SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________

Prólogo
Este guia é incluído no presente CD-Rom, com o intuito de facultar aos Formadores HST, algum suporte extra para ministrar o módulo de Primeiros Socorros. É de primordial importância levar em conta que, a simples leitura do mesmo, não habilita à prática do Primeiro Socorro e muito menos ao seu ensino. Para tanto, é requerida a formação adequada e respectiva certificação emitida por entidades idóneas. Como auxiliares pedagógicos complementares, o presente texto deve ser concomitantemente utilizado com recurso ao banco imagens anexo, o qual pode ser usado em apresentações multimédia ou simplesmente na elaboração de transparências. De igual forma, foi incluído um conjunto de pequenos vídeos ilustrativos de algumas das técnicas descritas. A equipe do sub-projecto HST do DELFIM, deseja a todos os Colegas um Bom Trabalho.

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INTRODUÇÃO
Primeiro Socorro é, por definição, o conjunto de medidas tomadas na presença de um acidente ou doença súbita, no sentido de melhorar ou pelo menos estabilizar o estado da(s) vítima(s). É fundamental que o Socorrista interiorize um conjunto de técnicas, que lhe permitam intervir rapidamente numa situação de emergência, de forma correcta. Estas técnicas, constituem o... Plano de Actuação do Socorrista - Proceder a uma rápida análise da situação (primeira triagem) - Prevenir (ou proteger) o local e as vítimas, evitando o agravamento da situação - Providenciar o ALERTA das entidades de socorro - Socorrer o(s) sinistrado(s) O Alerta, deverá ser preferencialmente efectuado para uma das seguintes entidades: - Número Nacional de Emergência (I.N.E.M.) (112) - Bombeiros - C.V.P. - P.S.P. / G.N.R. - Outras

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AO EFECTUAR O ALERTA, NÃO ESQUEÇA:

Referir o tipo de situação Indicar o local exacto, com pontos de referência Indicar o número de vítimas e o respectivo estado provável Referir a existência de situações especiais (vítimas encarceradas, combustíveis derramados, situações de socorro prioritário, etc.) Indicar o seu número de telemóvel, ou outro para confirmação do alerta, ou contacto em caso de necessidade SÓ DESLIGAR A CHAMADA DEPOIS DA CONFIRMAÇÃO DO CENTRALISTA Dever-se-á ainda em todas as situações: ♦ Afastar o perigo da(s) vítima(s) ou a(s) vítima(s) do perigo. ♦ Proceder ao desaperto de roupas ao nível do pescoço, tórax e abdómen, a fim de permeabilizar as vias aéreas.

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constitui o chamado Exame Primário da Vítima. SALVO SE APARECER UM TÉCNICO CREDENCIADO. Ao conjunto de sinais e sintomas. ♦ MUITO IMPORTANTE: SE NÃO SABE. ou traumatismos mais ou menos óbvios. dá-se o nome de sintomatologia e é através desta e eventualmente dos antecedentes clínicos da vítima. EXAME GERAL DA VÍTIMA E SINTOMATOLOGIA Aos dados que o Socorrista pode verificar directamente na vítima. bem como da presença de hemorragias. A pesquisa dos parâmetros indicados.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ ♦ Examinar periodicamente e manter / repor Funções Vitais. choque. que consta da busca de possíveis lesões em qualquer parte do corpo da vítima (da cabeça aos pés). NÃO MEXA. que nós poderemos avaliar aproximadamente o seu estado. NEM DEIXE MEXER NAS VÍTIMAS. _________________________________________________________________ Página 4 . Para além deste. deverá ainda ser efectuado o Exame Secundário. são os sintomas. Tudo aquilo de que a vítima se queixa. dá-se o nome de sinais.

pernas elevadas a cerca de 30 cm do solo. ela encotrar-se-á consciente ou inconsciente (se inconsciente. caso não recupere a consciência.ESTADO DE CONSCIÊNCIA Estimule a vítima. chamando por ela e tocando-lhe nos ombros. são cinco e devem ser avaliadas na seguinte ordem: 1 .L. O Exame Geral da vítima. choque cardiogénico. deficiências ventilatórias. será de considerar a colocação em Posição Lateral de Segurança (P.).cabeça mais baixa que o resto do corpo ou. em alternativa. salvo em situações que o impeçam. na primeira oportunidade deve ser posto em prática. Conforme a resposta.. Ele é de facto muito importante e. 2 – VENTILAÇÃO _________________________________________________________________ Página 5 .. FUNÇÕES VITAIS: As Funções Vitais (ou Parâmetros Vitais). inicia-se com a pesquisa das. como o traumatismo craniano.). se por um lado por vezes não existem condições para o efectuar no local do sinistro. colocar na posição de Trendelenburg . etc.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ O Socorrista não se deve deixar confundir pelo termo exame secundário.S.

A referida palpação.p. 3 . ou nas artérias radiais (pulso periférico).SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ Entrada e saída de ar. Devem ser pesquisadas: Frequência: rápida ou lenta Amplitude: superficial ou profunda Como referência. tenha em conta que um adulto de estatura média. nas mesmas circunstâncias.p. uma frequência ventilatória de aproximadamente 12 a 15 c. rondará os 25 c. (ciclos por minuto). Já uma criança pequena.PULSO Traduz a actividade do coração e deve ser palpado com os 2º e 3º dedos da mão (indicador e médio) e nunca com o polegar.m. efectua-se preferencialmente nas carótidas (pulso central). resultam os Frequência (número de pulsações por minuto): rápido ou lento Amplitude: forte ou fraco Ritmo: rítmico ou arrítmico Simetria: simétrico ou assimétrico _________________________________________________________________ Página 6 . Da completa pesquisa seguintes parâmetros: do pulso.m. terá em repouso. através dos movimentos inspiração e expiração. Ao conjunto destes dois movimentos dá-se o nome de Ciclo Ventilatório.

Elevada: hipertensão Baixa: hipotensão Para além das funções vitais. outros parâmetros e condições devem ser pesquisados. se poderão tirar importantes conclusões acerca do estado da vítima. já que. pelo que a temperatura deve em todos os casos ser pesquisada e mantida / reposta.PRESSÃO ARTERIAL Embora não possa ser correctamente medida sem o auxílio de um aparelho próprio para o efeito (esfigmomanómetro). Quaisquer alterações consideráveis destes valores. Poder-se-á apresentar: Elevada: hipertermia Baixa: hipotermia 5 .SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ 4 . da conjugação dos valores obtidos. não pode deixar de ser referida como fazendo parte das funções vitais.5 / 37º C).TEMPERATURA A temperatura corporal deve ser mantida tão próxima quanto possível dos seus valores normais (36. para mais ou para menos. poderão provocar lesões diversas. a saber: _________________________________________________________________ Página 7 .

_________________________________________________________________ Página 8 . A vítima deverá ainda ser questionada quanto às principais queixas que apresenta. cianosada ou ruborizada e ainda o grau de humidade (transpiração). Um atleta de alta competição. ventilação ou pressão arterial. contudo. as quais se poderão encontrar dilatadas (midríase) ou contraídas (miose). ou Traumatismos Graves. Hemorragias consideráveis. por exemplo. deverá também ser verificada a cor. que poderá ser pálida. procurar sinais evidentes de Choque. ♦ Deve-se também. As tabelas abaixo. Poderão ainda estar simétricas ou assimétricas e ter ou não reacção à luz. traduzem esses valores. bem como ao seu historial clínico. tem em repouso as suas frequências ventilatória e cardíaca normalmente abaixo das consideradas padrão. VALORES DE REFERÊNCIA: Relativamente à verificação dos parâmetros relativos ao pulso. além da temperatura. principais alergias e medicação que esteja a seguir. torna-se necessário que o Socorrista saiba aquilo que são considerados os valores ‘padrão’. para que possa determinar os desvios da normalidade.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ ♦ Na pele. ♦ Nos olhos. em simultâneo. atenção pois os parâmetros variam de pessoa para pessoa. deverão ser analisadas as pupilas (menina do olho).

SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ TABELA DE FREQUÊNCIAS VENTILATÓRIAS PADRÃO ESCALÃO ETÁRIO Adulto Adolescente Criança Infante FREQUÊNCIA VENTILATÓRIA (Ciclos Por Minuto) 12 a 20 CPM 15 a 25 CPM > 25 CPM TABELA DE FREQUÊNCIAS CARDÍACAS PADRÃO ESCALÃO ETÁRIO Adulto Adolescente Criança Infante FREQUÊNCIA CARDÍACA (Pulsações Por Minuto) 60 a 100 PPM 100 a 120 PPM > 120 PPM Omitimos intencionalmente a tabela referente a pressão arterial. _________________________________________________________________ Página 9 ... dado que neste caso as variações são normalmente consideráveis de pessoa para pessoa e não vemos grande utilidade prática na sua inclusão neste capítulo. Eis o que deve e igualmente importante o que não deve fazer e que chamaremos de. Um Socorrista deve ter sempre presentes algumas normas pelas quais deverá reger a sua conduta.

vigiar e manter as Funções Vitais das vítimas.O Socorrista deve em quaisquer circunstâncias. 2. pelo que. _________________________________________________________________ Página 10 . salvos casos muito excepcionais. procurar pesquisar.A obrigação legal e moral de um Socorrista é promover a manutenção de vida. 3. confrontar-se com a dúvida se valerá ou não a pena recuperar determinada vítima. não deve.O Socorrista não possui suporte legal para determinar óbitos. partir do pressuposto que determinada vítima se encontra biologicamente morta.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ OS 10 MANDAMENTOS DO SOCORRISTA: 1. Não deve pois.

O Socorrista deve.O Socorrista deve ter presente que em primeiro socorro dificilmente lhe surgirão 2 situações perfeitamente idênticas. pelo que. pelo que. _________________________________________________________________ Página 11 . portanto. deve prevalecer o bom senso. o Socorrista não deve sob qualquer pretexto. fazendo uso de técnicas para as quais não esteja devidamente treinado e habilitado. sobre tudo o que for ensinado nos cursos. cintas.). As técnicas de primeiro socorro estão em constante aperfeiçoamento e são esquecidas quando não praticadas.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ 4. respeitar com rigor os prazos previstos para reciclar a formação. tórax e cintura (gravatas. pelo que. toda e qualquer vítima necessita de manter as suas vias aéreas perfeitamente libertas. colarinhos. e tratado como tal. 8. sob pena de agravar o seu estado. não devem ser administrados às vitimas quaisquer tipos de alimentos ou bebidas. exceder os limites da sua competência.No seguimento do ponto anterior. 10. cada caso deve ser analisado de per si. 9-. etc. 7.Salvo em casos muito pontuais de urgência e gravidade extremas. 6. 5.Porque não irá encontrar 2 situações iguais. quaisquer peças de roupa deverão ser desapertadas aos níveis do pescoço.Salvo as devidas excepções devidamente referenciadas. o Socorrista deve aproveitar as oportunidades que lhe surjam para pôr em prática as técnicas que apreendeu no curso. soutiens.Só um treino frequente permite adquirir um nível aceitável de tecnicidade.

_________________________________________________________________ Página 12 . Como tal e para que o Socorrista saiba sempre por onde começar.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ PRIORIDADES DE SOCORRO: Nem todas as situações de Primeiro Socorro são igualmente importantes no que respeita à urgência e gravidade da situação.

Como temos: ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ exemplos de situações não prioritárias. _________________________________________________________________ Página 13 . estas situações poderão transformar-se em Socorro Prioritário. serão consideradas de Socorro Não Prioritário.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ consideraremos 5 situações designadas de Socorro Prioritário e que são as seguintes: ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ Urgências cardio-respiratórias Choque Hemorragias graves Intoxicações agudas Traumatismos graves Ou. Não é invulgar que um paciente com lesões aparentemente sem importância. podemos ainda basear-nos no conhecido acrónimo ACHET: ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ Asfixia Choque Hemorragias Envenenamentos Traumatismos Graves As restantes situações que não sejam de alguma forma relacionáveis com as anteriores. pelo que não devem ser menosprezadas. Feridas superficiais Queimaduras ligeiras Fracturas simples Pequenas hemorragias Etc… Mas atenção: Quando não socorridas devidamente. venha a entrar em choque e eventualmente a morrer por falta de acompanhamento adequado. se preferirmos.

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...quantidade desprezável Dos gases acima referidos... em proporções equilibradas de forma a garantir a nossa sobrevivência.04% Azoto (N).. a saber : • • • • Oxigénio (O2). enfim. que desempenham papel de fundamental relevo no nosso organismo... é um elemento gasoso que.......... passando o O2..... o ar é introduzido nos nossos pulmões.... para “viverem”.... na sua composição. quer devido a um bloqueio das vias aéreas.... quer por outro motivo inerente ao _________________________________________________________________ Página 15 ...SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ EMERGÊNCIAS CARDIO-RESPIRATÓRIAS SUPORTE BÁSICO DE VIDA NOÇÕES DE ANATOMIA E FISIOLOGIA O ar atmosférico é um componente fundamental para a vida do Ser Humano....... são os dois primeiros e muito especialmente o Oxigénio..0.. O ar...78% Gases raros e vapor de água . que por sua vez o distribui por todas as células do corpo.. captando o CO2 aí produzido..... Quando este fornecimento é dificultado ou interrompido. para o sangue... já que todas as nossas células necessitam de receber Oxigénio para que a função de respiração celular se possa dar .. tem diversos gases....... eliminando Dióxido de Carbono.21% Dióxido de Carbono (CO2).............. Basicamente... e levando-o para os pulmões para ser eliminado na expiração... cada vez que inspiramos...

APARELHO RESPIRATÓRIO . o ar segue o seguinte percurso : FOSSAS NASAIS: orifícios providos de pelos que filtram o ar.VENTILAÇÃO Ventilação = entrada e saída de ar nos pulmões. Durante o movimento inspiratório. mas tal não é apropriado. ao cabo de 3 a 6 minutos sem O2. Ventilação = inspiração + expiração = ciclo respiratório Respiração é o fenómeno que se passa dentro da célula. mucosas que o humedecem e um percurso sinuoso que o aquece. o cérebro começa a sofrer lesões que dentro de pouco tempo serão irreversíveis. A boca e cavidade oral são _________________________________________________________________ Página 16 . bem como da sua patologia. (O ar pode também entrar pela boca. e é a essência da vida a nível celular. humidificado ou filtrado). Assumindo portanto desde já a forte relação existente entre os Aparelhos Respiratório e Circulatório daremos conta em seguida de breves noções anatómicas e fisiológicas de cada um deles. e que implica a troca de Oxigénio por Dióxido de Carbono. já que aqui não é aquecido. passados alguns segundos.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ funcionamento da ventilação. Existem ainda Quimioreceptores que reconhecem a qualidade do ar inalado. o coração começa a funcionar deficientemente e se o problema não for corrigido.

portanto. ALVÉOLOS: constituem a Unidade Funcional Pulmonar. nos permitem falar. através de um processo de difusão. mas são na verdade parte integrante dos aparelhos digestivo e fonador. FARINGE: pode subdividir-se em naso-faringe (a porção mais próxima do nariz) e oro-faringe (mais próxima da boca).os alvéolos pulmonares. BRÔNQUIOS: dividem-se sucessivamente brônquios cada vez de menor calibre. composta pela sobreposição de semi-anéis. bronquíolos e alvéolos pulmonares. nos alvéolos que se dão as trocas gasosas entre o ar inspirado e o sangue. cuja vibração origina sons que. de que fazem parte as cordas vocais. Os pulmões. passa para a circulação sanguínea enriquecendo o sangue em O2. são revestidos externamente por uma membrana _________________________________________________________________ Página 17 . devidamente articulados. É nos alvéolos que o ar inspirado (rico em O2). É. afinal constituídos essencialmente por brônquios. dispostos de forma similar a “pequenos cachos de uva” . a traqueia divide-se em duas estruturas tubulares denominados BRÔNQUIOS. Na sua extremidade inferior. em BRONQUÍOLOS: são os brônquios terminais antes de se dividirem em pequenos sacos .SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ auxiliares de aparelho respiratório. TRAQUEIA: estrutura cartilagínea tubular. A laringe faz o desvio entre o ar que se dirige para a traqueia e os líquidos e sólidos ingeridos e que se dirigem ao esófago. LARINGE: estrutura cartilagínea de forma piramidal.

os intercostais (músculos entre os arcos costais). Outros músculos relevantes na função respiratória são. o visceral (que fica adjacente à víscera . é que ao dilatarem-se os pulmões. expandindo a caixa torácica e permitindo a entrada do ar. sendo o mais importante. no movimento activo da ventilação -a inspiração-. encontrando-se os pulmões ligados àquelas estruturas. o diafragma e os músculos intercostais contraem-se. Como sabemos. Em resumo. as pressões tendem a igualar-se ( os gases movem-se sempre de uma zona de pressão mais alta para uma de pressão mais baixa até se igualarem ). O controlo da respiração é feito por centros respiratórios localizados em áreas específicas do _________________________________________________________________ Página 18 .o pulmão) e o parietal (o que fica adjacente à caixa torácica). cria-se um ligeiro vácuo no seu interior. já que. acompanham o seu movimento. dilatando-se também. A pleura tem dois folhetos. a pressão atmosférica torna-se superior à existente no interior dos pulmões. Entre os dois folhetos o espaço é virtual. Na expiração dá-se o processo inverso. Assim. O que se passa na verdade. Para tal dependem do auxilio de diversos músculos (músculos respiratórios). o diafragma. os pulmões não poderiam só por si contraírem-se ou expandir. já que não requer esforço muscular.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ dupla denominada Pleura. entrando então o ar dentro dos pulmões. até se igualarem as pressões interna e externa. tem pressão negativa e tem como funções principais a manutenção da expansão pulmonar e o deslizamento sem atrito. sendo este movimento passivo. já que a pressão decresce. Sendo desprovidos de tecido muscular.

que detectam baixos níveis de O2. necessitamos conhecer os valores padrão. deve ocorrer de forma ritmada. sons bem audíveis à auscultação em ambos os pulmões e movimento regular do tórax e abdómen. podemos considerar _________________________________________________________________ Página 19 . com uma quantidade regular de ar inalado e expirado.. como referência para o exame de uma vítima.. Embora a frequência respiratória varie de pessoa para pessoa e possa ser influenciada por factores diversos como o esforço físico. sem esforço. etc. estimulando a ventilação em casos de hipoxémia (O2 baixo). Quanto mais alto o teor daquele gás no sangue. forçando a inspiração e portanto a renovação do ar. o cérebro envia impulsos nervosos através da espinal medula para o diafragma e músculos intercostais. funcionando com sensores que detectam a qualidade do gases que circulam difundidos no sangue. Assim.. PARÂMETROS DE UMA VENTILAÇÃO NORMAL Uma ventilação normal .SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ cérebro. Quando o teor de CO2 é demasiado elevado. Esta detecção é feita a partir do teor de CO2 existente no mesmo. provocando a sua contracção. Embora menos eficazes que os anteriores. levando a inspirações mais profundas e maior quantidade de inspirações por minuto ( polipneia ). nas paredes da Aorta e nas carótidas. Existe ainda um mecanismo de recurso que permite efectuar o controlo da ventilação. existem outros sensores localizados no cérebro. mas em funcionamento em determinadas circunstâncias. mais fortes são os impulsos emanados pelo cérebro.

......M.. ..P. já que tal poderia falsear o resultado....) NOTA: Outros valores podem ser encontrados noutros manuais... a pronta actuação do Socorrista é fundamental _________________________________________________________________ Página 20 . sempre que um doente esteja em paragem ventilatória ou esta seja ineficaz... Note-se contudo que estamos a referir-nos a valores padrão... são: • Cor da pele : palidez ou cianose • Humidade da pele : pele seca ou húmida. podendo ter uma ventilação superficial ou uma ventilação profunda....M. poderemos constatar se a frequência se encontra acima ou abaixo dos valores padrão.... na medida do possível sem que ela se aperceba que o estamos a fazer. deveremos analisar a sua frequência ventilatória.. Sinais indicadores de que algo de errado se pode passar com a ventilação para além da observação da frequência e amplitude.M. respectivamente)......... • Retracções musculares : acima da clavícula intercostais • Adejo nasal (dilatação das fossas nasais).15 a 20 (C.A amplitude dos movimentos respiratórios é também um dado importante..SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ como ‘normais’ .. Tratando-se de uma função vital. (taquipneia e bradipneia...12 a 20 (C..... as seguintes frequências (em ciclos por minuto): Adultos.P..+ de 25 (C...) Bebés.....) Crianças . Após este exame.P... Sempre que procedermos ao exame de uma vítima. que variam de pessoa para pessoa..

O que conta. de 4 a 6 minutos possibilidade de existirem danos cerebrais de 6 a 10 minutos lesões cerebrais altamente prováveis + de 10 minutos lesões cerebrais irreversíveis PERMEABILIZAÇÃO / DESOBSTRUÇÃO DAS VIAS AÉREAS Permeabilizar. _________________________________________________________________ Página 21 . qualquer destes termos pode ser utilizado para traduzir os procedimentos que iremos descrever em seguida.. é termos presente que. manter.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ A rapidez de actuação é fundamental dado que. pode ser prontamente solucionado com a aplicação de uma simples manobra como as que passaremos a descrever. menores são as probabilidades de recuperação. Tempo sem ventilação: Efeitos: Até 1 minuto irritabilidade cardíaca Até 4 minutos fortes probabilidades de recuperação sem lesões cerebrais.. problemas respiratórios que podem ir de um simples engasgamento à total paragem da função respiratória. quanto mais tempo a vítima se encontrar sem ventilar. por vezes. libertar. desobstruir.

devendo no entanto. Várias são as formas possíveis de efectuar a desobstrução.acto reflexo que intervenção de Socorrista. _________________________________________________________________ Página 22 . não necessita da Desaperto de roupas a nível do pescoço. os músculos relaxam. A língua. ser utilizada aquela ou aquelas que melhor se adequarem à situação. tórax. enquanto músculo. Desobstrução das vias aéreas Tosse . Esta manobra. como se pode ver na figura. bem como obrigar o Socorrista a manter a posição. Hiperextensão da cabeça . e abdómen. tem como inconveniente a possibilidade de causar ou agravar hipotéticas lesões a nível cervical. libertando assim o canal respiratório. Ao realizar esta manobra. causando obstrução das vias aéreas. a mandíbula é puxada para cima e com ela a língua. quer se trate da entrada de um corpo estranho para as vias aéreas. também relaxa. podendo deslocar-se para trás e para baixo. quer seja um simples bloqueio causado pela língua. não incorrendo tanto no risco de causar ou agravar lesões cervicais. é a obstrução das vias aéreas.Com uma vítima inconsciente. especialmente se a vítima estiver em decúbito dorsal.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ Uma das grandes causas de acidentes relacionados com problemas respiratórios.manobra idêntica à anterior mas menos pronunciada. Extensão da cabeça .

forçando o ar a sair para o exterior e arrastando consigo o objecto estranho.. com os dedos em pinça ou em colher. (Esta posição encontra-se descrita noutro capítulo do manual). vómito. sempre que seja necessário aceder à boca. tornando contra-indicado o uso do método anterior.). sendo mais difícil de executar que a anterior e mais penalizante para o Socorrista. Manobra de Heimlich : Esta célebre manobra. permite no entanto elevar a mandíbula e a língua sem mobilizar o pescoço. Nota: A fim de evitar incidentes em que os dedos do socorrista poderiam ser mordidos. pode utilizar-se a técnica ‘dos dedos cruzados’. sangue ou secreções. O Socorrista. por exemplo se a vítima fizer um espasmo. ( pedaços de alimentos. Esta manobra.Posição de decúbito lateral. Posição lateral de segurança ( PLS ) . Limpeza da boca / orofaringe : o Socorrista retira objectos estranhos da boca ou orofaringe da vítima. posiciona-se por trás da vítima em posição equilibrada e coloca o seu punho fechado sobre o diafragma da vítima ( cerca de 3 dedos abaixo do apêndice xifoide ou ponta do esterno ). etc. é adequada para desalojar corpos estranhos que se encontrem ao nível da laringe ou da traqueia. exerce cerca de 6 a 10 compressões bruscas. próteses dentárias. _________________________________________________________________ Página 23 . mantendo-a aberta. impede a obstrução das vias aéreas por queda da língua. Com a ajuda da outra mão.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ Tracção da mandíbula : para casos em que existem suspeitas de lesão cervical.

as compressões serão feitas com a base da mão. ajudando assim a expulsar alguma água.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ Esta manobra pode ser também aplicada a vítimas sentadas ou deitadas. dado que ajuda os objectos a deslocar-se. COM APARELHOS : _________________________________________________________________ Página 24 . A Manobra de Heimlich. com recurso. às costas de uma cadeira. obesos. O uso da manobra de Heimlich está contraindicado em grávidas. pode ser efectuado pela própria vítima. Bastante semelhante à PLS.Igualmente pouco eficaz neste contexto. com a variante da colocação de um objecto ( por exemplo uma toalha enrolada ) a comprimir a região do diafragma. obesos e bebés. Drenagem brônquica . neste último caso. Compressões torácicas . esta manobra é pouco eficaz por si só. sendo que. por exemplo. Nestes três casos.Manobra pouco relevante pode ser de alguma utilidade em vítimas de afogamento. podendo mesmo nalguns casos. É contudo útil quando usada em conjunto com a manobra de Heimlich. em vez de compressões abdominais. crianças pequenas). serão efectuadas compressões torácicas. é contudo o único método substituto da Manobra de Heimlich quando esta não pode ser utilizada (grávidas. Pancadas intercostais ou interescapulares – ao contrário do que vulgarmente se pensa. fazer descer ainda mais o objecto da obstrução.

é fundamentalmente seleccionado em função do tamanho da vítima ( adulto.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ Aspiração de secreções . etc.. a fim de que a concavidade fique virada para baixo. o comprimento do tubo a usar. _________________________________________________________________ Página 25 . podendo estes ser manuais. é idêntico à distância entre a comissura labial (canto da boca) e o lóbulo da orelha. Atenção: o tubo introduz-se até meio com a concavidade para cima. eléctricos. ou por vácuo. Não permite regurgitação do conteúdo gástrico. Permite uma libertação da via aérea. após o que se roda 180º. Este copo. O calibre da sonda a utilizar.A asfixia por existência de material a obstruir a via aérea é comum. criança ) e sobretudo das características e densidade do material a aspirar. a fim de evitar que as secreções sequem no seu interior. aspira-se o conteúdo que ficará alojado num recipiente vulgarmente chamado copo. pode-se aspirar a orofaringe com aspiradores próprios. Conforme se pode verificar na figura abaixo. fazendo a contenção da língua. O princípio de funcionamento é comum a todos eles : introduz-se uma sonda apropriada na boca. até à orofaringe e em movimentos rotativos e rápidos. vómito. Para que isto não aconteça com sangue. deverá conter alguma água. Tubo orofaríngeo ( = tubo de Guedel ou tubo de Mayo ) ver figuras. secreções. Existem diversos tipos de aspiradores. facilitando a sua limpeza. Obturação esofágica – Técnica avançada. alojando a língua.

De seguida. e isto acontece transportado pelo sangue. é necessário levar o Oxigénio a todas as células do organismo. As artérias à medida que se vão afastando do coração vão-se dividindo em vasos progressivamente de menor calibre. são contudo da exclusiva responsabilidade médica e com indicações muito precisas. pelas Artérias . é fundamental o ar que se respira. o ar que chega aos alvéolos. quer entre capilares e qualquer célula que compõe o _________________________________________________________________ Página 26 . para a nossa sobrevivência.Método avançado.aurícula e ventrículo direitos e aurícula e ventrículo esquerdos). Capilares e Veias).SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ Entubação endotraqueal . quer a todo o restante organismo (Artéria Aorta que sai do ventrículo esquerdo).Métodos bastante eficazes. O aparelho circulatório é essencialmente constituído pelo Coração (músculo constituído por quatro cavidades . vasos que saem do coração e se dirigem quer aos pulmões (Artéria Pulmonar que sai do ventrículo direito). APARELHO CARDIOVASCULAR .CIRCULAÇÃO Como vimos atrás. através dos vasos sanguíneos. até atingirem calibre inferior à espessura de cabelos (capilares) onde se dão as trocas gasosas (quer entre os capilares e os alvéolos pulmonares . eficaz para uma ventilação artificial obstruindo a via aérea simultaneamente à passagem de conteúdo gástrico ou estranho. Traqueotomia / cricotirotomia . (Artérias.

que contraindo-se (sístole ventricular). Este sangue renovado. _________________________________________________________________ Página 27 . podendo-se palpar em artérias principais que sejam relativamente superficiais em relação à pele. o “empurra” para a circulação sistémica e vai “alimentar” todas as células do organismo. ou seja. passa para o ventrículo esquerdo. Estes vasos capilares depois de se realizarem as trocas gasosas. podemos palpar entre outros: Pulso carotídeo .sobre as artérias radiais Palpação de pulso central (carotídeo) Palpação pulso periférico (radial) de Na ausência de pulso. torna ao coração carregado de Dióxido de Carbono e nos capilares pulmonares acontece precisamente o contrário. o sangue “esvaziase” do excesso de Dióxido de Carbono e satura-se de Oxigénio. (arterializado) . vão-se fundindo em outros vasos de calibre progressivamente maior (Veias).sobre as artérias carótidas Pulso radial . entra na aurícula esquerda. O percurso será então assim : O sangue que vem da circulação sistémica. entrando neste pelas aurículas. Os “pulsos” que palpamos para nos certificarmos dos batimentos cardíacos não são mais do que a transmissão das contracções cardíacas através das artérias.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ organismo). após “descarregar-se” de Oxigénio nas células do organismo. para levarem o sangue de volta ao coração. poderemos constatar que estamos perante um doente em Paragem Cardíaca. Assim.

não é considerada sinónimo de Morte. até à chegada de quem possa decidir e fazer procedimentos que conduzam à Reanimação ou à declaração de Morte desse doente. perante qualquer doente em PCR o Socorrista tem por obrigação fazer as manobras de Suporte Básico de Vida.C.Considera-se ( SBV). se houver uma paragem respiratória. Com a investigação científica e a prática diária. como sinónimo de Morte. a manutenção da via aérea e o suporte da ventilação e circulação sem o recurso de equipamentos.P. verificou-se que. a actividade cardíaca pode manter-se em boas condições. e se for possível “substituir” a ventilação. SUPORTE BÁSICO DE VIDA – Ventilação Assistida vs R. a actividade cardíaca ainda permanece durante algum tempo. Daí que . a não ser simples aparelhos para manutenção da via aérea. porque o que regula esta definição é a actividade cerebral e esta pode estar conservada por alguns minutos após PCR. A sobrevivência após paragem cardíaca é significativamente maior quando esta é _________________________________________________________________ Página 28 . SUPORTE BÁSICO DE VIDA . Por outro lado.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ CONCEITO DE MORTE A paragem cardíaca e/ou respiratória foi considerada durante muitos anos. a paragem cardio-respiratória ( PCR ).

perante uma vítima com aparente ausência de vida. indica basicamente a actuação de um Socorrista. e quando a ressuscitação é iniciada imediatamente ! Sequência de Ressuscitação O esquema abaixo. Avaliar a resposta da vítima de Acção A (Consciência) lesões periódica SIM Plano verificar avaliação obter ajuda se necessário NÃO PEDIR AJUDA de acção B se há ventilação Plano Posição de segurança Pedir ajuda sem ventilação C com pulso +/.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ testemunhada.10 insuflações Pedir ajuda Continuar ventilação Plano de Acção ABRIR VIA AÉREA VERIFICAR VENTILAÇÃO _________________________________________________________________ Página 29 . Plano de Actuação para avaliação inicial e gestão de uma vítima aparentemente sem vida.

Deixe-o na posição em que está ( a não ser que corra perigo) e verifique se há alguma lesão. próteses dentárias soltas. fazendo extensão da cabeça ou traccionando a mandíbula.Avalie periodicamente as Funções Vitais e obtenha ajuda se necessário. Se o doente responde verbalmente ou se mexe : (Plano de acção A) . . 2 . .SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ VERIFICAR PULSO D RCP sem pulso Plano de Acção telefonar para ajuda + SEQUÊNCIA DE RESSUSCITAÇÃO 1 . etc. Se não responde : . (As próteses que estão bem fixas podem ser deixadas).Permitir uma via aérea aberta. 3 . ouvir e sentir se há ventilação : _________________________________________________________________ Página 30 .Aliviar as roupas ao nível do pescoço. “Como é que se sente”? “Como se chama”?. tórax e abdómen. . perguntar alto. Avaliar a resposta da vítima Abanando os ombros devagar. . . incluindo.Gritar para obter ajuda.Ver.Remover qualquer óbvia obstrução da cavidade oral.

É também importante prevenir que o conteúdo gástrico possa _________________________________________________________________ Página 31 . verificando se ventila livremente . portanto.Sentir o ar entrar ou a sair .Olhar. O melhor pulso para sentir numa emergência é o carotídeo -Verificar durante 5 a 10 segundos antes de decidir que não tem pulso e que. salvo se esta puder agravar alguma lesão existente . -Verificar pulsos. o doente está em paragem cardíaca 4 .Posição lateral de segurança : Quando a ventilação e circulação estão a fazer-se é importante manter uma boa via aérea e assegurar que a língua não causa obstrução. ouvir e sentir durante aproximadamente 5 segundos antes de decidir que o doente está em paragem respiratória.( Plano de Acção B ) .Colocar o doente em Posição Lateral de Segurança. Se o doente respira .Ouvir perto da boca os sons da respiração .Ver os movimentos do tórax e abdómen .SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ .Telefonar para pedir ajuda .Manter sob vigilância apertada .

Abrir a via aérea fazendo a extensão da cabeça e a tracção da mandíbula .Ajuste a perna que ficou por cima de modo a ficar com o joelho no chão e a perna fazer ângulos rectos com o corpo .Fazer a extensão da cabeça e assegurar que a via aérea está aberta . que a língua caia para fora mantendo a via aérea livre.O outro braço. cotovelo para fora e palma da mão virada para cima . coloca-se pondo a palma dessa mão em cima do ombro contrário.Verificar ventilação e pulsos regularmente _________________________________________________________________ Página 32 . .Dobre o joelho da perna que se encontra mais longe de si mantendo a planta do pé no chão .Retirar objectos pontiagudos ou de grande volume que eventualmente existam nos bolsos .Com outra mão agarre o ombro correspondente a perna que dobrou e role a vitima para o seu lado . atravessando o tórax .Ajoelhe-se ao lado da vítima e ponha-lhe as duas pernas esticadas lado a lado . Por estas razões o doente deve ser posto em Posição Lateral de Segurança o que permite.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ ser aspirado.Coloque o braço mais perto de si para fora fazendo ângulos rectos com o corpo.

Colocar o doente em decúbito dorsal.Telefonar a pedir ajuda.manter apenas a ventilação como anteriormente. verificar se há expansão do tórax. use uma máscara apropriada para pôr em prática o método (conforme figura acima). (cada insuflação deve demorar cerca de 2 segundos). o que deve demorar ao todo cerca de 1 minuto e voltar a palpar o pulso. É mais higiénico e evita riscos de contágios.Repetir esta manobra cerca de 10 vezes.Se continuar apenas em Paragem Ventilatória.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ 5 . .Avaliar.Inspirar profundamente e pôr os lábios à volta da boca do doente de tal modo que não haja fugas de ar. . repetir sucessivamente os passos acima. . . até que ventile espontaneamente.( Plano de Acção C ) .Encerrar o nariz com o indicador e o polegar. mas tem pulso . . . . . ventilação e pulso . .Fazer extensão da cabeça.Na insuflação.Se há pulso . NOTA: Se possível. Verificar a expiração do doente ( com o tórax a voltar à posição inicial).Abrir a boca da vítima. .Retirar a boca mantendo a via aérea aberta (extensão da cabeça e tracção da mandíbula ).Se não respira. estado de consciência. _________________________________________________________________ Página 33 .

Abrir a via aérea.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ . fazendo a extensão da cabeça e a tracção da mandíbula. onde deve palpar o apêndice xifóide.Iniciar massagem cardíaca : compressões torácicas (ou compressões cardíacas externas). . .A posição do Socorrista deve ser de joelhos ao lado do doente. inclinado sobre ele e com os braços bem _________________________________________________________________ Página 34 . . .Telefonar a pedir ajuda. . .Colocar a vítima em decúbito dorsal sobre um plano liso e duro .Sem ventilação nem pulso = paragem cardio-respiratória (Plano de acção D) .Deslizar o indicador e 3º dedo (o do meio) ao longo do bordo inferior da grelha costal até ao ponto de junção dos arcos costais.Colocar a parte proximal da palma da outra mão mesmo ao lado dos dedos. 6 .Fazer 2 insuflações.Se não há pulso . . .A mão que se deslocou sobre a grelha costal e que ficou agora livre deve colocar-se sobre a outra mão sobre o esterno entrelaçando os dedos de modo a não fazer força sobre os arcos costais.instituir RCP (Ressuscitação Cardio-Pulmonar = ventilação assistida + massagem cardíaca ou compressões cardíacas externas). ( A mão assim assente deve ficar no 1/3 inferior do esterno ).

Continuar ventilação e compressões numa cadência de 2:15. . fazer as compressões de cerca de 4-5 cm. NOTAS : VENTILAÇÃO • Se for bem feita. sendo então a cadência de 1:5). • A quantidade de ar em cada insuflação ( volume corrente) deve ser de 800-1000 ml num adulto.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ esticados. Cada sequência de _________________________________________________________________ Página 35 . • Espere que o tórax baixe completamente durante a expiração antes de fazer outra insuflação.Combinar ventilação e compressões cardíacas : . fazer a extensão da cabeça. . e cada insuflação deve durar 2 segundos. tracção da mandíbula e fazer 2 insuflações. Nesta posição. • Se a insuflação for muito rápida (mais rápida que dois segundos) .Voltar a colocar as mãos imediatamente sobre o esterno. a resistência à entrada do ar é maior. e portanto uma menor quantidade de ar entra nos pulmões. ( Se forem dois Socorristas . só se sente uma pequena resistência à entrada do ar. um ocupa-se da ventilação e outro da massagem cardíaca. Esta é a quantidade de ar necessária para ver o tórax movimentar-se.Aliviar bruscamente a pressão e repetir a manobra 80 x / minuto. e fazer compressões. Isto demora cerca de 2-4 segundos.Após 15 compressões. .

esta manobra não deve demorar mais que 5 segundos. ou uma inspiração. então palpar pulso carotídeo para verificar possível restauração de actividade cardíaca. seja oxigenado nos pulmões. • As compressões devem ser baixar o esterno 4-5 cm. nomeadamente o suporte avançado de vida (incluindo a desfibrilhação). sem outras técnicas de reanimação. COMPRESSÕES CARDÍACAS • É essencial combinar ventilação com massagem cardíaca. Uma acção violenta ou errática é perigosa.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ 10 insuflações demora cerca de 40-60 segundos a completar-se. Se o doente fizer algum movimento espontaneamente. Se tal não acontecer NÃO INTERROMPER AS MANOBRAS. • O tempo de compressão e descompressão é sensivelmente o mesmo. • Como as chances de restaurar a actividade cardíaca efectiva espontânea apenas com o suporte básico de vida. para que o sangue que artificialmente conseguimos que circule. RESUMO : SITUAÇÃO PROCEDIMENTO 1 SOCORRISTA 2 SOCORRISTAS _________________________________________________________________ Página 36 . • O tempo exacto de expiração não é muito importante. Espere que o tórax volte à posição inicial e então faça outra insuflação. são diminutas. . • A pressão deve ser aplicada firme e controladamente e a força deve ser aplicada verticalmente. não se deve perder tempo em verificar a presença de pulsos.

Para além destas. 2 insuflações + 15 C. alterações qualitativas do sangue.. etc.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ Paragem Ventilatória Ventilação Assistida 2 insuflações iniciais + 1 insuflação de 5 em 5’’ R..E. tais como..C. etc..) . Esta situação poderá apresentar-se sob diversas formas e são várias as causas da sua origem.Causas Físicas: dores violentas.Causas Ambientais: exposição prolongada a temperaturas extremas.E. a idade.Causas Emocionais: podem ser de carácter positivo ou negativo (susto. ainda.C. baixas de volémia. a saber: . 2 insuflações iniciais + 5 C. *************** ******* Paragem CardioPulmonar R. excelente ou péssima notícia brusca. podemos considerar um déficit de sangue e consequentemente de oxigénio a nível dos tecidos com particular incidência no Sistema Nervoso Central (cérebro). O CHOQUE DEFINIÇÃO E CAUSAS Por definição simples de CHOQUE.C.P. a má nutrição.C. uma série de factores. + 1 insufl. existem. . alterações respiratórias ou cardíacas.P. + 5 CCE. etc. + 2//15 . a fadiga. o mau estado físico geral ou um Primeiro Socorro _________________________________________________________________ Página 37 .

Suores frios e viscosos . O conjunto destas causas e factores. que não conduzindo directamente ao CHOQUE. tais como: Hipovolémico ( hemorrágico ou metabólico ) Respiratório Neurogénico Psicogénico Séptico Anafilático Cardiogénico De um modo geral.Outras PRIMEIRO SOCORRO GERAL Identificar e combater as causas do choque Vigiar e manter as Funções vitais ( particularmente a temperatura ) Acalmar a vítima Colocar na posição de Trendelenburg.Temperatura baixa .Palidez e cianose progressivas . ou elevar as pernas (mais ou menos 30 cm) apatia (em _________________________________________________________________ Página 38 .Pulso rápido e fraco ( taquicardia ) . a sintomatologia é traduzida por: .Possível inconsciência . predispõe ao seu aparecimento.Ventilação superficial .Agitação e ansiedade ou ainda particular nas crianças) . poderão provocar tipos diversos de Choque.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ inadequado.Pupilas dilatadas ( midríase ) .

mostra uma das formas possíveis de efectuar a Posição Lateral de Segurança. nomeadamente na posição em que se coloca a vítima que será de Fowler e não de Trendelenburg. se não for contida a hemorragia). A figura abaixo. ). de nada adiantará acalmar a vítima. tais como no Choque Anafilático.: No caso de um Choque Hemorrágico. A lipotímia (comum desmaio). sangue. Para estes casos.(Posição Lateral de Segurança) _________________________________________________________________ Página 39 . secreções. que lhes permita manter a permeabilidade das Vias Aéreas. ou por excelência a maioria das situações de inconsciência. elevar-lhe as pernas e a temperatura. desde que o resultado final seja satisfatório. traduzem por si só a presença de Choque. Trata-se da Posição Lateral de Segurança ( P.S. existe uma variante. mas que não cabe no âmbito deste curso... no Respiratório ou no Cardiogénico. Note-se que outras variantes são aceitáveis.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ NOTAS: Em casos específicos. P.L. impedindo assim a aspiração de vómitos.S. etc.L. Não será demais voltar a referir que qualquer socorro será ineficaz se não forem identificadas e combatidas as causas que levaram ao Choque. (Ex. etc. mantendo a cabeça em extensão e a boca virada para baixo. Lembramos que esta posição não deve ser utilizada sempre que haja suspeita de traumatismo vertebro-medular. as vítimas inconscientes serão colocadas numa posição segura. Assim e salvo as devidas excepções. o Primeiro Socorro irá diferir.

Sempre que possível e a fim de evitar drenagem do conteúdo gástrico para o esófago. a cabeça é colocada em extensão e a mão debaixo da face. Aliás outra já foi descrita anteriormente noutro capítulo deste manual. por forma a manter o decúbito lateral. sangue ou secreções. a rotação da vítima deverá ser efectuada para o seu lado esquerdo. O Socorrista. 2. A PLS não deve ser efectuada à menor suspeita de lesões de coluna. Existem outras igualmente eficazes. O joelho flectido é empurrado para cima.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ 1. a fim de evitar lesões do ombro ou do cotovelo durante o rolamento. _________________________________________________________________ Página 40 . 3. O braço da vítima é colocado esticado por baixo do corpo desta. Atenção à manutenção da extensão da cabeça e da boca voltada para baixo para drenar possíveis vómitos. Já com a vítima em decúbito lateral. 4. segura o antebraço e joelho da vítima do lado oposto em que se encontra e puxa-a para cima dos seus joelhos. Notas: Esta é apenas uma das várias técnicas possíveis para efectuar a PLS.

se o edema da glote for violento. o grande perigo deste tipo do choque. aliás. o tempo de resposta do organismo e o tipo de reacção variam. inalação de substâncias. bem como alterações ventilatórias. na impossibilidade de o fazer. O choque séptico. levando a vítima à asfixia. a asfixia por aparecimento de edema alérgico da glote. sendo uma situação que ocorre normalmente a nível hospitalar. o orifício por onde o ar passa incha de tal forma que a circulação do ar deixa de poder fazer-se. etc. Normalmente aparecem reacções cutâneas e inchaço generalizado. nada mais resta ao Socorrista do que identificar a situação e manter as funções vitais na medida do possível. pela criação de uma via aérea alternativa (traqueotomia ou cricotirotomia) mas. A resolução deste problema. picada de um insecto. ou seja. Conforme o produto e a via de introdução. não o abordaremos neste manual. Como tal. Por outras palavras. Quanto ao choque anafilático. sendo estas manobras consideradas em Portugal actos médicos. pelo que os procedimentos também variam. podendo ocorrer na sequência da ingestão de alimentos aos quais a vítima seja sensível. até que a intervenção do Médico seja viável. Este é. os métodos _________________________________________________________________ Página 41 . passa normalmente pela administração de um anti-histamínico ou.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ CHOQUE SÉPTICO E ANAFILÁTICO Estes dois tipos de choque têm mecanismos e sintomatologias algo diferentes dos restantes. Tenha no entanto em conta a urgência desta intervenção. é resultante de uma reacção alérgica do organismo a uma qualquer substância. utilização de fármacos. já que. deriva de infecções generalizadas. por ser altamente improvável que o Socorrista se depare com uma situação deste tipo.

HEMORRAGIAS As hemorragias constituem uma situação de socorro prioritário. devem ser prontamente identificadas e corrigidas pelo Socorrista. o mesmo já não pode ser dito das internas. A volémia (quantidade de líquido circulante) normal de um indivíduo. disponível no mercado farmacêutico em alguns países. depende de factores _________________________________________________________________ Página 42 . impulsionado pelo coração. A figura abaixo. extravasando para o exterior do organismo ou alojando-se em cavidades do mesmo. provocando pressões em órgãos adjacentes. Uma hemorragia pode portanto. veias e capilares).SAÍDA DE SANGUE DO SEU CIRCUITO NORMAL. o sangue circula no interior de vasos (artérias. Mas o que é afinal.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ convencionais de suporte básico de vida deixam de ser eficazes. mostra um kit para reverter reacções anafiláticas. o sangue tende a sair por esta. como tal. Se por um lado as hemorragias externas são na maioria dos casos situações óbvias. definir-se como: . um ou mais vasos sofrerem uma ruptura. particularmente as invisíveis como adiante veremos. uma hemorragia? Como sabemos. Se por acção directa de uma violência externa ou outro factor como algumas doenças.

quanto apresentação e quanto à proveniência: das à No primeiro caso. para um adulto de constituição regular. constituição física. Finalmente.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ diversos. nas quais o sangue se exterioriza através de um orifício não natural (ferida). boca. ou ainda no caso das equimoses (nódoas negras). Consideremos no entanto que. CLASSIFICAÇÃO Existem diversos tipos de classificação hemorragias. temos as hemorragias externas. uretra. etc. ânus. Neste caso. nomeadamente. tais como a idade. Considerando ainda que o factor idade é predisponente para o aparecimento do choque. as hemorragias poderão ser internas visíveis quando o sangue sai para o exterior do organismo através de um orifício natural do mesmo (fossas nasais. conduz ao choque. _________________________________________________________________ Página 43 . nas situações em que o sangue fica alojado numa cavidade ou acumulado nos tecidos moles (hematoma). por exemplo em colheitas de sangue. Em pessoas saudáveis. ouvidos. a volémia ronda os 6 litros e que a perda aguda de 10% desta (600 ml). é visível sob a pele. Poderão também ser internas invisíveis. não podendo ser imediatamente compensada pelo organismo. apesar de não ser exteriorizado. em que o sangue. as perdas agudas de sangue para as crianças e bebés são graves a partir dos 200~300ml e 25~30 ml respectivamente. constitui já uma situação de gravidade já que. vagina). os valores atrás indicados representam também as perdas máximas toleráveis. a presença de hemorragia é diagnosticada através da sintomatologia.

Serão venosas. a vítima pode entrar em processo de choque hipovolémico (hemorrágico). as hemorragias internas podem subdividir-se em visíveis ou invisíveis. apresentando-se o sangue vermelho vivo rutilante (excepto no caso das artérias pulmonares) e em fortes golfadas à cadência das contracções (sístoles) arteriais. saindo em jacto contínuo. o que aliás é compreensível. as hemorragias classificam-se em função do vaso afectado. com sangue vermelho mais escuro (excepto no caso das veias pulmonares). Esta sintomatologia.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ Quanto à proveniência. os seguintes sinais e sintomas: Funções Vitais: • Consciência: inconsciência tendência progressiva para a _________________________________________________________________ Página 44 . não difere muito da do choque. porque o sangue não é visível. quando provenientes de uma veia. HEMORRAGIAS INTERNAS INVISÍVEIS Como atrás foi referido.5 l). Poderão portanto ser arteriais se forem provenientes de uma artéria. de um vermelho neutro e espalhando-se lentamente pela pele. conforme o sangue se exteriorize por um orifício natural ou fique alojado dentro do organismo. Poderão finalmente ser capilares. dado que a partir de determinada quantidade de sangue perdido (aproximadamente acima de 0. nos casos em que o sangue provier dos vasos capilares. Assim temos entre outros. a presença de hemorragia só é diagnosticada pelo Socorrista pela sintomatologia que a vítima apresenta. Neste último caso.

zumbidos e muito particularmente. embora possa parecer pouco relevante. Desde logo. é na verdade factor primordial na evolução da situação. pelo contrário. A posição da vítima deverá ser escolhida em função da localização da hemorragia e do estado dos parâmetros vitais. Assim. suores frios • Pupilas: progressivamente dilatadas (midríase) E ainda: • Dor (localizada ou não). deve procurar-se uma viagem estável. Primeiro Socorro: Uma hemorragia interna é normalmente uma situação consideravelmente grave e naturalmente não controlável pelo Socorrista. O transporte ao hospital é prioritário. há que manter a vítima o mais imóvel possível. a presença de sede abundante. o papel deste. possível edema e/ou equimose.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ • Pulso: progressivamente rápido e (taquicardia) • Ventilação: superficial e rápida (taquipneia) • Temperatura: baixa (hipotermia) • Pressão Arterial: progressivamente (hipotensão) Outros Parâmetros: • Pele: palidez e possível cianose. como resposta do organismo à baixa de volémia. O uso de sirenes deve a todo o custo ser fraco baixa _________________________________________________________________ Página 45 . perda gradual de visão. mas tal não significa grandes velocidades mas. a fim de evitar a aceleração da circulação e consequentemente maior perda de sangue.

Neste capítulo do manual. . por razões de ordem diversa. epistaxis Ouvidos: otorragias Boca: hemoptises. A reposição de volémia é primordial. há que descartar a hipótese de o sangue ser proveniente de outros locais (como no _________________________________________________________________ Página 46 . metrorragias. Há ainda que prevenir a instalação do choque. o que.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ evitado. Conforme a proveniência e o orifício de exteriorização. pode humedecer-lhe os lábios. Contudo. como já sabemos. A epistaxe é uma hemorragia em que o sangue se exterioriza pelo nariz e tem origem neste. rinorragias. mas será efectuada por via sistémica. não é feito pelo Socorrista comum. HEMORRAGIAS INTERNAS VISÍVEIS Estas são de mais fácil diagnóstico. não são necessariamente menos graves ou melhor controláveis que as anteriores. debruçar-nos-emos apenas sobre um tipo de hemorragias nasais – as epistaxis – pela sua frequência e especialmente pelos erros comuns de actuação naqueles casos. não lhe deve ser dado nada a beber. poderemos denominar estas hemorragias da seguinte forma: • • • • • • Nariz: nasorragias. hematemeses Ânus: rectorragias.. Mesmo que a vítima insista. melenas Uretra: hematúrias Vagina: hematúrias. Antes de efectuar qualquer tipo de procedimento. Na melhor das hipóteses. uma vez que o sangue se exterioriza por um orifício natural do corpo. bem como vigiar e manter constantemente as funções vitais..

• Vasoconstrição: aplicação de frio local (saco de gelo ou pack de frio instantâneo) sobre o nariz. na medida em que. • Tamponamento: consiste em introduzir uma compressa em cada narina e mantê-las até à completa hemostase. para evitar que o sangue seja engolido. as esponjas deverão ser embebidas em soro fisiológico para evitar colagem à mucosa nasal. Este método pode aplicar-se em conjunto com o anterior. através de um dos seguintes processos: • Compressão digital: trata-se do processo mais simples – comprimem-se ambas as narinas com os dedos. até que o sangue pare de sair. Note-se que foi referido o tamponamento ou compressão digital de ambas as narinas. Caso a hemorragia persista. _________________________________________________________________ Página 47 . ou de a vítima ser hipertensa. Também a posição da cabeça é importante. por vezes encontram-se disponíveis nas malas de primeiros socorros esponjas hemostáticas que substituem as compressas neste fim com vantagens. se evita que o sangue acabe por sair pela outra narina. Isto é importante.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ traumatismo craniano). Estas compressas devem ser secas. seria inadequado e muito perigoso. mesmo que a hemorragia seja unilateral. Nestes casos. Depois. Ela deve manter-se direita e não inclinada para trás como habitualmente é feito. é de considerar transporte ao hospital. No entanto. procura efectuar-se a hemostase (estancamento da hemorragia). casos em que o socorro convencional para a epistaxe.

Os coágulos formados. o uso de medicamentos anti-coagulantes como a Aspirina. só deve ser removida a nível hospitalar. Caso se trate de um membro ou extremidade em _________________________________________________________________ Página 48 . deverão ser substituídas por outras. As compressas. pressupõe a inexistência de objectos encravados. os seguintes: . a hemostase não se dará. Heparinas..M. Destes métodos. o grande calibre de alguns vasos. devido aos mecanismos de defesa do organismo que geram um processo de coagulação. a menos que sejam aplicados métodos adequados. com excepção da que se encontra em contacto directo com a pele. etc. ou lesões acessórias no local afectado. O uso desta técnica. pelo que. ou panos limpos sem pêlos. agravando a hemorragia. são sem dúvida as mais frequentes e também aquelas que permitem uma actuação mais eficaz por parte do Socorrista. ou a presença de doenças como a hemofilia. tais como. arrastaria eventuais coágulos já formados. destacam-se por estar ao alcance do Socorrista. No entanto. parando assim a saída de sangue. Em situações deste tipo.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ HEMORRAGIAS EXTERNAS Estas hemorragias.Compressão Manual Directa (C. com o auxílio de compressas esterilizadas. efectua-se comprimindo directamente a zona afectada. A remoção desta.): Esta manobra. quando saturadas com sangue.D. a hemostase (paragem da saída de sangue) dá-se de forma expontânea ao cabo de 6 a 10 minutos. tapam a ferida. existem factores que não permitem em alguns casos a eficácia deste processo. Nas hemorragias externas de menor importância. não sendo forçosamente mais graves que as internas.

M. permitindo _________________________________________________________________ Página 49 . não deve ser mantida durante um período superior a 15 minutos. .. se pode tornar extremamente perigoso. Como recurso. etc. impedindo assim a irrigação distal.I. sendo uma delas uma hemorragia grave. dificultando assim o afluxo de sangue à zona em questão. A selecção da artéria a comprimir. Como exemplo. precisamente devido à presença de um corpo estranho. aplica um garrote nesta. se defronta com diversas situações de socorro prioritário. por falta de irrigação e consequente anóxia (ausência de oxigénio). Pela mesma razão já explicada na C. temos a situação em que um único Socorrista. apenas deve ser usado da extremidade proximal (raiz) dos membros e visa comprimir a artéria umeral ou femoral respectivamente contra o úmero ou o fémur.M. há que evitar a chegada de sangue ao local. resolvendo-a provisoriamente.Garrote ou Torniquete: Tratando-se de um objecto que. deve ter em conta factores como a proximidade do local da hemorragia e deve ser efectuada preferencialmente em locais onde exista apenas um osso. já que isso provocaria necrose (morte) dos tecidos distais. o garrote deve ser lentamente aliviado a cada 15 minutos.I..Compressão Manual Indirecta (C. usado sem as devidas precauções. esta deve ser elevada. .SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ geral. fractura. salvo casos especiais. aconselha-se o seu uso apenas em última instância. O garrote arterial.): Na impossibilidade de utilizar o método anterior. Esta compressão. através da compressão de uma artéria proximal contra uma superfície dura (osso). dedicar a sua atenção às restantes. Isto consegue-se. podendo assim.

devido aos perigos que tal manobra representa. cintos. inscreve-se na testa da vítima um código de 6 dígitos consecutivos.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ a irrigação da zona durante cerca de 1 minuto. _________________________________________________________________ Página 50 . Naturalmente que. se houver bom senso. pode também ser improvisado com lenços.significa Hemorragia Garrotada ou Hora de Garrote 00 . preferindo optar-se pela eventual perda do membro em causa. etc. Exemplo: Garrote aplicado à meia-noite e trinta e quatro minutos: HG0034 HG . No entanto. após o que se volta a apertar. Sempre que se aplicar um garrote. ligaduras. que indica de forma bem visível a existência de um garrote e a hora exacta da última aplicação. podemos observar a figura de um garrote improvisado com o braçal de um esfigmomanómetro (aparelho para medir a pressão arterial).Hora da aplicação 34 Minutos Ao lado. NOTA DOS AUTORES: Segundo algumas opiniões recentes. esta versão é discutível e se em alguns casos por baixa tecnicidade dos Socorristas isto pode ser verdade. a inscrição será actualizada. Na opinião do autor. cada vez que se proceder ao alívio do garrote. um Socorrista não deve aliviar garrotes. o risco é controlado e pode valer a pena.

Regra geral. sempre que possível. nem sempre estas situações requerem o uso de garrote. a fim de proceder à tentativa de reimplante. dedos. escalpes. convém referir que qualquer parte anatómica separada do corpo (membros. Aliás. a peça anatómica deve ser embrulhada e conservada em frio. embora a figura represente uma situação de amputação do membro superior. pois normalmente isto reduz as probabilidades de reimplante do membro decepado. _________________________________________________________________ Página 51 . etc. deve ser transportada ao hospital junto com a vítima.).SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ Consideramos também importante referir que. é mesmo de evitar. A propósito.

_________________________________________________________________ Página 52 .SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ LESÕES NA PELE FERIDAS DEFINIÇÃO: Solução da continuidade da pele ( ruptura da pele ) CLASSIFICAÇÕES Quanto à profundidade: superficiais profundas Quanto aos bordos: incisas contusas perfurantes dilacerações escoriações mistas etc.

despoletar uma eventual hemorragia. mucosas. transportar ao hospital FERIDAS COM OBJECTOS ESTRANHOS ENCRAVADOS • Imobilizar o objecto (com sogras ou rodilhas) • Se possível cobrir a ferida e transportar a vítima ao hospital Nota: Os objectos estranhos encravados não devem ser retirados. limalhas. vidros. FERIDAS PROVOCADAS POR DISPARO DE ARMAS DE FOGO Vítimas com feridas deste tipo. imobilizar. PRIMEIRO SOCORRO FERIDAS PROFUNDAS Cobrir.) Feridas provocadas por armas de fogo Mordedura de animais Etc. etc. etc. uma vez que se poderia correr o risco de agravar a lesão ou. ) Feridas profundas Feridas em locais sensíveis (olhos.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ CASOS ESPECIAIS Feridas com objectos estranhos encravados (facas. pois pode existir orifício de saída _________________________________________________________________ Página 53 . requerem um exame secundário cuidado. anzóis.

etc. agentes químicos ou radiações. ) Cobrir com compressas. A gravidade de uma queimadura depende de factores como: Profundidade ou grau Extensão Localização Idade _________________________________________________________________ Página 54 . etc. ou outras conforme os casos NOTAS: No socorro de feridas. pensos rápidos. cuja coloração é facilmente removida com lavagem. etc. não usar: álcool germicidas corantes ( mercuriocromo. FERIDAS SUPERFICIAIS Expor o local afectado Lavar abundantemente com água corrente e sabão ou solução detergente germicida (Cetavlon®. ) • pomadas ou outros fármacos de uso estritamente dos foros médico ou de enfermagem algodão ou tecidos com pêlos QUEIMADURAS Queimadura. • Considerar o reforço de vacinação anti-tetânica. tinturas.) Desinfectar com solução germicida não corante ( Betadine®. que será particularmente grave e pode Ter hemorragias associadas. ainda que superficiais. etc. soluto de Dakin®.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ do projéctil. ligaduras. é uma lesão provocada pelo calor.

que deverão ser molhados independentemente de haver ou não dor (pode não haver dor no 3º grau puro. 2º Grau: são queimaduras mais profundas que as anteriores. associa eritema ao aparecimento de flictenas ( bolhas contendo soro ). pode considerar-se a hipótese de hidratar a pele com um creme apropriado. quer à eventual perda de líquidos. a fim de arrefecer os tecidos. há que prevenir o aparecimento do choque quer devido à dor. Terminado o arrefecimento ( o que pode demorar uma hora ou mais ). _________________________________________________________________ Página 55 . O primeiro socorro consiste em arrefecer a zona afectada com água fria durante tanto tempo quanto o necessário. em que os terminais nervosos sensitivos se encontram destruídos).SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ Profundidade: 1º Grau: apenas a camada mais superficial da pele é atingida. e sensível ). O primeiro socorro consiste também no arrefecimento prolongado. independentemente da extensão ou localização. quente. O primeiro socorro. 3º Grau ou carbonização: São queimaduras muito profundas. Dependendo da extensão e da localização. mas a posterior hidratação é discutível. requerem sempre cuidados hospitalares. Caracteriza-se pelo aparecimento de eritema ( pele vermelha. consiste em cobrir a zona afectada com compressas esterilizadas ou panos limpos. até que passe a dor. NOTAS: Qualquer que seja o grau da queimadura. poderá requerer cuidados hospitalares.

Em casos de gravidade média ou elevada. _________________________________________________________________ Página 56 . embora provocadas pela exposição ou contacto com temperaturas muito baixas. ilustra a célebre regra de Wallace ou regra dos nove. a qual vai sendo progressivamente aquecida. por imersão em água morna. pelo que estas devem ser sempre vigiadas. Nota: esta regra difere ligeiramente nas crianças. Em grandes queimados. Por outro lado. O socorro consiste no aquecimento gradual da zona afectada. A figura ao lado. mas esta situação não tem grande interesse prático no âmbito deste curso. em função da sua localização. 2º. requer cuidado hospitalar. ou 3º grau. Em resumo. resume-se ao seu arrefecimento imediato e prolongado.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ Extensão / Localização: Uma queimadura é tanto mais grave quanto mais extensa for. permitindo assim determinar a extensão de uma queimadura em percentagem. para contrariar o agente agressivo (o calor) e evitar o agravamento da lesão. LESÕES PROVOCADAS PELO FRIO Semelhantes no seu aspecto final às queimaduras. poderão apresentar-se também. (ou múltiplos). há frequentemente compromisso de funções vitais. a localização da queimadura também é um dado importante. o socorro de uma queimadura. que divide o corpo em regiões com o valor de 9% cada. sob a forma de 1º. sejam quais forem as suas características.

deve ter-se em conta que uma pequena pancada ou fricção nestas.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ Atenção à temperatura desta água. já que a vítima pode não ter sensibilidade térmica na região afectada. NOTAS: Caso haja congelamento de extremidades. pelo que se devem tomar os cuidados necessários. _________________________________________________________________ Página 57 . poderá parti-las.

Naturalmente que. Por analogia. ocorrido quer de forma acidental. é ainda em grande parte aceite nos nossos dias.. outros factores são igualmente importantes na classificação dos venenos. uma vez introduzida no organismo. . podendo mesmo culminar na morte do indivíduo. Vimos atrás que por definição. rapidez de actuação. _________________________________________________________________ Página 58 . qualquer substância poderá provocar graves danos no nosso organismo e nalguns casos mesmo a morte. etc. verifica-se que o estudo dos venenos e das suas consequências no organismo é um tema suficientemente vasto e complexo para poder sofrer uma abordagem aligeirada. é passível de provocar alterações graves. tais como o seu grau de toxicidade. veneno é toda e qualquer substância que.só a dose faz o veneno. Contudo e dado que cada vez mais as estatísticas nos mostram o elevado número de vítimas de envenenamento..SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ INTOXICAÇÕES AGUDAS '' Tudo é veneno e nada é veneno. XVI. cabe-nos descrever adiante..” (Paracelso) Embora possa parecer exagerada. envenenamento será a introdução e consequente actuação do referido veneno no organismo.. Na verdade. esta afirmação atribuída a Paracelso. físico suíço do séc. Como tal. as mais comuns formas de intoxicação e o seu socorro geral. quer propositada. dependendo da quantidade.

sua composição e medidas a tomar em caso de intoxicação acidental. berilose. O _________________________________________________________________ Página 59 .Envenenamentos crónicos . não só os seus efeitos apenas se fazem sentir gradualmente e ao cabo de bastante tempo. Neste âmbito. que dedicaremos a nossa atenção. dado que são de actuação extremamente rápida e colocam a vida da vítima em risco iminente. ou outras profissões de risco. Como exemplos evidentes de casos destes. sendo na verdade do foro médico.) frequentemente presentes nos mineiros. na maioria dos casos). fundamentais para diminuir o índice de intoxicações acidentais: . deverá constar o nome do produto. poderemos considerá-los de pouco interesse para o Socorrista. como não carecem propriamente de um primeiro socorro mas de um acompanhamento médico prolongado. É portanto a estes últimos. (anos. cabe tecer algumas considerações acerca das medidas de prevenção primária. Da referida identificação. podemos citar as pneumoconioses (silicose. Isto porque. Antes porém. Já os envenenamentos agudos são de primordial importância para o Socorrista.Guardar os produtos tóxicos sempre em recipientes devidamente identificados e em locais de difícil acesso. pelo que constituem uma situação de socorro prioritário.Envenenamentos agudos Relativamente aos primeiros.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ Comecemos por destinguir os envenenamentos ou intoxicações quanto ao tempo de actuação. poderemos classificá-los sob duas vertentes: . etc. asbestose.

tomar medicamentos por iniciativa própria. que os tomam por guloseimas. será explicar-lhes pacientemente as razões pelas quais existe perigo em manusear as referidas substâncias. Não esquecer ainda que. Como tal. Não esquecer portanto. os tornam particularmente atractivos para as crianças. compreenda que se trata de uma substância perigosa. ainda que não saiba ler. constitui um desafio à imaginação da criança. a cor. o cheiro ou o sabor agradável de alguns medicamentos. . . por forma a que qualquer pessoa. é um armário próprio fechado à chave.Os próprios adultos tendem frequentemente a fazer automedicação.Outro método acessório para lidar com crianças com idade suficiente para o entenderem. Evitar tomar medicamentos ou outras substâncias perigosas diante de crianças. por vezes. Não devem fazê-lo. _________________________________________________________________ Página 60 . poderá constituir outra situação incompatível com os medicamentos em questão. ou seja.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ símbolo universal de perigo. (uma caveira com duas tíbias cruzadas). que os medicamentos apenas devem ser prescritos pelo médico e mesmo assim. a forma. pois aquilo que parece uma simples constipação. Lembre-se: qualquer outro local aparentemente seguro. pelo que não o deverão fazer sem a supervisão de um adulto. deverá constar do rótulo de forma bem visível. incorrendo assim em acidentes graves. só após um exame mais ou menos exaustivo que lhe permita efectuar um diagnóstico correcto. que tudo fará para lhe ter acesso. sem aconselhamento médico. Estas tendem naturalmente a imitar os adultos. o único local relativamente seguro para guardar medicamentos e substâncias perigosas.

Das combustões incompletas. pelo que as ligações químicas com aquela proteína são muito estáveis. . cogumelos ou frutos silvestres desconhecidos (atenção que o grau de toxicidade de alguns cogumelos. o qual. humidade e luminosidade. insípido e incolor. mariscos de proveniência ou conservação duvidosas. após ter parado o seu consumo e nunca guardá-los para ocasiões futuras. cujas condições de conservação. mas não dentro de uma gaveta qualquer em nossa casa. Ex. etc. muitas vezes superior à do oxigénio. possui uma afinidade com a hemoglobina. etc. devemos ter o cuidado de destruir os medicamentos que sobram. Da mesma forma. Estas condições existem numa farmácia. braseiros. é válida apenas enquanto a embalagem está intacta e guardada em determinadas condições de temperatura.Nunca consumir alimentos.) em locais fechados. mas também do local onde crescem). etc. resulta um gás denominado monóxido de carbono (CO).: conservas cujas embalagens se encontrem deterioradas.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ . . motos. Esta data não deve ser ultrapassada e nalguns casos. tem inscrita na embalagem uma data limite para consumo. depende não só da espécie. levando-as gradualmente à anóxia (ausência de oxigénio) e à morte. _________________________________________________________________ Página 61 .Nunca utilizar meios de aquecimento por combustão (lareiras. Tratando-se de um gás inodoro. afecta as vítimas sem que elas se apercebam. não permanecer em recintos fechados. frutos ou produtos hortícolas mal lavados. preparação ou outras.). Logo.Grande parte dos medicamentos. onde se encontrem motores de combustão em funcionamento (automóveis. ocupando os pontos de ligação do oxigénio e conduzindo à anóxia. ofereçam dúvidas.

SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ .Ao atravessar locais onde existam répteis. os meios de protecção e cumprir as normas de segurança. beber ou fumar durante o seu manuseamento e evitar que os produtos entrem em contacto directo com a pele. ----------------------------Considerando a diversidade de produtos tóxicos existente e dado que cada um provoca sintomatologias específicas. olhos ou mucosas). podem não ser eficazes nestes casos). existem também em poços. Não comer. . lenços molhados. Gases deste tipo.. .Não tentar penetrar em locais onde se suspeite existir determinadas concentrações de monóxido de carbono ou outros gases tóxicos. deverão ser tomadas as devidas precauções de segurança. a um interrogatório da vítima e/ou pessoas próximas desta. etc. Torna-se assim necessário que o Socorrista alie a sua capacidade de bom observador. insectos ou outros tipos de fauna ou flora venenosas. _________________________________________________________________ Página 62 . para evitar contactos directos. sem o auxílio de um aparelho respiratório com máscara full-face ou similar (os filtros convencionais das máscaras de protecção contra fumos. etc. fossas.Utilizar de forma rigorosa. e passam através de filtros. máscaras e roupas apropriadas. sempre que sejam manuseados produtos tóxicos (uso de luvas. torna-se difícil identificar um envenenamento por simples exame da vítima.

diarreias. -----------------De que formas. (indisposição. Poderão apresentar perturbações digestivas ou outras. vómitos. alterações das funções vitais. erupções cutâneas. normalmente após terem estado juntas numa festa. seringas e respectivas agulhas. etc. ou observação de ambiente familiar de discórdia. embalagens de produtos tóxicos. mucosas ou olhos Circulatória: directamente introduzido na corrente sanguínea _________________________________________________________________ Página 63 . que possa ter levado a tal. pode um tóxico penetrar no organismo? A introdução de um tóxico no organismo.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ Que tipo de indícios.). restos de alimentos. Presença de pessoas inconscientes e/ou odores estranhos (gás ou outro) num recinto fechado. etc. História de anteriores tentativas de suicídio por parte da vítima. Grupos de pessoas apresentando sintomatologias idênticas. de objectos como frascos de medicamentos. pode ocorrer por quatro vias distintas: Digestiva (gastrointestinal): através da boca ou do ânus Respiratória (inalatória): através do aparelho respiratório Transcutânea / Ocular: através da pele. podem levar a uma suspeita de envenenamento? Presença junto à vítima.

SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ Como adiante veremos, a identificação da via de entrada do veneno no organismo, revelar-se-á fundamental, para a prestação do primeiro socorro. Uma vez na presença de um envenenamento, deveremos proceder de imediato a uma colheita de informações, que consistirá dos seguintes parâmetros: O Quê? (Identificação do veneno) Quanto? (Qual a quantidade introduzida organismo) Quando? (Há quanto tempo se deu envenenamento) Como? (Qual a forma e via de introdução) Idade, peso e sexo da vítima no o

Uma vez na posse destes dados, poderemos contactar um organismo denominado C.I.A.V., (Centro Informativo Anti-Venenos), onde o médico de serviço nos indicará o procedimento a adoptar naquele caso específico. O C.I.A.V., poderá ser acedido através dos números de telefone 21 795 01 43 / 4 / 6, (rede de Lisboa). O C.I.A.V. existe já em regime experimental no Porto e em Coimbra, pelo que, caso se encontre nestes locais, deve informar-se dos números de acesso. No entanto e como a utilização do telefone nem sempre é uma solução viável, o Socorrista deverá ter presente a actuação correcta para a generalidade dos casos. Passemos pois a tratar cada um de per si. Primeiro Socorro Geral - Vigiar e manter / repor as funções vitais (pulso, ventilação, temperatura, consciência)

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SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ - Proceder à eliminação / neutralização do tóxico quando possível - Manter a permeabilidade das vias aéreas - Manter a imobilidade da vítima - Tentar reter a absorção do tóxico - Efectuar transporte assistido a uma unidade hospitalar Primeiro Socorro Específico Intoxicações por Via Digestiva (Gastrointestinal): Perante um envenenamento deste tipo, deveremos genericamente tentar quatro manobras em relação ao veneno: - Diluir - Eliminar - Fixar - Neutralizar 1 - O primeiro passo, consistirá sempre na diluição do veneno. Esta manobra, consegue-se dando bastante água a beber à vítima (ou leite, no caso do tóxico ser lipossolúvel). 2 - O segundo passo, consiste na eliminação do tóxico. Por via alta, a eliminação efectua-se através do vómito, o que pode ser conseguido de diversas formas: Titilação da úvula (tocando com uma espátula ou outro objecto não pontiagudo no fundo da garganta) Administração de um emético (xarope de ipeca). Atenção: seguir rigorosamente as indicações no rótulo

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SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ Administração de uma solução hiper-salina (1 copo de água morna, com forte concentração de sal) Água albuminosa (água com claras de ovo). Para além de induzir o vómito, a água albuminosa também tem efeitos fixantes Outros 3 - Após ter vomitado, a vítima deverá voltar a beber bastante água e vomitar de novo. Este ciclo será repetido tantas vezes, até vomitar água límpida, sem qualquer outro conteúdo gástrico. Estará então eliminada a maior parte do tóxico que se encontrava no estômago. No caso de já ter decorrido um período de tempo considerável desde a ingestão do veneno que já se encontra parcialmente digerido, ou este ter sido introduzido por via digestiva baixa (através do ânus), há que proceder à eliminação por via baixa, administrando um laxante de forte potência ou um enema (clister). Considerar a recolha de amostras de vómito ou fezes para análise laboratorial. 4 - Uma vez terminada a eliminação, há que proceder à fixação do veneno. Este método consiste em administrar um produto, ao qual as partículas de veneno não eliminadas se vão agregar, minimizando assim o seu efeito no organismo. Como já vimos, a água albuminosa possui algum poder fixante mas o produto ideal, é o carvão vegetal activado. É possível que este produto só consiga ser adquirido sob a forma de pastilhas. Estas deverão ser pulverizadas e caso já se encontrem guardadas há bastante tempo, deverão ser também activadas. A activação será conseguida colocando-as no forno ou microondas, com a finalidade de retirar a humidade. Em algumas lojas de aquariofilia, é possível encontrar carvão vegetal em pó, destinado aos filtros de aquário. O pó de carvão vegetal activado, deverá ser ingerido simples (cerca de 4 colheres de sopa), podendo em

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No entanto. Contudo. NOTA: A manobra acima descrita. como intubações e afins. este passo torna-se normalmente inviável. pode dificultar alguns actos médicos subsequentes. é pouco provável que o Socorrista o consiga obter na altura.Vítimas inconscientes ou com alterações graves do nível de consciência _________________________________________________________________ Página 67 . embora esta aquisição de encontre condicionada. ATENÇÃO . é já possível adquiri-lo sob a forma de suspensão aquosa e nomeadamente em doses individuais. Como tal. ao contrário do que afirmam alguns manuais antigos. a fixação só será recomendada nos casos em que o hospital não possa ser alcançado nos minutos mais próximos. não é possível considerar a existência de um antídoto universal. dado que cada veneno é neutralizado com um antídoto específico. Nota: não tentar dissolver o carvão em água.EXCEPÇÕES: Por razões óbvias. dado este não ser solúvel.O passo seguinte. consistiria na neutralização do veneno. há alguns casos em que as técnicas atrás descritas não podem ser aplicadas. 5 . Nestes casos.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ seguida dar um copo de água. pouco mais pode ser feito pelo Socorrista. Sendo assim. além da manutenção de funções vitais e urgente evacuação da vítima para uma unidade hospitalar. Nota: dada a grande diversidade de venenos existente. São as seguintes as excepções referidas: .

atravessam filtros respiratórios. na impossibilidade de utilizar tal aparelho.Ingestão de petróleo e alguns dos seus derivados .Vítimas com convulsões (por exemplo após a ingestão de um produto convulsivante: beladona. Como tal. de muito rápida actuação. _________________________________________________________________ Página 68 . após ingestão de barbitúricos. sustendo a respiração e após uma ventilação adequada do local.Outros (a ponderar caso a caso) Intoxicações por Via Respiratória (Inalatória): Perante uma intoxicação deste tipo. tendo em conta o perigo de o Socorrista ficar afectado ao penetrar neste. grande parte destes gases. o Socorrista não deve sob qualquer pretexto. são na sua maioria e em determinadas concentrações. sem o apoio de um aparelho respiratório como atrás indicado ou. o primeiro passo do socorro consistirá na retirada da vítima desse mesmo local. álcalis) .SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ . tornando-os ineficazes e sendo mais pesados que o ar atmosférico concentram-se em sentido ascendente. ATENÇÃO: Os gases tóxicos. Como consequência.Ingestão de organofosforados .Vítimas muito sonolentas (por exemplo.Ingestão de produtos corrosivos (ácidos. ou outro) . não permitindo a entrada por rastejamento.Ingestão de detergentes ou outros produtos que provoquem espuma . hipnóticos ou tranquilizantes) . Não esquecer que. entrar em atmosferas contaminadas. há que considerar a hipótese provável de a vítima se encontrar num local de atmosfera contaminada.

resta-nos fornecer altos débitos de O2 à vítima (normalmente 15 l/min).SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ Após a retirada da vítima do local é fortemente provável que esta se encontre em morte aparente ou clínica (paragem ventilatória ou cardio-pulmonar) e consequentemente. o CO tem uma afinidade com a hemoglobina cerca de 200 vezes superior à do O2. etc. A expulsão do CO. com máscara. Enquanto uma destas situações não for possível.. bloqueando a capacidade de transporte deste aos diversos tecidos. o primeiro socorro consistirá na aplicação dos métodos respectivos (ventilação assistida ou ressuscitação cardio-pulmonar). álcalis. provocando lesões idênticas a _________________________________________________________________ Página 69 . apenas é conseguida por transfusão total. Intoxicações por Via Transcutânea ou Ocular: Determinados produtos. A administração de O2 é de considerar. mucosas ou olhos. na expectativa que algum deste O2 possa ser transportado na corrente sanguínea. o Socorrista não corre o risco de ficar contaminado pela aplicação directa destes métodos. na maioria dos casos. já que os gases não são expelidos no ar expirado pela vítima. além do que. dependendo a sua concentração do tipo de gás inalado. ou colocação da vítima numa câmara de recompressão (hiperbárica) idêntica às utilizadas em situações relacionadas com os mergulhadores. podem ter grande poder destrutivo. Tomemos como exemplo o Monóxido de Carbono (CO): Como atrás foi referido. poderão ser absorvidos pelo nosso organismo por simples contacto directo com a pele. a exemplo dos ácidos. uma vez que se encontram na corrente sanguínea. De referir que.

Nestes casos e sem prejuízo da posterior remoção com água corrente. ácidos. ardor.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ queimaduras. _________________________________________________________________ Página 70 . etc. refira-se uma vez mais que a remoção é feita com água corrente e não com banho de imersão. No caso de contacto directo com os olhos.) reagem violentamente ao contacto com a água. Em qualquer dos casos. Intoxicações por Via Circulatória: Finalmente o tóxico pode ainda ser introduzido directamente na corrente sanguínea. irritação da pele. etc. sempre no sentido do canto interno para o canto externo.. etc. deve durar cerca de 20 minutos. comichão. ou mordedura de animal (cobras. Estes procedimentos de remoção são normalmente mais eficazes do que a tentativa de neutralização do produto pelo que não se deve perder tempo a tentála. dado que ele é directamente injectado no sangue. Uma lavagem ocular eficaz. o que deve ser feito com água corrente. O Socorrista deve rodear-se das precauções necessárias para que a sua própria pele não contacte com o produto em questão e ter em conta que determinados produtos (como a soda cáustica. O socorro destas situações. picada de insecto. tem a ver com a remoção do produto. ou inchaço..). a maior parte do produto deve ser previamente removida a seco. Esta constitui obviamente a via mais rápida de absorção de veneno. por injecção. a remoção é uma vez mais efectuada com água corrente e abundante. já que isso espalharia o produto.

etc.. consistirá então em permeabilizar as vias aéreas. manter a vítima imóvel a fim de retardar a circulação. náuseas e vómitos. inchaços. o seu único socorro seguro.). febre e alterações da consciência. constituem o quadro sintomatológico mais óbvio destas vítimas. todos os adornos (anéis. proceder à vasoconstrição por aplicação de frio local e considerar (caso se trate de um membro). consistiria na neutralização. mas a fazê-lo. Tendo em conta a impossibilidade de diluir ou eliminar estes venenos. pulseiras. _________________________________________________________________ Página 71 . Raramente é de considerar a sucção do veneno. relógios. Deve certificar-se que a circulação arterial não está garrotada por palpação do pulso periférico distal. pois existem fortes probabilidades de o Socorrista contrair envenenamento ou doenças por contacto com o sangue contaminado da vítima.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ Perda de forças (astenia). pode levar a vítima a um choque anafilático. No entanto e dado que esta tem de ser feita com o antídoto específico. Além do mais. Porque poderá aparecer inchaço local ou generalizado. torna-se quase sempre inviável. com consequências obviamente dramáticas se não se possuir a noção exacta dos procedimentos adequados. a aplicação de um garrote venoso pouco apertado imediatamente acima da picada para retardar a circulação de retorno (atenção: esta manobra pode ser perigosa e a sua eficácia depende da rapidez de actuação). devem ser retirados. por exemplo. nunca utilizar métodos orais. a administração de soros anti-ofídicos. O socorro geral.

SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ Procurar transportar uma amostra do veneno ou o animal em questão ao hospital com a vítima. CLASSIFICAÇÃO: • Fechadas: quando a lesão é apenas no osso • Abertas: Quando além da lesão óssea. as fracturas poderão classificar-se de diversas formas. continuidade de um osso. existe uma ferida adjacente devida à fractura. para facilitar a selecção do antídoto a aplicar. a fractura é exposta. Se por esta ferida forem visíveis um ou mais topos ósseos. qualquer solução da _________________________________________________________________ Página 72 . QUANTO AO TRAÇO : Relativamente ao traço (desenho segundo o qual o osso parte). transversais oblíquas espiraladas ramo verde múltiplas articulares etc. LESÕES DO TECIDO ÓSSEO E MUSCULAR FRACTURAS DEFINIÇÃO: Entende-se por fractura.

Assim temos os seguintes elementos: • Foco de fractura: toda a zona • Topos ósseos: extremidades decorrentes da lesão • Traço de fractura: desenho parte • Esquírolas ósseas: pequenos se separam dos topos ósseos da lesão do osso (duas ou mais).SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ Esta classificação não interessa especialmente ao Socorrista. deve ter-se em conta as diferentes possibilidades. Contudo. SINTOMATOLOGIA: Dor Edema (inchaço) Deformação ( encurtamento / alongamento ) _________________________________________________________________ Página 73 . casos há em que a situação requer um exame mais cuidado. por vezes. segundo o qual o osso fragmentos de osso que Se bem que por vezes o diagnóstico de uma fractura é óbvio. já que o traço só é normalmente visível no Rx. nervos. para perceber os riscos de um manuseamento menos cuidado de uma fractura (lesões dos tecidos adjacentes. etc.) CONSTITUINTES DE UMA FRACTURA: Importa conhecer os elementos que constituem uma fractura para compreender o seu mecanismo. tendões ou músculos. só mesmo o Rx revela a lesão. sendo que. Debrucemo-nos pois um pouco sobre a sintomatologia das fracturas. seccionamento de vasos.

ramos de árvores. como no caso da clavícula ou eventualmente no colo do fémur). entre outros e fixos com ligaduras. e sem reduzir a fractura (salvo excepções. exactamente para verificar se a circulação não ficou comprometida. por forma a não comprometer a circulação. Neste caso. É importante ter em conta que. como guardas-chuva. há que adequar uma tala a essa posição. gravatas. Nas fracturas dos membros superiores. Sempre que possível. sem o mover muito.. as extremidades devem ficar visíveis para detectar inchaços ou alterações da coloração. Após a imobilização. a imobilização não deve ser demasiado apertada. a regra de não reduzir as fracturas. Uma imobilização correcta deve incluir as articulações proximal e distal à fractura (articulações acima e abaixo do foco de fractura). etc. Estas talas poderão ser improvisadas com uma infinidade de materiais. ser colocados em suspensão. dado que isso exigiria mobilizar a zona lesionada. estes devem. não é aplicável às da clavícula. PRIMEIRO MEMBROS) SOCORRO ( PARA FRACTURAS NOS O primeiro socorro consiste em imobilizar o membro na posição em que se encontra. NOTAS: Conforme acima referido. deve palpar-se o pulso distal. será feita uma extensão dos ombros com _________________________________________________________________ Página 74 . pedaços de cartão.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ Impotência funcional Mobilidade anormal (*) Crepitação óssea (decorrente do roçar entre topos ósseos e/ou esquírolas) (*) (*) Estes dois sinais não se pesquisam à partida. se possível. lenços. Para tal. tiras de tecido.

procedendo à respectiva imobilização. associada a uma vasoconstrição por aplicação de frio local. Como a sintomatologia de qualquer destas três situações é frequentemente sobreponível à das fracturas. _________________________________________________________________ Página 75 .Nos entorses e distensões musculares.As luxações são desencaixes de ossos que normalmente articulam entre si e não devem ser reduzidas pelo Socorrista. pelo que a hipótese deve ser tida em conta. os entorses. Importa. não se deve tentar recolocar a articulação no lugar. a fim de reduzir o edema e facilitar a reabsorção dos derrames. como se de uma fractura se tratasse. as mais frequentes são as luxações. LESÕES ARTICULARES Das lesões nas articulações e musculares. não é impossível que exista uma fractura associada. De resto. Este procedimento é incorrecto e como tal. tecer algumas considerações: . este procede tão somente à imobilização das articulações afectadas. . deve ser rejeitado. É comum as pessoas friccionarem as articulações com álcool ou colocarem pomadas anti-inflamatórias imediatamente após um entorse. e as distensões musculares. até que seja efectuado um Rx. sem prejuízo do Rx que deve ser feito. conforme demonstrado nas aulas práticas.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ um torniquete ou um cruzado posterior. em Primeiro Socorro deverão ser tratadas como tal. nas primeiras 24 horas. devem ser aplicados localmente anti-inflamatórios e vasodilatadores por aplicações quentes. a imobilidade da articulação é fundamental. ou seja. Só decorrido este período de tempo. no entanto.

serviria por si só para escrever vários manuais e muito ficaria ainda por dizer. _________________________________________________________________ Página 76 .SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ TRAUMATOLOGIA O tema traumatologia.

SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ No entanto, pela sua importância, frequência ou gravidade, dedicaremos a nossa atenção de forma muito genérica, a 5 tipos de traumatismos: Cranioencefálicos Maxilofaciais Vertebromedulares Torácicos Abdominais DEFINIÇÃO: Traumatismo é uma lesão num tecido ou num órgão, provocada por acção de uma violência directa ou indirecta. CLASSIFICAÇÃO: Um traumatismo poderá classificar-se como aberto, caso haja uma ferida associada, ou fechado quando um órgão for lesionado sem que haja compromisso da integridade da pele. Sempre que estejam envolvidos diversos órgãos ou tecidos, o traumatismo é múltiplo (politraumatismo). Considerando que, consoante a gravidade dos casos, a presença de dor é uma constante, podendo ainda na maioria dos casos existir hemorragias mais ou menos graves, a possibilidade de Choque está naturalmente implícita, pelo que poderemos considerar os traumatismos graves, como situações de Socorro Prioritário. TRAUMATISMOS CRANIOENCEFÁLICOS

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SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ Como o nome indica, nestes casos existem possíveis lesões do encéfalo (cérebro), o que constitui por si só, situação de gravidade extrema. Estes traumatismos, podem ocorrer por diversos mecanismos, em especial concussão e pressão. Normalmente constituem situações de elevada gravidade e a menor suspeita de lesão deste tipo deve ser encaminhada para uma unidade hospitalar, onde deverão ser efectuados os exames necessários. A sintomatologia associada tem características muito específicas, mas não está necessariamente sempre presente, pelo que não constitui um indício totalmente fiável. SINTOMATOLOGIA: • Toda a característica do estado de Choque e ainda: • Anisocoria (assimetria de diâmetros pupilares, em que uma das pupilas se encontra midriática e a outra normal) • Hemiplegia ou hemiparesia (paralisia ou insensibilidade de um dos lados do corpo - o lado oposto ao hemisfério lesionado) • Máscara equimótica (equimoses em volta dos olhos ou atrás das orelhas) • Alterações do estado de consciência: inconsciência ou obnubilação (estado de confusão mental) • Hemorragias pelo nariz ou ouvidos com possível saída de líquido cefalorraquidiano (líquor) • Euforia ou apatia • Sonolência • Náuseas e vómitos • Fotofobia • Outros

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SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ Embora característica deste tipo de situação, a sintomatologia acima descrita pode estar parcial ou totalmente ausente. Por vezes, ocorre um período de tempo denominado Intervalo Livre em que não há sintomas evidentes. Como tal, para evitar que o Socorrista seja induzido em erro, sempre que haja suspeita de traumatismo cranioencefálico, a vítima deverá ser prontamente transportada ao hospital. O referido transporte deverá ser efectuado em ambiente calmo, obscurecido e silencioso, particularmente no que diz respeito a sirenes, buzinas, etc. Deve ainda ser efectuado mobilizando o menos possível a vítima, que deverá por precaução Ter imobilização cervical. A vítima deverá ser colocada numa posição confortável, normalmente deitada ou em decúbito lateral, sendo de evitar a posição de Trendelenburg devido às possíveis hemorragias intracranianas. PLS se inconsciente. Não esquecer que uma vítima deste tipo está emocionalmente instável, pelo que, se devem evitar determinados comentários acerca do seu estado, ainda que se encontre inconsciente (pois poderá ouvir).

TRAUMATISMOS MAXILOFACIAIS Embora possam ser de alguma gravidade, normalmente estes traumatismos são essencialmente aparatosos dada a sua localização. Sendo assim e a menos que se encontrem comprometidas as vias aéreas, o Socorrista deverá proceder a uma limpeza da face para melhor julgar a

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dependendo do tipo de piso). TRAUMATISMOS VERTEBROMEDULARES Os traumatismos de coluna são sempre situações graves dada a possibilidade de lesão de espinal medula. _________________________________________________________________ Página 80 .SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ extensão das conformidade. O transporte ao hospital é extremamente lento (cerca de 10 Km/h. esta não deve ser reduzida dado que a primeira redução em fracturas de mandíbula é normalmente definitiva. lesões e seguidamente actuar em Caso haja fractura da mandíbula. SINTOMATOLOGIA: Dor nas costas ou pescoço Deformação Paraplegia ou Tetraplegia (paralisia abaixo da cintura ou pescoço) Insensibilidade ou formigueiros nas extremidades Sempre que haja a menor suspeita de lesão na coluna. suspeitar de hipotéticas lesões de coluna cervical.pescoço . após colocação de um colar cervical para imobilizar o pescoço. a vítima não deve ser mexida. até que chegue ao local uma equipa especializada para a remover. levantará a vítima respeitando o bloco cabeça . Dependendo da causa do traumatismo. Esta equipa deverá ser constituída por um mínimo de 5 elementos que. que é tecido nervoso.tronco membros e coloca-la-á sobre um plano rígido e liso (normalmente uma maca apropriada para o efeito).

Os pulmões são revestidos por uma estrutura denominada pleura. A preocupação primária do Socorrista em relação a estas feridas. A 4ª extremidade fica em aberto para permitir a saída do ar. a referida movimentação de ar poderá dar-se de fora para dentro ou de dentro para fora já que as pressões interna e externa tendem a equilibrar-se. TRAUMATISMOS TORÁCICOS Os principais órgãos existentes no tórax. se a vítima entrar em asfixia ou paragem cardiorespiratória. O mesmo poderá não ser verdade no que respeita à lesão de um pulmão. Isto consegue-se através de um penso ‘em janela’. mas possa sair (no caso das feridas soprantes). as quais protegem os pulmões e impermeabilizam-nos à passagem do ar. _________________________________________________________________ Página 81 . a PLS não é adequada a este tipo de situação. Caso haja uma ruptura das pleuras. será tapá-las de forma a que o ar não possa entrar (no caso das feridas aspirativas). No entanto. composto por uma compressa coberta por um plástico e colada em 3 extremidades. dá-se movimentação de ar através do orifício. Estaremos então respectivamente na presença de uma ferida aspirativa e/ou soprante. são sem dúvida o coração e os pulmões. a qual é composta por duas camadas ou folhetos (o parietal e o visceral).SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ Caso a vítima se apresente inconsciente. provocando uma situação denominada pneumotórax. Se o traumatismo for aberto. significa provavelmente a morte da vítima. Um traumatismo do qual resulte uma lesão no coração. é obviamente necessário iniciar as manobras adequadas e descritas nos capítulos correspondentes embora com alguns cuidados.

ou seja.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ Uma vítima de traumatismo torácico. mas sim cobertas com um pano limpo e mantidas humedecidas. deverá ser transportada em decúbito lateral. _________________________________________________________________ Página 82 . alguns desses órgãos como o fígado ou o baço. a fim de permitir libertar o pulmão não afectado para uma melhor ventilação. Consequentemente o Primeiro Socorro adequado a uma vítima com este tipo de lesão. deverá ser posicionada de forma a evitar a abertura da ferida (sentada ou deitada. a uma temperatura tépida. recostada sobre o lado da lesão. Numa situação deste tipo é fundamental que as vísceras não sejam reintroduzidas nem lavadas. provocam violentas hemorragias internas. com água ou soro fisiológico. conforme os casos). saída do intestino para o exterior. pelo que o levantamento e transporte da vítima deverá ter esta hipótese em conta. TRAUMATISMOS ABDOMINAIS Estes traumatismos poderão ser fatais dada a grande quantidade de órgãos existente na cavidade abdominal. Para mais. será idêntico ao das hemorragias internas. Uma vítima com evisceração. Há ainda que ressalvar a possibilidade de existir evisceração total ou parcial. são por excelência grandes ‘acumuladores’ de sangue do nosso organismo e quando fracturados. É provável que um traumatismo abdominal possa estar associado a uma fractura da bacia ou da região pélvica.

No entanto. que este chega aos nossos pulmões e daí é distribuído a todas as células do corpo através da circulação sanguínea. quantidade e forma de administração deverão tanto quanto possível. ser feitas por um médico. Os restantes 16%.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ TÉCNICAS DE ADMINISTRAÇÃO DE OXIGÉNIO (O2 ) Embora o seu uso seja frequente no transporte de doentes. Assim. as quais consomem apenas cerca de 5%. cuja composição inclui cerca de 21% de O2. o Oxigénio é. É através do ar que respiramos. o Socorrista deve aprender a reconhecer a sintomatologia que indica esta necessidade. PORQUÊ ADMINISTRAR O2? É fundamental lembrar que. a sua prescrição. SINTOMATOLOGIA _________________________________________________________________ Página 83 . o paciente poderá perder a capacidade de captar o O2 de que necessita. bem como as formas correctas de administrar o Oxigénio. para todos os efeitos um medicamento e deve ser encarado como tal. sendo então necessário administrá-lo de forma artificial. Contudo e porque por vezes a sua utilização é requerida em circunstâncias inesperadas e a urgência é tal que o contacto com o médico se torna inviável. quer ventilatória. voltam a ser libertados na expiração. todas as células no nosso corpo necessitam deste gás para viver. se houver alguma falha. quer circulatória.

se têm vindo a utilizar cada vez mais. A sua forma é cilíndrica e normalmente possuem um picotado interior longitudinal. a sua sintomatologia é facilmente reconhecível: Dificuldades Ventilatórias (dispneia) ou Paragem Ventilatória (apneia) Palidez. Assim. requerem alguns cuidados especiais no que respeita ao seu manuseamento (não esquecer que contêm gás sob pressão). garrafas de cor verde. no entanto e salvo algumas excepções. a garrafa abra em duas calotes sem estilhaçar. Isto deve-se ao facto de a sua origem ser americana. a fim de obedecerem às normas em vigor. Sugere-se contudo. estas devem ter o nome do gás mesmo _________________________________________________________________ Página 84 . para que. é o branco. ‘tubos’. também vulgarmente denominadas como ‘cilindros’. Note-se que recentemente. etc. ‘balas’. tendendo para cianose progressiva Pulso rápido e fraco (taquicardia) Transpiração abundante Midríase progressiva A GARRAFA DE OXIGÉNIO As garrafas de O2.. que sejam pintadas de branco.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ Várias são as causas possíveis de falta de O2. em caso de explosão. ♦ Para que não restem dúvidas quanto ao conteúdo das garrafas. ♦ A cor que representa o Oxigénio em Portugal. as garrafas devem ser de cor branca na sua totalidade. ou pelo menos a cúpula. são fabricadas em liga metálica (as mais recentes são em alumínio). importa debruçarmo-nos um pouco sobre a sua constituição: ♦ As garrafas de Oxigénio. pelo que.

a menos que haja recurso a tabelas de conversão. Assim. mais propriamente à câmara de alta pressão. O manómetro associado a este dispositivo. poderá encontrar-se acoplado à garrafa um mano-redutor que. o gás sai da garrafa em alta pressão mas. são a sua capacidade ou volume (em litros). refira-se que o Bar é equivalente ao Kg/cm2. deve escolher-se o que interessar. que é a unidade de pressão utilizada em Portugal. datas e selos das provas hidráulicas e eventualmente o nome da entidade a que pertence. encontra-se graduado em Litros por Minuto (l/min) e naturalmente. Atenção: Estas unidades. quando flui na saída do dispositivo. mede a pressão do gás existente dentro da garrafa. O segundo manómetro. com ambos os sistemas de medida. Neste caso. deverá constar. não permitem efectuar os cálculos que adiante iremos referir. indica-nos o débito (numero de litros por minuto) de _________________________________________________________________ Página 85 . como o nome indica. ligadas pelo dispositivo redutor propriamente dito.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ gravado no seu corpo. na medida em que alguns manómetros de origem americana ou inglesa não se encontram graduados em Bar e sim em PSI (Pound Square Inch = Libra por Polegada Quadrada). que eventualmente existirá anexo à câmara de baixa pressão. vem já em baixa pressão e é obviamente assim que será administrado ao paciente. Deverá encontrar-se graduado em ‘Bar’. Esta noção é importante. O redutor é composto por uma câmara de alta pressão e por uma câmara de baixa pressão. A título de curiosidade. ♦ No caso dos sistemas portáteis. Outros manómetros possuem duas escalas. Outros dados que devem ser gravados na garrafa (caso não venham de fábrica). é composto por um dispositivo redutor de pressão e um ou mais manómetros. Assim a palavra OXIGENIO ou simplesmente O2.

que indica o débito. devendo a escolha ser efectuada em função da utilização da garrafa. não se deve aproximar chamas de locais onde se esteja a utilizar este gás. ex. compostos por uma coluna graduada. todas as zonas de contacto com o O2 (o equipamento em si. dentro da qual se move uma esfera. em forma de ‘relógio’. dentro da célula sanitária. a própria face do paciente ou as mãos do Socorrista). Poderemos com alguma frequência encontrar debitómetros de 2 tipos: os aneróides. O O2 reage quimicamente com gorduras. O O2 em si não arde. Nunca usar qualquer tipo de matéria gorda para lubrificar quaisquer componentes dos sistemas de O2. e os de coluna. Nota: Nos sistemas fixos de O2 (p. mesmo as portáteis.. contudo alimenta as combustões pelo que.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ gás a administrar ao paciente. Não esquecer que contêm gás sob pressão e podem rebentar se submetidas a acções violentas. COMO MANUSEAR O EQUIPAMENTO As garrafas de O2. nas ambulâncias). provocando combustões ou mesmo explosões. Daí ser genericamente designado por Debitómetro. devem ser devidamente fixadas a uma estrutura por forma a não rolarem ou sofrerem embates violentos. o debitómetro não se encontra acoplado ao mano-redutor e sim na extremidade da rampa de O2 . Ambos têm a mesma finalidade. _________________________________________________________________ Página 86 . devem ser previamente isentadas de gorduras. Assim.

pode dar origem a um fogo. a fim de expulsar poeiras. Porque cada caso é um caso e nem todos os pacientes toleram a administração de O2 da mesma forma. Assim. qualquer que seja a sua decisão. etc. se entrar em contacto com uma gordura. nunca abra a garrafa com a saída apontada para si ou para outras pessoas. existem diversos dispositivos para este fim. Nos raros casos em que isto não é possível. embora se destine a administrações de baixos débitos. esta atitude é muito perigosa.. devem ser manuseados sem recurso a ferramentas. é praticamente _________________________________________________________________ Página 87 . grãos de areia. a fim de evitar ‘moer’ a rosca e inutilizar a garrafa. já que. efectuar uma rápida abertura da mesma. concentraremos a nossa atenção nos três mais comuns: SONDA DE INALAÇÃO Trata-se do dispositivo mais aconselhado na maioria dos casos. dado que a brusca saída de oxigénio em alta pressão.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ Os sistemas de O2. Não improvise. Embora habitualmente seja prática corrente antes de montar o mano-redutor na garrafa. é chegada a altura de pensar nas formas possíveis de administração. usar apenas as ferramentas fornecidas com o equipamento. Porque seria exaustivo e mesmo desnecessário no contexto deste manual analisar todos eles. COMO ADMINISTRAR O2 Agora que já conhece os diversos componentes do sistema de O2 e somo manuseá-los.

ATENÇÃO: Não utilizar a sonda de inalação em pacientes com traumatismos cranio-encefálicos. podendo ambas encontrar-se noutras cores. ao passo que a sonda de aspiração possui uma conexão ‘fêmea’ e a extremidade oposta possui um orifício central e outro lateral para evitar entupimentos durante a aspiração.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ isento de perdas. já que supostamente as sondas se encontram embaladas individualmente e mantidas esterilizadas. visto a aplicação ser relativamente simples com um mínimo de treino. É portanto uma técnica invasiva. uma observação minimamente detalhada. há que identificar a sonda de inalação. É contudo. destinada a difundir o O2. Esta confusão não tem razão de ser pois. não é correcto pois. dado ser frequente confundi-la com a sonda de aspiração. politraumatismos faciais e situações similares. mas é tolerável que seja usada pelo Socorrista. revela diferenças abissais: a sonda de inalação possui uma conexão ‘macho’ numa das extremidades e uma perfuração múltipla tipo ‘chuveiro’ na outra extremidade. dado que deve ser introduzido até à nasofaringe. embora as sondas de inalação sejam por norma verdes e as de aspiração incolores. Em todo o caso. _________________________________________________________________ Página 88 . O método tradicional de distinguir as sondas pela cor. dos três o mais traumático fisicamente. alguns fabricantes não respeitam estas normas. pelo que permite o aproveitamento de concentrações razoáveis com débitos baixos. pois há o risco de a sonda ser acidentalmente direccionada para o interior da caixa craniana. COMO APLICAR UMA SONDA Em primeiro lugar.

Esta medida. Portanto. para que ela se mantenha correctamente posicionada. será sensivelmente similar à distância entre a comissura labial (o ‘canto’ da boca) do paciente e a base do lóbulo da orelha. Encontrada a medida. esta poderá ser lubrificada com um gel anestésico apropriado. Finalmente. porque a introdução da sonda causa algum desconforto ao paciente. Em seguida. Mas atenção: não improvise a _________________________________________________________________ Página 89 . Identificada a sonda. deverá fixar-se a sonda ao nariz ou à testa do paciente com um tira de adesivo. bem como do débito a utilizar. perpendicularmente à face desta (e não paralelamente como à primeira vista se poderia esperar). etc. Por razões de segurança. local onde o O2 será difundido. ao efectuar a conexão. deve seleccionar-se o calibre (diâmetro) mais adequado em função das características físicas da vítima (idade. quanto maior for a vítima e o débito. Resta pois. introduzindo-a lentamente. até que todo o comprimento previamente seleccionado esteja introduzido. NOTA: Embora não seja fundamental. fazendo-a rolar entre os dedos. tamanho. conectar a sonda ao sistema de O2. A extremidade perfurada da sonda deverá encontrar-se junto da nasofaringe.).SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ em caso de dúvida. maior será o calibre da sonda. há que ter em conta a quantidade de sonda a introduzir. Nesta altura. o Socorrista deve segurar a sonda entre o 1º e 2º dedos (polegar e indicador) e introduzi-la numa das fossas nasais da vítima. devem ler-se as indicações da embalagem. certifiquese que o sistema se encontra já aberto e a debitar a quantidade de O2 seleccionada.

CATETER NASAL (vulgo ‘Óculos Nasais’) Este dispositivo é fisicamente menos traumático que o anterior. Não adopte pois esta técnica. e finalmente ajustá-lo por baixo do pescoço. O cateter nasal só deve ser aplicado (ou a exemplo da sonda. não só porque não fixa convenientemente o dispositivo. como pode dobrar o tubo debaixo da cabeça. seria necessário aumentar substancialmente o débito relativo mas. mesmo por parte de pessoal diferenciado. uma vez que a introdução se resume apenas ao início das fossa nasais. pelo que. Isto é absolutamente incorrecto. Basta introduzir nas fossas nasais do paciente os dois pequenos tubos localizados a meio (os quais por vezes possuem esponjas para ajudar à fixação). tornando-o ineficaz.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ lubrificação com quaisquer substâncias além das previstas para o efeito. após abrir o sistema e seleccionar o débito adequado. também este dispositivo não se destina a débitos muito elevados. _________________________________________________________________ Página 90 . Para obter com o cateter nasal um aproveitamento similar ao da sonda. passar o tubo por detrás de cada orelha como se de hastes de óculos se tratasse. Por isso mesmo. Um erro de aplicação bastante comum. pois poderá causar queimaduras graves ao paciente. conectado). A aplicação do cateter é extremamente simples. sem apertar demasiado. é o de ajustar o cateter atrás da cabeça ao invés de o fazer debaixo do pescoço. a sua utilização só é eficaz em pacientes cujas necessidades sejam do tipo enriquecimento de atmosfera e não tanto de concentrações elevadas de O2. as perdas são extraordinariamente elevadas.

embora a máscara sofra mais perdas que a sonda e menos que o cateter. deve aplicá-la ao paciente. Por isso. Conecte-a ao sistema. desengordure primeiro a face do paciente com um toalhete molhado. é algo certamente traumatizante em termos psicológicos. Se ele se encontra consciente e cooperante. Lembre-se que a banda elástica de fixação é dispensável nestes casos. Daí que. a colocação de uma máscara diante do nariz e boca de alguém nestas circunstâncias. ela é o instrumento de eleição quando se pretendem administrar altos débitos de O2. MUITO IMPORTANTE: Se administrar O2 com máscara. entregue-lha para que seja ele a colocá-la à medida das suas necessidades e tolerância. certifique-se que o O2 flui na máscara e só então. Não obstante. em termos práticos. _________________________________________________________________ Página 91 . Nunca aplique uma máscara com o sistema fechado. abra-o. Mas não nos esqueçamos de que um paciente a quem se opta por administrar O2. ele não é o mais adequado à maioria dos casos. terá provavelmente dificuldades ventilatórias. Caso contrário. nunca force a colocação da máscara a um paciente que a rejeite. seleccione o débito desejado.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ MÁSCARA COM ADMISSÃO DE AR Não deixa de ser curioso o facto de este ser o dispositivo de uso mais frequente a bordo de ambulâncias. já que. poderá provocar-lhe queimaduras graves.

Casos haverá ainda em que. serão tolerados ligeiros reajustes. mas só se a diferenciação técnica do Socorrista o permitir. os débitos aconselhados no pré-hospitalar sem prescrição médica.. pelo que.5 l/min aproximadamente. considera-se necessário adoptar algumas precauções. Na dúvida.. RECAPITULANDO. 1.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ QUE QUANTIDADE DE O2 ADMINISTRAR? Naturalmente que. excepcionalmente.). Se o paciente for uma criança. etc. Noutras ainda (hiperventilação. Em qualquer dos casos. devem rondar na grande maioria dos casos e para pacientes adultos. não improvise. certificarmo-nos que a administração é de facto adequada e depois. É portanto necessário desde logo. ou seja. já que por vezes os meios de diagnóstico e/ou a diferenciação dos Socorristas podem não ser os mais adequados. cada caso deve ser analisado de per si e situações há que requerem quantidades superiores do que outras. mas isto constitui a excepção à regra. _________________________________________________________________ Página 92 . em função da situação ou do dispositivo utilizado. o débito será reduzido para metade. intoxicações com Paraquat. os débitos serão aumentados drasticamente para valores próximos dos 15 l/min. hiperóxia. a sua administração está absolutamente contraindicada. Os casos mais comuns em que isto sucede são a paragem ventilatória ou cardio-pulmonar e as intoxicações agudas por monóxido de carbono (CO). os três litros por minuto (3 l/min).

que o paciente não ventile espontaneamente ou o faça de forma ineficaz. Posicione-o de forma confortável. naturalmente o método de administração acima referido não resultaria pelo que o O2 terá de ser insuflado pelo próprio Socorrista através de uma máscara apropriada (pocket mask c/ admissão de O2) ou. temos estado a assumir que o paciente ventila espontaneamente.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ • Certifique-se que a situação do paciente. Pode contudo ocorrer. isentando-a de gorduras • Seleccione o dispositivo de administração adequado • Abra a torneira principal da garrafa e verifique o manómetro • Abra lentamente a torneira do debitómetro até que a escala deste indique 3 l/min (ou o débito adequado) • Certifique-se que o O2 flui na extremidade do tubo ou do dispositivo de administração caso este já se encontre conectado • Vigie permanentemente o paciente e a evolução da situação. normalmente sentado e recostado (Fowler). Interrompa a administração se julgar necessário E SE NÃO HOUVER VENTILAÇÃO ESPONTÂNEA? Até aqui. Nestes casos. O método adoptado é portanto o fornecimento de O2 inalado. preferencialmente com o auxílio de um insuflador de balão. salvo as devidas excepções. _________________________________________________________________ Página 93 . Limpe-lhe a face. requer de facto administração de O2. não obstante as dificuldades. em situações mais dramáticas. vulgarmente conhecido na gíria médica pelo nome da AMBÚ (que é na verdade uma marca comercial. pelo que o uso deste termo não é adequado).

pois em sistemas americanos ou ingleses. a pressão poderá estar expressa em PSI (pound square inch). Depois. verifica-se qual a sua capacidade ou volume. cuja unidade de medida é o Bar ou o kilograma por centímetro quadrado (Kg/cm2). que são medidas equivalentes. _________________________________________________________________ Página 94 . abre-se a garrafa e lê-se no manómetro a pressão actual. a saber: No corpo da garrafa. Neste caso. Obtidos estes dois valores. Esta medida. Aquela que nos parece mais simples e fiável. expressos em litros.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ QUANTO TEMPO DURA O OXIGÉNIO DE UMA GARRAFA? Existem várias técnicas para determinar o tempo disponível de gás dentro de uma dada garrafa. terá que recorrer a tabelas de conversão. corresponde à quantidade de um líquido que caberia na garrafa caso esta fosse cheia com um líquido (o que não será o caso). que significa libra por polegada quadrada. Atenção. requer a recolha de algumas informações e a efectuação de contas muito simples. as contas que se seguem não se aplicam. multiplica-se um pelo outro e obtém-se a quantidade de gás existente na garrafa nesse momento.

temos que: 300 l : 4 l/min = 75 minutos. existem 300 litros de gás na garrafa. Tal só é possível num recipiente cuja capacidade é de 3 litros. Obtida esta informação é fácil perceber que se dividirmos o oxigénio existente pelo débito escolhido (quantidade que se vai administrar ao paciente). a questão não é assim tão linear. No entanto. P a pressão de gás e d o débito utilizado. 1h:15’ A fórmula final. porque o gás se encontra extremamente comprimido. ou seja. já que vários imprevistos podem ocorrer fazendo com que a previsão de tempo falhe _________________________________________________________________ Página 95 . Seguindo o mesmo exemplo e assumindo que iremos administrar 4 litros por minuto. seria portanto: CxP d em que C é a capacidade da garrafa. obtém-se: 3 l x 100 kg/cm2 = 300 l Isto significa que nesse momento. teremos o tempo disponível.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ Exemplo: se tivermos uma garrafa com capacidade de três litros e a pressão de gás for de 100 Bar.

se faz por uma constante de segurança (10 l/min). Assim. necessidade de aumentar o débito. é fortemente aconselhável uma de duas soluções: Ou feitos os cálculos. para além de introduzir uma margem de segurança bastante grande aos débitos mais usuais. se atribui uma margem considerável de segurança. Por isso. _________________________________________________________________ Página 96 . incidentes que demorem o transporte. etc.). já que a divisão por dez é de resultado imediato.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ (fugas de gás no sistema. ou a divisão em vez de ser feita pelo débito real. mas a seguinte: C (l) x P (kg/cm2) 10 (l/min) Esta fórmula. Nos casos (raros mas possíveis) em que o Socorrista utilize débitos superiores a 10 l/min. a constante a utilizar passará a ser 20. Obviamente que esta fórmula apenas funciona se o débito for inferior a 10 l/min. a fórmula já não será a que referimos. tem ainda a grande vantagem de facilitar as contas.

para testar se compreendeu a explicação acima: Um paciente deve ser transferido de um hospital em Lisboa para outro em Coimbra. Considerando que a ambulância dispõe de uma garrafa de 10 litros e a pressão actual é de 150 _________________________________________________________________ Página 97 . Durante todo o transporte necessita de um suplemento de oxigénio de 5 l por minuto.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ Sugerimos agora a resolução do seguinte problema.

2h:30’ Conclusão: se a viagem for feita a uma velocidade média de 60 km/h. ou seja. não constitui uma situação _________________________________________________________________ Página 98 . EMERGÊNCIAS OBSTÉTRICAS: O PARTO DE EMERGÊNCIA Parto de emergência ou parto súbito. a resposta correcta seria: não se efectuaria o transporte nestas condições.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ Bar. confronte a sua conclusão com a resolução abaixo. 200 km). RESPOSTA: Os dados necessários são: C = 10 l P = 150 kg/cm2 Constante de segurança = 10 l/min Logo. Depois. precisaríamos de cerca de 3h:20’ para percorrer a distância pretendida logo. que é a velocidade máxima recomendada para uma ambulância circular durante o transporte de doentes. 10 l x 150 kg/cm2 10 l/min = 150’. poderá efectuar o transporte? (nota: a distância de Lisboa a Coimbra é de aprox. como habitualmente é designado.

designa-se ‘pré-termo’ ou ‘prematuro’ e se depois da 42ª semana. mas normalmente dura um número variável de horas. decorre de forma natural e a actuação do Socorrista é a de mero auxiliar em alguns pormenores. de início relativamente fracas e _________________________________________________________________ Página 99 . mais ou menos duas. Se tal suceder. o suficiente para que o feto seja expulso sem problemas. entre a 38ª e a 42ª semanas. etc. a primeira fase – dilatação – tem a ver com o aumento do canal de parto. salvo nos casos em que existam complicações. com a única nuance que ocorre fora da maternidade. São três as fases de um parto: • Dilatação • Expulsão • Dequitadura Como o nome indica. após ter engravidado. designa-se por parto ‘termo’. Estas contracções. O parto. número de partos anteriores. o que significa dizer que. cuja finalidade é proporcionar a expulsão do feto. arquitectura óssea da grávida. tem a duração de 40 semanas lunares. de uma situação natural. Caso ocorra antes da 38ª semana. o Socorrista deve tentar acelerar ou retardar qualquer das fases deste processo.. A dilatação tem uma duração variável. em função de diversos factores: raça. será ‘pós-termo’. Toda esta fase é acompanhada de contracções uterinas.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ anormal. Em caso algum. A gestação de um feto humano. Mas quase todo o trabalho é executado pelo feto e a parturiente. mas sim. a mulher deve esperar que o parto ocorra naturalmente.

O saco e líquido amnióticos são. a _________________________________________________________________ Página 100 . deitada em decúbito dorsal. Para manter alguma sensação de privacidade (ainda que ilusória). com os equipamentos de protecção individual adequados. o Socorrista se deve encontrar devidamente protegido. reduzindo simultaneamente o intervalo entre cada uma. Em alternativa a parturiente pode ficar recostada. a parturiente deve ser questionada quanto à possibilidade desta ocorrência. e na iminência da expulsão. pelo que. respectivamente uma membrana e um líquido que envolvem o feto durante a gestação e que têm funções essencialmente de protecção. No final desta fase. dá-se o rebentamento do saco amniótico (vulgo rebentamento das águas) e exteriorização do líquido amniótico. tendem a aumentar a sua intensidade e duração. ATENÇÃO: O líquido amniótico é um dos fluidos orgânicos mais passíveis de transmitir eventuais doenças infecto-contagiosas. com a finalidade de criar um melhor apoio e consequentemente maior conforto. é usual colocar-se um lençol sobre a parturiente. Porque o Socorrista não deve efectuar qualquer análise da dilatação. Por debaixo da lordose lombar (curvatura das costas). pelo que. com as coxas e pernas flectidas e afastadas. constitui um sinal relativamente eficaz da iminência do parto propriamente dito. Habitualmente (mas não forçosamente). a proximidade das contracções (cerca de 1 minuto de intervalo. Contudo. ou menos. no final da fase). no final da dilatação. Este é outro sinal de expulsão iminente.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ espaçadas. a parturiente deve ser colocada na posição obstétrica. deve colocar-se uma almofada. ou seja.

para preparar o kit de parto. O feto normalmente encontra-se posicionado por forma a que se exteriorize a cabeça em primeiro lugar. Esta é uma boa altura (se ainda não o fez). altura em _________________________________________________________________ Página 101 . afastada.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ região genital deve manter-se visível para detectar a expulsão logo que se inicie. com o pé no chão. Entre outros. Se porventura. inicia-se a 2ª fase – a expulsão. A parturiente recosta-se no assento traseiro da viatura (ou numa fila tripla da aeronave). por exemplo a bordo de uma aeronave. os seguintes itens: • • • • • • • • • • • • Campo estéril Compressas esterilizadas Pensos higiénicos 2 clamps umbilicais Fita de nastro Aspirador neonatal (ou pera de borracha) Toalhetes com germicida obstétrico Luvas esterilizadas Saco para placenta Tesoura ou bisturi Manta isotérmica Etc. Primeiro aparece a coroa cefálica. esta é normalmente a parte mais difícil da expulsão. Dadas as proporções da cabeça. poderemos encontrar num bom kit obstétrico. o parto ocorrer numa viatura ou. conforme ilustra a figura. com uma das pernas flectida encostada às costas dos assentos e a outra. Finda a dilatação. podem aproveitar-se os assentos das mesmas. com a face voltada para baixo. Estes kits comercializam-se em embalagens individuais e nelas poderemos encontrar todos os itens necessários para efectuar o parto com alguma segurança.

SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ que o Socorrista deve exercer uma ligeira pressão na zona do períneo (região entre a vagina e o ânus) da parturiente, a fim de evitar que este rasgue. A parturiente, deve hiperventilar no intervalo entre cada contracção, com a finalidade de prover os pulmões de ar suficiente para que durante a próxima contracção se concentre em efectuar a manobra de Valsalva – manobra efectuada sempre que se pretende criar uma pressão no interior do corpo para empurrar algo para o exterior, neste caso, o feto. Consiste basicamente em fazer força tal como se estivesse a evacuar. Ocorre com frequência, haver precisamente saída de fezes nesta altura, o que é normal se existir conteúdo no intestino. Esta manobra, em conjunto com as contracções uterinas, ajudam à expulsão do feto. Logo que a cabeça se exteriorize na totalidade, o Socorrista deve proceder à limpeza/aspiração das vias aéreas do feto, utilizando para isso o aspirador neonatal do kit obstétrico ou, na sua falta, uma compressa ou pano limpo. Não esquecer que o recém-nascido irá começar a respirar dentro de instantes e não pode ter as vias aéreas obstruídas com mecónio, líquido amniótico ou outras substâncias. Outra preocupação é a de eventualmente existir uma ou mais circulares de cordão umbilical enroladas em redor do pescoço. Se tal suceder e a fim de evitar o estrangulamento do feto, há que desenrolar o cordão ou, na impossibilidade de o fazer, cortá-lo. Mas atenção, para cortar o cordão, devem seguir-se os procedimentos correctos adiante descritos. De contrário, poderá provocar-se a morte do feto e/ou da parturiente por hemorragia, ou ainda, infecções graves. Após a saída da cabeça, dá-se então a saída dos ombros, um de cada vez, seguidos do resto do corpo. Não será demais lembrar, que o Socorrista se limita a

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SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ amparar esta saída, nunca puxando para acelerar o processo. Completa a expulsão, o recém-nascido deverá ser segurado pelos pés, de cabeça para baixo, para que saia o líquido amniótico dos brônquios, uma vez mais desobstruídas as vias aéreas e verificados os parâmetros vitais. Se tudo estiver em ordem, o r/n é embrulhado num lençol (de preferência no campo esterilizado do kit obstétrico) e entregue à mãe. Entretanto a parturiente (ou melhor, nesta altura já não se designa parturiente e sim ‘puérpara’), encontra-se agora na 3ª fase do parto – a dequitadura – correspondente à expulsão da placenta. Esta saída acontece ao cabo de cerca de 15 a 30 minutos e pode ser auxiliada massajando suavemente o abdómen. Uma vez mais, o Socorrista não tenta acelerar o processo e jamais puxa pelo cordão. Isto poderia fazer com que houvesse lesões no útero, ou levar à rotura da placenta, com permanência de partes da mesma no interior do útero, obrigando a uma raspagem do mesmo no hospital. Logo que saia, a placenta deverá ser guardada num saco de plástico e colocada junto do r/n. É importante que a placenta seja entregue na maternidade junto com a puérpara e o r/n, para que seja examinada e os médicos se certifiquem que foi expulsa na totalidade. Quanto ao cordão umbilical, não há interesse prático em proceder ao seu corte no pré-hospitalar, sendo até algo arriscado fazê-lo. Assim e salvo nos casos em que o corte seja imperativo, o Socorrista limita-se a colocar um ‘clamp’ (mola apropriada para o aperto do cordão), a cerca de 4 dedos de distância do umbigo do bebé e um segundo clamp à mesma distância do primeiro. O corte a ter de ser efectuado, será sempre entre os dois clamps, (ver figura acima relativa ao corte do cordão), a fim de evitar

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SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ hemorragias ou outras complicações e sempre com instrumentos esterilizados. As extremidades do cordão poderão em seguida ser envolvidas com compressas esterilizadas. Resta pois, proceder ao transporte ao hospital. Contudo, há que não esquecer que, por vezes, surgem problemas ou situações inesperadas como gémeos, prematuros, apresentações diferentes da cefálica ou falhas das funções vitais do recém-nascido. Neste último caso, há que proceder de imediato às manobras de reanimação adequadas. Eventualmente, podem verificar-se situações em que o parto sem intervenção cirúrgica seja impossível como nas apresentações pélvicas ou outras. Se houver qualquer peça anatómica como um membro visível, esta deverá ser envolvida num pano limpo e mantida húmida com soro fisiológico até à chegada ao hospital. Se a apresentação for de pés, a expulsão é possível, mas o Socorrista deve certificar-se que os braços do feto saem esticados ao longo do corpo e que o queixo não fica preso quando da saída da cabeça, por forma a não haverem lesões cervicais.

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coloca um tubo orofaríngeo ou lenço enrolado entre os dentes e nas mãos do doente. manifesta-se por vezes sob a forma de ‘ataques’.Epilepsia de Grande Mal Este segundo tipo. que passam por 4 fases: Fases do ataque: AURA: Alucinações visuais e auditivas.Epilepsia de Pequeno Mal . Possível descontrole dos esfíncteres. que pode existir sob duas formas: . POST CRÍTICA: Fase de recuperação.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ EMERGÊNCIAS MÉDICAS EPILEPSIA: Trata-se de uma doença do foro neurológico. TÓNICA: Perda do tónus muscular e da consciência. CLÓNICA: Espasmos musculares. Actuação do Socorrista: Durante a fase clónica. com possível corte da língua com os dentes. a fim de evitar as lesões atrás referidas. _________________________________________________________________ Página 105 . protege a vítima de embates contra superfícies duras e. pelo que o utente pode defecar ou urinar. se possível. ou perfuração das mãos com as unhas.

SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ ATENÇÃO: Nunca introduzir os dedos na boca do doente. Por outras palavras. não têm qualquer fundamento. o de eventuais lesões associadas à queda ou aos espasmos. Na fase post crítica. Vários mitos existem em redor dos ataques epilépticos clónicos mas. na sua maioria. ou sequer de agredir voluntariamente o Socorrista. aconselha a ida ao hospital. daí a recomendação de recorrer ao hospital após a crise. não existe o menor risco de o paciente enrolar ou engolir a própria língua. dado que este exerce uma força tremenda. _________________________________________________________________ Página 106 . O risco maior será pois.

Possíveis perturbações digestivas e eructações (arrotos) O Primeiro Socorro. fornecer O2 quando possível e tentar a administração de nitratos por via sublingual.Náuseas e vómitos .SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ ATAQUE CARDÍACO Situações possíveis (entre outras): Angina de peito e enfarte do miocárdio. pescoço. arejar o local.C.Ansiedade .Transpiração abundante . iniciar de imediato as manobras de R. _________________________________________________________________ Página 107 . ou mandíbula . consiste em colocar a vítima em repouso (posição de Fowler).Temperatura elevada (inicialmente) . com possível irradiação para um dos membros superiores.P.Dor rectro-esternal (pré-cordial). Sintomatologia: .Deficiências ventilatórias . Caso haja paragem cardíaca.

possível fome e hálito cetónico (forte odor a acetona). Nem sempre é fácil determinar que um paciente é diabético. passa pela administração de açúcar por via sublingual e posterior transporte ao hospital. pelo que. importa ter em conta que a actuação do Socorrista neste 2º caso é bastante mais urgente e eficaz. caso este se encontre inconsciente _________________________________________________________________ Página 108 . independentemente do tipo. pelo que. identificada a situação de 'crise diabética'. A sintomatologia apresentada por um diabético em plena crise pode ser variada. o primeiro socorro a nível básico. destacando-se a sintomatologia típica do choque em casos graves de hipoglicémia.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ DIABETES Embora uma crise relacionada com a diabetes possa ter a ver com dois tipos de situações opostas (coma diabético ou hiperglicémia e choque insulínico ou hipoglicémia).

como uma medalha. Os pacientes asmáticos normalmente possuem uma bomba broncodilatadora. em crises mais complicadas. ASMA Trata-se de uma das DPCO (Doenças Pulmonares Crónicas Obstrutivas) mais comuns. pulseira ou cartão. mas nem sempre é fácil de gerir pelo Socorrista. a bomba mostra-se pouco eficaz. que os ajuda a controlar situações simples contudo. O paciente apresenta uma respiração sibilante (‘gatinhos’) e difícil.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ ou pouco cooperante. particularmente na fase da _________________________________________________________________ Página 109 . poderá ser útil verificar a possibilidade de ter consigo algum objecto indicativo.

Embora na origem do ataque não esteja uma falta de oxigénio.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ expiração. pelo que. etc. desde alterações emocionais. Em casos extremos. Várias podem ser as origens de um ‘ataque’ de asma. se na origem do ataque estiver uma reacção alérgica. dada a dificuldade do paciente em expirar. HIPERVENTILAÇÃO _________________________________________________________________ Página 110 . até porque isto tende a acalmar o paciente. inspirando pelo nariz e expirando com os lábios unidos como para assobiar. se a situação o exigir. Um ataque de asma pode ser extremamente desgastante. o paciente deve ser acalmado. deve considerar-se o transporte ao hospital. o que o leva frequentemente a situações de pânico. através da administração de oxigénio em baixo débito. com consequente alteração do equilíbrio de gases. existe excesso de ar nos pulmões. o choque anafilático pode instalar-se e há que proceder em conformidade (ver capítulo de choque). pode verificar-se a necessidade de efectuar manobras de reanimação e.. Sendo assim. colocar-se na posição de sentado e respirar lentamente. torna-se adequado enriquecer ligeiramente a atmosfera. alergias. A aspiração de secreções também pode estar indicada. daí que.

acabando por entrar em hiperóxia. A situação é no entanto simples de ultrapassar. aumentando assim o teor de dióxido de carbono. por situações de stress emocional. o que conduz ao equilíbrio. etc. _________________________________________________________________ Página 111 . Como o nome indica. a vítima começa a hiperventilar. correndo o risco de sofrer uma paragem do automatismo ventilatório. Este método comporta alguns riscos mas até melhor alternativa.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ Esta situação deve-se normalmente a alterações do sistema nervoso. bastando acalmar a vítima e pedir-lhe que ventile para dentro de um saco de papel ou de plástico. mostra-se eficaz.

evitando assim o agravamento de eventuais lesões. _________________________________________________________________ Página 112 . são estes que na generalidade efectuam a remoção das vítimas do local em que se encontram e o respectivo transporte à unidade hospitalar. Em oposição. 1. contudo. não quisemos deixar de lhe fazer uma ligeira abordagem. sempre que se encontra uma vítima. As técnicas referidas. o(s) Socorrista(s) deve(m) rodear-se de cuidados especiais e fazer uso de técnicas de levantamento prédefinidas. devem ser uniformes e perfeitamente dominadas pêlos Socorristas. interessa muito especialmente aos Formandos pertencentes a entidades de socorro ou de transporte de doentes. não se deve em princípio mexerlhe até que o seu exame geral revele a inexistência de lesões que o impeçam. dado que. independentemente da entidade que os formou. a fim de mobilizar as vítimas o menos possível. resulta pouco importante no âmbito de um curso básico de Socorrismo.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ LEVANTAMENTOS E TRANSPORTES Este capítulo. Caso se conclua que a vítima deve ser removida. LEVANTAMENTOS Como é do conhecimento geral. por forma a permitir que o levantamento seja efectuado nas melhores condições e sem grandes perdas de tempo ou aplicação de métodos contraditórios.

pode ser feita uma rotação da vítima. é efectuado o levantamento uniforme da vítima. Levantamento tipo ‘COLHER’: Este levantamento. que ficará encostada ao tórax dos Socorristas. outra suportando os membros inferiores.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ Tanto quanto as condições pontuais o permitirem. Quando o local ou as condições não permitam o transbordo directo da vítima para a maca. permite levantar uma vítima em espaços confinados e com reduzido número de Socorristas. O Socorrista 2. outra ao nível da cintura. rodeando-a com o braço que estava colocado ao nível da cintura. Socorrista 2: Uma das mãos ao nível dorsal. Socorrista 3: Uma das mão ao nível do cóccix. pode ‘abraçar’ a vítima. aplicar-se-ão as regras de transporte descritas no próximo capítulo. Contudo. o levantamento de uma vítima deve ser efectuado directamente do local em que esta se encontre para uma maca adequada à situação. À voz do Socorrista 1. ficando esta apoiada no joelho dos Socorristas. não sendo o mais adequado à maioria dos casos. Para melhor suporte. nos seguintes locais: Socorrista 1: Uma das mãos apoia o pescoço e cabeça e a outra ao nível das omoplatas. Os Socorristas posicionam-se de um dos lados da vítima. 1. até conseguir segurar a outra mão. com um joelho por terra e introduzem as mão por debaixo da vítima até ao lado oposto.1. Nesta _________________________________________________________________ Página 113 . sendo de evitar deslocações. não deve ser aplicado a vítimas com suspeita de traumatismo vertebromedular ou outros igualmente graves.

Este método tem algumas variantes. afastando as pernas por forma a que um dos pés fique colocado junto ao tronco da vítima e o outro sobre o varal exterior da maca. podendo ser usado com 4 ou 5 Socorristas. uma ao nível do tórax e a outra ao nível da cintura. Contudo. já que permite levantar a vítima com maior estabilidade. devem ser introduzidas por debaixo da vítima. dado que a maca deve estar previamente posicionada ao lado da vítima. a vítima é levantada em bloco e colocada sobre a maca. o levantamento tem de ser efectuado com toda a precaução e respeitando rigorosamente o bloco cabeça/pescoço/tronco. ou permitindo que a maca seja colocada apenas no final. posicionam-se respectivamente à cabeça e aos pés da vítima. 1. ficam apoiados no solo e travam os punhos da maca. _________________________________________________________________ Página 114 . 1. pressupõe a existência de maior espaço físico. O 3º Socorrista. deve posicionar-se voltado de frente para o Socorrista 1. passando por baixo das pernas dos Socorristas. À ordem do Socorrista 1. Os Socorristas 1 e 2. Levantamento de traumatizados de coluna: Tratando-se de uma vítima com uma lesão deste tipo. Levantamento tipo ‘PONTE’: Este levantamento é mais seguro que o anterior. a vítima é baixada à maca.2. As suas mãos.3. segurando-os com ambas as mãos.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ altura será colocada uma maca junto aos Socorristas e à voz do Socorrista 1. Os joelhos do lado da maca.

Mesmo correndo o risco de nos tornarmos algo repetitivos. A vítima é sustentada no ar até que se faça deslizar uma maca apropriada sob as pernas do Socorrista 2 (o que se encontra aos pés). • Para que este levantamento seja seguro. começa por ser colocado um colar cervical na vítima. Após todos os Socorristas se encontrarem preparados. são necessários 5 a 7 Socorristas. Note-se que a finalidade é apoiar o levantamento da vítima e não traccioná-la. deve ser previamente ensaiada por cima da vítima. • A maca utilizada nestes casos. nomeadamente constituir um plano rígido e liso e permitir a fixação da vítima. este levantamento pressupõe a existência de um mínimo de 6 a 7 Socorristas. As mãos são alternadamente introduzidas por debaixo da vítima. dependendo do tamanho da vítima. deve possuir características especiais. A posição das mãos. que ficam a aguardar a fixação da vítima à maca através dos cintos respectivos. segurando-os com ambas as mãos. Todos os Socorristas abandonam as posições. Para ser efectuado com segurança. não podemos deixar de relembrar alguns procedimentos a adoptar num levantamento deste tipo: • A vítima deve ser levantada respeitando o bloco cabeça/pescoço/tronco/membros inferiores. colocam-se respectivamente junto à cabeça e pés da vítima. com excepção dos números 1 e 2. sem a movimentar e sem tocar na coluna. Os Socorristas 1 e 2. é dada ordem para efectuar o levantamento em bloco. _________________________________________________________________ Página 115 .SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ Para assegurar a imobilidade do pescoço. sobre a qual a vítima será de novo baixada.

2. pelo que a vítima deve ser transportada por outros processos: 2. 2. por forma a garantir a segurança da vítima e evitar o agravamento das suas lesões. tal não é possível.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ • Um transporte de um traumatizado de coluna é sempre efectuado em velocidade muito reduzida. devido a questões de falta de espaço ou outras.1. 3 e 4 Socorristas • Macas improvisadas NOTAS: É fundamental que o Socorrista se proteja. 3 e 4 mãos Com uma cadeira 2. deve ser cuidadoso sempre que necessite de efectuar um esforço para levantar ou transportar uma vítima. _________________________________________________________________ Página 116 . segundo as técnicas atrás descritas mas. a vítima deve ser levantada para uma maca. por vezes. Quando possível. devem ser adoptadas técnicas específicas que permitam fazê-lo. SEM MACA: • • • • • Às costas Por encosto e prisão de braço A dorso e pernas Cadeirinha a 2.2. pelo que. COM MACA: • Maca com rodas • Maca sem rodas. TRANSPORTES Sempre que haja necessidade de remover uma vítima do local em que se encontra.

REMOÇÃO DE CAPACETES _________________________________________________________________ Página 117 .SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ Para tal. deve manter as costas direitas. Se possível. deverá usar uma cinta de apoio lombar. fazendo flexão de pernas e apoiando o esforço nestas.

se há situações em que o capacete deve ser removido pois compromete o acesso às vias aéreas. ou a estabilidade cervical. com eventuais perdas de substância encefálica • A forte probabilidade de existirem lesões cervicais. passíveis de serem agravadas com a remoção do capacete Sugerimos pois. uma vez que. não é menos verdade que.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ Com grande frequência. Algumas das razões que levam a que o capacete se deva manter são: • A possibilidade de este se encontrar a conter hemorragias graves • A possibilidade de existirem fracturas de ossos do crânio e estes serem arrastados junto com o capacete. A decisão nem sempre é simples. aparece a dúvida quanto a retirar ou não os capacetes à(s) vítima(s) envolvida(s). a sua remoção pode agravar de forma irreversível. eventuais lesões já existentes. no decorrer de acidentes envolvendo veículos de duas rodas. noutros casos. que evite a remoção de um capacete. a menos que ocorra alguma das seguintes circunstâncias: • Se for imprescindível o acesso às vias aéreas e o capacete o impeça • Se for necessário proceder a manobras de Reanimação CardioPulmonar • Se houver compromisso da estabilização cervical • Se de outra forma o capacete se encontrar nitidamente a prejudicar o estado da vítima _________________________________________________________________ Página 118 .

já que. TÉCNICA DE REMOÇÃO DE CAPACETES Esta técnica deve ser efectuada por um mínimo de dois Socorristas. se alguns capacetes ditos ‘integrais’. por acção de uma ligeira tracção (suficiente para manter a estabilidade mas sem exageros. a cabeça e a coluna cervical deverão estar alinhadas (o nariz alinhado com o umbigo e com os pés). são contudo de remoção mais complicada que outros modelos mais simples. uma vez que abrem para facilitar a colocação e remoção. não é menos importante ter presentes as eventuais consequências deste acto. há que ter presente a técnica correcta para o fazer. NOTA: Uma vez iniciada a tracção. Uma vez tomada a decisão de remover o capacete. que se tenha presente a necessidade de em alguns casos proceder à remoção mas. Os modelos integrais mais modernos e de gama alta. por forma a não agravar as possíveis lesões). não sendo portanto necessário exercer grandes pressões. pois são colocados sob pressão. Outro factor que não é alheio à tomada da decisão. _________________________________________________________________ Página 119 . e estáveis. é fundamental que ela seja mantida até à colocação do dispositivo de imobilização cervical.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ É portanto fundamental. é o tipo de capacete propriamente dito. já permitem resolver parte do problema. oferecem boa protecção. por forma a minimizar tanto quanto possível os riscos inerentes. Durante todos os passos.

Mantenha a cabeça e coluna cervical alinhadas e estáveis. há que corrigir o alinhamento da cabeça e cervical se for o caso (nariz -> umbigo -> _________________________________________________________________ Página 120 . corte-a. 4 – Uma vez libertados os pavilhões auriculares. Se de alguma forma ela puder dificultar a remoção. Neste caso abra-as. Avise o colega que se encontra a manter a estabilização cervical de que o capacete vai sair. 5 – Removido o capacete. em substituição da tira.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ FASES DA REMOÇÃO: 1 . com suaves movimentos oscilatórios. Nota: alguns modelos. 3 – Sempre mantendo o alinhamento e estabilidade da cabeça e coluna cervical. está ultrapassada a fase mais difícil. 2 – Introduza os dedos lateralmente no interior do capacete e alargue as almofadas laterais. bem como o alargamento do interior do capacete. possuem armações de fixação.Desaperte a tira de fixação do capacete e afaste-a para os lados. puxe-o lentamente.

bem como uma panorâmica dos preços de alguns artigos. 6 – Colocar o colar cervical. Para evitar este tipo de situações. A MALA DE PRIMEIROS SOCORROS Conforme verificámos ao longo do curso. _________________________________________________________________ Página 121 . que nos é muito difícil. muitas vezes o Socorrista é obrigado a improvisar. que estes valores são apenas referenciais. bem como efectuar a tracção necessária à colocação de colar cervical. com bastante frequência os Formandos pedem-nos para lhes elaborar uma mala de Primeiros Socorros. juntamos uma proposta para uma mala tipo. Por favor. dado que este tipo de artigo. deve ser personalizado. capacidade técnica. por não ter os equipamentos adequados na altura certa.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ pés). tarefa essa. tenha em conta. Assim. não constituindo de forma alguma um preçário actualizado e respeita a equipamentos habitualmente comercializados pela CADUCEUS. em função das necessidades de cada um. disponibilidade financeira. para que cada pessoa possa optar pelo que mais lhe convém. etc.

01 01 01 01 12 12 01 01 10 01 01 01 01 01 01 06 05 05 04 10 01 02 01 ARTIGO Adesivo Hipoalergénico Algodão Carvão Vegetal Activado Colírio Oftálmico Compressa Ester. CARGA PROPOSTA PARA MALA DE PRIMEIROS SOCORROS Qtd . Pode e deve ser completada pelo utilizador à medida das suas necessidades. 10x10 Compressa Esterilizada 5x5 Compressas não aderentes Emético (xarope de Ipeca) Esfigmomanómetro Espátulas Madeira Estetoscópio Fármacos Diversos Garrote Venoso Kit controlo de glicémia Kit Obstétrico (Parto) Kit Protecção Individual (Bata+luvas+barrete+máscara) Lanterna de Reflexos Lenços Triangulares Ligaduras de Gaze (Tamanhos Diversos) Ligaduras Elásticas (Tam.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ Esta lista está forçosamente incompleta. Min. Diversos) Luvas Esterilizadas Luvas Latex Mala ou Saco Primeiros Socorros Manta Isotérmica Máscara Ventilação Assistida _________________________________________________________________ Página 122 .

Emergency Care and Transportation of the Sick and Injured. Balão Rolo Adesivo Seringa Solução Anti-séptica Soro Fisiológico Suturas Adesivas Talas Dobráveis (Zimmer)4x40 Talas Madeira Tam. Fevereiro de 1999. Diversos Termómetro Digital Termómetro Prismático Tesoura Tesoura Forte Toalhete Álcool Toalhete Germicida Tubos Orofaríngeos RECURSOS BIBLIOGRÁFICOS BROWNER. 7th ed.. et al. apontamentos diversos _________________________________________________________________ Página 123 . Bruce D.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ 02 02 05 01 03 03 20 03 01 01 02 01 60c c 02 05 01 01 01 01 20 20 06 Pack Calor Pack Frio Pacotes de Açúcar ou Glicose Penso Queimados Penso Trauma Pensos Compressivos Pensos Rápidos Pinça Descartável Ressuscitador Man. Jones and Bartlett / AAOS INEM.

apontamentos pessoais da Licenciatura em Educação Especial e Reabilitação. José.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ Galvão. Bioquímica. ÍNDICE Prólogo 1 _________________________________________________________________ Página 124 . Fisiologia do Esforço. Psicofisiologia. cadeiras de Anatomofisiologia.

PULSO 6 4 .S.CIRCULAÇÃO 26 CONCEITO DE MORTE 28 SUPORTE BÁSICO DE VIDA – Ventilação Assistida vs R.P.(Posição Lateral de Segurança) 39 CHOQUE SÉPTICO E ANAFILÁTICO 41 HEMORRAGIAS 42 CLASSIFICAÇÃO 43 HEMORRAGIAS INTERNAS INVISÍVEIS 44 HEMORRAGIAS INTERNAS VISÍVEIS 46 HEMORRAGIAS EXTERNAS 48 LESÕES NA PELE 52 FERIDAS 52 CLASSIFICAÇÕES 52 CASOS ESPECIAIS 53 _________________________________________________________________ Página 125 . 28 O CHOQUE 37 DEFINIÇÃO E CAUSAS 37 PRIMEIRO SOCORRO GERAL 38 P.ESTADO DE CONSCIÊNCIA 5 2 – VENTILAÇÃO 5 3 .VENTILAÇÃO 16 PERMEABILIZAÇÃO / DESOBSTRUÇÃO DAS VIAS AÉREAS 21 Desobstrução das vias aéreas 22 APARELHO CARDIOVASCULAR .C.PRESSÃO ARTERIAL 7 VALORES DE REFERÊNCIA: 8 OS 10 MANDAMENTOS DO SOCORRISTA: 10 PRIORIDADES DE SOCORRO: 12 EMERGÊNCIAS CARDIO-RESPIRATÓRIAS 15 SUPORTE BÁSICO DE VIDA 15 NOÇÕES DE ANATOMIA E FISIOLOGIA 15 APARELHO RESPIRATÓRIO .TEMPERATURA 7 5 ..SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ INTRODUÇÃO 2 Plano de Actuação do Socorrista 2 EXAME GERAL DA VÍTIMA E SINTOMATOLOGIA 4 FUNÇÕES VITAIS: 5 1 .L.

podem levar a uma suspeita de envenenamento? 63 Primeiro Socorro Geral 64 Primeiro Socorro Específico 65 Intoxicações por Via Digestiva (Gastrointestinal): 65 Intoxicações por Via Respiratória (Inalatória): 68 Intoxicações por Via Transcutânea ou Ocular: 69 Intoxicações por Via Circulatória: 70 LESÕES DO TECIDO ÓSSEO E MUSCULAR 72 FRACTURAS 72 LESÕES ARTICULARES 75 TRAUMATOLOGIA 76 TRAUMATISMOS CRANIOENCEFÁLICOS 77 TRAUMATISMOS MAXILOFACIAIS 79 TRAUMATISMOS VERTEBROMEDULARES 80 TRAUMATISMOS TORÁCICOS 81 TRAUMATISMOS ABDOMINAIS 82 TÉCNICAS DE ADMINISTRAÇÃO DE OXIGÉNIO (O2 ) 83 PORQUÊ ADMINISTRAR O2? 83 SINTOMATOLOGIA 83 A GARRAFA DE OXIGÉNIO 84 COMO MANUSEAR O EQUIPAMENTO 86 COMO ADMINISTRAR O2 87 SONDA DE INALAÇÃO 87 CATETER NASAL 90 MÁSCARA COM ADMISSÃO DE AR 91 QUE QUANTIDADE DE O2 ADMINISTRAR? 92 RECAPITULANDO.SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ PRIMEIRO SOCORRO 53 FERIDAS PROFUNDAS 53 FERIDAS COM OBJECTOS ESTRANHOS ENCRAVADOS 53 FERIDAS PROVOCADAS POR DISPARO DE ARMAS DE FOGO 53 FERIDAS SUPERFICIAIS 54 QUEIMADURAS 54 LESÕES PROVOCADAS PELO FRIO 56 INTOXICAÇÕES AGUDAS 58 Que tipo de indícios. 92 E SE NÃO HOUVER VENTILAÇÃO ESPONTÂNEA? 93 QUANTO TEMPO DURA O OXIGÉNIO DE UMA GARRAFA? 94 _________________________________________________________________ Página 126 ...

SOCORRISMO: Leitura Complementar ________________________________________________________ EMERGÊNCIAS OBSTÉTRICAS: O PARTO DE EMERGÊNCIA 98 EMERGÊNCIAS MÉDICAS 105 EPILEPSIA: 105 ATAQUE CARDÍACO 107 DIABETES 108 ASMA 109 HIPERVENTILAÇÃO 110 LEVANTAMENTOS E TRANSPORTES 112 1. LEVANTAMENTOS 112 2. TRANSPORTES 116 REMOÇÃO DE CAPACETES 117 A MALA DE PRIMEIROS SOCORROS 121 RECURSOS BIBLIOGRÁFICOS 123 ÍNDICE 124 _________________________________________________________________ Página 127 .

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