CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER

CURSO TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO

SEGURANÇA DO TRABALHO I
Profº - Engº de Segurança do Trabalho Eduardo Becker Delwing

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho

ÍNDICE
PLANO DE CURSO............................................................................................................... 6 1. CURSO: Técnico de Segurança do Trabalho......................................................................6 2. DISCIPLINA: Segurança do Trabalho I............................................................................. 6 3. CARGA HORÁRIA: 80 horas............................................................................................ 6 1. A HISTÓRIA DO PREVENCIONISMO E A EVOLUÇÃO DA SEGURANÇA DO TRABALHO........................................................................................................................... 8 1.1 HISTÓRICO DA SEGURANÇA DO TRABALHO NO MUNDO............................. 8 1.2 HISTÓRICO DA SEGURANÇA DO TRABALHO NO BRASIL............................ 11 2. HIGIENE DO TRABALHO E PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS...................................................................................................................... 18 2.1 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HIGIENE DO TRABALHO.............................. 18 2.1.1 Conceito de Higiene do Trabalho........................................................................ 18 2.1.2 A Higiene do Trabalho e os Outros Ramos Profissionais.................................... 18 2.1.3. Conceito e Classificação dos Riscos Ambientais................................................20 2.2 Objetivos da higiene do Trabalho............................................................................... 21 3. SEGURANÇA DO TRABALHO..................................................................................... 22 a) CONCEITO.................................................................................................................. 22 b) OBJETIVOS................................................................................................................. 22 c) PROCEDIMENTOS..................................................................................................... 22 d) IMPORTÂNCIA DA SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO.................... 23 (1) Aspectos sociais...........................................................................................................23 (2) Aspectos econômicos.................................................................................................. 24 (3) Aspectos humanos....................................................................................................... 25 e) SEGURANÇA NA ENGENHARIA............................................................................ 25 f) SEGURANÇA DO PLANEJAMENTO....................................................................... 26 g) SEGURANÇA NO PROJETO..................................................................................... 26 h) SEGURANÇA NA EXECUÇÃO................................................................................ 27 i) INTERLIGAÇÃO DA SEGURANÇA NA ENGENHARIA COM OUTRAS ÁREAS ........................................................................................................................................... 28 (1) Interligação da segurança na engenharia com a medicina........................................... 29 (2) Interligação da segurança na engenharia com a psicologia......................................... 29 (3) Interligação com outras áreas...................................................................................... 30 4. ATUAÇÃO DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO................................. 30 4.1. PERFIL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO................................ 30 4.2. PAPEL E RESPONSABILIDADE............................................................................ 30 4.2.1. PAPEL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO.......................... 30 4.2.2 ATUAÇÃO ESPECÍFICA DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO ....................................................................................................................................... 32 4.2.3 RESPONSABILIDADE DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO 33 4.3. RESPONSABILIDADE............................................................................................ 33 4.4 RECOMENDAÇÕES................................................................................................. 33 5. ACIDENTES DO TRABALHO....................................................................................... 34 5.1 CONCEITO.................................................................................................................34 2

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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5.2 CLASSIFICAÇÃO..................................................................................................... 35 5.3 CAUSAS DOS ACIDENTES..................................................................................... 36 5.4 TIPOS DE ACIDENTES............................................................................................ 37 5.5 CONSEQÜÊNCIAS................................................................................................... 38 5.6 CONCLUSÃO............................................................................................................ 38 6. MANUAL DE INSTRUÇÕES PARA PREENCHIMENTO DA COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DO TRABALHO – CAT................................................................................. 38 I – Apresentação.................................................................................................................... 38 I – Apresentação................................................................................................................ 39 II – Recomendações gerais................................................................................................39 III – Informações gerais.................................................................................................... 40 Ocorrências:...................................................................................................................... 40 IV – Preenchimento do formulário CAT.......................................................................... 43 Quadro II – ATESTADO MÉDICO ............................................................................... 49 V – Conceito, definições e caracterização do acidente do trabalho, prestações e procedimentos................................................................................................................... 50 VI – Legislação................................................................................................................. 56 VII - Anexo I – Formulário CAT...................................................................................... 58 Anexo II – FLUXOGRAMA............................................................................................ 61 7. COR E SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA................................................................... 62 7.1 Objetivo da Sinalização de Segurança........................................................................ 62 7.2. Classificação das Cores.............................................................................................. 62 7.3 ABNT 6493 (EMPREGO DE CORES PARA IDENTIFICAÇÃO DE TUBULAÇÕES)............................................................................................................... 69 7.4 ABNT 7195 (CORES PARA A SEGURANÇA)....................................................... 69 7.5 NR-26 (SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA)............................................................69 8. CALOR: NR – 15 ANEXO 3............................................................................................76 Limites de Tolerância para exposição ao calor..................................................................... 76 QUADRO Nº 1..............................................................................................................77 Tipo de atividade................................................................................................................... 77 QUADRO Nº 2..................................................................................................................78 TAXAS DE METABOLISMO POR TIPO DE ATIVIDADE......................................... 79 Tipo de atividade................................................................................................................... 79 Kcal/h.................................................................................................................................... 79 Trabalho leve..................................................................................................................... 79 Trabalho moderado........................................................................................................... 79 Trabalho pesado................................................................................................................ 79 9. Frio NR-15 Anexo 9......................................................................................................80 1.As atividades ou operações executadas no interior de câmaras frigoríficas, ou em locais que apresentem condições similares, que exponham os trabalhadores ao frio, sem a proteção adequada, serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho............................................................................................ 80 Objetivo................................................................................................................................. 80 Desenvolvimento...................................................................................................................80 Análise...................................................................................................................................80 FRIO - (ANEXO 9, NR - 15 DA PORTARIA 3.214/78)..................................................... 81 10. RISCOS QUÍMICOS...................................................................................................... 87
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..........................................................................3............................................................ 105 ANEXO – A........................................................................... 100 Fichas Químicas de Segurança........................... INTRODUÇÃO.................................1................................................................... 98 Mutagênicos................................................. 94 Eliminação...................................................................... 100 Rotulagem............................. 95 Irritantes.. CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS QUÍMICOS QUANTO AS SUAS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS............................................... 93 Locais de acumulação (armazenamento)...... 89 10............................................................................................... sala 201 .....CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.............................................98 Imunodepressores................................................................................99 Controle e Identificação.............................................................................................. Via Digestiva.................. 91 Responsável por 90% dos casos......................... 115 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros................................ 98 Carcinogênicos.................................................................. principalmente por que:......... 87 10........................... 90 a............................................................. 97 Alergizantes................................................................................................................................................................................. 89 10..................................... 98 Princípios básicos de prevenção...... Via Cutânea........................... 98 Teratogênicos................................................................................. 98 Pneumoconióticos............................... INGRESSO NO ORGANISMO HUMANO.................... 93 Biotransformação...........................................................................94 Toxicodinâmica..................... DEFINIÇÃO DE RISCOS QUÍMICOS.................................................................................................. 96 Asfixiantes................................... 92 d..............................................................................................................................100 Recomendações............. Via Respiratória......................................................97 Anestésicos e narcóticos.............4.............................................................. 91 c................................ Tem importância fundamental....................................................................................................................................................................................com..............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................2...........................CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 10.................................................................................... 92 Distribuição e acumulação dos agentes químicos............................................................... 267...br 4 ..Lajeado / RS ................................................................................................................... 91 b.................................... 97 Sistêmicos............................Injeção.................................................................................................................

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: 1ª AULA: Segurança do Trabalho I (História e evolução) 2ª AULA: Segurança do Trabalho II 3ª AULA: 4ª AULA: Segurança do Trabalho III Acidentes do Trabalho I (Conceitos) 5ª AULA: Acidentes do Trabalho II (Classificação e Causas) 6ª AULA: Acidentes do Trabalho III (CAT) 7ª AULA: Riscos Laborais 8ª AULA: Cor e Sinalização de Segurança 9ª AULA: Visita à empresa 10ª AULA: Calor / NR-15 Anexo 3 11ª AULA: Calor / NR-15 Anexo 3 12ª AULA: 1ª Avaliação Parcial 13ª AULA: Frio NR-15 Anexo 9 14ª AULA: Riscos Químicos I 15ª AULA: Riscos Químicos II 16ª AULA: 2ª Avaliação Parcial 17ª AULA: Apresentação de Trabalhos Teóricos / Práticos 18ª AULA: Apresentação de Trabalhos Teóricos / Práticos 19ª AULA: Apresentação de Trabalhos Teóricos / Práticos 20ª AULA: Revisão e Avaliação Final 6. DISCIPLINA: Segurança do Trabalho I 3.br 5 . CARGA HORÁRIA: 80 horas 4.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.0) Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. NOME DO PROFESSOR: Eduardo Becker Delwing 5.Lajeado / RS . AVALIAÇÃO: A avaliação será realizada em duas avaliações parciais: 1ª Avaliação Parcial (Peso 9) Relatório Visita (Peso 1.com. sala 201 . 267.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho PLANO DE CURSO 1. CURSO: Técnico de Segurança do Trabalho 2.

José Manoel Osvaldo Gana Soto. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:  Ruído Fundamentos e Controle.  As Doenças dos trabalhadores.Lajeado / RS . Engª Berenice Goelzer.com. UFSC.  Riscos físicos. Fundacentro. Ubiratan de Paula Santos. Fundacentro. 267. Vilma Akemi Okamoto. Itiro Lida. Waldemar Pacheco Jr. sala 201 . Editora Saraiva. Atlas.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.  Acidentes do Trabalho. Leila Nadim Zidon. Samir N. Segurança e Medicina do Trabalho. A. Y.  Riscos Químicos. Fundacentro. Edgard Blücher Ltda.  Threshold Limit Valves for Chemical Substances and Physical Agents and Biological Exposure Indices – ACGIH. Fundacentro. Eduardo Giampaoli. Bernardino Ramazzini.  Avaliação da Sobrecarga Térmica no Ambiente de Trabalho. Jayme Aparecido Tortorello. Hyppólito do Valle Pereira Filho.  Gestão de Segurança e Higiene do Trabalho. Editora Hucitec.  Segurança no Trabalho e Prevenção de Acidentes. influenciando diretamente na nota geral final. Benedito Cardella. Mário Luiz Fantazzini.br 6 .  Curso Supervisores de Segurança do Trabalho.  Ruído – Riscos e Prevenção. Atlas. Editora Atlas S. Vera Lúcia Duarte do Valle Pereira. preparação e apresentação de trabalhos é avaliada continuamente.  Manuais de Legislação Atlas. Irene Ferreira de Souza Duarte Saad. Thais Cataloni Morata. 7. visitas. Marco Paiva Matos.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 2ª Avaliação Parcial (Peso 7) Trabalho em grupo (Peso 3) Observação: A presença em sala de aula e a participação positiva do aluno em aula.  Ergonomia – Projeto e Produção. ABPA. Gerges. Teoria e Prática. Martin Wells Astete.

C.Lajeado / RS . no Império Romano. evidenciou ao faraó a necessidade de melhorar as condições de vida dos escravos.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 1. principalmente de chumbo e mercúrio. água e lugares”. Hipócrates. que pela primeira vez recomendaram o uso de máscaras para evitar que os trabalhadores respirassem poeiras metálicas. deflagrada nas minas de cobre. mestre em medicina.1 HISTÓRICO DA SEGURANÇA DO TRABALHO NO MUNDO A informação mais antiga sobre a preocupação com a segurança do trabalho está registrada num documento egípcio através do papiro Anastacius “V” fala da preservação da saúde e da vida do trabalhador e descreve as condições de trabalho de um pedreiro. sala 201 . 267. porém com total emissão sob ambiente de trabalho. A HISTÓRIA DO PREVENCIONISMO E A EVOLUÇÃO DA SEGURANÇA DO TRABALHO 1. onde há referencia sob “intoxicações sanitárias”.  As primeiras ordenações aos fabricantes para a adoção de medidas de higiene do trabalho datam da Idade Média. “ares.  460 a 375 a.  Os pioneiros do estabelecimento de medidas de prevenção de acidentes foram Plínio e Rotário.  460 a 375 a. Doença mais comum: asma de minerais (silicose). em visita a locais de trabalho – galerias de minas – escreve que trabalhadores utilizavam máscara de panos ou membranas de bexiga de carneiro – registro do 1º EPI – empregados para proteger-se contra poeiras minerais.C. no transcrito. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. em latim a obra De Ré Metálica. publicado por Georgius Agrícola.com.  No Império Romano se aprofundou o estudo da proteção médico legal dos trabalhadores e elaborou leis para sua garantia. no Egito ocorreu uma insurreição geral dos trabalhadores.C.  2350 a. Plinius. Problemas relacionados à extração de minerais e fundição de prata e ouro.br 7 . que fazia referencia e observações esparsas a respeito da possibilidade do trabalho ser causador de doenças.  1556.

Lajeado / RS . relacionou a patologia encontrada com a sua ocupação e o transmitiu aos responsáveis pelo bem estar social dos trabalhadores da época. e obrigava as empresas a fazer a lavagem das paredes duas vezes por ano.  Em Milão. sala 201 .  A França destacou-se como líder em Medicina e Higiene durante a 1ª metade do século XIX devido a vários estudos sobre a matéria. fazendo sempre a pergunta.  1700.  1760 a 1850. o médico italiano Bernardino Ramazzini publicou a obra intitulada De Morbis Artificum Diabrita sobre as doenças com trabalhadores em mais de 50 ocupações diferentes.  1761. foi outro marco na evolução das doenças ocupacionais da legislação. tiveram grande influência sobre a segurança do trabalho no Renascimento. o que você faz? .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho  Os levantamentos das doenças profissionais.  1802. no mesmo ano. a Academia de Medicina da França já fazia constar em seus anais um trabalho sobre as causas e prevenção de acidentes. destacaram-se Samuel Stockausen como pioneiro da inspeção médica no trabalho e Bernardino Ramazzini como sistematizador de todos os conhecimentos acumulados sobre segurança. na França. o também italiano Morganti fez uma coletânea de tudo que havia sobre medicina do trabalho.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. a primeira sociedade filantrópica. que previa jornada máxima de 12 horas para crianças.  Em 1779. proibia o trabalho noturno para crianças.  Nesse período. 267. visando ao bem estar do trabalhador.br .com. Por esta obra Ramazzini recebeu o título de Pai da Medicina do Trabalho. na obra De Sabidus Et Causis Morborum. 8 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. pois foi quando o homem começou a ser substituído pela máquina e por mulheres e crianças nas operações destas. durante a revolução industrial ocorrida na Europa. 1779. onde descreveu o 1º câncer ocupacional. qual é a sua ocupação. foi promulgada a Lei de Saúde e Moral dos Aprendizes. Pietro Verri fundou. promovidos pelas associações de trabalhadores medievais.

sala 201 . e principalmente as das crianças. foi instituído a obrigatoriedade do médico de fábrica.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho  A revolução industrial criou a necessidade de preservar o potencial humano como forma de garantir a produção. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. para realizar exames em crianças. Michael Sadler.  1815.  1830. o inglês Alwin. Quatro anos mais tarde o governo inglês nomeou-o inspetor médico de fábricas.  1906. ocorreu o 1º Congresso Internacional de Doença do Trabalho. as condições de trabalho eram péssimas. Benjamim Macredi publicou Leis sobre a Proteção do Trabalho. dado seu interesse e estudo pelo assunto.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.  1837. que sensibilizou a opinião pública. na França. na Escócia.  1842. em Milão.Lajeado / RS . que considerada como a 1ª Lei de Proteção ao Trabalhador. nos EUA. criou as primeiras iniciativas na universidade da legislação de proteção ao trabalho. apresentou à Comissão Parlamentar de Inquérito CPI.  1833. fazendo que fosse baixado o Factory Act.  A sistematização dos procedimentos preventivos ocorreu primeiro nos Estados Unidos. uma CPI. foi instituído como obrigatório na industria e comércio o serviço médico. elaborou um cuidadoso relatório sobre trabalhadores doentes. 267.br 9 . quando um industrial inglês. Itália.  1846. Lamuel Schatuc fez o 1º Programa de Saúde Ocupacional nos EUA. no início do século XX. o relatório elaborado sobre doença ocupacional.com.  1869. assim como o autorizou a visitar as fábricas. sensibilizado com o problema procurou o médico Robert Baker para aconselhar-se sobre a melhor forma de proteger a saúde dos seus trabalhadores.  1831.

foi aprovada a 1ª Lei de assistência médica e indenização para acidentes do trabalho. também em Milão. quando saltavam à vista gritantes abusos e elevados riscos ocupacionais nas relações e condições de trabalho.  A 1ª das frentes – a regulamentação – surgiu da própria contingência da época da sua fundação. Ásia. como de atividades de pesquisa e informação ou assistência técnica internacional. ⇒ 1929. e o 2º Congresso Internacional. 15 de janeiro.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho  1910.  Na África. Heinrich.Lajeado / RS . ocorreram trienalmente Congressos Internacionais.  A OIT tem dedicado expressiva atenção e prioridade ao campo da Saúde Ocupacional.  1919. agora promovido pela Comissão Permanente. quer através da elaboração de regulamentos. 267.  Até o advento da 2ª grande guerra mundial. como parte do Tratado de Versalhes. sala 201 .com.  1969/70 – O departamento de trabalho dos Estados Unidos unifica as normas e convenções diferentes sobre Segurança e Saúde do Trabalho vigentes nos EUA. foi criada a Clínica del Lavoro. foi criada a OIT – Organização Internacional do Trabalho. com a presença de mais de 200 participantes de 200 países. os quais só reiniciaram em 1948. Austrália e América Latina os comitês de segurança e higiene nasceram logo após a fundação da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Grande parte dos convênios e recomendações referem-se especificamente a temas de saúde ocupacional. em Bruxelas.724.br .2 HISTÓRICO DA SEGURANÇA DO TRABALHO NO BRASIL ⇒ 1919. 10 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. pesquisando conseqüências de acidentes. 1.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. através do Decreto Legislativo nº 3. 28 de junho após a 1ª grande guerra mundial. concluiu que de 330 acidentes estudados apenas 30 tinham dado origem a lesões pessoais.  A 2ª das frentes – pesquisa e informação – tem recebido e continua a receber notáveis contribuições para o desenvolvimento da Saúde Ocupacional.

Lajeado / RS . ⇒ 1940. ⇒ O levantamento dos coeficientes de freqüência e de gravidade dos acidentes permitia avaliar a eficiência do sistema de prevenção adotado. ⇒ 1943.com. sala 201 . ⇒ Por meio da coleta e análise dos dados estatísticos era possível delinear objetivamente o programa de prevenção de cada empresa. visando a eliminá-las e prevenir novas ocorrências. dia do Trabalhador. foi promulgada a 1ª Lei Ordinária a respeito de Segurança do Trabalho. ⇒ 1941. ⇒ O sistema usual de prevenção de acidentes consistia em investigar os acidentes ocorridos para descobrir sua causa. a Associação Brasileira para Prevenção de Acidentes. disseminadas no cenário empresarial. assinou o Decreto Lei nº 5.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho dos quais só uma de maior gravidade não seria razoável continuar abandonando mais de 90% de informações provenientes de acidentes sem lesão. ⇒ A Segurança do Trabalho no Brasil desdobra-se nas atividades das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPA). atendimento ao acidentado e indenização e reabilitação profissional. fundação da ABPA. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. aprovando a Consolidação das Leis Trabalhistas. e na fiscalização realizada por funcionários de setores da administração pública.452.br 11 . convenções e regras pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) NB 18. ⇒ A organização de estatísticas de acidentes de trabalho foi possível no Brasil a partir do estabelecimento de definições. ⇒ Esses coeficientes tem como referência à tabela internacional organizada pela International Associantion Of Industrial Accident (Associação Internacional de Acidentes Industriais). 1º de maio.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. o Presidente Getúlio Vargas. 267.

são muitos altos e resultam em graves prejuízos humanos. na fabricação de móveis. primeiramente. ⇒ Os acidentes mais freqüentes ocorrem na construção civil.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. importante contribuição da área médica. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. de início. no Brasil. ⇒ Tal circunstância não só explica a liderança assumida pela medicina nos primeiros passos dados em direção à prevenção de acidentes como também esclarece porque esses passos foram dados com vistas especialmente a aspectos conseqüenciais. até hoje. recebeu.as lesões pessoais. E com isso deixavase de considerar os acidentes de que não decorressem lesões. ⇒ A Prevenção de Acidentes. E mais do que isso. a codificação de normas de segurança.br 12 . caracteriza certas práticas prevencionistas em detrimento de outros caminhos que favorecem a pesquisa das causas. sociais e financeiros. legais. que envolvem a prevenção de acidentes de trabalho e a higiene industrial. é importante que se analise. realizada sob a égide do Ministério do Trabalho. ⇒ Foi assim que se desenvolveu a prática de realizar e divulgar estatísticas de acidentados. 267. rotulando-as de estatísticas de acidentes.Lajeado / RS . a cujas mãos chegavam as mais importantes conseqüências dos acidentes do trabalho . explica a visão conseqüencial que. como evoluía a Prevenção de Acidentes. sociais e jurídicos ainda não foram suficientes para reduzir de forma significativa os níveis de acidentes de trabalho e de doenças profissionais no Brasil que. no início do século XX. em comparação com países de instituições mais avançadas. sala 201 . no garimpo e nas atividades agrícolas.com. ⇒ O fato do atendimento a acidentados ter custos mais altos do que sua prevenção foi um dos fatores que determinaram.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ⇒ Esses mecanismos técnicos. na indústria metalúrgica. ⇒ Para falar-se das origens da Segurança do Trabalho.

por meio de métodos comparativos. pois. ⇒ Essa maneira de considerar o assunto. E. Se não havia acidentado não havia acidente. na medida de suas possibilidades. governo. continuar a abandonar a análise dos acidentes sem lesão. o primeiro ditando as bases de uma legislação que visava a proteger o trabalhador da agressividade do ambiente de trabalho e os últimos obedecendo o estipulado nessa legislação.br 13 .Lajeado / RS . ⇒ Impunha-se novo enfoque para enfrentar as novas técnicas. E era Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Juntam-se a isso as características da profissão médica para a qual o estudo das lesões pessoais é de sua indiscutível competência e merece todo o seu interesse. explicava-se pelo interesse primordial pelo acidentado. ⇒ É então que o empresariado começa a despertar para o aspecto econômico dessa prevenção e espalha-se a idéia de que a prevenção pode ser um bom negócio. que caracterizava os que assim agiam.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. mostram o aumento ou queda dos índices de acidentes de trabalho num período e setor de trabalho dados. ⇒ O conhecimento dos níveis de ocorrência de acidentes de trabalho é fator indispensável para a adoção de uma política trabalhista e empresarial que preserve o bem estar do trabalhador e evite custos e prejuízos aos empresários e às instituições previdenciárias.com. assim. Não seria lógico. empregadores e empregados adquiriam consciência da necessidade de encarar o problema de prevenção do acidente. 267. ⇒ Um dos mecanismos mais utilizados é a elaboração de estatísticas que.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ⇒ A respeito de um acidente de que não resultasse lesão ouvia-se dizer: "não foi nada". embora não fosse razoável. sala 201 . ⇒ E contra a idéia de buscar a prevenção dos acidentes no estudo de suas conseqüências havia a inexistência de proporcionalidade entre a gravidade das lesões pessoais decorrentes de acidentes e a gravidade potencial desses acidentes.

sala 201 . durante a realização do 11º CONPAT.com. ⇒ 1972. Mas até que a engenharia. passasse a Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho necessário passar a estudar a problemática do acidente a partir de suas causas. ⇒ 1971 – Decreto 68. em 27/07 é editada à Portaria 3237 que regulamenta artigo 164 da CLT. 267. em 27/07 é e ditada a Portaria 3236 que cria o Programa Nacional de Valorização do Trabalhador – PNVT. preocupada com o que se referia diretamente à produção. Portaria 3. para a análise das causas do acidente. Foi um primeiro passo para o aperfeiçoamento do preparo dos profissionais a serem utilizados. representantes das entidades e empresas abaixo relacionadas discutiram a necessidade de elevar a carga horária prevista para os cursos de especialização em engenharia de segurança e em medicina do trabalho.255 de 16/02 cria a Campanha Nacional de Acidentes de Trabalho – CANPAT. outubro. ⇒ 1972. até então preocupada principalmente com os assuntos ligados diretamente à produção. ⇒ Nessa altura tornou-se possível sensibilizar a área da engenharia.br 14 . com o que concordaram os representantes do DNSHT e da Fundacentro. em Curitiba.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.233 de 09/07 determina o cumprimento da CANPAT através de três mecanismos: ⇒ Congresso Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho (CONPAT) ⇒ Semana de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SPAT) ⇒ Medalha ao Mérito de Segurança do Trabalho (MMST) ⇒ 1972. obrigando a existência de Serviço Especializado em Engenharia de Segurança do Trabalho (SESMT) em empresas com mais de 100 funcionários. fixando-a em um mínimo de 360 horas.Lajeado / RS . referente à formação técnica em Segurança e Medicina do Trabalho.

08 junho. ⇒ 1996. ⇒ 1985.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho interessar-se profissionalmente pela pesquisa das causas do acidente havia um longo caminho a percorrer.214 que aprova as Normas Regulamentadoras . trabalhadores e empregadores) GTT buscando um consenso nas regulamentações. relativas à Segurança e Medicina do Trabalho. Fórum permanente para discussão e revisão das normas. a Portaria 2 de 10/04 institui a Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP) para estudar e elaborar modificações nas NR´s.º Saturnino Braga dispunha a respeito da especialização de Engenheiros e Arquitetos em Engenharia de Segurança do Trabalho e da profissão de Técnico de Segurança do Trabalho. 9 de abril. da CLT.br 15 . ⇒ 1977. a profissão de Técnico de Segurança do Trabalho.514 que altera o Capitulo V da CLT.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.410 que dispõe sobre a especialização de Engenheiros e Arquitetos em Engenharia de Segurança do Trabalho. editada a Portaria 3. 22 de dezembro. que dispõe sobre a especialização de Engenheiros e Arquitetos em Engenharia de Segurança do Trabalho. arquitetura e agronomia. regulamenta a Lei nº 7.Lajeado / RS . ⇒ Esses estudos foram realizados e serviram de base ao projeto de lei que. sancionada a Lei nº 6. 267.530. ⇒ 1986.410. em 27 de novembro sancionada a Lei nº 7.NR do Capítulo V do Título II. ⇒ 1978.com. caberia realizar estudos para homogeneizar os seus ditames com a legislação Regulamentadora do exercício da engenharia. a Portaria 393 de 09/04 adota o sistema de Grupos de Trabalho Tripartite (governo. ⇒ Além de cuidar do preparo dos profissionais previstos na portaria que analisamos. relativo à Segurança e Medicina do Trabalho. Decreto nº 92. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. apresentado no Senado pelo Eng. sala 201 . ⇒ 1996.

br 16 . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Lajeado / RS .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 267.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ⇒ Entre 1996/97 o MEC altera carga horária dos cursos técnicos passando para mínimo de 1600 hs. sala 201 . A primeira turma de técnicos de segurança do trabalho do Colégio Martin Luther finalizou o curso em 1999.com. ⇒ A especialização a nível de pós graduação dos engenheiros foi fixada com carga horária mínima de 600 horas.

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 2. 267. sala 201 . O diagrama de blocos abaixo possibilita uma melhor compreensão do conceito: É A CIÊNCIA QUE ATUA NO CAMPO DA SAÚDE OCUPACIONAL APLICANDO OS RECURSOS DA ENGENHARIA E MEDICINA Prevenir DOENÇAS DO TRABALHO Decorrentes DOS RISCOS AMBIENTAIS 2.Lajeado / RS . prejuízos para a saúde ou bem-estar dos trabalhadores.br 17 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.1. também tendo em vista o possível impacto nas comunidades vizinhas e no meio ambiente em geral. HIGIENE DO TRABALHO E PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS 2. avaliação e controle de fatores e riscos ambientais originados nos postos de trabalho e que podem causar enfermidade. reconhecimento.1.1 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HIGIENE DO TRABALHO 2.com.2 A Higiene do Trabalho e os Outros Ramos Profissionais A higiene do trabalho se relaciona direta ou indiretamente com diversos ramos profissionais: SANEAMENTO E MEIO AMBIENTE PSICOLOGIA E SOCIOLOGIA ERGONOMIA ENGENHARIA HIGIENE DO TRABALHO MEDICINA DO TRABALHO DIREITO TOXICOLOGIA SEGURANÇA DO TRABALHO Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.1 Conceito de Higiene do Trabalho É a ciência e a arte dedicadas à antecipação.

d) Saneamento e meio ambiente – A importância da higiene do trabalho. os dados de avaliação de exposição a riscos ambientais auxiliam na concessão de aposentadoria especial e indenizações por incapacidade e/ou doenças do trabalho.Lajeado / RS . sala 201 . h) Segurança do Trabalho – A higiene do trabalho. b) Engenharia – A engenharia está presente em todas as etapas de um programa de higiene do trabalho.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho a) Direito – A higiene do trabalho fornece subsídios técnicos para solução de conflitos trabalhistas envolvendo insalubridade. mediante análise dos agentes agressivos nos pontos de trabalho. No campo do direito previdenciário e civil. o ambiente de trabalho e o homem. Deste modo. da avaliação e controle de riscos ocupacionais ultrapassa os limites do ambiente de trabalho. na maioria das vezes. o impacto negativo da industrialização no meio ambiente pode ser apreciavelmente reduzido. ou seja. mas também à melhoria do conforto e qualidade de vida do trabalhador no seu ambiente de trabalho. antecede as etapas clássicas de um programa de higiene do trabalho. é um dos parâmetros utilizados para verificar a eficiência e subsidiar um programa de controle de riscos ambientais. esta ciência é essencial no reconhecimento. muitas vezes previne também riscos operacionais capazes de gerar acidente de trabalho. por meio de exames médicos. fornece dados essenciais para a melhor interpretação do universo do trabalho.br 18 . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Pode-se então afirmar que a toxicologia. f) Medicina do Trabalho – O controle biológico. através de suas etapas. e) Psicologia e sociologia – A psicologia e sociologia tratam de harmonizar as relações entre processo produtivo.com. facilitando o reconhecimento dos riscos ambientais nos locais de trabalho. A higiene do trabalho. g) Toxicologia – A toxicologia fornece dados técnicos sobre os contaminantes ambientais. não só este é parte do meio ambiente em geral mas. c) Ergonomia . através da prevenção adequada dos riscos ocupacionais. 267. como será abordado em todo este trabalho. avaliação e controle dos riscos ambientais.A higiene do trabalho não visa apenas à detecção de atividades e/ou operações insalubres.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.

Riscos físicos: são aqueles que compreendem dentre outros o ruído. excesso de levantamento e transporte manual de pesos. Estes limites são fixados em razão da natureza. 267. no sentido de prevenir riscos ambientais. necessita para o bom desenvolvimento e a prática de ações multidisciplinares de educação dos trabalhadores. helmintos. concentração ou intensidade do agente e tempo de exposição. ferramentas inadequadas ou defeituosas. Ex. máquinas sem proteção. Riscos biológicos: são aqueles que compreendem dentre outros as bactérias. que propõe que os ambientes de trabalho se adaptem ao homem.Lajeado / RS . EPI inadequado. Em síntese: ocorrem quando há disfunção entre o indivíduo. animais peçonhentos e probabilidade de incêndio. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. devido à suscetibilidade individual. Os riscos ergonômicos estão ligados também a fatores externos – do ambiente – e a fatores internos – do plano emocional. não podemos adotá-los como valores rígidos entre condição segura e capaz de gerar alguma doença. neblinas. obtendo-se melhor organização do trabalho.com. vibração. Os riscos ambientais se classificam em: 1. Ex. a higiene do trabalho. ou seja. 4. exigência de postura. fungos. para o higienista os limites devem ser encarados como valores referenciais. quando superados os respectivos limites de tolerância. radiações ionizante e não ionizante. seu posto de trabalho ou seus equipamentos.1. Todavia. pressões anormais. por se tratar de uma ciência que tem como objetivo principal a relação entre o homem e o meio ambiente de trabalho. Riscos Ergonômicos: estes riscos são contrários às técnicas de ergonomia. protozoários e vírus. fumos.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Assim. gases e vapores. 3. sala 201 . esforço físico excessivo. 5. propiciando bem estar físico e psicológico. Riscos químicos: são aqueles que compreendem dentre outros as névoas. poeiras. Conceito e Classificação dos Riscos Ambientais Riscos Ambientais: são os agentes físicos. químicos e biológicos presentes nos ambientes de trabalho capazes de produzir danos à saúde. temperaturas extremas. 2. arranjo físico inadequado.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 2.br 19 .3. Riscos de Acidentes: ocorrem em função das condições físicas – do ambiente físico e do processo de trabalho capazes de provocar lesões a integridade física do trabalhador.

layout das instalações. Esta etapa abrange dois ramos de higiene do trabalho. isolamento das partes poluentes. Assim. c) Controle – De acordo com os dados obtidos nas fases anteriores. sala 201 .com. métodos de trabalho. Higiene analítica: realiza as análises químicas das amostras coletadas. etc. cálculo e interpretações de dados levantados no campo. uma amostra de poeira coletada deverá ser analisada no laboratório por difratometria de raios x para determinação de sílica livre cristalizada. etc. tempo de coleta. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. O controle funda-se na adoção de medidas relativas ao ambiente e ao homem: Medidas relativas ao ambiente: são medidas aplicadas na fonte ou trajetória. por exemplo. o que implica o conhecimento profundo dos produtos envolvidos no processo. tais como substituição do produto tóxico. a) Reconhecimento – Esta etapa baseia-se no reconhecimento dos agentes ambientais que afetam a saúde dos trabalhadores. detecção de contaminantes e tempo de estudar e recomendar medidas de controle para reduzir a intensidade dos agentes a níveis aceitáveis).CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 267. quais sejam: Higiene de campo: é a encarregada de realizar o estudo da situação higiênica no ambiente de trabalho (análise de postos de trabalho. limpeza dos locais de trabalho. seleção dos métodos de coleta. número de trabalhadores expostos.Lajeado / RS . Exige-se conhecimento de avaliação. químicos e biológicos existentes nos postos de trabalho a serem avaliados. fluxo de processo.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 2. tipo de análise química a ser feita. esta etapa compreende também o planejamento da abordagem do ambiente a ser estudado. bem como dos equipamentos de avaliação. ventilação geral diluidora. ventilação local exaustora. b) Avaliação – Trata-se da fase em que se realiza a avaliação quantitativa e/ou qualitativa dos agentes físicos.br 20 . avaliar e controlar os riscos ambientais presentes nos locais de trabalho. que consistem basicamente na calibração dos equipamentos.2 Objetivos da higiene do Trabalho Os objetivos de um programa de higiene do trabalho consistem em reconhecer. esta se atém a propor e adotar medidas que visam a eliminação ou minimização do risco presente no ambiente.

as quais asseguram a eficiência das leis protetoras. d) estabelecer melhores condições físicas e psíquicas no trabalho e por via de conseqüência. sindicatos e empregados. SEGURANÇA DO TRABALHO a) CONCEITO SEGURANÇA DO TRABALHO pode ser definida como: um conjunto de normas destinadas à melhora dos ambientes de trabalho. c) preparar o trabalhador para a prevenção dos desastres ocupacionais.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Medidas relativas ao homem: compreendem. b) minimizar as condições inseguras de trabalho. 267. • realizar estudos médicos sobre os efeitos dos agentes nocivos à saúde humana presentes nos locais de trabalho (PCMSO) Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. c) PROCEDIMENTOS Para preservar a saúde e a vida do ser humano em seu ambiente de trabalho e do meio ambiente é indispensável: • realizar pesquisas e estudos técnicos a respeito das instalações de trabalho (Levantamento Ambiental de Riscos e PPRA Programa de Prevenção de Riscos Ambientais). • colocar em prática as Normas especiais de segurança e fiscalização que foram criadas em conseqüência da ação conjugada dos governos. b) OBJETIVOS a) evitar acidentes. sala 201 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. melhores condições de eficiência e de produção.com. exames médicos (pré-admissional. equipamentos de proteção individual.br 21 . dentre outras. a limitação do tempo de exposição.Lajeado / RS . educação e treinamento. 3. periódico e demissional).

CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 267. sala 201 . além dos aspectos técnicos. valores negativos. Daí a importância crescente da segurança do trabalho e o caráter social e humano de que se reveste tal sistematização de normas.com. pois a criança só consome.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho • implementar ações no ramo da segurança e higiene do trabalho constitui-se. Caso o trabalhador se aposentar. Portanto. Se não bastasse isso. Entretanto o menor para a força de trabalho. necessitamos de no mínimo 20 anos para formar um homem. para avaliarmos a importância da Segurança e Medicina do Trabalho. assumindo valores positivos que permanecem com este sinal até o trabalhador se aposentar ou morrer.br 22 . pois a poluição do meio ambiente gerada pelas atividades industriais é um problema que está gerando crescente preocupação aos serviços de higiene e segurança do trabalho. d) IMPORTÂNCIA DA SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO Esta disciplina. uma fonte de experiências e conhecimentos para a preservação do meio ambiente em geral.Lajeado / RS . consideremos um trabalhador imaginário desde seu nascimento até sua morte”. a produtividade líquida. enfoca também aspectos humanísticos. na verdade. poderíamos pensar que. a produtividade cresce. via produtividade no caso nacional. resultando em acúmulo de conhecimentos e aprimoramento das condições de trabalho. teremos até sua morte. Essa será de início negativo. (1) Aspectos sociais Usemos o raciocínio do insigne Prof. está o homem. podemos calcular o produto e o consumo total do trabalhador e sua diferença. não devemos esquecer que por trás de qualquer máquina. Para cada ano. a maior riqueza da nação. • Intensificar ações que visem a preservação do meio ambiente externo ao local de trabalho em geral. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Ruy Aguiar da Silva Leme: “Para considerarmos o efeito de acidentes. equipamento ou material. enquanto uma indústria tem capacidade de produzir grande quantidade de produtos por dia.

contudo. uma vez que é ela que paga ao incapacitado. sala 201 . igual. para sustentar o déficit correspondente aos aposentados. isto é. neste caso. Acreditamos que alguma pesquisa em torno deste raciocínio poderá ser muito útil para mensurar os efeitos dos acidentes fatais ou que conduzam à incapacitação parcial permanente aos trabalhadores. Contudo. ou à família da vítima de um acidente fatal.(5 x 60) = -50 O exemplo obtido não tem pretensões ao realismo. O saldo total seria. temos. considerado em termos globais para a nação pode tornar um trabalhador superavitário em um elemento deficitário no que concerne à produção e ao consumo de bens. um excedente que será utilizado para cobrir os déficit inicial dos filhos dos trabalhadores. qualquer que seja sua idade e que produza 10 unidades por ano. O novo saldo será: S = (10 x 15) + (5 x 20) . que o trabalhador sofra um acidente aos 30 anos que reduza a sua produção para a metade.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Totalizando a produtividade líquida do trabalhador ao longo de sua vida. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Em 1977. reflete-se em toda a nação.00 o que nos autoriza fazer uma projeção para 1978 de Cr$ 8.00 (Cr$ 8 x 103).” Apenas acrescentando: todo o ônus causado pelo acidente. suponhamos que o trabalhador consome 5 unidades por ano. (2) Aspectos econômicos As estatísticas de 1978 no dão em números redondos 1.6x 106 acidentes do trabalho. dos 15 aos 50 anos. o custo direto do acidente foi Cr$ 6.br 23 . vivendo aposentado dos 50 aos 60 anos. mostra como um acidente.292.com. em geral. um valor positivo. via contribuição previdenciária e a poupança.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.000. Para tornar mais claro o raciocínio.(5 x 60) = 50 Suponhamos.Lajeado / RS . S = (10 x 35) . 267.

Lajeado / RS . da mesma forma que uma máquina. (3) Aspectos humanos Embora não se possa exprimir em números. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Não nos devemos. em outras palavras.00/dólar chegaríamos a conclusão que o acidente do trabalho nos custou o equivalente a 43 milhões de barris de petróleo.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Cr$15.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Assim o custo total seria: Cr$ 8.00 ao câmbio de Cr$ 20. 267. porém. pelo dano que o agente agressivo poderá causar a seu organismo.00 x 103 x 1. sala 201 . Se utilizarmos a definição utilitária do engenheiro dado pelos americanos “Engenheiro é aquele que faz o que um leigo faz. ou seja quase que o equivalente a 2 meses de consumo. ater exclusivamente a este raciocínio e devemos ir mais longe. porém com a metade do custo”. o aspecto humano é o mais importante.br 24 . que segurança do trabalho é e deve ser considerada como um investimento.6 x 106 = Cr$ 12. Se lançarmos esta pergunta ao acadêmico de Engenharia: • • Quanto vale em reais a vida de seu pai ou seu irmão? Acreditamos que teremos respostas afirmativas à colocação anterior. o engenheiro é o homem que planeja. veremos no correr do curso. e) SEGURANÇA NA ENGENHARIA Por sua formação. edificação ou equipamento.com. Quando estamos pagando adicional de insalubridade a um trabalhador. projeta e executa. estamos comprando alguns anos de sua vida.8 x 109 Se admitirmos o valor médio do barril de petróleo importado em 1978.

Quando à planejamento e tecnologia nada a opor. jamais diria:  Acho que para esta viga. quando estamos planejando. por exemplo. levou os técnicos da época a procurar alternativas. surge o tetra etila de chumbo que possibilitou a redução de custos. foram planejados para utilização do álcool. Devemos ter sempre em mente esta idéia. não se prendendo exclusivamente à tecnologia. 10 barras de ferro ∅ ½ polegada bastam. Outros exemplos. g) SEGURANÇA NO PROJETO Não há projeto de engenharia que não introduza um fator de segurança. bem pode mostrar como o engenheiro. escolhido. A gasolina pela sua baixa octanagem não permitia a taxa de compressão necessária. deve deter-se em todas minúcias de um problema. verificar quais as conseqüências futuras deste planejamento. o homem de planejamento. Um engenheiro civil. poderiam ser encontrados. causador danos a toda a vida animal e vegetal do planeta. sala 201 . sabe-se que os motores de combustão interna. Sendo este produto. em todas as áreas de engenharia. Eis. nunca prejudicá-lo.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. foi esquecido ou ignorado o fator homem. senão quando. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 267. foi posteriormente substituído por outros elementos químicos menos nocivos e as pesquisas e experiências continuam sendo efetuadas. Receios de dependência de países tropicais. altamente tóxico e cancerígeno. tornando-a competitiva e até mais barata que o álcool.br 25 .Lajeado / RS .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho f) SEGURANÇA DO PLANEJAMENTO Planejar seria extrapolar para o futuro. quais as implicações para a nossa e para futuras gerações da implantação desta nova tecnologia. Entretanto. na busca de combustíveis alternativos e menos poluidores. que deve existir para beneficiar o homem. Este exemplo.com. a ciclo Otto. e para melhorar a octanagem seu preço de fabricação tornava-se proibitivo. Historicamente.

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. também a parte de segurança do trabalhador deve ser levada em conta. h) SEGURANÇA NA EXECUÇÃO Na fase de execução.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Da mesma forma. sala 201 . nunca esquecendo que qualquer medida de proteção coletiva sempre surtirá maiores resultados do que medidas de proteção individual. um projeto bem concebido poderá evitar tentativas de soluções futuras que. aumentam a segurança do trabalhador. além de aumentar a segurança patrimonial. Por exemplo. será seguro e ao mesmo tempo pode aumentar a produtividade.br 26 . Em qualquer caso. Um arranjo físico bem feito. além da responsabilidade do engenheiro na fiscalização e orientação do processo. um sistema de exaustão de gases de uma cabine de pintura sempre dará melhor proteção que máscaras respiratórias fornecidas ao trabalhador.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. podem dar insegurança ao trabalhador. desde que o usuário foi contemplado no projeto. além de encarecer o produto. o engenheiro mecânico se recusaria a dizer: Para este motor é suficiente um eixo de 25 mm. Assim. reduzem a fadiga e também aumentam a produtividade. 267. Uma máquina projetada com painéis de comando. que improvisar soluções futuras e se evitarmos ou minimizarmos as condições inseguras. Devemos também pensar em segurança do operador. um andaime seguro sempre será mais eficiente que um cinturão de segurança. enquanto que um aviso terá resultados muito duvidosos. e uma máquina com proteção de suas partes móveis evita o acidente. visando o cumprimento do projeto ou a qualidade do produto. Note-se que até este ponto estamos falando em segurança estrutural.com.Lajeado / RS . seria feito um cálculo e aplicados coeficientes que assegurassem um perfeito desempenho da viga ou do eixo. que obedeçam a fatores ergonômicos. Um projeto bem executado de proteção contra incêndio. estaremos eliminando automaticamente um grande número de acidentes. evitam acidentes. Todo o engenheiro sabe que é mais fácil alterar um desenho no papel.

aliada aos conhecimentos tecnológicos. o fazem o guia inconteste da massa trabalhadora. poeiras. como por exemplo uma fratura ou mutilação. etc. Aproveitando esta circunstância. por um bom planejamento e projeto.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. e por segurança entendemos não somente os acidentes típicos. a simples eliminação destas. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.br 27 . evitar os atos inseguros e uma boa parcela dos fatores pessoais de insegurança. i) INTERLIGAÇÃO DA SEGURANÇA NA ENGENHARIA COM OUTRAS ÁREAS A Segurança. acender um cigarro. Por ato inseguro entendemos aquele ato praticado conscientemente pelo trabalhador. só poderá ser levada com sucesso pelo engenheiro. influi sobremaneira nos atos inseguros. acima de tudo. não impede que acidentes ocorram por atos inseguros praticados pelo trabalhador ou fatores pessoais de insegurança. Porém. por um trabalho de conscientização aliado a um treinamento. e sua cultura. seja natural. vapor. O engenheiro é o líder. se o técnico é o primeiro a infringir normas de segurança. mas também os riscos ambientais. 267. Um exemplo do primeiro seria o empregado que trabalha sob alguma tensão emocional e. do segundo. sala 201 . sabendo que dele pode advir um acidente.. por exemplo: apesar de conhecer o risco de incêndio num almoxarifado de explosivos. ou ainda problemas fisiológicos e psicológicos. entendemos aqueles psicológicos ou pessoais que podem levar a um acidente. como gases.com. se este contar com o apoio de outras áreas do conhecimento.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Já falamos que uma das causas dos acidentes são as condições inseguras. O bom exemplo.Lajeado / RS . o empregado não adestrado que opera uma máquina. seja imposto. poderá. Por fator pessoal de insegurança. Não adianta todo um trabalho de conscientização.

(2) Interligação da segurança na engenharia com a psicologia Esta relação é bastante íntima. contribuindo para o bem estar do trabalhador. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 267. sob o ponto de vista psicológico para uma determinada função. em último caso. por exemplo. Então vejamos: Quando trabalham em comum acordo. que providenciará a eliminação. Uma associação deveras interessante está no campo da ergonomia:  Adequação homem máquina  Cujo estudo em conjunto dos dois profissionais poderá levar a soluções ótimas. forneiro).br 28 . pode-se evitar uma série de acidentes. Também. salvando. assim. atividades de laboratório.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. pois só a psicologia terá condições de usando suas técnicas. como já falamos anteriormente. por excelência indicada. a audição do trabalhador. sala 201 .com. acusar início de surdes profissional. Da mesma forma. Uma pessoa alérgica não será escolhida para exercer função em setor em que há poeiras ou gases. Se um trabalhador. só o médico poderá selecionar o homem adequado. o médico comunicará ao engenheiro. e a pessoa. o médico é indispensável no exame pré admissional do candidato. Exemplificando: para uma função em que seja exigido vigor físico (calceteiro. mesmo quando estes agentes agressivos estão abaixo dos limites de tolerância. para programar e executar o treinamento é o psicólogo. pelo Treinamento. como controle de qualidade. do ruído. escolhendo o biótipo certo para a função determinada. se possível.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho (1) Interligação da segurança na engenharia com a medicina O médico do trabalho é um parceiro importante do Engenheiro e do Técnico de Segurança do Trabalho. Determinadas tarefas. através de exames médicos periódicos o médico poderá informar ao engenheiro certos fatores de risco. ou a neutralização. possibilitando a este encontrar soluções tecnológicas. exigem um perfil psicológico diverso de um homem de manutenção.Lajeado / RS . selecionar o homem.

CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. que é preservar o bem estar do nosso semelhante. manutenção. sala 201 . é essencial para um bom desempenho desta nobre tarefa.Lajeado / RS . 267. Devemos ter em mente que a assistente social. é peça importante nesta máquina humana de evitar acidentes. um contato estreito do SESMT com o setor de suprimentos. pois muitos deles podem ocorrer por desajustes pessoais.com. produção.br 29 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho (3) Interligação com outras áreas Além destas relações.

iniciativa. no que se refere às questões de segurança. Sua atenção maior é o trabalhador.1. aponta e sugere. PAPEL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO  Responde pela elaboração e correta aplicação das normas de segurança do trabalho.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 4.com. comunicação e postura adequadas. equilíbrio emocional. Para isso. públicos e privados. e o seu desempenho impõe-lhe a atenção permanente para o bom funcionamento de métodos corretos de trabalho. tendo em vista a erradicação e/ou minimização de condições e atos inseguros.  Responde pelas atividades de ordem administrativa da área de segurança e proteção do trabalho. ATUAÇÃO DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO A) Empregado: estabelecimentos comerciais e industriais. 4. 267.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. PAPEL E RESPONSABILIDADE 4.br 30 .2. sala 201 . ponderar e sintetizar. perseverança. PERFIL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO O profissional técnico de Segurança do Trabalho é responsável pela coordenação do emprego adequado e seguro de procedimentos na realização das atividades e tarefas exigidas numa empresa. Tem a função de zelar pela correta aplicação das normas de segurança. sociabilidade. capacidade de observar. pesquisa. pelas análises das condições da empresa face à gradação de riscos. Mantém contato direto com o ser humano. avalia. investiga. É o elo de ligação entre o empregador e o empregado. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. na análise do ambiente do trabalho.1. Por isso deve apresentar qualidades específicas: capacidade de liderança. relata. conforme estabelecido pelas normas regulamentadoras. C) Assessoramento aos sindicatos e entidades de classe.Lajeado / RS . conforme as necessidades de utilização do material e equipamentos. emitindo requisições de compras. 4. estabelecendo os estoques mínimos no almoxarifado. equipamentos e edificações. bem como pelo planejamento e programação dos serviços de higiene e segurança. dinamismo. analisa.2. B) Assessorar profissionais da área de projetos e construção de máquinas.

estagiários e funcionários de empresas prestadoras de serviço.  Acompanhar as inspeções de segurança dos equipamentos de combate a incêndio. prestando assessoria necessária.  Acompanhar teste do sistema de combate a incêndio.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. ⇒ Investigar os acidentes ocorridos na empresa encaminhando propostas de melhorias.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho controlando o consumo e autorizando reposição dos mesmos. a fim de transmitir de forma adequada as noções e regras básicas de segurança.br 31 .  Elaborar / orientar empresas contratadas para o uso e cumprimento das normas de segurança.2 ATUAÇÃO ESPECÍFICA DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO ⇒ Identificar os fatores de risco de acidente de trabalho. visando assegurar racional suprimento destes materiais e equipamentos.2. tendo em vista o cumprimento das normas regulamentadoras. 4. solicitar e inspecionar equipamentos individuais de proteção utilizados na área industrial. ⇒ Indicar. (CAT.Lajeado / RS . encaminhamento ao SUS). revisando.  Garantir o uso de equipamentos de proteção individual através de distribuição racional e acompanhamento eficaz. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.com.  Participar ativamente dos trabalhos da CIPA.  Acompanhar a análise de risco de acidentes em cada operação. 267. com o objetivo de recomendar os procedimentos de execução adequados e compatíveis com as regras básicas de segurança.  Elaborar normas e procedimentos sobre segurança e proteção do trabalho da unidade e das empresas prestadoras de serviços. propondo melhorias ou a sua eliminação. sala 201 . junto com firmas credenciadas. observando in loco estas operações. bem como orientar os subordinados.  Preparar e ministrar treinamento introdutório sobre prevenção de acidentes para funcionários admitidos. doenças ocupacionais. tendo em vista o fiel cumprimento da política de segurança estabelecida. acompanhar vistoria nos equipamentos de proteção a incêndio realizada por entidades ligadas ao sistema de seguro da empresa. através de palestras e recursos didáticos disponíveis. fiscalizando o cumprimento das mesmas.

ou seja. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ⇒ Marcar perícia (acidentes) junto ao SUS e acompanhamento do afastamento do funcionário. ⇒ Levantamento de riscos ambientais.3 RESPONSABILIDADE DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO Como podemos verificar a responsabilidade do técnico de segurança do trabalho é muito grande. ⇒ Analisar funções de funcionários no local de trabalho. sala 201 . ⇒ Acompanhamento de perícias. ⇒ Atualizar dados estatísticos de acidentes do trabalho. ⇒ Atuar como instrutores em cursos de CIPA. limpeza. prevenção básica. recarga e conservação. ⇒ Auxiliar a CIPA na elaboração e confecção dos mapas de risco. pois embora exerça suas atividades principalmente na melhoria das condições do ambiente de trabalho. ⇒ Controlar extintores: validades. óleo diesel e produtos químicos. as mesmas estão diretamente ligadas ao ser humano. ⇒ Fazer relatórios diários das inspeções de segurança. ⇒ Preparar documentação para laudos de aposentadorias especiais junto ao INSS e digitar laudos (DSS8030). ⇒ Organizar e acompanhar a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT).Lajeado / RS . ⇒ Controlar equipamentos de emergência de segurança. reuniões. ⇒ Acompanhar e apoiar as CIPA’s (eleições. primeiros socorros e combate a incêndio. ao trabalhador.2. ⇒ Acompanhar descarga de amônia. ⇒ Analisar as condições de higiene do trabalho. 4.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com. documentação e cursos). ⇒ Acompanhamento de testes de EPI’s (vários fornecedores) e fazer contato com depto de compras. ⇒ Inspecionar procedimentos de segurança na linha de produção (uso de EPI’s e/ou solicitando troca de equipamentos). 267.br 32 .

sala 201 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.br 33 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho O Técnico de Segurança do Trabalho além das responsabilidades do dia a dia da profissão pode ser responsabilizado por danos que sua ineficiente atuação possa gerar ao trabalhador ou ao ambiente de trabalho. das prestações de acidente de trabalho NÃO EXCLUI a responsabilidade civil do empregador (art.4 RECOMENDAÇÕES • Cumprir as normas de SST (NR) • Cumprir a legislação previdenciária • Treinamento • Documentar • SESMT atuante e eficiente • Audiometria seqüencial • Assistente e técnico Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 121).3. porém fica excluída quando: • O empregado desobedece às ordens • O empregado provocou o acidente • Do Empregado • Cumprir as normas de segurança e saúde • Obedecer às ordens do empregador 4.com. RESPONSABILIDADE • Do Empregador • Cumprir as normas de segurança e saúde • Pagamento da previdência. 4.Lajeado / RS . 267.

provocando lesão corporal ou perturbação funcional. ou redução. ACIDENTES DO TRABALHO 5. no seu “Regulamento de Benefícios da Previdência Social”. embora não tenha sido a causa única. que cause a morte ou perda.br 34 . haja contribuído diretamente para a morte . ou a redução da capacidade de trabalho. Há casos. 4. 2. permanente ou temporária. ou a perda. a doença proveniente de contaminação acidental de pessoal da área médica.com. as instalações e ao meio ambiente). 267. o acidente que. podem ser encarados como tal: 1. de acidentes que. 5. inclusive companheiro de trabalho. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.1979. embora não se enquadrem na definição de acidentes do trabalho. sala 201 . no exercício de sua atividade. o acidente sofrido pelo empregado no local e horário de trabalho em conseqüência de: a) ato de sabotagem ou de terrorismo praticado por terceiro.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. podendo advir outras conseqüências como danos materiais (aos equipamentos. assim entendida a inerente ou peculiar a determinado ramo de atividade.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho • Advogado especializado e competente. 221 que tem a seguinte redação: Acidente do trabalho é aquele que pode ocorrer pelo exercício do trabalho a serviço da empresa. no seu Art. ligado ao trabalho. da capacidade para o trabalho.080 de 24.1 CONCEITO A definição legal é dada pelo Decreto 83. Doença profissional ou do trabalho. Para a Segurança do Trabalho. o acidente do ponto de vista prevencionista ocorre sempre que um fato não programado modifica ou põe fim à realização de um trabalho. aos produtos. 3.Lajeado / RS . o que ocasiona sempre perda de tempo.01. porém.

COM AFASTAMENTO: é o acidente que provoca incapacidade temporária. sala 201 .Lajeado / RS . a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa. inclusive de terceiro. É aquela em que o acidentado. em caráter permanente. (perda de um dos olhos. inclusive companheiro de trabalho. d) ato de pessoa privada do uso da razão.) Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. ou no próximo.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho b) ofensa física intencional. incapacidade permanente ou morte do acidentado. por motivo de disputa relacionada ao trabalho. 5. em intervalo de trabalho. Incapacidade temporária: é a perda de capacidade do trabalho por um período limitado de tempo. inclusive de propriedade do empregado.2 CLASSIFICAÇÃO SEM AFASTAMENTO: é o tipo de acidente em que o acidentado pode continuar sua função normal. e) desabamento. no mesmo dia do acidente.com. no horário normal de trabalho. b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito. 5. num superior a um ano. etc. devido ao acidente.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. de negligência ou de imperícia de terceiro. de um dedo.br 35 . inundação ou incêndio. o acidente sofrido pelo empregado ainda que fora do local e horário de trabalho. d) no trajeto da residência para o trabalho e vice versa. Incapacidade permanente parcial: é a redução parcial da capacidade de trabalho do acidentado. c) ato de imprudência. 267. f) outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior. volta ao mesmo executando suas funções normalmente. como fazia antes do acidente. c) em viagem a serviço da empresa. e) no percurso para o local de refeição ou de volta dele. seja qual for o meio de locomoção utilizado. depois de algum tempo afastado do serviço.

manipulação de carga incorreta. negligência. epilepsia. d) ferramental inadequado e ou defeituoso. desatenção.Lajeado / RS . e) condições gerais: retirada ou neutralização de dispositivos de segurança. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. b) falta de sinalização. c) condições emocionais: tensão. conflitos. d) não utilização de EPI. c) falta de proteção nas máquinas. traços de personalidade (percepção. capacidade de concentração. que põe em risco a integridade física do trabalhador. São aquelas que expõem o trabalhador a um risco derivado da própria natureza da empresa ou do tipo de atividade a que ele está exposto. * FATOR PESSOAL DE INSEGURANÇA: a) fatores fisiológicos: surdez. armazenamento contrário as normas de segurança. problemas psicomotores.br 36 . desobediência.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. displicência. inteligência. piso irregular e ou escorregadio.3 CAUSAS DOS ACIDENTES * ATOS INSEGUROS: são aqueles atos praticados conscientemente pelo trabalhador. perturbação mental. 1. 5. alcoolismo. escadas mal projetadas. rapidez de raciocínio). 267. dos dois pés. * CONDIÇÕES INSEGURAS: são aquelas atribuídas ao ambiente de trabalho.com. sala 201 . curiosidade. (perda de uma das mãos. mesmo que a prótese seja possível). utilização de ferramental inadequado. espaço físico deficiente. INSTALAÇÕES: inadequadas: a) localização inadequada. sabendo que dele pode advir um acidente. vestimenta inadequada.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Incapacidade permanente total: é a perda da capacidade total para o trabalho em caráter permanente. desconhecimento do processo ou da máquina. insuficiência visual. brincadeiras. pé direto baixo. b) fatores psicológicos: falta de aptidão.

4 TIPOS DE ACIDENTES 1. frio ou ruído excessivo. b. Contato com eletricidade. 7.quando o trabalhador é atingido por um objeto que cai devido à ação da gravidade.Lajeado / RS . quando escorrega ou tropeça. sala 201 . 4. de nível elevado. EQUIP. 4. atingindo principalmente a coluna vertebral e a região lombar. Esforço excessivo ou mau jeito . Queda de objetos .com. 2. Batida por . sem proteção. 9. E FERRAMENTAS: inadequadas.decorem da má posição do corpo. Batida contra . 5. Contato com temperaturas extremas e ou umidade.quando ocorre a prensagem do corpo ou parte dele entre um objeto fixo e um móvel ou entre dois móveis. 8. 267. defeituosas. de mesmo nível. j) instalações elétricas. Queda da pessoa: a. de movimentos brusco em más condições ou super esforço empregado. MÁQUINAS. g) calor. TEMPO: exigência de alta produtividade. h) produtos químicos i) aerodispersóides (poeira. etc. umidade. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho e) falta de ordem e ou limpeza.quando o trabalhador sofre batida de objetos. 6. Contato com produtos químicos. 2. quando cai de local mais alto. sem manutenção. MATÉRIA PRIMA: inadequada. adaptadas. 5. 3. Prensagem entre . 3. k) armazenagem contrária às normas de segurança.quando o trabalhador bate o corpo ou parte dele contra objetos.).br 37 . f) iluminação deficiente.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. vapor.

redução de produção e por conseqüência de lucro. MANUAL DE INSTRUÇÕES PARA PREENCHIMENTO DA COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DO TRABALHO – CAT I – Apresentação. PARA A NAÇÃO: diminuição de trabalhadores ativos e aumento de inativos. III – Informações gerais. sala 201 . VI – Legislação. VII – Anexos: anexo I . PAGAMENTO DE SEGUROS para Indenização de acidentes e doenças ocupacionais. II – Recomendações gerais. 4. PARA O GOVERNO: pagamento do trabalhador encostado no INSS. definições.Fluxo da CAT.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. caracterização do acidente do trabalho. 2. aumento de custo na folha de pagamento. PARA A EMPRESA: substituição do acidentado. aposentadorias precoces por invalidez ou doenças ocupacionais. ausência de contribuição social.Formulário da CAT. 6.5 CONSEQÜÊNCIAS 1.6 CONCLUSÃO Os acidentes do trabalho causam muitos problemas a todos e custam muito mais que investir em prevenção.br 38 . 5. prestações e procedimentos.com. financeiros. V – Conceito. anexo II . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 267. emocionais. PARA O TRABALHADOR: problemas físicos.Lajeado / RS .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 5. 3. ausência do profissional treinado. IV – Preenchimento do formulário CAT.

sala 201 .172/97. Instituto Nacional do Seguro Social . mas também trabalhista e social. estatístico e epidemiológico. II – Recomendações gerais Em face dos aspectos legais envolvidos. 8 – o formulário “Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT” poderá ser substituído por impresso da própria empresa.213/91 determina no seu artigo 22 que todo acidente do trabalho ou doença profissional deverá ser comunicado pela empresa ao INSS. 5 – não conter emendas ou rasuras. A comunicação. 7 – apresentar a CAT. elaborado por equipe do Ministério da Previdência e Assistência Social – MPAS. de preferência com caneta esferográfica.316/67. sob pena de multa em caso de omissão. prevista no subitem 1.2. é assegurar o correto preenchimento da Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT.032/95. 267.br 39 . recomenda-se que sejam tomadas algumas precauções para o preenchimento da CAT. que reterá a primeira via. desde que esta possua sistema de informação de pessoal mediante processamento eletrônico. principalmente o completo e exato preenchimento do formulário. verificar se todos os itens de identificação foram devida e corretamente preenchidos. tendo em vista as informações nele contidas. 4 – o preenchimento deverá ser feito a máquina ou em letra de forma. 6 – evitar deixar campos em branco. dentre elas: 1 – não assinar a CAT em branco. com todas as alterações ocorridas posteriormente até a Lei nº 9. em duas vias ao INSS. objeto deste manual foi prevista inicialmente na Lei nº 5. cabendo observar que o formulário Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.com. não apenas do ponto de vista previdenciário. Cabe ressaltar a importância da comunicação.INSS e Ministério do Trabalho e Emprego – MTE. regulamentada pelo Decreto nº 2. impressa em papel. A Lei nº 8. 3 – o atestado médico da CAT é de competência única e exclusiva do médico. 2 – ao assinar a CAT. observada a destinação das demais vias.Lajeado / RS .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho I – Apresentação O objetivo deste manual.

com. sucessivamente aumentada nas reincidências.Lajeado / RS . CAT reabertura.1 – A empresa deverá comunicar o acidente do trabalho. comunicado anteriormente ao INSS. ou doença profissional ou do trabalho. 3ª via – ao segurado ou dependente.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. b) reinicio de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho ou doença profissional ou do trabalho. cabendo a este comunicar ao segurado ou seus dependentes em qual Posto do Seguro Social foi registrada a CAT. até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 1. mediante formulário “Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT”. ocorrido após a emissão da CAT inicial. preenchido em quatro vias. já CAT comunicação de óbito. 1. c) falecimento decorrente de acidente ou doença profissional ou do trabalho. 267.0 2ª via – à empresa. 4ª via – ao sindicato de classe do trabalhador.1 – Deverão ser comunicadas ao INSS. ocorrido com seu empregado.173/97.2 – A comunicação será feita ao INSS por intermédio do formulário CAT. as seguintes ocorrências: Ocorrências: a) acidente do trabalho. 40 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho substituído deverá ser emitido por computador e conter todas as informações exigidas pelo INSS. III – Informações gerais 1 – Comunicação do acidente 1. sala 201 . em caso de morte. com a seguinte destinação: 1ª via – ao INSS. 1.3 – A entrega das vias da CAT compete ao emitente da mesma. sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o teto máximo do salário-de-contribuição.1. típico ou de trajeto.br Tipos de CAT: CAT inicial. aplicada e cobrada na forma do artigo 109 do Decreto nº 2. havendo ou não afastamento do trabalho. de imediato à autoridade competente.

aquele que corresponder à categoria profissional do trabalhador. a responsabilidade pelo preenchimento e encaminhamento da CAT é do Órgão Gestor de Mão de Obra – OGMO e. só caberá a emissão de CAT quando ocorrer acidente ou doença profissional ou do trabalho no exercício de atividade remunerada na condição de empregado. Marinha. ferroviário.9 – É obrigatória a emissão da CAT relativa ao acidente ou doença profissional ou do trabalho ocorrido com o aposentado por tempo de serviço ou idade.br 41 . 1. salvo a reabilitação profissional. embora não tenha direito a benefícios pelo INSS em razão do acidente.6 – No caso de segurado especial.1 – São autoridades públicas reconhecidas para esta finalidade: os magistrados em geral. no campo próprio.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 1. informando. no campo “CNAE”. a CAT deverá ser emitida pela empresa empregadora.9. a CAT poderá ser formalizada pelo próprio acidentado ou dependente. pelo médico responsável pelo atendimento. 1. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. na falta deste. pelo sindicato da categoria ou autoridade pública. 1.5 – No caso do trabalhador avulso. 1. sala 201 .1 – Neste caso. Aeronáutica e Forças Auxiliares (Corpo de Bombeiros e Polícia Militar).10 – Tratando-se de presidiário.5.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 1. os membros do Ministério Público e dos Serviços Jurídicos da União e dos Estados.7 – Quando se tratar de marítimo. na sua falta. 267. o nome e o CGC ou CNPJ da empresa onde ocorreu o acidente.1 – Para este trabalhador. 1.Lajeado / RS . que permaneça ou retorne à atividade após a aposentadoria. 1.6. ao seu sindicato preencher e assinar a CAT. motorista ou outro trabalhador acidentado fora da sede da empresa caberá ao representante desta comunicar o acidente. 1. trabalhador avulso.8 – Tratando-se de acidente envolvendo trabalhadores a serviço de empresas prestadoras de serviços. médico-residente ou segurado especial. do sindicato da categoria.4 – Tratando-se de trabalhador temporário. 1. a comunicação referida neste item será feita pela empresa de trabalho temporário. a CAT também será obrigatoriamente cadastrada pelo INSS.com. compete ao OGMO e. aeroviário. os comandantes de unidades militares do Exército. registrando nos campos “Razão Social/Nome” e “Tipo” (de matrícula) os dados referentes ao OGMO ou sindicato e.

Lajeado / RS . 2 – Comunicação de reabertura 2. 267. 1. médico assistente (serviço de saúde público ou privado) ou médico responsável pelo PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – previsto na NR nº 7). quando houver reinício de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho ou doença ocupacional comunicado anteriormente ao INSS.11.1 – A comunicação a que se refere este item não exime a empresa da responsabilidade pela falta de emissão da CAT. do atendimento médico ou da residência do acidentado.A CAT poderá ser apresentada no Posto do Seguro Social – PSS mais conveniente ao segurado.6.6.1. 1.br 42 . beneficiário ou sindicato da classe ou autoridade pública definida no subitem 1. seus dependentes.com. com descrição da atividade e posto de trabalho para fundamentar o nexo causal e o técnico. o sindicato da categoria.14 – Quando a doença profissional ou do trabalho se manifestar após a desvinculação do acidentado da empresa onde foi adquirida. do local do acidente. o que jurisdiciona a sede da empresa.13 – No caso de doença profissional ou do trabalho. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.1 – Deve ser considerada como sede da empresa a dependência. 1. podem formalizá-la o próprio acidentado.1.15. acompanhada de relatório médico preenchido pelo médico do trabalho da empresa.12 – Todos os casos com diagnóstico firmado de doença profissional ou do trabalho devem ser objeto de emissão de CAT pelo empregador. e na falta desta poderá ser feita pelo serviço médico de atendimento. 1.11 – Na falta de comunicação por parte da empresa.1 – As reaberturas deverão ser comunicadas ao INSS pela empresa ou beneficiário. que possua matrícula no Cadastro Geral de Contribuintes – CGC ou no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ. deverá ser emitida CAT por aquela empresa. o médico que o assistiu ou qualquer autoridade pública prevista no subitem 1.15 . 1. bem como a obra de construção civil registrada por pessoa física. 1. sala 201 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 1. a CAT deverá ser emitida após a conclusão do diagnóstico. tanto a matriz quanto a filial.

IV – Preenchimento do formulário CAT Quadro I – EMITENTE I. (2) reabertura – quando houver reinicio de tratamento ou afastamento por agravamento da lesão (acidente ou doença comunicado anteriormente ao INSS). sendo: (1) inicial – refere-se à primeira comunicação do acidente ou doença do trabalho. que serão relativos à data da reabertura.1 – Informações relativas ao EMPREGADOR Campo 1. atestado médico e data da emissão.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 2. médico assistente.Lajeado / RS . constando a data do óbito e os dados relativos ao acidente inicial. ocorrido após a emissão da CAT inicial ou da CAT reabertura.com. 3 – Comunicação de óbito 3. ocorrido após a emissão da CAT certidão de óbito e quando empregador. sala 201 . sendo: Campo 2. Emitente – informar no campo demarcado o dígito que especifica o (1) (2) (3) (4) (5) CAT. Tipo de CAT – informar no campo demarcado o dígito que especifica o tipo de Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.br 43 . Deverá ser anexada a cópia da houver. responsável pela emissão da CAT.6. último dia trabalhado.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. do laudo de necropsia.2 – Na CAT de reabertura deverão constar às mesmas informações da época do acidente. 267. será comunicado ao INSS através da CAT comunicação de óbito. autoridade pública (subitem 1. segurado ou seus dependentes. exceto quanto ao afastamento. em decorrência de acidente do trabalho.1 da Parte III). Anexar a certidão de óbito e quando houver o laudo de necropsia. (3) comunicação de óbito – refere-se à comunicação inicial. sindicato. do óbito.1 – O óbito decorrente de acidente ou doença ocupacional.

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Obs.: Os acidentes com morte imediata deverão ser comunicados por CAT inicial. Campo 3. Razão Social/Nome – informar a denominação da empresa empregadora. Considera-se empresa na forma prevista no artigo 14 do Decreto 2.173/97: a) a firma individual ou a sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e as entidades da administração direta, indireta e fundacional; b) o trabalhador autônomo e equiparado, em relação ao segurado que lhe presta serviço; c) a cooperativa, associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade, inclusive a missão diplomática e a repartição consular de carreira estrangeiras; d) o operador portuário e o órgão gestor de mão de obra - de que trata a Lei 8.630 de 25 de fevereiro de 1993. Obs.: Informar o nome do acidentado, quando segurado especial. Campo 4. Tipo e número do documento – informar o código que especifica o tipo de documento, sendo: (1) CGC/CNPJ – informar o número da matrícula no Cadastro Geral de Contribuintes – CGC ou da matrícula no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ, da empresa empregadora; (2) CEI – informar o número de inscrição no Cadastro Específico do INSS quando o empregador for pessoa jurídica desobrigada de inscrição no CGC/CNPJ; (3) CPF – informar o número de inscrição no Cadastro de Pessoa Física quando o empregador for pessoa física; (4) NIT – informar o Número de Identificação do Trabalhador no INSS quando for segurado especial. Campo 5. CNAE – informar o código relativo à atividade principal do estabelecimento, em conformidade com aquela que determina o Grau de Risco para fins de contribuição para os benefícios concedidos em razão do grau de incidência da incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho. O código CNAE (Classificação Nacional de Atividade Econômica) encontra-se no documento de CGC ou CNPJ da empresa ou no Anexo do Decreto nº 2.173/97.

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Obs.: No caso de segurado especial, o campo poderá ficar em branco. Campo 6 a 9. Endereço – informar o endereço completo da empresa empregadora (art. 14 do Decreto nº 2.173/97). Obs.: Informar o endereço do acidentado, quando segurado especial. O número do telefone, quando houver, deverá ser precedido do código DDD do município. I.2 – Informações relativas ao ACIDENTADO Campo 10. Nome – informar o nome completo do acidentado, sem abreviaturas. Campo 11. Nome da mãe – informar o nome completo da mãe do acidentado, sem abreviaturas. Campo 12. Data de nascimento – informar a data completa de nascimento do acidentado, utilizando quatro dígitos para o ano. Exemplo: 16/11/1960. Campo 13. Sexo - informar (1) masculino e (2) feminino. Campo 14. Estado civil - informar (1) solteiro, (2) casado, (3) viúvo, (4) separado judicialmente, (5) outros, e quando o estado civil for desconhecido informar (6) ignorado. Campo 15. CTPS – informar o número, a série e a data de emissão da Carteira Profissional ou da Carteira de Trabalho e Previdência Social. Obs.: No caso de segurado empregado, é obrigatória a especificação do número da CTPS. Campo 16. UF – informar a Unidade da Federação de emissão da CTPS. Campo 17. Carteira de identidade – informar o número do documento, a data de emissão e o órgão expedidor. Campo 18. UF – informar a Unidade da Federação de emissão da Carteira de Identidade. Campo 19. PIS/PASEP – informar o número de inscrição no Programa de Integração Social – PIS ou no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público – PASEP, conforme o caso. Obs.: No caso de segurado especial e de médico residente, o campo poderá ficar em branco. Campo 20. Remuneração mensal – informar a remuneração mensal do acidentado em moeda corrente na data do acidente.

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Campo 21 a 24. Endereço do acidentado – informar o endereço completo do acidentado. O número do telefone, quando houver, deverá ser precedido do código DDD do município. Campo 25. Nome da ocupação – informar o nome da ocupação exercida pelo acidentado à época do acidente ou da doença. Campo 26. CBO – informar o código da ocupação constante no Campo 25 segundo o Código Brasileiro de Ocupação. Campo 27. Filiação à Previdência Social – informar no campo apropriado o tipo de filiação do segurado, sendo: (1) empregado; (2) trabalhador avulso; (7) segurado especial; (8) médico residente (conforme a Lei nº 8.138/90). Campo 28. Aposentado? – informar "sim" exclusivamente quando se tratar de aposentado pelo Regime Geral de Previdência Social - RGPS. Campo 29. Área – informar a natureza da prestação de serviço, se urbana ou rural. I.3 – Informações relativas ao ACIDENTE OU DOENÇA Campo 30. Data do acidente – informar a data em que o acidente ocorreu. No caso de doença, informar como data do acidente a da conclusão do diagnóstico ou a do início da incapacidade laborativa, devendo ser consignada aquela que ocorrer primeiro. A data deverá ser completa. Exemplo: 23/11/1998. Campo 31. Hora do acidente – informar a hora da ocorrência do acidente, utilizando quatro dígitos (Exemplo: 10:45). No caso de doença, o campo deverá ficar em branco. Campo 32. Após quantas horas de trabalho? – informar o número de horas decorridas desde o início da jornada de trabalho até o momento do acidente. No caso de doença, o campo deverá ficar em branco. Campo 33. Houve afastamento? – informar se houve ou não afastamento do trabalho. Obs.: É importante ressaltar que a CAT deverá ser emitida para todo acidente ou doença relacionados ao trabalho, ainda que não haja afastamento ou incapacidade.

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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com.informar a unidade da federação onde ocorreu o acidente.). rampa de acesso. Último dia trabalhado – informar a data do último dia em que efetivamente houve trabalho do acidentado. (5) outros. podendo ser máquina. 267. Campo 41. sendo: (1) em estabelecimento da empregadora. no caso de constar no campo 35 a opção 2. (3) em via pública.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Campo 34. Munícipio do local do acidente . Especificação do local do acidente – informar de maneira clara e precisa o local onde ocorreu o acidente (Exemplo: pátio. Campo 37. Campo 38. do trabalho. etc. Descrição da situação geradora do acidente ou doença Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.: Só preencher no caso de constar 1 (Sim) no Campo 33.br 47 . equipamento ou ferramenta. ou produtos químicos. Local do acidente – informar o local onde ocorreu o acidente. (4) em área rural. – para doenças profissionais. Agente causador – informar o agente diretamente relacionado ao acidente. Ex: 23/11/1998. Campo 42. CGC/CNPJ – informar o nome e o CGC ou CNPJ da empresa onde ocorreu o acidente/doença. nome da rua. atropelamento. agentes físicos ou biológicos como benzeno. quando se tratar de parte do corpo que seja bilateral. (2) em empresa onde a empregadora presta serviço. ou equiparadas informar o órgão ou sistema lesionado. UF . ainda que a jornada não tenha sido completa. Campo 36. Pode ainda ser consignada uma situação específica como queda.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. sílica.: Deverá ser especificado o lado atingido (direito ou esquerdo). ruído ou salmonela.Lajeado / RS . sala 201 .informar o nome do município onde ocorreu o acidente. Campo 39. seja externa ou internamente. Parte(s) do corpo atingida(s) – para acidente de trabalho deverá ser informada a parte do corpo diretamente atingida pelo agente causador. Campo 40. Campo 35. posto de trabalho. Obs. como uma prensa ou uma injetora de plásticos. choque elétrico. Obs.

o laudo de necropsia. e não benzenismo). 267.br 48 . Obs. Campo 43. . I. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Lajeado / RS . Campo 44. Houve registro policial? – informar se houve ou não registro policial. deverá ser encaminhada cópia do documento ao INSS oportunamente. Obs. . fica dispensado o carimbo.: Evitar consignar neste campo o diagnóstico da doença ou lesão (Exemplo: indicar a exposição continuada a níveis acentuados de benzeno em função da atividade de pintar motores com tintas contendo solventes orgânicos. Assinatura e carimbo do emitente – no caso da emissão pelo próprio segurado ou por seus dependentes.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com. Houve morte? – o campo deverá constar SIM sempre que tenha havido morte em tempo anterior ao do preenchimento da CAT. a empresa deverá emitir CAT para a comunicação de óbito. independentemente de ter ocorrido na hora ou após o acidente. devendo ser consignado o nome legível do emitente ao lado ou abaixo de sua assinatura. Local e data – informar o local e a data da emissão da CAT. No caso de acidente com morte. Quadro II – ATESTADO MÉDICO Deverá ser preenchido por profissional médico. o ambiente ou as condições em que o trabalho era realizado.no caso de doença.tratando-se de acidente de trajeto. quando houver. Testemunhas – informar o nome e endereço completo das testemunhas que tenham presenciado o acidente ou daquelas que primeiro tenham tomado ciência do fato. Deverá ser anexada cópia da certidão de óbito.4 – Informações relativas às TESTEMUNHAS Campo 45 a 52. especificar o deslocamento e informar se o percurso foi ou não alterado ou interrompido por motivos alheios ao trabalho.: Quando houver morte decorrente do acidente ou doença. após a emissão da CAT inicial. No caso de constar 1 (SIM).CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho – descrever a situação ou a atividade de trabalho desenvolvida pelo acidentado e por outros diretamente relacionados ao acidente. sala 201 . descrever a atividade de trabalho. devendo ser apresentada a certidão de óbito e. o preenchimento é dispensável.

: Havendo recomendação especial para a permanência no trabalho.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Campo 53. Exemplo: 15:10. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.informar (1) sim ou (2) não. edema no antebraço esquerdo e dor à movimentação da flexão do punho esquerdo. se há recomendação especial para permanência no trabalho. etc. tipo da lesão e/ou quadro clínico da doença. CID – 10 – Classificar conforme o CID – 10. Exemplo: 23/11/1998.br 49 . Campo 58. como condições patológicas pré-existentes. Duração provável do tratamento – informar o período provável do tratamento.com. Campo 55. Campo 56. Exemplo: a) edema. 4 – entorse e distensão do tornozelo. objetivamente. Campo 62. equimose e limitação dos movimentos na articulação tíbio társica direita.Lajeado / RS . concausas. utilizandose quatro dígitos para o ano. Hora – Informar a hora do atendimento utilizando quatro dígitos. sistemas ou aparelhos. Local e data – informar o local e a data do atendimento médico. Houve internação? . mesmo que superior a quinze dias. Data – informar a data do atendimento. Observações – citar qualquer tipo de informação médica adicional. citando a parte do corpo atingida. 9 – sinovite ou tendinite não especificada. b) tendinite dos flexores do carpo. Deverá o acidentado afastar-se do trabalho durante o tratamento? informar (1) sim ou (2) não. Campo 61. informando a natureza. Campo 54. justificar. b) M65. A data deverá ser completa. Campo 60. o diagnóstico. Campo 57. Exemplo: a) S93. 267. Diagnóstico provável – informar. Campo 59. se há compatibilidade entre o estágio evolutivo das lesões e a data do acidente declarada.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. b) sinais flogísticos. sala 201 . Obs. Unidade de atendimento médico – informar o nome do local onde foi prestado o atendimento médico. Descrição e natureza da lesão – fazer relato claro e sucinto. Exemplo: a) entorse tornozelo direito.

temporária ou permanente. 1.br 50 . a perda ou redução. 1. 267. definições e caracterização do acidente do trabalho.com. b) a doença do trabalho.Lajeado / RS . prestações e procedimentos 1 – Conceito do acidente do trabalho e doença ocupacional.2 – Não são consideradas como doença do trabalho: a) a doença degenerativa.2 – Em caso excepcional. V – Conceito. sala 201 .1 – Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. desde que constante da relação de que trata o Anexo II do Decreto nº 2.172/97.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Assinatura e carimbo do médico com CRM – apor assinatura. nos termos deste item: a) a doença profissional. constatando-se que a doença não incluída na relação constante do Anexo II resultou de condições especiais em que o trabalho é executado e com ele se relaciona diretamente.1 – É considerado como acidente do trabalho. trabalhador avulso.1. 1. constante da relação de que trata o Anexo II do Decreto nº 2. 1. médico residente.172/97.1.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. com o segurado empregado. da capacidade para o trabalho. a Previdência Social (INSS) deve equipará-la a acidente do trabalho. Quadro III – INSS Campos de uso exclusivo do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS. b) a inerente a grupo etário. assim entendida a adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente. carimbo e CRM do médico responsável. bem como com o segurado especial no exercício de suas atividades. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte. assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade. c) a que não produz incapacidade laborativa.

inundação.br 51 . e) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela. de negligência ou de imperícia de terceiro. 1. inclusive veículo de propriedade do segurado. b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito. e) desabamento. incêndio e outros casos fortuitos decorrentes de força maior.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho d) a doença endêmica adquirida por segurados habitantes de região onde ela se desenvolva. embora não tenha sido a causa única.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.3 – Equiparam-se também a acidente do trabalho: I – o acidente ligado ao trabalho que. quando financiada por esta. ainda que fora do local e horário de trabalho: a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa. sala 201 . haja contribuído diretamente para a morte do segurado. ou de companheiro de trabalho. salvo se comprovado que resultou de exposição ou contato direto determinado pela natureza do trabalho. por motivo de disputa relacionada com o trabalho. III – a doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua atividade. c) em viagem a serviço da empresa. inclusive veículo de propriedade do segurado. 267. b) ofensa física intencional. sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro de trabalho. d) ato de pessoa privada do uso da razão. qualquer que seja o meio de locomoção. em conseqüência de: a) ato de agressão. inclusive para estudo. d) independentemente do meio de locomoção utilizado. dentro de seus planos para melhor capacitação da mão-de-obra. para perda ou redução da sua capacidade para o trabalho. ou que tenha produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação.Lajeado / RS . c) ato de imprudência. II – o acidente sofrido pelo segurado no local e horário do trabalho. inclusive de terceiro.com. IV – o acidente sofrido. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.

tratando-se de trabalhador avulso.Lajeado / RS . a data do início da incapacidade laborativa para o exercício da atividade habitual ou o dia em que for realizado o diagnóstico.3. 1. Não havendo limite de prazo estipulado para que o segurado atinja o local de residência.4 – Será considerado agravamento de acidente do trabalho aquele sofrido pelo acidentado quando estiver sob a responsabilidade do Setor de Reabilitação Profissional. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. o infortúnio ocorrido durante estas atividades será considerado como acidente do trabalho. 2 – Campo de Aplicação 2. Nota: Não será considerado acidente do trabalho o ato de agressão relacionado a motivos pessoais.7 – Será considerado como dia do acidente. ou por ocasião da satisfação de outras necessidades fisiológicas. 267. sem alteração ou interrupção por motivo pessoal do percurso do segurado. 1. 1. f) no percurso da residência para o OGMO ou sindicato de classe e destes para aquela.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho desde que não haja interrupção ou alteração de percurso por motivo alheio ao trabalho. cabendo para esse efeito o que ocorrer primeiro. se associe ou se superponha às conseqüências do acidente anterior.2 – Entende-se como percurso o trajeto da residência ou do local de refeição para o trabalho ou deste para aqueles. refeição ou do trabalho. 1. o empregado será considerado a serviço da empresa.6 – Quando expressamente constar do contrato de trabalho que o empregado deverá participar de atividades esportivas no decurso da jornada de trabalho. resultante de outra origem.com.5 – Não será considerado agravamento ou complicação de acidente do trabalho a lesão que. 1. no local do trabalho ou durante este.3.1 – No período destinado à refeição ou descanso. deve ser observado o tempo necessário compatível com a distância percorrida e o meio de locomoção utilizado.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.br 52 . independentemente do meio de locomoção. sala 201 .1 – As prestações relativas ao acidente do trabalho são devidas: a) ao empregado. no caso de doença profissional ou do trabalho. 1.

não fará jus a prestação alguma da Previdência Social em decorrência do exercício dessa atividade. -redução da . 2. especial ou idade pelo Regime Geral de Previdência Social – RGPS que permanecer ou retornar à atividade sujeita a este regime.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. . -concessão de aposentadoria. -cessação da invalidez. na empresa.no dia em que o auxílio-doença Aposentadoria por invalidez (esp.Lajeado / RS . a condição de empregado.92) Acidentado do trabalho .94) Pensão Acidentado do trabalho Dependentes do teria início. 267.com. c) ao autônomo e outros equiparados. doença. d) ao segurado especial.2 – Benefícios pecuniários: CONDIÇÕES P/ CONCESSÃO DATA DA CESSAÇÃO BENEFÍCIOS BENEFICIÁRIOS DATA DE INÍCIO VALOR Auxílio-doença (esp.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho b) ao trabalhador avulso.afastamento do trabalho por invalidez acidentaria. 91) Acidentado do trabalho .no dia seguinte à cessação do auxíliodoença. o aposentado por tempo de serviço.data do afastamento demais segurados. . sócios que não tenham. 3. ou .morte.óbito. . 2. . de 28/12/90).br 53 .3 – A partir de 11/11/97.2 – Não são devidas as prestações relativas ao acidente do trabalho: a) ao empregado doméstico. -morte do 91% do salário de benefício 100% do Salário de benefício Auxílio Acidente (esp. diretor não empregado.volta ao trabalho. .1 – Serviço: reabilitação profissional. c) ao médico-residente (Lei nº 8.16º dia de afastamento consecutivo para empregado. exceto ao salário-família e à reabilitação profissional. 3.alta médica. ou 50% do salário de benefício 100% do Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. b) ao empresário: titular de firma individual urbana ou rural. Prestações por acidente do trabalho ou doença ocupacional 3. membro de conselho de administração de sociedade anônima.volta ao trabalho. -morte por acidente do . -cessação da incapacidade.138. . .concessão de auxílio-acidente ou aposentadoria.afastamento do trabalho por incapacidade laborativa temporária por acidente do trabalho. . .morte. . sala 201 .dia seguinte a capacidade laborativa cessação do auxíliopor lesão acidentaria. d) ao facultativo.data do óbito.

b) o valor será a renda mensal do auxílio-doença cessado.Lajeado / RS . quando o INSS responderá o quesito “É reconhecido o direito do segurado à habilitação ao benefício acidentário?”.Havendo agravamento da lesão acidentária será devida a reabertura do auxílio-doença acidentário.com. Cód.A prestação de assistência médica não é atribuição do INSS. .data da entrada do requerimento quando requerida após 30 dias do óbito.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.93) Acidentado do trabalho trabalho.2 – doença profissional ou do trabalho. constante na CAT. 3. 3.1 . reajustada pelos mesmos índices de correção dos benefícios previdenciários em geral até o início da reabertura.1 – acidente típico (o que ocorre a serviço da empresa).3 .3 – acidente do trajeto (o que ocorre no percurso residência ou refeição para o local de trabalho e vice-versa).1. após a comprovação da incapacidade laborativa pela perícia médica do INSS.br 54 . Cód. 3. 267.Para reabertura ocorrida após a cessação do auxílio-doença acidentário tendo o acidentado retornado ou não ao trabalho: a) o reinício será na data do novo afastamento. dependente.1 – Esta informação constará no campo de responsabilidade do INSS. sala 201 . b) o salário de benefício consiste na média aritmética simples de todos os últimos salários de contribuição relativos aos meses imediatamente anteriores ao do afastamento da atividade ou da data de entrada do requerimento.213/91). -cessação da qualidade de dependente. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. apurados em período não superior a 48 (quarenta e oito) meses.4 . após análise administrativa dos dados sobre o acidentado e das circunstâncias da ocorrência e o devido enquadramento nas situações previstas na legislação pertinente (Lei nº 8.3.: a) o valor da renda mensal da aposentadoria por invalidez será acrescida de 25% (vinte e cinco por cento) desse valor. quando comprovado através de avaliação médico pericial que o acidentado necessita de acompanhante.1 – Os acidentes são classificados em três tipos: Cód.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho (esp. 4. 4 – Caracterização 4. até o máximo de 36 (trinta e seis). salário de benefício Obs.

Relação dos 36 últimos salários de contribuição apurados até 48 meses Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. c) a “causa mortis” e o acidente.PIS/PASEP.1 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. . Habilitação dos benefícios acidentários 5.Lajeado / RS .Contrato de trabalho quando não constar na CTPS.2 . 4. Cédula de identidade. 4. que ocorrerá a partir do primeiro dia de afastamento para o trabalhador avulso.Comunicado o acidente ou doença do trabalho o segurado ou dependente deverá comparecer ao INSS. o código da unidade.172/97.2. sendo que a caracterização técnica deverá ser efetuada pelo Setor de Perícia Médica do INSS. . a data do recebimento.Após a habilitação o direito ao benefício dar-se-á posteriormente ao reconhecimento técnico do nexo causal entre o acidente e a lesão.Carteira do Trabalho e Previdência Social (CTPS).Não é responsabilidade do INSS a caracterização do nexo técnico para fins de exame pré-admissional ou demissional da empresa. para habilitação ao benefício.br 55 . segurado especial e médico residente e no caso de empregado a partir do 16º (décimo sexto) dia de afastamento do trabalho por acidente ou doença.2 – O INSS informará na CAT.1. sala 201 . o nº do registro aporá a matrícula e assinatura do servidor responsável pela recepção da comunicação. 267. que fará o reconhecimento técnico do nexo causal entre: a) o acidente e a lesão. CPF.Comprovante de inscrição no INSS. 4. a doença e o trabalho e definição do grau de incapacidade pela perícia médica do INSS na forma prevista no subitem 4. Nos casos de morte a avaliação quanto ao nexo "causa mortis" e o acidente ou doença do trabalho ocorrerá após a comunicação do óbito ao INSS.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 4. munido da seguinte documentação: .2. b) a doença e o trabalho. 5.com.Declaração do OGMO ou Sindicato para o trabalhador avulso. quando tratar-se de médico residente. .Para que o acidente ou doença seja considerado como acidente do trabalho é imprescindível que estejam em acordo com os conceitos previstos no Decreto nº 2.2 .1 . carnês de recolhimento de contribuições e o contrato de residência médica. .2. .

para fins de caracterização ou não do acidente ou doença como do trabalho.172/97.2 O INSS poderá solicitar a apresentação de outros documentos e esclarecimentos. bem como emitir pesquisas e diligências. . para concessão ou indeferimento do benefício acidentário. .Documentos dos dependentes para o caso de requerimento de pensão.173/97.Lajeado / RS . .com. 5.Endereço completo com CEP atualizado. 267. .br 56 . .Ocorrência policial (quando houver). . Decreto nº 2.528/97.213/91 com alterações da Lei nº 9. Termo de Tutela/Curatela. sala 201 . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. visando a elucidação e comprovação dos fatos.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.Outros que se fizerem necessários a cada caso.032/95 e da Lei nº 9.Certidão de óbito e laudo de exame cadavérico (se houver) no caso de morte. .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho anteriores ao mês do afastamento. Decreto nº 2.Documentos que comprovem o exercício da atividade rural na condição de segurado especial.Certidão de Nascimento dos dependentes e quando for o caso. VI – Legislação • • • Lei nº 8.

Anexo I – Formulário CAT Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. sala 201 .br 57 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho VII .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.Lajeado / RS . 267.com.

Lajeado / RS .com. sala 201 .br 58 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Anexo II – FLUXOGRAMA Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 267.

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 7. verde e azul-violetado. às vezes denominadas cores de refletância ou cores-tinta) as cores indecomponíveis são o vermelho.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com. Para os que trabalham com cor-luz. as primárias são: vermelho.Lajeado / RS . 3). objetivando a prevenção contínua de acidentes na empresa. sala 201 . o artista e todos os que trabalham com substâncias corantes opacas (cores-pigmento. Para o químico. produzem todas as cores do espectro. A mistura dessas três luzes coloridas produz o branco. Classificação das Cores Cor geratriz ou primária é cada uma das três cores indecomponíveis que.br 59 . COR E SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA 7. misturadas em proporções variáveis. denominando-se o fenômeno síntese aditiva (ilust. o amarelo e o azul (ilust. 267.1 Objetivo da Sinalização de Segurança A sinalização de segurança visa organizar e identificar situações de risco nos setores de trabalho. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 2).2. 7.

verde e azul). amarelo e anil. azul e laranja. essas cores vêm sendo consideradas primárias.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Desde as experiências de Lê Blond em 1730. sala 201 . amarelo. excluindo-se o verde puro.Lajeado / RS . pintura em aquarela e para todos os que utilizam cor-pigmento transparente.é a intermediária entre uma cor secundária e qualquer das duas primárias que lhe dão origem. Cor terciária . adota-se em Física a formulação de que cores complementares são aquelas cuja mistura produz o branco.é a cor formada em equilíbrio óptico por duas cores primárias. todas as demais cores simples são complementares de uma outra cor simples. Cor secundária . Cor complementar . Em Física.esverdeado. as primárias são o magenta. Segundo Helmholtz.Desde a época de Newton. Nas artes gráficas. complementando uma a outra.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. produz igualmente o cinza-neutro. A superposição de filtros coloridos magenta.com. o amarelo e o dano. amarelo e ciano. ou por transparência em retículas. reduzindo-se assim para três as quatro cores primárias de Leonardo da Vinci (vermelho. 267. interceptando a luz branca. A mistura dessas três cores também produz o cinza-neutro por síntese subtrativa. formando os seguintes pares: vermelho e azul. cores complementares significam par de cores.br 60 .

são o vermelho e o amarelo. Os verdes. Nessa indução reside a essência da beleza cromática. numa escala de amarelos e vermelhos. vermelhos e amarelos de suas composições. uma cor tanto poderá parecer fria como quente. na impressão gráfica. dependendo da relação estabelecida entre ela e as demais cores de determinada gama cromática. e o verde. Além disso. das mutações cromáticas e do fenômeno da cor inexistente. parecerá frio.br . Para a reprodução aproximada de sua infinita variedade. Cores frias . e as demais cores em que eles predominem. Cor natural é a coloração existente na natureza. frente a vários azuis. Cor aparente ou acidental é a cor variável apresentada por um objeto segundo a propriedade da luz que o envolve ou a influência de outras cores próximas.Lajeado / RS . a luminosidade e a saturação.A aparência da cor se caracteriza por três valores: a tonalidade. Cores e tons . sala 201 .são o azul. Um verde médio. parecerá quente. além das cores primárias. bem como as outras cores predominadas por eles.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Cores quentes . violáceos. podemos classificar como indução as manifestações dos contrastes simultâneos de cores. são necessários o branco e o preto.com. dependendo da percentagem de azuis. Em certa medida. 61 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. O mesmo verde. 267. Cor induzida é a coloração acidental de que se tinge uma cor sob a influência de uma cor indutora.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. carmins e uma infinidade de tons poderão ser classificados como cores frias ou como cores quentes.

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Tonalidade . por meio emprego adequado das cores. Na maioria das vezes não atentamos para a diferença de coloração e continuamos a considerar branco o lençol. claridade ou saturação próprias. vice-versa. Exemplificando. não depende unicamente de sua tonalidade.É a característica quantitativa de uma cor. ou quanto mais pura for. Se neste entram apenas os elementos físicos (luz) e fisiológico (o olho). O poder de excitação. quando iluminado por ela. o valor como estimulante da atenção que uma cor provoca. como uma de suas características físicas. a cor apresentada por eles quando iluminados pela 62 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Quando uma cor se encontra em sua máxima força e não contém nenhuma fração de branco e preto. amarelo.É a capacidade de reflexão da luz. Considera-se mais saturada. ou matizes diferentes por que pode passar uma cor. sala 201 . 267. verde. mas também da superfície que ocupa e das cores vizinhas (sobretudo do fundo). como tão violáceo quanto a luz do mercúrio que o ilumina. PERCEPÇÃO DA COR O fenômeno da percepção da cor é bastante mais complexo que o da sensação. quando em realidade ele é tão amarelo quanto a luz incandescente. vermelho. É o efeito produzido pelo suavizamento ou escurecimento de uma tinta pela adição do branco ou preto. Pode-se dizer também. tanto sob a luz incandescente amarela como sob a luz violácea de mercúrio. o rosa é menos saturado que o vermelho porque contém branco. que é a gradação de uma cor. etc.br . partindo-se do mais claro até o mais escuro. ou vice-versa. um texto.É a característica qualitativa de uma a cor. que se especifica com os termos azul. os dados psicológicos que alteram substancialmente a qualidade do que se vê. Saturação .Lajeado / RS .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. podemos citar o fato de um lençol branco nos parecer sempre branco. que incorpora aos objetos. diz-se que tem saturação máxima. a cor que menos branco ou preto contiver. Por exemplo. por uma codificação do cérebro. naquele entram.que depende da quantidade de preto ou gris que contém e faz com que uma cor se aproxime mais ou menos do branco (luminoso) ou do preto escuro). Luminosidade .com. etc) pode reforçar-se sem aumentar e. além dos elementos citados. Uma forma (um objeto.

valor (luminosidade ou brilho) e croma (saturação ou pureza da cor). Contraste: o contraste simultâneo se baseia no princípio de que nenhuma cor tem valor por si mesmo. devido à ação simultânea das complementares. Na percepção distinguem-se três características principais que correspondem aos parâmetros básicos da cor: matiz (comprimento de onda). devido à ação simultânea das complementares. À distância se vê primeiro o contraste amarelo-preto. As principais formas de contrastes geralmente consideradas como meios ótimos de expressões cromáticas são: Contraste de tom: o mais contrastante é o de duas complementares empregadas sem modulações intermediárias.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. com Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. puro. que irrita os olhos. As experiências realizadas demonstram que os elementos gráficos escuros sobre fundo claro são percebidos melhor que os claros sobre fundos escuros. Apesar de ser forte. atenuando as restantes com branco ou preto.com. As cores amarelas e cian são as que melhor se lêem distância.O contraste branco-preto tem um valor médio. transformando em valor subjetivo as cores permanentes dos corpos naturais.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho luz solar. À distância se vê primeiro o contraste amarelo-preto. e sim que se matiz é acentuado. atenuado ou modificado pela influência das cores justapostas. que irrita os olhos.O contraste branco-preto tem um valor médio.Lajeado / RS . A visibilidade do contraste vermelho-verde é pobre. A visibilidade do contraste vermelho-verde é pobre. As experiências realizadas demonstram que os elementos gráficos escuros sobre fundo claro são percebidos melhor que os claros sobre fundos escuros das cores. não resulta ofensivo caso se procure ressaltar uma só. e é muito escassa também a do azul-verde. Visibilidade das cores As cores amarelas e cian são as que melhor se lêem distância.br 63 . Contraste de branco ou preto: dá-se no claro escuro entre o branco. Contraste de saturação: produz-se pela modulação de um tom saturado. sala 201 . o preto e o cinza. e é muito escassa também a do azul-verde. 267.

o violeta e verde justaposto:ao violeta acrescenta-se a cor complementar do verde. principalmente da letra sobre fundo. o verde por sua vez. cuja cor não muda.com. em que tantas vezes útil selecionar cores que se intensificam reciprocamente. chamam mais a atenção. Contraste de superfície: baseia-se no equilíbrio proporcionado entre a superfície ocupada pelas cores e seu grau de calor: menor espaço para as cores quentes e mais espaço para as frias. É grande a importância deste fenômeno de contrastes simultâneos na elaboração de cartazes. Estes fenômenos são de ordem fisiológica. se fixarmos atentamente estas cores as veremos tomar cada uma a tonalidade complementar da vizinha: é o contraste de tonalidade. Letras azuis sobre fundo branco. As letras cinzas são sempre relativamente legíveis sobre qualquer fundo de cor: tem maior destaque sobre o branco. recebe o amarelo. sala 201 . Por exemplo. Depois. complementar do violeta. Letras brancas sobre fundo vermelho. 64 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 267. Letras vermelhas sobre fundo preto. isto é o vermelho. e resultam da irritação e cansaço de um ponto da retina. e sua tonalidade torna-se amarelada. e.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Letras amarelas sobre fundo preto.br . branco ou cinza.seja por exemplo. por isso.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho preto. Assim. que se torna ainda mais nítido para os quadrados primeiro (verde) e último (violeta). e o violeta adquire um tom púrpura. são mais visíveis: Letras pretas sobre fundo branco.Lajeado / RS . Letras vermelhas sobre fundo branco. Letras brancas sobre fundo azul. várias experiências psicotécnicas têm mostrado que certos contrastes garantem a maior legibilidade de longe.

a primeira parece maior.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho O grau de legibilidade de letras coloridas sobre fundos de cor será mais ou menos acentuado segundo mais ou menos abertas as letras. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Em geral. Do mesmo modo. sala 201 . em conseqüência de um fenômeno de irradiação entre duas superfícies da mesma dimensão.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. a letra tem de ser mais forte. uma muito luminosa e a outra escura.br 65 . com a finalidade de facilitar a identificação e evitar acidentes.com. 267. uma letra escura sobre fundo claro é o mais legível de mais longe que o inverso e se utilizaria uma cor clara em fundo escuro.Lajeado / RS . porque a cor escura do fundo absorve a cor clara da letra.3 ABNT 6493 (EMPREGO DE CORES PARA IDENTIFICAÇÃO DE TUBULAÇÕES) Objetivo: Esta Norma fixa as condições exigíveis para o emprego de cores na identificação de tubulações para canalização de fluidos e materiais fragmentados ou condutores elétricos. 7.

púrpura. a fim de não ocasionar distração.4. . . será acompanhada dos sinais convencionais ou da identificação por palavras. .1.1. sala 201 . 26. A indicação em cor. 26. Deverão ser adotadas cores para segurança em estabelecimentos ou locais de trabalho.Lajeado / RS . 267. identificando os equipamentos de segurança. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. sempre que necessária. 26.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Esta Norma aplica-se a identificação de tubulações de maneira geral. . .branco. O uso de cores deverá ser o mais reduzido possível. confusão e fadiga ao trabalhador. . indicadas pela necessidade de determinadas atividades.5 NR-26 (SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA) 26.preto. . empregadas para identificar e advertir contra riscos.vermelho. As cores aqui adotadas serão as seguintes: . 26. Cor na segurança do trabalho. . 7. podendo ser complementada por normas específicas.laranja. 26. especialmente quando em área de trânsito para pessoas estranhas ao trabalho. .NR tem por objetivo fixar as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes.cinza.1. A utilização de cores não dispensa o emprego de outras formas de prevenção de acidentes.com. .lilás.amarelo.1. identificando as canalizações empregadas nas indústrias para a condução de líquidos e gases e advertindo contra riscos.marrom.1. a fim de indicar e advertir acerca dos riscos existentes. .azul.verde.5.3.1. 26.alumínio. 7.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.br 66 . Esta Norma Regulamentadora .5.1.2. delimitando áreas.4 ABNT 7195 (CORES PARA A SEGURANÇA) Objetivo: Esta Norma fixa as cores que devem ser usadas para prevenção de acidentes.1.1.

. dentro da área de uso do extintor). válvulas e hastes do sistema de aspersão de água. . para extinção de incêndio.tubulações. sala 201 . moldura da caixa ou nicho).5.mangueira de acetileno (solda oxiacetilênica). .2. parapeitos.portas de saídas de emergência. pisos e partes inferiores de escadas que apresentem risco.1.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.baldes de areia ou água. O amarelo deverá ser empregado para indicar "Cuidado!". . É empregado para identificar: .rede de água para incêndio (sprinklers). Não deverá ser usado na indústria para assinalar perigo.transporte com equipamentos de combate a incêndio. tapumes de construções e quaisquer outras obstruções temporárias.5.Lajeado / RS .Alerta).caixas com cobertores para abafar chamas. Amarelo.3. .nas luzes a serem colocadas em barricadas. .1.indicações de extintores (visível a distância.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 26.bombas de incêndio. .extintores e sua localização.hidrantes. . 26.caixa de alarme de incêndio.espelhos de degraus de escadas. . assinalando: .com.sirenes de alarme de incêndio. Em canalizações. Vermelho O vermelho deverá ser usado para distinguir e indicar equipamentos e aparelhos de proteção e combate a incêndio. . .partes baixas de escadas portáteis. . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 267. .em botões interruptores de circuitos elétricos para paradas de emergência. deve-se utilizar o amarelo para identificar gases não-liquefeitos. A cor vermelha será usada excepcionalmente com sentido de advertência de perigo: . por ser de pouca visibilidade em comparação com o amarelo (de alta visibilidade) e o alaranjado (que significa . suporte. .corrimões.localização de mangueiras de incêndio (a cor deve ser usada no carretel. . .br 67 .

cavalete.equipamentos de transporte e manipulação de material. tratores industriais. vigas. de combate a incêndio ou outros equipamentos de emergência. O branco será empregado em: . etc. . .zonas de segurança. colunas e partes salientes de estruturas e equipamentos em que se possa esbarrar.br 68 . .Lajeado / RS .com.) e de plataformas que não possam ter corrimões. vagonetes.faixas no piso da entrada de elevadores e plataformas de carregamento.bordas horizontais de portas de elevadores que se fecham verticalmente. . etc.localização e coletores de resíduos.. . sala 201 . Branco. . pontes-rolantes. porteiras e lanças de cancelas. .4.5. postes.paredes de fundo de corredores sem saída. etc. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ..vigas colocadas a baixa altura.bandeiras como sinal de advertência (combinado ao preto).CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. .passarelas e corredores de circulação.meios-fios. . tais como empilhadeiras. onde haja necessidade de chamar atenção. com listras pretas. 26. .cabines.localização de bebedouros. caçambas e gatos-de-pontes-rolantes.pilastras. reboques. por meio de faixas (localização e largura). guindastes.áreas em torno dos equipamentos de socorro de urgência.pára-choques para veículos de transportes pesados. .fundos de letreiros e avisos de advertência. entradas subterrâneas. . . . . .áreas destinadas à armazenagem.direção e circulação. . . 267. por meio de sinais. escavadeiras. .comandos e equipamentos suspensos que ofereçam risco.bordos desguarnecidos de aberturas no solo (poços. Listras (verticais ou inclinadas) e quadrados pretos serão usados sobre o amarelo quando houver necessidade de melhorar a visibilidade da sinalização.1.

canalizações de água. . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. de partida.localização de EPI.1. alcatrão. O preto poderá ser usado em substituição ao branco.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 26. 267. O preto será empregado para indicar as canalizações de inflamáveis e combustíveis de alta viscosidade (ex: óleo lubrificante.5.mangueiras de oxigênio (solda oxiacetilênica).CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. caixas contendo EPI. óleo combustível.caixas de equipamento de socorro de urgência. .quadros para exposição de cartazes.5. que deverão permanecer fora de serviço.canalizações de ar comprimido. . . etc. Deverá ser empregado para identificar: . 26. . sala 201 .caixas contendo máscaras contra gases.5.emblemas de segurança.).6. Preto.avisos colocados no ponto de arranque ou fontes de potência.fontes lavadoras de olhos. .1. Azul. avisos de segurança. boletins. .macas. . Será também empregado em: .1. .chuveiros de segurança. Empregado em barreiras e bandeirolas de advertência a serem localizadas nos pontos de comando.Lajeado / RS . etc. asfalto. O azul será utilizado para indicar "Cuidado!". .7. Verde O verde é a cor que caracteriza "segurança". 26. ou fontes de energia dos equipamentos. quando condições especiais o exigirem.. . piche. ficando o seu emprego limitado a avisos contra uso e movimentação de equipamentos.5.prevenção contra movimento acidental de qualquer equipamento em manutenção.porta de entrada de salas de curativos de urgência.br 69 . ou combinado a este.dispositivos de segurança. .com. .

.canalizações contendo ácidos.1. Laranja O laranja deverá ser empregado para identificar: .8. . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Lajeado / RS . . 26. .com.1. As refinarias de petróleo poderão utilizar o lilás para a identificação de lubrificantes.1.dispositivos de corte.10. .9.partes móveis de máquinas e equipamentos.botões de arranque de segurança.recipientes de materiais radioativos ou de refugos de materiais e equipamentos contaminados. b) Cinza escuro .5.portas e aberturas que dão acesso a locais onde se manipulam ou armazenam materiais radioativos ou materiais contaminados pela radioatividade.5. . 26.br 70 . .1.deverá ser usado para identificar eletrodutos.faces externas de polias e engrenagens. 267.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 26. Cinza a) Cinza claro .locais onde tenham sido enterrados materiais e equipamentos contaminados. 26.5. Púrpura. prensas. Deverá ser empregada a púrpura em: .faces internas de caixas protetoras de dispositivos elétricos.partes internas das guardas de máquinas que possam ser removidas ou abertas.sinais luminosos para indicar equipamentos produtores de radiações eletromagnéticas penetrantes e partículas nucleares.11. Lilás O lilás deverá ser usado para indicar canalizações que contenham álcalis. . A púrpura deverá ser usada para indicar os perigos provenientes das radiações eletromagnéticas penetrantes de partículas nucleares.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.5. sala 201 .deverá ser usado para identificar canalizações em vácuo. borda de serras. .

etc.5. 26. Para fins de segurança. transporte. O armazenamento de substâncias perigosas deverá seguir padrões internacionais.13. 26. Sinalização para armazenamento de substâncias perigosas. quando necessário. A identificação por meio de faixas deverá ser feita de modo que possibilite facilmente a sua visualização em qualquer parte da canalização.3. óleo diesel. Obrigatoriamente. a diferenciação far-se-á através de faixas de cores diferentes.5. a critério da empresa.4. ambiente de trabalho. temperatura. 26. Quando houver a necessidade de uma identificação mais detalhada (concentração. preto ou verde.1. Marrom O marrom pode ser adotado.3. óleo lubrificante. querosene. para identificar qualquer fluído nãoidentificável pelas demais cores.12. 26. 26. oxidante. O sentido de transporte do fluído. 26.2. Alumínio O alumínio será utilizado em canalizações contendo gases liquefeitos.1. 26.com. 26. em toda sua extensão. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. corrosivo.Lajeado / RS .2. 26.4. isoladamente ou não. 26. Todos os acessórios das tubulações serão pintados nas cores básicas de acordo com a natureza do produto a ser transportado.).3. possa conduzir efeitos prejudiciais sobre trabalhadores. 26.4. a canalização de água potável deverá ser diferenciada das demais. As canalizações industriais. equipamentos.3. inflamáveis e combustíveis de baixa viscosidade (ex. e que.3. a) Para fins do disposto no item anterior. durante o seu manejo.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. sala 201 . O corpo das máquinas deverá ser pintado em branco. 267.1.). a fim de facilitar a identificação do produto e evitar acidentes.br 71 . radioativo. deverão receber a aplicação de cores.3. embalagem.3. aplicadas sobre a cor básica.3. processamento.1. considera-se substância perigosa todo material que seja.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 26.5. gasolina. pressões. armazenamento. para condução de líquidos e gases. os depósitos ou tanques fixos que armazenem fluidos deverão ser indicados pelo mesmo sistema de cores que as canalizações.6. etc. pureza. tóxico. será indicado por meio de seta pintada em cor de contraste sobre a cor básica da tubulação.

26. . . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. o rótulo especificando a natureza do produto químico. 26. marítimo. para substâncias que apresentem risco médio.primeiros socorros.6. .2. com propriedades que variem em tipo ou grau daquelas dos componentes considerados isoladamente.nome técnico completo.1. abrangendo aquelas a serem tomadas.Lajeado / RS . 26."Perigo". quando for o caso.medidas preventivas.palavra de advertência designando o grau de risco.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. mas dirigida de modo a evitar os riscos resultantes do uso."Cuidado". .5. Onde possa ocorrer misturas de 2 (duas) ou mais substâncias químicas.3. Exemplo: "Ácido Corrosivo". 26.6.6. 26. aéreo e intermodal. Palavra de Advertência . No cumprimento do disposto no item anterior.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 26. o rótulo deverá destacar as propriedades perigosas do produto final. A linguagem deverá ser prática. Símbolos para identificação dos recipientes na movimentação de materiais.6. . manipulação e armazenagem do produto.nome técnico do produto. precisas. sala 201 .1. para permitir a escolha do tratamento médico correto.br 72 . em casos de acidentes. redigidas em termos simples e de fácil compreensão.com.indicações de risco. Do rótulo deverão constar os seguintes tópicos: .instruções especiais em caso de fogo. .informações para médicos. 267.6. a identificação deverá ser adequada. não se baseando somente nas propriedades inerentes a um produto.4.6. 26. Todas as instruções dos rótulos deverão ser breves. etc. Rotulagem preventiva. "Composto de Chumbo". 26. deverão ser seguidas as normas técnicas sobre simbologia vigentes no País. dever-se-á adotar o seguinte procedimento: .6.As palavras de advertência que devem ser usadas são: . no caso de acidente. para indicar substâncias que apresentem alto risco.6. Na movimentação de materiais no transporte terrestre. Em qualquer situação. A rotulagem dos produtos perigosos ou nocivos à saúde deverá ser feita segundo as normas constantes deste item. 26.5.5. derrame ou vazamento. .

CALOR: NR – 15 ANEXO 3 Limites de Tolerância para exposição ao calor 1. Os aparelhos que devem ser usados nesta avaliação são: termômetro de bulbo úmido natural. etc. 1.2 tg Onde: tbn = temperatura de bulbo úmido natural tg = temperatura de globo tbs = temperatura de bulbo seco  2.Têm por finalidade estabelecer outras medidas a serem tomadas para evitar lesões ou danos decorrentes dos riscos indicados. 3. A exposição ao calor deve ser avaliada através do “Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo” (IBUTG) definido pelas equações que seguem.Medidas específicas que podem ser tomadas antes da chegada do médico.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho . As medições devem ser efetuadas no local onde permanece o trabalhador.Lajeado / RS . o regime de trabalho intermitente será definido no Quadro Nº 1 73 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. sala 201 . termômetro de globo e termômetro de mercúrio comum.7 tbn + 0.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Indicações de Risco . à altura da região do corpo mais atingida. 267.7 tbn + 0. em regime de trabalho intermitente com períodos de descanso no próprio local de prestação de serviço. Medidas Preventivas . "Nocivo se Absorvido Através da Pele". 8.As indicações deverão informar sobre os riscos relacionados ao manuseio de uso habitual ou razoavelmente previsível do produto.1 tbs + 0.  Ambientes internos ou externos sem carga solar: IBUTG = 0.com. para substâncias que apresentem risco leve. Primeiros Socorros . Limites de Tolerância para exposição ao calor. Exemplos: "Extremamente Inflamáveis". Faíscas e Chamas Abertas" e "Evite Inalar a Poeira". Em função do índice obtido.3 tg Ambientes externos com carga solar: IBUTG = 0."Atenção". Exemplos: "Mantendo Afastado do Calor.br .

7 à 31.br 74 . com o trabalhador em repouso ou exercendo atividade leve.com.0 25.1 à 29.9 28.1 à 31.Lajeado / RS .1 acima de 30. A determinação do tipo de atividade (leve. 3. em regime de trabalho intermitente com período de descanso em outro local (local de descanso). Os limites de tolerância são dados segundo o Quadro Nº 2. Para os fins deste item.0 acima de 31.0 28.4 29.7 26.0 Pesada até 25. Os períodos de descanso serão considerados tempo de serviço para todos os efeitos legais. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. sem adoção de medidas adequadas de controle.5 à 32.0 à 30.9 26.8 à 28.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho QUADRO Nº 1 Regime de trabalho intermitente com descanso no próprio local de trabalho Tipo de atividade (por hora) Freqüência Trabalho contínuo 45 minutos trabalho 15 minutos descanso 30 minutos trabalho 30 minutos descanso 15 minutos trabalho 45 minutos descanso Não é permitido o trabalho. ambiente termicamente mais ameno. 267. 2.4 31.1 à 25.0 30.5 à 30.2 Moderada até 26. 1. considera-se como local de descanso. moderada ou pesada) é feita consultando-se o Quadro Nº 3.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.0 à 27.0 Limites de Tolerância para exposição ao calor. sala 201 .4 30. 2. Leve até 30.2 acima de 32.

no local de trabalho. Tt = Somas dos tempos.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.br 75 .5 26. em que se permanece. em que se permanece no local descanso.Lajeado / RS .5 27.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho QUADRO Nº 2 M (Kcal/h) 175 200 250 300 350 400 450 500 Máximo IBUTG 30. IBUTGd = valor do IBUTG no local de descanso. IBUTG é o valor IBUTG médio ponderado para uma hora determinado pela seguinte fórmula: IBUTG = IBUTGt x Tt + IBUTGd x Td 60 Sendo: IBUTGt = valor do IBUTG no local de trabalho. 267. As taxas de metabolismos Mt e Md serão obtidas consultando-se o Quadro nº 3.5 30. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.5 26. em minutos.0 Onde: M é a taxa de metabolismo média ponderada para uma hora. Td = Soma dos tempos. Md = Taxa de metabolismo no local de descanso. sala 201 . Mt = Taxa metabolismo no local de trabalho. Os tempos Tt e Td devem ser tomados no período mais desfavorável do ciclo de trabalho.0 28. 3. sendo Tt e Td = 60 minutos corridos. determinada pela seguinte fórmula: M = Mt x Tt + Md x Td 60 Sendo: M = Taxa metabolismo ponderada para 1 hora. Tt e Td = como anteriormente definido.0 25. em minutos.com.5 25.

trabalho leve.br 76 . com alguma movimentação. trabalho moderado de levantar ou empurrar. De pé. 550 Kcal/h 100 125 150 150 180 175 220 300 440 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Lajeado / RS . em máquina ou bancada. Trabalho moderado Sentado. empurrar ou arrastar pesos (ex.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. QUADRO Nº 3 TAXAS DE METABOLISMO POR TIPO DE ATIVIDADE Tipo de atividade Sentado em repouso Trabalho leve Sentado. Trabalho fatigante. De pé. sala 201 . 267. Sentado. Trabalho pesado Trabalho intermitente de levantar.: dirigir). trabalho leve em máquina ou bancada.: datilografia).: remoção com pá).CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 4. Os períodos de descanso serão considerados tempo de serviço para todos efeitos legais. principalmente com os braços. Em movimento. De pé. movimentos vigorosos com braços e pernas. movimentos moderados com braços e pernas (ex. trabalho moderado em máquina ou bancada com alguma movimentação. movimentos moderados com braços e tronco (ex.com.

NR-15. TABELA I . A tabela fixa o tempo máximo de trabalho permitido a cada faixa de temperatura. sala 201 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.214/78. Esta insalubridade só poderá ser caracterizada em decorrência de Laudo de Inspeção realizada no local de trabalho. serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho.br 77 . temperatura de armazenamento controlado através de termostato. ANÁLISE Confrontando os Níveis de Temperatura de funcionamento da referida Câmara Fria de Congelamento com temperatura de 0ºC à -40ºC e os túneis de congelamento com temperatura de -70ºC. A nossa legislação. tabela esta que relaciona faixas de temperaturas com tempos máximos de exposição. através da Portaria Ministerial 3. sem a proteção adequada. que exponham os trabalhadores ao frio. Anexo 9. ou em locais que apresentem condições similares. DESENVOLVIMENTO No dia xxxxx ás 14 horas.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 9. OBJETIVO Verificar se o trabalho do empregador no interior da Câmara Fria fazem jus ao adicional de Insalubridade de Grau Médio 20%.com. considera como atividades ou operações insalubres por Frio. é aquele que considera insalubre uma atividade ou operação. aquelas executadas no interior de Câmara Frigorífica. localizada no xxxxxxxxxxxxxxxxxx.Lajeado / RS . ou em locais com condições similares. quando esta for executada em desacordo com a tabela I que segue abaixo. realizamos inspeção da Câmaras Frias e de Congelamento. 267. O critério técnico é simples e de fácil aplicabilidade recomendado pela FUNDACENTRO. As atividades ou operações executadas no interior de câmaras frigoríficas.Limites de tempo para exposição a baixas temperaturas para pessoas adequadamente vestidas para exposição ao Frio Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Frio NR-15 Anexo 9 1. conforme NR – 15 anexo 9 – FRIO. desde que alternado com recuperação térmica em local fora do ambiente considerado Frio.

evidenciaram que a incidência de lesões por acidentes era menor a uma temperatura de 18ºC que em outras inferiores ou superiores a esta.0 à -73.9ºC -34. NR . Tempo total de trabalho no ambiente frio de 4 horas alternado-se uma hora de trabalho. por uma hora recuperação térmica. sendo quatro períodos de uma hora e 40 minutos alternados com 20 minutos de repouso e recuperação térmica. sendo dois períodos de trinta minutos com recuperação mínima de 4 horas para recuperação térmica fora do ambiente frio. que implicam em exposições a temperaturas bastante reduzidas.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. fora do ambiente frio.9ºC Máxima exposição diária permissível Tempo total de trabalho no ambiente frio de 6 horas e 40 minutos.214/78) A exposição ocupacional ao frio intenso pode constituir problema sério implicando em uma série de inconvenientes que afetarão a saúde. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. o conforto e a eficiência do trabalhador.(ANEXO 9.br 78 . -18.0ºC abaixo de 73.0 à -33. Estudos realizados nas indústrias norte-americanas.0 à -17.15 DA PORTARIA 3.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho RIO GRANDE DO SUL – ZONA CLIMÁTICA MESOTÉRMICA Faixas de temperaturas +10. no início do século xx.0 à -56. Tempo total de trabalho no ambiente frio de 5 minutos. sala 201 . Não é permitida exposição ao ambiente frio seja qual for à vestimenta. o frio intenso é ainda encontrado em ambientes artificiais. no período de inverno. Tempo total de trabalho no ambiente frio de uma hora.0ºC CONSIDERAÇÕES TÉCNICAS FRIO . bem como em algumas zonas temperadas. 267. fora do ambiente frio. O aumento da freqüência de acidentes em baixas temperaturas foi atribuído à perda da destreza manual. Fora das atividades realizadas ao ar livre. como as câmaras frigoríficas de conservação.9ºC -57. sendo o restante da jornada cumprida obrigatoriamente fora do ambiente frio.com. Trabalhos ao ar livre em climas frios são encontrados em regiões e grandes altitudes.Lajeado / RS .

Nesta zona cada indivíduo tem uma temperatura neutra onde o ambiente não é nem quente nem frio. A produção de calor diminui e a perda de calor aumenta. Para isto não ocorrer.com. Esta zona é chamada zona neutra. e o corpo decresce o fluxo de sangue para a pele. e não ocorrem ações do sistema de controle fisiológico para manter a temperatura normal do corpo. tensão muscular ou tremor. aumenta a taxa de calor perdido da pele para o ambiente.Lajeado / RS . a temperatura interna do corpo é mantida. Se todas as reações de controle forem inadequadas. Isto resfria a pele e tecidos adjacentes e mantém a temperatura interna do corpo.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho EFEITOS DO FRIO Os efeitos causados no organismo dependem principalmente da temperatura do ar. sala 201 . A baixa temperatura corporal resulta de um balanço negativo entre a produção e a perda de calor. Se a temperatura operativa diminuir mais ainda.br 79 . com atividade sedentária.a pessoa perde eficiência (movimento das mãos. Se o calor gerado ou o aumento de vestimentas balanceia a maior perda de calor. provocando uma seqüência de reações no organismo. Esta faixa é chamada zona de regulação por procedimento contra o frio. Temperaturas internas 6°C abaixo dos 37°C (31°C) podem ser letais. O fluxo sangüíneo é reduzido em proporção direta com a queda da temperatura. aumentam as chances de cair a temperatura superficial e interna do corpo. com conseqüentes distúrbios. 267. ou a pessoa providencia mais vestimentas.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. quando se inicia uma excessiva perda de calor. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. não ocorre aquecimento ou resfriamento do corpo ou aumento nas perdas evaporativas. A pele fica também mais seca e menos condutora térmica. Na faixa de temperatura operativa entre 29°C e 31°C para pessoas desnudas e 23°C a 27°C para pessoas vestidas. A vasoconstrição periférica é a primeira ação reguladora que ocorre no organismo. As condições externas onde isto ocorre definem a zona de regulação vasomotora contra o frio. velocidade do ar e da variação do calor radiante. o corpo entra na zona de resfriamento do corpo. o corpo gera calor através de atividade espontânea. Se a temperatura interna do corpo cair mais de 2°C abaixo dos 37°C (35°C). por exemplo). Se ocorre uma diminuição na temperatura operativa. Todos estes fatores influem no equilíbrio homeotérmico do corpo.

com. No entanto. 267. No tremor. desta forma. pois este modelo esta longe de igualar-se ao complexo mecanismo fisiológico que constitui o organismo humano. o número de contrações musculares por unidade de tempo é elevado. inibindo a atividade dos mecanismos termocontroladores do Sistema Nervoso Central. Este cálculo é apenas aproximado. onde o manequim de cobre é mantido com temperatura igual à do corpo humano através de um aquecimento elétrico controlado por um termostato. pouco se conhece sobre a sua quantificação e controle. tem-se construído modelos engenhosos que procuram simular o processo que envolve a perda de calor. resultando um aumento da produção de calor e uma maior atividade muscular.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Quando a temperatura corpórea fica abaixo de 35ºC. evoluindo para sonolência e coma. Podemos. a temperatura do corpo vai decrescendo. Quando a temperatura do núcleo do corpo vai abaixo de 29ºC. A perda de calor através de respiração. o hipotálamo perde a capacidade termoreguladora e as células cerebrais são deprimidas. Realizam-se experiências no interior de câmaras frias. até o momento.Lajeado / RS . cilindros e mesmo um manequim de cobre tem sido uma constante no estudo do ambiente. a -10ºC esta perda é duplicada. AVALIAÇÃO Embora os mesmos fatores ambientais analisados e considerados no estudo do calor influam na intensidade da exposição ao frio. O estudo mais profundo desta perda de calor pela Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. não é considerado nesta experiência e sabe-se que a 20ºC o organismo perde 8 kilocalorias por hora. Não existem. com a qualidade de calor perdido pelo mesmo. O uso de esferas. ocorre diminuição gradual de todas as atividades fisiológicas: cai a freqüência do pulso. Se a produção de calor é insuficiente para manter o equilíbrio. sala 201 . desencadeando um tremor inconsolável (tiritar) para produzir calor. índices especiais tão completos e detalhados que permitam uma validação correta e precisa das condições de exposição ao frio intenso. com o intuito de realizar medições do intercâmbio de calor com o meio. por exemplo. da pressão arterial e da taxa metabólica.br 80 . podemos reproduzir diversas condições de exposição ao frio. Variando-se a temperatura e velocidade do ar no interior da câmara. relacionar a corrente elétrica necessária para manter a temperatura do manequim constante.

Para temperaturas que se encontram entre -30ºC e -50ºC há considerável perigo. A tendência do inexperiente é vestir-se demais. molhados ou apertados. sala 201 . deve-se conservar o calor do corpo para manter a temperatura do cérebro ao redor de 37ºC. enquanto o indivíduo trabalha. para temperaturas superiores a -30ºC. E sim. pode-se afirmar que a uma temperatura de 0ºC e velocidade do ar de 6 m/s é equivalente a uma temperatura de -10ºC e velocidade do ar 0 m/s. por algum tempo. quando o mesmo é mais necessário. A perda de calor por convenção pode ser claramente notada.Lajeado / RS . 267. Quando na Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. o isolamento adequado. aliada a outros fatores. Em ambientes frios. assegurando a adequada irrigação do sangue às extremidades. pois se acredita que a mesma. com a raiz quadrada desta. As experiências mostraram que o fluxo de ar que circula no organismo humano é fator de grande influência no esfriamento do mesmo. tentando manter o equilíbrio calórico do corpo. com fraca movimentação de ar.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.br 81 . EDUCAÇÃO E TREINAMENTO Informar ao trabalhador quanto à necessidade do uso de vestimentas adequadas e a troca de roupas e calçados quando estiveram úmidos. Uma considerável quantidade de suor é acumulada na vestimenta e contínua a evaporar durante o período de descanso subseqüente. anulando. A discrepância entre os isolamentos necessários para períodos de descanso é um dos maiores problemas para trabalhadores que executam tarefas externas e ficam por longos períodos em clima frio. mesmo para pessoas adequadamente vestidas. seja a principal causadora dos ataques cardíacos sofridos por indivíduos mais expostos ao frio. MEDIDAS DE PROTEÇÃO CONTRA O FRIO A profundidade humana depende da integridade funcional do cérebro do homem. pessoas adequadamente vestidas tem pouco a temer. Em temperaturas menores que -70ºC há um sério risco à sobrevivência. A experiência das Forças Armadas Norte-Americanas mostrou que. A pesada vestimenta não permitirá o suficiente esfriamento por evaporação.com. O resultado é uma intensa sudorese. Como exemplo.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho respiração é de real importância. quando nos deslocamos rapidamente em um ambiente frio que não apresenta correntes de ar significativas. Sabe-se que os efeitos de exposição ao frio intenso não aumentam numa relação linear com a velocidade do ar.

ACLIMATAÇÃO Após uma longa exposição a um ambiente que apresenta condições extremas. A permanência em ambiente frio determina a atividade de distintos mecanismos de termoregulação do organismo. apesar das prolongadas pesquisas realizadas em laboratório e nas expedições polares. em climas frios. 20%. número de penetrações no local do frio. Conforme NR . sala 201 . em condições que.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho sala de repouso. condições de ventilação e outras.com. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. para manter ativa a circulação periférica. ocorrem alterações fundamentais nas respostas termoreguladoras. verificando a presença do “choque térmico”. como jogos coletivos. Trabalhos realizados sob baixas temperaturas caracterizam-se como insalubres em grau médio. manter-se quente. ou tempo de permanência acima dos quais. Ao mesmo tempo. que permanecem quentes e mais funcionais do que as de pessoas não totalmente aclimatizadas. Assim. atividade desenvolvida. umidade relativa do ar. origina-se uma maior quantidade de calor devido ao hipertono muscular.15 anexo 9. 267. que permite aos indivíduos trabalharem com eficácia.214/78 não estabelece limites em termos de graus de temperatura abaixo dos quais. e para evitar choques térmicos quando retornar ao trabalho. como excesso de calor ou de frio. ocorre insalubridade. originalmente.Lajeado / RS . Este fenômeno é denominado ACLIMATAÇÂO. seco e em movimento. para não haver dispersão de calor excessivo. realizando exercícios freqüentes com os braços. tempo de permanência. as pernas e os dedos das mãos e pés. bem como fora dele. ser mais abrangente. não existe uma evidência fisiológica de aclimatização genérica ao frio. O anexo 9 da NR –15 da Portaria Ministerial 3. seriam intoleráveis. considerando os equipamentos de proteção individual utilizados. para evitar as perdas calóricas se produz uma vasoconstrição periférica.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.br 82 . A avaliação deve. portanto. Indivíduos que trabalham ao ar livre. No entanto. tem demonstrado sua aclimatação local evidenciada pela maior irrigação de sangue nas mãos. temperatura no interior do local considerado. evitar exercícios violentos. ao aumento do trabalho muscular voluntário e à reposição calórica. Nos intervalos de almoço.

fumantes. Com este controle.Lajeado / RS .com. alcoólatras. reduzem-se os índices de doenças devidas ao frio. a níveis confortáveis. 267. epiléticos. Exames médicos pré-admissionais Quando é realizada a seleção de profissionais para a execução de trabalhos em câmaras frias. Quando o corpo se encontra em atividade. há um aumento de produção de calor. CALÇA. Aos que apresentarem essas alterações. Recomendam-se períodos de trabalho intercalados por períodos de descanso para regime de trabalho. para evitar o choque térmico). CUECÃO. devem-se excluir os portadores de diabetes. MEIA DE LÃ. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Vestimenta adequada Quando a exposição às intempéries é inevitável. recomenda-se a mudança do setor de trabalho a um adequado tratamento médico. que constituam uma barreira isolante entre a superfície quente do corpo e o meio ambiente frio.br 83 . Quanto maior é a diferença entre a temperatura da pele e a do ar circulante. os trabalhadores devem estar providos de roupas de proteção.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho REGIME DE TRABALHO O trabalhador não deve permanecer por longos períodos em ambientes com frio intenso. sala 201 . os portadores de problemas articulares e os que tenham doenças vasculares periféricas. sendo necessário um menor isolamento para manter o equilíbrio entre o calor produzido e o perdido. RECOMENDAÇÕES Recomendamos O USO DE ROUPA COMPLETA TÉRMICA (JAPONA TÉRMICA. os que possuem “alergia” ao frio. BOTA ESPECIAL TÉRMICA. maior é o isolamento necessário para manter o microclima que cerca a pele. aqueles que já tenham sofridos lesões devidas ao frio. TOUCA E CAPUZ para todos os empregados que entram nos Câmaras Frias e Túneis de Congelamento.

Acima de 1000 novos produtos são produzidos pela indústria química em cada ano. O pedreiro João Pereira de Souza morreu após inalar o gás expelido pela caixa. • Liberação acidental de Dioxina em Seveso na Itália em 1976. e mais seis empregados sentiram enjôos e tonturas ao tentarem socorrê-lo. 267. • Explosão de Ciclohexano em Flixborough na Grã-bretanha vitimando 28 pessoas e atingindo 89 habitantes. Estima-se que existam entre 5. sala 201 .000 e cerca de 20. verificamos que a exposição aos riscos químicos tem aumentado assustadoramente.br 84 .1.000 e 10. O uso e armazenamento inadequados destes produtos podem ocasionar danos à saúde dos trabalhadores e das populações residentes nas proximidades. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. É certo que estes produtos químicos tem provocado melhorias na qualidade de vida da população.000 habitantes.Lajeado / RS . Os dois foram levados para o hospital regional de Sorocaba. Todos foram levados para o pronto socorro. Citamos alguns exemplos: • Desastre ocorrido em Bhopal na Índia em 1984 pela liberação de Metil-Isocianato e que resultou em um número de mortos superior a 2. Um deles caiu de uma altura de quase oito metros e o outro ficou dependurado no andaime. Casos graves de incêndios e explosões são bem conhecidos. • No mesmo mês. a mais de seis metros de altura. atingindo 30 pessoas e provocando a evacuação de 22.000 atingidos. e durante o trabalho foi constatado que nenhum deles usava máscaras contra gases. em Sorocaba-SP. dois operários faziam a impermeabilização de uma caixa da água e sofreram intoxicações pelos gases dos produtos utilizados no serviço. mas.000 produtos causadores de danos ao organismo humano e que aproximadamente 200 destes seja. num prédio em construção na zona sul de São Paulo. existindo cerca de 7 milhões destes agentes. • Em janeiro de 1995 uma equipe de pedreiros tentava retirar as madeiras que envolviam a caixa da água. RISCOS QUÍMICOS 10.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. cancerígenos. quando consideramos os locais de trabalho e o meio ambiente.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 10. INTRODUÇÃO Atualmente cerca de 400 milhões de toneladas de Produtos Químicos são produzidos por ano.com.

O acidente ocorreu devido à formação de gases tóxicos. num edifício em construção. Nenhum deles usava equipamentos de proteção. três trabalhadores consertavam o motor do sistema de tratamento de afluentes de um curtume. através da decomposição de substâncias orgânicas. Conseguiram escapar com vida. que estavam ali para transportar os resíduos. A morte dos trabalhadores ocorreu numa seqüência onde primeiro um desmaio ao respirar o gás e caiu. mais de cinco mil forma intoxicados e 12 morreram pelo efeito gás sarin. Na tentativa de salvar o colega. fungos e bactérias.Lajeado / RS . álcool. mas também morreram. em Brasília. e assim sucessivamente. os outros dois se atiraram no tanque. se assustaram e tentaram ajudar. responsáveis pelas transmissões de estímulos no sistema nervoso.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho • Em novembro de 1994. sala 201 . sem qualquer equipamento de proteção respiratória e acabou intoxicado pelos gases desprendidos e desmaiou. problemas visuais. vedada há 11 meses. paralisia muscular e morte. na cidade de Concepción. dois funcionários o lodo de um tanque de tratamento de efluentes de um curtume em Estância Velha/RS. Segundo os bombeiros.br . O sarin é uma mistura de fósforo orgânico. cinco empregados de uma empreiteira de telefonia estavam instalando fibra ótica dentro de uma geleira subterrânea. • Em fevereiro de 1994. • Em 20 de março de 1995. sentiu-se mal e caiu. • Em agosto de 1993. em Novo Hamburgo/RS. vômitos. no Chile. houve uma infiltração de gás metano nas geleiras da Companhia de Telefones. Quando um deles viu que não adiantava mais tentou nadar até a beirada e foi socorrido. fluoreto de sódio e outros componentes. mas morreu minutos após entrar no hospital. e ataca as moléculas de aceticolina. até que todos 85 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Enquanto dois lidavam com o aerador do reservatório. um outro entrou no tanque. deixado em 16 estações do metrô de Tóquio. 267. contrações do tórax. • Em fevereiro de 1992.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Os sintomas são tosse. tremores musculares. O colega e o motorista de um caminhão de outra empresa. Outros dois funcionários tentaram ajudar e também se intoxicaram. Um bombeiro que tentou socorrê-los também foi vítima e outro soldado ficou em estado de coma. com capacidade para 200 mil litros. descoordenação progressiva. Um deles entrou no tanque para ajustar a mangueira que retirava o material. dois operários morreram após entrarem numa caixa da água de dois metros de profundidade e capacidade para 60 mil litros. após cheirar a roupa primeiro.com.

etc. explosão ou liberação de produtos tóxicos que resultaram em doenças.2. Vapores: é uma forma gasosa de substâncias sólidas ou líquidas e que voltam aos seus estados originais após alteração nas condições de pressão e/ou temperatura. As informações contidas neste trabalho foram obtidas mediante pesquisa bibliográfica no Manual de Riscos Químicas da Secretaria da Saúde e do Meio Ambiente do Estado do Rio Grande do Sul. em condições normais de pressão e temperatura (25ºC e 760mmHg). vapores resultantes de volatilização de solventes como Tolueno. estão no estado gasoso. provoca efeitos nocivos ao mesmo. DEFINIÇÃO DE RISCOS QUÍMICOS Podem ser definidos como qualquer agente químico existente no ambiente de trabalho que. mortes. no Caderno Técnico de prevenção de Acidentes do Trabalho para Componentes da CIPA elaborado pelo SENAI e nas Normas Regulamentadoras (NR's) da Portaria 3214 de 08/06/1978.com. caracterizando-se a negligência e imprudência dos responsáveis por estas pessoas. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. danos ao meio ambiente e efeitos econômicos incalculáveis.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho caíram expostos a uma atmosfera mortal. 10.: Oxigênio.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. envolvendo fogo. Mais seis pessoas foram afetadas com lesões leves. além da própria imperícia dos trabalhadores. treinamento e programas de prevenção a estes riscos. As causas destas catástrofes sempre se relacionam com eventos incontroláveis. na Revista Proteção.Lajeado / RS . 267. CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS QUÍMICOS QUANTO AS SUAS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS Gases: são substâncias que. Em razão disto o presente trabalho procura apresentar a conceituação técnica dos riscos químicos. Um transeunte tentou salvá-los e morreu também.: vapores de água. Nitrogênio.3. sala 201 . Ex. seu monitoramento ambiental e controle biológico. chamados de reações venenosas ou tóxicas. sua ação no organismo humano. Ex.br 86 . 10. Benzeno. Na maioria das vezes os envolvidos sequer tinham conhecimento dos riscos a que estavam expostos por pura falta de informação. introduzido no organismo.

c) Fibras – são partículas sólidas produzidas por ruptura mecânica de sólidos. b) Fumos – quando o pó é gerado na combustão de materiais. Ex.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Aerodispersóides (particulados) – são constituídos por partículas de tamanho microscópio que estão tanto no estado líquido quanto no estado sólido. INGRESSO NO ORGANISMO HUMANO Os produtos químicos podem estar presentes nos ambientes de trabalho de diferentes formas: • Como matéria prima. • Como impurezas de produtos utilizados.4.: nos processos de galvanoplastia.com. Ex. b) Neblinas – são formadas pela condensação de vapores de substâncias líquidas que se volatilizaram (vaporizaram).: pinturas com spray. linho. Sólidos a) Poeiras – quando o pó é constituído por partículas geradas mecanicamente a partir de sólidos maiores. que se diferenciam das poeiras porque tem a forma alongada com um comprimento de 3 a 5 vezes superior ao seu diâmetro. Líquidos a) Névoas – são formadas pela ruptura mecânica de líquidos. fusão de materiais. sala 201 . Ex. comumente sólidos. amianto.: combustão de madeira.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.Lajeado / RS .br 87 . • Quando originados por decomposição de produtos químicos. vidros. cereais. • acidentais. • Uso com finalidade específica (ex: agrotóxicos). • Quando originados como subprodutos. Ex. 10. • Quando originados por interação entre produtos químicos. Ex. lã. • Como produtos finais. • Como produtos intermediários. cerâmicas.: explosões.: Algodão. 267. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.

c) Penetração e Reação Local – sensibilização e alergia. c) tecido pulmonar é ricamente vascularizado. levado pela circulação. propiciando a entrada de outros tóxicos. dissolução em algum meio líquido. produzindo ação localizada (irritantes. ou pode ser múltipla: a. principalmente por que: a) o estado físico dos agentes químicos encontrados é gás. b. Os orifícios de saída das glândulas sebáceas e sudoríparas também podem ser utilizados. etc. A lesão mecânica propicia uma via extremamente eficaz que coloca o tóxico em contato direto com a corrente sangüínea.Lajeado / RS . Via Cutânea Inclui todo o tecido cutâneo que recobre o corpo humano juntamente com mucosas (lábios.com. permitindo uma absorção rápida. A via de ingresso pode ser única para uma substância. Tem importância fundamental. pêlos e unhas. pode atuar das seguintes formas: a) Reação direta – a natureza altamente hidrófila (capacidade de absorção de água) dos produtos cáusticos faz com que os mesmos se localizem na pele. d) os agentes químicos podem atingir centros vitais (sistema nervoso central) rapidamente. Via Respiratória Responsável por 90% dos casos. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Quando um tóxico entra em contato com a pele. edema agudo de pulmão).CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Quando um risco químico entra em contato com o organismo pode Ter ação local ou ser distribuído aos diferentes órgãos. dependendo da atividade. Dos metais praticamente só o Tálio e o Chumbo penetram pela pele. até 30 litros/min. em repouso. e) alguns sólidos e líquidos podem ficar retidos nas vias aéreas. A permeabilidade cutânea aos agentes químicas pode ser alterada por:  Sudorese (suor). filtração pelos poros. vapor e/ou particulado. 267. além dos folículos pilosos (pêlos). b) um volume considerado de ar alcança as vias respiratórias:   5 a 6 litros/min.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. sala 201 . lesionando-a em forma de queimaduras.br 88 . b) Penetração – por meio de lesão mecânica. conjuntiva ocular).

Ex. antes de serem distribuídos por todo o organismo através da circulação. Idade. levando à morte. Via Digestiva Sem grande importância da saúde ocupacional. salvo em casos de intoxicação acidental e quando o trabalhador se alimenta ou fuma em ambiente de trabalho.     d. ao atingirem o fígado. são transportados para a boca.Lajeado / RS . podendo ser deglutidas.com. Penetramento num vaso sangüíneo pode produzir bolhas de ar. causando dor intensa ou lesão grave. Alguns produtos como ácidos e álcalis provocam efeitos locais sobre os tecidos. Integridade da pele.  Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho      Espessura da pele.br 89 . Temperatura ambiente. sala 201 . muitas vezes ocorrem bio-transformações que inativam os agentes tóxicos.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.: uso do ar comprimido que poderá causar:  Penetramento num corte ou escoriação através da pele pode insuflar os músculos. Além disso. c. pela secreção do pâncreas e pelas enzimas digestivas. Muitos produtos químicos são inativados pela acidez do estômago.  Os produtos químicos são absorvidos no estômago e no intestino delgado. ricos em vasos sangüíneos e passam para o fígado. 267. que interrompem a circulação. Injeção Injeção acidental por sistemas hidráulicos de alta pressão. Capacidade dos agentes químicos de se ligarem aos constituintes da pele. Muitas vezes as substâncias químicas depositam-se nas vias aéreas superiores e. através de movimentos dos cílios aí existentes ou pela tosse.

br 90 . Ex. sala 201 . alcançando a corrente sangüínea: é a absorção. de onde é liberado gradativamente. Esta distribuição depende de vários fatores como:      Solubilidade do agente químico. colocando em perigo os olhos e o rosto.: o cobre liga-se à ceruloplasmina. O uso do ar comprimido para limpar roupas contribui para o aumento da concentração de partículas sólidas em suspensão. partículas de sílica e outras pequenas partículas.   Distribuição e acumulação dos agentes químicos Após o ingresso no organismo humano. prejudicando a qualidade do ar comprimido. b) Lipídios – diversos agentes químicos são lipossolúveis o que permite que os mesmos se acumulem aí. através de ligações irreversíveis. O jato de ar sobre a pele introduz esses corpos estranhos para o interior do organismo através dos poros.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho  O ar comprimido contém impurezas como óleo. Mesmo em pressões baixas. Afinidade do agente químico com as moléculas orgânicas.Lajeado / RS .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Após a absorção os agentes químicos são distribuídos no organismo. ou em sítios específicos (chumbo nos ossos).: o Hexacloro-ciclohexano condiciona a uma intoxicação a longo prazo (crônica) pela sua fixação prolongada nos tecidos graxos. os agentes químicos ultrapassam membranas biológicas. Ex. Grau de ionização do agente químico no meio. 267.com. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. especialmente a albumina. os agentes químicos acumulam-se no sítio de ação (carboxihemoglobina). ou são transportados a órgãos com capacidade de transformá-los e/ou eliminá-los. Maior ou menor vascularização de determinadas áreas. o jato de ar pode arremessar partículas sólidas em velocidades altas. Locais de acumulação (armazenamento) a) Proteínas plasmáticas – a maioria dos agentes químicos que estão no sangue são transportados ligados às proteínas plasmáticas. Após a distribuição pelo organismo. Condições orgânicas (existência ou não de lesões).

enquanto os rins são responsáveis pela eliminação dos agentes. a) Via Renal – exemplos de agentes eliminados pela urina: Fenol (originado do Benzeno).CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho c) Ossos – vários agentes tóxicos acumulam-se nos ossos. Os compostos gasosos e alguns voláteis usam a via pulmonar. As principais reações envolvidas são oxidação (Ex. (provoca edema agudo de pulmão)). dependendo de suas propriedades físico-químicas. d) Fígado e Rins – além de acumularem agentes químicos.com.: Tolueno transforma-se em Ácido Benzóico). Ácido Hipúrico (originado do Tolueno). Tabela – Eliminação de gases e vapores por via pulmonar Eliminação de gases e vapores Por via pulmonar Anilina Ciclohexano Sulfeto de carbono Acetona Tolueno Tricloroetileno Benzeno % da eliminação na forma inalterada 1 5 10 7 18 19 40 91 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Biotransformação É a transformação que os agentes químicos sofrem no organismo (metabolização). 267. como Chumbo (90%). vapores e particulados podem ser eliminados pelos pulmões. b) Via Pulmonar – gases.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.Lajeado / RS .br . sendo cáustico. O fígado realiza processos de biotranformação. Os suficientemente polares (hidrossolúveis) usam mais a via renal. sala 201 . Estrôncio e Urânio. Eliminação Os agentes químicos são eliminados inalterados ou sob a forma de produtos de biotransformação por diversas vias. são encarregados da eliminação dos mesmos. conjugação (Ex.: a conjugação do ácido benzóico forma o ácido hipúrico) e hidrólise (Ex.: o Fosgênio por hidrólise forma o ácido clorídrico que.: Nitrobenzeno transforma-se em anilina). Os gases e vapores podem ser eliminados inalterados ou sob a forma de produtos de biotransformação. redução (Ex.

Exemplos:    Suor: Iodo. poderão não ser os mesmos para outro trabalhador. b) Suor e Saliva – este tipo de eliminação depende da difusão da forma não ionizada lipossolúvel. Manganês e Cromo Os lipossolúveis. olhos. As ações podem ser locais. inclusive podem variar os órgãos críticos.com. poderão não ser os mesmos para outro trabalhador. como na pele.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 92 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 267. Atropina e álcool Etílico Quando eliminados pela saliva podem ser novamente absorvidos. Arsênio. os efeitos de um agente químico para determinado trabalhador. via digestiva ou via respiratória ou sistêmicas (no organismo). Como o fígado é o principal órgão da biotransformação.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Éter etílico Clorofórmio 90 90 a) Biliar – os agentes químicos absorvidos pela via gastrointestinal alcançam rapidamente o fígado. Ácido Benzóico. c) Leite – agentes químicos absorvidos pelo organismo materno podem passar para os filhos em amamentação. Arsênio. Tálio. os agentes químicos podem ser excretados pela bile sem ser distribuídos. Cobalto. Tem pouca importância. Mercúrio e Álcool Saliva: Estricnina. Chumbo. antes de serem distribuídos pelo organismo através da corrente sangüínea. Exemplo:    Inseticidas Organoclorados Metil-Mercúrio Chumbo e Dioxinas d) Pele. A concentração do agente químico associada ao efeito crítico é denominada de “Concentração Crítica”. Cabelo e Unhas – não é significativa.Lajeado / RS . Chumbo. Bromo.br . como os solventes orgânicos. Em virtude das diferenças individuais. são pouco eliminados por esta via. Exemplos:   Mercúrio. Toxicodinâmica É definida como o estudo das interações (bioquímicas e/ou fisiológicas) do agente químico no órgão-alvo (= órgão crítico) e do mecanismo da ação tóxica. sala 201 .

vários fatores influenciam: a) Via de Exposição – pode ser o próprio local da ação.com. são facilmente eliminados pela urina. Quando a exposição é a longo prazo. enquanto os lipossolúveis saturam rapidamente o sangue. em altas concentrações ambientais de Mercúrio. b) Distribuição – agentes. Na ingestão de compostos inorgânicos de Mercúrio.Lajeado / RS .br 93 . c) Metabolismo – agentes interferem no metabolismo orgânico. bloqueando atividades vitais. sala 201 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Irritantes das vias aéreas superiores: (são os mais solúveis em água)      Amônia. a) Primários – a ação irritante local é imediata. depositando-se em tecidos ricos em gorduras. podem ser distribuídos pelo organismo. Anidrido sulforoso. o órgão é o pulmão. Ácido crômico. Ácido fluorídrico. que provocam maiores danos a estes órgãos. Classificação quanto à ação tóxica dos agentes químicos Irritantes Exercem ação na mucosa das vias aéreas pelo contato direto: ocorre corrosão. sem passar pelo fígado: agem seletivamente em determinados órgãos. como exceção. sendo pouco eliminados pela urina.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Em exposições a curto prazo. o órgão crítico é o sistema nervoso central. Irritantes tanto das vias aéreas superiores como das vias profundas: (possuem solubilidade intermediária na água) Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Para que determinado órgão seja crítico. Ácido clorídrico. A sílica é insolúvel e causa grande dano ao pulmão. A intensidade da ação depende da concentração das substâncias e o local de ação depende da maior ou menor solubilidade na água da substância considerada. o órgão crítico é o rim. além de levar longo tempo para saturar os líquidos orgânicos. 267. d) Eliminação – o fígado e os rins podem ser importantes vias de eliminação e apresentam seletividade para alguns agentes. Agentes tóxicos absorvidos pela pele e sistema respiratório.

   Hepatotóxicos – Exemplos: Clorofórmio. cianetos (inibem a utilização do oxigênio nos tecidos por inibirem o sistema Citocromo-Oxidase).br 94 . Cloreto de enxofre. Nefrotóxicos – Exemplos: Mercúrio. propano e propileno. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Lajeado / RS . Ozônio. Acetona. neônio. Benzeno-halogenados. butílico e amílico). fosfina (neurotóxico). bioquimicamente.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho    Dimetilsulfato. metano. Exemplos: Éter propílico. Octanona.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com. evitando o transporte eficiente de oxigênio no sangue. Álcoois Alifáticos (etílico. Decano. sala 201 . 267. etano. Propano. Irritantes das vias aéreas profundas e alvéolos: (são pouco solúveis em água)   b) Secundários – além de serem irritantes locais exercerem ação sistêmica: sulfeto Asfixiantes Provocam deficiência de oxigenação. hélio. de hidrogênio (depressor do centro respiratório). Ésteres. Fósforo. b) Bioquímicos – provocam asfixia por agirem. Cromo. Anestésicos e narcóticos Provocam depressão no Sistema Nervoso Central. Álcool etílico. propílico. nitrogênio. Exemplo: monóxido de carbono (interage no transporte de oxigênio pela hemoglobina através da formação de carboxihemoglobina). n-Hexano. acetileno. ou impedindo a utilização do mesmo pelos órgãos. Sistêmicos Atuam nos sistemas orgânicos. a) Simples ou mecânicos – atuam no ambiente de trabalho diminuindo a pressão parcial de oxigênio. Tricloreto de arsênio. Exemplos: etileno. sem interferir com a ventilação pulmonar. Neurotóxicos – Exemplos: Sulfeto de carbono. que não pode ser inferior a 18%. Cádmio. Dióxido de nitrogênio.

Carvão. Couro (pó). Benzeno e Níquel. Exemplos: Benzidina. Imunodepressores Deprimem o sistema de defesa do organismo. Bagaço de cana. mercúrio e solventes orgânicos. Exemplos: Antimetabólicos. Arsênico. sala 201 . Alumínio.Lajeado / RS . Diisocianeto de Tolueno (TDI). Alergizantes Exemplos: Formaldeído. Asbesto. causam deformidade no feto. Ferro. Cromo. os membros superiores e inferiores são formados. Berílio. Cloreto de vinila. Mutagênicos Agentes químicos podem causar alterações genéticas em gerações futuras: 85% dos químicos carcinogênicos podem causar mutagênese. Ciclosporina.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Gases anestésicos. Asbesto. por exemplo. (Não provocam fibrose).br 95 . Corticóides. Óleos. coração. órgãos como o cérebro. 267.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho  Hematotóxicos – Exemplos: Benzeno. Fibra de algodão.com. Interação de Agentes Químicos Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Titânio. Nitritos e Anilina. Resinas. Pneumoconióticos Atuam nos pulmões. Pólen. Madeira (pó). Malignos: Sílica.  Teratogênicos Agentes químicos podem interferir com o desenvolvimento normal do feto. 4-Nitrodifinil. Carcinogênicos Causam câncer. Durante os três primeiros meses de gestação. Exemplos:  Benignos: Tungstênio.

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. e) Antagonismo – quando o efeito de dois agentes tóxicos é menor que o efeito aditivo: um reduz o efeito do outro. Sobre esse agente químico há um anexo específico (13-A) na NR-15. d) Pontecialização – quando um agente tóxico tem seu efeito aumentado por agir simultaneamente com um agente atóxico. (ou processo) ou substituí-la (o) por outra (o) menos perigosa (o). Exemplo: igual ao Selênio mais Cádmio. b) Distâncias – observar uma distância segura entre o trabalhador e a substância perigosa. Exemplo: Chumbo + Arsênio na biossíntese do heme. Exemplo: EPN (Inseticida Fosforado) + malation.com.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. e) Informação – o trabalhador deve ser informado sobre o risco existente. 267. d) Proteção – providenciar proteção pessoal. Exemplo: Propanol aumenta a hipertoxidade do Tetracloreto de carbono.Lajeado / RS .br 96 . Princípios básicos de prevenção a) Eliminar o risco da substância perigosa. Exemplo: Substituição do benzeno pelo tolueno e xileno. que também são hidrocarbonetos aromáticos mais menos tóxicos. sala 201 . Ações que podem ocorrer: a) Ação independente – ações distintas dos tóxicos com efeitos diferentes. c) Ventilação – providenciar uma ventilação adequada para remover ou reduzir a concentração da substância no ambiente de trabalho. b) Ação aditiva – quando o efeito produzido por dois ou mais agentes é quantitativamente igual à soma dos efeitos individuais.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Quando dois ou mais agentes químicos co-existem nos ambientes de trabalho. c) Sinergismo – quando o efeito produzido por dois ou mais agentes é maior que a ação aditiva. evitar o contato da substância perigosa com o trabalhador.

e) Medidas de primeiros socorros. Exemplo: PPRA. g) Identificação do lote. Fichas Químicas de Segurança Todos os materiais utilizados. produtos finais e resíduos devem ter Fichas de Segurança na Empresa.com. c) Nome. f) Medidas a serem adotadas em liberações acidentais. Mapa de Risco.br 97 . sala 201 . Devem indicar o Equipamento de proteção Individual necessário para manuseio dos mesmos. endereço e telefone do fabricante. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. e) Riscos associados ao uso. b) Informações sobrem ingrediente. h) Classificação tóxica do agente. todos os produtos finais. j) Estabilidade e reatividade. g) Manuseio e armazenamento. resíduos formados. f) Precauções a serem observadas.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Controle e Identificação Identificar todos os materiais utilizados. i) Propriedades físicas e químicas. intermediários. todos os produtos intermediários. d) Identificação do(s) risco(s) existente(s).Lajeado / RS . c) Nome. d) Símbolos do dano potencial. Rotulagem O rótulo dos agentes químicos deve conter: a) Nome comercial. h) Controle de exposição. para fornecimento de informações básicas sobre os mesmos. 267.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. endereço e telefone do fabricante. bem como procedimentos de emergência: a) Nome do produto químico (incluindo o nome comum ou comercial). b) Identificação do agente químico. k) Outras informações toxicológicas.

m) Informações sobre transporte n) Data de preparação. repetitiva ou contínua.br 98 . pelo número de partículas por unidade de volume. Estes limites são expressos em partes por milhão (ppm) ou miligramas por metro cúbico (mg/m3) para gases e vapores. Armazenamento seguro   Substâncias não compatíveis não devem ser armazenadas juntas. às vezes. Para particulados os limites são expressos em miligramas por metro cúbico (mg/m3) e.Lajeado / RS . São os TLV.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Armazenamentos de químicos próximos a processos incompatíveis devem ser evitados. medidas adicionais devem ser instituídas.   Monitoramento Por monitoramento entende-se a atividade sistemática. Para alguns agentes químicos existem valores máximos (valor-teto) que não podem ser ultrapassados em momento algum na jornada de trabalho. sala 201 . mpp/m3 (milhões de partículas por metro cúbico). Este valor máximo pode ser calculado pela tabela a seguir: Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. como.com.000 substâncias químicas existem limites das concentrações destas substâncias químicas nos locais de trabalho em que se supõe que um número razoável de trabalhadores possa estar exposto sem sofrer efeitos adversos à saúde: são os “Limites de Tolerância” A expressão “Limites de Tolerância” surgiu na Convenção nº 148 da OIT e foi adotada em 1977.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho l) Informações sobre a deposição. 267. Sobre a exposição Vários países têm procurado estabelecer “Limites de Tolerância” e para cerca de 40. Se houver risco de fogo. Deve existir ventilação adequada para permitir que os vapores liberados sejam suficientemente diluídos e liberados. por exemplo.

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TABELA 2 – Limites de Tolerância/Fator de Desvio LIMITE DE TOLERÂNCIA (ppm ou mg/m3) 0a1 1 a 10 10 a 100 100 a 1.000 1.000 ou mais FATOR DE DESVIO 3 2 1.5 1.25 1.1

O valor máximo é, então, calculado para o agente químico, multiplicando-se o Limite de Tolerância pelo Fator de desvio. Exemplo: Agente químico: amônia Limite de Tolerância: 20 ppm/ 48 horas semanal  Foram realizadas 10 medições com intervalo de 20 minutos apresentando as seguintes concentrações: 18, 19, 20, 21, 23, 22, 24, 19, 18 e 17. Média aritmética = 20,1 ppm.  Caracterizado grau de insalubridade médio (20%).  Conforme tabela 2 o limite de tolerância obtido é de 30 ppm. Caso uma das concentrações obtidas na amostragem ultrapasse o valor máximo (30 ppm) estaria caracterizada a situação de risco grave e iminente. A legislação brasileira prevê 11 substâncias com Valor-teto enquanto as normas internacionais prevêem 36. Existem, também, substâncias absorvidas pela pele, mostrando que a proteção da via respiratória apenas pode não ser suficiente para protegermos o trabalhador exposto: a legislação brasileira indica 43 substâncias, enquanto normas internacionais indicam 105. Nas listagens de agentes químicos são indicados as substâncias asfixiantes, o que determina um severo controle nos ambientes de trabalho, pois a concentração de oxigênio, nestes casos, não pode ser inferior a 18% em volume. Os limites de Exposição referem-se aos agentes químicos dispersos na atmosfera e, portanto, não consideram as formas sólidas ou líquidas dos agentes químicos. Os limites citados supõem uma proteção aos trabalhadores. Não indicam garantia.

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Monitorização Biológica da Exposição Humana a Agentes Químicos Para uma dada substância existe uma concentração tal que não irá provocar efeitos danosos, ainda que a exposição seja prolongada. Entretanto, esta afirmação não é válida para as substâncias carcinogênicas, em que as condições de exposição devem ser o mais próximas possível do zero. Também para as radioativas. A monitorização Biológica é a medida e avaliação de agentes químicos e/ou de seus produtos de biotransformação em tecidos, secreções, excreções, ar exalados ou alguma combinação destes, para estimar a exposição ou o risco à saúde, quando comparados a uma referência apropriada. As “referências apropriadas” são os Limites de Tolerância Biológicos – LTB. A substância, elemento químico ou atividade enzimática cuja concentração (ou atividade) possui relação com a exposição ambiental recebe o nome de “INDICADOR BIOLÓGICO”. O objetivo principal da monitorização biológica é o mesmo da ambiental, ou seja, previne a exposição excessiva aos agentes químicos que podem ser nocivos aos trabalhadores expostos. Visa estimar a quantidade biodisponível do agente químico (dose interna) para assegurar que a exposição não atinja níveis críticos. Exemplos:
  

Determinação de chumbo no sangue; Determinação de Pentaclorofenol na urina; Determinação do Benzeno no ar exalado.

A determinação de algumas alterações orgânicas provocadas pela exposição aos agentes químicos também pode ser usada na prevenção de doenças ocupacionais, desde que revelem o efeito precoce. Efeito Precoce Um efeito é precoce ou alteração é não nociva quando:  Ao serem produzidos e numa exposição prolongada não resultem em transtorno(s) da capacidade funcional, nem da capacidade do organismo para compensar a sobrecarga;  São efeitos ou alteração reversíveis e não diminuem a capacidade do organismo em manter a homeostasia;  Não aumentam a suscetibilidade do organismo aos efeitos indesejáveis de outros fatores de riscos ambientais;

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 Sabendo-se que a relação que existe entre a exposição e a dose interna, podem ser propostos valores máximos permissíveis para o indicador biológico;  Estes limites não devem ser considerados números que separam concentrações seguras de perigosas, mas níveis de advertência, propostas com base nos conhecimentos atuais da relação exposição/resposta. Tipos de Indicadores Biológicos  Tipo I – tem importância individualmente e, quando um trabalhador ultrapassa o limite da tolerância biológica, indica que providências devem ser tomadas e o trabalhador afastado. A ultrapassagem dos limites de tolerância biológica tem valor no diagnóstico de intoxicação. Exemplos: Indicador: Carboxihemoglobina – Agente químico: Monóxido de Carbono  Tipo II – são os que tem pouco ou nenhum valor isoladamente. Indicam apenas que está ocorrendo uma exposição descontrolada. Exemplos: Mercúrio urinário = Mercúrio Metálico e Inorgânico Ácido Hipúrico Urinário = Tolueno Utilização dos indicadores a) Grupo homogêneo quanto ao risco – realizar avaliação do conjunto de trabalhadores expostos, que, necessariamente, deve ser homogêneo quanto à exposição ao agente químico: deve haver um grau semelhante de exposição. b) Amostras – as amostras devem ser realizadas em condições idênticas. c) Análise dos resultados:

Calcular a média aritmética dos resultados obtidos. Se estiver abaixo do LTB para o agente e todos os resultados estiverem abaixo deste limite, o ambiente é considerado sob controle (ou adequado): BAIXO RISCO. Se a média estiver abaixo do LTB e até 5% dos resultados estiverem acima do LTB deve ser instituída vigilância ambiental rígida e com alta periodicidade na determinação do indicador biológico: MÉDIO RISCO. Se a média estiver acima do LTB, medidas ambientais urgentes são necessárias, pois o ambiente está fora de controle: ALTO RISCO.

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emergências.com.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Utiliza exames biológicos. tanto das avaliações ambientais.  Recomendações a) Os trabalhadores devem ser informados sobre os riscos a que estão expostos. d) Os trabalhadores devem participar na investigação e na solução dos problemas existentes no manuseio dos agentes químicos presentes nos locais de trabalho. deve ser observada a quantidade segura.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Vigilância da saúde O comitê misto CCE/NIOSH/OSHA em 1984 definiu a Vigilância da Saúde como sendo “a realização de exames médico-fisiológicos periódicos. definida em normas internacionais. da vigilância da saúde e as monitorizações biológicas. f) As trabalhadoras devem Ter trabalho alternativo que não envolva o uso ou exposição aos agentes químicos se estiverem gestantes ou durante amamentação e devem ter direito a retornar ao trabalho prévio no tempo apropriado. e) Em condições de grave e iminente risco. fisiológicos e também indicadores biológicos relacionados com a exposição a determinado agente tóxico e alterações ligadas ao órgãoalvo. de trabalhadores expostos com o objetivo de prevenir o aparecimento de doenças.br 102 . A detecção da doença instalada está fora do escopo desta definição”.Lajeado / RS . Verificação das mucosas das vias aéreas na exposição a gases ou vapores irritantes.  Determinação da velocidade de condução nervosa (nervos periféricos) na exposição ao Chumbo. sala 201 . c) Os trabalhadores devem receber os resultados dos exames realizados. Determinação de proteínas de baixo peso molecular na urina. transporte. resíduos e primeiros socorros no uso dos agentes químicos presentes no local de trabalho. b) Os trabalhadores devem receber treinamento de prevenção. g) No armazenamento de produtos químicos. 267. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. armazenamento. o trabalho deve ser detido. para detectar o dano renal na exposição ao Cádmio. controle.

monóxido de carbono.com. etc. a construção. fornecimento de informações sobre os acidentes possíveis e os planos de intervenção de urgência para as autoridades competentes.214 1.br 103 . Anexo 11. chumbo. o funcionamento e a conservação apropriada da instalação. Limite de Tolerância – Média ponderada – Representam a concentração média existente na jornada de trabalho. sala 201 . Grupos – limtes de tolerância cinstantes no quadro 1. fornecimento de instruções e formação adequada de pessoal além da inspeção da instalação. Neste grupo. podem – se ter valores acima do limite fixado. Grupo I – Substância de ação generalizada sobre o organismo. NR – 15. i) Os empregadores devem identificar as instalações expostas a acidentes industriais maiores. desde que sejam compensados por valores abaixo deste mesmo limite.  A. para a população que possa ser atingida e para entidades ambientalistas.maiores devem ser identificadas pelas autoridades em saúde pública. j) Para cada instalação exposta a acidentes industriais maiores o empregador deve estabelecer e conservar um sistema de prevenção de riscos de acidentes com especial atenção para:   Identificação e estudo dos perigos e avaliação dos riscos. meio ambiente e pela população que possa ser atingida pelo acidente.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. de Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Lajeado / RS . situa-se a maioria das substâncias. Planos e procedimentos de urgência com inclusão de: preparação de planos e procedimentos e urgência eficazes em casos de acidentes industrias maiores.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho h) As áreas expostas a acidentes industriais. os limites de tolerância podem ser exercidos. Ex: amônia. As disposições técnicas e de organização necessárias para o funcionamento da instalação em condições de segurança. 267. a designação do pessoal competente. Portarias nº 3. Neste caso. isto é. desde que não seja ultrapassado o valor máximo e a concentração média seja inferior ao limite de tolerância fixado. que devem incluir: o desenho. Os efeitos da substância no organismo dependem da quantidade absorvida.

No entanto. conforme fórmula a seguir: Valor máximo (VM) = LT x FD LT= Limite de tolerância FD= Fator de desvio O fator de desvio depende da grandeza do limite de tolerância segundo o quadro: LIMITE DE TOLERÂNCIA (ppm ou mg/m³) 0A1 1 A 10 10 A 100 100 a 1000 Acima 1000 EXEMPLO: a) Amônia: LT = 20 ppm FD = 1.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho modo que a média ponderada seja igual ou inferior ao limite de tolerância.25 1.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.br 104 .1 1 2 3 5 6 7 8 9 Tempo Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. sala 201 .5 = 30 ppm VM = 30 LT = 20 FATOR DE DESVIO 3 2 1.Lajeado / RS .5 1.com. estas oscilações devem respeitar um valor máximo obtido através da aplicação de um fator de desvio. 267.5 (conforme quadro acima) VM = 20 x 1.

267.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho O limite de tolerância não foi ultrapassado. sala 201 . pois o valor máximo foi superado.br 105 .com. já que a média ponderada é inferior ao limite de tolerância e o valor máximo não foi alcançado. Concentração VM = 30 LT = 20 Tempo O limite de tolerância foi ultrapassado. Concentração VM = 30 LT = 20 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.Lajeado / RS . É visível que o excedido entre a segunda e terceira hora e sétima e oitava hora é compensado por valores abaixo do LT (limite de tolerância) existentes no restante do tempo.

Concentração VM = 30 LT = 20 Tempo O LT foi ultrapassado. pois a média ponderada superou o LT fixado o VM também não foi respeitado. 267. sala 201 . deve – se calcular: a) Concentração média Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Exemplo numérico: Um trabalhador se expõe as seguintes concentrações de amônia: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 CONCENTRAÇÃO (ppm) 10 20 25 20 15 10 20 10 20 25 Para verificar se o limite de tolerância foi ultrapassado ou não. pois a média ponderada superou o LT fixado.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho O LT ultrapassado.Lajeado / RS .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br 106 .

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CM = 10 + 20 + 25 + 20 + 15 + 10 20 + 10 + 20 + 25 = 17,5 ppm _____________________________________ 10 b) VM = LT x FD Segundo o anexo 11, NR – 15, o limite de tolerância para a amônia é de 20 ppm e o FD = 1,5. Deste modo: VM = 20 x 1,5 = 30 ppm. Pode – se verificar que nenhuma das amostragens ultrapassou o valor máximo permitido e a concentração média foi inferior ao limite de tolerância estabelecido no anexo 11, NR – 15 , não caracterizando, portanto, insalubridade para esta atividade. No caso de uma amostragem ultrapassar o valor máximo permitido e/ou a concentração média superar o limite fixado, a atividade será considerada como insalubre de grau médio, se o trabalhador não estiver adequadamente protegido. 2. Grupo II – Substância de ação generalizada sobre o organismo, podendo ser absorvidos, também por via cutânea. Os limites de tolerância foram fixados pela absorção apenas por via respiratória. As substâncias pertinentes a esse grupo podem ser absorvidas também pela pele intacta, menbranas, mucosas ou olhos. Deverão, portanto, ser tomas medidas adequadas de proteção, para evitar absorção por via cutânea, afim que o LT não seja ultrapassado. Tais substâncias possuem sinalização na coluna “ Absorção também pela pele” na tabela de LT e limite de tolerância – média ponderada. Exemplo: anilina, tolueno, fenol. Exemplo numérico: Um trabalhador se expõe as seguintes concentrações de tolueno: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 CONCENTRAÇÃO (ppm) 50,0 50,0 60,0 80,0 90,0 107

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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6 7 8 9 10

100,0 100,0 100,0 50,0 90,0

Para verificar se o limite de tolerância foi ultrapassado ou não, deve –se calcular: a) Concentração média: CM = 50+50+60+80+90+100+100+100+50+90 = 77,0 ppm ________________________________ 10 b) Valor máximo permitido: LT = 78,0 ppm FD = 1,5 VM = 78 x 1,5 = 117,0 ppm Observa –se que nenhuma amostragem superou o valor máximo permitido e a concentração média foi inferior ao limite estabelecido no anexo II, NR – 15. No entanto, o tolueno é uma substância que também penetra pela via cutânea e, para efeito de caracterização de insalubridade, deverá ser observada a utilização de proteção adicional além da respiratória. Embora o limite de tolerância não tenha sido ultrapassado, a insalubridade será caracterizada se o trabalhador não estiver adequadamente protegido (luvas, óculos de visão panorâmica, etc.), uma vez que, como comentado anteriormente, os limites forma estabelecidos levando – se em consideração apenas a via respiratória, devendo, portanto, ser protegida a via cutânea. 3. Grupo III – Substâncias de efeito extremamente rápido. Devido a sua ação imediata, estas substâncias não podem ter seu LT excedido em momento algum da jornada de trabalho, devendo este ser considerado como valor máximo. Exemplo: ácido clorídrico, cloreto de vinila, etc. Limite de tolerância – Valor Teto – Quando na tabela de limite de tolerância estiver a coluna de “valor – tetor” significa que o valor estabelecido como limite de

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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tolerância é concentração máxima, que não poderá ser ultrapassado em momento algum da jornada de trabalho. Exemplo: Concentração

Tempo O LT foi ultrapassado já que em momento algum a concentração excede o LT fixado. Concentração

LT

Tempo O limite de tolerância foi ultrapassado já que o limite de tolerância fixado foi ultrapassado. Exemplo numérico: Um trabalhador se expõe as seguintes concentrações de ácido clorídrico: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 CONCENTRAÇÃO (ppm) 2,0 3,0 4,0 6,0 3,0 5,0

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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no caso de o trabalhador não estar adequadamente protegido. etano. em higiene industrial. argônio.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho O anexo 11.Lajeado / RS . portaria nº 3. a atividade caracteriza-se como insalubre de grau máximo. Como as amostragens 4 e 6 superaram 4.com. sala 201 . Sabendo – se que o acetileno é considerado um asfixiante simples. cujos exemplos mostraremos abaixo: Exemplo 1: Em atividade de pintura a pistola. a amostragem contínua. estando assinalada a coluna “valor – teto”. devido a deficiÊncia de oxigênio. Como esse local apresentou percentual de oxigênio abaixo de 18%. dosímetro passivo de carvão ativado.br 110 . que não deve ser nunca inferior a 18%. coletado durante 6 horas.0 ppm para o ácido clorídrico. fixa limite de tolerância de 4. conclui – se que não é permitido trabalho neste setor. Verificar se as atividades neste local são permitidas. utilizou – se. 4. isto é. etc.214. no anexo 11. aquelas com períodos de duração entre 5 a 30 minutos. 267. estabeleça apenas este tipo de amostragem. para coleta de vapores orgânicos provenientes do solvente. Como essa situação gera risco grave e iminente.0 ppm.Embora a legislação brasileira. Grupo IV – Substâncias de efeito extremamente rápido que podem ser absorvidas por via cutânea. isto é . NR – 15. Exemplo: acetileno. podendo o Ministério do trabalho interditar o local ou setor. não cabe a percepção do adicional de insalubridade.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Os resultados abaixo foram fornecidos pelo laboratório: Benzeno = < 1. Observa-se que os exemplos citados se referem a amostragens instantâneas. Exemplo: Um trabalhador desenvolve atividades em um ambiente contaminado com acetileno obtendo – se concentrações de 15 % de oxigênio no seu local de trabalho.0 µg/m³ Tolueno = 326 µg/m³ Xileno = 15 µg/m³ Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. NR – 15. é largamente utilizada. a possibilidade de trabalho no local é determinada pela presença de oxigênio.

Nenhuma amostragem ultrapassou o valor máximo e caso o trabalhador esteja adequadamente protegido com relação à via cutânea a atividade não será considerada insalubre. devido ao seu efeito imediato sobre o organismo. Benzeno = < 0.0 3.butalamina: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 CONCENTRAÇÃO (ppm) 2. as oscilações acima e abaixo do limite fixado não pode ser detectadas por este método.0 O anexo 11. portaria nº 3214. É importante salientar que o resultado fornecido pelo laboratório é de concentração média durante a jornada de trabalho. álcool u – butílico.com.Lajeado / RS . 267. NR – 15. Exemplo numérico: Um trabalhador se expõe às seguintes concentrações de n.001 mg/m³ Tolueno = 0.015 mg/m³ Comparando – se as concentrações obtidas com os respectivos limites de tolerância estabelecidos no anexo 11. Deste modo. estando assinalada as colunas “valor – teto” e “absorção também pela pele”.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. sala 201 .0 2. a fim de desvio. fixa limite de tolerância de 4.0 ppm para n – butalamina.5 0. também requerem que medidas de proteção sejam tomadas. verifica-se que a concentração média das substâncias analisadas não superou o limite de tolerância.0 1.br 111 .326 mg/m³ Xileno = 0. Deve – se Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.0 1. Exemplo: sulfato de metila. As substâncias deste grupo.0 1.0 2. além de não poderem ter seu LT excedido em momento algum.5 3.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Verificar se o limite de tolerância foi ultrapassado. cujos valores são de 24 mg/m³. NR – 15. sendo VM = LT.0 3.

267. é especial para que a insalubridade não seja caracterizada. isto é .Alguns gases e vapores. sala 201 . 1. em altas concentrações no ar. Deve ser avaliada a quantidade de oxigênio no ar.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho frisar a proteção da via cutânea. Não possuem LT. atuam como asfixiantes simples.com. pois o fator limitante é o oxigênio disponível. neste caso. sem provocar outros efeitos fisiológicos significativos.Lajeado / RS .br 112 . sendo 18% o valor mínimo permissível. Grupo V . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. deslocam o oxigênio do ar.

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – A Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.br 113 . 267.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.Lajeado / RS . sala 201 .

campanhas. VI – Promover debates.As atividades do Técnico de Segurança do Trabalho são os seguintes: I – Informar o empregador. bem como sugerindo constante atualização dos mesmos e estabelecendo procedimentos a serem seguidos.º 3. através de parecer técnico.Lajeado / RS . adequando-os as estratégias utilizadas de maneira a integrar o processo prevencionista em sua planificação.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – B DA PROFISSÃO DE TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO PORTARIA N. considerando o disposto no art.530. no uso de suas atribuições. que delega competência ao Ministério do Trabalho para definir as atividades do Técnico de Segurança do Trabalho.86. II – Informar os trabalhadores sobre os riscos da sua atividade.04. RESOLVE: Art. 1º . encontros. palestras. 6º do Decreto 92. reuniões. sala 201 . acompanhando e avaliando seus resultados. bem como orientá-lo sobre as medidas de eliminação e neutralização. III – Analisar os métodos e os processos de trabalho e identificar os fatores de risco de acidentes do trabalho. IV – Executar os procedimentos de segurança e higiene do trabalho e avaliar os resultados alcançados.br 114 .com. 267. sobre os riscos existentes no ambiente de trabalho. propondo sua eliminação ou seu controle. de 09. doenças profissionais e do trabalho nos ambientes de trabalho com a participação dos trabalhadores. doenças profissionais e do trabalho e a presença de agentes ambientais agressivos ao trabalhador.275. seminários. V – Executar os programas de prevenção de acidentes do trabalho. beneficiando o trabalhador. bem como as medidas de eliminação e neutralização. treinamento e utilizar outros recursos de ordem didática e pedagógica com o objetivo de divulgar as Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. DE 21 DE SETEMBRO DE 1989 A MINISTRA DE ESTADO DO TRABALHO.

reforma. inclusive por terceiros. sala 201 . assuntos técnicos. IX – indicar. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. de acordo com a legislação vigente.. observando dispositivos legais e institucionais que objetivem a eliminação. solicitar e inspecionar equipamentos de proteção contra incêndio. recursos audiovisuais e didáticos e outros materiais considerados indispensáveis.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho normas de segurança e higiene do trabalho. com vistas à observância das medidas de segurança e higiene do trabalho. Art. dentro das qualidades e especificações técnicas recomendadas. 1º As atividades do Técnico de Segurança. XII – executar as atividades ligadas à segurança e higiene do trabalho utilizando métodos e técnicas científicas.br 115 . arranjos físicos e de fluxo.. para preservar a integridade física e mental dos trabalhadores. incentivando e conscientizando o trabalhador da sua importância para a vida. XI – orientar as atividades desenvolvidas por empresas contratadas.Lajeado / RS .com. visando evitar acidentes do trabalho. quanto aos procedimentos de segurança e higiene do trabalho previstos na legislação ou constantes em contratos de prestação de serviço. materiais de apoio técnico. doenças profissionais e do trabalho. dados estatísticos. educacional e outros de divulgação para conhecimento e auto-desenvolvimento do trabalhador. regulamentos. VIII – Encaminhar aos setores e áreas competentes normas. X – cooperar com as atividades do meio ambiente. 267. VII – Executar as normas de segurança referentes a projetos de construção. orientando quanto ao tratamento e destinação dos resíduos industriais.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. ampliação. resultados de análises e avaliações. documentação. avaliando seu desempenho. administrativos e prevencionistas. controle ou redução permanente dos riscos de acidentes do trabalho e a melhoria das condições do ambiente.

regulamentos e outros dispositivos de ordem técnica. XVI – avaliar as condições ambientais de trabalho e emitir parecer técnico que subsidie o planejamento e a organização do trabalho de forma segura para o trabalhador. doenças profissionais e do trabalho. DOROTHEA WERNECK Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Art. 2º As dúvidas suscitadas e os casos omissos serão dirimidos pela Secretaria de Segurança e Medicina do Trabalho.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.Lajeado / RS . revogadas as disposições em contrário. perigosas e penosas existentes na empresa. bem como as medidas e alternativas de eliminação ou neutralização dos mesmos. seus riscos específicos. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. que permitam a proteção coletiva e individual. calcular a freqüência e a gravidade destes para ajustes das ações prevencionistas. XIV – articular-se e colaborar com os setores responsáveis pelos recursos humanos. doenças profissionais e do trabalho. fornecendo-lhes resultados de levantamentos técnicos de riscos das áreas e atividades para subsidiar a adoção de medidas de prevenção a nível de pessoal. 267.com. normas. Art. XVIII – participar de seminários.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho XIII – levantar e estudar os dados estatísticos de acidentes do trabalho. congressos e cursos visando o intercâmbio e o aperfeiçoamento profissional. XVII – articular-se e colaborar com os órgãos e entidades ligados à prevenção de acidentes do trabalho. treinamentos. sala 201 .br 116 . XV – informar os trabalhadores e o empregador sobre as atividades insalubres.

sala 201 . acessíveis e em funcionamento? 117 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. você deveria estar procurando melhorar as condições dele o mais depressa possível. 267. maquinários e processos ruidosos são identificados como sinais de aviso? Há local agradável e bem equipado para beber? Existem locais com cabines e armários para se guardarem roupas e sacolas? Há um local para se secarem as roupas.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – C SEGURANÇA DO TRABALHO Você está trabalhando em um ambiente de trabalho saudável? Se puder responder “sim” às perguntas a seguir.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.Lajeado / RS . Caso contrário. se necessário? Todas as áreas são bem arejadas? Há alguma diretriz de “Proibido fumar”? O ar condicionado e o aquecimento às vezes Não funcionam adequadamente? São vistoriados e consertados com regularidade? As instalações são bem iluminadas? Há iluminação de emergência no local? Há um gerador de emergência disponível caso seja preciso? As áreas extremas ficam acesas durante a noite? As luzes e janelas são limpas? O equipamento e o maquinário são silenciosos? Os equipamentos. quando necessário? Os sanitários estão limpos. arejados.com. Sim O ambiente é amplo? Cada um tem seu próprio espaço pessoal? Há um lugar onde se possam guardar os objetos pessoais? As cadeiras e bancos são confortáveis? O equipamento e o maquinário são de fácil manuseio? Todos podem se locomover à vontade? A temperatura é amena em todos os lugares? É fornecida alguma roupa de trabalho adequada.br . vocÊ pode estar trabalhando em um ambiente saudável.

toalhas e outros itens de limpeza? Material Auxiliar I Fonte:: Como motivar pessoas Iain Maitland.Lajeado / RS . sabão.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Existem pias com água quente e fria. sala 201 .com. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.br 118 . 2000. 267.

267. que fez referências sobre o trabalho ser o causador de doenças como na extração de minerais e fundição de prata e ouro. e obrigava as empresas a fazer a lavagem das paredes duas vezes por ano.C.Lajeado / RS . em latim a obra De Ré Metálica. ( ) O médico italiano Bernardino Ramazzini publicou a obra intitulada De Morbis Artificum Diabrita sobre as doenças com trabalhadores em mais de 50 ocupações diferentes. Exemplo: Silicose. na França. para realizar exames em mulheres. principalmente de chumbo e mercúrio.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO . em visita a locais de trabalho – galerias de minas – escreve que trabalhadores utilizavam máscara de panos ou membranas de bexiga de carneiro – registro do 1º EPC – empregados para proteger-se contra poeiras minerais.D COLÉGIO MARTIN LUTHER Centro de Educação Profissional Martin Luther Estrela/RS Avaliação da disciplina de SEGURANÇA DO TRABALHO I Professor Eduardo Becker Delwing Turma: TST Data: / / 200 Nome: ________________________________________________ 1.br 119 . no Império Romano. proibia o trabalho noturno para crianças. Plinius.com. foi instituído a obrigatoriedade do médico de fábrica. ( ) Em 1556. Marcar verdadeiro (V) ou falso (F) ( ) Em 1842. que previa jornada máxima de 12 horas para crianças. Por esta obra Ramazzini recebeu o título de Pai da Engenharia do Trabalho. foi promulgada a Lei de Saúde e Moral dos Aprendizes. sala 201 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. na Escócia. ( ) Em 460 a 375 a. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. ( ) 1802.. publicado por Georgius Agrícola.

editada a Portaria 3. relativas à Segurança do Trabalho. elaborou um cuidadoso relatório sobre trabalhadores doentes.214 que aprova as Normas Regulamentadoras –NR do Capítulo V do Título II. uma CPI. Decreto nº 68. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. ( ) Em 1833. ( ) Em 1971. sala 201 .com. ( ) Em 1978. 267. que sensibilizou a opinião pública. fazendo que fosse baixado o Factory Act.br 120 . obrigando a existência de Serviço Especializado em Engenharia de Segurança do Trabalho (SESMT) em empresas com mais de 200 funcionários. da CLT. Benjamim Macredi publicou Leis sobre a Proteção do empregador.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ( ) Em 1937. ( ) Em 1972.255.Lajeado / RS . 08 junho.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. de 16 de fevereiro. nos EUA. em 27/07 é editada à Portaria 3237 que regulamenta artigo 164 da CLT. que considerada como a 10ª Lei de Proteção ao Trabalhador. cria a Campanha Nacional de Acidentes de Trabalho – CANPAT.

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – G Conforme NR – 26. gasolina = __________________________________________ Canalização contendo ácidos = ____________________________________ Óleo lubrificante.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.br 121 .Lajeado / RS .com. sala 201 . asfalto = _______________________________________ Mangueiras para acetileno = ______________________________________ Canalizações de água= __________________________________________ Faixas no piso de entrada de elevadores = ___________________________ Localização de bebedouros = _____________________________________ Canalizações de ar comprimido = __________________________________ Canalizações à vácuo = __________________________________________ Canalizações com álcalis cáusticos = ________________________________ Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. complete o nome da respectiva cor relacionada a segurança do trabalho: Corpo de máquinas = ___________________________________________ Corredores de circulação = _______________________________________ Óleo diesel. 267.

CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.Lajeado / RS . sala 201 . na seguinte situação de amostragem direta: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 A atividade é insalubre? Em que grau? CONCENTRAÇÃO ppm 84 92 55 43 65 71 82 64 53 93 2. Grupo 1 (ação generalizada depende da concentração) Exemplo: Um trabalhador exposto a nitretano.br 122 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – H EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 1. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 267.com.

Grupo 2 (ação generalizada. Exemplo: Um trabalhador exposto a éter decloroetílico.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 3.5 3.5 2 4.Lajeado / RS . sala 201 . na seguinte situação de amostragem direta: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 A atividade é insalubre? Em que grau? CONCENTRAÇÃO ppm 4 2 1.5 3 5 1. 267.8 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.5 3. podendo também ser absorvidas por via cutânea).br 123 .com.

03 0. Grupo 3 ( efeito extremamente rápido.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.01 0. sala 201 .05 0.08 0.04 124 CONCENTRAÇÃO ppm 120 100 40 130 160 135 155 170 124 140 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Lajeado / RS .com. valor teto não pode ser ultrapassado) Valor máximo = Limite de Tolerância Exemplo: Um trabalhador exposto a cloreto de vinila.04 0.02 0.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 4.05 0. Valor Teto = Limite de Tolerância Exemplo: Um trabalhador exposto a sulfato de dimetila usando máscara para gases tóxicos P2 como EPI (equipamento de proteção individual).br .07 0. na seguinte situação de amostragem: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 CONCENTRAÇÃO ppm 0. valor teto não pode ser ultrapassado e pode também ser absorvida por via cutânea.07 0. na na seguinte situação de amostragem direta: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 A atividade é insalubre? Em que grau? 5. Grupo 4 ( efeito extremamente rápido. 267.

sala 201 . pois o fator limitante é o oxigênio disponível.Lajeado / RS .br 125 . A atividade é insalubre? Qual o grau? Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Exemplo: Num ambiente confinado (caixa d’ água) com presença de Argônio.com. Grupo 5( asfixiantes simples. Não possuem Limite Tolerância. obtem – se 16 % de oxigênio no local de trabalho. 267.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. valor permissível de 18%). deslocam o oxigênio do ar.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho A atividade é insalubre? Em que grau? 6.

Aguarda quatro minutos para que a carga atinja a temperatura esperada e em seguida gasta outros três minutos para descarregar o forno. A perícia mo local de trabalho evidenciou os seguintes dados: executava trabalho contínuo. Existe insalubridade? 2.br 126 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – I EXERCÍCIOS SOBRE AVALIAÇÃO AMBIENTAL – CALOR 1.Lajeado / RS . com alguma movimentação. com alguma movimentação. Tg = 54 ºC e Tbn = 24 º C e no local de descanso M = 125 Kcal/hm Tg = 30 ºC e Tbn = 20 º C. de natureza leve. de pé. diante de um forno. um operador de forno gasta três minutos carregando o forno. pergunta – se se existe insalubridade por calor? Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Existe insalubridade? 3. e sabendo – se que no local de trabalho M= 300 Kcal/h. o operador de forno fica fazendo anotações sentado em uma mesa que está afastada do forno. Durante o tempo em que aguarda a elevação da temperatura. Este ciclo de trabalho é continuamente repetido durante toda a jornada de trabalho. Reclamante argüi insalubridade devido à exposição ao calor. Numa empresa. fazendo anotações. e sabendo – se que as medições acusaram: Tg = 44 º C e tbn = 22 º C. Verificou que o trabalho era executado em pé. 267. Considerando que o local de trabalho é o local onde permanece o trabalhador enquanto carrega e descarrega o forno e que o local de descanso é o local onde o operador permanece sentado. Era forneiro em uma padaria e laborava das 4:00 às 10:00.com. moderado. Considerando – se que um trabalhador exerce atividade pesada ao executar remoção com pá. em bancada.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Tbn acusou 24º C e Tg 52º C. sala 201 .

CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.br 127 .Lajeado / RS .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO .com. 267. sala 201 .J Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.

N°.com.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Compl. Início 2....) Bairro Telefone Bairro Telefone Houve morte? ( ) 1. Compl. Solteiro 2. sala 201 ../. Viúvo 4. Masc. N°.. Av. Outro Fem. Compl. Av. Data Órgão Exp.Lajeado / RS . Compl... Sim 2... Judic.. N°.. do Emissor Responsável Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Não Testemunhas Nome Endereço (Rua.Func.. UF Remuneração Mensal Bairro Telefone Aposentado? ( ) 1.. Av. Sep. 2.) Nome Endereço (Rua. 2. Bairro Telefone ______________________________ Local e Data _______________________________________________ Nome/Cargo/Cód.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO I EMITENTE Empregador Secretaria/Autarquia Endereço (Rua. Não UF Especif. Casado 3. N°./.. 5.) CEP Função Acidente ou Doença Data do Acidente Local do Acidente Parte(s) do corpo atingida(s) Descrição da situação geradora do acidente ou doença Houve Registro Policial? ( ) 1. do Local do Acidente Agente Causador Local de Trabalho Tipo da CAT ( ) 1. 267.) CEP Acidentado Nome do Funcionário Data de Nascimento Carteira de Identidade Endereço (Rua. Sim trabalho? 2. Estado Civil ( ) 1.Sim 2. Não Município Código Funcional Hora do Acidente Município do Local do Acidente Município Nome da Mãe Sexo ( ) 1. Av.. Masc. . Reabertura 3. Comunicação de Óbito em .br 128 .. Após quantas horas de Houve Afastamento? ( ) 1.. Fem.

/. Sim 2..CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho II ATESTADO MÉDICO Unidade de Atendimento Médico Houve Duração Provável do Internação? ( ) Tratamento dias: 1. Típico 2. S. MESMO NO CASO EM QUE NÃO HAJA AFASTAMENTO TRABALHO NOTA IMPORTANTE 1..com. e entregue na Divisão de Medicina e Segurança. Doença 3. A comunicação de Acidente de Trabalho deverá ser preenchida preferencialmente pela chefia imediata ou pela CIPA.......CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.DMST CID .. O acidentado deve exigir o preenchimento da guia de acidente do trabalho para sua própria segurança.. Caso haja afastamento médico o atestado deverá ser entregue juntamente com a CAT.. Não Descrição e natureza da lesão(ões) Data Hora Deverá o acidentado afastar-se do trabalho Por qual Período? durante o tratamento? ( ) Sim ( ) Não Diagnóstico Provável ______________________________ Local e Data III .Lajeado / RS . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 4.. 3../. M.... Caso haja acidente de trânsito anexar à CAT o Boletim de Ocorrência.10 _______________________________________________ Assinatura e Carimbo do Médico com CRM Tipo ( ) 1. T.. Não Duração Provável do Tratamento dias: __________________________ Local e Data _______________________________________________ Assinatura e Carimbo do Médico da D. DO A COMUNICAÇÃO DO ACIDENTE É OBRIGATÓRIA.. sala 201 . 267. Trajeto Deverá o acidentado afastar-se do trabalho durante o tratamento? ( ) Sim ( ) Não Por qual Período? Número do Acidente Recebida em.br 129 . Sim 2. 2. A comunicação de Acidente de Trabalho deverá ser feita no prazo máximo de 24 hs.. Houve Internação? ( ) 1. 5.

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