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Modelos, teorias e tendências na abordagem do desenvolvimento fonológico: a importância da sílaba na avaliação. - Rosa Lima

Modelos, teorias e tendências na abordagem do desenvolvimento fonológico: a importância da sílaba na avaliação. - Rosa Lima

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Autor: Rosa Lima.
Fonte: Sonhar (revista da APPACDM de Braga), nº 2, 2005, pp. 271-322.
http://pfonetica.web.ua.pt/files/publicacoes/Sonhar%2031_10_2005.doc
(Acesso em 28/10/2010)
Autor: Rosa Lima.
Fonte: Sonhar (revista da APPACDM de Braga), nº 2, 2005, pp. 271-322.
http://pfonetica.web.ua.pt/files/publicacoes/Sonhar%2031_10_2005.doc
(Acesso em 28/10/2010)

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A aplicação da perspectiva comportamentalista ao desenvolvimento
fonológico constituiu, em articulação com a linguística estruturalista,
um dos momentos de partida da História deste domínio.

Autores como Mowrer (1952) e Olmsted (1966) socorreram-se dos
postulados de base da “Teoria da Aprendizagem” (imitação e reforço
diferencial na discriminação das características próprias dos sons)
para sublinhar a importância, no desenvolvimento fonológico, de

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Rosa Lima
31 de Outubro de 2005

factores como a percepção ou o papel da frequência de input.
Serra et al (2000) especificam-nos como factores de facilidade
perceptiva categorial e de frequência na língua, associando-os à
proposta explicativa de que (1) os fonemas mais contrastantes são os
primeiros a aparecer (facilidade perceptiva categorial) e (2) em
segundo surgem os fonemas com mais frequência na língua. Nesta
perspectiva, previa-se que a sonoridade e a nasalidade fossem de
aprendizagem mais fácil que a fricação e o lugar de articulação,
admitindo-se, por inerência, um grau correlativamente inverso de
dificuldades produtivas (mais dificuldades no uso contrastivo do lugar
de articulação). Segundo Serra et al (2000), o autor terá ele próprio
reconhecido a falta de apoio empírico a estas previsões .

Numa visão geral, são, em suma, os conceitos de aprendizagem,
competências perceptivas e frequência de uso que dominam esta
leitura do desenvolvimento fonológico. O peso de factores
contingenciais na aquisição faz, assim, com que a noção
estruturalista de desenvolvimento universal (sobre a qual nos
debruçamos em seguida) encontre aqui uma das mais violentas
oposições.

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