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Vida e Morte Da Imagem

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Vida e Morte da Imagem

Regis Debray

O autor faz uma análise da imagem desde a antiguidade como sua evolução e destaca o destacando sua importância na sociedade impacto e o seu papel nas nossas É uma obra do início da década de 90 (1992), que abre caminho ao desenvolvimento de uma nova disciplina, a da mediologia, noção entendida como uma forma de análise das mediações e dos seus suportes, referida neste trabalho. A recensão atentará de forma particular sobre o prefácio do livro e uma espécie de posfácio, denominado de ³Douzes thèses sur l¶ordre nouveau et une ultime question´. Debray demonstra nestas páginas que somos contemporâneos de uma visão do mundo que está mergulhada no visível, o qual se arroga o exclusivo da verdade e da realidade. Isto é, vivemos numa época em que apenas é dado como certo e factual o que se vê. A confiança do olhar moderno não está pois no invisível, que é entendido como falso e irreal. Eis o domínio da videosfera, uma nova ordem que dá a supremacia à contemplação da imagem, desconfiando daquilo que não o é. Aparece a crise da metafísica como propulsora deste status quo, que se consubstancia no desaparecimento dos invisíveis. Ora, face à imposição do visual, o autor coloca uma pergunta-chave: como perceber o invisível, a bem dizer, os códigos invisíveis do visível? Pois são eles os definidores do estado do mundo, em cada época. É central para Debray, nas suas palavras, perceber ³comment le monde se donne à voir à ceux qui le regardent sans y penser´ (Debray, 1992: 18). Ou seja, não se põe só a questão de saber discernir o que não se vê, numa esfera em que só o que se vê conta, mas também os papéis desempenhados pelo visível e pelo invisível. Esta é a preocupação central que ressalta desta escrita de Debray. Com efeito, cada esfera específica de mediações, cada mediasfera, como lhe chama o autor, age em conformidade com o que identifica como o seu sistema de crenças, a partir da sua própria visão do mundo. Através dos ³óculos´ com os quais vê o mundo, define os seus critérios de acreditação do real, dividindo-o de uma forma necessariamente binária, demarcando-se do irreal. Numa outra obra de sua autoria, Régis Debray clarifica a mediasfera como sendo ³un milieu de transmission et de transport des messages et des hommes, avec les méthodes d¶élaboration et de diffusion intelectuelles qui lui correspondent.´ (Debray, 1991: 229). Não é de um contrato social que advém este entendimento, de um acordo infundado entre sujeitos, mas sim de uma herança. Há todo um legado do passado, envolto em mitos específicos e lugares comuns transmitidos ao longo de gerações, que vai constituir cada era. A cultura é resultado deste espólio, e outrossim do meio técnico-científico em que se insere. Cada mediasfera faz-se então na base de um compromisso entre o adquirido do passado e as condições presentes da técnica e do estado da ciência. Na logosfera, é o invisível que tem o papel principal; é pelas ideias inteligíveis que se compreende o mundo. Falamos de culturas como a egípcia, a grega ou a medieval, nas quais a suspeita recai sobre o visível e em que o ausente corresponde ao verdadeiro ser. Já na grafosfera, com o surgimento da imprensa, o visível ganha um novo destaque, apesar de diluído entre outros elementos. É na videosfera que a visualização da imagem técnica se torna dominante; é nela que se crê e é dela que provém a compreensão do mundo. Debray afirma mesmo que ver se

1992: 18). respirer. de espécie de fantasma. Era a cópia do verdadeiro rei que presidia às formalidades fúnebres e que recebia a reverência. exceptuando o valor da imagem. a sua simples presença é perturbadora. puisque je l¶ai vu à la télé. A própria cerâmica ateniense cristalizou esta definição de imagem. pelo que o primeiro se tem substituído ao último ± ³Aujourd¶hui: µj¶y ai cru. também tematicamente. estava apenas perante uma representação. Desta feita. mais voir. o que não o deixava adormecer. actif. A cultura torna então incontestável o lugar para onde a sua visão está direccionada. exacerba esta ideia de que a imagem reproduz efeitos sobre aquele que a olha. na sua ausência ± é um duplo .tem confundido nesta era com o explicar.¶´ (Debray. comme pour nous. cuja pintura de uma cascata era como se a mesma ali estivesse de facto. nas ideocracias a verdade era vista como central.o elemento físico que a representava. fosse a própria realidade. A origem de Imagem está então intimamente ligada à morte. em que ³vivre. pelo que se tornava acessório ser ou não real ± estar vivo ou não . Se nas teocracias. Esta prática inspirou mais tarde a corte francesa. Na Roma Imperial. a esse ³inconscient partagé´ (Debray. A imagem aparece então como equívoco. ³Cette µimago¶ est un hypercorps. No regime visual por excelência. resvalando para a necessidade da presencificação de ídolos e transcendências. perdre la vue´(Debray. pour un ancien Grec ce n¶est pas. Assim aconteceu com o monarca oriental. ao duplo. variando de cultura para cultura ± ³chaque médiasphère suscite un espace-temps particulier. O imperador olhava para a pintura como se esta. de uma natureza ligada ao espectro. 1992 : 28). a sua contemplação. a reprodução de uma realidade. c¶est-à-dire un realisme différent´ (Debray. reagia como se estivesse a olhar para uma cascata verdadeira. é certo. pois todo o imaginário plástico da antiguidade está preso a um ambiente lúgubre. que se deslocaliza. 1992: 492). et mourir. Ouvia o ruído da água a cair. Logo. Percebemos aqui a variabilidade temporal do olhar humano. como se fosse real. Debray conta a história de um imperador chinês que pediu ao pintor-mor do seu reino para apagar uma cascata que este pintara no muro da palácio. Na cultura clássica grega. o eidôlon designava a sombra da alma que saía do cadáver. É o nosso olhar que se transforma. A fé no óptico. A raiz etimológica do termo ³imagem´ tem por base esta mesma lógica de espectro. e decifrada de forma concreta no mundo. uma compreensão contextual do visualizado ± o invisível. a sua exposição. o olhar individual que colocamos nas coisas que representam outras. Com maior ou menor intensidade. para a qual se transferia a atenção durante as cerimónias fúnebres. porém. descurando um enquadramento teórico mais ou menos exaustivo. 1992: 31). Este é variável. uma simulação. o referido poder de representação vinculado à imagem tem aqui as suas origens. o que faz com que. pelo facto de aquela não o deixar dormir. não deixa. public´ (Debray. sendo outras as imagens que nos captam a atenção. aquando da morte dos altos monarcas procedia-se à construção de uma efígie exactamente semelhante ao corpo do soberano. submete-se então a um olhar colectivo. 1991: 229). que também recorria a um substituto exacto e presente do corpo do governante morto. um bom exemplar do tipo de exposição sintomatológica por que o autor opta. na verdade. O acto de ver por si mesmo explica. tudo pode ser posto em causa. Este conto. por meio da iconografia ±. quando. se descurava a aparência visível em favor de uma abstracção espiritual ± o que na economia religiosa de tradição católica cedo se revelou insuficiente. O que interessava era a figura simbólica do poder. concretizada na palavra grega ³eidôlon´. O ponto de enfoque do olhar da ideologia é tomado como irrefutável. sejam outros os efeitos a que estamos sujeitos. sendo múltiplas as representações de guerreiros-miniatura a se soltarem dos corpos de guerreiros mortos em combate. de haver sempre algo na imagem que nos incomoda e não nos deixa ficar indiferentes. ou ídolo. ou seja. vestido a preceito e dotado das insígnias. sublinha. A sósia do rei funciona em pleno.

operando uma mediação efectiva entre aquele que vê e o visto. Apenas já não o conseguimos ver. É Debray que o reconhece ± se o mundo apenas é aquilo que está diante do olhar. está nela própria. não admitindo desvios. Deixou de conseguir admitir a possibilidade de visualizar para lá do próprio visto. Tudo o que um contemporâneo precisa de saber. pelo facto de não o salvaguardar. 1992: 494). que pretende ao ser e à verdade. que fazem vacilar as nossas certezas. É. provocando uma aparição que não surge como cópia. O espectro e o reflexo. se visível. Há uma aura. Porém. A imagem visualizada aparece assim com uma auto-suficiência arrogante. nota Debray. hoje. não havendo necessidade de pré-competências pedagógicas àquele que vê. emerge como das eras menos dialogantes da humanidade. é preciso deter um conjunto de recursos (nomeadamente. quando invisível. A questão ainda se torna mais fundamental. De tanto querer olhar. no sentido de ser uma força recalcada. Daí concluir-se que a videosfera. ou como não-ser. este estatuto incerto da imagem que causa o seu efeito performativo. o visível não deixa margem nem à nuance. não importa de que regimes ou eras estejamos a falar. o simulacro vive num jogo dúbio. o que não quer dizer que aquele lá não esteja. ou o duplo e a sósia. em que a realidade é entendida como ser. que não permite que lhe sejamos alheios. Observa o autor que é esta ³reserva de poder´ atribuída à imagem arcaica. a luta pela imaginação passe cada vez mais por uma luta contra a própria imagem. movendo-se numa relação de presença/ ausência. entendido por Deleuze como uma ³potência positiva´. então para haver criação e invenção. ao acrescentar o facto de que as imagens têm um acesso universal. que não permite outras hipóteses explicativas ou outras fontes de entendimento. encontra-se naquilo que vê ± daí retira a sua visão do mundo. Há. olhar uma imagem não é sinónimo de a compreender. 1992: 18). dominar um determinado código linguístico). como lhe chama o autor. Não é de estranhar pois que. Uma tirania da evidência visual leva a uma ³réduction dês libertés de déviance. Percebe-se a estratégia do autor em sublinhar este dado: nas suas palavras. ³prestige ou rayonnement´ (Debray. quanto mais fazê-lo de facto. 1992: 500). A videosfera em que vivemos tem sido responsável por proceder a uma contracção da imagem e do seu referente. que se exprime numa cegueira simbólica. Neste âmbito. O mundo da videosfera passou a ignorar o imperceptível pelo sentido visual. nesta lógica um binarismo tirânico entre o que é. A imagem funciona então como um simulacro. pois. ³il n¶y a pas de dictionnaire du visible´ (Debray. não só se proceder a um afastamento dessa lógica. e o que não é ± aquilo a que o autor chama de teorema óptico da existência. O mesmo já não acontece com as palavras. permanecer. uma imagem interpretada como o genuíno. Todas as outras possibilidades ou alternativas ficam assim sufocadas por este esmagamento d a relevância do visual nos nossos dias. Denuncia que se tem feito do recurso óptico um instrumento simultaneamente de percepção e de compreensão do mundo. Logo. são elementos do equívoco. exactamente pela . como combatê-la. não há fronteiras de qualquer tipo que impeçam o olhar uma imagem. por realizar. o mundo cegou. para aceder às palavras. de que estamos a tratar. pois. lança uma confusão nesta lógica do dois. E esta característica é imutável.recepcionado como original. mas que nos parece ser a própria presença. Ser muito parecido (como o é o simulacro-fantasma). que envolve a imagem e dela procede. Isto é. abdicando de elementos explicativos exteriores. nem sequer à contraposição. portadora da majestade de indivíduos. O estudioso francês afere assim a emergência de uma nova ordem. que não deixou o monarca chinês dormir descansado. Aquilo para a qual a imagem indicia. que a fez resistir. d¶opposition et d¶invention´(Debray. há que. A interpretação do que se vê não decorre do simples olhar. Entre a dissemelhança total e o demasiado semelhante. O que se vê tem-se explicado por si mesmo ± é o que Debray denomina de terrorismo da evidência.

sem se ser dete ctado. atentemos para a instantaneidade das transmissões hertzianas. a imagem é sempre tomada como uma prova por si só. da montagem cinematográfica ou do zoom televisivo.obsessão de querer ver. Percebe-se que esta nova equação da era visual. a multiplicação de redes e a complexificação de circuitos. em que. etc. O autor observa que. O que as próteses do olhar ocasionam é uma deslocalização óptica dos objectos. cuja interposição mediática entre o olho e o visto ainda agudiza mais a questão. É verdadeiro apenas aquilo que tem um mercado. pois apenas estes poderão pagar para ver. que fazem desaparecer a profundidade de tempo. Os novos dispositivos do olhar auxiliam a uma visão crescentemente omniscópica. como a nossa margem de liberdade está cada vez mais ameaçada. Diz: ³Mais aujourd¶hui. do despedaçamento das dialécticas antigas da . em geral. apenas aos ricos pertencerá o monopólio do mundo sensível. existe também a optrónica e as suas câmaras térmicas que permitem localizar corpos em movimento à noite. através. fragmentando o real e fazendo proliferar as referências visuais. nos outros planetas. Inúmeros novos mecanismos têm ajudado o Homem a apurar o sentido de visão tanto de si mesmo. Tudo isto tem permitido ao olho humano caminhar no sentido de nada deixar por perscrutar. é o mesmo que nos faz ficar cegos em relação a ele? Mais que problematizar a questão. incrementam a faculdade humana de intervenção no meio. A isso se juntam os novos recursos ópticos. mais tecnicizado. o que é invendível. que o autor compara como funcionando como o tráfico de órgãos. em que se colocam a visibilidade. O ensejo maior pela visão tem levado ao desenvolvimento de toda uma tecnologia do fazer-crer. como já referido. através de próteses que desmultiplicam a nossa informação e. que vai resvalar numa desarticulação lógica dos factos. em que a realidade sensível é concebida como uma mercadoria. interposta. e para o tipo de montagem típico do cinema. não só no corpo a que pertence. É um novo olhar este. la larynx collectif comande la parole publique´ (Debray. É o ³pay for view´ ao bom estilo do mercantilismo televisivo. ou seja. o chamado ³cut´ ou em mosaico´. dos ultra-sons e mesmo da ressonância magnética. se coloca a primeira numa lógica de mercado. a que leva a utilização do grande plano nos ecrãs. Isto é. de oferta e procura. mas igualmente nos oceanos. ao traçar este quadro. Debray constata mesmo que o entremetimento das novas próteses ópticas é determinante nesta nova postura do olhar. sente-se que Debray. ao alinhar o valor de verdade com o de informação. É toda uma cultura do detalhe. é irreal. o autor explica como a perspectiva de realidade que temos é crescentemente mediada. sem dúvida. não a considera a melhor proposta de futuro. Debray dá alguns exemplos. Considera que a desmaterialização dos suportes possibilitado pelo registo electromagnético leva a uma ³desrealização´ do real exterior. Desabafa o autor. Por outro lado. que só nos resta. ou que os aparelhos tornados mais e mais em miniatura apenas contribuem para um encolhimento dos discursos lógicos em ³micro-narrativas´. Para além dos raios-x. encaminhada. pelo advento da ecografia. Debray questiona-se então: ³Comment voir ce qui nos aveugle?´(Debray. foram feitos avanços no diagnóstico médico. se o que nos faz ver o mundo. acima de tudo. assim como a laringe é o orgão do corpo através do qual saem os sons que permitem a fala. falso. ganhar o totoloto« Percebemos assim. Instaura-se desta maneira um tráfico do real. Nesta lógica de raciocínio. como do universo. dos extractos. A juntar a uma personalização normalizada dos colectivos. sem valor. Metaforizando. dos infravermelhos ou dos raios gama. de forma irónica. por conseguinte. De igual modo. 1992: 496). também os novos dispositivos ópticos passam a impor a visualização do mundo. 1992 : 493) ± como ver aquilo que nos cega. não deixa antever o melhor dos cenários. perante este cenário. a realidade e a verdade como sinónimos entre si (Visível = Real = Verdadeiro). por exemplo.

que deixam de ter o seu espaço. quando coloca para ³debaixo do tapete´. apenas atinge o seu fim. fez prioliferar os instrumentos para melhor o que já se olha. A nossa postura assemelha-se. e em que o global dá lugar à parte. convém descortinar um paradoxo da era do visual: se os suportes artificiais de visão construídos tendem à desmaterialização. de sujeitos passivos.´ (Habermas. recebendo como evidente e irrefutável aquilo que é artificial. Por outro. Por um lado. Estamos a ignorar o nosso poder criativo. muito menos relevante. que agora ditam o que e como ver. alienados. À frente do nosso olho. mas sim meros circunstancialismos. não advindo da consciência do sujeito. Aquilo que no século XVIII se considerava ser central no funcionamento da esfera pública. Não são mais dos grandes assuntos capitais que nos ocupamos. ³on the commercialization of the participation in the public sphere on the part of broad strata designed predominantly to give the masses in general access to the public sphere. A imagem ganha uma cariz cada vez mais divinizado e mitificado. menos o Homem controla aquilo que visualiza. Debray repara como se tem passado de um interesse que busca ³o quê´ e o ³porquê´. em que o homem desta nova ordem é vítima de si próprio. Tal r . Em toda esta questão. isto é. ficamos satisfeitos ao saber. passivement. Com vista à maximização das vendas. um debate racional e crítico. Há aqui uma dualidade. o dominam mais. ³The mass press was based´. pois. que o mesmo se passou de um ponto de vista sociológico. como perceber que se dá cada vez menos espaço aos elementos imaterais nesta esfera? À laia de peroração. 1962: 169). quanto mais isso é verdade. Cada vez mais os novos dispositivos construídos pelo Homem. 1992: 497). afirma o estudioso. mais ³cego´ se torna. O desaparecimento dos invisíveis advém sim de uma crise da metafísica. como nota Debray. como forma de incrementar a sua faculdade visual. O problema não reside nela. como para levar a efeito novas maneiras de ver. assente-se que o nosso real. instauraram-se dispositivos vários de mediação que nos entregam a percepção da realidade. Estamos perante uma despolitização do conteúdo dos mass media. com o aparecimento da média massificada. é uma mediavisão do mundo. especialmente pelo advento da penny press. fonte das imagens vistas. o nível dos assuntos abordados precisou ser diminuído. Podemos aferir o declínio das grandes narrativas. mas sim de toda a maquinaria sócio-técnica produto das suas mãos. ³Le sujet croyant est un sujet technique´ (Debray. ce par quoi il perçoit activement´ (Debray. Ressalve-se que não é a imagem que é má. sob forma de os tornar acessíveis a todos ± não mais o questionamento crítico. O autor vai mais longe. afirmando mesmo que esta mediologia. por exemplo. This expanded public sphere. assistindo-se à eliminação de notícias ou editoriais sobre política. Instala-se uma passividade conformada na postura daquele que olha ± ³Il prend pour objet à percevoir. deu agora lugar a um quase monólogo por parte da imprensa. nomeadamente ao nível do domínio das elites intelectuais. os seus dados de circunstância. pela conversa ou permuta de cartas. resultado das suas próprias produções. 1992: 498). tal qual o entendemos hoje. à de medusas. questões até então de fundo. de modo instantâneo. para um circunstancial ³por onde e como´. e o total à fracção. Interessante notar.totalidade que está em causa. pelo que nos estamos a tornar submissos à naturalidade emanada de artificialidades que nós mesmos criamos. e que pensam po nós. however lost its political character to the extent that the means of µpsychological facilitation¶ could become an end in itself for a commercially fostered consumer attitude. em pararelo. nesta nova ordem do visual. elucida Habermas.

i      © £¨   ¤¦£ ¦¥ §  . 60) assinala que a imagem nasce da morte.Strelczenia. um prolongamento sublimado. Imagem Ori em: Wikipédia. Para o termo que representa os possíveis resultados de uma função. de tal forma que entre o representado e sua representação haja uma transferência de alma. pois para ³bi t i . Ir para: navegação. A imagem não é uma simples metáfora do desaparecido. apud Debray (1986. como negação do nada e para prolongar a vida. o Homem precisa estar na posse de um quadro contextual da i de um antes e de um depois ± dos seus invisíveis. 2001. . veja Conjunto imagem. a enciclopédia livre. mas sim "uma metonímia real. Comuni ação Tipos[Expandir] Mídias[Expandir] Profissões[Expandir] Disciplinas [Expandir] Conceitos[Expandir] Elementos[Expandir] Temas e Questões[Expandir] ¤ £¢ ¡  concepção é cl ente tomada como insuficiente pelo autor. mas ainda físico de sua carne". p. pesquisa Nota: Est ti sobre a representação visual de um objeto.

no desenho. os cartazes afixados em muros e murais. considerava a ideia (ou idéia) da coisa. Nas ciências exactas. raiz etimológica do termo idea ou eidea. a própria arquitetura dos edifícios e das obras de engenharia. todo material impresso e finalmente toda exibição em telas de cinema e de televisão. entre outras. como em matemática. os utensílios domésticos e todas as ferramentas. Índice [esconder]  v‡e .Tecnologias[Expandir] Escolas[Expandir] Por aís[Expandir] Imagem (do latim: imago) significa a representação visual de um objecto. a representação mental de um objecto / objeto real. quer como simples registro foto-mecânico. o idealismo. o termo "imagem" é entendido como re resentação de um objecto / objeto especializado. pelo contrário. cujo conceito foi desenvolvido por Platão. que exige técnicas e ferramentas especiais. como sendo uma projecção da mente. envolve tanto o conceito de imagem adquirida como a gerada pelo ser humano. as representações sagradas. na gravura. Em senso comum. A controvérsia estava lançada e chegaria aos nosso dias. quer na criação pela arte.[1][2][3] Em grego antigo corresponde ao termo eidos. considerava a imagem como sendo uma aquisição pelos sentidos. Aristóteles. fundando a teoria do realismo. mantendo-se viva em praticamente todos os domínios do conhecimento. a sua imagem. imagens são as veiculadas pelos anúncios publicitários impressos em páginas de revistas ou expostos nas paredes de edifícios. na pintura. hoje em dia. À teoria de Platão. Em senso comum. as vestimentas. em qualquer forma visual de expressão da idéia. os veículos de transporte. em muitos domínios.

Este tipo de estudo ou técnica tem por método interpretar e "desconstruir" as imagens. [editar] Imagem Estática x Imagem em Movimento Por alguma razão. . como no caso de figuras mitológicas. se representar algo existente materialmente na natureza (ou supostamente existente. considerando o contexto histórico-social de produção. geralmente utilizando técnicas de fotografia. pintura. gravura e outras das Artes Visuais. transcende em muito esse pequeno recorte e diz respeito a toda visualização construída ela ação do Homem. o termo "imagem" tem sido viciosamente utilizado como restrito à imagem em movimento. esteticamente. Neste sentido. o autor (emissor) e o público (receptor) que participaram de sua criação. na verdade.y y y y y y 1 Imagem Pictórica 2 Imagem Estática x Imagem em Movimento 3 Análise da Imagem 4 Referências bibliográficas 5 Ver também 6 Referências [editar] Imagem Pictórica Uma imagem é ictórica quando produzida por ordenação de pigmentos sobre algum suporte. inclui todo e qualquer objeto que possa ser percebido visualmente ² e. ou abstrata. desenho. A imagem pictórica pode ser figurativa. fotográfica ou eletrônica. portanto. em conteúdo e forma. com a finalidade de compreender e identificar sentido nas imagens. dos meios audiovisuais. [editar] Análise da Imagem A Análise da Imagem é uma atividade semelhante à Análise do Discurso. O conceito. mas tendo por objeto analítico especificamente imagens. se não se prender a nenhuma representação material).

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