula
4 (d), quando solicitado. Se Você criar um trabalho derivado, em havendo aviso de
qualquer Licenciante, Você deve, na medida do possível, retirar do trabalho derivado,
qualquer crédito conforme estipulado na cláusula 4 (d), conforme solicitado.
b. Você pode distribuir, exibir publicamente, executar publicamente ou executar
publicamente por meios digitais uma Obra Derivada somente sob os termos desta
Licença, ou de uma versão posterior desta Licença com os mesmos Elementos de
Licença desta, ou de uma licença do Creative Commons International (iCommons) que
contenha os mesmos Elementos de Licença desta Licença (por exemplo, Atribuição,
Uso Não Comercial, Compartilhamento pela Mesma Licença 2.5 Japão). Você deve
incluir uma cópia desta licença ou de outra licença especificada na sentença anterior,
ou o Identificador Uniformizado de Recursos (Uniform Resource Identifier) para esta
licença ou de outra licença especificada na sentença anterior, com cada cópia ou
gravação de cada Obra Derivada que Você distribuir, exibir publicamente, executar
publicamente ou executar publicamente por meios digitais. Você não poderá oferecer
ou impor quaisquer termos sobre a Obra Derivada que alterem ou restrinjam os termos
desta Licença ou o exercício dos direitos aqui concedidos aos destinatários, e Você
deverá manter intactas todas as informações que se refiram a esta Licença e à
exclusão de garantias. Você não poderá distribuir, exibir publicamente, executar
publicamente ou executar publicamente por meios digitais a Obra Derivada com
qualquer medida tecnológica que controle o acesso ou o uso da Obra de maneira
inconsistente com os termos deste Acordo de Licença. O disposto acima se aplica à
Obra Derivada quando incorporada em uma Obra Coletiva, mas isto não requer que a

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Obra Coletiva, à parte da Obra em si, esteja sujeita aos termos desta Licença.
c. Você não poderá exercer nenhum dos direitos acima concedidos a Você na Seção 3 de
qualquer maneira que seja predominantemente intencionada ou direcionada à
obtenção de vantagem comercial ou compensação monetária privada. A troca da Obra
por outros materiais protegidos por direito autoral através de compartilhamento
digital de arquivos ou de outras formas não deverá ser considerada como intencionada
ou direcionada à obtenção de vantagens comerciais ou compensação monetária
privada, desde que não haja pagamento de nenhuma compensação monetária com
relação à troca de obras protegidas por direito de autor.
d. Se Você distribuir, exibir publicamente, executar publicamente ou executar
publicamente por meios digitais a Obra ou qualquer Obra Derivada ou Obra Coletiva,
Você deve manter intactas todas as informações relativas a direitos autorais sobre a
Obra e exibir, de forma razoável com relação ao meio ou mídia que Você está
utilizando: (i) o nome do autor original (ou seu pseudônimo, se for o caso) se fornecido
e/ou (ii) se o autor original e/ou o Licenciante designar outra parte ou partes (Ex.: um
instituto patrocinador, editora, periódico, etc.) para atribuição nas informações
relativas aos direitos autorais do Licenciante, termos de serviço ou por outros meios
razoáveis, o nome dessa parte ou partes; o título da Obra, se fornecido; na medida do
razoável, o Identificador Uniformizado de Recursos (URI) que o Licenciante especificar
para estar associado à Obra, se houver, exceto se o URI não se referir ao aviso de
direitos autorais ou à informação sobre o regime de licenciamento da Obra; e no caso
de Obra Derivada, crédito identificando o uso da Obra na Obra Derivada (exemplo:
"Tradução Francesa da Obra de Autor Original", ou "Roteiro baseado na Obra original
de Autor Original"). Tal crédito pode ser implementado de qualquer forma razoável;
entretanto, no caso de Obra Derivada ou Obra Coletiva, este crédito aparecerá no
mínimo onde qualquer outro crédito de autoria comparável aparecer e de modo ao
menos tão proeminente quanto este outro crédito.
e. De modo a tornar claras estas disposições, quando uma Obra for uma composição
musical:
i. Royalties e execução pública. O Licenciante reserva o seu direito exclusivo de
coletar, seja individualmente ou através de entidades coletoras de direitos de
execução (por exemplo, ECAD, ASCAP, BMI, SESAC), o valor dos seus direitos
autorais pela execução pública da obra ou execução pública digital (por exemplo,
webcasting) da Obra se esta execução for predominantemente intencionada ou
direcionada à obtenção de vantagem comercial ou compensação monetária
privada.
ii. Royalties e Direitos fonomecânicos. O Licenciante reserva o seu direito exclusivo
de coletar, seja individualmente ou através de uma entidade designada como seu
agente (por exemplo, a agência Harry Fox), royalties relativos a quaisquer
gravações que Você criar da Obra (por exemplo, uma versão “cover”) e distribuir,
conforme as disposições aplicáveis de direito autoral, se a distribuição feita por
Você da versão “cover” for predominantemente intencionada ou direcionada à
obtenção de vantagem comercial ou compensação monetária privada.

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f. Direitos de Execução Digital pela Internet (Webcasting) e royalties. De modo a evitar
dúvidas, quando a Obra for uma gravação de som, o Licenciante reserva o seu direito
exclusivo de coletar, seja individualmente ou através de entidades coletoras de
direitos de execução (por exemplo, SoundExchange ou ECAD), royalties e direitos
autorais pela execução digital pública (por exemplo, Webcasting) da Obra, conforme
as disposições aplicáveis de direito autoral, se a execução digital pública feita por
Você for predominantemente intencionada ou direcionada à obtenção de vantagem
comercial ou compensação monetária privada.

5. Declarações, Garantias e Exoneração
EXCETO QUANDO FOR DE OUTRA FORMA MUTUAMENTE ACORDADO PELAS PARTES POR
ESCRITO, O LICENCIANTE OFERECE A OBRA “NO ESTADO EM QUE SE ENCONTRA” (AS IS) E NÃO
PRESTA QUAISQUER GARANTIAS OU DECLARAÇÕES DE QUALQUER ESPÉCIE RELATIVAS À OBRA,
SEJAM ELAS EXPRESSAS OU IMPLÍCITAS, DECORRENTES DA LEI OU QUAISQUER OUTRAS,
INCLUINDO, SEM LIMITAÇÃO, QUAISQUER GARANTIAS SOBRE A TITULARIDADE DA OBRA,
ADEQUAÇÃO PARA QUAISQUER PROPÓSITOS, NÃO-VIOLAÇÃO DE DIREITOS, OU INEXISTÊNCIA
DE QUAISQUER DEFEITOS LATENTES, ACURACIDADE, PRESENÇA OU AUSÊNCIA DE ERROS, SEJAM
ELES APARENTES OU OCULTOS. EM JURISDIÇÕES QUE NÃO ACEITEM A EXCLUSÃO DE
GARANTIAS IMPLÍCITAS, ESTAS EXCLUSÕES PODEM NÃO SE APLICAR A VOCÊ.

6. Limitação de Responsabilidade.
EXCETO NA EXTENSÃO EXIGIDA PELA LEI APLICÁVEL, EM NENHUMA CIRCUNSTÂNCIA O
LICENCIANTE SERÁ RESPONSÁVEL PARA COM VOCÊ POR QUAISQUER DANOS, ESPECIAIS,
INCIDENTAIS, CONSEQÜENCIAIS, PUNITIVOS OU EXEMPLARES, ORIUNDOS DESTA LICENÇA OU
DO USO DA OBRA, MESMO QUE O LICENCIANTE TENHA SIDO AVISADO SOBRE A POSSIBILIDADE
DE TAIS DANOS.

7. Terminação.
a. Esta Licença e os direitos aqui concedidos terminarão automaticamente no caso de
qualquer violação dos termos desta Licença por Você. Pessoas físicas ou jurídicas que
tenham recebido Obras Derivadas ou Obras Coletivas de Você sob esta Licença,
entretanto, não terão suas licenças terminadas desde que tais pessoas físicas ou
jurídicas permaneçam em total cumprimento com essas licenças. As Seções 1, 2, 5, 6,
7 e 8 subsistirão a qualquer terminação desta Licença.
b. Sujeito aos termos e condições dispostos acima, a licença aqui concedida é perpétua
(pela duração do direito autoral aplicável à Obra). Não obstante o disposto acima, o
Licenciante reserva-se o direito de difundir a Obra sob termos diferentes de licença ou
de cessar a distribuição da Obra a qualquer momento; desde que, no entanto,
quaisquer destas ações não sirvam como meio de retratação desta Licença (ou de
qualquer outra licença que tenha sido concedida sob os termos desta Licença, ou que
deva ser concedida sob os termos desta Licença) e esta Licença continuará válida e
eficaz a não ser que seja terminada de acordo com o disposto acima.

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8. Outras Disposições.
a. Cada vez que Você distribuir ou executar publicamente por meios digitais a Obra ou
uma Obra Coletiva, o Licenciante oferece ao destinatário uma licença da Obra nos
mesmos termos e condições que a licença concedida a Você sob esta Licença.
b. Cada vez que Você distribuir ou executar publicamente por meios digitais uma Obra
Derivada, o Licenciante oferece ao destinatário uma licença à Obra original nos
mesmos termos e condições que foram concedidos a Você sob esta Licença.
c. Se qualquer disposição desta Licença for tida como inválida ou não-executável sob a
lei aplicável, isto não afetará a validade ou a possibilidade de execução do restante
dos termos desta Licença e, sem a necessidade de qualquer ação adicional das partes
deste acordo, tal disposição será reformada na mínima extensão necessária para tal
disposição tornar-se válida e executável.
d. Nenhum termo ou disposição desta Licença será considerado renunciado e nenhuma
violação será considerada consentida, a não ser que tal renúncia ou consentimento
seja feito por escrito e assinado pela parte que será afetada por tal renúncia ou
consentimento.
e. Esta Licença representa o acordo integral entre as partes com respeito à Obra aqui
licenciada. Não há entendimentos, acordos ou declarações relativas à Obra que não
estejam especificadas aqui. O Licenciante não será obrigado por nenhuma disposição
adicional que possa aparecer em quaisquer comunicações provenientes de Você. Esta
Licença não pode ser modificada sem o mútuo acordo, por escrito, entre o Licenciante
e Você.

O Creative Commons não é uma parte desta Licença e não presta qualquer garantia
relacionada à Obra. O Creative Commons não será responsável perante Você ou
qualquer outra parte por quaisquer danos, incluindo, sem limitação, danos gerais,
especiais, incidentais ou conseqüentes, originados com relação a esta licença. Não
obstante as duas frases anteriores, se o Creative Commons tiver expressamente se
identificado como o Licenciante, ele deverá ter todos os direitos e obrigações do
Licenciante.
Exceto para o propósito delimitado de indicar ao público que a Obra é licenciada sob a
CCPL (Licença Pública Creative Commons), nenhuma parte deverá utilizar a marca
"Creative Commons" ou qualquer outra marca ou logo relacionado ao Creative
Commons sem consentimento prévio e por escrito do Creative Commons. Qualquer uso
permitido deverá ser de acordo com as diretrizes do Creative Commons de utilização
da marca então válidas, conforme sejam publicadas em seu website ou de outro modo
disponibilizadas periodicamente mediante solicitação.
O Creative Commons pode ser contactado pelo endereço:
http://creativecommons.org/.

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